Você está na página 1de 3

ADM DO TERCEIRO SETOR – ADMINISTRAÇÃO – 1ª UNIDADE

O Primeiro Setor é o poder público (governo) que é responsável pelas questões sociais. O
Segundo Setor corresponde à iniciativa privada com fins lucrativos e o Terceiro Setor é aquele que atua
exclusivamente com preocupações e práticas sociais, executam atividades sem fins lucrativos e
promovem a geração de bens e serviços de caráter público. Dentre as organizações que compõem o
Terceiro Setor estão as ONGs (Organizações Não Governamentais), as instituições religiosas, as
entidades beneficentes, os centros sociais, os clubes, serviços etc. Uma característica importante dessas
organizações é que elas contam com uma grande quantidade de voluntários e atuam prestando serviços
para a sociedade menos favorecida, que não consegue receber os serviços do poder público (Primeiro
Setor), nem contratar os serviços do setor privado (Segundo Setor).
Esse setor movimenta mais de um trilhão de dólares por ano, o que o coloca na posição de oitava
economia mundial, quando comparado ao PIB das nações mais ricas (REBRAF). É indiscutível a
importância do Terceiro Setor e isto se deve às mudanças e inovações sociais obtidas através da militância
das organizações que somam esforços para contribuir com a melhoria da qualidade de vida da sociedade
menos favorecida.
O Terceiro Setor “é um conjunto de atividades de interesse público, espontâneas, não governamentais
e não lucrativas, realizadas em benefício geral da sociedade, independentemente dos demais setores (Estado
e Mercado), embora possa ou deva receber deles colaboração” (NAVES, 2003, p. 574)
Já na definição de Salamon e Anheier (1997), que é a mais amplamente utilizada e aceita,
denominada estrutural/operacional para o conjunto do Terceiro Setor, as organizações que fazem parte desse
setor apresentam cinco características:
Estruturadas: possuem certo nível de formalização de regras e procedimentos, ou algum grau de
organização permanente. São, portanto, excluídas as organizações sociais que não apresentem uma
estrutura interna formal.
Privadas: essas organizações não têm nenhuma relação institucional com governos, embora
possam dele receber recursos.
Não distribuidoras de lucros: nenhum lucro gerado pode ser distribuído entre seus proprietários
ou dirigentes. Portanto, o que distingue essas organizações não é o fato de não possuírem “fins
lucrativos”, e sim, o destino que é dado a estes, quando existem. Eles devem ser dirigidos à
realização da missão da instituição.
Autônomas: possuem os meios para controlar sua própria gestão, não sendo
controladas por entidades externas.
Voluntárias: envolvem um grau significativo de participação voluntária (trabalho não
remunerado). A participação de voluntários pode variar entre organizações e de acordo com a
natureza da atividade por ela desenvolvida
O que caracteriza cada setor em relação aos recursos financeiros:
 Primeiro Setor: dinheiro público para fins públicos;
 Segundo Setor: dinheiro privado para fins privados;
 Terceiro Setor: dinheiro privado para fins públicos
Nem toda entidade beneficente ajuda prestando serviços a pessoas diretamente. Uma ONG que defenda
os direitos da mulher, fazendo pressão sobre nossos deputados, está ajudando indiretamente todas as
mulheres, além disso, é possível ajudar com doações, financiamentos, prestando serviços, etc.
O terceiro setor surge na tentativa de suprir as deficiências do estado:
De um extremo ao outro do mundo, são notórias as ações voluntárias organizadas através de associações,
fundações e instituições similares, com evidente contribuição para o desenvolvimento econômico, social e
político das nações, já voltadas a realização de inúmeras atividades não atendidas ou deixadas sob a
responsabilidade do Estado. Segundo MELO NETO & FROES (1999:9), as principais causas que têm
levado o terceiro setor a tal crescimento são, principalmente, as seguintes: crescimento das necessidades
socioeconômicas; crise no setor público; fracasso das políticas sociais tradicionais; crescimento dos serviços
voluntários; degradação ambiental, que ameaça a saúde humana,crescente onda de violência que ameaça a
segurança das populações, maior adesão das classes alta e média a iniciativas sociais; maior apoio da
mídia; maior participação das empresas que buscam a cidadania empresarial.

COOPERATIVAS

Cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer
necessidades econômicas, sociais e culturais, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e
democraticamente gerida. Encarando a cooperativa como uma empresa, o ponto de partida é a autogestão. O
governo brasileiro levou as cooperativas e cooperadores a uma cultura de dependência assistencialista,
fazendo com que, ainda hoje, muitos fiquem a esperar paternalismo, incapazes de pensar como empresas
auto-gestionadas. Tachizawa (2004, p.307) explica: Constitui-se com a finalidade de inserir no mercado
econômico as pessoas em desvantagens, por meio do trabalho, fundamentando-se no interesse da
comunidade em promover a pessoa humana e a integração social dos cidadãos. Entre suas atividades esta a
organização e gestão de serviços sócio-sanitários e educativos e o desenvolvimento de atividades agrícolas,
industriais, comerciais e de serviços, por meio de programa especiais de treinamento com o objetivo de
aumentar a produtividade e a independência econômica e social desse. Criada e disciplinada pela Lei nº
9.867/99
UM NEGÓCIO COM PRINCÍPIOS: Das dificuldades individuais surge a decisão coletiva.
Fundamentado em um Lei Orgânica – Estatuto Decisões democráticas – Assembléia Geral Resprito a Lei de
16/12/71
Noções Básicas COOPERATIVISMO: Vem da palavra cooperação e é uma doutrina cultural e sócio-
econômica que consagra os princípios fundamentais de liberdade humana, apoiada por um sistema de
educação e participação permanente.
O QUE É COOPERAR ? Unir-se a outras pessoas para conjuntamente enfrentar situações adversas, no
sentido de transformá-las em oportunidades e bem estar social. “Para todo problema econômico há uma
solução cooperativa”. (Charles Gide)
PRINCÍPIOS DO COOPERATIVISMO:
Os princípios surgiram em 1844, antes da ACI Em 1895 surge a Aliança Cooperativa Internacional “ACI”
Com a evolução do pensamento e das sociedades surge a necessidade de modernizar os princípios do
cooperativismo Em 1995, após duas outras reformulações e 1966, a ACI reformulou e adaptou os princípios
do cooperativismo em vigor.
1°- Adesão Livre e Voluntária: Cooperativas são organizações voluntárias, abertas para todas as pessoas
aptas para usar seus serviços e dispostas a aceitar suas responsabilidades de sócio, sem discriminação de
gênero, social, racial, religiosa ou política. Ninguém é obrigado a entrar e nem impedido a se retirar. Para
deixar de ser sócio, basta estar em dia com suas obrigações.
2°- Gestão Democrática pelos Sócios: É o ato pelo qual nós dirigimos e orientamos uma sociedade
cooperativa com auxilio, cooperação e decisões de todos os associados. Nas cooperativas primárias, os
sócios têm igualdade na votação (um sócio, um voto
3°- Participação Econômica dos Sócios: Os sócios contribuem eqüitativamente e controlam
democraticamente o capital de sua cooperativa. Pelo menos parte desse capital é usualmente propriedade
comum da cooperativa.
4°- Autonomia e Independência: As cooperativas são organizações autônomas de auto ajuda controladas
por seus membros. Portanto, cada cooperativa é autônoma, seus associados é que devem decidir sobre suas
atividades, definir sua missão, objetivos e metas.
5°- Educação, Formação e Informação: As cooperativas oferecem educação e treinamento para seus
sócios, representantes eleitos, administradores e funcionários, assim eles podem contribuir efetivamente para
o seu desenvolvimento. Eles informam o público em geral, particularmente os jovens e os lideres
formadores de opinião, sobre a natureza e os benefícios da cooperação.
6°- Cooperação entre Cooperativas As cooperativas atendem seus sócios mais efetivamente e fortalecem o
movimento cooperativo trabalhando juntas, através de estruturas locais, nacionais, regionais e
internacionais. O individualismo, o bairrismo e o ciúme são ações que não fazem parte do cooperativismo.
7°- Interesse pela Comunidade As cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas
comunidades por meio de políticas aprovadas por seus sócios.
Valores do Cooperativismo
Ajuda mútua; responsabilidade; democracia; igualdade; equidade e solidariedade