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Encefalo

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Apresentação sobre as estruturas do encéfalo humano para a disciplina de Psicologia do Secundário
Apresentação sobre as estruturas do encéfalo humano para a disciplina de Psicologia do Secundário

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Published by: Pedro Vitória on Nov 15, 2008
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O encéfalo

As mais importantes estruturas do encéfalo

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O encéfalo

O Encéfalo
As suas estruturas e funções.
O encéfalo encontra-se localizado no interior do crânio. É constituído por um conjunto de estruturas especializadas que funcionam de forma integrada para assegurar o comportamento humano. Segue uma breve descrição da sua constituição e organização.

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O encéfalo

Encéfalo posterior (metencéfalo)
Bolbo raquidiano
Funções - condução de informação entre a espinal medula e o encéfalo; - centro de actividade reflexa ao nível da cabeça (exs.: tossir, vomitar, espirrar...); - participação em processos ligados à preservação da vida (ritmo cardíaco, ritmo respiratório e pressão sanguínea).

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O encéfalo

Encéfalo posterior (metencéfalo)
Cerebelo
Funções - manutenção do equilíbrio; - controlo da postura corporal; - coordenação automática de movimentos motores complexos (andar, tocar piano).

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O encéfalo

Encéfalo médio (mesencéfalo)
Sistema Activador Reticular (SAR)
Funções - regulação dos estados de sono e vigília, atenção e distracção; - espécie de filtro sensorial que rejeita os estímulos irrelevantes.

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O encéfalo

Encéfalo anterior

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O encéfalo

Encéfalo anterior (protencéfalo)
Hipotálamo
Funções - estabelece a ligação entre o sistema nervoso (interage com o sistema autónomo regulando-o) e o sistema endócrino (no qual tem grande influência, aliás, está em ligação com a hipófise); - regula necessidades biológicas básicas (exs.: fome, sede, sono, desejo sexual, circulação sanguínea, temperatura do corpo). É considerado o "guardião do corpo".
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O encéfalo

Encéfalo anterior (protencéfalo)
Sistema límbico
Funções - responsável pelos processos emocionais e motivacionais; - participação importante na memória. - composto por estruturas como o hipocampo (papel nas novas memórias episódicas), a amígdala (papel na produção de impulsos como o medo e agressividade) e o bolbo olfactivo.

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Cérebro
Características:
É uma estrutura muito complexa, contém três quartos do sistema nervoso. O interior do cérebro é constituído por uma substância branca e o exterior por uma fina camada de substância cinzenta (3 a 6 mm), chamada córtex cerebral. O ser humano apresenta um cérebro dividido em dois hemisférios por uma fissura longitudinal e ligados por um sistema de fibras nervosas chamado corpo caloso.

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Cérebro
Lateralização hemisférica
E cada um deles especializou-se em funções diversas, é o que se designa por lateralização hemisférica. O hemisfério direito controla a formação de imagens, as relações espaciais e o pensamento concreto. O hemisfério esquerdo é responsável pelo pensamento lógico, pela linguagem verbal, pelo discurso e pelo cálculo.

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Lateralização hemisférica Apesar dos dois hemisférios terem funções especializadas, o seu funcionamento é complementar tendo-se abandonado, entre outras, a ideia de que o hemisfério direito tinha funções menos qualificadas que o esquerdo. É graças ao funcionamento integrado dos dois que, por exemplo, atribuímos significado a uma expressão verbal, a uma conversa: é o hemisfério esquerdo que permite a produção do discurso, mas é o direito que dá entoação ao que se diz

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Lateralização hemisférica

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Cérebro
Características:

Cada hemisfério cerebral apresenta quatro lobos: frontal, parietal, temporal e occipital Constituídos por circunvoluções, é o grande número destas que permite que uma grande quantidade de substância ocupe uma pequena área.

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Cérebro
O córtex cerebral
- Neste distinguem-se áreas com funções diferentes, com dois tipos de áreas funcionais:
As áreas primárias ou sensoriais As áreas secundárias ou psicossensoriais

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Cérebro
O córtex cerebral
- As áreas primárias ou sensoriais (ou ainda de projecção) - recebem e produzem informações sensoriais (visuais, auditivas, dor, frio, calor...) e motoras (ordens para os músculos efectuarem os movimentos); - As áreas secundárias ou de associação - interpretam as informações recebidas pelas áreas primárias coordenando:
os dados sensoriais - áreas psicossensoriais; as funções motoras - áreas psicomotoras; também relacionando-as com informações da memória.
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Cérebro
As áreas corticais
- Cada área é responsável por funções específicas, apesar de funcionarem como um todo funcional e integrado
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Cérebro
Analisemos, com mais profundidade, alguns tipos de áreas e as respectivas funções
1 - Área motora / psicomotora 2 - Área somatossensorial / psicossensorial 3 - Área visual / psicovisual 4 - Área auditiva / psicoauditiva 5 - Áreas pré-frontais

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1 - Área motora
A área motora está localizada no lobo frontal, sendo responsável pelos movimentos corporais:
a área do hemisfério esquerdo controla a zona direita do corpo a área direita o corpo esquerdo.

Qualquer lesão na área motora provoca paralisia da parte correspondente no lado oposto do corpo.

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1 - Área motora
A área psicomotora (que se encontra em frente da área motora) é responsável pela coordenação dos movimentos, assegurando a sua eficácia. Uma lesão na área psicomotora pode provocar apraxia, o indivíduo não consegue vestir-se, utilizar objectos ou coordenar os movimentos necessários para escrever (agrafia). A superfície da área motora não é proporcional ao tamanho da área do corpo, mas à multiplicidade de movimentos a executar.

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1 - Área motora
Ao lado, no mapa do "homúnculo" cerebral, segundo Penfield e Rasmussen; Reconhece-se que as maiores áreas correspondem à mão e aos lábios.

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2 - Área somatossensorial
É também designada área sensorial ou córtex sensorial, que convergem as mensagens, relativas à sensibilidade táctil, dolorosa, do frio, do calor. Uma lesão nesta área primária, no lobo parietal, provoca a perda de sensibilidade (anestesia cortical). Por detrás desta área encontra-se a área psicossensorial somática que coordena e sintetiza as mensagens da pele e dos músculos, integrando-as de forma organizada. Uma lesão nesta área provoca a agnosia sensorial, isto é, a incapacidade de o indivíduo reconhecer os objectos: os dados não são sintetizados e o objecto não é identificado.

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2 - Área somatossensorial
Penfield identificou esta área paralela à área motora. Quanto mais sensível é uma região corporal maior é a área que lhe é dedicada. Na gravura pode-se constatar, por exemplo, que os lábios se projectam numa área muito mais ampla do que o braço ou a perna.

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3 - Área visual
É no lobo occipital que são recebidas as mensagens captadas pelos olhos na área primária visual - daí a designação de retina cerebral. A área psicovisual permite a coordenação dos dados elementares e o reconhecimento dos objectos. Uma lesão na área visual provoca a cegueira; se a lesão ocorrer na área psicovisual, o indivíduo é incapaz de identificar os objectos (agnosia visual).
É também nesta área que se encontra localizada a área visual da escrita. Uma lesão neste centro provoca a impossibilidade de o indivíduo ler um texto, dado que não reconhece as letras, apesar de ver os sinais gráficos.
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- Área auditiva
As impressões auditivas são recebidas no lobo temporal, na sua parte superior. É na área auditiva primária que são recebidos os sons elementares, detectando características como volume e altura. A área psicoauditiva interpreta-os, identifica-os, analisa a informação recebida reconhecendo um som completo, quer seja de palavras faladas, quer de uma melodia. Uma lesão na primeira área provoca a surdez cortical. Se for danificada a área psicoauditiva, o indivíduo ouve os sons mas é incapaz de lhe atribuir um significado - agnosia auditiva.

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O encéfalo As áreas corticais e as suas funções

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As áreas corticais e as suas funções
- Área de Broca
Zona responsável pelo controlo dos músculos (cordas vocais, lábios e língua) que permitem a expressão verbal oral. Encontra-se no lobo frontal esquerdo. Uma lesão nesta área provoca a incapacidade de produzir um discurso com o mínimo sentido (afasia de Broca).

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As áreas corticais e as suas funções
- Área de Wernicke
É o centro auditivo da palavra, em caso de lesão provoca a surdez verbal, a incapacidade de interpretar o significado dos sons que se ouve. Localiza-se no lobo temporal.

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Existe uma relação entre a área de Wernicke e a área de Broca. Antes de se produzir qualquer discurso, a forma e as palavras adequadas são seleccionadas pela área de Wernicke Depois são passadas para a área de Broca que as traduzirá em sons que serão transformados em movimentos adequados para produzir o discurso. Estas imagens do cérebro em funcionamento mostram que (1)visualizar, (2)ouvir, (3)dizer palavras e (4)conversar se organizam em diferentes zonas do cérebro envolvendo não uma mas várias organizadas em redes.
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As áreas corticais e as suas funções

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Quadro de síntese – Áreas sensoriais e psicossensoriais
Lobos Áreas primárias Funções Efeitos das lesões Paralisia cortical Áreas secundárias Funções Efeitos das lesões

Lobos frontais

Área motora
(Área de Broca)

Responsável pelo movimento do corpo Recebe sensações na pele e nos músculos Recebe as informações captadas nos olhos Recebe os sons elementares

Psicomotora

Coordena o movimentos corporais Coordena as informações recebidas Coordena os dados visuais (reconhecimen to dos objectos) Identifica e interpreta os sons recebidos

Apraxia

Lobos parietais

Área somatossensorial Área visual

Anestesia cortical

Psicossensorial

Agnosia sensorial

Lobos occipitais

Cegueira cortical

Psicovisual

Agnosia visual

Lobos temporais

Área auditiva
(Área de Wernicke)

Surdez cortical

Psicoauditiva

Agnosia auditiva

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5 – Áreas pré-frontais
As áreas pré-frontais ou cérebro pré-frontal situam-se nos lobos frontais apresentando-se particularmente desenvolvidas no ser humano - representam entre 40% e 45% do volume total do cérebro. Esta área estabelece relações com todas as outras zonas do cérebro, é responsável pelas principais funções intelectuais superiores que distinguem a espécie humana de todas as outras.

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Cérebro
5 – Áreas pré-frontais
Surgem como um órgão coordenador e unificador da actividade cerebral Responsável pela atenção, reflexão, imaginação e capacidades de prever, planear, deliberar e tomar decisões. Permitindo também a tomada de consciência dessas funções. Está também relacionado com a memória e as emoções superiores. Lesões nestas áreas provocam, segundo A. Damásio, profundas mudanças no carácter e capacidade de decisão dos indivíduos (casos Phineas Gage e Elliot)
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Integração sistémica
O cérebro funciona de modo integrado, como numa rede funcional, é um sistema complexo e unitário, cujas componentes, apesar de especializadas em determinadas funções, mantêm relações de interdependência. O cérebro é um todo maior que a soma das suas partes, trabalha de forma interactiva com uma dinâmica própria. Daí a dificuldade em o estudar, mas também a sua extraordinária capacidade.

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Cérebro
Integração sistémica
Por exemplo, para tocar um instrumento, é necessário que estejam envolvidos vários processos psicológicos e diferentes áreas cerebrais, apresenta-se de seguida alguns deles:
- memória (para relembrar a música) — sistema límbico, nomeadamente do hipocampo; - coordenação motora - cerebelo, áreas sensoriais (motoras) do córtex cerebral, áreas psicossensoriais (motoras) do córtex cerebral; - audição (para ouvir se os sons estão correctos e afinados) tálamo, áreas sensoriais (auditivas) do córtex cerebral e áreas psicossensoriais (auditivas) do mesmo córtex cerebral. - emoção (para exprimir um sentimento através da canção sistema límbico; - capacidade estética e criatividade - áreas pré-frontais do córtex cerebral.

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Integração sistémica
Outro exemplo

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Integração sistémica
Apesar de se utilizar a palavra mapa cerebral ou cartografia cerebral, não devemos associar a ideia de fronteira intransponível entre as diferentes áreas. Funções perdidas devido a lesões podem ser retomadas. Ora, a recuperação da função não é da responsabilidade da regeneração das células nervosas da área lesionada, dado que tal não é possível. Parece assim existir o que os investigadores designam por função vicariante ou função de suplência do cérebro: as áreas vizinhas da zona lesionada entram em acção podendo vir a substituí-la.
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Integração sistémica e evolução

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Auto-organização permanente
O cérebro é então um sistema unitário, que trabalha como um todo, de forma interactiva, caracterizando-se pela sua plasticidade.

Ainda que, ao nascer, o bebé tenha todas as áreas corticais formadas, o desenvolvimento cerebral continua a fazer-se de forma acelerada nos primeiros meses de vida.
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Auto-organização permanente
A formação do cérebro não resulta de um programa preestabelecido: o meio tem um papel decisivo no desenvolvimento cerebral, antes e após o nascimento. Os estímulos que são assimilados conduzem a processos de adaptação que se reflectem na formação do cérebro. O efeito dos genes e dos estímulos do meio ambiente actuam de forma concertada. É um processo autoorganizado que não termina na adolescência.

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Estabilidade e mudança nos circuitos sinápticos
O processo de desenvolvimento cerebral não se define apenas pelo aparecimento e desenvolvimento de neurónios e de sinapses: dá-se também através da selecção de redes neuronais, que passa pela morte de neurónios e pela supressão de sinapses. Este processo, que ocorre ao longo da vida, não está geneticamente determinado: depende das interacções com o meio e das experiências vividas pelo sujeito. □ As conexões sinápticas são moldadas pelas experiências dos sujeitos, o que é uma das razões que explica que gémeos homozigóticos não apresentem as mesmas redes neuronais.

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Lentificação e individuação
O inacabamento do cérebro humano ao nascer e o lento processo de desenvolvimento pós-natal (lentificação) vão constituir uma vantagem, ao possibilitar uma estimulação maior e mais prolongada do meio, dando origem a uma eficiente capacidade de aprendizagem. O cérebro humano não pode ser visto como modelizado, ou igual em todos os indivíduos. As instruções genéticas deixam espaço à variação individual. Os efeitos do meio intra-uterino e as experiências ao longo da vida são elementos fundamentais para explicar o processo de individuação.

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Cérebro - Lentificação e individuação

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Cérebro
Plasticidade e aprendizagem
É a imaturidade do cérebro humano e a sua plasticidade que vão proporcionar aos seres humanos a possibilidade de desenvolverem um conjunto de capacidades que os distinguem dos outros animais e de aprenderem ao longo da vida. Esta plasticidade, esta flexibilidade, permite uma adaptação ao meio mais eficaz e mais criativa. São a condição de aprendizagem ao longo da vida.

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Cérebro

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