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Casdvest-Apost1 2-2 by Walberpp Therebels

Casdvest-Apost1 2-2 by Walberpp Therebels

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153 Geografia CASD Vestibulares

G Ge eo og gr ra af fi ia a
Frente I
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 3 3

Aulas 09 e 10 – Urbanização

Áreas Urbanas e Rurais
O estudo da urbanização está relacionado ao
hábitat das pessoas. A definição de hábitat vem da
ecologia, sendo o lugar em que determinada espécie
ou população vive. Esse conceito pode ser estendido
para os seres humanos, representando onde eles
vivem.
Dessa forma, o hábitat do ser humano pode
ser urbano ou rural.
O hábitat é dito rural quando a população se
dedica predominantemente a atividades primárias (ou
seja, agropecuária e extrativismo). Normalmente não
há grandes concentrações populacionais, pois há a
necessidade de espaços razoáveis para a execução
das atividades econômicas primordiais.
Já o hábitat urbano se caracteriza por altas
concentrações populacionais, sem a dedicação da
maior parte das pessoas a atividades agropecuárias e
extrativas. Desse modo, na área urbana floresceram
os setores secundário e terciário, lá se concentrando o
comércio, a administração, o poder.
A unidade básica do hábitat urbano é a
cidade. Ela é um ente difícil de definir, pois depende
do país. Para alguns países, o critério para se definir
cidade é o número de habitantes: se a aglomeração
urbana passa de certo número de habitantes, ela é
classificada como cidade. No Brasil, toda aglomeração
urbana que for sede de um município é classificada
como cidade (critério político-administrativo).

URBANIZAÇÃO

A urbanização é a concentração da população
nas cidades (mais precisamente, nas aglomerações
urbanas). Dessa forma, o processo de urbanização
nada mais é que a passagem de uma sociedade
predominantemente rural para uma urbana.
A urbanização é um fenômeno recente. Foi
impulsionada basicamente pela industrialização,
principalmente pela 2ª fase da Revolução Industrial.
Porém, o maior impulso em termos mundiais nesse
processo ocorreu após a Segunda Guerra Mundial,
com o espalhamento da industrialização pelo globo.
Para medir o estágio atingido por esse
processo, existe um indicador chamado taxa de
urbanização, que mede a porcentagem de população
de um país ou região que vive em cidades.

A URBANIZAÇÃO NOS DIVERSOS GRU-
POS DE PAÍSES

Países Desenvolvidos

Nos países desenvolvidos, a urbanização é
bastante antiga. O aumento expressivo de população
urbana se iniciou com a Revolução Industrial,
notadamente na Inglaterra, urbanizada (50% da
população em cidades) em 1850. Mas foi na 2ª fase da
Revolução Industrial que o processo se intensificou por
todo o mundo desenvolvido (os industrializados da
época).
Desse modo, o processo de urbanização
desses países foi relativamente gradual, de modo que
as cidades tiveram condições de ir absorvendo esse
aumento populacional.
Atualmente os países desenvolvidos têm taxas
de urbanização estabilizadas, além de serem as
maiores do mundo em geral.

Taxas de Urbanização
País 1960 1992 2000
Reino Unido 86 89 90
Holanda 85 89 89
Alemanha 76 86 88
Japão 63 77 78
EUA 70 76 78

Países Subdesenvolvidos Industrializados

A maior parte dos países subdesenvolvidos
industrializados sofreu um rápido surto industrial após
a 2ª Guerra Mundial. Desse modo, houve uma grande
melhoria nas condições de vida nas cidades. Enquanto
isso, o campo sofria com falta de incentivos, grandes
concentrações fundiárias e difíceis condições de vida.
Todos esses fatores contribuíram para um
grande fluxo de pessoas do campo para as cidades
nessa época. Esse movimento migratório é conhecido
como êxodo rural.
Com isso, as taxas de urbanização desses
países sofreram grande salto após a 2ª Guerra
Mundial. Esse grande aumento populacional no meio
urbano não pôde ser absorvido pelas cidades, ou seja,
a infra-estrutura urbana não crescia a um ritmo
compatível com o crescimento populacional. Com isso,
ocorreu o “inchamento” das cidades, a macrocefalia
urbana. Dessa forma, houve um significativo aumento
do desemprego e subemprego, além do surgimento e
rápida expansão de sem-tetos e favelas, muitas das
quais em áreas de risco. Assim, criou-se uma “cidade”
à margem da cidade.
Atualmente, tais taxas são normalmente altas.

Taxas de Urbanização
País 1960 1992 2000
Argentina 74 87 89
Brasil 45 76 81
México 51 74 78
Malásia 27 51 57
China 19 28 35

Países Subdesenvolvidos Periféricos




CASD Vestibulares Geografia 154
Normalmente esses países possuem
economia baseada no setor primário, de modo que
ainda apresentam baixas taxas de urbanização.
Alguns apresentam taxas altas, por não terem na
agropecuária sua principal fonte de renda.

Taxas de Urbanização
País 1960 1992 2000
Kuwait 72 95 96
Bahamas 74 85 89
Cuba 55 75 78
Paraguai 36 51 56
Nigéria 14 37 43
Bangladesh 3 17 21
Ruanda 2 6 7

AS CIDADES

Praticamente toda a população das áreas
urbanas vive em cidades, de modo que área urbana e
cidade podem ser tratadas igualmente.

CLASSIFICAÇÃO DAS CIDADES

Quanto ao Sítio Urbano

O sítio urbano é o local sobre o qual a cidade
está assentada. Ou seja, é a formação de relevo que
suporta a cidade.
Uma cidade pode ser de:
→ planície: Manaus e Paris;
→ planalto: Brasília e Madri;
→ acrópole ou colina: São Paulo e Atenas;
→ montanha: Campos do Jordão;
→ ilha: Florianópolis.

Quanto à Situação Urbana

A situação urbana é a posição que a cidade
ocupa em relação a fatores naturais ou geográficos de
sua região. Ela designa o fator geográfico que deu
condições ou suporte para seu crescimento e
desenvolvimento.
Existem diversas situações urbanas, como:
cidades fluviais (Paris, Manaus), marítimas (Amsterdã
e Rio de Janeiro), de entroncamento ferroviário
(Chicago e Bauru), de ligação litoral-interior (Campina
Grande).

Quanto à Função Urbana

A função de uma cidade é a principal atividade
econômica da mesma, sendo o suporte de sua
existência. Há inúmeras funções urbanas; eis algumas:
→ Portuária: Santos e Roterdã.
→ Industrial: Cubatão e Detroit.
→ Administrativa: Brasília e Washington DC.
→ Religiosa: Aparecida e Meca.
→ Turística: Ouro Preto e Lãs Vegas.
→ Militar: Resende e Pearl Harbor.

Há também diversas cidades globais. São
cidades de múltiplas funções, de grande dinamismo
econômico. Abrigam escritórios de grandes empresas
transnacionais, sedes de outras empresas e serviços
de ponta. Por exemplo, São Paulo e Nova Iórque.

Quanto à Origem

Uma cidade pode se originar de duas formas:
espontânea e planejada. Quase todas as cidades são
espontâneas, ou seja, surgiram naturalmente. Algumas
foram criadas com um planejamento prévio, como
Brasília, Teresina e Washington DC, sendo então
planejadas.

AGLOMERAÇÕES URBANAS

As cidades são entes dinâmicos, em constante
crescimento e modificação. Podem apresentar
crescimento horizontal, que representa o aumento
da área das cidades devido à ocupação de mais
lugares. Também apresentam crescimento vertical,
que é a substituição de construções baixas por
edifícios mais altos, podendo abrigar mais pessoas
sem ocupar mais áreas.
Existem também vários conceitos agregados a
grandes aglomerações urbanas.

Conurbação

É o encontro de duas ou mais cidades
próximas devido ao seu crescimento horizontal. Desse
modo, as duas (ou só uma) crescem, até que suas
áreas urbanas se encontrem, muitas vezes não
havendo distinção entre uma e outra. Exemplos:
Juazeiro e Petrolina, região do ABC, Grande Nova
York, Grande São Paulo.

Metrópole

Cidade que possui os melhores equipamentos
urbanos de um país ou região, exercendo influência e
polarizando outras cidades. Exemplo: São Paulo.

Região Metropolitana

É um conjunto de cidades, normalmente
conurbadas, integradas sócio-economicamente em
torno de uma cidade central (metrópole), com serviços
de infra-estrutura comuns. Exemplo: Grande São
Paulo (o ‘Grande’ significa que estamos falando da
região metropolitana, não da cidade).

Megalópole

É a conurbação de várias metrópoles ou
regiões metropolitanas, formando uma vasta área
urbanizada, com grande fluxo de pessoas e
mercadorias. É uma região com quase ausência de
regiões rurais visíveis, e estas estão integradas ao
sistema urbano, fornecendo bens para o
abastecimento da megalópole.
A maior megalópole está no Nordeste dos
EUA: Boswash, que vai de Boston a Washington,
centrada em Nova Iorque. Há algumas outras, como



San-San, de San Diego a San Francisco passando por
Los Angeles, a megalópole Tóquio – Nagóia – Osaka e
Londres – Birmingham – Manchester.
No Brasil, há uma megalópole em formação
(para alguns estudiosos ela já está formada): ela liga
São Paulo e Rio de Janeiro, através do vale do
Paraíba, e se estende até Campinas e a baixada
Santista.

REDE E HIERARQUIA URBANA

A rede urbana é o conjunto integrado e
articulado de cidades de uma região ou país, em que
umas exercem influência sobre as outras. A rede
urbana é mais completa e bem estruturada em regiões
desenvolvidas, nas quais há uma grande integração
entre as diversas cidades.
A formação da rede urbana forma uma escala
de influência entre as cidades, com as maiores
polarizando as menores. Essa é a hierarquia urbana.
As cidades maiores (metrópoles) detêm os serviços e
equipamentos urbanos mais avançados de uma região
(metrópole regional) ou de um país (metrópole
nacional), polarizando essa região ou país.
155 Geografia CASD Vestibulares
Mas a metrópole nacional não é o mais alto
posto na hierarquia urbana. As cidades globais, já
comentadas, cidades totalmente integradas à
globalização, que abrigam os escritórios das grandes
transnacionais, são classificadas como metrópoles
globais.
Eis a rede e hierarquia urbana do Brasil:


URBANIZAÇÃO BRASILEIRA

O Brasil, como país subdesenvolvido
industrializado, teve seu grande surto de urbanização
após a Segunda Guerra Mundial, a partir das décadas
de 50 e 60. Na década de 60 atingiu 50% de
urbanização.
A urbanização nacional foi bastante concen-
tradora, ou seja, caracterizou-se pela concentração da
população basicamente nas grandes metrópoles.
Assim, algumas poucas cidades passaram a contar
com grandes populações, concentrando quase toda a
população urbana do país.
Atualmente, há uma tendência, ainda
incipiente, à desmetropolização. Ou seja, as grandes
metrópoles estão crescendo menos e a população
urbana está se distribuindo de forma mais
descentralizada, ocupando cidades médias.
A cidade brasileira reflete o subdesen-
volvimento do país. Altos índices de desemprego, falta
de moradias e excesso de favelas mostram a
macrocefalia urbana. A especulação imobiliária cria as
condições para uma segregação espacial, criando a
oposição entre a cidade formal, com infra-estrutura e
serviços, e a cidade informal, praticamente esquecida
pelo poder público. Nesse ambiente florescem
diversas mazelas urbanas: a violência, moradias em
áreas de risco (morros, mangues, etc.), dentre outras.
As regiões metropolitanas, áreas de
planejamento e infra-estrutura integrados, também se
multiplicaram rapidamente no país. Hoje são 22, nem
todas em torno de uma metrópole central.

EXERCÍCIOS

Questão 1. (UEPG-PR Adaptada) À medida que uma
cidade consegue desenvolver e diversificar produtos e
serviços para atender às necessidades da população,
ela passa a exercer maior influência sobre sua região.
Sobre esse assunto, que diz respeito à hierarquização
urbana, assinale a alternativa que apresenta a
afirmação incorreta:

a) As cidades pequenas são dotadas de produtos e
serviços de demanda muito freqüente.
b) As cidades grandes são dotadas de produtos e
serviços de demanda rara.
c) É através do setor terciário que uma cidade exerce
influência sobre as outras cidades de uma mesma
região.
d) Apenas os grandes centros urbanos regionais são
dotados dos setores primário, secundário e terciário
da economia.
e) A cidade de Ponta Grossa pode ser classificada
como um centro sub-regional.

Questão 2. (UEPG-PR) “A cidade enquanto espaço de
reprodução do capital, caracterizada pela
concentração de instrumentos de produção, serviços,
mercadorias, infra-estrutura, trabalhadores e reserva
de mão-de-obra.”

Esta caracterização de cidade diz respeito:

a) aos grandes centros urbanos;
b) às cidades de países capitalistas;
c) às cidades dos países industrializados;
d) as alternativas a, b e c estão corretas;
e) somente as alternativas a e b estão corretas.

Questão 3. (UEPG-PR) Com o crescente
desenvolvimento econômico de determinadas regiões



do país é inevitável a ocorrência de conurbações. O
texto refere-se:

a) a constantes conflitos de terras em todo o Brasil;
b) a movimentos migratórios representados
principalmente pelo êxodo rural;
c) à fusão de cidades vizinhas;
d) a relações de trabalho nas grandes cidades;
e) a perturbações meteorológicas provocadas pela
poluição atmosférica.

Questão 4. (PUC-SP) Examine os dados abaixo:



Observando os dados gerais do Brasil, pode-se
constatar que 35,5% das escolas não possuem
energia elétrica (o que corresponde a 63 mil escolas) e
que as presenças da informática e da Internet são
ínfimas. Tendo em conta a clássica contraposição rural
e urbano, leia com atenção as afirmações a seguir e
assinale a alternativa que indica aquelas que
interpretam corretamente os dados.

1. As zonas rurais possuem baixa densidade
demográfica e dispersão territorial da população.
Como as atividades rurais dependeram menos, ao
longo da história, de energia elétrica do que as
atividades urbanas, a eletrificação ainda não se
generalizou inteiramente. O mesmo raciocínio serve
para a rede de telefones.
2. A informática e a Internet são novos instrumentos e
ferramentas que se associaram rapidamente às
empresas urbanas (indústrias, bancos etc.) e às
profissões desenvolvidas nas cidades. Em decorrência
disso, as escolas urbanas tomam contato antes com
essas novas tecnologias.
3. Para as atividades no campo, assim como o modo
de vida que daí resulta, tanto a informática quanto o
acesso à Internet não terão qualquer utilidade, já que
esses instrumentos estão ligados às práticas urbanas
e é por isso que o número de escolas rurais que
possuem esses equipamentos é tão baixo.

a) 2 e 3 estão corretas
b) Todas estão corretas
c) 1 e 2 estão corretas
d) 1 e 3 estão corretas
e) Nenhuma é correta

Questão 5. (PUC-SP) Ainda tendo como referência a
tabela da questão 4 (Infra-estrutura escolar no ensino
fundamental em 1999), nota-se a enorme
desigualdade regional na distribuição da infra-estrutura
escolar, assim como entre as escolas públicas e as
particulares. Levando esses dados em consideração,
assinale a afirmação incorreta.

a) Os estudantes das escolas do Sul e do Sudeste
estão potencialmente expostos a um número bem
mais elevado de informações.
b) Os estudantes matriculados em escolas particulares
têm potencialmente um acesso superior às
informações do mundo moderno.
c) A proporção inferior de infra-estrutura escolar no
Norte e no Nordeste deve-se, antes de tudo, ao
menor número de habitantes dessas regiões.
d) As condições para os alunos do Sudeste se
envolverem em relações de maior alcance
geográfico são, em tese, superiores às dos alunos
de outras regiões.
e) Os dados demonstram que os estudantes que
pertencem aos segmentos de renda mais elevados
têm, potencialmente, mais acesso às informações.

Questão 6. (Mackenzie-SP) No limiar do século XXI, o
mundo já é uma imensa cidade. Uma cidade modulada
em muitas cidades. O globo terrestre deixa de parecer
um planeta, uma configuração cósmica, para se
revelar uma criação humana da atividade social, de
algo que se cria e recria no curso da história dos
povos. Esse é o atlas no qual se localizam as grandes
e as pequenas cidades. São metrópoles e
megalópoles, povoados e vilas, centros e periferias;
sempre atados de perto e de longe por estradas,
rodovias, ferrovias, linhas aéreas, infovias, sempre
atados pelas atividades sociais, econômicas, políticas
e culturais.
Octavio Ianni – Folha Mais – 19/08/2001

No texto o autor sugere que:

I. o planeta Terra é, hoje, uma construção humana,
que se faz ao longo do tempo.
II. as cidades, por menores que sejam, formam,
graças aos meios de transporte e comunicação um
conjunto único.
III. a cidade é a síntese de todo o país e de toda a
sociedade.
IV. as cidades formam um conjunto acabado, atado e
imobilizado em suas relações.

São verdadeiras:
a) apenas I, II, III.
b) apenas I e II.
c) I, II, III e IV.
d) apenas I, III e IV.
e) apenas II e IV.
CASD Vestibulares Geografia 156



157 Geografia CASD Vestibulares

Questão 7. (PUC-SP) No dia 10 de setembro de 2000
a Folha de S. Paulo publicou uma reportagem sobre as
cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, cuja
manchete era: “Geografia urbana impõe ‘exílio’ ao
deficiente.” O subtítulo complementava-a da seguinte
maneira: “EXCLUSÃO – Barreiras arquitetônicas e
pobreza condenam ao isolamento pessoas portadoras
de dificuldades de locomoção.”

Assinale, dentre as afirmações abaixo, aquela em que
a interpretação da manchete e do subtítulo
apresentados é incorreta.

a) O modo como o espaço geográfico de uma cidade
está organizado pode propiciar mais ou menos
relações sociais às pessoas com dificuldades de
locomoção. Pode produzir mais ou menos
isolamento geográfico e social.
b) As barreiras arquitetônicas presentes nessas
cidades, e nas grandes cidades brasileiras de um
modo geral, decorrem de obstáculos naturais
presentes na geografia física, tais como, terrenos
declivosos.
c) Se o modo como uma cidade tem seu espaço
organizado facilita ou dificulta um maior número de
relações sociais, podemos afirmar que a
organização do espaço é um dos elementos da
estruturação geral de uma sociedade.
d) Além das barreiras ligadas à geografia urbana, há
também barreiras de outra ordem que condenam o
deficiente ao isolamento, tais como, o preconceito
social contra ele, o que inclusive veda seu acesso
ao mercado de trabalho.
e) Em vista da complexidade, da estrutura física e do
tamanho da população de São Paulo e do Rio de
Janeiro, podemos afirmar que, nestas cidades, as
dificuldades de locomoção e, portanto, do
estabelecimento de um maior número de relações,
atingem sobretudo as pessoas com deficiência.

Questão 8. (UEL-PR) As áreas dependentes de um
centro urbano, principalmente no que diz respeito a
demandas de serviços, são denominadas regiões
polarizadas ou funcionais.
Associe corretamente na tabela abaixo os exemplos
dessas regiões, (I, II, III e IV), com seus respectivos
centros urbanos (1, 2, 3 e 4).

I. Vale do Paraíba
II. Triângulo Mineiro
III. Sul da Bahia
IV. Serras Gaúchas

(1) Uberlândia
(2) Itabuna
(3) Caxias do Sul
(4) São José dos Campos

I II III IV
a) 1 2 3 4
b) 2 4 3 1
c) 3 2 1 4
d) 4 1 2 3
e) 4 3 1 2

Questão 9. (Mackenzie-SP) As redes urbanas
apresentam mudanças ligadas à dinâmica das cidades
que as constituem. Nos países onde a população rural
é predominante, a dinâmica urbana depende da
relação campo-cidade. Já nos países em que a
urbanização é intensa, a dinâmica urbana depende
das mudanças da função econômica das cidades.
Jean-Robert Pitte

A partir do texto pode-se caracterizar dinâmica urbana
como:

a) a evolução econômica e demográfica de uma
cidade que afeta sua classificação na hierarquia
urbana e suas funções no interior da rede urbana.
b) as condições de acesso a um determinado lugar e a
facilidade com que ele pode ser alcançado a partir
de outros pontos do espaço de referência.
c) o desequilíbrio pronunciado de uma rede urbana em
favor da primeira cidade, cujo volume de população
e cujas funções a distinguem, nitidamente, de
outras grandes cidades.
d) a localização de uma cidade em relação a um
conjunto geográfico mais amplo que pode colocá-la
numa situação central ou periférica.
e) o processo pelo qual o espaço se polariza nas
metrópoles, que passa a monopolizar o crescimento
demográfico, o desenvolvimento econômico e os
fluxos, em detrimento do campo e das outras
cidades da região.

Questão 10. (Unicenp-PR – adaptada) Entre as
cidades brasileiras abaixo citadas, assinale a
alternativa que apresenta uma metrópole global e
outra metrópole nacional:

a) São Paulo e Curitiba.
b) Belém e Fortaleza.
c) Fortaleza e Recife.
d) Recife e Porto Alegre.
e) Porto Alegre e Salvador.

Questão 11. (FUVEST) “Morar não é fracionável. Não
se pode morar um dia e no outro não morar. Morar
uma semana e na outra não morar... Não é possível
pedir um pedaço “de casa” para morar, um banheiro
para se tomar banho, um tanque para lavar roupa,
uma cama para dormir um pouco, exceto, é claro,
quando se trata de relações pessoais (parentesco e
amizade), de aluguel de quartos, de lavanderias, etc.
e, é claro, pagando-se por este uso.”
(RODRIGUES, Aríete M. Moradia nas Cidades Brasileiras, São
Paulo: Contexto, 1990, 3a ed.)

A partir do texto e tomando como referência o caso
das grandes cidades brasileiras, qual das afirmativas
NÃO apresenta corretamente uma questão relativa ao
“morar”?

a) A moradia não é fracionável em partes que possam
ser "vendidas" ao longo do dia, da semana ou
mesmo do mês.



b) Para morar é necessário ter capacidade de pagar
por esta moradia não fracionável, que compreende
a terra e a edificação.
c) Por terem os serviços coletivos mais eficientes, os
espaços mais densamente ocupados, como
moradia, apresentam os preços de terra/edificação
mais altos.
d) O preço do morar depende da localização em
relação aos equipamentos coletivos e infra-estrutura
nas proximidades da casa/terreno.
e) O preço da terra/edificação é elevado pois no
cálculo geral entra a renda do proprietário da terra,
o lucro das indústrias de insumo e construção e os
juros dos financistas.

Questão 12. (UEPG-PR) A questão do
inflacionamento da moradia, particularmente na grande
cidade brasileira, está relacionada com o processo
acelerado de urbanização do país, marcado, por
exempIo, pela presença de cortiços, que são:

a) habitações coletivas em regime de aluguel;
b) habitações construídas em terrenos de terceiros;
c) concentrações de barracos em morros periféricos e
terrenos baldios;
d) áreas caracterizadas por singular carência de infra-
estrutura de serviços básicos;
e) áreas caracterizadas por aglomerados de
habitações paupérrimas.

Questão 13. (PUC-SP) Um olhar ligeiro a um dos
muitos guias de lazer da cidade de São Paulo (cf. Guia
da Folha de 21 a 27 de setembro) nos dá idéia do que
é essa localidade: são mais de 50 filmes no “circuito
oficial” (mais de 250 salas localizadas em 34
shoppings e pelo menos 50 salas em outros
endereços) e de um outro tanto semelhante de “filmes
alternativos” em cinemas de arte; em torno de 80
encenações de teatro adulto e 20 de teatro infantil
estão em cartaz; são mais de 40 shows de música
popular (nacionais e estrangeiros); 15 espetáculos
(concertos e dança de nacionais e estrangeiros); 20
exposições de artes plásticas (nacionais e
estrangeiras) nas galerias e nos museus das cidades;
restaurantes, bares e casas noturnas revezam-se em,
ao menos, 350 indicações a cada semana. Tudo isso
sem contar os vários festivais de cinema e de música
que se alternam ao longo do ano.

Assinale a afirmação ERRADA.

a) As opções de S. Paulo não são bem aproveitadas
pelo público do interior e de outros estados, em
razão da precariedade do acesso físico à cidade de
S. Paulo, o que reduz sua condição de metrópole no
país.
b) O fato de a cidade possuir uma população muito
grande explica em boa medida a diversidade de
atrações, mas a esse aspecto deve-se acrescentar
a renda existente e o fato de atrair público externo.
c) O quadro do lazer em São Paulo é uma
demonstração de sua condição de metrópole, não
só pelo tamanho, mas porque indica que a cidade é
integrada, como pólo importante, num circuito de
artes e espetáculos.
d) uma vida cultural rica é um “capital” da cidade que,
em tese, beneficia a população. No entanto, boa
parte da população de S. Paulo está alijada dessa
condição em função da má distribuição da renda.
e) a diversidade de opções de lazer, numa cidade
como São Paulo, reflete a heterogeneidade de
expectativas e comportamentos sociais, marca
comum das cidades que têm condição de
metrópole.

Questão 14. (FGV-SP) (...) A cidade não pára, a
cidade só cresce/ O de cima sobe e o debaixo desce/
A cidade se encontra prostituída/ Por aqueles que
ousaram em busca de saída/ Ilusora de pessoas de
outros lugares/ A cidade, sua fama vai além dos mares
(...).
(Chico Science e Nação Zumbi – “A cidade” em “Da lama ao
caos”)

A letra da música acima refere-se de maneira explícita
e implícita a importantes questões que interessam à
Geografia, tais como:

a) O contínuo crescimento demográfico acelerado das
Regiões Metropolitanas, exceto as do Rio de
Janeiro e Fortaleza, que apresentaram, nas duas
últimas décadas, cifras abaixo das registradas nos
respectivos Estados.
b) As desigualdades sociais provocadas pela
concentração de renda, quesito que equipara o
Brasil a outros países também detentores de altas
taxas, a exemplo da França.
c) O crescimento do terceiro setor da economia como
uma forma de atuação da sociedade civil na solução
de problemas sociais, promovendo a cidadania e a
inclusão da população de baixa renda.
d) A falta de fiscalização na aplicação do dinheiro
público, apesar de gerar a “prostituição das cidades”
e a conseqüente desestruturação das políticas
sociais do Estado e das iniciativas privadas, o que
impediu a criação de um Estado de Bem-Estar
Social no Brasil.
e) O contínuo crescimento dos fluxos migratórios para
São Paulo, “ilusora” cidade mundial, pelo fato de
não terem surgido novos pólos de atração
demográfica, em outras regiões do Brasil.

Questão 15. (FEI-SP) Observe com atenção a tabela
abaixo, com dados sobre a evolução mundial da
população rural e urbana no mundo:


CASD Vestibulares Geografia 158




Analisando a tabela acima, podemos concluir que:

I. O século XX caracterizou-se por um processo de
crescimento das cidades.
II. De 1920 a 1980 a população urbana mais que
dobrou em termos relativos.
III. A presença ainda majoritária da população mundial
nos espaços rurais mostra que o processo de
urbanização não atingiu todo o mundo, mas apenas
a sua parte mais industrializada e rica.

a) apenas I e III estão corretas
b) apenas I e II estão corretas
c) apenas I está correta
d) apenas II está correta
e) I, II e III estão corretas

INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no
gráfico e nas afirmativas que relacionam o processo de
urbanização ao contexto econômico do Brasil.



I. A partir dos anos 50, a indústria passou a
desempenhar um papel importante na economia
brasileira, colaborando para o crescimento da
população urbana.
II. Em 1990, mais de 70% da população brasileira
concentrava-se nas áreas urbanas.
III. Apesar do crescimento das cidades, demonstrado
pelo gráfico, nos últimos cinqüenta anos não se
evidencia um processo de urbanização.
IV. O acelerado crescimento urbano das últimas
décadas provocou conurbação urbana, manchas
urbanizadas onde fica difícil a distinção de limites
territoriais.
159 Geografia CASD Vestibulares

Questão 16. (PUC-RS) A análise das afirmativas
permite concluir que está correta a alternativa:

a) I e II
b) I, II e III
c) I, II e IV
d) II e III
e) III e IV

Questão 17. (UEL-PR) Assinale a alternativa
INCORRETA.

a) A acelerada industrialização e a modernização da
agricultura ocorridas nos anos 70 levaram a um
intenso crescimento populacional nas metrópoles, o
que agravou seus problemas urbanos e ambientais.
b) Existe um processo de megalopolização em curso
no Brasil devido ao crescimento urbano nas cidades
do eixo Rio/São Paulo, embora o ritmo de
crescimento populacional nas principais regiões
metropolitanas desses estados tenha diminuído nas
últimas décadas.
c) A Região Metropolitana de Curitiba é um caso
particular na urbanização brasileira, visto que seu
crescimento populacional vem se mantendo intenso
nos anos 90, ao contrário das outras metrópoles.
d) Na última década, o sentido predominante das
migrações tem sido da cidade para o campo.
e) O redirecionamento dos fluxos migratórios tem
reduzido as pressões sobre a infra-estrutura urbana
das grandes metrópoles, mas a contrapartida desse
fenômeno foi o comprometimento da qualidade de
vida nas cidades médias do interior.

Questão 18. (UFPR) “As cidades sempre tiveram uma
enorme relação com o espaço econômico. A maior
parte dos grandes negócios do país é realizada em
algumas delas. Em suma, quase tudo o que acontece
de mais importante na vida nacional está, de alguma
maneira, ligado a elas.”
(Adaptado da revista EXAME, 20/09/2000.)

Com base nos conhecimentos sobre as regiões
metropolitanas brasileiras e as cidades que as
compõem e nas informações contidas na tabela
abaixo, é correto afirmar:

REGIÕES METROPOLITANAS BRASILEIRAS:
PESO DE CADA REGIÃO NO TOTAL DO BRASIL -
EM %

Região
Metropolitana
Pop.
Renda
formal
estimada
Pou-
pança
Consumo
de álcool e
gasolina
Empregos
formais
São Paulo 10,6 20,1 27,6 15,8 19,1
Rio de Janeiro 6,5 10,1 12,5 6,8 9,4
Belo Horizonte 2,4 3,1 3,5 3,0 4,6
Porto Alegre 2,1 3,3 3,1 3,3 3,7
Curitiba 1,5 2,2 3,2 2,6 2,7
Salvador 1,7 1,9 1,7 1,7 2,5
Recife 2,0 2,0 1,7 1,8 2,4
Fortaleza 1,6 1,3 1,2 1,4 1,9
Belém 1,0 1,0 0,6 0,7 1,2
Fonte: Revista EXAME, 20/09/2000.

01) Os valores mais expressivos dos indicadores da
economia brasileira estão na região Sudeste.
02) Apesar do crescimento recente de Curitiba e de
outras metrópoles, São Paulo continua sendo a área
de maior concentração econômica do país.
04) As regiões metropolitanas do Nordeste têm um
comportamento econômico semelhante ao das regiões
metropolitanas do Sudeste, quando se comparam
população e poupança.



CASD Vestibulares Geografia 160
08) Como a qualidade de vida de uma população se
mede por sua renda, São Paulo é, no Brasil, a região
metropolitana com os melhores indicadores sociais.
16) A influência das regiões metropolitanas no
conjunto da economia brasileira é insignificante.
32) Pelo seu tamanho e sua integração, as cidades
que compõem as regiões metropolitanas do Sul do
país transformaram-se em megalópoles.
64) Embora o percentual de população das regiões
metropolitanas seja significativo em relação à
população absoluta brasileira, está ocorrendo uma
desconcentração populacional devido à multiplicação
de cidades de porte médio.

Questão 19. (UFPR) Sobre a metropolização, é
correto afirmar que:

01) As regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de
Janeiro são as mais industrializadas da América
Latina.
02) A capital do México, por seu sítio, tem dois graves
problemas: as condições instáveis do subsolo e altos
índices de poluição do ar.
04) Embora situado a cerca de 80 km do mar, o porto
de Londres é o maior do Reino Unido, graças à
navegabilidade do Tâmisa.
08) Mesmo após a reunificação da Alemanha, Munique
é a maior metrópole do país, pela concentração
populacional e seu movimentado porto.
16) Chicago, a grande metrópole do centro-oeste dos
Estados Unidos, tem importante função como principal
pólo de transportes do país.

Questão 20. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s),
acerca das regiões metropolitanas brasileiras e da
hierarquia urbana.

01) A Grande São Paulo é a região metropolitana mais
populosa o Brasil, sendo também uma das mais
populosas do mundo.
02) A região da Grande Belém tem sua área de
influência econômica reduzida, devido à proximidade
com São Luis.
04) Florianópolis e Porto Alegre são as metrópoles
regionais do sul do Brasil. A primeira polariza as
atividades turísticas, e a segunda, industriais.
08) O eixo Rio – São Paulo – Curitiba representa a
megalópole brasileira em formação.

GABARITO

1- D 2- D 3- C
4- C 5- C 6- A
7- B 8- D 9- A
10- A 11- C 12- A
13- A 14- C 15- B
16- C 17- D
18- 67(01+02+64)
19- 23(01+02+04+16)
20- 01(01)


Aulas 11 e 12 - Migrações

As migrações são deslocamentos espaciais de
populações, que se movem de um ponto a outro do
globo. As migrações são um fenômeno bastante
antigo, existindo desde o surgimento da humanidade.
Os movimentos migratórios também são
responsáveis pelo crescimento populacional de países
ou regiões, ao lado do crescimento vegetativo. Desse
modo, o crescimento total de uma população é dado
pelo crescimento vegetativo mais as taxas de
migração.
As taxas de migração são dadas pelos índices
de imigração menos os de emigração:
→ imigração: entrada de pessoas em
determinado lugar, normalmente uma área de atração
populacional.
→ emigração: saída de pessoas de
determinado lugar, normalmente uma área de repulsão
populacional.
As razões para a ocorrência desses
movimentos populacionais são diversas: conflitos
políticos, religiosos, étnicos; perseguição a minorias;
fatores naturais; condições econômicas.

TIPOS DE MIGRAÇÕES

As migrações podem ser classificadas
segundo diversos aspectos.

Quanto ao Tempo

Quanto à duração do movimento migratório,
este pode ser:
→ temporário: quando o migrante volta para a
região de origem;
→ permanente ou definitiva: quando o
migrante se desloca de forma definitiva sem voltar
mais.
Um importante caso de migrações temporárias
são as ditas sazonais, que ocorrem periodicamente,
de acordo com as estações do ano.

Quanto ao Espaço

Quanto ao espaço de deslocamento, as
migrações podem ser:
→ externas: quando o migrante atravessa
fronteiras nacionais, indo para outros países;
→ internas: quando ocorrem dentro do
território de um mesmo país.
Para migrações internas (basicamente a nível
de Brasil), fala-se ainda de migrações intra-regionais e
inter-regionais.

MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS NOTÁVEIS

Migrações Temporárias

Existem várias migrações temporárias dignas
de nota.



161 Geografia CASD Vestibulares
O nomadismo é um dos movimentos
migratórios mais antigos da humanidade. Consiste na
ausência de localidade fixa para se viver, de modo que
o povo está em constante movimento atrás de terras
mais propícias a melhores condições. Ele é realizado
por comunidades que vivem da coleta de frutos, caça,
pesca e pequenos rebanhos, podendo se relacionar
com a irregularidade de chuvas.
O caso dos bóias-frias é uma migração
sazonal. Eles se deslocam para as regiões de
plantações, por exemplo de cana, na época da
colheita, para trabalharem nas mesmas.
Outra importante migração sazonal é a
transumância, deslocamento de pastores europeus
com seus rebanhos. Durante o verão, o rebanho é
movido para as encostas montanhosas, retornando
para as planícies durante o inverno.
Outro importante movimento temporário é a
migração (ou movimento) pendular, também
conhecido por commuting. Essa é uma migração
diária, que consiste no movimento dos trabalhadores
das grandes metrópoles, que todos os dias vão das
periferias ao centro, voltando para suas casas ao fim
dos mesmos.
Os refugiados de guerras normalmente são
também migrantes temporários. Seu objetivo é
escapar da guerra, ficando em campos de refugiados
até o fim dos conflitos. Obviamente, muitos fogem das
guerras de modo permanente.
As grandes peregrinações religiosas também
são movimentos temporários.

Migrações Permanentes

Migrações permanentes são resultado da
saída de pessoas de áreas de repulsão populacional
para áreas de atração populacional.
Áreas de repulsão populacional são
normalmente lugares marcados por ruins condições de
vida, ausência de oportunidades e perspectivas para a
população.
Áreas de atração populacional são
normalmente lugares que se mostram como terras de
oportunidades para as pessoas que neles chegam.
São lugares em que se vêem melhores condições de
vida e maiores perspectivas. Porém, muitas vezes
essas oportunidades são na verdade ilusórias, e áreas
de atração acabam por guardar aos imigrantes
condições de vida análogas às existentes em suas
terras de origem, áreas de repulsão populacional.
Muitas das migrações motivadas por razões
econômicas são permanentes. Por exemplo, tem-se os
brasileiros que tentam a sorte nos EUA. Tal movimento
pode ser generalizado para todos os habitantes de
países subdesenvolvidos que migram para países
desenvolvidos em busca de melhores condições de
vida. Esses migrantes são chamados de bárbaros do
sul.
Outro movimento definitivo de enorme
importância é o êxodo rural. Ele consiste no fluxo de
pessoas que abandonam o campo para ir à cidade. O
êxodo rural é um fenômeno muito comum em países
subdesenvolvidos, como no Brasil. Ele é motivado por
razões principalmente econômicas, a saber: condições
precárias de vida no campo, alta concentração
fundiária e às vezes o clima, como as secas no
Nordeste.
O êxodo rural provoca muitas conseqüências,
muitas vezes negativas. Contribui para um maior
crescimento da concentração fundiária, sendo que
muitas vezes os latifúndios produzem bens para
exportação, reduzindo a produção de alimentos para o
mercado local. Além disso, é talvez a principal causa
para a macrocefalia urbana, principalmente pelo fato
de os migrantes costumarem ir para as grandes
metrópoles. A macrocefalia urbana, por sua vez,
revela-se em várias mazelas urbanas.

EXERCÍCIOS

Questão 1. (PUC-PR) Fluxo de população: movimento
irregular, de intensidade variável no sentido urbano-
rural, em que os trabalhadores são temporários, sem
garantias legais, em geral cortam cana-de-açúcar,
colhem laranjas, capinam o milho e o cafezal. Estes
trabalhadores são denominados:

a) corumbas
b) transumantes
c) bóias-frias
d) caiçaras
e) homens-gabirus

Questão 2. Considere as afirmativas abaixo, em
relação às recentes imigrações internacionais da
população de países pobres para países ricos.

I. Anualmente milhões de pessoas abandonam seus
países de origem, na América Latina, África, Ásia e
países mediterrâneos e do leste Europeu, em busca
de trabalho em outros países.
II. Nos países desenvolvidos cresce a aversão aos
povos imigrantes da América Latina, África e Ásia.
Muitos países têm criado leis para evitar a entrada
desses estrangeiros.
III. A reação à presença de trabalhadores estrangeiros
tem gerado formas radicais de extremismo de intenso
caráter racista. Esta reação tem causado,
principalmente, conflito com os emigrantes árabes.

As afirmativas acima referem-se respectivamente:

a) aos chamados "Bárbaros do Sul", ao nacionalismo e
aos grupos populares de controle sobre imigrantes.
b) aos chamados "Bárbaros do Norte", à xenofobia,
aos neonazistas na Alemanha, Itália, França.
c) aos chamados "Bárbaros do Sul", à xenofobia, aos
grupos populares de controle de imigrantes.
d) aos chamados "Bárbaros do Norte", ao
nacionalismo, aos grupos populares de controle de
imigrantes.
e) aos chamados "Bárbaros do Sul", à xenofobia, aos
grupos neonazistas na Alemanha, França e Itália.

Questão 3. (UNIFENAS-MG) No Nordeste há, no
decorrer do ano, um constante movimento de
trabalhadores do Agreste para a Mata e desta para
aquele. Os agricultores do Agreste cultivam suas



terras durante a estação chuvosa, de março a
setembro: de setembro a março, durante a safra de
cana-de-açúcar, eles se transferem para a Mata; com
as chuvas, retornam ao Agreste, onde o trabalho os
espera.
Esta movimentação de trabalhadores configura o que
se chama:

a) êxodo rural
b) migrações diárias
c) migrações sazonais
d) itinerância
e) emigração

Questão 4. (FUVEST) O movimento pendular da
população que se verifica, diariamente, com bastante
intensidade, em quase todas as grandes cidades
brasileiras está associado a:

a) movimentos rítmicos sazonais, resultantes da
homogeneidade do espaço urbano.
b) uma modalidade de transumância para aproveitar
trabalhadores temporários nas áreas centrais.
c) expansão horizontal urbana e periferização da mão-
de-obra.
d) um intenso nomadismo gerado pela especulação
imobiliária com verticalização da mancha urbana.
e) movimentos rítmicos sazonais ligados às atividades
do setor terciário.

Questão 5. O sensível aumento da população urbana,
em detrimento da população rural, caracteriza-se pela
absorção da mão-de-obra agrícola, que, por falta de
melhores condições no campo, sai em busca de novas
condições de trabalho nas atividades industriais. Este
fenômeno chama-se Êxodo Rural. Assinale um
problema NÃO decorrente deste processo:

a) O deficiente nível técnico da população.
b) A criação de favelas.
c) A desaceleração do processo industrial.
d) A falta de mercado de trabalho.
e) O subemprego.

Questão 6. (FEMPAR-PR) Assinale o texto que
melhor explica as diferenças entre transumância e
nomadismo:

a) o nomadismo existe especialmente nos desertos da
Arábia, enquanto a transumância existe em todos
os desertos do Globo.
b) a transumância obedece a ritmos sazonários,
enquanto o nomadismo não obedece a nenhum
ritmo, com exceção do praticado na América do Sul.
c) o nomadismo obedece a ritmo sazonário, enquanto
a transumância não obedece a nenhum ritmo.
d) a transumância representa um estágio mais
atrasado em relação ao nomadismo, pois nela toda
a população é nômade.
e) a transumância obedece a ritmos sazonários
relativamente rígidos, enquanto o ritmo de
nomadismo depende da irregularidade das chuvas.

Questão 7. (PUC-PR) Chama-se crescimento
vegetativo ou natural:

a) ao quociente obtido entre número de nascimentos e
número de habitantes de uma área;
b) ao número de óbitos multiplicado por 1000 e
dividido pela população total de uma área;
c) à diferença (saldo) entre as taxas de natalidade e
de mortalidade;
d) ao estudo comparativo entre o crescimento da
população de um local e as alterações ocorridas na
cobertura vegetal;
e) à diferença entre os fluxos imigratório e emigratório
em determinada região.

Questão 8. (UNESP-SP) Os gráficos I e II
representam a taxa de desemprego e os índices
migratórios na Irlanda, na década de noventa. Analise-
os e assinale a alternativa correta.


a) O decréscimo na taxa de desemprego a partir de
1993 não foi suficiente para atrair trabalhadores
estrangeiros.
b) A taxa de desemprego manteve-se elevada em todo
o período, não provocando alteração nos índices
migratórios.
c) A forte queda nos índices de emigração ocorrida a
partir de 1998 foi decorrente do aumento da taxa de
desemprego.
d) O decréscimo na taxa de desemprego a partir de
1993 foi acompanhado pelo aumento nos índices de
imigração.
CASD Vestibulares Geografia 162



163 Geografia CASD Vestibulares
e) O decréscimo na taxa de desemprego a partir de
1993 foi acompanhado pelo aumento nos índices de
imigração e emigração.

Questão 9. (UFRRJ-RJ) Um dos tipos mais perversos
de migração populacional é aquele em que o
trabalhador se desloca da sua área de habitação em
busca de frentes de trabalho, principalmente para a
colheita, fato que acontece regularmente na região
Nordeste. Essa população submete-se ao trabalho de
poucos meses, ficando a maior parte do ano sem
remuneração e sendo obrigada a viver do que ganhou
naquele período.
Esse tipo de migração é denominado

a) nomadismo.
b) sedentarismo.
c) transumância.
d) imigração.
e) pendular.

Questão 10. (FURG-RS) Uma pirâmide etária com
base larga e ápice bem estreito indica:

a) país com crescimento vegetativo na fase
intermediária já próxima da fase madura ou velha;
b) país que apresenta elevado crescimento vegetativo
e baixa expectativa de vida;
c) países com baixos índices de crescimento
vegetativo e elevada expectativa de vida;
d) país onde a taxa de mortalidade infantil e a
expectativa de vida são elevadas;
e) nda.

INSTRUÇÃO: Responder à questão 11 com base no
texto “Migração e Vida Urbana”, apresentado abaixo.

MIGRAÇÃO E VIDA URBANA

Os que pensam que a urbanização é um bem
sustentam que a emigração para a cidade faz parte de
um processo dinâmico de desenvolvimento. Os que
pensam que é um mal estimam que o excesso de
população rural torna-se um excesso de população
urbana e provoca uma superurbanização, na qual um
setor nãoestruturado, ineficaz e improdutivo, composto
de vendedores ambulantes, de engraxates, de
pequenos “faz-tudo” instalados nas calçadas, e de
outros trabalhadores ditos marginais torna-se cada vez
mais importante.

A vida urbana tem seu lado positivo, mas
principalmente no que diz respeito a empregos e não
no que concerne aos ganhos dos trabalhadores.
Talvez um trabalhador ganhe mais que um camponês,
mas será que isto lhe permite satisfazer suas
necessidades básicas em matéria de alimentação,
saúde, moradia e educação?
SALAS, Rafael M. O Correio. Rio de Janeiro, mar. 1987. p. 13

Questão 11. (PUC-RS) A única afirmativa que não se
relaciona diretamente com o texto é:

a) A grande concentração populacional supõe um
setor terciário “hipertrofiado”, com pouca circulação
de capital.
b) O êxodo rural é um movimento migratório que
impulsiona a urbanização.
c) A maioria dos camponeses que invade as cidades
não consegue empregos com remuneração
condizente para o sustento.
d) O processo de urbanização está intimamente
relacionado ao excedente populacional do campo
que se dirige aos centros urbanos.
e) A população que migra para a cidade, nos países
subdesenvolvidos industrializados, é absorvida pelo
trabalho no setor secundário da economia.

Questão 12. (UFPR) Sobre a situação demográfica do
mundo, é correto afirmar que:

01) Entre os anos 1960 e 1980 houve brusca
aceleração do ritmo de crescimento demográfico,
sobretudo nos países subdesenvolvidos.
02) Na segunda metade do século XIX, ocorreu forte
redução no crescimento demográfico mundial,
causada por epidemias, fome e guerras.
04) Atualmente há certa homogeneidade nos países
desenvolvidos com relação ao baixo crescimento
demográfico.
08) Na América Latina, as altas taxas de natalidade
estão vinculadas às tradições familiares, ao
casamento, à gravidez precoce e às normas religiosas.
16) Nos últimos dez anos a população mundial, em
valores absolutos, estacionou em três bilhões de
habitantes.

Questão 13. (PUC-SP) Percorrendo o século XIX e,
principalmente, o século XX, o fenômeno das
migrações internacionais, foi a energia forjadora e
constituidora do novo quadro social dos Estados-
Nação modernos.
Tendo em conta esse fenômeno, leia atentamente as
afirmações abaixo:

1. As sociedades receptoras de imigrantes são mais
ou menos assimiladoras. Há sociedades que se
constituem em formas pluriculturalistas, o que dará
origem (pensando-se em cidades) a bairros de
comunidades específicas (“guetos”), em que membros
de uma comunidade se casam, em geral, no interior
dela e normalmente só encontram os de fora no
trabalho. Esse é o modelo que está mais disseminado
nos países anglo-saxões (EUA, principalmente).
2. Os movimentos migratórios europeus são vigorosos
entre 1880 e 1913. São majoritariamente dirigidos às
Américas, embora haja correntes que vão povoar a
Austrália e a Nova Zelândia. A assimilação desses
europeus nas sociedades americanas foi facilitada,
pois eram sociedades em constituição nas quais
muitos imigrantes europeus se posicionaram
razoavelmente bem e alguns acabaram por pertencer
aos segmentos sociais dominantes.
3. O fluxo migratório internacional no século XX,
praticamente se deu em todas as direções. A Ásia –
em especial China e Japão – recebeu enormes fluxos
de ocidentais atraídos por seu desenvolvimento



CASD Vestibulares Geografia 164
tecnológico e, também, forneceu grandes contingentes
populacionais para a América. Nesse momento, a
caminho do século XXI, há uma certa estabilidade no
fluxo migratório, e a única região do planeta que ainda
recebe grandes fluxos é a América Latina.

Qual a alternativa que contém as afirmações corretas?

a) Todas são corretas.
b) Somente a 2 e a 3 são corretas.
c) Nenhuma delas é correta.
d) Somente a 1 e a 2 são corretas.
e) Somente a 1 e a 3 são corretas.

Questão 14. Quanto à Geografia da População
podemos afirmar que:

01) A América Latina, nos últimos anos, apresentou
uma das maiores taxas de crescimento demográfico
do mundo.
02) Crescimento horizontal é a diferença entre a taxa
de natalidade e a taxa de mortalidade da população de
um país ou região, num determinado espaço de
tempo.
04) O elevado índice de natalidade e a baixa
esperança de vida explicam a alta percentagem de
população jovem em muitos países.
08) O que diferencia o grupo de países desenvolvidos
dos subdesenvolvidos, no que diz respeito às causas
de mortalidade, é a maior ocorrência de fatores
endógenos dos primeiros.
16) O grande crescimento populacional brasileiro após
a Segunda Guerra Mundial não é um fenômeno
isolado; coloca-se como parte integrante de uma
situação demográfica mundial.

Questão 15. (UFPR) Leia o texto abaixo:

“Segundo cálculos do Ministério das Relações
Exteriores, há 1,7 milhão de brasileiros vivendo no
exterior. Pegos pela crise dos anos 80, centenas de
milhares de brasileiros partiram em busca de melhores
oportunidades em países ricos. E gente que aperta
parafusos em Tóquio, lava pratos em Londres ou
engraxa sapatos em Nova York. Mas os emigrantes
brasileiros não são formados apenas por mão-de-obra
desqualificada que desempenham tarefas menores em
cidades do Hemisfério Norte em troca de salários em
moeda forte. O próprio ltamaraty calcula que nada
menos que meio milhão de brasileiros está vivendo e
trabalhando nos dez países com que o Brasil tem
fronteira... Esses 500 000 imigrantes brasileiros
plantam 60% do arroz uruguaio, 90% da soja
paraguaia, extraem 80% do ouro da Venezuela.”
Revista Veja, 19/07/95. p.60

Com relação ao processo descrito no texto acima, é
correto afirmar:

01) Denomina-se emigração o momento de saída das
pessoas de certa área e de imigração o momento de
entrada em uma nova.
02) O fator econômico continua sendo o principal
motivador do processo migratório recente.
04) O texto trata de um processo de migração interna,
uma vez que predominam os deslocamentos no
interior de um mesmo continente.
08) Pode-se classificar o processo migratório para os
países vizinhos como de migração pendular.
16) As migrações ocorridas de um país para outro
recebem a denominação de emigração, enquanto
aquelas realizadas dentro de um mesmo pais são
denominadas de imigração.

Questão 16. Em relação aos movimentos
populacionais é correto afirmar:

01) São países de emigração na atualidade o Japão, a
Índia e Portugal.
02) São países de imigração o Canadá, EUA e
Austrália.
04) Os escravos africanos que vieram ao Brasil
correspondem a um tipo de migração espontânea.
08) Os Andorinhas eram italianos que periodicamente
deslocavam-se para a Argentina em virtude da falta de
mão-de-obra argentina para a triticultura.
16) Os dekasseguis fazem migração temporária
intercontinental. Os brasiguaios fazem migração
permanente.

Questão 17. (FEMPAR-PR) Sobre a estrutura de
população, pode-se afirmar que:

01) Depende de dois fatores: crescimento vegetativo e
crescimento vertical.
02) Sua representação gráfica ressalta a composição
por sexo e idade.
04) Pirâmides de base estreita representam
populações jovens.
08) Quanto mais largo o ápice de uma pirâmide, maior
percentual de população jovem que ela representa.
16) A estrutura de uma população consiste na sua
distribuição por grupos de idades, principalmente em
três faixas: jovens, adultos e velhos.

Questão 18. (UFPR) É correto afirmar que:

01) Dinâmica populacional é o conjunto de
transformações que uma população sofre em seus
diferentes aspectos, como crescimento, estrutura por
idade ou sexo e origem étnica.
02) Taxa de natalidade é o número de indivíduos
nascidos vivos por 1000 habitantes de uma dada
população, durante o ano considerado.
04) Taxa de mortalidade é o número de óbitos,
inclusive natimortos, considerado em relação aos
índices de natalidade.
08) Taxa de fecundidade é a relação entre o número
de crianças com menos de 5 anos de idade e o
número de mulheres em idade reprodutiva.
16) As migrações controladas correspondem a
deslocamentos de população, como a de negros
africanos para o Brasil.

Questão 19. (UFBA) Em relação ao crescimento
populacional, pode-se afirmar:




165 Geografia CASD Vestibulares
01) O controle da natalidade e o planejamento familiar
constituem uma visão neomalthusiana na análise
demográfica.
02) Na visão dos otimistas, reformas nas estruturas
socioeconômicas refletem o início do processo de
desenvolvimento e, como conseqüência, o declínio do
crescimento vegetativo.
04) O controle da natalidade soluciona, por si só, o
problema do subdesenvolvimento do Brasil.
08) Alguns países subdesenvolvidos apresentam
baixas taxas de crescimento natural.
16) A queda da mortalidade foi mais acelerada nos
países subdesenvolvidos, em razão do avanço
bioquímico que neles se verificou.

Questão 20. (UFRRJ-RJ)
As grandes migrações são, aliás, uma resposta e
representam, na maior parte dos casos, uma queda no
valor individual: o abandono não desejado da rede
tradicional de relações longamente tecidas através de
gerações; a entrada já como perdedor em outra arena
de competições cujas regras ainda tem que aprender;
a ruptura cultural com todas as suas seqüelas e todos
os seus reflexos. A maior parte das pessoas não é,
hoje, diretamente responsável por estar aqui e não ali,
vítimas de migrações que podem ser qualificadas de
forçadas.
Adap. de OLIVA, Jaime e GIANSANTI, Roberto. Temas da geografia
do Brasil. São Paulo, Atual, 1999. p. 326.

O que melhor traduz a natureza do processo descrito
acima é:

a) a oportunidade de trabalho não é determinante para
as migrações.
b) essa migração, embora de difícil adaptação, é do
tipo diária ou pendular.
c) a adaptação cultural do migrante é demorada, mas
acaba inevitavelmente acontecendo.
d) a necessidade determina a migração, que se torna
involuntária e sofrida.
e) nessas migrações, a queda no valor individual é
decorrência exclusiva dos salários.

Questão 21. Em relação aos movimentos
populacionais é correto afirmar:

01) A melhoria dos serviços de saúde, em alguns
países subdesenvolvidos, teve como resultado a
diminuição da taxa de mortalidade havendo, portanto,
estabilização da população.
02) A melhoria das condições médico-sociais de um
povo diminui o crescimento vegetativo.
04) Entende-se por crescimento vegetativo de um país
a diferença entre a taxa de natalidade e taxa de
mortalidade.
08) O deslocamento efetuado por grupos que vivem da
coleta de frutos, caça e pesca denomina-se
nomadismo.
16) Deslocamentos humanos periódicos, determinados
por motivos climáticos, são de transumância.

Questão 22. (ACAFE-SC) Para analisar a situação
socioeconômica de um país, alguns aspectos são
importantes, tais como: densidade demográfica,
número de carros por grupos de habitantes, índices de
população rural e urbana, taxa de mortalidade infantil,
população absoluta. Dentre os aspectos citados dê
resposta ao que se pede.

a) Destaque aquele que dá uma visão real do
nível de vida da totalidade de uma população.
b) Justifique a sua escolha.

GABARITO

1-C 12-13(01+04+08)
2-E 13-D
3-C 14-29(01+04+08+16)
4-C 15-03(01+02)
5-C 16-26(02+08+16)
6-E 17-18(02+16)
7-C 18-10(02+08)
8-D 19-11(01+02+08)
9-C 20-D
10-B 21-28(04+08+16)
11-E

CASD Vestibulares Geografia 166
G Ge eo og gr ra af fi ia a
Frente II
C CL LI IM MA AS S

EXERCÍCIOS

1) “Menino travesso: El Niño retorna mais poderoso e
ameaça enlouquecer o tempo em todo o mundo.”

(Revista Veja, 27/08/97 p. 42-43)
A notícia acima exemplifica a ampla cobertura da mídia
sobre esse fenômeno, geralmente relacionado à:
a) atuação inesperada da massa de ar úmida que, ao
resfriar as águas do Oceano Pacífico, eleva os índices
de evaporação e intensifica as chuvas de monções no
sudeste asiático.
b) presença de correntes marítimas com baixas
temperaturas na costa ocidental americana, justificando
a diminuição dos cardumes no Chile e as estiagens no
sudeste do Brasil e dos EUA.
c) inversão térmica oceânica que aquece parte das
águas superficiais do Pacífico, aumenta o número de
tempestades marítimas e desregula os índices de chuva
na região tropical.
d) temporada de furacões e episódios de secas nas
costas ocidentais americanas, devido ao aumento da
força dos ventos tropicais que sopram da Ásia em
direção à América do Sul.
e) formação de ondas que trazem à tona as águas mais
frias do fundo do Oceano Pacífico, intensificando os
índices de aridez no Peru e Sul do Brasil e as
inundações na Ásia tropical.

2) Quanto às atividades humanas que podem interferir
no clima, estão corretas:

I. O efeito estufa é provocado pelo excesso de gás
carbônico na atmosfera, aprisionando os raios de infra-
vermelhos do Sol.
II. A urbanização excessiva do centro da cidade pode
criar um a ”ilha de calor”
III. O buraco na camada de ozônio parece ter sido
provocado pelo fenômeno El Niño.
IV. Na inversão térmica,o ar frio fica acima do quente,
impedindo a subida e dispersão dos poluentes.
V. As chuvas ácidas são conseqüências da poluição
atmosférica.
a) I, II, V b) I, III, IV c) I, II, IV
d) I, III, V e) II, III, IV

3) (Fuvest 94) Considere as características abaixo:

• Temperaturas médias superiores a 18° C com
diferenças sazonais marcadas pelo regime de chuvas.
• Amplitude térmica anual inferior a 6° C.
• Circulação atmosférica controlada por massas
equatoriais e tropicais.
• Regimes fluviais dependentes, basicamente, do
comportamento da precipitação.
• Paisagens vegetais dominantes: florestas latifoliadas
e savanas.

Tais feições ocorrem, predominantemente, em regiões:
a-) intertropicais de baixa latitude e modesta altitude.
b-) extratropicais de média latitude e elevada altitude.
c-) temperadas com forte influência dos oceanos.
d-) de planícies inundáveis de alta latitude.
e-) litorâneas de qualquer latitude.

4) (Fuvest 96)


A leitura da carta sinótica acima permite afirmar que as
condições do tempo nas cidades indicadas são, mais
provavelmente:
a-) estáveis, com temperatura em ligeiro declínio e fraca
probabilidade de chuvas, em Curitiba e Belo Horizonte.
b-) instáveis, com chuvas esparsas e temperatura em
ascensão, em São Paulo e Brasília.
c-) instáveis, com fortes chuvas, alto teor de umidade e
temperatura estável, em Brasília e Manaus.
d-) instáveis, com céu encoberto, chuvas e temperatura
em declínio, em São Paulo e Curitiba.
e-) estáveis, com céu claro, baixo teor de umidade e
temperatura em ascensão, em Porto Alegre e São
Paulo.

5) Gás carbônico e vapor de água são os responsáveis
por este fenômeno que se identifica por um
recobrimento da região, permitindo a entrada de raios
do sol e dificultando a saída de calor. Este fenômeno é
denominado:
a) Ilha de calor.
b) Destruição da camada de ozônio.
c) Efeito estufa.
d) Inversão térmica.
e) El niño.

6) (Unicamp 2ª Fase) Dê os 5 tipos principais de clima
do Brasil, sua localização e vegetação típica.

7) (Unicamp 2ª Fase) Explique os motivos pelos quais o
Sertão Nordestino possui clima semi-árido, levando em
conta seus conhecimentos sobre geologia e
meteorologia.

8) A cidade de Campos do Jordão está mais próxima à
linha do Equador do que a cidade de São Paulo.Assim
,teoricamente,São Paulo deveria ser mais frio do que
Campos do Jordão.Mas isso não acontece.Tal fato é
explicado pela influência da:



a)maritidade
b)longitude
c)altitude
d)pluviosidade
e)latitude

9) No Brasil, o maiores índices pluviométricos ocorrem:
a)Na Serra do Mar,Amazônia Ocidental e litoral do
Amapá
b)No Sertão Nordestino e Vale do São Fancisco
c)No pantanal Matogrossensse,Planalto central
e Planalto Meridional
d)Na Zona da Mata Nosdestina,Recôncavo baiano e
litoral capixaba.
e)Na Baixada Paulista,Baixada Fluminense e Vale do
Itajaí.

10) Assinale a alternativa falsa:
a ) o litoral norte do Brasil é banhado pela corrente das
Guianas.
b ) a corrente brasileira que banha as costas orientais e
sul do Brasil é fria.
c ) as correntes marítimas não exercem notável
influência sobre o clima do litoral do Brasil.
d ) são originárias das costas africanas as correntes
marítimas que banham o litoral brasileiro.
e ) as correntes marítimas brasileiras são quentes.

11) Observe o mapa de pluviosidade e verifique as
variações, ocorrendo a redução da pluviosidade de uma
faixa ao norte de MT (mais de 2 000 mm) para o sul de
MS e leste de GO. A área de menor quantidade de
chuvas, com cerca de 1.200mm é:

a ) Vale do rio Jurena e Teles Pires;
b ) Ilha do Bananal;
c ) Brasília;
d ) Pantanal;
e ) Alto Xingu.

12) (Fuvest 80) Tendo em vista as características físicas
e as atividades econômicas numa escala global, qual
das correlações abaixo pode ser considerada correta?
a-) faixa das médias latitudes do hemisfério sul – zonas
agrícolas de produtos tropicais.
b-) zonas equatoriais e tropicais de ambos os
hemisférios – cultura de cereais em grande escala.
c-) faixa de clima temperado do hemisfério norte –
grandes áreas industriais.
d-) regiões polares setentrionais – agricultura de
jardinagem.
e-) regiões montanhosas e de planaltos – extração de
minérios e cultura de vegetais de clima quente.

13) (Fuvest) Redija um texto enfatizando a importância
da questão ambiental para a Geografia. Faça-o,
utilizando, no seu significado adequado, pelo menos
seis dos seguintes termos:
biodiversidade, tropical, economia, latitude, região,
recursos, poluição espaço, superpopulação,
industrialização, conurbação.

14. (UFV-2000) Qual das opções abaixo faz uma
associação INCORRETA entre os tipos climáticos
brasileiros e sua localização espacial?
a) Clima Tropical Semi-úmido - Predomina na porção
continental do território nacional, principalmente no
Planalto Central e em trechos do Sudeste e do
Nordeste.
b) Clima Tropical Úmido ou Atlântico - Faixa costeira, do
Rio Grande do Sul até São Paulo, podendo aparecer
também ao longo da porção oriental da bacia do rio
Doce e em parte da Zona da Mata Mineira.
c) Clima Tropical Semi-árido - Predomina no sertão
nordestino e em parte do médio vale do rio São
Francisco.
d) Clima Equatorial - Toda a região Sudeste e parte
norte do Paraná.
e) Clima Subtropical - Predomina no sul do país, abaixo
do Trópico de Capricórnio.

15) Assinale a alternativa com o climograma mais
característico do clima subtropical no Brasil.
(Ferreira, 2000.)



16) Os climogramas acima dizem respeito ao clima de
duas das regiões assinaladas com letras na figura ao
lado. Diga qual a região associada a I e qual está
associada a II, declarando qual o clima de cada uma.
Diga quais elementos no climograma lhe permitiram
chegar a sua conclusão.

167 Geografia CASD Vestibulares



17) A existência de extensas áreas secas localizadas
nas costas ocidentais dos continentes em latitudes
vizinhas a ambos os trópicos é determinada,
essencialmente, pela
a) dinâmica atmosférica controlada pela zona de
convergência intertropical.
b) presença de áreas de baixa pressão atmosférica.
c) alternância entre massas polares e equatoriais em
tais latitudes.
d) presença de correntes marítimas quentes ao longo
dos litorais.
e) presença de correntes marítimas frias ao longo dos
litorais.

18)“Quando o nível do mar recuou e permaneceu por
alguns milênios a uma centena de metros mais baixo do
que atualmente, o clima regional em seu conjunto era
menos quente e muito mais seco (...). Havendo muito
menos precipitações, os rios eram bem menos
volumosos
(...). Pelo oposto, durante a ascensão do nível do mar
(...), processou-se uma retropicalização generalizada da
região, com aumento de calor e, sobretudo, dos níveis
de pluviosidade e umidade do ar. Mais chuvas e teor de
umidade (...) provocaram a reexpansão florestal”.

Fonte: Ab’Saber, 1996.
O texto acima descreve o processo de uma região
natural brasileira. Identifique-a corretamente,
relacionando-a ao processo.

Região Natural Processo
a) Mata Atlântica Tectonismo
b) Cerrado Tectonismo
c) Pampa Gaúcho Variação Climática
d) Mata de Araucária Tectonismo
e) Floresta Amazônica Variação Climática

O texto descreve as características do paleoclima
amazônico e o impacto de sua variação sobre os outros
elementos da paisagem.
19)



20) (PUC 2006)
Analise o gráfico de precipitação:

Assinale a alternativa que explica as diferenças de
precipitação entre as cidades do Rio de Janeiro e de
Belo Horizonte.
a) A diminuição da precipitação nos meses de abril a
setembro em Belo Horizonte é decorrência do aumento
da atuação da massa de ar Equatorial Continental em
Minas Gerais.
b) A maior ocorrência de precipitação nos meses de
outubro a março em Belo Horizonte é conseqüência da
atuação mais intensa, nesse período, da massa de ar
Polar Atlântica.
c) As chuvas se distribuem com maior regularidade, ao
longo do ano, no Rio de Janeiro devido à constante
influência da massa de ar Tropical Atlântica nessa área
do litoral.
d) A precipitação entre outubro e março no Rio de
Janeiro é menor em comparação a Belo Horizonte,
devido à densidade maior de edificações, fator que
dificulta as precipitações.
e) A precipitação mais elevada entre outubro e março
em Belo Horizonte decorre da atuação da massa de ar
Tropical Continental, mais úmida que a massa Tropical
Atlântica.

21) (Unicamp 2005)
A figura abaixo representa a distribuição das correntes
oceânicas na Terra.


CASD Vestibulares Geografia 168



Adaptado de Paulo Roberto Moraes, Geografia Geral e
do Brasil.
São Paulo: Harbra, 2003, p. 97.
a) Por que existem correntes frias e correntes quentes
nos oceanos?
b) Explique a associação existente entre as correntes
marítimas frias e o aparecimento de desertos em
algumas costas continentais, como nos casos dos
desertos do Atacama e do Calaari .
c) O fenômeno da ressurgência está associado à
existência das correntes marítimas. Explique por que as
áreas de ressurgência são as mais piscosas dos
oceanos.

22) (UNICAMP 2004-Adaptada)
Os mapas abaixo representam a situação das massas
de ar que atuam no Brasil no solstício de verão e no
solstício de inverno. Observe e faça o que se pede:

Adaptado de Marcos de Amorim Coelho e Nilce Bueno
Soncin. Geografia do Brasil. São Paulo:
Editora Moderna, 1985, p.48 e 50.
a) Durante o inverno, por que a massa polar consegue
atingir mais facilmente a região amazônica? Como é
chamado este fenômeno?
b) Explique o porquê do elevado índice de chuvas na
região da Serra do Mar no litoral do Sudeste
c) Na Zona da Mata nordestina, por que as chuvas
concentram-se no inverno?
d) Explique porque, apesar de ser uma massa de ar
continental, a mEc é úmida. Diga também qual o tipo
predominante de chuva na sua região.






GABARITO

20) A cidade do Rio de Janeiro recebe forte influência
da sua posição geográfica marítima, com menor
amplitude térmica, maior pluviosidade e chuvas
regularmente distribuídas. São aspectos associados à
massa Tropical
Atlântica quente e úmida. Entretanto, Belo Horizonte
sofre maior influência continental, com clima mais
rigoroso, mais bem marcado por alternância de chuvas
no verão, secas no inverno, sujeito a quedas de
temperatura no inverno, com clima tropical de altitude.

21) a) Os diversos pontos do planeta, por onde se
distribuem as águas oceânicas, recebem diferentes
graus de insolação. Essa insolação é maior nas
proximidades do Equador (onde se originam as
correntes quentes) e menor na proximidade dos pólos
(onde se originam as frias).
b) As correntes marinhas frias apresentam águas com
baixas temperaturas que dificultam a evaporação da
água. Assim, locais banhados por essas correntes vão
apresentar menores índices de umidade, e os ventos
que sopram do mar em direção ao continente são
secos, facilitando a instalação de desertos. As correntes
marítimas frias, como Humboldt, que banha o litoral do
Chile, e Benguela, que banha o litoral da Namíbia, estão
associadas à presença dos desertos de Atacama (Chile)
e Calaari (Namíbia), pois o fato de serem frias acarreta
o baixo grau de evaporação e, portanto, baixa umidade
atmosférica, o que explica a baixa taxa de pluviosidade.
c) A ressurgência é o surgimento de águas frias,
transportadas por correntes submarinas que afloram à
superfície em determinados locais. Essas correntes frias
transportam grande quantidade de plâncton, que atrai
peixes em profusão. Como exemplos, podemos citar a
corrente fria de Humboldt (Peru), que beneficia a pesca
na costa do Chile e do Peru, e a corrente Oya-sivo, que
incrementa a pesca no
Japão.

























169 Geografia CASD Vestibulares
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CASD Vestibulares Geografia 170
GEOGRAFIA
F Fr re en nt te e I II I
H HI ID DR RO OG GR RA AF FI IA A D DO O B BR RA AS SI IL L


O Brasil é um país cuja rede hidrográfica é mui-
to extensa, e é um dos países com maior potencial hi-
drelétrico do mundo, devido à presença de rios de pla-
nalto. Outras características apresentadas pela rede
hidrográfica brasileira, de modo geral, são:
• Drenagem exorréica: rios correm direta ou indireta-
mente para o Oceano Atlântico.
• Foz ou desembocadura em forma de estuário.
• Regime fluvial tropical austral: cheias de verão e
vazantes no inverno.
• Rios perenes (a maioria).
• Ausência de lagos naturais.

BACIAS HIDROGRÁFICAS

Bacias hidrográficas brasileiras

São quatro as principais bacias hidrográficas brasilei-
ras: Bacia Amazônica, Bacia do Tocantins-Araguaia,
Bacia Platina e Bacia do São Francisco. A Bacia Plati-
na engloba as Bacias do Paraná, Paraguai e Uruguai.
Existem ainda as Bacias Secundárias, que são as Ba-
cias do Amapá, do Sudeste, do Leste e do Nordeste.

BACIA AMAZÔNICA


Encontro das águas dos Rios Negro e Solimões
A Bacia Amazônica é a maior bacia hidrográfica
do mundo. Ocupa 3.904.392,8 km
2
, cerca de 46% das
terras brasileiras. Devido à proximidade da linha do
Equador, apresenta um regime complexo de cheias.
Comunica-se com a Bacia do Orenoco, na Venezuela,
através de canais, entre os quais o Canal Cassiquiare, e
com a do Paraguai, através da “região das águas e-
mendadas”, no nordeste do Mato Grosso.
O principal rio desta bacia é o Rio Amazonas,
que é o maior rio do mundo em volume de águas e em
extensão. Nasce no Peru, a 5300 m de altitude e recebe
várias denominações. Seu principal formador é o Uca-
yali, que desce em direção a Tabatinga, no estado do
Amazonas, recebendo o nome de Solimões. Da conflu-
ência com o Rio Negro, recebe o nome de Amazonas.
No Brasil, banha os estados do Amazonas, Pará e A-
mapá, percorrendo 3160 km, ao longo dos quais desce
somente 65 metros, ou seja, é um rio de planícies, e
navegável.
A largura média varia de 3.000 a 15.000 m, e o
ponto mais estreito (1800 m) está localizado em Óbidos,
no estado do Pará. A profundidade varia de 20 a 200 m.
O grande volume de água é devido ao degelo dos An-
des e à alimentação e regime pluviométrico de seus
afluentes. Sua foz é do tipo mista (delta-estuário).
Na Bacia Amazônica observam-se ainda fenô-
menos como o das terras caídas e o da pororoca ou
macaréu.
• Terra caída: escavação produzido pelas águas dos
rios nas margens, provocando desmoronamentos.
• Pororoca: encontro das águas do rio, por ocasião
das cheias, com as águas do mar durante as marés
altas.
O potencial hidrelétrico instalado é de 2.234,0
GWh e as principais hidrelétricas são: São Félix, no Rio
Xingu, Balbina, no Rio Uatumã e Curuá-Una, no Rio
Curuá-Una.

BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA

É considerada a maior Bacia Hidrográfica total-
mente brasileira. É composta pelo rios Tocantins, Ara-
guaia e seus afluentes, drenando uma área de
813.674,1 km
2
, abrangendo as Regiões Norte, Nordeste
e Centro-Oeste do Brasil.
O Rio Araguaia é um afluente do Rio Tocantins,
e é considerado o rio mais piscoso do mundo. Ainda no
Rio Araguaia situa-se a maior ilha fluvial do mundo: a
Ilha do Bananal.
Os principais rios da Bacia do Tocantins-
Araguaia nascem nos planaltos da porção central do
Brasil.
Assim como a Bacia Amazônica, a bacia do To-
cantins-Araguaia possui um grande potencial hidrelétri-
co.
No Rio Tocantins está localizada a hidrelétrica
de Tucuruí, que fornece energia para o Projeto Carajás,
no estado do Pará. O potencial hidrelétrico instalado da
bacia é de 29.614,4 Gwh.



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171 Geografia CASD Vestibulares
BACIA PLATINA

Abrange uma área de 1.397.905,5 km
2
e tem
um potencial hidrelétrico instalado de 184.917,4 GWh, o
maior de todas as bacias brasileiras. É composta pelas
Bacias do Paraná, Paraguai e Uruguai. É nesta bacia
que estão a maioria das usinas hidrelétricas do país.
Dentre elas: Itaipú e Urubupungá (Rio Paraná), Furnas,
Peixoto e Água Vermelha (Rio Grande), Emborcação,
Itumbiara, Cachoeira Dourada e São Simão (Rio Para-
naíba), Henry Borden, Barra Bonita, Bariri, Ibitinga e
Promissão (Rio Tietê), Xavantes e Capivara (Rio Para-
napanema) e Foz do Areia, Salto Osório, Salto Santiago
e Salto Segredo (Rio Iguaçu).
A Bacia do Paraná é a mais extensa das três e
possui o maior potencial hidrelétrico instalado do Brasil
e o segundo maior potencial hidrelétrico, com rios tipi-
camente de planalto. A navegação nestes rios é realiza-
da utilizando-se o sistema de eclusas. O rio Paraná é
formado pela confluência do Rio Grande com o Rio Pa-
ranaíba.
A Bacia do Paraguai tem como principal rio o
Rio Paraguai, que é a artéria hidrográfica do Pantanal.
Nasce no estado do Mato Grosso e desce em direção à
planície do Pantanal, onde recebe vários afluentes, co-
mo São Lourenço, Taquari, Miranda e Apa. É um rio de
planície, portanto, navegável. Durante a época das
cheias, o Rio Paraguai inunda vastas áreas do Panta-
nal, formando muitas lagoas denominadas ‘baías’. Há
três portos fluviais principais neste rio: o de Corumbá e
o de Porto Murtinho, no estado de Mato Grosso do Sul e
o de Cáceres, no estado de Mato Grosso.
A Bacia do Uruguai nasce da confluência do
Rio Pelotas com o Rio Canoas, entre os estados de
Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Possui pouca utili-
zação hidrelétrica e é navegável em apenas alguns
trechos.


Bacia Platina

BACIA DO SÃO FRANCISCO

A Bacia do São Francisco ocupa 645.067,2 km
2

e tem um potencial hidrelétrico instalado de 54.713,8
GWh.
O Rio São Francisco é um rio de planalto, que
nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e tem
sua foz na divisa entre os estados de Alagoas e Sergi-
pe.

Bacia do São Francisco

Neste rio, estão localizadas as hidrelétricas de
Três Marias, Paulo Afonso, Sobradinho e Moxotó. Apre-
senta cachoeiras, porém é navegável por 2000 km, de
Pirapora a Juazeiro, e atravessa grande parte da região
semi-árida do nordeste. Por esta razão, desempenhou
papel importante no contexto histórico do Brasil. Atual-
mente permite a irrigação ao longo do seu curso. Os
principais afluentes são: Abaeté, Indaiá, Paraopeba,
Paracatu, Urucaia, Verde Grande, Verde Pequeno e
Carinhanha.
O Rio São Francisco é denominado Nilo Brasi-
leiro (devido às cheias periódicas que fertilizam seu
vale), Rio dos Currais (devido à penetração de gado
através de seu vale) e Rio da Unidade Nacional (porque
foi um importante elo de ligação entre o Nordeste e Su-
deste).

BACIAS SECUNDÁRIAS

BACIA DO AMAPÁ
É a menor bacia hidrográfica brasileira. Abrange
os rios do estado do Amapá: Oiapoque, Cassiporé, Cal-
çoene e Araguari. O Rio Araguari se destaca-se pela
ocorrência do fenômeno da pororoca.

BACIA DO NORDESTE
Abrange os rios do Sertão Nordestino, dos quais
a maioria são temporários, ou seja, secam durante os
períodos de estiagem. Os principais rios são: Jaguaribe
(Ceará), Piranhas (Rio Grande do Norte), Pindaré, Mea-
rim, Itapecuru e Grajaú (Maranhão) e Parnaíba (Mara-
nhão e Piauí). Os rios Mearim, Pindaré, Grajaú, Itapecu-
ru e Parnaíba são perenes. No Rio Parnaíba está situa-
da a hidrelétrica Castelo Branco.

BACIA DO LESTE
É constituída pelos rios que descem do Planalto
Atlântico em direção ao oceano Atlântico. Estes rios
nascem nas encostas das Serras do Mar, Mantiqueira e
Espinhaço, e correm de oeste para leste. Os principais
rios são: Jequitinhonha, Doce e Paraíba do Sul.

BACIA DO SUDESTE
É composta por rios que possuem pequeno
curso por nascerem a leste dos planaltos e serras e


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CASD Vestibulares Geografia 172
desaguarem no oceano. Dentre eles: Ribeira do Iguape
(São Paulo), Itajaí-Açú, Tubarão e Araranguá (Santa
Catarina), Jacuí, Guaíba, Jaguarão e Camaquã (Rio
Grande do Sul).


Bacias secundárias

Bacias Secundárias
Bacia do Amapá Bacia do Leste
1. Rio Oiapoque 13. Rio Vaza-Barris
2. Rio Araguari 14. Rio Itapecuru
Bacia do Nordeste 15. Rio Paraguaçu
3. Rio Pindaré 16. Rio das Contas
4. Rio Grajaú 17. Rio Jequitinhonha
5. Rio Mearim 18. Rio Doce
6. Rio Itapecuru 19. Rio Paraíba do Sul
7. Rio Parnaíba Bacia do Sudeste
8. Rio Gurguéia 20. Rio Ribeira do I-
guape
9. Rio Piauí 21. Rio Itajaí
10. Rio Acaraú 22. Rio Taquari
11. Rio Jaguaribe 23. Rio Jacuí
12. Rio Piranhas 24. Rio Camaquã
Rios das Bacias Secundárias

Energia Hidrelétrica

A associação de condições como a grande exten-
são territorial do Brasil, o predomínio de relevo planálti-
co, o predomínio do regime pluvial tropical em uma vas-
ta rede hidrográfica propicia fortemente a utilização de
hidreletricidade no país.
O potencial hidrográfico de um rio é determinado
por dois fatores:
• volume de água
• altura da queda d’água ou declividade de um rio.
As hidrelétricas são responsáveis por 95% da gera-
ção de energia do país. Os 5% restantes são supridos
por usinas termelétricas (carvão, xisto pirobetuminoso,
lenha, etc.). O Brasil não tem abundância de combustí-
veis fósseis em seu subsolo (como petróleo ou carvão
mineral). A produção de energia nuclear é inexpressiva
e não confiável. Não há cultura de produção energética
provinda de fontes alternativas como de biodigestores.
Dentre as usinas hidrelétricas no Brasil, Itaipu se
destaca, sendo atualmente a maior usina hidrelétrica do
planeta. Itaipu é uma usina binacional, construída com
capital brasileiro e paraguaio. Produz 1/5 da demanda
energética do país. Junto com a energia que é compra-
da do Paraguai (que não utiliza toda a sua metade de
direito da produção), inteira-se 1/4 da demanda do Bra-
sil.
Privatizações do Setor Energético

A partir de 1995, começou o processo de privatiza-
ção do setor, ou seja, venda da empresa estatal para a
iniciativa privada. Vantagens da privatização: maiores
investimentos e melhoria do serviço, desoneração do
Estado. Desvantagens: redução de pessoal (desempre-
go), perda do controle em um setor estratégico (energi-
a), aumento das tarifas ao consumidor.

Leitura Complementar:
Para que serve uma barragem?
As grandes represas podem gerar energia elétrica e
controlar inundações. Mas também podem desestru-
turar comunidades inteiras.
Uma grande barragem pode ter um impacto
muito positivo sobre a vida de um determinado país. Ao
formar imensos lagos - que serão usados na geração de
energia elétrica - ela pode controlar o fluxo dos rios e as
inundações. Também é capaz de corrigir o curso dos
rios, facilitando a navegação - um meio de transporte
relativamente barato. E a geração de energia ajuda a
combater a pobreza e a abrir novos postos de trabalho.
A mesma barragem, porém, pode causar muita
tristeza para comunidades inteiras. Se a obra não for
debatida pelas populações afetadas e se não houver
indenizações adequadas, milhares de pessoas podem
perder tudo com a inundação de suas casas e campos.
Espécies de peixes e plantas podem simplesmente de-
saparecer.
O coração da represa é o lago, seguido por
quedas que farão girar turbinas. Esses equipamentos
geram energia elétrica, logo retransmitida. Cerca de
19% da energia elétrica produzida no mundo provém
dessas usinas hidrelétricas. Mas essa fatia cresce
muito em países que contam com grandes rios e que-
das d’água. No Brasil, 91% da energia é hidrelétrica.
De acordo com a Comissão Mundial de Barra-
gens, criada para debater formas de reduzir o impacto
social e ambiental da construção de grandes represas,
até 1997 haviam sido erguidas no mundo cerca de 800
mil barragens de todos os tipos. Dessas, 45 mil são
grandes unidades, com mais de 15 metros de queda
d’água. A China e a Índia são, hoje, os dois maiores
construtores de represas do mundo. E cerca de 4 mi-
lhões de pessoas têm de ser deslocadas a cada ano,
para dar lugar aos novos lagos.
Parte desses deslocamentos humanos é muito
positiva. As pessoas recebem indenizações e terras
melhores. Nos anos 30, uma série de barragens e de
sistemas de irrigação no vale do Tennessee, nos EUA,
permitiu controlar grandes inundações e levou a uma
importante melhoria do nível de vida da população.


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173 Geografia CASD Vestibulares
Há, porém, casos dramáticos. A inauguração da
represa de Chixoy, na Guatemala, em 1983, foi precedi-
da de um massacre de mais de duas mil pessoas. O
país vivia uma guerra civil entre o governo (uma ditadu-
ra militar) e grupos guerrilheiros. A tática do governo
militar era massacrar comunidades camponesas intei-
ras, para eliminar possíveis bases de apoio da guerrilha
e amedrontar a população. Milícias apoiadas pelo go-
verno exterminaram, em dois grandes massacres, a
maior parte das 3.500 pessoas - a maioria, índios achì -
afetadas pelas barragens.
Casos como esse levou as grandes agências
que financiam a construção de barragens - como o Ban-
co Mundial - a impor regras rígidas para liberar o dinhei-
ro. A obra e as indenizações têm de ser amplamente
discutidas com as populações afetadas e com entidades
que defendem o meio ambiente. Se não houver um
mínimo de acordo, o dinheiro não sai.
Existe hoje um grande debate entre aqueles que
defendem a construção de barragens, (uns sugerem
mais, outros menos cuidado social e ambiental) e aque-
les que são radicalmente contrários, apostando em ou-
tras fontes de geração de energia, como a solar. Uma
coisa, porém, é certa. Seja qual for a justificativa eco-
nômica, daqui para diante será muito difícil construir
uma barragem de grande porte, sem levar em conta as
espécies animais e vegetais ameaçadas, e as popula-
ções atingidas.
Retirado da Revista Pangea

EXERCÍCIOS

Questão 1. (UFV-MG) Sobre a hidrografia brasileira é
CORRETO afirmar que:
a) apesar da maioria dos rios brasileiros ter a vertente
para o oceano Atlântico, o rio Negro, na bacia amazôni-
ca, tem sua vertente para o oceano Pacífico em virtude
de sua nascente se localizar nos Andes peruanos.
b) todas as grandes bacias hidrográficas brasileiras têm
sua vertente para o oceano Atlântico.
c) a grande maioria dos rios brasileiros tem sua foz em
forma de delta, como é o caso do rio São Francisco.
d) o rio São Francisco atravessa vários estados brasilei-
ros percorrendo uma trajetória no sentido norte / sul do
país.
e) no Brasil predominam rios de planície, o que favorece
a navegação fluvial como nos rios Uruguai e na maior
parte do São Francisco.


Questão 2. Identifique as bacias hidrográficas corres-
pondentes às letras:

Questão 3. (Unicenp-PR) Em relação à hidrografia,
assinale a alternativa CORRETA:
a) Bacia hidrográfica é um conjunto de rios que não
apresentam foz.
b) As bacias hidrográficas que deságuam nos oceanos
são denominadas de exorréicas.
c) Delta é um tipo de foz que não apresenta ilhas.
d) Jusante é a direção contrária ao curso de um rio.
e) Regime fluvial é a maneira como o rio pode ser utili-
zado para gerar energia elétrica.

Questão 4. No mapa abaixo, estão indicadas algumas
hidrelétricas brasileiras. Assinale a alternativa que iden-
tifica a seqüência CORRETA:


a) 1. Itaipu, 2. Balbina, 3. Paulo Afonso, 4. Furnas, 5.
Xingo
b) 1. Urubupungá, 2. Castelo Branco, 3. Tucuruí, 4. Três
Marias, 5. Furnas
c) 1. Rossana, 2. Paulo Afonso, 3. Coaracy Nunes, 4.
Furnas, 5. Três Marias
d) 1. Marimbondo, 2. Xingó, 3. Sobradinho, 4. Passo
Real, 5. Segredo
e) 1. Capivara, 2. Xavantes, 3. Paulo Afonso, 4. Tucuruí,
5. Foz do Areia



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CASD Vestibulares Geografia 174
Questão 5. A bacia hidrográfica que apresenta o maior
potencial energético em utilização é:
a) Amazônica
b) Tietê
c) Paraná
d) Itajaí
e) São Francisco

Questão 6. (UEPG-PR) A integração brasileira à produ-
ção econômica do Mercosul será possível através de
uma hidrovia conhecida como espinha dorsal. No mapa
abaixo, os números 1 e 2 assinalam, respectivamente,
os dois rios básicos dessa hidrovia de integração regio-
nal, que são os rios:

a) Grande e Paranapanema
b) Tietê e Paranaíba
c) Paraná e Paranaíba
d) Grande e Tietê
e) Tietê e Paraná

Questão 7. Ao longo do _____________, único rio pe-
rene que atravessa o Sertão do Nordeste brasileiro,
desenvolvem-se projetos de irrigação para o cultivo de
vários produtos.
Na Bacia do ______, encontra-se a maior produção
energética do Brasil.
a) Parnaíba – Amazonas
b) Jaguaribe – Paraguai
c) Rio Grande – Tocantins
d) São Francisco – Paraná
e) Paraíba – Uruguai

Questão 8. (UEPG-PR) O Brasil concentra uma grande
parte dos recursos hídricos da Terra, e a utilização eco-
nômica de tais recursos acarreta uma série de conse-
qüências danosas.
Assinale a alternativa que NÃO caracteriza tal tipo de
conseqüência:
a) As inundações de grandes superfícies produtivas em
virtude da construção de barragens hidrelétricas.
b) A conscientização da necessidade de uma gestão
patrimonial dos recursos hídricos.
c) As enchentes provocadas pela erosão das terras e a
destruição da vegetação.
d) A sedimentação e colmatação dos leitos.
e) As poluições cíclicas de ordem doméstica e industri-
al.

Questão 9. (FUVEST) Na bacia hidrográfica amazônica
ocorrem dificuldades para implantação de usinas hidroe-
létricas, porque ela apresenta:
a) oscilação na vazão fluvial maior que em outras baci-
as, o que exige grandes reservatórios e altas barragens.
b) relevo de altiplanos com solos friáveis que dificultam
a execução de barragens.
c) relevo com pequena variação altimétrica exigindo
extensos reservatórios que podem acarretar forte im-
pacto ao ambiente natural.
d) relevo plano, regularidade na vazão fluvial e extensa
cobertura florestal.
e) quedas d'água nos baixos cursos dos afluentes do
Amazonas que dificultam a geração de energia.

Questão 10. (PUC-RS) 42) Os números 1 e 2, repre-
sentados no mapa, indicam usinas hidrelétricas locali-
zadas em um rio brasileiro. A alternativa que indica cor-
retamente o nome do rio e as respectivas usinas é:

a) Rio Parnaíba - Urubupunga e Furnas.
b) Rio Paraná - Boa Esperança e Urubupunga.
c) Rio São Francisco - Paulo Afonso e Três Marias.
d) Rio Parnaíba - Furnas e Tucuruí.
e) Rio São Francisco - Balbina e Paulo Afonso.

Questão 11. (FURG-RS) A questão a seguir refere-se
ao texto abaixo:
"A hidrovia é um projeto que envolve os governos do
Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, com o
objetivo de melhorar as condições de navegabilidade
entre os portos de Cáceres e Nova Palmira (...). Tais
obras poderão aumentar a velocidade do fluxo da água
do rio com conseqüências danosas ao meio ambiente.
Uma delas seria a aceleração do movimento dos bace-
ros ou batumes - verdadeiras ilhas flutuantes, cuja base
é formada por aguapés." (Ciência Hoje, julho de 1995)
Qual bacia hidrográfica a que o texto faz referência?
a) Amazônica
b) São-Franciscana
c) Araguaia-Tocantins
d) Platina
e) Nordestina

Questão 12. (FUVEST) O rio São Francisco, no Brasil,
e o Rio Nilo, na África, apesar de suas diferenças de
extensão, traçado e paisagens percorridas, oferecem
algumas sugestivas analogias geográficas. Isto ocorre
porque apresentam:
a) trechos terminais em forma de estuários, situados em
regiões intertropicais secas, e nascentes em áreas e-
quatoriais úmidas.
b) trechos terminais fertilíssimos, em forma de grandes
deltas intensivamente cultivados, situados em oceanos
abertos.
c) médio e baixos cursos em zonas desérticas que se
beneficiam com a regularidade de suas cheias, obtidas


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175 Geografia CASD Vestibulares
graças aos grandes represamentos realizados nos altos
cursos.
d) longos cursos permanentes de direção sul-norte,
cortando zonas de climas quentes muito contrastantes,
inclusive secos, alimentados por cabeceiras situadas
em áreas úmidas.
e) cursos típicos de planaltos, em clima tropical de esta-
ções alternadas, só atingindo cotas abaixo de 200 m em
trechos bem próximos da foz.

Questão 13. (FATEC-SP)



Potencialmente, o Brasil apresenta 38 mil quilômetros
de hidrovias, algumas das quais já em estudos de viabi-
lização.
Observando o mapa pode-se afirmar que a hidrovia:
a) 1 beneficiará não só o Brasil como nossos vizinhos
do sul, pois será importante para o transporte de soja,
ferro, manganês e muitos outros produtos agroindustri-
ais.
b) 1 beneficiará tanto a Amazônia como o Centro-Sul,
pois permitirá o escoamento da produção madeireira e
agropecuária dessas regiões para os mercados exter-
nos.
c) 2 beneficiará a porção Centro-Norte do país, pois
permitirá o assentamento de milhares de famílias de
sem-terras que produzirão gêneros alimentícios para o
mercado interno.
d) 2 beneficiará sobretudo as novas áreas industriais do
Centro-Oeste, inclusive reforçando o papel de Brasília
como metrópole regional.
e) 3 beneficiará não só a Amazônia brasileira como a de
nossos vizinhos do norte, pois será importante para o
escoamento da produção minero-industrial da Amazônia
Ocidental para países como o Japão e os Estados Uni-
dos.

Questão 14. (ACAFE-SC) O Brasil possui uma das
mais ricas e extensas redes fluviais do mundo. Esta
rede origina-se a partir de três divisores de água. Des-
taque as afirmativas que correspondem ao que foi aci-
ma especificado:
1. A Cordilheira dos Andes dá origem aos rios formado-
res do Rio Amazonas.
2. O Planalto das Guianas dá origem aos rios da mar-
gem esquerda do Rio Amazonas.
3. O Planalto Brasileiro dá origem às mais importantes
bacias brasileiras, ou seja, Amazônica (os afluentes da
margem direita), Platina, Tocantins-Araguaia e São
Francisco.
4. O Planalto Central dá origem a todos os rios da Bacia
Platina.
5. O Planalto Nordestino dá origem aos rios da Bacia do
Sudeste.
A alternativa com as afirmativas Verdadeiras é:
a) 1, 2, 3 e 4
b) 1, 2 e 3
c) 1, 2, 3, 4 e 5
d) 1, 2 e 5
e) 1 e 5

Questão 15. Quanto à rede hidrográfica brasileira, a
alternativa INCORRETA é:
a) Devido à estrutura geológica e ao relevo, o território
brasileiro não possui grandes lagos.
b) Com relação ao seu aproveitamento energético, a
hidrografia brasileira é subutilizada como fonte de ener-
gia.
c) A foz da maioria dos rios brasileiros é na forma de
delta, cujo principal exemplo é o Rio Parnaíba.
d) O regime de alimentação da maioria dos rios brasilei-
ros é basicamente pluvial.
e) No Nordeste há rios temporários.

Questão 16. (UEL-PR) Essa questão deve ser respon-
dida com base no perfil topográfico apresentado a se-
guir:


Este perfil está orientado no sentido SE-NO e represen-
ta uma parcela do relevo da Região Sul e Centro-Oeste
do Brasil. As bacias hidrográficas indicadas por I e II
são, respectivamente, as dos rios:
a) Paraná e Corumbá
b) Paraná e Paraguai
c) Paraguai e Paraná
d) Iguaçu e Paraguai
e) Corumbá e Iguaçu

Questão 17. (UEPG-PR) Localiza-se totalmente em
território brasileiro, possuindo um vale muito fértil, o que
possibilita uma elevada concentração demográfica (em
contraste com outras partes da região); tem um elevado
potencial hidrelétrico, além de grande potência instala-
da, e é navegável em grande trecho, tendo desempe-
nhado no período colonial um grande papel na interiori-
zação e povoamento do Brasil. Trata-se do Rio:
a) Amazonas
b) Paraná
c) São Francisco
d) Uruguai
e) Araguaia

Questão 18. É bastante conhecido, por meio de fotogra-
fias e filmes na televisão, tornando-se até atração turís-
tica, o encontro entre águas escuras do Rio Negro e as
claras e turvas do Solimões, nas proximidades de Ma-


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CASD Vestibulares Geografia 176
naus. Muitos outros rios amazônicos são do tipo "ne-
gro". Essa coloração se deve:
a) à ação do mercúrio usado nos garimpos.
b) à localização das nascentes nos Andes, pois elas são
formadas por águas barrentas.
c) à grande quantidade de sedimentos em suspensão.
d) à dissolução de ácidos orgânicos e ao fato de carre-
garem poucos sedimentos.
e) à pesca indígena e ao uso do carvão vegetal para
paralisar os peixes.

Questão 19. (UNICAP-PE) Observe atentamente a
figura 1. Com relação à área destacada, podemos dizer
que:
( ) se trata da Bacia do Paraguaçu, caracterizada por
rios de planície e vegetação xerófita.
( ) se refere à Bacia do São Francisco.
( ) delimita um espaço geográfico do Brasil onde predo-
minam florestas subtropicais e rios intermitentes.
( ) ela apresenta um grande potencial hidrelétrico.
( ) o maior rio que atravessa esse espaço é navegável
entre Pirapora e Juazeiro.


Questão 20. (UFPE) O Brasil possui a maior reserva de
água doce do planeta. Em relação à rede fluvial nacio-
nal pode-se dizer que:
( ) os rios brasileiros são, na sua maior parte, de planí-
cie, facilitando o aproveitamento hidroelétrico.
( ) domina a drenagem exorréica, sendo poucos os de
drenagem endorréica como o Negro, o Paraná e o Tietê.
( ) a Bacia do Paraná apresenta o maior número de
usinas hidroelétricas do país, formando um grande sis-
tema integrado, fornecendo energia para o Sudeste, Sul
e boa parte do Centro-Oeste.
( ) a Cordilheira dos Andes, o planalto das Guianas e o
Planalto Brasileiro representam importantes centros
dispersores para a hidrografia brasileira.
( ) situada na porção ocidental do país, a Bacia do São
Francisco é típica de uma região semi-árida, apresen-
tando regime intermitente.

Questão 21. (UFPR) Quanto às relações entre as baci-
as hidrográficas, povoamento e atividades econômicas
no Brasil, é CORRETO afirmar que:
01) A Bacia Amazônica oferece condições naturais favo-
ráveis para o extrativismo vegetal. A carnaubeira, por
exemplo, é uma planta que se adaptou às áreas sujeitas
a inundações do igapó.
02) O tipo de povoamento no Vale do Rio São Francisco
foi e continua sendo esparso, com baixas densidades
demográficas, fato associado sobretudo à atividade de
pecuária extensiva.
04) No tocante à utilização, a Bacia do Paraná é a mais
aproveitada para a construção de usinas hidrelétricas,
tais como as de Furnas no Rio Grande, Foz do Areia no
Rio Iguaçu e Ilha Solteira no Rio Paraná.
08) Nas várzeas dos rios permanentes da Bacia do
Nordeste, tais como: Pindaré, Mearim e Parnaíba, prati-
ca-se a monocultura de cana-de-açúcar, estimulada
pelo Proálcool.
16) A diversificação industrial no Vale do Itajaí originou-
se na indústria têxtil, com a colonização alemã nas ci-
dades de Blumenau e Brusque.

Questão 22. O Brasil possui seis grandes bacias hidro-
gráficas e cinco conjuntos de bacias menores, de ver-
tente oceânica. Nesse contexto, observa-se abundância
de água nas regiões Norte e Centro-Oeste, e escassez
na região Nordeste e em alguns estados do Sudeste,
tais como: Rio de Janeiro e São Paulo. Com base nas
informações relacionadas a essa assertiva, assinale as
CORRETAS:
01) O crescimento demográfico e econômico do país
nas três últimas décadas acarretou a utilização das re-
cursos hídricos além de sua capacidade tanto em quan-
tidade como em qualidade.
02) Entre as razões que justificam o uso da água subter-
rânea para o abastecimento, estão a sua alta quantida-
de, que dispensa o tratamento convencional dado às
águas superficiais, e o seu menor custo de obtenção em
relação à alternativa superficial.
04) O desenvolvimento de tecnologias apropriadas à
realidade socioeconômica do país, tais como filtros bio-
lógicos e lagoas de oxidação, e a utilização de solos
filtrantes, como o da cultura de arroz, têm sido alternati-
vas para despoluição hídrica.
08) A contaminação hídrica por defensivos agrícolas,
metais pesados e fertilizantes deve-se à falta de sane-
amento básico.
16) No Brasil, a elevada perda anual de solo deve-se às
características climáticas e podológicas, associadas às
práticas agrícolas inadequadas e ao crescimento urbano
indiscriminado, sem os cuidados de proteção do terreno.
32) As bacias do Nordeste apresentam dificuldades em
relação à demanda de água em função de os solos não
apresentarem condições de reter a água que abundan-
temente cai sobre a região.

Questão 23. (UEM-PR) Denomina-se bacia hidrográfica
a área abrangida por um rio principal e sua rede de a-
fluentes (e subafluentes). Assinale a(s) alternativa(s)
CORRETA(S) em relação às bacias hidrográficas:
01) A Bacia Platina é constituída por três rios principais:
o Paraná, o Uruguai e o Paraguai e respectivos afluen-
tes. No território brasileiro, eles formam bacias fluviais
separadas, mas se unem no Estuário do Prata, entre o
Uruguai e a Argentina.


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177 Geografia CASD Vestibulares
02) A vazão ou débito fluvial do Rio Amazonas é enor-
me, abrangendo cerca de 15% da descarga total dos
rios do globo nos oceanos e mares.
04) O Rio Amazonas é o quinto do mundo em vazão e o
primeiro em extensão (em relação as rios Nilo e Missisi-
pi-Missouri).
08) O potencial hidráulico da Bacia do São Francisco
está representado pelas usinas de Tucuruí, São Félix e
Moxotó.
16) O Rio São Francisco, nos séculos XVII e XVIII, e-
xerceu relevante papel na ocupação de seu vale e do
Sertão Nordestino, pela expansão da pecuária, que
visava abastecer a Zona da Mata açucareira.
32) O Rio Paraguai é um típico rio de planalto, atraves-
sa o Pantanal Mato-Grossense e é utilizado como hidro-
via para escoar o minério de manganês do maciço de
Urucum.


Questão 24. O mapa acima representa, de forma sim-
plificada, a distribuição das bacias hidrográficas brasilei-
ras. Sua observação atenta nos permite concluir:
01) A parte meridional do território brasileiro é drenada
em quase sua totalidade pelas bacias dos rios Paraná,
Paraguai e Uruguai, representadas no mapa, respecti-
vamente, pelos números 7, 8 e 9.
02) O Rio São Francisco, com cerca de 3 161 km, nasce
no sul de Minas Gerais e caminha em direção ao norte,
indo desembocar entre Alagoas e Sergipe. No mapa,
sua bacia está representada pelo número 4.
04) É na Bacia do Tocantins, representada no mapa
pelo número 2, que se localiza a hidrelétrica de Tucuruí
em fase final de implantação.
08) A região representada no mapa pelo número 5 inclui
várias bacias de pequeno porte, entre as quais podem
ser mencionadas as do Jequitinhonha, Doce e Paraíba
do Sul.
16) A Bacia Hidrográfica do Amazonas, representada no
mapa pelo número 1, está limitada por três divisores
principais: o Planalto Brasileiro, o Planalto das Guianas
e a Cordilheira dos Andes.

Questão 25. (FUVEST) O fragmento de mapa, corres-
pondente ao Brasil de Sudeste, nos mostra um dos mais
importantes núcleos de irradiação de drenagem do país.
Identifique as redes hidrográficas que participam dessa
zona de drenagem radial irregular, indicadas pelas le-
tras A, B, C e D.

___________________________________________
Questão 26. Defina os seguintes termos:
a) Pirambóia
b) Pororoca
c) Perereca
d) Piracema
e) Pirapora
Questão 27. Cite pelo menos um aspecto (econômico,
social ou político) importante de cada uma das bacias
hidrográficas abaixo:
a) Bacia Amazônica
b) Bacia Tocantins Araguaia
c) Bacia do Rio São Francisco
d) Bacia do Prata

Questão 28. No Brasil há predomínio de foz em Delta
ou Estuário? O Rio desemboca em um canal só ou se
ramifica? Os rios do Brasil são de que tipo? Há muitos
ou poucos lagos no Brasil?


Questão 29. Quanto à crise energética no Brasil, qual
das opções NÃO representa uma conseqüência em
potencial ao país?
a) Desemprego
b) Baixo crescimento industrial
c) Inflação
d) Aumento do dólar
e) Crescimento econômico

Questão 30. Sobre a Bacia do Paraná é falso afirmar.
a)devido ao enorme número de usinas, é a de maior
potencial hidráulico utilizado no Brasil
b)no Brasil é um rio predominantemente planáltico
c)é parcialmente navegável e deverá ser um escoadou-
ro dos produtos do NAFTA.
d)o grande número de usinas dificulta a abertura de
novas.
e) foi um importante eixo na colonização platina.

Questão 31. A rede hidrográfica brasileira apresenta,
dentre outras, as seguintes características:
a) Grande potencial hidráulico, predomínio de rios pere-
nes e predomínio de foz do tipo delta.


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CASD Vestibulares Geografia 178
b) Drenagem exorréica, predomínio de rios de planalto e
predomínio de foz do tipo estuário.
c) Predomínio de rios temporários, drenagem endorréi-
ca e grande potencial hidráulico.
d) Regime de alimentação pluvial, baixo potencial hi-
dráulico e predomínio de rios de planície.
Drenagem endorréica, predomínio de rios perenes e
regime de alimentação pluvial.

Questão 32. A bacia hidrográfica brasileira com maior
possibilidade de navegação é:
a) Bacia Amazônica.
b) Bacia do Rio São Francisco.
c) Bacia do Uruguai.
d) Bacia do Paraná.
e) Bacia do Paraíba do Sul.

Questão 33. (Unicamp 2 fase)
Sabe-se que a construção usina Hidrelétrica de Balbina,
no rio Uatamã, causou sérios problemas ecológicos na
região Amazônica.
a ) Cite os principais problemas ambientais causados
pela construção de hidrelétricas do porte de Balbina e
Tucuruí na região Norte.
b ) Explique porque a relação quantidade de energia
gerada pela área alagada é pequena se comparada
com o resultado de outras hidrelétricas brasileiras.

Questão 34. (Fuvest) "A terra atrai irresistivelmente o
homem, arrebatando-o na própria correnteza dos rios
(..) do Iguaçu ao Tietê, traçando originalíssima rede
hidrográfica (...) Rasgam facilmente aqueles estratos em
traçados uniformes, sem talvegues deprimidos e dão ao
conjunto dos terrenos (...) a feição de largos plainos
ondulados, desmedidos".
Adapt. de Euclides da Cunha, Os Sertões.
Os termos sublinhados referem-se, respectivamente,
a) aos rios que correm de leste para oeste, devido à
localização dos divisores de água; / à ausência de mon-
tanhas dobradas no relevo brasileiro.
b) às Sete Quedas, que desapareceram com a constru-
ção de Itaipu; / às margens largas das planícies sedi-
mentares.
c) aos rios que correm de leste para oeste, devido à
localização dos divisores de água; / à linha de maior
profundidade no leito fluvial.
d) às Sete Quedas, que desapareceram com a constru-
ção de Itaipu; / à linha de maior profundidade no leito
fluvial.
e) aos rios de planalto que servem tanto para a navega-
ção como para gerar energia; / à ausência de monta-
nhas dobradas no relevo brasileiro.

Questão 35. (Fuvest) Com base na figura:


a-) Explique por que muitos dos grandes rios brasileiros
têm origem na região de Brasília.
b ) Indique o nome de duas bacias hidrográficas cujas
nascentes de alguns de seus formadores estão locali-
zadas nesta região.
c ) Comente a intensa utilização econômica de uma
dessas bacias.

Questão 36. (FUVEST) Na produção de energia elétri-
ca, no Brasil, a fonte hidráulica suplanta em muito a
fonte térmica. Por quê?

Questão 37. (USP) A usina hidrelétrica localizada no pé
da Serra do Mar, em Cubatão, tem o nome de:
a ) Presidente Bernardes.
b ) Henry Borden.
c ) Nilo Peçanha.
d ) Marechal Mascarenhas de Moraes.
e ) Não sei.

Questão 38. (UFMG-97) O gráfico apresenta, para uma
região coberta por vegetação natural, o comportamento
do escoamento superficial da água a partir de um perío-
do de precipitação pluvial.


O gráfico que caracteriza, corretamente, o com-
portamento do escoamento superficial da água pluvial
após o desmatamento da vegetação natural e após a
urbanização da região, é



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179 Geografia CASD Vestibulares










Questão 39. (G.V. julho 99)


No mapa acima, a parte destacada refere- se:
a ) à área de vegetação de araucárias.
b ) à área de derrames basálticos do mesozóico.
c ) ao planalto Meridional.
d ) à bacia hidrográfica do rio Paraguai.
e ) à área de clima tropical de altitude.

Questão 40. No dia 4 de outubro de 2001 completaram-
se 500 anos de descobrimento do Rio São Francisco,
que desempenhou importante papel no contexto históri-
co do Brasil. Sobre este rio e as bacias hidrográficas
brasileiras, é CORRETO afirmar:
a-) O rio São Francisco nasce em Minas Gerais e de-
semboca no Oceano Atlântico, na divisa entre Sergipe e
Alagoas. Neste rio estão localizadas as hidrelétricas de
Sobradinho, Paulo Afonso, Moxotó e Três Marias. Parte
da energia gerada é fornecida para o Grande Projeto
Carajás.
b-) A Bacia do Paraná é a que apresenta maior poten-
cial hidrelétrico e a navegação em seus rios é possível
através do sistema de eclusas.
c-) A concentração geográfica das usinas hidrelétricas
brasileiras está relacionada com e a demanda energéti-
ca e o potencial hidrelétrico dos rios.
d-) O rio Paraguai é um rio perene que atravessa o
Pantanal Mato-Grossense e é utilizado como hidrovia
para escoar produtos oriundos da Amazônia.
e-) O rio São Francisco irriga o sertão semi-árido nor-
destino e é um rio de planalto. Há usinas hidrelétricas
instaladas, impedindo a navegação ao longo do leito do
rio.

Questão 41.(Unicenp-PR) O Brasil apresenta riqueza
de rios, que são agrupados em bacias hidrográficas.
Entre elas destaca-se a Bacia Amazônica, que é a mai-
or do mundo. Analise as alternativas abaixo e assinale a
correta:

a) O Rio Amazonas é um rio de planalto, que apresenta
um grande aproveitamento hidrelétrico.
b) No vale do Rio Trombetas, verificam-se jazidas de
bauxita.
c) O Rio Tocantins, afluente de margem esquerda do
Amazonas, banha a cidade de Manaus.
d) O Rio Araguaia tem suas nascentes na Cordilheira
dos Andes.
e) A cidade de Manaus se situa na foz do Rio Amazo-
nas.

Questão 42.(UFRJ) O Rio Amazonas tem fama interna-
cional, entre outros motivos, por seu extraordinário vo-
lume d'água. Esta característica é conseqüência:
a) de sua extensão, por causa da quantidade de afluen-
tes;
b) de seus inúmeros afluentes das margens direita e
esquerda;
c) do degelo do Planalto das Guia-nas e da contribuição
do Tocantins;
d) do seu curso encaixado entre os planaltos das Guia-
nas e Brasileiro;
e) do degelo dos Andes e da alimentação pluviométrica
dos hemisférios.

Questão 43. (CEFET-PR) Região riquíssima, criadora
do melhor gado de corte do Brasil (zebu), o Triângulo
Mineiro é banhado pelos dois rios formadores do Rio
Paraná:
a) Rio São Francisco e Rio Grande;
b) Rio Paraíba do Sul e Rio Doce;
c) Rio Parnaíba e Rio Grande;
d) Rio Paranaíba e Rio Grande;
e) Rio Canoas e Rio Pelotas.

Questão 44.(UNESP) (adaptada) – Com base na tabela
abaixo responda aos ítens propostos:

Ano Consumo total Consumo per capita
Escoamento superficial da água antes do
desmatamento e da urbanização
Escoamento superficial da água após o
desmatamento e após a urbanização


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Geografia 180
de água (km
3
) (m
3
)
1940 1.000 700
1950 1.100 800
1960 2.000 1.100
1970 2.700 1.200
1975 3.000 1.300
1980 3.800 1.500

a) Observando a tabela, descreva o comportamento do
uso de água antes e depois de 1950 (para os dois tipos
de consumo).
b) O que isto significa?

Questão 45. ‘‘No século XX, a sujeição do ciclo da água
às necessidades e às vontades humanas assumiu uma
amplitude sem precedentes. Em menos de um século,
empregando recursos técnicos, cada vez mais eficien-
tes, a humanidade terá
disposto e mobilizado as águas continentais mais do
que durante os milênios anteriores.’’
Margat, Jean-François, in: Ciência e Tecnologia Hoje,
Editora Ensaio, S. Paulo 1995.
A forma mais empregada de controle desse re-
curso foi a de construir imensas barragens, represando
enormes volumes de água. Essas obras, por vezes ob-
jeto de crítica e contestação, implicam muitas transfor-
mações geográficas
nas regiões atingidas.



Baseado no Registro Mundial de Grandes Barragens,
do ICOLD de 1998, foram feitos ajustes de estimativas
preliminares de WCD em relação ao número de grandes
barragens da China, que não estão incluídas no Regis-
tro Mundial. As Barragens do CIS anterior podem estar
sub-representadas.

Considerando o enunciado e o gráfico, assinale a afir-
mativa incorreta.
a) Boa parte das contestações deve-se ao custo social
do deslocamento das populações das áreas alagadas
que, a exemplo das populações indígenas, terão gran-
des dificuldades de adaptação em outras áreas.
b) Com os grandes represamentos, a extensão das
superfícies de água expostas à insolação amplia-se
significativamente, aumentando, por conseguinte, o
índice de evaporação da água, o que não é compensa-
do inteiramente pelo aumento da precipitação pluviomé-
trica.
c) Com as barragens, os regimes fluviais são alterados,
assim como as áreas ribeirinhas associadas. À montan-
te, no lago, haverá grande retenção de sedimentos. À
jusante, o fluxo será controlado e, sem a presença dos
sedimentos, haverá modificação na fertilidade das terras
inundáveis.
d) O represamento de água tem como principais finali-
dades: a irrigação, a geração de energia elétrica, o su-
primento de água potável de modo regular o ano inteiro,
o controle do fluxo dos rios para navegação, a formação
de vias artificiais para a navegação e a recreação.
e) O baixo índice de represamento na América Latina,
se comparado com a China, por exemplo, deve-se a:
hidrografia pobre, pouca necessidade de água para a
irrigação, uso preferencial de outras fontes para energia
elétrica e pressão bem-sucedida dos movimentos ambi-
entalistas.

Questão 46 (FGV Economia 2007) Observe o texto e
o mapa apresentados.
Estudo ambiental das usinas do Madeira volta ao Ibama
Chega hoje ao Ibama, pela quarta vez em 15 meses, o
Estudo de Impacto Ambiental do megaprojeto das usi-
nas hidrelétricas do Rio Madeira. (...) O único item pen-
dente pode estar sanado em uma semana, depois da
análise da equipe técnica do Ibama. Se o órgão ambien-
tal der “ok” a este ponto, que versa sobre o fato de o
Madeira ser um dos maiores corredores de biodiversi-
dade da Amazônia, o EIA-Rima é aprovado em seu
mérito, torna-se aberto à consulta pública e o cronogra-
ma passa a contemplar as audiências públicas.
As audiências devem ocorrer em outubro, em Porto
Velho e outras comunidades da área de influência do
projeto de R$ 20 bilhões, que prevê a construção de
duas hidrelétricas no Rio Madeira – Jirau e Santo Antô-
nio –, uma na Bolívia e outra binacional, no Rio Mamo-
ré.
(Valor Econômico. 31 de agosto de 2006)

A exigência dos EIAs/RIMAs, para a realização de o-
bras, visa principalmente identificar e avaliar todos os
efeitos físicos, ecológicos, socioeconômicos e culturais
do empreendimento.
Considerando as informações do texto e a localização
das obras, um dos impactos socioambientais que pode-
ria ocorrer na região, seria


__________________________________________________________________________________________________________________
181 Geografia CASD Vestibulares
(A) a inundação de grandes áreas de agricultura de soja
e banana, típicas de exportação.
(B) o aumento do volume de cardumes no baixo curso
dos rios Mamoré e Madeira.
(C) a redução da fauna e da flora pela inundação de
grandes áreas de florestas.
(D) a modificação climática, na região, com menor grau
de evaporação nos limites das represas e diminuição
das chuvas.
(E) o deslocamento de milhões de pessoas que residem
às margens dos rios Mamoré e Madeira.

Questão 47 (Fuvest 2007) O mapa 1 representa áreas
da região nordeste do Brasil com diversas característi-
cas físicas. O mapa 2 detalha a hidrografia atual e a
rede de canais artificiais que poderá resultar da trans-
posição do rio São Francisco

Fontes: IBGE, 2002; Estado de S. Paulo, 07/11/2006.

a) Identifique a área anotada com a letra B, no mapa 1,
e caracterize-a do ponto de vista climático e hidrográfi-
co.
b) Apresente um argumento favorável ou contrário à
obra da transposição do rio São Francisco, consideran-
do características físicas e socioeconômicas da área B.
Justifique.

Questão 48 (Mack 2007) No Brasil a geração de ener-
gia elétrica tem se tornado uma constante preocupação,
uma vez que não tem crescido na proporção que as
necessidades econômicas exigem. Em relação à hidre-
letricidade é correto afirmar que
(A) a construção de usinas em áreas planálticas causa
grandes impactos ambientais pela necessidade de
grande movimentação de terras a serem aplainadas.
(B) pelo fato de estar em áreas de planícies e depres-
sões, a bacia Amazônica apresenta pequenas possibili-
dades de aproveitamento hidrelétrico.
(C) a maior presença de hidrelétricas no Centro-Sul
pode ser explicada, dentre outros fatores, pela maior
densidade demográfica e industrial.
(D) a opção pelas hidrelétricas revelou-se um erro estra-
tégico, pois a flutuação dos volumes de chuvas nesta
década de 2000 tem gerado sérios problemas.
(E) vários projetos de usinas hidrelétricas na região
Nordeste foram engavetados porque exigiam o alaga-
mento de importantes sítios arqueológicos.

Questão 49 (UEL 2007 ) Sobre as grandes bacias hi-
drográficas brasileiras, é correto afirmar que:
a) A bacia do Amazonas é a que apresenta maior índice
de poluição.
b) A bacia do Tocantins possui o maior número de usi-
nas hidrelétricas.
c) A bacia do Paraná possui número reduzido de hidre-
létricas.
d) A bacia do São Francisco apresenta o maior índice
de poluição.
e) A bacia do Atlântico Sul, trecho Norte-nordeste, apre-
senta escassez hídrica.

Questão 50 (UEM 2007)Em relação à Bacia do Paraná,
assinale a alternativa correta.
A) Não é inteiramente brasileira, pois o rio Paraná de-
semboca no oceano Atlântico com o nome de
rio da Prata entre o Uruguai e a Argentina.
B) É inteiramente brasileira, tanto que o rio principal e
todos os seus afluentes nascem no Brasil e desembo-
cam no oceano Atlântico, no litoral brasileiro.
C) É a bacia com o maior potencial de geração de ener-
gia elétrica do Brasil, sendo que a maior usina, a de
Tucuruí, está localizada próximo à confluência dos rios
Grande e Paranaíba.
D) O rio Paraná, que dá nome à Bacia, corta os estados
das regiões Sul e Sudeste do Brasil, depois de banhar a
planície do Pantanal.
E) Tanto o rio principal quanto seus principais afluentes
drenam as regiões agrícolas do Sul e do Sudeste, ga-
rantindo o abastecimento de água para importantes
projetos de irrigação de lavouras de café e de frutas
tropicais.

GABARITO

1-B 10-C 18-D
3-B 11-D 19-FVFVV
4-B 12-D 20-FFVVF
5-C 13-A 21-(04+16)
6-E 14-B 22-(01+04+16)
7-D 15-C 23-(01+02+16)
8-B 16-B 24-(02+08+16)
9-C 17-C
____________________________________________

25 A- São Francisco
B- Doce
C- Paraíba do sul
D- Paraná
26-
a) Peixe
b) Invasão das águas do mar no rio por sua foz, decor-
rente da maré alta
c) Um anfíbio
d) Fenômeno do deslocamento dos peixes para desova
e) Cidade ribeirinha do rio São Francisco
27-)


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Geografia 182
a) Principal meio de transporte da região / Grande po-
tencial hidrelétrico / Meio de sobrevivência da população
local fornecendo alimentos
b) Totalmente Brasileira / Onde foi instalada a usina de
Tucuruí do Complexo de Carajás
c) Promove a integração nacional / Irriga culturas em
regiões de clima não favorável
d) Importante meio de transporte do Mercosul / Grande
potencial hidrelétrico

28)
a) Estuário
b) Um canal só
c) Planálticos / Perenes / Exorréicos / Tributários do
Atlântico
d) Poucas formações lacustres (poucos lagos)

29-) E 30-) C 31-) B 32-) A

33) Sabemos que a construção de hidrelétricas na regi-
ão Norte do Brasil trouxe uma série de problemas ambi-
entais em suas áreas de implementação. Além disso, os
resultados de rendimento energético não são tão altos
como os das hidrelétricas da região Sudeste. Isso é
verificado quando se compara a relação área alagada
por quantidade de energia gerada.

34-) A 40-) C 41-) B 42-) E
43-) D 45-) E 46-) C
47-) a) A área anotada com a letra B é a sub-região
nordestina denominada Sertão, que se caracteriza pelo
domínio de clima semi-árido e é marcada pela forte
presença de rios temporários.
b) Entre os argumentos favoráveis temos: melhor distri-
buição e maior acesso aos recursos hídricos, dinamiza-
ção da economia por meio de projetos agropecuários e
melhoria da qualidade de vida, entre outros. Entre os
argumentos contrários temos: perda das áreas de vege-
tação, redução dos habitats da fauna terrestre e aumen-
to da tensão social provocada pela desapropriação de
terras, perda de água do rio São Francisco (principal-
mente no período de menor vazão do rio) e possível
desarticulação do modo de vida da população ribeirinha,
entre outros.
48-) C 49-) E 50-) A










































Inglês
Gramática
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 3 3 – – P PA AS ST T T TE EN NS SE ES S

SIMPLE PAST

As past tenses são usadas para indicar ações no
passado. Podem ser ações pontuais, ou repetitivas.
No caso do simpe past, a ação tem que ser
delimitadas por um espaço. Deve ter inínicio e fim no
passado.

I went home last weekend.
He enjoyed your party very much.
She was the company’s president its hardest days.
They lost the train because they slept in the station.
Verbos regulares têm sua past form e seu past
participle terminados em –ed. Os verbos irregulares
não seguem essa norma. É importante saber todas as
formas dos principais verbos irregulares.
Algumas regras

• Regulares: verbo + ed/d
Ex:
love → loved
watch → watched

• verbos terminados em y precedido de consoante
recebem “ied” no final.
Ex:
study → studied
carry → carried

• have →had.
had →didn’t have

• verbos terminados em consoante/vogal/consoante,
sendo a útima sílaba tônica, dobram a última
consoante.
Ex:
stop → stopped
permit → permitted

• Irregulares: lista de verbos irregulares
Normalmente, a lista dos verbos irregulares divide-se
em três colunas. A primeira contém a base form. A
segunda, a forma de passado, e a terceira, o infinitivo.

Present Simple
Past
Past
Participle





• Verbo to be
O verbo to be é um verbo anômalo, possuindo todas
as suas conjugações de modo particularizado. A
tabela abaixo apresenta as formas no presente e
passado desse verbo. A memorização e o domínio
completo dessas formas são imprescindíveis para uma
boa compreensão da língua inglesa.
Subject Present past
I am Was
You are Were
He
She
It

is

Was
We are
You are
They are

were
Ex.:
• I’m 25 now. I am a teacher. When I was 20, I was a
student.
• He was a vet. She was a doctor. They were
married.
• We were friends, but she was very selfish.

• Are those girls singers? Weren’t they at the theater
yesterday?
• Verbos auxiliares: Did / Didn’t

Usados para frases interrogativas (did) e negativas
(didn’t).
Nas frases com did ou didn’t, o verbo volta para o
infinitivo.
Ex: You played soccer last week.
Did you play soccer last week?
You didn’t play soccer last week.
You didn’t play soccer, did you?
You played soccer, didn’t you?
Obs.: O verbo to be já é auxiliar. As negativas do
simple past com verbo to bo são feitas acrescentando-
se not após a forma passada desse verbo.
Ex.:
+ She was my girlfriend
- She was not my girlfriend.
- She wasn’t my girlfriend.

+ They were at the club last week.
- They were not at the club last week.
- They weren’t at the club last week.

Para fazer perguntas, o verbo auxiliar sempre deve ser
a primeira palavra. Logo, começa-se a frase com
was/were, colocando-se, em seguida, o sujeito.
+ You were at her home today.
? Were you at her home today?

PAST CONTINUOUS
Semelhante à estrutura do pretérito imperfeito, o past
continuous ou past progressive caracteriza-se,
principalmente, por uma ação que tem iniciou-se no
passado, mas não terminou.
Infinitivo

Sintaxe

to be
(past)
+ ING


183 Inglês CASD Vestibulares



CASD Vestibulares Inglês 184
• Indica ações que tiveram uma certa duração no
passado.
• Normalmente vem na forma: when/ while.
- When: liga o past continuous com o simple past.
- While: liga o simple past ou o past continuous com
o past continuous.




Ex: I was listening to music when the phone rang.







Ex: The phone rang while I was listening to music.


She was sleeping while I was listening to music.








Cuidado

• Para expressar fatos em seqüência, usa-se
apenas o simple past.
Ex.:
When Helen arrived, we had dinner.
= Helen chegou, depois,nós jantamos.
When we were having dinner, Helen arrived.
= Helen chegou no meio do jantar.

• Não se deve usar passado simples, nem passado
contínuo, junto com as palavras while e for, indicando
duração.
Errado: I was a doctor for 20 years.
Certo: I had been a doctor for 20 years.

Exercises

1. Use the Simple Past or the Past Continuous in
the following sentences.
a) I am sitting in the class right now. I ____________
(sit) in class at this exact time yesterday.
b) I don’t want to go to the zoo today because it is
raining. The same thing happened yesterday. I
____________ (want; neg.) to go to the zoo because it
____________ (rain).
c) I ____________ (call) Roger at nine last night, but
he ____________ (be; neg.) at home. He
____________ (study) at the library.
d) I ____________ (hear; neg.) the thunder during the
storm last night because I ______________ (sleep).
e) It was beautiful yesterday when we went for a walk
in the park. The sun ______________ (shine), a cool
breeze ______________ (blow) and the birds
______________ (sing).
f) My brother and sister ______________ (argue)
about something when I ______________ (walk) into
the room.
g) While Mrs. Emerson ______________ (read) the
little boy a story, he ______________ (fall) asleep, so
he ______________ (close) the book and quietly
______________ (tiptoe) out of the
Past Continuous
Simple Past
room.

2) Put one of these verbs in each sentence.

Simple Past
Hurt teach spend
Sell throw fall
Catch buy cost
ou
Past Continuous
Past Continuous

1. Ann’s father ..................... him how to drive when she
was 17.
2. Martha............................. from a horse, this morning,
and ...................................... her leg.
3. He needed more money, so he............... his house.
4. Mary ............................... a lot of money yesterday.
She ..................................... two watches and a french
purse.
Time
I was listening to music
I
starte
The
phone
I
stopp
Now
5. The dog........................... the ball, and its owner
............................................ it again.

3) Put the verb into the correct form. Use simple past.
1. Jerry .....................(not/shave) before work,
because he................................................
(not/have) time
2. I ....................................... (not/drink) any wine that
night because I ................... ....................... (have) a
headache.
3. We................................... (not/eat) very well. Then,
we........................................ (get) hungry.
4. They ................................ (not drive) fast because
they ..................................... (not be) in a hurry.
5. She ................................. ( be) alseep at the lecture.
When she............................ ....................... (get) home,
she ...................................... (sleep) the whole day.

Answers
1.)a) was sitting
b) didn’t want / was raining
c) called / wasn’t / was studying
d) didn’t hear / was sleeping
e) was shining / was blowing / were singing
f) were arguing / walked
g) was reading / fell / closed / tiptoed

2) 1. taught
2. fell – hurt
3. sold
4. spent – bought
5. caught – threw

3.) 1. didn’t shave – didn’t have
2. didn’t drink – had
3. didn’t eat – got
4. didn’t drive – weren’t
5. was – got – slept.

Inglês
Gramática
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 4 4 – – F FU UT TU UR RE E T TE EN NS SE ES S

WILL
Regras gerais
Will pode expressar intenções ou. É usado para se
anunciar uma decisão que se tomou no momento da
fala:
- I’ll get out of here! It’s too hot.
- We’ll buy you the ticket if if you will bake us a
chocolate cake
- The phone is ringing.
- I’ll take it!

Não se usa o presente simples para essas decisões.
- I’ll get some coffee. (e não I get some coffee).
- Will you open the door, please? (e não Do you open
the door, please).

Will não pode ser usado para falar sobre decisões que
já estão feitas há muito tempo, ou ações planejadas.
Para isso, usa-se o gerúndio do verbo, ou a expressão
going to.
- I can’t get out tonight, because I am taking an exam
tomorrow morning.
- (e não because I’ll take an exam tomorrow
morning).

Will + not = won’t.

Won’t pode ser usado para recusar, ou expressar
decisões negativas, no futuro.
- He won’t stop singing this horrible music, will he?
Tell him I’ll call the cops.
- This car won’t start. The engine must be broken.
- Won’t we travel this weekend? I’m bored of staying
here.

Will pode ser usado para fazer ameaças, ou
promessas:
I’ll beat you if you don’t stop.
You’ll get your package in one week.
- I promise I will loose 20 kg until next year.

Também é usado para fazer pedidos, de uma forma
polida.
- Will you close thise window, please?
- Will you guys be quiet? I’m doing my homework.

GOING TO

Expressa ações prestes a ocorrer, ou já previstas.
- I’m going to play football tomorrow.
- It’s going to rain.
- My God! The car is going to crash!
- She is going to work after lunch.

Was/were going to é usado para indicar algo já
previsto, mas que não se concluiu.
- Martha was going to drive home, but her car broke
down.
Também usa-se present continuous quando algo já
está preparado para ser executado.
- I’m starting my piano classes on Monday
- I’m taking FUVEST exams in November

Para expressar previsões ou possibilidades, prefere-se
o uso do will.
- Tom won’t pass the exam. He didn’t study anything.
- You’ll probably get confused with this map. It is too
complicated.
- I bet Corinthians will win the National
Championship.
- I guess Sheila will get the job. She’s the right
person.

Shall
Shall também pode ser usado com os pronomes I e
We (primeira pessoa), com o mesmo sentido de will:
- We shall ( ou we will ) probably go to
Caraguatatuba this weekend.
- I shall ( ou I will ) get ready in one hour.
-
Não se deve usar shall com as outras pessoas ( he/
she/ it/ you/ they )
Usa-se shall no lugar de will para oferecer ajuda.
- Shall I open the door?
When shall we leave?

WOULD
Forma auxiliar do futuro do pretérito (passado de will).
- He would love to come with us, but he is too busy.
- = Ele adoraria vir conosco, mas ele está muito
ocupado.
- Would you mind picking up Carol at school today?
- = Você se importaria em buscar Carol na escola
hoje?
- He wouldn’t hurt anyone. I know him very well.
- = Ele não se importaria em machucar ninguém. Eu
o conheço muito bem.

Would normalmente é empregado com orações
condicionais, que serão vistas futuramente.

Exercícios

1) Faça um comentário usando going to.
1. Maria has been eating too much. She never
exercises __________________________________
2. Marcos didn’t study for the test. He doesn’t know
anything about the subject _____________________
3. Her dream was always to have a house in the
beach. She’s just won the lotterie _______________
4. Have you already bought food for this month? (No/
buy / tomorrow) _____________________________
5. Have you done your English homework? (No/do
/after dinner) _______________________________
6. I saw a beautiful mobile phone and it was very
cheap.(you/ buy / it? _________________________
7. I’m marrying Drew and I need a best man.(who/ you/
choose?) .........................................................................................

1. It’s cold here.I (am shutting/ will shut) the window.

185 Inglês CASD Vestibulares



2. I think (I’ll / I’m going to) visit aunt Claudia today.
CASD Vestibulares Inglês 186
3. I think it (will/ is going to rain). The sky is so cloudy.
4. I’m sure that you (are going to/ will) win.
5. Frank (is moving / will move) to Taubaté tomorrow.
6. Do you think she (is getting/ will get) the job?
7. Your are too sleepy. ( I’ll make/ I’m making) some
coffe.

3) Complete the dialog
— I’ve already taken the car out. Now, I_______(go/
market)._____ (you/ coming / with me?)
— I can’t. I________( make /soup for the children). By
the way, I need cheese and bacon.
— OK. ____________(bring/ some)

Cloning in China: No sex, please, we are pandas.
The Chinese______(I) desperate in their efforts to
preserve the giant panda, whose population is down to
about 1,000. Captive-breeding programs have had only
modest success, since the animals have little sex
drive, and the females are fertile just once a year. So
the Chinese Academy of Sciences launched a project
to mass-produce pandas through cloning. But it
______ (II) as easy as copying a sheep or making a
litter of mice.
With so few pandas left, the Chinese ______(III) to find
surrogate mothers – perhaps a different large mammal
– to give birth to cloned panda embryos.
In exercises 4, 5 and 6, choose the verb forms that
best fill blanks I, II and III, respectively.
4)
a) Gets b-) are getting c-) is getting
d-) will get e-) are geting

5)
a) will not be b-) will not c-) won’t being
d-) isn’t going to be e-) isn’t going be

6)
a) has b-) having c-) will have d-) are have
e-) will have

7) Complete the sentences with will/ would + verbs
from the box. (Neste exercício, will e would são usados
como forma de expresser um comportamento típico ).

Be drive fall
Keep listen make
Play ring take
Tal tell

1. ‘Dad, I’ve broken my watch.’ ‘Well, you
... with it.’
2. On Sundays when we were kids, Mother us
pancakes for breakfast.
3. He’s no trouble – he .................. by himself for
hours.
4. She’s nice, but she .................... about people
behind their backs.
5. People ....................................... to you if you listen
to them.
6. We lived by a lake, and sometimes Dad us
fishing.
7. I’m not surprised you had an accident – you too
fast.
8. If you drop toast, it ..................... butter side down
every time.
9. If you’re having a bath, the phone ..
And if you answer it, it ................... a wrong
number.
10. .................................................. He you one thing
one minute and the opposite the next – he’s crazy.

8) Complete the sentences with I’ll + an appropriate
verb.
Example: I’m too tired to walk home. I think I’ll take a
taxi.
1. “We have no more money.” “Oh, we don’t?
and get some.”
2. “Did you send her that e-mail? .. “Oh, I forgot..
Thanks for reminding me. .............. Tonight.”
3. “You prefer orange juice or just water?” “ ,
please.”
4. I’m so thirsty. I think................... something to
drink.
5. It’s too early to call him now. ....
Him at school.
6. “It’s a little cold in here.” “Really? The
heater.”

Respostas
1)1-She’s going to get fat.
2-He is going to fail, ou he’s not going to pass.
3-She’s going to buy it.
4-No. I’m going to buy it tomorrow.
5-No. I’m going to do it after dinner.
6-Are you going to buy it ?
7-Who are you going to choose?

Choose the best answer.
2)1 will shut 2- I’ll (possibilidade) 3- will 4- will
5- is moving 6-will get 7- I’ll make

3)1- I’m going to go to the market / I’m going to the
market.
2- Will you come with me?
3-am going to make siyo for the children.
4-I’ll bring some.

4) B 5) a 6) e

7)
1. would keep 2. would make 3. will talk 4. would talk
5. would listen 6. would take 7.would drive 8. will fall
9.will ring – will be 10. will tell

8)1-I’ll go to the bank 2- I’ll send it
3-I’l have just water 4-I’ll get 5-I will talk to
6- I’ll turn on


Inglês
Gramática
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 5 5 – – P PR RE ES SE EN NT T T TE EN NS SE ES S I II I


PRESENT PERFECT

- Marcia is wearing clean shoes. They are very tidy.
- Marcia has cleaned her shoes.
- William is looking for his wallet. He can’t find it.
- William has lost his wallet.

O present perfect indica que a ação tem uma conexão
com o presente:
- William hás lost his wallet
(Ele não está com a carteira neste momento.)
- Marcia hás cleaned her shoes.
(Os sapatos estão limpos agora.)

Usa-se o present perfect, geralmente, para passar
novas informações, ou acontecimentos recentes.
- Did you hear about Janice’s daughters? They’ve
gone to France, for a piano contest.

São utilizadas com o present perfect as seguintes
expressões:
Just – algo que acabou de acontecer, ou um fato que
se deu num curto período de tempo.
- Maria and Thom have just married. They just bought
a huge apartment in the beach and now they are living
there.
- You’ve just arrived. You must be hungry. I’ll get
something for you.
- I won’t eat anything, thank you. I’ve just had lunch at
the airplane.

Already – Algo que aconteceu mais cedo do que se
pensava. Tem o mesmo significado que já.
- Don’t forget to mail the letter.
- T’ve already mailed it.
- When is Carol going to start her new job?
- She’s already started it.
- She has already finished the homework.
- Has she already finished the homework?

Yet – tem um sentido semelhante ao de already.
Corresponde ao já usado em perguntas e negativas.
- Don’t forget to mail the letter.
- That’s true. I haven’t mailed it yet.
- Has Carol started her new job yet?
- Has she finished the homework yet?
- She hasn’t finished the homework yet.

Sintaxe

HAVE
HAS
+
Past Participle
(3º col)

Have/has = verbos auxiliares.
Indicam tempo indefinido.
Ex:
The physician proved the theory last year.

Simple Past Tempo definido

The physician has proved the theory. →

Tempo indefinido (Present Perfect)

• Ações que começaram no passado e duram até o
momento presente.
- for = por, durante
- since = desde
Ex:
They have studied the moon for thirty years.
They have studied the moon since 1974.

• O present perfect também é empregado com os
advérbios:
- ever = alguma vez (interrogativa)
- never = nunca (negativa)
Ex:
- Have you ever lied to your parents?
- Has she ever been to Europe?
- I think I have never tasted something like this
before.
- No, she’s never been to Europe.

Present Perfect Continuous

HAVE
HAS
+ BEEN + ING

Usa-se o present perfect progressive para dar ênfase
na proximidade da ação ao momento da fala.
• Have/has = verbos auxiliares.
• Enfatiza a continuidade da ação (ela não só está
acontecendo agora, mas também já começou a um
tempo atrás e continuará acontecendo).
Ex:
He has been cooking since 10 o’clock
day after day
for one hour
Has he been cooking for a long time?
No, he hasn’t been cooking too much.

Exercícios

1) Write sentences with already
1. Don’t forget to sweep the floor..............
2. Why don’t you read the newspaper?....
3. Shall I close the front door?..................
4. Let me pay the bill, will you?.................
5. Can you drive Alicia home today?........

2) Use the Simple Past or the Present Perfect.
a) I ______________ (attend; neg.) any parties since I
came here.
b) Al ______________ (go) to Sally’s apartment last
night.
c) I ______________ (know) Greg Adams for ten
years.

187 Inglês CASD Vestibulares



d) So far this week, I ______________ (have) two
tests and a quiz.
CASD Vestibulares Inglês 188
e) Up to now, Professor Williams ______________
(give) our class five VA’s.
f) He ________________ (study) in this school since
he ________________ (be) eight.
g) They ________________________ (arrive, yet,
neg.)
h) ________________________ (hear, ever, you)
such a stupid thing?

3) Complete the sentences with present perfect or
simple past.
1. I (play) a lot of tennis this year.
2. She ......................... (have) six different jobs since
she left school.
3. He........................... (run) away from school twice
when he was fourteen.
4. How many glasses of water ......................(you
drink) today?
5. In those years, Alex to stay with us most weekends.
6. Bach ....................... (to write) Masses, as well as
Concerts.
7. Since my friend lost his job, he..................
(read) 25 books.
8. I’m not driving today. I ...............................( drive)
yesterday. In fact, I ..... (drive) our car most of the time
this week.
9. Would you believe I (make) twenty-three phone calls
today?
10. Our team are really strong. They ......... (just win)
five games one after the other.

4) Responda às perguntas, baseando-se nas frases.
1. “How long has she lived in Italy?” - Does she still
live in Italy?
2. “How long did Thom live in France?” – Does Tom
still live in France?
3. “Joe worked with me for two years.” – Does Joe stil
work with the speaker?.............................
4. “Suelen has worked with me for two years.” Does
Suelen still work with the speaker?
5. “I’ve had a headache all day.” Has the speaker got a
headache?
6. “I had a headache all day.” Has the speaker got a
headache?

5) Escolha a alternative que melhor completa a frase.
1. I (haven’t seen / didn’t see ) much of Katherine
lately.
2. Who is she? I (‘ve never seen / never saw) her
before
3. I (‘ve done / did) a lot of stupid things in my life.
4. She (has left / left) school last year.
5. When (have you got / did you get) married?
6. I’m sorry. I (haven’t finished / didn’t finish) yet.
7. I (‘ve often wondered / often wondered) what he
does for a living.
8. He (has caught / caught ) the plane at eight this
morning.
9. I (‘ve read/ read) a lot of her books when I was at
school.
10. (Have you seen / Did you see ) any good films
recently?

6) Complete the setences with the verbs from the box.
Use the present perfect progressive.

Cry learn live
Play (twice) rain
Wait (twice) walk work

1) It ....................... all day.
2) I ........................ English since I was six.
3) She .................. tennis professionally for ten years.
4) We.................... n’t ................................. in this
house for very long.
5) That man.......... up and down the street for ages.
6) I ........................ very hard this week,
7) She .................. non-stop since she got his letter.
8) He .................... that music for hours. I wish he’d
stop.
9) You .................. long, sir?
10) They call me waiter, but you .............. for half an
hour.

Respostas

1) 1.I’ve already swept it. 2.I’ve already read it.
3.I’ve already closed it. 4.I’ve already paid it.
5.I’ve already driven.

2)a)haven’t attended b)went c)have known
d)have had e)has given f)has studied / was
g)haven’t arrived yet h)Have you ever heard

3)1.have played 2.has had 3.ran 4.did you drink
5.came 6.has written 7.has read
8.drove – have driven 9.made 10.have just won

4)1.yes 2.no 3.no 4.yes 5. yes 6.no

5)1.haven’t seen 2.I’ve never seen
3.‘ve done 4.left 5.did you get 6.haven’t
7.‘ve often wondered 8.caught 9.read
10.Have you seen

6)1.has been raining 2.have been learning
3.has been playing 4.have – been living
5.has been walking 6.have been working
7.has been crying 8.has been listening
9.ave been waiting 10.have been waiting


Inglês
Gramática
I IN NT TE ER RP PR RE ET TA AÇ ÇÃ ÃO O D DE E T TE EX XT TO O


A questão 1 refere-se ao quadrinho cujo vocabulário
principal se segue:
• plates = pratos
• to mean = querer dizer
• by myself = sozinho
1- No diálogo apresentado no quadrinho abaixo, o que
a mãe quer salientar para a criança e o que a criança
entende?


Ilustração de Sophie Grillet in P.M. Lightbown e N. Spada, How
languages are learned. Oxford, Oxford University Press, 1999, p. 16.


Leia, abaixo, um trecho do livro East of Eden de John
Steinbeck e responda às questões 2 e 3 , sobre a
personagem Cathy.

Cathy’s lies were never innocent. Their purpose
was to escape punishment, or work, or responsibility,
and they were used for profit. Most liars are tripped up
either because they forget what they have told or
because the lie is suddenly faced with an
incontrovertible truth. But Cathy did not forget her lies,
and she developed the most effective method of lying.
She stayed close enough to the truth so that one could
never be sure. She knew two other methods also —
either to interlard her lies with truth or to tell a truth as
though it were a lie. If one is accused of a lie and it
turns out to be the truth, there is a backlog that will last
a long time and protect a number of untruths.
As questões 2 e 3 baseiam-se no texto cujo
vocabulário principal se segue:
• lies = mentiras
• purpose = finalidade
• punishment = castigo
• profit = proveito, vantagem
• most liars = a maioria dos mentirosos
• to be tripped up = ser apanhado
• to forget = esquecer
• suddenly = de repente
• to face = confrontar
• to develop = desenvolver
• to stay = permanecer
• close enough = suficientemente próxima
• to interlard = entremear
• as though = como se
• to turn out = acabar sendo, vir (pessoas) a ser
• to last = durar
ulo
- A que estratégias Cathy recorria para não ser
- Por que as estratégias utilizadas por Cathy eram
comportamento materno é freqüentemente
• backlog = acúm

2
desmascarada?

3
eficientes?

O
caracterizado com base em idéias preconcebidas (ou
lugares comuns). Leia os quadrinhos abaixo e
responda à questão 4.



- Que estereótipo de mãe é quebrado nesses 4
quadrinhos? Por quê?



189 Inglês CASD Vestibulares
P Po or rt tu ug gu uê ês s
Frente I
F FU UV VE ES ST T - - 2 20 00 03 3

Leia atentamente os três textos abaixo

TEXTO 1

Está no dicionário Houaiss:
auto-estima s.f. qualidade de quem se valoriza, se
contenta com seu modo de ser e demonstra,
conseqüentemente, confiança em seus atos e
julgamentos.

A definição do dicionário parece limitar-se ao âmbito do
indivíduo, mas a palavra auto-estima já há algum
tempo é associada a uma necessidade coletiva. Por
exemplo: nós, brasileiros, precisamos fortalecer nossa
auto-estima. Neste caso, a satisfação com nosso modo
de ser, como povo, nos levaria à confiança em nossos
atos e julgamentos. Mas talvez seja o caso de
perguntar: não são os nossos atos e julgamentos que
acabam por fortalecer ou enfraquecer nossa auto-
estima, como indivíduos ou como povo?

TEXTO 2

Estão num poema de Drummond, da década de
vinte, os versos:
E a gente viajando na pátria sente saudades da pátria.
(...)
Aqui ao menos a gente sabe que é tudo uma canalha
só.

TEXTO 3

Está num artigo do jornalista Zuenir Ventura, de
dois anos atrás:

De um país em crise e cheio de mazelas, onde,
segundo o IBGE, quase um quarto da população
ganha R$ 4 por dia, o que se esperaria? Que fosse a
morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não?
Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não
só consideram seu país um lugar bom e ótimo para
viver, como estão otimistas em relação a seu futuro e
acreditam que ele se transformará numa superpotência
econômica em cinco anos. Pelo menos essa é a
conclusão de um levantamento sobre a "utopia
brasileira" realizado pelo Datafolha.

Com o apoio dos três textos apresentados, escreva
uma dissertação em prosa, na qual você deverá
discutir manifestações concretas de afirmação ou
de negação da auto-estima entre os brasileiros.
Apresente argumentos que dêem sustentação ao
ponto de vista que você adotou.

Auto-estima ingênua

Diante de um início de século assolado por
inúmeras crises, ao contrário do que se poderia
esperar, o povo brasileiro mostra-se alegre com o país
e otimista em relação ao futuro. Auto-estima verde-
amarela parece inabalável e mostra-se a todo
momento. Entretanto é preciso perceber que se trata
de um sentimento mais associado à evasão da
realidade do que à compreensão da mesma.
Classificado como um dos campeões mundiais
em desigualdade, o Brasil apresenta contradições até
mesmo no comportamento de seus habitantes. Milhões
de famílias miseráveis, submetidas a situação de
extrema privação, são capazes de louvar pela
conquista de uma Copa do Mundo de Futebol a
mesma terra que não lhes permite uma sobrevivência
digna. O esporte parece ter o poder de elevar a auto-
estima dos brasileiros, como se as vitórias nos campos
significassem que o país será melhor e mais justo.
Outra manifestação de otimismo brasileiro é o
fato de grande parte da população acreditar que o país
será uma super potência, certamente essa é uma visão
ingênua que marcará a real situação. Infelizmente,
nosso sistema educacional não oferece à maioria da
população a visão crítica necessária para entender que
melhorar efetivamente o Brasil requer a superação de
problemas praticamente instransponíveis:
desigualdades, fome, corrupção.
É certo que auto-estima brasileira está
intimamente ligada à alegria pela qual nosso povo é
mundialmente conhecido e à força que ele tem para
viver mergulhado em um oceano de dificuldades.
Entretanto, esse sentimento resulta do não
entendimento completo da situação de nosso país. É
como se o brasileiro tivesse dentro de si um vestígio de
Macabéa, personagem de Clarice Lispector que não
tem consciência da própria condição.

Brasil: Luta e Alegria

O Brasil é um país que, desde sempre,
enfrenta crises de cunho político, econômico e social.
Mas, apesar disso, é amplamente difundida a idéia de
que, com todos os seus dramas, possui um povo
alegre e confiante. Pode-se dizer, então, tratar-se de
um povo com auto-estima?
Para achar resposta a esta questão, há de se
levar em conta o histórico das manifestações populares
no país. É através delas que o povo tenta impor sua
soberania, e esta é a maior prova de confiança e auto-
estima que as pessoas podem dar a si é a sua pátria.
Existem vários bons exemplos na história do país. Nas
duas últimas décadas, é possível destacar provas de
que o povo brasileiro tem, realmente, alta auto-estima.
Um dos exemplos é o movimento “Diretas Já”, onde a
sociedade civil mostra sua convicção em seu próprio
poder e no poder da democracia ao exigir, em
inesquecíveis manifestações, a volta do regime
democrático, da liberdade de expressão e de escolha.
Outra boa evidência é o movimento sem Terra.
Só quem valoriza e acredita em si consegue organizar
e manter um movimento como esse, que já é um ícone
no que diz respeito à luta pelos direitos do cidadão. O

CASD Vestibulares Redação 190



MST representa a luta e resistência conta séculos de
opressão e concentração fundiária, e mais que isso,
simboliza um basta à domização das elites, não só
sobre a população rural, mas sobre toda a classe
menos favorecida, que sofre com uma das piores
distribuições de renda do mundo.
Mas o maior exemplo de valorização, confiança
e auto-estima está no resultado da mais recente
eleição do país, sobretudo a presidencial. O maciço
comparecimento às urnas para eleger Luís Inácio Lula
da Silva, presidente da nação é a maior prova de auto-
estima que o povo se deu nos últimos tempos. O
brasileiro confia tanto em si próprio, que escolheu um
autêntico brasileiro para governar a nação. Nordestino,
pobre, operário e sem acesso à escola, mas nem por
isso burro, Lula é um retrato do país. E por também ser
povo, realmente o representa, e quer tirar uma nova
foto, digna dos brasileiros, para que sua auto-estima se
torne cada vez mais forte, com motivos cada vez
melhores.
Portanto, se ter auto-estima é valorizar-se,
pode-se ter certeza de que o brasileiro a tem. Quem
sabe um dia o Brasil não seja considerado um lugar
bom de viver, e sim o seja verdade. Mas isso não virá
sem luta. Há que endurecer, porém sem perder a
ternura.

IDENTIDADE E AUTO-ESTIMA

A identidade de um povo é produto da sua
própria história, e da história das relações que esse
povo estabelece com o poder e com a direção da vida
pública. No caso de um povo como o Brasileiro, no
qual conviveram e convivem culturas diversas, essas
relações ganham uma rica .complexidade derivada da
diversidade, o que dificulta qualquer tentativa de
homogeneização da população.
Ainda assim, o povo brasileiro é identificado,
por ele mesmo e pelos que vêm de fora, como
simpático, receptivo, aleggre e sensual. A elite
brasileira reforça e exalta sua imagem formada, pois
essas características relacionam-se intimamente com
uma outra: a submissão. E, de certa forma, justificam-
se assim o paternalismo que caracteriza a vida privada
e a vida publica da nação, que se expressa
quotidianamente e em momentos históricos
determinados, como o populismo e o autoritarismo.
Dessa forma, a auto-estima do brasileiro é
direcionada para a sua alegria, para o futeol, para o
fato de viver num país “abençoado por Deus e bonito
por natureza”. Por outro lado, o povo conforma-se com
a propria incapacidade de formulas suas opiniões e de
intervir nos rumos do seu país; e isso lhe é exibido
como secundário diante das qualidades das quais ele
deve se orgulhar.
Durante vinte anos, disseram aos barsileiros
que eles são incapazes de escolher seu presidente.
Ainda hoje, decisões salutares a qualquer povo são
tomadas a portas fechadas, como se esse povo não
fosse capaz de refletir, posicionar-se, aceitar ou rejeitar
propostas. Mas as qualidades do Brasil encantam
turistas do mundo inteiro, nosso futebol é o melhor do
mundo e temos músicos e cineastas reconhecidos
mundialmente justamente por poetizar ou ionizar nossa
situação.
A auto-estima vem, antes de tudo, da
consciência de si mesmo. Entretanto, nossos atos e
julgamentos não vêm de nós, vêm de terceiros, e nós
aderimos a eles. Daí vem a crise de auto-estima dos
brasileiros, que vez em quando percebem que não são
donos da sua Pátria. Mas esse sentimento é logo
sufocado por outro, o orgulho de ser brasileiro mesmo
na adversidade, afinal, somos admirados pelo nosso
futebol, somos adorados pela nossa simpatia. Outro
milagre brasileiro.

Os moldes da auto-estima brasileira

O passado colonial de exploração e submissão
do Brasil deixou seqüelas, e uma delas atinge a
consciência coletiva de nosso povo. A idéia de uma
nação sem caráter, condenada a apenas copiar,
aceitar, receber, ainda paira sutilmente sobre nossas
mentes.
O que chega a ser paradoxal, visto o caráter
alegre, criativo e otimista do brasileiro, mesmo às
vezes abafados ou esquecidos, guardamos os
orgulhos de haver criado o samba, o choro, a bossa e,
claro, o futebol como se conhece hoje, citando apenas
exemplos de âmbito cultural.
Porém, é inegável que nossa potencialidade é
sufocada por grandes interesses externos e contrários
aos nossos que, como já dito, impregnam nossa
consciência fazendo-nos aceitar, por exemplo, o
estereótipo do brasileiro preguiçoso.
Tudo parece piorar sob o paradigma do país da
eterna crise, má administração e flagelos sociais,
políticos e econômicos. Um golpe de conformismo na
auto-estima brasileira, o sentimento de impotência...
Mas, mesmo desse quadro desanimador,
podemos citar casos exemplares de competência
verde-amarela. O Brasil conta com expoentes de
tecnologia como a Petrobrás e a Embraer; no campo
político-social, somos aplaudidos pelo notável
processo democrático que vem se consolidando, haja
visto o movimento da Diretas Já e, mais recentemente,
as últimas eleições e o processo de transição.
Capacidade e autenticidade brasileiras, que só se
viabilizam quando há disposição e confiança, fatores
relacionados a uma boa auto-estima.
Portanto, ao analisarmos nossa própria auto-
estima coletiva, encontramos-na “passada” por duas
forças antagônicas: uma, que a vem arrastando para
trás já há cinco séculos, e outra, ainda que tímida, que
a impulsiona, lembrando feitos e potencialidades do
Brasil.
Ora, é necessário que uma força seja a maior,
caso se queira melhoras e mudanças na mente
brasileira.

S SO ON NH HA A B BR RA AS SI IL L

“O petróleo é nosso”, “Brasil, o país que vai
frente”, “Agora é penta”. Máximas que embalaram a
auto-estima e o nacionalismo do povo brasileiro.
Embora em épocas diferentes, tais frases representam
a permanente fibra de um povo que, em mesmo
vivendo em realidade como a de Bene, Zé Pequeno e
191 Redação CASD Vestibulares



Mane Galinha, parece não deixar de valorizar o fato de
ser brasileiro.
Das grandes fontes de afirmação da auto-
estima e da valorização do fator ser brasileiro destaca-
se o esporte, cujo maior expoente é o futebol. O
esporte possui no entanto, duas vertentes: por um
lado, as vitórias esportivas brasileiras engrandecem o
país o país e fortalecem a auto-estima nacional, por
outro, fazem com que grande parte dos brasileiros
contentem-se apenas com o esporte em si,
desligando-se de questões sociais e poéticas.
Contudo, a auto-estima do povo tupiniquim é,
por vezes, abalada pela ação ccorrupta de políticos
nacionais. A corrupção é um dos principais fatores, se
não o principal, que destituem do brasileiro o sonho de
que o país pode melhorar.
Muiths vezes é a atuação de corruptos que,
além de negar a auto-estima dos brasileiros, faz com
que ela se localize apenas em setores específicos,
como a riqueza natural, o parque industrial ou o
esporte, impossibilitando o engajamento num processo
de auto-afirmação da auto-estima no campo político-
social.
Intrigas e mazelas à parte, o povo brasileiro
não se deixa abater pelos infinitos ataques à sua auto-
estima. Já dizia Holderlini “O homem é um deus
quando sonha, mas não passa de um mendigo quando
pensa”. Talvez porque o brasileiro nunca deixe de
nutrir sua auto-estima por meio de sonhos e utopias da
um país melhor é que se afirme que Deus é brasileiro.

U UM M C CA AL LD DE EI IR RÃ ÃO O D DE E I IN NC CO ON NS ST TÂ ÂN NC CI IA A

Diversos artistas brasileiros discutem e buscam
em sua arte a representação de uma identidade
nacional distinguível entre a intensa miscigenação
étnica e cultural no país. Como numa feijoada, espécie
de ícone gastronômico brasileiros, são muitos os
ingredientes envolvidos e portanto, muitos sabores a
serem sentidos. A auto estima brasileira sofre também
dessa variedade, resultando numa mistura de humores
que não permite generosidades, apenas a
;constatação de que ela é incosntante por natureza.
Ahas na auto-estima são sazonais no Brasil.
Determinados períodos, como durante copas do
mundo ou olimpíadas, servem de morte para
maanifestações apaixonadas de patriotismo. O esporte
é o elemento mais visível de união nacional, através
das bandeiras vendidas em semafaros e das
propagandas de tevê. A principio, espera-se sempre o
sucesso de nossas atletas. No entanto, a
miscigenação tem sua influencia na final da copa de
2002 contra Alemanha, um imigrante alemão bem
poderia ser uma voz dissonante no caro da confiança
brasileira.
Já a baixa auto-estima geralmente não tem
época certa. A política, a economia e a segurança
publica dão desgosto ao povo diversas vezes ao longo
de um ano. Denuncias de corrupção(como no caso de
Jader Barbalho e Luis Estevão); altas da inflação e do
dolar; o ataque de traficantes armadas à prefeitura do
Rio de Janeiro: cada exemplo ilustra alguma fonte de
descontentamento da população e sua conseqüente
queda de auto-estima.
Algum acontecimento extraordinário pode
servir de escala para avaliação superficial da auto-
estima nacional. A mais recente foi no inicio do ano,
quando da posse do presidente Luis Inácio Lula da
Silva: a participação popular mostra intenso dimismo e
confiança em relação aos próximos anos. As pessoas
pareciam portar a bandeira nacional com sincero
orgulho.
Contudo, como dito anteriormente, não há
espaço para generalizações. Talvez a identidade
brasileira seja indistinguível por isso, pela diversidade
e pela incerteza. Muitas estão pessimistas em relação
ao novo governo, e não há como quantificar esse
numero. Talvez a auto-estima brasileira deva ser como
a feijoada mesmo: uma mistura exótica e única.

A AU UT TO O- -E ES ST TI IM MA A: : T TR RA AB BA AL LH HO O E E
P PA AR RT TI IC CI IP PA AÇ ÇÃ ÃO O

O povo brasileiro, apesar de todas as
dificuldades que enfrenta, tem sua auto-estima
elevada, valoriza-se e acredita em seus atos. Essa
confiança pode ser notada em ações como os
trabalhos voluntários, a colaboração com programas
do governo, a alegria e a vibração com o esporte e na
própria saudade sentida pelos que se ausentam do
país.
Solidariedade é o que se nota na maior parte
da população brasileira. Motivada por esse sentimento,
ela dedica-se cada vez mais em ajudar o próximo,
voluntariamente, como observa-se através do
crescimento de muitas organizações não-
governamentais, aglutinadoras de pessoas em prol do
bem comum. Por acreditarem em si próprias e no país,
essas pessoas também colaboram com ações
propostas pelo governo. Um exemplo foi o que
aconteceu no ano passado com o caso do “apagão” e
no combate ao mosquito trasmissor da dengue. O povo
se uniu e lutou junto, valorizando cada esforço.
A manifestação do amor à pátria fica
principalmente diante dos eventos esportivos, com
maior destaque para o futebol. Milhares de brasileiros
vibram, torcem, ficam alegres ou tristes quando há um
fogo, quando os atletas nacionais destacam-se e
brilham, e então todos sentem orgulho de serem
brasileiros. Esse orgulho também é conseqüência da
grande riqueza natural que o Brasil apresenta:
florestas, rios, flora, fauna, tudo demonstra que o país
possui um grande potencial e isso aumenta o otimismo
da população.
Há, no entanto, que diga que o Brasileiro é
preguiçoso, não gosta de trabalhar e não participa,
mas basta observar a atuação do povo na posse do
presidente Luis Inácio Lula da Silva para notar que a
afirmação não se justifica. Houve intensa participação
e tudo indica que o apoio irá continuar. O próprio
presidente é um exemplo da vitória da auto-estima, da
determinação e da persistência.
A confiança e a valorização existem, as ações
estão se intensificando, mas ainda há muitos
problemas a serem resolvidos e muito a ser feito. O
desafio é transformar o sonho em realidade e para isso
será necessário muita luta, coragem, julgamento
positivo e o constante fortalecimento da auto-estima.

CASD Vestibulares Redação 192


P Po or rt tu ug gu uê ês s
Frente I
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 5 5 - - D DE ES SC CR RI IÇ ÇÃ ÃO O

APRESENTAÇÃO

Vamos abordar o texto descritivo, sob o ponto
de vista da sua produção e funcionamento discursivo,
com base na idéia de que um texto se define pela sua
finalidade situacional - todo o ato de linguagem tem
uma intencionalidade e submete-se a condições
particulares de produção, o que exige do falante da
língua determinadas estratégias de construção textual.
Em cada texto, portanto, podem combinar-se
diferentes recursos (narrativos, descritivos,
dissertativos), em função do tipo de interação que se
estabelece entre os interlocutores. Nesse contexto
teórico, o texto descritivo identifica-se por ter a
descrição como estratégia predominante.
Inserindo-se numa abordagem mais geral sobre os
mecanismos de elaboração textual, com base nos
conceitos de coesão e coerência, o trabalho
pedagógico de leitura e produção do texto de base
descritiva deve partir dos seguintes pontos:

a) O texto de base descritiva tem como objetivo
oferecer ao leitor /ouvinte a oportunidade de visualizar o
cenário onde uma ação se desenvolve e as
personagens que dela participam;
b) A descrição está presente no nosso dia-a-dia, tanto
na ficção (nos romances, nas novelas, nos contos, nos
poemas) como em outros tipos de textos (nas obras
técnico-científicas, nas enciclopédias, nas
propagandas, nos textos de jornais e revistas);
c) A descrição pode ter uma finalidade subsidiária na
construção de outros tipos de texto, funcionando como
um plano de fundo, o que explica e situa a ação (na
narração) ou que comenta e justifica a argumentação;
d) Existem características lingüísticas próprias do texto
de base descritiva, que o diferenciam de outros tipos de
textos;
e) Os advérbios de lugar são elementos essenciais
para a coesão e a coerência do texto de base
descritiva, permitindo a localização espacial dos
cenários e personagens descritos;
f) O texto descritivo detém-se sobre objetos e seres
considerados na sua simultaneidade, e os tempos
verbais mais freqüentes são o presente do indicativo no
comentário e o pretérito imperfeito do indicativo no
relato.
O que é um texto descritivo
Segundo Othon M. Garcia (1973), "Descrição é
a representação verbal de um objeto sensível (ser,
coisa, paisagem), através da indicação dos seus
aspectos mais característicos, dos pormenores que o
individualizam, que o distinguem."
Descrever não é enumerar o maior número
possível de detalhes, mas assinalar os traços mais
singulares, mais salientes; é fazer ressaltar do conjunto
uma impressão dominante e singular. Dependendo da
intenção do autor, varia o grau de exatidão e minúcia
na descrição.
Diferentemente da narração, que faz uma
história progredir, a descrição faz interrupções na
história, para apresentar melhor um personagem, um
lugar, um objeto, enfim, o que o autor julgar necessário
para dar mais consistência ao texto. Pode também ter a
finalidade de ambientar a história, mostrando primeiro o
cenário, como acontece no texto abaixo:
"Ao lado do meu prédio construíram um enorme edifício
de apartamentos. Onde antes eram cinco românticas
casinhas geminadas, hoje se instalaram mais de 20
andares. Da minha sala vejo a varandas (estilo
mediterrâneo) do novo monstro. Devem distar uns 30
metros, não mais.
E foi numa dessas varandas que o fato se deu."
A descrição tem sido normalmente considerada
como uma expansão da narrativa. Sob esse ponto de
vista, uma descrição resulta freqüentemente da
combinação de um ou vários personagens com um
cenário, um meio, uma paisagem, uma coleção de
objetos. Esse cenário desencadeia o aparecimento de
uma série de sub-temas, de unidades constitutivas que
estão em relação metonímica de inclusão: a descrição
de um jardim (tema principal introdutor) pode
desencadear a enumeração das diversas flores,
canteiros, árvores, utensílios, etc., que constituem esse
jardim. Cada sub-tema pode igualmente dar lugar a um
maior detalhe (os diferentes tipos de flor, as suas cores,
a sua beleza, o seu perfume...).
Em trabalho recente, Hamon (1981) mostra que
o descritivo tem características próprias e não apenas a
função de auxiliar a narrativa, chegando a apontar
aspectos lingüísticos da descrição: freqüência de
imagens, de analogias, adjetivos, formas adjetivas do
verbo, termos técnicos... Além disso, o autor ressalta a
função utilitária desempenhada pela descrição em face
de qualquer tipo de texto do qual faz parte: "descrever
para completar, descrever para ensinar, descrever para
significar, descrever para arquivar, descrever para
classificar, descrever para prestar contas, descrever
para explicar."
No texto dissertativo, por exemplo, a descrição
funciona como uma maneira de comentar ou detalhar
os argumentos contra ou a favor de determinada tese
defendida pelo autor. Assim, para analisar o problema
da evasão escolar, podemos utilizar como estratégia
argumentativa à descrição detalhada de salas vazias,
corredores vazios, estudantes desmotivados,
repetência.
Numa descrição, quer literária, quer técnica, o
ponto de vista do autor interfere na produção do texto.
O ponto de vista consiste não apenas na posição física
do observador, mas também na sua atitude, na sua
predisposição afetiva em face do objeto a ser descrito.
Desta forma, existe o ponto de vista físico e o ponto de
vista mental.
a) Ponto de vista físico
É a perspectiva que o observador tem do objeto; pode
determinar a ordem na enumeração dos pormenores
193 Redação CASD Vestibulares



significativos. Enquanto uma fotografia ou uma tela
apresenta o objeto de uma só vez, a descrição
apresenta-o progressivamente, detalhe por detalhe,
levando o leitor a combinar impressões isoladas para
formar uma imagem unificada. Por esse motivo, os
detalhes não são todos apresentados num único
período, mas pouco a pouco, para que o leitor,
associando-os, interligando-os, possa compor a
imagem que faz do objeto da descrição.
Observamos e percebemos com todos os sentidos, não
apenas com os olhos. Por isso, informações a respeito
de ruídos, cheiros, sensações tácteis são importantes
num texto descritivo, dependendo da intenção
comunicativa.
Outro fator importante diz respeito à ordem de
apresentação dos detalhes.

Texto - Trecho de conversa informal (entrevista)
"Vamos ver. Bom, a sala tem forma de ele, apesar de
não ser grande, né, dá dois ambientes perfeitamente
separados. O primeiro ambiente da sala de estar tem
um sofá forrado de couro, uma forração verde, as
almofadas verdes, ladeado com duas mesinhas de
mármore, abajur, um quadro, reprodução de Van Gogh.
Em frente tem uma mesinha de mármore e em frente a
esta mesa e portanto defronte do sofá tem um estrado
com almofadas areia, o aparelho de som, um baú preto.
À esquerda desse estrado há uma televisão enorme,
horrorosa, depois há em frente à televisão duas
poltroninhas vermelhas de jacarandá e aí termina o
primeiro ambiente. Depois então no outro, no
alongamento da sala há uma mesa grande com seis
cadeiras com um abajur em cima, um abajur vermelho.
A sala é toda pintadinha de branco ..."

Comentário sobre o texto
Neste trecho da entrevista, a informante descreve a
sala, nomeando as peças que compõem os dois
ambientes, reproduzidos numa seqüência bem
organizada. A localização da mobília é fornecida por
meio de diversas expressões de lugar, como em frente,
defronte, à esquerda, em cima, que ajudam a imaginar
com clareza a distribuição espacial. Há uma
preocupação da informante em fazer o nosso olhar
percorrer a sala, dando os detalhes por meio das cores
(verde, areia, preto, vermelhas), do tamanho ( televisão
enorme, poltroninhas, mesinhas, sala pintadinha). É
também interessante observar que essa informante
deixa transparecer as suas impressões pessoais, como
por exemplo ao usar o adjetivo horrorosa, para falar da
televisão e pintadinha, no diminutivo, referindo-se com
carinho à sua sala de estar e de jantar.

b) ponto de vista mental ou psicológico
A descrição pode ser apresentada de modo a
manifestar uma impressão pessoal, uma interpretação
do objeto. A simpatia ou antipatia do observador pode
resultar em imagens bastante diferenciadas do mesmo
objeto. Deste ponto de vista, dois tipos de descrição
podem ocorrer: a objetiva e a subjetiva.
A descrição objetiva, também chamada realista,
é a descrição exata, dimensional. Os detalhes não se
diluem, pelo contrário, destacam-se nítidos em forma,
cor, peso, tamanho, cheiro, etc. Este tipo de descrição
pode ser encontrado em textos literários de intenção
realista (por exemplo, em Euclides da Cunha, Eça de
Queiroz, Flaubert, Zola), enquanto em textos não-
literários (técnicos e científicos), a descrição subjetiva
reflete o estado de espírito do observador, as suas
preferências. Isto faz com que veja apenas o que quer
ou pensa ver e não o que está para ser visto. O
resultado dessa descrição é uma imagem vaga, diluída,
nebulosa, como os quadros impressionistas do fim do
século passado. É uma descrição em que predomina a
conotação.
"Ao descrever um determinado ser, tendemos sempre a
acentuar alguns aspectos, de acordo com a reação que
esse ser provoca em nós. Ao enfatizar tais aspectos,
corremos o risco de acentuar qualidades negativas ou
positivas. Mesmo usando a linguagem científica, que é
imparcial, a tarefa de descrever objetivamente é
bastante difícil”.
Apesar dessa dificuldade, podemos atingir um grau
satisfatório de imparcialidade se nos tornarmos
conscientes dos sentimentos favoráveis ou
desfavoráveis que as coisas podem provocar em nós. A
consciência disso habilitar-nos-á a confrontar e
equilibrar os julgamentos favoráveis ou desfavoráveis.
Um bom exercício consiste em fazer dois
levantamentos sobre a coisa que queremos descrever:
o primeiro, contendo características tendentes a
enfatizar aspectos positivos; o segundo, a enfatizar
aspectos negativos.

Características lingüísticas da descrição
O enunciado narrativo, por ter a representação de um
acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela
temporalidade, na relação situação inicial e situação
final, enquanto que o enunciado descritivo, não tendo
transformação, é atemporal.
Na dimensão lingüística, destacam-se marcas sintático-
semânticas encontradas no texto que vão facilitar a
compreensão:
Predominância de verbos de estado, situação ou
indicadores de propriedades, atitudes, qualidades,
usados principalmente no presente e no imperfeito do
indicativo (ser, estar, haver, situar-se, existir, ficar).
Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é
descrito;

Exemplo:
"Era alto , magro, vestido todo de preto, com o pescoço
entalado num colarinho direito. O rosto aguçado no
queixo ia-se alargando até à calva, vasta e polida, um
pouco amolgado no alto; tingia os cabelos que de uma
orelha à outra lhe faziam colar por trás da nuca - e
aquele preto lustroso dava, pelo contraste, mais brilho à
calva; mas não tingia o bigode; tinha-o grisalho, farto,
caído aos cantos da boca. Era muito pálido; nunca
tirava as lunetas escuras. Tinha uma covinha no
queixo, e as orelhas grandes muito despegadas do
crânio. "(Eça de Queiroz - O Primo Basílio)
Emprego de figuras (metáforas, metonímias,
comparações, sinestesias).

Exemplos:
"Era o Sr. Lemos um velho de pequena estatura, não
muito gordo, mas rolho e bojudo como um vaso chinês.
Apesar de seu corpo rechonchudo, tinha certa
vivacidade buliçosa e saltitante que lhe dava petulância
CASD Vestibulares Redação 194



de rapaz e casava perfeitamente com os olhinhos de
azougue." (José de Alencar - Senhora)
Uso de advérbios de localização espacial.

Exemplo:
"Até os onze anos, eu morei numa casa, uma casa
velha, e essa casa era assim: na frente, uma grade de
ferro; depois você entrava tinha um jardinzinho; no final
tinha uma escadinha que devia ter uns cinco degraus;
aí você entrava na sala da frente; dali tinha um corredor
comprido de onde saíam três portas; no final do
corredor tinha a cozinha, depois tinha uma escadinha
que ia dar no quintal e atrás ainda tinha um galpão, que
era o lugar da bagunça ..." (Entrevista gravada para o
Projeto NURC/RJ)
A ordem dos detalhes é, pois, muito importante.
Não se faz a descrição de uma casa de maneira
desordenada; ponha-se o autor na posição de quem
dela se aproxima pela primeira vez; comece de fora
para dentro à medida que vai caminhando na sua
direção e percebendo pouco a pouco os seus traços
mais característicos com um simples correr de olhos:
primeiro, a visão do conjunto, depois a fachada, a cor
das paredes, as janelas e portas, anotando alguma
singularidade expressiva, algo que dê ao leitor uma
idéia do seu estilo, da época da construção. Mas não
se esqueça de que percebemos ou observamos com
todos os sentidos, e não apenas com os olhos. Haverá
sons, ruídos, cheiros, sensações de calor, vultos que
passam, mil acidentes, enfim, que evitarão que se torne
a descrição uma fotografia pálida daquela riqueza de
impressões que os sentidos atentos podem colher.
Continue o observador: entre na casa, examine a
primeira peça, a posição dos móveis, a claridade ou
obscuridade do ambiente, destaque o que lhe chame
de pronto a atenção (um móvel antigo, uma goteira, um
vão de parede, uma massa no reboco, um cão
sonolento...). Continue assim gradativamente. Seria
absurdo começar pela fachada, passar à cozinha, voltar
à sala de visitas, sair para o quintal, regressar a um dos
quartos, olhar depois para o telhado, ou notar que as
paredes de fora estão descaiadas. Quase sempre a
direção em que se caminha, ou se poderia
normalmente caminhar rumo ao objeto, serve de
roteiro, impõe uma ordem natural para a indicação dos
seus pormenores.
Fica evidente que esse "passeio" pelo cenário,
feito como se tivéssemos nas mãos uma câmara
cinematográfica, registrando os detalhes e compondo
com eles um todo, deve obedecer a um roteiro
coerente, evitando idas e vindas desconexas, que
certamente perturbam a organização espacial e
prejudicam a coerência do texto descritivo.
Textos descritivos
Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser
não-literária ou literária. Na descrição não-literária, há
maior preocupação com a exatidão dos detalhes e a
precisão vocabular. Por ser objetiva, há predominância
da denotação.
Textos descritivos não-literários
A descrição técnica é um tipo de descrição objetiva: ela
recria o objeto usando uma linguagem científica,
precisa. Esse tipo de texto é usado para descrever
aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os
compõem, para descrever experiências, processos, etc.
Exemplo:
a) Folheto de propaganda de carro
Conforto interno - É impossível falar de conforto sem
incluir o espaço interno. Os seus interiores são amplos,
acomodando tranqüilamente passageiros e bagagens.
O Passat e o Passat Variant possuem direção
hidráulica e ar condicionado de elevada capacidade,
proporcionando a climatização perfeita do ambiente.
Porta-malas - O compartimento de bagagens possui
capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para
até 1500 litros, com o encosto do banco traseiro
rebaixado.
Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em
plástico reciclável e posicionado entre as rodas
traseiras, para evitar a deformação em caso de colisão.
Textos descritivos literários
Na descrição literária predomina o aspecto subjetivo,
com ênfase no conjunto de associações conotativas
que podem ser exploradas a partir de descrições de
pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes;
situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos
também podem ocorrer tanto em prosa como em verso.
Descrição de pessoas
A descrição de personagem pode ser feita na primeira
ou terceira pessoa. No primeiro caso, fica claro que o
personagem faz parte da história; no segundo, a
descrição é feita pelo narrador, que, ele próprio, pode
fazer ou não parte da história.

Texto - Retrato de Mônica
Mônica é uma pessoa tão extraordinária que consegue
simultaneamente: ser boa mãe de família, ser
chiquíssima, ser dirigente da "Liga Internacional das
Mulheres Inúteis", ajudar o marido nos negócios, fazer
ginástica todas as manhãs, ser pontual, ter imensos
amigos, dar muitos jantares, ir a muitos jantares, não
fumar, não envelhecer, gostar de toda gente, toda
gente gostar dela, colecionar colheres do século XVII,
jogar golfe, deitar-se tarde, levantar-se cedo, comer
iogurte, fazer ioga, gostar de pintura abstrata, ser sócia
de todas as sociedades musicais, estar sempre
divertida, ser um belo exemplo de virtudes, ter muito
sucesso e ser muito séria.
Tenho conhecido na vida muitas pessoas parecidas
com a Mónica. Mas são só a sua caricatura. Esquecem-
se sempre do ioga ou da pintura abstracta.
Por trás de tudo isto há um trabalho severo e sem
tréguas e uma disciplina rigorosa e contente. Pode-se
dizer que Mónica trabalha de sol a sol.
De fato, para conquistar todo o sucesso e todos os
gloriosos bens que possui, Mônica teve de renunciar a
três coisas: à poesia, ao amor e à santidade.
Texto - Calisto Elói
Calisto Elói, naquele tempo, orçava por quarenta e
quatro anos. Não era desajeitado de sua pessoa. Tinha
poucas carnes e compleição, como dizem, afidalgada.
A sensível e dissimétrica saliência do abdómen devia-
se ao uso destemperado da carne de porcos e outros
alimentos intumescentes. Pés e mãos justificavam a
raça que as gerações vieram adelgaçando de carnes.
Tinha o nariz algum tanto estragado das invasões do
rapé e torceduras do lenço de algodão vermelho. A
dilatação das ventas e o escarlate das cartilagens não
eram assim mesmo coisa de repulsão.
195 Redação CASD Vestibulares



(Camilo Castelo Branco, A queda dum anjo)
Comentário sobre a descrição de pessoas

A descrição de pessoas pode ser feita a partir das
características físicas, com predomínio da objetividade,
ou das características psicológicas, com predomínio da
subjetividade. Muitas vezes, o autor, propositadamente,
faz uma caricatura do personagem, acentuando os
seus traços físicos ou comportamentais.
Os personagens podem ser apresentados diretamente,
isto é, num determinado momento da história, e neste
caso a narrativa é momentaneamente interrompida.
Podem, por outro lado, ser apresentados indiretamente,
por meio de dados, como comportamentos, traços
físicos, opiniões, que vão sendo indicados passo a
passo, ao longo da narrativa.
Texto - Trecho de "A Relíquia" (Eça de Queiroz)
"Estávamos sobre a pedra do Calvário.
Em torno, a capela que a abriga, resplandecia com um
luxo sensual e pagão. No tecto azul-ferrete brilhavam
sóis de prata, signos do Zodíaco, estrelas, asas de
anjos, flores de púrpura; e, dentre este fausto sideral,
pendiam de correntes de pérolas os velhos símbolos da
fecundidade, os ovos de avestruz, ovos sacros de
Astarté e Baco de ouro. [...] Globos espelhados,
pousando sobre peanhas de ébano, reflectiam as jóias
dos retábulos, a refulgência das paredes revestidas de
jaspe, de nácar e de ágata. E no chão, no meio deste
clarão, precioso de pedraria e luz, emergindo dentre as
lajes de mármore branco, destacava um bocado de
rocha bruta e brava, com uma fenda alargada e polida
por longos séculos de beijos e afagos beatos."

Trecho – “O Senhor do Anéis”( J.R.R. Tolkien)
A Muralha do Abismo tinha seis metros de altura, e era
tão larga que quatro homens podiam andar lado a lado
em cima dela, protegidos por um parapeito sobre o qual
apenas um homem alto poderia olhar. Em alguns
pontos havia fendas na pedra, através das quais os
combatentes podiam atirar. Podia-se chegar a esse
parapeito por uma escada que descia de uma porta no
pátio externo do Forte da trombeta; três lances de
degraus também conduziam para a parte superior da
muralha, saindo do Abismo lá embaixo; mas a parte da
frente era lisa, e as grandes pedras foram assentadas
com tal habilidade que não se via nenhuma saliência
nas suas junções, e no topo elas tinham a forma de um
penhasco esculpido pelo mar.

Considerações Finais
Um enunciado descritivo, portanto, é um enunciado de
ser. A descrição não é um objeto literário por princípio,
embora esteja sempre presente nos textos de ficção,
ela encontra-se nos dicionários, na publicidade, nos
textos científicos.
Há autores que apresentam a definição como um tipo
de texto descritivo. Para Othon M.Garcia (1973), "a
definição é uma fórmula verbal através da qual se
exprime a essência de uma coisa (ser, objeto, idéia)",
enquanto "a descrição consiste na enumeração de
caracteres próprios dos seres (animados e
inanimados), coisas, cenários, ambientes e costumes
sociais; de ruídos, odores, sabores e impressões
tácteis." Enquanto a definição generaliza, a descrição
individualiza, isto porque, quando definimos, estamos a
tratar de classes, de espécies e, quando descrevemos,
estamos a detalhar indivíduos de uma espécie.

Definições de futebol
Texto extraído de uma publicidade - encontramos aqui
uma interessante definição do futebol, feita de uma
maneira bastante diferente daquela que está nos
dicionários.
Futebol é bola na rede. Festa. Grito de golo. Não só.
Não mais. No Brasil de hoje, futebol é a reunião da
família, a redenção da Pátria, a união dos povos.
Futebol é saúde, amizade, solidariedade, saber vencer.
Futebol é arte, cultura, educação. Futebol é balé,
samba, capoeira. Futebol é fonte de riqueza. Futebol é
competição leal. Esta é a profissão de fé da ***. Porque
a *** tem o compromisso de estar ao lado do torcedor e
do cidadão brasileiro. Sempre.
Enciclopédia e Dicionário Koogan/Houaiss
Desporto no qual 22 jogadores, divididos em dois
conjuntos, se esforçam por fazer entrar uma bola de
couro na baliza do conjunto contrário, sem intervenção
das mãos. (As primeiras regras foram elaboradas em
1860).





CASD Vestibulares Redação 196


L LI IT TE ER RA AT TU UR RA A
Frente II
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 6 6 – – A AR RC CA AD DI IS SM MO O

A poesia é um modo de compreensão e de expressão
(...) É uma atitude em face do universo e uma
modalidade de tradução dessa atitude.
Tristão de Ataíde

CONTEXTO
O século XVIII ficou conhecido como o século das
luzes, graças ao esforço desenvolvido por um grupo de
pensadores, que fizeram da razão o soberano condutor
da vida humana, procurando irradiar a luz do
conhecimento. O Iluminismo foi um movimento que se
empenhou em retomar e expandir os ideais do
Renascimento, truncado pela Contra-Reforma. Porém,
o conjunto de idéias dessa filosofia chocava-se com
duas instituições poderosas da estrutura social da
época: o Estado absolutista e a Igreja. No plano
político, os iluministas rejeitaram o autoritarismo dos
reis absolutistas e começaram a estabelecer idéias de
democracia e igualdade; no plano religioso, chocaram-
se com as correntes dogmáticas, baseadas na fé. A
principal expressão do pensamento iluminista foi a
Enciclopédia, obra que representou o ponto mais alto
desse processo de fermentação de idéias e que,
somado aos conflitos de ordem social e política,
conduziram à Revolução Francesa (1789).
O triunfo desse espírito crítico se espalhou por todo
o mundo. Muitas monarquias absolutistas,
pressionadas, procuraram adaptar-se às novas idéias,
gerando o fenômeno do despotismo esclarecido. Na
América, deu-se a independência dos Estados Unidos e
a adoção de um Constituição. Outro fenômeno
relevante foi o da intensificação da atividade comercial,
relacionada à Revolução Industrial, que transformou a
vida da maior parte da população.

CARACTERÍSTICAS
O Arcadismo reflete a ideologia da classe
aristocrática em decadência e da alta burguesia,
insatisfeitas com o absolutismo real, com a pesada
solenidade do Barroco, com as formas sociais de
convivência rígidas, artificiais e complicadas. Como
expressão artística dessas camadas sociais, esse
movimento literário identifica-se com as idéias
iluministas e contesta o Barroco elitista e aristocrático,
valorizando o racionalismo e uma vida de prazeres
amenos (Aurea mediocritas**, Carpe diem**) em
oposição aos gastos exorbitantes dos nobres. Assim, a
fórmula básica do Arcadismo pode ser representada
assim: Verdade, razão e simplicidade.

Texto 1: Trecho de Marília de Dirceu, de Tomás
Antônio Gonzaga.
O ser herói, Marília, não consiste
Em queimar os Impérios: move a guerra,
Espalha o sangue humano,
E despovoa a terra
Também o mau tirano.
Consiste o ser herói em viver justo:
E tanto pode ser herói pobre,
Como o maior Augusto.

Texto 2: Soneto de Bocage.
Já se afastou de nós o Inverno agreste*
envolto nos seus úmidos vapores;
a fértil Primavera, a mãe das flores
O prado ameno de boninas* veste:

Varrendo os ares, o subtil* nordeste
Os torna azuis; as aves de mil cores
Adejam* entre Zéfiros*, e Amores,
E toma o fresco Tejo a cor celeste:

Vem, ó Marília, vem lograr* comigo
Destes alegres campos a beleza.
Destas copadas árvores o abrigo:

Deixa louvar da corte a vã grandeza:
Quanto me agrada mais estar contigo
Notando as perfeições da Natureza!
* agreste: inclemente, rigoroso. * subtil: sutil.
* bonina: planta de flores vistosas. * lograr: desfrutar.
* adejar: mover as asas para manter-se em equilíbrio no ar.
* Zéfiro: nome dado a ventos brandos.

A intensa e desordenada urbanização provocada
pela Revolução Industrial levou a uma constante
evocação do bucolismo**, do pastoralismo e do lema
fugere urbem**, como uma alternativa para a violência
e intranqüilidade das cidades. Como na literatura
clássica, a natureza adquire um sentido de simplicidade
e harmonia (locus amoenus**). Cultua-se o "homem
natural", isto é, o homem que "imita" a natureza em sua
ordenação, em sua serenidade, em seu equilíbrio, e
condena-se toda ousadia, extravagância, exacerbação
das emoções. Esta aproximação com o natural se dá
por intermédio de uma literatura de caráter pastoril: o
Arcadismo é uma festa campestre, representando a
descuidada existência de pastores e pastoras na paz
do campo, entre ovelhinhas.

Texto 3: Soneto de Cláudio Manuel da Costa.
Torno a ver-vos, ó montes; o destino
Aqui me torna a pôr nestes oiteiros*;
Onde um tempo os gabões* deixei grosseiros
Pelo traje da Côrte rico, e fino.

Aqui estou entre Almendro, entre Corino*,
Os meus fiéis, meus doces companheiros,
Vendo correr os míseros vaqueiros
Atrás de seu cansado desatino.

Se o bem desta choupana pode tanto,
Que chega a ter mais preço, e mais valia,
Que da cidade o lisonjeiro encanto;

Aqui descanse a louca fantasia;
E o que té agora se tornava em pranto,
Se converta em afetos de alegria.
* oiteiro: pequeno monte, colina.
* gabão: capote de mangas ou casacão, com capuz e cabeção.
197 Literatura CASD Vestibulares



* Almendro, Corino: nomes de pastores.

Texto 4: Trecho de Marília de Dirceu, de Tomás
Antônio Gonzaga.
Enquanto pasta alegre o manso gado,
minha bela Marília, nos sentemos
à sombra deste cedro levantado.
Um pouco meditemos
na regular beleza,
Que em tudo quanto vive nos descobre
A sábia natureza.

Porém, essa literatura pastoril não surge da
vivência direta da natureza. Pode-se dizer que uma
distância infinita separa os pastores reais dos
"pastores" árcades. E que sua poesia campestre é
meramente uma convenção, ou seja, uma espécie de
modismo de época a que todo escritor deve se
submeter. Perdendo suas ligações com a realidade, a
obra literária se converterá muitas vezes, num
inconseqüente jogo de espíritos ociosos, os quais
encontrarão na estilizada natureza pastoril algo como
um paraíso perdido.
Processa-se também um retorno ao universo de
referências clássicas, que é proporcional à reação anti-
barroca do movimento. O escritor árcade está
preocupado em ser simples, racional, inteligível (inutilia
truncat**). E para atingir esses requisitos exige-se a
imitação dos autores consagrados da Antiguidade,
preferencialmente os pastoris. Logo, só a imitação dos
clássicos asseguraria a vitalidade, o racionalismo e a
simplicidade da manifestação literária. Deduz-se daí
que se encontram traços como universalismo,
idealização amorosa e a natureza - principal elemento
de sua estética - não é a dos poetas do período, e sim
a natureza das éclogas* de Virgílio e dos idílios* de
Teócrito, os dois autores mais imitados pelos árcades.
Por isso, o Arcadismo também é conhecido por
Neoclassicismo.
Observe-se, também, a contínua utilização da
mitologia clássica. Esta mitologia, que era um acervo
cultural concreto de Grécia, Roma e mesmo do
Renascimento, agora se converte apenas num recurso
poético de valor duvidoso. Mais outra convenção,
tornada obrigatória pelo prestígio dos modelos antigos.

Texto 5: Trecho de Marília de Dirceu, de Tomás
Antônio Gonzaga
Pintam, Marília, os poetas
a um menino vendado,
com uma aljava* de setas,
arco empunhado na mão;
ligeiras asas nos ombros,
o terno corpo despido,
e de Amor ou de Cupido
são os nomes que lhe dão.
* aljava: estojo onde se colocavam as setas.

A constante e obrigatória utilização de imagens
clássicas tradicionais acaba sedimentando uma poesia
despersonalizada. A renúncia à manifestação subjetiva
faz parte do "decoro e da dignidade" do homem
virtuoso. O poeta deve expressar sentimentos comuns,
genéricos, médios, reduzindo suas criações a fórmulas
convencionais. O conteúdo passional, a impulsividade e
o frenesi íntimo, que costumamos ver no amor, são
dissolvidos em pura galanteria, isto é, a paixão
normalmente transforma-se num jogo de galanteios.
Quando o poeta declara seu amor à pastora, o faz
de uma maneira elegante e discreta, exatamente
porque as regras desse jogo exigem o respeito à
etiqueta afetiva. Assim, o seu "amor" pode ser apenas
um fingimento, um artifício de imagens repetitivas e
banalizadas.

* écloga: poesia pastoril, em geral dialogada.
* idílio: pequena composição poética de caráter campestre.

** Aurea mediocritas: simplicidade do ouro.
** Carpe diem: aproveite o dia.
** bucolismo: relativo à natureza ou à vida natural.
** Fugere urbem: fugir das cidades.
** Locus amoenus: lugar agradável.
** Inutilia truncat: cortar os excessos, o que é inútil.

ARCADISMO EM PORTUGAL
O Arcadismo foi marcado pela formação de
academias literárias, que eram agremiações que tinham
por objetivo promover um debate permanente sobre a
criação artística, avaliar criticamente a produção de
seus afiliados e facilitar a publicação de suas obras.
Pouco antes da era pombalina, o início do Arcadismo
em Portugal se dá com a criação da Arcádia Lusitana,
em 1756. A maior expressão do arcadismo português é
Manoel Maria Barbosa du Bocage, também conhecido
pelo pseudônimo pastoril Elmano Sadino.

MANOEL MARIA DU BOCAGE (1765-1805)
Obra: Rimas (6 volumes publicados entre 1791 e 1853,
que abrangem vários gêneros poéticos).
Bocage foi extremamente respeitado pela sua
poesia lírica, que contou com duas fases: a primeira
quando ainda escrevia de acordo com os padrões
árcades e integrava a Arcádia Lusitana; a segunda
quando, tachando os clichês árcades de insípidos* e
superficiais, passa a escrever de forma a extravasar
sua sensibilidade e, assim, prenuncia já o Romantismo
por tratar de temas como morte, desespero, horror e
solidão.
Em muitos desses poemas pré-românticos,
percebe-se uma certa dubiedade, revelando o quanto
ele oscilou entre um estado de contemplação filosófica
e submissão total ao amor ou à obsessão pela morte.
Se se somar a isso um certo individualismo, a certeza
de um destino infeliz e a dinamização da natureza,
delineiam-se com mais precisão os contornos
antecipadores do Romantismo em sua poesia.

Texto 6: Soneto da 1ª fase lírica de Bocage.
Olha, Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes*!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros a brincar por entre as flores?

Vê como ali, beijando-se, os Amores
Incitam nossos ósculos* ardentes:
Ei-las de planta em planta as inocentes,
As vagas borboletas de mil cores:

Naquele arbusto o rouxinol suspira,
CASD Vestibulares Literatura 198



Ora nas folhas a abelhinha pára,
Ora nos ares, sussurrando, gira.

Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu te não vira
Mais tristeza que noite me causara.
* cadente: com cadência. * ósculo: beijo.

Texto 7: Soneto da 2ª fase lírica de Bocage.
Ó retrato da Morte! Ó Noite amiga,
Por cuja escuridão suspiro há tanto!
Calada testemunha de meu pranto,
De meus desgostos secretária antiga!

Pois manda Amor que a ti somente os diga
Dá-lhes pio* agasalho no teu manto;
Ouve-os, como costumas, ouve, enquanto
Dorme a cruel que a delirar me obriga.
E vós, ó cortesãos da escuridade,
Fantasmas vagos, mochos* piadores,
Inimigos, como eu, da claridade!

Em bandos acudi aos meus clamores;
Quero a vossa medonha sociedade,
Quero fartar o meu coração de horrores.
* pio: caridoso. * mocho: coruja.

Indiscutivelmente, Bocage tornou-se um dos poetas
mais populares da Literatura portuguesa, sobretudo,
pela exuberante veia erótico-satírica, manifesta em
versos de linguagem obscena e/ou agressiva.

Texto 8: Aos sócios da "Nova Arcádia"
Vós, ó Franças, Semedos, Quintanilhas,
Macedos* e outras pestes condenadas;
Vós, de cujas buzinas penduradas
Tremem de Jove* as melindrosas* filhas;

Vós, néscios*, que mamais das vis quadrilhas
Do baixo vulgo insossas gargalhadas,
Por versos maus, por trovas aleijadas,
De que engenhais as vossas maravilhas,

Deixai Elmano, que, inocente e honrado
Nunca de vós se lembra, meditando
Em coisas sérias, de mais alto estado.

E se quereis, os olhos alongando,
Ei-lo! Vede-o no Pindo* recostado,
De perna erguida sobre vós mijando.
* Franças,..., Macedos: pseudônimos de escritores árcades da época.
* Jove: Júpiter, senhor dos deuses na mitologia latina.
* melindrosa: delicada, mimosa. * néscio: ignorante.
* Pindo: maciço montanhoso da Grécia. Um de seus cumes era
consagrado a Apolo e às Musas.

Texto 9: Exemplo da poesia erótica de Bocage.
Meus braços nus, meu colo, eu toda estava
Coberta de sinais de ardentes beijos.
Os leves trajos que ainda conservava,
Em vão eu quis suster: rápido impulso
Guiava Alcino: de Hércules as forças
Ali vencera...As minhas que fariam?
Co´as forças do pudor desfalecido
Deixei fartar seus olhos, e seus gestos.
“Que lindos membros!... Que divinais formas!...
* insípido: desagradável; tedioso; monótono.
ARCADISMO NO BRASIL
A descoberta do ouro na região de Minas Gerais,
em fins do século XVII, significa o início de grandes
mudanças na sociedade colonial brasileira. A corrida
em busca do metal precioso desloca para serras uma
multidão de aventureiros. A abundância do ouro gera
extraordinária riqueza e os primeiros acampamentos de
mineiros transformam-se rapidamente em cidades.
A existência citadina (medíocre até o século
anterior) aproxima as pessoas através da vizinhança. A
literatura, a exemplo da música, vai funcionar, nesta
circunstância, como elemento de ligação social, de
conversação e de prestígio. Nos saraus - muito comuns
na época - pessoas ilustradas vão ouvir recitais de
poemas e pequenas peças musicais, emitirão opiniões,
trocarão impressões e acabarão constituindo o núcleo
de um público regular e permanente, interessado em
arte, sobretudo, na arte literária.
Surgem Academias e Arcádias, associações de
intelectuais - geralmente poetas - com objetivos e
princípios literários comuns. Pela primeira vez, no país,
temos uma noção de escola artística, entendida como a
articulação de um grupo numeroso de letrados em torno
de valores estéticos e ideológicos. A partir de então, de
forma contínua, autores produziriam obras que seriam
consumidas por gerações de leitores. Ou seja, quando
o crescimento urbano estrutura o sistema literário, cria
também as condições mínimas para o surgimento de
uma literatura autônoma.
Contudo, a partir da segunda metade do século
XVIII, a produção aurífera começa a cair e as minas
dão sinais de esgotamento. O crescente endividamento
dos proprietários de minas com a Coroa aumenta o
desconforto e a repulsa pelo fisco insaciável. Na
consciência de muitos ecoa o sucesso da
Independência Americana, de 1776. E também a força
subversiva das idéias iluministas - expressas em livros
que circulam clandestinamente por Vila Rica e outras
cidades. Tudo isso termina por estimular membros das
elites e alguns representantes populares ao levante de
1789. Apenas a traição de Joaquim Silvério impedirá
que a Inconfidência Mineira chegue a bom termo.
Porém, o martírio de Tiradentes e a participação de
poetas árcades (dentre esses escritores, figuravam
grandes nomes do Arcadismo brasileiro, tais como
Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa),
no esforço revolucionário, transformam a sedição* no
episódio de maior grandeza do passado colonial
brasileiro.
* sedição: perturbação da ordem pública; revolta.

CLÁUDIO MANUEL DA COSTA (1729-1789)
Obras: Obras poéticas, Vila Rica.
Cláudio Manuel da Costa (Glauceste Saturnio) é
um curioso caso de poeta de transição. Ele reconhece
e admira os princípios estéticos do Arcadismo, aos
quais pretende se filiar, mas não consegue vencer as
fortes influências barrocas e camonianas que marcaram
a sua juventude intelectual. Racionalmente um árcade,
emotivamente um barroco.
O poeta admite a contradição que existe entre o
ideal poético e a realidade de sua obra. Com efeito, se
os poemas estão cheios de pastores - comprovando o
projeto de literatura árcade - o seu gosto pela antítese e
a preferência pelo soneto indicam a herança de uma
199 Literatura CASD Vestibulares



tradição que remonta ao Camões lírico e à poesia
portuguesa do século XVII.
Aliás, os seus temas são quase sempre barrocos.
O desencanto com a vida, a brevidade dolorosa do
amor, a rapidez com que todos os sentimentos passam
são os motivos principais de sua expressão. Motivos
barrocos. Contudo, para o homem barroco do século
XVII, havia a perspectiva da divindade. Para o poeta de
transição, existe apenas o sofrimento. E desse
sofrimento dos amores perdidos e de sua ânsia em
revivê-los, nasce a desolada angústia de alguém que,
procurando o objeto de sua paixão, não o encontra. A
todo instante, o autor vale-se de antíteses - típico
procedimento barroco - para registrar os seus conflitos
pessoais.

Texto 10: Soneto.
Quando cheios de gosto, e de alegria
Estes campos diviso* florescentes,
Então me vêm as lágrimas ardentes
Com mais ânsia, mais dor, mais agonia.

Aquele mesmo objeto, que desvia
Do humano peito as mágoas inclementes,
Esse mesmo em imagens diferentes
Toda a minha tristeza desafia.

Se das flores a bela contextura
Esmalta o campo na melhor fragrância,
Para dar uma idéia da ventura;

Como, ó Céus, para os ver terei constância,
Se cada flor me lembra a formosura
Da bela causadora de minha ânsia?
* divisar: avistar.

Texto 11: Soneto.
Nise? Nise? Onde estás? Aonde espera
Achar-te uma alma, que por ti suspira,
Se quanto a vista se dilata, e gira,
Tanto mais de encontrar te desespera!

Ah se ao menos teu nome ouvir pudera
Entre esta aura suave, que respira!
Nise, cuido, que diz; mas é mentira.
Nise, cuidei que ouvia; e tal não era.

Grutas, troncos, penhascos da espessura,
Se o meu bem, se a minha alma em vós se
[esconde,
Mostrai, mostrai me a sua formosura.

Nem ao menos o eco me responde!
Ah como é certa a minha desventura!
Nise? Nise? onde estás? aonde? aonde?

A síntese admirável desta visão pungente das
relações amorosas é encontrada no soneto XXII:
sentado sobre uma rocha, o pastor Fido chora a sua
desventura de amor e, num belo jogo de inversões, as
lágrimas que derrama fazem brotar um rio na pedra,
enquanto ele, cristalizando (eternizando) a sua dor,
transforma-se em estátua:

Texto 12: Soneto XXII
Neste álamo* sombrio, aonde a escura
Noite produz a imagem do segredo;
Em que apenas distingue o próprio medo
Do feio assombro a hórrida figura

Aqui, onde não geme, nem murmura
Zéfiro* brando em fúnebre arvoredo,
Sentado sobre o tosco de um penedo*
Chorava Fido a sua desventura.

Às lágrimas, a penha* enternecida
Um rio fecundou, donde manava
D'ânsia mortal a cópia derretida;

A natureza em ambos se mudava;
Abalava-se a penha comovida;
Fido, estátua de dor, se congelava.
* álamo: árvore de grande porte. * Zéfiro: vento suave.
* penedo: rocha do penhasco. * penha: rocha.

O crítico Antônio Cândido mostra que esta
preferência por imagens e cenários onde predominam a
pedra, a rocha e os penhascos, indica a maior das
contradições de Cláudio Manuel da Costa. Educado em
Portugal, lá encontra a sua pátria intelectual, lá dialoga
com a cultura do Ocidente, lá forja suas concepções
artísticas. No entanto, o seu inconsciente está preso à
sua pátria afetiva, à pátria das primeiras emoções, da
infância e da adolescência. Sua memória gira em torno
deste mundo feito das rochas e das pedras de Minas
Gerais. Por isso, a todo momento elas afloram em seus
poemas europeizados, como símbolos das raízes
brasileiras, que ele não quer (ou não consegue)
eliminar.
Além do gênero lírico, Cláudio Manuel da Costa
tenta a epopéia num poemeto chamado Vila Rica, onde
canta a fundação da cidade e procura mostrá-la já
incorporada aos padrões civilizatórios europeus. Apesar
da influência visível de O Uraguai, de Basílio da Gama,
o resultado é de uma mediocridade irremediável.

Texto 13: Fragmento da obra Vila Rica
Cantemos, Musa, a fundação primeira
Da Capital das Minas; onde inteira
Se guarda ainda, e vive inda a memória,
Que enche de aplauso de Albuquerque a história.

Tu, pátrio ribeirão, que em outra edade
Deste assunto a meu verso, na egualdade
De um épico transporte, hoje me inspira
Mais digno influxo; por que entoe a lira;

Porque leve o meu canto ao clima estranho
O claro herói, que sigo, e que acompanho:
Faze vizinho ao Tejo, enfim que eu veja
Cheias de Ninfas de amorosa inveja.

TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA (1744-1810)
Obras: Marília de Dirceu, Cartas Chilenas.
Depois de concluir o curso de Direito em Coimbra,
Gonzaga (Dirceu) passou a viver em Vila Rica, onde
iniciou sua atividade literária e suas relações amorosas
com Maria Dorotéia de Seixas. Porém, em 1789,
Gonzaga foi preso, acusado de participar da
Inconfidência, e mandado ao Rio de Janeiro, onde ficou
CASD Vestibulares Literatura 200



encarcerado até 1792, quando foi exilado para
Moçambique.
Esses fatos dão à sua poesia, escrita antes e
durante a prisão, maior subjetividade, espontaneidade e
emotividade, com o que Gonzaga conseguiu quebrar
em grande parte a rigidez dos princípios árcades,
prenunciando o Romantismo.
A poesia lírica de Tomás Antônio Gonzaga
representa, sem dúvida, o melhor momento da criação
literária no Brasil do século XVIII, sendo Marília de
Dirceu sua grande obra.

Marília de Dirceu
Uma das obras líricas mais estimadas e lidas no
país, Marília de Dirceu permite duas abordagens
igualmente válidas. A primeira mostra-a como o texto
árcade por excelência. A segunda aponta para sua
dimensão pré-romântica.
O pastoralismo, a galanteria, a clareza, a recusa
em intensificar a subjetividade, o racionalismo
neoclássico que transforma a vida num caminho fácil
para as almas sossegadas, eis alguns dos elementos
que configuram o Arcadismo nas liras de Tomás
Antônio Gonzaga, especialmente as da primeira parte
do livro, produzidas ainda em liberdade.
As vinte e três liras iniciais de Marília de Dirceu são
autobiográficas dentro dos limites que as regras
árcades impõem à confissão pessoal, isto é, o EU não
deve expor nada além do permitido pelas convenções
da época. Assim um pastor (que é o poeta) celebra, em
tom moderadamente apaixonado, as graças da pastora
Marília, que conquistou o seu coração:

Texto 14: Trechos da 1ª parte da obra.
Os teus olhos espalham luz divina,
A quem a luz do Sol em vão se atreve:
Papoula*, ou rosa delicada, e fina,
Te cobre as faces, que são cor de neve.
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
Teu lindo corpo bálsamos* vapora.
Ah! Não, não fez o Céu, gentil Pastora,
Para glória de Amor igual tesouro.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
(...)
Tu, Marília, agora vendo
Do Amor o lindo retrato
Contigo estarás dizendo
Que é este o retrato teu.
Sim, Marília, a cópia é tua,
Que Cupido é Deus suposto:
Se há Cupido, é só teu rosto
Que ele foi quem me venceu.
* papoula: planta de grandes flores coloridas. * bálsamo: perfume.

Percebe-se no poema o enquadramento dos
impulsos afetivos dentro do amor galante. Estamos
longe do passionalismo romântico. A expressão
sentimental vale-se de alegorias mitológicas e
concentra-se em fórmulas mais ou menos graciosas.
Vamos encontrar um conjunto de frases feitas sobre os
encantos da amada, sobre as qualidades do pastor
Dirceu e sobre a felicidade do futuro relacionamento
entre ambos. Conforme o gosto do período, há um
esforço para cantar as qualidades da vida em família,
do casamento, das módicas alegrias que sustentam um
lar. Na verdade, o pastor Dirceu é um pacato
funcionário público que sonha com a tranqüilidade do
matrimônio, alheio a qualquer sobressalto, certo de que
a domesticidade gratificará Marília. Por isso, ele trata
de ressaltar a estabilidade de sua situação econômica:

Texto 15: Trechos da 1ª parte da obra.
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, de expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal* e nele assisto*;
Dá-me vinho, legume, frutas, azeite.
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
(...)
Mas tendo tantos dotes da ventura,
Só apreço lhes dou, gentil Pastora,
Depois que teu afeto me segura,
Que queres do que tenho ser senhora.
É bom, minha Marília, é bom ser dono
De um rebanho, que cubra monte, e prado;
Porém, gentil Pastora, o teu agrado
Vale mais q’um rebanho, e mais q’um trono.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
(...)
Irás a divertir-te na floresta,
Sustentada, Marília, no meu braço;
Ali descansarei a quente sesta,
Dormindo um leve sono em teu regaço:
Enquanto a luta jogam os Pastores,
E emparelhados correm nas campinas,
Toucarei teus cabelos de boninas,
Nos troncos gravarei os teus louvores.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
* casal: pequena propriedade rústica. * assistir: morar.

Há em Tomás Antônio, o gosto típico do século
XVIII pela existência moderada e amena. Hoje,
chamaríamos esta perspectiva de pequeno-burguesa.
Contudo, o ideal de equilíbrio, compostura e honradez,
em seu tempo, é progressista. Enquadra-se no princípio
da "aurea mediocritas", da "mediania de ouro", isto é, a
aspiração a uma vida comum, uma vida de classe
média.
Estando ligado às concepções rígidas do
Arcadismo, Tomás Antônio Gonzaga tende à
generalização insossa dos sentimentos e ao amor
comedido e discreto. Mas há vários momentos, em
Marília de Dirceu, que indicam um desejo de
confidência e onde aparecem atrevimentos eróticos
surpreendentes. São momentos de emoção genuína: o
poeta lembra que o tempo passa, que com os anos os
corpos se entorpecem, e convoca Marília para o "carpe
diem" renascentista:

Texto 16: Trecho da 1ª parte da obra.
Ornemos nossas testas com as flores,
E façamos de feno um brando leito;
Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,
201 Literatura CASD Vestibulares



Gozemos do prazer de sãos Amores.
Sobre as nossas cabeças,
Sem que o possam deter, o tempo corre;
E para nós o tempo, que se passa,
Também, Marília, morre.

A tristeza da prisão domina a segunda e a terceira
partes do poema. Há uma tendência maior à confissão.
Por outro lado, as convenções arcádicas diminuem e o
equilíbrio neoclássico é várias vezes rompido pelo tom
de desabafo que percorre o texto. Nem sempre a
amargura confere vigor poético aos versos, que
continuam controlados nas imagens, nos ritmos e na
pintura das emoções. Mas, aqui e ali, surgem flagrantes
de grande beleza lírica, centrados nos sentimentos de
injustiça, de medo do futuro e de medo da morte e,
acima de tudo, na lembrança dolorosa de Marília. Estas
passagens induziram alguns críticos a considerá-las
manifestações de pré-romantismo.

Texto 17: Trechos da 2ª parte da obra.
Já não cinjo* de louro a minha testa;
Nem sonoras canções o Deus me inspira:
Ah! que nem me resta
Uma já quebrada,
Mal sonora Lira*!
(...)
Nesta cruel masmorra tenebrosa
Ainda vendo estou teus olhos belos,
A testa formosa,
Os dentes nevados,
Os negros cabelos.
(...)
As faces vão perdendo as vivas cores,
E vão-se sobre os ossos enrugando,
Vai fugindo a viveza dos meus olhos;
Tudo se vai mudando.
(...)
* cingir: ornar. * lira: instrumento musical de corda.

Apesar de seus inúmeros defeitos, Marília de
Dirceu possui um encanto que mantém cativo os seus
leitores: a linguagem simples e aparentemente
espontânea. O poeta disfarça o seu esforço na
construção da obra, através de um ritmo gracioso,
alternando versos de dez e seis sílabas (decassílabos e
hexassílabos). Usa também uma espécie de rima
quebrada, combinado o segundo e o quarto versos,
enquanto os outros são brancos. Vale-se, por vezes, do
refrão e foge de todo e qualquer ornamento retórico de
origem barroca. Mesmo quando as imagens clássicas
tornam as liras afetadas e artificiais, o estilo continua
simples, direto, envolvente.

Cartas Chilenas
Como poeta satírico, Tomás A. Gonzaga produziu
Cartas Chilenas, que circularam clandestinamente em
Vila Rica e registraram a insatisfação das elites
mineiras para com a administração do governador
Cunha Menezes, ridicularizado como “Fanfarrão
Minésio”. Em treze cartas, assinadas por Critilo
(pseudônimo do poeta), escritas em versos
decassílabos brancos e endereçadas a Doroteu (que se
pressupõe seja o amigo Cláudio M. da Costa), Gonzaga
denunciou a corrupção produzida pelo governador e
pela corja de velhacos que o protegia.
Ainda há algumas dúvidas a respeito da autoria
desta obra satírica, mas todos os indícios apontam para
o autor de Marília de Dirceu. O que já se tornou
consenso é o caráter pessoal dos ataques, não
havendo nenhuma insinuação nativista ou desejo de
sublevação revolucionária nos mesmos.

Texto 18: Fragmento de Cartas Chilenas
Do nosso Fanfarrão? Tu não o viste
Em trajes de casquilho*, nessa corte?
E pode, meu amigo, de um peralta*
Formar-se, de repente, um homem sério?
Carece, Doroteu, qualquer ministro
Apertados estudos, mil exames,
E pode ser o chefe onipotente
Quem não sabe escrever uma só regra
Onde, ao menos, se encontre um nome certo?
(...)
Agora, Fanfarrão, agora falo
Contigo, e só contigo. Por que causa
Ordenas que se faça uma cobrança
Tão rápida e tão forte contra aqueles
Que ao erário* só devem tênues somas?
Não tens contratadores, que ao rei devem,
De mil cruzados centos e mais centos?
Uma só quinta parte, que estes dessem,
Não matava, do erário, o grande empenho*?
O pobre, porque é pobre, pague tudo,
E o rico, porque é rico, vai pagando
Sem soldados à porta, com sossego!
Não era menos torpe, e mais prudente
Que os devedores todos se igualassem?
(...)
Não quis o nosso herói chamasse a moça,
Para mestre das obras, um pedreiro,
Entregou o conserto ao grão-tenente,
Que o fez baratinho, c’o massame*
Que pertencia às obras da cadeia.
Entende Fanfarrão que não devia
Deixar ao desamparo a sua dama;
Que a lei da Igreja pede que amparemos
As que, por nossa culpa, se perderam,
E a lei da fidalguia, que professa
O nosso chefe, manda que ele ampare
As mesmas, que na fama já têm nota,
Contanto que isto seja à custa alheia.
Chama, pois, o bom chefe a um peralta,
Que era cabo de esquadra, e lhe comete
A glória de casar com uma dama
Que, se não fez descer dos céus à terra
Ao Supremo Tonante, fez, contudo,
Humanizar um chefe, que descende
Da mais distinta, mais soberba raça.
* traje de casquilho: veste com apuro exagerado.
* peralta: indivíduo ocioso, vadio.
* erário: recursos financeiros do poder público.
* empenho: despesa pública.
* massame: mistura de tijolos e argamassa de cimento.

OS ÁRCADES ÉPICOS
O esforço neoclássico do século XVIII leva alguns
autores a sonhar com a possibilidade de um retorno ao
sentido épico do mundo antigo. No entanto, numa era
onde as concepções burguesas, o racionalismo e a
CASD Vestibulares Literatura 202



Ilustração triunfam, o heroísmo guerreiro ou aventureiro
parecem irremediavelmente fora de moda. A epopéia
ressurge, é verdade, mas quase como farsa. Houve,
durante o Arcadismo, duas manifestações de árcades
que elaboraram, além da poesia neoclássica, também a
poesia épica: Basílio da Gama, com a obra O Uraguai
e Frei Santa Rita Durão, com a obra Caramuru.
Basílio da Gama (Termindo Sipílio) estudara em
colégio jesuíta no Brasil, foi para Portugal na época de
perseguição pombalina aos jesuítas e acusado de
jesuitofilia. Portanto, com a finalidade de livrar-se das
acusações do Marquês de Pombal, escreveu poema
com as idéias do político e criou na figura do jesuíta,
que permeia a obra, uma espécie de mau-caráter,
instigador de lutas.
A obra de Frei Santa Rita Durão é posterior à de
Basílio e foi publicada em pleno reinado de D. Maria I, a
louca; no entanto, reflete ainda a política pombalina:
defesa do território, expansão econômica e
fortalecimento do poder regente; ou seja, o Herói deve
lealdade ao rei, servindo-o e auxiliando-o como
colonizador, desbravador e defensor da terra. Além do
que, põe-se também a catequizar os indígenas,
convertendo-os ao catolicismo.

O Uraguai
Compare-se, por exemplo, a grandeza do assunto
de Os Lusíadas - os notáveis descobrimentos de Vasco
da Gama - com o mesquinho tema de O Uraguai - a
tomada das Missões jesuíticas do Rio Grande do Sul
pela expedição punitiva de Gomes Freire de Andrade,
em 1756 - para se ter uma idéia das diferenças que
separam as duas obras. A pobreza temática impele
Basílio da Gama a substituir o modelo camoniano de
dez cantos por um poema épico de apenas cinco
cantos, constituídos por versos brancos, ou seja, versos
sem rimas. O enredo situa-se todo em torno dos
eventos expedicionários e de um caso de amor e morte
no reduto missioneiro.
No primeiro canto, Gomes Freire fala a respeito dos
motivos da expedição. No segundo, trava-se a batalha
entre conquistadores e índios, com a derrota dos
últimos, apesar da valentia de seus principais chefes,
Cacambo e Sepé. No terceiro canto, por motivos que o
autor não aponta, Cacambo é preso e envenenado pelo
jesuíta Balda. No quarto canto, tudo se esclarece:
Balda queria casar o índio Baldeta, seu protegido e,
provavelmente, seu filho, com Lindóia, esposa de
Cacambo, mas ela prefere se deixar picar por uma
serpente e morre. No último canto, temos a vitória final
da expedição luso-espanhola e a descrição do templo
central das Missões.
O curioso é que, fracassando como epopéia, o
poema narrativo de Basílio da Gama tem passagens de
excelente força dramática e lírica. De longe a cena mais
conhecida de O Uraguai é a da morte da jovem Lindóia,
que se suicida para fugir a um casamento indesejado.
Quer dizer, o momento supremo do texto é lírico e não
épico.

Texto 19: Fragmentos de O Uraguai (morte de
Lindóia).
Parte de antigo bosque, escuro e negro,
Onde, ao pé duma lapa* cavernosa,
Cobre uma rouca fonte, que murmura,
Curva latada e jasmins e rosas.
Este lugar delicioso e triste,
Cansada de viver, tinha escolhido
Para morrer a mísera Lindóia.
(...)
Descobrem que se enrola no seu corpo
Verde serpente, e lhe passeia e cinge
Pescoço e braços, e lhe lambe o seio.
Fogem de a ver assim sobressaltados
E param cheios de temor ao longe;
(...)
Inda conserva o pálido semblante
Um não sei quê de magoado, e triste,
Que os corações mais duros enternece.
Tanto era bela no seu rosto a morte!
* lapa: grande pedra ou laje que forma um abrigo.

Além disso, a apologia das façanhas de Gomes
Freire de Andrade e seus soldados, que invadem e
conquistam as reduções missioneiras para o
cumprimento do tratado de Madri, de 1750, é a parte
mais fraca do poema. Percebe-se aí a louvação
implícita ao Marquês de Pombal, responsável pela ação
destruidora e símbolo da ordenação racional européia.
(O livro, aliás, é dedicado ao irmão do primeiro-
ministro). Só que o efeito deste expansionismo do
Império é o apocalipse dos Sete Povos das Missões.

Texto 20: Fragmentos de O Uraguai.
Fumam ainda nas desertas praias
Lagos de sangue tépidos* e impuros
Em que ondeiam cadáveres despidos,
Pasto de corvos. Dura inda nos vales
O rouco som da irada artilharia.
Musa, honremos o Herói que o povo rude
Subjugou do Uraguai, e no seu sangue
Dos decretos reais lavou a afronta.
Ai tanto custas, ambição de império!
E Vós, por quem o Maranhão pendura
(...)
Tatu-Guaçu mais forte na desgraça
Já banhado em seu sangue pretendia
Por seu braço ele só pôr termo à guerra.
Caitutu de outra parte altivo e forte
Opunha o peito à fúria do inimigo,
E servia de muro à sua gente.
(...)
Tinha-se retirado da peleja*
Caitutu mal ferido; e do seu corpo
Deixa Tatu-Guaçu por onde passa
Rios de sangue. Os outros mais valentes
Ou eram mortos, ou feridos. Pende
O ferro vencedor sobre os vencidos.
Ao número, ao valor cede Cacambo:
Salva os índios que pode, e se retira.
* tépido: morno. * peleja: batalha.

O choque das intenções racionalistas da Europa e
o primitivismo americano torna-se melancólico (e
portanto, não-épico) quando o general Gomes Freire
dialoga com os chefes indígenas, Cacambo e Sepé. O
ponto-de-vista de Basílio da Gama diante da conversa
entre os inimigos revela-se paradoxal: em termos
ideológicos, ele se coloca ao lado dos europeus mas,
em termos sentimentais, simpatiza com os índios.
203 Literatura CASD Vestibulares



A contradição que envolve Basílio da Gama por
glorificar tanto o conquistador quanto o índio
missioneiro é equacionada pela crítica feroz a um
terceiro elemento: o jesuíta. Já no poema, o único
jesuíta que aparece, padre Balda, é ambicioso e
pérfido*. Não satisfeito, o autor se vale de notas
explicativas em profusão, nas quais acusa os padres
como responsáveis pelo conflito.
A crítica se divide a respeito do indianismo do
autor. Alguns assinalam a presença de um forte sentido
antieuropeu neste indianismo, porém a maioria inclina-
se a ver em O Uraguai apenas pastores árcades
travestidos de indígenas. E a repulsa dos mesmos aos
desígnios dos governos europeus, de acordo com o
poema e com as intenções do escritor, não seria
motivada por qualquer nacionalismo. Seria apenas a
rejeição do "homem natural" do Arcadismo ao mundo
urbano. No entanto, não se pode deixar de reconhecer
que O Uraguai será retomado pelos românticos como
um precursor do indianismo do século XIX.
* pérfido: traidor.

Caramuru
O poema épico Caramuru é publicado doze anos
depois de O Uraguai, contudo não existe uma
continuidade entre ambos. Nem formal, nem ideológica.
Ao contrário de Basílio da Gama, admirador de Pombal,
Santa Rita Durão lembra o período pombalino como
uma época de horrores. Assim, a visão anti-jesuítica de
seu antecessor cede lugar a uma narrativa de
inspiração religiosa.
Também ao inverso de Basílio da Gama, que
procurou inovar usando versos brancos e dividindo o
poema em apenas cinco cantos, o frei segue
rigidamente o modelo camoniano de Os Lusíadas.
Realiza seu poema em dez cantos, com estrofes de oito
versos decassílabos e rimados. Sua pretensão, tão
maiúscula quanto a sua falta de criatividade, é compor
uma obra-síntese sobre a colonização do Brasil: “Os
sucessos do Brasil não mereceriam menos um poema
que os da Índia. Incitou-me a escrever este, o amor
pela Pátria.”
O poema narra a história do aventureiro Diogo
Álvares Correia, que naufraga na costa da Bahia, no
século XVI, sendo recolhido por índios. Ele os
maravilha com sua espingarda, procurando depois
catequizá-los e colonizá-los. Esta junção do herói
português com o herói católico é representado pelo
desejo de Caramuru em desposar uma jovem indígena
e assim sacramentar a união entre os nativos e os
conquistadores.
Noiva então com a casta Paraguaçu, filha de um
cacique e, como não há padres para efetivar o
matrimônio, os noivos embarcam, ainda puros, numa
caravela francesa, rumo à Europa. Lá, a exótica dupla
dos trópicos vai deslumbrar a requintada Corte da
França. Na partida do litoral brasileiro, ocorre a cena
mais famosa de Caramuru: jovens indígenas
apaixonadas pelo "filho do trovão" nadam em
desespero atrás do navio, suplicando que o herói não
se fosse. Em certo momento, já debilitadas resolvem
retornar à terra. Uma indígena, entretanto, prefere
morrer a perder de vista o homem branco. É Moema,
que vai perecer tragada pelas ondas:

Texto 21: Fragmentos de Caramuru (morte de
Moema).
É fama então que a multidão formosa
as damas, que Diogo pretendiam,
Vendo avançar-se a nau* na via undosa*,
E que a esperança de o alcançar perdiam,
Entre as ondas com ânsia furiosa,
Nadando o esposo pelo mar seguiam,
E nem tanta água que flutua vaga
ardor que o peito tem, banhando apaga.

Copiosa multidão da nau francesa
Corre a ver o espetáculo assombrada;
E, ignorando a ocasião de estranha empresa,
Pasma da turba feminil que nada.
Uma, que às mais precede em gentileza,
Não vinha menos bela do que irada:
Era Moema, que de inveja geme,
E já vizinha à nau se apega ao leme.
(...)
Enfim, tens coração de ver-me aflita,
Flutuar moribunda entre estas ondas;
Nem o passado amor teu peito incita
A um ai somente com que aos meus respondas!
Bárbaro, se esta fé teu peito irrita,
(Disse, vendo-o fugir), ah! não te escondas
Dispara sobre mim teu cruel raio...
E indo a dizer o mais, cai num desmaio.

Perde o lume* dos olhos, pasma e treme,
Pálida a cor, o aspecto moribundo,
Com mão já sem vigor, soltando o leme,
Entre as salsas* escumas desce ao fundo.
Mas na onda do mar, que irado freme,
Tornando a aparecer desde o profundo:
"Ah! Diogo cruel!" disse com mágoa,
E, sem mais vista ser, sorveu-se n'água.
* nau: navio. * undosa: em que há ondas.
* lume: brilho. * salsa: salgada.

Como o tema era pobre em demasia, Santa Rita
Durão enche os dez cantos do Caramuru com guerras,
visões da história do Brasil dos séculos XVI a XVIII,
viagens, festas na Corte, etc. O resultado dessa mistura
é uma obra prolixa*, onde os episódios se atropelam
sem unidade, dissolvendo qualquer possibilidade de
significado épico.
Caramuru é o elogio do trabalho de colonização e
de catequese do europeu, especialmente da ação
civilizadora do português. Mesmo não sendo padre,
Diogo Álvares está interessado em conduzir o índio ao
caminho do cristianismo. Este é o seu principal objetivo.
Inexiste em Santa Rita Durão aquela fascinante
ambigüidade com que Basílio da Gama trata o
relacionamento entre brancos e nativos. Seu poema,
além de monótono, é banal.
Trata-se de uma epopéia anacrônica*, escrita por
alguém que, vivendo longe do Brasil desde a infância,
armazena toda a bibliografia existente a respeito de sua
terra. Ele quer conferir ao Caramuru uma atmosfera
fidedigna e objetiva, o que infelizmente não consegue.
E mesmo que os seus índios sejam retratados de forma
um pouco mais realista que os de Basílio da Gama, há
ainda na sua visão um pesado tributo aos preconceitos
da época. A descrição da "doce Paraguaçu", por
CASD Vestibulares Literatura 204



exemplo, contraria todo o princípio da realidade
fisionômica e da cor dos indígenas. Ela é sem dúvida
uma moça branca:

Texto 22: Fragmento de Caramuru (descrição
de Paraguaçu).
Paraguaçu gentil (tal nome teve),
Bem diversa de gente tão nojosa,
De cor tão alva como a branca neve,
E donde não é neve, era de rosa;
O nariz natural, boca mui breve,
Olhos de bela luz, testa espaçosa.
* prolixa: muito longa.
* anacrônica: que está em desacordo com o uso, constituindo atraso
em relação a ele.

EXERCÍCIOS
(MACK) Textos para as questões 1 e 2.
Texto I
Olha, Marília, as flautas dos pastores,
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo, a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre as flores? Bocage
Texto II
Ah! Não me roubou tudo a negra sorte:
Inda tenho este abrigo, inda me resta
O pranto, a queixa, a solidão, e a morte. Bocage
1. No texto I encontra-se representação da natureza
que
a) se caracteriza como o locus amoenus; (lugar
aprazível), motivo poético desenvolvido pela estética
árcade.
b) corresponde a um quadro harmonioso, segundo
modelo típico das cantigas de amor medievais.
c) é resultado de uma concepção romântica,
característica do mal do século.
d) é expressão da religiosidade cristã que marcou os
ideais iluministas.
e) corresponde a um padrão estético que reflete a
cosmovisão dos escritores naturalistas do século XIX.
2. Sobre os textos I e II é correto afirmar:
a) ambos indicam, por meio do vocativo, a presença da
mulher amada.
b) em I, concretiza-se poeticamente a alegria por meio
da personificação.
c) ambos expressam um lamento frente àquilo que a
negra sorte pode roubar do ser humano.
d) em II, o pranto, a queixa, a solidão, e a morte
apresentam-se como algo indesejável.
e) em I, a recorrência de exclamações é índice de
contenção emotiva.

(MACK) Texto para as questões 3 e 4.
Ornemos nossas testas com as flores,
e façamos de feno um brando leito;
prendamo-nos, Marília, em laço estreito,
gozemos do prazer de sãos amores (...)
(...) aproveite-se o tempo, antes que faça
o estrago de roubar ao corpo as forças
e ao semblante a graça.
Tomás Antônio Gonzaga
3. Nos versos acima,
a) o eu-lírico, ao lamentar as transformações notadas
em seu corpo e alma pela passagem do tempo, revela-
se amoroso homem de meia-idade.
b) que retomam tema e estrutura de uma “canção de
amigo”, está expresso o estado de alma de quem sente
a ausência do ser amado.
c) nomeia-se diretamente a figura ironizada pelo eu-
lírico, a mulher a quem se poderiam fazer convites
amorosos mais ousados.
d) em que se notam diálogo e estrutura paralelística, o
ponto de vista dominante é o do amante que vê seus
sentimentos antagônicos refletidos na natureza.
e) a natureza é o espaço onde o amado se sente à
vontade para expressar diretamente à amada suas
inclinações sensuais.
4. Quanto ao estilo, os versos
a) revelam a presença não só de formas mais
exageradas de inversão sintática — hipérbatos —,
como também de comparações excessivas, resíduos
do estilo cultista.
b) comprovam a predileção pelo verso branco e pela
ordem direta da frase, característicos da naturalidade
desejada pelos poetas do Arcadismo.
c) denotam — pela singeleza do vocabulário, pela
sintaxe quase prosaica — a vontade de alcançar a
simplicidade da linguagem, em oposição à
artificialidade do Barroco.
d) organizam-se em torno de antíteses, na busca de
caracterizar, em atitude pré-romântica, o amor ideal e a
pureza do lavor da terra.
e) constroem-se pelo desdobramento contínuo de
imagens, compondo um quadro em que a emoção é
tratada de modo abstrato, de acordo com a convenção
árcade.

(MACK) Texto para as questões de 5 a 7.
Já sobre o coche de ébano* estrelado
Deu meio giro a noite escura e feia;
Que profundo silêncio me rodeia
Neste deserto bosque, à luz vedado!

Jaz* entre as folhas Zéfiro abafado,
O Tejo adormeceu na lisa areia;
Nem o mavioso rouxinol gorjeia,
Nem pia o mocho*, às trevas costumado:

Só eu velo, só eu, pedindo à sorte
Que o fio, com que está minha alma presa
À vil matéria lânguida* me corte:

Consola-me este horror, esta tristeza;
Porque a meus olhos se afigura a morte
No silêncio total da natureza. Bocage
* coche de ébano: carruagem de madeira escura.
* jaz: está ou parece morto. * mocho: coruja.
* lânguida: doentia.
5. De acordo com o texto, é correto afirmar que
a) a noite escura e feia é a razão da tristeza do eu-
lírico.
b) a natureza, para o eu-lírico, é, nesse contexto,
expressão da morte.
c) a perspectiva da morte iminente torna o eu-lírico
angustiado.
d) a alma está caracterizada como matéria lânguida.
e) a noite escura e feia transformou-se em noite
iluminada e silenciosa.
6. Está presente no texto o seguinte traço característico
da poesia de Bocage:
a) temática religiosa.
205 Literatura CASD Vestibulares



b) idealização do “locus amoenus”.
c) quebra dos padrões formais clássicos.
d) supremacia dos efeitos sonoros em detrimento da
idéia.
e) linguagem emotivo-confessional.
7. Nesse poema, a referência à cultura mitológica
(Zéfiro) revela influência da estética
a) romântica. b) simbolista. c) trovadoresca.
d) árcade. e) parnasiana.

(MACK) Texto para a questão 8.
Importuna Razão, não me persigas;
Cesse a ríspida voz, que em vão murmura,
Se a lei de amor, se a força da ternura
Nem domas, nem contrastas, nem mitigas:

Se acusas os mortais, e os não abrigas,
Se (conhecendo o mal) não dás a cura,
Deixa-me apreciar minha loucura;
Importuna Razão, não me persigas. Bocage
Obs.: mitigar= aliviar
8. Essas estrofes comprovam que a poesia do autor
a) abandona os padrões métricos regulares, em busca
de uma expressão rítmica mais adequada aos impulsos
emotivos.
b) recria uma experiência notadamente emotiva, apesar
de o eu lírico reconhecer que o comportamento
racional, comedido, é a única via de acesso à
felicidade.
c) utiliza uma linguagem ainda presa a esquemas
argumentativos, embora revele o desejo do eu lírico de
se satisfazer com a loucura provocada pelo fluxo
emotivo.
d) manifesta a angústia de um homem exilado, numa
linguagem marcadamente confessional, livre dos
travamentos impostos pela razão.
e) tem como traços estilísticos períodos longos, cuja
pontuação imprime um ritmo de desespero e
desregramento a que o eu lírico se entrega.

(MACK) Texto para as questões de 9 a 11.
Se das flores a bela contextura
Esmalta o campo na melhor fragrância,
Para dar uma idéia da ventura;

Como, ó Céus, para os ver terei constância,
Se cada flor me lembra a formosura
Da bela causadora de minha ânsia?
Cláudio Manuel da Costa
9. Nos versos acima, componentes de um soneto, o eu
lírico
a) associa imagens provenientes de sensações
distintas para cantar a beleza da Natureza, tema
principal dos tercetos.
b) faz uso de uma estrutura silogística cuja conclusão
nega a proposição inicial acerca da Natureza, manifesta
no primeiro terceto.
c) levanta uma hipótese acerca do espaço que o cerca
para exaltar as qualidades superiores da Natureza em
relação a qualquer outro ser.
d) confessa sua incapacidade de ser fiel a qualquer
amor possível, dada a exuberância com que a Natureza
concede formosura às mais variadas mulheres.
e) confessa desgosto por não usufruir em plenitude a
harmonia da Natureza, cuja imagem ele associa à da
amada distante.
10. A produção de Cláudio Manuel da Costa, poeta
brasileiro do século XVIII,
a) retrata um contexto social, político e estético
completamente distinto do representado na obra do
inconfidente Tomás Antônio Gonzaga.
b) exemplifica o esforço de sua geração poética em
renunciar à expressão da vida sentimental, em busca
da reprodução de objetos decorativos, em versos
perfeitos.
c) tem em comum com a de José de Anchieta, Gregório
de Matos e Padre Antônio Vieira o fato de constituir
manifestação cultural do Brasil-Colônia.
d) é exemplo da poesia condoreira, de caráter social e
político, que defendia, sobretudo, a necessidade da
libertação dos escravos.
e) caracteriza-se pela contestação das formas poéticas
tradicionais, manifesta, por exemplo, pela adoção de
versos brancos e livres.
11. Contemporâneo de Cláudio Manuel da Costa, Silva
Alvarenga entende que o poeta deve ser sincero,
expressando diretamente o que sente; para ele, a
poesia deveria partir de uma vivência autêntica. É o que
comprovam seus versos:
a) Torce, aprimora, alteia, lima / A frase; e, enfim, / No
verso de ouro engasta a rima (...)
b) Quem estuda o que diz, na pena não se iguala / Ao
que de mágoa e dor geme (...)
c) Não sou alegre nem sou triste / sou poeta.
d) Meninas de bicicleta / Quero ser vosso poeta!
e) Meus olhos têm telescópios / espiando a rua, /
espiando minha alma / longe de mim mil metros.

12. (UNFESP) Leia os versos do poeta português
Bocage.
Vem, oh Marília, vem lograr comigo
Destes alegres campos a beleza,
Destas copadas árvores o abrigo.

Deixa louvar da corte a vã grandeza;
Quanto me agrada mais estar contigo,
Notando as perfeições da Natureza!
Nestes versos,
a) o poeta encara o amor de forma negativa por causa
da fugacidade do tempo.
b) a linguagem, altamente subjetiva, denuncia
características pré-românticas do autor.
c) a emoção predomina sobre a razão, numa ânsia de
se aproveitar o tempo presente.
d) o amor e a mulher são idealizados pelo poeta,
portanto, inacessíveis a ele.
e) o poeta propõe, em linguagem clara, que se
aproveite o presente de forma simples junto à natureza.

13. (PUC-Campinas) Podemos dizer que as principais
características do movimento arcádico são:
a) a busca do claro, do racional, do verossímil e o
desenvolvimento de temas pastoris.
b) o sentimento religioso, inspirado na Contra-Reforma.
c) presença do tema da morte e de temas pastoris.
d) apologia dos contrastes, onde cada palavra deveria
ser símbolo conotativo de seu oposto.
e) n. d. a.
CASD Vestibulares Literatura 206




Texto para a questão 14.
Apenas, Doroteu, o nosso chefe
As rédeas manejou do seu governo,
Fingir nos intentou que tinha uma alma
Amante da virtude. Assim foi Nero.
14. Aponte a alternativa incorreta com relação à obra
da qual foi extraído o fragmento acima:
a) constitui-se de poemas satíricos em forma de carta
que circularam pela cidade de Vila Rica antes da
Inconfidência Mineira.
b) sua autoria foi discutida, durante muito tempo, pelos
historiadores.
c) narra os desmandos e arbitrariedades de Luís da
Cunha Meneses, governador de Minas Gerais,
apresentado como Fanfarrão Minésio.
d) Doroteu escreve de Santiago do Chile, para o amigo
Critilo, que se encontra em Vila Rica.
e) Doroteu e Critilo são pseudônimos satíricos de
Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga na
obra em questão.

15. Leia atentamente o soneto de Manuel Maria
Barbosa du Bocage, a seguir.
Incultas produções da mocidade
Exponho a vossos olhos, ó leitores.
Vede-as com mágoas, vede-as com piedade,
Que elas buscam piedade e não louvores.

Ponderai da Fortuna a variedade
Nos meus suspiros, lágrimas e amores;
Notai dos males seus a imensidade,
A curta duração dos seus favores.

E se entre versos mil de sentimento
Encontrardes alguns, cuja aparência
Indique festival contentamento.

Crede, ó mortais, que foram com violência
Escritos pela mão do Fingimento,
Cantados pela voz da Dependência
Considerando o soneto acima e a relação do poeta com
o Arcadismo português, é correto afirmar:
a) Criticamente pode-se dividir a obra poética de
Bocage em duas fases: uma árcade – quando a
obediência do autor à normas da escola neoclássica é
observada – e a outra pré-romântica – quando a
individualidade, o pessimismo e o sentimentalismo
levam o autor a discordar dos ideais seguidos na fase
anterior.
b) Criticamente pode-se considerar a obra poética de
Bocage integralmente árcade, com o poeta revelando
pleno domínio das técnicas propostas pela escola
neoclássica e demonstrando uma atitude de
conformismo com o conteúdo dessas propostas.
c) Criticamente pode-se dizer que Bocage representa o
mais autêntico estilo romântico na totalidade de sua
produção, com o poeta ultrapassando as normas
estéticas do Arcadismo do século XVIII.
d) Criticamente a obra poética de Bocage é vista como
um divisor de águas entre a estética da poesia do
Renascimento e os propósitos de valorização do
individualismo no movimento do Realismo.
e) Nenhuma das reflexões acima está correta.

(VUNESP) Texto para a questão 16.
O ser herói, Marília, não consiste
Em queimar os Impérios: move a guerra,
Espalha o sangue humano,
E despovoa a terra
Também o mau tirano.
Consiste o ser herói em viver justo:
E tanto pode ser herói pobre,
Como o maior Augusto.
16. Assinale a alternativa correta:
a) Os versos pertencem a Cláudio Manuel da Costa e
denunciam aspectos ideológicos do Iluminismo.
b) Os versos são de Tomás Antônio Gonzaga e neles
se percebem alguns traços ideológicos da ilustração.
c) Os versos são de Basílio da Gama e neles se notam
características do bucolismo.
d) Os versos criticam os poderosos do tempo,
pertencem a Gregório de Matos e trazem as marcas do
estilo barroco.
e) Os versos exprimem o contraste entre o herói
comum e anônimo e os heróis oficiais, pertencendo,
portanto, a autor realista do século XIX.

17. (FAAP) Indique a que movimentos literários fazem
referência as seguintes afirmações:
a) A poesia do *** expressa uma visão de mundo
marcada pelos contrastes entre o sensual e o espiritual,
o prazer e o sofrimento, a essência e a aparência.
b) Idealizando a vida campestre, o *** tem no bucolismo
sua característica marcante.

(FUVEST) Texto para a questão 18.
E em arte aos de Minerva se não rendem
Teus alvos, curtos dedos melindrosos.
18. Indique a característica presente nos versos
anteriores, da autoria de Bocage:
a) uso de pseudônimos.
b) rompimento com os clássicos.
c) recurso à mitologia greco-romana.
d) predominância de subjetivismo.
e) tema pastoril.

19. (TAUBATÉ) O Arcadismo caracteriza-se por:
a) idéias e pensamentos rebuscados, preciosismo.
b) um meio ‘grandiloquente’ e enfático para expressar-
se através da palavra.
c) simplicidade, regresso à natureza, pureza de palavra.
d) musicalidade, escolha de palavras, sondagem de um
mundo de essências.
e) n.r.a.

RESPOSTAS
1.a 2.b 3.e 4.c 5.b 6.e 7.d 8.c 9.e 10.c 11.b
12.e 13.a 15.a 16.b
17. a) Barroco. b) Arcadismo.
18.c 19.c


207 Literatura CASD Vestibulares


L LI IT TE ER RA AT TU UR RA A
Frente II
R RE EV VI IS SÃ ÃO O I II II I

EXERCÍCIOS
1. (UNIFESP) Sobre a Farsa de Inês Pereira, é correto
afirmar que é um texto de natureza
a) satírica, pertencente ao Humanismo português, em
que se ridiculariza a ascensão social de Inês Pereira
por meio de um casamento de conveniências.
b) didático-moralizante, do Barroco português, no qual
as contradições humanas entre a vida terrena e a
espiritual são apresentadas a partir dos casamentos
complicados de Inês Pereira.
c) religiosa, pertencente ao Renascimento português,
no qual se delineia o papel moralizante, com vistas à
transformação do homem, a partir das situações
embaraçosas vividas por Inês Pereira.
d) reformadora, do Renascimento português, com forte
apelo religioso, pois se apresenta a religião como forma
de orientar e salvar as pessoas pecadoras.
e) cômica, pertencente ao Humanismo português, no
qual Gil Vicente, de forma sutil e irônica, critica a
sociedade mercantil emergente, que prioriza os valores
essencialmente materialistas.

(USF-SP) Texto para a questão 2.
Vós, diz Cristo Senhor nosso, (...) sois o sal da
terra, chama-lhes sal da terra, porque quer que
façam, na terra, o que faz o sal, O efeito do sal
é impedir a corrupção, mas quando a terra se
vê tão corrupta como está a nossa, havendo
tantos nela, que têm ofício de sal, qual será, ou
qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é
porque o sal não salga, ou porque a terra se
não deixa salgar.
2. No exceto, a argumentação é exemplo:
a) do conceptismo barroco do padre Antônio Vieira.
b) da crítica social de Gregório de Matos Guerra.
c) da sátira política de Tomás Antônio Gonzaga.
d) da poesia épica do árcade Basílio da Gama.
e) do poema histórico de Cláudio Manuel da Costa.

(UMC) Leia o seguinte soneto de Camões para resolver
as questões 3 e 4.
O tempo acaba o ano, o mês e a hora,
A força, a arte, a manha, a fortaleza;
O tempo acaba a fama e a riqueza,
O tempo o mesmo tempo de si chora;

O tempo busca e acaba o onde mora
Qualquer ingratidão, qualquer dureza;
Mas não pode acabar minha tristeza,
Enquanto não quiserdes vós, Senhora.

O tempo o claro dia torna escuro
E o mais ledo prazer em choro triste;
O tempo, a tempestade em grão bonança.

Mas de abrandar o tempo estou seguro
O peito de diamante, onde consiste
A pena e o prazer desta esperança.
3. Pela leitura, pode-se apreender os elementos que
constituem o seu tema.
a) Indique os elementos fundamentais que constituem o
núcleo do tema desenvolvido.
b) Elabore um enunciado que sintetize a idéia central
do soneto.
c) A quem o poeta se refere quando diz “o peito de
diamante”? Explique o significado dessa metáfora no
contexto do soneto.
d) Comente a aparente contradição do verso “A pena e
o prazer desta esperança”. E explique sobre o que o
poeta está falando, quando aplica essa contradição.
4. O poeta, além disso, mostra o poder do Tempo.
a) Transcreva os versos que sinalizam para o leitor
esse poder exercido pelo Tempo.
b) Explique quais são as duas principais ações
praticadas pelo Tempo.
c) Explique as ações enunciadas na 1ª e na 3ª estrofes,
no que se refere ao poder exercido pelo Tempo.
d) Sintetize num enunciado a conclusão a que se pode
chegar a respeito da vida, da existência, partindo dessa
reflexão sobre a ação do Tempo.

5. (FUVEST) Dê argumentos que permitam considerar
o padre Antônio Vieira como um expoente tanto da
Literatura Portuguesa quanto da Literatura Brasileira.

(MACK) Texto para as questões 6 e 7.
O prazer com a pena se embaraça;
Porém quando um com outro mais porfia,
O gosto corre, a dor apenas passa. Gregório de Matos
6. Assinale a alternativa correta.
a) “Pena”, no primeiro verso, é um substantivo
concreto, pois, aqui, significa uma parte da caneta.
b) “Prazer” é o sentimento que o poeta considera o
mais estável.
c) “Prazer” e “dor” se harmonizam, numa trégua dada à
luta entre os sentimentos opostos.
d) “Corre”, no terceiro verso, relaciona-se à idéia de “ir
embora”.
e) “A dor”, sujeito da última oração do poema, refere-se
ao sentimento mais efêmero.
7. Assinale a alternativa incorreta com relação a estilo
de época, obra e autor do texto.
a) Num jogo verbal típico da estética seiscentista, o
poeta revela seu pessimismo com relação à vida.
b) Um dos traços da estética barroca é a tentativa de
conciliar numa síntese aspectos antagônicos da
existência.
c) Cultismo e conceptismo são tendências literárias do
século XVII, cuja visão de mundo está baseada,
respectivamente, no apego à aparência do mundo e na
busca da essência da vida.
d) No barroco literário brasileiro destacam-se a poesia
de Gregório de Matos e a sermonística de padre
Antônio Vieira.
e) O texto exemplifica a obra de um poeta português –
O Boca do Inferno – que, exilado em terras brasileiras,
só produziu poesia satírica, criticando a conduta imoral,
promíscua e corrupta da sociedade baiana do século
XVII.

CASD Vestibulares Literatura 208



(UFPA) Texto para a questão 8.
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte
Outros que contém
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço
- Meu tempo é quando?”

8. O poema acima é de Vinícius de Moraes, princípios
estéticos semelhantes aos desta poesia de Vinícius
orientavam normas do período:
a) árcade b) barroco c) simbolista
d) romântico e) parnasiano

9. Assinale a alternativa em que se encontra uma
afirmação incorreta sobre a obra de Gil Vicente.
a) Sofreu influência de Juan del Encina, principalmente
no teatro pastoril de sua primeira fase.
b) Seus personagens representam tipos de uma vasta
galeria de estratos da sociedade portuguesa da época.
c) Por viver em pleno renascimento, apega-se aos
valores greco-romanos, desprezando os princípios da
Idade Média.
d) Um dos maiores valores de sua obra é ter
contrabalançado uma sátira contundente com o
pensamento cristão.
e) Suas obras-primas, como a Farsa de Inês Pereira,
são escritas na terceira fase de sua carreira, período de
maturidade intelectual.

10. (SANTA CASA) A preocupação com a brevidade da
vida induz o poeta barroco a assumir uma atitude de
quem:
a) descrê da misericórdia divina e contesta os valores
da religião.
b) desiste de lutar contra o tempo, menosprezando a
mocidade e a beleza.
c) se deixa subjugar pelo desânimo e pela apatia dos
céticos.
d) se revolta contra os insondáveis desígnios de Deus.
e) quer gozar ao máximo seus dias, enquanto a
mocidade dura.

11. A Farsa de Inês Pereira, como maior parte do teatro
vicentino, faz parte de uma vertente de teatro popular
conhecida como teatro de costumes. Recursos
importantes desse tipo de representação são:
a) a linguagem rigorosa, as leis de seqüência e a
riqueza cenográfica.
b) a linguagem moralizante e maniqueísta e a riqueza
cenográfica.
c) a linguagem satírica e moralizante e a observância
das leis de seqüência clássicas.
d) os diálogos e os personagens tipificados e a riqueza
cenográfica.
e) a tipificação e a alegorização tanto dos personagens
quanto dos diálogos, além da sátira moralizante.

(FUVEST) Texto para a questão 12.
Quando da bela vista e doce riso,
tomando estão meus olhos mantimento,
tão enlevado sinto o pensamento
que me faz ver na terra o Paraíso.

Tanto do bem humano estou diviso,
que qualquer outro bem julgo por vento;
assi, que em caso tal, segundo sento,
assaz de pouco faz quem perde o siso.

Em vos louvar, Senhora, não me fundo,
porque quem vossas cousas claro sente,
sentirá que não pode merecê-las.

Que de tanta estranheza sois ao mundo,
que não é de estranhar, Dama excelente,
que quem vos fez, fizesse Céu e estrelas.
12. a) Caracterize brevemente a concepção de mulher
que este soneto apresenta.
b) Aponte duas características desse soneto que o
filiam ao Classicismo, explicando-as sucintamente.

13. O bifrontismo do homem, santo e pecador; o
impulso pessoal prevalecendo sobre normas ditadas
por modelos; o culto do contraste; a riqueza de
pormenores - são traços constantes da:
a) composição poética parnasiana
b) poesia simbolista
c) produção poética arcádica de inspiração bucólica
d) poesia condoreirista
e) poesia barroca

RESPOSTAS
1.e 2.a
3. a) A passagem do tempo, que tudo pode, e o
sofrimento amoroso. b) O poeta expressa sua profunda
tristeza por constatar que o tempo resolve todos os
males, exceto a tristeza que sente pelo amor não
correspondido. c) À amada. O diamante tem a
propriedade de ser a mais preciosa das pedras, mas
extremamente dura, daí ser equivalente ao coração da
amante. d) O conflito entre dor (castigo) e prazer,
refletido nas antíteses, constitui o cerne da lírica
camoniana, dividida entre a carnalização e a
idealização do amor.
4. a) O soneto todo marca o poder exercido pelo tempo,
que o poeta deixa mais sinalizado em “Mas de abrandar
o tempo estou seguro / O peito de diamante (...)”. b)
Acabar e abrandar, justamente as duas ações que
marcam a passagem do tempo. Tudo no mundo é
transitório e sujeito a mudanças. c) Ambas as estrofes
referem-se às transformações produzidas pelo tempo.
d) O tempo é implacável e poderoso; a existência está
a mercê dele.
5. Escritor barroco, Vieira defende em seus sermões
tanto causas sociais relativas a Portugal (Restauração,
por exemplo), como relativas ao Brasil (defesa da
liberdade dos escravos indígenas).
6.d 7.e 8.b 9.c 10.e 11.e
12. a) A mulher é idealizada, endeusada, superior e
perfeita. b) Uso da forma clássica do soneto
(decassílabos com rima fixa). Tematicamente,
influência de Petrarca no tratamento do platonismo
amoroso.
13.e




209 Literatura CASD Vestibulares
__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Gramática 210
Português
F Fr re en nt te e I II II I
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 4 4 - - M MO OR RF FO OS SS SI IN NT TA AX XE E

MORFOLOGIA TAXONÔMICA

Classes de palavras
a) classes nucleares: substantivo; verbo; alguns pro-
nomes e numerais.
b) classes determinantes: artigo; alguns pronomes e
numerais.
c) classes modificadores: adjetivo; advérbio.
d) classes conectivas: preposições; conjunções; pala-
vras denotativas.

SUBSTANTIVO
a) Definição:
• Semântica: classe que nomeia os seres.
• Morfológica: classe que sofre flexões de gênero e
de número.
• Sintática: termo que funciona como núcleo de sin-
tagma nominal.

b) Classificação:
• Comum ou Próprio
• Concreto ou Abstrato
• Primitivo ou Derivado
• Simples, Composto ou Coletivo.

c) Flexão de gênero:
Regra geral: substitui-se o “-o” por ”-a”.
Ex: menino, menina.
• Substantivos uniformes: são os substantivos que
possuem uma única forma para o masculino e para
o feminino.
Ex.: Boi (vaca); peixe-boi (peixe-mulher).
• Epiceno: designa um nome de planta ou animal.
Para diferenciar o gênero, utilizam-se as palavras
macho ou fêmea.
Ex: a águia (a águia macho, a águia fêmea).
• Comum de dois gêneros: substantivo cujo gênero é
diferenciado pelo artigo.
Ex: o colega, a colega; o cliente, a cliente.
• Sobrecomum: substantivo cujo gênero não é di-
ferenciado.
Ex: a testemunha, a vítima, a pessoa, a criança.
b) Variação de gênero e de significado
Alguns substantivos mudam de significado quando se
modifica o seu gênero.
Exemplos:
o cabeça (chefe), a cabeça (parte do corpo)
o caixa (funcionário), a caixa (o objeto)
o grama (medida de massa), a grama (a relva)
c) Substantivos de gênero vacilante:
O alvará, o aneurisma, o antílope, o apetite, o algoz, o
bóia-fria, o cônjuge, o champanhe, o clã, o cola-tudo, o
cós, o coma, o diagrama, o dó, o decalque, o eclipse, o
estratagema, o formicida, o guaraná, o gengibre, o her-
pes, o lança-perfume, o haras, o lotação, o magma, o
milhar, o pijama, o sósia, o suéter, o talismã, o toalete,
o tapa, o telefonema.
A alface, a aguardente, a alcunha, a couve, a couve-
flor, a cal, a derme, a dinamite, a elipse, a ênfase, a
enzima, a faringe, a ferrugem, a fênix, a gênese, a
mascote, a omoplata, a omelete, a quitinete, a sentine-
la, a soja, a xérox.

d) Flexão de grau
• Aumentativo: sintético:
Ex: fornalha, fogaréu, casarão, cachorrão
Analítico:
Ex: casa grande, cenário imenso.
• Diminutivo: sintético:
Ex: casebre, livrinho
Analítico:
Ex: casa pequena, cenário minúsculo.

e) Flexão de número: todo substantivo em português
possui plural.
Lúcifer →Lucíferes caráter →caracteres espéci-
men →especímenes
Regra geral: adiciona-se um “s”.
Ex: livro, livros.

Casos especiais:
• –AL, -EL, -OL, -UL: troca-se “l” por “is”
Ex: sais, papéis, sóis
• –IL:
Oxítonos: troca-se “il” por “is”.
Ex: barril – barris
Paroxítonos: troca-se “il” por “eis”.
Ex: projétil – projéteis
• –R, -Z: acrescenta-se “es”.
Ex: colheres, cruzes, mártires
• –S
Paroxítonos e proparoxítonos:
Invariáveis, diferenciados pelo artigo.
Ex: os atlas, os ônibus.
Oxítonos e monossílabos: acrescenta-se “es”.
Ex: meses, franceses.
• –M: troca-se “-m” por “-ns”
Ex: pajens, álbuns, nuvens.
• –ÃO: troca-se “ão” por “ães”, “ãos” ou “ões”
Ex: pães, cães; limões, anões; irmãos, grãos.

Observações:
Quando o substantivo termina com o sufixo –zinho, o
plural também é feito no interior da palavra.
Ex: amorzinho: amorezinhos
mulherzinha: mulherezinhas.
Alguns substantivos só são utilizados no plural.
Ex: arredores, núpcias, víveres.
Obs.: o(s) guarda-costas
Plural com metafonia: alguns substantivos sofrem
uma mudança no timbre da vogal tônica do singular
“ô” para o plural “ó”.
Corpo [o] →corpos [Ɔ]
É definido por: se o feminino é aberto, então o plural do
masculino também o será.
e-1) flexão de substantivos compostos


__________________________________________________________________________________________________________________
211 Gramática CASD Vestibulares
• Varia apenas o primeiro elemento
→Em núcleos ligados por preposição
Ex.: pés-de-moleque.
→Quando o último elemento é mero modificador do
primeiro (substantivo – substantivo)
Ex.: pombos-correio.
• Varia apenas o último elemento
→Palavras onomatopaicas
→Palavras com repetição de elementos
→Se o primeiro for advérbio, verbo ou interjeição.
Ex.: guarda-roupas.
• Variam ambos
→Substantivo + adjetivo; adjetivo + substantivo; subs-
tantivo + substantivo (exceto ao primeiro caso).
Ex.: cachorros-quentes;
Más-línguas;
Couves-flores.
Obs.: padre-nosso→padres-nossos
pai-nosso→pai-nossos grã-cruz→grã-cruzes
Bel-prazer→bel-prazeres
capitão-mor→capitães-mores

ARTIGO

a) Definição:
• Morfológica: classe que, anteposta a um substantivo,
determina-lhe gênero e número.
• Sintática: funcionam como determinantes do núcleo
do sintagma nominal, ou seja, adjunto adnominal.
• Podem ser definidos ou indefinidos

b) Uso dos artigos definidos
• Após o numeral ambos/ambas, caso haja substantivo
acompanhando o mesmo numeral.
Ambos saíram. Ambos os alunos saíram.

Obs.: Reforço do numeral ambos (as)
Ambos (as) os (as) dois (duas).
Ambos (as) de dois (duas).

• Após o pronome indefinido todo/toda
→Significando qualquer, cada: não se usa artigo.
→Significando inteiro, totalidade: usa-se artigo.

Obs.: Expressões idiomáticas
A todo o vapor; por todo o canto; em todo o lugar; a toda
a velocidade; a todo o momento; a todo o custo.

• Após o pronome indefinido todos/todas
Todos os cinco alunos saíram.
Todos cinco saíram.
• Evita-se o uso do definido antes dos advérbios quan-
to e quão.
Ex.: Ela queria saber o quanto eu...
• É facultativo o uso dos definidos antes de pronomes
possessivos.
Ex.: Conversei com (o) teu pai hoje.

Obs.1: Trouxe (os) meus livros; e você, trouxe os seus?
Obs.2: “Quando olhaste bem nos olhos meus...” (meus:
obrigatoriamente posposto).
Obs.3: os meus; os nossos} entes queridos

• Antes de nomes próprios, o uso do definido denota
intimidade.
Ex.: Li um livro de Machado de Assis.
Li um livro da Arbonete, aquela lá da esquina.

Obs.: Cecília Meireles é uma ótima escritora.
A romântica Cecília Meireles.... (se houver modificado-
res, usa-se o artigo).

• Antes das palavras casa, palácio e terra (chão firme).
→Com modificadores: com artigo
→Sem modificadores: sem artigo.
Ex.: Joana estava em casa.
Joana estava na casa dos tios.
Os pára-quedistas saltaram em terra.
Os pára-quedistas saltaram na terra inimiga.
O presidente chamou os assessores em palácio.
O presidente chamou os assessores no Palácio dos
Bandeirantes.
c) Uso dos artigos indefinidos
• Após todo/toda (inteiro, totalidade)
Ex.: Chorou durante toda uma semana.
• Evita-se o uso dos indefinidos antes de pronomes
indefinidos.
Ex.: Um outro homem esteve aqui.

Obs.: Ela não é uma qualquer (comum).

d) Preposições articuladas
Preposição
\ Artigo
O(s) A(s) Um(ns) Uma(s)
A Ao(s) À(s) - -
Com Co(s) Coa(s) - -
De Do(s) Da(s) De um
Dum(ns)
De uma
duma(s)
Em No(s) Na(s) Em um
num(ns)
Em uma
numa(s)
Por Pelo(s) Pela(s) - -

Crase: às
Combinação: ao(s)
Contração: restante.

e) Substantivação
Toda palavra antecedida por artigo torna-se substantivo,
pelo processo chamado de substantivação.
Ex.: O moderno não precisa se opor ao clássico.
Cuidado com o uso de adjetivos que possuem substan-
tivos correlatos.
Ex.: fim e final.







P PO OR RT TU UG GU UÊ ÊS S
Frente III
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 5 5 - - C CR RA AS SE E

CRASE

Há casos em que os verbos necessitam de
complemento para que o seu significado faça sentido
na frase exigem preposição.
Esses verbos são chamados de transitivos indiretos.
Em algumas situações esses verbos estarão formando
frases com outras palavras que necessitam do artigo
definido feminino a. Quando isso ocorre, a preposição
do verbo transitivo se funde junto com o artigo definido
feminino e assim apareça crase.

Ex:
Fomos à praia e assistimos às festas.
Fomos a a praia e assistimos a as festas.

O verbo “ir” no caso acima necessita de uma
preposição “a”, pois quem vai, vai “a algum lugar”. E
sendo que o lugar é “a praia”. Da junção da preposição
e do artigo surge a crase. Da mesma forma no segundo
verbo, assistir. O verbo assistir quando está no sentido
de ver, observar, apreciar, precisa da preposição a
(quem assiste, assiste a alguma coisa) e, no caso
acima, o que é assistido são “as festas”. Então, da
fusão desses dois temos, há uma crase.

1-Definição
A crase vem do grego, krásis=fusão, mistura, junção.
Portanto, a crase é a fusão de preposições, artigos e/ou
pronomes.

2-Ocorrência
A crase ocorre obrigatoriamente em três casos.
a) Primeiro caso
Quando o verbo necessitar da preposição a e quando
esse verbo se relacionar com um termo que exige
artigo a.
Temos então:
Preposição a + artigo a = à
Ex:
Iremos à (=a+a) Argentina.
Refiro-me às (=a + as) novelas de ontem.
Pedi informações à (=a+a) secretária.

Regra prática: para saber se a crase é aplicada na
situação:
Iremos à Bahia.
Verifica-se se quando usamos o verbo voltar.
Voltaremos da Bahia.
Exemplo em que não ocorre:
Viajarei a Roma (não leva crase, basta ver que
aplicando o mesmo procedimento do caso anterior
temos: voltarei de Roma).
Caso o lugar esteja especificado por alguma
característica ou adjetivo, aí ocorre crase.
Ex:
Viajarei à Roma das ruínas.

Regra prática2: para o primeiro caso, pode-se fazer a
substituição do termo feminino por um masculino e
verificar a existência do artigo:
Ex.:
Dei o pacote ao entregador.
Dei o pacote à entregadora.

b) Segundo caso
Quando o verbo transitivo indireto vier necessitando
dos pronomes demonstrativos como aquele, aqueles,
aquela, aquelas, aquilo, aquilo.
Ex:
Dei atenção àqueles alunos.
Veja que temos a contração entre a preposição exigida
pelo verbo e o artigo
Ex:
Fiz critica àquilo que disse.
Esta história é igual às que vovó contava.
Note que se trata da preposição contraída com o
pronome demonstrativo aquelas.

c) Terceiro caso
A letra que forma locução com palavras femininas
recebe acento grave
• Locução adjetiva:
Soldado à paisana; fato à toa; baile à fantasia.
• Locuções adverbiais:
Dobre à direita; vire à esquerda.
• Locuções Prepositivas
À espera de; à procura de; à beira de.
• Locuções conjuntivas
À proporção que; à medida que.

OBS1:
Não ocorre crase em locuções adverbiais que indiquem
modo ou instrumento:
Ex:
O bandido foi morto a bala.
Pagamento a vista.
Andei a cavalo.

OBS2: Caso haja locução adverbial e palavra adjetiva
no plural, não ocorrerá crase.
Ex:
Reunião a portas fechadas.

OBS3: Em locução adverbial de distância não há crase,
a menos que apareça determinada a distância.
Ex:
Olhamos o desfile a distancia.
Olhamos o desfile à distância de trinta metros.

OBS4: Em locuções adverbiais formadas por palavras
repetidas não ocorre crase.
Ex:
Tomei o liquido gota a gota.
Ficamos frente a frente.



CASD Vestibulares Gramática 212



OBS5: Quando as locuções prepositivas “à moda” e “à
maneira” ficarem subentendidas, ocorrerá crase.
Ex:
Fiz um gol à Pelé.
Escrevi um poema à Cecília Meireles.

3-Crase Facultativa
a) Antes de nomes de mulheres
OBS: Diante de pronome feminino em que não se pode
notar relação de intimidade não ocorre crase.
Ex: Fiz referência a Joana D’Arc.

b)Antes de pronomes adjetivos possessivos no singular
Ex:
Fiz alusão a sua carta

c) Após a preposição até
Ex: Iremos ate a escola.

4-Casos em que não ocorre crase
a) Antes de verbo
Ex:
Pôs –se a falar muito alto

b) Antes de palavras masculinas, desde que não
estejam subentendidas as locuções à moda ou à
maneira.
Ex:
Não faço exercício a lápis.
Refiro-me a Marcelo.

c) No singular anteposto a substantivo no plural
Ex:
Não vou a festas.
Não me refiro a atividades desonestas.

d)Antes da palavra casa, não especificada.
Ex:
Voltei tarde a casa.
Caso esteja especificada:
Voltarei à casa de meus pais.

e) Antes da palavra terra, usada no sentido de chão
firme.
Ex:
Os marinheiros foram a terra para descansar.

f) Antes de pronomes que repelem o artigo
Ex:
Apelo a Vossa Senhoria.
Sentou-se junto a mim.
Este é o autor a cuja obra me refiro.

OBS1: Pronomes adjetivos femininos a crase é
facultativa.

OBS2: Hora
Ex:
Cheguei às cinco horas.
Cheguei a uma hora morta.

213 Literatura CASD Vestibulares

CASD Vestibulares Matrizes 214

M Ma at te em má át ti ic ca a
Frente I
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 2 2 - - M MA AT TR RI IZ ZE ES S

MATRIZES

AULA 9

Tópicos de Aula

1. Introdução às matrizes
2. Lei de formação de uma matriz
3. Operações básicas

Exercícios de Aula

01. Localizar os elementos a
11
, a
21
e a
33
na
matriz
1 2 3
A = 4 -2 0
1 5 4
1
1
1
1
¸ ]
.

02. Obter a matriz A
2x2
tal que:
ij
3, se i = j
a =
2i + j, se i j
¹
'

¹


03. Dadas as matrizes
-2 3
A =
0 1
1
1
¸ ]
e
1 2
B =
4 0
1
1
¸ ]
,
calcular A + B.

Orientações para o aluno

1. Tarefa Básica: 01, 02, 03, 13

2. Humanas/Biológicas: 22, 23

3. Exatas: 44, 45, 46, 48, 49

4. ITA/IME: 42, 53



MATRIZES

AULA 10

Tópico de Aula

1. Produto de matrizes
2. Propriedades do produto

Exercícios de Aula

01. Sendo
0 2 3
A = -2 3 0
1 1 4
1
1
1
1
¸ ]
, calcule 3A.
02. Calcule o produto da matriz
1 2 3
A
0 1 2
− 1
·
1
¸ ]

pela matriz
2 3
B 0 4
1 1
− 1
1
·
1
1

¸ ]

03. Mostre para as matrizes A [1 3] · e
2
B
0
− 1
·
1
¸ ]

que não é válida a propriedade comutativa das
matrizes.

04. Encontre um exemplo onde AB = 0, mas A e B
são diferentes da matriz nula.

Orientações para o aluno

1. Tarefa Básica: 4, 5, 6, 20

2. Humanas/Biológicas: 30, 31

3. Exatas: 25, 27, 40, 41, 47 50, 51, 52

4. ITA/IME: 54, 59

MATRIZES

AULA 11

Tópico de Aula

1. Potência de matriz
2. Matriz transposta
3. Matriz simétrica e anti-simétrica

Exercícios de Aula

01. Sendo
2 3
A =
1 2
− 1
1
¸ ]
, calcule A
2
.
02. Obtenha a transposta da matriz
-1 0
A = 2 1
3 4
1
1
1
1
¸ ]


03. Reescreve a expressão X =
t t
[A .(A + B).B]
eliminando os parênteses e colchetes da mesma.

04. Calcule x, y e z para que a seguinte matriz seja
anti-simétrica:
0 z 2 y + 3
M = 3 x 2
5 2 0
− 1
1

1
1

¸ ]


05. Demonstre que a soma de duas matrizes
simétricas também é simétrica, ou seja, se A e B são
simétricas então A + B é simétrica.



CASD Vestibulares Matrizes 215

Orientações para o aluno

1. Tarefa Básica: 7, 8, 9, 10, 11, 12, 18

2. Humanas/Biológicas: 19, 24

3. Exatas: 36, 38

4. ITA/IME: 55, 56, 60, 61, 62, 63, 64


MATRIZES

AULA 12

Tópicos de Aula

1. Definição de matriz inversa
2. Propriedades das matrizes inversas

Exercícios de Aula

01. Calcule a inversa das matrizes abaixo:
a)
1 3
A =
2 7
1
1
¸ ]

b)
1 1
B =
0 0
1
1
¸ ]


02. Isole X na equação a seguir: AXBC = I, sabendo-
se que A, B e C são invertíveis.

03. Mostre que (ABC)
-1
= C
-1
B
-1
A
-1


Orientações para o aluno

1. Tarefa Básica: 14, 15, 16, 17, 21

2. Humanas/Biológicas: 32, 33, 34, 35

3. Exatas: 26, 37

4. ITA/IME: Ler Complemento 5; 57, 58, 65 a 77

MATRIZES

1. INTRODUÇÃO

Definição

Chama-se matriz m n × a uma tabela retangular com
mn elementos, dispostos em m linhas e n colunas.
Na grande maioria das vezes esses elementos são
números. Elas são usadas frequentemente para
organizar dados. Por exemplo, as notas finais dos
alunos de uma turma no colégio podem formar uma
matriz cujas colunas correspondem às matérias
lecionadas e cujas linhas representam os alunos. Na
interseção de uma linha com uma coluna figura um
número, que é a nota daquele aluno naquela
matéria.
Como foi visto no capítulo anterior, as matrizes
também aparecem como quadros com os
coeficientes de um determinado sistema linear.
Maiores aplicações para esse fato aparecerão no
capítulo sobre determinantes.
Para localizarmos um elemento numa matriz
precisamos de duas informações: a linha e a coluna
em que se está. Usaremos esse fato para
nomearmos os elementos de uma matriz. Dada uma
matriz m n × , a que chamemos de M, seus
elementos são uma lista de números a
ij
, com índices
duplos, sendo 1 i m ≤ ≤ e 1 j n ≤ ≤ . O primeiro índice,
i, representa a linha em que está o elemento e o
segundo, j, representa a coluna do mesmo.
Ou seja, temos a seguinte representa genérica:
11 12 1n
21 22 2n
m1 m2 mn
a a ... a
a a ... a
M
... ... ...
a a ... a
1
1
1
·
1
1
1
¸ ]

O elemento a
34
, por exemplo, encontra-se no
cruzamento da 3ª linha com a 4ª coluna.
Finalmente, nos casos onde o número de linhas é
igual ao número de colunas dizemos que a matriz é
quadrada, enquanto nos demais caso ela é dita
retangular.

ER 01. Seja a matriz
1 3 7
0 4 1
A
4 3 2
7 2 5
1
1

1
·
1 −
1
− −
¸ ]

a) Qual é a sua ordem?
b) Quantos elementos ela possui?
c) Complete: a
41
= __, a
22
= __, a
13
= __
d) Se a
ij
= 0, então i = __ e j = __

Resolução
a) A matriz é constituída por 4 linhas e por 3 colunas;
diremos que sua ordem é 4 X 3.
b) Ela possui 4.3 = 12 elementos.
c) a
41
= 7, a
22
= 4, a
13
= 7
d) Na matriz, a
21
= 0 e daí, i = 2 e j = 0.

Lei de formação

Pela freqüência com que este tópico está nos
vestibulares, tratamo-lo em uma seção separada.
Chamamos de lei de formação de uma matriz a uma
função que permite obter para cada i ( 1 i m ≤ ≤ ) e
cada j ( 1 j n ≤ ≤ ) o elemento a
ij
desta matriz.

Exemplo
A expressão a
ij
= i + j é uma lei de formação de
matriz. Por meio dela, se desejarmos montar uma
matriz A
2x2
por exemplo, basta calcular seus quatro
elementos a partir da relação acima.
Para o elemento a
11
temos i = 1 e j = 1. Assim sendo
pela fórmula teríamos: a
11
= 1 + 1 = 2.
O elemento a
12
tem i = 1 e j = 2. Logo: a
12
= 1+ 2 = 3.
Procedendo analogamente para o restante dos
elementos montamos a matriz A desejada:



CASD Vestibulares Matrizes 216

2 3
M
3 4
1
·
1
¸ ]


ER 02. Construa A = (a
ij
)
3x3
, para a qual a
ij
= i
2
– j e
em seguida calcule o traço da matriz (Traço é a
soma dos elementos da diagonal principal)

Resolução
A lei de formação dada: a
ij
= i
2
– j indica que para
obter-se um elemento qualquer de A deve-se elevar
seu primeiro índice ao quadrado e desse quadrado
subtraímos o seu segundo índice. Então:
2 2 2
11 12 13
2 2 2
21 22 23
2 2 2
31 32 33
a a a 1 1 1 2 1 3
A a a a 2 1 2 2 2 3
a a a 3 1 3 2 3 3
1 − − − 1
1
1
· · − − − ·
1
1
1
1 − − −
¸ ]
¸ ]

0 1 2
3 2 1
8 7 6
− − 1
1
·
1
1
¸ ]

trA = 0 + 2 + 6 = 8

ER 03. Construa a matriz A = (a
ij
)
4x4
para qual
ij
i j, se i j
a 1, se i j
0, se i j
+ < ¹
¹
· ·
'
¹
>
¹


Resolução
Observe que na matriz quadrada de ordem 4:
11 12 13 14
21 22 23 24
31 32 33 34
41 42 43 44
a a a a
a a a a
A
a a a a
a a a a
1
1
1
·
1
1
¸ ]

os elementos para que os quais i = j pertencem à
diagonal principal, e eles são todos iguais a 1,
aqueles para os quais i < j estão “acima da diagonal
principal”, e para calculá-los somamos os seus
índices; e, aqueles os quais i > j estão “abaixo da
diagonal principal”, e eles todos são iguais a zero.
Então:
1 3 4 5
0 1 5 6
A
0 0 1 7
0 0 0 1
1
1
1
·
1
1
¸ ]


2. OPERAÇÕES BÁSICAS

Igualdade

A operação mais básica de matrizes é a de
igualdade. Dizemos que duas matrizes são iguais se,
e somente se, seus elementos correspondentes
(aqueles que ocupam a mesma posição) são iguais.

Exemplo
2 1
0 4
1
1
¸ ]
=
2 1
0 4
1
1
¸ ]
, mas
2 1
0 4
1
1
¸ ]

2 -1
0 4
1
1
¸ ]
pois há
um par de elementos correspondentes distintos.

ER 04. Se
x y a b 5 1
x y a b 1 3
+ + − 1 1
·
1 1
− −
¸ ] ¸ ]
, determine x, y, a
e b.

Resolução
Da definição de igualdade de matrizes, os elementos
correspondentes devem ser iguais; então:
x y 5 a b 1
e
x y 1 a b 3
+ · + · − ¹ ¹
' '
− · − ·
¹ ¹

Resolvemos os dois sistemas acima obtemos:
x = 3, y = 2, a = 1 e b = –2.

Adição

A adição de duas matrizes se dá pela soma de seus
termos correspondentes. Esquematicamente, se A +
B = C, então c
ij
= a
ij
+ b
ij
.
Assim, sendo a soma de duas matrizes só está
definida quando elas possuem a mesma ordem
(número de linhas e colunas).

Exemplo
Seja A =
3 -1
5 1
1
1
¸ ]
, B =
1 3
2 0
1
1
¸ ]
e C = A + B. Então:
C =
3 -1
5 1
1
1
¸ ]
+
1 3
2 0
1
1
¸ ]
=
(3+1) (-1+3)
(5+2) (1+0)
1
1
¸ ]
=
4 2
7 1
1
1
¸ ]


Propriedades
A adição de matrizes possui as seguintes
propriedades:
P1. Comutativa: A + B = B + A
P2. Associativa: (A + B) +C = A + (B + C)
P3. Elemento neutro: 0 + A = A. Essa matriz O é
chamada nula, e todos seus elementos são iguais a
zero.
P4. Elemento oposto: A + (–A) = O

Observação
A propriedade P4 permite que escrevamos uma
subtração de matrizes, do tipo A – B como a adição
A + (–B) e então resolvê-la como tal. Porém, é fácil
visualizar que isso é o mesmo que fazer a subtração
de termos correspondentes.

ER 05. Se
3 1 5
A
2 1 6
− 1
·
1
¸ ]
e
5 2 4
B
0 7 6
− 1
·
1
¸ ]
,
determine:
a) A + B
b) A – B

Resolução
a)
3 1 5 5 2 4
A B
2 1 6 0 7 6
− − 1 1
+ · + ·
1 1
¸ ] ¸ ]

3 5 1 2 5 ( 4) 8 3 9
2 0 1 7 6 6 2 8 12
+ + − + − − 1 1
· ·
1 1
+ + +
¸ ] ¸ ]





CASD Vestibulares Matrizes 217

b)
3 1 5 5 2 4
A B
2 1 6 0 7 6
− − 1 1
− · − ·
1 1
¸ ] ¸ ]
3 5 1 2 5 ( 4) 2 1 1
2 0 1 7 6 6 2 6 0
− − − − − − − − 1 1
· ·
1 1
− − − −
¸ ] ¸ ]


ER 06. Se
4 2 4 3
A 5 7 ,B 5 6
3 10 1 2
1 1
1 1
· · −
1 1
1 1
¸ ] ¸ ]
e
0 1
C 1 0
1 1
1
1
·
1
1
¸ ]

calcule A – B + C.

Resolução
A adição de matrizes é associativa; não há, então,
ambigüidade na notação A – B + C; ela pode ser
escrita, por exemplo, (A –- B) + C; então:
A – B + C = (A – B) + C =
4 2 4 3 0 1 0 1 0 1
5 7 5 6 1 0 0 13 1 0
3 10 1 2 1 1 2 8 1 1
0 0
1 13
3 9
¸ _ − 1 1 1 1 1

1 1 1 1 1
· − − + · +

1 1 1 1 1

1 1 1 1 1
¸ ] ¸ ] ¸ ] ¸ ] ¸ ] ¸ ,
1
1
·
1
1
¸ ]


ER 07. Determine os números reais x, y, z e m
sabendo que:
x 1 3 2 y 2x 3
8 z 1 m 0 5 1
+ 1 1 1
+ ·
1 1 1

¸ ] ¸ ] ¸ ]


Resolução
x 3 3 y 2x 3
8 m z 1 5 1
+ + 1 1
·
1 1
+ −
¸ ] ¸ ]

Então:
x 3 2x
3 y 3
8 m 5
z 1 1
+ · ¹
¹
+ ·
¹
'
+ ·
¹
¹
− ·
¹

Daí: x = 3, y = 0, m = –3 e z = 2.

Produto de número por matriz

Dada uma matriz A, o que significaria calcular 2A?
No caso de um numero natural multiplicado por uma
matriz podemos encarar como:
2A = A + A; e então transformamos o produto numa
adição de parcelas iguais.
Suponhamos que A =
3 2
1 -3
1
1
¸ ]

Então, 2A =
3 2
1 -3
1
1
¸ ]
+
3 2
1 -3
1
1
¸ ]
=
6 4
2 -6
1
1
¸ ]

Na prática, percebemos que bastava ter multiplicado
todos os elementos da matriz A por 2. Essa idéia
permite generalizar o produto de um número real k
por uma matriz. O mesmo se dará pela multiplicação
de todos os elementos da matriz por k.

Exemplo
Seja M =
3 4 1
2 -1 0
1
1
¸ ]
.
Então
1
M
2
=
3 4 1

2 2 2
2 -1 0

2 2 2
1
1
1
1
1
¸ ]
=
3 1
2
2 2
-1
1 0
2
1
1
1
1
1
¸ ]


ER 08. Se
1 1 3
A 2 5 1
4 3 2
− 1
1
· −
1
1
¸ ]
e
0 0 1
B 7 11 0
5 3 4
− 1
1
·
1
1 −
¸ ]
,
calcule:
a) 5A – B
b) 2A + 3B

Resolução
a)
1 1 3 0 0 1
5A B 5. 2 5 1 7 11 0
4 3 2 5 3 4
− − 1 1
1 1
− · − − ·
1 1
1 1 −
¸ ] ¸ ]

5 5 15 0 0 1 5 5 16
10 25 5 7 11 0 3 14 5
20 15 10 5 3 4 15 18 6
− − − 1 1 1
1 1 1
· − − · −
1 1 1
1 1 1 −
¸ ] ¸ ] ¸ ]

b)
1 1 3 0 0 1
2A 3B 2 2 5 1 3 7 11 0
4 3 2 5 3 4
− − 1 1
1 1
+ · − + ·
1 1
1 1 −
¸ ] ¸ ]

2 2 6 0 0 3 2 2 3
4 10 2 21 33 0 25 43 2
8 6 4 15 9 12 23 3 16
− − − 1 1 1
1 1 1
· − + · −
1 1 1
1 1 1 − −
¸ ] ¸ ] ¸ ]


ER 09. Seja J =
1 1 1
1 1 1
1 1 1
1
1
1
1
¸ ]
. Determine a matriz X tal
que:
– 4(X – I
3
) = X + J

Resolução:
As propriedades da adição de matrizes e da
multiplicação de uma matriz por um número real,
possibilitam escrever sucessivamente:
– 4(X – I
3
) = X + J ⇒– 4X + 4I
3
= X + J ⇒
– 4X – X = J – 4I
3 ⇒
3
1 4
X J I
5 5
· − +
Então: X
1 1 1 1 0 0
1 4
. 1 1 1 . 0 1 0
5 5
1 1 1 0 0 1
1 1
1 1
· − + ·
1 1
1 1
¸ ] ¸ ]

1 1 1 4
0 0
5 5 5 5
1 1 1 4
0 0
5 5 5 5
1 1 1 4
0 0
5 5 5 5
1 1
− − −
1 1
1 1
1 1
· − − − + ·
1 1
1 1
1 1
− − −
1 1
¸ ] ¸ ]
3 1 1
5 5 5
1 3 1
5 5 5
1 1 3
5 5 5
1
− −
1
1
1
− −
1
1
1
− −
1
¸ ]


ER 10. Determine as matrizes X e Y sabendo-se
que:



CASD Vestibulares Matrizes 218

1 1
X Y
2 2
1
+ ·
1
¸ ]
e
2 2
X Y
1 1
1
− ·
1
¸ ]


Resolução
Somando membro a membro as duas equações,
resulta:
3 3
2X
3 3
1
·
1
¸ ]


3 3
2 2
X
3 3
2 2
1
1
· 1
1
1
¸ ]

Subtraindo membro a membro as duas equações,
resulta:
2Y =
1 1
1 1
− − 1
1
¸ ]


Y =
1 1
2 2
1 1
2 2
1
− −
1
1
1
1
¸ ]


3. MULTIPLICAÇÃO DE MATRIZES

Definição

Dadas duas matrizes:
A = (a
ij
), com 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ p e
B = (b
ij
), com 1 ≤ i ≤ p e 1 ≤ j ≤ n
Chamamos de produto da matriz A pela
matriz B à matriz:
C = (c
ij
), com 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n, tal que:
p
ij i1 1j i2 2j i[ pi ik kj
k I
c a .b a .b ... a b a .b
·
· + + + ·

,
para 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n.

Ou seja, o elemento c
ij
é obtido multiplicando-se
ordenadamente os elementos da i-ésima linha de A
pelos elementos da j-ésima coluna de b e somando-
se esses produtos. O produto feito dessa maneira é
chamado, em matemática, de produto escalar.
O produto de matrizes, ao contrário do produto dos
números naturais nem sempre está definido. Existe
uma condição para que se possam multiplicar duas
matrizes quaisquer. O número de colunas da
primeira matriz do produto deve ser igual ao número
de linhas da segunda.
Além disso, a matriz resultante pode ter uma ordem
distinta da ordem dos fatores. Seu número de linhas
é igual ao número de linhas da primeira matriz e o de
colunas igual ao número de colunas da segunda
matriz.
Essas primeiras idéias apresentadas estão
expressas esquematicamente abaixo:

I) Condição de Existência e dimensão da matriz
resultante:


II) Obtenção de um elemento da matriz resultante:



No exercício abaixo, veremos passo-a-passo como
se obtém o produto de matrizes.

ER 11. Sendo
2 3
A
4 1
1
·
1
¸ ]
e
1 2
B
3 4
1
·
1
¸ ]
, determine a
matriz C = AB.

Resolução
2 3
C
4 1
1
·
1
¸ ]
.
1 2
3 4
1
1
¸ ]

O produto existe, pois o número de colunas de A é
igual ao de linhas de B. Além disso, verificamos que
a matriz resultante C é 2× 2.
Calculemos então os quatro elementos de C:
Cálculo de c
11
: Produto escalar da 1ª linha de A e 1ª
coluna de B
2 3
4 1
1
1
¸ ]
.
1 2

3 4
1
1
1
¸ ]
⇒ c
11
= 2.1 + 3.3 = 11
Cálculo de a
12
: Produto escalar da 1ª linha de A e 2ª
coluna de B
2 3
4 1
1
1
¸ ]
.
1 2

3 4
1
1
1
¸ ]
⇒ c
12
= 2.2 + 3.4 = 16
Cálculo de a
21
: Produto escalar da 2ª linha de A e 1ª
coluna de B
2 3
4 1
1
1
¸ ]
.
1 2

3 4
1
1
1
¸ ]
⇒ c
21
= 4.1 + 1.3 = 7
Cálculo de a
22
: Produto escalar da 2ª linha de A e 2ª
coluna de B
2 3
4 1
1
1
¸ ]
.
1 2

3 4
1
1
1
¸ ]
⇒ c
22
= 4.2 + 1.4 = 12
Logo:
C =
11 16
7 12
1
1
¸ ]


Mesmo que as matrizes tenham dimensões distintas
o produto pode estar bem definido, como mostra o
exercício a seguir.
ER 12. Sendo
2 3
A 0 1
1 4
1
1
·
1
1 −
¸ ]
e
1 2 3
B
2 0 4
1
·
1

¸ ]
,
determinar AB.

Resolução
O produto existe pois o nº de colunas de A é igual ao
número de linhas de B. Além disso, a matriz
resultante é 3 x 3, dimensão diferente de A e B.



CASD Vestibulares Matrizes 219

2 3
A.B 0 1
1 4
1
1
·
1
1 −
¸ ]
.
1 2 3
2 0 4
1
1

¸ ]
=
2.1 3.( 2) 2.2 3.0 2.3 3.4
0.1 1.( 2) 0.2 1.0 0.3 1.4
1.1 4.( 2) 1.2 4.0 1.3 4.4
+ − + + 1
1
· + − + + ⇒
1
1 − + − − + − +
¸ ]

4 4 18
A.B 2 0 4
9 2 13
− 1
1
⇒ · −
1
1 − −
¸ ]


Aplicações

Veremos nos exemplos abaixo que o produto de
matrizes, da forma como está definido, pode ser útil
em diversas situações do cotidiano.

Exemplo 1

Uma indústria produz três produtos, X, Y e Z,
utilizando dois tipos de insumo, A e B. Para a
manufatura de cada kg de X são utilizados 1 grama
do insumo A e 2 gramas do insumo B; para cada kg
de Y, 1 grama de insumo A e 1 grama de insumo B
e, para cada kg de Z, 1 grama de A e 4 gramas de B.
Usando matrizes podemos determinar quantos
gramas dos insumos A e B são necessários na
produção de x kg do produto X, y kg do produto Y e z
kg do produto Z.
X Y Z
gramas de A/kg 1 1 1
M
gramas de B/kg 2 1 4
1
·
1
¸ ]


x kg de X produzidos
X y kg deY produzidos
z kg de Z produzidos
1
1
·
1
1
¸ ]


x y z gramas de A usados
MX
2x y 4z gramas de B usados
+ + 1
·
1
+ +
¸ ]


Exemplo 2

As tabelas a seguir fornecem os pesos do 1°, 2°, 3° e
4° bimestres dos colégios I e II e as notas de
Matemática dos alunos X do colégio I, Y do colégio II
e Z do colégio II.

Bimestres
Colégio
1º 2º 3º 4º
I 2 2 3 3
II 2 3 2 3

Alunos
Bimestres
X Y Z
1º 1 5 3
2º 4 8 2
3º 6 0 10
4º 7 9 6
Vamos comparar as notas que os alunos teriam se
estudassem em cada um dos colégios.

Colégio I:

X obteve 2× 1 + 2× 4 + 3× 6 + 3× 7 = 49 pontos
Y obteria 2× 5 + 2× 8 + 3× 0 + 3× 9 = 53 pontos
Z obteria 2× 3 + 2× 2 + 3× 10 + 3× 6 = 58 pontos

Colégio II:

X obteria 2× 1 + 3× 4 + 2× 6 + 3× 7 = 47 pontos
Y obteve 2× 5 + 2× 8 + 2× 0 + 3× 9 = 61 pontos
Z obteve 2× 3 + 3× 2 + 2× 10 + 3× 6 = 50 pontos

Colocamos esses valores em tabelas, temos:

Colégios/Alunos X Y Z
I 49 53 58
II 47 61 50

Realizando os mesmos cálculos em termos de
matrizes, teríamos:
1 5 3
2 2 3 3 4 8 2
.
2 3 2 3 6 0 10
7 9 6
1
1
1
1
1
1
¸ ]
1
¸ ]
=
2 1 2 4 3 6 3 7 2 5 2 8 3 0 3 9
2 1 3 4 2 6 3 7 2 5 3 8 2 0 3 9
× + × + × + × × + × + × + × 1
·
1
× + × + × + × × + × + × + ×
¸ ]

49 53 58
47 61 50
1
·
1
¸ ]


Propriedades
Verificadas as condições de existência, para a
multiplicação de matrizes são válidas as seguintes
propriedades:

P1. Associativa: (AB)C = A(BC)
P2. Elemento Neutro: é matriz I tal que IA = A = AI
(quando esses produtos estão bem definidos). É
chamada de matriz identidade, e é formada por “uns”
na diagonal principal e “zeros” nas demais posições.
P3. Distributiva em relação à adição:
a) A(B + C) = AB + AC
b) (A + B)C = AC + BC

Falsas Propriedades

Os vestibulares, em sua maioria, gostam de cobrar
do aluno o conhecimento das chamadas falsas
propriedades de produto de matrizes, por serem
cheios de “pegadinhas”. Em geral são propriedades
que seriam válidas se estivéssemos trabalhando no
conjunto dos números reais, mas que se tornam
falsa quando tratam-se de matrizes.

FP1. Não vale a comutativa, pois, em geral, AB ≠
BA.

Exemplo
Considerando as matrizes



CASD Vestibulares Matrizes 220

1 0
A
2 1
1
·
1
¸ ]
e
2 1
B
0 1
1
·
1
¸ ]

têm-se:
2 1
AB
4 3
AB BA
4 1
BA
2 1
¹ 1
·
¹ 1
¸ ] ¹

;
1
¹
·
1
¹
¸ ]¹

Nos poucos casos onde se verifica AB = BA, as
matrizes A e B são chamadas de comutativas.
Observe que a matriz identidade comuta com
qualquer matriz (ver P2).

FP2. Sendo O
mXn
uma matriz nula, o fato de A.B =
O
mXn
não implica necessariamente em A = O
mXn
ou
B = O
mXn


Exemplo
Considerando as matrizes
1 1
A
1 1
1
·
1
¸ ]
e
1 1
B
1 1
1
·
1
− −
¸ ]

tem-se:
0 0
A.B 0
0 0
1
· ·
1
¸ ]
, embora A ≠ 0 e B ≠ 0.

FP3. Não vale a lei do cancelamento do produto, ou
seja, AB = AC não implica necessariamente em B
= C (mesmo que A não seja a matriz nula).

Exemplo
Considerando as matrizes
1 2 0
A 1 1 0
1 4 0
1
1
·
1
1

¸ ]
,
1 2 3
B 1 1 1
2 2 2
1
1
· −
1
1
¸ ]
e
1 2 3
C 1 1 1
1 1 1
1
1
· −
1
1
¸ ]

tem-se:
3 4 1
A.B 2 3 2
3 2 7
1
1
·
1
1 −
¸ ]
e
3 4 1
A.C 2 3 2
3 2 7
1
1
·
1
1 −
¸ ]

Logo, AB = AC, embora B≠ C e A≠ 0

Observação
Atente para outras propriedades contra-intuitivas que
apareçam no capítulo como a transposta do produto
ou a inversa do produto, pois são sempre fortes
candidatos a caírem em provas.

ER 13. Mostre que para quaisquer a, b, c e d, reais,
as matrizes:
a b
A
b a
1
·
1

¸ ]
e
c d
B
d c
1
·
1

¸ ]
comutam.
Resolução:
a b
A.B
b a
1
·
1

¸ ]
.
c d
d c
1
1

¸ ]
=
ac bd ad bc
bc ad bd ac
− + 1
1
− − − +
¸ ]

c d
B.A
d c
1
·
1

¸ ]
.
a b
b a
1
1

¸ ]
ca bd cb da
da cd db ca
− + 1
·
1
− − − +
¸ ]

Observe que AB = BA, isto é, A e B comutam.

Potências de Matrizes

Se A é uma matriz quadrada, de ordem n, define-se:
A
0
= I
n
, se A ≠ 0
n

A
1
= A
A
p+1
= A
p
. A, para p∈N*

Note que da definição tem-se, por exemplo:
A
2
= A . A
A
3
= A
2
.A = (A.A).A
Na prática, é comum escrever-se:
A
3
= A.A.A
As considerações anteriores permitem-nos concluir
que para p inteiro e p ≥ 2, notação de p fatores iguais
a A:
p
p fatores
A A.A.A....A ·
14243


ER 14. Segundo as definições acima, calcule A
2
e
A
3
, se
1 1
A
1 2
− 1
·
1
¸ ]
.

Resolução
2
1 1
A A.A
1 2
− 1
· ·
1
¸ ]
.
1 1
1 2
− 1
·
1
¸ ]

1.1 ( 1).1 1.( 1) ( 1).2 0 3
1.1 2.1 1.( 1) 2.2 3 3
+ − − + − − 1 1
· ·
1 1
+ − +
¸ ] ¸ ]

3 2
0 3
A A .A
3 3
− 1
· ·
1
¸ ]
.
1 1
1 2
− 1
·
1
¸ ]

0.1 ( 3).1 0.( 1) ( 3).2 3 6
3.1 3.1 3.( 1) 3.2 6 3
+ − − + − − − 1 1
· ·
1 1
+ − +
¸ ] ¸ ]


ER 15. Dê todas as matrizes
0 a
A
b 0
1
·
1
¸ ]
que
satisfazem A
3
+ A = 0.

Resolução
Calculemos inicialmente A
2
.
2
0 a
A A.A
b 0
1
· ·
1
¸ ]
.
0 a
b 0
1
·
1
¸ ]

0.0 a.b 0.a a.0 ab 0
b.0 0.b b.a 0.0 0 ab
+ + 1 1
· ·
1 1
+ +
¸ ] ¸ ]

3 2
ab 0
A A .A
0 ab
1
· ·
1
¸ ]
.
0 a
b 0
1
·
1
¸ ]

2
2
ab.0 0.b ab.a 0.0 0 ab
0.0 ab.b 0.a ab.0 ab 0
+ + 1 1
· ·
1 1
+ +
¸ ] ¸ ]

então:
2 2
3
2 2
0 a 0 ab 0 ab a
A A
b 0 ab 0 ab b 0
1 1 + 1
+ · + ·
1 1 1
+
¸ ] ¸ ] ¸ ]

E, sendo A
3
+ A = 0, tem-se:
2
2
ab a 0
ab b 0
¹ + ·
¹
'
+ · ¹
¹

A 1ª equação pode ser escrita: a.(ab + 1) = 0 e daí
obtemos:
a = 0 ou ab = 1
Para a = 0, na 2ª equação, tem-se b = 0, e então a
solução fica:



CASD Vestibulares Matrizes 221

2
0 0
A 0
0 0
1
· ·
1
¸ ]

Agora, observe que a equação ab = -1 não é
satisfeita para a = 0, então, supondo a ≠ 0, tem-se
1
b
a
· − , substituindo na 2ª equação :
2
1 1
a. 0
a a
− ·
equação que fica satisfeita pata todo a, a ≠ 0.

Então a solução fica:
*
0 a
A ,a R
1
0
a
1
1
· ∈
1

1
¸ ]
.

ER 16. Uma matriz A, quadrada, diz-se involutiva se
A
2
= I. Determine uma matriz de ordem 2 que seja
diagonal e involutiva.

Resolução:
Se A é diagonal, então
a 0
A
0 b
1
·
1
¸ ]
, se A é involutiva
tem-se:
a 0
A
0 b
1
·
1
¸ ]
.
2
2
2
a 0 1 0 a 0
I
0 b 0 1 0 b
1 1 1
· · ·
1 1 1
¸ ] ¸ ] ¸ ]

Então, a
2
= 1 ⇒ a t 1 e b
2
= 1 ⇒b = t 1, e daí as
soluções:
1 0 1 0 1 0
, ,
0 1 0 1 0 1
− 1 1 1
1 1 1

¸ ] ¸ ] ¸ ]
e
1 0
0 1
− 1
1

¸ ]


ER 17. Seja A uma matriz quadrada. Uma matriz
polinomial, na matriz A, é uma expressão da forma:
p p 1 p 2
0 1 2 p 1 p
a .A a .A a .A ... a .A a .I
− −

+ + + + +
onde
i
a R, ∈ 0 ≤ i ≤ p.
Para
1 1 2
A 1 3 1
4 1 1
1
1
·
1
1
¸ ]
determine a matriz polinomial:
2A
2
+ 3A + 5I

Resolução
2
1 1 2
A 1 3 1
4 1 1
1
1
·
1
1
¸ ]
.
1 1 2 10 6 4
1 3 1 8 11 6
4 1 1 9 8 10
1 1
1 1
·
1 1
1 1
¸ ] ¸ ]

2
20 12 8
2A 16 22 12
18 16 20
1
1
·
1
1
¸ ]

3 3 6
3A 3 9 3
12 3 3
1
1
·
1
1
¸ ]
;
5 0 0
5I 0 5 0
0 0 5
1
1
·
1
1
¸ ]


Então:
2
28 15 16
2A 3A 5I 19 36 15
30 19 28
1
1
+ + ·
1
1
¸ ]


ER 18. Dadas duas matrizes A e B, n× n, que
comutam, demonstre que:
(A + B)
2
= A
2
+ 2A.B + B
2


Resolução
(A + B)
2
= (A + B).(A + B)
A distributividade da multiplicação permite-nos
escrever sucessivamente:
(A + B)(A + B) = A.(A + B) + B.(A + B) = A.A + A.B +
B.A + B.B = A
2
+ AB + BA + B
2

Como, por hipótese, A e B comutam, tem-se:
AB = BA, e por isso podemos somar as duas
parcelas do meio:
(A + B)
2
= A
2
+ 2AB + B
2

Observe que se A e B não comutam:
(A + B)
2
≠ A
2
+ 2AB + B
2



3. MATRIZ TRANSPOSTA

Definições

Dada uma matriz A =
ij n m
(a )
×
, chama-se transposta
de A a matriz A
t
=
'
ij n m
(a )
×
tal que a’
ji
= a
ij
, para todo i
e j. Isto significa dizer que, por exemplo, a’
11
, a’
21
,
a’
31
, ... , a’
n1
, são respectivamente iguais a a
11
, a
12
,
a
13
, ..., a
1n
;
Vale dizer que a 1ª coluna de A
t
é igual a 1ª linha de
A. Repetindo o raciocínio, chegaríamos a conclusão
de que as colunas de A
t
são ordenadamente iguais
às linhas de A.

Exemplos
a)
t
7 0
7 3 2
A A 3 1
0 1 4
2 4
1
− − 1
1
· ⇒ · −
1
1
¸ ]
1 −
¸ ]

b) [ ]
t
5
2
B B 5 2 1 3 7 1
3
7
1
1
1
1 · ⇒ · − − −
1
1
1

¸ ]

c)
t
2 7 4 2 1 2
C 1 0 3 C 7 0 8
2 8 3 4 3 3
− 1 1
1 1
· ⇒ ·
1 1
1 1 − − −
¸ ] ¸ ]


A partir da definição de matriz transposta, podemos
resumir que:
O número de linha de A
t
é igual ao número de
colunas de A
O número de colunas de A
t
é igual ao número de
linhas de A;
O elemento que em A
t
ocupa a linha j e a coluna
i ocupa em A, a linha i e a coluna j.


ER 19. Obter a matriz transposta de A = (a
ij
)
2x3
, onde
a
ij
= 2i – j

Resolução:
a
11
= 2.1 – 1 = 1; a
12
= 2.1 – 2 = 0; a
13
= 2.1 – 3 = -1;
a
21
= 2.2 – 1 = 3; a
22
= 2.2 – 2 = 2; a
23
= 2.2 – 3 = 1;



CASD Vestibulares Matrizes 222

Temos, então
1 0 1
A
3 2 1
− 1
·
1
¸ ]
.
Para obter a matriz transposta basta “transformar” as
linhas de A em colunas de A
t
.
Portanto
t
1 3
A 0 2
1 1
1
1
·
1
1 −
¸ ]


Propriedades

A matriz transposta goza das seguintes
propriedades:
P1. A = B → A
t
= B
t
para toda matriz
A = (a
ij
)
mXn
e B = (b
ij
)
mXn
;
P2. (A
t
)
t
= A para toda matriz A = (a
ij
)
mXn

P3. Se A = (a
ij
)
mXn
, e B = (b
ij
)
mXn

então (A + B)
t
= A
t
+ B
t
;
P4. Se A = (a
ij
)
mXn
e k ∈R,
então (k . A)
t
= k.A
t
;
P5. Se a = (a
ij
)
mXn
, e B = (b
jk
)
nXp
,
então (AB)
t
= B
t
A
t
.

Observação
Na propriedade P5, é importante lembrar que B
t
A
t
.
≠ A
t
B
t
e portanto só poderíamos dizer que (AB)
t

=A
t
B
t
(que parece mais intuitivo) se A e B fossem
comutativas



Matriz simétrica e anti-simétrica

Chama-se matriz simétrica toda matriz quadrada A,
de ordem n, tal que A
t
= A.
Decorre da definição que se A = (a
ij
) é uma matriz
simétrica, temos:
ij ji
a a ; i, j {1,2,3,...,n} · ∀ ∀ ∈
isto é, os elementos simetricamente dispostos em
relação à diagonal principal são iguais.

Exemplos
a)
x y
y z
1
1
¸ ]

b)
2 5 1 1
5 1 4 6
1 4 3 7
1 5 7 0
− 1
1
1
1
1

¸ ]


Chama-se matriz anti-simétrica toda matriz quadrada
de ordem n, tal que A
t
= -A.
Decorre da definição que se A = (a
ij
) é uma matriz
anti-simétrica, temos:
ij ji
a a ; i, j {1,2,3,...,n} · − ∀ ∀ ∈
Isto é, os elementos simetricamente dispostos em
relação à diagonal principal são opostos.

Exemplos
a)
0 1
1 0
− 1
1
¸ ]

b)
0 x z
x 0 y
z y 0
− 1
1
− −
1
1
¸ ]


4. MATRIZ INVERSA

Definições

Dada a matriz invertível A, chama-se inversa de A, a
matriz A
-1
(que é única), tal que A . A
-1
= A
-1
. A = I
n
.
É evidente que A
-1
deve ser quadrada de ordem n,
pois A
-1
comuta com A. Se A não é invertível,
dizemos que A é uma matriz singular.

Teorema
“Se a matriz A é invertível é única a matriz B tal que:
A.B = B.A = I. Isto é, se A possui uma inversa, esta é
única”

Demonstração por absurdo:
Suponha que exista uma segunda matriz H, diferente
de B, que também seja inversa de A. Então teremos:
AH = HA = I
Então, H = I.H = (B.A).H = B.(A.H) = B.I = B, ou seja,
H = B, o que contradiz nossa condição de que H
fosse diferente de B. Logo, a suposição feita estava
errada, e a inversa de A é única (no caso, B = A
-1
).




Exemplo
A matriz
1 3
A
2 7
1
·
1
¸ ]
é invertível e
1
7 3
A
2 1

− 1
·
1

¸ ]
,
pois:
1
1 2 7
A.A 0 3 1
0 5 2

1
1
·
1
1
¸ ]
.
1 31 19
0 2 1
0 5 3
− 1
1

1
1

¸ ]
3
1 0 0
0 1 0 I
0 0 1
1
1
· ·
1
1
¸ ]

1
1 31 19
A .A 0 2 1
0 5 3

− 1
1
· −
1
1

¸ ]
.
1 2 7
0 3 1
0 5 2
1
1
1
1
¸ ]
3
1 0 0
0 1 0 I
0 0 1
1
1
· ·
1
1
¸ ]


ER 20. Determinar, caso exista, a matriz inversa de:
0 1
A
2 1
− 1
·
1

¸ ]


Resolução
Seja então
1
a b
A
c d

1
·
1
¸ ]
a matriz tal que A.A
-1
= I
2
,
assim temos:
0 1
2 1
1
1

¸ ]
.
a b
c d
1
1
¸ ]
1 0
0 1
1
·
1
¸ ]

Calculando o produto das matrizes do primeiro
membro, temos:
c d 1 0
2a c 2b d 0 1
1 1
·
1 1
− −
¸ ] ¸ ]




CASD Vestibulares Matrizes 223

A partir da igualdade das matrizes montamos dois
sitemas:
c 1 d 0
e
2a c 0 2b d 1
· · ¹ ¹
' '
− · − ·
¹ ¹

Resolvendo esses dois sistemas, encontramos:
1 1
c 1, a , d 0, b
2 2
· · · ·
Logo, a matriz A é invertível e
1
1 1
2 2
A
1 0

1
· 1
1
¸ ]


ER 21. Seja a matriz
1 1
A .
0 0
1
·
1
¸ ]
Determine A
-1
, se
existir.
Resolução
Suponhamos que exista A
-1
;
1
a b
A
c d

1
·
1
¸ ]
. Então:
1
1 1
A.A
0 0

1
·
1
¸ ]
.
2
a b 1 0
I
c d 0 1
1 1
· ·
1 1
¸ ] ¸ ]


a c b d 1 0
0 0 0 1
+ + 1 1
·
1 1
¸ ] ¸ ]

Essas duas matrizes nunca são iguais, devido aos
seus elementos a
22
serem constantes e distintos.
Assim, por não existir A
-1
; dizemos que a matriz A é
singular, ou ainda, não-invertível.

ER 22. Seja a matriz
1 2 1
A 0 1 2
1 4 1
− 1
1
· −
1
1 −
¸ ]
. Determine A
-1
,
se existir.

Resolução
Suponhamos que exista A
-1
. Sua ordem é 3× 3.
Então:
1
a b c
A d e f
g h i

1
1
·
1
1
¸ ]

1
1 2 1
A.A 0 1 2
1 4 1

− 1
1
· −
1
1 −
¸ ]
.
a b c
d e f
g h i
1
1
·
1
1
¸ ]
3
1 0 0
I 0 1 0
0 0 1
1
1
·
1
1
¸ ]


a 2d g b 2e h c 2f i
0 d 2g 0 e 2h 0 f 2i
a 4d g 0 b 4e h c 4f i
− + + − + + − + + 1
1
+ − + − + − ·
1
1 + − · + − + −
¸ ]

1 0 0
0 1 0
0 0 1
1
1
·
1
1
¸ ]


Da igualdade das matrizes obtemos os seguintes
sistemas:
a 2d g 1
d 2g 0
a 4d g 0
− + + · ¹
¹
− ·
'
¹
+ − ·
¹
7 1 1
a , d , g
12 6 12
⇒ · − · ·
b 2e h 0
e 2h 1
b 4e h 0
− + + · ¹
¹
− ·
'
¹
+ − ·
¹
1 1
b , e 0, h
2 12
⇒ · − · · −

c 2f i 0
f 2i 0
c 4f i 1
− + + · ¹
¹
− ·
'
¹
+ − ·
¹
5 1 1
c , f , i
12 6 12
⇒ · − · ·
Portanto:
1
7 1 5
12 2 12
1 1
A 0
6 6
1 1 1
12 2 12

1
− −
1
1
1
·
1
1
1

1
¸ ]


Observe que para invertermos uma matriz A, de
ordem n, pelo processo exposto acima, devemos
resolver n sistemas, cada um deles com n equações
e n incógnitas. Posteriormente veremos que há
outros métodos para determinação da inversa de
uma matriz.

ER 23. Sejam as matrizes
2 1
A
1 1
1
·
1
¸ ]
e
1 2
B .
3 4
1
·
1
¸ ]

Resolva a equação matricial: A.X = B



Resolução
Resolver a equação matricial dada, é encontrar a
matriz X que torne a igualdade verdadeira.
Se A for invertível, podemos fazer:
A
-1
AX = A
-1
B ⇒ X = A
-1
B
Calculando A
-1
, obtemos:
1
1 1
A
1 2

− 1
·
1

¸ ]

Então:
1
1 1
X A .B
1 2

− 1
· ·
1

¸ ]
.
1 2
3 4
1
·
1
¸ ]

1.1 ( 1).3 1.2 ( 1).4
( 1).1 2.3 ( 1).2 2.4
+ − + − 1
·
1
− + − +
¸ ]
=
2 2
5 6
− − 1
1
¸ ]


Observação
Se A não fosse invertível o sistema seria SPI ou SI.
Nesse caso, deveria ser resolvido por
escalonamento.

ER 24. Expresse X em função de A, B e C, sabendo
que A, B e C são matrizes quadradas de ordem n
invertíveis e A.X.B = C

Resolução
Multipliquemos na expressão dada, ambos os
membros da igualdade por A
-1
(pela esquerda):
A.A
-1
XB = A
-1
C ⇒IXB = A
-1
C ⇒ XB = A
-1
C
Multipliquemos agora ambos os membros por B
-1

(pela direita):
XBB
-1
= A
-1
CB
-1
⇒ XI = A
-1
CB
-1
⇒ X = A
-1
CB
-1




CASD Vestibulares Matrizes 224

E temos X expressa em função de A, B e C.

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

01. Escreva a matriz A (a
ij
)
3 × 2
tal que:
a
ij
=
i j, se i j
i j,se i j
+ > ¹
'
− ≤
¹


02. Seja X = (x
ij
) uma matriz quadrada de ordem 2,
onde
ij
i j, se i j
x 1 j, se i j
1, se i j
+ · ¹
¹
· − >
'
¹
<
¹

A soma dos seus elementos é igual a:
a) -1 b) 1 c) 6 d) 7 e) 8

03. Seja X uma matriz tal que: 2A+X = B, sendo:
¸ _
·


¸ ,
3 9
A
4 2
e
¸ _
·


¸ ,
7 18
B
1 3
.
Então X é:
a)
¸ _


¸ ,
1 0
7 1
b)
¸ _

¸ ,
1 0
7 1
c)
¸ _


¸ ,
1 0
7 1

d)
− − ¸ _

¸ ,
4 9
3 1
e)
¸ _

¸ ,
1 0
0 1

04. (CESGRANRIO) Multiplicando
¸ _

¸ ,
1 a
b 2
e
¸ _

¸ ,
2 3
1 0

obtemos
¸ _

¸ ,
4 3
2 0
.
Determine o valor de a . b.

05. (UFPR) Dada a equação matricial:

x 2
1 3
¸ _

¸ ,
.
0 1 4 8
2 3 y z
¸ _ ¸ _
·

¸ , ¸ ,

Calcule x.y.z

06. Dadas as matrizes A =
0 0
x 0
1
1
¸ ]
, B =
0 x
0 0
1
1
¸ ]
, C =
x y 0
x z
− 1
1
¸ ]
e D =
z 4 0
y z 0
− 1
1

¸ ]
, sabendo-se que A.B =
C.D, obtenha o traço da matriz C.

07. Se
1 2
A
3 4
¸ _
·

¸ ,
e
1 0
B
2 1
¸ _
·

¸ ,
, então a matriz M,
tal que M = (A + B)
t
, é dada por:

08. Se
1
·
1
¸ ]
x y
A
1 0
e
1
·
1
¸ ]
1 z
B
0 z
e AB = B
t
, então
determine x + y + z.

09. (SANTA CASA/SP) Sabendo-se que a matriz
− 1
1

1
1 −
¸ ]
2
2 1 1
x 0 1 y
x y 3 1
é simétrica, determinar x e y.

10. (F.C.M.STA.CASA) Se uma matriz quadrada A é
tal que A
t
= −A, ela é chamada matriz anti-simétrica.
Sabe-se que M é anti-simétrica e

+ 1
1
· +
1
1 −
¸ ]
4 a ... ...
M a b 2 ...
b c 2c 8

Os termos a
12
, a
13
e a
23
da matriz M valem
respectivamente:
a) −4, −2 e 4 b) 4, 2 e −4 c) 4, −2 e −4
d) 2, −4 e 2 e) n.d.a.

11. Sendo
2 2
A
1 2
1
·
1
¸ ]
, calcule A
2
+ 4A

– 5I
2
.

12. A matriz A é do tipo 5x7 e a matriz B, do tipo 7x5.
Assinale a alternativa correta:
a) a matriz AB tem 49 elementos.
b) a matriz BA tem 25 elementos.
c) a matriz (AB)
2
tem 625 elementos.
d) a matriz (BA)
2
tem 49 elementos.
e) a matriz (AB) admite inversa.

13. Define-se distância entre duas matrizes A = (a
ij
) e
B = (b
ij
), quadradas e de mesma ordem n pela
fórmula
d(A;B) = máx |a
ij
- b
ij
| i, j = 1,2,...,n
Calcule a distância entre as matrizes
1 2
3 4
1
1
¸ ]

e
5 7
6 8
1
1
¸ ]
.

14. Sendo A e B matrizes invertíveis de ordem n,
isolar X na equação BAX = A

15. Usando propriedades da matriz transposta obter
X em função de A e B, invertíveis, nas igualdades
abaixo:
a) (AX)
t
= B
b) (A + X)
t
= B

16. ((U.F.RS-82) A inversa da matriz
3 1
5 2
1
1
¸ ]
é:
a)
2 1
5 3
− 1
1

¸ ]
b)
3 1
5 2
− 1
1

¸ ]
c)
2 5
1 3
− 1
1

¸ ]

d)
2 1
5 3
− 1
1

¸ ]
e)
3 1
5 5
− 1
1

¸ ]


17. A = (a
ij
) é uma matriz de ordem 2 X 2 com a
ij
= 2
i
,
se i = j, e a
ij
= 0, se i ≠ j. Determine A
-1
.

TREINAMENTO – 1ª FASE

18. (PUC) Se A, B e C são matrizes quadradas e A
t
,
B
t
e C
t
são suas matrizes transpostas, a igualdade
falsa entre essas matrizes é:
a) (A+B).C = A.C + B.C
b) (A+B)
t
= A
t
+ B
t

c) (A.B)
t
= A
t
B
t

d) (A-B)C = AC – BC



CASD Vestibulares Matrizes 225

e) (A
t
)
t
= A

19. (UNIMEP/SP) Dadas as matrizes A = (a
ij
)
mxn
e B
= (b
ij
)
mxk
, onde m, k, n são números inteiros positivos
distintos, a operação possível é:
a) A – B b) B . A c) A . B
d) A . (B
t
) e) (A
t
) . B

20. (EsPCEx) As matrizes A, B e C são do
tipo × × × r s, t u e 2 w , respectivamente. Se a matriz
(A – B)C é do tipo × 3 4 então r + s + t + u é igual a:
a) 10 b) 11 c) 12 d) 13 e) 14

21. (FGV) A, B e C são matrizes quadradas de
ordem 3 e 0 é a matriz nula de ordem 3. Assinale a
alternativa falsa:
a) (A+B)C = AC + BC
b) AB = 0 ⇒ A = 0 ou B = 0
c) (A + C)I = A + C
d) (BC)
t
= C
t
B
t

e) AC = CA = I ⇒C = A
-1


22. (UFPB-95) O traço de uma matriz quadrada é
definido pela soma dos elementos de sua diagonal
principal. Se A = (a
ij
)
3x3
, onde · π
ij
a i cos( j) , então o
traço de A é igual a:
a) – 2 b) – 1 c) 0 d) 3 e) 5

23. (UFPB-99) Considere a seguinte definição:
Em uma matriz B = (b
ij
)
mxn
, um elemento b
ij
∈ é
denominado ponto de sela caso satisfaça a uma das
condições:
1) b
ij
é o maior elemento da linha i e o menor da
coluna j.
2) b
ij
é o menor elemento da linha i e o maior da
coluna j
De acordo com esta definição, na matriz
A =
1
1
− − − −
1
1 − −
1
− 1
¸ ]
2 10 3 1
5 3 4 7
1 2 0 99
15 5 3 6

o ponto de sela é
a) a
34
b) a
22
c) a
24
d) a
43
e) a
33


24. (UCMG) O valor de x para que o produto das
matrizes:
− − 1 1
· ·
1 1
¸ ] ¸ ]
2 x 1 1
A e B
3 1 0 1

seja uma matriz simétrica é:
a) -1 b) 0 c) 1 d) 2 e) 3

25. (PUC-SP) Alfeu, Bento e Cíntia foram a uma
certa loja e cada qual comprou camisas escolhidas
entre três tipos, gastando nessa compra os totais de
R$ 134,00, R$ 115,00 e R$ 48,00, respectivamente.
Sejam as matrizes
A =
1
1
1
1
¸ ]
0 3 4
1 0 5
2 1 0
e X =
1
1
1
1
¸ ]
x
y
z
, tais que:
→os elementos de cada linha de A correspondem
às quantidades dos três tipos de camisas compradas
por Alfeu (1ª linha), Bento (2ª linha) e Cíntia (3ª
linha);
→os elementos de cada coluna de A correspondem
às quantidades de um mesmo tipo de camisa;
→os elementos de X correspondem aos preços
unitários, em reais, de cada tipo de camisa.
Nessas condições, o total a ser pago pela compra de
uma unidade de cada tipo de camisa é
a) R$ 53,00
b) R$ 55,00
c) R$ 57,00
d) R$ 62,00
e) R$ 65,00

26. (Espcex-99) Na resolução do sistema
1 1 1
1 1 1
·
1 1 1
1 1 1
¸ ] ¸ ] ¸ ]
matriz x 1
dos . y 1
coeficientes z 2
sabe-se que a matriz
1
1

1
1 −
¸ ]
1 1 0
0 1 2
1 0 1
é a inversa da matriz dos coeficientes.
Nessas condições, os valores de x, y e z são,
respectivamente
a) 1, 2, 3
b) 1, 3, 2
c) 2, 1, 3
d) 3, 2, 1
e) 2, 3, 1

27. (UFF-01) Alessandra, Joana e Sônia vendem
saladas prontas, contendo porções de tomate,
pimentão e repolho.
A matriz M fornece o número de porções de tomate,
pimentão e repolho usadas na composição das saladas:
1
1
·
1
1
¸ ]
Tomate Pimentao Repolho
1 1 1 Alessandra
2 2 2 Joana
Sonia 3 3 3

T P R
M T P R
T P R


A matriz N fornece, em real, o custo das saladas:
1
1
·
1
1
¸ ]
1 Alessandra
2 Joana
Sonia 3
Q
N Q
Q


Sabendo-se que o determinante de M é não-nulo,
obtém-se a matriz que fornece, em real, o custo de
cada porção de tomate, pimentão e repolho,
efetuando-se a operação:
a) MN b) NM
-1
c) MN
-1
d) M
-1
N e) N
-1
M

28. (PUC/PR) Um batalhão do Exército resolveu
codificar suas mensagens através da multiplicação
de matrizes. Primeiramente, associa as letras do
alfabeto aos números, segundo a correspondência
abaixo considerada:

À B C D E F G H I J L M N
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13



CASD Vestibulares Matrizes 226


O P Q R S T U V W X Y Z
14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25

Desta forma, supondo-se que o batalhão em questão
deseja enviar a mensagem “PAZ”, pode-se tomar
uma matriz 2 X 2, da forma:
1
1

¸ ]
P A
Z
, a qual, usando-se a tabela acima, será
dada por:
1
·
1
¸ ]
15 1
M
25 0

Tomando-se a matriz-chave C para o código, isto é:
C =
1
]
1

¸

2 1
3 2
, transmite-se a mensagem “PAZ”
através da multiplicação das matrizes M e C, ou seja:
1
·
1
¸ ]
15 1
M.C
25 0
.
1 1
·
1 1
¸ ] ¸ ]
2 3 31 47
1 2 50 75
ou através da
cadeia de números 31 47 50 75. Desta forma,
utilizando-se a mesma matriz-chave C, a
decodificação da mensagem 51 81 9 14 será
compreendida pelo batalhão como a transmissão da
palavra:
a) LUTE
b)FOGO
c) AMOR
d) VIDA
e) FUGA

29. (EFEI-adaptado) Antônio pesa 80 quilos e deseja
perder peso por meio de um programa de dieta e
exercícios. Após consultar a Tabela 1, ele monta um
programa de exercícios conforme a Tabela 2. A
Tabela 2 pode ser representada por uma matriz A
(5x4) e cada linha i da Tabela 1 pode ser
representada por uma matriz X
i
(4x1).

Tabela 1: Calorias Queimadas por hora
Atividade Esportiva
Peso
Andar a
3km/h
Correr a
9 km/h
Bicicleta a
9 km/h
Jogar Tênis
(Moderado)
69 213 651 304 340
73 225 688 321 368
77 237 726 338 385
80 250 760 350 400

Tabela 2: Horas/dias para cada atividade
Atividade Esportiva Dia da
Semana
Andar Correr Bicicleta JogarTênis
Segunda 1,0 0,0 1,0 0,0
Terça 0,0 0,0 0,0 2,0
Quarta 0,4 0,5 0,0 0,0
Quinta 0,0 0,0 0,5 2,0
Sexta 0,4 0,5 0,0 0,0

De acordo com as informações acima e por meio de
notação matricial, calcule quantas calorias ele irá
queimar em cada dia, se seguir o programa.
a)
800
680
480
975
480
¸ _






¸ ,
b)
600
800
480
975
480
¸ _






¸ ,
c)
600
800
680
975
680
¸ _






¸ ,
d)
600
975
680
800
680
¸ _






¸ ,


30. (Puccamp-SP) Em um laboratório, as
substâncias A, B e C são a matéria-prima utilizada
na fabricação de dois medicamentos. O Mariax é
fabricado com 5 g de A, 8 g de B e 10 g de C e o
Luciax é fabricado com 9 g de A, 6 g de B e 4 g de C.
Os preços dessas substâncias estão em constante
alteração e, por isso, um funcionário criou um
programa de computador para enfrentar essa
dificuldade. Fornecendo-se ao programa os preços X
, y e Z de um grama das substâncias A, B e C,
respectivamente, o programa apresenta uma matriz
C, cujos elementos correspondem aos preços de
custo da matéria prima do Mariax e do Luciax. Essa
matriz pode ser obtida de:
a)
5 8 10 9 6 4
X Y Z X Y Z
1 1
+
1 1
¸ ] ¸ ]

b)
X
5 8 10
Y
9 6 4
Z
1
1
1

1
1
¸ ]
1
¸ ]

c)
5 8 10 X Y Z
X Y Z 9 6 4
1 1
+
1 1
¸ ] ¸ ]

d)
9
5 8 10
6
X Y Z
4
1
1
1

1
1
¸ ]
1
¸ ]

e) [ ]
4 10
X Y Z 6 8
9 5
1
1

1
1
¸ ]


31. (AFA-95) Dadas as matrizes: A = (a
ij
)
8x3
e B =
(b
ij
)
3x7
, onde a
ij
= 2i – j e b
ij
= i.j, o elemento c
56
da
matriz C = (c
ij
) = AxB é:
a) 74 b) 162 c) 228 d) 276

32. (UNIFOR/CE) Seja A = (a
ij
) a matriz quadrada de
2ª ordem definida por:
a
ij
=
j
i , se i > j
i + j, se i = j
-i, se i < j
¹
¹
'
¹
¹

Nestas condições:
a)
0 0
A
0 0
1
·
1
¸ ]
b)
1 1
A
1 2
− 1
·
1
¸ ]

c)
t
1 2
A
4 2
− 1
·
1
¸ ]
d)
1
2 1
A
2 4

− 1
·
1
− −
¸ ]

e)
2
2 6
A
12 14
− 1
·
1
¸ ]


33. (MACK-SP) Sejam as matrizes
1 2
A
3 1
1
·
1
¸ ]
e
1 3
B
3 1
1
·
1

¸ ]




CASD Vestibulares Matrizes 227

A matriz X tal que X = A
-1
. B, onde A
-1
é a inversa da
matriz A, é igual a:
a)
1 1
2 0
1
1
¸ ]
b)
1 1
0 2
− 1
1
¸ ]
c)
0 2
1 1
1
1

¸ ]

d)
2 2
1 1
1
1

¸ ]
e)
1 2
0 1
1
1

¸ ]


34. (PUC) Sendo A e B, matrizes inversíveis de
mesma ordem e X uma matriz tal que (X.A)
t
= B,
então:
a) X = A
-1
B
t

b) X = B
t
.A
-1
c) X = (B.A)
t

d) X = (AB)
t
e) X = A
t
B
-1

35. (STA.CASA) São dadas as matrizes A e B,
quadradas, de ordem n e invertíveis. A solução da
equação A.X
-1
.B
-1
= I
n
é a matriz X tal que:
a) X = A
-1
B
b) X = B.A
-1

c) X = B
-1
A
d) X = A.B
-1

e) X = B
-1
A
-1

36. (FGV) Seja A uma “matriz diagonal” de ordem 2;
isto é, A é do tipo
1
1
¸ ]
x 0
y 0
onde x e y são números
quaisquer. Nestas condições, o números de matrizes
que satisfazem a equação matricial: A
2
– A = 0 é
a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) nda

37. (UFV) Considere A, B e I matrizes quadradas, de
mesma ordem e com elementos arbitrários. Se I é a
matriz identidade e B é a inversa da matriz A, então
(2A + 3B)(A −B) é igual a:
a) 2A
2
+ 2I −3B
2

b) 2A
2
+ I −3B
2

c) 2A
2
−I 3B
2

d) 2A
2
−2I −3B
2
e) 2A
2
+ 3I −3B
2


38. (ITA) Sejam A, B e C matrizes reais quadradas
de ordem n e O
n
a matriz nula, também de ordem n.
Considere as seguintes afirmações:
1) AB = BA
2) Se AB = AC então B = C
3) Se A
2
= O
n
então A = O
n

4) (AB) C = A (BC)
5) (A – B)
2
= A
2
– 2AB + B
2

A respeito dessas afirmações, qual das alternativas
abaixo é verdadeira?
a) Apenas a afirmação 1 é falsa.
b) Apenas a afirmação 4 é verdadeira.
c) A afirmação 5 é verdadeira.
d) As afirmações 2 e 3 são verdadeiras.
e) As afirmações 3 e 4 são verdadeiras.

39. (EsPCEx) Uma fábrica de doces produz
bombons de nozes, coco e morango, que são
vendidos acondicionados em caixas grandes ou
pequenas. A tabela 1 abaixo fornece a quantidade
de bombons de cada tipo que compõe as caixas
grandes e pequenas e a tabela 2 fornece a
quantidade de caixas de cada tipo produzidas em
cada mês do 1º trimestre em um determinado ano.

Tabela 1:
Pequena Grande
Nozes 2 5
Coco 4 8
Morango 3 7

Tabela 2:
JAN FEV MAR
Pequena 150 220 130
Grande 120 150 180

Se associarmos as matrizes A =
2 5
4 8
3 7
1
1
1
1
¸ ]
e B =
150 220 130
120 150 180
1
1
¸ ]
às tabelas 1 e 2 respectivamente,
o produto AB fornecerá:
a) a produção média de bombons por caixa
fabricada
b) a produção total de bombons por caixa fabricada
c) número de caixas fabricadas no trimestre
d) em cada coluna a produção trimestral de um tipo
de bombom
e) a produção mensal de cada tipo de bombom.

40. (UFRGS) A matriz C fornece, em reais, o custo
das porções de arroz, carne e salada usados num
restaurante:
1 arroz
C 3 carne
2 salada
1
1
·
1
1
¸ ]

a matriz P fornece o número de porções de arroz,
carne e salada usados na composição dos pratos
tipo P
1
, P
2
e P
3
desse restaurante:
1
2
3
2 1 1 prato P
P 1 2 1 prato P
2 2 0 prato P
1
1
·
1
1
¸ ]

a matriz que fornece o custo de produção, em reais,
dos pratos P
1
, P
2
e P
3
é:
a)
7
8
9
1
1
1
1
¸ ]
b)
4
4
4
1
1
1
1
¸ ]
c)
9
11
4
1
1
1
1
¸ ]
d)
2
6
8
1
1
1
1
¸ ]
e)
2
2
4
1
1
1
1
¸ ]


41. (Unb) No Brasil, a gasolina do tipo comum que se
utiliza nos veículos automotores é um combustível
composto de 75% de gasolina pura e 25% de álcool
anidro. Alguns donos de postos de venda, de
maneira desonesta, para aumentar as margens de
lucro, modificam essa proporção e (ou) acrescentam
solvente ao combustível. Considere que os postos P,
Q e R vendam combustíveis com as seguintes
composições e preços, por litro.




CASD Vestibulares Matrizes 228

Composição do combustivel

Posto
alcool gasolina solvente
Custo
por litro
(em R$)
Preço de
venda
(em R$)
P 25% 75% 0% 1,70 1,78
Q 30% 70% 0% 1,64 1,78
R 30% 40% 30% 1,37 1,78

Para os três postos P, Q e R, considere que x, y e z
sejam os preços de custo, em reais, do litro do álcool
anidro, de gasolina pura e do solvente,
respectivamente, e que , e α β γ sejam os preços de
venda do litro, em reais, desses mesmos produtos,
quando misturados para formar o combustível
composto. Considere ainda que A, B, C, X e Y sejam
as matrizes:
1 3
0
4 4
1,70 1,78
3 7
A = 0 , B = 1,64 , C = 1,78
10 10
1,37 1,78
3 4 3

10 10 10
1
1
1 1 1
1 1 1
1 1 1
1 1 1
¸ ] ¸ ]
1
1
¸ ]

x
X = y , Y =
z
α 1 1
1 1
β
1 1
1 1
γ
¸ ] ¸ ]

(1) O preço de custo por litro de combustível
composto para cada um dos postos P, Q e R pode
ser represntado pela matriz B, que pode ser obtida
pelo produto AX
(2) Se Y é a solução do sistema AY = C e X, a
solução do sistema AX = B, então a matriz Y – X
representa o lucro de cada posto, por litro, com a
venda do combustível composto.
(3) Para obter o mesmo lucro do posto R, enquanto
este vende 1000 L de seu combustível composto, o
posto P deverá vender mais de 4000 L de gasolina
do tipo comum.
(4) O sistema de equações lineares representado por
x 1,78
A. y 1,75
z 1,70
1 1
1 1
·
1 1
1 1
¸ ] ¸ ]
tem mais de uma solução
(5) O preço de custo do litro da gasolina pura é o
dobro do preço de custo do litro do solvente, isto é, y
= 2z.
(6) Entre os componentes utilizados para formar os
combustíveis compostos, o que possui o menor
preço de custo é o álcool anidro.

42. (UFRGS) Uma matriz quadrada tem a seguinte
configuração:
20;1 20;2
1 0 0 0 ... 0
2 3 0 0 ... 0
4 5 6 0 ... 0
7 8 9 10 ... 0
... ... ... ... ...
a a a
20;3 20;4 20;20
a ... a
1
1
1
1
1
1
1
1
1
¸ ]

a soma dos elementos da vigésima linha é:
a) 4010
b) 3820
c) 2710
d) 1350
e) 580

43. (CEFET/MG) Dadas as matrizes
cosa sena
A
sena cosa
¸ _
·


¸ ,
e
cos2a
B
sen2a
¸ _
·

¸ ,
, a matriz M, tal
que A.M = B, será:

a)
cosa
sena
¸ _

¸ ,
b)
2
2
cos a
sen a
¸ _

¸ ,
c)
cos3a
sen3a
¸ _

¸ ,

d)
3
3
cos a
sen a
¸ _

¸ ,
e)
cos2a
sen2a
¸ _

¸ ,


TREINAMENTO – 2ª FASE

44. Considere 5 cidades de uma região e que serão
numeradas de 1 a 5. Na matriz A a seguir:
A =
1
1
1
1
1
1
1
¸ ]
0 18 24 16 42
18 0 35 17 22
24 35 0 14 56
16 17 14 0 28
42 22 56 28 0

o elemento aij é a distância(em km) entre as cidades
i e j. Responda, justificando a sua resposta:
(a) Qual a distância entre as cidades 2 e 4 ?
(b) Uma viagem da cidade 3 até a cidade 1,
passando pela cidade 4, a uma velocidade média de
80 km/h, teria uma duração de quanto tempo ?
(c) Qual a cidade mais próxima da cidade 4 ?
(d) Porque os elementos da diagonal principal são
nulos ?
(e) Porque os elemento simétricos em relação à
diagonal principal (a
ij
e a
ji
) são iguais ?

45. Um supermercado utiliza uma matriz para
identificar os produtos quando ocorre um problema
com o sistema de leitura óptica. Os elementos da
matriz são representados por um número de um
algarismo. Cada produto é identificado por uma
matriz 3x3 onde o produto da diagonal principal,
cujos termos se apresentam em ordem crescente,
representa a parte inteira do preço do produto, e a
multiplicação dos termos da diagonal secundária,
que também se apresentam em ordem crescente,
representa a parte em centavos do preço do produto.
O código do produto obedece ao seguinte formato:
a
12
a
21
a
23
a
32
. a
11
a
13
a
31
a
33
(onde a parte anterior
ao ponto representa o código do tipo do produto, e o
resto o código do produto dentro do tipo a que ele
pertence).
Vejamos um exemplo:
1
× × × × · ¹ ¹
1

' ;
1
¹ ¹
1
¸ ]
3 0 1
Pr eço : "(3 3 3)","(1 3 5)" R$27,15
0 3 2
Codigo : 0025.3153
5 5 3

Agora diga qual a matriz que se relaciona à um
produto de preço R$105,35, sabendo que este
produto é do mesmo tipo que o do exemplo dado.
Diga também qual o código deste produto.




CASD Vestibulares Matrizes 229

46. Há 5 senadores designados para uma Comissão
Parlamentar de Inquérito. Eles devem escolher entre
si um presidente para a comissão, sendo que cada
senador pode votar em até 3 nomes. Realizada a
votação onde cada um deles recebeu um número de
1 a 5, os votos foram tabulados na matriz A = (aij),
abaixo indicada. Na matriz A, cada elemento aij é
igual a 1(um), se i votou em j; e é igual a 0(zero),
caso contrário.
1
1
1
1 ·
1
1
1
¸ ]
1 0 1 0 1
0 0 1 1 0
A 0 1 0 1 1
0 0 0 0 1
1 0 0 0 1

Responda, justificando:
(a) Qual o candidato mais votado ?
(b) Quantos candidatos votaram em si mesmos ?

47. (FUVEST) Considere as matrizes
A = (a
ij
)
4x7
, definida por a
ij
= i – j
B = (b
ij
)
7x9
, definida por b
ij
= i
C = (c
ij
), C = A . B
Determine C
63
:

48. (UFRJ-99) Antônio, Bernardo e Cláudio saíram
para tomar chope, de bar em bar, tanto no sábado
quanto no domingo. As matrizes a seguir resumem
quantos chopes cada um consumiu e como a
despesa foi dividida:
1
1
·
1
1
¸ ]
4 1 4
S 0 2 0
3 1 5
e
1
1
·
1
1
¸ ]
5 5 3
D 0 3 0
2 1 3

S refere-se às despesas de sábado e D às de
domingo. Cada elemento a
ij
nos dá o número de
chopes que i pagou para j, sendo Antônio o número
1, Bernardo o número 2 e Cláudio o número 3 (a
ij

representa o elemento da linha i, coluna j de cada
matriz). Assim, no sábado Antônio pagou 4 chopes
que ele próprio bebeu, 1 chope de Bernardo e 4 de
Cláudio (primeira linha de S).
a) Quem bebeu mais chope no fim de semana
b) Quantos chopes Cláudio ficou devendo para
Antônio?

49. (UFRJ-92) Uma confecção vai fabricar 3 tipos de
roupa utilizando materiais diferentes. Considere a
matriz A = (a
ij
) abaixo, onde a
ij
representa quantas
unidades do material j serão empregadas para
fabricar uma roupa do tipo i.
1
1
·
1
1
¸ ]
5 0 2
A 0 1 3
4 2 1

a) Quantas unidades do material 3 serão
empregadas na confecção de uma roupa do tipo 2?
b) Calcule o total do material 1 que será empregado
para fabricar cinco roupas do tipo 1, quatro roupas
do tipo 2 e duas roupas do tipo 3.

50. (UFRRJ) Durante os anos oitenta, uma dieta
alimentar para obesos ficou conhecida como “Dieta
de Cambridge” por ter sido desenvolvida na
Universidade de Cambridge pelo Dr. Alan H. Howard
e sua equipe. Para equilibrar sua dieta, o Dr. Howard
teve de recorrer à matemática, utilizando os sistemas
lineares.
Suponha que o Dr. Howard quisesse obter um
equilíbrio alimentar diário de 3 g de proteínas, 4 g de
carboidratos e 3 g de gordura.
No quadro abaixo estão dispostas as quantidades
em gramas dos nutrientes mencionados acima,
presentes em cada 10 g dos alimentos: leite
desnatado, farinha de soja e soro de leite.

Alimento
Nutrientes
Leite
desnatado
Farinha de
soja
Soro de
Leite
Proteína 3 5 2
Carboidrato 5 3 1
Gordura 0 1 7

Calcule as quantidades diárias em gramas de leite
desnatado, farinha de soja e soro de leite, para que
se obtenha a dieta equilibrada, segundo o Dr.
Howard, verificando a necessidade de cada um
desses alimentos na dieta em questão.

51. (UERJ - 97) Observe os quadrados I e II,
anunciados em uma livraria.

Quantidade
Edição Luxo Edição Bolso
Livro A 76 240
Livro B 50 180
Quadro I

Preço (em Reais)
Regular Oferta
Ed. Luxo 8,00 6,00
Ed. Bolso 2,00 1,00
Quadro II

a) Supondo que todos os livros A foram vendidos ao
preço regular e todos os livros B foram vendidos ao
preço de oferta, calcule a quantia arrecadada pela
livraria na venda de todos esses livros.
b) Considere agora o quadro III, que indica a quantia
arrecadada na venda de carta quantidade dos livros
A e B (valores em reais).

Preço (Regular) Preço (Oferta)
Livro A 720,00 440,00
Livro B 560,00 340,00
Quadro III

Utilizando esses dados e os apresentados no quadro
II, calcule a quantidade vendida do livro A (ao preço
regular, edição de luxo) e a quantidade vendida do
livro B (ao preço de oferta, edição de bolso).

52. (FUVEST) Dadas as matrizes
1 1
· ·
1 1
¸ ] ¸ ]
a 0 1 b
A e B
0 a b 1




CASD Vestibulares Matrizes 230

determine a e b de modo que AB = I
2
, onde I
2
é a
matriz identidade de ordem 2.

53. (FUVEST) Diz-se que a matriz quadrada A tem
posto 1 se uma de suas linhas é não-nula e as
outras são múltiplas dessa linha. Determine os
valores de a, b e c para os quais a matriz 3x3
1
1
1

1
1
1 − −
1
¸ ]
1
2 3
2
3a b + 2c 1 6
1
b + c 3a c 2a + b
2

tem posto 1.

54. (FGV) Dada a matriz A =
1
1
¸ ]
1 0
2 3
e a matriz
incógnita X =
1
1
¸ ]
x
y
, chama-se autovalor de A qualquer
valor real de λ que faz com que a equação matricial
AX = λX tenha soluções não nulas para X.
a) Determine os autovalores de A.
b) Para os valores encontrados no item anterior,
obtenha a expressão da matriz X.

TREINAMENTO IME/ITA

55. (ITA) Sejam A e B matrizes n x n, e B uma matriz
simétrica. Dadas as afirmações:
(I) AB + BA
T
é simétrica
(II) (A + A
T
+ B) é simétrica
(III) ABA
T
é simétrica
Temos que:
a) apenas (I) é verdadeira.
b) apenas (II) é verdadeira.
c) apenas (III) é verdadeira.
d) apenas (I) e (II) são verdadeiras.
e) todas são verdadeiras

56. (ITA) Considere as matrizes A =
1
]
1

¸

2 1 - 0
1 - 0 1
,
B =
1
]
1

¸

2
1
, I =
1
]
1

¸

1 0
0 1
, X =
1
]
1

¸

y
x
. Se x e y são
soluções do sistema (A.A
T
– 3I) . X = B, então x+y é
igual a:
a) 2
b) 1
c) 0
d) –1
e) –2
57. (ITA) Considere as matrizes M =
− 1
1
1
1
¸ ]
1 1 3
0 1 0
2 3 1
,
N=
1
1
1
1
¸ ]
1 0 2
3 2 0
1 1 1
, P=
1
1
1
1
¸ ]
0
1
0
e X=
1
1
1
1
¸ ]
x
y
z
. Se X é solução de
M
-1
NX = P, então x
2
+ y
2
+ z
2
é igual a
a) 35
b) 17
c) 38
d) 14
e) 29

58. (ITA) Considere a matriz A:
A =
1
1
1
1
1
1
¸ ]
1 1 1 1
1 2 3 4
1 4 9 16
1 8 27 64

A soma dos elementos da primeira coluna da matriz
inversa de A é:
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

59. (ITA) Seja A uma matriz real 2 x 2. Suponha que
α e β sejam dois números distintos e V e W duas
matrizes reais 2 x 1 não-nulas, tais que
AV = α V e AW = β W
Se a, b ∈ R são tais que aV + bW é igual a matriz
nula 2 x 1, então a + b vale:
a) 0
b) 1
c) - 1
d) 1/2
e) – 1/2

60. Para cada número real α associa-se a matriz:
α
α − α 1
·
1
α α
¸ ]
cos sen
T
sen cos
.
Verifique que T
α
. T
β
= T
α + β
e que T

= T
α
t
.

61. Sendo A, B matrizes nxn, mostre que:
a) A + A
t
é simétrica
b) AA
t
é simétrica
c) A – A
t
é anti-simétrica
d) (A
2
)
t
= (A
t
)
2


62. Prove que A
2
é simétrica quer A seja simétrica
quer seja A anti-simétrica.

63. (IME) Determine todas as matrizes x reais,
2 2× , tais que:
1
·
1
¸ ]
2
3 4
X
2 3


64. (IME) Sejam A, B e C matrizes 5 5× com
elementos reais. Denotando-se por A
t
a matriz
transposta de A:
a) Mostre que se A.A
t
= 0, então · A 0 .
b) Mostre que se
t t
B.A.A C.A.A · , então B.A = C.A

M MA AT TR RI IZ ZE ES S E ES SP PE EC CI IA AI IS S

1. MATRIZES ORTOGONAIS

Definição




CASD Vestibulares Matrizes 231

Uma matriz A é dita ortogonal se verifica A
t
= A
-1
, ou
seja, se sua transposta é igual à inversa. Observe
que multiplicando ambos os membros por A,
chegamos a uma definição alternativa: A.A
t
= I
De modo geral, essa segunda definição é a mais útil
em casos onde se deseja mostrar que uma
determinada matriz é ortogonal.

ER 25. Verificar se
cosθ senθ
senθ cosθ
¸ _


¸ ,
é uma matriz
ortogonal.

Resolução
Para ser ortogonal, essa matriz multiplicada por sua
transposta deve resultar na identidade.
cosθ senθ
senθ cosθ
¸ _


¸ ,
.
cosθ senθ
senθ cosθ
− ¸ _

¸ ,
=
2 2
2 2
cos θ + sen θ cosθ senθ + senθ cosθ
senθ cosθ + cosθ senθ sen θ+cos θ
¸ _ −



¸ ,

=
1 0
0 1
¸ _

¸ ,

Logo, a matriz dada é ortogonal.

Observação: Na verdade, toda matriz ortogonal 2x2
tem uma das duas formas:

cosθ senθ
senθ cosθ
¸ _


¸ ,
ou
cosθ senθ
senθ cosθ
¸ _


¸ ,


2. MATRIZES REGULARES

Definição

Matrizes regulares são aquelas para as quais existe
uma fórmula para calcular sua n-ésima potência
apenas em função de n.

Exemplo
A matriz A =
1
1
¸ ]
-2 -9
1 4
é regular porque existe uma
fórmula que permite calcular sua n-ésima potência.
Temos que A
n
=
1 3n 9n
n 1 3n
− − 1
1
+
¸ ]
.
A grande vantagem das matrizes regulares é que
para calcularmos qualquer potencia sua, digamos
A
100
, bastar substituir a variável n pelo valor
adequado, no caso 100.

Observação: No caso das matrizes não-regulares,
para calcular sua 100ª potência precisamos
multiplicá-la por ela mesma 100 vezes...

ER 26. Dada a matriz A =
1 1
0 1
1
1
¸ ]
, determine a matriz
A
1993
+ 2A
1990

Resolução
É óbvio que o problema não se trata de fazer uma
longa e demorada conta. Devemos na verdade
procurar uma fórmula que nos permita calcular
qualquer potência de A. Para isso, o procedimento
padrão é iniciar calculando potências menores de A:
A
2
=
1 2
0 1
1
1
¸ ]

A
3
= A
2
A =
1 3
0 1
1
1
¸ ]

A
4
= A
3
A =
1 4
0 1
1
1
¸ ]

Desses primeiros casos, o aluno já deve ser capaz
de “intuir” a fórmula pela procura de um padrão nos
resultados.
No caso por exemplo, podemos acreditar que a
fórmula será
A
n
=
1 n
0 1
1
1
¸ ]

Assim: A
1993
=
1 1993
0 1
1
1
¸ ]
e A
1990
=
1 1990
0 1
1
1
¸ ]

Finalmente: A
1993
+ 2A
1990
=
3 5973
0 3
1
1
¸ ]


ER 27. Prove a fórmula A
n
=
1 3n 9n
n 1 3n
− − 1
1
+
¸ ]
citada
para o caso onde A =
1
1
¸ ]
-2 -9
1 4


Resolução
Essa demonstração usa um recurso que
possivelmente não seja conhecido pela maioria dos
alunos, mas que certamente ainda será visto ao
longo do curso. Trata-se da demonstração por
indução finita. Apenas para iniciar o assunto,
verifiquemos como esse método permite demonstrar
uma fórmula como a que temos.
Passo 1: Verificação da validade da fórmula para o
caso n = 0 (menor valor natural para o qual a fórmula
faz sentido).
A
0
=
1 3(0) 9(0)
0 1 + 3(0)
− − 1
1
¸ ]
=
1 0
0 1
1
1
¸ ]

Passo 2: Fazemos uma hipótese. Supomos que a
fórmula vale para o caso n = k, ou seja: A
k
=
1 - 3k -9k
k 1 + 3k
1
1
¸ ]
e isso será admitido como
verdadeiro para o passo 3.
Passo 3: Procuramos verificar se, a partir da
hipótese feita no passo 2, é possível mostrar que a
fórmula é válida para o caso n = k + 1 (caso seguinte
ao da nossa hipótese no passo 2)
Observe que nessa etapa usaremos nossa hipótese
do item anterior, ou seja, a fórmula para A
k
.
A
k+1
= A
k
A =
1 - 3k -9k
k 1 + 3k
1
1
¸ ]
-2 -9
1 4
1
1
¸ ]
=
- 2 - 3k - 9 - 9k
k + 1 3k + 4
1
1
¸ ]
=
1 - 3(k+1) - 9(k + 1)
k + 1 1+3(k + 1)
1
1
¸ ]

Ou seja, de fato a fórmula tornou-se válida para o
caso k + 1.
Resumidamente o que fizemos foi o seguinte:



CASD Vestibulares Matrizes 232

Mostramos que a fórmula é válida para o
primeiro caso (passo 1);
Mostramos que sempre que é válida para um
determinado caso (passo 2) torna-se válida para o
caso seguinte (passo 3);
Conclua desses dois pontos que: valendo para o
primeiro caso, vale para o seguinte, o segundo caso.
Valendo para o segundo caso, vale para o terceiro
caso. E assim, a fórmula acaba por tornar-se válida
para todos os casos.

3. MATRIZES IDEMPOTENTES

Definição

Uma matriz A é dita idempotente se verifica a relação
A
2
= A, ou seja, se ela for igual ao seu quadrado.
Partindo dessa igualdade observamos que:
A
3
= A
2
.A = A.A = A
2
= A
A
4
= A
3
.A = A.A = A
2
= A (...)
Logo, se A
2
= A, temos que A
n
= A, para todo n 2 ≥ .

4. MATRIZES SEMELHANTES

Definição

Dadas duas matrizes A e B, dizemos que elas são
semelhantes se existe uma matriz invertível P tal que
B = P
-1
AP.
Semelhança é uma relação, logo só pode existir
entre pares de matrizes. Portanto, não faz sentido
dizer que tão somente que a matriz M é semelhante
(a quem?).

5. MATRIZES CONGRUENTES

Definição

Dadas duas matrizes A e B, dizemos que elas são
congruentes se existe uma matriz P tal que B = P
t
AP.
Observe que essa definição é bem semelhante à
definição anterior, devendo o aluno tomar o devido
cuidado com a distinção.
Assim como no caso anterior, a congruência de
matrizes também é uma relação e, portanto, só
existe entre pares de matrizes.
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

65. (IME) Uma matriz quadrada é denominada
ortogonal quando a sua transposta é igual a sua
inversa. Considerando esta definição, determine se a
matriz [R], abaixo, é uma matriz ortogonal, sabendo-
se que n é um número inteiro e α é um ângulo
qualquer. Justifique a sua resposta.
cos(n ) sen(n ) 0
R sen(n ) cos(n ) 0
0 0 1
α − α 1
1
· α α 1
¸ ]
1
1
¸ ]


66. (ITA) Sejam M e B matrizes quadradas de ordem
n tais que M – M
-1
= B. Sabendo que
M
t
= M
-1
podemos afirmar que:
a) B
2
é a matriz nula.
b) B
2
= -2I.
c) B é simétrica.
d) B é anti-simétrica.
e) n.d.a.

67. (ITA) Sejam A e P matrizes reais quadradas de
ordem n tais que A é simétrica (isto é, A = A
t
) e P é
ortogonal (isto é, PP
t
= I = P
t
P), P diferente da matriz
identidade. Se B = P
t
AP, então:
a) AB é simétrica.
b) BA é simétrica.
c) det A = det B.
d) BA = AB.
e) B é ortogonal.

68. (UERJ 96 – 1ª FASE) Cada par ordenado (x, y)
do plano pode ser escrito como uma matriz
¸ _

¸ ,
x
y
.
Para obter uma rotação de 90
o
do ponto de
coordenadas (x, y) em torno da origem, no sentido
anti-horário, basta multiplicar a matriz
− ¸ _

¸ ,
0 1
1 0
por
¸ _

¸ ,
x
y
.



Aplicando-se esse método para fazer a rotação do
ponto médio do segmento AB da figura acima, suas
novas coordenadas serão:
a) (5, -1) b) (-1, 5) c) (-5, 1) d) (-1, 5)

69. Uma matriz real nxn A que satisfaz as relações
AA
t
= A
t
A = I é chamada ortogonal.
a) Dê exemplo de uma matriz ortogonal 2x2, distinta
da identidade.
b) Ache a matriz ortogonal geral 2x2.
c) Mostre que o produto de duas matrizes ortogonais
é uma matriz ortogonal.
d) Mostre que a inversa de uma matriz ortogonal é
uma matriz ortogonal.

70. (ITA) Sejam A, B e P matrizes reais quadradas
de ordem n, tais que B = P
t
.A. P. Sendo P inversível,
dentre as afirmações a seguir, qual é a falsa ?
a) se B é simétrica, então A é simétrica.
b) se A é simétrica, então B é simétrica.
c) se A é inversível, então B é inversível.
d) se B é inversível, então A é inversível.
e) det A = det B.

71. Uma matriz A é congruente com uma matriz B
com a mesma ordem se existir uma matriz real P
não-singular tal que A = PBP
T
.
a) Mostre que se A é congruente com B e B é
congruente com C então A é congruente
relativamente a C.



CASD Vestibulares Matrizes 233

b) Mostre que se A é congruente com B, então B é
congruente com A.

72. (ITA) Dizemos que duas matrizes n x n A e B
são semelhantes se existe uma matriz n x n
inversível P tal que B = P
-1
AP. Se A e B são matrizes
semelhantes quaisquer, então:
a) B é sempre inversível.
b) Se A é simétrica, então B também é simétrica.
c) B
2
é semelhante a A.
d) Se C é semelhante a A, então BC é semelhante a
A
2

e) det (λI – B) = det (λI – A), onde λI é um real
qualquer.

73. (ITA) Seja A uma matriz real quadrada de ordem
n e B = I – A, onde I denota a matriz identidade de
ordem n. Supondo que A é inversível e idempotente
(isto é, A
2
= A), considere as afirmações.
I) B é idempotente
II) AB = BA
III) B é inversível
IV) A
2
+ B
2
= I
V) AB é simétrica
Com respeito a estas afirmações, temos que:
a) todas são verdadeiras.
b) apenas uma é verdadeira.
c) apenas duas são verdadeiras.
d) apenas três são verdadeiras.
e) apenas quatro são verdadeiras.

74. (ITA) Sejam A e B matrizes quadradas de ordem
n tais que AB = A e BA = B. Então
1
¸ ]
2
t
(A + B) é igual a:
a) (A+B)
2
b) 2.(A
t
.B
t
)
c) 2.(A
t
+B
t
)
d) A
t
+B
t

e) A
t
.B
t

75. Dada a matriz A =
1
1
1
1
¸ ]
1 1 0
0 1 0
0 0 1
:

a) prove que A é regular
b) calcule A
n

c) calcule os números reais a e b tais que A² + aA +
bI = 0 (I é a matriz identidade 3x3)

76. (UFRJ 99 ESP.) Seja
1
·
1
¸ ]
1 1
A
0 1
.
a) Determine A
3
= A . A . A
b) Se A
n
denota o produto de A por A n vezes,
determine o valor do número natural k tal que
− + ·
2
K 5K 6
A A A I , onde I é a matriz identidade.

77. (IME-87) Seja
1
·
1

¸ ]
1 0
A
1 1
.
a) Encontre todas as matrizes B, 2x2, que comutam
com A.
b) Calcule A
– 1
.
c) Mostre que A
2
= 2A – I, onde I =
1
1
¸ ]
1 0
0 1
.
d) Encontre a fórmula para A
n
em função de A e I, e
calcule A
100
.

G GA AB BA AR RI IT TO OS S

01.
02.
03. A
04. Zero
05. 120
06.
07. M =

,
_

¸
¸
5 2
5 2

08. 1
09. x = -1 e y = 2
10. B
11.

,
_

¸
¸
9 8
16 9

12.
13.
14. X = A
−1
B
−1
A
15. a) X = A
−1
B
t
; b) X = B
t
- A
16. A
17. A
-1
=

,
_

¸
¸
4 1 0
0 2 1

18. C
19. E
20.
21. B
22. A
23. B
24. C
25.
26.
27.
28. D
29. B
30. B
31. D
32. E
33. B
34. B
35. C
36. E
37. B
38. B
39.
40. A
41.
42. A
43. C
44.
45.
46.
47. Não existe
48.
49.
50.



CASD Vestibulares Matrizes 234

51.
52.
53.
54.
55. E
56. D
57. A
58. A
59. A
60. Demonstração
61. Demonstração (Sugestão: mostrar que uma
determinada matriz é simétrica significa mostrar que
ela é igual a sua transposta)
62. Demonstração (Sugestão: prove separadamente
para o caso onde A é simétrica e para o caso onde A
é anti-simétrica).
63.
64. Demonstração
65. É ortogonal pois R.R
t
= I
66.
67.
68. B
69.
70. E
71. Demonstração
72. E
73.
74. C
75. a) A =
1 1 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]
; A
2
=
1 2 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]
; A
3
=
1 3 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]

, o que nos sugere a expressão geral A
n
=
1 n 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]
.
Prova da validade da fórmula por indução:
A
0
=
1 0 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]
= I
Suponhamos que A
k
=
1 k 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]
, verifiquemos se a
fórmula é valida para o caso k + 1:
A
k+1
= A
k
.A =
1 k 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]
.
1 1 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]
=
1 k+1 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]

(cqd)
b) A
n
=
1 n 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]
, conforme demonstrado no item
(a)
c) A
2
+ aA + bI = 0
1 2 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]
+ a
1 1 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]
+ b
1 0 0
0 1 0
0 0 1
1
1
1
1
¸ ]
=
0 0 0
0 0 0
0 0 0
1
1
1
1
¸ ]

a + b + 1 a + 2 0
0 a + b + 1 0
0 0 a + b + 1
1
1
1
1
¸ ]
=
0 0 0
0 0 0
0 0 0
1
1
1
1
¸ ]
, de onde:
a + 2 = 0 ⇒ a = – 2
a + b + 1 = 0 ⇒ b = 1

76. a)
1
·
1
¸ ]
3
1 3
A
0 1
b) k = 2 ou k = 3






















































235 Matemática CASD Vestibulares
Matemática
Frente II
E Ex xe er rc cí íc ci io os s

AULA 10 – Funções do 2º Grau / Raízes
(Bhaskara, Soma e Produto)
1) Determine os zeros reais das funções:
a) f(x) = x
2
–3x + 2 b) f(x) = -x
2
+7x – 12
c) f(x) = 3x
2
–7x + 2 d) f(x) = x
2
–2x + 2
e) f(x) = x
2
+ 4x + 4 f) f(x) = – x
2
+ (3/2)x + 1
g) f(x) = x
2
– 2x + 1 h) f(x) = -x
2
+3x – 4
i)f(x) = x
2
–√2 x + ½ j) f(x) = –5x
2

k)f(x) = x
2
+(1 - √3)x – √3 l) f(x) = 2x
2
– 4x
m)f(x) = - 3 x
2
+ 6 n)f(x) = 4x
2
+ 3
2) Uma empresa produz e vende certo tipo de produto.
A quantidade que ela consegue vender varia com o
preço, da seguinte forma: a um preço y ela consegue
vender x unidades do produto, de acordo com a
equação y = 50 – (x/2). Sabendo que a receita
(quantidade vendida vezes o preço de venda) obtida foi
de 1250,00, qual foi a quantidade vendida?
3) Resolva o sistema:
1 1 7
12
12
x y
xy
+ =
=

4) Resolva:
a-) A equação x
2
– 3x – 4 = 0
b-) O sistema: 2x + y = 4
2x + xy = –8
5) Determine os zeros reais da função f(x) =x
4
–3x
2
- 4
6)Determine os zeros das funções reais:
a) f(x) = x
4
– 5x
2
+ 4 e) f(x) = 2x
4
+ 6x
2
+ 4
b) f(x) = –x
4
+ 5x
2
+ 36 f) f(x) = –x
4
+ 3x
2
– 3
c) f(x) = x
4
– x
2
– 6 g) f(x) = 3x
4
– 12x
2

d) f(x) = x
4
– 4x
2
+ 4 h) f(x) = x
6
– 7x
3
– 8
7) Determine os valores de m para que a função
quadrática f(x) = mx
2
+ ( 2m – 1 )x + ( m – 2 ) tenha
dois zeros reais e distintos.
8) Determine os valores de m para que a função
quadrática f(x) = ( m–1 )x
2
+ ( 2m + 3 )x + m tenha dois
zeros reais e distintos.
9) Determine os valores de m para que a equação do
segundo grau ( m + 2 )x
2
+ ( 3 – 2m )x + ( m – 1 ) = 0
tenha raízes reais.

10) Determine os valores de m para que a função
f(x) = mx
2
+ ( m + 1 )x + ( m + 1 ) tenha duas raízes
reais iguais.

11) Determine os valores de m para que a equação
x
2
+ ( 3m + 2 )x + ( m
2
+ m + 2 ) = 0 tenha raízes
reais.

12) Determine os valores de m para que a função
f(x) = ( m + 1 )x
2
+ ( 2m + 3 )x + ( m – 1 ) não tenha
zeros reais.

13) Determine os valores de m para que a equação
mx
2
+ ( 2m – 1 )x + ( m – 2 ) = 0 não tenha raízes
reais.
14) O trinômio ax
2
+ bx + c tem duas raízes reais e
distintas; α e β são dois números reais não nulos. O
que se pode afirmar sobre as raízes do seguinte
trinômio?
( a / α )x
2
+ β bx + α β
2
c = 0
15) Mostre que na equação do segundo grau ax
2
+ bx
+ c = 0, de raízes reais x
1
e x
2
, temos para a soma S
das raízes S = x
1
+ x
2
= –b/a e para o produto P das
raízes P = x
1
.x
2
= c/a .

16) Na equação de segundo grau 2x
2
– 5x – 1 = 0 de
raízes x
1
e x
2
, calcule:
a) x
1
+ x
2
d) (x
1
)
2
+ (x
2
)
2

b) x
1
.x
2
e) (x
1
)
3
+ (x
2
)
3
c)
1 2
1 1
x x
+
f)
2 1
1 2
x x
x x
+

17) As raízes da equação 2x
2
– 2mx + 3 = 0 são
positivas e uma é o triplo da outra. Calcule o valor de
m.

18) As raízes da equação x
2
+ bx + 47 = 0 são inteiras.
Calcule o módulo da diferença entre essas raízes.

19) Se r e s são raízes da equação do segundo grau
ax
2
+ bx + c = 0 e a ≠ 0 e c ≠ 0, qual é o valor de:
2 2
1 1
s r
+

20) Determine o parâmetro m na equação x
2
+ mx + (
m
2
– m – 12 ) = 0, de modo que ela tenha uma raiz
nula e outra positiva.

21) Dadas a equações x
2
– 5x + k = 0 e x
2
– 7x + 2k =
0, sabe-se que uma das raízes da segunda equação é
o dobro de uma das raízes da primeira. Sendo k ≠ 0,
determine o valor de k.

22) Obtenha uma equação de segundo grau de raízes:
a) 2 e –3 b) 1/2 e –3/2 c) 0,4 e 5
d) 1 e –√2 e) 1+√3 e 1–√3


23) Determine m na equação mx
2
+ –( m – 1 )x + m = 0
para que se tenha
1 2
2 1
4
x x
x x
+ = , em que x
1
e x
2
são as
raízes da equação.

24) O trinômio f(x) = x
2
– px + q tem por raízes a e b,
com a ≠ 0 e b ≠ 0. Qual é o trinômio cujas raízes são
1/a e 1/b?
25) Sejam m,n dois números inteiros positivos tais que
m, n são ímpares consecutivos e m.n = 1599. Indique o
valor de m + n.





CASD Vestibulares Matemática 236
AULA 11 – Gráfico da Parábola,
Concavidade e Vértice.

26) Determine o vértice das parábolas:
a) y = x
2
– 4 d) y = –x
2
+ (x/2) + 3/2
b) y = –x
2
+ 3x e) y = –x
2
+ x – 2/9

c) y = 2x
2
– 5x + 2 f) y = x
2
– (7x/3) – 2


27) Determine o valor máximo ou o valor mínimo e o
ponto de máximo ou ponto de mínimo das funções
abaixo, definidas em R.
a) y = 2x
2
+ 5x d) y = x
2
– (7x/2) + 5/2
b) y = –3x
2
+ 12x e) y = –x
2
+ 5x – 7

c) y = 4x
2
– 8x + 4 f) y = –(x
2
/2) + (4x/3) – 1/2


28) Determine o valor de m na função real
f(x) = 3x
2
– 2x + m para que seu valor mínimo seja 5/3.

29) Determine o valor de m na função real
f(x) = –3x
2
+ 2(m–1)x + (m+1) para que o valor máximo
seja 2.

30) Determine o valor de m na função real
f(x) = mx
2
+ (m–1)x + (m+2) para que o valor máximo
seja 2.

31) Determine o valor de m na função real
f(x) = (m–1)x
2
+ (m+1)x – m para que o valor mínimo
seja 1.

32) Dentre todos os números reais de soma 8,
determine aqueles cujo produto é o máximo.

33) Seja y = –x
2
+ 5x – 1. Dado que x varia no intervalo
fechado [0;6], determine o mayor valor (y
M
)e o menor
(y
m
) valor que y assume.

34) Dada f(x) = 2x
2
+ 7x – 15, para que valor de x a
função assume máximo?

35) A parábola de equação y = –2x
2
+ bx + c passa
pelo ponto (1;0) e seu vértice é o ponto de
coordenadas (3, v). Determine o valor de v.

36) Dentre todos os números reais x e z tais que
2x + z = 8, determine aqueles cujo produto é o
máximo.

37) Dentre todos os retângulos de perímetro 20 cm,
determine o de área máxima.

38) Dentre todos os x e z de soma 6, determine aquele
cuja soma dos quadrados seja mínima.

39) Determine o retângulo de área máxima localizado
no primeiro quadrante, com dois lados nos eixos
cartesianos e um vértice na reta y = –4x + 5.
40) É dada uma folha de cartolina como na figura
abaixo. Cortando a folha na linha pontilhada resultará
um retângulo. Determine esse retângulo sabendo que
sua área é máxima



41) Determine o retângulo de maior área contido num
triângulo eqüilátero de lado 4cm, estando a base do
retângulo num lado do triângulo.

42) Num triângulo isósceles de base 6cm e altura 4cm
está inscrito um retângulo. Determine o retângulo de
área máxima, sabendo que a base do retângulo está
sobre a base do triângulo.

43) Uma conta perfurada de um colar é enfiada em um
arame fino com o formato da parábola y = x
2
– 6. Do
ponto P de coordenadas (4;10) deixa-se a conta
deslizar sobre o arame até que ela atinja o ponto Q de
ordenada – 6. Qual é a distância horizontal percorrida
pela conta?

44) Uma parede de tijolos será usada com um dos
lados de um curral retangular. Para os outros lados
iremos utilizar 400 metros de tela de arame, de modo a
produzir área máxima.Qual é o quociente de um lado
pelo outro?

45) Determine a imagem das seguintes funções
definidas em R:
a) y = x
2
– 3x d) y = –4x
2
+ 8x + 12
b) y = –x
2
+ 4 e) y = –x
2
+ (3x/2) + 1

c) y = 3x
2
– 9x + 6 f) y = (x
2
/2) + x + 1

46) Determine m na função f(x) = 3x
2
– 4x + m definida
em R para que a imagem dessa função seja Im = {y
R/ y ≥ 2}.
47) Determine m na função
2
1
( )
3 2
x
f x mx = − + −
definida em R para que sua imagem seja Im = {y R/
y ≤ 7}.

48) Faça o esboço do gráfico da função y = x
2
– 4x + 3.

49) Faça o esboço do gráfico da função
y = –x
2
+ 4x – 4.

50) Faça o esboço do gráfico da função
2
1
1
2
y x x = + + .

51) Construa o gráfico cartesiano das funções
definidas em R:
a) y = x
2
– 2x – 3
b) y = 4x
2
– 10x + 4



237 Matemática CASD Vestibula
c) y = –x
2
+ (x/2) + 1/2
d) y = –3x
2
+ 6x – 3
e-) y = x
2
– 3x + 9/4
f-) y = 3x
2
– 4x + 2
g-) y = –x
2
+ x – 1
h-) y = –(x
2
/2) – x – 3/2

52) No gráfico a baixo estão representadas três
parábolas, 1, 2 e 3, de equações respectivamente
y = ax
2
, y = bx
2
e y = cx
2
.
Qual é a relação entre a, b e c?



53) O gráfico do trinômio do segundo grau ax
2
–10x + c
é o da figura:


Determine os valores dos coeficientes a e c.

54) A figura abaixo é gráfico de um trinômio do
segundo grau. Determine esse trinômio.


55) Seja f: R → R a função definida por f(x) = ax
2
+ bx
+ c, cujo gráfico é dado abaixo, sendo a, b, c R.
Determine o valor de a.



56) Determine a função g(x) cujo gráfico é o simétrico
do gráfico da função f(x) = 2x – x
2
em relação à reta
y = 3. Esboce o gráfico.

57) Os gráficos de duas funções quadráticas g e h
interceptam-se nos pontos P(x
1
;y
1
) e Q(x
2
;y
2
), com
x
2
>x
1
, como mostra a figura abaixo.



Se g(x) = ax
2
+ bx + c e h(x) = dx
2
+ ex + f, a área da
região sombreada na figura é dada por F(x
2
) – F(x
1
),
em que:
3 2
( ) ( )
3 2
d a e b
F x x x f c x
− −
= + + −
Nessas condições, quanto vale a área da região
sombreada, no caso em que:
g(x) = x
2
+ x e h(x) = –x
2
– x + 4

AULA 12 – Inequações do 2º Grau.

58) Resolva a inequação x
2
– 2x + 2 > 0.

59) Resolva a inequação x
2
– 2x + 1 ≤ 0.

60) Resolva a inequação –2x
2
+ 3x + 2 ≥ 0.

61) Resolva as inequações em R:
a) x
2
– 3x + 2 > 0
b) –x
2
+ x + 6 > 0
c) –3x
2
–8x + 3 ≤ 0
d) –x
2
+ (3x/2) + 10 ≥ 0
e) 8x
2
– 14x + 3 ≤ 0
f-) 4x
2
– 4x + 1 > 0
g-) x
2
– 6x + 9 ≥ 0
h-) –4x
2
+ 12x – 9 ≥ 0
i-) x
2
+ 3x + 7 > 0
j-) –3x
2
+ 3x – 3 < 0
k-) 2x
2
– 4x + 5 < 0

62) Para que valores de x o trinômio –x
2
+ 3x – 4 é
negativo?



CASD Vestibulares Matemática 238

63) Se A = {x R/ x
2
– 3x + 2 ≤ 0} e B = {x R/ x
2

4x + 3 > 0}, determine A B.

64) Se A = {x R/ 3x – 2x
2
≥ 0}, B = {x R/ 1 ≤ x ≤ 3}
e C = {x R/ x
2
– x – 2 ≤ 0}, determine ( A B ) C.

65) Sejam p(x) = x
2
– 5x + 6 e q(x) = x
2
+ 5x + 6. Se a é
um número real e p(a) < 0, qual é a condição que deve
satisfazer q(a)?

66) Qual é uma condição suficiente para que a
expressão
2
4 Y x = + − represente uma função?

67) Resolva a inequação (x
2
– x – 2)( –x
2
+ 4x – 3) > 0
em R.

68) Resolva as inequações:
a) (1 – 4x
2
)(2x
2
+ 3x) > 0
b) (2x
2
– 7x + 6)(2x
2
– 7x + 5) ≤ 0
c) (x
2
– x – 6)( –x
2
+ 2x – 1) > 0
d) (x
2
+ x – 6)( –x
2
– 2x + 3) ≥ 0
e) x
3
– 2x
2
– x + 2 > 0
f) 2x
3
– 6x
2
+ x – 3 ≤ 0

69) É dada a função y = (2x
2
– 9x – 5)( x
2
– 2x + 2).
Determine:
a-) Os pontos de interseção dos pontos da função e o
eixo das abscissas.
b-) O conjunto dos valores de x para os quais y ≤ 0.

70) Dentre os números inteiros que são soluções da
inequação (x
2
– 21x + 20)(3 – x) > 0, qual é o maior?
71) Determine os valores de x R que satisfazem a
inequação abaixo:
(x
2
– 2x + 8)(x
2
– 5x + 6)(x
2
– 16) < 0

72) Seja A o conjunto solução da inequação
(x
2
– 5x)( x
2
– 8x + 12) < 0. Determine A.

73) Resolva a inequação:
2
2
2 1
0
2
x x
x x
+ −




74) Resolva em R as inequações:
a-)
2
2
4 5
0
2 3 2
x x
x x
+ −
>
− −
b-)
2
2
9 9 2
0
3 7 2
x x
x x
− + −

+ +

c-)
2
2
2
0
5 6
x x
x x
+

+ +
d-)
2
2 3
0
2 3 2
x
x x

<
+ −

e-)
2
2
3 16
1
7 10
x x
x x
+ −

− + −
f-)
2
2
2 4 5
2
3 7 2
x x
x x
+ +
< −
+ +

g-)
2
2
6 12 17
1
2 7 5
x x
x x
+ +
≥ −
− + −
h-)
( )
( )
3
3
1 1
1
1 1
x
x
+ −
>
− +

75) Determine, em R, o conjunto solução das
inequações:

a-)
2
1
0
3 2
x
x x
+

− +
b-)
3 2
0
1
x
x x x

− + −

c-)
3
1
2
x
x
x

≤ −

d-) 0
1 1
x x
x x
− ≥
+ −

e-)
1
2 t
t
+ ≤ − f-)
2
2
2 1 1
1 1
x x
x x
+ −

− +


76) Tomando com conjunto universo o conjunto
U = R – {1}, resolva a inequação abaixo:
1 2
2 1
x x
x
+ +
<



77) Dada f:R → R, definida por f(x) = –x
2
, resolva a
inequação:
( ) ( 2 )
( 1)
2
f x f
f
x
− −
≤ −
+


78) Responda:
a-) O que se pretende dizer quando se pede para
achar o domínio de uma f(x) igualada a uma expressão
em x?
b-) Determine, em R, o domínio da função


2
2
1
( )
2 15
x
f x
x x
− +
=
− −

79) Ache o domínio da função
2
5
6
x
y
x x
− +
=
+ −
,em R.

80) Determine o conjunto igual a {x R /
2
3 2
0
1
x x
x
− +


}.

81) Qual é a condição para que
( )( )
2
2
3 2 8
4 3
x x x
y
x x
− + −
=
+ +
, y real, seja definida?

82) Resolva as inequações:
a) 4 < x
2
– 12 < 4x
b) x
2
+ 1 < 2x
2
– 3 < –5x
c) 0 ≤ x
2
– 3x + 2 ≤ 6
d) 7x + 1 < x
2
+ 3x – 4 ≤ 2x + 2
e) 0 < x
2
+ x + 1 < 1
f) 4x
2
– 5x + 4 < 3x
2
– 6x + 6 < x
2
+ 3x – 4

83) Resolva os sistemas de inequações:
a-) x
2
+ x – 2 > 0
3x – x
2
< 0

b-) x
2
+ x – 20 ≤ 0
x
2
– 4x – 21 > 0

c-)1 + 2x ≥ 0
–4x
2
+ 8x – 3 < 0




239 Matemática CASD Vestibula
d-) –2x
2
– x + 1 ≥ 0
4x
2
– 8x + 3 ≤ 0

84) Considere as desigualdades:
4y + 3x ≤ 12 , x ≥ 0 e y ≥ 0
Agora, classifique as proposições abaixo como
verdadeiras ou falsas:
a-) O conjunto de soluções das desigualdades é
limitado no plano xy.
b-) O valor máximo da variável x satisfazendo as
desigualdades é 4.
c-) O conjunto solução das desigualdades não é
limitado no plano xy.
d-) O valor mínimo da variável y satisfazendo as
desigualdades é 3.
e-) O valor máximo da variável y satisfazendo as
desigualdades é 3.

85) Assinale as proposições verdadeiras e as falsas
nos itens abaixo:
O conjunto solução do sistema:
x
2
– 1 > 0
x
2
– 2x < 0
é:
a-) {x R / –1 < x < 1 }
b-) {x R / –1 < x ≤ 0 0 < x < 1 }
c-) {x R / x < –1 } {x R / x > 2 }
d-) {x R / 1 < x ≤ 3/2 } {x R / 3/2 < x < 2 }
e-) {x R / 1 < x < 2 }

86) Resolva a inequação x
4
– 5x
2
+ 4 ≥ 0 ,em R.

87) Resolva em R as inequações:
a) x
4
– 10x
2
+ 9 ≤ 0 b) x
4
– 3x
2
– 4 > 0
c) x
4
+ 8x
2
– 9 < 0 d) 2x
4
– 3x
2
+ 4 < 0
e) x
6
– 7x
3
– 8 ≥ 0 f) 3x
4
– 5x
2
+ 4 > 0

88) Determine m de modo que a função quadrática a
seguir seja positiva para todo x real.
f(x) = mx
2
+ (2m – 1)x + (m + 1)

89) Determine m para que se tenha para qualquer x
real:
a-) x
2
+ (2m – 1)x + (m
2
– 2) > 0
b-) x
2
+ (2m + 3)x + (m
2
+ 3) ≥ 0
c-) x
2
– mx + m > 0
d-) x
2
+ (m + 1)x + m > 0
e-)–x
2
+ (m + 2)x – (m+3) ≥ 0
f-) (m – 1)x
2
+ 4(m – 1)x + m > 0
g-) mx
2
+ (m – 2)x + m ≤ 0
h-) mx
2
+ (m + 3)x + m ≥ 0
i-) (m + 1)x
2
– 2(m – 1)x + 3(m – 1) < 0
j-) (m
2
– 1)x
2
+ 2(m – 1)x + 1 > 0

90) Determine m para que se tenha
2
2
( 1) 1
2
1
x m x
x x
+ + +
<
+ +
para qualquer x real.

91) Determine m para que se tenha para qualquer x
real:
a)
2
2
1
2
1
x mx
x
+ +
<
+
b)
2
2
2
2
x mx
m
x x
− +
>
− +

c)
2 2
4 1
x x m
x x
+
>
+ +
d-)
2
2
2
3 2
1
x mx
x x
+ −
− < <
− +


92) Qual é o conjunto de valores de p para os quais a
inequação x
2
+ 2x + p > 10 é verdadeira para qualquer
x pertencente a R.

93) Qual é a condição para que a desigualdade x
2

2(m + 2)x + (m + 2) > 0 seja verificada para todo
número real x?

94) Se
2 2
1
x a x a
x x
− +
<
+
, para todo x ≠ 0, qual a
condição que “a” satisfaz?

95) Determine os valores de m R para os quais o
domínio da função a seguir é o conjunto dos números
reais.
2
1
( )
2
f x
x m x m
=
− +


96) Para que a função real
2
( ) 6 f x x x k = − + , em
que x e k são reais, seja definida para qualquer valor
de x, qual deve ser o valor de k?

GABARITO
AULA 10
1)a)x=1 ou x = 2 b)x = 3 ou x = 4 c)x =2 ou x=
1
3

d-) Não existe x ∈ e) x = -2 f) x =-
1
2
ou x = 2
g-) x = 1 2 + ou x = 1 2 − h) não existe x ∈
i) x =
2
2
j) x = -1 ou x = 3 k) x = 0 ou x = 2
l)x= 2 ou x= 2 − m)não existe x ∈ n)x = 0

2-) 50 3) x = 3 ou x = 4
y = 4 y = 3
4-) a-) S = } {
1; 4 − b-) S = ) { } (
(4; 4 ; 1; 6) − −
5-) x = z ou x = -z
6-) a -) x = 1, -1, 2 ou –2 b-) x = 3 ou x = -3
c)x = 3 ou x = 3 − d) x = 2 ou x = 2 −
e) Não existe x ∈ f) Não existe x ∈
g) x = 0, x = 2 ou x = -2 h) x = 2 ou x = -1
7-) m 0 ≠ e m > -
1
4
8-) m > -
9
16
e m 1 ≠
9-)
17
16
m ≤ e m 2 ≠ 10-) m = -1 ou m =
1
3




CASD Vestibulares Matemática 240
11)m=-2 ou m=
2
5
12)m<-
13
12
13) m < -
1
4

14-) Também são reais e distintas.
OBS: Tentem ver que são as mesmas raízes só que
multiplicadas por αβ .
15-) É só usar a fórmula de Báskara.
16)a)
5
2
b)
1
2
− c)– 5 d)
29
4
e)
29
2
− f)
155
8

17) 2 2 18)
1 2
46 x x − = 19)
) (
2
2
2 b ac
c


20-) m = -3 21-) k = 6
22-) a-)
2
6 0 x x + − = b-)
2
4 4 3 0 x x + − =
c)
2
5, 4 2 0 x x − + = d)
2
(1 2) 2 0 x x − − − =
e)
2
2 2 0 x x − − =
23-) m = 2 6 + ou m = 2 6 − −
24-) g(x) =
2
1 p
x x
q q
− + 25-) m + n = 80
AULA 11
26)a)(0;-4) b)
3 9
( ; )
2 4
c)
5 9
( ; )
4 8

d)
1 25
( ; )
4 16
− e)
1 1
( ; )
2 36
f)
7 121
( ; )
6 36

27-) a-) x
m
=
5
4
− e y
m
=
25
8
− mínimo
b-) x
m
= 2 e y
m
= 12 máximo
c-) x
m
= 1 e y
m
= 0 mínimo
d-) x
m
=
7
4
e y
m =
9
16
− mínimo
e-) x
m
=
5
2
e y
m
=
3
4
− máximo
f-) x
m
=
4
3
e y
m
=
7
18
máximo
28-) m = 2 29-) m = -2 ou m = 1 30-) m = -1
31-) Não existe x ∈ 32-) 4 e 4
33-) Y
max
= Y
u
=
21
4
; Y
min
= f(6) = -7
34-) Não existe máximo pois a > 0 35-) v = 8
36-) x = 2 e z = 4 37-) Quadrado de lado 5cm
38-) 3 e 3 39-) Retângulo de lados
5 5
8 2
e
40-) Retângulo de lados 4 e 3cm.
41-) Retângulo de lados 2 e 3cm
42-) Retângulo de lados 2 e 3 cm.
43-) 4 44-) 0,5 e 2
45)a)Im=
9
/
4
y y
 
∈ ≥ −
 
 
b)Im= } {
/ 4 y y ∈ ≤
c)Im=
3
/
4
y y
 
∈ ≥ −
 
 
d)Im= } {
/ 16 y y ∈ ≤
e)Im=
25
/
16
y y
 
∈ ≤
 
 
f)Im =
1
/
2
y y
 
∈ ≥
 
 

46-) m =
10
3
47-) m = 10 ou m = 10 −
48-)

49-)

50-)

51-) a-)

b)



241 Matemática CASD Vestibula

c-)

d-)

e-)

f-)

g-)

h-)

52)0<c<b<a 53)a=1 e c=16 54)y=
2
1 4 5
3 3 3
x x − + +
55)a=2 56)g(x)=
2
2 6 x x − + 57-) A= 9
AULA 12
58-) x ∀ ∈ 59-) x = 1 60-)
1
2
2
x − ≤ ≤
61)a)x<1 ou x>2 b)-2<x<3 c) x 3 ≤ − ou
1
3
x ≥
d-)
5
4
2
x − ≤ ≤ e-)
1 3
4 2
x ≤ ≤ f-)
1
{ }
2

g-) x ∀ ∈ h-)
3
2
i-) x ∀ ∈
j) x ∀ ∈ k)não existe x ∈ l) não existe x ∈

62) x ∀ ∈ 63) 0 A B = I 64) 0 2 x ≤ ≤

65) 20 (2) 30 q < < 66) 2 x ≤ − ou 2 x ≥

67) 1 1 x − < < ou 2 3 x < <

68)a)
3 1
2 2
x − < < − ou
1
0
2
x < <
b)
3
1
2
x ≤ ≤ ou
5
2
2
x ≤ ≤ c) 2 3 x − < < e 1 x ≠
d)x=-3 ou 1 2 x ≤ ≤ e) 1 1 x − < < ou 2 x >
f) 3 x ≤

69)a)P
1
= (5,0) e P
2

1
( ; 0)
2
− b)
1
5
2
x − ≤ ≤

70) 19 71) -4 < x < 2 ou 3 < x < 4

72-) 0 < x < 2 ou 5 < x < 6
73-) 1 x ≤ ou
1
0
2
x < ≤ ou x >2



CASD Vestibulares Matemática 242
74-) a-)
5
4
x < − ou
1
1
2
x − < < ou x > 2
b) 2 x < − ou
1 1
3 3
x − < ≤ ou
2
3
x ≥
c) 3 x < − ou 0 x ≥ d)
1
2
2
x − < < ou
2
3
x >
e) 1 2 x − ≤ < ou 3 5 x ≤ <
f)
3
2
2
x − < < − ou
3 1
4 3
x − < < −
g)
3
4
4
x − ≤ ≤ − ou
5
1
2
x < < h) x > 0

75)a) 1 1 x − ≤ < ou 2 x > b) 0 x ≤ ou x > 1
c) x > 2 d) 1 x < − ou 0 1 x ≤ <
e) t < 0 f) 1 x < − ou 1 0 x < ≤ ou x > 1

76-) x < 1 77-) 3 x ≥

78-) a-) Significa obter para quais valores de x a função
está definida.
b-) D
f
= { / 3 1 x x ∈ − < ≤ − ou 1 5} x ≤ <
79-) x < -3 ou 2 5 x < ≤ 80-) 2 x ≥

81-) 4 3 x − ≤ ≤ − ou 1 2 x − < ≤ ou 3 x ≥

82)a) 4 6 x < ≤ b) 3 2 x − ≤ < −
c) 1 1 x − ≤ ≤ ou 2 4 x ≤ ≤ d) 3 1 x − ≤ < −
e) 1 0 x − < < f) não existe x ∈

83)a) 2 x < − ou x > 3 b) 5 3 x − ≤ < −
c)
1 1
2 2
x − ≤ < ou
3
2
x > d)
1
2
x =

84-) a-) V b-) V c-) F d-) F e-) V

85-) a-) F b-) F c-) F d-) V e-) V

86-) 2 x ≤ ou 1 1 x − ≤ ≤ ou 2 x ≥

87-) a-) 3 1 x − ≤ ≤ − ou 1 3 x − ≤ ≤
b) 2 x < − ou x > 2 c)-1<x<1 d)não existe x ∈
e) 1 x ≤ − ou 2 x ≥ f-) x ∀ ∈
88-)
1
8
m >
89)a)
9
4
m > b)
1
4
m ≤ c)0 < m < 4
d)não existe m∈ e)não existe m∈ f)
4
1
3
m < <
g) 2 m ≤ − h) 3 m ≥ i)m< -2 j-) 1 m ≥
90-) -1 < m < 3
91)a) 2 2 m − < < b)m < 1 c)
3
4
m < − d)-1<m<2
92)p > 11 93)-2 < m < -1 94)
2
4
a >
95-) 0 < m < 8 96-) 9 k ≥





















243 Trigonometria CASD Vestibulares
M Ma at te em má át ti ic ca a
Frente III
C CA AP PI IT TU UL LO O 3 3

ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO DE ARCOS

Para o aprofundamento do estudo de trigonometria,
faz-se necessário o desenvolvimento de novas
relações que envolvam seno, cosseno e tangentes de
soma e subtração de ângulos. A necessidade desses
desenvolvimentos se dá, principalmente, quando
estudamos equações que envolvem termos
trigonométricos. A partir de agora estaremos
colocando uma série de demonstrações e vamos
utilizar alguns conceitos de geometria analítica.
Acompanhe o raciocínio abaixo:

Vamos achar a expressão de cada ponto do desenho
acima.
1 2
3
4
(cos( ), sen( )) (1, 0)
(cos , sen )
(cos( ), sen( ))
P P
P
P
β β
α α
α β α β
− −
+ +


Como sabemos que, numa circunferência, ângulos
iguais subentendem arcos iguais, temos:
2 4 1 3
P P PP ·
Assim:
1 3
2 2 2
( ) (cos cos ) ( sen sen )
PP
d β α β α · − + − − =
= 2 2sen sen 2cos cos α β α β + −
2 4
2 2 2
( ) (1 cos( )) (0 sen( ))
P P
d α β α β · − + + − + =
2 2cos( ) α β · − +
2
) (
4 2
P P
d = ⇒
2
) (
3 1
P P
d
) cos( 2 2 β α + − = β α β α cos cos 2 sen sen 2 2 − +
assim chegamos que:
β α β α β α sen sen cos cos ) cos( − · +

Para calcular ) cos( β α − basta substituir β por
) ( β − e utilizar a paridade das funções seno e
cosseno. Logo chegamos que:
β α β α β α sen sen cos cos ) cos( + · −

Sabendo que sen( ) α β + · cos ( )
2
π
α β
¸ _
− + ·

¸ ,

= cos
2
π
α β
¸ _ ¸ _
− −

¸ , ¸ ,
aplicamos a formula acima,já
demonstrada. Veja que:
co s co s co s
2 2
s enα
π π
α β α β
¸ _ ¸ _ ¸ _
− − · − +

¸ , ¸ , ¸ ,
64748
cos
2
sen sen
β
π
α β
¸ _
+ − ·

¸ ,
14243
cos cos sen sen α β β α + .
Assim:
α β β α β α cos sen cos sen ) sen( + · +

Para calcular ( ) sen α β − basta substituir β por
) ( β − e utilizar a paridade das funções seno e
cosseno. Logo chegamos que:
α β β α β α cos sen cos sen ) sen( − · −


Vamos calcular ) ( b a tg + :
·
+
+
· +
) cos(
) sen(
) (
β α
β α
b a tg
sen cos sen cos
.
cos cos sen sen
α β β α
α β α β
+

Dividindo toda a fração
pelo produto cos cos α β , temos:
( ) tg a b + ·
sen cos sen cos
cos cos cos cos
cos cos sen sen
cos cos cos cos
α β β α
α β α β
α β α β
α β α β
+
·


.
1
tg tg
tg tg
α β
α β
+
·


Assim,
tgatgb
tgb tga
b a tg

+
· +
1
) (

Para calcular ( ) tg α β − basta substituir β por ) ( β −
e utilizar a paridade das funções seno e cosseno. Logo
chegamos que:
( )
1
tga tgb
tg a b
tgatgb

− ·
+

Utilizando as fórmulas demostradas acima, vamos
calcular alguns resultados muito importantes que nos
pouparão tempo em resolução de determinadas
questões:
a) sen(2 ) ( ) sen cos cos x sen x x x x senx x · + · + ·
sen(2 ) 2 cos x senx x ·




CASD Vestibulares Trigonometria 244
b) cos(2 ) cos( ) .cos . x x x cox x senx senx · + · − ·
2 2
cos(2 ) cos x x sen x · −


Da relação fundamental temos que:
2 2
cos 1 sen x x · − . Substituindo na expressão acima
temos uma segunda maneira de escrever o cos(2 ) x .
2
cos(2 ) 1 2 x sen x · −

Podemos ainda substituir na expressão acima a
relação fundamental
2 2
sen 1 cos x x · − . Com essa
substituição chegamos em uma terceira maneira de
escrever o cos(2 ) x .
2
cos(2 ) 2cos 1 x x · −

c) (2 ) ( )
1 .
tgx tgx
tg x tg x x
tgx tgx
+
· + · ·


2
2
(2 )
1
tgx
tg x
tg x
·



Desenvolvendo as expressões do cos(2 ) x ,
demonstradas acima, chegamos nas seguintes
relações:
2
) 2 cos( 1
sen
2
x
x

·

2
) 2 cos( 1
cos
2
x
x
+
·


No capítulo que envolve a resolução de equações
trigonométricas, veremos a necessidade de se ter
expressões de seno, cosseno e tangente em função
de uma única linha trigonométrica. Vamos então
expressar tgx e x x cos , sen em função de

,
_

¸
¸
2
x
tg :
a) sen 2sen cos
2 2
x x
x
¸ _ ¸ _
·

¸ , ¸ ,
. Vamos multiplicar e ao
mesmo tempo dividir essa equação por
2
sec
2
x ¸ _

¸ ,
.
2
2
2
1
2
s e c
2
2 s e n c o s .
2 2
s e c
2
x
t g
x
x x
s e n x
x
+
¸ _

¸ _ ¸ _ ¸ ,
· ·

¸ _ ¸ , ¸ ,

¸ ,
142 43


2
2
2 2
s ec
2 s e n c o s . s e c
2
2 2 2
2
1 1
2 2
x
x x x
x
t g
x x
t g t g
¸ _ ¸ _ ¸ _

¸ , ¸ , ¸ ,
· ·
+ +
14243

2
2
2
1
2
x
t g
s e n x
x
t g
·
+

Utilizando o mesmo raciocínio chegamos que:
2
1
2
1
cos
2
2
x
tg
x
tg
x
+

·

Aplicando a fórmula da tangente de (2a), temos:
2
1
2
2
2
x
tg
x
tg
tgx

·


PRATICANDO
Nível I
1-) Calcule:
a) º 75 sen b) ( )º 5 , 22 sen c) º 120 sen
d) º 15 sen e) º 105 sen f) º 75 cos
g) º 105 cos h) ) º 5 , 22 cos( i) º 15 cos
j) º 75 tg l) º 15 tg m) ( ) º 5 , 22 tg

2-) Determine entre que valores a variável m pode
variar para que as igualdades abaixo façam sentido.
a) (2 1) 3 5 sen x m + · − b) ( 3) 1 sen x m − · −

3-) Os valores de x que satisfazem, ao mesmo tempo,
as equações 1 sena x · − e cos 2 a x · − são:
a)0 e -1 b)0 e 1 c)1 e 2 d)1 e -2 e)nda
4-)Dado que
3
1
27
sen x · , com 0
2
x
π
< < , o valor de
3
cos x é:
a)
26
27
b)
8
27
c)
16
27
d)
16 2
27
e)
1
3

5-) Verifique as identidades abaixo:
a)
2
2
.cos .
(1 cos )
sen x x tgx
senx
x
·


b)
2
2
.cos .
(1 )
sen x x cotgx
senx
sen x
·


c)
2 2
2
sec .cos .
(1 ). cos
x x tgx sen x
tg x cotgx x
·
+

d)
2 2 2
2 2
2 2
( ).cos( ). ( )
( )
(1 cos ( )) ( )
sen x y x cotg x
cotg x
x y sen x

·
− −

e)
2 2 2 2
.cos cos cotg a a cotg a a · −



245 Trigonometria CASD Vestibulare
f)
2 2
(1 ) .(1 ) 0 tga cotg a cotga tg a − + − ·
g)
2 2 2 2
sec sec tg a tg b a b − · −
h)
2
2
1
cos 2
1
tg x
x
tg x

·
+

i)
3
3
2
2cos cos
sena sen a
tga
a a

·



Nível II
01) (FEI-95) Se cosx = 0,8 e 0< x < π/2 então o valor
de sen2x é:
a) 0,6 b) 0,8 c) 0,96 d) 0,36 e) 0,49

02) (FUVEST-95) Considere um arco AB de 110°
numa circunferência de raio 10cm. Considere, a
seguir, um arco A'B' de 60°numa circunferência de
raio 5cm.
Dividindo-se o comprimento do arco AB pelo do arco
A'B', obtém-se:
a) 11/6 b) 2 c) 11/3 d) 22/3 e) 11

03) (MACK-96) Se sen x = 4/5 e tg x < 0, então tg 2x
vale:
a) 24/7 b) -24/7 c) -8/3 d) 8/3 e) -4/3

04) (FEI-94) Se cotg(x) + tg(x) = 3, então sen(2x) é
igual a:
a) 1/3 b) 3/2 c) 3 d) 2/3 e) n.d.a.

05) (FUVEST-94) O valor de (tg 10º + cotg 10º).
sen 20º é:
a) ½ b) 1 c) 2 d) 5/2 e) 4

06) (CESGRANRIO-95) Se senx - cosx = 1/2, o valor
de senx. cosx é igual a:
a) -3/16 b) -3/8 c) 3/8 d) ¾ e) 3/2

07) (FATEC-95) Se sen 2x = 1/2, então tg x + cotg x é
igual a:
a) 8 b) 6 c) 4 d) 2 e) 1

08) (FUVEST-89) A tangente do ângulo 2x é dada em
função da tangente de x pela seguinte fórmula: tg 2x =
2 tgx/(1 - tg
2
x).
Calcule um valor aproximado da tangente do
ângulo 22°30'.
a) 0,22 b) 0,41 c) 0,50 d) 0,72 e) 1,00
09) (MACK) O valor de
x
x
y
o
cos
) 45 sen( . 2 +
· , x ≠ π/2 + kπ,
k ∈Z, é :
a) sec x. sen x + 1 b) tg x c) sen x + cos x
d) sec x – tg x e) 1 + sec x

10) (UNICAMP-95) Encontre todas as soluções do
sistema:
sen (x + y) = 0 e sen (x - y) = 0
que satisfaçam 0 ≤x ≤π e 0 ≤y ≤π.

11) (FUVEST-93 - Adaptada) O valor máximo de: f(x,
y) = 3cos x + 2sen y é:
a)
2
2
b) 3 c) 5
2
2
d) 13 e) 5

12) (FATEC-96) Se x - y = 60°, então o valor de
(senx + seny)
2
+ (cosx + cosy)
2
é igual a:
a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4

13) (FGV-94) Reduza à expressão mais simples
possível:
a) (cos 15° + sen 15° )
2
;

14) Dado que sen x. cos x = m, calcule o valor de:
y = sen
4
x + cos
4
x e z = sen
6
x + cos
6
x, em função de
m.

15-) Calcule o valor numérico de I tal que:
( )
( ) º 79 cos 30 º 63 cos 60 cos º 27 cos
º 79 º 360 cos º 360 cos 4
2 2 2 2 2
2
sen
sen
I
n n
+

·

16-) Elimine x do sistema.
a)
sec
sec
tgx x m
x tgx n
+ · ¹
'
− ·
¹
b)
(2 ) cos(2 )
cos(2 ) (2 )
sen x x m
x sen x n
+ · ¹
'
− ·
¹

c)
2
1 (2 )
s cos
sen x m
enx x n
¹ − ·
'
+ ·
¹
d)
2
2cos 1
s cos
x m
enx x n
¹ − ·
'
− ·
¹


17-) Verifique as identidades abaixo:
a)
2 4 4
2 1 cos sen x sen x x − · −
b)
2 2 2 2
(2 cos )(2 ) (1 2 )(2 ) x tg x tg x sen x − + · + −

GABARITO
Nível I
1)(a)
2 6
4
+
(b)
2 2
2

(c)
3
2

(c)
6 2
4

(e)
2 6
4
+
(f)
6 2
4


(g)
2 6
4

(h)
2 2
2
+
(i)
2 6
4
+

(j) 2 3 + (l) 2 3 − (m) 2 1 −

2)(a)
4
2
3
m ≤ ≤ (b) 0 2 m ≤ ≤
3) C 4)D

Nível II
01) C 02) C 03) A 04) D 05) C 06) C 07) C
08) B 09) A 10) S = { (0, 0), (0, π), (π, 0), (π,π), (π/2,
π/2) } 11) E 12) D 13) a) 3/2; b) 1
14) y = 1 −2m
2
; z = 1 −3m
2
15)

CASD Vestibulares Trigonometria 246
M Ma at te em má át ti ic ca a
Frente III
C CA AP PI IT TU UL LO O 4 4

TRANSFORMAÇÕES

VIII.1 – Transformação de soma de senos em
produto;
Nessa seção vamos ver como fazer
transformações que simplificam muitos problemas no
momento em que aparece soma de senos. Muitas
vezes transformar essas somas em produtos simplifica
as coisas.
sen sen ? a b + · Vamos chamar a p q · + e
b p q · − . Resolvendo o sistema abaixo temos:
a p q
b p q
· + ¹
'
· −
¹
2 2
a b a b
p e q
+ −
⇒ · ·
sen( ) sen( ) p q p q + + − ·
(sen cos sen cos p q q p + )
(sen cos sen cos p q q p + − ) · 2sen cos p q . Como
2 2
b a
q e
b a
p

·
+
· , ao substituir na expressão
acima chegamos à:
).
2
cos( )
2
sen( 2 sen sen
b a b a
b a
− +
· +



VIII.2 – Transformação de diferença de senos em
produto;

No caso da diferença de senos temos:
sen( ) sen( ) p q p q + − − · ( sen cos p q cos ) senq p +
( sen cos p q − cos ) senq p − · 2sen cos q p
Como
2 2
b a
q e
b a
p

·
+
· , ao substituir na
expressão acima chegamos à:
)
2
cos( )
2
sen( 2 sen sen
b a b a
b a
+ −
· −



VIII.3 – Transformação de soma de cossenos em
produto;

cos cos ? a b + · Vamos chamar a p q · + e
b p q · − . Resolvendo o sistema abaixo temos:
a p q
b p q
· + ¹
'
· −
¹
2 2
a b a b
p e q
+ −
⇒ · ·
cos( ) cos( ) p q p q + + − ·
(cos cos sen sen p q q p − )
(cos cos sen sen p q q p + + ) · 2cos cos p q . Como
2 2
b a
q e
b a
p

·
+
· , ao substituir na expressão
acima chegamos à:
)
2
cos( )
2
cos( 2 cos cos
b a b a
b a
− +
· +


VIII.4 – Transformação de diferença de cossenos
em produto;

Queremos: cos cos ? a b − · Vamos chamar
a p q · + e b p q · − . Resolvendo o sistema abaixo
temos:
a p q
b p q
· + ¹
'
· −
¹
2 2
a b a b
p e q
+ −
⇒ · ·
cos( ) cos( ) p q p q + − − ·
( cos cos p q sen sen ) q p −
( cos cos p q − sen sen ) q p + · 2sen sen q p − .
Como
2 2
b a
q e
b a
p

·
+
· , ao substituir na
expressão acima chegamos à:

)
2
sen( )
2
sen( 2 cos cos
b a b a
b a
− +
− · −


VIII.4 – Fazendo o processo inverso;

Muitas vezes temos que fazer o processo inverso, ou
seja, transformar produtos de linhas trigonométricas
em somas ou diferenças. A técnica para esse
processo é semelhante à usada acima.
Vamos chamar a p q e b p q · + · − . Resolvendo
esse sistema, temos que:
. :
2 2
a b a b
p e q OBS p q
+ −
· · > . Fazendo a
substituição na formula da soma de senos, temos:
( )
1
sen cos sen( ) sen( )
2
p q p q p q · + + −





247 Trigonometria CASD Vestibulares
Adotando o mesmo raciocínio, temos as expressões
abaixo:
( ) ) sen( ) sen(
2
1
cos sen q p q p p q − − + ·

( ) ) cos( ) cos(
2
1
cos cos q p q p q p − + + ·

( )
1
sen sen cos( ) cos( )
2
p q p q p q · − + − −


PRATICANDO

Nível I
1-) Calcule x sen4 em função de x sen2 e cos 2x.

2-) Calcular x sen3 em função de senx e x cos .

3-) Calcule cos 4x em função de x sen2 e cos 2x.

4-) Calcule tg6x em função de tg3x.

5-) Calcule sen(6A) em função de sen(3A) e cos(3A).

6-) Transforme em produto as expressões:
a) x sen x sen 3 5 + b) x sen x sen 7 3 +
c) x sen x sen 3 5 − d) x sen x sen 2 8 −
e) x x 11 cos 7 cos + f) x x 3 cos cos +
g) x x 2 cos 4 cos − g’) x x 5 cos 9 cos −
h) x 2 cos
4
cos −
,
_

¸
¸ π
i)

,
_

¸
¸

4
5
cos 4 cos
π
x
j)

,
_

¸
¸
+ +
2
2 4 cos
π
x sen x k)
,
_

¸
¸
+
2
8 cos
π
sen x
l)
,
_

¸
¸
+ −
2
3 5 cos
π
x sen x m) x sen x 5 9 cos +
n)
,
_

¸
¸
+ +
,
_

¸
¸

6
7
6
3
π π
x sen x sen
o)
,
_

¸
¸
+ +
,
_

¸
¸

6
7 cos
6
3 cos
π π
x x
p)
,
_

¸
¸
+ −
,
_

¸
¸

6
7
6
3
π π
x sen x sen
q)
,
_

¸
¸
+ −
,
_

¸
¸

6
7 cos
6
3 cos
π π
x x
7-) Calcule x sen2 em função de
,
_

¸
¸
2
x
tg .
8-) Calcule x 2 cos em função de
,
_

¸
¸
2
x
tg .
9-) Calcule x tg2 em função de
,
_

¸
¸
2
x
tg .
10-) Calcule x 2 sec em função de
,
_

¸
¸
2
x
tg .
11-) Calcule gx cot em função de
,
_

¸
¸
2
x
tg .
12-) Calcule x sen4 em função de tgx .

13-) Calcule x 4 cos em função de tgx .

14-) Simplifique as expressões abaixo:
a)
x sen x sen
x x
5 3
5 cos 3 cos
+

b)
x sen x sen
x x
6 2
cos 7 cos
+


c)
senx x sen
x x

+
9
6 cos 4 cos
d)
senx x sen
x x

+
7
6 cos 2 cos

e)
) 2 (
6 cos 4 cos
x sen
x x +
f)

,
_

¸
¸

2
5
cos 2
6 cos 4 cos
x
x x

g)

,
_

¸
¸

2
). 4 (
7 cos 9 cos
x
sen x sen
x x
h)
senx x sen
x
x sen

,
_

¸
¸
9
2
5
cos ) 2 ( 4

15-) Faça o processo inverso, ou seja, transforme os
produtos em soma ou diferenças.
a) ( ) ( ) x x sen 3 cos 4 2 b) ( ) ( ) x x 3 cos 4 cos
c) ( ) ( ) x sen x sen 2 5 d) ( ) ( ) x sen x sen 2
e) ( ) ( ) x x sen 5 cos f) ( ) ( ) x sen x 3 5 cos
g)
,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
+
2
2
2
3
π π
x sen x sen
h)
,
_

¸
¸
+
,
_

¸
¸

2
5 cos
2
2
π π
x x sen
i)
,
_

¸
¸

,
_

¸
¸

6
4 cos
3
cos
π π
x x
j)
,
_

¸
¸
+
,
_

¸
¸

3
6
6
5
2
π π
x sen x sen

16-) Calcule x sen3 em função de senx apenas.

17-) Calcule x tg3 em função de tgx apenas.

18-) Calcule x tg4 em função de tgx apenas.

Nível II

1) (FEI-94) Transformando a expressão:
(sen a + sen b)/(cos a + cos b), onde existir, temos:
a) sen (a + b) b) 1/cos(a + b)
c) cotg[(a + b)/2] d) tg[(a + b)/2] e) 1/sen(a + b)




CASD Vestibulares Trigonometria 248
2) Se a – b = π/2, determinar o valor de
b a
b a
y
cos cos
sen sen
+

· :
a) 2 b) 1 c) 0 d) - 1 e) - 2

3) (FEI) A expressão y = sen x + cos x pode ser
escrita na forma y = k. cos(x - π/4). Determine o
coeficiente k.
a) 2 − b) –1 c) 0 d) 1 e) 2

4) (FUVEST-96) Os números reais sen (π/12), sen a,
sen (5π/12) formam, nesta ordem, uma progressão
aritmética. Então o valor de sen a é:
a)
4
1
b)
6
3
c)
4
2
d)
4
6
e)
2
3


5) (FGV-94) Reduza à expressão mais simples
possível:
a) (cos 15° + sen 15° )
2
; b)
o
o o
20 cos
10 sen 10 cos
4 4



6) Calcule o valor numérico das expressões:
a) A = sen
12
11π
.sen
12
13π
b) B = cos
8

.cos
8
π


7) Prove que: 16 sen 10
o
. sen 30
o
. sen 50
o
. sen 70
o
=
1.

GABARITO
1) 2 (2 ) cos(2 ) sen x x 2)
2 3
3 cos senx x sen x −
3)
2 2
cos (2 ) (2 ) x sen x − 4)
2
2 3
1 3
tg x
tg x −

5) 2 (3 ) cos(3 ) sen A A
6)(a) 2 (4 ) cos( ) sen x x (b) 2 (5 ) cos(2 ) sen x x
(c) 2 ( ) cos(4 ) sen x x (d) 2 (3 ) cos(5 ) sen x x
(e) 2cos(2 ) cos(9 ) x x (f) 2cos(2 ) cos( ) x x
(g) 2 (3 ) ( ) sen x sen x − (g’) 2 (7 ) (2 ) sen x sen x −
(h)
8 8
2
8 8
x x
sen sen
π π + − ¸ _ ¸ _


¸ , ¸ ,

(i)
16 5 16 5
2
8 8
x x
sen sen
π π + − ¸ _ ¸ _


¸ , ¸ ,

(j) 2cos(3 ) cos( ) x x (l) 2 (4 ) ( ) sen x sen x −
m) 2 7 2
4 4
sen x sen x
π π ¸ _ ¸ _
− + −

¸ , ¸ ,

n) ( ) 2 9 cos 2
6
sen x x
π ¸ _
+

¸ ,

o) ( ) 2cos 5 cos 2
6
x x
π ¸ _
+

¸ ,

p) ( ) 2cos 5 s 2
6
x en x
π ¸ _
− +

¸ ,

q) ( ) 2 5 s 2
6
sen x en x
π ¸ _
+

¸ ,

7)
2
2
2
4 1
2 2
1
2
x x
tg tg
x
tg
¸ _ ¸ _ ¸ _


¸ , ¸ , ¸ ,
¸ _ ¸ _


¸ , ¸ ,
8)
2 4
2
2
1 6
2 2
1
2
x x
tg tg
x
tg
¸ _ ¸ _
− +

¸ , ¸ ,
¸ _ ¸ _
+

¸ , ¸ ,

9)
2
2
2 2
4 1
2 2
1 4
2 2
x x
tg tg
x x
tg tg
¸ _ ¸ _ ¸ _


¸ , ¸ , ¸ ,
¸ _ ¸ _ ¸ _
− −

¸ , ¸ , ¸ ,
10)
2
2
2 4
1
2
1 6
2 2
x
tg
x x
tg tg
¸ _ ¸ _
+

¸ , ¸ ,
¸ _ ¸ _
− +

¸ , ¸ ,

12)
( )
( )
2
2
2
4 1
1
tgx tg x
tg x


13)
( )
2 4
2
2
1 6
1
tg x tg x
tg x
− +
+

1) D 2) B 3) E 4) D 5) a) 3/2; b) 1
6) a)
4
2 3 −
; b)
4
2 2 − −
;





249 Trigonometria CASD Vestibulares
M Ma at te em má át ti ic ca a
Frente III
C CA AP PI IT TU UL LO O 5 5

EQUAÇÕES TRIGONOMETRICAS

Finalmente chegamos ao assunto principal
desse ano. Repare que você aprendeu muitos tópicos
de Trigonometria, na verdade, você adquiriu muitas
ferramentas, que até agora só puderam serem usadas
em tópicos específicos para tais assuntos. Essa parte
da Trigonometria é de suma importância, pois muitos
fenômenos da natureza, situações do dia a dia, se
comportam de maneira cíclica, ou periódica e podem
ser definidas ou externadas sob funções
trigonométricas. Para isso é necessário que saibamos
resolver alguns tipos de equações que envolvem
linhas trigonométricas, seno, cosseno e tangente.
O fato é que qualquer equação trigonométrica
que possa ser resolvida, no final, se resumirá a uma
equação do seguinte tipo:
1. sen sen α β · 2. cos cos α β · 3.
tg tg α β ·

Vejamos com detalhes como resolver essas equações.

IX.1 – Equação do tipo senα = senβ;

Nosso objetivo aqui é descobrir que relações
devem existir entre α e β, para que os seus senos
sejam iguais. Para isso ser possível, temos que
conhecer β e tentar expressar α como função de β.








Chamamos de β o ângulo AÔB e de α o ângulo
BÔD. Veja que α e β têm o mesmo seno e o ângulo
DÔK também vale β. Como o ângulo CÔK é um
ângulo raso, mede 180°, então temos que CÔD + DÔK
= CÔK = 180º, ou seja, α β π + · . Assim, vemos que
todo par de ângulos, cuja soma é π, têm senos iguais.
Logo, chegamos às seguintes soluções:
⇒ · β α sen sen
ou
α β
α π β
· ¹
¹
'
¹
· −
¹

Claro que essas são soluções da minha equação,
mas... e o ângulo 2 β π + . Será que esse também é
solução? Ele também é solução, pois é côngruo com o
ângulo β. Na verdade todo ângulo que é côngruo com β
também é solução, pois as funções trigonométricas não
estão preocupadas com ângulos e sim com as posições
desses ângulos na circunferência trigonométrica. Assim,
são soluções da equação, os ângulos β + (múltiplos de
2π), ou seja, os ângulos da forma 2k β π + .
Resumindo, temos:
⇒ · β α sen sen
¹
'
¹
+ − ·
+ ·
π β π α
π β α
k
k
2
2

Veja o exemplo: Resolver a equação
2
3
· senx . Não
sabemos comparar senos com números, mas
sabemos comparer senos com outros senos, assim
podemos reescrever a equação como sendo:
3
senx sen
π ¸ _
·

¸ ,
, logo:
2
3
2
2 2
3 3
x k
k
x k k
π
π
π π
π π π
¹
· +
¹
¹

'
¹
· − + · +
¹
¹

Resumo teórico

( ) a senb b sena b a sen cos cos t · t (I)
( ) senbsena b a b a m cos cos cos · t (II)

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸ t
· t
2
cos
2
2
y x y x
sen seny senx
m
(III)

,
_

¸
¸ −

,
_

¸
¸ +
· +
2
cos
2
cos 2 cos cos
y x y x
y x
(IV)

,
_

¸
¸ −

,
_

¸
¸ +
− · −
2 2
2 cos cos
y x
sen
y x
sen y x
(V)

,
_

¸
¸
+

,
_

¸
¸
·
2
1
2
2
2
x
tg
x
tg
senx
(VI)

,
_

¸
¸
+

,
_

¸
¸

·
2
1
2
1
cos
2
2
x
tg
x
tg
x
(VII)
2
2 cos 1
2
x
x sen

·
(VIII)
2
2 cos 1
cos
2
x
x
+
·
(IX)
2
2
1 cos
2
4 4
x sen
x x sen − ≡ + (X)
4
2 3
1 cos
2
6 6
x sen
x x sen − ≡ + (XI)

1-) Resolver as equações trigonométricas. Todas
essas são do tipo senα = senβ:
Resumo: ⇒ · β α sen sen
¹
'
¹
+ − ·
+ ·
π β π α
π β α
k
k
2
2

a) 1 − · senx b)
2
3
· senx c)
2
2
· senx
d) 0
2
· − senx x sen e) 0 1 3 2
2
· + − senx x sen
f) senx x − ·1 cos 2
2
g) 0 6 11 4
2 4
· + − x sen x sen
h) 1 sec cos 2 · − x senx i) x tgx cos 2 3 · j)
2
1
2 · x sen



CASD Vestibulares Trigonometria 250
k)
2
2
3 · x sen l) senx x sen · 2 m)
2
3
3
·
,
_

¸
¸

π
x sen

n) x sen x sen 3 5 · o) 2 3 2 · + senx senx senx
p)
¹
'
¹
· −
· +
π y x
y x sen 0 ) (


IX.2 – Equação do tipo cosα = cosβ;

Nosso objetivo aqui é descobrir que relações
devem existir entre α e β, para que os seus cossenos
sejam iguais. Para isso ser possível, temos que
conhecer β e tentar expressar α como função de β.









Chamamos de β o ângulo AÔB e de α o ângulo
BÔD. Veja que α e β têm o mesmo cosseno. Veja que
os triângulos ∆AOB e o ∆BOD são congruentes, pois
AO é igual a OD que é igual a 1, OB é comum para
ambos e ambos são triângulos retângulos (caso LLA),
assim possuem ambos a mesma abertura AÔB e BÔD
que é igual a β . Como α está no sentido negativo,
dizemos que α β · − . Como vimos no caso dos
senos, na verdade existem infinitas soluções para essa
equação, pois qualquer ângulo côngruo com β ou
com β − , satisfaz essa equação. Logo temos as
seguintes soluções para essa equação:

⇒ · β α cos cos
¹
'
¹
+ − ·
+ ·
π β α
π β α
k
k
2
2

Veja o exemplo: Resolver a equação
3
cos
2
x · . Não
sabemos comparar cossenos com números, mas
sabemos comparar cossenos com outros cossenos,
assim podemos reescrever a equação como sendo:
cos cos
3
x
π ¸ _
·

¸ ,
, logo:
2
3
2
3
x k
k
x k
π
π
π
π
¹
· +
¹
¹

'
¹
· − +
¹
¹

2-) Resolver as equações trigonométricas. Todas essas
são do tipo cosα =cosβ:
Resumo: ⇒ · β α cos cos
¹
'
¹
+ − ·
+ ·
π β α
π β α
k
k
2
2

a) 1 cos − · x b)
2
3
cos · x
c)
2
2
cos · x

d) 0 cos cos
2
· + x x e) x x sen cos 1
2
+ ·
f) 0 2 cos 3 2 cos · + + x x g) 8 sec 3 cos 4 · + x x
h) x x x sen 2 cos 5 cos 6 2
2
+ · +
i) x x cos cos 2
2
· j) 0 cos 3 cos · − x x
k)
0
cos
3
4
3
4
2 2
·
,
_

¸
¸

,
_

¸
¸

x x sen

l)

,
_

¸
¸
+ ·
3
cos 5 cos
π
x x
m) 3
6 4 2
· + + x sen x sen x sen
n) 2
4 4
·
,
_

¸
¸
− −
,
_

¸
¸
+
π π
x sen x sen
o)
¹
'
¹
· +
· +
2
logt seny senx
y x π

ache os valores de t para que o sistema tenha
solução.

IX.3 – Equação do tipo tgα = tgβ;

Nosso objetivo aqui é descobrir que relações devem
existir entre α e β, para que os suas tangentes sejam
iguais. Para isso ser possível, temos que conhecer β
(é dado) e tentar expressar α como função de β.
Chamamos de β o ângulo AÔB e de α o ângulo BÔD.
Veja que α e β são os únicos ângulos, dentro de uma
volta na circunferência, que possuem esse valor (EC)
de tangente. Da figura, temos que os ângulos AÔB e
FÔD são opostos pelo vértice, logo são iguais. Assim,
dizemos que α = β + 180º satisfaz essa equação. Logo
vemos que uma solução para a equação é α = β é
outra solução é α = β + 180º. Certamente que existem
infinitas soluções, que serão todos os ângulos
côngruos de β e β + 180º.
Veja:
Se o ângulo está na posição do ponto A ele é solução.
Se está na posição do ponto D esse também é
solução. Caso o ângulo esteja no ponto A, se a ele for
somado π, chega-se no ponto D, se for somado mais
π, volta-se para o ponto A. Isso resulta em um ciclo e
para chegar a qualquer solução, basta acrescentar
qualquer múltiplo de π ao ângulo β. Logo qualquer
solução dessa equação pode ser escrita como:

¹
'
¹
+ + ·
+ ·
π β π α
π β α
k
k
2
2


3-) Resolver as equações trigonométricas. Todas
essas são do tipo tgα = tgβ:
Resumo:
⇒ · β α tg tg

¹
'
¹
+ + ·
+ ·
π β π α
π β α
k
k
2
2

a) 1 · tgx b) 0 3 · x tg c) 3 − · tgx d) x tg x tg 3 5 ·
e) tgx x + ·1 sec
2
f) 2 cot · + gx tgx g) x x sen
2 2
cos ·
h) 0 cos 3 · − x senx i) gx x cot 1 sec cos
2
− ·



251 Trigonometria CASD Vestibular
j)

,
_

¸
¸
+ ·
,
_

¸
¸
+
4
. 2 cos
4
cos . 2
π π
x sen x x x sen


4-) Resolver as equações trigonométricas. Aqui você
vai ter que desenvolver a sua própria técnica, até cair
em uma daquelas do tipo que vimos.
i) Algumas equações clássicas: c x b senx a · + cos . . a, b,
c ε R.
Resolvo o sistema:
¹
'
¹
· +
· +
1 cos
cos . .
2 2
x x sen
c x b senx a
, acho o valor do
senx e do cosx. Pronto agora tenho duas equações
que sei resolver: m senx · e n x · cos .
ii) Outra técnica importante é: substituir senx por (VI) e
cosx por (VII) e teremos uma equação do 2ª grau em

,
_

¸
¸
2
x
tg .
a) 1 4 cos 4 · + x x sen b) 3 cos . 3 − · − x senx
c) 1 cos · + x senx d) 1 cos − · + x senx
iii) equações do tipo

· 0 ) (x senf
i
ou

· 0 ) ( cos x f
i
,
passamos a soma para produto e analisamos o
anulamento de cada fator do produto.
a) 0 5 7 · + x sen x sen b) 0 · + senbx senax a, b ε R\{0}
c) 0 2 cos 6 cos · + x x d) 0 cos cos · + bx ax a, b ε R\{0}
e)
,
_

¸
¸
+ ·
4
cos 2
π
x x sex f) x sen senx x sen 3 2 5 · +
g) 0 ) 2 3 cos( ) 2 cos( cos · + + + + a x a x x
h) 0 6 4 3 · + + + x sen x sen x sen senx
i) 1 ) ( cos ) ( cos
2 2
· − + + a x a x j) 1 2 cos 3 · − + senx x x sen
k) 0 1 cos cos · + + + x senx x senx
l)
¹
'
¹
· +
· − + +
2 cos
2 ) ( ) (
y senx
y x sen y x sen

iv) Equações do tipo a x x sen · +
4 4
cos , aplicamos a
relação (X) e antes de resolver verificamos se a
obedece a relação: 1
2
1
≤ ≤ a .
v) Equações do tipo a x x sen · +
6 6
cos , aplicamos a
relação (XI) e antes de resolver verificamos se a
obedece a relação: 1
4
1
≤ ≤ a .
a)
8
5
cos
6 6
· + x x sen b)
16
7
2
cos
2
6 6
· +
x x
sen

c)
2
1
cos
4 4
· + x x sen
d)
8
5
cos
4 4
· + x x sen

e) 1 cos
3 3
· + x x sen
Quaisquer Equações:
a) 0
25 30
4 cos 5
·
+
− +
x sen
x x sen senx
, π 2 0 ≤ ≤ x
b)Discuta, segundo m, as equações:
b.1) m senx m x m · + − ). 1 ( cos
b.2) m x senx · + cos
c) ) 3 ( 2 ) 2 ( a tg a tg tga · + , a ε [0,π/2).

GABARITO

1-) Resolver as equações trigonométricas. Todas
essas são do tipo:
senα = senβ:
a)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · ℜ ∈ · π
π
k x x S 2
2
3
|
b)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π
π
π
π
k x ou k x x S 2
3
2
2
3
|
c)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π
π
π
π
k x ou k x x S 2
4
3
2
4
|
n)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · · ℜ ∈ ·
4 8
|
π π
π
k
x ou k x x S
d)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · · ℜ ∈ · π
π
π k x ou k x x S 2
2
|
j)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π
π
π
π
k x ou k x x S 2
12
5
12
|
e)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · + · ℜ ∈ · π
π
π
π
π
π
k x ou k x ou k x x S 2
6
5
2
6
2
2
|
f)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · +

· + · ℜ ∈ · π
π
π
π
π
π
k x ou k x ou k x x S 2
6
7
2
6
2
2
|
g)
¹
;
¹
¹
'
¹
+
t
· ℜ ∈ · π
π
k x x S 2
3
|
h)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · +

· + · ℜ ∈ · π
π
π
π
π
π
k x ou k x ou k x x S 2
6
7
2
6
2
2
|
i)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π
π
π
π
k x ou k x x S 2
6
5
2
6
|
k)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ ·
3
2
12 3
2
4
|
π π π π k
x ou
k
x x S
l)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · · ℜ ∈ ·
3
2
3
2 |
π π
π
k
x ou k x x S
m)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π π π
π
k x ou k x x S 2 2
3
2
|
o)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π
π
π
π
k x ou k x x S 2
6
5
2
6
|
p)
¹
;
¹
¹
'
¹
+

· + · ℜ ∈ ·
2 2 2 2
| ,
π π π π k
y ou
k
x y x S

2-) Resolver as equações trigonométricas. Todas
essas são do tipo:
cosα =cosβ:
a) { } π π k x x S 2 | + · ℜ ∈ ·
b)
¹
;
¹
¹
'
¹
+
t
· ℜ ∈ · π
π
k x x S 2
6
|
c)
¹
;
¹
¹
'
¹
+
t
· ℜ ∈ · π
π
k x x S 2
4
|
d)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π
π
π π k x ou k x x S
2
2 |
e)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π
π
π π k x ou k x x S
2
2 |



CASD Vestibulares Trigonometria 252
f)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · +
t
· ℜ ∈ · π π π
π
k x ou k x x S 2 2
3
2
|
g)
¹
;
¹
¹
'
¹
+
t
· ℜ ∈ · π
π
k x x S 2
3
|
h)
¹
;
¹
¹
'
¹
· +
t
· ℜ ∈ · π π
π
k x ou k x x S 2 2
3
|
i)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · +
t
· ℜ ∈ · π
π
π
π
k x ou k x x S
2
2
3
|
j)
¹
;
¹
¹
'
¹
· · ℜ ∈ ·
2
|
π
π
k
x ou k x x S
k)
¹
;
¹
¹
'
¹
+
t
· · +
t
· ℜ ∈ · π
π
π
π
k x x ou k x x S 2
3
2
3
2
|
l)
¹
;
¹
¹
'
¹
+

· · + · ℜ ∈ ·
3 18 2 12
|
π π π π k
x x ou
k
x x S
m)
¹
;
¹
¹
'
¹ +
ℜ ∈ ·
2
) 1 2 (
|
π k
x S
n) { } π k x S 2 | ℜ ∈ · o) 10 1 , 0 ≤ < t

3-) Resolver as equações trigonométricas. Todas
essas são do tipo tgα = tgβ:
a)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · ℜ ∈ ·
4
|
π
π k x x S b)
¹
;
¹
¹
'
¹
· ℜ ∈ ·
3
2
|
π k
x x S
c)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · ℜ ∈ · π
π
k x x S
3
2
| d)
¹
;
¹
¹
'
¹
· ℜ ∈ · par k
k
x x S ,
2
|
π

e)
¹
;
¹
¹
'
¹
· + · ℜ ∈ · π
π
π k x ou k x x S
4
|
f)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · ℜ ∈ ·
4
|
π
π k x x S
g)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ ·
4
3
4
|
π
π
π
π k x ou k x x S
h)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · ℜ ∈ ·
3
|
π
π k x x S
i)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ ·
4
3
2
|
π
π
π
π k x ou k x x S
j)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · ℜ ∈ ·
4
|
π
π k x x S

4-) (i) e (ii)
a)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · · ℜ ∈ ·
2 8 2
|
π π π k
x ou
k
x x S
b)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ ·
2
3
2
6
11
2 |
π
π
π
π k x ou k x x S
c)
¹
;
¹
¹
'
¹
· + · ℜ ∈ · π
π
π k x ou k x x S
2
|
d)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π π
π
π k x ou k x x S 2
2
3
2 |
(iii)
a)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · · ℜ ∈ ·
2 6
|
π
π
π
k x ou
k
x x S
b)
¹
;
¹
¹
'
¹

+

·
+
· ℜ ∈ ·
b a b a
k
x ou
b a
k
x x S
π π π 2 2
|
c)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ ·
4 8 2 4
|
π π π π k
x ou
k
x x S
d)
¹
;
¹
¹
'
¹



·
+
+
+
· ℜ ∈ ·
b a b a
k
x ou
b a
k
b a
x x S
π π π π 2 2
|
e)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π
π π π
k x ou
k
x x S 2
4
3
3
2
12
|
f)
¹
;
¹
¹
'
¹
· · ℜ ∈ · π
π
k x ou
k
x x S
3
|
g)
¹
'
¹
+ − · + −
t
· ℜ ∈ · π
π
π
π
k a x ou k
a
x x S 2
3
2
2 4
| ou

¹
;
¹
+ − · π
π
k a x 2
3
4

h)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · + · ℜ ∈ ·
3
2
3
2
7
2
2
|
π π
π
π
π
π k
x ou k
k
x ou k x x S
i)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ ·
4
3
4
|
π
π
π
π k x ou k x x S
j) ou k x ou k x ou k x x S
¹
'
¹
· + · + · ℜ ∈ · π π
π
π
π
2
6
5
2
6
|

¹
;
¹
+ · π
π
k x 2
2
3

k)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π π π
π
k x ou k x x S 2 2
2
3
|
l)
¹
;
¹
¹
'
¹
· + · ℜ ∈ · π π
π
k x ou k x x S 2 2
2
|
(iv) e (v)
a) ou k x ou k x ou k x x S
¹
'
¹
+ · + · + · ℜ ∈ · π
π
π
π
π
π
8
5
8
3
8
|

¹
;
¹
+ · π
π
k x
8
7

b)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π
π
π
π
k x ou k x x S
3
2
3
|
c)
¹
;
¹
¹
'
¹
+ · + · ℜ ∈ · π
π
π
π
k x ou k x x S
4
3
4
|
d) ou k x ou k x ou k x x S
¹
'
¹
+ · + · + · ℜ ∈ · π
π
π
π
π
π
3 6
5
6
|

¹
;
¹
+ · π
π
k x
3
2

e)
¹
;
¹
¹
'
¹
· + · ℜ ∈ · π π
π
k x ou k x x S 2 2
2
|
Quaisquer Equações:
a)
¹
;
¹
¹
'
¹
ℜ ∈ π
π π π π π π π π
2 ,
5
9
,
4
7
,
5
7
,
4
5
,
4
3
,
5
3
,
4
,
5
, 0 | x
b)Discuta, segundo m, as equações:
b.1) ℜ ∈ ∀m
b.2) 2 2 ≤ ≤ − m c)
¹
;
¹
¹
'
¹
ℜ ∈
3
, 0 |
π
x


253 Polinômios CASD Vestibulares
Matemática
Frente IV
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 2 2 – – P PO OL LI IN NÔ ÔM MI IO OS S

MONÔMIOS

Definição: São funções da forma ( )
n
f x ax = , onde
a∈ , e n∈ . O número complexo a é chamado
de coeficiente do monômio.
Exemplos: 2x ; x
2
; x
3
; 4 ; -3x
5
; etc.

Ordem do Monômio
A ordem do monômio (ou grau) é determinada
pelo expoente da variável em questão. Seja um
monômio qualquer dado por
n
ax , então se diz que
este é de ordem n.
Exemplo 1: 2x é de ordem 1 (ou primeira ordem);
x
2
é de ordem 2 (ou segunda ordem);
4 é de ordem 0;
-3x
5
é de ordem 5 (ou quinta ordem).

Produto e Divisão
No produto de monômios devemos multiplicar
os coeficientes e, se as variáveis forem as mesmas,
somar seus expoentes. Já na divisão dividimos os
coeficientes e, se as variáveis forem as mesmas,
subtraímos seus expoentes.
Exemplo 2:
3 4
2 .5 10 x x x = ;

( )
5 2 3
1
3
3
x x x − ÷ = − ;

( ) ( )
2 6 5 3 7 9
. ax y bx y abx y = .

Valor Numérico
È o valor que assume o monômio quando
substituímos a variável por um número complexo.
Exemplo 3: Se
2
( ) 3 p x x = − , então o valor numérico
para:
1 x = é
2
(1) 3.1 3 p = − = − ;
2 x = é
2
(2) 3.2 12 p = − = − ;
1 x = − é ( )
2
( 1) 3. 1 3 p − = − − = − .


POLINÔMIOS
Definição: São funções formadas pela soma de
monômios, ou seja, são funções do tipo:

1
1 1 0
( ) ...
n n
n n
f x a x a x a x a


= + + + + ,
onde
0 1
, ,...,
n
a a a ∈ , e n∈ .
Os monômios que compõe um polinômio são
chamados termos do polinômio. Cada termo tem seu
grau e seu coeficiente conforme visto anteriormente.
Exemplo 4: 1 x + ; 2 x − ;
2
2 3 x x + − ;
5 4
3 x x − + ; etc.

Ordem do Polinômio
A ordem do polinômio é igual à ordem do
termo de maior grau que o compõe.
Exemplo 5: x+5 é de ordem 1;
x
2
-3x+2 é de ordem 2;
x-x
4
+4x
3
é de ordem 4.

Produto
O produto de polinômios é realizado
obedecendo à propriedade distributiva e a regra de
multiplicação de monômios.
Exemplo 6:
( ) ( )
2 3 2 2 3 2
1 . 2 2 2 2 x x x x x x x x x x − + = + − − = + −

( ) ( )
3 2 5 3
. 2 3 2 5 3 x x x x x x − − + = − + − .

Valor Numérico
É a soma dos valores numéricos de cada
termo.
Exemplo 7: Se ( )
2
8 12 P x x x = − + , então o valor
numérico para:
1 x = é
2
(1) 1 8.1 12 5 P = − + = ;
2 x = é
2
(2) 2 8.2 12 0 P = − + = ;
2 x = − é ( ) ( )
2
( 2) 2 8. 2 12 32 P − = − − − + = .

Polinômio Identicamente Nulo
Um polinômio qualquer,
1
1 1 0
( ) ...
n n
n n
P x a x a x a x a


= + + + + ,
é dito identicamente nulo quando ( ) 0 P α = ,
α ∀ ∈ , isto implica em:
( )
0 1 1
0 ... 0
n n
P x a a a a

≡ ⇔ = = = = = .

Exemplo 8: Determine m, n, p e q, sabendo que:
( ) ( ) ( )
3 2
2 5 3 3 27 5 0 m x q x n x p + + − + + + − =
para todo x.
Solução: Para que a identidade acima seja verdadeira,
devemos ter:
2 0 2
5 3 0 3/ 5
m m
q q
+ = ⇒ = −
− = ⇒ =

3 27 0 9 n n + = ⇒ = −
5 0 5 p p − = ⇒ =

Polinômios Idênticos
Dois polinômios P(x) e Q(x) são idênticos
quando ( ) ( ) P Q α α = , α ∀ ∈ . Ou seja, se
1
1 1 0
( ) ...
n n
n n
P x a x a x a x a


= + + + + , e
1
1 1 0
( ) ...
n n
n n
Q x b x b x b x b


= + + + + , então
( ) ( )
0 0 1 1
, ,...,
n n
P x Q x a b a b a b ≡ ⇔ = = = .




CASD Vestibulares Polinômios 254
Exemplo 9: Determine a, b, c, d, de modo que os
polinômios ( ) ( )
3 2
2 3 1 P x ax b x x = − − + + e
( ) ( )
2
2 1 2 Q x x c x d = + + + sejam idênticos.
Solução:
( ) ( )
3 2 2
2 3 1 2 1 2 ax b x x x c x d − − + + ≡ + + +
( )
( )
0 ;
0;
0 ;
2 2;
2 ;
3 1 ;
1
1 2
2
a
a
b
b
c
c
d
d

=
=  
=  
− − =
 
⇒ ⇒
 
=
= +
 
 
=
= 




Divisão de Polinômios
Na divisão de polinômios temos o polinômio
dividendo D(x), polinômio divisor d(x), polinômio
quociente Q(x) e polinômio resto R(x). E,
analogamente à divisão de números inteiros, temos:
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
.
ou 0
D x d x Q x R x
gr R x gr d x R x
gr Q x gr D x gr d x

= +


< ≡    

   

= −      

      


Método das Chaves
Nesse método dividimos o termo de maior
grau do dividendo pelo termo de maior grau do divisor
achando o primeiro termo do quociente. Em seguida
multiplicamos o termo encontrado para o quociente
pelo divisor, trocamos o sinal do resultado e somamos
ao dividendo, encontrando um novo dividendo. O
processo se repete para esse novo dividendo, até que
não possamos mais fazer a divisão.

Exemplo 10:
Dividir o polinômio ( )
3 2
2 3 1 D x x x x = − + + pelo
polinômio ( )
2
1 d x x x = + − .
3 2 2
3 2
2
2
2 3 1 1
3
3 4
3 3 3
7 3
x x x x x
x x x x
x x
x x
x
− + + + −
− − + −
− +
+ −



Logo, ( ) 3 Q x x = − e ( ) 7 3 R x x = −

Teorema do Resto
O resto da divisão de um polinômio qualquer
P(x) de grau ≥ 1 por um monômio (x – a) é P(a).

Exemplo 10: Calcule o resto da divisão dos polinômios
abaixo por x + 1.
a) ( )
3
2 3 h x x x = − − b) ( ) 2 5 g x x = +
Solução: Nesse caso 1 1 x a x a − = + ⇒ = −
a) ( ) ( ) ( )
3
1 1 2 1 3 2 resto h = − = − − − − = −
b) ( ) ( ) 1 2 1 5 3 resto g = − = − + =

Teorema de D´Alembert
Um polinômio P(x) de grau ≥ 1 é divisível por
um monômio x – a se, e somente se, P(a) = 0.

Exemplo 11: Verifique se os polinômios abaixo são
divisíveis por x – 2.
a) ( )
3
2 4 8 s x x x = − − b) ( )
2
3 1 g x x x = − +
Solução: Nesse caso 2 2 x a x a − = − ⇒ =
a) ( ) ( ) ( )
3
2 2 2 4 2 8 0 s = − − = , é divisível.
b) ( ) ( ) ( )
2
2 2 3 2 1 1 g = − + = − , não é divisível.

Algoritmo de Briot - Ruffinni
É um algoritmo para se efetuar a divisão de um
polinômio P(x) de grau ≥ 1 por um monômio x – a.
Seja
1
1 1 0
( ) ...
n n
n n
D x d x d x d x d


= + + + + o
dividendo, x – a o divisor, R o resto, e
1 2
1 2 1 0
( ) ...
n n
n n
Q x q x q x q x q
− −
− −
= + + + + o quociente,
então R e os coeficientes de Q(x) são determinados
da seguinte maneira:
d
n
d
n-1
d
n-2
... d
1
d
0

+ + + +
a q
n-1
q
n-2
q
n-3
... q
0
R

x x x x




EXERCÍCIOS
1) Para cada polinômio abaixo, diga quantos termos
possui, qual seu grau e o grau de cada um de seus
termos, e o coeficiente de cada termo.
a) ( ) 1 P x x = +
b) ( )
2
5 2 H x x x = + −
c) ( )
2
4 S x x x = −
d) ( ) ( )( ) 1 1 K x x x = + −
e) ( )
5 4
1
2 3 23
2
F x x x x = − − + −
f) ( ) ( )( )
2 2
5 2 G x x x = − + − −
g) ( ) ( )( )( )
2
3 2 5 6 B x x x x x = − + − + − +
h) ( ) ( )( )( )( )( )
2
1 2 3 4 1 R x x x x x x = − − + + +

2) Ache os valores de m e n em cada item abaixo:
a) 5 2 mx x n + ≡ − −
b) ( ) ( ) 2 2 1 5 m x n nx − + − ≡ − +
c)
( )
3 2 3
3 1 13 3 x m n x n − ≡ − + −



255 Polinômios CASD Vestibulares
d) ( )( )
5 3 5
3 1 2 20 3 x m n x x m n − + − + − ≡ − + +

3) Seja P(x) um polinômio qualquer, então o valor
numérico P(1) é igual à soma dos coeficientes de P(x).
Verifique a afirmação anterior utilizando os polinômios
do exercício 1. Para esses mesmos polinômios calcule
seus valores numéricos para x = -1 e veja se esses
valores numéricos tem alguma relação com os
coeficientes dos polinômios.

4) Ache os valores de a, b, c e d de modo que os
polinômios abaixo sejam identicamente nulos.
a) ( )
1
f x ax b = +
b) ( )
2
2
f x ax bx c = + +
c) ( ) ( ) ( ) ( )
3 2
3
2 1 f x a c x b d x c x d = − + + + − + +
d) ( ) ( )
4
2 f x a b x b a = + + − +
e) ( ) ( ) ( )
2
5
1 2 3 f x a b x b a x c = + + + − + +

5) Um determinado polinômio D(x) é dividido por outro
polinômio d(x), obtendo-se o quociente Q(x) e o resto
R(x). Determine o grau de Q(x) e os possíveis graus
de R(x) nos seguintes casos:
a) gr [D(x)] = 1 e gr [d(x)] = 1.
b) gr [D(x)] = 2 e gr [d(x)] = 1.
c) gr [D(x)] = 3 e gr [d(x)] = 1.
d) gr [D(x)] = 4 e gr [d(x)] = 1.
e) gr [D(x)] = 2 e gr [d(x)] = 2.
f) gr [D(x)] = 3 e gr [d(x)] = 2.
g) gr [D(x)] = 4 e gr [d(x)] = 2.
h) gr [D(x)] = 5 e gr [d(x)] = 2.
i) gr [D(x)] = 3 e gr [d(x)] = 3.
j) gr [D(x)] = 4 e gr [d(x)] = 3.
l) gr [D(x)] = 5 e gr [d(x)] = 3.
m) gr [D(x)] = 6 e gr [d(x)] = 3.
n) gr [D(x)] = 7 e gr [d(x)] = 5.

6) Divida g(x) por h(x) através do método dos
coeficientes a determinar nos itens abaixo.
a)
2
( ) 2 5 1
( ) 2
g x x x
h x x
= + −
= +
b)
2
( ) 1
( ) 1
g x x
h x x
= −
= +

c)
2
( ) 3 2
( ) 2 1
g x x x
h x x
= − +
= −
d)
3 2
2
( ) 2 4
( ) 1
g x x x
h x x x
= + +
= − +

e)
3
( ) 1
( ) 1
g x x x
h x x
= − + −
= −

f)
3 2
2
( ) 3 4 3
( ) 5 2
g x x x x
h x x x
= − + − +
= − +


7) Divida p(x) por d(x) através do algoritmo de divisão
nos itens abaixo.
a)
2
( ) 5 1
( ) 1
p x x x
d x x
= + −
= +
b)
( ) 3
( ) 1
p x x
d x x
= −
= −

c)
2
( ) 2 4 4
( ) 2
p x x x
d x x
= − − +
= −
d)
2
( ) 4
( ) 2
p x x
d x x
= −
= +

e)
2
( ) 5 6
( ) 3
p x x x
d x x
= − +
= −
f)
2
( ) 15 50
( ) 5
p x x x
d x x
= − +
= −

g)
3 2
( ) 2 3
( ) 2
p x x x x
d x x
= + − −
= −
h)
3 2
2
( ) 5
( ) 2 4
p x x x x
d x x
= − + +
= +

i)
( )
4 3 2
2
( ) 1
( ) 1
p x x x x x
d x x
= − + − + +
= +
j)
3
2
( ) 1
( ) 1
p x x
d x x
= −
= +

k)
5 3 2
2
( ) 3 4 10
( ) 3
p x x x x
d x x x
= + − +
= − +

l)
7 5 3
4 3
( ) 2
( ) 5 2
p x x x x
d x x x
= − +
= − −


8) Através do Teorema do Resto verifique, quando
possível, os restos encontrados nas divisões dos
exercícios 6 e 7.
9) Ache o resto da divisão dos polinômios F(x) abaixo
por 3 x + , 2 x + , 1 x + , x , 1 x − , 2 x − , e 3 x − .
(Dica: utilize o Teorema do Resto).
a) ( ) 10 F x x = + b)
2
( ) 12 F x x x = − −
c)
2
( ) 5 6 F x x x = − + d)
2
( ) 3 18 F x x x = + −
e)
3 2
( ) 2 3 10 F x x x x = + − −
f)
3 2
( ) 1 F x x x x = − + − +
g)
3 2
( ) 2 5 5 2 F x x x x = + + +
h)
3 2
( ) 1 F x x x x = − + − + i)
3 2
( ) 1 F x x x x = − + − +
j)
4 3 2
( ) 4 3 4 1 F x x x x x = − + − +
k)
4 3 2
( ) 2 3 4 5 F x x x x x = − − + − +

GABARITO
1)
a) 2 termos; 2º grau;
x → 1º grau e coeficiente 1;
1 → grau 0 e coeficiente 1.
b) 3 termos; 3º grau;
x
2
→ 2º grau e coeficiente 1;
5x → 1º grau e coeficiente 5;
-2 → grau 0 e coeficiente -2.
c) 2 termos; 2º grau;
x
2
→ 2º grau e coeficiente 1;
-4x → 1º grau e coeficiente -4.
d) 2 termos; 2º grau;
x
2
→ 2º grau e coeficiente 1;
-1 → grau 0 e coeficiente -1.
e) 4 termos; 5º grau;
-2x
5
→ 5º grau e coeficiente -2;
-3x
4
→ 4º grau e coeficiente -3;
½x → 1º grau e coeficiente ½;
-23 → grau 0 e coeficiente -23.
f) 3 termos; 4º grau;
x
4
→ 4º grau e coeficiente 1;
-3x
2
→ 2º grau e coeficiente -3;
-10 → grau 0 e coeficiente -10.
g) 5 termos; 4º grau;
x
4
→ 4º grau e coeficiente 1;
-10x
3
→ 3º grau e coeficiente -10;



CASD Vestibulares Polinômios 256
37x
2
→ 2º grau e coeficiente 37;
-60x → 1º grau e coeficiente -60;
36 → grau 0 e coeficiente 36.
h) 7 termos; 6º grau;
x
6
→ 6º grau e coeficiente 1;
4x
5
→ 5º grau e coeficiente 4;
-6x
4
→ 4º grau e coeficiente -6;
-18x
3
→ 3º grau e coeficiente -18;
17x
2
→ 2º grau e coeficiente 17;
-22x → 1º grau e coeficiente -22;
24→ grau 0 e coeficiente 24.
2)
a) m = -1 e n = -5/2
b) m = 7/2 e n = -3/2
c) m =
3 2 13
3

e n = 2 , ou
m =
3 2 13
3
+
− e n = 2 −
d) m = 1 e n = -21, ou m = -18 e n = -2
3)
a) P(1) = 1+1 = 2; P(-1) = -1+1 = 0.
b) H(1) = 1+5-2 = 4; H(-1) = 1-5-2 = -6.
c) S(1) = 1-4 = -3; S(-1) = 1+4 = 5.
d) K(1) = 1-1 = 0; K(-1) = 1-1 = 0.
e) F(1) = -2-3+½ -23 = -55/2;
F(-1) = 2-3-½-23 = -49/2.
f) G(1) = 1-3-10 = -12; G(-1) = 1-3-10 = -12.
g) B(1) = 1-10+37-60+36 = 4;
B(-1) = 1+10+37+60+36 = 144.
h) R(1) = 1+4-6-18+17-22+24 = 0;
R(-1) = 1-4-6+18+17+22+24 = 72.
Nota-se que o valor numérico para x = -1 é igual à
soma dos coeficientes dos termos de grau par com o
inverso dos coeficientes dos termos de grau ímpar.
4) a) a = 0 e b = 0 b) a = 0 , b = 0 e c = 0
c) a = c = 2 , b = 1 e d = -1
d) a = -1 e b = 1
e) a = 1/3 , b = -4/3 e c = 0
5)
a) gr [Q(x)] = 0 e gr [R(x)] = 0.
b) gr [Q(x)] = 1 e gr [R(x)] = 0.
c) gr [Q(x)] = 2 e gr [R(x)] = 0.
d) gr [Q(x)] = 3 e gr [R(x)] = 0.
e) gr [Q(x)] = 0 e gr [R(x)] = 1 ou 0.
f) gr [Q(x)] = 1 e gr [R(x)] = 1 ou 0.
g) gr [Q(x)] = 2 e gr [R(x)] = 1 ou 0.
h) gr [Q(x)] = 3 e gr [R(x)] = 1 ou 0.
i) gr [Q(x)] = 0 e gr [R(x)] = 2 ou 1 ou 0.
j) gr [Q(x)] = 1 e gr [R(x)] = 2 ou 1 ou 0.
l) gr [Q(x)] = 2 e gr [R(x)] = 2 ou 1 ou 0.
m) gr [Q(x)] = 3 e gr [R(x)] = 2 ou 1 ou 0.
n) gr [Q(x)] = 2 e gr [R(x)] = 4 ou 3 ou 2 ou 1 ou 0.
6) a) Q(x) = 2x+1 e R(x) = -3
b) Q(x) = x-1 e R(x) = 0
c) Q(x) = ½x-5/4 e R(x) = 3/4
d) Q(x) = 2x+3 e R(x) = x+1
e) Q(x) = -x
2
-x e R(x) = -1
f) Q(x) = -3x-14 e R(x) = -68x+31
7)
a) Q(x) = x+4 e R(x) = -5
b) Q(x) = 1 e R(x) = -2
c) Q(x) = -2x-8 e R(x) = -12
d) Q(x) = x-1 e R(x) = 0
e) Q(x) = x-2 e R(x) = 0
f) Q(x) = x-10 e R(x) = 0
g) Q(x) = x
2
+4x+7 e R(x) = 11
h) Q(x) = ½x-1/2 e R(x) = -x+7
i) Q(x) = -x
2
+3x-6 e R(x) = 10x+7
j) Q(x) = x e R(x) = -x-1
k) Q(x) = -x
3
-3x
2
-12x-32 e R(x) = 96x+10
l)Q(x) = x
3
+5x
2
+24x+120 e R(x)=
604x
3
+10x
2
+48x+240
8)
No exercício 6: a) g(-2) = -3; b) g(-1) = 0; c) g(1/2) = ¾;
e) g(1) = -1
No exercício 7: a) p(-1) = -5; b) p(1) = -2; c) p(2) = -12;
d) p(-2) = 0; e) p(3) = 0; f) p(5) = 0; g) p(2) = 11
9) Os restos são respectivamente:
a) 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13.
b) 0, -6, -10, -12, -12, -10, -6.
c) 30, 20, 12, 6, 2, 0, 0.
d) -18, -20, -20, -18, -8, 0.
e) -10, -4, -6, -10, -10, 0, 26.
f) 40, 15, 4, 1, 0, -5, -20.
g) -22, -4, 0, 2, 14, 48, 116.
h) 40, 15, 4, 1, 0, -5, -20.
i) 40, 15, 4, 1, 0, -5, -20.
j) 229, 69, 13, 1, -3, -11, -11.
k) 17, 25, 13, 5, 1, -23, -115.


257 Geometria CASD Vestibulares
M Ma at te em má át ti ic ca a
F Fr re en nt te e V V
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 4 4 - - T TR RI IÂ ÂN NG GU UL LO OS S

CONCEITO – ELEMENTOS -
CLASSIFICAÇÃO

1- Definição
Dados três pontos A, B e C não colineares, à reunião
dos segmentos AB AC e BC chama-se triângulos
ABC.
Indicação:
Triângulo ABC = ∆ABC
∆ABC = AB ∪ AC ∪ BC


2- Elementos
Vértice: os pontos A,B e C são os vértices do ∆ABC.
Lados: os segmentos AB (de medida), AC (de
medida) e BC (de medida a ) são os lados do
triângulo.
Ângulos: os ângulos BÂC ou Â, A
ˆ
ABC ou
ˆ
B e
ˆ
ACB ou
ˆ
C são os ângulos do ∆ABC (ou ângulos
internos do ∆ABC.)
Diz-se que os lados BC , AC e AB e os ângulos Â,
ˆ
B e
ˆ
C são, respectivamente, opostos.

3- Interior e exterior
Dado um triângulo ABC, vamos considerar os
semiplanos abertos, a saber:
1
α
com origem na reta BC
suur
e que contem o ponto A,
2
α
oposto a
1
α .
1
β
com origem na reta AC
suur
e que contem o ponto B,
2
β
oposto a
1
β .

1
γ
com origem na reta AB
suur
e que contem o ponto C,
2
γ
oposto a
1
γ .


Interior do ∆ABC =
1
α ∩
1
β ∩
1
γ .
O interior de um triângulo é uma região convexa.
Os pontos do interior do ∆ABC são pontos internos
ao ∆ABC.
Exterior do ∆ABC =
2
α

2
β

2
γ .
O exterior de um triângulo é uma região côncava.
Os pontos do exterior do ∆ABC são pontos
externos ao ∆ABC.

A reunião do triângulo com seu interior é uma
superfície triangular (ou superfície do triângulo).

4- Classificação
Quanto aos lados, os triângulos se classificam
em:
Eqüiláteros se, e somente se, têm os três lados
congruentes;
Isósceles se, e somente se, têm dois lados
congruentes;
Escalenos se, e somente se, dois quaisquer lados não
são congruentes.


Um triângulo com dois lados congruentes é
isósceles; o outro lado é chamado de base e o ângulo
oposto â base é o ângulo do vértice.
Notemos que todo triângulo eqüilátero é
também triângulo isósceles.
Quanto aos ângulos, os triângulos se
classificam em:
Retângulos se, e somente se, têm um ângulo reto
Acutângulos se, e somente se, têm os três ângulos
agudos.
Obtusângulos se, e somente se, têm um ângulo
obtuso.



O lado oposto ao ângulo reto de um triângulo
retângulo é sua hipotenusa e os dois são os catetos
do triângulo.

II - CONGRUÊNCIA DE TRIÂNGULOS




CASD Vestibulares Geometria 258
5- Definição
Um triângulo é congruente (símbolo ≡)a outra se, e
somente se, é possível estabelecer uma
correspondência entre seus vértices de modo que:
- seus lados são ordenadamente congruentes
aos lados do outro e
- seus ângulos são ordenadamente congruentes
aos ângulos do outro.

A congruência entre triângulos é reflexiva,
simétrica e transitiva.

6- Casos de congruência
A definição de congruência de triângulos dá
todas as condições que devem ser satisfeitas para que
dois triângulos sejam congruentes. Essas condições
(seis congruências: três entre lados e três entre
ângulos) são totais. Existem condições mínimas para
que dois triângulos sejam congruentes. São os
chamados casos ou critérios de congruência.

7- 1º caso – LAL – postulado
Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes
dois lados e o ângulo compreendido, então eles são
congruentes.

Esta proposição é um postulado e indica que, se dois
triângulos têm ordenadamente congruentes dois lados
e o ângulo compreendido, então o lado restante e os
dois ângulos restantes também são ordenadamente
congruentes.


Esquema do 1º caso:


8- Teoremas do triângulo isósceles
“Se um triângulo tem dois lados congruentes,
então os ângulos opostos a esses lados são
congruentes.”
Ou
“Se um triângulo é isósceles, os ângulos da base são
congruentes.”

“Todo triângulo isósceles é isoângulo.”



Demonstração
Considerando os triângulos ABC e ACD,
isto é, associemos a A,B e C, respectivamente,
A,C e B.


9- 2º caso – ALA
“Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes
um lado e os dois ângulos a ele adjacentes, então
esses triângulos são congruentes.”

Demonstração
Vamos provar que BA ≡ ' ' B A , pois com isso
recairemos no 1ºcaso.
Pelo postulado do transporte de segmento (item 18),
obtemos na semi-reta ' ' B A
uuuuur
um ponto x tal que
' B X BA ≡ . (4)

Da hipótese (3) B
ˆ
C A≡B’
ˆ
C ’A’, com (5)
B
ˆ
C A≡B’
ˆ
C ’X e com o postulado do transporte de
ângulos (item 35), decorre que BA
suur
e ' ' ' C X C A =
suuuur suuuur

interceptam-se num único ponto X =ª
De X≡A’, com (4), decorre que ' ' B A ≡ BA.
Então:
ˆ ˆ
( ' ', , ' ') ' ' ' BA B A B B BC B C Lal ABC A B C

≡ ≡ ≡ ∆ ≡ ∆
uuuuur

10- Notas
1-) esquema do 2ºcaso




259 Geometria CASD Vestibulares
2) Com base no 2º caso (ALA), pode-se provar a
recíproca do teorema do triângulo isósceles.

“Se um triângulo possui dois ângulos congruentes,
então esse triângulo é isósceles”.

Considerando um triângulo isósceles ABC de base
BC
suur
, basta observar os triângulos ABC e ACD e
proceder de modo análogo ao do teorema direto.

11- 3º caso – LLL
Se dois triângulos têm ordenadamente congruentes os
três lados, então esses triângulos são congruentes.


Demonstração
Pelo postulado do transporte de ângulos (item 35)
e do transporte de segmentos (item 38) obtemos
um ponto de x tal que:

estando X no semiplano oposto ao de C’ em
relação à reta AB
suur


Se D o ponto de interseção de ' C X
suuuur
com a reta
' ' A B
suuuur
.
(1), (4), (5)
(7)
(3)
(8)
' ' '
' ' ' '
Lal
ABC A B X
XB CB XB C B
∆ ≡ ∆ ⇒
≡ ⇒ ≡


(6) ' ' A C X ⇒ ∆ é isósceles de base
' C X
suuuur
ˆ ˆ
' ' ' ' ' A C X A X C ⇒ ≡ (9)
(8) ' ' B C X ⇒ ∆ é isósceles de base ' C X
suuuur

ˆ ˆ
' ' ' ' ' B C X B X C ⇒ ≡ (10)

Por soma ou diferença de (9) e (10) conforme D seja
interno ou não ao segmento ' ' A B
suuuur
, obtemos:
ˆ ˆ
' ' ' ' ' A C B A XB ≡ (11)
(7)
(6), (11), (8) ' ' '
' ' ' ' '
A B C
A B X ABC A B C
⇒ ∆ ≡
∆ ⇒∆ ≡ ∆


12- Existência do ponto médio
Dado um segmento de reta AB
suur
, usando os
postulados de transporte de ângulos (item 35) e de
segmentos (item 18) construímos

Com C e D em semiplanos opostos em relação à
reta AB
suur
.
O segmento CD
suur
intercepta o segmento AB
suur
num
ponto M. Vejamos uma seqüência de congruência de
triângulos.

Desta ultima congruência decorre que AM BM ≡ ,
ou seja, M é o ponto médio de AB
suur
.

13-) Existência da bissetriz
Dado um ângulo
ˆ
aOb , usando o postulado do
transporte de segmentos (item 18) obtemos A e A’ em
Ao e B e B’ em Ob tais que:



Seja C o ponto de interseção de ' AB com
' A B e consideremos a semi-reta OC
uuur
= Oc.
Vejamos uma seqüência de congruências de
triângulos:

Desta ultima congruência decorre que
ˆ ˆ
AOC BOC ≡ , ou seja, Oc é bissetriz de
ˆ
aOb .

14-) Mediana de um triângulo – definição
Mediana de um triângulo é um segmento com
extremidades num vértice e no ponto médio do lado
oposto.
M
1
é o ponto médio do lado BC .
1
AM é a medida relativa ao lado BC .
1
AM é medida relativa ao vértice A



CASD Vestibulares Geometria 260


15-) Bissetriz interna de um triângulo – definição
Bissetriz interna de um triângulo é o segmento
com as extremidades num vértice e no lado oposto
que divide o ângulo desse vértice em dois ângulos
congruentes.



16-) Teorema do ângulo externo
Dado um ABC ∆ e sendo CX
uuur
a semi-reta
oposta à semi-reta CB
uuur
, o ângulo
ˆ
ˆ e ACX = é ângulo
externo do ABC ∆ adjacente a
ˆ
C e não adjacente aos
ângulos  e
ˆ
B .
O ângulo ˆ e é suplementar adjacente de
ˆ
C .


Teorema
Um ângulo externo de um triângulo é maior que
qualquer um dos ângulos internos não adjacentes.


Demonstração
Seja M o ponto médio de AC e P pertence
à semi-reta BM
uuuur
tal que:
BM MP ≡
Pelo contrario LAL, BAM PMC ∆ ≡ ∆ e daí:
ˆ ˆ
BAM PCM ≡ (1)

Como P é interno ao ângulo
ˆ
ˆ e ACX = , vem:
ˆ
ˆ e PCM > (2)
De (1) e (2), decorre que
ˆ
ˆ e A > .
Analogamente, tomando o ponto médio de BC e
usando ângulos opostos pelo vértice, concluímos que:
ˆ
ˆ e B >

17-) 4º caso de congruência – LAA
0


Se dois ângulos têm ordenadamente congruentes um
lado, um ângulo adjacente e o ângulo oposto a esse
lado, então esses triângulos são congruentes.



Demonstração
Há três possibilidades para AB e ' ' A B
suuuur

1-) AB ≡ ' ' A B
suuuur
2-) AB < ' ' A B
suuuur
3-) AB > ' ' A B
suuuur

Se a 1º se verifica, temos:
ˆ ˆ
( ' ', ', ' '
' '
lal
AB A B B B BC B C
ABC A B C
≡ ≡ ≡
⇒∆ ≡ ∆

Se a 2º se verificasse, tomando um ponto D na semi-
reta BA
suur
tal que ' ' BD A B = (postulando do transporte
de segmentos – item 18), teríamos:
(3)
ˆ ˆ
( ' ', ' ', ' ')
ˆ ˆ ˆ ˆ
' ' '
lal
AB A B B B BC B C
ABC A B C D A A A
≡ ≡ ≡ ⇒
∆ ≡ ∆ ⇒ ≡ ⇒⇒ ≡

, o que é absurdo, de acordo com o teorema do ângulo
externo no ADC ∆ . Logo, a 2º possibilidade não se
verifica.
A 3º possibilidade também não se verifica, pelo
mesmo motivo, com a diferença que D estaria entre A
e B.
Como só pode ocorrer a 1º possibilidade,
temos:
ABC ∆ ≡ ' ' ' A B C ∆

18-) Caso especial de congruência de triângulos
retângulos

Se dois triângulos retângulos têm ordenadamente
congruentes um cateto e a hipotenusa, então esses
triângulos são congruentes.





261 Geometria CASD Vestibulares
Demonstração
Tomemos o ponto D na semi-reta oposta à semi-
reta ' ' A C
suuuur
tal que ' A D ≡ AC (postulado do
transporte de segmentos – item 18)

Considerando agora os triângulos ABC e A’B’C’,
temos:


EXERCÍCIOS

1-) Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F)
a-) todo triângulo isósceles é eqüilátero
b-) todo triângulo eqüilátero é isósceles
c-) um triângulo escaleno pode ser isósceles
d-) todo triângulo isósceles é triângulo acutângulo
e-) todo triângulo retângulo é triângulo escaleno.
f-) Existe triângulo retângulo e isosceles
g-) existe triângulo isósceles obtusângulo
h-) todo triângulo acutângulo ou é isósceles ou é
eqüilátero.

2-) Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F)
a-) todos os triângulos isósceles são congruentes
b-) todos os triângulos eqüiláteros são congruentes
c-) todos os triângulos retângulos são congruentes
d-) todos os triângulos retângulos isósceles são
congruentes
e-) todos os triângulos acutângulos são congruentes

3-) Se ABC ∆ é isósceles de base BC , determine x.
AB = 2x-7 AC = x + 5


4-) O triângulo ABC é eqüilátero. Determine x e y.
AB =15-y BC = 2x – 7
AC = 9


5-) Se ABC ∆ é isósceles de base BC , determine
BC.
AB = 3x-10 BC = 2x + 4
AC = x + 4



6-) Se ABC ∆ é isósceles de base BC, determine x.
ˆ
2 10º
ˆ
30º
B x
C
= −
=



7-) Se o ABC ∆ é isósceles de base AC , determine
x.
ˆ
30
ˆ
2 20º
A x
C x
= + °
= −



8-) Se ABC ∆ é isósceles de base BC, determine x e y.

9-) Determine x e y, sabendo que o triângulo ABC é
eqüilátero.


10-) Se o perímetro de um triângulo eqüilátero é de
75cm, quanto mede cada lado?

11-) Se o perímetro de um triângulo isósceles é de
100m e a base mede 40m, quanto mede cada um dos
outros lados?

12-) Determine o perímetro do triângulo Abc nos
casos:
a-) triângulo eqüilátero com AB = x + 2y, AC = 2x – y e
BC = x + y + 3.



CASD Vestibulares Geometria 262
b-) triângulo isósceles de base BC com AB = 2x+3,
AC = 3x –3 e BC =x – 3.

13-) Num triângulo isósceles, o semiperímetro vale
7,5m. Calcule os lados desse triângulo, sabendo que
a soma dos lados congruentes é o quádruplo da base.

14-) Os pares de triângulo abaixo são congruentes.
Indique o caso de congruência.

15-) Considere os triângulos T
1
, T
2
,.... etc, abaixo.
Assinale os pares de triângulos congruentes e indique
o caso de congruência.


16-) Nos casos a, b e c, selecione os triângulos
congruentes e indique o caso de congruência.


17-) Indique nas figuras abaixo os triângulos
congruentes, citando o caso de congruência.


18-) Por que ALL ou LLA não é caso de congruência
entre triângulos?

19-) Na figura, o triângulo ABC é congruente ao
triângulo DEC. Determine o valor de α e β .



20-) Na figura abaixo, o triângulo ABD é congruente
ao triângulo CBD. Calcule x e y e os lados do triângulo
ACD.
AB = x BC = 2y
CD = 3y + 8 DA = 2x



263 Geometria CASD Vestibulares


21-) Na figura, o triângulo CBA é congruente ao
triângulo CDE. Determine o valor de x e y e a razão
entre os perímetros desses triângulos.
AB = 35 AC = 2x + 6
CE = 22 DE = 3y + 5


22-) Na figura, o triângulo PCD é congruente ao
triângulo PBA. Determine o valor de x e y e a razão
entre os perímetros dos triângulos PCA e PBD.
AB = 15 CD = x + 5
AP = 2y + 17 PD = 3y –2

23-) Na figura abaixo, os triângulos ABC e CDA são
congruentes. Calcule x e y.


24-) Na figura abaixo, sabendo que C é ponto médio
de BE, prove que os triângulos ABC e DEC são
congruentes.


25-) Na figura abaixo, sabendo que α β ≡ e γ δ ≡ ,
prove que os triângulos ABC e CDA são congruentes.



26-) Se α β ≡ e 0 ℘≡ , demonstre que o triângulo
ABC é congruente ao triângulo ABD.


27-) Na figura abaixo, sendo
ˆ ˆ ˆ ˆ
, ( ) ( ), ( ) ( ) BF CD m ABC m FDE m BAC m DEF ≡ = =
prove que AC EF ≡ .


28-) Na figura abaixo, sendo
ˆ ˆ ˆ
, ( ) ( ), ( ) 90º
ˆ
( ) 90º
AC AE m BAD m CAE m ABC e
m AED
≡ = =
=

prove que BC DE ≡ .

29-) Demonstre que a medida relativa à base de um
triângulo isósceles é também bissetriz.

30-) Prove que a bissetriz relativa à base de um
triângulo isósceles é também mediana.

31-) Prove que as medianas relativas aos lados
congruentes de um triângulo isósceles são
congruentes.

Solução



Demonstração: Consideremos os triângulos BAM e
CAN.




CASD Vestibulares Geometria 264
32- Prove que as bissetrizes relativas aos lados
congruentes de um triângulo isósceles são
congruentes.

33-) Prove que, se a bissetriz relativa a um lado de um
triângulo é também mediana relativa a esse lado,
então esse triângulo é isósceles.

III - DESIGUALDADES NOS TRIÂNGULOS

1-) Ao maior lado opõe-se o maior ângulo

Se dois lados de um triângulo não são congruentes,
então os ângulos opostos a eles não são congruentes
e o maior deles está oposto ao maior lado.

Demonstração
Consideremos D em BC tal que CD CA ≡ .
BC > AC ⇒D é interno a
ˆ ˆ
CAB CAD >
ˆ ˆ
CAB CDA ⇒ > (1)
ˆ
CDAé ângulo externo no
ˆ ˆ ˆ
ABC CDA ABD ABC ∆ ⇒ > =
(2)
ˆ ˆ
CAB ABC > ou seja  >
ˆ
B ^

2-) Ao maior ângulo opõe-se o maior lado

Se dois ângulos de um triângulo não são congruentes,
então os lados opostos a eles não são congruentes e o
maior deles está oposto ao maior lado

2º) Se BC AC ≡ então, pelo teorema do triângulo
isósceles,
ˆ ˆ
A B ≡ , o que contraria a hipótese.
Logo, por exclusão, temos:
BC AC >
3-) A desigualdade triangular
Em todo triângulo, cada lado é menor que a
soma dos outros dois.


4-)Notas

1-) A desigualdade triangular também pode ser
enunciada como segue:
Em todo triângulo, cada lado é maior que a
diferença dos outros dois.

2-) Se a,b e c são as medidas dos lados de um
triângulo, devemos ter as três condições abaixo.
a<b+c b<a+c c<a+b
Estas relações podem ser resumidas como segue:


EXERCÍCIOS

1-) Com segmentos de 8cm, 5cm e 18cm pode-se
construir um triângulo? Por quê?

2-) dois lados AB e BC de um triângulo ABC medem
respectivamente 8cm e 21cm.
Quanto poderá medir o terceiro lado, sabendo que é
múltiplo de 6?

3-) Determine o intervalo de variação x, sabendo que
os lados de um triângulo são expressos por x +10,2x
+4 e 20 – 2x.

4-) Se dois lados de um triângulo isósceles medem
38cm e 14cm, qual poderá ser a medida do terceiro
lado?

5-) O lado AB de um triângulo ABC é expresso por
numero inteiro. Determine o seu valor Maximo,



265 Geometria CASD Vestibulares
sabendo que os lados AC e BC medem
respectivamente 27cm e 16cm e que
ˆ ˆ ˆ
C A B < <

6-) Mostre que o triângulo retângulo tem dois ângulos
agudos.

Solução
Considere o ângulo externo adjacente ao ângulo reto
do triângulo retângulo. Note que γ ’=90º
Sendo α e β os ângulos internos não retos do
triângulo, de acordo com o teorema do ângulo externo,
temos:
γ ’>α e γ ’> β
E como γ ’=90º, obtemos:α <90º e β <90º. Então o
triângulo tem dois ângulos agudos.


7-)Mostre que a hipotenusa de um triângulo retângulo
é maior que cada um dos catetos.

8-) Mostre que o triângulo obtusângulo tem dois
ângulos agudos.

9-) Mostre que o lado oposto ao ângulo obtuso de um
triângulo obtusângulo é maior que cada um dos outros
lados.

10-) Mostre que a hipotenusa de um triângulo
retângulo é maior que a semi-soma dos catetos.

11-) Prove que qualquer lado de um triângulo é menor
que o semiperímetro.

12-) Se P é um ponto interno de um triângulo ABC,
mostre que
ˆ
BPC é maior que BÂC

13-) Se P é um ponto interno de um triângulo ABC,
mostre que: PB + PC < AB + AC

Solução
Tese: PB + PC < AB + AC ou x+y<b+c
Demonstração
1- prolonguemos BPaté que encontre AC num ponto
Q.
2- de acordo com a desigualdade triangular, temos:



14-) Se P é um ponto interno de um triângulo ABC e x
= PA, y =PB e z = PC, mostre que x +y+z está entre o
semiperímetro e o perímetro do triângulo.

15-) Demonstre que o perímetro do triângulo MNP é
menor que perímetro do triângulo ABC da figura
abaixo.


16-) Se m
a
é a medida relativa ao lado a de um
triângulo de lados a,b e c, então


17-) Prove que a soma das medianas de um triângulo
é menor que o perímetro e maior que o semiperímetro.

GABARITO

1-) a-F b-V c-F d-F e-F f-V g-V h-F
2-) a- F b-F c-F d-F e-F
3-) 12
4-) x = 8, y = 6
5-) 18
6-) 20º
7-) 50º
8-) x = 85, y = 50º
9-) a- x = 4, y = 9 b- x = 4, y = 3
10-) 25cm
11-) 30m e 30m
12-) a-45 b-39
13-) 3m, 6m, 6m
14-) a- LAL b- LLL c-LAA
0
d-LAA
0
e-LAA
0

f- LAL ou ALA ou LAA
0
g-caso especial
15-)


16-) a- I ≡II (LAL)
b- I ≡III (ALA)
c- I ≡III (caso especial)
17-)


18-) Porque existem triângulos que têm ALL (ou LLA) e
não são congruentes. Por exemplo, os triângulos ABC
e ABC’ da figura abaixo:





CASD Vestibulares Geometria 266
19-) 10º ; 12º α β = =
20-) 16;8, AD = CD =AC =32
21-) 14;10;1
22-) 10;19;1
23-) 60º;9º
24-) Use ALA
25-) Use ALA
26-) Use ALA
27-)
0
( ) CBA FDE LAA ∆ ≡ ∆
28-) ( ) BAC EAD ALA ∆ ≡ ∆
29-) Use LLL
30-) Use LAL
32-) UseALA
33-)



1-) Não, 8 – 5 < 18 < 8 + 5 é falso
2-) 18cm ou 24cm
3-)
6 26
5 3
x < <
4-) 38cm
5-) 15cm
7-)Use o problema anterior e considere que ao maior
ângulo está oposto o maior lado.
8-)Do mesmo modo que o resolvido 6
9-) Use o anterior
10-)


11-) Use desigualdade triangular

12-)

14-) Use o resolvido anterior
15-) Considere os triângulos APN;BPM;MNC
16-) Considere o ' ACA ∆ (vide a figura).

17-) Use o resultado do problema anterior.



267 Geometria CASD Vestibulares
M Ma at te em má át ti ic ca a
F Fr re en nt te e V V
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 5 5 - - P PA AR RA AL LE EL LI IS SM MO O


CONCEITOS E PROPRIEDADES

1-) Retas paralelas – definição
Duas retas são paralelas (símbolo://) se, e somente se,
são coincidentes (iguais) ou são complementares e
não tem nenhum ponto comum


2-) Sejam a e b duas retas paralelas ou não e t uma
reta concorrente com a e b:
1-) t é uma reta transversal de a e b;


2) dos oito ângulos determinados por essas retas
indicados nas figuras acima, chamam-se ângulos
alternos:
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
1 7, 2 8, 3 5, 4 6 e e e e
correspondentes:
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
1 5, 2 6, 3 7, 4 8 e e e e
colaterais:
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
1 8, 2 7, 3 6, 4 5 e e e e

3-) Notas
1- Com mais detalhes podemos ter:

2- A congruência de dois ângulos alternos de um
dos pares (por exemplo,
ˆ ˆ
1 7 ≡ )
equivale à congruência dos ângulos de todos os pares
de ângulos alternos
(
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
2 8, 3 5, 4 6 ≡ ≡ ≡ ); à congruência dos ângulos
de todos os pares correspondentes
(
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
1 5, 2 6, 3 7, 4 8 ≡ ≡ ≡ ≡ ); e à suplementaria
dos ângulos de todos os pares de colaterais
ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ ˆ
1 8 2 7 3 6 4 5 180 º + = + = + = + =

4-) Existência da paralela
Se duas retas coplanares e uma transversal
determinam ângulos alternos (ou ângulos
correspondentes) congruentes, então essas duas retas
são paralelas.



Demonstração
Se a e b não fossem paralelas, teriam um ponto P
em comum e a ∩ b = { } P
Sendo: { } { } a t A eb t B ∩ = ∩ =

Pelo teorema do ângulo externo (item 60) aplicado
ao ABC ∆ , teríamos: ou α β β α > >
Logo, as retas a e b são paralelas, isto é, a // b.

5-) Construção da paralela
Construir uma reta b, paralela a uma reta a
dada, por um ponto P dado fora de a.
Passamos uma reta t por P, que determina um
ponto M em a.
Tomamos em a um ponto A distinto de M.
Construímos, com vértice P, com um lado
PM
uuuur
, um ângulo
ˆ
MPB congruente ao ângulo
ˆ
AMP , estando B no semi plano oposto ao de A em
relação à reta PM
uuuur
(transporte de ângulos – item 35)
A reta PB
suur
é a reta b pedida.

De fato, sendo
ˆ
AMP =α e
ˆ
MPB = β pelo
teorema temos: // a b α β = ⇒

6-) Unicidade da paralela – postulado de Euclides
A unicidade da reta paralela a uma reta dada é
o postulado de Euclides (300a.C.)ou postulado das
paralelas que caracteriza a Geometria que
desenvolvemos: a Geometria Euclidiana.



CASD Vestibulares Geometria 268

Por um ponto passa uma única reta paralela a uma
reta dada.

Com base nesse axioma podemos provar o recíproco
do teorema anterior. É o que segue.

7-)
Se duas retas paralelas distintas interceptam
uma transversal, então os ângulos alternos (ou os
ângulos correspondentes) são congruentes

Demonstração
Se α e β não fossem congruentes, existiria uma
reta x, distintas de b, passando por P, { } P b t = ∩ ,
tal que: xt

= β ’ alterno de α e ' β α ≡
Pelo teorema da existência (item 70),
' // x a α β ≡ ⇒
Por P teríamos duas retas distintas x e b, ambas
paralelas à reta a , o que è absurdo, pois contraria o
postulado das paralelas.
Logo, α é congruente a β , isto é, α β ≡

8-) Condição necessária e suficiente

Reunindo os resultados dos itens 70e 73,
/ / / / a b e a b α β α β ≡ ⇒ ⇒ ≡
temos o enunciado que segue:
uma condição necessária e suficiente para duas retas
distintas serem paralelas é formarem com uma
transversal ângulos alternos (ou ângulos
correspondentes ) congruentes.





9-) Ângulos externos

Em todo triângulo, qualquer ângulo externo é
igual à soma dos dois ângulos internos não adjacentes
a ele.

Demonstração
Por C conduzimos a reta CD
suur
paralela à reta AB
suur
,
determinamos os ângulos α e β caracterizados na
figura:

Somando as duas relações acima, vem:
ou seja:

10-) Soma dos ângulos de um triângulo

A soma dos ângulos de qualquer triângulo é igual a
dois ângulos retos


Demonstração
Sendo e o ângulo externo adjacente a C e
aplicando o item anterior, vem:

Considerando as medidas dos ângulos, temos:

que representamos simplesmente por:



11-) Notas
1- Ângulos de lados paralelos

Dois ângulos de lados respectivamente paralelos são
congruentes ou suplementares

Demonstração



269 Geometria CASD Vestibulares
Considerando os ângulos de medidas α e ' α
adjacentes suplementares e β e ' β adjacentes
suplementares (vide figura)

Pelo paralelismo, considerando o ângulo
auxiliar γ , temos:


2- Triângulo eqüilátero
Num triângulo cada ângulo mede 60º

Demonstração
Seja ABC o triângulo eqüilátero:
AB =AC = BC

Usando o teorema do triângulo isósceles (item 52),
temos:


Todo triângulo eqüilátero é eqüiângulo e cada
ângulo mede 60º

EXERCÍCIOS

1-) Sendo a reta a paralela à reta b, determine x nos
casos:

2-) Se as retas r e s são paralelas, determine x nos
casos:


3-) As retas r e s da figura são paralelas. Determine x
e y.


4-) Na figura, sendo a//b, calcule α + β - γ

5-) A soma dos quatro ângulos agudos formados por
duas retas paralelas cortadas por uma reta transversal
é igual a 80º. Determine o ângulo obtuso.

6-) Sendo a paralela a b, calcule x.


7-) Na figura, sendo a//b, calcule x.

8-) Na figura abaixo, sendo r//s, calcule x e y.





CASD Vestibulares Geometria 270
9-) Na figura temos os ângulos α e β de lados
respectivamente paralelos.
Sendo α =8x e β =2x +30º, determine o suplemento
de β


10-) Calcule o valor de x + y, sendo r // s e t // v.


11-) Se as retas r e s são paralelas, determine x,y e z
nos casos:


12-) Determine o valor de x nos casos:

13-) Determine y nos casos:

14-) Determine x nos casos:

15-) Determine x e y nos casos:


16-) Determine os ângulos do triângulo nos casos:

17-) Se o triângulo ABC é isósceles de base BC ,
determine x nos casos:

18-) Determine α + β - γ nos casos:

19-) O triângulo ABC é isósceles de base BC .
Determine o valor de x nos casos:

20-) Determine o valor da incógnita (segmento com
“marcas iguais” são congruentes).




271 Geometria CASD Vestibulares
21-) Na figura abaixo, ED é paralela a BC . Sendo
BÂE igual a 80º e
ˆ
ABC igual a 35º, calcule a medida
de
ˆ
AED


Solução
Basta prolongar DE até que a reta DE
suur
encontre
AB .
Note que x é externo do triângulo APE.
Então:




22-) Determine o valor de x e y, sendo r // s.


23-) Calcule o valor de x, sendo r // s.



24-) Se r //s, calcule α


25-) Na figura abaixo, as retas r e s são paralelas.
Calcule α


26-) Na figura, calcule a medida do ângulo α , sendo r
// s.


27-) Na figura, AB é paralelo a CD .Sendo
ˆ
CDB =150º e
ˆ
ABC =25º, calcule
ˆ
CDB .

28-) Determine o valor de x.

29-) Calcule x no triângulo ABC da figura.



30-) Os ângulos internos de um triângulo são
proporcionais a 2,3e 4, respectivamente. Determine a
medida do maior deles.

Nos exercícios 31,32 e 33, no triângulo ABC, calcule
a(s) incógnita(s).




CASD Vestibulares Geometria 272
34-) Na figura, o triângulo ABC é isósceles de base
BC . Calcule o valor de x.


35-) Calcule x e y indicados na figura abaixo.



36-) a figura mostra um triângulo ABC, isósceles, de
base BC . Sendo BD bissetrizes, de
ˆ
ABCeCD bissetrizes de ACB, calcule o valor de x.


37-) O triângulo ACD da figura é isósceles de base
AD . Sendo 12º a medida do ângulo
ˆ
BAD e 20º a
medida do ângulo
ˆ
BAC , calcule a medida do ângulo
ˆ
ACD .


38-) Um ângulo externo da base de um triângulo
isósceles é os
5
4
do ângulo do vértice. Calcule os
ângulos desse triângulo.

39-) Num triângulo isósceles ABC, o ângulo do vértice
a vale
1
10
da soma dos ângulos externos em B e C.
Sendo BC a base do triângulo, determine o ângulo
Â.

40-) Num triângulo ABC, o ângulo obtuso formado
pelas bissetrizes dos ângulos
ˆ
B e
ˆ
C excede o
ângulo
ˆ
A em 76º. Determine Â.

41-) Prove que no triângulo ABC, da figura, vale a
relação
ˆ ˆ
B C α β − = − , sendo AD bissetriz do
ângulo
ˆ
BAC .


42-) Num triângulo ABC, o ângulo formado pelas
bissetrizes dos ângulos
ˆ
B e
ˆ
C , oposto a BC , é o
quíntuplo do ângulo
ˆ
A . Determine a medida do
ângulo
ˆ
A .

43-) Na figura abaixo, calcule o valor de x em função
de m.

44-) Num triângulo ABC qualquer, o ângulo oposto a
BC formado pelas bissetrizes dos ângulos internos
em B e C é igual ao suplemento do complemento da
metade do ângulo do vértice A.

Solução
Com os elementos caracterizados na figura, temos:



45-) Na figura, calcule o ângulo x, sendo α o triplo de
e β γ o sêxtuplo de β


46-) em um triângulo ABC, o ângulo do vértice A é
igual à oitava parte do ângulo obtuso formado pelas
bissetrizes dos ângulos adjacentes a BC . Determine
a medida do ângulo do vértice A.



273 Geometria CASD Vestibulares

47-) Um ângulo externo do vértice de um triângulo
isósceles mede 150º. Determine:
a-) os ângulos do triângulo
b-) o ângulo obtuso formado pelas bissetrizes dos
ângulos da base do triângulo;
c-) os ângulos formados pela bissetriz de um dos
ângulos da base e pela bissetriz do ângulo do vértice.

48-) Determine a medida do menor ângulo formado
pelas bissetrizes externas relativas aos vértices B e C
de um triângulo ABC, sabendo que o ângulo  mede
76º

solução



49-) Determine as medidas dos três ângulos de um
triângulo, sabendo que o segundo é os
3
2
do primeiro
e que o terceiro é a semi-soma dos dois primeiros.

50-) Os três ângulos de um triângulo são tais que o
segundo mede 28º menos que o primeiro e o terceiro
10º mais que o primeiro. Determine os três ângulos do
triângulo.

51-) Em um triângulo isósceles o ângulo do vértice é a
metade de cada um dos ângulos da base. Determine
os três ângulos do triângulo.

52-) Determine o ângulo formado pelas bissetrizes de
dois ângulos colaterais internos de duas retas
paralelas interceptadas por uma transversal qualquer.

53-) Na figura, determine a medida do ângulo α em
função de m.




54-) Num triângulo ABC qualquer, o ângulo
oposto a BC formado pelas bissetrizes dos ângulos
externos em B e C é igual ao complemento da metade
do ângulo do vértice A do triângulo.

55-) Na figura, sendo AB congruente a AC ,
AE congruente a AD ,calcule a medida do ângulo
ˆ
CDE , dado
ˆ
BAD =48º


56-) Determine a medida do ângulo do vértice A
do triângulo isósceles ABC, sabendo que os
segmentos BC , CD , , D E E F e F A são
congruentes.



57-) Na figura, o triângulo ABC é eqüilátero e o
triângulo é isósceles. Calcule o valor de 2x + y.



58-) considere o triângulo ABC, em que AB = AC
= 5cm e BC = 7cm. Sobre o lado BC tomamos um
ponto D tal que BD =3cm e pelo ponto D traçamos



CASD Vestibulares Geometria 274
DE e DF respectivamente paralelos a AC e
AB , com E em AB e F em AC . Calcule o
perímetro de AEDF.

60-) Da figura sabemos que AB = AC, Â =100º e AD =
BC. Determine x =
ˆ
CBD .


GABARITO


1-) a- 50º b-60º
2-) a-60º b- 70º
3-) a- x = 120º, y = 75º
b- x = 20, y = 50º
4-) 30º
5-) 160º
6-) 45º
7-) 7º12’
8-) 20º , 30º
9-)140º
10-) 180º
11-) a- x = 50º, y = 60º, z = 70º
b-x = 40º, y = z = 120º
12-)a- 50º b- 40º
13-)a- 110º b- 120º
14-)a- 60º b- 50º
15-) a- x = 30º, y = 40º
b- x = 30º, y = 30º
16-)a- 40º, 60º, 80º
b- 30º, 60º, 90º
17-) a- 40º b-45º c-120º d-105º
18-) a- 360º b- 900º
19-) a- 50º b- 36º c-70º
20-) a- 30º b- 55º c-80º d-36º e- 105º
f-25º g-x = 30º, y = 40º h- x = 15º, y = 40º
22-) x = 10º, y = 150º
23-) 72º
24-) 100º
25-) 52º
26-) 100º
27-) 5º
28-) 60º
29-) 15º
30-) 80º
31-) 110º
32-) 55º, 70º
33-) 70º
34-) 65º
35-) 70º, 125º
36-) 130º
37-) 116º
38-) 120º, 30º e 30º
39-) 20º
40-) 28
41-) α é externo no ABC ∆ e β é externo no ABC ∆ .
42-) 20º
43-) 2 m
45-) 50º
46-) a- 30º, 75º, 75º b- 105º c- 52º30’ e 127º30’
49-) 48º, 72º, 60º
50-) 66º, 38º, 76º
51-) 36º, 72º, 72º
52-) 90º
53-) 6 m
54-) Faça como o 48.
55-) 24º
56-) 20º
57-) 195º
58-) 10 cm
59-)





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275 Química Geral CASD Vestibulares
Química
F Fr re en nt te e I I
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 0 04 4

TEORIA DA REPULSÃO DOS PARES DE
ELÉTRONS DA CAMADA DE VALÊNCIA

Elaboradas em 1957 pelos químicos norte-
americanos Gillispie e Nyholm, a teoria da repulsão dos
pares de elétrons da camada de valência (também co-
nhecida como teoria VSEPR
1
), considerada que os pa-
res de elétrons da camada de valência – ligados ou não
a outros átomos – sofrem repulsão até os ângulos entre
eles serem máximos e iguais. Com isso a repulsão entre
eles torna-se mínima.


Embora não seja uma teoria completa, não
dando conta de fenômenos como o da ressonância, por
exemplo, é muito mais simples e rápida na predição de
geometrias moleculares.


A seguir, apresentamos a disposição adquirida
pelos pares de elétrons e geometria das moléculas que
possuem 2,3 ou 4 pares de elétrons na camada de va-
lência, onde se enquadram as moléculas mais importan-
tes.


Exemplo1:
Determine a disposição dos pares de elétrons em torno
do átomo central, as geometrias das moléculas e os
ângulos formados entre os átomos ligantes para cada
caso a seguir:
a-) formol (H
2
CO).

Resolução:
As configurações eletrônicas e os elétrons na camada
de valência são:


A formula eletrônica mostra a presença de 4 pa-
res de elétrons em torno do átomo central. Para efeito
desta teoria porém, devemos considerar as duplas e
triplas ligações como se fossem única, já que os elé-
trons ocupam a mesma região do espaço. Com 3 pares
de elétrons na camada de valência, a disposição dos
pares de elétrons é trigonal plana e a da molécula, tam-
bém.


b-) Cloreto de berílio (BeCl
2
).
Resolução:

A formula eletrônica mostra a presença de 2 pares de
elétrons em torno do átomo central. Com 2 pares de
elétrons na camada de valência, a disposição dos pares
de elétrons é linear e a da molécula, também.


c-) Água (H
2
O)
Resolução:
As configurações eletrônicas e os elétrons na camada
de valência são:

A formula eletrônica mostra a presença de 4 pares de
elétrons em torno do átomo central. Com 4 pares de
elétrons na camada de valência, a disposição dos elé-
trons é tetraédrica. Como 2 dos pares de elétrons não


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CASD Vestibulares Química Geral 276
são compartilhados, a molécula é angular (ou dobrada,
ou em forma de “V”). Embora o ângulo previsto (corres-
ponde a um tetraedro regular) seria 109º28’’. A teoria,
porém, preconiza que pares não compartilhados repe-
lem mais seus parceiros que os compartilhados. Com
isso, o ângulo entre os átomos de hidrogênio é um pou-
co menor, 104º, 5, em medidas experimentais.

Uma lista de moléculas importantes
A seguir, uma lista com as geometrias de molé-
culas e íons importantes. Estes casos devem ser com-
preendidos muito bem, pois a maior parte das moléculas
constituem substâncias importantes no ambiente e no
cotidiano. Também podemos usá-las como referencias
para outras moléculas importantes.



Moléculas com cinco e seis pares de elétrons na
camada de valência
As moléculas que se encaixam neste grupo
possuem um numero de pares de elétrons superior ao
octeto. Não são comuns no nosso cotidiano ou ambien-
te, mas constituem excelentes temas de pesquisas na
química.

A teoria da ligação de valência
Os enlaces entre orbitais
Essa teoria foi desenvolvida principalmente pelo quími-
co norte-americano Linus Pauling (1901-1996). Esta foi
a primeira teoria sobre ligação baseada extensamente
na química quântica. Vamos apresentar dois princípios
nos quais se baseia, assim:
1- As ligações entre os átomos ocorrem entre elé-
trons isolados num orbital. Na ligação, há empa-
relhamento com um elétron com spin oposto do
outro átomo.
2- Pelo menos uma região dos orbitais devem so-
frem interpenetração. Essa região é denomina-
do overlap.
No estudo que vamos desenvolver, serão levadas em
conta as interações entre os elétrons s e p. Por isso
vamos recordar suas geometrias e orientações espaci-
ais.








Moléculas com apenas ligação σ (sigma)

1- Moléculas do hidrogênio (H
2
)
Fazendo a configuração eletrênica de cada átomo dehi-
drogênio, observamos 1 elétron desemparelhado em
cada:

Considerando que a ligação ocorre para emparelhar
elétrons com spins opostos, teremos o overlap (interpe-
netração) de dois orbitais s, com sua forma característi-
ca esférica:


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277 Química Geral CASD Vestibulares



Após a ligação, os orbitais mudam sua forma: a probabi-
lidade de encontrar o elétron entre os núcleos aumenta.
Uma figura que representa esse fato é:



Moléculas onde uma reta passa por todos os núcleo
geometria denominada linear. É claro que como toda a
molécula blatômica, as de H
2
são lineares.
Observe que a região de interpenetração (overlap) está
sobre o eixo internuclear. Esse tipo de ligação é deno-
minado σ (sigma). Neste caso, podemos especificar
como σ (s – s), já que se formou na interpenetração de
dois orbitais do tipo s.

2-Moléculas do fluoreto de hidrogênio (HF)
Fazendo a configuração eletrônica dos átomos
de hidrogênio e flúor, observamos 1 elétrons desempa-
relhado em cada:


Considerando que a ligação ocorre para emparelhar
elétrons com spins opostos, teremos o overlap:




Após a ligação, os orbitais mudam sua forma: a probabi-
lidade de encontrar o elétron entre os núcleos aumenta.
Uma figura que representa esse fato é:



A geometria da molécula é linear. Novamente,
temos a região de interpenetração (overlap) está sobre
o eixo internuclear, por isso é uma ligação σ (sigma).
Neste caso, podemos especificar como σ (s – p), já que
se formou na interpenetração de um orbital do tipo s e
um do tipo p.
É comum a representação que utiliza apenas os
orbitais que efetivamente se ligam. No caso do flúor,
apenas um:




3- Moléculas de flúor (F
2
)
Fazendo a configuração eletrônica dos átomos
de flúor, observamos 1 elétron desemparelhado em
cada:


Considerando que a ligação ocorre com elétrons de-
semparelhados, teremos:



Podemos ter ainda as seguintes representações:


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Química Geral 278



A geometria da molécula é linear. Neste caso, a
ligação é classificada como σ (p – p), já que se formou
na interpenetração de um orbital do tipo p e um do tipo
p.
É comum a representação que utiliza apenas os
orbitais que efetivamente se ligam. No caso do flúor,
apenas um de cada átomo.

4-Moléculas da água (H
2
O)
Fazendo a configuração eletrônica dos átomos
de hidrogênio e oxigênio, temos 1 elétron desempare-
lhado em cada átomo de hidrogênio e 2 elétrons de-
semparelhados n o oxigênio. Serão necessários 2 áto-
mos de hidrogênio para um de oxigênio, o mesmo resul-
tado portanto, previsto pela regra do octeto
3
:

Considerando que a ligação ocorre com elétrons
desemparelhados, teremos dois átomos de hidrogênio
ligando-se a cada um dos dois orbitais semi-
preenchidos do oxigênio. Como esses orbitais são per-
pendiculares entre si, a geometria da água é dita angu-
lar, dobrada, ou em forma de “V”
Cada ligação é classificada como σ (s – p), já
que se formou na interpenetração de um orbital do tipo s
e um do tipo p:




5-moléculas da amônia (NH
3
)
As configurações eletrônicas dos átomos de ni-
trogênio e hidrogênio mostram que são necessários três
átomos de hidrogênio para um de hidrogênio:
Como os átomos de nitrogênio possuem três e-
létrons desemparelhados, são necessários três átomos
de hidrogênio para a ligação.


Com cada um dos três átomos de hidrogênio ligando-se
com orbitais s a cada um dos orbitais ilobulados p. te-
remos:



A geometria da molécula é denominada pirâmi-
de trigonal e cada ligação classificada como σ (s – p).

Moléculas com ligação σ (sigma) e π (pi)
1-moléculas do oxigênio (O
2
)
Fazendo a configuração eletrônica de cada á-
tomo de oxigênio, observamos 2 elétrons desempare-
lhados em cada um:


Vai ocorrer uma ligação dupla portanto e isso
muda as coisas. Como uma das ligações ocorre com os
orbitais p paralelamente ao eixo ( σ
p – p
) os outros orbi-
tais estão paralelos entre si e realizam overlaps acima e
abaixo do eixo internuclear. É a denominada ligação
π (pi)





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279 Química Geral CASD Vestibulares
Após a ligação, os orbitais mudam sua forma: a
probabilidade de encontrar o elétron entre os núcleos
aumenta e, essa região, deve ser representada maior.
Observe, ainda que a probabilidade de encontrar-se os
elétrons da ligação π no eixo internuclear (eixo x) é
nula:



Como toda a molécula biatômica, as de O
2
são
lineares.

2-Moléculas do nitrogênio (N
2
)
Fazendo a configuração eletrônica de cada á-
tomo de oxigênio, observamos 3 elétrons desempare-
lhados em cada um:

Teremos, com isso, uma ligação tripla. Como uma das
ligações ocorre com os orbitais p paralelamente ao eixo

p – p
) os outros orbitais estão paralelos entre si e rea-
lizam overlaps acima e abaixo do eixo internuclear. Te-
remos duas ligações p, perpendiculares uma em relação
à outra, que por vezes são denominadas p
x
e p
y
:


Após a ligação, os orbitais mudam sua forma: a
probabilidade de encontrar o elétron entre os núcleos
aumenta e, essa região, deve representada maior.
Observe novamente, que a probabilidade de
encontrar-se os elétrons das ligações π no eixo internu-
clear (eixo x) é nula. Como toda a molécula biatômica,
as de N
2
são lineares:


Sempre que existir possuir apenas uma ligação entre os
dois átomos (ligação simples), esta será σ . Ligações
suplementares, que caracterizarão ligações duplas e
triplas, serão do tipo π , porque o eixo internuclear já
estará ocupado. Dessa forma, podemos fazer a seguin-
te generalização:


Moléculas com hibridação e ligações σ

1- moléculas do berílio (BeX
2
) hibridação sp
Fazendo a configuração eletrônica do átomo de
berílio, não observamos elétrons desemparelhados e o
berílio não deveria fazer ligação alguma. Como sabe-
mos porém que é brivalente, formando moléculas como
BeH
2
, BeCl e outras, foi necessário um adendo à teo-
ria da ligação de valência.
Em primeiro lugar, imaginamos que um elétron
do sub-nível s possa ser promovido ao sub-nível p. Isso
é possível às custas de energia e o átomo ficou em
estado excitado. Com isso, temos os dois elétrons de-
semparelhados para realizar as duas ligações.



Ocorre que as equações da mecânica quântica mostram
que esses orbitais não se ligam mais como orbitais puro
s ou p, mas como misturas (híbridos) sp, com nova for-
ma e disposição no espaço. Tomaremos como regra,
que os orbitais híbridos afastam-se o mais possível uns
dos outros. Neste caso teremos moléculas lineares
(Fig.21 I e II); é o caso do hidreto de berílio. Após a
ligação, os orbitais mudam sua forma pois a probabili-
dade de encontrar o elétron entre os núcleos aumenta.
(Fig.21 III):


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CASD Vestibulares Química Geral 280


Observe que a região de interpenetração (over-
lap) está sobre o eixo internuclear e a ligação é denomi-
nada σ (s-sp), pois ocorre na interpenetração de um
orbital s e um orbital híbrido sp.

2. Moléculas do boro (BX
3
) hibridação sp
2

Na configuração eletrônica do átomo de boro,
observamos apenas um elétron desemparelhado e o
boro seria monovalente. Como sabemos que é trivalen-
te, formando moléculas como BH
3
, BeF
3
e outras racio-
cinamos de maneira análoga ao caso do berílio.
Primeiramente, um elétron do sub-nível s é
promovido ao sub-nível p, às custas de energia recebi-
da.
O átomo fica no estado excitado e três elétrons
desemparelhados para realizar as duas ligações. Os
átomos de boro ligar-se-ão como misturas (híbridos) de
um órbita s e dois p(s): hibridação sp
2
, com nova forma
e disposição no espaço. Com os orbitais híbridos afas-
tam-se o mais possível uns dos outros, teremos molécu-
las trigonais planas.

As ligações são do tipo σ (s – sp
2
), pois ocorre na inter-
penetração de um orbital s e um orbital híbrido sp
2
.

3. Moléculas do carbono (CX
4
) hibridação sp
3

Fazendo a configuração eletrônica do átomo de
carbono observamos dois elétrons desemparelhados.
Dessa forma, os átomos de carbono seriam bivalentes.
Na enorme maioria das moléculas, os átomos de carbo-
no apresentam-se tetravalentes, porém.
Procedendo como nos casos anteriores, imagi-
namos que um elétron do sub-nível s possa ser promo-
vido ao sub-nível p com o átomo permanecendo em
estado excitado. Com isso, temos os quatros elétrons
desemparelhados para realizar as duas ligações.



A hibridação é denominada sp
3
. Como os orbitais híbri-
dos afastam-se o mais possível uns dos outros, as mo-
léculas serão tetraédricas. Na formação do metano
(CH
4
), cada um dos quatro orbitais hibridizados sp
3
faz
overlaps com cada orbital s dos átomos de hidrogênio,
para fazer 4 ligações σ (s – sp
3
):



Podemos encontrar as mais diversas combinações de
orbitais. No clorofórmio (HCCl
3
), por exemplo, o átomo
de carbono também determina geometria tetraédrica.
Neste exemplo, porém, há uma ligação σ (s – sp
3
) e
três ligações σ (p – sp
3
):




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281 Química Geral CASD Vestibulares

Moléculas com hibridação e ligações –figura e –
figura

Átomo de carbono com uma ligação dupla e
duas simples: Além dos átomos de carbono com 4 liga-
ções simples, átomos de carbono também formam mo-
léculas com uma ligação dupla e duas ligações simples.
Neste caso, um dos orbitais p do átomo de carbono
deve fazer uma ligação ---figura. Restam para hibridizar,
um orbital s e dois orbitais p, a hibridação é sp
2
.



Na molécula de formaldeído (H
2
CO), por exem-
plo, dois do orbitais híbridos sp
2
ligam-se a dois orbitais
s dos átomos de hidrogênio em ligaçõesσ (s – sp
2
). O
terceiro orbital híbrido sp
2
liga-se a um orbital p do hi-
drogênio numa σ (p – sp
2
). Um orbital p que não hibri-
dizou do átomo de carbono liga-se a um orbital p do
átomo de oxigênio em ligação π .

A geometria da molécula é típica da hibridação
é sp
2
: trigonal plana.
Átomo de carbono com uma ligação tripla e uma
simples: Neste caso, dois dos orbitais p do átomo de
carbono devem fazer ligações π . Restam para hibridi-
zar, um orbital s e um orbital p, o que caracteriza a hi-
bridização é sp.


EXERCÍCIOS PROPOSTOS
Nível 1 (Básico )
Aula 8
1-) Defina a teoria da repulsão dos pares de elétrons da
camada de valência.
1-) Escreva as fórmulas de Lewis das moléculas a se-
guir.em seguida, dê as geometria através de um dese-
nho esquemático e um nome:
a-) H
2
S
b-) HCCl
3
c-) BF
3
d-) HCl

2-) Escreva as fórmulas de Lewis para os íons a seguir.
Em seguida, dê a geometria através de um desenho
esquemático e um nome:
a-) [H
3
O]
+

b-) [NH
4
]
+

c-) SO
4
2-

d-) NO
3
-


Aula 9
1-) Como ocorre uma ligação química covalente?
2-) O que é um overlap?
3-) O que é uma ligação sigma (σ )?
Aula 10
1-) O que é ligação π ?
2-) Defina hibridação.
3-) Qual geometria devemos esperar nas seguintes
hibridações:
a-) sp
b-) sp
2
c-) sp
3

Faça as configurações eletrônicas dos átomos que
compõe as moléculas dos exercícios 4 e 5 e determine
que tipo de orbitais sofrem overlap. Em seguida, repre-
sente os enlaces orbitais que formam as moléculas pro-
postas e classifique cada ligação em:


4-) H – N figura (Diimina)

5-) Represente os enlaces dos orbitais moleculares na
molécula do nitrogênio (N
2
):

6-) Complete corretamente o quadro a seguir:


Nível 2 (Médio)

Aula 8


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Química Geral 282
1-) Qual é o ângulo aproximado entre os átomos de
hidrogênio nas moléculas:

2-) Qual é a geometria esperada para a molécula de
acetileno? Qual é o ângulo formado pelos átomos de
hidrogênio?
3-) (Vunesp) A partir das configurações eletrônicas dos
átomos constituintes e das estruturas de Lewis:
a-) Determine as fórmulas dos compostos mais simples
que se formam entre os elementos:
I. hidrogênio e carbono;
II. hidrogênio e fósforo.
b-) Qual é a geometria de cada uma das moléculas for-
madas, considerando-se o número de pares de elétrons:
Dados: H = 1; C = 6; P = 15.
4-) (PUC) Com relação à geometria das moléculas, a
opção correta a seguir é:
a-) NO – linear
CO
2
– linear
NF
3
– piramidal
H
2
O – angular
BF
3
– trigonal plana

b-) NO – linear
CO
2
– angular
NF
3
– piramidal
H
2
O – angular
BF
3
– trigonal plana

c-) NO – linear
CO
2
– trigonal
NF
3
– trigonal
H
2
O – linear
BF
3
– piramidal

d-) NO – angular
CO
2
– linear
NF
3
– piramidal
H
2
O – angular
BF
3
– trigonal

d-) NO – angular
CO
2
– trigonal
NF
3
– trigonal
H
2
O – linear
BF
3
– piramidal
5-) (FEI) As moléculas do monóxido de carbono (CO) e
do dióxido de carbono (CO
2
) possuem diferenças nas
suas estruturas moleculares. Assinale a alternativa cor-
reta:
Dados: C = 6, O = 8

a-) CO tem ligações iônicas e CO
2
ligações covalentes
b-) CO tem duas ligações covalentes simples e CO
2
tem
duas ligações covalentes simples e duas dativas.
c-) ambas possuem duas ligações covalentes dativas
d-) CO possui duas ligações covalentes simples e uma
dativa e CO
2
possui quatro ligações covalentes simples.
e-) CO é linear e CO
2
é triangular.
6-) (MACK) A substância que apresenta geometria mo-
lecular linear é:
Dados:
1
H; C(4A); N(5A); O(6A); S(6A); C---figura(7A)
a-) NH
3
b-) H
2
SO
3
c-) CO
2
d-) CC—figura
4
e-)
H
2
O
7-) (USFM) Assinale a alternativa que apresenta apenas
moléculas contendo geometria piramidal.
a-) BF
3
– SO
3
– CH
4

b-) SO
3
– PH
3
– CHCl
3

c-) NCl
3
– CF
2
Cl
2
– BF
3

d-) POCl
2
– NH
3
– CH
4

e-) PH
3
– NCl
3
– PHCl
2

8-) Se enchermos quatro bexigas e amarrarmos todas
pelo bico de entrada de ar, estas sofrerão repulsão e os
ângulos entre elas serão máximos e iguais (se as bexi-
gas preenchidas tiverem forma e volume semelhante).
Qual é a disposição espacial esperada para o arranjo de
bexigas. Se não souber responder, procure realizar
praticamente.
9-) Se enchermos três bexigas e amarrarmos todas pelo
bico de entrada de ar, estas sofrerão repulsão e os ân-
gulos entre elas serão máximos e iguais (se as bexigas
preenchidas tiverem forma e volume semelhante). Qual
é a disposição espacial esperada para o arranjo de be-
xigas. Se não souber responder, procure realizar prati-
camente.

Aula 9
Faça as configurações eletrônicas dos átomos que
compõe as moléculas dos exercícios 1 a 6 e determine
que tipo de orbitais sofrem overlap. Em seguida, repre-
sente os enlaces orbitais que formam as moléculas pro-
postas e classifique cada ligação em:


1-) H – H (hidrogênio)

2-) H – C ---falta (Cloreto de hidrogênio)


3-) H – S – H (Sulfeto de hidrogênio)

4-) H – O – C---falta (Hipoclorito de hidrogênio ou ácido
hipocloroso)


__________________________________________________________________________________________________________________
283 Química Geral CASD Vestibulares


5-) H
2
N – NH
2
(Hidrazina)

6-) H – O – O – H (Peróxido de hidrogênio)


Aula 10
1-) (MACK) Nos compostos triclorometano e trifluoreto
de boro, o carbono e o boro apresentam, respectiva-
mente, hibridação:
Dados: Boro (nº atômico=5) e Carbono (nº atômico=6)
Cl (7A) e F (7A)
a-) sp
2
e sp
3
b-) sp
3
e sp
3
c-) sp
3
e sp d-) sp e sp
2

e-) sp
3
e sp
2


2-) (ITA) A(s) ligação(ões) carbono-hidrogênio existen-
te(s) na molécula de metano (CH
4
) pode(m) ser interpre-
tada(s) como sendo formada(s) pela interpenetração
frontal dos orbitais atômicos “s” do átomo de hidrogênio,
com os seguintes orbitais atômicos do átomo de carbo-
no:
Eteno: H
2
O = CH
2
; etino: H – C ≡ C – H
a-) quatro orbitais p
b-) quatro orbitais sp
3

c-) um orbital híbrido sp
3

d-) um orbital s e três orbitais p
e-) um orbital p e três orbitais sp
2

3-) (UERJ) Na composição de corretores do tipo “Liquid
Paper”, além de hidrocarbonetos e dióxido de titânio,
encontra-se a substância isocianato de alila, cuja fórmu-
la estrutural plana é representada por CH
2
–figura CH –
CH
2
– N = C = O. Com relação a esta molécula, é corre-
to afirmar que o número de carbonos com hibridação
sp
2
é igual a:
a-) 1 b-) 2 c-) 3 d-) 4
4-) (UFRS) O modelo de repulsão dos pares de elétrons
da camada de valência estabelece que a configuração
eletrônica dos elementos que constituem uma molécula
é responsável pela sua geometria molecular. Relacione
as moléculas com as respectivas geometrias:
Dados: Números atômicos: H = 1, C = 6, N = 7, O = 8, S
= 16
Coluna I – Geometria molecular
1 – linear
2 – quadrada
3 – trigonal plana
4 – angular
5 – piramidal trigonal
6 – bipirâmide trigonal

Coluna II – Moléculas
( ) SO
3

( ) NH
3

( ) CO
2

( ) SO
2


A relação numérica, de cima para baixo, da coluna II,
que estabelece a seqüência de associações corretas é?
a-) 5 – 3 – 1 – 4
b-) 3 – 5 – 4 – 6
c-) 3 – 5 – 1 – 4
d-) 5 – 3 – 2 – 1
e-) 2 – 3 – 1 – 6
5-) (MACK) O BeH
2
é uma molécula que apresenta:
Dados: números atômicos: Be = 4 e H = 1
a-) geométrica molecular linear
b-) ângulo de ligação igual a 120º
c-) o átomos de berílio com hibridação sp
2

d-) uma ligação covalente sigma s – s e uma ligação pi
e-) duas ligações covalentes sigma s – p
6-) (UERJ) O gosto amargo da cerveja é devido à se-
guinte substância de fórmula estrutural plana:

Essa substância, denominada mirceno, provém das
folhas de lúpulo adicionadas durante a fabricação da
bebida.
O número de ligações pi presentes na estrutura do mir-
ceno é igual a:
a-) 3 b-) 5 c-) 8 d-) 15
7-) (UFCE) Para ocorrer ligação covalente é necessário
que haja interpenetração frontal (linear) de orbitais e
também, em muitos casos, interação lateral de orbitais
dos dois átomos que se ligam. A figura ilustra, em ter-
mos de orbitais, a formação da molécula de:

Dados: Massas molares (g/mol): H = 1, O = 16, Na = 23,
Cl 35,5.

8-) Desenhe a geometria da molécula de enxofre gaso-
so (S
2
) e classifique as ligações em sigma ou pi.
(Consulte a tabela periódica para os elétrons de valên-
cia).
9-) Na molécula do aleno, de fórmula H
2
C=C=CH
2
CH
2
,
os átomos de carbono possuem hibridação:
a-) sp
2
b-) sp
2
e sp
3
c-) sp
3
d-) sp
2
e sp


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Química Geral 284

10-) Na molécula do aleno, de fórmula H
2
C = C = CH
2
,
os números de ligações sigma e pi são, respectivamen-
te:
a-) 6 e 2 b-) 4 e 2 c-) 2 e 2 e-) 2 e 4
11-) Com relação à molécula I
2
, determine:
a-) O tipo e número de ligações sigma e pi.
b-) A classificação da(s) ligação(ões) sigma.
c-) A geometria molecular.

(Consulte a tabela periódica para os elétrons de valên-
cia)

Nível 3 (difícil)
Aula 8
1-) Leia e responda:
a-) Escreva duas fórmulas eletrônicas para o ozônio,
uma cíclica e outra que represente a fórmula estrutural
O = O - O.
b-) Qual seria o ângulo aproximado formado pelos áto-
mos de oxigênio na molécula do O
3
, considerando-o
com fórmula figura? Qual seria o ângulo esperado se a
molécula fosse cíclica?
c-) Um dos ângulos em torno de um dos átomos do
ozônio é 121º, medido por métodos de difração de nêu-
trons e 117,5º, calculado por computadores.Qual das
duas fórmulas, angular ou cíclica é mais condizente com
os dados que dispomos?
2-) Quantos pares de elétrons há em torno do átomo
central na molécula do tetróxido de xenônio? Qual é a
geometria esperada?
3-) A teoria de repulsão dos pares de elétrons na cama-
da de valência (VSEPR) é capaz de prever a geometria
de várias moléculas. Assinale a associação incorreta:
a-) A molécula SO
2
apresenta geometria angular.
b-) A molécula SO
3
apresenta geometria trigonal plana.
c-) A molécula Cl
2
apresenta geometria linear.
d-) A molécula NH
3
apresenta geometria trigonal plana.
e-) A molécula SiH
4
apresenta geometria tetraédrica.
4-) Qual é o ângulo formado pelos átomos de hidrogê-
nio:
a-) no eteno? H
2
C = CH
2
?
b-) na amônia?

Aula 10
1-) (UERJ) O propeno, a seguir representado, é um
hidrocarboneto insaturado, constituindo-se em matéria-
prima importante para a fabricação de plásticos.


Sobre esse composto, podemos afirmar que:
a-) os carbonos C1 e C2 apresentam hibridização sp,
enquanto o carbono C3 apresenta hibridização sp
3
.
b-) a ligação entre os carbonos C2 e C3 é do tipo sigma
(s) e resulta da combinação entre um orbital atômico p
puro e um orbital atômico híbrido sp
3

c-) o ângulo de ligação s entre os hidrogênios do carbo-
no C1 é de 109,5º
d-) a ligação dupla entre os carbonos C1 e C2 é consti-
tuída por uma ligação pi (p) e uma ligação sigma (s)
e-) a ligação entre os carbonos C2 e C3 é mais curta
que a ligação entre os carbonos C1 e C2.
2-) Qual é a hibridação e a geometria na molécula do
Al I
3
?

3-) Que tipo ligações sigma devemos esperar no BH
3
e
BF
3
.

Desafio
1-) Se enchermos cinco bexigas e amarrarmos todas
pelo bico de entrada de ar, estas sofrerão repulsão e os
ângulos entre elas serão máximos e iguais (se as bexi-
gas preenchidas tiverem forma e volume semelhante).
Qual é a disposição espacial esperada para o arranjo de
bexigas. Se não souber responder, procure realizar
praticamente.

GABARITO
Nível 1 (Básico )
Aula 8
1-) Os pares de elétrons da camada de valência – liga-
dos ou não a outros átomos – sofrem repulsão até os
ângulos entre eles serem máximos e iguais. Com isso a
repulsão entre eles torna-se mínima.

2-)


3-)



__________________________________________________________________________________________________________________
285 Química Geral CASD Vestibulares
Aula 9
1-) Ocorre quando há a interpenetração de dois orbitais.
Vale observar que existia um elétron desemparelhado
em cada orbital antes da ligação.
2-) É a região onde ocorre a máxima probabilidade de
encontrar o elétron depois da ligação ter sido formada.
3-) Ocorre quando a interpenetração dos orbitais une os
núcleos através de um eixo. Para enxergar melhor, você
pode imaginar que a ligação sigma ocorre quando há
contato entre os orbitais ligantes.

Aula 10
1-) É a ligação que ocorre entre orbitais p paralelos.
Observe que não há contato entre os orbitais.
2-) É a união entre dois orbitais s e p.
3-) a-) linear
b-) trigonal
c-) tetraédrica
4-)

5-)

6-)

Nível 2 (Médio)

Aula 8
1-) a-) 120° b-) 109,5°
2-) a-) linear b-) 180°
3-)

4-) D 5-) D 6-) C 7-) E
8-) Tetraédrica
9-) Trigonal plana
Aula 9
1-)

2-)

3-)

4-)


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Química Geral 286

5-)

6-)


Aula 10
1-) E 2-) B 3-) B 4-) D 5-) A 6-) A 7-) D
8-)

9-) D 10-) A
11-) a-) 1 sigma e 0 pi.
b-) 1 sigma p-p.
c-) linear

Nível 3 (difícil)
Aula 8
1-)

2-) 4; tetraédrica
3-) D
4-) a-) 120°
b-) 107°27’ ou aproximadamente 107,5°.

Aula 10
1-) 26
2-) D
3-) sp
2
com geometria trigonal plana.
4-) s-sp
2
e p-sp
2
.
Desafio
1-) Bipiramidal (Hexaédrica):


287 Físico - Química CASD Vestibulares
Q Qu uí ím mi ic ca a
Frente II
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 4 4 - - T TE ER RM MO OQ QU UÍ ÍM MI IC CA A

1- INTRODUÇÃO

1.1-) Energia e reações químicas
Desde a Pré-História o homem utilizou
ENERGIA, Inicialmente, para se aquecer e cozer seus
alimentos. Com o passar dos séculos, para realizar
suas construções, seus deslocamento, etc. Na vida
moderna gastamos ENERGIA em grande quantidade:
nos transportes (automóveis, trens , aviões, etc.), nas
residências (fogões, geladeiras, televisores, etc.), nas
diversões (rádio, cinema, etc.) e assim por diante.
Podemos dizer que, em média, o homem moderno
consome, diariamente, 250.000kcal de energia contra
apenas 2000kcal consumidas pelo homem primitivo.


Um navio em movimento consome muita energia, que é
fornecida pelo combustível.


A implosão de um edifício só é possível com a energia
dos explosivos.

Os fogos de artifício liberam muita energia, o que
acontece através de várias reações químicas.

Com a freqüência, as reações químicas causam
variações de energia, e vice-versa, conforme
exemplificamos na tabela seguinte:
REAÇÕES QUÍMICAS
QUE PRODUZEM
VARIAÇÕES DE
ENERGIA
REAÇÕES QUÍMICAS
QUE SÃO PRODUZIDAS
POR VARIAÇÕES DE
ENERGIA
- Na queima de uma vela,
a variação de energia se
manifesta como LUZ
(ENERGIA LUMINOSA)
- A ENERGIA
LUMINOSA (LUZ)
provoca a fotossíntese
clorofiliana nos vegetais
Na queima de uma vela, a
variação de energia se
manifesta como LUZ
(ENERGIA LUMINOSA)
A ENERGIA LUMINOSA
(LUZ) provoca a
fotossíntese clorofiliana
nos vegetais.
Da reação química de uma
pilha (ou bateria)
aproveitamos a ENERGIA
ELÉTRICA.
Com e ENERGIA
ELÉTRICA se pode
provocar a reação de
cromoção de um pára-
choque de automóvel.
No motor de um
automóvel, a queima da
gasolina é transformada
em ENERGIA MECÂNICA
ou ENERGIA CINÉTICA.
Uma pancada violenta
(ENERGIA MECÂNICA)
pode provocar a
detonação de um
explosivo.

1.2- CALORIMETRIA

Como próprio nome indica, calorimetria é a
medida das quantidades de calor liberadas ou
absorvidas durante os fenômenos que observamos.
Neste ponto nosso estudo, é muito importante
lembrarmos a diferença entre quantidade de calor e
temperatura. Imaginemos, por exemplo, dois béqueres
respectivamente com 1l e 2 l de água, ambos em
ebulição e ao nível do mar.



A temperatura é a mesma (100ºC) nos dois
casos; no entanto, a quantidade de calor no segundo
béquer é o dobro daquela que existe no primeiro, já que
ali a quantidade de água também é o dobro.
Note que a temperatura de um corpo depende
da maior ou menor agitação (velocidade de translação,
de vibração e de rotação) das partículas (átomos,
moléculas ou íons) que constituem o corpo. A
quantidade de calor, por sua vez, depende da própria
temperatura e da massa total do sistema.

Unidades de quantidades de calor
Conforme já estudamos no volume 1, os
sistema de medida oficialmente adotado no Brasil é o
SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI), e a
unidade indicada pelo SI para medir energia (e,
portanto, calor) é o joule(J). Por definição.

Joule (J) é a energia (trabalho) decorrente da aplicação
de uma força de 1 newton numa distância de 1m, na
direção de aplicação de tal força.
Newton (N) é a força necessária para que 1 kg de
massa tenha uma aceleração de 1m/s
2




CASD Vestibulares Físico - Química 288
O quilojoule é o múltiplo do joule mais usado, sendo
que:
1 kJ = 1000J

Também se costuma expressar quantidade de
calor em calorias (cal)

Caloria é a quantidade de calor necessária para elevar
de 14,5ºC para 15,5ºC a temperatura de 1g de água.

Seu múltiplo mais empregado é a quilocaloria
(kcal), que é 1000 vezes maior que a caloria.
1 kcal = 1000 cal
Devemos ainda lembrar que: 1cal = 4,18 J

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1-) Quantos joules correspondem a 500 cal?
Resolução
1 cal ----------- 4,18J x = 2090 J ou x = 2,09 kJ
500 cal -------- x

2-) Uma reação produz 32,8 kcal, dentro de um
calorímetro de capacidade calorífica 20 cal/ºC, onde
existem 800g de água inicialmente a 20ºC. Qual a
temperatura final atingida pelo sistema?
Resolução:
( ) 32800 (800 20).( 20)
60º
C
Q m k t t
t C
= + ∆ ⇒ = + − ⇒
⇒ =


3-) (U.F.Uberlância-MG) Com o objetivo de determinar
o calor de reação entre 50ml de uma solução 1 molar
de HCI e 50ml de uma solução 1 molar de NaOH sob
pressão constante, um aluno obteve os seguintes
resultados:
- temperatura inicial da solução ácida = 25ºC
- temperatura inicial da solução alcalina = 25ºc
- temperatura após a mistura = 32ºC;
- massa aproximada da solução = 100g
a-) qual a quantidade de calor (em calorias) liberado na
reação?
b-) Na reação de 1mol de HCI com 1 mol de NaOH,
qual a quantidade de calor (em calorias) liberado?
c-) Essa reação pode ser classificada como exotérmica
ou endotérmica? Explique.
(calor especifico da água = 1cal/g . ºC)
Resolução
a-)
. . 100.1.(32 25)
700
Q mc t Q
Q cal
= ∆ ⇒ = − ⇒
⇒ =

b-) Na reação foram empregados
. 0,050.1 0,050 V m= = mol de HCI e igual quantidade de
NaOH.
Temos então:
0,50mol 700cal x = 14 000cal
1 mol x
c-) como liberou calor, a reação é classificada como
exotérmica.

2- POR QUE OCORREM AS TROCAS DE CALOR
NAS REAÇÕES QUÍMICAS?

2.1-) Energia interna
De um modo geral, podemos considerar que
existem dois tipos de energia - a ENERGIA CINÉTICA
E A ENERGIA POTENCIAL
A energia cinética, como próprio nome diz, é a
energia que está associada ao movimento, como, por
exemplo: a energia de uma pedra rolando montanha
abaixo; a energia das águas numa cachoeira; a energia
do vento; a energia elétrica (fluxo de elétrons) que
percorre um condutor elétrico; as energias radiantes,
como a energia solar; e a energia do próprio calor ao se
transferir de um corpo para outro.
A energia potencial é a que fica armazenada
num sistema e que pode ser aproveitada
posteriormente para produzir algum trabalho. É o caso
da energia que um corpo tem devido à altura em que se
encontra.
Exemplos: ao descerem, os “pesos” de um relógio
carrilhão realizam um trabalho que movimenta seus
ponteiros; a água de uma represa, ao cair numa usina,
produz eletricidade; a energia potencial de uma mola
comprimida (como num relógio de corda) ou de um
elástico esticado (como num estilingue); etc.
Desse modo, a explicação do calor liberado ou
absorvido por uma reação é muito simples. Podemos
admitir que toda e qualquer substância possui uma
certa quantidade de energia interna ou potencial (E)
armazenada em seu interior, parte na forma de energia
química (nas ligações entre os átomos, na coesão entre
as moléculas, etc.) e parte na forma de energia térmica
(nos movimentos de translação, rotação vibração de
átomos e moléculas).Desse modo, ao se processar
uma reação química:

a-) Se a soma das energias internas dos reagentes
(energia inicial = E
reag
) for maior que a soma das
energias internas dos produtos formados (energia final
= E
prod
), haverá uma sobra de energia e,
conseqüentemente, a reação irá liberar calor (reação
exotérmica);


b-) ao contrario, se a energia das moléculas iniciais
(E
reag
) for menor que a das moléculas finais (E
prod
), a
reação só poderá se processar com, no mínimo, o
fornecimento da energia que está faltando; em outras
palavras, a reação só poderá realizar-se absorvendo
calor (reação endotérmica).




289 Físico - Química CASD Vestibulares
Compare, a seguir, os dois exemplos abaixo, ambos
representando processos que liberam energia.





Nas reações químicas, considera-se como
variação da energia interna a diferença E
prod
- E
reag
,
que é representada por E ∆ (a letra grega ∆, delta
maiúscula, é tradicionalmente empregada para indicar
diferenças);
Portanto:
prod reag
E E E ∆ = − E
prod
= energia final
E
reag
= energia inicial

Acompanhando os esquemas anteriores, veja
que numa reação exotérmica (como, por exemplo, a
queima do carvão):
0
prod reag
E E E < ⇒ ∆ > ( ∆E negativo)

Ao contrario, numa reação endotérmica:
0
prod reag
E E E > ⇒ ∆ > ( ∆E positivo)

Note que a perda ou ganho total de energia das
moléculas ( ∆E) é sempre numericamente igual à
quantidade total de calor liberado ou absorvido na
reação, a volume constante (Q
v
).

No entanto, costuma-se convencionar que a
quantidade de calor é positiva quando liberada pela
reação (reação exotérmica); desse modo, para
respeitar os sinais de ∆E, vistos acima, devemos
escrever:
Q
v
= - ∆E

Portanto:
• numa reação exotérmica:
Q
v
> 0 - Q
v
é positivo (nós ganhamos calor)
∆E < 0 - ∆E é negativo (as moléculas perdem
energia)

• numa reação endotérmica
Q
v
< 0 – Q
v
é negativo (nós gastamos calor)
∆E > 0 - ∆E é positivo (as moléculas ganham energia)

Observação
Para entendermos melhor a convenção de
sinais algébricos dada acima, podemos repetir a
explicação final, falando agora em termos de sistema
em reação e meio ambiente:

- numa reação exotérmica o meio ambiente ganha
calor (aumento = variação positiva) à custa do sistema
em reação que perde energia (diminuição = variação
negativa);


- numa reação endotérmica o meio ambiente perde
calor (diminuição = variação negativa), cedendo-o ao
sistema em reação que ganha energia (aumento =
variação positiva)


2.2-) ENTALPIA
Na bomba calorimétrica a reação se processa
num recipiente fechado, de volume constante. Na
pratica, contudo, é mais comum a reação se processar
“em aberto”, isto é, em contato com o ar.
Consideremos, por exemplo, a reação:

Lembrando que, de um modo geral, o volume dos
sólidos é desprezível em relação ao volume dos gases,
podemos, na reação acima, desprezar o volume do
carbono (sólido) e raciocinar apenas com os volumes
do O
2
e do CO (gasoso); temos então:



CASD Vestibulares Físico - Química 290


O que ocorre, então, nessa reação? O volume se
duplica (sob pressão e temperatura constante)
simplesmente porque também se duplica o numero de
mols gasosos. Ora, se a reação ocorrer em contato
com a atmosfera, os gases só poderão duplicar seu
volume empurrando o ar atmosférico ao seu redor e,
portanto, realizando um trabalho de expansão (σ )
contra pressão atmosférica. E de onde vem a energia
necessária a esse trabalho de expansão? Só pode vir
da própria energia da reação.


Desse modo, chegamos à seguinte conclusão: se na
bomba calorimétrica (que possui volume constante) não
há trabalho de expansão, a energia aí liberada (calor a
volume constante = Q
v
) é a medida da energia total
liberada numa reação química. Subtraindo, então, de
Q
v
o trabalho de expansão (σ ), obtemos a quantidade
de calor liberado na reação em aberto:

Observe que estamos admitindo que a pressão
atmosférica se mantém constante no local onde é feita
a reação química; por isso, Q
p
é denominado calor a
pressão constante.
Em resumo, temos:
Q
v
= calor a volume constante (medido na bomba
calorimétrica)
Q
p
= calor a pressão constante (calculando a partir de
Q
v
e σ )
σ = trabalho de expansão

Por convenção:
σ >0 – quando há expansão (o sistema reagente
gasta energia”empurrando” o ar atmosférica);
σ <0 - quando há contração (o sistema em reação
ganha energia, sendo empurrado pelo ar atmosférico).

Vimos, na pagina anterior, que:

De modo análogo,

Nessa ultima linha introduzimos uma nova grandeza,
denominada ENTALPIA ou CONTEÚDO DE CALOR
(H), a qual depende das substancias que participam da
reação química.
Significado da variação de entalpia( ∆H): Q
p
e,
portanto, ∆H medem o calor a pressão constante (isto
é, a energia que sobra da reação, pra produzir calor,
depois de descontado o trabalho de expansão).
Na equação Q
p
= Q
v
- σ , substituindo Q
p
= - ∆H e Q
v
=
- ∆E, temos: - ∆H = - ∆E -σ
Ou seja: ∆H = ∆E + σ

Note que as formulas: Q
p
= Q
v
- σ , -Q
p
= ∆E + σ e
∆H = ∆E +σ são equivalentes e traduzem o
PRIMEIRO PRINCIPIO DA TERMODINÂMICA ou
PRINCIPIO DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA, que
diz:

A energia não pode ser criada nem destruída, apenas
transformada.

Ou
Num sistema isolado, a quantidade total de energia é
constante.

Ou, ainda
A energia total, no universo, é constante.

O principio da Conservação de energia surgiu na
década de 1840, como resultado dos estudos do
cientista inglês James Joule e dos cientistas alemães
Julius von Mayer e Hermam von Helmholtz.
Os exemplos a seguir mostram a validade desse
principio na natureza.
- quando um corpo cai, ele perde energia
potencial e ganha igual quantidade de energia
cinética, representada pelo movimento do
corpo;
- quando esticamos o elástico de um estilingue,
gastamos nossa energia; esta fica armazenada
no elástico e é transferida à pedra quando
soltamos o elástico.
- Numa reação química quando as moléculas
perdem energia interna ou potencial (que é
uma energia química), os ganhamos igual
quantidade de calor + trabalho.
Enfim, o principio da Conservação da Energia nos
ensina o seguinte: sempre que um sistema sofre uma
transformação física e/ou química, podemos fazer uma
CONTABILIDADE DA ENERGIA ou BALANÇO
ENERGÉTICO, e constatar que a energia total ganha é
sempre à energia total perdida. Em outras palavras,
podemos transformar uma forma de energia em outra,
mas quantidade total de energia permanece sempre
constante.
Outra conclusão importante desse principio é
que nenhuma maquina pode produzir energia suficiente
para mover-se a si própria, isto é, não pode existir o
chamado moto continuo. Daí também se origina a frase:
“não se pode obter alguma coisa a partir do nada.”

Observação:
O Principio da Conservação da Energia tem
grande analogia com o principio da conservação da
matéria (Lei de Lavoisier) da Química. Se lembrarmos,
agora, a possibilidade de transformação de matéria em



291 Físico - Química CASD Vestibulares
energia, e vice-versa, estabelecida por Einstein em sua
equação
∆E = ∆m.c
2
, concluímos que os dois princípios
podem ser reunidos em um único: num sistema
isolado, a quantidade total de matéria e energia é
constante.
Finalizando, voltamos a afirmar que na pratica é
muito comum uma reação química se processar em
aberto do que num recipiente fechado. Por esse motivo,
a variação de entalpia ( ∆H) é de uso mais freqüente
que a variação de energia interna ( ∆E). De fato,
atualmente, quando se fala em calor de reação,
devemos pensar imediatamente em Q
p
, isto é, em ∆H.
Sendo assim, é importante relembrar as idéias e
convenções, através dos exemplos mencionados
abaixo, em que apresentamos os denominados
DIAGRAMA DE ENERGIA:

Primeiro exemplo
Reação exotérmica

Q
p
>0 – Q
p
é positivo (nós ganhamos a energia perdida
pelas moléculas)
H
prod
– H
reag
= ∆H<0 - ∆H é negativo (as moléculas
perdem energia; veja, no gráfico, que as moléculas
caem para um nível mais baixo)

Na reação acima mencionada, a experiência revela
que:
Q
p
= - ∆H =94 kcal
Conseqüentemente, podemos escrever:

Atualmente, esta última representação é mais comum.

Segundo exemplo
Reação endotérmica

Q
p
<0 – Q
p
é negativo (nós vamos fornecer o calor que
a reação precisa absorver para se processar)
H
prod
– H
reag
= ∆H>0 - ∆H é positivo (as moléculas
ganham energia; veja, no gráfico, que as moléculas
sobem para um nível mais alto).

Nessa reação, a experiência revela que:

Portanto, podemos escrever:

Ou, mudando de membro, com as equações
matemáticas:

No entanto, a representação usual é:


EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1-) (Unicamp-SP) Um botijão de gás de cozinha,
contendo butano, foi utilizado em um fogão durante um
certo tempo, apresentando uma diminuição de massa
de 1,0kg. Sabendo-se que:

a-) qual a quantidade de calor que foi produzida no
fogão devido à combustão do butano?
b-) qual o volume, a 25ºC e 1,0 atm, de butano
consumido?
(o volume molar de um gás ideal a 25ºC e 1,0 atm é
iagual a 24,5 l . Massas atômicas relativas: C =12; H =
1)
Resolução
a-)

b-)



2-) Calcule o trabalho de expansão realizado, a 127ºC,
pela equação:



a-) para as quantidades escritas na equação;
b-) em relação a 1mol de C
2
H
6


Resolução:



CASD Vestibulares Físico - Química 292
a-)

(Nesse calculo só consideramos os gases,
desprezando sólidos e líquidos.)

Portanto:
b-) o valor que acabamos de calcular, 800cal,
corresponde à equação escrita no enunciado, em que
aparecem 2 mols de C
2
H
6
: portanto, para 1 mol de C
2
H
6

temos a metade do valor anterior: 400cal

3-) Numa reação química, em fase gasosa, a 127ºC,
ocorre um aumento de números de mols igual a 1. Se a
variação da energia interna é 5-6kcal, qual será a
variação de entalpia?
Resolução:


3. FATORES QUE INFLUEM NAS ENTALPIAS (OU
CALORES) DAS REAÇÕES

Já vimos que o fato de a reação química ser
efetuada a volume constante ou a pressão constante
influi na quantidade de calor liberada ou absorvida pela
reação, dando origem ao ∆E ou ao ∆H,
respectivamente. Vimos, ainda, como calcular ∆H a
partir de ∆E. foi também esclarecido que a variação de
entalpia ( ∆H) corresponde ao calor de reação, mais
comum e o mais usado na pratica. Desse modo, fica
estabelecido que, a partir deste ponto, quando falarmos
em calor de reação, estaremos os referindo à variação
de entalpia que acompanha a reação.
Evidentemente, a quantidade de calor liberada
ou absorvida numa reação depende, em primeiro lugar,
das quantidades dos reagentes que participam da
reação. Por convenção, considera-se que o valor de
∆H, escrito ao lado de uma equação química, seja
referente às quantidades molares escritas na equação;
por exemplo, a equação.


Já indica que há liberação de 116,24 kcal
quando 2 mols de hidrogênio reagem com 1mol de
oxigênio, produzindo 2mols de água.
Se a equação for multiplicada ou dividida por
um numero, o mesmo acontecera com a quantidade de
calor, assim, por exemplo, dividindo a equação acima
por 2, temos:


A entalpia de uma reação química depende
também de uma serie de fatores físicos, presentes
durante essa reação. É o que estudaremos agora.

3.1-) Influencia do estado físico dos reagentes e dos
produtos da reação
Considere os seguintes exemplos, a 1 atm e
25ºC

Notamos que o simples fato de a água formada
se apresentar nos estados de vapor, liquido e sólido
(gelo) já acelerou a entalpia da reação:
Graficamente, temos:

Por que aconteceu isso?
Porque o próprio fenômeno físico de mudança de
estado é acompanhado de liberação ou absorção de
calor (calor latente de fusão ou de vaporização); ora,
esse calor aparece na contabilidade referente à entalpia
da reação química.
De fato, o calor latente de vaporização da água
é 580cal/g a 25ºC; isso significa que 1g de água
absorve 580cal para evaporar, a 25ºC; ou, ao contrario,
que 1g de vapor de água libera 580cal para condensar
(voltar à forma liquida), a 225ºC. Como a equação da
formação da água se refere a 1 mol (18g) de H
2
O,
temos: 580.18 = 10440cal = 10,44kcal.
Então chegamos à seguinte conclusão:
- a primeira reação produz 1mol de H
2
O (vapor) e libera
58,12kcal: ∆H
1
= 58,12kcal
- a segunda reação produz 1mol de H
2
O (liquida) e
deve liberar os mesmos 58,12kcal, acrescidos dos
10,44 kcal correspondentes à condensação de 1mol de
vapor de água: 58,12+10,44 = 68,56; portanto
chegamos a ∆ H
2
= -68,56 kcal/mol
mostrado na segunda reação.
Analogamente, o calor latente de fusão o gelo é
80cal/g a 25°C; portanto, 80.18 = 1440cal/mol = 1,4 4
kcal/mol. Conseqüentemente, quando a reação forma
gelo (H
2
O sólida), teremos, além das 68,56 kcal
anteriores, um adicional de 1,44 kcal devido à
solidificação da água; 38,56 + 1,44 = 70,00 kcal, isto é:
∆H
2
= -70,00 kcal/mol
Voltando ao gráfico anterior, é importante
observar:
∆H
fus
= +1,44 kcal, que é chamada entalpia (ou calor)
molar de fusão
∆H
vap.
= + 10,44 kcal, que é chamada entalpia (ou
calor) molar de vaporização



293 Físico - Química CASD Vestibulares
Observamos, ainda que a entalpia ou conteúdo
de calor da água no estado de vapor é o mais alto, no
estado liquido é médio, no estado sólido é o mais baixo,
uma vez que a agitação das moléculas decresce nessa
ordem.

3.2-) Influencia da alotropia
Influem também, na entalpia ou calor de uma
reação as diferentes formas alotrópicas apresentadas
pelos elementos químicos, como:
-carbono, como grafite ou diamante
- enxofre, monoclínico ou rômbico
- fósforo, branco ou vermelho
- oxigênio, como oxigênio comum (O
2
) ou ozônio (O
3
)
Por exemplo:




Por que acontece isso?
Porque o diamante possui, em sua estrutura cristalina,
mais entalpia, ou conteúdo de calor “acumulado” do
que a grafite; por ocasião da queima, essa quantidade
adicional de conteúdo de calor é liberada, o que explica
o maior ∆H da segunda reação. Mais uma vez, vemos
em funcionamento a contabilidade de energia (ou
balanço energético) exigida pelo PRINCIPIO DE
CONSERVAÇÃO DE ENERGIA.
Graficamente temos:

Nesse gráfico, notamos ainda que a diferença:

Corresponde à reação:
Ou, processo inverso:
Outros exemplos comuns são:




Como regra geral podemos dizer que a forma
cristalina de entalpia maior é mais reativa; a de entalpia
menor é mais estável, e mais abundante quando
ocorre na natureza. Dos gráficos anteriores concluímos,
então, que:
- a grafite é mais estável que o diamante
- o enxofre rômbico é mais estável que o monoclínico
- o fósforo vermelho é mais estável que o branco

3.3-) Influencia da dissolução
Você já reparou que a dissolução da soda
cáustica (NaOH) na água é acompanhada por
aquecimento?
Nesse caso, dizemos que a dissolução é exotérmica.
Outras vezes, a dissolução é endotérmica. Por
exemplo, dissolvendo tiossulfato de sódio (Na
2
S
2
O
3
) em
água, a solução fica gelada.
Vamos imaginar agora a seguinte experiência:
1 mol de ácido sulfúrico (H
2
SO
4
) é dissolvido a 25ºC em
quantidades crescentes de água. Verificamos que, até
certo limite, quanto maior a quantidade de água maior
será o calor total liberado na dissolução, de acordo com
a seguinte tabela:


Fazendo em gráfico, temos:

Falamos então em:
- entalpia (ou calor) de dissolução de 1mol de H
2
SO
4

numa certa quantidade de água; por exemplo, em
2mols de água:
∆H
1
= -9,8 kcal




CASD Vestibulares Físico - Química 294
- entalpia (ou calor) de diluição de 1mol de H
2
SO
4
de
uma quantidade para outra quantidade maior de
água; por exemplo, de 4 para 8 mols de água:
∆H
2
= -15,1 – (-13,0) = -2,1 kcal

Por fim, notamos que, mesmo aumentando
infinitamente a quantidade de água de dissolução, a
quantidade total de calor liberado tende para um certo
limite. Essa quantidade máxima de calor, que é
liberada pela dissolução de 1 mol de ácido sulfúrico, é
denominada entalpia (ou calor) de diluição total ou
infinita da substancia, e escreve-se:


onde a abreviação aq indica meio aquoso
evidentemente, falar em diluição total ou infinita é
apenas força de expressão. No exemplo anterior não é
necessário dissolver 1mol de H
2
SO
4
numa quantidade
“infinita” de água para que haja liberação de 20,2 kcal,
pois com 20 ou 30 mols de água já se consegue esse
resultado.
Devemos salientar que nas reações em solução
se admite sempre que os reagentes já estejam nesse
estado de diluição total ou infinita.
Por fim, é importante observar que esses calores de
dissolução (ou de diluição) dependem não só do soluto,
mas também do solvente utilizados.

Leitura compressas de emergência
Uma aplicação interessante do calor de
dissolução são as compressas de emergência, que
estão à venda em vários paises. Elas são usadas como
primeiro-socorro nas contusões sofridas, por
exemplo,em praticas esportivas. Existe a compressa
quente, que é um saco de plástico com uma ampola de
água de água e um produto químico seco (cloreto de
cálcio ou sulfato de magnésio por exemplo). Com uma
pequena pancada se quebra a ampola, cuja água
dissolve então o produto químico, liberando calor:


Analogamente, a compressa fria contem um produto
químico de dissolução endotérmica (como nitrato de
amônio, por exemplo)



3.4-) Influência da temperatura na qual se efetua a
reação química
Considere os seguintes exemplos:



Por que ∆H
1
é diferente de ∆H
2
?
Simplesmente porque a quantidade de calor ( ∆H
3
),
necessária para aquecer a mistura H
2
+ Cl
2
de 15ºC
para 75ºC, é diferente da quantidade de calor ( ∆H
4
)
necessária para aquecer 2 CHl, de 15ºC para 75ºC, em
decorrência da diferença entre o calor especifico entre
o calor da mistura H
2
+ Cl
2
e o calor especifico do HCl.
Mais uma vez estamos fazendo uma contabilidade de
energia, como nos obriga o principio da conservação da
energia.

3.5-) Influencia da pressão
A pressão praticamente não influi nos calores
de reação que envolvam sólidos e líquidos. Meso em
reações que envolvam gases, a influencia da pressão é
muito pequena, e só se torna perceptível em pressões
elevadíssimas (da ordem de 1.000atm). Sendo assim,
não devemos nos preocupar com a influencia da
pressão em nossos cálculos.

4. EQUAÇÃO TERMOQUÍMICA

É a equação química à qual acrescentamos a
entalpia da reação e na qual mencionamos todos os
fatores que possam influir no valor dessa entalpia, de
acordo com o que já vimos nos itens anteriores.
Exemplos:



É importante observar que a quantidade de
calor, expressa pelo ∆H, sempre se refere às
quantidades dois reagentes e dos produtos que
aparecem escritos na equação termoquímica.
Como já dissemos, antigamente as equações
termoquímicas eram escritas colocando-se o calor
como um “componente” da própria equação. Por
exemplo, a primeira das equações escritas acima
ficaria.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1-) Coloque as reações mencinadas abaixo em ordem
crescente de liberação de calor, indicando esse fato
através do gráfico de entalpia

Resolução:
Á medida que uma substancia passa, sucessivamente,
do estado sólido para o liquido e para o gasoso, sua
entalpia ou conteúdo de calor vai aumentando.
Aplicando essa idéia ao enxofre, que é o único que se
altera fisicamente nas três reações dadas, e



295 Físico - Química CASD Vestibulares
considerando que a reação de combustão é sempre
exotérmica, temos o gráfico abaixo.

Note que ∆H
1
, ∆H
2
e ∆H
3
são negativos (reação
exotérmica), mas em valor absoluto temos:

que representa a ordem de liberação de calor, pois Q
p
=
- ∆H
concluímos então que o enxofre gasoso, ao queimar-se
, libera mais calor que o enxofre liquido, e este libera
mais calor do que o enxofre sólido.

2-) (Fuvest-SP) Considere os seguintes dados:


Quantas quilocalorias são necessárias para vaporizar
120g de carbono grafítico? 9massa atômica do carbono
= 12.)
Resolução
Façamos o gráfico que representa os dados do
problema:

Vemos, no gráfico, que ∆H representa a passagem do
nível do C grafite par o nível do C gasoso.



Isso indica que são necessárias 172 kcal para
transformar 1mol (12g) de C grafite em C gasoso.
Considerando que o problema se refere a 120g de
carbono grafítico, temos:


3-) Sabendo-se que:


perguntam-se:
a-) a reação é exotérmica ou endotérmica?
b-) qual é a quantidade de calor envolvida na
neutralização de 146g de HCl(aq), segundo a equação
acima?
Resolução:
a-) A reação é exotérmica, de acordo com o valor
negativo do ∆H dado.
b-) Da própria equação concluímos que:


EXERCÍCIOS PROPOSTOS

Nível Básico
1-) Num saquinho hermético, tipo “zip”, foi colocada
certa quantidade de gelo seco – CO
2(s)
. Sobre o
conjunto uma pequena tara. Após algum tempo, o
sólido desapareceu, e o saquinho inchou, elevando a
tara.
a-) escreva a equação da transformação de estado
sofrida e dê nome a essa transformação.
b-) qual foi o sentido da troca de calor? Indique se o
∆H é maior ou menor que zero.
c-) Há outro tipo de energia trocada entre sistema e
ambiente, além de calor. Qual?

2-) Escreva as equações termoquímicas, utilizando
todos os símbolos necessários, incluindo ∆H, para os
processos descritos a seguir:
a-)

b-)


3-) Transforme a frase a seguir numa equação
termoquímica:
“Na combustão completa de 2mols de álcool etílico
(C
2
H
5
OH) liquido, este reage com 6 mols de O
2
gasoso
e 6 mols de água gasosa. A energia liberada no
processo é 1.368.000 joules.”
Classifique-a como endo ou exotérmica.

4-) Em relação ao exercício anterior, escreva a equação
termoquímica da reação inversa para a produção de



CASD Vestibulares Físico - Química 296
1mol de etanol. Classifique-a como endotérmica ou
exotérmica.

5-) Qual é a energia absorvida na vaporização de 4,50g
de água? Escreva a equação correspondente.
Dado: ∆H
vap
(H
2
O) = + 44kJ

6-) Classifique cada transformação abaixo em
exotérmica ou endotérmica.


7-UFRJ-) Se o efeito térmico da reação A + B →R + S
é ∆Hº298, o efeito térmico da reação química 2R +
2S→2
A
+ 2B é igual a
a-( ) - ∆Hº 298
b-( ) –1/2 ∆Hº 298
c-( ) -2 ∆Hº 298
d-( ) ∆Hº 298
e-( ) 1/ ∆Hº 298

8-Mack-) Relativamente às equações abaixo, fazem-se
as seguintes afirmações:
( ) 2( ) 2
( ) 2( ) 2( )
94, 0
94, 5
grafite s g
diamante s g g
C O CO
H kcal
C O CO
H kcal
+ →
∆ = −
+ →
∆ = −

I-) C
grafite
é a forma alotrópica menos energética.
II-) as duas reações são endotérmicas.
III-) se ocorrer a transformação de C
(diamante)
em C
grafite

haverá liberação de energia.
IV-) C
diamante
é a forma alotrópica mais estável.

São corretas:
a-( ) I e II, somente
b-( ) I e III, somente
c-( ) I, II e III, somente
d-( ) II e IV, somente
e-( ) I,III e IV, somente


9-UFPE-) Identifique cada afirmativa como verdadeira
ou falsa:
( ) a energia interna de um sistema isolado não pode
variar.
( ) num processo endotérmico calor é transferido para
o meio ambiente.
( ) processos com variação de entalpia positivo não
podem ocorrer.
( ) uma transformação liquido →vapor é um processo
endotérmico.
( ) um processo exotérmica é aquele que ocorre a
temperatura constante.

10-Mack-) Observando o diagrama a seguir, é correto
afirmar que:

Dadas as massas molares (g/mol)
H = 1 e O = 16
a-( ) para vaporizar 18g de água são liberados 10,5
kcal.
b-( ) o calor de reação, na síntese da água liquida, é
igual ao da água gasosa.
c-( ) a entalpia molar de vaporização da água é +10,5
kcal.
d-( ) a síntese da água gasosa libera mais calor que a
da água liquida.
e-( ) o ∆H na síntese de água gasosa é igual a –126,1
kcal/mol.

Nível Intermediário

11-) Dada a equação termoquímica:
3/2O
2
→O
3
(ozônio)-142.700
a-) classifique-a em endotérmica ou exotérmica e
determine o ∆H.
b-) escreva a equação termoquimica da conversão do
alótropo menos estável no mais estável utilizando os
menores coeficientes estequiométricos inteiros.

12-) A partir da equação termoquímica a seguir:

a-) Determine a energia liberada na combustão de 80g
de metano.
b-) a energia liberada junto com 0,5mol de H
2
O

13-) Classifique em endotérmico ou exotérmico, cada
processo a seguir:
a-) a queima da parafina de uma vela.
b-) a dissolução do ácido sulfúrico na água liquida.
c-) a combustão do álcool hidratado em motores de
automóvel.
d-) a formação de um iceberg a partir da água do mar.

14-) Dada a equação termoquímica:
2 (1) 2 ( )
10
g
H O H O
H kcal

∆ = +

Determine a energia necessária para vaporizar
completamente 90g de água.
Dados: (H = 1, O = 16)




297 Físico - Química CASD Vestibulares
15-) Dadas as entalpias de combustão (em kcal/mol):
( ) 2( ) 2 5 ( )
94 58 327
g g g
C H C H OH ⇒ − ⇒ − ⇒ −
Determine qual é o combustível que libera maior
quantidade de energia por grama.
(C = 12, O = 16, H = 1)

16-GV-) Para a geração de energia mediante queima
de carvão analisa-se a possibilidade de se usar um tipo
de carvão importado que tem as seguintes
características: poder calorífico igual a 10 kcal/g e teor
de enxofre igual a 0,5%. A geração de 10.10
12
kcal de
energia lançaria na atmosfera a seguinte quantidade de
dióxido de enxofre.
Dados: massas molares: S = 32 g/mol e O = 16g/mol
a-( ) 10.000 ton b-( ) 5.000 ton
c-( ) 10.10
6
ton d-( ) 5.10
6
ton
e-( ) 2.500 ton

17-UFRJ-) De acordo com a Coordenadoria Municipal
da agricultura, o consumo médio carioca de coco verde
é de 8 milhões de frutos por ano, mas a produção do
Rio de Janeiro é de apenas 2 milhões de frutos.
Dentre as varias qualidades nutricionais da água-de-
coco, destaca-se ser ela um isotônico natural. A tabela I
apresenta resultados médios de informações
nutricionais de uma bebida isotônica comercial e da
água-de-coco.
a-) Uma função importante das bebidas isotônicas é a
reposição de potássio após atividades físicas de longa
duração; a quantidade de água de um coco verde
(300mL) repõe o potássio perdido em duas horas de
corrida.
Calcule o volume, em litros, de isotônico comercial
necessário para repor o potássio perdido em 2h de
corrida.
b-) A tabela II apresenta o consumo energético médio
(em kcal/min) de diferentes atividades físicos.
Calcule o volume, em litros, de água-de-coco
necessária para repor a energia gasta após 17 minutos
de natação.
Informações Nutricionais por 100mL


18-Fuvest-) Considere a reação de fotossíntese
(ocorrendo em presença de luz e clorofila) e a reação
de combustão da glicose representadas a seguir:
2( ) 2 6 12 6( )
6 12 2( ) 2( ) 2( ) 2
6 6 (1)
6 6 6 (1)
g g
g g g
CO H O C H O
C H O O CO H O
+ →
+ → +

Sabendo-se que a energia envolvida na combustão de
um mol de glicose é de 2,8x10
6
J, ao sintetizar meio mol
de glicose, a planta:
a-( ) libera 1,4.10
6
J b-( ) libera 2,8.10
6
J
c-( ) absorve 1,4.10
6
J d-( ) absorve 2,8.10
6
J
e-( ) absorve 5,6.10
6
J

19-UEL-) sabendo que a combustão completa da
glicose com ar libera cerca de 1x10
2
kcal/mol de
oxigênio (O
2
), a energia liberada na queima de 5 mols
de glicose, será, em kcal,
Dado: Glicose = C
6
H
12
O
6

a-( ) 1.10
3
b-( ) 2.10
3
c- ( ) 3.10
3

d-( ) 4.10
3
e-( ) 5.10
3


20-UFRJ-) F.Haber (Prêmio Nobel –1918) e c. Bosch
(Prêmio Nobel – 1931) foram os responsáveis pelo
desenvolvimento do processo de obtenção de amônia
(NH
3
) a partir do nitrogênio (N
2
) e do hidrogênio (NH
3
) a
partir do nitrogênio (N
2
) e do hidrogênio (H
2
)
o trabalho de Haber e Bosh foi de fundamental
importância para a produção de fertilizantes
nitrogenados, o que permitiu um aumento considerável
na produção mundial de alimentos; por esse motivo, o
processo Haber – Bosh é considerado uma das mais
importantes contribuições da química para a
humanidade.
A amônia, ainda hoje, é produzida com base nesse
processo.C
a-) o gráfico a seguir relaciona o calor liberado pela
reação com a massa de nitrogênio consumida.
Determine a entalpia de formação da amônia, em kJ
b-) Escreva a formula estrutural do NH
3


21-UEL-) O poder calorífico do óleo diesel é 4.10
4
kJ/kg.
Que massa aproximada desse combustível deve ser
queimada para aquecer 5.10
4
kg de água de 20ºC a
40ºC?
Dado: calor especifico da água, 4kJ
-1º
C
-1

a-( ) 1 quilograma b-( ) 10 quilogramas
c-( ) 100 quilogramas d-( ) 1000 quilogramas
e-( ) 10000 quilogramas

22-UEL-) Entre as afirmações a seguir, a que descreve
melhor a fotossíntese é:
a-( ) “Reação endotérmica, que ocorre entre dióxido de
carbono e água”
b-( ) “Reação endotérmica, que ocorre entre glicose e
dióxido oxigênio.”
c-( ) “Reação endotérmica, que ocorre entre glicose e
dióxido de carbono.”
d-( ) “Reação exotérmica, que ocorre entre água e
oxigênio”
e-( ) “Reação exotérmica, que ocorre entre dióxido de
carbono e água.

23-UFMG-) Solicitado a classificar determinados
processos como exotérmicos ou endotérmicos, um
estudante apresentou este quadro:

Processo classificação
Dissolução da molécula
de hidrogênio em átomos
Exotérmico
Condensação de vapor de
água
Endotérmico
Queima de álcool Exotérmico



CASD Vestibulares Físico - Química 298
Considerando-se esse quadro, o numero de erros
cometidos pelo estudante em sua classificação é:
a-( ) 1 b-( ) 3 c-( ) 0 d-( ) 2

24-UFMG-)Um béquer aberto, contendo acetona, é
mergulhado em outro béquer maior isolado
termicamente, o qual contem água, conforme mostrado
na figura a seguir.
A temperatura da água é monitorada durante o
processo de evaporação da acetona, até que o volume
desta se reduz à metade do valor inicial.
Assinale a alternativa cujo gráfico descreve
qualitativamente a variação da temperatura registrada
pelo termômetro mergulhado na água, durante esse
experimento.




25-PUCCAMP-) Nos Estados Unidos, em 1947, a
explosão de um navio carregado do fertilizante nitrato
de amônio causou a morte de cerca de 500 pessoas. A
reação ocorrida pode ser representada pela equação:

Nesse processo, quando há decomposição de 1,0mol
do sal ocorre.
a-( ) liberação de 411,2kJ b-( ) absorção de 411,2kJ
c-( ) liberação de 305,6 kJ d-( ) absorção de 205,6 kJ
e-( ) liberação de 205,6 kJ

26-Fuvest-) Uma das reações que ocorrem na obtenção
de ferro a partir da hematita é:
2 3( ) ( ) 2 ( ) ( )
3 3 2
s g g s
Fe O CO CO Fe + → +
O calor liberado por esta reação é cerca de
29kJ por mol de hematita consumida. Supondo que a
reação se inicie à temperatura ambiente (25º) e que
todo esse calor seja absorvido pelo ferro formado (o
qual não chega a fundir), a temperatura alcançada por
este é da ordem de calor requerido para elevar de 1ºC
a temperatura de um mol de ferro = 25J/(molºC)
a-( ) 1.10
2
ºC b-( ) 2.10
2
ºC c-( ) 6.10
2
ºC
d-( ) 1.10
3
ºC e-( ) 6.10
3
ºC
27-UFSC-) Observe as equações que representam a
formação da água, a partir de seus elementos. Assinale
a única proposição falsa.

a-( ) o sinal negativo indica que as reações são
exotérmicas
b-( ) a transformação H
2
O
(v)
→H
2
O
(1)
libera 10,5
kcal/mol.
c-( ) o calor de solidificação da água vale – 12,2
kcal/mol.
d-( ) 1 mol de H
2
O
(1)
contém mais energia que 1 mol de
H
2
O
(1)
.
e-( ) a formação de água a partir do hidrogênio libera
calor.

28-UFMG-) Considere o seguinte diagrama de entalpia,
envolvendo o dióxido de carbono e as substancias
elementares diamante, grafita e oxigênio.
Considerando esse diagrama, assinale a afirmativa
falsa.
a-( ) a transformação do diamante em grafita é
exotérmica.
b-( ) a variação de entalpia na combustão de 1 mol de
diamante é igual a –392kJ mol
-1
.
c-( ) a variação de entalpia na obtenção de 1 mol de
CO
2(g)
, a partir da grafita, é igual a –394kJ mol
-1

d-( ) a variação de entalpia na obtenção de 1 mol de
diamante, a partir da grafita, é igual a 2 kJ mol
-1
.


Nível avançado

29-GV) Da hematita obtém-se ferro. Uma das reações
do processo é a seguinte:
2 3 2
3 3 2 Fe O CO CO Fe + → +
Nessa reação, cada mol de hematita libera 30.10
3
J na
forma de calor. O ferro formado absorve 80% desse
valor, aquecendo-se. São necessários 25J por mol de
ferro resultante para elevar sua temperatura de 1ºC.
supondo que a reação teve inicio à temperatura de
30ºC e que a massa de ferro resultante não apresentou
sinais de fusão, a temperatura final do ferro é igual a:
a-( ) 630ºC b-( ) 510ºC
c-( ) aproximadamente 30,5ºC d-( ) 990ºC
e-( ) 960ºC




299 Físico - Química CASD Vestibulares
30-UFMG-) A energia que um ciclista gasta ao pedalar
uma bicicleta é cerca de 180kJ/ hora acima de suas
necessidades metabólicas normais. A sacarose,
C
12
H
22
O
11
(massa molar = 342 g/mol), fornece
aproximadamente 5400kJ/mol de energia.
A alternativa que indica a massa de sacarose que esse
ciclista deve ingerir, para obter a energia extra
necessária para pedalar 1h, é:
a-( ) 1026g b-( ) 114g c-( ) 15,8g
d-( ) 3,00g e-( ) 0,333g

31-Unicamp-) As variações de entalpia ( ∆H) do
oxigênio, do estanho e dos seus óxidos, a 298K e 1 bar,
estão representadas no diagrama:
Assim, a formação do SnO
(s)
, a partir dos
elementos, corresponde a uma variação de entalpia de
–286kJ/mol.
a-) calcule a variação de entalpia ( ∆H
1
)
correspondente à decomposição do SnO
2(s)
nos
respectivos elementos, a 298K e 1 bar.
b-) escreva a equação química e calcule a respectiva
variação de entalpia ( ∆H
2
) da reação entre o óxido de
estanho (II) e o oxigênio, produzindo o óxido de
estanho (IV), a 298K e 1 bar.


GABARITO

Nível Básico
1-)
a-) CO
2
→CO
2(g)
sublimação.
b-) houve absorção de calor com conseqüente aumento
da entalpia: ∆H >0
c-) Sim.Trabalho.O sistema realiza trabalho ao elevar a
tara. Mesmo que esta não existisse, há realização de
trabalho ao empurrar a atmosfera.
2-) a-)
3( ) 2( ) 3( )
2 3
92, 2
g g g
NH N H H
kJ
→ + ∆ =
+

b-)
4( ) 2( ) 2( ) 2 ( )
2 2
890
g g g g
CH O CO H O
H kJ
+ → +
∆ = −


3-)
2 5 (1) 2( ) 2( ) 2 ( )
2 60 4 6
1.368 . .
g g g
C H OH CO H o
H kJ Exotermica
+ → +
∆ = −


4-)
2( ) 2 ( ) 2 5 (1) 2( )
2 3 3
684 .
g g g
CO H O C H OH O
H kJ Endotermica
+ → +
∆ = +


5-)
2 (1) 2 ( )
44
44 18
4, 5 , 11
g
H O H O H kJ
kJ g
x g x kJ
→ ∆ = +

→ =


6-) a-) Exotérmica b-) Endotermica
c-) Endotermica d-) Exotérmica
e-) Exotérmica f-) endotérmica
g-) Endotérmica h-) Exotérmica
i-) Endotérmica
7-) C 8-) B 9-) F, F,F,V e F 10-) A

Nível Intermediário
11-)
a-) 142.700 142, 7 . H Jou kJ Endotermica ∆ = + +
b-)
3( ) 2( )
2 3 285, 4
g g
O O H J → ∆ = −
12-) a-) x = 4,435kJ
b-) x = 222 kJ

13-) a-) Endotérmico
b-) Exotérmico
c-) Exotermico
d-) Exotérmico

14-)
1 18 10
90 , 50
mol g kcal
g x comx kcal
→ →
→ =

15-) H
2

16-) A
17-) a-) 6L b-) 0,25L
18-) C
19-) D
20-) a-) 46 kJ
b-) H

H N H

21-) C
22-) A
23-) Dissociação de moléculas – Endotérmico
Condensação – Exotérmico
Combustão – Exotérmico
24-) D
25-) D
26-) C
27-) (01) correta
(02) correta. Libera - 68,3-(57,8)=10,5 kcal
(04) Errada. Vale - 70-(-68,3) = -1,7 kcal
(08) correta. No estado vapor, a entalpia padrão é
maior.
(16) correta. Em para qualquer estado físico da água,
as reações são exotérmicas.
28-) B

Nível avançado
29-) B
30-) B
31-) a-) (581 ) 581 H kJ kJ ∆ = − =
b-)
( ) 2 ( ) 2 ( )
581 ( 286) 295
s g g
SnO O SnO
H kJ
+ →
∆ = − − − = −


CASD Vestibulares Físico - Química 300
Q Qu uí ím mi ic ca a
Frente II
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 4 4 - - T TE ER RM MO OQ QU UÍ ÍM MI IC CA A

EXERCÍCIOS

Nível Básico

1-) Dadas as equações termoquímicas abaixo. Todos
os componentes estão no estado gasoso:
I-) H
2
+ 1/2O
2
→H
2
O ∆H = -68kcal
II-) 3H
2
+ N
2
→2NH
3
∆H = -22kcal
III-) NO →1/2N
2
+ 1/2O
2
∆H = -21kcal
Determine o ∆H da reação:
2NH
3
+ 5/2 O
2
→2NO + 3H
2
O

2-) A partir das equações termoquímicas,


Determine a variação da entalpia da reação
representada pela equação:


3-) A qual (ou quais) das seguintes substâncias
associa-se ∆H
0
(entalpia padrão ou de formação),
zero?
a-) Al
(1)
b-) Al
(s)
c-) CO
2(g)

d-) O
2(g)
e-) Cl
2(g)
f-) O
(g)


4-) Escreva as equações de formação de:
a-) H
2
O
(1)

b-) CH
4
O
(1)
(Álcool metílico)

5-) Dadas as entalpias de formação:


Determine a entalpia da reação:
2H
2
O
(1)
+ 2SO
2( g )
+ O
2( g )
→2H
2
SO
4(1)

6-(FMU)- Considerando-se o diagrama a seguir, pode-
se afirmar que a entalpia de formação do CIF gasoso é:


a-( ) 47,3 kcal/mol b-( ) –47,3 kcal/mol
c-( ) 13,3 kcal/mol d-( ) –13,3 kcal/mol
e-( ) 60,6 kcal/mol

7-(PUC)- Os propelentes de aerossol são normalmente
clorofluorcabonos (CFC), que, com seu uso continuo,
podem reduzir a blindagem de ozônio na atmosfera. Na
estratosfera, os CFCs e o O
2
absorvem radiação de alta
energia e produzem, respectivamente, átomos de cloro
(que tem efeito catalítico para remover o ozônio) e
átomos de oxigênio.

O valor de DH, em kJ, para a reação de remoção de
ozônio, representada pela equação:

é igual a:
a-( ) –299 b-( ) –108 c-( ) –12,5
d-( ) +108 e-( ) +299

8-(UFMG)- Nos diagramas a seguir as linhas
horizontais correspondem a entalpias de substancias
ou de misturas de substancias.
O diagrama que qualitativamente, indica as entalpias
relativas de 1mol de etanol liquido, 1mol de etanol
gasoso e dos produtos da combustão de 1 mol desse
álcool, 2CO
2
+ 3H
2
O, é:








301 Físico - Química CASD Vestibulares


9-) A partir da tabela de entalpias de ligação, determine
a entalpias das reações representadas pelas seguintes
equações:


10-) A partir da tabela de entalpias de ligação,
determine a entalpias das reações representadas pelas
seguintes equações:


11-) Dadas as energias de ligação:

Determine a variação da entalpia da reação:
2HI
( g )
+ CI
2( g )
→2HCI
( g )
+ I
2
∆H = ?
Determine também se a reação é exotérmica ou
endotérmica.

12-(UFMG)- a curva a seguir mostra a variação de
energia potencial Em entre função da distância entre
átomos, durante a formação da molécula H
2
a partir e
dois átomos de hidrogênio, inicialmente a uma distância
infinita um do outro.
a-( ) a energia potencial diminui na formação da ligação
química
b-( ) a quebra da ligação H – H consome 458kJ/mol.
c-( ) o comprimento de ligação da molécula H
2
é de
7,40x10
-11
m.
d-( ) os átomos separados por uma distância infinita se
atraem mutuamente.

Nível Intermediário

13-) Com os seguintes dados:

Determine o ∆H da reação obtenção de 1mol de água,
a partir de hidrogênio e ozônio.

14-) Dada a entalpia de combustão da glicose:

e as entalpias de formação:


Determine a entalpia de formação da glicose.

15-) Os maçaricos são empregados na obtenção de
temperaturas elevadas através de reações de
combustão.
Sabendo-se que:
∆H de formação de CO
2
= -94kcal/mol
∆H de formação do H
2
O = -68 kcal/mol
∆H de formação do CH
4
= -18 kcal/mol
∆H de formação do C
2
H
2
= +54 kcal/mol
e dispondo-se de mesmo número de mols de C
2
H
2
e de
CH
4
, assinale a alternativa que indica corretamente qual
dessas substâncias deverá ser empregada em um
maçarico para se obter maior quantidade de calor e
quais os valores de ∆H de combustão do C
2
H
2
e do
CH
4
.


16-(UFRJ)- O H
2
SO
4
é uma substância tão importante,
devido ao seu extenso uso em processos industriais,
que a quantidade de ácido sulfúrico produzido
anualmente por um país é um dos indicadores de seu
nível de desenvolvimento.
As reações que descrevem um dos processos de
obtenção desse ácido e suas respectivas entalpias a
25ºC são:


a-) Sabendo-se também que:
H
2( g )
+ 1/2 O
2( g )
→H
2
O
(1)
∆H = -286kJ
E que a entalpia de formação ( ∆Hf) do H
2
SO
4
a 25ºC é
igual a –814kJ/mol, calcule o valor de x.




CASD Vestibulares Físico - Química 302
b-) escreva a formula estrutural do ácido sulfúrico.

17-(Unicamp) Quantidades diferentes de entalpia são
envolvidas na combustão do etanol, C
2
H
5
OH, e etileno,
C
2
H
4
, como mostram as equações I e II:
I-) C
2
H
5
OH
(1)
+ 30
2( g )
= 2CO
2( g )
+ 3H
2
O
(1)

∆H = -1368kJ/mol de etanol
II-) C
2
H
4(g)
+ 30
2(g)
= 2CO
2(g)
+ 2H
2
O
(1)
;
∆H = -1410kJ/mol de etileno
Sob condições adequadas, é possível obter etanol a
partir da reação representada pela equação III:
III-) C
2
H
4( g )
+ H
2
O
(1)
= C
2
H
5
OH
(1)
a-) qual é a variação da entalpia envolvida por mol de
C
2
H
4
consumido na reação III?
b-) essa reação absorve ou libera calor? Explique.
c-) Sabendo-se que a entalpia de formação da H
2
O
(1)
é
–286kJ/mol e que a do C
2
H
4( g )
é 52kJ/mol, calcule a
entalpia de formação por mol de C
2
H
5
OH
(1)
.

18-(UEL)- O calor de formação do H
2
O
(g)
é –240kJ/mol,
do CH
4( g )
é –80kJ/mol e do oxigênio gasoso é por
definição zero kJ/mol. O calor de combustão completa
do metano é –880kJ/mol. Com base nesses dados
pode-se concluir que o calor de formação do dióxido de
carbono é, em kJ/mol, igual a
a-( ) +120 b-( ) +240 c-( ) –360 d-( ) –480
e-( ) –880

19-(UFRJ) O metanol, um combustível liquido, tem sido
utilizado como substituto da gasolina, e pode ser
produzido a partir do metano, conforme a reação a
seguir:

a-) Calcule a variação de entalpia ( ∆Hº) da reação I, a
partir dos dadas fornecidos.
b-) Determine o calor liberado na reação III, quando 280
gramas de monóxido de carbono são consumidos.

20-(ITA)- Considere os valores das seguintes
variações de entalpia ( ∆H) para as reações químicas
representadas pelas equações I e II, onde (Graf)
significa grafite.

Com base nestas informações e considerando que
todos ∆H se referem à temperatura e pressão citadas
anteriormente, assinale a opção correta:



21-(Cesgranrio)- O gás hilariante (N
2
O) tem
características anestésicas e age sobre o sistema
nervoso central, fazendo com que as pessoas riam de
forma histérica. Sua obtenção é feita a partir de
decomposição térmica do nitrato de amônio (NH
4
NO
3
),
que se inicia a 185ºC, de acordo com a seguinte
equação:
NH
4
NO
3( s)
→N
2
O
( g )
+ 2H
2
O
( g )

No entanto, o processo é exotérmico e a temperatura
fornecida age como energia de ativação. Sabe-se que
as formações das substâncias N
2
O, H
2
O e NH
4
NO
3

ocorreram através das seguintes equações
termoquímicas:

A quantidade de calor liberada, em kcal, no processo
de obtenção do gás hilariante é:
a-( ) 8,8 b-( ) 17,6 c-( ) 28,3 d-( ) 125,6 e-( ) 183,4

22-(FEI)- Á temperatura de 25ºC e pressão de 1atm os
calores libertados na formação de 1 mol de CO
2
gasoso
e de 1 mol de H
2
O gasoso a partir das substancias
simples são respectivamente 393,5 kJ e 285,5kJ. Nas
mesmas condições o calor libertado na reação
representada pela equação a seguir é 1365,9kJ por mol
de etanol.
C
2
H
5
OH
(1)
+ 30
2( g )
→2CO
2( g )
+ 3H
2
O
( g )

Conclui-se que o calor liberado, em kJ, na formação de
1 mol de etanol, nas mesmas condições é:
a-( ) 115,0 b-( ) 278,5 c-( ) 293,1 d-( ) 686,6
e-( ) 1365,9

23-) Dadas as energias de ligação a seguir:


a-) Determine os calores (entalpias) de combustão do
eteno (H
2
C = CH
2
) e do etano (H
3
C – CH
3
) em kJ por
mol.
b-) Compare as energias liberadas na combustão das
substâncias acima em J/grama e J/L, considerando os
dois gases como ideais nas CA.
Dados: (C = 12u; H = 1u, V
molar
a 25ºC e 1atm = 25L).




303 Físico - Química CASD Vestibulares
24-(Fuvest) Calcula-se que 10.10
16
kJ da energia solar
são utilizados na fotossíntese, no período de um dia. A
reação da fotossíntese pode ser representada pela
equação a seguir, e requer, aproximadamente,
3,0.10
3
kJ por mol de glicose formada.
a-) Quantas toneladas de CO
2
podem ser retiradas, por
dia, da atmosfera, através da fotossíntese?
Dados: Massa molar do CO
2
= 44 g/mol
b-) Se, na fotossíntese, se formasse frutose em vez de
glicose , a energia requerida (por mol) nesse processo
teria o mesmo valor? Justifique, com base nas energias
de ligação. São conhecidos os valores das energias
médias de ligação entre os átomos:


25-(Unicamp)- A hidrazina (H
2
N-NH
2
) tem sido utilizada
como combustível em alguns motores de foguete. A
reação de combustão que ocorre pode ser
representada, simplificadamente, pela seguinte
equação:
H
2
N–NH
2( g )
+O
2( g )
→N
2( g )
+2H
2
O
( g )

A variação da entalpia dessa reação pode ser estimada
a partir dos dados de entalpia das ligações químicas
envolvidas. Para isso, considera-se uma absorção de
energia quando a ligação é rompida, e uma liberação
de energia quando a ligação é formada. A tabela abaixo
apresenta dados de entalpia por mol de ligações
rompidas.


a-) Calcule a variação de entalpia para a reação de
combustão de um mol de hidrazina.
b-) Calcule a entalpia de formação da hidrazina
sabendo-se que a entalpia de formação da água no
estado gasoso é de –242 kJ mol
-
1

26-(Fuvest) Pode-se conceituar energia de ligação
química como sendo a variação de entalpia ( ∆H) que
ocorre na quebra de 1mol de uma dada ligação.
Assim, na reação representada pela equação:
NH
3( g )
→N
( g )
+3H
( g )
; ∆H = 1170kJ/molNH
3

são quebrados 3 mols de ligação N-H, sendo, portanto,
a energia de ligação N-H igual a 390kJ/mol.
Sabendo-se que na decomposição:
N
2
H
4(g)
→2N
( g )
+ 4H
( g )
; ∆H = 1720kJ/mol N
2
H
4
, são
quebrados ligações N-N e N-H, qual o valor, em kJ/mol,
da energia de ligação N-N?
a-( ) 80 b-( ) 160 c-( ) 344 d-( ) 550 e-( ) 1330

27-(UEL)- considere as equações termoquímicas a
seguir:



Qual o valor do ∆H, em kJ/mol, da reação
HC
1( g )
+ 1/2F
2( g )
→HF
( g )
+ 1/2CI
2( g )
?

a-( ) –361,1 b-( ) –352,2 c-( ) –176,1
d-( ) +176,1 e-( ) +352,2

28-(Fuvest) Benzeno pode ser obtido a partir de hexano
por reforma catalítica. Considere as reações da
combustão:
H
2( g )
+ 1/2 O
2( g )
→H
2
O
(1)

Calor liberado = 286kJ/mol de combustível

C
6
H
6(1)
+ 15/2 O
2( g )
→6 CO
2( g )
+3H
2
O
(1)

Calor liberado = 3268kJ/mol de combustível

C
6
H
14(1)
+ 19/2 O
2(g )
→6 CO
2( g )
+ 7H
2
O
(1)

Calor liberado = 4163kJ/mol de combustível
Pode-se então afirmar que na formação de 1mol de
benzeno, a partir do hexano, há:
a-( ) liberação de 249kJ
b-( ) absorção de 249kJ
c-( ) liberação de 609kJ
d-( ) absorção de 609kJ
e-( ) liberação de 895kJ

29-(Unicamp) A variação de entalpia de uma reação na
fase gasosa, ∆Hr, pode ser obtida indiretamente por
duas maneiras distintas:
1-) pelas diferenças entre as entalpias de formação,
∆Hf, dos produtos e dos reagentes;
2-) pela diferença entre as entalpias de ligação, ∆H
1
,
das ligações rompidas e das ligações formadas.
Considerando a reação e as tabelas a seguir:
a-) Determine o valor de ∆Hr.



CASD Vestibulares Físico - Química 304
b-) Calcule a entalpia de formação para o H
3
CCI
( g )
.





30-(PUC) – Sejam dados os seguintes sistemas:

Dos sistemas apresentados, os que representam
processos endotérmicos são:
a-( ) somente I e II
b-( ) somente III e IV
c-( ) somente II e IV
d-( ) somente I e III
e-( ) I, III e IV

31-(Fuvest) Determinou-se o calor de combustão* de
um alcano obtendo-se o valor 3886kJ/mol de alcano.
Utilizando os dados da tabela a seguir, conclui-se que
este alcano deve ser um:

* reagentes e produtos gasosos a 25ºC e 1 atm

a-( ) pentano
b-( ) hexano
c-( ) heptano
d-( ) octano
e-( ) nonano

32-(Fuvest) O ácido nítrico é um importante produto
industrial. Um dos processos de obtenção é fazer
passar amônia (NH
3
) e ar, sob pressão, por um
catalisador a cerca de 850ºC, ocorrendo a formação de
monóxido de nitrogênio e água. O monóxido de
nitrogênio em presença do oxigênio do ar se transforma
no dióxido, que em água forma ácido nítrico (HNO
3
) e
monóxido de nitrogênio (que é reciclado no processo).
a-) escreva as equações balanceadas que representam
as diferentes etapas da produção de ácido nítrico
através desse processo.
b-) O calor envolvido na primeira etapa, ou seja, a
oxidação da amônio até o monóxido de nitrogênio,
ajuda a manter o catalisador aquecido. Sendo assim,
qual deve ser maior: a soma das energias de ligação
dos reagentes ou a soma das energias de ligação dos
produtos? Justifique.

33-(Vunesp) a reação entre alumínio e óxido de ferro
(III) pulverizados é exotérmica, e fornece como
produtos ferro metálico e óxido de alumínio (III) sólidos.
a-) escreva a equação balanceada da reação,
indicando os estados de agregação de reagentes e
produtos.
b-) calcule a variação de entalpia deste processo
químico, a partir das entalpias de reação dadas a
seguir:


34-(Vunesp) A entalpia da reação (I) não pode ser
medida diretamente em um calorímetro porque a
reação de carbono com excesso de oxigênio produz
uma mistura de monóxido de carbono e dióxido de
carbono gasosos. As entalpias das reações (II) e
(III), a 20ºC e 1 atmosfera, estão indicadas nas
equações termoquímicas a seguir:

a-) calcular a entalpia da reação ( I) nas mesmas
condições.
b-) considerando o calor envolvido, classificar as
reações (I), (II) e (III).

Nível Avançado

35-(Fatec)- O processo de obtenção industrial de
H
2
SO
4
é representado pelas equações:

A quantidade de calor liberada na produção de 700
toneladas de H
2
SO
4
é aproximadamente:
Dados: Massa molar do H
2
SO
4
= 98g/mol, 1t = 1,0.10
6
g
a-( ) 3,8 kJ
b-( ) 536 kJ
c-( ) 4025 kJ
d-( ) 5,4 x 10
8
kJ
e-( ) 3,8 x 10
9
kJ

36-(UFMG) Combustíveis orgânicos liberam CO
2
, em
sua combustão. O aumento da concentração de CO
2
na
atmosfera provoca um aumento do efeito estufa, que
contribui para o aquecimento do planeta. A tabela a
seguir informa o valor aproximado da energia liberada
na queima de alguns combustíveis orgânicos, a 25ºC.



O combustível que apresenta o maior quociente energia
liberada/quantidade de CO
2
produzido é o



305 Físico - Química CASD Vestibulares
a-( ) metano
b-( ) etanol
c-( ) n-octano
d-( ) metanol

37-(ITA) Considere as informações contidas nas
seguintes equações termoquímicas mostradas a seguir,
todas referentes à temperatura de 25ºC e pressão de
uma atmosfera:

Pode-se afirmar que ∆H
6
= -1277,4kJ/mol está certo
ou está errado. Justifique sua resposta.

38-(ITA)- Considere as informações contidas nas
seguintes equações termoquímicas mostradas a seguir
todas referentes á temperatura de 25ºC e pressão de
uma atmosfera:

em relação ao exposto anterior, é ERRADO afirmar
que:
a-( ) as reações representadas pelas euqações 1 e 2
são endotérmicas.
b- ( ) as reações representadas pelas equações3,4,5 e
6 são exotérmicas.
c-( ) ∆H
4
= -1234,8 kJ/mol
d-( ) ∆H
5
= -1324,2 kJ/mol
e-( ) ∆H
6
= -1277,4 kJ/mol

39-(ITA) Sob 1atm e 25ºC, qual das reações a seguir
equacionadas deve ser mais exotérmica.

40-(UFRS) Dadas as equações termoquímicas, a 1atm
e 25ºC

o combustível que libera a maior quantidade de calor,
por grama consumido é:
a-( ) CH
4

b-( ) C
2
H
6
O
(1)
c-( ) C
8
H
18(1)

d-( ) H
2( g )
e-( ) C
(grafite)


41-(IME) Uma fabrica que produz cal(Ca(OH)
2
),
necessita reduzir o custo da produção para se manter
no mercado com preço competitivo para seu produto.
A direção da fabrica solicitou ao departamento técnico o
estudo da viabilidade de reduzir a temperatura do forno
de calcinação de carbonato de cálcio, dos atuais
1500K, para 800K.
Considerando apenas o aspecto termodinâmico,
pergunta-se o departamento técnico pode aceitar a
nova temperatura de calcinação?
Em caso afirmativo, o departamento técnico pode
fornecer uma outra temperatura de operação que
proporcione maior economia?
Em caso negativo, qual é a temperatura mais
econômica para operar o forno de calcinação?
Dados:
Observações: desconsidere a variação das
propriedades com a temperatura.


GABARITO

Nível básico
1-) ∆H = -140 kcal
2-) ∆H = -678 kJ
3-) B, D e E
4-) a-)H
2( g )
+ 1/2O
2( g )
→H
2
O
(1)
b-) C
(grafite)
+2H
2( g )
+1/2
2( g )
→CH
4
O
(1)
5-) 2(-909) – ((2.-286)+(2.297) = -652kJ



CASD Vestibulares Físico - Química 306
6-) D
7-) A
8-) C

9-) a-)+436
b-) –436
c-) –3(431) = -1.293
d-) +343 + 6(414) = 2.827

10-) a-) –243
b-) +4(414) = +1.656
c-) –498
d-) –414 + 3(330) = -1.404

11-) Libera 42kcal
12-) D

Nível Intermediário

13-) +289,5kJ
14-) –2,99kJ
15-) A
16-)

17-) a-) –42kJ
b-) libera calor ( ∆H,0)
c-) –272kJ

18-) D
19-) a-) ∆H = 327kJ
b-) x = 1.280kJ

20-) E
21-) A
22-) B
23-) a-) –1.552kJ e –1.911kJ
b-) 62kJ/L 46,6kJ/L; 55,4kJ/g
38,8kJ
24-) a-) 8,8.10
8
t
b-) teria o mesmo valor, pois as substâncias possuem
as mesmas ligações e em mesmo número.
25-) a-) –585kJ/mol
b-) +101kJ
26-) B
27-) C
28-) B
29-) a-) –206kJ/mol
b-) –189kJ/mol
30-) D
31-) B
32-) a-) 2NH
3
+ 5/2O
2 →
2NO+3H
2
O
NO + 1/2O
2


NO
2

3NO
2
+ H
2
O

2HNO
3
+ NO
b-) O valor absoluto da soma das energias de ligação
dos produtos ( que possui sinal positivo) é menor que o
valor absoluto da soma das energias de ligação dos
reagentes ( que possui sinal negativo). A soma é menor
que zero, o que significa reação exotérmica.

33-) a-) 2AI
c
+Fe
2
O
3( c )
+AI
2
O
3( c )

b-) ∆H = -847,8kJ
34-) a-) –505kJ
b-) I- exotérmica, II exotérmica,III exotérmica


Nível avançado
35-) E
36-) A
37-) Incorreto, ∆H = 1.232,8kJ
38-) C-D
39-) A
40-) D








__________________________________________________________________________________________________________________
307 Físico - Química CASD Vestibulares
QUÍMICA
F Fr re en nt te e I II I
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 5 5 - - C CI IN NÉ ÉT TI IC CA A Q QU UÍ ÍM MI IC CA A

INTRODUÇÃO

No capitulo anterior vimos como a Termodinâmica per-
mite prever o “sentido” no qual uma reação química
caminha. No entanto a Termodinâmica não prevê com
que velocidade a reação caminhará. Na vida diária en-
contramos reações químicas mais lentas e mais rápi-
das:
- a explosão da dinamite ocorre em frações de segundo;
- a digestão dos alimentos, em nosso organismo, demo-
ra horas;
- o vinho leva vários dias para “azedar” e se transformar
em vinagre;
- a formação do petróleo, no interior da Terra, demorou
muitos séculos.


Sem duvidas é muito importante estudar a velo-
cidade (rapidez) das reações químicas. Como exemplo,
lembramos que se uma industria química conseguir
“acelerar” suas reações, ela estará reduzindo o tempo, e
tornando seu processo químico mais econômico. Pois
bem, o estudo da velocidade das reações é exatamente
o objeto da CINETICA QUÍMICA.

Cinética química é o estudo da velocidade das reações
químicas e dos fatores que nela influem.

2- Velocidade das reações

De um modo geral, para medir a velocidade de
uma reação deve-se medir a quantidade de reagente
que “desaparece” ou a quantidade de produto que “se
forma”, por unidade de tempo. Por exemplo, dada a
equação:

Podemos medir sua velocidade medindo as quantida-
des de CO ou de NO
2
que “desaparecem’ ou as quan-
tidades de CO
2
ou de NO que “se formam” por hora,
por minuto, por segundo etc.
Esse procedimento é semelhante ao da medi-
da da velocidade de um automóvel, quando mencio-
namos “quantos quilômetros são percorridos por hora”
(ou pó minuto ou por segundo etc.).

2.1 Conceito de velocidade média

Chama-se velocidade média de uma reação química
ao quociente da variação da concentração molar (ou
molaridade) de uma das substâncias, dividida pela
variação do tempo.

Dada a reação química:


e chamando por:
diferença entre a molaridade final e a
molaridade inicial da substância C. (Na cinética quími-
ca é comum indicar a molaridade com o uso de colche-
tes; assim, por exemplo, [HCI] indica a molaridade do
HCI numa solução.)
∆t = variação do tempo
Teremos:


Consideremos, por exemplo, que a reação acima men-
cionada nos fornecesse os seguintes resultados, sob
determinadas condições experimentais:

Teremos então:

- no intervalo de 0 a 5 minutos:


- no intervalo de 5 a 10 minutos:


- no intervalo de 10 a 15 minutos:


- no intervalo de 15 a 20 minutos:


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CASD Vestibulares Físico - Química 308


E assim por diante. Veja que este cálculo é
muito semelhante ao calculo de velocidade média feito
em Física; de fato, se na segunda coluna da tabela
anterior, no lugar de “molaridade” tivéssemos “quilome-
tros rodados” por um automóvel, o mesmo calculo teria
nos fornecido a velocidade média do automóvel em
cada um dos intervalos de tempo.

Observações:
1-) também é comum expressar a velocidade de uma
reação pelas variações de massa ou de número de
moles ou das pressões parciais (em se tratando de
gases)etc.; por unidade de tempo.
2-) durante o andamento da reação A + B →C + D, as
concentrações molares dos produtos, [C] e [D], vão
aumentando, consequentemente ∆[C] e ∆[D] serão
positivos e v
m
também. Ao contrario, as concentrações
molares dos reagentes, [A] e [B], diminuem com o
tempo; portanto, ∆[A] e ∆[B] serão negativos, e a v
m

relacionadas a A ou a B, será também expressa por
números negativos; para evitar que isto aconteça, cos-
tuma-se trocar o sinal algébrico, nestes casos. Tere-
mos então:

Como a velocidade é, em geral, expressa em função
dos reagentes,é mais comum que apareça o sinal ne-
gativo:

3-) seja agora a reação:

Se, num mesmo intervalo de tempo, forem gastos
10moles/litro de H
2
e 10 moles/litro de I
2
, iremos pro-
duzir 20 moles/litro de HI. Consequentemente, a velo-
cidade, em função do HI, seria o dobro da velocidade
expressa em função do H
2
ou do I
2
. Para evitar que
isto aconteça, costuma-se dividir a velocidade do HI
por dois. Teremos então:

Generalizando:
Para a reação



2.2 conceito de velocidade instantânea

Velocidade da reação num determinado instante
(ou velocidade instantânea) é o limite da velocidade
média quando o intervalo de tempo tende a zero.

Para a reação A + B →C+ D, temos então, em rela-
ção ao reagente A:
como este limite corresponde matematicamente a uma
derivada, podemos também definir:

Velocidade da reação num determinado instante
(ou velocidade instantânea) é a derivação da concen-
tração molar de uma substância, em relação ao tempo.

Isto é:


Num automóvel , a velocidade “instantânea” é
lida diretamente no velocímetro; como veremos mais
adiante, na cinética Química existem também apare-
lhos que funcionam como “velocímetros”, medindo a
velocidade da reação a cada instante.

3.Medida da velocidade das reações

A velocidade de uma reação pode ser determinada por
processos químicos e físicos.

3.1 Processos químicos
Medem a velocidade de uma reação, usando
uma segunda reação muito mais rápida (praticamente
instantânea) com relação à primeira. Por exemplo, a
saponificação de um éster:


É uma reação que demora algumas horas. Podemos,
de tempo em tempo (digamos de 15 em 15 minutos),
retirar uma atmosfera do sistema, e titular o NaOH com
um ácido, por exemplo:


Deste modo, medimos o consumo de NaOH na primei-
ra reação, em função do tempo. Essa relação indicará
a velocidade de saponificação do éster.

3.2 Processos físicos
Medem indiretamente a velocidade da reação, medin-
do a variação de uma grandeza física (cor, condutivi-
dade elétrica etc.) durante a reação química.

1ºexemplo) Na reação

Todas as substâncias são gases incolores, exceto o
NO
2
vai desaparecendo. A velocidade com que a cor


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309 Físico - Química CASD Vestibulares
vermelha desaparece é uma medida da velocidade da
própria reação química e será registrada no fotômetro
da aparelhagem esquematizada abaixo.

Neste caso, o fotômetro faz o papel de um “velocíme-
tro”, medindo a velocidade da reação química a cada
instante.

2ºexemplo) Na reação
todas as substâncias são moleculares, exceto o HBr
formado, que se dissocia em H
+
e Br
-
. A medida que a
reação caminha, a formação de H
+
e Br
-
vai aumen-
tando a condutividade elétrica da solução. A velocida-
de de aumento da condutividade é uma medida de
velocidade da própria reação e ser registrada no am-
perímetro (que, neste caso, representa o “velocímetro”
da aparelhagem).
Hoje em dia, os processos físicos são mais
usados, pois são mais rápidos, mais simples (existem
inclusive aparelhos automáticos que registram a velo-
cidade da reação de um modo continuo) e não alteram
o sistema em reação pela introdução de novos reagen-
tes, como acontece nos processos químicos.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

1-) (FAAP-SP) num dado meio onde ocorre a reação
observou-se a seguinte varia-
ção na concentração de N
2
O
5
em função do tempo:

calcule a velocidade média da reação no intervalo de 3
a 5 minutos.

Resolução:
Por definição:
ou ainda:


4. Como ocorrem as reações químicas?

Agora que já estudamos o conceito de velocidade das
reações, vamos procurar analisar quais são os fatores
que permitem aumentar essa velocidade. Este assunto
é, sem duvida muito importante, principalmente nas
industrias químicas, pois reações mais rápidas “gasta-
rão” menos tempo e serão, portanto, mais econômicas.
As respostas à pergunta “Como ocorrem as
reações químicas?” nos ajudarão, sem duvida, no
“controle” da velocidade das reações.
A maneira pela qual uma reação se processa é
denominada MECANISMO DA REAÇÃO e consiste na
explicação da forma pela qual são quebradas as molé-
culas iniciais e formadas as moléculas finais. A expli-
cação mais simples e comum nos é dada pela TEORIA
DAS COLISÕES, que explicaremos com o auxilio da
seguinte reação:

De acordo com a teoria das colisões esta reação se
processa do seguinte modo:


O mecanismo acima é dos mais simples, pois
a reação ocorreu numa única etapa, que é chamada
reação elementar ou parcial. A maioria das reações
químicas tem, contudo, um mecanismo mais comple-
xo, de tal modo que a reação ocorre em varias etapas
(choques) sucessivas. Este problema será detalhado
mais adiante.
Um aprimoramento da Teoria das Colisões é a
teoria do complexo ativado, a qual admite, no instante
do choque, ocorre um progressivo enfraquecimento
das ligações entre as moléculas iniciais e fortalecimen-
to das ligações entre as moléculas finais:



__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Físico - Química 310


De acordo com a teoria das colisões podemos dizer
que a velocidade de uma reação irá depender:
a-) da freqüência dos choques entre as moléculas: é
evidente que um maior numero de choques por segun-
do implicara um maior número de moléculas reagindo
e, portanto, uma maior velocidade da reação:
b-) da energia (violência) desses choques: é obvio que
uma “trombada” violenta (chamada colisão eficaz ou
efetiva) ;
c-) de uma orientação apropriada das moléculas no
instante do choque: é evidente que uma “trombada de
frente” (colisão frontal) será mais eficaz que uma
‘trombada de raspão” (colisão não frontal); este fator
depende também do tamanho e do formato das molé-
culas reagentes.
Ora, os fatores mencionados acima são afeta-
dos pelo seguintes condições:
- estado particular em que se encontra os reagentes
- calor
- eletricidade
- luz
- concentração dos reagentes
- pressão sobre o sistema em reação
- catalisadores
Passaremos, a seguir, ao estudo mais deta-
lhado dessas condições, iniciando pela análise do es-
tado particular em que se encontram os reagentes.
a-) estado físico
como regra geral, os gases reagem mais facilmente e
mais rapidamente que os líquidos, e estes mais rapi-
damente que os sólidos.
Nos gases, as moléculas reagentes se deslocam com
muita liberdade e rapidez; os choques entre elas são
muito freqüentes e, consequentemente, a reação é, em
geral, rápida.
Quando dois líquidos miscíveis são mistura-
dos, para reagir, o “contato” entre suas moléculas ain-
da é fácil. Mais difícil torna-se entre dois líquidos imis-
cíveis:



No estado sólido as reações são, em geral, mais difí-
ceis e mais lentas. Seja, por exemplo, a reação:







Outra maneira de se constatar esse fato é usando um
medicamento em forma de comprimido efervescente:
colocando-se o comprimido inteiro na água, há uma
certa efervescência; no entanto, se pulverizarmos o
comprimido e depois colocarmos o pó na água, nota-
remos que a efervescência é muito mais rápida.

b-) estado nascente dos gases


Na primeira reação o hidrogênio encontra-se
no ‘estado nascente”, isto é, na forma atômica. Átomos
isolados (H) estão “mais preparados” para reagir que
as moléculas H
2
. Consequentemente, a primeira rea-
ção é mais rápida que a segunda.


__________________________________________________________________________________________________________________
311 Físico - Química CASD Vestibulares
Pelo mesmo motivo, uma reação entre íons é,
em geral, mais rápida do que uma reação entre molé-
culas inteiras.

c-) estado cristalino dos sólidos


A segunda reação é mais difícil e mais lenta
que a primeira, pois a forma cristalina do diamante é
muito mais compacta que a do grafite. Torna-se, então,
mais difícil o contato (choque) do oxigênio com os á-
tomos de carbono, que se encontram na estrutura cris-
talina do diamante.

d-) o fato de os reagentes estarem ou não em solução
A reação

se for efetuada entre AgNO
3
e NaCI sólidos, pratica-
mente não ocorrerá. Em solução aquosa, contudo, a
reação será instantânea. Isto porque a água separa os
íons Ag
+
, NO
-
3
e Na
+
, CI
-
, que ficam “prontos” para
reagir. Juntando-se as soluções aquosas de AgNO
3
e
NaCI, os íons Ag
+
e CI
-
entram imediatamente em con-
tato e a reação será instantânea, com a precipitação
do AgCI.
É interessante notar que a própria natureza do
solvente ira influir na velocidade da reação. Por exem-
plo: a água é um solvente muito ionizante. “forçando” a
ionização (ou a dissociação) do soluto, a água estará
facilitando a reação e, portanto, aumentando sua velo-
cidade.
As influencias dos demais fatores (calor, eletri-
cidade, luz, etc.) sobre as velocidades das reações
estudadas nos itens seguintes.

5.Como a energia influi na velocidade das
reações químicas?
o aumento da temperatura sempre acarreta um
aumento na velocidade das reações. Podemos obser-
var isso, por exemplo, quando aumentamos a chama
do fogão, a fim de cozer os alimentos mais depressa,
ou quando usamos a panela de pressão, para atingir
temperaturas mais altas e acelerar o cozimento; ou, ao
contrario, quando usamos a geladeira para diminuir a
velocidade de deterioração dos alimentos.
No final do século passado, Van’t Hoff estabe-
leceu uma lei dizendo que “uma elevação de 10º na
temperatura irá duplicar a velocidade de uma reação
química”.
Atualmente, contudo, conhecemos muitas ex-
ceções a essa lei. Devemos reconhecer, porém que a
temperatura é um dos fatores que mais influem na
velocidade de uma reação. De fato, um aumento de
temperatura irá aumentar não só a freqüência dos
choques entre as moléculas reagentes como, também,
a energia com que as moléculas se chocam.
Já foi visto, no capitulo sobre Termoquímica,
que a variação de energia, durante o andamento da
reação, é dada pelos gráficos:




Nestes gráficos, onde temos energia podemos
imaginar não só a entalpia como também a energia
livre; nesta ultima hipótese, o primeiro gráfico repre-
senta uma reação espontânea ( ∆G<0) e o segundo
uma reação espontânea ( ∆G>0). No entanto, mesmo
as “reações espontâneas”, de um modo geral,
não”começam sozinhas”, assim, por exemplo, dizemos
que a queima do carvão:

é uma reação “espontânea”, pois ∆G<0. No entanto,
um pedaço de carvão não pega fogo “sozinho”, é ne-
cessário aquece-lo um pouco, até faze-lo atingir um
estado incandescente, e somente daí em diante ele
queimará sozinho.
Este “empurrão” inicial (aquecimento) que so-
mos obrigados a dar em quase todas as reações é
necessários para levar os reagentes a um estado “es-
tado ativado”, em que forma o chamado “complexo
ativado”
Aprimorando então o gráfico já visto em Ter-
moquímica, temos:




__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Físico - Química 312


Para atingir a “elevação” corresponde ao “es-
tado ativado”, as moléculas reagentes devem ter uma
energia igual (ou maior) que uma energia mínima
chamada energia de ativação (E
at
). Esta energia cor-
responde à “violência mínima da trombada” que será
necessária para que duas moléculas realmente reajam
entre si – é a chamada “colisão eficaz ou efetiva”.

Energia de ativação (E
at
) é a energia mínima que as
moléculas devem possuir para reagirem, ao se choca-
rem.

Voltemos ao exemplo da reação H
2
+ I
2
→2 HI, efetu-
ada no estado gasoso e já mencionada. Seu gráfico de
variação de energia é o seguinte:


No trecho AB, partimos das moléculas reagen-
tes, H
2
e I
2
, e chegamos ao “complexo ativado”, com
um consumo de 40 kcal por mol de HI formado. No
trecho BC, partimos do complexo ativado e chegamos
ao produto final, HI, com uma liberação de 46 kcal por
mol de HI formado. Há, portanto, um saldo de 6 kcal,
que é o calor liberado pela reação ( ∆H) – trata-se,
pois, de uma reação exotérmica.
Fazendo uma analogia, podemos imaginar o
andamento de uma reação como sendo um problema
de física, em que temos a trajetória de um automóvel
num trecho montanhoso:

E
1
= energia que gastamos, de inicio, para levar o au-
tomóvel da altura A para B
E
2
= energia liberada na descida do automóvel de B
para C
E
3
= saldo positivo de energia (depende da diferença
entre a altura A e C)
Vamos agora retomar e analisar melhor a in-
fluência da temperatura numa reação química.
Seja uma mistura reagente de moléculas H
2
e
I
2
, a uma temperatura (T). Existirão moléculas de H
2
e
de I
2
com velocidades maiores e, consequentemente,
com maiores. O gráfico de e, ao contrario, moléculas
de H
2
e de I
2
com velocidades e energias menores. O
gráfico de distribuição das moléculas em função da
energia á apresentado ao lado e denomina-se curva de
Maxwell-Boltzmann; ele nos mostra que a maior parte
das moléculas tem uma “energia média” (E
m
); no en-
tanto, só as moléculas com energia igual ou superior à
“energia de ativação” E
at
(área hachurada) conseguirão
reagir, pois somente essas moléculas poderão vencer
a “elevação” existente nos gráficos de “variação de
energia/andamento da reação”.


Voltando à curva de Maxwell-Boltzaman, se aumen-
tarmos a temperatura T para T
1
ela ira se modificar
conforme a figura abaixo:

Considerando que o aumento de temperatura
desloca a curva para baixo e para a direita e conside-
rando também que a energia de ativação (E
at
) é fixa
para uma dada reação, concluímos que o número de
moléculas com energia igual ou superior à E
at
, na tem-
peratura T
1
(área pontilhada), é muito maior que na
temperatura T(área hachurada). Em outras palavras, o
aumento da área pontilhada em relação à área hachu-
rada é, me geral, muito grande com o aumento de
temperatura. Isso nos faz entender por que a tempera-
tura influi enormemente na velocidade das reações.
Por outro lado, é fácil também entender que,
entre duas reações químicas semelhantes, será mais
rápida aquela que apresenta menor energia de ativa-
ção (E’
at
< E
at
); neste caso, a “elevação” que as mole-
culas devem superar, no gráfico de energia, é menor.


__________________________________________________________________________________________________________________
313 Físico - Química CASD Vestibulares



Como conclusão final podemos afirmar que:
- uma variação bastante negativa da energia livre
( ∆G<0) indica que a reação química tem “possibilida-
de” de ocorrer;
- porem, só uma energia de ativação baixa indicará
que a reação poderá ocorrer com velocidade apreciá-
vel.

5.2 influência da eletricidade
Como exemplo da influência da eletricidade na
velocidade das reações podemos mencionar que juma
faísca elétrica provoca a explosão da gasolina no mo-
tor de um automóvel; ou então a reação do hidrogênio
com o oxigênio:


Neste caso, a faísca elétrica forneceu energia para
algumas moléculas de H
2
e de O
2
ultrapassarem a
“elevação” corresponde à energia de ativação; como a
própria reação libera muita energia, isto será suficiente
para desencadear a reação na totalidade das molécu-
las de H
2
e de O
2
restantes.



5.3 Influência da luz
Como exemplo da influência da luz na veloci-
dade das reações podemos mencionar que uma mistu-
ra de H
2
e CI
2
não reage no escuro. No entanto, pode
explodir quando exposta à luz solar direta:


A luz e outras radiações eletromagnéticas (es-
pecialmente a ultravioleta) exercem um efeito análogo
ao da eletricidade, fornecendo energia para que, de
inicio, algumas moléculas consigam ultrapassar a “ele-
vação” da energia de ativação.
As reações que são influenciadas pela luz são
chamadas REAÇÕES FOTOQUIMICAS.Elas podem
ser classificadas em:
a-) fotossíntese: quando a partir de moléculas menores
obtemos moléculas maiores:

açucares, amido, celulose etc.
(na síntese clorofiliana dos vegetais)

b-) fotólise: quando a partir das moléculas maiores
obtemos moléculas menores:

É interessante notar que, como diz a Lei de
Grotthuss-Draper, “só os comprimentos de onda real-
mente absorvidas pelo sistema influem na velocidade
das reações”.É por isso que certos filmes fotográficos
não se alteram e podem ser revelados numa sala ilu-
minada como luz vermelha.
Lembre-se também que muitos produtos quí-
micos e medicamentos são guardados em frascos
escuros, a fim de evitar que a luz venha a decompô-
los.

6. Como a concentração (pressão) influi na
velocidade das reações químicas?
É muito fácil constatar que o aumento da con-
centração dos reagentes acarreta um aumento de ve-
locidade das reações. Por exemplo, a reação

Pode ser executada facilmente com “bombril” (que
formado por fios finos de ferro) e ácido muriático (que
é HCI impuro, que se compra em lojas de ferragens).
Executando-se a reação acima duas vezes, a primeira
com o ácido “ao natural” e a segunda com o acido
diluído em água, notaremos que o primeiro caso a
reação é bem mais rápida.
Por que isso acontece? Porque aumentando a
concentração dos reagentes (números de moléculas
por unidade de volume) iremos aumentar a freqüência
dos choques entre as moléculas reagentes e, conse-
quentemente, aumentar a velocidade da reação. De
fato, seja a reação:




__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Físico - Química 314





Se num dado volume existem uma moléculas de H
2
e
uma molécula de I
2
, elas terão uma certa probabilidade
de se chocarem e a reação terá uma certa velocidade.
Colocando-se agora duas moléculas de iodo
(isto é, dobrando a concentração do iodo), a probabili-
dade de a molécula H
2
chocar-se com uma molécula I
2

irá dobrar e, consequentemente, dobrará a velocidade
da reação. O mesmo raciocínio será válido tendo-se
duas moléculas de H
2
e uma de I
2
.
Duplicando-se as concentrações de H
2
e I
2
, a
probabilidade de choques será quatro vezes maior e a
velocidade quadruplicará.
Resumindo, podemos dizer que a velocidade
desta reação será diretamente proporcional às concen-
trações molares ou molaridade (moles/litro) do hidro-
gênio e do iodo e escrevemos:


A constante de proporcionalidade k é chamada
de constante cinética ou constante de velocidade de
reação e depende de todos os outros fatores que influ-
em na velocidade da reação, especialmente da tempe-
ratura.
Seja agora a reação:




Mantendo constante a concentração do NO e
duplicando a concentração do H
2
, a velocidade da
reação duplicará.



Voltando à concentração inicial do H
2
e dupli-
cando a concentração do NO, a velocidade da reação
quadruplicara. Isso pode ser expresso pela formula
matemática abaixo:



No entanto, as coisas não são sempre tão
simples assim. De fato, se tivermos uma reação quími-
ca mais complicada, como:

Iremos constatar que a velocidade será dada pela for-
mula:



A velocidade de uma reação é proporcional às concen-
trações molares dos reagentes, elevadas a expoentes
que são determinados experimentais.
A constante k, como já dissemos, é chamada constan-
te cinética ou constante de velocidade da reação.

7. como os catalisadores influem na velo-
cidade das reações químicas?

7.1 introdução

Catalisador é a substância que aumenta a velocidade
de uma reação, sem ser consumido durante o proces-
so.

Por exemplo, a reação


Praticamente não se verifica em temperatura ambien-
te. Se adicionarmos, porém, um pouco de platina em


__________________________________________________________________________________________________________________
315 Físico - Química CASD Vestibulares
pó, a mistura H
2
e O
2
explodira no mesmo instante –
dizemos então que a platina catalisou a reação.

Catalise é o aumento de velocidade da reação, provo-
cado pelo catalisador.

Inibidor (antigamente chamado catalisador negativo) é
a substância que diminui a velocidade de uma reação.
O inibidor, contudo, distingue-se do catalisador, porque
é consumido pela reação. Assim, por exemplo, na rea-
ção.


A adição de pequenas de oxigênio retarda; tão logo,
porém, o oxigênio seja consumido, a reação retoma
sua velocidade primitiva.
Costuma-se classificar a catalise em homogê-
nea e heterogênea, conforme o sistema em reação e o
catalisador formem um todo homogêneo ou heterogê-
neo.
A reação


é um exemplo de catalise homogênea, porque todas
as substâncias (SO
2
, O
2
, SO
3
) e o catalisador (NO) são
gases e constituem, pois, uma única fase (conjunto
homogêneo). A catalise homogênea ocorre em siste-
mas gasosos catalisados por um gás ou em sistemas
líquidos contendo substâncias e catalisador (sólidos,
líquidos ou gases), todos solúveis entre si.
A mesma reação, catalisada por platina

é um exemplo de catalise heterogênea, pois o sistema
em reação é gasoso, enquanto o catalisador é sólido
(são duas fases distintas). A catalise heterogênea sur-
ge, em geral, quando uma substância sólida catalisa
uma reação entre gases ou líquidos.
Chama-se PROMOTOR (ou ATIVADOR) da
catalisador a substância que acentua o efeito do catali-
sador, embora a própria substância sozinha não tenha
nenhum efeito catalítico.
A reação N
3
+ 3H
2
→2NH
3
é catalisada por
ferro; se ao ferro adicionarmos pequenas quantidades
de K
2
O ou AL
2
O
3
, a ação catalítica do ferro ficará muito
acentuada; dizemos, então, que o K
2
O e o AI
2
O
3
agem
como promotores ou ativadores do ferro.
O emprego de promotores em reações indus-
triais é tão comum que, frequentemente, são usadas
misturas catalíticas bastante complexas.
Chama-se VENENO (ou AANTICATALISA-
DOR) a substância que diminui ou mesmo anula o
efeito de um catalisador.
No exemplo anterior


A presença de pequenas quantidades de arsênio ou
compostos irá anular o efeito do ferro como catalisa-
dor.
AUTOCATÁLISE ocorre quando um dos produtos da
reação age como catalisador da própria reação.


Esta reação é extremamente lenta. No entanto, logo
que se formam as primeiras porções do ácido, este
passa a agir como catalisador da reação e o processo
se acelera.

7.2 Mecanismo da catálise
Embora existam processos catalíticos comple-
xos e não muito bem explicados até hoje, podemos
dizer que há duas maneiras principais de ação de um
catalisador:

a-) formação de um composto intermediário
A reação é lenta. A a-
dição de NO torna-a muito mais rápida, pois



Neste caso, o catalisador (NO) toma parte na
reação, formando um composto intermediário (NO
2
),
que facilita o andamento da reação. Note que o catali-
sador (NO) é recuperado na segunda reação; deste
modo, podemos continuar dizendo que o catalisador
não é consumido na reação.

b-) adsorção dos reagentes
A decomposição do HI, a 500ºC á catalisada
por platina em pó:

A platina adsorve (isto é, retém em sua super-
fície) moléculas de HI. Como a platina é um metal de
transição (tem a última e a penúltima camadas eletrô-
nicas incompletas), ela é deficitária em elétrons e pro-
cura atrair as nuvens eletrônicas do hidrogênio e do
iodo. Forma-se, então, um “complexo ativado” entre a
platina e o HI, determinando um enfraquecimento da
ligação entre o hidrogênio e o iodo, que acelera a
quebra da molécula HI e, em conseqüência, aumenta a
velocidade da reação.
Observe que, mesmo neste caso, há formação
de um “composto intermediário” entre o reagente (HI) e
o catalisador (Pt). Por outro lado, é bom salientar que a
ação catalítica não dependerá tanto mais ativa quanto
mais pulverizada ela estiver.
Entretanto, qualquer que seja o mecanismo da
catalise, a ação do catalisador será sempre criar para
a reação um novo caminho com energia de ativa-
ção menor. Assim, para a reação

a energia de ativação sem catalisador é E
at
= 45
kcal/mol, enquanto, sob a catalise da platina em pó, a
energia de ativação torna-se E
at
= 14 kcal/mol.

Observe o gráfico:


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Físico - Química 316

Como o próprio rebaixamento da curva indica,
o catalisador tanto age na reação direta como na rea-
ção inversa. É por isso que, em reações reversíveis, o
catalisador não altera o ponto de equilíbrio, embora
nos permita atingir o equilíbrio mais rapidamente, co-
mo veremos mais adiante.

7.3 Principais catalisadores

a-) Metais. Especialmente metais de transição, como
CO, Ni, Pd, Pt etc.


b-) Óxidos metálicos. Por exemplo,




c-) Ácidos. Catalisam muitas reações da Química
Orgânica:

São utilizados inclusive ácidos de Lewis, como AICI
3
,
BF
3
etc:


d-) Bases. Também atuam como catalisadores de
muitas reações:


e-) Substâncias que se oxidam e se reduzem facil-
mente. No processo abaixo:



O NO facilmente se oxida a NO
2
e este facilmente se
reduz, regenerando o NO inicial, e propiciando a trans-
formação de SO
2
em SO
3
.

f-) Enzimas. São consideradas produzidos pelos seres
vivos, que aceleram reações importantes para o meta-
bolismo do próprio ser vivo. Podemos afirmar que sem
a colaboração das enzimas seria impossível a vida dos
vegetais e animais, como a conhecemos em nosso
planeta. Assim, por exemplo, em nosso tubo digestivo
a enzima denominada lípase provoca a reação:


Quando colocarmos água oxigenada num cofre feito
em nossa pele, notamos uma efervescência, que indi-
ca a liberação de oxigênio, segundo a reação:


Esta reação é catalisada pelas enzimas existentes em
nosso sangue. O oxigênio é liberado em forma atômica
(oxigênio nascente) e tem, por isso, alto poder germi-
cida; daí o emprego da água oxigenada para desinfetar
o corte.
Outras enzimas são também responsáveis por muitas
fermentações, caseiras ou industriais, que são empre-
gadas na fabricação de queijos, coalhadas, cervejas
etc.
As enzimas são substâncias complexas, de natureza
protéica e coloidal, e que agem de maneira muito sele-
tiva – isto é, só um tipo muito bem definido de reação;
chegando inclusive a “distinguir” um reagente de um
isômero. Essa extraordinária especificidade decorre de
fato de a enzimas encaixar-se perfeitamente nas molé-
culas reagentes (substratos), como uma chave Yale se
encaixa na fechadura correspondente.


Observação: muitas vezes ouvimos falar em fotocatá-
lise para designar o aumento de velocidade de uma
reação (como, por exemplo, H
2
+ CI
2
→2HCI) provo-
cado pela luz. Entretanto, a luz não deve ser conside-
rada um catalisador, pois não é uma substância, e sim
uma forma de energia, como o calor, a eletricidade etc.


EXERCÍCIOS

Nível básico

1-) com dados da reação entre nitrogênio e hidrogênio,
em determinadas condições,

Foi construída a seguinte tabela número de mols de H
2

em função do tempo:


__________________________________________________________________________________________________________________
317 Físico - Química CASD Vestibulares


a-) complete a tabela com os dados que faltam
b-) determine a velocidade de reação de H
2
de O a 2
minutos.
c-) determine a velocidade de formação de NH
3
de 0 a
2 minutos.

2-) considerando que a reação do exercício 1 está
ocorrendo num recipiente de 1L, determine a velocida-
de da reação, no intervalo de 0 a 2 minutos,em
mols/L.s.

3-) Considere a reação de decomposição da água, a
820ºC:

Foi construída a seguinte tabela de mols de H
2
em
função do tempo:


a-) complete a tabela com os dados que faltam
b-) determine a velocidade de reação de O
2
de 0 a 40
segundos.
c-) determine a velocidade de formação de H
2
O de 0 a
40 segundos g/s.
Dado: M
(H2o)
= 18 g/mol

4-) Considerando que a reação do exercícios 3 está
ocorrendo num recipiente de 10L, determine a velocida-
de da reação, no intervalo de 0 a 40 minutos, em
mols/L.s

5-) Numa das etapas do ciclo de Krebs ocorre a reação.


Nessa reação a enzima fumarase atua como:
a-( ) oxidante; oxida o ácido fumárico
b-( ) redutor; reduz o ácido fumárico
c-( ) ácido de Lewis; aceita par eletrônico oferecido pela
água.
d-( ) base de Lewis; fornece par eletrônico para a água
e-( ) catalisador; aumenta a velocidade da reação

6-(UFMG) O gráfico a seguir representa a variação de
energia potencial quando o monóxido de carbono, CO, é
oxidado a CO
2
pela ação do NO
2
de acordo com a e-
quação:



Com relação a esse gráfico e à reação acima, a afirma-
tiva falsa é:
a-( ) a energia de ativação para a reação direta é cerca
de 135 kJmol
-1
.
b-( ) a reação inversa é endotérmica.
c-( ) em valor absoluto, o ∆H da reação direta é cerca
de 225 kJmol
-1
.
d-( ) em valor absoluto, o ∆H da reação inversa é cerca
de 360 kJmol
-1

e-( ) o ∆H da reação direta é negativo.

7-) Com relação a um fogão de cozinha, que utiliza
mistura de hidrocarbonetos gasosos como combustí-
vel, é correto afirmar que:
a-) a chama se mantém acesa, pois o valor da energia
de ativação para ocorrência da combustão é maior que
o valor relativo ao calor liberado.

8-) Considere a decomposição fotoquímica da água
oxigenada:




a-) Determine a velocidade de decomposição da água
oxigenada em moles por hora (H = 1u; O=16u) no in-
tervalo 0 a 2h.
b-) determine a velocidade de formação de O
2
no
mesmo período.

9-) Diga qual o efeito de cada fator abaixo, na veloci-
dade de uma reação e explique porque:
a-) diminuição da temperatura
b-) diminuição da concentração dos reagentes
c-) introdução de um catalisador
d-) pulverização de um reagente sólido

10-) Em presença de ar e à mesma temperatura, o que
queima mais rapidamente: 1kg de carvão em pó ou
1kg de carvão em pedaços? Justifique a sua resposta.

11- (Fuvest) A reação representada pela equação a-
baixo é realizada segundo dois procedimentos:



I- triturando reagentes sólidos


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Físico - Química 318
II- misturando soluções aquosas concentradas dos
reagentes.
Utilizando mesma quantidade de NaHSO
4
e mesma
quantidade de CH
3
COONa nesses procedimentos, à
mesma temperatura, a formação do ácido acético:
a-( ) é mais rápida em II porque em solução a freqüên-
cia de colisões entre os reagentes é maior.
b-( ) é mais rápida em I porque no estado sólido a con-
centração dos reagentes é maior.
c-( ) ocorre em I e II com igual velocidade porque os
reagentes são os mesmos
d-( ) é mais rápida em I porque o ácido acético é libe-
rado na forma de vapor
e-( ) é mais rápida em II porque o ácido acético se
dissolve na água.

12-(UFC) Os constantes aumentos dos preços dos
combustíveis convencionais dos veículos automotores
têm motivado a utilização do gás natural (CH
4
) como
combustível alternativo. Analise o gráfico abaixo, que
ilustra as variações de entalpia para a combustão do
metano.

Assinale a alternativa correta.


13-(Puc-MG) Foi realizado o estudo da cinética da
decomposição da água oxigenada, representada pela
reação:

A variação da concentração da água oxigenada com o
tempo é representada pelo gráfico adiante.
Assinale o gráfico que representa a variação da veloci-
dade de decomposição de H
2
O
2
com o tempo:



14-(UFSC) Analise o diagrama de energia abaixo, que
representa a reação genérica, em equilíbrio,
e 1 atm. Dê a resposta
pela soma da(s) proposição(ões) correta(s).


(01) a reação inversa é endotérmica.
(02) O valor da energia de ativação da reação dire-
ta, sem catalisador, é de 95 kJ.
(04) o abaixamento da energia de ativação, produzido
pelo uso do catalisador, foi de 40 kJ.
(08) um aumento da temperatura do sistema provocara
diminuição nas concentrações de A
(g)
e de B
(g)
.
(16) um aumento da temperatura do sistema resultara
na diminuição da constante de equilíbrio.
(32) o aumento da pressão sobre o sistema favorece a
reação inversa.
(64) o aumento das concentrações de A
(g)
a de B
(g)

favorece a formação de C
(g)
. soma = ( )

15-(Unitau) Seja a reação de decomposição:



__________________________________________________________________________________________________________________
319 Físico - Química CASD Vestibulares
Podemos afirmar que:
a-( ) a velocidade da reação pode ser calculada pela
expressão;

b-( ) a velocidade da reação pode ser calculada na
forma:

c-( ) a ordem global da reação é 5
d-( ) é uma reação endotérmica, por causa do O
2

e-( ) é uma reação exotérmica, por causa do NO
2
.

16-(UFMG) um palito de fósforo não se acende, espon-
taneamente, enquanto está guardado. Porém basta um
ligeiro atrito com uma superfície espera para que ele,
imediatamente, entre em combustão, com emissão de
luz e calor.
Considerando-se essas observações, é correto afirmar
que a reação:
a-( ) é endotérmica e tem energia de ativação maior
que a energia fornecida pelo atrito.
b-( ) é endotérmica e tem energia de ativação menor
que a energia fornecida pelo atrito.
c-( ) é exotérmica e tem energia de ativação maior que
a energia fornecida pelo atrito.
d-( ) é exotérmica e tem energia de ativação menor
que a energia pelo atrito.

17(UNB) O estudo da teoria cinético-molecular permite
ainda compreender processos relacionados à conser-
vação e ao cozimento de alimentos, tais como:
I-) divisão de alimentos em pequenos pedaços;
II- cozimento de alimentos por aquecimento em siste-
mas fechados de pressão elevada;
III-) resfriamento de alimentos
IV-) salga de carne.
Com relação a esses processos, julgue os seguintes
itens.
( ) o processo I, isoladamente, não é recomendado
para a conservação de alimentos, pois aumenta a su-
perfície de contato com o meio externo.
( ) o processo II está relacionado com a diminuição do
movimento das partículas no sistema fechado.
( ) no processo III, a velocidade das reações químicas
que ocorrem nos alimentos é diminuída.
( ) o processo IV está relacionado com a osmose.

18- (UFSM) Considerando a reação:
NO
2(g)
+ CO
(g)
NO
(g)
+ CO
2(g)
, que ocorre em uma
única etapa e que, numa dada temperatura, apresenta a
lei experimental de velocidade dada por v = k[NO
2
].[CO],
é correto afirmar que essa reação é de:
a-) ( ) 3
a
ordem e molecularidade 2
b-) ( ) 2
a
ordem e molecularidade 3
c-) ( ) 3
a
ordem e molecularidade 3
d-) ( ) 2
a
ordem e molecularidade 2
e-) ( ) 5
a
ordem e molecularidade 5

19- (UFES) Considere os diagramas representativos de
Energia (E) versus coordenada das reação (cr):


O diagrama da reação mais lenta e o da que tem a e-
nergia de ativação igual a zero são, respectivamente:
a-) ( ) I e II b-) ( ) I e III c-) ( ) II e III
d-) ( ) I e IV e-) ( ) II e IV

20-(PUC-MG) A tabela a seguir mostra situações expe-
rimentais realizadas por um estudante sobre a reação:
Zn
(s)
+ 2HCl
(aq)
ZnCl
2 (aq)
+ H
2(g)



Assinale a experiência em que a reação entre o metal
zinco e a solução de ácido clorídrico se processou com
maior rapidez:
a-( ) I b-( ) II c-( ) III d-( ) IV e-( ) V

21- UERJ) A sabedoria popular indica que, para acen-
der uma lareira, devemos utilizar inicialmente lascas de
lenha e só depois colocarmos as toras.
Em condições reacionais idênticas e utilizando massas
iguais de madeira e lascas e em toras, verifica-se que
madeira em lascas queima com mais velocidade.
O fator determinante, para essa maior velocidade da
reação, é o aumento da:
a-) ( ) pressão b-) ( ) temperatura
c-) ( ) concentração d-) ( ) superfície de contato

22- Puccamp) Considere as duas fogueiras representa-
das a seguir, feitas, lado a lado, com o mesmo tipo e
quantidade de lenha.

A rapidez da combustão da lenha será:
a-) ( ) maior na fogueira 1, pois a superfície de contato
com o ar é maior.
b-) ( ) maior na fogueira 1, pois a lenha está mais com-
pactada, o que evita a vaporização de componentes
voláteis.


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Físico - Química 320
c-) ( ) igual nas duas fogueiras, uma vez que a quanti-
dade de lenha é a mesma e estão no mesmo ambiente.
d-) ( ) maior na fogueira 2, pois a lenha está menos
compactada, o que permite maior retenção de calor pela
madeira.
e-) ( ) maior na fogueira 2, pois a superfície de contato
com o ar é maior.

23-(Unirio) A hidrazina, N
2
H
4
, é utilizada, junto com al-
guns dos seus derivados, como combustível sólido nos
ônibus espaciais. Sua formação ocorre em várias eta-
pas:
a-) H
3(aq)
+ OC—figura
-
(aq)
NH
2
C—figura
(aq)
+ OH
-
(aq)

(Rápida)
b-) NH
2
C—figura
(aq)
+ NH
3(aq)
N
2
H
5
+
(aq)
+ C—figura
-
(aq)

(Lenta)
c-) N
2
H
5
+
(aq)
+ OH
-
(aq)
N
2
H
4(aq)
+ H
2
O
(l)
(Rápida)

Indique a opção que contém a expressão de velocidade
para a reação de formação de hidrazina.
a-) ( ) v = k [NH
2
C—figura] [NH
3
]
b-) ( ) v = k [NH
3
] [OC—figura
-
]
c-) ( ) v = k [NH
3
]
2
[OC—figura
-
]
d-) ( ) v = k [N
2
H
4
] [C—figura
-
] [H
2
O]
e-) ( ) v = k [N
2
H
5
] [OH
-
]

24- UERJ) Reações químicas ocorrem geralmente, co-
mo resultado de colisões entre partículas reagentes.
Toda reação requer um certo mínimo de energia, deno-
minada energia de ativação. Os gráficos a seguir repre-
sentam diferentes reações químicas, sendo R = reagen-
te e P = produto.


Aquele que representa um processo químico exotérmico
de maior energia de ativação é o de número:
a-) ( ) 1 b-) ( ) 2 c-) ( ) 3 d-) ( ) 4

25-(UFMG) A água oxigenada, H
2
O
2
, decompõe-se para
formar água e oxigênio, de acordo com a equação:
H
2
O
2(l)
H
2
O
(l)
+ ½ O
2(g)

A velocidade dessa reação pode ser determinada reco-
lhendo-se o gás em um sistema fechado, de volume
constante, e medindo-se a pressão do oxigênio formado
em função do tempo de reação.
Em uma determinada experiência, realizada a 25º C,
foram encontrados os resultados mostrados no gráfico.



Considerando-se o gráfico, pode-se afirmar que a velo-
cidade de decomposição da água oxigenada:
a-) ( ) é constante durante todo o processo de decom-
posição
b-) ( ) aumenta durante o processo de decomposição
c-) ( ) tende para zero no final do processo de decom-
posição
d-) ( ) é igual a zero no início do processo de decompo-
sição.

26-(Fuvest) Foram realizados quatro experimentos.
Cada um deles consistiu na adição de solução aquosa
de ácido sulfúrico de concentração 1 mol/L a certa mas-
sa de ferro. A 25º C e 1 atm, mediram-se os volumes de
hidrogênio desprendido em função do tempo. No final
de cada experimento, sempre sobrou ferro que não
reagiu. A tabela mostra o tipo de ferro usado em cada
experimento, a temperatura e o volume da solução do
ácido sulfúrico usado. O gráfico abaixo mostra os resul-
tados:




As curvas de 1 a 4 correspondem, respectivamente, aos
experimentos:
a-) ( ) 1 – D; 2 – C; 3 – A; 4 – B
b-) ( ) 1 – D; 2 – C; 3 – B; 4 – A
c-) ( ) 1 - B; 2 – A; 3 – C; 4 – D
d-) ( ) 1 – C; 2 – D; 3 – A; 4 – B
e-) ( ) 1 – C; 2 – D; 3 – B; 4 – A

27-(UFRS) O gráfico a seguir refere-se a uma reação
genérica,
A + B R + S



__________________________________________________________________________________________________________________
321 Físico - Química CASD Vestibulares
A partir das informações contidas no gráfico, é possível
afirmar que a reação em questão possui uma energia de
ativação de Arrhenius de aproximadamente:
a-) ( ) 5 kcal/mol b-) ( ) 15 kcal/mol
c-) ( ) 20 kcal/mol d-) ( ) 25 kcal/mol
e-) ( ) 40 kcal/mol

28- (Unicamp) O gráfico a seguir representa as varia-
ções das massas de um pequeno pedaço de ferro e de
uma esponja de ferro (palha de aço usada em limpeza
doméstica) expostos ao ar (mistura de hidrogênio, N
2
,
oxigênio, O
2
, e outros gases além de vapor d’água).

a-) Por que as massas da esponja e do pedaço de ferro
aumentam com o tempo?
b-) Qual das curvas diz respeito à esponja de ferro?
Justifique.

29- (MACK) A partir do diagrama abaixo, é incorreto
afirmar que:


a-) ( ) a entalpia das substâncias simples é igual a zero.
b-) ( ) a energia fornecida ao carbono e ao gás hidrogê-
nio na formação do complexo ativado é igual a 560 kJ.
c-) ( ) o figura de formação de um mol de C
2
H
2
é igual a
+226 kJ.
d-) ( ) a síntese do C
2
H
2
é uma reação exotérmica.
e-) ( ) na obtenção de dois mols de C
2
H
2
, o sistema
absorve 452 kJ.
30-(Puccamp) Os métodos de obtenção da amônia e do
etanol:

Representam. Respectivamente, reações de catálise:
a-) ( ) heterogênea e enzimática
b-) ( ) heterogênea e autocatálise
c-) ( ) enzimática e homogênea
d-) ( ) homogênea e enzimática
e-) ( ) homogênea e autocatálise

31-(UFRS) AS figuras a seguir representam as colisões
entre as moléculas reagentes de uma mesma reação
em três situações:


Pode-se afirmar que:
a-) ( ) na situação I, as moléculas reagentes apresen-
tam energia maior que a energia de ativação, mas a
geometria da colisão não favorece a formação dos pro-
dutos.
b-) ( ) na situação II, ocorreu uma colisão com geome-
tria favorável e energia suficiente para formar os produ-
tos.
c-) ( ) na situação III, as moléculas reagentes foram
completamente transformadas em produtos.
d-) ( ) nas situações I e III, ocorreram reações químicas,
pois as colisões foram eficazes.
e-) ( ) nas situações I, II e III, ocorreu a formação do
complexo ativado, produzindo novas substâncias.

32- (UFRS) O carvão é um combustível constituído de
uma mistura de compostos ricos em carbono. A situa-
ção em que a forma de apresentação do combustível,
do comburente e a temperatura utilizada favorecerão a
combustão com maior velocidade é:
a-) Combustível – carvão em pedaços; Comburente – ar
atmosférico; Temperatura 0ºC.
b-) Combustível – carvão pulverizado; Comburente – ar
atmosférico; Temperatura 30º C.
c-) Combustível – carvão em pedaços; Comburente –
oxigênio puro; Temperatura 20º C.
d-) Combustível – carvão pulverizado; Comburente –
oxigênio puro; Temperatura 100º C.
e-) Combustível – carvão em pedaços; Comburente –
oxigênio liquefeito; Temperatura 50º C.

33- (UNB) Em um supermercado, um consumidor leu o
seguinte texto no rótulo da embalagem lacrada de um
produto alimentício:
Contém antioxidante EDTA-cálcio dissódico. Conservar
em geladeira depois de aberto. Embalado à vácuo.
Considerando que o prazo de validade do produto ainda
não está vencido, julgue os itens que se seguem:
( ) O ar puro é um bom conservante desse alimento.
( ) Algumas substância componentes desse produto
são impedidas de sofrer reações em que perderiam
elétrons.
( ) Se a instrução contida no rótulo for devidamente
seguida, haverá o retardamento das reações endotérmi-
cas de decomposição do alimento.
( ) Se a embalagem estiver estufada, há indícios de que
houve reação como formação de gases e que, nessas
condições, o alimento é considerado impróprio para o
consumo.

34- PUC-MG) A seguir estão representadas as etapas
da reação:


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Físico - Química 322
H
2
+ Br
2
2HBr

A velocidade da reação é determinada pela etapa:
a-) ( ) I b-) ( ) II c-) ( ) III d-) ( ) IV e-) ( ) V

35- (UFRS) Uma reação é de primeira ordem em rela-
ção ao reagente A e de primeira ordem em relação ao
reagente B, sendo representada pela equação:
2 A
(g)
+ B
(g)
2C
(g)
+ D
(g)

Mantendo-se a temperatura e a massa constantes e
reduzindo-se à metade os volumes de A
(g)
e B
(g)
, a velo-
cidade da reação:
a-) ( ) duplica b-) ( ) fica reduzida à metade
c-) ( ) quadruplica d-) ( ) fica 8 vezes maior
e-) ( ) fica 4 vezes menor

36- (UECE) Assinale a alternativa correta:
a-) ( ) reação não-elementar é a que ocorre por meio de
duas ou mais etapas elementares.
b-) ( ) 2NO + H
2
N
2
O + H
2
O é um exemplo de reação
elementar porque ocorre por meio de três colisões entre
duas moléculas de NO e uma de H
2
.
c-) ( ) no processo:

d-) ( ) se a velocidade de uma reação é dada por v = k
[NO
2
] [CO], sua provável reação será:
NO + CO
2
NO
2
+ CO

Nível Intermediário

1-(Vunesp) A fonte energética primária do corpo hu-
mano vem da reação entre a glicose (C
6
H
12
O
6
) em
solução e o oxigênio gasoso transportado pelo sangue.
São gerados dióxido de carbono gasoso e água liqui-
da como produtos.Na temperatura do corpo (36,5ºC), a
interrupção do fornecimento energético para certos
órgãos não pode exceder 5 minutos. Em algumas ci-
rurgias, para evitar lesões irreversíveis nestes órgãos,
decorrentes da redução da oxigenação, o paciente tem
sua temperatura corporal reduzida para 25ºC, e só
então a circulação sanguínea é interrompida.
a-) escreva a equação química balanceada que repre-
senta a reação entre a glicose e o oxigênio.
b-) explique por que o abaixamento da temperatura do
corpo do paciente impede a ocorrência de lesões du-
rante a interrupção da circulação.

2-) Qual é o papel dos radicais cloro (Cl .) na destrui-
ção do ozônio estratosférico?

3-) O gráfico anterior descreve a variação da concen-
tração de I
2(g)
em mol/L em função do tempo:


a-) o iodo é reagente ou produto da reação? Por quê?
b-) determine a velocidade da reação do iodo:
b1-) de 0 a 1s
b2-) de 1s a 3s
b3-) de 7s a 8s

4-) O que se pode dizer quanto à variação da veloci-
dade no decorrer da reação, baseado no gráfico do
exercício anterior?

5-(Fuvest) A reação de persulfato com iodeto:

Pode ser acompanhada pelo aparecimento da cor do
iodo. Se no inicio da reação perfulfato e iodeto estive-
rem em proporção estequiométrica (1:2),as concentra-
ções de persulfato e de iodeto, em função do tempo de
reação, serão representadas pelo gráfico:
Linha grossa: concentração de I
Linha fina: concentração de S
2
O
8
-2

Na alternativa (c) as duas linhas coincidem.


6-(Vunesp) Em duas condições distintas, a decompo-
sição do NH
4
NO
3
, por aquecimento, conduz a diferen-
tes produtos:


Explique, em termos de energia de ativação:


__________________________________________________________________________________________________________________
323 Físico - Química CASD Vestibulares
a-) Por que a decomposição do NH
4
NO
3
puro ocorre
pelo processo representado em I, embora aquele re-
presentado em II corresponde a um processo mais
exotérmico.
b-) O papel do íon cloreto na decomposição represen-
tada em II.

7-(UFPE) A produção de trióxido de enxofre durante a
combustão de carvão em usinas termoelétricas (siste-
ma aberto ao ar) causa problemas ambientais relacio-
nados com a chuva ácida. Esta reação para a produ-
ção de trióxido de enxofre, na presença de óxido de
nitrogênio, é descrita pelo mecanismo a seguir:



Qual dos gráficos abaixo melhor representa a concen-
tração molar (eixo das ordenadas) das principais espé-
cies envolvidas na produção de trióxido de enxofre em
função do tempo (eixo das abscissas)?



8-(Puc-MG) Em uma experiência, estuda-se a veloci-
dade de reação, numa determinada temperatura, entre
os íons persulfato e iodeto. A estequiometria da reação
entre esses íons é a seguinte :


O gráfico a seguir representa a evolução da concen-
tração de duas espécies presentes durante o aconte-
cimento da reação.


É correto afirmar que as curvas 1 e 2 representam,
respectivamente, a evolução das concentrações das
espécies:
a-( ) iodo e íon sulfato
b-( ) íon persulfato e íon iodeto
c-( ) íon iodeto e íon persulfato
d-( ) íon sulfato e iodo

9-(Puc-MG) A água sanitária é uma solução aquosa
que contem os íons Cl O, Na
+
, Cl
-
e OH. O seu po-
der desinfetante deve-se essencialmente aos íons
Cl C
-
.
Com o tempo, esses íons se dissociam, como
representado na seguinte reação: 2Cl O→2Cl +O
2
.
Considere o gráfico seguinte, representando as evolu-
ções, com o tempo da concentração de Cl O
-
em três
frascos de água sanitária, cada um guardado numa
temperatura diferente.
É incorreto afirmar:

a-( ) para manter um melhor poder desinfetante, a
água sanitária deve ser conservada num lugar fresco.
b-( ) depois de 50 dias de conservação a T = 30ºC, a
água sanitária perdeu mais de 50% do seu poder de-
sinfetante.
c-( ) depois de 200 dias de conservação a T =20ºC, a
água sanitária perdeu mais de 50% do seu poder de-
sinfetante.
d-( ) um frasco de água sanitária, conservado6 meses
a T = 40ºC, mantém um bom poder desinfetante.

10-(Unicamp) Soluções aquosas de água oxigenada,
H
2
O
2
, decompõem-se dando água e gás oxigênio. A
figura a seguir representada a decomposição de três
soluções de água oxigenada em função do tempo,
sendo que uma delas foi catalisada por óxido de ferro
(III), Fe
2
O
3
.

a-) qual das curvas representa a reação mais lenta?
Justifique em função do gráfico.
b-) qual das curvas representa a reação catalisada?
Justifique em função do gráfico.

11-(Unitau) Na reação de dissociação térmica do HI
(g)
,
a velocidade de reação é proporcional ao quadrado da
concentração molar do HI. Se triplicarmos a concen-
tração do HI, a velocidade da reação:
a-( ) aumentara 6 vezes b-( ) aumentará 9 vezes
c-( ) diminuirá 6 vezes d-( ) diminuirá 9 vezes
e-( ) diminuirá 3 vezes

12-(Fuvest) Para remover uma mancha de um prato de
porcelana fez-se o seguinte: cobriu-se a mancha com
meio copo de água fria, adicionaram-se algumas gotas


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Físico - Química 324
de vinagre e deixou-se por uma noite. No dia seguinte
a mancha havia clareado levemente. Usando apenas
água e vinagre, sugira duas alterações no procedimen-
to, de tal modo que a remoção da mancha possa ocor-
rer em menor tempo. Justifique cada uma das altera-
ções propostas.

13-(UFMG) Em dois experimentos, massas iguais de
ferro reagiram com volumes iguais da mesma solução
aquosa de ácido clorídrico, à mesma temperatura.
Num dos experimentos, usou-se uma placa de ferro;
no outro, a mesma massa de ferro, na forma de lima-
lha. Nos dois casos, o volume total de gás hidrogênio
produzido foi medido, periodicamente, até que toda a
massa de ferro fosse consumida.
Assinale a alternativa cujo gráfico melhor representa
as curvas do volume total do gás hidrogênio produzido
em função do tempo.


14-(UERJ) A água oxigenada é empregada, frequen-
temente, como agente microbicida de ação, oxidante
local. A liberação do oxigênio, que ocorre durante a
sua decomposição, é acelerada por uma enzima pre-
sente no sangue.
Na limpeza de um ferimento, esse microbicida liberou,
ao se decompor, 1,6g de oxigênio por segundo.
Nessas condições, a velocidade de decomposição da
água oxigenada, em mol/min, é igual a:
Dado: Massa molar: O
2
=32,0 g/mol
a-( ) 6,0 b-( ) 5,4 c-( ) 3,4 d-( ) 1,7

15-(UFG) Considere a reação de síntese que ocorre,
simultaneamente, em dois recipientes idênticos e de
paredes rígidas mantidos à mesma temperatura. Os
recipientes contêm hidrogênio e oxigênio gasosos, na
mesma proporção, porém, guardado uma relação (em
massa) de um para dois, entre os recipientes.
a-) desenhe no quadrante, a seguir, a(s) curva(s) que
representa(m) a(s) variação(ões) de energia dos sis-
temas em função do caminho da reação, indicando a
energia em cada etapa.

b-) compare as velocidades da reação nos sistema.
Justifique.

16-(UFRJ) A decomposição da água oxigenada sem
catalisador exige uma energia de ativação de 18,0
kcal/mol. Entretanto, na presença de platina (catálise
heterogênea) e de catalase (catálise homogênea) a
energia de ativação cai para 12,0 e 5,0 kcal/mol, respec-
tivamente, como pode ser observado no gráfico a se-
guir:


a-) A reação de decomposição é endo ou exotérmica?
Justifique.
b-) Associe cada uma das curvas (a, b, c) com as condi-
ções de decomposição da água oxigenada.

17- (PUC – MG) A reação:

NO
2(g)
+ CO
(g)
CO
2(g)
+ NO
(g),
ocorre em duas etapas:
1
a
Etapa:
NO
2(g)
+ NO
2(g)
NO
(g)
+ NO
3(g)
(lenta)

2
a
Etapa:
NO
3(g)
+ CO
(g)
CO
2(g)
+ NO
2(g)
(Rápida)

A lei de velocidade para a reação é:
a-) ( ) v = k [NO
2
]
2

b-) ( ) v = k [NO
2
]
2
[CO]
c-) ( ) v = k [NO
3
] [CO]
d-) ( ) v = k [NO
2
] [CO]
e-) ( ) v = k [CO
2
]
2
[NO]

18- (PUC-MG) Considere a seguinte reação química:
N
2(g)
+ 2O
2(g)
2NO
2(g)
, em que a velocidade da reação
obedece à equação:
V = k [N
2
] [O
2
]
2

Triplicando a concentração mol/L de gás nitrogênio e
duplicando a concentração mol/L de gás oxigênio e
mantendo as demais condições constantes, nota-se que
a velocidade da reação:
a-) ( ) permanece constante
b-) ( ) triplica
c-) ( ) aumenta seis vezes
d-) ( ) aumenta nove vezes
e-) ( ) aumenta doze vezes

19- (PUC-SP) Os dados a seguir referem-se a cinética
da reação entre o monóxido de nitrogênio (NO) e o oxi-
gênio (O
2
), produzindo o dióxido de nitrogênio (NO
2
).

[NO]
(mol/L)
[O
2
]
(mol/L)
Velocidade
da reação
(mol/L.s)
Temperatura
(º C)
0,020 0,010 1,0.10
-4
400
0,040 0,010 4,0.10
-4
400


__________________________________________________________________________________________________________________
325 Físico - Química CASD Vestibulares
0,020 0,040 4,0.10
-4
400
0,020 0,040 16,0.10
-4
???

Analisando a tabela é correto afirmar que:
a-) ( ) a expressão da velocidade da reação é v =
k[NO][O
2
]
b-) ( ) a temperatura no último experimento é maior que
400ºC
c-) ( ) a velocidade da reação independe da concentra-
ção O
2

d-) ( ) o valor da constante de velocidade (k) a 400ºC é
1L/mol
e-) ( ) o valor da constante de velocidade (k) é o mesmo
em todos os experimentos.

20- (UFF) Considere a reação:
M
(g)
+ N
(g)
O
(g)


Observa-se, experimentalmente, que, dobrando-se a
concentração de N, a velocidade de formação de O
quadruplica e, dobrando-se a concentração de M, a
velocidade da reação não é afetada.
A equação da velocidade v desta reação é:
a-) ( ) v = k[M]
2
b-) ( ) v = k[N]
2
c-) ( ) v = k[M]
d-) ( ) v = k[M] [N] e-) ( ) v = k[M] [N]
2

21- (PUC-RIO) As velocidades iniciais da decomposição
do aldeído acético (CH
3
CHO) foram medidas para as
concentrações iniciais de 0,10 mol/l e 0,20 mol/l e apre-
sentaram os valores de 0,02 mol/l.s e 0,08 mol/l.s, res-
pectivamente. A ordem da reação em relação ao aldeí-
do acético é:
a-) ( ) ½ b-) ( ) 1 c-) ( ) 2 d-) ( ) 3/2 e-) ( ) 3

22- (UFMG) Uma chama queima metano completamen-
te, na razão de 2L/min, medidos nas CNTP. O calor de
combustão do metano é 882 kJ/mol.
a-) Calcule a velocidade de liberação de energia.
b-) Calcule, em mol/min, a velocidade de produção de
gás carbônico.
c-) Calcule a massa de oxigênio consumida em 20 mi-
nutos.
Dados: (O = 16u).

23- UNB) Um estudante, consultando um livro didático
de Química, encontrou uma experiência que lhe chamou
a atenção. Não dispondo dos reagentes em sua escola,
ele solicitou, por meio da Internet, no site
http://www.unb.br/qui/Ipeq/, informações sobre os resul-
tados que poderiam ser obtidos na experiência. Tendo
resultado, via Internet, a tabela de dados, o aluno elabo-
rou o seguinte relatório. Experiência: estudo sobre a
velocidade de reação.
Procedimento: preparando-se tubos de ensaio em dife-
rentes concentrações de solução de tiossulfato de sódio
e em diferentes condições de temperatura, conforme
especificado na tabela de dados, adicionaram-se quatro
gotas de ácido sulfúrico em cada tubo, medindo-se ime-
diatamente o tempo durante o qual a solução ficou tur-
va, não permitindo a visualização de um traço feito a
lápis em uma tira de papel que estava atrás do tubo.
Tabela de dados:

Tubo Concentração
da solução de
Condição
de tempera-
Tempo
(s)
Na
2
S
2
O
3

(mol/L)
tura da so-
lução
1 0,5 Gelada 20
2 0,5 Quente 5
3 0,5 Ambiente 10
4 0,4 Ambiente 15
5 0,3 Ambiente 20
6 0,2 Ambiente 30

Análise de dados: o tiossulfato reage com o ácido sulfú-
rico, produzindo um precipitado – o enxofre – o qual
turva a solução. A variação das condições da reação
afeta a velocidade de formação do produto.
Equação:
Na
2
S
2
O
3
+ H
2
SO
4
Na
2
SO
4
+ H
2
O + SO
2(g)
+ S figura
<O

Com o auxílio das informações acima, julgue os itens a
seguir:
(0) O aluno pode concluir corretamente que a concen-
tração e a temperatura afetam a velocidade da reação.
(1) A entalpia da reação variou nos primeiros três tu-
bos.
(2) A energia de ligação dos produtos é maior que a
energia de ligação dos reagentes.
(3) No tubo 1, a energia cinética dos reagentes foi mai-
or do que no tubo 2; por isso, o tempo da reação foi
maior.

24- UEL) O gráfico a seguir mostra o que acontece com
a velocidade (v) de determinada reação química quando
se altera a concentração inicial (C) de determinado rea-
gente.

Na equação da velocidade da reação, o expoente da
concentração do reagente deve ser:
a-) 4 b-) 3 c-) 2 d-) 1 e-) 0

25-(MACK) Numa certa experiência, a síntese do cloreto
de hidrogênio ocorre com o consumo de 3,0 mol de gás
hidrogênio por minuto. A velocidade de formação do
cloreto de hidrogênio é igual:
Dado: 1/2 H
2
+ 1/2 Cl
2
HCl
a-) ( ) ao dobro do consumo de gás cloro
b-) ( ) a 3,0 mol/min
c-) ( ) a 2,0 mol/min
d-) ( ) a 1,0 mol/min
e-) ( ) a 1,5 mol/min

26(UFRJ) A expressão da velocidade de uma reação
deve ser determinada experimentalmente, não podendo,
em geral, ser predita diretamente a partir dos coeficien-
tes estequiométricos da reação.


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Físico - Química 326


O gráfico a anterior apresenta dados experimentais que
possibilitam a obtenção da expressão da velocidade da
seguinte reação:


a-) Escreva a expressão da velocidade desta reação.
b-) Calcule o número de mols de cada produto ao final
da reação apresentada se, no início, há 3 mol de cada
reagente.

27-(UFPR) Costuma-se representar a velocidade v de
um processo químico através de equações que têm a
forma v = k[A]
x
[B]
y
[C]
t
, onde k é uma constante de pro-
porcionalidade, [A], [B] e [C] são as concentrações das
espécies participantes da reação e x, y e t são números
que podem ser inteiros ou fracionários, positivos, nega-
tivos ou zero.
A reação de decomposição de peróxido de hidrogênio
em presença de permanganato ocorre em meio ácido,
tendo iodeto como catalisador. A equação não balance-
ada é mostrada na figura.


Nos experimentos de 1 a 4, a velocidade da reação
anterior foi estudada em função da variação das con-
centrações do permanganato [MnO
4
-
], do peróxido de
hidrogênio [H
2
O
2
] e do catalisador iodeto [I
-
]. O quadro a
seguir mostra os resultados obtidos.



Com base nas informações anteriores, é correto afirmar:
( ) A velocidade da reação independe da concentração
do catalisador iodeto.
( ) A velocidade da reação é diretamente proporcional à
concentração de permanganato.
( ) O peróxido de hidrogênio (H
2
O
2
) funciona como a-
gente redutor.
( ) Os menores coeficientes estequiométricos inteiros a,
b e c são iguais a 2, 5 e 6, respectivamente.
( ) Se a concentração de H
2
O
2(aq)
fosse triplicada, a
velocidade da reação deveria aumentar 15 vezes.
( ) Os valores de x, y e t, que aparecem na equação de
velocidade, são determinados experimentalmente e
sempre coincidem com os valores dos coeficientes es-
tequiométricos da reação em estudo.

28- ITA) Uma certa reação química é representada pela
equação:
2A
(g)
+ 2B
(g)
C
(g)
, onde “A” “B” e “C” significam as es-
pécies químicas que são colocadas para reagir. Verifi-
cou-se experimentalmente numa certa temperatura, que
a velocidade desta reação quadruplica com a duplica-
ção da concentração da espécie “A”, mas não depende
das concentrações das espécies “B” e “C”. Assinale a
opção que contém, respectivamente, a expressão corre-
ta da velocidade e o valor correto da ordem da reação:
a-) ( ) v = k[A]
2
[B]
2
e 4 b-) ( ) v = k[A]
2
[B]
2
e 3
c-) ( ) v = k [A]
2
[B]
2
e 2 d-) ( ) v = k[A]
2
e 4
e-) ( ) v = k[A]
2
e 2

29- FUVEST) O composto C
6
H
5
N
2
C—figura reage quan-
titativamente com água, a 40ºC, ocorrendo a formação
de fenol, ácido clorídrico e liberação de nitrogênio:
C
6
H
5
N
2
Cl
(aq)
+ H
2
O C
6
H
5
OH
(aq)
+ HCl
(aq)
+ N
2(g)


Em um experimento, uma certa quantidade de
C
6
H
5
N
2
Cl foi colocada em presença de água a 40ºC e
acompanhou-se a variação da concentração de
C
6
H
5
N
2
Cl com o tempo. A tabela a seguir mostra os
resultados obtidos:
Conc./mol.L
-1
0,80 0,40 0,20 0,10
Tempo/min Zero 9,0 18,0 27,0

a-) Partindo-se de 500 mL da solução de C
6
H
5
N
2
Cl e
coletando-se o nitrogênio (isento de umidade) à pressão
de 1 atm e 40ºC, qual o volume obtido desse gás decor-
ridos 27 minutos?
b-) A partir dos dados da tabela pode-se mostrar que a
velocidade da reação é dada pela expressão:
v = k[C
6
H
5
N
2
Cl ]
Demonstre esse fato utilizando os dados da tabela.
Sugestão: calcule a velocidade média nas concentra-
ções 0,60 e 0,30 mol/L.
Volume molar de gás a 1 atm e 40ºC = 26L/mol

30- (FUVEST) Para estudar a velocidade da reação
que ocorre entre magnésio e ácido clorídrico, foram
feitos dois experimentos a 15ºC utilizando a mesma
quantidade de magnésio e o mesmo volume de ácido.
Os dois experimentos diferiram apenas na concentra-
ção do ácido utilizado. O volume de hidrogênio produ-
zido em cada experimento, em diferentes tempos, foi
medido a pressão e temperatura ambientes. Os dados
obtidos foram:



__________________________________________________________________________________________________________________
327 Físico - Química CASD Vestibulares
a-) Em qual dos experimentos a velocidade da reação
foi maior? Justifique com base nos dados experimen-
tais.
b-) A curva obtida para o experimento I (15ºC) está no
gráfico acima. Neste mesmo gráfico, represente a curva
que seria obtida se o experimento I fosse realizado a
uma temperatura mais alta. Explique.

31- UFRJ) A oxidação do brometo de hidrogênio pode
ser descrita em 3 etapas:
I. HBr
(g)
+ O
2(g)
HOOBr
(g)
(lenta)
II. HBr
(g)
+ HOOBr
(g)
2 HOBr
(g)
(rápida)
III. HOBr
(g)
+ HBr
(g)
Br
2(g)
+ H
2
O
(g)
(rápida)

a-) Apresente a expressão da velocidade da reação de
oxidação do brometo de hidrogênio.
b-) Utilizando a equação global da oxidação do brometo
de hidrogênio, determine o número de mols de Br
2
pro-
duzindo quando são consumidos 3,2 g de O
2
.
Dados: (O = 16u; Br = 80u).

32- (FUVEST) Em solução aquosa ocorre a transforma-
ção:
H
2
O
2
+ 2I
-
+ 2H
+
2H
2
O + I
2

(Reagentes) (Produtos)

Em quatro experimentos, mediu-se o tempo decorrido
para a formação de mesma concentração de I
2
, tendo-
se na mistura de reação as seguintes concentrações
iniciais de reagentes:


Esses dados indicam que a velocidade da reação con-
siderada depende apenas da concentração de:
a-) ( ) H
2
O
2
e I
-
b-) ( ) H
2
O
2
e H
+
c-) ( ) H
2
O
2
d-) H
+

e-) I
-


Nível avançado

1-) (ITA) O cloreto de sulfurila, SO
2
Cl
2
, no estado ga-
soso, decompõe-se nos gases cloro e dióxido de enxo-
fre em uma reação química de primeira ordem (análogo
ao decaimento radioativo). Quantas horas demorará
para que ocorra a decomposição de 87,5% de SO
2
Cl
2

a 320ºC?
Dados: Constante de velocidade da reação de decom-
posição (a 320ºC) = 2,20.10
-5
s
-1
; l n 0,5 = -0,693.
a-) ( ) 1,58 b-) ( ) 8,75 c-) ( ) 11,1
d-) ( ) 26,3 e-) ( ) 52,5

2-) (ITA) A equação de Arrhenius k = Ae
x
, sendo o ex-
poente x = -Ea/RT mostra a relação de dependência da
constante de velocidade (k) de uma reação química com
a temperatura (T), em Kelvin (K), a constante universal
dos gases (R), o fator pré-exponencial (A) e a energia
de ativação (Ea). A curva a seguir mostra a variação da
constante de velocidade com o inverso da constante de
velocidade com o inverso da temperatura absoluta, para
uma dada reação química que obedece à equação ante-
rior. A partir da análise deste gráfico, assinale a opção
que apresenta o valor da razão Ea/R para essa reação.

a-) ( ) 0,42 b-) ( ) 0,50 c-) ( ) 2,0
d-) ( ) 2,4 e-) ( ) 5,5



GABARITO

Nível Básico
1-) a-)

Tempo
(min)
N
2(g)
H
2(g)
NH
3(g)
0 5 mol 10 mol 0
2 3 mol 4 mol 4 mol
4 2,66 mol 3 mol 4,66 mol
6 2,33 mol 2 mol 5,33 mol
8 2,00 mol 1 mol 6 mol
b-) 3 mol/min
c-) 2 mol/ min
2-) 1 mol/L.min
3-) a-)
Tempo (min) H
2(g)
O
2(g)
N
2
O
(g)
0 25 mol 10
mol
0
20 15 mol 5mol 10 mol
40 10 mol 2,5
mol
15 mol
60 7,5
mol
1,25
mol
17,5 mol
b-) 0,1875 mol/s
c-) 0,375 mol/s
4-) v = 0,01875 mol/L.s
5-) E
6-) D
7-) E
8-) a-) 0,75 mol/h b-) 0,375 mol/h
9-) a-) reduza velocidade pois reduz o número de mo-
léculas com energia de ativação.
b-) reduz a velocidade pois reduz o número de cho-
ques.
c-) acelera a reação pois diminui a energia de ativação.
d-) acelera a reação já que aumenta a superfície de
contato.
10-) um quilograma de carvão em pó, uma vez que
possui maior superfície de contato com o oxigênio do
ar.
11-)A
12-) B
13-) D
14-) 77


__________________________________________________________________________________________________________________
CASD Vestibulares Físico - Química 328
15-) A
16-) D
17-) c,e,e,e
18-) D
19-) B
20-) E
21-) D
22-) E
23-) A
24-) C
25-) C
26-) E
27-) B
28-) a-) enfermagem, incorporando massa de oxigênio.
b-) a curva b, pois a velocidade inicial da reação é
maior.
29-) D
30-) A
31-) B
32-) D
33-) e,c,e,c
34-) B
35-) C
36-) A

Nível Intermediário
1-) a)C
6
H
12
O
6
+ 6 O
2
→ 6 CO
2
+ 6 H
2
O
b) A redução da temperatura diminui a veloci-
dade das reações químicas
2-) Possuem ação catalisadora, ou seja, participam da
reação mas são regenerados no final (não são consu-
midos durante o processo)
3-) a) Reagem. Sua concentração diminui com o
tempo
b) (b1) 1,4 mol/L.s
(b2) 0,36 mol/L.s
(b3) 0,05 mol/L.s
4-) A velocidade diminui com o tempo
5-) B
6-) a) A reação II deve possuir menor energia de
ativação.
b) Age como catalisador
7-) B
8-) A
9-) D
10-) a) V
1
= 4/7; v
2
= 3,5/4; v
3
= 2/6
A reação mais lenta é representada por 3
b) A reação 2, que vem a ser a mais rapida
11-) B
12-) Colocar vinagre puro. O aumento da concentração
aumenta a velocidade da reação.
Utilizar vinagre quente. O aumento da temperatura
aumenta a velocidade da reação.
13-) B
14-) A
15-) a)








b) A que
possui o dobro da massa, possui maior con-
centração e maior velocidade.
16-) a) Exotérmica. A energia dos reagentes é mai-
or que a dos produtos.
b) a →sem catalisador
b →presença de platina
c →presença de catalose.
17-) A
18- )E
19-) B
20-)B
21-)C
22-) a) 78,7 kJ/min
b) 0,0892 mol/min
c) 114 g
23-) C; E; C; E
24-)E
25-)E
26-) a) v = k [H
2
] [ICl]
b) n
HCL
= 3; n
I2
= 1,5
27-) E; C; C; C; E; E.
28-)E
29-) a) V=9,1 L
b) (0,1/9), 0,15 = k
30-) a)Da tabela, verifica-se que no instantes inici-
ais da reação, a variação do volume de H
2
é
maior no experimento II que no I, pois:
v = ∆ volume de H
2
/∆ tempo, logo pode-se a-
firmar que a velocidade da reação foi maior no
experimento II.
b) Observe o gráfico a seguir:

A velocidade da reação aumenta pois um au-
mento da temperatura causa elevação da e-
nergia cinética média das moléculas. O resul-
tado é que ocorreram colisões mais eficazes
com os mesmos reagentes ao medirmos o vo-
lume do gás nas mesmas condições de pres-
são e temperatura.
31-) a) v = k [HBr] [O
2
]
b) x = 0,2 mol de Br
2

32-)A


Nível Avançado

1-) D
2-) C






329 Química Orgânica CASD Vestibulares
Q Qu uí ím mi ic ca a
Frente III
C CA AP PÍ ÍT TU UL LO O 3 3 – – I IS SO OM ME ER RI IA A

Aula 10

10.1 Definição

Sejam os seguintes compostos:





n – Butano metil-propano
P.E. = -0,5ºC P.E. = -12ºC

Ambos possuem a mesma fórmula molecular
C
4
H
10
. Repare que embora a fórmula molecular seja a
mesma (C
4
H
10
) as moléculas possuem estruturas
diferentes e consequentemente muitas propriedades
físicas e químicas diferentes.
Dizemos que esses compostos são ISÔMEROS.

Isomeria é o fenômeno da existência de
substâncias que apresentam mesmo número de
átomos de cada elemento na molécula (mesma
fórmula molecular) e no entanto possuem
propriedades diferentes em virtude das diferentes
disposições espaciais desses átomos na formação
da molécula.

Na química orgânica é muito freqüente o
fenômeno da isomeria, principalmente porque o
carbono é tetravalente e tem capacidade de formar
diversos tipos de cadeias carbônicas com mesmo
número de átomos de carbono.

10.2 Classificação

Podemos distinguir duas espécies de isomeria: a
isomeria plana e a isomeria espacial. Sejam os
seguintes compostos:







Etanol éter dimetílico

Observem que cada um deles possui 2 átomos
de C, 6 átomos de H e um átomo de O. Nessas
fórmulas planas (de projeção das moléculas reais) já
se notam diferenças na estrutura. No etanol o átomo
de O está ligado aos átomos de C e H; já no éter o O
está ligado somente a átomos de C.
Eles são isômeros, pois possuem a mesma
fórmula molecular C
2
H
6
O. Reparem no quadro abaixo,
que eles apresentam muitas propriedades diferentes:


etanol
Éter
dimetílico
Ponto de ebulição 78,5ºC -24,8ºC
Densidade 0,789g/cm
3
0,661g/cm
3

Reação com sódio (Na) sim Não
Reação com oxigênio (O) não sim

Dizemos que eles constituem um caso de
isomeria plana.

Isomeria plana é aquela onde os isômeros
apresentam diferentes fórmulas planas.

Reparem que as fórmulas estruturais espaciais
deverão ser sempre diferentes para que ocorra
isomeria.
Quando essa diferença já é notada nas fórmulas
planas teremos a isomeria plana.
Estudemos agora o 1,2-dicloroeteno:



A B

Note que as fórmulas estruturais planas A e B
representam o mesmo composto.
Ele possui as seguintes representações
espaciais:








A B

Observe que suas fórmulas planas são iguais,
pois no mesmo carbono permite-se aos radicais a livre
permutação, nas fórmulas planas. No entanto, se as
moléculas possuem disposições de seus átomos
diferentes no espaço, como se observa nos modelos
acima, então, elas são diferentes e serão duas
substâncias distintas. De fato estas substâncias
apresentam muitas propriedades diferentes.
Diremos então que esse é um caso de isomeria
espacial.


Isomeria espacial é o caso de isomeria onde
os isômeros possuem a mesma fórmula plana (e
portanto a mesma fórmula molecular) e estruturas
espaciais diferentes.





CASD Vestibulares Química Orgânica 330
C H
3 CH
3
OH
CH
3
OH
EXERCÍCIOS
Nível Básico
1. Verifique se os compostos abaixo possuem a
mesma fórmula molecular.
a) metoxibutano e etoxipropano.
b) propilamina e metiletilamina.
c) ácido propanóico e etanoato de metila.
d) metilpropano e butano.
e) etanal e etenol.
f) 2,2-dicloropropano e 1,2-dicloropropano.
g) etanoato de metila e metanoato de etila.

Nível Intermediário
1. Os alcinos que possuem cadeia carbônica com mais
de dois carbonos são isômeros de outras duas classes
de hidrocarbonetos. Quais?
2. Quantos compostos são possíveis obter com a
substituição de dois átomos de hidrogênio do benzeno
pelo grupo de átomos C
2
H
6
, arrumados de todas as
maneiras possíveis? Escreva o nome e a fórmula
desses compostos.
3. Com a fórmula C
5
H
10
O é possível escrever a fórmula
estrutural de compostos das seguintes funções
orgânicas: aldeído, cetona, enol, álcool e éter. Indique,
a partir dessa fórmula, a fórmula estrutural e o nome
de:
a) dois aldeídos de cadeia alicíclica.
b) duas cetonas de cadeia alicíclica.
c) dois enóis de cadeia alicíclica.
d) dois álcoois de cadeia cíclica.
e) dois éteres de cadeia mista.
4. A fórmula molecular C
40
H
82
dá origem a
62.491.178.805.831 compostos diferentes, ou seja,
isômeros de diferentes fórmulas estruturais. Indique o
nome e a fórmula estrutural de todos os isômeros
planos de fórmula molecular C
4
H
6
.

Nível Avançado
1. Um hidrocarboneto contém, em massa, 85,71% de
carbono e sua massa molecular é igual a 56.
a) determine sua fórmula mínima e sua fórmula
molecular.
b) Dê o nome e a fórmula estrutural de todos os
isômeros planos que possuem essa fórmula molecular.
2. Um químico analisou quantitativamente um
composto X e verificou que:
I – uma amostra de 11,5g desse composto continha 6g
de C, 1,5g de H e 4g de O.
II – um litro dessa substância no estado gasoso e
medido a 187ºC e 1,64 atm tem massa igual a dois
gramas.
a) Indique a massa molecular e a fórmula molecular da
substância analisada.
b) Proponha fórmulas estruturais para a substância X,
sabendo que a mesma é bastante polar, e para o seu
isômero Y, muito pouco polar.
3. Um químico de uma indústria pediu a um
empregado, não químico, que fosse comprar direto no
fornecedor o composto orgânico X, dizendo o nome e
escrevendo num papel a fórmula molecular C
2
H
6
O e o
ponto de ebulição 78ºC. O empregado, ao chegar à
loja, mostrou ao vendedor somente a fórmula no papel
e adquiriu 1,0 L daquela substância. No entanto, o
laboratório da indústria, ao medir a temperatura de
ebulição, achou -24,9ºC.
a) O fornecedor vendeu necessariamente um
composto com fórmula molecular diferente da
apresentada?
b) Indique o que pode ter ocorrido, assim como a
fórmula estrutural e o nome do composto comprado
pelo empregado.

Desafio!!!

Dê todos os isômeros planos de fórmula C
5
H
12
O,
indique nome, fórmula estrutural, o grupo funcional a
que pertencem, e classifique a cadeia carbônica e os
átomos de carbono.

GABARITO
Nível Básico
1.a. C
5
H
12
O 1.b. C
3
H
9
N 1.c. C
3
H
6
O
2
1.d. C
4
H
10

1.e. C
2
H
4
O 1.f. C
3
H
6
Cl
2
1.g. C
3
H
6
O
2
Nível Intermediário
1. ciclenos e alcadienos. Fórmula geral: C
n
H
2n – 2
.
2. É possível obter quatro compostos diferentes:






Etilbenzeno orto-dimetilbenzeno








Para-dimetilbenzeno meta-dimetilbenzeno

3.a




3.b





3.c



3.d




3.e


pentanal
C H
3
O
CH
3
3-metilbutanal
C H
3
CH
3
O
2-pentanona
C H
3
CH
3
O
CH
3
metilbutanona
1-penten-1-ol
C H
3
OH
2-penten-3-ol
OH
ciclopentanol
Ciclo-2-metilbutanol
O C H
3
Éter etilciclopropílico
O C H
3
Éter metilciclobutílico



331 Química Orgânica CASD Vestibulares
CH
3
H
O
C H
3
CH
2
C
O
C H
3
C CH
3
C H
3
OH
O
CH
2
C
CH
3
O
O
H
3
C C
OH C H
3
CH
2
CH
2
CH
3
C H
3
CH
2
O
C H
3
CH
2
CH
2
CH
2
OH
CH
3
H
3
C CH CH
2
OH
NH
2
CH
2
CH
2
C H
3
CH
3
NH CH
2
C H
3
C H
3
CH CH CH
3
H
2
C
CH
2
CH
2
H
2
C
CH
3
C H
3
CH CH
2
OH
O
C
4.








Nível Avançado
1. a C
4
H
8

1. b





2. a fórmula mínima: C
2
H
6
O
Fórmula molecular: C
2
H
6
O
2. b






3. a não
3. b foi vendido um isômero do álcool etílico: o éter
dimetílico que tem mesma fórmula molecular e ponto
de ebulição igual a -24,9ºC.





Aula 11 - Isomeria Plana ou estrutural

11.1 Definição

É o caso de isomeria em que a diferença
existente entre os isômeros pode ser notada no próprio
plano.
No caso dos isômeros etanol e éter dimetílico, a
diferença entre eles pode ser notada utilizando-se de
fórmulas estruturais planas. Percebe-se facilmente que
os arranjos de átomos são diferentes nas duas
moléculas.
Temos vários casos de isomeria plana ou
estrutural.

11.2 Classificação

11.2.1 Isomeria de função ou funcional;
Os isômeros pertencem a funções químicas
diferentes.
Exemplos:
a) Aldeído e cetonas
Fórmula molecular: C
3
H
6
O




Aldeído Cetona
b) Ácidos carboxílicos e ésteres
Fórmula: C
3
H
6
O
2






Ácido carboxílico Éster

c) Álcoois e éteres
Fórmula: C
3
H
8
O

álcool

éter

11.2.2 Isomeria de cadeia;
Os isômeros pertencem à mesma função
química, apresentando, porém, tipo diferente de
cadeia.
Exemplos:
1) Fórmula: C
4
H
10
O


Álcool de cadeia normal




Álcool de cadeia ramificada

2) Fórmula: C
3
H
9
N


Amina de cadeia homogênea


Amina de cadeia heterogênea

3) Fórmula: C
4
H
8


Hidrocarboneto de cadeia aberta


Hidrocarboneto de cadeia fechada


11.2.3 Isomeria de posição;
Os isômeros pertencem à mesma função
química, têm o mesmo tipo de cadeia, mas diferem
pela posição de um radical, de um grupo funcional ou
de uma insaturação.
Exemplos:

a) Posição de um radical
Fórmula: C
4
H
9
O
2






Ácido com radical metil no carbono 3
C H
CH
3
1-butino
C H
3
CH
3
2-butino
C H
2
CH
3
1,2-butadieno
C H
2
CH
2
1,3-butadieno ciclobuteno
C H
3
3-metil-1-
ciclopropeno
1-metil-1-ciclopropeno
C H
2
CH
3
1-buteno
C H
3
CH
3
2-buteno
C H
2
CH
3
CH
3
metilpropeno
ciclobutano
CH
3
metilciclopropano
X:
etanol
Y:
metoximetano



CASD Vestibulares Química Orgânica 332
CH
3
C H
3
CH
2
CH
OH
O
C
OH C H
3
CH
2
CH
2
OH
C H
3
CH CH
3
CH
3
C H
3
CH CH
CH CH
2
CH
2
C H
3
C H
3
CH
2
O
C O CH
3
CH
3
H
3
C
O
C O CH
2
CH
3
H
3
C CH
2
NH CH
2
CH
3
H
3
C CH
2
CH
2
NH
CH
3
H
3
C CH
2
O CH
2
CH
3
H
3
C O CH
2
CH
2
H
H
O
H
2
C C
H
O
C H
2
C
H
O
C H
3
C
H
CH
2
C H
3
C CH
2
H
O
Cl
Cl
Cl
Cl
C H
3
CH
3
C H
3
O
CH
3
C H
3
O
CH
3
C H
3
CH
2
H
O
C
CH
3
C H
3
O
C
C H
3
CH
3





Ácido com radical metil no carbono 2

b) Posição de um grupo funcional
Fórmula: C
3
H
8
O


Álcool com hidroxila no carbono 1





Álcool com hidroxila no carbono 2

c) Posição da insaturação
Fórmula: C
4
H
8



Hidrocarboneto com insaturação no carbono 2


Hidrocarboneto com insaturação no carbono 1

11.2.4 Isomeria de compensação ou
metameria;
Os isômeros pertencem à mesma função
química, têm o mesmo tipo de cadeia e diferem na
posição relativa do heteroátomo.
Todas as funções que apresentam cadeia
heterogênea (éter, éster, amina) podem apresentar
este tipo de isomeria.
Exemplos:

a) ácido carboxílico
Fórmula: C
3
H
8
O
2






Propanoato de metila





Etanoato de etila

b) amina
Fórmula: C
4
H
11
N


dietilamina


metilpropilamina

c) éter
Fórmula: C
4
H
10
O

etoxietano


metóxipropano

11.2.5 Tautomeria;
É um caso particular de isomeria funcional em
que dois ou mais isômeros coexistem em equilíbrio
dinâmico em solução, transformando-se um no outro,
pela mudança de posição de H na molécula.
A tautomeria, ou isomeria dinâmica, também
pode ser denominada cetoenólica ou aldoenólica,
pois ocorre principalmente entre cetonas e enóis ou
aldeídos e enóis. Enol é todo composto que apresenta
hidroxila (–OH ) em carbono de dupla ligação.
Exemplos:
a) Aldoenólica







b) Cetoenólica





Obs.: apresentam tautomeria apenas os aldeídos e
cetonas que tenham H preso ao carbono vizinho da
carbonila.

EXERCÍCIOS
Nível Básico
1. A isomeria plana é aquela que se elucida por:
a) equilíbrio dinâmico b) dupla ligação
c) carbono quaternário d) fórmulas estruturais
e) fórmulas planas
2. Verifique se os compostos a seguir apresentam
isomeria plana, e caso positivo, classifique a isomeria:
a)





b)


c)




d)


e)






333 Química Orgânica CASD Vestibulares
C H
3
O CH
2
CH
2
CH
3
C H
3
CH
2
CH
2
CH
2
OH
Cl
Cl
Cl
Cl
Cl
Cl
O H
C H
3
CH
3
CH
OH
H
2
C CH
3
CH
2
C H
3
O CH
3
CH
2
3. Qual dos compostos abaixo é isômero estrutural do
2,2-dimetilpropano?
a) propano b) butano c) hexano
d) 2-metilpentano e) pentano
4. O ciclopropano é isômero do:
a) propeno b) ciclobutano c) propano
d) propino e) propadieno
5. Um alcano pode ser isômero de:
a) um alceno com o mesmo número de átomos de
carbono.
b) um ciclo-alcano com a mesma fórmula estrutural.
c) outro alcano de mesma fórmula molecular.
d) um alcino com apenas uma ligação tripla.
e) um alcadieno com o mesmo número de átomos de
hidrogênio.
6. Os isômeros do ácido propanóico têm fórmula
molecular:
a) C
3
H
6
O
2
b) C
3
H
8
O
2
c) C
3
H
6
O
d) C
3
H
4
O
2
e) C
3
H
4
O
Nível Intermediário
1. Teoricamente, todo ácido carboxílico apresenta
como isômero funcional pelo menos um éster. Que
ácido constitui uma exceção a esta regra?
2. Dadas as fórmulas moleculares os compostos I e II:
I – C
3
H
6
O; II – C
3
H
8
O;
a) o composto I pode ser um ácido carboxílico e o
composto II, um álcool.
b) o composto I pode ser um aldeído e o composto II
pode ser um álcool.
c) o composto II pode ser um ácido carboxílico e o
composto I pode ser um álcool.
d) o composto I pode ser um álcool e o composto II, um
ácido carboxílico.
e) o composto I pode ser um aldeído e o composto II
pode ser um éter.
3. Propanoato de etila é isômero do:
a) éter metilpropílico. b) pentanol.
c) etilpropilcetona. d) 1,5-pentanodiol.
e) ácido pentanóico.
4. O número de isômero planos de cadeia cíclica com
a fórmula C
5
H
10
é:
a) 9. b) 6. c) 5. d) 4. e) 2.
5. O número de éteres acíclicos diferentes, possíveis
para a fórmula C
4
H
10
O, está corretamente
representado pela opção:
a) 1. b) 2. c) 3. d) 4. e) 5.
6. Identifique a alternativa onde os compostos não são
isômeros.
a) propano e propeno.
b) 1-buteno e 2-buteno.
c) propanal e propanona.
d) 1-propanol e 2-propanol.
e) 1-buteno e ciclobutano.
7. Representa um isômero de função do propanal:
a) 1-propanol. b) 2-propanol. c) ácido propanóico.
d) propano. e) propanona.
Nível Avançado
1. Uma amina alifática apresenta 19,18% de nitrogênio.
Indique o número de isômeros formados por amina
primária. Dados: N = 14, C = 12 e H = 1.
2. Dos isômeros com a fórmula C
2
H
2
C
2
, pode-se dizer
que:
a) são todos polares. b) são todos apolares.
c) apenas um é polar. d) apenas dois são polares.
e) não existem isômeros com essa fórmula molecular.
3. (Fuvest – 2ª Fase)
Éter dietílico
Álcool butílico
Discuta cada um dos procedimentos abaixo para
distinguir entre éter dietílico e álcool butílico.
a) Determinação das porcentagens de carbono e
hidrogênio de cada uma das substâncias.
b) Determinação do ponto de ebulição de cada uma
das substâncias.
4. (Unesp) Representar as fórmulas estruturais de
todos os isômeros resultantes da substituição de dois
átomos de hidrogênio do benzeno por dois átomos de
cloro. Dar os nomes dos compostos e o tipo de
isomeria.
5. (UFTM) A, B e C têm a mesma fórmula molecular
C
3
H
8
O. A tem 1 hidrogênio em C secundário e é
isômero de posição de B. Tanto A como B são
isômeros de função de C.
Escreva a fórmula estrutural e os nomes de A, B e C.

Desafio!!!

Quanto ao composto dibromometilbenzeno:
a) Qual o seu nome usual?
b) Escreva sua fórmula molecular.
c) Escreva a fórmula estrutural de todos os seus
isômeros de posição.
d) Escreva 3 isômeros de cadeia alifática.
e) Existe um isômero de cadeia heterogênea?
Justifique.

GABARITO
Nível Básico
1. d 2.a. isomeria de posição 2.b. não são isômeros
2.c. isomeria de compensação 2.d. isomeria de função
2.e. isomeria de cadeia 3. E 4. A 5. C 6. A
Nível Intermediário
1. ácido metanóico. 2. B 3. E 4. D 5. B 6. A 7. E
Nível Avançado
1. número de isômeros: 4. 2. A
3. a) os isômeros têm a mesma composição
centesimal.
3. b) o álcool tem maior ponto de ebulição, pois
estabelece ponte de hidrogênio.
4. Isomeria de posição






1,2-diclorobenzeno 1,3-diclorobenzeno 1,4-diclorobenzeno
(orto) (meta) (para)
5. A) 2-propanol


B) 1-propanol



C) metóxietano




CASD Vestibulares Química Orgânica 334
e
d
b
a
C C
b
d
b
a
C C
b
a
b
a
C C
H
CH
3
H
H
3
C
C C
2-buteno
1,2-dicloroeteno
H
Cl
H
Cl
C C
3-metil-2-penteno
CH
3
CH
2
CH
3
H
C H
3
C C
1-buteno
H
CH
2
CH
3
H
H
C C
cloroeteno
H
Cl
H
H
C C
2-metil-2-buteno
H
CH
3
C H
3
C H
3
C C
H
H
H
H
H
H
C C
eteno H
H
H
H
C C
Aula 12 - Isomeria espacial – I

12.1 Definição
É o caso de isomeria em que a diferença
existente entre os isômeros só será notada na fórmula
espacial dos compostos.
Temos dois casos principais:
a) Isomeria geométrica
b) Isomeria óptica

12.2 Isomeria geométrica ou cis-trans
Pode ocorrer em compostos de cadeia acíclica e
em compostos de cadeia cíclica.

12.2.1 Isomeria geométrica em compostos de
cadeia aberta
Neste caso, o composto deve apresentar pelo
menos uma dupla ligação entre átomos de carbono e
dois ligantes diferentes em cada carbono da dupla.


ou ou


Exemplos:
Apresentam isomeria geométrica:











Não apresentam isomeria geométrica:











12.2.2 Os átomos de carbono não giram ao
redor da ligação dupla
No etano, os átomos de carbono estão unidos
por ligação simples:





Observe que é possível girar um átomo de
carbono em relação ao outro ao redor da ligação
simples, sem haver rompimento de ligações.










Girando um carbono em relação ao outro

No eteno, os átomos de carbono estão unidos por
uma ligação dupla:




Não é possível girar os carbonos ao redor da
dupla sem que ela se rompa. É esta impossibilidade de
rotação que acarreta o aparecimento de isomeria
geométrica. Nesse caso os átomos estão em um
mesmo plano , percebe-se que há duas possibilidades
quando os átomos de carbono apresentam ligantes
diferentes.

12.2.3 Isômeros cis (vizinhos, mesmo lado)
Também são conhecidos por isômeros Z (inicial
da palavra alemã zusammen = “juntos”).
Espacialmente nos mostra radicais de maior
massa molar do mesmo lado do plano estabelecido
pela dupla ligação.








Cis-1,2-dicloroeteno Cis-1-cloropropeno

12.2.4 Isômeros trans (através, transversal)
Também são conhecidos por isômeros E (inicial
da palavra alemã entgegen = “opostos”).
Espacialmente nos mostra radicais de maior
massa molar em lados opostos do plano estabelecido
pela dupla ligação.










trans-1,2-dicloroeteno trans-1-cloropropeno

RESUMO:
a) radicais de maior massa molecular do mesmo
lado: cis;
b) radicais de maior massa molecular opostos:
trans.




335 Química Orgânica CASD Vestibulares
ácido butenodióico cis
(ácido maleico)
H
COOH
H
HOOC
C C
ácido butenodióico cis
(ácido fumárico)
COOH
H
H
HOOC
C C
b
a
a
b
CH
2
C C
b
a
d
e
CH
2
C C
H
Cl
Cl
H
CH
2
C C
1,2-dicloropropano
H
H
C H
3
CH
3
H
2
C
C
CH
2
C
1,2-dimetilciclobutano
H H
H
CH
3
C H
3
C H
3
C
C C
H
H H H
C H
3
C C C CH
3
H
H H
C H
2
C C CH
3
Cl Cl
H
2
C
H
C CH
3
H
H H
H
H
H
C
C
C
C
Cl H
H
Cl
H
H
C
C C
H
CH
3
CH
3
C H
3
CH
2
CH
2
C C
H
C H
3
H
Cl
C C
OH
O
OH
O
C
H
H
C
C C
CH
3
CH
3
CH
3
CH
3
C H
3
H
CH
2
C C
CH
2
CH
3
H
C H
3
Cl
CH
2
C C
CH
2
Cl
C H
3
CH
3
Cl
C
C
CH
2
H
2
C
CH
3
H H
C C CH
2
CH
3
CH
3
CH
3
CH
2
CH
2
C
CH
2
12.2.5 Isômeros cis e trans têm propriedades
diferentes
Consideremos os ácidos butenodióicos:






Os isômeros cis-trans diferem entre si pelas
propriedades físicas (ponto de ebulição, ponto de
fusão, densidade, solubilidade etc.)

Ácido
butenodióico cis
Ácido
butenodióico trans
P.F. 130ºC 287ºC
Densidade 1,590g/cm
3
1,635g/cm
3

Solubilidade em
água
solúvel Menos solúvel
No que diz respeito às propriedades químicas, os
isômeros geométricos podem apresentar ou não
diferenças. Assim, por exemplo, se aquecermos o
ácido maleico, obteremos, facilmente, o respectivo
anidrido.
OH
OH
O
O
H
H C
C C
C
O
O
O
H
H C
C C
C
O H
2 +
ácido maleico anidrido maleico


O mesmo não acontece com o ácido fumárico, o
que pode ser entendido espacialmente pela maior
distância entre as carboxilas.
O ácido fumárico, por aquecimento, nunca
fornece o respectivo anidrido; por aquecimento brando,
não sofre desidratação e, por aquecimento enérgico, o
ácido fumárico fornece o anidrido maleico (o ácido
fumárico sofre uma transformação em ácido maleico, e
este sofre desidratação).

12.2.6 Isomeria geométrica em compostos de
cadeia fechada
Neste caso, o composto deve apresentar pelo
menos dois átomos de carbono do ciclo com dois
ligantes diferentes.






Exemplos:







Alguns autores chamam a isomeria geométrica
em compostos cíclicos de isomeria Baeyeriana, em
homenagem ao químico alemão Adolf Van Baeyer.
EXERCÍCIOS
Nível Básico
1. Dadas as fórmulas estruturais abaixo, indique se as
mesmas apresentam ou não isomeria geométrica.
a) b)







c) d)




e) f)






2. Dê o nome dos isômeros geométricos representados
pelas fórmulas abaixo:
a)




b) c)





d)





e)




f)




g)





h)






CASD Vestibulares Química Orgânica 336
CH
3
CH
3
H
CH
3
O
H C
H
C C
C CH
2
CH
2
C
neral (isômero Z)
CH
3
CH
3
H
CH
3
O
H C
H
C C
C CH
2
CH
2
C
geranial (isômero E)
O
H
C C C
H H
HC CH CH
3
OCH
3
H
C
OCH
3
O
CH
2
CH H
2
C
OCH
3
H
O
OCH
3
C
orto meta
H
O
C
OCH
3
CH
3
H H
H
3
CO
C C
cis
CH
3
H
H
H
3
CO
C C
trans
3. O alceno mais simples que apresenta isomeria
geométrica é o:
a) eteno b) propeno c) 1-buteno
d) 2-buteno e) 3-penteno
Nível Intermediário
1. Ao se aquecer brandamente uma mistura de ácidos
maléicos e fumáricos com a finalidade de desidrata-los,
obtêm-se:
a) anidrido maleico e ácido maleico
b) anidrido maleico e anidrido fumárico
c) anidrido fumárico e ácido maleico, permanecendo
inalterado
d) anidrido maleico e ácido fumárico, permanecendo
inalterado
e) ambos os ácidos permanecem inalterados
2. Quantos isômeros geométricos de aldeído cinâmico
são previstos?







a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5
3. (Unb – DF) As seguintes substâncias apresentam
isomerismo geométrico:
1) 2-metil-2-buteno 2) 3-hexeno
3) 1,3-dimetilciclobutano 4) 2-buteno
5) 1,2-dimetilbenzeno
6) 1,2-diclorociclopenteno
4. (UFOP – MG) Com relação às estruturas abaixo,
que representam substâncias usadas com fins
terapêuticos, responda:









I II III
A) Quais são os isômeros orto e meta da substância
II?
B) Quais as funções presentes em II?
C) Qual(is) da(s) substância(s) I, II e III possui(em)
isômeros geométricos? Represente-os.
D) Qual a substância que contém uma ligação dupla
não conjugada?
Nível Avançado
1. O citral, um óleo essencial extraído do limão, se
apresenta como uma mistura de neral (isômero Z) e
geranial (isômero E). Dada a estrutura plana do citral,
indique as estruturas espaciais dos seus isômeros
neral e geranial, assim como seus nomes oficiais.
CH
3
CH
3
H
CH
3
O
H
C
H
C C C CH
2
CH
2
C

Citral
2. (ITA – SP) No total, quantas estruturas isômeras
(isômeros geométricos contados separadamente)
podem ser escritas para uma molécula constituída de
três átomos de carbono, cinco átomos de hidrogênio e
um átomo de cloro?
a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7
3. Sabendo-se que 2,46L de um hidrocarboneto
gasoso, medidos à pressão de 1 atm e 27ºC, têm
massa igual a 5,6 gramas e que esse hidrocarboneto
apresenta isomeria cis-trans, isomeria de cadeia e
isomeria de posição, pode-se afirmar que se trata de:
a) 1-buteno b) 2-buteno c) propeno
d) ciclobutano e) metilciclobutano
GABARITO

Nível Básico
1.a. não 1.b. não 1.c. não 1.d. sim 1.e. não 1.f. sim
2.a. trans-3-metil-3-hexeno 2.b. cis-1-cloropropeno
2.c. ácido trans-butenodióico
2.d. cis-1,2-dimetilciclo-hexano
2.e. trans-3-metil-2-hexeno 2.f. E-2-cloro-2-hexeno
2.g. cis-1,3-dicloro-1,3-dimetilciclobutano
2.h. Z-5-etil-5-metil-2-octeno

Nível Intermediário
1. D 2.B 3. corretos: 2, 4 e 6.
4. A.







4.B. Éter e aldeído
4.C. A substância I possui isômeros geométricos










4.D. Substância III

Nível Avançado
1.














2. C 3. D

Normalmente esses países possuem economia baseada no setor primário, de modo que ainda apresentam baixas taxas de urbanização. Alguns apresentam taxas altas, por não terem na agropecuária sua principal fonte de renda. Taxas de Urbanização País 1960 1992 2000 Kuwait 72 95 96 Bahamas 74 85 89 Cuba 55 75 78 Paraguai 36 51 56 Nigéria 14 37 43 Bangladesh 3 17 21 Ruanda 2 6 7

econômico. Abrigam escritórios de grandes empresas transnacionais, sedes de outras empresas e serviços de ponta. Por exemplo, São Paulo e Nova Iórque.

Quanto à Origem
Uma cidade pode se originar de duas formas: espontânea e planejada. Quase todas as cidades são espontâneas, ou seja, surgiram naturalmente. Algumas foram criadas com um planejamento prévio, como Brasília, Teresina e Washington DC, sendo então planejadas.

AGLOMERAÇÕES URBANAS
As cidades são entes dinâmicos, em constante crescimento e modificação. Podem apresentar crescimento horizontal, que representa o aumento da área das cidades devido à ocupação de mais lugares. Também apresentam crescimento vertical, que é a substituição de construções baixas por edifícios mais altos, podendo abrigar mais pessoas sem ocupar mais áreas. Existem também vários conceitos agregados a grandes aglomerações urbanas.

AS CIDADES
Praticamente toda a população das áreas urbanas vive em cidades, de modo que área urbana e cidade podem ser tratadas igualmente.

CLASSIFICAÇÃO DAS CIDADES Quanto ao Sítio Urbano
O sítio urbano é o local sobre o qual a cidade está assentada. Ou seja, é a formação de relevo que suporta a cidade. Uma cidade pode ser de: → planície: Manaus e Paris; → planalto: Brasília e Madri; → acrópole ou colina: São Paulo e Atenas; → montanha: Campos do Jordão; → ilha: Florianópolis.

Conurbação
É o encontro de duas ou mais cidades próximas devido ao seu crescimento horizontal. Desse modo, as duas (ou só uma) crescem, até que suas áreas urbanas se encontrem, muitas vezes não havendo distinção entre uma e outra. Exemplos: Juazeiro e Petrolina, região do ABC, Grande Nova York, Grande São Paulo.

Quanto à Situação Urbana
A situação urbana é a posição que a cidade ocupa em relação a fatores naturais ou geográficos de sua região. Ela designa o fator geográfico que deu condições ou suporte para seu crescimento e desenvolvimento. Existem diversas situações urbanas, como: cidades fluviais (Paris, Manaus), marítimas (Amsterdã e Rio de Janeiro), de entroncamento ferroviário (Chicago e Bauru), de ligação litoral-interior (Campina Grande).

Metrópole
Cidade que possui os melhores equipamentos urbanos de um país ou região, exercendo influência e polarizando outras cidades. Exemplo: São Paulo.

Região Metropolitana
É um conjunto de cidades, normalmente conurbadas, integradas sócio-economicamente em torno de uma cidade central (metrópole), com serviços de infra-estrutura comuns. Exemplo: Grande São Paulo (o ‘Grande’ significa que estamos falando da região metropolitana, não da cidade).

Quanto à Função Urbana
A função de uma cidade é a principal atividade econômica da mesma, sendo o suporte de sua existência. Há inúmeras funções urbanas; eis algumas: → Portuária: Santos e Roterdã. → Industrial: Cubatão e Detroit. → Administrativa: Brasília e Washington DC. → Religiosa: Aparecida e Meca. → Turística: Ouro Preto e Lãs Vegas. → Militar: Resende e Pearl Harbor. Há também diversas cidades globais. São cidades de múltiplas funções, de grande dinamismo
CASD Vestibulares

Megalópole
É a conurbação de várias metrópoles ou regiões metropolitanas, formando uma vasta área urbanizada, com grande fluxo de pessoas e mercadorias. É uma região com quase ausência de regiões rurais visíveis, e estas estão integradas ao sistema urbano, fornecendo bens para o abastecimento da megalópole. A maior megalópole está no Nordeste dos EUA: Boswash, que vai de Boston a Washington, centrada em Nova Iorque. Há algumas outras, como
154

Geografia

San-San, de San Diego a San Francisco passando por Los Angeles, a megalópole Tóquio – Nagóia – Osaka e Londres – Birmingham – Manchester. No Brasil, há uma megalópole em formação (para alguns estudiosos ela já está formada): ela liga São Paulo e Rio de Janeiro, através do vale do Paraíba, e se estende até Campinas e a baixada Santista.

REDE E HIERARQUIA URBANA
A rede urbana é o conjunto integrado e articulado de cidades de uma região ou país, em que umas exercem influência sobre as outras. A rede urbana é mais completa e bem estruturada em regiões desenvolvidas, nas quais há uma grande integração entre as diversas cidades. A formação da rede urbana forma uma escala de influência entre as cidades, com as maiores polarizando as menores. Essa é a hierarquia urbana. As cidades maiores (metrópoles) detêm os serviços e equipamentos urbanos mais avançados de uma região (metrópole regional) ou de um país (metrópole nacional), polarizando essa região ou país. Mas a metrópole nacional não é o mais alto posto na hierarquia urbana. As cidades globais, já comentadas, cidades totalmente integradas à globalização, que abrigam os escritórios das grandes transnacionais, são classificadas como metrópoles globais. Eis a rede e hierarquia urbana do Brasil:

população basicamente nas grandes metrópoles. Assim, algumas poucas cidades passaram a contar com grandes populações, concentrando quase toda a população urbana do país. Atualmente, há uma tendência, ainda incipiente, à desmetropolização. Ou seja, as grandes metrópoles estão crescendo menos e a população urbana está se distribuindo de forma mais descentralizada, ocupando cidades médias. A cidade brasileira reflete o subdesenvolvimento do país. Altos índices de desemprego, falta de moradias e excesso de favelas mostram a macrocefalia urbana. A especulação imobiliária cria as condições para uma segregação espacial, criando a oposição entre a cidade formal, com infra-estrutura e serviços, e a cidade informal, praticamente esquecida pelo poder público. Nesse ambiente florescem diversas mazelas urbanas: a violência, moradias em áreas de risco (morros, mangues, etc.), dentre outras. As regiões metropolitanas, áreas de planejamento e infra-estrutura integrados, também se multiplicaram rapidamente no país. Hoje são 22, nem todas em torno de uma metrópole central.

EXERCÍCIOS
Questão 1. (UEPG-PR Adaptada) À medida que uma cidade consegue desenvolver e diversificar produtos e serviços para atender às necessidades da população, ela passa a exercer maior influência sobre sua região. Sobre esse assunto, que diz respeito à hierarquização urbana, assinale a alternativa que apresenta a afirmação incorreta: a) As cidades pequenas são dotadas de produtos e serviços de demanda muito freqüente. b) As cidades grandes são dotadas de produtos e serviços de demanda rara. c) É através do setor terciário que uma cidade exerce influência sobre as outras cidades de uma mesma região. d) Apenas os grandes centros urbanos regionais são dotados dos setores primário, secundário e terciário da economia. e) A cidade de Ponta Grossa pode ser classificada como um centro sub-regional. Questão 2. (UEPG-PR) “A cidade enquanto espaço de reprodução do capital, caracterizada pela concentração de instrumentos de produção, serviços, mercadorias, infra-estrutura, trabalhadores e reserva de mão-de-obra.” Esta caracterização de cidade diz respeito:

URBANIZAÇÃO BRASILEIRA
O Brasil, como país subdesenvolvido industrializado, teve seu grande surto de urbanização após a Segunda Guerra Mundial, a partir das décadas de 50 e 60. Na década de 60 atingiu 50% de urbanização. A urbanização nacional foi bastante concentradora, ou seja, caracterizou-se pela concentração da
155

a) b) c) d) e)

aos grandes centros urbanos; às cidades de países capitalistas; às cidades dos países industrializados; as alternativas a, b e c estão corretas; somente as alternativas a e b estão corretas.

Questão 3. (UEPG-PR) Com o crescente desenvolvimento econômico de determinadas regiões
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Geografia

1. Uma cidade modulada em muitas cidades. d) a relações de trabalho nas grandes cidades. III e IV. de energia elétrica do que as atividades urbanas. II. nota-se a enorme desigualdade regional na distribuição da infra-estrutura escolar.do país é inevitável a ocorrência de conurbações. o mundo já é uma imensa cidade. c) à fusão de cidades vizinhas. O globo terrestre deixa de parecer um planeta. b) a movimentos migratórios representados principalmente pelo êxodo rural. ferrovias. Tendo em conta a clássica contraposição rural e urbano. Questão 4. Questão 6. 3. centros e periferias. As zonas rurais possuem baixa densidade demográfica e dispersão territorial da população. povoados e vilas. bancos etc. Em decorrência disso. atado e imobilizado em suas relações. Esse é o atlas no qual se localizam as grandes e as pequenas cidades. Levando esses dados em consideração. as cidades. e) Os dados demonstram que os estudantes que pertencem aos segmentos de renda mais elevados têm. as cidades formam um conjunto acabado. tanto a informática quanto o acesso à Internet não terão qualquer utilidade. e) apenas II e IV. infovias. para se revelar uma criação humana da atividade social. A informática e a Internet são novos instrumentos e ferramentas que se associaram rapidamente às empresas urbanas (indústrias. b) Os estudantes matriculados em escolas particulares têm potencialmente um acesso superior às informações do mundo moderno. potencialmente. rodovias. ao menor número de habitantes dessas regiões. políticas e culturais. (PUC-SP) Examine os dados abaixo: a) b) c) d) e) 2 e 3 estão corretas Todas estão corretas 1 e 2 estão corretas 1 e 3 estão corretas Nenhuma é correta Questão 5. sempre atados pelas atividades sociais. sempre atados de perto e de longe por estradas. II. 2. assinale a afirmação incorreta. Para as atividades no campo. as escolas urbanas tomam contato antes com essas novas tecnologias. c) A proporção inferior de infra-estrutura escolar no Norte e no Nordeste deve-se. O mesmo raciocínio serve para a rede de telefones.5% das escolas não possuem energia elétrica (o que corresponde a 63 mil escolas) e que as presenças da informática e da Internet são ínfimas. a eletrificação ainda não se generalizou inteiramente. assim como entre as escolas públicas e as particulares. (Mackenzie-SP) No limiar do século XXI. O texto refere-se: a) a constantes conflitos de terras em todo o Brasil. superiores às dos alunos de outras regiões. o planeta Terra é. a) Os estudantes das escolas do Sul e do Sudeste estão potencialmente expostos a um número bem mais elevado de informações. d) apenas I. c) I. leia com atenção as afirmações a seguir e assinale a alternativa que indica aquelas que interpretam corretamente os dados. (PUC-SP) Ainda tendo como referência a tabela da questão 4 (Infra-estrutura escolar no ensino fundamental em 1999). uma construção humana. graças aos meios de transporte e comunicação um conjunto único. assim como o modo de vida que daí resulta. Octavio Ianni – Folha Mais – 19/08/2001 Observando os dados gerais do Brasil. ao longo da história. a cidade é a síntese de todo o país e de toda a sociedade. São metrópoles e megalópoles. São verdadeiras: a) apenas I. de algo que se cria e recria no curso da história dos povos. e) a perturbações meteorológicas provocadas pela poluição atmosférica. III e IV. em tese. já que esses instrumentos estão ligados às práticas urbanas e é por isso que o número de escolas rurais que possuem esses equipamentos é tão baixo. uma configuração cósmica. III. linhas aéreas. por menores que sejam. CASD Vestibulares No texto o autor sugere que: I. II. b) apenas I e II. pode-se constatar que 35. IV. III. d) As condições para os alunos do Sudeste se envolverem em relações de maior alcance geográfico são.) e às profissões desenvolvidas nas cidades. formam. antes de tudo. mais acesso às informações. Como as atividades rurais dependeram menos. 156 Geografia . econômicas. hoje. que se faz ao longo do tempo.

da semana ou mesmo do mês.” (RODRIGUES.. o preconceito social contra ele. (Unicenp-PR – adaptada) Entre as cidades brasileiras abaixo citadas.” O subtítulo complementava-a da seguinte maneira: “EXCLUSÃO – Barreiras arquitetônicas e pobreza condenam ao isolamento pessoas portadoras de dificuldades de locomoção. d) Além das barreiras ligadas à geografia urbana. da estrutura física e do tamanho da população de São Paulo e do Rio de Janeiro. III. e) Em vista da complexidade. (FUVEST) “Morar não é fracionável. a dinâmica urbana depende da relação campo-cidade. (I. Geografia CASD Vestibulares . II. I. Questão 10. uma cama para dormir um pouco. são denominadas regiões polarizadas ou funcionais. terrenos declivosos. e. Porto Alegre e Salvador. nestas cidades. 1990. assinale a alternativa que apresenta uma metrópole global e outra metrópole nacional: a) b) c) d) e) São Paulo e Curitiba.. IV. um banheiro para se tomar banho. podemos afirmar que a organização do espaço é um dos elementos da estruturação geral de uma sociedade. cujo volume de população e cujas funções a distinguem. II. Associe corretamente na tabela abaixo os exemplos dessas regiões. Aríete M. do estabelecimento de um maior número de relações. e) o processo pelo qual o espaço se polariza nas metrópoles. a) O modo como o espaço geográfico de uma cidade está organizado pode propiciar mais ou menos relações sociais às pessoas com dificuldades de locomoção.) A partir do texto e tomando como referência o caso das grandes cidades brasileiras. 2. Vale do Paraíba Triângulo Mineiro Sul da Bahia Serras Gaúchas Uberlândia Itabuna Caxias do Sul São José dos Campos I 1 2 3 4 II 2 4 2 1 III 3 3 1 2 IV 4 1 4 3 Questão 11. c) o desequilíbrio pronunciado de uma rede urbana em favor da primeira cidade. que passa a monopolizar o crescimento demográfico. a dinâmica urbana depende das mudanças da função econômica das cidades. qual das afirmativas NÃO apresenta corretamente uma questão relativa ao “morar”? a) A moradia não é fracionável em partes que possam ser "vendidas" ao longo do dia. quando se trata de relações pessoais (parentesco e amizade). c) Se o modo como uma cidade tem seu espaço organizado facilita ou dificulta um maior número de relações sociais. tais como. b) As barreiras arquitetônicas presentes nessas cidades. Não é possível pedir um pedaço “de casa” para morar. b) as condições de acesso a um determinado lugar e a facilidade com que ele pode ser alcançado a partir de outros pontos do espaço de referência. nitidamente. Nos países onde a população rural é predominante. Não se pode morar um dia e no outro não morar. o que inclusive veda seu acesso ao mercado de trabalho. (Mackenzie-SP) As redes urbanas apresentam mudanças ligadas à dinâmica das cidades que as constituem. portanto. Recife e Porto Alegre. Paulo publicou uma reportagem sobre as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. cuja manchete era: “Geografia urbana impõe ‘exílio’ ao deficiente. Já nos países em que a urbanização é intensa. há também barreiras de outra ordem que condenam o deficiente ao isolamento. com seus respectivos centros urbanos (1. 3a ed. é claro. (UEL-PR) As áreas dependentes de um centro urbano. etc. III e IV). Belém e Fortaleza. de outras grandes cidades. as dificuldades de locomoção e. dentre as afirmações abaixo. e nas grandes cidades brasileiras de um modo geral. pagando-se por este uso. Moradia nas Cidades Brasileiras. de aluguel de quartos. exceto. principalmente no que diz respeito a demandas de serviços. Jean-Robert Pitte A partir do texto pode-se caracterizar dinâmica urbana como: a) a evolução econômica e demográfica de uma cidade que afeta sua classificação na hierarquia urbana e suas funções no interior da rede urbana. o desenvolvimento econômico e os fluxos.” Assinale. tais como. é claro. Morar uma semana e na outra não morar. de lavanderias. (PUC-SP) No dia 10 de setembro de 2000 a Folha de S. decorrem de obstáculos naturais presentes na geografia física. Fortaleza e Recife.e) Questão 7. Questão 8. 3 e 4). São Paulo: Contexto. um tanque para lavar roupa. (1) (2) (3) (4) a) b) c) d) 157 4 3 1 2 Questão 9. em detrimento do campo e das outras cidades da região. atingem sobretudo as pessoas com deficiência. d) a localização de uma cidade em relação a um conjunto geográfico mais amplo que pode colocá-la numa situação central ou periférica. Pode produzir mais ou menos isolamento geográfico e social. aquela em que a interpretação da manchete e do subtítulo apresentados é incorreta. podemos afirmar que.

o que impediu a criação de um Estado de Bem-Estar Social no Brasil. e) O contínuo crescimento dos fluxos migratórios para São Paulo. boa parte da população de S. Paulo.. a) As opções de S. (Chico Science e Nação Zumbi – “A cidade” em “Da lama ao caos”) A letra da música acima refere-se de maneira explícita e implícita a importantes questões que interessam à Geografia. o que reduz sua condição de metrópole no país. numa cidade como São Paulo. beneficia a população. Guia da Folha de 21 a 27 de setembro) nos dá idéia do que é essa localidade: são mais de 50 filmes no “circuito oficial” (mais de 250 salas localizadas em 34 shoppings e pelo menos 50 salas em outros endereços) e de um outro tanto semelhante de “filmes alternativos” em cinemas de arte. marca comum das cidades que têm condição de metrópole. são mais de 40 shows de música popular (nacionais e estrangeiros). apesar de gerar a “prostituição das cidades” e a conseqüente desestruturação das políticas sociais do Estado e das iniciativas privadas. num circuito de artes e espetáculos. como pólo importante. c) Por terem os serviços coletivos mais eficientes. mas a esse aspecto deve-se acrescentar a renda existente e o fato de atrair público externo. Paulo está alijada dessa condição em função da má distribuição da renda. em outras regiões do Brasil. em tese. 350 indicações a cada semana. tais como: a) O contínuo crescimento demográfico acelerado das Regiões Metropolitanas. No entanto. está relacionada com o processo acelerado de urbanização do país. por exempIo.. (FEI-SP) Observe com atenção a tabela abaixo. pela presença de cortiços. não só pelo tamanho. que são: a) habitações coletivas em regime de aluguel. como moradia. Questão 15. c) O quadro do lazer em São Paulo é uma demonstração de sua condição de metrópole. (UEPG-PR) A questão do inflacionamento da moradia. com dados sobre a evolução mundial da população rural e urbana no mundo: Geografia 158 . apresentam os preços de terra/edificação mais altos. Questão 14. Paulo não são bem aproveitadas pelo público do interior e de outros estados. (PUC-SP) Um olhar ligeiro a um dos muitos guias de lazer da cidade de São Paulo (cf. d) uma vida cultural rica é um “capital” da cidade que. o lucro das indústrias de insumo e construção e os juros dos financistas. quesito que equipara o Brasil a outros países também detentores de altas taxas. c) O crescimento do terceiro setor da economia como uma forma de atuação da sociedade civil na solução de problemas sociais.b) Para morar é necessário ter capacidade de pagar por esta moradia não fracionável. b) habitações construídas em terrenos de terceiros. “ilusora” cidade mundial. cifras abaixo das registradas nos respectivos Estados. e) a diversidade de opções de lazer. que apresentaram. a exemplo da França. Assinale a afirmação ERRADA. sua fama vai além dos mares (. particularmente na grande cidade brasileira.. Questão 13.). (FGV-SP) (. Questão 12. que compreende a terra e a edificação. marcado. os espaços mais densamente ocupados. d) O preço do morar depende da localização em relação aos equipamentos coletivos e infra-estrutura nas proximidades da casa/terreno. b) As desigualdades sociais provocadas pela concentração de renda. Tudo isso sem contar os vários festivais de cinema e de música que se alternam ao longo do ano. d) A falta de fiscalização na aplicação do dinheiro público. mas porque indica que a cidade é CASD Vestibulares integrada. restaurantes. e) áreas caracterizadas por aglomerados de habitações paupérrimas. reflete a heterogeneidade de expectativas e comportamentos sociais. nas duas últimas décadas.. exceto as do Rio de Janeiro e Fortaleza. a cidade só cresce/ O de cima sobe e o debaixo desce/ A cidade se encontra prostituída/ Por aqueles que ousaram em busca de saída/ Ilusora de pessoas de outros lugares/ A cidade. ao menos. em torno de 80 encenações de teatro adulto e 20 de teatro infantil estão em cartaz. promovendo a cidadania e a inclusão da população de baixa renda. 15 espetáculos (concertos e dança de nacionais e estrangeiros). d) áreas caracterizadas por singular carência de infraestrutura de serviços básicos. c) concentrações de barracos em morros periféricos e terrenos baldios. pelo fato de não terem surgido novos pólos de atração demográfica. b) O fato de a cidade possuir uma população muito grande explica em boa medida a diversidade de atrações. 20 exposições de artes plásticas (nacionais e estrangeiras) nas galerias e nos museus das cidades. em razão da precariedade do acesso físico à cidade de S. bares e casas noturnas revezam-se em. e) O preço da terra/edificação é elevado pois no cálculo geral entra a renda do proprietário da terra.) A cidade não pára.

5 2.3 2. d) Na última década. São Paulo continua sendo a área de maior concentração econômica do país. O século XX caracterizou-se por um processo de crescimento das cidades.6 6. Em 1990. Apesar do crescimento das cidades.9 0. II e III estão corretas Questão 17. a) b) c) d) e) apenas I e III estão corretas apenas I e II estão corretas apenas I está correta apenas II está correta I. demonstrado pelo gráfico. CASD Vestibulares Geografia .8 9.3 3.7 1. II.4 3.1 1. (UFPR) “As cidades sempre tiveram uma enorme relação com o espaço econômico.1 3. é correto afirmar: REGIÕES METROPOLITANAS BRASILEIRAS: PESO DE CADA REGIÃO NO TOTAL DO BRASIL EM % I.6 Consumo Empregos de álcool e formais gasolina 15. ligado a elas.4 1. de alguma maneira. 20/09/2000.7 1. colaborando para o crescimento da população urbana. visto que seu crescimento populacional vem se mantendo intenso nos anos 90. (PUC-RS) A análise das afirmativas permite concluir que está correta a alternativa: a) b) c) d) 159 Região Metropolitana São Paulo Rio de Janeiro Belo Horizonte Porto Alegre Curitiba Salvador Recife Fortaleza Belém Pop.e) III e IV Analisando a tabela acima. De 1920 a 1980 a população urbana mais que dobrou em termos relativos.0 1. I e II I. 20/09/2000.) Com base nos conhecimentos sobre as regiões metropolitanas brasileiras e as cidades que as compõem e nas informações contidas na tabela abaixo.2 1.1 6. III.4 1.2 0.3 1. mas a contrapartida desse fenômeno foi o comprometimento da qualidade de vida nas cidades médias do interior. A partir dos anos 50.7 1. 10. a indústria passou a desempenhar um papel importante na economia brasileira. nos últimos cinqüenta anos não se evidencia um processo de urbanização. mas apenas a sua parte mais industrializada e rica. 02) Apesar do crescimento recente de Curitiba e de outras metrópoles. embora o ritmo de crescimento populacional nas principais regiões metropolitanas desses estados tenha diminuído nas últimas décadas.7 2. A presença ainda majoritária da população mundial nos espaços rurais mostra que o processo de urbanização não atingiu todo o mundo.7 1. quando se comparam população e poupança.0 Poupança 27.6 2. quase tudo o que acontece de mais importante na vida nacional está. o que agravou seus problemas urbanos e ambientais. (UEL-PR) Assinale a alternativa INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no gráfico e nas afirmativas que relacionam o processo de urbanização ao contexto econômico do Brasil.7 2.4 2.5 3.1 10.2 1. Questão 18. O acelerado crescimento urbano das últimas décadas provocou conurbação urbana. e) O redirecionamento dos fluxos migratórios tem reduzido as pressões sobre a infra-estrutura urbana das grandes metrópoles.6 12.8 2. manchas urbanizadas onde fica difícil a distinção de limites territoriais. INCORRETA. II.8 19. III. II e III I.” (Adaptado da revista EXAME.2 Fonte: Revista EXAME.1 3. b) Existe um processo de megalopolização em curso no Brasil devido ao crescimento urbano nas cidades do eixo Rio/São Paulo. Em suma.0 4. o sentido predominante das migrações tem sido da cidade para o campo.9 2.6 3. a) A acelerada industrialização e a modernização da agricultura ocorridas nos anos 70 levaram a um intenso crescimento populacional nas metrópoles. IV.5 1. Questão 16. II e IV II e III 01) Os valores mais expressivos dos indicadores da economia brasileira estão na região Sudeste. 04) As regiões metropolitanas do Nordeste têm um comportamento econômico semelhante ao das regiões metropolitanas do Sudeste. mais de 70% da população brasileira concentrava-se nas áreas urbanas. c) A Região Metropolitana de Curitiba é um caso particular na urbanização brasileira.1 3.0 Renda formal estimada 20. A maior parte dos grandes negócios do país é realizada em algumas delas. ao contrário das outras metrópoles.5 3.0 1.6 1.7 2.5 1. podemos concluir que: I.

B 8. 02) A capital do México. → internas: quando ocorrem dentro do território de um mesmo país. de acordo com as estações do ano. 16) Chicago. a grande metrópole do centro-oeste dos Estados Unidos.08) Como a qualidade de vida de uma população se mede por sua renda. TIPOS DE MIGRAÇÕES As migrações podem segundo diversos aspectos. devido à proximidade com São Luis. as migrações podem ser: → externas: quando o migrante atravessa fronteiras nacionais. Os movimentos migratórios também são responsáveis pelo crescimento populacional de países ou regiões.C 6. tem dois graves problemas: as condições instáveis do subsolo e altos índices de poluição do ar. a região metropolitana com os melhores indicadores sociais. Para migrações internas (basicamente a nível de Brasil).B MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS NOTÁVEIS Migrações Temporárias Existem várias migrações temporárias dignas de nota. normalmente uma área de repulsão populacional.C 7.A 15. 04) Florianópolis e Porto Alegre são as metrópoles regionais do sul do Brasil.D 2.A 12.67(01+02+64) 19. Quanto ao Espaço Quanto ao espaço de deslocamento. 08) O eixo Rio – São Paulo – Curitiba representa a megalópole brasileira em formação. ao lado do crescimento vegetativo. industriais. graças à navegabilidade do Tâmisa. e a segunda. Desse modo. normalmente uma área de atração populacional. 64) Embora o percentual de população das regiões metropolitanas seja significativo em relação à população absoluta brasileira. tem importante função como principal pólo de transportes do país.A 9. acerca das regiões metropolitanas brasileiras e da hierarquia urbana.C 17. que se movem de um ponto a outro do globo. indo para outros países. As migrações são um fenômeno bastante antigo.23(01+02+04+16) 20. que ocorrem periodicamente. este pode ser: → temporário: quando o migrante volta para a região de origem. (UFPR) Sobre a metropolização.D 18.A 14. perseguição a minorias.D 10. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 04) Embora situado a cerca de 80 km do mar. CASD Vestibulares Geografia 160 . 32) Pelo seu tamanho e sua integração. religiosos. GABARITO 1. As taxas de migração são dadas pelos índices de imigração menos os de emigração: → imigração: entrada de pessoas em determinado lugar.C 16. condições econômicas. → permanente ou definitiva: quando o migrante se desloca de forma definitiva sem voltar mais.C 5. pela concentração populacional e seu movimentado porto.A 11.Migrações As migrações são deslocamentos espaciais de populações. 16) A influência das regiões metropolitanas no conjunto da economia brasileira é insignificante. ser classificadas Quanto ao Tempo Quanto à duração do movimento migratório.01(01) 3. está ocorrendo uma desconcentração populacional devido à multiplicação de cidades de porte médio. existindo desde o surgimento da humanidade. Questão 20. A primeira polariza as atividades turísticas. as cidades que compõem as regiões metropolitanas do Sul do país transformaram-se em megalópoles. → emigração: saída de pessoas de determinado lugar. por seu sítio. no Brasil. é correto afirmar que: 01) As regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro são as mais industrializadas da América Latina. Munique é a maior metrópole do país. 01) A Grande São Paulo é a região metropolitana mais populosa o Brasil. fatores naturais. Aulas 11 e 12 . 02) A região da Grande Belém tem sua área de influência econômica reduzida. fala-se ainda de migrações intra-regionais e inter-regionais. 08) Mesmo após a reunificação da Alemanha. Um importante caso de migrações temporárias são as ditas sazonais. o crescimento total de uma população é dado pelo crescimento vegetativo mais as taxas de migração. étnicos.D 4. sendo também uma das mais populosas do mundo. o porto de Londres é o maior do Reino Unido.C 13. São Paulo é. Questão 19. As razões para a ocorrência desses movimentos populacionais são diversas: conflitos políticos.

Ele consiste no fluxo de pessoas que abandonam o campo para ir à cidade. ausência de oportunidades e perspectivas para a população. na época da colheita. precárias de vida no campo. revela-se em várias mazelas urbanas. Itália. conflito com os emigrantes árabes. para trabalharem nas mesmas.O nomadismo é um dos movimentos migratórios mais antigos da humanidade. Esta reação tem causado. A reação à presença de trabalhadores estrangeiros tem gerado formas radicais de extremismo de intenso caráter racista. São lugares em que se vêem melhores condições de vida e maiores perspectivas. ao nacionalismo e aos grupos populares de controle sobre imigrantes. muitos fogem das guerras de modo permanente. a saber: condições 161 Questão 2. As grandes peregrinações religiosas também são movimentos temporários. O êxodo rural é um fenômeno muito comum em países subdesenvolvidos. Esses migrantes são chamados de bárbaros do sul. Outro movimento definitivo de enorme importância é o êxodo rural. Os refugiados de guerras normalmente são também migrantes temporários. em que os trabalhadores são temporários. por sua vez. O caso dos bóias-frias é uma migração sazonal. Outra importante migração sazonal é a transumância. aos grupos populares de controle de imigrantes. (UNIFENAS-MG) No Nordeste há. que consiste no movimento dos trabalhadores das grandes metrópoles. O êxodo rural provoca muitas conseqüências. Os agricultores do Agreste cultivam suas CASD Vestibulares Geografia . Tal movimento pode ser generalizado para todos os habitantes de países subdesenvolvidos que migram para países desenvolvidos em busca de melhores condições de vida. Por exemplo. Muitos países têm criado leis para evitar a entrada desses estrangeiros. aos grupos populares de controle de imigrantes. Questão 3. Essa é uma migração diária. Consiste na ausência de localidade fixa para se viver. Áreas de repulsão populacional são normalmente lugares marcados por ruins condições de vida. por exemplo de cana. principalmente pelo fato de os migrantes costumarem ir para as grandes metrópoles. podendo se relacionar com a irregularidade de chuvas. de intensidade variável no sentido urbanorural. Anualmente milhões de pessoas abandonam seus países de origem. na América Latina. c) aos chamados "Bárbaros do Sul". Ele é realizado por comunidades que vivem da coleta de frutos. ao nacionalismo. b) aos chamados "Bárbaros do Norte". África. capinam o milho e o cafezal. Nos países desenvolvidos cresce a aversão aos povos imigrantes da América Latina. d) aos chamados "Bárbaros do Norte". retornando para as planícies durante o inverno. um constante movimento de trabalhadores do Agreste para a Mata e desta para aquele. alta concentração fundiária e às vezes o clima. Muitas das migrações motivadas por razões econômicas são permanentes. à xenofobia. EXERCÍCIOS Questão 1. III. como as secas no Nordeste. Eles se deslocam para as regiões de plantações. A macrocefalia urbana. aos grupos neonazistas na Alemanha. muitas vezes essas oportunidades são na verdade ilusórias. também conhecido por commuting. e áreas de atração acabam por guardar aos imigrantes condições de vida análogas às existentes em suas terras de origem. sendo que muitas vezes os latifúndios produzem bens para exportação. Porém. Estes trabalhadores são denominados: a) b) c) d) e) corumbas transumantes bóias-frias caiçaras homens-gabirus Migrações Permanentes Migrações permanentes são resultado da saída de pessoas de áreas de repulsão populacional para áreas de atração populacional. o rebanho é movido para as encostas montanhosas. (PUC-PR) Fluxo de população: movimento irregular. caça. As afirmativas acima referem-se respectivamente: a) aos chamados "Bárbaros do Sul". Outro importante movimento temporário é a migração (ou movimento) pendular. Além disso. Durante o verão. à xenofobia. no decorrer do ano. Áreas de atração populacional são normalmente lugares que se mostram como terras de oportunidades para as pessoas que neles chegam. África e Ásia. e) aos chamados "Bárbaros do Sul". Considere as afirmativas abaixo. deslocamento de pastores europeus com seus rebanhos. em busca de trabalho em outros países. em geral cortam cana-de-açúcar. colhem laranjas. Seu objetivo é escapar da guerra. como no Brasil. I. Contribui para um maior crescimento da concentração fundiária. é talvez a principal causa para a macrocefalia urbana. II. muitas vezes negativas. de modo que o povo está em constante movimento atrás de terras mais propícias a melhores condições. reduzindo a produção de alimentos para o mercado local. França. em relação às recentes imigrações internacionais da população de países pobres para países ricos. ficando em campos de refugiados até o fim dos conflitos. França e Itália. Obviamente. voltando para suas casas ao fim dos mesmos. sem garantias legais. principalmente. áreas de repulsão populacional. que todos os dias vão das periferias ao centro. à xenofobia. Ásia e países mediterrâneos e do leste Europeu. Ele é motivado por razões principalmente econômicas. aos neonazistas na Alemanha. tem-se os brasileiros que tentam a sorte nos EUA. pesca e pequenos rebanhos.

enquanto o nomadismo não obedece a nenhum ritmo. em detrimento da população rural. O subemprego. b) a transumância obedece a ritmos sazonários. (PUC-PR) vegetativo ou natural: Chama-se crescimento a) ao quociente obtido entre número de nascimentos e número de habitantes de uma área. onde o trabalho os espera. em quase todas as grandes cidades brasileiras está associado a: a) movimentos rítmicos sazonais. b) ao número de óbitos multiplicado por 1000 e dividido pela população total de uma área. Esta movimentação de trabalhadores configura o que se chama: a) b) c) d) e) êxodo rural migrações diárias migrações sazonais itinerância emigração Questão 7. c) à diferença (saldo) entre as taxas de natalidade e de mortalidade. A falta de mercado de trabalho. (FUVEST) O movimento pendular da população que se verifica. com as chuvas. a) O decréscimo na taxa de desemprego a partir de 1993 não foi suficiente para atrair trabalhadores estrangeiros. c) o nomadismo obedece a ritmo sazonário. com exceção do praticado na América do Sul. d) ao estudo comparativo entre o crescimento da população de um local e as alterações ocorridas na cobertura vegetal. CASD Vestibulares Geografia 162 . Questão 5. Questão 8. e) movimentos rítmicos sazonais ligados às atividades do setor terciário. que. Questão 4. Este fenômeno chama-se Êxodo Rural. e) a transumância obedece a ritmos sazonários relativamente rígidos. b) uma modalidade de transumância para aproveitar trabalhadores temporários nas áreas centrais. eles se transferem para a Mata. sai em busca de novas condições de trabalho nas atividades industriais. enquanto a transumância existe em todos os desertos do Globo. b) A taxa de desemprego manteve-se elevada em todo o período. A desaceleração do processo industrial. enquanto a transumância não obedece a nenhum ritmo. d) um intenso nomadismo gerado pela especulação imobiliária com verticalização da mancha urbana. (FEMPAR-PR) Assinale o texto que melhor explica as diferenças entre transumância e nomadismo: a) o nomadismo existe especialmente nos desertos da Arábia. caracteriza-se pela absorção da mão-de-obra agrícola. A criação de favelas. O sensível aumento da população urbana. por falta de melhores condições no campo. pois nela toda a população é nômade. c) A forte queda nos índices de emigração ocorrida a partir de 1998 foi decorrente do aumento da taxa de desemprego. d) a transumância representa um estágio mais atrasado em relação ao nomadismo. de março a setembro: de setembro a março. retornam ao Agreste. diariamente. durante a safra de cana-de-açúcar. Questão 6. não provocando alteração nos índices migratórios.terras durante a estação chuvosa. Analiseos e assinale a alternativa correta. (UNESP-SP) Os gráficos I e II representam a taxa de desemprego e os índices migratórios na Irlanda. enquanto o ritmo de nomadismo depende da irregularidade das chuvas. com bastante intensidade. Assinale um problema NÃO decorrente deste processo: a) b) c) d) e) O deficiente nível técnico da população. e) à diferença entre os fluxos imigratório e emigratório em determinada região. resultantes da homogeneidade do espaço urbano. d) O decréscimo na taxa de desemprego a partir de 1993 foi acompanhado pelo aumento nos índices de imigração. na década de noventa. c) expansão horizontal urbana e periferização da mãode-obra.

p. 2. Questão 12.e) O decréscimo na taxa de desemprego a partir de 1993 foi acompanhado pelo aumento nos índices de imigração e emigração. causada por epidemias. e de outros trabalhadores ditos marginais torna-se cada vez mais importante. com pouca circulação de capital. INSTRUÇÃO: Responder à questão 11 com base no texto “Migração e Vida Urbana”. (UFRRJ-RJ) Um dos tipos mais perversos de migração populacional é aquele em que o trabalhador se desloca da sua área de habitação em busca de frentes de trabalho. Rio de Janeiro. em valores absolutos. leia atentamente as afirmações abaixo: 1. MIGRAÇÃO E VIDA URBANA Os que pensam que a urbanização é um bem sustentam que a emigração para a cidade faz parte de um processo dinâmico de desenvolvimento. (FURG-RS) Uma pirâmide etária com base larga e ápice bem estreito indica: a) país com crescimento vegetativo na fase intermediária já próxima da fase madura ou velha. b) O êxodo rural é um movimento migratório que impulsiona a urbanização. à gravidez precoce e às normas religiosas. o século XX. A assimilação desses europeus nas sociedades americanas foi facilitada. pendular. composto de vendedores ambulantes. c) países com baixos índices de crescimento vegetativo e elevada expectativa de vida. fome e guerras. A vida urbana tem seu lado positivo. sedentarismo. nos países subdesenvolvidos industrializados. Esse é o modelo que está mais disseminado nos países anglo-saxões (EUA. foi a energia forjadora e constituidora do novo quadro social dos EstadosNação modernos. O fluxo migratório internacional no século XX. e) A população que migra para a cidade. b) país que apresenta elevado crescimento vegetativo e baixa expectativa de vida. sobretudo nos países subdesenvolvidos. 08) Na América Latina. ocorreu forte redução no crescimento demográfico mundial. Essa população submete-se ao trabalho de poucos meses. mar. em que membros de uma comunidade se casam. (PUC-RS) A única afirmativa que não se relaciona diretamente com o texto é: 163 Geografia . ficando a maior parte do ano sem remuneração e sendo obrigada a viver do que ganhou naquele período. embora haja correntes que vão povoar a Austrália e a Nova Zelândia. Esse tipo de migração é denominado a) b) c) d) e) nomadismo. (UFPR) Sobre a situação demográfica do mundo. 3. Há sociedades que se constituem em formas pluriculturalistas. na qual um setor nãoestruturado. d) país onde a taxa de mortalidade infantil e a expectativa de vida são elevadas. Os que pensam que é um mal estimam que o excesso de população rural torna-se um excesso de população urbana e provoca uma superurbanização. é correto afirmar que: 01) Entre os anos 1960 e 1980 houve brusca aceleração do ritmo de crescimento demográfico. as altas taxas de natalidade estão vinculadas às tradições familiares. 16) Nos últimos dez anos a população mundial. praticamente se deu em todas as direções. e) nda. saúde. de engraxates. Tendo em conta esse fenômeno. 1987. 02) Na segunda metade do século XIX. no interior dela e normalmente só encontram os de fora no trabalho. d) O processo de urbanização está intimamente relacionado ao excedente populacional do campo que se dirige aos centros urbanos. O Correio. mas principalmente no que diz respeito a empregos e não no que concerne aos ganhos dos trabalhadores. principalmente. o que dará origem (pensando-se em cidades) a bairros de comunidades específicas (“guetos”). A Ásia – em especial China e Japão – recebeu enormes fluxos de ocidentais atraídos por seu desenvolvimento CASD Vestibulares Questão 10. Questão 9. ineficaz e improdutivo. c) A maioria dos camponeses que invade as cidades não consegue empregos com remuneração condizente para o sustento. principalmente). As sociedades receptoras de imigrantes são mais ou menos assimiladoras. (PUC-SP) Percorrendo o século XIX e. de pequenos “faz-tudo” instalados nas calçadas. pois eram sociedades em constituição nas quais muitos imigrantes europeus se posicionaram razoavelmente bem e alguns acabaram por pertencer aos segmentos sociais dominantes. mas será que isto lhe permite satisfazer suas necessidades básicas em matéria de alimentação. é absorvida pelo trabalho no setor secundário da economia. principalmente para a colheita. Rafael M. 04) Atualmente há certa homogeneidade nos países desenvolvidos com relação ao baixo crescimento demográfico. estacionou em três bilhões de habitantes. Questão 13. 13 Questão 11. imigração. São majoritariamente dirigidos às Américas. o fenômeno das migrações internacionais. ao casamento. em geral. Talvez um trabalhador ganhe mais que um camponês. apresentado abaixo. transumância. moradia e educação? SALAS. fato que acontece regularmente na região Nordeste. Os movimentos migratórios europeus são vigorosos entre 1880 e 1913. a) A grande concentração populacional supõe um setor terciário “hipertrofiado”.

Questão 16. num determinado espaço de tempo. estrutura por idade ou sexo e origem étnica. forneceu grandes contingentes populacionais para a América. Pegos pela crise dos anos 80. p. (UFBA) Em relação ao crescimento populacional.60 01) São países de emigração na atualidade o Japão. Em relação populacionais é correto afirmar: aos movimentos Questão 14. Somente a 1 e a 3 são corretas. (UFPR) É correto afirmar que: 01) Dinâmica populacional é o conjunto de transformações que uma população sofre em seus diferentes aspectos.7 milhão de brasileiros vivendo no exterior. Somente a 1 e a 2 são corretas. extraem 80% do ouro da Venezuela. 04) Taxa de mortalidade é o número de óbitos. O próprio ltamaraty calcula que nada menos que meio milhão de brasileiros está vivendo e trabalhando nos dez países com que o Brasil tem fronteira. há uma certa estabilidade no fluxo migratório. CASD Vestibulares Geografia 164 . apresentou uma das maiores taxas de crescimento demográfico do mundo. Questão 17. 16) As migrações controladas correspondem a deslocamentos de população. principalmente em três faixas: jovens. também. pode-se afirmar: Com relação ao processo descrito no texto acima. adultos e velhos. 02) O fator econômico continua sendo o principal motivador do processo migratório recente. 19/07/95. (UFPR) Leia o texto abaixo: “Segundo cálculos do Ministério das Relações Exteriores. Nesse momento. 08) Taxa de fecundidade é a relação entre o número de crianças com menos de 5 anos de idade e o número de mulheres em idade reprodutiva. Questão 15. Quanto à Geografia da População podemos afirmar que: 01) A América Latina. 04) Os escravos africanos que vieram ao Brasil correspondem a um tipo de migração espontânea. Esses 500 000 imigrantes brasileiros plantam 60% do arroz uruguaio. Mas os emigrantes brasileiros não são formados apenas por mão-de-obra desqualificada que desempenham tarefas menores em cidades do Hemisfério Norte em troca de salários em moeda forte. maior percentual de população jovem que ela representa. nos últimos anos. é a maior ocorrência de fatores endógenos dos primeiros. centenas de milhares de brasileiros partiram em busca de melhores oportunidades em países ricos. enquanto aquelas realizadas dentro de um mesmo pais são denominadas de imigração. considerado em relação aos índices de natalidade. pode-se afirmar que: 01) Depende de dois fatores: crescimento vegetativo e crescimento vertical. coloca-se como parte integrante de uma situação demográfica mundial. E gente que aperta parafusos em Tóquio. 08) Quanto mais largo o ápice de uma pirâmide. uma vez que predominam os deslocamentos no interior de um mesmo continente. 90% da soja paraguaia. 08) Os Andorinhas eram italianos que periodicamente deslocavam-se para a Argentina em virtude da falta de mão-de-obra argentina para a triticultura. é correto afirmar: 01) Denomina-se emigração o momento de saída das pessoas de certa área e de imigração o momento de entrada em uma nova. 16) Os dekasseguis fazem migração temporária intercontinental. Nenhuma delas é correta.. 08) Pode-se classificar o processo migratório para os países vizinhos como de migração pendular. 04) O elevado índice de natalidade e a baixa esperança de vida explicam a alta percentagem de população jovem em muitos países. lava pratos em Londres ou engraxa sapatos em Nova York. 02) Sua representação gráfica ressalta a composição por sexo e idade. 04) O texto trata de um processo de migração interna. EUA e Austrália.. 02) Taxa de natalidade é o número de indivíduos nascidos vivos por 1000 habitantes de uma dada população. 16) O grande crescimento populacional brasileiro após a Segunda Guerra Mundial não é um fenômeno isolado.” Revista Veja. 02) Crescimento horizontal é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade da população de um país ou região. durante o ano considerado. Questão 18. no que diz respeito às causas de mortalidade. 16) A estrutura de uma população consiste na sua distribuição por grupos de idades. 16) As migrações ocorridas de um país para outro recebem a denominação de emigração. 02) São países de imigração o Canadá. e a única região do planeta que ainda recebe grandes fluxos é a América Latina. Os brasiguaios fazem migração permanente.tecnológico e. a caminho do século XXI. Qual a alternativa que contém as afirmações corretas? a) b) c) d) e) Todas são corretas. Somente a 2 e a 3 são corretas. como a de negros africanos para o Brasil. Questão 19. inclusive natimortos. 04) Pirâmides de base estreita representam populações jovens. a Índia e Portugal. há 1. (FEMPAR-PR) Sobre a estrutura de população. como crescimento. 08) O que diferencia o grupo de países desenvolvidos dos subdesenvolvidos.

diretamente responsável por estar aqui e não ali. vítimas de migrações que podem ser qualificadas de forçadas. Adap. uma resposta e representam. embora de difícil adaptação. uma queda no valor individual: o abandono não desejado da rede tradicional de relações longamente tecidas através de gerações. 02) Na visão dos otimistas. mas acaba inevitavelmente acontecendo. Questão 22. a) Destaque aquele que dá uma visão real do nível de vida da totalidade de uma população. teve como resultado a diminuição da taxa de mortalidade havendo. em alguns países subdesenvolvidos. população absoluta. estabilização da população. Atual. por si só. que se torna involuntária e sofrida. São Paulo. 04) Entende-se por crescimento vegetativo de um país a diferença entre a taxa de natalidade e taxa de mortalidade. d) a necessidade determina a migração.01) O controle da natalidade e o planejamento familiar constituem uma visão neomalthusiana na análise demográfica. são de transumância. 08) O deslocamento efetuado por grupos que vivem da coleta de frutos. p. 08) Alguns países subdesenvolvidos apresentam baixas taxas de crescimento natural. (UFRRJ-RJ) As grandes migrações são. 16) A queda da mortalidade foi mais acelerada nos países subdesenvolvidos. 04) O controle da natalidade soluciona. aliás. portanto. número de carros por grupos de habitantes. o problema do subdesenvolvimento do Brasil. (ACAFE-SC) Para analisar a situação socioeconômica de um país. Questão 20. taxa de mortalidade infantil. 326. Temas da geografia do Brasil. caça e pesca denomina-se nomadismo. e) nessas migrações. GABARITO 1-C 2-E 3-C 4-C 5-C 6-E 7-C 8-D 9-C 10-B 11-E 12-13(01+04+08) 13-D 14-29(01+04+08+16) 15-03(01+02) 16-26(02+08+16) 17-18(02+16) 18-10(02+08) 19-11(01+02+08) 20-D 21-28(04+08+16) O que melhor traduz a natureza do processo descrito acima é: a) a oportunidade de trabalho não é determinante para as migrações. alguns aspectos são 165 Geografia CASD Vestibulares . na maior parte dos casos. é do tipo diária ou pendular. b) Justifique a sua escolha. a entrada já como perdedor em outra arena de competições cujas regras ainda tem que aprender. como conseqüência. 1999. importantes. a queda no valor individual é decorrência exclusiva dos salários. 02) A melhoria das condições médico-sociais de um povo diminui o crescimento vegetativo. o declínio do crescimento vegetativo. reformas nas estruturas socioeconômicas refletem o início do processo de desenvolvimento e. A maior parte das pessoas não é. a ruptura cultural com todas as suas seqüelas e todos os seus reflexos. c) a adaptação cultural do migrante é demorada. Jaime e GIANSANTI. Roberto. b) essa migração. 16) Deslocamentos humanos periódicos. Dentre os aspectos citados dê resposta ao que se pede. Em relação populacionais é correto afirmar: aos movimentos 01) A melhoria dos serviços de saúde. determinados por motivos climáticos. Questão 21. de OLIVA. em razão do avanço bioquímico que neles se verificou. tais como: densidade demográfica. índices de população rural e urbana. hoje.

III. com fortes chuvas. 2) Quanto às atividades humanas que podem interferir d-) instáveis. (Revista Veja. IV EXERCÍCIOS 3) (Fuvest 94) Considere as características abaixo: • Temperaturas médias superiores a 18° C com diferenças sazonais marcadas pelo regime de chuvas. 1) “Menino travesso: El Niño retorna mais poderoso e c-) temperadas com forte influência dos oceanos. com chuvas esparsas e temperatura em índices de aridez no Peru e Sul do Brasil e as ascensão. • Circulação atmosférica controlada por massas equatoriais e tropicais. em Brasília e Manaus. Na inversão térmica. chuvas e temperatura em declínio. em regiões: a-) intertropicais de baixa latitude e modesta altitude. no clima. em Curitiba e Belo Horizonte. • Regimes fluviais dependentes. permitindo a entrada de raios do sol e dificultando a saída de calor. e) formação de ondas que trazem à tona as águas mais probabilidade de chuvas. temperatura estável. frias do fundo do Oceano Pacífico. • Paisagens vegetais dominantes: florestas latifoliadas e savanas. com céu claro. aprisionando os raios de infra. geralmente relacionado à: a) atuação inesperada da massa de ar úmida que. O efeito estufa é provocado pelo excesso de gás temperatura em ascensão. em São Paulo e Curitiba. Este fenômeno é provocado pelo fenômeno El Niño. d) Inversão térmica.o ar frio fica acima do quente. b-) extratropicais de média latitude e elevada altitude. atmosférica. c) inversão térmica oceânica que aquece parte das águas superficiais do Pacífico.São Paulo deveria ser mais frio do que Campos do Jordão. III.teoricamente. c-) instáveis. a) I. ameaça enlouquecer o tempo em todo o mundo. b) presença de correntes marítimas com baixas temperaturas na costa ocidental americana. em São Paulo e Brasília. eleva os índices de evaporação e intensifica as chuvas de monções no sudeste asiático. ao resfriar as águas do Oceano Pacífico. impedindo a subida e dispersão dos poluentes. sua localização e vegetação típica. com céu encoberto. aumenta o número de tempestades marítimas e desregula os índices de chuva na região tropical. justificando a diminuição dos cardumes no Chile e as estiagens no sudeste do Brasil e dos EUA. predominantemente. 7) (Unicamp 2ª Fase) Explique os motivos pelos quais o Sertão Nordestino possui clima semi-árido. basicamente. A urbanização excessiva do centro da cidade pode 5) Gás carbônico e vapor de água são os responsáveis por este fenômeno que se identifica por um criar um a ”ilha de calor” III. denominado: a) Ilha de calor.Paulo. O buraco na camada de ozônio parece ter sido recobrimento da região. estão corretas: e-) estáveis. II. II.Tal fato é explicado pela influência da: 166 CASD Vestibulares Geografia . As chuvas ácidas são conseqüências da poluição b) Destruição da camada de ozônio. d) temporada de furacões e episódios de secas nas A leitura da carta sinótica acima permite afirmar que as costas ocidentais americanas. V. IV c) I.Mas isso não acontece. alto teor de umidade e inundações na Ásia tropical. em Porto Alegre e São carbônico na atmosfera. 42-43) A notícia acima exemplifica a ampla cobertura da mídia 4) (Fuvest 96) sobre esse fenômeno.Assim . mais força dos ventos tropicais que sopram da Ásia em provavelmente: a-) estáveis. do comportamento da precipitação. e-) litorâneas de qualquer latitude. • Amplitude térmica anual inferior a 6° C. II. intensificando os b-) instáveis. devido ao aumento da condições do tempo nas cidades indicadas são. com temperatura em ligeiro declínio e fraca direção à América do Sul. IV e) El niño. 8) A cidade de Campos do Jordão está mais próxima à linha do Equador do que a cidade de São Paulo. 27/08/97 p. vermelhos do Sol. 6) (Unicamp 2ª Fase) Dê os 5 tipos principais de clima do Brasil. baixo teor de umidade e I. V b) I.Geografia Frente II CLIMAS Tais feições ocorrem. V e) II. d) I. levando em conta seus conhecimentos sobre geologia e meteorologia. III.” d-) de planícies inundáveis de alta latitude. c) Efeito estufa. IV.

com cerca de 1. poluição espaço. b ) a corrente brasileira que banha as costas orientais e sul do Brasil é fria. do Rio Grande do Sul até São Paulo.200mm é: a ) Vale do rio Jurena e Teles Pires. superpopulação. (UFV-2000) Qual das opções abaixo faz uma associação INCORRETA entre os tipos climáticos brasileiros e sua localização espacial? a) Clima Tropical Semi-úmido . recursos. e)Na Baixada Paulista. d-) regiões polares setentrionais – agricultura de jardinagem. 167 16) Os climogramas acima dizem respeito ao clima de duas das regiões assinaladas com letras na figura ao lado. o maiores índices pluviométricos ocorrem: a)Na Serra do Mar. tropical. e) Clima Subtropical . conurbação. declarando qual o clima de cada uma. podendo aparecer também ao longo da porção oriental da bacia do rio Doce e em parte da Zona da Mata Mineira. 11) Observe o mapa de pluviosidade e verifique as variações.Faixa costeira.Predomina no sul do país. d ) são originárias das costas africanas as correntes marítimas que banham o litoral brasileiro. b ) Ilha do Bananal. qual das correlações abaixo pode ser considerada correta? a-) faixa das médias latitudes do hemisfério sul – zonas agrícolas de produtos tropicais. d) Clima Equatorial . A área de menor quantidade de (Ferreira. economia. utilizando. 10) Assinale a alternativa falsa: a ) o litoral norte do Brasil é banhado pela corrente das Guianas. Faça-o. e ) Alto Xingu. pelo menos seis dos seguintes termos: biodiversidade.) chuvas.Planalto central e Planalto Meridional d)Na Zona da Mata Nosdestina.Baixada Fluminense e Vale do Itajaí. ocorrendo a redução da pluviosidade de uma 15) Assinale a alternativa com o climograma mais faixa ao norte de MT (mais de 2 000 mm) para o sul de característico do clima subtropical no Brasil. 14.Recôncavo baiano e litoral capixaba. região. c ) Brasília.Amazônia Ocidental e litoral do Amapá b)No Sertão Nordestino e Vale do São Fancisco c)No pantanal Matogrossensse. CASD Vestibulares Geografia . Diga quais elementos no climograma lhe permitiram chegar a sua conclusão. c) Clima Tropical Semi-árido . 2000. no seu significado adequado.a)maritidade b)longitude c)altitude d)pluviosidade e)latitude 9) No Brasil. industrialização. 12) (Fuvest 80) Tendo em vista as características físicas e as atividades econômicas numa escala global. c ) as correntes marítimas não exercem notável influência sobre o clima do litoral do Brasil. e-) regiões montanhosas e de planaltos – extração de minérios e cultura de vegetais de clima quente. b) Clima Tropical Úmido ou Atlântico . 13) (Fuvest) Redija um texto enfatizando a importância da questão ambiental para a Geografia.Toda a região Sudeste e parte norte do Paraná. d ) Pantanal. e ) as correntes marítimas brasileiras são quentes.Predomina no sertão nordestino e em parte do médio vale do rio São Francisco. MS e leste de GO. principalmente no Planalto Central e em trechos do Sudeste e do Nordeste. abaixo do Trópico de Capricórnio. c-) faixa de clima temperado do hemisfério norte – grandes áreas industriais. Diga qual a região associada a I e qual está associada a II. latitude.Predomina na porção continental do território nacional. b-) zonas equatoriais e tropicais de ambos os hemisférios – cultura de cereais em grande escala.

. da massa de ar e) Floresta Amazônica Variação Climática Polar Atlântica.. 19) d) A precipitação entre outubro e março no Rio de Janeiro é menor em comparação a Belo Horizonte. d) presença de correntes marítimas quentes ao longo 20) (PUC 2006) dos litorais. Pelo oposto..). 1996. Mais chuvas e teor de umidade (. a) A diminuição da precipitação nos meses de abril a setembro em Belo Horizonte é decorrência do aumento Região Natural Processo da atuação da massa de ar Equatorial Continental em a) Mata Atlântica Tectonismo Minas Gerais. precipitação entre as cidades do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte. O texto acima descreve o processo de uma região Assinale a alternativa que explica as diferenças de natural brasileira. Havendo muito menos precipitações. os rios eram bem menos volumosos (. mais úmida que a massa Tropical Atlântica.) provocaram a reexpansão florestal”.). com aumento de calor e.. CASD Vestibulares Geografia 168 . devido à densidade maior de edificações. nesse período. b) presença de áreas de baixa pressão atmosférica. do litoral. O texto descreve as características do paleoclima c) As chuvas se distribuem com maior regularidade. c) alternância entre massas polares e equatoriais em tais latitudes.. 18)“Quando o nível do mar recuou e permaneceu por alguns milênios a uma centena de metros mais baixo do que atualmente. ao amazônico e o impacto de sua variação sobre os outros longo do ano. essencialmente. b) Cerrado Tectonismo b) A maior ocorrência de precipitação nos meses de c) Pampa Gaúcho Variação Climática outubro a março em Belo Horizonte é conseqüência da d) Mata de Araucária Tectonismo atuação mais intensa. pela a) dinâmica atmosférica controlada pela zona de convergência intertropical. sobretudo. o clima regional em seu conjunto era menos quente e muito mais seco (. Identifique-a corretamente. durante a ascensão do nível do mar (. no Rio de Janeiro devido à constante influência da massa de ar Tropical Atlântica nessa área elementos da paisagem. dos níveis de pluviosidade e umidade do ar..17) A existência de extensas áreas secas localizadas nas costas ocidentais dos continentes em latitudes vizinhas a ambos os trópicos é determinada. processou-se uma retropicalização generalizada da região. fator que dificulta as precipitações. 21) (Unicamp 2005) A figura abaixo representa a distribuição das correntes oceânicas na Terra. relacionando-a ao processo.. Analise o gráfico de precipitação: e) presença de correntes marítimas frias ao longo dos litorais.). Fonte: Ab’Saber.. e) A precipitação mais elevada entre outubro e março em Belo Horizonte decorre da atuação da massa de ar Tropical Continental.

Explique por que as áreas de ressurgência são as mais piscosas dos oceanos. facilitando a instalação de desertos. pois o fato de serem frias acarreta o baixo grau de evaporação e. com menor amplitude térmica. 1985. Diga também qual o tipo predominante de chuva na sua região. São Paulo: Harbra. Adaptado de Marcos de Amorim Coelho e Nilce Bueno Soncin. por onde se 22) (UNICAMP 2004-Adaptada) distribuem as águas oceânicas. Como exemplos. 169 Geografia CASD Vestibulares . e a corrente Oya-sivo. que beneficia a pesca na costa do Chile e do Peru. com clima tropical de altitude. Essas correntes frias transportam grande quantidade de plâncton. Entretanto. baixa umidade atmosférica. que incrementa a pesca no Japão. Essa insolação é maior nas de ar que atuam no Brasil no solstício de verão e no proximidades do Equador (onde se originam as solstício de inverno. p. Geografia do Brasil. São aspectos associados à massa Tropical Atlântica quente e úmida. 2003. a) Durante o inverno. a) Por que existem correntes frias e correntes quentes nos oceanos? b) Explique a associação existente entre as correntes marítimas frias e o aparecimento de desertos em algumas costas continentais. Observe e faça o que se pede: correntes quentes) e menor na proximidade dos pólos (onde se originam as frias). que atrai peixes em profusão. 21) a) Os diversos pontos do planeta. As correntes marítimas frias. Geografia Geral e do Brasil. GABARITO 20) A cidade do Rio de Janeiro recebe forte influência da sua posição geográfica marítima.48 e 50. recebem diferentes Os mapas abaixo representam a situação das massas graus de insolação. São Paulo: Editora Moderna. b) As correntes marinhas frias apresentam águas com baixas temperaturas que dificultam a evaporação da água. Belo Horizonte sofre maior influência continental. apesar de ser uma massa de ar continental. sujeito a quedas de temperatura no inverno. p. 97. transportadas por correntes submarinas que afloram à superfície em determinados locais. mais bem marcado por alternância de chuvas no verão. secas no inverno. e os ventos que sopram do mar em direção ao continente são secos.Adaptado de Paulo Roberto Moraes. a mEc é úmida. como nos casos dos desertos do Atacama e do Calaari . estão associadas à presença dos desertos de Atacama (Chile) e Calaari (Namíbia). que banha o litoral da Namíbia. podemos citar a corrente fria de Humboldt (Peru). por que a massa polar consegue atingir mais facilmente a região amazônica? Como é chamado este fenômeno? b) Explique o porquê do elevado índice de chuvas na região da Serra do Mar no litoral do Sudeste c) Na Zona da Mata nordestina. maior pluviosidade e chuvas regularmente distribuídas. por que as chuvas concentram-se no inverno? d) Explique porque. e Benguela. como Humboldt. c) O fenômeno da ressurgência está associado à existência das correntes marítimas. Assim. portanto. c) A ressurgência é o surgimento de águas frias. locais banhados por essas correntes vão apresentar menores índices de umidade. o que explica a baixa taxa de pluviosidade. que banha o litoral do Chile. com clima mais rigoroso.

O potencial hidrelétrico instalado é de 2.674. • Regime fluvial tropical austral: cheias de verão e vazantes no inverno. Bacias hidrográficas brasileiras São quatro as principais bacias hidrográficas brasileiras: Bacia Amazônica. recebendo o nome de Solimões. percorrendo 3160 km. ao longo dos quais desce somente 65 metros. na Venezuela. entre os quais o Canal Cassiquiare. • Terra caída: escavação produzido pelas águas dos rios nas margens. Bacia Platina e Bacia do São Francisco. Existem ainda as Bacias Secundárias. ou seja. Outras características apresentadas pela rede hidrográfica brasileira. no Rio Xingu. que são as Bacias do Amapá. É composta pelo rios Tocantins. por ocasião das cheias. Da confluência com o Rio Negro. e é um dos países com maior potencial hidrelétrico do mundo. e com a do Paraguai. através de canais. O grande volume de água é devido ao degelo dos Andes e à alimentação e regime pluviométrico de seus afluentes.4 Gwh. no Rio Uatumã e Curuá-Una. cerca de 46% das terras brasileiras. Sua foz é do tipo mista (delta-estuário). a bacia do Tocantins-Araguaia possui um grande potencial hidrelétrico. é um rio de planícies.614. drenando uma área de 813. No Rio Tocantins está localizada a hidrelétrica de Tucuruí.GEOGRAFIA Frente II HIDROGRAFIA DO BRASIL O Brasil é um país cuja rede hidrográfica é muito extensa.904. Paraguai e Uruguai. do Sudeste. Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Seu principal formador é o Ucayali. Comunica-se com a Bacia do Orenoco. que é o maior rio do mundo em volume de águas e em extensão.234. Devido à proximidade da linha do Equador. e navegável. são: • Drenagem exorréica: rios correm direta ou indiretamente para o Oceano Atlântico. • Pororoca: encontro das águas do rio. Balbina. Na Bacia Amazônica observam-se ainda fenômenos como o das terras caídas e o da pororoca ou macaréu. do Leste e do Nordeste.1 km2. BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA É considerada a maior Bacia Hidrográfica totalmente brasileira.0 GWh e as principais hidrelétricas são: São Félix.392. banha os estados do Amazonas. Assim como a Bacia Amazônica. no estado do Pará. • Rios perenes (a maioria). BACIA AMAZÔNICA Encontro das águas dos Rios Negro e Solimões __________________________________________________________________________________________________________________ CASD Vestibulares Geografia 170 . a 5300 m de altitude e recebe várias denominações. que fornece energia para o Projeto Carajás. de modo geral. O potencial hidrelétrico instalado da bacia é de 29. Nasce no Peru. e é considerado o rio mais piscoso do mundo. Ainda no Rio Araguaia situa-se a maior ilha fluvial do mundo: a Ilha do Bananal. no Rio Curuá-Una. abrangendo as Regiões Norte. A largura média varia de 3. provocando desmoronamentos. Araguaia e seus afluentes. No Brasil. A Bacia Platina engloba as Bacias do Paraná.8 km2. Bacia do Tocantins-Araguaia. Pará e Amapá.000 m. • Ausência de lagos naturais. BACIAS HIDROGRÁFICAS A Bacia Amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo. devido à presença de rios de planalto. O Rio Araguaia é um afluente do Rio Tocantins. Os principais rios da Bacia do TocantinsAraguaia nascem nos planaltos da porção central do Brasil. A profundidade varia de 20 a 200 m. apresenta um regime complexo de cheias. recebe o nome de Amazonas.000 a 15. que desce em direção a Tabatinga. com as águas do mar durante as marés altas. no nordeste do Mato Grosso. no estado do Amazonas. através da “região das águas emendadas”. Ocupa 3. e o ponto mais estreito (1800 m) está localizado em Óbidos. O principal rio desta bacia é o Rio Amazonas. no estado do Pará. • Foz ou desembocadura em forma de estuário.

Bariri. Doce e Paraíba do Sul. como São Lourenço. Piranhas (Rio Grande do Norte). Henry Borden. que rios são: Jequitinhonha. Mearim. Por esta razão. Itapecuru e Parnaíba são perenes. entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.067. A Bacia do Paraguai tem como principal rio o Rio Paraguai. Xavantes e Capivara (Rio Paranapanema) e Foz do Areia. no estado de Mato Grosso do Sul e o de Cáceres. Paracatu. Salto Santiago e Salto Segredo (Rio Iguaçu). e atravessa grande parte da região semi-árida do nordeste. Urucaia.BACIA PLATINA Abrange uma área de 1. Durante a época das cheias. O rio Paraná é formado pela confluência do Rio Grande com o Rio Paranaíba. Pindaré.905. Espinhaço. Cachoeira Dourada e São Simão (Rio Paranaíba).5 km2 e tem um potencial hidrelétrico instalado de 184. Indaiá. Sobradinho e Moxotó. Cassiporé. É composta pelas Bacias do Paraná. ou seja. em Minas Gerais. no estado de Mato Grosso. porém é navegável por 2000 km. Emborcação. de Pirapora a Juazeiro. Barra Bonita. A Bacia do Uruguai nasce da confluência do Rio Pelotas com o Rio Canoas. Abrange os rios do estado do Amapá: Oiapoque. Pindaré. Calçoene e Araguari. onde recebe vários afluentes. Grajaú. Bacia Platina BACIA DO SÃO FRANCISCO BACIA DO LESTE É constituída pelos rios que descem do Planalto A Bacia do São Francisco ocupa 645. dos quais a maioria são temporários.2 km2 Atlântico em direção ao oceano Atlântico.4 GWh. que é a artéria hidrográfica do Pantanal. Mantiqueira e GWh. o Rio Paraguai inunda vastas áreas do Pantanal. Itumbiara.713. Os principais afluentes são: Abaeté. portanto. Ibitinga e Promissão (Rio Tietê). o maior de todas as bacias brasileiras. O Rio São Francisco é denominado Nilo Brasileiro (devido às cheias periódicas que fertilizam seu vale). e tem sua foz na divisa entre os estados de Alagoas e Sergi. formando muitas lagoas denominadas ‘baías’. Peixoto e Água Vermelha (Rio Grande). Atualmente permite a irrigação ao longo do seu curso. nasce na Serra da Canastra. Apresenta cachoeiras. estão localizadas as hidrelétricas de Três Marias. Estes rios e tem um potencial hidrelétrico instalado de 54. Os principais O Rio São Francisco é um rio de planalto. Paraopeba. O Rio Araguari se destaca-se pela ocorrência do fenômeno da pororoca. BACIAS SECUNDÁRIAS BACIA DO AMAPÁ É a menor bacia hidrográfica brasileira. desempenhou papel importante no contexto histórico do Brasil. Paulo Afonso. Bacia do São Francisco Neste rio. Paraguai e Uruguai. No Rio Parnaíba está situada a hidrelétrica Castelo Branco. Rio dos Currais (devido à penetração de gado através de seu vale) e Rio da Unidade Nacional (porque foi um importante elo de ligação entre o Nordeste e Sudeste). e correm de oeste para leste. É composta por rios que possuem pequeno curso por nascerem a leste dos planaltos e serras e __________________________________________________________________________________________________________________ 171 Geografia CASD Vestibulares .397. É um rio de planície. com rios tipicamente de planalto. Possui pouca utilização hidrelétrica e é navegável em apenas alguns trechos. Há três portos fluviais principais neste rio: o de Corumbá e o de Porto Murtinho. A Bacia do Paraná é a mais extensa das três e possui o maior potencial hidrelétrico instalado do Brasil e o segundo maior potencial hidrelétrico. Verde Pequeno e Carinhanha. Os rios Mearim. Nasce no estado do Mato Grosso e desce em direção à planície do Pantanal. Itapecuru e Grajaú (Maranhão) e Parnaíba (Maranhão e Piauí). Taquari. navegável.917.8 nascem nas encostas das Serras do Mar. A navegação nestes rios é realizada utilizando-se o sistema de eclusas. Dentre elas: Itaipú e Urubupungá (Rio Paraná). BACIA DO NORDESTE Abrange os rios do Sertão Nordestino. É nesta bacia que estão a maioria das usinas hidrelétricas do país. Furnas. secam durante os períodos de estiagem. Verde Grande. Miranda e Apa. Os principais rios são: Jaguaribe (Ceará). Salto Osório.BACIA DO SUDESTE pe.

desaguarem no oceano. Dentre eles: Ribeira do Iguape mineral). A produção de energia nuclear é inexpressiva (São Paulo), Itajaí-Açú, Tubarão e Araranguá (Santa e não confiável. Não há cultura de produção energética Catarina), Jacuí, Guaíba, Jaguarão e Camaquã (Rio provinda de fontes alternativas como de biodigestores. Dentre as usinas hidrelétricas no Brasil, Itaipu se Grande do Sul). destaca, sendo atualmente a maior usina hidrelétrica do planeta. Itaipu é uma usina binacional, construída com capital brasileiro e paraguaio. Produz 1/5 da demanda energética do país. Junto com a energia que é comprada do Paraguai (que não utiliza toda a sua metade de direito da produção), inteira-se 1/4 da demanda do Brasil. Privatizações do Setor Energético A partir de 1995, começou o processo de privatização do setor, ou seja, venda da empresa estatal para a iniciativa privada. Vantagens da privatização: maiores investimentos e melhoria do serviço, desoneração do Estado. Desvantagens: redução de pessoal (desemprego), perda do controle em um setor estratégico (energia), aumento das tarifas ao consumidor. Leitura Complementar: Para que serve uma barragem? As grandes represas podem gerar energia elétrica e controlar inundações. Mas também podem desestruturar comunidades inteiras. Uma grande barragem pode ter um impacto muito positivo sobre a vida de um determinado país. Ao formar imensos lagos - que serão usados na geração de energia elétrica - ela pode controlar o fluxo dos rios e as inundações. Também é capaz de corrigir o curso dos rios, facilitando a navegação - um meio de transporte relativamente barato. E a geração de energia ajuda a combater a pobreza e a abrir novos postos de trabalho. A mesma barragem, porém, pode causar muita tristeza para comunidades inteiras. Se a obra não for debatida pelas populações afetadas e se não houver indenizações adequadas, milhares de pessoas podem perder tudo com a inundação de suas casas e campos. Espécies de peixes e plantas podem simplesmente desaparecer. O coração da represa é o lago, seguido por quedas que farão girar turbinas. Esses equipamentos geram energia elétrica, logo retransmitida. Cerca de 19% da energia elétrica produzida no mundo provém dessas usinas hidrelétricas. Mas essa fatia cresce muito em países que contam com grandes rios e quedas d’água. No Brasil, 91% da energia é hidrelétrica. De acordo com a Comissão Mundial de Barragens, criada para debater formas de reduzir o impacto social e ambiental da construção de grandes represas, até 1997 haviam sido erguidas no mundo cerca de 800 mil barragens de todos os tipos. Dessas, 45 mil são grandes unidades, com mais de 15 metros de queda d’água. A China e a Índia são, hoje, os dois maiores construtores de represas do mundo. E cerca de 4 milhões de pessoas têm de ser deslocadas a cada ano, para dar lugar aos novos lagos. Parte desses deslocamentos humanos é muito positiva. As pessoas recebem indenizações e terras melhores. Nos anos 30, uma série de barragens e de sistemas de irrigação no vale do Tennessee, nos EUA, permitiu controlar grandes inundações e levou a uma importante melhoria do nível de vida da população.

Bacias secundárias Bacias Secundárias Bacia do Amapá Bacia do Leste 1. Rio Oiapoque 13. Rio Vaza-Barris 2. Rio Araguari 14. Rio Itapecuru Bacia do Nordeste 15. Rio Paraguaçu 3. Rio Pindaré 16. Rio das Contas 4. Rio Grajaú 17. Rio Jequitinhonha 5. Rio Mearim 18. Rio Doce 6. Rio Itapecuru 19. Rio Paraíba do Sul 7. Rio Parnaíba Bacia do Sudeste 8. Rio Gurguéia 20. Rio Ribeira do Iguape 9. Rio Piauí 21. Rio Itajaí 10. Rio Acaraú 22. Rio Taquari 11. Rio Jaguaribe 23. Rio Jacuí 12. Rio Piranhas 24. Rio Camaquã Rios das Bacias Secundárias Energia Hidrelétrica A associação de condições como a grande extensão territorial do Brasil, o predomínio de relevo planáltico, o predomínio do regime pluvial tropical em uma vasta rede hidrográfica propicia fortemente a utilização de hidreletricidade no país. O potencial hidrográfico de um rio é determinado por dois fatores: • volume de água • altura da queda d’água ou declividade de um rio. As hidrelétricas são responsáveis por 95% da geração de energia do país. Os 5% restantes são supridos por usinas termelétricas (carvão, xisto pirobetuminoso, lenha, etc.). O Brasil não tem abundância de combustíveis fósseis em seu subsolo (como petróleo ou carvão

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Há, porém, casos dramáticos. A inauguração da represa de Chixoy, na Guatemala, em 1983, foi precedida de um massacre de mais de duas mil pessoas. O país vivia uma guerra civil entre o governo (uma ditadura militar) e grupos guerrilheiros. A tática do governo militar era massacrar comunidades camponesas inteiras, para eliminar possíveis bases de apoio da guerrilha e amedrontar a população. Milícias apoiadas pelo governo exterminaram, em dois grandes massacres, a maior parte das 3.500 pessoas - a maioria, índios achì afetadas pelas barragens. Casos como esse levou as grandes agências que financiam a construção de barragens - como o Banco Mundial - a impor regras rígidas para liberar o dinheiro. A obra e as indenizações têm de ser amplamente discutidas com as populações afetadas e com entidades que defendem o meio ambiente. Se não houver um mínimo de acordo, o dinheiro não sai. Existe hoje um grande debate entre aqueles que defendem a construção de barragens, (uns sugerem mais, outros menos cuidado social e ambiental) e aqueles que são radicalmente contrários, apostando em outras fontes de geração de energia, como a solar. Uma coisa, porém, é certa. Seja qual for a justificativa econômica, daqui para diante será muito difícil construir uma barragem de grande porte, sem levar em conta as espécies animais e vegetais ameaçadas, e as populações atingidas. Retirado da Revista Pangea

Questão 2. Identifique as bacias hidrográficas correspondentes às letras:

Questão 3. (Unicenp-PR) Em relação à hidrografia, assinale a alternativa CORRETA: a) Bacia hidrográfica é um conjunto de rios que não apresentam foz. EXERCÍCIOS b) As bacias hidrográficas que deságuam nos oceanos são denominadas de exorréicas. c) Delta é um tipo de foz que não apresenta ilhas. Questão 1. (UFV-MG) Sobre a hidrografia brasileira é d) Jusante é a direção contrária ao curso de um rio. CORRETO afirmar que: e) Regime fluvial é a maneira como o rio pode ser utilia) apesar da maioria dos rios brasileiros ter a vertente zado para gerar energia elétrica. para o oceano Atlântico, o rio Negro, na bacia amazônica, tem sua vertente para o oceano Pacífico em virtude Questão 4. No mapa abaixo, estão indicadas algumas de sua nascente se localizar nos Andes peruanos. hidrelétricas brasileiras. Assinale a alternativa que idenb) todas as grandes bacias hidrográficas brasileiras têm tifica a seqüência CORRETA: sua vertente para o oceano Atlântico. c) a grande maioria dos rios brasileiros tem sua foz em forma de delta, como é o caso do rio São Francisco. d) o rio São Francisco atravessa vários estados brasileiros percorrendo uma trajetória no sentido norte / sul do país. e) no Brasil predominam rios de planície, o que favorece a navegação fluvial como nos rios Uruguai e na maior parte do São Francisco.

a) 1. Itaipu, 2. Balbina, 3. Paulo Afonso, 4. Furnas, 5. Xingo b) 1. Urubupungá, 2. Castelo Branco, 3. Tucuruí, 4. Três Marias, 5. Furnas c) 1. Rossana, 2. Paulo Afonso, 3. Coaracy Nunes, 4. Furnas, 5. Três Marias d) 1. Marimbondo, 2. Xingó, 3. Sobradinho, 4. Passo Real, 5. Segredo e) 1. Capivara, 2. Xavantes, 3. Paulo Afonso, 4. Tucuruí, 5. Foz do Areia

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Questão 5. A bacia hidrográfica que apresenta o maior a) oscilação na vazão fluvial maior que em outras bacias, o que exige grandes reservatórios e altas barragens. potencial energético em utilização é: b) relevo de altiplanos com solos friáveis que dificultam a) Amazônica b) Tietê a execução de barragens. c) relevo com pequena variação altimétrica exigindo c) Paraná d) Itajaí extensos reservatórios que podem acarretar forte ime) São Francisco pacto ao ambiente natural. d) relevo plano, regularidade na vazão fluvial e extensa Questão 6. (UEPG-PR) A integração brasileira à produ- cobertura florestal. ção econômica do Mercosul será possível através de e) quedas d'água nos baixos cursos dos afluentes do uma hidrovia conhecida como espinha dorsal. No mapa Amazonas que dificultam a geração de energia. abaixo, os números 1 e 2 assinalam, respectivamente, os dois rios básicos dessa hidrovia de integração regio- Questão 10. (PUC-RS) 42) Os números 1 e 2, representados no mapa, indicam usinas hidrelétricas localinal, que são os rios: zadas em um rio brasileiro. A alternativa que indica corretamente o nome do rio e as respectivas usinas é:

a) b) c) d) e)

Grande e Paranapanema Tietê e Paranaíba Paraná e Paranaíba Grande e Tietê Tietê e Paraná

a) b) c) d) e)

Rio Parnaíba - Urubupunga e Furnas. Rio Paraná - Boa Esperança e Urubupunga. Rio São Francisco - Paulo Afonso e Três Marias. Rio Parnaíba - Furnas e Tucuruí. Rio São Francisco - Balbina e Paulo Afonso.

Questão 7. Ao longo do _____________, único rio perene que atravessa o Sertão do Nordeste brasileiro, desenvolvem-se projetos de irrigação para o cultivo de vários produtos. Na Bacia do ______, encontra-se a maior produção energética do Brasil. a) Parnaíba – Amazonas b) Jaguaribe – Paraguai c) Rio Grande – Tocantins d) São Francisco – Paraná e) Paraíba – Uruguai Questão 8. (UEPG-PR) O Brasil concentra uma grande parte dos recursos hídricos da Terra, e a utilização econômica de tais recursos acarreta uma série de conseqüências danosas. Assinale a alternativa que NÃO caracteriza tal tipo de conseqüência: a) As inundações de grandes superfícies produtivas em virtude da construção de barragens hidrelétricas. b) A conscientização da necessidade de uma gestão patrimonial dos recursos hídricos. c) As enchentes provocadas pela erosão das terras e a destruição da vegetação. d) A sedimentação e colmatação dos leitos. e) As poluições cíclicas de ordem doméstica e industrial.

Questão 11. (FURG-RS) A questão a seguir refere-se ao texto abaixo: "A hidrovia é um projeto que envolve os governos do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, com o objetivo de melhorar as condições de navegabilidade entre os portos de Cáceres e Nova Palmira (...). Tais obras poderão aumentar a velocidade do fluxo da água do rio com conseqüências danosas ao meio ambiente. Uma delas seria a aceleração do movimento dos baceros ou batumes - verdadeiras ilhas flutuantes, cuja base é formada por aguapés." (Ciência Hoje, julho de 1995) Qual bacia hidrográfica a que o texto faz referência? a) Amazônica b) São-Franciscana c) Araguaia-Tocantins d) Platina e) Nordestina

Questão 12. (FUVEST) O rio São Francisco, no Brasil, e o Rio Nilo, na África, apesar de suas diferenças de extensão, traçado e paisagens percorridas, oferecem algumas sugestivas analogias geográficas. Isto ocorre porque apresentam: a) trechos terminais em forma de estuários, situados em regiões intertropicais secas, e nascentes em áreas equatoriais úmidas. b) trechos terminais fertilíssimos, em forma de grandes deltas intensivamente cultivados, situados em oceanos Questão 9. (FUVEST) Na bacia hidrográfica amazônica abertos. ocorrem dificuldades para implantação de usinas hidroe- c) médio e baixos cursos em zonas desérticas que se beneficiam com a regularidade de suas cheias, obtidas létricas, porque ela apresenta:
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c) 2 beneficiará a porção Centro-Norte do país. A alternativa com as afirmativas Verdadeiras é: a) 1.graças aos grandes represamentos realizados nos altos cursos. por meio de fotografias e filmes na televisão. inclusive secos. além de grande potência instalada. o território brasileiro não possui grandes lagos. Observando o mapa pode-se afirmar que a hidrovia: a) 1 beneficiará não só o Brasil como nossos vizinhos do sul. 2 e 5 e) 1 e 5 Questão 15. pois será importante para o transporte de soja. manganês e muitos outros produtos agroindustriais. pois permitirá o assentamento de milhares de famílias de sem-terras que produzirão gêneros alimentícios para o mercado interno. nas proximidades de Ma- __________________________________________________________________________________________________________________ 175 Geografia CASD Vestibulares . e é navegável em grande trecho. Este perfil está orientado no sentido SE-NO e representa uma parcela do relevo da Região Sul e Centro-Oeste do Brasil. O Planalto Central dá origem a todos os rios da Bacia Platina. (ACAFE-SC) O Brasil possui uma das mais ricas e extensas redes fluviais do mundo. e) 3 beneficiará não só a Amazônia brasileira como a de nossos vizinhos do norte. As bacias hidrográficas indicadas por I e II são. 2 e 3 c) 1. o que possibilita uma elevada concentração demográfica (em contraste com outras partes da região). algumas das quais já em estudos de viabilização. tornando-se até atração turística. (FATEC-SP) 4. pois será importante para o escoamento da produção minero-industrial da Amazônia Ocidental para países como o Japão e os Estados Unidos. alimentados por cabeceiras situadas em áreas úmidas. tem um elevado potencial hidrelétrico. Esta rede origina-se a partir de três divisores de água. as dos rios: a) Paraná e Corumbá b) Paraná e Paraguai c) Paraguai e Paraná d) Iguaçu e Paraguai e) Corumbá e Iguaçu Questão 17. Tocantins-Araguaia e São Francisco. 5. 2. o encontro entre águas escuras do Rio Negro e as claras e turvas do Solimões. possuindo um vale muito fértil. O Planalto das Guianas dá origem aos rios da margem esquerda do Rio Amazonas. 4 e 5 d) 1. A Cordilheira dos Andes dá origem aos rios formadores do Rio Amazonas. o Brasil apresenta 38 mil quilômetros de hidrovias. 3. só atingindo cotas abaixo de 200 m em trechos bem próximos da foz. (UEPG-PR) Localiza-se totalmente em território brasileiro. d) 2 beneficiará sobretudo as novas áreas industriais do Centro-Oeste. e) cursos típicos de planaltos. Destaque as afirmativas que correspondem ao que foi acima especificado: 1. d) O regime de alimentação da maioria dos rios brasileiros é basicamente pluvial. tendo desempenhado no período colonial um grande papel na interiorização e povoamento do Brasil. cujo principal exemplo é o Rio Parnaíba. O Planalto Brasileiro dá origem às mais importantes bacias brasileiras. inclusive reforçando o papel de Brasília como metrópole regional. b) Com relação ao seu aproveitamento energético. 3. respectivamente. Questão 13. Questão 16. O Planalto Nordestino dá origem aos rios da Bacia do Sudeste. Trata-se do Rio: a) Amazonas b) Paraná c) São Francisco d) Uruguai e) Araguaia Questão 18. b) 1 beneficiará tanto a Amazônia como o Centro-Sul. É bastante conhecido. Questão 14. d) longos cursos permanentes de direção sul-norte. ferro. em clima tropical de estações alternadas. pois permitirá o escoamento da produção madeireira e agropecuária dessas regiões para os mercados externos. e) No Nordeste há rios temporários. 2. c) A foz da maioria dos rios brasileiros é na forma de delta. a hidrografia brasileira é subutilizada como fonte de energia. Platina. 2. a alternativa INCORRETA é: a) Devido à estrutura geológica e ao relevo. cortando zonas de climas quentes muito contrastantes. Quanto à rede hidrográfica brasileira. Amazônica (os afluentes da margem direita). (UEL-PR) Essa questão deve ser respondida com base no perfil topográfico apresentado a seguir: Potencialmente. 3 e 4 b) 1. ou seja.

mas se unem no Estuário do Prata. 16) No Brasil. formando um grande sis. têm sido alternatiágua doce do planeta. entre o Uruguai e a Argentina. Em relação à rede fluvial naciovas para despoluição hídrica. com baixas densidades demográficas. 01) A Bacia Platina é constituída por três rios principais: o Paraná. sem os cuidados de proteção do terreno. (UFPR) Quanto às relações entre as baci. sendo poucos os de drenagem endorréica como o Negro. assinale as CORRETAS: 01) O crescimento demográfico e econômico do país nas três últimas décadas acarretou a utilização das recursos hídricos além de sua capacidade tanto em quantidade como em qualidade. ( ) o maior rio que atravessa esse espaço é navegável entre Pirapora e Juazeiro. Questão 22. ( ) delimita um espaço geográfico do Brasil onde predominam florestas subtropicais e rios intermitentes. e boa parte do Centro-Oeste. Essa coloração se deve: a) à ação do mercúrio usado nos garimpos. c) à grande quantidade de sedimentos em suspensão.02) O tipo de povoamento no Vale do Rio São Francisco foi e continua sendo esparso. na sua maior parte. No território brasileiro. 08) Nas várzeas dos rios permanentes da Bacia do Nordeste. 04) O desenvolvimento de tecnologias apropriadas à realidade socioeconômica do país. por exemplo. Nesse contexto. povoamento e atividades econômicas fluentes (e subafluentes). é uma planta que se adaptou às áreas sujeitas a inundações do igapó. com a colonização alemã nas cique: ( ) se trata da Bacia do Paraguaçu. ( ) se refere à Bacia do São Francisco. 04) No tocante à utilização. podemos dizer 16) A diversificação industrial no Vale do Itajaí originouse na indústria têxtil. d) à dissolução de ácidos orgânicos e ao fato de carregarem poucos sedimentos. estimulada Questão 19. Mearim e Parnaíba. de vertente oceânica. Foz do Areia no Rio Iguaçu e Ilha Solteira no Rio Paraná. Muitos outros rios amazônicos são do tipo "negro". Questão 23. caracterizada por dades de Blumenau e Brusque. tais como: Rio de Janeiro e São Paulo. Com relação à área destacada. o planalto das Guianas e o relação à demanda de água em função de os solos não Planalto Brasileiro representam importantes centros apresentarem condições de reter a água que abundandispersores para a hidrografia brasileira. Assinale a(s) alternativa(s) CORRETA(S) em relação às bacias hidrográficas: no Brasil. __________________________________________________________________________________________________________________ CASD Vestibulares Geografia 176 .a área abrangida por um rio principal e sua rede de aas hidrográficas. 02) Entre as razões que justificam o uso da água subterrânea para o abastecimento.08) A contaminação hídrica por defensivos agrícolas. metais pesados e fertilizantes deve-se à falta de saneamento básico. que dispensa o tratamento convencional dado às águas superficiais. e escassez na região Nordeste e em alguns estados do Sudeste. nal pode-se dizer que: ( ) os rios brasileiros são. tais como as de Furnas no Rio Grande. fornecendo energia para o Sudeste. e a utilização de solos Questão 20. ( ) domina a drenagem exorréica. pratica-se a monocultura de cana-de-açúcar. Com base nas informações relacionadas a essa assertiva. fato associado sobretudo à atividade de pecuária extensiva. tais como filtros biológicos e lagoas de oxidação. como o da cultura de arroz. facilitando o aproveitamento hidroelétrico. ( ) ela apresenta um grande potencial hidrelétrico. (UNICAP-PE) Observe atentamente a pelo Proálcool. temente cai sobre a região. a Bacia do São Francisco é típica de uma região semi-árida. b) à localização das nascentes nos Andes. rios de planície e vegetação xerófita. observa-se abundância de água nas regiões Norte e Centro-Oeste. associadas às usinas hidroelétricas do país. cie. eles formam bacias fluviais separadas. (UEM-PR) Denomina-se bacia hidrográfica Questão 21.práticas agrícolas inadequadas e ao crescimento urbano tema integrado. tais como: Pindaré. naus. O Brasil possui seis grandes bacias hidrográficas e cinco conjuntos de bacias menores. figura 1. e) à pesca indígena e ao uso do carvão vegetal para paralisar os peixes. pois elas são formadas por águas barrentas. (UFPE) O Brasil possui a maior reserva de filtrantes. A carnaubeira. 32) As bacias do Nordeste apresentam dificuldades em ( ) a Cordilheira dos Andes. estão a sua alta quantidade. o Paraná e o Tietê. a elevada perda anual de solo deve-se às ( ) a Bacia do Paraná apresenta o maior número de características climáticas e podológicas. ( ) situada na porção ocidental do país. apresentando regime intermitente. Sul indiscriminado. é CORRETO afirmar que: 01) A Bacia Amazônica oferece condições naturais favoráveis para o extrativismo vegetal. de planí. a Bacia do Paraná é a mais aproveitada para a construção de usinas hidrelétricas. o Uruguai e o Paraguai e respectivos afluentes. e o seu menor custo de obtenção em relação à alternativa superficial.

Doce e Paraíba ro dos produtos do NAFTA. respectivamente. novas. No mapa. O mapa acima representa. zona de drenagem radial irregular. 16) O Rio São Francisco. predomínio de rios pereQuestão 25.importantes núcleos de irradiação de drenagem do país. pelo número 2. C e D. corres. B. atravessa o Pantanal Mato-Grossense e é utilizado como hidrovia para escoar o minério de manganês do maciço de ___________________________________________ Urucum.nes e predomínio de foz do tipo delta. 8 e 9. Questão 29. 16) A Bacia Hidrográfica do Amazonas. representada no e) foi um importante eixo na colonização platina. 08) O potencial hidráulico da Bacia do São Francisco está representado pelas usinas de Tucuruí. Sobre a Bacia do Paraná é falso afirmar. indicadas pelas letras A.ou poucos lagos no Brasil? plificada. representada no mapa Questão 30. que visava abastecer a Zona da Mata açucareira. de forma sim. social ou político) importante de cada uma das bacias hidrográficas abaixo: a) Bacia Amazônica b) Bacia Tocantins Araguaia c) Bacia do Rio São Francisco d) Bacia do Prata Questão 28. Defina os seguintes termos: a) Pirambóia b) Pororoca c) Perereca d) Piracema e) Pirapora Questão 27. Sua observação atenta nos permite concluir: 01) A parte meridional do território brasileiro é drenada em quase sua totalidade pelas bacias dos rios Paraná. é a de maior em fase final de implantação. entre as quais podem c)é parcialmente navegável e deverá ser um escoadouser mencionadas as do Jequitinhonha. as seguintes características: a) Grande potencial hidráulico. 32) O Rio Paraguai é um típico rio de planalto. a distribuição das bacias hidrográficas brasileiras. representadas no mapa. pelos números 7. me. A rede hidrográfica brasileira apresenta. nos séculos XVII e XVIII. Quanto à crise energética no Brasil. pela expansão da pecuária. 04) O Rio Amazonas é o quinto do mundo em vazão e o primeiro em extensão (em relação as rios Nilo e Missisipi-Missouri).02) A vazão ou débito fluvial do Rio Amazonas é enor. Cite pelo menos um aspecto (econômico. 04) É na Bacia do Tocantins. o Planalto das Guianas e a Cordilheira dos Andes. No Brasil há predomínio de foz em Delta ou Estuário? O Rio desemboca em um canal só ou se ramifica? Os rios do Brasil são de que tipo? Há muitos Questão 24. abrangendo cerca de 15% da descarga total dos Identifique as redes hidrográficas que participam dessa rios do globo nos oceanos e mares. nos mostra um dos mais __________________________________________________________________________________________________________________ 177 Geografia CASD Vestibulares . d) Aumento do dólar e) Crescimento econômico sua bacia está representada pelo número 4. Questão 31. exerceu relevante papel na ocupação de seu vale e do Sertão Nordestino. (FUVEST) O fragmento de mapa. Questão 26. nasce b) Baixo crescimento industrial no sul de Minas Gerais e caminha em direção ao norte. pondente ao Brasil de Sudeste. São Félix e Moxotó. que se localiza a hidrelétrica de Tucuruí a)devido ao enorme número de usinas. está limitada por três divisores principais: o Planalto Brasileiro. qual das opções NÃO representa uma conseqüência em potencial ao país? a) Desemprego 02) O Rio São Francisco. dentre outras. d)o grande número de usinas dificulta a abertura de do Sul. c) Inflação indo desembocar entre Alagoas e Sergipe. Paraguai e Uruguai. potencial hidráulico utilizado no Brasil 08) A região representada no mapa pelo número 5 inclui b)no Brasil é um rio predominantemente planáltico várias bacias de pequeno porte. com cerca de 3 161 km. mapa pelo número 1.

/ à linha de maior profundidade no leito fluvial. d) às Sete Quedas. (Fuvest) "A terra atrai irresistivelmente o fonte térmica. (UFMG-97) O gráfico apresenta. b) Bacia do Rio São Francisco.. respectivamente. c ) Comente a intensa utilização econômica de uma dessas bacias. / às margens largas das planícies sedimentares. (Fuvest) Com base na figura: O gráfico que caracteriza. b ) Explique porque a relação quantidade de energia gerada pela área alagada é pequena se comparada com o resultado de outras hidrelétricas brasileiras.. devido à Questão 38. e) Bacia do Paraíba do Sul. no Brasil.. Questão 36. a-) Explique por que muitos dos grandes rios brasileiros têm origem na região de Brasília. d) Bacia do Paraná. no rio Uatamã. baixo potencial hidráulico e predomínio de rios de planície.. Os termos sublinhados referem-se.região coberta por vegetação natural. Os Sertões. tem o nome de: traçados uniformes.) do Iguaçu ao Tietê. drenagem endorréica e grande potencial hidráulico. Adapt. / à ausência de montanhas dobradas no relevo brasileiro. d ) Marechal Mascarenhas de Moraes. d) Regime de alimentação pluvial. a) aos rios que correm de leste para oeste. ondulados. c ) Nilo Peçanha. causou sérios problemas ecológicos na região Amazônica. c) Predomínio de rios temporários. / à linha de maior profundidade no leito fluvial. c) Bacia do Uruguai. e) aos rios de planalto que servem tanto para a navegação como para gerar energia. Questão 33. Questão 35. é __________________________________________________________________________________________________________________ CASD Vestibulares Geografia 178 .. Por quê? homem. devido à localização dos divisores de água. desmedidos". corretamente. o comportamento do escoamento superficial da água a partir de um períotanhas dobradas no relevo brasileiro. traçando originalíssima rede Questão 37. para uma localização dos divisores de água.b) Drenagem exorréica. do de precipitação pluvial. de Euclides da Cunha. predomínio de rios de planalto e predomínio de foz do tipo estuário.) Rasgam facilmente aqueles estratos em da Serra do Mar. arrebatando-o na própria correnteza dos rios (. que desapareceram com a construção de Itaipu. o comportamento do escoamento superficial da água pluvial após o desmatamento da vegetação natural e após a urbanização da região. conjunto dos terrenos (. a fonte hidráulica suplanta em muito a Questão 34. que desapareceram com a construção de Itaipu.) a feição de largos plainos b ) Henry Borden. Questão 32. em Cubatão. (FUVEST) Na produção de energia elétrica. b) às Sete Quedas. / à ausência de mon. Drenagem endorréica. (Unicamp 2 fase) Sabe-se que a construção usina Hidrelétrica de Balbina. e ) Não sei. A bacia hidrográfica brasileira com maior possibilidade de navegação é: a) Bacia Amazônica. predomínio de rios perenes e regime de alimentação pluvial. sem talvegues deprimidos e dão ao a ) Presidente Bernardes. b ) Indique o nome de duas bacias hidrográficas cujas nascentes de alguns de seus formadores estão localizadas nesta região. (USP) A usina hidrelétrica localizada no pé hidrográfica (. c) aos rios que correm de leste para oeste. a ) Cite os principais problemas ambientais causados pela construção de hidrelétricas do porte de Balbina e Tucuruí na região Norte.

a-) O rio São Francisco nasce em Minas Gerais e desemboca no Oceano Atlântico, na divisa entre Sergipe e Alagoas. Neste rio estão localizadas as hidrelétricas de Sobradinho, Paulo Afonso, Moxotó e Três Marias. Parte da energia gerada é fornecida para o Grande Projeto Carajás. b-) A Bacia do Paraná é a que apresenta maior potencial hidrelétrico e a navegação em seus rios é possível através do sistema de eclusas. c-) A concentração geográfica das usinas hidrelétricas brasileiras está relacionada com e a demanda energética e o potencial hidrelétrico dos rios. d-) O rio Paraguai é um rio perene que atravessa o Pantanal Mato-Grossense e é utilizado como hidrovia para escoar produtos oriundos da Amazônia. e-) O rio São Francisco irriga o sertão semi-árido nordestino e é um rio de planalto. Há usinas hidrelétricas instaladas, impedindo a navegação ao longo do leito do rio. Questão 41.(Unicenp-PR) O Brasil apresenta riqueza de rios, que são agrupados em bacias hidrográficas. Entre elas destaca-se a Bacia Amazônica, que é a maior do mundo. Analise as alternativas abaixo e assinale a correta: a) O Rio Amazonas é um rio de planalto, que apresenta um grande aproveitamento hidrelétrico. b) No vale do Rio Trombetas, verificam-se jazidas de bauxita. c) O Rio Tocantins, afluente de margem esquerda do Amazonas, banha a cidade de Manaus. d) O Rio Araguaia tem suas nascentes na Cordilheira dos Andes. e) A cidade de Manaus se situa na foz do Rio Amazonas. Questão 42.(UFRJ) O Rio Amazonas tem fama internacional, entre outros motivos, por seu extraordinário volume d'água. Esta característica é conseqüência: a) de sua extensão, por causa da quantidade de afluentes; b) de seus inúmeros afluentes das margens direita e esquerda; c) do degelo do Planalto das Guia-nas e da contribuição do Tocantins; d) do seu curso encaixado entre os planaltos das Guianas e Brasileiro; e) do degelo dos Andes e da alimentação pluviométrica dos hemisférios. Questão 43. (CEFET-PR) Região riquíssima, criadora do melhor gado de corte do Brasil (zebu), o Triângulo Mineiro é banhado pelos dois rios formadores do Rio Paraná: a) Rio São Francisco e Rio Grande; b) Rio Paraíba do Sul e Rio Doce; c) Rio Parnaíba e Rio Grande; d) Rio Paranaíba e Rio Grande; e) Rio Canoas e Rio Pelotas.

Escoamento superficial da água antes do desmatamento e da urbanização Escoamento superficial da água após o desmatamento e após a urbanização Questão 39. (G.V. julho 99)

No mapa acima, a parte destacada refere- se: a ) à área de vegetação de araucárias. b ) à área de derrames basálticos do mesozóico. c ) ao planalto Meridional. d ) à bacia hidrográfica do rio Paraguai. e ) à área de clima tropical de altitude.

Questão 40. No dia 4 de outubro de 2001 completaramse 500 anos de descobrimento do Rio São Francisco, Questão 44.(UNESP) (adaptada) – Com base na tabela que desempenhou importante papel no contexto históri- abaixo responda aos ítens propostos: co do Brasil. Sobre este rio e as bacias hidrográficas brasileiras, é CORRETO afirmar: Ano Consumo total Consumo per capita
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1940 1950 1960 1970 1975 1980

de água (km3) 1.000 1.100 2.000 2.700 3.000 3.800

(m3) 700 800 1.100 1.200 1.300 1.500

a) Observando a tabela, descreva o comportamento do uso de água antes e depois de 1950 (para os dois tipos de consumo). b) O que isto significa? Questão 45. ‘‘No século XX, a sujeição do ciclo da água às necessidades e às vontades humanas assumiu uma amplitude sem precedentes. Em menos de um século, empregando recursos técnicos, cada vez mais eficientes, a humanidade terá disposto e mobilizado as águas continentais mais do que durante os milênios anteriores.’’ Margat, Jean-François, in: Ciência e Tecnologia Hoje, Editora Ensaio, S. Paulo 1995. A forma mais empregada de controle desse recurso foi a de construir imensas barragens, represando enormes volumes de água. Essas obras, por vezes objeto de crítica e contestação, implicam muitas transformações geográficas nas regiões atingidas.

do inteiramente pelo aumento da precipitação pluviométrica. c) Com as barragens, os regimes fluviais são alterados, assim como as áreas ribeirinhas associadas. À montante, no lago, haverá grande retenção de sedimentos. À jusante, o fluxo será controlado e, sem a presença dos sedimentos, haverá modificação na fertilidade das terras inundáveis. d) O represamento de água tem como principais finalidades: a irrigação, a geração de energia elétrica, o suprimento de água potável de modo regular o ano inteiro, o controle do fluxo dos rios para navegação, a formação de vias artificiais para a navegação e a recreação. e) O baixo índice de represamento na América Latina, se comparado com a China, por exemplo, deve-se a: hidrografia pobre, pouca necessidade de água para a irrigação, uso preferencial de outras fontes para energia elétrica e pressão bem-sucedida dos movimentos ambientalistas. Questão 46 (FGV Economia 2007) Observe o texto e o mapa apresentados. Estudo ambiental das usinas do Madeira volta ao Ibama Chega hoje ao Ibama, pela quarta vez em 15 meses, o Estudo de Impacto Ambiental do megaprojeto das usinas hidrelétricas do Rio Madeira. (...) O único item pendente pode estar sanado em uma semana, depois da análise da equipe técnica do Ibama. Se o órgão ambiental der “ok” a este ponto, que versa sobre o fato de o Madeira ser um dos maiores corredores de biodiversidade da Amazônia, o EIA-Rima é aprovado em seu mérito, torna-se aberto à consulta pública e o cronograma passa a contemplar as audiências públicas. As audiências devem ocorrer em outubro, em Porto Velho e outras comunidades da área de influência do projeto de R$ 20 bilhões, que prevê a construção de duas hidrelétricas no Rio Madeira – Jirau e Santo Antônio –, uma na Bolívia e outra binacional, no Rio Mamoré. (Valor Econômico. 31 de agosto de 2006)

Baseado no Registro Mundial de Grandes Barragens, do ICOLD de 1998, foram feitos ajustes de estimativas preliminares de WCD em relação ao número de grandes barragens da China, que não estão incluídas no Registro Mundial. As Barragens do CIS anterior podem estar sub-representadas. Considerando o enunciado e o gráfico, assinale a afirmativa incorreta. a) Boa parte das contestações deve-se ao custo social do deslocamento das populações das áreas alagadas que, a exemplo das populações indígenas, terão grandes dificuldades de adaptação em outras áreas. b) Com os grandes represamentos, a extensão das superfícies de água expostas à insolação amplia-se significativamente, aumentando, por conseguinte, o índice de evaporação da água, o que não é compensa-

A exigência dos EIAs/RIMAs, para a realização de obras, visa principalmente identificar e avaliar todos os efeitos físicos, ecológicos, socioeconômicos e culturais do empreendimento. Considerando as informações do texto e a localização das obras, um dos impactos socioambientais que poderia ocorrer na região, seria

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(A) a inundação de grandes áreas de agricultura de soja e banana, típicas de exportação. (B) o aumento do volume de cardumes no baixo curso dos rios Mamoré e Madeira. (C) a redução da fauna e da flora pela inundação de grandes áreas de florestas. (D) a modificação climática, na região, com menor grau de evaporação nos limites das represas e diminuição das chuvas. (E) o deslocamento de milhões de pessoas que residem às margens dos rios Mamoré e Madeira. Questão 47 (Fuvest 2007) O mapa 1 representa áreas da região nordeste do Brasil com diversas características físicas. O mapa 2 detalha a hidrografia atual e a rede de canais artificiais que poderá resultar da transposição do rio São Francisco

Questão 49 (UEL 2007 ) Sobre as grandes bacias hidrográficas brasileiras, é correto afirmar que: a) A bacia do Amazonas é a que apresenta maior índice de poluição. b) A bacia do Tocantins possui o maior número de usinas hidrelétricas. c) A bacia do Paraná possui número reduzido de hidrelétricas. d) A bacia do São Francisco apresenta o maior índice de poluição. e) A bacia do Atlântico Sul, trecho Norte-nordeste, apresenta escassez hídrica. Questão 50 (UEM 2007)Em relação à Bacia do Paraná, assinale a alternativa correta. A) Não é inteiramente brasileira, pois o rio Paraná desemboca no oceano Atlântico com o nome de rio da Prata entre o Uruguai e a Argentina. B) É inteiramente brasileira, tanto que o rio principal e todos os seus afluentes nascem no Brasil e desembocam no oceano Atlântico, no litoral brasileiro. C) É a bacia com o maior potencial de geração de energia elétrica do Brasil, sendo que a maior usina, a de Tucuruí, está localizada próximo à confluência dos rios Grande e Paranaíba. D) O rio Paraná, que dá nome à Bacia, corta os estados das regiões Sul e Sudeste do Brasil, depois de banhar a planície do Pantanal. E) Tanto o rio principal quanto seus principais afluentes drenam as regiões agrícolas do Sul e do Sudeste, garantindo o abastecimento de água para importantes projetos de irrigação de lavouras de café e de frutas tropicais.

Fontes: IBGE, 2002; Estado de S. Paulo, 07/11/2006. a) Identifique a área anotada com a letra B, no mapa 1, e caracterize-a do ponto de vista climático e hidrográfi1-B co. b) Apresente um argumento favorável ou contrário à 3-B obra da transposição do rio São Francisco, considerando características físicas e socioeconômicas da área B. 4-B Justifique. 5-C Questão 48 (Mack 2007) No Brasil a geração de energia elétrica tem se tornado uma constante preocupação, uma vez que não tem crescido na proporção que as necessidades econômicas exigem. Em relação à hidreletricidade é correto afirmar que (A) a construção de usinas em áreas planálticas causa grandes impactos ambientais pela necessidade de grande movimentação de terras a serem aplainadas. (B) pelo fato de estar em áreas de planícies e depressões, a bacia Amazônica apresenta pequenas possibilidades de aproveitamento hidrelétrico. (C) a maior presença de hidrelétricas no Centro-Sul pode ser explicada, dentre outros fatores, pela maior densidade demográfica e industrial. (D) a opção pelas hidrelétricas revelou-se um erro estratégico, pois a flutuação dos volumes de chuvas nesta década de 2000 tem gerado sérios problemas. (E) vários projetos de usinas hidrelétricas na região Nordeste foram engavetados porque exigiam o alagamento de importantes sítios arqueológicos. 6-E 7-D 8-B 9-C

GABARITO
10-C 11-D 12-D 13-A 14-B 15-C 16-B 17-C 18-D 19-FVFVV 20-FFVVF 21-(04+16) 22-(01+04+16) 23-(01+02+16) 24-(02+08+16)

____________________________________________ 25 A- São Francisco B- Doce C- Paraíba do sul D- Paraná 26a) Peixe b) Invasão das águas do mar no rio por sua foz, decorrente da maré alta c) Um anfíbio d) Fenômeno do deslocamento dos peixes para desova e) Cidade ribeirinha do rio São Francisco 27-)

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entre outros. que se caracteriza pelo domínio de clima semi-árido e é marcada pela forte presença de rios temporários. entre outros. Entre os argumentos contrários temos: perda das áreas de vegetação. os resultados de rendimento energético não são tão altos como os das hidrelétricas da região Sudeste. redução dos habitats da fauna terrestre e aumento da tensão social provocada pela desapropriação de terras. Além disso.a) Principal meio de transporte da região / Grande potencial hidrelétrico / Meio de sobrevivência da população local fornecendo alimentos b) Totalmente Brasileira / Onde foi instalada a usina de Tucuruí do Complexo de Carajás c) Promove a integração nacional / Irriga culturas em regiões de clima não favorável d) Importante meio de transporte do Mercosul / Grande potencial hidrelétrico 28) a) Estuário b) Um canal só c) Planálticos / Perenes / Exorréicos / Tributários do Atlântico d) Poucas formações lacustres (poucos lagos) 29-) E 30-) C 31-) B 32-) A 33) Sabemos que a construção de hidrelétricas na região Norte do Brasil trouxe uma série de problemas ambientais em suas áreas de implementação. dinamização da economia por meio de projetos agropecuários e melhoria da qualidade de vida. perda de água do rio São Francisco (principalmente no período de menor vazão do rio) e possível desarticulação do modo de vida da população ribeirinha. 48-) C 49-) E 50-) A __________________________________________________________________________________________________________________ CASD Vestibulares Geografia 182 . b) Entre os argumentos favoráveis temos: melhor distribuição e maior acesso aos recursos hídricos. 34-) A 43-) D 40-) C 45-) E 41-) B 46-) C 42-) E 47-) a) A área anotada com a letra B é a sub-região nordestina denominada Sertão. Isso é verificado quando se compara a relação área alagada por quantidade de energia gerada.

o sujeito. He enjoyed your party very much.They weren’t at the club last week. had →didn’t have • verbos terminados em consoante/vogal/consoante. sendo a útima sílaba tônica. Logo. principalmente. É importante saber todas as formas dos principais verbos irregulares. Algumas regras • Regulares: verbo + ed/d Ex: love → loved watch → watched • verbos terminados em y precedido de consoante recebem “ied” no final. You didn’t play soccer. As negativas do simple past com verbo to bo são feitas acrescentandose not após a forma passada desse verbo. mas não terminou. dobram a última consoante. em seguida. . Sintaxe to be (past) + ING Infinitivo • Verbo to be O verbo to be é um verbo anômalo. Ex. Os verbos irregulares não seguem essa norma. I am a teacher. começa-se a frase com was/were. o infinitivo. I went home last weekend. Ex: stop → stopped permit → permitted • Irregulares: lista de verbos irregulares Normalmente. o past continuous ou past progressive caracteriza-se. a ação tem que ser delimitadas por um espaço. No caso do simpe past. Verbos regulares têm sua past form e seu past participle terminados em –ed. a forma de passado. They lost the train because they slept in the station.They were not at the club last week. colocando-se. Nas frases com did ou didn’t. o verbo volta para o infinitivo. • We were friends. a lista dos verbos irregulares divide-se em três colunas. I was a student. + They were at the club last week. . . She was the company’s president its hardest days. did you? You played soccer. When I was 20. 183 Inglês CASD Vestibulares .She was not my girlfriend.: + She was my girlfriend . por uma ação que tem iniciou-se no passado. didn’t you? Obs. + You were at her home today. o verbo auxiliar sempre deve ser a primeira palavra. A tabela abaixo apresenta as formas no presente e passado desse verbo. • He was a vet. possuindo todas as suas conjugações de modo particularizado. Ex: study → studied carry → carried • have →had. • Are those girls singers? Weren’t they at the theater yesterday? • Verbos auxiliares: Did / Didn’t Usados para frases interrogativas (did) e negativas (didn’t). Ex: You played soccer last week. Podem ser ações pontuais. Present Simple Past Past Participle Subject I You He She It We You They Present am are is are are are past Was Were Was were Ex.: • I’m 25 now. but she was very selfish. Deve ter inínicio e fim no passado. They were married.: O verbo to be já é auxiliar. ou repetitivas.Inglês Gramática CAPÍTULO 3 – PAST TENSES SIMPLE PAST As past tenses são usadas para indicar ações no passado. A segunda.She wasn’t my girlfriend. e a terceira. A primeira contém a base form. ? Were you at her home today? PAST CONTINUOUS Semelhante à estrutura do pretérito imperfeito. Did you play soccer last week? You didn’t play soccer last week. Para fazer perguntas. She was a doctor. A memorização e o domínio completo dessas formas são imprescindíveis para uma boa compreensão da língua inglesa.

.......... She .. but he ____________ (be... g) While Mrs..... didn’t eat – got 4............... 3.......... We. depois..... 5.... 2) Put one of these verbs in each sentence.. She was sleeping while I was listening to music...While: liga o simple past ou o past continuous com o past continuous................. (not/eat) very well............... (get) home. (not drive) fast because they ...........) to go to the zoo because it ____________ (rain)...... spent – bought 5..... her leg...... a cool CASD Vestibulares Inglês 184 .......... nem passado contínuo.... caught – threw 3....... The dog .... sold 4... didn’t drive – weren’t 5.......... Simple Past ou Past Continuous Past Continuous Hurt Sell Catch teach throw buy spend fall cost Ex: The phone rang while I was listening to music........... fell – hurt 3..... Past Continuous Simple Past breeze ______________ (blow) and the birds ______________ (sing).)a) was sitting b) didn’t want / was raining c) called / wasn’t / was studying d) didn’t hear / was sleeping e) was shining / was blowing / were singing f) were arguing / walked g) was reading / fell / closed / tiptoed 2) 1...... and .. The same thing happened yesterday................ She ............. ... He needed more money.......When: liga o past continuous com o simple past................... When she ....... 1.................. junto com as palavras while e for.. Then.................. Cuidado • Para expressar fatos em seqüência..... was – got – slept.................. Use the Simple Past or the Past Continuous in the following sentences.nós jantamos..... we. Ex: I was listening to music when the phone rang.......... e) It was beautiful yesterday when we went for a walk in the park... Ann’s father . neg......... indicando duração. (sleep) the whole day............. she .............. I ____________ (want. Use simple past.............. his house.. usa-se apenas o simple past... two watches and a french purse.......... .... this morning. Emerson ______________ (read) the little boy a story........................... because he.. him how to drive when she was 17. Errado: Certo: I had been a doctor for 20 years.................. the ball......... we had dinner............ ..... neg. f) My brother and sister ______________ (argue) about something when I ______________ (walk) into the room... The sun ______________ (shine)..) at home.: When Helen arrived.... They ..... it again.. didn’t shave – didn’t have 2................. d) I ____________ (hear.......... from a horse.......... a) I am sitting in the class right now.... I stopp I was listening to music Time I starte The phone Now 1....... didn’t drink – had 3. b) I don’t want to go to the zoo today because it is raining..... .. He ____________ (study) at the library. I was a doctor for 20 years.. and its owner ..... so he...............) the thunder during the storm last night because I ______________ (sleep).............. Jerry . I .. (not/drink) any wine that night because I ........... 4. Answers 1. 5...... Ex. so he ______________ (close) the book and quietly ______________ (tiptoe) out of the room..... I ____________ (sit) in class at this exact time yesterday............ neg. a lot of money yesterday..) 1....................(not/shave) before work. 3.... 4........... (not/have) time 2... = Helen chegou no meio do jantar............ When we were having dinner. Mary ...... 2..... Martha .. ( be) alseep at the lecture.... (get) hungry..... (have) a headache.. • Normalmente vem na forma: when/ while..• Indica ações que tiveram uma certa duração no passado........ = Helen chegou. Exercises 1.. (not be) in a hurry... taught 2. c) I ____________ (call) Roger at nine last night...... Helen arrived.. 3) Put the verb into the correct form............... • Não se deve usar passado simples... he ______________ (fall) asleep.....

Inglês Gramática CAPÍTULO 4 – FUTURE TENSES WILL Regras gerais Will pode expressar intenções ou. but her car broke down. ....My God! The car is going to crash! .. please? . usa-se o gerúndio do verbo.. .= Você se importaria em buscar Carol na escola hoje? ..(e não because I’ll take an exam tomorrow morning)...I’ll get out of here! It’s too hot. . . please? (e não Do you open the door.I’m starting my piano classes on Monday . Para isso. .. ... It is too complicated. He doesn’t know anything about the subject _____________________ 3...Will you close thise window. ou já previstas. Marcos didn’t study for the test...(who/ you/ choose?) . Exercícios GOING TO Expressa ações prestes a ocorrer..She is going to work after lunch... ou promessas: I’ll beat you if you don’t stop.Would you mind picking up Carol at school today? .He won’t stop singing this horrible music.(you/ buy / it? _________________________ 7.I’ll get some coffee.. ou expressar decisões negativas.....It’s going to rain. É usado para se anunciar uma decisão que se tomou no momento da fala: ... Have you already bought food for this month? (No/ buy / tomorrow) _____________________________ 5. .= Ele não se importaria em machucar ninguém.....This car won’t start. Também é usado para fazer pedidos.I’ll take it! Não se usa o presente simples para essas decisões. .You’ll probably get confused with this map... . I’m marrying Drew and I need a best man.I guess Sheila will get the job. It’s cold here. . ...Tom won’t pass the exam.....He would love to come with us. . 1. Maria has been eating too much. She’s just won the lotterie _______________ 4... Would normalmente é empregado com orações condicionais. com o mesmo sentido de will: ..Will you open the door. Também usa-se present continuous quando algo já está preparado para ser executado. . Shall Shall também pode ser usado com os pronomes I e We (primeira pessoa).I promise I will loose 20 kg until next year.. .. He didn’t study anything. no futuro.The phone is ringing... . . . (e não I get some coffee)... The engine must be broken.. I know him very well. Eu o conheço muito bem...Shall I open the door? When shall we leave? WOULD Won’t pode ser usado para recusar. You’ll get your package in one week..... ...... . please)..He wouldn’t hurt anyone.. que serão vistas futuramente... .. Will pode ser usado para fazer ameaças. de uma forma polida.Won’t we travel this weekend? I’m bored of staying here.. Her dream was always to have a house in the beach...I shall ( ou I will ) get ready in one hour. Forma auxiliar do futuro do pretérito (passado de will). Was/were going to é usado para indicar algo já previsto.We shall ( ou we will ) probably go to Caraguatatuba this weekend. ... . Will não pode ser usado para falar sobre decisões que já estão feitas há muito tempo. mas ele está muito ocupado...I bet Corinthians will win the National Championship.......I can’t get out tonight.We’ll buy you the ticket if if you will bake us a chocolate cake ... ou ações planejadas.. will he? Tell him I’ll call the cops.. but he is too busy. because I am taking an exam tomorrow morning. ...Martha was going to drive home.. . CASD Vestibulares ..Will you guys be quiet? I’m doing my homework. She never exercises __________________________________ 2. mas que não se concluiu.I’m taking FUVEST exams in November Para expressar previsões ou possibilidades. . prefere-se o uso do will. I saw a beautiful mobile phone and it was very cheap. . Não se deve usar shall com as outras pessoas ( he/ she/ it/ you/ they ) Usa-se shall no lugar de will para oferecer ajuda.= Ele adoraria vir conosco.I’m going to play football tomorrow. 1. Have you done your English homework? (No/do /after dinner) _______________________________ 6.. Will + not = won’t...I (am shutting/ will shut) the window. She’s the right person. ou a expressão going to. 185 Inglês 1) Faça um comentário usando going to..

.. since the animals have little sex drive... Thanks for reminding me...is moving 6-will get 7.. and sometimes Dad us fishing.......I’m going to go to the market / I’m going to the market. Your are too sleepy..2. — OK..” “Really? The heater... by himself for hours..... please..’ 2.. 4. 4) a) Gets b-) are getting c-) is getting d-) will get e-) are geting 5) a) will not be b-) will not c-) won’t being d-) isn’t going to be e-) isn’t going be 6) a) has b-) having e-) will have 7. But it ______ (II) as easy as copying a sheep or making a litter of mice. a wrong number.....I’ll turn on 2. 5.... ou he’s not going to pass.......... II and III. Do you think she (is getting/ will get) the job? 7.. would listen 6..... (Neste exercício. 3) Complete the dialog — I’ve already taken the car out... it ... Example: I’m too tired to walk home..... the phone . I think (I’ll / I’m going to) visit aunt Claudia today...” 3. ‘Dad.. you . The sky is so cloudy. .... 2)1 will shut 2...will 5.. I’m sure that you (are going to/ will) win. ( I’ll make/ I’m making) some coffe. the Chinese ______(III) to find surrogate mothers – perhaps a different large mammal – to give birth to cloned panda embryos... I’m not surprised you had an accident – you too fast.... “It’s a little cold in here..I’ll send it 4-I’ll get 5-I will talk to CASD Vestibulares Inglês 186 . 6. So the Chinese Academy of Sciences launched a project to mass-produce pandas through cloning. 7) 1. And if you answer it.. “You prefer orange juice or just water?” “ . 3..would drive 8....... Be Keep Play Tal drive listen ring tell fall make take 1.. I’ve broken my watch... respectively. If you drop toast. choose the verb forms that best fill blanks I. would make 3.._____ (you/ coming / with me?) — I can’t.. 1.....” “Oh... I________( make /soup for the children).. If you’re having a bath. about people behind their backs... but she . 3. 9. 4-I’ll bring some. “We have no more money... I_______(go/ market). 5.. will tell 8)1-I’ll go to the bank 3-I’l have just water 6.. I’m going to buy it tomorrow. 4-No. .. It’s too early to call him now.. Now.. 5 and 6.. I think it (will/ is going to rain). 5-No.......Will you come with me? 3-am going to make siyo for the children.. would talk 5. 10.. something to drink..... whose population is down to about 1. In exercises 4.. and the females are fertile just once a year.....” 4.. 5........... Him at school..... will fall 9... I’m going to do it after dinner.. 2-He is going to fail. will e would são usados como forma de expresser um comportamento típico ). “Did you send her that e-mail? .. 3-She’s going to buy it..... I think .... butter side down every time. to you if you listen to them.. People .” 2. Frank (is moving / will move) to Taubaté tomorrow. 2. She’s nice. He you one thing one minute and the opposite the next – he’s crazy.. I’m so thirsty.... please. 8) Complete the sentences with I’ll + an appropriate verb..... 4. 6....... would keep 2..... Captive-breeding programs have had only modest success.. with it.. .. it . Tonight...... The Chinese______(I) desperate in their efforts to preserve the giant panda.....” Respostas 1)1-She’s going to get fat... we are pandas. I think I’ll take a taxi. Mother us pancakes for breakfast....... 6..’ ‘Well. He’s no trouble – he .. By the way.I’ll (possibilidade) 3... We lived by a lake.. On Sundays when we were kids.... we don’t? and get some. “Oh....I’ll make 3)1.will 4... will talk 4.. 6-Are you going to buy it ? 7-Who are you going to choose? Choose the best answer... 8... ____________(bring/ some) Cloning in China: No sex. I need cheese and bacon.will ring – will be 10.000.... I forgot. With so few pandas left. 4) B 5) a 6) e c-) will have d-) are have 7) Complete the sentences with will/ would + verbs from the box. would take 7.

..She hasn’t finished the homework yet... Write sentences with already Don’t forget to sweep the floor. neg. . They just bought a huge apartment in the beach and now they are living there.. thank you. • Enfatiza a continuidade da ação (ela não só está acontecendo agora.) .That’s true. mas também já começou a um tempo atrás e continuará acontecendo)..Has she already finished the homework? Yet – tem um sentido semelhante ao de already.When is Carol going to start her new job? ...Has she finished the homework yet? . Why don’t you read the newspaper? . • O present perfect também é empregado com os advérbios: .She has already finished the homework. 3.) Usa-se o present perfect..never = nunca (negativa) Ex: ..No... I’ll get something for you. .I won’t eat anything.. Ex: He has been cooking since 10 o’clock day after day for one hour Has he been cooking for a long time? No... Already – Algo que aconteceu mais cedo do que se pensava..T’ve already mailed it. para passar novas informações. ou acontecimentos recentes.Don’t forget to mail the letter. will you?.. . Have/has = verbos auxiliares.. William is looking for his wallet... Present Perfect Continuous HAVE HAS + BEEN + ING O present perfect indica que a ação tem uma conexão com o presente: .) any parties since I came here.for = por. 5.She’s already started it.. Inglês CASD Vestibulares Tempo definido .. Ex: The physician proved the theory last year. 4. The physician has proved the theory. b) Al ______________ (go) to Sally’s apartment last night. .. He can’t find it. They have studied the moon since 1974... for a piano contest.Marcia hás cleaned her shoes.Did you hear about Janice’s daughters? They’ve gone to France. .. Sintaxe HAVE HAS + Past Participle (3º col) Usa-se o present perfect progressive para dar ênfase na proximidade da ação ao momento da fala.. You must be hungry.. I haven’t mailed it yet. They are very tidy. . geralmente. durante . .... ou um fato que se deu num curto período de tempo....You’ve just arrived.... Indicam tempo indefinido. Shall I close the front door?..Inglês Gramática CAPÍTULO 5 – PRESENT TENSES II PRESENT PERFECT Marcia is wearing clean shoes.Has Carol started her new job yet? . . Tem o mesmo significado que já.Maria and Thom have just married.Has she ever been to Europe? .William hás lost his wallet (Ele não está com a carteira neste momento. Simple Past 187 2) Use the Simple Past or the Present Perfect. . Marcia has cleaned her shoes.. Let me pay the bill. . Corresponde ao já usado em perguntas e negativas.Have you ever lied to your parents? . a) I ______________ (attend. .. William has lost his wallet..... 2.since = desde Ex: They have studied the moon for thirty years. Can you drive Alicia home today? . he hasn’t been cooking too much.. São utilizadas com o present perfect as seguintes expressões: Just – algo que acabou de acontecer. ... I’ve just had lunch at the airplane.. (Os sapatos estão limpos agora.ever = alguma vez (interrogativa) . she’s never been to Europe. c) I ______________ (know) Greg Adams for ten years. • Have/has = verbos auxiliares... → Tempo indefinido (Present Perfect) • Ações que começaram no passado e duram até o momento presente.. .I think I have never tasted something like this before.Don’t forget to mail the letter. . Exercícios 1) 1......

. I (haven’t seen / didn’t see ) much of Katherine lately....... up and down the street for ages.‘ve often wondered 10......... 2... 6) I . 7......... Who is she? I (‘ve never seen / never saw) her before 3.......has been listening 10..... (read) 25 books...I’ve already closed it.... yes 6... neg.......( drive) yesterday... you) such a stupid thing? 3) Complete the sentences with present perfect or simple past. I (‘ve read/ read) a lot of her books when I was at school...I’ve never seen 5.came 6..(have) six different jobs since she left school.have been learning 4.. 9) You ....have – been living 6... They .........” Has the speaker got a headache? 6.... English since I was six... Use the present perfect progressive... very hard this week... n’t . He (has caught / caught ) the plane at eight this morning................. I ......made 10. 8............ 4.. 5.........no 4....... long. (Have you seen / Did you see ) any good films recently? CASD Vestibulares 6) Complete the setences with the verbs from the box.... 7) She .... 4) We. 4.. Professor Williams ______________ (give) our class five VA’s....have been waiting Inglês 188 ........ 3) She .left 7......Does she still live in Italy? 2.. I (haven’t finished / didn’t finish) yet.. 4........ When (have you got / did you get) married? 6....... 2) I . 8.... but you .......(drive) our car most of the time this week. In those years. non-stop since she got his letter........” Does Suelen still work with the speaker? 5...... “How long did Thom live in France?” – Does Tom still live in France? 3. 4. I’m sorry..caught 9...did you get 6.......... I’m not driving today......did you drink 5. 1. “I had a headache all day.. 9..............” Has the speaker got a headache? 5) Escolha a alternative que melhor completa a frase.... I . “Suelen has worked with me for two years......has been raining 3. I (‘ve often wondered / often wondered) what he does for a living...... She .I’ve already read it..have played 2.. 5) That man......haven’t seen 3...... 2..have just won 4)1.has been crying 9.yes 2.. 5.have been working 8. How many glasses of water ... 3. “How long has she lived in Italy?” ..I’ve already paid it.. Respostas 1) 1.... tennis professionally for ten years............ 7.‘ve done 4....ave been waiting 2.... Bach .(to write) Masses... 9.. 1.) h) ________________________ (hear.... ever... (just win) five games one after the other........... I ______________ (have) two tests and a quiz.. 2)a)haven’t attended b)went c)have known d)have had e)has given f)has studied / was g)haven’t arrived yet h)Have you ever heard 3)1... She (has left / left) school last year.no 3..haven’t 8. In fact.yes 5..drove – have driven 9.. Our team are really strong.....has had 3..... all day.... g) They ________________________ (arrive..............ran 4.. that music for hours. 4) Responda às perguntas..... baseando-se nas frases...has written 7..Have you seen 6)1... I (play) a lot of tennis this year. 10..has been walking 7..(run) away from school twice when he was fourteen....no 5)1.. Since my friend lost his job... “I’ve had a headache all day..has read 8...read 2...... 8) He ..has been playing 5. in this house for very long. sir? 10) They call me waiter.. yet.” – Does Joe stil work with the speaker? ..... e) Up to now. Cry learn Play (twice) rain Wait (twice) walk live work 1) It ........ 1.... he. “Joe worked with me for two years.. as well as Concerts. for half an hour.....I’ve already swept it.(you drink) today? 5........ f) He ________________ (study) in this school since he ________________ (be) eight. Would you believe I (make) twenty-three phone calls today? 10.... 6. I (‘ve done / did) a lot of stupid things in my life...... He . 3. 2..d) So far this week...... Alex to stay with us most weekends... I wish he’d stop.........I’ve already driven...

M. um trecho do livro East of Eden de John Steinbeck e responda às questões 2 e 3 . or work. Ilustração de Sophie Grillet in P. and they were used for profit. She stayed close enough to the truth so that one could never be sure. Leia os quadrinhos abaixo e responda à questão 4. She knew two other methods also — either to interlard her lies with truth or to tell a truth as though it were a lie. and she developed the most effective method of lying.No diálogo apresentado no quadrinho abaixo. Oxford University Press. o que a mãe quer salientar para a criança e o que a criança entende? • backlog = acúmulo 2. 1999. sobre a personagem Cathy. 16.Que estereótipo de mãe é quebrado nesses quadrinhos? Por quê? CASD Vestibulares . p. Their purpose was to escape punishment. vir (pessoas) a ser • to last = durar 189 Inglês 4. abaixo. Leia. But Cathy did not forget her lies. Cathy’s lies were never innocent.Por que as estratégias utilizadas por Cathy eram eficientes? O comportamento materno é freqüentemente caracterizado com base em idéias preconcebidas (ou lugares comuns). or responsibility. vantagem • most liars = a maioria dos mentirosos • to be tripped up = ser apanhado • to forget = esquecer • suddenly = de repente • to face = confrontar • to develop = desenvolver • to stay = permanecer • close enough = suficientemente próxima • to interlard = entremear • as though = como se • to turn out = acabar sendo.Inglês Gramática INTERPRETAÇÃO DE TEXTO A questão 1 refere-se ao quadrinho cujo vocabulário principal se segue: • plates = pratos • to mean = querer dizer • by myself = sozinho 1. If one is accused of a lie and it turns out to be the truth. Spada. Lightbown e N. How languages are learned.A que estratégias Cathy recorria para não ser desmascarada? 3. Oxford. As questões 2 e 3 baseiam-se no texto cujo vocabulário principal se segue: • lies = mentiras • purpose = finalidade • punishment = castigo • profit = proveito. Most liars are tripped up either because they forget what they have told or because the lie is suddenly faced with an incontrovertible truth. there is a backlog that will last a long time and protect a number of untruths.

não? Não. Brasil: Luta e Alegria O Brasil é um país que.Português Frente I FUVEST . os versos: E a gente viajando na pátria sente saudades da pátria. realmente. como estão otimistas em relação a seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência econômica em cinco anos. desde sempre. É através delas que o povo