MARK-UP Para chegar ao preço de venda a ser repassado ao consumidor, é necessário utilizar fórmulas que possibilitem alcançar o número

correto. Lembre-se que o objetivo ao definir o mark up é incluir os impostos, o lucro e outros percentuais que incidem sobre o valor do preço final. O erro mais comum na hora de estipular o preço final é considerar percentuais que não incidem sobre a venda, mas sim sobre outro fator qualquer, como despesas fixas. “Outro engano é introduzir a taxa de juros para a venda à vista, pois o preço fica muito alto e fora de mercado. O correto é calcular o preço de venda à vista e posteriormente acrescentar o juros para a venda a prazo, utilizando a matemática financeira”. De acordo com o consultor organizacional Carlos Basso, o mark up é o metodo mais comum utilizado pelas empresas. Embora não seja o adequado na opinião do especialista, ele é simples e prático. “O cálculo do preço de venda consiste na multiplicação do preço de compra por um percentual de acréscimo que o administrador define. A fórmula para encontrar o mark up é: Mark up divisor = [100% - (% despesa variável + % despesa fixa + % margem de lucro líquido desejado)]: 100 Vamos trocar os nomes da fórmula por números, como exemplo: Mark up divisor = [100% - (10% + 25% + 12%)]: 100 Mark up divisor = [100% - (47%)]: 100 Mark up divisor = [53%]: 100 Mark up divisor = 0,53 Calculando o preço de venda (PV) com o uso do mark up: PV = custo da mercadoria: mark up divisor PV = R$ 10,00: 0,53 PV = R$ 18,87 Podemos ainda utilizar o mark up multiplicador, calculado da seguinte maneira: Mark up multiplicador = 1: mark up divisor, utilizando ainda o exemplo acima, Mark up multiplicador = 1: 0.53 = 1,887 Para calcular o preço de venda com este tipo de mark up, basta multiplicar o custo da mercadoria pelo mark up multiplicador. No exemplo: PV = R$ 10,00 x 1,887 PV = 18,87. Desta forma, por exemplo, incluem-se 18% de ICMS, 0,65% de PIS, 7% de Cofins e, se o lucro desejado for de 15%, teremos uma soma total de 40,65%. Este valor deve ser dividio por 100, chegandose a 0,4065. Dai se faz a subtração 1 (um) menos 0,4065, que resulta no valor 0,5935. Ulisses argumenta que se o custo do produto for R$ 100, já incluso as despesas fixas, teremos um preço de venda de R$ 168,49, que é o resultado da divisão do valor inicial (R$ 100,00) pelo fator 0,5935. EXERCÍCIO FORMAÇÃO DO PVO – MÉTODO MARK-UP 1) No processo de estabelecimento de preços de produtos e de serviços é utilizado com muita frequência o conceito de Mark-Up ou Fator “K.”. Em termos simples, Mark-Up ou Fator K, é um coeficiente multiplicador ou divisor que aplicado sobre o custo do produto ou serviço, gera o respectivo preço final.

Imposto de Renda e Contribuição Social sobre lucro de 30% para mercado interno e 0% para mercado externo. calcule o preço final para mercado interno e mercado externo de um determinado produto adquirido por $ 300. 0. Despesa de Administração de 6% . e que serão inclusos 18% de ICMS. Em virtude da edição da LC 87/1996.00.00% Icms Pis Cofins Comissão Frete Despesas com Adm. IRR 30% e o lucro desejado é de 15% ? TRATAMENTO FISCAL DAS EXPORTAÇÕES ICMS A exportação de produtos industrializados é imune ao ICMS (CF/1988.Social Soma: Mark-Up multiplicador Mark-Up divisor Custo da Mercadoria Preço Final Obs: 1)Fique atento para alguns elementos que não incidem sobre a formação do Mark-up para exportação. Despesas com Vendas de 8% para mercado interno e 4% para mercado externo.00% 100. Pis de 0.65% de PIS. 7% de Cofins.0% . sabendo que foram comprados para revenda 100 caixas com 12 litros cada. Pis/Cofins e outros elementos especificados no enunciado 2) O Mark-Up deverá ser apurado com 4 casas decimais. e Formação do preço final. .Fundamentado no conceito mencionado acima. 2) Qual o preço de venda unitário de um litro de 0leo lubrificante.00 a vista. Os elementos constitutivos do preço final são os seguintes: Icms de 12% . a exportação de produtos primários e semi-elaborados constituirá hipótese de não-incidência.65% Cofins de 1. Lucro Liquido objetivado é de 8% para mercado Interno e de 5% para mercado externo. 155. apesar de não ser imune. as leis ordinárias estaduais que previam a sua tributação deixam de ser aplicáveis. a). Para o cálculo do Mark-Up. Frete de 2% para mercado interno e 6% para mercado externo. A partir da Lei Complementar 87/1996 (art. Comissão 4% para mercado interno e 10% para mercado externo. X. por R$ 7200. Despesas com Vendas Lucro Liquido Desejado I. 3º). utilize a tabela abaixo: Elementos Constitutivos Mercado Interno Mercado Externo Número índice 100. § 2º.Renda/Contr. art. tais como: Icms.

contemplando todos os produtos. Observe-se que. O parágrafo único. 7o da Lei Complementar 70/1991 concedeu isenção de COFINS sobre as receitas oriundas da exportação de mercadorias. inciso III). IPI São imunes da incidência do imposto.637/2002). § 1º. É admitido o crédito do ICMS relativo a matérias-primas. não são tributáveis as operações. produtos intermediários e material de embalagem adquiridos para emprego na industrialização de produtos destinados à exportação ou as mercadorias e serviços que venham ser objeto de operações ou prestações destinadas ao exterior. instituído pela Lei 10. e (c) primários. 153. o artigo 5º da mesma estipula a não incidência sobre as receitas decorrentes das exportações de mercadorias ou serviços.637/2002. inclusive tradings ou outro estabelecimento da mesma empresa e. dependendo de previsão legal regulamentada no Regulamento do ICMS de cada unidade da federação. art. Com relação ao PIS não cumulativo. de que decorra a exportação de produtos: (a) industrializados. b) armazém alfandegado ou entreposto aduaneiro.Em suma. dispõe que se equiparam às operações de exportação as saídas de mercadorias realizadas com o fim específico de exportação para o exterior. os produtos industrializados destinados ao exterior (Constituição. poderão ser transferidos para outros estabelecimentos da mesma empresa e o saldo remanescente poderá ser repassado para outros contribuintes. para os contribuintes que apuram o PIS pelo sistema não cumulativo (Lei 10. Os créditos acumulados do ICMS decorrentes da exportação. destinada a: a) empresa comercial exportadora.15835/2001. da MP 2. artigo 3o. em virtude de não-incidência. em virtude de não-incidência. existe o direito ao crédito. em virtude de imunidade. de origem nacional ou estrangeira. de acordo com o artigo 14. nas condições fixadas pela Lei. Além disso. mesmo quando realizadas através de . PIS As exportações são isentas do PIS. da LC 87/1996. (b) semi-elaborados. COFINS O art. após exame de sua legitimidade pelo Fisco. o estabelecimento exportador pode creditar-se do IPI pago na aquisição dos insumos que industrializou. § 3º.

2º.cooperativas. observe-se que a exportação de serviços está sujeita à tributação integral pela alíquota do Simples Nacional. cujo resultado aqui se verifique. etc.833/2003. No entanto. destacadamente. instituída pela Lei 10. sujeitar-se-ão as alíquotas da Tabela 1. o artigo 6 da mesma estipula a não incidência sobre as receitas decorrentes das exportações de mercadorias ou serviços. o crédito das referidas aquisições. consórcios ou entidades semelhantes. sobre as operações de exportação. ISS O ISS não incide sobre as exportações de serviços para o exterior do País (art. da Lei Complementar 116/2003). ainda que o pagamento seja feito por residente no exterior. para fim de pagamento. inciso I. exceto quando as empresas forem beneficiadas com programas específicos do Lucro de Exploração (tipo BEFIEX. admitido. Com relação à COFINS não cumulativa. . desde que destinadas ao fim específico de exportação para o exterior. as receitas decorrentes da revenda de mercadorias para exportação e as receitas decorrentes da venda de mercadorias por elas industrializadas para exportação. nos termos do Decreto-Lei 1. bem como ás empresas comerciais exportadoras. As receitas de revenda para exportação estão sujeitas as alíquotas da Tabela 1 da Seção III do Anexo I e a venda de mercadorias industrializadas para exportação. Nota: são tributáveis os serviços desenvolvidos no Brasil.248/1972. SIMPLES NACIONAL As ME e as EPP optantes pelo Simples Nacional deverão considerar.). Seção III do Anexo II. Sobre cada uma das receitas segregadas aplicar-se-ão as alíquotas previstas nas tabelas dos Anexos I a IV da Resolução CGSN 5/2007. ainda. mensalmente e por estabelecimento. IRPJ E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL S/LUCRO Deverão ser calculados normalmente.