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atividade motora adaptada

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PLANO DE ENSINO ATIVIDADE MOTORA ADAPTADA PLANEJAMENTO PROVÁVEL – TERÇA-FEIRA PROFESSORA Ms.

ROSILENE MORAES DIEHL 18/08 - LIBRAS e cronograma 25/08 - História Paraolimpíada e Olimpíadas Especiais 01/09 - Educação física para alunos surdos 08/09 - Desporto para alunos e atletas surdos 15/09 - Deficiência visual e orientação e mobilidade 22/09 - Educação física para alunos cegos 29/09 - Desporto para alunos e atletas cegos – atletismo, natação, goalball e futsal 06/ 10 AVALIAÇÃO G1. 13/10 - Educação física para alunos com deficiência mental 20/10 - Desporto para alunos e atletas com deficiência mental (voleibol) 27/10 - Deficiência física e Recreação para pessoas com deficiência física 03/11 - Desporto para pessoas com deficiência física 10/11 - EXTRA 17/11 - Seminário 24/11 - Prova de G2 01//12 - Substituição

ATIVIDADE MOTORA ADAPTADA PLANEJAMENTO PROVÁVEL – QUINTA-FEIRA PROFESSORA Ms. ROSILENE MORAES DIEHL 20/08 - LIBRAS e cronograma 28/08 - História Paraolimpíada e Olimpíadas Especiais 04/09 - Educação física para alunos surdos 10/09 - Desporto para alunos e atletas surdos 17/09 - Deficiência visual e orientação e mobilidade 24/09 - Educação física para alunos cegos 01/10 - Desporto para alunos e atletas cegos – atletismo, natação, goalball e futsal 08/ 10 AVALIAÇÃO G1. 15/10 - Educação física para alunos com deficiência mental 22/10 - Desporto para alunos e atletas com deficiência mental (voleibol) 29/10 - Deficiência física e Recreação para pessoas com deficiência física 05/11 - Desporto para pessoas com deficiência física 12/11 - EXTRA 19/11 - Seminário 26/11 - Prova de G2

03//12 - Substituição LIVROS BÁSICOS DIEHL Rosilene Moraes Jogando com as diferenças São Paulo Editora Phorte Editora, 2006 MAUERBERG de Castro, Eliane Atividade Física Adaptada São Paulo Editora Taccmed, 2005 WINNICK, Joseph P. Educação física e esportes adaptados. Baueri, SP: Manole: 2004 INTRODUÇÃO À ATIVIDADE MOTORA Contexto Histórico Encontramos poucos registros sobre a deficiência ao longo da história Ø Atitudes de abandono e extermínio: primitivamente, em decorrência do nomadismo das tribos, era comum o abandono das pessoas doentes ou com deficiência. Os esquimós costumavam abandoná-los na trilha do urso branco (animal considerado sagrado) para que fossem devorados; na Bolívia o usual era enterrar, vivos, os velhos e as pessoas com deficiência na crença de que a terra protegeria a tribo. Ø Atitudes de Tolerância: Também praticadas na sociedade tribal, como no Quênia onde se acreditava que as pessoas com deficiência visual possuíam poderes sobrenaturais. Ø Na Idade Média, período marcado pela crença da existência de espíritos malignos, a prática era exterminar as pessoas “diferentes”, dentre elas os indivíduos com deficiência. No decorrer deste período, a prática do extermínio deu lugar à exclusão social em função da ascensão do Cristianismo que pregava a existência da alma. As pessoas com deficiência passaram a ser trancafiadas em porões, vales, ilhas, etc... Ø No Renascimento, surge o interesse pelo homem e pela natureza. Encontram-se registros sobre as pessoas com deficiência a partir do século XVIII. Inicia o processo de norma e normalidade, determinando o conceito de média e desvios que descrevem grupos com características similares. Estes mecanismos de diferenciação resultaram na segregação daqueles que não se enquadravam em padrões estabelecidos, gerando a criação do “outro”.

Alguns acontecimentos importantes: Ø Criação, em 1975, da Associação Nacional de Desporto para Excepcional, atualmente Associação Nacional de Desportos para Deficientes denominada (ANDE). Quando criada, agregava os desportos praticados por todas as deficiências, depois foi-se desdobrando e, atualmente, é voltada para os atletas vítimas de paralisia cerebral. Ø A Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS), foi fundada em 1977 com o

nome de Federação Nacional de Educação e Integração dos Deficientes Auditivos (FENEIDA), como resultado da reunião de várias entidades que trabalhavam junto aos surdos. Ø O Ano Internacional da Pessoa Deficiente (International Year for Disabled Person) foi proclamado pela ONU em 1981 Ø A Associação Brasileira de Desportos em Cadeira de Rodas (ABRADECAR), criada em 1984 foi reconhecida como entidade nacional de dirigente do desporto em 1987. Entre suas funções está a difusão do desporto em cadeira de rodas no Brasil e a promoção de competições e campeonatos nacionais. Ø A Associação Brasileira de Desportos para Cegos (ABDC), foi criada em 1984. promove o desporto de cegos e organiza o calendário de competições regionais e nacionais. Também representa o Brasil nas competições internacionais, dentre outras de suas funções. Ø Associação Brasileira de Desportos para Amputados (ADBA), criada em 1990 foi reconhecida como associação dirigente do desporto em 1991. Dirige o desporto para amputados no país, promover competições nacionais e representa o Brasil em competições internacionais. Ø Criada em 1989, a Associação Brasileira de Desportos para Deficientes Mentais, (ABDEM) foi reconhecida em 1995, quando criou seu próprio estatuto desligando-se da Federação Nacional das Apaes, órgão ao qual era ligado. Sua finalidade é a promoção do desporto para pessoas com deficiência mental, realizar competições regionais e nacionais e participar de eventos internacionais. Ø Em 1986 acontece o I Simpósio Paulista de Atividade Motora Adaptada, reunindo profissionais e estudantes da área. Ø Em 1988, é criado o primeiro curso de especialização em atividade motora adaptada, em Uberlândia, MG. Ø Em 1989 é promulgada a lei que dispõe sobre a Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE), órgão responsável pela gestão de políticas voltadas para integração da pessoa com deficiência. Ø A Sociedade Brasileira de Atividade Motora Adaptada (SOBAMA) foi criada em 1994 com o intuito de realizar estudos e promover congressos, cursos, simpósios sobre atividade motora adaptada, dentre outras funções. Ø Criação do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), em 1995, formado pelas diversas associações ligadas à deficiência. Trabalha com a fomentação do desporto paraolímpico e a organização de competições a nível nacional e internacional.

Abordagens: Diversas terminologias são utilizadas para definir as pessoas com deficiência. Dentre as várias formas de definir esta população, o importante é a maneira pela qual percebe-se a alteridade.

conforme quadro abaixo.5 48. .0 Sul 14.3 3. .3 Sudeste 13. artística ou no âmbito acadêmico.5%) Múltipla 1.6 milhões de pessoas com deficiência visual. cerca de 160 mil são cegos.Portadores de Deficiências (PD) todos aqueles com necessidade de metodologias de ensino específica: com comprometimento visual.000 (2%) Mental 6. REGIÕES POPULAÇÃO POR GRUPOS DE IDADE (%) Total 0 a 14 anos 15 a 64 anos 65 anos ou mais Brasil 14.5 56. físico e múltiplo. p. entre os 5. quer de origem neurológica. 14.1 3.3 15.1 53. mental.000 (5%) Fonte: IBGE.8 5. . Atualmente a OMS utiliza também a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF).5 % da população brasileira possui algum tipo de dificuldade. a qual considera somente as causas ou origens da deficiência.6 54. Ø O Ministério da Educação e Cultura (MEC) utiliza várias nomenclaturas: .000 (1. Ø “Eludir ou evitar palavras para utilizar outras mais corretas ou mais modernas ou mais aceitáveis para o mundo do normal – como.000 (1%) Auditiva 1. Esta nova maneira de interpretação utilizada pela OMS permite que além do registro da incapacidade e desvantagem.Portadores de Condutas Típicas: pessoas que apresentam problemas de conduta.2 Fonte: IBGE. Censo Demográfico 1990 O censo 2000 revela que o Brasil possui 24.7 13.” (SKLIAR.Alunos com Necessidades Educativas Especiais: caracteriza aqueles alunos com maiores dificuldades no aprendizado em relação aos demais alunos. com atraso no desenvolvimento ou no relacionamento social devido à síndromes.5%) Física 2.7 4. aproximadamente 176 mil são surdos. Censo Demográfico 2000. Sendo necessário para superar essa dificuldade desde a remoção de barreiras arquitetônicas até alterações nas grades curriculares. psicomotora.4 15.500.7 62.7 milhões com deficiência auditiva.Altas Habilidades (AH): classificação para os alunos que possuem alto desempenho e acentuada potencialidade intelectual. por exemplo.950.5 Centro-oeste13. 34) Estatística Censo de 1990 – 10% da população apresentava alguma deficiência Deficiência Número de Pessoas Visual 600 mil (0.9 4.7 15. seja possível identificar o impacto desta pessoa no seu meio social.300. ou seja. quer de origem psicológica.2 Nordeste 16. auditivo.5 4.6 18.600. sujeitos portadores de necessidades educativas especiais – seria restituir uma vez mais a eficácia retórica do discurso da normalidade. .6 milhões de pessoas com alguma deficiência.Ø A Organização Mundial da Saúde (OMS) utilizou durante muito tempo a Classificação Internacional de Doenças (CID).0 Norte 14.1 63. Entre as 16. 2003.2 18. que traz informações importantes sobre o perfil da pessoa com deficiência.

maior bem-estar. reserva assentos no transporte público. Dispõe sobre a caracterização de símbolo que permita a identificação de pessoas com deficiência auditiva. estimulando seu desenvolvimento motor. que a reconhece como meio de comunicação e expressão das comunidades surdas brasileiras. A prática de atividade física adaptada é um dos meios .436. lazer.298/99 de 20 de dezembro de 1999. Ø Também de 2002 é a lei que assegura aos cegos o livre acesso a lugares públicos e privados acompanhados de cães-guias.098 de 19 de dezembro de 2000 dispõe sobre a acessibilidade das pessoas com deficiência. 8. desporto. Ø Lei 8. deverá ser assegurada a presença de intérpretes nos espaços formais e instituições. 7. Atividade Motora Adaptada (AMA) Ø No princípio a AMA era praticada em forma de programas. cultura. 3. assistência social. instituída pela Lei n.799-6 de 10 de julho de 1999. Ø O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora Deficiência (CONADE) foi criado pela Medida Provisória nº. observando algumas regras normativas com dados de identificação do cão. transporte. concessão de passe livre no sistema de transporte coletivo interestadual aos portadores de deficiência. Ø Lei 8.Algumas leis federais Ø Lei n. através de jogos. desporto.686 (1993). dispõe sobre a construção de edifícios públicos que permita o acesso. estabelecendo normas e critérios para a promoção da acessibilidade. trabalho. trabalho. qualidade de vida. Decreto n. Ø O esporte.048 de 08 de novembro de 2000 prioriza o atendimento de pessoas com deficiência em repartições públicas. dispõe sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa com Deficiência (CORDE). Ø Lei n. nos espaços públicos Ø A legalização da Língua Brasileira de Sinais . atualmente faz parte dos currículos universitários. lazer dentre outros. Ø A Lei n. com Síndrome de Talidomida. dispõe sobre o reajustamento da pensão especial as pessoas com deficiência físicas. Isso significa que. saúde. de 20 de dezembro de 1982. educação. 1. política urbana. perceptivo e sócio-afetivo.298 de 20 de dezembro de 1999 remete aos órgãos e entidades do Poder Público o dever de assegurar às pessoas com deficiência o exercício de seus direitos básicos. a dança e o esporte com a finalidade de atender a área do lazer esportivo da população com algum tipo de deficiência. além do reconhecimento. Podem ser definidas como uma série de atividades nas quais se incluem os jogos. turismo.160 de 08 de janeiro de 1991. maior auto-estima e a melhoria das necessidades motoras básicas. como órgão responsável pelo acompanhamento a avaliação da Política Nacional da Pessoa Portadora de Deficiência e das políticas setoriais de educação. a recreação e a dança são elementos que contribuem amplamente para a melhoria de algumas necessidades motoras básicas na vida de todos os seres humanos.899 de 29 de junho de 1994. 10. Ø As atividades físicas estimulam as habilidades físico/motoras e também as potencialidades dos elementos que envolvem o movimento corporal. Também trata do ensino da LIBRAS na formação de docentes e intérpretes. Suas competências estão definidas no Decreto 3. Ø Visa proporcionar. 7. já existentes ou adaptados.853 de 24 de outubro de 1989: com disposições referentes à integração social das pessoas portadoras de deficiência. Ø Lei n. com suspensão de barreiras. 10. através da Lei n.070. 10. no que concerne à pessoa portadora de deficiência.LIBRAS ocorreu em 24 abril de 2002. tais como saúde.

conduzir. realizar treinamentos especializados. programas. “Compete ao Profissional de Educação Física. bem como pelas atividades que contribuam para a sua inclusão. dirigir. Holanda e Polônia. o profissional torna-se responsável pela prática de atividades que desenvolvam o vocabulário corporal de movimentos desta população. participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares e elaborar informes técnicos. avaliar e executar trabalhos. tendo iniciado no âmbito acadêmico mundial em torno dos anos 70. de saúde e de lazer das pessoas com ou sem deficiência” (RESOLUÇÃO N. o Conselho Nacional de Saúde reconhece os Profissionais de Educação Física como Profissionais de Saúde. Ø Eugéne Rubens-Lacais. bem como. Ø O acadêmico de Educação Física. ao mesmo tempo em que mostram aos outros. Ø No Rio Grande do Sul. ensinar. Checoslováquia. que teve lugar em Paris. Ø Participaram do International Silent Games as federações de atletas surdos da Bélgica. que levaram à realização de um evento a nível internacional. implantar. ministrar. 218. supervisionar. coordenar. treinar. Itália e Romênia. planos e projetos. O Profissional de Educação Física intervém. embora possuam características bem específicas que são definidas como lazer esportivo. reunindo associações de surdos do Rio de Janeiro. em 1924. surdo. França. São Paulo e Minas Gerais As modalidades desportivas foram o futebol. Conselho Nacional da Saúde) Desporto Olímpico Surdo Ø Encontros desportivos de surdos na Alemanha. trabalhou muito na intenção de fazer com que nações oficiais participassem do International Silent Games. todos nas áreas de atividades físicas e do desporto. com algumas exceções. Ø Com a capacitação para trabalhar junto às pessoas com deficiência. Ø A Confederação Brasileira de Desportos para Surdos (CBDS) foi criada em 1984 e é filiada à Confederação Sul-Americana Desportiva de Surdos (CONSUDES) e ao International Committee of Sports for the Deaf (CISS). científicos e pedagógicos. de que são como qualquer pessoa. como Hungria. Grã Bretanha. determinando sua competência. programar. Ø A atividade física e o esporte possibilitam às crianças e jovens com deficiência a percepção. possuindo capacidades e limitações. 1997. administrar. foi na década de 90 que maior número de universidades incluiu em seus currículos a disciplina da AMA. Ø A I Olimpíada Nacional de “surdos-mudos” no Brasil ocorreu em 1957. consultoria e assessoria. no Clube Desportivos para Surdos. analisar.que proporciona ao aluno com deficiência condições de aumentar seu repertório de movimentos. a discussão sobre esse tema surgiu no âmbito universitário nas décadas de 80 e 90. pode proporcionar à população com deficiência o lazer que é um direito e uma das necessidades básicas do ser humano. Ø Desde então os jogos vêm acontecendo de 4 em 4 anos. dinamizar. Em 06 de março de 1997. Movimento Paraolímpico . Também reuniu atletas de países onde não havia federações oficiais. em 1888. implementar. francês. segundo propósitos educacionais. ao ter disponibilizado o conhecimento sobre a atividade motora adaptada. O Profissional Ø A AMA para pessoas com deficiência é uma das áreas mais recentes de profissionalização na área de Educação Física. recreativas e expressivas oportunizam experiências corporais necessárias à saúde física e mental. Ø No Brasil. 218. a versão para surdos da olimpíada existente. o voleibol e a ginástica rítmica. planejar. As atividades esportivas. através da Resolução n. organizar. orientar. o atletismo. Ø As atividades corporais são também formas de lazer social. prestar serviços de auditoria.

futebol. participando a cada dois anos dos Jogos Mundiais. Seu objetivo não é simplesmente desenvolver aptidões e. Os atletas competem de acordo com a área de deficiência. ciclismo. passando a chamar-se Jogos Internacionais de Stoke Mandeville. escola e comunidade. deu o impulso inicial para o esporte no Brasil. treinar para a vida. boxe. paraplégico. Guttmann organiza jogos para paraplégicos em Stoke Mandeville com a participação dos veteranos de guerra. Ø O neurologista Ludwig Guttmann é convidado pelo governo inglês para dirigir o hospital de Stoke Mandeville. com algumas exceções. logo após a XVI Olimpíada. nos EUA. Ø formação de grupos de atividades físicas no intuito de reabilitá-los. conta com 500. Participaram 400 cadeirantes de 23 países. Dr. Ø Robson de Almeida Sampaio. quando Eunice Kennedy Shriver. basquetebol. Ø realização do Internacional Special Games. golfe. softball. boliche. . Com a participação de 160 países e presença de quase 1 milhão de atletas. Ø Os jogos passam a ser realizados na mesma cidade e instalações das Olimpíadas. em julho de 1968. no Rio de Janeiro. tênis. Ø A primeira competição paradesportiva brasileira ocorreu em 1959. oferece treinamento esportivo e competições para as pessoas com deficiência mental. organizados pela Special Olympics International. no ginásio do Maracanãzinho. Ø O Comitê Paraolímpico Brasileiro foi criado em 1995. hóquei. Ø No Brasil. Presente em alguns estados. Ø A Special Olympics é o maior programa mundial de treinamento e competições esportivas para crianças e adultos com deficiência mental. Ø Tentativas de reintegrá-los à sociedade. handebol. após participar de programas de reabilitação nos EUA.000 voluntários. Desde 1990 vem realizando Jogos Estaduais e Nacionais.Ø Inúmeros mutilados devido às Guerras Mundiais. promovendo a integração das famílias. Ø Paralelamente aos Jogos Olímpicos de Verão. Ø Sergio Serafim Delgrande cria o Clube dos Paraplégicos em São Paulo após passar um período em um hospital nos EUA. na Alemanha. compete em 15 modalidades esportivas. Ø As modalidades desportivas que fazem parte da competição atualmente são: aquáticas. voleibol. ginástica olímpica. Ø Na década de 50 estes jogos tornam-se internacionais com a participação dos veteranos de guerra de outros países. tênis de mesa. sim. Fundou o Clube do Otimismo em 1958. Ø Em 1972. a Associação Olimpíadas Especiais fundada em 1990. Eunice inicia uma campanha pelos direitos das pessoas com deficiência mental. levantamento de peso. equitação. Ø percebeu-se a capacidade dos indivíduos com deficiência mental para realizar atividades físicas e como melhoravam com a prática desportiva. atletismo. badmiton. Olimpíada Especial Ø Primeira manifestação na década de 60. patinação. mãe de uma criança deficiente mental organiza um acampamento para agregar esta comunidade. dando início ao programa Special Olympics. em Soldiers Field. ocorreu a primeira participação brasileira nas Paraolímpiadas. que no ano de 1988 foi reconhecido oficialmente pelo Comitê Olímpico. Ø Em 1960 os jogos são realizados em Roma sob a denominação de Olimpíadas dos Portadores de Deficiência. Criou-se um centro para o tratamento de lesionados medulares. esporte a vela. com o apoio de treinadores e voluntários. Traz consigo a idéia da cadeira de rodas por ele utilizada no exterior e adquire algumas cadeiras com as quais forma o primeiro time brasileiro de basquete em cadeira de rodas. com um jogo de basquete em cadeira de rodas entre o Clube do Otimismo (RJ) e o Clube dos Paraplégicos (SP). Chicago.

Desporto adaptado no Brasil: origem. p. caracterizada principalmente pela existência de uma forma específica de comunicação. SKLIAR.Ø Lema: “Deixe-me vencer. Carlos. demonstram como o indivíduo classifica esse Ser surdo dentro de um quadro social. mas como uma forma do Ser surdo. 2. 141) Ø A expressão surdo não apenas como uma definição conceitual. pelos sentimentos de identidade grupal. A participação na comunidade surda se define pelo uso comum da língua de sinais. Benoni. Brasília: MEC/Secretaria dos Desportos. 1999. Sites Recomendados Associação Nacional de Desportos para Deficientes Comitê Paraolímpico Brasileiro Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência – CONADE Coordenadoria Nacional para Integração de Pessoa Portadora de Deficiência – CORD Special Olympics Delaware – SODE DEFICIÊNCIA AUDITIVA SOBRE OS SURDOS Ø Uso do termo surdo por ser esta a expressão adotada pela comunidade surda. Rio de Janeiro: s. (SKLIAR. Essa comunidade possui uma identidade própria. A comunidade surda se origina em uma atitude diferente frente ao déficit. .. 2003. Pedagogia (improvável da diferença): e se o outro não estivesse aí? Rio de Janeiro: DP&A. 1994. 1998. já que não leva em consideração o grau de perda auditiva de seus membros. Paulo Ferreira de. Apolônio Abadio do.ed. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto/INDESP. o auto-reconhecimento e identificação como surdo. principalmente. ARAÚJO. ed. Deficiência Física: a sociedade brasileira cria. 1997. o reconhecer-se como diferentes [. 1996 paraolimpíada: o Brasil no pódio.]... Essas diferentes abordagens vão de encontro à formação do profissional mas. Mas seu eu não puder vencer deixe-me ser bravo” Bibliografia sugerida: ALENCAR. recupera e discrimina. institucionalização e atualidade. embora existam diferentes abordagens para o tema da surdez. CARMO.

. Classificação da perda auditiva Ø Diversas formas de acordo com o estudo realizado. uma alteração quantitativa. Este instituto foi obra do francês Huet.. comportamento do indivíduo. Níveis Deficiência Auditiva Limiar Auditivo Exemplos aproximados Leve 25 a 40 db sussurro/cochicho Moderada 41 a 55 db voz fraca Acentuada 56 a 70 db voz normal Severa 71 a 85 db voz forte. caracterizada pela diminuição ou perda da audição na intensidade sonora. Quanto à intensidade. o som é forte ou fraco. O grau da perda é sempre analisado conforme o melhor resultado do teste audiométrico. Ø Na central. É. em relação à freqüência.Pedro II. Ex.. com o apoio de D. sendo uma alteração qualitativa e quantitativa quanto ao processo auditivo. em 1857. variando de 0 dB a 140 dB. surdo desde os 12 anos de idade que veio para o Brasil em 1855 e. localizada no ouvido externo ou médio. Ø Nesta classificação. é criado o Imperial Instituto de Surdos-Mudos. Ø Os testes audiométricos permitem medir e identificar o grau de audição de uma pessoa. traz dificuldades discriminação auditiva.: localização da lesão. Ø Neuro-sensorial. fundou o Instituto hoje denominado Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).furadeira Grave 86 a 90 db liquidificador Profunda Superior a 91db turbina de avião . distorção da sensação sonora e no recrutamento.Brasil Ø No Brasil. alto (agudo) e baixo (grave). basicamente. em ambos os ouvidos. acarretando a diminuição da audição na intensidade sonora. a lesão pode se localizar a partir do tronco-cerebral até regiões subcorticais e córtex. grau da perda auditiva. Audiometria Ø O som é medido em decibéis (dB). É ao mesmo tempo uma alteração quantitativa e qualitativa. a pessoa será considerada com deficiência auditiva se a perda da audição for acima de 25 dB. Quanto à localização pode ser: Ø Condutiva.

Ø No Brasil. É utilizado para soletrar nomes específicos. comunicada através de gestos codificados. os surdos seguem na direção da união. Ø O alfabeto datilológico (manual) é utilizado como auxiliar da comunicação. tais como expressões faciais e pequenos movimentos do corpo. ingestão de determinados medicamentos. ocorridas durante a gestação. traumatismos obstétricos. Ø Identidade surda híbrida: aquisição da surdez após o aprendizado da comunicação oral. a Língua de Sinais é excluída da educação dos surdos. expressa os movimentos. freqüenta grupos de surdos e está engajado em discussões políticas em prol dos direitos dos surdos. parcialmente inseridas na comunidade surda. toxoplasmose. em 1880. que acreditava no crescimento pessoal somente através da fala. prematuridade. as formas das mãos. pois existem palavras sem um sinal específico. através de doenças. as marcas não-manuais e os pontos de articulação. foi um dos defensores da extinção da Língua de Sinais. Ø No Congresso de Milão. já que existem registros da prática desportiva na Alemanha em 1888. criada em 1974. herpes zoster. O Abade L´Epée foi um dos grandes responsáveis pela sua disseminação. dependendo sempre de um ouvinte. Subdividido em dois grupos: aqueles que conseguiram de alguma forma acompanhar a cultura ouvintista e outros que não possuem autonomia. Diferentes Comportamentos Ø Diferentes comportamentos de acordo com o tempo de aquisição da surdez e o contexto em que estão inseridos. por Valerie Sutton. oficializada em 2002. no Clube Desportivo para Surdos. Ø Os sinais expressos pelas comunidades surdas estabelecem a língua-mãe desses sujeitos que desenvolvem sua identidade cultural. . traumatismo craniano. instituindose o oralismo. rubéola materna. hipóxia. Ø Em obediência ao Decreto de Milão o Brasil teve a Língua de Sinais suspensa em 1911. a língua de sinais é chamada de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.Causas da surdez Ø Pré-natais: hereditárias. tais como: componentes hereditários. incompatibilidade Rh. Ø Forma de comunicação estritamente visual. Ø Pós-natais: oriundas de doenças ou traumatismos durante o desenvolvimento. Ø Alexander Graham Bell. Ø Identidade surda flutuante: são os sujeitos inseridos na comunidade ouvinte. Ø Apesar do boicote. sarampo. como meningite. Ø Na língua de sinais o nome de cada pessoa é substituído por um sinal que a identifica. Ø A Língua Escrita de Sinais (Sign Writing). Ø Identidade surda de transição cultural: pessoas envolvidas com pessoas ouvintes. sífilis. não mantendo contato com pessoas surdas. Ø Identidade surda pura: é o sujeito que utiliza a LIBRAS para sua comunicação. encefalite Língua de Sinais Ø A utilização da Língua de Sinais data do século XVII. caracterizando grupos distintos. icterícia neonatal. Ele criou a primeira escola para surdos em Paris. do meio ou má formação do bebê. Ø Peri-natais: dificuldades ocorridas no momento do parto: anóxia.

Silvia. pode ser danificado. não tendo fluência na LIBRAS. Ø as atividades devem ir do simples para o complexo.Ø Pessoas com déficit de audição: possuem capacidade auditiva para acompanhar a cultura ouvinte com a utilização de aparelhos. Bibliografia sugerida: ADAMS. Algumas orientações: No plano emocional os surdos normalmente apresentam emotividade acentuada. Ø procure realizar as tarefas em duplas para que um auxilie o outro no entendimento.ed. o que auxiliará na sua comunicação e na perda da timidez. pois o surdo recebe melhor as informações através da visão. não articulando exageradamente a boca ao falar. Ø ao falar com o aluno surdo. esportes e exercícios para o deficiente físico. a comunicação oral deve ser normal. desenvolvendo a expressão corporal. São Paulo: Manole. possui uma atenção seletiva reduzida. Ø após a explicação da atividade através da LIBRAS. bem como substitua os recursos auditivos por pistas visuais. Ø a utilização de cores. Ø ao término das aulas. Ø No momento da explicação. evitando uma longa espera para a realização da tarefa. por usar apenas a visão como percepção de comunicação. pois esse método auxilia no aprendizado das técnicas do desporto ou de outras atividades técnicas. introversão. de forma concreta. Para tanto. certifique-se de que está no campo visual de todos. principalmente com os adolescentes. lembrando-se de que o campo visual é em torno de apenas 180o. o professor deve alertá-lo para que tome cuidado. 1985. Se o aluno preferir permanecer com o aparelho. Jogos. 1997) Contudo.. é um material caro que. tendência a neuroses e falta de controle intelectual sobre os impulsos. FERREIRA. múltiplos objetos com disposição variada são visualmente mais interessantes. menor autodomínio. Tradução de Ângela G. o espaço que será ocupado no jogo. Ø o uso de filmadora nas aulas é indicado para avaliação junto com a turma. o que atrairá maior atenção. são ótimas técnicas de expressão surda. sentimento de inferioridade. Ronald C. o profissional deve observar alguns cuidados: Ø utilização da LIBRAS como meio de comunicação. já que a Língua de Sinais é viso-motora. antes de dispor o material esportivo/recreativo para os alunos explique o que pretende realizar. estes comportamentos tendem a desaparecer ou inexistem. Ø a criança surda. Os jogos de imitação são atividades importantes para estimular sua capacidade expressiva. Ø certificar-se de que se encontra no campo visual do aluno. pois além de seu uso durante a ação poder causar lesões no aparelho auditivo. Ø utilize materiais para delimitar. para que os alunos tenham certeza do que fazer. Ø a dança-teatro ou atividades de interpretação em geral. Educação Física e Desporto para . Ø para grupos formados em jogos o recomendável é que sejam pequenos. Ø é aconselhável que alunos que usam prótese auditiva as retirem durante a atividade física de contato. fazer uma atividade “volta à calma”. caindo. gesticulando para chamar sua atenção. demonstrar a seqüência de atividades. Por isso. et al. como a dança. já que sua percepção de comunicação é apenas visual. 3a. Atividades motoras para deficientes auditivos. materiais de diferentes tamanhos e formas. quando os surdos recebem estímulos e têm convívio social. (Freitas e Cidade. Marx.

br __________________________________________________________ Sugestões de Jogos para Crianças e Jovens Surdos: Os jogos podem ser utilizados por alunos surdos e também por alunos em siruação de inclusão.com. 105-153. Porto Alegre: Mediação. Formação dos Alunos: círculo.br/ www.). Noções sobre educação física e esporte para pessoas portadoras de deficiência.feneis. Porto Alegre: Mediação. 1998. C. Local: quadra.Pessoas Portadoras de Deficiência. pátio e sala de aula. WRIGLEY.com. ao ser mostrado o cartão azulo. A Surdez: um olhar sobre as diferenças.br www. 1994. Quando restarem somente dois elementos no círculo e o cartão respectivo ao sexo for mostrado o aluno deverá jogar a bola para o companheiro seguindo a regra ou. Gládis T. JOGO DOS CARTÕES: Número de Participantes: livre. PERLIN. a bola deverá ser arremessada para um menino. FREITAS. p. FUTSAL DE 4 GOLEIRAS . 51-73. Lembrando sempre que. MaterialNncessário:cartões coloridos e bola. Estes cartões terão códigos previamente combinados: amarelo sinaliza o arremesso da bola para qualquer colega. vermelho significa que se deve quicar a bola e passá-la. 99-114. e o cartão rosa indica o passe de bola para uma menina. p. p. quem errar deverá permanecer agachado e não receberá mais a bola.T.ines. SITES www.ced. (Org. Washington: Gallaudet University Press. Brasília: MEC-SEDES.ronice. SKLIAR. In: Skliar. 1999. desde que sejam feitas as adaptações necessárias para atender as diferenças existentes.surdosol. ao dirigir-se às crianças e jovens surdos será necessário a utilização da língua de sinais e muitas informações visuais. Descrição do Jogo: Os alunos ficarão em círculo passando a bola. Uma Perspectiva sócio-histórica sobre a psicologia e a Educação dos Surdos. Carlos. C. ed. (Org. se for o único do sexo indicado. verde para mudar o sentido da bola. atentos aos cartões que serão mostrados pelo professor. 1997.ufsc. The politics of deafness. Identidades Surdas.com. 2.br www. CIDADE. deverá permanecer jogando-a para cima até mudar o sinal. Uberlândia: Gráfica Breda.org.jornaldosurdo. Variável: Pode-se também utilizar outros cartões com outros códigos. Educação & Exclusão: abordagens sócio-antropológicas na educação especial. Patrícia Silvestre de. Owen. Ruth Eugênia Amarante.br www. O professor deverá intermediar a comunicação entre os alunos surdos e os alunos ouvintes. In: Skliar. 1996. SESI-DN.). Por exemplo.

O professor deverá usar duas bandeiras: uma verde e outra vermelha. mas como uma forma do Ser surdo. Para sinalizar o início e o término do jogo. 8 cones com os quais serão montadas 4 goleiras nos cantos das quadras. A explicação deve ser na língua de sinais. A participação na comunidade surda se define pelo uso comum da língua de sinais. A comunidade surda se origina em uma atitude diferente frente ao déficit. Local: ginásio. (SKLIAR. 2 bandeiras com cores diferentes. Formação dos Alunos: 2 equipes com 8 jogadores cada.]. já que não leva em consideração o grau de perda auditiva de seus membros. 1999. demonstram como o indivíduo classifica esse Ser surdo dentro de um quadro social. o reconhecer-se como diferentes [.. sim. Os alunos serão divididos em duas equipes de 8 integrantes cada. o professor levantará a bandeira vermelha. Descrição do Jogo: A atividade será realizada em uma quadra de futsal onde não serão utilizadas as goleiras e. Sites Recomendados Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos – FENEIS . Obs. caracterizada principalmente pela existência de uma forma específica de comunicação. embora existam diferentes abordagens para o tema da surdez. devendo marcar gols em duas goleirinhas previamente designadas para as equipes.. Essas diferentes abordagens vão de encontro à formação do profissional mas. usará a verde. As regras são as mesmas do futsal. 8 coletes. preferencialmente quadra de futsal.Número de Participantes: 16. p. Vence o time que fizer mais gols. pelos sentimentos de identidade grupal. Material Necessário: 8 cones.Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES International Commmittee of Sports for the Deaf – CISS olimpíadas de surdos dicionário de libras on line DEFICIÊNCIA AUDITIVA SOBRE OS SURDOS Ø Uso do termo surdo por ser esta a expressão adotada pela comunidade surda. .: Pode ser jogado com ou sem goleiro. principalmente. 141) Ø A expressão surdo não apenas como uma definição conceitual. o auto-reconhecimento e identificação como surdo. Essa comunidade possui uma identidade própria. Quando ocorrer falta.

Níveis Deficiência Auditiva Limiar Auditivo Exemplos aproximados Leve 25 a 40 db sussurro/cochicho Moderada 41 a 55 db voz fraca Acentuada 56 a 70 db voz normal Severa 71 a 85 db voz forte. surdo desde os 12 anos de idade que veio para o Brasil em 1855 e. Audiometria Ø O som é medido em decibéis (dB).Brasil Ø No Brasil. a lesão pode se localizar a partir do tronco-cerebral até regiões subcorticais e córtex. traz dificuldades discriminação auditiva. acarretando a diminuição da audição na intensidade sonora. alto (agudo) e baixo (grave). caracterizada pela diminuição ou perda da audição na intensidade sonora.. Ø Nesta classificação..: localização da lesão. em relação à freqüência..furadeira Grave 86 a 90 db liquidificador Profunda Superior a 91db turbina de avião Causas da surdez . localizada no ouvido externo ou médio. com o apoio de D. fundou o Instituto hoje denominado Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Quanto à localização pode ser: Ø Condutiva. É ao mesmo tempo uma alteração quantitativa e qualitativa. Este instituto foi obra do francês Huet. comportamento do indivíduo. em ambos os ouvidos. distorção da sensação sonora e no recrutamento. Ø Na central. variando de 0 dB a 140 dB. Ø Os testes audiométricos permitem medir e identificar o grau de audição de uma pessoa.Pedro II. É. a pessoa será considerada com deficiência auditiva se a perda da audição for acima de 25 dB. o som é forte ou fraco. uma alteração quantitativa. Ex. basicamente. Ø Neuro-sensorial. sendo uma alteração qualitativa e quantitativa quanto ao processo auditivo. O grau da perda é sempre analisado conforme o melhor resultado do teste audiométrico. em 1857. Quanto à intensidade. Classificação da perda auditiva Ø Diversas formas de acordo com o estudo realizado. é criado o Imperial Instituto de Surdos-Mudos. grau da perda auditiva.

traumatismos obstétricos. Ø Alexander Graham Bell. incompatibilidade Rh. instituindose o oralismo. através de doenças. É utilizado para soletrar nomes específicos. os surdos seguem na direção da união. Ø Identidade surda flutuante: são os sujeitos inseridos na comunidade ouvinte. Ele criou a primeira escola para surdos em Paris. comunicada através de gestos codificados. a língua de sinais é chamada de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais. por Valerie Sutton. toxoplasmose. as marcas não-manuais e os pontos de articulação. ingestão de determinados medicamentos. em 1880. Subdividido em dois grupos: aqueles que conseguiram de alguma forma acompanhar a cultura ouvintista e outros que não possuem autonomia. sarampo. já que existem registros da prática desportiva na Alemanha em 1888. expressa os movimentos. icterícia neonatal. do meio ou má formação do bebê. Ø Peri-natais: dificuldades ocorridas no momento do parto: anóxia. rubéola materna. a Língua de Sinais é excluída da educação dos surdos. caracterizando grupos distintos. oficializada em 2002. Ø Pós-natais: oriundas de doenças ou traumatismos durante o desenvolvimento. parcialmente inseridas na comunidade surda. Ø A Língua Escrita de Sinais (Sign Writing). Diferentes Comportamentos Ø Diferentes comportamentos de acordo com o tempo de aquisição da surdez e o contexto em que estão inseridos. Ø Identidade surda pura: é o sujeito que utiliza a LIBRAS para sua comunicação. traumatismo craniano. hipóxia.Ø Pré-natais: hereditárias. freqüenta grupos de surdos e está engajado em discussões políticas em prol dos direitos dos surdos. tais como: componentes hereditários. criada em 1974. Ø Em obediência ao Decreto de Milão o Brasil teve a Língua de Sinais suspensa em 1911. Ø No Brasil. herpes zoster. Ø Identidade surda de transição cultural: pessoas envolvidas com pessoas ouvintes. como meningite. as formas das mãos. O Abade L´Epée foi um dos grandes responsáveis pela sua disseminação. Ø Forma de comunicação estritamente visual. não mantendo contato com pessoas surdas. Ø Apesar do boicote. Ø Pessoas com déficit de audição: possuem capacidade auditiva para acompanhar a cultura ouvinte . Ø Na língua de sinais o nome de cada pessoa é substituído por um sinal que a identifica. sífilis. tais como expressões faciais e pequenos movimentos do corpo. foi um dos defensores da extinção da Língua de Sinais. Ø Os sinais expressos pelas comunidades surdas estabelecem a língua-mãe desses sujeitos que desenvolvem sua identidade cultural. Ø Identidade surda híbrida: aquisição da surdez após o aprendizado da comunicação oral. encefalite Língua de Sinais Ø A utilização da Língua de Sinais data do século XVII. que acreditava no crescimento pessoal somente através da fala. Ø No Congresso de Milão. dependendo sempre de um ouvinte. pois existem palavras sem um sinal específico. no Clube Desportivo para Surdos. prematuridade. Ø O alfabeto datilológico (manual) é utilizado como auxiliar da comunicação. ocorridas durante a gestação.

Educação Física e Desporto para Pessoas Portadoras de Deficiência. estes comportamentos tendem a desaparecer ou inexistem. (Freitas e Cidade. Ø a utilização de cores. são ótimas técnicas de expressão surda. fazer uma atividade “volta à calma”. Atividades motoras para deficientes auditivos. pois além de seu uso durante a ação poder causar lesões no aparelho auditivo. 3a. Algumas orientações: No plano emocional os surdos normalmente apresentam emotividade acentuada. demonstrar a seqüência de atividades. Bibliografia sugerida: ADAMS. Ø ao término das aulas. evitando uma longa espera para a realização da tarefa. Ø é aconselhável que alunos que usam prótese auditiva as retirem durante a atividade física de contato. Ø a dança-teatro ou atividades de interpretação em geral. quando os surdos recebem estímulos e têm convívio social. o que atrairá maior atenção. bem como substitua os recursos auditivos por pistas visuais.. Ø o uso de filmadora nas aulas é indicado para avaliação junto com a turma. de forma concreta. caindo. 99-114. Ø para grupos formados em jogos o recomendável é que sejam pequenos. Os jogos de imitação são atividades importantes para estimular sua capacidade expressiva. Ø ao falar com o aluno surdo. 1985. antes de dispor o material esportivo/recreativo para os alunos explique o que pretende realizar. Marx. Ø a criança surda. desenvolvendo a expressão corporal. materiais de diferentes tamanhos e formas. pois o surdo recebe melhor as informações através da visão. SESI-DN. esportes e exercícios para o deficiente físico. pois esse método auxilia no aprendizado das técnicas do desporto ou de outras atividades técnicas. o espaço que será ocupado no jogo. o profissional deve observar alguns cuidados: Ø utilização da LIBRAS como meio de comunicação. Jogos. Ø as atividades devem ir do simples para o complexo. múltiplos objetos com disposição variada são visualmente mais interessantes. Ø certificar-se de que se encontra no campo visual do aluno. Ø procure realizar as tarefas em duplas para que um auxilie o outro no entendimento. certifique-se de que está no campo visual de todos. Ø utilize materiais para delimitar. introversão. menor autodomínio. gesticulando para chamar sua atenção. FERREIRA. Ronald C. Se o aluno preferir permanecer com o aparelho. . lembrando-se de que o campo visual é em torno de apenas 180o. o professor deve alertá-lo para que tome cuidado. principalmente com os adolescentes. 1997) Contudo. São Paulo: Manole. a comunicação oral deve ser normal. 1994. o que auxiliará na sua comunicação e na perda da timidez. como a dança. pode ser danificado. sentimento de inferioridade. Ø após a explicação da atividade através da LIBRAS. possui uma atenção seletiva reduzida. Brasília: MEC-SEDES. é um material caro que. Silvia. Por isso. para que os alunos tenham certeza do que fazer. já que a Língua de Sinais é viso-motora. p. não articulando exageradamente a boca ao falar. et al. Tradução de Ângela G. tendência a neuroses e falta de controle intelectual sobre os impulsos. Para tanto. não tendo fluência na LIBRAS.com a utilização de aparelhos.ed. Ø No momento da explicação. por usar apenas a visão como percepção de comunicação. já que sua percepção de comunicação é apenas visual.

se for o único do sexo indicado. SKLIAR.com.org. Descrição do Jogo: Os alunos ficarão em círculo passando a bola. In: Skliar.).com. pátio e sala de aula.ronice.ufsc. Noções sobre educação física e esporte para pessoas portadoras de deficiência.surdosol. 51-73. 1999. JOGO DOS CARTÕES: Número de Participantes: livre. e o cartão rosa indica o passe de bola para uma menina.br www. ed.feneis. SITES www. deverá permanecer jogando-a para cima até mudar o sinal.FREITAS. Identidades Surdas. ao dirigir-se às crianças e jovens surdos será necessário a utilização da língua de sinais e muitas informações visuais. quem errar deverá permanecer agachado e não receberá mais a bola. 1998. Uberlândia: Gráfica Breda.T. Carlos. Estes cartões terão códigos previamente combinados: amarelo sinaliza o arremesso da bola para qualquer colega. O professor deverá intermediar a comunicação entre os alunos surdos e os alunos ouvintes.br __________________________________________________________ Sugestões de Jogos para Crianças e Jovens Surdos: Os jogos podem ser utilizados por alunos surdos e também por alunos em siruação de inclusão. Lembrando sempre que. Educação & Exclusão: abordagens sócio-antropológicas na educação especial. verde para mudar o sentido da bola.br www. Ruth Eugênia Amarante. CIDADE. (Org. The politics of deafness.com. p. Patrícia Silvestre de. 1997. Washington: Gallaudet University Press. Formação dos Alunos: círculo. PERLIN. C.ines.br/ www.br www. atentos aos cartões que serão mostrados pelo professor. Gládis T. WRIGLEY. Variável: Pode-se também utilizar outros cartões com outros códigos. ao ser mostrado o cartão azulo. Porto Alegre: Mediação. vermelho significa que se deve quicar a bola e passá-la. C. MaterialNncessário:cartões coloridos e bola.). a bola deverá ser arremessada para um menino. FUTSAL DE 4 GOLEIRAS . Porto Alegre: Mediação. 1996. Owen. p. Por exemplo. 105-153. A Surdez: um olhar sobre as diferenças.ced. desde que sejam feitas as adaptações necessárias para atender as diferenças existentes. (Org. Quando restarem somente dois elementos no círculo e o cartão respectivo ao sexo for mostrado o aluno deverá jogar a bola para o companheiro seguindo a regra ou. In: Skliar. Uma Perspectiva sócio-histórica sobre a psicologia e a Educação dos Surdos.jornaldosurdo. 2. Local: quadra.

Os alunos serão divididos em duas equipes de 8 integrantes cada. Ø O Sistema Braille foi introduzido no Brasil em 1850. As regras são as mesmas do futsal. em 1854. 8 cones com os quais serão montadas 4 goleiras nos cantos das quadras. por José Álvares de Azevedo após ter passado alguns anos estudando no Instituto Real de Jovens Cegos de Paris. José Álvares de Azevedo. Classificação da cegueira O ser humano possui o campo visual. o Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Local: ginásio. devendo marcar gols em duas goleirinhas previamente designadas para as equipes. 2 bandeiras com cores diferentes. cria o sistema Braille. em 1819. o professor levantará a bandeira vermelha. Obs. foi fundada em Paris no ano de 1784 por Valentin Haüy. Vence o time que fizer mais gols. cego de nascença. incrementando os estudos feitos por Charles Barbier de la Serre. em média.Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES International Commmittee of Sports for the Deaf – CISS olimpíadas de surdos dicionário de libras on line DEFICIÊNCIA VISUAL SOBRE OS CEGOS Ø A primeira escola para cegos. sim. A esta escola. criou no Brasil. Braille. Para uma pessoa ser considerada com comprometimento visual ela deverá ter o . usará a verde. chega Louis Braille. o atual Instituto Benjamin Constant. Quando ocorrer falta. de 180 graus e a capacidade de enxergar a 120 metros de distância. aos 10 anos de idade.Número de Participantes: 16. Sites Recomendados Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos – FENEIS . cego desde os 3 anos. A explicação deve ser na língua de sinais. Para sinalizar o início e o término do jogo. Material Necessário: 8 cones. Formação dos Alunos: 2 equipes com 8 jogadores cada. preferencialmente quadra de futsal. 8 coletes.: Pode ser jogado com ou sem goleiro. Descrição do Jogo: A atividade será realizada em uma quadra de futsal onde não serão utilizadas as goleiras e. a Real Instituição. O professor deverá usar duas bandeiras: uma verde e outra vermelha.

Visão subnormal quando o indivíduo possui uma acuidade visual de 6/20 e 6/60 no melhor olho. que causa o entupimento dos vasos sanguineos. com incapacidade de reconhecer a forma da mão em qualquer distância ou direção. ou um campo visual inferior a 0. com referência à acuidade visual. entre 20/70 e 20/160. passou a ser utilizada em grande escala a partir da II Guerra Mundial dar maior autonomia aos ex-combatentes cegos . Causa a retinopatia diabética que subdivide-se em dois tipos: não proliferativa. caracterizada pelo estreitamento ou enfraquecimento gradual dos pequenos vasos sanguíneos do olho. Classificação OMS A OMS considera. Classificação Clínica Subdivide a deficiência visual em cegueira e visão subnormal. não excedendo a 20 graus no maior meridiano do melhor olho. ocorrendo a presença de grandes quantidades de açúcar no sangue e na urina. outras levam em conta a capacidade visual do sujeito. devendo-se fazer o controle através da insulina. evoluindo para a atrofia geral de toda a retina Ø Retinoblastoma: o olho reflete clarão causado pelo reflexo da luz Ø Diabetes: caracterizado pela dificuldade do corpo na metabolização e aproveitamento dos alimentos. rubéola. deficiência visual quase total entre percepção luminosa e 20/1000 com campo visual menor ou igual a 5 graus. mesmo após a correção. principalmente pela retenção do aquoso. visão próximo ao normal entre 20/30 e 20/60. A Cegueira é a ausência ou perda da visão em ambos os olhos. B2 e B3 é a classificação utilizada no esporte adaptado para cegos.comprometimento em relação à acuidade visual e o seu campo visual restrito.1 grau no melhor olho. Ø B2 .em 1929. e amourose sem percepção luminosa.da acuidade visual acima de 2/60 até a acuidade visual de 6/60 e/ou um campo visual maior que 5 graus e menor que 20 graus. com campo visual menor ou igual 20 graus. Ø B3 . definindo a lesão. Técnicas de Orientação e Mobilidade Ø Cães-guia: Surgida nos EUA. Ø Neonatais: toxoplasmose. A maioria das classificações é baseada em referenciais clínicos.da capacidade de reconhecer a forma da mão para uma acuidade de 2/60 ou campo visual inferior a 5 graus. e proliferativa. que visão normal é melhor e igual 20/25. Deficiência visual é a redução ou a perda total da capacidade de ver com o melhor olho mesmo após a melhor correção ótica. Pode ser congênita se a perda da visão ocorrer até os três anos de idade ou adquirida se a perda da visão ocorrer após os três anos de idade. Classificação Esportiva Ø B1. substância líquida que se encontra na câmara anterior do globo ocular. que é constantemente renovado Ø Retinose Pigmentar: degeneração progressiva das células da retina. O número é de acordo com o grau de comprometimento visual Ø B1 – da falta de percepção visual até a percepção luminosa. onde B significa cego e vem do inglês Blind. Algumas causas Ø Glaucoma primário: é ocasionado. sarampo e prematuridade. Ø Degeneração macular senil (DMS): Atinge basicamente o epitélio pigmentar. mesmo com o uso de lentes para correção. visão subnormal moderada. após a correção máxima. severa entre 20/200 e 20/400. profunda entre 20/500 e 20/1000 com campo visual menor ou igual a 10.

et al. John. SESI-DN. (CONDE. tornozeleiras sonoras. (CONDE. Ø O uso de cordas e fitas em alto relevo é indicado para delimitar espaço ou o caminho a ser percorrido. assim com a falta de relação entre objeto visualmente percebido e a palavra e a falta de experiências práticas. Brasília: MECSEDES. será necessário avisar ao aluno. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Especial. flexibilidade. Quando a voz não for suficiente para explicar a dinâmica de uma atividade/jogo. direcionalidade e atividades posturais inadequadas). 123-158. GALLAHUE.Ø Bengala: é atualmente utilizada pela maioria das pessoas cegas e com baixa visão. é o primeiro passo para um bom entendimento. favorece a evolução de aspectos como a autoconfiança e a auto-estima. Antônio João Menescal. adolescents. será necessário que o professor passe as instruções através do tato. orientando-o através do toque. Ronald C. 2002. devendo observar: Ø O comando verbal. seu movimento e seu mundo. causam uma defasagem no nível cognitivo que tem como característica básica a dificuldade na formação e utilização de conceitos. 87-98. Quando. pois algumas patologias reagem bem à luz. A pessoa portadora de deficiência visual. 1985. esportes e exercícios para o deficiente físico. São Paulo: Manole. Curso de Capacitação de Professores Multiplicadores em Educação Física Adaptada. Tradução de Ângela G. 1994. deficiência cardio-respiratório. coordenação (motricidade fina e motricidade ampla). houver alunos de baixa visão. Ø Atividades que desenvolvam aptidões voltadas à saúde. Ø Orientar o aluno sobre o espaço físico onde está inserido. A educação física é um dos meios das crianças e adolescentes cegos e com baixa visão poderem explorar seu espaço e adquirir um bom desempenho motor para as atividades do seu dia-a-dia. colaborando para que seu aluno tenha uma vida saudável. usar e explorar todos os recursos sonoros durante as aulas. resistência muscular localizada e resistência cardio-respiratório. são necessários alguns cuidados adicionais. Algumas orientações Ø As crianças cegas geralmente apresentam desempenhos inferiores nas áreas motora. numa turma. devem ser desenvolvidas pelo professor. Ø Para melhor orientação da direcionalidade. Ø Sempre que houver algum resíduo de visão. Educação Física e Desporto para Pessoas Portadoras de Deficiência. tais como: força. Ao mudar o lugar de qualquer recurso material. ALMEIDA. Marx. David. p. . Understanding motor development: infant. à uma educação geral inadequada e em decorrência de estimulação limitada pela sua dificuldade de realização motora. OZMUN. José Júlio Gavião de. 1994) Ø A cegueira pode levar a problemas como : falta de equilíbrio. Ø Guia humano: é aquela que utiliza uma pessoa que serve como auxiliar das pessoas cegas e de baixa visão. dificuldade perceptiva (orientação espacial. desde a disposição dos materiais na quadra até na organização do mapa mental do espaço físico da escola. Bibliografia sugerida: ADAMS. CONDE. agilidade. como por exemplo: pulseiras sonoras. Jogos. devido. Antonio João Menescal. seu corpo. 3a. p. O professor serve de intermediador neste processo. CONDE. 1994) Ø A limitação na captação de estímulos. como controlar a luminosidade do local de treinamento. geralmente. cintos sonoros e bolas com guizos. este deverá ser explorado ao máximo. enquanto que outras não são receptivas à luminosidade. através de explicações claras e objetivas. Metodologia aplicada ao deficiente visual.ed. children. dentre outros. cognitiva e social-afetiva em relação às crianças sem essa deficiência.

Boston: McGraw-Hill. que será puxada pelos alunos. Hoje . Cada time escolherá o seu campo de defesa. para evitar acidentes como 2 alunos chutarem a bola ao mesmo tempo. No passado a criançada já fazia mudanças na bola para que esta fizesse algum som e assim poderem localizá-la. 4.2004. _____________________________________________________________ Sugestões de Jogos para Crianças e Jovens Cegos e de Baixa Visão: OUÇA E PEGUE O RABINHO Número de Participantes: de 5 a 10 Material Necessário: barbante. atacando o time adversário. Aquele que mais “rabinhos” pegar será o vencedor. arremessará a bola para a quadra. mas já era muito conhecido desde os tempos de colégio dos atletas. a bola será lançada da lateral da quadra. As duplas deverão tentar pegar a bola. Apenas o cego deverá chutar a gol através da orientação do colega vidente. O “rabinho” estará preso ao aluno cego ou com baixa visão.adults. ed. bola fora. cada vez que o cego chutar a bola deverá dizer “Fui”. pegará o “rabinho” seguindo as instruções do vidente. Vencerá a dupla que pegar mais “rabinhos”. onde um estará vendado e o outro não. Para esta atividade. pisar na área de gol). HANDEBOL TATO Número de Participantes: 20 Material Necessário: 1 bola de futsal com guizo e coletes Local: quadra de handebol ou de futsal Formação dos Alunos: 2 equipes formando duplas Descrição do Jogo: Serão formados dois times com 5 duplas cada. Em situação de inclusão: Os alunos poderão estar em duplas de mãos dadas. empurrar os colegas. As duplas não poderão dar mais que 3 passos com a bola na mão. O mais comum era amarrar um saco plástico nela. deslocando-se com as mãos dadas. após o que deverão passar a bola para uma dupla parceira. REGRAS BÁSICAS DO DESPORTO PARA ATLETAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL ESPORTES PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL FUTEBOL 5 Futsal B1 O Brasil é uma superpotência no Futebol de 5. As duplas terão 1 aluno cego e outro vidente. Variável: O mesmo jogo poderá ser feito com a manipulação da bola com os pés. tocar a bola com outra parte do corpo que não os membros superiores. Cada um tentará roubar o “rabinho” do outro. Não é necessário goleiro. o vidente arremessar a gol. como é conhecido o futebol para cegos. Aquele que não enxergar. em Atenas . arrastando-a pelo chão. Rev. Neste caso a brincadeira terá o nome de Futebol Cego. O início do jogo se dará quando o professor. de costas. latas de refrigerante com pedrinhas do tamanho de feijões dentro Local: ginásio ou qualquer lugar plano Formação dos Alunos: livre Descrição do Jogo: Amarrar a lata de refrigerante com um barbante. No caso de infrações (quicar a bola. O esporte entrou para os Jogos Paraolímpicos só na última edição. 1998.

adesivo ou braçadeira. que devem estar identificados por uma faixa. FUTEBOL B2 B3 Futebol B2/B3 Esta modalidade não diferencia muito do futsal regular. A partir da quarta. Só há cobrança do lateral. Em todas as edições a Bielorrússia foi campeã. mas tem sua área limitada em um espaço de 5 x 2 metros. é pênalti. Isso tornou as partidas mais dinâmicas. se a bola ultrapassar essas bandas. de 38x18m até 42x22m. . O principal torneio é a Copa Brasil. punida com cartão amarelo. Os quatro jogadores de linha devem usar vendas nos olhos. como a de futsal. Como é Jogado Nessa modalidade atletas com classificações oftalmológicas diferentes jogam na mesma equipe. As medidas da quadra são as mesmas do futsal. realizada todo ano. na ocasião ficamos com a quarta colocação. COMO É JOGADO? O goleiro é o único jogador que enxerga. Se tocar com o pé fora do limite é falta. proteções que impedem que a bola saia. com os pés. As que são usadas em jogos internacionais da IBSA são de fabricação brasileira. cada time deve escalar pelo menos dois jogadores B2. e no máximo dois B3. Até hoje foram realizados três Mundiais: Brasil 1998. Cada time tem um "chamador". esta deve ser homogênea. A cobrança de pênalti e tiro direto tem um ritual específico: o "chamador" bate uma pequena barra de ferro nas duas traves para dar ao atleta a dimensão do gol.em dia a bola é oficial. Se ele sair desta marcação. pessoa que fica atrás do gol adversário orientando o ataque. confeccionadas por presidiários no programa "Pintando a Liberdade" feito pelo Ministério do Esporte. Por aqui. Caso contrário. O goleiro também tem o papel de orientar a defesa. No Brasil O melhor resultado da seleção brasileira em um Mundial foi na Itália em 2004. O goleiro tem sua atuação limitada e não pode sair da área de seis metros. quem organiza as competições da modalidade é ABDC. mas com guizos dentro. As laterais da quadra são cercadas de bandas. amarela ou branca para facilitar a localização. sem variações para que não atrapalhe o desenvolvimento do jogo. Itália 2004 e Inglaterra 2004. Essas bolas são distribuídas gratuitamente pelo mundo todo. Alguns jogadores B1 (cegos) têm uma leve percepção da luz e isso seria uma vantagem. Tem apenas algumas regras adaptadas e uma certa preocupação com a luz. A bola deve ter uma cor chamativa. todas são cobradas na forma de tiro direto. As regras são as mesmas da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado) com adaptações da IBSA. Em cada tempo são permitidas três faltas coletivas. O jogo tem dois tempos de 25 minutos e um intervalo de 10 minutos. podendo ser verde. o jogo segue normalmente. Em quadra. Toque com as mãos implica em cartão vermelho direto.

Para esses. A estréia das mulheres foi feita em 2004. Insegurança gera tensão muscular. O que contribui para a difusão da modalidade é o fácil acesso e a naturalidade dos movimentos. • As provas são divididas por grau de deficiência visual (B1. 1988. e concentra um grande número de atletas praticantes no país. Sydney 2000 (até 90kg) e Atenas 2004 (até 100kg). os atletas deficientes visuais conquistaram 12 das 16 medalhas da modalidade.I. os Campeonatos Continentais e a Copa Mundial. Foram 2 de ouro..B2. 6 de prata e 4 de bronze. lutam entre si e o atleta cego (B1) é identificado com um círculo vermelho em cada ombro do quimono. As principais competições internacionais são as Paraolimpíadas. saltar. quanto internacional. já que correr. • O Atletismo para Deficientes Visuais é constituído basicamente por todas as provas que compõem as regras oficiais da Federação Internacional de Atletismo . Os excelentes resultados em eventos realizados fora do país e em competições nacionais credenciam o atletismo como o esporte de maior ascensão no cenário paraolímpico brasileiro. é tri-campeão paraolímpico. Hoje a modalidade é destaque tanto nacional. Além dos Jogos Paraolímpicos.ATLETISMO O Atletismo é hoje o esporte mais praticado nos mais de 70 países filiados à Federação Internacional de Desportos para Cegos .F. em 1984. o que atrapalha os movimentos. As regras são as mesmas da . No Brasil A primeira participação internacional do país aconteceu em 1987. é permitido o uso de sinais sonoros e de um guia. Nos Jogos Paraolímpicos de Seul .A. B1. fazem parte de seu calendário. corridas com barreira e obstáculos. Eles são unidos por uma corda presa às mãos e o atleta deve estar sempre à frente. JUDÔ O judô é a única arte marcial dos Jogos Paraolímpicos. fundamentais no cotidiano dos deficientes visuais. Nos Jogos de Atenas.IBSA. junto com o Japão. no Torneio de Paris.88. respeito ao oponente e às regras. B2 e B3) e as regras são adaptadas para os atletas B1 e B2. Hoje somos a quinta potência mundial.A. com três medalhas de ouro conquistadas em Atlanta 96 (categoria até 81kg). com exceção das provas de salto com vara. que corre junto com o competidor para orientá-lo. B2 e B3. Jogos Mundiais e Campeonatos Mundiais para Jovens. foi a primeira medalhista Paraolímpica entre os deficientes visuais. COMO É PRATICADO? Judocas das três categorias oftalmológicas. maratonas. já conquistamos três medalhas de bronze demonstrando assim o grande futuro que teríamos no esporte. Antônio Tenório. As modalidades para os competidores B3 seguem as mesmas regras do atletismo regular. No Brasil A ABDC realiza competições nacionais de atletismo desde a sua institucionalização. o Campeonato Mundial. Aprender a cair é também muito importante para dar segurança ao judoca. nos Jogos de Atenas. Essa modalidade se tornou paraolímpica em Seul. lançar e arremessar são ações que proporcionam a sobrevivência do Homem. o grande nome brasileiro. o esporte dá ao atleta um grande aperfeiçoamento do equilíbrio estático e dinâmico. lançamento do martelo. por exemplo. Com a filosofia de ética. A velocista brasileira Anelise Hermany .

peito e borboleta.e as provas disputadas são as mesmas: livre. principalmente.Federação Internacional de Natação . auto-estima. que a natação para pessoas com deficiência passou a fazer parte do quadro paraolímpico. Atletas cegos e surdos também podem participar. Foi apenas em 1988. Para os nadadores B1 é obrigatório o uso de uma venda totalmente opaca. nas Paraolimpíadas de Atenas. nos Estados Unidos. segurança e. A cada ano a modalidade cresce mais ainda. dando destaque internacional ao Brasil. B2 e B3. Muitas vezes o que começa como terapia. saúde ou lazer. O sistema de pontuação é igual ao olímpico. que serve para tocar nas costas do atleta para que ele saiba a hora exata da virada. costas. Os benefícios gerais desta atividade física são evidentes. A primeira participação do Brasil nos Jogos Paraolímpicos foi em Atlanta. sendo que cada uma disputa entre si. 200 m 400 m MULHERES Livre 50 m 100 m 200 m 400 m 800 m Costas 50 m 100 m 200 m . como competição. HOMENS Estilo Livre 50 m 100 m 200 m 400 m 1500 m Costas 50 m 100 m 200 m Peito 50 m 100 m 200 m Borboleta 50 m 100 m 200 m Medley Ind. O Judô também pode ser disputado entre deficientes visuais e não-deficientes. COMOÉ PRATICADO? Poucas regras foram adaptadas para a prática de deficientes visuais. feito repetido em 2004.J. acaba virando esporte de rendimento. No Brasil Todas as competições de natação exclusiva para deficientes visuais são organizadas pela ABDC. divididas por categorias de classificação oftalmológica B1. 2000. As principais competições internacionais são os Jogos Paraolímpicos. com as seguintes adaptações: A luta é interrompida quando os competidores perdem contato. a natação pode ser praticada com finalidades diferentes. Elas se baseiam nas normas da FINA . O tapper nada mais é do que um técnico que fica à beira da piscina segurando um bastão com uma bola de tênis na ponta. Fabiana Harumi Sugimori se consagrou campeã paraolímpica ao ganhar a prova dos 50m livres. A possibilidade de interagir com um meio que não o terrestre viabiliza independência de movimentos. 1996. Jogos Mundiais da IBSA e Mundial de Jovens. Em Sidney. Os Judocas não são punidos quando saem da área de combate. No início da década de 1980 foi introduzido o tapper nas provas para atletas B1 e B2. categoria B1. nas Paraolimpíadas de Seul.F. NATAÇÃO Um dos esportes mais populares do mundo..Federação Internacional de Judô -I. tanto para quem enxerga como para quem é deficiente visual.

O intervalo entre uma parte e outra tem a duração de três (3) minutos. dividida em duas metades de dez (10) minutos cada uma. Tem um perímetro de aproximadamente 0.Peito 50 m 100 m 200 m Borboleta 50 m100 m 200 m Medley Ind. Se um jogador da equipe defensiva defende a bola e esta ressalta para lá da linha central do campo. a . INFRAÇÕES Caso ocorra uma infração.Sair do Campo. avisa trinta (30) segundos antes do começo de qualquer parte. e tem uma rigidez que lhe foi determinada pelo Comitê Técnico de Desportos da IBSA. O oficial encarregado pela contagem do tempo. A contagem do tempo fica suspensa durante as situações de sanção. GOALBALL (GOLBOL) • Duração do Jogo.250 kg. com guizos no seu interior. B2 e B3. • . Se um jogador lança a bola antes do permitido. é considerado um passe para fora. • Dimensões. Cada partida tem uma duração total de vinte (20) minutos. • Lançamento Prematuro. a bola regressa à equipe defensiva. será sancionada por atraso do jogo. Caso assim não seja.01 metros de diâmetro cada um.00 metros de largura.76 metros e 8 orifícios de 0. A bola tem um peso de 1. O jogador que efetuar o lançamento deve estar em contato com o campo de jogo no momento de lançar a bola. É feita de borracha. Se entretanto uma equipe não estiver preparada para recomeçar o jogo.30 m de altura • Bola. mas não se anota qualquer pontuação. o remate contará.00 metros de comprimento e 9. Estando a bola em jogo. • Retrocesso da Bola (Ball Over). mas não se anota qualquer pontuação. 200 m 400 m REVEZAMENTOS Estilo Livre 4 X 50 m4 X 100 m Medley 4 X 50 m4 X 100 m NOTA : Todos as provas disponíveis incluirão nadadores das categorias B1. se esta vai para fora pelas linhas laterais. Considera-se terminada qualquer parte do jogo quando expira o tempo. A partida recomeça assim que expirarem os três minutos. enquanto é passada entre os membros da equipe. o remate contará. O campo utilizado para o Goalball consiste num retângulo de 18. Goleira de 9m de largura por 1.

O primeiro contato de defesa com a bola deve ser feito por um jogador que tenha qualquer parte do seu corpo em contato com a sua área de equipe. • Qualquer jogador do campo que toque nas vendas será sancionado. a bola não pode ficar imóvel antes de chegar à área de equipe da equipe defensora. se o árbitro considera que a situação . Esta regra não se aplica nos lançamentos livres. • . ou sem que se tenha esforçado por fazê-lo. tem de se virar de costas antes de tocá-las. o lançamento contará mas não se anotará qualquer pontuação. • . e inclusivamente do torneio. Ou se um jogador não está preparado para começar a jogar quando o árbitro dá o sinal. • . Se algum jogador anota um gol na sua própria baliza. Se a bola ficar imóvel na zona da equipe defensora. depois de tocar na baliza. Se assim não for. Se assim não for. • A bola deve tocar o solo pelo menos uma vez na área de equipe ou na área de lançamento. • Atraso Pessoal do Jogo. Um jogador que abandone o campo durante uma situação de lançamento de sanção não pode tocar nas vendas.Bola Morta. sem que este tenha podido ficar com ela em seu controle. Bola Curta (Short Ball). • Bola Alta (High Ball). impõelhe uma sanção pessoal. o lançamento conta mas não se anota qualquer pontuação.Conduta Pessoal Anti-Desportiva. é anotada a pontuação mas o lançamento não conta. • . O número de lançamentos consecutivos mantém-se de uma metade para a outra. ou qualquer outra interrupção da partida um jogador desejar tocar nas vendas. sem que tenha havido nenhum contato da parte da equipe defensora. Esta regra não se aplica nos lançamentos livres ou remates de sanção. mas não do tempo oficial de jogo para o prolongamento. Um jogador não pode realizar três lançamentos consecutivos. deve pedir permissão ao árbitro e.bola voltará a estar em poder da equipe que efetuou o lançamento. Esta regra não se aplica nos lançamentos livres. Impõe-se uma sanção quando um jogador é reorientado por qualquer pessoa que não seja um colega de equipe no campo. • Depois de efetuar um lançamento. o lançamento conta mas não é anotada nenhuma pontuação. depois de ser lançada pelo jogador. esta volta a ficar na posse da equipe que efetuou o lançamento. se este o conceder.Vendas. ou em qualquer ponto entre a linha de baliza e a do meio campo. ou em situações de sanção. considera-se uma falta de capacidade da equipe para controlar a bola e. uma situação de tempo morto.Bola Morta (Dead Ball). ou das instalações.Defesa Anti-Regulamentar. • Se durante o jogo. Esta regra também se aplica quando a bola bate no poste da baliza e volta para lá da linha central. é uma infração. também deve tocar o solo pelo menos uma vez na área neutra. a bola depois de ser lançada. • Durante um lançamento. • Terceiro Lançamento. Se o fizer. Se um árbitro determinar que um jogador no campo se comporta duma maneira anti-desportiva. qualquer conduta anti-desportiva pode castigar-se com a expulsão do campo de jogo. • . Se a bola ficar imóvel depois de tocar num jogador da equipe defensiva. Se não for assim. • Sanções Pessoais.Bola Longa (Long Ball). • . portanto. será sancionado. Além disso.

• Quando é concedida uma substituição a uma equipe e/ou um tempo morto. • Nenhuma pessoa da área do banco de uma equipe pode dar instruções aos jogadores que estão dentro da área de jogo. se impede que continue o jogo.o exige. • Atraso de Jogo pela Equipe. • Caso o árbitro se veja obrigado a decretar um tempo morto oficial. por parte de qualquer jogador da equipe. retomando a contagem quando é dito "dada pelo árbitro". Sites Recomendados Associação Brasileira de Desporto para Cegos – ABDC Instituto Benjamin Constant . • Sanções de Equipe. exceto durante o tempo morto e uma vez que termine qualquer metade da partida. ou quando. dificulte a ação da equipe defensora. Dez Segundos. Um ruído excessivo realizado pelo jogador que efetuar o lançamento no momento de efetuar o mesmo e que. depois que se tenha produzido o primeiro contato defensivo com a bola. contudo se a bola sai. ao som do apito do árbitro o cronômetro é parado (Mas não se coloca a zero). a juízo do árbitro. • Instruções Anti-Regulamentares a Partir do Banco. retomando a contagem quando é dito "dada pelo árbitro".IBC Rede Saci Bengala Legal Guia Legal . é sancionado. à ordem verbal do árbitro o cronômetro é parado (mas não se coloca a zero). ao som do apito do árbitro o cronômetro é parado(e coloca-se a zero. Um jogador expulso por este motivo não pode ser substituído durante essa partida. retomando a conta quando é dito "dada pelo árbitro". ao som do apito do árbitro o cronômetro é parado (mas não se coloca a zeros). Os dez segundos começam a contar a partir do momento do primeiro contato defensivo. A equipe atacante dispõe de dez (10) segundos para efetuar o lançamento. por qualquer ação levada a cabo por essa equipe. por motivos alheios à equipe com a posse da bola. • . • Impõe-se uma sanção quando uma equipe não está preparada para começar a jogar quando o árbitro der o sinal. • Caso o árbitro se veja obrigado a decretar um tempo morto oficial. por causas imputáveis à equipe em posse da bola. retomando a contagem quando é dito "dada pelo árbitro".Câmara dos Deputados DEFICIÊNCIA MENTAL .Ruído.

4) complicações pós-natais. criada em 1874 e outra no Rio de Janeiro. Ø Gardner. hereditária. algumas manifestações acerca da deficiência mental no RS. Ø As diferentes formas de expressão das habilidades humanas devem ser consideradas quando se trabalha com pessoas que apresentam dificuldades de desenvolvimento na área cognitiva. Ø Com a Proclamação da República. por serem estes testes limitados devido a sua especificidade. 2) inteligência cinestésica.1980) Origem Genética Apresenta-se sob duas formas: desordem bioquímica (Fenilcetomia e Galactosemia) e desordem cromossômica (síndrome de Down. a Síndrome de Rett e a Síndrome do X Frágil) Desordem química: Ø Fenilcetonúria: autossômica recessiva. O Instituto Pestalozzi foi fundado em 1935. Origens Ø Classificada em 6 áreas: 1) genética. cuidados pessoais. competência doméstica. 6) inteligência interpessoal. 3) complicações peri-natais. levando-se em conta o histórico pessoal de cada um. criada em 1887. em 1889. 5) sócio-culturais. acontece quando por erro genético. associado à limitações em pelo menos dois aspectos do funcionamento adaptativo: comunicação. habilidades sociais. defensor da existência de mais de um tipo de inteligência. até o final do Império as pessoas com deficiência mental contavam com duas instituições: uma em Salvador. classificando-as em 7 formas: 1) inteligência lingüística. a tendência é a não-classificação por coeficiente intelectual. Surgem. (DAVIS. deficiência mental é o estado intelectual significativamente inferior à média. o Federalismo proporciona uma certa independência ao estados. Ø diferentes tipo de níveis de cognição feitos através de testes psicométricos: COEFICIENTE DENOMINAÇÃO NÍVEL COGNITIVO/PIAGET INTELECTUAL QI menor de 20 Profundo Período sensório-motor QI entre 20 e 34 Severo Período sensório-motor QI entre 35 e 49 Moderado Período Pré-Operatório QI entre 50 e 69 Leve Período Operatório Ø Atualmente. ocorrem . nesta época. Coeficiente intelectual Ø Segundo o Manual Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DSM-IV). utilização dos recursos comunitários. por Helena Antipoff.SOBRE AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MENTAL Ø No Brasil. Em 1932 é fundada a Sociedade Pestalozzi. autonomia. propôs em 1980 a Teoria das Inteligências Múltiplas. lazer e trabalho. 6) desconhecidas. No final da década de 20. aptidões escolares. Ø De 1920 a 1935 a educação das pessoas com deficiência mental seguiu nas mãos de médicos e professores. 4) lógico-matemática. 3) inteligência espacial. RJ e SP. saúde e segurança. o Brasil conta com 7 instituições para deficientes mentais. sob a influência da psicologia. 2) complicações pré-natais. 5) musical. com delineamento de novos planos educacionais.7)inteligência intrapessoal.

Ø Outra causa de complicações é a incompatibilidade sanguínea entre mãe e feto que pode ocasionar a Eristroblastose Fetal ou Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHR). por infecções como encefalites que. As causas podem estar ligadas ao par de cromossomos 21. Ø Doenças contraídas durante a gestação que podem causar problemas ao feto: sífilis. produtos químicos (chumbo. Ø Galactosemia: doença metabólica hereditária causada pela incapacidade de metabolizar a galactose.. à hipóxia ou anóxia e icterícia grave do recém-nascido. na interação com o ambiente e nas relações inter-pessoais. denominada Translocação Robertsoniana. Ø Síndrome de Rett: retardamento mental acentuado. onde os indivíduos são levemente. rubéola. de forma geral. sendo que representam casos anormais. tais como de trânsito. Outra forma de apresentação é pela translocação entre o cromossomo 21 e outro cromossomo. choque elétrico. comprometidos. Desordem cromossômica: Ø Síndrome de Down: a mais comum e conhecida. resultantes do ataque de bactérias que causam danos no sistema nervoso central. ingestão de drogas e álcool pela mãe no período gestatório. à má assistência no momento do parto que pode ocasionar traumas ao bebê. Síndrome do Autismo Ø Pode-se dizer.mutações no gene da enzima hepática fenilalanina-hidroxilase. dentre outras. quedas. doenças adquiridas pela mãe e que passam ao feto. Ø Síndrome do X Frágil: é uma das mais comuns. infecções hepáticas. denominada Trissomia do Cromossomo 21. que o autismo acarreta dificuldades na comunicação. tais como rubéola. atacando principalmente o cérebro causando a deficiência mental. toxoplasmose. É causada por uma alteração cromossômica ligada ao cromossomo X. Complicações peri-natais Ø relacionados à prematuridade. etc. que se supõe ser um distúrbio dominante ligado ao X. que ocasiona o baixo peso (PIG – pequeno para a idade gestacional). Complicações pós-natais Ø podem ser causadas por desnutrição. a Síndrome de Down em Mosaico ocorre. em função das pregas no canto dos olhos que lembram pessoas da raça mongólica. acidentes. através dos zigotos com trissomia do “21”. inseticidas. sendo superada apenas pela Síndrome de Down. mercúrio). causa retardamento mental e pode ser fatal. era também chamada de mongolismo. podem destruir as células cerebrais e meningite. . Complicações pré-natais Ø As complicações pré-natais podem ser causadas pela ação de raios X durante o período de gestação.. quando em excesso no sangue é tóxica. provavelmente. carência de estimulação global. Finalmente. encefalite. caracterizadas por febres altas. A fenilalanina que é um aminoácido. Ø O hábito de fumar e ingerir álcool durante a gestação também é causador de problemas ao feto. implicando na presença de um cromossomo a mais no par 21. atacando somente meninas. afogamento. desidratação grave. menos propensos à cariotipagem. se não identificada. intoxicações exógenas (envenenamento) por remédios.

repetitivos e estereotipados de comportamento. .ausência de compartilhamento de satisfação com relação a ter prazer com a felicidade de outras pessoas e/ou de procura espontânea em compartilhar suas próprias satisfações através de envolvimento com outras pessoas.pouca flexibilidade na expressão de linguagem e relativa falta de criatividade e imaginação em processos mentais. . Ø Critérios para diagnóstico do autismo.ausência de resposta emocional a ações verbais e não-verbais de outras pessoas.dificuldade no desenvolvimento de relações de companheirismo.pouca utilização das variações na cadência ou ênfase para repetir a modulação comunicativa.obsessão por elementos não funcionais ou objetos parciais de material de recreação. comunicação e comportamento restrito e repetitivo. . . . expressão facial. interesses e atividades. variando numa faixa de 5 a 15 casos em cada 10.ausência de gestos para enfatizar ou facilitar a compreensão na comunicação oral.ausência de uso social de quaisquer habilidades de linguagem existente. .diminuição de ações imaginativas e de imitação social. . raramente procura conforto ou afeição em outras pessoas em tempos de tensão ou ansiedade.obsessão por padrões estereotipados e restritos de interesse. . . Lesão marcante na interação social recíproca.Ø Segundo a CID-10 “um transtorno invasivo de desenvolvimento definido pela presença de desenvolvimento anormal e/ou comprometimento que se manifesta antes da idade de 3 anos e pelo tipo característico de funcionamento anormal em todas as três áreas de interação social. . . gestos e postura corporal para lidar com a interação social. manifestada por pelo menos três dos próximos cinco itens: .fidelidade aparentemente compulsiva a rotinas ou rituais não funcionais específicos.” Sua incidência é numa proporção de 4 homens para uma mulher. manifestados por pelo menos dois dos próximos seis itens: . Padrões restritos.apego específico a objetos incomuns. Marcante lesão na comunicação .falta de reciprocidade social e emocional. segundo a CID-10.pouca sincronia e ausência de reciprocidade em diálogos. . .dificuldade em usar adequadamente o contato ocular. onde pelo menos 8 dos itens especificados devem ser aceitos: 1. . e/ou oferece conforto ou afeição a outras pessoas que apresentem ansiedade ou infelicidade. 3.hábitos motores estereotipados e repetitivos. 2.000 indivíduos.ansiedade com relação a mudanças em pequenos detalhes não funcionais do ambiente Exames pré-natais EXAME DETECTA QUANDO FAZER Vilocorial(CAVC)Alterações cromossômicas e doenças congênitas Entre 11a e 14a seman Amniocentese Alterações cromossôm Entre 14a e 20a seman Cardocentese Alterações cromossômicas .

evitando rolamentos e mergulhos. GARDNER.P. ed. facilitará para orientar sobre como agir nesses momentos.e doenças genéticas 18a semana Ultra-sonografia Alterações genéticas Qualquer época Ultra-som morfológico Mal-formações A partir da 18a seman Ultra-som em 3a dimensão Mal-formações A partir 20a semana Translucencia nucal Alterações cromoss Entre 11a e 14a seman Doppler do duto venoso Alterações cromossômicas e problemas cardíacos Entre 11a e 14a semana Algumas orientações Ø alunos com deficiência mental podem apresentar dificuldades de abstração e no entendimento das tarefas propostas. nesse caso. 2000. pois talvez alguns de seus alunos só consigam realizar estas. É recomendável o acompanhamento médico para estes alunos. Exemplifique ou demonstre a seqüência do jogo a ser realizado. Porto Alegre: Artes . 3. não devendo. permitindo que todos assimilem o jogo/brincadeira. Lifelong motor development. Portanto o professor deve contemplar também aquelas brincadeiras que parecem ser muito simples. Ao sugerir tarefas motoras para o grupo. tais como teimosia e ficar “emburrados”. certifique-se de que todos tenham compreendido o que foi proposto. Ø Podem ocorrer situações em que os alunos apresentam instabilidade emocional. deixe-o sozinho que logo ele se acalmará e voltará para a brincadeira como se nada tivesse acontecido. Ø Algumas crianças ou adolescentes com deficiência mental podem apresentar comprometimento no seu desenvolvimento motor. Bibliografia sugerida: GABBARD. Howard. Ø A explicação do jogo/brincadeira deve ser feita de forma calma e as informações dadas uma de cada vez utilizando uma linguagem de fácil compreensão. tais como regras e estratégias de jogo. embora devam ser realizadas.O professor deverá tentar conversar de igual para igual fazendo com que ele entenda a situação. Se mesmo assim ele não compreender. forçar as primeiras vértebras cervicais. Podem também apresentar problemas cardíacos. O conhecimento adquirido sobre cada aluno (para o que pode-se fazer uso de fichas). Boston: Allyn & Bacon. Ø As crianças e os adolescentes com Síndrome de Down podem apresentar instabilidade atlanto-axial. Estruturas da Mente: a teoria das inteligências múltiplas. motivo pelo qual as atividades de resistência cárdiorespiratórias devem ser moderadas. fator que acarretará em dificuldades para combinar seqüências de movimentos. C.

Material Necessário: nenhum. a bola deixa de ser passada e aquele que estiver com a bola deverá imitar um bicho. os demais colegas deverão formar um círculo ao seu redor. Tradução de Marcio Moacyr de Vasconcelos. THOMPSON. WILLARD. NÃO-ME-TOQUE Número de Participantes: no mínimo 6. São Paulo: Cortez: Autores Associados. A Luta pela educação do deficiente mental no Brasil. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Local: quadra. até citar o nome de todos. Local: sala ou ginásio Formação dos Alunos: em círculo Descrição do Jogo: Com os alunos sentados em círculo. ele acaba de chegaaaaar!" Enquanto isso. impedindo que o pegador toque nele. ele ainda não chegou. Sites Recomendados Special Olympics Delaware . cantando. escolhido pelo professor.. ___________________________________________________________ SUGESTÕES DE JOGOS PARA CRIANÇAS E JOVENS COM DEFICIÊNCIA MENTAL: PASSA JOÃO Número de Participantes: livre. os participantes passam a bola de mão em mão para os colegas.ed. Thompson & Thompson genética médica. Ao parar a música. 5a.Médicas Sul. até que todos os componentes do círculo a tenham tocado. ele ainda não chegou.org. Variável: Em vez de cantar " Passa João". Formação dos Alunos: dispostos livremente. Huntington F. Margaret W. JANNUZZI. 1985.AMA www.ABDEM Associação de Amigos do Autista . ela acaba de chegaaaaar!" Neste tipo de brincadeira. 1991.acessobrasil.. ela ainda não chegou. Exemplo: "A Maria vai passar. Roderick R. Gilberta. 1994. trocar pelos nomes dos alunos consecutivamente. o professor inicia pegando uma bola e cantando a canção " Passa João" : " O João vai passar. ela ainda não chegou. Só será trocado o pegador quando ele conseguir tocar em alguém. Assim que o professor gritar o nome de um dos outros participantes. McINNES. será o pegador.br . Descrição do Jogo: Um dos participantes. estimular a criança a participar do jogo.SODE Associação Brasileira de Desporto de Deficientes Mentais .

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