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Aula 1 - Ginástica Artística 18/03/2015

PROGRAMA DA DISCIPLINA: RESPONDA...

“TEORIA E PRÁTICA DA GINÁSTICA


ARTÍSTICA””
ARTÍSTICA
1. O que é G. A.?

2. Experiência?

3. Como poderá utilizar dessa disciplina em sua profissão?

4. Expectativas...

5. G.A. faz ficar com baixa estatura? Pq?

6. Quais são os aparelhos da G.A.F e quais são os da G.A.M?

Profa. Ma. Mara Laiz Damasceno Antunes


1 2
2

METODOLOGIA DE ENSINO

Aulas teóricas: com aulas expositivas, debates,


seminários, trabalhos.
Particularmente, a Disciplina objetiva identificar e definir
aspectos elementares da Ginástica Artística como
Práticas: com vivências exercícios específicos da
ferramentas fundamentais da Educação Física de base,
entendendo esta atividade como uma possibilidade de ginástica artística, dos processos pedagógicos, das
colaborar na formação integral dos indivíduos. formas de auxílio e da segurança nos exercícios
básicos, organização de festival. Realização de

3
atividades inseridas na comunidade. 4
3 4

PROGRAMA DA DISCIPLINA:

Notas da disciplina
AV1
AV2
AV3
Para aprovação nas disciplinas o aluno deverá:
1. Obter notas iguais ou superiores a 4,0 em, pelo menos, duas das três avaliações.
2. Atingir média aritmética igual ou superior a 6,0, sendo consideradas apenas as duas
maiores notas obtidas dentre as três etapas de avaliação AV1, AV2 e AV3. A média aritmética
obtida será o grau final do aluno.
3. Frequentar, no mínimo, 75% das aulas ministradas.

À combinar:
- vestimentas
- pontualidade
- celular
- notebook
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- slides da aula 5

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Aula 1 - Ginástica Artística 18/03/2015

Conteúdos a serem trabalhados


Conteúdos a serem trabalhados
na disciplina:
na disciplina: 3. PROPOSTAS PARA O ENSINO DA GINÁSTICA ARTÍSTICA DE BASE
3.1. Aspectos conceituais na orientação do ensino das tarefas próprias da Ginástica
1. FUNDAMENTOS HISTÓRICOS 2. QUALIDADES FÍSICAS Artística.
DA GINÁSTICA ARTÍSTICA 2.1. Conceitos 3.1.1. Princípios elementares da concepção global de ensino.
1.1. Evolução histórica da Ginástica 2.1.1. Força (Dinâmica e Estática) 3.1.2. Princípios elementares da concepção parcial de ensino.
Artística 2.1.2. Resistência (Aeróbica e 3.1.3. princípios elementares da concepção genética de ensino.
1.2. Desenvolvimento da estrutura Anaeróbica) 3.2. Aspectos procedimentais para a elaboração de uma aula voltada para a
organizacional esportiva da 2.1.3. Flexibilidade iniciação da Ginástica Artística.
Ginástica Artística: a Federação 2.1.4. Coordenação 3.3. Dimensões Sociais da Ginástica Artística, considerando as Dimensões Sociais
Internacional de Ginástica, as do esporte.
2.1.5. Velocidade (de Reação, de
Uniões Continentais de 3.4. Adaptações biopsicossociais relacionadas à prática da Ginástica Artística.
Segmento e de deslocamento)
Ginástica e as Federações 3.5. Posturas básicas da Ginástica Artística.
Nacionais de Ginástica 2.1.6. Agilidade
3.6. Auxílio-segurança na prática da Ginástica Artística.
2.1.7. Equilíbrio (Estático, Dinâmico, 3.7. Material oficial e auxiliar da Ginástica Artística.
Recuperado) 3.7.1. Sugestões de adaptação e construção de materiais para a prática da
2.1.8. Ritmo Ginástica Artística.
2.1.9. Descontração (Parcial ou 7 3.8. Atividades lúdicas, jogos e brincadeiras, individuais e em grupos, voltados para
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Diferencial e Total) atividades gimnoacrobáticas.

Conteúdos a serem trabalhados


na disciplina:
4. NOÇÕES BÁSICAS DOS REGULAMENTOS DA GINÁSTICA ARTÍSTICA.
4.1. Organização e estrutura básicas dos campeonatos de Ginástica Artística.
4.1.1. As provas da Ginástica Artística e a Ordem Olímpica.
4.1.2. As competições de um campeonato de Ginástica Artística.
4.1.3. Composição das equipes.
Vídeos
4.2. Noções básicas do julgamento e do cálculo das notas na Ginástica
Artística.

5. PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO E VIVÊNCIA DE EVENTOS DE


POPULARIZAÇÃO DA GINÁSTICA ARTÍSTICA.
5.1. Planejamento, organização e vivência de demonstração de Ginástica
em grupos, considerando os princípios da Ginástica Para Todos.
5.2. Planejamento e organização de competições de popularização e
incentivo à prática da Ginástica Artística ("Copas de Ginástica"). 9 10

Bibliografia Básica Bibliografia Complementar

• AYOUB, Eliana. Ginástica geral e educação física escolar. 2. ed.


Campinas, SP: UNICAMP, 2007. 141 p.
- NUNOMURA M, PICCOLO N, LENI V. Compreendendo a ginástica
artística. Phorte Editora, 2004. • PUBLIO, Nestor Soares. Evolução histórica da ginástica olímpica. 2.
ed. São Paulo: Phorte, 2002. 311 p.
- BROCHADO FA, BROCHADO MMV. Fundamentos da Ginástica
• CARRASCO, Roland. Ginástica com aparelhos: cadernos técnicos do
Artística e de trampolins. RJ Guanabara, 2005.
treinador as rotações a frente. São Paulo: Manole, 1983. 121 p.
- DE ROSE JR, Dante & colaboradores. Esporte e atividade física na • CARRASCO, Roland. Ginástica de aparelhos: a atividade do
infância e na adolescência. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. principiante: programas pedagógicos. Tradução Lígia Elisabeth Henk. 4.
ed.São Paulo: Manole, 1982. 55 p.
- TANI, Go, BENTO, Jorge Olimpio & PETERSEN, Ricardo Demétrio de
Souza. Pedagogia do desporto. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara • CARRASCO, Roland. Ginástica de aparelhos: preparação física.
Tradução Setsuko Ono. São Paulo: Manole, 1982. 167 p.
Koogan, 2006.
• SOLER, Pierre. Ginástica de solo: a composição livre ligações -
combinações. São Paulo: Manole, 1982. 109 p.
11 12
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Bibliografia Complementar
Conceito de Ginástica
• ARNOLD, Klaus; ZINKE, Eberhard. Ginástica em aparelhos para
meninas. Rio de Janeiro: Ediouro, c1984. 155 p.
Domínio do corpo em situações inabitadas, em diferentes
• MARTIN, Patricia. Ginástica feminina: a técnica, a prática, a
alturas, velocidades, deslocamentos, posicionamentos e
competição. Lisboa: Estampa, 1997. 152 p.
empunhaduras, que proporcionam diversificadas experiências
• DIECKERT, Jurgen; KOCH, Karl. Ginástica olímpica: exercícios
progressivos e métodos. Tradução Nazareth Buttgereit. Rio de Janeiro: Ao
e vivências motoras.
Livro Técnico, 1981. 266 p.
(Carrasco, 1982)
• HOSTAL, Philippe. Pedagogia da ginástica olímpica. São Paulo:
Manole, 1982. 109 p. Atividade que proporciona inúmeras e variadas experiências
através da globalidade de movimentos e atividades, buscando
• VIEIRA, Sílvia; FREITAS, Armando. Que é ginástica artística: história,
regras curiosidades. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2007. 91 p. a precisão e a perfeição nas posições invertidas, rotações,

• CARRASCO, Roland. Tentativa de sistematização da


apoios e suspensões.
aprendizagem: ginástica olímpica. São Paulo: Manole, 1982. 146 p.
13 (Bourgeois, 1998)
14

Desde os tempos remotos, o Homem realiza atividades


acrobáticas que evoluíram no decorrer dos tempos.

História da ginástica --- História do homem.

A ginástica é entendida por Ramos (1982) como a


prática do exercício físico que vem da Pré-História,
afirma-se na Antiguidade, estaciona na Idade Média,
fundamenta-se na Idade Moderna e sistematiza-se
15
15
nos primórdios da Idade Contemporânea. 1616

Povos X Ginástica Povos X Ginástica


Pré-História: atividade física Idade Média:
relevante sobrevivência • a ginástica perdeu sua
importância
Antiguidade: exercícios físicos na • os exercícios físicos com Função
forma de luta, natação, remo, Militar / Caça / Torneios
jogos, rituais religiosos e
preparação guerreira. Como Renascimento:
modalidade esportiva, a
• os exercícios físicos:
ginástica teve os gregos como
beneficiados pela redescoberta
responsáveis pelas primeiras
dos valores gregos
escolas para preparação de
atletas. Apresentando aos • voltaram a despertar interesse
romanos este esporte atingiu maior.
fins militares. 17
17
18
18

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Povos X Ginástica Recapitulando...


Idade Moderna:
• Propostas de reformulação das Grécia = desenvolvimento efetivo da
escolas. Guts Muths (atividades ginástica
ao ar livre com elementos da
natureza) Gymnos – do grego, nu

Ginastas praticavam exercícios nus, nos


Idade Contemporânea:
chamados gymnasios, patrocinados
• Início séc XVIII valorizar e pelo Deus Apolo.
incentivar a prática da Ginástica
(Europa)
• Escola Alemã
• Ginástica Sueca
• Escola Inglesa
• Escola Francesa 19
19
20
20

Ginástica de Essas atividades se transformaram em atividades


solo: primeira específicas, sendo praticadas por saltimbancos no
categoria a Egito, na Grécia e na Roma antiga, difundindo-se
ser praticada por toda a Europa e provavelmente pela Ásia. Uma
na das atividades que provavelmente influenciou a
antiguidade Ginástica Artística atual foi o salto sobre touro,
em danças praticado na Ilha de Creta, por volta do século II a.C.
sacras e
comemoraçõe
s. As
atividades
acrobáticas
eram
simples...
Preparação Nível Alto
Formativa Saúde Iniciação
Física Intermediário Nível Com o
tempo... 22
21

• As atividades acrobáticas eram praticadas pelas pessoas das


classes mais baixas
Friedrick Ludwig Jahn (1778-1852)
“Pai da Ginástica Artística”
• Escravos divertiam seus amos – discriminação da população
- Influenciado por Guts Muths e pela derrota dos
Na Idade Média: prussianos na batalha de Jena (França x Prússia),
- Corpo passou a ser ignorado resolveu preparar a mocidade fisicamente a fim de
- Acrobatas eram acusados de expulsar o exército invasor
cúmplices de Satã. - Elaborou um conjunto de atividades físicas que também
- Valorização da atividade física por utilizava os elementos da natureza
pensadores como Rabelais e - tipicamente atividades militares...
Montaigne

- Influências sobre
- Idade Moderna

23 24
Guts Muths

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Friedrick Ludwig Jahn (1778-1852) Friedrick Ludwig Jahn (1778-1852)


“Pai da Ginástica Artística” “Pai da Ginástica Artística”
- Aparelhos para complementar essas atividades, com
destaque para o “cavalo de pau” - Em 1812 já eram 500 praticantes
- Com seus seguidores promovia debates e palestras - Jornais comparam a Hasenheide a uma miniatura de Jogos
sobre a conjuntura política da Alemanha / igualdade Olímpicos
social e defesa da nação
- Jahn e seus alunos praticavam atividades próximos a
Hasenheide (campo dos coelhos) – campo de - 1812 – jornais davam destaque à
ginástica em meio verde, longe das más influências ligação prática da Ginástica
da cidade – 1810 (outono – 20 praticantes) Artística com a formação militar

- 1811 – dentro da Hasenheide – criação 1ºs aparelhos


ginástica – recursos próprios e pelas mãos dos - Diferente de outros métodos militares (armas e marchas) Jahn
ginastas preparou os jovens através do aumento da força muscular, da
- Criou o termo “Turnen” ou “Turnkunst” em velocidade e flexibilidade
substituição a palavra “Gymnastik” 25
25
26
26

Friedrick Ludwig Jahn (1778-1852) por volta


“Pai da Ginástica Artística”
Surgimento da
de 1820
- Em 1813, a prática da ginástica sofreu devido diversos ginastas terem
que participar da guerra pela libertação contra a dominação francesa
- Em 1814, reconstrução e ampliação do campo • Primeira Federação de Ginástica do Mundo – Suíça 1832
- A partir daí o ponto alto das atividades passou a ser o Festival de • Cupérus (1842-1928) se dedicou a propagação dos exercícios
Ginástica
físicos
- Em 1817 acomodava de 1400 a 1600 ginastas
• Fundação Européia de Ginástica – 1881
- Em 1819 Jahn foi considerado revolucionário, acusado de conspiração
e preso. • Cupérus criou a “Gymnastrada” e considerava que o esforço
- 1820 – Prática da Ginástica proibida até 1842 - BLOQUEIO GINÁSTICO do ginasta deveria ser pelo prazer da prática de atividade física
- ginásios indoor / escondidos do controle da polícia em benefício a saúde, sem nenhum objetivo competitivo.
- uniformizaram a prática dos exercícios, pois o espaço limitado • 1903: iniciaram os torneios internacionais. Até 1ª GM de 2/2
Com o fim do Bloqueio Ginástico, Jahn foi considerado herói – “turn” anos e desde 1922 a cada 4 anos entre 2 Olimpíadas. 28
27
tornou-se obrigatório nas escolas 27 28

Histórico GA Histórico GA
À partir daí, a evolução da ginástica enquanto desporto, deu-se
ao longo de poucos anos.
• Filiação de federações nacionais fora do
continente europeu – 1921 – Federação 1950: As mulheres competiram em alguns aparelhos
Internacional de Ginástica masculinos - como as argolas.
• Cupérus – 1º Presidente A ginástica rítmica ainda fazia parte das apresentações
artísticas.
• Jogos Olímpicos de 1948 e o Campeonato Mundial de
Pouco antes e em seguida, algumas provas foram
1950 marcaram o fim do período heróico da ginástica, que
acrescentadas e outras retiradas.
foi intercalado com as dificuldades causadas pelas duas
GM. Os aparelhos foram definidos para cada evento.
E por fim, seu aprimoramento a cada revisão das regras, a
• Jogos de 1952 – início GO reconhecida como esporte dificuldade e a beleza dos movimentos aumenta.
29 30
29 30

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Histórico GA Histórico GA
Atualmente: No Brasil:

É um dos mais populares esportes (não apenas nos Jogos Imigrantes alemães no RS e SC (1824)
Olímpicos). Primeira sociedade ginástica no Brasil: Santa Catarina:
Considerada um dos esportes mais exigentes para com seus Sociedade Ginástica de Joinville, 1858
atletas e praticantes.
GA oficializada em 1951: Federações do RJ, SP e RS filiaram-
Surgida como um esporte tipicamente masculino se à Confederação Brasileira de Desporto (CBD) e também à
Globalizou-se como um desporto feminino, que hoje possui FIG. Nesta época ocorreu os primeiros Campeonatos
maior destaque, um maior número de praticantes e atletas Brasileiros
mundialmente reconhecidas
31
1978: Criação da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG)
32
31 32

Estudo da estrutura Organizacional Estudo sobre a denominação


Esportiva da GA: Ginástica Artística
• A Ginástica Artística também é conhecida no Brasil pelas
• FIG – órgão máximo da Ginástica Mundial
denominações de Ginástica Olímpica, Ginástica de Aparelhos,
• Uniões Continentais da Ginástica (Europa, Ásia, África, Ginástica de Solo e Ginástica Esportiva.
Américas) regem a ginástica em nível continental,
vinculadas a FIG
• A denominação “Ginástica Olímpica” ainda é a mais utilizada
• CBG – vinculada a FIG e à União Pan-Americana de no Brasil. Até há alguns anos, era a única modalidade
Ginástica “ginástica” participante dos Jogos Olímpicos, o que levou a
esta denominação. Atualmente a utilização desta
• Federações Estaduais
nomenclatura é inadequada, visto que participam dos Jogos
• Entidades interessadas a participar dos eventos oficiais 33 Olímpicos a Ginástica Rítmica e a Ginástica de Trampolim.3434
33

Ginástica Geral Depois das guerras, a importância da Ginástica como


esporte cresceu em escolas por toda a Europa. Na
Modalidades da FIG: Alemanha, no entanto, o regime proibiu a disciplina – o
que ajudou a disseminá-la por todo o mundo. Em 1881,
foi fundada a Federação Internacional de Ginástica (FIG,
http://www.fig-gymnastics.com/
em francês). Anos depois, o Barão de Coubertin sugeriu
a entrada da Ginástica no programa dos primeiros Jogos
- Ginástica Artística - Dança

+
da Era Moderna, realizados no ano de 1896 em Atenas.
- Ginástica Rítmica - Atividades acrobáticas
O esporte, considerado indispensável pelo movimento
- Expressões folclóricas
- Ginástica Aeróbica olímpico, nunca deixou de ser disputado, e evoluiu até
nacionais
- Trampolim Acrobáticos chegar a três disciplinas: Ginástica Artística, Ginástica
Rítmica e Ginástica de Trampolim.
35 36
35

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Na Ginástica Artística, os participantes mostram suas


habilidades em aparelhos como as barras paralelas e em
apresentações de agilidade e força, como no evento do solo. Os
homens a disputam desde os Jogos de 1896, e as mulheres
tiveram a primeira oportunidade de competir na edição de 1928,
em Amsterdã.
Disciplina apenas para mulheres, a Ginástica Rítmica tem
apresentações, acompanhadas de música, com corda, bola,
arco, fita e maças. Há eventos tanto individuais como por
equipes – compostas de cinco atletas –, e a escolha dos argolas barra fixa
aparelhos é determinada pelos regulamentos e por cada ciclo solo trave de equilíbrio
Olímpico. Sua estreia no programa de competição foi nos Jogos
de 1984, em Los Angeles.
Já a Ginástica de Trampolim é a mais nova das três disciplinas,
e começou a ser disputada nos Jogos Olímpicos de 2000, em
Sydney, para homens e mulheres. Os participantes realizam
movimentos sob avaliação de um júri, que aponta o melhor cavalo
barras paralelas
desempenho nos saltos, que podem atingir uma altura média 37 de salto sobre a mesa simétricas e assimétricas
38
oito metros.

Divisão

• Ginástica artística masculina (GAM - 6)


Modalidades Oficiais da GA
• Ginástica artística feminina (GAF - 4)

39 40

SOLO
Masculino / Feminino

41 42

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Solo Feminino:
-expressão artística, um giro de pelo menos 540 graus, um duplo salto e séries
Este aparelho é um estrado de 12 x 12 metros acrobáticas realizadas para a frente e para trás.
Material elástico que (amortece eventuais quedas e ajuda ao
Masculino:
impulso dos saltos).
-sequências de piruetas, acrobacias e paradas de mãos na lateral do aparelho.
Como modalidade, os exercícios:
Durante as provas femininas, após as acrobacias, as ginastas podem chegar ao solo
duração de 50 a 70 segundos para os homens com um pé à frente do outro, ao contrário dos homens, que precisam "cravar"
70 a 90 segundos para as mulheres. todos os movimentos para não serem descontados.

Durante a prova: Faltas: deduções são feitas de 0,1 à 1,0


movimentos acrobáticos e ginásticos anteriormente - na chegada ao solo, o ginasta dá um passo à frente para se equilibrar;
pontuados (antes da prova o atleta define qual será o seu - sair da área demarcada de 12 x 12m;
nível de dificuldade). - falta de altura na execução de um elemento;
Os exercícios femininos são acompanhados por música. 43 - falta de sincronia com a música; 44

Solo – Feminino Solo – Masculino

Vídeo: Diego Hypolito EF FX Beijing Olympics 2008 HQ


Vídeo: Daiane dos Santos Solo Final Beijing 2008

45 46

Barras paralelas assimétricas

Barras paralelas
assimétricas
Feminino

fabricadas com fibras sintéticas - de vidro e recobertas com


madeira.
A mais alta: 2,36m de altura e a menor: 1,57m.
Seu peso se mantém sempre o mesmo, 98kg assim como
47
sua largura, de 2,40m 48

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Despontuação: desconto de 0,1 à 1,0, como:


Barras paralelas assimétricas
Tocar as barras e no caso de uma corrida preparatória mal
Uso estritamente feminino
sucedida, interrompê-la;
A prova é composta por uma série de movimentos
Passar por baixo da barra sem que o movimento faça parte da
obrigatórios, bem como os demais aparelhos.
rotina em um giro ou rotação;
A posição das duas barras em diferentes alturas possibilita à
Uma queda durante a saída ou a execução da série;
ginasta uma gama variada de movimentos, mudanças de
Efetuar balanços intermediários enquanto estiver apresentando
empunhaduras e alternância entre as barras.
as séries;
As rotinas realizadas neste aparelho devem conter
Pausas durante os exercícios;
movimentos de impulso, vôo, troca de barras, largadas e
Usar força para completar movimentos de impulso;
retomadas.
49
Falta de alinhamento do corpo. 50

Barras paralelas assimétricas -


FEMININO

Vídeo: Nadia comaneci and the first perfect ten in the history. Barras paralelas
simétricas
Vídeo: Nastia Liukin on Uneven Bars at 2008 Pacific Rim Masculino

51 52

Para uma série ser bem sucedida, o ginasta necessita:


Barras paralelas simétricas -Percorrer toda a extensão dos barrotes,com largadas,retomadas, com
movimentos de equilíbrio.
- Executar movimentos em ambas as barras.
- Executar ao menos uma largada.
- O movimento acrobático – que envolve mortais e piruetas – não
desconta ponto ao ginasta que não o executa, mas deixa sua rotina com
uma nota de partida mais baixa.
- Manter a postura angular correta: 180º vertical e 90º nas paradas e
movimentos de equilíbrio, além da correta execução das largadas.
-Finalizar sua apresentação com um salto de saída de dificuldade D
Despontuações:
- não deve arrumar suas mãos nas barras
- desprender-se do aparelho, perder a postura
O aparelho possui as medidas de 1,95 x 3,5m, além de estarem - não cumprir com as exigências acrobáticas e plásticas
distanciadas entre 42 e 52cm. - tocar as pernas nas barras em qualquer situação
53 - não finalizar um movimento – qualquer passagem ou acrobacia 54

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Barras paralelas simétricas -


MASCULINO

ARGOLAS
Vídeo: 2008 Beijing Event Finals Li Xiaopeng PB (Gold
16.450)
Masculino

55 56

Argolas Argolas
Consiste:
-uma série de exercícios de força, equilíbrio e balanço durante as
acrobacias.
O júri valoriza o controle do aparelho e a dificuldade dos elementos:
- Movimentos de baixo para cima;
- Movimentos estáticos;
- Acrobacias (altas e completas);
-Saltos no desmonte;

O ginasta será descontado caso:


- Desligue-se do aparelho;
- Balance a fita que prende as argolas à haste de sustentação;
O aparelho é constituído por uma estrutura onde - Use força invés de impulso nas acrobacias;
prendem-se duas argolas a 2,75 metros do solo. A - Não defina um movimento estático (ou seja, não mantenha o tempo
distância entre elas é de 50cm e o seu diâmetro interno é mínimo de dois segundos);
de 18cm - Não mantenha a postura angular dos ombros durante sua
57 58
apresentação.

Argolas - MASCULINO

Vídeo: JO04_Arg_Chechi_final_ap_GAM
Barra Fixa
Masculino

59 60

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Barra Fixa Barra Fixa


A competição: varia de quinze a trinta segundos e inclui giros nas duas
direções (para frente e para trás).
O ginasta não pode parar de mover-se e necessita de uma velocidade
maior nos giros antes de cada acrobacia – para ganhar altura e
velocidade rotacional.

O atleta necessita cumprir com as seguintes características:


- Largadas e retomadas
- Giros
- Variação de pegadas
-Limite de elementos extras

Para não ser descontado:


Fabricadas com fibras sintéticas: de vidro e recobertas com madeira – e -não deve soltar-se do aparelho - sem que esteja a realizar um
possui maleabilidade para dar maior segurança aos movimentos dos movimento acrobático
ginastas. - dobrar os joelhos e cotovelos – quando o movimento não pedir
A barra está localizada a 2,80 m do solo, tem 2,40m de comprimento e - hesitar durante um giro
possui 28mm de diâmetro. - não cumprir com as exigências mínimas acrobáticas
61 - abrir as pernas – quando não solicitar o movimento 62

Barra Fixa - MASCULINO

Salto sobre a
Vídeo: Fabian Hambüchen (Stuttgart 2007)

Mesa
Masculino/ Feminino

63 64

Salto sobre a mesa Salto sobre a mesa


Não possui uma avaliação da dificuldade da rotina.
Ele possui um valor de salto já determinado .
As fases da disputa estão divididas em cinco:

- execução: distância de corrida na esteira e alcança o trampolim.

- pré-voo: É quando o ginasta sai do trampolim e atinge a mesa de salto.


-Contato com a mesa: É onde o ginasta procura maior altura para a
precisa realização de seu salto. O ideal é que saia desta fase com
angulação mais adequada ao movimento que pretende realizar. Em geral,
pontos são descontados caso a angulação não seja a ideal.

- Pós-voo: Esta é a fase mais importante do evento. É aqui que o ginasta


realiza o movimento que anunciou. Esta é a fase que conta mais pontos.
A mesa é disposta a uma altura de 1,25m para a competição feminina e Todo o seu posicionamento é avaliado nesta etapa.
a 1,35m na prova dos homens.
A superfície do aparelho possui 120cm de comprimento e 95cm de - aterrissagem: É a fase onde o ginasta faz contato com o solo (colchões
largura. que amortecem eventuais quedas e as próprias chegadas). O ideal desta
A aproximação à mesa faz-se em uma pista própria para a corrida com
65 etapa é que o ginasta crave seu movimento, isto é, concluí-lo sem rotação
66
25m de comprimento. ou desequilíbrio.

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Salto sobre a mesa – Fem. Salto sobre a mesa – Masc.

Vídeo: Jade Barbosa salto cavalo Rio Pan AA 2007 Vídeo: Leszek Blanik Vault Gymnastics Final Olympics 2008

67 68

Trave de equilíbrio

Trave de
Equilíbrio
Feminino
Revestida com material aderente, situada a 1,25 m do chão, com
cinco metros de comprimento e dez centímetros de largura.

Hoje, o material usado é uma espécie de cobertura maleável,


69 semelhante a usada na mesa de saltos[ 70

A ginasta tem noventa segundos para realizar sua série.


Pontuação: Trave de equilíbrio - Feminino
-Elementos acrobáticos e ginásticos de diferentes grupos.
- Variações no ritmo entre movimentos rápidos e lentos, para frente, lado e
para trás;
- Mudança do trabalho próximo e afastado da trave;
- Usar movimentos de vôo e movimentos mixados (onde a ginasta mistura
suas acrobacias com seus movimentos coreográficos) aumentam sua Vídeo: Shawn Johnson's Gold Medal Routine
pontuação.
São feitas deduções caso:
- A coreografia não incluir os elementos obrigatórios;
- A atleta demonstrar pouco domínio do aparelho;
- A atleta se desequilibrar;
- A atleta cometer falhas de execução;
- A atleta cair da trave (penalização automática de 1,0 ponto e
desqualificação se demorar mais de dez segundos a regressar ao
aparelho);
- O sinal tocar pela segunda vez significa que a ginasta ultrapassou os 90
segundos. 71 72

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Cavalo
A descrição mais antiga da ginástica a respeito de um cavalo
artificial data de mais de 600 anos:

Cavalo - soldados usavam um cavalo de madeira para a prática da


montaria.
Mais adiante, no século XVII, fora desenvolvida a arte da
Masculino
acrobacia eqüestre em cima desta prática
O cavalo está a 1,15m do chão. Seu comprimento é de
1,60m e a largura é de 35cm. As alças possuem 12cm de

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altura e estão ajustavelmente distanciadas entre 40-45cm74

CAVALO (COMPETIÇÕES) Cavalo - Masculino


Uma série típica no cavalo com alça envolve tesouras e
movimentos circulares
Vídeo: Xiao Qin outswings his opponents to defend title
Os descontos decorrem, assim como nos demais
aparelhos, na faixa de 0,1 à 1,0. O ginasta será
penalizado:

• pela falta de postura das pernas (sempre retas);


• por se desgarrar do aparelho;
• por subir à parada de mãos na força (invés do impulso);
• caso não realize os movimentos obrigatórios citados
acima; 75 76

Ordem dos aparelhos

Nas competições internacionais, a ordem da execução


das provas é fixada pela Federação Internacional de
Ginástica.

provas femininas: salto sobre o cavalo, paralelas


assimétricas, trave e solo.

provas masculinas: solo, cavalo com alças, argolas,


salto sobre o cavalo, paralelas e barra fixa.
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