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Sumário.........................................................................................................................................................

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. INTRODUÇÃO E ESCLARECIMENTO...........................................................................................................5
2. ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - SFN.........................................................................5
3. LIQUIDEZ.....................................................................................................................................................6
4. POLÍTICA ECONÔMICA...............................................................................................................................6
5. INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MONETÁRIA...............................................................................................6
6. MERCADO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO.......................................................................................................6
7. SPREAD BANCÁRIO.....................................................................................................................................6
8. CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL........................................................................................................7
9. CONSELHO DE RECURSOS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL..........................................................8
10. BANCO CENTRAL DO BRASIL - BCB OU BACEN......................................................................................8
11. DEPÓSITOS À VISTA...................................................................................................................................9
12. DEPÓSITOS A PRAZO (CDB E RDB)...........................................................................................................9
13. CADERNETA DE POUPANÇA...................................................................................................................10
14. LETRA DE CÂMBIO...................................................................................................................................10
15. FINANCIAMENTO DE CAPITAL FIXO.......................................................................................................11
16. FINANCIAMENTO DE CAPITAL DE GIRO.................................................................................................11
17. CRÉDITO FIXO.........................................................................................................................................11
18. CRÉDITO ROTATIVO................................................................................................................................11
19. CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR (CDC)..........................................................................................11
20. CHEQUE ESPECIAL...................................................................................................................................12
21. CONTAS GARANTIDAS............................................................................................................................12
22. DESCONTOS DE TÍTULOS........................................................................................................................12
23. HOT MONEY............................................................................................................................................12
24. VENDOR FINANCE...................................................................................................................................13
25. COMPROR FINANCE................................................................................................................................13
26. LEASING (TIPOS, FUNCIONAMENTO, BENS)..........................................................................................13
27. CRÉDITO RURAL......................................................................................................................................14
28. CARTÕES DE DÉBITO...............................................................................................................................15
29. CARTÕES DE CRÉDITO............................................................................................................................16
30. COBRANÇA..............................................................................................................................................17
31. ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS E TARIFAS PÚBLICAS...............................................................................18
32. HOME / OFFICE BANKING......................................................................................................................18
33. REMOTE BANKING...................................................................................................................................19
34. TRANSFERÊNCIAS AUTOMÁTICAS DE FUNDOS.....................................................................................19
35. CONCEITOS DE CORPORATE FINANCE..................................................................................................19
36. BANCOS COMERCIAIS.............................................................................................................................19
37. BANCOS DE INVESTIMENTO...................................................................................................................20
38. BANCOS DE DESENVOLVIMENTO...........................................................................................................20
39. SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO..........................................................21
40. SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL....................................................................................21
41. SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO................................................................................................21
42. BANCOS MÚLTIPLOS...............................................................................................................................21
43. CAIXAS ECONÔMICAS.............................................................................................................................21
44. ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO......................................................................................22
45. COOPERATIVAS DE CRÉDITO..................................................................................................................22
46. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS MONETÁRIAS E NÃO MONETÁRIAS........................................................22
47. SOCIEDADES DE FOMENTO MERCANTIL (FACTORING).........................................................................22
48. SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE CARTÕES DE CRÉDITO..............................................................23
49. MERCADO DE CAPITAIS...........................................................................................................................23
50. CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL....................................................................................................24
51. COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM.......................................................................................24
52. ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO..........................................................................................................24
53. SOCIEDADES ANÔNIMAS - DIFERENÇAS ENTRE COMPANHIAS ABERTAS E FECHADAS.......................25
54. AÇÕES - CARACTERÍSTICAS E DIREITOS..................................................................................................25
55. DIREITOS DOS ACIONISTAS....................................................................................................................25
56. DESDOBRAMENTO E GRUPAMENTO DE AÇÕES....................................................................................26
57. VALOR DAS AÇÕES..................................................................................................................................26
58. BOLSAS DE VALORES...............................................................................................................................26
59. BOLSAS DE MERCADORIAS E DE FUTUROS...........................................................................................27
60. BM&FBOVESPA........................................................................................................................................27
61. MERCADO DE BALCÃO...........................................................................................................................28
62. NEGOCIANDO COM AÇÕES...................................................................................................................28
63. FUNCIONAMENTO DO MERCADO À VISTA DE AÇÕES.........................................................................29
64. DEBÊNTURES............................................................................................................................................29
65. COMMERCIAL PAPER...............................................................................................................................30
66. OPERAÇÕES DE UNDERWRITING...........................................................................................................30
67. FUNDOS MÚTUOS DE INVESTIMENTO..................................................................................................30
68. SOCIEDADES CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS - SCTVM E SOCIEDADES DIS-
TRIBUIDORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS - SDTVM..................................................................31
69. SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA (SELIC).....................................................................31
70. CETIP S.A. - MERCADOS ORGANIZADOS...............................................................................................32
71. OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS............................................................................................................32
72. MERCADO A TERMO................................................................................................................................33
73. MERCADO FUTURO................................................................................................................................34
74. MERCADO DE OPÇÕES...........................................................................................................................35
75. MERCADO DE SWAPS..............................................................................................................................36
76. RESUMO E REVISÃO................................................................................................................................37
77. PLANOS DE SEGUROS.............................................................................................................................37
78. PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS ABERTOS............................................................38
79. PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS FECHADOS........................................................39
80. TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO..................................................................................................................39
81. MERCADO DE CÂMBIO...........................................................................................................................40
82. INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A OPERAR...............................................................................................40
83. OPERAÇÕES BÁSICAS..............................................................................................................................40
84. CONTRATOS DE CÂMBIO - CARACTERÍSTICAS.......................................................................................40
85. TAXAS DE CÂMBIO..................................................................................................................................41
86. POSIÇÃO DE CÂMBIO.............................................................................................................................41
87. REMESSAS.................................................................................................................................................42
88. SISCOMEX................................................................................................................................................42
89. FINANCIAMENTO À IMPORTAÇÃO E À EXPORTAÇÃO (ACC E ACE)......................................................43
90. REPASSES DE RECURSOS DO BNDES......................................................................................................44
91. OPERAÇÕES COM OURO........................................................................................................................44
92. GARANTIAS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL..............................................................................45
93. AVAL.........................................................................................................................................................45
94. FIANÇA.....................................................................................................................................................46
95. FIANÇAS BANCÁRIAS..............................................................................................................................46
96. PENHOR MERCANTIL..............................................................................................................................46
97. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA.........................................................................................................................47
98. HIPOTECA................................................................................................................................................47
99. FUNDO GARANTIDOR DO CRÉDITO (FGC)...........................................................................................47
100. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA................................................................................................................49
101. EXERCÍCIOS - PRIMEIRA PARTE..............................................................................................................49
102. EXERCÍCIOS - SEGUNDA PARTE.............................................................................................................89
103. EXERCÍCIOS - TERCEIRA PARTE............................................................................................................148
1  INTRODUÇÃO E ESCLARECIMENTO

Seja muito bem-vinda(o) ao curso de Conhecimentos Bancários para o concurso do Basa 2015, para o cargo de Técnico Ban-
cário. Este curso foi elaborado levando em conta o conteúdo exigido no Edital Cesgranrio n. 01/2015 de 21.07.2015.
O período de inscrições é de 23.07.15 a 17.08.15. A prova está marcada para 27.09.2015.
Ao longo desta apostila e dos nossos encontros em sala de aula ou das vídeoaulas teremos a oportunidade de trabalhar todo
o conteúdo, por meio de aulas teóricas, exemplos da prática bancária e vários exercícios.
Estarei à disposição em sala de aula e também no meio virtual. Participem da minha comunidade “Conhecimentos Bancários”
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Estude e realize os seus sonhos!
Conte com a minha experiência profissional, pois trabalho em bancos desde 1968, com o meu auxílio e com a minha parceria.
Fique na paz!
Prof. Cid Roberto
Conhecimentos Bancários
2  ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - SFN

Entende-se a palavra “estrutura” como o modo pelo A palavra “sistema” é entendida como o conjunto de
qual as diferentes partes de um todo estão dispostas. partes, componentes, que interagem entre si, de forma orde-
O termo “financeiro” tem a ver com finanças, circula- nada, a fim de atingir um objetivo comum.
ção e a gestão do dinheiro e de outros recursos líquidos, De acordo com o conceito, todos os sistemas têm
segundo o Dicionário Aurélio. partes que interagem entre si, possuem ordem ou normas e
Segundo o mesmo dicionário, “nacional” significa de, ou visam um objetivo comum.
pertencente ou relativo a uma nação, ou próprio dela. Assim, poderíamos fazer as seguintes associações:

SISTEMA PARTES ORDENAMENTO/ NORMAS OBJETIVO


Manter o equilíbrio dos corpos
Solar Planetas, estrelas, satélites, etc. Leis da gravidade, física, etc.
celestes.
Transporte Vias, veículos, passageiros, etc. Código de trânsito. Transportar cargas e passageiros.
Circular as finanças da nação
Financeiro Órgãos normativos, entidades supervisoras, entidades Leis, decretos, resoluções, brasileira;
Nacional financeiras, entidades auxiliares, PF e PJ, etc. normas, códigos, etc. Encontro dos superavitários com os
deficitários.

O Sistema Financeiro Nacional - SFN tem a função A intermediação financeira implica em captar os recur-
básica de fazer o encontro dos superavitários (doadores de sos dos superavitários, repassando-os para os deficitários.
recursos) com os deficitários (tomadores de recursos). Os intermediários financeiros ganham juros ou comis-
Para que isso ocorra, existem intermediários financei- sões, dependendo da operação financeira que estiver reali-
ros legalmente autorizados a fazerem esses encontros. São zando.
os operadores do SFN. Eles fazem com que os que têm Os superavitários ao aplicarem seus recursos em
sobra de dinheiro encontrem alternativas onde aplicar seus geral esperam auferir rendimentos positivos. Os deficitários
recursos financeiros. pagam juros pelos recursos que tomam emprestados.
Esses recursos são repassados para os agentes eco- Como consta no sítio do Banco Central do Brasil (bcb.
nômicos que necessitam de dinheiro para atender as suas gov.br), o SFN está estruturado basicamente em três sub-
necessidades de consumo, que podem ser de caráter pes- sistemas: órgãos normativos, entidades supervisoras e ope-
soal bem como para ampliação da capacidade produtiva das radores.
empresas.

Órgãos normativos Entidades supervisoras Operadores


Instituições financeiras captadoras
Banco Central do Brasil - Bacen. de depósitos à vista.
Conselho Monetário Demais instituições financeiras. Outros intermediários financeiros e admi-
Nacional - CMN nistradores de recursos de terceiros.
Comissão de Valores Mobiliários Bolsas de mercadorias e futuros.
- CVM. Bolsas de Valores.
Ressegura­dores.
Conselho Nacional de
Superintendência de Seguros Pri- Sociedades Seguradoras.
Seguros Privados -
vados - Susep. Sociedades de Capitali­zação.
CNSP
Entidades Abertas de Previdência Comple­mentar.
Conselho Nacional de
Superintendência Nacional de Pre-
Previdência Comple- Entidades Fechadas de Previdência Complementar (fundos de pensão).
vidência Complementar - Previc.
mentar - CNPC

5
Órgãos Normativos • Compra e venda de títulos públicos (operações
do mercado aberto) - quando o governo vende
Têm a atribuição de traçar as linhas gerais que devem (lança) títulos no mercado ele retira moeda da eco-
ser observadas na parte do Sistema Financeiro que está nomia e quando compra títulos ele coloca moeda
a cargo de cada uma delas. Não executam coisa alguma. na economia.
São os seguintes: • Depósitos compulsórios - corresponde a um per-
• Conselho Monetário Nacional - CMN; centual das captações que os bancos são obriga-
• Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP; e dos a recolher ao Banco Central; quanto maior o
• Conselho Nacional de Previdência Complementar percentual do compulsório menos moeda na eco-
- CNPC. nomia e vice-versa.
• Controle da taxa de juros - quanto maior a taxa
Entidades Supervisoras de juros menos pessoas estarão dispostas a tomar
dinheiro emprestado, resultando em menos moeda
Executam o que foi determinado pelos órgãos nor- na economia.
mativos, cabendo supervisionar, fiscalizar, acompanhar e
punir os operadores do Sistema Financeiro, dentro das atri- Alguns defendem que o redesconto e a emissão de
buições definidas para cada uma delas. moeda também são instrumentos de política monetária.
São os seguintes:
• Banco Central do Brasil - Bacen; 6  MERCADO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO
• Comissão de Valores Mobiliários - CVM;
• Superintendência de Seguros Privados - Susep; e Mercado Primário
• Superintendência Nacional de Previdência Com-
plementar - Previc. As empresas ou o governo emitem títulos e valores
mobiliários para captar novos recursos diretamente de
Operadores (Intermediários Financeiros) investidores.

São todos aqueles que fazem efetivamente o Sistema Mercado Secundário


Financeiro Nacional alcançar o seu objetivo de proporcionar
o encontro dos superavitários com os deficitários, cabendo- É composto por títulos e valores mobiliários previa-
-lhes observar as regras definidas pelos órgãos normativos mente adquiridos no mercado primário, ocorrendo apenas
e que são implementadas pelas entidades supervisoras. a troca de titularidade, isto é, a compra e venda. Não
envolve mais o emissor e nem a entrada de novos recursos
3  LIQUIDEZ de capital para quem o emitiu. Seu objetivo é gerar negó-
cios, isto é, dar liquidez aos títulos.
Possue três conceitos
• Quantidade de dinheiro na economia. 7  SPREAD BANCÁRIO
• Capacidade de honrar compromissos financeiros.
• Possibilidade de transformar algo em dinheiro. Em termos simplificados, o Spread Bancário é a dife-
rença entre a taxa de juros cobrada aos tomadores de cré-
4  POLÍTICA ECONÔMICA dito e a taxa de juros paga aos depositantes pelos bancos.
Em outras palavras, é a diferença entre a remunera-
A política econômica consiste no conjunto de ações ção que o banco paga ao aplicador para captar um recurso
governamentais que são planejadas para atingir determi- e o quanto esse banco cobra para emprestar o mesmo
nadas finalidades relacionadas com a situação econômica dinheiro.
do Brasil. O cliente que deposita dinheiro no banco, em pou-
Os instrumentos da política econômica são: pança ou outra aplicação, está de fato fazendo um emprés-
• Política fiscal - tem a ver com os gastos públicos timo ao banco. Portanto, o banco remunera os depósitos de
clientes a uma certa taxa de juros (chamada taxa de juros
e os impostos.
de captação ou simplesmente taxa de captação).
• Política monetária - diz respeito à moeda nacio-
Analogicamente, quando o banco empresta dinheiro a
nal e aos títulos públicos (dívida pública interna).
alguém, cobra uma taxa pelo empréstimo - uma taxa que
• Política cambial - tem a ver com as moedas
será certamente superior à taxa de captação.
estrangeiras.
A diferença entre as duas taxas é o chamado Spread
• Política creditícia - diz respeito à concessão de
Bancário.
créditos.

8  CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL


5  INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MONETÁRIA

O Conselho Monetário Nacional (CMN) foi instituído


São três, basicamente, os instrumentos utilizados pelo
pela Lei n. 4.595 de 31.12.1964. É o órgão deliberativo
governo:
máximo do Sistema Financeiro Nacional.

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Tem a responsabilidade de expedir diretrizes gerais gações do Tesouro Nacional ou compra de títulos
para o bom funcionamento do SFN. Dentre suas funções da Dívida Pública Federal, recolhimento em espé-
estão: cie. Em ambos os casos entregues ao Banco Cen-
• fixar a meta anual de inflação; tral do Brasil;
• adaptar o volume dos meios de pagamento às • fixar e divulgar a TJLP - Taxa de Juros de Longo
reais necessidades da economia e seu processo Prazo até o último dia do trimestre imediatamente
de desenvolvimento; anterior ao de sua vigência (em 31.12, 31.03,
• regular o valor interno e externo da moeda e o 30.06 e 30.09).
equilíbrio do balanço de pagamentos;
• orientar a aplicação dos recursos das instituições Junto ao CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda
financeiras com vistas a propiciar, nas diferentes e do Crédito - Comoc, composta dos seguintes membros:
regiões do País, condições favoráveis ao desen- • Presidente e quatro diretores do Banco Central do
volvimento harmônico da economia nacional; Brasil.
• propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos • Presidente da Comissão de Valores Mobiliários.
instrumentos financeiros; • Secretário-executivo do Ministério do Planeja-
• zelar pela liquidez e solvência das instituições mento, Orçamento e Gestão;
financeiras; • Secretário-Executivo e Secretários do Tesouro
• coordenar as políticas monetária, creditícia, orça- Nacional e de Política Econômica do Ministério da
mentária, fiscal e da dívida pública interna e Fazenda.
externa;
• estabelecer a meta de inflação; A Comoc possui as seguintes competências:
• regular as condições de constituição, funciona- • propor a regulamentação das matérias tratadas na
mento e fiscalização das instituições financeiras; presente Lei, de competência do Conselho Mone-
• fixar as diretrizes e normas da política cambial, tário Nacional;
inclusive quanto a compra e venda de ouro; • manifestar-se, na forma prevista em seu regimento
• disciplinar o crédito em todas as suas modalida- interno, previamente, sobre as matérias de compe-
des e as operações creditícias em todas as suas tência do Conselho Monetário Nacional, especial-
formas; mente aquelas constantes da Lei n. 4.595;
• regular a constituição, funcionamento e fiscaliza- • outras atribuições que lhe forem cometidas pelo
ção dos que exercerem atividades no SFN, bem Conselho Monetário Nacional.
como a aplicação das penalidades previstas;
• regulamentar, fixando limites, prazos e outras con- Estão previstas de funcionar também junto ao CMN as
dições, as operações de redesconto e de emprés- seguintes Comissões Consultivas:
timo, efetuadas com quaisquer instituições finan- • de Normas e Organização do Sistema Financeiro;
ceiras públicas e privadas de natureza bancária; • de Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros;
• estabelecer normas a serem observadas pelo • de Crédito Rural;
Banco Central do Brasil - Bacen em suas transa- • de Crédito Industrial;
ções com títulos públicos; • de Crédito Habitacional, e para Saneamento e
• estabelecer limites para a remuneração das ope- InfraEstrutura Urbana;
rações e serviços bancários ou financeiros (juro, • de Endividamento Público; e
tarifas, etc); • de Política Monetária e Cambial.
• outorgar ao Banco Central o monopólio das opera-
ções de câmbio quando necessário; É constituído pelo Ministro de Estado da Fazenda
• determinar a percentagem máxima dos recursos (Presidente), pelo Ministro de Estado do Planejamento e
que as instituições financeiras poderão emprestar Orçamento Gestão e pelo Ministro de Estado Presidente do
a um mesmo cliente ou grupo de empresas; Banco Central do Brasil (Bacen).
• expedir normas gerais de contabilidade e estatís- Os seus membros reúnem-se ordinariamente uma vez
tica a serem observadas pelas instituições finan- por mês e extraordinariamente por convocação do seu pre-
ceiras; sidente para deliberarem sobre assuntos relacionados com
• autorizar as emissões de moeda; as competências do CMN.
• aprovar os orçamentos monetários preparados A data, a hora e o local de cada reunião serão determi-
pelo Banco Central; nados pelo presidente do conselho.
• aplicar aos bancos estrangeiros que funcionem no Participam das reuniões do CMN:
País as mesmas vedações ou restrições equiva- • os conselheiros;
lentes, que vigorem nas praças de suas matrizes, • os membros da Comoc;
em relação a bancos brasileiros ali instalados ou
• os diretores do Banco Central do Brasil, não inte-
que nelas desejem estabelecer-se;
grantes da COMOC;
• determinar o recolhimento de até 60% do total dos
• representantes das Comissões Consultivas,
depósitos e/ou outros títulos contábeis das institui-
quando convocados pelo Presidente do CMN.
ções financeiras por: subscrição de letras ou obri-

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Poderão assistir às reuniões do CMN: O Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores
• assessores credenciados individualmente pelos Mobiliários e a Secretaria de Comércio Exterior proporcio-
conselheiros; nam o respectivo apoio técnico e administrativo.
• convidados do Presidente do Conselho; Um dos representantes do Ministério da Fazenda é
• funcionários da secretaria-executiva do conselho, o Presidente do Conselho e o vice-presidente é o repre-
credenciados pelo Presidente do Banco Central do sentante designado pelo Ministério da Fazenda dentre os
Brasil. quatro representantes das entidades de classe que inte-
gram o Conselho.
Somente aos conselheiros é dado o direito de voto.
As matérias aprovadas são regulamentadas por meio Atribuições:
de Resoluções, normativo de caráter público, sempre divul- Julgar em segunda e última instância administrativa
gado no Diário Oficial da União e na página de normativos os recursos interpostos das decisões relativas às penalida-
do Banco Central do Brasil. des administrativas aplicadas pelo Banco Central do Brasil,
De todas as reuniões são lavradas atas, que informa- pela Comissão de Valores Mobiliários, pela Secretaria de
rão o local e a data de sua realização, nomes dos con- Comércio Exterior e pelo Coaf - Conselho de Controle de
selheiros presentes e demais participantes e convidados, Atividades Financeiras.
resumo dos assuntos apresentados e debates ocorridos
e as deliberações tomadas, cujo extrato é publicado no Recursos de penalidades examinados:
Diário Oficial da União - DOU. • relativas a penalidades por infrações à legislação
As decisões de caráter confidencial serão comunica- cambial, de capitais estrangeiros e de crédito rural
das somente aos interessados. e industrial;
Os serviços de secretaria do CMN são exercidos pelo • relativas à aplicação de penalidades por infração à
Bacen. legislação de consórcios;
As metas de inflação e os respectivos intervalos de • referentes à adoção de medidas cautelares;
tolerância serão fixados pelo Conselho Monetário Nacio- • referentes à desclassificação e à descaracteriza-
nal - CMN, mediante proposta do Ministro de Estado da ção de operações de crédito rural e industrial, e a
Fazenda até 30 de junho de cada segundo ano imediata- impedimentos referentes ao Programa de Garantia
mente anterior ao da meta. de Atividade Agropecuária - PROAGRO;
• das decisões do Coaf “Conselho de Controle de
9  CONSELHO DE RECURSOS DO SISTEMA FINANCEIRO Atividades Financeiras” relativas às aplicações de
NACIONAL penas administrativas.

É um órgão colegiado, de segundo grau, integrante da Compete ainda apreciar os recursos de ofício, dos
estrutura do Ministério da Fazenda. órgãos e entidades competentes, contra decisões de arqui-
O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro vamento dos processos.
Nacional é constituído por oito Conselheiros, possuidores
de conhecimentos especializados em assuntos relativos 10  BANCO CENTRAL DO BRASIL - BCB OU BACEN
aos mercados financeiro, de câmbio, de capitais, e de cré-
dito rural e industrial. Trata-se de uma autarquia 1 federal vinculada ao Minis-
tério da Fazenda, com diretoria colegiada composta de
Composição: Dois representantes do Ministério nove membros (presidente e oito diretores), todos nomea-
da Fazenda (Minifaz); dos pelo Presidente da República, sujeitos à aprovação do
• um representante do Banco Central do Brasil Senado Federal.
(Bacen); É o principal órgão executivo do Sistema Financeiro
• um representante da Comissão de Valores Mobili- Nacional.
ários (CVM); O Bacen faz cumprir todas as determinações do CMN
• quatro representantes das entidades de classe dos (Conselho Monetário Nacional). É por meio do Bacen que o
mercados afins, por estas indicados em lista trí- governo intervém diretamente no Sistema Financeiro.
plice As principais atribuições do Bacen são:
Todos os Conselheiros são nomeados pelo Ministro da • executar as políticas monetárias e cambiais, de
Fazenda, com mandatos de dois anos, podendo ser recon- acordo com as diretrizes do Governo Federal;
duzidos uma única vez. • regular e administrar o Sistema Financeiro Nacio-
Fazem parte ainda: nal;
• Procuradores da Fazenda Nacional, designados • administrar o Sistema de Pagamentos Brasileiro
pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional, com (SPB)
a atribuição de zelar pela fiel observância da legis-
lação aplicável, e 1
Autarquia - entidade de direito público, com autonomia econômica,
• um Secretário-Executivo, nomeado pelo Ministério
técnica e administrativa, embora fiscalizada e tutelada pelo Estado, o
da Fazenda, responsável pela execução e coorde- qual eventualmente lhe fornece recursos, e constitui órgão auxiliar de
nação dos trabalhos administrativos. seus serviços.

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• administrar e sanear o meio circulante; EXECUTOR DA POLÍTICA MONETÁRIA
• emitir papel moeda;
• autorizar e fiscalizar o funcionamento das institui- Controla os meios de pagamento, cuida da liquidez
ções financeiras, punindo-as se for o caso; do mercado.
• controlar o fluxo de capitais estrangeiros;
• exercer o controle do crédito BANCO EMISSOR
• executar os serviços de meio circulante;
• determinar os recolhimentos compulsórios de: até Executa o orçamento monetário, emite moeda e
100% do total de depósitos a vista e até 60% de saneia o meio circulante.
outros títulos contábeis (também chamados de
rubricas contábeis ou contas do balanço patri- BANQUEIRO DO GOVERNO
monial); seja na forma de subscrição de Letras
ou Obrigações do Tesouro Nacional ou compra
Gestor e fiel depositário das reservas internacionais e
de títulos da Dívida Pública Federal, seja através
nacionais do país, e representante do país diante das insti-
de recolhimento em espécie (em ambos os casos
tuições financeiras internacionais.
entregues ao Banco Central do Brasil, podendo ser
diferentes em função das regiões geográficas, das
11  DEPÓSITOS À VISTA
prioridades e da natureza das instituições financei-
ras);
A captação de depósitos à vista, livremente movimen-
• receber os recolhimentos compulsórios dos
bancos; táveis, é atividade típica e própria dos bancos comerciais, o
• realizar operações de redesconto; que os configura como instituições financeiras monetárias
• efetuar como instrumento de política monetária a ou bancárias.
compra e venda títulos públicos federais; e É a chamada captação a custo zero.
• regular o serviço de compensação de cheques e Como há custos para a abertura e movimentação da
outros papéis. conta corrente, os bancos podem estabelecer valores míni-
mos para a abertura.
É vedado ao Banco Central: Os bancos nada podem cobrar a título de manutenção
Fazer operações bancárias de qualquer natureza de conta corrente.
com outras pessoas de direito público ou privado, salvo as A conta corrente é o produto básico de relacionamento
expressamente autorizadas por lei. entre o banco e o cliente, através dela são movimentados
Os encargos e serviços de competência do Banco os recursos do cliente via depósito, cheques, ordens de
Central, quando por ele não executados diretamente, serão pagamento, créditos de salários e benefícios e débitos de
contratados de preferência com o Banco do Brasil S. A., contas agendadas (luz, telefone, fatura de cartão de cré-
exceto nos casos especialmente autorizados pelo Conse- dito, tv a cabo, internet e etc.).
lho Monetário Nacional. A conta corrente pode ser pode ser pessoal ou con-
Constituem receita do Banco Central do Brasil as junta.
rendas: A conjunta pode ser:
• de operações financeiras e de outras aplicações • simples (exige a assinatura de, no mínimo, dois
de seus recursos, participantes); ou
• das operações de câmbio, de compra e venda de • solidária (exige a assinatura apenas de um parti-
ouro e de quaisquer outras operações em moeda cipante).
estrangeira, e
• eventuais, inclusive as derivadas de multas e de
12  DEPÓSITOS A PRAZO (CDB E RDB)
juros de mora aplicados por força do disposto na
legislação em vigor.
O CDB - Certificado de Depósito Bancário é um título
de crédito (físico ou escritural) e o RDB - Recibo de Depó-
O BCB, em função das diversas atividades que desen-
sito Bancário é um recibo que ao serem emitidos geram a
volve recebe vários títulos:
obrigação das instituições emissoras pagar ao aplicador,
ao final do prazo contratado, o capital inicial mais a remu-
BANCO DOS BANCOS
neração prevista.
Determina e recolhe Depósitos compulsórios e faz O investidor ao adquirir um CDB ou RDB está conce-
operações de redesconto de liquidez. dendo empréstimo ao banco onde é correntista tornando-
-se credor do banco e o banco, naturalmente, torna-se
GESTOR DO SFN devedor do investidor.
A principal diferença entre os dois é que o CDB, sendo
Elabora normas, concede autorizações, fiscaliza e um título, pode ser negociado por meio de transferência. O
intervém. RDB é inegociável e intransferível.

9
Trata-se de uma dívida do setor privado que permite aos As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real
bancos captarem recursos de pessoas físicas e jurídicas. pagam o imposto de renda sobre os rendimentos auferidos.
A rentabilidade vem dos juros pagos pela instituição ao Os riscos em aplicar na poupança são quase inexisten-
cliente pelo empréstimo do dinheiro ao fim do término do tes. Porém, não há risco de liquidez, visto que o valor depo-
contrato. A aplicação inicial varia conforme o banco. sitado pode ser sacado a qualquer momento.
Caracterizam uma operação de depósito a prazo, que O risco de crédito é minimizado por ser garantido
pode ser formalizada por um banco múltiplo, comercial, de pelo Fundo Garantidor do Crédito - FGC até o limite de
investimento ou sociedade crédito, financiamento e investi- R$250.000,00.
mento (essa somente na forma de RDB) Os rendimentos de depósitos efetuados em cheque,
É um investimento de renda fixa, que pode ser contra- desde que esses não sejam devolvidos, começam a ser con-
tado com taxa pré-fixada ou taxa pós-fixada. tados a partir do dia depósito e não a partir da liberação do
O CDB pode ser transferido para outra pessoa até o cheque. Desse modo, é vedado às instituições financeiras
vencimento, possibilitando a sua negociação no mercado a cobrança de qualquer remuneração a título de manuten-
secundário. O resgate antes do vencimento pode ocorrer, ção de contas de poupança, sem exceção. Os bancos só
caso o banco emissor concorde em resgatá-lo antecipada- podem cobrar as tarifas previstas na Res. CMN 3.919, de
mente. Isso pode gerar a perda dos rendimentos previstos 25.11.2010.
inicialmente.
Os tipos de serviços prestados pelas instituições finan-
Esses investimentos podem ter a incidência de quatro
ceiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo
alíquotas distintas de Imposto de Renda na Fonte sobre os
BCB são classificados em quatro modalidades:
seus rendimentos, conforme o prazo da aplicação:
• serviços essenciais: aqueles que não podem ser
cobrados;
Alíquota Prazo da Aplicação
• serviços prioritários;
22,5% até 180 dias.
• serviços especiais; e
20,0% entre 181 dias e 360 dias. • serviços diferenciados.
17,5% entre 361 dias e 720 dias.
15,0% 721 dias ou mais. Serviços essenciais (sem cobrança):
• fornecimento de cartão com função débito;
13  CADERNETA DE POUPANÇA • fornecimento de segunda via do cartão de débito,
exceto nos casos decorrentes de perda, roubo,
É a aplicação mais simples, tradicional, conservadora furto, danificação e outros motivos não imputáveis
e popular, onde se pode aplicar pequenas somas e ter liqui- à instituição emitente;
dez, apesar da perda de rentabilidade para saques fora da • realização de até dois saques, por mês, em guichê
data de aniversário da aplicação. de caixa ou em terminal de autoatendimento;
Não há restrição para aplicação de grandes valores, • realização de até duas transferências, por mês,
mas na poupança prevalece o pequeno investidor, por conta
para conta de depósitos de mesma titularidade;
da facilidade operacional, rendimento e a possibilidade de
• fornecimento de até dois extratos, por mês, con-
resgatar o valor depositado a qualquer momento. Trata-se
tendo a movimentação dos últimos trinta dias;
de um investimento de renda fixa com taxa pós-fixada.
• realização de consultas mediante utilização da
Podem depositar pessoas físicas e jurídicas. Remunera
internet;
a pessoa física e a pessoa jurídica sem fins lucrativos men-
• fornecimento, até 28 de fevereiro de cada ano, do
salmente e a pessoa jurídica com fins lucrativos trimestral-
extrato consolidado, discriminando, mês a mês, os
mente, da seguinte forma:
valores cobrados no ano anterior relativos a tarifas;
e
Depósitos Remuneração • prestação de qualquer serviço por meios eletrôni-
cos, no caso de contas cujos contratos prevejam
até 03.05.2012 0,5% a.m. ou 6,17% a.a. + TR
utilizar exclusivamente meios eletrônicos.
Taxa Selic (meta)

maior que 8,5% menor ou igual a


IMPORTANTE
a partir de
a.a. 8,5% a.a. A regulamentação estabelece também que a realização de
04.05.2012
0,5% a.m. ou 70% da Selic a.m. saques em terminais de autoatendimento em intervalo de até
6,17% a.a. + TR + TR trinta minutos é considerada como um único evento.

A abertura da poupança e os depósitos podem ser


14  LETRA DE CÂMBIO
feitos em qualquer dia do mês, sendo que as contas aber-
tas nos dias 29, 30 e 31, bem como os depósitos realizados
É uma ordem de pagamento, à vista ou a prazo, que um
nesses dias, começam a contar rendimento a partir do pri-
meiro dia do mês seguinte. sacador emite contra um sacado, em favor de um bene-
Os rendimentos obtidos por pessoas físicas e jurídicas ficiário (tomador), que pode ser o próprio sacador ou um
terceiro.
“não tributadas” não pagam imposto de renda.

10
Na letra de câmbio, participam os seguintes personagens: Destaca-se o Banco Nacional de Desenvolvimento
• sacador ou emitente ou ordenante - aquele que Econômico e Social (BNDES) como o grande financiador
dá a ordem para pagar. das empresas no longo prazo.
• sacado - aquele contra quem é dada a ordem. É o
devedor do título. Aceitando-a, passa a denominar-se 16  FINANCIAMENTO DE CAPITAL DE GIRO
aceitante.
• beneficiário, favorecido ou tomador - aquele a O capital de giro é o conjunto de valores (dinheiro)
favor de quem é dada a ordem. necessário para a empresa fazer seus negócios acontece-
rem (girar) e está diretamente relacionado com o circulante
São requisitos essenciais da letra de câmbio:
da empresa. Tem a ver com os recebimentos e os pagamen-
• a expressão “letra de câmbio”;
tos da empresa.
• a quantia que deve ser paga;
A necessidade de capital de giro acontece quando
• o nome de quem deve pagar;
a empresa tem algum compromisso a pagar e só terá os
• o nome da pessoa a quem deve ser paga;
recursos necessários dali a alguns dias. Estes compromis-
• data e lugar onde a letra é sacada (emitida);
sos podem ser impostos, aluguéis, folha de pagamento, for-
• assinatura do sacador.
necedores e etc.
Na falta de lugar de pagamento, presume-se pagável O financiamento de capital de giro visa atender essa
no domicílio do sacado ou no lugar indicado junto a seu necessidade de capital da empresa. Firma-se um contrato
nome. específico de abertura de crédito, onde é estabelecido o
O vencimento da letra de câmbio pode ser: prazo, taxa, valor e garantias.
• à vista - na apresentação (neste caso, a letra de
câmbio tem validade de 1 ano após a emissão); 17  CRÉDITO FIXO
• a dia certo (data de vencimento);
• a tempo certo da data (prazo após a emissão); a O contrato de abertura de crédito fixo é a linha de cré-
tempo certo de vista (prazo após o aceite). dito aberta com determinado valor para que o cliente utilize
de uma única vez.
Quanto ao protesto, a letra de câmbio pode ser pro- É fixo exatamente por ter não ter mobilidade, o cliente
testada por falta de pagamento, ou por falta ou recusa de é obrigado a usar o valor liberado de uma única vez, sendo
aceite. o fixado o valor de cada parcela a ser paga periodicamente,
Na letra de câmbio, a prescrição da ação cambial
devendo restituir ao banco o valor tomado emprestado em
ocorre nos seguintes prazos:
prazo também pré-estabelecido contratualmente.
• contra o aceitante: 3 anos a partir do vencimento;
Na prática não se formaliza uma operação de crédito
• contra os endossantes e contra o sacador: 1 ano a
fixo, mas alguma das modalidades possíveis de serem rea-
partir do protesto;
lizadas: crédito direto ao consumidor e financiamento imo-
• ação de regresso (do endossante que foi deman-
dado contra os anteriores e contra o sacador): 6 biliário.
meses após ter pago o título.
18  CRÉDITO ROTATIVO
Especial atenção deve ser dada à chamada Letra de
Câmbio Financeira, que só pode ser emitida por instituição O contrato de abertura de crédito rotativo é a linha de
financeira, sendo uma das principais formas de captação de crédito aberta com determinado limite para que o cliente uti-
recursos das sociedades de crédito, financiamento e inves- lize conforme sua necessidade. É rotativo exatamente por
timento (financeiras). ter mobilidade, o cliente utiliza o quanto necessita, quando
quiser, pelo período que precisar, restituindo ao banco assim
15  FINANCIAMENTO DE CAPITAL FIXO que puder.
Como está pré-estabelecido não há data certa para o
São os recursos liberados pelas instituições financeiras uso do crédito nem para devolver (a data-limite é a data de
com a destinação específica de financiar a aquisição dos vencimento do contrato).
bens fixos das empresas. Na prática não se formaliza uma operação de crédito
Como bens fixos, devemos entender aqueles classifi- rotativo, mas alguma das modalidades possíveis de serem
cados no ativo imobilizado das empresas. São os veículos,
realizadas: cheque especial, conta garantida ou cartão de
as instalações, os móveis e utensílios, a infraestrutura da
crédito.
empresa, o maquinário, os computadores, as instalações
complementares, ou seja, tudo aquilo que é necessário para
19  CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR (CDC)
que a empresa possa exercer sua atividade produtiva.
São operações de longo prazo e com juros mais em
É a operação realizada pelas financeiras para que seus
conta para viabilizar o desenvolvimento da empresa e até de
uma região. Dessa forma, as fontes (funding) destas opera- clientes adquiram bens e serviços. Sua maior utilização é
ções têm origem nas entidades e instituições governamentais. para a aquisição de veículos e eletrodomésticos.

11
O bem financiado geralmente serve como garantia da São rotativas, pois um limite é pré-definido para o
operação, ficando alienado à financeira, ou seja, o cliente cliente utilizar quando necessário e conforme a conta cor-
transfere à financeira a propriedade do bem adquirido com o rente vai recebendo créditos os recursos vão sendo transfe-
dinheiro emprestado até o pagamento total da dívida. ridos à conta garantida até cobrir o saldo devedor. Destinam-
Atualmente, os contratos têm sido firmados com a inci- -se às pessoas jurídicas.
dência somente de juros pré-fixados e não há prazo máximo São garantidas por que o cliente tem um limite de uso
para a sua realização. garantido previamente e também porque para a abertura da
Existe um tipo especial de CDC, chamado CDC-i, que conta o cliente oferece garantias que podem ser:
vem a ser o Crédito Direto ao Consumidor com a interveni- • nota promissória com aval dos sócios ou terceiros
ência do lojista vendedor. que possam apresentar algum bem;
A palavra interveniência significa, segundo o Aurélio, • caução de títulos de crédito (duplicatas ou cheques
entre outros, que há prática de intervenção. Esse CDC é pré-datados); e/ou
chamado com interveniência porque o lojista vendedor • alienação fiduciária/hipoteca.
intervém na operação, garantindo-a. Caso o financiado não
pague, caberá ao lojista quitar o financiamento. Os encargos dessa operação são calculados diaria-
O financiamento não é realizado somente com a par- mente sobre o saldo devedor e cobrados, normalmente, no
ticipação da financeira e do cliente comprador do produto primeiro dia útil do mês seguinte ao da movimentação.
que estiver sendo vendido. Esse tipo de operação atende Os encargos são os juros e o IOF incidentes sobre os
os interesses de lojas varejistas que tradicionalmente fazem valores utilizados e o respectivo prazo.
vendas a prazo. Como essas lojas não são instituições finan-
ceiras elas não podem financiar seus compradores. Assim, 22  DESCONTOS DE TÍTULOS
esses lojistas firmam contratos com instituições financei-
São os adiantamentos de recursos que os bancos
ras que assumem o compromisso de financiar as vendas
fazem aos clientes, sobre valores de duplicatas de cobrança
desses varejistas.
ou notas promissórias, para antecipar o fluxo de caixa do
Quando da formalização do contrato com o lojista, a
cliente. Dessa forma, o cliente garante o recebimento de
instituição financeira passa a contar com o lojista garantindo
recursos que, teoricamente, só teria disponíveis no futuro.
adicionalmente a operação além da garantia real do pro-
Geralmente, o desconto é feito sobre títulos com prazo
duto vendido quando ele fica vinculado ao financiamento na
máximo de 60 dias e prazo médio de 30 dias.
forma de alienação fiduciária.
O banco tem o direito de regresso, ou seja, no venci-
O risco de crédito é menor nesse tipo de operação,
mento, caso o título não seja pago pelo sacado, o cedente
refletindo numa menor taxa de juros para o financiado.
assume a responsabilidade do pagamento, inclusive de
Para o comprador é interessante, pois contrata o finan-
multas e/ou juros de mora por atraso.
ciamento diretamente na loja onde estiver comprando, sem
Descontos também podem ser feitos sobre os recibos
haver a necessidade de procurar alguma financeira que
de venda com cartões de crédito e os cheques pré-datados
possa financiar suas compras. Entretanto, o lojista tem a
(no caso de cheques pré-datados, esses documentos ficam
vantagem de receber a vista as vendas que serão pagas
em caução como garantia do empréstimo).
parceladamente à financeira pelo seu cliente comprador.

23  HOT MONEY


20  CHEQUE ESPECIAL
É o empréstimo de curtíssimo prazo, com prazo mínimo
Destina-se praticamente às pessoas físicas. É um limite
de um dia máximo de 29 dias. Normalmente é realizado por
de crédito pré-estabelecido, vinculado à conta corrente do
um dia. Têm a finalidade de financiar o capital de giro das
cliente, utilizado de forma automática pela emissão de che-
empresas para cobrir necessidades imediatas de recursos,
ques quando não há saldo disponível.
sem contrato de empréstimo de caráter complexo.
Conforme a conta corrente vai recebendo créditos, os
A formação de taxa para o hot money é definida levando
recursos vão sendo transferidos para cobrir o saldo devedor
em conta a taxa do Certificado de Depósito Interbancá-
utilizado.
rio (ou interfinanceiro) CDI do dia da operação, tributos e
Os encargos são os juros e o IOF incidentes sobre os
ganho pretendido. Por ser uma operação de curto prazo o
valores utilizados e o respectivo prazo.
hot money tem a vantagem de permitir uma rápida mudança
de posição no caso de uma variação brusca nas taxas de
21  CONTAS GARANTIDAS juros para baixo.
O Comunicado Bacen 7.569, diz que para efeito de dis-
São contas de empréstimo separadas, mas vinculadas tinção entre as operações de “hot money” e de capital de
às contas correntes, com limite de crédito de utilização rota- giro deve-se classificar como na segunda modalidade aque-
tiva destinado a suprir eventuais necessidades de capital de las contratadas com prazo igual ou superior a 30 dias.
giro. Geralmente são movimentadas diretamente pelos che- Sendo assim, o hot money tem prazo de até 29 dias.
ques emitidos pelos clientes, quando não há saldo disponí- Com prazo igual ou superior a 30 dias é operação de capital
vel na conta corrente. de giro.

12
24  VENDOR FINANCE 26  LEASING (TIPOS, FUNCIONAMENTO, BENS)

É uma operação de financiamento de vendas com base O princípio básico que fundamenta a operação de lea-
na cessão de crédito, permitindo que uma empresa venda sing é que o fato gerador de rendimentos para uma empresa
seu produto a prazo e receba o pagamento à vista. Envolve é a utilização e não a propriedade de um bem.
transações de compra e venda entre pessoas jurídicas. No Brasil, o leasing é chamado de arrendamento mer-
Supõe que a empresa compradora seja cliente tradicio- cantil. Há dois tipos de leasing:
nal da vendedora, pois será a vendedora quem assumirá o • Financeiro - funciona como uma operação finan-
risco do negócio, como intermediadora. A empresa vende- ceira, o total recebido a título de contraprestação
dora transfere o crédito decorrente da venda ao banco que mais o VRG, será suficiente para que a arrendadora
em troca de uma taxa de intermediação paga à vista ao pró- recupere o valor gasto na aquisição e tenha a renta-
prio vendedor e financia o comprador. Como a venda não é bilidade financeira esperada na operação represen-
financiada diretamente pela empresa vendedora, a base de tada pela taxa pactuada; e
cálculo para a cobrança de tributos, comissões e royalties, • Operacional - não funciona como uma operação
torna-se menor. financeira, o total recebido a título de contrapres-
Reduz também a carga de IPI, ICM, PIS e Cofins que tação mais a quantia que for apurada ao final do
incide sobre o preço da Nota Fiscal da empresa vendedora. contrato com a venda do bem, deverá ser suficiente
Se a própria vendedora financiasse a venda, iria embu- para que a arrendadora recupere o valor gasto na
aquisição e tenha a rentabilidade financeira espe-
tir no preço os custos financeiros, aumentando mais ainda
rada no negócio.
os impostos a pagar.
Com o vendor é possível vender por um preço mais
No leasing financeiro é obrigatória a definição do VRG
competitivo, além do que ao receber à vista tem imediato
- Valor Residual Garantido.
reforço no seu caixa.
O VRG Para o cliente exercer uma das três opções que
O cliente comprador beneficia-se com taxas menores
ele pode exercer ao final do contrato:
que as do mercado para o financiamento isolado de uma
• comprar o bem arrendado;
empresa, pois estará obtendo uma taxa que leva em conta
• renovar o contrato; ou
o risco do vendedor.
• devolver o bem arrendado.
Em resumo, é uma modalidade de financiamento de
vendas na qual quem contrata o crédito é o vendedor do
Quanto a forma de pagamento, o VRG pode ser pago:
bem, mas quem paga o crédito é o comprador.
• antecipado;
Esta operação favorece as vendas da grande empresa
• diluído;
e naturalmente as compras do pequeno empresário. A ope- • misto; ou
ração é formalizada com a assinatura de um contrato, com • no final.
direito de regresso entre o banco e a empresa vendedora
(fornecedora) e um contrato de abertura de crédito entre as A descaracterização do contrato de arrendamento mer-
partes: cantil pode ocorrer caso a opção de compra seja exercida
• empresa vendedora; antes do prazo mínimo do contrato de leasing. Após o prazo
• banco; e mínimo isso não ocorre.
• empresa compradora.
Diferenças entre o leasing:
25  COMPROR FINANCE Financeiro Operacional
2 anos para bens
É a operação inversa do vendor. É uma operação de com vida útil de até
financiamento de compras com base na cessão de crédito, 5 anos.
Prazo mínimo 3 meses.
permitindo que uma empresa compre o seu produto a prazo 3 anos para bens
e o vendedor receba o pagamento à vista. Ocorre quando com vida útil acima
pequenas indústrias vendem para grandes fábricas e mon- de 5 anos.
tadoras. Diferentemente do compror, onde a grande monta- 75% da vida útil do
Prazo máximo Não há.
dora ou indústria compradora funciona como um fiador, no bem arrendado.
vendor é ela mesmo a devedora. Pode ser a cargo do
Manutenção do A cargo do arrenda-
arrendador ou do
É um instrumento de crédito que dilata o prazo bem arrendado tário.
arrendatário.
de pagamento de compra sem envolver o vendedor
VRG Obrigatório. Não é permitido.
(fornecedor). O título a pagar funciona como um “lastro” para
Pelo valor de
o banco financiar o cliente que irá lhe pagar em data futura Opção de compra Pelo valor do VRG.
mercado.
pré-combinada, acrescido de juros e IOF.
Como no compror, este produto exige um contrato-mãe BENS ARRENDÁVEIS
definindo as condições básicas da operação, que será efeti-
vada quando do envio ao banco dos contratos-filhos, com as Podem ser objeto de arrendamento mercantil os bens
planilhas dos dados dos pagamentos que serão financiados. móveis e imóveis, novos e usados, de fabricação nacional e
Esta operação favorece as vendas do pequeno empresário
estrangeira.
e naturalmente as compras da grande empresa.

13
VANTAGENS PARA O ARRENDATÁRIO (PJ): O crédito de custeio destina-se às despesas normais de:
• “financiamento” total do bem; • do ciclo produtivo de lavouras periódicas, da entres-
• liberação do capital de giro da empresa; safra de lavouras permanentes ou da extração
• longo prazo da operação; de produtos vegetais espontâneos ou cultivados,
• dedução dos valores das contraprestações pagos incluindo o beneficiamento primário da produção
como despesa operacional. obtida e seu armazenamento no imóvel rural ou em
cooperativa;
VANTAGENS PARA O ARRENDATÁRIO (PF): • de exploração pecuária;
• Mais uma alternativa de financiamento. • de beneficiamento ou industrialização de produtos
• Encargos financeiros mais baixos. agropecuários.

SALE AND LEASEBACK O crédito rural pode ser utilizado por:


• produtor rural (pessoa física ou jurídica);
Operação onde o fornecedor e o arrendatário são a • cooperativa de produtores rurais; e
mesma pessoa. • pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo
produtor rural, se dedique a uma das seguintes ati-
vidades:
a) pesquisa ou produção de mudas ou sementes fisca-
lizadas ou certificadas;
b) pesquisa ou produção de sêmen para inseminação
artificial e embriões;
c) prestação de serviços mecanizados de natureza
agropecuária, em imóveis rurais, inclusive para a proteção
do solo;
d) prestação de serviços de inseminação artificial, em
imóveis rurais;
e) exploração de pesca e aquicultura, com fins comer-
27  CRÉDITO RURAL
ciais;
f) medição de lavouras;
É a disponibilização de recursos para aplicação exclu-
g) atividades florestais.
siva nas atividades agropecuárias (setor rural).
Seu objetivo é:
A contratação de assistência técnica não é obrigatória,
• estimular os investimentos rurais feitos por produto-
cabendo ao produtor decidir sobre a necessidade de assis-
res ou por suas cooperativas;
tência técnica para elaboração de projeto e orientação, salvo
• favorecer o oportuno e adequado custeio da produ-
quando considerados indispensáveis pelo financiador ou
ção e a comercialização de produtos agropecuários;
quando exigidos em operações com recursos controlados.
• fortalecer o setor rural;
São exigências essenciais para que o crédito rural seja
• incentivar a introdução de métodos racionais no sis-
concedido:
tema de produção, visando ao aumento de produ-
• idoneidade do tomador;
tividade, à melhoria do padrão de vida das popu-
• apresentação de orçamento, plano ou projeto,
lações rurais e à adequada utilização dos recursos
exceto em operações de desconto de Nota Promis-
naturais;
sória Rural ou de Duplicata Rural;
• propiciar, pelo crédito fundiário, a aquisição e regu-
• oportunidade, suficiência e adequação de recursos;
larização de terras pelos pequenos produtores, pos-
• observância de cronograma de utilização e de
seiros e arrendatários e trabalhadores rurais;
reembolso;
• desenvolver atividades florestais e pesqueiras;
• fiscalização pelo financiador;
• estimular a geração de renda e o melhor uso da
• liberação do crédito diretamente aos agricultores
mão de obra na agricultura familiar.
ou por intermédio de suas associações formais ou
informais, ou organizações cooperativas;
O crédito rural financia:
• observância das recomendações e restrições do
• custeio das despesas normais de cada ciclo produ-
tivo; zoneamento agroecológico e do Zoneamento Eco-
• investimento em bens ou serviços cujo aproveita- lógico-Econômico (ZEE).
mento se estenda por vários ciclos produtivos;
• comercialização da produção. É necessária a apresentação de garantias para obten-
ção de financiamento rural, que são livremente acertadas
O custeio pode ser: entre o financiado e o financiador, que devem ajustá-las de
• agrícola; acordo com a natureza e o prazo do crédito.
• pecuário; As garantias podem ser qualquer das previstas no Sis-
• de beneficiamento ou industrialização. tema Financeiro Nacional:

14
• penhor agrícola, pecuário, mercantil, florestal ou O Pronaf - Programa Nacional de Fortalecimento da
cedular; Agricultura Familiar destina-se ao apoio financeiro das ati-
• alienação fiduciária; vidades agropecuárias e não agropecuárias exploradas
• hipoteca comum ou cedular; mediante emprego direto da força de trabalho do produtor
• aval ou fiança; rural e de sua família.
• seguro rural ou ao amparo do Programa de Garan- Entende-se por atividades não agropecuárias os ser-
tia da Atividade Agropecuária (Proagro); viços relacionados com turismo rural, produção artesanal,
• proteção de preço futuro da commodity agropecuá- agronegócio familiar e outras prestações de serviços no
ria, inclusive por meio de penhor de direitos, contra- meio rural, que sejam compatíveis com a natureza da explo-
tual ou cedular; ração rural e com o melhor emprego da mão de obra familiar.
• outras que o Conselho Monetário Nacional admitir. Sobre o Pronaf, confira as informações oferecidas pelo
Banco Central do Brasil em goo.gl/b4hYm.
O crédito rural está sujeito às seguintes despesas:
• remuneração financeira (juros); 28  CARTÕES DE DÉBITO
• Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e
Seguro, e sobre Operações relativas a Títulos e O dinheiro é um meio de pagamento. Por meio dele os
Valores Mobiliários - IOF; seres humanos obtêm as coisas necessárias à sobrevivên-
• custo de prestação de serviços; cia. É o jeito que o mundo inventou para as coisas mudarem
• as previstas no Programa de Garantia da Atividade de dono.
Agropecuária (Proagro); • O dinheiro de plástico é o meio de pagamento com
• sanções pecuniárias; a utilização dos cartões magnéticos, que podem ser
• prêmio de seguro rural; de débito ou de crédito.
• prêmios em contratos de opção de venda, do • Os cartões de débito não representam um estí-
mesmo produto agropecuário objeto do financia-
mulo ao consumo, pois permitem compras mediante
mento de custeio ou comercialização, em bolsas de
o saque no presente sobre valores já existentes na
mercadorias e futuros nacionais, e taxas e emolu-
conta corrente do cliente.
mentos referentes a essas operações de contratos
• Os cartões de crédito estimulam o consumo, pois
de opção.
permitem compras mediante o saque no presente
sobre o limite de crédito do cliente, sem que, neces-
Nenhuma outra despesa pode ser exigida do mutuário,
sariamente, os valores existam na conta corrente
salvo o exato valor de gastos efetuados à sua conta pela
dele.
instituição financeira ou decorrentes de expressas disposi-
• O cartão de débito é um cartão magnético que
ções legais.
possibilita ao portador sacar dinheiro em sua conta
O Decreto n. 6.306 estabelece alíquota zero de IOF
corrente ou de poupança e efetuar o pagamento
para as operações de crédito rural, exceto nos casos previs-
tos em norma legal. eletrônico de compras de produtos e serviços.
Os recursos para o crédito rural são classificados em • Os saques ocorrem na boca do caixa ou em termi-
controlados e não controlados. nais de autoatendimento.
Os controlados são:
a) os recursos obrigatórios (decorrentes da exigibili- A transação de compra acontece por meio de equi-
dade de depósito à vista); pamentos disponíveis nas lojas credenciadas, verdadeiros
b) os oriundos do Tesouro Nacional; terminais eletrônicos conectados aos bancos, chamados
c) os subvencionados pela União sob a forma de POS (Point of Sale), sendo efetivada somente após a senha
equalização de encargos (diferença de encargos financei- digitada ser aprovada e o sistema comprovar que o cliente
ros entre os custos de captação da instituição financeira e possui saldo suficiente disponível.
os praticados nas operações de financiamento rural, pagos Embora o cartão de débito tenha o tamanho e aspecto
pelo Tesouro Nacional); idênticos aos do cartão de crédito, na prática funciona de
d) os oriundos da poupança rural, quando aplicados forma semelhante ao cheque, sendo uma ordem de paga-
segundo as condições definidas para os recursos obrigatórios. mento à vista sobre os recursos financeiros que o portador
possui no banco emissor do cartão.
Os não controlados são todos os demais. Possui as seguintes vantagens para o portador:
As taxas praticadas com recursos obrigatórios e con- • maior segurança em relação ao cheque, visto que
trolados são mais baixas do que as com recursos não con- para ser utilizado é necessário o uso da senha para
trolados. que ocorra a liberação dos fundos bancários do por-
Os prazos, as garantias e os cronogramas de paga- tador do cartão;
mentos do crédito rural são definidos em função da capaci- • maior controle dos gastos por parte do portador,
dade de pagamento do mutuário e de forma a fazer os ven- pois as transações só são efetivadas se o cliente
cimentos coincidirem com os períodos de recebimento de dispuser efetivamente de saldo em conta corrente;
recursos pelo produtor rural, quando da comercialização dos • não incentiva o consumo, visto que o cliente só
seus produtos. poderá efetuar compras e saques até o limite do
Sobre o Crédito Rural, vale a pena conferir as infor- seu saldo disponível; e
mações oferecidas pelo Banco Central do Brasil em goo.gl/ • as compras e saques não geram encargos finan-
Tv9tx. ceiros.

15
Para o lojista, a grande vantagem é ter garantido pelo Para tornar as regras mais claras na prestação desse
banco o recebimento do valor da compra quando a transa- serviço, o CMN decidiu, em 25.11.2010, pela edição da
ção é aprovada, oferecendo muito mais segurança do que Resolução n. 3.919, que, entre outras mudanças, padroni-
se o pagamento tivesse ocorrido por meio de cheque. zou a cobrança de tarifas sobre cartões de crédito.
Segundo essas normas, existem dois tipos de cartões
29  CARTÕES DE CRÉDITO de crédito:
• Básico.
O uso do cartão de crédito vem crescendo ao longo • Diferenciado.
dos anos, acompanhando o aumento da renda e os avanços
em geral conquistados pela sociedade brasileira. Facilidade, Cartão básico
segurança e ampliação das possibilidades de compras são
pontos que agradam à população na hora de efetuar seus É o cartão de crédito exclusivo para o pagamento de
pagamentos com o cartão. compras, contas ou serviços. O preço da anuidade para sua
Eles são utilizados para a aquisição de bens ou servi- utilização deve ser o menor preço cobrado pela emissora
ços nos estabelecimentos credenciados. Para esses esta- entre todos os cartões por ela oferecidos.
belecimentos trazem a real vantagem de ser um indutor As instituições financeiras, no processo de negociação
ao crescimento das vendas e a suposta desvantagem de com os clientes, estão obrigadas a oferecer o cartão básico.
um rebate no seu preço à vista pela demora no prazo do Portanto, esse cartão não pode ser associado a programas
repasse dos recursos provenientes das vendas. de benefícios e/ou recompensas.
Para o portador, quando paga os valores no venci-
mento seguinte a compra representa a vantagem de ganhos Cartão diferenciado
reais sobre a inflação, além de ajustar suas necessidades de
consumo às suas disponibilidades momentâneas de caixa. É o cartão de crédito que, além de permitir o paga-
Os cartões de crédito têm a desvantagem de incentivar mento de compras, está associado a programas de benefí-
o consumo nos momentos em que o consumidor desejava cios e recompensas.
poupar. Além de dinheiro de plástico são, acima de tudo, um O preço da anuidade do cartão diferenciado deve
crédito automático, sendo uma operação de crédito rotativo, abranger, além da utilização do cartão para o pagamento de
visto que um limite de crédito é estabelecido para o cliente. compras, também a participação do usuário nos programas
O cliente não é obrigado a utilizar esse limite, mas de benefícios e recompensas associados ao cartão.
quando desejar fazer uso poderá consumir pagando com É opção do cliente contratar o cartão básico ou o cartão
o cartão até alcançar o limite estabelecido, sem precisar diferenciado. Tanto um como o outro pode ser nacional e/ou
adotar qualquer outro procedimento.Desse modo, trata-se internacional. É admitida a cobrança de cinco tarifas, válidas
de crédito rotativo porque quando o limite é alcançado, o tanto para os cartões básicos quanto para os diferenciados.
cliente não pode mais fazer uso do cartão. Todavia, quando São elas:
ele efetua o pagamento de algum valor definido em sua • anuidade;
fatura, o limite de crédito é imediatamente restabelecido. Por • para emissão de 2ª via do cartão;
isso a rotatividade. • para retirada em espécie na função saque;
Podem ser de uso nacional ou internacional (neste • no uso do cartão para pagamento de contas; e
último caso a conversão é feita pela taxa do dólar do dia do • no caso de pedido de avaliação emergencial do
pagamento da fatura). limite de crédito.
As administradoras de cartão de crédito fazem parte
de algum arranjo de pagamento e são consideradas insitui- Além das tarifas, a fatura do cartão de crédito deve ter
ções de pagamento, sujeitas à regulamentação baixada pelo informações, pelo menos, a respeito dos seguintes itens:
Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central • limite de crédito total e limites individuais para cada
do Brasil, tendo em vista os termos da Lei n. 12.685 de tipo de operação de crédito passível de contratação;
09.10.2013. • gastos realizados com o cartão, por evento, inclu-
Cabe lembrar que os cartões de loja, os chamados “pri- sive quando parcelados;
vate label”, não são considerados arranjos de pagamento e • identificação das operações de crédito contratadas
estão fora do alcance da regulamentação em vigor. Pois, o e respectivos valores;
banco pode debitar em conta os valores relativos à fatura do • valores relativos aos encargos cobrados, informa-
cartão de crédito, desde que o portador tenha, previamente, dos de forma separada de acordo com os tipos de
solicitado ou autorizado por escrito ou por meio eletrônico a operações realizadas com o cartão;
realização do débito. A referida autorização é admitida no pró- • valor dos encargos a serem cobrados no mês
prio instrumento contratual de abertura de conta de depósito. seguinte, no caso de o cliente optar pelo pagamento
O contrato de cartão de crédito pode ser cancelado a mínimo da fatura; e
qualquer momento, mesmo que haja compras parceladas • Custo Efetivo Total (CET), para o próximo período,
no cartão com parcelas ainda a serem pagas. No entanto, das operações de crédito passíveis de contratação.
é importante salientar que o cancelamento do contrato de
cartão de crédito não quita ou extingue dívidas pendentes. Com o objetivo de diminuir o risco de superendivida-
Assim, deve ser buscado entendimento com o emissor do mento, o CMN determinou que, desde 01.06.2011, o valor
cartão sobre a melhor forma de liquidação da dívida. mínimo da fatura de cartão de crédito a ser pago mensal-

16
mente não poderia ser inferior a 15% do valor total da fatura, Cartão afinidade
percentual esse que estava previsto subir para 20% a partir
de 01.12.2011. Todavia, em 11.11.2011 o Banco Central
decidiu por manter o mínimo de 15%. Atualmente prevalece
esse percentual mínimo de 15%.
Quando ocorre o pagamento do valor mínimo da fatura
ou de parte do valor total, o contrato firmado entre o cliente e
a instituição emissora do cartão de crédito prevê os procedi-
mentos a serem adotados nessas situações. Dessa maneira,
é usual prever a contratação automática de operação de cré-
dito em valor correspondente ao saldo remanescente não
liquidado. Essas operações de crédito, naturalmente, estão O cartão de afinidade reflete uma parceria entre a adminis-
sujeitas à incidência de encargos financeiros. tradora do cartão de crédito com organizações não lucrativas.
As taxas de juros cobradas na operação de crédito Trata-se de um cartão que possui um apelo que tem como
decorrente do não pagamento do valor total da fatura do objetivo identificar o cliente com a empresa, sendo que o
cartão de crédito são livremente pactuadas entre o cliente e mesmo opta por contribuir financeiramente, mesmo que indi-
a emissora do cartão. retamente, com essas organizações.
A regulamentação em vigor proíbe a remessa do cartão Nesse tipo de cartão o cliente é informado quanto e
de crédito sem prévia solicitação. como ele está contribuindo com a empresa. Exemplos: Cre-
No caso de recebimento indevido de um cartão de cré-
dicard Unicef, Real USP, Bradesco APAE, etc.
dito, não solicitado pelo cliente, esse cartão não deve ser
utilizado, cabendo entrar em contato com a instituição que
Private Label (retailer card)
o emitiu para registrar a ocorrência e solicitar o seu cance-
lamento.
Tanto no caso de recebimento indevido de cartão como
quando da cobrança indevida de tarifas do cartão de cré-
dito, o cliente deve procurar primeiramente sua agência de
atendimento e buscar a solução do problema com o gerente
responsável por sua conta. Essas providências podem ser
tomadas nas agências da instituição financeira emissora do
cartão de crédito e nos serviços de atendimento ao consu-
midor (SAC) disponibilizados pelos bancos por telefone e/ou
pela internet. É um tipo de cartão de crédito emitido por um varejista
Se essas tentativas de solução não funcionarem, será
e usualmente válidos apenas para a realização de compras
necessário entrar em contato com a ouvidoria da instituição
com este varejista ou em qualquer estabelecimento creden-
financeira emissora do cartão de crédito. A lista das ouvido-
rias dos bancos, com os nomes dos ouvidores e contatos ciado.
das ouvidorias, pode ser obtida no site do Banco Central
(www.bcb.gov.br), no Perfil Cidadão, Bancos e Ouvidorias Charged Card
dos Bancos.
Por fim, caso não consiga solução, o cliente poderá
apresentar sua reclamação aos órgãos de defesa do consu-
midor ou ao Banco Central, contribuindo, dessa forma, com
subsídios para o processo de fiscalização das instituições
supervisionadas.

Cartão co-branded
É o cartão carregado previamente. Como exemplo,
temos os cartões vale-refeição, vale-alimentação e o travel-
money.

30  COBRANÇA

Trata-se de uma prestação de serviços voltada para o


setor privado. Entende-se por cobrança a ação de cobrar ou
receber uma dívida.
É o cartão de marca compartilhada que carrega o logo-
As empresas podem promover a cobrança de seus títu-
tipo da empresa associada e a bandeira, trazendo vanta-
los mercantis de várias formas, entre as quais:
gens específicas para seus portadores como, por exemplo:
• recebimento por meio da tesouraria;
milhagem áreas e descontos progressivos nas compras.
• cobrança no local do estabelecimento ou da residên-
Reflete uma parceria em vendas e marketing cujo objetivo
cia do cliente (devedor), utilizando cobradores; e a
é fidelizar o cliente. Exemplos: cartões de empresas aéreas,
• cobrança através de estabelecimentos bancários
indústria automobilística, redes de varejo etc.
ou financeiros.

17
Cobrança bancária é a operação que consiste em o Os prazos que os recursos ficam retidos no banco, o
banco receber títulos e dívidas em favor de seus clientes fluxo dos documentos e as formas de repasse variam con-
cedentes, tais como: notas promissórias, duplicatas, etc., forme cada tributo/tarifa.
cuja cobrança o banco se encarrega, por conta dos donos Os bancos por meio de seus pontos de atendimento
das importâncias neles consignadas. É um produto que substituem, na verdade, as antigas coletorias; este serviço já
apresenta um dos maiores potenciais de geração de recei- foi o maior gerador de filas nas agências bancárias, hoje isso
tas de tarifas bancárias para os bancos, também atuando está minimizado por conta das várias alternativas e facilida-
como importante fidelizador de clientes, abrindo caminho des de pagamento que há fora das agências, por meio de:
para outros negócios. • terminais de auto atendimento;
O valor cobrado é automaticamente creditado na conta • home/office banking;
corrente do cliente em D ou D+1, de acordo com o acer- • mobile banking; e
tado entre o banco e o cliente. Pode ainda, ser combinado o • correspondentes bancários (lotéricas e outros).
“float” que é o número de dias que o banco permanece com Os bancos cada vez mais aperfeiçoam a tecnologia
os recursos do cliente antes do repasse. Esse procedimento de informática e criam métodos alternativos para o recolhi-
possibilita a isenção de cobrança da tarifa pelo serviço pres- mento e o repasse mais ágeis desse serviço.
tado.
A cobrança bancária é feita por meio dos bloquetos que Vantagens do produto
substituem duplicatas, notas promissórias, letras de câmbio
ou recibos, e que circulam pela câmara de compensação. Para o banco
Esses bloquetos são todos emitidos com código de barras, o • aumento de aplicações graças aos valores arreca-
que permite que eles sejam recebidos em qualquer agência dados, com consequente aumento das receitas;
bancária. • atrativo para a conquista de novos clientes;
Por conta do sistema de compensação, os títulos • ancoragem do cliente no banco (domicílio bancário).
podem ser cobrados em qualquer praça, se pagos:
• até o vencimento, em qualquer agência bancária;
Para o cliente/instituição pública:
• após o vencimento, apenas nas agências do banco
• certeza do rigor no cumprimento das cláusulas con-
emissor do boleto.
tratuais;
Atualmente, a cobrança é eletrônica e totalmente auto-
• eliminação de custos administrativos;
matizada. Por meio do bloqueto, os dados dos títulos a
• segurança e tranquilidade no manuseio dos valores.
serem cobrados são passados aos bancos via computador,
e seu valor automaticamente creditado na conta do cedente.
Para o cliente/contribuinte:
• comodidade do recolhimento/pagamento do tributo
Vantagens do produto
num domicílio bancário;
• financiamento/remuneração dos recolhimentos;
Para o banco
• segurança dos serviços executados;
• aumento de depósitos à vista, pelo crédito das liqui-
• eliminação da perda de tempo e do trabalho de
dações;
• aumento das receitas pela cobrança de tarifas pagamento em diferentes órgãos públicos;
sobre serviços; • possibilidade do agendamento através do débito
• consolidação do relacionamento com o cliente; em conta.
• inexistência do risco de crédito nessa prestação de
serviço. 32  HOME / OFFICE BANKING

Para o cliente Trata-se do banco em casa ou no escritório. Pode


• capilaridade da rede bancária; também ser chamado de internet banking, visto que o
• não há necessidade de o devedor (sacado) dirigir- acesso ao banco pode ser da casa ou do escritório e ocorre
-se a empresa para o pagamento; por meio da internet.
• a empresa não precisa contratar cobradores; Quando o acesso ocorre por meio do telefone celular é
• crédito imediato do título recebido, a menos que denominado mobile banking.
algum “float” tenha sido negociado; Basicamente, é toda e qualquer ligação entre o com-
• consolidação do relacionamento com o banco; putador do cliente e o computador do banco, permitindo às
• garantia do processo de cobrança, inclusive com o partes se comunicarem a distância.
protesto do título, quando necessário. O cliente, sem sair de casa ou do escritório, pode entre
outras coisas obter/fazer:
31  ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS E TARIFAS PÚBLICAS • informações sobre saldo e movimentação em conta
corrente;
A arrecadação consiste no serviço de recebimento de • saldo e movimentação de cobrança/contas a pagar;
valores das instituições públicas e concessionárias de servi- • posição, aplicações e resgates em fundos;
ços públicos, por meio de acordos e convênios específicos, • operações de empréstimos;
que estabelecem as condições e a forma do repasse desses • cotações de moedas/índices e bolsas de valores;
tributos/tarifas. • saldo em caderneta de poupança;

18
• pagar suas contas de cobrança bancária, de con- 35  CONCEITOS DE CORPORATE FINANCE
cessionárias de serviços, de tributos;
• realizar a transferência de recursos; e Cuida das finanças corporativas, ou seja, dos recur-
• realizar operações de câmbio. sos financeiros das chamadas empresas corporate (grande
porte). Trata-se de uma clientela muito especial que neces-
De forma bem objetiva podemos dizer que o home sita de soluções ousadas e inovadoras para operações com-
banking permite ao cliente pessoa física acessar a sua plexas que envolvem a intermediação de fusões e aquisi-
conta corrente pessoal por meio de um computador em qual- ções (mergers & acquisitions), a saber:
quer lugar onde esteja enquanto o office banking permite • Fusão – consiste na junção de duas empresas do
ao cliente pessoa jurídica acessar a conta corrente da sua mesmo porte e segmento, que perdem por com-
empresa por meio de um computador a partir também de pleto suas identidades originais, surgindo uma ter-
qualquer lugar onde esteja. ceira empresa;
• Cisão – consiste na fragmentação de uma empresa
em novas empresas, também contempla a extinção
33  REMOTE BANKING
de empresa originadora, surgindo novas empresas;
• Incorporação – junção de duas ou mais empresas
Trata-se do procedimento que permite acessar a conta
de portes diferentes, sendo que uma delas preserva
bancária de forma remota, à distância, sem a necessidade
sua identidade original.
de ir ao prédio da agência bancária onde o cliente mantem
sua conta corrente.
Repasses de recursos do BNDES e a administração de
Isso acontece por meio de terminais de autoaten-
recursos de terceiros. Os técnicos financeiros que trabalham
dimento localizadas na rede de agências dos bancos e nesta área assessoram clientes de várias formas:
também em terminais colocados em locais de grande movi- • aconselhamento a clientes em fusões e aquisições;
mentação de pessoas. • estruturação de operações de financiamentos de
Além dos terminais próprios o acesso pode ser feito por empresas e de projetos (project finance);
meio da rede do Banco 24 Horas. • avaliação de empresas;
No processo de redução de custos, os bancos reconhe- • assessoria em processos de privatização; e
ceram a importância de reduzir o trânsito e a fila de clientes • assessoria financeira estratégica.
nas agências e a necessidade de investirem em instalações
alternativas de atendimento. Nessa atividade bancária tão especializada, algumas
Assim foi intensificado o atendimento remoto (fora das operações específicas são mencionadas com o uso de
agências), segmentado pelo tipo de serviço prestado pelos vários termos e expressões em Inglês:
bancos: • Leveraged Buyout (LBO) – é quando um grupo de
• saques de dinheiro; investidores, que pode incluir os administradores da
• depósito fora do caixa dos bancos; empresa em questão, assume seu controle acioná-
• entrega em domicílio de talões de cheque; rio utilizando empréstimos onde a própria empresa
• pagamento de contas fora do caixa dos bancos; é dada como garantia. O empréstimo pode repre-
• débito automático em conta corrente de concessio- sentar até 90% do preço da aquisição e será pago
nárias de serviços públicos e outras empresas; e com o fluxo de caixa da empresa ou com a venda
• troca de informações constante com os bancos para de parte de seus ativos;
obter/fazer as várias transações possíveis através • Management Buyout – é qualquer LBO em que
do home/office banking. a administração atual permanece no comando da
empresa e participa do controle acionário;
• Takeover Bid – é a aquisição do controle acionário
34  TRANSFERÊNCIAS AUTOMÁTICAS DE FUNDOS
de uma empresa por meio do mercado de ações. É
consentida ou amigável quando os atuais acionistas
Como o próprio nome diz, trata-se da transferência
majoritários concordam com a aquisição. Caso con-
automática de fundos efetuada a pedido, desde que obser-
trário, é uma aquisição hostil;
vadas as condições estipuladas pelo cliente. É um serviço
• Tender Offer – é quando ocorre a oferta de compra
prestado ao cliente que por gerenciamento de seu caixa,
de alguma classe de títulos pertencente aos atuais
necessite ter uma ou mais contas em uma ou mais agências
detentores envolvendo o pagamento de algum
do banco. prêmio sobre o valor de mercado.
O cliente informa previamente ao banco em que contas
deseja manter este ou aquele saldo; o banco, automatica- 36  BANCOS COMERCIAIS
mente, ao final do dia, movimenta as contas do cliente, de
forma a fechar o saldo diário dessas contas de acordo com É instituição financeira privada ou pública. Seu objetivo
o determinado pelo cliente. principal é proporcionar o suprimento oportuno e adequado
O DOC e a TED não são consideradas transferências dos recursos necessários para financiar, a curto e médio
automáticas de fundos, visto que são efetuadas de forma prazos, o comércio, a indústria, as empresas prestadoras de
manual. serviços, as pessoas físicas e terceiros em geral.

19
A captação de depósitos à vista, livremente movimentá- • repasse de recursos oficiais;
veis, é atividade típica do banco comercial. • depósitos interfinanceiros;
Deve ser constituído sob a forma de sociedade anô- • outras formas de captação autorizadas pelo Banco
nima e na sua denominação social constar a expressão Central do Brasil.
“Banco”. Porém, é vedado o uso da palavra Central na deno-
minação social. Os bancos de investimento podem manter contas, sem
Podem: juros e não movimentáveis por cheque, relativas a recursos
• captar depósitos à vista, de poupança e a prazo fixo; de terceiros destinados a aplicações ou prestação de serviços.
• descontar títulos; Podem dedicar-se também à prestação de vários tipos
• realizar operações de abertura de crédito simples de serviços, tais como:
ou em conta corrente (conta garantida/cheque • avais;
especial); • custódias;
• realizar operações especiais, inclusive do crédito • negociação no mercado de capitais;
rural, de câmbio e comércio internacional; • administração de carteiras de títulos e valores mobi-
• obter recursos junto às instituições oficiais para liários e de fundos de investimento, underwriting,
repasse aos clientes;
etc.
• obter recursos externos para repasse; e
• administração de empresas cujo objeto social
• efetuar a prestação de serviços, inclusive mediante
esteja diretamente vinculado a operações pratica-
convênio com outras instituições.
das no âmbito do mercado financeiro, abrangendo
o exercício de atividades necessárias ao seu funcio-
37  BANCOS DE INVESTIMENTO
namento, inclusive escrituração, administração de
São os grandes municiadores de crédito de médio e ativos e passivos e custódia.
longo prazos no mercado, suprindo os agentes carentes de
recursos para investimento em capital de giro e fixo. 38  BANCOS DE DESENVOLVIMENTO
Especializados em operações de participação societá-
ria de caráter temporário, de financiamento da atividade pro- Os Bancos de Desenvolvimento são instituições
dutiva para suprimento de capital fixo e de giro e de adminis- financeiras públicas não federais, constituídas sob a forma
tração de recursos de terceiros. Devem ser constituídos sob de sociedade anônima, com sede na Capital do Estado da
a forma de sociedade anônima. Na sua denominação deve Federação que detiver seu controle acionário (Res. CMN
constar a expressão “Banco de Investimento”. 394). Adotam, obrigatória e privativamente, em sua denomi-
As atividades inerentes à consecução de seus objetivos nação, a expressão “Banco de Desenvolvimento”, seguida
são: do nome do Estado em que tenham sede.
• Praticar operações de compra e venda, por conta O objetivo precípuo dos Bancos de Desenvolvimento é
própria ou de terceiros, de metais preciosos, no proporcionar o suprimento oportuno e adequado dos recur-
mercado físico, e de quaisquer títulos e valores sos necessários ao financiamento, a médio e longo prazos,
mobiliários, nos mercados financeiros e de capitais; de programas e projetos que visem a promover o desen-
• Operar em bolsas de mercadorias e de futuros, bem volvimento econômico e social dos respectivos Estados da
como em mercados de balcão organizados, por Federação onde tenham sede, cabendo-lhes apoiar priorita-
conta própria e de terceiros; riamente o setor privado.
• Operar em todas as modalidades de concessão de Excepcionalmente, quando o empreendimento visar os
crédito para financiamento de capital fixo e de giro; benefícios de interesse comum, os Bancos de Desenvolvi-
• Participar do processo de emissão, subscrição mento podem assistir a programas e projetos desenvolvidos
(underwriting) para revenda e distribuição de títulos fora dos respectivos Estados.
e valores mobiliários; Para atender a seu objetivo, os Bancos de Desenvolvi-
• Operar em câmbio, mediante autorização especí-
mento podem apoiar iniciativas que visem a:
fica do Banco Central do Brasil;
• ampliar a capacidade produtiva da economia;
• Coordenar processos de reorganização e reestru-
• incentivar a melhoria da produtividade;
turação de sociedades e conglomerados, financei-
• assegurar melhor ordenação de setores da econo-
ros ou não, mediante prestação de serviços de con-
mia regional e o saneamento de empresas;
sultoria, participação societária e/ou concessão de
• incrementar a produção rural por meio de projetos
financiamentos ou empréstimos;
integrados;
• Realizar outras operações autorizadas pelo Banco
Central do Brasil. • promover a incorporação e o desenvolvimento de
tecnologia de produção.
Os bancos de investimento podem empregar em suas
atividades, além de recursos próprios, os provenientes de: Podem dar seu apoio financeiro a:
• depósitos a prazo, com ou sem emissão de certifi- • pessoas físicas residentes e domiciliadas no País;
cado; • pessoas jurídicas de direito privado; e
• recursos oriundos do exterior, inclusive por meio de • pessoas jurídicas de direito público ou entidade
repasses interbancários; direta ou indiretamente por elas controladas.

20
Podem praticar as seguintes modalidades de opera- As empresas que necessitam de um determinado bem
ções: em sua atividade produtiva e não possuem recursos para a
• empréstimos e financiamentos; compra, arrendam o bem para uso em seu negócio.
• prestação de garantias; Diferença entre aluguel e arrendamento mercantil:
• investimentos. • aluguel - uso do bem para o prazer próprio, e
• arrendamento mercantil - uso do bem com obje-
Podem praticar as seguintes modalidades de opera- tivo de obter ganhos.
ções passivas:
• depósitos a prazo; 41  SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO
• operações de crédito, inclusive as provenientes de
empréstimos e financiamentos obtidos no País ou Devem ser constituídas sob a forma de sociedade
no exterior; e anônima, adotando obrigatoriamente em sua denominação
social a expressão “Crédito Imobiliário” (Res. CMN 2.735).
• operações de crédito ou contribuições do setor
São instituições financeiras criadas pela Lei n. 4.380 de
público federal, estadual ou municipal.
21.08.1964, para atuar no financiamento habitacional.
Suas operações passivas são os depósitos de pou-
39  SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVES-
pança, a emissão de letras e cédulas hipotecárias e depósi-
TIMENTO
tos interfinanceiros.
Suas operações ativas são: financiamento para cons-
São as financeiras, que têm por finalidade conceder trução de habitações, abertura de crédito para compra ou
crédito pessoal e financiar bens duráveis às pessoas físicas construção de casa própria, financiamento de capital de giro
ou jurídicas (usuários finais) por meio do conhecido crediário a empresas incorporadoras, produtoras e distribuidoras de
ou CDC - crédito direto ao consumidor (Res CMN 45). material de construção.
Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anô-
nima e na sua denominação social deve constar a expres- 42  BANCOS MÚLTIPLOS
são “Crédito, Financiamento e Investimento”.
Podem captar recursos por meio de aceite ou coloca- É a instituição financeira privada ou pública que realiza
ção de Letra de Câmbio no mercado e de depósito a prazo as operações ativas, passivas e acessórias das diversas ins-
na forma de RDB. tituições financeiras, por intermédio das seguintes carteiras:
• Comercial;
40  SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL • de investimento e/ou de desenvolvimento;
• de crédito imobiliário;
Devem ser constituídas sob a forma de sociedade • de arrendamento mercantil; e
anônima, adotando obrigatoriamente em sua denominação • de crédito, financiamento e investimento.
social a expressão “Arrendamento Mercantil” (Res. CMN
2.309). O banco múltiplo deve ser constituído com, no mínimo,
Estão sujeitas, no que couber, às mesmas condições duas carteiras, sendo uma delas, obrigatoriamente, comer-
estabelecidas para o funcionamento de instituições financei- cial ou de investimento, e ser organizado sob a forma de
ras na Lei n. 4.595, de 31.12.64, e legislação posterior rela- sociedade anônima. Essas operações estão sujeitas às
tiva ao Sistema Financeiro Nacional. mesmas normas legais e regulamentares aplicáveis às insti-
Suas fontes de recursos (operações passivas) são: tuições singulares correspondentes às suas carteiras.
• de emissão pública ou particular; A carteira de desenvolvimento somente poderá ser
operada por banco público. Na sua denominação social
• empréstimos contraídos no exterior;
deve constar a expressão “banco”.
• empréstimos e financiamentos de instituições finan-
ceiras nacionais, inclusive de repasses de recursos
43  CAIXAS ECONÔMICAS
externos;
• instituições financeiras oficiais, destinados a repas-
A Caixa Econômica Federal (Caixa) é a única caixa
ses de programas específicos;
econômica em funcionamento no país. Trata-se de uma ins-
• debêntures de emissão pública ou particular; tituição financeira sob a forma de empresa pública vinculada
• cessão de contratos de arrendamento mercantil, ao Ministério da Fazenda, apresentando um objetivo clara-
bem como dos direitos creditórios deles decorren- mente voltado para o social.
tes; É instituição integrante do SFN e auxiliar da execução
• depósitos interfinanceiros; da política de crédito do Governo Federal. Sujeita-se às
• outras formas de captação de recursos, autorizadas decisões e à disciplina normativa do órgão competente e à
BCB. fiscalização do Banco Central do Brasil.
Trata-se de instituição assemelhada aos bancos comer-
Têm a finalidade de realizar operações de arrenda- ciais, podendo captar depósitos à vista, realizar operações
mento mercantil - leasing (operações ativas). ativas e efetuar prestação de serviços. Entretanto, não é
Surgiram com o reconhecimento de que a propriedade de banco comercial nem banco múltiplo, embora possua algu-
um bem não gera lucro, mas sim a sua utilização econômica. mas das carteiras dos bancos múltiplos. É caixa econômica.

21
Um atributo da Caixa é o seu cunho social, caracte- É vedado a constituição de cooperativa mista com
rizando-se cada vez mais como a instituição financeira de seção de crédito.
apoio ao trabalhador de baixa renda. Sendo assim, prioriza Os eventuais lucros auferidos com suas operações -
a concessão de empréstimos e financiamentos a programas prestação de serviços e oferecimento de crédito aos coope-
e projetos nas áreas de assistência social, saúde, educa- rados - são repartidos entre os associados.
ção, trabalho, transportes urbanos e esporte. Ela é uma ins- Devem adotar, obrigatoriamente, em sua denominação
tituição financeira responsável pela operacionalização das social, a expressão “cooperativa” (vedada a utilização da
políticas do governo federal para habitação popular e sane- palavra “banco”).
amento básico. Devem possuir o número mínimo de vinte cooperados
Pode operar com crédito direto ao consumidor, finan- (exigência legal comum a qualquer tipo de cooperativa) e
ciando bens de consumo duráveis, emprestar sob garantia adequar sua área de ação às possibilidades de reunião, con-
de penhor industrial e caução de títulos, bem como tem o trole, operações e prestações de serviços.
monopólio do empréstimo sob penhor de bens pessoais e Uma área de atuação importante das cooperativas de
da venda de bilhetes de loteria federal. Centraliza o recolhi- crédito tem sido no setor primário da economia, tendo como
mento e posterior aplicação de todos os recursos oriundos objetivo viabilizar financeiramente o escoamento das safras
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), integra agrícolas bem como criar um mecanismo de melhor comer-
o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e o cialização desses produtos.
Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Podem:
É o principal agente do SFH - Sistema Financeiro da Na captação (operações passivas):
Habitação, atuando no financiamento da casa própria, prin- • captar depósitos (somente de associados);
cipalmente no segmento de baixa renda. • obter empréstimos ou repasses de instituições
Os recursos previstos para o SFH são originados, prin- financeiras nacionais ou estrangeiras; e
cipalmente, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço • receber recursos oriundos de fundos oficiais.
(FGTS), cadernetas de poupança e de fundos próprios dos
agentes financeiros. Na aplicação (operações ativas):
A Caixa tem alternado diversos programas de financia- • conceder créditos; e
mento a aquisição ou construção da casa própria ao longo • aplicar recursos no mercado financeiro;
do tempo, procurando melhor viabilizar o acesso da popula-
ção mais pobre à moradia. Na prestação de serviços:
• prestar garantias;
44  ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO • prestar serviços de cobrança, de custódia, de rece-
bimentos e pagamentos por conta de terceiros (ins-
Atuam no financiamento habitacional. tituições públicas ou privadas);
• prestar serviços de correspondente no País.
Suas operações passivas são: Mais informações sobre as Cooperativas de Crédito
• depósitos de cadernetas de poupança; podem ser obtidas na cartilha “História da evolução norma-
• emissão de letras e cédulas hipotecárias; tiva no Brasil”, disponível no endereço: goo.gl/Z8eZbc, con-
• depósitos interfinanceiros; e sulta em 30.07.2015.
• empréstimos externos.
46  INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS MONETÁRIAS E NÃO
Suas operações ativas são, basicamente, direcionadas MONETÁRIAS
ao mercado imobiliário e ao Sistema Financeiro da Habita-
ção (SFH). As monetárias (também chamadas incorretamente
São constituídas sob a forma de sociedade civil, sendo de bancárias) - captam depósitos à vista (bancos comer-
de propriedade comum de seus associados. ciais, caixas econômicas, cooperativas de crédito, bancos
Os depositantes dessas entidades são considerados cooperativos e bancos múltiplos com carteira comercial).
acionistas da associação e, por isso, não recebem rendi- As não monetárias (também chamadas incorretamente de
mentos, mas dividendos.
não bancárias) - não captam depósitos à vista.
Os recursos dos depositantes são, assim, classificados
no patrimônio líquido da associação e não no passivo exi-
47  SOCIEDADES DE FOMENTO MERCANTIL (FACTORING)
gível.
A palavra factoring foi traduzida do inglês para o portu-
45  COOPERATIVAS DE CRÉDITO
guês como “fomento comercial”. É uma atividade comercial,
mista e atípica, que soma prestação de serviços à compra
São sociedades de pessoas de natureza civil, com
de ativos financeiros. Caracteriza-se pela venda de um
forma jurídica própria, não sujeitas à falência, constituídas
direito de crédito feita pelo dono deste crédito (o sacador)
para prestar serviços aos associados.
a uma instituição compradora (factoring), que fornece os
Atuando tanto no setor rural quanto no urbano, as coo-
recursos ao sacador, mediante um deságio sobre o valor de
perativas de crédito podem se originar da associação de fun- face deste direito de crédito (duplicata ou cheque);
cionários de uma mesma empresa ou grupo de empresas, Este deságio é calculado com base em um fator de
de profissionais de determinado segmento, de empresários compra, composto do seguinte:
ou mesmo adotar a livre admissão de associados em uma • custo dos recursos obtidos pela factoring;
área determinada de atuação, sob certas condições. • risco;

22
• despesas administrativas;
COMPARAÇÃO
• impostos;
• ganho pretendido. BANCO FACTORING

Capta recursos e empresta


Não capta recursos.
O factoring é uma atividade essencialmente mercantil, dinheiro (faz intermediação).
em que o pré-requisito é o registro na Junta Comercial. Por
Presta serviços e compra créditos
não ser instituição financeira, não está sujeita à fiscalização Empresta dinheiro.
que é antecipado ou adiantado.
ou à regulamentação do BACEN.
Como não atua no mercado de capitais, também não Cobra juros (remuneração) Deduz o fator de compra ao com-
pelo uso do dinheiro por prar à vista os créditos gerados por
está sujeita à fiscalização ou à regulamentação da CVM.
determinado prazo. vendas.
Isso facilita o aparecimento de empresas constituídas como
sendo de factoring que na prática atuam como verdadeiros Instituição financeira auto- Não é instituição financeira, mas
agiotas. rizada a funcionar pelo empresa que exerce atividade
Bacen. comercial.
Legalmente são denominadas Sociedades de Fomento
Mercantil. Seus recursos para operar são próprios e/ou Desconta títulos e faz finan- Não desconta, compra títulos de
decorrentes da emissão de debêntures, da emissão de ciamentos. crédito ou direitos.
notas promissórias comerciais (commercial papers) e de Quem vai efetuar o paga-
conta garantida junto a bancos. quem vai efetuar o pagamento é a
mento é a empresa sacada
empresa sacada (aquela que gerou
É proibida, por lei, fazer captação de recursos de tercei- (aquela que gerou o título de
o título de crédito) e o devedor é a
ros no mercado e emprestar dinheiro (isto é intermediação crédito), mas o devedor é o
sacada
financeira, que só pode ser feita por instituição financeira, cliente.
que depende de autorização do Bacen para funcionar). Pode exercer o direito de
não há direito de regresso
Não desconta título, o que caracterizaria um emprés- regresso.
timo, faz a compra do faturamento ou do direito de crédito
IOF, ISS sobre a comissão cobrada
de quem vende. IOF e IR. pela prestação do serviço (fator de
A factoring também presta serviços à empresa - cliente, compra) e IR.
em outras áreas administrativas, deixando o empresário
com mais tempo e recursos para produzir e vender. 48  SOCIEDADES ADMINISTRADORAS DE CARTÕES DE
A parceria com uma factoring proporciona as seguintes CRÉDITO.
vantagens para o cliente:
• a empresa recebe à vista suas vendas feitas à Não são empresas financeiras, mas sim empresas pres-
prazo, melhorando o fluxo de caixa para movimen- tadoras de serviços. Fazem a intermediação entre os por-
tar os negócios; tadores de cartões, os estabelecimentos afiliados, as ban-
• assessoria administrativa; deiras (Visa, Mastercard, etc.) e as instituições financeiras.
• cobrança de títulos ou direitos de créditos; Emitem cartões de crédito que são utilizados para a aquisi-
ção de bens ou serviços nos estabelecimentos credenciados.
• agilidade e rapidez nas decisões;
As Sociedades Administradoras de Cartão de Crédito
• intermediação entre a empresa e seu fornecedor.
fazem parte de algum arranjo de pagamento e são conside-
O factoring possibilita a compra de matéria-prima à
radas insituições de pagamento, sujeitas à regulamentação
vista, gerando vantagens e competitividade; e baixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo
• análise de risco e assessoria na concessão de cré- Banco Central do Brasil, tendo em vista os termos da Lei n.
ditos a clientes. 12.685 de 09.10.2013.
Cabe lembrar que os cartões de loja, os chamados “pri-
De forma resumida, pode-se dizer que as empresas de vate label”, não são considerados arranjos de pagamento e
factoring oferecem os seguintes tipos de serviços: estão fora do alcance da regulamentação em vigor.
• Transação com direitos creditórios – diz res-
peito à compra de duplicatas, cheques, boletos de 49  MERCADO DE CAPITAIS
vendas com cartões de crédito, notas promissórias,
etc; No Mercado de Capitais são negociados valores mobili-
• Maturity – é quando a empresa de factoring assume ários, predominando, ações, debêntures e quotas de fundos
de investimento.
o risco dos títulos de crédito (raramente praticada),
Entretanto, existem vários outros tipos de valores mobi-
se o devedor não pagar o prejuízo é da factoring;
liários.
• Over advanced – adiantamentos realizados pela
O art. 2º da Lei n. 6.385 de 07.12.76, com alterações
factoring para que o cliente compre os insumos feitas pela Lei n. 10.303 de 31.10.01, define como valores
necessários à sua produção ou efetue investimen- mobiliários:
tos de pequeno porte; e • as ações, debêntures e bônus de subscrição;
• Trust – ocorre quando a factoring assume a admi- • os cupons, direitos, recibos de subscrição e certi-
nistração da empresa cliente, monitorando o fluxo ficados de desdobramento relativos aos valores
de caixa e a linha de produção. mobiliários;

23
• os certificados de depósito de valores mobiliários; • proteger os titulares de valores mobiliários contra
• as cédulas de debêntures; emissões irregulares e atos ilegais de administrado-
• as cotas de fundos de investimento em valores res e acionistas controladores de companhias ou de
mobiliários ou de clubes de investimento em quais- administradores de carteira de valores mobiliários;
quer ativos; • evitar ou coibir modalidades de fraude ou mani-
• as notas comerciais; pulação destinadas a criar condições artificiais de
• os contratos futuros, de opções e outros derivativos, demanda, oferta ou preço de valores mobiliários
cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários; negociados no mercado;
• outros contratos derivativos, independentemente • assegurar o acesso do público a informações sobre
dos ativos subjacentes. valores mobiliários negociados e as companhias
que os tenham emitido;
Nenhuma emissão pública de valores mobiliários • assegurar a observância de práticas comerciais
equitativas no mercado de valores mobiliários;
poderá ser distribuída, no mercado, sem prévio registro na
• estimular a formação de poupança e sua aplicação
CVM, entendendo-se por atos de distribuição a venda, pro-
em valores mobiliários;
messa de venda, oferta à venda ou subscrição, aceitação de
• promover a expansão e o funcionamento eficiente e
pedido de venda ou subscrição de valores mobiliários.
regular do mercado de ações e estimular as aplica-
Estão expressamente excluídos do mercado de valores
ções permanentes em ações do capital social das
mobiliários os títulos da dívida pública federal, estadual ou
companhias abertas.
municipal.
Mais informações no “Caderno 1 - O que é a CVM”, dis-
50  CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL ponível em goo.gl/gf2vSS (consulta em 30.07.2015).

Como já visto anteriormente, é o órgão deliberativo 52  ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO


máximo do Sistema Financeiro Nacional. Compete ao CMN
estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária, O mercado de capitais é o conjunto de mercados, ins-
cambial e creditícia; regular as condições de constituição, tituições e ativos que viabiliza a transferência de recursos
funcionamento e fiscalização das instituições financeiras; e financeiros entre tomadores (companhias abertas) e apli-
disciplinar os instrumentos de política monetária e cambial. cadores (investidores) destes recursos. Essa transferência
Com relação ao Mercado de Capitais, conforme o art. ocorre por meio de operações financeiras que ocorrem por
3º da lei 6.385, de 07.12.76, compete ao Conselho Monetá- meio de intermediários financeiros.
rio Nacional: As operações que ocorrem no mercado de capitais,
• definir a política a ser observada na organização e bem como seus participantes são regulados pela Comissão
no funcionamento do mercado de valores mobiliá- de Valores Mobiliários (CVM).
rios; As companhias abertas necessitam de recursos finan-
• regular a utilização do crédito nesse mercado; ceiros para realizar investimentos produtivos, tais como:
• fixar, a orientação geral a ser observada pela construção de novas plantas industriais, inovação tecnoló-
Comissão de Valores Mobiliários no exercício de gica, expansão da capacidade, aquisição de outras empre-
suas atribuições; sas ou mesmo o alongamento do prazo de suas dívidas.
• definir as atividades da Comissão de Valores Mobi- Os investidores, por outro lado, possuem recursos
liários que devem ser exercidas em coordenação financeiros excedentes, que precisam ser aplicados de
com o Banco Central do Brasil. maneira rentável e valorizar-se ao longo do tempo, contri-
buindo para o aumento de capital do investidor.
• aprovar o quadro e o regulamento de pessoal da
Para compatibilizar os diversos interesses entre com-
Comissão de Valores Mobiliários, bem como fixar a
panhias e investidores, estes recorrem aos intermediários
retribuição do presidente, diretores, ocupantes de
financeiros, que cumprem a função de reunir investidores e
funções de confiança e demais servidores.
companhias, propiciando a alocação eficiente dos recursos
financeiros na economia. O papel dos intermediários finan-
51  COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM
ceiros é harmonizar as necessidades dos investidores com
as das companhias abertas. Por exemplo, uma companhia
É uma entidade autárquica federal, vinculada ao que necessita captar recursos para investimentos, se dese-
governo por meio do Ministério da Fazenda. O Presidente e jar fazê-lo através do mercado de capitais, deve procurar
seus diretores são nomeados pelo Presidente da República os intermediários financeiros, que irão distribuir seus títulos
depois de aprovados pelo Senado Federal. para serem oferecidos a diversos investidores, possibilitando
É o órgão supervisor voltado para o desenvolvimento mobilizar o montante de recursos requerido pela companhia.
do mercado de títulos e valores mobiliários: ações, debên- O primeiro passo para isso é o registro de companhia
tures, bônus de subscrição e opções de compra e venda de aberta junto à CVM.
mercadorias. Suas principais atribuições são: O intermediário financeiro irá pedir o registro em nome
• assegurar o funcionamento eficiente e regular dos da companhia apresentando uma série de documentos que
mercados de bolsa e de balcão;

24
são especificados pela CVM, entre eles os principais atos
societários, as últimas demonstrações financeiras, parecer A sociedade anônima ou companhia tem o seu capital
de auditor independente, entre outros. dividido em ações, e a responsabilidade dos sócios ou acio-
Uma vez obtido o registro de companhia aberta junto nistas será limitada ao preço de emissão das ações subscri-
à CVM, a empresa pode, por exemplo, emitir títulos repre- tas ou adquiridas, conforme o Art. 1º da Lei n. 6.404 conhe-
sentativos de seu capital, as ações, ou representativos de cida como Lei das S.A.
empréstimos tomados via mercado de capitais, como debên- A sociedade será designada por denominação acom-
tures e notas comerciais (“commercial papers”). panhada das expressões “companhia” ou “sociedade anô-
A colocação inicial desses títulos ou valores mobiliários nima”, expressas por extenso ou abreviadamente, mas
se dá no chamado mercado primário, onde as ações e/ou vedada a utilização da primeira ao final.
debêntures, por exemplo, são vendidas pela primeira vez e Segundo o Art. 4º Lei 6.404, a companhia é aberta ou
os recursos financeiros obtidos são direcionados para a res- fechada conforme os valores mobiliários de sua emissão
pectiva companhia. estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valo-
Finalizada essa primeira etapa, os investidores que res mobiliários.
adquiriram esses títulos e valores mobiliários podem
revendê-los no chamado mercado secundário, onde ocorre 54  AÇÕES - CARACTERÍSTICAS E DIREITOS
a sua negociação entre os investidores.
As negociações no mercado secundário ocorrem nas Ação é um valor mobiliário, emitido por sociedades
bolsas de valores e nos mercados de balcão organizado e anônimas, que representa uma parcela do seu capital social.
não organizado. O proprietário de ações emitidas por uma companhia é
As bolsas de valores e as entidades do mercado de chamado de acionista e tem status de sócio, tendo direitos
balcão organizado têm o status de autorreguladores, pois e deveres perante a sociedade, no limite das ações adqui-
são responsáveis por estabelecer diversas regras relativas ridas.
ao funcionamento dos mercados por elas administrados e à
Apesar de todas as sociedades anônimas terem o seu
atuação dos intermediários que neles atuam.
capital dividido em ações, somente as ações que forem emi-
Cabe lembrar que as bolsas de valores e os mercados
tidas por companhias de capital aberto, as quais possuem
de balcão organizado são supervisionados pela CVM.
registro na CVM, poderão ser negociadas publicamente.
Atualmente, as ações são predominantemente escritu-
Agentes do Mercado de Capitais
rais, isto é, sua propriedade é comprovada por extratos e
não mais por cautelas. O investimento em ações é consi-
Emissores
derado de renda variável. Quando você compra uma ação
• Companhias abertas.
de uma companhia aberta se torna acionista e participa do
lucro da companhia por meio recebimento de dividendos e
Intermediários
de bonificações.
• Bancos de Investimento.
Quando for o caso de emissão de novas ações por
• Corretoras de Mercadorias.
parte da companhia, haverá ainda o direito de subscrição
• Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários.
dessas ações. Pode ganhar também caso haja valorização
• Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários.
do preço das ações na bolsa de valores.
• Agentes autônomos de investimento.
• Administradores de carteiras.
55  DIREITOS DOS ACIONISTAS
Administradores de Mercado
• Bolsas de Valores. Quando você compra uma ação de uma companhia
aberta se torna acionista e participa do lucro da companhia
Depositárias através do recebimento de dividendos e de bonificações.
• Câmaras de Compensação e Liquidação. Quando for o caso de emissão de novas ações por
parte da companhia, haverá ainda o direito de subscrição
Outros dessas ações.
• Analistas de Mercado de Valores Mobiliários. Pode ganhar também caso haja valorização do preço
• Empresas de Auditoria. das ações na bolsa de valores.
• Consultorias. Obedecida a Legislação e observando o contido no
Estatuto Social da Companhia, os administradores propõem
Investidores e os acionistas, em assembleia geral, deliberam a distribui-
• Pessoas Físicas. ção de direitos aos acionistas, dentre os quais se destacam:
• Institucionais. Dividendos - O dividendo é a parcela do lucro distribu-
• Empresas. ída em dinheiro aos acionistas, sendo deliberado em Assem-
• Estrangeiros. bleia Geral Ordinária, anualmente realizada para aprovação
• Outros. das contas do exercício social anterior.
53  SOCIEDADES ANÔNIMAS - DIFERENÇAS ENTRE COM- Bonificações - Ao longo das atividades, a Companhia
PANHIAS ABERTAS E FECHADAS poderá destinar parte dos lucros sociais para a constituição

25
de uma conta de “Reservas” (termo contábil). Caso a com- • a perspectiva de lucro da companhia em suas ativi-
panhia queira, em exercício social posterior, distribuir aos dades;
acionistas o valor acumulado na conta de Reservas, poderá • o fluxo de dividendos a serem distribuídos;
fazê-lo na forma de Bonificação, podendo efetuar o paga- • as projeções realizadas pelos analistas de mercado
mento em espécie ou com a distribuição de novas ações. relativas aos rumos da Companhia;
• análises das escolas que estudam a tendência do
Subscrições de novas ações - É o ato de adquirir
preço das ações;
novas ações emitidas em decorrência de aumento de capi-
• a liquidez das ações no mercado;
tal da Companhia. O aumento de capital tem como objetivo • o grau de alinhamento de interesses existente entre
suprir as necessidades de recursos, seja para ampliar a administradores, acionista controlador e demais
capacidade produtiva, suprir as necessidades de capital de acionistas;
giro ou para sanear o passivo. • indicadores de mercado.
Bônus de Subscrição - É um direito dado ao acionista
de subscrever novas ações numa data futura a um preço Se o resultado desse conjunto de fatores for favorável,
determinado. Esses bônus de subscrição pode ser alienado a procura por essas ações fará com que sua cotação suba.
ou atribuído, como vantagem adicional, aos subscritores de Se acontecer o contrário, sua cotação cairá. Os investidores
ações e debêntures, ou o investidor terá que pagar um preço devem comprar ou vender ações emitidas por companhias
abertas através das corretoras ou distribuidoras de valores
por esse direito que, logicamente, será inferior ao preço da
mobiliários sociedades integrantes do sistema de distribui-
ação no mercado.
ção de valores mobiliários que possuem registro na CVM.

56  DESDOBRAMENTO E GRUPAMENTO DE AÇÕES 58  BOLSAS DE VALORES

DESDOBRAMENTO (SPLIT) A principal função da bolsa de valores é manter o local


transparente e adequado para as negociações de compras
Consiste em dividir as ações existentes, sem alterar o e vendas de ações. É onde funciona o chamado mercado
valor do investimento, também conhecido como “split”. secundário, do qual os investidores conseguem transformar
Esta operação é realizada quando a administração da em dinheiro as ações que possuem. Ali ocorrem as transa-
companhia acredita que deve aumentar a quantidade de ções entre investidores, sem impacto no caixa da empresa
emissora da ação.
papéis em circulação no mercado para facilitar sua nego-
Para funcionar dependem de autorização da CVM, sob
ciação.
cuja supervisão e fiscalização desenvolvem suas atividades.
Com a divisão da ação, o valor dela no mercado As bolsas de valores podem ser constituídas como
também será dividido proporcionalmente. associações civis ou sociedades anônimas, tendo por objeto
Exemplo: se um acionista detém 100 ações ao preço de social:
R$ 8,00 cada ação, terá um investimento total de R$ 800,00. • manter local ou sistema adequado à realização de
Se a companhia resolve dividir cada ação em duas, o inves- operações de compra e venda de títulos e/ou valo-
tidor passará a ter 200 ações ao preço de R$ 4,00, valendo res mobiliários, em mercado livre e aberto, especial-
sua aplicação os mesmos R$ 800,00. mente organizado e fiscalizado pela própria bolsa,
sociedades membros e pelas autoridades compe-
GRUPAMENTO (INPLIT) tentes;
• dotar, permanentemente, o referido local ou sistema
de todos os meios necessários à pronta e eficiente
É a operação contrária ao Desdobramento, consistindo
realização e visibilidade das operações;
em reunir várias ações em uma, conhecida como “inplit”. • estabelecer sistemas de negociação que propiciem
O grupamento ocorre quando uma companhia decide continuidade de preços e liquidez ao mercado de
elevar o preço da ação para facilitar sua negociação em títulos e/ou valores mobiliários;
bolsa pois, entende que o preço baixo está dificultando as • criar mecanismos regulamentares e operacionais
operações. Da mesma forma que o desdobramento, a ope- que possibilitem o atendimento, pelas sociedades
ração não altera o valor do investimento. Exemplo: Se um membros, de quaisquer ordens de compra e venda
acionista detém 100 ações ao preço de R$ 2,00 cada ação, dos investidores, sem prejuízo de igual competên-
terá um investimento total de R$ 200,00. Se a companhia cia da CVM, que poderá, inclusive, estabelecer limi-
resolve grupar duas ações em uma, o investidor passará a tes mínimos considerados razoáveis em relação ao
valor monetário das referidas ordens;
ter 50 ações ao preço de R$ 4,00 cada e seu investimento
• efetuar registro das operações;
valerá os mesmos R$ 200,00.
• preservar elevados padrões éticos de negociação,
estabelecendo, para esse fim, normas de comporta-
57  VALOR DAS AÇÕES mento para as sociedades membros e para as com-
panhias abertas e demais emissores de títulos e/ou
O preço das ações, chamado no mercado de “cotação”, valores mobiliários, fiscalizando sua observância e
oscila conforme a expectativa dos investidores em relação aplicando penalidades, no limite de sua competên-
à companhia. cia, aos infratores;
Vários fatores influenciam os investidores na decisão • divulgar as operações realizadas, com rapidez,
de comprar ou vender as ações, entre eles: amplitude e detalhes;

26
• conceder, à sociedade membro, crédito para assis- proporcione aos agentes econômicos a oportunidade de
tência de liquidez, com vistas a resolver situação efetuarem operações de hedging (proteção) ante flutuações
transitória, até o limite do valor de seus títulos patri- de preço de commodities agropecuárias, índices, taxas de
moniais ou de outros ativos especificados no esta- juro, moedas e metais, bem como de todo e qualquer instru-
tuto social mediante apresentação de garantias mento ou variável macroeconômica cuja incerteza de preço
subsidiárias adequadas, observado o que a res-
no futuro possa influenciar negativamente suas atividades.
peito dispuser a legislação aplicável; e
Possuem autonomia financeira, patrimonial e administrativa
• exercer outras atividades expressamente autoriza-
das pela CVM. e são fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários.
Atualmente, a única bolsa de mercadoria e futuros em fun-
No desempenho das suas atividades as bolsas de valo- cionamento no país é a BM&FBovespa.
res possuem as seguintes competências:
• promover a fiscalização direta e ampla das socieda- 60  BM&FBOVESPA
des membros, podendo, para tanto, examinar livros
e registros de contabilidade e outros papéis ou No passado, o Brasil chegou a ter nove bolsas de valo-
documentos ligados a suas atividades, mantendo à res, mas hoje a BM&FBovespa é a única bolsa de valores,
disposição da CVM e do BCB os relatórios de ins- mercadorias e futuros em operação no Brasil.
peção realizados por fiscais ou auditores da bolsa
A BM&FBovespa foi criada em maio de 2008 com a
de valores;
integração entre Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F)
• admitir à negociação e à cotação quaisquer títulos
e/ou valores mobiliários previstos em lei, desde que e Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), tornando-se a
não se trate de título dependente de autorização maior bolsa da América Latina, a segunda das Américas e
específica, bem como cancelar tal admissão; a terceira maior do mundo. Atualmente, a BM&FBovespa é
• promover a fiscalização das operações realizadas uma companhia de capital aberto, sendo suas ações nego-
na bolsa de valores; ciadas em seu próprio ambiente.
• impedir a realização de negociações que estejam Sua principal função é proporcionar um ambiente trans-
sendo realizadas em bolsa de valores, que possam parente e líquido, adequado à realização de negócios com
configurar infrações a normas legais e regulamen- valores mobiliários. Somente por meio das corretoras e dis-
tares, ou consubstanciar práticas não equitativas; tribuidoras credenciadas os investidores têm acesso aos sis-
• suspender a negociação de quaisquer títulos ou
temas de negociação para efetuarem suas transações de
valores mobiliários admitidos na bolsa de valores;
compra e venda desses valores.
• cancelar os negócios realizados na bolsa de valores
ou solicitar às entidades de compensação e liquida- Como principal instituição brasileira de intermedia-
ção de operações com títulos e valores mobiliários ção para operações do mercado de capitais, desenvolve,
a suspensão da sua liquidação; implanta e provê sistemas para a negociação de ações, deri-
• determinar a apuração, mediante inquérito adminis- vativos de ações, títulos de renda fixa, títulos públicos fede-
trativo, das infrações às normas cujo cumprimento rais, derivativos financeiros, moedas à vista e commodities
incumbe à bolsa de valores fiscalizar, bem como de agropecuárias.
práticas não equitativas e modalidades de fraude ou Por meio de suas plataformas de negociação, realiza
manipulação no mercado; o registro, a compensação e a liquidação de ativos e valo-
• suspender as atividades das sociedades membros res mobiliários transacionados e a listagem de ações e de
relacionadas aos negócios realizados nas bolsas de
outros ativos, bem como divulga informação de suporte
valores ou ao exercício das funções de seus admi-
ao mercado. A companhia também atua como depositária
nistradores, comunicando de imediato à Comissão de
Valores Mobiliários e ao Banco Central do Brasil; e central dos ativos negociados em seus ambientes, além de
• exercer outras funções que lhe forem atribuídas licenciar softwares e índices.
pelo seu Conselho de Administração. Desempenha também atividades de gerenciamento de
riscos das operações realizadas por meio de seus sistemas.
As bolsas de valores devem manter Fundo de Garantia, Para tanto, possui uma estrutura de clearing de ações, deri-
com finalidade exclusiva de assegurar aos investidores do vativos, câmbio e ativos, que atua de forma integrada com
mercado de valores mobiliários, até o limite do Fundo, res- o Banco BM&FBOVESPA, de maneira a assegurar o fun-
sarcimento de prejuízos decorrentes da atuação de adminis- cionamento eficiente de seus mercados e a consolidação
tradores, empregados ou prepostos de sociedade membro adequada das operações. Exerce ainda o papel de fomentar
ou permissionária, em relação à intermediação de negocia- o mercado de capitais brasileiro. Também gerencia investi-
ções realizadas em bolsa e aos serviços de custódia. mentos sociais, com foco no desenvolvimento de comunida-
des que se relacionam com o seu universo.
59  BOLSAS DE MERCADORIAS E DE FUTUROS Tendo em vista sua área de atuação, a BM&FBOVESPA
está sujeita à regulação e à supervisão da CVM e do Banco
As bolsas de mercadorias e futuros têm como objetivo efe- Central do Brasil. É ainda uma entidade autorreguladora, por
tuar o registro, a compensação e a liquidação, física e financeira, meio da BM&FBOVESPA Supervisão de Mercados (BSM),
das operações realizadas em pregão ou em sistema eletrônico. que opera sob a supervisão da CVM.
Para tanto, devem desenvolver, organizar e operacio- A Instrução CVM 461/07 determina que a BM&FBOVESPA
nalizar um mercado de derivativos livre e transparente, que deve estabelecer mecanismos e procedimentos eficazes para

27
que a BSM fiscalize a observância das regras e normas de da BOVESPA que possua o sistema Home Broker, que per-
conduta da Bolsa, bem como da regulamentação vigente. mite que investidores enviem ordens de compra e venda de
Assim a BSM pode identificar violações anormais de nego- ações pelo site de sua Corretora.
ciação ou comportamentos suscetíveis de colocar em risco a O sistema consiste no atendimento automatizado da
regularidade de funcionamento, a transparência e a credibili- corretora, possibilitando aos seus clientes colocarem para
dade do mercado. execução, ordens de compra e venda de valores mobiliários
A BSM atua em duas frentes: no mercado à vista (lote-padrão e fracionário).
• supervisão de mercado e As ordens, quando enviadas diretamente via Internet
• auditoria de participantes. para o sistema Home Broker, serão sempre consideradas
como sendo por escrito e aceitas somente após o momento
Como medidas disciplinares, a BSM pode aplicar as
de sua efetiva recepção pelo sistema Mega Bolsa e retorno
seguintes penalidades:
da confirmação do aceite.
• advertência;
• multa; O cancelamento das ordens de operações transmiti-
• suspensão (até 90 dias); ou das diretamente via Internet para o sistema Home Broker,
• inabilitação temporária (até 10 anos). somente será considerado aceito após sua efetiva recepção
pelo sistema Mega Bolsa da BOVESPA, desde que o cor-
61  MERCADO DE BALCÃO respondente negócio ainda não tenha sido realizado. Pelo
Home Broker o investidor pode acessar as cotações on line.
MERCADO DE BALCÃO NÃO ORGANIZADO Principais Vantagens do Home Broker:
• Acesso às cotações on line. O investidor pode ter
É o mercado que negocia títulos e ativos financeiros
acesso às cotações (preços) das ações, porém,
entre instituições financeiras, investidores institucionais e
com algum atraso (cerca de 15 minutos). Assim, é
outros investidores, em que não existe uma entidade de
autorregulação que coordene as atividades de compra e recomendável que o investidor compare as cota-
venda. Normalmente, as negociações se fazem por telefone. ções existentes em outras corretoras, em função do
Mercado de Balcão Organizado lapso de tempo que pode ocorrer entre uma divul-
O mercado de balcão é chamado de organizado quando gação e outra;
se estrutura como um sistema de negociação de títulos e • Recebimento, com maior rapidez, da confirmação
valores mobiliários podendo estar organizado como um sis- das ordens executadas;
tema eletrônico de negociação por terminais, que interliga • Resumo financeiro de todas as operações executa-
as instituições credenciadas em todo o Brasil, processando das e suas respectivas notas de corretagens;
suas ordens de compra e venda e fechando os negócios • Agilidade e praticidade no cadastramento e no trâ-
eletronicamente.
mite de documentos, sendo, também recomendá-
O Mercado de Balcão Organizado é um segmento de
vel, que o investidor procure a corretora para se
negociação de ativos administrado pela BVSP, em que há a
presença da entidade autorreguladora exercendo a supervi- cadastrar como cliente;
são dos negócios. Entretanto, os parâmetros de negociação • Possibilidade de consulta em casa ou no escritório
e as regras de listagem são menos exigentes do que os do das posições financeiras e de custódia;
Mercado de Bolsa. • Envio de ordens imediatas ou programadas, de
Mais informações no Caderno CVM Mercado de Balcão compra e venda de ações, no Mercado à Vista (lote
Organizado, disponível em goo.gl/4exVgx (consulta em padrão e fracionário) e no Mercado de Opções
30.07.2015). (compra e venda de opções);
• Acompanhamento imediato da carteira de ações.
62  NEGOCIANDO COM AÇÕES
Mercados de Negociação - Tipos
NEGOCIANDO PELA INTERNET

As ordens dadas a sociedades distribuidoras poderão O investidor pode negociar no Mercado à Vista e
ser ou não repassadas às corretoras, quando a compra ou também no Mercado de Opções.
venda for efetuada no pregão da Bolsa de Valores. Uma
negociação on line obedece às mesmas regras aplicáveis Mercado à Vista
às operações tradicionais em bolsas de valores. A corretora
é obrigada a informar aos seus clientes todos os dispositivos Lote Padrão - No mercado de lote padrão, as ações são
e regras de negociação. negociadas em lotes unitários ou de quantidades mínimas
de 100 (cem), 1.000 (mil), 10.000 (dez mil) ou 100.000 (cem
Home Broker mil) ações, conforme especificação feita pela BOVESPA
para cada companhia.
É o sistema das corretoras que permite o acesso das
Fracionário - No mercado fracionário, são negociadas
pessoas físicas (seus clientes) à plataforma de negociação
eletrônica da BOVESPA via Internet. Para utilizar o sistema, quantidades inferiores aos lotes padrões estabelecidos.
o investidor precisa ser cliente de uma corretora membro Observação: As ações podem ter seus preços para
negociação informados por cotação unitária ou por lote de
mil ações.

28
63  FUNCIONAMENTO DO MERCADO À VISTA DE AÇÕES segundo dia útil (D2) após a realização do negócio
em pregão (D0). Posteriormente, a liquidação física
É a compra ou venda de uma determinada quanti- ocorre com a entrega dessas ações ao comprador,
dade de ações, a um preço estabelecido em pregão. Assim, após a liquidação financeira, acontecendo até o ter-
quando da realização de um negócio, ao comprador cabe ceiro dia útil (D3) após a negociação;
despender o valor financeiro envolvido na operação e ao • Liquidação financeira - compreende o pagamento
vendedor a entrega dos títulos-objeto da transação, nos do valor total da operação pelo comprador, o res-
prazos estabelecidos pela BOVESPA. São títulos-objeto pectivo recebimento pelo vendedor e a efetivação
dessa negociação todas as ações de emissão de empresas da transferência das ações para o comprador.
admitidas à negociação na BOVESPA. Ocorre no terceiro dia útil (D3) após a realização do
negócio em pregão.
Tipos de Ordem
64  DEBÊNTURES
Ordem a Mercado - o investidor especifica somente a
quantidade e as características dos valores mobiliários ou É um título que corresponde a um empréstimo que o
direitos que deseja comprar ou vender. A Corretora deverá comprador do título faz à empresa emissora. Garante ao
executar a ordem a partir do momento que recebê-la. comprador uma remuneração certa num prazo certo, sem
Ordem Administrada - o investidor especifica somente direito de participação nos bens ou lucros da empresa. Pode
a quantidade e as características dos valores mobiliários ser emitido apenas por sociedades anônimas não financeiras
ou direitos que deseja comprar ou vender. A execução da de capital aberto. Há duas exceções, ou seja, duas empre-
ordem ficará a critério da Corretora. sas consideradas financeiras que podem emitir debêntures:
Ordem Discricionária - pessoa física ou jurídica que sociedade de arrendamento mercantil e companhia hipote-
administra carteira de títulos e valores mobiliários ou um cária. É uma forma de financiamento através de empréstimo
representante de mais de um cliente estabelecem as condi- de médio e longo prazo obtida diretamente dos poupadores
ções de execução da ordem. sem o aporte de recursos de uma instituição financeira.
Após executada, o ordenante irá indicar: Quanto ao benefício para o credor (investidor), podem
• o nome do investidor (ou investidores); ser:
• a quantidade de títulos e/ou valores mobiliários a • simples - recebe juros e correção monetária;
ser atribuída a cada um deles; • conversível - há opção de transformar suas debên-
• o preço. tures em ações da própria empresa; ou
• permutável - há opção de transformar as debên-
Ordem Limitada - a operação será executada por um tures em ações que não as da empresa emissora.
preço igual ou melhor que o indicado pelo investidor.
Ordem Casada - é aquela constituída por uma ordem O mercado secundário de debêntures acontece na
de venda de determinado ativo e uma ordem de compra de Cetip S. A. Mercados Organizados, que garante a liquidez e
outro, que só pode ser efetivada se ambas as transações a segurança dos papéis. Não há prazo mínimo nem máximo
puderem ser executadas, podendo o comitente especificar previsto em lei. Geralmente é emitida com prazo mínimo de
qual das operações deseja ver executada em primeiro lugar. um ano. É tributada pelo IOF. Deve ser constituído agente
Ordem de Financiamento - o investidor determina uma fiduciário, que defende os interesses dos debenturistas.
ordem de compra ou venda de um valor mobiliário ou direito Sobre debêntures, vale a pena ler a Cartilha “O Que
em determinado mercado e, simultaneamente, a venda ou São Debêntures” elaborada pela Andima - Associação
compra do mesmo valor mobiliário ou direito no mesmo ou Nacional das Instituições do Mercado Financeiro, disponível
em outro mercado, com prazo de vencimento distinto. no endereço: goo.gl/zDyCp - consulta em 30.07.2015
Ordem On-Stop - é aquela que especifica o nível de
preço a partir do qual a ordem deve ser executada. Uma 65  COMMERCIAL PAPER
ordem on-stop de compra deve ser executada a partir do
momento em que, no caso de alta de preço, ocorra um negó- Assim como as debêntures, os commercial papers são
cio a preço igual ou superior ao preço especificado. títulos de dívida emitidos por empresas. Ao contrário das
Uma ordem on-stop de venda deve ser executada debêntures, têm um prazo mais curto de duração, e são
a partir do momento em que, no caso de baixa de preço, indicados para investidores interessados em aplicações de
ocorra um negócio a preço igual ou inferior ao preço espe- curto prazo. Não oferece garantias reais, sendo garantido
cificado. somente por aval.
Obs.: Nas negociações via Home Broker só são per- Propicia captações de curto e médio prazo, visto que
mitidas as ordens limitadas e terão o comitente (investidor) tem prazo máximo de:
especificado (identificado). • 180 dias - quando emitido por S.A. de capital
A liquidação das operações é o processo de transferên- fechado e
cia da propriedade dos títulos e o pagamento/recebimento • 360 dias - por S.A. de capital aberto.
do montante financeiro envolvido, abrangendo duas etapas:
• Liquidação física - implica, primeiramente, na Dependem de autorização da CVM e só podem ser
entrega dos títulos à BOVESPA, pela sociedade emitidas por Sociedades Anônimas não financeiras, sem
corretora intermediária do vendedor. Ocorre no exceção.

29
Da mesma forma que as debêntures, não podem ser • Melhores esforços (best efforts) - quando a ins-
emitidas por instituições financeiras. Também não podem tituição assume o compromisso de desenvolver os
ser emitidos por sociedades corretoras e distribuidoras de melhores esforços para revender o máximo de uma
valores mobiliários. As sociedades de arrendamento mer- emissão nas melhores condições possíveis e por
cantil também não podem emitir commercial papers, ao um prazo determinado;
contrário das debêntures que podem ser emitidas por essas • Stand-by - quando a instituição assume o compro-
sociedades. misso de ela própria efetivar a subscrição, após
Os recursos obtidos com a emissão dos commercial determinado prazo, dos títulos que se comprome-
papers em geral são usados para financiar as atividades de teu a colocar no mercado mas que não encontrou
curto prazo da empresa, ou necessidades de capital de giro, interessados;
como a compra de estoques, o pagamento de fornecedores, • Book building - trata-se da oferta global (global
etc. offering) dos títulos de uma empresa visando a colo-
A rentabilidade dos commercial papers é definida pelos cação de seus papéis no País e no exterior (exige
juros pagos pela empresa ao investidor, juros estes que maior sofisticação na elaboração).
podem ser pré-fixados (maioria dos casos), pós-fixados,
neste caso baseado no desempenho de um indexador defi- 67  FUNDOS MÚTUOS DE INVESTIMENTO
nido no contrato. Por se tratar de emissões de curto prazo,
a garantia da operação em geral está vinculada à situa- Fundo de Investimento é uma comunhão de recursos,
ção financeira da empresa. Da mesma forma que com as captados de pessoas físicas ou jurídicas, com o objetivo de
debêntures, há a necessidade de registrar a emissão junto obter ganhos financeiros a partir da aplicação em títulos e
à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e contratação de valores mobiliários. Isto é: os recursos de todos os investido-
uma instituição financeira para a intermediação. res de um fundo de investimento são usados para comprar
A colocação de notas promissórias no mercado, por bens (títulos) que são de todos os investidores, na propor-
ção de seus investimentos.
intermédio de instituição integrante do sistema de distribui-
Um fundo é organizado sob a forma de condomínio e
ção mobiliários, mediante contrato de distribuição, e, se for o
seu patrimônio é dividido em cotas, cujo valor é calculado
caso, de garantia de colocação, será feita da seguinte forma:
diariamente por meio da divisão do patrimônio líquido pelo
• em mercado de balcão; e
número de cotas em circulação.
• em bolsa de valores, através de sociedade corre-
O patrimônio líquido é calculado pela soma do valor de
tora de livre escolha do investidor, mediante decla-
todos os títulos e do valor em caixa, menos as obrigações
ração da bolsa onde negociado o título, quando do
do fundo, inclusive aquelas relativas à sua administração. As
registro da emissão na CVM.
cotas são frações do valor do patrimônio do fundo.
Exemplo: Um investidor aplica $2.000 em cotas de um
Se desejar é possível vender um commercial paper
fundo que, na data do investimento, possui um patrimônio
antes do vencimento para outro investidor, para isso basta
líquido de $500.000 e 100.000 cotas.
transferir a sua titularidade através de endosso. Por outro
A partir destas informações, é possível calcular:
lado, a empresa também pode resgatar antecipadamente
• o valor da cota na data da aplicação: $500.000 /
um commercial paper, mas para isso é preciso que tenha 100.000 = $5
decorrido o prazo mínimo de 30 dias. É tributada pelo IOF. O • o número de cotas adquiridas pelo investidor:
assunto é regido pela Resolução CMN 1.723/90 e Instrução $2.000 / $5 = 400
CVM 134/90.
Supondo que, num determinado intervalo de tempo, o
66  OPERAÇÕES DE UNDERWRITING patrimônio líquido sofra um aumento de 20% e o número de
cotas aumente 9%. Neste caso, o valor da cota aumentará
São realizadas por bancos de investimentos e demais ($600.000 / 109.000 = $5,5), da mesma forma como o valor
instituições do sistema de distribuição de valores mobiliários a resgatar (400 x $5,5 = $2.200).
(corretoras e distribuidoras). Visam intermediar a colocação E se quisermos calcular a rentabilidade no período,
(lançamentos) ou distribuição valores mobiliários (ações e basta dividir o valor da cota no resgate pelo valor na data da
debêntures) no mercado de capitais. Recebem uma comis- aplicação e ajustar para percentual: $5,5 / $5 = 1,1 ou 10%.
são pelos serviços prestados.
Podem ser realizadas nos seguintes mercados: Fundos Abertos x Fundos Fechados
• primário - a primeira vez os papéis vão a mercado;
• secundário - quando os papéis são negociados O funcionamento dos Fundos de Investimento depende
outras vezes além da primeira. de prévia autorização da CVM. Dessa forma, eles podem ser
organizados sob a forma de condomínios abertos ou fechados.
Tipos de underwriting: Nos fundos abertos é permitida a entrada de novos
• Garantia firme - quando a instituição financeira cotistas ou o aumento da participação dos antigos por meio
coordenadora da operação garante a colocação de novos investimentos, assim como é permitida a saída de
de um determinado lote de títulos a um determi- cotistas, por meio do resgates de cotas, isto é, mediante a
nado preço previamente pactuado com a emissora, venda de ativos do fundo para a entrega do valor correspon-
encarregando-se por sua conta e risco de colocá-la dente ao cotista que efetuou o resgate, total ou parcial, de
no mercado; suas cotas.

30
Já nos fundos fechados, a entrada e a saída de cotis- • operar em bolsas de valores e de mercadorias e
tas não é permitida. Após o período de captação de recur- futuros, por conta própria e de terceiros;
sos pelo fundo, não são admitidos novos cotistas nem novos • realizar operações de conta margem com seus
investimentos pelos antigos cotistas (embora possam ser clientes;
abertas novas fases de investimento, conhecidas no mer- • efetuar operações de compra e venda de metais
cado como “rodadas de investimento”). Além disso, também preciosos, por conta própria e de terceiros.
não é admitido o resgate de cotas por decisão do cotista,
que tem que vender suas cotas a terceiros se quiser receber As Corretoras são regulamentadas pela Res. CMN
o seu valor antes do encerramento do fundo. 1.655 e as Distribuidoras pela Res. CMN 1.653, que também
É obrigação do administrador fornecer o regulamento e definem que o BCB e a CVM, cada um dentro da sua esfera
o prospecto do fundo a todos os cotistas, assim como rela- de competência, poderão baixar as normas e adotar as
tórios periódicos sobre as suas atividades, além de divul- medidas julgadas necessárias para que essas sociedades
gar ampla e imediatamente qualquer informação que possa
desenvolvam suas atividades.
influenciar na decisão do cotista em permanecer investindo.
Cabe também ao administrador efetuar diariamente a
69  SISTEMA ESPECIAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA
marcação a mercado do valor da cota e divulgar aos cotistas
(SELIC)
esse valor.
O Prospecto contém, dentre outras informações rele-
O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia -
vantes que devem ser analisadas pelo investidor:
SELIC, do Banco Central do Brasil, é um sistema informa-
• a apresentação do Administrador do Fundo e sua
respectiva experiência; tizado que se destina à custódia de títulos escriturais de
• as metas e objetivos de gestão do Fundo; emissão do Tesouro Nacional, bem como ao registro e à
• a explicação da política de investimentos; liquidação de operações com os referidos títulos.
• o público-alvo a que se destina o Fundo; O Selic é o depositário central dos títulos emitidos pelo
• as hipóteses de contratação de terceiros para pres- Tesouro Nacional e pelo Banco Central do Brasil e nessa
tação de serviços; condição processa, relativamente a esses títulos, a emissão,
• a política de distribuição de resultados, compreen- o resgate, o pagamento dos juros e a custódia. Todos os títu-
dendo prazos e condições de pagamento; los são escriturais, isto é, emitidos exclusivamente na forma
• os riscos envolvidos; eletrônica.
• o Estudo de Viabilidade. A liquidação da ponta financeira de cada operação é
realizada por intermédio do Sistema de Transferência de
68  SOCIEDADES CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES Reservas - STR, ao qual o Selic é interligado.
MOBILIÁRIOS - SCTVM E SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS O STR é um sistema de transferência de fundos com
DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS - SDTVM liquidação bruta em tempo real (LBTR), operado pelo Banco
Central do Brasil, que funciona com base em ordens de cré-
Em 02.03.2009, o BCB e a CVM editaram a Decisão- dito, isto é, somente o titular da conta a ser debitada pode
-Conjunta n. 17, autorizando as sociedades distribuidoras emitir a ordem de transferência de fundos.
de títulos e valores mobiliários a operar diretamente nos O Selic é gerido pelo Banco Central do Brasil e é por ele
ambientes e sistemas de negociação das bolsas de valores. operado em parceria com a ANBIMA - Associação Brasileira
São constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais tem
quotas de responsabilidade limitada. seus centros operacionais (centro principal e centro de con-
Na denominação social deve constar a expressão “Cor- tingência) localizados na cidade do Rio de Janeiro.
retora de Títulos e Valores Mobiliários” ou “Distribuidora de
O horário normal de funcionamento é das 6h30min às
Títulos e Valores Mobiliários”.
18h30min, em todos os dias considerados úteis.
Possuem como atividade principal a intermediação no
Tratando-se de um sistema de liquidação em tempo
mercado de ações (venda, compra e distribuição de títulos e
real, a liquidação de operações é sempre condicionada à
valores mobiliários).
disponibilidade do título negociado na conta de custódia do
Podem:
vendedor e à disponibilidade de recursos por parte do com-
• promover ou participar de lançamentos públicos de
prador.
ações;
• administrar e custodiar carteiras de títulos e valores Se a conta de custódia do vendedor não apresentar
mobiliários; saldo suficiente de títulos, a operação é mantida em pen-
• organizar e administrar fundos e clubes de investi- dência pelo prazo máximo de 60 minutos ou até 18h30min, o
mentos; que ocorrer primeiro (não se enquadram nessa restrição as
• prestar serviços de assessoria técnica em opera- operações de venda de títulos adquiridos em leilão primário
ções inerentes ao mercado financeiro; realizado no dia).
• operar, como intermediadora, na compra e venda A operação só é encaminhada ao STR para liquidação
de moedas estrangeiras, por conta e ordem de ter- da ponta financeira após o bloqueio dos títulos negocia-
ceiros (operações de câmbio), desde que autori- dos, sendo que a não liquidação por insuficiência de fundos
zada pelo Banco Central do Brasil; implica sua rejeição pelo STR e, em seguida, pelo Selic.

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70  CETIP S.A. - MERCADOS ORGANIZADOS A instituição aplica o conceito da entrega contrapaga-
mento, o chamado DVP - Delivery Versus Payment. Para
A CETIP S.A. - Mercados organizados é uma socie- isso, as informações do comprador e do vendedor do título
dade administradora de mercados de balcão organizados, são comparadas e, se houver alguma divergência, o sistema
ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores rejeita a operação.
mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e deri- A existência de diversos ciclos diários de liquidação,
vativos de balcão. com finalização em D+0 (no mesmo dia de sua realização),
A empresa - instituída pelo Conselho Monetário Nacio- e a possibilidade de agendamento de operações facilitam
nal (CMN), em 1984, e que passou a operar em março de a interconexão com mercados situados em diferentes fusos
1986 - surgiu como o porto seguro das instituições financei- horários.
ras e ajudou o Brasil a superar diversos desajustes financei- As operações efetuadas pela Plataforma Eletrônica
ros e seus planos econômicos. seguem o STP - Straight Through Processing, ou seja,
A CETIP, hoje uma sociedade anônima de capi- são processadas sem a descontinuidade e a reentrada de
tal aberto com ações negociadas no Novo Mercado, da dados, com a integração das funções de depósito e de liqui-
BMF&Bovespa, é a maior depositária de títulos privados de dação financeira.
renda fixa da América Latina e a maior Câmara de ativos O Centro de Processamento de Dados está localizado
privados do mercado financeiro brasileiro. no Rio de Janeiro, e está dividido em dois sites: um principal
Por meio de soluções de tecnologia e infraestrutura, e um secundário (fora da sede, que é o site de contingência
proporciona liquidez, segurança e transparência para as hot stand-by, no qual todas as informações do site principal
operações financeiras, contribuindo para o desenvolvimento são instantaneamente replicadas). Existe ainda um terceiro
sustentável do mercado e da sociedade brasileira. site, fora do Rio de Janeiro, apto a assumir o desempenho
A Cetip é depositária principalmente de: das funções em curto prazo, caso haja indisponibilidade dos
outros dois. Se houver necessidade de operar no ambiente
• títulos de renda fixa privados - Certificados de
de contingência, as instituições participantes serão orienta-
Depósito Bancário - CDB, Recibos de Depósito
das, em tempo hábil, sobre os procedimentos de substitui-
Bancário - RDB, Depósitos Interfinanceiros - DI,
ção de seu endereço fixo (IP).
Letras de Câmbio-LC, Letras Hipotecárias - LH,
As liquidações previstas pra ocorrerem no âmbito da
debêntures e commercial papers, entre outros;
Cetip, ocorrem nas datas dos respectivos vencimentos,
• títulos públicos estaduais e municipais; e
exceto nas hipóteses estabelecidas em norma específica.
• títulos representativos de dívidas de respon-
A liquidação financeira final é realizada via STR em
sabilidade do Tesouro Nacional - de que são
contas de liquidação mantidas no Banco Central do Brasil
exemplos os relacionados com empresas estatais
(excluem-se da liquidação via STR as posições bilaterais de
extintas, com o Fundo de Compensação de Varia-
participantes que têm conta no mesmo banco liquidante).
ção Salarial - FCVS, com o Programa de Garantia
Podem participar da Cetip bancos comerciais, bancos
da Atividade Agropecuária - Proagro e com a dívida
múltiplos, caixas econômicas, bancos de investimento,
agrária (TDA).
bancos de desenvolvimento, sociedades corretoras de valo-
res, sociedades distribuidoras de valores, sociedades corre-
Na qualidade de depositária, a entidade processa toras de mercadorias e de contratos futuros, empresas de
a emissão, o resgate e a custódia dos títulos, bem como, leasing, companhias de seguro, bolsas de valores, bolsas de
quando é o caso, o pagamento dos juros e demais eventos mercadorias e futuros, investidores institucionais, pessoas
a eles relacionados. jurídicas não financeiras, incluindo fundos de investimento
Com poucas exceções, os títulos são emitidos escri- e sociedades de previdência privada, investidores estran-
turalmente, isto é, existem apenas sob a forma de registros geiros, além de outras instituições também autorizadas a
eletrônicos (os títulos emitidos em papel são fisicamente operar nos mercados financeiro e de capitais. Os participan-
custodiados por bancos autorizados). tes não titulares de conta de reservas bancárias liquidam
As operações de compra e venda são realizadas no suas obrigações por intermédio de instituições que são titu-
mercado de balcão, incluindo aquelas processadas por lares de contas dessa espécie.
intermédio do CetipNet (sistema eletrônico de negociação.
Com a ação coordenada entre as funções de custódia, 71  OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS
registro e liquidação financeira, a Cetip pode assegurar aos
vendedores que a entrega do objeto vendido será realizada Derivativos são instrumentos financeiros que têm seus
contra o efetivo pagamento do valor acordado. Da mesma preços derivados (daí o nome) do preço de mercado de um
forma, os compradores têm certeza de que o pagamento bem ou de outro instrumento financeiro. Por exemplo, o mer-
somente será processado mediante o recebimento do objeto cado futuro de petróleo é uma modalidade de derivativo cujo
da operação. preço é referenciado dos negócios realizados no mercado
A Cetip não é contraparte central das operações nego- a vista de petróleo, seu instrumento de referência. No caso
ciadas e/ou registradas em seus Sistemas e, consequen- de um contrato futuro de dólar, ele deriva do dólar a vista; o
temente, não é responsável direta ou indiretamente pela futuro de café, do café a vista, e assim por diante.
liquidação ou satisfação dos direitos referentes às mesmas, Uma operação com derivativos pode ter diferentes
bem como das obrigações relativas aos Ativos em Custódia objetivos, mas os quatro principais são: proteção, alavanca-
Eletrônica. gem, especulação e arbitragem.

32
Entenda cada um deles: Mercado a Termo da Bovespa
• Hedge: é como seu fosse um seguro de preço.
Objetiva proteger o participante do mercado físico Os contratos a termo na Bovespa são padronizados, ao
de um bem ou ativo contra variações adversas de contrário dos contratos a termo sobre mercadorias (registra-
taxas, moedas ou preços. dos ou não na BM&F). Por esta padronização, os prazos dos
• Alavancagem: os derivativos têm grande poder de contratos a termo na Bovespa são pré-estabelecidos.
alavancagem, já que a negociação com esses ins- O prazo do contrato a termo é livremente escolhido
trumentos exige menos capital do que a compra do pelos investidores, podendo ter o prazo mínimo de 16 dias
ativo a vista. Assim, ao adicionar posições de deri- e máximo de 999 dias corridos. Todas as ações negociáveis
na Bolsa podem ser objeto de um contrato a termo
vativos a seus investimentos, você pode aumentar
A realização de um negócio a termo na Bovespa é
a rentabilidade total deles a um custo menor
semelhante à de um negócio à vista, necessitando a inter-
• Especulação: o mesmo que tomar uma posição
mediação de uma sociedade corretora, que executará a
no mercado futuro ou de opções sem uma posição
operação, em pregão, por um de seus representantes.
correspondente no mercado a vista. Nesse caso, O preço a termo de uma ação resulta da adição, ao
o objetivo é operar a tendência de preços do mer- valor cotado no mercado à vista, de uma parcela correspon-
cado. dente aos juros - que são fixados livremente em mercado,
• Arbitragem: significa tirar proveito da diferença de em função do prazo do contrato.
preços de um mesmo produto negociado em mer- Toda transação a termo requer um depósito de garantia
cados diferentes. O objetivo é aproveitar as discre- na sociedade corretora, e desta na bolsa.
pâncias no processo de formação de preços dos Qualquer corretora pode pedir a seus clientes garantias
diversos ativos e mercadorias e entre vencimentos. adicionais àquelas exigidas pela bolsa. Essas garantias são
prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
Nos contratos a termo, as garantias são exigidas das
Tipos de derivativos
duas partes, comprador e vendedor, pois ambas assumem
Derivativos agropecuário Derivativos Financeiros obrigações no contrato a termo.
Cobertura - um vendedor a termo que possua os títu-
Açúcar cristal. Ouro.
los-objeto pode depositá-los junto à Bolsa, como garantia
Boi Gordo. Índices. de sua obrigação. Esse depósito, denominado cobertura,
dispensa o vendedor de prestar outras garantias adicionais.
Café Arábica. Taxas de Câmbio.
Margem - depósito na Bolsa em dinheiro ou em títulos
Etanol. Taxas de Juro. aceitos pela bolsa como garantia. A Bolsa estabelece o valor
da margem inicial requerida, tendo como referência a dife-
Milho. Títulos da Dívida Externa.
rença entre o preço à vista e o preço a termo do papel.
Soja. Margem Adicional - sempre que ocorrer redução no
valor de garantia do contrato, em função da oscilação na
Derivativos agropecuário. cotação dos títulos depositados como margem e/ou dos
títulos-objeto da negociação, será necessário o reforço da
72  MERCADO A TERMO garantia inicial, que poderá ser efetuado mediante o depó-
sito de dinheiro ou demais ativos autorizados pela bolsa.
Uma operação no mercado a termo é a compra ou a É importante não confundir margem adicional com
venda de uma determinada quantidade de ativos-objeto, a ajuste diário de posição. No contrato a termo, diferentemente
um preço fixado, para liquidação em prazo determinado, do contrato futuro que veremos a seguir, não há ajuste diário
a contar da data da operação, resultando em um contrato de posição, pois o valor do contrato é pré-estabelecido e
entre as partes, as quais liquidarão a transação na data de fixado. A margem adicional no contrato a termo de ações
entrega acordada pelo preço previamente combinado. torna-se necessária quando o valor das garantias é insufi-
ciente para a cobertura mínima exigida pela Bovespa.
Mercado a Termo de Derivativos Sobre Commodities.
Remuneração das Margens - todas as margens de
Os contratos a termo sobre commodities não são nego-
garantia depositadas em dinheiro junto à CBLC (instituição
ciados em bolsa, pois são acordos particulares entre duas
que presta serviço de liquidação e custódia à Bovespa) são
instituições financeiras, entre uma instituição financeira e
remuneradas diariamente, conforme taxas divulgadas pela
seus clientes ou diretamente entre produtor e comprador de CBLC e publica das no Boletim Diário de Informações - BDI
uma commodity. da Bovespa. O cálculo da remuneração tem início no dia
A maioria dos contratos a termo resulta na entrega do em que ocorre o depósito e cessa no dia em que a garantia
ativo físico ou na liquidação financeira final. é liberada ou o seu resgate é solicitado. A CBLC informa,
É possível registrar contratos a termo na BM&F, diariamente, ao Agente de Compensação, os valores das
entrando a Bolsa ou não como contraparte. Quando a BM&F Garantias depositadas e a remuneração diária aplicável.
assume o papel de contraparte, o contrato a termo adquire As garantias prestadas em moeda corrente nacional
características semelhantes às do contrato futuro (que vere- são passíveis de aplicações financeiras por decisão exclu-
mos em seguida), mas continua mantendo a essência do siva da CBLC. Em observação à legislação aplicável, a
contrato a termo: um contrato particular livremente nego- devolução da garantia é passível de descontos relativos à
ciado entre as partes, com compromisso de entrega do tributação aplicável, salvo se houver regime tributário dife-
ativo-objeto em data pré-estabelecida. renciado aplicável ao prestador das garantias.

33
A liquidação de uma operação a termo, no vencimento volatilidade do ativo-objeto e dos derivativos a ele relaciona-
do contrato ou antecipadamente, se assim o comprador dos. As posições compradoras e vendedoras em aberto são
o desejar, implica a entrega dos títulos pelo vendedor e o então diariamente ajustadas, com base no preço de ajuste
pagamento do preço estipulado no contrato pelo comprador. apurado pela Bolsa.
Ressalvemos que é muito rara a liquidação antecipada de O ajuste diário de posições em aberto acarreta uma
um contrato a termo, mesmo os padronizados da Bovespa. movimentação simultânea a crédito (quando a variação for
positiva) e a débito (quando a variação for negativa) nas
73  MERCADO FUTURO contas de ajuste de margem das partes envolvidas em um
contrato futuro.
O mercado futuro é o segmento do mercado de deriva- O ajuste das posições compradoras e vendedoras é
tivos organizado na BM&F e na Bovespa, no qual as partes feito diariamente, desde o dia do registro do negócio até o
intervenientes numa operação assumem compromissos de dia de seu encerramento. No dia da negociação, o ajuste da
posição em aberto é determinado confrontando-se o preço
compra e/ou venda para liquidação (física ou financeira) em
da operação com o preço de ajuste para a data, definido
data futura, tendo como característica básica o sistema de
pela Bolsa. Os ajustes deverão ser liquidados financeira-
gerenciamento de posições, que engloba: o ajuste diário do
mente no dia útil subsequente ao dia do ajuste.
valor dos contratos (o qual se constitui em ganho ou preju-
Para entendermos melhor a sistemática de ajuste de
ízo diário para as respectivas posições) e as margens de
posição, vamos ver o exemplo que é dado pelo próprio site
garantia. da Bovespa:
As margens de garantia são uma espécie de caução “O investidor comprou, hoje, DØ, no Mercado Futuro
que o investidor tem que depositar para entrar no mercado. de Ações, 1.000 ações PETR4 por R$ 56,00 por ação, com
Ela deve ser suficiente para cobrir o valor de certo número vencimento para o próximo mês. O preço de ajuste do dia,
de ajustes diários, ou seja, a volatilidade de preço no pregão calculado após o fechamento do pregão, foi de R$ 55,92.
da bolsa do ativo específico. Neste caso, tem-se:
Diferentemente do mercado a termo, no mercado futuro Preço da compra R$ 56,00 Preço de ajuste do dia R$
cada uma das partes envolvidas em um contrato se rela- 55,92 Ajuste:
ciona com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (preço do ajuste do dia - preço do negócio) x quanti-
(CLBC) no caso do mercado futuro de ações, ou com a Cle- dade de ações = R$ 80,00 = ((55,92 - 56,00) x 1.000)
aring de Derivativos da BM&F nos derivativos negociados Ou seja, o comprador a futuro, no dia seguinte, em D+1,
na BM&F - e não diretamente com a outra parte do contrato. será debitado em R$ 80,00 na sua conta, uma vez que com-
Ou seja, nas negociações com contratos futuros, a contra- prou por um preço superior ao preço de referência do dia.
parte do comprador e do vendedor da posição é a própria Já o vendedor terá um crédito de R$ 80,00 em sua conta,
Bolsa. Tal fato permite que ambos tenham o direito de liqui- correspondente ao ganho que auferiu com sua operação.
dar financeiramente sua posição a qualquer momento, entre Se, após o encerramento das negociações do dia
o registro e o vencimento do contrato. seguinte, D+ 1, o preço de ajuste for de R$ 56,30 e os inves-
Esta liquidação financeira se dá por meio da recompra tidores mantiverem as mesmas posições do dia anterior,
ou revenda dos contratos a qualquer momento no mercado, então, a situação será a seguinte:
com a simples reversão de sua posição. Preço de ajuste do dia R$ 56,30
A Reversão de Posição consiste em se fazer uma ope- Preço de ajuste do dia anterior R$ 55,92 Ajuste:
ração inversa à anteriormente realizada, ou seja, se quem (preço do ajuste do dia - preço do dia anterior) x quanti-
dade de ações = R$ 380,00 = ((56,30 - 55,92) x 1.000)
está comprado vende ou se quem está vendido compra,
Neste caso, o comprador será creditado em R$ 380,00,
envolvendo a mesma quantidade de ativos-objeto com as
porque sua posição está valorizada em relação ao dia ante-
mesmas características e prazos, a posição está encerrada
rior, e o vendedor será debitado em R$ 380,00, pelo motivo
(revertida).
inverso.” (fonte: site da Bovespa)
Em resumo, o mercado futuro representa um aperfeiço-
Os dias de vencimento dos contratos futuros de ações
amento do mercado a termo: no mercado futuro existe ajuste da Bovespa são os mesmos de vencimento do mercado de
diário de posições, e permite a ambos os participantes de opções (ver próximo item), permitindo ao investidor a monta-
uma transação reverter sua posição antes da data do ven- gem de estratégias entre estes dois mercados e o mercado
cimento. à vista, ampliando e flexibilizando suas alternativas.
Vamos entender melhor o que significa o ajuste diário No Mercado Futuro há margem de garantia.
de posições. As garantias aceitas são as seguintes:
As partes no mercado futuro podem assumir duas posi- • Moeda nacional;
ções: compradora ou vendedora, conforme estejam mani- • Títulos públicos federais nacionais;
festando o interesse em comprar ou vender determinada • Títulos privados nacionais;
commodity ou título. • Ouro ativo financeiro;
Enquanto o contrato futuro não é liquidado, as partes • Cotas de ETFs e ações de empresas listadas na
estão assumindo o que se chama de posições em aberto. BM&FBOVESPA e custodiadas na Central Deposi-
No jargão do mercado, as posições compradas e vendidas tária da BM&FBOVESPA;
são também conhecidas respectivamente como long e short. • Cotas de fundos de investimento selecionados;
Para cada lote de contratos futuros - lote este definido • Cartas de fiança bancária;
pelo ativo-objeto e período de vencimento, entre outras vari- • Títulos de emissão do Tesouro norte americano;
áveis - a Bolsa define o chamado preço de ajuste, apurado • Outros ativos ou instrumentos financeiros.
por modelos matemáticos e econométricos que verificam a

34
Os investidores não residentes no país estão autoriza- das as condições estabelecidas pela Bolsa. O lançador que,
dos a constituir garantias em moeda estrangeira e títulos de por intermédio de seu corretor, lança uma opção de venda
emissão do Tesouro norte-americano, sendo estas as únicas no pregão, assume perante a Bolsa a obrigação de com-
formas disponíveis a esses investidores. prar o ativo-objeto, caso sua posição seja designada para
Fonte: B&MFBovespa (goo.gl/PCpOj) o atendimento de uma operação de exercício. Nesse caso
ele pagará o preço de exercício, recebendo as ações-objeto.
74  MERCADO DE OPÇÕES Cabe ressaltar que as opções de venda (puts) possuem
reduzida liquidez no mercado brasileiro.
O mercado de opções é o segmento do mercado de Resumindo, temos o seguinte quadro:
derivativos em que são negociados direitos de compra ou
de venda de ativos-objeto, com preços e prazos de exer- Titular Lançador
cício preestabelecidos. Por esses direitos, o titular de uma Opção de Compra Direito de comprar. Obrigação de vender.
opção paga um prêmio, podendo exercê-las até a data de Opção de Venda Direito de vender. Obrigação de comprar.
vencimento (no caso de opção americana) ou na data de
vencimento (no caso de opção européia), ou revendê-las no Principais Termos
mercado.
Titular, portanto, é aquele que adquire o direito. Ou Opções Européias x Opções Americanas
seja, o titular de uma opção de compra terá o direito de com-
prar o ativo-objeto pelo chamado preço de exercício, que é o Uma opção européia pode ser exercida apenas na data
preço do ativo-objeto definido na opção. Aquele que vende o de seu vencimento. É um contrato que permite ao seu deten-
direito - no linguajar do mercado, lança a opção - é chamado tor optar por exercê-lo, ou não, apenas numa determinada
de lançador, e a venda do direito é chamada de lançamento
data, a data de exercício. Uma opção americana pode ser
da opção.
exercida em qualquer dia até o vencimento, o que dá aos
É importante ter muito clara a diferença entre a aquisi-
seus detentores mais direitos, ou maiores possibilidades de
ção da opção e o exercício da opção. Na aquisição do direito,
escolha, e por isso mesmo tem um prêmio maior do que uma
o titular passa a ter a possibilidade de exercer o direito -
opção européia.
direito de comprar ou de vender o ativo-objeto: direito de
comprar se for uma opção de compra, direito de vender se
Prêmio - Preço da opção.
for uma opção de venda. Para adquirir este direito - na lin-
Em função dos direitos adquiridos e das obrigações
guagem do mercado, para assumir uma posição titular numa
assumidas no lançamento, o titular (comprador) paga e o
opção - o titular paga um prêmio ao lançador. O prêmio, por-
lançador recebe uma quantia denominada prêmio. O prêmio,
tanto, é o “valor do direito”.
ou preço da opção, é negociado entre comprador e lança-
O que existe de surpreendente para muitos no mercado
dor, através de seus representantes no pregão da Bolsa. Ele
de opções é que sempre o titular paga o prêmio ao lança-
reflete fatores como a oferta e a demanda, o prazo de vigên-
dor, mesmo no caso de uma opção de venda, na qual o titu-
cia da opção, a volatilidade de preço e outras características
lar terá o direito de vender o ativo-objeto. Não é do senso
do ativo-objeto.
comum que alguém pague para ter direito de vender, mas é
exatamente isso que ocorre numa opção de venda. O prêmio é pago pelo titular e recebido pelo lançador
Por outro lado, o lançador é aquele que embolsa o da opção, seja ela de compra ou de venda. No mercado de
prêmio (“valor da opção”), e por conseqüência terá sempre opções da Bovespa, o prêmio é pago em D+1.
a obrigação de atender ao direito do titular, caso o titular
exerça o seu direito. Ou seja, em uma opção de compra o Preço de exercício.
lançador terá obrigação de vender (para garantir o direito de É o preço pelo qual será exercida a opção. Os preços
comprar do titular), e numa opção de venda o lançador terá de exercício das opções são determinados pela Bolsa,
a obrigação de comprar (para garantir o direito de vender segundo critérios por ela estabelecidos.
do titular). Exercício da opção
Vamos ver com mais detalhes como são as opções de É a operação pela qual o titular de uma opção de
compra e de venda. compra exerce seu direito de comprar o ativo-objeto ao
Opção de compra (conhecida no jargão do mercado preço de exercício. Da mesma forma, o titular de uma opção
como “call” - uma opção de compra confere ao seu titular o de venda exerce o seu direito de vender o ativo-objeto, ao
direito de comprar o ativo-objeto, ao preço de exercício, obe- preço de exercício.
decidas as condições estabelecidas pela bolsa. O lançador
de uma opção de compra é uma pessoa que, por intermé- Reversão de posição
dio de seu corretor, lança uma opção de compra no pregão, Quando se faz uma operação inversa à anteriormente
assumindo assim, perante a Bolsa, a obrigação de vender o realizada, ou seja, se quem está comprado vende ou se
ativo-objeto a que se refere a opção, após o recebimento de quem está vendido compra, envolvendo a mesma quanti-
uma comunicação de que sua posição foi exercida. dade de ativos-objeto com as mesmas características e
Opção de venda (conhecida no jargão do mercado prazos, a posição está encerrada (revertida). A reversão de
como “put”) - uma opção de venda dá ao seu titular o direito posição é possível tanto no mercado futuro (como já vimos
de vender o ativo-objeto, ao preço de exercício, obedeci- anteriormente) como no mercado de opções.

35
Vamos tornar mais clara esta possibilidade com um • aplicação em CDB indexado à TR e swap com taxa
exemplo. prefixada;
Suponhamos que um investidor comprou, em janeiro, • captação no mercado interbancário à taxa CDI e
opções de venda sobre 100 mil ações da Empresa A com swap com US$.
vencimento em abril, ao preço de exercício de R$ 50,00,
pagando de prêmio R$ 2,50 por ação (R$ 250.000,00 no Uma operação de swap que tem sido bastante comen-
total). Dois meses depois, como o preço da ação objeto no tada é a do chamado “swap cambial reverso”, no qual o
mercado à vista caiu, a opção teve seu prêmio elevado para Banco Central vende contratos desta operação às institui-
R$ 3,00. O titular pode realizar o lucro vendendo opções da ções financeiras participantes do mercado de câmbio.
mesma série, encerrando sua posição e ganhando o dife- No leilão de contratos de “swap cambial reverso”, as
rencial dos prêmios menos os custos de transação (R$ instituições financeiras que compram esses contratos rece-
50.000,00). bem uma taxa de juros.
O Banco Central, que vende os papéis, ganha a varia-
Portanto, para liquidar opções antes do vencimento o
ção cambial do período de validade dos contratos.
investidor deverá assumir no mercado a posição oposta à
Esses títulos são chamados de “reversos” porque o
qual ele anteriormente era titular. Se estava comprado, terá
mais comum é o Banco Central receber uma taxa de juros e
de vender, e se estava vendido, terá de comprar. Na rever-
pagar a variação do câmbio.
são de posição no mercado de opções, os contratos com-
As operações de swap apresentam vantagens signifi-
prados e vendidos devem ser idênticos: mesmo ativo-objeto, cativas como um mecanismo de proteção contra as flutua-
mesmo vencimento e mesmo preço de exercício; só o que ções nas taxas de juros.
varia é o prêmio da opção. A principal vantagem é que a proteção pode ser feita
sob medida, incluindo todo o valor da dívida numa única
75  MERCADO DE SWAPS operação.
Já no mercado futuro as empresas são obrigadas a
A prática dessas operações foi autorizada pela Reso- comprar os contratos padronizados do mercado, que têm
lução nº 2.042, de 13.01.1994, do Conselho Monetário valores e prazos diversos dos seus empréstimos, além de
Nacional, que as definiu como “as operações consistentes terem que realizar a cobertura das margens diárias.
na troca dos resultados financeiros decorrentes da aplica- O swap permite que se faça um hedge ajustado ao prazo
ção de taxas ou índices sobre ativos ou passivos utilizados e ao valor da operação, embora com custos mais elevados.
como referenciais”. Possibilita ainda hedges por prazos muito mais longos do
O swap é uma estratégia financeira caracterizada pela que os possíveis nos mercados futuros e de opções, e é
possibilidade de troca das taxas de juros ou índices contra- mais flexível na escolha dos índices das taxas de juros.
tados, incidentes num determinado período, ou seja, duas Com o swap, essa preocupação fica por conta dos
partes trocam fluxos de pagamentos futuros. bancos, que negociam os riscos dos contratos.
Possibilita, por exemplo, alterar uma taxa de juros flutu- Nas operações de swap é o banco intermediador que
ante para uma fixa ou vice-versa. paga a diferença entre as taxas fixas e as flutuantes ao con-
Essa troca permite alterar as características dos paga- tratante e se protege desse risco no mercado futuro de juros.
mentos das taxas de juros devidas ou a receber, isto é, ela Assim, os riscos da operação se assemelham aos de
permite o pagamento de uma taxa fixa de juros em lugar uma concessão de crédito às empresas, tornando-o seletivo
de uma taxa flutuante, ou vice-versa, permitindo uma pro- na escolha dos clientes.
Numa operação de swap de taxas de juros, haverá
teção (hedge) contra os riscos de uma variação acentuada
sempre além do banco intermediário duas empresas
das taxas.
envolvidas: uma que tem dívidas em taxas flutuantes e quer
Uma das principais características dessas operações é
trocá-Ias por taxas fixas e uma segunda empresa disposta
a de que as partes envolvidas no negócio só tomam conhe-
a fazer a operação inversa. A troca das taxas irá alterar só o
cimento do resultado do swap por ocasião da liquidação do
cálculo dos juros e a forma de serem pagos - não há reflexos
contrato. Vale dizer que apenas no momento da entrega do sobre o pagamento do valor do empréstimo ou compromisso
contravalor correspondente à obrigação assumida é que as inicial.
partes saberão se auferiram ganho ou perda na operação.
Verifica-se assim que, em face da imprevisibilidade, o O Mercado de Balcão de Swaps
ganho ou perda na operação de swap é de natureza aleató-
ria, dependendo de eventos futuros e incertos. O volume de contratos de balcão de swap de taxa de
Nesse sentido, é importante salientar que a finalidade juros é muito maior do que o de contratos de swap padroni-
precípua das operações de swap é garantir proteção contra zados da BM&F.
eventuais flutuações de taxas, e não a de proporcionar Utilizam-se mais as operações derivativas de balcão
ganho efetivo às partes contratantes. porque assim pode-se elaborar contratos de acordo com as
O swap é considerado no mercado a operação de características dos riscos ou objetivos do cliente, que muitas
hedge perfeito, pois o objetivo é fundamentalmente prote- vezes não encontra nos contratos padronizados negociados
ger-se contra variações indesejadas. nos pregões das bolsas o que deseja.
Exemplos de estratégia com swap: Invariavelmente os bancos representam a contraparte
• aplicação em CDB a taxa prefixada com swap em para seus clientes, mas também realizam operações de
CDI ou US$; troca de posições com outros clientes. Ao atuar por conta
• empréstimo de capital de giro pré com swap em CDI própria, os bancos utilizam-se das transações financeiras
ou US$; derivativas para:

36
• aumentar o retorno dos seus ativos; Os hedgers tomam uma posição a futuro e a mantêm
• fazer arbitragem entre mercados ineficientes; e praticamente inalterada, ajustando-a ou transferindo-a para
• proteger o patrimônio contra os riscos de flutuações outra data ao aproximar-se o vencimento.
nas taxas de juros, de câmbio, índices de ações e Já os especuladores não têm interesse comercial
cotações das demais commodities. pela commodity: sua intenção é lucrar com a diferença dos
preços de compra e venda.
76  RESUMO E REVISÃO Um hedger de venda pode não encontrar um hedger de
compra compatível, seja em relação à data de liquidação, à
Comparação Entre Contrato a Termo Contrato Futuro quantidade ou outros fatores. Entra aí o especulador, que se
torna a contraparte, assumindo para si o risco de variação
Tratam-se ambos de um acordo para comprar ou de preços, que pode ser-lhe benéfica ou não.
vender um ativo em certa data, por determinado preço. O Os hedgers buscam travar o preço da commodity que
contrato a termo é semelhante ao mercado futuro, em que negociam, enquanto os especuladores aproveitam-se das
as partes assumem compromisso de compra e/ou venda variações nos preços para lucrar entre as diferenças dos
para liquidação em data futura. No mercado a termo, porém, preços de compra e venda. O especulador vende o que não
não há ajuste diário nem intercambialidade de posições, tem e compra o que não quer adquirir com o propósito de
ficando os intervenientes vinculados um ao outro até a liqui- lucrar. Enquanto o hedger dá lastro aos contratos, ofertando
dação do contrato. ou demandando commodities ou títulos e buscando segu-
Nos contratos a termo, uma única data de entrega rança, o especulador confere-Ihes liquidez.
é especificada, e nos contratos futuros há um período de Levantamento efetuado pela BM&F no mercado mun-
entrega que pode incluir vários dias. dial de derivativos aponta que, hoje em dia, os derivativos
Resumindo, temos então o seguinte esquema: financeiros são os mais negociados, tanto em quantidade
a termo futuro de contratos quanto em volume financeiro de operações. No
Negociação Direta entre as partes. Bolsa. mercado de derivativos brasileiro, entre os derivativos finan-
Diversos e ceiros merece estudo destacado o contrato futuro de juros
Vencimento Livre e específico. na BM&F.
determinados.
Não-padronizado
Contrato Padronizado. 77  PLANOS DE SEGUROS
(commodities).
Entrega das Proteção/
Objetivo A finalidade específica do seguro é restabelecer o equi-
mercadorias. especulação.
No vencimento líbrio econômico perturbado, sendo vedada, por lei, a pos-
Liquidação A qualquer momento. sibilidade de se revestir do aspecto de jogo ou dar lucro ao
(antes, se na bolsa).
Risco de crédito Das partes. Bolsa. segurado.
Caracterização Flexibilidade. Liquidez. Segundo o dicionário Aurélio, seguro é o “contrato
Ajuste diário Não há. Há. pelo qual uma das partes se obriga, mediante cobrança de
Não há
prêmio, a indenizar outra de um perigo ou prejuízo eventual”.
Margem Há. Na estrutura da operação de seguro, são identificados
(se na Bolsa, há).
cinco elementos básicos e essenciais previstos no contrato
Hedger e Especulador de seguro:
• Risco - evento incerto ou de data incerta que inde-
Vamos agora entender o papel e os interesses do pende da vontade das partes contratantes e contra
hedger e do especulador no mercado futuro. A lógica que o qual é feito o seguro; o risco é a expectativa de
vamos apresentar também se aplica à atuação destes per- sinistro; sem risco não pode haver contrato de
sonagens no segmento de opções. seguro.
O hedger busca através das operações de compra e • Segurado - é a pessoa física ou jurídica que possui
venda a futuro eliminar o risco de perdas decorrentes das um interesse legítimo, relativo à pessoa ou bem, e
variações de preços das commodities. Podemos ter duas que transfere à seguradora, mediante o pagamento
posições de hedge no contrato futuro: hedger de venda (por do prêmio, o risco de um determinado evento atingir
exemplo, um produtor de commodities agrícolas) ou hedger o bem ou a pessoa do seu interesse. É a pessoa em
de compra (por exemplo, um industrial que fabrica produtos nome de quem se faz o seguro.
a partir de commodities). • Segurador - é a pessoa jurídica que assume a res-
O hedger de venda abre mão de realizar a venda por ponsabilidade por riscos contratados e paga indeni-
preços melhores em troca de não correr o risco de ter que, zação ao segurado ou ao(s) seu(s) beneficiário(s),
no futuro, vender por preços mais baixos. no caso de ocorrência do sinistro coberto.
Já o hedger de compra abre mão da possibilidade de • Prêmio - é o pagamento efetuado pelo segurado à
comprar por menos para deixar de correr o risco de uma seguradora, ou seja, é o custo do seguro.
alta abrupta nos preços da commodity de seu interesse. Ou • Indenização - é o pagamento devido pela segu-
seja, o hedger de venda procura defender-se da queda dos radora ao(s) beneficiário(s) do seguro, no caso de
preços da commodity a ser vendida no futuro, e o hedger de risco coberto na ocorrência do sinistro.
compra procura defender-se da alta de preços das commo-
dities que tem interesse em comprar no futuro. O contrato de seguro tem as seguintes características
Já o especulador pode ser uma pessoa física ou insti- ou princípios:
tuição que busca ganhos financeiros com a volatilidade dos • Nominado - porque é regulado por lei, com um
mercados futuros. padrão definido.

37
• Adesão - porque as condições da apólice são pensão para o qual contribuem a própria empresa e seus
padronizadas e aprovadas por órgãos governamen- funcionários, não sendo, portanto aberto para outras pes-
tais; assim, ao aceitar as condições, o segurado soas.
está aderindo com uma margem de opção limitada. A previdência complementar aberta oferece uma opção
• Bilateral - porque gera obrigações para as duas de aposentadoria complementar para qualquer pessoa que
partes envolvidas; o não-cumprimento de obriga- adquira seu plano.
ções por uma das partes desobriga a outra. Ao final do prazo definido para contribuições, tanto na
• Oneroso - porque implica ônus e vantagens econô- fechada como na aberta, o investidor pode sacar todo o valor
micas para ambas as partes. acumulado de uma só vez ou pode passar a receber uma
• Aleatório - porque depende exclusivamente de um renda vitalícia, com a possibilidade de ser transferida para um
evento futuro e incerto. beneficiário indicado quando do falecimento do investidor.
• Formal ou solene - porque para sua prova, a lei
obriga a formalidade, determinando que o contrato PGBL - Plano Gerador de Benefício Livre
seja instrumentalizado pela apólice ou pelo bilhete
de seguro. É mais vantajoso para aqueles que fazem a declaração
• Da máxima boa-fé - porque o conhecimento e a men- do imposto de renda pelo formulário completo. É uma aplica-
suração do risco pelo segurador dependem da vera-
ção em que incide risco, já que não há garantia de rentabili-
cidade das informações prestadas pelo segurado.
dade, que inclusive pode ser negativa. Ainda assim, em caso
de ganho, ele é repassado integralmente ao participante.
Para a efetivação do seguro é indispensável a formula-
O resgate pode ser feito no prazo de 60 dias de duas
ção de um contrato.
formas: de uma única vez, ou transformado em parcelas
Os instrumentos essenciais do contrato de seguro são:
mensais.
• Proposta - é o instrumento formal da manifesta-
Também pode ser abatido até 12% da renda bruta
ção da vontade quem quer efetivar um contrato de
seguro; anual do Imposto de Renda e tem taxa de carregamento de
• Apólice - é o documento emitido pelo segurador a até 5%. É comercializado por seguradoras.
partir da proposta; é o contrato de seguro propria- Com o PGBL, o dinheiro é colocado em um fundo de
mente dito. investimento exclusivo, administrado por uma empresa
especializada na gestão de recursos de terceiros e é fiscali-
Podem ser constituídos para proteção: zado pelo Banco Central.
• Pessoal - envolve a pessoa, cobrindo morte, invali-
dez doença grave. VGBL - Vida Gerador de Benefício Livre
• Patrimonial - diz respeito ao patrimônio, ou seja,
os bens do segurado, cobrindo danos decorrentes Uma de suas principais vantagens está na possibili-
de acidentes, incêndios, roubo, incêndio, garantia dade de se optar, já quando da adesão ao plano, pela idade
de obrigações contratuais e quebra de maquinário. de quando se começará a receber o rendimento investido.
Essa renda poderá ser recebida em uma única parcela
78  PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS ou então em quantias mensais.
ABERTOS Também há a possibilidade de se contribuir com quan-
tias variáveis, podendo se fazer um aporte maior quando
Funcionam como um fundo de investimento com o houver disponibilidade para tal.
objetivo de complementar a aposentadoria do seu investidor. O valor acumulado pelo participante também pode ser
Aposentadoria básica é a aposentadoria oficial paga sacado há qualquer momento.
pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). É aconselhável para aqueles que não têm renda tribu-
A previdência complementar fechada é uma opção tável, já que não é dedutível do Imposto de Renda, ainda
de aposentadoria complementar oferecida pelas empresas que seja necessário o pagamento de IR sobre o ganho de
aos empregados, ou seja, a empresa constitui um fundo de capital.

PGBL VGBL
Tem por finalidade a acumulação de recursos no longo prazo com vistas à complementação da renda na
O Que é
aposentadoria
Mais atraente para quem declara Imposto de Renda Para quem declara Imposto de Renda simplificado
Para quem é mais indicado completo, podendo aproveitar do abatimento da ou tem previdência complementar e/ou já abate o
Renda Bruta anual na fase de contribuição. limite máximo de 12% da Renda Bruta anual.
Tratamento fiscal durante o
Os recursos aplicados e os rendimentos estão isentos de tributação.
período de acumulação
Abatimento das contribuições no Imposto de Renda
(até o limite de 12% da Renda Bruta anual) durante
No momento do recebimento de renda ou resgate
o período de acumulação.
Tratamento fiscal no resgate haverá a incidência de Imposto de Renda, apenas
Sobre os valores de resgate e rendas haverá a inci-
sobre os rendimentos auferidos.
dência de tributação conforme alíquota da tabela do
Imposto de Renda Pessoa Física em vigor.

38
Tanto o PGBL como o VGBL estão sujeitos à taxa de Modalidade Incentivo - está vinculado a um evento
Administração e de Carregamento. promocional de caráter comercial instituído pelo Subscri-
É possível a portabilidade de planos entre planos do tor. Remuneração: 0,08% a.m.
mesmo segmento. Não sendo possível a portabilidade de A decomposição das mensalidades de um título de
VGBL para PGBL, PGBL para VGBL e nem é permitida a capitalização é composta pelo menos de três elementos,
transferência (portabilidade) de recursos entre pessoas a saber:
diferentes. • reserva matemática - é a parcela deduzida de
cada mensalidade para constituir as quantias
79  PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS economizadas pelo subscritor. É somente sobre
FECHADOS a reserva matemática que se aplicam correção
monetária e juros e não sobre o total das mensa-
As características desses planos variam dependendo lidades. A reserva matemática nada mais é que o
do grupo dos trabalhadores a que se refere e também à valor de resgate ao final do plano;
disposição do empregador em arcar com a parte que lhe • despesas operacionais - é a parcela deduzida
cabe. de cada mensalidade para cobrir despesas ope-
Destinam-se, exclusivamente, aos empregados de racionais e administrativas da Companhia tais
uma empresa ou grupo de empresas ou aos servidores da como: salários, honorários, aluguéis, publicidade,
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, material, correios, etc; e
entes denominados patrocinadores ou aos associados ou • custo de sorteios - é a parcela deduzida de cada
membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, clas- mensalidade para garantir o pagamento dos prê-
sista ou setorial, denominados instituidores. mios aos subscritores contemplados.
Os planos de benefícios devem ser, obrigatoriamente,
oferecidos a todos os empregados dos patrocinadores ou Os títulos de capitalização não poderão ser estrutura-
associados dos instituidores. dos com prazo de vigência inferior a doze meses.
A data de início de vigência do Título de Capitaliza-
80  TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO ção deverá ser a data do primeiro pagamento ou do paga-
mento único, ou ainda a data de aquisição, a que ocorrer
É um produto em que parte dos pagamentos realiza- primeiro.
dos pelo subscritor é usado para formar um capital que será A sociedade de capitalização não poderá se apropriar
pago em moeda corrente num prazo máximo estabelecido. da provisão matemática dos títulos suspensos ou cadu-
O restante dos valores dos pagamentos é usado para cos por inadimplência dos pagamentos, devendo colocar
custear os sorteios, quase sempre previstos neste tipo de à disposição do titular, independentemente do número de
produto e as despesas administrativas das sociedades de pagamentos efetuados, o valor de resgate após o prazo de
capitalização. carência, ainda que a inadimplência ocorra em data ante-
Podem ser: rior ao prazo de carência fixado.
• Modalidade I: Tradicional O pagamento do resgate deverá ser disponibilizado
em até quinze dias úteis após o término da vigência ou
• Modalidade II: Compra-Programada
após o cancelamento do título, ou ainda, após a solicitação
• Modalidade III: Popular
por parte do titular, no caso de resgate antecipado.
• Modalidade IV: Incentivo
Quanto a forma de pagamento, são:
• PM - pagamento mensal durante a vigência;
Modalidade Tradicional - restitui ao titular, ao final do
• PP - o número de pagamentos e o número de
prazo de vigência, no mínimo, o valor total dos pagamentos
meses de vigência do título não são os mesmos.
efetuados pelo subscritor, desde que todos os pagamentos
• PU - pagamento único, tendo sua vigência estipu-
previstos tenham sido realizados nas datas programadas.
lada na proposta.
Remuneração: 0,35% a.m.
Modalidade Compra-Programada - garante ao titu-
lar, ao final da vigência, o recebimento do valor de resgate O prazo de vigência e o prazo de pagamento do título
em moeda corrente nacional, podendo o titular optar, sem não são a mesma coisa.
qualquer outro custo, pelo recebimento do bem ou serviço O prazo de pagamento é o período durante o qual o
referenciado na ficha de cadastro, subsidiado por acor- subscritor compromete-se a efetuar os pagamentos.
dos comerciais celebrados com indústrias, atacadistas ou Já o prazo de vigência é o período durante o qual o
empresas comerciais. Remuneração: 0,35% a.m. título de capitalização está sendo administrado pela Socie-
dade de Capitalização, sendo o capital relativo ao título
Modalidade Popular - Propicia a participação do titu-
capitalizado pela taxa de juros informada nas condições
lar em sorteios, sem que haja devolução integral dos valo-
gerais. Tal período deverá ser igual ou superior ao período
res pagos. Remuneração: 0,08% a.m. de pagamento.

39
81  MERCADO DE CÂMBIO • corretoras de títulos e valores mobiliários;
• distribuidoras de títulos e valores mobiliários; e
Até março de 2005, o mercado de câmbio compreendia • agências de fomento.
dois segmentos: o de taxas livres ou, como era chamado
comumente, o comercial, e o mercado de câmbio de taxas A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e as
flutuantes, comumente chamado de turismo. administradoras de cartões de crédito também são autoriza-
A partir de 04.03.2005, com a Res. 3.265 do CMN, dos pelo Bacen a realizar operações de câmbio, respectiva-
foram unificados os segmentos comercial e taxas livres mente com vales postais e compras internacionais.
(turismo) num único mercado de câmbio, sendo também
extinta a Consolidação das Normas Cambiais (CNC), subs- 83  OPERAÇÕES BÁSICAS
tituída pelo Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais
Internacionais (RMCCI). Câmbio é toda operação em que há troca de moeda
Por lei, compete ao Banco Central o monopólio sobre nacional por moeda estrangeira ou vice-versa. Compreende
toda moeda estrangeira transacionada no mercado de também as operações de troca de uma moeda estrangeira
câmbio. Na prática, o Banco Central autoriza bancos e por outra moeda estrangeira.
outras instituições a operar nesse mercado e estabelece as Entende-se por operações de câmbio a troca de moeda
regras a serem observadas por todos. de um país pela de outro.
As denominações compra e venda têm como referência
Chama-se mercado de câmbio o ambiente, abstrato,
a instituição autorizada a operar com câmbio. Especificando
onde se realizam as operações de câmbio, entre os agentes
melhor, em relação ao estabelecimento operador as opera-
autorizados e entre estes e seus clientes.
ções de câmbio se classificam em:
No mercado de câmbio, também prevalece a lei da
• compra - recebimento de moeda estrangeira e
oferta e da procura. Portanto, existem agentes no mercado
entrega de moeda nacional;
de câmbio que ofertam moeda estrangeira e outros agentes
• venda - entrega de moeda estrangeira e recebi-
que demandam moeda estrangeira, quais sejam:
mento de moeda nacional;
• os que ofertam divisas - são os que trazem recur-
• arbitragem - entrega de moeda estrangeira e
sos financeiros estrangeiros para o Brasil. São os
compra de outra moeda estrangeira.
exportadores, turistas estrangeiros, devedores
de empréstimos e investimentos (no ingresso dos
Assim, a compra de moeda estrangeira significa o
recursos internacionais) e os que recebem transfe-
banco ou instituição receber moeda estrangeira e entre-
rências do exterior; gar reais, enquanto a operação de venda significa o banco
• os que demandam divisas - são os que remetem entregar moeda estrangeira e receber reais.
recursos financeiros para o exterior. São os impor- No que se refere às trocas de moedas, podemos clas-
tadores, aqueles que enviam remessas para o exte- sificá-las em duas formas:
rior em forma de dividendos e lucros, os que fazem • câmbio manual - operações que envolvem a
transferência ao exterior, os devedores de investi- compra e venda de moedas estrangeiras em espé-
mentos e empréstimos (quando remetem ao exte- cie (inclusive travellers checks);
rior o principal e os juros). • câmbio sacado - quando na troca existem títulos
ou documentos representativos da moeda.
Entende-se como “divisas” os recursos financeiros em
moeda estrangeira, tendo o dólar americano como referência. 84  CONTRATOS DE CÂMBIO - CARACTERÍSTICAS
No caso dos turistas estrangeiros, eles ofertam divisas
ao trocarem seus dólares por reais em uma instituição auto- No Brasil, toda operação de câmbio deve ser realizada
rizada a operar com câmbio. por meio de contrato de câmbio, tendo sempre como uma
das partes uma instituição autorizada a operar em câmbio
82  INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A OPERAR pelo Banco Central, que comprará ou venderá a moeda
estrangeira.
Podem operar no mercado de câmbio, desde que auto- Como toda regra tem exceção, nas operações de
rizadas pelo Banco Central, as seguintes instituições: compra ou de venda de moeda estrangeira de até US$ 3
• bancos comerciais; mil, ou seu equivalente em outras moedas estrangeiras, não
• bancos múltiplos; é obrigatória a formalização do contrato de câmbio, mas o
• bancos de investimento; agente do mercado de câmbio deve identificar seu cliente e
• bancos de desenvolvimento; registrar a operação no Sistema Câmbio.
• bancos de câmbio; Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode ir então, a
• caixas econômicas; uma instituição autorizada (banco, caixa econômica, agên-
• sociedades de crédito, financiamento e investi- cia de turismo, meio de hospedagem, corretora de valores.
mento; distribuidora de valores), para trocar moeda nacional por
• corretoras de câmbio; moeda estrangeira e vice-versa.

40
Deve ser observada, porém, a regulamentação espe- • taxa de câmbio interbancária pronta - estabelece
cífica, que se encontra no Regulamento do Mercado de o parâmetro para as operações de compra e venda
Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI), para a perfeita de moedas entre bancos no interbancário em dólar
identificação do que se refere a operação de câmbio. para entrega em 48 horas;
O contrato de câmbio é um instrumento particular, bila- • taxa de câmbio de mercado de cabo - estabelece
teral, no qual um vendedor se compromete a entregar deter- o parâmetro de compra e venda de moeda que será
minada quantidade de moedas estrangeiras, sob determi- utilizada para transferência direta para o exterior;
nadas condições (taxas, prazos, formas de entrega) a um • taxa PTAX do Bacen - é a taxa média do dólar
comprador, recebendo em contra partida o equivalente em interbancário, apurada pelo Bacen ao final do dia;
moeda nacional. • taxa de câmbio de mercado paralelo - estabelece
O contrato de câmbio é o instrumento por intermédio do o parâmetro para compra e venda de moeda fora
qual se efetua a operação de câmbio, tanto o câmbio manual dos padrões oficiais via doleiros. Relembramos que
quanto o sacado. É o documento que formaliza a operação, o mercado paralelo é ilegal, estando seus agentes
ou seja, é o comprovante a ser apresentado à fiscalização. e usuários sujeitos a prisão em flagrante e processo
Nele, constam necessariamente, dentre outras informa- criminal.
ções, a moeda estrangeira que o agente do mercado está Existe ainda no mercado de câmbio a chamada taxa de
comprando ou vendendo, a taxa contratada, o valor corres- paridade, que é a relação entre uma moeda estrangeira e o
pondente em moeda nacional, os nomes do comprador e do dólar americano ou outra moeda estrangeira, isto é, quando
vendedor (e respectivas assinaturas). nenhuma das moedas é o real (R$).
À margem da lei, funciona um segmento denominado No mercado de câmbio brasileiro, a taxa de paridade
mercado paralelo, mercado negro, ou câmbio negro. é sempre obtida em relação ao dólar americano, que é a
Os negócios realizados nesse mercado, bem como a moeda de referência do mercado cambial.
posse de moeda estrangeira sem origem justificada, são ile- Mais informações sobre o Mercado de Câmbio Bra-
gais e sujeitam o cidadão ou a empresa às penas da lei. sileiro estão disponíveis em goo.gl/5ja7P (consulta em
Devemos lembrar ainda que e o dólar paralelo possi- 30.07.2015).
bilita o financiamento e a lavagem de dinheiro oriundo das
atividades ilegais como narcotráfico e superfaturamentos, 86  POSIÇÃO DE CÂMBIO
tanto nas importações como exportações.
A posição de câmbio representa o volume das opera-
85  TAXAS DE CÂMBIO ções de compra e de venda de moeda estrangeira realizadas
pelas instituições financeiras que podem operar em câmbio.
Essas operações são consolidadas diariamente pelo
Taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira
seu equivalente em dólares dos Estados Unidos e de forma
medido em unidades ou frações (centavos) da moeda nacional.
centralizada para cada instituição.
A moeda estrangeira mais negociada é o dólar dos
O valor da posição de câmbio é obtido pela diferença
Estados Unidos, fazendo com que a cotação de referência
entre as compras e as vendas do dia, acrescida ou diminu-
utilizada seja a dessa moeda. Dessa forma, quando dize-
ída da posição de fechamento do dia anterior, podendo ter
mos, por exemplo, que a taxa de câmbio brasileira é 1,80,
os seguintes resultados:
significa que um dólar americano custa R$ 1,80.
• nivelada, quando o total de compras é igual ao total
A taxa de câmbio reflete apenas um custo de uma
de vendas;
moeda em relação a outra, não agregando quaisquer custos
• comprada, quando o total de compras é maior que
operacionais incorridos pelos bancos para realização do
o total de vendas;
negócio. No seu conceito mais simples, a taxa de câmbio
• vendida, quando o total de compras é menor que o
divide-se em taxa de venda e taxa de compra. total de vendas.
Pensando sempre do ponto de vista do banco (ou outro
agente autorizado a operar pelo BC), a taxa de venda é À primeira vista, poderíamos pensar que posição de
preço que o banco cobra para vender a moeda estrangeira câmbio seria então algo parecido com “saldo de caixa em
(a um importador, por exemplo), enquanto a taxa de compra moeda estrangeira”.
reflete o preço que o banco aceita pagar pela moeda estran- Esta suposição não é correta, pelo simples motivo de
geira que lhe é ofertada (por um exportador, por exemplo). que muitas transações de câmbio são feitas para liquida-
O intervalo entre a taxa de compra (a menor) e a de ção futura, especialmente aquelas que envolvem compra e
venda (a maior) representa o ganho do banco com a nego- venda de moeda estrangeira entre instituições financeiras -
ciação da moeda, e é conhecido como spread cambial. o chamado interbancário em dólar - e entre uma instituição
A seguir descrevemos as várias taxas de câmbio que financeira e um agente de comércio exterior.
circulam pelo mercado: Só que, para apuração da posição de câmbio de um
• taxa do mercado de câmbio - estabelece o parâ- agente autorizado, são computadas todas as transações
metro para as operações oficiais de compra e venda fechadas naquele dia, independentemente se são para liqui-
de moeda no comércio exterior e demais operações dação pronta - até 48 horas, considerada à vista no mercado
do mercado de câmbio; de câmbio - ou para liquidação futura.

41
Não há limite preestabelecido para as posições de Por ordem de pagamento:
câmbio comprada ou vendida dos bancos e caixas econô- As ordens de pagamento podem ser remetidas do exte-
micas autorizados: estas instituições podem assumir qual- rior em moeda estrangeira ou em reais, mas sempre serão
quer valor de posição comprada ou vendida, desde que seus pagas aos residentes no Brasil em reais.
ativos comportem o risco assumido. Pode ser em moeda estrangeira ou reais. Se for em
Os demais integrantes do Sistema Financeiro Nacional moeda estrangeira, o beneficiário receberá o valor corres-
só podem ter posição de câmbio comprada. pondente em reais.
Agências de turismo não têm posição de câmbio, pois
só operam à vista no câmbio manual. Por cartão de crédito:
Estes agentes devem observar um limite operacional Os bancos brasileiros e a Caixa Econômica Federal
diário de US$ 200 mil para as agências no caso destes con- aceitam remessas de valores dos brasileiros que estão no
sideradas globalmente todas as suas dependências no país. exterior por meio de cartão de crédito emitido no exterior.
O valor de eventual excesso sobre os limites atribuídos O valor em reais pode ser creditado em conta de depó-
às agências de turismo e aos meios a operar no mercado de sito ou poupança no Brasil, do próprio remetente ou de outro
câmbio, podendo os meios de hospedagem vender também beneficiário, ou ser recebido em dinheiro, diretamente pelo
a agências de turismo. beneficiário, desde que observado o limite em vigor.

87  REMESSAS Pelo serviço Dinheiro Certo, dos Correios:


Dinheiro Certo é o serviço de transferências financei-
As operações de remessas envolvem o envio do país ras internacionais dos Correios. O envio e o recebimento de
para o exterior ou do exterior para o país. Baseia-se no valores são feitos eletronicamente entre o Brasil e os países
débito ou crédito em reais, quando no país, de valor equiva- conveniados.
lente em moeda estrangeira. O remetente deve comparecer à empresa de correios
A desburocratização e a simplificação das leis e das do local onde se encontra, no exterior, para fornecer as infor-
normas cambiais brasileiras que aconteceram nos últimos mações necessárias.
anos tornaram mais simples e barato o envio de dinheiro
para o Brasil ou para o exterior. Essa facilidade também Remessa do Brasil para o Exterior
alcançou os cartões de uso internacional, beneficiando dire-
tamente os viajantes que os utilizam em suas viagens. A remessa de dinheiro do Brasil para o exterior pode
Hoje não é necessário qualquer tipo de autorização ser feita de forma prática e segura por meio de ordem de
governamental para fazer remessas do Brasil para o exterior pagamento e pelos Correios.
e nem para receber recursos do exterior. Independentemente da forma utilizada, sempre estão
Aos residentes no Brasil, só é possível receber ou envolvidos o remetente do dinheiro e o beneficiário.
entregar moeda estrangeira em espécie no território nacio- O remetente é quem está no Brasil e que vai fazer a
nal nas compras e nas vendas de moeda estrangeira relacio- remessa do dinheiro.
nadas a viagens internacionais. Já os recursos recebidos do A identificação do remetente deve ocorrer em todas as
exterior destinados a residentes devem ser obrigatoriamente situações, independentemente do valor da remessa.
convertidos em reais em instituição autorizada a operar no O beneficiário é quem vai receber o dinheiro no exterior.
mercado de câmbio pelo Banco Central do Brasil.
Da mesma forma, a moeda estrangeira destinada ao Por ordem de pagamento:
exterior deve ser adquirida nessas instituições. As opera- Diferentemente das ordens de pagamento do exterior
ções de câmbio feitas em desacordo com essas condições para o Brasil, as ordens de pagamento do Brasil para o exte-
são consideradas ilegais. rior devem ser feitas exclusivamente em moeda estrangeira.
Remessas e recebimentos de valores até US$3 mil A taxa de câmbio deve ser negociada entre o remetente
podem ser realizados por intermédio de correspondentes e a instituição no Brasil.
cambiais. Qualquer empresa regularmente autorizada a
exercer uma atividade comercial pode fazer convênio com Pelo serviço Dinheiro Certo, dos Correios:
instituição autorizada a operar em câmbio para ser corres- Dinheiro Certo é o serviço de transferências financeiras
pondente cambial. internacionais dos Correios.
Transferências internacionais de recursos podem ser
realizadas por intermédio dos Correios (Empresa Brasileira Pelo serviço Dinheiro Certo, dos Correios:
de Correios e Telégrafos – ECT). Além disso, recursos do O envio e o recebimento de valores são feitos eletroni-
exterior também podem ser recebidos por meio de cartões camente entre o Brasil e os países conveniados.
de crédito internacionais.
88  SISCOMEX
Remessa do Exterior para o Brasil
O Sistema Integrado de Comércio Exterior - SISCO-
A remessa de dinheiro do exterior para o Brasil pode MEX, é um instrumento informatizado, por meio do qual é
ser feita de forma prática e segura de três maneiras dife- exercido o controle governamental do comércio exterior bra-
rentes: sileiro.

42
É uma ferramenta facilitadora, que permite a adoção de 89  FINANCIAMENTO À IMPORTAÇÃO E À EXPORTAÇÃO
um fluxo único de informações, eliminando controles parale- (ACC E ACE)
los e diminuindo significativamente o volume de documentos
envolvidos nas operações. Podem ser classificadas assim: operações de adian-
É um instrumento que agrega competitividade às tamento de recursos antes ou após o embarque das merca-
empresas exportadoras, na medida em que reduz o custo dorias:
da burocracia. antes do embarque
O Siscomex promove a integração das atividades de • Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACC) e
todos os órgãos gestores do comércio exterior, inclusive o
• Pré-Pagamento (pagamento antecipado).
câmbio, permitindo o acompanhamento, orientação e con-
trole das diversas etapas do processo exportador e impor-
tador. Ele começou a operar em 1993, para as exportações após o embarque
e, em 1997, para as importações. É administrado pelos cha- • Adiantamento de Contratos de Exportação (ACE)
mados órgãos gestores, que são: a Secretaria de Comércio ou Adiantamento Sobre Cambiais Entregues
Exterior - SECEX, a Receita Federal do Brasil - RFB e o
Banco Central do Brasil - BACEN. Adiantamentos sobre os Contratos de Câmbio
As operações registradas via Sistema são analisadas (antes do embarque)
online tanto pelos órgãos gestores, quanto pelos órgãos • os bancos que operam com câmbio concedem aos
anuentes que estabelecem regras específicas para o desem- exportadores os Adiantamentos sobre os Contratos
baraço de mercadorias dentro de sua área de competência. de Câmbio (ACC), que consistem na antecipação
Os órgãos anuentes são todos aqueles órgãos que parcial ou total dos reais equivalentes à quantia em
necessitam efetuar uma análise complementar, dentro de moeda estrangeira comprada desses exportadores
sua área de competência, de determinadas operações de pelo banco, mediante a transferência ao banco dos
exportação. direitos sobre a venda a prazo;
Estão interligados ao SISCOMEX, de modo a tornar • é antecipação do preço da moeda estrangeira que
mais ágil esta análise. Desse modo, para que a operação o banco negociador das divisas concede ao expor-
se torne efetiva é necessário, em alguns casos, o estabele- tador amparado por uma linha de crédito externa,
cimento de normas específicas por parte dos órgãos anuen- intermediada pelo banco negociados, que é autori-
tes. zado a operar em câmbio;
São usuários do Siscomex: • objetiva proporcionar recursos antecipados ao
• importadores, exportadores, depositários e trans- exportador para que possa fazer face às diversas
portadores, por meio de seus empregados ou repre- fases do processo de produção e comercialização
sentantes legais; da mercadoria a ser exportada, sendo um incentivo
• a Receita Federal do Brasil - RFB, a Secretaria de à exportação;
Comércio Exterior - SECEX, os Órgãos Anuentes • por ter “funding” com recursos externos, tem custo
e as Secretarias de Fazenda ou de Finanças dos financeiro bem mais favorável que as taxas de mer-
Estados e do Distrito Federal, por meio de seus ser- cado.
vidores;
• as instituições financeiras autorizadas pela SECEX
Adiantamentos sobre os Contratos de Exportação
a elaborar licença de importação, por meio de seus
(após o embarque)
empregados;
• os bancos que operam com câmbio concedem aos
• o Banco Central do Brasil - BACEN e as institui-
exportadores os adiantamentos sobre os Contratos
ções financeiras autorizadas a operar em câmbio,
de Exportação (ACE), que consistem na antecipa-
mediante acesso aos dados transferidos para o
Sistema de Informações do Banco Central - SISBA- ção parcial ou total dos reais equivalentes à quan-
CEN, por meio de seus servidores e empregados. tia em moeda estrangeira comprada desses expor-
tadores pelo banco, mediante a transferência ao
banco dos direitos sobre a venda a prazo;
Por intermédio do Siscomex o exportador pode:
• um ACC inicial poderá ser transformado num ACE,
• Fazer o registro e o acompanhamento das suas
após a exportação, efetuando-se a transformação
exportações;
contábil e se for o caso a liberação de novo valor.
• Receber mensagens e trocar informações com os
órgãos responsáveis por autorizações e fiscaliza-
ções. Pré-Pagamento (pagamento antecipado)
• é uma alternativa ao ACC para a obtenção anteci-
Os custos de operação do SISCOMEX são financiados pada de recursos, sem incorrer numa dívida finan-
pela Taxa de Utilização do Sistema Integrado de Comér- ceira;
cio Exterior - SISCOMEX, administrada pela Secretaria da • é o pagamento antecipado da exportação pelo
Receita Federal do Ministério da Fazenda. importador;

43
• o exportador assume uma dívida de natureza • financia tanto o exportador (supplier’s credit) quanto
comercial, que se liquidará com a exportação das o importador (buyer’s credit) de bens e serviços bra-
mercadorias, sem a necessidade da remessa finan- sileiros, exclusivamente através do Banco do Brasil,
ceira no futuro; com recursos do Tesouro Nacional;
• não é frequente, ocorrendo somente em situações • o percentual do valor da exportação a ser finan-
especiais; ciado varia conforme o índice de nacionalização do
• é mais usual uma forma derivada, em que uma ins- bem exportado (quanto maior o índice maior o per-
tituição financeira no exterior efetua o pré-paga- centual e vice-versa);
mento da exportação; • a taxa de juros pode ser fixa ou variável, sendo
• posteriormente, quando a mercadoria é recebida admitida, no mínimo a Libor.
o importador efetua o pagamento diretamente ao
banco no exterior;
Proex Equalização
• os bancos externos nesta estrutura se protegem
• é a modalidade de crédito ao exportador ou importa-
do risco político, já que o pagamento será efetuado
dor de bens e serviços brasileiros, realizados pelas
pelo importador lá fora;
instituições financeiras, na qual o Proex assume
• muitos bancos lá fora acreditam que numa situ-
ação de crise cambial as autoridades brasileiras parte dos encargos financeiros, através de uma
poderiam proibir a remessa de divisas para pagar taxa de equalização, compatibilizando-os com os
dívidas, mas dificilmente proibiriam o embarque de praticados no mercado internacional;
mercadorias já vendidas e pagas. • a taxa de equalização é uma espécie de subsídio
que torna mais barato o custo do dinheiro captado
90  REPASSES DE RECURSOS DO BNDES por uma instituição financeira;
• objetiva garantir ao exportador/importador uma taxa
BNDES-Exim Pré-Embarque mais próxima da praticada pelo mercado internacio-
• trata-se de financiamento à exportação de bens e nal;
serviços, com recursos do BNDES, através de insti- • financia tanto o exportador (supplier’s credit) quanto
tuições financeiras credenciadas; o importador (buyer’s credit) de bens e serviços bra-
• financia, na fase pré-embarque, para a empresa sileiros;
exportadora constituída sob as leis brasileiras e que • o percentual financiável pode chegar a 100%;
tenha sede e administração no Brasil, a produção • o Proex exige que o pagamento dos juros seja
de bens passíveis de apoio pelo BNDES, que apre- semestral, vencendo a primeira parcela depois de
sentem índice de nacionalização em valor igual ou decorridos seis meses do embarque da mercadoria;
superior a 60%. • pode ser pactuado com qualquer agente financeiro
e a equalização é feita com recursos do Tesouro
BNDES-Exim Pós-Embarque Nacional;
• trata-se de financiamento à exportação de bens e
serviços, com recursos do BNDES, através de insti-
O agente financeiro do Tesouro Nacional é o Banco do
tuições financeiras credenciadas;
Brasil.
• financia, na fase pós-embarque, para a empresa
exportadora constituída sob as leis brasileiras e que
91  OPERAÇÕES COM OURO
tenha sede e administração no Brasil, a comerciali-
zação de bens passíveis de apoio pelo BNDES, que
apresentem índice de nacionalização em valor igual As operações com ouro integram, juntamente com
ou superior a 60%; ações e derivativos, o mercado de risco, sendo que suas
cotações variam de acordo com a oferta e procura, bem
Programa de Financiamento às Exportações (Proex) como em função de fatores externos que possam influenciar
• um programa instituído pelo Governo Federal com esses mercados.
o objetivo de proporcionar às exportações brasilei- O ouro é um ativo real, conceituado como uma “reserva
ras condições de financiamento equivalentes às do inviolável de valor”.
mercado internacional; No mercado internacional, os principais centros finan-
• pode ser realizados na modalidade de Proex Finan- ceiros que negociam ouro são Londres e Zurique, onde é
ciamento ou de Proex Equalização. negociado no mercado de balcão com a intermediação de
bancos e corretoras, e não via bolsas.
Proex Financiamento No Brasil, o maior volume de comercialização de ouro
• surgiu do fato de que, normalmente, um banco no se faz na Bolsa de Mercadoria e Futuros (BM&F) de São
exterior financia o importador de bens e serviços Paulo, que é a única bolsa do mundo que comercializa ouro
brasileiros, cobrando juros de mercado externo que no mercado físico à vista (spot). A BM&F também sedia
são menores do que os existentes no Brasil; negociações de ouro no mercado futuro.

44
A compra do ouro no Brasil também pode ser realizada 92  GARANTIAS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
no mercado de balcão para ouro físico. As cotações de ouro
são feitas em reais por grama de metal puro. As instituições financeiras ao analisar suas operações
A sua comercialização é padronizada em barras de levam em conta vários fatores e ao concluir pela viabilidade
250g e 1000g, com pureza de 99,95 a 99,99%. do negócio, fixa as condições em que ele será realizado,
O grau de pureza mínimo exigido no mercado de ouro definindo:
é de 999 partes de ouro sobre 1000, o chamado “ouro três • valor liberado,
naves”, muito acima do tradicional “ouro 24 quilates” padrão • prazo,
máximo em joalheria. • encargos financeiros, e
No Brasil, o ouro é negociado à vista e para liquida- • garantias.
ção futura tanto no mercado de balcão quanto na BM&F Em
ambos os mercados - balcão e BM&F - a responsabilidade A constituição de garantias visa gerar maior compro-
da qualidade do ouro é da fundidora, não dos bancos ou da metimento pessoal e patrimonial do tomador de recursos e
bolsa. aumentar, caso o cliente se torne insolvente, a possibilidade
de retorno do capital emprestado.
Operações com Ouro - Mercado de Balcão A garantia assume papel acessório à decisão de cré-
dito, não podendo ser determinante para a realização do
negócio, já que sua execução é sabidamente onerosa e
São operações efetuadas através de instituições finan-
demorada.
ceiras, como bancos e corretoras, e nas fundidoras e empre-
O negócio de um banco não é cobrar judicialmente
sas de mineração. Após concretizada a liquidação do paga-
seus créditos; é emprestar bem e receber.
mento, o comprador terá duas opções: ou deixar o metal
As garantias podem ser:
depositado em custódia de uma instituição bancária creden-
• pessoal ou fidejussória, e
ciada, ou a retirada física da quantidade de ouro adquirida.
• real.
As vantagens da custódia são a liquidez, a segurança e
a facilidade da negociação futura: o investidor leva consigo
As garantias são previsões legais para se garantir um
um certificado de custódia. Entretanto, as desvantagens da
contrato, em regra, de mútuo (dinheiro).
retirada física do metal, além da perda da liquidez e segu-
rança, é o custo de refundir o ouro no momento de nova
Garantia Pessoal (fidejussória)
negociação, com o objetivo de certificar seu grau de pureza.
Podem ser por meio de: Aval ou Fiança
O mercado de balcão trabalha praticamente com o grau
de pureza de 99,99% (“ouro quatro naves”) como padrão de
Garantia Real
negócios. Podem ser por penhor mercantil, alienação fiduciária e
hipoteca.
Operações com Ouro - Mercado Spot
93  AVAL
As operações no mercado spot são realizadas na
BM&F, com entrega em 24 horas. Como se trata de opera- É a garantia de pagamento do título de crédito, dada
ção em bolsa, exige-se a intermediação de uma corretora por um terceiro que se torna responsável pelo pagamento
conveniada. nas mesmas condições do devedor.
Os volumes negociados são transferidos automatica- Consiste na:
mente entre as contas dos clientes em diferentes bancos, • declaração unilateral da vontade incondicional; e
sem que o metal passe pelas mãos de quem negocia. • obrigação cambiária só pode ser lançada no título
O metal físico, sob forma de lingote, é fundido por (ou em folha de alongue).
empresa refinadora e custodiado em instituição depositária,
ambas credenciadas pela BM&F. Tem a função de reforçar a garantia de pagamento do
O ouro é negociado em bolsa normalmente em unida- título no seu vencimento, visto que o garantidor promete
des de negociação de 10, 250 e 1000g com grau de pureza pagar a dívida, caso o devedor não o faça.
de 99,9%. É garantia tipicamente cambiária, por isso, somente
A retirada física só pode ser feita em barras de 250g, pode ser passado em títulos de crédito, não sendo válido
100 onças e 400 onças. Para atender o pequeno investidor em contrato.
há opções de lotes fracionários. O avalista assume uma obrigação autônoma e solidá-
Ouro é considerado um ativo financeiro pela Constitui- ria, sem relevância a data em que foi dado.
ção e é tributado em IOF, exclusivamente e apenas na ope- O caráter de solidariedade é próprio do aval, assim,
ração de origem, a uma alíquota mínima de 1%. vencido o título, o credor pode cobrar indistintamente do
No mercado secundário, na revenda ocorre fato gera- devedor ou do avalista.
dor de Imposto de Renda, à alíquota de 20% do rendimento No aval há três figuras distintas:
das operações, equiparando-se aí também a uma aplicação • avalista - aquele que se obriga a cumprir a obriga-
financeira. ção, caso o devedor não o faça,

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• avalizado - é o devedor principal da obrigação ori- É dado somente em contratos - nunca em cambiais.
ginária do aval, É retratável, ou seja, o fiador poderá exonerar-se da
• beneficiário - o credor. obrigação a todo tempo se a fiança tiver duração ilimitada,
mas ficará obrigado por todos os efeitos da fiança, anterio-
O aval pode ser das seguintes espécies: res ao ato amigável ou à sentença que o exonerar.
• em preto - aponta o avalizado. Exemplo: por aval a Goza do “benefício de ordem”, ou seja, antes de ser
Antônio Pontes.
cobrada a dívida do fiador, deve ser cobrada do devedor.
• em branco - a regra é que será em favor do deve-
A fiança não admite interpretação extensiva, de modo
dor principal.
que o fiador só responderá pelo que estiver expresso no
instrumento da fiança e, se alguma dúvida houver, será ela
Segundo a regra geral, contida no art. 897, parágrafo
único, do Código Civil Brasileiro, o aval parcial é vedado. solucionada em favor do fiador.
Todavia, é possível haver exceções, desde que haja previ- Quando houver pluralidade de fiadores há responsabi-
são na legislação especial. Dessa forma, como há lei espe- lidade solidária entre os cofiadores entre si, ou seja, os fia-
cífica tratando do cheque, da nota promissória e da letra de dores respondem proporcionalmente, em partes iguais, pela
câmbio, o aval parcial é admitido nesses títulos de crédito. dívida, salvo se declararam o benefício de divisão.
O avalista é responsável da “mesma maneira” que a Nesse caso, cada um dos fiadores responderá pela sua
pessoa por ele avalizada, a saber: parte que foi estipulada quando o benefício da divisão foi
• a natureza da obrigação do avalista é a mesma da definido.
do avalizado, mas o avalista não toma o lugar do
avalizado; 95  FIANÇAS BANCÁRIAS
• a responsabilidade subsiste, ainda que obrigação
do avalizado seja nula por qualquer razão; A fiança bancária é um contrato por meio do qual o
• o avalista é devedor solidário cambiário.
banco (fiador) garante o cumprimento da obrigação de seu
cliente (o afiançado), junto a um credor em favor do qual a
Para cancelar o aval, basta riscá-lo, apagá-lo ou
obrigação deve ser cumprida.
sobrescrever expressões como “cancelado”, “não vale” etc.
Quando prestada por banco de primeira linha constitui
O aval após o vencimento do título produz idênticos efeitos.
É anulável o aval sem a outorga conjugal (marido ou excelente forma de garantia.
consorte), exceto no regime de casamento de separação Nada mais é do que uma obrigação escrita, acessória,
absoluta de bens. assumida pelo banco, e que, por se tratar de uma garantia e
não de uma operação de crédito está isenta do IOF.
94  FIANÇA Para a concessão de Cartas de Fiança Bancária os
bancos, em geral, exigem garantias (nota promissória,
É uma obrigação escrita, firmada em contrato por meio caução de títulos de renda fixa ou de duplicatas).
do qual alguém, chamado fiador, garante o cumprimento da A fiança é, normalmente, baixada:
obrigação do devedor. • quando do término do prazo de validade da Carta de
É um contrato acessório, pois para a sua existência Fiança, desde que assegurado o cumprimento das
pressupõe a existência de um contrato principal, da qual obrigações assumidas pelas partes contratantes;
é a garantia do credor. Só existe até o limite estabelecido
• mediante a devolução da Carta de Fiança;
e somente pode ser cobrado caso o devedor não pague a
• mediante a entrega, ao banco, da declaração do
dívida afiançada.
credor (beneficiário), liberando a garantia prestada.
Na fiança há três figuras distintas:
• Fiador - aquele que se obriga a cumprir a obriga-
ção, caso o devedor não o faça. 96  PENHOR MERCANTIL
• Afiançado - é o devedor principal da obrigação ori-
ginária da fiança. É o contrato segundo o qual uma pessoa dá a outra
• Beneficiário - o credor. coisa móvel, por vínculo real, em garantia do cumprimento
de obrigação. Pode ser objeto de penhor mercantil coisas
Quando o fiador for pessoa física casada, a fiança só é móveis, corpóreas ou incorpóreas, fungíveis ou infungíveis,
válida com a participação dos dois cônjuges, exceto no regime passíveis de alienação, os direitos suscetíveis de cessão,
de casamento de separação absoluta de bens. Trata-se de sobre coisas móveis e os títulos de crédito.
garantia acessória. Os contratos de penhor declararão, sob pena de não
É uma obrigação subsidiária, pois, devido ao seu cará- terem eficácia:
ter acessório, o fiador só se obrigará se o devedor principal • o valor do crédito, sua estimação, ou valor máximo;
ou afiançado não cumprir a prestação devida, a menos que • o prazo fixado para pagamento;
se tenha estipulado solidariedade.
• a taxa dos juros, se houver;
É unilateral, pois gera obrigações para o fiador, em
• o bem dado em garantia com as suas especifica-
relação ao credor, que só terá vantagem não assumindo
ções.
nenhum compromisso em relação ao fiador.

46
A pessoa que oferece o objeto em penhor tem o nome • credor passa a ser proprietário e possuidor indireto
de dador ou devedor; a que a recebe é denominada credor ou mediato da coisa;
pignoratício. O dador pode ser o próprio devedor ou um terceiro • devedor fica com a posse direta ou imediata (usuá-
por ele. rio e depositário);
O Código Civil estabelece que o penhor só seja cons- • trata-se de uma propriedade limitada, que só
tituído quando da efetiva transferência da posse da coisa serve para os fins previstos na lei; e resolúvel, pois
móvel, suscetível de alienação, ao credor. retorna automaticamente para o devedor fiduciante,
A regra no penhor é que o bem empenhado fique na no momento em que for paga a última prestação;
posse do credor, havendo exceções, visto que no penhor • a alienação fiduciária aplica-se a bens móveis e a
rural, industrial, mercantil e de veículos, as coisas empenha- imóveis.
das continuam em poder do devedor, que as deve guardar
e conservar. É considerada uma garantia real sui generis, porque
O penhor pressupõe uma obrigação principal, cujo não se exerce sobre coisa alheia, mas sobre coisa própria,
cumprimento é garantido pela coisa oferecida ao credor pelo ou seja, o financiado, ou devedor fiduciante, dá em aliena-
devedor. ção um bem móvel ou imóvel ao credor fiduciário, que se
No que diz respeito ao penhor podemos resumir assim: torna proprietário e possuidor indireto da coisa, ficando o
• é o contrato acessório e formal; devedor fiduciante com a posse direta, na qualidade de usu-
• é direito real de garantia; ário e depositário.
• recai sobre coisa móvel (em regra), do devedor ou Essa transferência, porém, é apenas em garantia, tor-
terceiro; nando-se sem efeito, automaticamente, logo que a última
• o devedor oferece um móvel ao credor; prestação é paga. Essa é a condição resolutiva expressa.
• há entrega efetiva da coisa ao credor (em regra); O contrato, que serve de título à propriedade fiduciária,
• o credor é chamado de credor pignoratício. conterá:
• o total da dívida, ou sua estimativa;
A exceção, em que o devedor fica com a coisa empe- • o prazo, ou a época do pagamento;
nhada é no Penhor Rural. • a taxa de juros, se houver;
Podem ser objeto de penhor agrícola: • a descrição da coisa objeto da transferência, com
• máquinas e instrumentos de agricultura; os elementos indispensáveis à sua identificação.
• colheitas pendentes, ou em via de formação;
• frutos acondicionados ou armazenados; 98  HIPOTECA
• lenha cortada e carvão vegetal;
• animais do serviço ordinário de estabelecimento É um direito real de garantia, ou seja, a garantia recai
agrícola. sobre os imóveis, de propriedade do devedor ou de terceiro.
O devedor oferece um bem imóvel (em regra), seu ou
Podem ser objeto de penhor pecuário os animais que de terceiros.
integram a atividade pastoril, agrícola ou de lacticínios. Há bens que se movem, mas que podem ser objeto de
O penhor tradicional (ou penhor comum) deve ser hipoteca:
registrado no Cartório de Títulos e Documentos. Já o penhor • os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles
rural, industrial e mercantil devem ser registrados no Cartó- (tratores, máquinas agrícolas e demais acessórios);
rio de Registro de Imóveis. • navios;
• aeronaves; e
97  ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA • as estradas de ferro com a(s) máquina(s).

A alienação fiduciária em garantia é o contrato pelo A coisa hipotecada permanece com o devedor.
qual o devedor, ou fiduciante, como garantia de uma dívida, O credor é chamado de credor hipotecário.
pactua a transferência da propriedade fiduciária do bem É feito mediante contrato acessório e formal, abran-
móvel ou imóvel ao credor, ou fiduciário, sob condição reso- gendo todas as acessões, melhoramentos ou construções
lutiva expressa. do imóvel.
A alienação fiduciária em garantia não tem por finali- É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar
dade precípua a transmissão da propriedade, embora esta imóvel hipotecado. Todavia, pode convencionar-se que ven-
seja de sua natureza. cerá o crédito hipotecário, se o imóvel for alienado.
A transferência do domínio do bem ao credor não é o O dono do imóvel hipotecado pode constituir outra hipo-
objetivo das partes, mas um meio de garantir o credor contra teca sobre ele, mediante novo título, em favor do mesmo ou
a inadimplência do devedor. Por isso, ressalta sua natureza de outro credor.
de contrato acessório. Salvo no caso de insolvência do devedor, o credor
Possui as seguintes características: da segunda hipoteca, embora vencida, não poderá execu-
• é um contrato acessório e formal; tar o imóvel antes de vencida a primeira. Em regra, exige-
• recai sobre bens móveis ou imóveis, o mútuo, ou o -se escritura pública e deverá ser registrada no Cartório de
parcelamento de débitos previdenciários; Registro de Imóveis.

47
99  FUNDO GARANTIDOR DO CRÉDITO (FGC) As disponibilidades de recursos, ou seja, o Nível de
Capitalização do FGC, estão fixadas em no mínimo 2%
O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, sobre o total das contas cobertas pela garantia.
que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, O caráter privado da estrutura do FGC - estabelecido
poupadores e investidores, que permite recuperar os depó- por meio de uma Resolução do Conselho Monetário Nacio-
sitos ou créditos mantidos em instituição financeira, em caso nal, possuindo, portanto, força de lei - foi importante na sua
de falência ou de sua liquidação. consolidação como entidade independente.
O FGC tem por objetivos prestar garantia de créditos São garantidos pelo FGC:
contra instituições dele associadas, nas hipóteses de: • depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
• decretação da intervenção, liquidação extrajudicial • depósitos de poupança;
ou falência da associada; • depósitos a prazo, com ou sem emissão de certifi-
• reconhecimento, pelo Banco Central do Brasil, do cado;
estado de insolvência da associada. • depósitos mantidos em contas não movimentáveis
Tem como missão institucional contribuir para: por cheques destinadas ao registro e controle do
• proteger depositantes e investidores no âmbito do fluxo de recursos referentes à prestação de servi-
Sistema Financeiro Nacional, até os limites estabe- ços de pagamento de salários, vencimentos, apo-
lecidos pela regulamentação; sentadorias, pensões e similares;
• contribuir para a manutenção da estabilidade do • letras de câmbio;
Sistema Financeiro Nacional; e • letras imobiliárias;
• contribuir para prevenção de crise bancária sistê- • letras hipotecárias;
mica. • letras de crédito imobiliário;
• letras de crédito do agronegócio;
• operações compromissadas que têm como obje-
São instituições associadas do FGC os bancos múlti-
tivo títulos emitidos após 08.03.2012 por empresa
plos, os bancos comerciais, os bancos de investimento, os
ligada.
bancos de desenvolvimento, a Caixa Econômica Federal,
as sociedades de crédito, financiamento e investimento, as
Não são garantidos pelo FGC:
sociedades de crédito imobiliário, as companhias hipotecá-
• os depósitos, empréstimos ou quaisquer outros
rias e as associações de poupança e empréstimo, em fun-
recursos captados ou levantados no exterior;
cionamento no Brasil, que:
• as operações relacionadas a programas de inte-
• recebem depósitos à vista, a prazo ou em contas
resse governamental instituídos por lei;
de poupança;
• os depósitos judiciais;
• efetuam aceite em letras de câmbio; • qualquer instrumento financeiro que contenha
• captam recursos mediante a emissão e a colocação cláusula de subordinação, autorizado ou não pelo
de letras imobiliárias, letras hipotecárias e letras de Banco Central do Brasil a integrar o patrimônio de
crédito imobiliário. referência das instituições financeiras e das demais
instituições autorizadas a funcionar pela referida
A adesão das instituições financeiras e as associações Autarquia;
de poupança e empréstimo em funcionamento no País - não • as letras financeiras;
contemplando as cooperativas de crédito e as seções de • as letras do tesouro; e
crédito das cooperativas, é realizada de forma compulsória. • fundos de investimento.
As autorizações do Banco Central do Brasil para funcio-
namento de novas instituições financeiras estão condiciona- Os Fundos de Investimentos Financeiros são entidades
das à adesão ao FGC. constituídas sob a forma de condomínios abertos. É uma
O fundeamento é constituído de: comunhão de recursos arrecadados de clientes para apli-
• contribuições ordinárias e especiais mensais das cação em carteira diversificada de ativos financeiros, cujos
instituições associadas; regulamentos são registrados em cartórios de títulos e docu-
• taxas de serviços decorrentes da emissão de che- mentos.
ques sem provisão de fundos; Geralmente são administrados por uma instituição
• recuperações de direitos creditórios nas quais o financeira e estão sujeitos a supervisão e acompanhamento
FGC houver se sub-rogado, em virtude de paga- do Banco Central do Brasil ou da CVM - Comissão de Valo-
mento de dívidas de instituições associadas relati- res Mobiliários, dependendo de sua natureza.
vas a créditos garantidos; Para efeito da determinação do valor garantido
• resultado líquido dos serviços prestados pelo FGC dos créditos de cada pessoa, devem ser observados os
e rendimentos de aplicação de seus recursos; seguintes critérios:
• remuneração e encargos correspondentes ao rece- • titular do crédito é aquele em cujo nome o crédito
bimento dos valores devidos em função da realiza- estiver registrado na escrituração da instituição
ção das operações de assistência ou de suporte associada ou aquele designado em título por ela
financeiro e aplicações de recursos; e emitido ou aceito;
• receitas de outras origens. • devem ser somados os créditos de cada credor
As instituições financeiras é que contribuem com uma identificado pelo respectivo Cadastro de Pessoas
porcentagem de 0,0125% a.m. do montante dos saldos das Físicas (CPF) / Cadastro Nacional de Pessoa
contas correspondentes às obrigações objeto de garantia Jurídica (CNPJ) contra todas as instituições asso-
para a manutenção do FGC. ciadas do mesmo conglomerado financeiro.

48
O valor máximo, por instituição, é de R$ 250.000 por
EXERCÍCIOS
depositante ou aplicador, independentemente do valor
total e da distribuição em diferentes formas de depósito
e aplicação.
101 PRIMEIRA PARTE
Nas contas conjuntas, o valor da garantia é limitado
a R$ 250.000,00, ou ao saldo da conta quando inferior a 1. (Banestes/CKM/2015) Classificam-se como entidades
esse limite, dividido pelo número de titulares, sendo o cré- operadoras no Sistema Financeiro Nacional
dito do valor garantido feito de forma individual. a. a Sociedade de Arrendamento Mercantil e o Con-
Exemplos:
selho Monetário Nacional.
a) Conta conjunta de 2 (dois) titulares:
b. a Agência Especial de Financiamento Industrial e a
A B = saldo de R$ 280.000,00
Valor Garantido = R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00 Superintendência de Seguros Privados.
para cada titular. c. o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico
b) Conta conjunta de 3 (três) titulares: e Social e o Conselho Nacional de Seguros Privados.
A B C = saldo de R$ 280.000,00 d. o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
Valor Garantido = R$ 250.000,00/3 = R$ 83.333,33 e. a Bolsa de Valores de São Paulo e a Superinten-
para cada titular. dência Nacional de Previdência Complementar.
c) Conta conjunta de 4 (quatro) titulares:
A B C D = saldo de R$ 280.000,00
2. (Banestes/CKM/2015) Perante o Sistema Financeiro
Valor Garantido = R$ 250.000,00/4 = R$ 62.500,00
para cada titular. Nacional, classificam-se como entidades operadoras
d) Um cliente (A) com 4 (quatro) contas conjuntas o(a):
(com B, C, D e E) cada uma com saldo de R$ 280.000,00: a. Sociedade de Arrendamento Mercantil e o Conselho
Conta A B = R$ 280.000,00 Monetário Nacional.
Conta A C = R$ 280.000,00 b. Agência Especial de Financiamento Industrial e a
Conta A D = R$ 280.000,00 Superintendência de Seguros Privados.
Conta A E = R$ 280.000,00 c. Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e
Cálculo do valor da garantia por conta:
Social e o Conselho Nacional de Seguros Privados.
A B = R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00
A C = R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00 d. Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
A D = R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00 e. Bolsa de Valores de São Paulo e a Superintendência
A E = R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00 Nacional de Previdência Complementar.
A cada um deles caberá:
A = R$ 250.000,00 3. (Banestes/CKM/2015) Dentre alguns dos órgãos nor-
B = R$ 125.000,00 mativos integrantes do Sistema Financeiro Nacional
C = R$ 125.000,00 (SFN), pode-se considerar o(a):
D = R$ 125.000,00
a. Comissão de Valores Mobiliários – CVM e a Supe-
E = R$ 125.000,00
rintendência de Seguros Privados – SUSEP.
b. Banco Central do Brasil – BCB e a Superintendên-
100  REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
cia Nacional de Previdência Complementar – PRE-
VIC.
Cabral, G. Conhecimentos Bancários em tópicos. Bra-
c. Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e
síia: Alumnus, 2014. 360 p.
o Conselho Nacional de Previdência Complemen-
Newlands Jr., C. A. Sistema Financeiro e Bancário -
tar - CNPC.
Teoria e Questões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. 512 p.
O Mercado de Valores Mobiliários Brasileiro. Rio de d. Ministério da Fazenda e a Comissão de Valores
Janeiro: Comissão de Valores Mobiliários, 2014. 376 Mobiliários – CVM.
p., disponível gratuitamente para download em goo.gl/ e. Conselho Monetário Nacional – CMN e o Conselho
v7if7v Nacional de Seguros Privados - CNSP.

Sites (consultas em 30.07.2015) 4. (Banestes/Gran/2015) No topo do organograma do


Banco Central do Brasil - glossário: bcb.gov.br/glossa- Sistema Financeiro Nacional estão entidades que re-
rio.asp?idioma=P gulam e fiscalizam o seu funcionamento, denominadas
Comissão de Valores Mobiliários - CVM portaldoinves- de sistema normativo. As demais instituições do SFN
tidor.gov.br têm que, obrigatoriamente, acatar as decisões do sis-
Educação Financeira brasil.gov.br/economia-e-empre- tema normativo. Entre as entidades que compõem o
go/educacao-financeira Sistema Normativo, encontram-se:
Ordem dos Economistas do Brasil - Enciclopédia de a. sociedades corretoras e sociedades distribuidoras;
Finanças enfin.com.br/ b. entidades de liquidação e custódia;
UOL - Universo On Line - Dicionário Financeiro: econo- c. órgãos normativos e operadores;
mia.uol.com.br/glossario/ d. entidades supervisoras e intermediários financeiros;
Wikipédia - A enciclopédia livre: pt.wikipedia.org e. órgãos normativos e entidades supervisoras.

49
5. (BB/Gran/2015) O Sistema Financeiro Nacional tem na c. Banco Central do Brasil e Conselho Nacional de
sua composição, como entidade supervisora, Seguros Privados.
a. o BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento d. Superintendência Nacional de Previdência Com-
Econômico Federal. plementar e Conselho Monetário Nacional.
b. o Banco Central do Brasil. e. Conselho Nacional de Seguros Privados e Conse-
c. o Banco do Brasil. lho Monetário Nacional.
d. o Conselho Monetário Nacional.
e. o COPOM - Comitê de Política Monetária. 9. (BNDES/Cesgranrio/2011/técnico de arquivo) Inte-
gram o Sistema Financeiro Nacional:
6. (BNDES/Cesgranrio/técnico administrativo/2013) O a. Conselho da República e Conselho Monetário Na-
Sistema Financeiro Nacional (SFN), estruturado e re- cional.
gulado pela Lei n. 4.595, de 31/12/1964, é composto b. Banco do Brasil e Receita Federal.
por algumas instituições. NÃO faz(em) parte do SFN c. Conselho da República e Banco do Brasil.
o(a) d. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
a. Banco Central do Brasil (Bacen). Social e Receita Federal.
b. Conselho Monetário Nacional (CMN). e. Banco Central do Brasil e Banco do Brasil.
c. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES). 10. (Banestes/CKM/2015) O Plano Real foi criado em
d. Banco do Brasil S.A. (BB) e as demais instituições 1994, no governo do ex-presidente Itamar Franco,
financeiras públicas e privadas. quando Fernando Henrique Cardoso era o Ministro da
e. Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Fazenda. Entre outras mudanças, comparativamente
aos planos econômicos de governos anteriores, o Pla-
7. (BNDES/Cesgranrio/2013/técnico administrativo) A Lei no Real, programa de estabilização econômica, pro-
n. 4.595, de 31/12/1964, dispõe sobre a política e as moveu:
instituições monetárias, bancárias e creditícias e dá a. O congelamento de preços, exclusivamente.
b. A adoção de novo padrão monetário, cortando três
outras providências. À luz dessa Lei, considere as afir-
zeros.
mativas abaixo sobre as instituições financeiras.
c. A criação da UFIR - Unidade Fiscal de Referência.
I – As instituições financeiras somente poderão atu-
d. O confisco de dinheiro depositado em conta cor-
ar no País mediante autorização prévia do Banco
rente e/ou aplicados em investimentos bancários.
Central do Brasil (Bacen) ou por decreto do Poder
e. O fim da inflação elevada no Brasil, situação que já
Executivo, quando forem estrangeiras.
durava cerca de 30 anos.
II – As pessoas físicas que exerçam, de forma perma-
nente ou eventual, quaisquer das atividades atribu-
11. (Caixa/Cesgranrio/2012) A gestão da economia visa a
ídas às instituições financeiras não se equiparam
atender às necessidades de bens e serviços da socie-
a elas.
dade e também a atingir determinados objetivos so-
III – Instituições financeiras são pessoas jurídicas pú-
ciais e macroeconômicos, tais como pleno emprego,
blicas ou privadas, cujas atividades principais ou
distribuição de riqueza e estabilidade de preços.
acessórias são a coleta, intermediação ou aplica-
Para que isso ocorra, o governo atua por meio de
ção de recursos financeiros próprios ou de tercei-
a. ações fiscais.
ros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custó-
b. ações monetárias.
dia de valor de propriedade de terceiros.
c. políticas econômicas.
IV – As instituições financeiras terão as condições de d. políticas de relações internacionais.
concorrência reguladas pelo Bacen, que lhes coi- e. diretrizes fiscais e orçamentárias.
birá os abusos com aplicação de pena nos termos
da lei. 12. (Banestes/CKM/2015) É CORRETO afirmar que a in-
flação baixa pode ser considerada, na Política Monetá-
É correto o que se afirma em ria do Brasil, como pré-condição para o(a):
a. I e II, apenas. a. Estagnação de preços e de salários.
b. III e IV, apenas. b. Elevação de taxas de juros e crescimento linear.
c. I, II e IV, apenas. c. Equilíbrio de preços e alta de juros de capitais de
d. I, III e IV, apenas. importação.
e. I, II, III e IV. d. Aumento do mercado de trabalho informal e estabi-
lização de salários.
8. (Casa da Moeda/Cesgranrio/2012) São entidades su- e. Crescimento do país, de forma sustentada e com
pervisoras do Sistema Financeiro Nacional: estabilidade de preços.
a. Conselho Monetário Nacional e Comissão de Valo-
res Mobiliários. 13. (Banestes/CKM/2015) Na Política Monetária do Brasil,
b. Banco Central do Brasil e Comissão de Valores o combate à inflação (inflação baixa) pode ser conside-
Mobiliários. rado como pré-condição para o(a):

50
a. Estagnação de preços e de salários. 18. (BB/Cespe/Certificação Interna/2012) A respeito da
b. Elevação de taxas de juros e crescimento linear. política monetária, assinale a opção correta.
c. Crescimento do país de forma sustentada e com a. Contradiz a teoria quantitativa da moeda o argu-
estabilidade de preços. mento de que, no longo prazo, as políticas mone-
d. Aumento do mercado de trabalho informal e estabi- tárias expansionistas não modificam as variáveis
lização de salários. reais da economia.
e. Equilíbrio de preços e alta de juros de capitais de b. Reduções das taxas de redesconto caracterizam
importação. as políticas monetárias restritivas, adotadas para
combater inflações.
14. (BB/Cesgranrio/2015) A taxa de inflação acumulada
c. Quando o governo compra títulos públicos nas
em 12 meses encontra-se próxima do teto da meta in-
operações de mercado aberto, ocorre expansão da
flacionária. Um dos instrumentos da política monetária
oferta monetária.
que o BC tem disponível para reduzir a inflação é a(o)
d. Aumentos das taxas de reservas compulsórias
a. venda de títulos públicos no mercado aberto.
reduzem as taxas de juros e elevam a demanda
b. redução da taxa de compulsórios junto ao sistema
bancário. agregada.
c. redução da taxa de redesconto para empréstimos e. A maior vantagem das políticas monetárias advém
de liquidez. do fato de que essas políticas não alteram os gas-
d. redução da taxa básica de juros (Selic). tos de investimento.
e. alongamento de prazos de dívidas junto aos bancos.
19. (Caixa/Cesgranrio/2012) A política monetária enfatiza
15. (BB/Gran/2015) O Banco Central do Brasil adota como sua atuação sobre os meios de pagamento, os títulos
instrumento de política monetária públicos e as taxas de juros.
a. a meta para a Taxa Selic divulgada pelo Copom. A política monetária é considerada expansionista
b. a fiscalização das instituições financeiras. quando:
c. a fixação das tarifas cobradas pelas instituições fi- a. reduz os meios de pagamento, retraindo o consu-
nanceiras. mo e a atividade econômica.
d. o controle das operações no mercado de câmbio. b. mantém todas as condições macroeconômicas es-
e. o recolhimento compulsório sobre as operações de táveis por longo período.
crédito rural. c. estabelece diretrizes de expansão da produção do
mercado interno para o exterior.
16. (BB/Gran/2015) O CMN e o Bacen têm a prerrogati- d. realiza operações de crédito no exterior, aumentan-
va de adotar medidas alterando as regras do depósito do a captação de recursos e, por consequência, os
compulsório. Supondo que essas regras tenham sido meios de recebimento.
modificadas permitindo que os bancos com os recur- e. eleva a liquidez da economia, injetando maior volu-
sos da caderneta de poupança imobiliária possam fa- me de recursos nos mercados, elevando, em con-
zer aplicações adicionais de até R$22,5 bilhões e de sequência, os meios de pagamentos.
até R$2,5 bilhões com recursos da poupança rural.
Além disso, no depósito a prazo espera-se recolher 20. (BB/Cespe/Certificação Interna/2011) Acerca dos ins-
cerca de R$ 25 bilhões a mais do sistema bancário. trumentos de política econômica, assinale a opção
Com essas medidas, percebe-se que a liquidez da correta.
economia brasileira poderá ser impactada da seguinte a. O regime de câmbio flutuante implica a adoção de
forma: política cambial restritiva.
a. com a retirada de R$50 bilhões. b. Para maior controle da inflação, deve-se adotar
b. com a entrada de R$50 bilhões. uma política monetária expansionista.
c. não será alterada. c. Redução das exigências de depósitos compulsó-
d. com a retirada de R$25 bilhões, relativos aos recur- rios e das taxas de redesconto é exemplo de políti-
sos da caderneta de poupança ca monetária contracionista.
e. com a entrada de R$25 bilhões, relativos aos recur- d. Ao se adotar uma política monetária restritiva, as
sos do depósito a prazo. taxas de juros se elevarão, e o consumo, conse-
quentemente, diminuirá.
17. (BNDES/Cesgranrio/2013) Uma operação de mercado e. A implantação de uma política fiscal contracionista
aberto do Banco Central, na qual títulos da dívida pú- para o controle inflacionário resulta em crescimen-
blica do Governo Federal são comprados e sequente- to econômico.
mente aposentados, tem como objetivo
a. diminuir a demanda por moeda estrangeira. 21. (Banestes/Gran/2015) Uma diferença marcante entre
b. diminuir a taxa de inflação. o mercado primário e o mercado secundário é que:
c. aumentar a oferta monetária. a. no primeiro, não há influência direta no caixa da
d. aumentar o volume de depósitos bancários. companhia emissora, enquanto, no segundo, há
e. aumentar a liquidez dos títulos públicos federais. influência direta no caixa dessa companhia.

51
b. no primeiro, há influência direta no caixa da com- b. zelar pela liquidez e pela solvência das instituições
panhia emissora, enquanto, no segundo, não há financeiras, bem como fiscalizá-las.
influência direta no caixa dessa companhia. c. apoiar o Congresso Nacional nos assuntos relati-
c. no primeiro são produzidos os insumos básicos da vos às políticas monetária, cambial e de crédito.
economia, enquanto, no segundo, ocorre a indus- d. reunir-se periodicamente com intervalo aproxima-
trialização do que foi produzido no primeiro. do de 45 dias entre cada reunião.
d. no primeiro é onde alguém vende pela primeira vez e. expedir normas gerais de contabilidade e estatís-
algo que tinha comprado anteriormente. tica a serem observadas pelas instituições finan-
e. no segundo é onde os recursos financeiros saem ceiras.
do bolso do investidor e vão para o caixa da em-
presa emissora. 26. (BNB/FGV/2014) O Conselho Monetário Nacional
(CMN) é o órgão responsável pela fixação das dire-
22. (Caixa/Cesgranrio/2012) O mercado de ações pode trizes das políticas monetária, creditícia e cambial do
ser classificado de acordo com o momento da negocia- país. Não cabem ao CMN funções executivas. O nú-
ção do título. Quando, por exemplo, uma empresa emi- mero de membros do CMN foi variável desde a sua
te novas ações, esse lançamento ocorre no mercado criação (31/12/1964), de acordo com as exigências
a. cambial. políticas e econômicas de cada Governo. Em razão da
b. futuro. Lei n. 9.069/95, em vigor, o CMN passou a ser inte-
c. monetário. grado por:
d. primário. a. 11 (onze) membros;
e. secundário. b. 10 (dez) membros;
c. 8 (oito) membros;
d. 4 (quatro) membros;
23. (BB/Gran/2015) Os empréstimos e os financiamentos
e. 3 (três) membros.
são contratados junto a instituição financeira autoriza-
da pelo Banco Central do Brasil a operar. A respeito
27. (BNB/FGV/2014) O Conselho Monetário Nacional
das taxas de juros cobradas pelos bancos examine as
(CMN) é o órgão superior do Sistema Financeiro. A po-
seguintes afirmações:
lítica do CMN objetiva:
I – é a remuneração do capital emprestado.
a. regular o valor interno e externo da moeda;
II – são aquelas praticadas no mercado, variando de
b. controlar exclusivamente o fluxo de capitais estran-
instituição para instituição.
geiros;
III – são limitadas pelas autoridades monetárias.
c. realizar operações de redesconto e empréstimos,
IV – são definidas pelo Copom em reuniões realizadas
como instrumento de política monetária como auxí-
com a periodicidade em torno de 45 dias.
lio a problemas de liquidez;
d. fiscalizar a interferência de outras sociedades nos
Estão corretos os itens
mercados financeiros e de capitais;
a. I, II, III e IV.
e. emitir papel moeda e moeda metálica.
b. I, II e IV, apenas.
c. I e III, apenas. 28. (Banpara/Inaz-PA/2014/Contador) De acordo com
d. II e III, apenas. a Lei n. 4.595/1964, são prerrogativas exclusivas do
e. I e II, apenas. Conselho Monetário Nacional (CMN), exceto:
a. Estabelecer as diretrizes e normas da política cam-
24. (BB/Cespe/Certificação Interna/2012) O spread ban- bial;
cário pode ser definido como b. Regular o crédito, incluindo suas modalidades e
a. o custo total do banco na concessão dos emprés- operações de aceites, avais e de garantias.
timos. c. Realizar operações de redesconto e empréstimos
b. a taxa que o banco cobra dos tomadores de em- a instituições financeiras bancárias.
préstimos. d. Emitir normas gerais de contabilidade e estatística
c. os custos variáveis que o banco tem na concessão a serem seguidas pelas instituições financeiras.
dos empréstimos. e. Remeter ao Congresso Nacional relatórios sobre o
d. os custos fixos com os quais o banco tem de arcar recolhimento de compulsórios.
na concessão dos empréstimos.
e. a diferença entre a taxa que o banco cobra dos to- 29. (Banpara/Inaz-PA/2014) Compete a ele fixar as metas
madores de empréstimos e a taxa de captação. de inflação e os respectivos intervalos de tolerância de
acordo com a estratégia governamental:
25. (Banestes/Gran/2015) Ao Conselho Monetário Nacio- a. CMN.
nal (CMN) compete b. BACEN.
a. fixar as diretrizes e normas das políticas monetá- c. COPOM.
rias e cambiais e cuidar da execução dessas po- d. SFN.
líticas. e. CETIP.

52
30. (BB/Cesgranrio/2014) Uma das atribuições do Conse- As funções do Conselho Monetário Nacional são:
lho Monetário Nacional (CMN), que a Lei n. 4.595/1964 a. assessorar o Ministério da Fazenda na criação de
estabelece, na qualidade de órgão integrante do Siste- políticas orçamentárias de longo prazo e verificar
ma Financeiro Nacional (SFN), é os níveis de moedas estrangeiras em circulação no
a. receber os recolhimentos compulsórios das institui- país.
ções financeiras. b. definir a estratégia da Casa da Moeda, estabelecer
b. realizar as operações de redesconto e emprésti- o equilíbrio das contas públicas e fiscalizar as enti-
mos a instituições financeiras. dades políticas.
c. determinar os percentuais do recolhimento compul- c. estabelecer as diretrizes gerais das políticas mo-
sório. netária, cambial e creditícia; regular as condições
d. executar os serviços de meio circulante. de constituição, funcionamento e fiscalização das
e. orientar a aplicação dos recursos das instituições instituições financeiras e disciplinar os instrumen-
financeiras. tos das políticas monetária e cambial.
d. fornecer crédito a pequenas, médias e grandes
31. (BB/Cesgranrio/2014) O Conselho Monetário Nacional empresas do país, e fomentar o crescimento da
(CMN) é a entidade máxima do sistema financeiro bra- economia interna a fim de gerar um equilíbrio nas
sileiro, ao qual cabe contas públicas, na balança comercial e, conse-
a. intervir diretamente nas instituições financeiras ilí- quentemente, na política cambial.
quidas. e. secretariar e assessorar o Sistema Financeiro Na-
b. apurar e anunciar mensalmente a taxa de inflação cional, organizando as sessões deliberativas de
oficial. crédito e mantendo seu arquivo histórico.
c. autorizar a emissão de papel-moeda.
d. fixar periodicamente a taxa de juros interbancária. 35. (Casa da Moeda/Cesgranrio/2012) Desde 1999, a
e. aprovar o orçamento do setor público federal. política monetária brasileira é baseada no chamado
regime de metas de inflação. A definição das metas
anuais de inflação e de seus respectivos intervalos de
32. (BB/Cesgranrio/2014) Nos termos da Lei de regên-
tolerância é da alçada do
cia, cabe ao Conselho Monetário Nacional determinar
a. Ministro da Fazenda.
recolhimento de determinado percentual do total dos
b. Presidente da República.
depósitos e/ou outros títulos contábeis das instituições
c. Conselho Monetário Nacional.
financeiras, seja na forma de subscrição de letras ou
d. Presidente do Banco Central do Brasi.
obrigações do Tesouro Nacional, seja na compra de
e. Conselho de Política Monetária do Banco Central
títulos da Dívida Pública Federal, ou ainda, através de
do Brasil.
recolhimento em espécie. Esse percentual correspon-
derá a até
36. (BNDES/Cesgranrio/contabilidade/2011) O Conselho
a. 60%.
Monetário Nacional (CMN) é o órgão deliberativo
b. 50%.
do Sistema Financeiro Nacional (SFN) a quem
c. 20%.
compete: estabelecer as diretrizes gerais das políticas
d. 30%.
monetária, cambial e creditícia; regular as condições
e. 40%.
de constituição, funcionamento e fiscalização das
instituições financeiras e disciplinar os instrumentos
33. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) Assinale a op-
de política monetária e cambial. Nos termos da Lei n.
ção correta em relação ao SFN. 9.069, de 29/06/1995, o Conselho Monetário Nacional é
a. O BACEN é um dos operadores do SFN juntamen- constituído pelo Ministro de Estado da Fazenda e pelo
te com as bolsas de valores. a. Presidente do Banco Central do Brasil e Presidente
b. O CMN é presidido pelo presidente do BACEN. do Banco do Brasil.
c. Cabe ao CMN coordenar as políticas monetária e b. Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e
orçamentária, mas, não, controlar a dívida externa. Gestão.
d. O equilíbrio da balança comercial é atribuição do c. Ministro de Estado da Casa Civil e Presidente do
Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Banco Central do Brasil.
Comércio, que também é integrante do CMN. d. Ministro de Estado da Casa Civil e Ministro de Es-
e. O Conselho Nacional de Seguros Privados compõe tado do Planejamento, Orçamento e Gestão.
o SFN como órgão normativo. e. Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e
Gestão e Presidente do Banco Central do Brasil.
34. (BB/Cesgranrio/2012) O Sistema Financeiro Nacional
é formado por um conjunto de instituições voltadas 37. (BB/FCC/2011) O Conselho de Recursos do Sistema
para a gestão da política monetária do Governo Fe- Financeiro Nacional (CRSFN) é um órgão colegiado,
deral, cujo órgão deliberativo máximo é o Conselho integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, que
Monetário Nacional. julga recursos

53
I – em segunda e última instância administrativa. a. está autorizado a instituir recolhimento compulsório
II – em primeira instância, de decisões do Banco Cen- de até 100% sobre os depósitos à vista e de até
tral do Brasil relativas a penalidades por infrações à 60% sobre as demais operações passivas das ins-
legislação cambial. tituições financeiras.
III – de decisões da Comissão de Valores Mobiliários re- b. realiza operações de redesconto bancário com o
lativas a penalidades por infrações à legislação de fim de assistência financeira de liquidez ao setor
capitais estrangeiros. produtivo da economia.
c. realiza diariamente operações de mercado aber-
Está correto o que consta em to, de compra e venda de títulos da dívida pública,
a. I, apenas. com o objetivo de controlar a liquidez das institui-
b. II, apenas. ções financeiras.
c. I e III, apenas. d. define a meta para a inflação, medida pelo Índice
d. II e III, apenas. Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),
e. I, II e III. com intervalos de tolerância de mais ou menos 2%.
e. pode comprar e vender títulos públicos com o obje-
38. (BB/FCC/2011) O Conselho de Recursos do Sistema tivo de capitalizar o Tesouro Nacional por meio das
Financeiro Nacional (CRSFN) é um órgão colegiado, chamadas operações de redesconto de liquidez.
integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, que
julga recursos 41. (BB/Cesgranrio/2014) Em termos teóricos, podem ser
I – em segunda e última instância administrativa. conferidas ao Banco Central diversas atribuições, des-
II – em primeira instância, de decisões do Banco Cen- tacando-se, dentre elas, a de ser o Banco dos Bancos,
tral do Brasil relativas a penalidades por infrações à o Único Banco Emissor ou o Banqueiro do Governo.
legislação cambial. Sob o enfoque de Banqueiro do Governo, o Banco
III – de decisões da Comissão de Valores Mobiliários re- Central deve ser o
lativas a penalidades por infrações à legislação de a. financiador das obras de infraestrutura da União.
capitais estrangeiros. b. emprestador de dinheiro para as obras de fomento.
c. centralizador do caixa do governo.
Está correto o que consta em d. detentor do monopólio de órgão arrecadador da
a. I, apenas. União.
b. II, apenas. e. detentor do monopólio da distribuição do dinheiro.
c. I e III, apenas.
d. II e III, apenas. 42. (BB/Cesgranrio/2014) No Brasil, a condução e a ope-
e. I, II e III. ração diárias da política monetária, com o objetivo de
estabilizar a economia, atingindo a meta de inflação e
39. (Banestes/CKM/2015) Assinale a alternativa CORRE- mantendo o sistema financeiro funcionando adequa-
TA quanto a uma das competências do Banco Central damente, são uma responsabilidade do(a)
do Brasil: a. Caixa Econômica Federal.
a. Assegurar e fiscalizar o funcionamento eficiente b. Comissão de Valores Mobiliários.
das bolsas de valores, do mercado de balcão e das c. Banco do Brasil.
bolsas de mercadorias e futuros. d. Banco Central do Brasil.
b. Executar a política monetária mediante utilização e. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
de títulos do Tesouro Nacional. Social.
c. Proteger os titulares de valores mobiliários e os
investidores do mercado contra emissões irregu- 43. (BNB/FGV/2014) O Banco Central do Brasil (BC ou
lares de valores mobiliários, e contra atos ilegais BACEN) foi criado pela lei n. 4595, de 31/12/1964,
de administradores de companhias abertas ou de para atuar como órgão executivo central do sistema
carteira de valores mobiliários. financeiro, tendo como funções cumprir e fazer cum-
d. Apurar, mediante inquérito administrativo, atos ile- prir as disposições que regulam o funcionamento do
gais e práticas não-equitativas de administradores sistema e as normas expedidas pelo CMN (Conselho
de companhias abertas, e de quaisquer participan- Monetário Nacional). Entre as atribuições do Banco
tes do mercado de valores mobiliários, aplicando Central estão:
as penalidades previstas em lei. a. emitir papel-moeda, exercer o controle do crédito e
e. Evitar ou coibir modalidades de fraude ou de mani- exercer a fiscalização das instituições financeiras,
pulação que criem condições artificiais de deman- punindo-as quando necessário;
da, oferta ou preço dos valores mobiliários nego- b. determinar as taxas de recolhimento compulsório,
ciados no mercado. autorizar as emissões de papel-moeda e estabele-
cer metas de inflação;
40. (Banestes/Gran/2015) No que diz respeito às ativida- c. regulamentar as operações de redesconto de liqui-
des do Banco Central do Brasil, está correta a seguinte dez, coordenar as políticas monetárias creditícia e
afirmativa: cambial e estabelecer metas de inflação;

54
d. regular o valor interno da moeda, regular o valor b. aprova o orçamento do setor público antes de exe-
externo da moeda e zelar pela liquidez e solvência cutar a política monetária.
das instituições financeiras; c. financia os investimentos em infraestrutura logísti-
e. determinar as taxas de recolhimento compulsório, ca do país.
regular o valor interno e externo da moeda e auto- d. regula o funcionamento de todos os mercados de
rizar as emissões de papel-moeda. ativos no país.
e. regula os serviços de compensação de cheques.
44. (Basa/Cesgranrio/2013) As instituições que compõem
o Sistema Financeiro Nacional exercem suas ativida- 49. (BNDES/Cesgranrio/Técnico de arquivo/2011) De
des de modo que todo sistema funcione adequada- acordo com a legislação brasileira, as instituições fi-
mente. O principal executor das orientações do Con- nanceiras estrangeiras podem funcionar no Brasil des-
selho Monetário Nacional e responsável por garantir o de que autorizadas por
a. ordem do Conselho Monetário Nacional.
poder de compra da moeda nacional é
b. resolução do Banco Central do Brasil.
a. a Bolsa de Valores.
c. resolução do Banco do Brasil.
b. a Superintendência Nacional de Seguros Privados
d. decreto do Banco Central do Brasil.
– SUSEP.
e. decreto do Presidente da República.
c. o Banco Central do Brasil.
d. a Caixa Econômica.
50. (BB/Cesgranrio/2012) Os bancos comerciais são o tipo
e. o Conselho Nacional de Seguros Privados. de instituição financeira que mais realizam movimen-
tação monetária em número de transações, devido ao
45. (BNDES/Cesgranrio/Biblioteconomia/2013) O órgão grande número de instituições e clientes. Dentre os ti-
brasileiro responsável pelo controle da oferta monetá- pos de captação de recursos dos clientes, os bancos
ria do país, ou seja, pelo montante total de dinheiro possuem um tipo de captação conhecida como “capta-
disponível para a população é o(a) ção a custo zero”, realizada por meio das contas cor-
a. Ministério da Fazenda. rentes dos clientes.
b. Banco Central do Brasil. O tipo de operação em que são realizadas entradas de
c. Conselho de Valores Mobiliários (CVM). dinheiro em contas-correntes é denominado captação
d. Conselho Administrativo de Defesa Econômica de
(CADE). a. clientes.
e. Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN). b. dinheiro.
c. depósitos à vista.
46. (Caixa/Cesgranrio/2012) O Sistema Financeiro Nacio- d. recursos a prazo.
nal é composto por diversas entidades, dentre as quais e. investimentos a curto prazo.
os órgãos normativos, os operadores e as entidades
supervisoras. 51. (Basa/Cesgranrio/2013) Os títulos de renda fixa emiti-
A entidade responsável pela fiscalização das institui- dos pelos bancos comerciais e pelos bancos de inves-
ções financeiras e pela autorização do seu funciona- timento destinados a lastrear operações de capital de
mento é o giro são os
a. Banco Central do Brasil. a. recibos e letras de câmbio.
b. Conselho Monetário Nacional. b. registros e títulos públicos federais.
c. certificados e letras do tesouro nacional.
c. Fundo Monetário Internacional.
d. certificados e recibos de depósito bancário.
d. Conselho Nacional de Seguros Privados.
e. títulos federais e debêntures.
e. Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES).
52. (Banpara/Inaz-PA/2014) Com relação a CDB é incor-
reto afirmar que:
47. (BNDES/Cesgranrio/administração/2011) O valor do
a. Título de renda fixa, representativo de depósito à
depósito compulsório devido pelos bancos comerciais
prazo, emitido por bancos múltiplos, de investimen-
ao Banco Central do Brasil é calculado em função ape- tos e comerciais.
nas do b. É uma modalidade de aplicação que proporciona
a. lucro do banco no período. ao cliente remuneração sobre o seu capital, sendo
b. total do ativo circulante do banco. obrigatoriamente emitido na forma nominativa, ou
c. valor dos depósitos à vista no banco. seja, com a identificação do investidor.
d. valor do caixa do banco. c. É admitida a sua negociação antes do vencimen-
e. valor de contas do balanço patrimonial do banco. to, que depende das condições estabelecidas pela
instituição emissora, e terá o seu valor de mercado
48. (BNDES/Cesgranrio/economia/2011) O Banco Central apurado em função da taxa de juros corrente.
do Brasil tem várias funções e características opera- d. O CDB em qualquer modalidade não possui carên-
cionais. Entre elas, a de que cia, no entanto, o investidor deve atender a incidên-
a. obtém recursos exclusivamente dos depósitos cia de IOF sobre resgates com prazo inferior a 30
compulsórios dos bancos. dias da data de aplicação.

55
e. É um depósito à prazo, remunerado, que não pode 57. (Basa/Cesgranrio/2013) A caderneta de poupança é
ser resgatado antes do seu vencimento. Isso signi- essencialmente uma alternativa de aplicação financei-
fica que é um investimento sem liquidez, ou seja, o ra bastante conservadora e segura ao aplicador, pois
investidor terá que esperar o dia do seu vencimen- o governo garante os depósitos até certo limite. Outra
to para ter o seu dinheiro de volta, acrescido da vantagem deste tipo de aplicação é a
taxa de juros contratada. a. isenção de imposto de renda até certo limite de
aplicação.
53. (Metrô-DF/Iades/2014/Economista) Os bancos comer- b. rentabilidade acima do mercado, quando compara-
ciais atuam como parte na intermediação financeira, da a outras aplicações.
captando recursos dos agentes econômicos supera- c. ausência dos riscos de mercado nas aplicações.
vitários, os investidores, e disponibilizando-os para d. isenção de taxas e tarifas bancárias.
os agentes econômicos deficitários, os tomadores. A e. possibilidade de sorteio de prêmios na data de ani-
captação de recursos por meio de depósitos a prazo versário da caderneta.
constitui-se, para o banco, em uma
a. operação ativa. 58. (BNB/FGV/2014) Com relação aos serviços bancários
b. operação passiva. e financeiros, considere as seguintes afirmativas:
c. aplicação financeira. I – A conta especial de depósitos à vista (conta sim-
d. intermediação financeira. plificada para clientes de baixa renda) é individual
e. aplicação de renda variável. (apenas um titular). Cada cliente pode ter apenas
uma conta e não pode ser correntista em qualquer
54. (Banestes/Idecan/2012) O certificado de depósito ban- outra instituição financeira. Essa conta está isenta
cário é uma tradicional forma da captação de recur- de tarifa e possui franquia mensal de cinco extra-
tos, cinco depósitos e cinco saques.
sos no mercado financeiro. Entre suas características,
II – Bancos de investimento captam depósitos à vista e
pode-se destacar
depósitos de poupança, atuando mais fortemente
a. emissão por bancos comerciais, bancos de investi-
no crédito agrícola.
mento, bancos múltiplos e financeiras.
III – Depósitos a prazo, tais como CDB e RDB, são mo-
b. conta com a cobertura do fundo garantidor de cré-
dalidades de investimento, geralmente classifica-
dito até o limite de R$250.000,00.
das em pós-fixadas, pré-fixadas e flutuantes.
c. o prazo mínimo de emissão é 30 dias.
IV – Só é possível a abertura de conta de investimento
d. não permite a transferência de titularidade por en-
ao cliente que possuir pelo menos uma conta cor-
dosso.
rente de depósitos à vista, ainda que em instituição
e. só pode ser emitido com remuneração prefixada.
distinta.

55. (Nossa Caixa Desenvolvimento/FCC/Contador/2011)


Assinale se:
Os Certificados de Depósito Bancário − CDBs
a. somente II e III estiverem corretas;
I – são títulos de renda variável.
b. somente III e IV estiverem corretas;
II – podem ter rentabilidade prefixada ou pós-fixada.
c. somente I, II e IV estiverem corretas;
III – tem seus rendimentos isentos do imposto de renda. d. I, II, III e IV estiverem corretas;
IV – são aplicações de baixo risco. e. nenhuma afirmativa estiver correta.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. III e IV. 59. (BB/FCC/2013) Para depósitos a partir de 04 de maio
b. II e III. de 2012, caso a taxa básica de juros (Selic) seja de
c. II e IV. 8,5% ao ano ou inferior, o rendimento passa a ser de
d. I e II. 70% dela acrescido da taxa referencial (TR). Trata-se
e. I e III. de investimento em
a. Letra do Tesouro Nacional.
56. (BB/Cesgranrio/2015) Tradicionalmente, o rendimento b. Caderneta de Poupança.
da Caderneta de Poupança sempre foi determinado c. Recibo de Depósito Bancário.
pela variação da TR (Taxa Referencial) mais juros de d. Fundo de Renda Fixa.
0,5% ao mês. Entretanto, os depósitos realizados a e. Título de Capitalização.
partir de 04/05/2012 têm rendimento vinculado à meta
da taxa Selic. Desde então, se esta meta for igual ou 60. (BB/Gran/2012) Em 03.05.2012, o Ministro da Fazen-
menor que 8,5% ao ano, os juros da Caderneta de da, fez pronunciamento afirmando que quem aplicou
Poupança são na poupança até aquele dia (3) não será afetado pelas
a. aumentados para 130% da Selic. novas regras de remuneração da caderneta. A altera-
b. aumentados para 130% da Selic mais a TR. ção valerá apenas para os depósitos feitos e para as
c. aumentados para 100% da Selic. contas abertas a partir do dia seguinte (4). Ao explicar
d. reduzidos para 70% da Selic. o novo cálculo, o ministro da Fazenda, Guido Mante-
e. reduzidos para 70% da Selic mais a TR. ga, informou que os demais direitos dos aplicadores,

56
como isenção de Imposto de Renda, possibilidade de 64. (Transpetro/Cesgranrio/2011/Economista) O Banco
resgate a qualquer momento e garantia dos depósitos Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
até R$ 250 mil, em caso de quebra do banco, foram (BNDES) é, no Brasil, uma importante fonte de finan-
mantidos. ciamento de longo prazo para
adaptado de http://exame.abril.com.br/economia/ a. a liquidez do setor financeiro.
noticias/poupadores-atuais-nao-perderao-vantagem- b. o pagamento de dividendos pelas empresas.
-com-nova-remuneracao-da-caderneta c. os compradores de bens de consumo não duráveis.
d. as empresas industriais que desejam investir.
As novas regras na caderneta de poupança envolvem: e. as pessoas que desejam hipotecar seu imóvel.
a. valor mínimo de depósito.
b. uma única data de aniversário para cada conta. 65. (Transpetro/Cesgranrio/2011/Economista) O capital de
c. diminuição do rendimento pago pela poupança. giro necessário para uma empresa é o valor
d. prazo máximo para a aplicação. a. de suas vendas menos seu custo de produção.
e. tributação pelo Imposto sobre Operações Financei- b. do patrimônio líquido de curto prazo.
ras - IOF. c. do estoque de matérias-primas mantido pela em-
presa.
61. (BB/FCC/2011) As aplicações em cadernetas de pou- d. dos juros sobre as dívidas de curto prazo da em-
pança presa.
a. não contam com proteção adicional do Fundo Ga- e. dos recursos necessários para financiamento do
rantidor de Crédito (FGC). seu ciclo operacional.
b. realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão
como data de aniversário o último dia útil do mês 66. (Basa/Cesgranrio/2013) Atualmente os bancos ofere-
cem diversas modalidades de crédito. A operação de
seguinte.
crédito concedida para a aquisição de bens e serviços,
c. de pessoas jurídicas com fins lucrativos sofrem tri-
com a opção de antecipação de pagamento das parce-
butação de 22,5% sobre o rendimento nominal.
las com deságio, é o
d. são permitidas apenas para contribuintes maiores
a. cartão de crédito.
de idade.
b. leasing.
e. são vedadas para pessoas jurídicas imunes à tribu-
c. certificado de depósito interbancário.
tação ou sem fins lucrativos.
d. Hot Money.
e. crédito direto ao consumidor.
62. (BB/Cesgranrio/2012) Dentre os principais papéis
privados negociados no mercado financeiro estão as 67. (BB/FCC/2013) As operações denominadas Crédito
letras de câmbio, que são emitidas pelos financiados Direto ao Consumidor são caracterizadas
dos contratos de crédito e aceitas pelas instituições fi- a. pela não incidência de IOF para contratos com pes-
nanceiras participantes da operação. Posteriormente, soa física.
elas são vendidas a investidores, por meio dos meca- b. por destinação ao financiamento de bens e servi-
nismos de intermediação do mercado financeiro. ços para pessoas físicas ou jurídicas.
Nesse sentido, as letras de câmbio se caracterizam c. pela dispensa da informação do Custo Efetivo Total
como títulos para clientes correntistas dos bancos.
a. emitidos por instituições que atuam com crédito d. pela impossibilidade de antecipação de pagamento
imobiliário. de parcelas.
b. transferíveis por meio de endosso, que podem ser e. pela ausência de gravame no caso de financiamen-
pré-fixados ou pós-fixados. to de veículos usados.
c. lastreados em ações ordinárias, podendo ser lan-
çados no exterior. 68. (Basa/Cesgranrio/2013) Os bancos oferecem diversas
d. nominativos, com renda fixa e prazo determinado modalidades de crédito para as empresas ajustarem
de vencimento. seu fluxo de caixa. Uma dessas modalidades é o des-
e. ao portador e com limite de valor definido pelo pro- conto de títulos, que consiste na
prietário. a. liquidação antecipada de títulos dos clientes com
um desconto nos juros proporcional ao prazo de
63. (BB/FCC/2011) A instituição financeira que pode ser antecipação.
b. antecipação de um direito (recebível), seja um bo-
aceitante de letra de câmbio é
leto ou um cheque, feito pelo banco ao cliente, me-
a. a empresa de arrendamento mercantil.
diante a cobrança de uma taxa de juros.
b. a corretora de valores mobiliários.
c. prorrogação do vencimento de títulos (deveres)
c. a sociedade de crédito, financiamento e investi-
dos seus clientes para uma data futura, mediante a
mento.
cobrança de uma taxa de juros.
d. o banco de câmbio.
d. alienação de recebíveis atrelados a bens móveis e
e. o banco comercial cooperativo.
imóveis com desconto na taxa de juros.

57
e. geração de descontos em tarifas e taxas bancárias 72. (BB/Cespe/2011/Certificação Interna) Acerca do crédi-
para os clientes que realizarem os pagamentos de to nas instituições financeiras, julgue os itens subse-
títulos pela internet. quentes.
I – Crédito consiste na entrega presente de um bem ou
69. (BNB/FGV/2014) Pedreira Pedra Mole Ltda. pretende
dinheiro mediante a promessa de devolução/paga-
descontar duplicatas perante o Banco X. Todos os tí-
mento em uma data futura.
tulos estão vencidos há mais de quarenta dias e sem
pagamento pelo aceitante; também não houve pro- II – Sendo o crédito uma promessa, o risco de crédito
testo por falta de pagamento. Considerando-se que a consiste na probabilidade de essa promessa não
orientação do Banco X para desconto de duplicatas é ser cumprida, ou seja, de o recebimento não ocor-
sempre poder cobrar do endossante através de pro- rer na data pactuada.
cesso de execução, a conduta a ser adotada, com a III – Sendo a concessão de crédito função principal na
correspondente justificativa, é: maioria das instituições financeiras, o impacto dos
a. recusar o desconto das duplicatas, porque, caso o efeitos de uma má gestão dos riscos de crédito so-
Banco figure como endossatário, não poderá exer-
bre os resultados não é geralmente significativo.
cer o direito de regresso em face do endossante;
IV – São operações de crédito realizadas pelos bancos:
b. recusar o desconto das duplicatas, porque o acei-
te na duplicata é proibido, e seu descumprimento conta garantida, capital de giro e hot money.
acarreta a perda do direito de ação em face dos
coobrigados; Assinale a opção correta.
c. aceitar o desconto das duplicatas, porque será a. Apenas um item está certo.
possível promover ação de execução em face do b. Apenas os itens I e III estão certos.
endossante, já que este é sempre um coobrigado c. Apenas os itens I, II e IV estão certos.
pelo pagamento; d. Apenas os itens II e III estão certos.
d. aceitar o desconto das duplicatas, porque será e. Todos os itens estão certos.
possível promover ação de execução em face do
endossante, já que este é sempre um coobrigado
pelo pagamento; 73. (BB/FCC/2011) A operação de empréstimo bancário
e. aceitar o desconto das duplicatas, desde que os denominada hot money é caracterizada como:
títulos estejam protestados por falta de pagamento a. de médio prazo.
e acompanhados do comprovante de entrega da b. isenta de IOF.
mercadoria. c. crédito direto ao consumidor.
d. de prazo mínimo de 1 dia útil.
70. (Banpara/Inaz-PA/2014) Refere-se à deslocação de e. destinada à aquisição de bens.
fundos ou capital de um país para outro por forma a
conseguir ganhos rápidos devido a grandes diferenças
74. (Nossa Caixa Desenvolvimento/FCC/2011/Contador/
nas taxas de juros.
a. Letra de Câmbio. 2011) O VENDOR é uma das modalidades de crédito
b. TED. oferecida para seus clientes pelos bancos. Considere
c. Hot Money. as afirmações a seguir relativas a essa operação:
d. SISCOMEX. I – O vendedor é um avalista do crédito concedido ao
e. SWAP. comprador.
II – A operação propicia a redução da incidência do
71. (Banpara/Espp/2012) Leia as sentenças sobre hot mo- ICMS sobre vendas do fornecedor, já que o preço
ney e assinale a alternativa correta. a prazo é normalmente maior que o preço à vista.
I – Hot money, em sua origem, designa fundos aplica-
III – Consiste em um desconto de duplicatas com taxas
dos em ativos financeiros, em diversos países, que
atraem pela possibilidade de ganhos rápidos devido mais favorecidas para o vendedor, mas depende da
a elevadas taxas de juros ou a grandes diferenças análise do risco de crédito representado pelo com-
cambiais. prador.
II – No Brasil, o termo hot money, amplamente empre- IV – Caso o comprador não honre a negociação, o ban-
gado por bancos comerciais, por extensão de sen- co debita o valor diretamente na conta corrente do
tido aplica-se também a empréstimos de curtíssimo vendedor, não lhe concedendo prazo para quitar a
prazo com a finalidade de financiar o capital de giro coobrigação.
das empresas para cobrir necessidades imediatas V – Propicia uma redução dos custos com administra-
de recursos, sem contrato de empréstimo de cará-
ção de recebíveis por vendas a prazo.
ter complexo.
III – São operações de curtíssimo prazo.
Está correto o que se afirma APENAS em
a. I, II e III.
a. Somente a afirmativa I está correta.
b. Somente a afirmativa II está correta. b. IV e V.
c. Somente a afirmativa III está correta. c. II, III e IV.
d. Todas afirmativas estão corretas. d. I, II e V.
e. Todas afirmativas estão incorretas. e. II e III.

58
75. (BB/Cesgranrio/2012) Atualmente, os bancos pos- b. Não existe limitação de prazo no contrato de lea-
suem diversos tipos de produtos para financiar as rela- sing. É aplicado de acordo com a vida útil de cada
ções comerciais, desde as realizadas por microempre- bem.
sas até as realizadas por grandes empresas. c. O contrato de arrendamento mercantil pode prever
Qual é o nome da operação realizada quando peque- ou não a opção de compra, pelo arrendatário, do
nas indústrias vendem para grandes lojas comerciais bem de propriedade do arrendador.
e estas procuram os bancos para dilatar o prazo de d. O leasing é considerado uma operação de finan-
pagamento mediante a retenção de juros? ciamento.
a. Compror Finance. e. Não podemos afirmar que leasing é um arrenda-
b. Vendor Finance. mento mercantil.
c. Capital de Giro.
d. Contrato de Mútuo. 80. (BB/FCC/2011) Nas operações de arrendamento mer-
e. Crédito Rotativo. cantil do tipo leasing operacional de um bem,
a. há sempre um valor residual garantido.
76. (BNDES/Cesgranrio/2011/contabilidade) A operação b. a eventual compra pelo arrendatário costuma ser
de crédito que se caracteriza pela abertura de crédito pelo valor de mercado.
por parte da Instituição Financeira (Banco) na conta c. o arrendatário tem assegurada sua propriedade le-
corrente de uma pessoa jurídica é denominada gal e contábil.
a. “Vendor”. d. há incidência de Imposto sobre Operações Finan-
b. “Compror”. ceiras (IOF).
c. Hot Money. e. este deve ser novo.
d. Conta Garantida.
e. Crédito Rotativo. 81. (BB/FCC/2011) Conforme a legislação em vigor, o ar-
rendamento mercantil (leasing) é uma operação cujo
contrato
77. (BB/Cespe/2013/Certificação Interna) Considere que
a. não pode ser quitado antecipadamente.
determinada instituição autorizada a funcionar pelo
b. determina que o arrendatário é o proprietário do
BACEN realize operação de arrendamento mercantil
bem.
financeiro na condição de arrendadora e, após a rea-
c. tem o prazo mínimo de 180 dias, na modalidade
lização do arrendamento, seja cobrado ISSQN sobre
denominada leasing operacional.
a operação. Nessa situação, a cobrança deve ser re-
d. contempla apenas bens novos.
alizada
e. implica pagamento do Imposto Sobre Serviços
a. pela União, no uso de sua competência tributária
(ISS).
exclusiva.
b. pelo estado da Federação onde esteja está locali-
82. (BNDES/Cesgranrio/2011/administração) A respeito
zada a filial da instituição que realizou o arrenda-
de mútuo bancário, celebrado entre determinado ban-
mento.
co, na qualidade de mutuante, e respectivo cliente,
c. pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial pessoa física, na qualidade de mutuário, considere as
(INPI). afirmações a seguir.
d. pelo município ou pelo Distrito Federal, no uso de I – Trata-se de contrato real, uma vez que se aperfeiçoa
sua competência tributária. com a entrega da quantia emprestada ao cliente.
e. pelo CMN, no uso de sua competência regulamen- II – A estipulação da taxa de juros remuneratórios supe-
tar. riores a 12%, por si só, ao ano, não indica abusivi-
dade, segundo o Superior Tribunal de Justiça.
78. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) O imposto sobre III – O banco assume o polo passivo da relação contratual.
serviços de qualquer natureza
a. é de competência exclusiva da União. É correto APENAS o que se afirma em
b. é de competência exclusiva dos estados. a. I.
c. não incide sobre a prestação de serviços relaciona- b. II.
dos ao setor bancário. c. III.
d. incide sobre a prestação de serviços de arrenda- d. I e II.
mento mercantil (leasing). e. II e III.
e. incide sobre as operações de crédito, câmbio e se-
guro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários. 83. (BB/Cespe/2013/Certificação Interna) Constituem ob-
jetivos do crédito rural,
79. (Banpara/Espp/2012) O leasing é um contrato deno- a. favorecer o custeio oportuno e adequado da produ-
minado na legislação brasileira como “arrendamento ção, estimular o incremento ordenado dos investi-
mercantil”. Sobre o leasing, leia as sentenças abaixo e mentos rurais e fortalecer o setor rural.
assinale a alternativa correta. b. fortalecer o setor rural, financiar o pagamento de
a. Pessoa física não pode contratar uma operação de dívidas e de atividades deficitárias e incentivar a
leasing. introdução de métodos racionais de produção.

59
c. antecipar a realização de lucros presumíveis, finan- R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e co-
ciar o pagamento de dívidas e de atividades defi- mercialização e R$ 38,4 bilhões para programas de in-
citárias e favorecer o custeio oportuno e adequado vestimento. A taxa de juros anual média será de 5,5%,
da produção. podendo chegar a 3,5% em programas de aquisição
d. incentivar a introdução de métodos racionais de de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e
produção, estimular o incremento ordenado dos estruturas de armazenagem.
investimentos rurais e amparar atividades sem ca- Internet: <www.ebc.com.br/noticias>.
ráter produtivo.
e. melhorar o padrão de vida das populações rurais, Tendo como referência o texto acima, assinale a opção
incentivar a introdução de métodos racionais de correta a respeito do crédito rural de investimento.
produção e antecipar a realização de lucros pre- a. A vigência dos contratos deve ser sempre limitada
sumíveis. a um ciclo produtivo.
b. Os recursos contratados podem ser utilizados para
84. (BB/Cespe/Certificação Interna/2013) Os beneficiários aquisição de veículos de passeio.
do crédito rural no Brasil incluem c. As amortizações correspondem à diferença entre
a. os produtores rurais, as cooperativas de produto- a taxa de juros do mercado e a taxa praticada no
res rurais e os estrangeiros residentes no exterior. contrato do produtor rural.
b. os projetos de incentivo à criação do caramujo gi- d. O regulador, para definir o prazo de carência das
gante africano (Achatina fulica) e os sindicatos ru- linhas, leva em consideração o tempo necessário
rais. para o início da geração de resultados financeiros.
c. as cooperativas de produtores rurais, os sindicatos
e. Esse tipo de crédito somente pode ser operado
rurais e as filiais de empresas com sede no exte-
com fontes de recursos não controlados.
rior.
d. os produtores rurais, as cooperativas de produto-
88. (BB/Cespe/2013/Certificação Interna) A respeito da
res rurais e os prestadores de serviços mecaniza-
contratação do PRONAF no BB, assinale a opção cor-
dos para fins agropecuários.
reta
e. os estrangeiros residentes no exterior, os produto-
res rurais e os sindicatos rurais. a. Os contratos de custeio agrícola do PRONAF não
contam com seguro de risco climático.
85. (BB/Cespe/Certificação Interna/2013) De acordo com b. Os contratos não estão sujeitos a desclassificação
o BACEN, o crédito de custeio destina-se a cobrir des- como operação de crédito rural.
pesas normais dos ciclos produtivos. O prazo máximo c. A estratégia interna do banco para controle da
de reembolso desse tipo de crédito é de até adimplência estabelece que os índices de inadim-
a. um ano, para atividades agrícolas, e de até 2 anos, plência devem ser mantidos em patamares de até
para atividades de pecuária. 20%.
b. um ano, independentemente da atividade, poden- d. A utilização do aplicativo Canal Facilitador do Cré-
do ser estendido por mais 6 meses. dito (CFC) é proibida.
c. seis meses, tanto para atividades agrícolas como e. Os contratos contam com o Programa de Garan-
para atividades de pecuária. tia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF)
d. seis meses, para atividades agrícolas, e de até 1 para vários produtos, como forma de mitigação dos
ano, para atividades de pecuária. riscos de preços.
e. dois anos, para atividades agrícolas, podendo ser
estendido por mais 6 meses, para alguns tipos de 89. (BB/Cespe/2013/Certificação Interna) Fundos, linhas
cultivo de mandioca. de crédito e outras fontes oficiais somam-se aos recur-
sos livres das instituições financeiras para compor a
86. (BB/Cespe/2013/Certificação Interna) O crédito de co- oferta total de recursos do Sistema Nacional de Crédi-
mercialização destina-se to Rural. O Manual de Crédito Rural (MCR) do BACEN
a. ao custeio de atividades sem calendário climático define o conjunto de recursos obrigatórios e controla-
definido. dos correspondente a percentuais sobre depósitos à
b. à cobertura de despesas de atividades cujo retorno vista em cadernetas de poupança. De acordo com o
se estenda por diversos ciclos de produção.
MCR,
c. à cobertura de despesas próprias da fase posterior
a. os fundos constitucionais de financiamento regio-
à colheita da produção.
nal são fontes de recursos não controlados.
d. à cobertura de despesas da exploração das ativi-
b. a poupança rural, quando os recursos forem apli-
dades agrícolas e pecuárias em um ciclo produtivo.
cados sob a forma de recursos não equalizáveis, é
e. ao apoio de operações no mercado futuro de com-
fonte de recursos não controlados.
modities agrícolas, de forma exclusiva.
c. a poupança rural, quando os recursos forem aplica-
87. (BB/Cespe/Certificação Interna/2013) No Plano Agrí- dos segundo as condições definidas para recursos
cola e Pecuário 2013/2014, os grandes produtores obrigatórios, é fonte de recursos não controlados.
rurais terão R$ 136 bilhões para financiar a próxima d. o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (FUN-
safra. O volume disponibilizado será distribuído em CAFE) é fonte de recursos não controlados.

60
e. os recursos do BNDES, quando sujeitos à sub- a. pagar qualquer valor até a importância mínima de
venção da União, sob a forma de equalização de R$ 1.129,92.
encargos financeiros, são fontes de recursos não b. fazer uma operação de crédito direto ao consumi-
controlados. dor com o Banestes no valor de R$ 3.766,40 e uti-
lizar esse montante de dinheiro, juntamente com a
90. (BB/Cespe/Certificação Interna/2013) De acordo com quantia que ele já possui, para quitar integralmente
dados divulgados pelo BACEN, entre os componentes a fatura.
da taxa de juros cobrada pelas instituições financeiras, c. efetuar o pagamento de 50% da fatura, correspon-
aquele que, na atualidade, mais onera o spread ban- dendo a R$ 3.766,40.
cário refere-se
d. pagar qualquer valor acima de R$ 1.129,91.
a. à inadimplência.
e. se não pagar o valor total da fatura, pagar o valor
b. às despesas administrativas.
mínimo de 15% da fatura.
c. a imposto de renda e contribuição social.
d. à taxa de captação.
e. ao lucro do banco. 94. (BB/Cesgranrio/2015) Os cartões de crédito são, às
vezes, chamados de “dinheiro de plástico”. Seu uso
91. (BB/FCC/2013) As linhas bancárias de crédito rural crescente como meio de pagamento implica vários as-
possibilitam ao cliente acessar financiamento pectos, EXCETO o(a)
a. sem apresentação de garantias ao financiador. a. ganho sobre a inflação para os possuidores de car-
b. do custeio das despesas pessoais e familiares. tão, sendo os valores das compras pagos apenas
c. com liberação de uma só vez, independentemente no vencimento do cartão.
do cronograma de aquisições e serviços. b. crédito automático até certo limite para os possui-
d. para atividades de comercialização da produção. dores de cartão.
e. para investimento em bens ou serviços cujo apro- c. aumento da demanda de papel moeda pelos pos-
veitamento se estenda por um único ciclo produ-
suidores de cartão, para pagamento de suas tran-
tivo.
sações.
d. aumento da segurança da transação, tanto para o
92. (BB/Cespe/Certificação Interna/2012) Um dos prin-
cipais pilares atuais da política agrícola nacional é o comprador quanto para o vendedor.
crédito rural, regulamentado pelo Conselho Monetário e. indução ao crescimento de vendas para os estabe-
Nacional. Considera-se crédito rural o suprimento de lecimentos credenciados.
recursos financeiros, por instituições do SNCR, para
aplicação exclusiva nas finalidades e condições esta- 95. (BB/Gran/2013) A respeito do cartão de crédito, anali-
belecidas pelo MCR. Nos termos atuais do MCR, os se as seguintes afirmações:
objetivos do crédito rural incluem I – pode ser cobrada tarifa de anuidade.
a. estimular os investimentos rurais para produção, II – pode ser cobrada tarifa por uso acima do limite.
incentivar a introdução de métodos racionais no III – pode ser cobrada tarifa para emissão de segunda
sistema de produção, financiar o pagamento de via do cartão em qualquer circunstância.
dívidas.
IV – o portador do cartão pode pagar qualquer valor
b. estimular os investimentos rurais para produção,
igual ou superior a 20% do valor da fatura do cartão
incentivar a introdução de métodos racionais no
sistema de produção, fortalecer o setor rural. de crédito.
c. antecipar a realização de lucros presumíveis, forta-
lecer o setor rural, incentivar a introdução de méto- Estão corretas as alternativas
dos racionais no sistema de produção. a. I e II, somente.
d. favorecer o oportuno e adequado custeio da pro- b. I e III, somente.
dução e a comercialização de produtos agropecuá- c. I, e IV, somente.
rios, possibilitar a recuperação do capital investido, d. II e IV, somente.
financiar atividades deficitárias ou antieconômicas. e. IV, somente.
e. amparar atividades sem caráter produtivo, financiar
o pagamento de dívidas, desenvolver atividades 96. (BB/Cesgranrio/2012) Nos dias de hoje, o uso do “di-
florestais e pesqueiras.
nheiro de plástico” está superando cada vez mais ou-
tras modalidades de pagamento, que, com o passar
93. (Banestes/Gran/2015) Um determinado cliente do Ba-
dos anos, estão ficando obsoletas.
nestes somente ao receber a sua fatura mensal do seu
cartão de crédito notou que havia gasto muito mais do Um tipo de “dinheiro de plástico” muito utilizado no co-
que a quantidade de dinheiro disponível para quitá-la. mércio de rua é o
O valor total da fatura é R$ 7.532,80 e que ele possui a. cartão cidadão.
R$ 3.766,40 que podem ser utilizados para quitar a b. cartão de crédito.
dívida. Entre as possibilidades de procedimentos que c. cartão de senhas.
cliente pode fazer, abaixo elencadas, qual delas é er- d. talão de cheques.
rada, segundo as normas em vigor? e. internet banking.

61
97. (Basa/Cesgranrio/2013) Os pagamentos bancários 101. (Basa/Cesgranrio/2013) Os operadores do Sistema
realizados por intermédio de títulos e carnês são ins- Financeiro Nacional realizam diversas atividades para
trumentos que facilitam as operações de cobrança, que o sistema funcione adequadamente. A atividade
gerando mais eficiência no processo de repasse de de captação de depósitos à vista é realizada por
recursos. Nesse sentido, após o pagamento de um bo- a. cooperativas de crédito.
leto pelo sacado, o cedente deve b. sociedades corretoras de títulos e valores mobili-
a. retirar uma ordem de pagamento no banco emissor ários.
do boleto. c. bancos comerciais.
b. solicitar o crédito junto à instituição financeira emis- d. sociedades de fomento mercantil.
sora. e. bancos de investimento.
c. aguardar o crédito na conta corrente cadastrada
que será realizado automaticamente. 102. (BB/Cesgranrio/2012) As instituições financeiras, con-
d. aguardar o aviso do sacado que emitirá uma ordem troladas pelos Governos Estaduais, que fornecem
de pagamento para o banco emissor. crédito de médio e longo prazos para as empresas de
e. solicitar a emissão de um DOC ao sacado para seus respectivos Estados são as(os)
a. Caixas Econômicas.
compensar o título.
b. Cooperativas de Crédito.
c. Sociedades Distribuidoras.
98. (Basa/Cesgranrio/2013) Com a evolução da tecnologia
d. Bancos Comerciais.
e as constantes mudanças no contexto econômico e
e. Bancos de Desenvolvimento.
social, os bancos investem cada vez mais no conceito
de remote banking, reduzindo os custos operacionais
103. (Banestes/CKM/2015) As sociedades de crédito, finan-
e gerando mais eficiência aos processos. Um exemplo
ciamento e investimento, também conhecidas por fi-
de serviço ligado ao conceito de remote banking é a
nanceiras, foram instituídas pela Portaria do Ministério
a. operação com boleto bancário.
da Fazenda 309, de 30 de novembro de 1959. São ins-
b. emissão de cheques pré-datados. tituições financeiras privadas que têm como objetivo
c. utilização de cartão de crédito. básico a realização de financiamento para a aquisição
d. emissão de duplicatas ao portador. de bens, serviços e capital de giro. Devem ser cons-
e. utilização do banco pela internet. tituídas sob a forma de sociedade anônima e na sua
denominação social deve constar a expressão “Cré-
99. (BB/Cesgranrio/2012) Com o crescente avanço tec- dito, Financiamento e Investimento”. Tais entidades
nológico, está cada vez mais fácil realizar operações captam recursos por meio de aceite e colocação de
bancárias sem que se precise ir pessoalmente a uma ___________________ e ____________________.
agência.
Que nome se dá ao tipo de acesso bancário realizado Fonte: http://www.bcb.gov.br. Preenchem as lacunas
em terminais de computadores, caixas eletrônicos e acima as designações apresentadas em:
bancos 24 horas?
a. Banco de Dados. a. Letras de Câmbio / Recibos de Depósitos Bancários.
b. Débito Automático. b. Títulos Cambiários / Registro de Giros.
c. Home Office Banking. c. Amortizações / Alienação Fiduciária.
d. Internet Banking. d. Tributo Devido / Letras de Câmbio.
e. Remote Banking. e. Depreciações de Câmbio / Recibos de Créditos
Ativos.
100. (Basa/Cesgranrio/2013) Os produtos e serviços ofere-
104. (BB/FCC/2011) As sociedades de crédito, financia-
cidos pelas instituições financeiras evoluíram de acor-
mento e investimento
do com a necessidade do mercado. Tais instituições
a. captam recursos por meio de aceite e colocação de
realizam desde operações simples a operações mais
letras de câmbio.
complexas, que é o caso da área de corporate finance.
b. participam da distribuição de títulos e valores mo-
Nos bancos, as operações de corporate finance estão
biliários.
relacionadas à
c. são especializadas na administração de recursos
a. negociação de letras de câmbio com o mercado fi-
de terceiros.
nanceiro internacional.
d. desenvolvem operações de financiamento da ativi-
b. manutenção de atividades corporativas para em- dade produtiva para suprimento de capital fixo.
presas estrangeiras. e. são instituições financeiras públicas ou privadas.
c. intermediação de aquisições, cisões, incorpora-
ções e fusões de empresas. 105. (Basa/Cesgranrio/2013) As sociedades de arrenda-
d. intermediação da negociação de títulos públicos mento mercantil são supervisionadas pelo Banco Cen-
nas Bolsas de Valores. tral do Brasil e fazem parte dos operadores do Sistema
e. emissão de debêntures para financiamento da ne- Financeiro Nacional. Constitui uma das operações rea-
cessidade de capital de giro. lizadas pelas sociedades de arrendamento mercantil o

62
a. underwriting. III – Os bancos múltiplos devem ser constituídos com,
b. leasing. no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas, obri-
c. factoring. gatoriamente, comercial ou de desenvolvimento.
d. swap. IV – Qualquer banco múltiplo tendo ou não a carteira co-
e. office banking. mercial podem captar depósitos a prazo.

106. (Caixa/Cesgranrio/2012) As sociedades de arrenda- Assinale se:


mento mercantil são constituídas sob a forma de socie- a. somente I e IV estiverem corretas;
dade anônima, devendo constar obrigatoriamente na b. somente III e IV estiverem corretas;
sua denominação social a expressão “Arrendamento c. somente I, III e IV estiverem corretas;
Mercantil”. d. I, II, III e IV estiverem corretas;
Uma das operações típicas realizadas por essas so- e. somente a III estiver correta.
ciedades é o(a)
a. leasing. 110. (Basa/Cesgranrio/2013) A Caixa Econômica Federal
b. factoring. tem a missão de atuar na promoção da cidadania e do
c. underwriting. desenvolvimento sustentável do País, como instituição
d. câmbio internacional. financeira, agente de políticas públicas e parceira es-
e. venda de ações. tratégica do Estado brasileiro. Uma de suas funções é
administrar o fundo de
107. (BB/FCC/2011) Os depósitos de poupança constituem a. investimento público.
operações passivas de b. pensão alimentícia.
a. bancos de desenvolvimento. c. investimento em direitos creditórios.
b. cooperativas centrais de crédito. d. garantia de créditos.
e. garantia por tempo de serviço.
c. bancos de investimento.
d. sociedades de crédito, financiamento e investimen-
111. (Caixa/Cesgranrio/2012) A Caixa Econômica Federal é
to.
a. autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda.
e. sociedades de crédito imobiliário.
b. autarquia federal vinculada ao Banco Central do
Brasil.
108. (Caixa/Cesgranrio/2012) Na composição do sistema
c. instituição financeira vinculada ao Banco Central
financeiro, as principais instituições estão constituí-
do Brasil.
das sob a forma de banco múltiplo, que oferece ampla
d. empresa pública vinculada ao Banco Central do
gama de serviços bancários.
Brasil
Uma das funções básicas dos bancos comerciais é a
e. empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda.
a. atuação centrada nos mercados de câmbio, nos tí-
tulos públicos e privados, nos valores mobiliários e
112. (Caixa/Cesgranrio/2012) A respeito da CEF, considere
nas mercadorias e futuros.
as afirmativas abaixo.
b. concessão de crédito aos cooperados, quase sem- I – A CEF está sujeita à fiscalização do Banco Central
pre produtores rurais. do Brasil.
c. concessão de financiamento de longo prazo para II – A CEF é responsável pela definição da política de
a realização de investimentos em todos os seg- crédito do governo federal.
mentos da economia nacional, com baixas taxas III – A CEF integra o Sistema Financeiro Nacional.
de juros.
d. captação de depósitos à vista e de depósitos de Está correto o que se afirma em
poupança. a. I, apenas.
e. captação dos depósitos do Fundo de Garantia por b. II, apenas.
Tempo de Serviço (FGTS). c. I e III, apenas.
d. II e III, apenas.
109. (Banestes/Gran/2015) Bancos múltiplos são institui- e. I, II e III.
ções financeiras privadas ou públicas que realizam as
operações ativas, passivas e acessórias de diversas 113. (BB/Cesgranrio/2012) De acordo com a Lei n.
instituições financeiras, por meio das seguintes car- 4.595/1964, as Cooperativas de Crédito são equipa-
teiras: comercial, de investimento e(ou) de desenvol- radas às demais instituições financeiras, e seu funcio-
vimento, de crédito imobiliário, de arrendamento mer- namento deve ser autorizado e regulado pelo Banco
cantil e de crédito, financiamento e investimento. Com Central do Brasil.
relação aos bancos múltiplos, julgue os itens a seguir. O principal objetivo de uma Cooperativa de Crédito é a
I – Os bancos múltiplos com carteira comercial devem a. concessão de cartas de crédito, que estejam vin-
ser organizados sob a forma de sociedade anônima culadas a títulos do Governo Federal, às demais
e podem captar depósitos a vista. instituições financeiras.
II – Na denominação social dos bancos múltiplos deve b. fiscalização das operações de crédito realizadas
constar a expressão “Banco Múltiplo”. pelas demais instituições financeiras.

63
c. prestação de assistência creditícia e de serviços 116. (Cobra/ESPP/2011) ___________________________
de natureza bancária a seus associados, em con- são classificadas como instituições financeiras, “volta-
dições mais favoráveis que as praticadas pelo mer- das a viabilizar créditos a seus associados, além de
cado. prestar determinados serviços”.
d. prestação do serviço de proteção ao crédito ao mer- a. Cooperativas de crédito.
cado financeiro, atuando principalmente como um b. Bancos comerciais.
Fundo Garantidor de Crédito. c. Bancos múltiplos.
e. regulamentação da prestação do serviço de con- d. Bancos de câmbio.
cessão de crédito, realizado por pessoas físicas as-
sociadas a uma determinada instituição financeira. 117. (BB/FCC/2011) As cooperativas de crédito se carac-
terizam por
114. (Banestes/CKM/2015) A respeito das cooperativas de a. atuação exclusiva no setor rural.
crédito, assinale a alternativa INCORRETA. b. retenção obrigatória dos eventuais lucros auferidos
a. Dentre as vantagens da constituição de uma coo- com suas operações.
perativa de crédito, pode-se destacar a de que o c. concessão de crédito a associados e ao público em
crédito pode ser concedido em prazos e condições geral, por meio de desconto de títulos, emprésti-
mais adequados às características dos associados. mos e financiamentos.
b. As cooperativas de crédito podem oferecer pratica- d. captação, por meio de depósitos à vista e a prazo,
mente todos os serviços e produtos financeiros dis- somente de associados, de empréstimos, repasses
ponibilizados pelos bancos, desde que os clientes e refinanciamentos de outras entidades financeiras
sejam seus associados. e de doações.
c. As pessoas jurídicas podem figurar como associa- e. captação, por meio de depósitos à vista e a prazo,
das nas cooperativas de crédito, desde que sejam de associados, de entidades de previdência com-
observadas as regras de admissão específicas plementar e de sociedades seguradoras.
para cada tipo de cooperativa, com relação à ori-
gem e atividade econômica. 118. (BB/Cesgranrio/2014) Fazem parte do Sistema Finan-
d. Conforme legislação específica, deve constar no
ceiro Nacional (SFN) Instituições Financeiras Bancá-
estatuto social da cooperativa a forma de devolução
rias e Instituições Financeiras não Bancárias. Nesse
do capital ao associado que se desliga.
enfoque, pertencem ao grupo das Instituições não
e. De acordo com legislação específica, podem ser
Bancárias, dentre outras, os Bancos
admitidos no quadro social da sociedade coopera-
a. Múltiplos, com carteira de crédito imobiliário.
tiva de crédito a União, os Estados, o Distrito Fe-
b. Múltiplos, com carteira comercial.
deral e os Municípios bem como suas respectivas
c. Comerciais.
autarquias, fundações e empresas estatais depen-
d. Cooperativos.
dentes.
e. de Investimento.
115. (Banestes/Gran/2015) De acordo com a Lei n.
119. (Casa da Moeda /Cesgranrio/2012) O Sistema Finan-
4.595/1964, as Cooperativas de Crédito são equipara-
ceiro Monetário constitui a parte do sistema financeiro
das às demais instituições financeiras, e seu funciona-
responsável pela criação de meios de pagamento na
mento deve ser autorizado e regulado pelo Banco Cen-
economia.
tral do Brasil. A respeito das Cooperativas de crédito,
julgue os itens a seguir Tal criação é realizada pelo Banco Central,
I – Seu principal objetivo é prestar assistência creditícia a. pelos bancos comerciais privados e pelo Sistema
e serviços de natureza financeira a seus associa- Financeiro não Monetário.
dos, em condições mais favoráveis que as pratica- b. pelos bancos comerciais privados e pelos bancos
das pelo mercado. comerciais públicos.
II – Captam recursos de seus associados por meio de c. pelos bancos comerciais privados e pela Casa da
depósitos à vista e a prazo. Moeda.
III – São constituídas sob a forma de sociedades anôni- d. pelos bancos comerciais públicos e pelo Sistema
mas, conforme a regra geral prevista na Lei 4.595. Financeiro não Monetário.
IV – Devem possuir o número mínimo de 25 cooperados e. pelo Sistema Financeiro não Monetário e pela
e adequar sua área de ação às possibilidades de Casa da Moeda.
reunião, controle, operações e prestações de ser-
viços. 120. (BNDES/Cesgranrio/2011/administração) No Brasil, as
instituições financeiras podem ou não ter a capacidade
Assinale se: de criar moeda escritural. Se tiverem essa capacidade,
a. somente II e IV estiverem corretas; são consideradas instituições financeiras monetárias,
b. somente III e IV estiverem corretas; entre as quais figura(m)
c. somente I, e II estiverem corretas; a. Empresas seguradoras.
d. todas estiverem corretas; b. Empresas de Registro, Liquidação e Custódia de
e. somente a II estiver correta. Títulos.

64
c. Banco do Brasil. 125. (Basa/Cesgranrio/2013) Considere as operações fi-
d. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e nanceiras pelas quais uma empresa vende seus di-
Social. reitos creditórios, que seriam pagos a prazo, através
e. Bancos Regionais de Desenvolvimento. de títulos comprados à vista, com desconto, por um
terceiro. Tais operações financeiras são realizadas por
121. (BNB/FGV/2014) As Instituições Financeiras podem ser a. cooperativas de crédito.
classificadas em monetárias e não monetárias. Entre b. associações de poupança.
as instituições financeiras monetárias, encontram-se: c. empresas de arrendamento mercantil.
a. Bancos Comerciais e Bancos de Investimento; d. sociedades distribuidoras de títulos e valores mo-
b. Bancos de Investimento e Bancos de Desenvolvi- biliários.
mento; e. sociedades de fomento mercantil.
c. Bancos Comerciais e Bancos de Desenvolvimento;
d. Bancos de Investimento e Caixas Econômicas; 126. (BB/Cesgranrio/2012) No mercado financeiro, além
e. Bancos Comerciais e Caixas Econômicas. dos bancos, existem outras instituições que podem re-
alizar transações financeiras.
122. (Metrô-DF/Iades/2014/Economista) As entidades ope- Entre elas, estão as Sociedades de Fomento Mercantil,
radoras do Sistema Financeiro Nacional classificam-se que prestam o serviço de compra de direitos de um con-
em instituições autorizadas a captar depósitos à vista, trato de venda mercantil, como, por exemplo, a compra
chamadas de instituições financeiras bancárias, e ins- de duplicatas de uma empresa mediante um deságio.
tituições não autorizadas a captar depósitos à vista, No mercado financeiro, essa operação é denominada
chamadas de instituições financeiras não bancárias. a. Aval bancário.
Quanto a esse tema, é correto afirmar que uma ins- b. Hot Money.
tituição autorizada a captar depósitos à vista é o (a) c. Leasing.
a. Banco de Desenvolvimento. d. Factoring.
b. Banco de Câmbio. e. Finança bancária.
c. Banco de Investimento.
d. Sociedade de Crédito, Financiamento e Investi- 127. (Banese/FCC/2012) A atuação das sociedades de fo-
mento. mento mercantil (factoring) ocorre
e. Cooperativa de Crédito. a. financiando seu cliente por meio de contrato com
fiança bancária.
123. (Banpara/Espp/2012) “O SFN - Sistema Financeiro b. assumindo responsabilidade solidária à empresa-
Nacional é formado por um conjunto de instituições e -cliente junto a bancos.
instrumentos financeiros que possibilitam a transferên- c. com recursos próprios e de terceiros captados por
cia de recursos entre agentes superavitários e defici- meio de depósitos interfinanceiros.
tários. O SFN é constituído por todas as Instituições d. com aquisição de créditos de empresas, prove-
Financeiras, públicas ou privadas, bancárias ou não.” nientes de suas vendas a prazo.
Sobre as IFs bancárias ou não, leia as sentenças abai- e. sob fiscalização do Banco Central do Brasil.
xo e assinale a alternativa correta.
a. IFs bancárias recebem depósito à vista, criam mo- 128. (BB/FCC/2011) As sociedades de fomento mercantil
eda. IFs não bancárias não recebem depósito à (factoring) desenvolvem suas atividades
vista. Operam com ativos não monetários: ações, a. sob fiscalização do Banco Central do Brasil.
CDB, títulos. b. prestando serviços e adquirindo cheques de pes-
b. Cooperativas de crédito são IFs, mas não captam soas físicas e jurídicas.
depósito à vista. c. adquirindo créditos de empresas provenientes de
c. IFs bancárias são associadas aos bancos comer- suas vendas mercantis realizadas a prazo.
ciais e as não bancárias aos bancos de desenvolvi- d. financiando seu cliente por meio de contrato com
mento, e ambas recebem depósito à vista, criando taxa de juros pós-fixada.
moeda. e. com recursos próprios e de terceiros captados por
d. As IFs bancárias não trabalham com dinheiro em meio de depósitos interfinanceiros.
espécie e as não bancárias trabalham com todo
tipo de ações e valores monetários. 129. (Banpara/Inaz-PA/2014) O mercado de capitais é um
e. IFs bancárias não recebem depósito à vista, ope- sistema de distribuição de valores mobiliários.
ram com ativos não monetários. I – Tem como objetivo de proporcionar liquidez aos tí-
tulos de emissão de empresas e viabilizar seu pro-
124. (Banpara/Espp/2012) São exemplos de Instituições Fi- cesso de capitalização.
nanceiras bancárias e não bancárias, respectivamente: II – Cuida dos empréstimos bancários, conferindo e
a. Bancos e CVM. controlando as taxas e juros a ser cobrado.
b. Bancos comerciais e bancos múltiplos. III – É subdividido em Mercado Primário e Mercado Se-
c. Bancos de investimento e corretoras. cundário.
d. Corretoras e bancos comerciais. IV – No Mercado Acionário tem a função de trazer be-
e. Bancos comerciais e múltiplos; e bancos de inves- nefícios para as partes envolvidas proporcionando
timentos e corretoras. crescimento econômico.

65
As afirmativas corretas são: 134. (Banestes/Gran/2015) Compete à Comissão de Valo-
a. I, II e III. res Mobiliários:
b. I, II e IV. I – registro de companhias abertas.
c. II, III e IV. II – a execução da política cambial.
d. I, III e IV. III – o registro e a fiscalização de fundos de investimento.
e. Todas estão corretas. IV – a emissão e distribuição de valores mobiliários no
mercado de capitais.
130. (Banpara/Inaz-PA/2014) É um órgão deliberativo máxi-
V – fiscalizar as sociedades anônimas de capital fechado,
mo do Sistema Financeiro Nacional.
desde que esse capital seja representado por ações.
a. Banco Central do Brasil.
b. Conselho Monetário Nacional.
c. Comissão de Valores mobiliários. Está correto o que se afirma APENAS em
d. Conselho Nacional de Seguros Privados. a. I, II e III.
e. Banco do Brasil. b. I e III.
c. I, II e IV.
131. (BB/Cesgranrio/2014) O poder regulatório e fiscaliza- d. II, III e V.
dor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) se es- e. III, IV e V.
tende a várias entidades e atividades. NÃO constituem
uma dessas entidades ou atividades 135. (Banpara/Inaz-PA/2014) A Comissão de Valores Mo-
a. os Sistemas de Compensação de Títulos Públicos biliários - CVM é responsável por regulamentar, de-
Federais – Selic. senvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores,
b. os Mercados de Balcão Organizados de Valores
portanto, tem a função de:
Mobiliários.
a. Assegurar o funcionamento eficiente das bolsas
c. as Bolsas de Mercadorias e Futuros.
de valores, do mercado de balcão e das bolsas de
d. as Auditorias de Companhias Abertas.
e. as Entidades de Compensação e Liquidação de mercadorias e futuros.
Valores Mobiliários. b. Zelar pela liquidez e solvência das instituições fi-
nanceiras nacionais.
132. (BB/Cesgranrio/2012) Cada instituição do Sistema Fi- c. Controlar o nível de preços (Inflação).
nanceiro Nacional desempenha funções de fundamen- d. Fiscalizar o funcionamento das instituições finan-
tal importância para o equilíbrio e o bom funcionamen- ceiras.
to do sistema como um todo. e. Todas as alternativas estão certas.
A função de assegurar o funcionamento eficiente e re-
gular dos mercados de Bolsa e de Balcão é da 136. (BB/FCC/2013) A Comissão de Valores Mobiliários
a. Casa da Moeda. (CVM) controla e fiscaliza o seguinte produto do mer-
b. Caixa Econômica Federal. cado de valores mobiliários:
c. Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
a. Fundo de Investimento.
d. Secretaria da Receita Federal.
b. Certificado de Depósito a Prazo.
e. Superintendência de Seguros Privados (Susep).
c. Título de Capitalização.
133. (Banestes/CKM/2015) Conforme a Lei n. 6385/76, que d. Letra de Câmbio.
dispõe sobre o mercado de valores mobiliários e cria a e. Título de Emissão do Tesouro Nacional.
Comissão de Valores Mobiliários, dentre as competên-
cias dessa Comissão, podemos destacar as de definir: 137. (Banestes/Idecan/2012)
I – As espécies de operação autorizadas na bolsa e no • “______________________________, instituído(a)
mercado de balcão; métodos e práticas que devem pela Lei n. 4.595/1964, é o órgão responsável por
ser observados no mercado; e responsabilidade expedir diretrizes gerais para o bom funcionamento
dos intermediários nas operações; do Sistema Financeiro Nacional.”
II – A configuração de condições artificiais de deman- • “Integram o(a) _____________________________:
da, oferta ou preço de valores mobiliários, ou de o Ministro da Fazenda (Presidente), o Ministro do
manipulação de preço; operações fraudulentas e Planejamento, Orçamento e Gestão e o Presidente
práticas não equitativas na distribuição ou interme- do Banco Central do Brasil.”
diação de valores;
• “_______________________________, autarquia
III – Normas aplicáveis ao registro de operações a ser
federal vinculada ao Ministério da Fazenda, é res-
mantido pelas entidades do sistema de distribuição.
ponsável por regulamentar, desenvolver, controlar e
Está CORRETO o que se afirma em: fiscalizar o mercado de valores mobiliários do país.”
a. I, apenas. • “_______________________________, autarquia
b. II, apenas. federal vinculada ao Ministério da Fazenda é o prin-
c. III, apenas. cipal executor das orientações do Conselho Mone-
d. I e II, apenas. tário Nacional e responsável por garantir o poder de
e. I, II e III. compra da moeda nacional.”

66
Assinale a alternativa que completa correta e sequen- a. companhia, qualquer que seja o seu objeto, é mer-
cialmente as afirmativas anteriores. cantil e se rege pelas leis e pelos usos do comércio.
a. Conselho Monetário Nacional / Conselho de Recur- b. companhia é aberta ou fechada conforme os va-
sos do Sistema Financeiro Nacional / Comissão de lores mobiliários de sua emissão estejam ou não
Valores Mobiliários / Banco Central do Brasil. admitidos à negociação no mercado de valores
b. Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Na- mobiliários.
cional / Conselho Monetário Nacional / Comissão c. companhia terá o capital social dividido em ações,
de Valores Mobiliários / Banco Central do Brasil. e a responsabilidade dos sócios ou acionistas será
c. Conselho Monetário Nacional / Comissão de Valo- limitada ao preço das ações subscritas ou adqui-
res Mobiliários / Banco Central do Brasil / Conselho ridas.
Monetário Nacional. d. nome do fundador, acionista ou pessoa, que por
d. Comissão de Valores Mobiliários / Banco Central qualquer outro modo tenha contribuído para o êxito
do Brasil / Conselho Monetário Nacional / Conselho da empresa, poderá figurar na denominação.
Monetário Nacional. e. contrato social poderá ou não definir o objeto da
e. Conselho Monetário Nacional / Conselho Mone- companhia de modo preciso e com maior abran-
tário Nacional / Comissão de Valores Mobiliários / gência.
Banco Central do Brasil.
142. (Caixa/Cesgranrio/2012) De acordo com a Lei n. 6.404,
138. (BB/FCC/2011) A Comissão de Valores Mobiliários a companhia pode ser aberta ou fechada. Tal classifi-
(CVM) tem atribuição de cação se baseia no fato de os valores mobiliários de
a. efetuar o controle dos capitais estrangeiros. sua emissão serem ou não admitidos à negociação no
b. fiscalizar a auditoria de companhias fechadas. mercado de valores mobiliários.
c. estabelecer condições para a posse em quaisquer Nesse sentido, uma companhia é considerada aberta
cargos de administração de instituições financei- quando
ras. a. seus títulos são emitidos no exterior.
d. orientar as aplicações fora do país dos recursos b. seus ativos permanentes são disponibilizados para
das instituições financeiras. venda.
e. conceder registro para negociação em bolsa e no c. suas debêntures são emitidas no exterior.
mercado de balcão. d. suas ações podem ser negociadas na Bolsa de Va-
lores.
139. (Cobra/ESPP/2011) Comissão de Valores Mobiliários e. suas ações não são negociadas no mercado.
tem por finalidade, exceto:
a. Estimular a formação de poupanças e a sua aplica- 143. (Banestes/CKM/2015) É vedado às companhias aber-
ção em valores mobiliários. tas negociarem com as próprias ações. Tal proibição
b. Assegurar o funcionamento eficiente e regular dos não compreende a(s):
mercados da Bolsa e de balcão. a. Aquisição, para permanência em tesouraria ou
c. Exercer controle de crédito. cancelamento, desde que até o valor do saldo de
d. Promover a expansão e o funcionamento eficiente lucros ou reservas, exceto a legal, e sem diminui-
e regular do mercado de ações. ção do capital social, ou por doação.
b. Transferência a qualquer título das ações adquiri-
140. (Basa/Cesgranrio/2013) Uma empresa constituída das em bolsa e nos termos, e mantidas em tesou-
como Sociedade Anônima de Capital Fechado tem raria.
como característica importante c. Quaisquer operações de resgate, reembolso ou
a. ter ações negociáveis diariamente no mercado de amortização.
bolsa. d. Compra quando, resolvida a redução do capital
b. limitar a possibilidade de perda de um sócio ao ca- mediante restituição, em dinheiro, de parte do valor
pital que ele investiu. das ações, o preço destas em bolsa for superior à
c. necessitar de alteração no contrato social se hou- importância que deve ser restituída.
ver entrada ou saída de sócio. e. Alienação de ações nominativas desprovida da
d. ser uma Sociedade por Cotas com Responsabilida- previsão de dividendos recebíveis.
de Limitada e ter no mínimo sete sócios.
e. ter sócios cujos nomes constam nos Estatutos So- 144. (Banestes/Gran/2015) Marque V para as afirmativas
ciais da empresa. verdadeiras e F para as falsas:
 (  ) a companhia aberta é uma sociedade por ações
141. (BNDES/Cesgranrio/2013) A Lei n. 6.404, de que pode emitir debêntures para subscrição pú-
15/12/1976, dispõe sobre as Sociedades por Ações. blica.
Um de seus capítulos trata das características e da  (  ) entende-se como companhia fechada aquela so-
natureza da Companhia ou Sociedade Anônima. NÃO ciedade anônima cujas ações circulam sem res-
consta desse capítulo qualquer artigo estabelecendo trições no mercado de capitais por terem obtido
que a(o) registro na CVM.

67
 (  ) as sociedades anônimas são consideradas de b. isenção de imposto sobre operações financeiras no
capital aberto quando suas ações podem ser ato de negociação das ações.
negociadas na Bolsa de Valores ou no mercado c. baixa probabilidade de perdas financeiras.
balcão. d. alta probabilidade de perdas financeiras.
a. V, F, V. e. isenção de imposto de renda.
b. V, V, V.
c. F, V, F. 148. (Caixa/Cesgranrio/2012) As ações constituem títulos
d. F, V, V. representativos da menor fração do capital social de
e. V, F, F. uma empresa, podendo ser classificadas em ordiná-
rias ou preferenciais.
145. (Banpara/Espp/2012) As Sociedades Anônimas são As ações ordinárias atribuem ao seu titular
regidas pela Lei n. 6.404/76 - Lei das S/A. A caracterís- a. prioridade no recebimento de dividendos.
tica principal deve-se ao fato de que seu capital social b. prioridade no reembolso do capital, no caso de dis-
é dividido em ações. Podem ser de capital aberto ou solução da empresa.
fechado. Dá-se o nome de Sociedade Anônima de Ca- c. permissão para revenda a qualquer tempo.
pital Aberto às companhias: d. direito de voto na assembleia de acionistas.
a. Que não podem negociar suas ações no mercado e. direito de compra de outras ações ordinárias.
mesmo que devidamente registradas na Comissão
de Valores Mobiliários. 149. (Banestes/Idecan/2012) Analise as afirmativas.
b. Que podem negociar suas ações na bolsa de valo- I – Ação é a menor fração do capital social de uma so-
res devidamente registradas na CMN. ciedade anônima.
c. Que necessitam captar os recursos dos acionistas II – As duas principais espécies de ações são: ordiná-
fundadores/proprietários para quitação de obriga- rias e escriturais.
ções adquiridas e vendem ações no mercado. III – Os detentores de ações ordinárias têm direito a
d. Que não têm um nome definido no mercado, estan- voto nas assembleias da companhia.
do aberta a negociações diversas. IV – Os detentores de ações preferenciais têm preferên-
e. Que podem negociar suas ações no mercado devi- cia no recebimento de dividendos e no reembolso
damente registradas na Comissão de Valores Mo- de capital.
biliários.
Estão corretas apenas as afirmativas
146. (Cesan-ES/Consulplan/2011) Marque V para as afir- a. I, IV.
mativas verdadeiras e F para as falsas: b. II, III, IV.
 (  ) Sociedades de Economia Mista são aquelas for- c. I, III, IV.
madas com capital do Governo Federal, Estadu- d. I, II, III.
al ou Municipal, a fim de atenderem aos interes- e. I, III.
ses da coletividade.
 (  ) Sociedade Anônima de Capital Fechado é aque- 150. (BB/FCC/2011) As ações preferenciais admitidas à ne-
la em que todos os negócios com ações da gociação no mercado de valores mobiliários, de acor-
companhia se dão dentro da própria, sendo as do com a lei, devem proporcionar direito a dividendos
subscrições de novas ações realizadas pelos já a. variáveis, idênticos aos distribuídos às ações ordi-
acionistas ou grupo restrito de pessoas. nárias.
 (  ) Ações (no caso das sociedades anônimas) e/ b. fixos anuais, não cumulativos, de 10% sobre o Pa-
ou Quotas (no caso das sociedades limitadas) trimônio Líquido da emissora.
constituem-se na menor fração em que se divide c. fixos anuais, não cumulativos, em igualdade de
o capital social de uma sociedade. condições aos distribuídos às ações ordinárias.
d. no mínimo 25% superiores aos distribuídos às
A sequência está correta em: ações ordinárias.
a. V, F, V. e. no mínimo 10% superiores aos distribuídos às
b. V, V, V. ações ordinárias.
c. F, V, F.
d. F, V, V. 151. (Banestes/CKM/2015) Analise as assertivas a seguir, a
e. V, F, F. respeito de algumas definições acerca de procedimen-
tos operacionais da bolsa de valores.
147. (BB/Cesgranrio/2014) Atualmente, as instituições fi- I – Apregoação por Leilão Comum - aquela em que o
nanceiras oferecem aos seus clientes diversos tipos Operador demonstra sua intenção de comprar ou
de investimentos, dentre os quais está o investimen- vender Ativos, inserindo oferta no sistema, por meio
to em ações de companhias abertas que podem ser de comando específico, no qual especificará, obri-
negociadas na Bolsa de Valores. A característica mais gatoriamente, o Ativo, o lote e o preço.
atrativa do investimento em ações é a II – Apregoação por Leilão Especial - aquela realizada
a. possibilidade de ganhos superiores aos oferecidos com destaque das demais e na qual somente é per-
em fundos de investimento. mitida a interferência para compra a melhor preço.

68
III – Apregoação por Oferta - aquela na qual é permitida 155. (Banestes/Idecan/2012) Analise as afirmativas.
a interferência de comprador e/ou de vendedor a I – No mercado de ações, o investidor tem ganho de
melhor preço. capital quando vende suas ações por um preço
IV – Pré-fechamento - procedimento adotado no Siste- maior que o valor desembolsado na compra.
ma Eletrônico de Negociação, pelo qual é feito o II – A bonificação consiste num direito do acionista em
registro de ofertas de compra e venda antes do tér- receber ações gratuitamente em decorrência de um
mino do período de negociação regular, tendo por aumento de capital por incorporação de reservas.
objetivo dar origem à formação do preço de fecha- III – São isentas do imposto de renda as operações de
mento do Ativo em referência. venda de ações efetuadas no mercado à vista de
bolsas de valores, realizadas num mesmo mês por
pessoa física, até o valor de R$20.000,00.
Está CORRETO o que se afirma em:
a. I e II, apenas.
Estão corretas apenas as afirmativas
b. II e III, apenas.
a. I, II.
c. I, II e III, apenas.
b. I, III.
d. II e IV, apenas. c. II, III.
e. II, III e IV, apenas. d. III.
e. I, II, III.
152. (Banpara/Espp/2012) Sobre a Bolsa de Valores, pode-
mos afirmar que: 156. (Nossa Caixa Desenvolvimento/FCC/2011/Contador)
a. Dentro do Sistema Financeiro Nacional, faz parte Um investidor adquiriu, no mercado à vista da BOVESPA,
do Subsistema Normativo. um lote de 300.000 ações de uma determinada
b. É o local onde são negociados títulos e valores companhia por R$ 60.000,00. Depois de três meses,
imobiliários públicos e privados. vendeu 100.000 ações por R$ 25.000,00. Abstraindo-
c. Não possuem divulgação obrigatória e relevante de se as despesas de corretagem e o imposto de renda,
resultados. o investidor
d. É o local onde são negociados títulos e valores mo- a. obteve prejuízo de R$ 35.000,00 nas operações.
biliários, públicos e privados. b. obteve lucro de R$ 5.000,00 nas operações.
e. Não faz parte do Sistema Financeiro Nacional. c. obteve um rendimento nominal de 10% sobre o va-
lor aplicado na operação de compra.
153. (Basa/Cesgranrio/2013) Os mercados de balcão orga- d. não obteve nem lucro e nem prejuízo nas opera-
nizados de valores mobiliários atendem a exigências ções.
diferentes dos mercados de bolsa. No Brasil, o merca- e. obteve prejuízo de R$ 15.000,00 nas operações.
do de balcão organizado de valores mobiliários NÃO
157. (Caixa/Cesgranrio/2012) No mercado à vista de ações,
a. mantém nos seus sistemas registros das opera-
ocorre a compra ou a venda de uma determinada
ções realizadas.
quantidade de ações. Quando há a realização do ne-
b. depende de autorização da Comissão de Valores
gócio, a operação é liquidada no terceiro dia útil após
Mobiliários para seu funcionamento.
o fechamento da compra.
c. pode operar com formadores de mercado. Nesse mercado, os preços das ações são formados,
d. negocia com cotas de Sociedades por Cotas de diretamente, de acordo com a(o)
Responsabilidade Limitada. a. projeção futura de mercado.
e. negocia ações, apenas debêntures com registro na b. força de oferta e demanda de cada papel.
Comissão de Valores Mobiliários. c. probabilidade futura de lucros de cada papel.
d. cálculo estatístico de mercado.
154. (BB/FCC/2013) Em 2010 ocorreu, simultaneamente, e. histórico de rentabilidade de cada papel.
a distribuição pública primária e secundária de ações
de emissão do Banco do Brasil, com registros na Co- 158. (BB/FCC/2011) No mercado à vista de ações, a bolsa
missão de Valores Mobiliários. Neste caso, como em de valores determina que o comprador realize o paga-
outras operações da mesma natureza e produto no mento
mercado de capitais, a relação entre capital próprio e a. no dia seguinte à realização do negócio.
de terceiros da empresa b. em até 5 dias úteis após a realização do negócio.
a. passou a ser influenciada pela cotação das ações c. na data de vencimento da respectiva opção.
em bolsa de valores. d. em até 3 dias úteis após a realização do negócio.
b. não sofreu nenhuma influência. e. antecipadamente.
c. sofreu alteração em função da venda das ações
dos acionistas no grupo controlador. 159. (Basa/Cesgranrio/2013) A emissão de debêntures per-
mite à empresa captar recursos sem recorrer ao crédi-
d. foi modificada pela captação integral dos recursos
to bancário. As debêntures
obtidos nas ofertas primária e secundária.
a. permitem à empresa emissora obter recursos sem
e. foi alterada pela parcela de recursos originada com
aumentar a pulverização da propriedade de seu
as novas ações emitidas.
capital.

69
b. são títulos de dívida do emissor com prazo de ven-  (  ) São títulos de dívida, de médio e longo prazo,
cimento até 90 dias. emitidos por sociedades por ações de capital
c. são emitidas exclusivamente pelas empresas de aberto e utilizados para o financiamento de seus
capital aberto. projetos.
d. são títulos de dívida do emissor sem garantias. (  ) Sua emissão proporciona às empresas emisso-
e. permitem sempre a opção de serem resgatadas ras captar recursos de terceiros sem a interme-
em ações da própria empresa emissora. diação bancária.
(  ) Permitem a opção de serem resgatadas em
160. (BNDES/Cesgranrio/2013/Contador) Debêntures são ações da própria empresa emissora, quando en-
títulos que conferem a seus titulares direito de cré- tão são denominadas permutáveis.
dito contra a companhia emitente, nas condições da (  ) São títulos mobiliários emitidos pelas sociedades
escritura de emissão ou no respectivo certificado, se anônimas para captação de recursos. Cada título
houver. Nesse contexto, de acordo com o disposto na dá ao debenturista direitos de créditos estabele-
escritura de emissão de tais títulos de crédito, conside- cidos na escritura de sua emissão.
re as afirmativas abaixo. a. V, F, V, V.
I – A debênture poderá ter garantia real. b. V, V, V, V.
II – A debênture poderá ter garantia flutuante. c. F, V, F, V.
III – A debênture que não gozar de garantia poderá con- d. V, V, F, V.
ter cláusula de subordinação aos credores quiro- e. V, F, F, V.
grafários.
164. (Banpara/Inaz-PA/2014) São valores mobiliários, re-
Está correto o que se afirma em presentativo de crédito de médio e longo prazo que as-
a. I, apenas. seguram, aos seus detentores, direito de crédito contra
a companhia emissora.
b. II, apenas.
a. Letra Hipotecária.
c. I e II, apenas.
b. Debêntures.
d. II e III, apenas.
c. Ações.
e. I, II e III.
d. Notas Promissórias.
e. Letra Financeira do Tesouro (A).
161. (Caixa/Cesgranrio/2012) As debêntures são títulos de
créditos emitidos por sociedades anônimas, tendo por
165. (Banpara/Espp/2012) As empresas, ao serem consti-
garantia seus ativos.
tuídas, são munidas de um capital para iniciarem suas
Os direitos e as remunerações oferecidas pelas de-
atividades. Entretanto, após sua inicialização, pode
bêntures são
surgir a necessidade de captação de novos recursos.
a. letras de câmbio, multas e certificados de depósi-
Para tal, as empresas podem recorrer à utilização de
tos bancários.
“debêntures”, que são:
b. letras de câmbio, juros e ações ordinárias.
a. Uma forma de captação de recursos por emprésti-
c. participação nos lucros, certificados de depósitos mos bancários.
bancários e ações preferenciais. b. Ações negociadas no mercado. São emitidas so-
d. juros, participação nos lucros e prêmios de reem- mente por empresas públicas.
bolso. c. Títulos imobiliários emitidos por empresas de capi-
e. multas, títulos públicos e ações ordinárias. tal fechado em que o valor nominal sempre corres-
ponde ao valor de emissão do mesmo.
162. (Banestes/CKM/2015) De acordo com a Lei n. 6404/76, d. Títulos mobiliários emitidos pelas sociedades anô-
que dispõe sobre as Sociedades por Ações, a delibe- nimas para captação de recursos. Cada título dá
ração sobre emissão de debêntures é da competência ao debenturista direitos de créditos contra as socie-
privativa da assembleia-geral, que deverá fixar, obser- dades estabelecidos na escritura de sua emissão.
vado o que a respeito dispuser o estatuto, os expostos e. São títulos mobiliários emitidos pelas sociedades
a seguir, EXCETO: limitadas para divisão dos lucros proporcionalmen-
a. O número e o valor nominal das debêntures. te à produção.
b. As garantias reais ou a garantia flutuante, se houver.
c. As condições da correção monetária, se houver. 166. (Banese/FCC/2012) As debêntures são instrumentos
d. A época e as condições de vencimento, amortiza- de captação de recursos de longo prazo
ção ou resgate. a. privativos de instituições financeiras de capital es-
e. O valor da restituição dos valores ou os critérios de trangeiro.
determinação do seu limite mínimo ou máximo, e a b. emitidos por bancos de desenvolvimento.
sua divisão em séries, se for o caso. c. que se destinam à aplicação exclusiva de fundos
de investimento.
163. (Banestes/Gran/2015) No que diz respeito às caracte- d. emitidos no mercado interfinanceiro.
rísticas das debêntures, marque V para as afirmativas e. que atribuem ao investidor os direitos previstos na
verdadeiras e F para as falsas: escritura de emissão.

70
167. (BB/FCC/2011) O agente fiduciário de emissões públi- c. A transferência das ações nominativas é feita com
cas de debêntures a entrega da cautela e a averbação de termo, em
a. defende os interesses dos debenturistas junto à livro próprio da sociedade emitente, identificando o
companhia emissora. novo acionista.
b. processa o pagamento de juros e amortização das d. Ações escriturais são representadas por cautelas
debêntures. ou certificados com o nome do acionista.
c. representa a instituição líder da operação. e. Notas promissórias são títulos negociáveis emiti-
d. determina a alocação das quantidades que serão dos por companhia de capital autorizado que atri-
subscritas pelos investidores. buem aos seus acionistas o direito de subscreve-
e. é nomeado pela Comissão de Valores Mobiliários rem novas ações.
(CVM).
172. (BB/FCC/2011) As notas promissórias comerciais
168. (Nossa Caixa Desenvolvimento/FCC/2011/Contador) (commercial papers) são instrumentos de captação de
A debênture é um título
recursos
a. de curto prazo emitido por sociedade por ações
a. por prazo máximo de 360 dias para companhias
que confere ao titular direito de propriedade sobre
abertas.
a empresa.
b. emitidos no mercado interfinanceiro.
b. emitido exclusivamente por sociedade anônima de
c. que se destinam à aplicação exclusiva de fundos
capital fechado.
de investimento.
c. emitido por sociedade anônima, representativo do
valor da fração em que o capital social é dividido. d. privativos de instituições financeiras de capital es-
d. que não pode ter cláusula que garanta a participa- trangeiro.
ção nos lucros da companhia emitente. e. utilizados por bancos de investimento.
e. que pode ser conversível em ações por ocasião do
resgate. 173. (BB/FCC/2011) O produto financeiro denominado nota
promissória comercial (commercial paper), no merca-
169. (Basa/Cesgranrio/2013) De acordo com suas necessi- do doméstico, apresenta
dades de caixa, as empresas utilizam serviços do mer- a. baixo risco de liquidez, quando emitidas por insti-
cado financeiro para captação de recursos. Os títulos tuição financeira.
de curto prazo emitidos por empresas e sociedades b. ausência de risco de crédito, quando analisadas
anônimas para captar recursos de capital de giro são por agência de rating.
denominados c. garantia por parte do respectivo banco mandatário.
a. commercial papers. d. elevado risco de mercado, quando emitidas por
b. títulos públicos. prazo superior a 360 dias.
c. Hot Money. e. obrigatoriedade de registro na Comissão de Valo-
d. títulos federais. res Mobiliários.
e. factoring.
174. (BNDES/Cesgranrio/2013) Uma oferta pública inicial
170. (BB/Cesgranrio/2012) Atualmente, o mercado financei- marca a primeira venda de ações de uma empresa de
ro oferece para as empresas algumas modalidades de capital privado no mercado de ações. Instituições fi-
captação de recursos, algumas delas sem a interme- nanceiras autorizadas pelo Banco Central atuam como
diação bancária. underwriters (agentes de subscrição), intermediando
Com essa característica, o título de crédito emitido pe- a venda ao público das ações. Existem vários tipos
las empresas visando à captação pública de recursos de underwriting (subscrição) em prática no mercado
para o seu capital de giro é denominado
atualmente. Quando uma empresa de capital privado
a. Factoring.
decide seguir adiante com uma oferta pública inicial e
b. Hot Money.
contrata um intermediário financeiro para atuar como
c. Export Note.
underwriting firm, os termos básicos do contrato são:
d. Commercial Paper.
a. o intermediário financeiro assume um compromis-
e. Certificado de Depósito Bancário (CDB).
so firme de auxiliar a empresa a encontrar poten-
ciais compradores para suas ações, mas não as-
171. (BB/Cespe/2013/Certificação Interna) Acerca dos títu-
los que podem ser negociados no mercado de capitais, sume nenhum risco, caso as ações não consigam
assinale a opção correta. ser vendidas ou o capital levantado seja pequeno.
a. Ações são títulos de renda variável, emitidos por b. o intermediário financeiro assume o compromisso
sociedades anônimas, que representam uma fra- de vender todas as ações no mercado financeiro;
ção, não necessariamente a menor, do capital da porém, se não o conseguir, o contrato é cancelado.
empresa emitente. c. as ações são vendidas pelo intermediário financei-
b. As ações preferenciais atribuem ao seu titular o ro somente para seletos investidores que sequen-
direito de propriedade e voto em assembleia de temente podem revender essas ações no mercado
acionista. de ações.

71
d. as ações são vendidas diretamente no mercado de II – Neles há garantia de que o valor resgatado será su-
ações, porém o intermediário financeiro assume a perior ao valor aplicado.
responsabilidade de comprar todas as ações que III – São garantidos pela instituição financeira adminis-
não tenham tido compradores. tradora e pelo FGC.
e. as ações da empresa são todas vendidas para o IV – Seu administrador tem a responsabilidade legal de
intermediário financeiro a um preço predetermina- calcular e divulgar diariamente o valor da cota.
do, chamado preço de oferta pública, menos uma
taxa, spread, que serve como recompensa pelo ris- Está correto o que se afirma APENAS em
co assumido. a. I e III.
b. I e IV.
175. (BB/Cesgranrio/2012) A oferta pública de ações re- c. IV.
presenta uma das formas mais vantajosas que as So- d. II, III e V.
ciedades Anônimas ou Companhias de Capital Aberto e. II e IV.
possuem para levantar recursos.
Para a realização dessa oferta de ações, tais empre- 179. (BNB/FGV/2014) Os bancos ganham dinheiro com
sas precisam procurar uma instituição financeira do receitas de intermediação financeira e com receitas
mercado de capitais. de prestação de serviços e tarifas. Entre as principais
Como é denominada a operação de venda dos lotes receitas bancárias de prestação de serviços e tarifas,
de ações, realizada por essas instituições financeiras destacam-se:
no mercado de capitais? I – tarifas sobre depósito à vista e sobre aplicações em
a. Emissão de Debêntures. CDBs;
b. Securitização. II – tarifas sobre serviços de conta corrente e de corre-
c. Warrants.. tagem e custódia;
d. Vendor Finance. III – tarifas sobre emissões e anuidades de cartões de
e. Underwriting (Subscrição). crédito;
IV – receitas sobre administração de fundos de investi-
176. (BB/FCC/2011) No mercado de capitais, as operações mento e administração de consórcios.
de distribuição pública de ações (underwriting) acon-
tecem Está(ão) correta(s) somente:
a. com a intermediação de qualquer instituição partici- a. I e IV;
pante do Sistema Financeiro Nacional. b. II e III;
b. por meio de esforços de venda direta da emissora c. III;
junto a investidores institucionais. d. IV;
c. sem obrigatoriedade do registro na Comissão de e. II, III e IV.
Valores Mobiliários.
d. de acordo com os termos e condições previstos no 180. (Banpara/Inaz-PA/2014) Fundos de investimentos
respectivo prospecto. abertos são:
e. desde que a companhia já tenha ações negociadas a. Aqueles em que as cotas só podem ser resgatadas
em bolsa de valores. ao término do prazo de duração do fundo ou quan-
do de sua liquidação.
177. (BB/FCC/2011) Caracteriza-se como ato de distribui-
b. São fundos que estabelecem um período mínimo
ção pública de valores mobiliários em operação de un-
de permanência dos recursos do cliente no fundo.
derwriting a:
c. São fundos que oferecem liquidez diária, logo o
I – utilização de listas ou folhetos, destinados ao públi-
cotista pode fazer resgates a qualquer tempo sem
co, por qualquer meio ou forma.
perda de rentabilidade.
II – negociação feita, em loja ou estabelecimento aber-
d. São aqueles em os cotistas podem solicitar os res-
to ao público, destinada, no todo ou em parte, a
gates de suas cotas a qualquer tempo.
subscritores.
e. São os fundos para investidores qualificados cons-
III – liderança por um banco comercial e sua rede de
tituídos para receber aplicações exclusivamente de
agências.
um único cotista.
Está correto o que consta APENAS em
181. (Banpara/Inaz-PA/2014) De que forma pode ser dedu-
a. I.
zido o risco de mercado de um fundo de investimento:
b. II.
a. Pela variação na quantidade de cotas do fundo
c. I e III.
b. Pela composição da carteira do fundo
d. II e III.
c. Pela variação na rentabilidade do fundo
e. I e II.
d. Pela variação das cotas diárias
178. (Banestes/Gran/2015) Com relação aos fundos mútu- e. Pela variação das ações do fundo
os de investimentos, julgue os itens consecutivos.
I – Os abertos são aqueles onde os cotistas não po- 182. (Banpara/Inaz-PA/2014) O que a política de um inves-
dem solicitar os resgates de suas cotas a qualquer timento de um fundo retrata:
tempo, devendo aguardar o fechamento da rodada a. Os mercados de atuação do gestor para atingir o
de nova captação de recursos. objetivo do fundo.

72
b. Os objetivos do fundo de investimento. d. Multimercados: São fundos que investem majo-
c. As diretrizes do fundo de investimento. ritariamente seus recursos em ações negociadas
d. De que forma o fundo de investimento dará o retor- em bolsa de valores. Dessa forma, estão sujeitos
no ao cliente. às oscilações de preços das ações que compõem
e. Todas as alternativas acima estão corretas. sua carteira. Devido a essas variações e ao risco,
são mais indicados para quem tem objetivos de in-
183. (Banese/FCC/2012) Sobre fundos de investimento vestimento a longo prazo, até porque o risco, neste
está correto afirmar que caso, é bem maior do que os aplicados nos fundos
a. são garantidos pela instituição financeira adminis- de renda fixa (CP, DI, RF).
tradora.
b. suas cotas podem ser adquiridas apenas por inves- 186. (BB/FCC/2011) Em prospectos de fundos de investi-
tidor pessoa jurídica. mento encontra-se:
c. seu funcionamento depende do prévio registro na
I – seu objetivo.
Comissão de Valores Mobiliários.
II – os riscos assumidos.
d. não sofrem auditoria independente.
III – sua política de investimento.
e. o valor das cotas é calculado e divulgado mensal-
mente.
Está correto o que consta em
a. I, II e III.
184. (BB/FCC/2011) As normas para funcionamento dos
fundos de investimento dispõem que b. II, apenas.
a. os cotistas, no caso de condomínio fechado, po- c. I e III, apenas.
dem solicitar o resgate de suas cotas a qualquer d. III, apenas.
tempo. e. I, apenas.
b. o prospecto deve conter a política de investimento
do fundo e os riscos envolvidos. 187. (BB/FCC/2011) O administrador de um fundo de inves-
c. são dispensados de proceder à marcação a merca- timento aberto tem como responsabilidade legal a
do dos respectivos ativos. a. negociação dos ativos, respeitada a política de in-
d. o valor das cotas deve ser divulgado ao final de vestimento do respectivo regulamento.
cada mês. b. guarda dos títulos que compõem a carteira de in-
e. podem ser administrados por pessoas físicas auto- vestimento.
rizadas pela CVM. c. auditoria das demonstrações financeiras periódi-
cas.
185. (BDMG/Fumarc/2011) A ANBID - Associação Nacional d. apuração e divulgação do valor da cota.
dos Bancos de Investimento - dividiu os fundos em di- e. exclusividade da distribuição das cotas.
versos tipos. Eles foram classificados a partir de sua
política de investimento, ou, secundariamente, por 188. (Caixa/Cesgranrio/2012) As sociedades corretoras de
seus fatores de risco. A seguir, leia as afirmativas que títulos e valores mobiliários são constituídas sob a for-
apresentam cada um dos principais tipos e assinale a ma de sociedade anônima ou por quotas de responsa-
alternativa INCORRETA: bilidade limitada.
a. Curto Prazo: Investem em títulos de renda fixa e Um dos seus objetivos principais é
sua rentabilidade está atrelada à taxa de juros uti- a. controlar o mercado de seguros.
lizada nas operações entre os bancos (CDI). São b. regular o mercado de valores imobiliários.
considerados os mais conservadores pelo fato dos c. assegurar o funcionamento eficiente do mercado
títulos de suas carteiras possuírem um prazo mais
de Bolsa de Valores.
curto. Papéis com prazo máximo a decorrer de 375
d. subscrever emissões de títulos e valores mobiliá-
dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60
rios no mercado.
dias.
e. estimular a formação de poupança e sua aplicação
b. DI: São os preferidos por muitos investidores bra-
em valores mobiliários.
sileiros, porque sua performance segue a variação
diária das taxas de juros (Selic/CDI) e tendem a
render mais, cada vez que ocorre uma alta das ta- 189. (Banestes/Idecan/2012) Analise as afirmativas.
xas de juros domésticas. Os fundos DI aplicam a I – A CVM é responsável por regulamentar, desenvol-
maior parte do seu patrimônio em títulos do gover- ver, controlar e fiscalizar o mercado de valores mo-
no federal e são considerados de baixo risco. biliários do país.
c. Renda Fixa: Estes fundos aplicam uma parcela de II – A BM&FBOVESPA é uma sociedade civil sem fins
seu patrimônio em títulos prefixados. Estes títulos lucrativos, formada a partir da integração das ope-
rendem uma taxa fixa previamente acordada. O rações da Bolsa de Valores de São Paulo e da Bol-
que acontece com os fundos de renda fixa é jus- sa de Mercadorias & Futuros.
tamente o oposto dos fundos DI. Quando os juros III – As Sociedades Corretoras de Títulos e Valores
estão caindo, estes fundos tendem a render mais Mobiliários podem operar em bolsas de valores,
que os fundos DI. Quando as taxas de juros so- comprar e vender títulos e valores mobiliários por
bem, a tendência é a de que os fundos DI rendam conta própria e de terceiros e administrar fundos de
mais que os de renda fixa. investimento.

73
IV – As Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores I – Tratando-se de um sistema de liquidação em tem-
Mobiliários operam no mercado acionário, com- po real, não possui títulos escriturais, guardadas as
prando, vendendo e distribuindo títulos e valores proporções do país.
mobiliários, por conta de terceiros; fazem a inter- II – O Selic é o depositário central dos títulos emitidos
mediação com a BM&FBOVESPA e efetuam lança- pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central do Bra-
mentos públicos de títulos do Tesouro Nacional. sil e nessa condição processa, relativamente a es-
ses títulos, a emissão, o resgate, o pagamento dos
Estão corretas apenas as afirmativas juros e a custódia.
a. I, II, III. III – O sistema de liquidação não é em tempo real.
b. I, III, IV. a. Somente a afirmativa I está correta.
c. II, III. b. Somente a afirmativa II está correta.
d. I, III. c. Somente a afirmativa III está correta.
e. I, II, III, IV. d. Todas afirmativas estão corretas.
e. Todas afirmativas estão incorretas.
190. (Banestes/Idecan/2012) Assinale a afirmativa correta.
a. Coordenar as políticas monetária, creditícia, orça- 194. (Banese/FCC/2012) São títulos custodiados no Siste-
mentária e da dívida pública interna e externa é ma Especial de Liquidação e Custódia (SELlC)
uma das funções do Banco Central. I – Letras do Tesouro Nacional.
b. O Banco Central é uma autarquia vinculada ao Mi- II – Letras Hipotecárias.
nistério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio III – Letras Financeiras do Tesouro.
Exterior. IV – Letras de Câmbio.
c. Os bancos de investimento não possuem contas
correntes e captam recursos via depósitos a prazo. Está correto o que se afirma APENAS em
d. As sociedades corretoras de títulos e valores mobi- a. II e III.
liários captam recursos por meio de colocação de b. I, III e IV.
letras de câmbio e recibos de depósitos bancários. c. I e III.
e. Os bancos comerciais captam recursos exclusiva- d. I e II.
mente por meio de depósito à vista. e. II e IV.

191. (Banestes/CKM/2015) [...] é o depositário central dos 195. (BB/FCC/2011) O Sistema Especial de Liquidação e
títulos que compõem a dívida pública federal interna de Custódia (SELIC)
(DPMFi) de emissão do Tesouro Nacional e, nessa a. é o depositário central de títulos emitidos pelo Te-
condição, processa a emissão, o resgate, o pagamen- souro Nacional.
to dos juros e a custódia desses títulos. É também um b. pode ter investidores individuais como participan-
sistema eletrônico que processa o registro e a liqui- tes titulares de contas de custódia.
dação financeira das operações realizadas com esses c. é contraparte nas operações de leilão de títulos
títulos pelo seu valor bruto e em tempo real, garantindo privados.
segurança, agilidade e transparência aos negócios. d. registra operações com debêntures no mercado
Fonte: http://www.bcb.gov.br/. O excerto acima faz secundário.
menção ao Sistema e. é a câmara de liquidação física e financeira de títu-
los de emissão privada.
a. de Transferência de Fundos – Sitraf.
b. de Liquidação Diferida das Transferências Inter- 196. (BB/Cespe/2011/Certificação Interna) Em relação à
bancárias de Ordens de Crédito – SILOC. política monetária, assinale a opção correta
c. de Transferência de Reservas – STR. a. No âmbito do Sistema Especial de Liquidação e
d. Especial de Liquidação e de Custódia – Selic. Custódia (SELIC), cuja função principal é custodiar
e. Centralizador de Compensação de Cheques – os títulos públicos, somente os títulos emitidos pelo
Compe. Tesouro Nacional e pelo BACEN são aceitos como
lastro às operações cursadas no mercado aberto.
192. (Banpara/Inaz-PA/2014) Títulos custodiados no SELIC: b. Atualmente, na maioria dos países, as alterações
a. LTN, CDI e NTN-B. nas taxas de redesconto dos respectivos bancos
b. Debêntures, CDB e LCI. centrais constituem o instrumento mais utilizado na
c. CDB, NTN-B e LCI. execução da política monetária.
d. NTN-F, NTN-B e SWAPS. c. As operações de mercado aberto, por se concen-
e. LFT, LTN e NTN-B. trarem no mercado primário, elevam a dívida mo-
biliária federal.
193. (Banpara/Espp/2012) SELIC é o Sistema Especial de d. Aumentos da taxa de redesconto, por elevarem o
Liquidação e de Custódia. Leia as sentenças abaixo volume de crédito disponível, contribuem para ex-
sobre algumas descrições deste sistema, e assinale a pandir a oferta monetária e, mediante redução das
alternativa correta. taxas de juros, expandem a produção e o emprego.

74
e. No regime de metas de inflação, sendo a inflação Está correto o que se afirma APENAS em
passada superior à meta fixada, eleva-se a liquidez a. I.
da economia mediante a redução da taxa de juros. b. II e III.
c. I, II e IV.
197. (BB/FCC/2011) O Sistema Especial de Liquidação e d. I e IV.
de Custódia (SELIC), do Banco Central do Brasil, é um e. III e IV.
sistema informatizado que
a. é operado em parceria com a CETIP S.A. Balcão 201. (BB/FCC/2013) A Cetip S. A. - Mercados Organizados
Organizado de Ativos e Derivativos. é uma câmara utilizada pelos participantes do merca-
b. substituiu o Sistema de Pagamentos Brasileiro − SPB. do financeiro e de capitais para o registro eletrônico
c. tem como participantes, exclusivamente, a Secre- da colocação, o depósito e a liquidação financeira de
taria do Tesouro Nacional e bancos múltiplos. diversos ativos, dentre os quais estão os
d. impossibilita a realização de operações compro- a. Bônus de Subscrição e as Notas do Tesouro Na-
missadas, ou seja, a venda ou compra de títulos cional.
com o compromisso de recompra ou revenda. b. Certificados de Depósito Bancário e as Letras Fi-
e. se destina à custódia de títulos escriturais de emis- nanceiras do Tesouro.
são do Tesouro Nacional, bem como ao registro e à c. Certificados de Recebíveis do Agronegócio e as
liquidação de operações com esses títulos. Debêntures.
d. Commercial Papers e Brazilian Depositary Re-
198. (Basa/Cesgranrio/2013) A Cetip S.A. é uma compa- ceipts.
nhia de capital aberto e é reconhecida como a inte- e. Títulos da Dívida Agrária e os Contratos a Termo
gradora do mercado financeiro. A companhia presta de Ações.
serviços para mais de 15 mil instituições financeiras. A
Cetip oferece serviços de 202. (Banpara/Espp/2012) A Central de Custódia e Liquida-
a. registro, central depositária, negociação e liquida- ção - CETIP registra e custodia todos os Créditos Secu-
ção de ativos e títulos. ritizados da União, da Dívida Agrícola (Lei n. 9.138 de
b. empréstimo, financiamento e negociação de bens 29/11/95 e Resolução do Bacen n. 2.471 de 26/02/98),
de consumo. dos Títulos da Dívida Agrária - TDA, dos Certificados
c. liquidação, financiamento e custódia de ativos fi- Financeiros do Tesouro - CFT e dos Certificados da Dí-
nanceiros. vida Pública - CDP. Com base no assunto acima, leia
d. supervisão, regulação e operação no mercado fi- as sentenças abaixo e assinale a alternativa correta.
nanceiro. I – Na qualidade de depositária, a entidade processa a
e. registro, abertura e manutenção de conta corrente. emissão, o resgate e a custódia dos títulos.
II – As operações de compra e venda são realizadas no
199. (Caixa/Cesgranrio/2012) Qual é a Companhia de Ca- mercado de balcão, incluindo aquelas processadas
pital Aberto, instituída pelo Conselho Monetário Nacio- por intermédio do CetipNet (sistema eletrônico de
nal, que atua como integradora do mercado financeiro, negociação).
oferecendo serviços de registro, de central depositária, III – Quando é o caso, a entidade também processa o
de negociação e liquidação de ativos e títulos? pagamento dos juros e demais eventos a eles re-
a. BNDES. lacionados.
b. Banco Central do Brasil. a. Somente a afirmativa I está correta
c. Selic. b. Somente a afirmativa II está correta.
d. Cetip. c. Somente a afirmativa III está correta.
e. Caixa Econômica Federal. d. Todas as afirmativas estão corretas.
e. Todas as afirmativas estão incorretas.
200. (Banestes/Gran/2015) Acerca das funções e das ca-
racterísticas da CETIP e do SELIC, julgue os itens sub- 203. (BB/FCC/2011) A CETIP S.A. Balcão Organizado de
secutivos. Ativos e Derivativos
I – Nas transações realizadas no SELIC predominam a. registra operações de ações realizadas no merca-
títulos privados de renda variável com alta liquidez. do de bolsa.
II – A CETIP e a Selic oferecem serviços de registro, de b. efetua a custódia escritural de títulos privados de
central depositária, de negociação e de liquidação renda fixa.
de ativos e títulos. c. é contraparte nas operações do mercado primário
III – Quando for o caso, as duas entidades processam o dos títulos que mantém registro.
pagamento dos juros e demais eventos relaciona-
d. é a câmara de compensação e liquidação de todos
dos aos títulos nelas custodiados.
os títulos do Tesouro Nacional.
IV – No SELIC os títulos são públicos e escriturais e na
e. atua separadamente do Sistema de Pagamentos
CETIP os títulos são privados e não são escriturais.
Brasileiro - SPB.

75
204. (BB/FCC/2011) Sobre as operações no mercado a ter- c. possibilidade de negociações day trade.
mo de ações realizadas na BM&FBovespa é correto d. liquidação financeira em 3 dias após a realização
afirmar: do negócio.
a. A taxa de juros é pós-fixada. e. ausência de intermediação por corretora de valores.
b. O prazo máximo é de 120 dias.
c. Todos os direitos e proventos distribuídos pela em- 208. (BB/FCC/2011) O titular de uma debênture conversível
presa emissora das ações são creditados ao finan- em ações assume temporariamente um direito que se
ciador. compara com a
d. O depósito de garantia exigido do comprador pode a. compra de uma call (opção de compra).
ser representado por carta de fiança bancária. b. compra de uma put (opção de venda).
e. Não é permitida a liquidação antecipada do con- c. aluguel de uma ação.
trato. d. venda de uma put (opção de venda).
e. venda de uma call (opção de compra).
205. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) Ao atender um
209. (BB/FCC/2011) Para o lançador, quando uma opção
cliente do BB que pretende realizar um contrato de
de compra é exercida, representa
crédito, mas mostra preocupação com tendência de
a. o direito de compra.
preços, é adequado, de acordo com as linhas de ação
b. o compromisso de compra.
do BB, que o gerente recomende ao cliente c. a obrigação de venda.
a. o contrato futuro, caso o crédito seja para um frigo- d. o direito de venda.
rífico, pois esse contrato estabelece um piso para o e. a possibilidade de repactuação com o titular.
preço, o que protege o cliente contra reduções no
preço da commodity. 210. (Basa/Cesgranrio/2013) Uma empresa no Brasil to-
b. o termo de mercadorias como alternativa, porque, mou um empréstimo de 500 mil dólares de um banco
com a interveniência da bolsa de mercadorias e fu- no exterior e, em 180 dias, deve repagar o principal e
turo, trava-se o preço da mercadoria sem entrega os juros. Para sua proteção completa contra surpresas
física. nas variações das taxas cambiais, a empresa faz um
c. o contrato futuro, se o crédito for para um produtor swap. Ter feito o swap significa que a empresa vendeu
rural, tendo em vista que esse contrato trava o pre- 500 mil dólares para obter reais no mercado de câmbio
ço de venda da commodity e protege contra baixa pronto e
do preço dos produtos, para produtos amparados. a. comprou 500 mil dólares mais os juros correspon-
d. o termo de mercadorias, caso o crédito seja para dentes, no mercado cambial futuro, para entrega
produtor de arroz ou cacau, produtos para os quais em 180 dias.
o termo de mercadoria está disponível no BB. b. comprou apenas os dólares correspondentes aos
e. o contrato de opções da BOVESPA, intermediado juros, no mercado cambial futuro, para entrega em
pelo BB, visto que o BB não dispõe desse tipo de 180 dias.
contrato para seus clientes. c. comprou 500 mil dólares mais os juros correspon-
dentes, no mercado cambial futuro, para entrega
206. (BB/Cespe/2013/Certificação Interna) No contrato de- em 90 dias.
rivativo de opções, d. vendeu 500 mil dólares mais os juros correspon-
dentes, no mercado cambial futuro, para entrega
a. as partes se obrigam a negociar determinado ativo,
em 180 dias.
comprando ou vendendo, em data futura, a preço
e. comprou 500 mil dólares, no mercado cambial
pré-estabelecido.
pronto.
b. realizado com instituições públicas, cada parte se
obriga a investir em determinada obra uma parcela
211. (BB/Cesgranrio/2012) No mercado financeiro, os de-
predeterminada.
rivativos são instrumentos que dependem do valor de
c. é prevista a troca de obrigações de pagamentos um outro ativo, tido como ativo de referência.
periódicos indexados a determinado índice por ou- Em relação aos derivativos, os contratos que preveem
tras, com diferentes índices de reajuste. a troca de obrigações de pagamentos periódicos ou
d. o detentor de uma opção tem o direito de comprar fluxos de caixa futuros, por um certo período de tempo,
ou vender, em certa data futura, determinado ativo são denominados contratos de
a preço predeterminado. a. futuro.
e. realiza-se contrato de compra e venda de uma op- b. hedge.
ção para ser entregue em data futura e liquidação c. opções.
em prazo determinado, a preço pré-estabelecido. d. swaps.
e. termo.
207. (BB/FCC/2011) É característica das operações no
mercado de opções realizadas em bolsas a 212. (BB/FCC/2011) As operações de swap correspondem
a. dispensa de depósito de margem para as posições à modalidade de
vendidas. a. aquisição de títulos no mercado futuro de dólar.
b. liberdade de fixação pelas partes das séries e valo- b. descasamento de indicadores entre as contas de
res de exercício para o ativo objeto. ativo e passivo das instituições financeiras.

76
c. registro obrigatório no Banco Central do Brasil. a. estorno de pagamento
d. troca de fluxo de caixa, com base na comparação b. endosso na apólice
da rentabilidade entre dois ativos financeiros ou c. reembolso de prêmio
mercadorias. d. pedido de prêmio
e. crédito contratado com garantia de penhor de re- e. cancelamento de apólice
cebíveis.
217. (Banestes/Gran/2015) O mercado de seguros é cada
213. (Banestes/Idecan/2012) São aplicações financeiras de vez mais crescente no Brasil. As seguradoras ofere-
renda fixa cem uma gama diferenciada de produtos e subprodu-
a. certificado de depósito bancário, debêntures e de- tos para atender a essa grande demanda. O seguro de
rivativos. danos materiais, por exemplo, garante o pagamento
b. ações, derivativos e commercial paper. de indenização em caso de
c. derivativos, debêntures e letras de câmbio. a. colisão do automóvel do segurado com veículos de
d. letras de câmbio, recibos de depósito bancário e terceiros, desde que esteja estipulado na apólice.
derivativos. b. perda total do veículo, sem lesões ao segurado,
e. certificado de depósito bancário, letras de câmbio e mesmo que não especificado na apólice.
títulos do tesouro nacional. c. paralisação das atividades laborais do segurado
durante o período de uma eventual internação
214. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) Assinale a op- hospitalar causada por doença crônica descoberta
ção correta acerca de investimentos no mercado fi- após algum acidente com veículo conduzido pelo
nanceiro. segurado.
a. A meta de uma operação de hedge no mercado fu- d. invalidez permanente, total ou parcial, por aciden-
turo é ampliar ao máximo o risco de preços (hedge te, ou indenização ao beneficiário em caso de fa-
perfeito).
lecimento do segurado, quando se caracteriza a
b. A posse de ações ordinárias de uma empresa não
perda total do veículo segurado em decorrência de
dá ao detentor o direito de votar na eleição da dire-
incêndio.
toria (conselho) da empresa que as emitiu.
e. ferimento causado a algum passageiro do veículo,
c. Por serem menos sigilosas, as operações de balcão
caso ocorra algum acidente provocado por motoris-
estão mais sujeitas à fiscalização e à regulação.
ta que tenha menos de 25 anos de idade.
d. Debêntures são títulos emitidos por sociedades
anônimas do mercado financeiro de capital aberto,
218. (BB/Gran/2013) No que diz respeito às Operações de
com garantia de seu ativo.
Seguro, analise as seguintes afirmações:
e. O arbitrador no mercado de derivativos é o respon-
I – risco - evento incerto ou de data incerta que inde-
sável pela eliminação de distorções do mercado,
pende da vontade das partes contratantes e contra
efetuando importante trabalho de equalização.
o qual é feito o seguro; o risco é a expectativa de
sinistro; sem risco não pode haver contrato de se-
215. (BB/Cesgranrio/2014) O mercado de seguros é cada
vez mais crescente no Brasil. As seguradoras ofere- guro;
cem uma gama diferenciada de produtos e subprodu- II – segurado - é a pessoa jurídica que assume a res-
tos para atender a essa grande demanda. O seguro de ponsabilidade por riscos contratados e paga inde-
acidentes pessoais, por exemplo, garante o pagamen- nização no caso de ocorrência do sinistro coberto.
to de indenização em caso de III – prêmio - é o pagamento devido pela seguradora
a. colisão do automóvel do segurado com veículos de ao(s) beneficiário(s) do seguro, no caso de risco co-
terceiros, desde que esteja estipulado na apólice. berto na ocorrência do sinistro.
b. perda total do veículo sem danos ao segurado, Estão corretas as alternativas
desde que especificado na apólice. a. I, somente.
c. paralisação das atividades laborais do segurado b. I e II, somente.
durante o período de uma eventual internação hos- c. I, e III, somente.
pitalar causada por doença crônica. d. II e III, somente.
d. invalidez permanente, total ou parcial, por aciden- e. III, somente.
te, ou indenização ao beneficiário em caso de fale-
cimento do segurado. 219. (BB/Cesgranrio/2015) O Plano Gerador de Benefícios
e. incêndio, enchente ou qualquer outro tipo de fenô- Livres (PGBL) é uma aplicação que tem como objetivo
meno climático que danifique a residência do se- a complementação da aposentadoria do seu investi-
gurado. dor. Pode-se dizer que o PGBL é bom para o emprega-
do que possui renda tributável e declara o imposto de
216. (Basa/Cesgranrio/2013) Os planos de seg u r o renda no modelo completo, pois ao investir num PGBL,
têm o objetivo de gerar proteção patrimonial às pesso- tem-se restituído o Imposto de Renda (IR) retido na
as físicas ou jurídicas. Em um seguro de veículo, se o fonte pelo empregador sobre o valor da aplicação.
segurado trocar de carro ou incluir algum item em sua Como a tributação do PGBL ocorre no resgate sobre
apólice, ele deverá solicitar a seguradora um o(s) seu(s)

77
a. rendimentos, o IR é postergado, mas não há a sua b. não permitirem a portabilidade da provisão mate-
isenção. mática de benefícios a conceder.
b. rendimentos, o IR é diferido, mas não há a sua c. proporcionarem planos com benefício de renda
isenção. por sobrevivência, renda por invalidez, pensão por
c. rendimentos, há isenção do IR. morte, pecúlio por morte e pecúlio por invalidez.
d. valor integral, o IR é adiado, mas não há a sua d. aceitarem contratação de planos previdenciários
isenção. exclusivamente de forma individual.
e. valor integral, há isenção do IR. e. oferecerem planos destinados apenas a funcioná-
rios de uma empresa ou grupo de empresas.
220. (BB/Cesgranrio/2014) Os planos de previdência PGBL
(Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Ge- 225. (Cobra/ESPP/2011) Leia o texto abaixo e responda à
rador de Benefício Livre) são produtos de Previdência próxima questão:
Complementar que visam à acumulação de recursos O Sistema Financeiro Nacional pode ser definido como
e à transformação de tais recursos em uma renda fu- o conjunto de órgãos de regulação, instrumentos, insti-
tura. Na modalidade PGBL, o imposto de renda incide tuições financeiras e instituições auxiliares, públicos ou
sobre o privados que atuam na intermediação de recursos en-
a. ganho das aplicações financeiras tre os agentes econômicos superavitários e deficitários.
b. valor futuro calculado para a data do resgate O Conselho Nacional de Previdência Complementar
c. total resgatado ou recebido como renda (CNPC) é composto por, exceto:
d. total de rendimentos bruto na data da aplicação a. Ministro de Estado da Previdência Social.
e. valor da aplicação inicial b. Ministro da Fazenda.
c. Representante das entidades fechadas de previ-
221. (BNB/FGV/2014) O Plano Gerador de Benefício Livre dência complementar.
(PGBL) se difere do Vida Gerador de Benefício Livre d. Representante do Ministério do Planejamento, Or-
(VGBL) no que tange ao tratamento fiscal. No caso do çamento e Gestão.
PGBL:
a. o imposto de renda é pago no resgate e incide so- 226. (BB/FCC/2011) A Superintendência Nacional de Previ-
bre o total do valor resgatado; dência Complementar (PREVIC)
b. o imposto de renda é pago no resgate e incide so- a. fiscaliza as atividades dos fundos de pensão.
bre os ganhos de capital; b. supervisiona as atividades das entidades de previ-
c. o imposto de renda é pago semestralmente e inci- dência privada aberta.
de sobre os ganhos de capital; c. determina regras sobre aposentadoria dos traba-
d. ambas as aplicações são isentas de cobrança de lhadores.
imposto de renda; d. executa a arrecadação das contribuições previden-
e. ambas as aplicações estão sujeitas a alíquota fixa ciárias.
de 6% de imposto de renda. e. é uma autarquia vinculada ao Ministério do Traba-
lho e Emprego.
222. (BB/FCC/2013) Produto que, após um período de acu-
mulação de recursos, proporciona aos investidores 227. (Banese/FCC/2012) Do sistema de previdência com-
uma renda mensal − que poderá ser vitalícia ou por plementar brasileiro fazem parte as entidades fecha-
período determinado − ou um pagamento único, é o das de previdência privada que são
a. PGBL − Plano Gerador de Benefício Livre. a. fundos de pensão para funcionários de uma em-
b. CDB − Certificado de Depósito Bancário. presa ou grupo de empresas.
c. FIDC − Fundo de Investimento em Direitos Credi- b. garantidoras dos planos de Vida Gerador de Bene-
tórios. fício Livre (VGBL).
d. Ourocap − Banco do Brasil. c. exclusivas para trabalhadores de empresas de ca-
e. BB Consórcio de Serviços. pital nacional.
d. planos estruturados como Fundo Gerador de Be-
223. (BB/FCC/2011) Os planos de previdência da moda- nefício Livre (PGBL).
lidade Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) são e. vinculadas ao Ministério do Trabalho e Emprego.
regulamentados
a. pela Comissão de Valores Mobiliários. 228. (BB/Cesgranrio/2014) Os títulos de capitalização são
b. pelo Banco Central do Brasil. emitidos pelas sociedades de capitalização e têm por
c. pelo Conselho Monetário Nacional. objeto o depósito periódico de prestações pecuniárias
d. pela Superintendência de Seguros Privados. pelo contratante, o qual terá, depois de cumprido o
e. pela Caixa Econômica Federal. prazo contratado, os direitos de concorrer a sorteio de
prêmios em dinheiro e o de
224. (BB/FCC/2011) As Entidades Abertas de Previdência a. resgatar o valor do título mediante lance em leilões
Complementar caracterizam-se por periódicos.
a. terem como órgão responsável a Superintendência b. resgatar parte dos valores depositados corrigidos
Nacional de Previdência Complementar − PREVIC. por uma taxa de juros.

78
c. aplicar parte dos recursos em ações das bolsas de a. Também denominado mercado paralelo, o merca-
valores. do de câmbio é o ambiente onde se realizam as
d. concorrer a imóveis nos feirões da casa própria. operações de câmbio entre os agentes autorizados
e. concorrer a prêmios em barras de ouro. pelo Banco Central e entre estes e seus clientes,
diretamente ou por meio de seus correspondentes.
229. (Basa/Cesgranrio/2013) Os títulos de capitalização b. A operação de câmbio (compra ou venda) pronta é
são um investimento com uma característica de pou- a operação a ser liquidada em até trinta dias úteis
pança a longo prazo remunerados pela TR mais uma da data de contratação.
taxa de juros ao mês, equiparando-se à inflação. Po- c. Quaisquer pagamentos ou recebimentos em moe-
rém, a característica mais atrativa dos títulos de capi- da estrangeira podem ser realizados no mercado
talização é a de câmbio, inclusive as transferências para fins de
a. geração de créditos fiscais para abatimentos futu-
constituição de disponibilidades no exterior e seu
ros.
retorno ao País e aplicações no mercado financeiro.
b. possibilidade de resgate dos valores com rentabili-
d. A posição de câmbio vendida é o saldo em moeda
dade acima do mercado.
estrangeira registrado em nome de uma instituição
c. garantia oferecida para compra de bens imóveis.
autorizada que tenha efetuado compras, prontas
d. possibilidade de ganhos de prêmios em dinheiro
ou para liquidação futura, de moeda estrangeira,
pelos sorteios periódicos.
de títulos e documentos que as representem e de
e. rentabilidade diferenciada oferecida na ocasião do
resgate. ouro-instrumento cambial, em valores superiores
às vendas.
230. (Caixa/Cesgranrio/2012) As Sociedades de Capitaliza- e. A posição de câmbio comprada é o saldo em moe-
ção são entidades constituídas sob a forma de socie- da estrangeira registrado em nome de uma institui-
dades anônimas, que negociam contratos, denomina- ção autorizada que tenha efetuado vendas, prontas
dos títulos de capitalização. ou para liquidação futura, de moeda estrangeira,
Esses títulos têm por objeto a(o) de títulos e documentos que as representem e de
a. aquisição de ações de empresas privadas, para in- ouro-instrumento cambial, em valores superiores
vestimento em longo prazo, com opção de realizar às compras.
a venda dessas ações a qualquer tempo.
b. compra parcelada de um bem em que um grupo de 233. (Banestes/Gran/2015) A respeito do mercado de câm-
participantes, organizados por uma empresa admi- bio julgue os itens que se seguem.
nistradora, rateia o valor do bem desejado pelos I – O órgão responsável pela execução da política
meses de parcelamento. cambial brasileira é o Banco Central do Brasil.
c. compra de títulos públicos ou privados, mediante II – Os bancos comerciais, as caixas econômicas, os
depósitos mensais em dinheiro, que serão capitali- bancos múltiplos e as cooperativas de crédito po-
zados a uma determinada taxa de juros até o final dem operar como agentes neste mercado.
do contrato. III – A ordem de pagamento vinda do exterior pode ser
d. investimento em títulos públicos do governo fede- o documento utilizado na operação de câmbio ma-
ral, no qual o investidor poderá optar pelo resgate nual, definida como a compra e venda de divisas
do Fundo de Garantia (FGTS) ou pelo pagamento estrangeiras.
em dinheiro. IV – O mercado cambial é o segmento do mercado fi-
e. depósito periódico de prestações pecuniárias pelo
nanceiro em que ocorrem operações de conversão
contratante, o qual terá o direito de resgatar parte
de moedas nacionais por moedas estrangeiras e
dos valores corrigidos e de concorrer a sorteios de
vice-versa.
prêmios em dinheiro.
Está incorreto o que se afirma APENAS em
231. (BB/FCC/2011) Os títulos de capitalização são
a. I.
a. estruturados com prazo de vigência igual ou supe-
rior a 6 meses. b. I e II.
b. comercializados por instituições financeiras autori- c. I e IV.
zadas pelo Banco Central do Brasil. d. II e III.
c. disponíveis, normalmente, em planos com paga- e. III e IV.
mentos mensais e sucessivos ou pagamento único.
d. resgatados em base sempre superior ao capital 234. (Banpara/Espp/2012) Leia as sentenças sobre o papel
constituído por aplicações idênticas em títulos pú- do Banco Central no mercado de câmbio e assinale a
blicos. alternativa incorreta.
e. regidos por condições gerais disponibilizadas após a. O Banco Central executa a política cambial defini-
a contratação. da pelo Conselho Monetário Nacional.
b. Compete ao Banco Central fiscalizar o referido
232. (Banestes/CKM/2015) Baseando-se em seus conhe- mercado.
cimentos acerca das definições sobre o mercado de c. Regulamenta o mercado de câmbio e autoriza as
câmbio, assinale a alternativa CORRETA. instituições que nele operam.

79
d. O Banco Central pode atuar diretamente no merca- 237. (BB/Cespe/2011/Certificação Interna) O órgão respon-
do, comprando e vendendo moeda estrangeira de sável pela execução da política cambial brasileira
forma ocasional e limitada, com o objetivo de con- a. o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Co-
ter movimentos desordenados da taxa de câmbio. mércio Exterior.
e. O Banco Central é impossibilitado de punir dirigen- b. o Ministério da Fazenda.
tes e instituições mediante multas, suspensões e c. a Câmara de Comércio Exterior.
outras sanções previstas em lei. d. a Receita Federal do Brasil.
e. o BACEN
235. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) O Regulamen-
to do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais 238. (BB/FCC/2011) No regime de câmbio flutuante, o Ban-
(RMCCI) co Central do Brasil atua no mercado de câmbio,
a. é editado pelo BACEN e rege o funcionamento do a. nele intervindo com o objetivo de evitar oscilações
mercado de câmbio no país e as operações que bruscas nas cotações.
envolverem entrada e saída de capitais do e para b. desvalorizando a taxa de câmbio com o objetivo de
o exterior. reduzir o cupom cambial.
b. é editado pelo BACEN e rege o funcionamento c. determinando a taxa de câmbio com o objetivo de
do mercado de câmbio no país no tocante à mo- incentivar as exportações.
vimentação de capital internacional decorrente de d. fixando a taxa de câmbio com o objetivo de estimu-
operações de exportação e importação de bens e lar captações externas.
serviços. e. livremente, dentro da banda cambial por ele esta-
c. é editado pelo BACEN e rege as operações cam- belecida e divulgada.
biais e de transferência de capitais associadas a
fluxos comerciais e de investimentos, não alcan- 239. (BB/FCC/2011) No mercado de câmbio, estão autori-
çando, no entanto, as operações de finalidades zados a operar como agente
não econômicas as quais são regidas por normati- a. as associações de poupança e empréstimo.
va específica. b. as cooperativas de crédito.
d. rege os movimentos de capitais estrangeiros no c. as empresas de arrendamento mercantil.
país, quando associados exclusivamente a con- d. as agências de fomento.
cessões de financiamentos e a operações de lea- e. os bancos múltiplos.
sing financeiro.
e. é editado pela Secretaria do Tesouro Nacional e 240. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) Com relação às
aplica-se apenas às transações cambiais e finan- operações de câmbio, assinale a opção correta.
ceiras realizadas com contraparte no exterior. a. Em função de sua natureza específica, as opera-
ções de câmbio têm diferentes características. Por
236. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) Assinale a op- conseguinte, sobre elas incidem custos administra-
ção correta com respeito aos mercados de câmbio pri- tivos e financeiros também diversos, de modo que
mário e secundário. a taxa de câmbio pode variar em função do propó-
a. O mercado secundário envolve a participação de sito da operação, da forma de entrega da moeda
agentes econômicos em geral, compradores ou estrangeira e de aspectos que lhe são inerentes, a
vendedores de moeda estrangeira a instituições exemplo do perfil do cliente, do prazo de liquidação
integrantes do sistema financeiro, que a repassam e do valor da operação.
ao BACEN. b. Em virtude de suas características substantivas
b. A operação de mercado primário implica o recebi- assemelhadas, as operações de câmbio só podem
mento ou a entrega de moeda estrangeira por par- ser formalizadas com base na paridade cambial
te de clientes no país, correspondendo a fluxo de expressa pela média das taxas registradas no mer-
cado primário, o qual reflete a compra e venda de
entrada ou de saída de moeda estrangeira do país.
moedas estrangeiras decorrentes de operações
c. A operação de mercado secundário decorre do
comerciais de exportação e importação.
imediato fluxo de entrada ou de saída de moeda
c. Por serem essencialmente semelhantes, as ope-
estrangeira do país, que é convertida na moeda na-
rações de câmbio caracterizam-se por apresentar
cional em uma segunda operação, evento que dá
custos administrativos e financeiros homogêneos;
nome a esse mercado.
aspectos relacionados com o propósito da ope-
d. A operação de mercado primário implica o recebi-
ração, a forma de entrega da moeda estrangeira
mento ou a entrega de moeda nacional por parte
e outras especificidades, a exemplo do perfil do
de clientes no país, correspondendo a fluxo de en-
cliente, do prazo de liquidação e do valor da opera-
trada ou de saída de moeda nacional do país.
ção, não afetam a taxa de câmbio.
e. O mercado secundário é também denominado
d. Mais que uma referência para os agentes autori-
mercado interbancário por ser constituído exclusi-
zados a operar no mercado de câmbio, calculadas
vamente de bancos; nenhum outro tipo de institui-
a partir das médias apuradas nas operações diá-
ção financeira está autorizado a nele operar.
rias, as taxas de câmbio divulgadas na imprensa

80
obrigam esses agentes a efetuar a compra e venda b. Trata-se de instrumento com valor legal, firmado
de moedas estrangeiras pelos preços fixados, sob entre o vendedor e o comprador de moeda estran-
pena de multa e suspensão da licença para operar. geira, em que se formalizam as condições sob as
e. Utiliza-se a expressão câmbio comercial para fazer quais se realiza a operação de câmbio.
referência a operações realizadas no comércio de c. Por se tratar de operação entre agentes privados,
moeda estrangeira em espécie, geralmente para os contratos de câmbio não precisam ser registra-
custear viagens internacionais. dos no Sistema Integrado de Registro de Opera-
ções de Câmbio (Sistema Câmbio) por agente au-
241. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) Assinale a op- torizado a operar no mercado de câmbio.
ção correta com referência ao conceito de conversibi- d. Trata-se de formulário emitido pelo agente opera-
lidade de moedas. dor em que se registram os valores das moedas
a. Em essência, esse conceito remete às moedas conversíveis e as taxas de juros aplicadas em seus
cuja paridade fixa é garantida por seus respectivos respectivos mercados.
governos, que funcionam como garantidores de e. O agente autorizado a operar no mercado de câm-
sua conversão em moedas de outros países. bio está dispensado de identificar seus clientes e
b. São conversíveis as moedas cujos valores equiva- de registrar a operação no Sistema Integrado de
lentes em ouro monetário se encontram deposita- Registro de Operações de Câmbio (Sistema Câm-
dos em titularidade dos nacionais de seu país. bio) quando as operações de compra ou de venda
c. Essencialmente, esse conceito remete ao grau de de moeda estrangeira envolverem quantias inferio-
facilidade com que uma moeda se converte em res a US$ 3 mil (ou valor equivalente em outras
outra ou é utilizada para adquirir bens e serviços moedas estrangeiras).
estrangeiros.
d. São conversíveis as moedas que podem ser troca- 245. (BB/Cesgranrio/2015) Uma desvalorização cambial da
das por direitos especiais de saque registrados no moeda brasileira (real) frente à moeda norte-america-
Fundo Monetário Internacional. na (dólar), implica a(o)
e. Essencialmente, esse conceito remete às conver- a. diminuição do número de reais necessários para
sões realizadas entre as moedas associadas às comprar um dólar
oito maiores economias do mundo, cujos merca- b. diminuição do estoque de dólares do Banco Cen-
dos interbancários, integrados ao BIS e sujeitos tral do Brasil
aos controles impostos pelo G8, não deixam mar- c. diminuição do preço em reais de um produto impor-
gem a dúvidas quanto à efetivação das conversões tado dos EUA
negociadas. d. estímulo às exportações brasileiras para os EUA
e. aumento das cotações das ações das empresas
242. (BB/Cesgranrio/2012) O mercado cambial é o seg- importadoras na bolsa de valores
mento financeiro em que ocorrem operações de nego-
ciação com moedas internacionais. 246. (Basa/Cesgranrio/2013) Suponha que a taxa de câm-
A operação que envolve compra e venda de moedas bio entre reais (R$) e dólares (US$) seja de 2 R$/US$,
estrangeiras em espécie é denominada e a taxa de câmbio entre libras (£) e dólares seja de
a. câmbio manual 0,50 £/US$. Deduz-se que a taxa de câmbio entre re-
b. câmbio sacado ais e libras, em R$/£, é de
c. exportação a. 2
d. importação b. 0,5
e. transferência c. 1
d. 4
243. (Banpara/Inaz-PA/2014) O contrato de câmbio é um e. 3
documento que formaliza a operação de compra ou
venda de moeda estrangeira que deve ser registrado 247. (Banestes/CKM/2015) Em relação ao mercado de
no: câmbio, é correto afirmar que:
a. SISCOMEX a. Qualquer pessoa ou empresa pode comprar livre-
b. Registro de Exportação mente e vender dólar câmbio sem que haja con-
c. Banco do Brasil trole e/ou interferência do Banco Central do Brasil,
d. Banco Central uma vez que as operações são feitas por uma casa
e. Sistema Integrado de Registro de Operações de de câmbio ou uma agência bancária.
Câmbio b. Em decorrência da autonomia dos agentes finan-
ceiros, o Banco Central do Brasil não intervém no
244. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) Com relação ao mercado de câmbio, deixando que a cotação do
contrato de câmbio, assinale a opção correta. dólar flutue livremente, já que as reservas dessa
a. Trata-se de instrumento com valor fiduciário, firma- moeda ficam sob a custódia do Banco do Brasil.
do entre instituições autorizadas a operar no mer- c. Ainda que haja fluxo de dólares entre as empresas
cado de câmbio, em que se registram os números brasileiras e empresas multinacionais, o ingresso
de série das moedas transacionadas entre os ope- ou a saída desse capital não influencia o valor da
radores. taxa de câmbio.

81
d. Somente as importações têm influência direta na d. O mercado interbancário não tem qualquer rele-
taxa de câmbio, já que o país se torna um grande vância na formação da taxa de câmbio brasileira.
devedor, necessitando comprar altos volumes de e. As operações de câmbio manual respondem pela
dólares para pagar os fornecedores estrangeiros. maior parte das operações de câmbio de importa-
e. A taxa de câmbio praticada no mercado de câmbio ção no Brasil.
brasileiro é livremente negociada entre os agentes
e seus clientes, desde que observem as normas 252. (Banestes/CKM/2015) Sobre o mercado de câmbio,
regulamentadoras deste mercado. qual das alternativas a seguir está CORRETA?
a. A posição de câmbio vendida é o saldo em moeda
248. (Banpara/Inaz-PA/2014) É a cotação oficial das moe- estrangeira registrado em nome de uma instituição
das estrangeiras, e é calculada diariamente através da autorizada que tenha efetuado compras, prontas
média ponderada das negociações desta moeda. ou para liquidação futura, de moeda estrangeira,
a. Taxa - PTAX de títulos e documentos que as representem e de
b. Taxa - SELIC ouro-instrumento cambial, em valores superiores
c. Taxa - DI às vendas.
d. Taxa - TR b. A posição de câmbio comprada é o saldo em moe-
e. Taxa - SELIC OVER da estrangeira registrado em nome de uma institui-
ção autorizada que tenha efetuado vendas, prontas
249. (Metrô-DF/Iades/2014/Economista) Considerando um ou para liquidação futura, de moeda estrangeira,
regime cambial de taxas fixas, assinale a alternativa de títulos e documentos que as representem e de
correta. ouro-instrumento cambial, em valores superiores
a. O preço da moeda nacional, em termos de moeda às compras.
c. Também denominado mercado paralelo, o merca-
estrangeira, é definido pelo mercado.
do de câmbio é o ambiente onde se realizam as
b. Se o Banco Central quiser desvalorizar a moeda
operações de câmbio entre os agentes autorizados
nacional, ele deve aumentar a oferta de divisas no
pelo Banco Central e entre estes e seus clientes,
mercado.
diretamente ou por meio de seus correspondentes.
c. Se houver excesso de demanda por moeda estran-
d. A operação de câmbio (compra ou venda) pronta é
geira, a taxa de câmbio se depreciará.
a operação a ser liquidada em até trinta dias úteis
d. As variações na demanda e na oferta de divisas
da data de contratação.
não afetam o volume das reservas internacionais.
e. Quaisquer pagamentos ou recebimentos em moe-
e. O valor da moeda nacional, em termos da moeda
da estrangeira podem ser realizados no mercado
estrangeira, é definido pelo Banco Central que atua
de câmbio, inclusive as transferências para fins de
vendendo ou comprando moeda ao preço fixado.
constituição de disponibilidades no exterior e seu
retorno ao País e aplicações no mercado financei-
250. (Banestes/Idecan/2012) Marque a afirmativa INCOR-
ro.
RETA.
a. No Brasil, a meta de inflação é definida pelo Con-
253. (Banestes/CKM/2015) O(A) __________________ é o
selho Monetário Nacional. saldo em moeda estrangeira registrado em nome de
b. A determinação da meta SELIC e seu eventual viés uma instituição autorizada que tenha efetuado vendas,
é responsabilidade do COPOM. prontas ou para liquidação futura, de moeda estran-
c. O regime de câmbio vigente no Brasil é o câmbio geira, de títulos e documentos que as representem e
fixo. de ouro-instrumento cambial, em valores superiores às
d. O Banco Central é responsável pela execução da compras. Completa CORRETAMENTE a lacuna acima
política monetária. o exposto em:
e. Analisar o Relatório de Inflação é uma das atribui- a. Reserva de moeda cambial.
ções do COPOM. b. Saldo de moeda registrada.
c. Posição de câmbio vendida.
251. (BB/Cespe/2011/Certificação Interna) Com relação ao d. Resgate de moeda cambial.
mercado de câmbio no Brasil, assinale a opção cor- e. Média acumulada mensal em moeda.
reta.
a. A taxa de câmbio no Brasil é determinada pelo BA- 254. (Banestes/CKM/2015) Saldo em moeda estrangeira
CEN. registrado em nome de uma instituição autorizada que
b. A Ptax, taxa de câmbio oficial do Brasil, serve de tenha efetuado vendas, prontas ou para liquidação fu-
base para todas as operações de câmbio comercial tura, de moeda estrangeira, de títulos e documentos
brasileiras. que as representem e de ouro-instrumento cambial,
c. O spread de taxas de câmbio corresponde à dife- em valores superiores às compras. O exposto acima
rença entre a taxa pela qual um banco compra a diz respeito ao(à):
moeda estrangeira e a taxa pela qual ele vende a. Reserva de moeda cambial.
essa moeda. b. Saldo de moeda registrada.

82
c. Posição de câmbio vendida. c. De acordo com o Regulamento do Banco Central
d. Resgate de moeda cambial. do Brasil, as referências à compra e a venda de
e. Média acumulada mensal em moeda. moeda estrangeira significam que o agente autori-
zado a operar em câmbio é o comprador ou o ven-
255. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) Com relação dedor, respectivamente.
aos conceitos de posição de câmbio comprada e ven- d. Atualmente, no Brasil, a taxa de câmbio é livremen-
dida, assinale a opção correta. te pactuada entre os agentes autorizados a operar
a. Diz-se estar em posição de câmbio comprada a em câmbio ou entre estes e seus clientes, podendo
instituição autorizada que tenha registrado em seu as operações de câmbio ser contratadas para li-
nome saldo em moeda estrangeira resultante de quidação pronta ou futura e, no caso de operações
compras, prontas ou para liquidação futura, de mo- interbancárias, a termo.
eda estrangeira, de títulos e documentos que as e. O Banestes é agente autorizado a operar no mer-
cado de câmbio pelo Banco Central do Brasil. En-
representem e de ouro-instrumento cambial, em
tretanto, por ser uma instituição financeira pública
valores superiores às vendas.
estadual não está autorizado a operar com câmbio
b. A posição de câmbio vendida é o saldo em moeda
pronto, câmbio turismo e travelers cheques.
nacional registrado em nome de instituição autori-
zada que tenha efetuado vendas, prontas ou para
257. (Basa/Cesgranrio/2013) O Sistema Integrado de Co-
liquidação futura, de moeda estrangeira, de títulos
mércio Exterior (Siscomex) foi desenvolvido inicial-
e documentos que as representem e de ouro-ins- mente só para as operações de exportações brasilei-
trumento cambial, em valores superiores às com- ras. Posteriormente (a partir de 1997) começou a ser
pras. utilizado também para
c. Diz-se estar em posição de câmbio comprada a a. controlar a evolução das cotações no mercado de
instituição autorizada que tenha registrado em seu câmbio brasileiro.
nome saldo em moeda estrangeira resultante de b. integrar os registros de entrada de capital financeiro
compras, prontas ou para liquidação futura, de mo- com os do comércio exterior do Brasil.
eda estrangeira, de títulos e documentos que as c. integrar os cadastros e registros das importações
representem e de ouro-instrumento cambial, em brasileiras.
valores inferiores às vendas. d. registrar a entrada no Brasil de capitais financeiros
d. Diz-se estar em posição de câmbio comprada a de curto prazo.
instituição autorizada que tenha sido adquirida por e. acompanhar a evolução das reservas em divisas
instituição financeira, nacional ou estrangeira, com estrangeiras do Banco Central do Brasil.
moeda estrangeira.
e. A posição de câmbio vendida é o saldo em moe- 258. (Banpara/Espp/2012) Sistemática administrativa que
da nacional, em valores superiores às compras, integra as atividades afins da Secretaria do Comércio
registrado em nome de instituição autorizada que Exterior, da Secretaria da Receita Federal do Brasil
tenha efetuado vendas de moeda estrangeira, não e do Banco Central, no registro, acompanhamento e
se podendo considerar seus ativos na forma de tí- controle das diferentes etapas das operações de ex-
tulos e documentos que as representem ou de ouro portação e importação. A definição acima corresponde
instrumento cambial. ao significado de uma das sentenças abaixo. Leia e
assinale a alternativa correta:
a. RFB
256. (Banestes/Idecan/2012/analista econômico-financeiro)
b. SISCOMEX
A Circular nº 3.280, de 09/03/2005, do Banco Cen-
c. BACEN
tral do Brasil divulgou o Regulamento do Mercado de
d. SECEX
Câmbio e Capitais Internacionais. Considerando as
e. SFN
normas vigentes e a atuação do Banestes, assinale a
alternativa INCORRETA.
259. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) O documento
a. As pessoas físicas ou jurídicas podem comprar e
formulado e registrado no SISCOMEX pelo importador,
vender moeda estrangeira ou realizar transferên- contendo informações a respeito do importador e da
cias internacionais em reais, de qualquer natureza, origem, da identificação e do valor aduaneiro da mer-
sem limitação de valor, devendo ser observada a cadoria importada é o(a)
legalidade da transação e as normas estabelecidas a. registro de venda.
pelo Banco Central do Brasil. b. licença de importação.
b. É permitido ao remetente de recursos ao exterior, c. declaração de importação.
domiciliado no País, honrar seu compromisso em d. fatura comercial.
moeda estrangeira, mediante operação de câmbio e. conhecimento de embarque.
ou em moeda nacional, mediante crédito à conta
corrente titulada pela pessoa física ou jurídica resi- 260. (BB/FCC/2011) Responsável por parte das etapas do
dente, domiciliada ou com sede no exterior, aberta Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX):
e movimentada no País, obedecidas a legislação e a. o Banco do Brasil.
regulamentação vigentes. b. a Caixa Econômica Federal.

83
c. o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico b. é garantia típica dos contratos bancários.
Social (BNDES). c. pode ser parcial quando firmado em título de cré-
d. o IRB − Brasil Resseguros. dito.
e. o Banco Central do Brasil. d. pode ser considerado até declaração judicial quan-
do cancelado.
261. (BB/Cespe/2011/Certificação Interna) O registro de to- e. deve ser subscrito exclusivamente no anverso do
das as informações comerciais, financeiras, cambiais título.
e fiscais relativas à exportação, realizado por meio do
SISCOMEX pelo exportador ou seu representante, é 265. (Basa/Cesgranrio/2013) Para se resguardarem de
denominado possíveis inadimplências nas operações de cessão de
a. registro de exportação. crédito aos seus clientes, os Bancos estabelecem al-
b. conhecimento de embarque. guns tipos de garantia. O aval é uma garantia
c. romaneio. a. real vinculada a uma coisa móvel ou mobilizável
d. registro de venda. que ficará em poder do Banco durante a operação
e. fatura comercial de empréstimo.
b. real extrajudicial e incide sobre bens imóveis ou
262. (Nossa Caixa Desenvolvimento/FCC/2011/Contador) equiparados que pertençam ao devedor ou a ter-
Em relação às operações de crédito denominadas ceiros.
Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) e c. pessoal autônoma e solidária destinada a garantir
Adiantamento sobre Contrato de Exportação (ACE), é títulos de crédito, permitindo que um terceiro seja
correto afirmar: coobrigado em relação às obrigações assumidas.
a. O ACC é concedido após o embarque da mercado- d. exigida pelo emprestador de acordo com o risco da
ria para o exterior e antes da data de vencimento operação e pode ser real ou impessoal.
da respectiva cambial. e. vinculada a um bem móvel que fica em nome do
b. As duas operações não podem ser feitas no mesmo Banco até o término do pagamento do empréstimo.
contrato de exportação, já que a opção pelo ACC
implica na renúncia ao ACE. 266. (Banestes/Gran/2015) A respeito da constituição de
c. A antecipação recebida pelo exportador, nas duas garantias nas operações bancárias julgue os itens a
operações, é descontada à taxa SELIC vigente no seguir.
dia da operação. I – a garantia pessoal se consiste na entrega de algum
d. O ACE é concedido antes do embarque da merca- bem material, móvel ou imóvel, pertencente a uma
doria para o exterior, constituindo, assim, em uma pessoa, para que se cumpra a exigência de uma dí-
operação de financiamento da produção.
vida, quando não paga pelo devedor pessoa física
e. O fim precípuo dessas operações de crédito é pro-
ou pessoa jurídica.
piciar um incentivo financeiro para as exportações.
II – os bens móveis podem ser hipotecados, mas não
podem ser alienados fiduciariamente.
263. (BB/Cesgranrio/2015) Sr. X é concitado por Sr. Y a atu-
III – tanto a pessoa física como a pessoa jurídica po-
ar como avalista em título de crédito no qual Sr. Y é
dem formalizar garantias pessoais, mas a garantia
devedor. Dado o alto grau de amizade entre os dois, o
fidejussória só pode ser formalizada pela pessoa
ato é praticado. Algum tempo depois, Sr. X recebe co-
jurídica.
municação de que pende de pagamento a dívida resul-
IV – no penhor mercantil só podem ser vinculados bens
tante do aval. Diversas dúvidas acudiram ao avalista
móveis de propriedade do devedor ou de terceiro.
que, consultando profissional especializado em títulos
de crédito, assentou que o seu dever de pagamento
Está correto o que se afirma APENAS em
estaria relacionado a
a. I.
a. obrigações portadas por devedor, mesmo ilíquidas.
b. II.
b. cláusulas contratuais estipuladas em desfavor do
c. IV.
devedor.
d. I, II e IV.
c. títulos de crédito derivados do original.
e. III e IV.
d. obrigação líquida constante do título.
e. estoque de débito do avalizado junto ao credor.
267. (BNB/FGV/2014) Com relação à diferença entre aval e
fiança, é correto afirmar que:
264. (BB/Cesgranrio/2014) Um gerente participa de proces-
so de treinamento sobre títulos de créditos e garantias a. o aval é uma garantia pessoal, enquanto a fiança é
do Sistema Financeiro Nacional. Durante a avaliação uma garantia real;
dos itens abordados no treinamento, o gerente, que se b. o aval é uma garantia real, enquanto a fiança é
dedicou com afinco aos estudos, responde, apropria- uma garantia pessoal;
damente, que o aval, nos termos do Código Civil, c. o aval é uma garantia constituída em um título de
a. gera direito de regresso contra o avalizado em crédito, enquanto a fiança é uma garantia estabe-
caso de pagamento pelo avalista. lecida em contrato ou carta;

84
d. no aval, o credor pode acionar diretamente o ava- 271. (BB/FCC/2013) A operação por meio da qual a institui-
lista, enquanto na fiança se aciona o fiel deposi- ção financeira garante em contrato, perante terceiros,
tário; o cumprimento de obrigações decorrentes de riscos
e. o aval precisa da assinatura do cônjuge, enquanto assumidos por parte do seu cliente é denominada
a fiança não tem essa exigência. a. aval.
b. fiança bancária.
268. (BNB/FGV/2014) Augusto Cardoso contraiu obrigação c. penhor mercantil.
perante o Banco W S/A com garantia pessoal (fiança) d. alienação fiduciária.
prestada por Cristóvão Carira. No contrato de fiança e. adiantamento de contrato de câmbio.
ficou estabelecido que o fiador é garante solidário ao
afiançado, inexistindo qualquer benefício de ordem a 272. (BB/FCC/2011) Uma carta de fiança bancária, garan-
seu favor. Na data do vencimento, Augusto Cardoso tindo uma operação de crédito, implica
obteve do credor uma prorrogação de prazo para o pa- a. a impossibilidade de substituição do fiador.
gamento por 120 (cento e vinte) dias, sendo tal acordo b. a responsabilidade solidária e como principal pa-
celebrado por escrito e sem a anuência ou ciência de gador, no caso de renúncia do fiador ao benefício
Cristóvão Carira. Com base nas disposições do Códi- de ordem.
go Civil relativas ao contrato de fiança, é correto afir- c. a contragarantia ser formalizada por instrumento
mar que: público.
a. o fiador permanece obrigado ao pagamento porque d. o impedimento de compartilhamento da obrigação.
ao prestar a fiança se declarou garante solidário ao e. a obrigatória cobertura integral da dívida.
afiançado;
b. o fiador ficou desobrigado ao pagamento da obri- 273. (BB/Cesgranrio/2015) A sociedade empresária W & Z
gação em caso de inadimplemento, operando-se a Ltda. pretende expandir a sua atuação e, para tal fito,
extinção da fiança; necessita de numerário, uma vez que seu capital dis-
c. do fiador poderá ser exigido o pagamento imediato ponível não lhe permite corporificar seu crescimento.
da dívida, mas perante o afiançado prevalecerá o Nessa linha, inventaria os seus bens desembaraçados
acordo entre este e o credor; disponíveis e apresenta proposta de empréstimo ban-
d. deverá o fiador interpelar judicialmente o afiançado cário com as garantias que enumera no documento
para ser incluído como parte no acordo firmado por que entrega ao gerente do Banco onde tem suas ope-
este e o credor; rações financeiras. O gerente sugere que a garantia
e. o credor deverá interpelar o fiador para se manifes- seja concretizada por penhor mercantil e apresenta os
tar sobre a prorrogação, em 2 (dois) dias, sob pena contratos necessários, previamente aprovados pelo
de nulidade do acordo. setor jurídico, e indica que o numerário será disponibi-
lizado em até vinte e quatro horas após a formalização
269. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) Acerca da vincu- do negócio. Nos termos do Código Civil, prometendo
lação de fiança em garantia, assinale a opção correta. pagar em dinheiro a dívida que garante com penhor
a. O benefício de ordem é uma prerrogativa legal mercantil, o devedor poderá emitir, em favor do credor,
conferida ao fiador, que não pode renunciar a esse a. cheque especial.
direito. b. letra de câmbio própria.
b. A fiança não inclui as obrigações acessórias à obri- c. debênture comercial.
gação principal. d. carta de crédito pignoratícia.
c. Inexiste a fiança de valor inferior ao da obrigação e. cédula do respectivo crédito.
principal.
d. A obrigação do fiador é intransferível aos seus her- 274. (BNB/FGV/2014) Os seguintes bens podem ser ofere-
deiros. cidos como garantia na modalidade penhor:
e. As dívidas futuras podem ser objeto de fiança. I – joias e relógios.
II – imóveis.
270. (BDMG/Fumarc/2011/advogado) Sobre o contrato de III – aeronaves.
Fiança, assinale a alternativa CORRETA: IV – navios.
a. A fiança dar-se-á por escrito, e admite interpreta-
ção extensiva. Assinale se:
b. A fiança conjuntamente prestada a um só débito a. somente I e III estiverem corretas.
por mais de uma pessoa importa o compromisso b. somente II e IV estiverem corretas
de solidariedade entre elas, se declaradamente c. somente I estiver correta
não se reservarem o benefício de divisão. d. somente II estiver correta
c. As dívidas futuras não podem ser objeto de fiança. e. somente II, III e IV estiverem corretas.
d. A fiança não pode ser de valor inferior ao da obri-
gação principal e nem pode ser contraída em con- 275. (BB/FCC/2013) O penhor mercantil é modalidade de
dições menos onerosas, e, quando exceder o valor garantia que pode ser exigida por operadores do Siste-
da dívida, ou for mais onerosa que ela, não valerá ma Financeiro Nacional na formalização de operações
senão até ao limite da obrigação afiançada. de crédito em que

85
a. haja dispensa de fiel depositário. a. haja dispensa de fiel depositário.
b. o valor atualizado do bem não exceda 50% do valor b. o valor atualizado do bem não exceda 50% do valor
financiado. financiado.
c. esse direito recaia sobre bens móveis. c. esse direito recaia sobre bens móveis.
d. o devedor possa substituir os bens empenhados d. o devedor possa substituir os bens empenhados
sem autorização prévia do credor. sem autorização prévia do credor.
e. os recursos liberados permaneçam depositados na e. os recursos liberados permaneçam depositados na
mesma instituição financeira. mesma instituição financeira.

276. (Banpara/Espp/2012) À transferência da propriedade 280. (Banpara/Espp/2012) À transferência da propriedade


do título de crédito para outras mãos, por meio da as- do título de crédito para outras mãos, por meio da as-
sinatura do beneficiário, chamamos de: sinatura do beneficiário, chamamos de:
a. Fiança a. Fiança
b. Garantia b. Garantia
c. Endosso c. Endosso
d. Penhor d. Penhor
e. Empréstimo e. Empréstimo

277. (BB/Cespe/2011/Certificação Interna) Considerando 281. (BB/Cespe/2011/Certificação Interna) Considerando


as normas do BB e o tipo de garantia adequado às as normas do BB e o tipo de garantia adequado às
operações de crédito, assinale a opção correta. operações de crédito, assinale a opção correta.
a. As garantias reais e pessoais não poderão ser uti- a. As garantias reais e pessoais não poderão ser uti-
lizadas simultaneamente após implementação do lizadas simultaneamente após implementação do
Acordo de Basileia II. Acordo de Basileia II.
b. A garantia real consiste na entrega de um bem - b. A garantia real consiste na entrega de um bem -
desde que imóvel - para que se cumpra a exigência desde que imóvel - para que se cumpra a exigência
ou a execução de obrigação, quando não cumprida ou a execução de obrigação, quando não cumprida
ou paga pelo devedor. ou paga pelo devedor.
c. No BB, considera-se garantia pessoal aquela em c. No BB, considera-se garantia pessoal aquela em
que as pessoas físicas, exclusivamente, assumem que as pessoas físicas, exclusivamente, assumem
a obrigação de honrar os compromissos referentes a obrigação de honrar os compromissos referentes
à operação de crédito, caso o devedor não o faça. à operação de crédito, caso o devedor não o faça.
d. Denomina-se fidejussória a garantia por meio da d. Denomina-se fidejussória a garantia por meio da
qual as pessoas jurídicas, exclusivamente, assu- qual as pessoas jurídicas, exclusivamente, assu-
mem a obrigação de honrar os compromissos refe- mem a obrigação de honrar os compromissos refe-
rentes à operação de crédito, caso o devedor não rentes à operação de crédito, caso o devedor não
o faça. o faça.
e. O penhor de direito creditório é uma garantia real e. O penhor de direito creditório é uma garantia real
para que se cumpra a exigência ou a execução da para que se cumpra a exigência ou a execução da
obrigação, quando não cumprida ou paga pelo de- obrigação, quando não cumprida ou paga pelo de-
vedor. vedor.

278. (BNB/FGV/2014) Os seguintes bens podem ser ofere- 282. (BB/Cesgranrio/2012) Devido à grande exposição ao
cidos como garantia na modalidade penhor: risco de crédito, os bancos precisam utilizar meios para
I – joias e relógios; garantir suas operações e salvaguardar seus ativos.
II – imóveis; Qual o tipo de operação que garante o cumprimento
III – aeronaves; de uma obrigação na compra de um bem a crédito, em
IV – navios. que há a transferência desse bem, móvel ou imóvel, do
devedor ao credor?
Assinale se: a. Hipoteca.
a. somente I e III estiverem corretas; b. Fiança bancária.
b. somente II e IV estiverem corretas; c. Alienação fiduciária.
c. somente I estiver correta; d. Penhor.
d. somente II estiver correta; e. Aval bancário.
e. somente II, III e IV estiverem corretas.
283. (BNB/FGV/2014) Foi celebrado contrato no âmbito do
279. (BB/FCC/2013) O penhor mercantil é modalidade de mercado financeiro entre o Banco W e a sociedade
garantia que pode ser exigida por operadores do Siste- empresária Telha Empreendimentos Turísticos Ltda.
ma Financeiro Nacional na formalização de operações pela qual o primeiro terá a propriedade fiduciária em
de crédito em que caráter resolúvel de certo bem móvel fungível, em ga-

86
rantia do financiamento concedido, e a segunda, uso e Pardo, cujo valor de avaliação é de R$4.590.000,00
gozo do referido bem. De acordo com as disposições (quatro milhões quinhentos e noventa mil reais), é im-
legais relativas a esse contrato e ao procedimento de prescindível que:
cobrança, é correto afirmar que, em caso de inadim- a. seja lavrado instrumento particular de hipoteca,
plemento ou mora da obrigação garantida: tendo em vista que o devedor é uma cooperativa e
a. o credor poderá vender a terceiros o bem objeto o elevado valor do imóvel;
da propriedade fiduciária independente de leilão, b. seja lavrada escritura pública de hipoteca, tendo
hasta pública ou qualquer outra medida judicial ou em vista o valor do imóvel e o negócio jurídico ser
extrajudicial; constitutivo de garantia real;
b. o credor deverá interpor o protesto extrajudicial e, c. as partes escolham previamente qual será o ins-
com a obtenção da lavratura e registro do protes- trumento de constituição da hipoteca; sendo instru-
to, requerer judicialmente a busca e apreensão do mento particular, deverá ser averbado no Registro
bem para posterior venda em hasta pública; de Títulos e Documentos;
c. o credor poderá adjudicar em juízo imediatamente d. seja lavrado instrumento particular de hipoteca,
o bem, independentemente de previsão contratual sob pena de nulidade por descumprimento da for-
ou purgação da mora pelo devedor; ma prescrita em lei para constituição de garantias
d. o devedor poderá reter o bem em seu poder até reais;
que o credor lhe pague as despesas feitas com a e. as partes escolham previamente qual será o ins-
coisa, e os prejuízos que da sua conservação pro- trumento de constituição da hipoteca; sendo ins-
vierem, se devidamente provados; trumento público, deverá ser lavrado pelo Registro
e. verificada a mora, independentemente de notifica- Empresarial.
ção ou interpelação, o devedor poderá requerer o
depósito judicial da coisa para evitar sua alienação 287. (BB/Cespe/2013/Certificação Interna) O direito real de
extrajudicial pelo credor. garantia que tem por objeto uma casa pertencente ao
devedor e que visa assegurar o recebimento preferen-
cial do crédito é denominado
284. (BB/Cesgranrio/2014) Um bancário, almejando pro-
a. penhor.
moção na carreira, realiza diversos cursos propostos
b. fiança.
pelo seu empregador. Ao final de um desses cursos, foi
c. aval.
apresentada uma questão exigindo do aluno o conhe-
d. anticrese.
cimento de que a hipoteca
e. hipoteca.
a. é inaplicável sobre as acessões do imóvel hipote-
cado.
288. (Banestes/Idecan/2012) Considerando as garantias
b. é relacionada aos títulos de crédito documentados.
que podem ser concedidas e/ou requeridas por insti-
c. acarreta a proibição de alienação do imóvel hipo-
tuições financeiras, marque a alternativa INCORRETA.
tecado.
a. Dívidas futuras podem ser objeto de fiança, mas o
d. pode incidir sobre navios e aeronaves.
fiador não será demandado senão depois que se fi-
e. pode ser realizada por pessoa absolutamente in-
zer certa e líquida a obrigação do principal devedor.
capaz.
b. É vedado o aval parcial, salvo disposição diversa
em lei especial.
285. (BNDES/Cesgranrio/2011/economia) No caso de em-
c. Nas dívidas garantidas por penhor ou hipoteca, o
préstimos bancários garantidos por ativos tangíveis, bem dado em garantia fica sujeito, por vínculo real,
algumas medidas diminuem o risco de crédito do ban- ao cumprimento da obrigação.
co. d. Constitui-se o penhor pela transferência efetiva da
Entre elas, NÃO se encontra a posse que, em garantia do débito ao credor ou a
a. custódia pelo credor dos ativos empenhados em quem o represente, faz o devedor, ou alguém por
garantia. ele, de uma coisa móvel, suscetível de alienação.
b. verificação nos registros públicos se os ativos em- e. No penhor industrial, mercantil e de veículos, as
penhados foram oferecidos em garantia de outras coisas empenhadas devem continuar em poder do
transações. credor, que as deve guardar e conservar.
c. duração da vida útil dos ativos empenhados em ga-
rantia superior ao prazo do empréstimo. 289. (BB/Cespe/2012/Certificação Interna) O instrumento
d. elaboração de projeções sobre o futuro valor dos mitigador de risco de crédito classificado como uma
ativos empenhados em garantia. garantia real e que tem por característica a transferên-
e. limitação do valor dos ativos empenhados em ga- cia da propriedade resolúvel ao credor, ficando o deve-
rantia a um montante máximo igual ao valor do em- dor como depositário do bem, é denominado
préstimo. a. penhor.
b. alienação fiduciária.
286. (BNB/FGV/2014) Num contrato bancário de concessão c. hipoteca.
de crédito com garantia hipotecária de bem imóvel de d. anticrese.
propriedade do mutuário Cooperativa do Vale do Rio e. derivativo de crédito.

87
290. (BB/Cesgranrio/2014) O Fundo Garantidor de Crédito e. administra contas bancárias para a proteção aos
foi criado para, dentre outras finalidades, proteger depo- correntistas e investidores, que permite recuperar os
sitantes e investidores no âmbito do sistema financeiro, créditos mantidos em instituição financeira, até de-
até os limites estabelecidos pela regulamentação. Tal terminado valor (R$ 500.000,00), em caso de inter-
fundo é pessoa jurídica caracterizada como
venção, de liquidação ou de falência.
a. sociedade por ações
b. sociedade de economia mista
c. autarquia especial 293. (Banpara/Inaz-PA/2014) Quais dos créditos não são ga-
d. associação civil rantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos:
e. empresa financeira a. Depósitos de poupança
b. Letras de Câmbio
291. (Banestes/CKM/2015) O Fundo Garantidor de Créditos c. Letras de Crédito Imobiliário
(FGC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que d. Debêntures e Ações
administra um mecanismo de proteção aos correntistas, e. Operações compromissadas que têm como objeto
poupadores e investidores, e permite recuperar os de-
títulos emitidos após 08.03.2012 por empresa ligada.
pósitos ou créditos mantidos em instituição financeira,
até determinado valor, em caso de intervenção, de li-
quidação ou de falência. São instituições associadas ao 294. (BB/FCC/2013) O Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
FGC a Caixa Econômica Federal, os bancos múltiplos, proporciona garantia ordinária a cada titular de depósito
os bancos comerciais, os bancos de investimento, os à vista e no mesmo conglomerado financeiro até o valor,
bancos de desenvolvimento, as sociedades de crédito, em R$, de
financiamento e investimento, as sociedades de crédito a. 20 mil.
imobiliário, as companhias hipotecárias e as associa- b. 50 mil.
ções de poupança e empréstimo em funcionamento no c. 250 mil.
País. Por meio dessa entidade, diversos tipos de crédi- d. 1 milhão.
tos estão garantidos. Assinale a alternativa cujo grupo
e. 20 milhões.
de créditos contém um ou mais tipos de crédito que não
estão garantidos por essa entidade:
a. Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certifi- 295. (Banpara/Espp/2012) Leia algumas definições sobre o
cado (CDB/RDB) e letras de câmbio. FGC - Fundo Garantidor de Crédito e assinale a alter-
b. Letras imobiliárias e letras hipotecárias. nativa correta.
c. Letras de crédito imobiliário e letras de crédito do a. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma enti-
agronegócio. dade privada, com fins lucrativos, destinados à ga-
d. Depósitos em contas correntes para aplicação em rantia de seus clientes.
fundos de investimentos. b. As instituições associadas contribuem mensalmente
e. Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio,
para a manutenção do FGC, com uma porcentagem
depósitos de poupança e depósitos mantidos em
contas não movimentáveis por cheques, destinadas fixa independente dos saldos das contas correspon-
ao registro e controle do fluxo de recursos referentes dentes.
à prestação de serviços de pagamento de salários, c. O FGC administra mecanismos de proteção aos
vencimentos, aposentadorias, pensões e similares. fundos de investimentos financeiros utilizados pelos
correntistas, poupadores e investidores, que permi-
292. (Banestes/CKM/2015) O Fundo Garantidor de Crédito tam a recuperação dos depósitos ou créditos, em
(FGC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que caso de intervenção, de liquidação ou de falência.
a. regula a proteção aos correntistas, poupadores e d. O FGC administra um mecanismo de proteção aos
investidores, que permite recuperar os depósitos ou
correntistas, poupadores e investidores, que permite
créditos mantidos em instituição financeira, em caso
de intervenção, de liquidação ou de falência. recuperar os depósitos ou créditos mantidos em ins-
b. disciplina ações de proteção aos correntistas, pou- tituição financeira, em caso de intervenção, de liqui-
padores e investidores, que permite recuperar os dação ou de falência.
depósitos ou créditos mantidos em bancos, até de- e. O FGC não permite a recuperação dos depósitos ou
terminado valor, em caso de intervenção, de liquida- créditos mantidos em instituição financeira mesmo
ção ou de falência. em caso de intervenção, liquidação ou falência.
c. administra um mecanismo de proteção aos corren-
tistas, poupadores e investidores, que permite recu- 296. (Banestes/Idecan/2012) Em relação do Fundo Garanti-
perar os depósitos ou créditos mantidos em institui-
dor de Crédito (FGC), marque a afirmativa INCORRETA.
ção financeira, até determinado valor, em caso de
a. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, destina-
intervenção, de liquidação ou de falência.
d. administra um mecanismo de proteção aos cor- da a administrar mecanismos de proteção a titulares
rentistas, poupadores e investidores, que permi- de créditos contra instituições financeiras.
te recuperar os depósitos ou créditos mantidos b. Tem por objetivo prestar garantia de créditos contra
em instituição financeira, com valores de até R$ instituições dele associadas, nas hipóteses de de-
1.000.000,00, em caso de intervenção, de liquida- cretação da intervenção, liquidação extrajudicial ou
ção ou de falência. falência.

88
c. O total de créditos de cada pessoa contra a mesma 301. (BCB/Cesgranrio/Analista/2010) O subsistema norma-
instituição associada ou conglomerado financeiro, tivo do Sistema Financeiro Nacional inclui os seguintes
será garantido até o valor de R$60.000,00, limitado órgãos ou entidades:
ao saldo existente. a. Conselho Monetário Nacional e Banco Central do
d. De acordo com as normas do FGC, os cônjuges Brasil.
são considerados pessoas distintas, seja qual for o b. Comissão de Valores Mobiliários e Caixa Econô-
regime de bens do casamento, e o crédito do valor mica Federal.
garantido será efetuado de forma individual. c. Banco Central do Brasil e Banco do Brasil.
e. Depósito à vista, depósito a prazo e letra de câmbio
d. Banco Central do Brasil e Banco Nacional de De-
são alguns dos créditos garantidos pelo FGC.
senvolvimento Econômico e Social.
e. Banco do Brasil e Superintendência de Seguros
297. (BB/FCC/2011) O Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
garante créditos de cada pessoa contra a mesma insti- Privados.
tuição associada, ou contra todas as instituições asso-
ciadas do mesmo conglomerado financeiro, 302. (BNDES/Cesgranrio/2008) De acordo com a Lei nº
a. do total de depósitos à vista. 4.595/64, NÃO integra o Sistema Financeiro Nacional:
b. até o valor de R$ 250 mil. a. Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e
c. somente de depósitos a prazo. Social.
d. ilimitados, até o valor de suas cotas em fundos de b. Banco do Brasil S.A.
investimento. c. Banco Central do Brasil.
e. do total de depósitos à vista e de poupança. d. Conselho Monetário Nacional.
e. Secretaria do Tesouro Nacional.
298. (BB/FCC/2011) O Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
administra o mecanismo de proteção aos correntistas, 303. (Caixa/Cesgranrio/2008) O Sistema Financeiro Nacio-
poupadores e investidores, proporcionando garantia nal (SFN), conhecido também como Sistema Finan-
limitada a
ceiro Brasileiro, compreende um vasto sistema que
a. Letras do Tesouro Nacional.
abrange grupos de instituições, entidades e empresas.
b. fundos de investimento.
Nesse sentido, o Sistema Financeiro Nacional é com-
c. depósitos à vista e a prazo.
d. debêntures. preendido por
e. depósitos judiciais. a. agentes econômicos e não econômicos que obje-
tivam a transferência de recursos financeiros, des-
299. (BB/FCC/2011) O Fundo Garantidor de Créditos de que previamente autorizada pela Comissão de
(FGC): Valores Mobiliários para os demais agentes partici-
I – proporciona garantia a depósitos judiciais. pantes do sistema.
II – cobre créditos de cada pessoa contra a mesma ins- b. instituições financeiras e filantrópicas, situadas no
tituição associada, ou contra todas as instituições território nacional, que têm como objetivo principal
associadas do mesmo conglomerado, até o valor o financiamento de obras públicas e a participação
limite de R$ 250.000,00. ativa em programas sociais.
III – tem o custeio da garantia prestada feito com recur- c. dois subsistemas: um normativo e outro de inter-
sos provenientes do Banco Central do Brasil. mediação financeira, sendo que este último é com-
posto por instituições que estabelecem diretrizes
Está correto o que consta em
de atuação das instituições financeiras operativas,
a. II e III, apenas.
como a Comissão de Valores Mobiliários.
b. I e III, apenas.
d. um conjunto de instituições financeiras e instru-
c. II, apenas.
d. I, apenas. mentos financeiros que visam, em última análise, a
e. I, II e III. transferir recursos dos agentes econômicos (pes-
soas, empresas, governo) superavitários para os
deficitários.
102 SEGUNDA PARTE
e. uma rede de instituições bancárias, ONG, entida-
des e fundações que visam principalmente à trans-
300. (BNDES/Cesgranrio/2010) Integram o Sistema Finan- ferência de recursos financeiros para empresas
ceiro Nacional (SFN) com déficit de caixa.
a. o Ministério do Planejamento e Coordenação Ge-
ral, na condição de órgão ao qual o BNDES está 304. (BNDES/Cesgranrio/2008) Além do Banco Central do
vinculado.
Brasil e do Banco do Brasil S.A., constituem o Sistema
b. as Instituições financeiras públicas.
Financeiro Nacional:
c. as instituições financeiras estrangeiras, uma vez
I – Conselho Monetário Nacional;
autorizado o seu funcionamento no país por reso-
lução do Banco Central. II – BNDES;
d. a Secretaria de Direito Econômico. III – demais instituições financeiras públicas;
e. a Receita Federal. IV – demais instituições financeiras privadas.

89
Estão corretos os itens a. venda de títulos públicos
a. I e II, apenas. b. elevação da taxa de juros
b. I, II e IV, apenas. c. elevação do recolhimento compulsório
c. I, II, III e IV. d. redução das taxas de juros
d. II e III, apenas. e. redução das linhas de crédito
e. III e IV, apenas.
310. (Caixa/Cespe/2010) Com relação aos conceitos do
305. (BNDES/Cesgranrio/2008) De acordo com a legisla-
ção que regula o Sistema Financeiro Nacional, NÃO mercado primário e de mercado secundário, julgue os
constitui elemento essencial à caracterização da con- itens que se seguem.
dição de instituição financeira a atividade de I – O mercado primário é indiferente à existência do
a. assessoria financeira atinente a recursos de terceiros. mercado secundário.
b. intermediação de recursos financeiros próprios ou II – No mercado primário, é negociado o ativo financei-
de terceiros. ro pela primeira vez, com a obtenção de recursos
c. aplicação de recursos financeiros próprios ou de pelo emissor do título.
terceiros. III – No mercado secundário, há a unegociação dos tí-
d. coleta de recursos financeiros de terceiros.
tulos existentes, emitidos anteriormente no merca-
e. custódia de valor de propriedade de terceiros.
do, que têm a sua propriedade transferida entre os
306. (BCB/Cesgranrio/Analista/2010) No modelo macroe- participantes.
conômico clássico, as variações na oferta monetária, IV – A principal função do mercado secundário é pro-
decorrentes da atuação do Banco Central, têm conse- porcionar liquidez aos ativos financeiros
quências, a curto prazo, apenas sobre o(a) V – A emissão de títulos ou valores mobiliários para se
a. nível geral de preços. capitalizar ou para se financiar, com o objetivo de
b. produto real da economia. cobrir gastos ou realizar investimentos, é efetuada
c. utilização da capacidade ociosa. no mercado primário.
d. taxa de desemprego. a. I, II, III e IV
e. taxa de câmbio.
b. I, II, III e V
c. I, II, IV e V
307. (BCB/Cesgranrio/Analista/2010) Entre as várias ações
do Banco Central que resultam numa política monetá- d. I, III, IV e V
ria expansionista, NÃO se encontra a e. II, III, IV e V
a. compra de moeda estrangeira no mercado cambial.
b. compra de títulos federais no mercado aberto. 311. (BB/Cesgranrio/2010) Com a finalidade de captação
c. venda de títulos federais no mercado aberto. de recursos, muitas empresas abrem seu capital e
d. redução do percentual de recolhimento compulsó- emitem ações para serem negociadas no mercado
rio dos bancos ao Banco Central. primário ou secundário, dependendo da ocasião da
e. redução da taxa de juros dos empréstimos de liqui- emissão das ações. A emissão de ações no mercado
dez do Banco Central aos bancos.
primário ocorre quando a
a. negociação é realizada no pregão da Bolsa de Va-
308. (Caixa/Cesgranrio/2008) A política monetária enfatiza
sua atuação sobre os meios de pagamento, títulos pú- lores.
blicos e taxas de juros, modificando o custo e o nível b. negociação das ações não se concretizou no mer-
de oferta do crédito. O Banco Central administra a polí- cado secundário.
tica monetária por intermédio dos seguintes instrumen- c. empresa emite ações para negociação somente
tos clássicos de controle monetário: com empresas do setor primário.
I – recolhimentos compulsórios; d. empresa emite pela primeira vez ações para se-
II – operações de mercado aberto - open market; rem negociadas no mercado.
III – limites e políticas de alçadas internas de crédito; e. rentabilidade das ações não atingiu o patamar de-
IV – políticas de redesconto bancário e empréstimos de
sejado.
liquidez;
V – depósitos à vista e cadernetas de poupança.
312. (Caixa/FCC/2004) Associe as afirmações abaixo aos
Estão corretos APENAS os instrumentos Mercados Primário e Secundário.
a. III, IV e V I – Negociação direta entre o emitente dos títulos e
b. II, III e V seus adquirentes.
c. I, III e IV II – As colocações dos títulos públicos costumam de-
d. I, II e IV senvolver-se por meio de leilões periódicos coor-
e. I, II e III denados pelo banco Central.
III – Transferência para terceiros dos títulos adquiridos
309. (Caixa/Cesgranrio/2008) Quando o Banco Central de-
em leilão.
seja baratear os empréstimos e possibilitar maior de-
IV – Importante fonte de financiamento das carteiras de
senvolvimento empresarial, ele irá adotar uma Política
Monetária Expansiva, valendo-se de medidas como a: aplicações formadas pelas instituições financeiras.

90
Mercado Primário Mercado Secundário 318. (Caixa/Cespe/2010) O CMN possui diversas compe-
a) IV II I III tências. Segundo diretrizes estabelecidas pelo presi-
b) I II III IV dente da República, é competência do CMN
c) I III III IV a. colaborar com a Câmara dos Deputados na instru-
d) II III I IV ção dos processos de empréstimos externos dos
e) I IV II III estados, do Distrito Federal e dos municípios.
b. determinar a porcentagem mínima dos recursos
313. (CVM/FCC/2003) O Mercado Secundário é importante que as instituições financeiras poderão emprestar
porque a um mesmo cliente ou grupo de empresas.
a. o valor transacionado é canalizado para a empresa c. expedir normas gerais de contabilidade e estatís-
emitente do título. tica a serem observadas pelas instituições finan-
b. as empresas obtêm recursos para financiar novos ceiras.
d. baixar normas que regulem as operações interna-
empreendimentos.
cionais, inclusive swaps, fixando limites, taxas, pra-
c. proporciona liquidez aos ativos, viabilizando o mer-
zos e outras condições.
cado primário.
e. aprovar o regimento interno e as contas do Conse-
d. aumenta o lucro das companhias com ações nego-
lho Federal de Contabilidade e decidir sobre seu
ciadas no mercado.
orçamento e sobre seus sistemas de contabilidade.
e. diminui o risco de mercado para os investidores de-
tentores de ações. 319. (Caixa/Cespe/2010) A Lei nº 4.595/64, alterada pela
Lei nº 6.045/74, dispõe sobre as competências do
314. (CVM/FCC/2003) No mercado primário, a negociação CMN. De acordo com essa lei, compete ao CMN:
do ativo ocorre a. autorizar as emissões de papel moeda.
a. entre os investidores na bolsa de valores. b. disciplinar o crédito em determinadas modalidades.
b. entre os investidores no mercado de balcão. c. fixar diretrizes e normas da política internacional.
c. pela primeira vez, quando de sua emissão. d. determinar as características gerais, exclusiva-
d. após o lançamento público de ações. mente, das cédulas e dos tributos.
e. após o lançamento privado de ações. e. coordenar sua própria política com a de investi-
mentos dos governos federal, estadual e municipal.
315. (CVM/FCC/2003) Com respeito à organização dos
mercados primário e secundário de títulos, pode-se 320. (BB/Cesgranrio/2010) O Sistema Financeiro Nacional
dizer que (SFN) é constituído por todas as instituições financei-
a. a inexistência de bons mercados secundários in- ras públicas ou privadas existentes no país e seu ór-
centiva a realização de operações no mercado gão normativo máximo é o(a)
primário, viabilizando-se, portanto, a atividade de a. Banco Central do Brasil.
investimento na economia. b. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
b. as empresas obtêm recursos para os seus investi- Social.
mentos produtivos no mercado secundário. c. Conselho Monetário Nacional.
c. mercado secundário é aquele em que se negocia a d. Ministério da Fazenda.
colocação inicial de um título. e. Caixa Econômica Federal.
d. no mercado primário não podemos analisar ope-
rações relacionadas com projetos de capitalização 321. (BCB/Cesgranrio/Analista/2010) O Conselho Monetá-
rio Nacional é a entidade superior do sistema financei-
ou investimentos.
ro nacional, NÃO sendo de sua competência
e. as bolsas de valores são um exemplo de mercado
a. estabelecer a meta de inflação.
secundário.
b. zelar pela liquidez e pela solvência das instituições
financeiras.
316. (Caixa/Cespe/2010) Junto ao CMN funciona a Comis-
c. regular o valor externo da moeda e o equilíbrio do
são Consultiva de
balanço de pagamentos.
a. Comércio e Indústria. d. regular o valor interno da moeda, prevenindo e cor-
b. Serviços Financeiros. rigindo surtos inflacionários ou deflacionários.
c. Mercado de Títulos e Valores Mobiliários. e. fixar o valor do superávit primário do orçamento
d. Cooperativas de Crédito. público.
e. Mercado de Capitais.
322. (BNDES/Cesgranrio/2009) A regulação das atividades
317. (Caixa/Cespe/2010) Junto ao CMN funcionam comis- das instituições financeiras públicas federais compete
sões consultivas de à(ao)
a. política internacional. a. Secretaria do Tesouro Nacional.
b. assuntos tributários. b. Conselho Monetário Nacional.
c. mercado futuro. c. Ministério da Fazenda.
d. seguros privados. d. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
e. crédito rural e de endividamento público. e. BNDES.

91
323. (Caixa/Cesgranrio/2008) O sistema financeiro é com- c. administrar o serviço de compensação de cheques
posto por um conjunto de instituições financeiras, pú- e de outros papéis.
blicas e privadas, e seu órgão normativo máximo é o d. organizar o funcionamento das Bolsas de Valores
Conselho Monetário Nacional (CMN). Algumas das do país.
principais atribuições do CMN são: e. autorizar o funcionamento, estabelecendo a dinâ-
I – regular a constituição e o funcionamento das institui- mica operacional de todas as instituições financei-
ções financeiras, bem como zelar por sua liquidez; ras do país.
II – acionar medidas de prevenção ou correção de de-
sequilíbrios econômicos, surtos inflacionários etc; 327. (BNDES/Cesgranrio/2009) De acordo com a Lei nº
III – regulamentar, sempre que julgar necessário, as taxas 4.595, de 1964, as instituições financeiras estrangeiras
de juros, comissões e qualquer outra forma de remu- I – podem funcionar no país mediante autorização por
neração praticada pelas instituições financeiras; decreto editado pelo Presidente da República;
IV – fomentar e reequipar os setores da economia por II – passam a integrar o sistema financeiro nacional,
meio de várias linhas de crédito; uma vez autorizado o seu funcionamento no país;
V – ter o monopólio das operações de penhor. III – deverão realizar as atividades de coleta, interme-
diação ou aplicação de recursos próprios ou de
Estão corretos APENAS os itens terceiros somente em moeda nacional, vedada a
a. II, III e V utilização de moeda estrangeira.
b. I, II e IV
c. I, II e III Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
d. II e V a. I, apenas.
e. I e IV b. II, apenas.
c. I e II, apenas.
d. II e III, apenas.
324. (Caixa/Cesgranrio/2008) O Conselho Monetário Na-
e. I, II e III.
cional (CMN) planeja, elabora, implementa e julga a
consistência de toda a política monetária, cambial e
328. (BNDES/Cesgranrio/2008) De acordo com a Lei nº
creditícias do país. É um órgão que domina toda a polí-
4.595/64, as instituições financeiras nacionais somen-
tica monetária e ao qual se submetem todas as institui-
te poderão funcionar no Brasil mediante prévia autori-
ções que o compõem. Uma das atribuições do CMN é:
zação de(o)
a. estabelecer normas a serem seguidas pelo Banco
a. Lei específica.
Central (BACEN) nas transações com títulos públicos.
b. Decreto Legislativo.
b. administrar carteiras e a custódia de valores mo-
c. Senado Federal.
biliários.
d. Banco Central do Brasil.
c. executar a política monetária estabelecida pelo
e. Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e
Banco Central. Social.
d. regular a execução dos serviços de compensação
de cheques e outros papéis. 329. (BNDES/Cesgranrio/2008) As instituições financeiras
e. propiciar liquidez às aplicações financeiras, forne- estrangeiras somente poderão funcionar no Brasil me-
cendo, concomitantemente, um preço de referên- diante
cia para os ativos negociados no mercado. a. autorização do Congresso Nacional.
b. tratado internacional.
325. (CVM/FCC/2003) Ao Conselho de Recursos do Siste- c. decreto do Poder Executivo.
ma Financeiro Nacional cabe d. alvará judicial.
a. julgar em segunda instância as decisões do Conse- e. lei específica.
lho Monetário Nacional.
b. decidir em primeira instância sobre a abertura de 330. (BNDES/Cesgranrio/Contador /2008) A função clássi-
bancos no exterior. ca de um Banco Central é
c. revisar todas as autorizações concedidas pela Co- a. controlar a oferta da moeda e do crédito, desempe-
missão de Valores Mobiliários. nhando a função de executor das políticas monetá-
d. julgar em segunda e última instância sobre as pe- ria e cambial de um país.
nalidades aplicadas pelos Bancos Comerciais. b. adaptar o volume de meios de pagamento às reais
e. julgar, em segunda e última instância, os recursos necessidades da economia nacional e a seu pro-
interpostos das decisões relativas à aplicação de cesso de desenvolvimento.
penalidades administrativas pelo Banco Central do c. estabelecer normas e regulamentos básicos para
Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários. a estruturação de um sistema de investimentos
destinado a apoiar o desenvolvimento nacional e a
326. (BCB/Cesgranrio/Analista/2010) O Banco Central do atender à crescente demanda por crédito.
Brasil é o órgão executivo central do sistema financeiro d. fiscalizar as atividades relacionadas ao mercado
e suas competências incluem de capitais, incluindo valores mobiliários.
a. aprovar o orçamento do setor público brasileiro. e. propiciar condições para que as instituições conce-
b. aprovar e garantir todos os empréstimos do siste- dam crédito às empresas nacionais visando a apoiar
ma bancário. o desenvolvimento e o engrandecimento do país.

92
331. (BB/Cesgranrio/2010) Os depósitos à vista são os re- a. flexibilidade na data dos saques sem prejudicar os
cursos captados dos clientes pelos bancos comerciais rendimentos.
que, para facilitar livre movimentação desses recursos, b. flexibilidade no registro da documentação para
disponibilizam o serviço bancário sem remuneração abertura da conta.
denominado c. isenção de taxas e tarifas bancárias.
a. Certificado de Depósito Bancário (CDB). d. isenção de imposto de renda.
b. conta corrente. e. maior rentabilidade oferecida.
c. poupança.
d. cartão de crédito. 337. (Caixa/Cesgranrio/2008) Caderneta de poupança é a
e. fundo de investimento. aplicação mais simples e tradicional, sendo uma das
poucas em que se podem aplicar pequenas somas e
332. (BB/FCC/2010) Os depósitos a prazo feitos pelo clien- em que se pode ter liquidez, apesar da perda de ren-
te em bancos comerciais e representados por RDB tabilidade para saques fora da data de aniversário da
a. são títulos de crédito. aplicação. A caderneta de poupança de pessoas físi-
b. são recibos inegociáveis e intransferíveis. cas é remunerada
c. contam com garantia do Fundo Garantidor de Cré- a. diariamente, pela taxa SELIC.
dito − FGC até R$ 20.000,00. b. mensalmente, pela taxa SELIC.
d. são aplicações financeiras isentas de risco de cré- c. diariamente, com uma taxa de 6% ao ano, mais a
dito. TR da data de aniversário.
e. oferecem liquidez diária após carência de 30 dias. d. mensalmente, com uma taxa de 0,5% ao mês,
mais a TR da data de aniversário.
333. (Caixa/Cespe/2010) A Lei n. 4.728/1965 permitiu a e. trimestralmente, com uma taxa de 0,4% ao mês,
emissão, pelos bancos de investimentos, de certifica- mais o CDI.
dos de depósito bancário (CDBs). A referida lei estabe-
lece que o certificado é uma promessa de pagamento
338. (BB/FCC/2010) As cadernetas de poupança remune-
à ordem da importância do depósito, acrescida do va-
ram o investidor à taxa de juros de 6% ao ano com
lor da correção e dos juros convencionados. Os CDBs
capitalização
podem ser transferidos:
a. mensal e atualização pelo Índice Nacional de Pre-
a. sem endosso.
ços ao Consumidor Amplo - IPCA.
b. mediante endosso cinza.
b. trimestral e atualização pela Taxa Referência - TR.
c. mediante endosso branco, para certificados com
c. semestral e atualização pelo Índice Geral de Pre-
prazo superior a 18 meses, e em preto, para certifi-
ços - IGP.
cado com prazo inferior.
d. mensal e atualização pela Taxa Referencial - TR.
d. mediante endosso em branco, datado e assinado
e. diária e atualização pelo Índice Geral de Preços do
pelo seu titular, ou por mandatário especial.
e. mediante endosso em preto, exclusivamente. Mercado - IGP-M.

334. (BB/FCC/2006) Um investidor que, no dia 1º de março 339. (Banpará/FJV/2010) Tendo como referência às contas
de 2006, tenha feito uma aplicação em CDB pós-fixa- de poupança, assinale a opção correta:
do, com vencimento em 180 dias, terá seus rendimen- a. É vedada - sob qualquer hipótese - a cobrança,
tos sujeitos à alíquota de Imposto de Renda de pelo banco, de tarifas de manutenção.
a. 22,5% b. É uma forma de investimento exclusivo de pessoas
b. 20,0% físicas, com remuneração mensal e, atualmente,
c. 17,5% tem rendimento fixado pelas autoridades mone-
d. 15,0% tárias com base na variação da TR (Taxa Refe-
e. 10,0% rencial), na data do aniversário do depósito, mais
0,50%.
335. (BB/FCC/2006) Um investidor que no dia 1º de março c. É produto exclusivo da Caixa Econômica Federal.
de 2006 tenha feito uma aplicação em CDB pré-fixado d. A remuneração sobre os depósitos efetuados em
com vencimento em 730 dias terá seus rendimentos cheques compensáveis só começam a incidir a
sujeitos à alíquota de Imposto de Renda de partir do dia da liberação do depósito, se não hou-
a. 10,0% ver devolução.
b. 15,0% e. Cadernetas de poupança de pessoas físicas e jurí-
c. 17,5% dicas sem fins lucrativos têm remuneração mensal
d. 20,0% e não há incidência de Imposto de Renda.
e. 22,5%
340. (BNB/Acep/2010) A regulamentação do sistema finan-
336. (BB/Cesgranrio/2010) A caderneta de poupança é a ceiro permite a abertura de diversos tipos de contas
aplicação mais simples e tradicional no mercado finan- bancárias, que têm características e finalidades diver-
ceiro nacional, sendo uma das poucas em que o clien- sas. Sobre o assunto, assinale a alternativa CORRETA.
te pode aplicar pequenas somas e ter liquidez. Atual- a. A conta de poupança tem a finalidade única de mo-
mente, a maior vantagem da caderneta de poupança vimentar recursos para o pagamento de planos de
em relação a outros investimentos é a aposentadoria.

93
b. Na conta de depósito à vista, o dinheiro do deposi- 345. (Banespa/FCC/1997) Entende-se por Letra do Câmbio
tante fica à disposição para ser sacado a qualquer uma:
momento. a. ordem de pagamento emitida pelo credor
c. A “Conta Salário” é destinada a receber salários, b. ordem de pagamento emitida pelo devedor
proventos, soldos, vencimentos, aposentadorias, c. promessa de pagamento emitida pelo devedor
d. promessa de pagamento emitida pelo credor
pensões e similares, permitindo-se a livre movi-
e. ordem de pagamento emitida pelo credor e devedor
mentação de outros tipos de depósitos e por meio
de cheques. 346. (Caixa/FCC/2000) É ordem de pagamento
d. A “Conta Salário” é aberta por iniciativa do empre- a. a ação ordinária.
gado, tendo como vantagem a não cobrança de b. a fatura.
tarifas em nenhuma transação. c. a nota promissória.
e. A conta de Poupança permite a livre movimentação d. warrant.
sem perda de rendimentos, para saques anteriores e. a letra de câmbio.
a um mês do depósito.
347. (Banespa/FCC/1997) Entende-se por Letra do Câmbio
341. (NossaCaixa/Vunesp/2009) A caderneta de poupança uma:
a. ordem de pagamento emitida pelo credor
remunera seus investidores da seguinte forma:
b. ordem de pagamento emitida pelo devedor
a. CDI + 0,5% ao mês.
c. promessa de pagamento emitida pelo devedor
b. TR + 6% ao ano. d. promessa de pagamento emitida pelo credor
c. TR + 3% ao ano. e. ordem de pagamento emitida pelo credor e devedor
d. IGPM + 6% ao ano.
e. IGPM + 0,5% ao mês. 348. (BB/Cesgranrio/2010) Para financiar suas necessida-
des de curto prazo, algumas empresas utilizam linhas
342. (BB/Cesgranrio/2010) A letra de câmbio é o instrumen- de crédito abertas com determinado limite cujos encar-
to de captação específico das sociedades de crédito, gos são cobrados de acordo com sua utilização, sendo
financiamento e investimento, sempre emitida com o crédito liberado após a entrega de duplicatas, o que
base em uma transação comercial e que, posterior- garantirá a operação.
mente ao aceite, é ofertada no mercado financeiro. A
Esse produto bancário é o
letra de câmbio é caracterizada por ser um título
a. Crédito Direto ao Consumidor (CDC).
a. ao portador, flexível quanto ao prazo de vencimento.
b. empréstimo compulsório.
b. nominativo, com renda fixa e prazo determinado de c. crédito rotativo.
vencimento. d. capital alavancado.
c. atrelado à variação cambial. e. cheque especial.
d. negociável na Bolsa de Valores, com seu rendi-
mento atrelado ao dólar. 349. (Caixa/Cesgranrio/2008) As linhas de crédito que são
e. pertencente ao mercado futuro de capitais, com abertas com determinado limite, que as empresas uti-
renda variável e nominativo. lizam à medida de suas necessidades, e em que os
encargos são cobrados de acordo com sua utilização,
343. (Banpara/CEPS-UFPA/2005) São elementos indispen- são chamadas de
a. cartão de crédito.
sáveis à produção da Letra de Câmbio, entre outros:
b. crédito rotativo.
a. o mandato condicional, a quantia determinada e o
c. financiamento de capital fixo.
nome do tomador. d. crédito direto ao consumidor.
b. a expressão “letra de câmbio”, o nome do tomador e. hot money.
e o mandato condicional.
c. o nome do sacado, a expressão “letra de câmbio” 350. (Banpará/FJV/2010) João recorreu ao banco em que
e o mandato condicional de pagar quantia deter- é cliente e contratou um financiamento para aquisição
minada. de um computador portátil (notebook). Assinale a op-
d. o nome do tomador, o nome do sacado e o manda- ção correta sobre a operação realizada entre João e
to condicional. o banco:
e. o mandato puro e simples, a expressão “letra de a. Mobile banking;
b. Certificado de Depósito Bancário - CDB;
câmbio” e o nome do sacado.
c. Crédito Direto ao Consumidor - CDC;
d. Internet banking;
344. (Caixa/FCC/2000) É ordem de pagamento e. Crédito Direto ao Consumidor com Interveniência
a. a ação ordinária. - CDC-I.
b. a fatura.
c. a nota promissória. 351. (Besc/FGV/2004) É uma operação de crédito direto ao
d. warrant. consumidor, com interveniência do vendedor, usado
e. a letra de câmbio. por lojas de bens de consumo duráveis ou não:

94
a. CDC b. As contas garantidas são créditos que independem
b. CDCi de pré-aprovação do seu limite.
c. CDI c. O cheque especial é um produto bancário pelo qual
d. crédito pessoal o cliente possui um limite global de garantia, sendo
e. contrato de mútuo que essa garantia é do limite global e não somente
por folha de cheque.
352. (BB/Vunesp/1999) Um banco comercial negocia com d. O crédito rotativo é o contrato legal que dispõe que
uma loja de eletrodomésticos uma linha de financia- somente os juros poderão ser “rolados” e o princi-
mento para a aquisição de bens de consumo duráveis pal deverá ser quitado de tempos em tempos.
por seus clientes. O produto bancário a ser oferecido e. O limite do crédito rotativo não pode ser aumenta-
caracteriza um:
do, nem reduzido. Ele poderá somente ser cance-
a. CDC.
lado, dependendo da reciprocidade (saldo médio e
b. CDCI.
aplicações do cliente).
c. CABCR.
d. Crédito pessoal.
356. (Banpará/FJV/2010) A principal função das instituições
e. Contrato de Mútuo.
financeiras é a intermediação financeira, que consiste
353. (BB/FCC/1998) Nas operações de Crédito Direto ao na transferência de recursos dos agentes superavitá-
Consumidor - CDC, as taxas de juros cobradas pela rios (poupadores) para os agentes deficitários da eco-
Financeira e/ou Banco Múltiplo com esta carteira são, nomia (tomadores). Assinale a alternativa que indica
via de regra, maiores que as taxas de juros cobradas operação bancária ativa:
nas operações de Crédito Direto ao Consumidor com a. Certificado de Depósito Bancário - CDB;
Interveniência - CDCI. Tal fato se deve à (ao): b. Caderneta de poupança;
a. prática de mercado. c. Recibo de Depósito Bancário - RDB;
b. maior complexidade operacional do CDC. d. Desconto de títulos;
c. maior custo administrativo do CDC. e. Depósitos à vista.
d. menor risco de crédito inerente ao CDCI.
e. impacto nos Depósitos à vista. 357. (BNB/Acep/2010) Em relação às modalidades das
operações de linhas de crédito no mercado financeiro
354. (BNB/ACEP/2004) Considerando as características brasileiro, assinale a alternativa CORRETA.
das operações de empréstimos bancários, marque a a. O Hot Money, amplamente empregado por bancos
alternativa CORRETA: comerciais, aplica-se a empréstimos de longo pra-
a. os bancos devem assegurar o direito de liquidação zo, com a finalidade de financiar o capital fixo das
antecipada do débito, total ou parcialmente, me- empresas.
diante redução proporcional dos juros. b. A “Conta Garantida” é oferecida aos maiores clien-
b. nas operações de empréstimos os bancos não po-
tes não possuindo limites para sua utilização pelos
dem cobrar tarifas porque já cobram juros.
cheques emitidos.
c. a utilização do limite do cheque especial está sujei-
c. O empréstimo para capital de giro é uma linha de
ta à cobrança de juros previamente definidos pelo
crédito vinculada ao processo de imobilização das
Banco Central.
empresas.
d. o crédito direto ao consumidor é uma linha de em-
d. O Desconto de Duplicatas é urna operação de
préstimo destinada exclusivamente ao consumo de
crédito, realizada apenas pelos bancos públicos,
bens alimentícios.
tendo em vista os requisitos exigidos pelo Banco
e. os bancos estão sujeitos, na atualidade, a controles
Central.
dos valores que podem emprestar aos usuários.
e. O financiamento é um contrato de crédito entre o
cliente e a instituição financeira, mas com destina-
355. (Banese/Cespe/2006) O crédito rotativo trata-se de um
contrato de abertura de crédito, com prazo de vigência ção específica.
geralmente de 180 dias, podendo ser renovável, com
juros calculados diariamente sobre o saldo devedor, de 358. (BNB/Acep/2010) As principais operações de crédito
forma pro rata temporis, ou seja, pelo tempo utiliza- geral, destinadas a pessoas físicas e jurídicas, apre-
do, e cobrados mensalmente, destinando-se a cobrir, sentam características que dependem da destinação.
até determinado limite (específico para cada cliente), Com relação a essas características, assinale a alter-
eventuais saques a descoberto que o cliente realize nativa CORRETA.
em sua conta de depósitos. Ele, o crédito rotativo, di- a. O Crédito Consignado é uma modalidade de em-
fere das contas garantidas. Acerca do crédito rotativo, préstimo em que o desconto da prestação é feito
das contas garantidas e do cheque especial, julgue os diretamente na folha de pagamento ou beneficio
itens a seguir: previdenciário do contratante.
a. A conta garantida possui um valor de garantia por b. O Crédito Direto ao Consumidor é concedido para
cheque e não pode ser oferecida para pessoas ju- o financiamento de aquisição de imóveis pelos con-
rídicas. sumidores.

95
c. O Desconto de Duplicata é um empréstimo realiza- e. O primeiro é um tipo de investimento destinado a
do pelos bancos a empresas, com garantia total de pessoas jurídicas, e o segundo é um tipo de em-
recebimento pelo banco, em caso de inadimplência préstimo destinado a pessoas físicas e jurídicas.
do cliente.
d. A linha de crédito oferecida sob a denominação de 363. (BB/FCC/2006) O hot-money é uma modalidade de
“Cheque Especial” não tem limite de utilização, por- empréstimo que tem a finalidade de
que sempre é garantida pelos bancos. a. financiar a aquisição de bens e serviços por pes-
e. O Empréstimo para Capital de Giro é uma opera- soas físicas.
ção de crédito vinculada às necessidades de capi- b. atender às necessidades imediatas de caixa das
tal fixo das empresas. empresas.
c. financiar a aquisição de bens de capital por parte
359. (NossaCaixa/Vunesp/2009) É o empréstimo destinado das empresas.
a antecipar os valores a receber das vendas a prazo, d. financiar as vendas a prazo das empresas.
financiadas através da emissão de documentos mer- e. refinanciar dívidas já existentes das pessoas físi-
cantis ou de serviços, emitidas pela empresa vende- cas.
dora para as empresas clientes. Está se tratando do
conceito de 364. (BB/Cesgranrio/2010) A operação bancária de vendor
a. conta garantida. finance é a prática de financiamento de vendas com
b. cheque especial. base no princípio da
c. fiança bancária. a. obtenção de receitas, que viabiliza vantagens para
d. desconto de duplicatas. o cliente em uma transação comercial.
e. alienação fiduciária. b. cessão de crédito, que permite a uma empresa
vender seu produto a prazo e receber à vista o
360. (Caixa/Cesgranrio/2008) A operação bancária de em- pagamento do Banco, mediante o pagamento de
préstimo a curtíssimo prazo, geralmente de um dia e juros.
no máximo de dez dias, que visa a atender às neces- c. concentração do risco de crédito, que fica por conta
da empresa compradora em troca de uma redução
sidades imediatas de caixa de seus clientes, e tem
da taxa de juros na operação do financiamento das
como referencial a taxa CDI acrescida de um spread
vendas.
e impostos é o
d. troca ou negociação de títulos de curto prazo por
a. mobile banking.
recebíveis de longo prazo, sem custos para ambas
b. hot money.
as partes.
c. factoring.
e. retenção de crédito lastreado por títulos públicos e
d. certificado de depósito bancário.
vinculado a transações comerciais, garantindo ao
e. crédito rotativo.
vendedor o recebimento total de sua duplicata.
361. (Banpará/FJV/2010) Uma indústria, com objetivo de
365. (Caixa/Cespe/2010) Assinale a opção correta acerca
ampliar sua linha de produção, pretende adquirir um
do mercado financeiro.
equipamento. Procura o seu banco de relacionamento
a. As operações de hot money, vendor finance e cré-
e propõe empréstimo para financiar o bem. Dentre as
ditos rotativos constituem instrumentos típicos de
opções abaixo, assinale a mais adequada para aten-
atuação dos bancos comerciais no mercado mo-
der aos interesses da empresa: netário.
a. Financiamento capital de giro; b. As operações do mercado interfinanceiro são des-
b. Financiamento de capital fixo; tinadas a atender ao fluxo de recursos demandado
c. Conta garantida; pelas instituições financeiras e são lastreadas em
d. Hot Money; certificados de depósitos bancários.
e. Desconto de duplicatas. c. Nas operações de crédito direto ao consumidor, as
instituições financeiras estão desobrigadas de in-
362. (BB/FCC/2006) No que diz respeito ao Hot Money e ao formar previamente ao cliente o custo efetivo total.
Cheque Especial, é correto afirmar: d. É de competência privativa do BACEN a formula-
a. Ambos são tipos de empréstimo, sendo o primeiro ção das normas que disciplinam o crédito em todas
destinado a pessoas jurídicas e o segundo destina- as suas modalidades e as operações creditícias
do tanto a pessoas físicas quanto jurídicas. em todas as suas formas.
b. O primeiro é um tipo de investimento destinado tan- e. Os percentuais de recolhimento compulsório a que
to a pessoas físicas quanto jurídicas, e o segundo as instituições financeiras estão sujeitas podem va-
um tipo de empréstimo destinado somente a pes- riar em função das regiões geoeconômicas.
soas físicas.
c. Ambos são tipos de empréstimo, destinados tanto 366. (Caixa/Cesgranrio/2008) O leasing, também denomi-
a pessoas físicas quanto a pessoas jurídicas. nado arrendamento mercantil, é uma operação em
d. Ambos são tipos de empréstimo, sendo o primeiro que o proprietário de um bem móvel ou imóvel cede a
destinado a pessoas jurídicas e o segundo a pes- terceiro o uso desse bem por prazo determinado, rece-
soas físicas. bendo em troca uma contraprestação. Em relação às

96
operações de leasing analise as afirmações a seguir. c. o Valor de Mercado da máquina deduzido das con-
Em relação às operações de leasing analise as afirma- traprestações desembolsadas no período do con-
ções a seguir: trato.
I – Ao final do contrato de leasing, o arrendatário tem d. o Valor da Depreciação acumulada do bem.
a opção de comprar o bem por valor previamente e. 10% da soma das contraprestações desembolsada
contratado. no período do contrato.
II – O leasing financeiro ocorre quando uma empresa
vende determinado bem de sua propriedade e o 370. (BB/FCC/2006) Analise:
aluga imediatamente, sem perder sua posse. Em um contrato de Leasing I , o II é quem produ-
III – O leasing operacional assemelha-se a um aluguel, ziu o bem e o III é a empresa que deseja utilizá-lo.
e é efetuado geralmente pelas próprias empresas Preenchem correta e respectivamente as lacunas I ,
fabricantes de bens, com prazo mínimo de arrenda- II e III acima:
mento de 90 dias. I II III
IV – Uma das vantagens do leasing é que, durante o a) financeiro arrendatário arrendador
contrato, os bens arrendados fazem parte do Ativo b) financeiro locador locatário
da empresa, agregando valor patrimonial. c) operacional arrendador arrendatário
V – O contrato de leasing tem prazo mínimo definido d) financeiro arrendador arrendatário
pelo Banco Central. Em face disso, não é possível
e) operacional arrendatário arrendador
a “quitação” da operação antes desse prazo.
371. (BB/FCC/2006) Analise:
Estão corretas APENAS as afirmações O princípio básico do I é o de que o lucro vem da
a. II, III, IV e V II de um bem e não da sua III .
b. I, II, III e IV Preenchem correta e respectivamente as lacunas I ,
c. II, IV e V II e III acima:
d. I, IV e V
I II III
e. I, III e V
a) leasing utilização propriedade
b) vendor fabricação venda
367. (BB/FCC/2010) O arrendamento mercantil (leasing)
c) crédito direto ao consumidor utilização compra
é uma operação com características legais próprias,
como d) cheque especial aquisição fabricação
a. cessão do uso de um bem, por determinado prazo, e) compror utilização compra
mediante condições contratadas entre arrendador
e arrendatário. 372. (Caixa/Cesgranrio/2008) Atualmente, existem diversas
b. prazo mínimo de arrendamento de três anos para alternativas para uso do chamado “dinheiro de plásti-
bens com vida útil de até cinco anos. co”, que facilita o dia-a-dia das pessoas e representa
c. aquisição obrigatória do bem pelo arrendatário ao um enorme incentivo ao consumo. O cartão de crédito
final do prazo do contrato. é um tipo de “dinheiro de plástico” que é utilizado:
d. destinação exclusivamente à pessoa jurídica. a. na compra de mercadorias em diversos países
e. cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras com débito na conta corrente em tempo real.
- IOF. b. para realização de transferências interbancárias,
desde que ambos os Bancos sejam credenciados.
368. (Banpará/FJV/2010) Sobre operações de arrendamen- c. para aquisição de moeda estrangeira em agências
to mercantil (leasing), assinale a opção correta: de câmbio e de viagens com débito em moeda cor-
a. No leasing financeiro o bem objeto do arrendamen- rente do país de emissão do cartão.
to é de propriedade do arrendatário. d. para aquisição de bens ou serviços nos estabeleci-
b. Não é permitido contratar operações de leasing mentos credenciados.
com pessoas físicas. e. como instrumento de identificação, substituindo,
c. Operações de arrendamento mercantil contratadas nos casos aceitos por lei, a cédula de identidade.
com o próprio vendedor do bem, também chama-
das de lease back, só podem ser firmadas com 373. (NossaCaixa/Vunesp/2007) Trata-se de um serviço
pessoas jurídicas. de intermediação que permite ao consumidor adquirir
d. Podem ser objeto de arrendamento apenas bens bens e serviços em estabelecimentos comerciais pre-
móveis, de produção nacional ou estrangeira. viamente credenciados mediante a comprovação de
e. Sociedades de arrendamento mercantil podem ser sua condição de usuário. Essa comprovação é geral-
constituídas sob qualquer forma das sociedades em- mente realizada, no ato da aquisição, com a apresen-
presárias, preferencialmente sociedade anônima. tação dele ao estabelecimento comercial. Ele é emitido
pelo prestador do serviço de intermediação. A descri-
369. (BB/FCC/2006) A empresa XYZW firmou um contrato ção se refere ao
de leasing financeiro de uma máquina. Caso queira a. cheque especial.
adquirir essa máquina ao término do contrato, deverá b. empréstimo em conta.
pagar à empresa de leasing c. prêmio de seguro.
a. o Valor de Mercado da máquina. d. crédito rural.
b. o Valor Residual Garantido. e. cartão de crédito.

97
374. (BB/FCC/2006) Os estabelecimentos que aceitam os 378. (Besc/FGV/2004) Analise as afirmativas a seguir:
cartões de crédito como instrumento de pagamento de I – cartões de crédito são utilizados para aquisição de
bens ou serviços adquiridos pelos seus clientes assu- bens ou serviços nos estabelecimentos credencia-
mem o compromisso de pagar à administradora uma dos, possibilitando o pagamento no futuro;
a. tarifa. II – o crédito direto ao consumidor é uma modalidade
b. prestação. de financiamento à disposição de pessoas físicas
c. garantia. e jurídicas, para a aquisição de bens de consumo
d. anuidade. duráveis;
e. comissão. III – conta garantida é um contrato de abertura de crédi-
to na modalidade rotativa, concedida pelos bancos
375. (BB/FCC/2006) Sobre cartões de crédito, analise: aos clientes, após análise de crédito.
I – Permitem compatibilizar as necessidades de consu-
Assinale:
mo dos titulares às suas disponibilidades de caixa,
a. se nenhuma das afirmativas estiver correta.
à medida em que a data de vencimento da fatura
b. se somente a afirmativa III estiver correta.
coincida com o crédito dos seus salários.
c. se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
II – Oferecem aos titulares a possibilidade de parcelar o
d. se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
pagamento de suas compras, concedendo-lhes um
e. se todas as afirmativas estiverem corretas.
limite de crédito rotativo.
III – Podem proporcionar benefícios adicionais aos ti- 379. (Agência de Fomento do PR/UEL Cops/2010) A co-
tulares, à medida em que realizem parcerias com brança bancária escritural caracteriza-se
empresas reconhecidas no mercado (cartões co- a. pela inexistência de títulos físicos (duplicatas, reci-
-branded). bos, notas promissórias etc) para o banco.
b. pelo envio de títulos físicos para o banco (dupli-
É correto o que consta em catas, recibos, notas promissórias etc), todos com
a. I, apenas. registro.
b. II, apenas. c. pela inexistência de registros dos títulos no banco.
c. III, apenas. d. pela existência de endosso dos títulos registrados
d. II e III, apenas. no banco.
e. I, II, e III. e. pela inexistência de endosso dos títulos cauciona-
dos junto ao banco.
376. (BCB/FCC/2006/Técnico) Pode-se citar, como fator
que pode acelerar o uso da moeda eletrônica, 380. (Agência de Fomento do PR/UEL Cops/2010) Os títulos
a. a impossibilidade de fraude eletrônica e de clona- de créditos usuais em cobrança bancária são:
gem. a. Carta de Fiança, Nota Escritural e Fatura.
b. a preferência pela privacidade. b. Fatura, Fiança e Cheque
c. os limites de carga de valores. c. Letra de Câmbio, Nota Promissória e Duplicata.
d. a facilidade para as transações diretas entre pes- d. Nota de Penhor, Fiança e Nota Fiscal.
soas. e. Fatura, Cheque e Carta de Fiança.
e. o crescimento de sistemas fechados de aceitação.
381. (Agência de Fomento do PR/UEL Cops/2010) Levan-
do em conta aspectos teóricos de Cobrança Bancária,
377. (Caixa/FCC/2004) Existe hoje uma série de alternati-
considere as afirmativas a seguir:
vas de DINHEIRO DE PLÁSTICO, que facilita o dia a
I – A cobrança descontada, ou carteira de desconto, é
dia das pessoas e representa um enorme incentivo ao
uma operação de crédito destinada às Pessoas Fí-
consumo, por representar uma alternativa de crédito
sicas e Jurídicas e tem como objetivo antecipar ao
intermediada pelo mercado bancário, portanto, está
cedente o pagamento de títulos com vencimentos
correto afirmar que o
futuros.
a. cartão de crédito utilizado para aquisição de bens
II – A cobrança caucionada é uma modalidade de ope-
ou serviços, alavanca as vendas dos estabeleci- ração de crédito na qual o cedente transmite um
mentos credenciados. percentual dos créditos ao banco contratado, para
b. Estímulo ao consumo despertado pelo Cartão de que este, em decorrência do endosso no anverso
Crédito é uma vantagem, mesmo quando o consu- dos títulos, efetue o registro.
midor deseja poupar. III – A cobrança simples é uma operação de crédito na
c. Desenvolvimento tecnológico tem restringido a uti- qual o cedente repassa o título de crédito ao Ban-
lização dos cartões magnéticos. co contratado, a fim de que este se encarregue de
d. Cartão de débito é uma garantia para o consumi- comunicar o sacado acerca do vencimento e local
dor apesar de não representar débito previamente de pagamento.
aprovado. IV – A cobrança caucionada é uma modalidade de ope-
e. Cartão magnético é utilização para obtenção de ex- ração de crédito na qual o cedente, mediante apre-
trato de conta corrente, poupança, mas não podem sentação de garantia em títulos de crédito, requer à
ser utilizados para saques. instituição bancária a liberação de capital.

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Assinale a alternativa correta. 385. (BNB/FSADU-UFMA/2007) Às instituições financeiras é
a. Somente as alternativas I e II são corretas. comum o ganho com a retenção temporária de recursos
b. Somente as alternativas I e IV são corretas. de terceiros. Por exemplo, um banco pode receber cer-
c. Somente as alternativas III e IV são corretas. ta quantia em cobrança do titulo de um cliente, sendo
d. Somente as alternativas I, II e III são corretas. o valor creditado na conta do titular dois dias após a
e. Somente as alternativas I, III e IV são corretas. cobrança. O banco, nesse intervalo de tempo, obtém
receita financeira pela aplicação da quantia recebida. A
382. (Caixa/Cesgranrio/2008) A cobrança de títulos é um operação acima descrita é comumente denominada de:
dos produtos mais importantes desenvolvidos pelas a. Hot money
instituições. Este tipo de produto gera vantagens, tanto b. Warrants bancário
para o cliente como para o Banco. As vantagens gera- c. Factoring bancário
das para o Banco são: d. Floating bancário
I – aumento das taxas de CDI; e. Rentabilidade compulsória em papers
II – aumento dos depósitos à vista, pelos créditos das
liquidações; 386. (BB/FCC/2006) É correto afirmar:
III – aumento das receitas pela cobrança de tarifas so- a. Para ser colocado em cobrança bancária um título
bre serviços; deve ter o aceite do sacado.
IV – consolidação do relacionamento com o cliente; b. A cobrança bancária é um serviço que deve ser
V – capilaridade da rede bancária internacional. prestado gratuitamente pelos bancos.
c. Em uma operação de cobrança bancária, o sacado
Estão corretas APENAS as vantagens é o vendedor da mercadoria ou prestador do ser-
a. III, IV e V viço.
b. II, IV e V d. Os valores resultantes de uma operação de co-
c. II, III e IV
brança bancária são creditados na conta do saca-
d. I, III e IV
do no dia do pagamento.
e. I, II e V
e. Por integrarem o sistema de compensação, os tí-
tulos colocados em cobrança bancária podem ser
383. (NossaCaixa/Vunesp/2007) Destina-se à cobrança de
pagos em qualquer agência bancária até a data do
Duplicata Mercantil - DM, Duplicata Rural - DR, Dupli-
seu vencimento.
cata de Serviço - DS, Letra de Câmbio, Nota de Débito
- ND, Nota Promissória - NP, Recibo - RC e Warrant
387. (BB/FCC/2006) É correto afirmar:
- WR, emitidas na moeda corrente ou em unidades va-
a. Para ser colocado em cobrança bancária um título
riáveis, em que o Banco atua como mandatário da em-
deve ser de propriedade do banco.
presa, prestando serviço de recebimento de títulos. A
b. A cobrança bancária é um serviço que deve ser
operação mercantil fica registrada no Sistema Corpo-
prestado gratuitamente pelos bancos.
rativo do Banco. Permite ao cliente baixar, modificar os
c. Em uma operação de cobrança bancária, o sacado
dados dos títulos registrados, por meio de instruções,
bem como o adiantamento de recursos sobre títulos é o vendedor da mercadoria ou prestador do serviço.
registrados. Trata-se da d. Os valores resultantes de uma operação de co-
a. cobrança de prêmio de seguro. brança bancária são creditados na conta do saca-
b. cobrança simples com registro. do no dia do pagamento.
c. cobrança descontada. e. Por integrarem o sistema de compensação, os tí-
d. cobrança caucionada. tulos colocados em cobrança bancária podem ser
e. cobrança financiada vendor. pagos em qualquer agência bancária até a data do
seu vencimento.
384. (BNB/FSADU-UFMA/2007) São consideradas opera-
ções bancárias acessórias aquelas de caráter com- 388. (BB/FCC/2006) Relacionam possíveis benefícios para
plementar, destinadas ao atendimento de particulares, os bancos decorrentes da prestação de serviços de
do governo e das empresas, mediante serviços tipica- cobrança:
mente bancários. Dentre as opções abaixo, uma con- I – Obtenção de receitas por meio de spread.
templa somente operações classificáveis como aces- II – Ampliação dos depósitos à vista.
sórias. Assinale-a. III – Obtenção de receitas por meio de tarifa.
a. Ordens de pagamento e cobrança. IV – Consolidação do relacionamento com o cliente,
b. Custódia de títulos, crédito rural e recebimento de sem ampliação do risco de crédito.
contas de energia elétrica.
c. Aplicação em títulos e valores mobiliários, depósi- É correto o que consta em
tos e cheques de viagem. a. III e IV, apenas.
d. Administração de cartão de crédito e abertura de b. I, II, III e IV.
crédito em conta corrente. c. I, apenas.
e. Cheques de viagem, recebimentos de INSS e de d. I, II e III, apenas.
depósitos. e. II, III e IV, apenas.

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389. (BB/FCC/2006) Analise: b. toda operação realizada pelo banco com o uso de
Em uma operação de cobrança, o I registra os tecnologia avançada com o objetivo de gerar co-
títulos no II , que por sua vez encarrega-se de re- modidade ao cliente, como, por exemplo, o cadas-
ceber o pagamento do III conforme as condições tramento de contas em débito automático.
combinadas. Preenchem correta e respectivamente as c. toda e qualquer ligação entre o cliente e o banco,
lacunas I , II e III acima: que permita às partes se comunicarem a distância,
I II III possibilitando ao cliente realizar operações ban-
a) sacado cedente titular cárias sem sair de sua casa ou escritório, como o
b) cedente banco sacado pagamento de contas pela internet.
c) emissor banco titular d. qualquer serviço de atendimento ao cliente reali-
d) titular sacado banco zado pelo banco, permitindo a troca de documen-
e) sacado banco beneficiário tação sem a necessidade de o cliente sair de casa,
como, por exemplo, a entrega de talões de cheque
390. (Banrisul/FDRH/2005) A cobrança bancária tem sido em domicílio.
apontada como mais importante serviço oferecido pe- e. a disponibilização de serviços no caixa 24 horas,
los bancos comerciais, em decorrência de oferecer que anteriormente só poderiam ser realizados nas
como vantagem: agências bancárias, sendo a liberação de crédito
I – inexistência de risco de crédito. automática um exemplo desse tipo de serviço.
II – consolidação do relacionamento com o cliente.
III – antecipação dos recursos ao cliente. 393. (Banese/Cespe/2006) Com a revolução implantada
IV – direito de regresso em caso de não pagamento no pela tecnologia, principalmente a informática, as ope-
vencimento. rações por meio dos bancos tornaram-se mais ágeis
V – crédito imediato dos títulos cobrados. e eficientes. Foram criados mecanismos que facilita-
ram a vida dos cidadãos e, particularmente, dos clien-
Quais estão corretas? tes dos bancos. Dentre esses mecanismos, temos o
a. Apenas a I, II e a V. home/Office banking, o remote banking, o banco virtu-
b. Apenas a II, III e a IV. al e o dinheiro de plástico. Com relação a esses meca-
c. Apenas a III, a IV e a V.
nismos, julgue os itens a seguir:
d. Apenas a I, a II, a III e a IV.
a. Office banking é a mesma conceituação de home
e. Apenas a I, a II, a III e a V.
banking, só que aplicada aos escritórios e empre-
sas de modo geral.
391. (Caixa/FCC/2004) Um dos produtos mais importantes
b. Banco Virtual não passa de uma propaganda de
desenvolvido pelas instituições financeiras nos últimos
marketing, haja vista que não existe na prática.
dez anos foi a cobrança bancária um serviço indispen-
c. O remote banking é a situação em que o corren-
sável para qualquer banco comercial. Está correto, en-
tista executa seus serviços por meio de serviços
tão, dizer que
de malotes, enviando os depósitos e pagamentos
a. a duplicata pode se considerada um instrumento
durante o dia e o banco processa no final do dia,
de protesto, mesmo sem aceite do sacado.
b. A cobrança bancária é feita através de boletos que, devolvendo toda a documentação no outro dia.
embora substituam duplicatas, promissórias, letras d. Dinheiro de plástico foi uma experiência que não
de câmbio, recibos ou cheques, não têm o poder vingou no Brasil. Foi feita uma tentativa na cédula
de circular pela câmera de compensação. de dez reais, quando foi emitido o primeiro dinheiro
c. Pode-se citar a capilaridade da rede bancária como de plástico no país, mas seu custo inviabilizou a
uma vantagem para os cedentes dos títulos. continuidade da ideia.
d. O desconto de títulos é considerado um meio de e. A grande vantagem do home banking é que o clien-
obtenção de capital de giro para o sacado, mas te poderá fazer qualquer tipo de operação por meio
pouco utilizado pelas empresas devido à sua alta do seu computador, sem necessitar sair de casa.
complexidade operacional.
e. A duplicata é um título de crédito formal e nomina- 394. (BB/Cesgranrio/2010) Atualmente os grandes bancos
tivo emitido pelo sacado de acordo com a fatura do mercado financeiro realizam desde as atividades
que lhe deu origem contra o cedente, podendo ser mais simples, como o pagamento de um título, até as
transferida por endosso. mais complexas, como as operações de Corporate Fi-
nance, que envolvem a
392. (Caixa/Cesgranrio/2008) A evolução da tecnologia e a. realização de um contrato de câmbio para viabilizar
da teleinformática permitiu um acelerado desenvol- as exportações e as importações.
vimento da troca de informações entre os bancos e b. realização de atividades corporativas no exterior.
seus clientes. Um dos mais notáveis exemplos dessa c. gestão de ativos financeiros no segmento corpo-
evolução é o home banking. O home banking é basi- rativo.
camente: d. manutenção de contas-correntes de expatriados
a. o atendimento remoto ao cliente com o objetivo prin- no exterior.
cipal de redução das filas nos Bancos, sendo um e. intermediação de fusões, cisões, aquisições e in-
exemplo comum a utilização dos caixas 24 horas. corporações de empresas.

100
395. (BNDES/Cesgranrio/2009/Contador) Analise o concei- 398. (Banrisul/FDRH/2005) De acordo com o Manual de
to a seguir. Normas e Instruções (MNI), do Banco Central do Bra-
“Operação pela qual se unem duas ou mais socieda- sil, pode-se afirmar que os bancos comerciais têm au-
des para formar uma sociedade nova, que a elas suce- torização para
derá em todos os direitos e obrigações”. I – captar a vista e a prazo fixo
Esse é o conceito de II – descontar títulos
a. transformação. III – realizar operações de crédito rural, de câmbio e co-
b. incorporação. mércio internacional
c. fusão. IV – obter recursos externos para repasse
d. cisão. V – realizar operações de abertura de crédito simples
e. apropriação. ou em conta corrente

396. (Agência de Fomento do PR/UEL Cops/2010) No que Quais operações estão corretas?
se refere às operações de incorporação, fusão, cisão a. apenas a I, a II e a III.
e transformação societária, relacione corretamente as b. apenas a I, a II e a IV.
duas colunas. c. apenas a I, a III e a V.
I – Incorporação d. apenas a II, a III e a V.
(A) Operação pela qual a companhia transfere parce- e. a I, a II, a III, a IV e a V.
las do seu patrimônio para uma ou mais sociedades,
constituídas para esse fim ou já existentes. 399. (Cobra/ESPP/2010) As instituições financeiras pri-
II – Fusão vadas especializadas em operações de participação
(B) Operação pela qual a sociedade passa, indepen- societária de caráter temporário, de financiamento da
dentemente de dissolução ou liquidação, de um tipo atividade produtiva para suprimento de capital fixo e
societário para outro. de giro e de administração de recursos de terceiros
III – Cisão são bancos:
(C) Operação pela qual uma ou mais sociedades são a. de câmbio
absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os di- b. de desenvolvimento
reitos e obrigações. c. de investimento
IV – Transformação d. nacional de desenvolvimento econômico e social
(D) Operação pela qual se unem duas ou mais socie-
dades para formar sociedade nova, que lhes sucederá 400. (CVM/NCE-UFRJ/2008) A instituição financeira que
em todos os direitos e obrigações.I-B, II-D, III-A e IV-C. pratica operações relacionadas com a concessão de
a. I-A, II-B, III-C e IV-D. crédito a médio e longo prazos, por conta própria ou
b. I-D, II-A, III-B e IV-C. de terceiros, subscrição para revenda e distribuição no
c. I-C, II-D, III-A e IV-B. mercado de títulos ou valores mobiliários é chamada de:
d. I-D, II-C, III-B e IV-A. a. bolsas de valores;
b. sociedades corretoras;
397. (CVM/NCE-UFRJ/2008) A ITAÚSA, empresa de parti- c. distribuidoras;
cipação do grupo ITAÚ, e o UNIBANCO anunciaram d. instituições emissoras de valores mobiliários escri-
em 03.11.2008 que irão fundir suas operações finan- turais;
ceiras, o que formará o maior banco do país e o maior e. bancos de investimento.
grupo financeiro do hemisfério sul, segundo comuni-
401. (Besc/FGV/2004) É uma operação passiva num banco
cado divulgado por aquelas instituições. Nos termos
de investimentos:
da Lei nº 6404 de 15 de dezembro de 1976, fusão é a
a. arrendamento mercantil.
operação: b. repasse de empréstimo externo.
a. pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas c. financiamento de capital de giro.
por outra que lhe sucede em todos e direitos e obri- d. depósito a prazo fixo.
gações; e. empréstimo a estados e municípios e respectivas
b. para qual a assembleia geral, de cada companhia, autarquias.
se aprovar o protocolo de fusão, deve avaliar ante-
cipadamente os patrimônios líquidos da sociedade; 402. (CVM/FCC/2003) Os bancos de investimentos podem
c. em que os sócios ou acionistas das companhias praticar operações ativas como
fundidas votarão na assembleia que aprovar o lau- a. empréstimos de curtíssimo prazo para financia-
do de avaliação do patrimônio líquido da sociedade mento ao consumidor.
de que fazem parte; b. empréstimos de longo prazo para financiamentos
ao consumidor.
d. na qual se unem duas ou mais sociedades para for-
c. empréstimos de curtíssimo prazo para financia-
mar sociedade nova, que lhes sucederá em todos
mento de capital fixo.
os direitos e obrigações;
d. aquisição de valores mobiliários para repasse junto
e. em que a companhia transfere parcelas do seu pa- ao mercado de crédito.
trimônio para uma ou mais sociedades, constituí- e. aquisição de valores mobiliários para investimento
das para esse fim ou já existentes. ou revenda.

101
403. (Banrisul/FDRH/2010) Considerando os ativos finan- d. tem a opção de administrar a carteira de arrenda-
ceiros emitidos pelos participantes dos mercados mento mercantil;
financeiros, quais, dentre as seguintes instituições, e. não necessita de prévia autorização do BACEN no
captam recursos via emissão de letras de câmbio, le- caso de ser constituído por fusão.
tras imobiliárias e certificados de depósitos bancários,
respectivamente? 407. (Caixa/FCC/2004) Em relação ao subsistema de inter-
a. Corretoras de câmbio, sociedades de arrendamen- mediação está correto afirmar que
to mercantil e bancos comerciais. a. os Bancos de Desenvolvimento apoiam formal-
mente o setor público da economia por meios de
b. Corretoras de câmbio, sociedades de crédito imo-
operações e financiamentos às empresas governa-
biliário e bancos comerciais.
mentais.
c. Corretoras de câmbio, sociedades de arrendamen-
b. Os bancos comerciais são instituições financeiras
to mercantil e bancos de investimento.
constituídas obrigatoriamente sob a forma de so-
d. Bancos Comerciais, sociedades de arrendamento ciedades anônimas e executam operações comer-
mercantil e bancos de investimento. ciais, isto é, de compra e venda de títulos.
e. Sociedades de crédito, investimento e financia- c. bancos múltiplos têm sua formação com base nas
mento, sociedades de crédito imobiliário e bancos atividades de quatro instituições: banco comercial,
comerciais. banco de investimento e desenvolvimento, socie-
dade de crédito, financiamento e investimento e
404. (BB/FCC/2010) De acordo com as normas do Conse- sociedade de microcrédito.
lho Monetário Nacional - CMN, os bancos múltiplos de- d. Os Bancos de Investimento constituem-se em ins-
vem ser constituídos com, no mínimo, duas carteiras, tituições públicas de âmbito estadual, que visam
sendo uma delas obrigatoriamente de promover investimentos na área de desenvolvi-
a. investimento. mento urbano da região onde atuam.
b. crédito, financiamento e investimento. e. a criação de bancos múltiplos surgiu como reflexo
c. crédito imobiliário. da própria evolução das cooperativas e crescimen-
d. câmbio. to do mercado.
e. arrendamento mercantil.
408. (CVM/FCC/2003) Para configurar a existência de Ban-
co Múltiplo, ele deve possuir pelo menos duas cartei-
405. (BNB/Acep/2010) Os bancos múltiplos são institui-
ras, sendo uma delas, obrigatoriamente, de
ções financeiras privadas ou públicas que realizam as
a. crédito imobiliário.
operações ativas, passivas e acessórias das diversas b. crédito rural ou Leasing.
instituições financeiras, por intermédio das seguintes c. Desenvolvimento.
carteiras: comercial, de investimento e/ou de desen- d. Arrendamento Mercantil.
volvimento, de crédito imobiliário, de arrendamento e. Investimento ou Comercial.
mercantil e de crédito, financiamento e investimento.
Sobre essas instituições, assinale a alternativa COR- 409. (Caixa/Cesgranrio/2008) A Caixa Econômica Federal é
RETA. a instituição financeira responsável pela operacionali-
a. Os bancos múltiplos podem conceder crédito, so- zação das políticas do Governo Federal, principalmen-
mente a associados, por meio de desconto de títu- te, para habitação, saneamento básico e apoio ao tra-
los, empréstimos e financiamentos. balhador. As principais atividades da Caixa Econômica
b. Os bancos múltiplos podem ser constituídos com, Federal estão relacionadas a:
no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas, obri- a. estruturação do Sistema Financeiro Nacional, au-
gatoriamente, comercial ou de investimento. xiliando o Banco Central na elaboração de normas
c. A legislação brasileira sobre bancos só permite a e diretrizes para administração de fundos e progra-
constituição dessa categoria de instituição financei- mas como FGTS e PIS.
b. administração de loterias, fundos (FGTS), progra-
ra para atuar diretamente como cooperativa.
mas (PIS) e captação de recursos em cadernetas
d. Os bancos múltiplos oficiais atuam exclusivamente
de poupança, em depósitos à vista e a prazo e sua
no financiamento aos governos, sendo vedadas as
aplicação em empréstimos vinculados substancial-
operações com pessoas físicas.
mente à habitação.
e. A constituição de um banco múltiplo deve ser auto- c. captação de recursos financeiros para as transfe-
rizada pelo Conselho Monetário e pelo Congresso rências internacionais auxiliando os trabalhadores
Nacional. brasileiros residentes no exterior.
d. elaboração de políticas para o mercado financeiro,
406. (CVM/NCE-UFRJ/2008) A Resolução CMN n° 2.099/94 viabilizando a captação de recursos financeiros,
restringiu as condições de constituição do banco múlti- administração de loterias, fundos, programas e
plo, estabelecendo que o banco múltiplo: aplicação dos recursos e obras sociais.
a. deve ter a carteira comercial e a carteira de ações; e. elaboração de políticas econômicas que irão auxi-
b. tem a possibilidade de emitir debêntures; liar o Governo Federal na composição do orçamen-
c. tem que comprar uma carta patente para a sua to público e na aplicação dos recursos em ativida-
constituição; des sociais, como esporte e cultura.

102
410. (Caixa/Cespe/2010) Em 1861, D. Pedro II fundou a 413. (Caixa/Cespe/2010) A CAIXA é conhecida por ter de-
CAIXA. Ao longo de seus quase cento e cinquenta sempenhado, desde a sua fundação, papel decisivo
anos de história, a empresa foi recebendo outras atri- como agente de políticas públicas e por ser parceira
buições e criando novos produtos bancários. A respei- do Estado brasileiro na execução de políticas sociais.
to dessas novas tarefas assumidas pela CAIXA, assi- A respeito das ações da CAIXA ao longo de sua histó-
nale a opção correta. ria, assinale a opção correta.
a. Ainda durante o Império, o banco assumiu a exclu- a. O surgimento da CAIXA se deu em razão da ne-
sividade na fiscalização das casas de penhor ope- cessidade de moralizar o penhor e, por isso, foi-lhe
radas por particulares. concedido o monopólio dessa atividade desde a
b. O banco foi responsável por administrar as polí- sua fundação.
ticas sociais do governo João Goulart, entre as b. Em 1931, durante o governo de Getúlio Vargas, a
quais a mais importante foi a implantação do fundo CAIXA começou a operar a carteira hipotecária e,
de garantia por tempo de serviço (FGTS).
cinco anos depois, com a incorporação do Banco
c. Na década de 30 do século passado, durante o go-
Nacional de Habitação, tornou-se o maior operador
verno Vargas, a CAIXA deu início às operações de
da área.
empréstimo em consignação para pessoas físicas.
c. Um passo importante na história da CAIXA foi a
d. Durante o período de redemocratização, o presi-
abertura do capital na bolsa de valores no final da
dente Sarney determinou que a CAIXA assumisse
a carteira de crédito imobiliário, então sob monopó- década passada.
lio do Banco do Brasil S.A. d. Ao direcionar suas ações para a habitação, a CAI-
e. Até a proibição do jogo no Brasil, durante o gover- XA deixou de ter participação significativa nas áre-
no de Getúlio Vargas, o banco foi responsável pela as de saneamento e urbanização.
administração das loterias e do jogo do bicho. e. Na década de 80 do século XX, a CAIXA incorpo-
rou o papel de agente operador do fundo de garan-
411. (Caixa/Cespe/2010) De acordo com o Estatuto da CAIXA, tia do tempo de serviço (FGTS).
os objetivos da instituição incluem
a. fiscalizar, em caráter exclusivo, as casas de penhor 414. (Caixa/Cespe/2010) O estatuto de uma empresa dis-
civil, conforme o disposto em legislação comple- põe sobre a maneira como ela se prepara para en-
mentar. frentar os seus desafios. A respeito da organização
b. proibir, nos termos da legislação específica, a rea- da CAIXA, como disposto em seu estatuto, assinale
lização de operações de câmbio ou outras opera- a opção
ções consideradas de natureza especulativa. correta.
c. administrar, com exclusividade, os serviços das a. A sede da CAIXA localiza-se na cidade do Rio de
loterias federais, nos termos da legislação especí- Janeiro - RJ.
fica. b. Em razão de ter atividades que visam ao desen-
d. realizar atividades de corretagem de seguros e volvimento social, a CAIXA tem atuação restrita ao
outros valores mobiliários, exceto sob a forma de território nacional, sendo-lhe vedada a criação de
leasing. sucursais, filiais ou agências no exterior.
e. conceder empréstimos a título gratuito, não neces- c. A CAIXA é uma instituição financeira sob a forma
sariamente de natureza social, sem ressarcimento de empresa pública, vinculada ao Ministério da Fa-
dos custos operacionais.
zenda.
d. Ao ser qualificada como caixa econômica, a em-
412. (Caixa/Cespe/2010) A respeito da organização da CAIXA,
presa CAIXA possui status jurídico diferenciado,
assinale a opção correta com base no que dispõe o Esta-
não estando sujeita à fiscalização do Banco Cen-
tuto da empresa.
tral do Brasil (BACEN).
a. A CAIXA é uma sociedade de econômica mista,
com ações negociadas em bolsa de valores em e. Por não fazer parte da administração direta, a CAIXA
São Paulo e em Nova Iorque. atende apenas aos princípios constitucionais da lega-
b. A criação de sucursais e filiais ou de agências, es- lidade e eficiência.
critórios, dependências e outros pontos de atendi-
mento depende de autorização expressa do minis- 415. (Caixa/Cespe/2010) Após 148 anos, a CAIXA consoli-
tro da Fazenda. dou-se como um banco de grande porte, sólido e mo-
c. A CAIXA é instituição integrante do Sistema Finan- derno. CAIXA é sinônimo de responsabilidade social
ceiro Nacional, dispensada, nos termos da lei, de e pretende ser referência mundial, rentável, eficiente,
fiscalização por parte do Banco Central do Brasil ágil e com permanente capacidade de renovação. In-
(BACEN). ternet: <www.caixa.gov.br> (com adaptações). Visan-
d. Um dos princípios que regem a organização da do ao alcance da pretensão aludida no texto acima, os
CAIXA é o respeito aos preceitos constitucionais da objetivos estabelecidos no estatuto da CAIXA incluem
racionalização administrativa, da coordenação dos a. manter linhas de crédito específicas para as micro-
gastos com outros bancos estatais e do incentivo empresas e para empresas de pequeno porte.
ao aumento de governança corporativa. b. receber os depósitos oriundos da economia popu-
e. A organização da CAIXA deve respeitar o preceito lar, excluindo aqueles garantidos pela União.
da administração direcionada pelo gerenciamento c. prestar serviços bancários de natureza especial, não
de risco. incluindo intermediação e suprimento financeiro.

103
d. realizar serviços de natureza especulativa, exceto d. Nos casos de força maior e emergência estabele-
operações no mercado de ações e de títulos mo- cidos em seu estatuto, a CAIXA pode subcontratar
biliários. pessoas físicas, por meio do regime jurídico dos
e. não realizar operações que atentem contra a fun- servidores da União.
ção social da empresa, inclusive a corretagem de e. Os cargos de presidente, diretores e superinten-
seguros e de valores mobiliários. dentes regionais são de provimento exclusivo de
funcionários de carreira da CAIXA.
416. (Caixa/Cespe/2010) Desde o século XIX, a CAIXA tem
desempenhado papel de protagonista na história eco- 419. (BNB/FSADU-UFMA/2007) Julgue as afirmativas abaixo
nômica brasileira. A respeito das condições que leva- em V (verdadeira) ou F (falsa) e assinale a opção cor-
ram à fundação da empresa, assinale a opção correta. respondente.
a. Antes de ser transformada em empresa bancária, a. O Banco do Brasil, sociedade anônima de capital
a CAIXA era o departamento do Banco do Brasil misto cujo controle acionário pertence à União, é
responsável pelo penhor de joias. considerado pelo CMN uma autoridade monetária,
b. Com a fundação da CAIXA, o penhor deixou de ser pois pode atuar na emissão de moeda.
atividade exclusiva do Banco do Brasil. b. O Banco do Brasil executa a política de comércio
c. A CAIXA foi fundada para suprir a necessidade fi- exterior do Governo, financiando bens de exporta-
nanceira imperial durante à Guerra do Paraguai. ção e atuando como agente pagador e recebedor
d. A CAIXA foi criada durante o Segundo Reinado, no exterior.
com o objetivo de incentivar a poupança e conce- c. O Banco do Brasil é o principal instrumento de fi-
der empréstimos sob penhor. nanciamento do Governo Federal, de médio e lon-
e. A CAIXA foi fundada a partir da primeira falência do go prazos, voltado para o reequipamento e o fo-
Banco do Brasil, ocorrida em 1861. mento dos setores industrial e social considerados
vitais ao desenvolvimento do País.
d. A Caixa Econômica Federal, pelo fato de ser consi-
417. (Caixa/Cespe/2010) Além do papel de protagonista
derada uma instituição financeira com função cla-
na área econômica, a CAIXA tem desempenhado, ao
ramente social, está proibida de efetuar operações
longo de sua história, papel relevante em termos so-
de arrendamento mercantil, embora administre,
ciais. A respeito da atuação social da CAIXA, assinale
com exclusividade, os serviços das loterias espor-
a opção correta. Para isso, nas referências temporais
tivas e o penhor.
(décadas), considere tratar-se do século XX.
e. Os bancos comerciais são instituições financei-
a. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
ras constituídas obrigatoriamente sob a forma de
e Social, destinado ao financiamento de obras de
sociedades anônimas e têm como uma das suas
infraestrutura, nasceu de uma iniciativa da CAIXA,
principais características a criação de moeda es-
durante o governo de Getúlio Vargas.
critural, mediante depósitos à vista captados no
b. Durante o governo de João Goulart, no início da mercado.
década de 60, a CAIXA destacou-se na implanta- a. F - V - F - F - V
ção do Programa de Aposentadoria do Trabalhador b. V - V - V - V - V
Rural (FUNRURAL). c. F - V - V - V - V
c. O monopólio das loterias, sob responsabilidade da d. V - V - F - F - F
CAIXA, estabelecido pela Constituição Federal de e. V - V - V - F - V
1988, foi fundamental para a promoção de políticas
públicas sociais. 420. (Caixa/FCC/2004) A Caixa é a instituição financeira
d. Após a incorporação do Banco Nacional da Habi- responsável pela operacionalização das políticas do
tação, na década de 80, a CAIXA se transformou Governo Federal para habitação popular e sanea-
no principal agente nacional de financiamento da mento básico, caracterizando-se cada vez mais como
casa própria. o banco de apoio ao trabalhador de baixa renda. Em
e. O fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS) seu estatuto estão previstos também outros objetivos,
foi criado no final da década de 50, graças à inicia- COM EXCEÇÃO de
tiva da CAIXA. a. atuar nas áreas de atividades relativas a bancos
comerciais sociedade de crédito imobiliário e de
418. (Caixa/Cespe/2010) A respeito da política de pessoal saneamento e infraestrutura urbana.
sob responsabilidade da CAIXA, tal qual disposto no b. Monopólio das operações de penhor, que consis-
estatuto da empresa, assinale a opção correta. tem em empréstimos concedidos contra a garantia
a. É vedada a contratação a termo de profissionais em bens e valor e alta liquidez, como joias, metais
para o exercício de cargos de assessoramento à preciosos, pedras preciosas, etc.
presidência da empresa. c. administração, com exclusividade, das loterias fe-
b. A admissão de pessoal se dá por meio do regime derais.
jurídico da Consolidação das Leis do Trabalho e d. Ser órgão executivo e fiscalizador do Sistema Fi-
leis complementares. nanceiro da Habitação, após a incorporação do
c. A contratação de funcionários a termo se faz sem BNH - Banco Nacional de Habitação.
limitação do teto previsto para os demais funcioná- e. Ser principal operador da política agrícola do go-
rios da CAIXA. verno.

104
421. (Besc/FGV/2004) Assinale a afirmativa FALSA. b. Os bancos de investimento podem manter contas
a. O Conselho Monetário Nacional é responsável pe- correntes de seus clientes e captam recursos pela
las políticas monetária e cambial. emissão de CDBs e RDBs.
b. O Ministro da Fazenda faz parte da composição do c. As sociedades de crédito, financiamento e investi-
Conselho Monetário Nacional. mentos têm a função de financiar bens de consumo
c. O BNDES é o gestor dos recursos do fundo de ga- duráveis por meio do crediário ou do crediário ao
rantia por tempo de serviço. consumidor.
d. O Banco Central do Brasil é o órgão regulador e d. As sociedades de crédito imobiliário são institui-
ções financeiras integrantes do Sistema Financeiro
supervisor das atividades das instituições financei-
Nacional, especializadas em operações de finan-
ras no Brasil.
ciamento imobiliário e constituídas sob a forma de
e. Uma das atribuições do Conselho Monetário Na-
sociedade anônima.
cional é autorizar as emissões de papel-moeda. e. Depósitos à vista são operações de captação de
fundos exclusivamente das instituições financeiras
422. (NossaCaixa/Vunesp/2007) São instituições financei- monetárias.
ras constituídas sob a forma de sociedade anônima,
que têm por objeto social conceder financiamentos 425. (BCB/Cesgranrio/Analista/2010) Considere a relação
destinados à produção, reforma ou comercialização de instituições financeiras a seguir.
de imóveis residenciais ou comerciais aos quais não I – Banco do Brasil
se aplicam as normas do Sistema Financeiro da Habi- II – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
tação (SFH). Financiamentos imobiliários residenciais Social
e comerciais são exemplos das suas operações ativas. III – Bancos Comerciais
Trata-se das IV – Bancos Regionais de Desenvolvimento
V – Sociedades de Crédito, Financiamento e Investi-
a. cooperativas centrais de crédito.
mento
b. sociedades de crédito ao microempreendedor.
VI – Bancos de Investimento
c. sociedades de crédito, financiamento e investimen-
to. São consideradas instituições financeiras monetárias
d. associações de poupança e empréstimo. APENAS as nomeadas em
e. companhias hipotecárias. a. I e II.
b. I e III.
423. (MT Fomento/Unemat/2008) No que tange à Lei c. III e IV.
4.595/1964, que dispõe sobre a Política e as Institui- d. I, III e V.
ções Monetárias, Bancárias e Creditícias, analise as e. I, III e VI.
afirmativas.
I – As instituições financeiras privadas e cooperativas 426. (BCB/Cesgranrio/Analista/2010) As instituições finan-
de crédito constituem-se unicamente sob a forma ceiras não monetárias
de sociedades anônimas. a. incluem os bancos comerciais.
b. incluem as cooperativas de crédito.
II – As instituições financeiras públicas são órgãos au-
c. incluem as caixas econômicas.
xiliares da execução da política de crédito do
d. captam recursos através da emissão de títulos.
Governo federal. e. captam recursos através de depósitos à vista.
III – As instituições financeiras estrangeiras não estão
sujeitas às disposições da referida Lei. 427. (Caixa/FCC/2004) A necessidade de conhecimento do
IV – As cooperativas de crédito somente poderão con- Sistema Financeiro Nacional é crescente ao longo do
ceder empréstimos aos seus cooperados, com tempo, pela importância que exerce na economia e no
mais de 30 dias de inscrição. segmento empresarial de um país. O SFN é composto
V – O capital inicial será sempre realizado em moeda por um conjunto de instituições financeiras públicas e
corrente, apenas para as instituições financeiras privadas, e seu órgão normativo máximo é o Conselho
privadas. Monetário Nacional. Assinale a afirmativa correta.
a. O Sistema Financeiro Nacional envolve dois gran-
Assinale a alternativa correta. des subsistemas: de Intermediação e Financeiro.
b. O Sistema Financeiro Nacional é composto por um
a. Apenas II e III estão corretas.
conjunto de instituições financeiras e instrumentos
b. Apenas III e IV estão corretas.
financeiros que visam transferir recursos dos agen-
c. Apenas I e IV estão corretas.
tes superavitários para os deficitários.
d. Apenas II e IV estão corretas. c. O Sistema Financeiro Nacional não permite a exis-
e. Todas as afirmações estão corretas. tência de conglomerados financeiros.
d. O mercado financeiro pode ser considerado como
424. (Besc/FGV/2004) Assinale a afirmativa FALSA. elemento estático no processo de crescimento eco-
a. As cooperativas de crédito atuam basicamente nômico, uma vez que permite a elevação das taxas
no setor primário da economia, com o objetivo de de poupança.
permitir uma melhor comercialização de produtos e. As instituições financeiras podem ser classificadas
rurais. como bancárias e bancarizadas.

105
428. (CVM/FCC/2003) Considerando que o sistema finan- 432. (BB/FCC/2006) Analise:
ceiro pode ser dividido em instituições monetárias e I – Uma operação de factoring consiste na aquisição
não-monetárias, aponte a alternativa em que conste de direitos creditórios resultantes de vendas mer-
uma instituição não-monetária. cantis a prazo.
a. Caixa Econômica Federal. II – Os títulos de crédito descontados por meio do facto-
b. Bancos Cooperativos. ring servem como garantia da operação, caso o sa-
c. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e cador não realize o pagamento da dívida no prazo e
Social. na forma combinados.
d. Banco do Brasil. III – O risco de crédito dos títulos que são objeto das
e. Cooperativas de Crédito. operações de factoring é de responsabilidade da
empresa vendedora.
429. (BB/Cesgranrio/2010) A operação de antecipação de IV – Há incidência de IOF sobre os juros pagos em uma
um recebimento, ou seja, venda de uma duplicata (cré- operação de factoring.
dito a receber) para uma sociedade de fomento mer-
cantil, mediante o pagamento de uma taxa percentual É correto o que consta em
atrelada ao valor de face da duplicata, constitui o a. I, apenas.
a. leasing. b. I, II e III, apenas.
b. hot money. c. III e IV, apenas.
c. spread. d. II, III e IV, apenas.
d. factoring. e. I, II, III e IV.
e. funding.
433. (BRB/Cespe/2001) Nas operações de fomento mer-
430. (BB/FCC/2006) É correto afirmar: cantil (factoring),
I – não há captação de recursos.
a. Enquanto nas operações de desconto financeiro
II – os financiamentos são efetuados mediante o des-
existe o direito de regresso em relação ao cedente
conto de títulos.
quando ocorre a inadimplência do sacado, no fac-
III – ocorrem transações de natureza mercantil.
toring não há esse direito.
IV – o devedor é a empresa sacada.
b. A empresa de factoring é remunerada pela cobran-
ça da taxa SELIC acrescida de um prêmio de risco
A quantidade de itens certos é igual a
sobre o valor dos títulos por ela descontados.
a. 0.
c. Não há incidência de impostos sobre a comissão
b. 1.
cobrada pelas empresas de factoring.
c. 2.
d. Tanto nas operações de desconto financeiro como
d. 3.
nas de factoring existe o direito de regresso em re-
e. 4.
lação ao cedente quando ocorre inadimplência do
sacado.
(Basa/Cespe/2004) Considerando as características
e. Enquanto nas operações de factoring existe direito das operações de fomento comercial (factoring), julgue
de regresso em relação ao cedente quando ocorre os itens seguintes.
a inadimplência do sacado, no desconto financeiro
não há esse direito. 434. Inexiste captação de recursos nesse tipo de operação.

431. (BB/FCC/2006) Analise: 435. Nas operações de fomento comercial, pode-se efetuar
I – As empresas de factoring são classificadas como financiamentos mediante o desconto de títulos.
instituições financeiras pelas autoridades monetá-
rias. 436. A natureza mercantil constitui uma das características
II – O factoring é um empréstimo concedido com base dessas operações.
no desconto de títulos de crédito, que servem como
garantia da operação. 437. Esse tipo de operação tem por devedor a empresa sa-
III – Para o financiamento das suas atividades, as em- cada.
presas de factoring captam recursos por meio de
depósitos junto ao público em geral. 438. (CVM/Esaf/2010) A importância da disciplina do mer-
IV – O risco de crédito dos títulos que são objeto das cado de capitais para o desenvolvimento econômico:
operações de factoring é de responsabilidade da a. facilita criar oportunidades de captação de recur-
empresa vendedora. sos pelas instituições bancárias.
b. reduz a intermediação bancária.
É INCORRETO o que consta em c. por sua complexidade, dificulta a captação da pou-
a. II e IV, apenas. pança popular pelos agentes econômicos.
b. I, II e IV, apenas. d. modela mecanismos de governança para as em-
c. I, II, III e IV. presas.
d. I e II, apenas. e. aumenta a transparência das informações presta-
e. II e III, apenas. das aos investidores.

106
439. (Badesul/AOCP/2010/administrador) Analise as asser- c. bônus de subscrição, duplicatas e commercial paper.
tivas e assinale a alternativa que apresenta as corre- d. notas promissórias, duplicatas e commercial paper.
tas. São valores mobiliários sujeitos ao regime da Lei e. bônus de subscrição, notas promissórias e com-
do Mercado de Valores Mobiliários mercial paper.
I – as ações, partes beneficiárias e debêntures, os
cupões desses títulos e os bônus de subscrição. 443. (CVM/FCC/2003) Com relação aos valores mobiliários,
II – os certificados de depósito de valores mobiliários. excluem-se do regime da Lei n° 6.385, de 07.12.1976,
III – outros títulos criados ou emitidos pelas sociedades a. os títulos da dívida pública federal, estadual ou mu-
anônimas, a critério do Conselho Monetário Nacional. nicipal.
b. as notas comerciais.
IV – os títulos da dívida pública federal, estadual ou mu-
c. as cédulas de debêntures.
nicipal.
d. os contratos derivativos.
a. Apenas I, II e III.
e. as debêntures.
b. Apenas I, III e IV.
c. Apenas II. 444. (BB/Cesgranrio/2010) A Comissão de Valores Mobiliá-
d. Apenas I, II e IV. rios (CVM) é uma autarquia ligada ao Poder Executivo
e. I, II, III e IV. que atua sob a direção do Conselho Monetário Nacio-
nal e tem por finalidade básica
440. (CVM/NCE-UFRJ/2008) Apesar de a Lei nº 6385, de 07 a. normatização e controle do mercado de valores mo-
de dezembro de 1976, não conceituar expressamente biliários.
valores mobiliários, apresenta uma lista daqueles que b. compra e venda de ações no mercado da Bolsa de
estão sujeitos ao seu regime. Assim, são considerados Valores.
valores mobiliários: c. fiscalização das empresas de capital fechado.
a. as ações, os contratos futuros, de opções e de deri- d. captação de recursos no mercado internacional
vativos ou quaisquer títulos cambiais de responsa- e. manutenção da política monetária.
bilidade de instituição financeira;
b. as notas comerciais, os títulos da dívida pública fe- 445. (CVM/Esaf/2010) Ao desempenhar a função de amicus
deral, estadual ou municipal, as ações, as debên- curiae, a presença da CVM em procedimentos judiciais:
tures e os bônus de subscrição; a. assume posição de parte ao defender os argumen-
c. as cotas de fundos de investimento em valores tos de um dos litigantes.
mobiliários ou de clubes de investimento em quais- b. oferece ao magistrado parecer fundamentado que
suporte sua decisão.
quer ativos, os títulos da dívida pública federal, es-
c. oferece ao julgador informações a respeito da lei
tadual ou municipal e os certificados de depósito de
aplicável ao caso.
valores mobiliários;
d. atua para defender o regular funcionamento do
d. quaisquer outros títulos ou contratos de investi-
mercado de valores mobiliários.
mento coletivo, que gerem direito de participação, e. exerce competência residual.
de parceria ou de remuneração, cujos rendimentos
advêm do esforço do empreendedor ou de tercei- 446. (CVM/Esaf/2010) Compete à CVM, como autarquia fe-
ros, quando ofertados publicamente; deral, garantir o funcionamento regular e eficiente dos
e. os certificados de depósito de valores mobiliários, mercados de valores mobiliários. Assim deve:
quaisquer títulos cambiais de responsabilidade de a. aprovar todas e quaisquer negociações com valo-
instituição financeira e os contratos futuros, de op- res mobiliários em bolsa.
ções e outros derivativos, cujos ativos subjacentes b. aprovar a abertura das companhias para fins de
sejam valores mobiliários. captação de poupança popular.
c. regular e fiscalizar comportamentos de investidores
441. (CVM/NCE-UFRJ/2005) São valores mobiliários sujei- no país e no exterior.
tos ao regime da lei 6.385/76: d. orientar investidores em suas escolhas para aplica-
a. os títulos da dívida privada; ção de recursos.
b. os títulos da dívida pública federal, estadual ou mu- e. manter acordos com bolsas de valores estrangeiras
nicipal; para a divulgação de informações.
c. as apólices de seguros de vida;
d. as duplicatas a pagar; 447. (CVM/Esaf/2010) A CVM, como autarquia federal à
qual compete a fiscalização do mercado de valores
e. os títulos criados ou emitidos pelas sociedades anô-
mobiliários, tem competência para:
nimas, a critério do Conselho Monetário Nacional.
a. garantir que operações de interesse do Poder Pú-
blico sejam aprovadas por sociedades privadas.
442. (CVM/FCC/2003) Segundo a Lei no 6.385, de 07 de-
b. determinar aos administradores de sociedades fe-
zembro de 1976, são denominados valores mobiliá- chadas que se abstenham de praticar certos atos.
rios: ações, debêntures, c. interferir no funcionamento dos órgãos colegiados
a. bônus de subscrição, notas promissórias e partes das companhias abertas.
beneficiárias. d. impugnar atos praticados pelos diretores no exercí-
b. bônus de subscrição, notas promissórias e dupli- cio de suas atribuições.
catas. e. fiscalizar todos os agentes que dele participam.

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448. (CVM/Esaf/2010) A competência da CVM visa a ga- c. permissão de conversão de ações ordinárias.
rantir o regular funcionamento do mercado de valores d. proibição de conversão de ações preferenciais.
mobiliários porém não recai sobre: e. permissão de emissão de debêntures conversíveis.
a. investidores individuais.
b. administradores de companhias abertas. 454. (CVM/FCC/2003) O Novo Mercado lançado pela Bo-
c. acionistas de sociedades fechadas. vespa tem a finalidade de
d. instituições bancárias em geral. a. promover maior liquidez no Mercado de Títulos Mo-
e. operações como derivativos negociados em bolsa. biliários.
b. aprimorar e fortalecer o Mercado de Títulos Mobi-
449. (CVM/Esaf/2010) Para atuar no mercado de valores
liários.
mobiliários, qualquer empresa deve:
c. promover maior liquidez no Mercado de Capitais.
a. ser autorizada pela CVM.
b. ser sociedade aberta. d. aprimorar e fortalecer o Mercado de Capitais.
c. ser administrada com ampla transparência. e. aprimorar, promover e fortalecer as Bolsas de Va-
d. ter administradores de nacionalidade brasileira. lores.
e. fazer apelo à poupança privada.
455. (CVM/Esaf/2001) O processo de globalização da eco-
450. (CVM/Esaf/2010) Competindo à CVM o registro para nomia provoca o seguinte fenômeno:
que uma sociedade por ações seja qualificada como a. reduz a volatilidade do preço dos valores mobiliá-
aberta, exige-se: rios negociados nas Bolsas
a. que seja aprovado plano como oferta pública para b. as demonstrações financeiras tendem a se unifor-
emissão de ações. mizar
b. que sejam realizadas operações com derivativos. c. a multiplicidade de bolsas nos diferentes países é
c. que haja proposta para a emissão de debêntures a regra
privadas. d. reduz a correlação entre resultados com operações
d. projeto para captação de recursos financeiros. nas bolsas de New York e São Paulo
e. que o controle da sociedade seja pulverizado. e. a concentração de negócios com poucas ações
diminui
451. (BB/FCC/2006) São vários os cuidados estabelecidos
para a preservação do bom funcionamento do merca-
456. (BB/Cesgranrio/2010) As Companhias ou Sociedades
do de capitais. No Brasil, uma das condições estabele-
Anônimas podem ser classificadas como abertas ou
cidas para os valores mobiliários é que
a. não podem ser negociados no mercado secundá- fechadas. São classificadas como abertas quando
rio. a. seu passivo está atrelado a opções de mercado
b. não abrangem as cotas de fundos de investimento futuro.
em valores mobiliários. b. seus principais ativos são ações de outras compa-
c. sua emissão pública se dá exclusivamente por nhias de capital aberto.
companhias fechadas. c. sua estrutura de capital permite a entrada de só-
d. o Banco Central do Brasil determina a suspensão cios estrangeiros.
da emissão pública que esteja se processando em d. suas ações são negociadas na Bolsa de Valores ou
desacordo com a lei. no mercado balcão.
e. nenhuma emissão pública ocorre sem prévio regis- e. suas ações são de propriedade dos sócios funda-
tro na Comissão de Valores Mobiliários. dores e não estão à venda.

452. (CVM/FCC/2003) Sobre o mercado de capitais, é cor- 457. (Caixa/Cesgranrio/2008) De acordo com a Lei nº
reto afirmar que 6.404/76, a companhia ou sociedade anônima terá o
a. ele assume papel de relevo, por se especializar no capital dividido em ações, e será classificada como
oferecimento de recursos de curto prazo para as
companhia aberta ou fechada. Uma companhia é
empresas.
aberta quando os
b. os mercados secundários são assim chamados por
a. produtos são disponibilizados para negociação di-
exercerem um papel ínfimo no funcionamento do
mercado de capitais como um todo. reta com seus clientes.
c. o mercado acionário é seu único componente. b. funcionários têm acesso direto à alta administração
d. financiamentos de longo prazo são exemplos de e podem opinar nas ações tomadas pela compa-
operações típicas desse mercado. nhia.
e. os depósitos à vista são fundamentais para esse c. valores mobiliários (ações) de sua emissão estão
mercado, uma vez que eles são a principal forma admitidos à negociação no mercado de valores
de captação nas sociedades de arrendamento mobiliários (Bolsas de Valores).
mercantil, para a emissão de debêntures. d. valores imobiliários (títulos) de sua emissão podem
ser negociados diretamente no mercado imobiliário
453. (CVM/FCC/2003) A principal inovação do Novo Merca- organizado.
do, em relação à legislação, é a e. títulos emitidos estão disponíveis para negociação
a. proibição de emissão de ações ordinárias. com outras empresas, utilizando o sistema bancá-
b. proibição de emissão de ações preferenciais. rio e dispensando o uso da Bolsa de Valores.

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458. (CVM/Esaf/2010) Entende-se por companhia aberta c. O cancelamento do registro de companhia aberta,
aquela que: também denominado fechamento de capital, pode
a. adota estrutura de sociedade em comandita por ser autorizado pela CVM se a companhia emissora
ações que são de titularidade de membros da mes- ou o controlador adquirirem pelo menos 60% das
ma família. ações em circulação.
b. limitada, regida supletivamente pela lei de S.A, d. Para fins de fechamento de capital, as ações em
emite debêntures subscritas pelos cotistas. tesouraria são consideradas ações em circulação
c. é sociedade por ações emissora de debêntures no mercado que precisam ser adquiridas.
para subscrição pública. e. A distribuição pública de valores mobiliários deve
d. a título de prêmio, oferece opções de subscrição ser registrada na CVM em até quinze dias após a
aos empregados. sua realização.
e. é sociedade por ações, cujo capital é titulado por
muitas pessoas. 462. (CVM/NCE-UFRJ/2008) Nos termos da Lei nº 6404 de
15 de dezembro de 1976, a companhia ou sociedade
459. (CVM/Esaf/2010) Dizer companhia aberta significa: anônima terá o capital dividido em ações e a respon-
a. sociedade limitada cujas cotas são transferíveis sabilidade dos sócios ou acionistas está limitada ao
para terceiros não sócios. seguinte parâmetro:
b. sociedade anônima que emite debêntures priva- a. valor do patrimônio líquido da companhia;
das. b. valor de mercado das suas ações;
c. sociedade anônima cujas ações circulam com res- c. preço de emissão das ações subscritas ou adqui-
trições. ridas;
d. sociedade que emite valores mobiliários para cap- d. sua participação no capital social da sociedade;
tar poupança popular. e. valor econômico da companhia.
e. sociedade em comandita por ações.
463. (CVM/NCE-UFRJ/2008) A legislação societária brasi-
leira define a companhia aberta como aquela que:
460. (Caixa/Cespe/2010) Em relação a sociedades anôni-
a. possui mais de dois acionistas e o seu capital social
mas e mercados de capitais, assinale a opção correta.
está dividido em ações ordinárias e preferenciais;
a. A formulação de oferta pública de aquisição de
b. os valores mobiliários de sua emissão estejam ad-
ações com a finalidade de fechamento de capital
mitidos à negociação no mercado de valores mo-
de companhia aberta deve fundamentar-se em pre-
biliários;
ço justo, apurado com base em critérios estabele-
c. publica seus atos societários e demonstrativos fi-
cidos pelo CMN.
nanceiros em jornal de grande circulação;
b. Os administradores de companhia fechada são
d. possui uma carteira de investimento diversificada
obrigados a comunicar imediatamente à bolsa de
em valores mobiliários;
valores, bem como a divulgar pela imprensa qual-
e. do seu quadro societário podem participar acionis-
quer deliberação dos órgãos estatutários que pos- tas estrangeiros.
sa influir no mercado de valores mobiliários.
c. Considerando-se que o capital social de uma com- 464. (BB/FCC/2006) Analise:
panhia tem por finalidade integrar a atividade pro- I – Natureza das informações que devam ser divulga-
dutiva da sociedade, é obrigatório que esse capital das.
seja formado com contribuições em dinheiro. II – Padrões de contabilidade, relatórios e pareceres de
d. A responsabilidade patrimonial dos sócios ou acio- auditores independentes.
nistas de uma companhia tem como limite o valor III – Relatório da administração.
de mercado das ações.
e. Os titulares de 15% das ações de companhia aber- Constitui objeto de normas expedidas pela Comissão
ta podem requerer a revisão do preço proposto de Valores Mobiliários aplicáveis às companhias aber-
pelo controlador para a oferta pública de aquisição tas o que consta em
de ações tendente ao fechamento de capital. a. II e III, apenas.
b. I e III, apenas.
461. (Caixa/Cespe/2010) Em relação ao mercado d