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TCC - Abertura de Empresa

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INTRODUÇÃO

A complexidade do contexto empresarial demanda que empreendedores, empresários e
executivos, ao iniciarem um negócio ou projeto, tenham objetivos claros, estratégias
definidas, competências, estruturas compatíveis e recursos. Temos por base, para o
desenvolvimento de nosso trabalho pesquisas aplicadas, com o objetivo de gerar
conhecimentos de problemas específicos que envolva verdades e interesses locais, para isso
iremos apresentar a proposta de um planejamento estratégico para o empreendimento. O
planejamento propõe uma ferramenta de ação que analisa com razoável nível de aproximação,
o que poderá vir a ocorrer no curto, médio e longo prazo segundo Borenstein (2001):

Planejamento Estratégico é um processo formalizado (levando em conta os pontos
fortes e fracos da organização, assim como as ameaças e oportunidades do ambiente)
para produzir e articular resultados, estabelecendo objetivos, estratégias e ações, na
forma de um sistema integrado de ações. (BORENSTEIN, 2001).

O empreendedor ou o empresário é conduzido a concentrar-se na análise do ambiente do
negócio, através do plano de negócios, onde são declarados os objetivos, as estratégias, as
competências, a estrutura, a organização, os investimentos e recursos necessários, bem como
o estudo da viabilidade do negócio.
O projeto Absoluta Home Care vem de encontro a uma tendência do mercado – a
preocupação, cada vez maior, com a saúde e a beleza do corpo. Será uma empresa do ramo de
serviço de atendimento salão de beleza em domicílios, empresas, hotéis e eventos, facilitando
e agilizando os atendimentos. O aumento na produtividade e crescimento do setor ajuda o
Brasil no crescimento da economia, por estar numa posição de privilegio segundo dados da
Associação Brasileira das Indústrias de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos
(ABIHPEC, 2008), atualmente ocupa o 3° lugar como principal consumidor de produtos de
higiene pessoal, perfumaria e cosmética, movimentando mais de R$ 21 bilhões anuais nesse
setor, que registrou um aumento de 8,6% em 2008, e uma grande capacidade de geração de
emprego. Trata-se de um mercado em acelerado processo de expansão, oferece enorme espaço
para profissionalização e melhoria da qualidade, tanto dos serviços prestados, quanto do
atendimento ao cliente.
Só em São Paulo estima-se que existam mais de 50 mil salões de beleza e clínicas de estética.
Porém a muito espaço para novos negócios, é um mercado estável, não sofre de crises
sazonais e está embalado pela crescente adesão do gênero masculino a serviços desse setor.

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Existe uma grande quantidade de salões que trabalha de forma precária, em instalações
inadequadas, com profissionais despreparados e sem conhecimentos mínimos sobre a melhor
forma de administrar um pequeno negócio.
Para estabelecer o rumo que se quer dar ao empreendimento e a filosofia de trabalho, nada
pode ser acidental, devendo-se considerar os tipos de serviços que serão oferecidos, a quem e
como; qual o diferencial do negócio, quais preços poderão ser praticados, como fazer a
divulgação, que marcas de produtos serão trabalhadas. O primeiro passo, portanto, é saber
qual a vocação da empresa e cada detalhe, analisando e identificando ações para atingir os
objetivos.
O nosso objetivo ao abordarmos este tema é o de mostrar a cronologia necessária para a
confecção de um plano de ações estratégicas e a importância do mesmo para o alcance dos
objetivos de uma organização e que um dos principais fatores que contribuem para a
mortalidade de Micro e Pequenas Empresas, é a falta de planejamento. Apresentamos
proposições baseadas em pesquisas buscando a redução desta mortalidade, auxiliando o novo
empreendedor no processo de abertura de uma empresa.
No primeiro capítulo destacamos a importância do Tema escolhido, algumas fundamentações
teóricas que justificam o sucesso de sua prática e a aplicabilidade no desenvolvimento do
projeto. Segundo Oliveira (1998), planejamento estratégico é uma metodologia gerencial que
permite estabelecer a direção a ser seguida pela organização, visando melhor grau de
interação com o ambiente, considerando a capacitação da organização para este processo de
adequação.
O segundo capítulo está relacionado à Empresa, onde deparamos com aspectos fundamentais
a serem cuidados através de conhecimentos técnicos dos Gestores, partindo da hipótese de
que entre estes se traduz a administração como imprescindível para a existência,
sobrevivência e sucesso das organizações.
No terceiro capítulo indicamos o Plano Operacional, onde mostramos como serão os serviços
prestados, a importância da localização e os aspectos físicos e ambientais; a abordagem
adotada para assegurar a qualidade dos atendimentos; o controle do sistema produtivo; as
definições na administração da Estrutura Organizacional e, o sistema de gestão da Empresa.
No quarto capítulo definem-se as Estratégias de Vendas, analisando esse modelo relacionando
as necessidades e expectativas dos consumidores quanto à empresa; o processo de seleção e a
relação comercial com os fornecedores; a pesquisa de mercado para a análise e definição dos
preços a serem praticados.
No quinto capítulo apresentamos o Plano de Marketing onde são identificadas as

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oportunidades que podem gerar bons resultados para a organização, mostrando como
ingressar com sucesso e obter as posições desejadas no mercado, estabelecendo objetivos,
metas e estratégias do composto de marketing em sintonia com o plano estratégico geral,
através de estudos de mercado, estratégias de preço, de propaganda, projeções das vendas e o
serviço pós-vendas.
O sexto capítulo contempla o Plano Financeiro onde apresentamos os tópicos referentes às
necessidades de capital para os investimentos iniciais de mobilização da empresa, projetamos
os resultados, consideramos as receitas, os custos previstos e as análises componentes da parte
financeira do negócio, tais como o fluxo de caixa, o balanço patrimonial, finalizando com a
análise do investimento projetado, utilizando-se de técnicas mais exigidas no mercado
atualmente.

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1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Planejamento estratégico é um conceito que diz respeito a todos os setores de uma empresa.
Uma decisão estratégica quer dizer que a empresa terá de ter uma nova maneira de distribuir
ou utilizar todos os recursos básicos que dispõe, porém, nem toda decisão estratégica é de
longo prazo. São decisões que podem ser de nível tático ou operacional, onde a participação é
feita diretamente da parte superior da empresa. Segundo o autor Gray (1986):

Planejamento estratégico define-se normalmente pela alocação de recursos
calculados para atingir determinados objetivos, num ambiente competitivo e
dinâmico. Gerenciamento estratégico, por sua vez, encara o pensamento estratégico
como fator inerente a condução dos negócios, e o planejamento estratégico como
instrumento em torno do qual todos os demais sistemas de controle-orçamento,
informações, estruturas organizacional - podem ser integradas. (cf. Dowel H. Gray,
op. Cit.).

Em nosso plano de negócio faremos a demonstração do planejamento estratégico para a
empresa ABSOLUTA HOME CARE, onde mostraremos nosso plano de preparação da
empresa.
Um dos pressupostos da estratégia empresarial que usaremos a nosso favor é o fato de que o
raciocínio estratégico deve interligar a situação externa com a capacidade interna da
organização. Em primeiro momento, faremos uma formulação estratégica para considerar as
variáveis ambientais externas que influenciam a organização, para identificar aquelas que
concorrem para sua vulnerabilidade interna e seus pontos fortes necessários para o
aproveitamento das oportunidades que o mercado oferece. No momento seguinte faremos a
definição estratégica apropriada para promover a inserção da organização no futuro desejado,
que ocorrerá a partir da implantação de mudança organizacional.
A necessidade de um processo decisório ocorrerá antes, durante e depois da elaboração e
implementação na empresa. Esse processo de tomada de decisões deverá conter, ao mesmo
tempo, os componentes individuais e organizacionais, bem como tal ação deve ser orientada
de maneira que garanta certa confluência de interesses dos diversos fatores alocados no
ambiente da empresa.
Segundo pesquisa “Mortalidade de Empresas em São Paulo 1997- 2007”, realizada pelo
SEBRAE, a cada ano, das 134 mil empresas abertas no estado de São Paulo, quase 88 mil não
completam 12 meses de atividades. Ela indica ainda índices muito altos de mortalidade, e o
crescimento da preocupação do empreendedor em avaliar melhor seu perfil pessoal, realizar o

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planejamento do negócio e buscar informação antes de investir seus recursos num
empreendimento.
O último levantamento realizado pelo SEBRAE-SP indica que 27% das empresas fecham no
primeiro ano, 38% encerram suas atividades até o segundo ano, 46% fecham antes do terceiro
ano, 50% não concluem o quarto ano, 62% fecham até o quinto ano e 64% encerram suas
atividades antes de completar seis anos de atividade (Figura 1).

Figura 1 – Taxa de Mortalidade das empresas (Fonte: Observatório das MPEs do SEBRAE - SP)

As principais causas da mortalidade das empresas Paulistas foram:

a)

Comportamento empreendedor: mostra uma evolução positiva em relação as
características empreendedoras, conhecimentos, habilidades e atitudes vem sendo
aprimoradas;

b)

Planejamento Prévio: ainda é deficiente para muitos empreendedores, identificou-se
no último levantamento um aumento no tempo médio de planejamento das empresas, antes
da sua abertura, assim como a qualidade do planejamento, com uma maior proporção de
empresários realizando levantamento maior de informações sobre os principais itens do seu
“plano de negócios”.

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c)

Gestão Empresarial: as deficiências na gestão do negócio, após a abertura, continuam
presentes e precisam ser melhoradas (ex: aperfeiçoamento de produtos, fluxo de caixa,
divulgação, gestão de custos, etc.);

d)

Políticas de Apoio: tributos, burocracia, créditos e políticas de compras, podem ser

aprimorados;

e)

Conjuntura Econômica: crescimento da economia, estabilidade de preços e
recuperação da renda precisam ser mantidos;

f)

Problemas Pessoais: problemas de saúde, particulares, com sócios, de sucessão e
criminalidade continuam prejudicando os negócios.

No aspecto do planejamento (Quadro 1), verificou-se um aumento do período dedicado pelos
empresários a esta atividade, antes da efetiva abertura do negócio, passando de sete meses
para doze meses no levantamento e sistematização de informações. Os itens analisados foram:
condições dos fornecedores, número de concorrentes, número de clientes e hábitos de
consumo, qualificação da mão-de-obra, aspectos legais do negócio, localização e valor do
investimento. Levando em consideração esses sete itens, verificou-se que 53% das empresas
constituídas em 2000 conheciam ou levantaram informações antes da abertura do negócio. Já
nas empresas constituídas em 2005, 69% das empresas conheciam esses itens ou levantaram
informações antes da abertura do negócio.

Quadro 1 – Evolução do Planejamento (Fonte: Observatório das MPEs do SEBRAE-SP)
(*) Média de sete itens de planejamento (qualificação de mão-de-obra, número de clientes e hábitos de consumo,
número de concorrentes, localização, aspectos legais do negócio, condições dos fornecedores e valor do
investimento)

Uma grande parcela dos empresários desconhece informações de grande importância sobre
seu negócio. No período anterior à abertura (Figura 2), 46% desconhecem o número de
clientes que teriam e seus hábitos de consumo, 32% não conhecem quem seriam seus
fornecedores ou como eles trabalham em termos de preços e prazos de pagamento, 29% não
sabe qual seria o valor do investimento e os custos envolvidos para abrir e manter seu
negócio, 29% não tem conhecimento sobre o número de concorrentes que sua empresa teria

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que enfrentar, 28% não levanta informações sobre os aspectos legais, 27% ignoram qual seria
a melhor localização para o negócio e 26% não conhecem e não levantam informações sobre a
qualificação necessária da mão-de-obra.
Verifica-se que, em média, 31% dos empresários não conhecem e não levantam informações
sobre os itens básicos do plano de negócios. Isso mostra que houve uma melhora no aspecto
dos itens que compõem um planejamento antes da abertura, em relação a pesquisas anteriores
onde 46% dos empresários não conheciam ou levantavam informações (SEBRAE 2004).
Porém, ainda assim, a parcela de empresários que abrem seu negócio sem levantar
informações continua muito elevada (em média, um terço dos empresários). Outro aspecto a
considerar é a qualidade desse planejamento, que nem sempre é muito boa.

Figura 2 – Falta de planejamento antes da abertura (Fonte: Observatório das MPEs do SEBRAE – SP)

Na avaliação sobre os fatores mais importantes para a sobrevivência das empresas (Figura 3),
um bom planejamento antes da abertura é o fator mais citado (32%), seguido pelas políticas
governamentais de apoio aos pequenos negócios (26%) e uma boa gestão do negócio após a
abertura (19%). Observa-se que o fato do planejamento prévio ser o item mais citado pelas
empresas encerradas implica de certa forma, um reconhecimento das próprias falhas
cometidas por esse grupo de empreendedores.

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Figura 3 – Fatores Mais Importantes para a Sobrevivência da Empresa (Fonte: Observatório das MPEs do
SEBRAE – SP)

A identificação das causas da mortalidade das empresas precisa ser feita a partir de uma
perspectiva mais ampla. Assim, a partir da análise das informações apresentadas até aqui, é
possível concluir que o fechamento das empresas não está associado a apenas um ou dois
fatores principais. Ao contrário, freqüentemente está associado a um conjunto de fatores que,
de forma cumulativa, podem ampliar as chances de fechamento.
É possível evoluir no sentido de obter reduções adicionais de taxas de mortalidade,
estimulando o novo empreendedor, a realizar o planejamento do negócio, antes da sua
abertura a partir da elaboração de um Plano de Negócio, que permite sistematizar amplo
conjunto de variáveis relevantes sobre o negócio, possibilitando prever problemas e/ou
gargalos sobre os quais é possível definir ações preventivas ou que permitam antecipar
soluções, ampliando as chances de sucesso.

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