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SUMA TEOLÓGICA

S. Tomás de Aquino

(PARTE III)

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1

ÍNDICE

Tratado do verbo encarnado

24

Questão 1: Da conveniência da incarnação

24

Art. 1 Se foi conveniente que Deus se

25

Art. 2 Se foi necessário, para a salvação do gênero humano, que o Verbo de Deus se

 

27

Art. 3 Se, mesmo que o homem não tivesse pecado, Deus ter-se-ia encarnado

29

Art. 4 Se Deus mais principalmente se encarnou para remédio dos pecados atuais do

que para remédio do pecado

31

Art. 5 Se foi conveniente Cristo encarnar-se desde o princípio do gênero humano

33

Art. 6 Se a obra da Encarnação devia ser diferida até o fim do mundo

35

Questão 2: Do modo da união do Verbo Encarnado

37

Art. 1 Se a união do Verbo encarnado se operou numa só

38

Art. 2 Se a união do Verbo encarnado se fez na

40

Art. 3 Se a união do Verbo encarnado se fez no suposto ou na hipóstase

42

Art. 4 Se a pessoa de Cristo é composta

45

Art. 5 Se em Cristo houve união de alma e de

46

Art. 6 Se a natureza humana se uniu ao Verbo de Deus

48

Art. 7 Se a união da natureza divina e humana é algo de

51

Art. 8 Se união e assunção se identificam

52

Art. 9 Se a união das duas naturezas em Cristo é a máxima das

54

Art. 10 Se a união da Encarnação se fez pela

55

Art. 11 Se à união da Encarnação precederam alguns

57

Art. 12 Se a graça da união era natural ao homem

58

Questão 3: Da união relativamente à pessoa que assumiu

60

Art. 1 Se à Pessoa divina convém assumir a natureza

60

Art. 2 Se à natureza divina convém

61

Art. 3 Se, abstraída a personalidade pelo intelecto, a natureza pode

63

Art. 4 Se uma Pessoa pode assumir a natureza criada, sem a assumir

64

Art. 5 Se alguma outra Pessoa divina, que não a Pessoa do Filho, podia ter assumido

a natureza humana

65

Art. 6 Se duas Pessoas divinas poderiam assumir uma natureza numericamente a mesma

66

Art. 7 Se uma mesma Pessoa divina pode assumir duas naturezas

68

2

Art. 8 Se era mais conveniente ter-se incarnado o Filho de Deus, que o Padre ou o Espírito

71

Questão 4: Da união relativamente ao assumido

73

Art. 1 Se a natureza humana era, mais que qualquer outra natureza, apta a ser assumida pelo Filho de

73

Art. 2 Se o Filho de Deus assumiu uma pessoa

75

Art. 3 Se a Pessoa divina assumiu um homem

76

Art. 4 Se o Filho de Deus devia ter assumido a natureza humana abstrata de todos os

77

Art. 5 Se o Filho de Deus devia ter assumido a natureza humana em todos os

79

Art. 6 Se era conveniente que o Filho de Deus assumisse a natureza humana da raça de

80

Questão 5: Da assunção das partes da natureza humana

82

Art. 1 Se o Filho de Deus assumiu um verdadeiro

82

Art. 2 Se Cristo tinha um corpo carnal ou terrestre ou

83

Art. 3 Se o Filho de Deus assumiu a alma

85

Art. 4 Se o Filho de Deus assumiu o entendimento humano ou

87

Questão 6: Da ordem da assunção

89

Art. 1 Se o Filho de Deus assumiu a carne mediante a

89

Art. 2 Se o Filho de Deus assumiu a alma mediante o espírito

91

Art. 3 Se a alma de Cristo foi assumida pelo Verbo, antes da

92

Art. 4 Se a carne de Cristo foi primeiro assumida pelo Verbo que unida à

94

Art. 5 Se o Filho de Deus assumiu toda a natureza humana mediante as suas partes.

 

95

Art. 6 Se o Filho de Deus assumiu a natureza humana mediante a

97

Questão 7: Da graça de Cristo como um homem particular

98

Art. 1 Se na alma assumida pelo Verbo havia a graça habitual

98

Art. 2 Se em Cristo havia

100

Art. 3 Se em Cristo existiu a

101

Art. 4 Se em Cristo existia a

102

Art. 5 Se em Cristo existiam os

104

Art. 6 Se em Cristo houve o dom do temor

105

Art. 7 Se em Cristo havia as graças gratuitas

106

Art. 8 Se Cristo teve a

107

Art. 9 Se Cristo tinha a plenitude da

109

3

Art. 10 Se a plenitude da graça é própria de

111

Art. 11 Se a graça de Cristo era

112

Art. 12 Se a graça de Cristo podia

114

Art. 13 Se a graça habitual em Cristo era uma consequência da

116

Questão 8: Da graça de Cristo, enquanto Ele é a cabeça da Igreja

117

Art. 1 Se a Cristo, enquanto homem, compete ser a cabeça da Igreja

118

Art. 2 Se Cristo é a cabeça dos homens quanto aos

119

Art. 3 Se Cristo é a cabeça de todos os

120

Art. 4 Se Cristo, enquanto homem, é a cabeça dos

122

Art. 5 Se a graça pela qual Cristo é a cabeça da Igreja é idêntica à que tinha como um

homem particular

124

Art. 6 Se ser cabeça da Igreja é próprio de Cristo

125

Art. 7 Se o diabo é a cabeça dos

127

Art. 8 Se o Anti-Cristo é a cabeça dos

128

Questão 9: Da ciência de Cristo em geral

129

Art. 1 Se Cristo tinha alguma ciência além da

130

Art. 2 Se Cristo teve a ciência dos santos ou dos que gozam da visão

131

Art. 3 Se em Cristo há uma outra ciência infusa além da ciência beatífica

133

Art. 4 Se Cristo tinha alguma ciência experimental

135

Questão 10: Da ciência da beatitude da alma de Cristo

136

Art. 1 Se a alma de Cristo contemplava e contempla o Verbo, ou a essência divina. 137

Art. 2 Se a alma de Cristo conhece todas as coisas no Verbo

138

Art. 3 Se a alma de Cristo pode conhecer infinitas coisas no

140

Art. 4 Se a alma de Cristo vê o Verbo mais perfeitamente que qualquer outra criatura.

 

143

Questão 11: Da ciência inata ou infusa da alma de Cristo

144

Art. 1 Se pela ciência infusa Cristo sabia tudo

145

Art. 2 Se a alma de Cristo não podia conhecer pela ciência infusa, senão servindo-se

dos

146

Art. 3 - Se a alma de Cristo tinha a ciência Infusa por via de comparação

148

Art. 4 Se a ciência infusa em Cristo era menor que nos

149

Art. 5 Se em Cristo havia a ciência

149

Art. 6 Se a alma de Cristo só tinha um hábito de

151

Questão 12: Da ciência adquirida da alma de Cristo

152

Art. 1 Se mediante essa ciência Cristo sabia tudo

152

4

Art. 2 Se Cristo progredia nessa ciência

154

Art. 3 Se Cristo aprendia dos

155

Art. 4 Se Cristo recebeu alguma ciência dos

156

Questão 13: Da potência da alma de Cristo

158

Art. 1 Se a alma de Cristo tinha a

158

Art. 2 Se a alma de Cristo tem a onipotêncía para causar mudanças nas criaturas. 160

162

Art. 4 Se a alma de Cristo tinha a onipotência quanto à execução da própria vontade.

Art. 3 Se a alma de Cristo tinha a onipotência em relação ao próprio corpo

 

164

Questão 14: Das fraquezas do corpo, que Cristo assumiu na natureza

165

Art. 1 Se o Filho de Deus devia assumir a natureza humana com as suas fraquezas

 

165

Art. 2 Se Cristo estava necessariamente sujeito às misérias humanas

168

Art. 3 Se Cristo contraiu alguma fraqueza

169

Art. 4 Se Cristo devia ter assumido todas as misérias corporais dos

170

Questão 15: Das fraquezas atinentes à alma que Cristo assumiu com a natureza humana

 

171

Art. 1 Se em Cristo houve pecado

172

Art. 2 Se em Cristo houve o atrativo do

174

Art. 3 Se em Cristo houve

175

Art. 4 Se a alma de Cristo era

177

Art. 5 Se Cristo sofreu verdadeiramente a dor

179

Art. 6 Se Cristo sofreu a tristeza

180

Art. 7 Se em Cristo houve

182

Art. 8 Se em Cristo houve admiração

183

Art. 9 Se em Cristo havia a

184

Art. 10 Se Cristo, enquanto viandante neste mundo simultaneamente gozava da visão

beatífica

185

Questão 16: Do conveniente a Cristo no seu ser e no seu dever

186

Art. 1 Se é falsa a proposição: Deus é

186

Art. 2 Se é falsa a proposição: o homem é

189

Art. 3 Se Cristo pode ser chamado o homem do

190

Art. 4 Se o próprio à natureza humana pode-se atribuir a

191

Art. 5 Se as propriedades da natureza humana podem ser atribuídas à natureza divina

192

Art. 6 Se é falsa a proposição; Deus se fez homem

194

5

Art. 7 Se é verdadeira a proposição: o homem foi feito

195

Art. 8 Se é verdadeira a proposição; Cristo é uma criatura

Art. 9 Se referente a Cristo, é verdadeira a proposição: o homem começou a existir.

197

198

Art. 10 Se é falsa a proposição Cristo, enquanto homem, é criatura, ou começou a

existir

199

Art. 11 Se Cristo, enquanto homem, é

200

Art. 12 Se Cristo, enquanto homem, é hípóstase ou

201

Questão 17: Do que pertence à unidade de Cristo quanto ao seu ser mesmo

202

Art. 1 Se em Cristo há unidade ou

203

Art. 2 Se em Cristo há um só ser ou

206

Questão 18: Da unidade de Cristo quanto a vontade

208

Art. 1 Se Cristo tem duas vontades uma divina e outra

208

Art. 2 Se em Cristo havia uma vontade sensitiva, além da vontade

210

Art. 3 Se Cristo tinha duas vontades

212

Art. 4 Se em Cristo havia livre arbítrio

213

Art. 5 Se a vontade humana de Cristo quis coisas diferentes das que Deus

214

Art. 6 Se havia em Cristo vontades

216

Questão 19: Da unidade de operação em Cristo

218

Art. 1 Se em Cristo é uma só a operação da divindade e da

218

Art. 2 Se em Cristo há várias operações humanas

221

Art. 3 Se a ação humana de Cristo podia ser

223

Art. 4 Se Cristo podia merecer para os

225

Questão 20: Da sujeição de Cristo ao Pai

226

Art. 1 Se devemos dizer que Cristo era sujeito ao Pai

226

Art. 2 Se Cristo estava sujeito a si próprio

228

Questão 21: Da oração de Cristo

230

Art. 1 Se convinha a Cristo orar

231

Art. 2 Se a Cristo, considerado na sua sensibilidade, convinha

232

Art. 3 Se convinha a Cristo orar por

234

Art. 4 Se a oração de Cristo sempre foi

235

Questão 22: Do sacerdócio de Cristo

237

Art. 1 Se a Cristo convém ser

237

Art. 2 Se Cristo foi ao mesmo tempo sacerdote e

238

Art. 3 Se o efeito do sacerdócio de Cristo é a expiação dos

240

6

Art. 4 Se o efeito do sacerdócio de Cristo não só pertencia aos outros, mas também a

ele

242

Art. 5 Se o sacerdócio de Cristo permanece

243

Art. 6 Se o sacerdócio de Cristo era segundo a ordem de

245

Questão 23: Se a adoção convém a Cristo

246

Art. 1 Se a Deus convém adotar filhos

246

Art. 2 Se adotar convém a toda a

247

Art. 3 Se ser adotado é próprio da criatura

248

Art. 4 Se Cristo, enquanto homem, é filho adotivo de

250

Questão 24: Da predestinação de Cristo

251

Art. 1 Se a Cristo cabia ser predestinado

251

Art. 2 Se é falsa a proposição Cristo, enquanto homem, foi predestinado para Filho

de Deus

253

Art. 3 Se a predestinação de Cristo é o exemplar da nossa predestinação

255

Art. 4 Se a predestinação de Cristo é a causa da nossa

256

Questão 25: Da adoração de Cristo

257

Art. 1 Se por uma mesma adoração deve ser adorada a divindade e a humanida de

 

257

Art. 2 Se a humanidade de Cristo deve ser adorada por adoração de Iatria

259

Art. 3 Se a imagem de Cristo deve ser adorada com adoração de latria

260

Art. 4 Se à cruz de Cristo devemos prestar a adoração de

262

Art. 5 Se à Mãe de Deus deve ser prestada a adoração de latria

264

Art. 6 Se as relíquias dos santos devem de algum modo ser adoradas

265

Questão 26: Da denominação dada a Cristo, de medianeiro entre Deus e os homens. 266

Art. 1 Se é próprio de Cristo ser o medianeiro entre Deus e os homens

267

Art. 2 Se Cristo enquanto homem é o mediador entre Deus e os homens

268

A

vida de Cristo

270

Questão 27: Da santificação da Virgem Maria

270

Art. 1 Se a Santa Virgem foi santificada antes de nascer, no ventre materno

271

Art. 2 Se a Santa Virgem foi santificada antes de ser animada

273

Art. 3 Se a Santa Virgem foi purificada do contágio do gérmen da concupiscência. 275

Art. 4 Se pela santificação no ventre materno a Santa Virgem foi preservada de todo

pecado

Art. 5 Se a Santa Virgem, pela santificação no ventre materno, obteve a plenitude ou

a perfeição da graça

277

279

7

Art. 6 Se ser santificada no ventre materno foi, depois de Cristo, próprio à Santa Virgem

281

Questão 28: Da virgindade da Santa Virgem Maria

282

Art. 1 Se a Mãe de Deus foi virgem quando concebeu a

283

Art. 2 Se a mãe de Cristo foi virgem no

285

Art. 3 Se a mãe de Cristo permaneceu Virgem depois do

287

Art. 4 Se a Mãe de Deus fez voto de

290

Questão 29: Dos desposórios da Mãe de Deus

291

Art. 1 Se Cristo devia nascer de uma virgem

291

Art. 2 Se entre Maria e José houve verdadeiro

294

Questão 30: Da Anunciação da Santa Virgem

296

Art. 1 Se era necessário fosse anunciado à Santa Virgem o que nela haveria de

 

296

Art. 2 Se à Santa Virgem a anunciação devia ser feita por um anjo

298

Art. 3 Se o anjo anunciante devia aparecer à Virgem em forma

300

Art. 4 Se a anunciação se cumpriu em perfeita

302

Questão 31: Da concepção do Salvador quanto à matéria de que o Seu corpo foi concebido

303

Art. 1 Se a carne de Cristo foi tomada de

304

Art. 2 Se Cristo tomou a sua carne da raça de Davi

305

Art. 3 Se a genealogia de Cristo foi bem discriminada pelos

307

Art. 4 Se a matéria do corpo de Cristo devia ser tomada de uma

311

Art. 5 Se a carne de Cristo foi concebida do sangue mais puro da

313

Art. 6 Se uma parte determinada do corpo de Cristo existiu em Adão e nos outros

 

314

Art. 7 Se a carne de Cristo foi contaminada do pecado, nos antigos

316

Art. 8 Se Cristo foi dizimado na pessoa de Abraão

317

Questão 32: Do princípio ativo na concepção de Cristo

319

Art. 1 Se a obra da concepção de Cristo deve ser atribuída ao Espírito Santo

320

Art. 2 Se Cristo deve ser considerado como concebido do Espírito

321

Art. 3 Se o Espírito Santo deve ser considerado pai de Cristo segundo a humanidade.

323

Art. 4 Se a Santa Virgem foi de algum modo, princípio ativo na concepção do corpo

de Cristo

324

Questão 33: Do modo e da ordem da concepção de Cristo

326

8

Art. 1 Se o corpo de Cristo foi formado desde o primeiro instante da sua concepção.

 

326

Art. 2 Se o corpo de Cristo foi animado no primeiro instante da sua concepção

329

Art. 3 Se a carne de Cristo foi primeiro concebida e depois

330

Art. 4 Se a concepção de Cristo foi natural

331

Questão 34: Da perfeição do filho concebido

332

Art. 1 Se Cristo foi santificado no primeiro instante da sua concepção

333

Art. 2 Se Cristo, como homem, teve o uso do livre-arbítrio no primeiro instante da sua

334

Art. 3 Se Cristo, no primeiro instante da sua concepção, podia merecer

336

Art. 4 Se Cristo, no primeiro instante da sua concepção, gozou plenamente da visão

beatífica

337

Questão 35: Da natividade de Cristo

338

Art. 1 Se a natividade deve ser atribuída, antes, à natureza que à Pessoa

339

Art. 2 Se a Cristo deve atribuir-se uma natividade temporal

340

Art. 3 Se pela natividade temporal de Cristo, a Santa Virgem possa ser considerada sua

342

Art. 4 Se a Santa Virgem deve chamar-se Mãe de

343

Art. 5 Se Cristo teve duas

344

Art. 6 Se Cristo nasceu sem sua mãe sofrer

347

Art. 7 Se Cristo devia ter nascido em Belém

348

Art. 8 Se Cristo nasceu no tempo

350

Questão 36: Da manifestação de Cristo nascido

351

Art. 1 Se a natividade de Cristo devia ser manifesta a

351

Art. 2 Se a natividade de Cristo devia manifestar-se a

353

Art. 3 Se foram bem escolhidos aqueles a quem foi manifestada a natividade de

 

354

Art. 4 Se Cristo devia por si mesmo manifestar a sua

356

Art. 5 Se a natividade de Cristo devia manifestar-se pelos anjos e pela

358

Art. 6 Se a natividade de Cristo foi manifestada na ordem conveniente

360

Art. 7 Se a estrela, que apareceu aos Magos era uma das estrelas do céu

362

Art. 8 Se era conveniente que os Magos viessem adorar e venerar a

363

Questão 37: Da circuncisão de Cristo

365

Art. 1 Se Cristo devia ser circuncidado

366

Art. 2 Se foi imposto a Cristo o nome

367

Art. 3 Se Cristo foi convenientemente oferecido no

369

9

Art. 4 Se à Mãe de Deus era conveniente se apresentasse no Templo para purificar-

 

371

Questão 38: Do batismo de João

372

Art. 1 Se era conveniente que João

373

Art. 2 Se o batismo de João procedia de

374

Art. 3 Se o batismo de João conferia a graça

375

Art. 4 Se pelo batismo de João só Cristo devia ser

377

Art. 5 Se o batismo de João devia cessar depois que Cristo foi

378

Art. 6 Se os que já tinham recebido o batismo de João deviam receber também o batismo de Cristo

379

Questão 39: Do batizado de Cristo

381

Art. 1 Se devia Cristo ser batizado

382

Art. 2 Se Cristo devia receber o batismo de

383

Art. 3 Se Cristo foi batizado no tempo

384

Art. 4 Se Cristo devia ter sido batizado no

386

Art. 5 Se no batismo de Cristo os céus deviam abrir-se

387

Art. 6 Se é exato dizer-se que o Espírito Santo desceu sobre Cristo batizado em forma

de

389

Art. 7 Se a pomba, sob a forma da qual apareceu o Espírito Santo, era uma pomba verdadeira

392

Art. 8 Se convenientemente se fez ouvir, depois de Cristo batizado, a palavra do Pai,

proclamando o seu

393

Questão 40: Do gênero de vida que levou Cristo

395

Art. 1 Se Cristo devia participar da sociedade humana ou viver uma vida solitária. 395

Art. 2 Se Cristo devia viver neste mundo uma vida austera

397

Art. 3 Se Cristo devia viver neste mundo uma vida

399

Art. 4 Se Cristo viveu segundo a

401

Questão 41: Da tentação de Cristo

402

Art. 1 Se Cristo devia ser

403

Art. 2 Se Cristo devia ser tentado no

404

Art. 3 Se Cristo devia ser tentado depois do jejum

406

Art. 4 Se foi conveniente o modo e a ordem da tentação

408

Questão 42: Da doutrina de Cristo

411

Art. 1 Se Cristo devia pregar não só aos Judeus, mas também aos

411

Art. 2 Se Cristo devia pregar aos judeus sem os chocar

413

Art. 3 Se Cristo devia ensinar tudo

414

10

Art. 4 Se Cristo devia ensinar a sua doutrina por

416

Questão 43: Dos milagres feitos por Cristo em geral

418

Art. 1 Se Cristo devia fazer

418

Art. 2 Se Cristo fez milagres por poder

419

Art. 3 Se Cristo começou a fazer milagres por ocasião das bodas de Cana, mudando

água em

Art. 4 Se os milagres que Cristo fez foram suficientes a lhe manifestar a divindade.

421

 

422

Questão 44: De cada uma das espécies de

424

Art. 1 Se houve conveniência nos milagres que Cristo fez em relação a substâncias

 

425

Art. 2 Se Cristo fez convenientemente milagres em relação aos corpos

427

Art. 3 Se Cristo fez com conveniência milagres em relação aos

430

Art. 4 Se Cristo fez convenientemente milagres atinentes às criaturas

433

Questão 45: Da transfiguração de Cristo

435

Art. 1 Se devia Cristo transfigurar-se

435

Art. 2 Se a referida luminosidade era

437

Art. 3 Se foram escolhidas testemunhas convenientes da

439

Art. 4 Se convenientemente se acrescentou o testemunho da voz paterna que dizia:

Este é o meu filho

441

Questão 46: Da Paixão de Cristo

442

Art. 1 Se era necessário Cristo sofrer pela liberação do gênero humano

443

Art. 2 Se era possível outro modo da liberação humana que não fosse a paixão de

 

445

Art. 3 Se havia outro modo mais conveniente da liberação humana do que pela paixão de

447

Art. 4 Se Cristo devia ter sofrido na

448

Art. 5 Se Cristo sofreu todos os

450

Art. 6 Se a dor da paixão de Cristo foi maior que todas as outras

452

Art. 7 Se Cristo sofreu em toda a sua

455

Art. 8 Se a alma de Cristo, durante o tempo da sua paixão, fruía totalmente o gozo da

bem-aventurança

457

Art. 9 Se Cristo sofreu no tempo conveniente

458

Art. 10 Se Cristo sofreu no lugar conveniente

461

Art. 11 Se foi conveniente Cristo ser crucificado com os ladrões

462

Art. 12 Se a paixão deve ser atribuída à sua

464

11

Questão 47: Da causa eficiente da paixão de Cristo

465

Art. 1 Se Cristo foi morto por outrem ou por si mesmo

466

Art. 2 Se Cristo morreu por

467

Art. 3 Se Deus Pai entregou Cristo à Paixão

469

Art. 4 Se foi conveniente que Cristo sofresse da parte dos

470

Art. 5 Se os perseguidores de Cristo o conheceram

471

Art. 6 Se o pecado dos que crucificaram a Cristo foi o gravíssimo dos

473

Questão 48: Do modo da paixão de Cristo

474

Art. 1 Se a Paixão de Cristo causou a nossa salvação a modo de

475

Art. 2 Se a Paixão de Cristo causou a nossa salvação a modo de

476

Art. 3 Se a Paixão de Cristo se realizou a modo de

477

Art. 4 Se a Paixão de Cristo obrou a nossa salvação a modo de

479

Art. 5 Se ser Redentor é próprio de Cristo

481

Art. 6 Se a Paixão de Cristo obrou a nossa salvação a modo de eficiência

482

Questão 49: Dos efeitos da paixão de Cristo

483

Art. 1 Se pela Paixão de Cristo somos liberados do pecado

483

Art. 2 Se pela Paixão de Cristo fomos livrados do poder do diabo

485

Art. 3 Se pela Paixão de Cristo os homens foram liberados da pena do

487

Art. 4 Se pela Paixão de Cristo fomos reconciliados com

488

Art. 5 Se Cristo com a sua Paixão nos abriu as portas do

489

Art. 6 Se Cristo pela sua Paixão mereceu ser

491

Questão 50: A morte de Cristo

493

Art. 1 Se foi conveniente que Cristo morresse

493

Art. 2 Se na morte de Cristo a divindade separou-se da

495

Art. 3 Se na morte de Cristo houve separação entre a divindade e a

496

Art. 4 Se Cristo, no tríduo da morte, cessou de ser

498

Art. 5 Se o corpo de Cristo foi identicamente o mesmo quando vivo e quando morto.

 

499

Art. 6 Se a morte de Cristo produziu algum efeito para a nossa salvação

501

Questão 51: Da sepultura de Cristo

502

Art. 1 Se foi conveniente Cristo ser sepultado

503

Art. 2 Se Cristo foi sepulto de modo conveniente

504

Art. 3 Se o corpo de Cristo se reduziu a cinza, no

506

Art. 4 Se Cristo permaneceu no sepulcro só um dia e duas noites

507

12

Questão 52: Da descida de Cristo aos infernos

509

Art. 1 Se devia Cristo descer ao inferno

509

Art. 2 Se Cristo também desceu ao inferno dos

511

Art. 3 Se Cristo esteve todo no inferno

513

Art. 4 Se Cristo se demorou algum tempo no inferno

514

Art. 5 Se Cristo, descendo aos infernos, dele livrou os Santos Patriarcas

516

Art. 6 Se Cristo livrou alguns condenados do

517

Art. 7 Se as crianças mortas no pecado original foram livradas pela descida de Cristo.

 

519

Art. 8 Se Cristo, com a sua descida aos infernos, livrou as almas do purgatório

520

Questão 53: Da ressurreição de Cristo

522

Art. 1 Se era necessário Cristo

522

Art. 2 Se Cristo devia ressurgir no terceiro

524

Art. 3 Se Cristo foi o primeiro que ressurgiu

526

Art. 4 Se Cristo foi à causa da sua

527

Questão 54: Da qualidade de Cristo ressurrecto

529

Art. 1 Se Cristo depois da ressurreição tinha um verdadeiro

529

Art. 2 Se o corpo de Cristo ressurgiu

531

Art. 3 Se o corpo de Cristo ressurgiu

532

Art. 4 Se o corpo de Cristo devia ressurgir com

534

Questão 55: Da manifestação da ressurreição

536

Art. 1 Se a ressurreição de Cristo devia manifestar-se a

536

Art. 2 Se deviam os discípulos ver Cristo

538

Art. 3 Se Cristo, depois da ressurreição devia conviver continuamente com os discípulos

539

Art. 4 Se Cristo devia aparecer aos discípulos sob figura

542

Art. 5 Se Cristo devia declarar com provas a verdade da sua

543

Art. 6 Se as provas aduzidas por Cristo manifestaram suficientemente a verdade da sua

545

Questão 56: Da causalidade da ressurreição de Cristo

548

Art. 1 Se a ressurreição de Cristo é a causa da ressurreição dos

548

Art. 2 Se a ressurreição de Cristo é a causa da ressurreição das

551

Questão 57: Da Ascensão de Cristo

553

Art. 1 Se devia Cristo ascender ao

553

Art. 2 Se ascender ao céu convinha a Cristo enquanto de natureza divina

555

13

Art. 3 Se Cristo subiu por virtude

557

Art. 4 Se Cristo subiu acima de todos os

558

Art. 5 Se o corpo de Cristo subiu acima de todas as criaturas

560

Art. 6 Se a ascensão de Cristo é a causa da nossa

561

Questão 58: De Cristo sentado à direita do Pai

562

Art. 1 Se deve Cristo sentar-se à direita de Deus

563

Art. 2 Se estar sentado à direita do Padre convém a Cristo enquanto Deus

564

Art. 3 Se estar sentado à direita do Padre convém a Cristo enquanto

565

Art. 4 Se estar sentado à direita do Padre é próprio de Cristo

567

Questão 59: Do poder judiciário de Cristo

568

Art. 1 Se o poder judiciário deve ser especialmente atribuído a

569

Art. 2 Se o poder judiciário convém a Cristo enquanto homem

570

Art. 3 Se Cristo conquistou por seus méritos o poder judiciário

572

Art. 4 Se Cristo tem o poder judiciário sobre todas as coisas

573

Art. 5 Se além do juízo proferido no tempo presente haverá um outro juízo universal.

 

574

Art. 6 Se o poder judiciário de Cristo se estende aos

576

Os Sacramentos em geral

578

Questão 60: Dos Sacramentos

578

Art. 1 Se o sacramento é genericamente um

578

Art. 2 Se todo sinal de uma coisa sagrada é

580

Art. 3 Se o sacramento não é sinal senão de uma só

581

Art. 4 Se um sacramento é sempre uma realidade

582

Art. 5 Se os sacramentos implicam coisas

584

Art. 6 Se para significar os sacramentos são necessárias

585

Art. 7 Se os sacramentos exigem palavras

587

Art. 8 Se é lícito fazer algum acréscimo às palavras nas quais consiste a forma dos

 

589

Questão 61: Da necessidade dos

591

Art. 1 Se os sacramentos eram necessários à salvação

591

Art. 2 Se antes do pecado os sacramentos eram necessários ao

593

Art. 3 Se depois do pecado, antes de Cristo, deviam existir sacramentos

594

Art. 4 Se, depois de Cristo, deviam existir certos

596

Questão 62: Do efeito principal dos Sacramentos, que é a

597

Art. 1 Se os sacramentos são a causa da

597

14

Art. 2 Se a graça sacramental faz algum acréscimo à graça das virtudes e à dos dons.

 

599

Art. 3. Se os sacramentos da lei nova contêm a graça

601

Art. 4 Se nos sacramentos há alguma virtude causadora da

602

Art. 5 Se os sacramentos da lei nova tiram a sua virtude da Paixão de

604

Art. 6 Se os sacramentos da lei antiga causavam a

605

Questão 63: Do efeito dos sacramentos que é o caráter

607

Art. 1 Se os sacramentos imprimem algum caráter na alma

607

Art. 2 Se o caráter é um poder

609

Art. 3 Se o caráter sacramental é o caráter de

611

Art. 4 Se o caráter está nas potências da alma como no seu

612

Art. 5 Se o caráter existe na alma

614

Art. 6 Se todos os sacramentos da lei nova imprimem caráter

615

Questão 64: Da causa dos sacramentos

617

Art. 1 Se só Deus, ou também o ministro contribui interiormente para o efeito do

 

617

Art. 2 Se os sacramentos procedem só da instituição

619

Art. 3 Se Cristo, enquanto homem tinha o poder de produzir o efeito interior dos

 

620

Art. 4 Se Cristo podia comunicar aos ministros o poder que tem nos sacra¬mentos.

 

622

Art. 5 Se o sacramento pode ser conferido por maus ministros

623

Art. 6 Se os maus, ministrando os sacramentos,

625

Art. 7 Se os anjos podem ministrar os sacramentos

626

Art. 8 Se a intenção do ministro é necessária para a perfeição do

627

Art. 9 Se a fé do ministro é necessária para o

629

Art. 10 Se a intenção reta do ministro é necessária para a perfeição do sacramento.

 

631

Questão 65: Do número dos sacramentos

632

Art. 1 Se devem ser sete os

632

Art. 2 Se os sacramentos convenientemente se ordenam segundo o modo predito. 636

Art. 3 Se o sacramento da Eucaristia é o primeiro de todos os

638

Art. 4 Se todos os sacramentos são necessários à salvação

640

O Batismo

641

Questão 66: Do concernente ao sacramento do batismo

641

Art. 1 Se o batismo é uma

642

15

Art. 2 Se o batismo foi instituído depois da paixão de

643

Art. 3 Se a água é a matéria própria do batismo

645

Art. 4 Se para o batismo é necessária água

647

Art. 5 Se esta é a forma conveniente do batismo: Eu te batizo em nome do Padre e do

Filho e do Espírito

649

Art. 6 Se se pode batizar em nome de Cristo

652

Art. 7 Se a imersão na água é necessária no

653

Art. 8 Se é necessária no batismo a tríplice imersão

655

Art. 9 Se o batismo pode ser

657

Art. 10 Se é conveniente o rito de que usa a Igreja ao batizar

659

Art. 11 Se são convenientemente admitidos três batismos: o de água, o de sangue e o

de espírito ou do Espírito

661

Art. 12 Se o batismo de sangue é o mais principal dos três

662

Questão 67: Dos ministros pelo quais se confere o sacramento do batismo

663

Art. 1 Se é do ofício do diácono

664

Art. 2 Se batizar é ofício dos presbíteros ou só dos

665

Art. 3 Se um leigo pode

666

Art. 4 Se uma mulher pode batizar

668

Art. 5 Se o não-batizado pode conferir o sacramento do batismo

669

Art. 6 Se vários podem simultaneamente batizar

670

Art. 7 Se no batismo há necessidade de quem retire da fonte sagrada o batizado

673

Art. 8 Se quem retira o batizado da fonte sagrada está obrigado a dar-lhe instrução.

 

674

Questão 68: Dos que recebem o batismo

675

Art. 1 Se todos estão obrigados a receber o

675

Art. 2 Se nos podemos salvar sem

677

Art. 3 Se o batismo deve ser diferido

678

Art. 4 Se os pecadores devem ser

680

Art. 5 Se aos pecadores batizados se lhes devem impor obras

681

Art. 6 Se os pecadores que se apresentam ao batismo devem confessar os seus

 

682

Art. 7 Se da parte do batizado é necessário a intenção de receber o sacramento do

 

683

Art. 8 Se a fé é necessária da parte do

684

Art. 9 Se as crianças devem ser batizadas

685

16

Art. 10 Se os filhos dos judeus ou de outros infiéis devem ser batizados, mesmo contra a vontade dos

687

Art. 11 Se se deve batizar as crianças ainda no ventre materno

688

Art. 12 Se os loucos e os dementes devem ser

690

Questão 69: Dos efeitos do batismo

691

Art. 1 Se o batismo dele todos os pecados

691

Art. 2 Se o batismo nos libera totalmente do reato do

692

Art. 3 Se o batismo deve livrar das penalidades da vida presente

694

Art. 4 Se o batismo confere ao homem a graça e as

695

Art. 5 Se se consideram convenientemente efeitos do batismo certos a dos de virtudes: a incorporação com Cristo, a iluminação e a fecundidade

697

Art. 6 Se às crianças o batismo confere a graça e as

698

Art. 7 Se o batismo produz o efeito de se abrirem as portas do céu

700

Art. 8 Se o batismo produz o mesmo efeito em todos

701

Art. 9 Se a ficção impede o efeito do

703

Art. 10 Se, desaparecida a ficção, o batismo produz o seu

704

Questão 70: Da circuncisão, que precedeu o batismo

705

Art. 1 Se a circuncisão foi preparatória e figurativa do batismo

705

Art. 2 Se a circuncisão foi convenientemente

707

Art. 3 Se o rito da circuncisão era como devia

708

Art. 4 Se a circuncisão conferia a graça

710

Questão 71: Dos preparativos que se fazem junto com o

713

Art. 1 Se a catequese deve preceder ao batismo

713

Art. 2 Se o exorcismo deve preceder ao

714

Art. 3 Se as práticas do exorcismo têm alguma eficácia ou são apenas

715

Art. 4 Se é próprio do sacerdote catequizar e exorcizar o

717

O Sacramento da Confirmação

719

Questão 72: Do sacramento da confirmação

719

Art. 1 Se a confirmação é um sacramento

719

Art. 2 Se o crisma é a matéria conveniente deste sacramento

721

Art. 3 Se é necessário para este sacramento ser válido que a sua matéria, a crisma, tenha sido primeiro consagrado pelo bispo

723

Art. 4 Se esta é a forma conveniente deste sacramento: Eu te assinalo com o sinal da cruz e te confirmo com a crisma da salvação, em nome do Padre e do Filho e do Espírito

Santo, Amem

724

Art. 5 Se o sacramento da confirmação imprime

726

17

Art. 6 Se o caráter da confirmação pressupõe necessàriamente o caráter do batismo.

 

728

Art. 7 Se este sacramento confere a graça

729

Art. 8 Se este sacramento deve ser conferido a

730

Art. 9 Se deve-se conferir a confirmação na

732

Art. 10 Se o confirmado deve ser sustido por outrem ao receber a

733

Art. 11 Se só o bispo pode conferir este sacramento

735

Art. 12 Se o rito deste sacramento é o que deve ser

736

O Sacramento da Eucaristia

738

Questão 73: Do sacramento da Eucaristia em si mesmo

738

Art. 1 Se a Eucaristia é um sacramento

738

Art. 2 Se a Eucaristia é um só ou vários sacramentos

740

Art. 3 Se este sacramento é de necessidade para a

741

Art. 4 Se a este sacramento se dão acertadamente vários

743

Art. 5 Se era conveniente a instituição deste

744

Art. 6 Se o cordeiro pascal foi a figura precípua deste

746

Questão 74: Da matéria específica da Eucaristia

747

Art. 1 Se a matéria deste sacramento é o pão e o

747

Art. 2 Se a matéria deste sacramento deve ser uma determinada quantidade de pão e

de

749

Art. 3 Se a matéria deste sacramento deve ser pão de trigo

750

Art. 4 Se este sacramento deve celebrar-se com pão

752

Art. 5 Se é matéria própria deste sacramento o vinho da

754

Art. 6 Se deve ser misturada a água com o

755

Art. 7 Se a mistura da água é indispensável neste sacramento

756

Art. 8 Se a água deve ser misturada em grande

758

Questão 75: Da conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo

759

Art. 1 Se neste sacramento está o corpo de Cristo verdadeiramente ou se só em figura

e como em

759

Art. 2 Se neste sacramento permanece a substância do pão e do vinho depois da

 

762

Art. 3 Se a substância do pão, depois da consagração deste sacramento, se aniquila,

ou se resolve na matéria

763

Art. 4 Se o pão pode converter-se no corpo de

765

Art. 5 Se neste sacramento permanecem os acidentes do pão e do

767

18

Art. 6 Se feita a consagração, remanesce neste sacramento a forma substancial do

 

769

Art. 7 Se a conversão de que se trata se faz instantânea ou

770

Art. 8 Se é falsa a proposição: o pão se torna no corpo de Cristo

772

Questão 76: Do modo pelo qual Cristo está neste sacramento

775

Art. 1 Se Cristo está totalmente contido neste

775

Art. 2 Se sob uma e outra espécie deste sacramento Cristo está contido totalmente.

 

777

Art. 3 Se o corpo de Cristo está todo em qualquer parte das espécies do pão ou do vinho

778

Art. 4 Se a quantidade dimensiva do corpo de Cristo está toda neste sacramento

780

Art. 5 Se o corpo de Cristo está neste sacramento como em um

782

Art. 6 Se o corpo de Cristo se moveu, movendo-se o sacramento

783

Art. 7 Se o corpo de Cristo enquanto está neste sacramento, pode ser visto por certos

olhos, ao menos pelos dos glorificados

Art. 8 Se quando neste sacramento aparece miraculosamente a carne ou um menino,

785

aí está o verdadeiro corpo de Cristo

786

Questão 77: Dos acidentes remanescentes neste sacramento

788

Art. 1 Se os acidentes remanescem neste sacramento, sem

789

Art. 2 Se neste sacramento a quantidade dimensiva do pão ou do vinho é sujeito dos

outros acidentes

791

Art. 3 Se as espécies remanescentes neste sacramento podem alterar a matéria exterior

793

Art. 4 Se as espécies sacramentais podem corromper-se

795

Art. 5 Se das espécies sacramentais pode provir alguma geração

796

Art. 6 Se as espécies sacramentais podem

799

Art. 7 Se as espécies sacramentais se fracionam neste sacramento

800

Art. 8 Se com o vinho consagrado pode-se misturar outro

802

Questão 78: Da forma do sacramento da

804

Art. 1 Se esta é a forma deste sacramento: Isto é o meu corpo; e: Este é o cálice do meu sangue

804

Art. 2 Se esta é a forma conveniente da consagração do pão: Isto é o meu

807

Art. 3 Se esta é a forma conveniente da consagração do vinho: Este é o cálice do meu

sangue

Art. 4 Se as referidas palavras das formas encerram alguma virtude criada, efetiva da

809

 

813

Art. 5 Se as referidas locuções são verdadeiras

814

19

Art. 6 Se a forma da consagração do pão não produz o seu efeito até que se profira a

forma da consagração do vinho

816

Questão 79: Dos efeitos deste sacramento

818

Art. 1 Se este sacramento confere a graça

818

Art. 2 Se o efeito deste sacramento é fazer-nos alcançar a glória

820

Art. 3 Se o efeito deste sacramento é a remissão do pecado

822

Art. 4 Se por este sacramento se perdoam os pecados

823

Art. 5 Se este sacramento remite totalmente a pena do

824

Art. 6 Se este sacramento nos preserva dos pecados futuros

826

Art. 7 Se este sacramento não aproveita senão a quem o recebe

827

Art. 8 Se o pecado venial impede o efeito deste

829

Questão 80: Do uso ou da recepção deste sacramento em geral

830

Art. 1 Se se devem distinguir dois modos de receber o corpo de Cristo o sacramental e o

830

Art. 2 Se só os homens ou se também os anjos podem receber este sacramento espiritualmente

832

Art. 3 Se ninguém, a não ser o justo, pode receber sacramentalmente a

833

Art. 4 Se o pecador, recebendo o corpo de Cristo, sacramentalmente,

835

Art. 5 Se achegar-se a este sacramento com a consciência do pecado é o gravíssimo

de todos os pecados

838

Art. 6 Se o sacerdote deve negar o corpo de Cristo ao pecador que o

840

Art. 7 Se a polução noturna impede de se receber o corpo de Cristo

842

Art. 8 Se a comida ou a bebida tomadas antes impedem de receber este sacramento.

 

845

Art. 9 Se os que não tem o uso da razão devem receber este sacramento

848

Art. 10 Se é lícito receber este sacramento cotidianamente

850

Art. 11 Se é lícito deixar de todo a comunhão

853

Art. 12 Se é lícito receber o corpo de Cristo sem o

854

Questão 81: Do uso que Cristo fez deste sacramento

855

Art. 1 Se Cristo tomou o seu próprio corpo e

856

Art. 2 Se Cristo deu o seu corpo a Judas

857

Art. 3 Se Cristo, tomou e deu aos discípulos, o seu corpo impassível

859

Art. 4 Se, na ocasião da morte de Cristo, este sacramento estivesse conservado numa

píxide, ou fosse consagrado por um dos Apóstolos, Cristo ai morreria

860

Questão 82: Do ministro deste sacramento

862

Art. 1 Se a consagração deste sacramento é própria do

862

20

Art. 2 Se vários sacerdotes podem consagrar uma mesma

864

Art. 3 Se cabe só aos sacerdotes a dispensação deste

865

Art. 4 Se o sacerdote, que consagra, esta obrigado a tomar este

866

Art. 5 Se um mau sacerdote pode consagrar a

867

Art. 6 Se a missa do sacerdote mau vale menos que a de um

869

Art. 7 Se os heréticos, os cismáticos e os excomungados podem

870

Art. 8 Se o sacerdote degradado pode celebrar este

872

Art. 9 Se podemos receber licitamente a comunhão, dos sacerdotes heréticos ou excomungados, ou também pecadores, e ouvir a missa dita por

873

Art. 10 Se é lícito ao sacerdote abster-se totalmente de consagrar a

875

Questão 83: Do rito deste sacramento

876

Art. 1 Se na celebração diste sacramento Cristo é

876

Art. 2 Se foi convenientemente determinado o tempo da celebração deste mistério.

 

878

Art. 3 Se é necessário celebrar este sacramento em edifício e vasos

880

Art. 4 Se foram convenientemente ordenadas as palavras proferidas neste

 

885

Art. 5 Se as cerimônias usadas na celebração deste mistério são convenientes

890

Art. 6 Se se pode obviar suficientemente às deficiências ocorrentes. na celebração deste sacramento, observando-se às determinações da

895

O Sacramento da Penitência

899

Questão 84: Do sacramento da penitência

900

Art. 1 Se a penitência é um

900

Art. 2 Se os pecados são a matéria própria deste

902

Art. 3 Se esta é a forma deste sacramento: Eu te

903

Art. 4 Se a imposição das mãos do sacerdote é necessária neste sacramento

906

Art. 5 Se este sacramento é necessário à

907

Art. 6 Se a penitência é a segunda tábua, depois do naufrágio

909

Art. 7 Se este sacramento foi convenientemente instituído na Lei

910

Art. 8 Se a penitência deve durar até ao fim da vida

913

Art. 9 Se a penitência pode ser contínua

914

Art. 10 Se o sacramento da penitência deve reiterar-se

916

Questão 85: Da penitência enquanto virtude

919

Art. 1 Se a penitência é uma

919

Art. 2 Se a penitência é uma virtude especial

920

21

Art. 3 Se a virtude da penitência é uma espécie de

922

Art. 4 Se o sujeito próprio da penitência é a vontade

924

Art. 5 Se o princípio da penitência resulta do temor

925

Art. 6 Se a penitência é a primeira das

926

Questão 86: Do efeito da penitência quanto à remissão dos pecados

928

Art. 1 Se a penitência apaga todos os

928

Art. 2 Se o pecado pode ser perdoado sem a penitência

930

Art. 3 Se pela penitência pode ser perdoado um pecado sem o serem os

932

Art. 4 Se, perdoada a culpa pela penitência permanece o reato da

934

Art. 5 Se, perdoada a culpa mortal, são delidos todos os resquícios do pecado

936

Art. 6 Se a remissão da culpa é efeito da penitência como

937

Questão 87: Da remissão dos pecados

939

Art. 1 Se o pecado venial pode ser perdoado sem a penitência

939

Art. 2 Se para a remissão dos pecados veniais é necessária a infusão da

940

Art. 3 Se os pecados veniais ficam perdoados pela aspersão da água benta, pela bênção episcopal e práticas

942

Art. 4 Se o pecado venial pode ser remitido, sem que o mortal o seja

943

Questão 88: Do redito dos pecados perdoados pela penitência

944

Art. 1 Se os pecados perdoados ressurgem por causa de um pecado subseqüente

945

Art. 2 Se os pecados perdoados fá-los ressurgir a ingratidão, que se manifesta especialmente por quatro gêneros de pecados

947

Art. 3 Se a ingratidão do pecado subseqüente à penitência faz ressurgir um tão grande reato quanto o fora o dos pecados antes perdoados

949

Art. 4 Se a ingratidão, por causa da qual o pecado subseqüente faz voltarem os pecados já perdoados, é um pecado especial

951

Questão 89: Da recuperação das virtudes pela

952

Art. 1 Se as virtudes se recuperam pela

952

Art. 2 Se depois da penitência recuperamos o mesmo grau de virtude que antes

 

953

Art. 3 Se pela penitência recobramos a nossa anterior

955

Art. 4 Se as obras virtuosas feitas com caridade, podem ser

958

Art. 5 Se as obras mortificadas pelo pecado revivem pela

959

Art. 6 Se pela penitência subseqüente também as obras mortas, isto é, não feitas com

caridade,

960

Questão 90: Das partes da penitência em geral

962

Art. 1 Se devemos distinguir partes na

962

22

Art. 2 Se são convenientemente assinaladas as seguintes partes da penitência a contrição, a confissão e a satisfação

963

Art. 3 Se as três partes referidas são partes integrantes da

965

Art. 4 Se a penitência está convenientemente dividida em penitência anterior ao batismo, penitência dos pecados mortais e penitência dos pecados

966

23

Tratado do verbo encarnado

Questão 1: Da conveniência da incarnação

No primeiro ponto três questões devem

conveniência da Encarnação de Cristo. A segunda, do modo de união do Verbo

primeira, sobre a

ser tratadas. A

encarnado.

A

terceira,

dos

resultados

dessa

união.

Na primeira questão discutem-se seis artigos:

24

Art. 1 Se foi conveniente que Deus se encarnasse.

O primeiro discute-se assim. Parece que não foi conveniente que Deus se encarnasse.

1. Pois, sendo Deus abeterno a mesma bondade essencial, melhor é existir ele

como abeterno existiu. Ora, Deus existiu abeterno sem nenhuma carne. Logo,

convenientíssimo lhe era não se unir à carne. Portanto, não foi conveniente que Deus se encarnasse.

2. Demais. Seres infinitamente diferentes inconvenientemente se unem; assim,

faria inconveniente junção quem pintasse uma imagem, onde se ligasse a uma

cabeça humana um pescoço de cavalo. Ora, Deus e a carne diferem infinitamente; pois, ao passo que Deus é simplicíssimo, a carne é composta, e sobretudo a humana. Logo, foi inconveniente que Deus se tivesse unido à carne humana.

3. Demais. O corpo dista do sumo espírito tanto quanto a malícia, da suma

bondade. Ora, absolutamente inconveniente era que Deus, a suma bondade,

assumisse a malícia. Logo, não foi conveniente que o sumo espírito incriado assumisse um corpo.

4. Demais. É inconveniente estar contido num ser mínimo o que excede os

grandes; e que se aplique a coisas pequenas aquele a quem incumbe cuidado das grandes. Ora, toda a universidade das coisas não é suficiente a abranger a Deus, que exerce o governo de todo o mundo. Logo parece inconveniente esconder-se no corpinho de uma criança, a vagir, aquele em cuja comparação é nada o universo; e um tal, rei, abandonar tão longamente as suas moradas e transferir para um corpúsculo o governo de todo o mundo, como Volusiano escreve a Agostinho. Mas, em contrário. Convenientíssimo parece que as coisas invisíveis de Deus se manifestem pelas visíveis; pois, para tal foi feito todo o mundo, segundo as palavras do Apóstolo (Rom 1, 20) As coisas invisíveis de Deus se vêem consideradas pelas obras que foram feitas. Ora, como diz Damasceno, pelo mistério da incarnação se manifesta ao mesmo tempo a bondade, a sabedoria, a justiça e o poder ou virtude de Deus. A bondade, pois não desprezou a fraqueza da sua própria criatura; a justiça porque não deu a outrem senão ao homem o poder de vencer o tirano, nem livrou o homem da morte pela violência; a sabedoria, porque deu a mais cabal solução a um problema dificílimo; o poder enfim ou a virtude infinita, pois nada há de maior ao fato de Deus ter-se feito homem. Logo, foi conveniente Deus ter-se encarnado. SOLUÇÃO. A cada coisa é conveniente o que lhe cabe segundo à essência da sua própria natureza; assim, convém ao homem raciocinar por ser de natureza racional.

25

Ora, a natureza mesma de Deus é a bondade, como está claro em Dionísio. Por onde, tudo o que pertence essencialmente ao bem convém a Deus. Ora, pertence essencialmente ao bem o comunicar-se aos outros, como está claro em Dionísio. Por onde, pertence à essência do sumo bem comunicar-se de maneira suma à criatura. O que sobretudo se realiza por ter-se a si mesmo unido a natureza criada, de modo a fazer uma só pessoa dos três o Verbo, a alma e a carne como diz Agostinho. Por onde, é manifesto que foi conveniente que Deus se tivesse encarnado. DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. O mistério da Encarnação não se realizou porque tivesse Deus, de certo modo, obtido uma mudança do seu estado para outro, em que não existia abeterno; mas, por ter-se unido de um modo novo com a criatura, ou antes, a criatura a si: Pois, é conveniente que a criatura, mutável por natureza, não se apresente sempre do mesmo modo. Por onde, assim como a criatura, que primeiro não existia, foi depois produzida, assim também, não estando desde o princípio unida a Deus, veio depois a lhe ser unida. RESPOSTA À SEGUNDA. Ser unida a Deus, na unidade de pessoa, não era conveniente à carne humana, pela condição da sua natureza, porque isso lhe sobrepujava a dignidade dela. Mas, foi conveniente a Deus, pela infinita excelência da sua bondade uni-la a si, para a salvação humana. RESPOSTA À TERCEIRA. Qualquer outra condição, pela qual cada criatura difere do Criador, foi instituída pela sabedoria de Deus e ordenada à bondade divina. Pois, Deus pela sua bondade, sendo incriado, imutável e incorpóreo, produziu criaturas mutáveis e corpóreas; e semelhantemente o mal da pena foi introduzido pela justiça de Deus em vista da sua glória. Quanto ao mal da culpa, ele procede pelo afastamento da arte da sabedoria divina e da ordem da bondade divina. Por onde, podia ser conveniente a Deus assumir a natureza criada, mutável, corpórea e sujeita à penalidade: mas não lhe era assumir o mal da culpa. RESPOSTA À QUARTA. Agostinho responde: A doutrina Cristã não ensina que Deus, por ter-se unido à carne humana, abandonou ou perdeu o exercício do governo universal, ou encerrou-o, como que compresso nesse corpúsculo. Mas são esses pensamentos do homem, só capaz de cogitar no que é corpóreo, Pois, Deus é grande, não como uma mole, mas, pela sua virtude. Por isso, a grandeza da sua virtude não se comprimiu com a exiguidade local. Não é, portanto, incrível ao passo que o verbo transitório do homem, seja total e simultaneamente ouvido por muitos e por cada um, que o Verbo Deus, permanente, esteja total e simultaneamente em toda parte. Por onde, nenhum inconveniente resulta para Deus encarnado.

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Art. 2 Se foi necessário, para a salvação do gênero humano, que o Verbo de Deus se encarnasse.

O segundo discute-se assim. Parece que não foi necessário, para a salvação do

gênero humano, que o Verbo de Deus se encarnasse.

1. Pois, o Verbo de Deus, sendo Deus perfeito, como demonstramos (Ia., q. 27,

a. 2, ad 2; q. 4, a. 1, 2), nenhuma virtude se lhe acrescentou, por ter assumido a

carne. Se, pois, o Verbo encarnado de Deus reparou a natureza humana, podia tê-

la

reparado mesmo sem ter assumido a carne.

2.

Demais. A reparação da natureza humana, caída no pecado, parece que nada

mais exigia senão que o homem satisfizesse pelo seu pecado. Pois, Deus não deve

exigir do homem mais do que ele pode fazer. E, sendo antes inclinado a

compadecer-se do que punir, assim como imputa ao homem o ato do pecado,