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Disciplina: CiÍncias SÈrie: 6™ sÈrie EF - 1 TRIM Professora: Ivone Azevedo da Fonseca Assunto:

Disciplina: CiÍncias

SÈrie: 6™ sÈrie EF - 1 TRIM

Professora: Ivone Azevedo da Fonseca

Assunto: Higiene na idade mÈdia

HIGIENE NA IDADE M…DIA

Na Idade MÈdia, o banho, era considerado prejudicial se tomado em excesso. As pessoas geralmente tomavam apenas dois ou trÍs banhos ao ano; e quase sempre por volta do mÍs de Maio ou Junho, quando comeÁa a primavera na Europa e o clima j· estava um pouquinho mais quente. DaÌ a origem do mÍs de Maio, ser o mÍs eleito para os casamentos, porque desta feita as noivas tomavam o banho no mÍs de Maio e o cheiro das partes intimas n„o era t„o forte. O uso do bouquet pela noiva tambÈm era utilizado para dissipar o mau odor da mesma. Quando era decidido que o banho seria tomado, quem tinha prioridade de usar a ·gua limpa, ou seja a primeira ·gua, era o chefe da famÌlia, e assim sucessivamente os banhos eram tomados, a comeÁar pelo pai, m„e, filhos, e por ˙ltimo os bebÍs; quando ent„o a ·gua j· estava totalmente imunda.

O cheiro dos corpos, de suor e das partes intimas impregnavam todas as casas. As roupas eram lavadas tambÈm somente duas ou trÍs vezes ao ano, devido a raridade das mesmas e o alto custo do sab„o. Em consequÍncia disto, cheiravam mal, eram imundas, e viviam cheias de pulgas, piolhos e insetos. Os dentes n„o eram lavados, portanto a grande maioria j· n„o os tinha na boca, e as pessoas que ainda os tinham, estavam apodrecidos e negros. Quando vemos em fotos antigas, lacaios a abanar as pessoas, n„o era pelo calor e sim pelo odor fÈtido que era exalado das bocas e das partes intimas; portanto usava-se o abano para dissipar o mau cheiro.

Nas ·reas urbanas, os excrementos corporais e a ·gua usada no banho eram atirados pela janela, o esgoto era a cÈu aberto o que obviamente propiciava a proliferaÁ„o do mau cheiro e de doenÁas altamente contagiosas e infecciosas. As roupas de cama eram sujas, e as vezes dormiam numa mesma cama quatro ou seis pessoas. Devido a tanta falta de higiene e a muitas vezes manterem animais de grande porte dentro de casa, a proliferaÁ„o dos ratos era tambÈm grande. A taxa de mortalidade infantil era grande, 1/3 das crianÁas morriam antes de completar um ano de idade. A sa˙de era tratada com desleixo, e quase sempre designavam a doenÁa como um castigo

divino. As doenÁas eram tratadas com infusıes caseiras e por vezes tratamentos absurdamente exÛticos, utilizando excrementos de animais, urina e outros tipos de unguentos. Devido a falta de higiene, n„o era de se estranhar que muitas pessoas morressem, e em meados do sÈculo XIV, uma peste devastou 1/3 da populaÁ„o europeia. Estamos a falar da Peste Negra, que era transmitida aos humanos atravÈs da picada de pulgas de ratos doentes. Estes ratos chegavam ‡ Europa nos navios vindos do Oriente entre os anos de 1346 e 1352. Como as cidades n„o tinham condiÁıes higiÍnicas adequadas, os ratos se espalharam facilmente. O lixo acumulava-se nas ruas. Rapidamente a populaÁ„o de ratos aumentou significativamente.

Estes ratos estavam contaminados com a bactÈria Pasteurella pestis. E as pulgas destes roedores transmitiam a bactÈria aos homens atravÈs da picada. Os ratos tambÈm morriam da doenÁa e, quando isto acontecia, as pulgas passavam rapidamente para os humanos para obterem seu alimento, o sangue. ApÛs o cont·gio a pessoa tinha poucos dias de vida. Os sintomas eram febre altÌssima, mal-estar geral, vÙmitos e bolhas de pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. As pessoas atribuÌam a peste como sendo um castigo divino, enviado aos homens para pagarem os seus pecados.