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A UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DE VISUALIZAÇÃO MENTAL EM UMA EQUIPE DE FUTSAL

RESUMO

Abdallah Said

Marisa Mendes Götze

ULBRA/CANOAS

O interesse pela pesquisa nasceu desde o começo da minha formação, devido ao fato no interesse da hipnose relacionada com exercício fisco, e tudo o que diz respeito sobre nossa mente. Pois lidar com o desconhecido sempre pode suscitar surpresas, e se existe um campo totalmente desconhecido é a mente humana. O estudo teve por objetivo verificar a imaginação e a concentração de atletas de futsal de uma equipe universitária. Nesses transes em que há uma manifestação importante do inconsciente, o atleta pode exibir uma inteligência mais aguçada, bem como ter acesso a informações não disponíveis na vigília. A avaliação foi composta por atletas do sexo masculino com idades de 17 a 26 anos, de uma instituição privada de nível superior localizada na região Metropolitana de Porto Alegre/RS, na cidade de Canoas/RS. Foi aplicada uma técnica de relaxamento utilizada por Jackobson (1939). Os resultados apontam o relaxamento e a concentração como características principais da técnica de Jackobson. Os atletas sentiram relaxamento corporal durante todo o procedimento, e após este, o que foi confirmado pelo comportamento da frequência cardíaca.

Palavra chave: Treinamento Mental, Hipnose, Relaxamento.

LA UTILIZACIÓN DE LAS TÉCNICAS DE VIZUALIZACIÓN MENTAL EN UN EQUIPO DE FÚTBOL SALA

RESUMEN

El interés por la investigación nació desde el comienzo de mi carrera, debido a una existente atracción a cerca de la hipnosis relacionada con la actividad física y todo lo relacionado con nuestra mente, debido a que tratar con lo desconocido siempre puede provocar sorpresas ya que si hay un campo totalmente desconocido, éste es la mente humana. El estudio tuvo por objetivo verificar la imaginación y concentración de atletas de futbol de salón de un equipo universitario. En el momento en que se dá una manifestación importante del inconsciente, el atleta demuestra mayor inteligencia, pasa a tener acceso a informaciones no disponibles en otras ocasiones. La evaluación fue basada en atletas del sexo masculino con edades que oscilan entre los 17 y 26 años, de una institución privada de nivel terciario localizada en la región metropolitana de la ciudad de Porto Alegre, estado de Rio Grande do Sul Brasil más específicamente en la ciudad de Canoas. Fue aplicada una técnica de relajación utilizada por Jackobson (1939). Como resultado se obtuvo que la relajación y concentración son las características principales de la técnica de Jackobson. Los atletas notaron una relajación corporal durante la totalidad del procedimiento, inclusive al término del mismo, confirmándolo a través del comportamiento observado en el control de la frecuencia cardiaca.

Palabra clave: Entrenamiento mental, Hipnosis, Relajación.

THE USE OF MENTAL VISUALIZATION TECHNIQUE IN AN INDOOR FOOTBALL TEAM

SUMMARY

The interest on this research was born since my early academic journey, due to the fact of interest on hypnosis related to physical exercise, and everything related with our mind. Dealing with the unknown may always reveals surprises and if there is a field totally unknown, it is the human mind. The study aimed at verifying the imagination and concentration of a university team of indoor football players. In these trances in which there is an important manifestation of the unconscious, the athlete may show a keener intelligence, as well as having access to information not present at vigil. Like Jackobsons progressive relaxing technique applied on the test. The evaluation was composed by male athletes aged between 17 and 26 years of a private institution of higher education located in the metropolitan area of Porto Alegre, in the city of Canoas/RS. A relaxing technique used by Jackobson (1939) was applied. The results point out relaxing and concentration as the main characteristics of Jackobsons technique. The athletes felt corporal relaxation throughout all the procedure as well as after it, which was confirmed by the heart rate behavior.

Key Words: Mental Training, Hypnosis, Relaxation.

INTRODUÇÃO

O objetivo dessa pesquisa foi verificar habilidade e controle da visualização em uma equipe de futsal masculino. Além disso, foi feito um estudo literário embasado na psicologia do esporte entre elas: hipnose, tipos de relaxamentos e treinamentos mentais.

Nossa mente é bombardeada e alimentada hoje, por um suprimento inesgotável de más informações. As notícias diárias já são suficientes para elevar nosso campo da negatividade. O organismo de todos os seres vivos tem, em condições normais, um estado interno de equilíbrio e ordem. A palavra organismo já está relacionada com ordem. No ponto de vista de Weinberg e Gould (2001) um programa de treinamento de habilidades psicológicas desenvolve-se em três momentos. O primeiro é chamado de fase de educação, uma vez que muitos atletas não conhecem o modo como as habilidades mentais podem melhorara seu desempenho. Nesse momento são explicadas as vantagens e a importância de um trabalho voltado ao desenvolvimento das habilidades mentais, suas vantagens e aplicações. O segundo refere-se à fase de aquisição, momento em que são focalizadas as estratégias e técnicas para a aprendizagem das diferentes habilidades psicológicas, que podem se dar em ambientes formais ou informais.

Por último a fase da prática, é quando o atleta realiza os conteúdos aprendidos em situações reais e tem por objetivo automatizar as habilidades aprendidas, ensinar a integração sistemática de habilidades psicológicas em situações de desempenho e simular as habilidades aprendidas em situação de competição.

Atletas fazem o uso de imagens mentais e da imaginação para diferentes finalidades. Desde a criação de um ambiente tranquilo e relaxante até o final da sessão de treinamento e a simulação em seus detalhes mais espetaculares de uma prova de nível olímpico e mundial. Os atletas vencedores se destacam pelo controle sobre pensamentos e as emoções.

A ansiedade é puro medo de futuro e o imediatismo da vida exige muito das pessoas. Se a pessoa não souber lidar com essas pressões, acaba enlouquecendo. É preciso trabalhar a autoestima.

Segundo Schmidt (2001), diz que quando o atleta pensa sobre os aspectos cognitivos, simbólicos ou processuais da habilidade, na ausência de movimento físico. Pode-se afirmar que o executante está realizando os procedimentos do treinamento mental por meio da prática mental, sem o movimento físico. Segundo ele, essa prática pode manter um grupo de atletas machucados, ativos, de forma proveitosa, mesmo que não seja fisicamente, pode preparar o sujeito para um desempenho, centrando a atenção no desempenho correto da habilidade, antes que ela seja executada e pode recapitular o desempenho correto de uma habilidade e compará-lo com o desempenho físico real que acabou de ocorrer.

Magill (2000) relata que existem evidências experimentais que sugerem que a eficiência da prática mental está relacionada com a capacidade de imaginar da pessoa, ou seja, a capacidade de focar imagens e o pensamento de uma ação quando solicitada. Além disso, ressalta que a qualidade do desempenho está relacionada a uma mudança na capacidade da pessoa em desempenhar uma habilidade.

REVISÃO DE LITERATURA

A influência das emoções

Hoje já se sabe que as emoções em desordem, em desequilíbrio, também contribuem, (e muito), para o adoecimento. Raiva, irritação constante, estresse habitual, mágoa guardada, rancor, e muitas outras emoções negativas nos fazem adoecer. Até um estresse momentâneo já faz o corpo liberar substâncias químicas venenosas na corrente sanguínea.

Grande parte de nossas doenças nascem dentro de nós e não fora. Uma doença diz muito sobre a vida e o estado interior da pessoa.

Refletindo nisso, Carl Gustav Jung (1875-1961), define como aquele processo automático cujo resultado não está ao alcance da atividade psíquica consciente do respectivo indivíduo. Nos transes em que há uma manifestação importante do inconsciente, o atleta pode exibir uma inteligência mais aguçada, bem como ter acesso a informações não disponíveis na vigília.

Foi observado através da eletromiografia, que, se um sujeito ficar passivamente deitado e imaginar uma flexão de seu braço direito, o tônus deste mesmo braço aumentará significativamente, comparado ao tônus do braço esquerdo. Outros segmentos corporais mostram o mesmo resultado. Assim, se poderia inferir que é possível melhorar a técnica, pela discriminação dos músculos responsáveis pelo gesto esportivo, eliminando, desta forma, as contrações de outros músculos vizinhos que poderiam prejudicar o movimento e que gastam energia não necessária.

Técnica Visomotora

Essa técnica visa ao praticante uma aprendizagem ou aperfeiçoamento do movimento, usando uma imaginação mental. Esse método tende a utilizar todos os sentidos para criar e recriar uma experiência na mente, (Leuba, 1940; Vealey & Walters, 1986).

Compõe uma representação dos movimentos que se deseja aperfeiçoar, assim como todos os estímulos ambientais externos.

O efeito principal dessa técnica constitui em aumento do tônus dos músculos implicados no exercício imaginado, podendo ocorrer microcontrações, somente percebidos por eletromiograma, (Jackobson, 1932; Harris & Robinson, 1986). Aumento da frequência cardíaca, frequência respiratória, aumento da excitabilidade do sistema nervoso, além de aumento da sensibilidade da visão periférica (Cratty, 1989).

Técnica da hipnose

Definição:

É um estado de relaxamento em que o indivíduo aumenta a sua atenção e sua receptividade a ideias tendo como efeito uma alteração das capacidades sensoriais e motoras para iniciar um comportamento adequado (ERICKSON; HERSHMAN; SECTER, 1994).

A base fundamental da comunicação hipnótica é a sugestão sob suas diferentes formas e diferentes aspectos. A prática do que hoje chamamos hipnose ou hipnotismo vem da mais remota antiguidade. A evidência mais primitiva da existência da hipnose foi encontrada entre os xamãs, que eram também referidos como doutores bruxos, homens de medicina, ou curadores. Os xamãs, que são quase sempre homens, usaram (e seus remanescentes ainda usam) muitas técnicas de visualização para curar seus pacientes ou para amaldiçoar seus inimigos. No antigo Egito, que absorveu os conhecimentos dos Caldeus, nos chamados templos do sono, os enfermos eram pacientes de sugestões terapêuticas e passes mágicos. O que chamamos de hipnose serve para catalogar um conjunto de procedimentos que potencializam certas capacidades preexistentes nos indivíduos.

A Hipnose é um processo de extremo foco atencional seletivo, por meio de técnicas que promovem a autoindução do paciente a um estado de profundo relaxamento (Silberfarb, 2011). A hipnose é uma disciplina para induzir um estado diferente de consciência que se chama transe hipnótico. Fazemos auto-

hipnose quando usamos essas técnicas para provocar esses estados em nós mesmos. Há distintas formas de praticar a hipnose e a auto-hipnose. Ao contrário do que se imagina, é impossível hipnotizar uma pessoa contra sua vontade. Por isso, de alguma maneira, toda hipnose é auto-hipnose. (Robles, 2005). A hipnose pode funcionar como uma enorme ajuda para fomentar a motivação do atleta, para ativar expectativas de auto eficácia, de resultado e resposta. É uma técnica sofisticada de comunicar ideias num estado mais receptivo e comumente representa um processo evocativo no qual estimulamos associações internas, memórias e recursos do paciente, (Ferreira, 2008).

Esses recursos podem estimular a produção de sensações, emoções, alteração fisiológica (relaxamento), assim como estimular a produção de hormônios e substâncias benéficas para o organismo que, por algum motivo, sua produção pode estar em déficit. Algumas teorias explicam bem essa interação mente/corpo. Essa interação promove respostas que são denominadas respostas psicoplásicas.

Para o neurofisiologista (Ferreira, 2006), psicoplasia significa a soma

das alterações orgânicas que aparecem decorrentes de toda atividade psíquica.

A resposta psicoplásica ocorre espontaneamente. As ideias transmitidas nas

sugestões produzem experiências mentais no paciente (pensar, sentir, imaginar

e emocionar), que são acompanhadas de manifestações físicas (resposta

ideomotora), de manifestações sensoriais automáticas (resposta ideossensorial), e de manifestações emocionais automáticas (ideoafetivas).

Yapko denomina respostas ideodinâmicas, significando a conversão de uma ideia em dinamismo. A sugestão é um processo de comunicação e aceitação total de uma ideia que determina uma modificação psicoplásica da pessoa, e fazemos a suposição que ao longo do tempo, causar formações de sinapses, desenvolvendo ou ativando circuitos cerebrais que preparariam o cérebro para responder aos estímulos ou solicitações externos. (apud Ferreira, 2006 p. 329).

Sabe-se que o indivíduo em estado hipnótico transforma suas ideias, seus pensamentos em sensações ou movimentos. Como nos mostra o médico

e psicoterapeuta, (Nogueira, 2005), que desenvolveu a técnica hipnótica chamada autoscopia; várias técnicas usam esse princípio, por exemplo:

visualização criativa, que utiliza da imagem criada na mente através de uma ideia para transformá-la em realidade.

os

conhecimentos da psiconeuroimunologia (PNI), esses caminhos foram desvendados, ressalta esse mesmo autor.

Antigamente

não

se

conhecia

esse

caminho,

hoje,

com

A PNI estuda as relações mente/corpo e vice-versa. A autoscopia pode ser definida como: visualização interior do nosso corpo em estado ampliado de consciência. O Estado Ampliado de Consciência (E.A.C.) é um estado que intensifica a percepção de si mesmo ou do ambiente. (Nogueira, 2006).

A medicina comportamental e a psiconeuroimunologia são dois exemplos desse esforço. Muitos estudos sobre hipnose demonstram mais diretamente o impacto do mental sobre o físico. Pesquisadores descobriram, por exemplo, que os hipnotizados podem provocar irritações cutâneas em si mesmos ou evitá-las, podem induzir queimaduras e remover verrugas. (Epstein, 2009).

Estes relatos servem para comprovar e eficácia da hipnose na interação mente/corpo e sua validade no âmbito científico como ferramenta auxiliar. A cada dia mais pesquisas estão sendo realizadas, e os programas de televisão divulgando os benefícios da hipnose em diversas áreas de atuação. Tratamento de queimados, dor crônica, emagrecimento, controle do tabagismo, hipnose na odontologia e cirurgias entres outras utilidades. Infelizmente, na área dos esportes se encontram pouco esses estudos. Um dos principais motivos que me motivou a iniciar esse estudo.

Milton Erickson aponta definições ao longo de sua literatura sobre o que é hipnose. Krasner (1990/1991) descreve uma das definições de Erickson como hipnose sendo um estado em que o indivíduo tem a sua atenção e a sua receptividade a ideias aumentadas, podendo ser vista como uma susceptibilidade ampliada para a sugestão. Neste estado, o indivíduo tem como efeito uma alteração das capacidades sensoriais e motoras para iniciar um comportamento adequado (ERICKSON; HERSHMAN; SECTER, 1994). Seria interessante adaptar em um treinamento para atletas, alunos ou até mesmo na arbitragem, utilizar sugestões para melhorar seu desempenho.

Alguns mitos sobre a hipnose:

O primeiro mito apontado por (Ansari, 1991), é de que hipnose é sono. Apesar de aparentemente o estado hipnótico ser semelhante ao sono, o indivíduo fecha os olhos, respira tranquilamente e tem algumas alterações em sua consciência, os dois estados são diferentes tanto nos aspectos fisiológicos quanto psicológicos. Durante o sono, apenas a mente inconsciente está ativada, enquanto que na hipnose tanto a mente consciente quanto a mente inconsciente estão funcionando e trabalham juntas. Assim, diferentemente do sono, no estado hipnótico o indivíduo ouve sons e responde às instruções vocais do operador. Durante o sono, o reflexo patelar é diminuído significativamente, o que não ocorre na hipnose. No estado de sono, os membros estão flácidos pela falta de atividade. No estado hipnótico eles podem se tornar rígidos e firmes. Os batimentos cardíacos e ritmo respiratório durante o transe hipnótico estão mais próximos do estado alerta do que o sono.

Além desses mitos existem diversos outros como, por exemplo: a pessoa não sair do transe. No máximo, o que pode ocorrer é a pessoa passar de estado transe para o sono fisiológico, e se a pessoa dorme, em algum momento ela acordará.

Ansari (1991) clarifica o mito de que hipnose é prejudicial. A hipnose, segundo ele, é um fenômeno científico válido, que pode ajudar pessoas a vencer problemas. A hipnose tem sido usada com milhares de pessoas, sem o menor sinal de prejuízo à integridade física ou psicológica dessas pessoas.

Elman (1970) reforça a questão de a hipnose não ser de forma alguma prejudicial. O autor afirma não haver nenhum caso registrado sobre algum indivíduo ter sido induzido a cometer um crime, a se machucar ou machucar outros. Segundo ele, nos momentos em que um indivíduo hipnotizado recebe uma sugestão imprópria, uma de duas coisas acontece: ou o indivíduo não responde à sugestão, ou o estado transe acaba imediatamente.

Respiração profunda para o exercício de relaxamento

A respiração é um fator muito importante para se conseguir uma boa

auto-hipnose. Respirar todos respiramos desde quando nascemos, porém nem todos sabemos como respirar para acalmar-se, soltar a tensão acumulada ou como eliminar um estado de ansiedade.

Como fazer sem acessórios ou condições especiais em qualquer lugar? Com uma respiração profunda.

Há diferentes tipos de respiração profunda. Além disso, a respiração profunda nem sempre leva ao relaxamento, porque quando estamos fazendo um exercício intenso, necessitamos respirar profundo para repormos o oxigênio consumido e expulsamos o gás carbônico rapidamente.

A respiração para o relaxamento se dá de forma lenta, pausada e

acontece quando estamos descansando ou não fazendo esforço físico.

A respiração lenta profunda e ritmada desencadeia uma reação de

relaxamento. Essa reação é a contrária a lutar ou fugir, que é todo um fluxo de adrenalina que nos preenche quando nos assustamos ou nos aborrecemos. Ao produzir uma parte dessa reação de relaxamento, com a respiração profunda, entra em ação no corpo uma cadeia de mudanças físicas benéficas. Um ritmo cardíaco mais lento, melhor irrigação sanguínea nas extremidades e no relaxamento muscular. Tudo isso contribuiu para uma melhor saúde em geral e são úteis para se induzir um transe auto-hipnótico.

Exercício de respiração:

Respirar ritmadamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. As exalações pela boca serão mais longas e lentas que as inalações, que serão normalmente fáceis e sem esforço. A exalação mais longa que a inspiração estimula o principal nervo do corpo: o vago. Este nervo começa na base do crânio, na medula espinhal, se estende pelo pescoço e se ramifica até os pulmões, o coração e o espaço intestinal. Ao submeter o vago a uma exalação prolongada, baixa a pressão sanguínea, retarda a pulsação, o ritmo cardíaco, o ritmo respiratório, e as contrações musculares do espaço intestinal.

Como o cérebro é hipnotizado

As sugestões feitas no transe levam o cérebro do paciente a acreditarque está vivenciando outra situação, desencadeando uma série de reações.

Exames feitos no cérebro mostraram que algumas áreas estão envolvidas no processo, mas ainda há muitas dúvidas sobre o que é realmente a hipnose.

Relaxamento

No início da hipnose, durante a indução do paciente, ocorre ativação de boa parte do hemisfério cerebral esquerdo.

ativação de boa parte do hemisfério cerebral esquerdo. Diminuição da resistência Começa uma desativação

Diminuição da resistência

hemisfério cerebral esquerdo. Diminuição da resistência Começa uma desativação progressiva do giro frontal

Começa uma desativação progressiva do giro frontal superior esquerdo, aumentando a capacidade de pensamento dedutivo.

Criatividade maior

Ativação dos lobos occipitais bilateralmente, possibilitando um aumento da imaginação do paciente.

possibilitando um aumento da imaginação do paciente. Transe profundo Na etapa final, ocorre ativação do giro
possibilitando um aumento da imaginação do paciente. Transe profundo Na etapa final, ocorre ativação do giro

Transe profundo

Na etapa final, ocorre ativação

Transe profundo Na etapa final, ocorre ativação do giro anterior do cíngulo à direita, o que

do giro anterior do cíngulo à direita, o que pode resultar em analgesia e até alucinações.

Efeito analgésico

A etapa final pode desencadear outras reações no cérebro, em áreas como o sistema límbico e a região periaquedutal, possibilitando diminuição da dor.

Revisão de conceitos

Com o aumento da capacidade dedutiva, o paciente passa a compreender com mais naturalidade e entender com menor resistência as sugestões do terapeuta.

Fobias e traumas

Alcançando o inconsciente, a pessoa é capaz de se lembrar de memórias reprimidas, que muitas vezes são as causas desses problemas.

Estresse e ansiedade

Nesta linha estão todas as doenças psicossomáticas. Sugerindo tranquilidade e paz, o terapeuta altera os sistemas imunológico e hormonal.

CARACTERÍSTICA TREINAMENTO MENTAL

Treinamento psicológico: o programa

Para Buceta (1998) o treinamento de habilidades psicológicas pode começar com um programa formativo básico e continuar com um trabalho mais específico em função das necessidades dos atletas. E assim que essas técnicas vão sendo dominadas elas devem ser incorporadas aos treinamentos, segundo os objetivos a serem alcançados como a aquisição ou desenvolvimento de um gesto técnico ou habilidade específica.

Simons (2000) destaca que uma habilidade básica por formar a base dos conhecimentos em psicologia que o atleta contemporâneo pode se utilizar para buscar a excelência. A imaginação nos beneficia, junto com outras habilidades mentais como o estabelecimento de metas, a visualização de situações de competição ou de estágios e preparação que deseja atingir, a concentração em estímulos específicos bem como o controle da ansiedade ou do estado ótimo de ativação formam a base da preparação psicológica do atleta.

Cox (2002) afirma que métodos, estratégias ou técnicas psicológicas referem se à prática que possibilita a aquisição de uma determinada habilidade psicológica que inclui desde a visualização de uma atividade ao estado hipnótico ou o relaxamento até o estabelecimento de metas e a autoverbalização. Por outro lado as habilidades psicológicas são características próprias do atleta que o levam ao êxito em sua atividade esportiva como autocontrole e autoconfiança que se confundem com a motivação intrínseca.

Franco (2000), afirma que é comprovado cientificamente, que um movimento imaginado e exercitado mentalmente produz microcontração e consequentemente uma melhoria da coordenação neuromuscular, há um efetivo fisiológico significativo, pois uma maior irrigação de sangue é constatada na musculatura envolvida.

Técnicas de preparação psicológicas

Segundo Becker Jr. (1995), o treinamento psicológico é um programa de preparação composto por diferentes técnicas que proporcionam ao atleta ou praticante de exercício a aprendizagem, manutenção e aperfeiçoamento psicofísico.

Para Samulski (1988) distinguem as seguintes formas psicológicas de treinamento:

A meta do treinamento das capacidades psicológicas é desenvolver, estabilizar e aplicar as capacidades e habilidades psíquicas em diferentes situações, em forma variada e flexível.

Através do treinamento de autocontrole o atleta deve aprender a se

controlar (sem ajuda externa) nas situações extremas e difíceis de treinamento e de competição, a fim de evitar reações psicofísicas

exageradas, como por exemplo: raiva e ansiedade. Além disso, deve evitar um comportamento social inadequado, como por exemplo:

conduta agressiva.

Para Leuba (1940); Vealey & Walters (1986) a imaginação é a habilidade de utilizar todos os sentidos para criar ou recriar uma experiência na mente, assim a imaginação é uma experiência sensorial que ocorre na mente sem a participação do ambiente. Para cada mudança fisiológica que ocorre no corpo existe uma mudança paralela no estado emocional, segundo Green & Walters (1979).

Princípios do Treinamento Psicológico

Conforme Seiler & Stock (1994) os princípios, do treinamento psicológico, são considerados fundamento para aplicação. Abaixo seguem os tipos:

• Iniciativa própria: Existe a necessidade de vir do próprio atleta o

interesse de participar de um programa de treinamento psicológico, sem que haja a necessidade de terceiros, sejam eles técnicos, pais, direção ou até mesmo psicólogos do esporte, impor esse treinamento. O atleta deve ter essa iniciativa e querer participar desse tipo de treinamento. Desse modo o atleta desenvolverá seu potencial individual;

• Compreensão: O atleta, em primeiro momento, deverá fazer um

exercício geral do método e, assim, compreendê-lo. Só se deve dar início ao treinamento quando a técnica e a estrutura básica dos exercícios forem compreendidas. Para isso, recomenda-se que se observe o local onde deverá ser realizado, o tempo de duração e a repetição, além das instruções para o exercício. Com isso, quem entende o sentido e o objetivo de um exercício pode criar uma necessária relação pessoal e individual para com a aplicação prática do treinamento;

• Confiança: A base para o sucesso se dá após a pura compreensão

intelectual do decorrer de um exercício segue a confiança de sua utilidade prática. Dúvida e insegurança comprometem o treinamento psicológico ao fracasso. Através da confiança intuitiva surge a dedicação e a concentração de todas as forças na busca do fim a ser atingido;

• Individualidade: Os métodos e treinamento devem ser concebido de

forma individual. Um método de treinamento psicológico deveria estar adaptado às necessidades pessoais dos atletas. O exercício deve adaptar-se à personalidade de cada atleta, às experiências e posicionamento pessoais e à condição atual de cada um;

• Disciplina: O treinamento deve estar de modo organizado. Isto é

válido tanto para o treinamento físico quanto para o treinamento psicológico. Se o objetivo desse último for levar ao sucesso, então deve ser utilizado e conduzido de forma duradoura para, assim, se tornar um hábito. A disciplina representa uma espécie de fundamento do treinamento psicológico, incluindo aspectos como regularidade, continuidade e consequência;

• Método: baseia-se no seu exercício até o dominar seguro da técnica em questão. Somente com o surgimento dos primeiros efeitos do exercício é que se dá início à fase de utilização da técnica em competição;

• Economia: quer dizer que a importância de treinar o mínimo possível

com o máximo de rendimento. O efeito de economia é tanto maior quanto melhor for o exercício ou técnica dominada, pois, com isso, o gasto de tempo é menor até que o efeito desejado seja alcançado;

• Integração: os programas de treinamento dos atletas devem levar em

conta e integrar ambas as formas de maneira bem distribuída. O treinamento psicológico e o treinamento físico devem se aliar, isto é, desenvolver-se até a formação de uma unidade. Psicologia demais transformam em exercícios secos demais, e treinamento físico em excesso sem inclusão mental se torna nada mais que trabalho braçal sem sentido;

Aconselhamento: O objetivo do treinamento psicológico é fazer com

que os atletas possam utilizar sozinhos os métodos e técnicas escolhidas. É, no entanto, durante a escolha e adaptação individual, que se possa ser orientado por uma pessoa com formação em psicologia do esporte, pessoa que estaria à disposição, para o caso de necessidade. A pré-condição mais importante para a qualidade do trabalho conjunto é, a confiança mútua entre atleta e orientador;

• Sucesso: o bom condicionamento físico é sempre uma condição básica para o sucesso. O treinamento psicológico sozinho é insuficiente. Não esquecer que sua utilização não é garantia de sucesso;

• Transferência: a maioria dos métodos de treinamento citados se deixa

transferir para aspectos da vida, alheias ao esporte. Eles auxiliam também na superação da vida alheia ao esporte. Eles auxiliam também na superação de outras situações difíceis. Assim como esporte, vale para a vida: em cada um de nós está um grande potencial que deve ser explorado. Através do uso sistemático do treinamento psicológico cada um pode aprender a desenvolver e aplicar o seu próprio potencial.

Devemos considerar os princípios éticos nos treinamentos psicológicos. Sendo que devemos deixar acontecer pelo interesse próprio e sem pressão externa.

Formas de Treinamento Psicológico

Segundo

Samulski

(1988)

distinguem-se

psicológicas de treinamento:

as

seguintes

formas

A meta do treinamento das capacidades psicológicas é desenvolver, estabilizar e aplicar as capacidades e habilidades psíquicas em diferentes situações, em forma variada e flexível;

Através do treinamento de autocontrole o atleta deve aprender a se

controlar (sem ajuda externa) nas situações extremas e difíceis de treinamento e de competição, a fim de evitar reações psicofísicas exageradas (por exemplo: ansiedade e raiva) e comportamento social inadequado (por exemplo: conduta agressiva).

Com a utilização de técnicas de treinamento psicológico, é possível aprender, variar e aperfeiçoar as capacidades cognitivas.

Segundo Eberspächer (1995), as ações direcionadas ao domino rotineiro de exigências periódicas. Não somente habilidades motoras, mas também as relacionadas com o registro (como por exemplo a percepção) e a transformação da informação (pensar, imaginar, recordar, entre outras).

segundo o autor, as habilidades

cognitivas mais importantes são:

Para

conseguir

esse

propósito

Regulação da fala interna (monólogo);

Regulação da ativação (redução/manutenção/aumento);

Regulação da imaginação;

Regulação da atenção;

Regulação da motivação;

Confiança no próprio rendimento;

Determinação e análise dos objetivos;

Resolução de problemas.

Treinamento Psicológico Diferenças entre os esportes

Para cada esporte existem aspectos únicos em que exigem uma preparação técnica, física e psicológica por parte dos participantes (Taylor, 1993). Alguns desses esportes têm um ou dois fatores que influenciam mais sobre o rendimento do atleta. Desta forma, um programa de preparação psicológica exige que estes fatores sejam o principal foco das sessões como pode ser observado a seguir:

A) Duração da competição

Um esporte que tem uma duração curta, como a corrida de 100 metros no atletismo, que dura 10 segundos, tem diferenças significativas de outro como um jogo de tênis que pode durar 4 horas;

B) Tipo de demanda física

Um esporte que demanda uma habilidade motora fina e tem predominância anaeróbica, difere muito de outro que exige uma habilidade motora grossa e tem uma predominância aeróbica;

C) Tempo usado para as ações durante a competição

Um esporte que tem uma ação única, apresenta uma grande diferença de outro que exige várias ações isoladas com intervalo de tempo entre elas. Ex.: 100 metros no atletismo (uma corrida), e golfe (muitas tacadas com intervalos);

D) Tipo e quantidade de pré-preparação

Os esportes apresentam diferentes exigências no tipo e quantidade da preparação antes de ação ou ações. Ex.: para um tiro de fuzil ou para uma coreografia de ginástica.

Para a preparação psicológica existem várias possibilidades, em termos de estratégias e técnicas para preparar o ser humano para enfrentar uma enorme pressão e render o máximo do seu potencial psicofísico na hora da competição. Deve se levar em conta as fraquezas e as qualidades de cada atleta.

Técnicas Somáticas

Anteriormente chamada de técnicas de relaxamento as componentes mais comuns na maior parte dos programas de preparação psicológicas. Essas técnicas são intervenções concentradas no ajuste de reações corporais como a tensão muscular, frequência cardíaca, frequência respiratória. A intenção é viabilizar um controle sobre o estresse, a ansiedade e o aperfeiçoamento motor. O objetivo não é o relaxamento, porem é um requisito imprescindível para aplicação eficaz das outras técnicas componentes do programa de preparação mental, Greenspan & Feltz, (1989):

A) Redução dos estados de ansiedade ou ativação excessiva;

B) Facilitação do descanso;

C) Controle da atenção.

Técnica somático-sugestivas, são aquelas onde o atleta é sugestionado a respirar profundamente, inspirar e expirar, e ao mesmo tempo sugerir que cada vez que inspire, imagine que aspectos positivos estão entrando no seu corpo (podendo imaginar uma cor azul, por exemplo) e quando expire, está tirando todo pensamento negativo, o estresse e ansiedade elevada (podendo imaginar uma cor verde, por exemplo). Smith (1984) refere que a aprendizagem dessas técnicas é um importante instrumento para a superação dos problemas que afetam o alto rendimento dos atletas. Dessa forma, será possível conseguir outros objetivos como:

A) Retirada de fatores negativos;

B) Colocação de fatores positivos.

Enfim, existem muitas técnicas de relaxamento, que seguem normas distintas conforme o procedimento. Como por exemplo:

Relaxamento progressivo de Jackobson;

Relaxamento progressivo de Jackobson (variante);

Técnica de respiração profunda de Lindeman;

Técnica de Michaux;

Descontração Ativa de Faust;

Técnicas de ativação;

Regulação ativa de Stokvis;

Técnica Becker;

Técnica Becker manejo da dor;

Treinamento reflexo de tranquilidade.

Técnicas Cognitivas

São técnicas que tratam de ajustar ou modificar os principais determinantes do comportamento, que são o pensamento, a percepção, a memória, o raciocínio, o afeto e a linguagem que fazem parte do desenvolvimento intelectual. Assim como qualquer outro padrão, o fator cognitivo também pode ser modificado. Segundo Cratty (1989), os modelos cognitivos ressaltam que para que ocorra uma melhora na conduta e nos estados emocionais é preciso que o sujeito deve ser auxiliado a promover mudanças nos pensamentos subjacentes a estes comportamentos.

Essas técnicas cognitivas, que mais tem ajudado atletas dentro e fora das atividades esportivas:

Monologo interno;

Técnica de associação e dissertação;

Técnica Visomotora;

Técnica Visomotora na reabilitação de lesões;

Hipnose;

Técnica de difusão de energia;

Técnicas de concentração;

Técnicas de imaginação;

Treinamento Autógeno;

Dessensibilização sistemática de Wolpe;

Treinamento de coesão grupal.

Método

Este estudo trata-se de uma pesquisa descritiva, em que se verificou a utilização de uma técnica de preparação psicológica para a habilidade e controle da visualização, em atletas de uma equipe de futsal. Utilizou-se a técnica do relaxamento progressivo de Jackobson.

Instrumento

O instrumento utilizado para realização da investigação consistiu em um protocolo de avaliação da habilidade e controle da visualização e aplicação de procedimentos de técnicas de visualização.

No esporte, a compreensão dos estados mentais e das emoções, bem como possibilidade de intervenção sobre eles no sentido de seu controle, tornou-se fundamental para a vida de um atleta ou equipe esportiva, principalmente depois que se descobriu e provou a relação entre os estados mentais e o rendimento esportivo, (MARTIN, MORITZ & HALL, 1999).

DISCUSSÃO DO RESULTADO

DISCUSSÃO DO RESULTADO A coleta dos resultados foi, de maneira geral, satisfatória onde nenhum dos atletas

A coleta dos resultados foi, de maneira geral, satisfatória onde nenhum dos atletas respondeu negativamente nos questionários aplicados. Nesta tabela como podemos ver o resultado, a claridade das imagens que os atletas visualizaram durante o exercício. Onde 1 não visualizaram nada e 5 visualizaram muito claras as imagens. Cinco atletas responderam 3, quatro atletas responderam 4 e três atletas responderam 5 visualizações.

responderam 4 e três atletas responderam 5 visualizações. Nessa tabela vemos os resultados dos ruídos resultantes

Nessa tabela vemos os resultados dos ruídos resultantes da atuação. Vemos que cinco atletas responderam 3, um respondeu 4 e seis atletas responderam 6. Onde 0 não ouviu nada e 5 ouviu muito bem.

Como vemos nessa tabela, sete pessoas responderam 5, três responderam 4 e dois atletas responderam

Como vemos nessa tabela, sete pessoas responderam 5, três responderam 4 e dois atletas responderam 3. Onde 0 não sentiu nada e 5 sentiu muito bem.

responderam 3. Onde 0 não sentiu nada e 5 sentiu muito bem. Nessa tabela vemos a

Nessa tabela vemos a emoção dos atletas ao efetuar as ações imaginadas. Um atleta respondeu 3, sete atletas responderam 4 e quatro atletas responderam 5. Onde 0 não sentiu nada e 5 sentiu muito bem.

respondeu 3, sete atletas responderam 4 e quatro atletas responderam 5. Onde 0 não sentiu nada

Já nessa tabela, temos o resultado de como foi para controlar as imagens visualizadas. Três atletas responderam 3, outros três 4 e seis responderam 5. Onde 0 muito difícil e 5 muito fácil.

seis responderam 5. Onde 0 muito difícil e 5 muito fácil. 75% dos atletas responderam que

75% dos atletas responderam que realizaram poucas ações do esporte durante a sessão, 17% responderam que realizaram muitas ações do esporte durante a sessão e apenas 8% responderam que não recordam as ações do esporte que realizaram durante a sessão.

as ações do esporte que realizaram durante a sessão. Nessa categoria vemos que 75% conseguiram poucos

Nessa categoria vemos que 75% conseguiram poucos acertos durante o exercício, 17% conseguiram muitos acertos e apenas 8% não recordam dos acertos.

Nesse gráfico vemos que 50% se imaginam realizando as ações motoras se vem como se

Nesse gráfico vemos que 50% se imaginam realizando as ações motoras se vem como se observando, às vezes no item A e outras no item B. Outros 42% se imaginam realizando as ações motoras como se estivessem numa cena real. E apenas 8% se imaginam realizando as ações motoras como se observando de vídeo num filme de vídeo.

numa cena real. E apenas 8% se imaginam realizando as ações motoras como se observando de

Nesse caso, temos 83% dos atletas visualizando as imagens como veem em cores. E outros 17% visualizaram mescladas as imagens. Nenhum dos atletas visualizou como preto e branco.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com a pesquisa realizada podemos entender a importância do trabalho psicológico na formação de atletas profissionais complementarmente ao treinamento diário, não somente em momentos decisivos, uma vez que o treinamento psicológico contínuo não causa desgaste físico ao atleta.

Outra questão fundamental presente nessa pesquisa é a respiração. Todos respiramos, mas é necessário uma espécie de técnica. A respiração lenta, profunda e ritmada desencadeia uma reação de relaxamento. Essa reação é a contrária a lutar ou fugir, que é todo um fluxo de adrenalina que nos preenche quando nos assustamos ou nos aborrecemos. Ao produzir uma parte dessa reação de relaxamento, com a respiração profunda, entra em ação no corpo uma cadeia de mudanças físicas benéficas. Um ritmo cardíaco mais lento, melhor irrigação sanguínea nas extremidades e no relaxamento muscular. Tudo isso contribui para uma melhor saúde em geral e são úteis para se induzir um transe auto-hipnótico.

Enfim, acreditamos que devemos apreender mais a respeito da mente, já que geralmente se dá mais importância ao treinamento físico, e a questão do treinamento psicológico passa quase que despercebido pelos profissionais da área da saúde e alto desempenho.

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