1 .

EST U DO DOS SI ST EM A S DI SPERSOS
1 .1 . Di s p e r s õ e s
Uma dispersão consiste num sistema no qual uma substância (disperso) encontra-se disseminada, na forma de pequenas partículas no interior de outra (dispersante) Dependendo do tamanho da partícula que constitui o disperso, a dispersão assume características diversas, sendo classificada em três tipos : soluções, colóides e suspensões. A classificação acima é feita de acordo com o diâmetro médio das partículas dos disperso: Tipo de dispersão Solução verdadeira Colóide Suspensão Tamanho da partícula dispersa entre 0 e 10-9 m (1 nanometro) entre 10-9 e 10-6 m (1 à 103 nanometro) acima de 10-6 m (acima de 103 nanometro)

Como características gerais dos três tipos de dispersões podemos mencionar que: a) soluções verdadeiras ou soluções: - o disperso (soluto) é constituído de átomos, íons ou pequenas moléculas; - pelas reduzidas dimensões do disperso (soluto), as soluções verdadeiras sempre serão sistemas homogêneos, sendo que as partículas não são visíveis mesmo com equipamentos óticos de alta resolução e ampliação; - não há sedimentação das partículas e não é possível a sua separação por nenhum tipo de filtro; Exemplos: - sacarose em água, NaCl em água, etanol em água, atmosfera (isenta de poeira), etc. b) colóides: - o disperso é constituído por aglomerados de átomos, moléculas ou íons ou, até mesmo, por macromoléculas; - as partículas do disperso são visualizáveis em equipamentos óticos (microscópios) de alta resolução (ampliação); - as partículas podem ser separadas por ultracentrifugação (elevado número de RPM) ou por ultrafiltração (filtros cujo diâmetro do poro é bastante reduzido);

2

Exemplos: leite, gelatina em água, fumaças em geral, neblina, etc. c) suspensões: - o disperso é constituído de grandes aglomerados de átomos ou moléculas; - as partículas do disperso são visíveis em microscópio comum, constituindo-se em sistemas heterogêneos; - as partículas do disperso sedimenta-se por ação da gravidade ou em centrífugas comuns podendo, também, ser separadas por filtros comuns de laboratório; Exemplos: poeira no ar.

1 .2 . Es t u d o d a s So l u ç õ e s v e r d a d e i r a s o u So l u ç õ e s
Dentre os sistemas dispersos, as soluções verdadeiras ou simplesmente soluções são extremamente importantes no cotidiano do química, pois nas atividades mais comuns de laboratório (análises, sínteses, separações, formulação de produtos, etc) o químico trabalha com soluções que, em geral, são aquosas. 1.2.1. Formação de Soluções Quando uma solução é formada ocorre uma disseminação espontânea de uma substância no interior de outra, originando um sistema mais entrópico (desorganizado) que as substâncias originais.
substância A substância B mistura A + B (solução)

lllll lllll lllll

OOOO OOOO OOOO

l Ol Ol O lO l O Ol Ol O l Ol lO lO lOl Ol lO

parede de separação

removendo a parede

A força “motriz” para esse processo de mistura é a tendência espontânea para um estado de maior desordem molecular (maior entropia). Para que ocorra o processo da dissolução é necessário que as partículas do soluto e do solvente apresentem atrações entre si decorrentes de forças de natureza eletrostática.

3

Em geral as forças atrativas dependem do tipo de soluto e solvente. Assim quando dissolvemos etanol (C2H5 – OH) em água, em virtude da presença do grupo O–H na água e no etanol a força atrativa entre essas moléculas é a Ponte de Hidrogênio ou Ligação de Hidrogênio. Se a cadeia carbônica aumenta, diminui a polaridade da molécula do álcool e, com isso, a sua solubilidade em água, por concorrência de forças Van Der Waals dipolo induzido – dipolo induzido. - metanol, etanol e propanol à altamente solúveis em água; - butanol à solubilidade 0,12 mols/100 g de água; - pentanol à solubilidade 0,031 mols/100 g de água. Esse mesmo tipo de interação irá ocorrer naquelas moléculas que apresentam grupos hidroxila ou amina (O – H ou N – H), como é o caso dos álcoois de pequena cadeia carbônica, ácidos carboxílicos, aminas e amidas. Nos glicídios (glicose, frutose, sacarose,...) a presença dos diversos grupos hidroxila ao longo da cadeia carbônica desses compostos também justifica a sua grande solubilidade em água. Com exceção dos ácidos carboxílicos, nas demais substâncias ocorre apenas o processo de dissolução, sem ionização.

O fenômeno é, portanto, explicado pela hidratação sofrida pelas extremidades polarizadas da molécula. A extremidade negativa da molécula da água (localizada no átomo de oxigênio) direciona-se para a região de densidade positiva da molécula polar e as extremidades de carga positiva (localizadas nos átomos de hidrogênio) direcionam-se para a região de densidade negativa.

Nas soluções de solutos apolares em solventes polares. novos íons são expostos e o processo continua. unidos por forças atrativas do tipo íon – dipolo. A orientação espacial das moléculas de solvatação é definida para um determinado tipo de íon. dissolvendo o cristal iônico.) justifica-se a solubilidade a partir de interações de Van Der Waals do tipo dipolo permanente – dipolo induzido. “engaiolados” por moléculas do solvente (hidratação ou solvatação). o que. Por exemplo: . A camada de moléculas orientadas que cercam um íon ajuda a neutralizar a carga do mesmo e serve para impedir os íons de carga oposta a se atraírem. etc. Nesse caso temperatura e pressão são fatores que concorrem significativamente para explicar a sulubilidade de um gás apolar na água. Conforme as moléculas de água vão retirando os íons do cristal. Nas bordas e quinas do cristal as forças atrativas entre os íons são menos intensas. CO2. até certo ponto.. Os compostos iônicos se dissolvem na água quando as forças de atração entre os dipolos da H2O e os íons são maiores que as forças de atração entre os íons no cristal. o mesmo ocorrendo para o íon Cl-. além do processo da dissolução ocorre a dissociação iônica do soluto. na solução. formando uma espécie de blindagem. contradiz a regra de solubilidade de que “semelhante dissolve semelhante”. como é o caso de gases (O2.4 Quando dissolvemos um cristal de NaCl em água.o íon Al+3 hidrata-se com oito moléculas de água. ..o íon Na+ hidrata-se com seis moléculas de água. favorecendo a interação com as moléculas do solvente. sendo que os íons originados apresentam-se. .

bebidas alcoólicas. A influência da temperatura sobre a solubilidade varia de uma substância para outra. . Mn. bronze = Cu e Sn. C.2.sólidas: ligas metálicas (aço = Fe. ex. diminui a solubilidade com o aumento da temperatura e diretamente proporcional à pressão.: C12H22O11(sólida) £“ C12H22O11(aquosa) ex. . latão = Cu e Zn. água mineral sem gás..líquidas: bebidas não gaseificados. O Coeficiente de Solubilidade varia com a temperatura e. medicamentos (comprimidos)..iônicas: as partículas do soluto são íons. AgNO3 = 122 gramas/100 gramas de H2O à 00 C.moleculares: as partículas do soluto são moléculas. A influência na pressão é evidenciada pela Lei de Henry: C = k.2... no caso de substâncias gasosas. c) quanto ao Coeficiente de Solubilidade (C. ex. As curvas de solubilidade são obtidas experimentalmente. Classificação das Soluções As soluções podem ser classificadas segundo os critérios: a) quanto ao estado físico: . GLP (vazado). No caso de um gás a solubilidade é inversamente proporcional ao aumento da temperatura.: NaCl (sólido) £“ Na+(aquoso) + Cl-(aquoso) H2O H2O ..: NaCl = 35.5 1.2 gramas/100 gramas de H2O à 00 C...). *** misturas gasosas sempre são homogênas !!! b) quanto à natureza do soluto: . sob as pedras e em locais mais profundos..gasosas: ar (isento de poeira). CaSO4 = 0.7 gramas/100 gramas de H2O à 00C. varia com a pressão. isto é. nos dias quentes de verão preferem permanecer na sombra.P ..): *** O Coeficiente de Solubilidade representa a maior massa que pode ser dissolvida em certa quantidade padrão de um solvente.. em determinada temperatura.S. Por esse motivo os peixes. soro fisiológico.

7 gramas de NaCl/100 gramas de H2O à 00 C. com exceção do Ce2(SO4)3. Para a maior parte dos sais a solubilidade aumenta com o aumento da temperatura. O gráfico a seguir mostra. as soluções podem ser: .: 35. de forma gradativa. . Estas soluções são muito instáveis. a influência da temperatura na solubilidade. resfriando-se. De todos os sais representados no diagrama ao lado o NaCl é aquele que a variação de temperatura exerce a menor influência na solubilidade e o KNO2 e CaCl2 aqueles sais cuja solubilidade é mais fortemente influenciada pela variação de Quanto ao C.saturadas: a quantidade de soluto dissolvido é igual ao C. S. ex. ex. até alcançar a temperatura de referência com o excesso de soluto dissolvido.super-saturadas: são soluções obtidas por técnicas especiais. . k é uma constante de proporcionalidade. S.insaturadas: a quantidade de soluto dissolvido é inferior ao C.S.0 gramas de NaCl/100 gramas de H2O à 00C. P é a pressão exercida sobre o sistema. S. No preparo de tais soluções aquece-se a solução na qual haja corpo de fundo do soluto até uma temperatura na qual ocorra total dissolução. para solutos sólidos. após. choque brusco de temperatura ou adição de um “germen de cristalização”. podendo o excesso de soluto precipitar (sedimentar) por agitação mecânica.: 3. . nas quais a quantidade de soluto dissolvido é superior ao C.6 onde: - C é a concentração de gás dissolvido.

ácido oxálico.2.: 0. além da proporção entre a quantidade de soluto e de solução (ou solvente). O número de padrões primários é relativamente limitado. e) deve ser bastante solúvel. tetraborato de sódio. purificação. Essa concentração é expressa com exatidão (quatro decimais) ex. padrões primários. oxalato de sódio e dicromato de potássio. Os reagentes com semelhantes características são denominados. . direta ou indiretamente. comumente. as substâncias são utilizadas.8543 mol/L (número de mols/volume) b) soluções não padronizadas: usadas para fins não analíticos sendo sua concentração aproximada.1538 g/L (massa/volume) 0.0 mol/L (número de mols/volume) O título das soluções padrão deve ser conhecido com grande exatidão.5 g/L (massa/volume) 1. o uso de um reagente quimicamente puro e com composição perfeitamente definida. tiocianato de potássio.: 0.1 %. Assim sendo é desejável que o título das soluções padrão possa ser determinado com um erro inferior a 0. Não é requerida a mesma exatidão. na unidade de volume. O grau de exatidão requerido é maior do que o correspondente aos trabalhos analíticos mais comuns.3. São exemplos: carbonato de cálcio. é indispensável que se conheçam características específicas de cada soluto. Numa solução. com relação às soluções padronizadas (um ou dois decimais) ex. seja em nível acadêmico ou na própria indústria.7 1. b) não pode ser volátil. c) as impurezas devem ser facilmente identificáveis com ensaios qualitativos de sensibilidade conhecida. na preparação adequada dessa solução. de modo geral. Maiores detalhes serão tratados nas disciplinas de Química Analítica Quantitativa. Preparação de soluções Na atividade de laboratório. cloreto de sódio (após dessecação a peso constante). na forma de soluções. d) a substância não deve ser higroscópica (absorver umidade do ambiente) ou eflorescente. A preparação de uma solução padrão requer. expressa na forma de uma “concentração” . Dependendo da utilização da solução as mesmas devem ser consideradas segundo duas características básicas: a) soluções padrão: usadas para fins analíticos contendo uma quantidade exatamente conhecida de um reagente qualquer. dessecação e conservação. São os seguintes os requisitos principais exigidos de um padrão primário: a) a substância deve ser de fácil obtenção. ácido benzóico. nitrato de prata.

2574 mol/ L Linus Pauling 06/06/1966 Química Geral e Inorgânica II .8 Quando o reagente com que se tem de preparar a solução é um padrão primário. em balança analítica. Leitura correta da bureta Transferência de solução Transferência de líquido para o balão Como rotular a solução ! FACULDADE DE QUÍMICA – PUCRS HCl M = 0.) a técnica correta de leitura. As ilustrações a seguir indicam alguns dos equipamentos utilizados na titulações (bureta. seu título. a data de praparação e seu preparador. dissolução e diluição a um volume conhecido em balão volumétrico aferido. recorre-se a técnica direta que consiste na pesagem. Embora o Sistema Internacional de unidades recomende para o volume a unidade metro cúbico utilizamos o volume expresso em litro (L).. de transferência de alíquotas com a pipeta volumétrica e transferência de solução para o balão volumétrico.. erlenmeyer. No rótulo deverá constar a espécie química. da massa que se requer da substância. pipeta volumétrica. conforme modelo..

. Conservação das Soluções Padrão Como já afirmamos anteriormente as soluções não são conservadas em balões volumétricos (são usados somente na preparação). por serem estes solutos voláteis. uma solução com concentração aproximada à desejada e. c) o volume de solução gasto na padronização não deve ser pequeno demais. determinar com exatidão o sei título em relação a um padrão primário adequado ou com referência a uma outra solução padrão. padronizá-la. Aconselha-se o frasco escuro para evitar a decomposição fotoquímica. o que ocorre com facilidade em soluções de peróxido de hidrogênio e permanganato de potássio. Na padronização devem ser obedecidas as seguintes condições: a) é preciso dispor de um padrão primário adequado ou solução padronizada. então. à técnica indireta.9 Quando o reagente não é padrão primário (por exemplo. os hidróxidos alcalinos e de amônio.1 eqg/L de dicromato de potássio é indefinidamente estável. pois cada leitura na bureta está sujeita a um erro de 0. Estes carbonatos solidificam no gargalo dos frascos de depósito e se os mesmos tiverem tampas de vidro esmerilhado. sendo aconselhável o uso de tampas com rolha de borracha ou polietileno ou rosqueadas. eventualmente o critério acima poderá não ser verificado !!! 1. *** Obs. uma solução 0.04 mL e. que consiste em preparar. nítrico e hidróxido de amônio. isto é.: como o objetivo em nossa disciplina não é esgotar o assunto e sim mostrar características principais no prepa – ro de soluções. para garantir uma exatidão de 0. Por exemplo. o ácido clorídrico. o permanganato de potássio. b) o peso do padrão primário não pode ser demasiadamente pequeno. tem duração limitada.4. . inicialmente. em virtude do erro inerente ao aparelho de pesagem. depois.. Por exemplo. o ácido clorídrico não é padrão primário e a sua solução pode padronizada através de um padrão primário.02 mL. a presença de carbonatos irá emperrar as referidas tampas. Algumas soluções são altamente estáveis e outras não.) a preparação direta da solução não é possível.1% é preciso que o volume de solução gasto na titulação não seja inferior a 40 mL. A seguir esta solução (já padronizada) pode ser usada para titular hidróxidos alcalinos (como por exemplo o hidróxido de sódio). As soluções padrão devem ser conservadas de maneira a manter inalterado seu título tanto quanto possível. como é o caso do carbonato de sódio. Recorre-se. As soluções de hidróxidos alcalinos reagem com o CO2 presente no ar formando carbonatos. podendo o erro total chegar a 0..01 mL e um erro de escoamento de 0.2. portanto. As soluções de ácido clorídrico.

3.9 % de NaCl. para cada 100 gramas de solução.3. por diante. a qual expressa a quantidade de um constituinte. número de moléculas. número de mols/volume.0 grama / mL). As principais formas de representar as concentrações são do tipo massa/volume. por exemplo Carbonato de sódio = 127 mg / L nos indica uma relação massa / volume. Nesse caso. Isso significa uma relação massa / massa onde há. 0. aproximadamente. como se trata de uma solução muito diluída e aquosa o mesmo valor percentual massa / massa também corresponde. volume/volume. Concentração Comum ou Concentração ( C ) Representa a razão entre a massa do soluto (em gramas) e o volume de solução final (em litros). Já na composição do soro fisiológico. usado para limpeza e conservação de lentes de contato. a quantidade de solução sendo que essas quantidades podem ser expressas em massa.1. ao valor da relação massa / volume. assim. massa/massa. quando analisamos a composição de uma água mineral. C= Aplicação œ Que massa de bicarbonato de sódio há em 750 mL de uma solução que apresenta uma concentração de 107 mg / L ? 1. número de mols.1 gramas de solvente (água).2. 1. Concentração em Massa ou Título em Massa ou Título ( t ) m V 1 ( Unidades: gramas/litro ) Representa a razão entre a massa do soluto (gramas) e a massa da solução (gramas). etc. Assim . volume. Assim. Pr i n c i p a i s Ex p r e s s õ e s d e Co n c e n t r a ç ã o A “concentração” de uma solução representa uma relação entre a quantidade do soluto e. em virtude da massa específica do solvente (água) ser unitário (1.3 . número de mols/massa e.10 1 . em geral. especificamente.9 gramas do soluto (NaCl) sendo o restante 99. t = m= m m m +m 1 1 1 ( não tem unidades = adimensional ) 2 É comum expressar o Título em Massa sob a forma percentual. a composição indica 0.

Relação entre C e Lembrando que: t C= m V 1 e t = m= m m m +m 1 1 1 2 dividindo uma expressão pela outra resulta: que simplificando torna-se ou. na forma C =m . 1. Historicamente essa forma de concentração tem sido expressa como o G L (graus Gay-Lussac) utilizada para representar a percentagem volumétrica de etanol em bebidas alcoólicas.3. 1000 (mL/L) e dessa forma a Concentração terá como unidade resultante grama / litro.11 t% = t . então C/t = m/ V = C / t = m1/ V C =m m (massa específica) .3.se a massa específica (ou densidade absoluta) em grama / cm3 ou grama / mL e a Concentração em grama / litro. Que massa dessa substância há em ½ quilograma dessa solução ? Qual a massa de solvente presente ? 1. Concentração em Volume ou Título em Volume (t v ) Representa a razão entre o volume de solvente e o volume de solução.4.t / m1/m Usualmente expressa. t . Portanto para que a expressão acima represente “Concentração” a mesma deverá ser multiplicada pelo fator de conversão 1000 mL / L. tv = V1 / V = V1 / V1 + V2 (adimensional) Aplicação œ Que volume de etanol há numa garrafa de 750 cm3 de Jack Daniel´s ? . 100 Aplicação œ Uma solução aquosa de ácido sulfúrico apresenta Título percentual 15 %.3.

em geral aquosas.3. aproximadamente. que massa desse ácido estará ali contida ? . Essa expressão de concentração é muito utilizada para misturas de gases como. Assim uma solução.12 1. M = n V 1 = m M .1000 M 1 ( Unidade: mol / L = molar = M) A expressão de concentração expressa em molaridade é a mais empregada dentre todas as formas usadas na Química.3. Concentração em fração molar ( x1 ) Corresponde a razão entre o número de mols de um componente qualquer e o número de mols total da mistura. Assim X1 = n n +n +n 1 1 2 = 3 n n 1 onde n1 = m M 1 1 ( X1 = adimensional ) Aplicação œ Uma solução aquosa de NaOH tem fração molar 0.t . Qual seu Título em massa ? 1. Demonstre que: 1 ppm = 1 mg / litro !!! 1.95 mol / litro. Sabendo que numa bateria comum a quantidade de solução é de 800 mL.15 . para definir a composição da atmosfera. Concentração em “partes por milhão” (ppm) Corresponde a uma forma de Concentração Comum (gramas/litro) aplicada para soluções muito diluídas. cujo significado equivale a 1 grama de soluto para cada 106 gramas de solução.7.5. na qual a quantidade de soluto seja de 15 ppm significa que há 15 gramas da substância para cada 106 gramas de solução.V 1 1 = C M = m.6. Concentração em Quantidade de Matéria ou em Molaridade ( M ) Corresponde à razão entre o número de mols do soluto e o volume total da solução. por exemplo. Aplicação œ A solução dos líquidos de baterias de automóveis consiste de água e ácido sulfúrico em concentração 3.3.

A concentração expressa em Molalidade é comumente empregada no estudo dos efeitos coligativos das soluções.75 mol / L desse ácido.3.3.1000 Mm 1 1 2 ( Unidades: mol/quilo ou molal) Ä em grama Na última expressão o valor numérico 1000 na realidade corresponde ao fator de correção 1000 g / quilograma.m 1 1 = 2 Ä em quilo m . 1.2 gramas / Litro desse sal ? Idem para as concentrações dos íons H+ e SO4-2. de solvente. em quiligramas. Concentração em Molalidade ( W ) W = weight = peso Corresponde à razão entre o número de mols do soluto e a massa. Observe que a molalidade é a única expressão de concentração que relaciona a quantidade de soluto com a quantidade de solvente e não de solução. Qual a sua Molalidade ? Para soluções aquosas diluídas J ust if ique !!! M = W . numa solução 0.9. W= Ä em quilo n m 1 2 = m M . Aplicação œ Uma solução de ácido sulfúrico apresenta título em massa igual a 15 %. supondo um grau de dissociação (a) igual a 85 % do ácido ? . Concentração para espécies iônicas Como podemos determinar as concentrações molares dos íons Na+ e SO4-2 para uma solução de concentração 27.8. quando a massa do solvente for dada em grama.13 1.

V Como a massa do soluto é a mesma. conclui-se que: C . V = C ‡.Vágua ¡ 2) Mistura (mesmo soluto): na mistura de soluções do mesmo soluto não há reação entre as soluções misturas. . V = M ‡.4 .V Ä + Vágua m1. V. m ‡ Na Concentração de uma solução o solvente é “removido “ por evaporação. Di l u i ç ã o e M i s t u r a s d e So l u ç õ e s 1) Diluição: diluir uma solução consiste em adicionar solvente. C   m1= C . A diferença ocorre no volume final: ¡ ¡ Diluição: Concentração: V > V V < V ¡ . As expressões são as mesmas da Diluição. V . V ‡ = t ‡. C m1= C.14 1 . mantendo constante a quantidade de soluto. . + Vágua Solução inicial Solução final Ä       m1. V = V + Vágua V = V .m M . V ‡ De modo semelhante. sem modificar a quantidade de soluto. pode ser demonstrado que: t.

V . m ‡ = t ‡‡ . portanto: ¢ ¢ m1 + m1 = m1 logo: ¢ C.V ‡ = C ‡‡. V ‡ = M ‡‡. V . m ‡‡ A relação anterior pode ser aplicada para uma mistura de qualquer número de soluções.V + C ‡. V . C Ä m1 = C . V ‡‡ t . V M x . Vx = S M . C Ä m1= C.V m1 .15 (1) (2) (3) + Solução 1 + Solução 2   = Solução final       A massa de soluto na solução final é a soma das massas nas soluções 1 e 2. m + t ‡.V‡‡ De modo semelhante pode ser demonstrado que: M .V m1 . Generalizando: Cx . V tx .V . C Ä m1 = C . m                             m1. Vx = S C . V + M ‡ . mx = S t .

Vb ex. .16 3) Mistura (solutos diferentes): neste caso ocorre reação entre os constituíntes.: solução de H2SO4 misturada com solução de KOH.: solução de HCl misturada com solução de NaOH. Este processo é denominado Titulação ou Padronização. O ponto final das reações de neutralização pode ser visualizado através da adição de indicadores ácido-base (fenolftaleína. ex. Vb = 2 M a . Va O principio acima descrito consiste de um método volumétrico de determinação da concentração de bases através do volume gasto de ácido. no ponto final dessa reação: nácido = nbase à £“ M a . mas para qualquer tipo de reação. azul de bromo timol. para que a reação seja completa entre os solutos os volumes misturados devem obedecer à relação estequiométrica corresponde à reação.) Este principio não é válido somente para reações ácido-base. . HCl 1 mol + NaOH 1 mol £“ NaCl 1 mol + H2O 1 mol Portanto. H2SO4 1 mol + 2 KOH 2 mols K2SO4 1 mol + 2 H2O 2 mols No ponto final dessa reação: nbase = 2 nácido à M b .: solução de H3PO4 misturada com solução de NaOH. desde que se conheça a equação química correspondente e seu respectivo ajuste (coeficientes). Va £“ ex. Neste caso.. Va = M b . H3PO4 1 mol + 3 NaOH 3 mols Na3PO4 1 mol + 3 H2O 3 mols No ponto final dessa reação: nbase = 3 nácido à M b .. Vb = 3 M a . de molaridade conhecida e vice-versa. tornassol.

. provavelmente. A solubilidade é decorrente de forças atrativas entre as moléculas das substâncias envolvidas.17 A figura ao lado mostra como pode ser determinada a concentração de uma solução usando-se a sua reação com outra. fato esse comprovado pelo seu ponto de ebulição ser bastante inferior (53.5 . 1. através das expressões acima mencionadas. em mols. em água. a qual é adicionada a uma alíquota (porção) de solução de concentração a determinar (em geral 25 mL). investigue a respeito do diagrama de fases da água pura bem como do significado do ¨ponto triplo da água¨. 1 . No ponto final da reação o indicar muda de coloração e pelo volume gasto na bureta podemos estabelecer as quantidades . Ex e r c íc i o s 1. a elevada tensão superficial da água. de molaridade conhecida.6o C). já deve ter enchido um copo acima da sua borda. Na bureta coloca-se a solução de concentração conhecida. você. Como esse fenômeno pode ser explicado ? 4) Porque a água quente evapora mais rapidamente do que a água fria ? 5) A miscibilidade (solubilidade) do etanol (CH3CH2OH) é infinita. que reagiram entre sí.2. Propriedades dos líquidos.5. Como se explica o fato do mesmo não transbordar? 3) A acetona (CH3COCH3) é um líquido muito mais volátil do que a água. 1) Em função das forças interativas moleculares como se pode explicar: 1. 2) Como toda a criança. a dilatação anormal (anômala) do gelo. Nesse caso qual é o tipo de força atrativa ? 6) Valendo-se de qualquer bibliografia de Química Geral.1.1.

Varia diretamente com a pressão (Lei de Henry) e inversamente com a temperatura.9 % œ Água oxigenada a 10 volumes œ Graduação alcoólica do conhaque 380 GL. a 100o C é de 39. numa solução aquosa. 2) Sabendo-se que a solubilidade do NaCl. devem ser preparadas em balões volumétricos e não em bequer graduado ? 4) Investigue a respeito de duas soluções que devem ser obrigatoriamente conservadas em frasco escuro. 5 exemplos de solutos que mostrem essas características ? 3) Porque as soluções. Em função disso explique porque os peixes procuram os lugares mais profundos e sombrios durante as tardes de verâo ? 8) O que ocasiona a ¨ descompressão¨em mergulhadores ? 1.2. citando. mNaCl = 720.10. Qual a Concentração em massa (Título) da mesma ? Resposta: 37. Preparação de soluções 1) Na preparação de uma solução.5.5.3. pelo menos. Concentração das soluções 1) Procure estabelecer o significado para as expressões de concentração encontradas em algumas soluções de nosso cotidiano: œ Soro fisiológico : NaCl a 0. ambas de mesma capacidade ? 1.0 g/100 g de água e. ao abrigo da luz. 5) Qual a diferença entre uma pipeta graduada e uma pipeta volumétrica. justificando tal procedimento em cada caso.6 % . a 20o C é de 36.18 7) A solubilidade de gases em líquidos não mostra o mesmo comportamento do que a dos sólidos.0 g/100 g de água. calcule qual a massa de água necessária para dissolver 780 g de NaCl à 100o C e qual é a massa de NaCl que permanecerá dissolvida quando essa solução for resfriada até 20o C ? Resposta: mágua = 2000 g . mesmo as de padrões secundários. quando é que um soluto pode ser considerado um padrão primário ? 2) Enumere algumas características de um padrão secundário.0 g 3) A fração molar do ácido sulfúrico é 0.

000 L de cerveja ? Resposta: 400 mL 11) Uma solução cuja densidade é 1.7 % em massa de água dissolvida no álcool.5 .19 4) O álcool hidratado usado como combustível apresenta em média cerca de 3.000.1 gramas de permanganato para produzir a solução acima ? Resposta: 4 l de água 10) Em média.08 mol/kg 8) Qual a massa de cloreto de cálcio (CaCl2) que deve ser dissolvida em 400 gramas de água para produzir uma solução de título 20% ? Resposta: 100 g 9) O bactericida permanganato de potássio.80 g/mL) Resposta: 26.2 g/mL. Para uma graduação 120 do whiskey bourbon. pode ser usado em água dissolvido na proporção em massa de 1 : 40.15 g/mL foi preparada dissolvendo-se 160 g de NaOH em 760 mL de água. o resto é água. Qual o valor da fração molar do soluto nessa solução ? Resposta: 0. por 100 gramas de água. qual a molalidade do álcool etílico ? (massa específica do etanol = 0. uma água natural de superfície não pode conter mais de 0.0 mol/L 6) Formalina é uma solução para preservação usada em biologia. V = 0. Qual a Molalidade dessa solução ? Resposta: 10. de etanol. Qual a Molaridade de ácido sulfúrico na solução ? Resposta: 4. 10-5 mol/L . Qual a concentração limite para o cromo em mol/L ? Resposta: 1. Qual o volume. Ela contém 40 cm3 de formaldeído (H-CHO).93 mol/kg de água 7) A graduação alcoólica do “ whiskey “ bourbon (destilado de malte e milho).78 mg de cromo por litro. existente num tonel de 10. corresponde ao dobro da porcentagem em volume de álcool (C2H5OH).089 5) O ácido sulfúrico para acumuladores (baterias) de automóveis tem 32 % em massa de ácido. massa específica 0. A massa específica dessa solução é 1. principalmente. Determine a massa e o volume da solução obtida. Respostas: m = 920 gramas . em litros. as cervejas apresentam teor alcoólico (etanol) de 4% (40 GL). nos estados do Tenessee e Kentucky (USA). KmnO4.82 g/cm3.8 L 12) Segundo os padrões modernos de controle ambiental. produzido. Que volume de água será necessário dissolver 1 comprimido de 0.

Supondo o sal totalmente dissociado. considerando o soluto totalmente dissociado. 1022 (0. 10-2 mol/L 16) A solução aquosa de cloreto de sódio. entretanto. além de outros componentes.0 . 10-5 mol 15) Certa massa de sulfato férrico foi dissolvida para perfazer 1. qual a molaridade em relação aos íons presentes ? Respostas: Cromo = 0. apresenta uma concentração de 0. quantas gotas deverão ser ministradas a um paciente de 70 quilogramas ? Resposta: 40 gotas 18) O rótulo de uma água mineral distribuída para o consumo informa que ela contém principalmente 696. Sabendo-se que cada gota contém cerca de 5 mg do analgésico.0 litro dessa solução ? Resposta: 9. Sulfato = 0. 10-4 gramas . Qual o número de mols de HCl presentes em 1. exceder a 200 mg por dose.0 ppm de chumbo. expressa em mol/litro dessa água mineral ? Resposta: 0.6 mol/L 20) A água potável pode ter no máximo 1. Qual a concentração do bicarbonato de sódio. Qual a molaridade do HCl nessa solução? Resposta: 12 mol/L 14) Um mL de solução 1.1 N0).4 mol/L .4 % em peso e massa específica 1.0 M de ácido clorídrico equivale a 20 gotas.0 gramas 17) Um analgésico em gotas deve ser ministrado em quantidade de 3 mg por quilograma de massa corporal.20 13) O rótulo de uma solução de ácido clorídrico comercial indica HCl 37. foi igual a 6. vendida no comércio e usada como colírio ou para limpar lentes de contato. Qual a Molaridade da solução em função do Fe2(SO4)3 ? Resposta: 2. Qual a massa de NaCl contida em 1.02 . apresenta Título igual a 0.0 gota ? Resposta: 5.35 mg de bicarbonato de sódio (NaHCO3).0 .0 litro de solução. não podendo. Qual a maior massa de chumbo que pode existir em 0.9 %.008 mol/L 19) Uma solução de Cr2(SO4)3.18 g/mL. O número total de partículas dispersas na solução.2 mol/L.50 L de água potável ? Resposta: 5.0 .

em mL.37 L 5) Foi adicionado certo volume de água a 100 mL de solução 1. Qual a porcentagem de ácido na solução diluída obtida ? Resposta: 7 % 2) Que volume de água.40 mL 4) Que volume de ácido clorídrico 0.1 M de uréia. Qual a molaridade da mistura resultante ? Resposta: 1. Diluição e Misturas de Soluções * Diluição 1) A 50 gramas de uma solução de ácido sulfúrico de 63% em massa são adicionados 400 g de água.185g/mL e que apresenta 36. que contém 24.5% em massa de H3PO4. Qual o volume de água adicionado ? Resposta: 400 mL * Mistura de Soluções 1) Misturando-se 280 mL de uma solução 1/2 M de HCl com 200 mL de uma segunda solução do mesmo ácido contendo 14. qual a Molaridade resultante ? Resposta: 1.2 mol/L do mesmo ácido. com 1/2 L de solução 0.625 mol/L 2) Misturando-se 250 mL de ácido fosfórico.25 mol/L poderemos obter pela diluição de 50 mL de HCl de massa específica 1. de modo que a sua concentração ficou reduzida a 1/5 do valor inicial. foi misturada a 100 mL de outra solução do mesmo sal.6 g de HCl puro num volume de 500 mL. de volume 50 mL.12 g/mL.139 g/mL é necessário para preparar 50 mL de solução a 5% em massa e densidade 1. de molaridade 0.5 M.0 M de NaOH.5 de ácido clorídrico.032 g/mL ? Resposta: 3.08 M ? Resposta: 20 mL 3) Que volume de ácido sulfúrico 20% em massa e densidade 1.4. deve ser adicionado a 80 mL de solução aquosa 0.06 mol/L 3) Uma solução aquosa 2 M de NaCl. em massa ? Resposta: 2.21 1. com massa específica 1.5. para que a solução resultante seja 0. qual a Molaridade resultante ? Resposta: 0.0 mol/L .

Determine (a) a percentagem de pureza da base e (b) a massa de material necessário para a preparação de 1.8 mol/L. Essa solução foi titulada sendo consumidos 20 mL de uma solução 0. Qual a percentagem de impurezas da amostra de soda.5 gramas. Qual a Molaridade da solução resultante ? Resposta: 0. Qual a molaridade e a concentração em g/L dessa nova solução ? Respostas: 0. foram misturados e deram origem a uma nova solução. foi preparada uma solução aquosa de 50 mL.1 mol/L são adicionados a 500 mL de NaOH 0. lavado e seco pesou 0. respectivamente.4 mol/L à 200 mL de NaOH 0.24 mol/L 3) 100 mL de solução de ácido sulfúrico 0.80 mol/L 1. Para que valor ficará reduzida a molaridade da solução básica? 4) 30 mL de uma solução de H2SO4 quando misturados com uma solução de BaCl2 produzem uma precipitado branco (sulfato de bário) que. 24.0 M de ácido sulfúrico com 300 mL de solução 1. (a) 0.08 mol/L . Dispondo de uma amostra de 0. com água destilada. Qual a Molaridade da solução ácida ? Resposta: 0.5 mol/L.0 g/L 5) Em um balão volumétrico de 1000 mL juntaram-se 250 mL de uma solução 2.0 mol/L. Resposta: 20 % 2) Juntou-se 300 mL de solução HCl 0.065 mol/L 5) Uma indústria adquiriu hidróxido de sódio como matéria-prima para a fabricação de sabão. A solução resultante será ácida. (b) 0.5.5. a qual apresentava impurezas inertes ao HCl.0 gramas da base foi completamente neutralizada por 20 mL de HCl 3.4 e 0.22 4) Volumes iguais de duas soluções aquosas de NaOH de molaridades iguais a 0.8 mol/L.466 gramas.0 L de solução 1. (b) 50 g . Certa amostra de 3.25 M de ácido sulfúrico. Soluções que Reagem entre si 1) Uma remessa de soda cáustica está sob suspeita de estar adulterada.0 mol/L ? Respostas: (a) 80 % .0 M do mesmo ácido e completou-se o volume até 1000 mL. básica ou neutra ? (a) Qual a Molaridade em relação ao reagente em excesso ? (b) Qual a Molaridade em relação ao sal formado ? Respostas: a solução resultante será básica. considerando-se que o ácido não reage com as impurezas.6 mol/L .

C) 5. O mesmo efeito seria obtido pelo emprego de A) 2.00 2 .0 g de hidróxido de potássio. é de 5 mg/kg de peso corporal.Um laboratorista possui um frasco contendo 200 mL de uma solução 0. D) a concentração de íons cúprico era igual à de íons férrico. em mililitros.1 M de CuSO4.O limite máximo de “ingestão diária aceitável” (IDA) de ácido fosfórico. uma certa quantidade de um monoácido.4 M de ácido nítrico. O volume de refrigerante.2 g de hidróxido de bário.4 g de hidróxido de cálcio. contendo ácido fosfórico na concentração de 588 mg/L que uma criança de 20 kg pode ingerir para atingir o limite máximo de IDA é A) 0. sobrando íons Cu++ em solução. exatamente.0 g de NaOH quimicamente puro.25 D) 0. E) 34.17 C) 0.23 *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 .6 g do ácido em 500 mL de solução. sobrando ainda ferro. o volume necessário de solução de hidróxido de sódio 1. usado como aditivo em alimento.10 B) 0. ele necessita de uma solução 0. 4 . C) todo o ferro foi oxidado a íons férrico e todos os íons Cu++ foram reduzidos a Cu0.Foi mergulhado 1. B) todo o ferro foi consumido.0 M é A) 2 mL B) 125 mL C) 200 mL D) 1250 mL E) 2000 mL . 5 .Para neutralizar.9 g de hidróxido de magnésio.50 E) 1. contendo 12. Pode-se afirmar que ao final do processo A) praticamente todos os íons Cu++ foram consumidos.8 g de cloreto de sódio. D) 7.1 M do mesmo ácido.Para neutralizar uma solução de ácido nítrico. O volume de água. em litros. E) nada pôde ser observado. que deve adicionar a sua solução ácida para obter a solução de concentração desejada é A) 100 B) 400 C) 500 D) 600 E) 800 3 .116 g de esponja de ferro (bombril) em 500 mL de uma solução 0. foram gastos 4. pois o íon Cu++ não oxida o ferro. Para prosseguir em sua análise. B) 4. não sobrando mais esponja de ferro.

2 M C) 25 mL de HNO3 0.1 M .2 M para titular 20 mL de vinagre? A) 0. E) dissolver 4 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 100 mL. O volume de água. em litros. 9 . 7 . C) a concentração de C é 1.Uma solução aquosa de ácido sulfúrico.3 mols/mL. é igual a A) 0. deve-se A) diluir.1 M B) 25 mL de H2SO4 0. que pode ser obtido a partir de 500 mL de solução de ácido sulfúrico de concentração 18 mol/L.Para preparar uma solução de hidróxido de sódio 2 M.5 mols/L.50 E) 9.1 M E) 50 mL de HCl 0. B) diluir.Necessita-se preparar uma solução 0.4 mols/mL. que deve ser adicionado para obter-se a solução com a concentração desejada é A) 25 B) 40 C) 65 D) 80 E) 100 10 . D) a concentração de C é 1.00 11 . E) 0.2 mols/L. Sobre essas soluções pode-se afirmar que A) C e D apresentam diferentes quantidades de soluto. de uma solução adequada para se utilizar nestas baterias. B) 0. respectivamente. 33 mL de solução de hidróxido de sódio 6 M com água e completar a 100 mL.25 D) 4. para ser utilizada em baterias de chumbo de veículos automotivos.Misturam-se volumes iguais de duas soluções A e B de NaOH.00 C) 2.2 M D) 25 mL de HCl 0.50 B) 2.02 M de NaCl. resultando uma solução C. partindo-se de 20 mL de uma solução 0.50 mL de uma solução 0. 8 .0 mol/L e 2 mols/L. de concentração 1. D) dissolver 60 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 250 mL.5 mols/L e a de D é menor que 1.24 6 . aproximadamente.2 M de NaOH seriam completamente neutralizados com A) 20 mL de H2SO4 0.3 mols/L.5 mols/L.4 mols/L.1 M do mesmo sal. em mL. 50 mL de solução de hidróxido de sódio 3 M com água e completar a 100 mL. aproximadamente. C) dissolver 100 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 1. E) A e B apresentam a mesma quantidade de soluto. O volume total. Qual a concentração de ácido no vinagre se foram gastos 30 mL de uma solução de NaOH 0. Adicionando-se 200 mL de água à solução C.O vinagre é uma solução aquosa de ácido acético. deve apresentar concentração igual a 4.0 litro. B) B e D tem concentrações iguais. D) 0. obtém-se a solução D. C) 0.0 mol/L.5 mols/L e a de D é maior do que 1.

B) 0.9 g/mL necessário para preparar 10.O volume. B) 36.4 mol/L é.50 16 .0 . Sabendose que durante a digestão são produzidos cerca de 100 mL de suco gástrico.50 D) 8. l0-2 mol/L. E) 0.0 0.00 mL de água destilada a 15. E) 0. E) 0.0 g/L.75 E) 8.15. C) 0.5 g/L.150. .04.175. A molaridade desta nova solução é A) 0.O “soro caseiro” recomendado para evitar a desidratação infantil consiste de uma solução aquosa de cloreto de sódio. D) 0. D) 0.06.Um aluno do curso de Química necessita preparar uma solução 0. em mililitros.20 M em NaOH para ser utilizada em uma reação de neutralização.0 litros de solução 0. C) 0.0 0. B) 0. aproximadamente A) 0. 15 .0 1.50 B) 4. qual a massa.65. C) 3.50 M em KMnO4 .5.050.0 0.03. de solução de ácido clorídrico a 37% em massa de densidade igual a 1. D) 0. 14 .O suco gástrico produzido pelo estômago durante o processo da digestão apresenta ácido clorídrico numa concentração molar de 1.10.00 mL de uma solução 0.000 13 .25 12 .075.100. A forma correta de preparação dessa solução seria dissolver _______g de NaOH em ______ L de solução. 3. de ácido contido nesse volume ? A) 73. A concentração. do cloreto de sódio nessa solução e.Foram adicionados 35. aproximadamente A) 50 B) 78 C) 146 D) 208 E) 2.0.0365. e de sacarose 11. em mol/L.073. A) 2. expressa em gramas.0 0.25 C) 4.

9 M do mesmo sal. C) 5. 10-5.Um técnico necessita preparar uma solução aquosa de hipoclorito de sódio. E) 5. através da resolução no 20 de 18 de Junho de 1986.50. para o branqueamento de um tecido de algodão. 21 . em mol(s) de cloreto de sódio consumidos por um paciente que recebeu 1.3 g do sal.8 .45. D) 3. aproximadamente. C) 0. A) 0. D) 0. No laboratório foram encontrados somente 10.500 mL de soro fisiológico é A) 0.35. o volume. D) 0. E) 0.9 g do sal em 100 mL de solução. 10-5.Necessita-se preparar uma solução de fluoreto de sódio de concentração igual a 12.26 17 .5 M. 10-3.12. B) 600 mL de água. C) 0. portanto.00. ou seja.15. 10-3.3 mols do sal. em mols/L. A) 1. 10-7. B) 0. aproveitando 200 mL de uma solução 0. C) 200 mL de água. 2 ppm. aproximadamente.70. podemos afirmar que a molaridade da solução e. usada em medicina porque a sua composição coincide com aquela dos fluídos do organismo. 0.1 .8 .27. Sabendo-se que foi preparada pela dissolução de 0.23.Solução salina normal é uma solução aquosa de cloreto de sódio.30.46.O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). em litros. 18 .70. B) 0. B) 3.9 %. 19 . D) 1. 2 mg de Cr+3 por litro de efluente. Para isso deve se adicionar A) 400 mL de água. apresenta como limite para o cromo trivalente em efluentes líquidos.0 gramas do soluto e. desse metal é A) 1. A concentração aproximada.6 .6 g/L. E) 6. D) 7. .O soro fisiológico é uma solução de cloreto de sódio a 0. E) 9. A quantidade aproximada. 20 .50. B) 0. de solução obtida com a molaridade desejada é de.25.9 . NaClO. C) 2.

D) 0. em massa.0 mols/L de MgCl2 são diluídos a 1. E) evaporando-se parte do solvente. A concentração. a concentração ficaria igual a 0. com suas respectivas concentrações em mols/L: cloreto de potássio 0. A) a concentração é de 0. contendo 90% de H2SO4.O ácido sulfúrico concentrado é um líquido incolor.20 e cloreto de cromo III 0. respectivamente. E) 1620 g. E) 4. C) 1. em mol/L.5.20 mol/L.5 litros dessa solução.4 molar.6 g em água suficiente para obter-se 2. E) 0. em mol/L. B) a concentração do cátion magnésio e a de ânio cloreto são. muito corrosivo.00 mL de uma solução 2.75. de forma que o volume fosse reduzido para 0. nesta solução.05. D) 324 g. C) 0.0 g de cloreto de amônio. respectivamente.Uma solução de ácido ascórbico (vitamina C). 24 .62 g. D) adicionando mais 0.05 mol/l e 0.65. D) 2. C) para neutralizar 0. 10-4 mols do ácido. No almoxarifado de um laboatório há disponível o ácido sulfúrico de densidade 1. foi preparada pela dissolução de 17.10.A adição de 90 mL de água destilada a 10 mL de uma solução contendo KCl e MgCl2 em concentrações iguais a 1.50.27 E) 13. oleoso.5 mol/L.0. B) em 10 mL estão contidos 5 . B) 045. A massa de ácido sulfúrico presente em 100 mL desse ácido concentrado é A) 1. . 23 .0 mol/L e 0.2.0. 22 . É correto afirmar que.5 L de água.0 litros de solução. a concentração passaria para 0.5 L. A concentração de íons cloreto.4 g.55.0. C) 162 g.35. nessa solução é A) 0. B) 0.0 litro. de 0. cloreto de magnésio 0. 25 . de íons cloreto na nova solução é A) 0. oxidante e desidratante.02 molar. de fórmula C6H8O6. B) 32.50 mol/L.Um químico preparou uma solução contendo os seguintes sais. 26 .10 mol/L. resulta numa mistura na qual A) a concentração de íon cloreto é 1.8 g/mL.1. seria necessário 1.

28 D) 2. de 0.04 3. E) 50 mL.1 mol/L.Em uma determinada amostra contendo ácido palmítico gastou-se 4m. é A) B) C) D) E) Percentagem em massa 17. E) 620.45 mol/L. 29 . em g/L .33 3.00 u A quantidade.Dissolveram-se 8 gramas de NaOH em uma quantidade de água suficiente para preparar 200 mL de solução.1. Uma solução foi obtida pela mistura de 210 g de uréia e 1000 g de água. 28 . D) a concentração de cátion potássio e a de cátion magnésio são.90 mol/L e de 0.04 3.56 E) 6. podem ser utilizadas como fertilizantes. de ácido encontrada é de A) 0.010. a de ânion cloreto e a de cátion potássio são iguais. a concentração comum dessa solução. Dados: Ácido palmítico = CH3(CH2)14COOH Massa molecular = 256.10 mol/L. E) a concentração de cátion magnésio.0% Concentração em mol/L 3. é A) 0. D) 310.62.Soluções de uréia. (NH2)2CO.05 g/mL.4% 17.13 B) 0. D) 25 mL. respectivamente.0 mL de NaOH 0.Um aditivo para radiadores de automóveis é composto de uma solução aquosa de etilenoglicol. 27 .4% 20. C) 3. C) 10 mL.250 mol/L para neutralizá-lo.0% 21.40 30 . Sabendo que em um frasco de 500 mL dessa solução existem 5 mols de etilenoglicol (C2H6O2). respectivamente. B) 0. em gramas.50 .26 C) 1.50 3.28 C) a concentração de cátion potássio e a de ânio cloreto são iguais a 0. B) 5 mL. A concentração da solução em percentual de massa de uréia e em mol/L.0% 21. Indique o volume de solução assim preparada que será necessário para neutralizar 50 mL de uma solução de HNO3 0. A densidade da solução final é 1. A) 1 mL.

1) Efeito Tonométrico ou Tonometria: mede o abaixamento relativo da pressão de vapor do solvente. isto é: . ponto de congelamento e pressão osmótica. que modificam as energias envolvidas nos processos de evaporação. ponto de ebulição. A pressão de vapor pode ser entendida como aquela exercida pelas moléculas do líquido em seu movimento espontânea e caótico. pela modificação da relação entre o número de partículas do soluto e solvente. EFEI T OS COL I GA T I V OS Os Efeitos ou Propriedades Coligativas são modificações produzidas em determinadas propriedades físicas dos solventes quando neles dissolvemos solutos não voláteis. na interface de separação líquido-vapor. Estas propriedades modificadas são: tensão ou pressão de vapor. ebulição e congelamento das soluções e. quando nele dissolvemos um soluto não-volátil.29 2 . contra a interface de separação líquido-vapor. Estes efeitos são explicados pela intensificação das forças interativas moleculares. Estas modificações só dependem do número de partículas dissolvidas e não de sua natureza.um mol de moléculas de glicose (C6H12O6) exerce o mesmo efeito que um mol de íons cloreto (Cl-) ou um mol de íons sódio (Na+). também. .

na temperatura de 25oC. Num gráfico detalhado percebe-se como T influi na Pv da água. No gráfico seguinte observa-se a variação da pressão de vapor de diferentes líquidos. usados como solventes. tomando-se como referência a pressão atmosférica normal.30 A pressão de vapor depende da temperatura e do tipo de solvente. O quadro da página anterior mostra os valores das pressões de vapor para diferentes tipos de líquidos. em função da temperatura. .

na interface Num frasco fechado o líquido evapora até o momento em que ocorre um estado de equilíbrio entre as moléculas que deixam a fase líquida para a de vapor e as moléculas da fase de vapor que se condensam no líquido. Num frasco aberto tal equilíbrio não ocorre mas a presença de moléculas do líquido na atmosfera determina a velocidade dessa evaporação. Considerando que: P0 = pressão de vapor do solvente P = pressão de vapor da solução ( < P0) D P = abaixamento absoluto da pressão de vapor D P / P0 = abaixamento relativo da pressão de vapor o efeito tonométrico será: . a adição do soluto: a) acentua ou intensifica as forças atrativas moleculares b) diminui a superfície de evaporação do solvente.31 Como já foi dito.

Te = temperatura de ebulição do solvente puro e Le = calor latente de evaporação do solvente.0 mol/kg de solvente onde * Ke = R Te2 / 1000 Le R = constante dos gases. W onde: Kc = constante criométrica (depende do solvente) Ä numericamente corresponde à diferença no ponto de congelamento da solução quando a Molalidade é 1. 3) Efeito Criométrico ou Criometria: estuda a diminuição no ponto de congelamento de um solvente quando nele dissolvemos um soluto não volátil. W onde: Kt = constante tonométrica (depende do solvente) W = molalidade da solução (mol/kg) * Kt = M2 / 1000 (massa molar expressa em kg/mol) 2) Efeito Ebuliométrico ou Ebuliometria: estuda o aumento na temperatura de ebulição do solvente quando nele dissolve-se um soluto não volátil.0 mol/kg de solvente .32 D P / P0 = Kt . W onde: Ke = constante ebuliométrica (depende do solvente) Ä numericamente corresponde à diferença no ponto de ebulição quando a Molalidade é 1. Considerando que: t0 = temperatura de congelamento do solvente puro t = temperatura de congelamento da solução ( < t0) D tc = abaixamento no ponto de congelamento da solução O efeito criométrico será D tc = Kc . Considera-se: t0 = temperatura de ebulição do solvente puro t = temperatura de ebulição da solução ( > t0) D te = aumento da temperatura de ebulição O efeito ebuliométrico será: D te = Ke .

s.). A Osmose consiste na migração espontânea de solvente através da m..s.p.p. e para evitar esta passagem deve-se aplicar uma pressão igual e contrária. sempre que houver diferença de concentração entre as soluções. de mais acentuado. A figura ao lado mostra que. num processo dinâmico. R = Te = temperatura de ebulição do solvente e Le = calor latente da O diagrama de fases ao lado mostra como a adição de um soluto afeta simultaneamente a temperatura de ebulição e a de congelamento do solvente. da solução diluída para a concentrada. pela adição de um soluto não volátil.33 * Kc = R Tc2 / 1000 Lv onde: evaporação. para evitar a osmose.p. Perceba-se que há movimento de moléculas do solvente para ambos os lados. ocorrendo do meio mais diluído (hipotônico) para o meio mais concentrado (hipertônico) até o momento em que as duas concentrações se igualam. 4) Efeito Osmométrico ou Osmometria : estuda a pressão osmótica de uma solução separada de outra (ou de um solvente) por uma membrana semipermeável (m. A passagem de moléculas do solvente “pressionam” a m. até o estabelecimento de um estado de equilíbrio (isotonia).s. para se estabelecer um estado de equilíbrio entre as duas soluções separadas pela membrana semi-permeável deverá ocorrer migração de moléculas do solvente. .

pode ser calculada pela expressão: equação dos gases ideais pressão osmótica P= n V RT p = M RT onde: R = constante universal dos gases T = temperatura absoluta . a qual depende da concentração e. da temperatura absoluta.p. também. A migração de solvente só se interrompe quando as duas soluções se tornarem isotônicas. Esta pressão exercida é numericamente igual à Pressão Osmótica (p). em analogia à pressão dos gases. A pressão osmótica. pode ser evidenciada na representação abaixo. numa câmara osmométria. A figura acima mostra como pode ser feita a medida experimental da pressão osmótica.34 A passagem de solvente através da m.s.

T. em qual das duas se observará maior redução de volume. i Ex e r c íc i o s 1) Relacionando com o fenômeno da osmose explique quais os efeitos sobre um peixe de água do mar se o colocarmos num aquário de água “doce” ? 2) Quando se adiciona açúcar a uma salada de frutas. bases e sais) os efeitos coligativos deverão ser corrigidos de um “fator iônico”. i D tc = Kc . Tonometria Criometria DP / P0 = Kt . se for temperada com sal ? 6) Colocando-se duas amostras líquidas de igual volume para evaporação espontânea. 5) Porque uma salada de alface murcha. por evaporação da água ? Porque ? . W . 3) Porque em países muito frios é costume adicionar sal grosso sobre a neve acumulada nas estradas ? 4) Pesquise sobre as aplicações da “osmose reversa” . se o soluto for iônico cada efeito coligativo deve ser multiplicado pelo fator i resultando as seguintes expressões. i Ebuliometria Osmometria p=M. W . chamado fator de Vant Hoff (i). o qual depende do número de íons produzidos por molécula (q) e do grau de dissociação (a) da substância e que pode ser calculado pela expressão: £ i = 1 + a(q . após algum tempo. W . Explique o fenômeno ocorrido.35 M = molaridade da solução Ä pode ser usada a Molalidade (W) se a solução for diluída Para solutos iônicos (ácidos.1) *** se o soluto é molécular: a = 0 Ã i = 1 se o soluto é um sal : a = 1 Ã i = q Portanto.i D te = Ke .R. sendo a primeira de água pura e a segunda de salmoura (água e cloreto de sódio). aumenta o volume do “caldo” .

œ 1. Como se explica esse fenômeno ? 11) Qual o abaixamento relativo da pressão máxima de vapor de uma solução que apresenta 10-3 mol de um soluto não iônico . Qual a que apresenta o menor ponto de congelamento ? Resposta: K2SO4 . para que seja isotônica com o sangue ? Resposta: 36 gramas 14) Eventualmente s solução 0.8 atm à 37o C. pois tem pressão osmótica próxima do sangue. sabendo que em certa temperatura a dissolução de 20. 16) Considere cinco soluções aquosas de concentração 0.30 M de glicose é utilizada como injeção intravenosa. œ 1.8 . 9) Considerando-se mesma temperatura. com o intuito de conservá-la. NaCl. *** Sugestão: consulte um professor que atue na área de Química Biológica.0 mol de cloreto de cálcio em 1000 g de água.004 ? Resposta: 180 g/mol 13) O sangue humano tem pressão osmótica 7. das seguintes substâncias: glicose.0 mol de ácido acético em 1000 g de água. 8) A utilização de calda para a conservação de frutas (compotas) vale-se do efeito osmótico. œ 1. KCl. à 37o C. Qual a massa aproximada de cloreto de sódio que deve ser dissolvida em água. qual a que congela à temperatura mais baixa ? œ 1.0 mol de glicose em 1000 g de água. por quilograma de água ? Resposta: 1. apesar de sua temperatura estar bem abaixo de 0o C.0 gramas do mesmo em 500 gramas de água causa um abaixamento relativo na pressão máxima de vapor igual a 0. suficiente para preparar 4 litros de solução. œ 0.0 mol de HCl em 1000 g de água.0 mol de cloreto de cálcio em 1000 g de água.1 mol/L. Mostre que a mesma apresenta valor próximo ao referido no exercício anterior. Justifique porque esse procedimento auxilia na conservação da carne. Investigue como funciona esse princípio de conservação.36 7) Na preparação do charque.5 mol de cloreto ferroso em 1000 g de água. 10-5 12) Qual a massa molar de um certo glicídio. Resposta: 1. qual o sistema que apresenta maior velocidade de evaporação: a água do mar ou de um lago ? Porque ? 10) A superfície do Oceano Antártico freqüentemente se apresenta líquida. K2SO4 e ZnSO4. 15) Dentre as soluções abaixo. o gaúcho adiciona considerável quantidade de sal grosso sobre a carne.

36o C 22) Isolou-se uma proteína de uma amostra de soro sangüíneo. cujo grau de dissociação aparente é 0. ferve a uma temperatura de 101. Determine o valor de “ n “ na fórmula geral do polímero.5 mm Hg. Qual o grau de dissociação aparente do sulfato férrico ? Resposta: 0.0 gramas de benzeno. qual a pressão de vapor da solução ? Resposta: 17. Uma dispersão coloidal de 685 mg da referida proteína dissolvida em água suficiente para formar 10 mL tem uma pressão osmótica de 0.6 . na qual se admite o sal totalmente dissociado. à 20oC.1 g de sacarose (C12H22O11) em 180 g de água.kg. 103 u 23) Verifique se existe isotonia entre uma solução aquosa de NaCl 0. aproximada. qual deverá ser a concentração. A constante criométrica do benzeno vale 5.68 . ambas na temperatura de 20o C ? 24) Para que uma solução aquosa de glicose tenha a mesma pressão osmótica que a solução salina fisiológica (NaCl 0.15 M). é 17. Sabendo que a pressão de vapor da água pura.37 17) Considere uma solução contendo 17.02 M.01 M e uma solução aquosa de sacarose (soluto não dissociado) 0.3o C.0 grama do mesmo foi dissolvido em 5. quando 1. Qual o seu ponto de congelamento ? Resposta: . em mol/L da solução de glicose ? Resposta: 0.65o C 21) Se uma solução de um soluto não dissociado congela a – 1. de massa molar 90 g/mol. ao nível do mar. qual a massa molecular.04o C. da proteína ? Resposta: 5. 10-4 19) Um polímero de fórmula geral (C2H4)n abaixou o ponto de congelamento do benzeno em 0.mol-1.4.30o C.28 atm a 7o C.80.01 mol/kg de CaCl2.30 M 25) Uma solução de concentração 30 g/L de um soluto não iônico. Resposta: 100 20) Uma solução aquosa de cloreto de sódio. qual a sua temperatura de ebulição ? Resposta: 100. é isotônica com uma solução de sulfato férrico que contém 20 g desse soluto em 600 ml de solução.4 mm Hg 18) Calcule o abaixamento relativo da pressão máxima de vapor de uma solução 0. Sendo a proteína um composto covalente típico.36o C. não dissociado.75 ou 75 % . Resposta: 4.

C) III e IV.Qual das soluções aquosas abaixo apresenta a menor pressão de vapor a 250 C? A) CaCl2 0.8 atm a 370 C. I II III IV V soluto MgBr2 Al(NO3)3 Ca(NO3)2 NaCl CuCl2 solvente H2O H2O H2O H2O H2O Concentração em mols/L 1.03 mol/L 2 .0 2.01 mol/L D) KCl 0. é A) 0.5 1.02 mol/L C) K2SO4 0.1 B) 0.0 D) 3. 4 . A desidratação é possível e explicada pelo fenômeno da A) salinização.O sangue humano tem uma pressão osmótica de 7. sabendo que R = 0.K. D) V e I.3 C) 1. .Um dos segredos descobertos pelos químicos.0 3. expressa em molaridade de uma solução de glicose que seja isotônica com o sangue.01 mol/L E) C12H22O11 0. B) III e I.5 As soluções que apresentam.Considere o quadro abaixo.0 3 . B) neutralização. é a desidratação dos cadáveres através da utilização de soluções salinas de alta concentração e viscosidade. aproximada. E) umidificação.38 *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 . A concentração. a maior temperatura de ebulição e a maior temperatura de congelamento são A) II e IV. no processo de mumificação. respectivamente.082 atm. D) hidrólise.02 mol/L B) NaCl 0.L/mol. C) osmose.0 2.0 E) 5.

C) NH4Cl. 5 . C) NaCl 1.5 molar.NaCl 0.5 molar.040 mol/L II .30 mol/L III .I . B) II . B) O ponto de congelamento da solução IV é o mais alto de todas as soluções acima. apresenta maior pressão osmótica ? A) K3PO4.IV.40 mol/L A ordem crescente de ponto de congelamento das soluções.020 mol/L IV .glicose 0. B) glicose 1.IV .II. D) A solução I tem ponto de ebulição mais elevado do que o ponto de ebulição da solução II. 7 .0 molar. .025 mol/L III .Ca(NO3)2 0. 8 . E) V .Qual das seguintes soluções aquosas apresenta maior ponto de ebulição ? A) uréia 2.25 mol/L IV . 6 .II . considerando que as espécies iônicas estão 100% ionizadas? A) A pressão de vapor da solução III é mais alta que a pressão de vapor da solução IV. E) O ponto de ebulição da solução I é o mais baixo de todas as soluções acima.II .A seguir são arroladas algumas soluções aquosas de solutos iônicos ou moleculares com suas respectivas concentrações em mol/L. corresponde à sequência A) I .sacarose 0. C) IV .Na2CO3 0.V .AgNO3 0.I .III . D) CH3COOH 1. E) sacarose 2. C) A pressão osmótica da solução II é maior do que a pressão osmótica da solução III.V .IV .III .39 E) V e II.010 mol/L Qual das afirmações abaixo é correta.III . quando em solução aquosa de idênticos graus de dissociação e concentração.20 mol/L II .0 molar.5 molar. B) NaCl.V.IV .III.Qual das substâncias abaixo.50 mol/L V .II . D) V . admitindo-se ionização total dos compostos iônicos.III .Analise as soluções aquosas abaixo discriminada: I .C12H22O11 0.Al(NO3)2 0. I .I .I.MgCl2 0.

serão isotônicas quando tiverem a mesma A) temperatura. E) CaCl2. sulfeto de sódio e glicose. Solução Temperatura. NH4NO3 T1 Na2S T2 C6H12O6 T3 A relação entre estas temperaturas é A) T1 > T2 > T3 B) T2 > T3 > T1 C) T3 > T1 > T2 D) T1 > T3 > T2 E) T2 > T1 > T3 010 . . uma de glicose e outra de cloreto de sódio.Duas soluções. E) temperatura e mesmo número de partículas dissolvido. 9 .40 D) C6H12O6. D) concentração e mesmo fator de Vant’Hoff. B) concentração em mols por litro. C) concentração e a mesma temperatura.No quadro abaixo estão fornecidas as temperaturas de ebulição de soluções aquosas de mesma concentração molar de nitrato de amônio.

meio externo ou ambiente: corresponde ao restante de universo. resfriamento. . Nosso tratamento do assunto será de maneira mais informal e fenomenológica. temperatura. etc. espontaneidade dos processos e equilíbrio. etc. I n t r o d u ç ã o A Termodinâmica ocupa-se. . .).variáveis ou funções de estado: grandezas que caracterizam um determinado estado (pressão. volume.. basicamente.sistema: qualquer porção isolada do universo. I N T RODU ÇÃ O À T ERM ODI N Â M I CA 3 .). selecionada para investigação de propriedades. . isobárico... as interrelações entre as grandezas pressão.41 3 .. número de mols..mudança de estado: situação na qual alguma variável de estado sofre uma alteração (compressão.estado: conjunto de condições que caracterizam um sistema. A simples: a) b) c) termodinâmica é fundamentada em poucos conceitos e princípios conservação da energia. temperatura e massa gasosa estão expressas na equação geral dos gases PV=nRT onde R é uma constante. Historicamente ela se desenvolveu sem um conhecimento detalhado das estrutura da matéria. A linguagem termodinâmica não dispensa o uso e a interpretação correta de certos termos como: . isométrico. volume.). sendo esse um dos seus pontos fortes. Por exemplo.1 . . adiabático.. . com as trocas de energia que acompanham os processos químicos e físicos. As inter-relações que se pode estabelecer entre as variáveis de estado chamamos de equação de estado. Na evolução dos processos termodinâmicos nada se cogita em relação à velocidade com a qual os mesmos ocorrem. evitando o formalismo matemático complexo.processo: meio através do qual as variáveis de um estado podem ser alteradas (isotérmico. para um gás ideal. excluído o sistema. aumento da entropia.

grau ou 75.2 . œ Capacidade calorífica e a quantidade de calor que deve ser trocada por certa massa do sistema. o C ou 4. Assim. A capacidade calorífica pode ser determinada pelo produto da massa do sistema e seu calor específico. Calor = quantidade de energia que se transmite de um corpo para outro. para proporcionar a variação de temperatura de 1 grau. Q > 0 à sistema recebe calor (T ’) . por sua vez relacionam-se num princípio fundamental conhecido como 1o Princípio ou 1a Lei da Termodinâmica. o C.0 mol então a capacidade calorífica será molar.42 3 . Portanto: Qtrocado a DT ou œ Q = C . 4.0 cal / mol. m = 1000 (g) . o C = 4180 J / o C o que significa que devem ser fornecido 4180 Joule de energia para que 1000 gramas de água variem a sua temperatura em 1 grau. considerando que o calor específico da água seja 1.0 cal /g .24 J/mol. devido unicamente à diferença de temperatura entre ambos.grau.15 O Calor e o Trabalho (termelástico).18 J /g . DT onde C· é a capacidade calorífica do sistema. a capacidade calorífica molar da água será 18. Ca l o r e T r a b a l h o A temperatura é uma propriedade ou grandeza que independe da massa ou extensão do sistema e está relacionada com o grau de agitação (energia cinética) molecular. Algebricamente considera-se o calor trocado como sendo positivo quando o sistema recebe energia do meio externo e negativo quando o sistema perde energia para o meio externo. Se a massa considerada for aquela correspondente a 1.18 J / g . Por exemplo. a capacidade calorífica de 1 quilograma de água será C = c . T e m p e r a t u r a . Como escala adota-se a termodinâmica ou absoluta (Kelvin) na qual mv = 3RT E = 2 2 2 C T (K) = T (oC) + 273.

contra uma pressão (P) que se opõe. magnético. . D V Para que seja realizado trabalho é necessário ocorrer variação de volume. Wexpansão = F . A Wexpansão = P .) não são consideradas em tais transformações.. contra uma pressão oposta externa (atmosférica). a energia trocada com o meio externo produz o trabalho de expansão. œ Trabalho = energia trocada como conseqüência de uma força que atua entre o sistema e o meio externo ou energia que se transmite por qualquer outro modo que não seja a diferença de temperatura entre eles. ocorrendo uma variação de volume ocupado pelo referido gás. como no exemplo da figura ao lado. etc. A . d Ä DV Logo Wexpansão = P . d P = F / A F = P .43 Q < 0 à sistema perde calor (T ”) Um processo no qual o sistema recebe calor do meio externo chama-se Endotérmico e aquele em que o sistema perde calor para o meio externo chamase Exotérmico. na qual o gás contido no interior do pistão sofre um deslocamento (d) em relação à posição inicial. A maior parte das transformações termodinâmicas são aquelas nas quais o trabalho provém de uma variação de volume do sistema ao qual denominamos de termelásticas.. que pode ser calculado através de: mas donde e. portanto. à temperatura constante. Quando um gás expande num cilindro. sendo que as demais formas de trabalho (elétrico.

isto é. 3 . K. denominamos de ENTALPIA (do grego.1. A relação entre essas duas grandezas conduz à 1a Lei ou 1o Princípio da Termodinâmica. ocorrendo uma variação na temperatura de 27 para 87o C. Esta energia.3 . A energia envolvida nas reações químicas é decorrente de um rearranjo das ligações químicas quando reagentes transformam-se em produtos. manifesta-se sob a forma de calor. fazendo variar o grau de agitação das moléculas ou Energia Interna (D U). contra uma pressão externa de 2 atm. calcule a quantidade de calor trocada por esse gás nessa transformação.outra parcela irá provocar a expansão do gás.5 J / mol . contido no interior de um cilindro dotado com um êmbolo móvel (como na figura anterior). T e r m o q u ím i c a 3. Introdução A Termoquímica tem por objetivo o estudo das variações de energia que acompanham as reações químicas. . embora a luz (energia eletromagnética) também esteja presente em alguns processos (combustão e fotossíntese). . a mesma pode ser calculada pela expressão DU = CDT onde C é a capacidade calorífica da substância. irá realizar um Trabalho ( W ).3. Aplicação œ Um mol de CO2 é expandido de um volume inicial de 5 para 15 litros.uma parcela irá provocar aumento na temperatura do gás (DT). a qual corresponde ao somatório de todas as formas de energia associadas ao movimento das moléculas. troca calor com o meio externo. principalmente sob forma de ligações. enthalpein = calor) e simbolizamos por H (Heat = calor). Qtrocado = D U + W Como a variação da Energia Interna corresponde a calor trocado. a energia se distribuirá da seguinte forma: . ou seja.44 Quando um gás. Esta energia “armazenada”. Sabendo que a capacidade calorífica do CO2 é 96. em geral.

. para um certo número de reações... principalmente a LEI DE HESS.... empregando-se a equação: Q = m... valendo-se das leis da Termoquímica.. para que a temperatura varie de 1.H1 < 0 ) reação EXOTÉRMICA ( DH = H2 ...... segundo o calor liberado ou absorvido: (H1) .... A unidade mais comum é a caloria (cal)..... que equivale a quantidade de energia absorvida por uma grama de H2O...C2H6O + 3 O2 Ó (H2) . A bomba calori – métrica é um equi – pamento próprio para determinar a energia (calor) das reações de combustão e algumas reações de formação....Dt O número de reações cuja entalpia (calor de reação) pode ser determinada diretamente em bombas calorimétricas e calorímetros é muito reduzido....... ou seu múltiplo quilocaloria (kcal) ....H1 > 0 ) reação ENDOTÉRMICA 3.45 Numa reação química.. Esta medida experimental (calorimétrica) é feita utilizando-se Calorímetros ou Bombas Calorimétricas (para reações de combustão)..00 C...6 CO2 + 6 H2O (H2) ...... sendo as reações classificadas em dois tipos... 2 CO2 + 3 H2O (H1) ...c. C6H12O6 + 6 O2 Ñ ( DH = H2 ... ocorre uma variação de entalpia (DH)...2.... A maior parte das reações tem a sua entalpia calculada.. Medida de D H e unidades de energia A variação da entalpia de uma reação química pode ser medida........ como será visto mais adiante...... pelo calor liberado ou absorvido durante o processo...3. portanto....

0 kcal/mol 3.000 cal 1.05 kcal/mol) C(diamante) + O2(g) “ CO2(g) (libera 94.3. Entalpias de Reação 1) Entalpia de Formação (DH0f): .0 kcal/mol D H0 = . sendo esta referência importante porque as mudanças de estado físico envolvem variações de energia (entalpia): ex. A maior parte das variações de entalpia que constam em tabelas foram medidas nas chamadas Condições Padrão ou Standard (1 atm e 250C).94.01 kcal/mol Obs. b) os estados físicos de cada componente.) + O2(g) “ CO2(g) DH0 = .4.) + 2 H2(g) “ CH4(g) DH0 = .0 kcal = 1.31 kcal/mol C(graf.0 cal = 4.18.0 kcal = 4.05 kcal/mol C(graf.: H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(l) DH0 = .3. Equações Termoquímicas Uma equação termoquímica deve conter: a) a equação química devidamente ajustada.: C(grafite) + O2(g) “ CO2(g) (libera 94.) + 3 H2(g) + 1/2 O2(g) “ C2H6O(l) H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(l) ½ N2(g) + ½ O2(g) “ NO(g) C(graf.8 kcal/mol) H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(l) (libera 68.68.68.70 kcal/mol D H0 = .103 Joules 3.) + O2(g) “ CO2(g) D H0 = .a variação de entalpia (DH) depende da temperatura e da pressão em que foi feita a medida.: considera-se nula a Entalpia de Formação de substâncias simples . quando for o caso: ex.46 1.3.31 kcal/mol D H0 = + 11.: H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(g) (libera 57.81 kcal/mol D H0 = .0 mol de substância a partir de seus elementos formadores (substâncias simples).17. A indicação de que uma entalpia foi medida em Condições Padrão é feita através do expoente “0” junto ao valor da mesma: ex. .corresponde ao calor envolvido na formação de 1.3 kcal/mol) H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(s) (libera 70.51 kcal/mol) d) as condições de medida da variação de entalpia: .: C(graf.81 kcal/mol 1/2 N2(g) + 1/2 O2(g) “ NO(g) DH0 = + 11.) + 2 H2(g) “ CH4(g) 2 C(graf.17. ex.18 Joules 1.0 kcal/mol) c) os estados alotrópicos.94.66.

ex.670.: CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l) D H0 = .11.22.80 . 3) Entalpia de Combustão: .61 . devido à dissociação do ácido ou da base devido ao deslocamento do equilíbrio ocorrido na neutralização.80 CaCO3(arag. Para ácidos e bases fortes a reação que ocorre é sempre a mesma e a sua variação de entalpia é constante: H+(aq) + OH-(aq) £“ H2O(l) D H0 = .40 . carbono (chama amarela).20. respectivamente.93 + 2. C(diamante) CO(g) CO2(g) C2H6(g) CCl4(g) CHCl3(l) C2H6O(l) CH3COOH(l) 0. provenientes de um ácido e uma base.corresponde ao calor envolvido na reação de formação de um mol de água a partir de um mol íons H+ com um mol de íons OH-.78 kcal/mol C2H6O(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) D H0 = .88 .corresponde ao inverso da Entalpia de Formação.57.10 2) Entalpia de Decomposição: . ambos em solução aquosa e diluída.13.68.14 .24 .32.288.326.453 .37 .) CaO(s) Ca(OH)2(s) H2O(g) H2O(l) H2O2(l) HCl(g) .41 .corresponde ao calor envolvido na reação de um mol de substância combustível com O2 puro.49 .19 . .90 .02 + 21.151.99.47 Algumas entalpias de formação podem ser medidas diretamente em bombas calorimétricas enquanto outros somente são possíveis através de determinações algébricas (cálculo).45 .57 + 7.23 .212.31 .24. Na combustão incompleta ainda ocorre a formação de fuligem.00 kcal/mol 4) Entalpia de Neutralização: .26. Outros exemplos no quadro a seguir.98.06 NH3(g) NO(g) NO2(g) N2O4(g) NaCl(s) Na2O(s) NaOH(g) O3(g) ¤ ¤ ¤ SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) .99 + 34. Se o combustível for orgânico (C.05 .) CaCO3(calc.H.115.235.70 kcal/mol C6H12O6(s) + 6 O2(g) “ 6 CO2(g) + 6 H2O(l) D H0 = .288.79 .94.O) a combustão completa origina como produtos CO2(g) e H2O(l) (chama azul).66.101.20 kcal/mol Se o ácido ou a base for fraco a variação de entalpia será diferente do valor acima.44.

enquanto a formação de ligações é sempre exotérmica.453 80 17. após determinada quantidade limite.corresponde ao calor envolvido na dissolução (por vezes acompanhada de dissociação) de um mol de determinado soluto em quantidade tal de solvente de modo que a adição do mesmo.0 mol (6.451 kcal/mol DH0 = + 0. ex.514 kcal/mol DH0 = + 0. H2O(s) “ H2O(l) H2O(l) “ H2O(g) C(grafite) “ C(damante) S(rômbico) “ S(monoclínico) 7) Entalpia ou Energia de Ligação: corresponde a quantidade de calor absorvida na quebra de 1.1 kcal/mol de moléculas Por vezes utiliza-se a metade desse valor como sendo a Entalpia de Atomização por mol de átomos formados.1023) de determinada ligação.2 kcal/mol de moléculas D H = + 119. não envolva variação de energia.02.: H2(g) “ 2 H(g) O2(g) “ 2 O(g) D H = + 104.5 kcal/mol de átomos . DH0273 = + 1.1 kcal/mol de átomos Oxigênio: + 59.608 25 17. n1(H2O) / n2(HCl) 0 . supondo todas as substâncias no estado gasoso. Hidrogênio: + 52.272 40 17. a 250C e 1. Assim.0 atm.48 5) Entalpia de Dissolução .071 kcal/mol A quebra de ligações sempre é endotérmica.735 150 17. HCl(g) H2O HCl(aquoso) O quadro abaixo mostra a variação de calor envolvida em relação à quantidade de solvente (água) adicionado.DH (kcal/mol) 10 16.960 6) Entalpia de mudança de fase Corresponde ao calor envolvido na mudança de estado físico ou fase cristalina.438 kcal/mol DH0 = + 10.

5 178.Cl ENERGIA (kcal/mol) 83.0 103. da tabela acima e comparar com o valor informado anteriormente.0 110.2 146. Genericamente: A + B DH4 DH1 L + M DH2 C + D DH3 E + F .9 LIGAÇÃO C-H C-O C=O O-H H-F H . Determinação da Entalpia e Lei de Hess. 3. b) por cálculos algébricos. A Lei de Hess. a energia é liberada nos produtos (formação de ligações).1 Numa reação química.49 A tabela abaixo mostra algumas ligações mais importantes e suas entalpias LIGAÇÃO C-C C=C CŸC H-H O=O Cl . mas somente do estado inicial (reagentes) e do estado final (produtos). também chamada Lei da Soma dos Calores de Reação. aplicando-se a Lei de Hess.3. Segundo Hess a Entalpia de uma reação não depende do modo (caminho) como a mesma é executada.6 104.6 135. Assim: Reagentes DH1 > 0 £“ Produtos DH2 < 0 D HRQ = DH1 + DH2 Exercicio: determinar a Entalpia de formação da água (gasosa) através das entalpias de ligação. permite prever a Entalpia mesmo daquelas reações de difícil execução experimental.2 119. enquanto a energia é absorvida na quebra de ligações.5.1 57.Cl ENERGIA(kcal/mol) 98. nos reagentes.8 85.8 200. A Entalpia de uma reação pode ser obtida de dois modos diferentes: a) por medida calorimétrica experimental (aplicável a um pequeno número de reações).

7 + 45.8. Entropia Padrão (DS0) A Entropia Padrão corresponde a variação de Entropia de uma substância pura desde o zero absoluto (Entropia nula) até a temperatura de 250C (298 K). propôs uma grandeza termodinâmica.2 + 16.4 + 0.50 Segundo a Lei de Hess: DH1 = DH2 + DH3 + DH4 ou. também denominada Energia Livre. combinando a variação de Entalpia.3 + 49.3.9 + 22. A Entropia é a grandeza termodinâmica relacionada com o Grau de Desordem Molecular dos sistemas.3.: H2O(s) £“ H2O(l) CaCO3(s) £“ CaO(s) + CO2(g) DS > 0 DS > 0 3.7. Sua expressão analítica é: . Energia de Gibbs (DG0) J.K: Substâncias C(grafite) C (diamante) Al(s) Ca(s) Cl2(g) O2(g) Entropia Padrão + 1. que. 3.6 + 6. ex. permite prever a espontaneidade ou não do referido processo.3.1 + 12.0 Substâncias CO2(g) Al2O3(s) CaO(s) CaCO3(s) H2O(l) H2O(g) Entropia Padrão + 51. O quadro abaixo apresenta algumas Entropias Padrão. em cal/mol. Entropia (DS) A Entalpia é a grandeza termodinâmica relacionada com o calor envolvido nas reações químicas.2 + 9.DH(f)REAGENTES A Lei de Hess pode ser considerada como a Lei da Conservação da Energia aplicada às reações químicas.6.8 + 9.9 + 53. de Entropia e a temperatura absoluta na qual ocorre o processo. Willard Gibbs.1 3. Não há processo termodinâmico (físico ou químico) que ocorra sem variação de Entalpia e de Entropia. ainda: DHREAÇÃO = DH(f)PRODUTOS .

sabendo que o valor energético desse alimento é de 17 kJ/grama. A partir disto pode-se concluir que: * se DG < 0 à processo espontâneo * se DG > 0 à processo não espontâneo ou induzido (forçado) * se DG = 0 à o sistema encontra-se em estado de equilíbrio œ Os assuntos Entropia. aproximadamente. em kJ/mol.100 mol de propano.18 kJ . A reação aumentou a temperatura para 27.a maioria das reações espontâneas ocorre com aumento de desordem molecular (DS>0). um dos constituintes do GLP. para o C3H8 ? Respostas: 2. 2. Supondo que essa energia seja obtida unicamente pela queima de glicose.897 kJ/mol 3) Costuma-se considerar que a necessidade energética diária para uma pessoa de 50 kg seja de.000 kcal. a) Quantos joules foram liberados pela queima do propano ? b) Qual a variação de energia interna. no metabolismo. DU = . A capacidade calorífica (ou constante calorimétrica) do calorímetro vale 2550 J/oC e o calor específico da água é 4. a temperatura sobe 5. . Resposta: 1. K. contendo 3.22 .a maioria das reações espontâneas ocorre com liberação de Calor (DH<0). em kJ/mol.220 kJ/mol 2) Quando 3.4 . 3 .: 1 kcal = 4.282o C. Calcule o calor de combustão do etanol.52o C.51 DG0 = DH0 .18 J/mol. *** Obs. segundo a equação: C3H8(g) + 5 O2(g) “ 3 CO2(g) + 4 H2O(l) .2 gramas de etanol (C2H5OH) são queimados em uma bomba calorimétrica. A temperatura inicial do calorímetro era de 25o C e sua capacidade calorífica era 97 kJ/o C.T DS0 (em condições padrão) Obs. foi colocada em uma bomba calorimétrica com excesso de O2 e inflamada. 105 Joules . por dia. Ex e r c íc i o s 1) Uma amostra de 0.5 kg de água. calcule a massa de glicose a ser ingerida.2. Entropia Padrão e Energia de Gibbs serão tratados com o devido aprofundamento na disciplina de Físico-Quìmica (Termodinâmica).: .

0 kcal/mol. quilograma ou tonelada). Quantos quilojoules são removidos do corpo pela evaporação de 10. A partir desses dados calcule a entalpia da reação na decomposição de 0.540.0 kcal/mol 6) A decomposição do explosivo nitroglicerina libera grande volume de gases e considerável quantidade de calor. 7) As entalpias de combustão do etanol e do ácido acético valem. .117.88 kcal/mol e o calor latente de vaporização da água é 540 cal/grama. . No azedamento do vinho. Consultando tabelas de entalpias de combustão.0 e – 242.36. A partir desses dados. Resposta: . calcule a variação de entalpia envolvida na oxidação (fermentação) do etanol formando ácido acético. gás carbônico e vapor dágua valem.0 . para os seguintes combustíveis: a) Hidrogênio b) Etanol c) Metanol d) Glicose e) C (grafite) 5) De forma simplificada a reação de fotossíntese pode ser assim representada: 6 CO2(g) + 6 H2O(v)_ “ C6H12O6(s) + 6 O2(g) Sabendo que as entalpias de formação do CO2.94. H2O e glicose valem.0 .58. em presença de enzimas produzidas pelo micro-organismo Mycoderma Acceti.4 kcal/mol.1 e – 57. respectivamente: .52 4) Sabe-se que o Poder Calorífico de um combustível é a quantidade de energia (em calorias ou Joules) liberada por unidade de massa queimada (grama. . calcule o Poder Calorífico. que deve ser queimado para converter 250 gramas de água a 20o C em vapor de água a 100o C ? . A partir das entalpias acima. em calorias/grama. Resposta: . qual o volume de metano.1 mol de nitroglicerina. o etanol presente oxida-se. respectivamente.94.8 kcal/mol.58. nas CNTP. formando ácido acético. respectivamente – 326. 9) A entalpia de combustão do metano vale – 212. segundo a equação: 4 C3H5(ONO2)3(l) “ 12 CO2(g) + 10 H2O(g) + 6 N2(g) + O2(g) As entalpias de formação da nitroglicerina.85 kcal. qual a entalpia da reação de fotossíntese ? Resposta: .0 gramas de água ? Resposta: 24 kJ.3 kcal/mol 8) A evaporação pela transpiração é um mecanismo pelo qual o corpo se desfaz do excesso de energia térmica e regula-se para manter uma temperatura constante.7 e – 209.

1 . sabendo que na sua combustão a entalpia envolvida é correspondente a – 13.782 g/ml.0 kcal/mol Sabendo que a massa específica do etanol é 0. se os valores estão corretos ou. 11) Uma vela é feita de um material ao qual se pode atribuir a fórmula genérica C20H42. para igual energia liberada.3 kJoule/mol ? Resposta: 0.0 mol de Hélio. pelo menos. correspondendo aos valores seguintes: a) carboidratos = 17. na forma de calor de combustão de carboidratos (como C6H12O6).0 . gorduras (lipídios) e proteínas. Qual o calor liberado na combustão de 10. 102 kJ e 9.330. Na combustão de um mesmo volume. 103 kJ por mol de hidrocarboneto. quantas vezes a contribuição do óleo diesel é maior do que o metano ? Resposta: 1. Sabendo que esses dois combustíveis correspondem a CH4 e C14H30. correspondente a : 73Li + 11H “ 2 42He libera uma quantidade de energia equivalente a 4.l.0 kJ/grama Consultando os dados indicados em alimentos industrializados que você consome. segundo a equação: CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l). verifique.327. pela produção de CO2 .0 . aproximados. 9. A combustão completa do gás natural e do óleo diesel liberam.0 gramas dessa vela.4 15) A combustão do metanol e do etanol podem ser representadas pelas seguintes equações: I – CH4O(l) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l) DH = . respectivamente. qual o volume de etanol líquido que deve ser queimado para obter 561 kcal ? Resposta: 100 mL 14) Tanto gás natural como óleo diesel são utilizados como combustíveis em transportes urbanos. A fusão nuclear a partir do lítio.53 10) O valor energético dos alimentos é. 102 kcal por mol de CH4 queima. qual a massa de metano que deve ser queimada ? Resposta: 16 toneladas 13) Considere a reação termoquímica de combustão do etanol líquido: C2H5OH(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) DH = . em geral expresso.0 kcal/mol II – C2H6O(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) DH = . pelas quantidades mencionadas. em condições padrão.0 kJ/grama b) gorduras = 38.47 kJoule 12) A reação de combustão completa do metano libera 2.0 .0 kcal/mol Sabe-se que as densidades desses dois líquidos são praticamente iguais.0 kJ/grama c) proteínas = 17. 108 kcal por mol de Lítio.671. A queima desses combustíveis contribui para o efeito estufa. qual libertará mais calor ? Resposta: etanol . Para se ter a mesma quantidade de energia que é liberada na produção de 1.

O calor liberado na combustão de um mol de carbono grafite é 94 kcal. pois um processo exotérmico. E) diminuição de energia dos produtos em relação aos reagentes. C + O2 “ CO2 4 . é A) 25. B) 30. pois é um processo exotérmico. 2 . 3 . pois é um processo endotérmico. D) transformação de energia térmica em energia química. pois é um processo exotérmico.96 kJ/g. CH4 + 2 O2 “ CO2 + 2 H2O II. verifica-se A) absorção de calor. a 1 atm e 250 C.54 *** Calores liberados: metanol = 20. em kcal. pois é um processo endotérmico. C8H18 + 25/2 O2 “ 8 CO2 + 9 H2O IV.Dadas as equações termoquímicas.5110 kJ/mol DHIV = . etanol = 28.5 kJ/mol o combustível que libera a maior quantidade de calor. E) 282. por grama consumido.1373 kJ/mol DHIII = . O calor liberado na combustão total de 6 g de carbono grafite.A reação cujo efeito térmico representa o calor de formação do ácido sulfúrico é: A) H2O(l) + SO3(g) “ H2SO4(l) B) H2(g) + SO2(g) + O2(g) “ H2SO4(l) C) H2O(l) + S(rômbico) + 3/2 O2(g) “ H2SO4(l) D) H2S(g) + 2 O2(g) “ H2SO4(l) E) H2(g) + S(rômbico) + 2 O2(g) “H2SO4(l) I.Na reação de combustão do carvão vegetal utilizado no preparo de um churrasco. D) 188. H2 + 1/2 O2 “ H2O V. B) liberação de calor. DHI = .286 kJ/mol DHV = . C) 47. C) variação de entalpia positiva. é A) CH4 B) C2H6O C) C8H18 D) H2 E) C .393.84 kJ/g *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 .888 kJ/mol DHII = . C2H6O + 3 O2 “ 2 CO2 + 3 H2O III.

A alternativa que representa uma reação que libera a maior quantidade de calor por mol de produto formado é A) 4 Fe + 3 O2 “ 2 Fe2O3 B) 3 O2 “ 2 O3 C) H2 + Cl2 “ 2 HCl D) H2 + I2 “ 2 HI E) C + O2 “ CO2 D H = .3 C) 1. 106 J.0 kcal 6 . 105 J. por I. respectivamente. E) absorve 1.0 g/mL.Considere as seguintes transformações: I.57. pode-se afirmar que a quantidade de calor. H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(l) II. D) absorve 2.8 .0 B) 583. a planta A) libera 2.4 . 2 CO2(g) “ 2 CO(g) + O2(g) HgO(s) “ Hg(l) + ½ O2(g) C2H5OH(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) H2O(l) “ H2O(s) Pb(s) “ Pb(l) Representa uma reação química exotérmica a alternativa A) I B) II C) III D) IV E) V . V. 105 J.3 kcal/mol DH = . em kcal. III. H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(g) DH = .0 7 . a 250 C e 1.2 kcal D H = + 12.8 kcal/mol Considerando-se que a densidade da água é 1. C) absorve 2. necessária para ferver 1.A reação de fotossíntese e a de combustão da glicose estão representadas nas seguintes equações: 6 CO2(g) + 6 H2O(l) “ C6H12O6(s) + 6 O2(g) C6H12O6(s) + 6 O2(g) “ 6 CO2(g) + 6 H2O(l) A energia envolvida na combustão de um mol de glicose é de 2. Ao produzir 0.55 5 .4 kcal D H = . 106 J.8 .709. 8 . IV.44.8 .4 .211.0 atm.Os processos de formação da água no estado líquido e no estado de vapor.1 mol de glicose. l06 J. podem ser representados.0 E) 3.714.3 D) 3.68.390 kcal D H = + 68 kcal D H = .94. II. 106 J.0 litro de água líquida é A) 105.8 . B) libera 1.

As diferenças nesses processos podem ser explicadas considerando que A) NH4Cl sofre dissolução exotérmica e o NaOH endotérmica. a energia luminosa do sol força a formação de glicose a partir do dióxido de carbono e água. III. igual a A) 491. Com relação a essa transformação.Durante o processo da fotossíntese realizada por plantas verdes.56 9 . Ocorre transformação de energia luminosa e calorífica em energia química. A combustão do metano. aproximadamente. é representada pela seguinte equação não balanceada CH4(g) + O2(g “ CO2(g) + H2O(l) DH = . 10 .0 kJ de calor liberado.7 kJ de calor absorvido. B) 491. em kJ.7 kJ de calor liberado. principal componente do gás natural.5 kJ de calor absorvido. Ocorre com absorção de energia.Dissolvendo-se NH4Cl em água. D) As duas soluções apresentam entalpia dos reagentes maior do que a dos produtos. Por outro lado dissolvendo-se NaOH em água. 11 . E) 983.P. B) A entalpia de dissolução do NH4Cl é menor que zero e a do NaOH é maior do que zero. C) A dissolução do NH4Cl ocorre com absorção de calor e a do NaOH com liberação. E) NaOH é uma base e o NH4Cl é um sal.882 kJ A energia. fornecida. Há formação de um glicídio e um gás combustível. após 5 minutos.5 kJ de calor liberado. O gaseoduto de Transporte Bolívia-Brasil está em fase de implantação e transportará o gás natural diretamente de Santa Cruz de La Sierra até o solo gaúcho.N. ocorre um aumento de temperatura do sistema. C) 245.O gás natural começa a chegar no Rio Grande do Sul.T. observa-se um abaixamento de temperatura do sistema. afirma-se que I. A) 88 B) 441 C) 1600 D) 1764 E) 3510 12 . é. portanto trata-se de um processo endotérmico. aproximadamente. na razão de 2. II.24 L/min nas C. por uma chama que queima metano completamente. D) 245. .A transformação de 1 mol de hematita em ferro metálico é representada pela seguinte equação não balanceada: 1 Fe2O3(s) + ___C(s) “ ___Fe(s) + ___CO(g) DH = + 491 kJ A quantidade de calor envolvida na obtenção de 55.8 g de ferro é.

Fe2O3 + 2 Al “ Al2O3 + 2 Fe DH = . E) Igual a 203. B) maior na reação II.1 na reação I.Isômeros são moléculas que tem a mesma fórmula molecular.Quando os óxidos Fe3O4 e Fe2O3 são reduzidos pelo alumínio conforme as equações abaixo I.2 D) – 5.2 A transformação do isômero cis-2-buteno para a trans-2-buteno apresenta uma variação de entalpia em kJ/mol de aproximadamente A) + 20.4 E) – 3.2696.5 Trans-2-buteno .Os valores de energia de ligação entre alguns átomos são fornecidos no quadro abaixo.7 Cis-2-buteno . D) Igual a 9 x 800.1 kcal II. Um composto com fórmula C4H8 apresenta três isômeros cujas entalpias de combustão estão indicadas na tabela abaixo: Nome do composto isômero Entalpia de combustão (kJ/mol) 1 – buteno . LIGAÇÃO C–H O=O C=O O–H ENERGIA DE LIGAÇÃO (kJ/mol) 413 494 804 463 Considerando a reação representada por .2684.3 14 .5 B) + 12. 15 .57 IV.5 C) – 9.800.5 kcal A quantidade de calor liberada por mol de ferro formado é A) maior na reação I. C) Igual nas duas reações.5 na reação II.203. 3 Fe3O4 + 8 Al “ 4 Al2O3 + 9 Fe DH = . A equação que representa essa transformação é C6H12O6 + 6 O2 “ 6 CO2 + 6 H2O + Q A alternativa que contém as afirmativas corretas é A) III e IV B) II e IV C) II e III D) I e III E) I e II 13 . mas diferentes arranjos dos átomos.2687.

é uma substância muito dura e.58 CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(v) o valor aproximado de DH.O carbeto de tungstênio WC. ou seja. O2 e Cl2. 17 .4000 C. III. Entre as moléculas gasosas H2.7 242. IV. III e IV.5 489. é A) – 820 B) – 360 C) + 106 D) + 360 E) + 820 16 . III e IV. B) Apenas I e III. No entanto pode-se medir com facilidade os calores de combustão dos elementos Cgrafite . Quais são corretas ? A) Apenas I e II. C) Apenas II e III. é utilizada na fabricação de várias ferramentas.Abaixo é apresentado um quadro com algumas Energias de Ligação no estado gasoso: Ligação H–H Cl – Cl O=O NŸN H – Cl H – Br H–I Energia (kJ/mol) 470.5 kJ . É necessário mais energia para decompor a molécula de oxigênio do que para decompor a molécula de nitrogênio.2 940. em kJ. D) Apenas I.9 298.1. HBr e HI.393.6 São feitas as seguintes afirmações I.6 kJ Cgrafite + O2(g) “ CO2(g) DH = .8 431. WC(s): 2 W(s) + 3 O2(g) “ 2 WO3(s) DH = . pois a reação ocorre a 1. a molécula de Cl2 pode ser considerada a menos estável.5 365. A reação representada por H2(g) + Cl2(g) “ 2 HCl(g) deve ser endotérmica.680. W (s) e do carbeto de tungstênio. por essa razão. E) Apenas II. A variação de entalpia da reação de formação do carbeto de tungstênio a partir dos elementos Cgrafite e W (s) é difícil de ser medida diretamente. A molécula de HCl deve ser mais estável do que as moléculas dos demais ácidos halogenídricos. II.

500.6 kJ Pode-se.0 – 1.890. de menor custo por quilômetro. A energia liberada.3 kJ . pode sofrer combustão incompleta segundo a equação abaixo.5 Classificação da reação Exotérmica Exotérmica Exotérmica Endotérmica Endotérmica 18 .O gás natural veicular (GNV) é um combustível alternativo.391.0 .566. 14. principal componente do gás natural.0 kJ + 317. na combustão total de 800 g de metano. 2 CH4(g) + 3 O2(g) “ “ “ 2 CO(g) + 4 H2O(l) DH = .346.0 kJ + 38.0 – 1. 712. 12.0 kJ DH = .0 – 2.878.317. é possível obter o valor de DH da equação acima.700. Sabe-se que 1 mol de metano libera cerca de 890 kJ.240.38.800.0 – 607.59 2 WC(s) + 5 O2(g) “ 2 CO2(g) + 2 WO3(s) DH = .O metano.214.2.000. onde o metano (CH4) é o componente predominante. no motor de um automóvel movido por GNV é. então calcular o valor da entalpia da reação abaixo e concluir se a mesma é endotérmica ou exotérmica: W(s) + Cgrafite “ WC(s) DH = ? A qual alternativa corresponde o valor de DH e o tipo de reação ? (A) (B) (C) (D) (E) DHreação .5 kJ . menos poluente. 19 . de aproximadamente.456. A) B) C) D) E) – 324. Esse valor é. em kJ. em uma combustão completa.0 kJ Considerando as seguintes equações termoquímicas CH4(g) + 2 O2(g) 2 CO(g) + O2(g) CO2(g) + 2 H2O(l) 2 CO2(g) Dadas essas equações termoquímicas. 44. em kJ. A) B) C) D) E) 2.

Em nosso cotidiano ocorrem processos que podem ser endotérmicos (absorvem energia) ou exotérmicos (liberam energia). B) sacagem de roupas – formação de nuvens – queima do carvão. D) evaporação de água nos lagos – secagem de roupas – explosão de fogos de artifício.60 20 . E) queima de carvão – formação de geada – derretimento de gelo. . Assinale a alternativa que contém apenas fenômenos exotérmicos ou apenas fenônemos endotérmicos. C) combustão em motores de automóveis – formação de geada – evaporação de lagos. A) explosão de fogos de artifício – combustão em motores de automóveis – formação de geada.

podem ser classificadas segundo dois critérios distintos. neutralizações. . Ex. bem como os fatores que nela influem... formação de ferrugem..1 . segundo um mecanismo. (quase instantâneas) b) lentas: fermentações. I) Quanto à velocidade a) rápidas: combustão. decorrentes de colisões entre moléculas dos reagentes com os produtos dando origem diretamente aos produtos.. As reações químicas. II) Quanto ao mecanismo a) reações elementares: são aquelas que ocorrem numa só etapa. Ci n é t i c a Qu ím i c a (Qu ím i c o e I ô n i c o ) A Cinética Química tem por objetivo a determinação da velocidade (média e instantânea) com que as reações químicas ocorrem..: formação de HI H2(g) + I2(g) “ 2 HI(g) b) reações complexas: são aquelas que ocorrem em várias etapas. Ex.61 4 .. O mecanismo segundo o qual uma reação em etapas ocorre é estabelecido a partir de complexa pesquisa não sendo um de nossos propósitos para estudo.: formação do NO2 2 NO(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) 1a etapa (rápida) : 2 NO(g) “ N2O2(g) 2a etapa (lenta) : N2O2(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) reação global : 2 NO(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) *** A condição de ser reação elementar ou complexa deverá ser informada no enunciado da questão ou pergunta. CI N ÉT I CA E EQU I L Í B RI OS 4 . sob o ponto de vista cinético.

mols [produtos] [reagentes] tempo Observe que: Dn(reagentes) < 0 “ diminui com o passar do tempo Dn(produtos) > 0 “ aumenta com o passar do tempo No entanto.. número de mols..62 œ Velocidade média de reação (vm) A velocidade média (vm) pode ser calculada pela variação de quantidade de reagente consumido ou produto formado. vm = D m/Dt ou Dn/Dt ou D[X]/Dt Ä concentração molar Sendo conhecida a equação estequiométrica ajustada. volume. a velocidade média pode ser calculada em relação à qualquer componente (R ou P) da reação. Portanto. para uma reação genérica: A + B “ L + M As velocidades médias em relação aos reagentes e produtos serão calculadas pelas expressões: . Assim. a velocidade de uma reação sempre deverá ter um valor positivo. para que não resulte um valor negativo para a velocidade média. em determinado intervalo de tempo.. O diagrama abaixo mostra como variam as concentrações dos reagentes e dos produtos a medida que a reação progride.. quando calculamos a velocidade média da reação. Esta quantidade pode ser expressa em massa. concentração. em relação aos reagentes a razão Dn/ Dt deverá ser multiplicada por – 1.

Para uma reação genérica do tipo: aA + bB “ lL + mM a Lei da Ação das Massas é expressa pela relação: . que além de conclusões sobre seus próprios experimentos. proposta por Gulberg e Waage (1876).95 100 a) Calcule a velocidade média (em gramas/segundo). compilaram dados e resultados experimentais de outros físico-químicos da época. b) Calcule a velocidade média (em mols/minuto) no intervalo entre 0 e 60 segundos. Gilles.10 60 3.B = L = M =Dt Dt Dt Dt Dn Exemplo: O quadro a seguir mostra a variação de massa sofrida pelo carbonato de cálcio ao se decompor em óxido de cálcio e gás carbônico.00 80 2..63 vm Dn Dn Dn A =. no intervalo entre 20 e 80 segundos..60 20 3.. H. c) A velocidade média dessa reação é constante ? Porque ? Respostas: œ Velocidade instantânea de reação (vi ou v) A velocidade instantânea (vi ou v) é obtida num determinado instante da reação e calculada através de uma “lei cinética ou equação de velocidade”. expressa pela LEI DA AÇÃO DAS MASSAS ATIVAS .00 0 3. S. entre os quais Berthelot e St. segundo a equação: CaCO3(s) “ CaO(s) + CO2(g) m (gramas) tempo (s) 4.30 40 3. Wilhelmy. Arrhenius.

como já foi dito. Quando uma reação for complexa. segundo um mecanismo (complexas) as ordens serão iguais aos coeficientes da etapa mais lenta (etapa limitante da velocidade). atualmente já foram elucidados os mecanismos de várias reações complexas. constituindo-se num dos aspectos mais complexos no estudo cinético de uma reação.. isto é. Quando a reação ocorre numa só etapa (elementares) as ordens coincidem com os coeficientes estequiométricos: a = a . 4 HBr + O2 “ 2 H2O + 2 Br2 Após inúmeras pesquisas experimentais. Quando a reação ocorre em várias etapas. Estes aspectos. A medida que os recursos técnicos da Química Analítica avançam é possível analisar mais detalhadamente as reações químicas determinando os reais mecanismos segundo os quais as mesmas ocorrem. a qual é característica de cada reação. O mecanismo segundo o qual uma reação ocorre é algo resultante de constante pesquisa experimental. já se sabe qual é o seu mecanismo.64 v = k [A]a[B]b na qual: * [A] e [B] representam as concentrações molares. * k = constante cinética. os químicos sugeriram o seguinte mecanismo para a reação: . bem como as velocidades de cada etapa. ocorrer em várias etapas é necessário que se conheça o seu mecanismo etapa por etapa. também são obtidas a partir dos dados cinéticos da RQ. . b = b .. tal como a formação do HBrO2 a partir do HBr e O2. Algumas reações já foram suficientemente estudadas e analisadas e. demandam incansáveis pesquisas experimentais sobre a cinética das reações.. varia com a temperatura e é calculada pelos dados cinéticos. Assim como para as reações elementares. * a e b são as “ordens de reação” as quais. atualmente.

para a reação entre HBr e O2. e a lei de velocidade ou equação cinética ficará: V = k [ HBr ]1 [ O2 ]1 Um possível mecanismo para essa etapa mais lenta pode ser o seguinte: Por outro lado o modo como as moléculas colidem entre sí para favorecer a formação dos produtos também é um fator importante. Este modo mais favorável como as moléculas devem colidir entre sí para formar os produtos denominamos de fator espacial ou fator estérico e a configuração de colisão mais adequada denominamos geometria de colisão. A figura a seguir mostra as diferentes formas de colisão que podem ocorrer entre as moléculas. .65 1a etapa: HBr + O2 “ HBrO2 2a etapa: HBrO2 + HBr “ 2 HBrO 3a etapa: 2 HBrO + 2 HBr “ 2 H2O + 2 Br2 4 HBr + O2 “ 2 H2O + 2 Br2 lenta rápida rápida Portanto a equação de velocidade será dada pela etapa mais lenta (1a) e. portanto as ordens cinéticas (a e b) serão 1 e 1.

4.). mecanismo. œ Por que ocorrem as reações químicas ? 1) Colisões entre as moléculas dos reagentes. nos enunciados das questões. Para que ocorra uma reação entre duas ou mais substâncias é necessário que as moléculas colidam entre sí de modo que haja rompimento das ligações nos reagentes e formação de novas ligações constituindo os produtos As colisões entre as moléculas dos reagentes podem ser de dois tipos: . são aquelas onde os coeficientes assumem valores mais elevados (3..) são indicados. etapa mais lenta. habitualmente..66 Estas características (reação complexa... As reações complexas.. em geral..

efetivas ocorrem entre moléculas da mesma espécie ou de espécies diferentes sem energia suficiente para a quebra das ligações. não há formação de produtos. a formação de HI a partir de H2 e I2 (reação elementar – uma só etapa): 2) Energia mínima para reagir (Energia de Ativação) Além de colisões intermoleculares em orientação favorável (geometria de colisão) as moléculas participantes devem apresentar uma quantidade de energia cinética mínima que proporcione efetivamente as rupturas das ligações entre as moléculas reagentes e formação de novas ligações. As colisões não. Quanto maior a Eativação. por exemplo. pois. portanto. Considere-se. Portanto. um obstáculo à formação dos produtos.67 a) Colisões não-efetivas ou não eficazes: são aquelas em que não há quebra de ligações e. seja para reações exotérmicas ou endotérmicas é necessário um incremento de energia para iniciá-las. A energia de ativação representa. b) Colisões efetivas ou eficazes: são aquelas em que há quebra de ligações e formação de novas ligações originando os produtos. mais lenta será a reação ! O gráfico a seguir mostra o caminho da reação de formação do HI relacionando-o com as variações de energia .

As ligações entre os produtos consolidam-se. 3. No ponto de mais elevada energia do sistema forma-se o complexo ativado. 4. As moléculas colidem sem energia suficiente para a reação. A energia do sistema aumentou mas não em proporção suficiente para uma colisão efetiva. As representações gráficas da Energia de Ativação tanto para reações exotérmicas como endotérmicas são as seguintes: . 5.68 1. Definitivamente os produtos estão formados. 2.

aumenta a freqüência de colisões entre as moléculas e aumenta e energia envolvida no impacto entre as mesmas. iniciamos o fogo com lenha fina ou gravetos. Fa t o r e s q u e i n f l u e m n a V e l o c i d a d e d a s Re a ç õ e s a) Área de contato entre os reagentes Esse fator tem sentido quando um dos reagentes for sólido. . Um maior número de moléculas alcança a energia mínima para a ocorrência da reação (Energia de Ativação). numa fogueira. Uma peça de palha de aço (Bombril) oxida mais facilmente do que uma chapa do mesmo metal e igual massa. se a reação for complexa a . para uma reação genérica: aA + bB “ lL + mM v = k [A]a. . b . c) temperatura: as variações de temperatura indicam variação no grau de agitação molecular. Assim: . b = b . quando desejamos queimar lenha...[B]b.. lei cinética ou lei da ação das massas. Relembrando. .. já estudada anteriormente.69 4 .um aumento de temperatura. œ œ se a reação for elementar: a = a .2 . Por exemplo.. A expressão para o cálculo da velocidade é conhecida com lei de velocidade. favorecendo a quebra de ligações entre os reagentes e a formação de novas ligações (produtos).. o qual deverá ser indicado necessariamente. Fe(prego) + H2SO4(aquoso) “ FeSO4(aquopso) + H2(g) (v1) Fe(limalha) + H2SO4(aquoso) “ FeSO4(aquopso) + H2(g) (v2) V1 < V2 b) Concentração dos reagentes A velocidade das reações é diretamente proporcional à concentração dos reagentes. são obtidos pela mecanismo da reação.

sem participar da sua estequiometria. O diagrama a seguir mostra que a presença do catalisador diminui a barreira energética (Energia de Ativação). diminuindo a Eativação para cerca de 110 KJ/mol. formando SO3. envolvendo menor energia (diminuem a Energia de Ativação) e sem serem consumidos no processo. Por este motivo diz-se que o catalisador não se altera qualitativa e quantitavamente e por esta razão pode ser usado em pequenas quantidades. Por outro lado os catalisadores não iniciam reações mas interferem na velocidade de reações que já ocorrem sem a sua presença. pois uma mesma partícula catalítica atua em diversos processos unitários. aumentam a velocidade das reações porque diminuem a Energia de Ativação. Os catalisadores.70 Por exemplo. d) Radiações e descargas elétricas: atuam como fatores energéticos (Energia de Ativação). diminuindo a velocidade das reações que causam as decomposições dos mesmos (em geral processos fermentativos). na atmosfera. justificando o aumento na velocidade da reação. Um provável mecanismo para essa reação seria: SO2 + NO2 “ SO3 + NO E1 (consumo do catalisador) NO + ½ O2 “ NO2 E2 (regeneração do catalisador) Reação global: SO2 + ½ O2 “ SO3 E = 110 KJ/mol O catalisador participa em determinadas etapas da reação sendo regenerado nas posteriores. Por exemplo. . e) catalisadores: são substâncias que encontram “caminhos alternativos” para a reação. para a melhor conservação dos alimentos os mesmos devem ser guardados em refrigeradores e freezers. portanto. a reação do SO2 com O2. Em presença de NO2 e velocidade aumenta consideravelmente. tem velocidade quase nula e uma Eativação de 240 KJ/mol.

conhecidos como conversores catalíticos.71 Em função do estado físico de reagentes. a catálise é subdividida em dois tipos: a) catálise homogênea: reagentes e catalisador formam um sistema monofásico. 2 SO2(g) + 1/2 O2(g) NO2)g) 2 SO3(g) b) catálise heterogênea: reagentes e catalisador formam um sistema heterogêneo.. SO2. Um importante exemplo de catálise heterogênea ocorre nos dispositivos antipoluição instalados nos sistema de descarga dos automóveis.: na formação da amônia a presença de Arsênio (As) inibe a ação do catalisador (Fe) tornando a sua eficiência muito reduzida. N2(g) + 3 H2(g) Fe(s) 2 NH3(g) Obs. Os gases oriundos da câmara de combustão dos automóveis contém substâncias poluentes (CO.) as quais passam através de uma “colméia” cerâmica que contém as substâncias catalíticas (Ródio.. NO. Paládio ou Irídio) que convertem esses gases em substâncias não poluentes ou menos poluentes (CO2. ..). H2S. diminuindo a poluição atmosférica. Platina.. Nesse caso o Arsênio é chamada de inibidor ou veneno de catálise. produtos e catalisador. N2.

Calcule a velocidade média em termos de a) diminuição na concentração de X em mol/L.54 mol/L.0 molsde oxigênio por minuto.s) ----0.s.s) 4.50 para 0.s b) 4. a reação de formação de água ocorre com o consumo de 4. 3) Complete a seguinte tabela para a reação 2 A(g) + Z(g) “ produtos. através da reação 2 A + B “ C é independente da concentração de B e quadruplica quando a concentração de A é duplicada.min. b) aumento na concentração de Z em mol/l.1 mol/L .750 [Z] (mol/L) 0.3 . Representando por k a constante de velocidade.D[O2] / D t.018 0. Respostas: a) 1.s .min. 10-3 mol/l.32 ----V (mol/L.300 0. 1.053 0. a concentração de X cai de 0. Se a concentração baixar para a metade do valor inicial. Qual a velocidade média de consumo do H2 ? Resposta: 8. velocidade = . Escreva equações equivalentes a esta em função de todos os componentes. os seguintes dados cinéticos da mesma foram obtidos: . 7) Para uma reação envolvendo um só reagente. qual a velocidade ? Resposta: 2. quando a concentração de A é de 2. 0.0 mols/L.0 0.s 4) Em determinado experimento.5 . qual a expressão da lei de velocidade ? Resposta: v = k [A]2 6) A velocidade da reação de 2a ordem : 2 A “ produtos vale 10.450 ----0.4 .min 2) Para a reação 4 HBr(g) + O2(g) “ 2 Br2(g) + 2 H2O(g) a equação de velocidade é mais freqüentemente escrita em função do componente de coeficiente unitário.800 k (L/mol. isto é. que é de primeira ordem em relação aos dois reagentes: [A] (mol/L) 0. 10-4 mol/L.0 mols/L.10 mol/L em 45 minutos.min.017 L/mol.72 4 .5 mols/L.0 mols/minuto 5) Experimentalmente observou-se que a velocidade de formação da substância C.010 Respostas: 0. Ex e r c íc i o s 1) Na reação: 2 X(g) “ Z(g) .

080 0.s . em fase gasosa. 10-3 3. 10-3 9.73 V (mol/L.090 0. Calcule a constante cinética. respectivamente 0.26 mol/L.200 0. l0-3 Qual a ordem em relação ao NO ? E ao Cl2 ? Escreva a equação de velocidade.197 0.187 0. aparentemente nada se observa. Obs.0 .100 0. demonstre que essa reação é de primeira ordem.150 Velocidade (mol/L. na temperatura de 450 K: t (min) 0 1 2 3 [EtCl] (mol/L) 0.: consulte um professor que atue na área de Bioquímica.050 0.200 mol/L calcule: a) a concentração do C2H5Cl após 1. em papel milimetrado. Qual a velocidade quando as concentrações de Cl2e NO valem.050 a) b) c) d) [NO] (mol/L) 0.s 9) Os seguintes dados referem-se à decomposição do cloreto de etila.min) [reagente] 0.0 L2/mol2.019 0. em presença de sangue a água oxigenada se decompõe com relativa velocidade.021 0. v = k [NO]2[Cl2]1 . é de 2.020 0.070 Qual a ordem para essa reação ? Resposta: zero 8) Os dados abaixo referem-se à reação de NO com Cl2 para formar NOCl. 8. Partindo de uma concentração de 0.175 0. [Cl2] (mol/L) 0.40 mol/L ? Respostas: 2 e 1 .0 hora. b) Pelo gráfico determine k. 10-3 min-1.050 0. . 0. No entanto se houver um ferimento. Pesquise a respeito da substância presente no sangue que produz esse efeito.5 .190 t (min) 4 8 16 [EtCl] (mol/L) 0.050 0.150 0. 11) Quando se adiciona peróxido de hidrogênio (água oxigenada) sobre a pele.0 .193 0.0 .020 0.s) 1.153 - a) Através de um gráfico (10 x 10).20 e 0. b) o tempo decorrido para que a concentração se reduza pela metade. 10) A constante de velocidade de primeira ordem para a decomposição do C2H5Cl. na temperatura de 720 K.

14) Com suas próprias palavras. 15) Pesquise a respeito do que são enzimas e qual o seu papel em relação à velocidade das reações. adicionaram-se algumas gotas de vinagre e deixou-se por uma noite. Represente um diagrama dessas energias. 16) Pesquise a respeito da constituição (composição) e das principais reações que ocorrem nos catalisadores dos automóveis. c) Adição de um catalisador. b) Diminuição do tamanho de um recipiente para uma reação em fase gasosa. 13) Usualmente diz-se que a adição de uma pequena quantidade de um catalisador produz significativos efeitos na velocidade de uma reação. de tal modo que a remoção da mancha possa ocorrer em menor tempo. Justifique cada uma das alterações propostas. 19) A adição de um catalisador influi na variação de entalpia de uma reação ? Porque ? 20) Pesquise a respeito da importância da catálise Ziegler-Natta na produção de polímeros como o polietileno.: consulte um professor que atue na área de Biotecnologia. 18) Localize no diagrama do exercício anterior o “complexo ativado” da reação. Consulte-os !! 21) Para remover uma mancha de um prato de porcelana faz-se o seguinte: cobriu-se a mancha com meio copo de água fria. sugira duas alterações no procedimento. c) Um catalisador altera a constante de velocidade. . explique por quê a) uma diminuição na temperatura diminui a velocidade de uma reação. Obs. Pela adição de um catalisador essa energia de ativação reduziu-se para 45 kJ/mol. No dia seguinte a mancha havia clareado suavemente. Explique porque essa afirmativa é verdadeira. 22) Afim de adoçar mais rapidamente uma xícara de chá devemos utilizar açúcar comum ou açúcar cristal ? Explique. b) A duplicação da concentração de um reagente nem sempre duplica a velocidade da reação. indicando na ordenada energia e na abcissa tempo de reação. de um modo geral. Usando apenas água e vinagre. 17) Uma reação apresenta uma variação de entalpia de – 85 kJ/mol e uma energia de ativação de 70 kJ/mol.74 12) Como cada um dos seguintes itens afetam a velocidade de uma reação ? a) A passagem do tempo. sem a utilização de catalisador. Obs: nossa Faculdade tem em seu corpo docente especialistas na área.

Porque.A combustão da gasolina é uma reação exotérmica que ocorre com uma velocidade elevada em motores a explosão.A reação: . E) a presença de um catalisador. E) é necessário vencer a barreira representada pela energia de ativação. porque é benéfico mastigar bem os alimentos ? 24) A pólvora negra é uma mistura de três sólidos: carvão. salitre (KNO3) e enxofre. através da alteração de fatores energéticos. 3 .O processo de oxidação numa esponja de aço é muito mais rápido do que numa lâmina do mesmo material. O fator que determina essa diferença é A) a concentração. 4 .75 23) Na digestão de alimentos ocorre uma série de reações químicas. são apresentados os seguintes: I . esses sólidos se apresentam sob forma pulverizada (pó) e não apenas colocados em pedaços ? 25) Frascos contendo água oxigenada devem ser guardados em frascos escuros e em locais de baixa temperatura. porque A) a gasolina só queima a temperaturas elevadas. levando em conta a velocidade das reações químicas. B) o volume do sistema. Explique. B) a reação de combustão da gasolina é lenta a temperatura ambiente. C) a ordem da reação. Explique tais recomendações. A reação é iniciada por uma faísca proveniente da vela de ignição. D) a combustão só ocorre em presença de oxigênio atômico.aumento da temperatura do sistema.Como maneiras eficientes de aumentar a velocidade de uma reação química. C) a faísca age como oxidante enérgico. *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 -Se a velocidade de uma reação química é dada pela expressão v = k [A]n diz-se que a reação é de ordem A) A B) 1 C) k D) v E) n 2 . D) a superficie de contato. na pólvora. 2 A + B “ produtos apresenta uma lei de velocidade expressa por v = k [A]2 Se a concentração do reagente A for mantida constante e a de B for duplicada. a velocidade de reação fica multiplicada por um fator igual a A) 0 B) 1 C) 2 D) 4 E) 8 5 .

acelera a destruição da camada de ozônio da atmosfera de acordo com o seguinte mecanismo: Cl(g) + O3(g) “ ClO(g) + O2(g) ClO(g) + O(g) “ Cl(g) + O2(g) Por isso.diminuição do volume do sistema. B) apenas II e IV. C) catalisador.adição de um catalisador.[B] 8 . o cloro atômico proveniente de certas substâncias. A expressão matemática da lei de velocidade para esta reação é A) k. Quais são corretas ? A) apenas I e II. II.O estudo cinético para a reação A “ B está representado no gráfico da velocidade de reação (v). E) I.[A]. 7 .Para alguns cientistas. 2 A(g) + B(g) “ C(g) verifica-se experimentalmente que a velocidade de formação de C independe da concentração de B e é quadruplicada quando dobra a concentração de A.[A]2 D) k. em função da concentração do reagente A. 6 . D) veneno de catálise. entre as quais as empregadas como propelentes em aerossóis.[A]2.76 II . III .[A]4 E) k. B) inibidor.aumento da concentração dos reagentes.[A]4.[B] C) k. C) apenas I e III. III e IV.[B] B) k. E) promotor. D) apenas I e IV. IV . o cloro atômico age como A) ativador.Para a reação .

10-3 B) 1. pois a chama A) consome o hidrogênio.00 . 102 E) 1.00 10 0.A isomerização de 1. 102 .A reação 0 1. C) fornece a energia de ativação necessária para que a reação ocorra.77 v A A partir desse gráfico pode-se dizer que a lei de velocidade para esta reação é A) v = k. obtendo-se os seguintes valores de conversão em função do tempo: Tempo (min) mols de A 9 .2-dicloroeteno foi realizada em um frasco fechado.25 . Em locais onde se trabalha com o gás hidrogênio é rigorosamente proibido fumar ou produzir fagulhas ou fogo.2-dicloroeteno B cis-1. aumentando a sua velocidade.0 mol de 1. nas condições ambientes. E) torna a reação mais endotérmica.2-dicloroeteno Nos primeiros 10 minutos de reação a velocidade média de isomerização em mol/min é A) 8.[A]2 B) v = k.90 20 0. 10-2 D) 1.73 A trans-1. B) consome rapidamente a energia liberada na reação. 10 . diminuindo a velocidade da reação.00 .[A] C) v = k D) v = k / [A] E) v = k / [A]2 H2 + 1/2 O2 “ H2O é espontânea e pode ocorrer de maneira explosiva. 10-2 C) 9.00 .00 . que ocorre mais rapidamente. D) muda o mecanismo da reação.81 30 0.

.Considere a seguinte reação genérica. D) fica oito vezes maior E) fica quatro vezes menor. 5. E) diminui a energia de ativação e mantém o DH constante. sendo representada pela equação: 2 A(g) + B(g) “ 2 C(g) + D(g) Mantendo-se a temperatura e a massa constantes e reduzindo-se à metade os volumes de A(g) e B(g). B) diminui a energia de ativação e diminui o DH da reação. . 1. B) fica reduzida à metade. . 4. 12 . . C) aumenta a energia de ativação e aumenta o DH da reação. . D) aumenta a energia de ativação e mantém o DH constante.Uma reação é de primeira ordem em relação ao reagente A e de primeira ordem em relação ao reagente B. 3. 2. 13 . a velocidade da reação A) duplica. 6. .O gráfico a seguir representa a variação de concentração de um radioisótopo com o tempo concentração 8. . na qual todos os componentes encontram-se em mesma fase: A + B “ C + D tem-se o seguinte diagrama H A+B C+D caminho da reação O uso do catalisador adequado A) diminui a energia de ativação e aumenta o DH da reação. . 0. C) quadruplica. . 7. .78 11 . 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 tempo(min) .

. . representada abaixo.A poluição é uma das causas da destruição da camada de ozônio. 2NO2(g) + O3(g) “ N2O5(g) + O2(g) Essa reação apresenta uma lei de velocidade expressa por: v = k [NO2]. E) 40 kcal/mol. 05. D) permanece constante E) triplica . é possível afirmar que a reação em questão possui uma energia de ativação de Arrhenius de aproximadamente A) 5 kcal/mol. .[O3] Se a concentração de NO2 (g) for duplicada. C) 20 kcal/mol. B) reduz-se à metade. 35. 20. 15. 15 . D) 25 kcal/mol. . Uma das reações que pode ocorrer no ar poluído é a reação do dióxido de nitrogênio com o ozônio. . . caminho da reação A partir das informações contidas na gráfico.O gráfico a seguir refere-se a uma reação genérica A + B “R + S energia (kcal/mol) 40. C) duplica. . . . mantendo-se constantes todos os outros fatores. B) 15 kcal/mol. 30. 10. . . a velocidade da reação A) quadruplica.79 A observação do gráfico permite afirmar que a meia-vida do radioisótopo é igual a A) 1 min B) 2 min C) 4 min D) 5 min E) 10 min 14 . . 25.

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16 - Amônia é produzida industrialmente através do processo Haber, equacionado por N2(g) + 3 H2(g) “ 2 NH3(g) Colocando-se em um reator, nitrogênio e hidrogênio, obtiveram-se os seguintes dados cinéticos, em minutos e mol/L t (min) 0 10 [N2] (mol/L) 0,50 0,45 [H2] (mol/L) 1,50 1.35 [NH3] (mol/L) ...... 0,10

Calculando-se a velocidade média da reação, em relação do nitrogênio consumido, em mol/L.min, obtém-se A) 3,4 . 10-6 B) 1,0 . 10-4 C) 2,3 . 10-2 D) 5,0 . 10-3 E) 1,5 . 10-2 17 - Amostras de magnésio foram colocadas em soluções aquosas de ácido clorídrico de diversas concentrações e temperaturas, havendo total consumo do metal e desprendimento de hidrogênio gasoso. Observaram-se os seguintes resultados Amostra
Massa de magnésio consumida (g) Tempo de reação (min)

I II III IV

0,20 2,00 4,00 4,00

1 5 10 20

Pela análise dos dados contidos na tabela acima é correto afirmar que A) a velocidade média da reação na amostra I é maior que amostra II. B) a quantidade de hidrogênio desprendida na amostra II é maior do que na amostra IV. C) a velocidade média de reação na amostra III é igual à da amostra IV. D) a velocidade média de reação na amostra IV é a metade da velocidade média de reação na amostra II. E) a quantidade de hidrogênio desprendido na amostra III é menor do que na amostra IV. 18 - A reação entre os gases representados na equação a seguir tem grande importância na química ambiental. 2 CO(g) + O2(g) 2 CO2(g) Essa reação apresenta uma lei de velocidade expressa por v = k .[CO]2.[O2] Se a concentração de CO(g) for duplicada e a concentração de oxigênio for reduzida à metade, mantendo-se constantes todos os outros fatores, a velocidade da reação

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A) B) C) D) E)

duplica. quadriplica. reduz-se à metade. permanece constante. triplica.

19 - A reação NO + ½ Br2 “ NOBr apresenta uma lei experimental de velocidade expressa por v = k.[NO]2.[Br2] . A partir dessa informação, é possível afirmar que A) a reação apresenta ordem 3/2. B) a equação dada corresponde a um processo elementar trimolecular. C) a velocidade da reação quadruplica quando a concentração de NO é dobrada. D) a concentração de Br2 não tem influência na velocidade da reação. E) a velocidade da reação é sextuplicada ao se dobraram as concentrações de ambos os reagentes. 20 - A reação entre persulfato e iodeto, a 250 C, é representada pela equação química S2O8-2(aq) + 3 I-(aq) “ 2 SO4-2(aq) + I3-(aq) e apresenta uma lei de velocidade, determinada experimentalmente, dadas pela expressão v = k . [S2O8-2(aq)] . [I-(aq)] A partir dessas informações, considere as afirmações a seguir, IA reação é de oxirredução. II A reação apresenta uma cinética de segunda ordem. III - A velocidade da reação é diretamente proporcional à concentração dos reagentes. IV - A velocidade de consumo do S2O8-2(aq) é três vezes maior que a de I-(aq). Quais estão corretas ? A) Apenas I. B) Apenas II e IV. C) Apenas III e IV. D) Apenas I, II e III. E) Apenas II, III e IV.

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4 .4 . EQU I L Í B RI OS (QU Í M I CO E I ÔN I CO)
4.4.1. QUÍMICO ***RQ Irreversíveis (ou completas) São reações que ocorrem num só sentido. Não havendo excesso estequiométrico os reagentes são integralmente transformados em produtos. Considera-se que as mesmas tenham rendimento 100%. ex.: reações de combustão e de neutralização.

R £“ P
*** RQ Reversíveis (ou incompletas) São reações que podem ocorrer no sentido direto e inverso da reação. Ao “término” da reação resta certa quantidade de reagente não transformado (rendimento inferior a 100 %). São comuns em transformações orgânicas. ex.: esterificações,...

R

P

Nestas reações há uma velocidade direta, de formação de produtos, a qual vai decrescendo e uma velocidade inversa, de regeneração de reagentes, que vai aumentando, até o instante em que estas duas velocidades se tornam iguais. Este momento é chamado EQUILÍBRIO, o qual pode ser homogêneo ou heterogêneo, em função da composição do sistema: Exemplos: 2 NH3(g) N2(g) + 3 H2(g) (homogêneo) (fase gasosa)

CH3COOH(aq) + C2H5OH(aq) CH3COOC2H5(aq) + H2O(l) (fase aquosa) (homogêneo) CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g) (heterogêneo) (gases e sólidos) (sólido, líquido e gases)

6 CO2(g) + 6 H2O(l) C6H12O6(s) + 6 O2(g) (heterogêneo) Para a reação homogênea:

CO(g) + H2O(g)

CO2(g) + H2(g)

83 as variações de concentração de reagentes. produtos e das velocidades direta e inversa podem ser assim representadas: Concentração (mol/L) Reação com baixo rendimento [CO] = [H2O] [CO2] = [H2] tempo Concentração (mol/L) Reação com alto rendimento [CO2] = [H2] [CO] = [H2O] tempo .

em equilíbrio: aA + bB xX + yY e (homogênea) vdireta = kdireta[A]a[B]b no momento do equilíbrio vinversa = kinversa[X]x[Y]y vd = vi = kd[A]a[B]b = ki[X]x[Y]y isolando os termos semelhantes k x y d = [X] . .[B]b c i Kc = constante de equilíbrio em função de concentrações molares.[Y] = K k [A]a .84 velocidade vdireta vdireta = vinversa equilíbrio químico vinversa tempo tempo decorrido para a reação entrar em equilíbrio Para uma reação genérica. Quando dos componentes forem gasosos a constante de equilíbrio pode ser calculada em função das pressões parciais exercidas pelas substâncias gasosas. na seguinte forma: Kp = constante de equilíbrio em função de pressões parciais.

V m1 / V = M’ = m1 ’ / M . V’ m1 ’ / V’ = const ant e . Mas: M = m1 / M . podemos estabelecer a seguinte relação entre Kc e Kp: Kp = Kc (RT)Dn onde: R = constante geral dos gases T = temperatura absoluta Dn = diferença entre os coeficientes dos produtos e reagentes (gasosos) ***** Dn = (x + y) . Desse modo teremos: y X x .(a + b) A constante de equilíbrio também pode ser expressa em função das frações molares dos constituintes.85 Como a pressão parcial de um componente depende da sua concentração em fase gasosa. a relação entre Kp e Kx pode ser estabelecida. porque a medida que a massa de um sólido vai se reduzindo e transformando-se num produto o seu volume também reduz. a constante de equilíbrio não inclui os componentes sólidos.X Kx = X Y X a . mantendo constante a concentração do mesmo. PD n Nos equilíbrios heterogêneos. resultando em Kp = Kx .X b A B Kx = constante de equilíbrio em função de frações molares Do mesmo modo que Kc e Kp.

para que a constante assuma novamente o valor inicial o equilíbrio desloca-se no sentido do consumo do reagente adicionado. Deslocamento do Equilíbrio Químico (Principio de Le-Chatelier à fuga ante a força) As reações em estado de equilíbrio podem sofrer modificações nos mesmos em função de três fatores: . por exemplo. N2 ou H2.86 Portanto: M CaCO3(s) Kc = [CO2] = M’ CaO(s) + CO2(g) e Kp = PCO2 4. Exemplo: síntese da amônia N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) A constante de equilíbrio será obtida pela expressão: Kc = [NH3]2 / [N2]. o equilíbrio se desloca para consumir N2 . . deslocando o equilíbrio no sentido dos reagentes. para que a constante reduza seu valor a amônia em excesso deverá ser decompor (parcialmente) formando H2 e N2. œ Influência das variações nas Concentrações: .[H2]3 se adicionarmos.variações na temperatura. ¥ ¥ se adicionarmos NH3 o numerador da expressão aumenta e a constante.4.2. .variações na pressão. também.a adição de um componente (R ou P) desloca o equilíbrio no sentido do consumo dos mesmos. formando mais produto e aumentando o valor de Kc. Resumindo: Se [N2] ’ então Kc ” .variações nas concentrações de R ou P. a remoção de um componente desloca o equilíbrio no sentido de sua regeneração. o denominador da expressão aumenta e a constante de equilíbrio diminui.

o equilíbrio se desloca para consumir NH3 œ Influência das variações na Pressão: . ou seja. desloca o mesmo no sentido Endotérmico. do menor número de mols. desloca o equilíbrio no sentido Exotérmico do mesmo.o aumento da temperatura. a redução da temperatura (resfriamento).o aumento da pressão desloca o equilíbrio (gasoso) no sentido do menor volume. . Na formação da amônia. œ Influência das variações na Temperatura: . numa reação em equilíbrio.se aumentarmos a pressão o equilíbrio será deslocado no sentido da formação da amônia (menor número de mols e menor volume). ou seja. a redução da pressão desloca o equilíbrio no sentido do maior volume.87 Se [NH3] ’ então Kc ’ . a partir do N2 e H2 ocorre uma diminuição no no de mols gasosos (contração de volume): contração de volume expansão de volume N2g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) . o que provoca um deslocamento do equilíbrio no sentido direto da reação. do maior número de mols. N2g) + 3 H2(g) libera calor absorve calor 2 NH3(g) DH < 0 Para obter um maior rendimento na produção de amônia devemos resfriar o sistema.

além de espécies moleculares encontramos espécies iônicas entre os componentes.: HCl H+ + ClKa @ 107 ----------------------------------------------H H + + + + Cl - - H + Cl + - H - + Cl H + - H Cl - + Cl + - Cl HCl H Cl H + H Cl HCl + H Cl Cl Cl - - H H + + - Cl H Cl H + Cl H Cl - (predominância de íons) . *** Dissociação de ácidos fracos. ex.: HCN H+ + CN- Ka = [H+] [CN-] / [HCN] = 4. HCl). ex. Num ácido fraco a dissociação é muito reduzida o que significa uma pequena quantidade de íons presentes e uma grande quantidade de moléculas não dissociadas. 10-10 -------------------------------------------------HCN HCN HCN HCN H + HCN CN - HCN HCN HCN H + HCN HCN HCN CN - HCN HCN HCN HCN HCN (predominância de moléculas) A solução apresente pequena quantidade de íons “disponíveis” sendo.88 4.4. portanto “pouco ácida” quando comparada com outra de igual concentração de um ácido muito dissociado (ex.3. IÔNICO Neste caso.0 . É o caso particular dos equilíbrios de dissociação de ácidos e bases fracas e da água.

o que indica fraca dissociação do ácido ou da base. Ka = [ H+ ] .] / [ HA ] = (aM) . água) a uma solução de um ácido ou base fraca o seu grau de dissociação (a) aumenta e.89 *** Dissociação de bases fracas. portanto a expressão se resume a Ka = a2 M . ex. ainda. 10-4 Obs.: NH4OH NH4+ + OH- Kb = [NH4+] [OH-] / [NH4OH] = 4. a concentração molar e o grau de dissociação (a) pode ser estabelecida a partir do seguinte. A relação entre a constante de dissociação (Ka ou Kb). Considere a dissociação genérica de um ácido (ou base) fraca: HA [ HA ] M M . [ A.aM Ka = a2 M / 1 .aM aM H+ [ H+ ] aM + A[ A. tal parâmetro não é totalmente adequado para caracterizar a “força” de um ácido ou de uma base.0 (um) e. o denominador da fração (1 .2 . portanto.: quanto menor o valor de Ka ou Kb mais fraco o ácido ou a base! *** Lei da Diluição de Ostwald (1893) Quando adicionamos um solvente (por exemplo. aproximadamente igual a 1. No entanto a constante de dissociação (Ka ou Kb) será um critério mais “confiável” visto que a mesma não se modifica com a diluição.] aM Inicio Equilíbrio Dissocia A constante de dissociação (Ka) será obtida por: ou. Com as bases sucede-se o mesmo que em relação aos ácidos fracos. (aM) / M .a) será.a Quando o valor da constante de dissociação (Ka ou Kb) for muito pequeno.

Resposta: a = 6.61 % *** Dissociação da água.V Portanto: Kágua [55. Lembrando: **M = m1/ M1 .81.81 .0 kg) I . pode-se admitir que a concentração molar da água é constante e vale 55.55 = 1.90 Exemplo: calcule o grau de dissociação do ácido acético (CH3COOH).10-16 . sabendo que a sua constante de dissociação (Ka) vale 1. para evitar o uso de expressões matemáticas com expoentes negativos. 10-3 ou a% = 0.55.85 . Kágua Kágua = [H+] [OH-] / [H2O] = 1. o químico dinamarquês. propôs um artificio matemático.: [H+] = 10-11 e [OH-] = 10-3 4.10-14 @ 10-14 Ä Kw = Produto iônico da água = 10-14 (250 C e 1 atm) como [H+] = [OH-] Ã 10-7 mols/litro (água pura) (para V = 1. mol/L..4. 10-5.: [H+] = 10-5 e [OH-] = 10-9 II .4.para soluções básicas: ex.5 mol/litro.001.para soluções ácidas: [H+] > [OH-] [H+] < [OH-] ex.. para uma concentração molar 0.] = [H+][OH-] = 1.0 litro e m1 = 1000 g = 1. 55. A água dissocia-se fracamente.1 . segundo o equilíbrio: H2O H+ + OH- Medidas de Condutividade Elétrica permitem estabelecer o valor desta constante. introduzindo os conceitos de pH e pOH: .55. Conceitos de pH e pOH Em 1909. Soren Peer Lauritz Sörensen. 10-16 (250 C e 1 atm) Como a dissociação é muito pequena.

Reações de Hidrólise Quando um sal é dissolvido em água. verifica-se que a solução resultante pode ser neutra.pH + pOH = 14.5. ocorrendo a liberação de íons H+ ou OH-. Hidrólise é a reação inversa à neutralização. .numa solução alcalina: [H+] = 10-14 Ã pH = 14 e [OH-] = 100 = 1.log10 [OH-] Estes conceitos permitem expressar a acidez ou alcalinidade de soluções diluídas (entre os limites de 1. Na realidade a hidrólise ocorre com o íon derivado do ácido ou da base fraca.0 mol/L para os íons H+ ou OH-). também o equilíbrio iônico pode ser deslocado.na água pura: [H+] = 10-7 Ã pH = 7 . devido à possibilidade de reação de hidrólise do sal.quando o ácido ou a base forem fortes [H+] = [ácido] e [OH-] = [base].Kw = Produto iônico da água = 10-14 (constante) = [H+][OH-]. 4.91 pH = potencial Hidrogeniônico = . valendo os mesmos princípios.assim como o equilíbrio químico.0 Ã pOH = 0 Obs.numa solução ácida: [H+] = 10-3 Ã pH = 3 e [OH-] = 10-11 Ã pOH = 11 e [OH-] = 10-7 Ã pOH = 7 .: . .4. . . ácida ou básica. Assim: . ocorrendo com sais derivados de ácidos ou bases fracas.log10 [H+] pOH = potencial Hidroxiliônico = .

Escreva as equações de hidrólise dos sais abaixo.sal de base forte à à solução ácida (pH < 7) solução básica (pH > 7) Exercício.92 a) hidrólise de sal derivado de ácido forte com base fraca. indicando a tendência do pH resultante: NaNO3 CuSO4 KCN NaCl CaCO3 NH4Cl . NaHCO3 + H2O Ä NaOH + H2CO3 Ä Ä principal constituinte do sal de frutas (base forte) H2O + CO2 HCO3.+ H2O H2CO3 + OHÄ o íon hidroxila é liberado (aumenta o pH) A hidrólise modifica o pH das soluções !!! Em resumo: .sal de ácido forte . NH4Cl + H2O NH4+ + H2O NH4OH + HCl NH4OH + H+ Ä (ácido forte) íon hidrogênio é liberado (diminui o pH) b) hidrólise de sal derivado de ácido fraco com base forte.

a dissociação da base fraca NH4OH. Considerando. também irá diminuir a acidez da solução em virtude do consumo dos íons H+. o íon Na+ não irá exercer efeito significativo ao sistema mas o ion CN-. não-comum) ao equilíbrio. HCN(aq) Exercício H+(aq) + CN-(aq) Qual o efeito da adição de NH4Cl sobre o equilíbrio da dissociação do hidróxido de amônio (NH4OH) ? Também merece ser analisado o deslocamento provocado pela adição de um íon não-comum ao equilíbrio. por ser comum ao equilíbrio também irá deslocálo no sentido de diminuir a dissociação do HCN. a adição de íons H+ irá deslocar o equilíbrio no sentido de consumi-lo. correspondendo à adição ou retirada de um componente. No entanto se adicionarmos ao sistema um ácido qualquer. mas que possa provocar algum tipo de reação com íons presentes no mesmo. considerando a dissociação de um ácido fraco. na comparação com o deslocamento do equilíbrio químico. a concentração de íons NH4+ na solução. estes irão consumir os íons OH-. consequentemente. como o HCN: HCN(aq) H+(aq) + CN-(aq) a) se adicionarmos um ácido qualquer a essa solução. o iônico também pode se deslocado sendo que a forma mais freqüente de deslocamento é pela adição de uma espécie iônica comum (e. como conseqüência. b) se adicionarmos NaCN. DESLOCAMENTO DO EQUILÍBRIO IÔNICO (Efeito do íon comum) Do mesmo modo como foi visto no equilíbrio químico. representado conforme abaixo: NH4OH(aq) NH4+(aq) + OH-(aq) . ou seja. íons H+.4. aumentando a dissociação do NH4OH e. pela formação de H2O. deslocando o equilíbrio no sentido de regenerálos.6. NH4OH(aq) NH4+(aq) + OH-(aq) Se adicionarmos íons comuns ao equilíbrio (NH4+ ou OH-) o mesmo irá se deslocar no sentido de reduzir a dissociação da base fraca. Assim. Nesse caso.93 4. por exemplo. ás vezes. diminuindo a dissociação do HCN.

Outra abordagem foi proposta.). Brönsted (Dinamarca) e H.7. em 1923.ácidos = qualquer espécie química que libera ou doa prótons (H+). Arrhenius sobre ácidos e bases.. Observações importantes sobre a Teoria Protônica *** as espécies que diferem entre sí de apenas um próton (H+) são chamadas de conjugados ou pares conjugados (HCl e Cl.. os físicoquímicos J.. Além do conceito de S.. porque não se restringe a soluções aquosas. a) Teoria Protônica (Brönsted-Lowry) Segundo essa teoria : . proposta por Arrhenius. Lowry (Inglaterra). porque limita a discussão do fenômeno ácido-base somente a soluções aquosas. *** substâncias que. pelo americano G.bases = qualquer espécie química que recebe prótons (H+). sendo que podemos encontrar reações ácido-base que ocorrem até mesmo sem a presença de um solvente. *** nos conjugados se o ácido é forte a base conjugada é fraca e se o ácido é fraco a base conjugada é forte. Lewis. nos equilíbrios abaixo: ácido 1 HCl + + + base 1 H2O ácido 2 H3O+ + + + base 2 Cl- ácido 1 HCN base 1 H2O ácido 2 H3O+ base 2 CNOH- base 1 NH3 ácido 1 H2O ácido 2 NH4+ base 2 O conceito de Brönsted-Lowry é mais geral do que o conceito de Arrhenius. .em água. ÁCIDOS E BASES DE BRÖNSTED – LOWRY E LEWIS A definição de ácidos e bases. é muito restrita. em função dos íons H+ e OH.94 4. Tais conceitos evidenciam-se em sistemas iônicos em equilíbrio. sendo: Assim. podem comportarse tanto como ácidos ou bases (é o caso da água no 10 e 30 exemplos) são denominadas anfipróticas. em 1917. independentemente. propuserem uma teoria mais ampla relativa aos conceitos de ácidos e bases.4. aplicável a qualquer solvente (não apenas água) e alguns íons. H2O e H3O+. . em função da reação que participam.

a 225o C ? b) em qual das temperaturas mencionadas as concentrações dos reagentes e dos produtos. as amidas (R – CO – NH2) e as espécies aniônicas (Cl-. AlCl3.080 995 1.1 mol/L. Neste sentido moléculas que “doam” elétrons através de ligações coordenadas ou dativas serão consideradas bases segundo a teoria de Lewis. sendo definida como uma substância que pode doar um par de elétrons para formar a ligação covalente e o ácido como a substância que pode aceitar um par de elétrons para formar a ligação.1 mol/L e a de Fe+2 é 0.95 b) Teoria Eletrônica (Lewis) Segundo essa teoria a atenção principal é focalizada na base. as aminas (R – NH2).109 625 0. etc). 1011. isto é.007 425 0.1 mol/L. Destacam-se a amônia (NH3). de Fe+3 é 0. que não completam o octeto (BF3. etc).455 825 1. Resposta: b) 5. OH-. etc) e moléculas deficitárias de elétrons .760 Partindo-se de uma mistura equimolar de CO e H2O: a) quais os compostos predominantes no equilíbrio. Exemplo: BF3 + :NH3 5 . 10-13 mol/L . Como ácidos. b) Calcule a concentração de íons Ce+4 que existe em equilíbrio em uma solução cuja concentração de Ce+3 é 0. Ex e r c íc i o s ácido BF3 base :NH3 1) A reação reversível em fase gasosa: CO + H2O À CO2 + H2 admite os seguintes valores para a constante de equilíbrio Kc T (o C) Kc 225 0. Ca++.0 . I-. Br-. a) Escreva a expressão que representa a constante de equilíbrio. no equilíbrio. são aproximadamente iguais ? 2) Considere a seguinte equação de oxi-redução: Ce+4aq) + Fe+2(aq) À Ce+3(aq) + Fe+3(aq) A constante de equilíbrio da reação é igual a 2. Na+.0 . destacam-se as espécies catiônicas (H+.

b) A constante de equilíbrio.0 mol de H2 e 1. c) absorver CO2.20 mols/L 7) Bicarbonato ácido de sódio sólido é usado como fermento químico porque se decompõe termicamente.0 litro.25 atm2. Em uma experiência.+ H+ À CO2 + H2O + N2 representa a reação que ocorre em solos pouco aerados e envolve a redução de nitrato a nitrogênio. a) adicionar íons OH-.0 mol de PCl5. colocou-se 1. em um recipiente de 1. Estabelecido o equilíbrio.0 mol de I2. produzindo gás carbônico. nas condições ambientes. representa uma espécie química capaz de aumentar a concentração do NO3no equilíbrio. atingirem a condição de equilíbrio. a concentração de NO2 foi de 0. de acordo com a reação representada pela equação: 2 NaHCO3(s) À Na2CO3(s) + CO2(g) + H2O(g). Quais as pressões parciais do CO2 e da H2O no equilíbrio ? Resposta: ambas 0.5 atm. .96 3) Um mol de H2 e um mol de Br2 são colocados em um recipiente de 10 L de capacidade. observa-se que a constante do mesmo vale 49. encontram-se em equilíbrio. na temperatura de 125o C. Calcule o valor da constante Kc. vale 0. como indicado na equação: N2O4(g) À 2 NO2(g).0. em presença de carboidratos. Atingindo-se o equilíbrio a análise do sistema mostrou que 0. Qual o valor da constante desse equilíbrio ? Resposta: 5. conhecido como desnitrificação. 8) A equação química não balanceada: C6H12O6 + NO3. em meio ácido. em temperatura adequada. a 575o C. O fenômeno. e) consumir água. gases poluentes do ar. qual das alternativas abaixo. quando as pressões são medidas em atmosferas. Em fase gasosa.20 mol de HBr está presente. a) Escreva a expressão matemática para a constante de equilíbrio em termos das pressões parciais (Kp). Qual a constante de equilíbrio desse sistema ? Resposta: 3.50 mol de N2O4 em um recipiente de 2. em termos das pressões parciais. 4) Se 1. introduziu-se 1. em temperatura tal que o reagente se encontra 80% dissociado.0 litros.0 litro.060 mol/L. Assinale e apresente uma justificativa. Qual a concentração de HI no equilíbrio ? Resposta: 1. d) reagir com N2. b) adicionar íons H+.54 mol/L 5) N2O4 e NO2. o PCl5 se decompôs em PCl3 e Cl2. 10-3 mol/L 6) Em um recipiente de 1. prejudica a fixação de NO3.0 .pelas plantas.

Resposta: 3.G ¦ RT Para a reação gasosa: 2 NO2(g) À N2O4(g) a variação de energia de Gibbs.97 9) A reação de transformação do dióxido de carbono em monóxido de carbono. Resposta: Kc = 2. 10-4 mol/L 13) O valor assumido pela constante de equilíbrio de uma reação nos dá uma idéia de sua “extensão”.01 L/mol. representada pela equação abaixo.388 mol/L de NOCl.48 gramas de NO2 e 2. Explique porque esses dois fatores deslocam o equilíbrio no sentido da combustão ? 11) Em um recipiente de 500 mL encontram-se em equilíbrio 0. 12) Partindo de 0. à 475 K. do avanço dos reagentes em direção dos produtos. Que relações podemos fazer entre o rendimento de uma reação e um a) valor elevado de constante Kc ? b) valor reduzido de constante Kc ? 14) A constante de equilíbrio em função das pressões parciais. 2o) a baixa umidade relativa do ar em dias quentes.64 . é muito importante em certos processos metalúrgicos: C(s) + CO2(g) À 2 CO2(g) DH = 174 kJ/mol de C Qual o efeito sobre o equilíbrio se: a) adicionarmos C sólido ? b) aumentarmos a temperatura ? c) introduzir um catalisador adequado a essa reação ? 10) Uma das causas de incêndios em florestas é a combustão espontânea de compostos orgânicos. para uma reação gasosa. entre outros. segundo a expressão: Kp = e . Dois fatores.02 mol/L de Cl2. isto é.0 gramas de N2O4. 1024 . particularmente a Energia de Gibbs. segundo a equação: 2 NO2(g) À N2O4(g). Qual a constante de equilíbrio ? Resposta: K = 0.00 kJ/mol. ao atingir o equilíbrio. pode ser calculada a partir de grandezas termodinâmicas. Calcule a constante Kp. a reação: 2 NOCl À 2 NO + Cl2 produz 0. em condições padrão vale – 140. Calcular Kc. genéricamente representada a seguir: composto orgânico + O2(g) À CO2(g) + H2O(v) + calor Observe que o deslocamento do ponto de equilibrio da reação pode tornar a combustão mais intensa. que podem contribuir para tal fato são: 1o) o aumento da pressão parcial de O2.0 .

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15) Metanol, CH3OH, é obtido comercialmente pela reação abaixo: CO(g) + 2 H2(g) À CH3OH(g) A uma certa temperatura o valor da constante de equilíbrio, Kc, é numericamente igual a 7,3. Em que sentido a reação será deslocada quando a mistura inicial contiver a) 0,80 mol/L de CO e 1,5 mol/L de H2 ? b) uma mistura gasosa de de 0,90 mol de metanol, 0,45 mol de CO e 0,45 mol de H2, num recipiente de 3,0 L ? 16) O ácido clorídrico pode ser considerado como totalmente dissociado em solução aquosa. Se um volume de 10 litros de solução desse ácido contém 102 mols de ácido dissolvidos, qual o valor do pH ? Resposta: pH = 3 17) Foram adicionados 99 litros de água destilada a 1,0 litro de uma solução de NaOH, de concentração 0,1 mol/L. Qual o pH da solução alcalina após a diluição? Resposta: pH = 11 18) O ácido carbônico apresenta uma fraca dissociação, observada pelo reduzido valor da sua constante de dissociação, Ka = 4,2 . 10-7. Qual a concentração, aproximada dos íons H+, considerando-o como um monoácido, partindo de uma solução inicial 0,1 mol/L desse ácido ? 19) Ácido cítrico é 8,6% dissociado em uma solução preparada pela dissolução de 0,1 mol desse ácido para 1,0 litro de solução final. Calcule Ka para o ácido cítrico. Resposta: 8,1 . 10-4 20) O bicarbonato de sódio (NaHCO3) é “incorretamente” chamado de carbonato ácido de sódio, pela presença de hidrogênio na fórmula. Esse sal é o principal constituinte dos antiácidos estomacais do tipo “sal de frutas”. Explique porque o mesmo atua como antiácido no nosso organismo. De que modo o equilíbrio de dissociação do bicarbonato é afetado pelos íons H+ presentes no suco gástrico ? *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 - A tabela abaixo fornece os valores das constantes de ionização de alguns ácidos, em solução aquosa e 250C. Ácido fluorídrico acético cianídrico fórmico Ka 6,70 . 10-4 1,76 . 10-5 4,93 . 10-10 1,77 . 10-4

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A análise dos dados da tabela permite afirmar que A) para soluções aquosas de mesma concentração, o pH do ácido acético é menor do que o fórmico. B) entre os ácidos apresentados, o mais forte é o cianídrico. C) a concentração de íons H+ é maior na solução de ácido cianídrico do que na de ácido fluorídrico, em soluções de mesma concentração. D) o ácido acético é mais fraco que o fluorídrico. E) as soluções aquosas de qualquer um desses quatro ácidos apresentam pH maior do que 7,0. 2 - Numa dada temperatura aqueceram-se 6,0 mols de HI num recipiente fechado. Ao se estabelecer o equilíbrio H2 + I2 2 HI verificou-se a presença de 1,5 mols de HI. O grau de dissociação do HI, na temperatura dada, é A) 15% B) 25% C) 60% D) 75% E) 85% 3 - Uma solução aquosa A tem pH igual a oito e uma solução aquosa B tem pH zero. Isto significa que as soluções A e B são, respectivamente, A) fracamente alcalina e fortemente ácida. B) fracamente alcalina e neutra. C) fortemente alcalina e fracamente ácida. D) fracamente ácida e fracamente alcalina. E) fortemente ácida e neutra. 4 - Na ionização do ácido clorídrico em solução aquosa, representada por HCl + H2O H3O+ + Cla água se comporta como A) um ácido de Brönsted-Lowry. B) uma base de Brönsted-Lowry. C) um ácido de Arrhenius. D) uma base de Arrhenius. E) um ácido de Lewis. 5 - Em um sistema químico isotérmico ocorre a reação genérica reversível A(aq) + B(aq) C(aq) + D(aq) Partindo-se de 3 mols de A e de 3 mols de B, verifica-se que, atingindo o equilíbrio, a quantidade de A presente no sistema é 1/3 da quantidade inicial. A constante de equilíbrio Kc para esse sistema é A) 9 B) 4 C) 2 D) 1/2 E) 1/4

6 - O pH de uma solução aquosa onde a concentração de íons hidroxila é de 0,01 mol/L é igual a A) 0,01 B) 2 C) 10 D) 12 E) 13,99

100

7 - Se a concentração de íons hidroxila, em uma solução aquosa, for reduzida a um décimo do valor original, o pH da solução A) aumentará de 10 unidades. B) permanecerá inalterado. C) será reduzido à metade. D) aumentará de 1 unidade. E) diminuirá de 1 unidade. 8 - A reação química que apresenta constante de equilíbrio genericamente representada por Kc = [X] / [Y].[Z]1/2 será A) B) C) D) E) C(s) e O2(g) H2(g) e O2(g) N2(g) e O2(g) SO2(g) e O2(g) P4(s) e O2(g)
REAGENTES PRODUTO

CO2(g) H2O2(l) NO(g) SO3(g) P2O5(s)

9 - Dentre os sistemas em equilíbrio apresentados abaixo, o que se desloca da direita para a esquerda quando se faz diminuir a pressão é 2 CO2(g) A) 2 CO(g) + O2(g) B) 2 NH3(g) N2(g) + 3 H2(g) C) N2O4(g) 2 NO2(g) D) CO2(g) + H2(g) CO(g) + H2O(g) E) CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g) 10 - A única das espécies abaixo que, ao ser dissolvida em água, resulta em uma solução com pH menor do que o solvente puro é A) NaCl B) Na2CO3 C) CaCl2 D) NH3 E) (NH4)2SO4 11 - Uma constante de equilíbrio elevada significa que A) o equilíbrio é atingido rapidamente. B) a velocidade da reação direta é muito maior do que a velocidade da reação inversa. C) a concentração dos reagentes será bem menor que a de produtos da reação ao ser atingido o equilíbrio. D) a reação é irreversível. E) o equilíbrio não pode ser deslocado por modificação das concentrações. 12 - Ao adicionarem-se 99 mL de água a 1,0 mL de NaOH 0,01 M, verifica-se que o pH da solução A) não se altera. B) aumenta de 2 para 4. C) diminui de 10-2 para 10-4. D) aumenta de 10-2 para 102.

.101 E) diminui de 12 para 10.... 3 e 6 . os efluentes aquosos das indústrias X. 4 e 6 1. B) aumentar a pressão sobre o sistema.As leis de proteção ambiental de certas cidades não permitem o lançamento em rios. No que se refere à acidez.cloreto de amônio 4 .. apenas com as informações disponíveis acima..cloreto de potássio 5 . 3 e 4 1..sulfato de sódio 3 . 4 e 5 16 . 2.. entre outros.. dados os sais abaixo: 1 .. 1. D) retirar o excesso de hidrogênio. de efluentes com pH inferior a 5. 5 e 6 3 e 6 2 e 4 1 e 5 2.. resulta uma solução na qual a espécie de menor concentração é A) Na+ B) OHC) H2O D) NaOH E) H3O+ 15 . Assim...carbonato de cálcio 2 . Y e Z apresentam as seguintes concentrações: Indústria X Y Z Concentração no efluente 10-3 M de H+ 10-4 M de H+ 10-6 M de OH- . C) elevar a temperatura. .. 14 . E) trabalhar com nitrogênio líquido... 13 .. 2 e 5 ...acetato de sódio 6 ..0..A síntese da amônia e a sua decomposição constituem um exemplo de equilíbrio químico: N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) Como industrialmente deseja-se a reação de síntese. é A) adicionar um catalisador... uma prática recomendável para se conseguir um maior rendimento de amônia..0 ou superior a 9...sulfato de alumínio podemos corretamente classificá-los como: (A) (B) (C) (D) (E) [H+] > [OH-] [H+] = [OH-] [H+] < [OH-] 1 e 5 2 e 4 3 e 6 3.Quando se dissolvem certos sais em água pode ocorrer que a relação entre a concentração de íons hidrogênio (H+) e a concentração de íons hidroxila (OH-) seja alterada..Quando se dissolve um mol de hidróxido de sódio em um litro de água destilada.

A) B) C) D) E) SOLUÇÃO FAIXA DE pH COR DO INDICADOR suco de limão 2.0 litro desta amostra com uma solução de KOH 0.001 B) 0.102 Poderiam ser lançados em rios.Em uma solução aquosa de ácido acético se estabelece o seguinte equilíbrio H+ + CH3COOCH3COOH a adição de uma pequena quantidade de acetato de sódio (CH3COONa) a esta solução A) diminui o seu pH.0 rosa água do mar 8. será A) 0. sem tratamento prévio.solução de NaOH 0.4 rosa amoníaco 19 .0 E) 5.8 a 12.O indicador tornassol apresenta cor rosa em meio ácido e azul em meio básico. B) aumenta a concentração dos íons H+.solução de HCl 0.01 M. E) reduz a zero o grau de ionização do ácido acético. o volume de base consumido.Recolheu-se uma amostra de água da chuva e verificou-se que apresentava pH = 5.0 a 4.0 azul suco de laranja 3. Se quisermos neutralizar 1.2 a 8.2 a 2.0.0 18 .4 azul vinagre 2.01 C) 0.3 rosa detergente com 11. ocorrendo a troca de cor quando a concentração de H+ está na faixa de 105 a 10-7 M. em mL. Assinale a alternativa que apresenta a combinação correta do valor do pH da solução e a cor do indicador a ela adicionado.01 mol/litro o quociente pH da solução I / pH da solução II é igual a A) 1 B) 6 C) 10 D) 10-2 E) 10-10 20 . C) diminui o grau de ionização do ácido.01 mol/litro II .6 a 3. . apenas os efluentes de A) X B) Y C) Z D) X e Y E) Y e Z 17 .05 D) 1.Tem-se duas soluções aquosas I . D) mantém inalterado o pH.

103 21 . em mL. I. é correto afirmar-se que A) a reação I não seria um processo adequado. pois esta reação tende a se processar no sentido da formação do NO.0 . E) as duas reações são processos adequados. convertendo-o em compostos utilizáveis pelos seres vivos. B e C apresentam. = 7.0 . pois quando o equilíbrio é atingido nas duas reações. < 7 C) < 7. pois no equilíbrio são grandes as concentrações de N2 e H2. de uma solução de ácido clorídrico de pH = 2. B) a reação II não seria um processo adequado. = 7. > 7 D) < 7. N2(g) + O2(g) II. um pH A) > 7. no produto NH3. < 7. N2(g) + 3 H2(g) 2 NO(g) Kc = 1. respectivamente. pode-se determinar a probabilidade de uma dada reação ocorrer na natureza. Considere duas reações possíveis para a “fixação” do nitrogênio atmosférico. B) 50. D) 500. C) a reação I seria um processo adequado. é grande a concentração dos produtos. > 7. D) a reação II seria um processo adequado. < 7 24 . E) 2275. pois o sistema em equilíbrio consistiria. C) 100. = 7 E) < 7. > 7 B) < 7. < 7. 10 a 25 C -30 0 Para uma fixação eficiente de N2.O volume.Conhecendo-se o valor da constante de equilíbrio (Kc). 10 a 25 C 8 0 2 NH3(g) Kc = 5. 22 . pois a concentração de NO no equilíbrio seria extremamente pequena.Nas seguintes equações: KOH + HCl “ KCl + H2O A HCl + NH3 “ NH4Cl B HCN + NaOH “ NaCN + H2O C as soluções aquosas dos compostos A. necessário para neutralizar completamente 500 mL de uma solução de hidróxido de potássio de pH = 11 é de A) 13. praticamente. 23 .O pH de uma solução aquosa de ácido clorídrico cuja concentração é igual a 10-9 mol/L é aproximadamente igual a .

O acetato de etila é um éster muito usado como solvente de vernizes. Os compostos reagiram entre sí formando etanol (álcool comum) e ácido acético.76 26 . o sistema atingiu o equilíbrio. Depois de algum tempo.66.104 A) 1 B) 3 C) 5 D) 7 E) 9 25 . E) altera o valor numérico da constante de equilíbrio. aproximado. o pH ideal é entre 4. o número de . Em um recipiente de um litro.0 litro.0. foram misturados um mol de acetato de etila e um mol de água.0.0 e 5. da constante de equilíbrio é A) 0. de acordo com a equação C4H8O2 + H2O C2H5OH + C2H4O2 Depois de algum tempo.60 E) 3. o sistema atingiu o equilíbrio. B) aumenta a concentração de ácido acético. D) diminui a concentração do íon H+. O valor. O composto ideal para adequar o solo ao plantio das azaléias é A) Al2(SO4)3 B) CaCO3 C) CaO D) NH3 E) NaOH 27 . foram misturados 6 mols de dióxido de enxofre e 5 mols de oxigênio. C) aumenta a concentração do íon CH3 – COO-. o número de mols de éster medido foi de 0.00 C) 1. A análise do solo de um jardim mostrou que o mesmo apresenta um pH igual 6. é incorreto afirmar que A) o equilíbrio se desloca para a esquerda.50 D) 2.Para o cultivo de azaléias.Um equilíbrio envolvido na formação da chuva ácida está representado pela equação: 2 SO3(g) 2 SO2(g) + O2(g) Em um recipiente de 1.Considere o equilíbrio químico que se estabelece em uma solução aquosa de ácido acético que pode ser representado pela equação CH3 – COO-(aq) + H+(aq) CH3 – COOH(aq) Mantendo-se constante a temperatura e adicionando-se uma solução aquosa de acetato de sódio (CH3 – COONa). 28 .26 B) 1.

C) maior do que 10-7.94 . em mol/L. a reação I atinge o equilíbrio com grande quantidade relativa de produtos. 105 II. foi A) maior do que 10-11.33 29 . O valor aproximado da constante de equilíbrio é A) 0. a reação II praticamente não ocorre no sentido direto a 298 K. Em determinados locais.105 mols de trióxido de enxofre medido foi 4. a concentração aproximada de íons hidroxila.33 E) 2. 30 . N2O4 2 NO2 Kp = 0. 102 III.75 D) 1. N2 + 3 H2 2 NH3 Kp = 6.Considere as seguintes equações.O acidente ocorrido recentemente com o navio Bahamas provocou o vazamento de milhares de toneladas de ácido sulfúrico na lagoa dos Patos. apenas a reação III atinge o equilíbrio a 298 K. nesses locais. B) maior do que 10-9.66 C) 0. foram registrados valores de pH entre 3 e 4.98 A) B) C) D) E) A conclusão correta que se pode extrair dessas informações é que a reação I e a mais rápida das três. H2 + I2 2 HI Kp = 7. a reação II apresenta velocidade moderada. Podemos afirmar que. que representam situações de equilíbrio químico a 298 K. D) maior do que 10-5. E) maior do que 10-4.8 .53 B) 0. I. .

MAHAN .1996. J. São Paulo. s ed. Editora Edgard Blücher. G. P & JONES. A. REFERÊN CI A S B I B L I OGRÁ FI CA S 1. – FÍSICO-QUÍMICA. R. 2001.106 5 . ATKINS. G. 1995. E. Rio de Janeiro. BRADY. ANDRADE. 2001. Bookman Companhia Editora. 2. PUCRS. – QUÍMICA GERAL . . J. 3. mimio. M. 4. 3 ed. B & MYERS. – PRINCÍPIOS DE QUÍMICA. L. São Paulo. LTC Editora. E & HUMISTON. – QUÍMICA – UM CURSO UNIVERSITÁRIO.

CI N ÉT I CA QU Í M I CA 01 – E 02 – E 06 – C 07 – C 11 – E 12 – C 16 – D 17 – D 4 . EFEI T OS COL I GA T I V OS 01 – A 02 – B 06 – B 07 – C 3 . SOL U ÇÕES 01 – B 02 – D 03 – A 04 – B 05 – C 06 – D 07 – A 08 – B 09 – D 10 – C 11 – B 12 – D 13 – D 14 – C 15 – C 16 – D 17 – A 18 – A 19 – E 20 – B 21 – B 22 – B 23 – C 24 – B 25 – D 26 – B 27 – B 28 – E 29 – D 30 – A 2 . EQU I L Í B RI O QU Í M I CO E I ÔN I CO 01 – D 02 – D 03 – A 06 – D 07 – E 08 – D 11 – C 12 – E 13 – B 16 – C 17 – D 18 – C 21 – B 22 – A 23 – C 26 – A 27 – E 28 – D . T ERM OQU Í M I CA 01 – C 06 – B 11 – B 16 – C 02 – E 07 – D 12 – C 17 – C 03 – C 08 – A 03 – E 08 – C 13 – E 18 – D 03 – D 08 – B 13 – B 18 – A 04 – E 09 – E 04 – D 09 – C 14 – B 19 – C 04 – B 09 – C 14 – B 19 – C 04 – B 09 – A 14 – D 19 – B 24 – D 29 – E 05 – E 10 – E 05 – A 10 – D 15 – A 20 – A 05 – D 10 – B 15 – C 20 – D 05 – B 10 – E 15 – D 20 – C 25 – A 30 .107 GA B A RI T OS – T EST ES DE N I V EL A M EN T O 1 .A 3 .

G.além do uso obrigatório do avental.108 ATIVIDADES EXPERIMENTAIS Disciplina: QUÍMICA GERAL E INORGÂNICA II Prof. Andrade 1.1. já iniciada nas atividades experimentais de Química Geral I. além da familiarização do aluno com operações e técnicas mais freqüentes nos processos químicos. que o aluno tenha um óculos de proteção e luvas de borracha para uso na preparação de soluções corro sivas. O avental deve ser de cor branca. confeccionados em tecido de algodão pois este mostrase mais adequado do que os tecidos sintéticos por ser mais resistente ao fogo. porém deverá conduzir o raciocínio e a observação do aluno. Sc. Tais conhecimentos básicos constituirão o requisito para as disciplinas de Química Analítica (Qualitativa e Quantitativa). que o aluno tenha um caderno de anotações onde deverá ser registrado o início e o término de cada exprimento.não será permitida a permanência de alunos sem avental no laboratório. . tendo em vista um dos objetivos do curso de Química que visa a preparação do profissional químico analista. assim como observações e conclusões. com mangas compridas e seu comprimento deverá atingir a altura dos joelhos. as quais devem ser levadas em consideração em todas as demais disciplinas do curso. outrossim. por medida de segurança. INSTRUÇÕES GERAIS Ratificamos em nossa disciplina algumas instruções enfatizadas em Química Geral I. entre as quais destacamos: I . M. II . pois seu professor deverá abster-se completamente de concluir qualquer dos experimentos.2. É oportuno. Mateus A. é importante o trabalho experimental com metodologias analíticas (sem esgotá-las). INTRODUÇÃO 1. OBJETIVOS DAS AULAS EXPERIMENTAIS Consideramos que. sugere-se. 1.

07) caso você encoste em algum ácido forte limpe sua pele imediatamente com água corrente ou solução de bicarbonato de sódio (NaHCO3). use uma manta de aquecimento ou banho-maria aquecido por resistência elétrica. adicione primeiro a água e depois o ácido!!! .4. 12) qualquer incêndio deve ser abafado imediatamente com um pano úmido ou. se estiver em grupo. divida as tarefas entre seus colegas.3. 09) não toque com os dedos nos produtos químicos. salpique de produtos nos olhos. 02) não fume no laboratório. paciência e sabedoria. 08) se o mesmo ocorrer com alguma base forte. 05) leia com atenção o rótulo do reagente antes de usá-lo. a menos que receba instruções para fazê-lo. Procure identificar a localização e o tipo de extintor próximo. 06) se qualquer ácido ou produto corrosivo for derramado lave o local imediatamente com bastante água.etc. Consulte seu professor cada vez que notar algo de anormal ou imprevisto. 1. Em vez disto traga um pouco do vapor para você. 10) para sentir odor de uma substância. com sua mão.) procure os dispositivos de segurança nos laboratórios. 11) tenha cuidado com os materiais inflamáveis. ALGUNS REAGENTES E SUAS CARACTERÍSTICAS Sempre que manusear compostos voláteis (HCl.109 1. 04) separe os materiais necessários e. 13) caso ocorra um acidente (queimadura com fogo. Quando diluir um ácido forte. INSTRUÇÕES PARA O TRABALHO PRÁTICO Durante os trabalhos experimentais deverão ser observados rigorosamente os seguintes aspectos: 01) prepare-se para realizar cada experimento lendo antes as instruções correspondentes. 14) trabalhe com calma. NH4OH. dependendo da extensão do mesmo.. através de extintores. benzeno. não coloque seu rosto diretamente sobre o recipiente.. etc. limpe sua pele com água corrente ou solução de ácido acético. HNO3. Siga as instruções e respeite rigorosamente as precauções recomendadas. nunca aqueça um líquido inflamável com o bico de gás.) faça-o em local com boa ventilação ou em capela preferencialmente. 03) faça apenas o experimento recomendado e aprovado pelo professor.

Comercialmente é encontrado com impurezas e denominado de ácido muriático. Os vapores de ácido clorídrico são tóxicos e. Por serem tóxicos os seus vapores. o frasco deve estar bem fechado após seu uso. pipetas volumétricas. . O acondicionamento das soluções é feito em frascos de vidro os quais devem apresentar resistência química ao ataque dos materiais neles contidos. Não é volátil mas seu contato com a pele causa sérias queimaduras.ácido forte e excelente agente oxidante. REAGENTES E SOLUÇÕES Os reagentes empregados em laboratório em geral apresentam-se sob a forma de soluções. No entanto se a solução for de ácido ou base concentrado as mesmas devem ser neutralizadas para. Soluções diluídas de ácidos. b) Ácido nítrico concentrado: . dissolvidas em água. Quando manuseá-lo certifique-se que não há bicos de gás acesos próximos.. do mesmo modo que o ácido clorídrico. especialmente. Por esta razão o frasco deve estar bem fechado após seu uso. vapores tóxicos e altamente inflamáveis. Por esta razão equipamentos de precisão (buretas. É conveniente utilizar um frasco de tampa achatada com bordas cobrindo a boca do gargalo para proteger da poeira. não devem ser inspirados. as soluções devem estar protegidas da contaminação externa. e) Benzeno: . d) Hidróxido de amônio concentrado: .5.formado por moléculas de HCl gasoso. portanto.apesar de não ser uma base forte seus vapores causam sérias irritações nas mucosas (principalmente oculares). etc. Sua dissolução em água é altamente exotérmica (libera calor) e. bases e alguns sais podem ser vertidas na pia sem o risco de contaminação ao ambiente. então. Da mesma forma que os reagentes sólidos. Como o ácido clorídrico apresenta alta tensão de vapor as moléculas do mesmo podem facilmente escapar do líquido. Deve ser utilizado com muito cuidado pois é volátil e em contato com a pele provoca sérias queimaduras. As soluções alcalinas. de odor agradável. portanto. Porções de soluções retiradas do frasco e que não tenham sido usadas não devem retornar ao frasco.110 a) Ácido clorídrico concentrado: .) não devem receber soluções alcalinas. atacam o vidro formando silicatos. reduzindo a concentração do ácido no frasco-depósito. O mesmo cuidado deve ser tomado no manuseio do éter etílico. 1. deve ser feita com cuidado e sob constante resfriamento.ácido forte e agente altamente desidratante. c) Ácido sulfúrico concentrado: .hidrocarboneto aromático. salvo instruções em contrário.

111 serem adicionadas na rede de esgoto. Soluções de sais contaminantes (cianetos. cianatos. sais de cromo... -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- .) devem ser colocadas em locais adequados e indicados pelo seu professor. etc. metais pesados.

tela de amianto.4 169 90 39. em dada temperatura. .8 50 37.7 13.CARACTERÍSTICAS DAS SOLUÇÕES * MATERIAL (no balcão central) .. com haste curta .(0C).3 110 80 38. . . .5 60 37..9 246 Em função dos dados da tabela acima construa.9 20 36. um gráfico de solubilidade para estes dois sais.3H2O sólido (02 frascos) e espátula de madeira.0 85.) a quantidade máxima de um soluto sólido que pode ser dissolvida em determinada quantidade de solvente.4 copos (bequer) de 100 mL sem graduação. m NaCl m KNO3 0 35.3 10 35.banho de gelo. Define-se como Coeficiente de Solubilidade (C. * MATERIAL POR GRUPO (na bancada) .6 30 36. em dada temperatura.1 copo (bequer) de 250 mL.NaCl sólido (02 frascos) e espátula de madeira.) dos dois será a mesma bem como proponha um processo simples de separação destes dois sais.S. . .S.0 31. .112 Experimento 1 .tripé para aquecimento.CH3COONa. etc.8 20. determinando em qual temperatura a solubilidade (C.suporte para funil * INTRODUÇÃO É de nosso conhecimento do dia-a-dia que determinados solutos sólidos (açúcar comum. sal de cozinha. em papel milimetrado.funil comum.) mostram um limite máximo de solubilidade em água (por exemplo). quantidade de solvente e temperatura. em relação ao solvente.1 bastão de vidro.3 45.1 proveta de 25 mL. . isto porque este Coeficiente de Solubilidade varia com o tipo de soluto. 100 gramas (100 mL ou 100 cm3) à 250 C (condições padrão). A tabela a seguir mostra exemplos de dois solutos diferentes em relação a temperatura: temp.0 202 100 39. Em geral usa-se como referência. .

até que haja corpo de fundo (depósito). b) saturadas: quando a massa de soluto dissolvida é igual ao coeficiente de solubilidade. até a ebulição.o. adicione alguns cristais de NaCl e observe se ocorreu alguma modificação em relação à quantidade de sal depositada no fundo recipiente.o. variações bruscas de temperatura. cuidadosamente. agitando constantemente.o.o. adicione cerca de 20 mL de água destilada e. . Após resfriada a solução (se for o caso o filtrado).o. São preparadas com técnicas especiais e revelam-se bastante instáveis.S..o. com bastão de vidro. adição de um “germen de cristalização” .) Em nosso experimento serão investigadas algumas propriedades destas soluções. o excesso de soluto pode depositar-se no fundo do recipiente por ação de alguns fatores físicos (agitação mecânica. Repita os mesmos procedimentos utilizando o acetato de sódio tri-hidratado (CH3COONa. se houver algum depósito filtre e recolha o filtrado. as soluções podem ser divididas nas seguintes categorias: a) insaturadas: são aquelas em que a massa de soluto dissolvida é inferior ao coeficiente de solubilidade da substância.3H2O).. particularmente das super-saturadas. usando uma proveta de 25 mL. Observando dissolução do depósito adicione. Devido a alta solubilidade do acetato de sódio adicione quantidades maiores do mesmo. observando se ocorre alguma modificação em relação a estes.113 De acordo com o C. pequenas quantidades de NaCl. Resfrie em banho de gelo e adicione cristais do acetato. após.o.o. até completa dissolução. sobre tela de amianto. ou seja. etc. com o auxilio de uma espátula.o. adicione pequenas quantidades de NaCl sólido.o. atrito.o. Resfrie a solução em banho de gelo e. c) super-saturadas: são soluções em que a massa de soluto dissolvida é superior ao coeficiente de solubilidade. * PROCEDIMENTOS Algumas substâncias possibilitam a preparação de soluções supersaturadas e outras não. Com base nas observações feitas responda: a) A solução de NaCl preparada inicialmente é super-saturada ? b) Como se denominam os cristais de acetato de sódio adicionados ao final do experimento ? . Num bequer pequeno (100 mL). aquecendo sempre que houver depósito no fundo do recipiente.o. Aqueça a mistura.o.

papel de filtro.114 Experimento 2 .ácido clorídrico concentrado (na capela). Essa concentração é expressa com exatidão (quatro decimais) ex. na unidade de volume.: 0. . .03 erlenmeyer de 250 mL . na preparação adequada dessa solução.01 bastão de vidro. . .01 pipeta graduada de 5 mL. . * INTRODUÇÃO Na atividade de laboratório. as substâncias são utilizadas.300 g contidos em pesafiltros. seja em nível acadêmico ou na própria indústria. na forma de soluções. é indispensável que se conheçam características específicas de cada soluto. de modo geral. . expressa na forma de uma “concentração” . Dependendo da utilização da solução as mesmas devem ser consideradas segundo duas características básicas: c) soluções padrão: usadas para fins analíticos contendo uma quantidade exatamente conhecida de um reagente qualquer.01 balão volumétrico de 500 mL.indicador (Verde de Bromo-cresol) * MATERIAL POR GRUPO (na bancada) . Numa solução.01 suporte com agarrador para bureta.01 bureta de 50 mL.01 funil de haste longa. .PREPARO E ACONDICIONAMENTO DE SOLUÇÃO DE ÁCIDO CLORÍDRICO * MATERIAL E REAGENTES (no balcão central) .amostras de Na2CO3 (03 por grupo). além da proporção entre a quantidade de soluto e de solução (ou solvente).01 frasco ambar de 500 mL.1538 g/L (massa/volume) 0. . .8543 mol/L (número de mols/volume) . de 0.

. nitrato de prata.5 g/L (massa/volume) 1. O número de padrões primários é relativamente limitado. oxalato de sódio e dicromato de potássio. dissolução e diluição a um volume conhecido em balão volumétrico aferido. erlenmeyer. Não é requerida a mesma exatidão. São exemplos: carbonato de cálcio. conforme modelo.1 %.115 d) soluções não padronizadas: usadas para fins não analíticos sendo sua concentração aproximada. ácido benzóico. g) não pode ser volátil. o uso de um reagente quimicamente puro e com composição perfeitamente definida.0 mol/L (número de mols/volume) *PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES PADRÃO O título das soluções padrão deve ser conhecido com grande exatidão. O grau de exatidão requerido é maior do que o correspondente aos trabalhos analíticos mais comuns. No rótulo deverá constar a espécie química. da massa que se requer da substância. Assim sendo é desejável que o título das soluções padrão possa ser determinado com um erro inferior a 0. Os reagentes com semelhantes características são denominados. São os seguintes os requisitos principais exigidos de um padrão primário: f) a substância deve ser de fácil obtenção. em balança analítica. a data de praparação e seu preparador.) a técnica correta de leitura. tetraborato de sódio.. recorre-se a técnica direta que consiste na pesagem. ácido oxálico. . A preparação de uma solução padrão requer. *** balão volumétrico só é utilizado na preparação e não no armazenamento !!! Embora o Sistema Internacional de unidades recomende para o volume a unidade metro cúbico utilizamos o volume expresso em litro (L).: 0.. Maiores detalhes serão tratados nas disciplinas de Química Analítica Quantitativa. tiocianato de potássio. comumente. direta ou indiretamente. com relação às soluções padronizadas (um ou dois decimais) ex. seu título. j) deve ser bastante solúvel. h) as impurezas devem ser facilmente identificáveis com ensaios qualitativos de sensibilidade conhecida. Quando o reagente com que se tem de preparar a solução é um padrão primário. purificação. As ilustrações a seguir indicam alguns dos equipamentos utilizados na titulações (bureta. dessecação e conservação. de transferência de alíquotas com a pipeta volumétrica e transferência de solução para o balão volumétrico. i) a substância não deve ser higroscópica (absorver umidade do ambiente) ou eflorescente. padrões primários. pipeta volumétrica. cloreto de sódio (após dessecação a peso constante).

) a preparação direta da solução não é possível. então. 2574 mol/ L Linus Pauling 06/06/1966 Química Geral e Inorgânica II Quando o reagente não é padrão primário (por exemplo. o ácido clorídrico. Recorre-se. à técnica indireta. depois. os hidróxidos alcalinos e de amônio.. inicialmente. uma solução com concentração aproximada à desejada e..116 Leitura correta da bureta Transferência de solução Transferência de líquido para o balão Como rotular a solução ! FACULDADE DE QUÍMICA – PUCRS HCl M = 0. . o permanganato de potássio. que consiste em preparar..

02 mL. podendo o erro total chegar a 0.1 eqg/L de dicromato de potássio é indefinidamente estável. Por exemplo. Na padronização devem ser obedecidas as seguintes condições: d) é preciso dispor de um padrão primário adequado ou solução padronizada. *** Obs.01 mL e um erro de escoamento de 0. Por exemplo. por serem estes solutos voláteis. As soluções de hidróxidos alcalinos reagem com o CO2 presente no ar formando carbonatos. portanto.: como o objetivo em nossa disciplina não é esgotar o assunto e sim mostrar características principais no prepa – ro de soluções. uma solução 0. A seguir esta solução (já padronizada) pode ser usada para titular hidróxidos alcalinos (como por exemplo o hidróxido de sódio). f) o volume de solução gasto na padronização não deve ser pequeno demais. Algumas soluções são altamente estáveis e outras não. isto é. pois cada leitura na bureta está sujeita a um erro de 0. As soluções de ácido clorídrico.1% é preciso que o volume de solução gasto na titulação não seja inferior a 40 mL. o ácido clorídrico não é padrão primário e a sua solução pode padronizada através de um padrão primário. . a presença de carbonatos irá emperrar as referidas tampas. o que ocorre com facilidade em soluções de peróxido de hidrogênio e permanganato de potássio. eventualmente o critério acima poderá não ser verificado !!! *CONSERVAÇÃO DAS SOLUÇÕES PADRÃO Como já afirmamos anteriormente as soluções não são conservadas em balões volumétricos (são usados somente na preparação).117 padronizá-la. determinar com exatidão o sei título em relação a um padrão primário adequado ou com referência a uma outra solução padrão. Aconselha-se o frasco escuro para evitar a decomposição fotoquímica. sendo aconselhável o uso de tampas com rolha de borracha ou polietileno ou rosqueadas. As soluções padrão devem ser conservadas de maneira a manter inalterado seu título tanto quanto possível. tem duração limitada. Estes carbonatos solidificam no gargalo dos frascos de depósito e se os mesmos tiverem tampas de vidro esmerilhado.04 mL e. e) o peso do padrão primário não pode ser demasiadamente pequeno. como é o caso do carbonato de sódio. em virtude do erro inerente ao aparelho de pesagem. nítrico e hidróxido de amônio. para garantir uma exatidão de 0.

a partir do ácido concentrado. ficando o frasco “molhado” pela própria solução. cujas características (Título em massa. usando a reação com um padrão primário. lave o mesmo com água e detergente. a seguir. Nosso objetivo. de concentração 0. Nesta 2a parte do experimento nosso objetivo é determinar com exatidão a concentração do HCl. para efetuar seus ensaios. o volume de ácido concentrado que você calculou e transfira para o balão volumétrico. Adicione. conforme equação a seguir 2 HCl(aq) + Na2CO3(s) “ 2 NaCl(aq) + H2O(l) + CO2(g) Será utilizada uma massa exata deste padrão primário (previamente determinada pelo monitor). Para homogeneizar a solução inverta e agite o balão algumas vezes. seguindo as técnicas de leitura. Calcule a massa de HCl puro que será necessária para a preparação da solução acima e. usando como padrão primário o carbonato de sódio anidro. massa específica e massa molar) você deverá reconhecer no rótulo do referido ácido. Finalmente. . a qual você deverá registrar em seus apontamentos para posteriores cálculos. a seguir.2 eqg/L (visto que estas expressões de concentração se equivalem). é preparar 500 mL de uma solução de ácido clorídrico. Com a pipeta graduada (limpa) complete com água até o traço de referência. Cada grupo deverá utilizar. Transfira a solução preparada do balão para o frasco de depósito. três amostras de Na2CO3. Para acondicionar a solução no frasco de depósito.2 mol/L ou 0. enxaguando-o com água da torneira e após com água destilada. inicialmente. pelo menos.118 * PROCEDIMENTOS I – Preparação de uma solução ácida a partir do ácido concentrado. com uma pequena porção (cerca de 5 mL) enxaguar o frasco depósito com a solução preparada de HCl. Agite a solução e acrescente água destilada ao balão até cerca de 0. água destilada ao balão volumétrico até cerca da metade de seu volume. com pipeta graduada.5 cm abaixo da marca de referência. calcule o volume de ácido concentrado que contém a massa necessária para o preparo da solução. Meça. A solução recém preparada é um padrão primário ? Porque ? II – Padronização da solução de ácido clorídrico.

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Inicialmente complete a bureta até o zero, com a solução preparada de HCl, tomando o cuidado para que não fiquem bolhas de ar entre a torneira e a extremidade inferior da bureta. Transferir cada amostra de Na2CO3 para um erlenmeyer, adicionando água destilada suficiente para a dissolução do sal. Após a dissolução do carbonato adicione 2 a 3 gotas do indicador. Proceda na adição lenta do ácido contido na bureta, até a mudança de coloração do indicador. O manuseio correto da torneira da bureta está indicado na ilustração ao lado. Quando perceber próxima a mudança de coloração do indicador adicione a solução ácida gota a gota, com constante agitação. Para melhor obervar a mudança de coloração do indicador coloque um papel filtro sobre o suporte da bureta, abaixo de erlenmeyer. O mais indicado é um azulejo de cor branca, o qual não fica empreganado de substâncias coloridas que mascaram a visualização do ponto final da reação.

Anote o volume gasto da solução ácida. Complete a bureta com a solução ácida, tome outra amostra de Na2CO3 e repita a titulação, fazendo o mesmo com a última amostra. Para cada uma das três titulações calcule: a) a massa, em gramas, do HCl necessário para a reção como carbonato, verificando se esta quantidade está de acordo com a estequiometria prevista; b) conhecida a massa e o volume de HCl necessário para a neutralização, determine a concentração a concentração em mol/L para a solução de HCl, rotule a mesma e guarde esta solução que será utilizada no próximo experimento.

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Experimento 3 – PREPARAÇÃO E ACONDICIONAMENTO DE SOLUÇÕES ALCALINAS.

* OBJETIVOS Nosso objetivo, neste experimento, é a preparação, padronização e acondicionamento de uma solução alcalina, a partir de um reagente sólido. Em nosso caso o soluto será o hidróxido de sódio. Esta solução, após a padronização será utilizada na titulação de amostras ácidas (ácido sulfúrico e acético – vinagre). * MATERIAL E REAGENTES (no balcão central) - hidróxido de sódio sólido - solução de ácido clorídrico 0,2 mol/L - indicador (verde bromo-cresol ou fenolfateleína) * MATERIAL POR GRUPO (bancada) - vidro de relógio - espátula de madeira - bequer pequeno sem graduação (100 mL) - bastão de vidro - balão volumétrico de 1000 mL - pipeta graduada de 5 mL - pipeta volumétrica de 25 mL - bureta - suporte a agarrador para bureta - 3 frascos erlenmeyer de 250 mL - frasco âmbar para acondicionar a solução 1000 mL - balança semi-analítica - bequer de 250 mL - funil de haste longa - papel-filtro - etiquetas, cola,...

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* INTRODUÇÃO Os reagentes usados na preparação de soluções padrão alcalinas são os hidróxidos de sódio, potássio e bário. O mais empregado é o de sódio. As soluções de bases fortes absorvem CO2 do ar, contaminando-se, por formação de carbonatos. Portanto os frascos de soluções destas bases devem permanecer o menor tempo possível abertos. As soluções fortemente alcalinas, quando conservadas em frascos de vidro também sofrem contaminação devido à formação de silicatos, em ataque ao vidro. É recomendável a conservação em frascos de polietileno. Como já alertamos anteriormente não devem ser usados frascos de vidro com tampa esmerilhada, para evitar a formação de carbonatos sólidos, quando a solução é vertida, dificultando e até impossibilitando a abertura do referido frasco. Embora não completamente satisfatórias são usadas rolhas de borracha para vedar estas soluções. * PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES ALCALINAS (NaOH) Tendo em vista que o hidróxido de sódio é bastante higroscópico, não se constituindo num padrão primário, sua solução é preparada pelo método indireto e sua concentração é aproximada. Para a determinação exata de sua concentração é necessário padronizá-la, através de um padrão primário ou de uma solução ácida padronizada. Calcule a massa de NaOH necessária para a preparação de 1000 mL (1,0 L) de solução 0,2 mol/L ou 0,2 eqg/L. Pesar a quantidade acima calculada, sobre um vidro de relógio, em balança semi-analítica. Transfira o soluto para um bequer de 250 mL e adicione água destilada até a metade do volume, agitando com um bastão de vidro até total dissolução. Com o auxílio de um funil de haste longa transfira a solução para um balão volumétrico de 1000 mL, de modo que a solução não entre em contato com a parte superior do gargalo, acima da marca de referência. Lave o bequer com pequennas porções de água, reunindo-as no balão. Complete o volume do balão volumétrico com água destilada até cerca de 0,5 cm abaixo da marca de referência. A porção restante do volume complete, com cuidado, usando a pipeta graduada de 5 mL, sem ultrapassar a marca do gargalo. Homogeneizar a solução e acondicioná-la em frasco próprio.

Na bureta coloque a solução de ácido clorídrico padronizada. Realize a titulação com as três amostras. Meça 25 mL de solução de NaOH. adicionando em frascos erlenmeyer. da solução alcalina. Prepare 03 amostras. com pipeta volumétrica.122 * PADRONIZAÇÃO DA SOLUÇÃO ALCALINA As soluções alcalinas podem ser padronizadas com soluções de ácido clorídrico de concentração definida. ultimando-a gota a gota. Guarde a solução alcalina para experimentos posteriores. Valendo-se da média dos volumes gastos determine a concentração em mol/L ou eqg/L. Adicione 2 a 3 gotas de indicador. Em nosso experimento será utilizada a solução de HCl já padronizada no experimento anterior ou outra definida pelo professor. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . Proceda na titulação até mudança de coloração do indicador.

etiquetas.papel-filtro . cola *OBJETIVOS E PROCEDIMENTOS Neste experimento. Colha as amostras de NaOH com a pipeta volumétrica.copos graduados de 250 mL (02 por grupo) . o volume de ácido sulfúrico concentrado necessário para preparar 500 mL de solução.10 mol/L.frascos erlenmeyer de 250 mL (03 por grupo) .balões volumétricos de 500 mL (01 por grupo) .indicador (Verde de Bromo-cresol ou Fenolftaleína) .copos de 100 mL sem graduação (02 por grupo) . inicialmente.funis com haste longa (01 por grupo) .pipetas volumétricas de 25 mL (01 por grupo) .bastões de vidro . com o funil de haste longa. transferindo para o balão volumétrico. .04 pipetas graduadas (para o ácido sulfúrico) . que corresponde a 0.buretas de 50 mL (01 por grupo) .123 Experimento 4 – PREPARAÇÃO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO DE ÁCIDO SULFÚRICO *MATERIAL E REAGENTES (somente no balcão central) . Calcule.ácido sulfúrico concentrado (04 frascos) .2 eqg/L. nosso objetivo é preparar e padronizar uma solução de ácido sulfúrico de concentração 0. transferindo-as para os frascos erlenmeyer. A única diferença prende-se ao fato de utilizar como padrão uma solução de hidróxido de sódio que você mesmo preparou e padronizou em experimento anterior. massa específica e massa molar).suportes com agarrador para buretas . na concentração acima referida (vide dados do rótulo do ácido sulfúrico: Título.frascos âmbar de 500 mL para armazenar a solução (01 por grupo) . contida num bequer.soluções padronizadas de hidróxido de sódio . Valendo-se de procedimentos semelhantes àqueles adotados na preparação e padronização da solução de ácido clorídrico você irá fazer o mesmo em relação a solução de ácido sulfúrico. Dilua adicionando o ácido em pequenas porções em água.

pois soluções alcalinas atacam lentamente o Proceda nas titulações e apresente os resultados ao final. O ácido deve ficar na bureta. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- .124 vidro.

indicador (Fenolftaleína) . teremos que diluí-lo inicialmente. sem graduação (02 por grupo) . Com a solução alcalina na bureta (embora este procedimento não seja aconselhável) proceda na titulação do ácido acético. Levando em conta as diluições feitas.papel-filtro . cola.buretas de 50 mL (01 por grupo) .vinagre comercial (02 frascos) . por adição de água destilada. transferindo-as para os frascos erlenmeyer. em quantidade adequada.125 Experimento 5 – DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ÁCIDO ACÉTICO (CH3COOH) NO VINAGRE COMERCIAL. através de pipeta volumétrica. utilizando para esta titulação a solução padronizada de hidróxido de sódio.balões volumétricos de 250 mL (01 por grupo) . com graduação (02 por grupo) .copos de 100 mL. * MATERIAL E REAGENTES (somente no balcão central) . .etiquetas. Para tanto você irá colher com pipeta volumétrica de 25 mL uma alíquota de vinagre e diluí-la a 10%. Tendo em vista a concentração do ácido acético no vinagre.bastões de vidro . Para este cálculo percentual .copos graduados de 250 mL.frascos erlenmeyer de 250 mL (03 por grupo) . calcule o teor de ácido acético no vinagre e apresente seus cálculos para o professor. Após a homogeneização da solução ácida você irá colher 03 amostras de 25 mL. num balão volumétrico de 250 mL.soluções padronizadas de hidróxido de sódio .pipetas volumétricas de 25 mL (01 por grupo) .funil de haste longa * OBJETIVOS E PROCEDIMENTOS Neste experimento nosso objetivo é determinar o teor de ácido acético (percentual) no vinagre comercial.suportes para bureta com agarrador .

por ser bastante diluída. impedindo o movimento da torneira.126 considere que a solução aquosa de vinagre. Após a realização do experimento. lave com muita água a bureta. 1.0 grama/cm3. ou seja. tenha massa específica igual a da água. Lembre-se que a solução alcalina reage com o gás carbônico do ambiente formando depósito sólido de carbonato de sódio. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . para não deixar resíduos da solução alcalina na mesma.

01 bequer de 250 mL .solução de hidróxido de sódio 1.00 mol/litro * MATERIAL POR GRUPO (bancada) . ser utilizado um frasco aberto e não isolado. como já afirmamos anteriormente. como a medida ocorre em lapso de tempo curto.calor total = calor absorvido pela água + calor absorvido pelo calorímetro (erlenmeyer) . No entanto.2 cal/grama. O calor envolvido irá modificar a temperatura da solução e do frasco.espátula de madeira . aplicando aos resultados obtidos a Lei de Hess.grau .grau .01 frasco erlenmeyer de 250 mL . portanto. como calorímetro. podendo.127 Experimento 6 – DETERMINAÇÃO DE CALORES DE REAÇÃO E LEI DE HESS. Você vai usar um frasco erlenmeyer de 250 mL que servirá como recipiente para a reação e como calorímetro simples para medir o calor envolvido nas reações.solução de ácido clorídrico 0.50 mol/litro .0 cal/grama. * REAGENTES E SOLUÇÕES (balcão central) .01 vidro de relógio médio . O ideal seria utilizar um frasco de reação isolado termicamente do meio externo (frasco Dewer ou garrafa térmica).balança semi-analítica * INTRODUÇÃO Neste experimento nosso objetivo é determinar a entalpia de algumas reações (dissolução com dissociação e neutralização).etiquetas adesivas (tamanho pequeno) . pode-se considerar que não ocorrem perdas significativas de calor para o meio externo.hidróxido de sódio sólido (02 frascos) . Considere que: .solução de ácido clorídrico 1. considerando que são desprezíveis as perdas de calor para o ambiente.calor específico da água (solução) = 1.calor específico do vidro = 0.00 mol/litro .01 bastão de vidro .

com precisão. sendo pois necessário determinar apenas o volume.z calorias .cvidro.0 grama/mL. A atividade experimental consiste em medir e comparar a quantidade de calor envolvida em três reações: Reação 1: hidróxido de sódio sólido dissolvendo-se em água formando solução aquosa de íons. formando água e solução aquosa de cloreto de sódio. NaOH(s) + aquoso “ Na+(aq) + OH-(aq) DH1 = .Dt Não há necessidade de determinar a massa de água se levarmos em conta que sua massa específica é 1.x calorias Reação 2: hidróxido de sódio sólido reagindo com solução aquosa de cloreto de hidrogênio.Dt + merlenmeyer.cágua.128 Qtotal = mágua.y calorias Reação 3: solução aquosa de hidróxido de sódio reagindo com solução aquosa de cloreto de hidrogênio. Na+(aq) + OH-(aq) + H+(aq) + Cl-(aq) “ Na+(aq) + Cl-(aq) + H2O(l) DH3 = . formando água e solução aquosa de cloreto de sódio. NaOH(s) + H+(aq) + Cl-(aq) “ H2O(l) + Na+(aq) + Cl-(aq) DH2 = .

. . num bequer de 250 mL. a seguir. anotando a temperatura mais extrema alcançada na dissolução. coloque 100 mL de solução 1. reuna as duas soluções e anote a temperatura mais extrema. transferindo. Para tanto deixe-as em repouso por alguns minutos em contato com o ambiente para alcançar o equilíbrio térmico.00 mol/litro de NaOH.a quantidade total de calor por mol de NaOH.0 gramas de NaOH. Em balança analítica determine a massa de um frasco erlenmeyer de 250 mL. Se houver pequena diferença de temperatura entre ambas o professor lhe dará instruções como proceder para alcançar em ambas valor igual de temperatura. As duas soluções devem estar à mesma temperatura antes de misturá-las. Anote a temperatura inicial.50 mol/litro. limpo e seco. substituindo a água destilada por 200 mL de solução de ácido clorídrico de concentração 0. –) para que a água e o frasco entrem em equilíbrio térmico com o ambiente. Lave novamente o frasco erlenmeyer antes de passar à etapa seguinte. . .a quantidade de calor absorvida pela solução.a variação de temperatura. Coloque o termômetro na água e agite o frasco até total dissolução do hidróxido. esta quantidade para a água contida no erlenmeyer.129 * PROCEDIMENTOS a) Determinação do Calor da Reação 1. Para evitar erros instrumentais utiliza-se sempre o mesmo termômetro. No frasco erlenmeyer de 250 mL. Num vidro de relógio determine a massa de aproximadamente 4.a quantidade total de calor absorvida. Com um termômetro de precisão determine a temperatura desse sistema. b) Determinação do Calor da Reação 2.o número de mols de NaOH usados em cada reação. Deixe em repouso por alguns minutos (3 min. . coloque 100 mL de solução 1. Coloque no frasco 200 mL de água destilada.a quantidade de calor absorvida pelo frasco. Repita as operações iniciais do item (a) anterior. d) Cálculos * Em cada uma das reações calcule: .00 mol/litro de HCl e. c) Determinação do Calor da Reação 3. Lave bem o frasco erlenmeyer antes de passar para a reação 2. .

* Calcule a diferença (desvio) percentual entre DH2 e (DH1 considerando que DH2 esteja correto. DH2 e DH3. * Havendo significativas diferenças entre os valores calculados no item anterior. procure explicar as prováveis causas para as mesmas. + DH3). * Compare DH2 com (DH1 + DH3) e procure explicar.130 * Exprima seus resultados como Calores de Reação: DH1 . -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- .

G.R.D. Van Nos trand. Brasil. S. G. s. 3). Cruz.H. Paulo.S. M. – Prácticas de Química General – Editora Muir.Editora Integral. 1995. Ohlweiler. – Práticas de Química Geral . Porto Alegre. 2.Editora Scipione. 6.M.S. V. 3. Brasil. – Química. Andrade.S. uma Ciência Experimental – EDART (Vol. 1981. São Paulo. 7. Moscou. C.A. U.E. São Paulo.S. N.131 Referências Bibliográficas 1. U. A. Ramos.d. R. M. 5. – Química Analítica Quantitativa – Vol. Brasil. Maynard & Taylor – Experiments in General Chemistry . – Aulas Experimentais de Laboratório de Química para Engenheiros II – Editora Integral. O. York. 1. 1979. Semishin. 4. – Experimentos de Química em Microescala . Livros Técnicos e Científicos Editora. . Porto Alegre. 1979. A. s.d.

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