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Novas Ruralidades - E-Folio B

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21084 – NOVAS RURALIDADES - e-fólio B – 2012/2013

1. Introdução Quem viaja por Portugal, não pode ficar indiferente às mudanças (paisagem, actores, actividades, redes de negócios e serviços, etc.) que surgiram em territórios que até à pouco tempo de encontravam a andonados ou mal cuidados (!ovas, "., #$$%). &a verdade, a ruralidade, foi sofrendo lentas e profundas alteraç'es ao longo dos anos. (s aldeias e lugares rurais sustentados pela agricultura tradicional foram colapsando com a )modernização e a “industrialização” da actividade agrícola* que a tornaram o soleta em termos da adequação de par+metros como a divisão, dimensão, culturas, métodos e tecnologias usadas, comparativamente, aos pares europeus.1 ,oi o in-cio da de andada para o litoral, mais ur ani.ado ou a emigração. (s cidades passaram a ser o centro, por e/cel0ncia, dos interesses e movimentaç'es económicas e sociais, onde tudo se compra e vende, onde e/istem as oportunidades, qual el dorado apelativo muitas ve.es enganador para a uma grande parte dos incautos. 1 certo é que a desertificação do interior, predominantemente rural, não se ficou a dever, apenas, a ra.'es de ordem económica senão, tam ém, a condicionalismos culturais e ideológicos, cuja an2lise não ca e neste tra al3o. 4mporta referir que o desenvolvimento económico e social provocado pelo fenómeno da glo ali.ação evidenciou, de forma clara e inequ-voca, as assimetrias regionais nomeadamente dos pa-ses periféricos e, Portugal, não fugiu à regra. Por outro lado, não podemos, ignorar as consequ0ncias negativas dessa periferia nas actividades, j2 de si, sensi ili.adas em que a agricultura é, apenas, um e/emplo. "uito em ora seja recon3ecido o afastamento entre o rural e a agricultura, considerando não só a idade mas, tam ém, o n-vel educacional ai/o do empres2rio agr-cola portugu0s ("oura, #$$5) e, em assim, como o facto de ) uma parte significativa da superfície agrícola nacional se encontrar em zonas de montanha ou locais menos acessíveis no interior do país.. .*2, o facto é que não 3ouve intensificação da produção agr-cola em Portugal. Por outro lado, a toda esta pro lem2tica não são al3eias as orientaç'es contidas no Pacote (gr-cola !omum de 677#, ou seja, ) a actividade predominante do espaço rural nacional deixa de ser agrícola.* ("oura, (.P.). 8ão, contudo, recon3ecidas potencialidades ao espaço rural, a sa er9 )oportunidades de vida, de negócios, de trabalho, de educação e de cultura associado a actividades de lazer, turismo
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,idalgo, (ntónio : ;.<.4. = &ova !orte na (ldeia. 4nternet e ruralidade = 3ttp9>>???. occ.u i.pt>pag>fidalgo=antonio=corte=aldeia.pdf "oura, (.P. = &ovas ruralidades9 turismo no espaço rural

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P2gina 2 . <raga e !. Pressupostos G/iste uma diferença 2sica (quer na vertente económica quer social). o regresso às origens ou mesmo.ar neste tra al3o. 8. ". &at2rio.(. ".” (". ainda. os aspecto ocupacionais e as quest'es (agricultura.21084 – NOVAS RURALIDADES . 5 !onsidera a produção alimentar.". ". a economia residencial em espaço rural e os novos serviços associados à economia de recreação e la.a e todos aspectos da vida ruralH defende uma an2lise 3ol-stica. a formação e investigação orientada e a inovação e empreendedorismo. caça. ".) 3 ". 6 !onsidera o turismo em espaço rural.pdf 4 !onsidera a reposição dos n-veis de iodiversidade. 8.ada por espaços largos e a ertos interrompida por pequenos aglomerados. surge a mitificação do rural.umin3o. 2reas nacionais de paisagem protegida e s-tios da rede natura.>PaperMN$. a regeneração e conservação dos recursos naturais e o ordenamento e gestão de reservas. e caracteri. E categorias de definiç'es para clarificar o conceito de rural (Fa ela 6) e que. entre o comportamento dos 3a itantes das . (. K medida que a cidade vai sendo associada a )coisas m2s* como stress. ". &at2rio e outros = (@)). e J) ( economia da inovação e do con3ecimento-. Aei = ( Lalori. po re. etc. ". Bini. e CerrD (#$$#) prop'em nas suas perspectivas conceptuais da ruralidade. 8. <raga e !.". importa saber como as regi es podem gerar mecanismos endógenos de criação de ri!ueza com base nos seus recursos específicos*. silvicultura.Perspectivas conceptuais da ruralidade Perspectivas Comportamental Bestaca os factores individuais e socio=antropológicos (a cultura e as suas implicaç'es no comportamento dos actores sociais no meio rural) numa perspectiva est2tica.e-fólio B – 2012/2013 e artes e. e/clusão e afins. verticalidade. Tabela 1 . Ecoló ica Bestaca o am iente (natural. associado às )coisas oas* como capacidade de inter=ajuda. ac3ei interessante utili. Funcional Predomin+ncia de actividades económicas ligadas ao sector prim2rio Bestaca a função económica. atri uindo aos residentes rurais valore e pr2ticas essencialmente )tradicionais*.er e outros serviços de pro/imidade. 7 !onsidera a informação e redes de con3ecimento. solidão.* ("oura. como um espaço de promoção de saúde. insegurança.pt>(ctas>PB. &at2rio. . a produção florestal e a produção energética. cultural).a. encara o rural como paisagem caracteri.es de ) dotar o rural de uma nova vida *9 6) ( economia do ordenamento e da conservação*H #) ( economia da produção e do consumo +H E) ( economia de recreação e la. (ssim sendo. social. mas nem sempre associado à função produtora.a o impacte )3umani. o encontro com o imagin2rio. ".civil. as ligaç'es dialécticas entre a nature. Fonte! "daptado #ini$ e %err& '2((2) Para !ovas (#$$5) são J os componentes capa.onas de ai/a e alta densidade populacional. ondade. &a versão )fundamentalista*. Podemos di.ante* como negativo.er que se procura no rural.ação dos recursos endógenos no desenvolvimento dos territórios rurais = 3ttp9>>pluris#$6$.er. Para ". é )na procura urbana !ue reside o essencial da evolução futura das "reas rurais onde a actividade agrícola orientada para o mercado não alcança expressão significativa.P. pesca e indIstrias e/tractivas). no )paradigma de desenvolvimento regional endógeno. (. de dimensão ligadas à estrutura fundi2ria e ao uso da terraH adopta uma perspectiva din+mica e defende uma visão 3ol-stica. ou seja. Aei 3.

to Pretende=se com este tra al3o )caracterizar a oferta e o promotor de uma unidade de #urismo em $spaço %ural &#$%'. 1 Becreto=Oei nP. E7>#$$N de % de "arço que esta elece o regime jur-dico da instalação. e!uipamentos e serviços complementares.com>locali. tendo em vista a oferta de um produto turístico completo e diversificado no espaço rural*. em (ortugal. 1 nP E do referido artigo.a em pleno Parque &atural do 8udoeste (lentejano e !osta Licentina (P&8(!L).21084 – NOVAS RURALIDADES . dispondo para o seu funcionamento de um ade!uado con*unto de instalaç es. Fodo o conjunto edificado preserva a traça t-pica alentejana e o am iente rIstico e é constitu-da por v2rias construç'es = edif-cio principal que tem o mar a escassos M$ metros. Corpo de te. 10 3ttp9>>???. em espaços rurais. pela sua traça. estruturas.3tml P2gina 3 . e/ploração e funcionamento dos empreendimentos tur-sticos. ane/os e apoios agr-colas.. serviços de alo*amento a turistas. 9 )+ão casas de campo os imóveis situados em aldeias e espaços rurais !ue se integrem. !oncel3o de 8ines)1(. dando igualmente conta dos respectivos meios de divulgação*.e-fólio B – 2012/2013 2.acao. entre as praias da 4l3a do Pessegueiro e (ivados (freguesia de Porto !Rvo. denominada )AefIgio da Praia* que se locali. materiais de construção e demais características. 1 )AefIgio da Praia* est2 implantado num terreno com mais ou menos 6$ 3ectares e conta com uma frente mar-tima de cerca de E$$ metros sendo o resultado da reconversão de uma unidade de restauração e/plorada pelos actuais propriet2rios da !asa de !ampo.) a fim de preservar a sua diversidade traduzida na presença de uma flora enri!uecida pela presença de v"rios endemismos e de uma fauna em 8 ))s estabelecimentos !ue se destinam a prestar. Bado que o P&8(!L foi classificado )(. dedica a sua 8ecção L444 (artigo 6NP) aos empreendimentos de turismo no espaço rural/.. classifica em E grupos os empreendimentos e Furismo no Gspaço Aural (FGA)9 a) !asas de campoH ) (gro=turismoH c) Qotéis rurais.refugiodapraia. na ar!uitectura típica local*. 1 presente tra al3o de ruça=se so re uma !asa de !ampo 0.

icn. funcional e agrad2vel para uns dias de descanso em contacto com a nature.a. conta com E quartos duplos e E quartos duplos superiores. então. 1 )AefIgio da Praia* = !asa de !ampo. 1s quartos amplos. tornam este pequeno retiro num espaço apra. i lioteca. 11 3ttp9>>portal. dvdteca. serviço de ar. com diferentes temas e decoração.pt>4!&Portal>vPF#$$%=(P8ud(lentejano!ostaLicentina>1TParque>PorqueTfoiTclassificado> P2gina 4 .m um papel destacado. aquecimento.21084 – NOVAS RURALIDADES . Fodo o conjunto foi edificado respeitando as normas legais e.onas comuns t0m acesso livre à internet por Sireless. circulaç'es sem arreiras arquitectónicas e instalaç'es sanit2rias funcionais. secador de ca elo e terraços privados com vista mar. regra geral. mIsica am iente. S!. equipados com S! privado.e-fólio B – 2012/2013 !ue a avifauna e ictiofauna det. em particular o.-vel. cumpre as e/ig0ncias normativas em termos de acessi ilidades. FL. *11 o licenciamento do )AefIgio da Praia* esteve sujeito aos pareceres favor2veis das entidades consultadas pela !+mara "unicipal. 4nstituto da !onservação da &ature. ( sala de refeiç'es e de estar est2 equipada com FL satélite. Fodas as .a e <iodiversidade. lareira. uma vista fant2stica so re o mar e ainda um terraço comum.

tra al3adoras. em particular so re o )AefIgio da Praia*. 3. )fora de época*. ainda. tais 3ttp9>>???. dedicadas.pt.e-fólio B – 2012/2013 Para além da oferta j2 referenciada. ) rural . mas. passeios pedestres e de seg?aD com duração apro/imada de # 3oras.costaalentejana. pessoas simples. o )AefIgio da Praia*. como costumo di. situa=se em pleno Fril3o dos Pescadores e oferece.our?inds) e à disponi ilidade da . sem mencionar os seus propriet2rios (pai e fil3os). e/ploram o Fril3o dos Pescadores desde a !asa de !ampo até à Praia da 4l3a do Pessegueiro e seguem os camin3os usados pelos locais para acesso às praias e pesqueiros. em outros s-tios de divulgação. “autenticidade”. Conclusão 1 conceito de novas ruralidades tornou=se uma ferramenta de an2lise Itil na compreensão das transformaç'es rurais contempor+neas.refugiodapraia. 1 esta elecimento de turismo no espaço rural na modalidade de !asa de !ampo )AefIgio na Praia* est2 como9 amplamente divulgado quer através do seu s-tio na internet em9 3ttp9>>???. “naturalidade”.3tml.com>inde/. V através do )#urismo no $spaço %ural !ue o urbano recon!uista o rural e reincorpora-o no mercado global. &ão é poss-vel terminar este despretensioso tra al3o so re os empreendimentos FGA. convertido em produto e mercadoria !ue circula em espaços globais e !ue oferece um pacote emocional !ue proporciona “tradição”. empreendedoras e de uma ama ilidade.er.3tml e 3ttp9>>???. #odos eles são considerados valores perdidos nos meios P2gina 5 . ooUing. Gstes passeios. sujeito à disponi ilidade da Gmpresa Prestadora do 8erviço de (nimação Furistica (. “alterotropia”.com.com>3otel>pt>refaogio=da=praia=turismo=rural=casa=de= campo.nidade. a pé. tam ém.pt>e/periencias>r%#J>refugio=da=praia.21084 – NOVAS RURALIDADES .

".u$2 a possibilidade <ue me deu de usar o seu estabelecimento e todo o material in6ormativo e 6oto r36ico para a reali$ação deste e-6ólio2 sem os <uais2 o mesmo2 não seria poss=vel.e-fólio B – 2012/2013 urbanos.umin3o.pdf P2gina 6 . 4n9 S4Z4PVB4(. = &ovas ruralidades9 turismo no espaço rural (tas do L444 !4F. :anuel Francisco da . ". ao momento pouco conhecidos. e tamb.F(B ‐ !Q(LG8. = &ova !orte na (ldeia. 9r.". nos !uais se investem para obter ganhos mercantis.org>?>inde/. (.ação dos recursos endógenos no desenvolvimento dos territórios rurais = 3ttp9>>pluris#$6$.uevora. 4nternet e ruralidade = 3ttp9>>???. at. (#$$%) ( &ova ruralidade como pro lem2tica educacional e como oportunidade para o desenvolvimento9 algumas refle/'es a propósito = 3ttp9>>???. 12 (tas do L444 !4F. 8. (ntónio : . . (.pt>pag>fidalgo=antonio=corte=aldeia.>PaperMN$.mo.oundation.pdf = (67=$M=#$6E). &at2rio.u i. ".m menosprezados.turismoruralnoalentejo.* 6# Fontes! 1 meu a radecimento sincero e especial2 aos propriet3rios do 45e67 io da Praia82 particularmente ao E.p3p@title\8eg?aD]oldid\EM5N7$5$^.org>Pu licados>pasosoedita>pasosrep%.<.ABG8 : Furismo rural em tempo de novas ruralidades : .pt>(ctas>PB.org> ". <raga e !.civil.?iUipedia.4. ".P. . a enciclopédia livre. Bispon-vel em[3ttp9>>pt. (cesso em9 67 maio #$6E. são ativados repertórios culturais.&Q1 BG #$6# = 3ttp9>>???.pasosonline.org>Pu licados>pasosoedita>pasosrep%. #M=#% BG W.pdf • 8GCS(Y.ABG8 : Furismo rural em tempo de novas ruralidades : .idalgo.lórida9 SiUimedia . #$6E..F(B = !Q(LG8. • • • • • • "oura.ela. occ. /esta forma.pdf BG #$6# = !ovas.&Q1 3ttp9>>???.pasosonline.pt>do?nload%GO(XBesenvolvimentoXruralX$J. Aei = ( Lalori. #M ‐ #% BG W.21084 – NOVAS RURALIDADES .pdf 3ttp9>>???.

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