Você está na página 1de 5

ELETRONEUROMIOGRAFIA:

Considerações iniciais: Os músculos do corpo são os geradores de força


interna que convertem energia armazenada quimicamente em trabalho
mecânico. Produzem um potencial de ação logo após a estimulação e
possuem a capacidade de contrair-se com a força de contração dependendo
de seu comportamento inicial e da velocidade de contração.A contração
refere-se ao desenvolvimento de tensão dentro de um músculo, não
implicando necessariamente em qualquer encurtamento visível do
músculo.A contração isométrica ou estática ocorre quando um músculo
desenvolve uma tensão que é insuficiente para mover uma parte do corpo
contra uma dada resistência de modo que o comprimento externo do
músculo permanece inalterado.A contração concêntrica ocorre quando o
músculo desenvolve tensão suficiente para superar uma resistência, de
modo que o músculo se encurte visivelmente e mova uma parte corporal a
despeito de uma dada resistência. A contração excêntrica ocorre quando
uma dada resistência sobrepõe a tensão muscular de modo que o músculo
se alonga. As contrações concêntricas e excêntricas são conhecidas como
isotônicas.

Exame: É uma forma de diagnóstico, realizado por neurologistas e


neurofisiologistas com o objetivo de avaliar nervos e músculos.

Descrição do exame: É feito em duas partes: Na primeira mede-se a


condução nervosa através de choques elétricos nos nervos periféricos. A
segunda parte do exame consiste na introdução de agulhas no músculo que
analisa a atividade muscular no repouso e no esforço muscular leve.

Indicações: Doenças das Raízes Espinhais; Radiculopatias (hérnia de


disco);Polirradiculopatias (diabetes, inflamação, artrose da coluna);Trauma
de nervos periféricos; Mononeuropatias múltiplas;Esclerose lateral
primária;Atrofia muscular progressiva;Poliomielite (paralisia infantil);Atrofia
muscular espinhal.

MIELOGRAMA:

O mielograma é um dos exames para avaliação da medula óssea. Como a


medula óssea está localizada anatomicamente no interior dos ossos, o
mielograma é realizado através de uma punção óssea, seguida de
aspiração, sendo realizada sob anestesia local (pode-se também usar
sedação e/ou analgesia sistêmica). Os ossos mais abordados são o ilíaco, o
esterno e a tíbia (este último em crianças). O mielograma tem a finalidade
de estudar qualitativa e quantitativamente as células germinativas
sanguíneas (células hematopoiéticas). Tal estudo mostra, direta ou
indiretamente, como se comporta a geração das hemácias, plaquetas e
leucócitos, podendo ser exame diagnóstico em determinados tipos de
neoplasias (leucemias), displasias ou aplasias sanguíneas.

DISLIPIDEMIAS:
Considerações iniciais: Dislipidemias, também chamadas de
hiperlipidemias, referem-se ao aumento dos lipídios (gordura) no sangue,
principalmente do colesterol e dos triglicerídeos.

Colesterol: Substância semelhante à gordura com função importante em


muitos processos bioquímicos do organismo.Ele é um importante
constituinte das membranas das células e das lipoproteínas que são as
proteínas que transportam o colesterol no sangue. É também precursor dos
ácidos biliares e de alguns hormônios e da vitamina D. Sem uma quantidade
adequada de colesterol no sangue a vida não seria possível, porem o seu
excesso no sangue é um dos principais fatores de risco da aterosclerose.Ele
encontra-se distribuído por todo o corpo humano. A grande parte do
colesterol circulante é produzido pelo fígado (cerca de 70%) e somente
cerca de 30% provém da dieta. Agora fica fácil entender porque muitos
indivíduos que não abusam de gorduras têm níveis elevados de colesterol.
Só cerca de 30% do colesterol circulante vem da dieta, principalmente dos
alimentos de origem animal (carnes vermelhas gordas, ovos, manteiga,
queijos amarelos, etc.). As gorduras da dieta, sobretudo as gorduras
saturadas influenciam os níveis de colesterol. Todas as gorduras são a
mistura de ácidos graxos saturados, monoinsaturados e poliinsaturados. O
que varia é a porcentagem de cada um desses ácidos graxos.O óleo de
coco, gordura de leite, gordura de carne (dos embutidos também) e queijos,
por exemplo, são ricos em ácidos graxos saturados e podem aumentar os
níveis de colesterol ruim quando ingeridos em quantidades significativas.
Muitas margarinas vegetais e outras gorduras utilizadas na panificação e na
fabricação de farináceos industrializados (biscoitos, bolos e outros doces)
podem conter as gorduras trans que, além de aumentar o colesterol ruim,
podem também diminuir o colesterol bom.Como o colesterol é insolúvel na
água, utiliza-se para seu transporte de uma molécula de gordura e
proteína= lipoproteína. Uma, a LDL-colesterol (do inglês low density
lipoprotein) ou seja, lipoproteína de baixa densidade também conhecida
como mau colesterol ou colesterol ruim transporta o colesterol do fígado
para o sangue e para os tecidos. A outra, HDL-colesterol (do inglês High
density lipoprotein) ou seja, lipoproteína de alta densidade o devolve ao
fígado. O HDL é conhecido como o bom colesterol porque remove o excesso
de colesterol e traz de volta ao fígado onde será eliminado. O LDL-colesterol
é o grande vilão da história. Altos índices de LDL estão associados a altos
índices de aterosclerose. Quando o LDL está em excesso no sangue lesa os
vasos e ainda se deposita na parede formando as placas de ateroma
(gordura).O nível ótimo de colesterol é de 200 mg/dl ou menos, limítrofe
entre 200-239 mg/dl e alto acima de 240 mg/dl. O nível ótimo de LDL-
colesterol deve ser igual ou abaixo de 100 mg/dl , limítrofe entre 130-159
mg/dl, e alto acima de 160 mg/dl. O nível de HDL de ser acima de 40
mg/dl.Os indivíduos que têm o HDL acima de 60 mg/dl estão mais
protegidos das doenças cardiovasculares.Quando se divide o colesterol total
pelo HDL obtemos um valor que não deve ultrapassar 4,5 para as mulheres
e 4,1 para o homens.Esses são bons índices de risco. O diagnóstico da
dislipidemia é realizado em função desses valores de referência.
Triglicerideos: Os triglicerídeos são um dos componentes gordurosos do
sangue e sua elevação está relacionada, também, com doenças
cardiovasculares (angina, infarto), cerebrovasculares (derrame) e doenças
digestivas (pancreatite). É importante ressaltar que existem dois tipos de
TRIGLICERÍDEOS. Um é pequeno e altamente aterogênico (contribui para a
formação da placa de gordura) e a outra é grande e menos aterogênico. A
molécula pequena penetra mais facilmente na parede da artéria e também
se oxida mais facilmente, o que contribui para a formação da placa de
ateroma. O tamanho das partículas se relaciona com alterações na
concentração de triglicerídeos.Quanto mais alto os níveis de triglicerídeos
maior será o predomínio das partículas pequenas .O nível de triglicerídeos
adequado é igual ou abaixo de 150 mg/dl. As dislipidemias podem ser
primárias devidas a causas genéticas e por influência ambiental devido à
dieta inadequada e/ou sedentarismo e secundárias a algumas doenças ou
fatores de risco.

Considerações finais:Inúmeros trabalhos científicos mostram que a uma


dieta constituída de muita gordura, colesterol, excesso de calorias e poucas
fibras é o que mais eleva os lipídeos na população. Portanto a atenção à
alimentação é uma da maneiras mais eficientes de reduzir e até mesmo
normalizar seus níveis.

TESTE DE GLICEMIA:

Considerações iniciais:A glicemia é a concentração de glicose no


sangue ou mais precisamente no plasma. Nosso corpo transforma alguns
dos carboidratos que comemos em glicose e a glicemia é o nível de glicose
presente em nosso sangue. Ou seja, quando comemos muito, nossa
glicemia aumenta, ao passo que quando comemos pouco, a mantemos
baixa.

Exame complementar: Mede-se a glicemia através da confirmação dos


sinais e sintomas clássicos da glicemia em jejum (exame de sangue onde
são verificadas as taxas de glicose no sangue) e do teste padronizado de
tolerância à glicose (TTG). Estes critérios diagnosticados estão baseados nas
recomendações da comunidade médica-científica atual: Tolerância à
glicose: jejum de 70 a 110 mg/dL.Caso ocorra 2 horas após o consumo de
75g de glicose: de 141 a 199 mg/dL;Diabetes mellitus: jejum maior que
126 mg/dL.Caso ocorra 2 horas após o consumo de 75g de glicose: maior
que 200 mg/dL. Além da insulina, diabéticos podem controlar a glicemia
através de dietas específicas e pratica de exercícios físicos, pois, a prática
regular de exercício físico aumenta a ação da insulina, fazendo com que a
glicose saia da corrente sanguínea, diminuindo, conseqüentemente, a
glicemia. Atualmente tornou-se comum a "contagem de carboidratos" dos
alimentos através do “índice glicêmico", um indicador de qualidade do
carboidrato quanto à sua habilidade em aumentar e/ou influenciar a
glicemia.

PARASITOLOGICO DE FEZES:
O exame parasitológico de fezes é utilizado para identificação de diversas
infestações parasitárias, ovos ou larvas de helmintos e cistos de
protozoários.É recomendado o exame de fezes três (03) amostras
colhidas em dias diferentes, pois a ausência de parasitas em uma amostra
de fezes não descarta a possibilidade da presença do mesmo no organismo.

Considerações iniciais: As fezes humanas são material restante após a


digestão e absorção dos alimentos pelo tubo digestivo dos seres humanos.
Geralmente têm aspecto castanho-parda e pastoso, porém pode aparecer
nas mais variadas formas, tamanhos e cores. São impróprias para o
consumo humano, a despeito das questões sanitárias associadas à prática
da coprofagia por alguns indivíduos.Nos seres humanos o alimento pode
levar cerca de nove horas para transitar no organismo e chegar como uma
massa uniforme ao intestino grosso, onde permanece por cerca de três
dias.Nesse período parte da água e sais é absorvida, para que na região
final do cólon a massa fecal se solidifique, transformando-se então nas
fezes.

Exame macroscópico: Nos seres humanos o alimento pode levar cerca de


nove horas para transitar no organismo e chegar como uma massa uniforme
ao intestino grosso, onde permanece por cerca de três dias.Nesse período
parte da água e sais é absorvida, para que na região final do cólon a massa
fecal se solidifique, transformando-se então nas fezes. É variável e
depende da quantidade de alimento ingerida. Geralmente, uma alimentação
ordinária, faz o indivíduo eliminar de 100 a 150 g de fezes, por dia. Algumas
doenças, como nos casos de fermentação intestinal intensa, fazem o
indivíduo eliminar mais de 800 g.Mais da metade do massa das fezes
humanas é composto por bactérias, em sua maioria mortas. A cor das fezes
é castanho-parda, devido a presença de estercobilina e hidrobilirrubina.,
depende também do regime alimentar: verduras deixam ela esverdeada e
dieta láctea amarelada. Depende da dieta alimentar e é característico. Nas
fermentações intestinais elevadas apresenta cheiro pútrido. A microscopia
pode confirmar a presença de leucócitos (ulceração ou invasão bacteriana),
gordura não absorvida, fibras de carne, ou infestação por parasitas (p. ex.,
amebíase, giardíase).O pH fecal, normalmente > 6,0, está diminuído por
fermentação bacteriana de carboidratos e proteínas não absorvidos no
cólon.