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Matemática

Ano Letivo: 2017/2018

3º ANO
Módulo 7 – Probabilidade
A7 – Probabilidade

Índice:

1. Introdução ao cálculo das probabilidades ....................................................... 1


Exercícios e Problemas ........................................................................................................ 3

2. Modelos de probabilidade ................................................................................ 10


Exercícios e Problemas ...................................................................................................... 10

3. Variável aleatória. Distribuições de probabilidade ....................................... 13


Exercícios e Problemas ...................................................................................................... 14

4. Distribuições de probabilidade: valor médio e desvio-padrão .................... 18


Exercícios e Problemas ...................................................................................................... 18

5. Propriedades da probabilidade ....................................................................... 21


Exercícios e Problemas ...................................................................................................... 22

6. Probabilidade Condicionada............................................................................ 27
Exercícios e Problemas ...................................................................................................... 27

7. Acontecimentos independentes...................................................................... 33
Exercícios e Problemas ...................................................................................................... 33

8. Modelo Normal .................................................................................................. 35


Exercícios e Problemas ...................................................................................................... 37
A7 – Probabilidade

1. Introdução ao cálculo das probabilidades


Experiência aleatória
Experiência aleatória é um fenómeno de que não sabemos, à partida, o resultado e que pode repetir-se
muitas vezes em condições semelhantes.

Conjunto ou espaço de resultados S

É o conjunto de todos os resultados possíveis associados a uma experiência aleatória.


Exemplos: Na saída da primeira bola do totoloto: S  1,2,3,4,...,47,48,49

No lançamento de uma moeda ao ar: S   valor da moeda , face nacional

Acontecimento
Chama-se acontecimento a um subconjunto do espaço de resultados de uma experiência aleatória.

Acontecimento elementar
É todo o acontecimento que é representado por um subconjunto singular (com um só elemento do
espaço de resultados).

Acontecimento certo
É aquele que ocorre sempre, seja qual for o resultado da experiência aleatória.
O acontecimento certo representa-se por S .
Exemplo: No lançamento de um dado «sair um número inferior a sete».

Acontecimento impossível

É aquele que nunca pode ocorrer. O acontecimento impossível representa-se por  ou  .


Exemplo: No lançamento de um dado «sair um número superior a seis».

Acontecimentos disjuntos ou incompatíveis

O acontecimento A e o acontecimento B são disjuntos ou incompatíveis se nunca


ocorrem ambos, o que significa que:
A e B é o acontecimento impossível, ou seja, A  B  
Exemplo: No lançamento de um dado «sair um número maior que 4» e «sair um número menor que 3»

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A7 – Probabilidade

Acontecimentos contrários

Dois acontecimentos são contrários quando se verifica um deles mas não se


S
verificam os dois simultaneamente.
Numa experiência cujo espaço de resultados é S , o acontecimento A e o
acontecimento B dizem-se contrários se e só se:
A e B for o acontecimento impossível e A ou B for o acontecimento certo,
ou seja, se se verificarem simultaneamente as condições:
AB  e AB  S

O acontecimento contrário do acontecimento A representa-se por A .


Exemplo: No lançamento de um dado «sair um número par» e «sair um número ímpar»

Probabilidade (Definição de Laplace)


Sempre que os casos elementares forem equiprováveis, isto é, igualmente possíveis, a probabilidade de
um acontecimento A é igual ao número de casos favoráveis a dividir pelo número de casos possíveis.

P(A)= número de casos favoráveis


número de casos possíveis

Propriedades
Propriedade 1
A probabilidade de um acontecimento A é um número P  A  tal que:

0  P  A  1

Propriedade 2
Se A e B são dois acontecimentos incompatíveis a probabilidade do acontecimento A  B é a soma da
probabilidade de A com a de B, isto é,
P  A  B  = P  A + P  B , se A  B = 

Propriedade 3
Sendo A um acontecimento qualquer, a probabilidade do acontecimento contrário de A é:

 
P A = 1 - P  A

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A7 – Probabilidade

Exercícios e Problemas
1. Considera a experiência aleatória que consiste no lançamento de um dado e anotação da pontuação obtida.
1.1. Qual o espaço de resultados S ?
1.2. Completa "sair..." de forma a obter:
1.2.1. Acontecimento impossível;
1.2.2. Acontecimento certo.

2. Uma experiência aleatória consiste no lançamento de uma moeda duas vezes consecutivas e anotação da
face voltada para cima (valor da moeda - V ou face nacional - F).
2.1. Qual o conjunto de resultados S ?
2.2. Escreve os acontecimentos seguintes em forma de subconjunto de S :
A = "sair faces iguais";
B = "sair faces diferentes";
C = "sair pelo menos uma vez a face valor da moeda ".

3. Considera a experiência aleatória que consiste no lançamento de um dado duas vezes consecutivas e
anotação das pontuações obtidas.
3.1. Qual o seu conjunto dos resultados?
3.2. Representa os acontecimentos seguintes sob a forma de subconjuntos de S .
A = «A soma das pontuações é par»
B = «A soma das pontuações é 8»
C = «o produto das pontuações é 37»
D = «o produto das pontuações é inferior a 37»
E = «A soma das pontuações é 2»
F = «o produto das pontuações é ímpar»

3.3. Algum dos acontecimentos dados é elementar, certo ou impossível? Justifica.

4. Considera o acontecimento "sair divisor de 10" no lançamento de um dado perfeito.


4.1. Quais são os casos favoráveis?
4.2. Qual é a sua probabilidade?
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A7 – Probabilidade

5. Considera o acontecimento "sair rei", ao extrairmos uma carta, ao acaso, de um baralho de 52 cartas.
5.1. Quais são os casos favoráveis?
5.2. Qual é a sua probabilidade?

6. No lançamento de um dado, calcula a probabilidade de sair:


6.1. número par;
6.2. número inferior a 5;
6.3. número superior a 2.

7. Tira-se ao acaso uma carta de um baralho de 52 cartas. Calcula a probabilidade de:


7.1. sair rei de copas;
7.2. sair ás de paus;
7.3. sair figura;
7.4. sair copas;
7.5. sair paus ou ouros;
7.6. não sair copas.

8. Lançaram-se três moedas, todas iguais. Qual a probabilidade de:


A = «saírem três faces iguais»?
B = «sair exactamente uma face nacional»?
C = «saírem, pelo menos, duas faces valor da moeda»?

9. Considera a experiência aleatória que consiste no lançamento de um dado tetraédrico "perfeito", cujas
faces estão numeradas de 1 a 4, e a anotar a pontuação da face que ficou voltada para baixo.

9.1. Qual o espaço de resultados  ?


9.2. Qual é a probabilidade dos acontecimentos:
A = "sair pontuação menor que 2" e
B = "sair pontuação não inferior a 2"?

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A7 – Probabilidade

10. Num saco existem 10 fichas numeradas: seis com números pares e oito com números múltiplos de 5.
Posso afirmar que, ao retirar uma ficha ao acaso, a probabilidade de obter uma ficha com algarismo das
unidades 0 é 0,4? Porquê?

11. Numa escola há alunos com olhos castanhos, verdes e azuis.


Sabendo que a probabilidade de encontrar, ao acaso, um aluno dessa escola com olhos castanhos é 0,6
e um aluno com olhos verdes é 0,2, qual é a probabilidade de, encontrando casualmente um aluno dessa
escola, ele:
11.1. ter olhos azuis?
11.2. não ter olhos azuis?

12. Um grupo de doze amigos, dos quais três são da família Magalhães, cinco da família Sousa e os
restantes da família Fonseca, concorreu a um concurso e ganhou um computador.
Resolvem sorteá-lo entre eles.
Qual a probabilidade de o computador sair:
12.1. à Catarina, que pertence à família Magalhães?
12.2. à família Sousa?
12.3. nem à família Sousa nem à família Magalhães?
12.4. à família Brito, que não concorreu ao concurso?

13. À entrada de uma cantina, encontra-se a ementa representada ao lado.


O preço é fixo, desde que a refeição seja uma sopa, um prato (carne ou
peixe) e uma sobremesa.
13.1. Quantas refeições ao preço fixo podemos organizar?
13.2. O Vasco está distraído a conversar com a Sandra e foi tirando a
sopa, o prato e a sobremesa, ao acaso. Qual é a probabilidade do Vasco:
13.2.1. não comer peixe?
13.2.2. comer mousse?
13.2.3. não comer canja nem leite creme?

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A7 – Probabilidade

14. Seja a experiência aleatória que consiste em escolher ao acaso uma família com três filhos e tomar nota
do sexo dos filhos. (Supõe que há equiprobabilidade em nascer rapaz ou rapariga).
14.1. Define S .
14.2. Qual é a probabilidade do acontecimento "o mais velho é rapaz e seguem-se duas raparigas"?
14.3. Qual é a probabilidade de serem todas raparigas?
14.4. Qual é a probabilidade do acontecimento "há pelo menos um rapaz"?

15. Um problema que se deve a Moivre.


O Paulo lança duas moedas e Pedro lança três. Cada jogada é ganha por aquele
que obtiver o maior número de escudos. No caso de obterem o mesmo número, a
jogada é nula.
Qual é a probabilidade de o Pedro ganhar?

16. Num baralho de 52 cartas, extraem-se sucessivamente e com reposição, duas cartas.
16.1.Determina a probabilidade de cada um dos acontecimentos seguintes:
16.1.1. serem um rei e uma dama (por qualquer ordem)?
16.1.2. serem ambas de espadas?
16.1.3. não serem de paus?
16.1.4. uma, pelo menos, ser uma copa?
16.2. Repete as alíneas anteriores, supondo que se extraem as duas cartas sem reposição.

17. Uma urna contém três bolas brancas, duas bolas vermelhas e uma bola azul. Tiram-se, sucessivamente,
e sem reposição duas bolas da urna. Calcula a probabilidade de cada um dos acontecimentos seguintes:
17.1. as duas bolas extraídas serem brancas;
17.2. as duas bolas extraídas serem da mesma cor;
17.3. as duas bolas extraídas serem de cor diferente;
17.4. uma das bolas extraídas ser azul;
17.5. nenhuma das bolas extraídas ser vermelha.

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18. Uma urna contém 6 bolas numeradas:


 três vermelhas, respectivamente, com os números 1,3 e 5 e
 três pretas com, respectivamente, os números 2,4 e 6.
Tiram-se, ao acaso, sucessivamente e sem reposição, duas bolas da urna para formar um número: a
primeira bola indica o algarismo das unidades e a segunda o algarismo das dezenas.
18.1. Efectuando todas as extracções possíveis quantos números diferentes podemos escrever?
18.2. Qual a probabilidade número ser formado por bolas de cores diferentes?
18.3. Qual a probabilidade do número ser divisível por 3?

19. Jogam-se simultaneamente dois dados perfeitos, um vermelho e um preto.


19.1. Qual é a probabilidade de o número marcado no dado vermelho ser o dobro do número marcado
no dado preto?
19.2. Qual é a probabilidade da soma dos dois números ser 6?

20. Um dado está viciado de tal modo que a probabilidade de obter um número par é
dupla da probabilidade de obter um número ímpar
20.1. Qual é a probabilidade de obter um número par?
20.2. Qual é a probabilidade de obter um número ímpar?

21. Um homem tem 10 chaves, das quais apenas uma abre um cofre.
Calcula a probabilidade dos seguintes acontecimentos, sabendo que após cada tentativa o homem
separa a chave utilizada.
21.1. A: Abriu o cofre à primeira tentativa;
21.2. B: Abriu o cofre somente na segunda tentativa;
21.3. C: Abriu o cofre somente na quarta tentativa;
21.4. D: Abriu o cofre em menos de cinco tentativas.

22. Um saco contém quatro bolas numeradas de 1 a 4, indistinguíveis ao tacto. Retiram-se sucessivamente,
de forma aleatória, duas bolas do saco, repondo-se a primeira bola antes de se retirar a segunda.
Qual é a probabilidade de saírem dois números cuja soma seja igual a quatro?
Apresenta o resultado na forma de fracção irredutível.
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A7 – Probabilidade

23. Lança-se três vezes um dado equilibrado com as faces numeradas de 1 a 6.


Indica, justificando, qual dos dois acontecimentos seguintes é mais provável:
 nunca sair o número 6;
 saírem números todos diferentes.

24. A empresa de telecomunicações TLV efectuou um estudo estatístico relativo a todos os modelos de
telemóveis já vendidos pela empresa.
Este estudo revelou que o número n, em milhares, de unidades vendidas, depende do preço p (em
euros) de cada telemóvel, de acordo com o seguinte diagrama de dispersão.

Admita que a empresa possui um ficheiro com os nomes de todos os clientes e, para cada um deles, o
preço do telemóvel adquirido (cada cliente adquiriu apenas um telemóvel). Para assinalar o seu
aniversário, a TLV resolveu sortear uma viagem entre os seus clientes.
Qual é a probabilidade de a viagem sair a um cliente que tenha comprado um telemóvel por um preço
inferior a 180 euros? Apresente o resultado na forma de fracção irredutível.
Exame Nacional 2006 – 1ª Fase

25. À entrada para o recinto de um jogo, cada espectador, sócio ou não sócio, recebeu um cartão numerado
para se habilitar a um sorteio. Estavam presentes 6825 espectadores, dos quais 40% eram não sócios.
Foram sorteados, simultaneamente, dois números. Qual a probabilidade de ambos os contemplados
serem sócios?
Apresente o resultado final com aproximação às centésimas.
Exame Nacional 2007 – 2ª Fase
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A7 – Probabilidade

26. Num certo concelho do nosso país, uma empresa de informática vai facultar um estágio, durante as férias
do Verão, aos alunos do 11º ano, das escolas desse concelho, que tenham obtido classificação final
superior a 15 valores, quer a Matemática, quer a Informática.
As classificações finais nas disciplinas de Matemática e de Informática obtidas pelos 50 alunos desse
concelho que satisfaziam as condições requeridas foram tratadas estatisticamente.
Desse tratamento resultaram os gráficos apresentados a seguir.

Sabe-se que, dos alunos que obtiveram 20 a Informática, metade obteve também 20 a Matemática.
A empresa vai sortear um prémio entre os alunos que obtiveram classificação igual ou superior a 19, na
disciplina de Matemática.
Qual é a probabilidade de o prémio sair a um aluno que obteve 20 nas duas disciplinas?
Apresente o resultado na forma de fracção irredutível.
(Exame Nacional 2006 – 2ª Fase)

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A7 – Probabilidade

2. Modelos de probabilidade
Definir um modelo de probabilidade consiste em associar a todos os possíveis resultados de uma
experiência aleatória a respectiva probabilidade.

Exercícios e Problemas
1. Extrai-se, ao acaso, uma bola de uma caixa que contém seis bolas numeradas, sendo uma verde com o
número 1, duas cor-de-Iaranja com o número 2 e três azuis com o número 3.

Relativamente a esta experiência aleatória, completa a seguinte tabela, apresentando os valores das
probabilidades sob a forma de fracção irredutível:

Número da bola 1 2 3
1
Probabilidade
6
A tabela construída traduz o modelo de probabilidade associado à experiência aleatória descrita.

2. Observa a seguinte roda da sorte.

Rodou-se uma vez a roda. Constrói o modelo de probabilidade associado a esta experiência
aleatória. Apresenta as probabilidades sob a forma de fracção irredutível.

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A7 – Probabilidade

3. Dispõe-se de uma roda da sorte, dividida em três sectores iguais (igualmente prováveis), numerados de 1
a 3, e de um dado perfeito, com a forma de um tetraedro, com as faces numeradas de 1 a 4, como se
pode observar na figura abaixo.

Considera a experiência que consiste em girar a roda da sorte, lançar o dado e registar o produto do
número saído na roda da sorte com o número da face que fica voltada para baixo no dado.
Constrói o modelo de probabilidade associado a esta experiência aleatória.

4. Dispõe-se de dois dados perfeitos, um tetraedro e um cubo, com faces numeradas de 1 a 4 e de 1 a 6,


respectivamente.
Considere a experiência aleatória que consiste em lançar, simultaneamente, os dois dados e registar a
soma do número da face que fica voltada para baixo, no caso do tetraedro, com o número da face que fica
voltada para cima, no caso do cubo.
4.1. Construa o modelo de probabilidades associado à experiência aleatória considerada.
Apresente as probabilidades na forma de fracção irredutível.
4.2. Com base na experiência aleatória descrita, a Ana e o João decidem fazer um jogo.
A Ana lança o tetraedro e o João lança o cubo. A Ana sugere que as regras do jogo consistam no
seguinte:
 ganha o João se a soma dos números saídos for ímpar;
 ganha a Ana se a soma dos números saídos for par.
Porém, o João diz que as regras não são justas, afirmando que a Ana tem vantagem, uma vez que
existem mais somas pares do que ímpares.
Num pequeno texto, comente o argumento do João, referindo se ele tem, ou não, razão.
Deve incluir, obrigatoriamente, na sua resposta:
 uma análise do argumento do João, referindo o número de somas pares e o número de
somas ímpares;
 o valor da probabilidade de «sair soma par»;
 o valor da probabilidade de «sair soma ímpar»;
 conclusão final, referindo se o João tem, ou não, razão.
(Exame Nacional 2007 – 1ª Fase)

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5. Relativamente à caixa referida no exercício 1 (ver figura ao lado) extraem-


se duas bolas, sucessivamente e sem reposição e, registam-se os
números das bolas extraídas.
Define o modelo de probabilidade associado a esta experiência aleatória.

6. Suponha que, com o objectivo de angariar fundos, o presidente de uma instituição de solidariedade social
lhe propõe que invente um jogo de dados, cujos lucros revertam a favor da instituição.
Neste jogo, a realizar-se na sede da instituição, deverão participar dois jogadores, apostando cada um
deles uma determinada quantia por jogada. O prémio de cada jogada será a soma das duas quantias.
Em cada jogada, é lançado um par de dados, numerados de um a seis, e registada a soma dos números
saídos.
O jogo deverá obedecer ainda às seguintes restrições:
 o jogo terá de ser justo, isto é, os dois jogadores deverão ter igual probabilidade de ganhar;
 para que o jogo seja mais emotivo, deverão ocorrer situações em que ninguém ganha, transitando o
valor do prémio para a jogada seguinte;
 uma vez que a instituição terá de ganhar dinheiro, deverá ocorrer uma situação (embora com
probabilidade mais pequena do que a probabilidade de cada um dos jogadores ganhar) em que o
prémio reverta a favor da instituição.
Numa curta composição, com cerca de dez linhas, apresente uma proposta de um jogo que obedeça a tais
condições. Deverá fundamentar a sua proposta indicando, na forma de percentagem, a probabilidade de,
em cada jogada:
 cada um dos jogadores ganhar;
 a instituição ganhar.
Sugestão: comece por elaborar uma tabela onde figurem todas as somas possíveis (no lançamento de
dois dados).

7. Considera a experiência que consiste no lançamento ao ar de duas moedas de um euro e anotação do


número de faces valor obtidas. Constrói o modelo de probabilidade para esta experiência aleatória.

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3. Variável aleatória. Distribuições de probabilidade


Variável aleatória
Consideremos de novo a experiência aleatória «lançamento de um dado». Os resultados possíveis são
números inteiros, que podem variar de 1 a 6.
Dizemos então que o resultado dessa experiência é uma variável aleatória que pode tomar os valores 1,
2, 3, 4, 5 e 6.
Utiliza-se muitas vezes a letra X para designar uma variável aleatória.
Neste contexto:
 X = 6 designa o acontecimento «sair a face 6»;
 X < 3 designa o acontecimento «sair a face 1 ou a face 2»;
 X  4 designa o acontecimento «sair a face 4 ou a face 5 ou a face 6»;
 X = 2  X = 5 designa o acontecimento «sair a face 2 ou a face 5»;

 P  X = 6  designa «probabilidade de sair a face 6»;

 P  X < 3  designa «probabilidade de sair a face 1 ou a face 2».

Uma variável aleatória é uma variável cujo valor é um resultado numérico associado aos resultados de
uma experiência.

Distribuição de Probabilidade
Podemos então considerar a tabela:
xi 1 2 3 4 5 6
1 1 1 1 1 1
P  X = xi 
6 6 6 6 6 6
que significa que a variável aleatória, associada à experiência aleatória «lançamento de um dado»,
 pode tomar os valores 1, 2, 3, 4, 5 e 6;
1 1 1
 P  X = 1 = , P  X = 2  = , ..., P  X = 6  = ;
6 6 6
2 3
 P X  5 = , P  X  4  = , ... .
6 6
Portanto,
xi são os valores que a variável pode tomar e P  X = xi  as respectivas probabilidades.

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A7 – Probabilidade

Propriedade
Dada uma variável aleatória e a respectiva distribuição de probabilidades:
xi x1 x2 ... xn
P  X = xi  p1 p2 ... pn

tem-se que: p1 + p2 + ... + pn = 1

Exercícios e Problemas
1. Uma certa variável aleatória discreta admite a seguinte distribuição de probabilidade:
xi 1 2 3 4
P  X = xi  0,1 0,3 0,2 m

1.1. Determina m.
1.2. Indica o valor de:
1.2.1. P  X = 2  1.2.2. P  X > 2  1.2.3. P  X  4 

2. Na figura A está representado um dado equilibrado, cuja planificação se apresenta esquematizada na


figura B.

Lança-se este dado duas vezes.


Determina a distribuição de probabilidade para a variável:
2.1. X: Número sáido no primeiro lançamento.
2.2. Y: Quadrado do número sáido no primeiro lançamento.
2.3. Z: Produto dos números saídos nos dois lançamentos.
2.4. V: Soma dos números saídos nos dois lançamentos.
2.5. U: Diferença dos números saídos nos dois lançamentos.

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A7 – Probabilidade

3. Numa caixa estão três cartões, numerados de 1 a 3.


1 2 3
Extraem-se ao acaso, e em simultâneo dois cartões da caixa
Seja X o maior dos números saídos.
Qual das seguintes distribuições é a distribuição de probabilidade da variável aleatória X?
(A)
xi 2 3
1 1
P  X = xi 
2 2

(B) xi 1 2 3
1 1 1
P  X = xi 
6 3 2
(C) xi 2 3
1 2
P  X = xi 
3 3
(D) xi 1 2 3
1 1 1
P  X = xi 
3 3 3

4. Os alunos de três turmas, A, B e C de uma Escola participaram num concurso interescolas e ganharam
um prémio constituído por uma viagem à Madeira e outra aos Açores.
Essas viagens serão sorteadas entre os alunos das três turmas, não podendo ser acumuladas pelo
mesmo aluno. Sabe-se que a constituição das turmas é a seguinte:

Turma A B C
N.º de alunos 21 18 24

Seja X a variável aleatória: “n.º de viagens atribuídas a alunos da turma B".


Constrói uma tabela de distribuição de probabilidades da variável X, apresentando-as na forma de fracção
irredutível.

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A7 – Probabilidade

5. Na figura está uma roleta dividida em seis sectores circulares numerados de um a seis.
Sabe-se que:
 p  1 = 0, 25 ;

 p  2  = p  3 = p  6  ;

1
 p  5  = 2p  4  =
3
Considera a experiência aleatória que consiste em colocar a roleta
em movimento até que pare e verificar o número do sector circular
indicado pela seta.
5.1. Constrói o modelo de probabilidades associado à experiência considerada.
5.2. Determina a probabilidade de ocorrer um sector que:
5.2.1. Seja representado por um número ímpar;
5.2.2. Tenha de amplitude menos de 90°.

6. Uma caixa contém bolas brancas e bolas pretas, num total de doze bolas. Considera a experiência
aleatória que consiste na extracção sucessiva, com reposição, de duas bolas.
Seja X a variável que representa o número de bolas brancas extraídas. Na tabela seguinte encontra-se
representada a distribuição de probabilidades da variável X.

xi 0 1 2
9 3 1
P  X = xi 
16 8 16

6.1. Representa, através de uma tabela, a distribuição de probabilidades da variável Y: «número de


bolas pretas extraídas».
6.2. Quantas bolas brancas e quantas bolas pretas tem a caixa? Justifica a tua resposta.

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A7 – Probabilidade

7. Um jogo é constituído por um quadrado em que estão representados os números inteiros de 1 a 9 e por
nove bolas, também elas numeradas de 1 a 9, distribuídas por três sacos A, B e C.

Observa com atenção o quadrado e a composição de cada saco.


O jogo consiste em retirar, ao acaso, uma bola de cada saco e verificar os números das bolas retiradas.
Um jogador, para efectuar uma jogada, paga 10 € e candidata-se a dois prémios:

1º Prémio – se os números das bolas retiradas coincidem com os números de uma diagonal do
quadrado. Valor do 1º prémio: 20 €;

2º Prémio – se os números das bolas retiradas coincidem com os números de uma linha (horizontal)
do quadrado. Valor do 2º prémio: 15 €.

7.1. O Ricardo vai efectuar uma jogada. Calcula a probabilidade de cada um dos seguintes
acontecimentos e apresenta os resultados na forma de fracção irredutível:
7.1.1. O Ricardo ganha o 1º prémio;
7.1.2. O Ricardo ganha o 2º prémio;
7.1.3. O Ricardo não ganha qualquer prémio.

7.2. Considera a variável aleatória X, que representa o ganho (positivo ou negativo) que um jogador
obtém numa jogada.
7.2.1. Indica todos os valores que a variável aleatória pode tomar.
7.2.2. Constrói uma tabela com a distribuição de probabilidades da variável aleatória X.
7.2.3. Quando um jogador decide efectuar uma jogada, qual é a probabilidade de não ter prejuízo?
Apresenta o resultado na forma de percentagem. .

7.3. A organização do jogo resolveu alterar as regras deste, passando a ter as nove bolas
no mesmo saco e o jogador a retirar as três bolas uma a uma, sem reposição.
Numa composição matemática, explica de forma clara se esta alteração é mais
favorável ao jogador ou à organização do jogo.

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A7 – Probabilidade

4. Distribuições de probabilidade: valor médio e desvio-padrão


A tabela seguinte representa a distribuição de probabilidade de uma variável aleatória X:

xi x1 x2 ... xn
P  X = xi  p1 p2 ... pn

Define-se valor médio da variável aleatória X como sendo o valor  dado por:

  x1  p1 + x 2  p2 + ... + xn  pn
Ao valor médio de X também se chama média ou esperança matemática.
Define-se desvio-padrão da variável aleatória X como sendo o valor  dado por:
2 2 2
  x1 -    p1 +  x 2 -    p2 + ... +  xn -    pn

O desvio padrão indica uma maior ou menor concentração em torno da média.

Exercícios e Problemas
1. Determina o valor médio e o desvio-padrão da seguinte distribuição de probabilidade.
xi 0 1 2 3
1 3 3 1
P  X = xi 
8 8 8 8

2. A distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é:


xi 1 2 3 4 5 6
P  X = xi  0,1 0,2 0,1 0,3 0,1 0,2

Determina a média e o desvio-padrão desta distribuição de probabilidades.

3. Uma variável aleatória Y toma os valores 3, 4, 5 e 6.


3.1. Qual é a distribuição de probabilidades de Y, sabendo que:
1 1
P Y > 5  = ; P  Y < 5  = e P  Y = 3  = P Y = 4  ?
2 3
3.2. Calcula a esperança matemática  e o desvio padrão  .

18
A7 – Probabilidade

4. Um jogo consiste em extrair uma bola de um saco que contém três bolas vermelhas e duas bolas cor-de-
laranja. Ganham-se dois euros se sair uma bola vermelha e perdem-se três euros se sair uma bola cor-de-
laranja. Considera a variável aleatória X que faz corresponder a cada resultado o valor, em euros,
correspondente.
4.1. Determina a distribuição de probabilidade para a variável aleatória X.
4.2. Determina a média. Será o jogo equitativo?
4.3. Determina o desvio-padrão da distribuição de probabilidade da variável X e interpreta o resultado
no contexto da experiência descrita.

5. Num parque de diversões existe um jogo que consiste em rodar duas vezes um pião, com a forma de um
rapa, e com as quatro faces numeradas de 1 a 4.

Se a soma dos números obtidos for superior a 5, o jogador ganha 6 euros, caso contrário, paga 4 euros.
Poderá considerar-se este jogo justo?
(Um jogo considera-se justo se o valor médio do lucro/prejuízo for zero.)

6. Num concurso é accionada uma roleta. O concorrente pode ser contemplado com O €, 500 €, 2500 € ou
5000 €.
A probabilidade de ser premiado é igual à probabilidade de não ser premiado, sendo os três prémios
equiprováveis.
Seja X a variável aleatória que representa a quantia que o concorrente recebe.

6.1. Define a distribuição de probabilidades de X.


6.2. Calcula a média e o desvio-padrão de X.
6.3. Qual é a probabilidade de o prémio ser uma quantia pertencente ao intervalo  -  ;  +   ?

7. A distribuição de probabilidades de uma variável aleatória X é dada pela tabela:


xi 0 2 4
P  X = xi  a b b

A média da variável aleatória X é igual a 1.


Qual é o valor de a e qual é o valor de b?
19
A7 – Probabilidade

8. A ementa no restaurante
Junto à empresa onde o Luís trabalha há um pequeno restaurante muito frequentado pelos funcionários da
empresa.
Ao almoço, o Luís dirige-se ao restaurante e, como estava indeciso, escolheu, ao acaso, a partir da
ementa apresentada, urna entrada, um prato e urna sobremesa.

8.1. Determina a probabilidade de a refeição escolhida pelo Luís incluir:


8.1.1. peixe grelhado e bolo da casa;
8.1.2. bife ou bacalhau com natas.
8.2. Seja X a variável aleatória que representa o custo da refeição do Luís.
8.2.1. Constrói a distribuição de probabilidade para X.
8.2.2. Determina a probabilidade de o custo da refeição do Luís não ultrapassar 10 euros.
8.2.3. Qual o custo médio para a refeição?
8.3. Admite que no final da refeição, o Luís pagou a despesa com uma nota de 20 euros.
Seja Y a variável aleatória que representa o troco que o Luís recebe.

8.3.1. Constrói uma distribuição de probabilidade para a variável Y.


8.3.2. Qual é a probabilidade de o Luís receber de troco mais do que pagou pela refeição?

20
A7 – Probabilidade

5. Propriedades da probabilidade
Seja S o espaço de resultados associado a uma experiência aleatória.

 0  P  A   1 ; qualquer que seja A  S .

 P  S   1 ; a probabilidade do acontecimento certo é 1.

 P    0 ; a probabilidade do acontecimento impossível é 0.

 Se A e B são dois acontecimentos incompatíveis, isto é, se A  B =  , então:

P  A  B = 0 e

P  A  B  = P  A  + P  B

 Probabilidade do acontecimento contrário

 
Se A é o acontecimento contrário de A tem-se: P A = 1 - P  A 

 Probabilidade da reunião de dois acontecimentos


P  A  B = P  A  + P  B - P  A  B

 Probabilidade da diferença de dois acontecimentos

 
P  A \ B = P  A - B  = P A  B  P  A  - P  A  B

21
A7 – Probabilidade

Exercícios e Problemas
S
1. No clube desportivo de Cegonhas de Cima pratica-se natação N G E
(N), ginástica (G) e esgrima (E).
Os 200 sócios da colectividade podem eventualmente praticar 73 32 54 25
uma ou mais modalidades. De acordo com a Direcção, os
sócios estão distribuídos como mostra o diagrama de Venn ao 16

lado.

Escolheu-se ao acaso um dos sócios do clube.


Calcula a probabilidade de:
1.1. Praticar Natação.
1.2. Praticar Ginástica.
1.3. Ser sócio do clube.
1.4. Praticar atletismo.
1.5. Praticar ginástica ou praticar esgrima.
1.6. Não praticar esgrima.
1.7. Praticar natação e praticar ginástica.
1.8. Praticar natação ou praticar ginástica.
1.9. Praticar natação e não praticar ginástica.
1.10. Não praticar nenhuma modalidade.
Apresenta os resultados na forma de dízima.

2. O Célio fez um inquérito a 30 alunos e concluiu que:


 14 só gostam de Rock;
 6 gostam de Hip Hop e de Rock;
 7 não gostam de Hip Hop nem de Rock.

2.1. Constrói um diagrama de Venn que ilustre a situação descrita.


2.2. Calcula a probabilidade de um aluno escolhido ao acaso:
2.2.1. gostar de Hip Hop e não gostar de Rock.
2.2.2. gostar de Rock.
2.2.3. gostar de Hip Hop ou de Rock.
Apresenta os resultados na forma de fracção irredutível.
22
A7 – Probabilidade

3. Numa localidade há três jornais: o Atrevido, o Rumo e o Solidário.


As assinaturas dos jornais, em percentagem da população local, têm a seguinte distribuição:
 40% assina o jornal Atrevido;
 35% assina o jornal Rumo;
 25% assina o jornal Solidário;
 18% assina os jornais Atrevido e Rumo;
 15% assina os jornais Atrevido e Solidário;
 12% assina os jornais Rumo e Solidário;
 4% assina os jornais Atrevido, Rumo e Solidário.

3.1. Representa, através de um diagrama de Venn, a distribuição dos assinantes, em percentagem,


pelos três jornais. S

3.2. Considera a experiência aleatória que consiste em escolher, ao acaso, um dos elementos da
população e verificar que jornais locais assina.
Sejam A, R e S os acontecimentos:
A: “Assina o Atrevido", R: "assina o Rumo" e S: "assina o Solidário".
Calcula cada uma das seguintes probabilidades.

3.2.1. P  A  3.2.2. P  R  3.2.3. P  A  R 

3.2.4. P  S \ R  3.2.5. P  S  A  3.2.6. P  A  S 

3.2.7. P  R  S  3.2.8. P  A  S  R  3.2.9. P  A  S  R 


Apresenta os resultados na forma de percentagem.

4. De dois acontecimentos X e Y sabe-se que: P  X  = 0, 5; P Y  = 0,7 e P  X  Y  = 0,65 .


Calcula a probabilidade do acontecimento X  Y ?

23
A7 – Probabilidade

5. Dois acontecimentos A e B são contrários e sabe-se que: P  A  = 9 P  B .

   
Calcula P  A  , P  B , P A e P B .

6. De dois acontecimentos A e B, incompatíveis, sabe-se que: P  A  = 2 P  B e P  A  B  = 0,9 .

 
Calcula P  A  , P  B e P B .

7. Dos acontecimentos A e B, sabe-se que: P  A = 0,6; P  B  = 0,4 e P  A  B = P  A  B  - 0, 4 .

Calcula P  A  B e P  A  B  .

8. Sejam A e B dois acontecimentos tais que: P  A  = 0, 5; P  B = 0,7 e P  A  B = 0,15 .

Calcula P  B e P  A  B .

9. Sejam A e B dois acontecimentos tais que: P  A  = 0,4; P  B  = 0, 5 e P  A  B  = 0,3 . Calcula:

9.1. P  A  B 9.2. P  A  B

10. Um inquérito realizado numa cantina escolar deu os resultados seguintes:


 a probabilidade que um aluno goste de iogurtes é 0,6;
 a probabilidade que um aluno goste de queijo é 0,5;
 a probabilidade que um aluno goste de iogurtes e de queijo é 0,2 .
Calcula a probabilidade de cada um dos acontecimentos:
10.1. Um aluno gosta de iogurtes ou de queijo;
10.2. Um aluno não gosta de iogurtes nem de queijo.

11. Num congresso sobre Matemática participaram 120 congressistas, que falavam Inglês e/ou Francês.
Sabe-se que 100 falavam Inglês e 60 falavam Francês.

11.1. Quantos congressistas falavam as duas línguas?


11.2. Qual é a probabilidade de, ao escolher ao acaso um congressista, ele falar exclusivamente:
11.2.1. Inglês?
11.2.2. Francês?
24
A7 – Probabilidade

12. Seja S conjunto de resultados (com um número finito de elementos) associado a uma certa experiência
aleatória.
Sejam A e B dois acontecimentos (A e B são, portanto, subconjuntos de S)
Sabe-se que:
P  A = 2 P  B

P  A  B  = 3 P  B  (P designa probabilidade).

Prova que os acontecimentos A e B são incompatíveis.

13. Inicialmente um saco tem quinze bolas, indistinguíveis ao tacto.


Cinco bolas são amarelas, cinco são verdes e cinco são brancas.
Para cada uma das cores, as bolas estão numeradas de 1 a 5.
Retiram-se bolas do saco, ficando apenas algumas das quinze bolas.
Nestas novas condições, admite que, ao retirarmos, ao acaso, uma bola do saco, se tem:
 a probabilidade de essa bola ser amarela é 50%.
 a probabilidade de essa bola ter o número 1 é 25%.
 a probabilidade de essa bola ser amarela ou ter o número 1 é 62,5%.
Prova que a bola amarela número 1 está no saco.

14. Considera uma caixa com quatro bolas numeradas com os números -4, -2, -1 e 3.
Considera a experiência aleatória que consiste em extrair sucessivamente e sem reposição duas bolas
da caixa e registar o produto dos números das bolas extraídas.
14.1. Constrói o modelo de probabilidade associado a esta experiência aleatória.
14.2. Qual é a probabilidade de o produto ser um número negativo?
14.3. Calcula a probabilidade de o produto ser um número par e positivo.
Apresenta as probabilidades sob a forma de fracção irredutível.

15. Nos jogos de futebol entre a equipa X e a equipa Y, a estatística revela que:
• em 20% dos jogos, a equipa X é a primeira a marcar;
• em 50% dos jogos, a equipa Y é a primeira a marcar.
Calcula a probabilidade de, num jogo entre a equipa X e a equipa Y, não se marcarem golos.

25
A7 – Probabilidade

 As questões 16 a 18 são de escolha múltipla.


 Para cada uma delas, são indicadas quatro alternativas, das quais só uma está correcta.

16. Lançam-se simultaneamente dois dados equilibrados com as faces numeradas de 1 a 6 e


multiplicam se os dois números saídos.
A probabilidade do acontecimento “o produto dos números saídos é 21“ é:
1 1 21
(A) 0 (B) (C) (D)
36 18 36

17. Abre-se, ao acaso, um livro, ficando à vista duas páginas numeradas.


A probabilidade de a soma dos números dessas duas páginas ser ímpar é:
1 1
(A) 0 (B) (C) (D) 1
3 2

18. Lança-se um dado com as faces numeradas de 1 a 6.


Considera os acontecimentos:
A: «sair face impar»;
B: «sair face de número maior ou igual a 4».
Qual o acontecimento contrário de A  B ?
(A) sair a face 1 ou a face 5 (B) sair a face 4 ou a face 6
(C) sair a face 2 (D) sair a face 5

26
A7 – Probabilidade

6. Probabilidade Condicionada
Sendo S um espaço de resultados e B um acontecimento de probabilidade não nula, a probabilidade
condicionada de que A ocorra sabendo que B ocorreu é:
P  A  B
P  A B =
P  B

P  A B  lê-se probabilidade de A dado B.

Exercícios e Problemas
1. Numa turma da Escola Profissional de Tondela, fez-se um inquérito cujos resultados estão registados na
seguinte tabela de dupla entrada:
Sexo
M F
Almoças na cantina?
Sim 9 5
Não 2 4

Observando a tabela indica:


1.1. O número de alunos da turma.
1.2. Quantos alunos almoçam na cantina.
1.3. Calcula a probabilidade de:
1.3.1. escolhendo um aluno ao acaso, ele não almoçar na cantina.
1.3.2. escolhendo um aluno ao acaso, ele ser rapaz e almoçar na cantina.
1.3.3. um aluno almoçar na cantina, sabendo que é rapaz.
1.3.4. escolhendo uma rapariga ao acaso, ela não almoçar na cantina.
1.3.5. um aluno ser rapariga, sabendo que almoça na cantina.

2. No lançamento de um dado perfeito, qual é a probabilidade de o número obtido ser 6, sabendo:


2.1. que se obteve um número par?
2.2. que se obteve um número ímpar?
2.3. que se obteve um múltiplo de 3?

27
A7 – Probabilidade

3. Uma urna contém duas bolas verdes e três azuis. Tiram-se sucessivamente duas bolas sem reposição.
Sabendo que a primeira bola é azul, qual é a probabilidade de que a segunda bola seja:
3.1. verde? 3.2. azul?

4. Consideremos a experiência aleatória que consiste na realização de uma entrevista a um actor candidato a um
papel numa peça de teatro. Entre os acontecimentos possíveis desta experiência consideramos os seguintes:
A = «o actor causa boa impressão»
B = «o actor consegue o papel»
Observa o diagrama de Venn, onde estão registadas informações sobre
a probabilidade de A e de B e determina a probabilidade de o actor:

4.1. conseguir o papel;


4.2. causar boa impressão;
4.3. causar boa impressão e conseguir o papel;
4.4. conseguir o papel, sabendo que causou boa impressão.

5. Considera a experiência aleatória que consiste em accionar uma roleta como a


Rosa Azul
da figura e anotar o número e a cor que saiu.
5.1. Representa S .
5.2. Considera os acontecimentos:
A = «sair 2»; B = «sair par»; C = «sair verde» e D = «sair azul» Verde

5.2.1. Calcula as probabilidades dos acontecimentos:


A, B, C , D, B  C , A B , B A , A C , C A , B C e C  D  B .
5.2.2. Os acontecimentos C e D são incompatíveis? E contrários?

6. Uma turma M tem sete rapazes e cinco raparigas.


Uma turma N tem seis rapazes e seis raparigas.
Escolhe-se, ao acaso, uma turma e, seguidamente, um elemento dessa turma.
Considera os acontecimentos:
X: «a turma escolhida é a turma M»
Y: «o elemento escolhido é rapariga».

Indica, justificando, o valor da probabilidade condicionada P Y X  .


28
A7 – Probabilidade

7. O João utiliza, por vezes, o autocarro para ir de casa para a escola.


Seja A o acontecimento: «O João vai de autocarro para a escola».
Seja B o acontecimento: «O João chega atrasado à escola».
Uma das igualdades abaixo indicadas traduz a seguinte afirmação: «Metade dos dias em que vai de
autocarro para a escola, o João chega atrasado». Qual?
(A) P  A  B  = 0, 5 (B) P  A  B  = 0, 5 (C) P  A B  = 0, 5 (D) P  B A  = 0, 5

8. Certo laboratório ensaiou um medicamento para a gripe e obteve a seguinte distribuição de probabilidades:
Doentes Não Doentes
Vacinados 0,1 0,4
Não Vacinados 0,3 0,2
Escolhida uma pessoa ao acaso, qual a probabilidade de:
8.1. estar doente dado que foi vacinada?
8.2. ter sido vacinada dado que está doente?

9. O João frequenta a Escola Secundária da cidade próxima do local onde vive. Diariamente, tem duas
possibilidades para ir às aulas: de comboio ou de autocarro. Como prefere o autocarro, 60% das vezes
escolhe esse meio de transporte. Sabendo que a probabilidade de chegar atrasado às aulas é 22% e que
a probabilidade de vir de autocarro e chegar atrasado é 12%, calcula a probabilidade de:

9.1. chegar atrasado sabendo que veio de autocarro.


9.2. não chegar atrasado e não vir de autocarro.
9.3. chegar atrasado ou vir de autocarro.
9.4. vir de autocarro dado que chegou atrasado.

10. 60% dos funcionários de uma empresa são homens.


De acordo com um estudo feito, a direcção estima que 30% dos seus funcionários e 20% das suas
funcionárias estão aptos para desempenhar uma determinada tarefa, que exige grande rigor e
competência. Escolhendo ao acaso um trabalhador desta empresa, qual é a probabilidade:
10.1. de ser homem e estar apto para desempenhar a tarefa?
10.2. de ser mulher e estar apto para desempenhar a tarefa?
10.3. ser homem, dado que não está apto para desempenhar a tarefa?
10.4. ser mulher, dado que está apto para desempenhar a tarefa?
29
A7 – Probabilidade

11. Numa turma de vinte e cinco jovens, as suas idades e sexos estão distribuídos como mostra a tabela:
Idade Rapazes Raparigas
15 4 2
16 5 4
17 6 4

11.1. Pretende-se escolher um jovem para representar a turma. Sabendo que esse representante é
escolhido ao acaso, qual é a probabilidade de que tenha dezasseis anos ou seja uma rapariga?
Apresenta o resultado na forma de fracção irredutível.
11.2. Qual é a probabilidade de escolher um jovem com 16 anos, sabendo que é rapariga? Apresenta o
resultado na forma de percentagem arredondada às unidades.
11.3. Ao escolher dois jovens ao acaso, qual é a probabilidade de eles serem de sexo diferente e terem
a mesma idade? Apresenta o resultado na forma de fracção irredutível.

12. AUTO-EPT é um stand de venda de automóveis.


Efectuou-se um estudo sobre as vendas de automóveis neste stand, o qual revelou
 15% dos clientes compram automóvel com alarme e com rádio;
 20% dos clientes compram automóvel sem alarme e sem rádio;
 45% dos clientes compram automóvel com alarme (com ou sem rádio).
Um cliente acaba de comprar um automóvel.
12.1. O Paulo, empregado do stand, que nada sabia das preferências desse cliente e não tomou
conhecimento do equipamento do automóvel que ele tinha comprado, apostou que esse
automóvel estava equipado com rádio, mas não tinha alarme.
Qual é a probabilidade de o Paulo acertar? Apresenta o resultado na forma de percentagem.
12.2. Alguém informou depois o Paulo que o referido automóvel vinha equipado com alarme. Ele
apostou, então, que o automóvel também tinha rádio.
Qual é a probabilidade de o Paulo ganhar esta nova aposta? Apresenta o resultado na forma de
fracção irredutível.

30
A7 – Probabilidade

13. Extrai-se, ao acaso, uma bola de uma caixa que contém vinte bolas, numeradas de 1 a 20.
Considera os acontecimentos:
A – «A bola extraída tem número par».
B – «A bola extraída tem número múltiplo de 5».

Qual é o valor da probabilidade condicionada P  B A  ?

Numa pequena composição, justifica a tua resposta, começando por explicar o significado de P  B A  ,

no contexto da situação descrita.

14. Uma turma do 3º ano de uma Escola Profissional é constituída por vinte e cinco alunos (quinze raparigas
e dez rapazes). Nessa turma, vai ser escolhida uma comissão para organizar uma viagem de finalistas.
A comissão será formada por três pessoas: um presidente, um tesoureiro e um responsável pelas
relações públicas. Supõe que a escolha dos três elementos vai ser feita por sorteio, da seguinte forma.
Cada aluno escreve o seu nome numa folha de papel. As vinte e cinco folhas são dobradas e
introduzidas num saco. Em seguida, retiram-se do saco, sucessivamente, três folhas de papel. O
primeiro nome a sair corresponde ao do presidente, o segundo, ao do tesoureiro, e o terceiro, ao do
responsável pelas relações públicas.
Sejam A, B e C os acontecimentos:
A – «o presidente é uma rapariga»;
B – «o tesoureiro é uma rapariga»;
C – «a comissão é formada só por raparigas».

Indica o valor da probabilidade condicionada P  C A  B  e, numa pequena composição, com cerca de

dez linhas, justifica a tua resposta.


Nota: Não apliques a fórmula da probabilidade condicionada. O valor pedido deverá resultar
exclusivamente da interpretação de P  C A  B  , no contexto do problema.

31
A7 – Probabilidade

15. Considera:
 uma caixa com seis bolas, todas brancas;
 seis bolas pretas, fora da caixa;
 um dado equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 6.
Lança-se duas vezes o dado.
Tiram-se, da caixa, tantas bolas brancas quantas o número saído no primeiro lançamento.
Colocam-se, na caixa, tantas bolas pretas quantas o número saído no segundo lançamento.
15.1. Qual é a probabilidade de a caixa ficar com seis bolas? Apresenta o resultado na forma de fracção
irredutível.
15.2. Sejam A e B os acontecimentos:
A – «Sai face 5 no primeiro lançamento do dado.»
B – «Ficam, na caixa, menos bolas brancas do que pretas.»

Indica, justificando, o valor da probabilidade condicionada P  B A  . Apresenta o resultado na


forma de fracção irredutível.

16. De uma caixa com dez bolas brancas e algumas bolas pretas, extraem-se sucessivamente, e ao acaso,
duas bolas, não repondo a primeira bola extraída, antes de se retirar a segunda.
Considera os acontecimentos:
A: «a primeira bola extraída é preta»
B: «a segunda bola extraída é preta»
1
Sabe-se que P  B A  = .
2
Quantas bolas pretas estão inicialmente na caixa? Justifica a tua resposta.

17. Seja S o conjunto de resultados associado a uma experiência aleatória.


Sejam A e B dois acontecimentos possíveis  A  S e B  S  .

Sabe-se que:
 P  A  B  = 0,7  P  B  = 0,3  P  A B = 0,25

Calcula P  A  .

32
A7 – Probabilidade

7. Acontecimentos independentes
Dois acontecimentos são independentes quando a realização de um deles não interfere na probabilidade
da realização do outro.
Diz-se que dois acontecimentos A e B são independentes se e só se:

P  A B = P  A
Assim resulta que:
Dois acontecimentos A e B são independentes se e só se:
P  A  B = P  A   P  B

Exercícios e Problemas
1. O António escolhe, ao acaso, uma página de um jornal de oito páginas.
A Ana escolhe, ao acaso, uma página de uma revista de quarenta páginas.
Qual é a probabilidade de ambos escolherem a página 5?

2. Um baralho tem 52 cartas e extraem-se, sucessivamente, 4 cartas.


2.1. Supondo que a extracção é feita com reposição, qual é a probabilidade:
2.1.1. de que a 1ª carta extraída seja de copas, a 2ª de ouros, a 3ª de paus e a 4ª de espadas?
2.1.2. de extrair quatro cartas de naipes diferentes?
2.2. Resolve a alínea 2.1. supondo que a extracção se faz sem reposição.

3. O João tem 4 dados perfeitos, todos de cores diferentes. Se lançar simultaneamente os quatro dados qual
é a probabilidade de:
3.1. “sair um ponto“ em cada dado?
3.2. “sair um ponto“ em apenas três dados?
3.3. “sair um ponto“ em apenas dois dados?

4. Uma bolsa contém 9 bolas: 2 verdes, 3 azuis e 4 roxas. Se as bolas forem indistinguíveis ao tacto, qual é
a probabilidade de obter 3 bolas de cores diferentes em 3 extracções sucessivas

4.1. com reposição ? 4.2. sem reposição?

33
A7 – Probabilidade

5. Numa Escola Secundária fez-se durante bastante tempo, um estudo, sobre o numero de alunos do Agrupamento
Científico que se matricularam nas disciplinas de Física e de Química, no 12º Ano, tendo-se concluído que:
30% dos alunos matricularam-se em ambas;
20% dos alunos matriculam-se apenas em Física;
40% dos alunos matriculam-se apenas em Química;

5.1. Constrói um diagrama de Venn (ou uma “árvore” ou uma tabela) para ilustrar a situação.
5.2. Considera os acontecimentos:
F = «Matricular-se em Física» e Q = «Matricular-se em Química».
Determina a probabilidade de um aluno daquela escola:
5.2.1. se matricular em Física ou em Química.
5.2.2. se matricular em Física, dado que se matriculou em Química.
5.2.3. não se matricular em Física, dado que se matriculou em Química.
5.2.4. matricular-se em Química, dado que não se matriculou em Física.
5.3. É mais provável um aluno matricular-se em Física se se matriculou em Química ou se não se
matriculou em Química?
5.4. Justifica que os acontecimentos F e Q não são independentes.

6. Acabou o tempo de um jogo de basquetebol, e uma das equipas está a perder por um ponto, mas tem
ainda direito a dois lances livres.
O Manuel vai tentar encestar.
Sabendo que este jogador concretiza, em média, 70% dos lances livres que efectua e que cada lance
livre concretizado corresponde a um ponto, qual é a probabilidade de o jogo terminar empatado?

7. Seja S o conjunto de resultados associado a uma experiência aleatória.


Sejam A e B dois acontecimentos independentes  A  S e B  S  .

 
Sabe-se que P A = 0,4 e P  B  = 0,125 .
Calcula P  A  B  .

8. Um dado é lançado cinco vezes.


Qual dos seguintes resultados, é a probabilidade de que a face seis apareça pelo menos uma vez?
5 5 5 5
1 5 1 5
(A) 1 -   (B) 1 -   (C)   (D)  
6 6 6 6
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A7 – Probabilidade

8. Modelo Normal
Estudámos variáveis aleatórias discretas e as respectivas distribuições de probabilidades. Vamos estudar
agora variáveis aleatórias contínuas e o modelo normal.
A distribuição normal é das mais importantes distribuições de probabilidade.
Consideremos que estávamos interessados em estudar o peso dos alunos do Ensino Profissional em
Portugal.
Seja X a variável aleatória que representa o peso de um aluno, escolhido ao acaso, de entre os alunos
portugueses do Ensino Profissional. A variável aleatória X é contínua.
Para estudar a população vamos supor que se recolheu uma amostra e que se representa graficamente os
dados por um histograma.

Considerando cada vez mais observações e consequentemente mais classes para o histograma, este, no
limite, vai aproximar-se de uma área limitada por uma curva representativa da chamada função densidade
de probabilidade. A função densidade, que para o modelo normal se representa por uma curva com a forma
de sino, é, para a população, o equivalente ao histograma para a amostra.

Propriedades da curva normal


 É simétrica relativamente ao valor médio  da variável.
 Tem um máximo para x =  .

 Quanto maior for o desvio-padrão  , mais achatada é a curva.

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A7 – Probabilidade

 A área compreendida entre a curva e o eixo Ox é igual a 1.

 A probabilidade de que a variável tome valores no intervalo  a ,b  é igual à área definida pelo eixo

Ox, pelo gráfico de função densidade e pelas rectas de equação x = a e x = b .

 A área abaixo da curva distribui-se em intervalos da seguinte forma:


P   -   X   +    0,683 = 68, 3% P   - 2  X   + 2   0,954 = 95,4%

Uma distribuição normal fica caracterizada se conhecermos o valor médio  e o desvio-padrão  .

Designa-se por N   ,  .

Nota: Para calcular a probabilidade P  a  X  b  , determina-se, usando tabelas ou a calculadora, a área


abaixo da curva definida pelo intervalo  a ,b  .
A probabilidade de sucessos pontuais é zero: P  a  = 0 e P  b   0 .
Portanto: P  a  X  b   P  a  X  b  .

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A7 – Probabilidade

Exercícios e Problemas
Apresenta os resultados na forma de dizima, com duas casas decimais.
1. O consumo diário de combustível de uma frota de camiões segue uma distribuição normal, em que o valor
médio é 2500 litros e o desvio-padrão 300 litros.

1.1. Escolhido um dos dias ao acaso, qual é a probabilidade, nesse dia, de o consumo variar entre 2500
litros e 3100 litros?

1.2. Escolhido um dos dias ao acaso, qual é a probabilidade, nesse dia, de o consumo não ultrapassar
2800 litros?

1.3. Escolhido um dos dias ao acaso, qual é a probabilidade, nesse dia, de o consumo ser pelo menos
2950 litros?

2. A duração das pilhas de um relógio tem uma distribuição normal de valor médio 9500 horas e desvio-
padrão 200 horas.
A Catarina substituiu a pilha do relógio. Seja X o tempo em horas que a pilha vai durar. Determina:

2.1. P  9500  X  9700  ;

2.2. P  9400  X  9650  ;

2.3. P  X  9300  .

3. Os vencimentos, em euros, pagos por uma empresa seguem uma distribuição normal do tipo
N  1200 ,300  . Escolhe-se ao acaso um empregado da empresa e representa-se por X o seu

vencimento. Determina a probabilidade de o vencimento:


3.1. estar compreendido entre os 1000 € e os 1500 €;
3.2. ser pelo menos de 1750 €.

4. Uma máquina de sumos está programada para servir, em média, de cada vez que funciona, 250 ml de
sumo. Admita que a distribuição de sumo feita pela máquina é normal de desvio-padrão 20 ml. Um cliente
vai utilizar a máquina e para recolher o sumo utiliza uma caneca com capacidade de 260 ml.

4.1. Qual é a probabilidade de haver derrame de sumo?


4.2. Qual é a probabilidade de a caneca poder receber pelo menos mais 30 ml de sumo?
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A7 – Probabilidade

5. Na biblioteca
Numa biblioteca, os livros estão colocados em prateleiras e o número de livros
por prateleira segue uma distribuição normal N  75 ,10  , assim como o

número de páginas por livro segue igualmente uma distribuição normal


N  320 , 56  .

O Ruben faz uma visita à biblioteca.


5.1. O Ruben dirige-se, ao acaso, a uma prateleira. Determina a probabilidade dessa prateleira conter:
5.1.1. um número de livros que varie entre 60 e 80;
5.1.2. mais de 90 livros;
5.1.3. menos de 64 livros.
5.2. No total, o Ruben procurou livros em 20 prateleiras.
Faz uma estimativa do número de prateleiras visitadas pelo Ruben com mais de 85 livros.

5.3. Em relação a um tema que o Ruben pretendia pesquisar, consultou 30 livros.


Faz uma estimativa do número de livros consultados em que o número de páginas varia entre 300 e 400.

6. Uma cooperativa agrícola coloca no mercado laranjas em caixas, em que o número de laranjas por caixa
segue uma distribuição normal N  60 ;7  e o diâmetro das laranjas, em centímetros, segue igualmente

uma distribuição normal N  6 ;0,6  .

6.1. Se escolher ao acaso uma das caixas com laranjas, determina a probabilidade de a caixa conter:
6.1.1. mais de 67 laranjas;
6.1.2. um número de laranjas que varie entre 53 e 74;
6.1.3. menos de 53 laranjas;
6.1.4. mais de 50 e menos de 65.
6.2. Um cliente encomendou 100 caixas de laranjas.
6.2.1. Faz uma estimativa do número de caixas que o cliente vai receber com menos de 67 laranjas.
6.2.2. Uma caixa continha 80 laranjas. Faz uma estimativa de quantas dessas laranjas têm um
diâmetro que varie entre os 6 cm e os 6,6 cm.

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A7 – Probabilidade

7. Uma variável aleatória X segue uma distribuição normal, de média 5.


Indica o valor lógico da seguinte proposição: P  X > 3  < P  X < 6  . Justifica a tua resposta.

8. Uma certa marca de automóveis testou os diversos modelos que comercializa para construir uma tabela
dos valores dos consumos médios em 100 km. Após os testes e feitos os registos, foi construído o
seguinte histograma.

Escolhido um dos carros desta marca, ao acaso, designa-se por X o consumo médio que efectua aos 100 km.
Recorrendo ao histograma, faz uma estimativa, das seguintes probabilidades:
8.1. P  X  10  ;

8.2. P 7,5  X  9  ;

8.3. P   -   X   +   sendo   8,39 e   1,66 .

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