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Hemograma completo

A.Contagem de hemácias e índices hematimétricos

Este teste, também chamado de contagem de eritrócitos, é parte de uma contagem completa de sangue. É também usado para detectar a quantidade de hemácias em um microlitro (milímetro cúbico) de sangue total. Os índices hematimétricos fornecem importantes informações sobre o tamanho, concentração de hemoglobina e peso da hemoglobina de uma hemácia média.

Objetivos

•Fornecer dados para o cálculo do volume corpuscular médio e da hemoglobina corpuscular média, que revelam o tamanho da hemácia e o conteúdo de hemoglobina.

•Dar suporte a outros testes hematológicos para o diagnóstico ou monitoração de anemia ou policitemia.

•Auxiliar no diagnóstico e classificação das anemias.

Preparação do paciente

Jejum de 4 horas.

Valores de referência

Método: automatizado com eventual estudo morfológico em esfregaços corados.

Os valores normais de hemácias variam, dependendo do tipo de amostra e da idade e sexo do paciente, da seguinte maneira:

Homens adultos: 4,6 a 6,2 milhões de hemácias/ml de sangue venoso

Mulheres adultas: 4,2 a 5,4 milhões de hemácias/ml de sangue venoso

Crianças: 3,8 a 5,5 milhões de hemácias/ml de sangue venoso

Bebês a termo: 4,4 a 5,8 milhões de hemácias/ml de sangue capilar ao nascimento, diminuindo para 3,8 milhões de hemácias/ml na idade de 2 meses, e aumentando lentamente daí em diante.

Os índices hematimétricos testados incluem volume corpuscular médio (VCM), hemoglobina corpuscular média (HCM) e concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM).

VCM: 84 a 99mm3.

HCM: 26 a 32 pg.

CHCM: 31 a 36 g/dl.

Achados anormais

Uma contagem elevada de hemácias pode indicar policitemia absoluta ou relativa. Uma contagem deprimida de hemácias pode indicar anemia, sobrecarga de líquido ou hemorragia além de 24 horas. Teste adicionais, como, por exemplo, exame de célula colorida, hematócritos, hemoglobina, índices hematimétricos e estudos de glóbulos brancos são necessários para confirmar o diagnóstico.

Baixos VCM e CHCM indicam anemias microcíticas hipocrômicas causadas por anemia por deficiência de ferro, anemia sideroblástica ou talassemia. Um VCM alto sugere anemias macrocíticas causadas por anemias megaloblásticas, devido à deficiência de ácido fólico ou vitamina B12, desordens congênitas de DNA ou reticulocitose. Em razão do VCM refletir volume médio de muitas células, um valor dentro da faixa normal pode ocorrer em pacientes cujo tamanho de glóbulos vermelhos varia, e inclui células microcíticas e macrocíticas.

B.Hemoglobina Total

Este teste é usado para medir a quantidade de hemoglobina (Hb) encontrada em um decilitro (100 ml) de sangue total. Usualmente ele é parte de um hemograma completo.

A concentração de hemoglobina correlaciona-se estreitamente com a contagem de hemácias.

Objetivos

•Medir a gravidade de anemia ou policitemia e monitorar a resposta à terapia.

•Obter dados para o cálculo da hemoglobina corpuscular média e concentração de hemoglobina corpuscular média.

Valores de referência

Método: automatizado

As concentrações de Hb variam, dependendo do tipo de amostra retirada (amostras de sangue capilar para bebês e amostras de sangue venoso para todos os demais) e da idade e sexo do paciente, da seguinte maneira:

Recém-nascidos: 14 a 20 g/dl

1

semana de idade: 15 a 23 g/dl

6

meses de idade: 11 a 14 g/dl

Crianças de 6 meses a 18 anos: 12 a 16 g/dl

Homens: 14 a 18 g/dl

Mulheres: 12 a 16 g/dl.

Achados anormais

Baixas concentrações de Hb podem indicar anemia, hemorragia recente ou retenção de líquido causando hemodiluição.

Hb elevada sugere hemoconcentração originária de policitemia ou desidratação.

C.Hematócrito

O exame de hematócrito (Ht) pode ser efetuado separadamente ou como parte de um

hemograma completo. Ele mede a porcentagem por volume de hemácias contidas em uma amostra de sangue total – por exemplo, 40% de Ht indica 40 ml de hemácias contidas em uma

amostra de 100ml. Essa concentração é obtida centrifugando-se o sangue total anti-coagulado

em um tubo capilar, de forma que as hemácias sejam firmemente concentradas sem hemólise.

Objetivos

•Auxiliar no diagnóstico de policitemia, anemia ou estados anormais de hidratação.

•Auxiliar no cálculo de dois índices de hemácias: VCM e CHCM

Valores de referência

Método: automatizado.

O Ht é normalmente medido eletronicamente. Os resultados são até 3% mais baixos do que as medições manuais, que aprisionam o plasma na coluna de hemácias concentradas. Os valores de

referência variam dependendo do tipo de amostra, do laboratório que estiver efetuando o teste e

do sexo e idade do paciente, como segue:

Recém-nascidos: 42% a 60% de Ht

1

semana de idade: 47% a 65% de Ht

6

meses de idade: 33% a 39% de Ht

Crianças de 6 meses a 18 anos: 35% a 45% de Ht

Homens: 42% a 54% de Ht

Mulheres: 36% a 46% de Ht.

Achados anormais

Um Ht baixo sugere anemia, hemodiluição ou uma perda maciça de sangue. Um Ht alto indica policitemia ou hemoconcentração devido à perda sangüínea ou desidratação.

D.Contagem de Leucócitos

Uma contagem de glóbulos brancos, também chamada de contagem de leucócitos, é parte de uma contagem completa de sangue. Ela indica a quantidade de leucócitos em um microlitro (milímetro cúbico) de sangue total. As contagens de leucócitos podem variar até em 2.000, em

qualquer dia em particular, em função de exercício desgastante, tensão ou digestão. A contagem

de leucócitos pode aumentar ou diminuir significativamente em determinadas doenças, porém é

diagnosticamente útil somente quando o diferencial de glóbulos brancos e o estado clínico do paciente são levados em consideração.

Objetivos

•Determinar infecção ou inflamação.

•Determinar a necessidade de testes adicionais, como, por exemplo, o diferencial de leucócitos

ou a biópsia de medula óssea.

•Monitorar a resposta à quimioterapia, radioterapia ou outros tipos de terapia.

Valores de referência

Método: automatizado, com eventual estudo morfológico em esfregaços corados.

A contagem de leucócitos varia de 4.000 a 10.000/ml.

Achados anormais

Uma contagem elevada de leucócitos (leucocitose) com freqüência assinala uma infecção, como, por exemplo, um abscesso, meningite, apendicite ou amigdalite. Uma contagem alta de leucócitos pode também resultar de leucemia e necrose tecidual devido à queimaduras, infarto

do miocárdio ou gangrena.

Uma contagem diminuída de leucócitos (leucopenia) indica depressão da medula óssea, que pode resultar de infecções virais ou de reações tóxicas, como, por exemplo, as que acompanham

o tratamento com antineoplásicos, ingestão de mercúrio ou outros metais pesados, ou exposição

ao benzeno ou arsênicos. A leucopenia caracteristicamente acompanha influenza, febre tifóide, sarampo, hepatite infecciosa, mononucleose e rubéola.

E.Diferencial de Leucócitos

O diferencial de leucócitos é usado para avaliar a distribuição e morfologia dos glóbulos

brancos, fornecendo informação mais específica sobre o sistema imune do paciente do que a

contagem de leucócitos isoladamente.

Os glóbulos brancos são classificados de acordo com os cinco tipos principais – neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos – sendo determinada a porcentagem de cada tipo.

A contagem diferencial é o valor percentual de cada tipo de glóbulo branco no sangue. O

número absoluto de cada tipo de glóbulo branco é obtido por meio da multiplicação do valor percentual de cada tipo pela contagem total de glóbulos brancos.

Os altos níveis desses glóbulos brancos estão associados com diversas respostas imunes e anormalidades. Algumas vezes é solicitada uma contagem de eosinófilos como um teste de acompanhamento, quando é relatado um nível elevado ou deprimido de eosinófilos.

Objetivos

•Avaliar a capacidade para resistir e superar infecções.

•Detectar e identificar diversos tipos de leucemia.

•Determinar o estágio e gravidade de uma infecção.

•Detectar reações alérgicas.

•Avaliar a gravidade de reações alérgicas (contagem de eosinófilos).

•Detectar infecções parasíticas.

•Servir de suporte para o diagnóstico de outras doenças.

Valores de referência

Método: automatizado, com eventual estudo morfológico em esfregaços corados.

De forma a assegurar um diagnóstico preciso, os resultados de testes diferenciais devem ser interpretados em relação à contagem de glóbulos brancos totais (4.000 a 10.000/ml). Para adultos, os valores absolutos e porcentagens normais incluem o seguinte:

Basófilos: 0 a 200/ml; 0 a 2%

Eosinófilos: 40 a 500/ml; 1 a 5%

Linfócitos: 880 a 4.000/ml; 22 a 40%

Monócitos: 120 a 1.000/ml; 3 a 10%

Neutrófilos: 1.800 a 7.500/ml; 45 a 75%.

Para crianças, os valores absolutos e porcentagens normais podem diferir. As porcentagens são as seguintes:

Basófilos: 0 a 2%

Eosinófilos: 1 a 5%

Linfócitos: 45 a 75%

Monócitos: 3 a 10%

Neutrófilos: 22 a 40%.

Achados anormais

Os padrões diferenciais anormais fornecem evidência para uma ampla faixa de estados de doença e outras condições.

F.Contagem de Plaquetas

As plaquetas ou trombócitos, promovem a coagulação, ou seja, a formação de um coágulo hemostático em locais de comprometimento vascular.

A contagem de plaquetas é o mais importante teste de rastreamento da função plaquetária. As contagens precisas são vitais.

Objetivos

• Avaliar a produção ou utilização de plaquetas.

• Avaliar os efeitos da quimioterapia ou radioterapia na produção de plaquetas.

• Diagnosticar ou monitorar trombocitose ou trombocitopenia.

• Confirmar uma estimativa visual da quantidade e morfologia da plaqueta a partir de um filme sangüíneo colorido.

Valores de referência

Método: automatizado, com eventual estudo morfológico com esfregaços corados.

As contagens normais de plaquetas variam entre 130.000 a 370.000/ml.

Achados anormais

Uma contagem diminuída de plaquetas (trombocitopenia) pode resultar de medula óssea aplástica ou hipoplástica; uma doença infiltrativa de medula óssea, como, por exemplo, carcinoma ou leucemia; hipoplasia megacariocítica; trombopoiese infecciosa proveniente de deficiência de ácido fólico ou vitamina B12; acúmulo de plaquetas em um baço aumentado; destruição aumentada de plaquetas devido à drogas ou desordens imunes; coagulação intravascular disseminada; síndrome de Bernard-Soulier; ou lesões mecânicas às plaquetas.

Uma contagem aumentada de plaquetas (trombocitose) pode resultar de hemorragias, desordens infecciosas; câncer; anemia por deficiência de ferro; cirurgia recente, gravidez, ou esplenectomia e desordens inflamatórias. Em tais casos, a contagem de plaquetas retorna ao normal após o paciente recuperar-se da desordem primária. Todavia, a contagem permanece elevada em trombocitemia primária, mielofibrose com metaplasia mielóide, policitemia vera e leucemia mielóide crônica. Em tais desordens, as plaquetas podem estar disfuncionais, resultando em sangramento.

Exames correlatos (ao hemograma completo)

VHS, reticulócitos, mielograma, etc.

Urina tipo I

Sinonímia:

Urinálise de rotina, exame de urina.

Este teste de rastreamento avalia as características físicas da urina; determina a gravidade específica e pH da urina; detecta e mede proteína, glicose, corpos cetônicos, bilirrubina, urobilinogênio, hemoglobina (Hb), nitritos sangüíneos e hemácias; examina o sedimento para células sangüíneas, cilindros, cristais e células epiteliais.

Objetivos

•Rastrear urina com relação à doença renal ou do trato urinário.

•Auxiliar na detecção de doença metabólica ou sistêmica não relacionada à desordens renais.

Preparação do paciente

Assepsia local, desprezando-se o primeiro jato de urina, colhendo-se o jato médio.

Valores de referência

Método: dosagem enzimática manual ou por automação das proteínas; a glicose é dosada por método enzimático; a bilirrubina é pesquisada pelo reativo de Fouchet; urobilinogênio semi- quantitativo com reativo de Ehrlich; corpos cetônicos são pesquisados com reativo de nitroprussiato. A densidade é determinada por refratometria e, quando necessário, é medida a osmolaridade por crioscopia; a reação é avaliada com tiras reagentes ou pHmetro, quando indicado; tiras reagentes são utilizadas de rotina em todos os casos para pesquisa de esterases, nitritos ou ação peroxidásica (hemoglobina, mioglobina).

Achados normais

A cor normal varia de palha a amarelo-escuro, com odor característico.

Densidade: de 1.005 a 1.035;

pH: de 5,0 a 7,0.;

Proteína: normal até 0,1 gramas por litro;

Glicose, corpos cetônicos, bilirrubina, hemoglobina, nitritos, fungos e parasitas: devem estar ausentes.

Urobilinogênio, cristais, células epiteliais e algumas bactérias: podem estar presentes em pequenas quantidades;

Hemácias e leucócitos: até 10.000 células por mililitro.

Achados anormais

Alterações de cor e/ou odor podem caracterizar muitas doenças. A urina turva pode revelar infecção renal, proteinúria ou refrigeração de amostra. Uma baixa gravidade específica (<1.005) pode indicar diabetes insipidus, necrose tubular aguda ou pielonefrite. A densidade fixa ocorre em glomerulonefrite crônica com lesão renal grave; valores altos (>1.035) ocorrem em síndrome nefrótica, desidratação, choque, glomerulonefrite aguda, insuficiência cardíaca congestiva e insuficiência hepática.

pH alcalino: síndrome de Fanconi, infecção do trato urinário ou alcalose;

pH ácido: tuberculose renal, pirexia, fenilcetonúria, alcaptonúria e acidose.

Proteinúria: sugere insuficiência ou doença renal ou mieloma múltiplo;

Glicosúria: diabetes mellitus;

Cetonúria: estados de inanição, após diarréia ou vômitos ou em diabetes mellitus.

A bilirrubina na urina pode ocorrer em doença hepática, resultante de icterícia obstrutiva ou

drogas hepatotóxicas ou toxinas, de fibrose dos canalículos biliares ou de hepatite viral. O urobilinogênio aumentado pode indicar lesão hepática, doença hemolítica ou infecção grave; o urobilinogênio diminuído pode ocorrer quando há obstrução biliar, doença inflamatória, terapia antimicrobiana, diarréia grave ou insuficiência renal. A hematúria pode resultar de condições tais como infecção, obstrução, inflamação, trauma, tumores, glomerulonefrite e hipertensão renal. Um aumento nos glóbulos brancos usualmente implica infecção do trato urinário. Aumento de células tubulares renais sugere degeneração tubular renal. Cilindros em excesso indicam doença renal. Cristais em excesso sugerem hipercalcemia. Bactérias, leveduras e parasitas em sedimento urinário refletem infecção do trato genitourinário ou contaminação da genitália externa.

Exames correlatos

Uréia, creatinina, clearance de creatinina, cultura de urina.

Glicose

Também chamado: Glicose em jejum; Glicemia; Teste de tolerância à glicose; Glicose pós- prandial; Curva glicêmica; Glicose na urina Nome formal: Glicose Exames relacionados: Urinálise; Insulina; Peptídio C; Hemoglobina glicada; Microalbumina

O exame

Como o exame é usado?

O exame de glicose é pedido para medir a quantidade de glicose no sangue no momento da

coleta. É usado para detectar hiperglicemia e hipoglicemia, para ajudar o diagnóstico de

diabetes, e para monitorar os níveis de glicose em pessoas com diabetes. A glicemia pode ser medida em jejum (após 8 a 10 horas de jejum), a qualquer hora (amostra aleatória), após uma refeição (pós-prandial) ou como parte de um teste de tolerância à glicose (curva glicêmica). Uma curva glicêmica é uma série de dosagens de glicose. É colhida uma amostra em jejum, e o paciente ingere uma solução padronizada de glicose para “provocar” seu organismo. Em seguida, são colhidas uma ou mais amostras em intervalos específicos para acompanhar os níveis de glicose no tempo. Uma curva glicêmica pode ser pedida para diagnosticar diabetes ou como acompanhamento de uma glicemia elevada.

A American Diabetes Association, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial recomendam uso de glicemia

em jejum ou de uma curva glicêmica para o diagnóstico de diabetes, mas propõe que o exame seja feito duas vezes, em diferentes ocasiões, para confirmação do diagnóstico.

A maioria das gestantes é triada para diabetes gestacional, uma forma de hiperglicemia

temporária que ocorre entre as semanas 24 e 28 de gravidez, usando uma forma de teste de tolerância à glicose, com colheita uma horas após a ingestão de uma solução padronizada de glicose. Se a glicemia em jejum ou em uma amostra aleatória estiver acima de valores

estabelecidos, é feito o diagnóstico de diabetes gestacional e não são necessários outros testes.

Se a glicemia de uma hora estiver acima do valor definido, é feita uma curva glicêmica mais

longa para esclarecer o diagnóstico.

Diabéticos devem monitorar os próprios níveis de glicose, para controlar o uso de medicamentos orais e de insulina. Isso em geral é feito colocando uma gota de sangue de uma punção da pele sobre uma tira reagente, que é inserida em um glicosímetro, um pequeno aparelho que determina e mostra o nível de glicose no sangue.

Se houver suspeita de hipoglicemia, os níveis de glicose são usados como parte da “tríade de

Whipple” para confirmar o diagnóstico. (Veja a seção “Há mais alguma coisa que eu devo saber?”).

A pesquisa de glicose na urina não costuma ser pedida isoladamente. Já foi usada para

monitorar diabetes, mas foi substituída pela glicemia, que é mais sensível e representa melhor o estado do paciente no momento. A pesquisa de glicose na urina, entretanto, faz parte de urinálise, que pode ser pedida como parte de um exame de rotina ou pré-natal, quando o médico suspeita de uma infecção urinária, ou por diversas outras razões. Se houver glicose na urina, o médico pode pedir uma dosagem no sangue.

Quando o exame é pedido?

A dosagem de glicose no sangue pode ser usada para triagem de pessoas saudáveis e

assintomáticas, porque diabetes é uma doença comum que começa com poucos sintomas. A triagem pode ocorrer em feiras de saúde pública ou como parte de programas de saúde no trabalho. Pode também fazer parte de um exame de saúde de rotina. A triagem é de importância

especial em pessoas com risco maior de diabetes, como os que têm história familiar de diabetes

e

obesos com mais de 40 a 45 anos de idade.

O

exame pode ser pedido também para ajudar o diagnóstico de diabetes em pessoas com

sintomas de hiperglicemia, como:

Sede aumentada

Volume urinário aumentado

Fadiga

Visão embaçada

Infecções que custam a cicatrizar

ou sintomas de hipoglicemia, como:

Sudorese

Fome excessiva

Tremores

Ansiedade

Confusão

Visão embaçada

A dosagem de glicose no sangue pode também ser feita em um ambiente de emergência, para

determinar se glicemia alta ou baixa está contribuindo para sintomas como desmaio ou

inconsciência. Se um paciente tem pré-diabetes (caracterizado por níveis de glicemia em jejum ou na curva glicêmica acima do normal mais abaixo dos definidos para diabetes), o médico pedirá exames periódicos para acompanhar o estado do paciente. Para diabéticos conhecidos, o médico pede os níveis de glicemia e outros exames, como hemoglobina glicada para monitorar

o controle da glicose durante algum tempo. Às vezes, a glicemia pode ser pedida com insulina e peptideo C, para monitorar a produção de insulina.

Diabéticos devem autoexaminar sua glicemia, uma ou várias vezes por dia, para selecionar as opções de tratamento prescritas pelo médico.

Gestantes em geral são triadas para diabetes gestacional no final da gravidez, a não ser que tenham sintomas precoces ou tenham apresentado diabetes gestacional antes. Quando a gestante

tem diabetes gestacional, o médico pede dosagens de glicose durante o resto da gravidez e após

o parto, para acompanhar seu estado.

O que significa o resultado do exame?

Níveis altos de glicose em geral indicam diabetes, mas muitas outras doenças e estados clínicos podem causar hiperglicemia. Os quadros abaixo resumem o significado dos resultados. Baseiam-se em recomendações da American Diabetes Association.

Glicemia em jejum

 

NÍVEL DE GLICOSE

 

SIGNIFICADO

 

De 70 a 99 mg/dl

 

Glicemia em jejum normal

 

De 100 a 125 mg/dl (5.6 a 6.9 mmol/L)

 

Glicemia

em

jejum

alterada

(pré-

 

diabetes)

126

mg/dl

ou

mais

em

pelo

menos

dois

Diabetes

exames

 

Teste de tolerância à glicose oral

 

Níveis não aplicáveis durante a gravidez. Amostra colhida 2 horas após a ingestão de 75 g de glicose.

NÍVEL DE GLICOSE

SIGNIFICADO

 

Menos de 140 mg/dl

Tolerância normal à glicose

 

De 140 a 200 mg/dl

Tolerância

à

glicose

alterada

(pré-

diabetes)

Acima de 200 mg/dl em pelo menos 2 exame

Diabetes

Triagem de diabetes gestacional

Amostra colhida 1hora após a ingestão de 50 g de glicose.

NÍVEL DE GLICOSE

SIGNIFICADO

Menos de 140* mg/dl

Normal

140* mg/dl ou mais

Anormal, necessita curva glicêmica (veja abaixo)

* Alguns preferem o valor 130 mg/dl, que identifica 90% das mulheres com diabetes gestacional, enquanto que o valor 140 mg/dl identifica 80%.

Curva glicêmica para diabetes gestacional

Amostras colhidas após a ingestão de 100 g de glicose.

HORA DA COLHEITA

NÍVEL MÁXIMO

jejum*

95 mg/dl

1 hora após glicose

180

mg/dl

2 horas após glicose

155

mg/dl

3 horas após glicose*

140

mg/dl

Interpretação:

Se dois ou mais valores excederem o nível máximo, é feito o diagnóstico de

diabetes gestacional.

* Pode ser usada uma carga de glicose de 75 g, embora esse método não seja tão validado quanto o de 100 g; quando são usadas 75 g, a amostra de 3 horas não é colhida.

Outras doenças e estados clínicos que podem causar níveis elevados de glicose incluem:

Estresse Agudo (por exemplo, resposta a traumatismos, infarto do miocárdio, e acidente vascular cerebral)

Insuficiência renal crônica

Medicamentos, incluindo: corticoesteroides, antidepressivos tricíclicos, diuréticos, adrenalina, estrogênios (pílulas anticoncepcionais e reposição hormonal), lítio, fenitoína e salicilatos,

Ingestão excessiva de alimentos

Resultados baixos ou indetectáveis de glicose na urina são considerados normais. Qualquer causa de elevação da glicemia pode elevar os níveis de glicose na urina. Aumentos dos níveis de glicose na urina podem ser vistos também com medicamentos, como estrogênios ou hidrato de cloral, e em alguns tipos de doença renal.

Aumentos moderados dos níveis sanguíneos de glicose são observados no pré-diabetes. Esse estado, se não for tratado, com freqüência conduz ao diabetes do tipo 2.

Níveis baixos de glicose no sangue (hipoglicemia) são também vistos em:

Ingestão de álcool

Medicamentos, como acetaminofeno ou esteroides anabolizantes

Doença hepática avançada

Dose excessiva de insulina

Inanição

Há mais alguma coisa que eu devo saber?

Hipoglicemia é uma queda do nível de glicose no sangue. Os primeiros sintomas são sudorese, palpitações, fome, tremores e ansiedade. Em seguida, o cérebro é afetado, causando confusão, alucinações, visão embaçada e, às vezes, até coma e morte. O diagnóstico de hipoglicemia exige que sejam preenchidos os critérios da “tríade de Whipple”, que incluem:

Níveis baixos de glicose documentados (menos de 40 mg/dl), com frequência determinados com os níveis de insulina e, algumas vezes, com os níveis de Peptideo C)

Sintomas de hipoglicemia

Reversão dos sintomas quando os níveis de glicose voltam ao normal.

Hipoglicemia primária é rara e costuma ser diagnosticada em bebês. Algumas pessoas podem, ter sintomas de hipoglicemia sem ter níveis sanguíneos de glicose realmente baixos. Nesses casos, alterações da dieta, como pequenas refeições freqüentes e diversos lanches por dia, usando carboidratos complexos em vez de açúcares simples podem aliviar os sintomas. Pacientes com hipoglicemia de jejum podem precisar de glicose IV se as medidas dietéticas não foram suficientes.

Contagem

de

plaquetas:

Sinonímia:

Contagem

de

trombócitos.

Material:

Sangue

com

anticoagulante

EDTA.

Preparo do Paciente: Jejum de 4 horas.

Outros exames que estão relacionados a este: Hemograma, Coagulograma, Prova do Laço,

Retração

do

Coágulo,

TS,

Testes

de

Agregação

Plaquetária.

Método:

Método

de

Fonio;

Contagem

em

câmara

de

Neubauer.

1)

Método

de

Fonio

Fazer esfregaços finos, secar e corar pelos métodos habituais. Examinar ao microscópio com

de

Contar 1000 eritrócitos em diferentes campos, anotando o número de plaquetas encontradas. Cálculo:

objetiva

imersão;

Nº de plaquetas X Nº de eritrócitos por mm3 /1.000= número de plaquetas por mm3 de sangue

2)

Método

Direto

É realizado utilizando-se a câmara de Neubauer.

 

a) Líquido diliudor:

 

Citrato

de

sódio………………………………………….

3,8

g

Formol

a

40%

(formalina)……………………………

0,2ml

Azul

de

Cresil

Brilhante………………………………

0,1g

Água destilada…………………………………………… 100ml

Diluição

Pipetar 20 microlitros de sangue e diluir essa quantidade em 4,0 ml de líquido diluidor, dessa

forma

Homogeneizar cuidadosamente;

obtém-se

a

diluição

1:200.

Carregar a câmara de contagem, colocá-la em câmara úmida para evitar a evaporação (sobre um papel de filtro molhado, cobrir a placa de Petri). Esperar 10 minutos para que as plaquetas se depositem.

Contagem:

Contar as plaquetas em 80 quadrantes (5 quadrados da divisão de eritrócitos) e multiplicar o resultado por 10.000.

Números normais

Adultos e crianças: 150.000 a 400.000

de

plaquetas

por

mm3

de

sangue

Atualmente grande parte dos laboratórios realizam este exame em aparelhos específicos automatizados (cell dyn, micro 60 entre outros) para contagem destas e de outras células e na realização do hemograma.

plaquetas:

Plaquetas Gigantes ou Macroplaquetas: Expressam turnover acelerado de plaquetas. São

observadas quando há destruição periférica exagerada, como na púrpura trombocitopênica

Soulier.

idiopática, tromboses extensas

Micromegacariócitos: São encontrados nas síndromes mieloproliferativas e mielodisplásicas.

Alterações

na

morfologia

e

das

de

Síndrome

Bernard

Anisocitose Plaquetária: Plaquetas de tamanho variado (pequenas, normais e grandes) sem predomínio de nenhuma das formas. Vista em situações onde existe aceleração do processo de produção de plaquetas como nas síndromes mieloproliferativas, mielodisplásicas e disfunções plaquetárias.

Plaquetas Dismórficas: Plaquetas de morfologia bizarra como ocorre na síndrome de Bernard Soulier e púrpura trombocitopênica idiopática crônica.