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DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA

GENITAL
Departamento de Morfologia
Faculdade de Medicina
UFC
Prof Eliane Oliveira

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
A bebê mais jovem do mundo: 21 semanas e 6 dias

Amillia Taylor nasceu com apenas


Em 24 de outubro de 2006,

21 semanas e 6 dias. Até aquele momento,


Médico: William Smalling nenhum bebê com menos de 23 semanas havia
Baptist Children Hospital sobrevivido. Com apenas 284 gramas, Amillia
Miami foi tratada pelos médicos e pelos pais como um
24.out. 2006 milagre. Os médicos atribuíram a sobrevivência
280 g - 24 cm da garota aos avanços tecnológicos
4 meses UTI neo significativos nos cuidados neonatal. A foto
46 Congresso
Brasileiro de
Educação
Médica
Salvador
2008
“O ZIGOTO É UM EMBRIÃO
UNICELULAR”

MOORE, K.L. & PERSAUD, T.V.N. EMBRIOLOGIA CLÍNICA. 8ª. Ed. RJ: Elsevier, 2008.
“Começa a vida do ovo, do novo ser, com a
fecundação, e abortamento no plano ético, é
Impedir sua vida.
REZENDE, Jorge de. Obstetrícia.10.ed. Rio de Janei-
ro: Guanabara Koogan, 2005.
“Vida: definida como a continuidade de todas as funções de um organismo vivo
ou como o período compreendido entre a concepção e a morte. É fundamental
a tomada de consciência pelo respeito à vida humana.”
Pg 1143
ZUGAIB, Marcelo. Obstetrícia. São Paulo: Editora Manole Ltda. 2008.
MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
M.
PARAXIAL

MESOD.
INTERMEDIÁRIO

MESOD.
LATERAL
SURGE NA 5ª.SEMANA
nefrogênico
ESTÁGIO INDIFERENCIADO DO DESENVOLVIMENTO SEXUAL

AS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS MASCULINAS E FEMININAS


SÓ COMEÇAM A SE DESENVOLVER NA SÉTIMA SEMANA
DETERMINAÇÃO DO SEXO
• Sexo cromossômico e
genético é estabelecido
na fertilização
• O tipo de gônada que vai
se formar é determinado
pelo complexo sexual
cromossômico XX ou
XY
• Até a 6ª semana as
gônadas são idênticas e
são denominadas
gônadas indiferenciadas
Mesotélio (epitélio do mesoderma) que reveste a parede posterior do abdome
Mesênquima – tecido conjuntivo do embrião
Células germinativas primordiais
Formação das gônadas

mesotélio

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
TRAJETO DE MIGRAÇÃO DAS CÉLULAS
GERMINATIVAS PRIMORDIAIS

Células germinativas primordiais


surgem no início da 4ª. Semana
Endoderma do saco vitelino – próximo ao alantóide
Durante a 6ª. Semana Cordões epiteliais
as células germinativas digitiformes
Primordiais penetram no Córtex - externo
Mesênquima subjacente Medula - interno
e são incorporadas pelos
Cordões sexuais primordiais

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. EmbriologiaClínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.


Cordões epiteliais digitiformes
Genes: estella, fragilis e BMP-4
Córtex - externo
regulam migração
Medula - interno

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
XY

XX

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
Embrião XY

Medula da gônada se
diferencia em
testículo

Cordões sexuais
primitivos penetram
na medula da gônada
indiferenciada,
formando
a rede testicular

Cordões semíniferos
(testiculares) tornam-
se os túbulos
seminíferos, túbulos
retos
e rede testicular

Mesênquima: origina
as células de Leydig

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
Embrião XY

Medula da gônada se
diferencia em
testículo

CROMOSSOMO Y – TDF
– efeito testículo
determinante sobre a
medula
da gônada
indiferenciada
TDF – faz os cordões
sexuais primários se
diferenciarem nos
túbulos
seminíferos
TDF – fator organizador

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
Embrião XY

Medula da gônada se
diferencia em
testículo

Cordões sexuais
primitivos penetram
na medula da gônada
indiferenciada,
formando
a rede testicular

Cordões semíniferos
(testiculares) tornam-
se os túbulos
seminíferos, túbulos
retos
e rede testicular

Mesênquima: origina
as células de Leydig

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
Embrião XX

• Córtex da gônada
indiferenciada se
diferencia em
ovário
• Medula da gônada
indiferenciada
regride
• Dois cromossomos
X – são
necessários para o
desenvolvimento
do fenótipo
feminino
ovogônia

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
FORMAÇÃO DOS OVÁRIOS

Cordões
corticais
Formação dos
ovários

• Desenvolvimento lento
• Só é identificável
histologicamente na 10ª
semana
• Rede do ovário
rudimentar –cordões
sexuais primitivos
• Período fetal – cordões
sexuais secundários
(cordões corticais) se
projetam no
mesênquima

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
Folículos primitivos
começam a se formar
com 16 semanas

Cordões corticais
Incorporam as
células
sexuais
primitivas

Não se formam
Ovogônias após o nascimento
CÉLULAS GERMINATIVAS
PRIMORDIAIS
• Ovogônias
• Ou
• Espermatogônias
MORFOLOGIA EXTERNA
• A genitália externa só adquire
características masculinas ou femininas
na 12ª semana

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
FENÓTIPO MASCULINO
• Requer um cromossomo Y
• Braço curto do cromossomo Y
• Área crítica para determinação do sexo
• Gene SRY para o fator determinante do
testículo (TDF)

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
FENÓTIPO FEMININO
• São necessários dois cromossomos X
• Vários genes e regiões do cromossoma X
têm papeis especiais na determinação do
sexo

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
INDUÇÃO DO TDF

Cordões sexuais primitivos


penetram na medula da gônada
indiferenciada, formando
a rede testicular
Cordões semíniferos (testiculares)
tornam-se os túbulos seminíferos,
túbulos retos
e rede testicular
Mesênquima: origina as células de
Leydig
EFEITO TESTÍCULO DETERMINANTE

XY

CROMOSSOMO Y – TDF – efeito testículo determinante sobre a medula


da gônada indiferenciada
TDF – faz os cordões sexuais primários se diferenciarem nos túbulos
seminíferos
TDF – fator organizador
Cromossomos sexuais anormais

O número de cromossomos X não parece importante para determinação do sexo

Cromossomo Y normal, desenvolve-se embrião masculino

Perda da região testículo determinante do cromossomo Y – ocorre o desenvol-


vimento feminino
APARELHO GENITAL MASCULINO

Parte dos túbulos mesoné-


fricos é aproveitada para
veicular os produtos de
testículo para o ducto
mesonéfrico
TESTÍCULO Cordões sexuais primitivos penetram na
medula da gônada indiferenciada, formando
a rede testicular
Cordões semíniferos (testiculares) tornam-
se os túbulos seminíferos, túbulos retos
e rede testicular
Mesênquima: origina as células de Leydig
Indução do TDF

Cordões sexuais primitivos penetram na medula da gônada indiferenciada, formando


a rede testicular

Cordões semíniferos (testiculares) tornam-se os túbulos seminíferos, túbulos retos


e rede testicular

Mesênquima: origina as células de Leydig


CÉLULAS DE LEYDIG OU INTERSTICIAIS

8ª. Semana sintetizam testosterona que induzem a diferenciação


sexual masculina dos ductos mesonéfricos e da genitália externa.

Pico de desenvolvimento das células de Leydig é


atingido na 14ª. semana. A gonadotropina coriônica
produzida na placenta é o principal responsável pela
estimulação das células das células de Leydig no
período fetal
Stephen
Hawking
08.01.1942
Doutorado em Cosmologia
em Cambridge
Cadeira de Newton
Professor lucasiano de
matemática

67 anos 2009 – aposentou-se


Continuará trabalhando!
TESTÍCULO FETAL

• Produz testosterona e androstenediona (células Leydig)


• Produz hormônio antimülleriano ou substância inibidora
de Müller,sintetizado pelas células de Sertoli
• O AMH inibe o desenvolvimento dos dutos
paramesonéfricos
• Ductos
paramesonéfricos
são também
chamados ductos de
Müller(feminino)

• Estes ductos têm seu


desenvolvimento inibido pelo
hormônio antimülleriano,
produzido pelas células de
Sertolli
DUCTOS
MESONÉFRICOS
WOLFF
5ª. – 6ª. Semana
Estágio
Indiferenciado

Estão presentes
dois pares de
ductos

DUCTOS
MESONÉFRICOS DUCTOS MULLER

WOLFF PARAMESONÉ-
FRICOS
Estágio indiferenciado do desenvolvimento sexual

Ducto
Paramesonéfrico
Muller

DUCTOS
MESONÉFRICOS
WOLFF

7 semanas

9 semanas
Formação da vagina: apenas a sua porção inferior provém do seio urogenital
5ª. – 6ª.
Semana
Estágio
Indiferenciado

Estão
•Ductos presentes dois
paramesonéfricos,pas- pares de
sam caudalmente, Túbulo Canal de
ductos
paralelamente aos mesonéfrico Muller
Ducto Paramesonéfrico
ductos mesonéfricos,
até a futura região
pélvica,fundem-se e
formam o primórdio
uterovaginal em
forma de Y
CÉLULAS DE LEYDIG
A PARTIR 8ª.SEMANA

Produzem testosterona e
androstenediona
Produz hormônio
antimülleriano ou
Ductos mesonéfricos
substância inibidora de
formam o
Müller,sintetizado pelas
epidídimo,ducto
células de Sertoli – 6ª.sem.
deferente e o ducto
O AMH inibe o
ejaculador
desenvolvimento dos dutos
Ductos mesonéfricos
paramesonéfricos
agem sob influência
(MULLER)
da testosterona
SEPTO
URORRETAL

SEIO
UROGENITAL

RETO

Membrana
urogenital

Membrana
anal
SISTEMA REPRODUTOR
FEMININO

Ductos
paramesonéfricos,passam
caudalmente, paralelamente
aos ductos mesonéfricos, até a
futura região pélvica,fundem-
se e formam o primórdio
uterovaginal em forma de Y
Esta estrutura, se projeta na
parede dorsal do seio
urogenital e produz o tubérculo
do seio de Müller
Tubérculo do seio genital –
hímem ou colículo seminal
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO
DUCTOS PARAMESONÉFRICOS
OU DUCTOS DE MULLER

Ductos
paramesonéfricos,passam
caudalmente, paralelamente
aos ductos mesonéfricos, até a
futura região pélvica,fundem-
se e formam o primórdio
uterovaginal em forma de Y
Esta estrutura, se projeta na
parede dorsal do seio
urogenital e produz o tubérculo
do seio de Müller
Tubérculo do seio genital –
hímem ou colículo seminal
DUCTOS GENITAIS
FEMININOS
• Nos embriões com ovários
(ausência de testosterona e
de MIS ) os ductos
paramesonéfricos se
desenvolvem e os ductos
mesonéfricos regridem
• O desenvolvimento sexual
feminino não depende da
presença dos ovários ou de
hormônios
• Ductos paramesonéfricos
originam as tubas uterinas,
• útero e parte superior da
• vagina
Ducto paramesonéfrico
Ducto de Muller
ÓRGÃO REPRODUTOR
FEMININO
Formação da vagina: apenas a sua porção inferior provém do seio urogenital
ANOMALIAS
UTERINAS
Formação dos ductos e glândulas
masculinas

• As células de Leydig na 8ª semana


produzem testosterona, que
estimula dutos mesonéfricos a
formarem: epidídimo, ducto
deferente, vesícula seminal, ducto
ejaculador
• Células de Sertolli em torno da 6ª
semana produzem MIS

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
Ducto Mesonéfrico
Ducto de Wollf
Substância inibidora de Muller

• Células de Sertoli
produzem a substância
inibidora de Müller em
torno da 6ª semana,que
levam os ductos
paramesonéfricos a
desaparecerem por
uma transformação
epitélio-
mesenquimatosa
Ductos mesonéfricos:
formam o epidídimo,ducto deferente
e o ducto ejaculador
Ductos mesonéfricos agem sob
influência da testosterona
CÉLULAS DE LEYDIG
A PARTIR 8ª.SEMANA

Produzem testosterona e
androstenediona
Produz hormônio
antimülleriano ou
Ductos mesonéfricos
substância inibidora de
formam o
Müller,sintetizado pelas
epidídimo,ducto
células de Sertoli – 6ª.sem.
deferente e o ducto
O AMH inibe o
ejaculador
desenvolvimento dos dutos
Ductos mesonéfricos
paramesonéfricos
agem sob influência
(MULLER)
da testosterona
PRÓSTATA

• Surge do
endoderma
da parte
prostática da
uretra , e que
penetra no
mesênquima
que a
circunda
VESTÍGIOS EMBRIONÁRIOS DOS
DUCTOS GENITAIS
• Durante a transformação dos
ductos mesonéfricos e
paramesonéfricos, parte
deles podem persistir como
estruturas vestigiais no
adulto. Raramente são
observados, exceto quando
sofrem transformações
patológicas

• ESTUDAR: remanescentes
dos ductos genitais
GENITÁLIA
EXTERNA
GENITÁLIA EXTERNA
• Totalmente diferenciada na
12ª semana
• Início da 4ª semana,surge
o tubérculo genital, oriundo
do mesênquima em
proliferação, em ambos os
sexos na extremidade da
membrana cloacal
• Ao lado da membrana
cloacal, surgem as
intumescências
labioescrotais e as pregas
urogenitais
Genitália
Externa

• Intumescências
labioescrotais
(intumescências
genitais )
• Pregas
urogenitais
(pregas uretrais )
• Tubérculo genital
alonga-se e forma
o falo
• Septo urorretal se
funde com a
membrana
cloacal,no final da
6ª semana
Genitália externa
Estágio indiferenciado

Intumescência
PREGA UROGENITAL
lábio escrotal
Genitália
Externa
Feminina
Clitoris

Labia majorum

Labia minorum
Formação da vagina: apenas a sua porção inferior provém do seio urogenital
Hímen imperfurado
Hematocolpo
vagina

Hímen imperfurado

Hematometrocolpo
útero
Genitália
Externa
Masculina
SEPTO
URORRETAL

SEIO
UROGENITAL

RETO

Membrana
urogenital

Membrana
anal
GENITÁLIA EXTERNA
MASCULINA

• Testosterona induz a
masculinização da genitália
externa indiferenciada
• Falo alonga-se e forma o pênis
• As pregas urogenitais fundem-
se uma com a outra ao longo da
superficie ventral do pênis
formando a uretra esponjosa
• O ectoderma da superfície
funde-se no plano mediano
formando a rafe mediana
GENITÁLIA EXTERNA
MASCULINA
• Os corpos cavernosos e
esponjoso do pênis são
formados pelo
mesênquima do pênis
• As intumescências
labioescrotais crescem
em direção à outra e se
fundem formando o
escroto, a linha de fusão
permanece visível como a
rafe do escroto
ANOMALIAS DA URETRA
• Epispadia
• Hipospadia

CERCA DE 20% CÇAS : DIURESE


AO NASCER
99% - DIURESE NAS PRIMEIRAS
48 HORAS
VOLUME URINÁRIO NAS PRIMEIRAS
24 HORAS – 15 ml
www.paulomargotto.com.br
Hipospádia
Hipospádia
peniana
glandiana

Hipospádia
Penosescrotal com corda
venérea

Hipospádia escrotal
Corda venérea

Epispádia completa

Epispádia
peniana
Descida
dos
Testículos

Começa 26 s

dura 2 a 3 dias
DESCIDA DOS TESTÍCULOS: começa 26 s – dura 2 a 3 dias
(androgênios – gubernáculo – atrofia dos ductos paramesoné
fricos – aumento do processo vaginal)

Criptorquidia
Hérnia inguinal
Hidrocele
Testículos ectópicos
CRIPTOQUIRDIA

Testículo
abdominal Testículo femoral

Testículo Testículo perineal


puboescrotal
VÁLVULA DE
URETRA POSTERIOR
Hipertrofia de bexiga
Dilatação de ureteres e
Pelvis renal

Falha na migração do ducto de Wolf


GENITÁLIA EXTERNA
FEMININA
• Estrógenos produzidos pela
placenta e pelos ovários
parecem estar envolvidos
• O falo cessa gradualmente
o crecimento e torna-se o
clitóris
• Pregas urogenitais formam
os pequenos lábios
• As pregas labioescrotais
fomam os grandes lábios,
homólogos do escroto
MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
Hidrocele Hidrocele com
simples hérnia
É MENINO OU MENINA

Genitália ambígua
Bebê com genitália ambígua
• Emergência médica
• Atribuir qual o sexo a melhor funcionar anatômica e
sexualmente
• Pesquisar uso de substâncias androgênicas durante a
gestação (antiabortivos)
• História pregressa de filho morto na primeira semana de
vida, sem causa aparente, pode ser sugestiva de síndro-
me adrenogenital (hiperplasia congênita de supra-renal)
Exame físico: ausência de testículos na bolsa escrotal
EFEITO DA HIPERPLASIA SUPRA-RENAL
VIRILIZANTE SOBRE OS ÓRGÃOS GENITAIS
HIPERPLASIA CONGÊNITA DE
SUPRA-RENAL

Causa mais frequente de genitália ambígua


A criança pode correr risco de morrer
A fertilidade é possível

Sexo feminino: fusão posterior da vagina


com ou sem cliteromegalia

Sexo masculino: discreta hipertrofia do falus,


frequentemente não percebida

95% dos pacientes têm deficiência de


21-hidroxilase, enzima que converte a
17-alfa.hidroxiprogesterona em 11-desoxicortisol, precursor imediato do cortisol (forma
parcial da síndrome, dois terços dos casos. Havendo bloqueio também na via metabó-
lica da aldosterona (um terço dos casos) ocorre a forma perdedora de sal (completa)
HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA

 Doença autossômica recessiva ligada ao HLA

 Incidência 1:15 000 a 20 000

 Defeito enzimático congênito

 Deficiência na síntese de cortisol

 Pode ocorrer deficiência de aldosterona

 Produção excessiva dos esteróides precursores


da enzima afetada
Mariangela Sampaio
Vejamos o efeito da hiperplasia supra-renal
virilizante sobre os órgãos genitais:
No feto masculino, a fusão do sulco urogenital
com a formação do pênis e do escroto exige a presença
de testosterona circulante derivada dos testículos fetais.
Entre a oitava e a décima semana da vida fetal, esta
fusão está virtualmente completa no bebê masculino,
que converte a testosterona no derivado ativo, a
diidrotestosterona. Normalmente a circulação do feto
feminino não contém suficiente testosterona para
produzir o fechamento de sulco urogenital, induzindo a
uma abertura vaginal não colabada. No feto com uma
das formas virilizantes da hiperplasia supra-renal
congênita, a incapacidade das supra-renais para
produzir cortisol induz a uma superprodução de
vários hormônios supra-renais, alguns dos quais
são depois convertidos em testosterona.
O processo que induz a uma excessiva produção destes
hormônios começa antes da oitava semana de gestação.
Assim, quantidades excessivas de hormônios virilizantes
estão presentes na época em que ocorre a fusão do sulco
urogenital e quando o tubérculo genital pode alongar-se
para formar o pênis. No feto feminino com hiperplasia
congênita da supra-renal virilizante, este excesso de
hormônios induz a variáveis graus de fusão da abertura
vaginal e aumento do clitóris. A fusão começa na fúrcula
posterior da vagina e progride para diante, para a ponta
do falus. Na maioria dos bebês com hiperplasia supra-
renal virilizante a fusão é apenas parcial, envolvendo
somente a parte posterior da vagina, com aumento do
clitóris, sendo típico de todas as síndromes virilizantes
do feto e, especialmente, a hiperplasia supra-renal
congênita.
A fusão labial posterior é uma evidência
presuntiva de exposição excessiva a
andrógenos no útero; a exposição a
andrógenos de qualquer fonte entre a
oitava e a décima terceira semana de
gestação, tem resultado em fusão
posterior e cliteromegalia, enquanto a
exposição após a 13ª a 14ª semanas,
pode produzir somente uma
cliteromegalia e qual é a importância deste
fato: com isto, a deficiência de 21-
hidroxilase pode não ser diagnosticada até
que a virilização ocorra, a não ser que o
médico saiba que a masculinização do
feto feminino não inclui invariavelmento
a cliteromegalia.
Amados como filhos
"Apesar de não querer ter mais filhos, não tenho coragem de
doar ou descartar os dezesseis embriões gerados durante o
meu tratamento para engravidar. Sei que eles não passam
de um amontoado de células, mas são também parte de mim
e do meu marido. Quando vejo as fotos dos embriões e olho
para Bruno e Luca, não consigo dissociar as imagens. Os
meus meninos tão desejados e amados vieram daquela
mesma leva de células."
Paula Crisci, com o marido, Marcos, e os gêmeos Bruno e Luca.
Ao fundo, imagens de alguns dos embriões que o casal mantém
Veja Edição 2117 congelados
17.06.09
Obrigada!
Nilsson,Lennart. A Child is born
DETERMINAÇÃO DA MASCULINIDADE

O andrógeno testosterona e androstenediona produzido pelo testículo fetal,


determina a masculinidade
Embrião 6 semanas
“Jesus entre os doutores” – Dominique Ingres (1780-1867)
CONCEITO DE PATERNIDADE
5 a 10% das crianças na
sociedade não são filhos do pai
que têm!
ART. 5º CF\88
“TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI,
SEM DISTINÇÃO DE QUALQUER
NATUREZA, GARANTINDO-SE AOS
BRASILEIROS E AOS ESTRANGEIROS
RESIDENTES NO PAÍS À
INVIOLABILIDADE DO DIREITO À
VIDA,À LIBERDADE,À IGUALDADE,À
SEGURANÇA E À PROPRIEDADE, ....”
DISCUSSÃO SOBRE O INÍCIO
E O FIM DA VIDA:

A VIDA TEM INÍCIO NA


FECUNDAÇÃO!
“A PERSONALIDADE CIVIL DA
PESSOA COMEÇA DO
NASCIMENTO COM VIDA;
MAS A LEI PÕE A SALVO
DESDE A CONCEPÇÃO, OS
DIREITOS DO NASCITURO”
Art.2º NCC\2002
A Vida Secreta da Criança antes
de Nascer – Thomas Verny
• A criança antes do nascimento
guarda as lembranças e é capaz de
conservá-las – cicatrizes psicológicas
(bebê Kristina - U. Upsala – Suécia)
Influência na personalidade

Palavras para Nascer – Myriam Szejer


Adota o método de conversar com os recém-nascidos
Gêmeas – Léa - conversa para recuperar do luto da irmã – feticídio – 2 s
Corte sagital região caudal de um embrião feminino de 8 semanas
MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
Gonócitos na parede do saco vitelino
Corte transversal de um embrião de
e sua migração em direção às futuras
5 semanas: os gonócitos migram
gônadas
pelo mesentério, atingindo, através
dele, as gônadas em formação
Desparece o mesonefro, persistindo os
Túbulos – rete testis
O duto mesonéfrico transforma-se em:
Epidídimo e ducto deferente
Ductos paramesonéfricos regridem
regridem permanecendo o
utrículo prostático
Aparelho urogenital masculino
Ocorre a fusão do gubernaculum do ovário com os ductos paramesonéfricos
e consequente formação dos ligamentos ovariano e redondo do útero. O ovário
perde o seu contato com o mesonefro; os ductos mesonéfricos degeneram e os
Paramesonéfricos darão à tuba, útero e parte da vagina.
DUCTOS PARAMESO-
NÉFRICOS
Originam: tubas,
útero, e parte superior
da vagina
EVOLUÇÃO DO ÚTERO E VAGINA COM SEPTAÇÃO E SEPARAÇÃO DA
PORÇÃO URINÁRIA DA GENITAL
EVOLUÇÃO E MIGRAÇÃO CAUDAL DOS TESTÍCULOS, NOS
PERÍODOS ENTRE 3 E 7 MESES E LOGO APÓS O PARTO.
O PROCESSO VAGINAL FORMA-SE POR UMA EVAGINAÇÃO
DO CELOMA

A medida que a gônada masculina se diferencia e se separa do mesonefro, há o


aparecimento de um meso de tecido conjuntivo que prende a gônada à parede dor-
sal do abdome. A porção caudal deste meso persiste sob a forma de uma coluna de
tecido conjuntivo, o GUBERNACULUM TESTIS, que une os testículos às saliências
escrotais
TRAJETO DE MIGRAÇÃO DAS CÉLULAS
GERMINATIVAS PRIMORDIAIS

Células germinativas primordiais


surgem no início da 4ª. Semana
Endoderma do saco vitelino – próximo ao alantóide
5ª. – 6ª. Semana
Estágio
Indiferenciado

Estão presentes
dois pares de
ductos

DUCTOS
MESONÉFRICOS DUCTOS MULLER

WOLFF PARAMESONÉ-
FRICOS
CÉLULAS GERMINATIVAS
PRIMORDIAIS
• Durante a 6ª semana, as células
germinativas primitivas penetram no
mesênquima subjacente e são
incorporadas pelos cordões sexuais
primordiais
As etiologias da ausência do orifício himenal ainda
não foram elucidadas. Acredita-se que a causa
possa estar relacionada a alguma alteração
genética ou a um ambiente hormonal inadequado
durante a gestação.
A obstrução do trato vaginal no período pré-natal,
perinatal ou na adolescência, resulta em retenção
de secreções vaginal e uterina. Quando o
diagnóstico é feito na adolescência, o conteúdo
consiste em produtos da menstruação e o efeito de
massa resultante na vagina e no útero é referido
como hematocolpo e hematometrocolpo,
respectivamente. O refluxo de tecido endometrial
através das trompas de Falópio (hematossalpinge)
pode resultar em endometriose secundária.
O acúmulo de material infectado dentro da
cavidade vaginal (piocolpo) pode decorrer de
infecção ascendente via microperfurações
himenais
VISÃO MICROSCÓPICA DO TESTÍCULO

http://academic.pgcc.edu/~aimholtz/AandP/206_ONLINE/Repro/malerepro1.html
FORMAÇÃO DAS GÔNADAS (ovários ou testículos)

Mesotélio (epitélio do mesoderma) que reveste a parede posterior do abdome


Mesênquima – tecido conjuntivo do embrião
Células germinativas primordiais
Células de Leydig

8ª semana, sintetizam testosterona e androstenediona, que induzem a diferen-


ciação masculina dos ductos mesonéfricos e da genitália externa.
A VIDA É UM BEM
INDISPONÍVEL!
Sacralidade da vida – Biocêntrico
Inviolabilidade da vida – Respeito à dignidade
da vida Nilsson,Lennart. A Child is born
MALE REPRODUCTIVE SYSTEM
• Ductos paramesonéfricos são
também chamados ductos de
Müller(feminino)
• Estes ductos têm seu
desenvolvimento inibido pelo
hormônio antimülleriano,
produzido pelas células de Sertolli

MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
MOORE, K.L.; PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª.ed. RJ: Elsevier, 2008.
INDUÇÃO DO TDF

Cordões sexuais primitivos penetram na medula da


gônada indiferenciada, formando
a rede testicular
Cordões semíniferos (testiculares) tornam-se os
túbulos seminíferos, túbulos retos
e rede testicular
Mesênquima: origina as células de Leydig
SISTEMA REPRODUTOR
MASCULINO
• Ductos mesonéfricos formam o
epidídimo,ducto deferente e o ducto
ejaculador
• Ductos mesonéfricos agem sob influência
da testosterona
MALE REPRODUCTIVE SYSTEM