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Direito

e
Cidadania
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE ENSINO

Carlo Iavé Furtado Araújo


Prefeito Municipal de Redenção

Vanderly Antônio Luiz Moreira


Secretário Municipal de Educação

Arteglene Alves Monte


Diretora do Departamento de Ensino

Marlene Boing Vargas


Supervisora de Divisão de Ensino

Valdenilson Conceição Lima


Coordenador Fundamental II (Ensino Religioso/Direito e Cidadania)
PREFÁCIO
O ser humano, como ser racional, é dotado de percepção e razão que o diferem dos demais
animais, e por ser dotado dessa racionalidade é importante que o mesmo conheça e
reconheça as diferentes formas de agir em meio ao ambiente em que este porventura venha
se encontrar; tornando – se assim um cidadão de fato e com a competência em conviver
diariamente com as diferenças, respeitando-as, bem como sendo respeitado em suas
particularidades.
A presente apostila é composta de conhecimentos e saberes que permeiam a relação entre
o homem e o seu meio. Não apenas o homem como ser racional, mas o homem que se
envolve cotidianamente com seus diferentes nas acepções de igualdades, ou seja, traz
conhecimentos que traduzem a relação entre os homens no sentido de ser cidadão, que
conhece e reconhece seus direitos, bem como seus deveres para com aqueles que interage
no decorrer de sua vida. Foi alicerçado a esta apostila o livro CAMINHO PARA DEUS de
autoria da Prefeitura Municipal de Petrópolis – RJ que complementa os assuntos relacionado
aos valores de construção de identidade dentro de um determinado meio social. A esta
apostila integra-se ainda texto do Professor José Rodrigues de Carvalho que ora foram de
sua autoria ou adaptado para a construção deste apostilado. Pretende-se com esse trabalho
possibilitar ao educador uma maior variedade de possibilidades em trabalhar a disciplina de
Direito e Cidadania na escola, com atividades práticas e que possibilitem uma melhor
reflexão o homem e sua relação com o meio como ser cidadão.
Como forma de acrescer conhecimento ao alunado será utilizado ainda um apostilado
voltado apenas para oficinas pedagógicas, bem como o usufruto do material didático
utilizado nos anos de 2015 a 2017, visando o crescimento dos discentes como ser social,
ético, religioso e consciente de suas crenças e respeito para com as demais.

CONSTRUÇÃO DO APOSTILADO
Arlete Rosane Gall Viana
Artegney Alves Monte
Elitânia Franco de Souza
Fidelício Sousa Oliveira
Lázara Adélia de Moura
Marcelo Gomes da Silva
Maria Meire Linhares Silva
Suzane Santana de Miranda
Ueslania Silva Oliveira Alves
Valquiria de Jesus Silva
Coordenação
Valdenilson Conceição Lima

TEXTOS E ADAPTAÇÕES
Professor José Rodrigues de Carvalho

Colaboradores CAMINHO PARA DEUS


Professora Anna Maria Nardi Professora Maria Marta Cabral
Camacho Professora Maria Cristina Julio da Silva Amorim
Professora Maria Nilva Corsini
Professora Neide de Araújo Chaves Monsenhor Paulo Elias
Daher Chédier Professora Cristiane Noel Souza da Cruz
Professora Pathricia Maria da Silva Bittencourt Pe. João Rosa de
Miranda
Professora Mariangela Monteiro Nascimento Professora Aline
Nonato da Silva Professora Rita de Cássia de Freitas Cordeiro de
Oliveira Professora Roberta Mantovani Heinen
Coordenação
Professora Bianca Della Nina
APRESENTAÇÃO

Este caderno estrutura-se em cinco partes, a saber:


1. Textos e atividades que atendem aos conteúdos e objetivos do referencial
curricular. Os textos contemplam uma variedade de gêneros, como textos
religiosos, canções, fábulas, textos informativos, histórias em quadrinho, charges,
tiras, tabelas e gráficos a fim de subsidiar de forma ampla o trabalho do professor;

2. Exemplos de vida, que expõem a história de pessoas que se tornaram referências


a serem seguidas por suas ações e por seus pensamentos;

3. Atividades interdisciplinares, que promovem a articulação com as demais


disciplinas do currículo.

4. Textos complementares, que podem ser utilizados pelo professor, conforme o


interesse e a necessidade da turma;

5. Sugestões de filmes, de documentários e de dinâmicas perpassam por todo o


conteúdo do livro de modo a oferecer ao professor uma maior variedade de
recursos a serem utilizados durante as aulas.
Face à variedade de textos, atividades e recursos oferecidos, faz-se necessário um
planejamento cuidadoso para uma utilização mais eficaz destas propostas aqui
contempladas.
SUMÁRIO

CAPÍTULO I – A CIDADANIA E OS RELACIONAMENTOS


Reconhecendo-se como ser cidadão 11
Relacionamento entre pais e filhos 12
Texto 1– A tartaruga 12
Texto 2 – Eu não o conheci 14
Texto 3 – O fazendeiro e seus filhos 14
Texto 4 – A tigela de madeira 15

CAPÍTULO II – A CIDADANIA E A IMPORTÂNCIA DOS INDIVÍDUOS NA SOCIEDADE


Sou importante; por quê? 20
Texto 1 – Amar e ser amado: eis a questão 20
T exto 2 – Um simples gesto 21
Conhecer e aceitar minhas qualidades e as dos outros 25
Texto 1 – A ratoeira 25
Texto 2 – O padeiro 26

CAPÍTULO III – A RELAÇÃO ENTRE MIM E O OUTRO


A cidadania e o valor da amizade. 31
Texto 1 – O desvio. 31
Texto 2 – O valor da amizade 32
O valor da relação com o outro 34
Texto 1 – Quais são os direitos e deveres da criança 34
Texto 2 – Pai nosso 38
Texto 3 – A convenção sobre os direitos das crianças completa 21 ano 35

CAPÍTULO IV – O SER HUMANO E O MEIO


Qualidade humana 37
Texto 1 – Vendo com o coração 37
Texto 2 – O barbeiro 37
Texto 3 – A resposta 38
Eu e o trânsito 40
Texto 1 – Cidadania e trânsito 40
Texto 2 – Álcool causa 75% das mortes no trânsito 41
Eu e os meios de comunicação e redes sociais 43
Texto 1 – Mafalda/Quino 43
Texto 2 – Calvin 43
Texto 3 – Internet, que espaço é esse? 44
Texto 4 – Redes sociais: exposição ou intromissão 44
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A cidadania e os relacionamentos.
Reconhecendo-se como ser cidadão.

O que é Cidadania? (6h/a para execução)


Segundo o dicionário, cidadania significa a qualidade de cidadão.
A cidadania é o conjunto de direitos e deveres civis, políticos e sociais que cada cidadão
deve exercer. Exercer a cidadania significa conscientizar-se de seus direitos e deveres para lutar
para que a justiça possa ser colocada em prática.
Foi na Grécia que surgiu o conceito de cidadania, que designava os direitos das pessoas que viviam
nas cidades e que tinham participação nas decisões políticas. Só poderia ter cidadania quem fosse
cidadão. Cidadão é o indivíduo que vive em sociedade.

Cidadania - Direitos e Deveres


No Brasil, os direitos e deveres do cidadão são estabelecidos pela Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988.
Deveres do cidadão
Pela Constituição brasileira, são deveres do cidadão:
 votar;
 respeitar os direitos dos outros cidadãos;
 cumprir as leis;
 proteger a natureza
 educar e proteger os semelhantes;
 cooperar com as autoridades;
 proteger patrimônios públicos e sociais do país.

Direitos do cidadão
 De acordo com a Constituição de 1988, são direitos do cidadão brasileiro:
 igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres;
 serviços de saúde, previdência social, segurança, transporte, moradia etc;
 manifestação livre do pensamento (o anonimato é proibido);
 ninguém pode ser submetido a condições degradantes;
 somente a lei pode obrigar alguém a fazer ou deixar de fazer algo;
 direitos autorais (que passam para os herdeiros);
 direito de ir e vir;
 liberdade religiosa.

Cidadania e direitos humanos


Em 1948 foi aprovado o documento da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela
ONU.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos têm como base os seguintes princípios:
 igualdade entre todos os seres humanos;
 combate a quaisquer tipos de discriminação;
 busca da dignidade para todas as pessoas;
 defesa das liberdades fundamentais.
Todos os países têm a obrigação de assegurar os direitos humanos aos seus cidadãos;
estando os princípios na legislação ou não. É direito de todo cidadão ter seus direitos naturais
respeitados e é dever de todos, o respeito aos direitos naturais dos outros cidadãos.
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Cidadania e democracia
A democracia é um sistema que surgiu na Grécia antiga, mas só se tornou predominante no
mundo no século XX. Sob a democracia, as decisões políticas estão nas mãos de todos os cidadãos.
A democracia garante o direito à liberdade de expressão e de
manifestação.
A democracia está intimamente ligada à cidadania, pois,
dentre os direitos e deveres do cidadão está a participação nas
decisões políticas, através de votos em eleições, plebiscitos e
referendos.
Só pode haver democracia num país que garanta aos cidadãos:
 eleições livres;
 direito de voto à maioria;
 proteção e garantia de direitos políticos;
 liberdade de expressão e de imprensa.

Cidadania e empregabilidade
Dentre os direitos dos cidadãos, encontramos:
 o direito a um trabalho de livre escolha;
 condições de trabalho iguais para todos os cidadãos, sem nenhum tipo de
discriminação;
 direito à proteção contra o desemprego;
 remuneração igual para trabalhos iguais;
 remuneração que garanta a sobrevivência digna;
 direito à defesa de seus interesses, através de sindicatos;
 direito ao repouso e a férias periódicas remuneradas.

Ética e cidadania
A ética é o ramo da filosofia que estuda as normas que devem guiar as atitudes humanas;
não são leis, são diretrizes desejáveis de comportamento. Como a cidadania inclui direitos e deveres
dos cidadãos, os conceitos de ética e cidadania estão ligados, mais especificamente ao cumprimento
dos deveres.

ATIVIDADES
1. Reflexão
 Simular um processo eleitoral.
 Construir um código de boa convivência para a sala, em conjunto.
 Mesa redonda de debate, com a figura de um MEDIADOR.

Relacionamento entre pais e filhos

Texto 1: A tartaruga (1h/a para execução)


Quando menino eu era impaciente, arreliado e áspero no tratamento com as outras pessoas.
Quando desejava alguma coisa, ao invés de solicitar com educação, azucrinava os ouvidos
alheios até que, para se livrarem de mim, davam-me o que pretendia. Assim, transformara-me em
uma criança pouco simpática.
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Eu percebia que aquilo aborrecia muito os meus pais, porém pouco me importava com isso.
Desde que obtivesse o que queria, dava-me por satisfeito. Mas, está claro, se eu importunava e
agredia as pessoas, estas passaram a tratar-me de igual maneira.
Cresci um pouco e de certa feita me apercebi de que a situação era desconfortável e me
preocupei sem, entretanto, saber como me modificar.
O aprendizado me foi dado em um domingo em que fui, com
meus pais e meus irmãos, passar o dia no campo.
Corremos e brincamos muito até que, para descansar um
pouco, dirigi-me para a margem do riacho que coleava entre um
pequeno bosque e os campos. Ali encontrei uma coisa que
parecia uma pedra capaz de andar. Era uma tartaruga.
Examinei-a com cuidado e quando me aproximei mais o
estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca.
Foi o que bastou. Imediatamente pretendi que ela devia sair e,
tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que
haviam na carapaça. Mas os meus esforços resultavam vãos e
eu estava ficando, como sempre, impaciente e irritado. Foi
quando meu pai se aproximou de mim.
Olhou por um instante o que eu estava fazendo e, em
seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente:
— Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai
conseguir nada, mesmo que fique um mês cutucando a
tartaruga. Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o
bichinho.
Acompanhei-o e ele se deteve perto na fogueira que havia acendido com gravetos do bosque.
E me disse:
— Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo. Escolha um lugar morno e agradável.
Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a tartaruga pôs a cabeça de
fora e caminhou tranquilamente em direção a mim. Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se
dirigir a mim, observando:
— Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com elas procure nunca
empregar a força.
O calor de um coração generoso pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que
queremos, sem que se aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e
espontaneidade.
Autor Desconhecido
 LEITURA COMPLEMENTAR Versículos do capítulo 6 do livro de Efésios da Bíblia.

Filhos e pais

1 Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.

2 Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa),

3 para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.

ATIVIDADES
Responda
1. É difícil obedecer aos pais? Por quê?

2. Na prática, quando é que os filhos desrespeitam os seus pais?


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3. Fale sobre o dom da paciência. Relate um caso real.

Escreva
Escreva um agradecimento a seus pais ou responsáveis pelo que eles têm feito por
você.
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Texto 2: Eu não o conheci. (1h/a para execução)

Meu filho foi embora e eu não o conheci. Acostumei-me


com ele em casa e me esqueci de conhecê-lo. Agora que sua
ausência me pesa é que vejo como era necessário tê-lo
conhecido.
Lembro-me dele. Lembro-me em bem poucas ocasiões.
Um dia, na sala, ele me puxou a barra do paletó e me fez
examinar seu pequeno dedo machucado. Foi um exame rápido.
Uma outra vez me pediu que lhe consertasse um
brinquedo velho. Eu estava com pressa e não consertei. Mas lhe
comprei um brinquedo novo. Na noite seguinte, quando entrei
em casa, ele estava deitado no tapete, dormindo e abraçado ao
brinquedo velho.
O novo estava a um canto.
Eu tinha um filho e agora não o tenho mais porque ele foi
embora. E este meu filho, uma noite, me chamou e disse:
— Fica comigo. Só um pouquinho, pai.
Eu não podia; mas a babá ficou com ele.
Sou um homem muito ocupado. Mas meu filho foi
embora.
Foi embora e eu não o conheci.
Osvaldo França Júnior http://pensador.uol.com.br/frase/NzQ1Njkx/

ATIVIDADE
Responda
 Compartilhe experiências de aprendizado que você adquiriu na convivência
familiar.

Texto 3: O fazendeiro e seus filhos



Um rico fazendeiro, sentindo próxima a sua morte, chamou seus filhos e lhes falou em
segredo:
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 Não vendam estas terras que herdamos de nossos antepassados, nelas existe um
tesouro escondido. Eu não sei onde, mas com coragem vocês o encontrarão; vocês vão
conseguir. Remexam todo o campo, não deixem de cavar nenhum lugar, até onde a mão alcançar.
 Quando o pai morreu, os filhos começaram a cavar, aqui, ali, por todo lugar; e no ano
seguinte eles tiveram uma grande colheita.
 Riqueza escondida não havia. Mas o pai foi sábio, ao mostrar-lhes, antes da sua morte,
que o trabalho é um tesouro.
Jean de La Fontaine
http://ensinoreligiosoemdestaque.blogspot.com.br/2012/07/texto-e-atividade-2.html

ATIVIDADES
Responda

 Que tipo de trabalho a família realizava?

 O que o fazendeiro, além da terra, deixou de herança para os filhos?

Texto 4: A Tigela de Madeira (2h/a para execução)

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As
mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. A família comia
reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer.
Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo,
leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. –―Precisamos tomar uma
providência com respeito ao papai‖, disse o filho. –―Já tivemos suficiente
leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida
pelo chão.
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da
cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as
refeições à mesa, com satisfação.
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de
madeira. Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, ás vezes ele tinha lágrimas em
seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando
ele deixava um talher ou comida cair no chão.
O menino de quatro anos de idade assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes do jantar, o
pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou
delicadamente à criança: -―O que você está fazendo?‖
O menino respondeu docemente: - ―Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe
comerem, quando eu crescer.‖ O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então
lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos
sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente
conduziu -o à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as
refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando
um garfo caía, leite era derramado ou toalha da mesa sujava.

REFLEXÃO
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De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de
hoje, a vida continua, e amanhã será melhor. Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela
forma como ela lida com três coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de
uma árvore de natal que se embaraçaram.
Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta
deles quando partirem. Aprendi que ―saber ganhar‖ a vida não é a mesma coisa que ―saber viver‖.
Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance. Aprendi que a vida não é só
receber, é também dar. Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir. Mas, se focalizar a
atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o
melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que quando decido algo com o coração aberto, geralmente acerto. Aprendi que
quando sinto dores, não preciso ser uma dor para os outros. Aprendi que diariamente preciso
alcançar e tocar alguém. As pessoas gostam de um toque humano – segurar na mão, receber um
abraço afetuoso, ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender. Aprendi que você deveria passar esta
mensagem para todos os seus amigos, às vezes eles precisam de algo para iluminar seu dia. As
pessoas se esquecerão do que você disse... Esquecerão o que você fez...
Mas nunca se esquecerão como você as tratou.
Autor Desconhecido
http://www.miniweb.com.br/cantinho/infantil/38/Estorias_miniweb/tigela_madeira.html

ATIVIDADES
Responda
Como você tem tratado seus pais?

Se você tivesse um filho daria a mesma atenção e educação que seus pais lhe
deram ou o que faria de diferente?

Complete a frase: “Posso colaborar para uma boa convivência em casa, na


escola e com meus vizinhos se eu for mais...............................................................”.

Para aprofundamento do tema textos complementares:

REDAÇÃO DO MENINO
A professora pediu aos alunos que fizessem uma redação e nessa redação o que eles
gostariam que Deus fizesse por eles. À noite, corrigindo as redações, ela se depara com uma
que a deixa muito emocionada.
O marido, nesse momento, acaba de entrar, a vê chorando e diz: ―O que aconteceu?‖
Ela respondeu: ―Leia‖. Era a redação de um menino.

―Senhor, esta noite te peço algo especial: me transforme em um televisor. Quero


ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um lugar especial para mim e
reunir minha família ao redor. Ser levado a sério quando falo. Quero ser o centro das
atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos. Quero receber o mesmo
cuidado especial que a TV recebe quando não funciona.
E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja
cansado. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de
ignorar-me. E ainda que meus irmãos "briguem" para estar comigo. Quero sentir que a minha
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família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por
fim, que eu possa divertir a todos.
Senhor, não te peço muito...
Só quero viver o que vive qualquer televisor!"

Naquele momento, o marido da professora disse: "Meu Deus, coitado desse menino.
Nossa, que coisa esses pais".

E ele olha e diz: "Essa redação é do nosso filho".


Autor Desconhecido
http://www.bilibio.com.br/mensagem/841/Redacao+de+Menino.html

Atividade individual
Responda às questões abaixo e depois some um ponto para cada resposta SIM dada.

1. Eu converso sempre com meus pais sim não


2. Eu lhes falo sobre meus problemas sim não
3. Regularmente, eu oro em favor do meu lar sim não
4. A minha família é mais importante que meus amigos sim não
5. Eu amo muito meus pais sim não
6. Eu dou exemplo de cuidado e atenção com meus familiares sim não
Total de pontos:

Hoje
Nas noites de verão, ou todas as noites, depois do jantar, o pai abandona a mesa. Ainda com
a xícara de café na mão, ele se dirige à caixa quadrada. A deusa dos raios azulados espera o
toque. Para emitir som e luz, imagem e movimento. Todos se ajeitam. O lugar principal é para o
pai. Ninguém conversa. Não há o que falar. O pai não traz nada da rua, do dia-a-dia, do escritório.
Os filhos não perguntam, estão proibidos de interromper. A mulher mergulha na telenovela, no
filme.
Todos sabem que não virá visita. E se vier alguma, vai chegar antes da telenovela. Conversas
esparsas durante os comerciais. A sensação é que basta estar junto. Nada mais. Silenciosa, a
família contempla a caixa azulada. Os olhos excitados, cabeças inflamadas. Recebendo,
recebendo. Enquanto o corpo suportar, estarão ali.
Depois, tocarão o botão e a deusa descansará. Então, as pessoas vão para as camas, deitam
e sonham. Com as coisas vistas. Sempre vistas através da caixa. Nunca sentidas ou vividas.
Imunizadas que estão contra a própria vida.
Ignácio de Loyola Brandão
TUFANO, Douglas. Estudos de língua portuguesa. São Paulo: Moderna, 1990.

ATIVIDADES
Responda
Para responder às perguntas abaixo, considere o texto “Hoje” e o texto “Redação do
menino” acima.
 Você e sua família costumam reunir-se para assistir à televisão?
 Você acha importante haver um momento para desligar a televisão e
conversar? Comente.

Atividade interdisciplinar:
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COMO TER UMA FAMÍLIA FELIZ

Escreva algumas atividades que cada membro de sua família realiza para o
bem-estar e o conforto de todos.

MÃE
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PAI
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IRMÃOS
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VOVÓ
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VOVÔ
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Pesquise sua história. Preencha os ramos da árvore com o nome de cada um


dos seus antepassados, por parte de mãe e de pai.

Trisavó
Trisavó

Trisavô

Trisavô
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A cidadania e a importância dos


indivíduos na sociedade

Sou importante: por quê?

Texto 1: Amar e ser amado: eis a questão! (2h/a para execução)

Uma senhora, observando os caminhos de Deus em nossas vidas,


escreveu: Fui visitar minha filha. Já fazia um pouco de tempo que não a via.
Queria também rever minha netinha Beth, que era um encanto de criança.
Descansando na varanda que dava para um jardim muito florido, divisei a
pequena Beth de três anos, que dançava pelo jardim. Parecia uma pequena
fada, saltitando depressa, quase voando por entre as flores, tão feliz.
Começou a cantar alto com sua voz tão sonora: ―Eu amo a mamãe, o
papai, o Luizinho, a vovó e...‖ Ela parou um instante. Sua expressão
pensativa logo se transformou num sorriso brilhante e num rodopio muito
leve.
Ela continuou num sorriso angélico: ―... e eu amo a mim mesma.‖
Continua a avó: Fiquei surpresa e emocionada pela facilidade com que minha
netinha expressava o amor a si mesma, como Cristo pediu.
Pensei: será que nós amamos aos outros e a nós mesmos assim tão
prontamente?
Diz ainda a avó: ―as lembranças e experiências de minha infância haviam limitado minha
percepção do amor. A separação de meus pais, quando eu tinha a idade de Beth me levou a duvidar
do amor deles. Meu próximo passo foi acreditar que Deus não me amava, que eu devia ter feito algo
muito ruim para merecer tal castigo. Seria terror e culpa intensa. Daí para frente, para evitar ser
magoada novamente, mantive as pessoas a distância. Amar e ser amada ficaram bloqueados.‖
Muitos anos depois, Deus usou uma sábia amiga cristã para me ajudar. Ela disse: ―Quando
na oração, nós nos permitimos inundar pela maravilhosa verdade do amor incondicional de Deus,
damos espaço a Ele para curar nossa dor interior e nos libertar para amar a nós mesmos e aos
outros.‖
Gostei deste pensamento, e durante muito tempo procurei senti-lo em minha vida. Mas hoje
descobri que suas palavras eram verdadeiras. Vendo minha netinha tão feliz confirmei esta minha
certeza. Quando aceitamos que Deus nos ama de verdade, somos libertados para amar aos outros e
a nós mesmos. A vida vai nos ensinando que de fato amar e ser amado é fundamental em nossa
vida. Quando em nossa existência somos feridos pelo desamor, precisamos buscar a cura rápida
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dele, pois é um veneno mortal para nossos sentimentos. Se isso acontece na infância marca por
muito tempo nosso espírito.
Deus nos disponha a amar sempre as pessoas, e jamais magoá-las. Que ao errar possamos
corrigir com mais amor o mal que tivermos feito. Com as crianças jamais lhes negar todo o carinho e
amor sinceros.
Mons. Paulo Daher (adaptado)

ATIVIDADE
Dobradura
Faça a dobradura de um adolescente, enfeite-a e depois comente as suas
características: descreva seus hábitos, gostos, dúvidas, conflitos, medos, etc. Após a
apresentação de todos, monte um mural com o perfil adolescente de todos.

PIRES, Cristina do Valle G., GANDRA, Fernanda Rodrigues e LIMA, Regina Célia Villaça. O dia a dia do professor:
adolescência afetividade sexualidade e drogras.Angelotti, 2007.

Texto 2: Um simples gesto (2h/a para execução)


O dever de servir, indicado no Evangelho (Mt 20,28 e Mc 10,45),
transforma-se em alegria quando posto em prática.
Servir ao próximo toma diferentes formas, segundo as circunstâncias
da vida de cada um. Tanto pode ser uma ajuda material, quanto um
conselho, uma palavra confortadora, um gesto amigo. Dona Irene voltava das
compras quando reparou num jovem, numa banca de jornais. Era um rapaz
preto franzino, com uma ―coleira ortopédica‖ no pescoço. Atraída por seu
olhar triste, D. Irene parou e puxou conversa.
Soube então que o rapaz tinha 15 anos, que um desvio da coluna
vertebral o fazia sofrer muito, estava em tratamento, e trabalhava para o
jornaleiro, dono da banca. A senhora comprou umas revistas, e encompridou
a prosa.
Disse-lhe que avaliava como devia ser penosa aquela ―coleira‖, mas
que era o meio para ele ficar bom, tinha de ser perseverante, e em breve estaria recuperado.
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Depois, tirou da bolsa um saco de bombons (que destinava aos netos) e com um sorriso deu-
o ao rapaz: ―Estas balas são para você se distrair...‖
O gesto tão simples iluminou de alegria aquele rosto triste: alguém se importara com ele;
participara de sua situação dolorosa. Dera-lhe atenção e carinho. Sentiu-se feliz!
Lucia Jordão Vilela (Adaptado)

ATIVIDADES
Exercício individua

1. Descubra quais são as palavras que estão embaralhadas e dê o significado.

A V D I G A E LA I R G A MA I

Z T E A C R E Ç AT Ã E O N S R O R O S

2. Escolha algumas palavras da atividade anterior e escreva no seu caderno um


texto sobre: “Eu sou importante.”

Para lembrar

Eu acredito que, no coração dos homens, ainda


possa existir amor.
Anne Frank

VOCÊ JÁ OUVIR FALAR NO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE


(ECA)?

Você sabe quais são os direitos que ele garante?


É hora de conhecer um pouco mais sobre este importante instrumento de defesa
de nossos direitos para poder exercê-los e lutar para que sejam garantidos e
respeitados.

O que o estatuto garante?


"Crianças e adolescentes são sujeitos de Direitos" - Sujeitos de Direitos são
pessoas que têm os seus direitos garantidos por lei.
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"Seus direitos devem ser tratados com prioridade absoluta" - Isso quer dizer que
os direitos das crianças e dos/ das adolescentes estão em primeiro lugar.

"Para tudo deve ser levada em conta a condição peculiar de crianças e


adolescentes serem pessoas em desenvolvimento" - A criança e o adolescente têm
os mesmos direitos que uma pessoa adulta e, além disso, têm alguns direitos
especiais, por estarem em desenvolvimento físico, psicológico, moral e social. As
crianças e os adolescentes não conhecem todos os seus direitos e por isso não têm
condições de exigir, então é muito importante que todos conheçam o ECA para que se
possa conseguir uma sociedade mais justa para todos.

A Constituição Brasileira no artigo 227, também assegura a proteção integral à


criança e ao adolescente:

"É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao


adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à
educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de
toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e
opressão."

Direitos = Compromissos
Esses são alguns dos direitos que o estatuto garante, mas não podemos apenas
pensar nos DIREITOS, temos que pensar e colocar em prática nossos
COMPROMISSOS, pessoais e sociais, com relação ao Estatuto. Este compromisso
social é uma forma de manifestar nosso respeito e solidariedade para com a
comunidade que vivemos, Vamos pensar alguns desses compromissos sociais:
 Direito de ter escola e educação
 Nosso compromisso é frequentar as aulas, estudar, cuidar da escola etc.
 Direito a saúde e prevenção
 Nosso compromisso é cuidar da nossa saúde, buscar informações e orientação
nas unidades de saúde, usar o preservativo em todas as relações e práticas
sexuais etc.
 Direito à Liberdade, respeito e dignidade.
 Nosso compromisso é respeitar as pessoas, agir com dignidade e ética, usufruir
com responsabilidade e conquistar nossa liberdade etc.
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O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA) é um documento


que reúne as leis específicas que asseguram os direitos e deveres de crianças e
adolescentes aqui no Brasil. Ele nasce da luta de diversos
movimentos sociais que defendem os direitos de crianças e
adolescentes, já que antes do Estatuto existia apenas o
―Código de Menores‖ que tratava de punir as crianças e
adolescentes consideradas infratores.
Desde 1990, com o ECA ,as crianças e os (as)
adolescentes são reconhecidos como sujeitos de direitos e
estabelece que a família, o Estado e a sociedade são
responsáveis pela sua proteção, já que são pessoas que
estão vivendo um período de intenso desenvolvimento
físico, psicológico, moral e social.

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO
ADOLESCENTE (ECA) é o conjunto de normas
do ordenamento jurídico brasileiro que tem como objetivo a
proteção integral da criança e do adolescente, aplicando
medidas e expedindo encaminhamentos para o juiz. É o
marco legal e regulatório dos direitos humanos de crianças e adolescentes.

Conceitos de criança e de adolescente


Para o ECA é considerada criança a pessoa com idade inferior a doze anos
e adolescente, aquela entre doze e dezoito anos de idade, [1] culturalmente no Brasil
se considera adolescente a partir dos 13 anos. Outra diferença entre a lei e cultura é o
Estatuto da Juventude, LEI Nº 12.852, que considera jovem a pessoa até vinte nove
anos de idade, mas que, culturalmente no Brasil se considera até vinte quatro anos de
idade. Para a prática de todos os atos da vida civil, como a assinatura de contratos, é
considerado capaz o adolescente emancipado.

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS
 As medidas socioeducativas são aplicadas apenas pelo Juiz e apenas
aos adolescentes, uma vez que, crianças apenas recebem medidas
protetivas, de proteção.
 As medidas socioeducativas são:
 Advertência, que é uma admoestação verbal;
 Obrigação de reparar o dano: medida aplicada quando há dano ao
patrimônio, só é aplicada quando o adolescente, tem condição de reparar
o dano causado.
 Trabalhos Comunitários: tem tempo máximo de 6 meses, sendo 8 horas
semanais, sem atrapalhar estudos ou trabalhos, ficando seu cumprimento
possível para feriados e finais de semana.
 Liberdade Assistida tem prazo mínimo de seis meses, sendo que o
adolescente é avaliado a cada seis meses.
 Semiliberdade: já é uma medida socioeducativa mais agravosa, também
tem prazo mínimo de seis meses.
 Internação: é regida por dois princípios: da brevidade e da
excepcionalidade.
 Brevidade, porque não é decretado o tempo na sua sentença, embora
tenha prazo mínimo de seis meses e máximo de três anos.
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Excepcionalidade, porque é aplicada apenas em três casos:


A. quando a infração for estupro, furto seguido de agressão, roubo, homicídio;
B. quando o menor é reincidente;
C. quando do não cumprimento de medida socioeducativa sentenciada
anteriormente, neste caso excepcionalmente o prazo máximo é de três meses.

Conhecer e aceitar minhas qualidades e as dos outros


A Raça Humana
Nós, os seres humanos, somos diferentes. Uns são do sexo masculino; outros, do
feminino. Somos asiáticos, americanos, europeus, africanos, oceânicos; crianças, jovens,
adultos ou anciãos. Temos ideias políticas diferentes e fomos educados em culturas diferentes.
Apesar de todas essas diferenças, formamos uma só espécie: a raça humana.

Texto 1: A ratoeira

Havia numa fazenda uma família de trabalhadores:


pai, mãe e três filhos. Iniciavam seu dia bem cedo. Tiravam
leite das vacas, faziam queijo, vendiam o leite. Iam para a
lavoura de café, de milho; da horta produziam verduras
viçosas.
Preocupados com os ratos que estavam acabando
com o milho no celeiro, foram comprar ratoeiras. À tarde, a
caminhonete chegou. O filho mais velho que fora fazer as
compras, mostrou tudo o que buscara e, abrindo um pacote,
mostrou as ratoeiras. Logo foram prepará-las com iscas para
atrair os ratos.
Alvoroçada, a ratazana chefa correu a comunicar a
todos os seus parentes a situação perigosa. Disseram: é
melhor avisar a todos os animais. Vários roedores
percorreram a fazenda avisando do ocorrido. A galinha ouviu
e disse: ―que é que eu tenho a ver com isso? Ratoeira não foi
feita para pegar galinha!‖ Virou as costas e saiu batendo as asas e ciscando despreocupada.
O rato mais velho, esperto chegou perto do porco que estava roncando no chiqueiro. Disse:
―Porco, acorda! Tenho uma péssima notícia para você: Compraram ratoeiras e já as armaram
para pegar a gente.‖ O porco mexeu as orelhas para cá e pra lá. Grunhiu sonolento: ―Ora rato velho,
que é que eu tenho a ver com isso? Já viu porco cair em ratoeira?‖ E saiu fuçando os cantos.
O rato falador foi dizer ao boi: ―Boi, escuta!‖ Para se livrar do rato, o boi disse: ―qual é agora a
novidade que você inventou?‖
— Você não imagina o que os donos da fazenda arranjaram!
— Que é que aconteceu seu rato inquieto, mugiu o boi babando verde.
O rato continuou em disparada: ―Eles compraram grandes ratoeiras para pegar a gente!‖
— Ora, rato fofoqueiro, que é que pode uma ratoeira contra minhas patas pesadas?
À noitinha toda a família dos ratos se reuniu. Estavam tristes, desanimados e preocupados.
Nenhum animal havia se incomodado com as ratoeiras. Morreriam de fome sem poder entrar
no celeiro de milho, com as ratoeiras armadas, ou arriscariam suas vidas tentando não cair nelas. Já
era bem tarde... As luzes da fazenda ainda estavam acesas. A família reunida na sala maior estava
quieta, conversando baixinho. Foi quando se ouviu um estalo bem forte, como o de uma ratoeira
desarmando. Vinha lá do celeiro. Todos se levantaram como num salto. Mas a senhora, mais ágil,
saiu da sala correndo para o celeiro. Enquanto tentava acender a lamparina para ver o rato preso,
levou uma forte picada na perna.
A ratoeira pegara uma cobra, que agitada para se soltar viu a senhora se aproximar e feriu-a.
Deu um grito de dor que ecoou pelo vale. O marido, que vinha logo atrás, deu uma machadada na
cobra e a matou.
Carregando a esposa, mandou o filho mais velho levá-la para a cidade. A senhora foi
medicada. Precisou de repouso. O marido mandou matar a galinha, para com a canja gostosa
levantar as forças da esposa. Mas não melhorava. Leva para um médico, para outro. Gastou
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dinheiro. Mandou matar o porco, para com a venda pagar o que devia. A senhora ficou boa. Veio
toda a vizinhança para visitá-la. O marido, para atender a tanta gente, mandou matar o boi para dar
de comer a todos.
Moral da história: tudo o que interessa a alguém deve interessar a todos. O verdadeiro
cidadão se une aos problemas dos outros mesmo que talvez não lhe diga respeito.

ATIVIDADES
Responda
Quando acontece um fato importante em nossa vida, gostamos de contá-lo para que as
pessoas participem de nossa alegria.

O que o leva a contar o que acontece com você?


Compare sua resposta com as de seus colegas e converse com eles sobre o
assunto.

Leia as afirmações abaixo. Você concorda com elas? Justifique sua resposta.
A ignorância da humanidade a respeito de si própria é causa de muitos males e
desgraças.

A viagem mais venturosa do homem é, com certeza, ao encontro de si mesmo para


tornar-se mais humano...

Para refletir

SCHNEIDERS, Amélia & CORREA, A. Avelino. De mãos dadas: educação religiosa. São Paulo, Scipione, 1997.
 Escreva o que você diria em situações semelhantes.
 Escolha um(a) colega e escreva seis qualidades que ele possui:
 O que você tem a dizer sobre as pessoas que não respeitam as diferenças
entre os seres humanos, praticam a discriminação e tratam mal os que são
de outra etnia, nacionalidade ou crença religiosa?

Texto 2: O padeiro (2h/a para execução)


Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro
a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me
lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a ―greve do pão dormido‖. De
resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho
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noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu


café da manhã com pão dormido conseguirão não
sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo o meu café com pão
dormido, que não é tão ruim assim. Enquanto tomo
café vou me lembrando de um homem modesto que
conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à
porta do apartamento ele apertava a campainha,
mas, para não incomodar os moradores, avisava
gritando: ―Não é ninguém, é o padeiro!‖
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de
gritar aquilo? ―Então você não é ninguém?‖
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que
aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e
ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de
dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ―não é
ninguém, não, senhora, é o padeiro‖. Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis
detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante.
Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada
que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e
muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda
quentinho da máquina, como o pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante
porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem
assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho
na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele
homem entre todos útil e entre todos alegre; ―não é ninguém, é o padeiro!‖ E assobiava
pelas escadas.
Rio, maio, 1956.
Rubem Braga http://cmais.com.br/aloescola/literatura/cronicas/rubembraga.html
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ATIVIDADES
Para refletir

Deus me conhece mais do que qualquer pessoa. Ele sabe todos os


meus segredos, dificuldades, preocupações... E, mesmo assim, Ele me
ama e cuida de mim.
Jesus não faz diferença entre as pessoas. Ele não tem
preconceitos.

Você já se sentiu rejeitado por alguém ou já viu alguma pessoa sofrer algum tipo
de preconceito? Conte como isso aconteceu e se desejar converse sobre isso com seus
colegas.

Pesquise e descubra

Deus ama a todos os povos de qualquer raça, língua, nação, e quer ensinar-nos a
agir assim também! Nosso país é o resultado da mistura de muitos povos e raças.
Observando ao nosso redor, em nossa própria cidade, podemos comprovar isso.
 Qual a origem do povo de sua cidade?
 Que raças podem ser observadas em sua cidade?
 Quais as contribuições que esta “miscigenação” (mistura de raças) trouxe ao
local onde você vive?
 Que tipos de preconceitos podemos perceber bem próximos de nós? Como,
por exemplo, em nossa casa, escola, família.

Exercício individual

Faça um pequeno exercício de autoconhecimento

Conhece-te a ti mesmo!

1. Complete as frases:
 Qualidades de que gosto em mim:
 Meus principais defeitos:
 O que mais desejo na vida:
 Qualidades que mais valorizo nas pessoas:
 Do que mais gosto na minha família:
2. Leia e pense sobre estas questões:
Como você reage quando:
 lhe pedem um favor?
 riem de você?
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 lhe fazem elogios?


 lhe fazem críticas?
 simplesmente olham para você?

3. Faça uma colagem usando gravura que demonstrem a diversidade entre as pessoas.
Depois, dê um título à sua obra!

Reflita sobre a frase abaixo e faça um texto sobre a importância em amar o próximo.

“Se você amar seu próximo como a você mesmo, estará no caminho certo. Se, porém,
discriminar as pessoas, você não ama de verdade.”
SCHNEIDERS, Amélia & CORREA, A. Avelino. De mãos dadas: educação religiosa.
São Paulo, Scipione, 1997.

Para aprofundamento do tema texto complementar:(3h/a para execução)

TEXTO 01
DIVERSIDADE CULTURAL NO BRASIL: CONHECER PARA
ACABAR COM O PRECONCEITO
No mês de novembro comemora-se o Dia da Consciência Negra. O que aconteceu nesse dia
para que ele se tornasse uma data marcante na nossa História? O acontecimento histórico que esse Dia
representa tem muito a ver com cada um e cada uma de nós brasileiro e brasileira.
Esse acontecimento é tão importante que não podemos lembrar-nos dele somente em um único
dia, pois, se quisermos ser justos e felizes não podemos esquecer o quanto muitos brasileiros e muitas
brasileiras se esforçaram e sofreram para construir o bonito e rico Brasil em que vivemos hoje. Preste
bastante atenção que, a partir de agora contaremos um pouco da parte mais importante da nossa
História: a História dos povos e suas culturas na formação da sociedade brasileira.
Você deve está se perguntando que importância essa história terá na sua vida. Já lhe digo de
início que esse assunto lhe
transformará a partir de hoje, pois, o
conhecimento é o mais nobre dos
caminhos que trilhamos na vida.
Iniciaremos a conversa
reconhecendo que nós, brasileiros,
somos formados, culturalmente, por
três grandes povos: indígenas,
europeus e africanos. Cada uma
dessas etnias tem a sua parcela de
contribuição no que cada um de nós
somos. Com isso já quero alertar que,
ninguém é melhor do que ninguém.
Cada um de nós, do jeito que somos com - cor da pele, cabelo, altura, costumes, crenças e
posição social - que temos, somos todos(as) brasileiros(as) e, os nossos Direitos e Deveres devem ser
iguais. Ninguém tem o direito de discriminar (inferiorizar, zombar, ridicularizar) o outro ou a outra, só
porque ele ou ela é diferente de nós, pois, a grande riqueza nossa, dos brasileiros e das brasileiras está,
justamente, no que temos de diferente um do outro. Somos diferentes um dos outros, a mistura das três
culturas apontadas acima nos presenteou com essa grande riqueza: a diferença. Poucos povos no mundo
possuem essa riqueza. Portanto, ser inteligente é respeitar, reconhecer e valorizar as nossas diferenças.
O Dia da Consciência Negra, 20 de Novembro existe para nos lembrar da coragem de um
homem negro - Zumbi dos Palmares - de lutar pela liberdade, quando os brasileiros não respeitavam a
diferença cultural do povo negro e indígena e os escravizavam. O Dia da Consciência Negra homenageia
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e resgata as negras raízes do povo brasileiro. É um Dia escolhido por coincidir com o dia da morte
de Zumbi dos Palmares, por isso é dedicado à reflexão sobre presença da população negra na sociedade
brasileira.
Não podemos esquecer jamais que foram os povos indígenas (aqui da América) e negros
(trazidos a força da África), que
construíram o Brasil rico que temos.
Diante dessa verdade cabe a cada um
e a cada uma, ter consciência de quem
somos, e procurar conviver de forma
respeitosa e afetuosa com os/as
colegas tratando-o/a da forma que
gostaríamos que fossemos tratado por
ele ou ela.

TEXTO 02 (2h/a para execução)


Jesus forma a sua equipe
Um garoto resolveu formar um time de futebol. Ele comprou todo o material esportivo, com
ajuda de sua família - seus pais, avós, tios. Todos lhe deram apoio. Agora, ele precisava dos
componentes do time. Mas quem poderia integrar-se nessa equipe? Eram necessárias, no mínimo,
doze pessoas, e cada uma delas deveria ocupar uma posição no time.
Ele desejava fazer um bom time. Começou então escolhendo entre seus amigos. Andou,
andou, escolheu um aqui, outro ali e o time ficou pronto. E que time! Agora era preciso muito treino,
ânimo e união, e isso eles tinham de sobra. Esse time tinha tudo para ser campeão.
Jesus não formou um time de futebol, mas formou uma equipe de trabalho. Ele precisava de
doze ajudantes, pois seu trabalho era grande, e eles iriam ajudá-lo a pregar o amor, a justiça e a paz.
Assim, por onde passava, ele ia escolhendo esses cooperadores. Os quatro primeiros eram
pescadores e foram chamados discípulos.
O maior exemplo de líder foi Jesus. Ele habitou entre nós para nos ensinar muitas coisas,
entre elas, respeitar e honrar autoridades. Ele sempre procurava saber qual era a vontade de Deus e
o obedecia como sua autoridade.
Uma das vontades de Deus foi que Jesus ensinasse a amar e fazer sempre o bem às
pessoas. Deus orientou a Jesus que escolhesse algumas pessoas para serem seus discípulos, ou
seja, que aprendessem com Ele o que Deus havia lhe ensinado e a partir daí, ensinassem também a
outras pessoas!
Revista O cumprimento da promessa. Série Caminhando com Deus. Lerban

ATIVIDADES
Exercício individual
Montando uma Equipe:
Imagine que você vai formar uma equipe do seu esporte favorito. Pense em doze nomes
que fariam parte da sua equipe.
 Que qualidades essas pessoas têm que o levou a escolhê-las?

Faremos tudo o que seu mestre mandar!


Muitos de vocês tiveram a oportunidade de ser líder e também de obedecer ao
“mestre”. Quando um bom líder faz papel de “mestre”, ele consegue orientar a turma e
todos seguem atentamente para ouvir as instruções.
Jesus foi um líder por excelência. Doze homens tiveram o privilégio de serem
liderados por Ele e aprender tudo sobre sua vida. Esses homens ficaram conhecidos
como os discípulos ou ajudantes de Jesus.
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Que características de liderança tornam Jesus um exemplo? Identifique no


quadro abaixo:

Ditador, ouvinte, amoroso, egoísta, altivo, dominador, amigo,


conselheiro, impulsivo, perdoador, corajoso, justo.
Todos precisamos de líderes e autoridades. Algumas autoridades revelam justiça,
outras não. Você se lembra de alguma situação em que alguém, com posição de autoridade
sobre você, agiu injustamente? Descreva essa situação e justifique sua insatisfação.

A relação entre mim e o outro


A cidadania e o valor da amizade

Texto 1: O desvio (2h/a para execução)


Eu e meus irmãos mais novos vivíamos brigando uns com os outros, quando éramos
crianças. Teimosos e obstinados, cada qual queria a coisa a seu modo. Um dia papai levou-nos à
estação da estrada-de-ferro para assistir à chegada de um trem de passageiros.
Mal chegamos, ouvimos o apito de um trem de carga que vinha na direção oposta.
— Estão vendo? disse-nos papai. Dois trens vêm chegando, em direções contrárias. Que é
que vai acontecer?
Nem respondemos. Deixamo-nos ficar ali, mudos de espanto e de medo, à espera da colisão
que julgávamos inevitável. Mas, dali a pouco o trem de carga mudou de direção e entrou em um
desvio. O trem de passageiros ganhou a estação
sem nenhuma dificuldade.
Enquanto os viajantes desciam
tranquilamente, papai se voltou para nós e disse:
— Vocês viram? O mesmo sucede às
pessoas. Todos nós tentamos seguir em direções
diversas, no mesmo leito da estrada, que é a vida. E
se não usarmos os desvios, podemos esperar por
um desastre na certa. Há muitos desvios à nossa
disposição: chamam-se paciência, amor fraterno,
tolerância e bom-senso. Não só as crianças, mas os
adultos também, e até as nações se entenderiam muito melhor se se lembrassem de usar os
desvios.
Nunca mais nenhum de nós esqueceu a lição. Todas as vezes que há choque de opiniões,
que levam a consequências ruins, lembramos daquele desvio e sempre conseguimos, com bons
resultados, resolver os problemas.

O lar é um templo sagrado


De vida superior,
Onde começa no mundo
A lei sublime do amor.
(Casimiro Cunha)

ATIVIDADES
Responda
 O que você costuma fazer quando discorda dos seus amigos?
 E quando os seus amigos discordam de você?
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Texto 2: O valor de uma amizade (2h/a para execução)


Dois primos saíram de férias. Fizeram viagem cheia de contratempos. Chegaram a uma
encruzilhada. João havia decidido ir pela direita. Filipe o ofendeu dizendo que ela era desconfiado e
por isso achava que seu caminho seria o melhor. João,
aborrecido, parou. Escreveu na areia: ―Hoje, meu melhor amigo
me ofendeu seriamente. Sinto-me ferido, sem amigo e solitário‖.
Sem se comunicarem e de mau humor, seguiram viagem.
Com sede, a reserva de água havia terminado. Chegaram a um
verdadeiro oásis. Havia uma nascente de água. Filipe e João se
refrescaram. Descansaram. O calor estava forte. Resolveram
tomar banho no pequeno lago.
Filipe entrou na água e disse que dava pé. João se animou
e entrou no pequeno lago. Estava muito contente e feliz. Deu
mais braçadas para o centro, mas o local era bem mais fundo.
Como não soubesse nadar bem, começou a afundar.
Gritou por socorro a Filipe. Este não ligou, pensando que gritava para se divertir. Quando viu
que a coisa era séria, Filipe foi nadando, alcançou o amigo, e puxou-o com braçadas fortes para a
parte mais rasa.
João deitou-se, procurou botar para fora a água que havia engolido. Descansou. Agradeceu
muito a Filipe por tê-lo salvo. Refeito do susto e cansaço, João foi até uma pequena rocha que havia
ali e, com uma pedra pontuda, escreveu sobre ela o seguinte: ―Hoje, meu melhor amigo salvou-me a
vida.‖
Filipe, intrigado, perguntou: ―Por que quando brigamos, você escreveu na areia: ‗Hoje meu
melhor amigo ofendeu-me seriamente.‘ E agora você escreveu na pedra: ‗Hoje meu melhor amigo
salvou-me.‖
João respondeu sorrindo: ―Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia,
onde o vento do esquecimento e do perdão se encarrega de apagar a ofensa.
Quando faz algo de grandioso, devemos gravar na pedra da memória do coração, que vento
nenhum deste mundo poderá apagar.‖
Chegando a manhã do dia seguinte, com o sol convidando para a alegria de um novo dia, os
dois amigos partiram felizes e continuaram sua viagem de férias.
Mons. Paulo Daher (adaptado)

ATIVIDADES
Sugira:

Amar os outros é Não amar os outros é


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Divirta-se

BINGO DA AMIZADE
Neste bingo cada aluno recebe uma cartela com 4 ou 6 espaços em branco. O aluno deve
colocar o próprio nome no primeiro espaço e escolhe os nomes dos amigos da sala para
completar o restante dos espaços. O professor confecciona os números constantes no
diário e coloca-os num saquinho. Depois é só ir chamando os números e verificando no
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diário. Ganha o bingo quem completa toda a cartela. O prêmio pode ser um saquinho com
4 a 6 balas para que o ganhador distribua com os amigos que colocou os nomes.
http://ensinoreligiosoemfoco.blogspot.com.br/

Atividade interdisciplinar:

1. Pergunte a quatro colegas:


 Como você consegue fazer amigos?
 Por que você aceita essas pessoas como amigas?
 Como você sabe que essas pessoas são amigas?
 Você gosta do modo como essas pessoas são?

2. Escreva as informações recolhidas.


 Formas de fazer amigos
 Formas de saber que são amigos
 Por que se aceitam os amigos
 Como gostaria que eles fossem

3. Apresente seu resultado para o seu grupo. Comentem os critérios que vocês
escolheram para estabelecer amizades. Anotem as conclusões a que o grupo
chegou.

4. Escreva em seu caderno as atitudes que tornam as pessoas bem amigas.

Perdoar-se Ajudar-se Mentir


Brigar Insultar-se Confiar mutuamente
Compartilhar objetos Divertir-se Trair confiança
Respeitar-se Colaborar Ouvir uns aos outros
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AMIGOS DE TODOS OS TIPOS


AMIGO ÍMÃ - Carrega você para todos os passeios.

AMIGO IRMÃO - Muitas vezes você acha que ele é até melhor que seu próprio irmão.

AMIGO PARCEIRO - Sempre pronto para o que der e vier.

AMIGO “VIAGEM NA MAIONESE” - Embarca junto com você em seus sonhos mais mirabolantes.

AMIGO BARULHO - Quando sai, deixa um silêncio enorme…

AMIGO BANQUEIRO - Sempre dá uma força você nas horas mais difíceis.

AMIGO POPULAR - Você tem que agendar uma hora na lista de espera para falar com ele.

AMIGO PROTETOR - Defende você em situações difíceis.

AMIGO ESOTÉRICO - Acredita que há “uma razão” para tudo.

AMIGO OTIMISTA - Esse tem a solução para tudo.

AMIGO CONSELHEIRO - Vive lhe dando conselhos, mesmo que você não queira.

AMIGO ANTIGO - Para ser preservado.

AMIGO NOVO - Para ser conquistado.

AMIGO SÁBIO - Sabe quando falar e quando ficar quieto.

AMIGO EXPERIENTE - Sempre sabe como desenrolar as coisas.

AMIGO ANUAL - Você encontra uma vez por ano, e nota que o tempo não matou o sentimento de
amizade…

AMIGO MÃE - Sempre pronto a dar um colinho.

Reconheceu seu amigo em algum tipo?


Seja qual for, ter amigos é uma maravilhosa benção!
Preserve sempre suas amizades!
http://www.belasmensagens.com.br/amizade/amigos-de-todos-os-tipos-164.html

O valor da relação com o outro

Texto 1: Quais são os Direitos e Deveres da criança?1 (2h/a para execução)


As crianças têm muitos Direitos e Deveres e existem algumas leis que tratam só
disso, como, por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Convenção
sobre os direitos da criança, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Já
existem muitos materiais sobre esse tema disponível na Internet. Mas para resumir um
pouco a resposta à pergunta feita acima, podemos dizer alguns dos Direitos das crianças:
 Ter uma educação de boa qualidade;
 Ter acesso à cultura e aos meios de comunicação e informação;
 Poder brincar com outras crianças da sua idade;
 Não ser obrigado (a) a trabalhar como adulto;

1
Adaptado por José Rodrigues de Carvalho para ser trabalhado na Disciplina Direito & Cidadania com os/as estudantes do
6º, 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Redenção-PA.
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 Ter uma boa alimentação que dê ao organismo todos os nutrientes que a criança
precisa para crescer com saúde e energia;
 Receber assistência médica gratuita nos hospitais públicos sempre que precisar de
atendimento;
 Ser livre para ir e vir, conviver em sociedade e expressar suas ideias e sentimentos;
 Ter a proteção de uma família que a ame, seja ela natural ou adotiva, ou de um lar
oferecido pelo Estado se, por infelicidade, a criança perder os pais e parentes mais
próximos;
 Não sofrer agressões físicas ou psicológicas por parte daqueles que são
encarregados da proteção e educação da criança ou de qualquer outro adulto; Enfim,
as crianças têm direito a uma vida digna, saudável e feliz.

Quanto aos Deveres:


 As crianças precisam começar pelo respeito ao direito das pessoas com quem a
criança convive, pois só assim se pode esperar que elas também nos respeitem.
 Outro Dever da criança é estudar e se preparar para a vida adulta, quando a
sociedade exigirá de dela uma série de responsabilidades que elas não tem hoje,
enquanto são crianças. Por exemplo, trabalhar para criar e educar seus próprios
filhos ou para ser capaz de votar, com discernimento, nos melhores representantes
para governar nossas cidades e nosso país.
 A criança tem também o dever
de respeitar as pessoas que são
ou pensam diferente de delas.
Como cidadãos de um país
democrático, precisam aprender,
desde a infância, a lidar com as
diferenças e aceitá-las. Como
fazer isso? Não discriminando
pessoas que tenham alguma
deficiência física ou mental, as
mais pobres, que não receberam
a mesma educação nem tiveram
as mesmas oportunidades que
nós, ou as que são diferentes
porque têm outra religião,
nacionalidade, etnia, idade, sexo, cor da pele, opção sexual ou outro partido político.
 É dever da criança respeitar os que são diferentes porque eles também são cidadãos
e possuem os mesmos direitos e deveres que nós na sociedade brasileira. Você
pode ler mais sobre isso no nosso site, acessando o site a seguir:
http://www.turminha.mpf.mp.br/.

Texto 2: Convenção sobre os Direitos da Criança completa 21 anos


(2h/a para execução)
A Convenção sobre os Direitos da Criança, adotada pela Assembleia Geral das
Nações Unidas em 20 de novembro de 1989, completou 21 anos. A necessidade de
proporcionar à criança uma proteção especial já havia sido anunciada pela Declaração de
Genebra de 1924 sobre os Direitos da Criança e pela Declaração dos Direitos da Criança
adotada pela Assembleia Geral da ONU, em 20 de novembro de 1959. Esta última dizia que
"em virtude de sua falta de maturidade física e mental, a criança necessita de proteção e
cuidados especiais, inclusive a devida proteção legal, tanto antes quanto após seu
nascimento".
A ONU reconheceu que as crianças devem crescer junto de suas famílias, em um
ambiente de felicidade, amor e compreensão para que tenham um desenvolvimento
harmonioso de sua personalidade. E para que sejam preparadas para uma vida
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independente na sociedade, devem ser educadas com um espírito de paz, dignidade,


tolerância, liberdade, igualdade e solidariedade.
A Convenção sobre os Direitos da Criança levou em conta que em todos os países do
mundo existem crianças vivendo em condições muito difíceis e que elas necessitam de
atenção. Para ajudá-las é preciso respeitar suas tradições e valores culturais, sem fazer
distinção de sexo, idioma, crença, opinião política, origem nacional, étnica ou social, posição
econômica, deficiências físicas, nascimento ou qualquer outra condição da criança ou de
seus pais.
A Convenção sobre os Direitos da Criança levou em conta que em todos os países do
mundo existem crianças vivendo em condições muito difíceis e que elas necessitam de
atenção. Para ajudá-las é preciso respeitar suas tradições e valores culturais, sem fazer
distinção de sexo, idioma, crença, opinião política, origem nacional, étnica ou social, posição
econômica, deficiências físicas, nascimento ou qualquer outra condição da criança ou de
seus pais.
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O SER HUMANO E O MEIO


Qualidade Humana

Texto 1: Vendo com o coração (2h/a para execução)


Além das descobertas científicas, invenções tecnológicas e habilidades artísticas, o homem
precisa desenvolver a potencialidade das emoções, dos sentimentos, dos afetos, da ternura. Os
antigos localizavam no coração a fonte dessas qualidades. A palavra ―coração‖ vem do latim
cor/cordis. Dela deriva as palavras cordial e cordialidade. Cordialidade é a qualidade de quem é
cordial: amoroso, afetuoso, compreensivo e sensível às necessidades dos outros.
O ser humano deve ver e interpretar a natureza, o mundo, pela inteligência e pelo coração. É
importante aprender matemática, informática, ciências e tecnologia, mas isso não basta. Quem não
desenvolve as qualidades do coração é uma pessoa humanamente deficiente. E, com certeza, não é
feliz. A cordialidade é uma maneira de ser, de viver com e para os outros. Ela é a base, o
fundamento do relacionamento humano.
Jesus diz que pelos frutos se conhece a qualidade de uma árvore. Toda árvore boa dá bons
frutos e a árvore má dá maus frutos.(Mateus 7,17-18)
http://colegiodesafio.com.br/img_informativo/file/21-02%20Anexo%20Ensino%20Religioso%20-
%208%C2%BAA,%20B,%20C,%20D.pdf

ATIVIDADES
Responda
1. Quais as potencialidades humanas mais importantes? Por quê?
2. Marque um X nas expressões que complementam a frase: “Há cordialidade quando as
pessoas...”
a. Se tratam bem.
b. Mostram-se gentis.
c. Ignoram os outros.
d. Se compreendem.
e. Falam mal uma das outras
f. Se ajudam mutuamente.
g. Se preocupam com o bem estar de todos.
h. Se tratam com indiferença.

3. Monte, em grupo, em uma cartolina, uma árvore dos bons frutos:

Texto 2: O Barbeiro (2h/a para execução)


Um senhor estava no barbeiro cortando os cabelos e fazendo a
barba.
Conversava com o barbeiro e falava da vida e de Deus.
Depois de algum tempo de conversa, o barbeiro incrédulo não
aguentou e falou:
— Deixa disso, meu caro, Deus não existe!
— Por quê?- perguntou - Ora, se Deus existisse não haveria
tantos miseráveis passando fome! Olhe em volta e veja quanta
tristeza. É só andar pelas ruas e reparar!
— Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é?
— Sim, claro! - respondeu o barbeiro.
O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um
maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba comprida, suja,
abaixo do pescoço, não aguentou, deu meia volta e interpelou o
barbeiro:
— Sabe de uma coisa, não acredito em barbeiros!
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— Como? - perguntou o barbeiro.


— Sim, se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!
— Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!!!
ROSSI, Pe. Marcelo.Parábolas que transformam a vida. Curitiba: Novo rumo, 2003. p. 57.

ATIVIDADES
Responda
1. Explique o seguinte enunciado:
“Aprende a desprezar as coisas exteriores e dar-te às interiores, e verás
como vem a ti o Reino de Deus.” (Imitação de Cristo)

2. Dê exemplos do que devemos valorizar:

Texto 3: A Resposta (2h/a para execução)


Numa viagem para sua terra natal, um homem de muita fé e oração dirigia seu carro
quando foi surpreendido por uma enchente. A barragem de uma grande represa havia
rompido e o local estava todo alagado. A situação era séria, e ele dirigindo seu carro, subiu
num lugar alto.
A água continuou subindo, e o lugar onde ele estava abrigado, não seria seguro por
muito mais tempo. Então apareceu um rapaz num caminhão, e o alertou para o perigo de
estar ali, oferecendo-se para tirá-lo do local.
Para sua surpresa, o homem lhe respondeu: ―Muito obrigado, mas eu tenho fé e o
meu Deus vai me salvar. Não se preocupe comigo‖.
Passado algum tempo, já com o local totalmente alagado, passou uma lancha que
acenava para que ele saísse do carro para salvar-se. Outra vez, ele disse não necessitar de
ajuda, pois era um homem de muita fé, e Deus não iria desampará-lo.
A água subiu tão rapidamente, que ele teve que se refugiar no teto do carro, que já
começava a ser carregado pela correnteza. Um helicóptero de resgate sobrevoando o lugar,
jogou uma boia amarrada a uma corda, mas ele gritou bem alto: ―Eu não preciso, eu tenho
fé. Deus vai me salvar‖!
Em pouco tempo, a enxurrada levou o carro, e o homem de tanta fé morreu afogado.
Já no céu, muito triste ele pergunta a Deus porque não foi salvo.
―Senhor eu tinha tanta fé, por que me deixou morrer afogado?‖.
―Meu filho, eu não queria que você morresse afogado. Tanto, que tentei salvá-lo três
vezes‖. — respondeu Deus para ele.
―Três vezes Senhor, como?‖ — ele perguntou.
―Eu enviei um rapaz para alertá-lo, mas você não o ouviu. Depois mandei uma lancha,
e você não aceitou ajuda. Por fim mandei um helicóptero de resgate, mas você também
recusou a ajuda‖.
Quantos de nós estamos surdos e cegos para os sinais de Deus, e não somos
capazes de reconhecer quando Deus age através de um irmão!
ROSSI, Pe. Marcelo.Parábolas que transformam a vida. Curitiba: Novo rumo, 2003.p.14-15

ATIVIDADES
Explique
Comente o seguinte enunciado: “Os que ainda são novos e sem experiência no
caminho do Senhor facilmente podem enganar-se e perder-se se não se deixarem reger
por aqueles que têm luz e experiência.” (Imitação de Cristo) Se não for dessa maneira,
quais seriam as consequências?
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Responda
1. Qual é a condição indispensável para se ter fé?
2. A fé muda a vida das pessoas. Em sua opinião, em que aspecto as pessoas
devem mudar para que se tornem mais coerentes com sua fé?

Exercício individual
Em cada uma das frases abaixo falta uma palavra. Descubra-a, ordenando as letras nos
desenhos.

a. Para ter fé é necessário criar _________________ dentro da gente.


b. Alguém que se sente completo, acabado, autossuficiente, cheio de si e dono da
___________________ não tem espaço para acolher a fé em sua vida.
c. Mas alguém que se sente incompleto, inacabado, em busca, com vontade de
________________, tem espaço para acolher a fé.

 Qual dos personagens abaixo apresenta condições de acolher a fé em sua vida?


Justifique sua resposta.

SCHNEIDERS, Amélia & CORREA, A. Avelino. De mãos dadas: educação religiosa. São Paulo, Scipione, 1997.
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Eu e o trânsito

Texto 1: Cidadania e trânsito (4h/a para execução)


Essa realidade é trágica, por isso preocupante, você não acha? Como evitar tantas
mortes no trânsito, já que a maioria de população brasileira vive nas cidades, lugares cada
vez mais cheios de carros e motocicletas?
A educação para o trânsito é a solução. Nos países desenvolvidos onde pouca gente
morre vítima do trânsito, educar as pessoas para usar o trânsito deu ótimos resultados. No
Brasil, muitas propostas de educar,
principalmente as crianças e jovens para o
trânsito estão sendo realizadas.
Esse texto, essa leitura que você está
fazendo agora também tem o objetivo de
chamar sua atenção para esse problema que
tanto causa perda e dor em todas as famílias.
Veja os números alarmantes de acidentes em Redenção, nossa cidade:
Número de acidentes de trânsito em Redenção nos anos de 2011 a 2013:
Tipo de Ano Ano Ano Total por tipo de
veículo 2011 2012 2013 veículo

Carro 118 187 163 468

Moto 540 636 525 1.701

Total geral 2.169

Fonte: Batalhão do Corpo de Bombeiros de Redenção-Pa. Org. Carvalho, J. R., 2014.

Analisando mais detalhadamente, em Redenção nesses três anos aconteceram mais


de dois acidentes por dia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, número de vítimas desses
2.169 acidentes atingiu nesses três anos o total de 2.370 pessoas. Desse total, 24
morreram.
Como você está vendo, os acidentes de trânsito acontecem a todo instante – agora
mesmo, enquanto você ler – deve está acontecendo diversos acidentes com mortes de
crianças, jovens, adultos, idosos e animais. Você conhece alguma ação que é feita em
Redenção procurando educar as pessoas para o uso do trânsito? O que nós, estudantes e
professores/as podemos fazer para ajudar a
diminuir o número trágico de acidentes em
nossa cidade, no Brasil e no mundo?
Durante o ano temos dois momentos
simbólicos para apresentarmos trabalhos
(projetos) desenvolvidos nas escolas
municipais em defesa da Paz e da Vida no
Trânsito, são os dias 05 de maio (Dia Mundial do Trânsito) e 25 de setembro (Dia Nacional
do Trânsito). Vamos combinar com as professoras e os professores para desenvolver alguns
desses projetos?
Abaixo coloco uma lista de sugestões de ações, mas você, sua sala pode pensar em
outras. O importante é não deixar de fazer a nossa parte em defesa da educação no trânsito.
Ações realizáveis:
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 Cobrar das autoridades planejamento e políticas públicas de mobilidade urbana. Ex: a


sinalização das vias públicas da cidade e construção de ciclovias;
 Passeios ciclísticos e caminhadas;
 Concursos de redação e exposição de trabalhos escolares;
 Gincana entre escolas sobre educação no trânsito;
 Blitz educativa com panfletos nas proximidades da escola;
 Cobrar das instituições: Prefeitura, Câmara Municipais, DETRAN, Ministério Público,
Juizados e Igrejas, Corpo de Bombeiros, atividades educativas para a Educação no
trânsito.
*Elaborado pelo Prof. José Rodrigues de Carvalho, julho de 2014.
Referências http://www.ruaviva.org.br

ATIVIDADES
 Faça um levantamento junto aos Departamentos competentes para observar
quantitativamente o número de acidentes no trânsito de Redenção nos últimos três
anos (2015 / 2016 / 2017).

Texto 2: Álcool causa 75% das mortes no trânsito (4h/a para execução)
Os números da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas (Abead)
não deixam dúvidas: álcool e direção não combinam. Em 61% dos acidentes de trânsito
registrados no Brasil, o condutor havia ingerido bebida alcoólica. Entre os casos fatais, o
índice sobe para 75%.
A substância prejudica uma capacidade indispensável ao motorista: a percepção.
Sem ela, ocorre a diminuição dos reflexos e aumentam as chances de ocorrer um desastre.
Dependendo de fatores como idade, sexo, massa corporal, sensibilidade ao álcool e estado
emocional, os efeitos podem ser ainda piores.
Com especialidade em dependência química e prática terapêutica, a assistente social
Elis Uchôa integra a Coordenação Estadual de Saúde Mental, Álcool e Outra Drogas. Ela
afirma que, assim como a estrutura física, é necessário levar em conta outras características
do motorista quando se fala da relação álcool/direção. "É preciso considerar fatores como o
contexto sociocultural e econômico do motorista, sua personalidade e sua relação com a
bebida", analisa.
Especialistas do mundo inteiro já comprovaram que o uso habital de bebidas
alcoólicas pode resultar não apenas em prejuízos físicos, mas também mentais e
psicológicos. "O excesso de álcool leva à perda da censura, dos laços sociais e afetivos,
além de provocar desorganização mental com manifestação de sintomas clínicos",
complementa Elis Uchôa.
Sobre a Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro e proíbe o consumo de
qualquer quantidade de bebidas alcoólicas por condutores de veículos, ela acredita que a
restrição pode diminuir o número de acidentes, mas precisa ser mais abrangente. "A nova lei
pode contribuir para a redução da violência no trânsito, mas é preciso pensar também na
condição de vida do condutor, nos apelos da mídia para o consumo de álcool e na
importância da educação para a formação de uma mentalidade responsável. Além disso, é
necessário até mesmo rever as relações de trabalho, como a carga horária dos
caminhoneiros", acrescenta, alterações do ponto de vista físico e mental, o clínico geral
Carlos Alberto Santos afirma que o álcool provoca três tipos de comportamento bastante
distintos: a euforia, a confusão e a depressão. "É comum, após os primeiros copos, o
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motorista se sentir mais eufórico e corajoso, perder o medo e o bom senso. A pessoa fica
excessivamente confiante, abusa da velocidade e faz manobras ousadas", descreve.
A fase seguinte é marcada pela confusão mental, que reduz o raciocínio, e
consequentemente, os reflexos. E por último, a pessoa embriagada entra em estado
depressivo, fica desatento e sonolento, sem capacidade de reação. É nessa fase que ocorre
a maioria dos acidentes, explica.
Esses efeitos são observados a partir do consumo de três latas de cerveja ou três
doses de uísque, considerando-se uma pessoa com 70 quilos - o equivalente a 0,6 mg de
álcool por litro de sangue. "Esse é um exemplo médio, porque isso tudo vai depender de
outros fatores, como idade, massa corporal, estado físico e mental", avisa o médico.
Nas mulheres, por exemplo, a metade dessa quantidade de álcool pode produzir os
mesmos efeitos. "Por terem normalmente menor peso e menor quantidade de água no
organismo, elas acabam absorvendo o álcool por um período mais longo, o que causa a
potencialização dos efeitos".
O tempo que o álcool permanece no organismo também pode variar bastante. "Há
casos em que apenas algumas horas de sono já provocam uma melhora no quadro geral.
Mas há situações em que, na fase da ressaca, a substância se faz fortemente presente,
sendo inclusive possível detectá-la pelo bafômetro. Por isso, o recomendável mesmo é não
beber se for dirigir", aconselha.
Uma nova regulamentação prevê punição para quem dirigir sob influência do álcool,
expor terceiros a riscos ou provocar acidentes de trânsito. A pena varia de seis meses a três
anos de prisão. Dirigir embriagado dá multa e é infração de natureza gravíssima. O infrator
terá que desembolsar R$ 820,00 e ainda corre o risco de ter suspenso o direito de dirigir e
sofrer detenção de seis meses a um ano.
De acordo com o balanço parcial feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), de 27 de
junho a 25 de julho, 28 pessoas foram flagradas pelo bafômetro dirigindo alcoolizadas. O
inspetor da PRF Max Souza diz que ainda não é possível afirmar se a lei ajudou a diminuir o
número de acidentes nas estradas federais, mas garante que já resultou numa mudança de
comportamento por parte dos condutores.

EFEITOS NO ORGANISMO:
Digestivos - gastrite, vômitos, hemorragia gástrica ou intestinal
Hepáticos - hepatite alcóolica, fígado gorduroso, pele amarela, cirrose hepática
Respiratórios - laringite, bronquite, enfisema pulmonar, falta de ar ao falar ou subir
escadas.
Cardíacos - doença do miocárdio com alterações circulatórias. Sob os efeitos tóxicos
do álcool, aumenta o trabalho cardíaco, o que provoca aumento dos batimentos.
Neurológicos - lesão etílica cerebral, diminuição da coordenação motora, delírios e
confusão mental, inflamações dos nervos, doenças dos músculos, demência progressiva,
falta de apetite, diminuição da glicose sanguínea, inflamação do pâncreas.

TRÂNSITO E CIDADANIA: PODEMOS VIVER SEM ACIDENTES E SEM MORTES


Desde 1995, passei a fazer um pedido ao final de cada ano: que eu jamais tivesse um ano
como aquele, onde recolhi meu filho morto no asfalto em uma madrugada fria de Porto
Alegre. Ele era apaixonado pela vida...
Diza Gonzaga, mãe de Thiago de Moraes Gonzaga, morto em acidente de trânsito.
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Infelizmente, o maior responsável pela morte de crianças e adolescente até 14 no


Brasil são os acidentes de trânsito. (Veja na tabela abaixo). A idade mais afetada pelos
atropelamentos é a de 5 a 9 anos, quando a criança já vai sozinha para a escola.

Morte de crianças e adolescentes até 14 em acidentes de trânsito em 2012.


TIPO DE ACIDENTE COM QUANTIDADE DE MORTOS
CRIANÇAS
Pedestre 584
Passageiras de veículos 547
Passageiras de motos 170
Ciclistas 136
Outros 425
Total 1.862
Fonte: DataSUS/Ministério da Saúde, 2012.
Org. Carvalho, J. R., 2014.

Eu e os meios de comunicação e redes sociais


Texto 1: Mafalda/Quino

TUFANO, Douglas. Estudos de língua portuguesa. São Paulo: Moderna, 1990.

Texto 2: Calvin

TUFANO, Douglas. Estudos de língua portuguesa. São Paulo: Moderna, 1990.

ATIVIDADES
Responda
 Quais seus programas favoritos na televisão? Por quê?
 Você acha que a televisão faz com que as pessoas não pensem mais? Em que
sentido?
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 Em vez de ver televisão, que outras atividades você poderia praticar, que
fossem mais proveitosas?

Texto 3: INTERNET, QUE ESPAÇO É ESSE? (2h/a para execução)


Desde menina ouço que a internet surgiu de forma a encurtar distâncias e minimizar custos
para qualquer empresa, na escola acelera o ensino e a aprendizagem dos alunos, sendo uma nova
modalidade a ser usada pelo corpo docente como metodologia; e nas casas, para que ela serve?
Seria para a comodidade dos usuários na compra de produtos, no pagamento de contas, no
recebimento de cartas eletrônicas, na consulta de material didático, informação rápida e uma forma
de lazer?
Percebemos que na atualidade esse espaço cibernético já não é exclusividade da classe alta e
que não depende de um computador para existir. Ele simplesmente invade a vida das grandes
massas de menor poder aquisitivo também, através de aparelhos tecnológicos de custo acessível
como alguns telefones celulares. Através de um clic muitas realidades são transformadas.
As relações sociais aumentaram com o surgimento de alguns aplicativos e sites de
relacionamento. Mas será que as relações humanas continuam com o mesmo calor que seriam longe
das frias redes virtuais? Onde beijos e abraços não são sentidos e mensagens de carinho são
―despersonalizadas‖, pois estão fadadas ao ctrl C e Ctrl V. Por que trocamos o útil pelo fútil, o
humano pela máquina e o calor humano por vãs palavras trocadas em bate-papos com palavras
distorcidas, será que é por isso que estamos embrutecendo e sendo dominados pela tecnologia?
Afinal, em que espaço nós vivemos? Será o virtual ou o real? Ou já não dá para separar ambos?
Internet, quem não a usa? Será um espaço infinito de oportunidades e armadilhas? Vale a
pena usá-la, mas com moderação!
Maria Aparecida de Souza

ATIVIDADES
Responda
 Como você tem usado a Internet?
 Diga quais as vantagens que você observa no primeiro parágrafo do texto.
 Através de quais aparelhos podemos acessar a internet, segundo o texto?
 Quais os perigos que esse espaço virtual pode trazer às pessoas?
 Você concorda com a autora que as redes sociais (virtuais) esfriaram as relações
humanas? Explique.
 Defina o que é a Internet para você.
 Você acredita que na atualidade o homem consegue ter uma vida normal sem a
internet em seu cotidiano? Por quê?
http://ensinoreligiosoemdestaque.blogspot.com.br

Texto 4: REDES SOCIAIS: exposição ou intromissão? (2h/a para execução)


As redes sociais instalaram-se definitivamente no dia-a-dia das pessoas, seja por diversão,
amizade ou motivos profissionais. O certo mesmo é que a internet trouxe o universo para dentro de
nossas casas. E por esse motivo, a exposição das pessoas nas redes sociais não para de crescer.
Essa maneira rápida de se comunicar que a internet proporciona, aproxima quem está longe,
assim como pode distanciar quem está perto. Ou seja, além de unir pessoas e criar laços também
pode servir de palco para confusões e intrigas. Tudo depende do uso que dela se faz.
Parece que o fato de não ficarem olho no olho faz com que algumas pessoas ignorem os
perigos e acabem publicando informações demais. Sobram informações sobre rotina diária, compras,
e por vezes fotos íntimas. Qualquer um pode acessar essas informações. Existem histórias de
pessoas que sofreram ameaças de sequestro que podem ter vindo de qualquer lugar do mundo. Ou
seja, no mundo virtual, como no mundo real, é necessário preservar a própria privacidade. Afinal, o
mundo virtual, faz parte do mundo real. Não é um "universo paralelo‖.
Aqui vão algumas dicas para evitar excesso de exposição:
– Tenha sempre bom senso e cautela ao compartilhar informações em redes sociais. Nunca
adicione pessoas desconhecidas.
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– Evite ao máximo postar fotos e vídeos de caráter mais íntimo.


– Nunca compartilhe posts que possam identificar seu endereço ou demonstre situações de
seu nível socioeconômico.
– Lembre-se de que, além de compartilhar informações com seus amigos diretos, há pessoas
nas listas deles que verão seus posts, dependendo das configurações de privacidade que você
adotar.
– Antes de postar qualquer material, pense sempre no seu perfil como se ele fosse totalmente
aberto a todos. Configurações de segurança podem falhar e acabar expondo dados que você não
pretendia disponibilizar.
– Fique atento: informações nas redes sociais são, em alguns casos, indexadas a
ferramentas de busca online e facilmente rastreadas por terceiros.
– Sempre revise suas configurações de privacidade.
Christiane Lima
http://elo.com.br/portal/colunistas/ver/228974/redes-sociais-exposicao-ou-intromissao.html

ATIVIDADE
Compartilhe

Você conhece algum caso de exposição pessoal na internet que levou a sérios
problemas?

Para lembrar

Com certeza o amor que não damos é o mesmo


que não recebemos.
Charles Chaplin

Para aprofundamento do tema texto complementar:

A VERDADE NA MÍDIA
Uma discussão muito atual diz respeito à verdade na mídia, isto é, nos meios de
comunicação. As emissoras de tevê, os jornais, as revistas e as rádios estão nas mãos de grandes
empresas de comunicação, que têm seus interesses econômicos e políticos e veiculam as notícias
de acordo com esses interesses. A verdade jornalística fica, desse modo, sujeita à manipulação da
informação.
Pesquisadores da comunicação indicam que hoje há uma unanimidade das posições da
mídia: todos os órgãos falam a mesma coisa, da mesma forma. Não há visões diferentes para que o
leitor ou espectador forme uma opinião própria. Alguns fatos são omitidos, outros são contados pela
metade, outros, ainda, são exagerados. Como reação a essa crise da mídia, vêm sendo criados, no
mundo todo, sobretudo na internet, centros de mídia independente.
Pretende-se com isso dar possibilidade ao público de conhecer o que se passa por trás da
notícia, o que não aparece nos jornais de grande circulação e no noticiário da televisão.
INCONTRI, Dori & BIGHETO, Alessando César. Todos os jeitos de crer. São Paulo: Ática, 2004. v. 4, p. 15-16.
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ATIVIDADES
Responda
 Que contribuição a mídia poderia dar à sociedade?

 Ela consegue fazê-lo?

Sugestões didáticas e metodológicas


 Aula expositiva.
 Slides.
 Dramatizações.
 Leituras coletivas e individuais.
 Leitura e debates.
 Leitura e discussão de imagens.
 Leitura e reflexão de acontecimentos mundial,
nacional, regional e local.
 Seminários.
 Trabalho com pesquisa.
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 Mostra: Artes, Geografia, Ciências, História, Leitura do livro didático, Matemática


Financeira, Artesanato.
 Gincana.
 Saraus literários e musical.
 Sessão de cinema.
 Debate sobre Vídeos.
 Leitura de mapas.
 Excursão: em bairros, órgãos públicos, feiras
livres, pequenas indústrias, universidades, etc.
 Exposição: mural, painéis, cartazes, vídeos.
 Jornal escolar.
 Teatro.
 Músicas.
 Danças.
 Mural.
 Apresentações culturais nas datas comemorativas.
 Projetos.