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Apontamentos de Ciência Política

Apontamentos de Ciência Política

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Resumo chave de alguns conceitos da disciplina de Introdução à Ciência Política do Curso de Ciências Sociais
Resumo chave de alguns conceitos da disciplina de Introdução à Ciência Política do Curso de Ciências Sociais

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Introdução à Ciência Política A ciência política é a disciplina, na actualidade, que se ocupa do estudo dos problemas do Estado e do poder político

, através da observação dos factos e da sua explicação. A Ciência Política divide-se em 2 ramos: Ciência Política Interna ou do Estado e Ciência Política Internacional. A ciência política deve incluir sempre 3 dimensões de análise do estudo do poder ou sistema político: Forma (como se apresenta); Sede (onde reside); Ideologia (forma de actuação). Na óptica da Ciencia Política, o Parlamento pode definir-se como a assembleia ou sistema assembleias articuladas para o exercício de funções legislativas, de fiscalização do executivo e da administração pública, assentes na legitimidade da representação política decorrente de eleições competitivas. A classificação dos sistemas de partidos em: sistemas de partido único, partido hegemónico, bipartidarismo, pluralismo e atomização deve-se a G. Sartori. Para Giovanni Sartori um partido político “é qualquer grupo político identificado por uma etiqueta oficial que se apresenta a eleições e pode fazer eleger, em eleições livres ou não, candidatos a cargos públicos.”. Segundo Sartori, para que um sistema seja multipartidário é necessário que nenhum partido se aproxime, ou que mantenha, a maioria absoluta. O conceito de partido “catch-all-party” é atribuído a Otto Kircheimer. A teoria da circulação das elites é atribuída a Vilfredo Pareto. De acordo com Maurice Duverger, o escrutínio maioritário a duas voltas promove alianças eleitorais em ambiente multipartidário. De acordo com Maurice Duverger a representação proporcional tende a gerar sistemas multipartidários. De acordo com Maurice Duverger, o escrutínio maioritário a uma volta tende para o dualismo partidário. Quando Maurice Duverger chamou ao Senado francês a “câmara da agricultura” referiase a uma segunda câmara composta tendo em conta a representação das regiões, departamentos e comunas. De acordo com Lijphart os “parlamentos híbridos” correspondem a orgãos legislativos eleitos unitariamente, cindindo-se depois em duas câmaras distintas. Em regra, de acordo com Lijphart, as dimensões dos países e o federalismo estão, claramente, relacionados com o bicamaralismo. Loewenstein afirma que a separação de poderes “não é senão a forma clássica de expressar a necessidade de distribuir e controlar respectivamente o exercício do poder político”. De acordo com Norberto Bobbio, a teoria da separação dos poderes pode, na interpretação moderna, assemelhar-se à teoria clássica do governo misto. LenaR – 2007-2008 1

Introdução à Ciência Política A distinção entre um sentido fraco e um sentido forte de ideologia deve-se a Norberto Bobbio. O índice de desproporcionalidade de Douglas Rae calcula-se considerando o valor absoluto da diferença entre a % de votos e a % de mandatos de cada partido que recebeu pelo menos 1,5% dos votos e, em seguida, determina-se a média. De acordo com Friedrich Tonnies a noção de sociedade corresponde ao resultado da racionalidade assumida de forma consciente, de uma vontade deliberada dos seus membros sem que existam laços reais entre eles. De acordo com Friedrich Tonnies a noção de comunidade corresponde ao resultado de sentimentos afectivos e de pertença que conduzem à participação espontânea numa vontade orgânica. De acordo com Joseph Palombara e Weiner um partido constitui uma organização durável, com implantação local alargada, com vontade deliberada de exercer o poder e que procura o apoio popular. Sistema de partido rígido – forte coesão interna, desempenhando um papel central no funcionamento dos sistemas políticos. Sistema de partido maleável – com uma estrutura menos coesa e mais débil, sendo frequente a não disciplina de voto, e não desempenhando, por vezes, um papel central no funcionamento dos sistemas políticos. Palombara identifica a “classe política” como “uma proporção relativamente diminuta da população, cujas opiniões e actos de participação têm mais importância, politicamente, do que o resto da população”. José Miguel Júdice o conceito de “classe política” deve passar a abranger dirigentes de grupos de interesse, bem como outras estruturas de representação sectorial ou não política no sentido clássico tal como os sindicatos e associações patronais. A expressão “classe política” deve-se a Gaetano Mosca. Leon Duguit destaca-se entre os autores que defendem a concepção mista de Nação. De acordo com Max Weber o “campo político”, em sentido restrito distingue-se do “campo administrativo” porque respeita ao exercício da violência legítima. Karl Marx defendeu que as ideologias seriam uma falsa consciência das relações de dominação de classe. Do ponto de vista do objecto, a opinião pública deve ser qualificada em primeiro lugar por respeitar à esfera do poder político, visando influenciá-lo ou conquistá-lo. A opinião pública, mais do que uma colecção de “opiniões individuais”, tem de ser qualificada de acordo com o seu objecto (assuntos que versa) tendo em conta o(s) grupo(s) social(ais) que a(s) partilha(m). A opinião pública não é a opinião de um pequeno grupo, mas a opinião dominante, caracterizada pelo anonimato e a natureza estatística da sua manifestação. LenaR – 2007-2008 2

Introdução à Ciência Política Há muito menos emissores de opinião do que receptores. Embora a opinião pública não seja uma realidade abstracta, o público é uma assembleia abstracta de cidadãos que recebem as suas impressões dos meios de comunicação de massa. Segundo Pierre Ansart “[a opinião pública] é sem cessar trabalhada, modelada, por essa empresa gigantesca de inculcação, conduzida, permanentemente, por todos os orgãos de difusão”. “Marketing político” “conjunto de teorias e métodos de que podem servir-se as organizações políticas e os poderes políticos, simultaneamente, para definir os seus objectivos e os seus programas e para influenciar os comportamentos dos cidadãos”. Intervalo técnico de confiança é o valor máximo e mínimo, entre o qual oscila uma determinada tendência da opinião pública. Na acepção de Max Weber, as bases de legitimidade pode analisar-se no âmbito: do poder tradicional (deve-se respeito ao poder consagrado pela tradição e a quem o detém); do poder local (são legais as normas do regime estabelecidas racionalmente); do poder carismático (assenta nas qualidades reais ou imaginárias atribuídas a um chefe). Do ponto de vista social a ideia de legitimidade corresponde ao poder que se faz aceitar ou que não seja contestado pela maioria dos cidadãos, seja qual for a razão em que esse facto se fundamente. Legitimidade são as razões que são apresentadas pelo poder político para levar a que seja aceite e que a sua vontade seja acatada. A legitimidade de todas as formas de governo depende da conformidade de critérios, objectivos e valores aceites na comunidade. A análise da sede efectiva do poder do ponto de vista da sua repartição horizontal reserva-se o conceito de Sede do Poder. Para Adriano Moreira os sistemas parlamentares ou mistos parlamentar/presidencial acabaram por se converter em “sistemas de predominância governamental” ou de “presidencialismo de primeiro-ministro”. Para Freidrich Koja, os deputados que representam o partido político no Parlamento “estão dependentes dos seus partidos de múltiplas facções e encontram-se subordinados senão a uma disciplina de voto, pelo menos a uma estrita solidariedade”. Para Adriano Moreira “o grupo parlamentar deixou de ser a expressão de uma opinião individual (...) para ser com frequência a expressão do acordo que as negociações entre os partidos, fora do Parlamento, conduziram (...) a disciplina de voto pode ser rígida ou flexível, mas é geral”. Segundo Maria Rosa Rippollés Serrano, a realidade e o poder dos Grupos Parlamentares nos Parlamentos vão colocar-nos perante “a existência de deputados “empresários” e deputados “peões (...) senhores e vassalos”. A concepção objectiva de Nação assenta na identificação a partir de distinções no seio da espécie humana de natureza racial ou étnica. LenaR – 2007-2008 3

Introdução à Ciência Política A concepção subjectiva de Nação assenta numa opção consciente dos indivíduos e na adesão a princípios de convivência colectiva aceites por todos. Em termos gerais, o conceito de ideologia refere-se a um sistema abrangente e articulado de ideias acerca do mundo que é partilhado por grupos sociais mais ou menos amplos. Em termos gerais, o conceito de ideologia refere-se ao sistema articulado de ideias que orientam os pressupostos da transformação social. Na perspectiva psicológica a ideologia configura-se como uma falsa consciência da realidade. O termo “política” (politics) refere-se ao processo de competição pelo poder político, ao seu exercício e à sua manutenção. “Político” (Policy) – conjunto de medidas levadas a cabo para atingir objectivos declarados e considerados de interesse comum (Ex: política de educação, saúde, etc.). A expressão “política” designa a competição entre partidos ou candidatos para obterem votos numa eleição e através dela o poder ou o exercício deste, na perspectiva de manter ou conquistar apoios e desse modo não o perder. De acordo com Adriano Moreira, os partidos políticos são organizações que lutam pela aquisição, manutenção e exercício do poder. Entende-se por sistema político o conjunto de instituições, grupos ou processos políticos caracterizados por um certo grau de interdependência recíproca. A perspectiva sociológica do Estado destaca um facto social e que está no centro dos factos sociais. Regime político é um conceito que diz respeito aos métodos com que o poder é exercido, a forma de dominação do Estado e o modo como este manifesta a sua força. O conceito de forma de governo refere-se à forma como se organiza a selecção dos poderes, a sua repartição e modo de relação no plano jurídico. Para Jorge Miranda, forma de governo “é a forma de uma comunidade organizar o seu poder, o seu governo ou estabelecer a diferenciação entre governantes e governados. Encontra-se a partir da resposta a 4 problemas fundamentais: o da legitimidade, o da participação dos cidadãos (representação política), o do pluralismo ou da liberdade política e o da unidade ou divisão do poder”. O estudo das formas de governo situa-se ao nível do Direito Constitucional, enquanto o sistema de governo se coloca ao nível da Ciência Política. Monarquia – forma de governo na qual a chefia do Estado é um cargo vitalício e heriditário; República – distingue-se da monarquia pelo facto dos governantes não terem cargos vitalícios ou heriditários; Presidencialismo – sistema de governo no qual o poder central cabe ao P.R. cabendo ao poder legislativo fazer leis e fiscalizar a administração pública; Parlamentarismo – sistema no qual o poder político e administrativo é exercido por um LenaR – 2007-2008 4

Introdução à Ciência Política gabinete de ministros, escolhidos entre os membros do partido ou da coligação que conquista a maioria no Parlamento. O conceito de sistema de governo refere-se à sede efectiva do poder, ou seja à repartição horizontal dos poderes e à sua respectiva articulação. Nação e Estado são 2 realidades distintas e inconfundíveis: A Nação é uma realidade sociológica e tem um conceito subjectivo, sendo anterior ao Estado e pode existir sem ele (Várias Nações podem formar um só Estado. Ex: Suiça – alemão, francês e italiano). O Estado é uma realidade jurídica e tem um conceito objectivo, já que é a nação politicamente organizada (Uma Nação pode formar vários Estados. Ex: Médio Oriente – Irão, Iraque, Arábia Saudita, Kuwait). Nação – grupos ligados por tradições e lembranças, interesses e aspirações comuns, subordinados a um poder político central que mantém a unidade do grupo. Nação, tem carácter tipicamente sociológico. Não se confunde com Estado, já que este envolve um conceito eminentemente jurídico. As 3 perspectivas centrais para a abordagem do conceito de Estado são as jurídica, sociológica e filosófica. Por forma de Estado entende-se o modo de designação de titulares de orgãos de soberania e a repartição e articulação de poderes entre eles. A “estrutura do Estado” ou “forma da unidade estatal”, respeita à divisão do Estado em parcelas territoriais, às suas funções e às relações com os orgãos siperiores de poder. O critério relevante a ter em conta na definição de elite é o do poder e/ou autoridade e da influência que resulta da sua acção. A teoria do mandato imperativo assemelha-se à representação política em sentido jurídico. O princípio do mandato imperativo assenta na ideia de que o representante deve actuar de acordo com as instruções de quem o escolheu. Em sentido restrito, a noção de sistema eleitoral respeita aos métodos de conversão de votos em mandatos. A concepção subjectiva de Nação assenta numa opção consciente dos indivíduos e na adesão a princípios de convivência colectiva aceites por todos. À existência de uma Nação não corresponde, necessariamente, um Estado. Os Estados Federados possuem em geral o poder jurisdicional próprio, o que não se verifica nas regiões político-administrativas. Estados Federados Foram, historicamente, estados soberanos que decidiram criar o Estado Federal; Estão representados numa das câmaras do parlamento (senadores); Dispõem, em geral, de poder jurisdicional próprio; Dispõe de uma margem de autoorganização. LenaR – 2007-2008 5

Introdução à Ciência Política Regiões políticas ou administrativas São criadas ou reconhecidas por um estado unitário; Podem existir segundas câmaras formadas a partir de orgãos regionais e locais, sem que os representates tenham assento por direito próprio; Não dispões de poder jurisdicional próprio; Não dispõe de margem de auto-organização (estabelecido pela constituição do estado unitário). Região – “pessoa colectiva pública de população e território cujos orgãos são legitimados pelo sufrágio universal, cujo âmbito territorial corresponde ao maior espaço de exercício de poder abaixo do estado-administração central e cujos poderes e meios financeiros não resultam essencialmente de um poder de auto-organização, mas sim de normas e deliberações emanadas dos orgãos de soberania”. Regiões políticas – têm poderes legislativos e uma identidade forte subjacente (natureza próxima de nacionalidades). Regiões administrativas – Não dispõem de poderes legislativos (competência meramente regulamentar) e têm subjacentes comunidades sociais de outros tipos. Os grupos de pressão, a economia, a força do trabalho e a comunicação social revelam uma forte tendência para a internacionalização, rompendo as tradicionais fronteiras e contribuindo para um sentimento de pertença a uma “aldeia global”. São os estados de maior dimensão a terem a última palavra quanto “ao exercício do poder internacional, quer se trate da paz ou da guerra, das relações com os indivíduos, do acolhimento aos investimentos estrangeiros ou das relações diplomáticas”. Não há crise do “estado-nação” mas sim do “estado soberano”. Em termos gerais, o conceito de ideologia refere-se ao sistema abrangente e articulado de ideias acerca do mundo que é partilhado por grupos sociais mais ou menos amplos. O termo ideologia surge associado à ciência, no quadro da Revolução Francesa. Augusto Comte defendia a necessidade da observação empírica dos factos presidir ao funcionamento da sociedade, em vez de quimeras ou divagações. Entende-se por regime político os métodos com que o poder político é exercido, a forma de dominação do Estado e o modo como este manifesta a sua força. A classificação tradicional de sistemas partidários distingue entre sistemas bipartidários, sistemas multipartidários e sistemas de partido dominante. Os chamados sistemas de “presidencialismo de Primeiro-Ministro” caracterizam-se por uma liderança forte do Primeiro-Ministro, apoiado por uma partido coeso e por uma maioria parlamentar. O conceito de sistema de governo refere-se à sede efectiva do poder, ou seja, à repartição horizontal dos poderes e à sua respectiva articulação. De acordo com a teoria do mandato representativo (i.e. na relação de representação política) os representantes não estão vinculados por nenhum mandato dos representados. No sentido técnico e jurídico utilizado no Reino Unido, a forma de governo denominada de LenaR – 2007-2008 6

Introdução à Ciência Política “modelo de Westminster” designa os 3 orgãos legislativos: a Câmara dos Comuns, a Câmara dos Lordes e a Coroa. Direitos humanos – inerentes à natureza humana, devendo ter um carácter inviolável, intemporal e universal. Direitos fundamentais – direitos de liberdade e de defesa dos cidadãos, face ao Estado e ao poder político. Por direitos fundamentais entende-se direitos vigentes numa ordem jurídica concreta. Os direitos fundamentais podem ser considerados como direitos dos cidadãos face ao Estado e ao poder público limitando e condicionando a acção destes. Em sentido restrito, a noção de sistema eleitoral respeita aos métodos de conversão de votos em mandatos. Em sentido amplo, a noção de sistema eleitoral tem em vista todas as normas jurídicas que regulam a eleição de representantes do povo. Sistemas eleitorais maioritários – é eleito o candidato com maior número de votos (ex: presidente da república, é um orgão uninominal e necessita de maioria absoluta. Sistemas eleitorais proporcionais – equivalência, maior ou menor consoante as variantes, entre a percentagem dos votos e a percentagem dos mandatos atribuídos a determinada força política (ex: A.R., sistema proporcional e o método da média mais alta de Hondt, com circunscrições plurinominais; autarquias locais, orgãos autárquicos directamente eleitos é o sistema de representação proporcional). Atendendo ao sistema económico dominante na área de cada Estado, podemos classificar os Estados como esclavagistas, feudais, capitalistas, socialistas. Poder – capacidade de estabelecer a conduta alheia, através de qualquer processo, impondo o que foi estabelecido, nomeadamente pela via coerciva. Autoridade é a capacidade de suscitar a vontade de obedecer, acatando ordens e regras estabelecidas, recorrendo a meios não coercivos. Grupo de interesse - conjunto de indivíduos que estão estavelmente ligados ou organizados para acções concretas para prosseguir objectivos comuns. Grupo de pressão existe quando um conjunto de indivíduos estavelmente organizados procura prosseguir objectivos comuns através da tentativa de, por qualquer meio, intervir no processo de decisão política, de modo a influenciar a a seu favor a decisão final do Estado. Todos os grupos de pressão são grupos de interesse mas nem todos os grupos de interesse são grupos de pressão. Para João Bettencourt da Câmara, elites “são grupos ou agregados sociais que, por deterem o poder e/ou autoridade, exercem influência criando, conservando, modificando ou extinguindo condutas sociais relevantes e/ou alterando as suas posições relativas no sistema de poder em que participam”. Guy Roche diz que a elite “compreende as pessoas e os grupos que, graças ao poder que LenaR – 2007-2008 7

Introdução à Ciência Política detêm ou à influência que exercem, contribuem para a acção histórica de uma colectividade seja pelas decisões tomadas, seja pelos ideais, sentimentos ou emoções que exprimem ou simbolizam”. A ideia de elite tem a ver com a superioridade dentro de um determinado grupo, um critério defendido por Pareto, para quem a elite define-se pelo poder/autoridade e a influência que daí resulta. A abordagem elitista defende a concepção das ideologias enquanto sistemas de pensamento que têm como função essencial a defesa de um grupo social é tributária.

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