1 .

EST U DO DOS SI ST EM A S DI SPERSOS
1 .1 . Di s p e r s õ e s
Uma dispersão consiste num sistema no qual uma substância (disperso) encontra-se disseminada, na forma de pequenas partículas no interior de outra (dispersante) Dependendo do tamanho da partícula que constitui o disperso, a dispersão assume características diversas, sendo classificada em três tipos : soluções, colóides e suspensões. A classificação acima é feita de acordo com o diâmetro médio das partículas dos disperso: Tipo de dispersão Solução verdadeira Colóide Suspensão Tamanho da partícula dispersa entre 0 e 10-9 m (1 nanometro) entre 10-9 e 10-6 m (1 à 103 nanometro) acima de 10-6 m (acima de 103 nanometro)

Como características gerais dos três tipos de dispersões podemos mencionar que: a) soluções verdadeiras ou soluções: - o disperso (soluto) é constituído de átomos, íons ou pequenas moléculas; - pelas reduzidas dimensões do disperso (soluto), as soluções verdadeiras sempre serão sistemas homogêneos, sendo que as partículas não são visíveis mesmo com equipamentos óticos de alta resolução e ampliação; - não há sedimentação das partículas e não é possível a sua separação por nenhum tipo de filtro; Exemplos: - sacarose em água, NaCl em água, etanol em água, atmosfera (isenta de poeira), etc. b) colóides: - o disperso é constituído por aglomerados de átomos, moléculas ou íons ou, até mesmo, por macromoléculas; - as partículas do disperso são visualizáveis em equipamentos óticos (microscópios) de alta resolução (ampliação); - as partículas podem ser separadas por ultracentrifugação (elevado número de RPM) ou por ultrafiltração (filtros cujo diâmetro do poro é bastante reduzido);

2

Exemplos: leite, gelatina em água, fumaças em geral, neblina, etc. c) suspensões: - o disperso é constituído de grandes aglomerados de átomos ou moléculas; - as partículas do disperso são visíveis em microscópio comum, constituindo-se em sistemas heterogêneos; - as partículas do disperso sedimenta-se por ação da gravidade ou em centrífugas comuns podendo, também, ser separadas por filtros comuns de laboratório; Exemplos: poeira no ar.

1 .2 . Es t u d o d a s So l u ç õ e s v e r d a d e i r a s o u So l u ç õ e s
Dentre os sistemas dispersos, as soluções verdadeiras ou simplesmente soluções são extremamente importantes no cotidiano do química, pois nas atividades mais comuns de laboratório (análises, sínteses, separações, formulação de produtos, etc) o químico trabalha com soluções que, em geral, são aquosas. 1.2.1. Formação de Soluções Quando uma solução é formada ocorre uma disseminação espontânea de uma substância no interior de outra, originando um sistema mais entrópico (desorganizado) que as substâncias originais.
substância A substância B mistura A + B (solução)

lllll lllll lllll

OOOO OOOO OOOO

l Ol Ol O lO l O Ol Ol O l Ol lO lO lOl Ol lO

parede de separação

removendo a parede

A força “motriz” para esse processo de mistura é a tendência espontânea para um estado de maior desordem molecular (maior entropia). Para que ocorra o processo da dissolução é necessário que as partículas do soluto e do solvente apresentem atrações entre si decorrentes de forças de natureza eletrostática.

3

Em geral as forças atrativas dependem do tipo de soluto e solvente. Assim quando dissolvemos etanol (C2H5 – OH) em água, em virtude da presença do grupo O–H na água e no etanol a força atrativa entre essas moléculas é a Ponte de Hidrogênio ou Ligação de Hidrogênio. Se a cadeia carbônica aumenta, diminui a polaridade da molécula do álcool e, com isso, a sua solubilidade em água, por concorrência de forças Van Der Waals dipolo induzido – dipolo induzido. - metanol, etanol e propanol à altamente solúveis em água; - butanol à solubilidade 0,12 mols/100 g de água; - pentanol à solubilidade 0,031 mols/100 g de água. Esse mesmo tipo de interação irá ocorrer naquelas moléculas que apresentam grupos hidroxila ou amina (O – H ou N – H), como é o caso dos álcoois de pequena cadeia carbônica, ácidos carboxílicos, aminas e amidas. Nos glicídios (glicose, frutose, sacarose,...) a presença dos diversos grupos hidroxila ao longo da cadeia carbônica desses compostos também justifica a sua grande solubilidade em água. Com exceção dos ácidos carboxílicos, nas demais substâncias ocorre apenas o processo de dissolução, sem ionização.

O fenômeno é, portanto, explicado pela hidratação sofrida pelas extremidades polarizadas da molécula. A extremidade negativa da molécula da água (localizada no átomo de oxigênio) direciona-se para a região de densidade positiva da molécula polar e as extremidades de carga positiva (localizadas nos átomos de hidrogênio) direcionam-se para a região de densidade negativa.

o mesmo ocorrendo para o íon Cl-. Nesse caso temperatura e pressão são fatores que concorrem significativamente para explicar a sulubilidade de um gás apolar na água.. como é o caso de gases (O2. Nas soluções de solutos apolares em solventes polares. o que. dissolvendo o cristal iônico. até certo ponto.o íon Al+3 hidrata-se com oito moléculas de água. “engaiolados” por moléculas do solvente (hidratação ou solvatação). . favorecendo a interação com as moléculas do solvente. A orientação espacial das moléculas de solvatação é definida para um determinado tipo de íon. CO2. .. Por exemplo: . na solução. Nas bordas e quinas do cristal as forças atrativas entre os íons são menos intensas. Os compostos iônicos se dissolvem na água quando as forças de atração entre os dipolos da H2O e os íons são maiores que as forças de atração entre os íons no cristal. contradiz a regra de solubilidade de que “semelhante dissolve semelhante”. novos íons são expostos e o processo continua.) justifica-se a solubilidade a partir de interações de Van Der Waals do tipo dipolo permanente – dipolo induzido. etc.o íon Na+ hidrata-se com seis moléculas de água. sendo que os íons originados apresentam-se. Conforme as moléculas de água vão retirando os íons do cristal. unidos por forças atrativas do tipo íon – dipolo.4 Quando dissolvemos um cristal de NaCl em água. além do processo da dissolução ocorre a dissociação iônica do soluto. formando uma espécie de blindagem. A camada de moléculas orientadas que cercam um íon ajuda a neutralizar a carga do mesmo e serve para impedir os íons de carga oposta a se atraírem.

sólidas: ligas metálicas (aço = Fe..P .2. Mn. medicamentos (comprimidos). varia com a pressão. água mineral sem gás. ex.. Classificação das Soluções As soluções podem ser classificadas segundo os critérios: a) quanto ao estado físico: . .2 gramas/100 gramas de H2O à 00 C. *** misturas gasosas sempre são homogênas !!! b) quanto à natureza do soluto: .2. no caso de substâncias gasosas. No caso de um gás a solubilidade é inversamente proporcional ao aumento da temperatura. A influência na pressão é evidenciada pela Lei de Henry: C = k.iônicas: as partículas do soluto são íons. soro fisiológico. diminui a solubilidade com o aumento da temperatura e diretamente proporcional à pressão.): *** O Coeficiente de Solubilidade representa a maior massa que pode ser dissolvida em certa quantidade padrão de um solvente..gasosas: ar (isento de poeira). . O Coeficiente de Solubilidade varia com a temperatura e. C..líquidas: bebidas não gaseificados.. CaSO4 = 0.. A influência da temperatura sobre a solubilidade varia de uma substância para outra. nos dias quentes de verão preferem permanecer na sombra.. sob as pedras e em locais mais profundos. isto é.S..). GLP (vazado).: C12H22O11(sólida) £“ C12H22O11(aquosa) ex. em determinada temperatura..: NaCl (sólido) £“ Na+(aquoso) + Cl-(aquoso) H2O H2O .: NaCl = 35. c) quanto ao Coeficiente de Solubilidade (C. bebidas alcoólicas.5 1. As curvas de solubilidade são obtidas experimentalmente. Por esse motivo os peixes. latão = Cu e Zn. AgNO3 = 122 gramas/100 gramas de H2O à 00 C.moleculares: as partículas do soluto são moléculas. bronze = Cu e Sn..7 gramas/100 gramas de H2O à 00C. ex.

saturadas: a quantidade de soluto dissolvido é igual ao C.6 onde: - C é a concentração de gás dissolvido. No preparo de tais soluções aquece-se a solução na qual haja corpo de fundo do soluto até uma temperatura na qual ocorra total dissolução. S.: 3. para solutos sólidos.7 gramas de NaCl/100 gramas de H2O à 00 C. S. de forma gradativa. ex.: 35. S. resfriando-se. . ex. com exceção do Ce2(SO4)3. após.insaturadas: a quantidade de soluto dissolvido é inferior ao C. as soluções podem ser: . .super-saturadas: são soluções obtidas por técnicas especiais. podendo o excesso de soluto precipitar (sedimentar) por agitação mecânica. P é a pressão exercida sobre o sistema. . O gráfico a seguir mostra. choque brusco de temperatura ou adição de um “germen de cristalização”. até alcançar a temperatura de referência com o excesso de soluto dissolvido. Estas soluções são muito instáveis. Para a maior parte dos sais a solubilidade aumenta com o aumento da temperatura. De todos os sais representados no diagrama ao lado o NaCl é aquele que a variação de temperatura exerce a menor influência na solubilidade e o KNO2 e CaCl2 aqueles sais cuja solubilidade é mais fortemente influenciada pela variação de Quanto ao C.0 gramas de NaCl/100 gramas de H2O à 00C. nas quais a quantidade de soluto dissolvido é superior ao C. k é uma constante de proporcionalidade.S. a influência da temperatura na solubilidade.

na preparação adequada dessa solução. .: 0.0 mol/L (número de mols/volume) O título das soluções padrão deve ser conhecido com grande exatidão. ácido benzóico. São os seguintes os requisitos principais exigidos de um padrão primário: a) a substância deve ser de fácil obtenção. tetraborato de sódio. Numa solução. ácido oxálico. de modo geral. comumente. Essa concentração é expressa com exatidão (quatro decimais) ex. Maiores detalhes serão tratados nas disciplinas de Química Analítica Quantitativa. Os reagentes com semelhantes características são denominados.3. São exemplos: carbonato de cálcio. c) as impurezas devem ser facilmente identificáveis com ensaios qualitativos de sensibilidade conhecida.1 %. Dependendo da utilização da solução as mesmas devem ser consideradas segundo duas características básicas: a) soluções padrão: usadas para fins analíticos contendo uma quantidade exatamente conhecida de um reagente qualquer. na forma de soluções.1538 g/L (massa/volume) 0. nitrato de prata. cloreto de sódio (após dessecação a peso constante). Assim sendo é desejável que o título das soluções padrão possa ser determinado com um erro inferior a 0. na unidade de volume. dessecação e conservação. o uso de um reagente quimicamente puro e com composição perfeitamente definida.2.8543 mol/L (número de mols/volume) b) soluções não padronizadas: usadas para fins não analíticos sendo sua concentração aproximada. d) a substância não deve ser higroscópica (absorver umidade do ambiente) ou eflorescente. expressa na forma de uma “concentração” . tiocianato de potássio. direta ou indiretamente. A preparação de uma solução padrão requer. e) deve ser bastante solúvel. Não é requerida a mesma exatidão. as substâncias são utilizadas.5 g/L (massa/volume) 1. com relação às soluções padronizadas (um ou dois decimais) ex. O número de padrões primários é relativamente limitado. Preparação de soluções Na atividade de laboratório. purificação. O grau de exatidão requerido é maior do que o correspondente aos trabalhos analíticos mais comuns. além da proporção entre a quantidade de soluto e de solução (ou solvente).: 0. padrões primários. b) não pode ser volátil. oxalato de sódio e dicromato de potássio.7 1. é indispensável que se conheçam características específicas de cada soluto. seja em nível acadêmico ou na própria indústria.

da massa que se requer da substância. de transferência de alíquotas com a pipeta volumétrica e transferência de solução para o balão volumétrico. dissolução e diluição a um volume conhecido em balão volumétrico aferido.. recorre-se a técnica direta que consiste na pesagem. No rótulo deverá constar a espécie química. erlenmeyer. As ilustrações a seguir indicam alguns dos equipamentos utilizados na titulações (bureta. seu título.) a técnica correta de leitura.. Embora o Sistema Internacional de unidades recomende para o volume a unidade metro cúbico utilizamos o volume expresso em litro (L). 2574 mol/ L Linus Pauling 06/06/1966 Química Geral e Inorgânica II . a data de praparação e seu preparador.8 Quando o reagente com que se tem de preparar a solução é um padrão primário. Leitura correta da bureta Transferência de solução Transferência de líquido para o balão Como rotular a solução ! FACULDADE DE QUÍMICA – PUCRS HCl M = 0. conforme modelo. pipeta volumétrica. em balança analítica..

Recorre-se. em virtude do erro inerente ao aparelho de pesagem.: como o objetivo em nossa disciplina não é esgotar o assunto e sim mostrar características principais no prepa – ro de soluções. depois. inicialmente. b) o peso do padrão primário não pode ser demasiadamente pequeno. podendo o erro total chegar a 0..4. a presença de carbonatos irá emperrar as referidas tampas.02 mL. o ácido clorídrico. nítrico e hidróxido de amônio. como é o caso do carbonato de sódio. o que ocorre com facilidade em soluções de peróxido de hidrogênio e permanganato de potássio.1% é preciso que o volume de solução gasto na titulação não seja inferior a 40 mL. que consiste em preparar. Conservação das Soluções Padrão Como já afirmamos anteriormente as soluções não são conservadas em balões volumétricos (são usados somente na preparação). Estes carbonatos solidificam no gargalo dos frascos de depósito e se os mesmos tiverem tampas de vidro esmerilhado. As soluções de hidróxidos alcalinos reagem com o CO2 presente no ar formando carbonatos. para garantir uma exatidão de 0. c) o volume de solução gasto na padronização não deve ser pequeno demais. padronizá-la.9 Quando o reagente não é padrão primário (por exemplo. *** Obs.01 mL e um erro de escoamento de 0. por serem estes solutos voláteis. Na padronização devem ser obedecidas as seguintes condições: a) é preciso dispor de um padrão primário adequado ou solução padronizada. sendo aconselhável o uso de tampas com rolha de borracha ou polietileno ou rosqueadas.2.04 mL e. o ácido clorídrico não é padrão primário e a sua solução pode padronizada através de um padrão primário. então. uma solução 0. Algumas soluções são altamente estáveis e outras não. . As soluções padrão devem ser conservadas de maneira a manter inalterado seu título tanto quanto possível.1 eqg/L de dicromato de potássio é indefinidamente estável.) a preparação direta da solução não é possível. A seguir esta solução (já padronizada) pode ser usada para titular hidróxidos alcalinos (como por exemplo o hidróxido de sódio). os hidróxidos alcalinos e de amônio. Por exemplo. Por exemplo. Aconselha-se o frasco escuro para evitar a decomposição fotoquímica. portanto. isto é. determinar com exatidão o sei título em relação a um padrão primário adequado ou com referência a uma outra solução padrão.. o permanganato de potássio. As soluções de ácido clorídrico.. à técnica indireta. tem duração limitada. uma solução com concentração aproximada à desejada e. pois cada leitura na bureta está sujeita a um erro de 0. eventualmente o critério acima poderá não ser verificado !!! 1.

As principais formas de representar as concentrações são do tipo massa/volume. por exemplo Carbonato de sódio = 127 mg / L nos indica uma relação massa / volume.0 grama / mL). a qual expressa a quantidade de um constituinte. especificamente.3 . Concentração em Massa ou Título em Massa ou Título ( t ) m V 1 ( Unidades: gramas/litro ) Representa a razão entre a massa do soluto (gramas) e a massa da solução (gramas). t = m= m m m +m 1 1 1 ( não tem unidades = adimensional ) 2 É comum expressar o Título em Massa sob a forma percentual. usado para limpeza e conservação de lentes de contato. aproximadamente.2. a quantidade de solução sendo que essas quantidades podem ser expressas em massa.3. Isso significa uma relação massa / massa onde há.10 1 . volume. a composição indica 0. para cada 100 gramas de solução. número de mols. assim. volume/volume. Pr i n c i p a i s Ex p r e s s õ e s d e Co n c e n t r a ç ã o A “concentração” de uma solução representa uma relação entre a quantidade do soluto e. etc. Concentração Comum ou Concentração ( C ) Representa a razão entre a massa do soluto (em gramas) e o volume de solução final (em litros). Nesse caso. número de moléculas. por diante. número de mols/massa e. quando analisamos a composição de uma água mineral.9 gramas do soluto (NaCl) sendo o restante 99. Assim. em virtude da massa específica do solvente (água) ser unitário (1. em geral. Já na composição do soro fisiológico. 0. C= Aplicação œ Que massa de bicarbonato de sódio há em 750 mL de uma solução que apresenta uma concentração de 107 mg / L ? 1. número de mols/volume.1 gramas de solvente (água). massa/massa. Assim . 1.1.9 % de NaCl. como se trata de uma solução muito diluída e aquosa o mesmo valor percentual massa / massa também corresponde.3. ao valor da relação massa / volume.

11 t% = t . Historicamente essa forma de concentração tem sido expressa como o G L (graus Gay-Lussac) utilizada para representar a percentagem volumétrica de etanol em bebidas alcoólicas. 1000 (mL/L) e dessa forma a Concentração terá como unidade resultante grama / litro.3. Que massa dessa substância há em ½ quilograma dessa solução ? Qual a massa de solvente presente ? 1.3. na forma C =m . Concentração em Volume ou Título em Volume (t v ) Representa a razão entre o volume de solvente e o volume de solução.3. então C/t = m/ V = C / t = m1/ V C =m m (massa específica) . tv = V1 / V = V1 / V1 + V2 (adimensional) Aplicação œ Que volume de etanol há numa garrafa de 750 cm3 de Jack Daniel´s ? . 1. Portanto para que a expressão acima represente “Concentração” a mesma deverá ser multiplicada pelo fator de conversão 1000 mL / L. Relação entre C e Lembrando que: t C= m V 1 e t = m= m m m +m 1 1 1 2 dividindo uma expressão pela outra resulta: que simplificando torna-se ou. t .4.se a massa específica (ou densidade absoluta) em grama / cm3 ou grama / mL e a Concentração em grama / litro. 100 Aplicação œ Uma solução aquosa de ácido sulfúrico apresenta Título percentual 15 %.t / m1/m Usualmente expressa.

6.5. Demonstre que: 1 ppm = 1 mg / litro !!! 1.1000 M 1 ( Unidade: mol / L = molar = M) A expressão de concentração expressa em molaridade é a mais empregada dentre todas as formas usadas na Química.V 1 1 = C M = m.3. Assim uma solução.3. aproximadamente. Sabendo que numa bateria comum a quantidade de solução é de 800 mL. em geral aquosas. Qual seu Título em massa ? 1. Essa expressão de concentração é muito utilizada para misturas de gases como.15 .t . por exemplo. Concentração em fração molar ( x1 ) Corresponde a razão entre o número de mols de um componente qualquer e o número de mols total da mistura.3. cujo significado equivale a 1 grama de soluto para cada 106 gramas de solução.95 mol / litro. M = n V 1 = m M .12 1.7. Concentração em Quantidade de Matéria ou em Molaridade ( M ) Corresponde à razão entre o número de mols do soluto e o volume total da solução. para definir a composição da atmosfera. que massa desse ácido estará ali contida ? . Concentração em “partes por milhão” (ppm) Corresponde a uma forma de Concentração Comum (gramas/litro) aplicada para soluções muito diluídas. Aplicação œ A solução dos líquidos de baterias de automóveis consiste de água e ácido sulfúrico em concentração 3. Assim X1 = n n +n +n 1 1 2 = 3 n n 1 onde n1 = m M 1 1 ( X1 = adimensional ) Aplicação œ Uma solução aquosa de NaOH tem fração molar 0. na qual a quantidade de soluto seja de 15 ppm significa que há 15 gramas da substância para cada 106 gramas de solução.

75 mol / L desse ácido.13 1. Concentração para espécies iônicas Como podemos determinar as concentrações molares dos íons Na+ e SO4-2 para uma solução de concentração 27. quando a massa do solvente for dada em grama. A concentração expressa em Molalidade é comumente empregada no estudo dos efeitos coligativos das soluções. Concentração em Molalidade ( W ) W = weight = peso Corresponde à razão entre o número de mols do soluto e a massa. Qual a sua Molalidade ? Para soluções aquosas diluídas J ust if ique !!! M = W . W= Ä em quilo n m 1 2 = m M . 1.9. Aplicação œ Uma solução de ácido sulfúrico apresenta título em massa igual a 15 %. Observe que a molalidade é a única expressão de concentração que relaciona a quantidade de soluto com a quantidade de solvente e não de solução.1000 Mm 1 1 2 ( Unidades: mol/quilo ou molal) Ä em grama Na última expressão o valor numérico 1000 na realidade corresponde ao fator de correção 1000 g / quilograma.m 1 1 = 2 Ä em quilo m .3.3.2 gramas / Litro desse sal ? Idem para as concentrações dos íons H+ e SO4-2. numa solução 0. de solvente. em quiligramas.8. supondo um grau de dissociação (a) igual a 85 % do ácido ? .

V Ä + Vágua m1. . V ‡ = t ‡. pode ser demonstrado que: t. C m1= C.m M . A diferença ocorre no volume final: ¡ ¡ Diluição: Concentração: V > V V < V ¡ . C   m1= C . conclui-se que: C . mantendo constante a quantidade de soluto. V.14 1 . . + Vágua Solução inicial Solução final Ä       m1. V = V + Vágua V = V .Vágua ¡ 2) Mistura (mesmo soluto): na mistura de soluções do mesmo soluto não há reação entre as soluções misturas. V . V Como a massa do soluto é a mesma. Di l u i ç ã o e M i s t u r a s d e So l u ç õ e s 1) Diluição: diluir uma solução consiste em adicionar solvente. V = C ‡. sem modificar a quantidade de soluto. m ‡ Na Concentração de uma solução o solvente é “removido “ por evaporação. V = M ‡. V ‡ De modo semelhante.4 . As expressões são as mesmas da Diluição.

V m1 . m + t ‡. mx = S t . V .V . V ‡‡ t . V tx . V M x . V + M ‡ . C Ä m1= C. C Ä m1 = C . V . portanto: ¢ ¢ m1 + m1 = m1 logo: ¢ C. Vx = S C . m ‡‡ A relação anterior pode ser aplicada para uma mistura de qualquer número de soluções.15 (1) (2) (3) + Solução 1 + Solução 2   = Solução final       A massa de soluto na solução final é a soma das massas nas soluções 1 e 2. V ‡ = M ‡‡.V ‡ = C ‡‡.V + C ‡.V m1 . C Ä m1 = C . Generalizando: Cx . V . m                             m1. Vx = S M . m ‡ = t ‡‡ .V‡‡ De modo semelhante pode ser demonstrado que: M .

) Este principio não é válido somente para reações ácido-base. Va O principio acima descrito consiste de um método volumétrico de determinação da concentração de bases através do volume gasto de ácido. Neste caso. tornassol. azul de bromo timol.: solução de HCl misturada com solução de NaOH.. Va = M b . H2SO4 1 mol + 2 KOH 2 mols K2SO4 1 mol + 2 H2O 2 mols No ponto final dessa reação: nbase = 2 nácido à M b .16 3) Mistura (solutos diferentes): neste caso ocorre reação entre os constituíntes. Este processo é denominado Titulação ou Padronização. mas para qualquer tipo de reação.: solução de H2SO4 misturada com solução de KOH. . H3PO4 1 mol + 3 NaOH 3 mols Na3PO4 1 mol + 3 H2O 3 mols No ponto final dessa reação: nbase = 3 nácido à M b . O ponto final das reações de neutralização pode ser visualizado através da adição de indicadores ácido-base (fenolftaleína. Vb ex. Vb = 2 M a . no ponto final dessa reação: nácido = nbase à £“ M a . de molaridade conhecida e vice-versa. ex.: solução de H3PO4 misturada com solução de NaOH.. Vb = 3 M a . . para que a reação seja completa entre os solutos os volumes misturados devem obedecer à relação estequiométrica corresponde à reação. Va £“ ex. desde que se conheça a equação química correspondente e seu respectivo ajuste (coeficientes). HCl 1 mol + NaOH 1 mol £“ NaCl 1 mol + H2O 1 mol Portanto.

No ponto final da reação o indicar muda de coloração e pelo volume gasto na bureta podemos estabelecer as quantidades .6o C).5. a qual é adicionada a uma alíquota (porção) de solução de concentração a determinar (em geral 25 mL). através das expressões acima mencionadas. você.1. em mols. Nesse caso qual é o tipo de força atrativa ? 6) Valendo-se de qualquer bibliografia de Química Geral. de molaridade conhecida. 2) Como toda a criança.17 A figura ao lado mostra como pode ser determinada a concentração de uma solução usando-se a sua reação com outra. já deve ter enchido um copo acima da sua borda. Como esse fenômeno pode ser explicado ? 4) Porque a água quente evapora mais rapidamente do que a água fria ? 5) A miscibilidade (solubilidade) do etanol (CH3CH2OH) é infinita. a dilatação anormal (anômala) do gelo. Na bureta coloca-se a solução de concentração conhecida. Ex e r c íc i o s 1. fato esse comprovado pelo seu ponto de ebulição ser bastante inferior (53. provavelmente. . 1) Em função das forças interativas moleculares como se pode explicar: 1. 1 .1. investigue a respeito do diagrama de fases da água pura bem como do significado do ¨ponto triplo da água¨. a elevada tensão superficial da água. Propriedades dos líquidos. em água. A solubilidade é decorrente de forças atrativas entre as moléculas das substâncias envolvidas.5 . que reagiram entre sí. Como se explica o fato do mesmo não transbordar? 3) A acetona (CH3COCH3) é um líquido muito mais volátil do que a água.2. 1.

Qual a Concentração em massa (Título) da mesma ? Resposta: 37. ambas de mesma capacidade ? 1. justificando tal procedimento em cada caso.18 7) A solubilidade de gases em líquidos não mostra o mesmo comportamento do que a dos sólidos.6 % . a 100o C é de 39. mesmo as de padrões secundários. 5 exemplos de solutos que mostrem essas características ? 3) Porque as soluções.3.0 g 3) A fração molar do ácido sulfúrico é 0. calcule qual a massa de água necessária para dissolver 780 g de NaCl à 100o C e qual é a massa de NaCl que permanecerá dissolvida quando essa solução for resfriada até 20o C ? Resposta: mágua = 2000 g . quando é que um soluto pode ser considerado um padrão primário ? 2) Enumere algumas características de um padrão secundário. devem ser preparadas em balões volumétricos e não em bequer graduado ? 4) Investigue a respeito de duas soluções que devem ser obrigatoriamente conservadas em frasco escuro. 2) Sabendo-se que a solubilidade do NaCl. 5) Qual a diferença entre uma pipeta graduada e uma pipeta volumétrica.0 g/100 g de água.9 % œ Água oxigenada a 10 volumes œ Graduação alcoólica do conhaque 380 GL. mNaCl = 720.10.5. Em função disso explique porque os peixes procuram os lugares mais profundos e sombrios durante as tardes de verâo ? 8) O que ocasiona a ¨ descompressão¨em mergulhadores ? 1. citando. Varia diretamente com a pressão (Lei de Henry) e inversamente com a temperatura.2. a 20o C é de 36. pelo menos. numa solução aquosa.5. ao abrigo da luz. Concentração das soluções 1) Procure estabelecer o significado para as expressões de concentração encontradas em algumas soluções de nosso cotidiano: œ Soro fisiológico : NaCl a 0. Preparação de soluções 1) Na preparação de uma solução.0 g/100 g de água e.

Qual o volume. as cervejas apresentam teor alcoólico (etanol) de 4% (40 GL). o resto é água.0 mol/L 6) Formalina é uma solução para preservação usada em biologia. pode ser usado em água dissolvido na proporção em massa de 1 : 40. produzido. por 100 gramas de água.7 % em massa de água dissolvida no álcool.78 mg de cromo por litro. existente num tonel de 10. de etanol. corresponde ao dobro da porcentagem em volume de álcool (C2H5OH).089 5) O ácido sulfúrico para acumuladores (baterias) de automóveis tem 32 % em massa de ácido. Para uma graduação 120 do whiskey bourbon.93 mol/kg de água 7) A graduação alcoólica do “ whiskey “ bourbon (destilado de malte e milho). Determine a massa e o volume da solução obtida.000.82 g/cm3. Respostas: m = 920 gramas . Que volume de água será necessário dissolver 1 comprimido de 0.15 g/mL foi preparada dissolvendo-se 160 g de NaOH em 760 mL de água. Qual a Molaridade de ácido sulfúrico na solução ? Resposta: 4. V = 0.5 . Qual a Molalidade dessa solução ? Resposta: 10. uma água natural de superfície não pode conter mais de 0. qual a molalidade do álcool etílico ? (massa específica do etanol = 0. 10-5 mol/L .80 g/mL) Resposta: 26.2 g/mL. massa específica 0.19 4) O álcool hidratado usado como combustível apresenta em média cerca de 3. KmnO4.000 L de cerveja ? Resposta: 400 mL 11) Uma solução cuja densidade é 1. A massa específica dessa solução é 1.08 mol/kg 8) Qual a massa de cloreto de cálcio (CaCl2) que deve ser dissolvida em 400 gramas de água para produzir uma solução de título 20% ? Resposta: 100 g 9) O bactericida permanganato de potássio.8 L 12) Segundo os padrões modernos de controle ambiental. nos estados do Tenessee e Kentucky (USA).1 gramas de permanganato para produzir a solução acima ? Resposta: 4 l de água 10) Em média. em litros. Qual a concentração limite para o cromo em mol/L ? Resposta: 1. Ela contém 40 cm3 de formaldeído (H-CHO). principalmente. Qual o valor da fração molar do soluto nessa solução ? Resposta: 0.

10-5 mol 15) Certa massa de sulfato férrico foi dissolvida para perfazer 1.02 .0 ppm de chumbo.2 mol/L. não podendo.0 litro dessa solução ? Resposta: 9.0 .0 .0 . exceder a 200 mg por dose. Qual a maior massa de chumbo que pode existir em 0.4 % em peso e massa específica 1. apresenta uma concentração de 0.18 g/mL. considerando o soluto totalmente dissociado.9 %. Qual a massa de NaCl contida em 1. Supondo o sal totalmente dissociado.35 mg de bicarbonato de sódio (NaHCO3). expressa em mol/litro dessa água mineral ? Resposta: 0. 10-2 mol/L 16) A solução aquosa de cloreto de sódio. Qual a Molaridade da solução em função do Fe2(SO4)3 ? Resposta: 2. entretanto. apresenta Título igual a 0. além de outros componentes. Qual a molaridade do HCl nessa solução? Resposta: 12 mol/L 14) Um mL de solução 1.6 mol/L 20) A água potável pode ter no máximo 1. Qual o número de mols de HCl presentes em 1. 10-4 gramas .50 L de água potável ? Resposta: 5. quantas gotas deverão ser ministradas a um paciente de 70 quilogramas ? Resposta: 40 gotas 18) O rótulo de uma água mineral distribuída para o consumo informa que ela contém principalmente 696. qual a molaridade em relação aos íons presentes ? Respostas: Cromo = 0.008 mol/L 19) Uma solução de Cr2(SO4)3.0 gramas 17) Um analgésico em gotas deve ser ministrado em quantidade de 3 mg por quilograma de massa corporal.0 litro de solução. Sabendo-se que cada gota contém cerca de 5 mg do analgésico. Sulfato = 0.4 mol/L . O número total de partículas dispersas na solução. 1022 (0. vendida no comércio e usada como colírio ou para limpar lentes de contato. Qual a concentração do bicarbonato de sódio. foi igual a 6.20 13) O rótulo de uma solução de ácido clorídrico comercial indica HCl 37.0 M de ácido clorídrico equivale a 20 gotas.1 N0).0 gota ? Resposta: 5.

0 mol/L . Qual o volume de água adicionado ? Resposta: 400 mL * Mistura de Soluções 1) Misturando-se 280 mL de uma solução 1/2 M de HCl com 200 mL de uma segunda solução do mesmo ácido contendo 14.185g/mL e que apresenta 36. com massa específica 1.4. Qual a porcentagem de ácido na solução diluída obtida ? Resposta: 7 % 2) Que volume de água. em mL. foi misturada a 100 mL de outra solução do mesmo sal.032 g/mL ? Resposta: 3.21 1.1 M de uréia. de molaridade 0.5 de ácido clorídrico.40 mL 4) Que volume de ácido clorídrico 0. de volume 50 mL. deve ser adicionado a 80 mL de solução aquosa 0. em massa ? Resposta: 2.12 g/mL. Diluição e Misturas de Soluções * Diluição 1) A 50 gramas de uma solução de ácido sulfúrico de 63% em massa são adicionados 400 g de água. qual a Molaridade resultante ? Resposta: 0. Qual a molaridade da mistura resultante ? Resposta: 1.139 g/mL é necessário para preparar 50 mL de solução a 5% em massa e densidade 1. para que a solução resultante seja 0.08 M ? Resposta: 20 mL 3) Que volume de ácido sulfúrico 20% em massa e densidade 1. que contém 24.625 mol/L 2) Misturando-se 250 mL de ácido fosfórico.06 mol/L 3) Uma solução aquosa 2 M de NaCl.5 M.5% em massa de H3PO4.6 g de HCl puro num volume de 500 mL. qual a Molaridade resultante ? Resposta: 1.2 mol/L do mesmo ácido.5. com 1/2 L de solução 0. de modo que a sua concentração ficou reduzida a 1/5 do valor inicial.25 mol/L poderemos obter pela diluição de 50 mL de HCl de massa específica 1.37 L 5) Foi adicionado certo volume de água a 100 mL de solução 1.0 M de NaOH.

6 mol/L .24 mol/L 3) 100 mL de solução de ácido sulfúrico 0.0 L de solução 1.80 mol/L 1. considerando-se que o ácido não reage com as impurezas. lavado e seco pesou 0. Qual a Molaridade da solução resultante ? Resposta: 0. Essa solução foi titulada sendo consumidos 20 mL de uma solução 0. A solução resultante será ácida.466 gramas. Qual a percentagem de impurezas da amostra de soda. respectivamente.5. (b) 0. Para que valor ficará reduzida a molaridade da solução básica? 4) 30 mL de uma solução de H2SO4 quando misturados com uma solução de BaCl2 produzem uma precipitado branco (sulfato de bário) que. Certa amostra de 3.0 mol/L.08 mol/L .5 gramas. foi preparada uma solução aquosa de 50 mL. (a) 0.0 g/L 5) Em um balão volumétrico de 1000 mL juntaram-se 250 mL de uma solução 2.0 mol/L ? Respostas: (a) 80 % .4 e 0. Resposta: 20 % 2) Juntou-se 300 mL de solução HCl 0.0 gramas da base foi completamente neutralizada por 20 mL de HCl 3. 24. Dispondo de uma amostra de 0.8 mol/L. Determine (a) a percentagem de pureza da base e (b) a massa de material necessário para a preparação de 1.0 M de ácido sulfúrico com 300 mL de solução 1.1 mol/L são adicionados a 500 mL de NaOH 0.22 4) Volumes iguais de duas soluções aquosas de NaOH de molaridades iguais a 0.065 mol/L 5) Uma indústria adquiriu hidróxido de sódio como matéria-prima para a fabricação de sabão.4 mol/L à 200 mL de NaOH 0. Qual a molaridade e a concentração em g/L dessa nova solução ? Respostas: 0.5 mol/L. básica ou neutra ? (a) Qual a Molaridade em relação ao reagente em excesso ? (b) Qual a Molaridade em relação ao sal formado ? Respostas: a solução resultante será básica.0 M do mesmo ácido e completou-se o volume até 1000 mL. Soluções que Reagem entre si 1) Uma remessa de soda cáustica está sob suspeita de estar adulterada.8 mol/L. a qual apresentava impurezas inertes ao HCl. Qual a Molaridade da solução ácida ? Resposta: 0. (b) 50 g . com água destilada.25 M de ácido sulfúrico.5. foram misturados e deram origem a uma nova solução.

é de 5 mg/kg de peso corporal. 4 .10 B) 0.9 g de hidróxido de magnésio.Foi mergulhado 1.4 g de hidróxido de cálcio. 5 .17 C) 0. sobrando ainda ferro.O limite máximo de “ingestão diária aceitável” (IDA) de ácido fosfórico. em litros.23 *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 . não sobrando mais esponja de ferro.00 2 . B) todo o ferro foi consumido.50 E) 1. B) 4. usado como aditivo em alimento. ele necessita de uma solução 0.1 M do mesmo ácido.Um laboratorista possui um frasco contendo 200 mL de uma solução 0. O volume de água.25 D) 0. D) 7. C) todo o ferro foi oxidado a íons férrico e todos os íons Cu++ foram reduzidos a Cu0. contendo 12. pois o íon Cu++ não oxida o ferro.1 M de CuSO4. sobrando íons Cu++ em solução. o volume necessário de solução de hidróxido de sódio 1. E) nada pôde ser observado. Pode-se afirmar que ao final do processo A) praticamente todos os íons Cu++ foram consumidos. D) a concentração de íons cúprico era igual à de íons férrico. Para prosseguir em sua análise. C) 5. O volume de refrigerante.6 g do ácido em 500 mL de solução.0 g de NaOH quimicamente puro. O mesmo efeito seria obtido pelo emprego de A) 2.0 g de hidróxido de potássio.Para neutralizar uma solução de ácido nítrico. E) 34.0 M é A) 2 mL B) 125 mL C) 200 mL D) 1250 mL E) 2000 mL . em mililitros.4 M de ácido nítrico.8 g de cloreto de sódio. contendo ácido fosfórico na concentração de 588 mg/L que uma criança de 20 kg pode ingerir para atingir o limite máximo de IDA é A) 0.2 g de hidróxido de bário.116 g de esponja de ferro (bombril) em 500 mL de uma solução 0. exatamente.Para neutralizar. uma certa quantidade de um monoácido. foram gastos 4. que deve adicionar a sua solução ácida para obter a solução de concentração desejada é A) 100 B) 400 C) 500 D) 600 E) 800 3 .

B) B e D tem concentrações iguais.5 mols/L.2 M de NaOH seriam completamente neutralizados com A) 20 mL de H2SO4 0.2 M D) 25 mL de HCl 0. C) a concentração de C é 1.2 mols/L. Sobre essas soluções pode-se afirmar que A) C e D apresentam diferentes quantidades de soluto.Uma solução aquosa de ácido sulfúrico.1 M B) 25 mL de H2SO4 0.Necessita-se preparar uma solução 0. O volume de água. E) 0.50 mL de uma solução 0. que pode ser obtido a partir de 500 mL de solução de ácido sulfúrico de concentração 18 mol/L. B) 0.1 M .50 E) 9. de concentração 1. 8 .5 mols/L e a de D é menor que 1.2 M para titular 20 mL de vinagre? A) 0.24 6 . Adicionando-se 200 mL de água à solução C. aproximadamente. deve apresentar concentração igual a 4. D) a concentração de C é 1. em litros. C) 0. D) 0. partindo-se de 20 mL de uma solução 0. 50 mL de solução de hidróxido de sódio 3 M com água e completar a 100 mL. 7 . E) A e B apresentam a mesma quantidade de soluto. deve-se A) diluir.25 D) 4.4 mols/mL. aproximadamente. é igual a A) 0. 9 . em mL. B) diluir. respectivamente. para ser utilizada em baterias de chumbo de veículos automotivos. O volume total.1 M do mesmo sal. que deve ser adicionado para obter-se a solução com a concentração desejada é A) 25 B) 40 C) 65 D) 80 E) 100 10 .3 mols/mL. obtém-se a solução D.5 mols/L.2 M C) 25 mL de HNO3 0.00 11 . Qual a concentração de ácido no vinagre se foram gastos 30 mL de uma solução de NaOH 0.0 mol/L e 2 mols/L.1 M E) 50 mL de HCl 0. E) dissolver 4 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 100 mL.50 B) 2. resultando uma solução C.3 mols/L.Para preparar uma solução de hidróxido de sódio 2 M. D) dissolver 60 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 250 mL.00 C) 2.4 mols/L. 33 mL de solução de hidróxido de sódio 6 M com água e completar a 100 mL.O vinagre é uma solução aquosa de ácido acético.0 mol/L. de uma solução adequada para se utilizar nestas baterias.0 litro.5 mols/L e a de D é maior do que 1.Misturam-se volumes iguais de duas soluções A e B de NaOH. C) dissolver 100 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 1.02 M de NaCl.

O suco gástrico produzido pelo estômago durante o processo da digestão apresenta ácido clorídrico numa concentração molar de 1. aproximadamente A) 0.15. A) 2.050.073. E) 0.4 mol/L é.04.9 g/mL necessário para preparar 10.O volume.50 M em KMnO4 . 15 . em mililitros. E) 0.0 0.06.25 12 . de ácido contido nesse volume ? A) 73. E) 0.075.0 0.O “soro caseiro” recomendado para evitar a desidratação infantil consiste de uma solução aquosa de cloreto de sódio.0365. .0 . C) 0. l0-2 mol/L.50 D) 8.65. 3.10. C) 3. e de sacarose 11. D) 0.000 13 .0 0.20 M em NaOH para ser utilizada em uma reação de neutralização.5.75 E) 8.50 B) 4. qual a massa.0 g/L. C) 0.0. B) 0. A molaridade desta nova solução é A) 0.Um aluno do curso de Química necessita preparar uma solução 0.5 g/L.25 C) 4. expressa em gramas. B) 0.00 mL de uma solução 0. 14 . aproximadamente A) 50 B) 78 C) 146 D) 208 E) 2. Sabendose que durante a digestão são produzidos cerca de 100 mL de suco gástrico.50 16 . D) 0.03.Foram adicionados 35. do cloreto de sódio nessa solução e.150.0 litros de solução 0. A concentração.100. B) 36.00 mL de água destilada a 15. de solução de ácido clorídrico a 37% em massa de densidade igual a 1. A forma correta de preparação dessa solução seria dissolver _______g de NaOH em ______ L de solução. em mol/L.175. D) 0.0 0.0 1.

em mol(s) de cloreto de sódio consumidos por um paciente que recebeu 1. C) 5. 19 . C) 200 mL de água.6 . C) 0. podemos afirmar que a molaridade da solução e. E) 0.00. D) 0.46. D) 1.50.26 17 .12.Solução salina normal é uma solução aquosa de cloreto de sódio. A quantidade aproximada. D) 0. aproximadamente. A) 0. E) 6.9 g do sal em 100 mL de solução.Um técnico necessita preparar uma solução aquosa de hipoclorito de sódio. 20 . B) 0. E) 5.23.O soro fisiológico é uma solução de cloreto de sódio a 0. através da resolução no 20 de 18 de Junho de 1986.1 . D) 3.15. 10-5.8 . aproveitando 200 mL de uma solução 0. A) 1. 18 . 10-5.35. apresenta como limite para o cromo trivalente em efluentes líquidos. E) 9. desse metal é A) 1. C) 2. B) 600 mL de água. No laboratório foram encontrados somente 10. B) 0.8 . usada em medicina porque a sua composição coincide com aquela dos fluídos do organismo. para o branqueamento de um tecido de algodão. ou seja. aproximadamente.3 mols do sal. C) 0. .70. 21 . 10-3. em mols/L.0 gramas do soluto e.45.25. o volume.9 .6 g/L. de solução obtida com a molaridade desejada é de. B) 3.9 %. B) 0. em litros. 0.70. NaClO.3 g do sal.9 M do mesmo sal. 10-3. portanto. Para isso deve se adicionar A) 400 mL de água. 10-7.O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).5 M. A concentração aproximada. 2 mg de Cr+3 por litro de efluente.27. D) 7.Necessita-se preparar uma solução de fluoreto de sódio de concentração igual a 12. Sabendo-se que foi preparada pela dissolução de 0. 2 ppm.50.500 mL de soro fisiológico é A) 0.30.

de fórmula C6H8O6.20 mol/L.4 molar. B) 0. em mol/L. A concentração.10. A concentração de íons cloreto. contendo 90% de H2SO4. C) para neutralizar 0.5 L de água. respectivamente.75. No almoxarifado de um laboatório há disponível o ácido sulfúrico de densidade 1.00 mL de uma solução 2.50 mol/L. em massa.0.5 litros dessa solução. B) 32.0 mols/L de MgCl2 são diluídos a 1.0.0 litro. oleoso. . D) adicionando mais 0. 26 .0 mol/L e 0.02 molar.35.20 e cloreto de cromo III 0. D) 324 g. 24 . 25 . É correto afirmar que.4 g. D) 2. E) 1620 g.5.55. E) 0.05. C) 162 g. a concentração ficaria igual a 0. seria necessário 1.Um químico preparou uma solução contendo os seguintes sais. C) 1. resulta numa mistura na qual A) a concentração de íon cloreto é 1. cloreto de magnésio 0. de 0.50.Uma solução de ácido ascórbico (vitamina C). de forma que o volume fosse reduzido para 0. B) a concentração do cátion magnésio e a de ânio cloreto são. muito corrosivo. nesta solução. 23 .6 g em água suficiente para obter-se 2. com suas respectivas concentrações em mols/L: cloreto de potássio 0.1.10 mol/L.0 litros de solução. C) 0. B) em 10 mL estão contidos 5 . foi preparada pela dissolução de 17.2. nessa solução é A) 0. E) 4.65. A) a concentração é de 0.8 g/mL.5 mol/L. B) 045. em mol/L. 10-4 mols do ácido.5 L. a concentração passaria para 0. D) 0. 22 .A adição de 90 mL de água destilada a 10 mL de uma solução contendo KCl e MgCl2 em concentrações iguais a 1. E) evaporando-se parte do solvente. oxidante e desidratante. de íons cloreto na nova solução é A) 0.27 E) 13.62 g. A massa de ácido sulfúrico presente em 100 mL desse ácido concentrado é A) 1.05 mol/l e 0.O ácido sulfúrico concentrado é um líquido incolor.0 g de cloreto de amônio.0. respectivamente.

10 mol/L. A) 1 mL. a concentração comum dessa solução.50 .4% 17.56 E) 6. E) 50 mL.40 30 .50 3.00 u A quantidade. é A) 0.0 mL de NaOH 0. (NH2)2CO. é A) B) C) D) E) Percentagem em massa 17.33 3. Indique o volume de solução assim preparada que será necessário para neutralizar 50 mL de uma solução de HNO3 0.1 mol/L. a de ânion cloreto e a de cátion potássio são iguais.04 3.13 B) 0. D) 310.62. D) 25 mL.Dissolveram-se 8 gramas de NaOH em uma quantidade de água suficiente para preparar 200 mL de solução. C) 3. A densidade da solução final é 1.1. B) 5 mL. B) 0.250 mol/L para neutralizá-lo.Soluções de uréia. E) 620. respectivamente.90 mol/L e de 0. respectivamente.0% Concentração em mol/L 3.28 C) a concentração de cátion potássio e a de ânio cloreto são iguais a 0.010. de 0.05 g/mL. de ácido encontrada é de A) 0.28 D) 2.04 3. D) a concentração de cátion potássio e a de cátion magnésio são. Dados: Ácido palmítico = CH3(CH2)14COOH Massa molecular = 256.4% 20.Um aditivo para radiadores de automóveis é composto de uma solução aquosa de etilenoglicol. Sabendo que em um frasco de 500 mL dessa solução existem 5 mols de etilenoglicol (C2H6O2). em gramas.0% 21. Uma solução foi obtida pela mistura de 210 g de uréia e 1000 g de água. 29 .Em uma determinada amostra contendo ácido palmítico gastou-se 4m.45 mol/L. em g/L . 28 . 27 .0% 21. E) a concentração de cátion magnésio. A concentração da solução em percentual de massa de uréia e em mol/L. podem ser utilizadas como fertilizantes. C) 10 mL.26 C) 1.

ponto de congelamento e pressão osmótica. que modificam as energias envolvidas nos processos de evaporação. Estas propriedades modificadas são: tensão ou pressão de vapor. 1) Efeito Tonométrico ou Tonometria: mede o abaixamento relativo da pressão de vapor do solvente. ponto de ebulição. quando nele dissolvemos um soluto não-volátil.29 2 . pela modificação da relação entre o número de partículas do soluto e solvente. ebulição e congelamento das soluções e.um mol de moléculas de glicose (C6H12O6) exerce o mesmo efeito que um mol de íons cloreto (Cl-) ou um mol de íons sódio (Na+). contra a interface de separação líquido-vapor. na interface de separação líquido-vapor. também. isto é: . Estas modificações só dependem do número de partículas dissolvidas e não de sua natureza. A pressão de vapor pode ser entendida como aquela exercida pelas moléculas do líquido em seu movimento espontânea e caótico. . Estes efeitos são explicados pela intensificação das forças interativas moleculares. EFEI T OS COL I GA T I V OS Os Efeitos ou Propriedades Coligativas são modificações produzidas em determinadas propriedades físicas dos solventes quando neles dissolvemos solutos não voláteis.

em função da temperatura. na temperatura de 25oC. usados como solventes. tomando-se como referência a pressão atmosférica normal.30 A pressão de vapor depende da temperatura e do tipo de solvente. O quadro da página anterior mostra os valores das pressões de vapor para diferentes tipos de líquidos. Num gráfico detalhado percebe-se como T influi na Pv da água. . No gráfico seguinte observa-se a variação da pressão de vapor de diferentes líquidos.

31 Como já foi dito. a adição do soluto: a) acentua ou intensifica as forças atrativas moleculares b) diminui a superfície de evaporação do solvente. na interface Num frasco fechado o líquido evapora até o momento em que ocorre um estado de equilíbrio entre as moléculas que deixam a fase líquida para a de vapor e as moléculas da fase de vapor que se condensam no líquido. Num frasco aberto tal equilíbrio não ocorre mas a presença de moléculas do líquido na atmosfera determina a velocidade dessa evaporação. Considerando que: P0 = pressão de vapor do solvente P = pressão de vapor da solução ( < P0) D P = abaixamento absoluto da pressão de vapor D P / P0 = abaixamento relativo da pressão de vapor o efeito tonométrico será: .

0 mol/kg de solvente . 3) Efeito Criométrico ou Criometria: estuda a diminuição no ponto de congelamento de um solvente quando nele dissolvemos um soluto não volátil. Te = temperatura de ebulição do solvente puro e Le = calor latente de evaporação do solvente.32 D P / P0 = Kt . W onde: Kc = constante criométrica (depende do solvente) Ä numericamente corresponde à diferença no ponto de congelamento da solução quando a Molalidade é 1. W onde: Ke = constante ebuliométrica (depende do solvente) Ä numericamente corresponde à diferença no ponto de ebulição quando a Molalidade é 1.0 mol/kg de solvente onde * Ke = R Te2 / 1000 Le R = constante dos gases. Considera-se: t0 = temperatura de ebulição do solvente puro t = temperatura de ebulição da solução ( > t0) D te = aumento da temperatura de ebulição O efeito ebuliométrico será: D te = Ke . W onde: Kt = constante tonométrica (depende do solvente) W = molalidade da solução (mol/kg) * Kt = M2 / 1000 (massa molar expressa em kg/mol) 2) Efeito Ebuliométrico ou Ebuliometria: estuda o aumento na temperatura de ebulição do solvente quando nele dissolve-se um soluto não volátil. Considerando que: t0 = temperatura de congelamento do solvente puro t = temperatura de congelamento da solução ( < t0) D tc = abaixamento no ponto de congelamento da solução O efeito criométrico será D tc = Kc .

4) Efeito Osmométrico ou Osmometria : estuda a pressão osmótica de uma solução separada de outra (ou de um solvente) por uma membrana semipermeável (m.p.p. sempre que houver diferença de concentração entre as soluções. e para evitar esta passagem deve-se aplicar uma pressão igual e contrária. para se estabelecer um estado de equilíbrio entre as duas soluções separadas pela membrana semi-permeável deverá ocorrer migração de moléculas do solvente.p. de mais acentuado. num processo dinâmico. .s. A figura ao lado mostra que. R = Te = temperatura de ebulição do solvente e Le = calor latente da O diagrama de fases ao lado mostra como a adição de um soluto afeta simultaneamente a temperatura de ebulição e a de congelamento do solvente. até o estabelecimento de um estado de equilíbrio (isotonia). pela adição de um soluto não volátil. ocorrendo do meio mais diluído (hipotônico) para o meio mais concentrado (hipertônico) até o momento em que as duas concentrações se igualam.. A Osmose consiste na migração espontânea de solvente através da m. A passagem de moléculas do solvente “pressionam” a m.33 * Kc = R Tc2 / 1000 Lv onde: evaporação. para evitar a osmose. Perceba-se que há movimento de moléculas do solvente para ambos os lados.s. da solução diluída para a concentrada.).s.

da temperatura absoluta.s. A migração de solvente só se interrompe quando as duas soluções se tornarem isotônicas. também. Esta pressão exercida é numericamente igual à Pressão Osmótica (p).p. pode ser calculada pela expressão: equação dos gases ideais pressão osmótica P= n V RT p = M RT onde: R = constante universal dos gases T = temperatura absoluta . A pressão osmótica. numa câmara osmométria. em analogia à pressão dos gases.34 A passagem de solvente através da m. A figura acima mostra como pode ser feita a medida experimental da pressão osmótica. pode ser evidenciada na representação abaixo. a qual depende da concentração e.

se for temperada com sal ? 6) Colocando-se duas amostras líquidas de igual volume para evaporação espontânea. sendo a primeira de água pura e a segunda de salmoura (água e cloreto de sódio).i D te = Ke . Explique o fenômeno ocorrido.T. i Ebuliometria Osmometria p=M.1) *** se o soluto é molécular: a = 0 Ã i = 1 se o soluto é um sal : a = 1 Ã i = q Portanto. se o soluto for iônico cada efeito coligativo deve ser multiplicado pelo fator i resultando as seguintes expressões. após algum tempo.R. chamado fator de Vant Hoff (i). 5) Porque uma salada de alface murcha. i Ex e r c íc i o s 1) Relacionando com o fenômeno da osmose explique quais os efeitos sobre um peixe de água do mar se o colocarmos num aquário de água “doce” ? 2) Quando se adiciona açúcar a uma salada de frutas. por evaporação da água ? Porque ? . W . em qual das duas se observará maior redução de volume. 3) Porque em países muito frios é costume adicionar sal grosso sobre a neve acumulada nas estradas ? 4) Pesquise sobre as aplicações da “osmose reversa” . Tonometria Criometria DP / P0 = Kt . aumenta o volume do “caldo” . bases e sais) os efeitos coligativos deverão ser corrigidos de um “fator iônico”. i D tc = Kc . W . o qual depende do número de íons produzidos por molécula (q) e do grau de dissociação (a) da substância e que pode ser calculado pela expressão: £ i = 1 + a(q . W .35 M = molaridade da solução Ä pode ser usada a Molalidade (W) se a solução for diluída Para solutos iônicos (ácidos.

NaCl. œ 1.0 mol de ácido acético em 1000 g de água.0 mol de cloreto de cálcio em 1000 g de água. para que seja isotônica com o sangue ? Resposta: 36 gramas 14) Eventualmente s solução 0. 9) Considerando-se mesma temperatura. qual o sistema que apresenta maior velocidade de evaporação: a água do mar ou de um lago ? Porque ? 10) A superfície do Oceano Antártico freqüentemente se apresenta líquida. Justifique porque esse procedimento auxilia na conservação da carne.5 mol de cloreto ferroso em 1000 g de água. œ 1. œ 0. Qual a massa aproximada de cloreto de sódio que deve ser dissolvida em água.8 .1 mol/L.8 atm à 37o C. qual a que congela à temperatura mais baixa ? œ 1. pois tem pressão osmótica próxima do sangue. por quilograma de água ? Resposta: 1. Qual a que apresenta o menor ponto de congelamento ? Resposta: K2SO4 . suficiente para preparar 4 litros de solução.0 mol de HCl em 1000 g de água. apesar de sua temperatura estar bem abaixo de 0o C. *** Sugestão: consulte um professor que atue na área de Química Biológica.0 mol de cloreto de cálcio em 1000 g de água.0 mol de glicose em 1000 g de água. à 37o C.30 M de glicose é utilizada como injeção intravenosa. 15) Dentre as soluções abaixo. das seguintes substâncias: glicose.0 gramas do mesmo em 500 gramas de água causa um abaixamento relativo na pressão máxima de vapor igual a 0. 16) Considere cinco soluções aquosas de concentração 0. com o intuito de conservá-la. Como se explica esse fenômeno ? 11) Qual o abaixamento relativo da pressão máxima de vapor de uma solução que apresenta 10-3 mol de um soluto não iônico . Investigue como funciona esse princípio de conservação. Resposta: 1. œ 1. 8) A utilização de calda para a conservação de frutas (compotas) vale-se do efeito osmótico.36 7) Na preparação do charque. Mostre que a mesma apresenta valor próximo ao referido no exercício anterior.004 ? Resposta: 180 g/mol 13) O sangue humano tem pressão osmótica 7. sabendo que em certa temperatura a dissolução de 20. o gaúcho adiciona considerável quantidade de sal grosso sobre a carne. 10-5 12) Qual a massa molar de um certo glicídio. K2SO4 e ZnSO4. KCl.

36o C 22) Isolou-se uma proteína de uma amostra de soro sangüíneo. ao nível do mar.4 mm Hg 18) Calcule o abaixamento relativo da pressão máxima de vapor de uma solução 0. qual deverá ser a concentração. A constante criométrica do benzeno vale 5.68 .0 gramas de benzeno.01 M e uma solução aquosa de sacarose (soluto não dissociado) 0. da proteína ? Resposta: 5. qual a massa molecular. aproximada. qual a pressão de vapor da solução ? Resposta: 17. Uma dispersão coloidal de 685 mg da referida proteína dissolvida em água suficiente para formar 10 mL tem uma pressão osmótica de 0.kg.3o C. na qual se admite o sal totalmente dissociado. à 20oC.04o C.65o C 21) Se uma solução de um soluto não dissociado congela a – 1.36o C.80. 10-4 19) Um polímero de fórmula geral (C2H4)n abaixou o ponto de congelamento do benzeno em 0. Sendo a proteína um composto covalente típico.5 mm Hg. Qual o grau de dissociação aparente do sulfato férrico ? Resposta: 0. Resposta: 4.30 M 25) Uma solução de concentração 30 g/L de um soluto não iônico.01 mol/kg de CaCl2. ambas na temperatura de 20o C ? 24) Para que uma solução aquosa de glicose tenha a mesma pressão osmótica que a solução salina fisiológica (NaCl 0.30o C. Qual o seu ponto de congelamento ? Resposta: . cujo grau de dissociação aparente é 0.28 atm a 7o C. Determine o valor de “ n “ na fórmula geral do polímero. qual a sua temperatura de ebulição ? Resposta: 100.0 grama do mesmo foi dissolvido em 5.37 17) Considere uma solução contendo 17. ferve a uma temperatura de 101.6 . Sabendo que a pressão de vapor da água pura. não dissociado.mol-1.15 M).02 M. Resposta: 100 20) Uma solução aquosa de cloreto de sódio. é 17. de massa molar 90 g/mol. é isotônica com uma solução de sulfato férrico que contém 20 g desse soluto em 600 ml de solução. 103 u 23) Verifique se existe isotonia entre uma solução aquosa de NaCl 0.1 g de sacarose (C12H22O11) em 180 g de água. em mol/L da solução de glicose ? Resposta: 0.75 ou 75 % .4. quando 1.

0 3 . B) neutralização.O sangue humano tem uma pressão osmótica de 7. E) umidificação. a maior temperatura de ebulição e a maior temperatura de congelamento são A) II e IV.03 mol/L 2 .8 atm a 370 C. respectivamente.3 C) 1. aproximada.Considere o quadro abaixo. C) osmose. D) hidrólise.082 atm.01 mol/L E) C12H22O11 0.38 *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 .5 As soluções que apresentam.01 mol/L D) KCl 0.1 B) 0. D) V e I. 4 .5 1.K. B) III e I. é A) 0.L/mol.02 mol/L B) NaCl 0. é a desidratação dos cadáveres através da utilização de soluções salinas de alta concentração e viscosidade.0 2.Qual das soluções aquosas abaixo apresenta a menor pressão de vapor a 250 C? A) CaCl2 0.0 D) 3. sabendo que R = 0.02 mol/L C) K2SO4 0.Um dos segredos descobertos pelos químicos. I II III IV V soluto MgBr2 Al(NO3)3 Ca(NO3)2 NaCl CuCl2 solvente H2O H2O H2O H2O H2O Concentração em mols/L 1.0 E) 5. expressa em molaridade de uma solução de glicose que seja isotônica com o sangue. no processo de mumificação.0 2. A concentração.0 3. . C) III e IV. A desidratação é possível e explicada pelo fenômeno da A) salinização.

50 mol/L V .010 mol/L Qual das afirmações abaixo é correta.III .V .Analise as soluções aquosas abaixo discriminada: I .III .39 E) V e II.Qual das substâncias abaixo. B) NaCl. 7 .II .II.III .20 mol/L II .Ca(NO3)2 0.MgCl2 0.A seguir são arroladas algumas soluções aquosas de solutos iônicos ou moleculares com suas respectivas concentrações em mol/L.AgNO3 0. D) CH3COOH 1.IV . apresenta maior pressão osmótica ? A) K3PO4.040 mol/L II .V.glicose 0.0 molar.Al(NO3)2 0. E) V .II .III.0 molar.5 molar.I .V . B) glicose 1.40 mol/L A ordem crescente de ponto de congelamento das soluções. I .sacarose 0.I .IV .30 mol/L III . B) O ponto de congelamento da solução IV é o mais alto de todas as soluções acima. 6 .NaCl 0.I. 8 .25 mol/L IV . B) II .IV. .I . D) A solução I tem ponto de ebulição mais elevado do que o ponto de ebulição da solução II. C) NH4Cl. considerando que as espécies iônicas estão 100% ionizadas? A) A pressão de vapor da solução III é mais alta que a pressão de vapor da solução IV. corresponde à sequência A) I .II .020 mol/L IV . 5 .5 molar. D) V .5 molar. quando em solução aquosa de idênticos graus de dissociação e concentração. E) O ponto de ebulição da solução I é o mais baixo de todas as soluções acima.III .025 mol/L III . C) A pressão osmótica da solução II é maior do que a pressão osmótica da solução III. C) IV .Qual das seguintes soluções aquosas apresenta maior ponto de ebulição ? A) uréia 2.IV . E) sacarose 2.Na2CO3 0. admitindo-se ionização total dos compostos iônicos. C) NaCl 1.C12H22O11 0.

D) concentração e mesmo fator de Vant’Hoff. sulfeto de sódio e glicose. E) CaCl2. serão isotônicas quando tiverem a mesma A) temperatura. E) temperatura e mesmo número de partículas dissolvido. NH4NO3 T1 Na2S T2 C6H12O6 T3 A relação entre estas temperaturas é A) T1 > T2 > T3 B) T2 > T3 > T1 C) T3 > T1 > T2 D) T1 > T3 > T2 E) T2 > T1 > T3 010 .No quadro abaixo estão fornecidas as temperaturas de ebulição de soluções aquosas de mesma concentração molar de nitrato de amônio.Duas soluções.40 D) C6H12O6. 9 . B) concentração em mols por litro. C) concentração e a mesma temperatura. Solução Temperatura. . uma de glicose e outra de cloreto de sódio.

.. . evitando o formalismo matemático complexo. temperatura. A simples: a) b) c) termodinâmica é fundamentada em poucos conceitos e princípios conservação da energia. excluído o sistema.. com as trocas de energia que acompanham os processos químicos e físicos.meio externo ou ambiente: corresponde ao restante de universo. as interrelações entre as grandezas pressão.). I N T RODU ÇÃ O À T ERM ODI N Â M I CA 3 .). volume. espontaneidade dos processos e equilíbrio. selecionada para investigação de propriedades. número de mols..41 3 . isométrico. . Historicamente ela se desenvolveu sem um conhecimento detalhado das estrutura da matéria. Nosso tratamento do assunto será de maneira mais informal e fenomenológica. etc.variáveis ou funções de estado: grandezas que caracterizam um determinado estado (pressão. Na evolução dos processos termodinâmicos nada se cogita em relação à velocidade com a qual os mesmos ocorrem. basicamente. As inter-relações que se pode estabelecer entre as variáveis de estado chamamos de equação de estado. etc. resfriamento. A linguagem termodinâmica não dispensa o uso e a interpretação correta de certos termos como: .1 . Por exemplo...sistema: qualquer porção isolada do universo. adiabático.estado: conjunto de condições que caracterizam um sistema. I n t r o d u ç ã o A Termodinâmica ocupa-se.. aumento da entropia. .).mudança de estado: situação na qual alguma variável de estado sofre uma alteração (compressão. . sendo esse um dos seus pontos fortes. isobárico. para um gás ideal. volume.processo: meio através do qual as variáveis de um estado podem ser alteradas (isotérmico. . temperatura e massa gasosa estão expressas na equação geral dos gases PV=nRT onde R é uma constante.

por sua vez relacionam-se num princípio fundamental conhecido como 1o Princípio ou 1a Lei da Termodinâmica.24 J/mol. devido unicamente à diferença de temperatura entre ambos. Assim.18 J / g . a capacidade calorífica molar da água será 18. o C ou 4. Q > 0 à sistema recebe calor (T ’) . Se a massa considerada for aquela correspondente a 1. A capacidade calorífica pode ser determinada pelo produto da massa do sistema e seu calor específico.42 3 .0 mol então a capacidade calorífica será molar. Portanto: Qtrocado a DT ou œ Q = C . o C.18 J /g . Como escala adota-se a termodinâmica ou absoluta (Kelvin) na qual mv = 3RT E = 2 2 2 C T (K) = T (oC) + 273. Por exemplo. m = 1000 (g) . Calor = quantidade de energia que se transmite de um corpo para outro. DT onde C· é a capacidade calorífica do sistema. o C = 4180 J / o C o que significa que devem ser fornecido 4180 Joule de energia para que 1000 gramas de água variem a sua temperatura em 1 grau. 4.grau ou 75.0 cal /g . para proporcionar a variação de temperatura de 1 grau. considerando que o calor específico da água seja 1. Ca l o r e T r a b a l h o A temperatura é uma propriedade ou grandeza que independe da massa ou extensão do sistema e está relacionada com o grau de agitação (energia cinética) molecular.0 cal / mol.2 . Algebricamente considera-se o calor trocado como sendo positivo quando o sistema recebe energia do meio externo e negativo quando o sistema perde energia para o meio externo.grau.15 O Calor e o Trabalho (termelástico). a capacidade calorífica de 1 quilograma de água será C = c . T e m p e r a t u r a . œ Capacidade calorífica e a quantidade de calor que deve ser trocada por certa massa do sistema.

Wexpansão = F . d Ä DV Logo Wexpansão = P . ocorrendo uma variação de volume ocupado pelo referido gás. à temperatura constante. magnético. A . ..43 Q < 0 à sistema perde calor (T ”) Um processo no qual o sistema recebe calor do meio externo chama-se Endotérmico e aquele em que o sistema perde calor para o meio externo chamase Exotérmico. Quando um gás expande num cilindro. contra uma pressão oposta externa (atmosférica).) não são consideradas em tais transformações. portanto. na qual o gás contido no interior do pistão sofre um deslocamento (d) em relação à posição inicial. como no exemplo da figura ao lado. A maior parte das transformações termodinâmicas são aquelas nas quais o trabalho provém de uma variação de volume do sistema ao qual denominamos de termelásticas. A Wexpansão = P . que pode ser calculado através de: mas donde e. d P = F / A F = P . a energia trocada com o meio externo produz o trabalho de expansão. sendo que as demais formas de trabalho (elétrico. contra uma pressão (P) que se opõe.. œ Trabalho = energia trocada como conseqüência de uma força que atua entre o sistema e o meio externo ou energia que se transmite por qualquer outro modo que não seja a diferença de temperatura entre eles. D V Para que seja realizado trabalho é necessário ocorrer variação de volume. etc.

ou seja. K.3. embora a luz (energia eletromagnética) também esteja presente em alguns processos (combustão e fotossíntese). calcule a quantidade de calor trocada por esse gás nessa transformação. . 3 . contido no interior de um cilindro dotado com um êmbolo móvel (como na figura anterior). a mesma pode ser calculada pela expressão DU = CDT onde C é a capacidade calorífica da substância.44 Quando um gás. Aplicação œ Um mol de CO2 é expandido de um volume inicial de 5 para 15 litros. a qual corresponde ao somatório de todas as formas de energia associadas ao movimento das moléculas.outra parcela irá provocar a expansão do gás.5 J / mol . . isto é. A relação entre essas duas grandezas conduz à 1a Lei ou 1o Princípio da Termodinâmica. A energia envolvida nas reações químicas é decorrente de um rearranjo das ligações químicas quando reagentes transformam-se em produtos. Esta energia. principalmente sob forma de ligações.1. ocorrendo uma variação na temperatura de 27 para 87o C. troca calor com o meio externo.3 . Qtrocado = D U + W Como a variação da Energia Interna corresponde a calor trocado. enthalpein = calor) e simbolizamos por H (Heat = calor). fazendo variar o grau de agitação das moléculas ou Energia Interna (D U). Esta energia “armazenada”. T e r m o q u ím i c a 3. manifesta-se sob a forma de calor. em geral. Sabendo que a capacidade calorífica do CO2 é 96.uma parcela irá provocar aumento na temperatura do gás (DT). irá realizar um Trabalho ( W ). a energia se distribuirá da seguinte forma: . denominamos de ENTALPIA (do grego. contra uma pressão externa de 2 atm. Introdução A Termoquímica tem por objetivo o estudo das variações de energia que acompanham as reações químicas.

...H1 < 0 ) reação EXOTÉRMICA ( DH = H2 .. A maior parte das reações tem a sua entalpia calculada.... que equivale a quantidade de energia absorvida por uma grama de H2O............ A unidade mais comum é a caloria (cal)....3...00 C. segundo o calor liberado ou absorvido: (H1) ...........6 CO2 + 6 H2O (H2) .H1 > 0 ) reação ENDOTÉRMICA 3.. ocorre uma variação de entalpia (DH)... Esta medida experimental (calorimétrica) é feita utilizando-se Calorímetros ou Bombas Calorimétricas (para reações de combustão). sendo as reações classificadas em dois tipos. portanto.2.... C6H12O6 + 6 O2 Ñ ( DH = H2 .. valendo-se das leis da Termoquímica... empregando-se a equação: Q = m..... principalmente a LEI DE HESS.....Dt O número de reações cuja entalpia (calor de reação) pode ser determinada diretamente em bombas calorimétricas e calorímetros é muito reduzido...... 2 CO2 + 3 H2O (H1) . como será visto mais adiante...... para que a temperatura varie de 1...... A bomba calori – métrica é um equi – pamento próprio para determinar a energia (calor) das reações de combustão e algumas reações de formação.c... Medida de D H e unidades de energia A variação da entalpia de uma reação química pode ser medida. para um certo número de reações.... pelo calor liberado ou absorvido durante o processo..45 Numa reação química.C2H6O + 3 O2 Ó (H2) .. ou seu múltiplo quilocaloria (kcal) ..

51 kcal/mol) d) as condições de medida da variação de entalpia: .05 kcal/mol C(graf.0 kcal/mol D H0 = .01 kcal/mol Obs.3 kcal/mol) H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(s) (libera 70.) + O2(g) “ CO2(g) D H0 = .: C(graf.: H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(g) (libera 57.05 kcal/mol) C(diamante) + O2(g) “ CO2(g) (libera 94. A maior parte das variações de entalpia que constam em tabelas foram medidas nas chamadas Condições Padrão ou Standard (1 atm e 250C). sendo esta referência importante porque as mudanças de estado físico envolvem variações de energia (entalpia): ex.8 kcal/mol) H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(l) (libera 68.66.17.46 1.) + 2 H2(g) “ CH4(g) 2 C(graf.68.0 kcal/mol 3.3.000 cal 1.18 Joules 1.4.18.70 kcal/mol D H0 = .: considera-se nula a Entalpia de Formação de substâncias simples .103 Joules 3.) + O2(g) “ CO2(g) DH0 = .81 kcal/mol 1/2 N2(g) + 1/2 O2(g) “ NO(g) DH0 = + 11. Equações Termoquímicas Uma equação termoquímica deve conter: a) a equação química devidamente ajustada.0 cal = 4.68.31 kcal/mol D H0 = + 11.81 kcal/mol D H0 = .0 mol de substância a partir de seus elementos formadores (substâncias simples). b) os estados físicos de cada componente. Entalpias de Reação 1) Entalpia de Formação (DH0f): .3.: C(grafite) + O2(g) “ CO2(g) (libera 94.a variação de entalpia (DH) depende da temperatura e da pressão em que foi feita a medida.) + 2 H2(g) “ CH4(g) DH0 = .17.3. quando for o caso: ex.31 kcal/mol C(graf.94.94. A indicação de que uma entalpia foi medida em Condições Padrão é feita através do expoente “0” junto ao valor da mesma: ex. .0 kcal = 4.0 kcal/mol) c) os estados alotrópicos.corresponde ao calor envolvido na formação de 1.0 kcal = 1.) + 3 H2(g) + 1/2 O2(g) “ C2H6O(l) H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(l) ½ N2(g) + ½ O2(g) “ NO(g) C(graf. ex.: H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(l) DH0 = .

) CaCO3(calc.98.78 kcal/mol C2H6O(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) D H0 = .57. .45 .115.) CaO(s) Ca(OH)2(s) H2O(g) H2O(l) H2O2(l) HCl(g) .326. respectivamente.37 .94.26. carbono (chama amarela).40 . Para ácidos e bases fortes a reação que ocorre é sempre a mesma e a sua variação de entalpia é constante: H+(aq) + OH-(aq) £“ H2O(l) D H0 = . devido à dissociação do ácido ou da base devido ao deslocamento do equilíbrio ocorrido na neutralização. C(diamante) CO(g) CO2(g) C2H6(g) CCl4(g) CHCl3(l) C2H6O(l) CH3COOH(l) 0. Na combustão incompleta ainda ocorre a formação de fuligem.32.212.70 kcal/mol C6H12O6(s) + 6 O2(g) “ 6 CO2(g) + 6 H2O(l) D H0 = .151.corresponde ao calor envolvido na reação de um mol de substância combustível com O2 puro.44.19 .20 kcal/mol Se o ácido ou a base for fraco a variação de entalpia será diferente do valor acima.: CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l) D H0 = .93 + 2.88 . ex.66.41 .101.02 + 21. provenientes de um ácido e uma base.288.61 .24.99. ambos em solução aquosa e diluída. 3) Entalpia de Combustão: .90 .24 .235.79 .11.99 + 34.22.47 Algumas entalpias de formação podem ser medidas diretamente em bombas calorimétricas enquanto outros somente são possíveis através de determinações algébricas (cálculo).H.00 kcal/mol 4) Entalpia de Neutralização: . Outros exemplos no quadro a seguir.31 .corresponde ao inverso da Entalpia de Formação.670.06 NH3(g) NO(g) NO2(g) N2O4(g) NaCl(s) Na2O(s) NaOH(g) O3(g) ¤ ¤ ¤ SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) .20.57 + 7.14 .23 .68.453 .O) a combustão completa origina como produtos CO2(g) e H2O(l) (chama azul).288.49 .05 .80 CaCO3(arag.10 2) Entalpia de Decomposição: . Se o combustível for orgânico (C.80 .corresponde ao calor envolvido na reação de formação de um mol de água a partir de um mol íons H+ com um mol de íons OH-.13.

608 25 17. DH0273 = + 1.960 6) Entalpia de mudança de fase Corresponde ao calor envolvido na mudança de estado físico ou fase cristalina.corresponde ao calor envolvido na dissolução (por vezes acompanhada de dissociação) de um mol de determinado soluto em quantidade tal de solvente de modo que a adição do mesmo. após determinada quantidade limite.735 150 17. Hidrogênio: + 52.1 kcal/mol de moléculas Por vezes utiliza-se a metade desse valor como sendo a Entalpia de Atomização por mol de átomos formados.1 kcal/mol de átomos Oxigênio: + 59. n1(H2O) / n2(HCl) 0 .1023) de determinada ligação. supondo todas as substâncias no estado gasoso. não envolva variação de energia.: H2(g) “ 2 H(g) O2(g) “ 2 O(g) D H = + 104.2 kcal/mol de moléculas D H = + 119. HCl(g) H2O HCl(aquoso) O quadro abaixo mostra a variação de calor envolvida em relação à quantidade de solvente (água) adicionado.514 kcal/mol DH0 = + 0.DH (kcal/mol) 10 16. a 250C e 1.0 mol (6. Assim. enquanto a formação de ligações é sempre exotérmica.0 atm.272 40 17.453 80 17. H2O(s) “ H2O(l) H2O(l) “ H2O(g) C(grafite) “ C(damante) S(rômbico) “ S(monoclínico) 7) Entalpia ou Energia de Ligação: corresponde a quantidade de calor absorvida na quebra de 1.02. ex.438 kcal/mol DH0 = + 10.5 kcal/mol de átomos .071 kcal/mol A quebra de ligações sempre é endotérmica.48 5) Entalpia de Dissolução .451 kcal/mol DH0 = + 0.

A Entalpia de uma reação pode ser obtida de dois modos diferentes: a) por medida calorimétrica experimental (aplicável a um pequeno número de reações).Cl ENERGIA (kcal/mol) 83.3. b) por cálculos algébricos.0 103.1 Numa reação química. a energia é liberada nos produtos (formação de ligações).8 85.8 200.1 57.5. Genericamente: A + B DH4 DH1 L + M DH2 C + D DH3 E + F .9 LIGAÇÃO C-H C-O C=O O-H H-F H .Cl ENERGIA(kcal/mol) 98. A Lei de Hess.49 A tabela abaixo mostra algumas ligações mais importantes e suas entalpias LIGAÇÃO C-C C=C CŸC H-H O=O Cl . também chamada Lei da Soma dos Calores de Reação.5 178.2 146. permite prever a Entalpia mesmo daquelas reações de difícil execução experimental. Determinação da Entalpia e Lei de Hess. aplicando-se a Lei de Hess. enquanto a energia é absorvida na quebra de ligações.6 104.6 135.0 110. 3.2 119. da tabela acima e comparar com o valor informado anteriormente. Assim: Reagentes DH1 > 0 £“ Produtos DH2 < 0 D HRQ = DH1 + DH2 Exercicio: determinar a Entalpia de formação da água (gasosa) através das entalpias de ligação. Segundo Hess a Entalpia de uma reação não depende do modo (caminho) como a mesma é executada. nos reagentes. mas somente do estado inicial (reagentes) e do estado final (produtos).

Entropia Padrão (DS0) A Entropia Padrão corresponde a variação de Entropia de uma substância pura desde o zero absoluto (Entropia nula) até a temperatura de 250C (298 K). A Entropia é a grandeza termodinâmica relacionada com o Grau de Desordem Molecular dos sistemas. de Entropia e a temperatura absoluta na qual ocorre o processo.3.9 + 22.DH(f)REAGENTES A Lei de Hess pode ser considerada como a Lei da Conservação da Energia aplicada às reações químicas.3.: H2O(s) £“ H2O(l) CaCO3(s) £“ CaO(s) + CO2(g) DS > 0 DS > 0 3.K: Substâncias C(grafite) C (diamante) Al(s) Ca(s) Cl2(g) O2(g) Entropia Padrão + 1. que. O quadro abaixo apresenta algumas Entropias Padrão.3. Willard Gibbs. permite prever a espontaneidade ou não do referido processo. também denominada Energia Livre.6.1 3. combinando a variação de Entalpia. Sua expressão analítica é: .2 + 16.0 Substâncias CO2(g) Al2O3(s) CaO(s) CaCO3(s) H2O(l) H2O(g) Entropia Padrão + 51.8.7.8 + 9. ainda: DHREAÇÃO = DH(f)PRODUTOS .2 + 9. propôs uma grandeza termodinâmica. Não há processo termodinâmico (físico ou químico) que ocorra sem variação de Entalpia e de Entropia.1 + 12.4 + 0. ex. Entropia (DS) A Entalpia é a grandeza termodinâmica relacionada com o calor envolvido nas reações químicas. 3.50 Segundo a Lei de Hess: DH1 = DH2 + DH3 + DH4 ou. Energia de Gibbs (DG0) J.6 + 6.7 + 45. em cal/mol.3 + 49.9 + 53.

A capacidade calorífica (ou constante calorimétrica) do calorímetro vale 2550 J/oC e o calor específico da água é 4. 2.: 1 kcal = 4. sabendo que o valor energético desse alimento é de 17 kJ/grama. 3 . calcule a massa de glicose a ser ingerida.897 kJ/mol 3) Costuma-se considerar que a necessidade energética diária para uma pessoa de 50 kg seja de. contendo 3. Ex e r c íc i o s 1) Uma amostra de 0. aproximadamente.000 kcal.T DS0 (em condições padrão) Obs.5 kg de água. . no metabolismo. A partir disto pode-se concluir que: * se DG < 0 à processo espontâneo * se DG > 0 à processo não espontâneo ou induzido (forçado) * se DG = 0 à o sistema encontra-se em estado de equilíbrio œ Os assuntos Entropia. A temperatura inicial do calorímetro era de 25o C e sua capacidade calorífica era 97 kJ/o C. segundo a equação: C3H8(g) + 5 O2(g) “ 3 CO2(g) + 4 H2O(l) . 105 Joules . Calcule o calor de combustão do etanol.: .18 kJ . Resposta: 1. A reação aumentou a temperatura para 27.2.282o C. em kJ/mol.a maioria das reações espontâneas ocorre com liberação de Calor (DH<0).51 DG0 = DH0 . foi colocada em uma bomba calorimétrica com excesso de O2 e inflamada. Entropia Padrão e Energia de Gibbs serão tratados com o devido aprofundamento na disciplina de Físico-Quìmica (Termodinâmica). Supondo que essa energia seja obtida unicamente pela queima de glicose.a maioria das reações espontâneas ocorre com aumento de desordem molecular (DS>0).100 mol de propano. a) Quantos joules foram liberados pela queima do propano ? b) Qual a variação de energia interna.2 gramas de etanol (C2H5OH) são queimados em uma bomba calorimétrica. por dia. em kJ/mol. K.18 J/mol.4 .52o C. para o C3H8 ? Respostas: 2.22 . *** Obs.220 kJ/mol 2) Quando 3. um dos constituintes do GLP. DU = . a temperatura sobe 5.

formando ácido acético.3 kcal/mol 8) A evaporação pela transpiração é um mecanismo pelo qual o corpo se desfaz do excesso de energia térmica e regula-se para manter uma temperatura constante.0 e – 242. o etanol presente oxida-se. Quantos quilojoules são removidos do corpo pela evaporação de 10.85 kcal. qual a entalpia da reação de fotossíntese ? Resposta: . em calorias/grama.0 kcal/mol 6) A decomposição do explosivo nitroglicerina libera grande volume de gases e considerável quantidade de calor.36. respectivamente: . calcule a variação de entalpia envolvida na oxidação (fermentação) do etanol formando ácido acético.58. em presença de enzimas produzidas pelo micro-organismo Mycoderma Acceti. segundo a equação: 4 C3H5(ONO2)3(l) “ 12 CO2(g) + 10 H2O(g) + 6 N2(g) + O2(g) As entalpias de formação da nitroglicerina.58.0 gramas de água ? Resposta: 24 kJ. A partir desses dados calcule a entalpia da reação na decomposição de 0. quilograma ou tonelada). 9) A entalpia de combustão do metano vale – 212.0 kcal/mol.1 e – 57.4 kcal/mol. para os seguintes combustíveis: a) Hidrogênio b) Etanol c) Metanol d) Glicose e) C (grafite) 5) De forma simplificada a reação de fotossíntese pode ser assim representada: 6 CO2(g) + 6 H2O(v)_ “ C6H12O6(s) + 6 O2(g) Sabendo que as entalpias de formação do CO2. Resposta: . Consultando tabelas de entalpias de combustão. qual o volume de metano. respectivamente. Resposta: . A partir das entalpias acima. No azedamento do vinho.94. que deve ser queimado para converter 250 gramas de água a 20o C em vapor de água a 100o C ? . H2O e glicose valem.0 . .1 mol de nitroglicerina. nas CNTP.94.0 .52 4) Sabe-se que o Poder Calorífico de um combustível é a quantidade de energia (em calorias ou Joules) liberada por unidade de massa queimada (grama. respectivamente – 326. A partir desses dados. calcule o Poder Calorífico.88 kcal/mol e o calor latente de vaporização da água é 540 cal/grama. 7) As entalpias de combustão do etanol e do ácido acético valem. gás carbônico e vapor dágua valem.8 kcal/mol.540.117.7 e – 209. . .

782 g/ml. Qual o calor liberado na combustão de 10. segundo a equação: CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l). gorduras (lipídios) e proteínas.330.0 . 108 kcal por mol de Lítio.l. aproximados. A queima desses combustíveis contribui para o efeito estufa. 102 kcal por mol de CH4 queima. 9.0 kcal/mol Sabe-se que as densidades desses dois líquidos são praticamente iguais. em condições padrão. A combustão completa do gás natural e do óleo diesel liberam. A fusão nuclear a partir do lítio. em geral expresso. para igual energia liberada.4 15) A combustão do metanol e do etanol podem ser representadas pelas seguintes equações: I – CH4O(l) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l) DH = .1 . correspondente a : 73Li + 11H “ 2 42He libera uma quantidade de energia equivalente a 4. respectivamente. na forma de calor de combustão de carboidratos (como C6H12O6). Sabendo que esses dois combustíveis correspondem a CH4 e C14H30.0 kJ/grama Consultando os dados indicados em alimentos industrializados que você consome.0 .3 kJoule/mol ? Resposta: 0.53 10) O valor energético dos alimentos é.0 kcal/mol Sabendo que a massa específica do etanol é 0.0 . 102 kJ e 9.0 kJ/grama b) gorduras = 38. qual o volume de etanol líquido que deve ser queimado para obter 561 kcal ? Resposta: 100 mL 14) Tanto gás natural como óleo diesel são utilizados como combustíveis em transportes urbanos. correspondendo aos valores seguintes: a) carboidratos = 17.327. 11) Uma vela é feita de um material ao qual se pode atribuir a fórmula genérica C20H42.0 kcal/mol II – C2H6O(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) DH = . Para se ter a mesma quantidade de energia que é liberada na produção de 1. se os valores estão corretos ou. qual libertará mais calor ? Resposta: etanol . pelo menos.0 gramas dessa vela. Na combustão de um mesmo volume. verifique. pela produção de CO2 . sabendo que na sua combustão a entalpia envolvida é correspondente a – 13. quantas vezes a contribuição do óleo diesel é maior do que o metano ? Resposta: 1.0 kJ/grama c) proteínas = 17. pelas quantidades mencionadas.0 mol de Hélio.671.47 kJoule 12) A reação de combustão completa do metano libera 2. 103 kJ por mol de hidrocarboneto. qual a massa de metano que deve ser queimada ? Resposta: 16 toneladas 13) Considere a reação termoquímica de combustão do etanol líquido: C2H5OH(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) DH = .

54 *** Calores liberados: metanol = 20. D) transformação de energia térmica em energia química. B) 30. pois é um processo exotérmico.96 kJ/g.1373 kJ/mol DHIII = .286 kJ/mol DHV = .Na reação de combustão do carvão vegetal utilizado no preparo de um churrasco.888 kJ/mol DHII = . CH4 + 2 O2 “ CO2 + 2 H2O II. 2 . pois um processo exotérmico. E) diminuição de energia dos produtos em relação aos reagentes. C) variação de entalpia positiva. etanol = 28. E) 282. pois é um processo endotérmico. é A) 25. verifica-se A) absorção de calor. em kcal.393.Dadas as equações termoquímicas. D) 188. 3 . por grama consumido. C8H18 + 25/2 O2 “ 8 CO2 + 9 H2O IV.A reação cujo efeito térmico representa o calor de formação do ácido sulfúrico é: A) H2O(l) + SO3(g) “ H2SO4(l) B) H2(g) + SO2(g) + O2(g) “ H2SO4(l) C) H2O(l) + S(rômbico) + 3/2 O2(g) “ H2SO4(l) D) H2S(g) + 2 O2(g) “ H2SO4(l) E) H2(g) + S(rômbico) + 2 O2(g) “H2SO4(l) I. a 1 atm e 250 C. O calor liberado na combustão total de 6 g de carbono grafite.5110 kJ/mol DHIV = .84 kJ/g *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 . C) 47. DHI = .5 kJ/mol o combustível que libera a maior quantidade de calor. H2 + 1/2 O2 “ H2O V. C + O2 “ CO2 4 .O calor liberado na combustão de um mol de carbono grafite é 94 kcal. é A) CH4 B) C2H6O C) C8H18 D) H2 E) C . pois é um processo exotérmico. B) liberação de calor. pois é um processo endotérmico. C2H6O + 3 O2 “ 2 CO2 + 3 H2O III.

3 C) 1.0 kcal 6 .3 D) 3. B) libera 1.0 g/mL. em kcal.3 kcal/mol DH = . a 250 C e 1.1 mol de glicose. H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(l) II.2 kcal D H = + 12. pode-se afirmar que a quantidade de calor. 106 J. a planta A) libera 2.714. II.0 7 .0 atm.211. por I.8 . l06 J.0 litro de água líquida é A) 105.68.8 .8 kcal/mol Considerando-se que a densidade da água é 1.4 .0 E) 3.Considere as seguintes transformações: I.4 kcal D H = . IV. podem ser representados.55 5 . 106 J. 106 J.8 . III. 2 CO2(g) “ 2 CO(g) + O2(g) HgO(s) “ Hg(l) + ½ O2(g) C2H5OH(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) H2O(l) “ H2O(s) Pb(s) “ Pb(l) Representa uma reação química exotérmica a alternativa A) I B) II C) III D) IV E) V .4 . 105 J.0 B) 583.44. respectivamente.8 .390 kcal D H = + 68 kcal D H = . C) absorve 2.A alternativa que representa uma reação que libera a maior quantidade de calor por mol de produto formado é A) 4 Fe + 3 O2 “ 2 Fe2O3 B) 3 O2 “ 2 O3 C) H2 + Cl2 “ 2 HCl D) H2 + I2 “ 2 HI E) C + O2 “ CO2 D H = .A reação de fotossíntese e a de combustão da glicose estão representadas nas seguintes equações: 6 CO2(g) + 6 H2O(l) “ C6H12O6(s) + 6 O2(g) C6H12O6(s) + 6 O2(g) “ 6 CO2(g) + 6 H2O(l) A energia envolvida na combustão de um mol de glicose é de 2. H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(g) DH = .94. 105 J.709. D) absorve 2.Os processos de formação da água no estado líquido e no estado de vapor. necessária para ferver 1. Ao produzir 0. 8 .57. V. E) absorve 1.

portanto trata-se de um processo endotérmico.O gás natural começa a chegar no Rio Grande do Sul. aproximadamente. em kJ. por uma chama que queima metano completamente. 11 . E) 983.Dissolvendo-se NH4Cl em água. é representada pela seguinte equação não balanceada CH4(g) + O2(g “ CO2(g) + H2O(l) DH = .5 kJ de calor liberado. aproximadamente. E) NaOH é uma base e o NH4Cl é um sal.T.P.8 g de ferro é. . Por outro lado dissolvendo-se NaOH em água.56 9 . B) A entalpia de dissolução do NH4Cl é menor que zero e a do NaOH é maior do que zero. na razão de 2. é. A) 88 B) 441 C) 1600 D) 1764 E) 3510 12 . após 5 minutos. A combustão do metano.N. principal componente do gás natural. Ocorre transformação de energia luminosa e calorífica em energia química.24 L/min nas C. As diferenças nesses processos podem ser explicadas considerando que A) NH4Cl sofre dissolução exotérmica e o NaOH endotérmica. Com relação a essa transformação.882 kJ A energia. O gaseoduto de Transporte Bolívia-Brasil está em fase de implantação e transportará o gás natural diretamente de Santa Cruz de La Sierra até o solo gaúcho. ocorre um aumento de temperatura do sistema.7 kJ de calor liberado. observa-se um abaixamento de temperatura do sistema. D) As duas soluções apresentam entalpia dos reagentes maior do que a dos produtos. fornecida.5 kJ de calor absorvido. afirma-se que I. a energia luminosa do sol força a formação de glicose a partir do dióxido de carbono e água. 10 .A transformação de 1 mol de hematita em ferro metálico é representada pela seguinte equação não balanceada: 1 Fe2O3(s) + ___C(s) “ ___Fe(s) + ___CO(g) DH = + 491 kJ A quantidade de calor envolvida na obtenção de 55.0 kJ de calor liberado. C) 245. Ocorre com absorção de energia.Durante o processo da fotossíntese realizada por plantas verdes. D) 245. C) A dissolução do NH4Cl ocorre com absorção de calor e a do NaOH com liberação. igual a A) 491. B) 491. III.7 kJ de calor absorvido. Há formação de um glicídio e um gás combustível. II.

B) maior na reação II. D) Igual a 9 x 800.Quando os óxidos Fe3O4 e Fe2O3 são reduzidos pelo alumínio conforme as equações abaixo I. Um composto com fórmula C4H8 apresenta três isômeros cujas entalpias de combustão estão indicadas na tabela abaixo: Nome do composto isômero Entalpia de combustão (kJ/mol) 1 – buteno .2 A transformação do isômero cis-2-buteno para a trans-2-buteno apresenta uma variação de entalpia em kJ/mol de aproximadamente A) + 20.1 na reação I.3 14 . A equação que representa essa transformação é C6H12O6 + 6 O2 “ 6 CO2 + 6 H2O + Q A alternativa que contém as afirmativas corretas é A) III e IV B) II e IV C) II e III D) I e III E) I e II 13 .Os valores de energia de ligação entre alguns átomos são fornecidos no quadro abaixo.2696.57 IV.800. 3 Fe3O4 + 8 Al “ 4 Al2O3 + 9 Fe DH = . mas diferentes arranjos dos átomos. E) Igual a 203.5 Trans-2-buteno .Isômeros são moléculas que tem a mesma fórmula molecular.2684.7 Cis-2-buteno .2 D) – 5.5 C) – 9.203.5 na reação II.2687.5 B) + 12. Fe2O3 + 2 Al “ Al2O3 + 2 Fe DH = .5 kcal A quantidade de calor liberada por mol de ferro formado é A) maior na reação I. 15 .1 kcal II. C) Igual nas duas reações. LIGAÇÃO C–H O=O C=O O–H ENERGIA DE LIGAÇÃO (kJ/mol) 413 494 804 463 Considerando a reação representada por .4 E) – 3.

D) Apenas I. É necessário mais energia para decompor a molécula de oxigênio do que para decompor a molécula de nitrogênio. W (s) e do carbeto de tungstênio. 17 .O carbeto de tungstênio WC.9 298.393. III e IV. A variação de entalpia da reação de formação do carbeto de tungstênio a partir dos elementos Cgrafite e W (s) é difícil de ser medida diretamente. é uma substância muito dura e. é A) – 820 B) – 360 C) + 106 D) + 360 E) + 820 16 . II. C) Apenas II e III.7 242. III e IV.8 431. O2 e Cl2.4000 C. HBr e HI.6 São feitas as seguintes afirmações I. pois a reação ocorre a 1.1. Quais são corretas ? A) Apenas I e II. ou seja.Abaixo é apresentado um quadro com algumas Energias de Ligação no estado gasoso: Ligação H–H Cl – Cl O=O NŸN H – Cl H – Br H–I Energia (kJ/mol) 470.2 940. a molécula de Cl2 pode ser considerada a menos estável.5 365.680. A reação representada por H2(g) + Cl2(g) “ 2 HCl(g) deve ser endotérmica.58 CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(v) o valor aproximado de DH. Entre as moléculas gasosas H2. WC(s): 2 W(s) + 3 O2(g) “ 2 WO3(s) DH = . III. E) Apenas II. A molécula de HCl deve ser mais estável do que as moléculas dos demais ácidos halogenídricos. B) Apenas I e III. IV. por essa razão.6 kJ Cgrafite + O2(g) “ CO2(g) DH = .5 kJ .5 489. é utilizada na fabricação de várias ferramentas. em kJ. No entanto pode-se medir com facilidade os calores de combustão dos elementos Cgrafite .

0 . 712. A) B) C) D) E) 2. onde o metano (CH4) é o componente predominante. A energia liberada.566. 44.890.214.0 kJ Considerando as seguintes equações termoquímicas CH4(g) + 2 O2(g) 2 CO(g) + O2(g) CO2(g) + 2 H2O(l) 2 CO2(g) Dadas essas equações termoquímicas.456. 2 CH4(g) + 3 O2(g) “ “ “ 2 CO(g) + 4 H2O(l) DH = .38.6 kJ Pode-se. de aproximadamente.0 – 1. de menor custo por quilômetro.391.500. na combustão total de 800 g de metano.O metano. principal componente do gás natural. em kJ.240.0 kJ + 317. Esse valor é.878.0 kJ DH = .5 Classificação da reação Exotérmica Exotérmica Exotérmica Endotérmica Endotérmica 18 . é possível obter o valor de DH da equação acima. 19 .0 – 2.0 – 607. A) B) C) D) E) – 324.3 kJ .346. então calcular o valor da entalpia da reação abaixo e concluir se a mesma é endotérmica ou exotérmica: W(s) + Cgrafite “ WC(s) DH = ? A qual alternativa corresponde o valor de DH e o tipo de reação ? (A) (B) (C) (D) (E) DHreação .O gás natural veicular (GNV) é um combustível alternativo.000.0 – 1.0 kJ + 38.700.59 2 WC(s) + 5 O2(g) “ 2 CO2(g) + 2 WO3(s) DH = . no motor de um automóvel movido por GNV é. Sabe-se que 1 mol de metano libera cerca de 890 kJ. menos poluente.2.5 kJ . em uma combustão completa. pode sofrer combustão incompleta segundo a equação abaixo. 12. 14.800. em kJ.317.

E) queima de carvão – formação de geada – derretimento de gelo. B) sacagem de roupas – formação de nuvens – queima do carvão. A) explosão de fogos de artifício – combustão em motores de automóveis – formação de geada. Assinale a alternativa que contém apenas fenômenos exotérmicos ou apenas fenônemos endotérmicos.60 20 .Em nosso cotidiano ocorrem processos que podem ser endotérmicos (absorvem energia) ou exotérmicos (liberam energia). . D) evaporação de água nos lagos – secagem de roupas – explosão de fogos de artifício. C) combustão em motores de automóveis – formação de geada – evaporação de lagos.

Ex.1 . CI N ÉT I CA E EQU I L Í B RI OS 4 . (quase instantâneas) b) lentas: fermentações. formação de ferrugem.. I) Quanto à velocidade a) rápidas: combustão.. podem ser classificadas segundo dois critérios distintos. neutralizações.. O mecanismo segundo o qual uma reação em etapas ocorre é estabelecido a partir de complexa pesquisa não sendo um de nossos propósitos para estudo.. Ci n é t i c a Qu ím i c a (Qu ím i c o e I ô n i c o ) A Cinética Química tem por objetivo a determinação da velocidade (média e instantânea) com que as reações químicas ocorrem.: formação de HI H2(g) + I2(g) “ 2 HI(g) b) reações complexas: são aquelas que ocorrem em várias etapas. segundo um mecanismo.. decorrentes de colisões entre moléculas dos reagentes com os produtos dando origem diretamente aos produtos. sob o ponto de vista cinético. .61 4 . II) Quanto ao mecanismo a) reações elementares: são aquelas que ocorrem numa só etapa..: formação do NO2 2 NO(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) 1a etapa (rápida) : 2 NO(g) “ N2O2(g) 2a etapa (lenta) : N2O2(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) reação global : 2 NO(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) *** A condição de ser reação elementar ou complexa deverá ser informada no enunciado da questão ou pergunta. As reações químicas. bem como os fatores que nela influem. Ex.

a velocidade média pode ser calculada em relação à qualquer componente (R ou P) da reação. para uma reação genérica: A + B “ L + M As velocidades médias em relação aos reagentes e produtos serão calculadas pelas expressões: . para que não resulte um valor negativo para a velocidade média... quando calculamos a velocidade média da reação. em determinado intervalo de tempo. em relação aos reagentes a razão Dn/ Dt deverá ser multiplicada por – 1. Portanto.62 œ Velocidade média de reação (vm) A velocidade média (vm) pode ser calculada pela variação de quantidade de reagente consumido ou produto formado. a velocidade de uma reação sempre deverá ter um valor positivo. mols [produtos] [reagentes] tempo Observe que: Dn(reagentes) < 0 “ diminui com o passar do tempo Dn(produtos) > 0 “ aumenta com o passar do tempo No entanto.. concentração.. Assim. vm = D m/Dt ou Dn/Dt ou D[X]/Dt Ä concentração molar Sendo conhecida a equação estequiométrica ajustada. número de mols. volume. O diagrama abaixo mostra como variam as concentrações dos reagentes e dos produtos a medida que a reação progride. Esta quantidade pode ser expressa em massa.

30 40 3. H. c) A velocidade média dessa reação é constante ? Porque ? Respostas: œ Velocidade instantânea de reação (vi ou v) A velocidade instantânea (vi ou v) é obtida num determinado instante da reação e calculada através de uma “lei cinética ou equação de velocidade”..00 80 2. compilaram dados e resultados experimentais de outros físico-químicos da época.10 60 3. segundo a equação: CaCO3(s) “ CaO(s) + CO2(g) m (gramas) tempo (s) 4. que além de conclusões sobre seus próprios experimentos.60 20 3. Para uma reação genérica do tipo: aA + bB “ lL + mM a Lei da Ação das Massas é expressa pela relação: .95 100 a) Calcule a velocidade média (em gramas/segundo).. b) Calcule a velocidade média (em mols/minuto) no intervalo entre 0 e 60 segundos. Wilhelmy. expressa pela LEI DA AÇÃO DAS MASSAS ATIVAS .. proposta por Gulberg e Waage (1876).B = L = M =Dt Dt Dt Dt Dn Exemplo: O quadro a seguir mostra a variação de massa sofrida pelo carbonato de cálcio ao se decompor em óxido de cálcio e gás carbônico. Gilles. no intervalo entre 20 e 80 segundos. Arrhenius.63 vm Dn Dn Dn A =.00 0 3. entre os quais Berthelot e St. S.

64 v = k [A]a[B]b na qual: * [A] e [B] representam as concentrações molares. * a e b são as “ordens de reação” as quais. Quando a reação ocorre numa só etapa (elementares) as ordens coincidem com os coeficientes estequiométricos: a = a .. bem como as velocidades de cada etapa. atualmente já foram elucidados os mecanismos de várias reações complexas. os químicos sugeriram o seguinte mecanismo para a reação: . constituindo-se num dos aspectos mais complexos no estudo cinético de uma reação. Estes aspectos. A medida que os recursos técnicos da Química Analítica avançam é possível analisar mais detalhadamente as reações químicas determinando os reais mecanismos segundo os quais as mesmas ocorrem. segundo um mecanismo (complexas) as ordens serão iguais aos coeficientes da etapa mais lenta (etapa limitante da velocidade). Algumas reações já foram suficientemente estudadas e analisadas e. 4 HBr + O2 “ 2 H2O + 2 Br2 Após inúmeras pesquisas experimentais. b = b . Assim como para as reações elementares. varia com a temperatura e é calculada pelos dados cinéticos. já se sabe qual é o seu mecanismo.. a qual é característica de cada reação. ocorrer em várias etapas é necessário que se conheça o seu mecanismo etapa por etapa. atualmente. O mecanismo segundo o qual uma reação ocorre é algo resultante de constante pesquisa experimental. * k = constante cinética. isto é. Quando uma reação for complexa. tal como a formação do HBrO2 a partir do HBr e O2. Quando a reação ocorre em várias etapas. . também são obtidas a partir dos dados cinéticos da RQ. demandam incansáveis pesquisas experimentais sobre a cinética das reações.. como já foi dito.

. portanto as ordens cinéticas (a e b) serão 1 e 1. Este modo mais favorável como as moléculas devem colidir entre sí para formar os produtos denominamos de fator espacial ou fator estérico e a configuração de colisão mais adequada denominamos geometria de colisão. para a reação entre HBr e O2.65 1a etapa: HBr + O2 “ HBrO2 2a etapa: HBrO2 + HBr “ 2 HBrO 3a etapa: 2 HBrO + 2 HBr “ 2 H2O + 2 Br2 4 HBr + O2 “ 2 H2O + 2 Br2 lenta rápida rápida Portanto a equação de velocidade será dada pela etapa mais lenta (1a) e. A figura a seguir mostra as diferentes formas de colisão que podem ocorrer entre as moléculas. e a lei de velocidade ou equação cinética ficará: V = k [ HBr ]1 [ O2 ]1 Um possível mecanismo para essa etapa mais lenta pode ser o seguinte: Por outro lado o modo como as moléculas colidem entre sí para favorecer a formação dos produtos também é um fator importante.

.). œ Por que ocorrem as reações químicas ? 1) Colisões entre as moléculas dos reagentes.. nos enunciados das questões.) são indicados. etapa mais lenta.... mecanismo. As reações complexas. Para que ocorra uma reação entre duas ou mais substâncias é necessário que as moléculas colidam entre sí de modo que haja rompimento das ligações nos reagentes e formação de novas ligações constituindo os produtos As colisões entre as moléculas dos reagentes podem ser de dois tipos: ..4. em geral.66 Estas características (reação complexa. são aquelas onde os coeficientes assumem valores mais elevados (3. habitualmente.

um obstáculo à formação dos produtos. Quanto maior a Eativação. por exemplo.67 a) Colisões não-efetivas ou não eficazes: são aquelas em que não há quebra de ligações e. mais lenta será a reação ! O gráfico a seguir mostra o caminho da reação de formação do HI relacionando-o com as variações de energia . seja para reações exotérmicas ou endotérmicas é necessário um incremento de energia para iniciá-las. Considere-se. a formação de HI a partir de H2 e I2 (reação elementar – uma só etapa): 2) Energia mínima para reagir (Energia de Ativação) Além de colisões intermoleculares em orientação favorável (geometria de colisão) as moléculas participantes devem apresentar uma quantidade de energia cinética mínima que proporcione efetivamente as rupturas das ligações entre as moléculas reagentes e formação de novas ligações. pois. não há formação de produtos. A energia de ativação representa. Portanto. portanto. b) Colisões efetivas ou eficazes: são aquelas em que há quebra de ligações e formação de novas ligações originando os produtos.efetivas ocorrem entre moléculas da mesma espécie ou de espécies diferentes sem energia suficiente para a quebra das ligações. As colisões não.

As representações gráficas da Energia de Ativação tanto para reações exotérmicas como endotérmicas são as seguintes: . A energia do sistema aumentou mas não em proporção suficiente para uma colisão efetiva. 5.68 1. Definitivamente os produtos estão formados. No ponto de mais elevada energia do sistema forma-se o complexo ativado. As moléculas colidem sem energia suficiente para a reação. As ligações entre os produtos consolidam-se. 3. 2. 4.

œ œ se a reação for elementar: a = a . Fa t o r e s q u e i n f l u e m n a V e l o c i d a d e d a s Re a ç õ e s a) Área de contato entre os reagentes Esse fator tem sentido quando um dos reagentes for sólido. . A expressão para o cálculo da velocidade é conhecida com lei de velocidade. iniciamos o fogo com lenha fina ou gravetos.um aumento de temperatura..69 4 . . Assim: . Uma peça de palha de aço (Bombril) oxida mais facilmente do que uma chapa do mesmo metal e igual massa. o qual deverá ser indicado necessariamente. se a reação for complexa a ... . para uma reação genérica: aA + bB “ lL + mM v = k [A]a. quando desejamos queimar lenha. c) temperatura: as variações de temperatura indicam variação no grau de agitação molecular. Por exemplo.. aumenta a freqüência de colisões entre as moléculas e aumenta e energia envolvida no impacto entre as mesmas. lei cinética ou lei da ação das massas. numa fogueira. Fe(prego) + H2SO4(aquoso) “ FeSO4(aquopso) + H2(g) (v1) Fe(limalha) + H2SO4(aquoso) “ FeSO4(aquopso) + H2(g) (v2) V1 < V2 b) Concentração dos reagentes A velocidade das reações é diretamente proporcional à concentração dos reagentes. b . são obtidos pela mecanismo da reação. Relembrando.2 . b = b . Um maior número de moléculas alcança a energia mínima para a ocorrência da reação (Energia de Ativação).. já estudada anteriormente..[B]b. favorecendo a quebra de ligações entre os reagentes e a formação de novas ligações (produtos).

portanto. a reação do SO2 com O2. para a melhor conservação dos alimentos os mesmos devem ser guardados em refrigeradores e freezers. e) catalisadores: são substâncias que encontram “caminhos alternativos” para a reação. Por este motivo diz-se que o catalisador não se altera qualitativa e quantitavamente e por esta razão pode ser usado em pequenas quantidades. Um provável mecanismo para essa reação seria: SO2 + NO2 “ SO3 + NO E1 (consumo do catalisador) NO + ½ O2 “ NO2 E2 (regeneração do catalisador) Reação global: SO2 + ½ O2 “ SO3 E = 110 KJ/mol O catalisador participa em determinadas etapas da reação sendo regenerado nas posteriores. Em presença de NO2 e velocidade aumenta consideravelmente. Os catalisadores. Por outro lado os catalisadores não iniciam reações mas interferem na velocidade de reações que já ocorrem sem a sua presença.70 Por exemplo. diminuindo a velocidade das reações que causam as decomposições dos mesmos (em geral processos fermentativos). formando SO3. tem velocidade quase nula e uma Eativação de 240 KJ/mol. na atmosfera. envolvendo menor energia (diminuem a Energia de Ativação) e sem serem consumidos no processo. aumentam a velocidade das reações porque diminuem a Energia de Ativação. O diagrama a seguir mostra que a presença do catalisador diminui a barreira energética (Energia de Ativação). d) Radiações e descargas elétricas: atuam como fatores energéticos (Energia de Ativação). sem participar da sua estequiometria. Por exemplo. justificando o aumento na velocidade da reação. . pois uma mesma partícula catalítica atua em diversos processos unitários. diminuindo a Eativação para cerca de 110 KJ/mol.

). Nesse caso o Arsênio é chamada de inibidor ou veneno de catálise. SO2. Os gases oriundos da câmara de combustão dos automóveis contém substâncias poluentes (CO.. Um importante exemplo de catálise heterogênea ocorre nos dispositivos antipoluição instalados nos sistema de descarga dos automóveis... conhecidos como conversores catalíticos. N2(g) + 3 H2(g) Fe(s) 2 NH3(g) Obs.. Paládio ou Irídio) que convertem esses gases em substâncias não poluentes ou menos poluentes (CO2. H2S.71 Em função do estado físico de reagentes. diminuindo a poluição atmosférica. Platina. NO. . N2. a catálise é subdividida em dois tipos: a) catálise homogênea: reagentes e catalisador formam um sistema monofásico. 2 SO2(g) + 1/2 O2(g) NO2)g) 2 SO3(g) b) catálise heterogênea: reagentes e catalisador formam um sistema heterogêneo.) as quais passam através de uma “colméia” cerâmica que contém as substâncias catalíticas (Ródio. produtos e catalisador.: na formação da amônia a presença de Arsênio (As) inibe a ação do catalisador (Fe) tornando a sua eficiência muito reduzida.

s) 4. Respostas: a) 1. 0.s b) 4.5 . isto é. b) aumento na concentração de Z em mol/l. 10-3 mol/l.min.300 0. 1.s. Representando por k a constante de velocidade.750 [Z] (mol/L) 0.D[O2] / D t.0 mols/L. velocidade = . qual a velocidade ? Resposta: 2. Se a concentração baixar para a metade do valor inicial.0 mols/minuto 5) Experimentalmente observou-se que a velocidade de formação da substância C.min. através da reação 2 A + B “ C é independente da concentração de B e quadruplica quando a concentração de A é duplicada.10 mol/L em 45 minutos.5 mols/L. quando a concentração de A é de 2.min 2) Para a reação 4 HBr(g) + O2(g) “ 2 Br2(g) + 2 H2O(g) a equação de velocidade é mais freqüentemente escrita em função do componente de coeficiente unitário. a concentração de X cai de 0.0 mols/L.0 0.450 ----0.1 mol/L . que é de primeira ordem em relação aos dois reagentes: [A] (mol/L) 0. Qual a velocidade média de consumo do H2 ? Resposta: 8. Escreva equações equivalentes a esta em função de todos os componentes. 10-4 mol/L.min. Ex e r c íc i o s 1) Na reação: 2 X(g) “ Z(g) .053 0.010 Respostas: 0. 3) Complete a seguinte tabela para a reação 2 A(g) + Z(g) “ produtos.800 k (L/mol.4 .s 4) Em determinado experimento. 7) Para uma reação envolvendo um só reagente. a reação de formação de água ocorre com o consumo de 4. os seguintes dados cinéticos da mesma foram obtidos: .72 4 .32 ----V (mol/L.3 .54 mol/L.s) ----0. qual a expressão da lei de velocidade ? Resposta: v = k [A]2 6) A velocidade da reação de 2a ordem : 2 A “ produtos vale 10.50 para 0. Calcule a velocidade média em termos de a) diminuição na concentração de X em mol/L.0 molsde oxigênio por minuto.017 L/mol.018 0.s .

0 . demonstre que essa reação é de primeira ordem. 8.s 9) Os seguintes dados referem-se à decomposição do cloreto de etila. Partindo de uma concentração de 0.193 0.0 L2/mol2. l0-3 Qual a ordem em relação ao NO ? E ao Cl2 ? Escreva a equação de velocidade. Calcule a constante cinética.080 0.190 t (min) 4 8 16 [EtCl] (mol/L) 0. [Cl2] (mol/L) 0.73 V (mol/L. 10) A constante de velocidade de primeira ordem para a decomposição do C2H5Cl.150 Velocidade (mol/L.s) 1.26 mol/L.090 0. 10-3 9.153 - a) Através de um gráfico (10 x 10).020 0. Qual a velocidade quando as concentrações de Cl2e NO valem. em presença de sangue a água oxigenada se decompõe com relativa velocidade.40 mol/L ? Respostas: 2 e 1 .070 Qual a ordem para essa reação ? Resposta: zero 8) Os dados abaixo referem-se à reação de NO com Cl2 para formar NOCl.050 0. Obs.0 .0 .: consulte um professor que atue na área de Bioquímica.197 0. b) Pelo gráfico determine k. em fase gasosa. Pesquise a respeito da substância presente no sangue que produz esse efeito.0 hora.175 0.200 mol/L calcule: a) a concentração do C2H5Cl após 1.5 .150 0. 10-3 3. na temperatura de 720 K.050 0.050 a) b) c) d) [NO] (mol/L) 0. respectivamente 0.200 0. 10-3 min-1. em papel milimetrado.min) [reagente] 0. b) o tempo decorrido para que a concentração se reduza pela metade. .020 0. aparentemente nada se observa.s .019 0. 11) Quando se adiciona peróxido de hidrogênio (água oxigenada) sobre a pele.100 0. v = k [NO]2[Cl2]1 .187 0.050 0.021 0. é de 2. 0. No entanto se houver um ferimento. na temperatura de 450 K: t (min) 0 1 2 3 [EtCl] (mol/L) 0.20 e 0.

Represente um diagrama dessas energias. c) Um catalisador altera a constante de velocidade. 16) Pesquise a respeito da constituição (composição) e das principais reações que ocorrem nos catalisadores dos automóveis. c) Adição de um catalisador. Justifique cada uma das alterações propostas. Consulte-os !! 21) Para remover uma mancha de um prato de porcelana faz-se o seguinte: cobriu-se a mancha com meio copo de água fria. b) A duplicação da concentração de um reagente nem sempre duplica a velocidade da reação. No dia seguinte a mancha havia clareado suavemente. sugira duas alterações no procedimento. explique por quê a) uma diminuição na temperatura diminui a velocidade de uma reação. 14) Com suas próprias palavras. de um modo geral. 18) Localize no diagrama do exercício anterior o “complexo ativado” da reação. 15) Pesquise a respeito do que são enzimas e qual o seu papel em relação à velocidade das reações. Pela adição de um catalisador essa energia de ativação reduziu-se para 45 kJ/mol. de tal modo que a remoção da mancha possa ocorrer em menor tempo. Explique porque essa afirmativa é verdadeira. 22) Afim de adoçar mais rapidamente uma xícara de chá devemos utilizar açúcar comum ou açúcar cristal ? Explique. Obs: nossa Faculdade tem em seu corpo docente especialistas na área.: consulte um professor que atue na área de Biotecnologia. indicando na ordenada energia e na abcissa tempo de reação. 19) A adição de um catalisador influi na variação de entalpia de uma reação ? Porque ? 20) Pesquise a respeito da importância da catálise Ziegler-Natta na produção de polímeros como o polietileno. b) Diminuição do tamanho de um recipiente para uma reação em fase gasosa. Obs. adicionaram-se algumas gotas de vinagre e deixou-se por uma noite. 13) Usualmente diz-se que a adição de uma pequena quantidade de um catalisador produz significativos efeitos na velocidade de uma reação. Usando apenas água e vinagre. sem a utilização de catalisador. 17) Uma reação apresenta uma variação de entalpia de – 85 kJ/mol e uma energia de ativação de 70 kJ/mol.74 12) Como cada um dos seguintes itens afetam a velocidade de uma reação ? a) A passagem do tempo. .

A reação é iniciada por uma faísca proveniente da vela de ignição. E) é necessário vencer a barreira representada pela energia de ativação. 3 . D) a superficie de contato.75 23) Na digestão de alimentos ocorre uma série de reações químicas.Como maneiras eficientes de aumentar a velocidade de uma reação química. são apresentados os seguintes: I . porque A) a gasolina só queima a temperaturas elevadas. porque é benéfico mastigar bem os alimentos ? 24) A pólvora negra é uma mistura de três sólidos: carvão. Porque. C) a faísca age como oxidante enérgico. 4 . C) a ordem da reação.A reação: . D) a combustão só ocorre em presença de oxigênio atômico. esses sólidos se apresentam sob forma pulverizada (pó) e não apenas colocados em pedaços ? 25) Frascos contendo água oxigenada devem ser guardados em frascos escuros e em locais de baixa temperatura.O processo de oxidação numa esponja de aço é muito mais rápido do que numa lâmina do mesmo material.A combustão da gasolina é uma reação exotérmica que ocorre com uma velocidade elevada em motores a explosão. O fator que determina essa diferença é A) a concentração. Explique. B) o volume do sistema. salitre (KNO3) e enxofre. levando em conta a velocidade das reações químicas. Explique tais recomendações.aumento da temperatura do sistema. *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 -Se a velocidade de uma reação química é dada pela expressão v = k [A]n diz-se que a reação é de ordem A) A B) 1 C) k D) v E) n 2 . B) a reação de combustão da gasolina é lenta a temperatura ambiente. 2 A + B “ produtos apresenta uma lei de velocidade expressa por v = k [A]2 Se a concentração do reagente A for mantida constante e a de B for duplicada. a velocidade de reação fica multiplicada por um fator igual a A) 0 B) 1 C) 2 D) 4 E) 8 5 . E) a presença de um catalisador. na pólvora. através da alteração de fatores energéticos.

[A]2. o cloro atômico proveniente de certas substâncias. C) catalisador. em função da concentração do reagente A. II.[B] 8 .Para alguns cientistas. B) inibidor. o cloro atômico age como A) ativador.Para a reação .[B] C) k.[B] B) k.aumento da concentração dos reagentes. III . entre as quais as empregadas como propelentes em aerossóis. 7 .[A]4.76 II . D) apenas I e IV. 6 .O estudo cinético para a reação A “ B está representado no gráfico da velocidade de reação (v). D) veneno de catálise.adição de um catalisador. E) I.[A]2 D) k. C) apenas I e III. IV .diminuição do volume do sistema. A expressão matemática da lei de velocidade para esta reação é A) k. B) apenas II e IV. III e IV. acelera a destruição da camada de ozônio da atmosfera de acordo com o seguinte mecanismo: Cl(g) + O3(g) “ ClO(g) + O2(g) ClO(g) + O(g) “ Cl(g) + O2(g) Por isso.[A]4 E) k. E) promotor.[A]. Quais são corretas ? A) apenas I e II. 2 A(g) + B(g) “ C(g) verifica-se experimentalmente que a velocidade de formação de C independe da concentração de B e é quadruplicada quando dobra a concentração de A.

pois a chama A) consome o hidrogênio. B) consome rapidamente a energia liberada na reação.0 mol de 1.00 . Em locais onde se trabalha com o gás hidrogênio é rigorosamente proibido fumar ou produzir fagulhas ou fogo.00 .90 20 0. 102 .00 10 0.A reação 0 1.00 . nas condições ambientes. que ocorre mais rapidamente.[A] C) v = k D) v = k / [A] E) v = k / [A]2 H2 + 1/2 O2 “ H2O é espontânea e pode ocorrer de maneira explosiva.[A]2 B) v = k.2-dicloroeteno B cis-1.81 30 0. D) muda o mecanismo da reação. C) fornece a energia de ativação necessária para que a reação ocorra. 10-2 D) 1.2-dicloroeteno foi realizada em um frasco fechado. E) torna a reação mais endotérmica.73 A trans-1.77 v A A partir desse gráfico pode-se dizer que a lei de velocidade para esta reação é A) v = k.25 .2-dicloroeteno Nos primeiros 10 minutos de reação a velocidade média de isomerização em mol/min é A) 8. diminuindo a velocidade da reação.00 . 10-3 B) 1. obtendo-se os seguintes valores de conversão em função do tempo: Tempo (min) mols de A 9 .A isomerização de 1. 10 . 10-2 C) 9. 102 E) 1. aumentando a sua velocidade.

na qual todos os componentes encontram-se em mesma fase: A + B “ C + D tem-se o seguinte diagrama H A+B C+D caminho da reação O uso do catalisador adequado A) diminui a energia de ativação e aumenta o DH da reação. 12 . a velocidade da reação A) duplica. 4. .Considere a seguinte reação genérica. 3. . . C) quadruplica. . B) fica reduzida à metade. B) diminui a energia de ativação e diminui o DH da reação. D) aumenta a energia de ativação e mantém o DH constante. 7. . 6.O gráfico a seguir representa a variação de concentração de um radioisótopo com o tempo concentração 8. . 1. 0. . 13 . 5.78 11 . 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 tempo(min) . E) diminui a energia de ativação e mantém o DH constante.Uma reação é de primeira ordem em relação ao reagente A e de primeira ordem em relação ao reagente B. . C) aumenta a energia de ativação e aumenta o DH da reação. 2. . . D) fica oito vezes maior E) fica quatro vezes menor. sendo representada pela equação: 2 A(g) + B(g) “ 2 C(g) + D(g) Mantendo-se a temperatura e a massa constantes e reduzindo-se à metade os volumes de A(g) e B(g).

05. B) reduz-se à metade. .A poluição é uma das causas da destruição da camada de ozônio. 15 . .O gráfico a seguir refere-se a uma reação genérica A + B “R + S energia (kcal/mol) 40. . E) 40 kcal/mol. D) 25 kcal/mol. 30. D) permanece constante E) triplica . . 20. . 10.[O3] Se a concentração de NO2 (g) for duplicada. . 15.79 A observação do gráfico permite afirmar que a meia-vida do radioisótopo é igual a A) 1 min B) 2 min C) 4 min D) 5 min E) 10 min 14 . representada abaixo. é possível afirmar que a reação em questão possui uma energia de ativação de Arrhenius de aproximadamente A) 5 kcal/mol. . . B) 15 kcal/mol. mantendo-se constantes todos os outros fatores. 35. C) duplica. a velocidade da reação A) quadruplica. . C) 20 kcal/mol. . . . 25. caminho da reação A partir das informações contidas na gráfico. Uma das reações que pode ocorrer no ar poluído é a reação do dióxido de nitrogênio com o ozônio. 2NO2(g) + O3(g) “ N2O5(g) + O2(g) Essa reação apresenta uma lei de velocidade expressa por: v = k [NO2].

80

16 - Amônia é produzida industrialmente através do processo Haber, equacionado por N2(g) + 3 H2(g) “ 2 NH3(g) Colocando-se em um reator, nitrogênio e hidrogênio, obtiveram-se os seguintes dados cinéticos, em minutos e mol/L t (min) 0 10 [N2] (mol/L) 0,50 0,45 [H2] (mol/L) 1,50 1.35 [NH3] (mol/L) ...... 0,10

Calculando-se a velocidade média da reação, em relação do nitrogênio consumido, em mol/L.min, obtém-se A) 3,4 . 10-6 B) 1,0 . 10-4 C) 2,3 . 10-2 D) 5,0 . 10-3 E) 1,5 . 10-2 17 - Amostras de magnésio foram colocadas em soluções aquosas de ácido clorídrico de diversas concentrações e temperaturas, havendo total consumo do metal e desprendimento de hidrogênio gasoso. Observaram-se os seguintes resultados Amostra
Massa de magnésio consumida (g) Tempo de reação (min)

I II III IV

0,20 2,00 4,00 4,00

1 5 10 20

Pela análise dos dados contidos na tabela acima é correto afirmar que A) a velocidade média da reação na amostra I é maior que amostra II. B) a quantidade de hidrogênio desprendida na amostra II é maior do que na amostra IV. C) a velocidade média de reação na amostra III é igual à da amostra IV. D) a velocidade média de reação na amostra IV é a metade da velocidade média de reação na amostra II. E) a quantidade de hidrogênio desprendido na amostra III é menor do que na amostra IV. 18 - A reação entre os gases representados na equação a seguir tem grande importância na química ambiental. 2 CO(g) + O2(g) 2 CO2(g) Essa reação apresenta uma lei de velocidade expressa por v = k .[CO]2.[O2] Se a concentração de CO(g) for duplicada e a concentração de oxigênio for reduzida à metade, mantendo-se constantes todos os outros fatores, a velocidade da reação

81

A) B) C) D) E)

duplica. quadriplica. reduz-se à metade. permanece constante. triplica.

19 - A reação NO + ½ Br2 “ NOBr apresenta uma lei experimental de velocidade expressa por v = k.[NO]2.[Br2] . A partir dessa informação, é possível afirmar que A) a reação apresenta ordem 3/2. B) a equação dada corresponde a um processo elementar trimolecular. C) a velocidade da reação quadruplica quando a concentração de NO é dobrada. D) a concentração de Br2 não tem influência na velocidade da reação. E) a velocidade da reação é sextuplicada ao se dobraram as concentrações de ambos os reagentes. 20 - A reação entre persulfato e iodeto, a 250 C, é representada pela equação química S2O8-2(aq) + 3 I-(aq) “ 2 SO4-2(aq) + I3-(aq) e apresenta uma lei de velocidade, determinada experimentalmente, dadas pela expressão v = k . [S2O8-2(aq)] . [I-(aq)] A partir dessas informações, considere as afirmações a seguir, IA reação é de oxirredução. II A reação apresenta uma cinética de segunda ordem. III - A velocidade da reação é diretamente proporcional à concentração dos reagentes. IV - A velocidade de consumo do S2O8-2(aq) é três vezes maior que a de I-(aq). Quais estão corretas ? A) Apenas I. B) Apenas II e IV. C) Apenas III e IV. D) Apenas I, II e III. E) Apenas II, III e IV.

82

4 .4 . EQU I L Í B RI OS (QU Í M I CO E I ÔN I CO)
4.4.1. QUÍMICO ***RQ Irreversíveis (ou completas) São reações que ocorrem num só sentido. Não havendo excesso estequiométrico os reagentes são integralmente transformados em produtos. Considera-se que as mesmas tenham rendimento 100%. ex.: reações de combustão e de neutralização.

R £“ P
*** RQ Reversíveis (ou incompletas) São reações que podem ocorrer no sentido direto e inverso da reação. Ao “término” da reação resta certa quantidade de reagente não transformado (rendimento inferior a 100 %). São comuns em transformações orgânicas. ex.: esterificações,...

R

P

Nestas reações há uma velocidade direta, de formação de produtos, a qual vai decrescendo e uma velocidade inversa, de regeneração de reagentes, que vai aumentando, até o instante em que estas duas velocidades se tornam iguais. Este momento é chamado EQUILÍBRIO, o qual pode ser homogêneo ou heterogêneo, em função da composição do sistema: Exemplos: 2 NH3(g) N2(g) + 3 H2(g) (homogêneo) (fase gasosa)

CH3COOH(aq) + C2H5OH(aq) CH3COOC2H5(aq) + H2O(l) (fase aquosa) (homogêneo) CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g) (heterogêneo) (gases e sólidos) (sólido, líquido e gases)

6 CO2(g) + 6 H2O(l) C6H12O6(s) + 6 O2(g) (heterogêneo) Para a reação homogênea:

CO(g) + H2O(g)

CO2(g) + H2(g)

83 as variações de concentração de reagentes. produtos e das velocidades direta e inversa podem ser assim representadas: Concentração (mol/L) Reação com baixo rendimento [CO] = [H2O] [CO2] = [H2] tempo Concentração (mol/L) Reação com alto rendimento [CO2] = [H2] [CO] = [H2O] tempo .

84 velocidade vdireta vdireta = vinversa equilíbrio químico vinversa tempo tempo decorrido para a reação entrar em equilíbrio Para uma reação genérica. Quando dos componentes forem gasosos a constante de equilíbrio pode ser calculada em função das pressões parciais exercidas pelas substâncias gasosas. em equilíbrio: aA + bB xX + yY e (homogênea) vdireta = kdireta[A]a[B]b no momento do equilíbrio vinversa = kinversa[X]x[Y]y vd = vi = kd[A]a[B]b = ki[X]x[Y]y isolando os termos semelhantes k x y d = [X] . . na seguinte forma: Kp = constante de equilíbrio em função de pressões parciais.[Y] = K k [A]a .[B]b c i Kc = constante de equilíbrio em função de concentrações molares.

mantendo constante a concentração do mesmo.(a + b) A constante de equilíbrio também pode ser expressa em função das frações molares dos constituintes.85 Como a pressão parcial de um componente depende da sua concentração em fase gasosa.X b A B Kx = constante de equilíbrio em função de frações molares Do mesmo modo que Kc e Kp. Mas: M = m1 / M . Desse modo teremos: y X x . V’ m1 ’ / V’ = const ant e . a constante de equilíbrio não inclui os componentes sólidos. V m1 / V = M’ = m1 ’ / M . PD n Nos equilíbrios heterogêneos. a relação entre Kp e Kx pode ser estabelecida. porque a medida que a massa de um sólido vai se reduzindo e transformando-se num produto o seu volume também reduz. podemos estabelecer a seguinte relação entre Kc e Kp: Kp = Kc (RT)Dn onde: R = constante geral dos gases T = temperatura absoluta Dn = diferença entre os coeficientes dos produtos e reagentes (gasosos) ***** Dn = (x + y) .X Kx = X Y X a . resultando em Kp = Kx .

Deslocamento do Equilíbrio Químico (Principio de Le-Chatelier à fuga ante a força) As reações em estado de equilíbrio podem sofrer modificações nos mesmos em função de três fatores: . também. ¥ ¥ se adicionarmos NH3 o numerador da expressão aumenta e a constante.4.variações na pressão.86 Portanto: M CaCO3(s) Kc = [CO2] = M’ CaO(s) + CO2(g) e Kp = PCO2 4.variações na temperatura. por exemplo.2. N2 ou H2. a remoção de um componente desloca o equilíbrio no sentido de sua regeneração. o equilíbrio se desloca para consumir N2 .[H2]3 se adicionarmos. œ Influência das variações nas Concentrações: . para que a constante reduza seu valor a amônia em excesso deverá ser decompor (parcialmente) formando H2 e N2. .a adição de um componente (R ou P) desloca o equilíbrio no sentido do consumo dos mesmos. formando mais produto e aumentando o valor de Kc. . o denominador da expressão aumenta e a constante de equilíbrio diminui. deslocando o equilíbrio no sentido dos reagentes.variações nas concentrações de R ou P. Exemplo: síntese da amônia N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) A constante de equilíbrio será obtida pela expressão: Kc = [NH3]2 / [N2]. Resumindo: Se [N2] ’ então Kc ” . para que a constante assuma novamente o valor inicial o equilíbrio desloca-se no sentido do consumo do reagente adicionado.

desloca o equilíbrio no sentido Exotérmico do mesmo. ou seja. Na formação da amônia. o equilíbrio se desloca para consumir NH3 œ Influência das variações na Pressão: .se aumentarmos a pressão o equilíbrio será deslocado no sentido da formação da amônia (menor número de mols e menor volume). œ Influência das variações na Temperatura: . a redução da temperatura (resfriamento).o aumento da temperatura. a partir do N2 e H2 ocorre uma diminuição no no de mols gasosos (contração de volume): contração de volume expansão de volume N2g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) . a redução da pressão desloca o equilíbrio no sentido do maior volume. do maior número de mols. ou seja. numa reação em equilíbrio.o aumento da pressão desloca o equilíbrio (gasoso) no sentido do menor volume. o que provoca um deslocamento do equilíbrio no sentido direto da reação.87 Se [NH3] ’ então Kc ’ . do menor número de mols. desloca o mesmo no sentido Endotérmico. N2g) + 3 H2(g) libera calor absorve calor 2 NH3(g) DH < 0 Para obter um maior rendimento na produção de amônia devemos resfriar o sistema. .

: HCl H+ + ClKa @ 107 ----------------------------------------------H H + + + + Cl - - H + Cl + - H - + Cl H + - H Cl - + Cl + - Cl HCl H Cl H + H Cl HCl + H Cl Cl Cl - - H H + + - Cl H Cl H + Cl H Cl - (predominância de íons) . IÔNICO Neste caso.: HCN H+ + CN- Ka = [H+] [CN-] / [HCN] = 4. ex.4.0 . além de espécies moleculares encontramos espécies iônicas entre os componentes. ex.3.88 4. HCl). É o caso particular dos equilíbrios de dissociação de ácidos e bases fracas e da água. portanto “pouco ácida” quando comparada com outra de igual concentração de um ácido muito dissociado (ex. 10-10 -------------------------------------------------HCN HCN HCN HCN H + HCN CN - HCN HCN HCN H + HCN HCN HCN CN - HCN HCN HCN HCN HCN (predominância de moléculas) A solução apresente pequena quantidade de íons “disponíveis” sendo. *** Dissociação de ácidos fracos. Num ácido fraco a dissociação é muito reduzida o que significa uma pequena quantidade de íons presentes e uma grande quantidade de moléculas não dissociadas.

Considere a dissociação genérica de um ácido (ou base) fraca: HA [ HA ] M M . aproximadamente igual a 1.0 (um) e.a Quando o valor da constante de dissociação (Ka ou Kb) for muito pequeno.a) será.] / [ HA ] = (aM) . tal parâmetro não é totalmente adequado para caracterizar a “força” de um ácido ou de uma base. portanto. Ka = [ H+ ] .] aM Inicio Equilíbrio Dissocia A constante de dissociação (Ka) será obtida por: ou. ainda.: quanto menor o valor de Ka ou Kb mais fraco o ácido ou a base! *** Lei da Diluição de Ostwald (1893) Quando adicionamos um solvente (por exemplo. a concentração molar e o grau de dissociação (a) pode ser estabelecida a partir do seguinte.2 . [ A. Com as bases sucede-se o mesmo que em relação aos ácidos fracos. No entanto a constante de dissociação (Ka ou Kb) será um critério mais “confiável” visto que a mesma não se modifica com a diluição. água) a uma solução de um ácido ou base fraca o seu grau de dissociação (a) aumenta e. A relação entre a constante de dissociação (Ka ou Kb). portanto a expressão se resume a Ka = a2 M . (aM) / M .aM Ka = a2 M / 1 .aM aM H+ [ H+ ] aM + A[ A. ex.: NH4OH NH4+ + OH- Kb = [NH4+] [OH-] / [NH4OH] = 4.89 *** Dissociação de bases fracas. 10-4 Obs. o denominador da fração (1 . o que indica fraca dissociação do ácido ou da base.

Resposta: a = 6. 10-16 (250 C e 1 atm) Como a dissociação é muito pequena.81 .10-16 . para evitar o uso de expressões matemáticas com expoentes negativos.] = [H+][OH-] = 1.10-14 @ 10-14 Ä Kw = Produto iônico da água = 10-14 (250 C e 1 atm) como [H+] = [OH-] Ã 10-7 mols/litro (água pura) (para V = 1. para uma concentração molar 0. pode-se admitir que a concentração molar da água é constante e vale 55.: [H+] = 10-5 e [OH-] = 10-9 II . segundo o equilíbrio: H2O H+ + OH- Medidas de Condutividade Elétrica permitem estabelecer o valor desta constante.55. introduzindo os conceitos de pH e pOH: .para soluções ácidas: [H+] > [OH-] [H+] < [OH-] ex. Kágua Kágua = [H+] [OH-] / [H2O] = 1.61 % *** Dissociação da água. sabendo que a sua constante de dissociação (Ka) vale 1.4.. 10-5.55.0 kg) I .90 Exemplo: calcule o grau de dissociação do ácido acético (CH3COOH). Soren Peer Lauritz Sörensen. o químico dinamarquês. A água dissocia-se fracamente. propôs um artificio matemático.: [H+] = 10-11 e [OH-] = 10-3 4.0 litro e m1 = 1000 g = 1.1 .4.. mol/L. Lembrando: **M = m1/ M1 .5 mol/litro.001. 10-3 ou a% = 0.85 .55 = 1. Conceitos de pH e pOH Em 1909.para soluções básicas: ex. 55.81.V Portanto: Kágua [55.

ocorrendo com sais derivados de ácidos ou bases fracas. valendo os mesmos princípios. Reações de Hidrólise Quando um sal é dissolvido em água.0 Ã pOH = 0 Obs.quando o ácido ou a base forem fortes [H+] = [ácido] e [OH-] = [base].log10 [H+] pOH = potencial Hidroxiliônico = . também o equilíbrio iônico pode ser deslocado. verifica-se que a solução resultante pode ser neutra.Kw = Produto iônico da água = 10-14 (constante) = [H+][OH-].assim como o equilíbrio químico. Na realidade a hidrólise ocorre com o íon derivado do ácido ou da base fraca. .: . ácida ou básica. Assim: . ocorrendo a liberação de íons H+ ou OH-.91 pH = potencial Hidrogeniônico = .pH + pOH = 14.log10 [OH-] Estes conceitos permitem expressar a acidez ou alcalinidade de soluções diluídas (entre os limites de 1.na água pura: [H+] = 10-7 Ã pH = 7 . 4. . devido à possibilidade de reação de hidrólise do sal. Hidrólise é a reação inversa à neutralização.numa solução alcalina: [H+] = 10-14 Ã pH = 14 e [OH-] = 100 = 1. .0 mol/L para os íons H+ ou OH-). .5.numa solução ácida: [H+] = 10-3 Ã pH = 3 e [OH-] = 10-11 Ã pOH = 11 e [OH-] = 10-7 Ã pOH = 7 .4.

sal de ácido forte . NH4Cl + H2O NH4+ + H2O NH4OH + HCl NH4OH + H+ Ä (ácido forte) íon hidrogênio é liberado (diminui o pH) b) hidrólise de sal derivado de ácido fraco com base forte.92 a) hidrólise de sal derivado de ácido forte com base fraca.sal de base forte à à solução ácida (pH < 7) solução básica (pH > 7) Exercício. NaHCO3 + H2O Ä NaOH + H2CO3 Ä Ä principal constituinte do sal de frutas (base forte) H2O + CO2 HCO3.+ H2O H2CO3 + OHÄ o íon hidroxila é liberado (aumenta o pH) A hidrólise modifica o pH das soluções !!! Em resumo: . Escreva as equações de hidrólise dos sais abaixo. indicando a tendência do pH resultante: NaNO3 CuSO4 KCN NaCl CaCO3 NH4Cl .

por ser comum ao equilíbrio também irá deslocálo no sentido de diminuir a dissociação do HCN. b) se adicionarmos NaCN. Assim. estes irão consumir os íons OH-. a concentração de íons NH4+ na solução. na comparação com o deslocamento do equilíbrio químico. correspondendo à adição ou retirada de um componente. a adição de íons H+ irá deslocar o equilíbrio no sentido de consumi-lo. NH4OH(aq) NH4+(aq) + OH-(aq) Se adicionarmos íons comuns ao equilíbrio (NH4+ ou OH-) o mesmo irá se deslocar no sentido de reduzir a dissociação da base fraca. por exemplo. como o HCN: HCN(aq) H+(aq) + CN-(aq) a) se adicionarmos um ácido qualquer a essa solução. como conseqüência. consequentemente. deslocando o equilíbrio no sentido de regenerálos. não-comum) ao equilíbrio. aumentando a dissociação do NH4OH e. pela formação de H2O.4.6. o íon Na+ não irá exercer efeito significativo ao sistema mas o ion CN-. diminuindo a dissociação do HCN. também irá diminuir a acidez da solução em virtude do consumo dos íons H+. considerando a dissociação de um ácido fraco. ou seja. Nesse caso. a dissociação da base fraca NH4OH. representado conforme abaixo: NH4OH(aq) NH4+(aq) + OH-(aq) . mas que possa provocar algum tipo de reação com íons presentes no mesmo. ás vezes.93 4. íons H+. o iônico também pode se deslocado sendo que a forma mais freqüente de deslocamento é pela adição de uma espécie iônica comum (e. DESLOCAMENTO DO EQUILÍBRIO IÔNICO (Efeito do íon comum) Do mesmo modo como foi visto no equilíbrio químico. HCN(aq) Exercício H+(aq) + CN-(aq) Qual o efeito da adição de NH4Cl sobre o equilíbrio da dissociação do hidróxido de amônio (NH4OH) ? Também merece ser analisado o deslocamento provocado pela adição de um íon não-comum ao equilíbrio. No entanto se adicionarmos ao sistema um ácido qualquer. Considerando.

Lewis. sendo: Assim. . *** substâncias que. em função da reação que participam. Lowry (Inglaterra). pelo americano G. aplicável a qualquer solvente (não apenas água) e alguns íons.. ÁCIDOS E BASES DE BRÖNSTED – LOWRY E LEWIS A definição de ácidos e bases. . Outra abordagem foi proposta..94 4. independentemente.). em 1923. proposta por Arrhenius.. os físicoquímicos J. Observações importantes sobre a Teoria Protônica *** as espécies que diferem entre sí de apenas um próton (H+) são chamadas de conjugados ou pares conjugados (HCl e Cl.7. Arrhenius sobre ácidos e bases.4.em água. é muito restrita. porque não se restringe a soluções aquosas. Brönsted (Dinamarca) e H.bases = qualquer espécie química que recebe prótons (H+). nos equilíbrios abaixo: ácido 1 HCl + + + base 1 H2O ácido 2 H3O+ + + + base 2 Cl- ácido 1 HCN base 1 H2O ácido 2 H3O+ base 2 CNOH- base 1 NH3 ácido 1 H2O ácido 2 NH4+ base 2 O conceito de Brönsted-Lowry é mais geral do que o conceito de Arrhenius. propuserem uma teoria mais ampla relativa aos conceitos de ácidos e bases. em função dos íons H+ e OH. H2O e H3O+. em 1917..ácidos = qualquer espécie química que libera ou doa prótons (H+). *** nos conjugados se o ácido é forte a base conjugada é fraca e se o ácido é fraco a base conjugada é forte. Além do conceito de S. podem comportarse tanto como ácidos ou bases (é o caso da água no 10 e 30 exemplos) são denominadas anfipróticas. porque limita a discussão do fenômeno ácido-base somente a soluções aquosas. Tais conceitos evidenciam-se em sistemas iônicos em equilíbrio. a) Teoria Protônica (Brönsted-Lowry) Segundo essa teoria : . sendo que podemos encontrar reações ácido-base que ocorrem até mesmo sem a presença de um solvente.

sendo definida como uma substância que pode doar um par de elétrons para formar a ligação covalente e o ácido como a substância que pode aceitar um par de elétrons para formar a ligação.1 mol/L. Ca++. as aminas (R – NH2). Exemplo: BF3 + :NH3 5 . etc) e moléculas deficitárias de elétrons .0 . 10-13 mol/L . destacam-se as espécies catiônicas (H+. no equilíbrio. etc). Na+.080 995 1.1 mol/L e a de Fe+2 é 0. AlCl3. etc). de Fe+3 é 0.007 425 0. que não completam o octeto (BF3. Como ácidos. Ex e r c íc i o s ácido BF3 base :NH3 1) A reação reversível em fase gasosa: CO + H2O À CO2 + H2 admite os seguintes valores para a constante de equilíbrio Kc T (o C) Kc 225 0. a) Escreva a expressão que representa a constante de equilíbrio. b) Calcule a concentração de íons Ce+4 que existe em equilíbrio em uma solução cuja concentração de Ce+3 é 0. OH-.455 825 1. 1011. Resposta: b) 5. Neste sentido moléculas que “doam” elétrons através de ligações coordenadas ou dativas serão consideradas bases segundo a teoria de Lewis. I-. são aproximadamente iguais ? 2) Considere a seguinte equação de oxi-redução: Ce+4aq) + Fe+2(aq) À Ce+3(aq) + Fe+3(aq) A constante de equilíbrio da reação é igual a 2.109 625 0. Br-.95 b) Teoria Eletrônica (Lewis) Segundo essa teoria a atenção principal é focalizada na base. a 225o C ? b) em qual das temperaturas mencionadas as concentrações dos reagentes e dos produtos.0 .1 mol/L. as amidas (R – CO – NH2) e as espécies aniônicas (Cl-. isto é. Destacam-se a amônia (NH3).760 Partindo-se de uma mistura equimolar de CO e H2O: a) quais os compostos predominantes no equilíbrio.

conhecido como desnitrificação.+ H+ À CO2 + H2O + N2 representa a reação que ocorre em solos pouco aerados e envolve a redução de nitrato a nitrogênio.0 mol de I2. Em fase gasosa. colocou-se 1.54 mol/L 5) N2O4 e NO2. encontram-se em equilíbrio. em meio ácido. b) A constante de equilíbrio. na temperatura de 125o C. Calcule o valor da constante Kc. observa-se que a constante do mesmo vale 49. Estabelecido o equilíbrio. representa uma espécie química capaz de aumentar a concentração do NO3no equilíbrio. introduziu-se 1. Qual o valor da constante desse equilíbrio ? Resposta: 5. a) Escreva a expressão matemática para a constante de equilíbrio em termos das pressões parciais (Kp).5 atm.060 mol/L. Qual a concentração de HI no equilíbrio ? Resposta: 1.pelas plantas. a concentração de NO2 foi de 0.0 litro. Em uma experiência.20 mols/L 7) Bicarbonato ácido de sódio sólido é usado como fermento químico porque se decompõe termicamente. o PCl5 se decompôs em PCl3 e Cl2. a 575o C. em presença de carboidratos. . O fenômeno.50 mol de N2O4 em um recipiente de 2. de acordo com a reação representada pela equação: 2 NaHCO3(s) À Na2CO3(s) + CO2(g) + H2O(g).0 mol de PCl5. produzindo gás carbônico. qual das alternativas abaixo. d) reagir com N2. Assinale e apresente uma justificativa.0 . vale 0. 8) A equação química não balanceada: C6H12O6 + NO3.0 litro. quando as pressões são medidas em atmosferas. gases poluentes do ar. Qual a constante de equilíbrio desse sistema ? Resposta: 3. em um recipiente de 1. em temperatura adequada. 10-3 mol/L 6) Em um recipiente de 1. Atingindo-se o equilíbrio a análise do sistema mostrou que 0. a) adicionar íons OH-. nas condições ambientes. b) adicionar íons H+. em termos das pressões parciais. como indicado na equação: N2O4(g) À 2 NO2(g). atingirem a condição de equilíbrio.25 atm2.0 litros. c) absorver CO2.96 3) Um mol de H2 e um mol de Br2 são colocados em um recipiente de 10 L de capacidade. Quais as pressões parciais do CO2 e da H2O no equilíbrio ? Resposta: ambas 0.0.0 mol de H2 e 1. prejudica a fixação de NO3. e) consumir água. 4) Se 1. em temperatura tal que o reagente se encontra 80% dissociado.20 mol de HBr está presente.

G ¦ RT Para a reação gasosa: 2 NO2(g) À N2O4(g) a variação de energia de Gibbs.0 gramas de N2O4. para uma reação gasosa. 1024 . pode ser calculada a partir de grandezas termodinâmicas. segundo a expressão: Kp = e .0 . Calcule a constante Kp. é muito importante em certos processos metalúrgicos: C(s) + CO2(g) À 2 CO2(g) DH = 174 kJ/mol de C Qual o efeito sobre o equilíbrio se: a) adicionarmos C sólido ? b) aumentarmos a temperatura ? c) introduzir um catalisador adequado a essa reação ? 10) Uma das causas de incêndios em florestas é a combustão espontânea de compostos orgânicos. Calcular Kc.388 mol/L de NOCl.48 gramas de NO2 e 2. Dois fatores. a reação: 2 NOCl À 2 NO + Cl2 produz 0.64 . Explique porque esses dois fatores deslocam o equilíbrio no sentido da combustão ? 11) Em um recipiente de 500 mL encontram-se em equilíbrio 0. 12) Partindo de 0. isto é. em condições padrão vale – 140.01 L/mol. segundo a equação: 2 NO2(g) À N2O4(g). genéricamente representada a seguir: composto orgânico + O2(g) À CO2(g) + H2O(v) + calor Observe que o deslocamento do ponto de equilibrio da reação pode tornar a combustão mais intensa. representada pela equação abaixo. do avanço dos reagentes em direção dos produtos. ao atingir o equilíbrio. que podem contribuir para tal fato são: 1o) o aumento da pressão parcial de O2. Qual a constante de equilíbrio ? Resposta: K = 0. entre outros. Resposta: 3.00 kJ/mol. Resposta: Kc = 2. 10-4 mol/L 13) O valor assumido pela constante de equilíbrio de uma reação nos dá uma idéia de sua “extensão”.02 mol/L de Cl2. particularmente a Energia de Gibbs.97 9) A reação de transformação do dióxido de carbono em monóxido de carbono. Que relações podemos fazer entre o rendimento de uma reação e um a) valor elevado de constante Kc ? b) valor reduzido de constante Kc ? 14) A constante de equilíbrio em função das pressões parciais. à 475 K. 2o) a baixa umidade relativa do ar em dias quentes.

98

15) Metanol, CH3OH, é obtido comercialmente pela reação abaixo: CO(g) + 2 H2(g) À CH3OH(g) A uma certa temperatura o valor da constante de equilíbrio, Kc, é numericamente igual a 7,3. Em que sentido a reação será deslocada quando a mistura inicial contiver a) 0,80 mol/L de CO e 1,5 mol/L de H2 ? b) uma mistura gasosa de de 0,90 mol de metanol, 0,45 mol de CO e 0,45 mol de H2, num recipiente de 3,0 L ? 16) O ácido clorídrico pode ser considerado como totalmente dissociado em solução aquosa. Se um volume de 10 litros de solução desse ácido contém 102 mols de ácido dissolvidos, qual o valor do pH ? Resposta: pH = 3 17) Foram adicionados 99 litros de água destilada a 1,0 litro de uma solução de NaOH, de concentração 0,1 mol/L. Qual o pH da solução alcalina após a diluição? Resposta: pH = 11 18) O ácido carbônico apresenta uma fraca dissociação, observada pelo reduzido valor da sua constante de dissociação, Ka = 4,2 . 10-7. Qual a concentração, aproximada dos íons H+, considerando-o como um monoácido, partindo de uma solução inicial 0,1 mol/L desse ácido ? 19) Ácido cítrico é 8,6% dissociado em uma solução preparada pela dissolução de 0,1 mol desse ácido para 1,0 litro de solução final. Calcule Ka para o ácido cítrico. Resposta: 8,1 . 10-4 20) O bicarbonato de sódio (NaHCO3) é “incorretamente” chamado de carbonato ácido de sódio, pela presença de hidrogênio na fórmula. Esse sal é o principal constituinte dos antiácidos estomacais do tipo “sal de frutas”. Explique porque o mesmo atua como antiácido no nosso organismo. De que modo o equilíbrio de dissociação do bicarbonato é afetado pelos íons H+ presentes no suco gástrico ? *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 - A tabela abaixo fornece os valores das constantes de ionização de alguns ácidos, em solução aquosa e 250C. Ácido fluorídrico acético cianídrico fórmico Ka 6,70 . 10-4 1,76 . 10-5 4,93 . 10-10 1,77 . 10-4

99

A análise dos dados da tabela permite afirmar que A) para soluções aquosas de mesma concentração, o pH do ácido acético é menor do que o fórmico. B) entre os ácidos apresentados, o mais forte é o cianídrico. C) a concentração de íons H+ é maior na solução de ácido cianídrico do que na de ácido fluorídrico, em soluções de mesma concentração. D) o ácido acético é mais fraco que o fluorídrico. E) as soluções aquosas de qualquer um desses quatro ácidos apresentam pH maior do que 7,0. 2 - Numa dada temperatura aqueceram-se 6,0 mols de HI num recipiente fechado. Ao se estabelecer o equilíbrio H2 + I2 2 HI verificou-se a presença de 1,5 mols de HI. O grau de dissociação do HI, na temperatura dada, é A) 15% B) 25% C) 60% D) 75% E) 85% 3 - Uma solução aquosa A tem pH igual a oito e uma solução aquosa B tem pH zero. Isto significa que as soluções A e B são, respectivamente, A) fracamente alcalina e fortemente ácida. B) fracamente alcalina e neutra. C) fortemente alcalina e fracamente ácida. D) fracamente ácida e fracamente alcalina. E) fortemente ácida e neutra. 4 - Na ionização do ácido clorídrico em solução aquosa, representada por HCl + H2O H3O+ + Cla água se comporta como A) um ácido de Brönsted-Lowry. B) uma base de Brönsted-Lowry. C) um ácido de Arrhenius. D) uma base de Arrhenius. E) um ácido de Lewis. 5 - Em um sistema químico isotérmico ocorre a reação genérica reversível A(aq) + B(aq) C(aq) + D(aq) Partindo-se de 3 mols de A e de 3 mols de B, verifica-se que, atingindo o equilíbrio, a quantidade de A presente no sistema é 1/3 da quantidade inicial. A constante de equilíbrio Kc para esse sistema é A) 9 B) 4 C) 2 D) 1/2 E) 1/4

6 - O pH de uma solução aquosa onde a concentração de íons hidroxila é de 0,01 mol/L é igual a A) 0,01 B) 2 C) 10 D) 12 E) 13,99

100

7 - Se a concentração de íons hidroxila, em uma solução aquosa, for reduzida a um décimo do valor original, o pH da solução A) aumentará de 10 unidades. B) permanecerá inalterado. C) será reduzido à metade. D) aumentará de 1 unidade. E) diminuirá de 1 unidade. 8 - A reação química que apresenta constante de equilíbrio genericamente representada por Kc = [X] / [Y].[Z]1/2 será A) B) C) D) E) C(s) e O2(g) H2(g) e O2(g) N2(g) e O2(g) SO2(g) e O2(g) P4(s) e O2(g)
REAGENTES PRODUTO

CO2(g) H2O2(l) NO(g) SO3(g) P2O5(s)

9 - Dentre os sistemas em equilíbrio apresentados abaixo, o que se desloca da direita para a esquerda quando se faz diminuir a pressão é 2 CO2(g) A) 2 CO(g) + O2(g) B) 2 NH3(g) N2(g) + 3 H2(g) C) N2O4(g) 2 NO2(g) D) CO2(g) + H2(g) CO(g) + H2O(g) E) CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g) 10 - A única das espécies abaixo que, ao ser dissolvida em água, resulta em uma solução com pH menor do que o solvente puro é A) NaCl B) Na2CO3 C) CaCl2 D) NH3 E) (NH4)2SO4 11 - Uma constante de equilíbrio elevada significa que A) o equilíbrio é atingido rapidamente. B) a velocidade da reação direta é muito maior do que a velocidade da reação inversa. C) a concentração dos reagentes será bem menor que a de produtos da reação ao ser atingido o equilíbrio. D) a reação é irreversível. E) o equilíbrio não pode ser deslocado por modificação das concentrações. 12 - Ao adicionarem-se 99 mL de água a 1,0 mL de NaOH 0,01 M, verifica-se que o pH da solução A) não se altera. B) aumenta de 2 para 4. C) diminui de 10-2 para 10-4. D) aumenta de 10-2 para 102.

. de efluentes com pH inferior a 5..cloreto de amônio 4 .101 E) diminui de 12 para 10... entre outros.Quando se dissolve um mol de hidróxido de sódio em um litro de água destilada. D) retirar o excesso de hidrogênio. 5 e 6 3 e 6 2 e 4 1 e 5 2. 2 e 5 . apenas com as informações disponíveis acima...Quando se dissolvem certos sais em água pode ocorrer que a relação entre a concentração de íons hidrogênio (H+) e a concentração de íons hidroxila (OH-) seja alterada..As leis de proteção ambiental de certas cidades não permitem o lançamento em rios.... E) trabalhar com nitrogênio líquido. dados os sais abaixo: 1 . os efluentes aquosos das indústrias X.... Y e Z apresentam as seguintes concentrações: Indústria X Y Z Concentração no efluente 10-3 M de H+ 10-4 M de H+ 10-6 M de OH- . 13 . 3 e 6 ...sulfato de sódio 3 .cloreto de potássio 5 .carbonato de cálcio 2 . resulta uma solução na qual a espécie de menor concentração é A) Na+ B) OHC) H2O D) NaOH E) H3O+ 15 . uma prática recomendável para se conseguir um maior rendimento de amônia. 14 . .sulfato de alumínio podemos corretamente classificá-los como: (A) (B) (C) (D) (E) [H+] > [OH-] [H+] = [OH-] [H+] < [OH-] 1 e 5 2 e 4 3 e 6 3.acetato de sódio 6 ..A síntese da amônia e a sua decomposição constituem um exemplo de equilíbrio químico: N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) Como industrialmente deseja-se a reação de síntese. C) elevar a temperatura. 4 e 6 1..... 4 e 5 16 .. B) aumentar a pressão sobre o sistema.. Assim. No que se refere à acidez.. é A) adicionar um catalisador.. 1.0 ou superior a 9...0. 2.. 3 e 4 1.

4 azul vinagre 2. será A) 0.0 rosa água do mar 8.6 a 3.01 mol/litro II .01 mol/litro o quociente pH da solução I / pH da solução II é igual a A) 1 B) 6 C) 10 D) 10-2 E) 10-10 20 . A) B) C) D) E) SOLUÇÃO FAIXA DE pH COR DO INDICADOR suco de limão 2.Tem-se duas soluções aquosas I .0.solução de HCl 0.0 E) 5. . B) aumenta a concentração dos íons H+. Assinale a alternativa que apresenta a combinação correta do valor do pH da solução e a cor do indicador a ela adicionado.4 rosa amoníaco 19 .102 Poderiam ser lançados em rios.05 D) 1. Se quisermos neutralizar 1.2 a 2.0 18 . ocorrendo a troca de cor quando a concentração de H+ está na faixa de 105 a 10-7 M.0 a 4.Recolheu-se uma amostra de água da chuva e verificou-se que apresentava pH = 5. apenas os efluentes de A) X B) Y C) Z D) X e Y E) Y e Z 17 .3 rosa detergente com 11.01 C) 0. o volume de base consumido. E) reduz a zero o grau de ionização do ácido acético.001 B) 0. sem tratamento prévio.solução de NaOH 0.0 azul suco de laranja 3. C) diminui o grau de ionização do ácido.Em uma solução aquosa de ácido acético se estabelece o seguinte equilíbrio H+ + CH3COOCH3COOH a adição de uma pequena quantidade de acetato de sódio (CH3COONa) a esta solução A) diminui o seu pH. em mL.2 a 8. D) mantém inalterado o pH.O indicador tornassol apresenta cor rosa em meio ácido e azul em meio básico.01 M.8 a 12.0 litro desta amostra com uma solução de KOH 0.

10 a 25 C -30 0 Para uma fixação eficiente de N2. < 7. pode-se determinar a probabilidade de uma dada reação ocorrer na natureza. no produto NH3. pois no equilíbrio são grandes as concentrações de N2 e H2. necessário para neutralizar completamente 500 mL de uma solução de hidróxido de potássio de pH = 11 é de A) 13. D) 500. = 7. Considere duas reações possíveis para a “fixação” do nitrogênio atmosférico. respectivamente. < 7 C) < 7. = 7 E) < 7. > 7 D) < 7. B) 50. E) as duas reações são processos adequados. 22 . convertendo-o em compostos utilizáveis pelos seres vivos. é grande a concentração dos produtos.0 .Conhecendo-se o valor da constante de equilíbrio (Kc). praticamente. I. = 7. < 7. 23 . B) a reação II não seria um processo adequado. E) 2275.O pH de uma solução aquosa de ácido clorídrico cuja concentração é igual a 10-9 mol/L é aproximadamente igual a .O volume. B e C apresentam. < 7 24 . em mL. C) a reação I seria um processo adequado. de uma solução de ácido clorídrico de pH = 2.Nas seguintes equações: KOH + HCl “ KCl + H2O A HCl + NH3 “ NH4Cl B HCN + NaOH “ NaCN + H2O C as soluções aquosas dos compostos A. pois a concentração de NO no equilíbrio seria extremamente pequena. 10 a 25 C 8 0 2 NH3(g) Kc = 5. > 7 B) < 7. N2(g) + 3 H2(g) 2 NO(g) Kc = 1.103 21 .0 . N2(g) + O2(g) II. pois o sistema em equilíbrio consistiria. D) a reação II seria um processo adequado. pois quando o equilíbrio é atingido nas duas reações. pois esta reação tende a se processar no sentido da formação do NO. um pH A) > 7. é correto afirmar-se que A) a reação I não seria um processo adequado. > 7. C) 100.

Considere o equilíbrio químico que se estabelece em uma solução aquosa de ácido acético que pode ser representado pela equação CH3 – COO-(aq) + H+(aq) CH3 – COOH(aq) Mantendo-se constante a temperatura e adicionando-se uma solução aquosa de acetato de sódio (CH3 – COONa). aproximado. 28 .0 e 5.Para o cultivo de azaléias.50 D) 2.O acetato de etila é um éster muito usado como solvente de vernizes. o sistema atingiu o equilíbrio. é incorreto afirmar que A) o equilíbrio se desloca para a esquerda. Os compostos reagiram entre sí formando etanol (álcool comum) e ácido acético. E) altera o valor numérico da constante de equilíbrio.60 E) 3. Em um recipiente de um litro.26 B) 1. da constante de equilíbrio é A) 0.Um equilíbrio envolvido na formação da chuva ácida está representado pela equação: 2 SO3(g) 2 SO2(g) + O2(g) Em um recipiente de 1.0. o número de mols de éster medido foi de 0.0. o número de . o pH ideal é entre 4. O valor. Depois de algum tempo. B) aumenta a concentração de ácido acético. C) aumenta a concentração do íon CH3 – COO-. foram misturados 6 mols de dióxido de enxofre e 5 mols de oxigênio.66.0 litro. D) diminui a concentração do íon H+. o sistema atingiu o equilíbrio.76 26 . A análise do solo de um jardim mostrou que o mesmo apresenta um pH igual 6. O composto ideal para adequar o solo ao plantio das azaléias é A) Al2(SO4)3 B) CaCO3 C) CaO D) NH3 E) NaOH 27 .104 A) 1 B) 3 C) 5 D) 7 E) 9 25 .00 C) 1. foram misturados um mol de acetato de etila e um mol de água. de acordo com a equação C4H8O2 + H2O C2H5OH + C2H4O2 Depois de algum tempo.

a concentração aproximada de íons hidroxila.33 29 .105 mols de trióxido de enxofre medido foi 4.33 E) 2. a reação II praticamente não ocorre no sentido direto a 298 K.Considere as seguintes equações. a reação II apresenta velocidade moderada. que representam situações de equilíbrio químico a 298 K.98 A) B) C) D) E) A conclusão correta que se pode extrair dessas informações é que a reação I e a mais rápida das três. a reação I atinge o equilíbrio com grande quantidade relativa de produtos. N2O4 2 NO2 Kp = 0. I. C) maior do que 10-7.94 . foi A) maior do que 10-11. . O valor aproximado da constante de equilíbrio é A) 0. apenas a reação III atinge o equilíbrio a 298 K. em mol/L. 102 III. N2 + 3 H2 2 NH3 Kp = 6. 30 .66 C) 0.O acidente ocorrido recentemente com o navio Bahamas provocou o vazamento de milhares de toneladas de ácido sulfúrico na lagoa dos Patos. E) maior do que 10-4. D) maior do que 10-5. 105 II. H2 + I2 2 HI Kp = 7. B) maior do que 10-9. nesses locais. Em determinados locais. foram registrados valores de pH entre 3 e 4. Podemos afirmar que.75 D) 1.8 .53 B) 0.

ATKINS. R. – QUÍMICA – UM CURSO UNIVERSITÁRIO. Rio de Janeiro.1996. 1995. MAHAN . Bookman Companhia Editora. – FÍSICO-QUÍMICA. 3 ed. B & MYERS. M. REFERÊN CI A S B I B L I OGRÁ FI CA S 1. LTC Editora. mimio. E. ANDRADE. 2001. BRADY. s ed. L. A. 3. J. São Paulo. . E & HUMISTON. – PRINCÍPIOS DE QUÍMICA. 4. G. G. P & JONES.106 5 . PUCRS. São Paulo. 2. Editora Edgard Blücher. – QUÍMICA GERAL . J. 2001.

EFEI T OS COL I GA T I V OS 01 – A 02 – B 06 – B 07 – C 3 . EQU I L Í B RI O QU Í M I CO E I ÔN I CO 01 – D 02 – D 03 – A 06 – D 07 – E 08 – D 11 – C 12 – E 13 – B 16 – C 17 – D 18 – C 21 – B 22 – A 23 – C 26 – A 27 – E 28 – D . T ERM OQU Í M I CA 01 – C 06 – B 11 – B 16 – C 02 – E 07 – D 12 – C 17 – C 03 – C 08 – A 03 – E 08 – C 13 – E 18 – D 03 – D 08 – B 13 – B 18 – A 04 – E 09 – E 04 – D 09 – C 14 – B 19 – C 04 – B 09 – C 14 – B 19 – C 04 – B 09 – A 14 – D 19 – B 24 – D 29 – E 05 – E 10 – E 05 – A 10 – D 15 – A 20 – A 05 – D 10 – B 15 – C 20 – D 05 – B 10 – E 15 – D 20 – C 25 – A 30 .A 3 . SOL U ÇÕES 01 – B 02 – D 03 – A 04 – B 05 – C 06 – D 07 – A 08 – B 09 – D 10 – C 11 – B 12 – D 13 – D 14 – C 15 – C 16 – D 17 – A 18 – A 19 – E 20 – B 21 – B 22 – B 23 – C 24 – B 25 – D 26 – B 27 – B 28 – E 29 – D 30 – A 2 .107 GA B A RI T OS – T EST ES DE N I V EL A M EN T O 1 . CI N ÉT I CA QU Í M I CA 01 – E 02 – E 06 – C 07 – C 11 – E 12 – C 16 – D 17 – D 4 .

porém deverá conduzir o raciocínio e a observação do aluno. OBJETIVOS DAS AULAS EXPERIMENTAIS Consideramos que. . com mangas compridas e seu comprimento deverá atingir a altura dos joelhos. Tais conhecimentos básicos constituirão o requisito para as disciplinas de Química Analítica (Qualitativa e Quantitativa).1.108 ATIVIDADES EXPERIMENTAIS Disciplina: QUÍMICA GERAL E INORGÂNICA II Prof. assim como observações e conclusões. tendo em vista um dos objetivos do curso de Química que visa a preparação do profissional químico analista. que o aluno tenha um caderno de anotações onde deverá ser registrado o início e o término de cada exprimento. entre as quais destacamos: I . II . G. por medida de segurança.além do uso obrigatório do avental. 1. INTRODUÇÃO 1. É oportuno. pois seu professor deverá abster-se completamente de concluir qualquer dos experimentos. sugere-se. Andrade 1. é importante o trabalho experimental com metodologias analíticas (sem esgotá-las).não será permitida a permanência de alunos sem avental no laboratório. Sc. além da familiarização do aluno com operações e técnicas mais freqüentes nos processos químicos. O avental deve ser de cor branca. confeccionados em tecido de algodão pois este mostrase mais adequado do que os tecidos sintéticos por ser mais resistente ao fogo. M.2. que o aluno tenha um óculos de proteção e luvas de borracha para uso na preparação de soluções corro sivas. as quais devem ser levadas em consideração em todas as demais disciplinas do curso. Mateus A. já iniciada nas atividades experimentais de Química Geral I. INSTRUÇÕES GERAIS Ratificamos em nossa disciplina algumas instruções enfatizadas em Química Geral I. outrossim.

109 1. 12) qualquer incêndio deve ser abafado imediatamente com um pano úmido ou. 1. Siga as instruções e respeite rigorosamente as precauções recomendadas.4. Procure identificar a localização e o tipo de extintor próximo. Quando diluir um ácido forte. benzeno.etc. através de extintores. 04) separe os materiais necessários e. limpe sua pele com água corrente ou solução de ácido acético. 08) se o mesmo ocorrer com alguma base forte. 13) caso ocorra um acidente (queimadura com fogo. etc. não coloque seu rosto diretamente sobre o recipiente. 10) para sentir odor de uma substância. Consulte seu professor cada vez que notar algo de anormal ou imprevisto.) faça-o em local com boa ventilação ou em capela preferencialmente. 09) não toque com os dedos nos produtos químicos. ALGUNS REAGENTES E SUAS CARACTERÍSTICAS Sempre que manusear compostos voláteis (HCl. salpique de produtos nos olhos.. HNO3. Em vez disto traga um pouco do vapor para você. 11) tenha cuidado com os materiais inflamáveis.) procure os dispositivos de segurança nos laboratórios.3. 05) leia com atenção o rótulo do reagente antes de usá-lo. 03) faça apenas o experimento recomendado e aprovado pelo professor. adicione primeiro a água e depois o ácido!!! . 14) trabalhe com calma. se estiver em grupo.. divida as tarefas entre seus colegas. 06) se qualquer ácido ou produto corrosivo for derramado lave o local imediatamente com bastante água. a menos que receba instruções para fazê-lo. dependendo da extensão do mesmo. use uma manta de aquecimento ou banho-maria aquecido por resistência elétrica. 07) caso você encoste em algum ácido forte limpe sua pele imediatamente com água corrente ou solução de bicarbonato de sódio (NaHCO3). com sua mão. 02) não fume no laboratório. NH4OH. nunca aqueça um líquido inflamável com o bico de gás. INSTRUÇÕES PARA O TRABALHO PRÁTICO Durante os trabalhos experimentais deverão ser observados rigorosamente os seguintes aspectos: 01) prepare-se para realizar cada experimento lendo antes as instruções correspondentes. paciência e sabedoria.

vapores tóxicos e altamente inflamáveis. Quando manuseá-lo certifique-se que não há bicos de gás acesos próximos.formado por moléculas de HCl gasoso. No entanto se a solução for de ácido ou base concentrado as mesmas devem ser neutralizadas para. Porções de soluções retiradas do frasco e que não tenham sido usadas não devem retornar ao frasco. portanto. b) Ácido nítrico concentrado: . É conveniente utilizar um frasco de tampa achatada com bordas cobrindo a boca do gargalo para proteger da poeira. do mesmo modo que o ácido clorídrico. As soluções alcalinas. Da mesma forma que os reagentes sólidos. atacam o vidro formando silicatos.5. Por serem tóxicos os seus vapores. reduzindo a concentração do ácido no frasco-depósito. deve ser feita com cuidado e sob constante resfriamento. bases e alguns sais podem ser vertidas na pia sem o risco de contaminação ao ambiente. . o frasco deve estar bem fechado após seu uso. etc. pipetas volumétricas. as soluções devem estar protegidas da contaminação externa.ácido forte e excelente agente oxidante. REAGENTES E SOLUÇÕES Os reagentes empregados em laboratório em geral apresentam-se sob a forma de soluções. Por esta razão equipamentos de precisão (buretas. portanto. de odor agradável. então.apesar de não ser uma base forte seus vapores causam sérias irritações nas mucosas (principalmente oculares). salvo instruções em contrário. 1.) não devem receber soluções alcalinas. dissolvidas em água. não devem ser inspirados. Como o ácido clorídrico apresenta alta tensão de vapor as moléculas do mesmo podem facilmente escapar do líquido. d) Hidróxido de amônio concentrado: . Por esta razão o frasco deve estar bem fechado após seu uso.ácido forte e agente altamente desidratante. especialmente.. Os vapores de ácido clorídrico são tóxicos e. Soluções diluídas de ácidos. Sua dissolução em água é altamente exotérmica (libera calor) e. Não é volátil mas seu contato com a pele causa sérias queimaduras.hidrocarboneto aromático. e) Benzeno: . Comercialmente é encontrado com impurezas e denominado de ácido muriático. Deve ser utilizado com muito cuidado pois é volátil e em contato com a pele provoca sérias queimaduras. O acondicionamento das soluções é feito em frascos de vidro os quais devem apresentar resistência química ao ataque dos materiais neles contidos. c) Ácido sulfúrico concentrado: .110 a) Ácido clorídrico concentrado: . O mesmo cuidado deve ser tomado no manuseio do éter etílico.

sais de cromo..111 serem adicionadas na rede de esgoto. cianatos. etc. metais pesados. Soluções de sais contaminantes (cianetos..) devem ser colocadas em locais adequados e indicados pelo seu professor. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- .

3 110 80 38.4 169 90 39.0 202 100 39.(0C). A tabela a seguir mostra exemplos de dois solutos diferentes em relação a temperatura: temp. .5 60 37.banho de gelo. determinando em qual temperatura a solubilidade (C.8 20.1 proveta de 25 mL.8 50 37. em dada temperatura.6 30 36.9 246 Em função dos dados da tabela acima construa.3H2O sólido (02 frascos) e espátula de madeira.) dos dois será a mesma bem como proponha um processo simples de separação destes dois sais. .suporte para funil * INTRODUÇÃO É de nosso conhecimento do dia-a-dia que determinados solutos sólidos (açúcar comum.1 copo (bequer) de 250 mL.NaCl sólido (02 frascos) e espátula de madeira. sal de cozinha.0 31.3 45..0 85. . isto porque este Coeficiente de Solubilidade varia com o tipo de soluto. . um gráfico de solubilidade para estes dois sais.) a quantidade máxima de um soluto sólido que pode ser dissolvida em determinada quantidade de solvente. 100 gramas (100 mL ou 100 cm3) à 250 C (condições padrão). Define-se como Coeficiente de Solubilidade (C. * MATERIAL POR GRUPO (na bancada) .tela de amianto.1 bastão de vidro..funil comum. em papel milimetrado.S. Em geral usa-se como referência.9 20 36. m NaCl m KNO3 0 35.4 copos (bequer) de 100 mL sem graduação. com haste curta .CARACTERÍSTICAS DAS SOLUÇÕES * MATERIAL (no balcão central) . . etc. . em dada temperatura.tripé para aquecimento.7 13. quantidade de solvente e temperatura. .CH3COONa. .S.112 Experimento 1 .3 10 35. em relação ao solvente.) mostram um limite máximo de solubilidade em água (por exemplo). .

Num bequer pequeno (100 mL).. o excesso de soluto pode depositar-se no fundo do recipiente por ação de alguns fatores físicos (agitação mecânica. pequenas quantidades de NaCl.o. adição de um “germen de cristalização” . cuidadosamente. Repita os mesmos procedimentos utilizando o acetato de sódio tri-hidratado (CH3COONa. b) saturadas: quando a massa de soluto dissolvida é igual ao coeficiente de solubilidade. após. Com base nas observações feitas responda: a) A solução de NaCl preparada inicialmente é super-saturada ? b) Como se denominam os cristais de acetato de sódio adicionados ao final do experimento ? . observando se ocorre alguma modificação em relação a estes. até a ebulição. usando uma proveta de 25 mL. com bastão de vidro. com o auxilio de uma espátula.. aquecendo sempre que houver depósito no fundo do recipiente. Resfrie a solução em banho de gelo e. Resfrie em banho de gelo e adicione cristais do acetato. adicione pequenas quantidades de NaCl sólido. sobre tela de amianto.3H2O). * PROCEDIMENTOS Algumas substâncias possibilitam a preparação de soluções supersaturadas e outras não. as soluções podem ser divididas nas seguintes categorias: a) insaturadas: são aquelas em que a massa de soluto dissolvida é inferior ao coeficiente de solubilidade da substância. Observando dissolução do depósito adicione. particularmente das super-saturadas.o.o. adicione alguns cristais de NaCl e observe se ocorreu alguma modificação em relação à quantidade de sal depositada no fundo recipiente. variações bruscas de temperatura.o. São preparadas com técnicas especiais e revelam-se bastante instáveis. adicione cerca de 20 mL de água destilada e. Devido a alta solubilidade do acetato de sódio adicione quantidades maiores do mesmo. agitando constantemente. Aqueça a mistura.o. se houver algum depósito filtre e recolha o filtrado. até que haja corpo de fundo (depósito). c) super-saturadas: são soluções em que a massa de soluto dissolvida é superior ao coeficiente de solubilidade. até completa dissolução.o.113 De acordo com o C.o.o. atrito.o.o.o.o.S.) Em nosso experimento serão investigadas algumas propriedades destas soluções. ou seja. . etc. Após resfriada a solução (se for o caso o filtrado).o.

na unidade de volume. .1538 g/L (massa/volume) 0.PREPARO E ACONDICIONAMENTO DE SOLUÇÃO DE ÁCIDO CLORÍDRICO * MATERIAL E REAGENTES (no balcão central) . de 0.indicador (Verde de Bromo-cresol) * MATERIAL POR GRUPO (na bancada) .amostras de Na2CO3 (03 por grupo). na forma de soluções.114 Experimento 2 .01 frasco ambar de 500 mL. .01 bureta de 50 mL.300 g contidos em pesafiltros. Essa concentração é expressa com exatidão (quatro decimais) ex. .: 0.01 suporte com agarrador para bureta. as substâncias são utilizadas. Numa solução.01 balão volumétrico de 500 mL. .01 funil de haste longa. seja em nível acadêmico ou na própria indústria. de modo geral. além da proporção entre a quantidade de soluto e de solução (ou solvente). é indispensável que se conheçam características específicas de cada soluto.8543 mol/L (número de mols/volume) .papel de filtro.01 pipeta graduada de 5 mL. na preparação adequada dessa solução.ácido clorídrico concentrado (na capela). . expressa na forma de uma “concentração” . . * INTRODUÇÃO Na atividade de laboratório.01 bastão de vidro. . .03 erlenmeyer de 250 mL . . Dependendo da utilização da solução as mesmas devem ser consideradas segundo duas características básicas: c) soluções padrão: usadas para fins analíticos contendo uma quantidade exatamente conhecida de um reagente qualquer.

cloreto de sódio (após dessecação a peso constante). O grau de exatidão requerido é maior do que o correspondente aos trabalhos analíticos mais comuns. Quando o reagente com que se tem de preparar a solução é um padrão primário. oxalato de sódio e dicromato de potássio. recorre-se a técnica direta que consiste na pesagem. direta ou indiretamente. comumente. conforme modelo. nitrato de prata. *** balão volumétrico só é utilizado na preparação e não no armazenamento !!! Embora o Sistema Internacional de unidades recomende para o volume a unidade metro cúbico utilizamos o volume expresso em litro (L). j) deve ser bastante solúvel. g) não pode ser volátil. tiocianato de potássio.) a técnica correta de leitura. dissolução e diluição a um volume conhecido em balão volumétrico aferido. No rótulo deverá constar a espécie química.. erlenmeyer. As ilustrações a seguir indicam alguns dos equipamentos utilizados na titulações (bureta. São exemplos: carbonato de cálcio. ácido benzóico.: 0. Maiores detalhes serão tratados nas disciplinas de Química Analítica Quantitativa. purificação. tetraborato de sódio. Os reagentes com semelhantes características são denominados. A preparação de uma solução padrão requer. pipeta volumétrica.. ácido oxálico. . h) as impurezas devem ser facilmente identificáveis com ensaios qualitativos de sensibilidade conhecida. o uso de um reagente quimicamente puro e com composição perfeitamente definida.0 mol/L (número de mols/volume) *PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES PADRÃO O título das soluções padrão deve ser conhecido com grande exatidão. i) a substância não deve ser higroscópica (absorver umidade do ambiente) ou eflorescente. a data de praparação e seu preparador. São os seguintes os requisitos principais exigidos de um padrão primário: f) a substância deve ser de fácil obtenção. dessecação e conservação.5 g/L (massa/volume) 1.. em balança analítica.115 d) soluções não padronizadas: usadas para fins não analíticos sendo sua concentração aproximada. seu título. Assim sendo é desejável que o título das soluções padrão possa ser determinado com um erro inferior a 0. O número de padrões primários é relativamente limitado. com relação às soluções padronizadas (um ou dois decimais) ex. padrões primários. Não é requerida a mesma exatidão.1 %. da massa que se requer da substância. de transferência de alíquotas com a pipeta volumétrica e transferência de solução para o balão volumétrico.

Recorre-se.116 Leitura correta da bureta Transferência de solução Transferência de líquido para o balão Como rotular a solução ! FACULDADE DE QUÍMICA – PUCRS HCl M = 0. uma solução com concentração aproximada à desejada e. o ácido clorídrico. . os hidróxidos alcalinos e de amônio. 2574 mol/ L Linus Pauling 06/06/1966 Química Geral e Inorgânica II Quando o reagente não é padrão primário (por exemplo. inicialmente. então... o permanganato de potássio. à técnica indireta.. que consiste em preparar.) a preparação direta da solução não é possível. depois.

o ácido clorídrico não é padrão primário e a sua solução pode padronizada através de um padrão primário. Aconselha-se o frasco escuro para evitar a decomposição fotoquímica. sendo aconselhável o uso de tampas com rolha de borracha ou polietileno ou rosqueadas. eventualmente o critério acima poderá não ser verificado !!! *CONSERVAÇÃO DAS SOLUÇÕES PADRÃO Como já afirmamos anteriormente as soluções não são conservadas em balões volumétricos (são usados somente na preparação). e) o peso do padrão primário não pode ser demasiadamente pequeno.02 mL.1 eqg/L de dicromato de potássio é indefinidamente estável. Na padronização devem ser obedecidas as seguintes condições: d) é preciso dispor de um padrão primário adequado ou solução padronizada. As soluções de ácido clorídrico. f) o volume de solução gasto na padronização não deve ser pequeno demais.1% é preciso que o volume de solução gasto na titulação não seja inferior a 40 mL. pois cada leitura na bureta está sujeita a um erro de 0.117 padronizá-la. o que ocorre com facilidade em soluções de peróxido de hidrogênio e permanganato de potássio. nítrico e hidróxido de amônio. podendo o erro total chegar a 0. . As soluções padrão devem ser conservadas de maneira a manter inalterado seu título tanto quanto possível. Por exemplo. *** Obs. em virtude do erro inerente ao aparelho de pesagem. Estes carbonatos solidificam no gargalo dos frascos de depósito e se os mesmos tiverem tampas de vidro esmerilhado.01 mL e um erro de escoamento de 0. por serem estes solutos voláteis. para garantir uma exatidão de 0. a presença de carbonatos irá emperrar as referidas tampas. As soluções de hidróxidos alcalinos reagem com o CO2 presente no ar formando carbonatos.04 mL e. Por exemplo. determinar com exatidão o sei título em relação a um padrão primário adequado ou com referência a uma outra solução padrão. A seguir esta solução (já padronizada) pode ser usada para titular hidróxidos alcalinos (como por exemplo o hidróxido de sódio). tem duração limitada.: como o objetivo em nossa disciplina não é esgotar o assunto e sim mostrar características principais no prepa – ro de soluções. como é o caso do carbonato de sódio. Algumas soluções são altamente estáveis e outras não. uma solução 0. portanto. isto é.

Calcule a massa de HCl puro que será necessária para a preparação da solução acima e.2 eqg/L (visto que estas expressões de concentração se equivalem). a seguir. de concentração 0. Agite a solução e acrescente água destilada ao balão até cerca de 0. calcule o volume de ácido concentrado que contém a massa necessária para o preparo da solução. conforme equação a seguir 2 HCl(aq) + Na2CO3(s) “ 2 NaCl(aq) + H2O(l) + CO2(g) Será utilizada uma massa exata deste padrão primário (previamente determinada pelo monitor). Para homogeneizar a solução inverta e agite o balão algumas vezes. A solução recém preparada é um padrão primário ? Porque ? II – Padronização da solução de ácido clorídrico. pelo menos. Adicione. inicialmente. Nosso objetivo. ficando o frasco “molhado” pela própria solução. Meça. com pipeta graduada. . Finalmente. cujas características (Título em massa. Nesta 2a parte do experimento nosso objetivo é determinar com exatidão a concentração do HCl. água destilada ao balão volumétrico até cerca da metade de seu volume. Transfira a solução preparada do balão para o frasco de depósito.118 * PROCEDIMENTOS I – Preparação de uma solução ácida a partir do ácido concentrado. com uma pequena porção (cerca de 5 mL) enxaguar o frasco depósito com a solução preparada de HCl. lave o mesmo com água e detergente. Para acondicionar a solução no frasco de depósito. massa específica e massa molar) você deverá reconhecer no rótulo do referido ácido.5 cm abaixo da marca de referência.2 mol/L ou 0. Com a pipeta graduada (limpa) complete com água até o traço de referência. usando a reação com um padrão primário. o volume de ácido concentrado que você calculou e transfira para o balão volumétrico. seguindo as técnicas de leitura. é preparar 500 mL de uma solução de ácido clorídrico. usando como padrão primário o carbonato de sódio anidro. para efetuar seus ensaios. a seguir. a partir do ácido concentrado. três amostras de Na2CO3. a qual você deverá registrar em seus apontamentos para posteriores cálculos. Cada grupo deverá utilizar. enxaguando-o com água da torneira e após com água destilada.

119

Inicialmente complete a bureta até o zero, com a solução preparada de HCl, tomando o cuidado para que não fiquem bolhas de ar entre a torneira e a extremidade inferior da bureta. Transferir cada amostra de Na2CO3 para um erlenmeyer, adicionando água destilada suficiente para a dissolução do sal. Após a dissolução do carbonato adicione 2 a 3 gotas do indicador. Proceda na adição lenta do ácido contido na bureta, até a mudança de coloração do indicador. O manuseio correto da torneira da bureta está indicado na ilustração ao lado. Quando perceber próxima a mudança de coloração do indicador adicione a solução ácida gota a gota, com constante agitação. Para melhor obervar a mudança de coloração do indicador coloque um papel filtro sobre o suporte da bureta, abaixo de erlenmeyer. O mais indicado é um azulejo de cor branca, o qual não fica empreganado de substâncias coloridas que mascaram a visualização do ponto final da reação.

Anote o volume gasto da solução ácida. Complete a bureta com a solução ácida, tome outra amostra de Na2CO3 e repita a titulação, fazendo o mesmo com a última amostra. Para cada uma das três titulações calcule: a) a massa, em gramas, do HCl necessário para a reção como carbonato, verificando se esta quantidade está de acordo com a estequiometria prevista; b) conhecida a massa e o volume de HCl necessário para a neutralização, determine a concentração a concentração em mol/L para a solução de HCl, rotule a mesma e guarde esta solução que será utilizada no próximo experimento.

120

Experimento 3 – PREPARAÇÃO E ACONDICIONAMENTO DE SOLUÇÕES ALCALINAS.

* OBJETIVOS Nosso objetivo, neste experimento, é a preparação, padronização e acondicionamento de uma solução alcalina, a partir de um reagente sólido. Em nosso caso o soluto será o hidróxido de sódio. Esta solução, após a padronização será utilizada na titulação de amostras ácidas (ácido sulfúrico e acético – vinagre). * MATERIAL E REAGENTES (no balcão central) - hidróxido de sódio sólido - solução de ácido clorídrico 0,2 mol/L - indicador (verde bromo-cresol ou fenolfateleína) * MATERIAL POR GRUPO (bancada) - vidro de relógio - espátula de madeira - bequer pequeno sem graduação (100 mL) - bastão de vidro - balão volumétrico de 1000 mL - pipeta graduada de 5 mL - pipeta volumétrica de 25 mL - bureta - suporte a agarrador para bureta - 3 frascos erlenmeyer de 250 mL - frasco âmbar para acondicionar a solução 1000 mL - balança semi-analítica - bequer de 250 mL - funil de haste longa - papel-filtro - etiquetas, cola,...

121

* INTRODUÇÃO Os reagentes usados na preparação de soluções padrão alcalinas são os hidróxidos de sódio, potássio e bário. O mais empregado é o de sódio. As soluções de bases fortes absorvem CO2 do ar, contaminando-se, por formação de carbonatos. Portanto os frascos de soluções destas bases devem permanecer o menor tempo possível abertos. As soluções fortemente alcalinas, quando conservadas em frascos de vidro também sofrem contaminação devido à formação de silicatos, em ataque ao vidro. É recomendável a conservação em frascos de polietileno. Como já alertamos anteriormente não devem ser usados frascos de vidro com tampa esmerilhada, para evitar a formação de carbonatos sólidos, quando a solução é vertida, dificultando e até impossibilitando a abertura do referido frasco. Embora não completamente satisfatórias são usadas rolhas de borracha para vedar estas soluções. * PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES ALCALINAS (NaOH) Tendo em vista que o hidróxido de sódio é bastante higroscópico, não se constituindo num padrão primário, sua solução é preparada pelo método indireto e sua concentração é aproximada. Para a determinação exata de sua concentração é necessário padronizá-la, através de um padrão primário ou de uma solução ácida padronizada. Calcule a massa de NaOH necessária para a preparação de 1000 mL (1,0 L) de solução 0,2 mol/L ou 0,2 eqg/L. Pesar a quantidade acima calculada, sobre um vidro de relógio, em balança semi-analítica. Transfira o soluto para um bequer de 250 mL e adicione água destilada até a metade do volume, agitando com um bastão de vidro até total dissolução. Com o auxílio de um funil de haste longa transfira a solução para um balão volumétrico de 1000 mL, de modo que a solução não entre em contato com a parte superior do gargalo, acima da marca de referência. Lave o bequer com pequennas porções de água, reunindo-as no balão. Complete o volume do balão volumétrico com água destilada até cerca de 0,5 cm abaixo da marca de referência. A porção restante do volume complete, com cuidado, usando a pipeta graduada de 5 mL, sem ultrapassar a marca do gargalo. Homogeneizar a solução e acondicioná-la em frasco próprio.

ultimando-a gota a gota. Prepare 03 amostras. Na bureta coloque a solução de ácido clorídrico padronizada. com pipeta volumétrica. Guarde a solução alcalina para experimentos posteriores. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . Em nosso experimento será utilizada a solução de HCl já padronizada no experimento anterior ou outra definida pelo professor.122 * PADRONIZAÇÃO DA SOLUÇÃO ALCALINA As soluções alcalinas podem ser padronizadas com soluções de ácido clorídrico de concentração definida. Valendo-se da média dos volumes gastos determine a concentração em mol/L ou eqg/L. Adicione 2 a 3 gotas de indicador. da solução alcalina. Proceda na titulação até mudança de coloração do indicador. Meça 25 mL de solução de NaOH. Realize a titulação com as três amostras. adicionando em frascos erlenmeyer.

contida num bequer.copos de 100 mL sem graduação (02 por grupo) . transferindo-as para os frascos erlenmeyer.suportes com agarrador para buretas .papel-filtro .ácido sulfúrico concentrado (04 frascos) .pipetas volumétricas de 25 mL (01 por grupo) .indicador (Verde de Bromo-cresol ou Fenolftaleína) .soluções padronizadas de hidróxido de sódio .10 mol/L. inicialmente.04 pipetas graduadas (para o ácido sulfúrico) . cola *OBJETIVOS E PROCEDIMENTOS Neste experimento. Valendo-se de procedimentos semelhantes àqueles adotados na preparação e padronização da solução de ácido clorídrico você irá fazer o mesmo em relação a solução de ácido sulfúrico. que corresponde a 0.etiquetas.bastões de vidro . Calcule. massa específica e massa molar). transferindo para o balão volumétrico.buretas de 50 mL (01 por grupo) .balões volumétricos de 500 mL (01 por grupo) .frascos erlenmeyer de 250 mL (03 por grupo) . o volume de ácido sulfúrico concentrado necessário para preparar 500 mL de solução.123 Experimento 4 – PREPARAÇÃO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO DE ÁCIDO SULFÚRICO *MATERIAL E REAGENTES (somente no balcão central) . nosso objetivo é preparar e padronizar uma solução de ácido sulfúrico de concentração 0.frascos âmbar de 500 mL para armazenar a solução (01 por grupo) . na concentração acima referida (vide dados do rótulo do ácido sulfúrico: Título.copos graduados de 250 mL (02 por grupo) .2 eqg/L. A única diferença prende-se ao fato de utilizar como padrão uma solução de hidróxido de sódio que você mesmo preparou e padronizou em experimento anterior. .funis com haste longa (01 por grupo) . Dilua adicionando o ácido em pequenas porções em água. Colha as amostras de NaOH com a pipeta volumétrica. com o funil de haste longa.

-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . O ácido deve ficar na bureta.124 vidro. pois soluções alcalinas atacam lentamente o Proceda nas titulações e apresente os resultados ao final.

Com a solução alcalina na bureta (embora este procedimento não seja aconselhável) proceda na titulação do ácido acético.etiquetas.pipetas volumétricas de 25 mL (01 por grupo) .frascos erlenmeyer de 250 mL (03 por grupo) . sem graduação (02 por grupo) .balões volumétricos de 250 mL (01 por grupo) .indicador (Fenolftaleína) .vinagre comercial (02 frascos) .suportes para bureta com agarrador .soluções padronizadas de hidróxido de sódio .copos de 100 mL. em quantidade adequada. através de pipeta volumétrica. Tendo em vista a concentração do ácido acético no vinagre. cola.papel-filtro . Para este cálculo percentual . por adição de água destilada.buretas de 50 mL (01 por grupo) . . com graduação (02 por grupo) . * MATERIAL E REAGENTES (somente no balcão central) .funil de haste longa * OBJETIVOS E PROCEDIMENTOS Neste experimento nosso objetivo é determinar o teor de ácido acético (percentual) no vinagre comercial. calcule o teor de ácido acético no vinagre e apresente seus cálculos para o professor.bastões de vidro . Para tanto você irá colher com pipeta volumétrica de 25 mL uma alíquota de vinagre e diluí-la a 10%. teremos que diluí-lo inicialmente. num balão volumétrico de 250 mL.125 Experimento 5 – DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ÁCIDO ACÉTICO (CH3COOH) NO VINAGRE COMERCIAL. transferindo-as para os frascos erlenmeyer. utilizando para esta titulação a solução padronizada de hidróxido de sódio. Levando em conta as diluições feitas. Após a homogeneização da solução ácida você irá colher 03 amostras de 25 mL.copos graduados de 250 mL.

por ser bastante diluída. impedindo o movimento da torneira.0 grama/cm3. para não deixar resíduos da solução alcalina na mesma. Após a realização do experimento. tenha massa específica igual a da água. Lembre-se que a solução alcalina reage com o gás carbônico do ambiente formando depósito sólido de carbonato de sódio. 1. lave com muita água a bureta. ou seja. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- .126 considere que a solução aquosa de vinagre.

Considere que: .0 cal/grama. como a medida ocorre em lapso de tempo curto.balança semi-analítica * INTRODUÇÃO Neste experimento nosso objetivo é determinar a entalpia de algumas reações (dissolução com dissociação e neutralização).00 mol/litro * MATERIAL POR GRUPO (bancada) .calor específico da água (solução) = 1. como calorímetro.01 bastão de vidro .50 mol/litro .etiquetas adesivas (tamanho pequeno) . O calor envolvido irá modificar a temperatura da solução e do frasco.00 mol/litro .grau .solução de hidróxido de sódio 1.01 bequer de 250 mL .01 frasco erlenmeyer de 250 mL . portanto.hidróxido de sódio sólido (02 frascos) . pode-se considerar que não ocorrem perdas significativas de calor para o meio externo.espátula de madeira . considerando que são desprezíveis as perdas de calor para o ambiente.2 cal/grama. Você vai usar um frasco erlenmeyer de 250 mL que servirá como recipiente para a reação e como calorímetro simples para medir o calor envolvido nas reações.solução de ácido clorídrico 0.grau .127 Experimento 6 – DETERMINAÇÃO DE CALORES DE REAÇÃO E LEI DE HESS.calor total = calor absorvido pela água + calor absorvido pelo calorímetro (erlenmeyer) . aplicando aos resultados obtidos a Lei de Hess. No entanto. ser utilizado um frasco aberto e não isolado.solução de ácido clorídrico 1. como já afirmamos anteriormente.01 vidro de relógio médio .calor específico do vidro = 0. * REAGENTES E SOLUÇÕES (balcão central) . O ideal seria utilizar um frasco de reação isolado termicamente do meio externo (frasco Dewer ou garrafa térmica). podendo.

NaOH(s) + aquoso “ Na+(aq) + OH-(aq) DH1 = . formando água e solução aquosa de cloreto de sódio.y calorias Reação 3: solução aquosa de hidróxido de sódio reagindo com solução aquosa de cloreto de hidrogênio. sendo pois necessário determinar apenas o volume.Dt + merlenmeyer.cágua. NaOH(s) + H+(aq) + Cl-(aq) “ H2O(l) + Na+(aq) + Cl-(aq) DH2 = .cvidro. com precisão.Dt Não há necessidade de determinar a massa de água se levarmos em conta que sua massa específica é 1.x calorias Reação 2: hidróxido de sódio sólido reagindo com solução aquosa de cloreto de hidrogênio.128 Qtotal = mágua.0 grama/mL. formando água e solução aquosa de cloreto de sódio. Na+(aq) + OH-(aq) + H+(aq) + Cl-(aq) “ Na+(aq) + Cl-(aq) + H2O(l) DH3 = .z calorias . A atividade experimental consiste em medir e comparar a quantidade de calor envolvida em três reações: Reação 1: hidróxido de sódio sólido dissolvendo-se em água formando solução aquosa de íons.

Repita as operações iniciais do item (a) anterior. Para evitar erros instrumentais utiliza-se sempre o mesmo termômetro. Com um termômetro de precisão determine a temperatura desse sistema. esta quantidade para a água contida no erlenmeyer. d) Cálculos * Em cada uma das reações calcule: .0 gramas de NaOH. coloque 100 mL de solução 1. c) Determinação do Calor da Reação 3. Para tanto deixe-as em repouso por alguns minutos em contato com o ambiente para alcançar o equilíbrio térmico.a quantidade total de calor por mol de NaOH.o número de mols de NaOH usados em cada reação.a variação de temperatura. anotando a temperatura mais extrema alcançada na dissolução. Anote a temperatura inicial.a quantidade total de calor absorvida. Deixe em repouso por alguns minutos (3 min. Lave bem o frasco erlenmeyer antes de passar para a reação 2. . limpo e seco. .00 mol/litro de HCl e.129 * PROCEDIMENTOS a) Determinação do Calor da Reação 1. . Lave novamente o frasco erlenmeyer antes de passar à etapa seguinte. Num vidro de relógio determine a massa de aproximadamente 4. substituindo a água destilada por 200 mL de solução de ácido clorídrico de concentração 0. . a seguir.00 mol/litro de NaOH. num bequer de 250 mL. Coloque o termômetro na água e agite o frasco até total dissolução do hidróxido.a quantidade de calor absorvida pelo frasco. . b) Determinação do Calor da Reação 2. Se houver pequena diferença de temperatura entre ambas o professor lhe dará instruções como proceder para alcançar em ambas valor igual de temperatura. Coloque no frasco 200 mL de água destilada. reuna as duas soluções e anote a temperatura mais extrema. As duas soluções devem estar à mesma temperatura antes de misturá-las. coloque 100 mL de solução 1. No frasco erlenmeyer de 250 mL.50 mol/litro. –) para que a água e o frasco entrem em equilíbrio térmico com o ambiente. . transferindo. Em balança analítica determine a massa de um frasco erlenmeyer de 250 mL.a quantidade de calor absorvida pela solução.

procure explicar as prováveis causas para as mesmas. * Havendo significativas diferenças entre os valores calculados no item anterior. * Compare DH2 com (DH1 + DH3) e procure explicar. * Calcule a diferença (desvio) percentual entre DH2 e (DH1 considerando que DH2 esteja correto.130 * Exprima seus resultados como Calores de Reação: DH1 . DH2 e DH3. + DH3). -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- .

6. Maynard & Taylor – Experiments in General Chemistry .E. 2. Porto Alegre.S.131 Referências Bibliográficas 1. São Paulo. Andrade. 1. O. – Aulas Experimentais de Laboratório de Química para Engenheiros II – Editora Integral. Brasil. Ohlweiler. V.H. Cruz. G. 3). Ramos. A. R. – Prácticas de Química General – Editora Muir.Editora Integral. – Química. U.d.R. – Experimentos de Química em Microescala . – Química Analítica Quantitativa – Vol. s.d. Paulo. 1979. Livros Técnicos e Científicos Editora. G. s. A.A.S.D. 3. – Práticas de Química Geral . 1979. U. . York. São Paulo. C.S. 4. Van Nos trand. 5. 7. Porto Alegre.M. S. N. Brasil. M.S. Moscou. Brasil. 1981. Semishin.Editora Scipione. uma Ciência Experimental – EDART (Vol. 1995. M.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful