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Prótese Total

Aula 4: Moldagem Funcional

Prof. ª Roberta Hoisel

Moldagem Funcional

8. Ajustes dos 1. Anamnese + Ex. Clínico Planos de Orientação 9. Registro Intermaxilar 2. Moldagem
8. Ajustes dos
1. Anamnese +
Ex. Clínico
Planos de
Orientação
9. Registro
Intermaxilar
2. Moldagem
7. Placa base +
Plano de cera
10.
Montagem
em ASA
15. Controle
anatômica
3. Modelo de
6. Modelo de
11.
Montagem
estudo
trabalho
dos dentes
14. Instalação
da PT
5. Moldagem
4. Moldeira
individual
Funcional
(SP + MF)
12. Prova dos
dentes
13. Acrilização

Moldagem Funcional

Moldeiras Individuais

Obtidas através do

modelo de estudo

Utilizadas na moldagem

funcional

Determinação dos limites da área chapeável

Extensão máxima recoberta pela prótese

Vedamento em toda

periferia da base da prótese

Moldagem Funcional Moldeiras Individuais • Obtidas através do modelo de estudo • Utilizadas na moldagem funcional

Moldagem Funcional

Moldeiras Individuais

Resina Acrílica

Adaptação Resistência Rigidez Durabilidade Custo baixo Estabilidade Dimensional Facilidade na confecção e manuseio Não inutiliza o modelo inicial

Moldagem Funcional Moldeiras Individuais • Resina Acrílica – Adaptação – Resistência – Rigidez – Durabilidade –

Moldagem Funcional

Moldeiras Individuais

Extensão adequada

Bordas arredondadas Estabilidade

Rigidez

Retenção

Alívio nos locais adequados

Moldagem Funcional Moldeiras Individuais • • • • • • • Extensão adequada Bordas arredondadas Estabilidade

Espaço para o material de moldagem

Moldagem Funcional

Divisão da Área Chapeável

Zona de suporte principal

Zona de suporte secundário

Zona de alívio

Selamento periférico

Moldagem Funcional

Divisão da Área Chapeável

Zona de suporte principal

Destina-se a suportar as cargas mastigatórias

Zona de suporte secundário

Ajuda na absorção de cargas mastigatórias

Imobilização da PT no sentido horizontal

Corresponde rebordos

as

vertentes

vestibulares

e

palatinas

dos

Moldagem Funcional

Divisão da Área Chapeável

Zona de alívio

Região que deve

ser aliviada na moldagem para que

a

mucosa não receba os esforços Exemplos: rafe palatina, rebordo em lâmina de faca

Selamento periférico

Faixa de 2 a 3mm de largura que contorna a área basal Principal função: manter o selamento periférico

Moldagem Funcional

Delimitação da Área Chapeável

Freio labial

Contorna excluindo

Fundo de vestíbulo labial

Bucinador

Inserção do músculo

Contorna excluindo

Fundo de vestíbulo bucal

Passa pelo sulco hamular

e atinge a região do palato na porção posterior

Linha entre o palato duro

e palato mole

Moldagem Funcional Delimitação da Área Chapeável • Freio labial – Contorna excluindo • Fundo de vestíbulo

Moldagem Funcional

Delimitação da Área Chapeável

Freio Labial

Contorna excluindo

Fundo de vestíbulo labial

Contorna excluindo

Inserção no Bucinador

Fundo de vestíbulo bucal

Linha oblíqua externa

Papila piriforme

Linha oblíqua interna

Assoalho da boca (inserção do músculo milo-hióide e geni-hióide)

Freio lingual

Moldagem Funcional Delimitação da Área Chapeável • Freio Labial – Contorna excluindo • Fundo de vestíbulo

Moldagem Funcional

Moldagem Funcional

Moldagem Funcional

Ajustes Clínicos da Moldeira Individual

Adaptação nas áreas dos freios

Aliviar com abertura em forma de V, promovendo completa liberdade de movimento para os freios bucais

(laterais) e labiais

Na moldeira inferior, pedi ao paciente para movimentar a língua

Moldagem Funcional Ajustes Clínicos da Moldeira Individual • Adaptação nas áreas dos freios – Aliviar com

Moldagem Funcional

Ajustes Clínicos da Moldeira Individual

Adaptação na área de fundo de vestíbulo labial

Tracionar o lábio para frente em direção horizontal

A altura da moldeira deve ser de aproximadamente 1 mm mais curto que o fundo da prega mucolabial

O contorno da moldeira deve seguir o contorno das inserções dos tecidos

Mover o lábio superior tracionado para frente de um lado para outro.

Se a moldeira estiver adequadamente recortada, os tecidos labiais na área periférica movem-se livremente

Moldagem Funcional

Ajustes Clínicos da Moldeira Individual

Adaptação na área de fundo de vestíbulo labial

Moldagem Funcional Ajustes Clínicos da Moldeira Individual • Adaptação na área de fundo de vestíbulo labial
Moldagem Funcional Ajustes Clínicos da Moldeira Individual • Adaptação na área de fundo de vestíbulo labial

Moldagem Funcional

Ajustes Clínicos da Moldeira Individual

Adaptação na área de fundo de vestíbulo bucal

Pedir ao paciente para deixar a boca ligeiramente aberta;

Tracionar a bochecha para baixo e para fora em um ângulo de 45° em relação à horizontal

Deve existir um espaço de aproximadamente 1mm (superior) e 2 a 3 mm (inferior)entre a extremidade da

moldeira e a bochecha

Tracionar a bochecha e movê-la horizontalmente para frente e para trás

Se a moldeira estiver recortada adequadamente, os tecidos bucais deverão mover-se livremente.

Moldagem Funcional

Ajustes Clínicos da Moldeira Individual

Adaptação da extensão na região posterior

Arco Superior

Recortar a moldeira na borda posterior de maneira que ela se estenda do sulco hamular direito ao sulco hamular esquerdo

Na região mediana, a borda deve localizar-se à altura da Linha Vibratória

Para localizar esta região, retirar a moldeira da boca do paciente e solicitar que ele pronuncie o fonema AH!

Neste momento, verificar o limite entre a zona móvel e a zona estacionária

Moldagem Funcional

Ajustes Clínicos da Moldeira Individual

Adaptação na área de assoalho lingual

Se os tecidos forem flácidos: ajustar de maneira que, quando a língua estiver em posição de repouso, a borda da moldeira somente faça um leve contato com os tecidos do

assoalho da boca

Se os tecidos forem duros: ajustar de maneira que fique aproximadamente 1mm mais curto que esses tecidos

Instruir o paciente

a retruir

a

língua

e

tocar

a

parte

posterior do palato duro com a ponta da língua

Se a moldeira estiver adequadamente ajustada, o paciente deve ser capaz de protruir a língua e colocar sua ponta na

parte posterior do palato sem deslocar a moldeira

Moldagem Funcional

Ajustes Clínicos da Moldeira Individual

Adaptação na área de assoalho lingual

Moldagem Funcional Ajustes Clínicos da Moldeira Individual • Adaptação na área de assoalho lingual

Moldagem Funcional

Moldagem Funcional

Moldagem funcional é uma moldagem dinâmica que registra todos os detalhes anatômicos da área chapeável, das
Moldagem funcional é uma moldagem dinâmica
que registra todos os detalhes anatômicos da
área chapeável, das inserções musculares e de
seus movimentos. Ela é obtida através de uma
moldeira individual associada a um material de
moldagem apropriado.

Moldagem Funcional

Moldagem Funcional

Objetivos:

Copiar fielmente todos os detalhes anatômicos da área chapeável

Obter extensão e delimitação correta da área chapeável Comprimir as zonas de compressão Aliviar as zonas de alívio Obter a retenção, estabilidade e suporte do aparelho; Obter uniformidade no assentamento e na espessura das bordas Promover estética Dar conforto ao paciente

Moldagem Funcional

Moldagem Funcional Moldagem de Selamento Trabalho (final) Periférico Godiva de Pasta OZE Poliéter baixa fusão em
Moldagem
Funcional
Moldagem de
Selamento
Trabalho (final)
Periférico
Godiva de
Pasta OZE
Poliéter
baixa fusão em
bastão

Moldagem Funcional

Selamento Periférico

A moldagem periférica é usada para dar extensão e espessura às vertentes e se obter retenção
A moldagem periférica é usada
para dar
extensão e espessura às vertentes e se obter
retenção através do selado periférico que
corresponde ao contato das bordas da
dentadura com os tecidos subjacentes para
evitar a passagem de ar e outras substâncias

Moldagem Funcional

Selamento Periférico

Godiva de baixa fusão em bastão

Fluidez adequada para permitir mínima pressão sobre os tecidos

Boa adesividade à moldeira

Rigidez adequada após resfriada

Facilidade para o operador realizar acréscimos ou

subtrações de material

Rapidez no processo de moldagem

Moldagem Funcional

Selamento Periférico

Plastificar

a

godiva

na

lamparina

à

álcool

e

colocá-la na borda da moldeira individual

Iniciar do sulco hamular até a inserção muscular mais próxima

Moldagem Funcional Selamento Periférico • Plastificar a godiva na lamparina à álcool e colocá-la na borda

Moldagem Funcional

Selamento Periférico

Aparência do material após a moldagem

Espessura adequada

Contorno arredondado

Superfície fosca

Sem dobras ou rugosidades

Moldagem Funcional Selamento Periférico • Aparência do material após a moldagem – Espessura adequada – Contorno

Moldagem Funcional

Selamento Periférico

Erros comuns:

Borda fina quantidade de material insuficiente

Borda rugosa Godiva não apresentava um grau de plasticidade desejável na hora da moldagem

Moldeira sobrestendida aparecimento da moldeira no molde

Godiva brilhante material insuficiente ou se removeu a moldeira antes que a godiva

endurecesse completamente

Moldagem Funcional

Selamento Periférico

Maxila

Espaço coronomaxilar

Fundo de vestíbulo bucal

Fundo de vestíbulo labial

Freio labial

Zona de Postdamming

(término posterior)

Mandíbula

Chanfradura do Masseter

Fundo de vestíbulo bucal

Fundo de vestíbulo labial

Fossa disto lingual (retroalveolar)

Flange sublingual

Freio lingual

Moldagem Funcional

Moldagem de Trabalho (Final)

Aplicar adesivo na
Aplicar
adesivo
na

Poliéter ou Pasta de OZE

moldeira individual

A mesma proporção de pasta base e catalizador

Isolar o rosto do paciente com Vaselina sólida

Moldagem Funcional

Moldagem Funcional

Moldagem Funcional

Avaliação dos moldes:

O material de moldagem deve apresentar uma camada fina e uniforme

Examinar as bordas com relação a espessura, altura e contorno

Bolhas nas bordas indicam que a moldeira não foi adequadamente assentada ou que a borda estava subestendida

Exame do molde na boca: sempre deve ser feito para os testes de retenção, suporte e estabilidade

Moldagem Funcional

Desinfecção dos Moldes

Higienizar e desinfetar

Lavar em água corrente Borrifar Hipoclorito a 1%

Envolver em um papel toalha umedecido por hipoclorito a 1% e aguardar 10 min.

Moldagem Funcional Desinfecção dos Moldes • Higienizar e desinfetar – Lavar em água corrente – Borrifar

Moldagem Funcional

Obtenção dos modelos de trabalho

Encaixotamento do molde

Moldagem Funcional Obtenção dos modelos de trabalho • Encaixotamento do molde Adaptar e fixar uma tira
Moldagem Funcional Obtenção dos modelos de trabalho • Encaixotamento do molde Adaptar e fixar uma tira

Adaptar e fixar uma tira de cera utilidade de aproximadamente

0,8

cm

de

largura, a 3mm abaixo da borda externa do molde em todo o seu contorno.

Moldagem Funcional

Obtenção dos modelos de trabalho

Encaixotamento do molde

Moldagem Funcional Obtenção dos modelos de trabalho • Encaixotamento do molde Contornar toda a extensão do
Moldagem Funcional Obtenção dos modelos de trabalho • Encaixotamento do molde Contornar toda a extensão do

Contornar toda a extensão do molde com cera 7 e uní-la à cera utilidade com

espátula 7 aquecida.

Moldagem Funcional

Obtenção dos modelos de trabalho

Vazamento do gesso

24ml de água/100g de gesso

Moldagem Funcional Obtenção dos modelos de trabalho • Vazamento do gesso • 24ml de água/100g de
Moldagem Funcional Obtenção dos modelos de trabalho • Vazamento do gesso • 24ml de água/100g de

Vazar o gesso especial (Tipo IV) sob vibração.

Fazer retenções na base do modelo.

Moldagem Funcional

Obtenção dos modelos de trabalho

Após a presa do gesso, remover a cera. Pasta OZE - Imergir o conjunto molde-modelo em água aquecida para separar o modelo do molde.

Moldagem Funcional Obtenção dos modelos de trabalho • Após a presa do gesso, remover a cera.

Referências

TELLES, Daniel et al. Prótese total

convencional e sobre implantes.

São Paulo, Editora Santos. 492p ,2009

ZARB, George et al. Tratamento Protético para os Pacientes Edentulos - Próteses Totais Convencionais e Implantossuportadas. 13ed, Rio de

Janeiro, Ed Elsevier, 452p, 2013