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PROJETO E CONSTRUÇÃO DE MATERIAS EDUCACIONAIS

1.Dados de identificação da proposta

Título do curso: 4ª série do Ensino Fundamental de 8 anos. Área de conhecimento: História Autor da proposta: Fátima Beniz Duarte Gonçalves Nome da Escola: E.M.E.F.Cônego Eugênio Mees Público destinatário: Crianças (10 ,11,12 anos)

2.

Apresentação

O

tema escolhido é “Escravos no Rio Grande do Sul”, com um breve relato da

escravidão no Brasil, porém o mais importante para essa unidade é conhecer os primeiros tempos de escravidão no Rio Grande do Sul. Como era a vida dos escravos nas estâncias, que papel tinham os escravos nas charqueadas e a diferença do trabalho desses com os escravos urbanos. Identificar também as formas de resistências dos trabalhadores escravos e a criação dos Quilombos. E finalizar com abolição da escravatura e a situação do negro no Brasil nos dias de hoje.

3.Justificativa

O tema escolhido para ser apresentado neste projeto será “Escravos no Rio Grande do Sul” , porque na 4ª série do Ensino Fundamental esse tema faz parte do conteúdo a ser desenvolvido no Programa de Conteúdos Mínimos da Escola. O tema escolhido

apresenta bastantes referências bibliográficas e no momento atual é bastante discutido

na mídia com a questão da discriminação racial e das cotas mínimas para negros. É

importante que o aluno conheça a história da escravidão no Brasil e principalmente

como isso aconteceu no nosso Estado. Conhecendo as causas da escravidão e as suas conseqüências para fazer a leitura da situação do negro na sociedade atual.

4.

Objetivos

4.1 Geral

Analisar a história da escravidão no Rio Grande do Sul.

4.2

Específicos

Distinguir o período histórico da escravidão no Rio Grande do Sul.

Comparar as atividades e tratamento dos escravos nas estâncias, charqueadas e cidades.

Avaliar os motivos que levavam os escravos a manter resistência a escravidão e a criação dos Quilombos.

Comentar o fim da escravidão e suas conseqüências .

5.Conteúdo do curso a) Mapa conceitual “Escravos no Rio Grande do Sul”

ESCRAVOS NO RIO GRANDE DO SUL Escravos Escravos nas Escravos nas Urbanos Estâncias Charqueadas Resistência
ESCRAVOS NO RIO GRANDE DO SUL
Escravos
Escravos
nas
Escravos nas
Urbanos
Estâncias
Charqueadas
Resistência dos escravos
Fim da escravidão e suas conseqüências

b) Unidades do Conteúdo

Unidade 1: Escravos no Rio Grande do Sul:

Quem eram os escravos e de onde vinham.

Porque os escravos eram trazidos ao Brasil.

Como os escravos chegaram ao Rio grande do Sul. Unidade 2:

Escravos nas Estâncias

O que os escravos faziam nas Estâncias.

Qual era o privilégio do trabalho nas Estâncias. Escravos nas Charqueadas

O que faziam os escravos nas Charqueadas.

Qual era o privilégio do trabalho nas Charqueadas. Escravos Urbanos

Qual era o trabalho dos escravos Urbanos.

Qual era o privilégio do trabalho Urbano

Unidade 3: Resistência dos escravos

Porque os escravos resistiam a escravidão.

De que forma os escravos resistiam a escravidão

O que eram os Quilombos.

Unidade 4: Fim da escravidão e suas conseqüências

Quando ocorreu o fim da escravidão.

Porque ocorreu o fim da escravidão.

Qual a vantagem, obtida pelo escravo com o fim da escravidão.

Quais as conseqüências de toda essa história de escravidão, no nosso Estado e País.

6.Metodologia: Procedimentos/ Técnicas/ Instrumentos a) Como é um conteúdo importante para o desenvolvimento do curso, ele terá material de registro escrito, de forma clara e de acessível interpretação para levantamento de hipóteses e debates. Para este projeto será aplicada uma metodologia interativa e participativa através de trabalhos de expressão oral e escrita, trabalhos individuais e em grupo como seminários , pesquisas, leituras desenhos

Unidade 1: Escravos no Rio Grande do Sul

1º momento

Trazer para a sala de aula gravuras de escravos negros trabalhando.

2º momento

Apresentar as gravuras para a classe e colar no mural da sala.

3º momento

Debater sobre as gravuras ( o que achou? Se concorda?

)

4ºmomento

Ler o texto elaborado pelo professor.

5º momento

Responder aos questionamentos feitos pelo professor registrando no caderno.

6º momento

Conversar sobre os pontos trazidos pelo texto e pelos alunos.

Unidade 2:

Escravos nas Estância, nas Charqueadas e Urbanos

 

1º momento

Dividir a turma em grupo para a realização do trabalho

2º momento

Distribuir os textos de acordo com o número de alunos no grupo

3º momento

Ler os textos, anotando os pontos pedidos pelo professor.

4ºmomento

Fazer uma listagem comparativa.

5º momento

Apresentar aos colegas o trabalho do grupo.

6º momento

Conversar com a turma sobre os pontos que foram registrados.

Nesta atividade os alunos

tratamento do negro nas respectivas funções.

deverão comparar e diferenciar o trabalho e o

Unidade 3: Resistência dos Escravos

1º momento

Trazer para a aula uma redação sobre os motivos que levaram os negros a resistirem e fugirem da escravidão.

2º momento

Expor os tópicos do que produziu para a turma.

3º momento

Ler o texto trazido pelo professor.

4ºmomento

Conversar com a turma sobre os pontos do texto

5º momento

Fazer uma ilustração, em grupo , de como imagina um Quilombo

6º momento

Expor no mural da sala

Unidade 4: Fim da escravidão e suas conseqüências

1º momento

Trazer seu trabalho de pesquisa feito na internet, biblioteca e outros meios, sobre o fim da escravidão.

2º momento

Expor para os colegas em forma de seminário o que descobriu.

3º momento

Ler o texto produzido pelo professor

4ºmomento

Conversar com a turma sobre os pontos do texto

5º momento

Escrever sua opinião sobre a questão dos negros nos dias de hoje e observar a relação com a história da escravidão no Brasil.

b) O conteúdo do texto de cada unidade:

Unidade 1:

A escravidão no Rio Grande do Sul

Por mais de trezentos anos, grande parte das riquezas produzidas no Brasil foram obtidas por meio da exploração do trabalho escravo. Até 1888, ano em que a escravidão foi abolida no nosso país , milhões de seres humanos foram submetidos a um duro regime de trabalho – muitos deles sofrendo brutais castigos – com o único objetivo de trazer riqueza para o nosso país. Como já vimos anteriormente, no início do século XVII os bandeirantes Paulistas vinham ao nosso estado com o objetivo de capturar indígenas, que eram levados para trabalhar como escravos no centro do Brasil. Milhares de indígenas foram assim aprisionados. Com a proibição da escravidão indígena em 1758 e o aumento do tráfico de negros escravizados da África para o Brasil, a escravidão negra passou a ser predominante. Não se sabe ao certo o número de Africanos que foram trazidos ao Brasil durante os mais de três séculos em que durou a escravidão em nosso país. Estima-se que eram cerca de 4 milhões de pessoas, entre homens, mulheres e crianças,. Eles vieram para trabalhar sobretudo nas plantações de cana-de-açúcar, nas minas e nos grandes cafezais. No Rio Grande do Sul, a escravidão negra se fez presente desde os primeiros momentos da ocupação de nossas terras. Havia negros escravizados já nas primeiras viagens dos tropeiros e muitos eram forçados a trabalhar como escravos nas sesmarias. Adaptado das páginas 49, 50, 51 e 52 – Piletti ,Felipe. História / Rio Grande do

Sul.

Unidade 2:

Texto 1: Os escravos nas Estâncias Muitas estâncias possuíam pequenas lavouras de trigo, feijão e mandioca para sua subsistência. Havia propriedades que cultivavam esses produtos para a venda. Nos dois casos, a maior parte das tarefas era realizada por trabalhadores escravos. Nas estâncias que possuíam escravos, estes podiam trabalhar como capatazes ou peões, cuidando do gado que era criado solto. Alguns deles também participavam do transporte das tropas de gado para o centro do Brasil. Havia ainda escravos que cuidavam sozinhos das fazendas na ausência de seus senhores . Certamente havia fugas, mas boa parte dos escravos permanecia nas fazendas, pois podia receber alguma recompensa pelos serviços prestados. A vida fora da estância podia ser tão ou mais difícil quanto a vida fora dela.

Adaptado da páginas 53 – Piletti ,Felipe. História / Rio Grande do Sul.

Texto 2: Os escravos nas Charqueadas Geralmente o gado enviado para o centro do Brasil era conduzido vivo pelos tropeiros por estradas precárias. As dificuldades do transporte aumentava o preço dos animais e diminuía o ganho dos criadores. Com o tempo, para tentar solucionar esse

problema, foi desenvolvida a produção de carne-seca e salgada, conhecida como charque.

A produção de carne no Rio Grande do Sul estava ligada à crescente necessidade

de gêneros alimentícios no centro e no norte do Brasil, causada pelo aumento da

população. Boa parte do charque destinava-se a alimentar os escravos que trabalhavam nas grandes propriedades agrícolas de São Paulo, Rio de Janeiro e outras províncias .

O charque era produzido nas charqueadas, que se espalharam pela região das

Lagoas dos Patos e da Lagoa Mirim, destacando-se Pelotas como grande centro produtor. A produção era enviada para o centro do Brasil principalmente pelo porto de Rio Grande.

A produção de charque exigia um grande número de trabalhadores e se baseou

no trabalho dos africanos escravizados – as charqueadas tinham em média sessenta escravos e algumas chegaram a ter mais de cem. Grande parte dos negros que vieram para o Rio grande do Sul foi destinada as charqueadas. Nelas, as condições de trabalhos eram terríveis: os escravos estavam sempre sob a ameaça de um feitor, frequentemente sofriam castigo, e as inúmeras tarefas que tinha que cumprir eram excessivamente árduas.

Copiado da páginas 54 – Piletti ,Felipe. História / Rio Grande do Sul.

Texto 3: Os escravos Urbanos Nos povoados que se formaram no Rio grande do Sul a partir do século XVIII e ao longo do século XIX sempre ouve a presença de negros escravizados. Os escravos urbanos desempenhavam diversas atividades. Havia muitos escravos domésticos, que trabalhavam nas casas como porteiros, cozinheiras, lavadeiras, cocheiros, etc Entre os escravos urbanos destacavam-se também os escravos de ganho, ou jornaleiros, que vendiam seu trabalho ou algum produto nas ruas da cidade. Para isso eles eram obrigados a pagar uma determinada quantia a seu senhor. Os escravos de ganho trabalhavam como pintores, sapateiros, carpinteiros ou ferreiros; vendiam produtos como frutas e hortaliças; ou carregavam mercadorias nas costas, entre outras atividades. Com grande dificuldade e depois de muitos anos eles conseguiam juntar dinheiro necessário para comprara sua liberdade, pagando ao seu senhor o valor que este lehe atribuía. Sofrimentos e castigos faziam parte do dia-a-dia dos escravos urbanos, embora fosem menos intensos e freqüentes do que aqueles a que estavam sujeitos os escravos das charqueadas.

Copiado da páginas 55 – Piletti ,Felipe. História / Rio Grande do Sul.

Unidade 3 Texto 4: Os escravos resistem

A escravidão no Brasil e no Rio Grande do Sul , no entanto, não se limitou à

total submissão dos escravos. Negociações entre senhores e escravos também faziam parte do dia-a-dia. Nas estâncias, por exemplo, os escravos podiam receber uma recompensa por serviço prestado. Nas áreas urbanas o escravo de ganho e seu senhor

podiam acertar os valores que o primeiro deveria pagara e as vezes os escravos escolhiam, em caso de venda, para que senhor queria ser vendidos. Com o tempo, alguns escravos conseguiam comprara sua liberdade. Apesar de ocorrerem negociações, a brutalidade dos senhores no trato com os escravos cativos permanecia. Por isso os escravos, nas estâncias, nas charqueadas e nas áreas urbanas, resistiam de diversas formas à escravidão. Uma dessas formas de resistência era a fuga. Os cativos podiam fugir para diversos lugares: os que moravam nas estâncias próximas as fronteiras muitas vezes fugiam para o Uruguai, onde não havia escravidão. Outros formavam Quilombos. Os Quilombos eram sociedades formadas por escravos fugitivos em lugares escondidos. Seus habitantes, chamados quilombolas, podiam falar suas própria língua, fazer suas festas e praticar suas religião. Eles geralmente cultivavam os alimentos de que precisavam, mas também caçavam e pescavam. Os quilombos, quando descobertos, eram quase sempre destruídos, e os quilombolas que sobrevivessem eram mandados de volta para seus senhores e duramente castigados. No Brasil houve Quilombos que reuniram milhares de pessoas, mas não há notícia de que tenha havido aglomerações tão grande no Rio Grande do Sul.Ainda hoje há no nosso estado descendentes de quilombolas que continuam vivendo nas terras onde os Quilombos se formaram.

Adaptado da páginas 57 – Piletti ,Felipe. História / Rio Grande do Sul.

Unidade 4 Texto 5: O fim da escravidão

O Brasil foi o último país da América a abolir a escravidão, o que aconteceu apenas em 1988 e depois de um longo processo em que foram feitas pequenas concessões aos negros, como a Lei do Ventre Livre, que tornava livres os filhos de escravas nascidos a partir de 1871. No Rio Grande do Sul, a escravidão foi abolida oficialmente em 1884, mas os escravos libertos continuaram a ter de trabalhar de graça para seus donos por até cinco anos.

A abolição da escravidão no Brasil só ocorreu em 1888, com a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel. Vários fatores levaram a isso, entre eles a pressão dos abolicionistas, pessoas que lutavam pela abolição. Hoje ainda o preconceito continua firme, em cada rua, em cada quadra, em

cada cidade desta região tão rica e tão suprema. O negro continua acorrentado sem saber o que fazer, porque continua excluído da sociedade branca dominante. Em pleno

século XXI, o negro continua pedindo licença para viver(

alforria ainda está por vir. Avaro Cezar de Almeida, Jornal Abibiman, Arcoverde,

A verdadeira carta de

)

fev.2004

Adaptado da páginas 58 e 59 – Piletti ,Felipe. História / Rio Grande do Sul.

7. Avaliação

A avaliação, sendo um processo que permite ao professor refletir sobre o seu trabalho,

revendo seus métodos de forma a identificar se seus objetivos foram atingidos dentro do processo de ensinar e aprender se dará desta forma:

 

Avaliação oral

Avaliação

Avaliação

Avaliação em

escrita

individual

grupo

Unidade 1

X

X

X

 

Unidade 2

X

X

X

X

Unidade 3

X

X

X

X

Unidade 4

X

X

X

 

Será satisfatório se todos os alunos participarem de todas as etapas das avaliações.

Avaliação Oral Apresentar as gravuras e debater com a turma o assunto Apresentar o trabalho do grupo Expor suas pesquisa Apresentar a ilustração do grupo

Unidade 1

Unidade 2

Unidade 3

Unidade 4

Avaliação escrita

Unidade 1

Responder a questionamentos feitos pelo professor no caderno

Unidade 2

Registrar comparações dos trabalhos em grupo

Unidade 3

Ilustrar o desenho dos quilombos

Unidade 4

Emitir sua opinião sobre a questão dos escravos

Avaliação individual

Em todas as unidades o aluno será avaliado por sua contribuição individual

Avaliação em grupo

Unidade 1

_

Unidade 2

Contribuir com o grupo na comparação e listagem da atividades dos escravos.

Unidade 3

Contribuir com o grupo na ilustração do Quilombo

Unidade 4

_

8. Referências: Bibliografia, vídeos, áudio, webgrafia

Piletti,Felipe: História: Rio Grande do Sul?Felipe Piletti;ilustrador Guilherme Viana. São Paulo:Ática ,2004/ 1ª edição – 3ª impressão – 2009

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