1 .

EST U DO DOS SI ST EM A S DI SPERSOS
1 .1 . Di s p e r s õ e s
Uma dispersão consiste num sistema no qual uma substância (disperso) encontra-se disseminada, na forma de pequenas partículas no interior de outra (dispersante) Dependendo do tamanho da partícula que constitui o disperso, a dispersão assume características diversas, sendo classificada em três tipos : soluções, colóides e suspensões. A classificação acima é feita de acordo com o diâmetro médio das partículas dos disperso: Tipo de dispersão Solução verdadeira Colóide Suspensão Tamanho da partícula dispersa entre 0 e 10-9 m (1 nanometro) entre 10-9 e 10-6 m (1 à 103 nanometro) acima de 10-6 m (acima de 103 nanometro)

Como características gerais dos três tipos de dispersões podemos mencionar que: a) soluções verdadeiras ou soluções: - o disperso (soluto) é constituído de átomos, íons ou pequenas moléculas; - pelas reduzidas dimensões do disperso (soluto), as soluções verdadeiras sempre serão sistemas homogêneos, sendo que as partículas não são visíveis mesmo com equipamentos óticos de alta resolução e ampliação; - não há sedimentação das partículas e não é possível a sua separação por nenhum tipo de filtro; Exemplos: - sacarose em água, NaCl em água, etanol em água, atmosfera (isenta de poeira), etc. b) colóides: - o disperso é constituído por aglomerados de átomos, moléculas ou íons ou, até mesmo, por macromoléculas; - as partículas do disperso são visualizáveis em equipamentos óticos (microscópios) de alta resolução (ampliação); - as partículas podem ser separadas por ultracentrifugação (elevado número de RPM) ou por ultrafiltração (filtros cujo diâmetro do poro é bastante reduzido);

2

Exemplos: leite, gelatina em água, fumaças em geral, neblina, etc. c) suspensões: - o disperso é constituído de grandes aglomerados de átomos ou moléculas; - as partículas do disperso são visíveis em microscópio comum, constituindo-se em sistemas heterogêneos; - as partículas do disperso sedimenta-se por ação da gravidade ou em centrífugas comuns podendo, também, ser separadas por filtros comuns de laboratório; Exemplos: poeira no ar.

1 .2 . Es t u d o d a s So l u ç õ e s v e r d a d e i r a s o u So l u ç õ e s
Dentre os sistemas dispersos, as soluções verdadeiras ou simplesmente soluções são extremamente importantes no cotidiano do química, pois nas atividades mais comuns de laboratório (análises, sínteses, separações, formulação de produtos, etc) o químico trabalha com soluções que, em geral, são aquosas. 1.2.1. Formação de Soluções Quando uma solução é formada ocorre uma disseminação espontânea de uma substância no interior de outra, originando um sistema mais entrópico (desorganizado) que as substâncias originais.
substância A substância B mistura A + B (solução)

lllll lllll lllll

OOOO OOOO OOOO

l Ol Ol O lO l O Ol Ol O l Ol lO lO lOl Ol lO

parede de separação

removendo a parede

A força “motriz” para esse processo de mistura é a tendência espontânea para um estado de maior desordem molecular (maior entropia). Para que ocorra o processo da dissolução é necessário que as partículas do soluto e do solvente apresentem atrações entre si decorrentes de forças de natureza eletrostática.

3

Em geral as forças atrativas dependem do tipo de soluto e solvente. Assim quando dissolvemos etanol (C2H5 – OH) em água, em virtude da presença do grupo O–H na água e no etanol a força atrativa entre essas moléculas é a Ponte de Hidrogênio ou Ligação de Hidrogênio. Se a cadeia carbônica aumenta, diminui a polaridade da molécula do álcool e, com isso, a sua solubilidade em água, por concorrência de forças Van Der Waals dipolo induzido – dipolo induzido. - metanol, etanol e propanol à altamente solúveis em água; - butanol à solubilidade 0,12 mols/100 g de água; - pentanol à solubilidade 0,031 mols/100 g de água. Esse mesmo tipo de interação irá ocorrer naquelas moléculas que apresentam grupos hidroxila ou amina (O – H ou N – H), como é o caso dos álcoois de pequena cadeia carbônica, ácidos carboxílicos, aminas e amidas. Nos glicídios (glicose, frutose, sacarose,...) a presença dos diversos grupos hidroxila ao longo da cadeia carbônica desses compostos também justifica a sua grande solubilidade em água. Com exceção dos ácidos carboxílicos, nas demais substâncias ocorre apenas o processo de dissolução, sem ionização.

O fenômeno é, portanto, explicado pela hidratação sofrida pelas extremidades polarizadas da molécula. A extremidade negativa da molécula da água (localizada no átomo de oxigênio) direciona-se para a região de densidade positiva da molécula polar e as extremidades de carga positiva (localizadas nos átomos de hidrogênio) direcionam-se para a região de densidade negativa.

Nas bordas e quinas do cristal as forças atrativas entre os íons são menos intensas.) justifica-se a solubilidade a partir de interações de Van Der Waals do tipo dipolo permanente – dipolo induzido. Nesse caso temperatura e pressão são fatores que concorrem significativamente para explicar a sulubilidade de um gás apolar na água. contradiz a regra de solubilidade de que “semelhante dissolve semelhante”. na solução. o mesmo ocorrendo para o íon Cl-. novos íons são expostos e o processo continua. A orientação espacial das moléculas de solvatação é definida para um determinado tipo de íon. etc. .. o que. Nas soluções de solutos apolares em solventes polares. sendo que os íons originados apresentam-se. Por exemplo: .o íon Na+ hidrata-se com seis moléculas de água. como é o caso de gases (O2. até certo ponto. “engaiolados” por moléculas do solvente (hidratação ou solvatação). ..o íon Al+3 hidrata-se com oito moléculas de água. A camada de moléculas orientadas que cercam um íon ajuda a neutralizar a carga do mesmo e serve para impedir os íons de carga oposta a se atraírem. Conforme as moléculas de água vão retirando os íons do cristal. Os compostos iônicos se dissolvem na água quando as forças de atração entre os dipolos da H2O e os íons são maiores que as forças de atração entre os íons no cristal. formando uma espécie de blindagem. dissolvendo o cristal iônico. favorecendo a interação com as moléculas do solvente. CO2.4 Quando dissolvemos um cristal de NaCl em água. unidos por forças atrativas do tipo íon – dipolo. além do processo da dissolução ocorre a dissociação iônica do soluto.

varia com a pressão..sólidas: ligas metálicas (aço = Fe...2 gramas/100 gramas de H2O à 00 C. AgNO3 = 122 gramas/100 gramas de H2O à 00 C..: C12H22O11(sólida) £“ C12H22O11(aquosa) ex.moleculares: as partículas do soluto são moléculas.: NaCl (sólido) £“ Na+(aquoso) + Cl-(aquoso) H2O H2O . latão = Cu e Zn. No caso de um gás a solubilidade é inversamente proporcional ao aumento da temperatura... sob as pedras e em locais mais profundos.iônicas: as partículas do soluto são íons..5 1. Classificação das Soluções As soluções podem ser classificadas segundo os critérios: a) quanto ao estado físico: .. ex. em determinada temperatura. *** misturas gasosas sempre são homogênas !!! b) quanto à natureza do soluto: . no caso de substâncias gasosas. água mineral sem gás.): *** O Coeficiente de Solubilidade representa a maior massa que pode ser dissolvida em certa quantidade padrão de um solvente. Por esse motivo os peixes.gasosas: ar (isento de poeira).: NaCl = 35. bronze = Cu e Sn. medicamentos (comprimidos). Mn. bebidas alcoólicas.P . nos dias quentes de verão preferem permanecer na sombra.líquidas: bebidas não gaseificados. c) quanto ao Coeficiente de Solubilidade (C. A influência da temperatura sobre a solubilidade varia de uma substância para outra.). .S.. . O Coeficiente de Solubilidade varia com a temperatura e.2. As curvas de solubilidade são obtidas experimentalmente. diminui a solubilidade com o aumento da temperatura e diretamente proporcional à pressão. A influência na pressão é evidenciada pela Lei de Henry: C = k. isto é..2. soro fisiológico. ex. GLP (vazado). CaSO4 = 0. C.7 gramas/100 gramas de H2O à 00C.

S. choque brusco de temperatura ou adição de um “germen de cristalização”.6 onde: - C é a concentração de gás dissolvido. para solutos sólidos. nas quais a quantidade de soluto dissolvido é superior ao C. de forma gradativa. ex.: 35. k é uma constante de proporcionalidade.super-saturadas: são soluções obtidas por técnicas especiais. No preparo de tais soluções aquece-se a solução na qual haja corpo de fundo do soluto até uma temperatura na qual ocorra total dissolução. . S.S. De todos os sais representados no diagrama ao lado o NaCl é aquele que a variação de temperatura exerce a menor influência na solubilidade e o KNO2 e CaCl2 aqueles sais cuja solubilidade é mais fortemente influenciada pela variação de Quanto ao C. P é a pressão exercida sobre o sistema. ex. resfriando-se.saturadas: a quantidade de soluto dissolvido é igual ao C. com exceção do Ce2(SO4)3. até alcançar a temperatura de referência com o excesso de soluto dissolvido.0 gramas de NaCl/100 gramas de H2O à 00C. a influência da temperatura na solubilidade. podendo o excesso de soluto precipitar (sedimentar) por agitação mecânica.insaturadas: a quantidade de soluto dissolvido é inferior ao C. as soluções podem ser: . .: 3. Estas soluções são muito instáveis. O gráfico a seguir mostra. Para a maior parte dos sais a solubilidade aumenta com o aumento da temperatura. S. .7 gramas de NaCl/100 gramas de H2O à 00 C. após.

tetraborato de sódio.2. São os seguintes os requisitos principais exigidos de um padrão primário: a) a substância deve ser de fácil obtenção. dessecação e conservação. na forma de soluções. com relação às soluções padronizadas (um ou dois decimais) ex. ácido oxálico.1 %. é indispensável que se conheçam características específicas de cada soluto. Numa solução. O número de padrões primários é relativamente limitado. as substâncias são utilizadas.: 0. padrões primários. . ácido benzóico.1538 g/L (massa/volume) 0. de modo geral.7 1. São exemplos: carbonato de cálcio. Os reagentes com semelhantes características são denominados. d) a substância não deve ser higroscópica (absorver umidade do ambiente) ou eflorescente. Preparação de soluções Na atividade de laboratório. Assim sendo é desejável que o título das soluções padrão possa ser determinado com um erro inferior a 0. tiocianato de potássio.3. direta ou indiretamente. nitrato de prata. purificação. A preparação de uma solução padrão requer. O grau de exatidão requerido é maior do que o correspondente aos trabalhos analíticos mais comuns. Maiores detalhes serão tratados nas disciplinas de Química Analítica Quantitativa.5 g/L (massa/volume) 1. Essa concentração é expressa com exatidão (quatro decimais) ex. c) as impurezas devem ser facilmente identificáveis com ensaios qualitativos de sensibilidade conhecida. o uso de um reagente quimicamente puro e com composição perfeitamente definida. Dependendo da utilização da solução as mesmas devem ser consideradas segundo duas características básicas: a) soluções padrão: usadas para fins analíticos contendo uma quantidade exatamente conhecida de um reagente qualquer. além da proporção entre a quantidade de soluto e de solução (ou solvente). seja em nível acadêmico ou na própria indústria. expressa na forma de uma “concentração” .8543 mol/L (número de mols/volume) b) soluções não padronizadas: usadas para fins não analíticos sendo sua concentração aproximada. comumente.0 mol/L (número de mols/volume) O título das soluções padrão deve ser conhecido com grande exatidão. cloreto de sódio (após dessecação a peso constante). na preparação adequada dessa solução. na unidade de volume. oxalato de sódio e dicromato de potássio. Não é requerida a mesma exatidão. e) deve ser bastante solúvel. b) não pode ser volátil.: 0.

de transferência de alíquotas com a pipeta volumétrica e transferência de solução para o balão volumétrico. 2574 mol/ L Linus Pauling 06/06/1966 Química Geral e Inorgânica II . a data de praparação e seu preparador... seu título.) a técnica correta de leitura. No rótulo deverá constar a espécie química. da massa que se requer da substância. recorre-se a técnica direta que consiste na pesagem. conforme modelo. erlenmeyer.. Leitura correta da bureta Transferência de solução Transferência de líquido para o balão Como rotular a solução ! FACULDADE DE QUÍMICA – PUCRS HCl M = 0. dissolução e diluição a um volume conhecido em balão volumétrico aferido.8 Quando o reagente com que se tem de preparar a solução é um padrão primário. As ilustrações a seguir indicam alguns dos equipamentos utilizados na titulações (bureta. pipeta volumétrica. Embora o Sistema Internacional de unidades recomende para o volume a unidade metro cúbico utilizamos o volume expresso em litro (L). em balança analítica.

o que ocorre com facilidade em soluções de peróxido de hidrogênio e permanganato de potássio. Algumas soluções são altamente estáveis e outras não.. Na padronização devem ser obedecidas as seguintes condições: a) é preciso dispor de um padrão primário adequado ou solução padronizada. As soluções padrão devem ser conservadas de maneira a manter inalterado seu título tanto quanto possível.02 mL. nítrico e hidróxido de amônio. eventualmente o critério acima poderá não ser verificado !!! 1. Por exemplo.01 mL e um erro de escoamento de 0.04 mL e. portanto. então. tem duração limitada.2. isto é.1% é preciso que o volume de solução gasto na titulação não seja inferior a 40 mL. por serem estes solutos voláteis. a presença de carbonatos irá emperrar as referidas tampas. o ácido clorídrico não é padrão primário e a sua solução pode padronizada através de um padrão primário.4.) a preparação direta da solução não é possível.. As soluções de ácido clorídrico. podendo o erro total chegar a 0. sendo aconselhável o uso de tampas com rolha de borracha ou polietileno ou rosqueadas. Por exemplo. uma solução 0.9 Quando o reagente não é padrão primário (por exemplo. Conservação das Soluções Padrão Como já afirmamos anteriormente as soluções não são conservadas em balões volumétricos (são usados somente na preparação). As soluções de hidróxidos alcalinos reagem com o CO2 presente no ar formando carbonatos. o ácido clorídrico. . para garantir uma exatidão de 0. o permanganato de potássio. A seguir esta solução (já padronizada) pode ser usada para titular hidróxidos alcalinos (como por exemplo o hidróxido de sódio).. inicialmente.1 eqg/L de dicromato de potássio é indefinidamente estável. que consiste em preparar. uma solução com concentração aproximada à desejada e. padronizá-la. Recorre-se. os hidróxidos alcalinos e de amônio. *** Obs. como é o caso do carbonato de sódio. c) o volume de solução gasto na padronização não deve ser pequeno demais. em virtude do erro inerente ao aparelho de pesagem. depois. b) o peso do padrão primário não pode ser demasiadamente pequeno.: como o objetivo em nossa disciplina não é esgotar o assunto e sim mostrar características principais no prepa – ro de soluções. pois cada leitura na bureta está sujeita a um erro de 0. Estes carbonatos solidificam no gargalo dos frascos de depósito e se os mesmos tiverem tampas de vidro esmerilhado. à técnica indireta. Aconselha-se o frasco escuro para evitar a decomposição fotoquímica. determinar com exatidão o sei título em relação a um padrão primário adequado ou com referência a uma outra solução padrão.

1. volume/volume. Concentração em Massa ou Título em Massa ou Título ( t ) m V 1 ( Unidades: gramas/litro ) Representa a razão entre a massa do soluto (gramas) e a massa da solução (gramas). aproximadamente. Pr i n c i p a i s Ex p r e s s õ e s d e Co n c e n t r a ç ã o A “concentração” de uma solução representa uma relação entre a quantidade do soluto e.3 . Nesse caso. número de moléculas. a quantidade de solução sendo que essas quantidades podem ser expressas em massa. massa/massa. a composição indica 0. Já na composição do soro fisiológico. número de mols/volume. número de mols. Concentração Comum ou Concentração ( C ) Representa a razão entre a massa do soluto (em gramas) e o volume de solução final (em litros). Assim .1 gramas de solvente (água). Assim.10 1 . a qual expressa a quantidade de um constituinte. quando analisamos a composição de uma água mineral. C= Aplicação œ Que massa de bicarbonato de sódio há em 750 mL de uma solução que apresenta uma concentração de 107 mg / L ? 1.0 grama / mL). 0.2. As principais formas de representar as concentrações são do tipo massa/volume. por exemplo Carbonato de sódio = 127 mg / L nos indica uma relação massa / volume. Isso significa uma relação massa / massa onde há.3. usado para limpeza e conservação de lentes de contato. assim. t = m= m m m +m 1 1 1 ( não tem unidades = adimensional ) 2 É comum expressar o Título em Massa sob a forma percentual.3. número de mols/massa e.1.9 gramas do soluto (NaCl) sendo o restante 99. volume. em virtude da massa específica do solvente (água) ser unitário (1.9 % de NaCl. como se trata de uma solução muito diluída e aquosa o mesmo valor percentual massa / massa também corresponde. para cada 100 gramas de solução. etc. ao valor da relação massa / volume. em geral. especificamente. por diante.

t .11 t% = t . Que massa dessa substância há em ½ quilograma dessa solução ? Qual a massa de solvente presente ? 1. então C/t = m/ V = C / t = m1/ V C =m m (massa específica) .t / m1/m Usualmente expressa. 1. 100 Aplicação œ Uma solução aquosa de ácido sulfúrico apresenta Título percentual 15 %. na forma C =m . Relação entre C e Lembrando que: t C= m V 1 e t = m= m m m +m 1 1 1 2 dividindo uma expressão pela outra resulta: que simplificando torna-se ou.4. Historicamente essa forma de concentração tem sido expressa como o G L (graus Gay-Lussac) utilizada para representar a percentagem volumétrica de etanol em bebidas alcoólicas. tv = V1 / V = V1 / V1 + V2 (adimensional) Aplicação œ Que volume de etanol há numa garrafa de 750 cm3 de Jack Daniel´s ? .3. Concentração em Volume ou Título em Volume (t v ) Representa a razão entre o volume de solvente e o volume de solução. Portanto para que a expressão acima represente “Concentração” a mesma deverá ser multiplicada pelo fator de conversão 1000 mL / L. 1000 (mL/L) e dessa forma a Concentração terá como unidade resultante grama / litro.se a massa específica (ou densidade absoluta) em grama / cm3 ou grama / mL e a Concentração em grama / litro.3.3.

Concentração em Quantidade de Matéria ou em Molaridade ( M ) Corresponde à razão entre o número de mols do soluto e o volume total da solução. Aplicação œ A solução dos líquidos de baterias de automóveis consiste de água e ácido sulfúrico em concentração 3. Concentração em fração molar ( x1 ) Corresponde a razão entre o número de mols de um componente qualquer e o número de mols total da mistura.12 1.15 .3.3. Demonstre que: 1 ppm = 1 mg / litro !!! 1. Concentração em “partes por milhão” (ppm) Corresponde a uma forma de Concentração Comum (gramas/litro) aplicada para soluções muito diluídas.95 mol / litro. que massa desse ácido estará ali contida ? .3.6. Assim uma solução. em geral aquosas.7. cujo significado equivale a 1 grama de soluto para cada 106 gramas de solução. Assim X1 = n n +n +n 1 1 2 = 3 n n 1 onde n1 = m M 1 1 ( X1 = adimensional ) Aplicação œ Uma solução aquosa de NaOH tem fração molar 0. Sabendo que numa bateria comum a quantidade de solução é de 800 mL.5. M = n V 1 = m M . Essa expressão de concentração é muito utilizada para misturas de gases como.t .1000 M 1 ( Unidade: mol / L = molar = M) A expressão de concentração expressa em molaridade é a mais empregada dentre todas as formas usadas na Química. para definir a composição da atmosfera.V 1 1 = C M = m. por exemplo. aproximadamente. na qual a quantidade de soluto seja de 15 ppm significa que há 15 gramas da substância para cada 106 gramas de solução. Qual seu Título em massa ? 1.

75 mol / L desse ácido.m 1 1 = 2 Ä em quilo m . Aplicação œ Uma solução de ácido sulfúrico apresenta título em massa igual a 15 %.1000 Mm 1 1 2 ( Unidades: mol/quilo ou molal) Ä em grama Na última expressão o valor numérico 1000 na realidade corresponde ao fator de correção 1000 g / quilograma. de solvente. quando a massa do solvente for dada em grama.2 gramas / Litro desse sal ? Idem para as concentrações dos íons H+ e SO4-2.3. Qual a sua Molalidade ? Para soluções aquosas diluídas J ust if ique !!! M = W . A concentração expressa em Molalidade é comumente empregada no estudo dos efeitos coligativos das soluções.8. numa solução 0. em quiligramas. supondo um grau de dissociação (a) igual a 85 % do ácido ? .13 1.9. W= Ä em quilo n m 1 2 = m M . Observe que a molalidade é a única expressão de concentração que relaciona a quantidade de soluto com a quantidade de solvente e não de solução. Concentração para espécies iônicas Como podemos determinar as concentrações molares dos íons Na+ e SO4-2 para uma solução de concentração 27. 1. Concentração em Molalidade ( W ) W = weight = peso Corresponde à razão entre o número de mols do soluto e a massa.3.

m ‡ Na Concentração de uma solução o solvente é “removido “ por evaporação. V = C ‡. V = V + Vágua V = V . sem modificar a quantidade de soluto. pode ser demonstrado que: t.m M .V Ä + Vágua m1.Vágua ¡ 2) Mistura (mesmo soluto): na mistura de soluções do mesmo soluto não há reação entre as soluções misturas.14 1 . + Vágua Solução inicial Solução final Ä       m1. C m1= C. C   m1= C . . V. V ‡ De modo semelhante. conclui-se que: C . . mantendo constante a quantidade de soluto. Di l u i ç ã o e M i s t u r a s d e So l u ç õ e s 1) Diluição: diluir uma solução consiste em adicionar solvente.4 . V ‡ = t ‡. V . As expressões são as mesmas da Diluição. V = M ‡. V Como a massa do soluto é a mesma. A diferença ocorre no volume final: ¡ ¡ Diluição: Concentração: V > V V < V ¡ .

V ‡ = M ‡‡. V M x . C Ä m1 = C . Vx = S C .V . V ‡‡ t . Generalizando: Cx . mx = S t . m                             m1. C Ä m1 = C . m ‡ = t ‡‡ .V + C ‡.V ‡ = C ‡‡. V . V tx . m ‡‡ A relação anterior pode ser aplicada para uma mistura de qualquer número de soluções. V . C Ä m1= C. V . Vx = S M .V m1 .15 (1) (2) (3) + Solução 1 + Solução 2   = Solução final       A massa de soluto na solução final é a soma das massas nas soluções 1 e 2. V + M ‡ . m + t ‡.V m1 .V‡‡ De modo semelhante pode ser demonstrado que: M . portanto: ¢ ¢ m1 + m1 = m1 logo: ¢ C.

tornassol. Vb ex.: solução de H2SO4 misturada com solução de KOH. Va = M b . Vb = 3 M a . mas para qualquer tipo de reação. desde que se conheça a equação química correspondente e seu respectivo ajuste (coeficientes).16 3) Mistura (solutos diferentes): neste caso ocorre reação entre os constituíntes. Este processo é denominado Titulação ou Padronização. ex. azul de bromo timol.) Este principio não é válido somente para reações ácido-base. . . O ponto final das reações de neutralização pode ser visualizado através da adição de indicadores ácido-base (fenolftaleína.. Va O principio acima descrito consiste de um método volumétrico de determinação da concentração de bases através do volume gasto de ácido. H3PO4 1 mol + 3 NaOH 3 mols Na3PO4 1 mol + 3 H2O 3 mols No ponto final dessa reação: nbase = 3 nácido à M b . Va £“ ex. Vb = 2 M a . HCl 1 mol + NaOH 1 mol £“ NaCl 1 mol + H2O 1 mol Portanto. H2SO4 1 mol + 2 KOH 2 mols K2SO4 1 mol + 2 H2O 2 mols No ponto final dessa reação: nbase = 2 nácido à M b . no ponto final dessa reação: nácido = nbase à £“ M a .. para que a reação seja completa entre os solutos os volumes misturados devem obedecer à relação estequiométrica corresponde à reação.: solução de H3PO4 misturada com solução de NaOH. de molaridade conhecida e vice-versa. Neste caso.: solução de HCl misturada com solução de NaOH.

Como se explica o fato do mesmo não transbordar? 3) A acetona (CH3COCH3) é um líquido muito mais volátil do que a água. que reagiram entre sí. fato esse comprovado pelo seu ponto de ebulição ser bastante inferior (53. a dilatação anormal (anômala) do gelo. já deve ter enchido um copo acima da sua borda. através das expressões acima mencionadas. 2) Como toda a criança. Nesse caso qual é o tipo de força atrativa ? 6) Valendo-se de qualquer bibliografia de Química Geral. 1.5.5 .17 A figura ao lado mostra como pode ser determinada a concentração de uma solução usando-se a sua reação com outra. a elevada tensão superficial da água. A solubilidade é decorrente de forças atrativas entre as moléculas das substâncias envolvidas. em mols. Ex e r c íc i o s 1. de molaridade conhecida. .6o C). a qual é adicionada a uma alíquota (porção) de solução de concentração a determinar (em geral 25 mL). investigue a respeito do diagrama de fases da água pura bem como do significado do ¨ponto triplo da água¨.1. Como esse fenômeno pode ser explicado ? 4) Porque a água quente evapora mais rapidamente do que a água fria ? 5) A miscibilidade (solubilidade) do etanol (CH3CH2OH) é infinita.2. 1 . você. Na bureta coloca-se a solução de concentração conhecida. No ponto final da reação o indicar muda de coloração e pelo volume gasto na bureta podemos estabelecer as quantidades . 1) Em função das forças interativas moleculares como se pode explicar: 1. em água. provavelmente.1. Propriedades dos líquidos.

5) Qual a diferença entre uma pipeta graduada e uma pipeta volumétrica. Concentração das soluções 1) Procure estabelecer o significado para as expressões de concentração encontradas em algumas soluções de nosso cotidiano: œ Soro fisiológico : NaCl a 0.2. quando é que um soluto pode ser considerado um padrão primário ? 2) Enumere algumas características de um padrão secundário.9 % œ Água oxigenada a 10 volumes œ Graduação alcoólica do conhaque 380 GL. a 100o C é de 39. justificando tal procedimento em cada caso. devem ser preparadas em balões volumétricos e não em bequer graduado ? 4) Investigue a respeito de duas soluções que devem ser obrigatoriamente conservadas em frasco escuro. pelo menos. Varia diretamente com a pressão (Lei de Henry) e inversamente com a temperatura. Preparação de soluções 1) Na preparação de uma solução.5.3. a 20o C é de 36. ao abrigo da luz. 2) Sabendo-se que a solubilidade do NaCl. citando.0 g/100 g de água e. calcule qual a massa de água necessária para dissolver 780 g de NaCl à 100o C e qual é a massa de NaCl que permanecerá dissolvida quando essa solução for resfriada até 20o C ? Resposta: mágua = 2000 g . Em função disso explique porque os peixes procuram os lugares mais profundos e sombrios durante as tardes de verâo ? 8) O que ocasiona a ¨ descompressão¨em mergulhadores ? 1. mesmo as de padrões secundários. mNaCl = 720.0 g 3) A fração molar do ácido sulfúrico é 0.18 7) A solubilidade de gases em líquidos não mostra o mesmo comportamento do que a dos sólidos.6 % .5. 5 exemplos de solutos que mostrem essas características ? 3) Porque as soluções. numa solução aquosa.0 g/100 g de água. ambas de mesma capacidade ? 1.10. Qual a Concentração em massa (Título) da mesma ? Resposta: 37.

5 . Ela contém 40 cm3 de formaldeído (H-CHO). em litros. Qual a Molalidade dessa solução ? Resposta: 10. existente num tonel de 10. uma água natural de superfície não pode conter mais de 0. A massa específica dessa solução é 1. por 100 gramas de água. massa específica 0. V = 0. corresponde ao dobro da porcentagem em volume de álcool (C2H5OH). Qual a concentração limite para o cromo em mol/L ? Resposta: 1.1 gramas de permanganato para produzir a solução acima ? Resposta: 4 l de água 10) Em média. o resto é água.15 g/mL foi preparada dissolvendo-se 160 g de NaOH em 760 mL de água. Respostas: m = 920 gramas .000 L de cerveja ? Resposta: 400 mL 11) Uma solução cuja densidade é 1.2 g/mL. Qual o valor da fração molar do soluto nessa solução ? Resposta: 0. Determine a massa e o volume da solução obtida.000. Qual a Molaridade de ácido sulfúrico na solução ? Resposta: 4. 10-5 mol/L . KmnO4. qual a molalidade do álcool etílico ? (massa específica do etanol = 0. nos estados do Tenessee e Kentucky (USA).0 mol/L 6) Formalina é uma solução para preservação usada em biologia.78 mg de cromo por litro. de etanol.93 mol/kg de água 7) A graduação alcoólica do “ whiskey “ bourbon (destilado de malte e milho).80 g/mL) Resposta: 26. Qual o volume. pode ser usado em água dissolvido na proporção em massa de 1 : 40.82 g/cm3. Para uma graduação 120 do whiskey bourbon. produzido.08 mol/kg 8) Qual a massa de cloreto de cálcio (CaCl2) que deve ser dissolvida em 400 gramas de água para produzir uma solução de título 20% ? Resposta: 100 g 9) O bactericida permanganato de potássio. principalmente.7 % em massa de água dissolvida no álcool.19 4) O álcool hidratado usado como combustível apresenta em média cerca de 3. as cervejas apresentam teor alcoólico (etanol) de 4% (40 GL).089 5) O ácido sulfúrico para acumuladores (baterias) de automóveis tem 32 % em massa de ácido.8 L 12) Segundo os padrões modernos de controle ambiental. Que volume de água será necessário dissolver 1 comprimido de 0.

0 . considerando o soluto totalmente dissociado.50 L de água potável ? Resposta: 5.02 .0 litro de solução.2 mol/L.6 mol/L 20) A água potável pode ter no máximo 1.0 litro dessa solução ? Resposta: 9. exceder a 200 mg por dose.0 gramas 17) Um analgésico em gotas deve ser ministrado em quantidade de 3 mg por quilograma de massa corporal.0 . Sabendo-se que cada gota contém cerca de 5 mg do analgésico. expressa em mol/litro dessa água mineral ? Resposta: 0. Qual a Molaridade da solução em função do Fe2(SO4)3 ? Resposta: 2.9 %. vendida no comércio e usada como colírio ou para limpar lentes de contato. além de outros componentes. entretanto. Qual a maior massa de chumbo que pode existir em 0.008 mol/L 19) Uma solução de Cr2(SO4)3.0 M de ácido clorídrico equivale a 20 gotas. 10-5 mol 15) Certa massa de sulfato férrico foi dissolvida para perfazer 1.0 .35 mg de bicarbonato de sódio (NaHCO3). Qual o número de mols de HCl presentes em 1. 10-4 gramas . O número total de partículas dispersas na solução. Qual a massa de NaCl contida em 1. apresenta uma concentração de 0. Qual a concentração do bicarbonato de sódio.18 g/mL.4 mol/L .0 gota ? Resposta: 5. 1022 (0.4 % em peso e massa específica 1. apresenta Título igual a 0.0 ppm de chumbo.1 N0). Sulfato = 0. não podendo. 10-2 mol/L 16) A solução aquosa de cloreto de sódio. foi igual a 6. Qual a molaridade do HCl nessa solução? Resposta: 12 mol/L 14) Um mL de solução 1. qual a molaridade em relação aos íons presentes ? Respostas: Cromo = 0. Supondo o sal totalmente dissociado.20 13) O rótulo de uma solução de ácido clorídrico comercial indica HCl 37. quantas gotas deverão ser ministradas a um paciente de 70 quilogramas ? Resposta: 40 gotas 18) O rótulo de uma água mineral distribuída para o consumo informa que ela contém principalmente 696.

5.5% em massa de H3PO4. com 1/2 L de solução 0.2 mol/L do mesmo ácido.08 M ? Resposta: 20 mL 3) Que volume de ácido sulfúrico 20% em massa e densidade 1.0 M de NaOH.25 mol/L poderemos obter pela diluição de 50 mL de HCl de massa específica 1. que contém 24.0 mol/L .185g/mL e que apresenta 36. deve ser adicionado a 80 mL de solução aquosa 0. de molaridade 0. Qual o volume de água adicionado ? Resposta: 400 mL * Mistura de Soluções 1) Misturando-se 280 mL de uma solução 1/2 M de HCl com 200 mL de uma segunda solução do mesmo ácido contendo 14.21 1. com massa específica 1. de volume 50 mL. Qual a molaridade da mistura resultante ? Resposta: 1.139 g/mL é necessário para preparar 50 mL de solução a 5% em massa e densidade 1.032 g/mL ? Resposta: 3.12 g/mL.5 M. Qual a porcentagem de ácido na solução diluída obtida ? Resposta: 7 % 2) Que volume de água.4. para que a solução resultante seja 0. qual a Molaridade resultante ? Resposta: 1. Diluição e Misturas de Soluções * Diluição 1) A 50 gramas de uma solução de ácido sulfúrico de 63% em massa são adicionados 400 g de água. de modo que a sua concentração ficou reduzida a 1/5 do valor inicial. foi misturada a 100 mL de outra solução do mesmo sal.625 mol/L 2) Misturando-se 250 mL de ácido fosfórico. qual a Molaridade resultante ? Resposta: 0.5 de ácido clorídrico.37 L 5) Foi adicionado certo volume de água a 100 mL de solução 1. em massa ? Resposta: 2.6 g de HCl puro num volume de 500 mL.1 M de uréia.06 mol/L 3) Uma solução aquosa 2 M de NaCl.40 mL 4) Que volume de ácido clorídrico 0. em mL.

Para que valor ficará reduzida a molaridade da solução básica? 4) 30 mL de uma solução de H2SO4 quando misturados com uma solução de BaCl2 produzem uma precipitado branco (sulfato de bário) que.0 gramas da base foi completamente neutralizada por 20 mL de HCl 3. Soluções que Reagem entre si 1) Uma remessa de soda cáustica está sob suspeita de estar adulterada.0 M do mesmo ácido e completou-se o volume até 1000 mL.5. com água destilada. Qual a Molaridade da solução resultante ? Resposta: 0.0 mol/L. Essa solução foi titulada sendo consumidos 20 mL de uma solução 0. Determine (a) a percentagem de pureza da base e (b) a massa de material necessário para a preparação de 1.8 mol/L. 24. Resposta: 20 % 2) Juntou-se 300 mL de solução HCl 0. (b) 50 g . Qual a percentagem de impurezas da amostra de soda. (b) 0. básica ou neutra ? (a) Qual a Molaridade em relação ao reagente em excesso ? (b) Qual a Molaridade em relação ao sal formado ? Respostas: a solução resultante será básica.0 M de ácido sulfúrico com 300 mL de solução 1.22 4) Volumes iguais de duas soluções aquosas de NaOH de molaridades iguais a 0.065 mol/L 5) Uma indústria adquiriu hidróxido de sódio como matéria-prima para a fabricação de sabão. (a) 0.24 mol/L 3) 100 mL de solução de ácido sulfúrico 0.6 mol/L . foram misturados e deram origem a uma nova solução.08 mol/L .466 gramas.0 mol/L ? Respostas: (a) 80 % . a qual apresentava impurezas inertes ao HCl. considerando-se que o ácido não reage com as impurezas.5 mol/L. Qual a Molaridade da solução ácida ? Resposta: 0. Dispondo de uma amostra de 0.8 mol/L. Qual a molaridade e a concentração em g/L dessa nova solução ? Respostas: 0. Certa amostra de 3.5 gramas.1 mol/L são adicionados a 500 mL de NaOH 0.0 L de solução 1.5. foi preparada uma solução aquosa de 50 mL.4 mol/L à 200 mL de NaOH 0. lavado e seco pesou 0.0 g/L 5) Em um balão volumétrico de 1000 mL juntaram-se 250 mL de uma solução 2. respectivamente.80 mol/L 1.25 M de ácido sulfúrico.4 e 0. A solução resultante será ácida.

B) todo o ferro foi consumido.1 M do mesmo ácido. C) todo o ferro foi oxidado a íons férrico e todos os íons Cu++ foram reduzidos a Cu0.Foi mergulhado 1. sobrando ainda ferro. Para prosseguir em sua análise. exatamente. D) 7. 5 .O limite máximo de “ingestão diária aceitável” (IDA) de ácido fosfórico. o volume necessário de solução de hidróxido de sódio 1.1 M de CuSO4.116 g de esponja de ferro (bombril) em 500 mL de uma solução 0. em litros. sobrando íons Cu++ em solução.0 g de NaOH quimicamente puro. D) a concentração de íons cúprico era igual à de íons férrico.25 D) 0.Para neutralizar. O volume de água.50 E) 1.23 *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 . foram gastos 4.0 g de hidróxido de potássio. contendo 12. em mililitros. uma certa quantidade de um monoácido.8 g de cloreto de sódio.4 g de hidróxido de cálcio. Pode-se afirmar que ao final do processo A) praticamente todos os íons Cu++ foram consumidos. B) 4. não sobrando mais esponja de ferro.0 M é A) 2 mL B) 125 mL C) 200 mL D) 1250 mL E) 2000 mL . que deve adicionar a sua solução ácida para obter a solução de concentração desejada é A) 100 B) 400 C) 500 D) 600 E) 800 3 .4 M de ácido nítrico.6 g do ácido em 500 mL de solução. C) 5. O mesmo efeito seria obtido pelo emprego de A) 2. 4 . pois o íon Cu++ não oxida o ferro. usado como aditivo em alimento. E) 34.Um laboratorista possui um frasco contendo 200 mL de uma solução 0.10 B) 0. ele necessita de uma solução 0. O volume de refrigerante.17 C) 0. contendo ácido fosfórico na concentração de 588 mg/L que uma criança de 20 kg pode ingerir para atingir o limite máximo de IDA é A) 0.9 g de hidróxido de magnésio. é de 5 mg/kg de peso corporal.2 g de hidróxido de bário.Para neutralizar uma solução de ácido nítrico. E) nada pôde ser observado.00 2 .

obtém-se a solução D. B) B e D tem concentrações iguais. Qual a concentração de ácido no vinagre se foram gastos 30 mL de uma solução de NaOH 0. para ser utilizada em baterias de chumbo de veículos automotivos. em litros.1 M B) 25 mL de H2SO4 0. em mL. E) 0.5 mols/L. respectivamente.4 mols/L. aproximadamente.0 litro.O vinagre é uma solução aquosa de ácido acético. D) 0.00 11 .5 mols/L. D) a concentração de C é 1.5 mols/L e a de D é maior do que 1.00 C) 2. é igual a A) 0. E) A e B apresentam a mesma quantidade de soluto. de uma solução adequada para se utilizar nestas baterias.Uma solução aquosa de ácido sulfúrico.50 mL de uma solução 0. B) diluir.0 mol/L. C) dissolver 100 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 1.2 M D) 25 mL de HCl 0. C) 0. de concentração 1. resultando uma solução C. O volume total. 33 mL de solução de hidróxido de sódio 6 M com água e completar a 100 mL.Necessita-se preparar uma solução 0. que pode ser obtido a partir de 500 mL de solução de ácido sulfúrico de concentração 18 mol/L.3 mols/L.2 M C) 25 mL de HNO3 0.50 E) 9. Adicionando-se 200 mL de água à solução C. 8 . que deve ser adicionado para obter-se a solução com a concentração desejada é A) 25 B) 40 C) 65 D) 80 E) 100 10 .02 M de NaCl.2 mols/L. B) 0.3 mols/mL. deve apresentar concentração igual a 4.5 mols/L e a de D é menor que 1.1 M .50 B) 2. D) dissolver 60 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 250 mL. 7 . deve-se A) diluir.1 M do mesmo sal. partindo-se de 20 mL de uma solução 0.Misturam-se volumes iguais de duas soluções A e B de NaOH.1 M E) 50 mL de HCl 0. C) a concentração de C é 1.24 6 .2 M para titular 20 mL de vinagre? A) 0. O volume de água. E) dissolver 4 g de hidróxido de sódio puro em água e completar a 100 mL. 50 mL de solução de hidróxido de sódio 3 M com água e completar a 100 mL.25 D) 4.Para preparar uma solução de hidróxido de sódio 2 M.2 M de NaOH seriam completamente neutralizados com A) 20 mL de H2SO4 0. 9 . aproximadamente.0 mol/L e 2 mols/L. Sobre essas soluções pode-se afirmar que A) C e D apresentam diferentes quantidades de soluto.4 mols/mL.

C) 3. D) 0.0 0.075. expressa em gramas.0 0. C) 0. A molaridade desta nova solução é A) 0.Foram adicionados 35. B) 0.10.9 g/mL necessário para preparar 10.O volume.0 g/L.06. B) 0.100.150. E) 0. E) 0.04. do cloreto de sódio nessa solução e.0365.75 E) 8.4 mol/L é. D) 0.175.0 0.50 B) 4.O suco gástrico produzido pelo estômago durante o processo da digestão apresenta ácido clorídrico numa concentração molar de 1. A) 2. . D) 0. e de sacarose 11. l0-2 mol/L. 14 . A forma correta de preparação dessa solução seria dissolver _______g de NaOH em ______ L de solução.15.00 mL de uma solução 0. 3.Um aluno do curso de Química necessita preparar uma solução 0.000 13 . de ácido contido nesse volume ? A) 73. E) 0. qual a massa.50 M em KMnO4 . B) 36.65.5 g/L. aproximadamente A) 0.50 16 .050. aproximadamente A) 50 B) 78 C) 146 D) 208 E) 2.0 .20 M em NaOH para ser utilizada em uma reação de neutralização.0 litros de solução 0.25 12 . 15 .5. A concentração.50 D) 8. em mol/L.O “soro caseiro” recomendado para evitar a desidratação infantil consiste de uma solução aquosa de cloreto de sódio. de solução de ácido clorídrico a 37% em massa de densidade igual a 1.073.25 C) 4.03.0 1.0. em mililitros.00 mL de água destilada a 15. Sabendose que durante a digestão são produzidos cerca de 100 mL de suco gástrico.0 0. C) 0.

ou seja.Solução salina normal é uma solução aquosa de cloreto de sódio. A) 0.50.25. No laboratório foram encontrados somente 10.500 mL de soro fisiológico é A) 0. C) 200 mL de água. 10-5.50.9 %.46.45. B) 3.70.9 .6 g/L.O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). para o branqueamento de um tecido de algodão. C) 0.70. 10-3.30. A concentração aproximada.15. em mol(s) de cloreto de sódio consumidos por um paciente que recebeu 1. em mols/L.O soro fisiológico é uma solução de cloreto de sódio a 0. B) 0. C) 0. D) 7. E) 6. através da resolução no 20 de 18 de Junho de 1986. E) 0.0 gramas do soluto e.Necessita-se preparar uma solução de fluoreto de sódio de concentração igual a 12. aproximadamente. B) 600 mL de água. portanto. 18 . desse metal é A) 1.23. 10-3. usada em medicina porque a sua composição coincide com aquela dos fluídos do organismo. D) 1. 0.9 g do sal em 100 mL de solução. 20 .12. podemos afirmar que a molaridade da solução e. D) 0.9 M do mesmo sal. de solução obtida com a molaridade desejada é de. 21 . . 19 . apresenta como limite para o cromo trivalente em efluentes líquidos.5 M.8 . NaClO. D) 0. B) 0. E) 9.3 g do sal.6 .26 17 .3 mols do sal. B) 0. 2 ppm.8 . o volume. Sabendo-se que foi preparada pela dissolução de 0. aproximadamente.Um técnico necessita preparar uma solução aquosa de hipoclorito de sódio. C) 5. A quantidade aproximada.1 . 10-7. C) 2. E) 5. D) 3. 10-5. Para isso deve se adicionar A) 400 mL de água. em litros.00. A) 1. aproveitando 200 mL de uma solução 0.35. 2 mg de Cr+3 por litro de efluente.27.

05 mol/l e 0.00 mL de uma solução 2. E) 0. com suas respectivas concentrações em mols/L: cloreto de potássio 0. 23 . A massa de ácido sulfúrico presente em 100 mL desse ácido concentrado é A) 1. de 0. a concentração ficaria igual a 0. C) para neutralizar 0. em mol/L.O ácido sulfúrico concentrado é um líquido incolor. 26 .0 litros de solução.4 molar.62 g. D) adicionando mais 0. em massa. de forma que o volume fosse reduzido para 0. em mol/L.6 g em água suficiente para obter-se 2.0 mol/L e 0.75.5 L.0. .0 litro.2.27 E) 13. nessa solução é A) 0. de íons cloreto na nova solução é A) 0. C) 162 g.4 g. cloreto de magnésio 0.02 molar. D) 324 g. B) 32.20 mol/L.35.50 mol/L. 10-4 mols do ácido.05. A concentração. respectivamente. 24 . No almoxarifado de um laboatório há disponível o ácido sulfúrico de densidade 1.Uma solução de ácido ascórbico (vitamina C). B) 045. C) 1.10 mol/L. foi preparada pela dissolução de 17. D) 2. contendo 90% de H2SO4. B) a concentração do cátion magnésio e a de ânio cloreto são.1. 22 .0. E) evaporando-se parte do solvente. D) 0.5.5 L de água.0. É correto afirmar que. A) a concentração é de 0. de fórmula C6H8O6. respectivamente. A concentração de íons cloreto. B) em 10 mL estão contidos 5 . C) 0.65. a concentração passaria para 0. muito corrosivo. B) 0.A adição de 90 mL de água destilada a 10 mL de uma solução contendo KCl e MgCl2 em concentrações iguais a 1.20 e cloreto de cromo III 0.55.0 g de cloreto de amônio. E) 1620 g. E) 4. seria necessário 1. resulta numa mistura na qual A) a concentração de íon cloreto é 1.5 mol/L.5 litros dessa solução.50. 25 .0 mols/L de MgCl2 são diluídos a 1.8 g/mL. oxidante e desidratante.Um químico preparou uma solução contendo os seguintes sais. oleoso.10. nesta solução.

D) 25 mL.13 B) 0.0% Concentração em mol/L 3.10 mol/L.0% 21.Em uma determinada amostra contendo ácido palmítico gastou-se 4m. Dados: Ácido palmítico = CH3(CH2)14COOH Massa molecular = 256.56 E) 6.0% 21.28 D) 2. podem ser utilizadas como fertilizantes. respectivamente.04 3. Sabendo que em um frasco de 500 mL dessa solução existem 5 mols de etilenoglicol (C2H6O2).40 30 .05 g/mL. D) 310.Um aditivo para radiadores de automóveis é composto de uma solução aquosa de etilenoglicol.0 mL de NaOH 0.010.04 3. em g/L . a de ânion cloreto e a de cátion potássio são iguais.50 .45 mol/L. B) 5 mL. 27 . E) a concentração de cátion magnésio.4% 20.250 mol/L para neutralizá-lo.33 3. é A) B) C) D) E) Percentagem em massa 17. (NH2)2CO.Soluções de uréia.90 mol/L e de 0. A concentração da solução em percentual de massa de uréia e em mol/L. B) 0. A) 1 mL. 29 .50 3.28 C) a concentração de cátion potássio e a de ânio cloreto são iguais a 0. de ácido encontrada é de A) 0. E) 620.Dissolveram-se 8 gramas de NaOH em uma quantidade de água suficiente para preparar 200 mL de solução.4% 17. é A) 0. E) 50 mL. A densidade da solução final é 1. 28 . respectivamente. C) 10 mL.26 C) 1. em gramas. Indique o volume de solução assim preparada que será necessário para neutralizar 50 mL de uma solução de HNO3 0. de 0.62. D) a concentração de cátion potássio e a de cátion magnésio são.1. Uma solução foi obtida pela mistura de 210 g de uréia e 1000 g de água. C) 3.00 u A quantidade. a concentração comum dessa solução.1 mol/L.

EFEI T OS COL I GA T I V OS Os Efeitos ou Propriedades Coligativas são modificações produzidas em determinadas propriedades físicas dos solventes quando neles dissolvemos solutos não voláteis. ponto de congelamento e pressão osmótica.um mol de moléculas de glicose (C6H12O6) exerce o mesmo efeito que um mol de íons cloreto (Cl-) ou um mol de íons sódio (Na+). . pela modificação da relação entre o número de partículas do soluto e solvente. isto é: . contra a interface de separação líquido-vapor. ebulição e congelamento das soluções e. ponto de ebulição. Estas modificações só dependem do número de partículas dissolvidas e não de sua natureza. que modificam as energias envolvidas nos processos de evaporação. A pressão de vapor pode ser entendida como aquela exercida pelas moléculas do líquido em seu movimento espontânea e caótico. 1) Efeito Tonométrico ou Tonometria: mede o abaixamento relativo da pressão de vapor do solvente. Estes efeitos são explicados pela intensificação das forças interativas moleculares. também. quando nele dissolvemos um soluto não-volátil. na interface de separação líquido-vapor. Estas propriedades modificadas são: tensão ou pressão de vapor.29 2 .

Num gráfico detalhado percebe-se como T influi na Pv da água. em função da temperatura. tomando-se como referência a pressão atmosférica normal. O quadro da página anterior mostra os valores das pressões de vapor para diferentes tipos de líquidos. . No gráfico seguinte observa-se a variação da pressão de vapor de diferentes líquidos. usados como solventes.30 A pressão de vapor depende da temperatura e do tipo de solvente. na temperatura de 25oC.

Num frasco aberto tal equilíbrio não ocorre mas a presença de moléculas do líquido na atmosfera determina a velocidade dessa evaporação. Considerando que: P0 = pressão de vapor do solvente P = pressão de vapor da solução ( < P0) D P = abaixamento absoluto da pressão de vapor D P / P0 = abaixamento relativo da pressão de vapor o efeito tonométrico será: . a adição do soluto: a) acentua ou intensifica as forças atrativas moleculares b) diminui a superfície de evaporação do solvente.31 Como já foi dito. na interface Num frasco fechado o líquido evapora até o momento em que ocorre um estado de equilíbrio entre as moléculas que deixam a fase líquida para a de vapor e as moléculas da fase de vapor que se condensam no líquido.

W onde: Kc = constante criométrica (depende do solvente) Ä numericamente corresponde à diferença no ponto de congelamento da solução quando a Molalidade é 1. 3) Efeito Criométrico ou Criometria: estuda a diminuição no ponto de congelamento de um solvente quando nele dissolvemos um soluto não volátil.0 mol/kg de solvente onde * Ke = R Te2 / 1000 Le R = constante dos gases. W onde: Ke = constante ebuliométrica (depende do solvente) Ä numericamente corresponde à diferença no ponto de ebulição quando a Molalidade é 1. Considerando que: t0 = temperatura de congelamento do solvente puro t = temperatura de congelamento da solução ( < t0) D tc = abaixamento no ponto de congelamento da solução O efeito criométrico será D tc = Kc . Te = temperatura de ebulição do solvente puro e Le = calor latente de evaporação do solvente.0 mol/kg de solvente .32 D P / P0 = Kt . Considera-se: t0 = temperatura de ebulição do solvente puro t = temperatura de ebulição da solução ( > t0) D te = aumento da temperatura de ebulição O efeito ebuliométrico será: D te = Ke . W onde: Kt = constante tonométrica (depende do solvente) W = molalidade da solução (mol/kg) * Kt = M2 / 1000 (massa molar expressa em kg/mol) 2) Efeito Ebuliométrico ou Ebuliometria: estuda o aumento na temperatura de ebulição do solvente quando nele dissolve-se um soluto não volátil.

.p. A passagem de moléculas do solvente “pressionam” a m. até o estabelecimento de um estado de equilíbrio (isotonia). sempre que houver diferença de concentração entre as soluções. ocorrendo do meio mais diluído (hipotônico) para o meio mais concentrado (hipertônico) até o momento em que as duas concentrações se igualam. de mais acentuado.s. Perceba-se que há movimento de moléculas do solvente para ambos os lados.). R = Te = temperatura de ebulição do solvente e Le = calor latente da O diagrama de fases ao lado mostra como a adição de um soluto afeta simultaneamente a temperatura de ebulição e a de congelamento do solvente.33 * Kc = R Tc2 / 1000 Lv onde: evaporação. num processo dinâmico.. A figura ao lado mostra que.p. pela adição de um soluto não volátil. para se estabelecer um estado de equilíbrio entre as duas soluções separadas pela membrana semi-permeável deverá ocorrer migração de moléculas do solvente. para evitar a osmose. e para evitar esta passagem deve-se aplicar uma pressão igual e contrária. 4) Efeito Osmométrico ou Osmometria : estuda a pressão osmótica de uma solução separada de outra (ou de um solvente) por uma membrana semipermeável (m.s. A Osmose consiste na migração espontânea de solvente através da m.p. da solução diluída para a concentrada.s.

A pressão osmótica. A migração de solvente só se interrompe quando as duas soluções se tornarem isotônicas. A figura acima mostra como pode ser feita a medida experimental da pressão osmótica. Esta pressão exercida é numericamente igual à Pressão Osmótica (p).34 A passagem de solvente através da m.p. também. da temperatura absoluta. numa câmara osmométria.s. pode ser evidenciada na representação abaixo. pode ser calculada pela expressão: equação dos gases ideais pressão osmótica P= n V RT p = M RT onde: R = constante universal dos gases T = temperatura absoluta . em analogia à pressão dos gases. a qual depende da concentração e.

W . chamado fator de Vant Hoff (i). por evaporação da água ? Porque ? .1) *** se o soluto é molécular: a = 0 Ã i = 1 se o soluto é um sal : a = 1 Ã i = q Portanto. Tonometria Criometria DP / P0 = Kt .i D te = Ke .T. i D tc = Kc . W . 3) Porque em países muito frios é costume adicionar sal grosso sobre a neve acumulada nas estradas ? 4) Pesquise sobre as aplicações da “osmose reversa” . 5) Porque uma salada de alface murcha. se o soluto for iônico cada efeito coligativo deve ser multiplicado pelo fator i resultando as seguintes expressões. após algum tempo.35 M = molaridade da solução Ä pode ser usada a Molalidade (W) se a solução for diluída Para solutos iônicos (ácidos. bases e sais) os efeitos coligativos deverão ser corrigidos de um “fator iônico”. aumenta o volume do “caldo” . em qual das duas se observará maior redução de volume. i Ex e r c íc i o s 1) Relacionando com o fenômeno da osmose explique quais os efeitos sobre um peixe de água do mar se o colocarmos num aquário de água “doce” ? 2) Quando se adiciona açúcar a uma salada de frutas. o qual depende do número de íons produzidos por molécula (q) e do grau de dissociação (a) da substância e que pode ser calculado pela expressão: £ i = 1 + a(q . se for temperada com sal ? 6) Colocando-se duas amostras líquidas de igual volume para evaporação espontânea. i Ebuliometria Osmometria p=M. Explique o fenômeno ocorrido.R. W . sendo a primeira de água pura e a segunda de salmoura (água e cloreto de sódio).

30 M de glicose é utilizada como injeção intravenosa. 9) Considerando-se mesma temperatura.004 ? Resposta: 180 g/mol 13) O sangue humano tem pressão osmótica 7. œ 1. Justifique porque esse procedimento auxilia na conservação da carne.0 mol de cloreto de cálcio em 1000 g de água. œ 0.0 mol de HCl em 1000 g de água.0 mol de ácido acético em 1000 g de água. com o intuito de conservá-la. apesar de sua temperatura estar bem abaixo de 0o C. *** Sugestão: consulte um professor que atue na área de Química Biológica. por quilograma de água ? Resposta: 1. para que seja isotônica com o sangue ? Resposta: 36 gramas 14) Eventualmente s solução 0. o gaúcho adiciona considerável quantidade de sal grosso sobre a carne. NaCl.0 gramas do mesmo em 500 gramas de água causa um abaixamento relativo na pressão máxima de vapor igual a 0. KCl. Resposta: 1.5 mol de cloreto ferroso em 1000 g de água.1 mol/L. Qual a massa aproximada de cloreto de sódio que deve ser dissolvida em água.8 . œ 1. qual o sistema que apresenta maior velocidade de evaporação: a água do mar ou de um lago ? Porque ? 10) A superfície do Oceano Antártico freqüentemente se apresenta líquida. 8) A utilização de calda para a conservação de frutas (compotas) vale-se do efeito osmótico. suficiente para preparar 4 litros de solução.0 mol de glicose em 1000 g de água. 10-5 12) Qual a massa molar de um certo glicídio. Qual a que apresenta o menor ponto de congelamento ? Resposta: K2SO4 . 16) Considere cinco soluções aquosas de concentração 0. sabendo que em certa temperatura a dissolução de 20. pois tem pressão osmótica próxima do sangue.8 atm à 37o C. K2SO4 e ZnSO4. Investigue como funciona esse princípio de conservação. qual a que congela à temperatura mais baixa ? œ 1. Mostre que a mesma apresenta valor próximo ao referido no exercício anterior.36 7) Na preparação do charque.0 mol de cloreto de cálcio em 1000 g de água. das seguintes substâncias: glicose. œ 1. Como se explica esse fenômeno ? 11) Qual o abaixamento relativo da pressão máxima de vapor de uma solução que apresenta 10-3 mol de um soluto não iônico . à 37o C. 15) Dentre as soluções abaixo.

na qual se admite o sal totalmente dissociado. aproximada.02 M.68 .36o C 22) Isolou-se uma proteína de uma amostra de soro sangüíneo.5 mm Hg.mol-1. em mol/L da solução de glicose ? Resposta: 0. cujo grau de dissociação aparente é 0. Determine o valor de “ n “ na fórmula geral do polímero.0 gramas de benzeno. de massa molar 90 g/mol.4. 103 u 23) Verifique se existe isotonia entre uma solução aquosa de NaCl 0. qual a massa molecular. não dissociado. Uma dispersão coloidal de 685 mg da referida proteína dissolvida em água suficiente para formar 10 mL tem uma pressão osmótica de 0. Resposta: 4.15 M).kg.80. Qual o grau de dissociação aparente do sulfato férrico ? Resposta: 0.75 ou 75 % . A constante criométrica do benzeno vale 5.65o C 21) Se uma solução de um soluto não dissociado congela a – 1.4 mm Hg 18) Calcule o abaixamento relativo da pressão máxima de vapor de uma solução 0.6 .37 17) Considere uma solução contendo 17.01 M e uma solução aquosa de sacarose (soluto não dissociado) 0. ambas na temperatura de 20o C ? 24) Para que uma solução aquosa de glicose tenha a mesma pressão osmótica que a solução salina fisiológica (NaCl 0.04o C. Resposta: 100 20) Uma solução aquosa de cloreto de sódio.30o C. Sendo a proteína um composto covalente típico. é 17. à 20oC.36o C. é isotônica com uma solução de sulfato férrico que contém 20 g desse soluto em 600 ml de solução.28 atm a 7o C. quando 1. 10-4 19) Um polímero de fórmula geral (C2H4)n abaixou o ponto de congelamento do benzeno em 0.1 g de sacarose (C12H22O11) em 180 g de água. qual a pressão de vapor da solução ? Resposta: 17. da proteína ? Resposta: 5. ao nível do mar. qual a sua temperatura de ebulição ? Resposta: 100. Qual o seu ponto de congelamento ? Resposta: .01 mol/kg de CaCl2.30 M 25) Uma solução de concentração 30 g/L de um soluto não iônico.3o C.0 grama do mesmo foi dissolvido em 5. Sabendo que a pressão de vapor da água pura. ferve a uma temperatura de 101. qual deverá ser a concentração.

A desidratação é possível e explicada pelo fenômeno da A) salinização.0 3 .Um dos segredos descobertos pelos químicos.0 E) 5. expressa em molaridade de uma solução de glicose que seja isotônica com o sangue.1 B) 0. respectivamente.Considere o quadro abaixo.8 atm a 370 C.02 mol/L C) K2SO4 0. no processo de mumificação.L/mol.5 1.Qual das soluções aquosas abaixo apresenta a menor pressão de vapor a 250 C? A) CaCl2 0. aproximada. sabendo que R = 0.5 As soluções que apresentam.03 mol/L 2 .0 2.0 3. D) hidrólise. é a desidratação dos cadáveres através da utilização de soluções salinas de alta concentração e viscosidade. B) III e I. A concentração. E) umidificação. B) neutralização.0 2. a maior temperatura de ebulição e a maior temperatura de congelamento são A) II e IV. é A) 0.3 C) 1.02 mol/L B) NaCl 0.O sangue humano tem uma pressão osmótica de 7.0 D) 3. C) osmose.K. C) III e IV.01 mol/L E) C12H22O11 0. I II III IV V soluto MgBr2 Al(NO3)3 Ca(NO3)2 NaCl CuCl2 solvente H2O H2O H2O H2O H2O Concentração em mols/L 1. .38 *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 . 4 .082 atm.01 mol/L D) KCl 0. D) V e I.

admitindo-se ionização total dos compostos iônicos.5 molar.II .0 molar.0 molar.I .II .I.020 mol/L IV .III .IV .III .MgCl2 0.Qual das substâncias abaixo. B) O ponto de congelamento da solução IV é o mais alto de todas as soluções acima.IV . quando em solução aquosa de idênticos graus de dissociação e concentração. C) IV .I . D) CH3COOH 1. apresenta maior pressão osmótica ? A) K3PO4.40 mol/L A ordem crescente de ponto de congelamento das soluções.I . corresponde à sequência A) I . 7 .5 molar. C) NaCl 1. 8 .5 molar. D) V .Ca(NO3)2 0.010 mol/L Qual das afirmações abaixo é correta. D) A solução I tem ponto de ebulição mais elevado do que o ponto de ebulição da solução II. C) A pressão osmótica da solução II é maior do que a pressão osmótica da solução III.V.IV .20 mol/L II .30 mol/L III .Analise as soluções aquosas abaixo discriminada: I .glicose 0. E) V .sacarose 0.IV.39 E) V e II. .025 mol/L III .A seguir são arroladas algumas soluções aquosas de solutos iônicos ou moleculares com suas respectivas concentrações em mol/L.C12H22O11 0.Al(NO3)2 0. 6 .NaCl 0.50 mol/L V .25 mol/L IV .III. E) O ponto de ebulição da solução I é o mais baixo de todas as soluções acima. I .Na2CO3 0. considerando que as espécies iônicas estão 100% ionizadas? A) A pressão de vapor da solução III é mais alta que a pressão de vapor da solução IV.III .II .040 mol/L II . E) sacarose 2. B) NaCl. C) NH4Cl. 5 .II. B) glicose 1.Qual das seguintes soluções aquosas apresenta maior ponto de ebulição ? A) uréia 2.III . B) II .V .AgNO3 0.V .

E) temperatura e mesmo número de partículas dissolvido. sulfeto de sódio e glicose. uma de glicose e outra de cloreto de sódio. serão isotônicas quando tiverem a mesma A) temperatura.40 D) C6H12O6. . C) concentração e a mesma temperatura. E) CaCl2. D) concentração e mesmo fator de Vant’Hoff.Duas soluções. B) concentração em mols por litro. 9 . Solução Temperatura.No quadro abaixo estão fornecidas as temperaturas de ebulição de soluções aquosas de mesma concentração molar de nitrato de amônio. NH4NO3 T1 Na2S T2 C6H12O6 T3 A relação entre estas temperaturas é A) T1 > T2 > T3 B) T2 > T3 > T1 C) T3 > T1 > T2 D) T1 > T3 > T2 E) T2 > T1 > T3 010 .

). etc. aumento da entropia. as interrelações entre as grandezas pressão. . I n t r o d u ç ã o A Termodinâmica ocupa-se. Historicamente ela se desenvolveu sem um conhecimento detalhado das estrutura da matéria.estado: conjunto de condições que caracterizam um sistema. Na evolução dos processos termodinâmicos nada se cogita em relação à velocidade com a qual os mesmos ocorrem.41 3 .variáveis ou funções de estado: grandezas que caracterizam um determinado estado (pressão.. temperatura e massa gasosa estão expressas na equação geral dos gases PV=nRT onde R é uma constante. espontaneidade dos processos e equilíbrio. volume. . ...). volume.. isobárico. número de mols. Por exemplo.sistema: qualquer porção isolada do universo. A simples: a) b) c) termodinâmica é fundamentada em poucos conceitos e princípios conservação da energia.1 . A linguagem termodinâmica não dispensa o uso e a interpretação correta de certos termos como: . selecionada para investigação de propriedades. excluído o sistema.. com as trocas de energia que acompanham os processos químicos e físicos. etc.). . . basicamente.meio externo ou ambiente: corresponde ao restante de universo.. I N T RODU ÇÃ O À T ERM ODI N Â M I CA 3 . Nosso tratamento do assunto será de maneira mais informal e fenomenológica. isométrico. . adiabático. sendo esse um dos seus pontos fortes.processo: meio através do qual as variáveis de um estado podem ser alteradas (isotérmico. As inter-relações que se pode estabelecer entre as variáveis de estado chamamos de equação de estado.mudança de estado: situação na qual alguma variável de estado sofre uma alteração (compressão. temperatura. evitando o formalismo matemático complexo. resfriamento. para um gás ideal.

15 O Calor e o Trabalho (termelástico).grau ou 75.2 . Algebricamente considera-se o calor trocado como sendo positivo quando o sistema recebe energia do meio externo e negativo quando o sistema perde energia para o meio externo. 4. o C = 4180 J / o C o que significa que devem ser fornecido 4180 Joule de energia para que 1000 gramas de água variem a sua temperatura em 1 grau. m = 1000 (g) . Como escala adota-se a termodinâmica ou absoluta (Kelvin) na qual mv = 3RT E = 2 2 2 C T (K) = T (oC) + 273. œ Capacidade calorífica e a quantidade de calor que deve ser trocada por certa massa do sistema. T e m p e r a t u r a . devido unicamente à diferença de temperatura entre ambos. a capacidade calorífica molar da água será 18. o C ou 4. A capacidade calorífica pode ser determinada pelo produto da massa do sistema e seu calor específico.24 J/mol. considerando que o calor específico da água seja 1.0 cal /g .0 mol então a capacidade calorífica será molar. Assim.18 J / g . para proporcionar a variação de temperatura de 1 grau.grau. Q > 0 à sistema recebe calor (T ’) . Por exemplo. Calor = quantidade de energia que se transmite de um corpo para outro. DT onde C· é a capacidade calorífica do sistema. a capacidade calorífica de 1 quilograma de água será C = c .42 3 . Se a massa considerada for aquela correspondente a 1.18 J /g . Portanto: Qtrocado a DT ou œ Q = C . o C. Ca l o r e T r a b a l h o A temperatura é uma propriedade ou grandeza que independe da massa ou extensão do sistema e está relacionada com o grau de agitação (energia cinética) molecular. por sua vez relacionam-se num princípio fundamental conhecido como 1o Princípio ou 1a Lei da Termodinâmica.0 cal / mol.

) não são consideradas em tais transformações.43 Q < 0 à sistema perde calor (T ”) Um processo no qual o sistema recebe calor do meio externo chama-se Endotérmico e aquele em que o sistema perde calor para o meio externo chamase Exotérmico. ocorrendo uma variação de volume ocupado pelo referido gás. A maior parte das transformações termodinâmicas são aquelas nas quais o trabalho provém de uma variação de volume do sistema ao qual denominamos de termelásticas. magnético. na qual o gás contido no interior do pistão sofre um deslocamento (d) em relação à posição inicial.. œ Trabalho = energia trocada como conseqüência de uma força que atua entre o sistema e o meio externo ou energia que se transmite por qualquer outro modo que não seja a diferença de temperatura entre eles. Wexpansão = F . . A . d Ä DV Logo Wexpansão = P . como no exemplo da figura ao lado. A Wexpansão = P . a energia trocada com o meio externo produz o trabalho de expansão. etc. D V Para que seja realizado trabalho é necessário ocorrer variação de volume. contra uma pressão (P) que se opõe. que pode ser calculado através de: mas donde e. à temperatura constante. portanto. d P = F / A F = P . contra uma pressão oposta externa (atmosférica).. Quando um gás expande num cilindro. sendo que as demais formas de trabalho (elétrico.

A relação entre essas duas grandezas conduz à 1a Lei ou 1o Princípio da Termodinâmica. ou seja. denominamos de ENTALPIA (do grego. a mesma pode ser calculada pela expressão DU = CDT onde C é a capacidade calorífica da substância. ocorrendo uma variação na temperatura de 27 para 87o C. isto é. troca calor com o meio externo. embora a luz (energia eletromagnética) também esteja presente em alguns processos (combustão e fotossíntese). Qtrocado = D U + W Como a variação da Energia Interna corresponde a calor trocado. a qual corresponde ao somatório de todas as formas de energia associadas ao movimento das moléculas. 3 . fazendo variar o grau de agitação das moléculas ou Energia Interna (D U).1. . K.3. Esta energia “armazenada”.outra parcela irá provocar a expansão do gás. A energia envolvida nas reações químicas é decorrente de um rearranjo das ligações químicas quando reagentes transformam-se em produtos. . a energia se distribuirá da seguinte forma: . calcule a quantidade de calor trocada por esse gás nessa transformação. manifesta-se sob a forma de calor. irá realizar um Trabalho ( W ).44 Quando um gás. contra uma pressão externa de 2 atm. Esta energia.3 . em geral. Sabendo que a capacidade calorífica do CO2 é 96.uma parcela irá provocar aumento na temperatura do gás (DT). principalmente sob forma de ligações. T e r m o q u ím i c a 3. Introdução A Termoquímica tem por objetivo o estudo das variações de energia que acompanham as reações químicas.5 J / mol . contido no interior de um cilindro dotado com um êmbolo móvel (como na figura anterior). enthalpein = calor) e simbolizamos por H (Heat = calor). Aplicação œ Um mol de CO2 é expandido de um volume inicial de 5 para 15 litros.

6 CO2 + 6 H2O (H2) .... portanto...2.... Esta medida experimental (calorimétrica) é feita utilizando-se Calorímetros ou Bombas Calorimétricas (para reações de combustão).. ou seu múltiplo quilocaloria (kcal) ..... Medida de D H e unidades de energia A variação da entalpia de uma reação química pode ser medida..... para que a temperatura varie de 1. sendo as reações classificadas em dois tipos.... principalmente a LEI DE HESS......... valendo-se das leis da Termoquímica...... A unidade mais comum é a caloria (cal)........ pelo calor liberado ou absorvido durante o processo.......00 C.. empregando-se a equação: Q = m....H1 > 0 ) reação ENDOTÉRMICA 3... A bomba calori – métrica é um equi – pamento próprio para determinar a energia (calor) das reações de combustão e algumas reações de formação...H1 < 0 ) reação EXOTÉRMICA ( DH = H2 .... ocorre uma variação de entalpia (DH)... segundo o calor liberado ou absorvido: (H1) . que equivale a quantidade de energia absorvida por uma grama de H2O..3.Dt O número de reações cuja entalpia (calor de reação) pode ser determinada diretamente em bombas calorimétricas e calorímetros é muito reduzido. para um certo número de reações.C2H6O + 3 O2 Ó (H2) .... como será visto mais adiante.. 2 CO2 + 3 H2O (H1) ..c. A maior parte das reações tem a sua entalpia calculada...45 Numa reação química. C6H12O6 + 6 O2 Ñ ( DH = H2 .......

b) os estados físicos de cada componente.18.) + 2 H2(g) “ CH4(g) DH0 = . .: considera-se nula a Entalpia de Formação de substâncias simples .4.17.000 cal 1.05 kcal/mol) C(diamante) + O2(g) “ CO2(g) (libera 94.94.17.) + 2 H2(g) “ CH4(g) 2 C(graf.corresponde ao calor envolvido na formação de 1. Entalpias de Reação 1) Entalpia de Formação (DH0f): .: H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(l) DH0 = .18 Joules 1.8 kcal/mol) H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(l) (libera 68. A indicação de que uma entalpia foi medida em Condições Padrão é feita através do expoente “0” junto ao valor da mesma: ex.) + O2(g) “ CO2(g) DH0 = .) + O2(g) “ CO2(g) D H0 = .3.31 kcal/mol C(graf. sendo esta referência importante porque as mudanças de estado físico envolvem variações de energia (entalpia): ex.0 kcal = 4.68.3.) + 3 H2(g) + 1/2 O2(g) “ C2H6O(l) H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(l) ½ N2(g) + ½ O2(g) “ NO(g) C(graf.3 kcal/mol) H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(s) (libera 70. A maior parte das variações de entalpia que constam em tabelas foram medidas nas chamadas Condições Padrão ou Standard (1 atm e 250C).70 kcal/mol D H0 = .66.3.0 mol de substância a partir de seus elementos formadores (substâncias simples).: C(graf.81 kcal/mol D H0 = .103 Joules 3.a variação de entalpia (DH) depende da temperatura e da pressão em que foi feita a medida. ex.0 kcal/mol) c) os estados alotrópicos.51 kcal/mol) d) as condições de medida da variação de entalpia: .81 kcal/mol 1/2 N2(g) + 1/2 O2(g) “ NO(g) DH0 = + 11.05 kcal/mol C(graf.94.68. quando for o caso: ex.31 kcal/mol D H0 = + 11.46 1.0 kcal/mol D H0 = .: H2(g) + 1/2 O2(g) “ H2O(g) (libera 57.0 cal = 4. Equações Termoquímicas Uma equação termoquímica deve conter: a) a equação química devidamente ajustada.0 kcal = 1.: C(grafite) + O2(g) “ CO2(g) (libera 94.01 kcal/mol Obs.0 kcal/mol 3.

78 kcal/mol C2H6O(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) D H0 = .326.) CaCO3(calc.20 kcal/mol Se o ácido ou a base for fraco a variação de entalpia será diferente do valor acima. ex.44.453 .94.88 .80 CaCO3(arag. respectivamente.24 .02 + 21.61 .) CaO(s) Ca(OH)2(s) H2O(g) H2O(l) H2O2(l) HCl(g) . provenientes de um ácido e uma base.45 .O) a combustão completa origina como produtos CO2(g) e H2O(l) (chama azul).57 + 7.66.H.49 .23 .288.288. Outros exemplos no quadro a seguir.: CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l) D H0 = .47 Algumas entalpias de formação podem ser medidas diretamente em bombas calorimétricas enquanto outros somente são possíveis através de determinações algébricas (cálculo).79 .90 . Para ácidos e bases fortes a reação que ocorre é sempre a mesma e a sua variação de entalpia é constante: H+(aq) + OH-(aq) £“ H2O(l) D H0 = .70 kcal/mol C6H12O6(s) + 6 O2(g) “ 6 CO2(g) + 6 H2O(l) D H0 = .19 .80 .32.24. Na combustão incompleta ainda ocorre a formação de fuligem.corresponde ao inverso da Entalpia de Formação.68.22.93 + 2.06 NH3(g) NO(g) NO2(g) N2O4(g) NaCl(s) Na2O(s) NaOH(g) O3(g) ¤ ¤ ¤ SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) SUBSTÂNCIA H0f (kcal/mol) .99.10 2) Entalpia de Decomposição: .14 .40 .26.101.corresponde ao calor envolvido na reação de formação de um mol de água a partir de um mol íons H+ com um mol de íons OH-.corresponde ao calor envolvido na reação de um mol de substância combustível com O2 puro.05 . devido à dissociação do ácido ou da base devido ao deslocamento do equilíbrio ocorrido na neutralização.37 .151.212.13.235.57.115.670.31 . .99 + 34. ambos em solução aquosa e diluída.20. 3) Entalpia de Combustão: .11. carbono (chama amarela).00 kcal/mol 4) Entalpia de Neutralização: . C(diamante) CO(g) CO2(g) C2H6(g) CCl4(g) CHCl3(l) C2H6O(l) CH3COOH(l) 0. Se o combustível for orgânico (C.41 .98.

453 80 17.735 150 17.608 25 17. a 250C e 1.DH (kcal/mol) 10 16.: H2(g) “ 2 H(g) O2(g) “ 2 O(g) D H = + 104.438 kcal/mol DH0 = + 10.corresponde ao calor envolvido na dissolução (por vezes acompanhada de dissociação) de um mol de determinado soluto em quantidade tal de solvente de modo que a adição do mesmo.5 kcal/mol de átomos .0 atm.0 mol (6.1 kcal/mol de átomos Oxigênio: + 59. n1(H2O) / n2(HCl) 0 .2 kcal/mol de moléculas D H = + 119.02. ex.071 kcal/mol A quebra de ligações sempre é endotérmica. após determinada quantidade limite. Hidrogênio: + 52.960 6) Entalpia de mudança de fase Corresponde ao calor envolvido na mudança de estado físico ou fase cristalina. Assim. supondo todas as substâncias no estado gasoso.1 kcal/mol de moléculas Por vezes utiliza-se a metade desse valor como sendo a Entalpia de Atomização por mol de átomos formados. DH0273 = + 1.514 kcal/mol DH0 = + 0. HCl(g) H2O HCl(aquoso) O quadro abaixo mostra a variação de calor envolvida em relação à quantidade de solvente (água) adicionado.1023) de determinada ligação. não envolva variação de energia.272 40 17.48 5) Entalpia de Dissolução . enquanto a formação de ligações é sempre exotérmica. H2O(s) “ H2O(l) H2O(l) “ H2O(g) C(grafite) “ C(damante) S(rômbico) “ S(monoclínico) 7) Entalpia ou Energia de Ligação: corresponde a quantidade de calor absorvida na quebra de 1.451 kcal/mol DH0 = + 0.

3. A Lei de Hess.9 LIGAÇÃO C-H C-O C=O O-H H-F H .6 104. 3. Determinação da Entalpia e Lei de Hess.Cl ENERGIA(kcal/mol) 98. permite prever a Entalpia mesmo daquelas reações de difícil execução experimental. mas somente do estado inicial (reagentes) e do estado final (produtos).5 178.2 119.49 A tabela abaixo mostra algumas ligações mais importantes e suas entalpias LIGAÇÃO C-C C=C CŸC H-H O=O Cl . Segundo Hess a Entalpia de uma reação não depende do modo (caminho) como a mesma é executada. também chamada Lei da Soma dos Calores de Reação.8 200. enquanto a energia é absorvida na quebra de ligações.0 110.0 103.6 135. Assim: Reagentes DH1 > 0 £“ Produtos DH2 < 0 D HRQ = DH1 + DH2 Exercicio: determinar a Entalpia de formação da água (gasosa) através das entalpias de ligação.5. b) por cálculos algébricos.Cl ENERGIA (kcal/mol) 83.8 85. nos reagentes. a energia é liberada nos produtos (formação de ligações). A Entalpia de uma reação pode ser obtida de dois modos diferentes: a) por medida calorimétrica experimental (aplicável a um pequeno número de reações). Genericamente: A + B DH4 DH1 L + M DH2 C + D DH3 E + F .2 146.1 57.1 Numa reação química. da tabela acima e comparar com o valor informado anteriormente. aplicando-se a Lei de Hess.

9 + 22.1 + 12.2 + 9.6. Willard Gibbs.1 3. Sua expressão analítica é: .DH(f)REAGENTES A Lei de Hess pode ser considerada como a Lei da Conservação da Energia aplicada às reações químicas.3.0 Substâncias CO2(g) Al2O3(s) CaO(s) CaCO3(s) H2O(l) H2O(g) Entropia Padrão + 51.8 + 9. de Entropia e a temperatura absoluta na qual ocorre o processo. propôs uma grandeza termodinâmica. Não há processo termodinâmico (físico ou químico) que ocorra sem variação de Entalpia e de Entropia.8. Entropia (DS) A Entalpia é a grandeza termodinâmica relacionada com o calor envolvido nas reações químicas. permite prever a espontaneidade ou não do referido processo. ainda: DHREAÇÃO = DH(f)PRODUTOS . Energia de Gibbs (DG0) J.7 + 45.3.9 + 53.: H2O(s) £“ H2O(l) CaCO3(s) £“ CaO(s) + CO2(g) DS > 0 DS > 0 3.6 + 6. 3.3 + 49. ex.50 Segundo a Lei de Hess: DH1 = DH2 + DH3 + DH4 ou. A Entropia é a grandeza termodinâmica relacionada com o Grau de Desordem Molecular dos sistemas. Entropia Padrão (DS0) A Entropia Padrão corresponde a variação de Entropia de uma substância pura desde o zero absoluto (Entropia nula) até a temperatura de 250C (298 K). em cal/mol.4 + 0. também denominada Energia Livre.2 + 16. que.K: Substâncias C(grafite) C (diamante) Al(s) Ca(s) Cl2(g) O2(g) Entropia Padrão + 1. combinando a variação de Entalpia. O quadro abaixo apresenta algumas Entropias Padrão.3.7.

para o C3H8 ? Respostas: 2. DU = . A partir disto pode-se concluir que: * se DG < 0 à processo espontâneo * se DG > 0 à processo não espontâneo ou induzido (forçado) * se DG = 0 à o sistema encontra-se em estado de equilíbrio œ Os assuntos Entropia.000 kcal.282o C. K.51 DG0 = DH0 . calcule a massa de glicose a ser ingerida. segundo a equação: C3H8(g) + 5 O2(g) “ 3 CO2(g) + 4 H2O(l) . A reação aumentou a temperatura para 27. a temperatura sobe 5.4 . no metabolismo.: .T DS0 (em condições padrão) Obs. Calcule o calor de combustão do etanol. Ex e r c íc i o s 1) Uma amostra de 0. aproximadamente.22 . A temperatura inicial do calorímetro era de 25o C e sua capacidade calorífica era 97 kJ/o C. em kJ/mol.: 1 kcal = 4.a maioria das reações espontâneas ocorre com aumento de desordem molecular (DS>0). Supondo que essa energia seja obtida unicamente pela queima de glicose. por dia. contendo 3. Entropia Padrão e Energia de Gibbs serão tratados com o devido aprofundamento na disciplina de Físico-Quìmica (Termodinâmica).52o C. a) Quantos joules foram liberados pela queima do propano ? b) Qual a variação de energia interna.100 mol de propano.18 J/mol. um dos constituintes do GLP. *** Obs. sabendo que o valor energético desse alimento é de 17 kJ/grama. 105 Joules . .2.5 kg de água. em kJ/mol.a maioria das reações espontâneas ocorre com liberação de Calor (DH<0).18 kJ . 2. Resposta: 1. foi colocada em uma bomba calorimétrica com excesso de O2 e inflamada.220 kJ/mol 2) Quando 3.2 gramas de etanol (C2H5OH) são queimados em uma bomba calorimétrica. A capacidade calorífica (ou constante calorimétrica) do calorímetro vale 2550 J/oC e o calor específico da água é 4. 3 .897 kJ/mol 3) Costuma-se considerar que a necessidade energética diária para uma pessoa de 50 kg seja de.

respectivamente. H2O e glicose valem. . para os seguintes combustíveis: a) Hidrogênio b) Etanol c) Metanol d) Glicose e) C (grafite) 5) De forma simplificada a reação de fotossíntese pode ser assim representada: 6 CO2(g) + 6 H2O(v)_ “ C6H12O6(s) + 6 O2(g) Sabendo que as entalpias de formação do CO2. quilograma ou tonelada).36. .52 4) Sabe-se que o Poder Calorífico de um combustível é a quantidade de energia (em calorias ou Joules) liberada por unidade de massa queimada (grama.85 kcal.0 kcal/mol. .58.0 . calcule o Poder Calorífico.540.1 e – 57.0 e – 242. segundo a equação: 4 C3H5(ONO2)3(l) “ 12 CO2(g) + 10 H2O(g) + 6 N2(g) + O2(g) As entalpias de formação da nitroglicerina. A partir das entalpias acima. formando ácido acético. respectivamente – 326. Resposta: . gás carbônico e vapor dágua valem.3 kcal/mol 8) A evaporação pela transpiração é um mecanismo pelo qual o corpo se desfaz do excesso de energia térmica e regula-se para manter uma temperatura constante. A partir desses dados calcule a entalpia da reação na decomposição de 0. 9) A entalpia de combustão do metano vale – 212. nas CNTP.58. Quantos quilojoules são removidos do corpo pela evaporação de 10. No azedamento do vinho.0 . A partir desses dados.94.1 mol de nitroglicerina. qual a entalpia da reação de fotossíntese ? Resposta: . qual o volume de metano.7 e – 209. respectivamente: . que deve ser queimado para converter 250 gramas de água a 20o C em vapor de água a 100o C ? .0 kcal/mol 6) A decomposição do explosivo nitroglicerina libera grande volume de gases e considerável quantidade de calor. o etanol presente oxida-se. Consultando tabelas de entalpias de combustão. 7) As entalpias de combustão do etanol e do ácido acético valem. Resposta: .8 kcal/mol. em presença de enzimas produzidas pelo micro-organismo Mycoderma Acceti. calcule a variação de entalpia envolvida na oxidação (fermentação) do etanol formando ácido acético.88 kcal/mol e o calor latente de vaporização da água é 540 cal/grama.94.117.4 kcal/mol.0 gramas de água ? Resposta: 24 kJ. em calorias/grama.

1 . 108 kcal por mol de Lítio. 11) Uma vela é feita de um material ao qual se pode atribuir a fórmula genérica C20H42. qual a massa de metano que deve ser queimada ? Resposta: 16 toneladas 13) Considere a reação termoquímica de combustão do etanol líquido: C2H5OH(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) DH = .782 g/ml.4 15) A combustão do metanol e do etanol podem ser representadas pelas seguintes equações: I – CH4O(l) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l) DH = .0 .0 kcal/mol II – C2H6O(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) DH = .330.l. pelas quantidades mencionadas. na forma de calor de combustão de carboidratos (como C6H12O6). A fusão nuclear a partir do lítio. verifique. Na combustão de um mesmo volume.671.0 kcal/mol Sabendo que a massa específica do etanol é 0. em geral expresso. pelo menos. Qual o calor liberado na combustão de 10. segundo a equação: CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(l).3 kJoule/mol ? Resposta: 0.0 gramas dessa vela.47 kJoule 12) A reação de combustão completa do metano libera 2. Para se ter a mesma quantidade de energia que é liberada na produção de 1. correspondente a : 73Li + 11H “ 2 42He libera uma quantidade de energia equivalente a 4. em condições padrão.0 mol de Hélio. aproximados. quantas vezes a contribuição do óleo diesel é maior do que o metano ? Resposta: 1.0 kJ/grama c) proteínas = 17.0 kJ/grama Consultando os dados indicados em alimentos industrializados que você consome. 102 kJ e 9. sabendo que na sua combustão a entalpia envolvida é correspondente a – 13. A combustão completa do gás natural e do óleo diesel liberam.0 kcal/mol Sabe-se que as densidades desses dois líquidos são praticamente iguais. pela produção de CO2 . se os valores estão corretos ou. 103 kJ por mol de hidrocarboneto.0 .0 kJ/grama b) gorduras = 38.0 . qual libertará mais calor ? Resposta: etanol . respectivamente. gorduras (lipídios) e proteínas. qual o volume de etanol líquido que deve ser queimado para obter 561 kcal ? Resposta: 100 mL 14) Tanto gás natural como óleo diesel são utilizados como combustíveis em transportes urbanos. correspondendo aos valores seguintes: a) carboidratos = 17. para igual energia liberada. Sabendo que esses dois combustíveis correspondem a CH4 e C14H30. A queima desses combustíveis contribui para o efeito estufa. 102 kcal por mol de CH4 queima. 9.327.53 10) O valor energético dos alimentos é.

1373 kJ/mol DHIII = .Dadas as equações termoquímicas.O calor liberado na combustão de um mol de carbono grafite é 94 kcal.393. por grama consumido.286 kJ/mol DHV = . E) diminuição de energia dos produtos em relação aos reagentes. 3 .54 *** Calores liberados: metanol = 20.Na reação de combustão do carvão vegetal utilizado no preparo de um churrasco. DHI = .5 kJ/mol o combustível que libera a maior quantidade de calor. C2H6O + 3 O2 “ 2 CO2 + 3 H2O III. pois um processo exotérmico. pois é um processo exotérmico.96 kJ/g. C + O2 “ CO2 4 .A reação cujo efeito térmico representa o calor de formação do ácido sulfúrico é: A) H2O(l) + SO3(g) “ H2SO4(l) B) H2(g) + SO2(g) + O2(g) “ H2SO4(l) C) H2O(l) + S(rômbico) + 3/2 O2(g) “ H2SO4(l) D) H2S(g) + 2 O2(g) “ H2SO4(l) E) H2(g) + S(rômbico) + 2 O2(g) “H2SO4(l) I.5110 kJ/mol DHIV = .84 kJ/g *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 . pois é um processo endotérmico. B) 30. D) transformação de energia térmica em energia química. C) 47. é A) 25. verifica-se A) absorção de calor. D) 188. C8H18 + 25/2 O2 “ 8 CO2 + 9 H2O IV.888 kJ/mol DHII = . O calor liberado na combustão total de 6 g de carbono grafite. E) 282. 2 . a 1 atm e 250 C. pois é um processo endotérmico. H2 + 1/2 O2 “ H2O V. pois é um processo exotérmico. CH4 + 2 O2 “ CO2 + 2 H2O II. é A) CH4 B) C2H6O C) C8H18 D) H2 E) C . C) variação de entalpia positiva. etanol = 28. B) liberação de calor. em kcal.

H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(g) DH = .8 . em kcal.714.55 5 .Considere as seguintes transformações: I. III.4 .0 kcal 6 .0 g/mL.0 E) 3.3 D) 3. 106 J. E) absorve 1. Ao produzir 0.Os processos de formação da água no estado líquido e no estado de vapor. 106 J. a planta A) libera 2. B) libera 1. 106 J.211.3 C) 1.A reação de fotossíntese e a de combustão da glicose estão representadas nas seguintes equações: 6 CO2(g) + 6 H2O(l) “ C6H12O6(s) + 6 O2(g) C6H12O6(s) + 6 O2(g) “ 6 CO2(g) + 6 H2O(l) A energia envolvida na combustão de um mol de glicose é de 2. pode-se afirmar que a quantidade de calor.4 kcal D H = .94. podem ser representados.390 kcal D H = + 68 kcal D H = . C) absorve 2. IV. D) absorve 2. respectivamente.709. V. a 250 C e 1.8 .4 .3 kcal/mol DH = . l06 J.1 mol de glicose. necessária para ferver 1.8 .68. 2 CO2(g) “ 2 CO(g) + O2(g) HgO(s) “ Hg(l) + ½ O2(g) C2H5OH(l) + 3 O2(g) “ 2 CO2(g) + 3 H2O(l) H2O(l) “ H2O(s) Pb(s) “ Pb(l) Representa uma reação química exotérmica a alternativa A) I B) II C) III D) IV E) V . 105 J. 8 .57.0 litro de água líquida é A) 105. II.0 7 . H2(g) + ½ O2(g) “ H2O(l) II.0 B) 583.44. por I.8 .A alternativa que representa uma reação que libera a maior quantidade de calor por mol de produto formado é A) 4 Fe + 3 O2 “ 2 Fe2O3 B) 3 O2 “ 2 O3 C) H2 + Cl2 “ 2 HCl D) H2 + I2 “ 2 HI E) C + O2 “ CO2 D H = .0 atm. 105 J.2 kcal D H = + 12.8 kcal/mol Considerando-se que a densidade da água é 1.

Com relação a essa transformação. Ocorre com absorção de energia.O gás natural começa a chegar no Rio Grande do Sul. C) A dissolução do NH4Cl ocorre com absorção de calor e a do NaOH com liberação. O gaseoduto de Transporte Bolívia-Brasil está em fase de implantação e transportará o gás natural diretamente de Santa Cruz de La Sierra até o solo gaúcho.0 kJ de calor liberado. D) As duas soluções apresentam entalpia dos reagentes maior do que a dos produtos.5 kJ de calor liberado.7 kJ de calor liberado. na razão de 2. A) 88 B) 441 C) 1600 D) 1764 E) 3510 12 . observa-se um abaixamento de temperatura do sistema.8 g de ferro é. aproximadamente. B) A entalpia de dissolução do NH4Cl é menor que zero e a do NaOH é maior do que zero.T.5 kJ de calor absorvido. As diferenças nesses processos podem ser explicadas considerando que A) NH4Cl sofre dissolução exotérmica e o NaOH endotérmica.N. B) 491. A combustão do metano. 11 . a energia luminosa do sol força a formação de glicose a partir do dióxido de carbono e água. aproximadamente. E) 983.P. é representada pela seguinte equação não balanceada CH4(g) + O2(g “ CO2(g) + H2O(l) DH = . 10 . após 5 minutos.Durante o processo da fotossíntese realizada por plantas verdes. em kJ. portanto trata-se de um processo endotérmico.Dissolvendo-se NH4Cl em água. principal componente do gás natural. igual a A) 491. C) 245.882 kJ A energia. II. D) 245. afirma-se que I. E) NaOH é uma base e o NH4Cl é um sal. Há formação de um glicídio e um gás combustível. por uma chama que queima metano completamente.24 L/min nas C. é. III. ocorre um aumento de temperatura do sistema. Ocorre transformação de energia luminosa e calorífica em energia química. fornecida. Por outro lado dissolvendo-se NaOH em água.7 kJ de calor absorvido. .A transformação de 1 mol de hematita em ferro metálico é representada pela seguinte equação não balanceada: 1 Fe2O3(s) + ___C(s) “ ___Fe(s) + ___CO(g) DH = + 491 kJ A quantidade de calor envolvida na obtenção de 55.56 9 .

E) Igual a 203.Quando os óxidos Fe3O4 e Fe2O3 são reduzidos pelo alumínio conforme as equações abaixo I.5 B) + 12.1 kcal II. Um composto com fórmula C4H8 apresenta três isômeros cujas entalpias de combustão estão indicadas na tabela abaixo: Nome do composto isômero Entalpia de combustão (kJ/mol) 1 – buteno . mas diferentes arranjos dos átomos. Fe2O3 + 2 Al “ Al2O3 + 2 Fe DH = . B) maior na reação II.57 IV. D) Igual a 9 x 800. A equação que representa essa transformação é C6H12O6 + 6 O2 “ 6 CO2 + 6 H2O + Q A alternativa que contém as afirmativas corretas é A) III e IV B) II e IV C) II e III D) I e III E) I e II 13 .7 Cis-2-buteno .203.3 14 .800.Isômeros são moléculas que tem a mesma fórmula molecular.Os valores de energia de ligação entre alguns átomos são fornecidos no quadro abaixo.5 kcal A quantidade de calor liberada por mol de ferro formado é A) maior na reação I. C) Igual nas duas reações. 15 .2 D) – 5.2687.5 C) – 9.2 A transformação do isômero cis-2-buteno para a trans-2-buteno apresenta uma variação de entalpia em kJ/mol de aproximadamente A) + 20. LIGAÇÃO C–H O=O C=O O–H ENERGIA DE LIGAÇÃO (kJ/mol) 413 494 804 463 Considerando a reação representada por .1 na reação I.5 na reação II.2696.5 Trans-2-buteno . 3 Fe3O4 + 8 Al “ 4 Al2O3 + 9 Fe DH = .4 E) – 3.2684.

III e IV. pois a reação ocorre a 1. A variação de entalpia da reação de formação do carbeto de tungstênio a partir dos elementos Cgrafite e W (s) é difícil de ser medida diretamente. III. D) Apenas I.Abaixo é apresentado um quadro com algumas Energias de Ligação no estado gasoso: Ligação H–H Cl – Cl O=O NŸN H – Cl H – Br H–I Energia (kJ/mol) 470.393.9 298. A molécula de HCl deve ser mais estável do que as moléculas dos demais ácidos halogenídricos. B) Apenas I e III. 17 . II. HBr e HI. a molécula de Cl2 pode ser considerada a menos estável. é A) – 820 B) – 360 C) + 106 D) + 360 E) + 820 16 . É necessário mais energia para decompor a molécula de oxigênio do que para decompor a molécula de nitrogênio.4000 C. C) Apenas II e III. WC(s): 2 W(s) + 3 O2(g) “ 2 WO3(s) DH = . W (s) e do carbeto de tungstênio. é utilizada na fabricação de várias ferramentas. IV.2 940.58 CH4(g) + 2 O2(g) “ CO2(g) + 2 H2O(v) o valor aproximado de DH. A reação representada por H2(g) + Cl2(g) “ 2 HCl(g) deve ser endotérmica. O2 e Cl2.6 São feitas as seguintes afirmações I.680.6 kJ Cgrafite + O2(g) “ CO2(g) DH = .5 365. III e IV. Quais são corretas ? A) Apenas I e II. é uma substância muito dura e. Entre as moléculas gasosas H2.7 242. E) Apenas II. em kJ.5 kJ .8 431.5 489. No entanto pode-se medir com facilidade os calores de combustão dos elementos Cgrafite . por essa razão.1.O carbeto de tungstênio WC. ou seja.

0 kJ + 317. 44. de aproximadamente.O gás natural veicular (GNV) é um combustível alternativo.0 – 1. 12. 14. A) B) C) D) E) – 324. Sabe-se que 1 mol de metano libera cerca de 890 kJ.700.878. então calcular o valor da entalpia da reação abaixo e concluir se a mesma é endotérmica ou exotérmica: W(s) + Cgrafite “ WC(s) DH = ? A qual alternativa corresponde o valor de DH e o tipo de reação ? (A) (B) (C) (D) (E) DHreação .0 – 607.2. menos poluente. Esse valor é.38. é possível obter o valor de DH da equação acima.000.317. em kJ.214.346. no motor de um automóvel movido por GNV é.0 – 1.500. onde o metano (CH4) é o componente predominante.240. 712.391.890.0 . 2 CH4(g) + 3 O2(g) “ “ “ 2 CO(g) + 4 H2O(l) DH = .O metano.566.800. A) B) C) D) E) 2.0 kJ Considerando as seguintes equações termoquímicas CH4(g) + 2 O2(g) 2 CO(g) + O2(g) CO2(g) + 2 H2O(l) 2 CO2(g) Dadas essas equações termoquímicas. em kJ. em uma combustão completa.0 kJ + 38. 19 . de menor custo por quilômetro. principal componente do gás natural.3 kJ . na combustão total de 800 g de metano.59 2 WC(s) + 5 O2(g) “ 2 CO2(g) + 2 WO3(s) DH = .5 Classificação da reação Exotérmica Exotérmica Exotérmica Endotérmica Endotérmica 18 . A energia liberada.5 kJ .6 kJ Pode-se. pode sofrer combustão incompleta segundo a equação abaixo.0 – 2.456.0 kJ DH = .

Assinale a alternativa que contém apenas fenômenos exotérmicos ou apenas fenônemos endotérmicos.60 20 . E) queima de carvão – formação de geada – derretimento de gelo. B) sacagem de roupas – formação de nuvens – queima do carvão. C) combustão em motores de automóveis – formação de geada – evaporação de lagos. . D) evaporação de água nos lagos – secagem de roupas – explosão de fogos de artifício.Em nosso cotidiano ocorrem processos que podem ser endotérmicos (absorvem energia) ou exotérmicos (liberam energia). A) explosão de fogos de artifício – combustão em motores de automóveis – formação de geada.

O mecanismo segundo o qual uma reação em etapas ocorre é estabelecido a partir de complexa pesquisa não sendo um de nossos propósitos para estudo. CI N ÉT I CA E EQU I L Í B RI OS 4 .: formação de HI H2(g) + I2(g) “ 2 HI(g) b) reações complexas: são aquelas que ocorrem em várias etapas. Ci n é t i c a Qu ím i c a (Qu ím i c o e I ô n i c o ) A Cinética Química tem por objetivo a determinação da velocidade (média e instantânea) com que as reações químicas ocorrem.. (quase instantâneas) b) lentas: fermentações. I) Quanto à velocidade a) rápidas: combustão. podem ser classificadas segundo dois critérios distintos. Ex... decorrentes de colisões entre moléculas dos reagentes com os produtos dando origem diretamente aos produtos. As reações químicas..1 .61 4 .. bem como os fatores que nela influem. sob o ponto de vista cinético.: formação do NO2 2 NO(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) 1a etapa (rápida) : 2 NO(g) “ N2O2(g) 2a etapa (lenta) : N2O2(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) reação global : 2 NO(g) + O2(g) “ 2 NO2(g) *** A condição de ser reação elementar ou complexa deverá ser informada no enunciado da questão ou pergunta. formação de ferrugem. II) Quanto ao mecanismo a) reações elementares: são aquelas que ocorrem numa só etapa. neutralizações.. . Ex. segundo um mecanismo.

. O diagrama abaixo mostra como variam as concentrações dos reagentes e dos produtos a medida que a reação progride. para uma reação genérica: A + B “ L + M As velocidades médias em relação aos reagentes e produtos serão calculadas pelas expressões: . Esta quantidade pode ser expressa em massa. em determinado intervalo de tempo. Assim. volume. para que não resulte um valor negativo para a velocidade média. a velocidade média pode ser calculada em relação à qualquer componente (R ou P) da reação. vm = D m/Dt ou Dn/Dt ou D[X]/Dt Ä concentração molar Sendo conhecida a equação estequiométrica ajustada. mols [produtos] [reagentes] tempo Observe que: Dn(reagentes) < 0 “ diminui com o passar do tempo Dn(produtos) > 0 “ aumenta com o passar do tempo No entanto. em relação aos reagentes a razão Dn/ Dt deverá ser multiplicada por – 1.. quando calculamos a velocidade média da reação. a velocidade de uma reação sempre deverá ter um valor positivo.. número de mols. concentração..62 œ Velocidade média de reação (vm) A velocidade média (vm) pode ser calculada pela variação de quantidade de reagente consumido ou produto formado. Portanto.

Wilhelmy.63 vm Dn Dn Dn A =. segundo a equação: CaCO3(s) “ CaO(s) + CO2(g) m (gramas) tempo (s) 4.10 60 3. H.B = L = M =Dt Dt Dt Dt Dn Exemplo: O quadro a seguir mostra a variação de massa sofrida pelo carbonato de cálcio ao se decompor em óxido de cálcio e gás carbônico. entre os quais Berthelot e St. no intervalo entre 20 e 80 segundos. Para uma reação genérica do tipo: aA + bB “ lL + mM a Lei da Ação das Massas é expressa pela relação: .00 80 2. Gilles.95 100 a) Calcule a velocidade média (em gramas/segundo).30 40 3..60 20 3. Arrhenius. proposta por Gulberg e Waage (1876).. compilaram dados e resultados experimentais de outros físico-químicos da época. S. que além de conclusões sobre seus próprios experimentos. b) Calcule a velocidade média (em mols/minuto) no intervalo entre 0 e 60 segundos.. expressa pela LEI DA AÇÃO DAS MASSAS ATIVAS .00 0 3. c) A velocidade média dessa reação é constante ? Porque ? Respostas: œ Velocidade instantânea de reação (vi ou v) A velocidade instantânea (vi ou v) é obtida num determinado instante da reação e calculada através de uma “lei cinética ou equação de velocidade”.

. ocorrer em várias etapas é necessário que se conheça o seu mecanismo etapa por etapa. 4 HBr + O2 “ 2 H2O + 2 Br2 Após inúmeras pesquisas experimentais. * a e b são as “ordens de reação” as quais. Quando uma reação for complexa.64 v = k [A]a[B]b na qual: * [A] e [B] representam as concentrações molares. A medida que os recursos técnicos da Química Analítica avançam é possível analisar mais detalhadamente as reações químicas determinando os reais mecanismos segundo os quais as mesmas ocorrem. bem como as velocidades de cada etapa. varia com a temperatura e é calculada pelos dados cinéticos. Quando a reação ocorre em várias etapas. tal como a formação do HBrO2 a partir do HBr e O2. O mecanismo segundo o qual uma reação ocorre é algo resultante de constante pesquisa experimental. já se sabe qual é o seu mecanismo. constituindo-se num dos aspectos mais complexos no estudo cinético de uma reação. Algumas reações já foram suficientemente estudadas e analisadas e. como já foi dito. isto é.. também são obtidas a partir dos dados cinéticos da RQ. atualmente já foram elucidados os mecanismos de várias reações complexas. Estes aspectos. demandam incansáveis pesquisas experimentais sobre a cinética das reações. . * k = constante cinética. b = b . atualmente. a qual é característica de cada reação. os químicos sugeriram o seguinte mecanismo para a reação: . Assim como para as reações elementares. segundo um mecanismo (complexas) as ordens serão iguais aos coeficientes da etapa mais lenta (etapa limitante da velocidade). Quando a reação ocorre numa só etapa (elementares) as ordens coincidem com os coeficientes estequiométricos: a = a ..

A figura a seguir mostra as diferentes formas de colisão que podem ocorrer entre as moléculas.65 1a etapa: HBr + O2 “ HBrO2 2a etapa: HBrO2 + HBr “ 2 HBrO 3a etapa: 2 HBrO + 2 HBr “ 2 H2O + 2 Br2 4 HBr + O2 “ 2 H2O + 2 Br2 lenta rápida rápida Portanto a equação de velocidade será dada pela etapa mais lenta (1a) e. . Este modo mais favorável como as moléculas devem colidir entre sí para formar os produtos denominamos de fator espacial ou fator estérico e a configuração de colisão mais adequada denominamos geometria de colisão. para a reação entre HBr e O2. e a lei de velocidade ou equação cinética ficará: V = k [ HBr ]1 [ O2 ]1 Um possível mecanismo para essa etapa mais lenta pode ser o seguinte: Por outro lado o modo como as moléculas colidem entre sí para favorecer a formação dos produtos também é um fator importante. portanto as ordens cinéticas (a e b) serão 1 e 1.

habitualmente..66 Estas características (reação complexa.. etapa mais lenta....). nos enunciados das questões. Para que ocorra uma reação entre duas ou mais substâncias é necessário que as moléculas colidam entre sí de modo que haja rompimento das ligações nos reagentes e formação de novas ligações constituindo os produtos As colisões entre as moléculas dos reagentes podem ser de dois tipos: . são aquelas onde os coeficientes assumem valores mais elevados (3. As reações complexas. mecanismo. em geral.) são indicados. œ Por que ocorrem as reações químicas ? 1) Colisões entre as moléculas dos reagentes..4.

As colisões não. por exemplo. portanto. não há formação de produtos. pois. b) Colisões efetivas ou eficazes: são aquelas em que há quebra de ligações e formação de novas ligações originando os produtos. um obstáculo à formação dos produtos. mais lenta será a reação ! O gráfico a seguir mostra o caminho da reação de formação do HI relacionando-o com as variações de energia .67 a) Colisões não-efetivas ou não eficazes: são aquelas em que não há quebra de ligações e. Considere-se. a formação de HI a partir de H2 e I2 (reação elementar – uma só etapa): 2) Energia mínima para reagir (Energia de Ativação) Além de colisões intermoleculares em orientação favorável (geometria de colisão) as moléculas participantes devem apresentar uma quantidade de energia cinética mínima que proporcione efetivamente as rupturas das ligações entre as moléculas reagentes e formação de novas ligações. Portanto. A energia de ativação representa.efetivas ocorrem entre moléculas da mesma espécie ou de espécies diferentes sem energia suficiente para a quebra das ligações. Quanto maior a Eativação. seja para reações exotérmicas ou endotérmicas é necessário um incremento de energia para iniciá-las.

3. Definitivamente os produtos estão formados. 5. No ponto de mais elevada energia do sistema forma-se o complexo ativado. 2. As ligações entre os produtos consolidam-se. 4. As representações gráficas da Energia de Ativação tanto para reações exotérmicas como endotérmicas são as seguintes: . A energia do sistema aumentou mas não em proporção suficiente para uma colisão efetiva. As moléculas colidem sem energia suficiente para a reação.68 1.

b = b . b . para uma reação genérica: aA + bB “ lL + mM v = k [A]a. aumenta a freqüência de colisões entre as moléculas e aumenta e energia envolvida no impacto entre as mesmas..2 . . A expressão para o cálculo da velocidade é conhecida com lei de velocidade..um aumento de temperatura. quando desejamos queimar lenha...[B]b. lei cinética ou lei da ação das massas. se a reação for complexa a . c) temperatura: as variações de temperatura indicam variação no grau de agitação molecular. Um maior número de moléculas alcança a energia mínima para a ocorrência da reação (Energia de Ativação). Por exemplo. já estudada anteriormente. . Fe(prego) + H2SO4(aquoso) “ FeSO4(aquopso) + H2(g) (v1) Fe(limalha) + H2SO4(aquoso) “ FeSO4(aquopso) + H2(g) (v2) V1 < V2 b) Concentração dos reagentes A velocidade das reações é diretamente proporcional à concentração dos reagentes. Uma peça de palha de aço (Bombril) oxida mais facilmente do que uma chapa do mesmo metal e igual massa. numa fogueira.. Fa t o r e s q u e i n f l u e m n a V e l o c i d a d e d a s Re a ç õ e s a) Área de contato entre os reagentes Esse fator tem sentido quando um dos reagentes for sólido. são obtidos pela mecanismo da reação.69 4 . Assim: .. favorecendo a quebra de ligações entre os reagentes e a formação de novas ligações (produtos). œ œ se a reação for elementar: a = a . iniciamos o fogo com lenha fina ou gravetos. o qual deverá ser indicado necessariamente. . Relembrando.

formando SO3. para a melhor conservação dos alimentos os mesmos devem ser guardados em refrigeradores e freezers. na atmosfera. Em presença de NO2 e velocidade aumenta consideravelmente. Os catalisadores. O diagrama a seguir mostra que a presença do catalisador diminui a barreira energética (Energia de Ativação). pois uma mesma partícula catalítica atua em diversos processos unitários. e) catalisadores: são substâncias que encontram “caminhos alternativos” para a reação. aumentam a velocidade das reações porque diminuem a Energia de Ativação. Por outro lado os catalisadores não iniciam reações mas interferem na velocidade de reações que já ocorrem sem a sua presença. Por exemplo.70 Por exemplo. Um provável mecanismo para essa reação seria: SO2 + NO2 “ SO3 + NO E1 (consumo do catalisador) NO + ½ O2 “ NO2 E2 (regeneração do catalisador) Reação global: SO2 + ½ O2 “ SO3 E = 110 KJ/mol O catalisador participa em determinadas etapas da reação sendo regenerado nas posteriores. tem velocidade quase nula e uma Eativação de 240 KJ/mol. Por este motivo diz-se que o catalisador não se altera qualitativa e quantitavamente e por esta razão pode ser usado em pequenas quantidades. justificando o aumento na velocidade da reação. sem participar da sua estequiometria. diminuindo a velocidade das reações que causam as decomposições dos mesmos (em geral processos fermentativos). . envolvendo menor energia (diminuem a Energia de Ativação) e sem serem consumidos no processo. a reação do SO2 com O2. diminuindo a Eativação para cerca de 110 KJ/mol. portanto. d) Radiações e descargas elétricas: atuam como fatores energéticos (Energia de Ativação).

Um importante exemplo de catálise heterogênea ocorre nos dispositivos antipoluição instalados nos sistema de descarga dos automóveis. conhecidos como conversores catalíticos.. SO2. diminuindo a poluição atmosférica. 2 SO2(g) + 1/2 O2(g) NO2)g) 2 SO3(g) b) catálise heterogênea: reagentes e catalisador formam um sistema heterogêneo.. Platina. a catálise é subdividida em dois tipos: a) catálise homogênea: reagentes e catalisador formam um sistema monofásico.: na formação da amônia a presença de Arsênio (As) inibe a ação do catalisador (Fe) tornando a sua eficiência muito reduzida. H2S..) as quais passam através de uma “colméia” cerâmica que contém as substâncias catalíticas (Ródio. Nesse caso o Arsênio é chamada de inibidor ou veneno de catálise. . N2.. N2(g) + 3 H2(g) Fe(s) 2 NH3(g) Obs. NO. Paládio ou Irídio) que convertem esses gases em substâncias não poluentes ou menos poluentes (CO2.).71 Em função do estado físico de reagentes. produtos e catalisador. Os gases oriundos da câmara de combustão dos automóveis contém substâncias poluentes (CO.

Ex e r c íc i o s 1) Na reação: 2 X(g) “ Z(g) .1 mol/L .010 Respostas: 0.50 para 0.s b) 4.10 mol/L em 45 minutos.min 2) Para a reação 4 HBr(g) + O2(g) “ 2 Br2(g) + 2 H2O(g) a equação de velocidade é mais freqüentemente escrita em função do componente de coeficiente unitário. 7) Para uma reação envolvendo um só reagente. Qual a velocidade média de consumo do H2 ? Resposta: 8. qual a expressão da lei de velocidade ? Resposta: v = k [A]2 6) A velocidade da reação de 2a ordem : 2 A “ produtos vale 10. Escreva equações equivalentes a esta em função de todos os componentes. 1.800 k (L/mol.0 mols/L.3 .s.min.0 0. 3) Complete a seguinte tabela para a reação 2 A(g) + Z(g) “ produtos.017 L/mol.0 mols/minuto 5) Experimentalmente observou-se que a velocidade de formação da substância C.018 0. os seguintes dados cinéticos da mesma foram obtidos: . quando a concentração de A é de 2. através da reação 2 A + B “ C é independente da concentração de B e quadruplica quando a concentração de A é duplicada. qual a velocidade ? Resposta: 2.4 .s) 4.5 mols/L.54 mol/L.min.72 4 . 0.s 4) Em determinado experimento.32 ----V (mol/L. 10-4 mol/L.s .D[O2] / D t. 10-3 mol/l.750 [Z] (mol/L) 0. b) aumento na concentração de Z em mol/l.0 mols/L. isto é.0 molsde oxigênio por minuto. velocidade = .450 ----0. Respostas: a) 1. a concentração de X cai de 0. Representando por k a constante de velocidade.053 0.s) ----0.min. Calcule a velocidade média em termos de a) diminuição na concentração de X em mol/L. a reação de formação de água ocorre com o consumo de 4.300 0.5 . Se a concentração baixar para a metade do valor inicial. que é de primeira ordem em relação aos dois reagentes: [A] (mol/L) 0.

0 hora. b) Pelo gráfico determine k.5 .190 t (min) 4 8 16 [EtCl] (mol/L) 0.100 0. [Cl2] (mol/L) 0. é de 2.050 0.050 0.0 .s) 1.080 0.175 0.050 0.s 9) Os seguintes dados referem-se à decomposição do cloreto de etila.020 0. Obs. v = k [NO]2[Cl2]1 .197 0.021 0.40 mol/L ? Respostas: 2 e 1 .s .153 - a) Através de um gráfico (10 x 10). na temperatura de 450 K: t (min) 0 1 2 3 [EtCl] (mol/L) 0. No entanto se houver um ferimento. 10-3 9.0 L2/mol2.090 0. demonstre que essa reação é de primeira ordem. em fase gasosa.020 0.193 0. Pesquise a respeito da substância presente no sangue que produz esse efeito.187 0.26 mol/L.73 V (mol/L. 10) A constante de velocidade de primeira ordem para a decomposição do C2H5Cl. em presença de sangue a água oxigenada se decompõe com relativa velocidade.: consulte um professor que atue na área de Bioquímica.20 e 0.070 Qual a ordem para essa reação ? Resposta: zero 8) Os dados abaixo referem-se à reação de NO com Cl2 para formar NOCl.200 0. Partindo de uma concentração de 0. 10-3 min-1. 10-3 3.200 mol/L calcule: a) a concentração do C2H5Cl após 1.0 .0 . . Qual a velocidade quando as concentrações de Cl2e NO valem. na temperatura de 720 K. l0-3 Qual a ordem em relação ao NO ? E ao Cl2 ? Escreva a equação de velocidade. Calcule a constante cinética.050 a) b) c) d) [NO] (mol/L) 0.150 Velocidade (mol/L. aparentemente nada se observa.150 0. 0. respectivamente 0. b) o tempo decorrido para que a concentração se reduza pela metade. 11) Quando se adiciona peróxido de hidrogênio (água oxigenada) sobre a pele.019 0. 8.min) [reagente] 0. em papel milimetrado.

b) Diminuição do tamanho de um recipiente para uma reação em fase gasosa. 19) A adição de um catalisador influi na variação de entalpia de uma reação ? Porque ? 20) Pesquise a respeito da importância da catálise Ziegler-Natta na produção de polímeros como o polietileno. 22) Afim de adoçar mais rapidamente uma xícara de chá devemos utilizar açúcar comum ou açúcar cristal ? Explique. sem a utilização de catalisador. Obs: nossa Faculdade tem em seu corpo docente especialistas na área. b) A duplicação da concentração de um reagente nem sempre duplica a velocidade da reação. Explique porque essa afirmativa é verdadeira. 15) Pesquise a respeito do que são enzimas e qual o seu papel em relação à velocidade das reações. 14) Com suas próprias palavras. Obs. 18) Localize no diagrama do exercício anterior o “complexo ativado” da reação. Justifique cada uma das alterações propostas. Usando apenas água e vinagre. Represente um diagrama dessas energias. indicando na ordenada energia e na abcissa tempo de reação. c) Adição de um catalisador. . No dia seguinte a mancha havia clareado suavemente. Pela adição de um catalisador essa energia de ativação reduziu-se para 45 kJ/mol. 16) Pesquise a respeito da constituição (composição) e das principais reações que ocorrem nos catalisadores dos automóveis. explique por quê a) uma diminuição na temperatura diminui a velocidade de uma reação. 17) Uma reação apresenta uma variação de entalpia de – 85 kJ/mol e uma energia de ativação de 70 kJ/mol. sugira duas alterações no procedimento. Consulte-os !! 21) Para remover uma mancha de um prato de porcelana faz-se o seguinte: cobriu-se a mancha com meio copo de água fria.: consulte um professor que atue na área de Biotecnologia. adicionaram-se algumas gotas de vinagre e deixou-se por uma noite. de um modo geral.74 12) Como cada um dos seguintes itens afetam a velocidade de uma reação ? a) A passagem do tempo. de tal modo que a remoção da mancha possa ocorrer em menor tempo. 13) Usualmente diz-se que a adição de uma pequena quantidade de um catalisador produz significativos efeitos na velocidade de uma reação. c) Um catalisador altera a constante de velocidade.

a velocidade de reação fica multiplicada por um fator igual a A) 0 B) 1 C) 2 D) 4 E) 8 5 . porque é benéfico mastigar bem os alimentos ? 24) A pólvora negra é uma mistura de três sólidos: carvão. 2 A + B “ produtos apresenta uma lei de velocidade expressa por v = k [A]2 Se a concentração do reagente A for mantida constante e a de B for duplicada.Como maneiras eficientes de aumentar a velocidade de uma reação química.A reação: . E) a presença de um catalisador. *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 -Se a velocidade de uma reação química é dada pela expressão v = k [A]n diz-se que a reação é de ordem A) A B) 1 C) k D) v E) n 2 .aumento da temperatura do sistema. O fator que determina essa diferença é A) a concentração. B) o volume do sistema. C) a ordem da reação.A combustão da gasolina é uma reação exotérmica que ocorre com uma velocidade elevada em motores a explosão. B) a reação de combustão da gasolina é lenta a temperatura ambiente. D) a combustão só ocorre em presença de oxigênio atômico. Explique tais recomendações. E) é necessário vencer a barreira representada pela energia de ativação. através da alteração de fatores energéticos. porque A) a gasolina só queima a temperaturas elevadas. Porque.75 23) Na digestão de alimentos ocorre uma série de reações químicas. na pólvora. 4 . C) a faísca age como oxidante enérgico. A reação é iniciada por uma faísca proveniente da vela de ignição. Explique. salitre (KNO3) e enxofre. levando em conta a velocidade das reações químicas. são apresentados os seguintes: I . D) a superficie de contato. 3 . esses sólidos se apresentam sob forma pulverizada (pó) e não apenas colocados em pedaços ? 25) Frascos contendo água oxigenada devem ser guardados em frascos escuros e em locais de baixa temperatura.O processo de oxidação numa esponja de aço é muito mais rápido do que numa lâmina do mesmo material.

E) promotor.Para alguns cientistas.[A]4.aumento da concentração dos reagentes.adição de um catalisador.[B] B) k. o cloro atômico proveniente de certas substâncias.[A]. acelera a destruição da camada de ozônio da atmosfera de acordo com o seguinte mecanismo: Cl(g) + O3(g) “ ClO(g) + O2(g) ClO(g) + O(g) “ Cl(g) + O2(g) Por isso. em função da concentração do reagente A.[B] C) k. o cloro atômico age como A) ativador. E) I. 2 A(g) + B(g) “ C(g) verifica-se experimentalmente que a velocidade de formação de C independe da concentração de B e é quadruplicada quando dobra a concentração de A.[B] 8 .[A]4 E) k. III . entre as quais as empregadas como propelentes em aerossóis. II. D) apenas I e IV. 7 . Quais são corretas ? A) apenas I e II. A expressão matemática da lei de velocidade para esta reação é A) k. B) apenas II e IV. III e IV. C) apenas I e III. C) catalisador.[A]2 D) k. IV .diminuição do volume do sistema.76 II . D) veneno de catálise. 6 .[A]2. B) inibidor.Para a reação .O estudo cinético para a reação A “ B está representado no gráfico da velocidade de reação (v).

obtendo-se os seguintes valores de conversão em função do tempo: Tempo (min) mols de A 9 .00 . 102 E) 1.2-dicloroeteno B cis-1. diminuindo a velocidade da reação.0 mol de 1. D) muda o mecanismo da reação.00 .00 . 10-2 C) 9.A isomerização de 1. E) torna a reação mais endotérmica. 10-3 B) 1. Em locais onde se trabalha com o gás hidrogênio é rigorosamente proibido fumar ou produzir fagulhas ou fogo.[A] C) v = k D) v = k / [A] E) v = k / [A]2 H2 + 1/2 O2 “ H2O é espontânea e pode ocorrer de maneira explosiva.[A]2 B) v = k.25 .90 20 0.81 30 0.2-dicloroeteno foi realizada em um frasco fechado. que ocorre mais rapidamente. B) consome rapidamente a energia liberada na reação.2-dicloroeteno Nos primeiros 10 minutos de reação a velocidade média de isomerização em mol/min é A) 8.00 .00 10 0.A reação 0 1. 10-2 D) 1.73 A trans-1. C) fornece a energia de ativação necessária para que a reação ocorra. pois a chama A) consome o hidrogênio.77 v A A partir desse gráfico pode-se dizer que a lei de velocidade para esta reação é A) v = k. 102 . aumentando a sua velocidade. nas condições ambientes. 10 .

O gráfico a seguir representa a variação de concentração de um radioisótopo com o tempo concentração 8. B) fica reduzida à metade. . E) diminui a energia de ativação e mantém o DH constante. .Uma reação é de primeira ordem em relação ao reagente A e de primeira ordem em relação ao reagente B. . na qual todos os componentes encontram-se em mesma fase: A + B “ C + D tem-se o seguinte diagrama H A+B C+D caminho da reação O uso do catalisador adequado A) diminui a energia de ativação e aumenta o DH da reação. 2. 0. a velocidade da reação A) duplica.78 11 . 4. 6. . 7. . D) fica oito vezes maior E) fica quatro vezes menor. . . . D) aumenta a energia de ativação e mantém o DH constante. 5. 1. 13 . 12 . 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 tempo(min) . . . C) quadruplica. C) aumenta a energia de ativação e aumenta o DH da reação. 3. B) diminui a energia de ativação e diminui o DH da reação. sendo representada pela equação: 2 A(g) + B(g) “ 2 C(g) + D(g) Mantendo-se a temperatura e a massa constantes e reduzindo-se à metade os volumes de A(g) e B(g).Considere a seguinte reação genérica.

[O3] Se a concentração de NO2 (g) for duplicada. 10. . 30. . 20. 2NO2(g) + O3(g) “ N2O5(g) + O2(g) Essa reação apresenta uma lei de velocidade expressa por: v = k [NO2]. D) permanece constante E) triplica . caminho da reação A partir das informações contidas na gráfico. D) 25 kcal/mol. a velocidade da reação A) quadruplica. 15 . B) 15 kcal/mol.79 A observação do gráfico permite afirmar que a meia-vida do radioisótopo é igual a A) 1 min B) 2 min C) 4 min D) 5 min E) 10 min 14 . . 25.O gráfico a seguir refere-se a uma reação genérica A + B “R + S energia (kcal/mol) 40. . E) 40 kcal/mol. mantendo-se constantes todos os outros fatores. . C) duplica. é possível afirmar que a reação em questão possui uma energia de ativação de Arrhenius de aproximadamente A) 5 kcal/mol. . Uma das reações que pode ocorrer no ar poluído é a reação do dióxido de nitrogênio com o ozônio. B) reduz-se à metade. . 35. C) 20 kcal/mol.A poluição é uma das causas da destruição da camada de ozônio. 05. . . representada abaixo. . . . 15.

80

16 - Amônia é produzida industrialmente através do processo Haber, equacionado por N2(g) + 3 H2(g) “ 2 NH3(g) Colocando-se em um reator, nitrogênio e hidrogênio, obtiveram-se os seguintes dados cinéticos, em minutos e mol/L t (min) 0 10 [N2] (mol/L) 0,50 0,45 [H2] (mol/L) 1,50 1.35 [NH3] (mol/L) ...... 0,10

Calculando-se a velocidade média da reação, em relação do nitrogênio consumido, em mol/L.min, obtém-se A) 3,4 . 10-6 B) 1,0 . 10-4 C) 2,3 . 10-2 D) 5,0 . 10-3 E) 1,5 . 10-2 17 - Amostras de magnésio foram colocadas em soluções aquosas de ácido clorídrico de diversas concentrações e temperaturas, havendo total consumo do metal e desprendimento de hidrogênio gasoso. Observaram-se os seguintes resultados Amostra
Massa de magnésio consumida (g) Tempo de reação (min)

I II III IV

0,20 2,00 4,00 4,00

1 5 10 20

Pela análise dos dados contidos na tabela acima é correto afirmar que A) a velocidade média da reação na amostra I é maior que amostra II. B) a quantidade de hidrogênio desprendida na amostra II é maior do que na amostra IV. C) a velocidade média de reação na amostra III é igual à da amostra IV. D) a velocidade média de reação na amostra IV é a metade da velocidade média de reação na amostra II. E) a quantidade de hidrogênio desprendido na amostra III é menor do que na amostra IV. 18 - A reação entre os gases representados na equação a seguir tem grande importância na química ambiental. 2 CO(g) + O2(g) 2 CO2(g) Essa reação apresenta uma lei de velocidade expressa por v = k .[CO]2.[O2] Se a concentração de CO(g) for duplicada e a concentração de oxigênio for reduzida à metade, mantendo-se constantes todos os outros fatores, a velocidade da reação

81

A) B) C) D) E)

duplica. quadriplica. reduz-se à metade. permanece constante. triplica.

19 - A reação NO + ½ Br2 “ NOBr apresenta uma lei experimental de velocidade expressa por v = k.[NO]2.[Br2] . A partir dessa informação, é possível afirmar que A) a reação apresenta ordem 3/2. B) a equação dada corresponde a um processo elementar trimolecular. C) a velocidade da reação quadruplica quando a concentração de NO é dobrada. D) a concentração de Br2 não tem influência na velocidade da reação. E) a velocidade da reação é sextuplicada ao se dobraram as concentrações de ambos os reagentes. 20 - A reação entre persulfato e iodeto, a 250 C, é representada pela equação química S2O8-2(aq) + 3 I-(aq) “ 2 SO4-2(aq) + I3-(aq) e apresenta uma lei de velocidade, determinada experimentalmente, dadas pela expressão v = k . [S2O8-2(aq)] . [I-(aq)] A partir dessas informações, considere as afirmações a seguir, IA reação é de oxirredução. II A reação apresenta uma cinética de segunda ordem. III - A velocidade da reação é diretamente proporcional à concentração dos reagentes. IV - A velocidade de consumo do S2O8-2(aq) é três vezes maior que a de I-(aq). Quais estão corretas ? A) Apenas I. B) Apenas II e IV. C) Apenas III e IV. D) Apenas I, II e III. E) Apenas II, III e IV.

82

4 .4 . EQU I L Í B RI OS (QU Í M I CO E I ÔN I CO)
4.4.1. QUÍMICO ***RQ Irreversíveis (ou completas) São reações que ocorrem num só sentido. Não havendo excesso estequiométrico os reagentes são integralmente transformados em produtos. Considera-se que as mesmas tenham rendimento 100%. ex.: reações de combustão e de neutralização.

R £“ P
*** RQ Reversíveis (ou incompletas) São reações que podem ocorrer no sentido direto e inverso da reação. Ao “término” da reação resta certa quantidade de reagente não transformado (rendimento inferior a 100 %). São comuns em transformações orgânicas. ex.: esterificações,...

R

P

Nestas reações há uma velocidade direta, de formação de produtos, a qual vai decrescendo e uma velocidade inversa, de regeneração de reagentes, que vai aumentando, até o instante em que estas duas velocidades se tornam iguais. Este momento é chamado EQUILÍBRIO, o qual pode ser homogêneo ou heterogêneo, em função da composição do sistema: Exemplos: 2 NH3(g) N2(g) + 3 H2(g) (homogêneo) (fase gasosa)

CH3COOH(aq) + C2H5OH(aq) CH3COOC2H5(aq) + H2O(l) (fase aquosa) (homogêneo) CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g) (heterogêneo) (gases e sólidos) (sólido, líquido e gases)

6 CO2(g) + 6 H2O(l) C6H12O6(s) + 6 O2(g) (heterogêneo) Para a reação homogênea:

CO(g) + H2O(g)

CO2(g) + H2(g)

produtos e das velocidades direta e inversa podem ser assim representadas: Concentração (mol/L) Reação com baixo rendimento [CO] = [H2O] [CO2] = [H2] tempo Concentração (mol/L) Reação com alto rendimento [CO2] = [H2] [CO] = [H2O] tempo .83 as variações de concentração de reagentes.

. em equilíbrio: aA + bB xX + yY e (homogênea) vdireta = kdireta[A]a[B]b no momento do equilíbrio vinversa = kinversa[X]x[Y]y vd = vi = kd[A]a[B]b = ki[X]x[Y]y isolando os termos semelhantes k x y d = [X] .84 velocidade vdireta vdireta = vinversa equilíbrio químico vinversa tempo tempo decorrido para a reação entrar em equilíbrio Para uma reação genérica. na seguinte forma: Kp = constante de equilíbrio em função de pressões parciais.[Y] = K k [A]a .[B]b c i Kc = constante de equilíbrio em função de concentrações molares. Quando dos componentes forem gasosos a constante de equilíbrio pode ser calculada em função das pressões parciais exercidas pelas substâncias gasosas.

X Kx = X Y X a . resultando em Kp = Kx . PD n Nos equilíbrios heterogêneos.85 Como a pressão parcial de um componente depende da sua concentração em fase gasosa. a constante de equilíbrio não inclui os componentes sólidos. V m1 / V = M’ = m1 ’ / M . podemos estabelecer a seguinte relação entre Kc e Kp: Kp = Kc (RT)Dn onde: R = constante geral dos gases T = temperatura absoluta Dn = diferença entre os coeficientes dos produtos e reagentes (gasosos) ***** Dn = (x + y) . Mas: M = m1 / M . a relação entre Kp e Kx pode ser estabelecida. mantendo constante a concentração do mesmo. V’ m1 ’ / V’ = const ant e .X b A B Kx = constante de equilíbrio em função de frações molares Do mesmo modo que Kc e Kp. Desse modo teremos: y X x . porque a medida que a massa de um sólido vai se reduzindo e transformando-se num produto o seu volume também reduz.(a + b) A constante de equilíbrio também pode ser expressa em função das frações molares dos constituintes.

o denominador da expressão aumenta e a constante de equilíbrio diminui.variações na temperatura.4.variações na pressão. deslocando o equilíbrio no sentido dos reagentes. para que a constante reduza seu valor a amônia em excesso deverá ser decompor (parcialmente) formando H2 e N2. para que a constante assuma novamente o valor inicial o equilíbrio desloca-se no sentido do consumo do reagente adicionado. N2 ou H2. também. Exemplo: síntese da amônia N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) A constante de equilíbrio será obtida pela expressão: Kc = [NH3]2 / [N2]. formando mais produto e aumentando o valor de Kc.86 Portanto: M CaCO3(s) Kc = [CO2] = M’ CaO(s) + CO2(g) e Kp = PCO2 4.[H2]3 se adicionarmos. o equilíbrio se desloca para consumir N2 . ¥ ¥ se adicionarmos NH3 o numerador da expressão aumenta e a constante. Resumindo: Se [N2] ’ então Kc ” . .variações nas concentrações de R ou P. a remoção de um componente desloca o equilíbrio no sentido de sua regeneração. œ Influência das variações nas Concentrações: . Deslocamento do Equilíbrio Químico (Principio de Le-Chatelier à fuga ante a força) As reações em estado de equilíbrio podem sofrer modificações nos mesmos em função de três fatores: . .2.a adição de um componente (R ou P) desloca o equilíbrio no sentido do consumo dos mesmos. por exemplo.

œ Influência das variações na Temperatura: . desloca o mesmo no sentido Endotérmico. .o aumento da pressão desloca o equilíbrio (gasoso) no sentido do menor volume. a redução da pressão desloca o equilíbrio no sentido do maior volume. a partir do N2 e H2 ocorre uma diminuição no no de mols gasosos (contração de volume): contração de volume expansão de volume N2g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) . do maior número de mols.o aumento da temperatura. ou seja.87 Se [NH3] ’ então Kc ’ .se aumentarmos a pressão o equilíbrio será deslocado no sentido da formação da amônia (menor número de mols e menor volume). o que provoca um deslocamento do equilíbrio no sentido direto da reação. a redução da temperatura (resfriamento). do menor número de mols. Na formação da amônia. desloca o equilíbrio no sentido Exotérmico do mesmo. N2g) + 3 H2(g) libera calor absorve calor 2 NH3(g) DH < 0 Para obter um maior rendimento na produção de amônia devemos resfriar o sistema. o equilíbrio se desloca para consumir NH3 œ Influência das variações na Pressão: . numa reação em equilíbrio. ou seja.

0 .: HCl H+ + ClKa @ 107 ----------------------------------------------H H + + + + Cl - - H + Cl + - H - + Cl H + - H Cl - + Cl + - Cl HCl H Cl H + H Cl HCl + H Cl Cl Cl - - H H + + - Cl H Cl H + Cl H Cl - (predominância de íons) . ex.88 4. 10-10 -------------------------------------------------HCN HCN HCN HCN H + HCN CN - HCN HCN HCN H + HCN HCN HCN CN - HCN HCN HCN HCN HCN (predominância de moléculas) A solução apresente pequena quantidade de íons “disponíveis” sendo. Num ácido fraco a dissociação é muito reduzida o que significa uma pequena quantidade de íons presentes e uma grande quantidade de moléculas não dissociadas. É o caso particular dos equilíbrios de dissociação de ácidos e bases fracas e da água. portanto “pouco ácida” quando comparada com outra de igual concentração de um ácido muito dissociado (ex. além de espécies moleculares encontramos espécies iônicas entre os componentes.4.3. HCl). *** Dissociação de ácidos fracos. IÔNICO Neste caso.: HCN H+ + CN- Ka = [H+] [CN-] / [HCN] = 4. ex.

portanto.0 (um) e. portanto a expressão se resume a Ka = a2 M .: NH4OH NH4+ + OH- Kb = [NH4+] [OH-] / [NH4OH] = 4. ainda.] aM Inicio Equilíbrio Dissocia A constante de dissociação (Ka) será obtida por: ou. 10-4 Obs. (aM) / M .89 *** Dissociação de bases fracas.a) será. A relação entre a constante de dissociação (Ka ou Kb).a Quando o valor da constante de dissociação (Ka ou Kb) for muito pequeno. Ka = [ H+ ] . aproximadamente igual a 1. Considere a dissociação genérica de um ácido (ou base) fraca: HA [ HA ] M M .] / [ HA ] = (aM) .: quanto menor o valor de Ka ou Kb mais fraco o ácido ou a base! *** Lei da Diluição de Ostwald (1893) Quando adicionamos um solvente (por exemplo. ex.aM Ka = a2 M / 1 . [ A. água) a uma solução de um ácido ou base fraca o seu grau de dissociação (a) aumenta e. tal parâmetro não é totalmente adequado para caracterizar a “força” de um ácido ou de uma base.aM aM H+ [ H+ ] aM + A[ A. o que indica fraca dissociação do ácido ou da base. Com as bases sucede-se o mesmo que em relação aos ácidos fracos. o denominador da fração (1 .2 . No entanto a constante de dissociação (Ka ou Kb) será um critério mais “confiável” visto que a mesma não se modifica com a diluição. a concentração molar e o grau de dissociação (a) pode ser estabelecida a partir do seguinte.

. segundo o equilíbrio: H2O H+ + OH- Medidas de Condutividade Elétrica permitem estabelecer o valor desta constante.5 mol/litro.55.0 kg) I . introduzindo os conceitos de pH e pOH: . propôs um artificio matemático. para uma concentração molar 0. 10-3 ou a% = 0.V Portanto: Kágua [55.10-14 @ 10-14 Ä Kw = Produto iônico da água = 10-14 (250 C e 1 atm) como [H+] = [OH-] Ã 10-7 mols/litro (água pura) (para V = 1.90 Exemplo: calcule o grau de dissociação do ácido acético (CH3COOH). para evitar o uso de expressões matemáticas com expoentes negativos.10-16 . Resposta: a = 6. pode-se admitir que a concentração molar da água é constante e vale 55. Kágua Kágua = [H+] [OH-] / [H2O] = 1.55.para soluções básicas: ex.: [H+] = 10-5 e [OH-] = 10-9 II .: [H+] = 10-11 e [OH-] = 10-3 4. sabendo que a sua constante de dissociação (Ka) vale 1.] = [H+][OH-] = 1.4. mol/L.. 10-16 (250 C e 1 atm) Como a dissociação é muito pequena. Lembrando: **M = m1/ M1 .0 litro e m1 = 1000 g = 1.4. A água dissocia-se fracamente.81.001. 10-5. Soren Peer Lauritz Sörensen. o químico dinamarquês.85 .1 .55 = 1. 55.81 .para soluções ácidas: [H+] > [OH-] [H+] < [OH-] ex.61 % *** Dissociação da água. Conceitos de pH e pOH Em 1909.

4. Na realidade a hidrólise ocorre com o íon derivado do ácido ou da base fraca. ocorrendo a liberação de íons H+ ou OH-. ácida ou básica.log10 [OH-] Estes conceitos permitem expressar a acidez ou alcalinidade de soluções diluídas (entre os limites de 1. também o equilíbrio iônico pode ser deslocado. .numa solução ácida: [H+] = 10-3 Ã pH = 3 e [OH-] = 10-11 Ã pOH = 11 e [OH-] = 10-7 Ã pOH = 7 .0 mol/L para os íons H+ ou OH-).5.assim como o equilíbrio químico. Hidrólise é a reação inversa à neutralização.log10 [H+] pOH = potencial Hidroxiliônico = . .: . ocorrendo com sais derivados de ácidos ou bases fracas.91 pH = potencial Hidrogeniônico = . valendo os mesmos princípios.na água pura: [H+] = 10-7 Ã pH = 7 . verifica-se que a solução resultante pode ser neutra.pH + pOH = 14.4. Assim: . . Reações de Hidrólise Quando um sal é dissolvido em água. devido à possibilidade de reação de hidrólise do sal.0 Ã pOH = 0 Obs.quando o ácido ou a base forem fortes [H+] = [ácido] e [OH-] = [base].numa solução alcalina: [H+] = 10-14 Ã pH = 14 e [OH-] = 100 = 1.Kw = Produto iônico da água = 10-14 (constante) = [H+][OH-]. .

Escreva as equações de hidrólise dos sais abaixo.sal de base forte à à solução ácida (pH < 7) solução básica (pH > 7) Exercício.+ H2O H2CO3 + OHÄ o íon hidroxila é liberado (aumenta o pH) A hidrólise modifica o pH das soluções !!! Em resumo: . indicando a tendência do pH resultante: NaNO3 CuSO4 KCN NaCl CaCO3 NH4Cl .92 a) hidrólise de sal derivado de ácido forte com base fraca. NaHCO3 + H2O Ä NaOH + H2CO3 Ä Ä principal constituinte do sal de frutas (base forte) H2O + CO2 HCO3. NH4Cl + H2O NH4+ + H2O NH4OH + HCl NH4OH + H+ Ä (ácido forte) íon hidrogênio é liberado (diminui o pH) b) hidrólise de sal derivado de ácido fraco com base forte.sal de ácido forte .

pela formação de H2O. a concentração de íons NH4+ na solução. HCN(aq) Exercício H+(aq) + CN-(aq) Qual o efeito da adição de NH4Cl sobre o equilíbrio da dissociação do hidróxido de amônio (NH4OH) ? Também merece ser analisado o deslocamento provocado pela adição de um íon não-comum ao equilíbrio. correspondendo à adição ou retirada de um componente. Assim. considerando a dissociação de um ácido fraco. também irá diminuir a acidez da solução em virtude do consumo dos íons H+. deslocando o equilíbrio no sentido de regenerálos. consequentemente. na comparação com o deslocamento do equilíbrio químico. a dissociação da base fraca NH4OH. Nesse caso. por ser comum ao equilíbrio também irá deslocálo no sentido de diminuir a dissociação do HCN. Considerando. representado conforme abaixo: NH4OH(aq) NH4+(aq) + OH-(aq) . No entanto se adicionarmos ao sistema um ácido qualquer. mas que possa provocar algum tipo de reação com íons presentes no mesmo. DESLOCAMENTO DO EQUILÍBRIO IÔNICO (Efeito do íon comum) Do mesmo modo como foi visto no equilíbrio químico. por exemplo.93 4. ás vezes. não-comum) ao equilíbrio. como conseqüência. NH4OH(aq) NH4+(aq) + OH-(aq) Se adicionarmos íons comuns ao equilíbrio (NH4+ ou OH-) o mesmo irá se deslocar no sentido de reduzir a dissociação da base fraca. a adição de íons H+ irá deslocar o equilíbrio no sentido de consumi-lo. como o HCN: HCN(aq) H+(aq) + CN-(aq) a) se adicionarmos um ácido qualquer a essa solução. estes irão consumir os íons OH-.6. o íon Na+ não irá exercer efeito significativo ao sistema mas o ion CN-. b) se adicionarmos NaCN. ou seja.4. diminuindo a dissociação do HCN. íons H+. aumentando a dissociação do NH4OH e. o iônico também pode se deslocado sendo que a forma mais freqüente de deslocamento é pela adição de uma espécie iônica comum (e.

. sendo: Assim. ÁCIDOS E BASES DE BRÖNSTED – LOWRY E LEWIS A definição de ácidos e bases.ácidos = qualquer espécie química que libera ou doa prótons (H+).. Brönsted (Dinamarca) e H. Tais conceitos evidenciam-se em sistemas iônicos em equilíbrio. Observações importantes sobre a Teoria Protônica *** as espécies que diferem entre sí de apenas um próton (H+) são chamadas de conjugados ou pares conjugados (HCl e Cl. os físicoquímicos J.. . sendo que podemos encontrar reações ácido-base que ocorrem até mesmo sem a presença de um solvente. pelo americano G.bases = qualquer espécie química que recebe prótons (H+). Lewis. independentemente. Além do conceito de S. porque não se restringe a soluções aquosas. é muito restrita. nos equilíbrios abaixo: ácido 1 HCl + + + base 1 H2O ácido 2 H3O+ + + + base 2 Cl- ácido 1 HCN base 1 H2O ácido 2 H3O+ base 2 CNOH- base 1 NH3 ácido 1 H2O ácido 2 NH4+ base 2 O conceito de Brönsted-Lowry é mais geral do que o conceito de Arrhenius.7. proposta por Arrhenius.em água.94 4. *** nos conjugados se o ácido é forte a base conjugada é fraca e se o ácido é fraco a base conjugada é forte. H2O e H3O+. em função dos íons H+ e OH. porque limita a discussão do fenômeno ácido-base somente a soluções aquosas. aplicável a qualquer solvente (não apenas água) e alguns íons. *** substâncias que.). . Arrhenius sobre ácidos e bases. Lowry (Inglaterra).4. em 1917. a) Teoria Protônica (Brönsted-Lowry) Segundo essa teoria : . propuserem uma teoria mais ampla relativa aos conceitos de ácidos e bases. podem comportarse tanto como ácidos ou bases (é o caso da água no 10 e 30 exemplos) são denominadas anfipróticas. em 1923. Outra abordagem foi proposta.. em função da reação que participam.

Br-. etc) e moléculas deficitárias de elétrons . Neste sentido moléculas que “doam” elétrons através de ligações coordenadas ou dativas serão consideradas bases segundo a teoria de Lewis. Como ácidos. isto é. sendo definida como uma substância que pode doar um par de elétrons para formar a ligação covalente e o ácido como a substância que pode aceitar um par de elétrons para formar a ligação. Exemplo: BF3 + :NH3 5 . de Fe+3 é 0. destacam-se as espécies catiônicas (H+. a 225o C ? b) em qual das temperaturas mencionadas as concentrações dos reagentes e dos produtos. no equilíbrio. Ex e r c íc i o s ácido BF3 base :NH3 1) A reação reversível em fase gasosa: CO + H2O À CO2 + H2 admite os seguintes valores para a constante de equilíbrio Kc T (o C) Kc 225 0. etc).95 b) Teoria Eletrônica (Lewis) Segundo essa teoria a atenção principal é focalizada na base. I-. as amidas (R – CO – NH2) e as espécies aniônicas (Cl-. 10-13 mol/L . OH-.007 425 0. a) Escreva a expressão que representa a constante de equilíbrio. Ca++.109 625 0.760 Partindo-se de uma mistura equimolar de CO e H2O: a) quais os compostos predominantes no equilíbrio. as aminas (R – NH2).1 mol/L. Destacam-se a amônia (NH3).455 825 1. que não completam o octeto (BF3. Resposta: b) 5.1 mol/L. etc).0 .0 . Na+. AlCl3. 1011.1 mol/L e a de Fe+2 é 0. são aproximadamente iguais ? 2) Considere a seguinte equação de oxi-redução: Ce+4aq) + Fe+2(aq) À Ce+3(aq) + Fe+3(aq) A constante de equilíbrio da reação é igual a 2.080 995 1. b) Calcule a concentração de íons Ce+4 que existe em equilíbrio em uma solução cuja concentração de Ce+3 é 0.

introduziu-se 1.0 mol de H2 e 1.0 mol de I2. a concentração de NO2 foi de 0. em temperatura tal que o reagente se encontra 80% dissociado. o PCl5 se decompôs em PCl3 e Cl2. representa uma espécie química capaz de aumentar a concentração do NO3no equilíbrio. . prejudica a fixação de NO3. vale 0. observa-se que a constante do mesmo vale 49. gases poluentes do ar.0. em meio ácido. produzindo gás carbônico.5 atm. Em uma experiência. 8) A equação química não balanceada: C6H12O6 + NO3.20 mol de HBr está presente. b) adicionar íons H+.060 mol/L. em termos das pressões parciais. a) adicionar íons OH-.25 atm2. a) Escreva a expressão matemática para a constante de equilíbrio em termos das pressões parciais (Kp).0 litros.0 litro. 4) Se 1.0 litro. 10-3 mol/L 6) Em um recipiente de 1. e) consumir água. encontram-se em equilíbrio. Qual a concentração de HI no equilíbrio ? Resposta: 1. b) A constante de equilíbrio. O fenômeno. c) absorver CO2.54 mol/L 5) N2O4 e NO2.0 mol de PCl5. na temperatura de 125o C. em presença de carboidratos.pelas plantas. de acordo com a reação representada pela equação: 2 NaHCO3(s) À Na2CO3(s) + CO2(g) + H2O(g). em um recipiente de 1. Atingindo-se o equilíbrio a análise do sistema mostrou que 0. Assinale e apresente uma justificativa. Estabelecido o equilíbrio. qual das alternativas abaixo.+ H+ À CO2 + H2O + N2 representa a reação que ocorre em solos pouco aerados e envolve a redução de nitrato a nitrogênio. Quais as pressões parciais do CO2 e da H2O no equilíbrio ? Resposta: ambas 0. a 575o C. Calcule o valor da constante Kc. nas condições ambientes. Em fase gasosa. colocou-se 1. quando as pressões são medidas em atmosferas.20 mols/L 7) Bicarbonato ácido de sódio sólido é usado como fermento químico porque se decompõe termicamente. atingirem a condição de equilíbrio. Qual o valor da constante desse equilíbrio ? Resposta: 5. conhecido como desnitrificação. em temperatura adequada.96 3) Um mol de H2 e um mol de Br2 são colocados em um recipiente de 10 L de capacidade. como indicado na equação: N2O4(g) À 2 NO2(g).50 mol de N2O4 em um recipiente de 2.0 . d) reagir com N2. Qual a constante de equilíbrio desse sistema ? Resposta: 3.

genéricamente representada a seguir: composto orgânico + O2(g) À CO2(g) + H2O(v) + calor Observe que o deslocamento do ponto de equilibrio da reação pode tornar a combustão mais intensa. a reação: 2 NOCl À 2 NO + Cl2 produz 0.01 L/mol. em condições padrão vale – 140.388 mol/L de NOCl.0 . pode ser calculada a partir de grandezas termodinâmicas. 2o) a baixa umidade relativa do ar em dias quentes. Que relações podemos fazer entre o rendimento de uma reação e um a) valor elevado de constante Kc ? b) valor reduzido de constante Kc ? 14) A constante de equilíbrio em função das pressões parciais. 10-4 mol/L 13) O valor assumido pela constante de equilíbrio de uma reação nos dá uma idéia de sua “extensão”. Qual a constante de equilíbrio ? Resposta: K = 0. Resposta: 3. particularmente a Energia de Gibbs. à 475 K.0 gramas de N2O4. 12) Partindo de 0. segundo a expressão: Kp = e . Dois fatores. Calcule a constante Kp. 1024 .97 9) A reação de transformação do dióxido de carbono em monóxido de carbono. Explique porque esses dois fatores deslocam o equilíbrio no sentido da combustão ? 11) Em um recipiente de 500 mL encontram-se em equilíbrio 0.00 kJ/mol. Resposta: Kc = 2. que podem contribuir para tal fato são: 1o) o aumento da pressão parcial de O2.64 .48 gramas de NO2 e 2. representada pela equação abaixo. Calcular Kc. ao atingir o equilíbrio. para uma reação gasosa.G ¦ RT Para a reação gasosa: 2 NO2(g) À N2O4(g) a variação de energia de Gibbs. segundo a equação: 2 NO2(g) À N2O4(g). isto é. do avanço dos reagentes em direção dos produtos.02 mol/L de Cl2. é muito importante em certos processos metalúrgicos: C(s) + CO2(g) À 2 CO2(g) DH = 174 kJ/mol de C Qual o efeito sobre o equilíbrio se: a) adicionarmos C sólido ? b) aumentarmos a temperatura ? c) introduzir um catalisador adequado a essa reação ? 10) Uma das causas de incêndios em florestas é a combustão espontânea de compostos orgânicos. entre outros.

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15) Metanol, CH3OH, é obtido comercialmente pela reação abaixo: CO(g) + 2 H2(g) À CH3OH(g) A uma certa temperatura o valor da constante de equilíbrio, Kc, é numericamente igual a 7,3. Em que sentido a reação será deslocada quando a mistura inicial contiver a) 0,80 mol/L de CO e 1,5 mol/L de H2 ? b) uma mistura gasosa de de 0,90 mol de metanol, 0,45 mol de CO e 0,45 mol de H2, num recipiente de 3,0 L ? 16) O ácido clorídrico pode ser considerado como totalmente dissociado em solução aquosa. Se um volume de 10 litros de solução desse ácido contém 102 mols de ácido dissolvidos, qual o valor do pH ? Resposta: pH = 3 17) Foram adicionados 99 litros de água destilada a 1,0 litro de uma solução de NaOH, de concentração 0,1 mol/L. Qual o pH da solução alcalina após a diluição? Resposta: pH = 11 18) O ácido carbônico apresenta uma fraca dissociação, observada pelo reduzido valor da sua constante de dissociação, Ka = 4,2 . 10-7. Qual a concentração, aproximada dos íons H+, considerando-o como um monoácido, partindo de uma solução inicial 0,1 mol/L desse ácido ? 19) Ácido cítrico é 8,6% dissociado em uma solução preparada pela dissolução de 0,1 mol desse ácido para 1,0 litro de solução final. Calcule Ka para o ácido cítrico. Resposta: 8,1 . 10-4 20) O bicarbonato de sódio (NaHCO3) é “incorretamente” chamado de carbonato ácido de sódio, pela presença de hidrogênio na fórmula. Esse sal é o principal constituinte dos antiácidos estomacais do tipo “sal de frutas”. Explique porque o mesmo atua como antiácido no nosso organismo. De que modo o equilíbrio de dissociação do bicarbonato é afetado pelos íons H+ presentes no suco gástrico ? *** Testes de nivelamento (não serão corrigidos ou comentados) 1 - A tabela abaixo fornece os valores das constantes de ionização de alguns ácidos, em solução aquosa e 250C. Ácido fluorídrico acético cianídrico fórmico Ka 6,70 . 10-4 1,76 . 10-5 4,93 . 10-10 1,77 . 10-4

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A análise dos dados da tabela permite afirmar que A) para soluções aquosas de mesma concentração, o pH do ácido acético é menor do que o fórmico. B) entre os ácidos apresentados, o mais forte é o cianídrico. C) a concentração de íons H+ é maior na solução de ácido cianídrico do que na de ácido fluorídrico, em soluções de mesma concentração. D) o ácido acético é mais fraco que o fluorídrico. E) as soluções aquosas de qualquer um desses quatro ácidos apresentam pH maior do que 7,0. 2 - Numa dada temperatura aqueceram-se 6,0 mols de HI num recipiente fechado. Ao se estabelecer o equilíbrio H2 + I2 2 HI verificou-se a presença de 1,5 mols de HI. O grau de dissociação do HI, na temperatura dada, é A) 15% B) 25% C) 60% D) 75% E) 85% 3 - Uma solução aquosa A tem pH igual a oito e uma solução aquosa B tem pH zero. Isto significa que as soluções A e B são, respectivamente, A) fracamente alcalina e fortemente ácida. B) fracamente alcalina e neutra. C) fortemente alcalina e fracamente ácida. D) fracamente ácida e fracamente alcalina. E) fortemente ácida e neutra. 4 - Na ionização do ácido clorídrico em solução aquosa, representada por HCl + H2O H3O+ + Cla água se comporta como A) um ácido de Brönsted-Lowry. B) uma base de Brönsted-Lowry. C) um ácido de Arrhenius. D) uma base de Arrhenius. E) um ácido de Lewis. 5 - Em um sistema químico isotérmico ocorre a reação genérica reversível A(aq) + B(aq) C(aq) + D(aq) Partindo-se de 3 mols de A e de 3 mols de B, verifica-se que, atingindo o equilíbrio, a quantidade de A presente no sistema é 1/3 da quantidade inicial. A constante de equilíbrio Kc para esse sistema é A) 9 B) 4 C) 2 D) 1/2 E) 1/4

6 - O pH de uma solução aquosa onde a concentração de íons hidroxila é de 0,01 mol/L é igual a A) 0,01 B) 2 C) 10 D) 12 E) 13,99

100

7 - Se a concentração de íons hidroxila, em uma solução aquosa, for reduzida a um décimo do valor original, o pH da solução A) aumentará de 10 unidades. B) permanecerá inalterado. C) será reduzido à metade. D) aumentará de 1 unidade. E) diminuirá de 1 unidade. 8 - A reação química que apresenta constante de equilíbrio genericamente representada por Kc = [X] / [Y].[Z]1/2 será A) B) C) D) E) C(s) e O2(g) H2(g) e O2(g) N2(g) e O2(g) SO2(g) e O2(g) P4(s) e O2(g)
REAGENTES PRODUTO

CO2(g) H2O2(l) NO(g) SO3(g) P2O5(s)

9 - Dentre os sistemas em equilíbrio apresentados abaixo, o que se desloca da direita para a esquerda quando se faz diminuir a pressão é 2 CO2(g) A) 2 CO(g) + O2(g) B) 2 NH3(g) N2(g) + 3 H2(g) C) N2O4(g) 2 NO2(g) D) CO2(g) + H2(g) CO(g) + H2O(g) E) CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g) 10 - A única das espécies abaixo que, ao ser dissolvida em água, resulta em uma solução com pH menor do que o solvente puro é A) NaCl B) Na2CO3 C) CaCl2 D) NH3 E) (NH4)2SO4 11 - Uma constante de equilíbrio elevada significa que A) o equilíbrio é atingido rapidamente. B) a velocidade da reação direta é muito maior do que a velocidade da reação inversa. C) a concentração dos reagentes será bem menor que a de produtos da reação ao ser atingido o equilíbrio. D) a reação é irreversível. E) o equilíbrio não pode ser deslocado por modificação das concentrações. 12 - Ao adicionarem-se 99 mL de água a 1,0 mL de NaOH 0,01 M, verifica-se que o pH da solução A) não se altera. B) aumenta de 2 para 4. C) diminui de 10-2 para 10-4. D) aumenta de 10-2 para 102.

carbonato de cálcio 2 .. os efluentes aquosos das indústrias X.. entre outros.0. 13 ..0 ou superior a 9. Assim.... E) trabalhar com nitrogênio líquido. 2 e 5 ... C) elevar a temperatura. resulta uma solução na qual a espécie de menor concentração é A) Na+ B) OHC) H2O D) NaOH E) H3O+ 15 . D) retirar o excesso de hidrogênio... 4 e 5 16 .A síntese da amônia e a sua decomposição constituem um exemplo de equilíbrio químico: N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) Como industrialmente deseja-se a reação de síntese. uma prática recomendável para se conseguir um maior rendimento de amônia.. 1. apenas com as informações disponíveis acima.Quando se dissolvem certos sais em água pode ocorrer que a relação entre a concentração de íons hidrogênio (H+) e a concentração de íons hidroxila (OH-) seja alterada.As leis de proteção ambiental de certas cidades não permitem o lançamento em rios.. No que se refere à acidez.cloreto de amônio 4 .sulfato de sódio 3 .acetato de sódio 6 ...sulfato de alumínio podemos corretamente classificá-los como: (A) (B) (C) (D) (E) [H+] > [OH-] [H+] = [OH-] [H+] < [OH-] 1 e 5 2 e 4 3 e 6 3... dados os sais abaixo: 1 . é A) adicionar um catalisador.cloreto de potássio 5 . .. 4 e 6 1. de efluentes com pH inferior a 5.. Y e Z apresentam as seguintes concentrações: Indústria X Y Z Concentração no efluente 10-3 M de H+ 10-4 M de H+ 10-6 M de OH- .. 3 e 4 1. 14 . 3 e 6 .. 5 e 6 3 e 6 2 e 4 1 e 5 2. B) aumentar a pressão sobre o sistema..Quando se dissolve um mol de hidróxido de sódio em um litro de água destilada. 2.101 E) diminui de 12 para 10.......

01 mol/litro II .4 rosa amoníaco 19 .0 18 .Tem-se duas soluções aquosas I .0 rosa água do mar 8. será A) 0.8 a 12. Se quisermos neutralizar 1. D) mantém inalterado o pH. .01 C) 0.0.0 a 4.4 azul vinagre 2.2 a 8.0 litro desta amostra com uma solução de KOH 0.Recolheu-se uma amostra de água da chuva e verificou-se que apresentava pH = 5. ocorrendo a troca de cor quando a concentração de H+ está na faixa de 105 a 10-7 M.01 M.102 Poderiam ser lançados em rios.0 E) 5. sem tratamento prévio. em mL.6 a 3. A) B) C) D) E) SOLUÇÃO FAIXA DE pH COR DO INDICADOR suco de limão 2.0 azul suco de laranja 3.01 mol/litro o quociente pH da solução I / pH da solução II é igual a A) 1 B) 6 C) 10 D) 10-2 E) 10-10 20 .solução de NaOH 0.Em uma solução aquosa de ácido acético se estabelece o seguinte equilíbrio H+ + CH3COOCH3COOH a adição de uma pequena quantidade de acetato de sódio (CH3COONa) a esta solução A) diminui o seu pH.001 B) 0. E) reduz a zero o grau de ionização do ácido acético. Assinale a alternativa que apresenta a combinação correta do valor do pH da solução e a cor do indicador a ela adicionado. B) aumenta a concentração dos íons H+. o volume de base consumido.3 rosa detergente com 11.2 a 2.solução de HCl 0.05 D) 1. apenas os efluentes de A) X B) Y C) Z D) X e Y E) Y e Z 17 . C) diminui o grau de ionização do ácido.O indicador tornassol apresenta cor rosa em meio ácido e azul em meio básico.

N2(g) + O2(g) II.O volume. 22 . D) a reação II seria um processo adequado. < 7 C) < 7. < 7. < 7. B) 50. pois no equilíbrio são grandes as concentrações de N2 e H2. 10 a 25 C 8 0 2 NH3(g) Kc = 5. > 7 D) < 7. D) 500. N2(g) + 3 H2(g) 2 NO(g) Kc = 1.Nas seguintes equações: KOH + HCl “ KCl + H2O A HCl + NH3 “ NH4Cl B HCN + NaOH “ NaCN + H2O C as soluções aquosas dos compostos A. E) 2275. 10 a 25 C -30 0 Para uma fixação eficiente de N2. < 7 24 . em mL. de uma solução de ácido clorídrico de pH = 2. > 7. respectivamente. = 7. praticamente.0 . > 7 B) < 7. pois o sistema em equilíbrio consistiria. no produto NH3. B) a reação II não seria um processo adequado. necessário para neutralizar completamente 500 mL de uma solução de hidróxido de potássio de pH = 11 é de A) 13. = 7. = 7 E) < 7. 23 . C) a reação I seria um processo adequado. E) as duas reações são processos adequados. C) 100. pode-se determinar a probabilidade de uma dada reação ocorrer na natureza. pois quando o equilíbrio é atingido nas duas reações. pois a concentração de NO no equilíbrio seria extremamente pequena. um pH A) > 7. é correto afirmar-se que A) a reação I não seria um processo adequado.0 . B e C apresentam. I.O pH de uma solução aquosa de ácido clorídrico cuja concentração é igual a 10-9 mol/L é aproximadamente igual a .103 21 . Considere duas reações possíveis para a “fixação” do nitrogênio atmosférico. pois esta reação tende a se processar no sentido da formação do NO. é grande a concentração dos produtos. convertendo-o em compostos utilizáveis pelos seres vivos.Conhecendo-se o valor da constante de equilíbrio (Kc).

Um equilíbrio envolvido na formação da chuva ácida está representado pela equação: 2 SO3(g) 2 SO2(g) + O2(g) Em um recipiente de 1. O composto ideal para adequar o solo ao plantio das azaléias é A) Al2(SO4)3 B) CaCO3 C) CaO D) NH3 E) NaOH 27 . o número de .00 C) 1.0 e 5. o sistema atingiu o equilíbrio. o pH ideal é entre 4. o sistema atingiu o equilíbrio. foram misturados um mol de acetato de etila e um mol de água. o número de mols de éster medido foi de 0.76 26 . Em um recipiente de um litro.66. foram misturados 6 mols de dióxido de enxofre e 5 mols de oxigênio.0 litro. aproximado. B) aumenta a concentração de ácido acético. E) altera o valor numérico da constante de equilíbrio. A análise do solo de um jardim mostrou que o mesmo apresenta um pH igual 6. é incorreto afirmar que A) o equilíbrio se desloca para a esquerda. O valor.104 A) 1 B) 3 C) 5 D) 7 E) 9 25 .0. da constante de equilíbrio é A) 0.O acetato de etila é um éster muito usado como solvente de vernizes. C) aumenta a concentração do íon CH3 – COO-.0.Para o cultivo de azaléias. 28 . Os compostos reagiram entre sí formando etanol (álcool comum) e ácido acético. D) diminui a concentração do íon H+.50 D) 2.60 E) 3.26 B) 1.Considere o equilíbrio químico que se estabelece em uma solução aquosa de ácido acético que pode ser representado pela equação CH3 – COO-(aq) + H+(aq) CH3 – COOH(aq) Mantendo-se constante a temperatura e adicionando-se uma solução aquosa de acetato de sódio (CH3 – COONa). de acordo com a equação C4H8O2 + H2O C2H5OH + C2H4O2 Depois de algum tempo. Depois de algum tempo.

a reação I atinge o equilíbrio com grande quantidade relativa de produtos. a reação II apresenta velocidade moderada. Em determinados locais. O valor aproximado da constante de equilíbrio é A) 0. 102 III. 105 II.66 C) 0. .O acidente ocorrido recentemente com o navio Bahamas provocou o vazamento de milhares de toneladas de ácido sulfúrico na lagoa dos Patos. C) maior do que 10-7.33 29 .98 A) B) C) D) E) A conclusão correta que se pode extrair dessas informações é que a reação I e a mais rápida das três. N2O4 2 NO2 Kp = 0. N2 + 3 H2 2 NH3 Kp = 6.Considere as seguintes equações. E) maior do que 10-4.94 . que representam situações de equilíbrio químico a 298 K. 30 .53 B) 0. H2 + I2 2 HI Kp = 7. em mol/L. a reação II praticamente não ocorre no sentido direto a 298 K. B) maior do que 10-9. foram registrados valores de pH entre 3 e 4.75 D) 1. nesses locais.33 E) 2. apenas a reação III atinge o equilíbrio a 298 K. I. D) maior do que 10-5. Podemos afirmar que.105 mols de trióxido de enxofre medido foi 4.8 . a concentração aproximada de íons hidroxila. foi A) maior do que 10-11.

1996.106 5 . ATKINS. B & MYERS. Rio de Janeiro. L. – QUÍMICA – UM CURSO UNIVERSITÁRIO. M. E & HUMISTON. 3. – FÍSICO-QUÍMICA. 2. REFERÊN CI A S B I B L I OGRÁ FI CA S 1. P & JONES. 1995. MAHAN . A. São Paulo. mimio. J. G. . 4. – PRINCÍPIOS DE QUÍMICA. G. BRADY. E. R. 2001. PUCRS. 2001. – QUÍMICA GERAL . 3 ed. s ed. ANDRADE. Bookman Companhia Editora. São Paulo. LTC Editora. Editora Edgard Blücher. J.

A 3 . T ERM OQU Í M I CA 01 – C 06 – B 11 – B 16 – C 02 – E 07 – D 12 – C 17 – C 03 – C 08 – A 03 – E 08 – C 13 – E 18 – D 03 – D 08 – B 13 – B 18 – A 04 – E 09 – E 04 – D 09 – C 14 – B 19 – C 04 – B 09 – C 14 – B 19 – C 04 – B 09 – A 14 – D 19 – B 24 – D 29 – E 05 – E 10 – E 05 – A 10 – D 15 – A 20 – A 05 – D 10 – B 15 – C 20 – D 05 – B 10 – E 15 – D 20 – C 25 – A 30 . EFEI T OS COL I GA T I V OS 01 – A 02 – B 06 – B 07 – C 3 . SOL U ÇÕES 01 – B 02 – D 03 – A 04 – B 05 – C 06 – D 07 – A 08 – B 09 – D 10 – C 11 – B 12 – D 13 – D 14 – C 15 – C 16 – D 17 – A 18 – A 19 – E 20 – B 21 – B 22 – B 23 – C 24 – B 25 – D 26 – B 27 – B 28 – E 29 – D 30 – A 2 .107 GA B A RI T OS – T EST ES DE N I V EL A M EN T O 1 . EQU I L Í B RI O QU Í M I CO E I ÔN I CO 01 – D 02 – D 03 – A 06 – D 07 – E 08 – D 11 – C 12 – E 13 – B 16 – C 17 – D 18 – C 21 – B 22 – A 23 – C 26 – A 27 – E 28 – D . CI N ÉT I CA QU Í M I CA 01 – E 02 – E 06 – C 07 – C 11 – E 12 – C 16 – D 17 – D 4 .

Tais conhecimentos básicos constituirão o requisito para as disciplinas de Química Analítica (Qualitativa e Quantitativa).não será permitida a permanência de alunos sem avental no laboratório. outrossim. com mangas compridas e seu comprimento deverá atingir a altura dos joelhos. entre as quais destacamos: I . já iniciada nas atividades experimentais de Química Geral I.1. além da familiarização do aluno com operações e técnicas mais freqüentes nos processos químicos. por medida de segurança.2. que o aluno tenha um caderno de anotações onde deverá ser registrado o início e o término de cada exprimento. Mateus A. INTRODUÇÃO 1.108 ATIVIDADES EXPERIMENTAIS Disciplina: QUÍMICA GERAL E INORGÂNICA II Prof. É oportuno. que o aluno tenha um óculos de proteção e luvas de borracha para uso na preparação de soluções corro sivas. é importante o trabalho experimental com metodologias analíticas (sem esgotá-las). pois seu professor deverá abster-se completamente de concluir qualquer dos experimentos. M. . Andrade 1. INSTRUÇÕES GERAIS Ratificamos em nossa disciplina algumas instruções enfatizadas em Química Geral I. G. porém deverá conduzir o raciocínio e a observação do aluno. as quais devem ser levadas em consideração em todas as demais disciplinas do curso. assim como observações e conclusões. sugere-se. O avental deve ser de cor branca. 1. confeccionados em tecido de algodão pois este mostrase mais adequado do que os tecidos sintéticos por ser mais resistente ao fogo. Sc. OBJETIVOS DAS AULAS EXPERIMENTAIS Consideramos que.além do uso obrigatório do avental. II . tendo em vista um dos objetivos do curso de Química que visa a preparação do profissional químico analista.

10) para sentir odor de uma substância. ALGUNS REAGENTES E SUAS CARACTERÍSTICAS Sempre que manusear compostos voláteis (HCl. HNO3..4.. a menos que receba instruções para fazê-lo. 08) se o mesmo ocorrer com alguma base forte. adicione primeiro a água e depois o ácido!!! . NH4OH. Quando diluir um ácido forte. dependendo da extensão do mesmo. Consulte seu professor cada vez que notar algo de anormal ou imprevisto. 09) não toque com os dedos nos produtos químicos. 14) trabalhe com calma. 02) não fume no laboratório. Siga as instruções e respeite rigorosamente as precauções recomendadas. paciência e sabedoria. com sua mão. benzeno.) procure os dispositivos de segurança nos laboratórios. 04) separe os materiais necessários e. INSTRUÇÕES PARA O TRABALHO PRÁTICO Durante os trabalhos experimentais deverão ser observados rigorosamente os seguintes aspectos: 01) prepare-se para realizar cada experimento lendo antes as instruções correspondentes. Em vez disto traga um pouco do vapor para você. limpe sua pele com água corrente ou solução de ácido acético. 1. 11) tenha cuidado com os materiais inflamáveis. através de extintores. Procure identificar a localização e o tipo de extintor próximo. etc. 03) faça apenas o experimento recomendado e aprovado pelo professor. use uma manta de aquecimento ou banho-maria aquecido por resistência elétrica. não coloque seu rosto diretamente sobre o recipiente.109 1.) faça-o em local com boa ventilação ou em capela preferencialmente.3. 12) qualquer incêndio deve ser abafado imediatamente com um pano úmido ou. nunca aqueça um líquido inflamável com o bico de gás. divida as tarefas entre seus colegas.etc. 13) caso ocorra um acidente (queimadura com fogo. 06) se qualquer ácido ou produto corrosivo for derramado lave o local imediatamente com bastante água. 07) caso você encoste em algum ácido forte limpe sua pele imediatamente com água corrente ou solução de bicarbonato de sódio (NaHCO3). salpique de produtos nos olhos. 05) leia com atenção o rótulo do reagente antes de usá-lo. se estiver em grupo.

d) Hidróxido de amônio concentrado: . Porções de soluções retiradas do frasco e que não tenham sido usadas não devem retornar ao frasco.apesar de não ser uma base forte seus vapores causam sérias irritações nas mucosas (principalmente oculares). O acondicionamento das soluções é feito em frascos de vidro os quais devem apresentar resistência química ao ataque dos materiais neles contidos. salvo instruções em contrário. Como o ácido clorídrico apresenta alta tensão de vapor as moléculas do mesmo podem facilmente escapar do líquido. Sua dissolução em água é altamente exotérmica (libera calor) e. Soluções diluídas de ácidos. bases e alguns sais podem ser vertidas na pia sem o risco de contaminação ao ambiente. o frasco deve estar bem fechado após seu uso. 1. especialmente. deve ser feita com cuidado e sob constante resfriamento. de odor agradável. b) Ácido nítrico concentrado: . atacam o vidro formando silicatos.hidrocarboneto aromático.ácido forte e agente altamente desidratante. Por esta razão equipamentos de precisão (buretas. dissolvidas em água.formado por moléculas de HCl gasoso. reduzindo a concentração do ácido no frasco-depósito. Por esta razão o frasco deve estar bem fechado após seu uso. vapores tóxicos e altamente inflamáveis. O mesmo cuidado deve ser tomado no manuseio do éter etílico.) não devem receber soluções alcalinas. então. Não é volátil mas seu contato com a pele causa sérias queimaduras. pipetas volumétricas. do mesmo modo que o ácido clorídrico.110 a) Ácido clorídrico concentrado: .ácido forte e excelente agente oxidante. portanto. as soluções devem estar protegidas da contaminação externa. REAGENTES E SOLUÇÕES Os reagentes empregados em laboratório em geral apresentam-se sob a forma de soluções. Deve ser utilizado com muito cuidado pois é volátil e em contato com a pele provoca sérias queimaduras. Por serem tóxicos os seus vapores. É conveniente utilizar um frasco de tampa achatada com bordas cobrindo a boca do gargalo para proteger da poeira. não devem ser inspirados. . Quando manuseá-lo certifique-se que não há bicos de gás acesos próximos. Da mesma forma que os reagentes sólidos. As soluções alcalinas. etc. Os vapores de ácido clorídrico são tóxicos e. e) Benzeno: . Comercialmente é encontrado com impurezas e denominado de ácido muriático.. portanto.5. c) Ácido sulfúrico concentrado: . No entanto se a solução for de ácido ou base concentrado as mesmas devem ser neutralizadas para.

Soluções de sais contaminantes (cianetos.. metais pesados.. sais de cromo. cianatos.111 serem adicionadas na rede de esgoto.) devem ser colocadas em locais adequados e indicados pelo seu professor. etc. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- .

1 copo (bequer) de 250 mL.0 85.0 31. Define-se como Coeficiente de Solubilidade (C.8 20. .banho de gelo. um gráfico de solubilidade para estes dois sais. .suporte para funil * INTRODUÇÃO É de nosso conhecimento do dia-a-dia que determinados solutos sólidos (açúcar comum.1 bastão de vidro. quantidade de solvente e temperatura.9 246 Em função dos dados da tabela acima construa. Em geral usa-se como referência.tripé para aquecimento.9 20 36.CH3COONa. . em dada temperatura. * MATERIAL POR GRUPO (na bancada) .3 110 80 38.1 proveta de 25 mL. .S.112 Experimento 1 . em papel milimetrado. A tabela a seguir mostra exemplos de dois solutos diferentes em relação a temperatura: temp. em relação ao solvente. sal de cozinha.4 169 90 39.3 10 35. 100 gramas (100 mL ou 100 cm3) à 250 C (condições padrão).0 202 100 39. isto porque este Coeficiente de Solubilidade varia com o tipo de soluto.8 50 37.4 copos (bequer) de 100 mL sem graduação.CARACTERÍSTICAS DAS SOLUÇÕES * MATERIAL (no balcão central) .. em dada temperatura.NaCl sólido (02 frascos) e espátula de madeira.) a quantidade máxima de um soluto sólido que pode ser dissolvida em determinada quantidade de solvente. com haste curta .7 13.(0C). ..3 45. .3H2O sólido (02 frascos) e espátula de madeira.6 30 36. etc. determinando em qual temperatura a solubilidade (C.5 60 37.S. .funil comum.tela de amianto.) dos dois será a mesma bem como proponha um processo simples de separação destes dois sais. . .) mostram um limite máximo de solubilidade em água (por exemplo). m NaCl m KNO3 0 35.

Repita os mesmos procedimentos utilizando o acetato de sódio tri-hidratado (CH3COONa. . sobre tela de amianto.o. particularmente das super-saturadas.S.. adicione cerca de 20 mL de água destilada e. ou seja. usando uma proveta de 25 mL.o. etc. Observando dissolução do depósito adicione. variações bruscas de temperatura.o.o. as soluções podem ser divididas nas seguintes categorias: a) insaturadas: são aquelas em que a massa de soluto dissolvida é inferior ao coeficiente de solubilidade da substância.) Em nosso experimento serão investigadas algumas propriedades destas soluções. até a ebulição. até que haja corpo de fundo (depósito).o. agitando constantemente. se houver algum depósito filtre e recolha o filtrado.o.o.o. cuidadosamente. * PROCEDIMENTOS Algumas substâncias possibilitam a preparação de soluções supersaturadas e outras não.o. Devido a alta solubilidade do acetato de sódio adicione quantidades maiores do mesmo. Com base nas observações feitas responda: a) A solução de NaCl preparada inicialmente é super-saturada ? b) Como se denominam os cristais de acetato de sódio adicionados ao final do experimento ? . o excesso de soluto pode depositar-se no fundo do recipiente por ação de alguns fatores físicos (agitação mecânica. Após resfriada a solução (se for o caso o filtrado).o. até completa dissolução. Resfrie a solução em banho de gelo e. adicione pequenas quantidades de NaCl sólido. atrito. Resfrie em banho de gelo e adicione cristais do acetato. adicione alguns cristais de NaCl e observe se ocorreu alguma modificação em relação à quantidade de sal depositada no fundo recipiente. pequenas quantidades de NaCl. observando se ocorre alguma modificação em relação a estes. São preparadas com técnicas especiais e revelam-se bastante instáveis. após. com bastão de vidro.o. adição de um “germen de cristalização” . aquecendo sempre que houver depósito no fundo do recipiente.o. com o auxilio de uma espátula. c) super-saturadas: são soluções em que a massa de soluto dissolvida é superior ao coeficiente de solubilidade.o. Num bequer pequeno (100 mL).113 De acordo com o C.3H2O).. b) saturadas: quando a massa de soluto dissolvida é igual ao coeficiente de solubilidade. Aqueça a mistura.

Essa concentração é expressa com exatidão (quatro decimais) ex.8543 mol/L (número de mols/volume) . . na unidade de volume.1538 g/L (massa/volume) 0.300 g contidos em pesafiltros. de modo geral.: 0.01 frasco ambar de 500 mL.03 erlenmeyer de 250 mL .01 bureta de 50 mL. . as substâncias são utilizadas. além da proporção entre a quantidade de soluto e de solução (ou solvente). . de 0.indicador (Verde de Bromo-cresol) * MATERIAL POR GRUPO (na bancada) .01 funil de haste longa. Dependendo da utilização da solução as mesmas devem ser consideradas segundo duas características básicas: c) soluções padrão: usadas para fins analíticos contendo uma quantidade exatamente conhecida de um reagente qualquer. .01 balão volumétrico de 500 mL. na preparação adequada dessa solução. é indispensável que se conheçam características específicas de cada soluto. .114 Experimento 2 .01 pipeta graduada de 5 mL. * INTRODUÇÃO Na atividade de laboratório.01 bastão de vidro.PREPARO E ACONDICIONAMENTO DE SOLUÇÃO DE ÁCIDO CLORÍDRICO * MATERIAL E REAGENTES (no balcão central) .01 suporte com agarrador para bureta. .papel de filtro. . . na forma de soluções.ácido clorídrico concentrado (na capela). seja em nível acadêmico ou na própria indústria. .amostras de Na2CO3 (03 por grupo). expressa na forma de uma “concentração” . Numa solução.

ácido benzóico.115 d) soluções não padronizadas: usadas para fins não analíticos sendo sua concentração aproximada. O número de padrões primários é relativamente limitado.0 mol/L (número de mols/volume) *PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES PADRÃO O título das soluções padrão deve ser conhecido com grande exatidão. comumente. de transferência de alíquotas com a pipeta volumétrica e transferência de solução para o balão volumétrico. . pipeta volumétrica. Não é requerida a mesma exatidão. São os seguintes os requisitos principais exigidos de um padrão primário: f) a substância deve ser de fácil obtenção. em balança analítica. o uso de um reagente quimicamente puro e com composição perfeitamente definida. No rótulo deverá constar a espécie química. a data de praparação e seu preparador. tetraborato de sódio.) a técnica correta de leitura. nitrato de prata.. j) deve ser bastante solúvel.. oxalato de sódio e dicromato de potássio.: 0. tiocianato de potássio. Maiores detalhes serão tratados nas disciplinas de Química Analítica Quantitativa. da massa que se requer da substância. purificação. *** balão volumétrico só é utilizado na preparação e não no armazenamento !!! Embora o Sistema Internacional de unidades recomende para o volume a unidade metro cúbico utilizamos o volume expresso em litro (L). erlenmeyer. Quando o reagente com que se tem de preparar a solução é um padrão primário. dissolução e diluição a um volume conhecido em balão volumétrico aferido. seu título.. A preparação de uma solução padrão requer. i) a substância não deve ser higroscópica (absorver umidade do ambiente) ou eflorescente. com relação às soluções padronizadas (um ou dois decimais) ex. recorre-se a técnica direta que consiste na pesagem.1 %. padrões primários. Os reagentes com semelhantes características são denominados. ácido oxálico. cloreto de sódio (após dessecação a peso constante). dessecação e conservação.5 g/L (massa/volume) 1. São exemplos: carbonato de cálcio. conforme modelo. As ilustrações a seguir indicam alguns dos equipamentos utilizados na titulações (bureta. direta ou indiretamente. h) as impurezas devem ser facilmente identificáveis com ensaios qualitativos de sensibilidade conhecida. O grau de exatidão requerido é maior do que o correspondente aos trabalhos analíticos mais comuns. g) não pode ser volátil. Assim sendo é desejável que o título das soluções padrão possa ser determinado com um erro inferior a 0.

os hidróxidos alcalinos e de amônio. então.) a preparação direta da solução não é possível.... uma solução com concentração aproximada à desejada e. que consiste em preparar. o permanganato de potássio. Recorre-se. o ácido clorídrico. . à técnica indireta. inicialmente. depois. 2574 mol/ L Linus Pauling 06/06/1966 Química Geral e Inorgânica II Quando o reagente não é padrão primário (por exemplo.116 Leitura correta da bureta Transferência de solução Transferência de líquido para o balão Como rotular a solução ! FACULDADE DE QUÍMICA – PUCRS HCl M = 0.

. Na padronização devem ser obedecidas as seguintes condições: d) é preciso dispor de um padrão primário adequado ou solução padronizada. sendo aconselhável o uso de tampas com rolha de borracha ou polietileno ou rosqueadas. determinar com exatidão o sei título em relação a um padrão primário adequado ou com referência a uma outra solução padrão. em virtude do erro inerente ao aparelho de pesagem. para garantir uma exatidão de 0. As soluções de hidróxidos alcalinos reagem com o CO2 presente no ar formando carbonatos. o ácido clorídrico não é padrão primário e a sua solução pode padronizada através de um padrão primário. Por exemplo. como é o caso do carbonato de sódio. o que ocorre com facilidade em soluções de peróxido de hidrogênio e permanganato de potássio. A seguir esta solução (já padronizada) pode ser usada para titular hidróxidos alcalinos (como por exemplo o hidróxido de sódio). Algumas soluções são altamente estáveis e outras não.02 mL. As soluções padrão devem ser conservadas de maneira a manter inalterado seu título tanto quanto possível.1% é preciso que o volume de solução gasto na titulação não seja inferior a 40 mL. Aconselha-se o frasco escuro para evitar a decomposição fotoquímica. pois cada leitura na bureta está sujeita a um erro de 0. *** Obs.1 eqg/L de dicromato de potássio é indefinidamente estável. podendo o erro total chegar a 0. f) o volume de solução gasto na padronização não deve ser pequeno demais.01 mL e um erro de escoamento de 0. Estes carbonatos solidificam no gargalo dos frascos de depósito e se os mesmos tiverem tampas de vidro esmerilhado. a presença de carbonatos irá emperrar as referidas tampas.04 mL e. e) o peso do padrão primário não pode ser demasiadamente pequeno. portanto. tem duração limitada. nítrico e hidróxido de amônio. por serem estes solutos voláteis. isto é. uma solução 0.: como o objetivo em nossa disciplina não é esgotar o assunto e sim mostrar características principais no prepa – ro de soluções. eventualmente o critério acima poderá não ser verificado !!! *CONSERVAÇÃO DAS SOLUÇÕES PADRÃO Como já afirmamos anteriormente as soluções não são conservadas em balões volumétricos (são usados somente na preparação). As soluções de ácido clorídrico. Por exemplo.117 padronizá-la.

com pipeta graduada. . a partir do ácido concentrado. a qual você deverá registrar em seus apontamentos para posteriores cálculos. a seguir. conforme equação a seguir 2 HCl(aq) + Na2CO3(s) “ 2 NaCl(aq) + H2O(l) + CO2(g) Será utilizada uma massa exata deste padrão primário (previamente determinada pelo monitor). enxaguando-o com água da torneira e após com água destilada. Cada grupo deverá utilizar.2 eqg/L (visto que estas expressões de concentração se equivalem). inicialmente. Nosso objetivo. massa específica e massa molar) você deverá reconhecer no rótulo do referido ácido. calcule o volume de ácido concentrado que contém a massa necessária para o preparo da solução. três amostras de Na2CO3. Para acondicionar a solução no frasco de depósito. Agite a solução e acrescente água destilada ao balão até cerca de 0.2 mol/L ou 0. usando a reação com um padrão primário.5 cm abaixo da marca de referência. Nesta 2a parte do experimento nosso objetivo é determinar com exatidão a concentração do HCl. o volume de ácido concentrado que você calculou e transfira para o balão volumétrico.118 * PROCEDIMENTOS I – Preparação de uma solução ácida a partir do ácido concentrado. de concentração 0. Para homogeneizar a solução inverta e agite o balão algumas vezes. Meça. ficando o frasco “molhado” pela própria solução. usando como padrão primário o carbonato de sódio anidro. cujas características (Título em massa. Calcule a massa de HCl puro que será necessária para a preparação da solução acima e. com uma pequena porção (cerca de 5 mL) enxaguar o frasco depósito com a solução preparada de HCl. Finalmente. é preparar 500 mL de uma solução de ácido clorídrico. para efetuar seus ensaios. a seguir. seguindo as técnicas de leitura. A solução recém preparada é um padrão primário ? Porque ? II – Padronização da solução de ácido clorídrico. pelo menos. Com a pipeta graduada (limpa) complete com água até o traço de referência. lave o mesmo com água e detergente. Adicione. água destilada ao balão volumétrico até cerca da metade de seu volume. Transfira a solução preparada do balão para o frasco de depósito.

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Inicialmente complete a bureta até o zero, com a solução preparada de HCl, tomando o cuidado para que não fiquem bolhas de ar entre a torneira e a extremidade inferior da bureta. Transferir cada amostra de Na2CO3 para um erlenmeyer, adicionando água destilada suficiente para a dissolução do sal. Após a dissolução do carbonato adicione 2 a 3 gotas do indicador. Proceda na adição lenta do ácido contido na bureta, até a mudança de coloração do indicador. O manuseio correto da torneira da bureta está indicado na ilustração ao lado. Quando perceber próxima a mudança de coloração do indicador adicione a solução ácida gota a gota, com constante agitação. Para melhor obervar a mudança de coloração do indicador coloque um papel filtro sobre o suporte da bureta, abaixo de erlenmeyer. O mais indicado é um azulejo de cor branca, o qual não fica empreganado de substâncias coloridas que mascaram a visualização do ponto final da reação.

Anote o volume gasto da solução ácida. Complete a bureta com a solução ácida, tome outra amostra de Na2CO3 e repita a titulação, fazendo o mesmo com a última amostra. Para cada uma das três titulações calcule: a) a massa, em gramas, do HCl necessário para a reção como carbonato, verificando se esta quantidade está de acordo com a estequiometria prevista; b) conhecida a massa e o volume de HCl necessário para a neutralização, determine a concentração a concentração em mol/L para a solução de HCl, rotule a mesma e guarde esta solução que será utilizada no próximo experimento.

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Experimento 3 – PREPARAÇÃO E ACONDICIONAMENTO DE SOLUÇÕES ALCALINAS.

* OBJETIVOS Nosso objetivo, neste experimento, é a preparação, padronização e acondicionamento de uma solução alcalina, a partir de um reagente sólido. Em nosso caso o soluto será o hidróxido de sódio. Esta solução, após a padronização será utilizada na titulação de amostras ácidas (ácido sulfúrico e acético – vinagre). * MATERIAL E REAGENTES (no balcão central) - hidróxido de sódio sólido - solução de ácido clorídrico 0,2 mol/L - indicador (verde bromo-cresol ou fenolfateleína) * MATERIAL POR GRUPO (bancada) - vidro de relógio - espátula de madeira - bequer pequeno sem graduação (100 mL) - bastão de vidro - balão volumétrico de 1000 mL - pipeta graduada de 5 mL - pipeta volumétrica de 25 mL - bureta - suporte a agarrador para bureta - 3 frascos erlenmeyer de 250 mL - frasco âmbar para acondicionar a solução 1000 mL - balança semi-analítica - bequer de 250 mL - funil de haste longa - papel-filtro - etiquetas, cola,...

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* INTRODUÇÃO Os reagentes usados na preparação de soluções padrão alcalinas são os hidróxidos de sódio, potássio e bário. O mais empregado é o de sódio. As soluções de bases fortes absorvem CO2 do ar, contaminando-se, por formação de carbonatos. Portanto os frascos de soluções destas bases devem permanecer o menor tempo possível abertos. As soluções fortemente alcalinas, quando conservadas em frascos de vidro também sofrem contaminação devido à formação de silicatos, em ataque ao vidro. É recomendável a conservação em frascos de polietileno. Como já alertamos anteriormente não devem ser usados frascos de vidro com tampa esmerilhada, para evitar a formação de carbonatos sólidos, quando a solução é vertida, dificultando e até impossibilitando a abertura do referido frasco. Embora não completamente satisfatórias são usadas rolhas de borracha para vedar estas soluções. * PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES ALCALINAS (NaOH) Tendo em vista que o hidróxido de sódio é bastante higroscópico, não se constituindo num padrão primário, sua solução é preparada pelo método indireto e sua concentração é aproximada. Para a determinação exata de sua concentração é necessário padronizá-la, através de um padrão primário ou de uma solução ácida padronizada. Calcule a massa de NaOH necessária para a preparação de 1000 mL (1,0 L) de solução 0,2 mol/L ou 0,2 eqg/L. Pesar a quantidade acima calculada, sobre um vidro de relógio, em balança semi-analítica. Transfira o soluto para um bequer de 250 mL e adicione água destilada até a metade do volume, agitando com um bastão de vidro até total dissolução. Com o auxílio de um funil de haste longa transfira a solução para um balão volumétrico de 1000 mL, de modo que a solução não entre em contato com a parte superior do gargalo, acima da marca de referência. Lave o bequer com pequennas porções de água, reunindo-as no balão. Complete o volume do balão volumétrico com água destilada até cerca de 0,5 cm abaixo da marca de referência. A porção restante do volume complete, com cuidado, usando a pipeta graduada de 5 mL, sem ultrapassar a marca do gargalo. Homogeneizar a solução e acondicioná-la em frasco próprio.

Realize a titulação com as três amostras. com pipeta volumétrica. Valendo-se da média dos volumes gastos determine a concentração em mol/L ou eqg/L. adicionando em frascos erlenmeyer. Guarde a solução alcalina para experimentos posteriores. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . ultimando-a gota a gota. Em nosso experimento será utilizada a solução de HCl já padronizada no experimento anterior ou outra definida pelo professor. Meça 25 mL de solução de NaOH. Prepare 03 amostras. Proceda na titulação até mudança de coloração do indicador. Na bureta coloque a solução de ácido clorídrico padronizada. da solução alcalina.122 * PADRONIZAÇÃO DA SOLUÇÃO ALCALINA As soluções alcalinas podem ser padronizadas com soluções de ácido clorídrico de concentração definida. Adicione 2 a 3 gotas de indicador.

indicador (Verde de Bromo-cresol ou Fenolftaleína) . na concentração acima referida (vide dados do rótulo do ácido sulfúrico: Título. Colha as amostras de NaOH com a pipeta volumétrica.copos graduados de 250 mL (02 por grupo) .2 eqg/L. Dilua adicionando o ácido em pequenas porções em água.pipetas volumétricas de 25 mL (01 por grupo) . Valendo-se de procedimentos semelhantes àqueles adotados na preparação e padronização da solução de ácido clorídrico você irá fazer o mesmo em relação a solução de ácido sulfúrico.10 mol/L.04 pipetas graduadas (para o ácido sulfúrico) . Calcule. cola *OBJETIVOS E PROCEDIMENTOS Neste experimento. que corresponde a 0. massa específica e massa molar).frascos erlenmeyer de 250 mL (03 por grupo) . o volume de ácido sulfúrico concentrado necessário para preparar 500 mL de solução.funis com haste longa (01 por grupo) . transferindo-as para os frascos erlenmeyer. inicialmente.suportes com agarrador para buretas .soluções padronizadas de hidróxido de sódio .copos de 100 mL sem graduação (02 por grupo) .etiquetas. contida num bequer.papel-filtro . .bastões de vidro .buretas de 50 mL (01 por grupo) .123 Experimento 4 – PREPARAÇÃO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO DE ÁCIDO SULFÚRICO *MATERIAL E REAGENTES (somente no balcão central) .frascos âmbar de 500 mL para armazenar a solução (01 por grupo) . transferindo para o balão volumétrico. nosso objetivo é preparar e padronizar uma solução de ácido sulfúrico de concentração 0.balões volumétricos de 500 mL (01 por grupo) . A única diferença prende-se ao fato de utilizar como padrão uma solução de hidróxido de sódio que você mesmo preparou e padronizou em experimento anterior.ácido sulfúrico concentrado (04 frascos) . com o funil de haste longa.

124 vidro. -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . pois soluções alcalinas atacam lentamente o Proceda nas titulações e apresente os resultados ao final. O ácido deve ficar na bureta.

Após a homogeneização da solução ácida você irá colher 03 amostras de 25 mL.balões volumétricos de 250 mL (01 por grupo) . .funil de haste longa * OBJETIVOS E PROCEDIMENTOS Neste experimento nosso objetivo é determinar o teor de ácido acético (percentual) no vinagre comercial. calcule o teor de ácido acético no vinagre e apresente seus cálculos para o professor. Para tanto você irá colher com pipeta volumétrica de 25 mL uma alíquota de vinagre e diluí-la a 10%. teremos que diluí-lo inicialmente.frascos erlenmeyer de 250 mL (03 por grupo) . através de pipeta volumétrica.indicador (Fenolftaleína) . num balão volumétrico de 250 mL. * MATERIAL E REAGENTES (somente no balcão central) . Levando em conta as diluições feitas. transferindo-as para os frascos erlenmeyer.soluções padronizadas de hidróxido de sódio . com graduação (02 por grupo) . utilizando para esta titulação a solução padronizada de hidróxido de sódio.copos de 100 mL. por adição de água destilada. Com a solução alcalina na bureta (embora este procedimento não seja aconselhável) proceda na titulação do ácido acético.pipetas volumétricas de 25 mL (01 por grupo) .bastões de vidro .buretas de 50 mL (01 por grupo) .vinagre comercial (02 frascos) .copos graduados de 250 mL.125 Experimento 5 – DETERMINAÇÃO DO TEOR DE ÁCIDO ACÉTICO (CH3COOH) NO VINAGRE COMERCIAL. cola.suportes para bureta com agarrador . Para este cálculo percentual . Tendo em vista a concentração do ácido acético no vinagre. sem graduação (02 por grupo) .papel-filtro .etiquetas. em quantidade adequada.

-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . lave com muita água a bureta. por ser bastante diluída. tenha massa específica igual a da água. impedindo o movimento da torneira.0 grama/cm3. para não deixar resíduos da solução alcalina na mesma. Após a realização do experimento. 1. Lembre-se que a solução alcalina reage com o gás carbônico do ambiente formando depósito sólido de carbonato de sódio.126 considere que a solução aquosa de vinagre. ou seja.

solução de ácido clorídrico 1.balança semi-analítica * INTRODUÇÃO Neste experimento nosso objetivo é determinar a entalpia de algumas reações (dissolução com dissociação e neutralização). como a medida ocorre em lapso de tempo curto.50 mol/litro . pode-se considerar que não ocorrem perdas significativas de calor para o meio externo.calor específico da água (solução) = 1.solução de hidróxido de sódio 1.grau . O ideal seria utilizar um frasco de reação isolado termicamente do meio externo (frasco Dewer ou garrafa térmica).etiquetas adesivas (tamanho pequeno) .00 mol/litro . aplicando aos resultados obtidos a Lei de Hess.calor específico do vidro = 0.01 vidro de relógio médio . portanto.01 bastão de vidro . O calor envolvido irá modificar a temperatura da solução e do frasco.127 Experimento 6 – DETERMINAÇÃO DE CALORES DE REAÇÃO E LEI DE HESS. Você vai usar um frasco erlenmeyer de 250 mL que servirá como recipiente para a reação e como calorímetro simples para medir o calor envolvido nas reações. Considere que: .calor total = calor absorvido pela água + calor absorvido pelo calorímetro (erlenmeyer) .0 cal/grama.grau .solução de ácido clorídrico 0. considerando que são desprezíveis as perdas de calor para o ambiente.01 bequer de 250 mL . * REAGENTES E SOLUÇÕES (balcão central) . podendo. ser utilizado um frasco aberto e não isolado.2 cal/grama.hidróxido de sódio sólido (02 frascos) . como calorímetro. No entanto.00 mol/litro * MATERIAL POR GRUPO (bancada) .espátula de madeira . como já afirmamos anteriormente.01 frasco erlenmeyer de 250 mL .

com precisão. NaOH(s) + aquoso “ Na+(aq) + OH-(aq) DH1 = . formando água e solução aquosa de cloreto de sódio.Dt + merlenmeyer.cvidro.y calorias Reação 3: solução aquosa de hidróxido de sódio reagindo com solução aquosa de cloreto de hidrogênio.z calorias . A atividade experimental consiste em medir e comparar a quantidade de calor envolvida em três reações: Reação 1: hidróxido de sódio sólido dissolvendo-se em água formando solução aquosa de íons.Dt Não há necessidade de determinar a massa de água se levarmos em conta que sua massa específica é 1.cágua.128 Qtotal = mágua. formando água e solução aquosa de cloreto de sódio. Na+(aq) + OH-(aq) + H+(aq) + Cl-(aq) “ Na+(aq) + Cl-(aq) + H2O(l) DH3 = .x calorias Reação 2: hidróxido de sódio sólido reagindo com solução aquosa de cloreto de hidrogênio. sendo pois necessário determinar apenas o volume. NaOH(s) + H+(aq) + Cl-(aq) “ H2O(l) + Na+(aq) + Cl-(aq) DH2 = .0 grama/mL.

transferindo.50 mol/litro. . Lave bem o frasco erlenmeyer antes de passar para a reação 2. Em balança analítica determine a massa de um frasco erlenmeyer de 250 mL.a quantidade total de calor por mol de NaOH. Num vidro de relógio determine a massa de aproximadamente 4. b) Determinação do Calor da Reação 2. Para tanto deixe-as em repouso por alguns minutos em contato com o ambiente para alcançar o equilíbrio térmico.00 mol/litro de HCl e.00 mol/litro de NaOH. Se houver pequena diferença de temperatura entre ambas o professor lhe dará instruções como proceder para alcançar em ambas valor igual de temperatura.o número de mols de NaOH usados em cada reação.a quantidade de calor absorvida pela solução. Para evitar erros instrumentais utiliza-se sempre o mesmo termômetro. anotando a temperatura mais extrema alcançada na dissolução. . Coloque no frasco 200 mL de água destilada.a quantidade total de calor absorvida.0 gramas de NaOH.a variação de temperatura. num bequer de 250 mL. Repita as operações iniciais do item (a) anterior. d) Cálculos * Em cada uma das reações calcule: . substituindo a água destilada por 200 mL de solução de ácido clorídrico de concentração 0. c) Determinação do Calor da Reação 3.129 * PROCEDIMENTOS a) Determinação do Calor da Reação 1. No frasco erlenmeyer de 250 mL. Deixe em repouso por alguns minutos (3 min. a seguir. limpo e seco. Coloque o termômetro na água e agite o frasco até total dissolução do hidróxido. Com um termômetro de precisão determine a temperatura desse sistema. coloque 100 mL de solução 1.a quantidade de calor absorvida pelo frasco. esta quantidade para a água contida no erlenmeyer. reuna as duas soluções e anote a temperatura mais extrema. –) para que a água e o frasco entrem em equilíbrio térmico com o ambiente. Anote a temperatura inicial. Lave novamente o frasco erlenmeyer antes de passar à etapa seguinte. . As duas soluções devem estar à mesma temperatura antes de misturá-las. coloque 100 mL de solução 1. . . .

130 * Exprima seus resultados como Calores de Reação: DH1 . -o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o- . + DH3). DH2 e DH3. procure explicar as prováveis causas para as mesmas. * Compare DH2 com (DH1 + DH3) e procure explicar. * Havendo significativas diferenças entre os valores calculados no item anterior. * Calcule a diferença (desvio) percentual entre DH2 e (DH1 considerando que DH2 esteja correto.

São Paulo. Cruz. Livros Técnicos e Científicos Editora. Brasil. . – Prácticas de Química General – Editora Muir. Paulo.E. 7. M. Semishin. N. 3. S. 1979. 6.R. 4. 1979. Brasil. 1. Andrade. Maynard & Taylor – Experiments in General Chemistry . U. 5. Moscou. V. – Química. s. R.H. São Paulo. G.Editora Integral. G. Van Nos trand. Porto Alegre. uma Ciência Experimental – EDART (Vol. O.Editora Scipione. A. – Aulas Experimentais de Laboratório de Química para Engenheiros II – Editora Integral. 3). M. s. U. – Química Analítica Quantitativa – Vol.S.S. York. C.S. – Práticas de Química Geral . 1995.M. Porto Alegre.131 Referências Bibliográficas 1.A. Ohlweiler.S.D. 2. – Experimentos de Química em Microescala . A. Brasil.d.d. Ramos. 1981.