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Observação:

Os documentos integrantes desta seção enfocam a corrosão em tubulações. Estamos preparando material didático
específico, abordando de um modo objetivo e simples "O que é corrosão", para que estudantes e outros
interessados possam ter um conhecimento geral sobre o assunto.

Corrosão em tubulações - Artigo traduzido por Rodolfo Huhn


Conceito - Métodos de Controle - Lei de Ohm - Sistemas Aplicados

Sumário

Corrosão
Conceito Lei de OHM
Condições para existência de uma Célula de Corrosão Enunciado
Célula de Corrosão de Metal Dissimilar Definições
Série Galvânica Prática Corrente
Outas Causas de Células de Corrosão Resitência
Tubulação Nova e Tubulação Velha Efeito do pH no solo
Corrosão resultante de Solos Dissimilares

Métodos de Controle Sistemas Aplicados


Isolamento Elétrico
Revestimentos Anodo Galvânico
Proteção Catódica Corrente Impressa

O que é corrosão? (I)

As pessoas têm as mais diversas respostas para "O que é corrosão". Alguns
dizem que é oxidação, outras dizem que é um ataque químico, enquanto alguns
dizem que é um fenômeno elétrico, a eletrólise. Cada uma dessas respostas é
parcialmente verdadeira. Excetuando alguns tipos não usuais de corrosão, como
bacteriana ou por ataque químico direto, pode-se dizer que a corrosão, como
normalmente encontrada numa tubulação metálica, é, basicamente, um
processo eletroquímico por natureza.

Uma tubulação é essencialmente um pedaço de metal envolvido por um


eletrólito. Ao longo do tempo, os potenciais elétricos podem variar de um ponto
da tubulação para outro, como resultado da existência de áreas anódicas e
catódicas. Estas áreas de diferentes potenciais elétricos são a base para uma
célula de corrosão.

Algumas condições especificas devem estar presentes antes que uma célula de
corrosão passe a atuar:

1. Existência de um anodo e de um catodo.


2. Existência de um potencial elétrico entre o anodo e o catodo. (Este
potencial pode ter diversas origens em tubulações.)
3. Deve existir um caminho metálico conectando elétricamente o anodo e o
catodo.
4. O anodo e o catodo devem estar imersos num eletrólito eletricamente
condutivo. A mistura de solo comum ou água, circundando as tubulações,
é o suficiente, normalmente, para preencher estas condições.

Desde que estas condições estejam presentes, uma célula de corrosão é criada,
uma corrente elétrica fluirá, e metal será consumido no anodo. Se uma dessas
quatro condições for removida, a corrosão é interrompida. (Ver Figura 1).

- Figura 01 -

O anodo e o catodo de uma célula de corrosão podem estar afastados entre si


por alguns centímetros ou metros, dependendo da origem da causa da diferença
de potencial entre os dois pontos. A taxa de corrosão é diretamente
proporcional à taxa do fluxo de corrente. A taxa do fluxo de corrente é afetada
por diversos fatores; entre estes: resistividade do solo, eficiência do
revestimento da tubulação.

A pressão elétrica entre o anodo e o catodo, resulta numa migração de eletrons


do anodo para o catodo, ao longo do caminho metálico. No anodo, com a perda
de elétrons, permanecem átomos de carga positiva de ferro que se combinam
com íons do ambiente carregados negativamente (HO-), formando hidróxido
ferroso, que, por sua vez, normalmente, reage a seguir para formar hidróxido
férrico (Ferrugem).

No catodo, um acréscimo de eletrons chegaram do anodo. Este acréscimo de


íons carregados negativamente se combinam com íons de hidrogênio, do
ambiente, carregados positivamente, formando hidrogênio (H2). Este hidrogênio
no catodo é a base do filme de polarização, como será detalhado mais tarde.

Para uso prático, o fluxo de corrente é definido em termos do conceito


convencional, que é contrário ao conceito atual de fluxo de elétrons. A Figura 1
mostra a direção convencional, de + (mais positivo) para - (mais negativo) na
parte metálica do circuito. O circuito é completado pelo eletrólito. A Figura 2 e
Figura 2A são representações esquemáticas da corrosão, mostrando a direção
da corrente na sua forma convencional.

- Figura 02 -

- Figura 02A -

Os seguintes pontos devem ser lembrados em termos de fluxo de corrente


convencional:

1. O fluxo de corrente convencional, no circuito metálico, será no sentido do


catodo para o anodo;
2. O fluxo de corrente convencional, no eletrólito, será no sentido do anodo
para o catodo;
3. O metal é consumido onde a corrente deixa a estrutura para entrar no
eletrólito que a envolve;
4. O metal que recebe corrente suficiente do eletrólito envolvente não é
corroído.
O que é corrosão? (II)

Célula de Corrosão de Metal Dissimilar

A célula mais simples de visualizar é a célula de corrosão de metal


heterogêneo. Esta célula pode ser criada quando metais diferentes são
empregados na construção de uma tubulação, desde que exista um contato
elétrico entre eles e desde que eles estejam em contato com um eletrólito
comum (solo ou água). Sob tais condições, pode-se esperar que em qualquer par
de metais exista um potencial elétrico entre eles. A magnitude deste potencial,
e qual dos metais desrá anódico, irá normalmente depender da posição dos
metais na série de força eletromotiva.

A posição relativa destes metais é mostrada na "Série Galvânica Prática". Todos


os potenciais são medidos tendo como referência um eletrodo padrão de cobre-
sulfato de cobre (ou "meia-célula") comumente usado em teste de controle de
corrosão de tubulações no campo.

Série Galvânica Prática

VOLTS ( *
METAL
)
Magnésio comercial puro -1.75

Liga de Magnésio (6% Al, 3% Zn,


-1.60
0.15% Mn)

Zinco -1.10

Liga de Alumínio (5% Zn) -1.05

Alumínio comercial puro -0.80

Aço acalmado (limpo e brilhante) -0. 5 a -0. 8

Aço acalmado (enferrujado) -0.4 a -0.55

Aço fundido (não grafitado) -0.50

Chumbo -0.50

Aço acalmado em concreto -0.20

Cobre, Latão e Bronze -0.20

Camada Moída sobre aço -0.20


Tabela 1: ( * ) Potenciais típicos observados em solos neutros e água,
medidos com referência a eletrodo de sulfato de cobre padrão.

A Série Galvânica Prática foi elaborada colocando-se os metais mais ativos


como predominantes, de modo que, de quaisquer entre dois metais
selecionados, aquele predominante será o anodo e o menos ativo o catodo.

Como exemplo da utilização dessa tabela, admitamos uma tubulação


subterrânea de aço com ramais de cobre. A não ser que os ramais de cobre
sejam isolados elétricamente da tubulação de aço, existem as condições para
uma corrosão de metais heterogêneos.

Pode-se ver na tabela, que o ferro (ou aço) aparece numa posição acima da do
cobre, indicando que o aço será o anodo e que será corroído. Este é o caso de
fato e, em solo de baixa resistividade, as linhas de cobre irão produzir uma
corrosão mais grave e rápida da tubulação de aço.

Outras Causas de Células de Corrosão

Quando enterramos uma tubulação isolada de aço no solo, temos um pedaço de


metal num eletrólito. Surge uma pergunta: "Onde está o anodo, o catodo e o
caminho elétrico metálico?" Todos estes três elementos estão presentes na
própria tubulação! Algumas áreas atuam como catodos; a tubulação entre elas
age como um circuito conector. Existem várias razões diferentes pelas quais
uma parte da tubulação atua como um anodo em relação à outra, como
veremos a seguir.

Tubulação Nova e Tubulação Velha

Uma condição bastante semelhante à da corrosão de metais dissimilares ocorre


quando uma nova tubulação de aço é inserida numa tubulação velha -
usualmente em decorrência de substituição por corrosão. O novo trecho de
tubulação é exposto às mesmas condições de solo (= de corrosão); assim, seria
lógico supor que o trecho de tubulação nova deveria ter uma vida útil igual a da
tubulação antiga. Entretanto, esta nova tubulação falhará muito antes que o
esperado. Uma conclusão comum do instalador é que "Não se fabricam mais
tubulações como antigamente".
- Figura 03 -

Na realidade, o caso é uma simples aplicação da tabela de série galvânica


prática da Tabela 1, que mostra que o potencial de uma tubulação nova é
diferente do de uma tubulação velha e enferrujada. Logo, o aço novo é anódico e
é corroído (Figura 3). Uma condição corrosiva semelhante ocorre durante
trabalhos de manutenção num sistema de tubulação existente, quando
ferramentas podem cortar e expor uma área tubulação ficando esta no estado
de "metal branco". Estas áreas "limpas" serão anódicas e podem resultar numa
corrosão agravada em solos de baixa resistividade.

Corrosão resultante de Solos Dissimilares

De forma muito similar como as células de corrosão podem se estabelecer em


metais heterogêneos, uma tubulação de aço atravessando solos heterogêneos
pode estabelecer células de corrosão (Figura 4). O potencial "natural" (ou meia-
célula) de um metal em relação ao seu ambiente, pode variar com as diferenças
na composição do eletrólito.
- Figura 04 -

Um caso clássico de solos dissimilares envolve aço no solo versus aço no


concreto (Figura 5). O ambiente eletrolítico do concreto (usualmente umidade e
alto pH) é totalmente diferente do ambiente do solo usual circunvizinho,
resultando em diferenças significativas no aço em relação ao potencial do
ambiente. Em regra teremos o aço no solo como anódico em relação ao aço
embutido no concreto.

Lei de OHM

A relação entre a diferença de potencial (voltagem), resistência do circuito e a


corrente resultante é expressa pela "Lei de OHM".

I=E/R

Onde:

I = Corrente em ampères

E = Diferencial de voltagem entre o anodo e o catodo

R = Resistência de todo o circuito

Corrente
A corrente é o fator primário na corrosão eletrolítica. A intensidade da corrente
gerada é diretamente proporcional à taxa da perda de metal do anodo. Um
ampère de corrente, descarregando diretamente no eletrólito solo usual, pode
remover, aproximadamente, 10 Kg de aço em um ano. Outros metais possuem
taxas diferentes de consumo, maiores ou menores. As taxas de consumo de
metal são expressas em termos de Kg/A/ano.

Felizmente, é raro se encontrar correntes de corrosão em tubulações que


sequer se aproximam de um ampère num ponto. Na maioria dos casos encontra-
se correntes em valores de miliampères.

Resistência

A "Resistência Aparente" de uma célula de corrosão qualquer é um dos fatores


de controle do intensidade do fluxo de corrente resultante. A resistência
aparente é o resultado simultâneo de resistência em série e em paralelo.

A resistência através do eletrólito entre o catodo e o anodo, e a resistência de


isolamentos irão afetar a resistência aparente. Grandes variações de
resistência podem ocorrer no eletrólito (solo). Podem ser encontradas taxas
variando de milhares (as mais altas) até um (a mais baixa) nos valores da
resistividade do solo. São importantes os tamanhos relativos e as configurações
geométricas das áreas anódicas e catódicas - quanto menor o tamanho da área
anódica ou catódica, maior será a resistência de contato entre ela e o eletrólito,
resultando num fluxo de corrente mais baixo.

Um outro fator importante é o efeito do filme de polarização (hidrogênio) no


catodo. O hidrogênio formado na superfície do catodo pode ser imaginado como
uma camada isolante que introduz resistência ôhmica num circuito e reduz o
fluxo da corrente. Como este filme de hidrogênio cria e aumenta a resistência,
pode parecer que os filmes de polarização possam reduzir o fluxo de corrente
na célula de corrosão para um nível muito baixo. Entretanto, usualmente
existem efeitos despolarizantes que tendem a remover o filme de hidrogênio.
Isto pode ser um efeito mecânico de uma tubulação numa corrente de fluxo, ou
de uma tubulação existente num solo muito aerado, com uma grande
quantidade de oxigênio dissolvido, que irá combinar com o hidrogênio e removê-
lo. Qaulquer que seja o mecanismo de remoção do hidrogênio, o efeito final é
que ele permite que a célula de corrosão se mantenha ativa. O grau de atividade
é uma função da taxa em que o hidrogênio é removido.

Efeito do pH do Solo
É um fato bem documento que o pH do solo tem um efeito direto na vida útil de
tubulações de aço. Mantendo-se todos outros elementos em condições
inalteradas, quanto menor o PH, maior será a taxa de corrosão, resultando numa
diminuição da vida útil da tubulação. A explicação é que um solo com pH menor
promove um nível maior de despolarização das células de corrosão naturais,
aumentando assim a taxa de corrosão. Para efeito de projeto e aplicações em
proteção catódica, um solo de pH na faixa de 5.0 e 9.0 não é, normalmente, um
problema.

Métodos de Controle da Corrosão

Considerando-se como entendidas as condições que causam corrosão, as


técnicas empregadas para controle da corrosão podem ser melhor entendidas.
Os três métodos básicos para mitigação da corrosão eletrolítica de tubulações
são os seguintes:

1. Isolamento Elétrico
2. Revestimentos
3. Proteção Catódica

Isolamento Elétrico

O primeiro passo básico no controle da corrosão é o de isolar a tubulação de


estruturas metálicas estranhas. Uma estrutura metálica estranha pode ser
outras tubulações, conduites elétricos, e provavelmente, a mais comum, aço de
reforço concretado. A Tabela 1 - "Série Galvânica Prática", já vista, mostra que o
aço em concreto será catódico em relação à superfície galvanizada e o aço
acalmado, resultando na criação de uma célula de corrosão e agravamento da
corrosão da tubulação em áreas de solo.

Obviamente o isolamento elétrico não irá prevenir células de corrosão


localizadas na tubulação. O isolamento elétrico reduz o problema de controle da
corrosão em relação aos efeitos do ambiente solo sobre a própria tubulação.

Revestimentos

Os revestimentos normalmente têm a finalidade de formar um filme contínuo,


constituído de material isolante, sobre uma superfície metálica que se pretende
isolar. Um revestimento será um meio efetivo de interrompimento de corrosão
se:
1. o material de revestimento for um efetivo isolante elétrico.
2. puder ser aplicado sem interrupções ou descontinuidades, e resistir
íntegro durante o transporte, instalação e operação de enterramento.
3. o revestimento prover inicialmente um filme quase perfeito e assim
permanecer ao longo do tempo.

Os revestimentos variam em qualidade quando inicialmente aplicados, e na


resistência durante o manuseio e instalação. As inspeções de controle de
material, aplicação, fornecimento da tubulação e instalação afetam tanto a
qualidade quanto o custo.

Numa tubulação revestida, instalada e enterrada, pode-se esperar que


apresente pontos danificados ou imperfeições no revestimento (furos, falhas)
que permitem que o solo mantenha contato com o metal. Qualquer célula de
corrosão deve estar numa área de furo, falha ou se constituir de dois furos - um
furo catódico e outro anódico.

A longevidade de revestimentos é um assunto complexo. A força dielétrica e a


permeabilidade são relativamente pouco afetadas ao longo do tempo no
ambiente do subsolo. Contudo, a resistência tubulação - solo irá declinar, em
específico nos primeiros anos, vez que as áreas parcialmente danificadas se
degradam e vez que movimentações do solo ocorrem causando danos
posteriores.

Numa tubulação tipicamente bem revestida, a instalação completa deve ter uma
eficiência de revestimento, melhor do que 99%.

Proteção Catódica

A proteção catódica, descrita numa forma bem simples, é o uso direto de


eletricidade corrente de uma fonte externa, em oposição da corrente de
descarga da corrosão de áreas anódicas que estarão naturalmente presentes.
Quando um sistema de proteção catódica eficaz é instalado, todas as partes da
corrente coletada da estrutura protegida do eletrólito circunvizinho e toda a
superfície exposta se tornam uma única área catódica - daí o nome.

A galvanização tem um passado histórico no uso de redução da corrosão em


tubulações. A galvanização é, com efeito, um sistema de proteção catódica,
utilizando o zinco, dispersado sobre a superfície da tubulação, como material de
anodo de sacrifício.

Uma tubulação bem revestida, i.é., revestida com fita, sem dúvida terá alguns
defeitos de revestimento ou furos. Um sistema de proteção catódica somente
necessitará proteger as pequenas áreas de aço expostas à terra nestes pontos,
ao invés de proteger toda a superfície de uma tubulação não revestida. A enegia
elétrica necessária para proteger toda uma tubulação nua, poderá ser milhares
de vezes maior do que a energia requerida para proteger a mesma estrutura se
esta estiver revestida.

- Figura 05 -

No caso de tubulações galvanizadas, temos o zinco conectado elétricamente ao


aço no eletrólito solo. Se o revestimento de zinco for danificado, deixando o aço
exposto ao eletrólito solo, a Tabela 1 nos mostra que o zinco, o metal mais ativo,
irá atuar como anodo e que será corroído e consumido enquanto o aço (catodo)
se mantem livre da corrosão durante o tempo em que o zinco permanecer
atuando como anodo.

APLICAÇÃO PRÁTICA DA PROTEÇAO CATÓDICA

Para que qualquer sistema de proteção catódica possa funcionar, a corrente


deve ser descarregada de um eletrodo de solo (anodo). A corrente é forçada a
fluir para a tubulação em áreas que eram anteriormente anódicas. Quando uma
quantidade adequada de fluxo de corrente é descarregada dos anodos, ela é
coletada na tubulação e sobrecarrega as correntes naturais que estavam se
descarregando das áreas anódicas, formando uma rede de fluxo de corrente
sobre todas as áreas na superfície da tubulação. Toda a superfície será, então,
catódica e a proteção da corrosão estará completada.

Na realidade, um sistema de proteção não elimina necessariamente a corrosão.


Mas transfere a corrosão da superfície da estrutura protegida e concentra a
corrosão em outro local - o anodo instalado no solo. Ao final da vida útil do
anodo, ele pode ser facilmente reposto e em nenhum momento a tubulação
sofrerá qualquer corrosão.

Os sitemas de proteção catódica podem ser classificados em duas categorias:

1. Sistemas de Anodo Galvânico


2. Sistemas de Corrente Impressa (Retificador)

Sistemas de Anodo Galvânico

Sistemas de Anodo Galvânico são os mais simples e, provavelmente, os mais


confiáveis. Vide Figura 6. Como é sabido, quando dois metais dissimilares estão
em contato dentro de qualquer eletrólito, o metal mais anódico corrói. Num
sistema de proteção catódica utilizando anodos galvânicos, a vantagem desse
efeito é obtida estabelecendo-se, intencionalmente, uma célula de metal
dissimilar suficientemente forte para se contrapor a célula de corrosão
naturalmente existente numa tubulação. Isto é obtido pela seleção de um
material que seja fortemente anódico em relação à tubulação de aço.

- Figura 06 -

Os anodos galvânicos usados em aplicações no solo são, usualmente, feitos de


liga de magnésio. A Tabela 1 - "Série Galvânica Prática" mostra que a tensão
direcionada entre a tubulação de aço e o magnésio é, tipicamente, menor do
que um volt. Assim, se os anodos forem especificados para criar uma
quantidade útil de corrente, a resistência de contato entre os anodos e a terra
deve ser baixa. Isto significa que anodos galvânicos são normalmente
empregados em solos de baixa resistividade.

Sistemas de Corrente Impressa

Os sistemas de proteção catódica por corrente impressa nos libera da voltagem


direcionada limitada dos anodos galvânicos. Uma tensão de corrente contínua
oriunda de fonte externa é "impressa" no circuito entre a estrutura protegida e
os anodos. A fonte de energia mais comum é o retificador de proteção catódica
ou fonte de energia de CC.

Este equipamento simplesmente converte corrente elétrica alternada (de um


sistema de distribuição de eletricidade) para uma corrente elétrica contínua de
baixa voltagem. A tensão de saída da unidade pode ser ajustada. Retificadores
de proteção catódica estão disponíveis em diversas capacidades de saída,
desde um ampère até centenas de ampères. Sistemas de corrente impressa
(Vide Figura 7) são inerentemente mais complexos do que os sitemas galvânicos
e, tipicamente, requerem mais manutenção.

- Figura 07 -

Bibliografia: Site da Associação Brasileira de Corrosão em 18/09/2005.