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RETRATO E SOCIEDADE NA ARTE ITALIANA ○ Atenção volta-se ao interior do indivíduo, sua santidade.

Processo de idealização e abstração;


● História sobre o artista: história social da arte;
○ Séc. V​: Paolino da Nola “homem terreno ou celeste?”;
● História da arte: sobre a obra de arte (cruzada por contexto);
imagem do imperador se encontra numa esfera suprema
● Renascimento: retoma influências greco-romanas:
(consequência da mudança da ideologia imperial);
○ Cultura humanista -> razão -> eu
○ Séc. IV​: retratos se tornam caracteres repetidos,
○ Estado moderno -> absolutismo (reis) -> burguesia (livre)
constituindo uma tipologia;
○ Retrato: crime;
■ Homem semelhante a Deus -> adotam-se formas
○ Retratos de homens: reprovados;
geométricas (valor privilegiado), estrutura
○ Vaidade: toma formas mercantis.
quadrangular do rosto;
● Máscaras funerárias: retrato;
■ Retrato de Cristo: torna-se retrato por excelência;
● Ciências naturais: fisionomia -> aspectos anatômicos móveis;
■ Traços físicos assumem significados simbólicos;
● Naturalismo.
■ Retrato como estudo fisionômico dos indivíduos
singulares não é objetivado pela arte medieval.
○ IDADE MÉDIA
○ Alta Idade Média​: mínimo interesse pelo retrato;
■ Felipe, o Belo acusa Bonifácio VIII de heresia
■ Naturalismo medieval substituiu o da época
(idolatria) por ter posto nas igrejas estátuas feitas
clássica -> naturalismo simbólico (tipicidade antes
à sua imagem, a fim de autocelebração (sentido
da autenticidade);
retomado na segunda metade do séc. XVI);
■ Criação/conservação de determinados
○ Conclusão dos juízes: o retratos do papa substituem o
personagens;
modelo; substitutivos de função mágica, como antigos
■ Retrato papal: indivíduos investidos de missão
ídolos. Mau uso da imagem;
superior;
○ Séc. III​: retrato (complexo e rico na arte romana) sofreu
■ Situações sociais: celebração, monumentos
grande mudança por conta da transformação da
funerários;
totalidade do sistema artístico;
■ Séc. XIII​: retrato do indivíduo retorna;
● Corte de Frederico II: retratos do ■ Séc. XIV​: rei Roberto d’Anjou com são Ludovico:
imperador e seus conselheiros colocados além da imagem do doador, entra como
nas portas da cidade (lugar de antigos protagonista no quadro. Significado
ídolos); político-dinástico;
● Obras de sentido POLÍTICO e grande ● Louvre: retrato em madeira, rei Jean le
valor cultural; Bon: talvez o primeiro retrato autônomo da
● Buscam no mundo clássico o naturalismo pintura europeia.
perdido; ■ Centro de Avignon​: artistas italianos
● Transformação da ideia de natureza, trabalhavam na corte pontifical:
função e aspecto da imagem; ● Simone Martini: efígie do cardeal
■ Monumentos funerários: semelhança fisionômica: Stefaneschi e imagem de Laura;
● Interesse pela individualização; ● Importante na história do retrato pelo
● Conservar imagem precisa dos traços significado político de atualização ao
exteriores do modelo. misturar retratos de contemporâneos em
■ Imagens do rei e do papa; episódios de lendas hagiográficas.
■ Descoberta do rosto humano na pintura sofrerá
atraso; ○ SÉCULO XV - Florença
■ Giotto​: inovadora capacidade de representar: ○ PRIMEIRA METADE
● Mudar esquemas representativos dos ■ Multidão pintada nas paredes de igrejas,
objetos singulares da representação; narrativas evangélicas, celebrações, personagens
● Interferiu na relação entre os elementos contemporâneos substituem personagens sacros;
representados; ■ Retratos de doadores de obra religiosa;
● Racionalização da representação; ■ Afrescos da Sagração: retratos ao natural;
● Linguagem Giotesca: rostos da Capela ● Celebração de um acontecimento
Peruzzi (medalhões). contemporâneo;
● Introdução de indivíduos contemporâneos diferentes a imagem sagrada e o doador
em representações pertencentes a outro terrestre);
tempo. ● Pintura nórdica​: influência italiana,
■ Mito Mediciano (seio do círculo cultural praticou retrato de perfil até 1420;
neo-aristocrático): ● Culturas ocidentais​: mitos do nascimento
● Um dos responsáveis: Vasari. da pintura (silhueta);
■ Vasari: na busca de modelos ao natural tenha ● Assumiu função genealógica, utilização
forçado as identificações -> contribui para o limitada.
nascimento da interpretação contemporânea das ■ Retrato civil​: grandes afrescos das igrejas;
pinturas sacras (Florença); ■ Retrato do príncipe​;
■ Alberti: rostos conhecidos atraem os olhares; tem ■ Retrato de corte​: função de glorificação:
força aquilo retratado como a natureza; ● Celebrar o senhor, mostrar seu poder,
■ Retratos autônomos​: na representação de um exaltar-lhe virtude, família, hábitos, etc.
ou dois indivíduos: ■ Primeiro retrato individual representado de frente:
● Finalidade de reproduzir o modelo; Andrea del Castagno
● Pouco numerosos; ○ METADE
● Adotam o ​PERFIL​. ■ Busto-retrato​: viris, forte caracterização na
■ Perfil​: grande papel na evolução do retrato; expressão, feições:
influências clássicas; ● Equivalente plástico do retrato flamengo);
● Simplicidade do perfil em ser talhado em ● Alguns em homenagem a defuntos, glória
moedas antigas (numismática); da família;
● Fórmula empregada a fim de celebração; ● Conserva, exibe e honra as imagens;
● Significado na tradição florentina deve ● Expostos ao público;
ter-se tornado estável, sobrepondo-se ao ● Feitos em terracota, gesso e afins;
significado original (colocar em planos ● Fama relacionada ao culto dedicado por
Plínio ao retrato monumental;
● Atenção naturalista aos rostos ligada à retrato moderno, também limitaram o
modelagem em gesso; desenvolvimento do gênero por um período de
● Interesse pelo estudo da fisionomia; tempo.
● Necessidade de individualização e ○ SEGUNDA METADE
caracterização: diversidade dos homens. ■ Cortes de Urbino, Milão, Mântua, Ferrara: artista
■ Retrato esculpido​; desfrutava de privilégios maiores que em
■ Retrato do jovem com uma moeda de Cosimo; Florença;
■ Membros da aristocracia florentina representados ■ Veneza​: papel da imagem do doge aproxima a
em diversas cenas: estética veneziana da milanesa / grandes pinturas
● Anunciação a Zacarias​: galeria de sobre tela (função cívica e religiosa) aproxima-se
patrícios; do ciclo mural de Florença:
● Cópias desses retratos eram distribuídas ● Antonello de Messina​: confere
às famílias que haviam encomendado ou significado heróico às imagens sem peso
participado das despesas/decoração das erudita;
capelas. ● Retratos dessa época estão entre os
■ Exaltação específica de um grupo hegemônico e maiores da pintura europeia
de seu círculos: contemporânea;
● Ciclos ordenados por associados do ● Perdem função genealógica, ética e
Medici, colaboradores, devedores, etc. histórica para ser objeto de ​FRUIÇÃO
■ Nobreza dos personagens representados ESTÉTICA​;
confere prestígio ao drama/cena sacro(a); ● Passagem do retrato de objeto de
■ Finalidade de propaganda; testemunho genealógico para objeto de
■ Retrato florentino permaneceu mais cívico e coleção: fenômeno na Roma Clássica.
biográfico que psicológico; ■ Aprofundamento da observação e da
■ Os mesmos motivos (séc. XIV) que permitiram a representação psicológica conclui-se um período
elaboração de instrumentos para criação do crucial para a história do retrato;
■ Auto-retrato do artista​: mudanças de função e ■ Situação não é igual em toda a Itália: áreas
significado: caracterizadas por um desenvolvimento diferente
● 1500: efígie de Perugino; do retrato;
● 1501: Pinturicchio pinta seu retrato como ■ Oposição entre os domínios imperiais e a
ornamento de interior numa das paredes república de Veneza;
da galeria onde se encontra o episódio da ■ Retrato de estado​: surge das novas exigências
Anunciação; de apresentação dos senhores eclesiásticos e
● Imagem do artista (inserida em suas laicos, papa, imperadores, príncipes, soberanos:
obras) é sua marca: tomar posse de seu ● Ressaltar o caráter público do modelo e
produto, torná-lo inalienável; da imagem;
● Luca Signorelli: não se mistura à cena, ● Evidenciar sinais do exercício do poder,
presente em outro plano; tanto pelos trajes, pose, expressão do
● Sphragis​: selo do artista. olhar, etc;
● Despersonalização;
○ SÉCULO XVI ● Rafael: Leão X, Júlio II;
■ Modos de apresentação mudam: ● Evolução para um retrato onde a pessoa
● Primeiros anos​: caracterização representa uma certa classe social;
psicológica e maior peso à personalidade ● Ticiano​: personagens rodeados de aura
do modelo; simbólica, atributos, instrumentos e
● Segunda metade​: características físicas objetos cheios de alusões, imagem que
fixadas/exaltadas; modelo: pose áulica. ocupa o campo dos significados
■ Por trás está a mudança da função da imagem e alegóricos, supra-individuais, mas sem
a história da Itália no séc. XVI: parecer despersonalizado, lida como
● Refeudalização, novos métodos de metáfora e história.
governo, estruturas burocráticas, ● Retratos combinados;
Contra-Reforma;
● “Crise” do gênero: culpa da produção em ■ Fórmula obtém ​êxito ​por conta do público
série? cultivado, um grupo social que busca no retrato
● Frieza em relação a este retrato é signo algo diferente da imagem fixa;
de uma virada na evolução do retrato; ■ Reconhecido o valor da introspecção: desejo de
■ Processo de despersonalização está em curso na parecer reflexivo, mostrar sensibilidade e cultura:
Itália há um bom tempo, mas não avança no mudam também os atributos (acessórios);
mesmo ritmo em todos os centros; ■ Surgem efígies de poetas, escritores e
■ Retrato como expressão de um estado da intelectuais;
alma​: Giorgine dava maior flexibilidade e relevo ■ Retrato com o secretário​: de dois personagens:
às suas obras, pintava sem estudo prévio no ● Instrumento e auxílio no exercício do
papel. Pinturas de caráter direto e imediato; poder;
● Homem por Giorgine: examina o ● Célebre intelectual do tempo;
espectador de soslaio, lábios contraídos ● Novos elementos para história das
de forma enigmática; relações entre o intelectual e o poder.
● Mostrar uma irrepetível condição ■ Retrato reflexivo, etc, não obteve sucesso em
existencial; Veneza:
● Aberto a diversas interpretações; ● Lotto refugiou-se na província;
● Não faz uso de símbolos fixos para ● Fórmula despertava preocupações;
identificação do personagem ● Crise e temor pelo futuro;
representado. ● Busca de uma beleza nova e diferente;
■ Técnica pictórica, pintura tonal mudam: oposição ● Propostas não repercutem, soluções
ao contorno linear e cromático da imagem, assim alternativas rejeitadas pela classe
como o assunto, conteúdo, rejeita classificação dominante.
unívoca; ■ Inquietação dos primeiros maneiristas florentinos:
reconsideração dos elementos formais, crise
geral dos valores (desmoronamento dos Estados ■ Retrato augusto​: protocolo internacional das
italianos); cortes o impõe, igual em toda parte, salvo as
■ Província Vêneta​: atraso do abalo dessa variações pessoais de qualidade;
situação: ■ Princípio da semelhança importa menos que o da
● Interior: pintores trabalham para média conformidade da imagem à função;
burguesia e aristocracia privada de poder ■ Nova ordem absolutista necessitava de um
político real. certo tipo de retrato, exigências da religião
■ Popularidade do retrato na primeira metade do são renovadas​: interrogação sobre a moralidade
séc. XVI: destinação e consumo por camadas e legitimidade do gênero:
sociais não muito elevadas; ● Cardeal Paleotti: aceita alguns tipos de
■ Retratos artesãos multiplicam-se; figuração e reprova outras:
■ Lomazzo critica: na época do romanos só se ○ Estátua do príncipe: produz efeito
representavam príncipes, etc, depois o retrato sobre os súditos.
perdeu a dignidade ao representar qualquer outra ○ Outros tipos: finalidades honestas;
pessoa; ○ Restante: só deveriam fazer
● Quem é digno de ser retratado: resolve-se retratos de pessoas virtuosas
pela escolha das expressões, trajes, (bondade moral, santidade cristã);
atributos, ​idealização ​do personagem, ○ METADE
ocultando seus defeitos, conferindo aura ■ Veneza​: fachadas de igrejas tratadas como
que o eleve; monumentos funerários à glória de uma pessoa
● Decoro artificial​: quando o pintor atribui ou família;
ao personagem o aspecto, expressão e ■ San Giuliano​: retrato na entrada de igreja;
comportamento que deveria ter conforme ■ Fórmula de sucesso em Veneza;
seu estado, função. ■ Laicização da iconografia religiosa;
■ Roma​: tais retratos se ocultavam nos interiores;
■ Uso de pedras que criam efeito ilusionista;
○ FINAL ● Inspiração distingue o artista. Retratista
■ Estagnação do retrato de corte​: tendências deve revelar o caráter e essência do
naturalistas: homem. Caricaturista revela o homem
● Reforma católica: condenação da verdadeiro por trás da presunção.
idealização;
● Pintor deve seguir a regra do historiador ○ SÉCULO XVII
que narra o fato como ele é; ○ INÍCIO
■ Bolonha​: ■ Não existe estilo dominante;
● Caricatura​: retratos semelhantes ao ■ Roma: Caravaggio, Annibale;
modelo, mas que agrava ou aumenta ● Cronista: Ottavio Leoni:
desproporcionalmente seus defeitos. No ○ Fazer história através do retrato
todo aparecem como são, mas não nas desenhado.
partes; ■ Rubens: Roma, Gênova, Mântua, Veneza;
● Posição polêmica contra a ■ Retrato internacional: faz vibrar o pesado traje
despersonalização; espanhol de rendas, figuras parecem executadas
● Privilegia o privado, peculiar, irrepetível, de uma só pincelada;
acentuando aquilo que é, ridicularizando a ■ Van Dyck: voltado para o colorido de Ticiano;
vaidade da pretensão àquilo que deveria ■ “Retratos semelhantes e sem arte, outros com
ser. arte, mas sem semelhança”, Giulio Mancini;
■ Exigências de linguagem simples (Reforma ○ METADE
Católica, Paleotti) contribuíram para saída do ■ Bernini​: busto barroco. Personagens esculpidos
retrato de um conformismo excessivo; desfrutaram de prestígio e influenciaram a
■ Deve atingir uma verdade profunda que técnica-piloto da pintura para a escultura no
ultrapasse o registro do natural, não imitação, retrato italiano;
mas sim uma criação: ■ Graças ao modo de trabalhar no mármore,
obtêm-se efeitos mais vibrantes e pictóricos:
● Bernini: problema ao achar meios mais de seguir/antecipar tendências; propõe as
adequados de transformar a matéria; alternativas.
○ Deseja chegar a uma escultura
que tenha a mesma capacidade ○ SÉCULO XVIII
expressiva e ilusionista da pintura; ■ Retratos na Europa do séc. XVIII: Hogarth,
○ Vontade de personalizar o retrato Reynolds, Goya;
para que ultrapasse a ■ Atinge apogeu jamais alcançado;
caracterização dos traços: ■ Depois de Bernini nenhum artista estrangeiro foi
expressão e movimento; acolhido em Paris com o mesmo respeito;
○ Retratos mais pessoais: facilidade, ■ Preferência pelo toque ligeiro do pastel:
extroversão, mobilidade -> retrato ● Rosalba​: Polônia, Paris, Viena, Veneza
espontâneo, mundano. (estrangeiros de passagem);
■ Algardi​: persegue no retrato um ideal de realismo ● Veneza​: seu estilo não se afirma
enobrecido por apelos clássicos: exclusivamente, convive com fórmulas
● Personagens nobres e dignos, pensativos, convencionais do retrato de aparato (traje
sóbrios, eloquentes; tem grande importância).
● Preferência estética por uma forma de ■ Fra Galgario​: maior retratista do séc. XVIII;
apresentação mais respeitosa da ■ Pintura do Século das Luzes: já não é mais de
gravidade e da reserva. corte, bajuladora ou panegírica;
○ FINAL ■ Jacopo Ceruti​: quadros com camponeses,
■ Bernini​: tendeu a uma maior gravidade, lavadeiras, mendigos, soldados. Retratista de
consciência do prestígio, responsabilidades fidalgos de província, eruditos, moças:
sociais, reflexão moral e mais elaborada; ● Evita a anedota: reduz cada um a uma
● Dominou o século XVII: invenções, humanidade comum.
arroubos, mudanças de estilo, capacidade ■ Nápoles:
● Travesi: consciência de um momento ● Batoni: retratista da moda entre milordes
histórico preciso graças a caracterização ingleses e aristocratas em Roma;
dos rostos. ● Retrato intelectual​: nos modelos é
■ Diante do compromisso moralista, desaparece a exaltado o traço sensível de homem de
separação entre história, gênero e retrato. gosto.
■ Gêneros abolidos em nome da criatividade, mas ■ Raphael Mengs​: pintor filósofo saxão.
sua posição revolucionária permaneceu isolada ● Buscou um retrato despojado e
devido ao rumo da história: introspectivo;
● Séc. XVIII: problema do valor moral da ● Retrato como máscara (vício): esforça-se
imagem é objeto de discussões. por fazer o retrato mentir.
● Para uns a moralidade estava na fatura, ■ Lavater/Goethe: retrato tem importância
para outros, na escolha e apresentação comparável ao quadro histórico;
dos assuntos; ■ Vontade de legitimar o novo poder: volta do
● Moralidade: representação crítica da retrato de estado:
realidade contemporânea, proposta de ● Interrupção para pintura burguesa
modelos de comportamento. Traversi-Longhi;
■ Diderot​: é histórica uma pintura que apresente ● Movimento neo-clássico faz ruinoso
exemplos morais num contexto atual e cotidiano; desvio da seriedade de Mengs;
■ História do retrato italiano (a partir do retrato de ■ Hiato forçado traz consequências: propostas dos
estado) é a história da justificação e idealização pintores modernos italianos não receberam no
do presente. país o apoio ativo de um forte grupo burguês,
■ Caminhos diferentes: outros artistas saem das como na França e Inglaterra:
normas do retrato de aparato barroco: ● Interrompe-se uma linha de
● Identificação do gosto e do senso moral desenvolvimento que teria mantido a arte
(Shaftesbury) estimula aprendizado do italiana ao compasso da arte europeia.
belo;
○ SÉCULO XIX ○ SÍNTESE
■ Retrato italiano tem destino modesto, sofre de ■ Primeiro momento: não reconhece crise europeia
falta de vigor; do gênero;
■ Neoclassicismo: (linguagem internacional) o nível ■ Retrato ainda ocupa lugar privilegiado;
ainda se mantém; ■ Vaga percepção da mudança no estatuto da
■ Romantismo/realismo/impressionismo: crise imagem;
expressiva interrompe o curso da arte italiana: ■ Declaração do manifesto técnico: para ser uma
● Escolas locais se extinguem, clientes obra de arte o retrato não deve assemelhar-se a
tradicionais desaparecem; seu modelo;
● Artistas italianos perdem contato com as ■ Morte do retrato: Revolução industrial, reprodução
culturas figurativas europeias. técnica e alienação da sociedade capitalista.
■ Burguesia europeia​: celebra nos retratos faustos
e triunfos, multiplicação e miniaturização industrial
do retrato (selo de correio). Redescoberta e
reavaliação do retrato italiano do Renascimento;
■ Itália​: participa de modo marginal da epopeia do
retrato burguês por causa da grave crise
expressiva que condena seus artistas ao
provincianismo e carências materiais do grupo
social de onde haviam saído, em outros países,
os clientes dos retratos “grandes-burgueses”.

○ VANGUARDA
■ Itália: novo contato com a cultura europeia;