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SENAI – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL CURSO TÉCNICO EM PANIFICAÇÃO DISCIPLINA: GESTÃO DE MATERIAIS. TARCISIO DANTAS CÂMARA USANDO O UEPS, PEPS, KANBAN E KAIZEN PARA GERENCIAMENTO DE ESTOQUE. NATAL MARÇO/2014 TARCISIO DANTAS CÂMARA USANDO O UEPS, PEPS, KANBAN E KAIZEN PARA GERENCIAMENTO DE ESTOQUE. Trabalho apresentado à disciplina de gestão de materiais, como requisito para obtenção da nota e aprendizagem. PROFESSOR: FRANCISCO CLAUDIVAN Natal/RN MARÇO/2014 a 1.1 INTRODUÇÃO A gestão de materiais é uma área muito importante para uma empresa, sem ela não existiria controle do material que entra e sai e nem noção exata do movimento geral da empresa. O dono ou administrador do empreendimento teria dificuldades fora do normal para tentar saber se ele deve ou não renovar o estoque, se material A ou B esta acima do limite ou se o produto final esta saindo tão bem quanto o esperado. Sem um estudo adequado, a empresa se tornaria um caos e provavelmente ela afundaria em uma falência, devido a N problemas por falta desse gerênciamento devido. Para melhor gerir o estoque de uma empresa, o gestor de materiais deve usar de metódos e avaliações onde que com isso o estoque sempre terá o que a empresa precisa, na quantidade adequeada e na hora precisa. Metodos esses como o Kanban que origina-se do Japão e tem como objetivo melhorar o gerenciamento do estoque a partir de visualização do estoque, seja em forma de empilhar de duas em duas caixas, cartões em quadro ou caixas vazias empilhadas. Outro metodo seria o Kaizen, também originado no Japão, que se baseia na cultura oriental e exige o comprometimento de todos os indivíduos de uma empresa, desde o operário até o gerente, fazendo com que aumente a produtividade e a rentabilidade e não influenciando nos custos. E para que uma empresa tenha uma boa vida útil, ela deve ter um bom estoque reservado para casos de escassez e necessidade momentânea da empresa. Para avaliar o andamento do estoque deve-se analisar o UEPS(último a entrar e primeiro a sair) e PEPS(primeiro a entrar e primeiro a sair) que são.meios de avaliação de estoque, assim como seu preço médio ponderado e o custo padrão. Hoje não podemos nos atar em simples anotações em cardenetas e poucas informações para dizer como esta a entrada e saída. Isto é um risco a vida da empresa e ao desenvolvimento da mesma. Um estoque bem avaliado e bem remanejado fara a empresa ter um controle melhor e assim poder defenir a melhor hora de comprar barato, saber quais os melhores produtos e saber qual pode ser o preço do produto transformado. 2. DESENVOLVIMENTO 2.1 – KANBAN O que quer dizer Kanban? O que significa? Bem, o Kanban é uma palavra japonesa que quer dizer cartão visual ou quadro visual. Quando aplicado a produção ele ganha usualmente o significado visual da produção. Seja ele por meio de cartão em um quadro, empilhamento de caixas vazias, posições pintadas no chão e o sistema de duas caixas. Como o sistema Kanban funciona? O sistema de gestão Kanban funciona dentro de uma lógica de reposição de materiais, onde devemos controlar com atenção dois parâmetros: O consumo (ou saída) e o tempo de reposição,também conhecido como leadtime. Exemplo: Vamos dizer que você tem uma padaria e que todo gasta 50 sacas de farinha na produção diariamente. Se o seu estoque inicial é de 500 sacas no dia 0, e o seu consumo é de 50 sacas por dia, então no 10 dia o seu estoque vai ser zero. Acompanhe o gráfico abaixo: (figura 1) Agora digamos que o seu fornecedor demore 2 dias para repor o seu estoque, desde o dia da ordem de compra até o recebimento, levando em conta que sua empresa faz 1 pedido por semana. (figura 2) Ao analisar a segunda figura, o pedido é emitido no dia 5 e recebido no dia 7. Esse movimento de consumo e reposição é chamado pelos profissionais da logística de “dente de serra”. (figura 3) Como vemos na figura acima a padaria tem um consumo médio de 50 sacas por dia e a cada 3 dias ela repõem 150 sacas, suprindo as quantidades consumidas nos dias. O foco do Kanban é o consumo e o tempo de reaprovisionamento associados ao sistema de cartões, que trazem os elementos da gestão visual. O sistema Kanban separa as posições do estoque em três zonas, dais quais: - Zona Verde: Na zona verde definimos o tamanho do lote mínimo, permitindo que possamos otimizar nossa produção, transporte ou estocagem. Cada vez que disparamos uma ordem de compra ou de fabricação, o fornecedor deverá entregar, no mínimo, a quantidade definida na zona verde. - Zona amarela: Conhecida na gestão clássica de materiais como PONTO de PEDIDO, a zona amarela contempla a quantidade de pecas que vamos consumir desde o momento em que fazemos um pedido ao fornecedor ou a produção ate o momento do recebimento dessas mercadorias no nosso estoque; - Zona Vermelha: Definiremos azona vermelha de maneira diretamente proporcional aos riscos que corremos de haver uma variação no consumo ou de haver um atraso na entrega do fornecedor. Devemos levar em consideração também se o item for imprescindível em nosso processo, ou seja, um produto cuja falta pode comprometer seriamente a performance da empresa. Nesse caso, mesmo que tenhamos confiança na regularidade do consumo e da entrega, a prudência roga pelo dimensionamento de uma zona de segurança. Muitas vezes pode ser uma boa ideia dimensionarmos nossa segurança em coerência com o tempo de reaprovisionamento, dessa forma, mesmo que o estoque atinja a zona critica ainda nos restará tempo para evitarmos uma ruptura. 2.2 – KAIZEN Kaizen, na língua japonesa, significa melhoramento e tem como filosofia de que o nosso modo de vida merece ser constantemente melhorado. Na prática das Empresas significa que nenhum dia deve passar sem que sejam feitas melhorias. Os princípios do Kaizen são: Foco em processo produtivo, Ênfase em prática (Gemba Kaizen), Principio do aprender fazendo, Buscar por resultados imediatos, Pequenas mudanças com baixos investimentos, Disciplina e compromisso para a manutenção dos esforços. Para atingir aos objetivos de melhoria, O Kaisen tem como foco a redução de inventário, eliminação de gargalos de processo, balanceamento das operações, otimização da relação mão de obra e máquinas e o aumento do valor agregado das atividades. Kaisen significa melhoria contínua em busca da qualidade. A estratégia Kaisen é focada em esforços continuados na busca de melhorias, envolvendo trabalho em equipes onde participam pessoas de toda a organização desde a alta gerência até operadores, sem distinção. A grande força do Kaizen vem da sua capacidade de criar um ambiente de alto comprometimento com os objetivos de melhoria e um forte componente motivacional em realizar os trabalhos. Os 10 mandamentos do Kaizen são: OS DEZ MANDAMENTOS DO KAIZEN 1. O desperdício é o inimigo nº1. Para eliminá-lo é preciso sujar as mãos. 2. Melhorias graduais feitas continuadamente; não é ruptura pontual. 3. Todos na empresa tem de estar envolvidos, desde os gestores do topo e intermédios, até o pessoal de base; a metodologia não é elitista. 4. A estratégia deve ser barata. O aumento da produtividade deve ser feito sem investimentos significativos. Não se deve aplicar somas astronômicas em tecnologia e consultorias. 5. Aplicar-se em qualquer lugar; não serve só para os japoneses. 6. Apóia-se numa gestão visual, numa total transparência de procedimentos, processos e valores; torna os problemas e os desperdícios visíveis aos olhos de todos. 7. Focaliza a atenção no local onde se cria realmente o valor ('gemba', em japonês). 8. Orienta-se para os processos. 9. Dá prioridade às pessoas, ao humanware; acredita que o esforço principal de melhoria deve vir de uma nova mentalidade e estilo de trabalho das pessoas (orientação pessoal para a qualidade, trabalho em equipe, cultivo da sabedoria, elevação da moral, autodisciplina, círculos de qualidade e prática de sugestões individuais ou de grupo) 10. O lema essencial da aprendizagem organizacional é aprender fazendo. - EVENTO KAIZEN Um evento Kaizen é um trabalho altamente focado, orientado para a ação, onde as equipes tomam ações imediatas para melhorar um processo especifico. Em um evento kaizen, um pequeno grupo de pessoas, juntas, focam em um processo especifico e executam a maior melhoria possível. O objetivo principal dos Eventos Kaizen é a redução de custos através da eliminação de perdas/desperdícios. Para isso, esses eventos devem ser estruturados da seguinte forma: * Preparação do evento: selecionar área da empresa e escolher equipe; * Definir objetivo específico e metas do Evento Kaizen; * Treinar a equipe: revisar as ferramentas e técnicas necessárias de suporte para o trabalho e para atingir as metas estabelecidas; *Conhecer a área onde ocorrerá o evento: observar layout, condições de trabalho, registros de trabalho anteriores, revisar dados; *Registrar desempenho atual: coletar indicadores e gerar métricas novas, quando necessário; 7 *Priorizar quais ferramentas da qualidade serão usadas; *Formar subgrupos para implantação e monitoramento dos resultados. 2.3 –AVALIAÇÃO DE ESTOQUE – PEPS E UPES O princípio contábil de Custo de Aquisição determina que se incluam no custo dos materiais, além do preço, todos os outros custos decorrentes da compra, e que se deduzam todos os descontos e bonificações eventuais recebidas. O método de avaliação escolhido afetará o total do lucro a ser reportado para um determinado período contábil. Permanecendo inalterados outros fatores, quanto maior for o estoque final avaliado, maior será o lucro reportado, ou menor será o prejuízo. Quanto menor o estoque final, menor será o lucro reportado, ou maior será o prejuízo. Considerando que vários fatores podem fazer variar o preço de aquisição dos materiais entre duas ou mais compras (inflação, custo do transporte, procura de mercado, outro fornecedor, etc.), surge o problema de selecionar o método que se deve adotar para avaliar os estoques. Os métodos mais comuns são: • Custo médio; * Primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS); * Último a entrar, primeiro a sair (UEPS). • - CUSTO MÉDIO Este método, também chamado de método da média ponderada ou média móvel, baseia-se na aplicação dos custos médios em lugar dos custos efetivos. O método de avaliação do estoque ao custo médio é aceito pelo Fisco e usado amplamente. - PRIMEIRO A ENTRAR, PRIMEIRO A SAIR (PEPS) Com base nesse critério, dá-se saída no custo da seguinte maneira: o primeiro que entra é o primeiro que sai (PEPS). À medida que ocorrem as vendas, vamos dando baixas no estoque a partir das primeiras compras, o que eqüivaleria ao raciocínio de que vendemos/compramos primeiro as primeiras unidades compradas/produzidas, ou seja, a primeira unidade a entrar no estoque é a primeira a ser utilizada no processo de produção o ou a ser vendida. Dentro desse procedimento, o estoque é representado pelos mais recentes preços pagos apresentando, dessa forma, uma relação bastante significativa com o custo de reposição. Obviamente, com a adoção desse método, o efeito da flutuação dos preços sobre os resultados é significativo, as saídas são confrontadas com os custos mais antigos, sendo esta uma das principais razões pelas quais alguns contadores mostra-se contrários a esse método. Entretanto, não é objeto do o procedimento em si, e sim o conceito do resultado (lucro). As vantagens do método são: Os itens usados são retirados do estoque e a baixa é dada nos controles de maneira lógica e sistemática; O resultado obtido espelha o custo real dos itens específicos usados nas saídas; O movimento estabelecido para os materiais, de forma contínua e ordenada, representa uma condição necessária para o perfeito controle dos materiais, especialmente quando estes estão sujeitos a deterioração, decomposição, mudança de qualidade, etc. Primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS). - ÚLTIMO A ENTRAR, PRIMEIRO A SAIR (UEPS) O UEPS (último a entrar, primeiro a sair) é um método de avaliar estoque muito discutido. O custo do estoque é determinado como se as unidades mais recentes adicionadas ao estoque (últimas a entrar) fossem as primeiras unidades vendidas (saídas) (primeiro a sair). Supõe-se, portanto, que o estoque final consiste nas unidades mais antigas e é avaliado ao custo destas unidades. Segue-se que, de acordo com o método UEPS, o custo dos itens vendidos/saídos tende a refletir o custo dos itens mais recentemente comprados (comprados ou produzidos, e assim, os preços mais recentes). Também permite reduzir os lucros líquidos relatados por uma importância que, se colocada à disposição dos acionistas, poderia prejudicar as operações futuras da empresa. O método UEPS não alcança a realização do objetivo básico, porque são debitados contra a receita os custos mais recentes de aquisições e não o custo total de reposição de todos os itens utilizados. As vantagens e desvantagens do método UEPS são: É uma forma de se custear os itens consumidos de maneira sistemática e realista; Nas indústrias sujeitas a flutuações de preços, o método tende a minimizar os lucros das operações; Em períodos de alta de preços, os preços maiores das compras mais recentes são apropriados mais rapidamente às produções reduzindo o lucro; O argumento mais generalizado em favor do UEPS é o de que procura determinar se a empresa apurou, ou não, adequadamente, seus custos correntes em face da sua receita corrente. De acordo com o UEPS, o estoque é avaliado em termos do nível de preço da época, em que o UEPS foi introduzido. BIBLIOGRAFIA http://www.fatecguaratingueta.edu.br/fateclog/artigos/Artigo_41.PDF http://br.kaizen.com/artigos-e-livros/artigos/kaizen-baixando-os-custos-e-melhorando-a-qualidade.html http://criacaoegestao.blogspot.com.br/2012/03/conceitos-das-ferramentas-kaizen-kanban.html http://pt.slideshare.net/dcsodre/administrao-de-materiais-12866259 http://pt.wikipedia.org/wiki/Estoque