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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ARQUITETURA E URBANISMO

BIBLIOTECA PÚBLICA DO MATO GROSSO Trabalho Final de Graduação

BIBLIOTECA PÚBLICA DO MATO GROSSO Trabalho Final de Graduação Juliana Reis Fuão Cuiabá, 12 de fevereiro

Juliana Reis Fuão

Cuiabá, 12 de fevereiro de 2004

Juliana Reis Fuão

BIBLIOTECA PÚBLICA DO MATO GROSSO Trabalho Final de Graduação

“Monografia apresentada à Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia, como exigência parcial para a obtenção do título de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo,sob a orientação da professora Gemima de Almeida Souza”

Cuiabá, 12 de fevereiro de 2004

Aos meus pais Marco e Ângela por todo carinho, incentivo e apoio.

Às minhas irmãs Laura e Patrícia por todo o apoio que já me deram, e por terem feito o curso de Arquitetura junto comigo.

AGRADECIMENTOS

À Prof.ª Gemima de Almeida Souza pela ajuda e orientação;

À Prof.ª Gemima de Almeida Souza pela ajuda e orientação;

À Arquiteta Mafalda por ter aceitado me orientar em primeiro

À

Arquiteta Mafalda por ter aceitado me orientar em primeiro

 

lugar;

À todos os professores, do departamento ou não, por terem

À

todos os professores, do departamento ou não, por terem

compartilhado comigo seus conhecimentos;

Em especial à Prof.ª Marta pela amizade e por ter me dado a oportunidade de

Em especial à Prof.ª Marta pela amizade e por ter me dado a oportunidade de ajudar na organização da Biblioteca Setorial, o que em muito contribuiu para a elaboração deste Trabalho;

Aos funcionários da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça pelo carinho com que sempre me

Aos funcionários da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça pelo carinho com que sempre me trataram e por toda ajuda que já deram;

Aos colegas do curso, por toda a amizade, apoio, e pelos anos de convivência e

Aos colegas do curso, por toda a amizade, apoio, e pelos anos de convivência e troca de experiências;

E a todos que direta ou indiretamente contribuíram para a

E

a todos que direta ou indiretamente contribuíram para a

realização deste trabalho.

“As coisas tem muitos jeitos de ser, depende do jeito da gente ver. É bom ver de um jeito agora, ver de outro depois, e melhor ainda ver na mesma hora os dois.”

(Jandira Mansur)

“Belo porque tem do novo a surpresa e a alegria, Belo como a coisa nova na prateleira até então vazia. Como qualquer coisa nova inaugurando o seu dia, Ou como o caderno novo quando a gente o principia.” (João Cabral de Melo Neto)

“Um país se forja com homens e livros”

(Monteiro Lobato)

SUMÁRIO

1.

INTRODUÇÃO

01

1.1

Problemática

01

1.2

Justificativa

02

1.3

Objetivos Gerais

03

1.4

Objetivos Específicos

03

2.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

05

2.1

Histórico

05

2.2

Classificação de Bibliotecas

07

2.3

A evolução na tipologia arquitetônica

09

2.4

Evolução do programa de necessidades

12

2.5

Bibliotecas em Cuiabá

16

2.6

Importância Social das Biblioteca, da Leitura,e da Cultura

20

3.

MEMORIAL DESCRITIVO

22

3.1

Terreno

22

3.2

Caracterização da Clientela

24

3.3

Programa de necessidades

24

3.4

Partido Arquitetônico

26

4.

PRANCHAS

5.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

27

6.

BIBLIOGRAFIA

28

LISTA DE FIGURAS

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LISTA DE PRANCHAS

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1. INTRODUÇÃO

1.1 PROBLEMÁTICA Desde o início dos tempos o conceito de civilização esteve ligado à escrita. Foi com o advento da escrita que a história pôde ser transmitida de geração em geração, e os conhecimentos adquiridos pela experiência começaram a ser difundidos. As Bibliotecas sempre foram, junto com as escolas e universidades, instrumentos para a valorização e disseminação da cultura e dos conhecimentos em geral, as Bibliotecas Públicas principalmente, tem um papel fundamental na formação da sociedade. O Manifesto da UNESCO sobre bibliotecas públicas de 1995 “proclama a confiança que a UNESCO deposita na Biblioteca Pública, enquanto força viva para a educação, a cultura e a informação, e como agente essencial para a promoção da paz e do bem - estar espiritual nas mentes dos homens e das mulheres.” Mas hoje as bibliotecas sendo tratadas como arquivos ou depósito de livros pelos seus gerentes ou coordenadores, com acervos e equipamentos desatualizados, mobiliário inadequado e implantadas freqüentemente em edifícios que não comportam as diversas funções de uma biblioteca. O que acontece, muitas vezes, durante a implantação de uma biblioteca (pública), é que se destina à instalação da biblioteca um edifício que já está sem uso, abandonado por outro departamento (do Estado ou da Prefeitura), sem condições mínimas de espaço,

conforto térmico e acústico, e sem adequação ao acesso de portadores de deficiências físicas. Em Cuiabá o caso se agrava devido a ao clima extremamente agressivo que influencia diretamente no uso de qualquer edificação, tanto quanto nos gastos que o edifício irá gerar para sua manutenção. Pode-se citar como exemplo a Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, do estado de Mato Grosso. Instalada até recentemente no Palácio da Instrução, (que passa agora por uma restauração) estava em estado de abandono. Segundo seus funcionários o acervo é desatualizado (a Enciclopédia Barsa utilizada é a edição de 1960); o mobiliário é inadequado; a conservação dos livros é precária ( atacada por cupins, e sujeita às interpéries); e a maneira como estava organizado o fluxo da biblioteca permitia o roubo de livros do acervo.

1.2 JUSTIFICATIVA O projeto de uma biblioteca em Cuiabá se faz necessário, ao se levar em consideração os problemas já citados. A criação de um espaço, que abrigue as diversas atividades exercidas por uma biblioteca nos dias de hoje, que além de ser um espaço que dinamize a busca pelo conhecimento e facilite o acesso ao acervo de livros e outros materiais que estão à disposição do público, possibilite atividades ligadas às artes como música, pintura, artes cênicas, etc. Também auxilia na erradicação do analfabetismo, promovendo cursos de alfabetização para adultos, e programas de leitura para crianças, como a “Hora da Leitura”, promovida por diversas bibliotecas públicas em todo o país.

FIGURA 01 – caixa estante, projeto desenvolvido pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal. FIGURA

FIGURA 01 – caixa estante, projeto desenvolvido pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

desenvolvido pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal. FIGURA 02- Peckham Library. Inglaterra. Fonte: Arquitetura e

FIGURA 02- Peckham Library. Inglaterra. Fonte: Arquitetura e Urbanismo nº 98.

Segundo a reportagem da revista Arquitetura e Urbanismo as cores vibrantes e o formato imponente da construção intrigaram a vizinhança, que logo respondeu ao magnetismo do novo ambiente preenchendo três mil fichas de freqüência nas salas de leitura.

1.3 OBJETIVO GERAL A Elaboração de um projeto para a construção de uma Biblioteca Pública para a cidade de Cuiabá, de acordo com o programa de necessidades elaborado segundo a bibliografia existente, com adequação ao clima local, e com elementos atrativos ao público em geral.

1.4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Proporcionar um ambiente adequado e confortável aos usuários da Biblioteca; Um espaço que se abra para o lazer cultural da comunidade; Oferecer à cidade uma opção de espaço, possibilitando a manifestação das mais variadas formas de informação: palestras, cursos, encenação de peças, oferecer à cidade uma opção de espaço; Estimular a imaginação e criatividade das crianças e dos jovens; Incentivar o acesso à informação, e todo e qualquer tipo de manifestação cultural e artística.

e dos jovens; Incentivar o acesso à informação, e todo e qualquer tipo de manifestação cultural
e dos jovens; Incentivar o acesso à informação, e todo e qualquer tipo de manifestação cultural
e dos jovens; Incentivar o acesso à informação, e todo e qualquer tipo de manifestação cultural
e dos jovens; Incentivar o acesso à informação, e todo e qualquer tipo de manifestação cultural
e dos jovens; Incentivar o acesso à informação, e todo e qualquer tipo de manifestação cultural

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Etimologicamente “depósito de livros”, a evolução do termo biblioteca se tem processado no sentido de dinamizá-lo: sendo apenas depósitos, deixariam as bibliotecas de atender às suas razões existenciais, como centro dinâmico de promoção da leitura, de apoio à aprendizagem, centro de disseminação cultural e de informação. Aliás, através das idades e das latitudes, aquelas bibliotecas que a história guardou e as de que os estudiosos se servem só merecem este e aquele tratamento na medida em que efetivamente contribuíram ou contribuem à escalada da inteligência humana.

2.1 HISTÓRICO Embora já houvesse bibliotecas públicas na antiguidade, prevaleceram até os tempos modernos as bibliotecas particulares, propriedade de monarcas, de autoridades eclesiásticas ou de estudiosos. A partir da invenção da tipografia o número de livros disponíveis começou a aumentar cada vez mais, aumentando no mesmo ritmo o circulo de pessoas desejosas de consultá-lo. O fim desta evolução é, hoje, o predomínio total das bibliotecas de propriedades do poder público, aberta ao uso de todos. Talvez a biblioteca mais antiga tenha sido a do rei Assurbanipal (séc. VIII a.C.): dos seus “livros”, escritos em caracteres cuneiformes em placas de argila, grande número redescoberto pelos arqueólogos. A mais famosa biblioteca da antiguidade foi a de Alexandria, no Egito, que teria possuído de 40 mil a 60 mil manuscritos (rolos de papiro).

Em Roma, a indústria editorial (primeiramente com cópias de manuscritos por escravos instruídos, e nos últimos tempos por meio de ditado a grupos de escribas) alimentou numerosas bibliotecas públicas e particulares. Durante a Idade Media havia grandes bibliotecas públicas em Bizantino, de onde numerosos manuscritos foram levados para o Ocidente, sobretudo para os monastérios e conventos, como os de Bobbio e Monte Cassino, na Itália, e em St. Gallen, na Suíça. Por toda a Idade Média, a cópia e iluminação de manuscritos foi um ramo das artes decorativas. Todo o grande tesouro bibliográfico medieval hoje existente constitui dádivas das numerosas bibliotecas monásticas européias. Enfim, as universidades (Bolonha e Pádua, Paris, Oxford e Cambridge, Salamanca, Viena, Praga, Heidelberg) criaram as primeiras bibliotecas publicas, para os uso de professores e também de estudantes. A invenção da tipografia foi, enfim, o início das grandes bibliotecas de universidades e academias, às quais se associaram, desde o séc. XVIII, as bibliotecas nacionais, repositórios de toda a produção de livros dos respectivos países. Ao lado dessas bibliotecas de estudos, fundaram-se, desde a segunda metade do séc. XIX , as bibliotecas públicas (sobretudo na Inglaterra e nos E.U.A), onde surgiram especificamente como public libraries (bibliotecas públicas), caracterizando um movimento, que serviram desde então à divulgação dos conhecimentos e promoveram a leitura pública em grande escala. Outro grande movimento em prol da leitura pública consistiu na secularização de bibliotecas conventuais francesas após a Revolução. Assim, o reconhecimento de que as bibliotecas, desde as populares e as colegiais às universitárias e especializadas, são instrumentos indispensáveis à educação das comunidades, ao lado dos estabelecimentos de ensino nos vários graus, tem feito que tais coleções se tenham rapidamente multiplicado e venham penetrando nos mais recônditos agrupamento humano dos cinco continentes.

2.2 CLASSIFICAÇÃO DE BIBLIOTECAS Existe uma ampla variedade de bibliotecas que podem ser classificadas pelo tamanho, função, tipo de acervo ou pela relação com a comunidade a qual pertencem. Bibliotecas para a educação: variam de tamanho, mas estão geralmente integradas a uma instituição, e contribuem no processo de aprendizagem. Citam-se aqui as bibliotecas universitárias, de cursos especializados e as escolares. Bibliotecas de pesquisas e especiais: são bibliotecas geralmente restritas a somente um grupo de pessoas. Podem-se citar como exemplos as bibliotecas militares, de hospitais , grupos de pesquisas, de empresas, etc. Bibliotecas públicas: este tipo de bibliotecas apresenta uma grande variedade de tamanhos, dependendo da comunidade a qual esta serve:

Bibliotecas municipais: servem ao município no qual estão localizadas, e em cidades de porte maior já há uma nova separação: bibliotecas distritais, de bairros, bibliotecas itinerantes, etc.

Bibliotecas estaduais: bibliotecas mantidas pelo governo estadual, e lotadas geralmente nas capitais dos estados. Soma-se às funções normais de uma biblioteca, a responsabilidade pelas outras bibliotecas municipais de seu estado, tanto para programas oferecidos pelo governo federal, quanto para a distribuição dos acervos que chegam do MEC.

Bibliotecas nacionais: sua natureza é exclusivamente de biblioteca de conservação, apesar disso em diversos países, são também bibliotecas de leitura, abertas, com maiores ou menores restrições a todos os leitores.

diversos países, são também bibliotecas de leitura, abertas, com maiores ou menores restrições a todos os
diversos países, são também bibliotecas de leitura, abertas, com maiores ou menores restrições a todos os
diversos países, são também bibliotecas de leitura, abertas, com maiores ou menores restrições a todos os

Segundo MARTINS outro tipo de classificação vêm tomando peso nas discussões entre bibliotecários: Bibliotecas de Livre Acesso x Bibliotecas Fechadas. O Livre Acesso: “consiste em dar ao leitor a possibilidade de escolher pessoalmente os livros nas estantes, de examinar e folhear a vontade todos os volumes e se famializar com todos os gêneros de documentação que a biblioteca contém. Tal sistema é aplicado tanto nos serviços de empréstimos quanto nos de referência.” MARTINS (1994). Aqui citam-se alguns exemplos de Bibliotecas Brasileiras que utilizam o sistema de livre acesso ao livro: Biblioteca Pública Estadual de Santa Catarina, Biblioteca da UNIC, Biblioteca Pública do Paraná, Biblioteca da UFMT. Bibliotecas de Sistema Fechado são aquelas onde o leitor não tem contato direto com o acervo, tendo que solicitar o livros desejados para os funcionários disponíveis. Exemplos de Bibliotecas Brasileiras que utilizam o sistema do tipo fechado: Biblioteca Estevão de Mendonça (Biblioteca Pública Estadual do Mato Grosso), Biblioteca Municipal Cavalcante Proença (Biblioteca Municipal de Cuiabá), Biblioteca Pública Estadual do Rio Grande do Sul. Há certas vantagens e inconvenientes em cada sistema, por exemplo no sistema aberto:

Os livro são deslocados de seus lugares, misturados e sujos, numa biblioteca de livre acesso.

Os livros de estragam e se deterioram mais rapidamente.

O livre acesso facilita o trabalho dos ladrões.

Mas em uma biblioteca de acesso fechado, “o leitor só se pode decidir consultando o catálogo ou os funcionários; em ambos os casos, ele estará inevitavelmente limitado na sua escolha e freqüentemente insatisfeito.” Além disso nenhuma biblioteca fechada distribui tantos livros quanto uma biblioteca de livre acesso , e o estoque de livros é utilizado de maneira mais total.

e

inconvenientes que se compensam e que nenhum apresenta superioridade indiscutível e absoluta.” MARTINS (1998).

“Em

conclusão

pode-se

dizer

que

os

dois

sistemas

têm

vantagens

2.3 A EVOLUÇÃO NA TIPOLOGIA ARQUITETÔNICA MAMBRINI, em sua tese, escreve sobre tipologia arquitetônica de bibliotecas:

Por mais paradoxal que pareça, as bibliotecas são anteriores aos livros e até mesmo aos manuscritos. As bibliotecas com tabelas de argila constituem-se mais antigas e são denominadas de “minerais”, enquanto as “vegetais” e “animais”, constituídas de rolos de papilos e pergaminhos, seguiram-se àquelas. MARTINS

(1998).

Pode-se afirmar que a biblioteca da Antiguidade para a Idade Media, não houve modificações substanciais na organização, na composição e no funcionamento, podendo-se dizer que se trata do mesmo tipo funcional adotado. O renascimento italiano mudou o programa da conservação dos livros, o que alterou também o estilo arquitetônico dos edifícios bibliotecários. Apareceu a divisão entre a nave central e as laterais, não usadas ate então, ressaltando as diferenças entre as zonas de atris e o corredor central. O primeiro exemplo é o da biblioteca dos frades dominicanos de São Marcos de Florença, conhecido como a confraria de Fra Angélico, que foi construída pó Michelozzo para Cosme de Médici em 1438. Clemente VII,o segundo papa Médici,encarregou a Michelangelo de construir com novos critérios a segunda biblioteca de Médici em Florença, a Laurenziana. Esse monumento do maneirismo foi construído entre 1523 e 1571, e tem seu vestíbulo bastante grande, que dá continuidade à biblioteca propriamente

dita, compostas por uma só nave, muito baixas e largas, providas de atris colocados em filas, com assentos unidos ao encosto. A iluminação natural provinha das janelas localizadas ao longo das duas paredes laterais aos atris. Entra a criação da biblioteca de Alexandria (séc. III a.C.) e o começo da biblioteca Laurenziana, de Michelangelo, em Florença, podem ser distinguidas duas tradições:

1. a tipificação de uma ampla sala única com suas paredes revestidas d estantes para os rolos e papiros (tipo funcional da biblioteca colonial romana). 2. a da presença de pequenos nichos individuais para cada leitor, propiciando maior concentração ao mesmo – dentro dos princípios monásticos

(Brawne,1970).

A partir do século XIV, os fechamentos se criaram mediante a disposição do

mobiliário, como é o caso da biblioteca de Queen’s College (Cambridge, 1448), onde armários, bancos, estantes, e mesas de leitura formam um ângulo reto com a parede maciça entre as janelas regularmente posicionadas. Esse sistema, em que os livros eram guardados em armários ou em arcas, funcionou bem, enquanto o numero de leitores e de livros era pequeno. A biblioteca do Escorial (Espanha, 1567), que abrigava 18 mil volumes, com estantes junto às paredes, foi um significativo ponto de partida da mudança que se processou em relação `s primeiras bibliotecas do Renascimento, como a Malatestiana e a Laurenziana, que haviam conservado a planta medieval.

A biblioteca Ambrosiana de Milão (1603-1609) foi um dos primeiros

exemplos de um grande local, com teto abobadado, em que se foi projetado um mezanino para facilitar o acesso aos livros.

O edifício da biblioteca de Wolfenbütel (1706-1710) foi o primeiro

totalmente isolado dentre os das bibliotecas leiga. Tinha uma estrutura de planta baixa extremamente retangular e outro internamento ovulado, com pilares

sustentando uma galeria intermediaria e as janelas localizadas acima, destinadas à iluminação. Os livros armazenados em ralação ao longo das paredes em alcovas dispostas radialmente em relação à estrutura da planta (Pevsner, 1980). Tanto as dimensões como a nova importância simbólica da biblioteca como santuário de conhecimento tiveram imediato eco e racionalização nos esforços monumentais realizados por Boullée, Ledoux e Lefébvre. Porém coube a um italiano, Leopoldo della Santa, o emprego de um novo tipo funcional para a biblioteca (1816), que constava em separar as funções de armazenamento, gabinetes de trabalho, e a grande sala de leitura adjacente a um local de catálogos. Essa separação tripartida foi adotada praticamente por todas grande bibliotecas do século XIX. Na biblioteca do Museu Britânico (1854-56), Sydney Smirke, atuando, segundo as idéias de Panizzi, que era então o bibliotecário, criou um grande local circular, que podia acomodar 364 leitores sentados e estantes de ferro com três níveis de 2,45 m de altura cada um. A cúpula de ferro e cristal permite uma boa iluminação ao local. Porém os dois pontos importantes nesse projeto são o de método de ventilação e o de conceito de uma estrutura única (Brawne, 1970). Labrouste adotou para a Biblioteca nacional de Paris um sistema horizontal da divisão de funções, a exemplo da do Museu Britânico, e a impressão é de mais luminosidade e elegância do que a da sala de leitura daquela, porém menos apropriada para a concentração. Novamente as estantes são posicionadas nas paredes periféricas da sala, em três níveis, a exemplo da do Museu Britânico

(Prevner,1980).

Um dos últimos grandes projetos de bibliotecas foi o da Biblioteca Nacional da França. O projeto do arquiteto Dominique Perrault e equipe adotou como partido uma ampla esplanada de base, com seis pavimentos abrindo para um jardim interno, e nos quatro cantos dessa mesma base e que são destinadas aos

certares administrativos e armazenagem do acervo. As salas de leitura e demais dependências abertas ao público estão localizadas nos pavimentos de baixo da esplanada. O tema biblioteca foi projetado, mas diversas épocas, por mestres da arquitetura, que produziram obras exemplares, pela sua adequação aos programas de necessidades de cada época.

2.4 EVOLUÇÃO DO PROGRAMA DE NECESSIDADES

lugar de ser um simples depósito de

livros ou refúgio dos escritores infelizes, a biblioteca pública deve colaborar na educação das

massas ignorantes. Ela completará o ensino dispensado pela escola e ajudará a formar o público de amanhã. Ela desempenhará o papel de um centro de serviço social, onde as crianças, os adolescentes e os adultos que não puderem receber nas escolas uma instrução suficiente, encontrarão informações, conselhos, divertimentos, sem distinção de condição social, de nacionalidade, de crença, de língua ou de profissão. Enfim, ela servirá aos interesses da comunidade e aos mais nobres valores humanos; ela despertará a consciência social do indivíduo e do grupo, contribuirá para o desenvolvimento das atividades criadoras no povo e orientará as aspirações altruístas dos melhores elementos da sociedade”

Para acompanhar esse novo conceito de Biblioteca Pública, houve uma evolução também no seu programa de necessidades; com a criação de novos ambientes, ou de novos usos para alguns espaços. Como:

MÁLAGA apud MARTINS (1998): 1

em

1 MARTINS, Wilson. A palavra escrita: história do livro, da imprensa e da biblioteca. 3. ed. São Paulo: Ática, 1998.

Brinquedotecas Públicas: : “É um espaço preparado para estimular a criança a brincar, possibilitando o

Brinquedotecas Públicas:

: “É um espaço preparado para estimular a

criança a brincar, possibilitando o acesso a uma grande variedade de brinquedos, dentro de um ambiente especialmente lúdico. É um lugar onde tudo convida a explorar, a sentir, a experimentar”. O mesmo conceito e a mesma experiência têm os educadores e brinquedistas que atuam nas quatro brinquedotecas públicas do Distrito Federal”.

nas quatro brinquedotecas públicas do Distrito Federal”. FIGURA 00 – Brinquedoteca da 512 Sul. Fonte: Secretaria

FIGURA 00 – Brinquedoteca da 512 Sul. Fonte: Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

As origens da brinquedoteca

Nos anos da grande depressão econômica americana, por volta de 1934, na cidade de Los Angeles, o dono de uma loja de brinquedos queixou-se ao diretor da escola municipal de que as crianças estavam roubando brinquedos; o diretor chegou à conclusão que isso estava acontecendo porque as crianças não tinham jogos ou outras opções recreativas. Iniciou então um serviço de empréstimo de brinquedos com um recurso comunitário. Esse serviço existe até hoje e é chamado de Los Angeles Toy Loan. Mas foi na Suécia, em 1963, que a idéia de emprestar brinquedos desenvolveu-se mais enfaticamente e se expandiu quando duas professoras, mães de crianças excepcionais, fundaram a primeira ludoteca, em Estocolmo. O objetivo era emprestar

brinquedos e dar orientação às famílias de excepcionais sobre como poderiam brincar com seus filhos para melhor estimulá-los.

No Brasil, uma das primeiras experiências com brinquedoteca se dá em 1973, quando um setor da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais implanta uma ludoteca, com os brinquedos sendo utilizados nos moldes de uma biblioteca circulante. A primeira brinquedoteca instalada no Brasil foi em São Paulo, em 1981. Em 85, inaugurou-se uma brinquedoteca na Faculdade de Educação de São Paulo. Em 86, foi criado o projeto Brinquedoteca Terapêutica, que oferecia atendimento às famílias das crianças portadoras de deficiência. Hoje, em várias cidades do mundo, realizam-se congressos internacionais e podemos citar rapidamente dados como os das 368 brinquedotecas que funcionam no Japão, número semelhante ao existente no Canadá e nos Estados Unidos.

Pesquisas, teorias e estudos indicam que as brinquedotecas Estimulam o desenvolvimento da criança, Valorizam o brinquedo e as atividades lúdicas e criativas, possibilitam o acesso à variedade de brinquedos, desenvolvem hábitos de responsabilidade e trabalho, criam espaços de convivência para propiciar interações espontâneas, desvinculam o valor lúdico do brinquedo do seu valor monetário e orientam profissionais quanto às necessidades psicopedagógicas das crianças, através de suas funções comunitária, cultural, pedagógica e social.

através de suas funções comunitária, cultural, pedagógica e social. FIGURAS 00,001 – Brinquedoteca da 512 Sul.

FIGURAS 00,001 – Brinquedoteca da 512 Sul.

através de suas funções comunitária, cultural, pedagógica e social. FIGURAS 00,001 – Brinquedoteca da 512 Sul.

Fonte: Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Biblioteca Braille: Consiste num espaço aberto à prestação de serviços culturais e educacionais que visam contribuir para o desenvolvimento e a formação das pessoas cegas e com deficiência visual. Onde são prestados atendimento e orientação aos usuários no acesso à informação e à leitura através de meios especializados:

Livros gravados em fitas cassete: de assuntos variados para atender o público adulto e infantil;

Livro em Braille: livros escritos no Sistema Braille. No acervo de livros infantis, muitos exemplares possuem ilustrações em relevo que permitem que as crianças sintam as diferentes texturas em relevo;

Livro Digitalizado: livros digitalizados para a audição através de meios informatizados e impressão ampliada ou em Braille;

Periódicos Diversos: títulos de revista, boletins e folhetos, em tinta e ou em Braille, estão à disposição dos leitores;

Gravadores e Fones de Ouvido, Impressora Braille, Lupas e Ampliadores de Textos, Jogos Adaptados, Máquinas Perkins, Regletes, Punções e Sorobãs utilizados na escrita e no cálculo.

de Textos, Jogos Adaptados, Máquinas Perkins, Regletes, Punções e Sorobãs utilizados na escrita e no cálculo.
FIGURA – Biblioteca Braille da Biblioteca Pública Estevão de Mendonça- Cuiabá Fonte: Autora Setor de

FIGURA – Biblioteca Braille da Biblioteca Pública Estevão de Mendonça- Cuiabá Fonte: Autora

Setor de Multimeios, Audiovisual, Midiateca: O centro de multimídia de uma biblioteca é um espaço composto por equipamentos e programas que provêem a comunidade de informações através de multimeios (som, dados e imagens estáticas ou animadas). Conta também com recursos audiovisuais através de televisão, vídeo cassete e vídeo laser instalados no local. Oferece geralmente os seguintes serviços:

no local. Oferece geralmente os seguintes serviços: − Pesquisa gratuita na Internet e correio eletrônico;

Pesquisa gratuita na Internet e correio eletrônico;

Pesquisa em CD-Rom;

Cursos interativos de informática e línguas estrangeiras em CD e disquetes;

Sessões livres de documentários e vídeos diversos;

Pesquisa no acervo de Periódicos, através de microfilmes.

2.5 BIBLIOTECAS EM CUIABÁ

Biblioteca Central da UFMT: Acervo com 167 mil exemplares, sendo 16 mil coleções de Obras Raras. A Coleção de Periódicos é de 403 títulos correntes e 1.542 títulos retroativos. O acervo é dividido nos três andares do edifício da biblioteca. Há uma sala para Referência e uma videoteca no Térreo, junto ao saguão de entrada. Um nível abaixo se encontra a Hemeroteca, onde são

guardados trabalhos de graduação, dissertações e teses, assim como periódicos e publicações referentes ao estado de Mato Grosso. O resto do acervo está dividido segundo sua classificação em mais três níveis. Aberta de 2ª a 6ª das 7h30min às 22h, e sábados das 7h30min às 13h.

a 6ª das 7h30min às 22h, e sábados das 7h30min às 13h. FIGURA 00 – Biblioteca

FIGURA 00 – Biblioteca da Universidade Federal de Mato Grosso Fonte: Caroline Coelho Dutra

Biblioteca Municipal Cavalcante Proença: Acervo com 23 mil volumes, com uma seção de livros em Braille. Encontra-se fechada para reformas.Funciona de segunda à sexta, das 8h às 17h.

Biblioteca da Universidade de Cuiabá: Possui em seu acervo 35 mil livros, como também sala de acesso à Internet, sala para periódicos e publicações referentes ao estado de mato grosso. Possui um salão isolado para leitura individual. Aberta de 2ª a 6ª, das 7h às 22h e sábado das 8h às 16h.

Biblioteca do Sesc do Porto: Seu acervo possui mais de 5 mil livros, conta ainda com uma sala para literatura infantil com brinquedoteca.

Biblioteca Municipal Alternativa Saber com Sabor: Possui acervo de aproximadamente 6 mil livros, sendo a maioria infanto-juvenis. Aberta todos os dias, inclusive sábados e domingos. Fica na Praça Clóvis Cardoso.Aos sábados à tarde oferecem-se cursos gratuitos de pintura a óleo

em tela ou em madeira, argila, desenho à mão livre, teatro e poesia. Usa-se

espaço da praça, pois o espaço da biblioteca é muito pequeno para essas atividades.

conter

da biblioteca é muito pequeno para essas atividades. conter FIGURA 00 – Biblioteca Alternativa Municipal Saber

FIGURA 00 – Biblioteca Alternativa Municipal Saber com Sabor Fonte: Autora

Alternativa Municipal Saber com Sabor Fonte: Autora FIGURA 00 – Biblioteca Alternativa Municipal Saber com

FIGURA 00 – Biblioteca Alternativa Municipal Saber com Sabor, interior Fonte: Autora

Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça: Conta com mais de 45 mil livros em seu acervo. Têm setores diferenciados para literatura Infanto- Juvenil, Braille, uma Sala Mato Grosso e dividia o Palácio da Instrução com o Museu Estadual de Antropologia, História e História Natural. Atualmente

o Palácio passa por uma restauração, sendo assim as duas instituições estão alojadas na Antiga Casa dos Governadores na Rua Barão de Melgaço, e grande parte do acervo da Biblioteca está armazenado em outro local. A biblioteca funciona com capacidade bem reduzida, com poucas mesas no Salão de Leitura, e apenas seu acervo de Referência.

no Salão de Leitura, e apenas seu acervo de Referência. FIGURA 00 – Biblioteca Pública Estadual

FIGURA 00 – Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça (Sala de leitura)

Pública Estadual Estevão de Mendonça (Sala de leitura) FIGURA 00 – Biblioteca Pública Estadual Estevão de

FIGURA 00 – Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça (Acervo de Referência)

A Biblioteca Estevão de Mendonça tem um sistema de pesquisa do tipo Fechado, onde a pessoa chega à mesa dos funcionários, solicita seu assunto e recebe o livro das mãos do funcionário. Apesar disso a entrada no setor de acervo não é negada em caso de solicitação.

no setor de acervo não é negada em caso de solicitação. FIGURA 00 – Biblioteca Pública

FIGURA 00 – Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça (Sala de Literatura e Empréstimo de livros) Fonte: Autora

2.6 A IMPORTÂNCIA SOCIAL DAS BIBLIOTECAS, DA LEITURA E DA CULTURA

2.6.1 Bibliotecas

DE FIORE (1999): “Para obter-se um livro é preciso comprá-lo ou emprestá-lo.

uma vasta rede nacional de pontos de venda. Para

emprestá-lo gratuitamente são necessárias as bibliotecas públicas”. SERRA (1999) diz

a Biblioteca Pública a instituição do conhecimento, que está aberta aos interesses

das pessoas por toda a vida, e é através dela que a maioria da população tem condições

materiais de se tornar leitora.” É, ainda de acordo com SERRA, o espaço para a “ democratização permanente do conhecimento 2.6.2 Leitura e Cultura

Para comprá-lo é necessária(

que:

é

)

“Acredito que ninguém discordará desta afirmativa: nosso eterno subdesenvolvimento deve-se à nossa ignorância. A riqueza das nações não mais se baseia na posse de grandes extensões de terra de boa qualidade para cultivar ou das riquezas do subsolo. Isso tudo nós temos. O que nos falta é uma população capacitada a produzir bens utilizando de modo moderno nossas riquezas. O que nos falta é conhecimento”. BANDEIRA(1999).

“A liberdade, a prosperidade e o desenvolvimento da sociedade e dos indivíduos são valores humanos fundamentais. Só serão atingidos quando os cidadãos estiverem na posse da informação que lhes permita exercer os seus direitos democráticos e ter um papel activo na sociedade. A participação construtiva e o desenvolvimento da democracia dependem tanto de uma educação satisfatória, como de um acesso livre e sem limites ao conhecimento, ao pensamento, à cultura e à informação”. Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas (1995)

3. PROJETO ARQUITETÔNICO

3.1 O TERRENO O terreno escolhido para o projeto está inserido no perímetro urbano de Cuiabá. Situado na Avenida Getúlio Vargas o terreno tem duas frentes: uma voltada para a Getúlio Vargas e outra para a rua 24 de outubro. Fica ao lado do edifício do INSS, na área central da cidade, onde poderá contar com muitas vantagens imprescindíveis para a implantação de uma Biblioteca, como:

proximidade de alguns dos maiores colégios da capital ( Liceu Cuiabano, CEFET e Presidente Médici, Nilo Póvoas, etc); facilidade de meios de transporte tanto coletivo quanto particular; e situada no centro comercial da cidade, facilitando assim o acesso dos usuários costumeiros e tornado-se visível aos usuários em potencial.

e tornado-se visível aos usuários em potencial. FIGURA 00 – A frente do terreno vista pela

FIGURA 00 – A frente do terreno vista pela Av. Getúlio Vargas. Fonte: Autora

FIGURA 00 – Fundos do terreno, rua 24 de outubro Fonte: Autora A área em

FIGURA 00 – Fundos do terreno, rua 24 de outubro Fonte: Autora

A área em questão tem dimensões generosas, com 87,50m x 28,30m. Num total de 2476,25m². Tem um desnível de 5 metros, sendo considerado para o projeto o nível da Getúlio Vargas como nível 0 m, e a rua 24 de outubro como nível

-5m.

como nível 0 m, e a rua 24 de outubro como nível -5m. FIGURA 00 –

FIGURA 00 – Vista geral do terreno, com o desnível da Getúlio Vargas ao fundo Fonte: Autora

Foi realizada na Prefeitura Municipal de Cuiabá, uma consulta prévia (em anexo) permitindo assim conhecer os usos possíveis para o local, seu coeficiente de aproveitamento e taxa de ocupação.

3.2 CARACTERIZAÇÃO DA CLIENTELA

As atividades desenvolvidas em uma Biblioteca Pública Estadual envolvem

um público bastante heterogêneo. Circulam na Biblioteca pessoas de todas as faixas etárias, classes sociais ou interesses.

3.3 PROGRAMA DE NECESSIDADES

A biblioteca foi projetada a princípio para conter coleções de livros,

periódicos, teses, material audiovisual e obras de referência; espaço cultural; espaço para o trabalho dos funcionários; acomodação para os usuários e auditório. Como o programa se mostrou extenso, foi aqui dividido em três pavimentos, de acordo com sua utilização:

1º ANDAR : PESQUISA Acervo geral; Sala Mato Grosso; Obras Raras; Acervo de teses; Referência; Salas de estudo em grupo; Salão de estudo;

Referência; Salas de estudo em grupo; Salão de estudo; TÉRREO : DISTRIBUIÇÃO E LEITURA Recepção /
Referência; Salas de estudo em grupo; Salão de estudo; TÉRREO : DISTRIBUIÇÃO E LEITURA Recepção /
Referência; Salas de estudo em grupo; Salão de estudo; TÉRREO : DISTRIBUIÇÃO E LEITURA Recepção /
Referência; Salas de estudo em grupo; Salão de estudo; TÉRREO : DISTRIBUIÇÃO E LEITURA Recepção /
Referência; Salas de estudo em grupo; Salão de estudo; TÉRREO : DISTRIBUIÇÃO E LEITURA Recepção /
Referência; Salas de estudo em grupo; Salão de estudo; TÉRREO : DISTRIBUIÇÃO E LEITURA Recepção /
Referência; Salas de estudo em grupo; Salão de estudo; TÉRREO : DISTRIBUIÇÃO E LEITURA Recepção /

TÉRREO : DISTRIBUIÇÃO E LEITURA Recepção / informações;

Referência; Salas de estudo em grupo; Salão de estudo; TÉRREO : DISTRIBUIÇÃO E LEITURA Recepção /

Livraria de autores regionais;Café / lanchonete; Área de leitura livre; Internet, multimeios e audiovisual; Periódicos atuais; Seção de

Café / lanchonete;Livraria de autores regionais; Área de leitura livre; Internet, multimeios e audiovisual; Periódicos atuais; Seção de

Área de leitura livre;Livraria de autores regionais; Café / lanchonete; Internet, multimeios e audiovisual; Periódicos atuais; Seção de

Internet, multimeios e audiovisual;regionais; Café / lanchonete; Área de leitura livre; Periódicos atuais; Seção de literatura e empréstimos;

Periódicos atuais;Área de leitura livre; Internet, multimeios e audiovisual; Seção de literatura e empréstimos; Sala de literatura

Seção de literatura e empréstimos;Internet, multimeios e audiovisual; Periódicos atuais; Sala de literatura infanto-juvenil, com brinquedoteca;

Sala de literatura infanto-juvenil, com brinquedoteca;Periódicos atuais; Seção de literatura e empréstimos; Braille; SUBSOLO : ADMINISTRAÇÃO E AUDITÓRIO Auditório

Braille;Sala de literatura infanto-juvenil, com brinquedoteca; SUBSOLO : ADMINISTRAÇÃO E AUDITÓRIO Auditório para 72

SUBSOLO : ADMINISTRAÇÃO E AUDITÓRIO

Auditório para 72 pessoas, com salas de apoio;Braille; SUBSOLO : ADMINISTRAÇÃO E AUDITÓRIO Duas salas multiuso; Foyer com jardim interno; Sala da

Duas salas multiuso;E AUDITÓRIO Auditório para 72 pessoas, com salas de apoio; Foyer com jardim interno; Sala da

Foyer com jardim interno;para 72 pessoas, com salas de apoio; Duas salas multiuso; Sala da gerência; Secretaria e seção

Sala da gerência;de apoio; Duas salas multiuso; Foyer com jardim interno; Secretaria e seção de distribuição de livros

Secretaria e seção de distribuição de livros para as bibliotecas de todo o estado;salas multiuso; Foyer com jardim interno; Sala da gerência; Sala da bibliotecária; Sala de reuniões; Sede

Sala da bibliotecária;de livros para as bibliotecas de todo o estado; Sala de reuniões; Sede para a SABEMT

Sala de reuniões;as bibliotecas de todo o estado; Sala da bibliotecária; Sede para a SABEMT ( Sociedade dos

Sede para a SABEMT ( Sociedade dos Amigos da Biblioteca Estadual do Mato Grosso);de todo o estado; Sala da bibliotecária; Sala de reuniões; Processamento Técnico e oficina de restauração;

Processamento Técnico e oficina de restauração;Sociedade dos Amigos da Biblioteca Estadual do Mato Grosso); Área para funcionários com copa, sala de

Área para funcionários com copa, sala de estar e WC privativos;Grosso); Processamento Técnico e oficina de restauração; Sala da zeladoria e limpeza; No nível da Rua

Sala da zeladoria e limpeza;para funcionários com copa, sala de estar e WC privativos; No nível da Rua 24 de

No nível da Rua 24 de Outubro ainda se encontra um estacionamento para 24 carros.e oficina de restauração; Área para funcionários com copa, sala de estar e WC privativos; Sala

3.4 PARTIDO ARQUITETÔNICO A proposta resultou em um edifício compacto e a princípio retangular, com três níveis. O prédio está assentado sobre o volume do subsolo semi-enterrado e cada nível se organiza internamente a partir de um bloco central de formato cilíndrico que atravessa os três pavimentos e se sobressai na cobertura como uma semi-torre. O acesso principal é pela Avenida Getúlio Vargas, e o de serviço, pela rua 24 de outubro. A circulação vertical é feita através de rampas, o que além de mais confortável, é também o exigido pela legislação. Os três níveis do edifício estão divididos em Térreo por onde se tem o acesso principal, que apresenta ambiente aberto, claro, livre de obstáculos visuais, onde conta com um café, área para exposições e uma livraria. Neste andar também se encontram os setores Literatura, Infanto-juvenil, Braille e multimeios. Pela rampa se tem acesso ao subsolo, onde fica a parte administrativa e de catalogação da Biblioteca, também uma sede para a SABEMT (Sociedade de Amigos da Biblioteca Pública do Mato Grosso). Também neste nível fica um Auditório com capacidade para 72 pessoas e duas salas multiuso.Do térreo, pela rampa se tem acesso ao 1º andar, que é onde fica o acervo propriamente dito, com um salão de leitura, e salas para leitura individual.

00. BIBLIOGRAFIA

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Projeto e Design. São Paulo: Arco, Junho 2001. nº 256. 0.1 SITES CONSULTADOS www. secult.ce.gov;Br www.bn.org www.pr.gov.br www.ufrgs.br www.snbv.bvs.br www.sc.bf.gov.br www.pr.gov.br www.ufrgs.br www.snbv.bvs.br www.sc.bf.gov.br