1 .

EST U DO DOS SI ST EM A S DI SPERSOS
1 .1 . Di s p e r s õ e s
Uma dispersão consiste num sistema no qual uma substância (disperso) encontra-se disseminada, na forma de pequenas partículas no interior de outra (dispersante) Dependendo do tamanho da partícula que constitui o disperso, a dispersão assume características diversas, sendo classificada em três tipos : soluções, colóides e suspensões. A classificação acima é feita de acordo com o diâmetro médio das partículas dos disperso: Tipo de dispersão Solução verdadeira Colóide Suspensão Tamanho da partícula dispersa entre 0 e 10-9 m (1 nanometro) entre 10-9 e 10-6 m (1 à 103 nanometro) acima de 10-6 m (acima de 103 nanometro)

Como características gerais dos três tipos de dispersões podemos mencionar que: a) soluções verdadeiras ou soluções: - o disperso (soluto) é constituído de átomos, íons ou pequenas moléculas; - pelas reduzidas dimensões do disperso (soluto), as soluções verdadeiras sempre serão sistemas homogêneos, sendo que as partículas não são visíveis mesmo com equipamentos óticos de alta resolução e ampliação; - não há sedimentação das partículas e não é possível a sua separação por nenhum tipo de filtro; Exemplos: - sacarose em água, NaCl em água, etanol em água, atmosfera (isenta de poeira), etc. b) colóides: - o disperso é constituído por aglomerados de átomos, moléculas ou íons ou, até mesmo, por macromoléculas; - as partículas do disperso são visualizáveis em equipamentos óticos (microscópios) de alta resolução (ampliação); - as partículas podem ser separadas por ultracentrifugação (elevado número de RPM) ou por ultrafiltração (filtros cujo diâmetro do poro é bastante reduzido);

2

Exemplos: leite, gelatina em água, fumaças em geral, neblina, etc. c) suspensões: - o disperso é constituído de grandes aglomerados de átomos ou moléculas; - as partículas do disperso são visíveis em microscópio comum, constituindo-se em sistemas heterogêneos; - as partículas do disperso sedimenta-se por ação da gravidade ou em centrífugas comuns podendo, também, ser separadas por filtros comuns de laboratório; Exemplos: poeira no ar.

1 .2 . Es t u d o d a s So l u ç õ e s v e r d a d e i r a s o u So l u ç õ e s
Dentre os sistemas dispersos, as soluções verdadeiras ou simplesmente soluções são extremamente importantes no cotidiano do química, pois nas atividades mais comuns de laboratório (análises, sínteses, separações, formulação de produtos, etc) o químico trabalha com soluções que, em geral, são aquosas. 1.2.1. Formação de Soluções Quando uma solução é formada ocorre uma disseminação espontânea de uma substância no interior de outra, originando um sistema mais entrópico (desorganizado) que as substâncias originais.
substância A substância B mistura A + B (solução)

lllll lllll lllll

OOOO OOOO OOOO

l Ol Ol O lO l O Ol Ol O l Ol lO lO lOl Ol lO

parede de separação

removendo a parede

A força “motriz” para esse processo de mistura é a tendência espontânea para um estado de maior desordem molecular (maior entropia). Para que ocorra o processo da dissolução é necessário que as partículas do soluto e do solvente apresentem atrações entre si decorrentes de forças de natureza eletrostática.

3

Em geral as forças atrativas dependem do tipo de soluto e solvente. Assim quando dissolvemos etanol (C2H5 – OH) em água, em virtude da presença do grupo O–H na água e no etanol a força atrativa entre essas moléculas é a Ponte de Hidrogênio ou Ligação de Hidrogênio. Se a cadeia carbônica aumenta, diminui a polaridade da molécula do álcool e, com isso, a sua solubilidade em água, por concorrência de forças Van Der Waals dipolo induzido – dipolo induzido. - metanol, etanol e propanol à altamente solúveis em água; - butanol à solubilidade 0,12 mols/100 g de água; - pentanol à solubilidade 0,031 mols/100 g de água. Esse mesmo tipo de interação irá ocorrer naquelas moléculas que apresentam grupos hidroxila ou amina (O – H ou N – H), como é o caso dos álcoois de pequena cadeia carbônica, ácidos carboxílicos, aminas e amidas. Nos glicídios (glicose, frutose, sacarose,...) a presença dos diversos grupos hidroxila ao longo da cadeia carbônica desses compostos também justifica a sua grande solubilidade em água. Com exceção dos ácidos carboxílicos, nas demais substâncias ocorre apenas o processo de dissolução, sem ionização.

O fenômeno é, portanto, explicado pela hidratação sofrida pelas extremidades polarizadas da molécula. A extremidade negativa da molécula da água (localizada no átomo de oxigênio) direciona-se para a região de densidade positiva da molécula polar e as extremidades de carga positiva (localizadas nos átomos de hidrogênio) direcionam-se para a região de densidade negativa.

.. o mesmo ocorrendo para o íon Cl-. sendo que os íons originados apresentam-se.. formando uma espécie de blindagem. o que. como é o caso de gases (O2. Nesse caso temperatura e pressão são fatores que concorrem significativamente para explicar a sulubilidade de um gás apolar na água. A orientação espacial das moléculas de solvatação é definida para um determinado tipo de íon. Por exemplo: . novos íons são expostos e o processo continua.o íon Al+3 hidrata-se com oito moléculas de água. Nas soluções de solutos apolares em solventes polares. Os compostos iônicos se dissolvem na água quando as forças de atração entre os dipolos da H2O e os íons são maiores que as forças de atração entre os íons no cristal. . na solução. CO2. além do processo da dissolução ocorre a dissociação iônica do soluto. unidos por forças atrativas do tipo íon – dipolo.) justifica-se a solubilidade a partir de interações de Van Der Waals do tipo dipolo permanente – dipolo induzido. dissolvendo o cristal iônico. etc. Nas bordas e quinas do cristal as forças atrativas entre os íons são menos intensas. Conforme as moléculas de água vão retirando os íons do cristal. contradiz a regra de solubilidade de que “semelhante dissolve semelhante”. favorecendo a interação com as moléculas do solvente.o íon Na+ hidrata-se com seis moléculas de água. até certo ponto. “engaiolados” por moléculas do solvente (hidratação ou solvatação).4 Quando dissolvemos um cristal de NaCl em água. A camada de moléculas orientadas que cercam um íon ajuda a neutralizar a carga do mesmo e serve para impedir os íons de carga oposta a se atraírem.

): *** O Coeficiente de Solubilidade representa a maior massa que pode ser dissolvida em certa quantidade padrão de um solvente.. c) quanto ao Coeficiente de Solubilidade (C.). em determinada temperatura. . nos dias quentes de verão preferem permanecer na sombra. medicamentos (comprimidos).moleculares: as partículas do soluto são moléculas. O Coeficiente de Solubilidade varia com a temperatura e.. bronze = Cu e Sn. isto é..sólidas: ligas metálicas (aço = Fe..5 1.7 gramas/100 gramas de H2O à 00C.2.. latão = Cu e Zn. no caso de substâncias gasosas.líquidas: bebidas não gaseificados.: NaCl = 35. sob as pedras e em locais mais profundos. ex. Por esse motivo os peixes. ex. . AgNO3 = 122 gramas/100 gramas de H2O à 00 C.S.: C12H22O11(sólida) £“ C12H22O11(aquosa) ex. CaSO4 = 0.P .gasosas: ar (isento de poeira). A influência da temperatura sobre a solubilidade varia de uma substância para outra.2. Classificação das Soluções As soluções podem ser classificadas segundo os critérios: a) quanto ao estado físico: .. GLP (vazado). Mn. A influência na pressão é evidenciada pela Lei de Henry: C = k. água mineral sem gás.. No caso de um gás a solubilidade é inversamente proporcional ao aumento da temperatura. soro fisiológico..: NaCl (sólido) £“ Na+(aquoso) + Cl-(aquoso) H2O H2O .iônicas: as partículas do soluto são íons.. C. *** misturas gasosas sempre são homogênas !!! b) quanto à natureza do soluto: . bebidas alcoólicas. As curvas de solubilidade são obtidas experimentalmente.. varia com a pressão. diminui a solubilidade com o aumento da temperatura e diretamente proporcional à pressão.2 gramas/100 gramas de H2O à 00 C.

S. podendo o excesso de soluto precipitar (sedimentar) por agitação mecânica. . até alcançar a temperatura de referência com o excesso de soluto dissolvido. com exceção do Ce2(SO4)3. de forma gradativa.insaturadas: a quantidade de soluto dissolvido é inferior ao C.: 3. P é a pressão exercida sobre o sistema. Estas soluções são muito instáveis.super-saturadas: são soluções obtidas por técnicas especiais. as soluções podem ser: .S. ex. Para a maior parte dos sais a solubilidade aumenta com o aumento da temperatura. para solutos sólidos. choque brusco de temperatura ou adição de um “germen de cristalização”. S. resfriando-se. após. O gráfico a seguir mostra. No preparo de tais soluções aquece-se a solução na qual haja corpo de fundo do soluto até uma temperatura na qual ocorra total dissolução. ex. nas quais a quantidade de soluto dissolvido é superior ao C. k é uma constante de proporcionalidade.7 gramas de NaCl/100 gramas de H2O à 00 C. De todos os sais representados no diagrama ao lado o NaCl é aquele que a variação de temperatura exerce a menor influência na solubilidade e o KNO2 e CaCl2 aqueles sais cuja solubilidade é mais fortemente influenciada pela variação de Quanto ao C. .: 35. S.saturadas: a quantidade de soluto dissolvido é igual ao C.0 gramas de NaCl/100 gramas de H2O à 00C. .6 onde: - C é a concentração de gás dissolvido. a influência da temperatura na solubilidade.

Os reagentes com semelhantes características são denominados. ácido oxálico. Essa concentração é expressa com exatidão (quatro decimais) ex. d) a substância não deve ser higroscópica (absorver umidade do ambiente) ou eflorescente. A preparação de uma solução padrão requer. seja em nível acadêmico ou na própria indústria. oxalato de sódio e dicromato de potássio. além da proporção entre a quantidade de soluto e de solução (ou solvente). as substâncias são utilizadas. cloreto de sódio (após dessecação a peso constante). Maiores detalhes serão tratados nas disciplinas de Química Analítica Quantitativa. Assim sendo é desejável que o título das soluções padrão possa ser determinado com um erro inferior a 0.7 1. com relação às soluções padronizadas (um ou dois decimais) ex. Numa solução. padrões primários. na forma de soluções. c) as impurezas devem ser facilmente identificáveis com ensaios qualitativos de sensibilidade conhecida. direta ou indiretamente. São os seguintes os requisitos principais exigidos de um padrão primário: a) a substância deve ser de fácil obtenção. São exemplos: carbonato de cálcio. Preparação de soluções Na atividade de laboratório. ácido benzóico. de modo geral. purificação. Dependendo da utilização da solução as mesmas devem ser consideradas segundo duas características básicas: a) soluções padrão: usadas para fins analíticos contendo uma quantidade exatamente conhecida de um reagente qualquer. tetraborato de sódio.0 mol/L (número de mols/volume) O título das soluções padrão deve ser conhecido com grande exatidão.1538 g/L (massa/volume) 0.5 g/L (massa/volume) 1. O número de padrões primários é relativamente limitado. tiocianato de potássio.3.: 0. .2. O grau de exatidão requerido é maior do que o correspondente aos trabalhos analíticos mais comuns. Não é requerida a mesma exatidão.8543 mol/L (número de mols/volume) b) soluções não padronizadas: usadas para fins não analíticos sendo sua concentração aproximada. nitrato de prata.1 %. na preparação adequada dessa solução. expressa na forma de uma “concentração” . é indispensável que se conheçam características específicas de cada soluto. b) não pode ser volátil. o uso de um reagente quimicamente puro e com composição perfeitamente definida. na unidade de volume. dessecação e conservação. e) deve ser bastante solúvel. comumente.: 0.

conforme modelo. Leitura correta da bureta Transferência de solução Transferência de líquido para o balão Como rotular a solução ! FACULDADE DE QUÍMICA – PUCRS HCl M = 0.8 Quando o reagente com que se tem de preparar a solução é um padrão primário. da massa que se requer da substância. de transferência de alíquotas com a pipeta volumétrica e transferência de solução para o balão volumétrico.. Embora o Sistema Internacional de unidades recomende para o volume a unidade metro cúbico utilizamos o volume expresso em litro (L). No rótulo deverá constar a espécie química. As ilustrações a seguir indicam alguns dos equipamentos utilizados na titulações (bureta. recorre-se a técnica direta que consiste na pesagem. seu título.. 2574 mol/ L Linus Pauling 06/06/1966 Química Geral e Inorgânica II . pipeta volumétrica.. em balança analítica.) a técnica correta de leitura. erlenmeyer. a data de praparação e seu preparador. dissolução e diluição a um volume conhecido em balão volumétrico aferido.

Na padronização devem ser obedecidas as seguintes condições: a) é preciso dispor de um padrão primário adequado ou solução padronizada. então.1% é preciso que o volume de solução gasto na titulação não seja inferior a 40 mL. . para garantir uma exatidão de 0.04 mL e. A seguir esta solução (já padronizada) pode ser usada para titular hidróxidos alcalinos (como por exemplo o hidróxido de sódio). c) o volume de solução gasto na padronização não deve ser pequeno demais. padronizá-la.01 mL e um erro de escoamento de 0. pois cada leitura na bureta está sujeita a um erro de 0. As soluções de ácido clorídrico.1 eqg/L de dicromato de potássio é indefinidamente estável. As soluções de hidróxidos alcalinos reagem com o CO2 presente no ar formando carbonatos. As soluções padrão devem ser conservadas de maneira a manter inalterado seu título tanto quanto possível. isto é. uma solução 0. nítrico e hidróxido de amônio. Por exemplo.4. Por exemplo. portanto. determinar com exatidão o sei título em relação a um padrão primário adequado ou com referência a uma outra solução padrão. Estes carbonatos solidificam no gargalo dos frascos de depósito e se os mesmos tiverem tampas de vidro esmerilhado.02 mL. depois. Algumas soluções são altamente estáveis e outras não. uma solução com concentração aproximada à desejada e. b) o peso do padrão primário não pode ser demasiadamente pequeno. Conservação das Soluções Padrão Como já afirmamos anteriormente as soluções não são conservadas em balões volumétricos (são usados somente na preparação). os hidróxidos alcalinos e de amônio.. Recorre-se. inicialmente. eventualmente o critério acima poderá não ser verificado !!! 1.) a preparação direta da solução não é possível. em virtude do erro inerente ao aparelho de pesagem. o ácido clorídrico não é padrão primário e a sua solução pode padronizada através de um padrão primário. o permanganato de potássio. Aconselha-se o frasco escuro para evitar a decomposição fotoquímica. podendo o erro total chegar a 0. a presença de carbonatos irá emperrar as referidas tampas. como é o caso do carbonato de sódio.. à técnica indireta. tem duração limitada. por serem estes solutos voláteis.: como o objetivo em nossa disciplina não é esgotar o assunto e sim mostrar características principais no prepa – ro de soluções. *** Obs. que consiste em preparar.9 Quando o reagente não é padrão primário (por exemplo. o que ocorre com facilidade em soluções de peróxido de hidrogênio e permanganato de potássio. o ácido clorídrico. sendo aconselhável o uso de tampas com rolha de borracha ou polietileno ou rosqueadas..2.

ao valor da relação massa / volume. Concentração em Massa ou Título em Massa ou Título ( t ) m V 1 ( Unidades: gramas/litro ) Representa a razão entre a massa do soluto (gramas) e a massa da solução (gramas). As principais formas de representar as concentrações são do tipo massa/volume. por diante. em virtude da massa específica do solvente (água) ser unitário (1. usado para limpeza e conservação de lentes de contato. volume/volume.10 1 . Pr i n c i p a i s Ex p r e s s õ e s d e Co n c e n t r a ç ã o A “concentração” de uma solução representa uma relação entre a quantidade do soluto e.1.0 grama / mL). etc. a composição indica 0. massa/massa. Já na composição do soro fisiológico. número de mols. Nesse caso.3. em geral.1 gramas de solvente (água). a qual expressa a quantidade de um constituinte. como se trata de uma solução muito diluída e aquosa o mesmo valor percentual massa / massa também corresponde.3. 0. para cada 100 gramas de solução. Isso significa uma relação massa / massa onde há. número de mols/massa e. aproximadamente. especificamente. Assim . t = m= m m m +m 1 1 1 ( não tem unidades = adimensional ) 2 É comum expressar o Título em Massa sob a forma percentual. quando analisamos a composição de uma água mineral. 1.9 gramas do soluto (NaCl) sendo o restante 99. número de mols/volume.3 .9 % de NaCl. Concentração Comum ou Concentração ( C ) Representa a razão entre a massa do soluto (em gramas) e o volume de solução final (em litros). volume. por exemplo Carbonato de sódio = 127 mg / L nos indica uma relação massa / volume.2. assim. a quantidade de solução sendo que essas quantidades podem ser expressas em massa. C= Aplicação œ Que massa de bicarbonato de sódio há em 750 mL de uma solução que apresenta uma concentração de 107 mg / L ? 1. número de moléculas. Assim.

t .3.11 t% = t . 1000 (mL/L) e dessa forma a Concentração terá como unidade resultante grama / litro. na forma C =m . tv = V1 / V = V1 / V1 + V2 (adimensional) Aplicação œ Que volume de etanol há numa garrafa de 750 cm3 de Jack Daniel´s ? .3.3. Portanto para que a expressão acima represente “Concentração” a mesma deverá ser multiplicada pelo fator de conversão 1000 mL / L.t / m1/m Usualmente expressa.4. então C/t = m/ V = C / t = m1/ V C =m m (massa específica) . 100 Aplicação œ Uma solução aquosa de ácido sulfúrico apresenta Título percentual 15 %. Que massa dessa substância há em ½ quilograma dessa solução ? Qual a massa de solvente presente ? 1. 1. Historicamente essa forma de concentração tem sido expressa como o G L (graus Gay-Lussac) utilizada para representar a percentagem volumétrica de etanol em bebidas alcoólicas. Concentração em Volume ou Título em Volume (t v ) Representa a razão entre o volume de solvente e o volume de solução.se a massa específica (ou densidade absoluta) em grama / cm3 ou grama / mL e a Concentração em grama / litro. Relação entre C e Lembrando que: t C= m V 1 e t = m= m m m +m 1 1 1 2 dividindo uma expressão pela outra resulta: que simplificando torna-se ou.

5.7.V 1 1 = C M = m.t .6.3. Assim X1 = n n +n +n 1 1 2 = 3 n n 1 onde n1 = m M 1 1 ( X1 = adimensional ) Aplicação œ Uma solução aquosa de NaOH tem fração molar 0.3. Assim uma solução. aproximadamente. Essa expressão de concentração é muito utilizada para misturas de gases como. que massa desse ácido estará ali contida ? . Concentração em fração molar ( x1 ) Corresponde a razão entre o número de mols de um componente qualquer e o número de mols total da mistura. Sabendo que numa bateria comum a quantidade de solução é de 800 mL.15 . para definir a composição da atmosfera. Concentração em Quantidade de Matéria ou em Molaridade ( M ) Corresponde à razão entre o número de mols do soluto e o volume total da solução.95 mol / litro. Qual seu Título em massa ? 1. Aplicação œ A solução dos líquidos de baterias de automóveis consiste de água e ácido sulfúrico em concentração 3.1000 M 1 ( Unidade: mol / L = molar = M) A expressão de concentração expressa em molaridade é a mais empregada dentre todas as formas usadas na Química. Concentração em “partes por milhão” (ppm) Corresponde a uma forma de Concentração Comum (gramas/litro) aplicada para soluções muito diluídas.3. em geral aquosas. Demonstre que: 1 ppm = 1 mg / litro !!! 1.12 1. cujo significado equivale a 1 grama de soluto para cada 106 gramas de solução. na qual a quantidade de soluto seja de 15 ppm significa que há 15 gramas da substância para cada 106 gramas de solução. M = n V 1 = m M . por exemplo.

m 1 1 = 2 Ä em quilo m . W= Ä em quilo n m 1 2 = m M . supondo um grau de dissociação (a) igual a 85 % do ácido ? .2 gramas / Litro desse sal ? Idem para as concentrações dos íons H+ e SO4-2. Observe que a molalidade é a única expressão de concentração que relaciona a quantidade de soluto com a quantidade de solvente e não de solução. Aplicação œ Uma solução de ácido sulfúrico apresenta título em massa igual a 15 %.3. numa solução 0.1000 Mm 1 1 2 ( Unidades: mol/quilo ou molal) Ä em grama Na última expressão o valor numérico 1000 na realidade corresponde ao fator de correção 1000 g / quilograma. Qual a sua Molalidade ? Para soluções aquosas diluídas J ust if ique !!! M = W .8.13 1.9. quando a massa do solvente for dada em grama. em quiligramas. 1.3.75 mol / L desse ácido. Concentração em Molalidade ( W ) W = weight = peso Corresponde à razão entre o número de mols do soluto e a massa. A concentração expressa em Molalidade é comumente empregada no estudo dos efeitos coligativos das soluções. de solvente. Concentração para espécies iônicas Como podemos determinar as concentrações molares dos íons Na+ e SO4-2 para uma solução de concentração 27.

V = C ‡.14 1 .V Ä + Vágua m1.4 . conclui-se que: C . C   m1= C . As expressões são as mesmas da Diluição. m ‡ Na Concentração de uma solução o solvente é “removido “ por evaporação. pode ser demonstrado que: t. V . + Vágua Solução inicial Solução final Ä       m1. mantendo constante a quantidade de soluto. V = M ‡. V ‡ De modo semelhante.m M . V Como a massa do soluto é a mesma. V ‡ = t ‡. Di l u i ç ã o e M i s t u r a s d e So l u ç õ e s 1) Diluição: diluir uma solução consiste em adicionar solvente. sem modificar a quantidade de soluto.Vágua ¡ 2) Mistura (mesmo soluto): na mistura de soluções do mesmo soluto não há reação entre as soluções misturas. . A diferença ocorre no volume final: ¡ ¡ Diluição: Concentração: V > V V < V ¡ . V. V = V + Vágua V = V . . C m1= C.

C Ä m1 = C . V ‡ = M ‡‡. C Ä m1= C. V tx .V m1 . Vx = S C .V ‡ = C ‡‡. m ‡‡ A relação anterior pode ser aplicada para uma mistura de qualquer número de soluções. portanto: ¢ ¢ m1 + m1 = m1 logo: ¢ C.V + C ‡. V M x . V . mx = S t . V . Generalizando: Cx . V ‡‡ t .V . Vx = S M .V m1 . V . m                             m1. m ‡ = t ‡‡ . m + t ‡. C Ä m1 = C . V + M ‡ .15 (1) (2) (3) + Solução 1 + Solução 2   = Solução final       A massa de soluto na solução final é a soma das massas nas soluções 1 e 2.V‡‡ De modo semelhante pode ser demonstrado que: M .

. Vb ex. mas para qualquer tipo de reação.) Este principio não é válido somente para reações ácido-base. tornassol. O ponto final das reações de neutralização pode ser visualizado através da adição de indicadores ácido-base (fenolftaleína.16 3) Mistura (solutos diferentes): neste caso ocorre reação entre os constituíntes. para que a reação seja completa entre os solutos os volumes misturados devem obedecer à relação estequiométrica corresponde à reação. Vb = 2 M a . Este processo é denominado Titulação ou Padronização. azul de bromo timol. no ponto final dessa reação: nácido = nbase à £“ M a .: solução de H2SO4 misturada com solução de KOH.. Vb = 3 M a . H3PO4 1 mol + 3 NaOH 3 mols Na3PO4 1 mol + 3 H2O 3 mols No ponto final dessa reação: nbase = 3 nácido à M b .: solução de H3PO4 misturada com solução de NaOH. H2SO4 1 mol + 2 KOH 2 mols K2SO4 1 mol + 2 H2O 2 mols No ponto final dessa reação: nbase = 2 nácido à M b . de molaridade conhecida e vice-versa. Neste caso.. Va = M b . desde que se conheça a equação química correspondente e seu respectivo ajuste (coeficientes). HCl 1 mol + NaOH 1 mol £“ NaCl 1 mol + H2O 1 mol Portanto. . Va £“ ex. ex. Va O principio acima descrito consiste de um método volumétrico de determinação da concentração de bases através do volume gasto de ácido.: solução de HCl misturada com solução de NaOH.

Como se explica o fato do mesmo não transbordar? 3) A acetona (CH3COCH3) é um líquido muito mais volátil do que a água.5 .5.17 A figura ao lado mostra como pode ser determinada a concentração de uma solução usando-se a sua reação com outra. Na bureta coloca-se a solução de concentração conhecida.1. em água. A solubilidade é decorrente de forças atrativas entre as moléculas das substâncias envolvidas. Propriedades dos líquidos. através das expressões acima mencionadas. No ponto final da reação o indicar muda de coloração e pelo volume gasto na bureta podemos estabelecer as quantidades . a qual é adicionada a uma alíquota (porção) de solução de concentração a determinar (em geral 25 mL). investigue a respeito do diagrama de fases da água pura bem como do significado do ¨ponto triplo da água¨. Nesse caso qual é o tipo de força atrativa ? 6) Valendo-se de qualquer bibliografia de Química Geral. Ex e r c íc i o s 1. em mols. já deve ter enchido um copo acima da sua borda. fato esse comprovado pelo seu ponto de ebulição ser bastante inferior (53. Como esse fenômeno pode ser explicado ? 4) Porque a água quente evapora mais rapidamente do que a água fria ? 5) A miscibilidade (solubilidade) do etanol (CH3CH2OH) é infinita.6o C). que reagiram entre sí. a dilatação anormal (anômala) do gelo. provavelmente.2. 2) Como toda a criança.1. 1 . 1. a elevada tensão superficial da água. . 1) Em função das forças interativas moleculares como se pode explicar: 1. de molaridade conhecida. você.

ambas de mesma capacidade ? 1. devem ser preparadas em balões volumétricos e não em bequer graduado ? 4) Investigue a respeito de duas soluções que devem ser obrigatoriamente conservadas em frasco escuro.2.5. calcule qual a massa de água necessária para dissolver 780 g de NaCl à 100o C e qual é a massa de NaCl que permanecerá dissolvida quando essa solução for resfriada até 20o C ? Resposta: mágua = 2000 g . a 100o C é de 39.0 g/100 g de água.10. 5 exemplos de solutos que mostrem essas características ? 3) Porque as soluções.5. 5) Qual a diferença entre uma pipeta graduada e uma pipeta volumétrica. Concentração das soluções 1) Procure estabelecer o significado para as expressões de concentração encontradas em algumas soluções de nosso cotidiano: œ Soro fisiológico : NaCl a 0.0 g 3) A fração molar do ácido sulfúrico é 0. mesmo as de padrões secundários. a 20o C é de 36.9 % œ Água oxigenada a 10 volumes œ Graduação alcoólica do conhaque 380 GL. ao abrigo da luz.0 g/100 g de água e. Qual a Concentração em massa (Título) da mesma ? Resposta: 37. citando. mNaCl = 720. 2) Sabendo-se que a solubilidade do NaCl. numa solução aquosa. pelo menos. Em função disso explique porque os peixes procuram os lugares mais profundos e sombrios durante as tardes de verâo ? 8) O que ocasiona a ¨ descompressão¨em mergulhadores ? 1.3. Preparação de soluções 1) Na preparação de uma solução. Varia diretamente com a pressão (Lei de Henry) e inversamente com a temperatura. justificando tal procedimento em cada caso.6 % .18 7) A solubilidade de gases em líquidos não mostra o mesmo comportamento do que a dos sólidos. quando é que um soluto pode ser considerado um padrão primário ? 2) Enumere algumas características de um padrão secundário.

15 g/mL foi preparada dissolvendo-se 160 g de NaOH em 760 mL de água. Qual a concentração limite para o cromo em mol/L ? Resposta: 1. Determine a massa e o volume da solução obtida. pode ser usado em água dissolvido na proporção em massa de 1 : 40. uma água natural de superfície não pode conter mais de 0. Qual a Molalidade dessa solução ? Resposta: 10. Ela contém 40 cm3 de formaldeído (H-CHO). V = 0.8 L 12) Segundo os padrões modernos de controle ambiental. A massa específica dessa solução é 1. principalmente. KmnO4.7 % em massa de água dissolvida no álcool. qual a molalidade do álcool etílico ? (massa específica do etanol = 0. corresponde ao dobro da porcentagem em volume de álcool (C2H5OH). Para uma graduação 120 do whiskey bourbon. Que volume de água será necessário dissolver 1 comprimido de 0.19 4) O álcool hidratado usado como combustível apresenta em média cerca de 3. existente num tonel de 10.80 g/mL) Resposta: 26.82 g/cm3. 10-5 mol/L .000.08 mol/kg 8) Qual a massa de cloreto de cálcio (CaCl2) que deve ser dissolvida em 400 gramas de água para produzir uma solução de título 20% ? Resposta: 100 g 9) O bactericida permanganato de potássio.78 mg de cromo por litro.2 g/mL. por 100 gramas de água. Respostas: m = 920 gramas . nos estados do Tenessee e Kentucky (USA). as cervejas apresentam teor alcoólico (etanol) de 4% (40 GL). de etanol.089 5) O ácido sulfúrico para acumuladores (baterias) de automóveis tem 32 % em massa de ácido. em litros. massa específica 0. Qual a Molaridade de ácido sulfúrico na solução ? Resposta: 4. Qual o valor da fração molar do soluto nessa solução ? Resposta: 0.1 gramas de permanganato para produzir a solução acima ? Resposta: 4 l de água 10) Em média.5 .000 L de cerveja ? Resposta: 400 mL 11) Uma solução cuja densidade é 1. Qual o volume. produzido.93 mol/kg de água 7) A graduação alcoólica do “ whiskey “ bourbon (destilado de malte e milho). o resto é água.0 mol/L 6) Formalina é uma solução para preservação usada em biologia.

18 g/mL.4 mol/L . vendida no comércio e usada como colírio ou para limpar lentes de contato.0 litro de solução. Qual a massa de NaCl contida em 1.9 %. Qual a maior massa de chumbo que pode existir em 0. apresenta Título igual a 0. 1022 (0.0 litro dessa solução ? Resposta: 9. 10-5 mol 15) Certa massa de sulfato férrico foi dissolvida para perfazer 1.0 . além de outros componentes. 10-4 gramas . qual a molaridade em relação aos íons presentes ? Respostas: Cromo = 0.1 N0).35 mg de bicarbonato de sódio (NaHCO3). Supondo o sal totalmente dissociado.0 .0 gota ? Resposta: 5. Qual a concentração do bicarbonato de sódio. Sulfato = 0.6 mol/L 20) A água potável pode ter no máximo 1. entretanto. Qual o número de mols de HCl presentes em 1.008 mol/L 19) Uma solução de Cr2(SO4)3. quantas gotas deverão ser ministradas a um paciente de 70 quilogramas ? Resposta: 40 gotas 18) O rótulo de uma água mineral distribuída para o consumo informa que ela contém principalmente 696.02 . foi igual a 6. O número total de partículas dispersas na solução. Qual a Molaridade da solução em função do Fe2(SO4)3 ? Resposta: 2. 10-2 mol/L 16) A solução aquosa de cloreto de sódio.2 mol/L.0 gramas 17) Um analgésico em gotas deve ser ministrado em quantidade de 3 mg por quilograma de massa corporal.0 ppm de chumbo. não podendo. expressa em mol/litro dessa água mineral ? Resposta: 0. Sabendo-se que cada gota contém cerca de 5 mg do analgésico.50 L de água potável ? Resposta: 5.20 13) O rótulo de uma solução de ácido clorídrico comercial indica HCl 37. Qual a molaridade do HCl nessa solução? Resposta: 12 mol/L 14) Um mL de solução 1.4 % em peso e massa específica 1. exceder a 200 mg por dose.0 . considerando o soluto totalmente dissociado. apresenta uma concentração de 0.0 M de ácido clorídrico equivale a 20 gotas.

5% em massa de H3PO4. em mL. foi misturada a 100 mL de outra solução do mesmo sal.37 L 5) Foi adicionado certo volume de água a 100 mL de solução 1. com 1/2 L de solução 0.06 mol/L 3) Uma solução aquosa 2 M de NaCl. Qual a porcentagem de ácido na solução diluída obtida ? Resposta: 7 % 2) Que volume de água.139 g/mL é necessário para preparar 50 mL de solução a 5% em massa e densidade 1. em massa ? Resposta: 2.5 M.2 mol/L do mesmo ácido. deve ser adicionado a 80 mL de solução aquosa 0.40 mL 4) Que volume de ácido clorídrico 0.25 mol/L poderemos obter pela diluição de 50 mL de HCl de massa específica 1. de molaridade 0.12 g/mL.08 M ? Resposta: 20 mL 3) Que volume de ácido sulfúrico 20% em massa e densidade 1. qual a Molaridade resultante ? Resposta: 1. de volume 50 mL.21 1. Qual a molaridade da mistura resultante ? Resposta: 1. que contém 24. qual a Molaridade resultante ? Resposta: 0.0 M de NaOH. Diluição e Misturas de Soluções * Diluição 1) A 50 gramas de uma solução de ácido sulfúrico de 63% em massa são adicionados 400 g de água.032 g/mL ? Resposta: 3.1 M de uréia.5.5 de ácido clorídrico.185g/mL e que apresenta 36. com massa específica 1. Qual o volume de água adicionado ? Resposta: 400 mL * Mistura de Soluções 1) Misturando-se 280 mL de uma solução 1/2 M de HCl com 200 mL de uma segunda solução do mesmo ácido contendo 14.4.6 g de HCl puro num volume de 500 mL. para que a solução resultante seja 0. de modo que a sua concentração ficou reduzida a 1/5 do valor inicial.0 mol/L .625 mol/L 2) Misturando-se 250 mL de ácido fosfórico.

foi preparada uma solução aquosa de 50 mL. Certa amostra de 3.6 mol/L . Para que valor ficará reduzida a molaridade da solução básica? 4) 30 mL de uma solução de H2SO4 quando misturados com uma solução de BaCl2 produzem uma precipitado branco (sulfato de bário) que. Resposta: 20 % 2) Juntou-se 300 mL de solução HCl 0. básica ou neutra ? (a) Qual a Molaridade em relação ao reagente em excesso ? (b) Qual a Molaridade em relação ao sal formado ? Respostas: a solução resultante será básica. Qual a percentagem de impurezas da amostra de soda. A solução resultante será ácida.25 M de ácido sulfúrico.0 mol/L ? Respostas: (a) 80 % .0 g/L 5) Em um balão volumétrico de 1000 mL juntaram-se 250 mL de uma solução 2. foram misturados e deram origem a uma nova solução.08 mol/L .0 mol/L.5 mol/L.22 4) Volumes iguais de duas soluções aquosas de NaOH de molaridades iguais a 0.4 mol/L à 200 mL de NaOH 0.0 L de solução 1. considerando-se que o ácido não reage com as impurezas. a qual apresentava impurezas inertes ao HCl.0 M do mesmo ácido e completou-se o volume até 1000 mL.1 mol/L são adicionados a 500 mL de NaOH 0. lavado e seco pesou 0. (b) 50 g .8 mol/L.466 gramas.4 e 0. 24.5.0 M de ácido sulfúrico com 300 mL de solução 1.8 mol/L. Qual a molaridade e a concentração em g/L dessa nova solução ? Respostas: 0.80 mol/L 1. Determine (a) a percentagem de pureza da base e (b) a massa de material necessário para a preparação de 1. Essa solução foi titulada sendo consumidos 20 mL de uma solução 0.24 mol/L 3) 100 mL de solução de ácido sulfúrico 0. Qual a Molaridade da solução resultante ? Resposta: 0.5 gramas. Soluções que Reagem entre si 1) Uma remessa de soda cáustica está sob suspeita de estar adulterada.065 mol/L 5) Uma indústria adquiriu hidróxido de sódio como matéria-prima para a fabricação de sabão. (b) 0. Dispondo de uma amostra de 0.5. Qual a Molaridade da solução ácida ? Resposta: 0.0 gramas da base foi completamente neutralizada por 20 mL de HCl 3. respectivamente. (a) 0. com água destilada.

9 g de hidróxido de magnésio.1 M de CuSO4. Para prosseguir em sua análise.0 g de hidróxido de potássio. contendo 12.4 g de hidróxido de cálcio. D) a concentração de íons cúprico era igual à de íons férrico.23 *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 .00 2 .0 g de NaOH quimicamente puro.1 M do mesmo ácido.Um laboratorista possui um frasco contendo 200 mL de uma solução 0.4 M de ácido nítrico.Para neutralizar. que deve adicionar a sua solução ácida para obter a solução de concentração desejada é A) 100 B) 400 C) 500 D) 600 E) 800 3 . B) 4. B) todo o ferro foi consumido. 5 . Pode-se afirmar que ao final do processo A) praticamente todos os íons Cu++ foram consumidos. O volume de água.0 M é A) 2 mL B) 125 mL C) 200 mL D) 1250 mL E) 2000 mL .O limite máximo de “ingestão diária aceitável” (IDA) de ácido fosfórico. sobrando íons Cu++ em solução. em litros.25 D) 0.50 E) 1. C) todo o ferro foi oxidado a íons férrico e todos os íons Cu++ foram reduzidos a Cu0.Para neutralizar uma solução de ácido nítrico. 4 . E) nada pôde ser observado. C) 5. usado como aditivo em alimento. O volume de refrigerante. ele necessita de uma solução 0. exatamente. é de 5 mg/kg de peso corporal. pois o íon Cu++ não oxida o ferro.2 g de hidróxido de bário. não sobrando mais esponja de ferro. em mililitros. O mesmo efeito seria obtido pelo emprego de A) 2.116 g de esponja de ferro (bombril) em 500 mL de uma solução 0. uma certa quantidade de um monoácido.Foi mergulhado 1.8 g de cloreto de sódio. E) 34. o volume necessário de solução de hidróxido de sódio 1. foram gastos 4.10 B) 0. sobrando ainda ferro.6 g do ácido em 500 mL de solução.17 C) 0. D) 7. contendo ácido fosfórico na concentração de 588 mg/L que uma criança de 20 kg pode ingerir para atingir o limite máximo de IDA é A) 0.

partindo-se de 20 mL de uma solução 0. Adicionando-se 200 mL de água à solução C. D) dissolver 60 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 250 mL. resultando uma solução C.1 M do mesmo sal.0 mol/L e 2 mols/L.50 B) 2. C) dissolver 100 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 1.5 mols/L.24 6 .Necessita-se preparar uma solução 0. C) a concentração de C é 1. B) diluir.4 mols/mL. Sobre essas soluções pode-se afirmar que A) C e D apresentam diferentes quantidades de soluto.2 mols/L. 50 mL de solução de hidróxido de sódio 3 M com água e completar a 100 mL. C) 0.0 litro. que pode ser obtido a partir de 500 mL de solução de ácido sulfúrico de concentração 18 mol/L.3 mols/L.2 M de NaOH seriam completamente neutralizados com A) 20 mL de H2SO4 0.50 E) 9.2 M D) 25 mL de HCl 0. E) 0. B) 0. é igual a A) 0. E) dissolver 4 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 100 mL. 9 . E) A e B apresentam a mesma quantidade de soluto. deve-se A) diluir.2 M para titular 20 mL de vinagre? A) 0.Uma solução aquosa de ácido sulfúrico.Para preparar uma solução de hidróxido de sódio 2 M. para ser utilizada em baterias de chumbo de veículos automotivos. em litros. O volume total.02 M de NaCl. obtém-se a solução D. aproximadamente. deve apresentar concentração igual a 4.50 mL de uma solução 0. 7 .1 M .1 M E) 50 mL de HCl 0. de concentração 1.4 mols/L.O vinagre é uma solução aquosa de ácido acético. aproximadamente. respectivamente. O volume de água. 8 .00 11 . D) a concentração de C é 1.00 C) 2.5 mols/L.5 mols/L e a de D é menor que 1. que deve ser adicionado para obter-se a solução com a concentração desejada é A) 25 B) 40 C) 65 D) 80 E) 100 10 .1 M B) 25 mL de H2SO4 0.5 mols/L e a de D é maior do que 1.3 mols/mL.0 mol/L. de uma solução adequada para se utilizar nestas baterias.2 M C) 25 mL de HNO3 0. 33 mL de solução de hidróxido de sódio 6 M com água e completar a 100 mL. em mL. D) 0. Qual a concentração de ácido no vinagre se foram gastos 30 mL de uma solução de NaOH 0.Misturam-se volumes iguais de duas soluções A e B de NaOH. B) B e D tem concentrações iguais.25 D) 4.

do cloreto de sódio nessa solução e. C) 0.9 g/mL necessário para preparar 10. E) 0. D) 0. C) 3. . aproximadamente A) 0.50 M em KMnO4 .Um aluno do curso de Química necessita preparar uma solução 0. D) 0.0 . qual a massa. E) 0.Foram adicionados 35.0 1.0 0.15.50 16 .000 13 .0 g/L. aproximadamente A) 50 B) 78 C) 146 D) 208 E) 2. 3.5.00 mL de uma solução 0.0.O suco gástrico produzido pelo estômago durante o processo da digestão apresenta ácido clorídrico numa concentração molar de 1. de ácido contido nesse volume ? A) 73.65. 15 .175. l0-2 mol/L. em mol/L.0 0.150.050. A molaridade desta nova solução é A) 0.25 C) 4. Sabendose que durante a digestão são produzidos cerca de 100 mL de suco gástrico. D) 0.20 M em NaOH para ser utilizada em uma reação de neutralização.06.0 0.5 g/L.50 B) 4.0 0. C) 0. e de sacarose 11.100.O volume. B) 0. B) 36.03.04. expressa em gramas. E) 0. A) 2.75 E) 8.O “soro caseiro” recomendado para evitar a desidratação infantil consiste de uma solução aquosa de cloreto de sódio. A concentração. de solução de ácido clorídrico a 37% em massa de densidade igual a 1.50 D) 8.00 mL de água destilada a 15. B) 0. 14 .0 litros de solução 0.10. em mililitros.073.075.4 mol/L é.25 12 . A forma correta de preparação dessa solução seria dissolver _______g de NaOH em ______ L de solução.0365.

70. 10-5. Para isso deve se adicionar A) 400 mL de água.50. apresenta como limite para o cromo trivalente em efluentes líquidos. podemos afirmar que a molaridade da solução e. E) 5. portanto.15.8 . 18 .Solução salina normal é uma solução aquosa de cloreto de sódio.O soro fisiológico é uma solução de cloreto de sódio a 0. E) 0. C) 200 mL de água. 10-5. B) 0. ou seja. D) 3. para o branqueamento de um tecido de algodão. C) 5. 10-7. o volume. C) 0. desse metal é A) 1.9 g do sal em 100 mL de solução. E) 9. A concentração aproximada.70.3 mols do sal. aproveitando 200 mL de uma solução 0. em mol(s) de cloreto de sódio consumidos por um paciente que recebeu 1. E) 6. 10-3.45.6 . D) 0. de solução obtida com a molaridade desejada é de. NaClO.Um técnico necessita preparar uma solução aquosa de hipoclorito de sódio.27. . No laboratório foram encontrados somente 10. 2 mg de Cr+3 por litro de efluente.9 M do mesmo sal. D) 1.0 gramas do soluto e. B) 0.50. aproximadamente. 0. através da resolução no 20 de 18 de Junho de 1986.23.9 . D) 7. usada em medicina porque a sua composição coincide com aquela dos fluídos do organismo. 21 .8 . em litros. em mols/L.46. 2 ppm.35. aproximadamente.12. A) 0.00. 20 .9 %. 10-3. A quantidade aproximada. B) 3.25.30. Sabendo-se que foi preparada pela dissolução de 0.6 g/L.26 17 . C) 0. B) 0. B) 600 mL de água.500 mL de soro fisiológico é A) 0. D) 0.3 g do sal. 19 .1 . C) 2.Necessita-se preparar uma solução de fluoreto de sódio de concentração igual a 12.5 M. A) 1.O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

0 mol/L e 0.5 L. de íons cloreto na nova solução é A) 0. No almoxarifado de um laboatório há disponível o ácido sulfúrico de densidade 1. em mol/L. E) evaporando-se parte do solvente. C) 162 g. de fórmula C6H8O6.02 molar.0. 24 . A massa de ácido sulfúrico presente em 100 mL desse ácido concentrado é A) 1. respectivamente. D) 2. em mol/L. E) 4. A concentração de íons cloreto. A concentração. C) 1.8 g/mL. a concentração ficaria igual a 0. B) a concentração do cátion magnésio e a de ânio cloreto são. B) 0.20 e cloreto de cromo III 0.5 litros dessa solução. muito corrosivo.4 molar. nesta solução. É correto afirmar que.1. A) a concentração é de 0. foi preparada pela dissolução de 17. 23 .75. nessa solução é A) 0.00 mL de uma solução 2.6 g em água suficiente para obter-se 2.O ácido sulfúrico concentrado é um líquido incolor. .27 E) 13. a concentração passaria para 0.0 mols/L de MgCl2 são diluídos a 1. resulta numa mistura na qual A) a concentração de íon cloreto é 1.0 litros de solução. com suas respectivas concentrações em mols/L: cloreto de potássio 0.62 g.20 mol/L.10 mol/L. 22 . seria necessário 1. respectivamente.10. 26 .2.05. de forma que o volume fosse reduzido para 0. E) 1620 g.0. de 0. C) 0. contendo 90% de H2SO4.50 mol/L. cloreto de magnésio 0. em massa. B) em 10 mL estão contidos 5 . D) adicionando mais 0. C) para neutralizar 0. D) 0.5 L de água.0 g de cloreto de amônio.5 mol/L. B) 32.0. oxidante e desidratante. B) 045. 10-4 mols do ácido.0 litro.5. oleoso.35.Um químico preparou uma solução contendo os seguintes sais. E) 0. D) 324 g.A adição de 90 mL de água destilada a 10 mL de uma solução contendo KCl e MgCl2 em concentrações iguais a 1.Uma solução de ácido ascórbico (vitamina C).50.65.55.05 mol/l e 0.4 g. 25 .

Em uma determinada amostra contendo ácido palmítico gastou-se 4m. B) 0.28 D) 2. respectivamente. em g/L .00 u A quantidade. E) a concentração de cátion magnésio. 28 . Sabendo que em um frasco de 500 mL dessa solução existem 5 mols de etilenoglicol (C2H6O2). C) 10 mL. B) 5 mL.40 30 .0% 21. E) 620. respectivamente. A) 1 mL.50 3. de ácido encontrada é de A) 0.4% 17. 27 . Indique o volume de solução assim preparada que será necessário para neutralizar 50 mL de uma solução de HNO3 0.33 3.0% 21. Uma solução foi obtida pela mistura de 210 g de uréia e 1000 g de água.0% Concentração em mol/L 3.26 C) 1. A concentração da solução em percentual de massa de uréia e em mol/L.Um aditivo para radiadores de automóveis é composto de uma solução aquosa de etilenoglicol.010. a de ânion cloreto e a de cátion potássio são iguais.05 g/mL.45 mol/L. (NH2)2CO.Soluções de uréia.1. em gramas. podem ser utilizadas como fertilizantes. é A) 0.28 C) a concentração de cátion potássio e a de ânio cloreto são iguais a 0.250 mol/L para neutralizá-lo. Dados: Ácido palmítico = CH3(CH2)14COOH Massa molecular = 256.4% 20.Dissolveram-se 8 gramas de NaOH em uma quantidade de água suficiente para preparar 200 mL de solução. C) 3.10 mol/L. E) 50 mL.1 mol/L. a concentração comum dessa solução.0 mL de NaOH 0.90 mol/L e de 0. D) 310. de 0. D) 25 mL.56 E) 6. A densidade da solução final é 1. é A) B) C) D) E) Percentagem em massa 17. 29 . D) a concentração de cátion potássio e a de cátion magnésio são.62.50 .13 B) 0.04 3.04 3.

EFEI T OS COL I GA T I V OS Os Efeitos ou Propriedades Coligativas são modificações produzidas em determinadas propriedades físicas dos solventes quando neles dissolvemos solutos não voláteis. Estas propriedades modificadas são: tensão ou pressão de vapor. Estas modificações só dependem do número de partículas dissolvidas e não de sua natureza.29 2 . A pressão de vapor pode ser entendida como aquela exercida pelas moléculas do líquido em seu movimento espontânea e caótico. Estes efeitos são explicados pela intensificação das forças interativas moleculares. na interface de separação líquido-vapor. contra a interface de separação líquido-vapor. que modificam as energias envolvidas nos processos de evaporação.um mol de moléculas de glicose (C6H12O6) exerce o mesmo efeito que um mol de íons cloreto (Cl-) ou um mol de íons sódio (Na+). ebulição e congelamento das soluções e. ponto de congelamento e pressão osmótica. pela modificação da relação entre o número de partículas do soluto e solvente. . também. 1) Efeito Tonométrico ou Tonometria: mede o abaixamento relativo da pressão de vapor do solvente. quando nele dissolvemos um soluto não-volátil. ponto de ebulição. isto é: .

usados como solventes. em função da temperatura. O quadro da página anterior mostra os valores das pressões de vapor para diferentes tipos de líquidos.30 A pressão de vapor depende da temperatura e do tipo de solvente. tomando-se como referência a pressão atmosférica normal. na temperatura de 25oC. Num gráfico detalhado percebe-se como T influi na Pv da água. . No gráfico seguinte observa-se a variação da pressão de vapor de diferentes líquidos.

na interface Num frasco fechado o líquido evapora até o momento em que ocorre um estado de equilíbrio entre as moléculas que deixam a fase líquida para a de vapor e as moléculas da fase de vapor que se condensam no líquido. Considerando que: P0 = pressão de vapor do solvente P = pressão de vapor da solução ( < P0) D P = abaixamento absoluto da pressão de vapor D P / P0 = abaixamento relativo da pressão de vapor o efeito tonométrico será: . Num frasco aberto tal equilíbrio não ocorre mas a presença de moléculas do líquido na atmosfera determina a velocidade dessa evaporação.31 Como já foi dito. a adição do soluto: a) acentua ou intensifica as forças atrativas moleculares b) diminui a superfície de evaporação do solvente.

W onde: Kc = constante criométrica (depende do solvente) Ä numericamente corresponde à diferença no ponto de congelamento da solução quando a Molalidade é 1. Considerando que: t0 = temperatura de congelamento do solvente puro t = temperatura de congelamento da solução ( < t0) D tc = abaixamento no ponto de congelamento da solução O efeito criométrico será D tc = Kc . W onde: Kt = constante tonométrica (depende do solvente) W = molalidade da solução (mol/kg) * Kt = M2 / 1000 (massa molar expressa em kg/mol) 2) Efeito Ebuliométrico ou Ebuliometria: estuda o aumento na temperatura de ebulição do solvente quando nele dissolve-se um soluto não volátil.0 mol/kg de solvente onde * Ke = R Te2 / 1000 Le R = constante dos gases.0 mol/kg de solvente .32 D P / P0 = Kt . 3) Efeito Criométrico ou Criometria: estuda a diminuição no ponto de congelamento de um solvente quando nele dissolvemos um soluto não volátil. Te = temperatura de ebulição do solvente puro e Le = calor latente de evaporação do solvente. Considera-se: t0 = temperatura de ebulição do solvente puro t = temperatura de ebulição da solução ( > t0) D te = aumento da temperatura de ebulição O efeito ebuliométrico será: D te = Ke . W onde: Ke = constante ebuliométrica (depende do solvente) Ä numericamente corresponde à diferença no ponto de ebulição quando a Molalidade é 1.

s.. de mais acentuado. A Osmose consiste na migração espontânea de solvente através da m. .p. R = Te = temperatura de ebulição do solvente e Le = calor latente da O diagrama de fases ao lado mostra como a adição de um soluto afeta simultaneamente a temperatura de ebulição e a de congelamento do solvente. ocorrendo do meio mais diluído (hipotônico) para o meio mais concentrado (hipertônico) até o momento em que as duas concentrações se igualam. A passagem de moléculas do solvente “pressionam” a m.33 * Kc = R Tc2 / 1000 Lv onde: evaporação. Perceba-se que há movimento de moléculas do solvente para ambos os lados. sempre que houver diferença de concentração entre as soluções. para evitar a osmose. para se estabelecer um estado de equilíbrio entre as duas soluções separadas pela membrana semi-permeável deverá ocorrer migração de moléculas do solvente.s.). A figura ao lado mostra que.p. até o estabelecimento de um estado de equilíbrio (isotonia). da solução diluída para a concentrada. pela adição de um soluto não volátil. e para evitar esta passagem deve-se aplicar uma pressão igual e contrária. 4) Efeito Osmométrico ou Osmometria : estuda a pressão osmótica de uma solução separada de outra (ou de um solvente) por uma membrana semipermeável (m. num processo dinâmico.s.p.

numa câmara osmométria.p. pode ser evidenciada na representação abaixo.34 A passagem de solvente através da m. pode ser calculada pela expressão: equação dos gases ideais pressão osmótica P= n V RT p = M RT onde: R = constante universal dos gases T = temperatura absoluta . Esta pressão exercida é numericamente igual à Pressão Osmótica (p). da temperatura absoluta. em analogia à pressão dos gases. A pressão osmótica. A migração de solvente só se interrompe quando as duas soluções se tornarem isotônicas.s. também. A figura acima mostra como pode ser feita a medida experimental da pressão osmótica. a qual depende da concentração e.

i Ebuliometria Osmometria p=M. i Ex e r c íc i o s 1) Relacionando com o fenômeno da osmose explique quais os efeitos sobre um peixe de água do mar se o colocarmos num aquário de água “doce” ? 2) Quando se adiciona açúcar a uma salada de frutas. aumenta o volume do “caldo” . por evaporação da água ? Porque ? . 5) Porque uma salada de alface murcha. W . W . i D tc = Kc . bases e sais) os efeitos coligativos deverão ser corrigidos de um “fator iônico”. W . 3) Porque em países muito frios é costume adicionar sal grosso sobre a neve acumulada nas estradas ? 4) Pesquise sobre as aplicações da “osmose reversa” . se o soluto for iônico cada efeito coligativo deve ser multiplicado pelo fator i resultando as seguintes expressões.1) *** se o soluto é molécular: a = 0 Ã i = 1 se o soluto é um sal : a = 1 Ã i = q Portanto.R. em qual das duas se observará maior redução de volume. Explique o fenômeno ocorrido. se for temperada com sal ? 6) Colocando-se duas amostras líquidas de igual volume para evaporação espontânea. chamado fator de Vant Hoff (i). sendo a primeira de água pura e a segunda de salmoura (água e cloreto de sódio). o qual depende do número de íons produzidos por molécula (q) e do grau de dissociação (a) da substância e que pode ser calculado pela expressão: £ i = 1 + a(q .i D te = Ke .35 M = molaridade da solução Ä pode ser usada a Molalidade (W) se a solução for diluída Para solutos iônicos (ácidos.T. Tonometria Criometria DP / P0 = Kt . após algum tempo.

pois tem pressão osmótica próxima do sangue.0 mol de glicose em 1000 g de água. o gaúcho adiciona considerável quantidade de sal grosso sobre a carne.0 mol de cloreto de cálcio em 1000 g de água. œ 1. 9) Considerando-se mesma temperatura. Investigue como funciona esse princípio de conservação. 8) A utilização de calda para a conservação de frutas (compotas) vale-se do efeito osmótico. à 37o C. com o intuito de conservá-la. KCl. 16) Considere cinco soluções aquosas de concentração 0. Justifique porque esse procedimento auxilia na conservação da carne. qual a que congela à temperatura mais baixa ? œ 1.004 ? Resposta: 180 g/mol 13) O sangue humano tem pressão osmótica 7. Como se explica esse fenômeno ? 11) Qual o abaixamento relativo da pressão máxima de vapor de uma solução que apresenta 10-3 mol de um soluto não iônico . Qual a massa aproximada de cloreto de sódio que deve ser dissolvida em água. apesar de sua temperatura estar bem abaixo de 0o C.36 7) Na preparação do charque. 15) Dentre as soluções abaixo.1 mol/L. para que seja isotônica com o sangue ? Resposta: 36 gramas 14) Eventualmente s solução 0. Mostre que a mesma apresenta valor próximo ao referido no exercício anterior. œ 1.0 mol de ácido acético em 1000 g de água. 10-5 12) Qual a massa molar de um certo glicídio. Resposta: 1. sabendo que em certa temperatura a dissolução de 20. suficiente para preparar 4 litros de solução.8 atm à 37o C. Qual a que apresenta o menor ponto de congelamento ? Resposta: K2SO4 . *** Sugestão: consulte um professor que atue na área de Química Biológica. das seguintes substâncias: glicose. œ 0.0 gramas do mesmo em 500 gramas de água causa um abaixamento relativo na pressão máxima de vapor igual a 0.0 mol de cloreto de cálcio em 1000 g de água. por quilograma de água ? Resposta: 1.0 mol de HCl em 1000 g de água.5 mol de cloreto ferroso em 1000 g de água. œ 1. qual o sistema que apresenta maior velocidade de evaporação: a água do mar ou de um lago ? Porque ? 10) A superfície do Oceano Antártico freqüentemente se apresenta líquida. NaCl. K2SO4 e ZnSO4.30 M de glicose é utilizada como injeção intravenosa.8 .

de massa molar 90 g/mol. cujo grau de dissociação aparente é 0. da proteína ? Resposta: 5.1 g de sacarose (C12H22O11) em 180 g de água.5 mm Hg.65o C 21) Se uma solução de um soluto não dissociado congela a – 1. qual a pressão de vapor da solução ? Resposta: 17. Qual o seu ponto de congelamento ? Resposta: .3o C. A constante criométrica do benzeno vale 5. Sabendo que a pressão de vapor da água pura. ferve a uma temperatura de 101. Uma dispersão coloidal de 685 mg da referida proteína dissolvida em água suficiente para formar 10 mL tem uma pressão osmótica de 0.kg.15 M). Resposta: 4. qual a massa molecular.30o C. Qual o grau de dissociação aparente do sulfato férrico ? Resposta: 0.4. não dissociado.0 grama do mesmo foi dissolvido em 5. Sendo a proteína um composto covalente típico. quando 1.0 gramas de benzeno.30 M 25) Uma solução de concentração 30 g/L de um soluto não iônico.mol-1. qual deverá ser a concentração. Determine o valor de “ n “ na fórmula geral do polímero. à 20oC.37 17) Considere uma solução contendo 17. 10-4 19) Um polímero de fórmula geral (C2H4)n abaixou o ponto de congelamento do benzeno em 0.01 mol/kg de CaCl2. 103 u 23) Verifique se existe isotonia entre uma solução aquosa de NaCl 0.68 . ambas na temperatura de 20o C ? 24) Para que uma solução aquosa de glicose tenha a mesma pressão osmótica que a solução salina fisiológica (NaCl 0. aproximada. qual a sua temperatura de ebulição ? Resposta: 100. é 17.01 M e uma solução aquosa de sacarose (soluto não dissociado) 0.75 ou 75 % .4 mm Hg 18) Calcule o abaixamento relativo da pressão máxima de vapor de uma solução 0. ao nível do mar.04o C.6 . Resposta: 100 20) Uma solução aquosa de cloreto de sódio.02 M. em mol/L da solução de glicose ? Resposta: 0.36o C 22) Isolou-se uma proteína de uma amostra de soro sangüíneo.28 atm a 7o C. na qual se admite o sal totalmente dissociado. é isotônica com uma solução de sulfato férrico que contém 20 g desse soluto em 600 ml de solução.36o C.80.

0 D) 3. 4 . D) V e I. I II III IV V soluto MgBr2 Al(NO3)3 Ca(NO3)2 NaCl CuCl2 solvente H2O H2O H2O H2O H2O Concentração em mols/L 1.02 mol/L B) NaCl 0.Considere o quadro abaixo.02 mol/L C) K2SO4 0. no processo de mumificação.Um dos segredos descobertos pelos químicos.8 atm a 370 C.03 mol/L 2 .0 3 .1 B) 0. B) neutralização.082 atm. aproximada. C) osmose. a maior temperatura de ebulição e a maior temperatura de congelamento são A) II e IV.38 *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 . . é a desidratação dos cadáveres através da utilização de soluções salinas de alta concentração e viscosidade.0 2.5 1.0 3.O sangue humano tem uma pressão osmótica de 7. é A) 0.01 mol/L D) KCl 0. C) III e IV. E) umidificação. D) hidrólise. sabendo que R = 0. A desidratação é possível e explicada pelo fenômeno da A) salinização.01 mol/L E) C12H22O11 0.Qual das soluções aquosas abaixo apresenta a menor pressão de vapor a 250 C? A) CaCl2 0.0 E) 5.0 2. A concentração.5 As soluções que apresentam.L/mol. respectivamente. expressa em molaridade de uma solução de glicose que seja isotônica com o sangue.3 C) 1.K. B) III e I.

V .III .30 mol/L III .5 molar. E) O ponto de ebulição da solução I é o mais baixo de todas as soluções acima.I.IV. D) V . corresponde à sequência A) I .Na2CO3 0. 8 .020 mol/L IV .Ca(NO3)2 0.040 mol/L II . D) A solução I tem ponto de ebulição mais elevado do que o ponto de ebulição da solução II.5 molar. 7 . apresenta maior pressão osmótica ? A) K3PO4. C) A pressão osmótica da solução II é maior do que a pressão osmótica da solução III. admitindo-se ionização total dos compostos iônicos. 5 . considerando que as espécies iônicas estão 100% ionizadas? A) A pressão de vapor da solução III é mais alta que a pressão de vapor da solução IV.50 mol/L V .A seguir são arroladas algumas soluções aquosas de solutos iônicos ou moleculares com suas respectivas concentrações em mol/L. E) V . B) II .20 mol/L II .V .I .II . B) NaCl. C) NaCl 1. I . .glicose 0. B) glicose 1.II .39 E) V e II. C) IV .40 mol/L A ordem crescente de ponto de congelamento das soluções.Qual das seguintes soluções aquosas apresenta maior ponto de ebulição ? A) uréia 2.I .III .NaCl 0.III.IV .C12H22O11 0.Qual das substâncias abaixo.5 molar.010 mol/L Qual das afirmações abaixo é correta.0 molar.II .AgNO3 0.II.III . C) NH4Cl. B) O ponto de congelamento da solução IV é o mais alto de todas as soluções acima.IV .Analise as soluções aquosas abaixo discriminada: I .V.I . quando em solução aquosa de idênticos graus de dissociação e concentração.III .IV . D) CH3COOH 1.Al(NO3)2 0.025 mol/L III .25 mol/L IV . 6 . E) sacarose 2.MgCl2 0.0 molar.sacarose 0.

. C) concentração e a mesma temperatura. Solução Temperatura. B) concentração em mols por litro. 9 . E) temperatura e mesmo número de partículas dissolvido. NH4NO3 T1 Na2S T2 C6H12O6 T3 A relação entre estas temperaturas é A) T1 > T2 > T3 B) T2 > T3 > T1 C) T3 > T1 > T2 D) T1 > T3 > T2 E) T2 > T1 > T3 010 . E) CaCl2. serão isotônicas quando tiverem a mesma A) temperatura.Duas soluções. D) concentração e mesmo fator de Vant’Hoff. sulfeto de sódio e glicose.No quadro abaixo estão fornecidas as temperaturas de ebulição de soluções aquosas de mesma concentração molar de nitrato de amônio. uma de glicose e outra de cloreto de sódio.40 D) C6H12O6.

isométrico.). . Por exemplo.. A linguagem termodinâmica não dispensa o uso e a interpretação correta de certos termos como: . resfriamento. . selecionada para investigação de propriedades. Nosso tratamento do assunto será de maneira mais informal e fenomenológica. temperatura e massa gasosa estão expressas na equação geral dos gases PV=nRT onde R é uma constante. A simples: a) b) c) termodinâmica é fundamentada em poucos conceitos e princípios conservação da energia.. I N T RODU ÇÃ O À T ERM ODI N Â M I CA 3 .sistema: qualquer porção isolada do universo.estado: conjunto de condições que caracterizam um sistema. para um gás ideal. . .1 . aumento da entropia.).). basicamente. Historicamente ela se desenvolveu sem um conhecimento detalhado das estrutura da matéria. isobárico. volume. . temperatura.. com as trocas de energia que acompanham os processos químicos e físicos. espontaneidade dos processos e equilíbrio. I n t r o d u ç ã o A Termodinâmica ocupa-se. sendo esse um dos seus pontos fortes. .. evitando o formalismo matemático complexo.mudança de estado: situação na qual alguma variável de estado sofre uma alteração (compressão. adiabático. excluído o sistema.41 3 . Na evolução dos processos termodinâmicos nada se cogita em relação à velocidade com a qual os mesmos ocorrem.processo: meio através do qual as variáveis de um estado podem ser alteradas (isotérmico... as interrelações entre as grandezas pressão.variáveis ou funções de estado: grandezas que caracterizam um determinado estado (pressão. volume. As inter-relações que se pode estabelecer entre as variáveis de estado chamamos de equação de estado.meio externo ou ambiente: corresponde ao restante de universo. etc. número de mols. etc.

Como escala adota-se a termodinâmica ou absoluta (Kelvin) na qual mv = 3RT E = 2 2 2 C T (K) = T (oC) + 273.2 . Portanto: Qtrocado a DT ou œ Q = C . 4. devido unicamente à diferença de temperatura entre ambos. a capacidade calorífica molar da água será 18.18 J /g .24 J/mol. o C ou 4. m = 1000 (g) . A capacidade calorífica pode ser determinada pelo produto da massa do sistema e seu calor específico. Se a massa considerada for aquela correspondente a 1. DT onde C· é a capacidade calorífica do sistema. Ca l o r e T r a b a l h o A temperatura é uma propriedade ou grandeza que independe da massa ou extensão do sistema e está relacionada com o grau de agitação (energia cinética) molecular. o C. œ Capacidade calorífica e a quantidade de calor que deve ser trocada por certa massa do sistema.grau ou 75. T e m p e r a t u r a . o C = 4180 J / o C o que significa que devem ser fornecido 4180 Joule de energia para que 1000 gramas de água variem a sua temperatura em 1 grau.0 cal /g . Calor = quantidade de energia que se transmite de um corpo para outro.42 3 . a capacidade calorífica de 1 quilograma de água será C = c .0 mol então a capacidade calorífica será molar. Q > 0 à sistema recebe calor (T ’) . para proporcionar a variação de temperatura de 1 grau.18 J / g . Algebricamente considera-se o calor trocado como sendo positivo quando o sistema recebe energia do meio externo e negativo quando o sistema perde energia para o meio externo.0 cal / mol. Assim. Por exemplo. por sua vez relacionam-se num princípio fundamental conhecido como 1o Princípio ou 1a Lei da Termodinâmica.15 O Calor e o Trabalho (termelástico). considerando que o calor específico da água seja 1.grau.

à temperatura constante. a energia trocada com o meio externo produz o trabalho de expansão. D V Para que seja realizado trabalho é necessário ocorrer variação de volume. que pode ser calculado através de: mas donde e.) não são consideradas em tais transformações. portanto. œ Trabalho = energia trocada como conseqüência de uma força que atua entre o sistema e o meio externo ou energia que se transmite por qualquer outro modo que não seja a diferença de temperatura entre eles.43 Q < 0 à sistema perde calor (T ”) Um processo no qual o sistema recebe calor do meio externo chama-se Endotérmico e aquele em que o sistema perde calor para o meio externo chamase Exotérmico. ocorrendo uma variação de volume ocupado pelo referido gás. contra uma pressão (P) que se opõe. etc. sendo que as demais formas de trabalho (elétrico. A . como no exemplo da figura ao lado. Quando um gás expande num cilindro. contra uma pressão oposta externa (atmosférica). d Ä DV Logo Wexpansão = P . . na qual o gás contido no interior do pistão sofre um deslocamento (d) em relação à posição inicial. A Wexpansão = P . Wexpansão = F . magnético.. d P = F / A F = P .. A maior parte das transformações termodinâmicas são aquelas nas quais o trabalho provém de uma variação de volume do sistema ao qual denominamos de termelásticas.

3 . Sabendo que a capacidade calorífica do CO2 é 96. a mesma pode ser calculada pela expressão DU = CDT onde C é a capacidade calorífica da substância. Qtrocado = D U + W Como a variação da Energia Interna corresponde a calor trocado. manifesta-se sob a forma de calor.44 Quando um gás. a energia se distribuirá da seguinte forma: . troca calor com o meio externo. Esta energia. a qual corresponde ao somatório de todas as formas de energia associadas ao movimento das moléculas. Esta energia “armazenada”. irá realizar um Trabalho ( W ). contido no interior de um cilindro dotado com um êmbolo móvel (como na figura anterior). .outra parcela irá provocar a expansão do gás. ocorrendo uma variação na temperatura de 27 para 87o C. calcule a quantidade de calor trocada por esse gás nessa transformação. contra uma pressão externa de 2 atm.1. T e r m o q u ím i c a 3. A energia envolvida nas reações químicas é decorrente de um rearranjo das ligações químicas quando reagentes transformam-se em produtos.3 .3. em geral. . isto é. embora a luz (energia eletromagnética) também esteja presente em alguns processos (combustão e fotossíntese).uma parcela irá provocar aumento na temperatura do gás (DT). A relação entre essas duas grandezas conduz à 1a Lei ou 1o Princípio da Termodinâmica. ou seja. denominamos de ENTALPIA (do grego. Aplicação œ Um mol de CO2 é expandido de um volume inicial de 5 para 15 litros. enthalpein = calor) e simbolizamos por H (Heat = calor).5 J / mol . K. principalmente sob forma de ligações. fazendo variar o grau de agitação das moléculas ou Energia Interna (D U). Introdução A Termoquímica tem por objetivo o estudo das variações de energia que acompanham as reações químicas.

. para que a temperatura varie de 1.. principalmente a LEI DE HESS.....C2H6O + 3 O2 Ó (H2) .H1 > 0 ) reação ENDOTÉRMICA 3.. Medida de D H e unidades de energia A variação da entalpia de uma reação química pode ser medida. pelo calor liberado ou absorvido durante o processo.. ocorre uma variação de entalpia (DH).2...c. A bomba calori – métrica é um equi – pamento próprio para determinar a energia (calor) das reações de combustão e algumas reações de formação..... Esta medida experimental (calorimétrica) é feita utilizando-se Calorímetros ou Bombas Calorimétricas (para reações de combustão)............ empregando-se a equação: Q = m. 2 CO2 + 3 H2O (H1) . ou seu múltiplo quilocaloria (kcal) .45 Numa reação química.... para um certo número de reações......3.....H1 < 0 ) reação EXOTÉRMICA ( DH = H2 . valendo-se das leis da Termoquímica........ C6H12O6 + 6 O2 Ñ ( DH = H2 .... sendo as reações classificadas em dois tipos. que equivale a quantidade de energia absorvida por uma grama de H2O.... portanto... segundo o calor liberado ou absorvido: (H1) .6 CO2 + 6 H2O (H2) .....00 C...Dt O número de reações cuja entalpia (calor de reação) pode ser determinada diretamente em bombas calorimétricas e calorímetros é muito reduzido. A unidade mais comum é a caloria (cal). A maior parte das reações tem a sua entalpia calculada........... como será visto mais adiante......

0 kcal/mol 3.: C(graf. ex.4.a variação de entalpia (DH) depende da temperatura e da pressão em que foi feita a medida.8 kcal/mol) H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(l) (libera 68.18 Joules 1.0 cal = 4. sendo esta referência importante porque as mudanças de estado físico envolvem variações de energia (entalpia): ex.corresponde ao calor envolvido na formação de 1. A indicação de que uma entalpia foi medida em Condições Padrão é feita através do expoente “0” junto ao valor da mesma: ex.18.0 kcal/mol D H0 = .81 kcal/mol D H0 = .: considera-se nula a Entalpia de Formação de substâncias simples . A maior parte das variações de entalpia que constam em tabelas foram medidas nas chamadas Condições Padrão ou Standard (1 atm e 250C).31 kcal/mol C(graf.3 kcal/mol) H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(s) (libera 70.) + O2(g) “ CO2(g) D H0 = .0 mol de substância a partir de seus elementos formadores (substâncias simples).103 Joules 3.46 1.68.0 kcal/mol) c) os estados alotrópicos.: H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(l) DH0 = .3.: C(grafite) + O2(g) “ CO2(g) (libera 94.94.05 kcal/mol) C(diamante) + O2(g) “ CO2(g) (libera 94.) + O2(g) “ CO2(g) DH0 = . Entalpias de Reação 1) Entalpia de Formação (DH0f): . Equações Termoquímicas Uma equação termoquímica deve conter: a) a equação química devidamente ajustada. .81 kcal/mol 1/2 N2(g) + 1/2 O2(g) “ NO(g) DH0 = + 11.31 kcal/mol D H0 = + 11.05 kcal/mol C(graf.70 kcal/mol D H0 = . quando for o caso: ex.000 cal 1.) + 2 H2(g) “ CH4(g) 2 C(graf.68.: H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(g) (libera 57.94.51 kcal/mol) d) as condições de medida da variação de entalpia: .) + 2 H2(g) “ CH4(g) DH0 = .17.66. b) os estados físicos de cada componente.01 kcal/mol Obs.3.17.0 kcal = 1.0 kcal = 4.3.) + 3 H2(g) + 1/2 O2(g) “ C2H6O(l) H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(l) ½ N2(g) + ½ O2(g) “ NO(g) C(graf.

20 kcal/mol Se o ácido ou a base for fraco a variação de entalpia será diferente do valor acima.47 Algumas entalpias de formação podem ser medidas diretamente em bombas calorimétricas enquanto outros somente são possíveis através de determinações algébricas (cálculo). ex.90 .corresponde ao calor envolvido na reação de um mol de substância combustível com O2 puro.79 . Na combustão incompleta ainda ocorre a formação de fuligem. devido à dissociação do ácido ou da base devido ao deslocamento do equilíbrio ocorrido na neutralização.66.151.288. ambos em solução aquosa e diluída.61 .14 .02 + 21. respectivamente.93 + 2.10 2) Entalpia de Decomposição: .corresponde ao inverso da Entalpia de Formação.23 . provenientes de um ácido e uma base.41 . carbono (chama amarela).) CaO(s) Ca(OH)2(s) H2O(g) H2O(l) H2O2(l) HCl(g) .O) a combustão completa origina como produtos CO2(g) e H2O(l) (chama azul).99 + 34.94.78 kcal/mol C2H6O(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) D H0 = .326.70 kcal/mol C6H12O6(s) + 6 O2(g) “ 6 CO2(g) + 6 H2O(l) D H0 = . C(diamante) CO(g) CO2(g) C2H6(g) CCl4(g) CHCl3(l) C2H6O(l) CH3COOH(l) 0.101.57. Para ácidos e bases fortes a reação que ocorre é sempre a mesma e a sua variação de entalpia é constante: H+(aq) + OH-(aq) £“ H2O(l) D H0 = .26.68.44.: CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l) D H0 = .37 .49 .00 kcal/mol 4) Entalpia de Neutralização: .288.98.32.670.88 .31 .H.24.453 .05 .13.11.235.80 .22.19 .45 .57 + 7. .20. 3) Entalpia de Combustão: .06 NH3(g) NO(g) NO2(g) N2O4(g) NaCl(s) Na2O(s) NaOH(g) O3(g) ¤ ¤ ¤ SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) .212.99.40 .80 CaCO3(arag. Outros exemplos no quadro a seguir.) CaCO3(calc. Se o combustível for orgânico (C.24 .corresponde ao calor envolvido na reação de formação de um mol de água a partir de um mol íons H+ com um mol de íons OH-.115.

451 kcal/mol DH0 = + 0. n1(H2O) / n2(HCl) 0 .608 25 17.48 5) Entalpia de Dissolução . não envolva variação de energia.DH (kcal/mol) 10 16. HCl(g) H2O HCl(aquoso) O quadro abaixo mostra a variação de calor envolvida em relação à quantidade de solvente (água) adicionado.960 6) Entalpia de mudança de fase Corresponde ao calor envolvido na mudança de estado físico ou fase cristalina.453 80 17.0 mol (6.5 kcal/mol de átomos .2 kcal/mol de moléculas D H = + 119.: H2(g) “ 2 H(g) O2(g) “ 2 O(g) D H = + 104. supondo todas as substâncias no estado gasoso.272 40 17. DH0273 = + 1.corresponde ao calor envolvido na dissolução (por vezes acompanhada de dissociação) de um mol de determinado soluto em quantidade tal de solvente de modo que a adição do mesmo.1023) de determinada ligação.02. Hidrogênio: + 52. a 250C e 1. após determinada quantidade limite.514 kcal/mol DH0 = + 0. enquanto a formação de ligações é sempre exotérmica.438 kcal/mol DH0 = + 10.1 kcal/mol de moléculas Por vezes utiliza-se a metade desse valor como sendo a Entalpia de Atomização por mol de átomos formados. H2O(s) “ H2O(l) H2O(l) “ H2O(g) C(grafite) “ C(damante) S(rômbico) “ S(monoclínico) 7) Entalpia ou Energia de Ligação: corresponde a quantidade de calor absorvida na quebra de 1. ex.0 atm.071 kcal/mol A quebra de ligações sempre é endotérmica.735 150 17.1 kcal/mol de átomos Oxigênio: + 59. Assim.

1 Numa reação química. A Entalpia de uma reação pode ser obtida de dois modos diferentes: a) por medida calorimétrica experimental (aplicável a um pequeno número de reações).2 146.49 A tabela abaixo mostra algumas ligações mais importantes e suas entalpias LIGAÇÃO C-C C=C CŸC H-H O=O Cl . Determinação da Entalpia e Lei de Hess.8 85.6 104. mas somente do estado inicial (reagentes) e do estado final (produtos). b) por cálculos algébricos. Segundo Hess a Entalpia de uma reação não depende do modo (caminho) como a mesma é executada. enquanto a energia é absorvida na quebra de ligações.1 57. aplicando-se a Lei de Hess.8 200.6 135. 3. da tabela acima e comparar com o valor informado anteriormente. permite prever a Entalpia mesmo daquelas reações de difícil execução experimental. também chamada Lei da Soma dos Calores de Reação. a energia é liberada nos produtos (formação de ligações).2 119.5 178.9 LIGAÇÃO C-H C-O C=O O-H H-F H .0 110.Cl ENERGIA(kcal/mol) 98.5.0 103. Genericamente: A + B DH4 DH1 L + M DH2 C + D DH3 E + F .Cl ENERGIA (kcal/mol) 83. nos reagentes. A Lei de Hess.3. Assim: Reagentes DH1 > 0 £“ Produtos DH2 < 0 D HRQ = DH1 + DH2 Exercicio: determinar a Entalpia de formação da água (gasosa) através das entalpias de ligação.

combinando a variação de Entalpia. de Entropia e a temperatura absoluta na qual ocorre o processo. Entropia Padrão (DS0) A Entropia Padrão corresponde a variação de Entropia de uma substância pura desde o zero absoluto (Entropia nula) até a temperatura de 250C (298 K).1 + 12.4 + 0. ex. que.2 + 9.3 + 49. Willard Gibbs.3.DH(f)REAGENTES A Lei de Hess pode ser considerada como a Lei da Conservação da Energia aplicada às reações químicas. Não há processo termodinâmico (físico ou químico) que ocorra sem variação de Entalpia e de Entropia.6. A Entropia é a grandeza termodinâmica relacionada com o Grau de Desordem Molecular dos sistemas. permite prever a espontaneidade ou não do referido processo. Sua expressão analítica é: .7. Energia de Gibbs (DG0) J.8 + 9.7 + 45.0 Substâncias CO2(g) Al2O3(s) CaO(s) CaCO3(s) H2O(l) H2O(g) Entropia Padrão + 51.2 + 16.8. também denominada Energia Livre. O quadro abaixo apresenta algumas Entropias Padrão. ainda: DHREAÇÃO = DH(f)PRODUTOS . 3. Entropia (DS) A Entalpia é a grandeza termodinâmica relacionada com o calor envolvido nas reações químicas.3.1 3.6 + 6.9 + 22.50 Segundo a Lei de Hess: DH1 = DH2 + DH3 + DH4 ou.: H2O(s) £“ H2O(l) CaCO3(s) £“ CaO(s) + CO2(g) DS > 0 DS > 0 3. propôs uma grandeza termodinâmica.K: Substâncias C(grafite) C (diamante) Al(s) Ca(s) Cl2(g) O2(g) Entropia Padrão + 1.3.9 + 53. em cal/mol.

: 1 kcal = 4.: . segundo a equação: C3H8(g) + 5 O2(g) “ 3 CO2(g) + 4 H2O(l) .52o C. Ex e r c íc i o s 1) Uma amostra de 0. foi colocada em uma bomba calorimétrica com excesso de O2 e inflamada. 2. DU = . 105 Joules . . *** Obs. Resposta: 1. a) Quantos joules foram liberados pela queima do propano ? b) Qual a variação de energia interna. em kJ/mol. a temperatura sobe 5.18 J/mol. 3 .2. contendo 3.18 kJ . sabendo que o valor energético desse alimento é de 17 kJ/grama.a maioria das reações espontâneas ocorre com liberação de Calor (DH<0). Calcule o calor de combustão do etanol.220 kJ/mol 2) Quando 3. calcule a massa de glicose a ser ingerida. aproximadamente. K. em kJ/mol. Entropia Padrão e Energia de Gibbs serão tratados com o devido aprofundamento na disciplina de Físico-Quìmica (Termodinâmica). A partir disto pode-se concluir que: * se DG < 0 à processo espontâneo * se DG > 0 à processo não espontâneo ou induzido (forçado) * se DG = 0 à o sistema encontra-se em estado de equilíbrio œ Os assuntos Entropia.4 .2 gramas de etanol (C2H5OH) são queimados em uma bomba calorimétrica. um dos constituintes do GLP. no metabolismo. A capacidade calorífica (ou constante calorimétrica) do calorímetro vale 2550 J/oC e o calor específico da água é 4. por dia. Supondo que essa energia seja obtida unicamente pela queima de glicose. A temperatura inicial do calorímetro era de 25o C e sua capacidade calorífica era 97 kJ/o C.5 kg de água.a maioria das reações espontâneas ocorre com aumento de desordem molecular (DS>0).22 .000 kcal. para o C3H8 ? Respostas: 2.282o C.100 mol de propano. A reação aumentou a temperatura para 27.T DS0 (em condições padrão) Obs.51 DG0 = DH0 .897 kJ/mol 3) Costuma-se considerar que a necessidade energética diária para uma pessoa de 50 kg seja de.

117.540. em calorias/grama. qual a entalpia da reação de fotossíntese ? Resposta: . A partir das entalpias acima.8 kcal/mol. calcule a variação de entalpia envolvida na oxidação (fermentação) do etanol formando ácido acético. A partir desses dados.0 . para os seguintes combustíveis: a) Hidrogênio b) Etanol c) Metanol d) Glicose e) C (grafite) 5) De forma simplificada a reação de fotossíntese pode ser assim representada: 6 CO2(g) + 6 H2O(v)_ “ C6H12O6(s) + 6 O2(g) Sabendo que as entalpias de formação do CO2. que deve ser queimado para converter 250 gramas de água a 20o C em vapor de água a 100o C ? .52 4) Sabe-se que o Poder Calorífico de um combustível é a quantidade de energia (em calorias ou Joules) liberada por unidade de massa queimada (grama. 7) As entalpias de combustão do etanol e do ácido acético valem. 9) A entalpia de combustão do metano vale – 212. gás carbônico e vapor dágua valem. segundo a equação: 4 C3H5(ONO2)3(l) “ 12 CO2(g) + 10 H2O(g) + 6 N2(g) + O2(g) As entalpias de formação da nitroglicerina.58.1 mol de nitroglicerina. Resposta: .0 . .1 e – 57.7 e – 209. em presença de enzimas produzidas pelo micro-organismo Mycoderma Acceti. calcule o Poder Calorífico.94.85 kcal. o etanol presente oxida-se. H2O e glicose valem. nas CNTP.0 kcal/mol. A partir desses dados calcule a entalpia da reação na decomposição de 0. qual o volume de metano.3 kcal/mol 8) A evaporação pela transpiração é um mecanismo pelo qual o corpo se desfaz do excesso de energia térmica e regula-se para manter uma temperatura constante.58. respectivamente. No azedamento do vinho. .36. respectivamente – 326. Consultando tabelas de entalpias de combustão. formando ácido acético. Quantos quilojoules são removidos do corpo pela evaporação de 10.4 kcal/mol.0 e – 242.94.0 kcal/mol 6) A decomposição do explosivo nitroglicerina libera grande volume de gases e considerável quantidade de calor. quilograma ou tonelada). . Resposta: .0 gramas de água ? Resposta: 24 kJ.88 kcal/mol e o calor latente de vaporização da água é 540 cal/grama. respectivamente: .

0 . qual libertará mais calor ? Resposta: etanol . segundo a equação: CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l). Qual o calor liberado na combustão de 10.0 kJ/grama c) proteínas = 17.l. qual a massa de metano que deve ser queimada ? Resposta: 16 toneladas 13) Considere a reação termoquímica de combustão do etanol líquido: C2H5OH(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) DH = . qual o volume de etanol líquido que deve ser queimado para obter 561 kcal ? Resposta: 100 mL 14) Tanto gás natural como óleo diesel são utilizados como combustíveis em transportes urbanos.0 kcal/mol II – C2H6O(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) DH = . correspondendo aos valores seguintes: a) carboidratos = 17. gorduras (lipídios) e proteínas. 11) Uma vela é feita de um material ao qual se pode atribuir a fórmula genérica C20H42. A queima desses combustíveis contribui para o efeito estufa. Na combustão de um mesmo volume.1 .4 15) A combustão do metanol e do etanol podem ser representadas pelas seguintes equações: I – CH4O(l) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l) DH = .0 kcal/mol Sabendo que a massa específica do etanol é 0. 102 kcal por mol de CH4 queima. quantas vezes a contribuição do óleo diesel é maior do que o metano ? Resposta: 1. pelo menos.0 kcal/mol Sabe-se que as densidades desses dois líquidos são praticamente iguais. A fusão nuclear a partir do lítio.671. Sabendo que esses dois combustíveis correspondem a CH4 e C14H30.327. em condições padrão. 108 kcal por mol de Lítio.0 mol de Hélio. 103 kJ por mol de hidrocarboneto.0 gramas dessa vela. na forma de calor de combustão de carboidratos (como C6H12O6). Para se ter a mesma quantidade de energia que é liberada na produção de 1.0 kJ/grama b) gorduras = 38.47 kJoule 12) A reação de combustão completa do metano libera 2.330. pelas quantidades mencionadas.782 g/ml. correspondente a : 73Li + 11H “ 2 42He libera uma quantidade de energia equivalente a 4.0 .3 kJoule/mol ? Resposta: 0. 9. respectivamente. aproximados. para igual energia liberada.0 .0 kJ/grama Consultando os dados indicados em alimentos industrializados que você consome.53 10) O valor energético dos alimentos é. sabendo que na sua combustão a entalpia envolvida é correspondente a – 13. verifique. em geral expresso. A combustão completa do gás natural e do óleo diesel liberam. se os valores estão corretos ou. pela produção de CO2 . 102 kJ e 9.

pois um processo exotérmico. B) liberação de calor.O calor liberado na combustão de um mol de carbono grafite é 94 kcal.1373 kJ/mol DHIII = .96 kJ/g. E) diminuição de energia dos produtos em relação aos reagentes. 3 . DHI = . pois é um processo endotérmico. verifica-se A) absorção de calor. pois é um processo exotérmico. C8H18 + 25/2 O2 “ 8 CO2 + 9 H2O IV. H2 + 1/2 O2 “ H2O V. em kcal. D) transformação de energia térmica em energia química. a 1 atm e 250 C.5 kJ/mol o combustível que libera a maior quantidade de calor. etanol = 28.54 *** Calores liberados: metanol = 20. pois é um processo endotérmico. C) 47. pois é um processo exotérmico.84 kJ/g *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 . C2H6O + 3 O2 “ 2 CO2 + 3 H2O III. C + O2 “ CO2 4 . é A) CH4 B) C2H6O C) C8H18 D) H2 E) C .393. D) 188.5110 kJ/mol DHIV = . 2 .Na reação de combustão do carvão vegetal utilizado no preparo de um churrasco.888 kJ/mol DHII = .A reação cujo efeito térmico representa o calor de formação do ácido sulfúrico é: A) H2O(l) + SO3(g) “ H2SO4(l) B) H2(g) + SO2(g) + O2(g) “ H2SO4(l) C) H2O(l) + S(rômbico) + 3/2 O2(g) “ H2SO4(l) D) H2S(g) + 2 O2(g) “ H2SO4(l) E) H2(g) + S(rômbico) + 2 O2(g) “H2SO4(l) I. C) variação de entalpia positiva. B) 30. por grama consumido.286 kJ/mol DHV = .Dadas as equações termoquímicas. CH4 + 2 O2 “ CO2 + 2 H2O II. O calor liberado na combustão total de 6 g de carbono grafite. E) 282. é A) 25.

709.8 .2 kcal D H = + 12.Os processos de formação da água no estado líquido e no estado de vapor.4 .Considere as seguintes transformações: I.0 kcal 6 .8 . 106 J.0 B) 583.0 atm. a 250 C e 1.68.1 mol de glicose. D) absorve 2.0 E) 3. podem ser representados. pode-se afirmar que a quantidade de calor.94. 106 J. 105 J. a planta A) libera 2. IV.44.0 litro de água líquida é A) 105.3 D) 3. C) absorve 2. II. 105 J.4 kcal D H = . por I. 8 . em kcal. 106 J.4 .390 kcal D H = + 68 kcal D H = .3 C) 1. 2 CO2(g) “ 2 CO(g) + O2(g) HgO(s) “ Hg(l) + ½ O2(g) C2H5OH(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) H2O(l) “ H2O(s) Pb(s) “ Pb(l) Representa uma reação química exotérmica a alternativa A) I B) II C) III D) IV E) V .8 kcal/mol Considerando-se que a densidade da água é 1.A reação de fotossíntese e a de combustão da glicose estão representadas nas seguintes equações: 6 CO2(g) + 6 H2O(l) “ C6H12O6(s) + 6 O2(g) C6H12O6(s) + 6 O2(g) “ 6 CO2(g) + 6 H2O(l) A energia envolvida na combustão de um mol de glicose é de 2.211.0 7 .3 kcal/mol DH = . l06 J.0 g/mL. Ao produzir 0. V.714. respectivamente.55 5 . H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(g) DH = .8 . III.57. necessária para ferver 1. B) libera 1.8 . E) absorve 1. H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(l) II.A alternativa que representa uma reação que libera a maior quantidade de calor por mol de produto formado é A) 4 Fe + 3 O2 “ 2 Fe2O3 B) 3 O2 “ 2 O3 C) H2 + Cl2 “ 2 HCl D) H2 + I2 “ 2 HI E) C + O2 “ CO2 D H = .

A transformação de 1 mol de hematita em ferro metálico é representada pela seguinte equação não balanceada: 1 Fe2O3(s) + ___C(s) “ ___Fe(s) + ___CO(g) DH = + 491 kJ A quantidade de calor envolvida na obtenção de 55. Ocorre com absorção de energia. III. E) 983. Há formação de um glicídio e um gás combustível. é representada pela seguinte equação não balanceada CH4(g) + O2(g “ CO2(g) + H2O(l) DH = . afirma-se que I.P.N.882 kJ A energia. Por outro lado dissolvendo-se NaOH em água. D) 245. B) 491. igual a A) 491. As diferenças nesses processos podem ser explicadas considerando que A) NH4Cl sofre dissolução exotérmica e o NaOH endotérmica.Dissolvendo-se NH4Cl em água.24 L/min nas C.8 g de ferro é. II. a energia luminosa do sol força a formação de glicose a partir do dióxido de carbono e água.5 kJ de calor liberado. Com relação a essa transformação. E) NaOH é uma base e o NH4Cl é um sal. em kJ.Durante o processo da fotossíntese realizada por plantas verdes. A combustão do metano. por uma chama que queima metano completamente.7 kJ de calor liberado.T. fornecida.5 kJ de calor absorvido. 11 . ocorre um aumento de temperatura do sistema. . é.56 9 . após 5 minutos. A) 88 B) 441 C) 1600 D) 1764 E) 3510 12 . C) A dissolução do NH4Cl ocorre com absorção de calor e a do NaOH com liberação. 10 . aproximadamente.0 kJ de calor liberado. observa-se um abaixamento de temperatura do sistema. O gaseoduto de Transporte Bolívia-Brasil está em fase de implantação e transportará o gás natural diretamente de Santa Cruz de La Sierra até o solo gaúcho. principal componente do gás natural. aproximadamente.O gás natural começa a chegar no Rio Grande do Sul. portanto trata-se de um processo endotérmico. B) A entalpia de dissolução do NH4Cl é menor que zero e a do NaOH é maior do que zero. Ocorre transformação de energia luminosa e calorífica em energia química. D) As duas soluções apresentam entalpia dos reagentes maior do que a dos produtos. C) 245. na razão de 2.7 kJ de calor absorvido.

800.1 na reação I.2696.2 D) – 5.57 IV.5 kcal A quantidade de calor liberada por mol de ferro formado é A) maior na reação I. B) maior na reação II. C) Igual nas duas reações. LIGAÇÃO C–H O=O C=O O–H ENERGIA DE LIGAÇÃO (kJ/mol) 413 494 804 463 Considerando a reação representada por . E) Igual a 203. Um composto com fórmula C4H8 apresenta três isômeros cujas entalpias de combustão estão indicadas na tabela abaixo: Nome do composto isômero Entalpia de combustão (kJ/mol) 1 – buteno .4 E) – 3.3 14 . mas diferentes arranjos dos átomos.2687.5 na reação II. A equação que representa essa transformação é C6H12O6 + 6 O2 “ 6 CO2 + 6 H2O + Q A alternativa que contém as afirmativas corretas é A) III e IV B) II e IV C) II e III D) I e III E) I e II 13 .2684. D) Igual a 9 x 800. 3 Fe3O4 + 8 Al “ 4 Al2O3 + 9 Fe DH = .Quando os óxidos Fe3O4 e Fe2O3 são reduzidos pelo alumínio conforme as equações abaixo I. Fe2O3 + 2 Al “ Al2O3 + 2 Fe DH = .2 A transformação do isômero cis-2-buteno para a trans-2-buteno apresenta uma variação de entalpia em kJ/mol de aproximadamente A) + 20.Isômeros são moléculas que tem a mesma fórmula molecular.5 C) – 9.Os valores de energia de ligação entre alguns átomos são fornecidos no quadro abaixo.1 kcal II.7 Cis-2-buteno . 15 .5 Trans-2-buteno .5 B) + 12.203.

III e IV. A molécula de HCl deve ser mais estável do que as moléculas dos demais ácidos halogenídricos. No entanto pode-se medir com facilidade os calores de combustão dos elementos Cgrafite . WC(s): 2 W(s) + 3 O2(g) “ 2 WO3(s) DH = . IV. A reação representada por H2(g) + Cl2(g) “ 2 HCl(g) deve ser endotérmica. B) Apenas I e III.6 São feitas as seguintes afirmações I. é uma substância muito dura e. HBr e HI.9 298.393. a molécula de Cl2 pode ser considerada a menos estável. C) Apenas II e III.5 489.Abaixo é apresentado um quadro com algumas Energias de Ligação no estado gasoso: Ligação H–H Cl – Cl O=O NŸN H – Cl H – Br H–I Energia (kJ/mol) 470.6 kJ Cgrafite + O2(g) “ CO2(g) DH = . W (s) e do carbeto de tungstênio. em kJ. por essa razão. III.4000 C.8 431. O2 e Cl2. D) Apenas I. II. A variação de entalpia da reação de formação do carbeto de tungstênio a partir dos elementos Cgrafite e W (s) é difícil de ser medida diretamente. é utilizada na fabricação de várias ferramentas. Entre as moléculas gasosas H2. E) Apenas II.5 kJ . III e IV.O carbeto de tungstênio WC. 17 . pois a reação ocorre a 1. ou seja. Quais são corretas ? A) Apenas I e II.1.5 365. é A) – 820 B) – 360 C) + 106 D) + 360 E) + 820 16 . É necessário mais energia para decompor a molécula de oxigênio do que para decompor a molécula de nitrogênio.7 242.2 940.58 CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(v) o valor aproximado de DH.680.

de menor custo por quilômetro.0 – 2. 2 CH4(g) + 3 O2(g) “ “ “ 2 CO(g) + 4 H2O(l) DH = . de aproximadamente.566.0 – 1.500.0 – 607. menos poluente.317.2.456.346.6 kJ Pode-se. 712. então calcular o valor da entalpia da reação abaixo e concluir se a mesma é endotérmica ou exotérmica: W(s) + Cgrafite “ WC(s) DH = ? A qual alternativa corresponde o valor de DH e o tipo de reação ? (A) (B) (C) (D) (E) DHreação . 44.0 kJ + 317. no motor de um automóvel movido por GNV é.700. na combustão total de 800 g de metano. em kJ.O metano.000. principal componente do gás natural. 14. é possível obter o valor de DH da equação acima.240.0 kJ + 38.0 kJ Considerando as seguintes equações termoquímicas CH4(g) + 2 O2(g) 2 CO(g) + O2(g) CO2(g) + 2 H2O(l) 2 CO2(g) Dadas essas equações termoquímicas. A) B) C) D) E) – 324. 12. 19 .0 – 1. pode sofrer combustão incompleta segundo a equação abaixo. Esse valor é. Sabe-se que 1 mol de metano libera cerca de 890 kJ.38.890.391.3 kJ .800. onde o metano (CH4) é o componente predominante. em kJ. em uma combustão completa.5 kJ . A energia liberada.O gás natural veicular (GNV) é um combustível alternativo.59 2 WC(s) + 5 O2(g) “ 2 CO2(g) + 2 WO3(s) DH = .0 .214. A) B) C) D) E) 2.5 Classificação da reação Exotérmica Exotérmica Exotérmica Endotérmica Endotérmica 18 .878.0 kJ DH = .

D) evaporação de água nos lagos – secagem de roupas – explosão de fogos de artifício. C) combustão em motores de automóveis – formação de geada – evaporação de lagos. A) explosão de fogos de artifício – combustão em motores de automóveis – formação de geada.Em nosso cotidiano ocorrem processos que podem ser endotérmicos (absorvem energia) ou exotérmicos (liberam energia). Assinale a alternativa que contém apenas fenômenos exotérmicos ou apenas fenônemos endotérmicos.60 20 . B) sacagem de roupas – formação de nuvens – queima do carvão. . E) queima de carvão – formação de geada – derretimento de gelo.

segundo um mecanismo.1 . neutralizações.. (quase instantâneas) b) lentas: fermentações.: formação de HI H2(g) + I2(g) “ 2 HI(g) b) reações complexas: são aquelas que ocorrem em várias etapas. O mecanismo segundo o qual uma reação em etapas ocorre é estabelecido a partir de complexa pesquisa não sendo um de nossos propósitos para estudo.61 4 .... bem como os fatores que nela influem. podem ser classificadas segundo dois critérios distintos. formação de ferrugem. I) Quanto à velocidade a) rápidas: combustão. Ex. Ex. decorrentes de colisões entre moléculas dos reagentes com os produtos dando origem diretamente aos produtos. Ci n é t i c a Qu ím i c a (Qu ím i c o e I ô n i c o ) A Cinética Química tem por objetivo a determinação da velocidade (média e instantânea) com que as reações químicas ocorrem. CI N ÉT I CA E EQU I L Í B RI OS 4 . As reações químicas.. II) Quanto ao mecanismo a) reações elementares: são aquelas que ocorrem numa só etapa. sob o ponto de vista cinético.: formação do NO2 2 NO(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) 1a etapa (rápida) : 2 NO(g) “ N2O2(g) 2a etapa (lenta) : N2O2(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) reação global : 2 NO(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) *** A condição de ser reação elementar ou complexa deverá ser informada no enunciado da questão ou pergunta. ..

a velocidade de uma reação sempre deverá ter um valor positivo. O diagrama abaixo mostra como variam as concentrações dos reagentes e dos produtos a medida que a reação progride. Assim. mols [produtos] [reagentes] tempo Observe que: Dn(reagentes) < 0 “ diminui com o passar do tempo Dn(produtos) > 0 “ aumenta com o passar do tempo No entanto.. para que não resulte um valor negativo para a velocidade média. concentração. em relação aos reagentes a razão Dn/ Dt deverá ser multiplicada por – 1.. quando calculamos a velocidade média da reação. em determinado intervalo de tempo. Portanto. volume.. vm = D m/Dt ou Dn/Dt ou D[X]/Dt Ä concentração molar Sendo conhecida a equação estequiométrica ajustada.62 œ Velocidade média de reação (vm) A velocidade média (vm) pode ser calculada pela variação de quantidade de reagente consumido ou produto formado. para uma reação genérica: A + B “ L + M As velocidades médias em relação aos reagentes e produtos serão calculadas pelas expressões: . número de mols. Esta quantidade pode ser expressa em massa. a velocidade média pode ser calculada em relação à qualquer componente (R ou P) da reação..

c) A velocidade média dessa reação é constante ? Porque ? Respostas: œ Velocidade instantânea de reação (vi ou v) A velocidade instantânea (vi ou v) é obtida num determinado instante da reação e calculada através de uma “lei cinética ou equação de velocidade”.00 0 3.. que além de conclusões sobre seus próprios experimentos. Gilles.B = L = M =Dt Dt Dt Dt Dn Exemplo: O quadro a seguir mostra a variação de massa sofrida pelo carbonato de cálcio ao se decompor em óxido de cálcio e gás carbônico.10 60 3. Wilhelmy. Arrhenius. proposta por Gulberg e Waage (1876). no intervalo entre 20 e 80 segundos. H.00 80 2..95 100 a) Calcule a velocidade média (em gramas/segundo). entre os quais Berthelot e St. b) Calcule a velocidade média (em mols/minuto) no intervalo entre 0 e 60 segundos. expressa pela LEI DA AÇÃO DAS MASSAS ATIVAS . compilaram dados e resultados experimentais de outros físico-químicos da época.60 20 3.30 40 3. segundo a equação: CaCO3(s) “ CaO(s) + CO2(g) m (gramas) tempo (s) 4. Para uma reação genérica do tipo: aA + bB “ lL + mM a Lei da Ação das Massas é expressa pela relação: . S.63 vm Dn Dn Dn A =..

também são obtidas a partir dos dados cinéticos da RQ. Algumas reações já foram suficientemente estudadas e analisadas e. Estes aspectos. Quando a reação ocorre numa só etapa (elementares) as ordens coincidem com os coeficientes estequiométricos: a = a . os químicos sugeriram o seguinte mecanismo para a reação: .. atualmente. O mecanismo segundo o qual uma reação ocorre é algo resultante de constante pesquisa experimental. * k = constante cinética. . varia com a temperatura e é calculada pelos dados cinéticos. demandam incansáveis pesquisas experimentais sobre a cinética das reações. 4 HBr + O2 “ 2 H2O + 2 Br2 Após inúmeras pesquisas experimentais. * a e b são as “ordens de reação” as quais. bem como as velocidades de cada etapa. a qual é característica de cada reação. isto é. Assim como para as reações elementares.. Quando uma reação for complexa. já se sabe qual é o seu mecanismo. segundo um mecanismo (complexas) as ordens serão iguais aos coeficientes da etapa mais lenta (etapa limitante da velocidade). A medida que os recursos técnicos da Química Analítica avançam é possível analisar mais detalhadamente as reações químicas determinando os reais mecanismos segundo os quais as mesmas ocorrem. b = b .. tal como a formação do HBrO2 a partir do HBr e O2. atualmente já foram elucidados os mecanismos de várias reações complexas. ocorrer em várias etapas é necessário que se conheça o seu mecanismo etapa por etapa.64 v = k [A]a[B]b na qual: * [A] e [B] representam as concentrações molares. constituindo-se num dos aspectos mais complexos no estudo cinético de uma reação. Quando a reação ocorre em várias etapas. como já foi dito.

para a reação entre HBr e O2. Este modo mais favorável como as moléculas devem colidir entre sí para formar os produtos denominamos de fator espacial ou fator estérico e a configuração de colisão mais adequada denominamos geometria de colisão. . e a lei de velocidade ou equação cinética ficará: V = k [ HBr ]1 [ O2 ]1 Um possível mecanismo para essa etapa mais lenta pode ser o seguinte: Por outro lado o modo como as moléculas colidem entre sí para favorecer a formação dos produtos também é um fator importante. A figura a seguir mostra as diferentes formas de colisão que podem ocorrer entre as moléculas. portanto as ordens cinéticas (a e b) serão 1 e 1.65 1a etapa: HBr + O2 “ HBrO2 2a etapa: HBrO2 + HBr “ 2 HBrO 3a etapa: 2 HBrO + 2 HBr “ 2 H2O + 2 Br2 4 HBr + O2 “ 2 H2O + 2 Br2 lenta rápida rápida Portanto a equação de velocidade será dada pela etapa mais lenta (1a) e.

66 Estas características (reação complexa.. etapa mais lenta. As reações complexas.. Para que ocorra uma reação entre duas ou mais substâncias é necessário que as moléculas colidam entre sí de modo que haja rompimento das ligações nos reagentes e formação de novas ligações constituindo os produtos As colisões entre as moléculas dos reagentes podem ser de dois tipos: . em geral. são aquelas onde os coeficientes assumem valores mais elevados (3.) são indicados.. mecanismo. habitualmente...).. œ Por que ocorrem as reações químicas ? 1) Colisões entre as moléculas dos reagentes.4. nos enunciados das questões.

portanto. um obstáculo à formação dos produtos.67 a) Colisões não-efetivas ou não eficazes: são aquelas em que não há quebra de ligações e. seja para reações exotérmicas ou endotérmicas é necessário um incremento de energia para iniciá-las. As colisões não. pois. b) Colisões efetivas ou eficazes: são aquelas em que há quebra de ligações e formação de novas ligações originando os produtos. mais lenta será a reação ! O gráfico a seguir mostra o caminho da reação de formação do HI relacionando-o com as variações de energia . a formação de HI a partir de H2 e I2 (reação elementar – uma só etapa): 2) Energia mínima para reagir (Energia de Ativação) Além de colisões intermoleculares em orientação favorável (geometria de colisão) as moléculas participantes devem apresentar uma quantidade de energia cinética mínima que proporcione efetivamente as rupturas das ligações entre as moléculas reagentes e formação de novas ligações. Considere-se. não há formação de produtos. A energia de ativação representa. Portanto. Quanto maior a Eativação.efetivas ocorrem entre moléculas da mesma espécie ou de espécies diferentes sem energia suficiente para a quebra das ligações. por exemplo.

4. As representações gráficas da Energia de Ativação tanto para reações exotérmicas como endotérmicas são as seguintes: . 2. No ponto de mais elevada energia do sistema forma-se o complexo ativado. As ligações entre os produtos consolidam-se. 3. 5. Definitivamente os produtos estão formados. A energia do sistema aumentou mas não em proporção suficiente para uma colisão efetiva.68 1. As moléculas colidem sem energia suficiente para a reação.

aumenta a freqüência de colisões entre as moléculas e aumenta e energia envolvida no impacto entre as mesmas. œ œ se a reação for elementar: a = a . já estudada anteriormente.69 4 . Fe(prego) + H2SO4(aquoso) “ FeSO4(aquopso) + H2(g) (v1) Fe(limalha) + H2SO4(aquoso) “ FeSO4(aquopso) + H2(g) (v2) V1 < V2 b) Concentração dos reagentes A velocidade das reações é diretamente proporcional à concentração dos reagentes. são obtidos pela mecanismo da reação. Um maior número de moléculas alcança a energia mínima para a ocorrência da reação (Energia de Ativação)... . Relembrando. Fa t o r e s q u e i n f l u e m n a V e l o c i d a d e d a s Re a ç õ e s a) Área de contato entre os reagentes Esse fator tem sentido quando um dos reagentes for sólido. Uma peça de palha de aço (Bombril) oxida mais facilmente do que uma chapa do mesmo metal e igual massa.um aumento de temperatura. . quando desejamos queimar lenha.[B]b. Assim: .. b = b . Por exemplo. b . iniciamos o fogo com lenha fina ou gravetos. para uma reação genérica: aA + bB “ lL + mM v = k [A]a. A expressão para o cálculo da velocidade é conhecida com lei de velocidade. . numa fogueira.. o qual deverá ser indicado necessariamente.2 . favorecendo a quebra de ligações entre os reagentes e a formação de novas ligações (produtos). lei cinética ou lei da ação das massas.. se a reação for complexa a .. c) temperatura: as variações de temperatura indicam variação no grau de agitação molecular.

Por outro lado os catalisadores não iniciam reações mas interferem na velocidade de reações que já ocorrem sem a sua presença. pois uma mesma partícula catalítica atua em diversos processos unitários. e) catalisadores: são substâncias que encontram “caminhos alternativos” para a reação. envolvendo menor energia (diminuem a Energia de Ativação) e sem serem consumidos no processo. portanto. diminuindo a velocidade das reações que causam as decomposições dos mesmos (em geral processos fermentativos). . aumentam a velocidade das reações porque diminuem a Energia de Ativação.70 Por exemplo. na atmosfera. O diagrama a seguir mostra que a presença do catalisador diminui a barreira energética (Energia de Ativação). tem velocidade quase nula e uma Eativação de 240 KJ/mol. Um provável mecanismo para essa reação seria: SO2 + NO2 “ SO3 + NO E1 (consumo do catalisador) NO + ½ O2 “ NO2 E2 (regeneração do catalisador) Reação global: SO2 + ½ O2 “ SO3 E = 110 KJ/mol O catalisador participa em determinadas etapas da reação sendo regenerado nas posteriores. sem participar da sua estequiometria. d) Radiações e descargas elétricas: atuam como fatores energéticos (Energia de Ativação). justificando o aumento na velocidade da reação. Os catalisadores. formando SO3. Em presença de NO2 e velocidade aumenta consideravelmente. diminuindo a Eativação para cerca de 110 KJ/mol. Por exemplo. a reação do SO2 com O2. Por este motivo diz-se que o catalisador não se altera qualitativa e quantitavamente e por esta razão pode ser usado em pequenas quantidades. para a melhor conservação dos alimentos os mesmos devem ser guardados em refrigeradores e freezers.

NO..) as quais passam através de uma “colméia” cerâmica que contém as substâncias catalíticas (Ródio. N2(g) + 3 H2(g) Fe(s) 2 NH3(g) Obs. Os gases oriundos da câmara de combustão dos automóveis contém substâncias poluentes (CO. Platina. produtos e catalisador. conhecidos como conversores catalíticos. Um importante exemplo de catálise heterogênea ocorre nos dispositivos antipoluição instalados nos sistema de descarga dos automóveis. diminuindo a poluição atmosférica.: na formação da amônia a presença de Arsênio (As) inibe a ação do catalisador (Fe) tornando a sua eficiência muito reduzida... a catálise é subdividida em dois tipos: a) catálise homogênea: reagentes e catalisador formam um sistema monofásico.71 Em função do estado físico de reagentes. Nesse caso o Arsênio é chamada de inibidor ou veneno de catálise.. N2. H2S. Paládio ou Irídio) que convertem esses gases em substâncias não poluentes ou menos poluentes (CO2. . SO2.). 2 SO2(g) + 1/2 O2(g) NO2)g) 2 SO3(g) b) catálise heterogênea: reagentes e catalisador formam um sistema heterogêneo.

053 0.1 mol/L . através da reação 2 A + B “ C é independente da concentração de B e quadruplica quando a concentração de A é duplicada.50 para 0.0 0. qual a expressão da lei de velocidade ? Resposta: v = k [A]2 6) A velocidade da reação de 2a ordem : 2 A “ produtos vale 10.min. quando a concentração de A é de 2.0 mols/L. Qual a velocidade média de consumo do H2 ? Resposta: 8.min.s) ----0. Se a concentração baixar para a metade do valor inicial. Representando por k a constante de velocidade.017 L/mol.D[O2] / D t. Ex e r c íc i o s 1) Na reação: 2 X(g) “ Z(g) .0 mols/minuto 5) Experimentalmente observou-se que a velocidade de formação da substância C.5 mols/L. Escreva equações equivalentes a esta em função de todos os componentes. Calcule a velocidade média em termos de a) diminuição na concentração de X em mol/L.3 .800 k (L/mol. qual a velocidade ? Resposta: 2. os seguintes dados cinéticos da mesma foram obtidos: . velocidade = .10 mol/L em 45 minutos. isto é.s) 4.018 0.750 [Z] (mol/L) 0. 0.32 ----V (mol/L.s. 10-4 mol/L.4 .72 4 . que é de primeira ordem em relação aos dois reagentes: [A] (mol/L) 0.0 mols/L. 3) Complete a seguinte tabela para a reação 2 A(g) + Z(g) “ produtos.300 0. 7) Para uma reação envolvendo um só reagente.min 2) Para a reação 4 HBr(g) + O2(g) “ 2 Br2(g) + 2 H2O(g) a equação de velocidade é mais freqüentemente escrita em função do componente de coeficiente unitário.0 molsde oxigênio por minuto. a reação de formação de água ocorre com o consumo de 4.5 . b) aumento na concentração de Z em mol/l.450 ----0. a concentração de X cai de 0.54 mol/L.s 4) Em determinado experimento.min.010 Respostas: 0. 1. 10-3 mol/l.s .s b) 4. Respostas: a) 1.

019 0.187 0. Calcule a constante cinética.0 .150 0.0 .min) [reagente] 0.73 V (mol/L.153 - a) Através de um gráfico (10 x 10). 10-3 9. em fase gasosa.175 0.050 0.0 hora. b) Pelo gráfico determine k.080 0. Obs.100 0. Pesquise a respeito da substância presente no sangue que produz esse efeito.20 e 0.s .197 0. 11) Quando se adiciona peróxido de hidrogênio (água oxigenada) sobre a pele. Partindo de uma concentração de 0.193 0. na temperatura de 450 K: t (min) 0 1 2 3 [EtCl] (mol/L) 0.s 9) Os seguintes dados referem-se à decomposição do cloreto de etila. b) o tempo decorrido para que a concentração se reduza pela metade.5 .200 mol/L calcule: a) a concentração do C2H5Cl após 1. Qual a velocidade quando as concentrações de Cl2e NO valem. em presença de sangue a água oxigenada se decompõe com relativa velocidade.150 Velocidade (mol/L. respectivamente 0. 0. .s) 1.: consulte um professor que atue na área de Bioquímica.40 mol/L ? Respostas: 2 e 1 . demonstre que essa reação é de primeira ordem. em papel milimetrado.050 a) b) c) d) [NO] (mol/L) 0.26 mol/L.090 0. v = k [NO]2[Cl2]1 .190 t (min) 4 8 16 [EtCl] (mol/L) 0.0 . 8. 10-3 min-1. é de 2. l0-3 Qual a ordem em relação ao NO ? E ao Cl2 ? Escreva a equação de velocidade. [Cl2] (mol/L) 0. 10) A constante de velocidade de primeira ordem para a decomposição do C2H5Cl. No entanto se houver um ferimento.050 0.050 0. 10-3 3.020 0.0 L2/mol2.020 0.200 0.021 0. aparentemente nada se observa. na temperatura de 720 K.070 Qual a ordem para essa reação ? Resposta: zero 8) Os dados abaixo referem-se à reação de NO com Cl2 para formar NOCl.

Represente um diagrama dessas energias. b) A duplicação da concentração de um reagente nem sempre duplica a velocidade da reação.: consulte um professor que atue na área de Biotecnologia. 18) Localize no diagrama do exercício anterior o “complexo ativado” da reação. Usando apenas água e vinagre. c) Adição de um catalisador. 13) Usualmente diz-se que a adição de uma pequena quantidade de um catalisador produz significativos efeitos na velocidade de uma reação. Pela adição de um catalisador essa energia de ativação reduziu-se para 45 kJ/mol. adicionaram-se algumas gotas de vinagre e deixou-se por uma noite. c) Um catalisador altera a constante de velocidade. Obs. 14) Com suas próprias palavras. indicando na ordenada energia e na abcissa tempo de reação. 22) Afim de adoçar mais rapidamente uma xícara de chá devemos utilizar açúcar comum ou açúcar cristal ? Explique. 16) Pesquise a respeito da constituição (composição) e das principais reações que ocorrem nos catalisadores dos automóveis. explique por quê a) uma diminuição na temperatura diminui a velocidade de uma reação. Justifique cada uma das alterações propostas. . de tal modo que a remoção da mancha possa ocorrer em menor tempo. Obs: nossa Faculdade tem em seu corpo docente especialistas na área. Consulte-os !! 21) Para remover uma mancha de um prato de porcelana faz-se o seguinte: cobriu-se a mancha com meio copo de água fria. sem a utilização de catalisador. No dia seguinte a mancha havia clareado suavemente. b) Diminuição do tamanho de um recipiente para uma reação em fase gasosa. 15) Pesquise a respeito do que são enzimas e qual o seu papel em relação à velocidade das reações. sugira duas alterações no procedimento. 17) Uma reação apresenta uma variação de entalpia de – 85 kJ/mol e uma energia de ativação de 70 kJ/mol. de um modo geral. Explique porque essa afirmativa é verdadeira. 19) A adição de um catalisador influi na variação de entalpia de uma reação ? Porque ? 20) Pesquise a respeito da importância da catálise Ziegler-Natta na produção de polímeros como o polietileno.74 12) Como cada um dos seguintes itens afetam a velocidade de uma reação ? a) A passagem do tempo.

E) é necessário vencer a barreira representada pela energia de ativação. C) a faísca age como oxidante enérgico. esses sólidos se apresentam sob forma pulverizada (pó) e não apenas colocados em pedaços ? 25) Frascos contendo água oxigenada devem ser guardados em frascos escuros e em locais de baixa temperatura.aumento da temperatura do sistema. através da alteração de fatores energéticos. B) a reação de combustão da gasolina é lenta a temperatura ambiente. na pólvora. Explique tais recomendações. porque é benéfico mastigar bem os alimentos ? 24) A pólvora negra é uma mistura de três sólidos: carvão. 2 A + B “ produtos apresenta uma lei de velocidade expressa por v = k [A]2 Se a concentração do reagente A for mantida constante e a de B for duplicada. A reação é iniciada por uma faísca proveniente da vela de ignição. levando em conta a velocidade das reações químicas.O processo de oxidação numa esponja de aço é muito mais rápido do que numa lâmina do mesmo material. Porque. 4 . *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 -Se a velocidade de uma reação química é dada pela expressão v = k [A]n diz-se que a reação é de ordem A) A B) 1 C) k D) v E) n 2 . C) a ordem da reação. E) a presença de um catalisador. D) a combustão só ocorre em presença de oxigênio atômico. a velocidade de reação fica multiplicada por um fator igual a A) 0 B) 1 C) 2 D) 4 E) 8 5 . salitre (KNO3) e enxofre.A combustão da gasolina é uma reação exotérmica que ocorre com uma velocidade elevada em motores a explosão. são apresentados os seguintes: I . D) a superficie de contato. Explique. 3 .75 23) Na digestão de alimentos ocorre uma série de reações químicas.A reação: . porque A) a gasolina só queima a temperaturas elevadas. O fator que determina essa diferença é A) a concentração. B) o volume do sistema.Como maneiras eficientes de aumentar a velocidade de uma reação química.

aumento da concentração dos reagentes.[B] 8 . A expressão matemática da lei de velocidade para esta reação é A) k. II.Para alguns cientistas. entre as quais as empregadas como propelentes em aerossóis.[A]2 D) k.[A]2.[A]4 E) k. D) apenas I e IV. 2 A(g) + B(g) “ C(g) verifica-se experimentalmente que a velocidade de formação de C independe da concentração de B e é quadruplicada quando dobra a concentração de A. D) veneno de catálise. IV .[A]4. C) catalisador.[A]. B) apenas II e IV. C) apenas I e III.Para a reação .[B] B) k. E) promotor. III .76 II . o cloro atômico proveniente de certas substâncias. acelera a destruição da camada de ozônio da atmosfera de acordo com o seguinte mecanismo: Cl(g) + O3(g) “ ClO(g) + O2(g) ClO(g) + O(g) “ Cl(g) + O2(g) Por isso. o cloro atômico age como A) ativador. E) I. Quais são corretas ? A) apenas I e II. 6 .diminuição do volume do sistema.[B] C) k.O estudo cinético para a reação A “ B está representado no gráfico da velocidade de reação (v). B) inibidor. em função da concentração do reagente A. 7 .adição de um catalisador. III e IV.

73 A trans-1.00 . aumentando a sua velocidade.00 . 10-2 D) 1.00 .2-dicloroeteno foi realizada em um frasco fechado.[A]2 B) v = k. 10-2 C) 9.00 10 0. diminuindo a velocidade da reação. D) muda o mecanismo da reação. 10-3 B) 1. 102 E) 1. B) consome rapidamente a energia liberada na reação. Em locais onde se trabalha com o gás hidrogênio é rigorosamente proibido fumar ou produzir fagulhas ou fogo. C) fornece a energia de ativação necessária para que a reação ocorra. E) torna a reação mais endotérmica.A isomerização de 1. 10 . 102 .81 30 0. obtendo-se os seguintes valores de conversão em função do tempo: Tempo (min) mols de A 9 . pois a chama A) consome o hidrogênio.A reação 0 1.2-dicloroeteno B cis-1.0 mol de 1. que ocorre mais rapidamente.[A] C) v = k D) v = k / [A] E) v = k / [A]2 H2 + 1/2 O2 “ H2O é espontânea e pode ocorrer de maneira explosiva.77 v A A partir desse gráfico pode-se dizer que a lei de velocidade para esta reação é A) v = k.25 .90 20 0.00 .2-dicloroeteno Nos primeiros 10 minutos de reação a velocidade média de isomerização em mol/min é A) 8. nas condições ambientes.

3. a velocidade da reação A) duplica.Uma reação é de primeira ordem em relação ao reagente A e de primeira ordem em relação ao reagente B. . 0. 1. D) aumenta a energia de ativação e mantém o DH constante. 2. B) diminui a energia de ativação e diminui o DH da reação. 12 .78 11 . D) fica oito vezes maior E) fica quatro vezes menor. . . 7. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 tempo(min) . . . B) fica reduzida à metade.Considere a seguinte reação genérica. 5. . sendo representada pela equação: 2 A(g) + B(g) “ 2 C(g) + D(g) Mantendo-se a temperatura e a massa constantes e reduzindo-se à metade os volumes de A(g) e B(g). . C) quadruplica. C) aumenta a energia de ativação e aumenta o DH da reação. .O gráfico a seguir representa a variação de concentração de um radioisótopo com o tempo concentração 8. . 13 . 4. E) diminui a energia de ativação e mantém o DH constante. 6. . na qual todos os componentes encontram-se em mesma fase: A + B “ C + D tem-se o seguinte diagrama H A+B C+D caminho da reação O uso do catalisador adequado A) diminui a energia de ativação e aumenta o DH da reação.

15 . . é possível afirmar que a reação em questão possui uma energia de ativação de Arrhenius de aproximadamente A) 5 kcal/mol. mantendo-se constantes todos os outros fatores. representada abaixo. .79 A observação do gráfico permite afirmar que a meia-vida do radioisótopo é igual a A) 1 min B) 2 min C) 4 min D) 5 min E) 10 min 14 . D) 25 kcal/mol. C) 20 kcal/mol. . 2NO2(g) + O3(g) “ N2O5(g) + O2(g) Essa reação apresenta uma lei de velocidade expressa por: v = k [NO2]. B) reduz-se à metade. . E) 40 kcal/mol. 10. D) permanece constante E) triplica . Uma das reações que pode ocorrer no ar poluído é a reação do dióxido de nitrogênio com o ozônio. a velocidade da reação A) quadruplica. 15. caminho da reação A partir das informações contidas na gráfico. C) duplica. B) 15 kcal/mol. . 35. .O gráfico a seguir refere-se a uma reação genérica A + B “R + S energia (kcal/mol) 40. . . 05. . 20. .[O3] Se a concentração de NO2 (g) for duplicada. . 30. 25. .A poluição é uma das causas da destruição da camada de ozônio.

80

16 - Amônia é produzida industrialmente através do processo Haber, equacionado por N2(g) + 3 H2(g) “ 2 NH3(g) Colocando-se em um reator, nitrogênio e hidrogênio, obtiveram-se os seguintes dados cinéticos, em minutos e mol/L t (min) 0 10 [N2] (mol/L) 0,50 0,45 [H2] (mol/L) 1,50 1.35 [NH3] (mol/L) ...... 0,10

Calculando-se a velocidade média da reação, em relação do nitrogênio consumido, em mol/L.min, obtém-se A) 3,4 . 10-6 B) 1,0 . 10-4 C) 2,3 . 10-2 D) 5,0 . 10-3 E) 1,5 . 10-2 17 - Amostras de magnésio foram colocadas em soluções aquosas de ácido clorídrico de diversas concentrações e temperaturas, havendo total consumo do metal e desprendimento de hidrogênio gasoso. Observaram-se os seguintes resultados Amostra
Massa de magnésio consumida (g) Tempo de reação (min)

I II III IV

0,20 2,00 4,00 4,00

1 5 10 20

Pela análise dos dados contidos na tabela acima é correto afirmar que A) a velocidade média da reação na amostra I é maior que amostra II. B) a quantidade de hidrogênio desprendida na amostra II é maior do que na amostra IV. C) a velocidade média de reação na amostra III é igual à da amostra IV. D) a velocidade média de reação na amostra IV é a metade da velocidade média de reação na amostra II. E) a quantidade de hidrogênio desprendido na amostra III é menor do que na amostra IV. 18 - A reação entre os gases representados na equação a seguir tem grande importância na química ambiental. 2 CO(g) + O2(g) 2 CO2(g) Essa reação apresenta uma lei de velocidade expressa por v = k .[CO]2.[O2] Se a concentração de CO(g) for duplicada e a concentração de oxigênio for reduzida à metade, mantendo-se constantes todos os outros fatores, a velocidade da reação

81

A) B) C) D) E)

duplica. quadriplica. reduz-se à metade. permanece constante. triplica.

19 - A reação NO + ½ Br2 “ NOBr apresenta uma lei experimental de velocidade expressa por v = k.[NO]2.[Br2] . A partir dessa informação, é possível afirmar que A) a reação apresenta ordem 3/2. B) a equação dada corresponde a um processo elementar trimolecular. C) a velocidade da reação quadruplica quando a concentração de NO é dobrada. D) a concentração de Br2 não tem influência na velocidade da reação. E) a velocidade da reação é sextuplicada ao se dobraram as concentrações de ambos os reagentes. 20 - A reação entre persulfato e iodeto, a 250 C, é representada pela equação química S2O8-2(aq) + 3 I-(aq) “ 2 SO4-2(aq) + I3-(aq) e apresenta uma lei de velocidade, determinada experimentalmente, dadas pela expressão v = k . [S2O8-2(aq)] . [I-(aq)] A partir dessas informações, considere as afirmações a seguir, IA reação é de oxirredução. II A reação apresenta uma cinética de segunda ordem. III - A velocidade da reação é diretamente proporcional à concentração dos reagentes. IV - A velocidade de consumo do S2O8-2(aq) é três vezes maior que a de I-(aq). Quais estão corretas ? A) Apenas I. B) Apenas II e IV. C) Apenas III e IV. D) Apenas I, II e III. E) Apenas II, III e IV.

82

4 .4 . EQU I L Í B RI OS (QU Í M I CO E I ÔN I CO)
4.4.1. QUÍMICO ***RQ Irreversíveis (ou completas) São reações que ocorrem num só sentido. Não havendo excesso estequiométrico os reagentes são integralmente transformados em produtos. Considera-se que as mesmas tenham rendimento 100%. ex.: reações de combustão e de neutralização.

R £“ P
*** RQ Reversíveis (ou incompletas) São reações que podem ocorrer no sentido direto e inverso da reação. Ao “término” da reação resta certa quantidade de reagente não transformado (rendimento inferior a 100 %). São comuns em transformações orgânicas. ex.: esterificações,...

R

P

Nestas reações há uma velocidade direta, de formação de produtos, a qual vai decrescendo e uma velocidade inversa, de regeneração de reagentes, que vai aumentando, até o instante em que estas duas velocidades se tornam iguais. Este momento é chamado EQUILÍBRIO, o qual pode ser homogêneo ou heterogêneo, em função da composição do sistema: Exemplos: 2 NH3(g) N2(g) + 3 H2(g) (homogêneo) (fase gasosa)

CH3COOH(aq) + C2H5OH(aq) CH3COOC2H5(aq) + H2O(l) (fase aquosa) (homogêneo) CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g) (heterogêneo) (gases e sólidos) (sólido, líquido e gases)

6 CO2(g) + 6 H2O(l) C6H12O6(s) + 6 O2(g) (heterogêneo) Para a reação homogênea:

CO(g) + H2O(g)

CO2(g) + H2(g)

83 as variações de concentração de reagentes. produtos e das velocidades direta e inversa podem ser assim representadas: Concentração (mol/L) Reação com baixo rendimento [CO] = [H2O] [CO2] = [H2] tempo Concentração (mol/L) Reação com alto rendimento [CO2] = [H2] [CO] = [H2O] tempo .

84 velocidade vdireta vdireta = vinversa equilíbrio químico vinversa tempo tempo decorrido para a reação entrar em equilíbrio Para uma reação genérica. . Quando dos componentes forem gasosos a constante de equilíbrio pode ser calculada em função das pressões parciais exercidas pelas substâncias gasosas.[B]b c i Kc = constante de equilíbrio em função de concentrações molares. na seguinte forma: Kp = constante de equilíbrio em função de pressões parciais. em equilíbrio: aA + bB xX + yY e (homogênea) vdireta = kdireta[A]a[B]b no momento do equilíbrio vinversa = kinversa[X]x[Y]y vd = vi = kd[A]a[B]b = ki[X]x[Y]y isolando os termos semelhantes k x y d = [X] .[Y] = K k [A]a .

a relação entre Kp e Kx pode ser estabelecida. mantendo constante a concentração do mesmo. Mas: M = m1 / M . V’ m1 ’ / V’ = const ant e .X Kx = X Y X a .85 Como a pressão parcial de um componente depende da sua concentração em fase gasosa. podemos estabelecer a seguinte relação entre Kc e Kp: Kp = Kc (RT)Dn onde: R = constante geral dos gases T = temperatura absoluta Dn = diferença entre os coeficientes dos produtos e reagentes (gasosos) ***** Dn = (x + y) . PD n Nos equilíbrios heterogêneos. a constante de equilíbrio não inclui os componentes sólidos. V m1 / V = M’ = m1 ’ / M .X b A B Kx = constante de equilíbrio em função de frações molares Do mesmo modo que Kc e Kp. Desse modo teremos: y X x .(a + b) A constante de equilíbrio também pode ser expressa em função das frações molares dos constituintes. porque a medida que a massa de um sólido vai se reduzindo e transformando-se num produto o seu volume também reduz. resultando em Kp = Kx .

œ Influência das variações nas Concentrações: . para que a constante assuma novamente o valor inicial o equilíbrio desloca-se no sentido do consumo do reagente adicionado.2. N2 ou H2. Resumindo: Se [N2] ’ então Kc ” . . deslocando o equilíbrio no sentido dos reagentes. Exemplo: síntese da amônia N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) A constante de equilíbrio será obtida pela expressão: Kc = [NH3]2 / [N2]. a remoção de um componente desloca o equilíbrio no sentido de sua regeneração.[H2]3 se adicionarmos.variações na temperatura. . Deslocamento do Equilíbrio Químico (Principio de Le-Chatelier à fuga ante a força) As reações em estado de equilíbrio podem sofrer modificações nos mesmos em função de três fatores: . por exemplo.variações nas concentrações de R ou P.4. para que a constante reduza seu valor a amônia em excesso deverá ser decompor (parcialmente) formando H2 e N2. o equilíbrio se desloca para consumir N2 .variações na pressão. o denominador da expressão aumenta e a constante de equilíbrio diminui.a adição de um componente (R ou P) desloca o equilíbrio no sentido do consumo dos mesmos.86 Portanto: M CaCO3(s) Kc = [CO2] = M’ CaO(s) + CO2(g) e Kp = PCO2 4. também. formando mais produto e aumentando o valor de Kc. ¥ ¥ se adicionarmos NH3 o numerador da expressão aumenta e a constante.

Na formação da amônia. numa reação em equilíbrio.o aumento da temperatura. a redução da temperatura (resfriamento).87 Se [NH3] ’ então Kc ’ . ou seja. .o aumento da pressão desloca o equilíbrio (gasoso) no sentido do menor volume. desloca o mesmo no sentido Endotérmico. desloca o equilíbrio no sentido Exotérmico do mesmo. o que provoca um deslocamento do equilíbrio no sentido direto da reação. ou seja. do maior número de mols. a redução da pressão desloca o equilíbrio no sentido do maior volume. o equilíbrio se desloca para consumir NH3 œ Influência das variações na Pressão: .se aumentarmos a pressão o equilíbrio será deslocado no sentido da formação da amônia (menor número de mols e menor volume). a partir do N2 e H2 ocorre uma diminuição no no de mols gasosos (contração de volume): contração de volume expansão de volume N2g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) . œ Influência das variações na Temperatura: . N2g) + 3 H2(g) libera calor absorve calor 2 NH3(g) DH < 0 Para obter um maior rendimento na produção de amônia devemos resfriar o sistema. do menor número de mols.

3. *** Dissociação de ácidos fracos.88 4. IÔNICO Neste caso. HCl).: HCN H+ + CN- Ka = [H+] [CN-] / [HCN] = 4. Num ácido fraco a dissociação é muito reduzida o que significa uma pequena quantidade de íons presentes e uma grande quantidade de moléculas não dissociadas. 10-10 -------------------------------------------------HCN HCN HCN HCN H + HCN CN - HCN HCN HCN H + HCN HCN HCN CN - HCN HCN HCN HCN HCN (predominância de moléculas) A solução apresente pequena quantidade de íons “disponíveis” sendo. além de espécies moleculares encontramos espécies iônicas entre os componentes.: HCl H+ + ClKa @ 107 ----------------------------------------------H H + + + + Cl - - H + Cl + - H - + Cl H + - H Cl - + Cl + - Cl HCl H Cl H + H Cl HCl + H Cl Cl Cl - - H H + + - Cl H Cl H + Cl H Cl - (predominância de íons) . É o caso particular dos equilíbrios de dissociação de ácidos e bases fracas e da água.0 .4. portanto “pouco ácida” quando comparada com outra de igual concentração de um ácido muito dissociado (ex. ex. ex.

a concentração molar e o grau de dissociação (a) pode ser estabelecida a partir do seguinte. o que indica fraca dissociação do ácido ou da base. No entanto a constante de dissociação (Ka ou Kb) será um critério mais “confiável” visto que a mesma não se modifica com a diluição.0 (um) e.a Quando o valor da constante de dissociação (Ka ou Kb) for muito pequeno. Considere a dissociação genérica de um ácido (ou base) fraca: HA [ HA ] M M . ainda. [ A. portanto. Ka = [ H+ ] .aM aM H+ [ H+ ] aM + A[ A. tal parâmetro não é totalmente adequado para caracterizar a “força” de um ácido ou de uma base.a) será.89 *** Dissociação de bases fracas. (aM) / M . água) a uma solução de um ácido ou base fraca o seu grau de dissociação (a) aumenta e. A relação entre a constante de dissociação (Ka ou Kb).] / [ HA ] = (aM) .: NH4OH NH4+ + OH- Kb = [NH4+] [OH-] / [NH4OH] = 4.aM Ka = a2 M / 1 .: quanto menor o valor de Ka ou Kb mais fraco o ácido ou a base! *** Lei da Diluição de Ostwald (1893) Quando adicionamos um solvente (por exemplo. Com as bases sucede-se o mesmo que em relação aos ácidos fracos. aproximadamente igual a 1. portanto a expressão se resume a Ka = a2 M .] aM Inicio Equilíbrio Dissocia A constante de dissociação (Ka) será obtida por: ou. 10-4 Obs. o denominador da fração (1 . ex.2 .

61 % *** Dissociação da água. Soren Peer Lauritz Sörensen.4. pode-se admitir que a concentração molar da água é constante e vale 55.81.4. Lembrando: **M = m1/ M1 . A água dissocia-se fracamente. o químico dinamarquês.para soluções ácidas: [H+] > [OH-] [H+] < [OH-] ex.0 kg) I .55. segundo o equilíbrio: H2O H+ + OH- Medidas de Condutividade Elétrica permitem estabelecer o valor desta constante..V Portanto: Kágua [55.55 = 1. 10-16 (250 C e 1 atm) Como a dissociação é muito pequena. 10-3 ou a% = 0.10-14 @ 10-14 Ä Kw = Produto iônico da água = 10-14 (250 C e 1 atm) como [H+] = [OH-] Ã 10-7 mols/litro (água pura) (para V = 1.001.: [H+] = 10-11 e [OH-] = 10-3 4.90 Exemplo: calcule o grau de dissociação do ácido acético (CH3COOH). sabendo que a sua constante de dissociação (Ka) vale 1. introduzindo os conceitos de pH e pOH: .5 mol/litro.85 . Conceitos de pH e pOH Em 1909.: [H+] = 10-5 e [OH-] = 10-9 II . 10-5. 55.0 litro e m1 = 1000 g = 1.para soluções básicas: ex. propôs um artificio matemático.55. Kágua Kágua = [H+] [OH-] / [H2O] = 1. para evitar o uso de expressões matemáticas com expoentes negativos.] = [H+][OH-] = 1.81 . mol/L. para uma concentração molar 0.10-16 . Resposta: a = 6.1 ..

na água pura: [H+] = 10-7 Ã pH = 7 .pH + pOH = 14.: .log10 [OH-] Estes conceitos permitem expressar a acidez ou alcalinidade de soluções diluídas (entre os limites de 1.numa solução ácida: [H+] = 10-3 Ã pH = 3 e [OH-] = 10-11 Ã pOH = 11 e [OH-] = 10-7 Ã pOH = 7 .0 Ã pOH = 0 Obs. ocorrendo a liberação de íons H+ ou OH-. Reações de Hidrólise Quando um sal é dissolvido em água. devido à possibilidade de reação de hidrólise do sal. ácida ou básica.log10 [H+] pOH = potencial Hidroxiliônico = .numa solução alcalina: [H+] = 10-14 Ã pH = 14 e [OH-] = 100 = 1. também o equilíbrio iônico pode ser deslocado.4. ocorrendo com sais derivados de ácidos ou bases fracas.quando o ácido ou a base forem fortes [H+] = [ácido] e [OH-] = [base]. Hidrólise é a reação inversa à neutralização. Na realidade a hidrólise ocorre com o íon derivado do ácido ou da base fraca. . . verifica-se que a solução resultante pode ser neutra.5.91 pH = potencial Hidrogeniônico = . Assim: .assim como o equilíbrio químico.Kw = Produto iônico da água = 10-14 (constante) = [H+][OH-]. valendo os mesmos princípios. . . 4.0 mol/L para os íons H+ ou OH-).

Escreva as equações de hidrólise dos sais abaixo. indicando a tendência do pH resultante: NaNO3 CuSO4 KCN NaCl CaCO3 NH4Cl .+ H2O H2CO3 + OHÄ o íon hidroxila é liberado (aumenta o pH) A hidrólise modifica o pH das soluções !!! Em resumo: .92 a) hidrólise de sal derivado de ácido forte com base fraca.sal de base forte à à solução ácida (pH < 7) solução básica (pH > 7) Exercício. NH4Cl + H2O NH4+ + H2O NH4OH + HCl NH4OH + H+ Ä (ácido forte) íon hidrogênio é liberado (diminui o pH) b) hidrólise de sal derivado de ácido fraco com base forte. NaHCO3 + H2O Ä NaOH + H2CO3 Ä Ä principal constituinte do sal de frutas (base forte) H2O + CO2 HCO3.sal de ácido forte .

ás vezes. representado conforme abaixo: NH4OH(aq) NH4+(aq) + OH-(aq) . consequentemente. HCN(aq) Exercício H+(aq) + CN-(aq) Qual o efeito da adição de NH4Cl sobre o equilíbrio da dissociação do hidróxido de amônio (NH4OH) ? Também merece ser analisado o deslocamento provocado pela adição de um íon não-comum ao equilíbrio. aumentando a dissociação do NH4OH e. como conseqüência. DESLOCAMENTO DO EQUILÍBRIO IÔNICO (Efeito do íon comum) Do mesmo modo como foi visto no equilíbrio químico. estes irão consumir os íons OH-. na comparação com o deslocamento do equilíbrio químico. mas que possa provocar algum tipo de reação com íons presentes no mesmo. pela formação de H2O. por exemplo. íons H+. o íon Na+ não irá exercer efeito significativo ao sistema mas o ion CN-. o iônico também pode se deslocado sendo que a forma mais freqüente de deslocamento é pela adição de uma espécie iônica comum (e. a concentração de íons NH4+ na solução. b) se adicionarmos NaCN. a adição de íons H+ irá deslocar o equilíbrio no sentido de consumi-lo. não-comum) ao equilíbrio. Assim. também irá diminuir a acidez da solução em virtude do consumo dos íons H+. como o HCN: HCN(aq) H+(aq) + CN-(aq) a) se adicionarmos um ácido qualquer a essa solução. No entanto se adicionarmos ao sistema um ácido qualquer. NH4OH(aq) NH4+(aq) + OH-(aq) Se adicionarmos íons comuns ao equilíbrio (NH4+ ou OH-) o mesmo irá se deslocar no sentido de reduzir a dissociação da base fraca.93 4. Considerando.4.6. por ser comum ao equilíbrio também irá deslocálo no sentido de diminuir a dissociação do HCN. a dissociação da base fraca NH4OH. correspondendo à adição ou retirada de um componente. deslocando o equilíbrio no sentido de regenerálos. considerando a dissociação de um ácido fraco. Nesse caso. diminuindo a dissociação do HCN. ou seja.

). podem comportarse tanto como ácidos ou bases (é o caso da água no 10 e 30 exemplos) são denominadas anfipróticas. Outra abordagem foi proposta. Brönsted (Dinamarca) e H. nos equilíbrios abaixo: ácido 1 HCl + + + base 1 H2O ácido 2 H3O+ + + + base 2 Cl- ácido 1 HCN base 1 H2O ácido 2 H3O+ base 2 CNOH- base 1 NH3 ácido 1 H2O ácido 2 NH4+ base 2 O conceito de Brönsted-Lowry é mais geral do que o conceito de Arrhenius. sendo que podemos encontrar reações ácido-base que ocorrem até mesmo sem a presença de um solvente. em 1917. a) Teoria Protônica (Brönsted-Lowry) Segundo essa teoria : . ÁCIDOS E BASES DE BRÖNSTED – LOWRY E LEWIS A definição de ácidos e bases. independentemente. pelo americano G. H2O e H3O+. Arrhenius sobre ácidos e bases. Além do conceito de S.bases = qualquer espécie química que recebe prótons (H+). Observações importantes sobre a Teoria Protônica *** as espécies que diferem entre sí de apenas um próton (H+) são chamadas de conjugados ou pares conjugados (HCl e Cl.94 4. proposta por Arrhenius. sendo: Assim. Lewis. Lowry (Inglaterra). em função da reação que participam.ácidos = qualquer espécie química que libera ou doa prótons (H+).7. é muito restrita. . *** nos conjugados se o ácido é forte a base conjugada é fraca e se o ácido é fraco a base conjugada é forte. Tais conceitos evidenciam-se em sistemas iônicos em equilíbrio. em 1923. *** substâncias que. os físicoquímicos J. propuserem uma teoria mais ampla relativa aos conceitos de ácidos e bases. em função dos íons H+ e OH. ... porque limita a discussão do fenômeno ácido-base somente a soluções aquosas.em água.. porque não se restringe a soluções aquosas..4. aplicável a qualquer solvente (não apenas água) e alguns íons.

760 Partindo-se de uma mistura equimolar de CO e H2O: a) quais os compostos predominantes no equilíbrio. Exemplo: BF3 + :NH3 5 .95 b) Teoria Eletrônica (Lewis) Segundo essa teoria a atenção principal é focalizada na base.1 mol/L.080 995 1.1 mol/L.007 425 0. Resposta: b) 5. destacam-se as espécies catiônicas (H+. 1011. Neste sentido moléculas que “doam” elétrons através de ligações coordenadas ou dativas serão consideradas bases segundo a teoria de Lewis.0 . 10-13 mol/L . são aproximadamente iguais ? 2) Considere a seguinte equação de oxi-redução: Ce+4aq) + Fe+2(aq) À Ce+3(aq) + Fe+3(aq) A constante de equilíbrio da reação é igual a 2. b) Calcule a concentração de íons Ce+4 que existe em equilíbrio em uma solução cuja concentração de Ce+3 é 0. as amidas (R – CO – NH2) e as espécies aniônicas (Cl-.109 625 0. etc) e moléculas deficitárias de elétrons . Br-. OH-.455 825 1. sendo definida como uma substância que pode doar um par de elétrons para formar a ligação covalente e o ácido como a substância que pode aceitar um par de elétrons para formar a ligação. Como ácidos. etc). no equilíbrio. Na+.0 . Ca++. as aminas (R – NH2). Destacam-se a amônia (NH3). etc). de Fe+3 é 0. a) Escreva a expressão que representa a constante de equilíbrio. que não completam o octeto (BF3.1 mol/L e a de Fe+2 é 0. isto é. a 225o C ? b) em qual das temperaturas mencionadas as concentrações dos reagentes e dos produtos. I-. Ex e r c íc i o s ácido BF3 base :NH3 1) A reação reversível em fase gasosa: CO + H2O À CO2 + H2 admite os seguintes valores para a constante de equilíbrio Kc T (o C) Kc 225 0. AlCl3.

a 575o C.060 mol/L. Qual a concentração de HI no equilíbrio ? Resposta: 1. gases poluentes do ar.96 3) Um mol de H2 e um mol de Br2 são colocados em um recipiente de 10 L de capacidade. Em fase gasosa. qual das alternativas abaixo. em termos das pressões parciais. b) A constante de equilíbrio. em temperatura tal que o reagente se encontra 80% dissociado.5 atm. introduziu-se 1. nas condições ambientes.50 mol de N2O4 em um recipiente de 2. em meio ácido. de acordo com a reação representada pela equação: 2 NaHCO3(s) À Na2CO3(s) + CO2(g) + H2O(g). em presença de carboidratos.25 atm2.+ H+ À CO2 + H2O + N2 representa a reação que ocorre em solos pouco aerados e envolve a redução de nitrato a nitrogênio.0 .0.0 litro. atingirem a condição de equilíbrio. Estabelecido o equilíbrio. Calcule o valor da constante Kc. encontram-se em equilíbrio. Atingindo-se o equilíbrio a análise do sistema mostrou que 0.0 litro. observa-se que a constante do mesmo vale 49. Assinale e apresente uma justificativa. colocou-se 1.0 mol de I2.20 mol de HBr está presente. na temperatura de 125o C. em um recipiente de 1.20 mols/L 7) Bicarbonato ácido de sódio sólido é usado como fermento químico porque se decompõe termicamente. .0 litros. O fenômeno. 10-3 mol/L 6) Em um recipiente de 1. representa uma espécie química capaz de aumentar a concentração do NO3no equilíbrio.54 mol/L 5) N2O4 e NO2. vale 0. produzindo gás carbônico. prejudica a fixação de NO3. Quais as pressões parciais do CO2 e da H2O no equilíbrio ? Resposta: ambas 0. Qual o valor da constante desse equilíbrio ? Resposta: 5. c) absorver CO2. quando as pressões são medidas em atmosferas. conhecido como desnitrificação. b) adicionar íons H+. o PCl5 se decompôs em PCl3 e Cl2. Qual a constante de equilíbrio desse sistema ? Resposta: 3.pelas plantas. d) reagir com N2. a) adicionar íons OH-.0 mol de H2 e 1. Em uma experiência. 4) Se 1. 8) A equação química não balanceada: C6H12O6 + NO3. em temperatura adequada.0 mol de PCl5. a concentração de NO2 foi de 0. e) consumir água. a) Escreva a expressão matemática para a constante de equilíbrio em termos das pressões parciais (Kp). como indicado na equação: N2O4(g) À 2 NO2(g).

48 gramas de NO2 e 2. que podem contribuir para tal fato são: 1o) o aumento da pressão parcial de O2. Calcule a constante Kp.00 kJ/mol. ao atingir o equilíbrio.G ¦ RT Para a reação gasosa: 2 NO2(g) À N2O4(g) a variação de energia de Gibbs.388 mol/L de NOCl.97 9) A reação de transformação do dióxido de carbono em monóxido de carbono. entre outros. 1024 . Resposta: Kc = 2. particularmente a Energia de Gibbs. à 475 K. representada pela equação abaixo. segundo a equação: 2 NO2(g) À N2O4(g).0 gramas de N2O4. do avanço dos reagentes em direção dos produtos. 12) Partindo de 0.0 . genéricamente representada a seguir: composto orgânico + O2(g) À CO2(g) + H2O(v) + calor Observe que o deslocamento do ponto de equilibrio da reação pode tornar a combustão mais intensa. em condições padrão vale – 140. Calcular Kc. 10-4 mol/L 13) O valor assumido pela constante de equilíbrio de uma reação nos dá uma idéia de sua “extensão”. 2o) a baixa umidade relativa do ar em dias quentes. a reação: 2 NOCl À 2 NO + Cl2 produz 0. isto é.01 L/mol. Que relações podemos fazer entre o rendimento de uma reação e um a) valor elevado de constante Kc ? b) valor reduzido de constante Kc ? 14) A constante de equilíbrio em função das pressões parciais. Qual a constante de equilíbrio ? Resposta: K = 0. pode ser calculada a partir de grandezas termodinâmicas.64 . é muito importante em certos processos metalúrgicos: C(s) + CO2(g) À 2 CO2(g) DH = 174 kJ/mol de C Qual o efeito sobre o equilíbrio se: a) adicionarmos C sólido ? b) aumentarmos a temperatura ? c) introduzir um catalisador adequado a essa reação ? 10) Uma das causas de incêndios em florestas é a combustão espontânea de compostos orgânicos. Dois fatores. Explique porque esses dois fatores deslocam o equilíbrio no sentido da combustão ? 11) Em um recipiente de 500 mL encontram-se em equilíbrio 0.02 mol/L de Cl2. Resposta: 3. segundo a expressão: Kp = e . para uma reação gasosa.

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15) Metanol, CH3OH, é obtido comercialmente pela reação abaixo: CO(g) + 2 H2(g) À CH3OH(g) A uma certa temperatura o valor da constante de equilíbrio, Kc, é numericamente igual a 7,3. Em que sentido a reação será deslocada quando a mistura inicial contiver a) 0,80 mol/L de CO e 1,5 mol/L de H2 ? b) uma mistura gasosa de de 0,90 mol de metanol, 0,45 mol de CO e 0,45 mol de H2, num recipiente de 3,0 L ? 16) O ácido clorídrico pode ser considerado como totalmente dissociado em solução aquosa. Se um volume de 10 litros de solução desse ácido contém 102 mols de ácido dissolvidos, qual o valor do pH ? Resposta: pH = 3 17) Foram adicionados 99 litros de água destilada a 1,0 litro de uma solução de NaOH, de concentração 0,1 mol/L. Qual o pH da solução alcalina após a diluição? Resposta: pH = 11 18) O ácido carbônico apresenta uma fraca dissociação, observada pelo reduzido valor da sua constante de dissociação, Ka = 4,2 . 10-7. Qual a concentração, aproximada dos íons H+, considerando-o como um monoácido, partindo de uma solução inicial 0,1 mol/L desse ácido ? 19) Ácido cítrico é 8,6% dissociado em uma solução preparada pela dissolução de 0,1 mol desse ácido para 1,0 litro de solução final. Calcule Ka para o ácido cítrico. Resposta: 8,1 . 10-4 20) O bicarbonato de sódio (NaHCO3) é “incorretamente” chamado de carbonato ácido de sódio, pela presença de hidrogênio na fórmula. Esse sal é o principal constituinte dos antiácidos estomacais do tipo “sal de frutas”. Explique porque o mesmo atua como antiácido no nosso organismo. De que modo o equilíbrio de dissociação do bicarbonato é afetado pelos íons H+ presentes no suco gástrico ? *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 - A tabela abaixo fornece os valores das constantes de ionização de alguns ácidos, em solução aquosa e 250C. Ácido fluorídrico acético cianídrico fórmico Ka 6,70 . 10-4 1,76 . 10-5 4,93 . 10-10 1,77 . 10-4

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A análise dos dados da tabela permite afirmar que A) para soluções aquosas de mesma concentração, o pH do ácido acético é menor do que o fórmico. B) entre os ácidos apresentados, o mais forte é o cianídrico. C) a concentração de íons H+ é maior na solução de ácido cianídrico do que na de ácido fluorídrico, em soluções de mesma concentração. D) o ácido acético é mais fraco que o fluorídrico. E) as soluções aquosas de qualquer um desses quatro ácidos apresentam pH maior do que 7,0. 2 - Numa dada temperatura aqueceram-se 6,0 mols de HI num recipiente fechado. Ao se estabelecer o equilíbrio H2 + I2 2 HI verificou-se a presença de 1,5 mols de HI. O grau de dissociação do HI, na temperatura dada, é A) 15% B) 25% C) 60% D) 75% E) 85% 3 - Uma solução aquosa A tem pH igual a oito e uma solução aquosa B tem pH zero. Isto significa que as soluções A e B são, respectivamente, A) fracamente alcalina e fortemente ácida. B) fracamente alcalina e neutra. C) fortemente alcalina e fracamente ácida. D) fracamente ácida e fracamente alcalina. E) fortemente ácida e neutra. 4 - Na ionização do ácido clorídrico em solução aquosa, representada por HCl + H2O H3O+ + Cla água se comporta como A) um ácido de Brönsted-Lowry. B) uma base de Brönsted-Lowry. C) um ácido de Arrhenius. D) uma base de Arrhenius. E) um ácido de Lewis. 5 - Em um sistema químico isotérmico ocorre a reação genérica reversível A(aq) + B(aq) C(aq) + D(aq) Partindo-se de 3 mols de A e de 3 mols de B, verifica-se que, atingindo o equilíbrio, a quantidade de A presente no sistema é 1/3 da quantidade inicial. A constante de equilíbrio Kc para esse sistema é A) 9 B) 4 C) 2 D) 1/2 E) 1/4

6 - O pH de uma solução aquosa onde a concentração de íons hidroxila é de 0,01 mol/L é igual a A) 0,01 B) 2 C) 10 D) 12 E) 13,99

100

7 - Se a concentração de íons hidroxila, em uma solução aquosa, for reduzida a um décimo do valor original, o pH da solução A) aumentará de 10 unidades. B) permanecerá inalterado. C) será reduzido à metade. D) aumentará de 1 unidade. E) diminuirá de 1 unidade. 8 - A reação química que apresenta constante de equilíbrio genericamente representada por Kc = [X] / [Y].[Z]1/2 será A) B) C) D) E) C(s) e O2(g) H2(g) e O2(g) N2(g) e O2(g) SO2(g) e O2(g) P4(s) e O2(g)
REAGENTES PRODUTO

CO2(g) H2O2(l) NO(g) SO3(g) P2O5(s)

9 - Dentre os sistemas em equilíbrio apresentados abaixo, o que se desloca da direita para a esquerda quando se faz diminuir a pressão é 2 CO2(g) A) 2 CO(g) + O2(g) B) 2 NH3(g) N2(g) + 3 H2(g) C) N2O4(g) 2 NO2(g) D) CO2(g) + H2(g) CO(g) + H2O(g) E) CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g) 10 - A única das espécies abaixo que, ao ser dissolvida em água, resulta em uma solução com pH menor do que o solvente puro é A) NaCl B) Na2CO3 C) CaCl2 D) NH3 E) (NH4)2SO4 11 - Uma constante de equilíbrio elevada significa que A) o equilíbrio é atingido rapidamente. B) a velocidade da reação direta é muito maior do que a velocidade da reação inversa. C) a concentração dos reagentes será bem menor que a de produtos da reação ao ser atingido o equilíbrio. D) a reação é irreversível. E) o equilíbrio não pode ser deslocado por modificação das concentrações. 12 - Ao adicionarem-se 99 mL de água a 1,0 mL de NaOH 0,01 M, verifica-se que o pH da solução A) não se altera. B) aumenta de 2 para 4. C) diminui de 10-2 para 10-4. D) aumenta de 10-2 para 102.

.101 E) diminui de 12 para 10.. E) trabalhar com nitrogênio líquido..0 ou superior a 9... 14 .. 5 e 6 3 e 6 2 e 4 1 e 5 2.Quando se dissolve um mol de hidróxido de sódio em um litro de água destilada..cloreto de potássio 5 . Assim....carbonato de cálcio 2 . 2.. B) aumentar a pressão sobre o sistema.. 4 e 5 16 . dados os sais abaixo: 1 . No que se refere à acidez..acetato de sódio 6 .As leis de proteção ambiental de certas cidades não permitem o lançamento em rios. é A) adicionar um catalisador. Y e Z apresentam as seguintes concentrações: Indústria X Y Z Concentração no efluente 10-3 M de H+ 10-4 M de H+ 10-6 M de OH- . de efluentes com pH inferior a 5. apenas com as informações disponíveis acima. 13 .0..sulfato de sódio 3 .. 1.. os efluentes aquosos das indústrias X.. resulta uma solução na qual a espécie de menor concentração é A) Na+ B) OHC) H2O D) NaOH E) H3O+ 15 .sulfato de alumínio podemos corretamente classificá-los como: (A) (B) (C) (D) (E) [H+] > [OH-] [H+] = [OH-] [H+] < [OH-] 1 e 5 2 e 4 3 e 6 3. 3 e 6 .cloreto de amônio 4 . uma prática recomendável para se conseguir um maior rendimento de amônia.. 3 e 4 1. 4 e 6 1.... D) retirar o excesso de hidrogênio.... .A síntese da amônia e a sua decomposição constituem um exemplo de equilíbrio químico: N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) Como industrialmente deseja-se a reação de síntese. C) elevar a temperatura. 2 e 5 .. entre outros.Quando se dissolvem certos sais em água pode ocorrer que a relação entre a concentração de íons hidrogênio (H+) e a concentração de íons hidroxila (OH-) seja alterada...

05 D) 1.01 mol/litro II .01 C) 0.0 18 .0.4 azul vinagre 2. B) aumenta a concentração dos íons H+.001 B) 0. E) reduz a zero o grau de ionização do ácido acético. ocorrendo a troca de cor quando a concentração de H+ está na faixa de 105 a 10-7 M. D) mantém inalterado o pH. Se quisermos neutralizar 1.2 a 2.0 litro desta amostra com uma solução de KOH 0.O indicador tornassol apresenta cor rosa em meio ácido e azul em meio básico.0 E) 5.0 rosa água do mar 8.6 a 3. sem tratamento prévio. apenas os efluentes de A) X B) Y C) Z D) X e Y E) Y e Z 17 .2 a 8.4 rosa amoníaco 19 . o volume de base consumido.01 M. .3 rosa detergente com 11. A) B) C) D) E) SOLUÇÃO FAIXA DE pH COR DO INDICADOR suco de limão 2.Tem-se duas soluções aquosas I . Assinale a alternativa que apresenta a combinação correta do valor do pH da solução e a cor do indicador a ela adicionado.0 azul suco de laranja 3.solução de HCl 0.Recolheu-se uma amostra de água da chuva e verificou-se que apresentava pH = 5.8 a 12.Em uma solução aquosa de ácido acético se estabelece o seguinte equilíbrio H+ + CH3COOCH3COOH a adição de uma pequena quantidade de acetato de sódio (CH3COONa) a esta solução A) diminui o seu pH.0 a 4.solução de NaOH 0. em mL. será A) 0.102 Poderiam ser lançados em rios. C) diminui o grau de ionização do ácido.01 mol/litro o quociente pH da solução I / pH da solução II é igual a A) 1 B) 6 C) 10 D) 10-2 E) 10-10 20 .

23 . B e C apresentam. < 7. pois no equilíbrio são grandes as concentrações de N2 e H2. < 7 24 . N2(g) + O2(g) II. pode-se determinar a probabilidade de uma dada reação ocorrer na natureza. um pH A) > 7. B) 50. E) 2275. < 7 C) < 7. pois o sistema em equilíbrio consistiria. 22 . pois a concentração de NO no equilíbrio seria extremamente pequena. é correto afirmar-se que A) a reação I não seria um processo adequado. 10 a 25 C -30 0 Para uma fixação eficiente de N2. pois esta reação tende a se processar no sentido da formação do NO.O volume.0 . > 7 D) < 7. praticamente. convertendo-o em compostos utilizáveis pelos seres vivos.Nas seguintes equações: KOH + HCl “ KCl + H2O A HCl + NH3 “ NH4Cl B HCN + NaOH “ NaCN + H2O C as soluções aquosas dos compostos A. D) 500. B) a reação II não seria um processo adequado. = 7 E) < 7. I. é grande a concentração dos produtos. pois quando o equilíbrio é atingido nas duas reações. C) a reação I seria um processo adequado. = 7. C) 100. = 7. necessário para neutralizar completamente 500 mL de uma solução de hidróxido de potássio de pH = 11 é de A) 13. de uma solução de ácido clorídrico de pH = 2. Considere duas reações possíveis para a “fixação” do nitrogênio atmosférico. > 7 B) < 7.Conhecendo-se o valor da constante de equilíbrio (Kc). no produto NH3.0 . em mL. respectivamente.O pH de uma solução aquosa de ácido clorídrico cuja concentração é igual a 10-9 mol/L é aproximadamente igual a .103 21 . > 7. E) as duas reações são processos adequados. D) a reação II seria um processo adequado. 10 a 25 C 8 0 2 NH3(g) Kc = 5. N2(g) + 3 H2(g) 2 NO(g) Kc = 1. < 7.

B) aumenta a concentração de ácido acético. O composto ideal para adequar o solo ao plantio das azaléias é A) Al2(SO4)3 B) CaCO3 C) CaO D) NH3 E) NaOH 27 .00 C) 1.0 e 5.76 26 . Em um recipiente de um litro. Os compostos reagiram entre sí formando etanol (álcool comum) e ácido acético. 28 . aproximado. foram misturados um mol de acetato de etila e um mol de água.26 B) 1.Um equilíbrio envolvido na formação da chuva ácida está representado pela equação: 2 SO3(g) 2 SO2(g) + O2(g) Em um recipiente de 1.0 litro.0.Para o cultivo de azaléias. Depois de algum tempo.Considere o equilíbrio químico que se estabelece em uma solução aquosa de ácido acético que pode ser representado pela equação CH3 – COO-(aq) + H+(aq) CH3 – COOH(aq) Mantendo-se constante a temperatura e adicionando-se uma solução aquosa de acetato de sódio (CH3 – COONa).50 D) 2.O acetato de etila é um éster muito usado como solvente de vernizes. C) aumenta a concentração do íon CH3 – COO-.104 A) 1 B) 3 C) 5 D) 7 E) 9 25 . A análise do solo de um jardim mostrou que o mesmo apresenta um pH igual 6.0.60 E) 3. o sistema atingiu o equilíbrio. de acordo com a equação C4H8O2 + H2O C2H5OH + C2H4O2 Depois de algum tempo. o número de . foram misturados 6 mols de dióxido de enxofre e 5 mols de oxigênio. é incorreto afirmar que A) o equilíbrio se desloca para a esquerda.66. O valor. o sistema atingiu o equilíbrio. da constante de equilíbrio é A) 0. o pH ideal é entre 4. o número de mols de éster medido foi de 0. E) altera o valor numérico da constante de equilíbrio. D) diminui a concentração do íon H+.

33 29 . a concentração aproximada de íons hidroxila.75 D) 1. E) maior do que 10-4. . Em determinados locais. foi A) maior do que 10-11.Considere as seguintes equações. a reação II apresenta velocidade moderada. N2O4 2 NO2 Kp = 0. 102 III. Podemos afirmar que.O acidente ocorrido recentemente com o navio Bahamas provocou o vazamento de milhares de toneladas de ácido sulfúrico na lagoa dos Patos.66 C) 0.94 .98 A) B) C) D) E) A conclusão correta que se pode extrair dessas informações é que a reação I e a mais rápida das três. em mol/L. que representam situações de equilíbrio químico a 298 K.8 .33 E) 2. D) maior do que 10-5. nesses locais. C) maior do que 10-7. N2 + 3 H2 2 NH3 Kp = 6. H2 + I2 2 HI Kp = 7. I. 105 II. apenas a reação III atinge o equilíbrio a 298 K. B) maior do que 10-9. O valor aproximado da constante de equilíbrio é A) 0. a reação I atinge o equilíbrio com grande quantidade relativa de produtos. 30 .53 B) 0.105 mols de trióxido de enxofre medido foi 4. a reação II praticamente não ocorre no sentido direto a 298 K. foram registrados valores de pH entre 3 e 4.

106 5 . E. G. REFERÊN CI A S B I B L I OGRÁ FI CA S 1. . 2001.1996. 2001. MAHAN . M. J. L. G. B & MYERS. BRADY. A. ANDRADE. PUCRS. Bookman Companhia Editora. São Paulo. E & HUMISTON. – PRINCÍPIOS DE QUÍMICA. J. Rio de Janeiro. 4. 3. ATKINS. LTC Editora. 1995. 2. P & JONES. São Paulo. R. Editora Edgard Blücher. 3 ed. – FÍSICO-QUÍMICA. s ed. mimio. – QUÍMICA GERAL . – QUÍMICA – UM CURSO UNIVERSITÁRIO.

EFEI T OS COL I GA T I V OS 01 – A 02 – B 06 – B 07 – C 3 . SOL U ÇÕES 01 – B 02 – D 03 – A 04 – B 05 – C 06 – D 07 – A 08 – B 09 – D 10 – C 11 – B 12 – D 13 – D 14 – C 15 – C 16 – D 17 – A 18 – A 19 – E 20 – B 21 – B 22 – B 23 – C 24 – B 25 – D 26 – B 27 – B 28 – E 29 – D 30 – A 2 .107 GA B A RI T OS – T EST ES DE N I V EL A M EN T O 1 .A 3 . CI N ÉT I CA QU Í M I CA 01 – E 02 – E 06 – C 07 – C 11 – E 12 – C 16 – D 17 – D 4 . EQU I L Í B RI O QU Í M I CO E I ÔN I CO 01 – D 02 – D 03 – A 06 – D 07 – E 08 – D 11 – C 12 – E 13 – B 16 – C 17 – D 18 – C 21 – B 22 – A 23 – C 26 – A 27 – E 28 – D . T ERM OQU Í M I CA 01 – C 06 – B 11 – B 16 – C 02 – E 07 – D 12 – C 17 – C 03 – C 08 – A 03 – E 08 – C 13 – E 18 – D 03 – D 08 – B 13 – B 18 – A 04 – E 09 – E 04 – D 09 – C 14 – B 19 – C 04 – B 09 – C 14 – B 19 – C 04 – B 09 – A 14 – D 19 – B 24 – D 29 – E 05 – E 10 – E 05 – A 10 – D 15 – A 20 – A 05 – D 10 – B 15 – C 20 – D 05 – B 10 – E 15 – D 20 – C 25 – A 30 .

assim como observações e conclusões. . confeccionados em tecido de algodão pois este mostrase mais adequado do que os tecidos sintéticos por ser mais resistente ao fogo. pois seu professor deverá abster-se completamente de concluir qualquer dos experimentos. sugere-se. 1. É oportuno. G. Andrade 1. outrossim. entre as quais destacamos: I . INSTRUÇÕES GERAIS Ratificamos em nossa disciplina algumas instruções enfatizadas em Química Geral I. por medida de segurança.2. já iniciada nas atividades experimentais de Química Geral I. M.108 ATIVIDADES EXPERIMENTAIS Disciplina: QUÍMICA GERAL E INORGÂNICA II Prof. com mangas compridas e seu comprimento deverá atingir a altura dos joelhos. O avental deve ser de cor branca. é importante o trabalho experimental com metodologias analíticas (sem esgotá-las).além do uso obrigatório do avental. além da familiarização do aluno com operações e técnicas mais freqüentes nos processos químicos. Tais conhecimentos básicos constituirão o requisito para as disciplinas de Química Analítica (Qualitativa e Quantitativa). Mateus A. Sc. tendo em vista um dos objetivos do curso de Química que visa a preparação do profissional químico analista. as quais devem ser levadas em consideração em todas as demais disciplinas do curso. II . INTRODUÇÃO 1. porém deverá conduzir o raciocínio e a observação do aluno. que o aluno tenha um óculos de proteção e luvas de borracha para uso na preparação de soluções corro sivas. OBJETIVOS DAS AULAS EXPERIMENTAIS Consideramos que.1. que o aluno tenha um caderno de anotações onde deverá ser registrado o início e o término de cada exprimento.não será permitida a permanência de alunos sem avental no laboratório.

02) não fume no laboratório. Procure identificar a localização e o tipo de extintor próximo.109 1. paciência e sabedoria. 11) tenha cuidado com os materiais inflamáveis. adicione primeiro a água e depois o ácido!!! . 03) faça apenas o experimento recomendado e aprovado pelo professor. divida as tarefas entre seus colegas. INSTRUÇÕES PARA O TRABALHO PRÁTICO Durante os trabalhos experimentais deverão ser observados rigorosamente os seguintes aspectos: 01) prepare-se para realizar cada experimento lendo antes as instruções correspondentes.) faça-o em local com boa ventilação ou em capela preferencialmente. salpique de produtos nos olhos. Quando diluir um ácido forte. NH4OH. 05) leia com atenção o rótulo do reagente antes de usá-lo. 10) para sentir odor de uma substância.. através de extintores.. 13) caso ocorra um acidente (queimadura com fogo. 1.4. Consulte seu professor cada vez que notar algo de anormal ou imprevisto. não coloque seu rosto diretamente sobre o recipiente. 14) trabalhe com calma. com sua mão. 12) qualquer incêndio deve ser abafado imediatamente com um pano úmido ou. 07) caso você encoste em algum ácido forte limpe sua pele imediatamente com água corrente ou solução de bicarbonato de sódio (NaHCO3).) procure os dispositivos de segurança nos laboratórios. ALGUNS REAGENTES E SUAS CARACTERÍSTICAS Sempre que manusear compostos voláteis (HCl. 04) separe os materiais necessários e. HNO3.3. limpe sua pele com água corrente ou solução de ácido acético. nunca aqueça um líquido inflamável com o bico de gás. Em vez disto traga um pouco do vapor para você. 06) se qualquer ácido ou produto corrosivo for derramado lave o local imediatamente com bastante água. se estiver em grupo. etc. dependendo da extensão do mesmo. a menos que receba instruções para fazê-lo. Siga as instruções e respeite rigorosamente as precauções recomendadas. 09) não toque com os dedos nos produtos químicos. use uma manta de aquecimento ou banho-maria aquecido por resistência elétrica. 08) se o mesmo ocorrer com alguma base forte. benzeno.etc.

Como o ácido clorídrico apresenta alta tensão de vapor as moléculas do mesmo podem facilmente escapar do líquido. bases e alguns sais podem ser vertidas na pia sem o risco de contaminação ao ambiente. e) Benzeno: . Os vapores de ácido clorídrico são tóxicos e. portanto. Quando manuseá-lo certifique-se que não há bicos de gás acesos próximos. dissolvidas em água.) não devem receber soluções alcalinas. então. Da mesma forma que os reagentes sólidos. O acondicionamento das soluções é feito em frascos de vidro os quais devem apresentar resistência química ao ataque dos materiais neles contidos.110 a) Ácido clorídrico concentrado: . vapores tóxicos e altamente inflamáveis. pipetas volumétricas. Por esta razão o frasco deve estar bem fechado após seu uso. especialmente. Comercialmente é encontrado com impurezas e denominado de ácido muriático. b) Ácido nítrico concentrado: . Deve ser utilizado com muito cuidado pois é volátil e em contato com a pele provoca sérias queimaduras. atacam o vidro formando silicatos.ácido forte e agente altamente desidratante. Porções de soluções retiradas do frasco e que não tenham sido usadas não devem retornar ao frasco. o frasco deve estar bem fechado após seu uso. REAGENTES E SOLUÇÕES Os reagentes empregados em laboratório em geral apresentam-se sob a forma de soluções. não devem ser inspirados. reduzindo a concentração do ácido no frasco-depósito. as soluções devem estar protegidas da contaminação externa.apesar de não ser uma base forte seus vapores causam sérias irritações nas mucosas (principalmente oculares).hidrocarboneto aromático. Por esta razão equipamentos de precisão (buretas. do mesmo modo que o ácido clorídrico. Não é volátil mas seu contato com a pele causa sérias queimaduras. de odor agradável. As soluções alcalinas. etc.formado por moléculas de HCl gasoso. .5.. Por serem tóxicos os seus vapores. Sua dissolução em água é altamente exotérmica (libera calor) e. portanto. d) Hidróxido de amônio concentrado: . c) Ácido sulfúrico concentrado: .ácido forte e excelente agente oxidante. deve ser feita com cuidado e sob constante resfriamento. É conveniente utilizar um frasco de tampa achatada com bordas cobrindo a boca do gargalo para proteger da poeira. Soluções diluídas de ácidos. salvo instruções em contrário. O mesmo cuidado deve ser tomado no manuseio do éter etílico. No entanto se a solução for de ácido ou base concentrado as mesmas devem ser neutralizadas para. 1.

) devem ser colocadas em locais adequados e indicados pelo seu professor. Soluções de sais contaminantes (cianetos.. etc.111 serem adicionadas na rede de esgoto. sais de cromo. metais pesados. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . cianatos..

em relação ao solvente.) mostram um limite máximo de solubilidade em água (por exemplo).112 Experimento 1 .1 copo (bequer) de 250 mL.3 45. quantidade de solvente e temperatura.CH3COONa.9 20 36.tela de amianto. m NaCl m KNO3 0 35. em dada temperatura. . . * MATERIAL POR GRUPO (na bancada) . .4 copos (bequer) de 100 mL sem graduação. isto porque este Coeficiente de Solubilidade varia com o tipo de soluto.. A tabela a seguir mostra exemplos de dois solutos diferentes em relação a temperatura: temp. Define-se como Coeficiente de Solubilidade (C.1 bastão de vidro.banho de gelo.9 246 Em função dos dados da tabela acima construa. com haste curta . determinando em qual temperatura a solubilidade (C. em dada temperatura.3 10 35.7 13. .4 169 90 39.0 202 100 39.(0C).CARACTERÍSTICAS DAS SOLUÇÕES * MATERIAL (no balcão central) .) dos dois será a mesma bem como proponha um processo simples de separação destes dois sais.funil comum.S.6 30 36. Em geral usa-se como referência. .8 50 37.3H2O sólido (02 frascos) e espátula de madeira. sal de cozinha.tripé para aquecimento. em papel milimetrado. .0 31. 100 gramas (100 mL ou 100 cm3) à 250 C (condições padrão).3 110 80 38. .NaCl sólido (02 frascos) e espátula de madeira. um gráfico de solubilidade para estes dois sais.5 60 37. .) a quantidade máxima de um soluto sólido que pode ser dissolvida em determinada quantidade de solvente.. etc.suporte para funil * INTRODUÇÃO É de nosso conhecimento do dia-a-dia que determinados solutos sólidos (açúcar comum.1 proveta de 25 mL.0 85. .S.8 20.

o. Devido a alta solubilidade do acetato de sódio adicione quantidades maiores do mesmo..o. . o excesso de soluto pode depositar-se no fundo do recipiente por ação de alguns fatores físicos (agitação mecânica.113 De acordo com o C. Resfrie em banho de gelo e adicione cristais do acetato. até a ebulição.o. cuidadosamente.o. atrito. Observando dissolução do depósito adicione. b) saturadas: quando a massa de soluto dissolvida é igual ao coeficiente de solubilidade.o. agitando constantemente. com o auxilio de uma espátula.o. adicione pequenas quantidades de NaCl sólido. se houver algum depósito filtre e recolha o filtrado. usando uma proveta de 25 mL. pequenas quantidades de NaCl.o. as soluções podem ser divididas nas seguintes categorias: a) insaturadas: são aquelas em que a massa de soluto dissolvida é inferior ao coeficiente de solubilidade da substância. com bastão de vidro. adicione alguns cristais de NaCl e observe se ocorreu alguma modificação em relação à quantidade de sal depositada no fundo recipiente. Com base nas observações feitas responda: a) A solução de NaCl preparada inicialmente é super-saturada ? b) Como se denominam os cristais de acetato de sódio adicionados ao final do experimento ? . observando se ocorre alguma modificação em relação a estes.3H2O).. * PROCEDIMENTOS Algumas substâncias possibilitam a preparação de soluções supersaturadas e outras não.o. Aqueça a mistura.o. Resfrie a solução em banho de gelo e. até que haja corpo de fundo (depósito).) Em nosso experimento serão investigadas algumas propriedades destas soluções.o. Repita os mesmos procedimentos utilizando o acetato de sódio tri-hidratado (CH3COONa.o. após. São preparadas com técnicas especiais e revelam-se bastante instáveis. c) super-saturadas: são soluções em que a massa de soluto dissolvida é superior ao coeficiente de solubilidade. adição de um “germen de cristalização” . variações bruscas de temperatura. aquecendo sempre que houver depósito no fundo do recipiente.o. adicione cerca de 20 mL de água destilada e. Após resfriada a solução (se for o caso o filtrado). etc. até completa dissolução.o. particularmente das super-saturadas. sobre tela de amianto.S. ou seja. Num bequer pequeno (100 mL).

. Essa concentração é expressa com exatidão (quatro decimais) ex. de modo geral.amostras de Na2CO3 (03 por grupo).01 suporte com agarrador para bureta. seja em nível acadêmico ou na própria indústria. .8543 mol/L (número de mols/volume) .01 frasco ambar de 500 mL.01 bureta de 50 mL.114 Experimento 2 .ácido clorídrico concentrado (na capela).300 g contidos em pesafiltros. na forma de soluções.indicador (Verde de Bromo-cresol) * MATERIAL POR GRUPO (na bancada) . . * INTRODUÇÃO Na atividade de laboratório. além da proporção entre a quantidade de soluto e de solução (ou solvente). . expressa na forma de uma “concentração” . é indispensável que se conheçam características específicas de cada soluto.: 0. Dependendo da utilização da solução as mesmas devem ser consideradas segundo duas características básicas: c) soluções padrão: usadas para fins analíticos contendo uma quantidade exatamente conhecida de um reagente qualquer. Numa solução. na unidade de volume. de 0.01 balão volumétrico de 500 mL.01 bastão de vidro. .1538 g/L (massa/volume) 0.03 erlenmeyer de 250 mL . . na preparação adequada dessa solução.01 funil de haste longa.01 pipeta graduada de 5 mL. . as substâncias são utilizadas.papel de filtro. . .PREPARO E ACONDICIONAMENTO DE SOLUÇÃO DE ÁCIDO CLORÍDRICO * MATERIAL E REAGENTES (no balcão central) .

Maiores detalhes serão tratados nas disciplinas de Química Analítica Quantitativa.1 %.0 mol/L (número de mols/volume) *PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES PADRÃO O título das soluções padrão deve ser conhecido com grande exatidão. pipeta volumétrica. a data de praparação e seu preparador. tiocianato de potássio. conforme modelo. de transferência de alíquotas com a pipeta volumétrica e transferência de solução para o balão volumétrico.) a técnica correta de leitura. Assim sendo é desejável que o título das soluções padrão possa ser determinado com um erro inferior a 0. tetraborato de sódio.115 d) soluções não padronizadas: usadas para fins não analíticos sendo sua concentração aproximada. g) não pode ser volátil. Os reagentes com semelhantes características são denominados. da massa que se requer da substância. São exemplos: carbonato de cálcio. ácido oxálico. oxalato de sódio e dicromato de potássio. dissolução e diluição a um volume conhecido em balão volumétrico aferido. padrões primários. direta ou indiretamente. j) deve ser bastante solúvel. As ilustrações a seguir indicam alguns dos equipamentos utilizados na titulações (bureta. São os seguintes os requisitos principais exigidos de um padrão primário: f) a substância deve ser de fácil obtenção.. comumente. i) a substância não deve ser higroscópica (absorver umidade do ambiente) ou eflorescente. Quando o reagente com que se tem de preparar a solução é um padrão primário.. seu título.. cloreto de sódio (após dessecação a peso constante). erlenmeyer. *** balão volumétrico só é utilizado na preparação e não no armazenamento !!! Embora o Sistema Internacional de unidades recomende para o volume a unidade metro cúbico utilizamos o volume expresso em litro (L). h) as impurezas devem ser facilmente identificáveis com ensaios qualitativos de sensibilidade conhecida. com relação às soluções padronizadas (um ou dois decimais) ex. . Não é requerida a mesma exatidão. A preparação de uma solução padrão requer. O número de padrões primários é relativamente limitado. em balança analítica. ácido benzóico. O grau de exatidão requerido é maior do que o correspondente aos trabalhos analíticos mais comuns. dessecação e conservação.5 g/L (massa/volume) 1. o uso de um reagente quimicamente puro e com composição perfeitamente definida. purificação.: 0. No rótulo deverá constar a espécie química. recorre-se a técnica direta que consiste na pesagem. nitrato de prata.

2574 mol/ L Linus Pauling 06/06/1966 Química Geral e Inorgânica II Quando o reagente não é padrão primário (por exemplo. o ácido clorídrico. à técnica indireta. os hidróxidos alcalinos e de amônio..116 Leitura correta da bureta Transferência de solução Transferência de líquido para o balão Como rotular a solução ! FACULDADE DE QUÍMICA – PUCRS HCl M = 0. Recorre-se. o permanganato de potássio. . inicialmente. então. depois..) a preparação direta da solução não é possível. que consiste em preparar.. uma solução com concentração aproximada à desejada e.

Estes carbonatos solidificam no gargalo dos frascos de depósito e se os mesmos tiverem tampas de vidro esmerilhado. A seguir esta solução (já padronizada) pode ser usada para titular hidróxidos alcalinos (como por exemplo o hidróxido de sódio).02 mL.04 mL e. *** Obs. a presença de carbonatos irá emperrar as referidas tampas. As soluções de ácido clorídrico. por serem estes solutos voláteis.: como o objetivo em nossa disciplina não é esgotar o assunto e sim mostrar características principais no prepa – ro de soluções. podendo o erro total chegar a 0. . Algumas soluções são altamente estáveis e outras não. portanto. tem duração limitada. e) o peso do padrão primário não pode ser demasiadamente pequeno. em virtude do erro inerente ao aparelho de pesagem. Na padronização devem ser obedecidas as seguintes condições: d) é preciso dispor de um padrão primário adequado ou solução padronizada.1% é preciso que o volume de solução gasto na titulação não seja inferior a 40 mL. As soluções de hidróxidos alcalinos reagem com o CO2 presente no ar formando carbonatos. como é o caso do carbonato de sódio.117 padronizá-la. eventualmente o critério acima poderá não ser verificado !!! *CONSERVAÇÃO DAS SOLUÇÕES PADRÃO Como já afirmamos anteriormente as soluções não são conservadas em balões volumétricos (são usados somente na preparação). determinar com exatidão o sei título em relação a um padrão primário adequado ou com referência a uma outra solução padrão. nítrico e hidróxido de amônio. pois cada leitura na bureta está sujeita a um erro de 0.01 mL e um erro de escoamento de 0. f) o volume de solução gasto na padronização não deve ser pequeno demais. Aconselha-se o frasco escuro para evitar a decomposição fotoquímica. o que ocorre com facilidade em soluções de peróxido de hidrogênio e permanganato de potássio. isto é. o ácido clorídrico não é padrão primário e a sua solução pode padronizada através de um padrão primário. para garantir uma exatidão de 0. Por exemplo.1 eqg/L de dicromato de potássio é indefinidamente estável. Por exemplo. uma solução 0. sendo aconselhável o uso de tampas com rolha de borracha ou polietileno ou rosqueadas. As soluções padrão devem ser conservadas de maneira a manter inalterado seu título tanto quanto possível.

2 eqg/L (visto que estas expressões de concentração se equivalem). enxaguando-o com água da torneira e após com água destilada. Para acondicionar a solução no frasco de depósito. Finalmente. Nosso objetivo. lave o mesmo com água e detergente. inicialmente. Agite a solução e acrescente água destilada ao balão até cerca de 0. pelo menos. massa específica e massa molar) você deverá reconhecer no rótulo do referido ácido. a partir do ácido concentrado. com pipeta graduada. Para homogeneizar a solução inverta e agite o balão algumas vezes. A solução recém preparada é um padrão primário ? Porque ? II – Padronização da solução de ácido clorídrico. Transfira a solução preparada do balão para o frasco de depósito. conforme equação a seguir 2 HCl(aq) + Na2CO3(s) “ 2 NaCl(aq) + H2O(l) + CO2(g) Será utilizada uma massa exata deste padrão primário (previamente determinada pelo monitor). Cada grupo deverá utilizar. Com a pipeta graduada (limpa) complete com água até o traço de referência. cujas características (Título em massa. Calcule a massa de HCl puro que será necessária para a preparação da solução acima e. é preparar 500 mL de uma solução de ácido clorídrico. ficando o frasco “molhado” pela própria solução. Adicione. seguindo as técnicas de leitura.5 cm abaixo da marca de referência.2 mol/L ou 0. Nesta 2a parte do experimento nosso objetivo é determinar com exatidão a concentração do HCl. . calcule o volume de ácido concentrado que contém a massa necessária para o preparo da solução. três amostras de Na2CO3. a seguir. usando a reação com um padrão primário. com uma pequena porção (cerca de 5 mL) enxaguar o frasco depósito com a solução preparada de HCl. a seguir. a qual você deverá registrar em seus apontamentos para posteriores cálculos.118 * PROCEDIMENTOS I – Preparação de uma solução ácida a partir do ácido concentrado. Meça. para efetuar seus ensaios. água destilada ao balão volumétrico até cerca da metade de seu volume. de concentração 0. usando como padrão primário o carbonato de sódio anidro. o volume de ácido concentrado que você calculou e transfira para o balão volumétrico.

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Inicialmente complete a bureta até o zero, com a solução preparada de HCl, tomando o cuidado para que não fiquem bolhas de ar entre a torneira e a extremidade inferior da bureta. Transferir cada amostra de Na2CO3 para um erlenmeyer, adicionando água destilada suficiente para a dissolução do sal. Após a dissolução do carbonato adicione 2 a 3 gotas do indicador. Proceda na adição lenta do ácido contido na bureta, até a mudança de coloração do indicador. O manuseio correto da torneira da bureta está indicado na ilustração ao lado. Quando perceber próxima a mudança de coloração do indicador adicione a solução ácida gota a gota, com constante agitação. Para melhor obervar a mudança de coloração do indicador coloque um papel filtro sobre o suporte da bureta, abaixo de erlenmeyer. O mais indicado é um azulejo de cor branca, o qual não fica empreganado de substâncias coloridas que mascaram a visualização do ponto final da reação.

Anote o volume gasto da solução ácida. Complete a bureta com a solução ácida, tome outra amostra de Na2CO3 e repita a titulação, fazendo o mesmo com a última amostra. Para cada uma das três titulações calcule: a) a massa, em gramas, do HCl necessário para a reção como carbonato, verificando se esta quantidade está de acordo com a estequiometria prevista; b) conhecida a massa e o volume de HCl necessário para a neutralização, determine a concentração a concentração em mol/L para a solução de HCl, rotule a mesma e guarde esta solução que será utilizada no próximo experimento.

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Experimento 3 – PREPARAÇÃO E ACONDICIONAMENTO DE SOLUÇÕES ALCALINAS.

* OBJETIVOS Nosso objetivo, neste experimento, é a preparação, padronização e acondicionamento de uma solução alcalina, a partir de um reagente sólido. Em nosso caso o soluto será o hidróxido de sódio. Esta solução, após a padronização será utilizada na titulação de amostras ácidas (ácido sulfúrico e acético – vinagre). * MATERIAL E REAGENTES (no balcão central) - hidróxido de sódio sólido - solução de ácido clorídrico 0,2 mol/L - indicador (verde bromo-cresol ou fenolfateleína) * MATERIAL POR GRUPO (bancada) - vidro de relógio - espátula de madeira - bequer pequeno sem graduação (100 mL) - bastão de vidro - balão volumétrico de 1000 mL - pipeta graduada de 5 mL - pipeta volumétrica de 25 mL - bureta - suporte a agarrador para bureta - 3 frascos erlenmeyer de 250 mL - frasco âmbar para acondicionar a solução 1000 mL - balança semi-analítica - bequer de 250 mL - funil de haste longa - papel-filtro - etiquetas, cola,...

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* INTRODUÇÃO Os reagentes usados na preparação de soluções padrão alcalinas são os hidróxidos de sódio, potássio e bário. O mais empregado é o de sódio. As soluções de bases fortes absorvem CO2 do ar, contaminando-se, por formação de carbonatos. Portanto os frascos de soluções destas bases devem permanecer o menor tempo possível abertos. As soluções fortemente alcalinas, quando conservadas em frascos de vidro também sofrem contaminação devido à formação de silicatos, em ataque ao vidro. É recomendável a conservação em frascos de polietileno. Como já alertamos anteriormente não devem ser usados frascos de vidro com tampa esmerilhada, para evitar a formação de carbonatos sólidos, quando a solução é vertida, dificultando e até impossibilitando a abertura do referido frasco. Embora não completamente satisfatórias são usadas rolhas de borracha para vedar estas soluções. * PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES ALCALINAS (NaOH) Tendo em vista que o hidróxido de sódio é bastante higroscópico, não se constituindo num padrão primário, sua solução é preparada pelo método indireto e sua concentração é aproximada. Para a determinação exata de sua concentração é necessário padronizá-la, através de um padrão primário ou de uma solução ácida padronizada. Calcule a massa de NaOH necessária para a preparação de 1000 mL (1,0 L) de solução 0,2 mol/L ou 0,2 eqg/L. Pesar a quantidade acima calculada, sobre um vidro de relógio, em balança semi-analítica. Transfira o soluto para um bequer de 250 mL e adicione água destilada até a metade do volume, agitando com um bastão de vidro até total dissolução. Com o auxílio de um funil de haste longa transfira a solução para um balão volumétrico de 1000 mL, de modo que a solução não entre em contato com a parte superior do gargalo, acima da marca de referência. Lave o bequer com pequennas porções de água, reunindo-as no balão. Complete o volume do balão volumétrico com água destilada até cerca de 0,5 cm abaixo da marca de referência. A porção restante do volume complete, com cuidado, usando a pipeta graduada de 5 mL, sem ultrapassar a marca do gargalo. Homogeneizar a solução e acondicioná-la em frasco próprio.

Valendo-se da média dos volumes gastos determine a concentração em mol/L ou eqg/L. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . Guarde a solução alcalina para experimentos posteriores. Meça 25 mL de solução de NaOH. da solução alcalina. Proceda na titulação até mudança de coloração do indicador. Adicione 2 a 3 gotas de indicador. com pipeta volumétrica. Realize a titulação com as três amostras. Na bureta coloque a solução de ácido clorídrico padronizada. ultimando-a gota a gota. adicionando em frascos erlenmeyer.122 * PADRONIZAÇÃO DA SOLUÇÃO ALCALINA As soluções alcalinas podem ser padronizadas com soluções de ácido clorídrico de concentração definida. Prepare 03 amostras. Em nosso experimento será utilizada a solução de HCl já padronizada no experimento anterior ou outra definida pelo professor.

A única diferença prende-se ao fato de utilizar como padrão uma solução de hidróxido de sódio que você mesmo preparou e padronizou em experimento anterior.etiquetas. o volume de ácido sulfúrico concentrado necessário para preparar 500 mL de solução.frascos âmbar de 500 mL para armazenar a solução (01 por grupo) . cola *OBJETIVOS E PROCEDIMENTOS Neste experimento.funis com haste longa (01 por grupo) . inicialmente.papel-filtro . Valendo-se de procedimentos semelhantes àqueles adotados na preparação e padronização da solução de ácido clorídrico você irá fazer o mesmo em relação a solução de ácido sulfúrico.2 eqg/L.ácido sulfúrico concentrado (04 frascos) .soluções padronizadas de hidróxido de sódio .bastões de vidro .frascos erlenmeyer de 250 mL (03 por grupo) .copos de 100 mL sem graduação (02 por grupo) .123 Experimento 4 – PREPARAÇÃO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO DE ÁCIDO SULFÚRICO *MATERIAL E REAGENTES (somente no balcão central) . na concentração acima referida (vide dados do rótulo do ácido sulfúrico: Título.04 pipetas graduadas (para o ácido sulfúrico) . Calcule.indicador (Verde de Bromo-cresol ou Fenolftaleína) .pipetas volumétricas de 25 mL (01 por grupo) . . que corresponde a 0. com o funil de haste longa. contida num bequer.balões volumétricos de 500 mL (01 por grupo) . nosso objetivo é preparar e padronizar uma solução de ácido sulfúrico de concentração 0. Colha as amostras de NaOH com a pipeta volumétrica. massa específica e massa molar).copos graduados de 250 mL (02 por grupo) . Dilua adicionando o ácido em pequenas porções em água.10 mol/L. transferindo para o balão volumétrico.buretas de 50 mL (01 por grupo) . transferindo-as para os frascos erlenmeyer.suportes com agarrador para buretas .

-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- .124 vidro. pois soluções alcalinas atacam lentamente o Proceda nas titulações e apresente os resultados ao final. O ácido deve ficar na bureta.

com graduação (02 por grupo) .pipetas volumétricas de 25 mL (01 por grupo) .papel-filtro .copos graduados de 250 mL. . cola. Levando em conta as diluições feitas.copos de 100 mL.buretas de 50 mL (01 por grupo) . transferindo-as para os frascos erlenmeyer.suportes para bureta com agarrador .soluções padronizadas de hidróxido de sódio . sem graduação (02 por grupo) .frascos erlenmeyer de 250 mL (03 por grupo) .125 Experimento 5 – DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ÁCIDO ACÉTICO (CH3COOH) NO VINAGRE COMERCIAL. * MATERIAL E REAGENTES (somente no balcão central) .bastões de vidro .balões volumétricos de 250 mL (01 por grupo) . Com a solução alcalina na bureta (embora este procedimento não seja aconselhável) proceda na titulação do ácido acético. em quantidade adequada. teremos que diluí-lo inicialmente. Para este cálculo percentual . utilizando para esta titulação a solução padronizada de hidróxido de sódio. num balão volumétrico de 250 mL. calcule o teor de ácido acético no vinagre e apresente seus cálculos para o professor. através de pipeta volumétrica.vinagre comercial (02 frascos) . por adição de água destilada.indicador (Fenolftaleína) . Para tanto você irá colher com pipeta volumétrica de 25 mL uma alíquota de vinagre e diluí-la a 10%.etiquetas. Após a homogeneização da solução ácida você irá colher 03 amostras de 25 mL.funil de haste longa * OBJETIVOS E PROCEDIMENTOS Neste experimento nosso objetivo é determinar o teor de ácido acético (percentual) no vinagre comercial. Tendo em vista a concentração do ácido acético no vinagre.

126 considere que a solução aquosa de vinagre. 1. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . impedindo o movimento da torneira. lave com muita água a bureta. para não deixar resíduos da solução alcalina na mesma. ou seja. Após a realização do experimento. por ser bastante diluída.0 grama/cm3. Lembre-se que a solução alcalina reage com o gás carbônico do ambiente formando depósito sólido de carbonato de sódio. tenha massa específica igual a da água.

como calorímetro.01 vidro de relógio médio .solução de hidróxido de sódio 1. O ideal seria utilizar um frasco de reação isolado termicamente do meio externo (frasco Dewer ou garrafa térmica).solução de ácido clorídrico 1.calor específico da água (solução) = 1. * REAGENTES E SOLUÇÕES (balcão central) . Você vai usar um frasco erlenmeyer de 250 mL que servirá como recipiente para a reação e como calorímetro simples para medir o calor envolvido nas reações. como a medida ocorre em lapso de tempo curto.01 frasco erlenmeyer de 250 mL .calor específico do vidro = 0.etiquetas adesivas (tamanho pequeno) .espátula de madeira .01 bequer de 250 mL .balança semi-analítica * INTRODUÇÃO Neste experimento nosso objetivo é determinar a entalpia de algumas reações (dissolução com dissociação e neutralização). Considere que: .calor total = calor absorvido pela água + calor absorvido pelo calorímetro (erlenmeyer) . O calor envolvido irá modificar a temperatura da solução e do frasco.127 Experimento 6 – DETERMINAÇÃO DE CALORES DE REAÇÃO E LEI DE HESS.grau .2 cal/grama.hidróxido de sódio sólido (02 frascos) . ser utilizado um frasco aberto e não isolado.00 mol/litro . como já afirmamos anteriormente. podendo. No entanto. aplicando aos resultados obtidos a Lei de Hess.01 bastão de vidro .00 mol/litro * MATERIAL POR GRUPO (bancada) .solução de ácido clorídrico 0. considerando que são desprezíveis as perdas de calor para o ambiente.grau .0 cal/grama. portanto.50 mol/litro . pode-se considerar que não ocorrem perdas significativas de calor para o meio externo.

x calorias Reação 2: hidróxido de sódio sólido reagindo com solução aquosa de cloreto de hidrogênio. formando água e solução aquosa de cloreto de sódio. A atividade experimental consiste em medir e comparar a quantidade de calor envolvida em três reações: Reação 1: hidróxido de sódio sólido dissolvendo-se em água formando solução aquosa de íons.0 grama/mL.cágua.128 Qtotal = mágua. sendo pois necessário determinar apenas o volume. formando água e solução aquosa de cloreto de sódio. com precisão.Dt + merlenmeyer.z calorias . NaOH(s) + H+(aq) + Cl-(aq) “ H2O(l) + Na+(aq) + Cl-(aq) DH2 = .Dt Não há necessidade de determinar a massa de água se levarmos em conta que sua massa específica é 1. NaOH(s) + aquoso “ Na+(aq) + OH-(aq) DH1 = . Na+(aq) + OH-(aq) + H+(aq) + Cl-(aq) “ Na+(aq) + Cl-(aq) + H2O(l) DH3 = .y calorias Reação 3: solução aquosa de hidróxido de sódio reagindo com solução aquosa de cloreto de hidrogênio.cvidro.

–) para que a água e o frasco entrem em equilíbrio térmico com o ambiente. coloque 100 mL de solução 1. d) Cálculos * Em cada uma das reações calcule: .o número de mols de NaOH usados em cada reação. Para evitar erros instrumentais utiliza-se sempre o mesmo termômetro. Para tanto deixe-as em repouso por alguns minutos em contato com o ambiente para alcançar o equilíbrio térmico. anotando a temperatura mais extrema alcançada na dissolução. .50 mol/litro. . c) Determinação do Calor da Reação 3. esta quantidade para a água contida no erlenmeyer. reuna as duas soluções e anote a temperatura mais extrema. Lave bem o frasco erlenmeyer antes de passar para a reação 2. . Anote a temperatura inicial.00 mol/litro de NaOH. Lave novamente o frasco erlenmeyer antes de passar à etapa seguinte.a variação de temperatura. .a quantidade total de calor por mol de NaOH.00 mol/litro de HCl e. Se houver pequena diferença de temperatura entre ambas o professor lhe dará instruções como proceder para alcançar em ambas valor igual de temperatura. Com um termômetro de precisão determine a temperatura desse sistema. Num vidro de relógio determine a massa de aproximadamente 4. substituindo a água destilada por 200 mL de solução de ácido clorídrico de concentração 0. As duas soluções devem estar à mesma temperatura antes de misturá-las. transferindo. Repita as operações iniciais do item (a) anterior. .0 gramas de NaOH. . coloque 100 mL de solução 1. No frasco erlenmeyer de 250 mL. a seguir. Coloque o termômetro na água e agite o frasco até total dissolução do hidróxido. num bequer de 250 mL.a quantidade de calor absorvida pela solução. Em balança analítica determine a massa de um frasco erlenmeyer de 250 mL. limpo e seco. b) Determinação do Calor da Reação 2.129 * PROCEDIMENTOS a) Determinação do Calor da Reação 1. Coloque no frasco 200 mL de água destilada.a quantidade de calor absorvida pelo frasco. Deixe em repouso por alguns minutos (3 min.a quantidade total de calor absorvida.

procure explicar as prováveis causas para as mesmas. DH2 e DH3.130 * Exprima seus resultados como Calores de Reação: DH1 . * Compare DH2 com (DH1 + DH3) e procure explicar. * Havendo significativas diferenças entre os valores calculados no item anterior. + DH3). -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . * Calcule a diferença (desvio) percentual entre DH2 e (DH1 considerando que DH2 esteja correto.

C.M.S. uma Ciência Experimental – EDART (Vol. Paulo. Van Nos trand. – Práticas de Química Geral . A.Editora Integral. U. Andrade. Porto Alegre. – Aulas Experimentais de Laboratório de Química para Engenheiros II – Editora Integral. 5. M. G. s. Moscou. São Paulo. 2. 4. V. N. 1995. Ramos. U. . – Química.S. s.S.A. S.E. O. 1981. – Experimentos de Química em Microescala . Ohlweiler. 6.d.131 Referências Bibliográficas 1. Cruz. M. A. 1979. 3). – Prácticas de Química General – Editora Muir. R.Editora Scipione. 7.R.S.D. Livros Técnicos e Científicos Editora. 1979. 1.d. – Química Analítica Quantitativa – Vol. Brasil. Maynard & Taylor – Experiments in General Chemistry . Brasil. G. Semishin. York. Brasil. São Paulo. 3.H. Porto Alegre.

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