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16 documentos de segurança do trabalho que você deve

analisar.
… incluindo também os programas relacionados a Saúde e Segurança no
Trabalho(SST).

Tudo pronto ? Então vamos começar ??

Ao iniciar em uma empresa como Profissional da área de Segurança do


Trabalho, Sendo você um Técnico de Segurança, um Bombeiro Civil, Um Técnólogo
de Segurança do Trabalho, Um Engenheiro de Segurança , ou mesmo se já estiver
trabalhando nessa empresa, você deve solicitar ao seu superior imediato alguns
documentos de segurança do trabalho e também alguns registros.
Mas antes, deixa só chamar a atenção para algo importante que é apenas um
pequeno lembrete: documento e registro não são a mesma coisa…
Documento é informação, planejamento, diretrizes que nortearão a
empresa.
Por exemplo:
procedimento, instrução de trabalho, política da companhia, o código de ética da
sua empresa, etc …
… são exemlos de documentos.
Já os registros são anotações de fatos que já ocorreram, sendo uma evidência de
uma prática.
Exemplos de registros:
… lista de treinamentos assinados, checklist preenchido e assinado, ficha de EPI
preenchida, etc.
Então vamos ver os documentos de segurança do trabalho importantes que
você deve ter acesso? Bora lá.

Documento 1:
Cópia do cartão de CNPJ da empresa.
Aqui é onde você identificará o Código Nacional de Atividade - CNAE -
principal e secundário (se existente).
O CNAE está vinculado aos códigos para implantação da Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes - CIPA -(NORMA REGULAMENTADORA DE NÚMERO
05 - NR 05) e grau de risco para dimensionamento do Serviço Especializado de
Segurança e Medicina do Trabalho, o SESMT da NR-04.

Documento 2:
Relação de cargos e funções e suas descrição.
Aqui você identificará os cargos e funções, para conferir o Programa de
Prevenção de Riscos Ambientais -PPRA- (NR 09) e Programa de Controle Médico
e Saúde Ocupacional - PCMSO (NR 07).
Verificará a especificação de Equipamento de Proteção Individual - EPI - (NR
06) e as necessidades de Ordem de Serviço (NR 01) e treinamentos em geral.

Documento 3:
Acordo ou Convenção Coletiva.
Este documento identifica os pontos negociados entre empregador e sindicato,
identificando parâmetros mínimos de atendimentos além das normas vigentes.
Nele você identifica como são tratadas as questões de insalubridade,
periculosidade, distribuição de uniforme e EPI, CIPA entre outros aspectos de
segurança e saúde.
Algumas normas regulamentadoras inclusive citam os acordos ou convenções
coletivas caso sejam mais restritivos.

Documento 4:
Ordem de serviço.
Verifique a existência de ordem de serviço específica na área de segurança e
saúde do trabalho em conformidade a Norma Regulamentadora 01, a NR 01 que trata
das DISPOSIÇÕES GERAIS

Documento 5:
Livro de inspeção do MTE.
Neste livro você observará se a empresa já sofreu fiscalização, notificação,
auto de infração ou até mesmo embargo ou paralisação.

Documento 6:
Registro do SESMT.
Se você é o TST da empresa é necessário realizar seu registro junto a SRT da sua
região.

Documento 7:
Agora vamos falar um pouco de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes -
CIPA - da Norma Regulamentadora de número 05 (NR 05):

Com o CNAE e a quantidade de funcionário em mãos verifique se existe


enquadramento no Quadro I da NR-05.
Caso não tenha bastará o empregador nomear um designado de CIPA.
Caso exista CIPA constituída solicite toda a documentação, se apresente a
comissão, participando se possível da próxima reunião.
O TST não tem obrigação de participar de todas as reuniões tampouco ser
responsável pelo funcionamento.
A comissão deve andar com as próprias pernas e o profissional de segurança e
saúde norteará e ajudará no que for necessário.
Veja também as atas de reunião anteriores, os mapas de risco existentes e a data
da realização da Semana Interna de Prevenção de Acidentes - SIPAT.
Observe se PPRA e PCMSO já foram apresentados em alguma das reuniões e
se já foi instituído um plano de trabalho.

Documento 8:
Chegou a hora de olharmos para os EPIs.
Verifique se já existe uma tabela definindo EPI por função ou algum
procedimento que especifique os mesmos.
É importante que a especificação dos equipamentos de proteção não fique
apenas no conhecimento do técnico.
Caso não exista tal documento, coloque em sua lista de prioridades.
Verifique também como é realizada a distribuição dos equipamentos, se todas as
entregas estão sendo registradas em formulário padrão, seguindo os aspectos da NR-06
ou se não existe sistemática de entrega definida.
A forma de entrega varia de empresa para empresa, caso a responsabilidade não
fique com o SESMT, defina como dever ser feita e audite periodicamente.

Documento 9:
PCMSO e Atestado de Saúde Ocupacional -ASO.
Avalie se o PCMSO tem coerência com o PPRA.
Eles devem apresentar os mesmos cargos avaliados e os mesmos riscos.
Tenha atenção se as atividades em altura, espaço confinado, operação de
máquinas motorizadas e energia elétrica apresentam exames complementares descritos
no documento.
Avalie se o atestado está de acordo com o PCMSO, e se apresenta as
informações básicas definidas na NR-07.
Você não precisa olhar um a um, oriente o departamento pessoal do padrão
necessário e audite periodicamente para saber como está funcionando.
Em algumas empresas o controle de ASO fica na responsabilidade do TST,
entretanto não há uma obrigatoriedade.
Sugiro que seja verificada a melhor forma de trabalho a ser adotada.

Documento 10:
PPRA.
É necessário avaliar se o PPRA atende todas as suas etapas, sendo possível
identificar tanto no documento quanto em registros a realização da antecipação,
reconhecimento, avaliação, controle, monitoramento, divulgação e registro de dados.
É importante avaliar também se o cronograma de ações está sendo cumprido e se
o responsável legal da empresa assinou e tomou ciência de todos os riscos e ações que o
programa define como necessárias.
Fundamental também fazer a comparação do programa com os EPI já
especificados, garantindo que os mesmos seguem as recomendações do PPRA.
O PPRA é um dos documentos de segurança do trabalho mais exigido nas
fiscalizações.
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Documento 11:
Inventário de máquinas e equipamentos.
Você precisa conhecer cada máquina ou equipamento existente.
Tanto para verificar a conformidade com a NR-12, quanto para estudar aqueles
que você não conhece e definir procedimentos e instruções de trabalho.
Caso a empresa não possua esta relação, anote mais um em sua lista de
prioridades, tendo em vista que é atendimento ao 12.153 da NR-12, exceto para
microempresas e as empresas de pequeno porte.

Documento 12:
Análise Ergonômica do Trabalho (AET).
Verifique como a empresa trata dos ricos ergonômicos.
O ideal é a realização de uma análise completa dos postos de trabalho,
identificando os problemas e apontando as soluções necessárias.
Caso a empresa não tenha, sugira a contratação de uma empresa especializada
para a realização.

Documento 13:
Inventário de “material de trabalho”.
Verifique se existe controle de todo o material disponível do setor: computador,
calculadora, máquina fotográfica, equipamentos de medição, pen drive, etc.
Inclusive material de primeiros socorros (se aplicável), tais como: prancha, colar
cervical, etc.
Inclua também as placas de sinalização e os equipamentos de proteção coletiva,
tais como lava-olhos, gradis de proteção, exautores, detectores de tensão, barreiras
de proteção contra luminosidade e radiação (solda), sensores em máquinas, etc.
Avalie o estado geral de tudo que lhe foi cedido e verifique se não há nenhuma
necessidade especial.
É muito possível que a empresa não tenha este controle, sendo assim mais um
item para sua listinha de pendências.

Documento 14:
Inventário de produtos químicos e a ficha de informação de segurança dos
produtos químicos, a FISPQ.
Normalmente o almoxarifado tem uma relação de todos os produtos em estoque
mas, infelizmente, não é uma regra.
Este controle é essencial para:
 avaliar se o PPRA e PCMSO contemplaram todos os produtos
químicos envolvidos na operação,
 verificar se existem todos FISPQ de todos os produtos,
 identificar aqueles que são inflamáveis, definindo procedimentos
e local, forma e quantidade de armazenamento,
 avaliar se as embalagens e rótulos utilizados estão em
conformidade à norma técnica vigente a NR-26 e com o GHS (Globally
Harmonized System) Sistema Globalmente Harmonizado, também descrito
na NR 26 (Veja a imagem abaixo),
 auxiliar na especificação das medidas de controle e
 elaborar treinamento sobre a manipulação dos respectivos
produtos.

Documento 15:
Matriz de treinamento.
A matriz de treinamento vai definir todos os treinamentos obrigatórios e
necessários por função e/ou por atividade, baseado na legislação de Segurança do
Trabalho vigente e necessidades da empresa.
Este documento é fundamental para a gestão de SST da empresa.
Geralmente, qualquer empresa bem organizada, dispõe da matriz de treinamento
entre seus documentos de segurança do trabalho.
Documento 16:
Programas específicos de Segurança e Saúde.
Alguns programas são específicos a determinadas atividades economias ou tem
obrigatoriedade em determinadas circunstâncias, sendo assim sugerimos avaliar os
seguintes documentos:
 PCMAT: São obrigatórios a elaboração e o cumprimento do
Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho (PCMAT) nos
estabelecimentos da Indústria da Construção com 20 (vinte) trabalhadores ou
mais, contemplando os aspectos da NR 18 e outros dispositivos complementares
de segurança.
 PGR: Cabe à empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira
elaborar e implementar o Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR,
contemplando os aspectos da NR-22;
 PCA: O Programa de Conservação Auditiva é obrigatório para
empresas que possuem o risco de ruído com concentração a partir do nível de
ação;
 PPR: O Programa de Proteção Respiratória é obrigatório para
empresas que possuem o risco químico com concentração a partir do nível de
ação.
Além de conferir esses documentos de segurança do trabalho, sugiro que
organize um rascunho de todas as pendências em três níveis:
 Existente (verde): esta prática, documento ou registro existe e é
aplicado de maneira adequada, atendendo os requisitos legais vigentes;
 Existente e não conforme (amarelo): apesar de existir
prática/documento/registro, este não atende os requisitos legais vigentes, sendo
necessária adequação;
 Inexistente (vermelho): não existe prática/documento/registro
sendo necessária elaboração, implantação e desenvolvimento.

Baseado nesta estruturação você pode mostrar para seu superior imediato o grau
de atendimento legal, identificando o que precisa ser corrigido e o que precisa ser
implantado.
A partir deste rascunho defina as prioridades e elabore um plano de ação,
definindo os responsáveis e as datas de fechamento.
É importante destacar que as prioridades serão em função da natureza/gravidade
e concentração/iminência do risco.
Sugiro iniciar pelos ricos graves e iminentes…
…aqueles que podem causar morte e incapacidade permanente (amputação
de membro, cegueira de ambos os olhos, etc.).
Depois passe para os riscos que causem incapacidade temporária (quebra de
braço ou perna, torção, corpo estranho no olho, lesões múltiplas, etc.) e doenças agudas
(intoxicação, dermatite, etc.).
Após avalie os riscos de acidente sem perda de tempo (escoriações, cortes,
luxações, etc.) e doenças crônicas (surdez, silicose, etc.).
Por fim sua prioridade é atender a legislação trabalhista e previdenciária
garantindo que além de não haver acidentes e doenças ocupacionais a empresa não terá
sanções junto aos órgãos competentes.
Antes de finalizarmos com esse post sobre documentos de segurança do
trabalho, vejamos como você deve fazer que seu seu plano de ação seja eficaz:
 faça um acompanhamento mensal do plano de ação versus sua
realização;
 participe de reuniões periódicas de Segurança e Saúde com
representantes da Diretoria ou Superintendência;
 faça vistorias de inspeção quinzenais, avaliando além do
atendimento do plano de ação, a identificação de riscos e desvios nos ambientes
de trabalho.
E aí, gostou ?
Tenho certeza que as diretrizes apontadas nesse artigo, quando executadas, irão
fazer com que seus primeiros dias no novo trabalho sejam muito produtivas.
E vou deixar aqui pra vcoê mais uma dica incrível, um vídeo onde eu ensino a
elaborar o Prontuário de Qualificação e Habilitação de Prestadores de Serviços na
empresa onde você trabalha. Assista no vídeo abaixo essa vídeo-aula de 01 hora que vai
te ensinar muito.