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Estudos de Casos - Moore - Dorso

Estudos de Casos - Moore - Dorso

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Estudos de casos – Dorso

Casos clínicos Moore

Caso 4.1
Uma ginasta de 13 anos de idade que treinava 18 a 20 horas por semana queixou-se de dor na parte inferior do dorso. Um exame físico e radiografias revelaram que tinha uma fratura de tensão na vértebra L5. Questões: − Que movimento repetitivo da coluna vertebral poderia resultar em fratura de tensão da coluna vertebral? − Que região e vértebra da coluna normalmente estão envolvidos? − Qual é o nome clínico dado a este defeito ósseo? − Que atividades você acha que podem produzir esse tipo de fratura de tensão? Resposta: Hiper-extensão contínua da coluna vertebral pode produzir fraturas de tensão das partes interarticulares da lâmina da vértebra L5, especialmente em pessoas cujas colunas vertebrais são imaturas. O defeito – espondilólise – pode resultar no movimento anterior do corpo vertebral L5 sobre o sacro (espondilolistese). As pessoas envolvidas em mergulho, ginástica, luta livre e halterofilismo são especialmente vulneráveis a estes defeitos ósseos. Levantamento de peso acima da cabeça e atividades repetitivas realizadas por pintores, carpinteiros e eletricistas também podem produzir espondilólise.

Caso 4.2
Um halterofilista (levantador de peso) estava se preparando para competição levantando pesos progressivamente maiores. Durante a hiper-extensão da coluna vertebral, sentiu repentinamente uma dor acentuada na parte inferior do dorso. Após um exame físico, chegou-se á conclusão de que estava experimentando dor aguda no dorso. Questões: − Qual foi a causa provável de dor aguda no dorso? − Que músculos do dorso são comumente afetados? − Que sintomas e sinais você esperaria em pessoas com esta condição? − O que você acha que evita este tipo de lesão no dorso? Resposta: O halterofilista provavelmente experimentou um acentuado espasmo no dorso. Os músculos do dorso que normalmente estão envolvidos são os músculos profundos (e.g., eretor da espinha e suas sub-divisões). O sintoma mais comum do espasmo muscular é uma dor surda, contínua, na parte inferior do dorso. O sinal óbvio é uma amplitude limitada de movimento da coluna vertebral e grandes áreas de sensibilidade aumentada. Postura incorreta e mecânica de levantamento inadequado causam a maioria das dores agudas no dorso. O modo correto de sentar e técnicas de levantamento de peso seriam aconselháveis, como, por exemplo, levantar peso com os membros inferiores em vez do dorso.

O exame físico e a imagem médica revelaram um disco inter-vertebral degenerado e herniado na região cervical da coluna vertebral.Caso 4. perna e dorso do pé. esse tipo de herniação é incomum. Questões: − Em que direção um disco inter-vertebral normalmente se salienta? − Por que o núcleo pulposo normalmente sofre herniação nessa direção? − Por que isso causa dor no membro inferior? − Que movimentos do membro você acha que agravariam a dor? − Qual é a base anatômica do aumento da dor? Resposta: O núcleo pulposo herniado de um disco inter-vertebral normalmente salienta-se pósterolateralmente e causa dor que se irradia das regiões sacro-ilíaca e nádegas para a face posterior da coxa. o núcleo pulposo está excentricamente colocado em direção da face posterior do disco.4 Uma mulher de 52 anos de idade virou a cabeça rapidamente durante um jogo de tênis e. Além disso. subitamente. A extrusão dos constituintes do disco também pode causar inflamação das raízes devido á irritação química proveniente de substâncias liberadas do núcleo pulposo. poderia comprimir a medula espinhal ou a cauda equina. posterior ao ligamento longitudinal no canal vertebral. O disco inter-vertebral é suportado ântero-lateralmente e diretamente atrás pelos ligamentos longitudinais anterior e posterior. Uma herniação posterior do núcleo pulposo através de um anel fibroso degenerado ou enfraquecido. entretanto. Questões: − − − − O que provavelmente causou a herniação do disco inter-vertebral? O que causa a degeneração do disco inter-vertebral? Quais são os resultados da degeneração do disco? O que pode aliviar a dor produzida pela degeneração do disco cervical? Resposta: . IRM revelaram que tinha um disco inter-vertebral saliente no nível das vértebras L5/S1. incluindo o dorso do pé. passando por ambos os lados do ligamento longitudinal posterior – mas infringindo-o – no forame inter-vertebral e assim comprimindo as raízes dos nervos espinhais. A maioria das herniações ocorre na direção póstero-lateral. A pressão sobre as raízes dos nervos espinais lombares causa dor que se irradia através da nádega para o membro inferior. O agravamento da dor normalmente ocorre (embora alguns pacientes experimentem alívio da dor) quando o membro inferior estendido é fletido passivamente no quadril porque a raiz do nervo espinhal é esticada. sentiu uma dor acentuada na parte inferior do dorso e do quadril. subitamente. sentiu uma dor aguda no pescoço e ao longo do membro superior. Caso 4.3 Um homem de meia-idade estava erguendo um objeto pesado quando. Parestesia (sensação de toque de alfinete ou agulha) também ocorre na área de pele envolvida (dermátomo). com o ligamento posterior sendo mais fraco e mais estreito. que se irradiou para baixo da parte detrás da coxa até a perna.

Uma radiografia revelou uma vértebra cervical deslocada. A degeneração do disco diminui a estatura. deslizando anteriormente sobre a vértebra C7. limita a mobilidade e diminui o tamanho dos forames inter-vertebrais. Caso 4. O anestésico banha as raízes dos nervos espinais S2 a S4. a possibilidade de compressão da raiz do nervo espinhal.A degeneração do disco inter-vertebral comumente ocorre na região cervical. Caso 4. um ligeiro deslocamento de uma vértebra pode não comprimir a medula espinal mas poderia causar contusão (esmagamento) do tecido nervoso. incluindo as fibras de dor provenientes do colo do útero e da parte superior da vagina. desse modo. Devido a ser o canal vertebral relativamente grande nesta região. aumentando.Entretanto. resultando em uma sensação de formigamento. Caso 4.6 Uma mulher no início do trabalho de parto estava experimentando dor considerável. A perda de água e mucopolissacarídeos provenientes do núcleo pulposo resulta no estreitamento do espaço inter-vertebral e na capacidade reduzida do disco de atuar como um coxim entre as vértebras. A degeneração do disco está associada com a desidratação do núcleo pulposo. Queixou-se áqueles que o atenderam sobre uma dor acentuada no pescoço e uma sensação de formigamento nos membros superiores. Os cornos do sacro são os pontos de referência ósseo usados na localização do hiato sacral para a administração da anestesia caudal. o deslocamento acentuado das vértebras cervicais pode comprimir a medula espinal e causar paralisia dos membros. Questões: − Que vértebra normalmente é deslocada nesse tipo de lesão? − Que estrutura pode ter sido comprimida se ocorreu um deslocamento acentuado? − Qual é a base anatômica das lesões? Resposta: A vértebra C6 se desloca.5 Um homem de 45 anos de idade caiu de um cavalo. Sua obstetra resolveu realizar um bloqueio epidural caudal. A tração superior da cabeça pode aliviar a dor causada pelo estreitamento dos forames inter-vertebrais e a pressão sobre as cápsulas de articulação dos processos articulares. que e inserido através do hiato sacral.7 Um médico estava se preparando para realizar uma punção lombar para estabelecer o diagnóstico de . Questões: − Explique o que quer dizer um bloqueio epidural caudal. − Que nervos normalmente são anestesiados? − Quais são os pontos de referência ósseos importantes usados para a administração da anestesia caudal? Resposta: Um bloqueio epidural caudal significa que um agente anestésico é administrado usando-se um cateter colocado no canal sacral.

a extremidade inferior do saco dural contém a cauda equina e não a medula espinal. Caso 4. Questões: − O que é estenose espinal? − Como a estenose produz dor no dorso e na perna? − Quais são as causas da estenose espinal? Resposta: A estenose espinal é um estreitamento do canal vertebral ou dos forames inter-vertebrais. Após um exame físico e uma IRM de varredura.8 Uma paciente queixando-se de dor no pescoço foi examinada por sua médica.um paciente com hemorragia intra-craniana. que contém LCR (líquido céfalo-raquidiano) Caso 4. ele disse ao paciente que seu desconforto era o resultado de estenose espinal. A estenose (estreitamento) causa compressão da medula espinal se nos níveis mais superiores de L1 da medula ou compressão da cauda equina nos níveis L2 aL5. Por essa razão.10 . Estes níveis são seguros para recém-nascidos. Resposta: O 6º nervo cervical seria afetado porque os discos inter-vertebrais são numerados de acordo com a vértebra acima da qual se situam. de modo que a agulha possa ser inserida através dos tecidos do dorso até a cisterna lombar. Caso 4. que resulta da isquemia da cauda equina. Questões: − Que nervo uma protrusão do disco cervical C5 afetaria? − Explique a razão de sua resposta. crianças e adultos porque a medula espinal normalmente termina na vértebra L3 nos recém-nascidos e na margem inferior da vértebra L1 na maioria dos adultos. Os dorsos dos pacientes são fletidos para a punção lombar para separar os processos espinhosos e as lâminas. Consequentemente. Pode ser congênita ou pode ser causada por degeneração das vértebras. Os sintomas incluem dor no dorso e parestesia. normalmente na região lombar da coluna vertebral. Questões: − Em que níveis ele cogitaria inserir a agulha? − Por que estes níveis vertebrais são usados? − Estes níveis são seguros nos recém-nascidos? − Por que o dorso do paciente é fletido tanto quanto possível ao se realizar uma punção lombar? Resposta: A punção lombar normalmente é realizada entre as vértebras L3/L4 ou L4/L5.9 Um homem de 68 anos de idade com dor no dorso e na perna foi examinado por um médico. Após ver as IRM. a médico disse-lhe que tinha uma herniação do disco inter-vertebral C5. um disco C5 herniado não afeta o 5º nervo cervical mas em seu lugar afeta o 6º nervo cervical.

Espaços semelhantes existem entre os processos espinhosos lombares quando o dorso é . Entretanto. como aumentam os espaços entre os processos espinhos das vértebras C2 até C7. Como resultado. um jovem de 16 anos de idade foi ferido com uma faca na face posterior do pescoço. ele fletiu o pescoço.Durante uma radiografia de rotina do dorso de um homem jovem. observou-se uma anomalia congênita comum do arco vertebral. C5) do paciente. O paciente fica quadriplégico quando a lesão é acima do segmento C5 porque os nervos que suprem o membro superior são derivados dos segmentos C5 até T1 da medula espinhal. provavelmente não teria sido ferido gravemente. o paciente poderia morrer em poucos minutos. Para grande surpresa de seus agressores. Quando se esquivou para evitar o seu agressor. Observe que o espaço entre a protuberância occipital externa e o processo espinhoso do áxis aumenta. Se mais de uma vértebra lombar é afetada. Caso 4. os espaços entre esses processos e as lâminas dos arcos das vértebras aumentam.11 Durante um ataque de vários skinheads. Se o jovem tivesse sido esfaqueado no mesmo lugar quando sua cabeça estava ereta. colocando sua mão no dorso de seu pescoço e então flexione-o tanto quanto possível. explique a base da lesão. o suprimento nervoso para o diafragma. Se a faca tivesse secionado a medula espinhal acima de C4. A medula espinal e as meninges em geral são normais nas pessoas com espinha bífida oculta. a frequência da dor no dorso pode ser maior. Não foram detectados sinais de dor no dorso. mesmo aquelas resultantes de ferimentos de faca. Esta resulta da falha na união das lâminas do arco vertebral e varia de um pequeno defeito até quase uma deficiência completa na formação do arco vertebral. Questões: − Qual é a anomalia de desenvolvimento mais comum da coluna vertebral? − A medula espinal e as meninges geralmente são normais nestas pessoas? − A anomalia comum normalmente causa dor no dorso? Resposta: A anomalia comum de desenvolvimento da coluna vertebral é a espinha bífida oculta. entre no canal vertebral e corte a região cervical da medula espinhal. A transecção completa da medula espinal resulta na perda de toda a sensação e movimento voluntário abaixo da lesão. Questões: − Como esta lesão grave provavelmente ocorreu? − Usando seu conhecimento anatômico da coluna vertebral e seus conteúdos. C4. A medula espinal geralmente é normal e o defeito nem sempre é acompanhado por sintomas. − Como este conhecimento pode ser usado no diagnóstico e tratamento do sistema nervoso e na administração de agentes anestésicos? Resposta: Os processos espinhosos e as lâminas dos arcos das vértebras normalmente protegem a medula espinal durante lesões á face posterior do pescoço. Neste local a lesão teria interferido com a efluência frênica (C3. o jovem caiu e ficou completamente imobilizado do pescoço para baixo. Isto pode permitir que uma faca passe entre eles. Verifique este movimento das vértebras cervicais durante a flexão. A faca provavelmente teria atingido os processos espinhosos e/ou as lâminas das vértebras cervicais e resvalaria sem danificar a medula espinal. a lesão teria interrompido a respiração do paciente. quando o pescoço está fletido.

O reflexo bicipital também estava fraco no lado esquerdo. Caso 4. O mecanismo da lesão no caso presente foi. Este procedimento. A dor no pescoço era agravada pelo movimento da cabeça. meningite). originalmente.g. e há pequenas espículas de osso nas margens opostas dos corpos vertebrais de C5.fletido. Seu corpo foi empurrado para a frente e sua cabeça atirada violentamente para trás. é realizado para obter uma amostra de LCR. os estabilizadores . o da rápida hiper-extensão do pescoço. Diagnóstico: Lesão por hiper-extensão do pescoço. Isto provavelmente teria ocorrido porque os músculos do pescoço do paciente. Para a anestesia epidural – chamada bloqueio epidural – a agulha também pode ser inserida através do hiato sacral na extremidade inferior do sacro. Sua palpação da face posterior do pescoço revelou alguma sensibilidade sobre os processos espinhosos das vértebras cervicais inferiores. Porque o encosto de cabeça não estava na posição correta. Relatório da Radiologia: Os discos inter-vertebrais entre C5 e C6 e entre C6 e C7 são finos. Exame físico: O médico observou que o homem mantinha a cabeça rigidamente e inclinada para a direita. que está abaixo do nível do saco dural. conhecido como punção lombar. C6 e C7. não havia nada para restringir o movimento posterior da cabeça e do pescoço. Ele sofreu uma leve concussão e sentiu-se trêmulo. Observou também que o queixo apontava para a esquerda e que o pescoço estava ligeiramente fletido. Questões: − Qual é a base anatômica para a concussão do paciente. gordura e veias. Na manhã seguinte o pescoço do homem estava rígido e dolorido. Estas punções são realizadas durante a investigação de algumas doenças do sistema nervoso (e. e ele sentia dor no lado esquerdo do pescoço e no braço esquerdo. um encosto de cabeça é inútil se não está elevado de modo que a cabeça bata nele se ocorrer uma lesão por trás. Entretanto. rigidez do pescoço e dor no pescoço e braço? − Que raiz do nervo espinal provavelmente foi comprimida? − Que músculos provavelmente foram afetados? − O que provavelmente causou a diminuição dos discos inter-vertebrais do paciente e a formação das espículas ósseas nas margens dos corpos vertebrais? Resposta: A associação entre colisões traseiras de carro e lesões por hiper-extensão dos tecidos moles da região cervical da coluna vertebral é em conhecida. informou-os de que não estava ferido gravemente. A presença destes espaços é importante porque permite aos médicos inserir uma agulha de punção lombar para retirada de LCS. O espaço extra-dural ou epidural é um espaço real que é preenchido com tecido conjuntivo frouxo. Nos adultos. Uma lesão por hiper-flexão do pescoço também pode ter ocorrido quando a cabeça foi secundariamente arremessada para a frente sobre o peito. Ele pediu um estudo radiográfico da região cervical da coluna vertebral. a agulha normalmente é inserida entre os processos espinhosos das vértebras L3 e L4 ou L4 e L5 no espaço sub-aracnóideo. Encostos de cabeça e assentos reclináveis foram projetados para minimizar estas lesões. Quando conversou com o motorista que havia batido no carro e com o guarda de trânsito. Ele decidiu ir ao médico.12 Um homem de 51 anos de idade estava esperando o sinal de trânsito abrir quando seu carro foi “abalroado por trás”. Soluções anestésicas também podem ser injetadas no espaço sub-aracnóideo neste nível (bloqueio espinal lombar) ou no espaço epidural (anestesia caudal).. O guarda observou que o encosto de cabeça não estava levantado no nível correto para evitar uma hiperextensão do pescoço.

A IRM mostra que o núcleo pulposo do disco inter-vertebral L5/S1 estava saliente. A formação de orlas de novo osso sub-periósteo (osteófito) nas margens dos corpos vertebrais ocorre nas pessoas mais idosas. provavelmente por uma herniação pósterolateral do disco inter-vertebral entre as vértebras C5 e C6. A dor no ombro esquerdo do paciente e a fraqueza do reflexo bicipital no lado esquerdo. Durante o exame. foi encaminhado a um especialista. provocando pequenas hemorragias. o homem apontou para a parte inferior da região lombar. A concussão provavelmente resultou do impacto súbito dos ossos frontal e esfenóide contra os pólos frontal e temporal do cérebro. O nervo músculo-cutâneo (C5 e C6) supre o músculo bíceps braquial e o reflexo bicipital também é mediado através de C5 e C6.13 Enquanto carregava uma caixa pesada de livros. Uma lesão por hiper-extensão do pescoço é popularmente chamada por “lesão em chicotada”. Exame físico: O ortopedista observou que os músculos do dorso do homem estavam em espasmo. provavelmente. Também foi observado um desvio lateral da região lombar da coluna vertebral. que recomendou repouso. perna e pé? − Por que a dor aumentou quando o ortopedista elevou o membro inferior estendido do paciente? . Questões: − Qual é a base anatômica para herniação (protrusão) de um disco inter-vertebral e da dor resultante na parte inferior do dorso? − O que produz o desvio lombar? − Por que o paciente experimentou dor na face póstero-lateral da coxa. A diminuição dos discos inter-vertebrais na região cervical provavelmente resultou de um dessecamento (perda ou remoção de líquido) dos núcleos pulposos dos discos inter-vertebrais. Quando solicitado a indicar o local de dor mais intensa. O ortopedista solicitou um estudo radiológico e IRM da parte inferior do dorso. Ele experimentou aumento de dor quando o médico elevou o membro inferior estendido daquele lado. Os espasmos musculares resultantes seriam responsáveis pela rigidez e dor no pescoço do paciente. Estas orlas de osso também podem comprimir as raízes dos nervos espinhais. Relatório da Radiologia: As radiografias mostram um ligeiro estreitamento do espaço entre os corpos vertebrais L5 e S1. estariam relativamente relaxados quando o paciente foi pego desprevenido. o ligamento longitudinal anterior e os músculos do pescoço teriam sido gravemente distendidos e algumas de suas fibras provavelmente foram laceradas. Mais tarde desenvolveu uma dor contínua na face póstero-lateral da coxa esquerda que se estendia ao longo da panturrilha até o pé. Após consultar o médico da família. resultaram da compressão da raiz do nervo C6 esquerdo. Doença degenerativa do disco frequentemente ocorre com o avançar da idade e pode resultar em saliência dos anéis fibrosos dos discos inter-vertebrais. Ele mancava quando caminhava porque não estendia completamente a coxa. não foi observado qualquer reflexo do tendão de Aquiles no lado esquerdo.principais da região cervical da coluna vertebral. Caso 4. Muitos médicos consideram este termo uma designação médica inaceitável porque nenhuma síndrome clínica bem definida ou condição patológica específica está associada com a lesão. um homem de 45 anos de idade experimentou subitamente dor acentuada na parte inferior do dorso. Diagnóstico: Herniação póstero-lateral do núcleo pulposo do disco inter-vertebral entre L5 e S1. Durante hiper-extensão acentuada do pescoço.

Uma autópsia foi realizada.Resposta: A dor na parte inferior do dorso e os espasmos musculares do paciente. o paciente experimentou dor sobre a região póstero-lateral da coxa e da perna. o que provavelmente causou a dor inicial no dorso do paciente. Alguma hemorragia. provavelmente foram causados pelo rompimento da parte póstero-lateral do anel fibroso e pela protrusão do núcleo pulposo do disco inter-vertebral entre as vértebras L5 e S1. usando uma técnica de transporte adequada. Entretanto. O espasmo muscular e a dor para-vertebral resultaram de os músculos estarem contração tônica contínua em uma tentativa de evitar que as vértebras se movessem e causassem dor mais acentuada. o nervo isquiático é composto de diversas raízes lombares inferiores e sacrais superiores. A herniação do disco exerceu pressão sobre uma raiz do nervo ou raízes do nervo isquiático. C1 estava fraturada em ambos os sulcos para as artérias vertebrais. O desvio lombar da coluna vertebral do paciente foi produzido pelo espasmo dos músculos intrínsecos do dorso. o núcleo pulposo saliente frequentemente afeta uma ou mais raízes dos nervos espinhais. No presente caso. O estreitamento e diminuição do espaço entre os corpos vertebrais observado nas radiografias é causado por uma grande redução dos constituintes do disco entre os corpos vertebrais adjacentes no nível L5/S1. Questões: − Quais são as lesões provavelmente causadas pelas vértebras fraturadas? . Quando o homem levantou a caixa pesada de livros. As protrusões do disco ocorrem mais comumente póstero-laterais. A dor é sentida em uma ou mais das seguintes áreas: as nádegas. morreu aproximadamente 5 minutos depois. A variação na localização da dor resulta do fato de que uma protrusão póstero-lateral de um único disco lombar pressiona apenas uma raiz do nervo. Ciática é o nome dado á dor na área de distribuição do nervo isquiático (L4-S3). Esta parte do anel não é sustentada pelos ligamentos longitudinais nem anterior nem posterior. na articulação do quadril. A medula espinal estava gravemente danificada. Caso 4. nas faces posterior e lateral da perna. a pressão parece ter afetado o componente S1 do nervo isquiático á medida que passa inferiormente. Á medida que o componente S1 foi comprimido pelo disco saliente. a dor no membro inferior aumentou por causa da distensão das fibras nervosas comprimidas naquela raiz.14 Uma mulher de 18 anos de idade caiu de um cavalo e sofreu uma lesão na medula espinal como resultado de uma hiper-extensão acentuada do pescoço. o nervo isquiático estava distendido. posterior ao disco intervertebral L5 e S1. Quando o médico levantou o membro inferior estendido do paciente. Relatório da autópsia: Diversas vértebras cervicais foram fraturadas. a face posterior da coxa. algumas vezes chamados “lumbago”. e normalmente nas partes da face lateral do tornozelo e pé. As vértebras C6 e C7 estavam quebradas em diversas áreas. Diagnóstico: Transecção da extremidade superior da medula espinal resultante de fraturas múltiplas das vértebras cervicais. a tensão sobre seus discos intervertebrais e ligamentos foi tão grande que o anel fibroso de um deles rompeu. onde o anel é fino e desamparado por ambos os ligamentos longitudinais (anterior e posterior). especialmente na região da incisura isquiática maior. que normalmente ocorre com o avançar da idade. resultando em herniação do núcleo pulposo do disco inter-vertebral. O espasmo muscular possui um efeito de fixação protetora sobre a coluna vertebral. espasmo muscular e edema (tumefação) podem estar presentes no local da ruptura. Á medida que as raízes posteriores e anteriores dos nervos cruzam a região póstero-lateral. e ocorreu hemorragia extensiva no tecido mole do pescoço. Embora tenha sido levada ás pressas para o hospital. Como resultado.

a respiração é gravemente afetada. Antes de poder ser admitido no hospital para reparo do aneurisma da parte abdominal da aorta. o que provavelmente causou a sua morte? − As fraturas cervicais normalmente causam a morte? Resposta: Hiper-extensão severa do pescoço resultante de uma queda de cabeça frequentemente causa uma fratura da vértebra C1 em um ou em ambos os sulcos para as artérias vertebrais. o ligamento longitudinal anterior do paciente e a parte anterior do disco intervertebral entre C2 e C3 também foram rompidos. além disos. que era um bebedor e fumante inveterado. Questões: − Que artérias suprem a medula espinal? − Qual a base anatômica mais provável para a paraplegia. podem causar paralisia. Foi levado ás pressas para o hospital e internado para cirurgia para reparo do aneurisma rompido. houve mobilização extensiva da aorta. contudo. Disse que parecia como um segundo coração. Os pacientes com esta lesão grave raramente sobrevivem mais do que uns poucos minutos porque a lesão na medula espinhal é acima da efluência frênica (origem dos nervos frênicos). Quando o paciente atingiu o solo. as disfunções do músculo esfíncter e a impotência do paciente? − Que artérias provavelmente foram ligadas durante a cirurgia? − Cite a artéria importante que supre a medula espinhal e que provavelmente foi privada de sangue? − Por que seu suprimento sanguíneo para a medula espinhal é tão importante? − Que “maus hábitos” se sabe estarem associados com o desenvolvimento de aneurismas? . o paciente estava paraplégico e impotente e as funções da bexiga e do intestino não estavam mais sob controle voluntário.15 Um homem de 62 anos de idade. as ações dos músculos inter-costais são perdidas. Caso 4. o crânio e as vértebras C1 e C2 provavelmente foram separados do resto da coluna vertebral. Embora a aorta tenha sido reparada com sucesso usando um enxerto de Dacron. e nem todas as fraturas do pescoço resultam em paralisia. Também queixou-se de dor no abdome. Provavelmente. Como estes nervos são o único suprimento motor para o diafragma. e diversas artérias segmentares foram ligadas. Técnicas de transporte inadequadas. a medula espinal provavelmente foi lacerada na região cervical superior. consultou seu médico sobre estar sentindo uma pulsação forte no abdome. Como resultado. Durante a cirurgia. Relatório da Radiologia: As radiografias simples mostraram depósitos de cálcio na parede da parte abdominal da aorta e um aneurisma aparente. O médico solicitou estudos radiográficos. Diagnóstico: Paraplegia e outras deficiências neurológicas resultando em paralisia do músculo esfíncter na bexiga urinária e no canal anal.− Que estruturas associadas da coluna vertebral provavelmente também foram rompidas? − Embora se esperasse que a paciente ficasse quadriplégica após uma transecção da parte cervical da medula espinhal. dorso e na virilha. o paciente desmaiou a caminho da casa e envolveu-se em um pequeno acidente de carro. Poucas fatalidades são causadas por fraturas do pescoço. hiper-estendendo o pescoço. O arco vertebral de C1 também pode se quebrar no istmo entre a massa lateral e o processo articular inferior. incluindo varredura de TC. As varreduras de TC revelaram um aneurisma da parte abdominal da aorta que media 11cm de diâmetro.

a “artéria medular segmentar anterior magna” entra no canal vertebral através de um forame inter-vertebral. Como resultado. paraplegia. O desenvolvimento de um aneurisma é acelerado pelo fumo. impotência e perda da sensação abaixo da lesão. é mais vulnerável a lesões como. o ligamento . Os movimentos dos membros superiores também estavam prejudicados. o anel fibroso. Originando-se mais frequentemente á esquerda de uma artéria intercostal inferior (T6-T12) ou lombar (L1-L3). artérias lombares). permitindo. A maioria das lesões ocorre quando a cabeça de uma pessoa se move para a frente. é compreensível que haja perda da função nos membros inferiores. como no presente caso. Relatório da Radiologia: Radiografias mostraram luxação acentuada da vértebra C6 sobre C7 e uma fratura com fragmentação do ângulo (canto) ântero-superior do corpo de C7. aneurismas ocorrem três vezes mais frequentemente em fumantes do que em não-fumantes. A região cervical. O paciente foi mantido aquecido e imobilizado até a chegada da ambulância. por exemplo.g. o ligamento amarelo e as cápsulas articulares das articulações dos processos articulares foram severamente lesados. que o paciente exercitasse os membros superiores e se sentasse aproximadamente um dia após a lesão.16 Um homem de 21 anos de idade esteve envolvido em uma colisão frontal. luxações e fraturas-luxações. Ela fornece sangue. consequentemente. incluindo ilustrações do reparo do aneurisma. respectivamente. como uma resecção de aneurisma aórtico. A redução foi mantida por imobilização do pescoço em um colar de plástico. Se a “artéria medular segmentar anterior magna” originar-se de uma das artérias que foram ligadas. foram deslocados no paciente. o suprimento sanguíneo para a intumescência lombo-sacral da medula espinal pode ser prejudicado.Resposta: Durante certos procedimentos cirúrgicos no abdome. Tanto o disco intervertebral quanto as articulações dos processos articulares entre os corpos vertebrais e os arcos das vértebras C6 e C7. queixou-se de perda de sensação e dos movimentos voluntários dos membros inferiores. Quando removido de seu carro esporte. especialmente suas mãos.. foram feitas radiografias da coluna vertebral. principalmente. Para uma descrição do diagnóstico e tratamento cirúrgico do aneurisma na parte abdominal da aorta. súbita e violentamente. pode ocorrer infarto da medula espinal. bexiga e intestino quando esta artéria e parte da medula espinhal são privadas de sangue. é necessário ligar alguns ramos segmentares da aorta (e. o paciente foi levado para a sala de emergência. desse modo. Questões: − Que articulações da região cervical da coluna vertebral foram deslocadas? − Que ligamentos de união das vértebras provavelmente foram tensionados e/ou lacerados? − Qual foi a causa mais provável da paralisia do paciente? − Que outras funções fisiológicas não estariam mais sob controle voluntário? Resposta: O paciente fica paraplégico e a condição é conhecida como paraplegia. Diagnóstico: Luxação das vértebras C6 e C7 Tratamento cirúrgico: Foi realizada uma redução aberta e os processos espinhosos das vértebras C6 e C7 foram fixados para mantê-las em relação normal entre si. Usando uma técnica de transporte adequada (prancha espinal com cabeça e pescoço estabilizados). Nas lesões por hiper-flexão do pescoço. para os dois terços inferiores da medula espinal. Provavelmente. os ligamentos longitudinal posterior e inter-espinal. ou quando o dorso da cabeça é atingido por um objeto sólido. Caso 4. alguns deles provavelmente foram lacerados. sendo a parte mais móvel da coluna vertebral. veja Ameli. Após exame no hospital.

O ligamento longitudinal posterior é uma faixa mais estreita e mais fraca do que ligamento longitudinal anterior. Normalmente. Durante o tratamento cirúrgico da lesão. Em vista da paraplegia do paciente. os processos espinhosos de C6 e C7 foram fixados para ajudar a estabilizar a coluna vertebral durante a parte inicial do programa de reabilitação e para promover a cicatrização dos ligamentos estirados e/ou lacerados. o ligamento longitudinal posterior e os ligamentos amarelos foram severamente esticados e provavelmente lacerados. com o colar cervical de plástico. Um período inicial de choque espinhal nesses casos dura de uns poucos dias a diversas semanas. Ele se situa dentro do canal vertebral e tende a evitar a flexão excessiva da coluna vertebral. maior do que o apresentado na radiografia. como o ligamento longitudinal anterior. Como o anel fibroso do disco inter-vertebral se fixa nas margens ósseas compactas nas faces articulares dos discos inter-vertebrais. Neste caso. . pode ocorrer algum deslocamento das vértebras sem causar dano á medula espinhal. o deslocamento de C6 e C7 foi. há espasticidade dos músculos e reflexos tendíneos exagerados abaixo do nível da lesão. As funções da bexiga e do intestino não estão mais sob controle voluntário. está fixado aos discos intervertebrais e ás margens dos corpos vertebrais. e quando o pescoço do paciente é colocado em uma posição de extensão. É possível que a protrusão do núcleo pulposo do disco inter-vertebral entre estas vértebras também tenha ocorrido porque estes núcleos estão semi-líquidos nos adultos jovens. esse ligamento se contrai e. porque ocorreu luxação. sem dúvida. os corpos vertebrais são mantidos juntos pelos ligamentos longitudinais e pelos anéis fibrosos dos discos inter-vertebrais. entretanto. Como o canal vertebral na região cervical normalmente é maior do que a medula espinal. No retorno da atividade reflexa. No momento do impacto. durante a qual toda a atividade somática e visceral é abolida. é provável que a medula espinhal tenha sido severamente distendida e/ou lacerada. sua parte posterior também poderia ter sido esticada e lacerada no nível C6 e C7.longitudinal anterior normalmente não é lacerado. tende manter as vértebras juntas.

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