Você está na página 1de 15
Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 Propriedades dos materiais constituintes do concreto

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

Enio Ribeiro Júnior eniorjr@gmail.com

MBA Gerenciamento de obras, tecnologia & qualidade da construção Instituto de Pós-Graduação - IPOG Goiânia, GO, 24 de abril de 2015

Resumo

O concreto é o material mais utilizado na construção civil, obtido da mistura de agregados e

pasta de cimento, forma um material com a estrutura heterogênea com propriedades físicas

determinadas pelos materiais utilizados em sua produção. Os agregados e aglomerantes possui características e funções distintas no concreto estrutural, denotando a necessidade do estudo de suas propriedades afim de garantir obtenção de economia, resistência e durabilidade. O objetivo

da pesquisa é difundir o conhecimento dos materiais empregados no concreto estrutural, criando

um vínculo entre as propriedades destes materiais e as propriedades do concreto fresco e endurecido. Por meio de pesquisa bibliográfica, busca criar um vínculo entre os materiais e o produto final para garantir maior qualidade na produção de concreto estrutural em canteiro e

usinas.

Palavras chaves: Cimento Portland. Agregados. Concreto Estrutural. Caracterização dos Materiais.

1. Introdução

O concreto é um material com uma estrutura bastante heterogênea e complexa. Analisando sua

macroestrutura na Figura 1.1, identificamos dois constituintes principais: a pasta de cimento endurecida e partículas de agregado.

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 Figura 1.1 - Seção polida de um corpo-de-prova

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 Figura 1.1 - Seção polida de um corpo-de-prova de concreto

Figura 1.1 - Seção polida de um corpo-de-prova de concreto (MEHTA e MONTEIRO, 1994:19).

O estudo da influência dos materiais constituintes nas propriedades físicas e químicas do

concreto estrutural é imprescindível para obtermos concreto resistentes e duráveis. O cimento, água e agregados devem ser analisados como elemento capaz de influenciar o desempenho do concreto devido as suas propriedades físicas, térmicas e químicas.

O Cimento Portland caracteriza por ser o componente mais nobre do concreto, a mistura do

cimento Portland com água gera uma pasta que envolve os agregados sendo responsável pelas

propriedades de ligante. Podemos encontrar diversos tipos de cimento Portland normatizado pela NBR, sendo que cada composição apresenta características específicas, a observação destas propriedades na escolha do cimento aliados as especificidades da obra favorece a qualidade do concreto.

O agregado corresponde a três quartos do volume do concreto e sua aplicação é de natureza

econômica, tendo em vista tratarem-se de materiais de baixo custo unitário, comparado ao do cimento. Porém, segundo Neville (1997:125) o lado econômico não é a única razão de seu uso, já que o agregado confere vantagens técnicas consideráveis ao concreto, que passa a ter maior estabilidade dimensional e melhor durabilidade do que a pasta de cimento pura. Os agregados são considerados inertes por não possuir propriedades ligantes, porém o uso de materiais contaminados ou com características mineralógicas inadequadas podem acarretar uma série de condições desfavoráveis ao concreto estrutural, causando patologias e o colapso da estrutura. Com intuito de garantir a qualidade do concreto estrutural e obtermos economia na sua produção, devemos conheceremos melhor os seus materiais constituintes e suas influências nas propriedades do concreto fresco e endurecido.

2.

Cimento

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 O cimento Portland é um pó fino com

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

O cimento Portland é um pó fino com propriedades de aglomerante hidráulico aglutinante ou

ligante, que endurece sob ação da água. Uma vez endurecido, mesmo voltando à ação da água, o cimento Portland resiste sem se decompor.

A variação de cimentos fabricados permite certas características e propriedades que os tornam

mais adequados para serem utilizados em concreto de determinadas construções.

O conhecimento das suas características e propriedades é de fundamental importância, podendo

aproveitá-los da melhor forma possível dentro das condições impostas na sua obra.

2.1.1. Matéria prima

2.1.2. Clínquer

Segundo ABCP (2002:6) o clínquer tem como matérias-primas o calcário e a argila, sendo a produção do clínquer a etapa mais complexa, e de custo elevado no processo de fabricação do cimento Portland. O clínquer é fonte de Silicato Tricálcico (CaO) 3 SiO 2 e Silicato Dicálcico (CaO) 2 SiO 2 , sendo estes compostos responsáveis pelas características de ligante hidráulico e resistência do material após a hidratação do Cimento Portland.

2.1.3. Gesso

O gesso (CaSO 4 + 2 H 2 O) é adicionado em quantidades geralmente inferiores a 3% da massa de clínquer, tem função de regular o tempo de início de pega do cimento (tempo para início do

endurecimento)(ABCP, 2002:6-7).

2.1.4. Calcário

O calcário é usado na produção do clínquer e também como material de adição do cimento.

Composto basicamente de carbonato de cálcio (CaCO3). Segundo ABCP (2002:8) o calcário como material de adição melhora a trabalhabilidade de argamassas e concreto, e funciona como

lubrificante, tornando o produto mais plástico e menos poroso.

2.1.5. Escória siderúrgica

A escória siderúrgica é um subproduto de alto-forno. O material possui propriedade de ligante

hidráulico muito resistente, desenvolvendo características aglomerantes de forma muito semelhante à do clínquer. A escória apresenta melhoria de algumas propriedades, como maior

durabilidade e maior resistência final(ABCP, 2002:7).

2.1.6. Pozolanas

As pozolanas são rochas vulcânicas ou matérias orgânicas fossilizadas encontradas na natureza,

certos tipos de argilas queimadas em elevadas temperaturas (550°C a 900°C) e derivados da queima de carvão mineral nas usinas termelétricas, entre outros. O clínquer no processo de hidratação libera hidróxido de cálcio (cal virgem) que reage com a pozolana em meio aquoso adquirindo propriedade ligante hidráulico. O cimento assim obtido oferece a vantagem de conferir maior impermeabilidade(ABCP, 2002:7).

2.1.7. Composição química

Segundo Bauer (2000:46-47), os constituintes fundamentais são: a cal (CaO), a sílica (SiO2), a

alumina (Al2O3), o óxido de ferro (Fe2O3), certa proporção de magnésia (MgO) e uma pequena

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 porcentagem de anidro sulfúrico (SO3). Tem-se ainda,

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

porcentagem de anidro sulfúrico (SO3). Tem-se ainda, como constituintes menores, impurezas, como o óxido de sódio (Na2O), óxido de potássio (K2O), óxido de titânio (TiO2) e outras substâncias de menor importância. Os óxidos de potássio e de sódio constituem os álcalis do cimento.

Óxido

Abreviação

Compostos

Abreviação

CaO

C

3CaO.SiO 2

C3S

SiO 2

S

2CaO.SiO 2

C2S

Al 2 O 3

A

3CaO.Al 2 O 3

C3A

Fe 2 O 3

F

4CaO.Al 2 O 3 .Fe 2 O 3

C4AF

MgO

M

4CaO.3Al 2 O 3 .SO 3

C4A3S

SO 3

S

3CaO.2SiO 2 .3H 2 O

S2H3

H

2 O

H

CaSO 4 .2H 2 O

CSH2

Tabela 2.1 - Compostos individuais dos óxidos do clínquer e abreviações (MEHTA e MONTEIRO, 1994:190)

2.1.8. Hidratação do cimento Portland

As reações químicas do cimento com a água, comumente chamadas de hidratação do cimento, geram produtos que possuem características de pega e endurecimento. A perda de consistência (enrijecimento) e solidificação do cimento (pega) são características da hidratação dos aluminatos, enquanto os silicatos são responsáveis pela taxa de desenvolvimento da resistência (endurecimento). Dentre essas reações podemos ressaltar:

2.1.9. Hidratação dos aluminatos

As reações do C3A são imediatas e geram uma grande liberação de calor. Essas reações são

retardadas para garantir tempo de aplicação na construção, com a adição de gipsita na fabricação (gesso). O produto dessas reações é a cristalização como pequenas agulhas

prismáticas denominadas alto-sulfato ou etringita. Com o tempo a etringita torna-se instável e

é convertida em monossulfato.

2.1.10. Hidratação dos silicatos

As reações do C3S e do βC2S produzem silicatos de cálcio hidratados estruturalmente similares que variam quanto à relação cálcio/sílica e ao teor de água quimicamente combinada. O C3S hidrata uma velocidade maior do que o C2S, sendo o responsável pela resistência inicial. Os cimentos com mais C2S são mais duráveis em ambientes ácidos e sulfatados do que cimentos com alto teor de C3S. Os silicatos são materiais pouco cristalinos e forma um sólido poroso que apresenta características de um gel rígido.

2.1.11. Calor de hidratação

Segundo Mehta e Monteiro (1994:206) o cimento Portland são produtos de reações a alta temperatura e não estão em equilíbrio energético. Na hidratação do cimento, os compostos reagem com a água e libera energia na forma de calor, atingindo assim estado estáveis de baixa

energia. A quantidade de calor liberado é chamada de calor de hidratação. Em regiões quentes

o calor gerado torna-se um problema devido às fissuras de origem térmica geradas na peça,

porém em regiões de baixas temperaturas essa energia em forma de calor fornece energia de

ativação para as reações de hidratação. Por isso, quando trabalhamos em um ambiente com

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 baixas temperaturas, inferiores a 15 °C, ou com

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

baixas temperaturas, inferiores a 15 °C, ou com água de dosagem do concreto com temperaturas abaixo de 20 °C geramos baixo nível de calor de hidratação que causa o retardamento das resistências iniciais. Se essas temperaturas chegarem a níveis inferiores a 10°C, além do retardamento, pode ocorrer a paralisação do início de pega do cimento, ou seja, o concreto não reage e fica no estado fresco.

Compostos

Calores de hidratação a uma dada idade (cal/g)

3 dias

90 dias

13 anos

C3S

58

104

122

C2S

12

42

59

C3A

212

311

324

C4AF

69

98

102

Tabela 2.2 - Calores de hidratação dos compostos do cimento Portland (MEHTA e MONTEIRO, 1994:207)

2.1.12. Finura

A finura do cimento influência a sua reação com a água. Quanto mais fino o cimento, mais

rápido ele reagirá. Para uma dada composição, a taxa de reatividade e, portanto, de desenvolvimento da resistência, pode ser aumentada através de uma moagem mais fina do cimento; porém, o custo da moagem e o calor liberado na hidratação estabelecem alguns limites para a finura. Considera-se geralmente que as partículas de cimento maiores do que 45μm são difíceis de hidratar e aquelas maiores do que 75μm nunca se hidratam completamente”

(MEHTA e MONTEIRO, 1994:198).

2.1.13. Cimentos fabricados no Brasil

Segundo ABCP (2002:9) no Brasil há vários tipos de cimento Portland regidos pelas normas

da ABNT, e são diferenciados principalmente em função de sua composição.

Atualmente os cimentos Portland compostos são os mais encontrados no mercado,

respondendo por aproximadamente 75% da produção industrial brasileira(ABCP, 2002:10).

A tabela 2.3 apresenta a composição dos cimentos Portland comum e composto.

     

Composição (% em massa)

   

Tipo de cimento Portland

 

Escória

Material

Material

carbonático

Norma

Sigla

Clínquer +

granulada de

Brasileira

 

gesso

alto-forno

(sigla E)

pozolânico

(sigla Z)

(sigla F)

Comum

CP I

100

-

-

-

NBR 5732

CP I-S

99-95

-

1-5

-

 

CP II-E

94-56

6-34

-

0-10

 

Composto

CP II-Z

94-76

-

6-14

0-10

NBR 11578

CP II-F

94-90

-

-

6-10

Tabela 2.3 - Composição dos cimentos Portland comuns e compostos (ABCP, 2002:10)

Em menor proporção encontram-se no mercado os cimentos Portland de alto-forno e pozolânicos, que apresenta em sua composição maiores teores de escória e pozolanas respectivamente, conforme a Tabela 2.4.

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015       Composição (% em massa)

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

     

Composição (% em massa)

   

Tipo de cimento Portland

 

Escória

Material

pozolânico

Material

carbonático

Norma

Sigla

Clínquer +

granulada de

Brasileira

 

gesso

alto-forno

(sigla E)

(sigla Z)

(sigla F)

Alto-Forno

CP III

65-25

35-70

-

0-5

NBR 5735

Pozolânico

CP IV

85-45

-

15-50

0-5

NBR 5736

Tabela 2.4 - Composição dos cimentos Portland de alto-forno e pozolânicos (ABCP, 2002:11)

Segundo ABCP (2002:12) o cimento Portland de alta resistência inicial (CP V-ARI) é um tipo

de cimento Portland comum. A diferença acontece devido à utilização de uma dosagem

diferente de calcário e argila na produção do clínquer, e na moagem mais fina do cimento que

permite reagir com a água com maior velocidade, adquirindo elevadas resistências iniciais. A

Tabela 2.5 apresenta a composição desse cimento.

     

Composição (% em massa)

   

Tipo de cimento Portland

 

Escória

Material

Material

carbonático

Norma

Sigla

Clínquer +

granulada de

Brasileira

 

gesso

alto-forno

(sigla E)

pozolânico

(sigla Z)

(sigla F)

Alta Resistência

           

Inicial

CP V-ARI

100-95

-

-

0-5

NBR 5733

Tabela 2.5 - Composição do cimento Portland de alta resistência inicial (ABCP, 2002:12)

Na figura 2.1 pode-se observar a evolução média da resistência à compressão de acordo com o tipo de cimento Portland.

à compressão de acordo com o tipo de cimento Portland. ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 Figura 2.1 - Evolução média de resistência à

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

Figura 2.1 - Evolução média de resistência à compressão dos distintos tipos de cimento Portland (ABCP, 1996 apud ABCP, 2002:13)

Na Tabela 2.6, verificamos a nomenclatura dos cimentos Portland atual no Brasil.

 

Nome técnico

Sigla

Classe

Identificação do tipo e classe

     

25

CP I-25

Cimento

Cimento Portland comum

CP I

32

CP I-32

Portland

40

CP I-40

comum (NBR

   

25

CP I-S-25

5732)

Cimento Portland comum com adição

CP I-S

32

CP I-S-32

40

CP I-S-40

     

25

CP II-E-25

Cimento Portland composto com escória

CP II-E

32

CP II-E-32

40

CP II-E-40

Cimento

   

25

CP II-Z-25

Portland

Cimento Portland composto com pozolana

   

composto

CP II-Z

32

CP II-Z-32

   

(NBR 11578)

 

40

CP II-Z-40

   

25

CP II-F-25

Cimento Portland composto com fíler

CP II-F

32

CP II-F-32

40

CP II-F-40

   

25

CP III-25

Cimento Portland de alto-forno (NBR 5735)

CP III

32

CP III-32

40

CP III-40

   

25

CP IV-25

Cimento Portland pozolânico (NBR 5736)

CP IV

32

CP IV-32

Cimento Portland de alta resistência inicial (NBR 5733)

CP V-ARI

-

CP V-ARI

   

25

Sigla e classe dos tipos

Cimento Portland resistente aos sulfatos (NBR 5737)

 

originais acrescidos do sufixo

-

32

RS. Exemplo: CP I-32RS, CP II-F-32RS, CP III-40RS, etc.

 

40

   

25

Sigla e classe dos tipos

Cimento Portland de baixo calor de hidratação (NBR 13116)

 

originais acrescidos do sufixo

-

32

BC. Exemplo: CPI-32BC, CP II-F-32BC, CP III-40BC, etc.

 

40

Cimento

   

25

CPB-25

Portland branco

Cimento Portland branco estrutural

CPB

   

(NBR 12989)

32

CPB-32

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015       40 CPB-40 Cimento Portland

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

     

40

CPB-40

Cimento Portland branco não estrutural

CPB

-

CPB

Cimento para poços petrolíferos (NBR 9831)

CPP

G

CPP - classe G

Tabela 2.6 - Nomenclatura dos cimentos Portland em 1997 (ABCP, 2002:18)

3. Água A água é usada em quase todos os serviços de engenharia. Sendo que esta influencia diretamente na qualidade e segurança da obra, por isso deve atender certas qualidades químicas, ser isenta de impurezas e atender parâmetros recomendados.

3.1.1. Impurezas As impurezas presentes na água podem prejudicar a pega do cimento ou a resistência do concreto. A água potável é considerada adequada à produção do concreto, e o pH recomendado para a água de amassamento deve ser entre 6 e 8. Segundo Alves (2006:169) a água em contato com o concreto tem ação constante, enquanto a água do amassamento só tem ação durante a hidratação do cimento, sendo que os critérios de avaliação de suas características são diferentes. A água do amassamento existe várias recomendações sobre os limites máximos de impurezas. Alves (2006:169) cita os limites estabelecidos na BS3148:1980.

Matéria orgânica (expressa em oxigênio consumido)

3

mg/l

Resíduo sólido

2,000 mg/l

Sulfatos (expressos em íons SO 4 -2 )

1,000 mg/l

Cloretos (expressos em íons Cl - )

500

mg/l

Açúcar

5

mg/l

Tabela 3.1 Limites máximos de impurezas com base na BS3148:1980 (ALVES, 2006:169)

Alves (2006:169) ainda menciona os seguintes limites máximos de impurezas.

Sólidos em suspensão

2.000

mg/l

Sólidos dissolvidos

2.000

mg/l

Carbonatos e bicarbonatos alcalinos

1.000

mg/l

Sulfatos (S + )

15 mg/l

Magnésio (Mg 2+ )

150

mg/l

Tabela 3.2 Limites máximos de impurezas. (ALVES, 2006:169)

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 Nos concretos aparentes deve-se ter um cuidado especial

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

Nos concretos aparentes deve-se ter um cuidado especial com a água de amassamento, evitando impurezas nas águas que podem gerar uma mudança de cor do concreto, aparecendo manchas e eflorescências nas superfícies.

3.1.2. Relação água / cimento (a/c)

A água deve ser empregada na quantidade suficiente para envolver os grãos e promover a

hidratação do cimento.

O excesso de água no concreto resultará numa pasta mais porosa e, consequentemente, em

menor resistência, além de menor aderência entre a pasta e o agregado, devido à exsudação. Sendo necessário fixar um fator a/c no amassamento.

O fator a/c é uma relação entre o peso da água e o peso do cimento, adotada para evitar excesso

de água no cimento.

4. Agregados Segundo Bauer (2000:104), os agregados constituem um componente importante no concreto, contribuindo com cerca de 80% do peso e 20% do custo de concreto estrutural sem aditivos. Os agregados apresentam uma grande variação de suas características, sendo necessário na

tecnologia do concreto o estudo e controle de qualidade tanto antes como durante a execução

da obra.

A principal aplicação dos agregados é na produção de concretos e argamassas onde, em

conjunto com um aglomerante (pasta de cimento Portland / água), constituem uma rocha

artificial, com diversas utilidades na engenharia, cuja principal aplicação é compor os diversos elementos estruturais de concreto armado. Os agregados possibilitam que algumas propriedades

da

rocha artificial a ser formada apresentam melhor desempenho, tais como: redução da retração

da

pasta de cimento, aumento da resistência ao desgaste, melhor trabalhabilidade e aumento da

resistência ao fogo. As propriedades físicas e químicas dos agregados e das misturas ligantes são essenciais para a vida das estruturas em que são usados. São inúmeros os exemplos de falência de estruturas provocados por causa da seleção e o uso inadequado dos agregados.

4.1.1. Características dos agregados

O agregado é o principal responsável pela massa unitária, módulo de elasticidade e estabilidade dimensional do concreto(MEHTA e MONTEIRO, 1994:21). Desta forma, as características mais importantes de um agregado são: sua massa específica,

massa unitária, forma, textura, granulometria, resistência à compressão e abrasão, absorção de água, umidade e sanidade. A composição química da rocha é menos importante que sua característica física, quando não são detectados elementos reativos com o cimento ou meio ambiente.

O conhecimento de certas características dos agregados é uma exigência para a dosagem dos

concretos. A massa específica é diretamente proporcional a resistência à compressão do concreto. A forma do grão do agregado, caracterizada pela granulometria e textura, também influi nas propriedades do concreto. As características dos agregados, importantes para a tecnologia dos concretos, são decorrentes da microestrutura do material.

4.1.2. Origem

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 De acordo com a NBR 7211 (ABNT, 2005:1-3),

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

De acordo com a NBR 7211 (ABNT, 2005:1-3), os agregados são materiais pétreos, obtidos por fragmentação artificial ou agregados naturais (areia e seixos rolados), já fragmentados naturalmente, com propriedades adequadas, possuindo dimensões nominais máximas inferiores

a

152 mm e mínima superior ou igual a 0,075 mm.

O

agregado natural provém da degradação de rochas em consequência da ação de agentes

atmosféricos, e é retirada de depósitos naturais, chamadas minas, ou das margens ou fundos de rios. O agregado artificial é obtido pela trituração mecânica das rochas denominada britagem. Os agregados mais usados para produção de concreto e argamassa são as areias naturais

quartzosas, principalmente a areia lavada proveniente de leito de rios, e a pedra britada proveniente de pedreiras. O seixo rolado, a argila expandida e a areia artificial apresentam propriedades mecânicas que permitem sua utilização como agregados de concreto estrutural.

4.1.3. Classificação quanto à composição mineralógica

Várias são as rochas aptas a serem exploradas para a produção de agregados. As rochas são compostas por vários minerais. Segundo Petrucci (2007:268-269) a classificação geológica é a

melhor orientação, pois pode socorrer-se do auxílio inestimável da petrografia e da mineralogia, identificando: estrutura, textura, alterações, inclusões e constituintes mineralógicos, que fornece farto e eficiente material. Quanto à classificação geológica as rochas são classificadas segundo Petrucci (2007:269) em:

1. Rochas eruptivas ou ígneas: formadas pela consolidação do material proveniente de uma fusão total ou parcial.

2. Rochas sedimentares: formadas pela consolidação do material transportado e depositado pelo vento ou pela água.

3. Rochas metamórficas: formadas pela alteração gradual na estrutura das rochas anteriores, pela ação do calor, da pressão ou da água.

4.1.4. Substâncias deletérias

Substâncias deletérias são aquelas que estão presentes como constituintes minoritárias tanto

nos agregados graúdos quanto nos miúdos, e são capazes de prejudicar a trabalhabilidade, a pega e o endurecimento e as características de durabilidade do concreto(MEHTA e MONTEIRO, 1994:267).

A

matéria orgânica encontrada em agregados consiste geralmente de produtos de decomposição

de

matéria vegetal e aparecem na forma de húmus e argila orgânica. As impurezas orgânicas

podem interferir nas reações químicas de hidratação.

Material pulverulento é constituído por todas as partículas minerais com dimensões inferiores

a 0,075 mm, inclusive os materiais solúveis em água, presentes no agregado. A argila pode estar

presente no agregado na forma de películas superficiais que interferem na aderência entre o agregado e a pasta de cimento. O silte e o pó de pedreira também são dois tipos de materiais finos que podem formar películas semelhantes às formadas pela argila. É necessário controlar

os teores de argila, silte e pó fino no agregado, garantindo assim a resistência e durabilidade do concreto. Os agregados podem apresentar partículas reativas, chamadas de reações álcali-sílica e álcali- carbonato. A primeira, os álcalis do cimento atacam certos tipos de sílicas reativas que podem estar presentes nos agregados, formando um gel que pode destruir a aderência entre o agregado

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 e a pasta de cimento. As reações

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

e

a pasta de cimento. As reações álcalis-carbonato ocorrem entre alguns calcários dolomíticos

e

os álcalis do cimento.

4.1.5. Granulometria

Neville (1997:125) descreve que: o tamanho do agregado usado no concreto se estende de

dezenas de milímetros até partículas com seção transversal menor do que o décimo de milímetro. Em cada mistura são incorporadas partículas com diversos tamanhos, e a distribuição desses tamanhos se denomina granulometria. O termo agregado graúdo é usado

para descrever partículas maiores que 4,8 mm (retidas na peneira n° 4), e o termo agregado miúdo é aplicado para partículas menores do que 4,8 mm.Segundo Mehta e Monteiro (1994:261), agregados que não tem uma grande deficiência ou excesso de qualquer tamanho de partícula, em especial, produzem misturas de concreto mais trabalháveis e econômicas.

A NBR 7211 (ABNT, 2005:1) fixa as características para produção de agregados, miúdos e

graúdos, de origem natural, encontrados fragmentados ou resultantes da britagem de rochas.

Definindo areia ou agregado miúdo como areia de origem natural ou resultante do britamento de rochas estáveis, ou a mistura de ambas, cujos grãos passam pela peneira ABNT de 4,8 mm

e ficam retidos na peneira ABNT de 0, 075 mm. E define agregado graúdo como pedregulho

ou brita proveniente de rochas estáveis, ou a mistura de ambos, cujos grãos passam por uma peneira com abertura nominal de 152 mm e ficam retidos na peneira ABNT de 4,8 mm. Segundo Mehta e Monteiro (1994:261), a dimensão máxima do agregado é

convencionalmente, designada pela dimensão da abertura da peneira, na qual ficam retidos 15% ou menos das partículas do agregado. Quanto maior a dimensão máxima do agregado menor a área superficial por unidade de volume, o que gera uma economia substancial de cimento devido à menor área a ser coberta pela pasta de cimento.

O módulo de finura é um parâmetro empírico usado para determinar o índice de finura do

agregado, é calculado com base na análise granulométrica do agregado, onde a somatória dos percentuais retidos acumulados nas peneiras da série padrão e divido por 100. As peneiras determinadas pela norma são: n° 100, n° 50, n° 30, n° 16, n° 8, n° 4, 3/8”, 3/4" e 1 1/2”. Segundo Mehta e Monteiro (1994:261), “a dimensão máxima do agregado não deve ser maior que um quinto da dimensão mais estrita da forma na qual o concreto será colocado, também não deve ser maior que três quartos da menor distancia livre entre as armaduras de reforço”.

4.1.6. Massa específica e massa unitária

Massa específica do agregado é a massa por unidade de volume da parte sólida do grão, excluído

os vazios.

A massa unitária ou a massa específica aparente do agregado é a massa por unidade de volume,

incluídos os vazios entre os grãos. Mehta e Monteiro (1994:257) descrevem que a massa unitária aproximada dos agregados usados na construção civil em concretos convencionais varia de 1.300 a 1.750 Kg/m³.

A massa unitária tem grande importância para converter as composições do concreto dadas em

massa no laboratório para volume habitualmente usado nas obras. É importante também para o levantamento dos quantitativos em volume dos materiais empregados.

4.1.7. Forma e textura

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 Segundo Mehta e Monteiro (1994:264-266), “ a forma

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

Segundo Mehta e Monteiro (1994:264-266), a forma e a textura das partículas influenciam mais nas propriedades do concreto no estado fresco que endurecido, porém há evidências de que, pelo menos nas primeiras idades, a resistência do concreto, particularmente a resistência à flexão, pode ser afetada pela textura do agregado. Bauer (2000:105) cita ainda que “a forma dos grãos do agregado graúdo influi na qualidade do concreto, ao lhe alterar a trabalhabilidade, afetando, em consequência, as condicionantes de bombeamento, lançamento e adensamento”. As partículas de textura áspera, angulosas e alongadas requerem mais pasta de cimento para produzir misturas trabalháveis do que as partículas lisas e arredondadas. Os agregados contendo partículas lamelares são prejudiciais, porque estes elementos dificultam

o adensamento do concreto, pela falta de uma boa reologia, impedindo a interpenetração dos grãos.

A forma diz respeito às características geométricas, tais como arredondada, angulosa, alongada

ou achatada. A tabela a seguir traz uma classificação da forma das partículas dos agregados.

Classificação

Descrição

Exemplos

Arredondado

Completamente erodido pela água ou atrito.

Seixo de rio ou de praia; areia de rio ou deserto.

Irregular

Naturalmente irregular ou parcialmente desgastado por atrito, com cantos arredondados.

Outros seixos; opalas.

Lamelar

Material em que a espessura é pequena em relação às outras dimensões.

Rochas laminadas.

Anguloso

Possuem arestas bem definidas formadas pela intersecção de faces relativamente planas.

Pedras britadas em geral.

Alongado

Geralmente anguloso, em que o comprimento é bem maior do que as outras dimensões.

 

Discóide

Comprimento muito maior do que a largura e a largura muito maior do que a espessura

 

Tabela 4.1 - Classificação da forma das partículas dos agregados (NEVILLE, 1997:130)

A classificação da textura superficial é definida pela análise visual da superfície do agregado, lisa ou áspera. A tabela abaixo mostra os tipos de textura superficial dos agregados segundo (NEVILLE, 1997:132-133).

Textura

Características

Exemplos

Vítrea

Fratura conchoidal

Calcedônia, escória

vitrificada

Lisa

Erodido pela água, ou devido à fratura de cristais finos ou lamelares.

Seixo, ardósia,

mármore, alguns

riólitos

Granulosa

Fratura mostrando grãos uniformes mais ou menos arredondados.

Arenito, oolito.

Áspera

Fratura áspera de rochas finas ou grosseiramente granuladas com cristais não facilmente visíveis.

Basalto, felsito,

calcário.

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 Cristalina Com constituintes cristalinos facilmente

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

Cristalina

Com constituintes cristalinos facilmente visíveis.

Granito, gabro, gnaisse.

Alveolar

Com poros e cavidades visíveis

Tijolo, pedra pomes, espuma ede escória, clínquer, argila expandida.

Tabela 4.2 - Textura superficial dos agregados (NEVILLE, 1997:133)

4.1.8. Absorção de água e umidade

O conhecimento do teor da umidade dos agregados é muito importante, já que a quantidade de água que os mesmos transportam para o concreto altera o fator água/cimento, ocasionando decréscimo da resistência mecânica do concreto. “Areias podem sofrer um fenômeno conhecido como “inchamento”, que é o aumento de volume de uma dada massa de areia devido às películas de água, deslocando as partículas e tendendo a separá-las(NEVILLE, 1997:148). Dependendo do teor de umidade e composição granulométrica do agregado, pode ocorrer um aumento considerável do volume aparente da areia. O “inchamento” é fundamental para a determinação do traço em volume, comumente usados nas obras. Na condição ambiente, a amostra sempre absorve alguma quantidade de água, porém, raramente essa quantidade de água é suficiente para saturar a amostra. A amostra é dita saturada quando todos os vazios comunicantes estão preenchidos com água.

4.1.9. Sanidade

Mehta e Monteiro (1994:259-260) consideram que o agregado é instável quando mudanças no seu volume, induzidas pelo intemperismo, como ciclos alternados de umedecimento e secagem, ou congelamento e descongelamento, resultam na deterioração do concreto. Geralmente, a instabilidade ocorre para rochas que têm certa estrutura porosa. A instabilidade está mais relacionada à distribuição do tamanho dos poros do que à porosidade total do agregado. Distribuições de tamanho dos poros que permitem as partículas dos agregados ficarem saturadas por umedecimento (ou descongelamento no caso de ataque por gelo), mas impedem a drenagem fácil na secagem (ou congelamento), são capazes de causarem altas pressões hidráulicas dentro das partículas.

4.1.10. Resistência à compressão, resistência à abrasão e módulo de elasticidade.

A resistência à compressão, abrasão e o módulo de elasticidade dos agregados são propriedades inter-relacionadas, que são muito influenciadas pela porosidade(MEHTA E MONTEIRO 1994:259). Os agregados devem ter grãos resistentes à compressão e duráveis. Sua resistência aos esforços mecânicos deve ser pelo menos superior à da pasta de cimento e água depois de endurecida. Os grãos de um agregado devem ser resistentes à compressão e ao desgaste por abrasão. Segundo Bauer (2000:65) “várias são as rochas aptas a serem exploradas para produção de agregados industrializados”. Bauer (2000:65) cita as principais rochas exploradas e as características das rochas conforme a tabela 4.3:

Rocha

Densidade

Taxa de ruptura sob compressão (MPa)

Módulo de Elasticidade (MPa)

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 Granito 2,7 90 34.000 Basalto 2,9

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

Granito

2,7

90

34.000

Basalto

2,9

140-180

34.000-80.000

Gnaisse

2,8

90-110

46.000-66.000

Calcário

2,8

160

75.000

Arenito

2,3-2,7

50-180

20.000

Tabela 4.3 Principais rochas exploradas e suas características (BAUER 2000:65)

5. CONCLUSÃO

Portanto, a verificação da qualidade dos constituintes do concreto está relacionada diretamente

à qualidade do concreto estrutural. Os cimentos ofertados no Brasil possui diversas

composições que fornece propriedades químicas e físicas diferentes sendo que, a escolha correta garante melhor adaptabilidade do seu concreto com as solicitações que ele receberá de durabilidade, porosidade, trabalhabilidade, permeabilidade, calor de hidratação, resistência à

abrasão e resistência à compressão inicial. A água deverá ser portável, e diante da impossibilidade do uso de água tratada deverá ser garantida sua qualidade através de ensaios verificando os sólidos suspensos, contaminação por agentes químicos agressivos ao concreto. Os agregados são responsáveis pelas principais propriedades físicas e compondo 80% do concreto, esse deverá ser um material inerte a reações químicas com cimento e a água para evitar patologias do concreto, a sua forma, textura e dimensões afetará diretamente a produção de concreto, devendo este ser escolhido com critério e ensaios para garantir a resistência, estabilidade dimensional e durabilidade do concreto.

O conhecimento dos materiais constituintes do concreto favorecerá o controle de qualidade do

concreto produzido em canteiros de obras, sendo ainda necessário difundir estes conhecimento entre a equipe de produção para a filtragem dos materiais, separando os contaminantes visíveis.

6. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5732: Cimento Portland

comum. Rio de Janeiro, 1991.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5733: Cimento Portland de alta resistência inicial. Rio de Janeiro, 1991.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5735: Cimento Portland de alto-forno. Rio de Janeiro, 1991.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5736: Cimento Portland pozolânico. Rio de Janeiro, 1991.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5737: Cimentos Portland resistentes a sulfatos. Rio de Janeiro, 1992.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7211: Agregado para concreto de cimento Portland: especificações. Rio de Janeiro, 2005.

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015

Propriedades dos materiais constituintes do concreto dezembro/2015 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR

Propriedades dos materiais constituintes do concreto

dezembro/2015

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 11578: Cimento Portland composto. Rio de Janeiro, 1991.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12654: Controle tecnológico de materiais componentes do concreto - Procedimento. Rio de Janeiro, 2000.

INSTITUTO BRITÂNICO DE NORMATIZAÇÃO. BS 3148: Methods of test for water for making concrete (including notes on the suitability of the water). 1980.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND. Guia básico de utilização do cimento portland, 7 ed. São Paulo, 2002. 28p. (BT-106)

ALVES, JOSÉ DAFICO. Materiais de construção, VIII Edição, Ed. da UFG/Ed. da UCG, Goiânia Goiás, 2006.

BAUER, LUIZ. ALFREDO FALCÃO. Materiais de construção, 5a Ed., Rio de Janeiro, LTC - Livros Técnicos e Científicos, 2000.

MEHTA, P. K.; MONTEIRO, P. J. M., Concreto: Estrutura, Propriedades, Materiais, São Paulo, Pini, 1994.

NEVILLE, ADAM. Propriedades do concreto, II Edição, São Paulo, Pini, 1997.

PETRUCCI, ELADIO G. R., Materiais de construção, 9 Ed., São Paulo, Globo, 2007.

ISSN 2179-5568 Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 10 Vol. 01/ 2015 dezembro/2015