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Revista Toc 142 Jan2012

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EDITORIAL

Tempos difíceis, exigência acrescida

Armando P. Marques Vice-presidente do Conselho Diretivo

C

oube-me a mim a tarefa de, em breves linhas, tentar transmitir aos colegas algo de positivo para 2012 o que, convenhamos, não é fácil. Obviamente que é mais um de tantos outros anos que alguns de nós, felizmente, já vivemos calcorreando os longos e penosos caminhos que a vida nos ofereceu, ou não. Porventura, muitos foram aqueles a quem a vida pouco ou nada propiciou e só fruto de muito querer e esforço alcançaram lugares confortáveis na sociedade e, em especial, na nossa profissão. A esses, merecidamente, devemos prestar homenagem, pois foram os patronos de muitos jovens a quem transmitiram saber, exemplos de profissionalismo, lealdade entre colegas, uma cultura acrescida no cumprimento das obrigações estatutárias e deontológicas. Enfim, toda uma maneira de estar na profissão que, certamente, marcou a qualidade do desempenho destes técnicos oficiais de contas. Mas - há sempre um mas - nem todos soubemos/ sabemos ser patronos e, frequentemente, esquecemos que a sociedade tem os olhos postos na nossa profissão dada a sua natureza de interesse público, reconhecendo que são os técnicos oficiais de contas os especialistas que lidam diariamente com as contas das empresas auxiliando em muito a sua gestão, dando um enorme contributo para a transparência das demonstrações financeiras, documentos agora mais do que nunca decisivos para uma leitura rigorosa da situação empresarial. Sabemos quão difícil é para as empresas obter crédito para solver compromissos, conhecemos as exigências acrescidas do setor financeiro no que concerne à interpretação dos documentos de prestação de contas e, por vezes, esquecemos a responsabilidade, assobiamos para o lado e «seja o que Deus quiser», pois a verdadeira situação da empresa não

é compatível com os documentos produzidos, onde o técnico oficial de contas colocou a sua assinatura, validando os mesmos. É aí que, por vezes, nos interrogamos quando a imprensa noticia certas fragilidades das profissões – todas incluídas, sem exceção – e ficamos incomodados por haver poucos patronos que saibam dar exemplos dignos de uma prestigiante classe de profissionais. É esta profissão a que nos orgulhamos de pertencer, que muito tem dado e continuará a dar à sociedade em geral, ao Estado e aos empresários, mas é preciso ter sempre presente que temos de oferecer ainda mais neste momento difícil, obviamente com reflexos em nós próprios. Não devemos mendigar honorários a preços de saldo, mas oferecer mais serviços e maior qualidade, mostrando ao empresário a mais-valia que pode obter daquilo que produzimos séria e responsavelmente. Neste iniciar de ano, que gostaríamos que fosse o último de tremendas dificuldades, temos obrigação de fazer passar uma mensagem de energia e esperança a todos os que connosco se relacionam, empresários em especial, pois se esse otimismo for multiplicado em cadeia, obviamente que minimizará o pessimismo e propiciará, porventura, um olhar mais tranquilo sobre o que temos que enfrentar. Vamos dar as mãos nesta corrente, convencidos que não existem anos bons nem maus, simplesmente existem anos diferentes que exigem de nós um olhar também diferente, mas atento e vigilante para não escorregarmos ribanceira abaixo, criando mazelas de irreversível recuperação. Um 2012 cheio de esperança e um horizonte mais solarengo são os nossos desejos. z

JANEIRO 2012

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FICHA TÉCNICA SUMÁRIO ANO XII REVISTA N. Domingues de Azevedo A. Formação 2012 em brochura Domingues de Azevedo em entrevista 27 30 Artigos de acordo com a nova grafia da língua portuguesa Lugar ao TOC com José António Viegas 4 TOC 142 . 45 1049-013 Lisboa Contribuinte n. J. d’Oliveira Martins Jesuíno Alcântara Martins Mário Portugal Rui Laires Publicidade Departamento de Comunicação e Imagem da OTOC Produção editorial e revisão Departamento de Comunicação e Imagem da OTOC Telefone: 217 999 715/17/18/19 Fax: 217 957 332 comunicacao@otoc.pt Impressão Sogapal Expedição Luter . Domingues de Azevedo Diretores adjuntos Armando Marques Jaime dos Santos Filomena Moreira Manuel Vieira de Sousa Ezequiel Fernandes Rita Cordeiro Editor-geral Roberto Ferreira Redação Jorge Magalhães Nuno Dias da Silva Design e paginação Duarte Camacho Telma Ferreira Fotografia João Miguel Rodrigues Secretariado Raquel Carvalho Colaboram nesta edição António Carlos dos Santos A.º 150317/00 ISSN 1645-9237 Os artigos publicados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores.pt www.otoc.Publicidade e Serviços Tiragem 65 451 exemplares Depósito legal N.º 503 692 310 Telefone: 217 999 700 Diretor A.º 142 • JANEIRO 2012 06 Propriedade Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas Avenida Barbosa du Bocage. Alves da Silva Guilherme W.

declarações eletrónicas e informática A CONTABILIDADE E O FISCO 49 As faturas. repografia e restauro de livros CONSULTÓRIO TÉCNICO 65 Perguntas e respostas LISTA DE ARTIGOS 2011 69 Lista de artigos publicados na Revista TOC 73 Consultório técnico .textos publicados em 2011 JANEIRO 2012 5 .SUMÁRIO 16 Na sombra da grande metrópole: «A Soma das Partes» passou por Setúbal NOTÍCIAS 18 «A Soma das Partes» em Santarém | Sorteio do controlo de qualidade 20 Imperfeições de um imposto omnipresente: VI Conferência GEOTOC 24 Iniciativa legislativa da Ordem | Apresentada candidatura ao CES | Presença semanal na «Praça da Alegria» 25 Novo sítio da Ordem | Observatório Diário Económico. em Braga | Formação 2012 em brochura 28 Provas públicas dos colégios de especialidade | Inquérito sobre as reuniões livres LIVROS 34 IRS 2011 | Contabilidade financeira | A jurisprudência e os tribunais ORDEM NOS MEDIA 35 Imprensa e redes sociais GABINETE DE ESTUDOS 36 A nova parafiscalidade: a tributação por via de cortes na despesa com remunerações de funcionários e pensionistas 43 Código de contas. OTOC e AFP 26 SNC e os juízos de valor em Coimbra | IV Congresso dos TOC | Conferência «A importância do anexo no SNC» 27 XXV Seminário do CILEA. os documentos equivalentes e os problemas legais e fiscais COLABORAÇÃO IDEFF 53 Responsabilidade financeira em tempos de crise COLABORAÇÃO ISCAL 56 A prestação de garantia no processo de execução fiscal FISCALIDADE 60 Tributação em IVA de trabalhos de tipografia.

ENTREVISTA 6 TOC 142 .

São números que refletem a atual conjuntura do País? Domingues de Azevedo – Evidentemente a crise também nos afeta e. antes dos próprios contabilistas. mas entendemos que as questões de âmbito social deverão merecer uma atenção redobrada. A. – É natural que tenhamos que reajustar algumas iniciativas.A ideia do TOC criador de valor e a inevitável proatividade que tal implica exigirá. Por Jorge Magalhães D a realidade concreta da profissão para a aldeia global. procuramos manter um ritmo elevado de atividade e. as apostas nucleares da Ordem mantêm-se. TOC . – Os técnicos oficiais de contas têm uma especificidade muito peculiar. indubitavelmente. acima de tudo. Bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas. Na previsão que fazemos. O lema do IV Congresso é também disso sintoma. porque potenciaria situações incompreensíveis de injustiça fiscal até ao perigo iminente de desumanização do sistema fiscal. em concreto. salvaguardar as questões relacionadas com os apoios sociais aos membros. devemos antever os efeitos que ela terá na atividade da Ordem. na primeira pessoa.8 por cento nos rendimentos e 2.ENTREVISTA Qualidade e preparação profissional têm que ser as grandes apostas dos TOC A mudança de atitude é inevitável e não depende dos empresários. Constituirá um momento alto para repensar muitos comportamentos e sobressairão os que se encontrarem melhor preparados para responder ao importante papel que a profissão tem que desempenhar. TOC . constituirá para eles também uma excelente oportunidade de repensar muitas coisas que até hoje eram vistas como adquiridas na profissão e que as circunstâncias obrigarão. e que passam por uma atenção redobrada sobre as questões de âmbito social.7 por cento nos gastos. Que vertente assumirá maior relevância em 2012? D. Pensar o papel do contabilista nas empresas apenas numa ótica de responder às obrigações declarativas fiscais é um pensamento redutor e JANEIRO 2012 7 . não obstante os afetar. António Domingues de Azevedo. TOC . Do desejo de que Portugal não caminhe para uma taxa única de IVA.Apesar dos números. É com estas coordenadas que os profissionais terão que movimentar-se. Da inevitabilidade de o contabilista olhar a sua atividade sob um novo ângulo até à necessidade de se clarificarem regras para o acesso ao desempenho de alguns cargos políticos. Da defesa de uma profissão viva e ativa até à chegada da troika e ao que isso representa para o povo português: uma espécie de atestado de menoridade e de incompetência. até à conjuntura económica internacional e à necessidade de a Europa. Dos planos da Ordem para o novo ano que agora se inicia. por exemplo. que medidas da Ordem? D.O Plano de Atividades e Orçamento para 2012 aprovado recentemente em assembleia geral prevê uma diminuição de cerca de 3. caminhar no sentido de uma harmonização fiscal como forma de reforçar o verdadeiro espírito de comunidade. A crise que a economia portuguesa atravessa. onde a real capacidade financeira dos cidadãos deixa de ser relevante. em consequência. A. a reequacionar.

pela sua conceção de interesse público. devem estar representados no CNOP cerca de 140 mil profissionais. mas também pelo muito que a Ordem ainda tem para dar ao País e à sociedade. Todos quantos fazem desta a sua profissão sentem-se. TOC . Sei que isso não é fácil de obter. a Ordem apresentou formalmente a sua candidatura para integrar o Conselho Económico e Social. nas áreas da sua competência. pelo que a Ordem. A. Se esta diferenciação não for feita gerar-se-á inevitável confusão que urge evitar. pelas razões apontadas. A. Em termos globais. A. o que só pode ser conseguido com exigências de rigor e sensibilidades que se adquirem ao longo da vida com formação contínua. pois ela é o sustento e o guia que ilumina o caminho que deve ser percorrido. 8 TOC 142 . Não faz sentido que ambos os lugares sejam preenchidos por uma estrutura particular. Que papel poderá a Instituição desempenhar nesse órgão constitucional? D.. «Contabilista Oficial» ou qualquer outra que ao tempo se mostre mais adequada às funções que os profissionais desempenham. Como é sabido. A este novo profissional são-lhe exigidos conhecimentos e sensibilidades muito profundas. – A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas é.A OTOC poderá desaparecer em breve para dar lugar à Ordem dos Contabilistas. um pouco deslocados em relação à designação atribuída. Os profissionais têm que compreender que é necessário uma nova atitude que passa por um romper de amarras. conceitos e valores que não se coadunam com as potencialidades dos TOC nem com as necessidades das empresas. a provocar um conjunto de discussões que têm construído uma imagem destas instituições bem diferente daquela a que estávamos habituados. TOC – O contabilista tem que ser um elemento incontornável… D. um licenciado em Direito pode não ser advogado. Esta realidade tem que ser vivida e alimentada pelos profissionais. TOC – No final do ano. sobretudo em períodos de crise. Contabilista é todo aquele que tem uma licenciatura em Contabilidade mas.. Nós executamos e interpretamos a contabilidade pelo que penso fazer mais sentido que sejamos chamados de contabilistas e não de técnicos. tem vindo. É intenção da Ordem usar uma designação que poderá estar próxima das seguintes: «Contabilista Certificado». «Perito Contabilista». – Essa é uma alteração que pensamos introduzir na próxima alteração ao Estatuto. em todos os domínios. Uma empresa ou empresário não conseguem sobreviver sem a informação contabilística inerente à sua atividade. mas essa tem que ser a grande aposta: a qualidade e a preparação profissional. «Contabilista Público». pensa percorrer o País explicando aos membros a sua visão sobre a forma como se materializa junto das empresas o técnico oficial de contas criador de valor. julgo eu. em 2012. deixando de fora a maior organização portuguesa de regulação profissional que é a OTOC. A Ordem tem cerca de 76 mil membros. pode não estar habilitado para assumir a responsabilidade por contabilidades como. não obstante ter aquela licenciatura. é um desses lugares. no entanto. Por estas razões. Que razões sustentam esta mudança? D. um pormenor que teremos que resolver. Existe. por exemplo. a maior organização de regulação pro- fissional existente em Portugal e. relacionado com o nome. penso que é merecida a sua aceitação na concertação social.ENTREVISTA inadequado à nossa realidade empresarial. Não se pense que é desmedida a pretensão da OTOC. como é o caso do Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP). – O TOC tem que estar para as empresas e empresários como o ar que respiramos está para a vida. existem dois lugares para as profissões liberais e aquilo que a Ordem reclama.

constitua a consagração internacional da Instituição. desde o início. de algum modo. no final. finalmente. Em novembro de 2011. culminando assim um percurso fulgurante em apenas 14 anos (1995-2009). O próprio tema do Congresso. Foi a primeira vez que em Portugal se atribuiu tal distinção. – Há uma verdade incontestável. não deixa de ser um forte apelo a uma mudança na maneira de estar e exercer a profissão. A. o desenvolvi- JANEIRO 2012 9 . Lidera. Esperamos realizar nos dias 14 e 15 de setembro o maior congresso alguma vez feito em Portugal por uma profissão. Esperamos que aquele evento seja mais um dos muitos momentos altos que a Ordem tem propiciado à profissão e que todos nós.ENTREVISTA PERFIL António Domingues de Azevedo nasceu em 1950. O mundo mudou. os destinos da entidade reguladora da profissão. Técnico oficial de contas há mais de três décadas. da América Latina e de todos os países de língua oficial portuguesa. nos sintamos mais orgulhosos.Para este ano está prevista a realização do IV Congresso dos Técnicos Oficiais de Contas. Para além das representações que esperamos receber de diversos países europeus. «TOC – Uma nova atitude». por proposta do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL). em Vila Nova de Famalicão. depois da CTOC e. primeiro como presidente da ATOC. O que é que justifica esta abertura? D. O evento terá a duração de um dia e meio. recebeu o grau de «Professor Especialista Honoris Causa». pensamos lançar um verdadeiro repto aos profissionais para uma viragem na maneira de estar e viver a profissão. – Esperamos que o IV Congresso dos Técnicos Oficiais de Contas seja um dos momentos mais altos da profissão e que. A. Que novidades se podem esperar para este grande encontro de profissionais? D. integrando sempre a Comissão Parlamentar de Economia e Finanças. TOC . como primeiro Bastonário da OTOC. TOC – A internacionalização da OTOC poderá conhecer impulsos significativos em 2012. foi deputado à Assembleia da República durante três mandatos. contará com sessões paralelas e os que assim o pretendam poderão apresentar trabalhos que serão discutidos naquelas sessões.

em Braga. verter as suas ideias sobre a estrutura das decisões que as organizações tomam. essas decisões não são desta ou daquela organização. Tem que intervir e influenciar e. definitivamente. ou então fechamo-nos no nosso canto. Nos dias que correm. Sempre disse que não me condiciono ao que diz o membro A ou B. da exigência.Mas há profissionais que se interrogam sobre a real utilidade dessas opções… D. Essa é a nossa realidade e perante ela temos dois comportamentos possíveis: ou participamos dessa realidade vivendo a vida na forma e dimensão em que ela se nos oferece. através do voto. – O ponto de partida foi muito difícil. ocupa uma vice-presidência. Não há mais protecionismo e muito dificilmente se guardam segredos. participando em dois grupos especializados de A mudança de atitude na profissão não depende dos empresários. Em colaboração com este organismo. Sei. Se os membros estiverem em desacordo com as minhas ideias. Uma profissão que se quer viva e ativa. mas sim por aquilo que entendo ser mais importante para a profissão. Esperamos. deixando que a realidade nos passe ao lado. a continuar o caminho que temos vindo a seguir. pelo menos aqueles que minimamente o são. no final do mês. Dizia-me ainda há bem pouco tempo um diretor de Finanças que se notava uma alteração de qualidade muito significativa nos profissionais. Integra a EFAA (Federação Europeia dos Contabilistas e Auditores para as Pequenas e Médias Empresas) como membro de pleno direito. do rigor e da responsabilidade.ENTREVISTA mento das tecnologias encurtou as diferenças físicas e culturais. Esses querem um serviço de qualidade e. A. proceder à inscrição no IFAC (Federação Internacional da Contabilidade). nos órgãos próprios. Integra o CILEA (Comité de Integração Latino Europa-América). manifestar as suas opiniões. TOC . Hoje. lhe venha pedir dinheiro para a Segurança Social. através da sua participação. Neste momento. percetível e manuseável. A Ordem tem compreendido esta realidade procurando participar nas organizações internacionais e manifestando as suas opiniões sob as mais diversas questões. que tem consciência da sua importância no desenvolvimento social. que é a maior organização mundial que trata dos assuntos relacionados com a Contabilidade. através da minha pessoa. tem sido cristalina e incitam-me. numa atitude eremita. trabalho que tratam de questões técnicas e de questões da educação. as organizações já não sobrevivem sozinhas. como um parceiro do empresário na tomada de decisões? D. uma conferência internacional subordinada ao tema «Sustentabilidade Empresarial». sabem dar-lhe valor. sabendo qual é o seu 10 TOC 142 . passando a ser mero espetador das decisões que afetam o universo contabilista português. quando o têm. o planeta é uma espécie de aldeia global onde tudo se comunica e partilha. e disso não tenho dúvidas. Hoje. não só na capacidade de argumentar. realizaremos no próximo dia 9 de março. Querem um contabilista que lhe organize minimamente uma estrutura de custos de uma forma simples. Os empresários. manifestar essa discordância. A. mas também. não querem um contabilista apenas para que. procurando na medida das nossas possibilidades participar nas tomadas de decisão. – Não sei se serão muitos os profissionais que se interrogam sobre a validade da participação da Ordem naquelas organizações. mas sim das que têm uma estrutura global representativa. e particularmente. porém. o IVA e a avença. cada vez mais. A realidade. mas hoje estou convencido que os próprios profissionais compreenderam que o único caminho a seguir é o da qualidade. é que se a Ordem não participar na formação das decisões. uma vez que o dossiê já foi entregue e aceite. É esta nova atitude que fará do TOC um parceiro das decisões. Mas o fato de haver pessoas que pensam de forma diferente não deve restringir as nossas decisões. TOC – O que falta para o TOC se assumir. onde. não pode ficar à margem do processo evolutivo e ser mera espetadora dessa realidade. na forma como apresentavam as suas ideias e opiniões nos requerimentos enviados para os serviços de Finanças. de três em três anos têm oportunidade de. não as poderá influenciar. têm que se interligar sob a forma de federações e. a Ordem está nas organizações europeias e mundiais mais representativas da profissão. ainda no decurso deste ano.

no sentido correto? D. Quer um contabilista que. Um empresário digno desse nome não quer um contabilista que lhe apareça no final do ano com relatórios muito bem elaborados. O combate exige meios JANEIRO 2012 11 . a mudança de atitude na profissão não depende dos empresários. sabem dar-lhe valor. analise a evolução dos seus negócios. se necessário. mas sim ao público em geral. com regularidade. perde dinheiro. Esse profissional não é trocado por avenças de miséria. A. muito complexos. em seu entender. TOC – O plano de combate à fraude e evasão apresentado pelo Governo vai. Por isso. mas não se destina maioritariamente a eles. ultrapassando aquele ponto crítico. tem que ser percetível e útil. mas pago condignamente. essa estrutura em função dos seus proveitos. a viabilidade dos seus custos e a possibilidade de reajustar. quando o têm. o companheiro no percurso empresarial. por vezes.ENTREVISTA limite de preço e tendo consciência que. A informação contabilística é elaborada por contabilistas. um criador de valor e não um custo de contexto que tem que ser suportado. Esses querem um serviço de qualidade e. o que aceita a cumplicidade de construir a aventura. em substância. Por outras palavras. É esta nova atitude que fará do TOC um parceiro das decisões. O descrédito da Contabilidade não está em si mesma como ciência. com palavras muito bonitas mas que ele não entende. Por isso. pois acaba por se constituir como peça imprescindível na dinâmica global da empresa. – A fraude e evasão fiscal têm contornos que são. mas sim na forma como nós a usamos.

Não obstante questionar alguma da orientação seguida. é meu entendimento que Portugal estará hoje no pelotão da frente com meios humanos e técnicos capazes de responder positivamente a esse desafio. mas sim pelo tratamento diferenciado dos produtos de primeira necessidade. em paralelo. que não caminhemos para uma taxa única.ENTREVISTA humanos e técnicos comparáveis. se deveria fazer um esforço de trazer para dentro do sistema situações que dele andam arredadas. A. aos que são usados por quem provoca aqueles fenómenos. não porque eu possa individualizar o seu pagador. no mínimo. Penso. em boa verdade. mesmo aqueles que são pagos de forma indireta. É. O que assistimos não foi uma alteração da incidência do IVA com essas preocupações. pois. a troika foi a pior coisa que aconteceu a Portugal nos últimos tempos. TOC . pelo que também não o podem ser no pagamento de impostos. urgente encetar uma ação pedagógica de forma a criar a apetência de cumprimento. e espero. deixando os destinos de Portugal na mão de estrangeiros. Penso que. mas tão só e apenas no domínio da sua rendibilidade económica. Desde logo porque limita de forma nítida o espaço decisório dos nossos governantes. pois essa gerará situações incompreensíveis de injustiça fiscal. o que para mim é sinónimo de injustiça fiscal. como ali- ás já existiu com resultados muito bons a nível nacional. A. Neste contexto. É por isso que temo muito a denominada simplificação. o que. – A fiscalidade e os impostos advêm e aplicam-se às pessoas.Os arranjos nos escalões do IVA são o prenúncio para uma taxa única? Foram corrigidas algumas distorções ou apenas existiu a preocupação de maximizar a receita? D. o IVA tem um papel importante a desempenhar. As pessoas não são iguais.É dos que considera que a troika foi uma bênção e veio disciplinar o sistema fiscal português? D. 12 TOC 142 . – Com o devido respeito por quem pensa de forma diferente. Quem paga impostos são apenas os que se encontram a funcionar legalmente. Houve uma enorme evolução no funcionamento da administração fiscal que lhe conferiu um nível de percetibilidade muito elevado para lidar com este tipo de fenómenos. constitui uma espécie de atestado de menoridade e de incompetência aos portugueses para governar o seu próprio País. TOC .

em termos genéricos. passando a relevar para efeitos da determinação dos quantitativos que cada um entrega. A. o que. Outros grandes grupos portugueses tinham-no já feito. Esta é uma das bizarrias do nosso sistema fiscal. métodos e condições da sociedade organizada angariar os meios necessários ao seu financiamento. de valores que se aproximem da realidade vivida pelos elementos do agregado familiar. esses sim. na comparticipação das despesas da sociedade. dado o seu isolamento. não julgo consubstanciar injustiça. está-se a afastar do sistema a sua humanização. um reajustamento das contas públicas era inevitável. A humanização da tributação verificada com a reforma de 1989. pois no âmbito do agregado familiar podem gerar-se sinergias e poupanças atendendo ao seu número que não será possível quando se trata de um único contribuinte. muitas vezes até ultrapassando-os. Quem paga impostos são as pessoas. veio introduzir-lhe fatores que o diferenciam na busca de uma maior justiça fiscal. à medida que as vamos alcançando. sabe e sabia. onde a real capacidade financeira dos cidadãos não era relevante. avaliada esta em função de dados genéricos das necessidades para se ter uma vida com um mínimo de dignidade. mas por razões de mera rendibilidade económica do sistema. Isso é perigoso. Depois. os valores humanistas que sempre caracterizaram as sociedades democráticas. um dos melhores sistemas fiscais da Europa. a meta parece estar cada vez mais distante. A. pois ao desenraizar-se o pagamento de impostos da realidade objetiva de quem os paga. não a efetiva capacidade. não por razões doutrinais. A. e muitas vezes contradizendo. Qualquer pessoa minimamente sensata. alheando-se. Esse desiderato não é um ponto estático. Esse objetivo consegue-se através de deduções ao rendimento ou à coleta. se tivermos em consideração a realidade cultural portuguesa quanto a este aspeto.A família constituída com base no casamento é discriminada nas deduções do IRS. Portugal tem. desde sempre o sistema tratou de forma diferente a família e os contribuintes considerados isoladamente. TOC – A realidade dos últimos meses não tem percorrido essa via… D. – A perfeição é um mito. porque tem sido uma excelente cobertura para implementar medidas e decisões. É insensato não prever as consequências do que está a acontecer e essas só podem conduzir a uma recessão económica ainda mais acentuada. provavelmente. Quem precisa de ser disciplinado não é o sistema fiscal. mas sim as fontes de rendimento. A diferença pode apenas residir na JANEIRO 2012 13 . mas sim as fontes de rendimento. os decisores. onde a real capacidade financeira dos cidadãos não era relevante.ENTREVISTA Estamos a regredir a passos largos para o sistema de 1963. Quer isto dizer que a carga fiscal atingiu o limite do suportável e quem pode procura paragens mais “amigas”? D. O esforço que cada um faz. O que penso é que nada justifica o curto espaço de tempo dado para esse reajustamento. porque alimentaram e permitiram que chegássemos ao ponto em que nos encontramos. precisam de disciplina. que era impossível manter as coisas no ponto em que elas se encontravam e. TOC . com aumento de desemprego e das dificuldades para as pessoas. definidos os limites da diferenciação. Voltando à questão. Os políticos. que um dos maiores grupos económicos portugueses transferiu a sua sede para a Holanda. Que outras gostaria de ver corrigidas? D. recentemente. marcadamente para a beneficiar o capital. tem que ser balizado em função da sua real e efetiva capacidade financeira. Os sistemas fiscais são um conjunto de normas onde se definem os princípios. por isso. TOC – Ficamos a saber. – Assistimos desde há algum tempo a uma tentativa de abandonar o esforço para encontrar a realidade financeira dos componentes do agregado familiar. Esse tem cumprido de forma exemplar os seus desígnios. uma meta pela qual lutamos todos os dias. mas sim evolutivo que se faz por etapas sucessivas. mas sim fatores determinados em função de elementos que inquinam de injustiça o ato de pagamento de impostos. Estamos a regredir a passos largos para o sistema de 1963. – Nos impostos não há sistemas mais ou menos amigos. Só que. através dos impostos. As necessidades financeiras dos Estados são diretamente proporcionais ao esforço que eles façam para a resolução dos problemas dos seus cidadãos.

É verdade que os atores. TOC – Foi distinguido recentemente com o grau de «Professor Especialista Honoris Causa» pelo IPL. ou a falta dela. a dificuldade de conviver com a própria democracia. A consciência cívica dos portugueses. A harmonização fiscal (. – O grau académico «Professor Especialista Honoris Causa» que me foi atribuído pelo Instituo Politécnico de Lisboa (IPL) sob proposta do Instituto de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL). cidadão que tem conduzido a profissão. pois não estava à espera de tão grande honra.) é uma realidade importante para a criação daquele espírito. não obstante os sacrifícios inerentes. a Europa não está a ser inimiga de si própria. sobre as suas necessidades. mas também pelo facto de ser atribuído pela primeira vez em Portugal. a “lei da selva”? D. não só para mim. não singrando noutros domínios. sendo ela das mais nobres que se podem desempenhar. penso que o problema não pode ser visto apenas pelo prisma da legalidade. daquelas funções. – De certo modo sim. para além dos aspetos financeiros. A profissão. A. A. deixando os sacrifícios para os outros. para além dos aspetos financeiros. Desconhecendo as razões em que assenta a decisão da mudança da sede de uma empresa. É um sinal de grande nobreza dar o nosso melhor para encontrar as soluções mais justas e adequadas para os problemas de uma sociedade. os escolhidos deveriam ser respeitados pelo povo que representam e ter condições mínimas para o desempenho. e não eu. menosprezando muitas vezes os efeitos secundários que isso tem no coletivo. pelo enorme esforço que tem vindo a fazer de aperfeiçoamento. mas sim os que. embora ela venha diminuir a soberania dos Estados membros. mas hoje ser político.. que é equiparado a doutoramento. por vezes. A harmonização fiscal. E isso deveria ser respeitado e elevado. TOC – Nesta questão.. TOC – Platão escreveu: «O castigo por não participares na política é acabares governado por alguém que te é inferior». foi uma grande honra. mas particularmente para todos os técnicos oficiais de contas. é injusto.. Evidentemente que fiquei muito surpreendido. um verdadeiro espírito de comunidade. correndo o risco de deixar de haver trigo e passar a existir apenas o joio. onde a coberto da liberdade de cada um se desrespeita a liberdade dos outros. democrático em que se revelaram algumas especificidades que um dia a história julgará. de certa forma. não serão os mais competentes a definir o rumo de Portugal. – Portugal teve um percurso A Europa ainda não foi capaz de criar. não só pelo título em si. ao permitir que dentro do seu espaço comunitário existam tais desigualdades promovendo. Os fenómenos que nesse domínio ocorreram recentemente em Portugal são bem o rosto do capitalismo sem pátria. com dignidade. A Europa ainda não foi capaz de criar. merecia e merece esta distinção. A não ser assim. Uma espécie do «bem prega o Frei Tomás. acima de tudo. encontram na política campo fértil para as suas ideias. Seria interessante clarificarmos regras para o acesso ao desempenho de alguns cargos políticos. tem vindo a criar dificuldades em separar o trigo do joio. imoral e antipatriótico. Ficou surpreendido com a distinção? É um triunfo pessoal. é quase uma atitude de marginal.ENTREVISTA classificação dessas necessidades e na forma de obter os correspondentes meios financeiros. dedicar-se a encontrar a melhor forma de condução de um povo. Porque muitas vezes isso interessa a inconfessáveis intentos. Tem-se denegrido de forma inusitada o desempenho da função política. Independentemente de quem o faz. um verdadeiro espírito de comunidade. z 14 TOC 142 .. muitas vezes. Garantido aquele cenário. dos técnicos oficiais de contas como classe ou de ambos? D. As lutas sem sentido e. conforme já afirmava Platão. A Holanda é um país com uma cultura muito influenciada pelos seus vizinhos e onde os cidadãos têm um nível de vida muito superior ao que existe em Portugal. alguns têm a faculdade de fugir a esse aperto. é também responsável pelo estado a que o País chegou? D. sem nação e sem moralidade. dão demasiado o flanco. A. constituindo-se como garantia básica que as pessoas que ocupam esses lugares teriam um mínimo de conhecimentos sobre a vida. é uma realidade importante para a criação daquele espírito.» Num momento em que Portugal precisa do concurso de todos para dobrar as dificuldades em que vive. Enredamo-nos em questões de somenos valor. mas sim pelo prisma do patriotismo e da moralidade. o povo e.

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16 TOC 142 . secretária de Estado do Tesouro e Finanças. o país cresce». ou seja. na Marateca. tornando Setúbal um local que marca pontos e ganha notoriedade. Domingues de Azevedo enalteceu o prestígio associado a esta conferência. que foi na cidade do Sado que nasceu o treinador mais aclamado do Planeta. desemprego. Cerca de uma centena de profissionais participaram na organização conjunta da Ordem. manter os técnicos oficiais de contas em «relação direta» com os agentes e as realidades empresariais concretas de cada região. O Bastonário da Ordem deu as boas-vindas aos membros e afirmou que a «mobilização da capacidade criativa» deve acontecer nos momentos difíceis. «é um produto turístico». O presidente do Instituto Poli- Fotos: Rui Minderico / Controlinveste técnico de Setúbal defendeu o reforço do investimento neste tipo de variante universitário. Leonor Freitas entende que há um imenso caminho para desbravar. o Syrah 2005. referiu que este já conheceu fases de «prosperidade e recessão». moderno. referiu. mas que uma coisa é certa: «Quando Setúbal cresce. a verdade é que outros fatores positivos emergiram. Se hoje a região continua a não se livrar do rótulo de «problemática». em detrimento do hipervalorizado meio industrial. «Aos formados no politécnico está vedada a atribuição do título de doutor. para a soma das partes. fome e contestação social. Apesar de já existirem vinhos com a designação «Península de Setúbal». durante muito tempo. tornando a atividade económica insustentável. Não abdicando do “fato” de governante. empreendedor e empregador». que leva cunhado o nome da mãe. que classificou como um «veículo extraordinário para a promoção da profissão». que sonha ver «ativo.NOTÍCIAS Na sombra da grande metrópole «A Soma das Partes» passou por Setúbal S etúbal foi. Sabia. A panorâmica deslumbrante para o porto de Setúbal foi o tónico matinal para o início da conferência «A Soma das Partes». declarou que «vivemos sob a ditadura da dívida» e de um «orçamento muito exigente para as famílias. o terceiro distrito mais populoso do país. diz. Leonor Freitas mostrou-se partidária de uma inversão de paradigma. permitindo. valorizando e prestigiando o meio rural. o Estado e as empresas. A primeira intervenção de fundo pertenceu a Maria Luís Albuquerque. em Fernando Pó. A empresária teme. Leonor Freitas defendeu que a vinha. um distrito associado a realidades sombrias: crime. por exemplo. com o intuito de saber quanto vale. em jeito de recado. Armando Pires sublinhou o papel da educação e do ensino no desenvolvimento das populações. José Mourinho? Muitos portugueses certamente desconhecem. contudo. TSF e Diário de Notícias. no Hotel do Sado. que o eventual avanço de projetos como o TGV ou o aeroporto obriguem a «retalhar» os nossos «jardins de vinha». com cerca de 1 milhão de habitantes. no passado dia 9 de janeiro. Trata-se de um florescente negócio vitivinícola. só por isso. Há que corrigir esta lacuna». Na apreciação no distrito que a elegeu. o ensino de curta duração e com especialização profissional. Defendendo com unhas e dentes o mundo rural. mas meio mundo tem a resposta (Setúbal) na ponta da língua. Leonor Freitas é o rosto de uma das «jóias da coroa sadina». Só através desta assunção de novos valores se obtém a mudança de mentalidades. «A solução está na escola». Ela é a atual proprietária e gerente da «Casa Ermelinda Freitas». que se pode gabar de ostentar o melhor vinho tinto do mundo. «O moscatel tem um potencial tremendo e creio que pode tornar-se uma assinatura da região». Não podemos falhar». igualmente. eleita deputada pelo círculo de Setúbal.

O caminho para muitos é procurar emprego no exterior. O desemprego de longa duração numa geração sem margem para se reconverter e a degradação urbana do parque habitacional foram dois dramas apontados pela deputada. aludiu a «vocação do distrito enquanto fachada atlântica e grande mercado europeu». o «duche escocês». estiver concluído o processo de reavaliação urbanística. Acreditar no futuro é ter a capacidade de criar em vez de destruir». Nesta conferência somámos as partes. «vítima do pacto de agressão à economia portuguesa». Bruno Dias. «Portugal não tem sido a soma das partes. Antes de terminar. As despedidas pertenceram ao Bastonário da Ordem que se congratulou pela vivacidade do debate durante toda a manhã.youtube.» Maria das Dores Meira pautou a sua intervenção por não se escudar em meias palavras. A autarca setubalense classificou os tempos atuais de «maior regressão política e civilizacional de 37 anos de democracia». Maria das Dores Meira tocou num tema muito caro à maior parte dos autarcas. referindo que «os tempos são exigentes. Eduardo Cabrita do PS. rematou. um grande ponto de interrogação pode acontecer no próximo ano quando. António Perez Metelo intrometeu-se e oportunamente lembrou que parques industriais com o prestígio da CUF. António Perez Metelo. Diminuir e não somar Depois da pausa para um retemperador café. Aiveca defendeu que Setúbal sofre muito com o «estigma de ser o subúrbio da cidade grande. Para lançar pistas e moderar a conversa esteve o jornalista do DN. «Os deputados presentes demonstraram um profundo conhecimento do distrito pelo qual foram eleitos. a regionalização. Rui Lima Maria das Dores Meira O ex-governante sustentou. à semelhança do resto do país. na perfeição. Nuno Magalhães salientou que «Setúbal deve influenciar.com/user/OrdemTOC www. Lima defendeu a tese que «a estabilidade tributária pode provocar um desagravamento fiscal. z Vídeos e fotos disponíveis em: www. deputado do PCP. disse. que «olha-se para Setúbal como uma periferia desqualificada do Terreiro do Paço». Pegando na deixa. referiu que uma região que «padece de fraturas profundas». Tem sido antes um país de diminuir e não de somar». O também formador da Ordem debruçou-se sobre os instrumentos fiscais das autarquias da região sadina. Contudo. É contra isto que me manifesto». Pedro Ramos. Disse ao que vinha e foi suficientemen- te clara na abordagem da sua intervenção. começou por declarar que Setúbal é. exemplificando com diapositivos e tabelas alusivas aos concelhos em causa. que nas breves palavras introdutórias considerou que devido ao facto de Setúbal ser normalmente arrastado pela situação nacional personificar. O deputado do PSD. A edil prosseguiu no tom crítico. Lisnave e Siderurgia deixaram de existir no distrito. Contudo. lembrou que o seu partido fez promessas ferroviárias e rodoviárias. considerando que com este modelo seria possível «aproximar os decisores das populações afetadas». mas sempre para os que mais foram sacrificados.NOTÍCIAS O TOC da região de Setúbal escolhido para a intervenção habitual em «A Soma das Partes» foi Rui Lima. precisa de respostas imediatas. «ligar o Porto de Sines com o transporte de mercadorias é fulcral». regresso à sala para o debate com os deputados eleitos. mas o atual contexto impõe cautela e ponderação. sublinhou. invertendo a lógica vigente das grandes para as pequenas obras. se estima. em representação do Bloco de Esquerda. sendo frequentes os «tentadores convites à emigração» para paragens longínquas. Mariana Aiveca. o deputado do CDS referiu que a «diversidade do distrito tem sido prejudicada pela falta de rumo e uma estratégia comum e agregadora».com/photos/ordemtoc/ JANEIRO 2012 17 .flickr. com desgosto. em vez de ser influenciado». A meio da primeira ronda. Por seu turno.

trito uma percentagem que tenha em conta o peso percentual dos TOC e sociedades de profissionais no todo nacional. pese embora a resistência inicial de alguns profissionais. eletrónico e aleatório. A cerimónia foi testemunhada por 18 TOC 142 . O universo selecionado é aleatório e abrangeu os TOC a exercer a profissão. nos termos do artigo 12.NOTÍCIAS «A Soma das Partes». Funchal. no auditório da sede da Ordem. Aveiro. já confirmou a sua presença.O sorteio deve ser em todos os casos por distrito.A soma das partes: As economias como fator de desenvolvimento». As nove primeiras iniciativas desde ciclo de conferências tiveram lugar em Faro. Viana do Castelo.º do Regulamento do Controlo de Qualidade (RCQ). vogal da comissão de controlo de qualidade.7. Pedro Caeiro e Veiga Pereira. autarcas e "forças vivas" da capital ribatejana vão debater questões prementes no âmbito da fiscalidade.Os restantes 10 por cento devem ser efetuados às sociedades de profissionais inscritas na OTOC. realizou-se em 29 de dezembro. técnicos oficiais de contas. tendo elogiado o «sentido de colaboração» demonstrado pelos profissionais.Que seja fixado o número de novos controlos a efetuar em 800 membros. Setúbal e Guarda. no Santarém Hotel. . . Os TOC e o público em geral podem aceder ao evento mediante o pagamento de 20 euros. concluiu. cabendo a cada disalguns profissionais e presidida pelo diretor Jaime dos Santos. no Santarém Hotel A Ordem. realiza a 13 de fevereiro. e pelos vogais da Comissão de Controlo de Qualidade. do número fixado. ativos e reinscritos. presidente da Câmara. Francisco Moita Flores.º do EOTOC. serão atribuídos aos profissionais seis créditos. empresários. Durante uma manhã. do empreendedorismo e do investimento. em parceria com a TSF e o Diário de Notícias. Para efeito do controlo de qualidade. oriundos de todos os distritos do País e Regiões Autónomas. em Santarém A 13 de fevereiro. fez um breve balanço da ação desenvolvida pela Ordem: «Em três anos controlaram-se 1 500 profissionais e a taxa de reclamação é baixíssima».90 por cento dos controlos devem ser efetuados a TOC cujo modo do exercício da sua atividade se enquadre nas alíneas a). Sorteio do controlo de qualidade 800 membros serão visitados O terceiro sorteio público. em obediência aos seguintes critérios propostos pela CCQ e sancionados pelo Conselho Diretivo: . à semelhança da metodologia utilizada nos sorteios anteriores. com o objetivo de selecionar os técnicos oficiais de contas que serão objeto de controlo de qualidade em 2012. . Portalegre. c) e d) do número 1 do art. tendo sublinhado a «tarefa difícil e exigente» que compete aos controladores. em Lisboa. Pedro Caeiro. «O controlo é um dos parâmetros de defesa da profissão e se abdicarmos da qualidade estamos a praticar concorrência desleal». tem-se assumido como um «instrumento de caráter pedagógico». Caeiro realçou que o controlo de qualidade. Bragança. Ponta Delgada. dever-se-á ter em conta o seguinte. a conferência «Portugal .

NOTÍCIAS 13 de fevereiro Santarém Santarém Hotel Inscrições em otoc.pt JANEIRO 2012 19 .

a 21 de outubro e que foi replicada. comentou o alcance da intervenção. desta feita subordinada ao tema «A tributação das atividades económicas em IVA».» São essas as razões do novo regime de renúncia à isenção do IVA no setor imobiliário (Decreto-Lei 21/2007).NOTÍCIAS Eduardo Paz Ferreira. nomeadamente as cujo limiar supera os 50 mil euros. voltou a centrar atenções sobre «As renúncias à isenção em IVA». a dos técnicos oficiais de contas são uma classe com grande apetência pelo saber». o Gabinete de Estudos da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e o Instituto de Direito Económico. No âmbito da legislação comunitária. presidente do IDEFF. a 7 de janeiro. Domingues de Azevedo e Daniel Bessa Cidália Lança Mário Portugal Rui Laires Imperfeições de um imposto omnipresente VI Conferência internacional GEOTOC. tendo acentuado que «as isenções em IVA contribuem para acentuar a sua não neutralidade económica e financeira» e que. Porto no novo. os temas em debate foram os mesmos de outubro e os protagonistas pouco diferiram. dedicado aos «Regimes de tributação por opção – A saúde e o imobiliário». presidente do GEOTOC. Coube a Daniel Bessa. com algumas delas. «Sou apologista da expansão das “universidades” para além das suas fronteiras. 20 TOC 142 . «não são relevantes e notórias do ponto de vista substancial». Paz Ferreira deu a receita: «É essencial que cada um faça o seu trabalho bem feito. Aproveitando os 25 anos da introdução do imposto em Portugal. o que pode ser explicado pela necessidade de «combate à fraude e evasão fiscais para pôr cobro aos casos de abuso. especificamente a referente à diretiva 2010/45 da UE. agendada para 1 de janeiro de 2013. O seu colega na Autoridade Tributária e Aduaneira. Domingues de Azevedo afirmou tratar-se de um dos «impostos mais aliciantes e complexos» do universo tributário. a faturação e as regras de exigibilidade. em vigor desde 1 de janeiro passado. Rui Laires. dar por concluída a sessão de abertura. Financeiro e Fiscal (IDEFF) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa promoveram a sua VI Conferência Internacional. no Porto. salientando que a ação do Gabinete de Estudos da Ordem tem privilegiado a «relação natural» entre a contabilidade e o direito. inspetora tributária.» Para esta subdirectora-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira. Cidália Lança alertou para alterações previstas para breve no domínio das declarações recapitulativas. A mudança de ano em nada alterou a problemática. Xavier de Basto.» Os comentários/apresentação estiveram a cargo de Angelina Tibúrcio. salientou a relação salutar entre a instituição que lidera e a entidade reguladora da profissão de contabilista. A especialista debruçou-se ainda sobre a declaração recapitulativa. colocada no Centro de Estudos Fiscais. moderado por Rodrigues de Jesus. realçando que algumas das alterações que vão entrar em vigor. É algo enriquecedor que permite conhecer em toda a sua dimensão as classes profissio- A nais e. de forma a superar a crise e ultrapassar a onda das Cassandras». dúvidas e imperfeições de um imposto omnipresente. que decorreu em Lisboa. velho IVA. reafirmando a ideia do aparente paradoxo do tema em análise: «Há alguém que seja tão distraído e que renuncie à isenção de um imposto? Há e não anda distraído. «em casos concretos e condições apertadas o legislador permite a renúncia à isenção. Restrições no regime de renúncia à isenção No segundo painel. «é reconhecido o caráter excessivamente restritivo do regime da renúncia à isenção do IVA no setor do imobiliário». Diante de cerca de 350 profissionais. Uma semana depois do dealbar do novo ano e com um «horizonte de nuvens negras». um dos grandes arquitetos do IVA português. o que explica que a composição desta comissão da Ordem seja constituída por juristas e TOC. A começar pela sessão de abertura. O Bastonário acrescentou que esperava uma «discussão rica contribuiria para estruturar o conhecimento e a prática profissional». Eduardo Paz Ferreira. Cidália Lança. no caso concreto. o primeiro painel da manhã teve como oradora. Moderado por Mário Portugal.

sobretudo. tal como em Lisboa. «A tributação do setor público e a relevância dos subsídios». neste capítulo.» Tecnologia e educação fiscal Miguel Silva Pinto trouxe até à unidade hoteleira do Porto um tema muito em voga e com reflexos tanto nas páginas dos jornais.» Complexidade e falta de harmonização O quinto e último painel do dia foi subordinado ao tema. ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e também ele membro do GEOTOC. coube a António Carlos dos Santos. tendo a oradora dado conhecimento do ponto da situação das propostas de Diretiva e de Regulamento.» Perante este cenário. apesar de o caminho prometer muitos ziguezagues.» Todavia. Silva Pinto deu uma pequena volta ao mundo sobre a forma como diversos países combatem a fraude e evasão fiscais.NOTÍCIAS Rodrigues de Jesus Xavier de Basto Angelina Tibúrcio Miguel Silva Pinto Clotilde Celorico Palma Apesar de os abusos não serem um exclusivo lusitano. deixa uma questão: «Será que Portugal observou a regra comunitária da proporcionalidade?» Angelina Tibúrcio passou ainda em revista as operações financeiras. agravar os custos ou complicar os procedimentos administrativos. como no bolso dos portugueses: a economia paralela. o que não deixa de ser preocupante. «no domínio fiscal. coube a Nunes dos Reis. na Escandinávia exerce-se um controlo sobre o comércio eletrónico. Como as soluções tecnológicas não são suficientes para apanhar todos os infratores. a coesão europeia fraqueja quando os Estados membros consideram que determinadas regras podem lesar os seus interesses financeiros. principalmente com o elevado número de exclusões para efeitos da renúncia. os Estados membros «têm a faculdade de conceder aos sujeitos passivos o direito de optar pela tributação. Angelina Tibúrcio não tem dúvidas que a contenção da Diretiva «contrasta com o caráter excessivo e restritivo do Decreto-Lei 21/2007. debruçar-se sobre o assunto. Carlos dos Santos lembrou que «até hoje nenhum destes regimes foi implantado» e que se tal não sucedeu não se ficou a dever. parece ter cumprido a missão. a Diretiva (2006/69/CE. Clotilde Celorico Palma. Numa mesa moderada por Avelino Antão. cujo relatório final foi conhecido no último trimestre de 2009.» António Carlos dos Santos lembrou ainda que o país teria a ganhar em termos de combate ao mercado paralelo. assentando a sua apre- sentação nos resultados produzidos pelo Grupo para o Estudo da Reforma Fiscal. no entender da oradora. este conselheiro fiscal em Bruxelas propôs «tornar o sistema de IVA mais eficaz e promover a educação fiscal». lembrando que estão isentas mas que na Diretiva do IVA (artigo 137. por exemplo. ex-diretor-geral dos Impostos. e onde se propunha. enquanto na Espanha aposta-se no reforço da consciência fiscal». algum problema informático. Silva Pinto referiu que no nosso país a fiscalização «centra-se na atenção ao regime de IVA no setor das sucatas e a tributação de métodos de avaliação indireta na matéria coletável». a criação do regime dos pequenos sujeitos passivos. mas um imposto “beligerante”. uma questão de vontade política. se optasse por um regime simplificado e deixou no ar uma crítica contundente à atuação das três entidades que assinaram com o governo português o programa de apoio financeiro: «A troika não colocou nada disto no programa. certamente. Falta de vontade política «A tributação dos pequenos contribuintes» foi o mote para o quarto painel e. membro do GEOTOC e professor universitário. na renúncia à isenção do IVA nas operações imobiliárias. Há coisas evidentes que não aparecem e esta é uma delas. O jurista e fiscalista procurou «suavizar um tema pesado» e. Angelina Tibúrcio é clara: «O IVA não é o imposto neutral que pretende ser. por exemplo. de 24 de junho) contém a indicação de que as medidas deveriam ser «proporcionadas e limitadas à resolução do problema de forma a evitar as práticas do aproveitamento ilegítimo do direito à dedução do IVA. mas é. Enquanto em Portugal ainda persiste uma «falta de cultura cívica e fiscal».» Pelas razões expostas e muitos mais.» O que. pelo interesse da plateia. Porque. a dificuldades técnicas: «O problema não será tanto. comentar o tema. uma das mentoras desta JANEIRO 2012 21 . Depois de ter feito uma resenha histórica sobre as tentativas de implementar regimes simplificados. «Na Irlanda monitoriza-se os setores onde predomina o pagamento em dinheiro. há alterações em curso. como fez questão de enfatizar.º).

paulatinamente. identificou problemas no tratamento em IVA das entidades públicas. começou por afirmar que a fraude e a evasão fiscais são «o custo que estamos a pagar pela globalização.» Um dado há a reter: dos 27 países da UE. Depois de passar o simbólico e tradicional dia de Reis com a família.» z Vídeos. que põe fim à tributação na origem. a nobreza e o clero. para bem e para mal. Para finalizar. o presidente do Gabinete de Estudos recordou uma das grandes orientações que tem norteado o organismo: «Os TOC são capazes de fazer ainda muito mais. Dois problemas que têm como soluções. escapavam ao pagamento de impostos.youtube. A docente universitária no departamento de Economia Aplicada na Universidade de Valladolid abordou o IVA nos subsídios em 27 países da União Europeia. em dezembro de 2011. 14 subiram a taxa de IVA. A questão tinha várias respostas. fotos e apresentações disponíveis em: www. Acontece que os subsídios a nível continental se confrontam com «falta de harmonização e o risco de provocar distorções de competência». tendo repescado um sermão do século XVII do Padre António Vieira. na opinião da oradora. sustentou Daniel Bessa. o relatório Monti. o moderador Manuel Faustino deitou uma pitada de boa disposição. os TOC. Acredito que. que confessou ainda que a sua grande preocupação «é a gestão. Um empresário é uma coisa. Antes da conclusão.com/user/OrdemTOC www. numa tarde onde se falou de temas graves e sérios. com o novo Estatuto.com/photos/ordemtoc/ «Pasta TOC» 22 TOC 142 . Para muitos empresários. «Porquê reabrir o debate sobre este imposto?».» As palavras finais ficaram reservadas para Domingues de Azevedo. «a jurisprudência e uma nova diretiva de IVA em matéria de subsídios. tendo defendido uma harmonização efetiva.flickr. a profissão pode ganhar mais atributos. mais competências e ser melhor remunerada». que classificou a conferência de «muito alta qualidade» mas que de pouco servirá se «os profissionais não tiverem a capacidade de assimilar e desenvolver o que aqui foi dito. o único elemento de gestão disponível é o TOC. rematou. uma vez mais. que já na altura advertia que as classes mais desafogadas. um gestor é outra.» No espaço dedicado ao comentário. Para tal. foi a pergunta de partida. desde logo. o custo da não existência de fronteiras foi. Crítico da falta de articulação.» Clotilde Palma advertiu a existência para os esforços redobrados que têm de ser envidados se entrar em vigor a proposta da Comissão Europeia. Em 1993. mas Mocoroa enfatizou «a complexidade do sistema atual.» O Bastonário reforçou a ideia de que «é necessário dominar de forma profunda as matérias com que trabalhamos» e incentivou. «O que é complexo gera incerteza». a darem «novos saltos». uma grande transformação. um normativo que «nos abriu diversas portas. o ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais referiu que «a única harmonização fiscal que existe é semântica». Isabel Vega Mocoroa viajou de Espanha até à cidade do Porto.NOTÍCIAS Avelino Antão Nunes dos Reis António Carlos dos Santos Manuel Faustino Isabel Vega Mocoroa conferência. nomeadamente no que diz respeito à circulação de mercadorias e posteriormente à fraude em carrossel. António Carlos dos Santos observou que o «Estado-empresário» tem vindo a dar lugar a um «Estado regulador» e o IVA não está imune ao contexto político-económico. Na sessão de encerramento. os contabilistas podem contar. a necessidade de aumentar a receita arrecadada e o livro verde sobre o futuro do IVA. devido à falta de harmonização e neutralidade e à excessiva complexidade.

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Sempre depois do meio dia. Solicita-se a todos os profissionais a sua participação nesta iniciativa da Instituição. nos termos do que dispõe a Lei n. na qualidade de associação pública representativa dos técnicos oficiais de contas. a Ordem apresentou formalmente a sua candidatura para integrar este órgão constitucional de consulta e concertação social. Silva Peneda. o Bastonário da Ordem explana os motivos pelos quais entende que a classe deve estar representada neste órgão. A forma como o processo vai decorrer pode ser consultada no sítio da Ordem. A Ordem irá seguir o princípio da iniciativa legislativa popular. da RTP-1.º 17/2003. Todo o processo. a altura de maior audiência dos programas da manhã. A «Praça da Alegria» é o programa matutino de maior longevidade da televisão portuguesa. no ar há 16 anos. Presença semanal na «Praça da Alegria» Colaboração no programa mais antigo das manhãs da TV A Ordem mantém com periodicidade semanal uma colaboração no programa «Praça da Alegria».NOTÍCIAS Iniciativa legislativa da Ordem Disponibilização atempada de meios para envio de declarações fiscais Já se encontra disponível no sítio da Ordem a iniciativa legislativa no sentido de estabelecer um espaço de tempo mínimo entre a disponibilidade de meios por parte da tutela e o prazo limite para o envio das declarações ficais. pelo que o projeto de lei que altera o Código de Procedimento e de Processo Tributário deverá ser subscrito (assinado) por todos os que manifestarem vontade para o efeito. o Bastonário Domingues de Azevedo ou a consultora. 24 TOC 142 . assessoria fiscal e apoio à gestão». Na missiva enviada ao CES. salientando o «papel fundamental no nosso tecido económico e social enquanto parceiros dos empresários na criação de valor para as suas empresas no domínio da contabilidade. Apresentada candidatura ao CES Bastonário salienta papel fundamental no tecido económico e social Em carta remetida a 28 dezembro ao presidente do Conselho Económico e Social (CES). está disponível no sítio da Ordem. mantendo um público fiel. de 4 de junho – Lei da Iniciativa Legislativa dos Cidadãos. Paula Franco. dando assim força a uma vontade legítima e adequada para os profissionais da Contabilidade e da Fiscalidade. incluindo a carta e o memorando da candidatura. Os vídeos podem ser vistos no Canal OTOC. prestam esclarecimentos e dão conselhos úteis sobre temas relacionados com a atualidade fiscal.

OTOC e AFP Objetivo é avaliar participação cívica dos portugueses A Ordem.NOTÍCIAS Novo sítio entra em funcionamento Guia do utilizador disponível para consulta Já se encontra disponível o novo sítio da Ordem na internet (http:// novosite. Clotilde Celorico Palma e Vieira dos Reis são alguns dos intervenientes confirmados. cheFaça-nos che gar as suas sugestões/cosugestões/co mentários ao departamento de Comunicação e Imagem da Ordem através do endereço: comunicacao@otoc. Da reunião tripartida realizada na sede da Ordem ficou definido a realização de duas grandes conferências este ano. mais intuitivo e de fácil navegação. António Carlos dos Santos.otoc. Oportunamente informaremos os membros da data a partir da qual o novo sítio passará a funcionar de forma autónoma. Para familiarizar os membros com este novo espaço fundamental para o seu dia a dia. nomeadamente a que permite localizar através do Google Maps as instalações da Ordem em todo o país e a que possibilita «partilhar» notícias através de múltiplas plataformas como o Facebook. com cobertura mediática assegurada no Diário Económico e no Económico TV. Os melhores especialistas da fiscalidade nacional vão integrar esses grupos de trabalho. Carlos Lobo.pt/pt/). Fiscalidade. de forma simples. de pesquisa mais simples e exaustiva. Amaral Tomaz. destaque para novas funcionalidades tecnológicas. encontra-se disponível no sítio da Ordem o guia do utilizador da nova página. a 27 de março e a 27 de novembro. foram as principais características incorporadas no novo rosto da página da Ordem. Foram constituídos cinco grupos temáticos para analisar as políticas fiscais em vigor e apontar novos caminhos: Rendimento. Trata-se de uma iniciativa que visa avaliar a participação cívica dos portugueses no debate sobre a fiscalidade. Consumo. De entre as novidades introduzidas. Twitter. Xavier de Basto. Casalta Nabais. com a unificação de informação que se encontrava dispersa. Mais funcional. procurando explicar ao grande público. as mudanças nesta área no atual contexto de crise. Observatório Diário Económico. Mais acessível a quem ele acede. o novo sítio encontra-se a funcionar em paralelo com o outro sítio existente. JANEIRO 2012 25 . Fiscalidade Comparada e Justiça Tributária. Manuel Porto. o Diário Económico e a Associação Fiscal Portuguesa reuniram no início de janeiro para definir os termos de funcionamento do «Observatório da Fiscalidade Portuguesa».pt Entretanto. Vasco Valdez. Flickr e Blogger.

banqueiros. a 23 de março A Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas organiza a 23 de março. O Conselho Diretivo da Ordem promete organizar o maior evento alguma vez realizado por uma entidade profissional no nosso país. em Lisboa A maior sala de espetáculos do país receberá a 14 e 15 de setembro.NOTÍCIAS SNC e os juízos de valor em debate No ISCAC de Coimbra. em Lisboa.Uma nova atitude» é o tema a que o evento estará subordinado. serão atribuídos 12 créditos.pt ou pelo telefone 239 802 187. «TOC . Para efeitos do controlo de qualidade serão atribuídos 12 créditos. otoc. contabilidade e auditoria vão debater. Tal como aconteceu na edição passada. A sessão de abertura e de encerramento será assegurada pelo Bastonário da Ordem. Domingues de Azevedo e pelo presidente do Gabinete de Estudos. Para efeitos do controlo de qualidade. Integram a comissão científica Ana Maria Rodrigues. a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC). Daniel Bessa. no Centro de Congressos de Lisboa.pt). estimando a presença de mais de sete mil técnicos oficiais de contas no Pavilhão Atlântico. Está também prevista a entrega do Prémio Professor Doutor António de Sousa Franco. as implicações do novo sistema normalizador através de diversos ângulos. estão disponíveis no sítio da Ordem (www. no próximo dia 16 de março. diretamente relacionados com a profissão ou com ela interligados. Especialistas na área da fiscalidade. Os alunos da FEUC e do ISCAC que pretendam assistir aos trabalhos devem inscrever-se através do seguinte contacto: Amélia Paulos – bs@iscac. no sítio da Ordem. disponíveis para membros e público em geral. Conferência «A importância do anexo no SNC» Centro de Congressos de Lisboa. em 2009. Os membros interessados podem participar mediante o pagamento de 50 euros. Cidália Mota Lopes e Tomás Cantista Tavares. passarão pelo pavilhão que outrora foi denominado de «Utopia» diversos painéis de interesse. IV Congresso dos TOC 14 e 15 de setembro. a 16 de março «O SNC e os juízos de valor – uma perspetiva crítica e multidisciplinar» é o tema genérico de uma conferência organizada em conjunto pela Ordem. 26 TOC 142 . Os profissionais e o público em geral podem aceder ao Centro de Congressos de Lisboa mediante o pagamento de 35 euros. em quatro painéis. O programa e as inscrições. Está garantida a presença de representantes da CPLP. no auditório do ISCAC. Durante um dia. na Quinta da Bencanta. o IV Congresso dos TOC. O programa e as inscrições encontram-se disponíveis. Este evento contará ainda com a presença do diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira. para membros e público em geral. uma conferência subordinada ao tema «A importância do anexo no Sistema de Normalização Contabilística». empresários e técnicos oficiais de contas vão dar a sua perspetiva sobre a importância da informação financeira e do anexo no sistema normalizador.

como pedra angular a formação e os dois primeiros meses são reflexo disso mesmo.NOTÍCIAS XXV Seminário do CILEA. a crise económica e a sustentabilidade da Europa. uma vez mais. O programa e as inscrições encontram-se disponíveis. As inscrições estão abertas para técnicos oficiais de contas e público em geral. JANEIRO 2012 27 . desta feita tendo como palco o carismático Theatro Circo da «cidade dos arcebispos». Decorrerá a nível nacional entre os dias 23 de janeiro e 4 de fevereiro. onde exaustivamente se descreve os vários tipos de ações que a Ordem agendou para 2012. Argentina. Chile. Venezuela e Colômbia. no sítio da Ordem. Itália. são alguns dos temas que serão debatidos por profissionais de Portugal. 15 e 16 de fevereiro. A estratégia global de ação da Ordem tem. para membros e público em geral. A contabilidade. com uma periodicidade quinzenal. Brasil. No que diz respeito à formação de caráter permanente está prevista uma ação sobre SNC – Microentidades. Para efeitos do regulamento de controlo de qualidade. em parceria com o CILEA. e outra sobre entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade). Espanha. A 25 de janeiro arrancam dois cursos. a 13. a 9 de março «Sustentabilidade empresarial» é o tema do XXV Seminário do CILEA (Comité de Integração Latino Europa-América) que se realiza no próximo dia 9 de março. ativos e passivos contingentes»). A 16 de fevereiro principiam outros três cursos: «SNC – Microentidades». Esta edição totaliza 48 páginas. Roménia. O calendário devidamente atualizado pode ser encontrado no sítio da Ordem. a ética profissional e a responsabilidade Formação 2012 em brochura Conteúdos programáticos de todas as ações já calendarizadas Juntamente com o número deste mês da Revista TOC segue uma brochura com o plano global de formação e conteúdos programáticos para o corrente ano. Bolívia. ocupando o Bastonário um lugar de vice-presidente. em Braga. Com o novo ano regressa também a formação à distância para os membros que preferirem esta via. O “cardápio” de formações fica completo com a realização das tradicionais reuniões livres das quartas-feiras. mediante o pagamento de 50 euros. A organização está a cargo da Ordem. 14. e o social. A primeira grande formação é a eventual sobre o Orçamento do Estado para 2012 e o encerramento de contas de 2011. Um ano depois do evento realizado no Funchal. este seminário regressa a Portugal e volta a reunir os melhores especialistas de contabilidade do mundo latino. 27 e 28 fevereiro. entidade a que está associada. serão atribuídos 12 créditos. a 16. França. Colégio dos Economistas de Espanha. «Entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade)» e «NCRF 21 – Provisões. «SNC – Ativos não correntes» e «SNC – Ativos correntes». em Braga Theatro Circo.

À semelhança das discussões públicas anteriores. Barbosa du Bocage) e pela representação permanente. realizada em dezembro. convida-se os membros interessados a assistir aos eventos. no Porto (Rua da Boavista). todos os profissionais a preencherem o questionário. considerando o simbolismo destes atos.NOTÍCIAS Provas públicas em janeiro e fevereiro Colégios de especialidade Depois da primeira fase de discussões públicas dos trabalhos no âmbito dos colégios de especialidade da Ordem. 28 TOC 142 . desta feita apenas no âmbito do Colégio de Impostos sobre o Rendimento. As provas decorrerão a 19 e 27 de janeiro. Convidam-se. e a 6 de fevereiro e serão repartidas pela sede da Ordem. em Lisboa (Av. outros candidatos a especialistas vão ser chamados em janeiro e fevereiro. contribuindo para conferir mais solidez às decisões que forem tomadas para as ações de formação desta natureza. que apresentou no Colégio de Contabilidade Pública uma investigação sobre as contas consolidadas da Universidade de Lisboa. O calendário está disponível no sítio da Ordem. Recorde-se que a primeira especialista da OTOC foi Olga Silveira. por isso. a Ordem está a levar a efeito no seu sítio um inquérito junto dos membros para aferir da sua opinião sobre o atual modelo. Inquérito sobre as reuniões livres Preencha o questionário disponível no sítio No sentido de rever o conteúdo estratégico e o modo de funcionamento das reuniões livres das quarta-feiras.

NOTÍCIAS JANEIRO 2012 29 .

Sem falsas modéstias. enveredar pelo caminho da certificação». o profissional define o seu percurso na empresa com uma atitude que qualquer TOC deve ter. 30 TOC 142 . «o comandante do navio que nunca abandona o barco». Todo este processo de crescimento teve José António Viegas como testemunha privilegiada. capitalizou P interesses em Angola e adquiriu novas instalações em Lisboa. É o técnico oficial de contas residente.LUGAR AO TOC A construir valor com a solidez do betão Por Nuno Dias da Silva Nome TOC n. à inovação. quebrando resistências e medos. betoneiras e outras máquinas para a construção civil estão à vista de todos os que entram no show room da Munditubo. José António Viegas quase que já «faz parte da mobília». Viegas afirma que sem o seu «impulso» estes dois objetivos não teriam sido viáveis. sem haver trabalhos em curso. que entretanto se expandiu para o Algarve. desde 1988. disciplinada e referenciada. após um grande trabalho de sensibilização dos donos do negócio. e que exemplificam na perfeição como é que o profissional pode criar valor acrescentado». «Cumprir determinados rácios financeiros e trabalhar de forma organizada. Praticamente um quarto de século. «Só com uma relação de cumplicidade foi possível elevar esta empresa a um patamar “PME Líder” e. É em Casal do Marco. Seixal. O processo de convivência e aprofundamento da amizade entre TOC e empresário fez o resto. 1980. rudimentar no ano da fundação. deu lugar. Andaimes. Duas centenas de créditos Aos 57 anos. que se localiza a sede desta bem sucedida empresa do ramo da construção. foram batalhas ganhas arduamente. refere. uma empresa que comercializa materiais para construção. a uma maior abertura à tecnologia.º Distrito/Cidade Entidade empregadora Clientes José António Viegas 6 598 Setúbal/Seixal Munditubo 10 (por conta própria) or todo o lado respira-se um ambiente de obras. até à recente gestão de stocks. A empresa. mais tarde. Contraditório? Nem por isso.

A meio do diálogo com o interlocutor. Acumulou experiência basta em diversos empregos nos domínios da administração e gestão. Por exemplo. Se o cumprimento dos deveres foi complexo. refere. dificultando a reclassificação de tudo o que estava a ser feito em ambiente SNC». «Para mim a formação não é para cumprir calendário. Nasceu no Barreiro. diz que é preciso dar mais visibilidade aos profissionais e fazer com que a nova Autoridade Tributária e Aduaneira respeite todos os que exercem esta atividade. Para José António Viegas frequentar ações de formação não é uma obsessão. «Já pertence ao passado a preocupação exclusiva com os documentos. alicerçado em formação contínua. que nos aproximou dos empresários e prestigiou a nossa classe. o governo também não ajudou. altura em que foi expulso do ensino por se ter recusado a vestir a farda da Mocidade Portuguesa. o justo impedimento tem de ser uma realidade. sempre me foi muito útil». Perante um o novo paradigma. deve andar a morder os calcanhares aos mais assíduos. trata-se de uma necessidade estar up to date com as mais recentes novidades. tenha sido conduzido de forma lamentável. José António Viegas conheceu um percurso de vida atribulado. José António Viegas subscreve as declarações do presidente da Câmara JANEIRO 2012 31 . Os prazos para assi- milar a mudança de mentalidades e hábitos foram demasiado apertados e sem uma plataforma informática à altura. a conversa deriva para o nome de Rui Rio. Os TOC concentram as suas atenções no controlo de gestão». «Não tenho uma carreira universitária. um dos TOC mais «notáveis» do País. o que tornou tudo ainda mais difícil». «É preciso não esquecer que somos funcionários públicos sem remuneração e regalias. Se não é o profissional recordista em créditos acumulados. alteraram o plano de contas para as pequenas empresas. Preconceitos empresariais As queixas sobre a tutela vão-se acumulando. sustenta Viegas. Temos de ser capazes de impor ao Ministério das Finanças o reconhecimento deste direito nuclear». onde estudou até aos 14 anos. nomeadamente em laboratórios de produtos farmacêuticos. «Tenho pena que o processo do SNC.LUGAR AO TOC Contudo. disse. «a Ordem tem de dar o contributo para que os profissionais sejam mais do que os meros responsáveis perante a administração fiscal». Prova disso é que entre 2006 e 2011 o meu volume de créditos situa-se nas duas centenas». até chegar à Munditubo. inicia o Curso Geral do Comércio na qualidade de trabalhador estudante. Este profissional defende que o modelo atual de TOC assenta numa nova atitude profissional. diz. Em 1969. «Quase no final de 2011. Foram 18 anos preenchidos em empresas comerciais. mas o saber de experiência feito. lamenta. Na sua memória está bem fresca a cronologia dos acontecimentos. revela. Apesar de elogiar o «caráter interventivo» do Bastonário. Foi posto à prova em múltiplas situações.

defende. Com a crise no seu expoente máximo. a quantidade enorme de TOC disponíveis no mercado devido à «quase total absorção da capacidade interventiva dos profissionais» E. antes de o serem. Os empresários por vezes querem bom e barato e não evitam regatear preços junto dos TOC. Penso que alguns empresários. mas se não fosse a «tábua de salvação» chamada Angola e a estrutura financeira da Munditubo. Nos tempos mais recentes forneceram "apenas" quatro metros cúbicos de betão». como se fossem saltimbancos. «Setúbal é um barómetro determinante a nível nacional. no seu entender. deviam ser obrigados a frequentar um curso de empreendedorismo. «Um escritório com cerca de uma centena de clientes é um manifesto exagero. Viegas reconhece não ter razões de queixa dos seus patrões.» z 32 TOC 142 . o que dizer dos políticos? Viegas não alimenta ilusões. A aquisição das novas instalações em Lisboa apertou o cerco financeiro. inclusive o modelo 22. Enveredam nos negócios sem qualquer ideia da importância da contabilidade e querem a ajuda dos contabilistas para pagar menos impostos. mas profissionais motivados e bem remunerados também são condições essenciais. acabando alguns por ceder». até porque já foi membro da Assembleia Municipal do Seixal: «Se endireitar as contas numa empresa é difícil. «Os TOC são funcionários públicos sem remuneração e regalias». A construção civil é um dos mais afetados. o TOC da margem sul defende uma análise casuística: «Para produzir informação. o papel da contabilidade. que é obrigatório. Conheço um escritório no Montijo que trabalha 24 horas por dia. o TOC pode ser de relevante utilidade nas autarquias». a do Seixal. sem preconceito. A rescisão dos contratos por parte dos empresários só podia ser aceite se fosse invocada justa causa. reconhece Viegas. mas é insuficiente. Não coloco em causa a qualidade do trabalho.» Sobre o «discutível e polémico» tema das avenças ao desbarato. podia ter cedido. defende o TOC da margem sul O justo preço das contabilidades A crise veio para ficar e não poupa setores. Este técnico controla apenas o orçamento camarário e pouco mais. para um pequeno estabelecimento de um empresário que tenha 10 documentos mensalmente. a tendência natural passa pela diminuição da carteira de clientes.LUGAR AO TOC Municipal do Porto sobre a conotação negativa atribuída aos políticos com avisadas preocupações pelas «contas públicas» e aponta o dedo aos empresários: «Existe uma corrente empresarial que resiste em assumir. José António Viegas observa. inclusive fora da Munditubo. o que será numa autarquia ou num país… Os TOC teriam um papel a desempenhar na administração local. provavelmente os 50 euros será um preço justo. E trabalho também não lhe falta. Viegas avança com uma sugestão: «A Ordem devia controlar de forma mais apertada os empresários que mudam de contabilista. há certas práticas responsáveis por isto.» Se os empresários nem sempre são sensíveis à dimensão do trabalho do TOC. apreensivo. mas dá que pensar. Nos últimos meses as centrais de betão estiveram quase paralisadas. onde aos serões e ao fim de semana ainda lhe sobra tempo para debruçar-se sobre uma dezena de contabilidades a nível particular. afiança. Mão de obra qualificada existe. E exemplifica com a realidade que melhor conhece. o que acontece é que os poderes político e económico teimam em prevalecer sobre o interesse nacional». «A Câmara tem um economista. Dependerá da estrutura administrativa de custos do próprio profissional. Quando a contabilidade deixar de ser secundarizada.

Provisões.Passivos correntes e não correntes Dis0612 | 16 horas | 24 créditos Impostos diferidos Dis0712 | 8 horas | 12 créditos Norma contabilística para pequenas entidades Dis0812 | 16 horas | 24 créditos IRS e benefícios fiscais (revisão ao Código) Dis0912 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0512 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0612 | 2 horas | 3 créditos SETEMBRO NCRF 27 .Imparidades de ativos Dis1512 | 8 horas | 12 créditos Dossiê fiscal .Microentidades Dis0512 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0312 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0412 | 2 horas | 3 créditos JULHO Infrações fiscais Seg1412 | 8 horas | 12 créditos IVA (Revisão ao Código) Seg1512 | 16 horas | 24 créditos Estruturação de um quadro de bordo de apoio à gestão (balanced scorecard) Dis2212 | 12 horas | 18 créditos Código dos contratos públicos Dis2312 | 12 horas | 18 créditos Tema livre RL1312 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1412 | 2 horas | 3 créditos NOVEMBRO Revisão das normas contabilísticas Per0212 | 32 horas | 48 créditos Avaliação de empresas Seg2112 | 16 horas | 24 créditos Dissolução. liquidação.Provisões.Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais Per0112 | 24 horas | 36 créditos Ética e Deontologia Seg1012 | 8 horas | 12 créditos O TOC . fusão e cisões de sociedades (aspetos contabilísticos e fiscais) Dis3012 | 16 horas | 24 créditos Contencioso tributário Dis3112 | 24 horas | 36 créditos Tema livre RL1712 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1812 | 2 horas | 3 créditos FEVEREIRO SNC .Ativos biológicos .Ativos não correntes Dis0112 | 16 horas | 24 créditos SNC .quadro 07 ) Dis1112 | 16 horas | 24 créditos IRC (revisão ao Código) Dis1212 | 16 horas | 24 créditos Preenchimento do mapa fluxos de caixa Dis1312 | 8 horas | 12 créditos Tema livre RL0712 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0812 | 2 horas | 3 créditos JUNHO Cálculo financeiro Seg1212 | 8 horas | 12 créditos Código Contributivo Seg1312 | 16 horas | 24 créditos O TOC . liquidação.aspetos contabilísticos e fiscais Dis1912 | 16 horas | 24 créditos Código Contributivo Dis2012 | 16 horas | 24 créditos Ética e deontologia Dis2112 | 8 horas | 12 créditos Tema livre RL1112 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1212 | 2 horas | 3 créditos OUTUBRO NCRF 17 . ativos e passivos contingentes Dis0412 | 16 horas | 24 créditos SNC .Ativos biológicos . ativos e passivos contingentes Seg0112 | 16 horas | 24 créditos SNC . eventual.Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais Dis1812 | 24 horas | 36 créditos NCRF 17 .PLANO GLOBAL DE FORMAÇÃO segmentada.Organização e preparação das notas anexas às demonstrações financeiras Seg0612 | 16 horas | 24 créditos SNC .Instrumentos financeiros Dis3312 | 8 horas | 12 créditos Tema livre RL1912 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL2012 | 2 horas | 3 créditos MAIO POCAL .quadro07 ) Seg0812 | 16 horas | 24 créditos Preenchimento do mapa de fluxos de caixa Seg0912 | 8 horas | 12 créditos Regime contabilístico e fiscal das depreciações e amortizações Dis1012 | 8 horas | 12 créditos Apuramento do lucro tributável (Preenchimento da declaração modelo 22 .Organização e preparação das notas anexas às demonstrações financeiras Dis1612 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0912 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1012 | 2 horas | 3 créditos MARÇO IRS e benefícios fiscais (revisão ao Código) Seg0412 | 16 horas | 24 créditos Norma contabilística para pequenas entidades Seg0512 | 16 horas | 24 créditos Dossiê fiscal .Instrumentos financeiros Seg1612 | 8 horas | 12 créditos Relatórios de sustentabilidade e contas Seg1712 | 8 horas | 12 créditos Infrações fiscais Dis2412 | 8 horas | 12 créditos Análise de balanços e estudo de indicadores económico e financeiros Dis2512 | 16 horas | 24 créditos Código Fiscal de Investimento Dis2612 | 16 horas | 24 créditos IVA (revisão ao Código) Dis2712 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL1512 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL1612 | 2 horas | 3 créditos DEZEMBRO Tema livre RL2112 | 2 horas | 3 créditos Consulte os conteúdos programáticos no sítio da Ordem ou na brochura distribuída com esta revista.Procedimento tributário gracioso Seg1112 | 16 horas | 24 créditos Mais e menos-valias em IRC e IRS Dis1412 | 8 horas | 12 créditos NCRF 12 .Procedimento tributário gracioso Dis1712 | 16 horas | 24 créditos POCAL . permanente.aspetos contabilisticos e fiscais Seg1812 | 16 horas | 24 créditos Contabilidade orçamental na administração pública Seg1912 | 16 horas | 24 créditos Mais e menos-valias em IRC e IRS Seg2012 | 8 horas | 12 créditos Revisão das normas contabilísticas Dis2812 | 32 horas | 48 créditos Contabilidade orçamental na administração pública Dis2912 | 16 horas | 24 créditos Dissolução. distância e reuniões livres 2012 JANEIRO NCRF 21 . fusão e cisões de sociedades (aspetos contabilísticos e fiscais) Seg2212 | 16 horas | 24 créditos Avaliação de empresas Dis3212 | 16 horas | 24 créditos NCRF 27 .Microentidades Seg0212 | 16 horas | 24 créditos Entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade) Seg0312 | 16 horas | 24 créditos Entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL e fiscalidade) Dis0312 | 16 horas | 24 créditos NCRF 21 .Ativos correntes Dis0212 | 16 horas | 24 créditos Tema livre RL0112 | 2 horas | 3 créditos Tema livre RL0212 | 2 horas | 3 créditos ABRIL IRC (revisão ao Código) Seg0712 | 16 horas | 24 créditos Apuramento do lucro tributável (Preenchimento da declaração modelo 22 . .

já na sua segunda edição. com o necessário e adequado suporte teórico e remissões para o respetivo normativo contabilístico. Título: Guia de poupança fiscal Autor: Pedro Cruz Editora: Vida Económica.webnode. sempre que se justifica. com atenção especial à jurisprudência do Supremo Tribunal Administrativo e às necessidades quotidianas dos tribunais tributários. Manuela Martins. sem esquecer uma tabela resumo onde estão sistematizadas as deduções no IRS. Os membros interessados podem encontrar mais informação sobre este livro no seguinte endereço: http://snc-casospraticos. José Pinhão Rodrigues. O autor. Neste IV volume. e cientes da inevitabilidade da adoção de novas soluções. 680 páginas 34 TOC 142 . A riqueza das anotações e comentários projeta esta obra para além do tempo e faz dela uma referência no Direito Tributário. Pedro Cruz.pt. Apesar de iminentemente prático. Pedro António Ferreira. 642 páginas Título: Código de procedimento e de processo tributário – IV Volume Autor: Jorge Lopes de Sousa Editora: Áreas Editora. a resolução de cada caso está baseada. com três partes. Com fortes ligações ao ensino superior da contabilidade e dos sistemas de informação contabilísticos das entidades a que se aplicam estes normativos. conceberam um conjunto de 96 casos práticos sobre o novo SNC.LIVROS LIVROS IRS 2011 Da autoria do técnico oficial de contas. antecipando outras que só terão reflexo na declaração do próximo ano. Para facilitar a compreensão são disponibilizados 140 exemplos e cálculos de situações que se aplicam ao seu caso concreto. especialmente para os contribuintes menos familiarizados com as questões tributárias. com. recorrendo a uma linguagem simples e direta. Nuno Magro e Emanuel Gamelas Editora: Áreas Editora. A jurisprudência e os tribunais Uma obra de grande envergadura e indispensável na biblioteca de quem estuda ou exerce a sua atividade profissional na área do Direito Tributário. É que determinado investimento ou despesa certa no momento adequado poderão fazer a diferença entre pagar imposto ou receber um reembolso. atualizaram-se anotações e comentários. Contabilidade financeira São ao todo seis os autores deste livro. nomeadamente o fim ou redução de certas deduções. Este guia já reflete algumas das alterações propostas pela troika. para além de presidir ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga. cada um deles. 102 páginas Título: SNC – Casos práticos (Contabilidade Financeira) Autor: António Borges. Desde a publicação da anterior edição ocorreram inúmeras alterações da legislação aplicável ao procedimento e processo tributário. Pedro Cruz explica como conseguir uma poupança fiscal no seu IRS. melhorada e aumentada. Na publicação pode ainda encontrar-se um capítulo exaustivo sobre as deduções à coleta. Jorge Lopes de Sousa. o «Guia de Poupança Fiscal» é um manual útil e pedagógico. é juiz conselheiro na secção do contencioso administrativo e na secção do contencioso tributário do Supremo Tribunal Administrativo. Têm em comum a paixão pela contabilidade financeira e o exercício da docência no ISCTE. na sua sexta edição.

youtube. com 1 175 visualizações. segue-se uma entrevista de Domingues de Azevedo à RTP-1. A fechar. A aceitação crescente desta ferramenta de comunicação por parte dos membros tem correspondência no facto de no «top» seis dos vídeos mais vistos figurarem cinco relativos ao ano transato. com 1 808 visitas. a reportagem da entrega do título de especialista ao Bastonário. Destacada surge a reportagem com declarações do Bastonário para a prorrogação dos prazos das declara- ções fiscais.com/OrdemTOC twitter. a necessidade de fundamentar o motivo de determinadas medidas. com 2 894. E esta é a questão: e se não for suficiente?» Poucas semanas após ter atingido os dois anos de vida. bem como os critérios que estiveram na base das decisões» CERCADOS POR UM “MURO” FISCAL n 4 janeiro «É preciso interiorizar que não dependemos só de nós. o prolongamento do prazo de entrega da IES.com/photos/ordemtoc 4 104 aderentes 230 seguidores 15 305 Reforço das medidas de combate à fraude e evasão fiscais Soraia Sabino visualizações JANEIRO 2012 35 . Para começar uma muito maior exposição dos decisores e.ORDEM NOS MEDIA ORDEM NOS MEDIA A ORDEM NAS REDES SOCIAIS 102 495 OPINIÃO QUINZENAL DO BASTONÁRIO visualizações UMA NOVA ATITUDE NA CAUSA PÚBLICA (CONCLUSÃO) n 21 de dezembro www. com 3 341 visualizações.Localização e taxas de IVA Ana Cristina Silva A tributação das gorjetas Elsa Marvanejo da Costa CONTAS & IMPOSTOS Revogação do Regime Especial dos Combustíveis Gasosos Elisabete Cardoso REDES SOCIAIS facebook.com/user/OrdemTOC «Uma maior transparência na gestão da causa pública requer valores e conceitos distintos daqueles a que temos assistido. consequentemente. surge o vídeo institucional da OTOC. com 2 135. com 2 319. mas também há que admitir que Portugal está a dar para o exterior o sinal de que quer mudar de vida. e a Ordem na «Praça da Alegria» da RTP-1. alojado na plataforma desde 2010. ANÁLISE DA OTOC Agências de viagens . o Canal da OTOC no YouTube superou as 100 mil visualizações e conta já com 177 inscritos.com/ordemdostoc flickr.

onde se lê «Deus do céu» deve ler-se «mercados». quanto a nós.º e 25. não o sendo no plano jurídico. é indiferente que o poder político atue do lado da despesa ou do 36 TOC 142 . a qualquer preço. a declaração de que nem no presente nem para o futuro permitirei que entre Deus do céu e o meu país se interponha uma folha de papel escrita como se fosse uma segunda Providência. no entanto.2 É. Deste ponto de vista. Frederico Guilherme IV da Prússia Hoje. direitos fundamentais. solenemente. 3 De facto. Por António Carlos dos Santos* | Artigo recebido em janeiro de 2012 Julgo-me obrigado a fazer agora. coativa. para os dois grupos sociais que os sofrem. efeitos similares aos de um aumento do IRS sobre vencimentos da função pública (categoria A) e sobre as pensões (categoria H).GABINETE DE ESTUDOS A nova parafiscalidade: a tributação por via de cortes na despesa com remunerações de funcionários e pensionistas É juridicamente incompreensível que a simples invocação de um estado de emergência e de um acordo com uma entidade não representativa (a troika) seja um argumento político tão poderoso que sirva para restringir. também o caso dos cortes dos subsídios de Natal e de férias de funcionários públicos e pensionistas introduzidos pelos artigos 21. sem caráter de sanção exigida a cidadãos e a entes coletivos pelos poderes públicos fundamentalmente com objetivos financeiros. unilateral. o imposto é normalmente configurado como uma prestação pecuniária. um fenómeno económico a quem. característica que não é posta em causa pelo facto de a técnica fiscal D poder ser utilizada em relação ao próprio setor público empresarial (sempre que este funciona em regime de mercado e de cálculo económico) ou à função pública. tais cortes têm. a literatura económica considera como impostos fenómenos que. muitas vezes. É o caso da inflação. No entanto. produzem efeitos económicos similares aos de um imposto.º da Lei do Orçamento do Estado para 2012 (LOE 2012). A assinatura de Frederico Guilherme IV da Prússia pode ser substituída por …(os candidatos nacionais e estrangeiros são muitos…) e um ponto de vista jurídico. é uma forma liberal que se traduz na extração monetária dos setores não públicos para o setor público. em nome de um princípio de solidariedade. a doutrina jurídica e fiscal reconhece a produção de certos efeitos jurídicos.1 Na sua essência.

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lado da receita: estamos perante medidas de efeito equivalente. É uma questão de forma, não de substância, e as modificações introduzidas por iniciativa do PS, mitigando embora a violência das medidas propostas, não alteram a sua natureza.4 Não sendo impostos no sentido clássico do termo, são figuras híbridas e atípicas que, a meu ver, integram um novo tipo de parafiscalidade, a operar por via da despesa. 5 É essa a razão pela qual muitos censurem tais cortes, invocando, ainda que impropriamente, a violação de um princípio de «equidade fiscal.»6 O poder político dirá, porém, que a forma escolhida não é indiferente, pretendendo justificar os cortes nos subsídios de férias e de Natal previstos na LOE/2012 pela necessidade de a consolidação orçamental dever ser feita em 2/3 pelo lado da despesa e apenas em 1/3 pelo lado da receita7. Daí a rejeição da via fiscal. Subliminarmente, o decisor político deixa passar a seguinte mensagem: embora, no plano político, a medida possa ser acusada de violação de um princípio de «equidade fiscal» por não tratar todos os cidadãos e rendimentos no mesmo plano, no plano jurídico não pode ser acusada de violação do princípio da igualdade sob a forma de princípio da capacidade contributiva, pois este princípio só se aplicaria aos impostos e não aos cortes na despesa, mesmo que estes incidam sobre remunerações. A análise desta questão ocuparia mais espaço do que aquele de que dispomos. No entanto, vamos tentar, de forma sintética, concentrarmo-nos no essencial. Comecemos então pelo passado próximo para aprofundarmos as diferenças

entre as medidas aprovadas no OE/2012 e as que foram postas em vigor quer pela LOE/2011 (Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro) quer pela Lei n.º 49/2011, de 7 de setembro, relativa «à sobretaxa extraordinária» no âmbito do IRS. A redução remuneratória de 2011 Recorde-se que, no caso do universo da função pública, em nome da necessidade de maior consolidação orçamental, todas as remunerações (totais ilíquidas mensais) superiores a 1 500 euros auferidas durante o ano de 2011 haviam sido já objeto de uma «redução remuneratória» calculada por aplicação de uma taxa fixada entre 3,5 e 10 por cento (art.º 19.º/1 da LOE/2011.)8 Esta redução era aplicada a todas as pessoas que, em termos gerais, desempenhassem cargos políticos, exercessem funções públicas ou estivessem vinculadas a empresas e institutos públicos e efetuada em função do nível de remunerações recebidas. De fora desta «redução remuneratória» ficaram as pensões, os rendimentos do trabalho dependente auferidos no setor privado e mesmo alguns rendimentos pagos com dinheiros públicos. As outras categorias de rendimentos não foram afetadas. A pedido de um grupo de deputados, esta medida, entre outras, foi objeto de apreciação por parte do Tribunal Constitucional (TC) de eventual inconstitucionalidade material. Em causa estaria, sobretudo, o facto de essa redução ser definitiva e violar o princípio do Estado de Direito (e o seu corolário, o princípio da confiança legítima), o princípio da igualdade (por discriminação negativa dos trabalhadores da administração

pública) e o direito fundamental à não redução do salário. No seu Acórdão n.º 396/2011, de 21 de setembro de 2011, o TC decidiu, por maioria, não declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, das «reduções remuneratórias» constantes do OE/2011. Para o efeito socorreu-se, fundamentalmente, da seguinte argumentação: - Quanto à questão central (na sua própria ótica), a de saber se a medida operava a título transitório ou definitivo, o TC entendeu estarmos perante medidas de caráter orçamental e, consequentemente, medidas que vigoram apenas por um ano (art.º 106.º da Constituição da República Portuguesa - CRP). Mas, dada a urgente necessidade de diminuição do desequilíbrio orçamental, o TC abriu a possibilidade de a medida ser plurianual, repetindo-se em orçamentos posteriores elaborados no quadro de vigência do Memorando de Entendimento com a troika (até 2013). - Quanto ao princípio da confiança legítima, o TC defendeu que o facto de as reduções remuneratórias visarem a salvaguarda de um interesse público prevalecente (combater uma situação de emergência) era uma razão decisiva para rejeitar a alegada desproteção daquele princípio. - Quanto ao princípio da igualdade, o TC argumentou que «invocar, a propósito de mediadas de consolidação orçamental, o princípio da igualdade perante os encargos públicos, princípio estruturante da nossa constituição fiscal, é o mesmo que sustentar que, por exigência do princípio da igualdade, a correção dos desequilíbrios orçamentais tem necessariamente de ser levada a cabo por via tribu-

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tária, pelo aumento da carga fiscal, em detrimento de medidas de redução remuneratória» (p. 14). Segundo o TC, o princípio da igualdade não é um princípio impositivo do sistema fiscal, competindo ao decisor político a livre opção entre a via fiscal ou a via da despesa. Ao TC apenas competiria verificar se as medidas aprovadas são arbitrárias, por sobrecarregarem gratuita e injustificadamente uma certa categoria de cidadãos, o que, segundo ele, não seria o caso: a situação de emergência implicando a adoção de medidas com eficácia imediata, a transitoriedade das medidas, os montantes das reduções em causa e o facto da categoria de cidadãos sacrificada pela medida (os funcionários) estar especialmente vinculada ao interesse público não permitiriam afirmar a arbitrariedade da medida. - Finalmente, quanto à invocação da irredutibilidade dos salários, o TC defende que tal princípio tem raízes infraconstitucionais (em termos, aliás, não absolutos) e não propriamente constitucionais. Para o TC não se trata também de uma garantia que, por força do art.º 16.º, n.º 1 da CRP, goze de força constitucional paralela. Quem goza deste estatuto de direito fundamental é o direito à retribuição, mas este não se confunde com um direito a um concreto montante dessa retribuição, que seja irredutível, em quaisquer circunstâncias. O que se reconduz à questão já analisada (com decisão negativa do TC, tendo em conta a «conjuntura de absoluta excecionalidade») da eventual violação dos princípios da confiança legítima e da igualdade. Esta decisão tem sido alvo de pertinentes críticas, começando pelas avançadas nas declarações dos três juízes que votaram ven-

As receitas provenientes de contribuições para a Segurança Social não devem, pois, estar na plena disponibilidade do Estado que não pode afetá-las a outros fins. O decisor político não pode ceder à tentação (…) de dispor das receitas da Segurança Social como entende.

cidos.9 Cumpre-me, porém, desde já, salientar que, sob a capa da não invasão da esfera de liberdade de opção do decisor político e na ausência de critérios claros sobre até onde, em nome do défice, tem o poder legitimidade para levar a cabo reduções remuneratórias de uma categoria específica de cidadãos, este acórdão arrisca-se, no plano político e social, a conduzir ao agravamento de situações de profunda desigualdade e de injustiça social (paga a crise não só quem não a provocou, como aquele que está mais à mão e é mais fácil de atingir) e a fomentar uma certa estigmatização dos funcionários públicos contrária ao princípio da coesão social. Trapalhadas e a sobretaxa extraordinária A degradação da situação económica e financeira potenciada pela pressão da especulação financeira, o programa imposto pela troika de condicionamento de um empréstimo de 78 mil milhões de euros e a estratégia política do novo executivo de empobrecer o país para combater a crise conduziram a novas medidas de austeridade. Nasceu assim a Lei n.º 49/2011, de 7 de setembro, que alterou o Códi-

go do IRS, introduzindo uma certa «trapalhada jurídica», pré-anunciada por uma trapalhada política no modo como a medida foi apresentada publicamente. Com efeito, o novo art.º 99.º-A do Código do IRS criou uma (autodesignada) «sobretaxa extraordinária» consistente na retenção na fonte (pelas entidades devedoras de rendimentos de trabalho e de pensões) de uma importância correspondente a 50 por cento da parte do valor devido de subsídio de Natal ou da prestação adicional correspondente ao 13.º mês que, depois de deduzidas as retenções previstas no artigo 99.º do mesmo Código e as contribuições obrigatórias para regimes de proteção social e para subsistemas legais de saúde, exceda o valor da retribuição mínima mensal garantida. Esta medida equivale a um corte de remuneração a receber em 2011, efetuado não diretamente, mas por interposta pessoa. Só que tal medida deve ser contabilizada do lado da receita fiscal, revertendo integralmente para o OE, e não do lado da despesa. Tratando-se de substituição tributária efetivada através do mecanismo de retenção na fonte a efetuar no momento em que os rendimentos se tornam devidos, com entrega da

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quantia retida pelo substituto até 23 de dezembro de 2011, a quantia retida será considerada para efeitos do cálculo do IRS a pagar em 2012. Estamos perante um imposto extraordinário, distinto do IRS, com natureza de adicionamento, que suscita, a propósito, inúmeras interrogações, no plano da técnica fiscal e no plano jurídico-constitucional.10 Embora deixe à margem da tributação os rendimentos de capitais, persistindo no entorse de que foi alvo a proposta da Comissão de Reforma Fiscal de 1989 (que propugnava a tributação de todos os rendimentos imputáveis a uma fonte duradoura), a solução encontrada pela Lei n.º 49/2011 pretendeu alargar, por via tributária, a repartição de sacrifícios a todos os rendimentos do trabalho dependente e às pensões. De um ponto de vista económico, a «sobretaxa extraordinária» equivale a um corte de certas componentes remuneratórias efetuado através da técnica da retenção na fonte e a um empréstimo forçado na medida em que haja reembolso da diferença positiva entre as importâncias retidas e a sobretaxa devida (n.º 2, al. b) do art.º 72.º-A). De um ponto de vista político, esta extraordinária sobretaxa preparou o terreno para as medidas (em substância mais injustas) que viriam a constar do OE/2012. Cortes nos subsídios de funcionários públicos e pensionistas A «sobretaxa extraordinária» situa-se ainda, como dissemos, no campo da tributação. Já os cortes nos subsídios de funcionários públicos e pensionistas previstos no OE 2012 (eufemisticamente intitulados de «suspensão» de pagamento de subsídios) apresentam-

-se como medidas de contenção da despesa pública.11 Há, no entanto, que ter em conta que existem importantes diferenças de natureza entre os cortes nos subsídios dos aposentados e reformados e os cortes nos subsídios dos funcionários públicos que obrigam a uma análise (parcialmente) distinta. Numa primeira aproximação, os cortes nos subsídios da função pública inscrevem-se no domínio laboral (Estado empregador), são uma medida que põe em causa, de forma abrupta e sem contrapartida (em colisão com o princípio da proibição do retrocesso social), remunerações atribuídas por lei e, consequentemente, princípios de segurança jurídica. Põe-se, então, o problema de saber em que medida uma entidade patronal (mesmo que seja o Estado) pode, unilateralmente e sem qualquer contrapartida, diminuir o crédito salarial do trabalhador para satisfazer outros créditos, pondo em causa um princípio de confiança legítima, expectativas legítimas, se não mesmo direitos adquiridos (expressão hoje sob fogo cerrado da ideologia neoliberal). Deve ter o Estado empregador um privilégio que as entidades privadas não têm nem podem ter? Diferente é a questão dos cortes nos subsídios de férias e de Natal a reformados e aposentados. Na maioria dos casos, as pensões (independentemente da sua forma) resultam de «descontos» em vencimentos que já sofreram, no passado, tributação como rendimentos do trabalho.1 Tais descontos decorrem de contribuições para a Segurança Social. É discutível a natureza jurídica destas contribuições. A doutrina

tem oscilado entre ver nelas uma figura que guarda uma marca previdencial (seguradora), uma contribuição em sentido próprio (centrada essencialmente no princípio da equivalência) e um imposto de natureza especial (distinto do contributo patronal, esse sim, um imposto em sentido clássico.)13 Da primeira figura dá conta a Lei de Bases da Segurança Social (LBSS) quando afirma, no seu artigo 54.º, o princípio da contributividade sublinhando a relação sinalagmática direta entre a obrigação legal de contribuir e o direito às prestações. De facto, do ponto de vista de quem recebe a pensão, os descontos que foi fazendo ao longo da vida laboral funcionam como uma espécie de seguro a gerir pelo Estado para que mais tarde o seu nível de vida não seja negativamente afetado, de forma desmesurada, com a situação de reforma ou aposentação. O Estado é visto, assim, como fiel depositário e gestor de rendimentos alheios, a efetuar de acordo com os interesses do verdadeiro titular dos rendimentos. Essa é a essência económica dos descontos em vencimentos para a Segurança Social. Mas, mesmo que, modernamente, muitos entendam esta figura como verdadeira contribuição ou até como imposto (procurando desse modo vinculá-la ao princípio da legalidade tributária), o princípio da adequação seletiva (art.º 89.º da LBSS) não permite afastar a sua marca histórica uma vez que o destino das contribuições para a Segurança Social deve ser, essencialmente, o financiamento de prestações substitutivas de rendimentos (como pensões) no quadro do sistema previdencial, em

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º) e «suspensão dos pagamentos. numa relação que é hoje cada vez mais uma relação idêntica à de direito privado (Estado empregador). mesmo em relação a estes.16 Há. como medida excecional de estabilidade financeira» (art. estar na plena disponibilidade do Estado que não pode afetá-las a outros fins.18 Não deveria esta intervenção (que evoca certos comportamentos de contribuintes que buscam formas de contornar a lei.º n. incompatível com o mercado interno.º 19.»15 Quando afirma que os cortes são temporários o decisor político pretende dizer que só serão efetuados durante um período de tempo limitado. Ora. aliás. nesta matéria. será ainda defensável que estejamos perante «reduções remuneratórias» de montante moderado.17 Uma decisão jurisprudencial que tenha por consequência aceitar uma situação de ilegalidade seria inaceitável. A questão da constitucionalidade Em meu entender. um ponto de manifesta ambiguidade no discurso. acrescem todas as outras reduções efetuadas pelo aumento da carga fiscal em sede de IRS) sem que sejam postos em causa os princípios da proteção da confiança legítima e da proibição do excesso? Quais os limites para os sacrifícios (independentemente da via por que operem) deste grupo social? A partir de que limiar se deve entender que tais cortes se transformam em confisco puro e duro? Perante a magnitude dos cortes efetuados. se tudo retomará à situação precedente acabado o período do PAEF (questão. Se os cortes são. Não basta para o efeito apegarmo-nos à letra da lei do OE/2012.º). suscitar a questão da inconstitucionalidade não é inútil pois. «durante a vigência do PAEF» (art. As expressões utilizadas pela lei são «durante a vigência do PAEF. estas «reduções remuneratórias» suscitam diversas interrogações. no entanto. A primeira prende-se em de saber se os cortes nas remunerações pagas a trabalhadores de empresas públicas. sem qualquer contrapartida. o da detenção de poderes de gestão (Estado segurador) e o da detenção do poder tributário (Estado fiscal).º 1) de dispor das receitas da Segurança Social como entende. a verdade é que as únicas medidas one-off constantes oficialmente do relatório do OE parecem ser a integração de fundos de pensões de bancos no orçamento da Segurança Social. Não pode arrogar-se. no mínimo. O Estado gestor tem poderes-deveres. muito nebulosa no discurso político). temporários. tais cortes deveriam ser considerados e apresentados a Bruxelas como medidas one-off de consolidação orçamental. de um jus imperii que não possui. Na lógica do acórdão a questão do caráter temporário ou não das medidas é uma questão essencial que uma apreciação da eventual inconstitucionalidade da medida ajudaria a clarificar.GABINETE DE ESTUDOS sintonia com o disposto no art. Cortes correspondem a subsídios do Estado? Para além de tudo isto. eventualmente. juridicamente distinta da dos cortes nas remunerações da função pública. A ser assim. Esta tríplice máscara é que lhe permite factualmente optar pela impropriamente chamada via da despesa.º 3 da CRP. O decisor político não pode ceder à tentação (mais forte para quem defende uma ideologia neoliberal que vê na segurança social pública o inimigo público n. não o esqueçamos.º 63. Primeira: até onde poderão ir tais cortes (a que. traduzem-se num auxílio de Estado às suas empresas ilegal por não notificado como tal à Comissão e. o da detenção do poder patronal. aceitável? Segunda: os novos cortes (a exemplo dos previstos no OE/2011) são apresentados na Lei do OE/2012 como temporários. As receitas provenientes de contribuições para a Segurança Social não devem. nunca foi analisada. mediante o uso artificioso de formas jurídicas para evitar um efeito económico não desejado) 40 TOC 142 . na lógica desta decisão. pois. a questão dos cortes em pensões. duas questões (situadas em planos distintos) merecem destaque.º 18. permitiria ao TC aclarar a doutrina defendida no referido acórdão. valendo-se desta ambiguidade possa extorquir seletivamente. outra: a de saber em que medida é legítimo que o poder político. institutos públicos e estabelecimentos onde o Estado desenvolve uma atividade económica não devem ser vistos como uma vantagem seletiva a essas empresas (na linguagem do direito da concorrência) que não resultaria do normal funcionamento do mercado. É igualmente importante esclarecer se as medidas são ou não one-off. A questão é. extraordinários e irrepetíveis. A segunda questão respeita à natureza de cortes na despesa efetuados por uma entidade que goza de um triplo estatuto. porém. há motivos suficientes para que seja suscitada a fiscalização da constitucionalidade destas medidas. determinadas prestações remuneratórias consagradas na lei. Mas.14 Em primeiro lugar. De facto. de facto.

durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF). contri- buições. O preço a pagar por se pôr a Constituição sob reserva do possível. direitos fundamentais. decorridos mais de 150 anos.1. taxas. I. vieram atenuar a violência contida na Proposta. J. mais tarde ou mais cedo.º estabelecia a «suspensão de subsídios de férias e de Natal ou equivalentes de aposentados e de reformados» (incluindo pré-aposentados ou equiparados) pagos pela Caixa Geral de Aposentações. equivale.GABINETE DE ESTUDOS cuja remuneração base mensal seja superior a 1 100 euros.º 13.: «A não atualização dos impostos de acordo com a taxa de inflação é um silent tax incompatível com o princípio da legalidade fiscal. em substância.ª ed. arrisca-se a ser. Outra figura prevista nesta proposta com características tributárias é o aumento de meia hora de trabalho sem remuneração para os trabalhadores do setor privado que. Seguindo a mesma linha de raciocí- JANEIRO 2012 41 . p. 5 Notas 1 Todos os tributos (impostos.» 3 A LOE/2012 (Lei n. 4 Até onde poderão ir tais cortes (a que. considerados como auxílios de Estado sob forma fiscal. a qualquer preço. z * Professor da UAL Membro do GEOTOC e do IDEFF Jurisconsulto (PLOE/2012) previa no seu artigo 18. «Direito Fiscal». reformados. direta ou indiretamente (através de pessoa coletiva). à administração pública e recebam. a um imposto em espécie cuja titularidade e cobrança o Estado outorga a empresas do setor privado.º 64-B/2011. acrescem todas as outras reduções efetuadas pelo aumento da carga fiscal em sede de IRS) sem que sejam postos em causa os princípios da proteção da confiança legítima e da proibição do excesso? A Proposta de Lei de Orçamento para 2012 ser objeto de um juízo de censura idêntico ao que recai sobre estes contribuintes? Por outras palavras: mesmo que não se possa falar de violação do princípio da igualdade fiscal. mais de 12 prestações mensais ao longo do ano.º 21.º. considerando os cortes nas remunerações que produzem um efeito económico idêntico ao dos impostos como um novo tipo de tributos sob pena destes poderem ser efetuados sem as garantias que rodeiam a criação de impostos? Ou mesmo de um princípio de igualdade sem qualificativos (art. como medida excecional de estabilidade orçamental «é suspenso o pagamento de subsídios de férias e de Natal ou quaisquer prestações correspondentes aos 13.P. Nabais. 142. Despesa e tributação são realidades que não conhecem uma rígida separação. de facto.º 55-A/2910. segundo as quais a Constituição é uma folha de papel que facilmente se rasga.2 x remuneração mensal. 2011. num regime político que a própria revista The Economist qualificou de «democracia com falhas».º da Lei n. b) da CRP)? O que seria juridicamente incompreensível é que a simples invocação de um estado de emergência (uma situação de facto nem sequer formalmente declarada) e de um acordo com uma entidade não representativa (a troika) seja um argumento político tão poderoso que sirva para restringir.. tributos atípicos) estão sujeitos ao princípio da igualdade tributária sob a forma de princípio da capacidade contributiva ou de princípio da equivalência 2 Assim. 6. o problema. o art. sendo um «subsídio normativo». no art. o artigo 19. haverá uma redução nos subsídios ou prestações. mas não modificam. com a consequente erosão da credibilidade das instituições. em certas circunstâncias. As alterações introduzidas a esta proposta.º meses às pessoas a que se refere o n.º da LOE/2012 consagra regra idêntica à prevista no art. volte a pôr-se na ordem do dia as palavras de Lassalle. de 31 de dezembro (…). para que o montante auferido resulte da seguinte fórmula: subsídios/prestações = 1 320 . Quanto a aposentados. pelo Centro Nacional de Pensões e. não poderá falar-se de violação do princípio da igualdade tributária.» Se esta remuneração se situar entre 600 e 1 100 euros..º da CRP). não o esqueçamos. demasiado elevado. de pessoas na reserva ou situação equiparada e de pessoas que prestem serviços. evitando-se deste modo maiores desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento. diretamente ou por intermédio de fundos de pensões detidos por quaisquer entidades ou empresas públicas. Recorde-se que os benefícios fiscais a empresas são. de 30 de Dezembro) estatui. Que. Por sua vez. por iniciativa do PS.º para as pessoas que trabalham para o Estado e demais pessoas coletivas públicas.º e ou 14.º a «suspensão do pagamento de subsídios de férias e de Natal ou equivalentes» de funcionários públicos. pré-aposentados e equiparados. al. Casalta.º 81. uma das incumbências prioritárias do Estado (art. na modalidade de avença.º que.º 25.º 9 do artigo 19.º 21.

Mesmo na lógica de intervenção política subjacente às orientações da nova maioria. Sobre o tema. 11 Embora não surpreenda. que o PAEF não venha a ser prolongado por mais "x" anos? 17 Com votos de vencido dos Conselheiros Carlos Pamplona de Oliveira (que considerou arbitrária uma medida que. visando o interesse público. 6 de direito democrático (art. segundo a quantidade. Faustino. Sérgio («Manual de Direito Fiscal». n. al. obtidas quase sem descontos prévios ou concedidas ao fim de pouco tempo de serviço. 66-69 e por Faustino. a propósito. pp. aliás. 47-49. in Revista TOC. p.º n. Revista TOC. atinge exclusivamente os funcionários públicos e não a generalidade dos cidadãos). «Os limites do sacrifício fiscal em IRS». devendo essas situações. 12 Esta não é. o corte das despesas com pessoal e nas despesas com prestações sociais correspondem a cerca de 80 por cento da diminuição da despesa.º 13.º 2. 18 Não desconheço que há exceções: pensões escandalosas. Nenhuma subtileza jurídica deveria pôr em causa um princípio que é. Cunha Barbosa (que salienta a existência de uma discriminação negativa injusta dos funcionários que suportam sozinhos o ónus da consolidação orçamental) e J.º 1. a)) estatui que os trabalhadores têm direito à retribuição do trabalho. pp. J. 15 Foi o caso do Presidente da República. em particular.. Só assim se impedirá que. n. n. basta lembrar que o que interessa é. tal eliminação seria definitiva nos anos em que viesse a ocorrer (e.º. Manuel. A inserção deste imposto extraordinário no Código do IRS evoca um lapso freudiano: uma solução que é apresentada para vigorar em 2011 invade um diploma que. contudo. 2011. Hoje existe muita ambiguidade no discurso dos decisores políticos. se frustre o princípio da igualdade e as garantias de que a criação e aplicação de tributos se revestem. Segundo o Conselho Económico e Social. de 3 de dezembro (abreviadamente LOE/2011). na parte do não pagamento de juros assumiria natureza tributária). cuja leitura vivamente recomendo.º 1. por definição. 44 e ss. quem garante que. entre outros. 9 Recorde-se.º n. qualificando-as como impostos. Cura Mariano (para quem a medida não obedece ao elemento da necessidade inerente ao princípio da proporcionalidade: uma opção pela via da tributação permitiria atingir o mesmo objetivo. independentemente disso. sem acionar o mecanismo da fiscalização preventiva da inconstitucionalidade. natureza e qualidade. especialmente.º 19.º. Mas. vide. cit. al. por essa via. uma certa incoerência da parte de quem. a) da CRP e o princípio da confiança. se a situação das finanças públicas não melhorar.) qualificando-as como verdadeiras contribuições e de Cabral. 2010. Mas são uma pequena minoria. Segundo estes Conselheiros. o decisor político. op. ínsito na ideia de Estado O facto de muitas destas atividades serem exercidas em situação de monopólio natural não põe em causa esta conclusão.º 2. 83 e ss. em circunstâncias muito diferentes. tudo o que tem sido dito publicamente aponta para a eliminação e não para a simples suspensão dos subsídios. Manuel. pp. A ser assim. mas uma mera opção política do executivo para justificar o não recurso à via fiscal. procurar redefinir funções do Estado. uma exigência do Memorando de Entendimento com a troika.º da Lei n. Coimbra: Almedina.º 55-A/2010. 13 Recorde-se que. 18. a medida violaria o disposto no art. por razões de equidade. 8 Função pública no sentido amplo defini- do na LOE/2012 por remissão para o n.º 59. embora dotados de certas peculiaridades. 16 são pública de que afinal as «gorduras» do Estado não estavam suficientemente identificadas ou revela a incapacidade de atacar os verdadeiros problemas da despesa pública tantas vezes denunciados pelo Tribunal de Contas.º.º 20.º 139. crí- Suspensão é uma fórmula ambígua. 10 Almedina/IDEFF. 2011. promulga o OE/2012. que esta medi- da começou por ser rejeitada pelo próprio primeiro. as posições de Vasques. Nazaré da Costa («Contribuições para a Segurança Social». no plano polí- tico. a CRP (art. diminuir a estrutura da administração pública ou o volume de recursos que a esta são atribuídos. n. no seu «Parecer sobre a Proposta de Orçamento para 2012» (disponível na internet). os «suspeitos do costume». quando o Governo poderia ter ido mais além no que respeita à eliminação de despesas resultantes da gestão ineficiente de recursos e dos desperdícios. a propósito da compensação que os Açores anunciaram para os cortes de vencimentos da função pública introduzidos no OE/2011. essencialmente os de natureza salarial.º 3 e 59.º 9 do art.º 139.º da CRP).º 1 da LOE/2012. em vez de. mas a potencial. ser objeto de correção específica. n. Coimbra: 42 TOC 142 .. 2011. cfr. criticando abertamente a falta de «equidade fiscal» e a injusta distribuição de sacrifícios na carga tributária.). 7 No plano político ou representa a confis- verdadeira suspensão implicaria que os pagamentos agora não efetuados seriam devolvidos no futuro (como se de um empréstimo forçado sem juros se tratasse o qual. Para uma leitura crítica da medida e de outras que assolam o IRS e.GABINETE DE ESTUDOS nio nada impede que certos cortes na despesa pública por via de reduções remuneratórias impostas unilateral e coativamente possam ser considerados como tributos sobre o rendimento de pessoas singulares sob forma de contenção (eliminação) de gasto público. em 2012). optou por reduzir o preço de apenas alguns recursos contratados. pretende ter vigência duradoura. há. «A sobretaxa extraordinária sobre os rendimentos». de natureza civilizacional. 14 Estas questões foram profusamente anali- sadas por Catarino. desde já. artigo este mantido em vigor pelo art. como várias vezes foi prometido. no plano laboral. pp. não tanto a concorrência efetiva. 224 e ss. João Ricardo. Uma tica que já tinha avançado. deste modo. obviando. sucedendo-se intervenções públicas que visam criar a convicção que a medida veio para ficar indefinidamente. que se possa trabalhar o mesmo número de horas por menor remuneração. Mas.ministro (na campanha eleitoral) como «disparatada» para ser adotada pouco depois. mas com uma mais justa repartição dos sacrifícios).

As declarações fiscais são impostas pela Fiscalidade. E um dilema me aflige: faço este atual artigo com base na declaração que vigorou em 2011. ou espero que apareça a nova declaração para 2011 (a entregar em 2012)? Opto pela primeira hipótese. pois assim os colegas interessados poderão. simples e explicativo e que esclarecia muitas dúvidas em POC. Fiscalidade e Informática. automaticamente. a declaração modelo 3. De facto. Propomo-nos agora rever à luz do SNC o que então dizíamos acerca da declaração modelo 22. da declaração modelo 22. do IRS. face às grandes alterações que sofreu o artigo 88. sofreram grandes alterações a declaração de rendimentos modelo 22. logo pela informática.GABINETE DE ESTUDOS Código de contas. referente ao exercício de 2010. fazer algumas alterações no código de contas com vista a bem preencherem. para entrarem em vigor a partir de 1de janeiro de 2012. Por Mário Portugal * | Artigo recebido em janeiro de 2012 O trio que constitui o título deste artigo bem poderia ser substituído por um outro que nos dirá a mesma coisa: Contabilidade. Quer umas quer outras expressões estão (cada vez mais) interligadas. Destas já foram publicadas a declaração modelo 3. hoje em dia. umas sem as outras. as declarações do IVA e a declaração modelo 10. do IRC.º do IRC. JANEIRO 2012 43 . mas têm de ser processadas via Internet. Por arrastamento. O mesmo já não poderei afirmar em relação ao quadro 11. assunto que vai merecer um outro artigo a publicar depois do presente. eventualmente. pois foi essa que eu referi no meu artigo de então. Além disso. com toda a sua complicação e que tanta tinta fez correr nos jornais ultimamente. Declaração esta que nada tem a ver com a referente ao ano de 2005. que trata das tributações autónomas. do IRC. não podemos imaginar a Contabilidade sem a Fiscalidade e estas sem a Informática.» Muita coisa mudou desde aquela data. começando precisamente pelo POC que foi substituído pelo SNC. as declarações fiscais. para IRS (com todos os seus anexos) e a declaração modelo 10. não se concebendo. Os TOC têm feito o favor de considerarem o artigo então escrito «fantástico. temos agora a nova declaração da IES. Foi com estas palavras que iniciei o artigo que escrevi em junho de 2006 (já já vão mais de cinco anos) versando o tema em título. tendo por base a Contabilidade. Não me parece que haja grande alteração no quadro 07. declarações eletrónicas e informática Conheça os dados mais relevantes para o correto preenchimento do quadro 07 da declaração modelo 22 do IRC.

º. geralmente. não haverá nada a acrescentar na declaração modelo 22. mas nos exercícios seguintes. não vamos tratar de todos os campos deste quadro. Evidentemente que. em partes iguais. Neste caso. que fixa os valores de aquisição das viaturas ligeiras de passageiros e mistas nos seguintes moldes: Adquiridas até 31 de dezembro de 2009 – 29 927. quadro 07. de 7 de julho. o cuidado de respeitar rigorosamente o conteúdo da conta principal. acrescido no campo 719. também chamados de «despesas confidenciais». Não confundir «despesas não documentadas». como tal. Campo 710 .º 2) – Vão a este campo os gastos que eram previstos à data de fecho do exercício e que.º 3 e 39. do quadro 07. referente a uma viatura ligeira de passageiros: Este cálculo é repetido para cada uma das viaturas sujeitas.» A necessidade de adequar esse código de contas às necessidades das empresas leva-nos a propor alguns desdobramentos tendo. no mapa de depreciações modelo 32.º) – Encontrar o valor a inscrever neste campo não é nada fácil. não aceite fiscalmente. desde que cumpridas todas as regras elencadas nesse artigo. Campo 721 – Provisões não dedutíveis ou para além dos limites legais (art. nos termos do art.º 88.º 35.Correções relativas a períodos de tributação anteriores (art.º 19. Nos termos do artigo 38.º é a n. n.º 1) . pois. não foram contabilizados. n. tratar dos campos que digam respeito à grande maioria das empresas portuguesas. o valor dessas perdas por imparidade será contabilizado na conta 655.º. simulemos qual o valor que irá ao campo 719. Além disso.º1. de 9 de setembro.º 34. com «encargos não devidamente documentados». Quanto à portaria a que se refere o art. no entanto. podem ser aceites como perdas por imparidade as desvalorizações excecionais em ativos fixos tangíveis. até porque não vem diretamente da contabilidade.º (recomenda-se a leitura atenta do mesmo) então o valor contabilizado será gasto não aceite fiscalmente e.º 467/2010. aprovou o Código de Contas.º 23. não documentadas *não custo + TA* Enc. n. no próprio exercício (art.º 4). embo- ra não em ordem (ver adiante o comentário ao campo 731). do quadro 07. serão acrescidos neste campo.º.º.º 4) + Desvalorizações extraordinárias (art.º 1) + Perdas por imparidades (art. são sujeitos a tributação autónoma. atendendo ao ano de aquisição. na parte correspondente ao custo de aquisição ou ao valor de reavaliação excedente ao montante a definir por portaria…». Campo 716 – Gastos não documentados (art. do quadro 07.º.º. do artigo 34. que «pretende-se que seja um documento não exaustivo. Declaração modelo 22 de IRC – quadro 07 Obviamente. serão consideradas como gasto. As contas são: Valor de aquisição em 2010 50 000 Limite da Portaria 467/2010 Depreciação contabilística no exercício 25% s/ 50 000 Depreciação aceite como custo fiscal 25% s/ 40 000 Valor não aceite como custo fiscal Vai ao campo 719.º n.87 euros Adquiridas em 2010 – 40 000 euros Adquiridas em 2011 – 30 000 euros. n. do n. no caso de viaturas que se encontrem totalmente depreciadas. Comecemos pela alínea e). n. De posse destes elementos. São lançados na conta 6881 – Correções referentes a períodos anteriores. que são aquelas que não têm qualquer documento de suporte.Estes gastos.º 38.º 34.º 39.º do CIRC. Caso não sejam cumpridas todas as regras do artigo 38. devendo então ser deduzidas no campo 763. a Portaria 1011/2009. nomeadamente às pequenas empresas e às microentidades.ºs 1 e 2. Vamos. que têm suporte documentado.Perdas por imparidade em ativos fixos tangíveis. que diz: «Não são aceites como gastos: as depreciações de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas. modelo 22 40 000 68882 Não consideradas custos fiscais Desp. Já no caso de se verificar uma perda por imparidade. por qualquer motivo.º) – Nos termos do art. Ora este valor é.º apenas podem ser aceites como fiscalmente dedutíveis as 44 TOC 142 . deve ser acrescentado no quadro 719.GABINETE DE ESTUDOS Na sequência da criação do SNC. não devidamente documentados *não custo 12 500 688821 10 000 688822 2 500 Campo 719 – Depreciações e amortizações (art.º. já que alguns são muito específicos e dizem respeito apenas a uma ínfima quantidade de contribuintes. n.º 35. da declaração modelo 22.º 18. do quadro 07 da declaração modelo 22. encontrado na aplicação informática de imobilizado (ou com outra designação).

º.º 45. JANEIRO 2012 45 . Daí que se proponha o seu lançamento em conta própria./inexist. do CIRC. juros compensatórios e demais encargos pela prática de infrações – art.TGIS . Campo 726 – Encargos evidenciados por sujeitos passivos com NIF inexistente ou inválido ou por sujeitos passivos cessados oficiosamente – art.º 1.º. e) – Consideram-se como tal perdas por roubos e perdas por sinistros em existências. indo ao campo 726 do modelo 22 o que se lançar nesta conta: Campo 728 – Multas. incluindo os juros compensatórios.» 68883 688831 Multas e penalidades Multas fiscais-*não custo fiscal* Juros compensatórios/mora-*não custo* Outras multas contratuais 688832 688833 Vão a este campo as verbas assinaladas a negrito. não são dedutíveis para efeito de determinação do lucro tributável os seguintes encargos: «As multas. podem ser aceites como perdas por imparidade as desvalorizações excepcionais em ativos fixos tangíveis.º 3. do quadro 07.º 45. Aconselha-se a desdobrar a conta 683 – Dividas incobráveis em: denciados em documentos emitidos por sujeitos passivos com número de identificação fiscal inexistente ou inválido ou por sujeitos passivos cuja cessação de atividade tenha sido declarada oficiosamente nos termos do n. como por exemplo os que resultem de processos de insolvência ou de execução. alínea d). declaração modelo 22. coimas e demais encargos pela prática de infrações./ letras N/saques 681231231 681231232 N/aceites As indemnizações previstas nas subcontas de 688851 não são custo fiscal e.º 1. Todos os valores das restantes subcontas de 67 serão acrescidos neste campo do quadro 07. alínea b).º 3. do CIRC. n. n. alínea b) – O artigo 45. (ver o texto integral deste artigo).º 41.º 45. da declaração modelo 22.º 6 do artigo 8.º 45.º 45. podem ser considerados diversos créditos. terceiro 6888511 6888512 681231 Imposto do selo – suportado 688852 68123123 Verba 23 . provisões para garantias a clientes (subconta 672) e para processos judiciais em curso (subconta 673). d) – Nos termos do art. do modelo 22. alínea j). n. n. Campo 729 – Indemnizações por eventos seguráveis – art.º 1.º. ativos fixos tangíveis e outros ativos.Tít. etc. Vão a este campo os valores lançados na conta sinalizada: 68885 688851 Não especificados Indemnização p/ evento risco segurável Roubos –risco segurável *NÃO CUSTO* Sinistros-risco segurável *NÃO CUSTO* Indemnizações contratuais pag.º 1. n.º.º 1. na medida em que todos esses bens são seguráveis.º 1. n. 6268 Outros serviços 62689 Enc. Determina o art. – não custo 6831 6832 Nos termos art. coimas. do CIS). alínea c) – Imposto do selo suportado pelo sacador – é sempre encargo do sacado (art.º» não são custo fiscal. de qualquer natureza.º do CIRC. desde que cumpridas todas as regras elencadas nesse artigo. credit.º. do quadro 07. como tal. que não tenham origem contratual. Campo 722 – Créditos incobráveis não aceites como gastos (art. deste artigo. são acrescentados no campo 729.º) – Nos termos do n.º 45.GABINETE DE ESTUDOS Nos termos do artigo 38.º do CIRC Outras dívidas – não custo fiscal As dívidas que forem contabilizadas em 6832 irão ao campo 722.º do IRC (encargos não dedutíveis para efeitos fiscais) é «responsável» pelos campos 724 a 737 do quadro 07.º 1.º 41. que «os encargos evi- Campo 727 – Impostos e outros encargos que incidam sobre terceiros que o sujeito passivo não esteja legalmente autorizado a suportar – art. c/ NIF inval. n. da declaração modelo 22.º.

º. já que a con- 46 TOC 142 .É absolutamente necessário conhecer-se o valor da viatura (o valor porque a mesma seria adquirida. h) – Refere-se este campo a viaturas alugadas em regime de locação operacional (ALD – aluguer de longa duração).A. Sem mapa próprio – T. não devidamen. não são custos fiscais dedutíveis.Nos termos deste artigo e número «as ajudas de custo e os encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador.A. se não tiverem um mapa próprio. Sem mapa próprio – T. f) . n.A. pois não são custo fiscal. campo 730. viat. util.A. Modelo 22 30 000 9 000 7 500 1 500 Para os encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador. n. as contas sugeridas são: Este cálculo tem de ser feito extra-contabilisticamente. não são dedutíveis para efeitos fiscais. se não estivéssemos perante um contrato de ALD). para um prazo de quatro anos.º 45.º do CIRC. + não custo Pessoal Compens. própria*quilómetros pagos Não faturadas a clientes Com mapa próprio – T. documentados * não custo Campo 732 – Encargos com o aluguer de viaturas sem condutor – art.º. 62511 625113 6251132 62511321 62511322 62512 625123 6251232 62512321 Gerência Compens. util. Sem mapa próprio – T. Além disso pagam tributação autónoma. viat. + não custo Ajudas de custo – pessoal 631822 63224 632242 Não faturadas a clientes 6322421 Com mapa próprio – T. + não custo 6322422 Campo 731 – Encargos não devidamente documentados – art. g) – Estes encargos são aqueles que se referem a despesas com documento de suporte. própria*quilómetros pagos Não faturadas a clientes Com mapa próprio – T. As contas sugeridas são. Vejamos. do Q.A. Esse preço consta no contrato de ALD. + não custo 6318 Ajudas de custo – gerência 63182 Não faturadas a clientes 62512322 631821 Com mapa próprio – T. simplesmente. não documentadas *não custo + TA* Enc. A conta sugerida é: 68882 688821 688822 Não consideradas custos fiscais Desp. mas disso nos encarregaremos em trabalho que sairá no próximo número da Revista TOC.º 1. do modelo 22. desde que cumpridas todas as regras elencadas nesse artigo. «serviços prestados».º 1.A.º 1. mas que não está preenchido com todas as condições exigidas por lei. então.º. Por isso. n.º 45. Estão neste caso as faturas que dizem. 07. Valor de aquisição da viatura 40 000 Limite da Portaria 467/2010 Valor dos alugueres pagos em 2011 Depreciação aceite como custo fiscal 25% s/ 30 000 Valor não aceite como custo fiscal Vai ao campo 732. pelo que serão acrescidos no quadro 07. para ajudas de custo: Nos termos do artigo 38. sempre que a entidade patronal não possua um mapa». vulgo quilómetros pagos.A.A. como se calcula o valor que irá a ste campo 732: Em janeiro de 2011 foi feito um contrato de ALD duma viatura ligeira de passageiros cujo valor de aquisição era de 40 mil euros. Sem mapa próprio – T. ao serviço da entidade patronal. Todos estes encargos. irão ao campo 731.GABINETE DE ESTUDOS Campo 730 – Ajudas de custo e encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador – art.º 45. podem ser aceites como perdas por imparidade as desvalorizações excecionais em ativos fixos tangíveis. não faturados a clientes.

então deve acrescer neste campo 50 por cento do saldo positivo apurado no mapa modelo 31. Sugerem-se as contas abaixo indicadas. Campo 751 – Donativos não previstos ou para além dos limites legais (art. se o sujeito passivo apurou neste mapa (coluna 13) um Campo 752 – Linha em branco . publicado em anexo à Portaria 92-A/2011.º do EBF e Estatuto do Mecenato Científico) .ºs 1.º. pois só são consideradas custo fiscal as menos-valias fiscais./ mistas-TA=10%= -Base tributável -IVA não dedut.º 21. não são considerados custo fiscal e.5 por cento o spread a acrescer à taxa Euribor a 12 meses.º e 65.GABINETE DE ESTUDOS tabilidade só nos dá o valor dos alugueres pagos.IVA não dedutivel (100%) 6871 68711 Alienações Menos-valia contabilística Campo 734 – Juros de suprimentos – Art.Nesta linha deve inscrever-se o valor dos encargos não indispensáveis para a realização de proveitos ou ganhos. Convém assim que o código de contas preveja contas para as viaturas não pertencentes à empresa. Contas sugeridas: ALD .º 23.º 48.º 45.Os donativos não previstos no Estatuto do Mecenato ou para além dos limites aí impostos.. lançando nas contas apropriadas os respetivos montantes. Aquando do pagamento dos juros há que efetuar o cálculo de que é custo e do que não é. de 28 de fevereiro (que atualizou o dossiê fiscal). quadro 07: Campo 733 – Encargos com combustíveis – Art. então deve mencionar todo esse saldo neste campo. do CIRC. não são encargos do exercício. Caso se trate de PME (Dec. nos termos do art. passag. JANEIRO 2012 47 .º -1-a)-CIVA ALD .º 1-j) CIRC* 62429 624291 6242911 -Base tributável Campo 736 – Menos-valias contabilísticas – Devem ser acrescidas neste campo as menos-valias contabilísticas.º 42. Assim.-Lei n. Sugerem-se as contas seguintes para lançar o valor das menos-valias contabilísticas: 688212 Sem majoração Donativos a organismos associativos Não considerados custo fiscal Quotizações (majoração de 150%) 6882121 68822 6242912 .Viat. na medida em que. na parte em que excedam o valor correspondente à taxa de referência Euribor a 12 meses do dia da constituição da dívida ou outra taxa definida por portaria do ministro das Finanças que utilize aquela taxa como indexante. Campo 740 – 50 por cento da diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias fiscais com intenção expressa de reinvestimento – Art. não pertença da empresa*não custo Gasolina 69131 Juros de suprimentos 691311 691312 Juros não excedentes do limite Excesso *Art.º. lig.» 6883 Campo 739 – Diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias sem intenção de reinvestimento – O valor que há de ir a este campo tem de ser apurado no mapa de mais e menos-valias..º 21. por isso. n.º 372/2007) o spread será de seis por cento.)».º 1.1 – a) – Os encargos com combustíveis não pertencentes à empresa (tem de fazer parte do ativo fixo tangível para o ser). 4 e 5 – Se tiver manifestado a intenção de reinvestir. No entanto.º 45.º .*Art.º 62. j) – Este artigo determina que não são encargo fiscal «os juros e outras formas de remuneração de suprimentos e empréstimos feitos pelos sócios à sociedade. Sugerem-se as seguintes contas: saldo positivo e se não tiver intenção de reinvestir qualquer valor.º -1-a)-CIVA 62611 626111 626112 62614 626141 626142 A portaria 184/2002. Sugerem-se as seguintes: Viat. de 4 de março estabeleceu que é fixado em 1.Viat. n. lig. «consideram-se custos ou perdas os que comprovadamente forem indispensáveis para a realização dos proveitos ou ganhos sujeitos a imposto ou para a manutenção da fonte produtora (. passag./ mistas-TA=20%= -Base tributável -IVA não dedut. devem ser acrescidos no campo 751 do modelo 22.*art. sinalizando-se a conta cujo valor vai à declaração modelo 22. esta regra só se aplica às situações que não se encontrem abrangidas pelas regras aplicáveis aos preços de transferência. modelo 31.

º 18.GABINETE DE ESTUDOS Assim.º 23.z * Mário Portugal – TOC n. de cinco mil euros: Só a majoração é que deve ser acres- Conclusões Passamos em revista os dados mais relevantes para a grande maioria das empresas portuguesas.otoc. n.º . vão a este campo os gastos abaixo assinalados: Custos não indispensáveis art. Campo 763 – Depreciações e amortizações… não aceites fiscalmente como desvalorizações excecionais – Art. Certamente alguns mais existirão.Vão a este campo os rendimentos que eram previstos à data de fecho do exercício e que.CIRC Com IVA dedutível – Taxa normal Regime de isenção ou pequenos retalhistas A existir esta situação. Campo 774 – Benefícios fiscais – Deve deduzir-se neste campo o valor da majoração que incide sobre os donativos.» Campo 764 – Reversão de provisões tributadas – Art.º 4 – Nos termos deste artigo e número «as provisões a que se referem as alíneas a) a c) do n. n. por qualquer motivo. Como exemplo.º 35. mas nos exercícios seguintes.Gabinete de Estudos). no que respeita ao correto preenchimento do quadro 07 da declaração modelo 22 do IRC.º 4). Assim. Portanto: 50% de 5 000 = 2 500 euros. em partes iguais. publicado em anexo à Portaria 92-A/2011. não foram contabilizados.º. deve ser acrescentado no quadro 719.O valor que vai a este campo tem de ser apurado no mapa de mais e menos-valias.As mais-valias contabilísticas devem ser deduzidas neste campo. de 28 de fevereiro (que atualizou o dossiê fiscal).º. do quadro 07. no próprio exercício (art. São lançados na conta 7881 – Correções referentes a períodos anteriores.º 35. os valores serão encontrados nas contas: cida neste campo. serão consideradas como gasto. pois só são consideradas custo fiscal as mais-valias fiscais. Pela experiência que tenho neste campo específico de planos de contas para as pequenas e microentidades estou convencido que a grande maioria das empresas portuguesas terá toda a vantagem em utilizar o código de contas que é proposto neste trabalho. 68886 76 Reversões 6882 Donativos 688861 763 De provisões 68821 Considerados como custo fiscal 688862 7631 7632 Impostos 688211 Com majoração Majoração de 150% Garantias a clientes 6882111 Campo 756 – Correções relativas a períodos de tributação anteriores – Art. o plano de contas fica disponível no sítio da Ordem em www.º 4 – Como foi dito quanto se tratou do campo 719 «já no caso de se verificar uma perda por imparidade.» Estão neste caso as provisões para garantias a clientes e para processos judiciais em curso. n. O aspeto genérico deste trabalho não atendeu a esses casos específicos que.º. se o sujeito passivo apurou neste mapa (coluna 13) um saldo negativo deve acrescer o seu valor neste campo. 7633 Processos judiciais em curso 6882112 Majoração de 140% Campo 767 – Mais-valias contabilísticas .º 39. temos: Donativo atribuído com majoração de 150 por cento.º.º 2 . Por isso. No quadro abaixo sugerem-se as contas para os donativos. n. tendo em vista as necessidades específicas de alguns sujeitos passivos. pt (A Ordem .º 7 Membro do Gabinete de Estudos da OTOC 48 TOC 142 . É este o valor a deduzir no campo 774. não aceite fiscalmente. devendo então ser deduzidas no campo 763. O saldo da conta 78711 corresponde às mais-valias contabilísticas: 6882113 Majoração de 130% 6882114 Majoração de 120% Quotizações (majoração de 150%) 6883 7871 78711 Alienações Mais-valia contabilística Campo 769 – Diferença negativa entre as mais-valias e as menos-valias fiscais .º 1 que não devam subsistir por não se terem verificado os eventos a que se reportam… consideram-se rendimentos do respetivo período de tributação. obviamente. levarão a outros desdobramentos do código de contas. modelo 31.

o seu enquadra- mento e a forma de atuar dos agentes do fisco (fiscalização). de 4 da abril. Vide como exemplo os artigos 19. em geral. Ainda hoje. profissão requer três condições essenciais: trabalho. a sua filosofia. nas referidas sessões. a partir da Lei 3-B/2000. vendas a dinheiro. e sempre considerei. 1 Com este breve contributo pretendo. om a entrada em vigor da Lei 39-B/94. Assim. o fisco arranja sempre receita.º 2 alínea a) e 36. Só que o fisco apurou (o fisco é lento mas chega lá)1 que esta forma de proceder não trazia receita. trabalho e mais trabalho» Por A.» Como é sabido a noção de «documento equivalente a fatura» nasceu com a introdução do IVA.A CONTABILIDADE E O FISCO A CONTABILIDADE E O FISCO «Considero. a tributação autónoma. de forma simples. quer exista matéria coletável ou prejuízo fiscal. quer para efeitos de IVA quer para suporte documental do IRC. Um alerta: embora sejam dois impostos diferentes (IVA e IRC).J.º do Código do JANEIRO 2012 49 . Nasceu assim. para orientação futura dos TOC. Alves da Silva* As faturas. mas eram acrescidas na modelo 22 – quadro 07. apresentar o essencial para que o TOC tenha sempre presente como deve agir. entendia que estas despesas só em 80 por cento eram aceitáveis para efeitos fiscais. C Este pequeno apontamento. até informações contraditórias quanto ao conceito fiscal de «documentos equivalentes a faturas». O IVA e os documentos equivalentes Vamos enumerar o tipo de documentos que podem ser enquadrados como «documentos equivalentes a faturas. de 27 de dezembro. talões de venda. os documentos equivalentes e os problemas legais e fiscais Faturas. por vezes. isto é. faturas emitidas a zero e a inevitável ligação à fiscalidade: eis alguns dos pontos com paragem obrigatória. só reduzia o reporte dos prejuízos. que a exigência da nossa Considero. não eram consideradas como custo fiscal. notas de débito.º n. O fisco. é completamente diferente e as consequências fiscais são gravosas como todos sabemos. é fruto da minha experiência profissional e participação nas chamadas quartas-feiras livres organizadas pela OTOC. Os colegas têm de entender que embora o Ministério das Finanças seja só um organismo as formas de atuar são diferentes quer se trate do IVA ou do IRC. notas de crédito. me colocam dúvidas e. 20 por cento das despesas de representação e das despesas com as viaturas ligeiras.

º do Decreto-Lei 198/90. 50 TOC 142 .º.º do Código do IVA. As faturas são sempre emitidas em duplicado e se a fatura também servir de documento de transporte.º 5. . a fatura é o documento base da compra e venda.º 1 alínea a) do Código do IVA) e desde que o adquirente seja um particular. de 1 de março de 2005).º 72.º 30 091/2006.º 29. bem como as vantagens que concede nos preços e as condições de entrega e de pagamento. Só os retalhistas estão dispensados da emissão da fatura. mais as seguintes naturezas de documentos: -Nota de crédito .º 3.º 21 do SIVA.º. . o que é uma fatura? 2 A fatura está desde há muito tempo definida no nosso Código Comercial.º 1.) Convém ter presente a doutrina dos Ofícios-Circulados 30 091/2006. se obedecer aos requisitos do art.º 36. o documento base é a fatura e o documento equivalente (à fatura) é. no plano fiscal. É evidente que na linguagem comum técnica. Ver a este propósito o Ofício-Circulado n. n.Vide art. Vejamos o que nos diz o «Compêndio de Noções de Comércio» de A. de 11 de fevereiro de 1989. .º.º. Só as guias de remessa nunca poderão ser documentos equivalentes a faturas. de 5 de abril de 2006. As faturas são sempre emitidas em duplicado e se a fatura também servir de documento de transporte.º e 4. art.º 29. alínea b) e n. lançamento têm uma função bem determinada.º 45/89. não são homogéneos. A obrigatoriedade de quantificar e especificar os bens e serviços resulta do exigido pelo Ofício-Circulado 181 044. n.Vide inf. n.º 72.º. .º 36.Recibos . de acordo com os procedimentos e normas contabilísticas. de 19 de junho. todos usamos determinados vocábulos que.º 7. os usos e costumes.º. Será também documento equivalente a fatura? A resposta é sim. tem sempre duas colunas: débito e crédito. as notas de crédito. Então. n. art. As faturas podem ser elaboradas: . n.º 5 do CIVA e art. n.º 6 do Código do IVA e Proc. Por curiosidade. Nesta enumeração não está inserido o chamado «aviso de lançamento» Este tipo de documento. de 19 de junho.º 3. Para casos especiais temos os seguintes: Talões de venda .º 40. na nossa vida profissional e na gíria corrente. Filomeno Lourenço de Sousa Leite: «Chama-se fatura ao documento em que o vendedor faz a discriminação completa das mercadorias que vende ao comprador e em que indica as despesas que efetuou.Recibo modelo 6 (recibo verde) – Profissionais liberais – Vide inf.º 21 do SIVA.º 29. notas de débito e avisos de Fatura só há uma: a do Código Comercial e mais nenhuma.º 1. Ora. vide Código Comercial. e até a própria Lei.º 1 206. isto é.º 1 alínea b) e n. n.Faturas emitidas em continuação (vide Decreto-Lei n.Faturas globais (vide art. e deve ser quando for caso disso. n. do CIVA.º 9.Faturas emitidas por séries (vide informação n.Vide art. .º do Decreto-Lei 198/90. de 6 de dezembro de 1991. usado com frequência.Vide art. art.Recibo de pagamento do IVA que faz parte das declarações de importação – Vide art. n. alínea b). (vide art.º 2. tal como são definidos nos artigos 3.º 29.Modelo oficial da conta dos despachantes .podem ser emitidos nas condições do art.º do CIVA) e se não tiver faturas (é o caso normal) das duas.º.º.º e Código Civil art.Nota de débito . de 16 de fevereiro de 1994). n. . são todos os documentos que dão origem a transmissão de bens e a prestação de serviços.º. Atenção: só podem ser emitidos por retalhistas (CAE 52 120 a 52 630).º.º 7.º 5.º. fatura só há uma: a do Código Comercial e mais nenhuma. FO69 – 2 003 024. E se for um sujeito passivo o adquirente? Neste caso já o retalhista tem de emitir uma fatura nos termos legais (leia-se art. . como é óbvio. No entanto.A CONTABILIDADE E O FISCO IVA.º 2.º 19. n.º 476.» Portanto. art.º 787. de 5 de abril. n. até 1993 o CAE dos retalhistas era 620 110 a 620 990. do CIVA. é emitida em triplicado. O que são documentos equivalentes a fatura? Analisando os artigos citados. alínea b) do CIVA. é emitida em triplicado.

º 23.Talões de venda/revendedores de combustíveis: Seg uem a regra atrás descrita para cada tipo de documento emitido pelas gasolineiras.Depois de ter corrido muita tinta e o fisco ter feito muita guerra. sujeito passivo adquirente. Curiosidades É evidente que o fisco tem coisas que o comum dos mortais não tem e. É bom lembrar que o fisco considera a retoma como uma transmissão de bens.Para efeitos do IRC (art. através do talão de venda.º) permito-me transmitir a posição do fisco para o caso concreto de uma oferta: «De modo a permitir a identificação do destinatário da oferta e comprovar a indispensabilidade do custo para a realização dos proveitos de acordo com o corpo do art.º 19.Aconsel ho a leit u ra do Ofício 81 358/2002.Faturas (segundas vias) . devia ser bonito de se ver.º) A fatura só deve ser emitida para coisas vendidas. n. O fisco. . .º. n.Documento interno próprio da Contabilidade (aviso de lançamento). Só que o Código do IVA.No documento de circulação. pois o talão de venda (vide art.) Aqui vão os meus fundamentos para repudiar a emissão de faturas a zero. .Máquinas automáticas dispensadas de talões de venda .º 40. então. . pois se o valor é zero.» Esta exigência. de 8 de janeiro de 1998. por isso.Tem que ser emitida fatura (o contrato por si só não chega). a ser cumprida com o rigor que se impõe.º.º 2. como por exemplo: . .º 23. deverá conter a identificação da pessoa singular ou coletiva a quem irá ser atribuída a oferta.º 40.Os TOC que têm a seu cargo a contabilidade deste tipo de clientes JANEIRO 2012 51 . . Em resumo: em circunstância alguma o talão de venda.º 4 do CIVA). desde que obedeçam a todos os requisitos exigidos. Está em vigor desde 1 de janeiro de 2004. de 18 de maio de 1998 e o Ofício-Circulado 2 937. .º do IRC.º 4 do CIVA.º 3. Chama-se fatura ao documento que o vendedor emite ao comprador. é uma oferta e não uma coisa vendida (vide o velhinho art. principalmente para os TOC que têm a seu cargo a contabilidade das farmácias. de 24 de março de 2005. O IVA deverá ser regularizado (caso se tenha antes deduzido) num documento interno. É neste ponto que o TOC tem a tendência suicida de exercer o direito à dedução do IVA.Código Comercial (art.º 3 alínea f) do Código do IVA não obriga a emitir fatura pois. próprio do sistema contabilístico da empresa.º 3 do CIVA).O art. n. com a discriminação completa das coisas vendidas.) Alerto que a dispensa de faturação não implica a inexistência de documento comprovativo da operação.Não há.º. do CIVA) é documento válido para efeitos de dedução do IVA.º 2.º do Código Comercial. (vide art. não lho permite.º. art.º 476.Só é obrigatório indicar esta circunstância se a fatura for também documento de transporte.º do CIVA).É sempre exigida a emissão de fatura no caso de retomas (vide art.são documentos equivalentes a faturas. .A rqu iva mento e conser vação de fat u ras e/ou outros documentos (caso dos formu lá rios) . a oferta é uma ficção de transmissão. . a diferença entre uma fatura e um talão de venda para efeitos do IVA? É muito importante.º.IVA (ofertas) . n. após o Ofício-Circulado 30 074. .º 476. como é óbvio). n. finalmente cedeu e passou. têm de ter presente o Ofício-Circulado 566 222. . é preciso atenção às constantes modificações e até alterações de filosofia. a considerar válidas as segundas vias das faturas dentro das condições do Ofício-Circulado atrás citado.º. Qual é.A CONTABILIDADE E O FISCO uma: ou não vende ou tem de emitir fatura.Faturas processadas por computador . não contém: . . pelo Ofício-Circulado 12 354. . pois se o quiserem deduzir têm que exigir uma fatura.Retomas .º 40. n. de 12 de fevereiro de 1988 esclareceu que os talões de gasolina poderiam só conter a matrícula do veículo e o número fiscal do adquirente.Contratos de venda a prestações .º 23.Não faz referência à tipografia que procedeu à sua impressão.º do CIRC. A título de exemplo: . uma compra e uma venda. (vide art.º 29. para efeitos de IVA. (art. a fatura de compra ou o documento interno justificativo do lançamento relativo à oferta.No documento de quitação da entidade beneficiária da oferta. mas o talão de venda pode servir de documento comprovativo da despesa para efeitos do IRC (desde que obedeça à filosofia do art. de 8 de maio de 2002. isto é.A identificação do cliente.Faturas emitidas a zero . Vendas a dinheiro .º 40. como é óbvio.

Conclusão O princípio da documentação está devidamente explicitado no Código Comercial. de 20 de dezembro e Decreto-Lei n.» Os franceses dizem facture rectificative ou note d’avoir (a nossa nota de crédito).º 256/2003. em tempos passados. Lembro aqui que o Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo. que nos documentos se identifiquem as contas a movimentar.º 40. Como é evidente. o fisco socorre-se deste método porque o sujeito passivo contabiliza as vendas sem qualquer apoio documental (muitas vezes é só um documento interno) e o balancete do razão apresenta o saldo/caixa/credor. como da própria atividade administrativa. J.º 11 023/05. o fisco levou algum tempo a mudar a sua filosofia e hoje quando apura as vendas presumidas o valor é igual para corrigir o IVA e o IRC. Assim. 62 a 65 e 66 e 67 dos autos a defenderem o descontrole não só da contabilidade. de 11 de setembro de 1997. invoice (inglês) e rechnung (alemão).A CONTABILIDADE E O FISCO devem ter presente os Ofícios-Circulados 1 625. Conheço casos de absoluta negação ao cumprimento desta exigência. N. a Portaria 994/99. Alves da Silva Membro honorário da OTOC TOC n. Aguardemos o futuro. (nunca consegui saber porquê) aplicava para o IVA e para o IRC valores diferentes. a maioria dos TOC não liga.º 15 Notas 1 Acórdão TCA Sul – Proc. a «Contabilidade não pode admitir. de 21 de outubro de 2003. Espantoso. pesem os bons ordenados auferidos. fitas de máquina registadora. aliás bem elaborada. n. retirei esta conclusão dos «Agentes do Fisco» (este relatório está publicado): «A contabilidade é uma ciência rigorosa e exata até por força da lei e não um mero borrão de merceeiro como inculca a prova testemunhal mormente a produzida pelo diretor administrativo e pelo contabilista da impugnação a fls. de acordo com o acórdão do TCA . justificando o injustificável. do CIVA) é documento válido para efeitos de dedução do IVA.º e 115. Aproveito para alertar os TOC que devem ter cuidado e fazer tudo o que estiver nas vossas mãos para evitar que o fisco aplique os chamados métodos indiretos pois. Se não houver talões de venda. tirados da «Revista Jurisprudência».» O itálico é meu. não há registo contabilístico sem o suporte do documento passado de forma legal. qualquer lançamento nas suas contas ou livros que não possuam uma peça de apoio que lhe sirva de fundamento» (elementos re- Em circunstância alguma o talão de venda. 3 z *A. assim como as de débito. proferido no Rec.º.º.º 4 do CIVA). Felizmente. Também não vejo como é que a fatura eletrónica possa ser negativa. as vendas presumidas não eram iguais para o IVA e IRC. para além de outras situações. seja qual for o sistema técnico/administrativo de controlo das vendas.º do CIRC.Sul. uma vez verificados os restantes requisitos formais impostos pelo Código do IVA para as facturas. nem aceitar como exato. ou seja. Todos os países da UE exigem para efeitos de IVA as mesmas especificações nos documentos. As notas de crédito. calcula aquilo a que se chama vendas presumidas. não era? Nem os próprios agentes do fisco sabiam explicar as diferenças. a inscrição destas na contabilidade tem de ser apoiada em documentos justificativos. de 5 de novembro. na prática. Vide Diretiva 2001/115 CE. 52 TOC 142 . Aliás. de 17 de fevereiro de 1999 – Recurso 20 593 definiu o que se chama fatura. merecem a qualificação de «documentos equivalentes» a estas últimas. de 1 de março de 1994 e 22 654. E sabem os meus leitores que o fisco. n. 3 Alerto para as consequências da chamada «Operação Self-Service» da burla informática e fraude fiscal relativamente ao software designado por «Sim Sim». (art. o termo fatura é universal só que o nome é que é diferente: fatura (português).º 2. n. isto é. É a vida. sistema este que manipulava o registo das vendas. até impõe. naturalmente. Não há «faturas negativas. aplica os métodos indiretos. de 1 de março de 1994 e Ofício n. pois se o quiserem deduzir têm que exigir uma fatura. de 1956).º 92 221. aponta para as exigências do suporte. A propósito de uma fiscalização efetuada a um sujeito passivo. artigos 32. (vide art.º 40. ou seja. fature (francês). ou seja. 2 Como sabem. o que sucede? É evidente que o fisco.º 01023/05 (Relator Lucas Martins). são o tipo de documento que.

COLABORAÇÃO IDEFF COLABORAÇÃO IDEFF Responsabilidade financeira em tempos de crise O papel do Tribunal de Contas é determinante no apuramento das responsabilidades financeiras e não deve estar espartilhado. A ideia de vaidade provém do francês vanité. expressão ambígua. abertura e simplicidade. a expressão alegórica do vazio terreno e humano. A nova perspetiva da responsabilidade Concentremo-nos na responsabilidade. as finanças públicas do Estado de Direito não devem abrir-se apenas ao exame formal da legalidade. Nesse sentido. Por Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins* | Artigo recebido em janeiro de 2012 A política financeira sofre atualmente uma crise de legitimidade. o Charter for Budget Honesty. O equilíbrio orçamental será respeitado pelo legislador apenas se e enquanto a conjuntura económica o permitir. nas palavras de Michel Bouvier. mas devem exigir igualmente o controlo da gestão. a análise dos resultados e a apreciação do custo e do benefício. A esta iniciativa seguiram-se as iniciativas dos ordenamentos australiano e inglês. O princípio da responsabilidade tem longa tradição fundamentalmente no direito financeiro anglo-saxónico e adquiriu uma grande relevância na legislação da Nova Zelândia e de outros países da OCDE. como acontece atualmente. Entendemos por legitimidade um conceito que reúne o consenso. exigiu que o governo preparasse um documento anual de estratégia orçamental sujeito a escrutínio público. A transparência é um princípio implícito e exige que toda a atividade financeira deve desenvolver-se segundo os ditames da clareza. a transparência. A legitimidade financeira baseia-se em três grandes princípios: o equilíbrio orçamental. cumpre ao direito minimizar os riscos da decisão financeira criando mecanismos que coartem as práticas abusivas e fortaleçam os mais básicos dos direitos fundamentais. a sua própria vaidade. que representa. publicado em 1998. Nesse sentido. a aceitação e a justificação do próprio Estado. é através do Fiscal Responsibility Act neo-zelandês de 1994 que são introduzidos pela primeira vez o princípio responsabilidade num quadro de disciplina financeira. na pintura de naturezas mortas. a responsabilidade. com meios financeiros próprios limitados e necessidades a satisfazer. não estando classicamente sujeito a qualquer tipo de monitorização direta. Este novo estádio surge a partir do momento em que o equilíbrio orçamental descobriu. no qual prevê objetivos de JANEIRO 2012 53 . Na verdade. Na Austrália. a ver se o cidadão realmente obtém a contrapartida do seu próprio sacrifício.

sofreu um processo evolutivo. quer a Lei de Finanças das Regiões Autónomas quer a Lei das Finanças Locais. A própria natureza do controlo. atualmente. estável. justa e eficiente. mas não tem. no sentido de se criar uma entidade que concentrasse o controlo e a efetivação da responsabilidade decorrente dos três tipos de controlo. na execução e no controlo das contas. efetue uma redução «nas transferências do 54 TOC 142 . Apresentamos dois exemplos para daí tirarmos algumas conclusões. Em primeiro lugar. no caso de incumprimento dos limites de endividamento. que é o resultado da conjugação de três tipos de controlo: o controlo administrativo. introduziu. que pertencia. pela primeira vez. No caso português. que foram violados os limites de endividamento dessa região.COLABORAÇÃO IDEFF médio (até três anos) e de longo prazo (com mais de três anos). este princípio encontra um reflexo direto no conceito de responsabilidade financeira. ao parlamento. olhamos para um exemplo de um instrumento de aplicação das regras decorrentes do pacto de estabilidade que é o instrumento utilizado pelo ministro das Finanças na redução das transferências entre o Estado. do controlo político e do controlo financeiro jurisdicional. E essa entidade seria o Tribunal de Contas. desde o século XIX. Monopólio do Tribunal de Contas? Não obstante a declaração de intenções apresentada. bem como as respetivas exigências de transparência. Em 1998. O que acontece neste caso concreto é que. a efetivação da responsabilidade financeira. o controlo político e o controlo jurisdicional. responsável. isto é. isto é. as Regiões Autónomas e os municípios. do controlo administrativo. inicialmente. permitem que o ministro das Finanças. um Código de Estabilidade Financeira (Code for Fiscal Stability) que exige que a política financeira seja conduzida de forma transparente. o que a torna numa figura um pouco sui generis. do Reino Unido. que deveria ter aplicação plena. a nossa opinião é de que o Tribunal de Contas. O Código identifica princípios que devem estar na base da criação e manutenção da política financeira. o Finance Act. no caso de apurar que o endividamento de uma região autónoma/município excede uma determinada percentagem das respetivas receitas correntes do ano anterior. não concentra.

procedeu à 7.°. nomeadamente nas regiões autónomas. O que acontece é que a partir de 2006 a jurisdição do Tribunal de Contas passa a ser objetiva porque identificamos. deveria dar lugar à pronúncia por parte do Tribunal de Contas. nesse sentido que. a jurisdição do Tribunal de Contas era subjetiva. se inter-relaciona com a questão da responsabilidade financeira. assim. como acontece atualmente entre o Parlamento. o Tribunal de Contas deveria ter uma palavra a dizer e não a tem. sabe¬ria se ficava ou não sujeita à jurisdição. é o empréstimo negociado com a troika. por exemplo. alargando o número de entidades e dos contratos sujeitos a fiscalização prévia. Em suma. mas que corporiza um tipo de responsabilidade financeira. uma vez que as finanças públicas do Estado de Direito não devem abrir-se apenas ao exame formal da legalidade. em função da natureza da entidade. no âmbito da competência do Tribunal de Contas desde 2006. este mais presente para todos nós. z *Assistente da Faculdade de Direito de Lisboa Vogal da Direção do IDEFF JANEIRO 2012 55 . uma vez que as finanças públicas do Estado de Direito não devem abrir-se apenas ao exame formal da legalidade.ª alteração da LOPTC. porque os únicos casos concretos dos quais resultaram a aplicação destas retenções. Até 2006. naturalmente. isso sucederá ou se dependerá de pedido do próprio FMI ou BCE ou da Comissão Europeia. que implica a reposição da estabilidade financeira. no artigo 2. A nossa resposta é afirmativa. importa saber se estes estariam sujeitos a intervenção do Tribunal de Contas. a visto ou estaria submetido à jurisdição do Tribunal de Contas bastaria olhar para o catálogo constante do artigo 2. controlo do Tribunal de Contas nacional. na medida necessária à fiscalização da legalidade. o Governo e a jurisdição administrativa e financeira. um tipo de empréstimo corporizando numa obrigação geral do Estado e que. ou seja. porque a sua jurisdição não abarca a opção política que. a responsabilidade é uma garantia da legitimidade na tomada das decisões financeiras. mais recentemente.º 3. a qualquer título.COLABORAÇÃO IDEFF Estado que lhe sejam devidas no ano subsequente. Alargamento do âmbito de fiscalização do Tribunal de Contas pela Lei n. Assim.» Diríamos que. mas não sabemos se. criando-se. o direito de sequela dos dinheiros e valores públicos. envolvendo um conjunto de atos políticos. na medida em que diz respeito a uma situação que está a ser vivida em Portugal.º 61/2011. a Lei n. em termos práticos. são um ato administrativo. não há dúvida. a análise dos resultados e a apreciação do custo e do benefício. mesmo que não tipificada. a qual. de valor ig ual ao excesso de endividamento. o papel do Tribunal de Contas é determinante no apuramento das responsabilidades financeiras e é. O segundo exemplo. reg ularidade e correção económica e financeira da aplicação dos mesmos dinheiros e valores públicos. embora já se verifique uma evolução. na prática. quando um consultor jurídico precisava de saber se aquele ato estaria submetido. uma zona cinzenta da qual está ausente o A responsabilidade é uma garantia da legitimidade na tomada das decisões financeiras. que este deve estar concentrado exclusivamente nesta entidade e não espartilhado.º 61/2011 No ordenamento português ainda há muito por fazer no campo da responsabilidade. de dinheiros ou outros valores públicos. de 7 de dezembro. n. aliás. É. por isso.° da Lei de Organização e Processo do Tribunal de Contas e. Este direito de sequela significa que estão ainda sujeitas à jurisdição e ao controlo financeiro do Tribunal de Contas as entidades de qualquer natureza que tenham participação de capitais públicos ou sejam beneficiárias. na implementação deste tipo de consequência do endividamento excessivo. mas devem exigir igualmente o controlo da gestão. não se pode dizer que o Tribunal de Contas tenha o monopólio no apuramento e julgamento das responsabilidades financeiras.

em alternativa. que tenha por objeto a ilegalidade da dívida. pela celeridade e pela eficácia na realização dos créditos das entidades exequentes. no limite. burocrática e desproporcionada aos interesses dos agentes processuais. fora das situações enunciadas ou de outro motivo expressamente previsto no CPPT 1. só por si. a cobrança coerciva implicará a execução – penhora e venda – dos bens patrimoniais das pessoas responsáveis pelo pagamento da dívida exequenda e acrescido. Para tutela plena e efetiva dos seus direitos e interesses legalmente O protegidos. a igualdade. recurso ou impugnação judicial. o seguro caução. como a proporcionalidade. o acionamento destes meios impugnatórios.n.COLABORAÇÃO ISCAL A prestação de garantia no processo de execução fiscal O regime de caducidade consagrado no n.º do CPPT. a qual deve ser feita em função de princípios jurídicos. o devedor beneficia de meios processuais para invocar a ilegalidade da liquidação ou a inexigibilidade da dívida exequenda. Porém. Em face dos normativos do artigo 52. Sob pena de ilegalidade ou de violação do princípio da indisponibilidade dos créditos tributários. não é suficiente para obter a suspensão do processo de execução fiscal.º 3 do artigo 36. e que materialmente consubstancia um título executivo. ou de dedução de oposição judicial que se destine a discutir a inexigibilidade da dívida exequenda. seja concedida ao executado isenção de prestação de garantia.º da Lei Geral Tributária (LGT) e do artigo 169. desde que seja prestada garantia idónea ou. é extraída logo que findo o prazo de pagamento voluntário e o credor verificar que o sujeito passivo da relação jurídica creditícia não efetuou o pagamento da dívida. a cobrança da dívida exigida em processo de execução fiscal suspende-se em virtude de apresentação de reclamação graciosa.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT). Daqui decorre que o legislador deixou à administração 56 TOC 142 .º da LGT e n. a caução. Se a ausência de pagamento persistir. a boa-fé e o interesse público subjacente à cobrança dos créditos exequendos. Por Jesuíno Alcântara Martins* | Artigo recebido em janeiro de 2012 processo de execução fiscal tem por finalidade a cobrança coerciva das dívidas ao Estado e a outras pessoas coletivas de direito público e caracteriza-se pela simplicidade. A avaliação sobre a idoneidade e suficiência da garantia oferecida pelo executado está cometida à administração tributária.º 3 do artigo 85.º da Lei Geral Tributária representa uma nota regressiva.º 5 do artigo 52. Sendo de sublinhar que o legislador elegeu. a hipoteca e o penhor. como garantias idóneas a garantia bancária. A certidão de dívida que serve de base à instauração da execução fiscal. não de forma total e absoluta. o órgão da execução fiscal está proibido de conceder moratórias ou de suspender o processo de execução fiscal .

discordar da efetivação da responsabilidade subsidiária.º 2 do artigo 169. designadamente. Todavia. entidade que dirige a tramitação do processo de execução fiscal. Aliás. o requerimento do interessado só determinará a suspensão da execução fiscal após a apresentação da garantia. tributária margem discricionária suficiente para que esta. motivada por uma decisão de indeferimento prévio do órgão da execução fiscal. pretender invocar a caducidade do direito à liquidação do tributo ou a prescrição da dívida. possa percecionar como garantia qualquer outro meio suscetível de assegurar a efetiva cobrança dos créditos exequendos. que procede à verificação da existência dos pressupostos previstos no n. tem de ser considerada idónea e. logo que terminado o prazo de pagamento voluntário. na redação introduzida pela Lei n. de 30 de dezembro.º 9 do artigo 169. Requerimento e garantia Esta circunstância é que levou o legislador a introduzir.º3-B/2010. através da lei n. de 30 de dezembro (Orçamento do Estado para 2012).º do CPPT.º da LGT para a concessão de dispensa de prestação de garantia. O executado necessita que seja determinada a suspensão do processo de execução fiscal sempre que seja sua intenção discutir a legalidade da liquidação ou a inexigibilidade da dívida exequenda e acrescido. o valor de qualquer garantia a prestar ou a constituir em processo JANEIRO 2012 57 . e a totalidade das custas processuais. deve ser determinada a suspensão do processo de execução fiscal. juros de mora calculados até à data da entrega do requerimento. cuja invocação e prova tem de ser feita em requerimento apresentado pelo executado. o que implicará o pagamento pelo executado. Este aspeto é de relevante importância. a qual. A intenção discutir a legalidade da liquidação O normativo do n.º 64-B/2011.º do CPPT estabelece que o executado que não der conhecimento da existência de processo que justifique a suspensão da execução fiscal responderá pelas custas relativas ao processado posterior à penhora.ºs 6 e 7 do artigo 199. ou pretender invocar qualquer outro fundamento de ilegalidade ou de inexigibilidade da dívida. na redação introduzida pela Lei n.º do CPPT. um novo normativo que permite ao devedor. em termos de valor e extensão.COLABORAÇÃO ISCAL Que sentido faz obrigar o executado a renovar o pedido de isenção de prestação de garantia quando este direito resulta de uma decisão judicial. consequentemente. o órgão da execução fiscal procede à penhora de bens. manifestar a intenção de apresentar meio gracioso ou judicial para discussão da legalidade ou exigibilidade da dívida exequenda e requerer a suspensão da execução fiscal. 2 De igual modo. Isto é. ainda que a penhora tenha sido da iniciativa dos serviços da entidade exequente. é o órgão da execução fiscal.º 4 do artigo 199. e terá de ser apresentada por iniciativa do devedor e. em caso de existência de causa justificativa. de 28 de abril (Orçamento do Estado para 2010) no n. porquanto.º do CPPT. em face da celeridade e eficácia revelada pelo sistema de cobrança coerciva da Administração Tributária e Aduaneira (ATA). acrescido de 25 por cento da soma daqueles valores. nos termos do n. No sentido de garantir uniformidade de procedimentos. eventualmente desnecessário. desde que suficiente para pagamento da dívida exequenda e acrescido. e outro processado inerente à venda dos bens penhorados. na ausência de prestação de garantia por iniciativa do devedor. editais. Porém. deverá observar o disposto nos n. é hoje regra a execução fiscal atingir a fase processual da penhora de bens quando ainda estão a decorrer os prazos legais para o devedor acionar os meios impugnatórios com vista à tutela plena e efetiva dos seus direitos e interesses legalmente protegidos.º 7 do artigo 169. a qual terá de ser idónea e suficiente.º do CPPT. nos termos previstos no n.º 64B/2011. por discordar das correções feitas à matéria tributária. na estrita observância dos princípios jurídicos supra enunciados. das despesas relativas à publicação de anúncios.º 4 do artigo 52. a efetivação da igualdade entre os contribuintes e eliminar fatores de discricionariedade a administração tributária criou abundante doutrina administrativa sobre a temática da prestação/constituição e a dispensa/isenção de garantia idónea em processo de execução fiscal3. a garantia terá de ser de um valor igual ou superior ao valor da dívida exequenda.

º 3 do artigo 199. resulta uma decisão de indeferimento do pedido 58 TOC 142 . e designadamente por causa da celeridade do sistema de cobrança coerciva. terão sim é de o suspender logo após a instauração. Em face da norma do n.º 2 do artigo 169.º 60 077.COLABORAÇÃO ISCAL de execução fiscal é determinado em função desta regra – n. importa sublinhar que o efeito suspensivo atribuído à reclamação graciosa pela norma da alínea f) do artigo 69. sempre que a causa de suspensão da execução fiscal for um meio processual gracioso ou judicial para discussão da legalidade ou exigibilidade da dívida. A invocação e a prova dos pressupostos para usufruir da dispensa/isenção de prestação de garantia são um ónus do devedor – n.º-A do CPPT. e desde que a insuficiência ou inexistência de bens não seja da responsabilidade do executado – n. Só quando a causa de suspensão for o pagamento em prestações legalmente autorizado é que a prestação/constituição da garantia ocorrerá na sequência e no prazo constante da notificação realizada para o efeito pelos serviços da administração tributária – n. Esta apenas ocorrerá mediante o reconhecimento da existência dos respetivos pressupostos legais que consistem na circunstância da prestação de garantia causar prejuízo irreparável ou existir manifesta falta de meios econó- micos revelada pela insuficiência de bens penhoráveis para pagamento da dívida exequenda e acrescido.º 4 do artigo 52. e ainda no caso do requerimento a manifestar a intenção de o apresentar – n. nesta hipótese não nos parece que os serviços da administração tributária ou da administração da Segurança Social estejam impedidos de proceder à instauração do processo de execução fiscal. o devedor não formalizar a sua intenção apresentando o correspondente meio processual ficará sem efeito a suspensão e o processo de execução fiscal prosseguirá a normal tramitação.º e à impugnação judicial pela norma do n. na redação introduzida pela Lei n. o executado só logrará obter a suspensão da execução fiscal caso o órgão da execução fiscal determine a sua dispensa/isenção.º 6 do artigo 199.º do CPPT. Na ausência de garantia ou na impossibilidade de a prestar. para efeitos de execução da garantia prestada – n.º 1 do artigo 74.º ambos Não compreendemos como é que o legislador optou por burocratizar o instituto da dispensa/isenção de prestação de garantia. na medida em que atualmente.º da LGT. No caso de pedido de pagamento em prestações.º do CPPT. de 29 de julho de 2010.º 2 do artigo 200. da qual. Como corolário do referido.º 7 do artigo 169. o processo de execução fiscal é instaurado muito antes do termo do prazo legal para interposição da reclamação graciosa ou da impugnação judicial. inclusive.º 64-B/2011. e em regra. sem prejuízo da caducidade da garantia nos termos previstos no artigo 183.º do CPPT. o que legalmente é possível.º 7 do artigo 199. A apreciação dos pedidos de isenção de garantia é realizada pelo órgão de execução fiscal em função da apertada e inflexível doutrina administrativa constante do Ofício-Circulado n. Se.º do CPPT.º do CPPT – e a sua duração tem de ser até à decisão do pleito. em regra. o pedido de dispensa/isenção de garantia tem de ser efetuado no próprio requerimento que solicitar o pagamento fracionado em prestações mensais – n. é praticamente insuscetível de operacionalizar. penalizando o devedor com a obrigação de todos os anos ter de efetuar um novo pedido de isenção. de 30 de dezembro. Porém. do CPPT.º da LGT.º do CPPT. limitando-se a administração tributária a proceder à sua avaliação.º 4 do artigo 103. Aquelas normas só terão alguma relevância material se o sujeito passivo da relação jurídica tributária ou contributiva apresentar a reclamação ou a impugnação judicial antes do termo do prazo de pagamento voluntário. acrescida de três meses. ao referir que a garantia é prestada no prazo de dez dias a contar da notificação para o efeito. A concessão de dispensa/isenção de prestação de garantia está dependente de impulso processual do devedor a efetuar no prazo de 15 dias a contar da apresentação do meio gracioso ou judicial para discussão da legalidade ou da exigibilidade da dívida. pertence ao devedor a iniciativa da apresentação da garantia. até ao termo dos prazos legais. da Direção de Serviços de Gestão de Créditos Tributários.

º de 30 de agosto de 2010. ou de indeferimento do novo pedido. Este regime de caducidade motiva-nos alguma perplexidade.º e o 2. Relator Isabel Marques da Silva. num número apreciável de situações. nos termos já previstos no artigo 276. por parte do juiz. em face do grau de informatização da tramitação do processo de execução fiscal. o órgão de execução fiscal poderia proceder à penhora dos bens do executado. teria sido preferível determinar que. Para reforçar esta perspetiva de análise pergunta-se que sentido faz obrigar o executado a renovar o pedido de isenção de prestação de garantia quando este direito resulta de uma decisão judicial. o reconhecimento da existência dos pressupostos legais que permitem a dispensa de prestação de garantia. JANEIRO 2012 59 . sendo que. perante o conhecimento da cessação dos pressupostos que determinaram a isenção/dispensa da garantia. 3 Cfr. ter optado por onerar o executado com esta obrigação processual. vamos esperar que os factos demonstrem a iniquidade da nossa análise. a realizar anualmente. a tutela dos interesses do credor tributário. assim. Qualquer uma das situações se nos afigura má.º do CPPT – com prejuízo dos processos judiciais tributários verdadeiramente relevantes. A primeira equivalerá a reconhecer a inutilidade do novo pedido. do STA.º 1423/11. penalizando o devedor com a obrigação de todos os anos ter de efetuar um novo pedido de isenção. consequentemente.º do CPPT.º de 29 de julho de 2010. nos termos do artigo 276. z * Licenciado em Direito Assistente convidado do ISCAL Notas 1 Cfr. O regime de caducidade consagrado no n. em prejuízo da simplicidade e da celeridade.º 64-B/2011. Ora. Esta obrigação. 2ª Secção. porquanto. através da lei n. celeridade e eficácia exigíveis a uma administração moderna e inovadora. Com efeito. como não pretendemos fazer futurologia. TCAN.º 5 do artigo 52.COLABORAÇÃO ISCAL de isenção/dispensa de prestação de garantia. Proc. DE 30 de novembro de 2011. burocrática e desproporcionada aos interesses dos agentes processuais. é desproporcionada por duas ordens de razões. aliás. de 18 de agosto de 2010. por esta via. 2. é levantada a suspensão do processo de execução fiscal.ª secção. de 30 de dezembro. traduzido na circunstância da decisão que conceder a isenção ser válida pelo prazo de um ano e a sua continuidade estar dependente de novo pedido a efetuar no prazo de 30 dias a contar da notificação da administração tributária para o efeito. o 1. e o 3. e caso o contexto factual deste novo pedido seja igual ao do primeiro pedido. irá agora o órgão da execução fiscal deferir o pedido por adesão à fundamentação da decisão judicial ou irá indeferir de novo a pretensão do devedor e. os executados têm êxito uma vez que logram obter. a nosso ver. da desmaterialização dos atos processuais e das fontes de informação de que a administração tributária pode beneficiar.º 60 076. mas sim ser motivada pela morosidade da decisão do processo judicial tributário.º e da alínea d) do n. estar-se-á a contribuir para o congestionamento do sistema de justiça tributária com o fomento de pequenos processos. Regime de caducidade da isenção de prestação de garantia Com o propósito de acautelar os interesses do credor tributário e assegurar a prossecução do interesse público subjacente à realização da cobrança coerciva.º da LGT.º 3 do artigo 278. à luz de paradigmas de simplicidade. Relator Nuno Filipe Morgado Teixeira Bastos. é nossa convicção que não é possível adivinhar o futuro. não compreendemos como é que o legislador optou por burocratizar o instituto da dispensa/isenção de prestação de ga- rantia.º 5 do artigo 278. obrigar à interposição de nova reclamação para o juiz do tribunal tributário. A solução encontrada é que pode vir a revelar-se desadequada à realidade. traduz uma nota regressiva. poderia reclamar para o tribunal tributário. Normalmente. Ac.5BE- PRT. Porém. A intenção do legislador é sempre boa e positiva. Ac. a segunda consubstanciará um ónus demasiado amplo para o executado e para todos os contribuintes. 2 Cfr. na sequência do conhecimento do ato de penhora. o legislador. A outra prende-se com o facto do legislador.º do CPPT. da Direção de Serviços de Gestão dos Créditos Tributários (DSGCT). Ofícios-Circulados n.º da LGT um regime de caducidade da isenção de prestação de garantia.º 5 do artigo 52.º 558/10. na medida em que. sendo que na ausência de novo pedido. motivada por uma decisão de indeferimento prévio do órgão da execução fiscal. a qual pode demorar vários anos a ser proferida. 60 077 e 60 078.º do CPPT. atenta a capacidade de ação do sistema de cobrança coerciva. nos termos dos normativos dos artigos 276. em face do novo pedido. esta decisão motiva uma reclamação para o juiz do Tribunal Tributário. obtendo-se. Uma resulta da circunstância da necessidade de renovação da isenção não ser imputável ao executado. Proc. que neste caso concreto seguem as regras dos processos urgentes – n. e este. introduziu no n. caso o considerasse ilegal.

º da Diretiva 2006/112/CE. pelo empreiteiro. as entregas de bens móveis corpóreos produzidos ou montados sob encomenda. é de qualificar como prestação de serviços para efeitos do IVA. os conceitos genéricos de transmissão de bens e de prestação de serviços constam do n. de um bem móvel por ele fabricado ou montado com 60 TOC 142 .º e do n. a entrega ao cliente. quando a totalidade dos materiais necessários seja fornecida pelo sujeito passivo que os produziu ou montou.º 5 do artigo 5.FISCALIDADE Tributação em IVA de trabalhos de tipografia. repografia e restauro de livros Conheça conceitos fundamentais. mas. de 28 de novembro de 2006 (Diretiva do IVA). porém.º da Sexta Diretiva conferia aos Estados membros a possibilidade de qualificarem como transmissão de bens «[a] entrega de um bem móvel por força de um contrato de empreitada. ao próprio cliente. No sistema comum do IVA. nos termos da alínea e) do seu n.º 2. do Conselho.º 1 do artigo 14. no todo ou em parte. para efeitos deste imposto – cumpre recordar os respetivos antecedentes.º ou à alínea c) do n. não contêm. nos n. inserem-se. porém. em princípio. isto é.º 2 do artigo 4. Por seu turno. nuns casos de adopção obrigatória pelos Estados membros e noutros de adopção facultativa. qualquer disposição de teor equivalente à alínea e) do n. do Conselho. ao abrigo do disposto na alínea c) do n. Por Rui Laires* | Artigo recebido em dezembro de 2011 N a noção de transmissão de bens para efeitos do imposto sobre o valor acrescentado (IVA).º 6 do mesmo artigo 4.ºs 2 e 3 do artigo 14. a operação.º e 26. Até à sua revogação pela Diretiva 95/7/CE.º da Diretiva do IVA vêm enunciadas operações consideradas assimiladas a transmissões de bens ou a prestações de serviços. de 10 de abril de 1995.º 2 do artigo 4. constante do artigo 3.º e nos artigos 15.º a 19.º do CIVA2. incluindo as atinentes à qualificação da natureza das operações tributá- veis como transmissões de bens ou como prestações de serviços.º do CIVA.1 As regras de incidência do imposto previstas na Diretiva do IVA. que a qualificação como prestação de serviços seja prejudicada se o fornecimento de materiais pelo cliente for de considerar insignificante. Reportando-se a esta alínea c) do n.º e 27. respetivamente. a alínea a) do n.º do Código do IVA (CIVA). na eventualidade de o fornecimento da totalidade dos materiais não incumbir ao sujeito passivo que produziu ou montou os bens móveis corpóreos.º prefigura.º 3 do artigo 3.º 1 do artigo 24. Para se entender o fundamento das disposições internas em referência – cujo objetivo é clarificar o âmbito das noções genéricas de transmissão de bens e prestação de serviços. Por outro lado.º 3. o n. especificidades e jurisprudência que ajudam a sustentar o IVA aplicado a diversas operações.

A revogação da alínea a) do n. em virtude da revogação da alínea a) do n.º 5 do artigo 5. por inserção no respetivo conceito genérico. de 26 de outubro. Com efeito. revogar a alínea e) do n.º 5 do artigo 5. a versão inicial do CIVA.3 A opção que vinha atribuída aos Estados membros durante a vigência da alínea a) do n.º JANEIRO 2012 61 . que se qualificasse como prestação de serviços a execução de uma obra a partir de materiais inteiramente forne- cidos pelo empreiteiro. mas apenas quando os materiais para a realização da mesma tivessem sido disponibilizados. simultaneamente.º 3 do artigo 3.» À luz dessa possibilidade.º.º 206/96. quer o empreiteiro tenha fornecido ou não uma parte dos produtos utilizados.» Tal disposição interna era aplicada às entregas de obras relativas a bens móveis decorrentes de contratos de empreitada.º 5 do artigo 5.º da Sexta Diretiva. em lugar de. a partir da revogação da referida alínea a). através da alínea e) do n. pelo dono da obra ou por ambos. deixando os conceitos genéricos de transmissão de bens ou de prestação de serviços operar por si próprios. independentemente de os materiais necessários à execução das mesmas serem providenciados pelo empreiteiro. de um bem móvel produzido exclusivamente com materiais fornecidos pelo próprio empreiteiro sempre foi de considerar uma transmissão de bens para efeitos do IVA.º da Diretiva do IVA. Esta norma vigorou até à sua alteração pelo Decreto-Lei n. Nessa altura. determinava que fosse sempre considerada transmissão de bens «[a] entrega de bens móveis produzidos ou montados sob encomenda.º do CIVA. no entanto. já que não faria sentido que a alínea a) em apreço concedesse aos Estados membros a possibilidade de qualificarem como transmissão de bens a execução de uma obra a partir de materiais fornecidos pelo cliente e.FISCALIDADE materiais ou objetos que o cliente lhe confiou para o efeito. pelo dono da obra ao empreiteiro. a não inclusão no âmbito da referida alínea a) das entregas de bens móveis inteiramente criados com base em materiais fornecidos pelo empreiteiro só pode significar que a entrega ao cliente. sendo tal operação inserida no respetivo conceito genérico. no todo ou em parte. pelo que esta operação continuou a ser de qualificar como transmissão de bens. Por seu turno. não seria possível adotar uma interpretação diferente.º da Sexta Diretiva referia-se à possibilidade de qualificação como transmissões de bens das referidas entregas ao dono da obra. Ora.º 1 do artigo 14. o legislador português entendeu conveniente delimitar de forma expressa esses conceitos em relação a bens móveis entregues pelo empreiteiro ao dono da obra na sequência de um contrato de empreitada.º 3 do seu artigo 3. pura e simplesmente.º da Sexta Diretiva nada alterou quanto à qualificação da entrega de um bem móvel inteiramente produzido a partir de materiais fornecidos pelo próprio empreiteiro. atualmente vertido no n. pelo empreiteiro. passou a ser sempre de qualificar como prestação de serviços a entrega de um bem móvel que não tenha sido produzido totalmente a partir de materiais fornecidos pelo empreiteiro. atualmente vertido no n.

incluindo do estabelecido em matéria de taxas do imposto no n. Nesta sua decisão referente ao caso Graphic Procédé.º da Sexta Diretiva. p.5 Para além da questão central da criação de um bem novo por parte do empreiteiro. obra de restauro que. 1405). pronunciou-se acerca do alcance dessa disposição.º 5 do artigo 5. parece confirmar-se que a posterior revogação da opção que vinha conferida na alínea a) do n. do teor do mencionado acórdão relativo ao caso Van Dijk’s Boekhuis parece resultar.º 5 do artigo 5. Recueil p. Colect. muito embora o sentido dessa jurisprudência contribua necessariamente para a interpretação do alcance das mencionadas disposições da legislação interna portuguesa. mantendo-se estes proprietários dos documentos originais cuja reprodução era solicitada. as entregas ao cliente de bens móveis corpóreos em que os materiais necessários para a execução daquela não tenham sido fornecidos na totalidade pelo empreiteiro. a entrega da obra acabada ao cliente constitui.º da Sexta Diretiva (correspondente ao atual n.º 6 do artigo 18. das operações efetuadas no contexto de uma atividade de reprografia. Na sua decisão.º da Sexta Diretiva.º 5 do artigo 5.FISCALIDADE 1 do artigo 24.º. a partir de uma matriz impressa em papel ou em formato eletrónico entregue pelos clientes (gabinetes de arquitetura. por sistema de fotocópia ou afim. o TJUE. de cópias de inúmeros tipos de documentos.º da Diretiva do IVA. sempre e obrigatoriamente.1 da lista I anexa ao CIVA6.º 1 do artigo 24. na aceção do referido acórdão. A reprodução era feita em um ou em vários exemplares. complementarmente.º da Sexta Diretiva (correspondente ao atual n.º da Diretiva do IVA). ainda que um Estado membro tivesse utilizado a faculdade que vinha então conferida na alínea a) do n. na hipótese de os materiais necessários para a realização de uma obra serem inteiramente disponibilizados pelo empreiteiro. Sob análise esteve a qualificação em sede do IVA. até à revogação daquela alínea pela Diretiva 95/7/CE.4 A aceção acima desenvolvida não foi posta em crise pela jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) acerca da qualificação da entrega de determinados trabalhos relativos a bens móveis corpóreos executados na sequência de encomenda previamente feita pelo cliente.º 1 do artigo 6. em certos casos. o n. museus. seja diferente da que tinham os materiais inicialmente entregues por este ao empreiteiro. Atividade de reprografia O acórdão de 11 de fevereiro de 2010 (processo C-88/09. etc. editoras.º 5 do artigo 5. na legislação interna. Restauro de livros Na vigência do disposto na alínea a) do n. em que uma parte ou a totalidade desses materiais já era propriedade do cliente. Sendo assim.º da Diretiva do IVA).º 1 do seu artigo 18. Sendo assim. empresas de consultadoria. I-?) versou sobre a qualificação para efeitos do IVA. como decorrência do respetivo conceito genérico então delineado no n.º 1 do artigo 14.º do CIVA. como transmissões de bens ou como prestações de serviços. a que corresponde.). que o TJUE só considerou o disposto na alínea a) do n. nos termos do n. ou seja. A atividade em apreço consistia na produção. produzidos inteiramente a partir de materiais providenciados pelo próprio empreiteiro. através do acórdão de 14 de maio de 1985 (processo 139/84. Nas circunstâncias descritas. deveria entender-se um bem resultante do trabalho do empreiteiro cuja função. o TJUE conside- 62 TOC 142 .º do CIVA. era de dimensão bastante considerável. como transmissão de bens ou como prestação de serviços. o TJUE entendeu que tais operações não poderiam ser qualificadas como transmissões de bens. as prestações de serviços de restauro de livros não estão abrangidas pela faculdade atualmente proporcionada pelo artigo 121. na perspetiva de um utilizador médio. às referidas operações não se afigura aplicável a taxa reduzida que abrange os livros e outras publicações. caso Van Dijk’s Boekhuis.º 1 do artigo 5. Nunca tendo sido situações abrangidas pelo disposto na alínea a) do n. já que a regra de adoção facultativa contida nesta disposição só seria de aplicar se o empreiteiro criasse um bem novo a partir dos materiais que o cliente lhe confiara.º da Sexta Diretiva só teve como consequência passarem a ser obrigatoriamente qualificadas como prestações de serviços.º da Sexta Diretiva como aplicável à entrega pelo empreiteiro de uma obra realizada a partir de materiais total ou parcialmente fornecidos pelo cliente.º 5 do artigo 5. uma operação qualificada como transmissão de bens para efeitos do IVA. Tal corrobora o ponto de vista de que a entrega ao dono da obra de bens móveis corpóreos.º da Diretiva do IVA. a que alude a atual verba 2.º da Sexta Diretiva. mas sim a taxa normal definida na alínea c) do n. deve ser qualificada como uma transmissão de bens. Por «bem novo». o TJUE assumiu de antemão que.º 6 do artigo 18. caso Graphic Procédé. utilizando para o efeito os materiais e os equipamentos da empresa de reprografia. de uma empreitada de restauro de livros.

as operações em que uma reprografia se limite a um simples trabalho de reprodução de documentos para suportes diversos. tais operações. Por seu turno.º 3 do artigo 3. opera residualmente o conceito de prestação de serviços contido no n. se a entrega de bens móveis na sequência de um contrato de empreitada não for qualificada como transmissão de bens. sendo certo que.º e na alínea c) do n.º 1 do artigo 24.º do CIVA. Assim. no seu conjunto. ao abrigo da definição que constava do n.º 1 do artigo 14. em função da importância que revista para o destinatário. quando o cliente também fornece à empresa tipográfica materiais para a realização do trabalho. incluindo de operações assimiladas a tal. a empresa de reprografia preste serviços que revistam caráter de predominância nos termos prefigurados no acórdão em referência.7 Impressão de livros e de outras publicações Em termos que se afiguram consentâneos com a jurisprudência do TJUE acima aflorada. realizada a 8 de novembro de 2006. aquela empresa realiza ao cliente uma operação considerada como prestação de serviços. devem ser qualificadas como prestações de serviços. como seja.º do CIVA. cabendo à empresa tipográfica realizar a impressão e reprodução de exemplares do correspondente livro.º 6 do artigo 18. No contexto das referidas disposições. a entrega ao cliente dos bens reproduzidos pela empresa de reprografia é de qualificar como uma transmissão de bens. A matéria comporta. que devem ser consideradas transmissões de bens. 2 Note-se que é indubitável que as ope- rações em apreço estão abrangidas pelo âmbito de incidência do IVA. uma vez que a qualificação de uma operação como transmissão de bens ou como prestação de serviços tem consequências em vários domínios. certos aspetos ligados à impressão de livros. constavam dos artigos 5.º 1 do artigo 4. respetivamente. A conformidade com o sistema comum do IVA do critério expresso na alínea e) do n. a pedido de um cliente. foram objeto de uma orientação do Comité do IVA. relevância prática. de 17 de maio de 1977 (Sexta Diretiva). O caráter predominante da componente prestação de serviços pode ser aferido. brochuras ou outras publicações. do Conselho. de 31 de janeiro de 2007.º 1 e na alínea e) do n. concretamente do disposto no n. manuscrito ou suporte eletrónico). nomeadamente. quanto à sua subsunção ou não nas regras relativas às transações intracomunitárias de bens. de isenção e de exigibilidade do JANEIRO 2012 63 . não constitui uma disponibilização pelo cliente de materiais com vista à realização da obra. salvo nos casos em que.º 1 do artigo 6.º 2 do artigo 4.FISCALIDADE rou.º 3 do artigo 3. cujo conteúdo mereceu a concordância quase unânime dos representantes dos Estados membros. do tratamento que os documentos originais exijam e da parcela relevante do custo da prestação de serviços em relação ao custo total. a qualificação como prestação de serviços da segunda operação descrita não inviabiliza a aplicação da mesma taxa do IVA que caberia ao próprio bem produzido. brochura ou outra publicação afim. as disposições que contêm as noções de transmissão de bens e de prestação de serviços.º da Sexta Diretiva (atual n.º da Sexta Diretiva (atual n. quando as referidas operações sejam acompanhadas da prestação de serviços complementares que revistam um caráter predominante em relação à transmissão dos bens.º do CIVA. o papel para a impressão do livro. e quanto às regras de localização das operações. porém. do tempo necessário para a sua execução.º do CIVA também não parece que tenha sido posta em crise pelo decidido neste acórdão relativo ao caso Graphic Procédé. da Comissão Europeia. esta empresa realiza perante o cliente operações consideradas como transmissões de bens.ª reunião. por um lado. A questão prende-se apenas com a respetiva qualificação como transmissões de bens ou como prestações de serviços.º 542). Assim.º 1 do artigo 5.º da Diretiva 77/388/CEE. para efeitos da sua reprodução em papel ou suporte afim. Por outro lado.º da Diretiva do IVA). por exem- plo.8 z *Licenciado em Contabilidade e Administração Fiscal Inspetor tributário da DGCI Notas 1 Antes da vigência da atual Diretiva do IVA. caso este tivesse sido objeto de uma transmissão de bens. quando o cliente se limita a disponibilizar um suporte com o original da obra (por exemplo. há que tomar em consideração que a mera disponibilização pelo cliente da matriz original à empresa de reprografia. brochura ou outra publicação afim. transferindo se o poder de dispor desses suportes da empresa de reprografia para o cliente que encomendou determinado número de cópias de um documento original. ao abrigo da definição genérica que constava do n. constituindo um fim em si mesmo para o seu destinatário. Em face da legislação interna portuguesa.º e 6. nomeadamente. a qual vem refletida no documento TAXUD/2109/07 final (documento de trabalho n. complementarmente. na sequência da sua 80. atento o disposto no n.º da Diretiva do IVA).

no sentido de assegu- rar que a alteração da qualificação para efeitos do IVA de algumas operações decorrentes dos contratos de empreitada não implicava a alteração da respetiva carga tributária. pois tal atentaria contra o princípio da legalidade em matéria tributária. de 31 de dezembro (Orçamento do Estado para 2011).1 da lista I anexa ao CIVA (na redação dada pela Lei n. que passara a estar prevista na alínea h) do n.º 2 do seu artigo 4. pela sua natureza. fotocomposição. por considerar. a que aludia a referida disposição.º seja a mesma que seria aplicável no caso de transmissão de bens obtidos após a execução da empreitada. da Comissão Europeia.. mas como prestações de serviços ao abrigo da alínea c) do n.º 6 do artigo 4. através do seu des- pacho de 1 de junho de 2006 (processo C-233/05. em matéria de taxas do imposto. uma transmissão de bens. bem como. da Comissão Europeia. de 15 de outubro de 2008. encontrando-se atualmente vertida no artigo 121. se encontra em boa parte desatualizado. realizada a 28 e 29 de fevereiro de 2008. sem prejuízo de situações híbridas em que a qualificação como transmissão de bens ou como prestação de serviços pode depender de uma avaliação casuística acerca de qual das duas componentes é prevalecente [cf. o n.º 3 do artigo 3.º 2. da ex-Direção de Serviços de Conceção e Administração – cujo teor vem disponibilizado a partir do sítio da rede global com o endereço ‹http:// www. realizada a 7 de novembro de 1996. não se possa reportar.1 e 2.gov. devendo a tomada em consideração da doutrina administrativa nele expendida ser objeto das devidas adaptações. nos termos da qual a entrega ao cliente de fotografias impressas a partir de um suporte digital é considerada uma transmissão de bens. efetuada por tipografias ou outras empresas da especialidade.FISCALIDADE imposto. bem como o respetivo relatório.º.º 208). No n. em relação à taxa do IVA aplicável.º 1 desse Ofício-Circulado afirma-se que «[a] produção dos bens constantes das verbas n. uma vez que do adestramento de um cavalo não resultava a produção de um bem novo.º da Sexta Diretiva.4 e.º 55-A/2010. deu uma nova redação à verba 2.º 1 do Ofício-Circulado n.3 da Lista I anexa ao CIVA. que vem desenvolvido no n. mas aditou que os animais.1 da lista I anexa ao CIVA.º 2 do artigo 4.º da Diretiva do IVA. O n. b) e c) da verba n. a que alude aquele excerto do ofício-circulado. 7 O sentido desta decisão parece cor- roborar a orientação por unanimidade emanada na sequência da 83. com exclusão dos referidos nas alíneas a). de 11 de abril de 1986. 4 Posteriormente. I-72).º do CIVA. incluindo 64 TOC 142 .º 5 do artigo 5. à elaboração pela DGCI de um ato normativo tido como de força obrigatória geral. 6 Esta foi também a opinião maioritaria- mente expressa no Comité do IVA. nos termos do disposto na alínea e) do n.º 569).ª reunião do Comité do IVA. previsto no artigo 398. As verbas 2.º 2 do artigo 28. de 9 de março (Orçamento do Estado para 1992). quando para a realização das referidas operações sejam utilizados materiais total ou parcialmente fornecidos pelo próprio cliente. deve levar-se em conta que a denominada «taxa zero» (isenção com direito a dedução do imposto suportado a montante) foi abolida pela Lei n.º 6 do artigo 18. analisado na 50. grosso modo.º 2/92.ª reunião do Comité do IVA.º do CIVA.. caso V.3 da lista I.portaldasfinancas. e o seu adestramento não é de considerar como a produção de um bem inexistente até esse momento. Colect. da Comissão Europeia]. O Comité do IVA pronunciou-se também maioritariamente no sentido de a qualificação como transmissão de bens subsistir se só uma parte negligenciável dos materiais para a realização da obra for fornecida pelo cliente.º 55-A/2010. no ordenamento de alguns Estados membros. aquelas já não são qualificadas como transmissões de bens ao abrigo da alínea e) do n. embora a atribuição à Direção-Geral dos Impostos (DGCI) da possibilidade de determinar as situações em que a entrega de materiais pelo dono Note-se que a Lei n. a propósito de operações de adestramento de cavalos por conta dos respetivos proprietários. Nele concluiu que a noção de «empreitada». 3 da obra é considerada insignificante.º da Sexta Diretiva (na sequência das alterações promovidas pela Diretiva 95/7/ CE). não poderia ser aplicada às mencionadas operações. até à revogação dessa alínea pela Diretiva 95/7/CE. por via do n. em contrapartida. respeitante aos bens e serviços submetidos à taxa de seis por cento (quatro por cento nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira).º do mesmo Código.º 6 do artigo 18. possivelmente. s/ data. Esta última hipótese vem contemplada na legislação interna portuguesa. beneficia da isenção do imposto (taxa 0). não são de considerar como «materiais» confiados pelo cliente.» Por um lado.º 9056. como é óbvio.1 e 2. 5 impressão. constante do documento XXI/97/757. Por outro lado. etc. o TJUE também se pronunciou sobre o âmbito de aplicação do disposto na alínea a) do n. 8 Faz-se notar que o enquadramento de trabalhos tipográficos.º do CIVA passou a prever que a taxa a aplicar às prestações de serviços a que se refere a alínea c) do n. documento XXI/96/655 (documento de trabalho n. de 31 de dezembro). sem prejuízo da aplicação da taxa do IVA que caiba aos próprios bens. O TJUE não pôs em causa que se estava perante bens móveis corpóreos.º 3 do artigo 3. Paralelamente.º da Diretiva do IVA.O.º 6 do artigo 18.º do CIVA. revogou a verba 2. excluindo a correspondente operação do conceito de prestação de serviços.pt› –.F.3. constante do documento TAXUD/2420/08 Rev 1 (documento de trabalho n. s/ data.º do CIVA tem por base a possibilidade.ºs 2. correspondem. quando seja aplicável o disposto no n. à atual verba 2. p.

º.5 por cento.º 101.º do CIRC será aplicada aos rendimentos referidos na alínea d) do n. Efetua-se retenção na fonte em ambas as entidades? Qual a taxa a aplicar? De acordo com o artigo art.5 por cento (alínea a) do n.16.5 por cento prevista no n.º do Código do IRC (CIRC).º 2 CIRS e art.º 1 do mesmo artigo «remunerações auferidas na qualidade de membro de órgãos estatutários de pessoas coletivas e outras entidades. r esposta de outubro de 2011 JANEIRO 2012 65 .º do Código do IRC (CIRC). não reúne todos os requisitos para estar isenta.º do CIRC a entidade “A”.5 por cento? A SGPS está dispensada ou não? Os rendimentos de juros auferidos por uma pessoa coletiva estão sujeitos a retenção na fonte. Logo. a SGPS não estará sujeita a retenção na fonte pelos juros recebidos referente ao suprimento efetuado.º do CIRC e art. A taxa de 21.º 101.º do CIRC. de acordo com o n.5 por cento. No que se refere à entidade “B”.º do CIRC. Segundo o ROC.º 1 do artigo 97.º do CIRS.º 4 do artigo 94. desde que reunidos os requisitos da alínea h) n. existe retenção na fonte sobre os juros auferidos.Qual a taxa de retenção a aplicar . será a taxa de 16. Em maio de 2011 estas duas sociedades celebraram um contrato de suprimentos com a sociedade “C” (participada). quando o seu devedor seja sujeito passivo de IRC ou quando os mesmos constituam encargo relativo à atividade empresarial ou profissional de sujeitos passivos de IRS que possuam ou devam possuir contabilidade. a taxa a aplicar à sociedade “B”.º 3 alínea a) n. resultantes de contratos de suprimentos celebrados com aquelas sociedades ou de tomadas de obrigações daquelas.º 94. SGPS.CONSULTÓRIO Retenção na fonte: suprimentos A sociedade “C” é detida em 50 por cento pela sociedade “A”.º 1 do artigo 97. quer por si só quer com participações de outras sociedades em que as SGPS sejam dominantes.5 ou 21. por aplicação da alínea h) do n. que é objeto de retenção na fonte os «rendimentos de aplicação de capitais não abrangidos nas alíneas anteriores e rendimentos prediais.» As restantes retenções na fonte de IRC são efetuadas às taxas previstas para efeitos de retenções na fonte de IRS. Contudo.º 97. Assim.º 1 do artigo 94. nos termos desta disposição. conforme o artigo 94. art.º 1 do artigo 101. Os restantes 50 por cento são detidos pela sociedade “A” desde 12 de dezembro de 2010. de acordo com o n. SGPS. SA é de 16. o requisito que não está cumprido é o tempo de detenção da participação à data em que constitui a obrigação de retenção na fonte sem juros – data do vencimento (artigo 7. Segundo ele. n.º do CIRS). relativas a residentes em território português.5 por cento se fosse um particular a emprestar dinheiro à sociedade “C”.º 94. n. Refere-nos a alínea c) do n.º 1 do CIRS).º 4 do art. não existe obrigação de efetuar a retenção na fonte de IRC relativamente a rendimentos obtidos por sociedades gestoras de participações sociais (SGPS). o pagamento dos rendimentos de capitais está sujeito a retenção na fonte à taxa de 21.º do CIRS e com o manual do Orçamento do Estado para 2011 da OTOC. apenas se aplica a taxa de 21. Em 30 de setembro de 2011 venceram juros à taxa euribor 12M + spread de 6 por cento. de que seja devedora a sociedade por elas participada durante pelo menos um ano e a participação não seja inferior a 10 por cento do capital com direito de voto da sociedade participada.» Então. a entidade “C” deverá efetuar a retenção.º. art.º 4. desde 20 de outubro de 2010. No caso em apreço. pelo que a taxa a aplicar aos rendimentos da categoria E.º do CIRC.º 71. tal como são definidos para efeitos de IRS.

possa existir incapacidade de mensurar fiavelmente o justo valor (cf. que devem ser entendidas como excecionais à regra geral de mensuração ao justo valor. presumimos que a venda das galinhas apenas se verifica após esgotada a respetiva vida útil na função para a qual foram adquiridas a produção de ovos . procede-se a uma "muda de pena" para que possam produzir mais ovos até às 90-95 semanas de vida e só depois são vendidas.é regulada pela NCRF 17 – Agricultura. deve-se. em todas as matérias de contabilização ou relato financeiro de transações ou situações prescritas por uma NCRF. são ativos biológicos e existências. Com efeito. uma vez que a NCRF-PE não contempla o tratamento contabilístico desta temática. pelo que depreendemos que aquelas galinhas têm como principal destino a produção de ovos. fazer o recurso supletivo à correspondente NCRF. desta norma. nos termos do disposto nas NCRF Da informação prestada interpretamos que a questão se prende com a classificação contabilística de galinhas poedeiras detidas por uma entidade cuja principal atividade é a produção e comércio de ovos. em certas situações. As galinhas. pelo que os inventários podem variar significativamente de um ano para o outro. a contabilização dos ativos biológicos – animais ou plantas vivos . Tal sucede quando os preços ou valores determinados pelo mercado não estão disponíveis e as estimativas alternativas do justo valor são pouco fiáveis. a entidade deve reconhecer as galinhas poedeiras na conta 3721 – Ativos biológicos . um ativo biológico deve ser mensurado no reconhecimento inicial e em cada data de balanço. como tal. Tratando-se de uma pequena entidade (PE) que tenha adotado a NCRF-PE. A valorização das aves é dada consoante as semanas de vida. Independentemente do enquadramento normativo da entidade em causa. exceto quando o justo valor não pode ser fiavelmente mensurado. Como classificá-los? Inventários ou ativos? croentidades (NCM). o ativo biológico deve ser mensurado pelo custo menos qualquer depreciação acumulada e qualquer perda por imparidade acumulada. Nestas situações.De produção – Animais. de que as galinhas configuram ativos biológicos de produção (e.3. nos termos do disposto no ponto 2. Partindo deste nosso entendimento. tornam-se galinhas poedeiras. no âmbito da NCRF-PE. Com efeito. de regeneração própria) analisemos de seguida o respetivo tratamento contabilístico nos normativos. nos termos do parágrafo 13 da NCRF 17.pelo que afastamos a hipótese de serem classificadas como ativos biológicos consumíveis. que passadas algumas semanas (cerca de 28).CONSULTÓRIO Avicultura e inventários Determinado sujeito passivo tem como atividade a produção e comércio de ovos (avicultura). Nas existências está a aquisição de pintos. nesta situação. Com a entrada em vigor do SNC. antes. a NCRF 17 admite que. Assim. Relativamente à mensuração. pelo seu justo valor menos custos estimados no ponto de venda. em nossa opinião as galinhas poedeiras configuram um ativo biológico de produção. porquanto o seu principal destino/função consiste na produção de ovos (os quais correspondem a produtos agrícolas colhidos dos ativos biológicos – as galinhas). aquela tem de se socorrer da NCRF 17 na contabilização dos ativos biológicos. parágrafo 31). Entre as 65 e 70 semanas de vida. cujo conteúdo não esteja expressamente contemplado na NCRF-PE. Pretende-se que o nosso parecer seja elaborado à luz da norma contabilística e de relato financeiro para pequenas entidades (NCRF-PE) e da normalização contabilística para mi- 66 TOC 142 . Embora se assuma o pressuposto de que o justo valor de um ativo biológico pode ser mensurado com fiabilidade. não são produto agrícola mas.

Entendemos. aliás. o tratamento contabilístico das galinhas poedeiras à luz da NCM. da NC-ME). no justo valor das galinhas. Admitindo-se. quais as implicações para as partes envolvidas? Que documento serve de suporte para a situação apresentada? O movimento contabilístico será apenas de transferência da conta de um sócio para outro? 7 – Ativos fixos tangíveis e NCRF 12 – Imparidade de ativos. na contabilização dos ativos biológicos de produção tem de se atender ao disposto no ponto 7. nada é referido acerca da incapacidade de mensurar fiavelmente o justo valor das galinhas. e respeitando o código de contas para microentidades.2. pelo seu custo deduzido de qualquer depreciação acumulada (cf. e não propriamente com a sua mensuração ao justo valor. se fizer parte do negócio que o montante que a empresa devia ao anterior sócio passa para o novo sócio. estabelece os conceitos e regras de reconhecimento e mensuração dos ativos financeiros. o sócio). resposta de janeiro de 2012 A norma contabilística e de relato financeiro (NCRF) 27 – Instrumentos financeiros. Analisemos. quais as contas a movimentar? Quais as implicações para o sócio pelo facto de perdoar a dívida? O documento que serve de suporte para o perdão da divida será uma ata ou é necessário outro documento adicional? Na situação de venda de quotas a novo sócio. passivo financeiro será qualquer passivo que seja uma obrigação contratual de entregar dinheiro ou outro ativo financeiro a uma outra entidade (no caso em análise. até porque. ou de um aumento.6. As entidades deverão reconhecer os passivos financeiros quando estas se tornarem uma parte das disposições JANEIRO 2012 67 . Tratando-se de uma microentidade (ME) que adote a NCM. a cada data do balanço. para além de outras situações aí previstas. as galinhas poedeiras devem ser inicialmente reconhecidas pelo seu custo na conta 433 – Ativos fixos tangíveis – Equipamento básico e. Deste modo. as alterações no justo valor diretamente na conta 3721 – Ativos biológicos – De produção . conforme se trate de uma redução. ponto 7. passivos financeiros e instrumentos de capital próprio de outra entidade. após o reconhecimento inicial das mesmas como ativos biológicos de produção.CONSULTÓRIO Perdão de suprimentos por parte dos sócios Caso um sócio pretenda perdoar a dívida que a empresa tem quer a nível de suprimentos quer a nível de despesas correntes que foram pagas pelo sócio. No caso em concreto. deve-se reconhecer. nos termos do qual os ativos biológicos de produção são reconhecidos como ativos fixos tangíveis. assim.Animais. após uma breve consulta ao sistema de informação de mercados agrícolas (SIMA) (ver parágrafo 18 da NCRF 17) parece-nos existir cotações oficiais para este tipo de ativos. De acordo com o parágrafo 5 da NCRF 27. por contrapartida de uma conta de resultados: 664 – Perdas por reduções de justo valor – Em ativos biológicos ou 774 – Ganhos por aumentos de justo valor – Em ativos biológicos. que a grande questão prende-se com o reconhecimento contabilístico das galinhas. subsequentemente. agora. da norma contabilística para microentidades (NC-ME). a mensuração fiável das galinhas ao justo valor.

Todavia. também poderá abranger as prestações suplementares. quando através de algum tipo de acordo de perdão de dívida estas sejam canceladas ou expirem. cancelada ou expire. No âmbito da tributação em sede de IRC. isto é. quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada. mesmo que o montante convencionado entre as partes para a transmissão das quotas e dos créditos fosse superior ao valor pelo qual estes se encontram registados na contabilidade. Desta forma. Contudo. resposta de janeiro de 2012 68 TOC 142 . Assim. seria também conveniente evidenciar no documento pelo qual se efetua a cessão de quotas.CONSULTÓRIO contratuais do instrumento financeiro como.Débito da conta 271 – Fornecedores de investimentos ou da conta 2532 – Outros participantes . não está dependente da contabilização das operações na sociedade mas do teor dos contratos celebrados e da sua comprovação documental. Ao abdicar de tais direitos. Todavia. por exemplo. o registo contabilístico poderá ser: . conforme previsto no parágra- fo 90 da estrutura conceptual do SNC. operação que se designa de cessão de créditos. O parágrafo 12 da NCRF 27 estabelece como exemplo de passivos financeiros as dívidas a fornecedores (incluindo de fornecedores de investimentos)/sócios. Relativamente ao segundo ponto. o parágrafo 33 da NCRF 27 estabelece que os passivos financeiros. em resultado de um acordo de perdão de dívida (que deverá ter como suporte uma declaração escrita em forma de documento legalmente reconhecido). ou também pelos contratos de suprimentos. a tributação na esfera do sócio. Todos os direitos e obrigações do antigo sócio que estejam refletidos na contabilidade deverão passar a ser refletidas na contabilidade em nome do novo sócio.Capital e na conta 26 Sócios terão de ser abertas subcontas para esse novo sócio e proceder-se à transferência dos valores registados nas subcontas do anterior sócio para essas novas subcontas. pois para a sociedade. menciona-se que há a transmissão de «todos os correspondentes direitos e obrigações inerentes» à quota cedida. deverão ser retirados do balanço da entidade apenas quando este se extinguir. resultando este na redução das obrigações a cumprir pela entidade. as dívidas aos fornecedores/sócios serão desreconhecidas (retiradas do balanço) habitualmente quando forem liquidadas. Esta operação apenas tem reflexo na esfera patrimonial do sócio. quais os direitos e obrigações que especificamente se transmitem e os valores acordados para tal transmissão. todos os direitos serão transmitidos também para o novo sócio. pelo que na conta 51 . no documento escrito relativo à cessão de quotas. o desreconhecimento do passivo financeiro e o reconhecimento do respetivo rendimento/ “ganho” pelo perdão da dívida. tais como as dívidas a fornecedores/sócios. deve ser reconhecido o “ganho” que será fiscalmente tributado no exercício em que ocorrer esse perdão (no momento em que o acordo seja aceite e homologado por ambas as partes). por exemplo. não existiria qualquer modificação no seu balanço: o valor nominal das quotas e o montante de suprimentos realizados manter-se-iam. relativamente ao perdão de dívida. ou seja. dívidas do antigo sócio. o perdão de uma dívida a pagar deverá resultar no desreconhecimento do passivo financeiro por contrapartida do reconhecimento de rendimentos na demonstração de resultados. pelo montante total ou parcial da dívida perdoada. a cessão de quotas de uma sociedade e a cessão de créditos sobre a mesma sociedade (suprimentos). também poderão acontecer outras situações mais atípicas que levem ao desreconhecimento das dívidas a fornecedores/sócios como. pela emissão e aceitação de uma dívida resultante da receção e confirmação de uma fatura relativa a um qualquer fornecimento de bens ou serviços por parte de um fornecedor.Suprimentos e outros mútuos por contrapartida a crédito da conta 7886 – Ganhos em perdões de dívidas (sugestão de conta). entre outros. e uma vez que o sócio atual vai deixar de o ser. Pelo desreconhecimento de uma dívida a pagar a um fornecedor ou aos sócios. Em termos de desreconhecimento. forem pagas aos respetivos credores. a conta de suprimentos deverá ser saldada. para todos os efeitos a sociedade passa a ter novo sócio. quando nomeia exemplos de situações que poderão ser mensuradas ao custo ou ao custo amortizado menos qualquer perda por imparidade. Por outro lado. Em termos contabilísticos. A situação descrita tem subjacentes duas operações distintas. em sede de IRS. podendo o anterior sócio passar o valor dos suprimentos para o novo sócio.

Na Revista TOC n.º 130 Junho 2011/TOC n. F. 2005 e 2006 contêm as listas dos respetivos anos. os textos de 2010. Cunha Guimarães António Boia Carla Manuela Teixeira de Carvalho J. F.º 33. de fevereiro de 2008. Maria do Céu Almeida e Joaquin Texeira Quirós Jorge Carrapiço Carlos António Rosa Lopes J. Na revista n.º 138 Outubro 2011/TOC n. de dezembro de 2002.º 132 Janeiro 2011/TOC n. F.º 135 Abril 2011/TOC n.ºs 45. de janeiro de 2009. encontra-se a lista respeitante a 2008.º 135 Julho 2011/TOC n.º 131 Setembro 2011/TOC n. Cunha Guimarães Ana Cristina Silva Data de publicação Janeiro 2011/TOC n.º 137 Novembro 2011/TOC n.º 138 Dezembro 2011/TOC n.º 130 Abril 2011/TOC n.º 141 Novembro 2011/TOC n. 2004. encontra o quadro de todos os textos publicados até então. na n. F.º 134 Junho 2011/TOC n.º 140 Março 2011/TOC n.º 95. Conceição Gomes e Luís Lima Santos Rodrigo António Chaves da Silva Fátima Guerra Miguel Maria Carvalho Lira J.º 135 Abril 2011/TOC n. Contabilidade Título do artigo A adoção do normativo: enquadramento das entidades nacionais no contexto do SNC A contabilidade de gestão na indústria hoteleira portuguesa A falência e a Contabilidade A importância do dossiê fiscal A influência italiana na introdução das partidas dobradas em Portugal A investigação em História da Contabilidade em Portugal nas duas últimas décadas A nano-mini-micro contabilidade: odisseia XXI A NCRF-PE e as NCRF do SNC: principais diferenças A normalização contabilística em Rogério Fernandes Ferreira (I) A normalização contabilística em Rogério Fernandes Ferreira (II) A profissão e o ensino As normas contabilísticas para pequenas e microentidades deveriam ser revogadas? As opções contabilísticas das entidades do PSI-20 As parcerias público-privadas e as regras do Eurostat As PPP e a sua contabilização nas normas internacionais de contabilidade pública Ativo fixo tangível e reconhecimento/desreconhecimento Ativos biológicos de produção: harmonização contabilística e fiscal? Conclusões da conferência «As microentidades» Derivados: futuros de negociação Imparidade de ativos no âmbito da NCRF 12 Mapa de depreciações e amortizações – modelo 32 Métodos de contabilização das participações financeiras em subsidiárias e associadas O anexo no SNC: um bom (mau) TOC vê-se por um bom (mau) anexo O fim do capital social mínimo Autor Fábio de Albuquerque e Maria do Céu Almeida Nuno Arroteia.º 133 Junho 2011/TOC n.º 133 Setembro 2011/TOC n. de janeiro de 2010 pode encontrar os trabalhos referentes a 2009 e na revista n. é apresentada a listagem referente a 2007.º 130. 57.º 133 Junho 2011/TOC n.º 135 Maio 2011/TOC n. Cunha Guimarães Manuel Mendes da Cruz José Domingos da Silva Fernandes Cristina Gonçalves e Joaquim Sant’Ana Fernandes Joaquim Miranda Sarmento Joaquim Miranda Sarmento Mário Portugal Cristina Pinto Amândio Silva e Avelino Antão Carlos Ventura Fábio de Albuquerque. Cunha Guimarães J.º 136 Maio 2011/TOC n. na n. 69 e 81 de dezembro de 2003. distribuídos pelas diferentes secções e ordenados por ordem alfabética relativamente ao título. As revistas n.º 138 Março 2011/TOC n.º 134 Fevereiro 2011/TOC n. de janeiro de 2011.º 118.º 132 Agosto 2011/TOC n.º 130 Março 2011/TOC n.º 106.º 140 Janeiro 2011/TOC n.º 132 JANEIRO 2012 69 .LISTA DE ARTIGOS 2011 Artigos publicados na Revista «TOC» em 2011 Nas tabelas seguintes pode consultar a lista dos trabalhos editados ao longo de 2011 na Revista TOC.

º 137 Março 2011/TOC n.º 136 Fiscalidade Título do artigo A importância da estabilidade fiscal A noção de «operações estreitamente conexas» A polémica em torno da inclusão do ISV na base tributável do IVA A sobretaxa extraordinária sobre os rendimentos A tributação dos dividendos no Orçamento do Estado para 2011 Agricultura: enquadramento em IVA As novas derramas estadual e regional Certificação para dedução de prejuízos fiscais Código do Imposto do Selo: comunicação de contratos de arrendamento Competitividade fiscal – race to the bottom? Modelo 22 de IRC – caso específico da Região Autónoma da Madeira O fim das holdings sedeadas em Portugal? O LIFO no atual ordenamento contabilístico e fiscal O regime do IVA das amostras e das ofertas de valor reduzido O técnico oficial de contas e as normas antiabuso O valor patrimonial tributário dos imóveis em IRC – benefício para o adquirente? Pela flexibilização da tributação do petróleo Penalizações às viaturas ligeiras de passageiros e mistas Pensão de alimentos Sobretaxa extraordinária fracionada Territorialidade do IVA em serviços culturais.º 137 Setembro 2011/TOC n.º 141 Abril 2011/TOC n.º 130 Junho 2011/TOC n. a NCM e os modelos de balanço e de demonstração de resultados aplicáveis (I) O SNC.LISTA DE ARTIGOS 2011 O SNC.º 130 Agosto 2011/TOC n.º 135 Abril 2011/TOC n. Marta Machado Almeida e Pedro Saraiva Nércio Vera Vieira Nunes Maria M.º artigo (I) Revista TOC – 30.º 132 Março 2011/TOC n.º 134 Fevereiro 2011/TOC n.º 137 Fevereiro 2011/TOC n. educativos.º 131 Julho 2011/TOC n.º 134 Junho 2011/TOC n.º 130 Julho 2011/TOC n. Fernandes Ferreira Rui Laires Filipe Romão e Miguel Durham Agrelos João Ricardo Catarino João Antunes Sérgio Claro Rogério M. artísticos. Vieira Reinolds de Melo Gonçalo Brás António Joaquim Andrade Nunes e Carla Sofia Rodrigues Martins Galvão Miguel Luís Cortês Pinto de Melo José Alberto Pinheiro Pinto Rui Laires Paulo Jorge Seabra dos Anjos Ana Cristina Silva João Carlos Fonseca Ana Cristina Silva Vera Vieira Nunes Marco da Silva Nobre Rui Laires João Antunes Data de publicação Agosto 2011/TOC n. Cláudio Correia e Maria da Conceição da Costa Marques Joel Vicente Agosto 2011/TOC n.º 138 Dezembro 2011/TOC n.º 133 Fevereiro 2011/TOC n.º 138 Janeiro 2011/TOC n.º 141 Junho 2011/TOC n.º 136 Janeiro 2011/TOC n. Pires João Carlos Fonseca Walter Crispim Eduardo Manuel Lopes de Sá e Silva Sónia Ferreira Mário Portugal Mário Portugal Jorge Carrapiço Miguel Gonçalves.º 131 Setembro 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n.º 131 Fevereiro 2011/TOC n.º artigo (II) SNC: subarrendamentos Transparência nas contas dos municípios portugueses – o caso exemplar de Oliveira do Hospital XBRL: linguagem universal para a informação financeira Joaquin Texeira Quirós.º 133 Dezembro 2011/TOC n.º 131 Fevereiro 2011/TOC n.º 136 Agosto 2011/TOC n. científicos.º 131 Julho 2011/TOC n.º 135 Agosto 2011/TOC n.º 137 Maio 2011/TOC n. Fábio de Albuquerque e Manuela Marcelino Carlos António Rosa Lopes e João Rui M.º 132 Outubro 2011/TOC n.º 133 Fevereiro 2011/TOC n.º 131 Abril 2011/TOC n.º 137 Julho 2011/TOC n.º 138 Janeiro 2011/TOC n. Mónica Respício Gonçalves. a NCM e os modelos de balanço e de demonstração de resultados aplicáveis (II) Os métodos de contabilização das participações financeiras e o grau de endividamento dos municípios Os submarinos são um ativo Professor António Lopes de Sá: um mito e uma realidade Proposta de alteração das demonstrações financeiras Regime de exigibilidade numa base de caixa Revista TOC – 30. Fernandes Ferreira. Fábio de Albuquerque e Manuela Marcelino Joaquin Texeira Quirós. desportivos ou recreativos Viaturas ligeiras: mais e menos-valias fiscais Autor Rogério M.º 136 Abril 2011/TOC n.º 135 70 TOC 142 .

º 137 Abril 2011/TOC n.º 134 Dezembro 2011/TOC n.º 132 Opinião Título do artigo A Ordem como elemento ativo da dinâmica social Há um tempo para tudo Incompreensível Morrer da doença ou da cura? Autor A.º 134 Julho 2011/TOC n.º 131 Outubro 2011/TOC n.º 139 Fevereiro 2011/TOC n.º 133 Direito Título do artigo A desvirtuação do subsídio de desemprego e a viabilidade da Segurança Social A responsabilidade dos TOC pelas dívidas e infrações tributárias das empresas Da reversão fiscal sobre o responsável subsidiário Gerência plural de sociedades – modo de representação e vinculação O novo capital social Regime de contrato de suprimento às sociedades anónimas e em nome coletivo Autor Messias Carvalho Catarina Garcia de Matos Marco Vieira Nunes Paula de Carvalho Paula de Carvalho Paulo Jorge Seabra dos Anjos Data de publicação Julho 2011/TOC n.º 132 Maio 2011/TOC n.º 130 Fevereiro 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n.º 131 Agosto 2011/TOC n.º 138 Abril 2011/TOC n.º 139 Março 2011/TOC n.º 138 JANEIRO 2012 71 .º 140 Agosto 2011/TOC n.º 135 Novembro 2011/TOC n.º 136 Março 2011/TOC n.º 137 Janeiro 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A.º 137 Setembro 2011/TOC n.º 135 Gabinete de Estudos Título do artigo A importância da informação contabilística de qualidade em tudo o que respeita ao setor público A Lei do Solo no universo tributário: questões de enquadramento (I) A Lei do Solo no universo tributário: questões de enquadramento (II) A nova proposta de diretiva sobre a matéria coletável consolidada comum em sede de imposto sobre as sociedades A reforma do IVA: algumas propostas A tributação das atividades económicas em IVA – conclusões da VI Conferência Internacional GEOTOC/IDEFF ATÉ onde pode (deve?) a fiscalidade intrometer-se? Conclusões da V conferência internacional OTOC/ IDEFF/DGCI O IVA e o terceiro setor Os limites do sacrifício fiscal em IRS Relações entre Contabilidade e Fiscalidade – problemas contabilísticos Autor Daniel Bessa Carlos Baptista Lobo Carlos Baptista Lobo António Carlos dos Santos Clotilde Celorico Palma António Carlos dos Santos e Manuel Faustino Manuel Faustino Amândio Silva e Avelino Antão Clotilde Celorico Palma Manuel Faustino José Rodrigues de Jesus Data de publicação Setembro 2011/TOC n.º 135 Junho 2011/TOC n.º 141 Junho 2011/TOC n.LISTA DE ARTIGOS 2011 Gestão Título do artigo Coaching nas organizações Governação na Europa O relatório único e a higiene e segurança no trabalho Autor Eunice Correia Eduardo Sá e Silva Fábio Duarte Data de publicação Janeiro 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A.º 136 Junho 2011/TOC n. Domingues de Azevedo Data de publicação Outubro 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A.º 130 Agosto 2011/TOC n.

º 139 Colaboração ISCAL Título do artigo Algumas reflexões a propósito do OE/2012 Demonstrações financeiras. Domingues de Azevedo A. Fábio Albuquerque.º139 Colaboração IDEFF Título do artigo A extinção das golden shares A terra do leite e do mel O que se deverá esperar da revisão da lei da concorrência Um novo modelo de governação económica europeia? Autor Nuno Cunha Rodrigues Eduardo Paz Ferreira Luís Silva Morais Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins Data de publicação Setembro 2011/TOC n.º 141 Outubro 2011/TOC n.º 132 Julho 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A. Alves da Silva Data de publicação Setembro 2011/TOC n. P. nem originais Autor António Marinho e Pinto Guilherme d’Oliveira Martins Eduardo Paz Ferreira Data de publicação Maio 2011/TOC n. J. Domingues de Azevedo A.º 139 A palavra de… Título do artigo A importância das ordens profissionais Disciplina e rigor Nem boas. J. Cunha Guimarães e Leonor Fernandes Ferreira Data de publicação Maio 2011/TOC n. J. J.º 135 Novembro 2011/TOC n. Fernando Carvalho e Pedro Pinheiro Data de publicação Novembro 2011/TOC n.º 130 Maio 2011/TOC n. Alves da Silva A.º 141 Janeiro 2011/TOC n. Fernando Carvalho e Pedro Pinheiro Rui M. Alves da Silva A.º 138 Dezembro 2011/TOC n. Domingues de Azevedo Dezembro 2011/TOC n.º 140 Dezembro 2011/TOC n. Ana Isabel Dias. Domingues de Azevedo A.º 138 Junho 2011/TOC n.º 141 Novembro 2011/TOC n.º 136 Abril 2011/TOC n. Alves da Silva A. Fábio Albuquerque.º 134 Abril 2011/TOC n. Domingues de Azevedo A.LISTA DE ARTIGOS 2011 No concerto das nações O futuro da profissão O sonho continua Querer é poder Só dependemos de nós Um lugar na História Um pouco de ânimo e esperança Um único rumo Valeu a pena.º 135 72 TOC 142 . J. P.º 140 Comissão de História da Contabilidade Título do artigo Quarto aniversário da Comissão de História da Contabilidade Autor Lúcia Lima Rodrigues. Domingues de Azevedo A.º 133 Junho 2011/TOC n.º 140 Outubro 2011/TOC n.º 134 A Contabilidade e o fisco Título do artigo A contabilidade e o fisco A saga das retenções na fonte As tributações autónomas e o fisco Os comissionistas. Ana Isabel Dias.º 141 Novembro 2011/TOC n.º 134 Março 2011/TOC n. alterações recentes e perspetivas futuras O IASB: planos de trabalho futuros e conclusões recentes Autor Vasco Valdez Rui M.º 140 Outubro 2011/TOC n. Obrigado! A. de Almeida.º 138 Dezembro 2011/TOC n. de Almeida. as comissões e o fisco Autor A.º 133 Setembro 2011/TOC n. F. Domingues de Azevedo Armando Marques A.

º 133 Novembro 2011/TOC n.º 136 Agosto 2011/TOC n.º 135 Novembro 2011/TOC n.º 138 Janeiro 2011/TOC n.º 130 Outubro 2011/TOC n.º 140 Janeiro 2011/TOC n.º 133 Março 2011/TOC n.º 130 Abril 2011/TOC n.º 131 Maio 2011/TOC n.º 134 Junho 2011/TOC n.º 135 Abril 2011/TOC n.º 141 Novembro 2011/TOC n.º 137 Dezembro 2011/TOC n.º 138 Abril 2011/TOC n.º 140 Setembro 2011/TOC n.º 140 Abril 2011/TOC n.º 135 Maio 2011/TOC n.º 132 Abril 2011/TOC n.º 141 Outubro 2011/TOC n.º 139 Outubro 2011/TOC n.º 133 Março 2011/TOC n.º 139 Julho 2011/TOC n.º 139 Novembro 2011/TOC n. dezenas de questões e respetivas respostas foram publicadas na secção «Consultório Técnico».º 130 Junho 2011/TOC n.º 132 Janeiro 2011/TOC n.º 130 Fevereiro 2011/TOC n.º 133 Junho 2011/TOC n.º 137 Maio 2011/TOC n. Consultório técnico Título do artigo Agência de viagens e IVA Alteração das taxas de amortização Amortizações Amortizações e reintegrações Anulação de perdas por imparidade Aquisição intracomunitária Ativos biológicos Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis Ativos intangíveis Ativos tangíveis Benefícios fiscais na criação de posto de trabalho Benefícios na criação de emprego Bolsas de ação desportiva Cedência de posição contratual Classificação de subsídios Concursos promovidos pela Santa Casa da Misericórdia Consolidação de contas Consolidação de contas Contabilização de ativos biológicos Contabilização de subsídios Contabilização em SNC de imóveis arrendados Créditos incobráveis Custos fiscais Custos fiscais e gastos fiscais Demonstrações financeiras Desreconhecimento de ativos Diferenças de câmbio Direito à dedução do IVA Dissolução e liquidação Doação de imóvel Dupla tributação internacional Empreitadas. atrasos de pagamento e Código do IVA Enquadramento fiscal de um prémio Entidade bancária e benefícios fiscais Fusão Data de publicação Junho 2011/TOC n.º 134 Agosto 2011/TOC n.º 134 Agosto 2011/TOC n.º 132 Novembro 2011/TOC n.º 136 Setembro 2011/TOC n. É apenas uma pequena parte das dúvidas que os membros colocaram ao Departamento de Consultoria da Ordem.LISTA DE ARTIGOS 2011 Consultório técnico – textos publicados em 2011 Ao longo do último ano.º 140 Dezembro 2011/TOC n.º 133 Julho 2011/TOC n. Segue-se o índice de títulos dos textos.º 135 Janeiro 2011/TOC n.º 135 Março 2011/TOC n. ordenado por ordem alfabética e respetiva data de publicação.º 137 JANEIRO 2012 73 .º 139 Junho 2011/TOC n.º 140 Outubro 2011/TOC n.

º 131 Fevereiro 2011/TOC n.º 130 Dezembro 2011/TOC n.º 131 Janeiro 2011/TOC n.º 136 Janeiro 2011/TOC n.º 135 Setembro 2011/TOC n.º 135 Março 2011/TOC n.º 130 Julho 2011/TOC n.º 135 Julho 2011/TOC n.º 131 Fevereiro 2011/TOC n.º 132 Abril 2011/TOC n.º 140 Março 2011/TOC n.º 138 Março 2011/TOC n.º 135 Abril 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n.º 138 Novembro 2011/TOC n.º 131 Maio 2011/TOC n.º 134 Setembro 2011/TOC n.º 141 Agosto 2011/TOC n.º 141 Março 2011/TOC n.º 132 Janeiro 2011/TOC n.º 135 Fevereiro 2011/TOC n.º 131 Junho 2011/TOC n.º 134 Maio 2011/TOC n.º 141 Janeiro 2011/TOC n.º 137 Novembro 2011/TOC n.º 141 Julho 2011/TOC n.º 130 Junho 2011/TOC n.º 136 Agosto 2011/TOC n.º 136 Junho 2011/TOC n.º 132 Fevereiro 2011/TOC n.º 130 Abril 2011/TOC n.º 138 Fevereiro 2011/TOC n.º 133 Dezembro 2011/TOC n.º 139 Março 2011/TOC n.º 131 Maio 2011/TOC n.º 131 Dezembro 2011/TOC n.º 136 Outubro 2011/TOC n.º 130 Setembro 2011/TOC n.º 137 74 TOC 142 .º 137 Dezembro 2011/TOC n.LISTA DE ARTIGOS 2011 Garantias Goodwill Goodwill Imposto do selo Impostos diferidos Indemnizações Investimentos financeiros Investimentos financeiros IRC – estabelecimento estável IRC – tributação autónoma IRC e dupla tributação internacional IRS – indemnizações IVA – exportações IVA – falsas operações triangulares IVA – faturação IVA – passagem a setor isento IVA – regra de localização IVA – regras de localização IVA – serviços públicos postais IVA em agências de viagens Justo valor em produtos agrícolas Leasing financeiro Legislação comercial – distribuição de lucros Mais-valias e IRS Mais-valias em imóveis e quotas Método de equivalência patrimonial Método de equivalência patrimonial Microentidade Movimentos contabilísticos Obrigações declarativas Perdão de dívidas Prémio de realização Produtos e trabalhos em curso Provisões em sede de IRC Reavaliações Rédito Regime simplificado Regras de localização Remuneração de gerência Rendimentos do trabalho dependente Rendimentos do trabalho dependente Residência fiscal Residência fiscal Senhas de presença Subsídios Subsídios Subsídios para a agricultura Sucursal Taxas de IVA Transmissão de quotas Trespasse Valor patrimonial tributário Fevereiro 2011/TOC n.º 136 Janeiro 2011/TOC n.º 133 Maio 2011/TOC n.º 134 Junho 2011/TOC n.º 138 Abril 2011/TOC n.º 138 Julho 2011/TOC n.º 134 Agosto 2011/TOC n.º 132 Setembro 2011/TOC n.º 130 Julho 2011/TOC n.º 133 Fevereiro 2011/TOC n.º 140 Junho 2011/TOC n.º 134 Setembro 2011/TOC n.º 132 Janeiro 2011/TOC n.

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