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TRAÇADO DE

RODOVIAS
Aula 3
 Engª. Heloísa Monte Oliveira
 Bacharela em História
 Bacharela em Engenharia Civil – FTC
Pós-Graduada em Planejamento, Gestão e Controle de Obras – FTC
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 Pós-Graduada em Engenharia de Estruturas– UNIGRAD


 Mestranda em Engenharia Industrial.
PROJETO GEOMÉTRICO DE
ESTRADAS

Entende-se por projeto geométrico de uma

estrada ao processo de correlacionar os seus

elementos físicos com as características de

operação, frenagem, aceleração, condições de

segurança, conforto, etc.

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PROJETO GEOMÉTRICO DE
ESTRADAS
As principais atividades para elaboração de um projeto viário são:

• Estudos de tráfego;

• Estudos geológicos e geotécnicos;

• Estudos hidrológicos;

• Estudos topográficos;

• Projeto geométrico;

• Projeto de terraplenagem;

• Projeto de pavimentação;

• Projeto de drenagem;

• Projeto de obras de arte correntes;

• Projeto de obras de arte especiais;

• Projeto de viabilidade econômica;

• Projeto de desapropriação;

• Projetos de interseções, retornos e acessos;

• Projeto de sinalização;

• Projeto de elementos de segurança;

• Orçamento da obra e plano de execução;

• Relatório de impacto ambiental. 3


TRAÇADO DE UMA RODOVIA

TRAÇADO DE UMA RODOVIA - É a linha que constitui o projeto


geométrico da rodovia em planta e em perfil; ou seja, pode-se
imaginar o traçado como sendo uma linha que representa
espacialmente (ou fisicamente) a rodovia.

DIRETRIZ - de um traçado ou de uma rodovia – é um itinerário,


compreendendo uma ampla faixa de terreno, ao longo (e ao largo)
da qual se presume que possa ser lançado o traçado da rodovia.

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TRAÇADO DE UMA RODOVIA
 INFLUÊNCIA- Influência econômica, política, social e ecológica sobre a
região a ser por ela atravessada.
Economicamente abrem-se novos horizontes para o desenvolvimento,
pela circulação rápida de produtos, possibilitando a exploração de regiões até
então abandonadas. A ligação de polos potencialmente ricos através de
estradas permite a consolidação da economia regional. O turismo atualmente
exige rodovias bem estruturadas, que façam fluir o tráfego, evitando acidentes
e perda de tempo em filas e/ou trânsito lento.
Social e politicamente, podemos dizer que a abertura de novas estradas
possibilita o alargamento das fronteiras internas formando novos aglomerados
humanos que, futuramente, transformar-se-ão em cidades que constituirão as
células do desenvolvimento nacional.
Politicamente, observamos que as estradas além de constituírem fatores
de segurança nacional, prestam-se também para definir administrações.
Assim, dizia o presidente Washington Luiz: “Governar é abrir estradas”. 5
TRAÇADO DE UMA RODOVIA

 FASES DO ESTUDO DO TRAÇADO - O estudo de um traçado de estrada


está dividido em quatro fases: Reconhecimento, Exploração, Projeto e Locação.

RECONHECIMENTO: O reconhecimento tem por objetivo o estudo geral de


uma ampla faixa do terreno, ao longo de um itinerário por onde se supõe poder
passar o traçado da estrada. Supondo-se que se deseja projetar uma estrada
entre duas cidades A e B, os trabalhos de reconhecimento visam obter as
diversas alternativas de traçado desta ligação, numa ampla área situada entre
os extremos A e B. Estas alternativas de traçado ficam condicionadas pela
topografia, características técnicas da estrada, condições sócio-econômicas da
região, políticas, ecológicas e às vezes também militar.

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TRAÇADO DE UMA RODOVIA

ELEMENTOS NECESSÁRIOS PARA O RECONHECIMENTO:


 Para se fazer o reconhecimento, necessita-se conhecer previamente a Localização dos
pontos inicial e final da estrada e a Indicação dos pontos obrigatórios de passagem.
 A todos os pontos por onde uma estrada deverá passar obrigatoriamente, inclusive os
pontos extremos, denomina-se “Pontos Obrigatórios de Passagem”. Esta obrigatoriedade,
entretanto, pode ser determinada por fatores de ordem técnica ou por fatores de outra
natureza (políticos, econômicos, sociais, históricas, ecológicas, etc.).
Os pontos extremos de uma estrada são, sempre, determinados por condições que
independem de qualquer exigência técnica. Da mesma forma, podem ser determinados
alguns pontos intermediários (uma cidade ou povoado que deve ser servida, uma indústria
que precisa escoar sua produção, etc.). Estes pontos são sempre definidos antes do início do
estudo. São denominados de PONTOS OBRIGATÓRIOS DE PASSAGEM DE CONDIÇÃO.
Quando, entretanto, durante o reconhecimento, selecionam-se pontos, no terreno,
pelos quais será tecnicamente mais vantajoso passara a estrada (seja para se obter
melhores condições de tráfego, seja para possibilitar obras menos dispendiosas, etc.), estar-
se-á determinando PONTOS OBRIGATÓRIOS DE PASSAGEM DE CIRCUNSTÂNCIA. A escolha
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desses pontos é problema técnico e exige o máximo critério.
TRAÇADO DE UMA RODOVIA
A reta que liga os pontos extremos da estrada é a DIRETRIZ GERAL, representando a
solução ideal para a realizar a ligação entre os pontos extremos. Isso seria possível somente
em condições excepcionalíssimas do terreno e caso não houvesse, entre A e B, nenhum
ponto de interesse que forçasse a desviar a estrada de seu traçado ideal.  
Cada uma das retas sue liga dois pontos obrigatórios intermediários é uma DIRETRIZ
PARCIAL. Do estudo de todas as diretrizes parciais possíveis, resulta a escolha das que
fornecerão o traçado no campo, isto é, a faixa de terreno onde se situará a estrada. 

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TRAÇADO DE UMA RODOVIA

  No desenho, a estrada não pode seguir a diretriz geral (linha reta AB).
Vários motivos influenciaram a criação de uma diretriz parcial. A estrada
deve passar próximo à vila para atender a população (ponto C), deve
passar pelo ponto mais estreito do rio (ponto 1), não apenas para
possibilitar uma ponte menos onerosa, como também reduzir a área de
pesquisas geológicas para estudos de fundações da ponte. Não deverá
também cortar o rio três vezes pois exigiria a construção de três pontes
(ponto 2). O aterro sobre banhado é sempre complicado (ponto 3) e
grandes cortes são sempre caros. Os pontos A, B e C são pontos
obrigatórios de passagem de condição e não dependem de condições
técnicas. Já os pontos 1, 2 e 3, são pontos obrigatórios de passagem de
circunstância.
  
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TRAÇADO DE UMA RODOVIA
FASES DO RECONHECIMENTO:

 As tarefas a serem desenvolvidas no reconhecimento consistem basicamente de: 


- Coleta de dados sobre a região (mapas, cartas, fotos aéreas, estudos geológicos e
hidrológicos existentes, projetos agropecuários realizados, dados sócio-econômicos da
região, elementos topográficos, estudos de tráfego, etc.); 
- A observação do terreno (no campo, em cartas ou em fotografias aéreas), dentro do qual
se situam os pontos obrigatórios de condição; 
- A determinação da diretriz parcial, considerando-se apenas os pontos obrigatórios de
condição; 
- A seleção dos pontos obrigatórios de passagem de circunstância (tantos quantos
possíveis); 
- A determinação das diversas diretrizes parciais possíveis, considerando-se além dos
pontos obrigatórios de condição, também os de circunstância; 
- A seleção das diretrizes parciais que forneçam o traçado mais próximo da diretriz geral; 
- Levantamento de quantitativos e custos preliminares das alternativas; 
- Avaliação dos traçados. 
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TRAÇADO DE UMA RODOVIA

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TRAÇADO DE UMA RODOVIA

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TRAÇADO DE UMA RODOVIA

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TRAÇADO DE UMA RODOVIA

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO
PROJETO

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO
PROJETO

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO
PROJETO

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO
PROJETO

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO
PROJETO

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REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO
PROJETO

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