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Ensaios de Fadiga3

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Introdução Definição História Ciclo de tensão Métodos de Ensaio e de Apresentação dos Resultados de Fadiga
Método Estatístico para Resistência à Fadiga Método Estatítisco para o Limite de Fadiga Métodos Gráficos para Ensaios com N cte e tensões axiais Método de Smith-Peterson-Goodman Método Gráfico de Haigh-Soderberg

Corpos de Prova para Ensaios de Fadiga Normas para Ensaio de Fadigas

A fadiga requer carregamento cíclico. A falha por fadiga é algo que ocorre sob tensões cíclicas e alternadas quando de amplitudes que não causariam falhas se somente uma delas fosse aplicada. [5] Fadiga mecânica é a degradação das propriedades mecânicas levando à falha do material ou de um componente sob carregamento cíclico. Fadiga é a falha sob uma carga repetida ou variável. que nunca atinge um nível suficiente para provocar falha em uma única aplicação. Peças automobilísticas como eixos. tensão interna resistente à tração e deformação plástica permanente em cada ciclo. Se algum deles faltar. Os estágios seguem como:  O primeiro é a nucleação da trinca para uma pequena quantidade de deformação plástica não homogênea a nível microscópico. 1.2 Preliminar Estima-se que 90% de todas as falhas de partes metálicas em serviço são causadas por fadiga. não haverá falha. partes de transmissão e sistemas de suspensão podem falhar por fadiga. [4] Fadiga é o processo de progressiva mudança estrutural localizada permanente ocorrendo em materiais sujeitados a condições que produzem flutuações de tensões e deformações em algum ponto ou pontos e que pode culminar em trincas ou fraturas completas após um número suficiente de flutuações. Metais e polímeros falham por fadiga. Palhetas de turbinas. As aeronaves são particularmente sensíveis a fadiga. Existem 03 estágios da fadiga.1 Definição Fadiga é um processo em que danos acumulados são esperados para a aplicação repetitiva de carga que podem ser bem menores que o ponto de escoamento. pontes e navios são outros exemplos. As falhas por fadiga em cerâmicos são raras porque aí são raras as deformações plásticas. Tais carregamentos induzem as tensões flutuantes ou cíclicas que freqüentemente resultam em falha por fadiga. [3] De longe a maioria dos projetos de componentes envolvendo partes sujeitadas a cargas flutuantes ou cíclicas. .Introdução 1.

[6] A análise da foto possibilita a indicação do local de início da fratura por meio do exame das marcas registradas na superfície fraturada. . 1.2. conforme mostrado na foto 01. onde ocorreu a falha final num ciclo simples. Freqüentes exames visuais de uma superfície com fratura por fadiga revelarão marcas como de concha ou marcas de praia como mostrado na foto 01. A distância entre as marcas não representam a distância que a fratura propagou em um ciclo. Elas são chamadas de “striations” (estrias) e elas representam a posição da fratura em cada ciclo. Exames microscópicos de superfícies fraturadas freqüentemente revelam marcas em escalas muito finas. cada marca varia durante o carregamento cíclico histórico. Um exame cuidadoso microscópico da superfície externa de uma amostra após tensões cíclicas geralmente revelam uma aspereza antes da fratura se formado. talvez um período de tempo que permitiu corrosão ou uma mudança na amplitude de tensão. Figura 01 – Marcas tipo concha típicas sobre uma superfície com fratura por fadiga de um eixo.1 Identificação Superficial da Fratura por Fadiga Um exemplo de uma superfície fraturada por fadiga é apresentada na foto 01. Antes. A fratura iniciou no lado esquerdo da barra e progrediu para a direita.  Finalmente a fratura ocorre quando a trinca atinge um tamanho crítico. O segundo é um crescimento lento dessas trincas pelas tensões cíclicas alternadas.

Cargas dinâmicas eram. Dois anos após. estabelecendo uma correlação entre cargas aplicadas e durabilidade. um fenômeno novo. portanto. no qual dizia que o material havia “cristalizado” e se tornado frágil devido às tensões flutuantes. Figura 01 . em 1837. O fenômeno da fadiga foi observado pela primeira por volta do ano de 1800.História da Fadiga A análise da fadiga como conhecemos hoje teve um longo percurso até chegarmos aos métodos atualmente aplicados. Rankine publicou um artigo em 1843 sobre as causas da ruptura inesperada de munhões de eixos ferroviários. Jean-Victor Poncelet. projetista de eixo de ferro fundido para laminador de rodas. Logo após Jean-Victor. os mesmos exibiam características de fraturas frágeis e repentinas. as quais se baseavam em experiências decorrentes de estudos com estruturas carregadas estaticamente.Desenho de uma falha por fadiga em um eixo. Um esboço do teste para fadiga realizado por Albert é demonstrado na figura 01. Os eixos haviam sido projetados com toda a perícia e engenharia disponível na época. Esses eixos estavam fixos às rodas e giravam em conjunto com as mesmas. Há 173 anos. oficialmente usou o termo ‘‘fadiga‘‘ pela primeira vez em um livro sobre mecanismos. isto após relatos sobre eixos de um vagão ferroviário que começaram a falhar após um pequeno período em serviço e que apesar de serem feitos de aço dúctil. 1843. Figura 02 . a tensão de flexão em qualquer ponto da superfície do eixo variava ciclicamente entre valores . resultantes da introdução das máquinas movidas a vapor. Um exemplo do carregamento sobre estruturas utilizada naquele período está na figura 02. em 1839.Esboço do teste de fadiga de Albert para correntes de mineração. Desse modo. Wilhelm Albert publicou o primeiro artigo sobre fadiga.

A publicação do experimento de Wöhler em 1871 é apresentada por meio da figura 04. Wöhler iniciou o desenvolvimento do projeto estratégico de fadiga e identificou a importância do ciclo e tensão média. . Figura 03 . isto é.positivos e negativos. A sua primeira investigação científica (durante um período de 12 anos) foi sobre o que estava sendo chamado de falha por fadiga. O diagrama S-N ou Curva de Wöhler. Ele publicou suas descobertas em 1870. em laboratório. como mostra a figura 03 (Norton. um nível de tensão que toleraria milhões de ciclos de uma tensão alternada. as quais identificavam o número de ciclos de tensão variando no tempo como os causadores do colapso e a descoberta da existência de uma tensão limite de resistência à fadiga para aços. sob cargas dinâmicas. Esse carregamento é denominado alternado. testando. estarem disponíveis. Ele desenvolveu o teste de fadiga RotaçãoFlexão e introduziu o conceito de limite de fadiga. 2004). eixos até a falha sob carregamento alternado. tornou a forma-padrão para caracterizar o comportamento dos materiais submetidos a solicitações alternadas e ainda é utilizado atualmente. abordou os eixos de estradas de ferro e ajudou a melhorar o procedimentos de teste de eixos e a aumentar a vida útil dos mesmos.Tensões variantes no tempo O trabalho pioneiro de August Wöhler em 1870. apesar de outras medidas sobre a resistência dos materiais.

Griffith em 1920. Em 1910. Com o trabalho de Alan A. a maior mudança de encontrar um grande defeito natural. Sir James Alfred Ewing demonstrou a origem da falha por fadiga em fraturas microscópicas e contradisse a teoria de recristalização. Já em 1886. A observação da resistência a fratura de cabos de vidro tem mostrado que ao longo do cabo. O. grande idéia. Desta forma a idéia de uma distribuição do tamanho do defeito envolvido e a descoberta que ao longo do cabo. Johann Bauschinger escreveu o primeiro artigo sobre o comportamento do ciclo de histerese tensãodeformação dos materiais (nomeado depois por ele de: efeito Bauschinger). No início do século 20. Este grande estalo. físico levou para um critério instável que considerou a energia liberada em um sólido no tempo que nasceu a falha catastroficamente sob uma tensão aplicada.Figura 04 . engenheiros implementaram a análise de fadiga no processo de desenvolvimento do produto e viabilizou uma predição de vida útil do produto. Bairstow simultâneamente desenvolveu o conceito de endurecimento e abrandamento cíclico pela investigação da reação tensão-deformação durante o carregamento cíclico. em que a locomotiva destaque quebrou o eixo.Publicação da experiência de Wöhler. L. Baseados sobre aquelas teorias e procedimentos. menor resitência. Griffith etabeleceu um critério liberação-energiaproporção de materiais frágeis.H. a investigação de fraturas em vidro. tornou o nascimento do mecanismo de fratura. Esta teoria surgiu depois de um dos piores desastres de trem do século 19 que ocorreu próximo de Versalhes em 1842. 1871 No fim do século 19. . Baskin definiu a forma da curva típica S-N pelo teste de Wöhler dado e propôs uma relação log-log. A teoria de Alan A. Gerber and Gordmann investigaram a influência da tensão média e propôs teorias simplificadas.

As mudanças e novas possibilidades no projeto de fadiga foi significante com o uso da tecnologia de simulação. houve uma progressão substancial que foi obtido no crescimento da fratura à fadiga com L. Tatsuo Endo e M. Paris em 1961. C. Ambos desenvolveram independente de cada um as hipóteses de dano linear. S. permitindo a aplicação confiável da regra de Miner para carregamentos aleatórios. as propriedades da fadiga podem ser consistentes com uma das 03 filosofias de projeto de fadiga gerais. Filosofias no projeto de Fadiga Para ser empregado em qualquer coisa comparativa. Nos meados de 1950 e 1960. M. Palmgren em 1924 e A.A primeira ferramenta prática projetadada surgiu com o trabalho de A. já existindo cálculos com a ajuda de tecnologia de computadores. Paris propôs métodos para predizer a faixa de crescimento em fraturas de fadiga individuais. Cada um deles tem uma metodologia concomitante e um ou mais significados que representam dados. Hoje é possível simular carregamentos reais sobre condições de amplitudes variáveis com amostras.Life time curve after Manson and Coffin Particularmente com respeito aos métodos de simulação utilizados hoje. Em meados de 1980 e 1990. muito foco foi posto sobre a investigação da fadiga multiaxial e fadiga termo-mecânica. são eles: Filosofia de projeto Metodologia do projeto Descrição de dados dos . Coffin e S. Manson e outros com a deformação plástica em pontos de fraturas em 1954 e P. Miner em 1945. Figura 05 . componentes ou estruturas de grandes escalas. este foi o primeiro método sistemático para a propagação de trincas usando mecanismo da fratura. Matsuisk estabeleceram um fato que marca a época no método de fadiga em 1968 quando eles planejaram um algoritmo rainflowcounting. F. 2.

qual foi a frequência e a forma da onda?  Foram executados testes usando carregamento de amplitude variável? Que espectro?  Qual foi o critério de falha? .resistência Mecanismo da fratura S–N ε -N da/dN . vida infinita Vida limite. vida infinita é a técnica mais antiga de aproximação da fadiga. vida finita Máximo dano (dano tolerante) Vida – tensão Vida .principais testes Vida limite. determinações e representações que relata para este método inclui o trabalho de August Wöhler nos eixos das estradas de ferros na Alemanha em meados de 1800.∆ K A filosofia vida-limite. média ou mediana?  Quantas amostras foram testadas?  Qual foi a dispersão?  Se a figura plotada é baseada sobre dados de amplitude constante. Avaliação das Características da Fadiga A habilidade para avaliar as informações das propriedades é um dos pontos críticos na decisão se os dados encontrados são aplicáveis ou usáveis. 3. Na realização do teste fique atento as seguintes perguntas:  Qual foi o tamanho do corpo de prova e sua geometria?  Havia uma concentração de tensão?  Qual foi a temperatura?  Foi um outro ambiente do laboratório empregado ao ar?  Qual foi a orientação da peça no material original?  A linha representa a resposta mínima. Exemplos de tentativas para compreender a fadiga por meio das propriedades.

mas a figura representa um teste feito em R=0. Goodman sugeriu que: σ a= σ Onde. Vários exemplos de engenharia foram propostos para predizer o comportamento da fadiga quando um ciclo de tensão sobre a tensão média for proposto. a tensão média geralmente não é zero.N-b Onde A é aproximadamente igual ao limite de resistência à tração. σ a – é a amplitude da tensão correspondente a uma certa vida. Onde: S – Amplitude da tensão cíclica N – Número de cliclos para a falha O “N” é convencionalmente plotado sobre uma escala logarítmica. São eles:   Material do componente. Se a curva S-N é plotada como log(S) contra log(N). Geralmente as curvas S-N são para teste em que a tensão média do aço é zero. Neste caso a relação pode ser expressa como: S = A. Se o dado encontrado descreve como resposta uma chapa fina.σ m / UTS] . uma linha reta freqüentemente resulta para N<106. Sobre condições em serviço.3 e os dados completamente reversíveis requeridos a figura pode ser útil.  Se a forma do produto está correta. A fadiga é medida pelo gráfico S-N. A maioria das curvas S-N são de experimentos em que a tensão média foi zero. Campo de tensão. [1 . é o dado errado. no entanto. mas não é o desejado. e. Determinação da resistência dos materiais à fadiga Dois fatores principais determinam o tempo que leva para uma fratura se iniciar e crescer suficientemente para provocar a falha do componente.

σ máx versos σ m. Estas relações também podem ser representadas por σ representação da relação de Goodman entre σ na fadiga. Há uma σ contudo não representará .σ m / YS] YS – limite convencional de elasticidade (corresponde a uma deformação permanente. UTS – limite de resistência à tração.σ m – amplitude da tensão que daria a mesma vida se σ m fosse zero σ e – é a tensão média. arbitrariamente estipulada) Gerber sugeriu que: σ a= σ e. [1 – (σ m / UTS)2] Qualquer combinação de σ m e σ a resultará na falha à fadiga. [1 . (tensão máxima à tração que um material pode carregar) Soderberg sugeriu que: σ a= σ e. mín e mín e máx.

. e σ a sobre as linhas –Y a Y e σ a sobre a linha σ e para Métodos para a determinação de teste de fadiga datam do século 19.000 ciclos. enquanto σ UTS resultará na falha por fadiga.1 Diagrama Modificado de Goodman O diagrama modificado de Goodman mostra o efeito da tensão média sobre a falha por fadiga e escoamento. Figura 06.5. A forma da curva depende do tipo de material testado. quando August Wöhler montou e realizou a primeira investigação sistemática da fadiga. Testes padronizados de laboratório aplicam cargas cíclicas como flexão rotativa. vaivém axial e ciclos de torção. Cientistas e engenheiros plotam os dados resultantes desses testes para mostrar o relacionamento entre cada tipo de tensão e o número de ciclos de repetição que conduzem à falha ou curva S-N. Geralmente a fadiga de ciclo baixo ocorre com menos de 10. As combinações de σ m m e Y a Y resultará no escoamento. flexão cantiléver. A curva é dividida em fadiga de ciclo alto e baixo.

figura 07:  Método de Goodman . exibem um achatamento em um determinado nível de tensão. como os aços com baixo teor de carbono. Materiais que não contêm ferro não apresentam limite de fadiga. Por essa razão. se a tensão média demonstrar que o ciclo completo é de tração. Figura 06 . Muitos históricos de cargas em serviço apresentam uma tensão média diferente de zero. o ciclo inteiro provocará danos. se o ciclo de carga induz tensões compressivas na área da rachadura. Método de Soderberg .Alguns materiais.   . entretanto.Exemplo de curva S-N (Tensão x ciclos) O histórico de carga de fadiga. embora o nível de tensão pareça estar abaixo do limite "seguro" normal. Entretanto. Foram desenvolvidos três métodos para correção de tensão média a fim de eliminar o trabalho de realizar testes de fadiga sob diferentes médias de tensão.normalmente o mais conservador. componentes projetados de forma que as tensões aplicadas não excedam o limite conhecido de fadiga não devem apresentar falhas em serviço. Método de Gerber . conhecido como limite de fadiga. As fraturas se propagam somente sobre cargas de tração. Os testes mostraram que a razão de propagação da fratura ou trinca está relacionada com a razão de tensão do ciclo de carga e a tensão média da carga. como determinado por testes de flexão rotativa. fornece informações sobre tensões médias e alternativas. ele não provocará mais danos. os cálculos de limite de fadiga não levam em consideração as concentrações localizadas de tensão que podem dar início a fraturas. Por princípio.normalmente adequado para materiais dúcteis.normalmente adequado para materiais quebradiços.

por exemplo: barras. Além disso.Figura 07 – Métodos para correção de tensão média Todos esses métodos são aplicáveis apenas quando todas as curvas SN associadas se baseiam na aplicação de carga totalmente revertida. geralmente. Essas espécies são: . Os testes de fadiga para obter os diagramas S-N de materiais são feitos com corpos de prova de projeto relativamente simples para cada produto. lâminas ou chapas. essas correções se tornam significativas somente se os ciclos de carga de fadiga aplicados apresentarem tensões médias grandes em relação à faixa de tensões. Os ensaios de fadiga podem ser realizados com 03 (três) espécies diferentes de corpos de prova. em amostras ou modelos ou em corpos de prova projetados para acomodar um tipo específico de carregamento. máquinas e estruturas são realizados. tubos e arames. Métodos de Ensaio e de Apresentação dos Resultados de Fadiga Método Estatístico para Resistência à Fadiga Método Estatítisco para o Limite de Fadiga Métodos Gráficos para Ensaios com N cte e tensões axiais Método de Smith-Peterson-Goodman Método Gráfico de Haigh-Soderberg Corpos de Prova para Ensaios de Fadiga Testes de fadiga para determinar a vida de componentes.

. chapas. Figura 08 – Exemplo de amostra para fadiga em barra rotativa [7] . os corpos de prova são de secção circular ou retangular. Também podem ser usinados corpos de prova igualmente já normalisados. tubos. O grande raio usado evita a concentração de tensões pela ausência de mudança brusca de secção. Em geral.• A própria peça ou um modelo ou protótipo usados para determinar a vida da peça a uma determinada tensão ou a um determinado número de ciclos. As duas primeiras espécies de corpo de prova são as mais preferíveis para os estudos práticos. que podem ser colocados diretamente em máquinas apropriadas. mas exigem máquinas de ensaio de fadiga mais caras e quase que específicas para cada tipo de peça. dependendo do tipo de solicitação e das normas propostas para o ensaio de fadiga. ficando a parte útil paralela como no ensaio de tração. 7. pois reproduzem melhor as codinções da prática. que não possuam conicidade. tendo na parte útil uma ciconicidade ao longo do seu comprimento. ficando o dentro dessa parte útil com uma dimensão mínima (diâmetro ou os lados do retângulo). est. Produtos acabados como barrar.1 Amostras sem Entalhe O projeto de vários corpos de prova para produtos na forma de barras e chapas são dados nas figuras de 08 a 13. arames. com um raio grande e contínuo. dependendo do produto. Corpos de prova usinados para ensaio. • • Os corpos de prova podem ser planos (lisos) ou com entalhe. Os corpos de prova planos usinados tem uma grande variedade de forma. A tensão aplicada ao corpo de prova deve sempre ser calculada pela dimensão mínima.

chapas e lâminas para amostras de ensaio de fadiga variam consideravelmente de dimensões. b) Chapas e Lâminas Segundo a ASTM STP 91. Lâminas de 0. laterais cônicas.1. cantilever. A viga é carregada como um cantilever.008 a 0. conforme a figura 09 e 10. As espécimes carregadas axialmente podem ser presa por fios externos ou internos. fundição e forjamento. para o ensaio de fadiga tem uma secção cônica. somente com pequenas diferenças em dimensões.20 a 0. tangente à filetes. Comprimento aumentado de calibre mais grosso [7] Figura 10 – Modelo de lâmina para ensaio de fadiga [7] As amostras com maior raio nos filetes são usados para materiais macios.031 in (0.1 Materiais Metálicos a) Barra Rotativa O exemplo de amostra para fadiga em barra rotativa foi aceito e usado por vários laboratórios. . Figura 09 – Modelo de lâmina para ensaio de fadiga. A seção de teste é no meio no diâmetro mínimo.78 mm). mas geralmente são concebidos de forma que a carga é aplicada no vértice do triângulo formado pela extensão dos lados da seção de ensaio.7. sobre os quais a distribuição de tensão é mais ou menos uniforme. A seção de teste é delimitada pelas retas. A barra rotativa possui apenas um ponto de fixo. conforme indicado pelas linhas tracejadas. Este tipo de corpo de prova é usado para não metais. como também para metais.

S. Figura 11 – Modelo de amostra para fadiga por torção [7] 7.2 Amostras com Entalhe .1.2 Materiais Não Metálicos O projeto de amostras para ensaios de materiais não metálicos podem diferenciar em alguns detalhes dos metais. Figura 12 – Modelo de chapa plana para fadiga por flexão de material plástico [7] Figura 13 – Modelo de tensão direta (carregamento axial) para espécimes de fadiga para madeira. O modelo está na figura 11. Exemplo de amostras não metálicas estão na figura 12 e 13. Tensão paralela para grão (U. Forest Products Laboratory) [7] 7.c) Torção A amostra de fadiga por torção tem uma seção de ensaio cilíndrica tangente ao rebaixo dos filetes .

tem limite de fadiga mais baixo. conforme estudos de Horger (1953). caso a variação do diâmetro seja murito grande. pois. embora a maioria dos dados mais publicados são das espécimes das figuras de 09 a 11. o efeito das dimensões tem significado preponderante. todos com variados tratamentos térmicos. a tensão médias em corpos de prova entalhados . mudança brusca de secção). Grande corpos de prova tendo menor grandiente de tensões. Pequenas variações nas dimensões dos corpos de prova quase não alteram os resultados dos ensaios. Existe um valor crítico da tensão que deve ser ultrapassado sobre uma certa profundidade do material para ocasionar a ruptura do metal. conforme experiências de Lessells. devido à modificação do gradiente de tensões no entalhe conforme figura a baixo. ferro fundido e aços-liga. Também o mesmo acontece para outros aços. Em estudos com corpos de prova entalhados (havendo. A tabela abaixo mostra que pode haver alguma mudança no valor do limeite de fadiga em corpos de prova cilíndricos de aço carbono. Assim. porém.Esses entalhes podem ser usados em espécimes de fadiga sujeitas a alguma forma de carregamento previamente mencionado. não importanto o tipo de solicitação.

ocasionando menor limite de resistência à fadiga. tais como irregularidades suferficiais.grandes é maior. Os coprs de prova entalhados são ensaiados usualmente por flexão rotativa com o fito de comparar os resultados com corpos de prova de mesmo material sem entalhe. . entalhado ou não. a Smax é calculada pela sesção entalhada dos mesmos. devido ao tamanho reduzido do corpo de prova comparado com as peças sujeitas à fadiga na prática. De acordo com o Manual on Fatigue Testing da ASTM. que a comparação dos ensaios de fadiga em laboratório com os resultados da prática de uma ruptura por fadiga éinconsistente. A probabilidade de se encontrar ou de se formar uma trinca num corpo de prova grande é maior do que num corpo de prova pequeno. Nesses corpos de prova. alterando muito o gradiente de tensões. Kt. gradientes e concentrações de tensões. pois. que pe o agente provador da nucleação da trinca de fadiga. O uso do entalhe para procurar imitar no laboratório as condições práticas ainda não é satisfatório. etc. Exemplificando. Os símbolos empregados nessa tabela referem-se aos dados no desenho do corpo de prova entalhado da figura abaixo. a concentação de tensão tem um fator teórico. porque depende muito do gradiente de tensões existentes em ambos os casos. dado conforme a tabela abaixo. a resistência à fadiga de um aço doce pode diminuir de um fator de 10% se o diâmeto do corpo de prova entalhado for aumentado de D para 10D. para estudo de alfuns dos fatores que afetam a ruptura por fadiga dos metais. Conclui-se.

Uma superfície mal acabada contém irregularidades que. como por exemplo queima. etc. recozimento. quanto maior for a descarbonetação.Na tabela kt é dado por: Kt = Smax/Snom Segundo a norma ASTM 91 os modelos de maostras para ensaios de fadiga são: 7. trincas. como se fossem um entalhe. O mesmo acontece com defeitos causados pelo polimento. principalmente em ensaios com carga . aumentar a resistência à fadiga. no entanto. Efeito da Superfície do Corpo de Prova A tabela abaixo indica o efeito do acabamento superficial no limite de fadiga de um corpo de prova de aço carbono (0. aumentam a concentração de tensões. Aços descarbonetados superficialmente também possui menor resistência à fadiga.33%C) ensaiado à flexão rotativa. através de estudos de Thomas (1923) e de Moore & Kommers (1921). resultando em tensões residuais que tendem a diminuir a resistência à fadiga do material. Tratamentos superficiais endurecedores podem.

STP No. Observou-se Bibliografia [1] Mechanical Behavior of Materials.de flexão ou torção. [2] Ensaios Mecânicos de Materiais Metálicos – Fundamentos Teóricos e Práticos. 91 A (ASTM STP 91 A) – Second edition [6] ASM Handbook . Edição.Fatigue and Fracture. 8 – Ensaio de Fadiga. [4] The nCode Book of the Fatigue Theory [5] A Guide for Fatigue Testing and the Statistical Analysis of Fatigue Data – Supplement to Manual on Fatigue Testing. 91 – ASTM Special Technical Publication No.William F. 2001. p 172 a p 199 – Sérgio Augusto de Souza [3] Fatigue. 5ª. Cap. 17 – Fatigue. Volume 19. David Roylance – Departmentof Materials Scienc and Engineering – Massachusetts Institute of Technology (MIT) – Cambridge. Hosford – Cambrigde. p 279 and 280 . Cap. ASM International [7] Manual on Fatigue Testing – ASTM Special Technical Publication No. 91 (ASTM STP 91) .

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