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PROGRAMA TRAINEE 2019

EQUIPE UFBA IBRACON

CONCURSO TRAINEE

CONCREBOL 2019

1 OBJETIVO

1.1 Este Concurso tem por objetivo testar a habilidade dos competidores no
desenvolvimento de métodos construtivos e na produção de concretos homogêneos com
parâmetros de resistência otimizados.
1.2 O desafio proposto é o de conceber dois cilindros de concreto, com os materiais e as
dimensões estabelecidos neste Regulamento.
1.3 Este Regulamento estabelece os requisitos a serem atendidos para participação neste
concurso, para confecção dos cilindros e para a realização dos ensaios, além de informar
sobre os critérios de pontuação estabelecidos pela Comissão Julgadora, a Equipe UFBA
IBRACON (EUI), à equipe participante desse desafio.

2 PARTICIPAÇÃO

2.1 A equipe deve ser formada por 4 estudantes de engenharia civil da Universidade
Federal da Bahia (UFBA) escolhidos pelos membros permanentes da EUI, e é obrigatório
que todos os integrantes da equipe que comparecerão no dia da moldagem e ensaio de
compressão estejam aprovados para o Programa Trainee da EUI 2019.

2.2 A equipe não deve eleger um de seus alunos para representá-la como capitão. Todos
os membros serão responsáveis pelas comunicações da equipe.

2.3 É permitida a submissão de apenas DOIS CILINDRO pela equipe.

2.4 A equipe deve ser orientada por um ou mais membros permanentes da EUI.

3 ESCOLHA DO TRAÇO

3.1 A equipe poderá escolher APENAS UM entre os quatro traços fornecidos pela Equipe
UFBA IBRACON no anexo 1 deste edital, ou modificar qualquer um dos quatro traços
fornecidos, conforme julgue interessante mediante a estratégia da equipe.

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3.2 A metodologia de escolha do traço a ser utilizado deve ser decidida pela equipe, sem
orientação de um ou mais membros permanentes da EUI que possa tendenciar a escolha
de um traço específico.
3.3 É sumariamente proibido a moldagem e ensaio anterior de corpos de prova a fim de se
avaliar características do concreto que facilitem a escolha do traço final.
3.4 A escolha do traço deverá ser feita unicamente por meio de análise teórica.

4 CONFECÇÃO DO CORPO DE PROVA

4.1 Materiais

4.1.1 Cimento Portland e adições

Para preparação do concreto poderá ser usado o CP V – ARI ou o CPB 40,


disponibilizados pela EUI, ou qualquer outro tipo de cimento Portland atualmente
comercializado, normalizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT NBR
5732, ABNT NBR 5733, ABNT NBR 5735, ABNT NBR 5736, ABNT NBR 5737, ABNT NBR
9831, ABNT NBR 11578, ABNT NBR 12989 ou ABNT NBR 13116) ou pela ASTM C 150,
adquirido pela equipe participante.

É permitido o uso de adições minerais normalizadas pela ABNT, como sílica ativa (ABNT
NBR 13956) e pó de quartzo, que serão disponibilizados pela EUI, metacaulim (ABNT NBR
15894) ou outros materiais pozolânicos (ABNT NBR 12653) que venham ser adquiridos
pela equipe participante.

Não é permitido o uso de aglomerantes como colas de origem orgânica e polímeros,


bem como de pigmentos de qualquer origem.

4.1.2 Agregados

Os agregados utilizados devem ser de natureza pétrea, conforme a ABNT NBR 7211. É
vedado o uso de agregados de outras origens (metálicos, pérolas de vidro, etc) com
exceção de pérolas de EPS (poliestireno expandido), que serão fornecidas pela EUI, e dos
agregados leves previstos na ABNT NBR 7213, caso adquiridos pela equipe participante.

4.1.3 Fibras

É permitida a utilização de fibras, tal como fibras de aço, que serão disponibilizadas pela
EUI, ou qualquer outro tipo de fibra adquirida pela equipe participante, desde que seu
comprimento seja inferior a 60 mm e seu diâmetro inferior a 0,5 mm. É obrigatório que as
mesmas estejam dispostas de forma homogênea e aleatória no concreto (não

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concentradas num ponto ou organizadas em forma de malha, alinhadas em uma direção


etc.), sendo que esta premissa será verificada após a realização do ensaio.

4.1.4 Aditivos químicos

Podem ser utilizados o superplastificante ADVA CAST 525 e o incorporador de ar Silicon


Pablo 330 OM, disponibilizados pela EUI, ou qualquer outro aditivo de acordo com a ABNT
NBR 11768, adquirido pela equipe participante.

Ficará, também, à disposição da equipe o aditivo Daraset 100.

4.2 Procedimento Executivo

4.2.1 Mistura

A mistura dos materiais será feita com um misturador elétrico para argamassa (helicoidal),
dentro de um recipiente fornecido pela EUI. A ordem e proporção de lançamento dos
materiais é de decisão exclusiva da equipe participante, sem influência da Comissão
Julgadora.

4.2.2 Características dos corpos de prova

Os corpos de prova devem ser cilíndricos, com 50 mm de diâmetro e 100 mm de altura. A


tolerância nas medidas é de 0,5 mm.

4.2.3 Adensamento (Moldagem)

A equipe participante poderá solicitar ao membro da Comissão Julgadora, presente


momento, realizar o adensamento em uma mesa vibratória, caso julgue necessário.

4.2.4 Desmoldagem

A desmoldagem será feita por um ou mais membros da equipe participante com o


acompanhamento e auxílio de um ou mais membros permanentes da EUI, no dia seguinte
à moldagem dos corpos de prova.

4.2.5 Cura

O processo de cura deve ser escolhido pelas equipes entre as opções a seguir, e
informado à Comissão Julgadora no dia da moldagem:

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 Somente cura úmida à temperatura ambiente, desde após a desforma até o dia de
ensaio;
 Somente cura seca termo controlada à temperatura de 70 °C, desde após a
desforma, por 15 minutos ao dia, durante três dias seguidos;
 Primeiro, cura seca termo controlada à temperatura de 70 °C, desde após a
desforma, por 15 minutos e em seguida, após o resfriamento, cura úmida à
temperatura ambiente, até o dia de ensaio.

4.2.6 Procedimentos de laboratório

Os procedimentos laboratoriais devem seguir as prescrições das Normas Técnicas


Brasileiras (ABNT), sempre que pertinentes.

4.2.7 Marcações

Não é permitido identificar o corpo de prova com marcações.

4.2.8 Homogeneidade e acabamento

Não é permitido que o corpo de prova seja pintado ou lixado para melhorar a estética ou
por quaisquer outras razões. O corpo de prova deve ser homogêneo e com a mesma
composição em toda sua massa. Não serão aceitos corpos de prova com núcleos de
materiais diferentes (esta condição será verificada após o ensaio de ruptura). No ato de
sua entrega, o corpo de prova deve estar preparado e pronto, inclusive com topos polidos,
para o ensaio de resistência à compressão axial.

6 ENSAIO

6.1 Etapas

A realização do ensaio consiste em três etapas, sendo descritas em detalhe de 6.2 a 6.4:

 Etapa 1: dimensão dos CILINDROS;


 Etapa 2: massa dos CILINDROS e massa específica do concreto;
 Etapa 3: resistência do concreto.

6.2 Etapa 1: diâmetro e volume dos CILINDROS

Devem ser realizadas três determinações do diâmetro do topo, três determinações do


diâmetro da base e três determinações da altura de cada CILINDRO, sendo as medidas
tomadas pela Comissão Organizadora em diferentes pontos. O diâmetro médio (d) dos
CILINDROS corresponde à média das seis medidas de base e top e a altura média (h) dos

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CILINDROS corresponde à média das três medidas realizadas, ambos com exatidão de
0,1 mm. Esses valores serão utilizados no cálculo do volume (V), conforme equação 1, e
posteriormente utilizados no cálculo da pontuação final para classificação das equipes.

( ) ∗h
2
d
V =π ∗ (eq. 1)
2

Ainda, será avaliada a dispersão entre as medidas do diâmetro dos CILINDROS, de


acordo com a equação 2, que será considerada no cálculo da pontuação final da equipe.

13,33 − DM
F= (eq. 2)
13,33

onde:

F é o fator atribuído ao diâmetro do cilindro;


DM é desvio médio das 6 medidas de diâmetro realizadas, calculado pela equação 3:

∑|x i − x̄| (eq. 3)


DM= i=1
6

6.3 Etapa 2: massa do CILINDRO de concreto

A massa do CILINDRO deve ser determinada em balança com resolução de 1 g e deve ser
menor ou igual a 300 g. Esse valor será utilizado no cálculo da pontuação final.
Calcular a massa específica do concreto utilizado para confeccionar o CILINDRO, a partir
da massa e do volume do CILINDRO (o volume é aquele calculado na Etapa 1).

6.4 Etapa 3: resistência do concreto

Após sua caracterização (Etapa 1), os corpos de provas devem ser rompidos por
compressão axial em prensa do Departamento de Ciência e Tecnologia dos Materiais
(DCTM) da Escola Politécnica da UFBA, sendo registrada a máxima carga de ruptura (P)
obtida em quilonewtons (kN), com três casas decimais. Esse valor será considerado no
cálculo da pontuação final da equipe.

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6.6 Pontuação final

O cálculo da pontuação final (PF) de cada CILINDRO deve ser realizado pela equação 4 a
seguir:
2∗ P V 5,0
PF= ∗ ∗F∗ (eq. 4)
4 ∗ π ∗r 2
m m

onde:
PF é o valor da pontuação final;
P é a máxima carga registrada no ensaio de resistência à compressão, em quilonewtons
(kN);
r é o raio do CILINDRO, calculado como a metade do diâmetro médio obtido na Etapa 1
(ver 6.2), em metros (m);
V é o volume do CILINDRO, calculado conforme a equação 1, em metros cúbicos (m³);
m é a massa da bola, determinada em 6.3, em quilogramas (kg);
F é o fator atribuído ao diâmetro da bola, calculado conforme a equação 2.
O valor da pontuação final será apresentado com precisão de quatro casas decimais.

7 APRESENTAÇÃO DO ESTUDO

7.1 Cada equipe deverá apresentar oralmente as informações sobre o procedimento de


escolha do traço e avaliação dos possíveis erros e/ou acertos durante esta atividade,
contendo obrigatoriamente:

 Justificativa do traço escolhido;


 Justificativa de modificação ou não modificação do traço escolhido;
 Quantidade de cada material utilizado, em kg/m 3;
 Identificação dos materiais utilizados (tipo, marca, massa específica, etc.)
 Detalhamento da pesagem dos materiais, preparação do concreto e método de
cura;

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 Fotos do processo de moldagem;


 Pontos positivos e negativos da equipe durante as discussões;
 Pontos positivos e negativos da equipe durante o processo de moldagem.

7.2 A apresentação deverá ter participação de todos os membros e ser realizada no dia da
entrega da Atividade de Planejamento, dentro de um tempo de 10 minutos, sem tolerância.

8 COMISSÃO ORGANIZADORA

A Comissão Organizadora é formada por membros permanentes da Equipe UFBA


IBRACON que representam a Universidade Federal da Bahia nos concursos estudantis do
Congresso Brasileiro do Congresso.
A Comissão Organizadora é responsável por receber e verificar os corpos de prova,
realizar o ensaio de resistência e avaliar o cumprimento deste Regulamento. A divulgação
do resultado será feita pela Equipe UFBA IBRACON por e-mail encaminhado para todos os
membros da equipe participante. São princípios da EUI a ética e o respeito mútuo entre os
estudantes que a integram. Tais princípios se estendem a todos que participam dos
Processos Seletivos da EUI. Desta forma, qualquer falta de ética ou respeito dos
integrantes do Programa Trainee (PT) com a comissão julgadora e organizadora será
passível de desclassificação da atividade e eliminação do PT.

10 PRÊMIOS

Não haverá atribuição de premiação de qualquer natureza para a equipe após a realização
da atividade. Esta atividade tem a finalidade exclusiva de avaliar o desempenho, em
diversos aspectos, dos integrantes do Programa Trainee da Equipe UFBA IBRACON 2019.

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ANEXO 1

TRAÇO 1 TRAÇO 3
Materiais Traço Ρ (Kg/ dm³) Materiais Traço Ρ (Kg/ dm³)
Cimento Portland 1.00 3.14 Cimento Portland 1.00 3.14
EPS 3,35 mm 0.05 0.05 EPS 2,36 mm 0.07 0.05
Areia quartzosa 0.29 2.60 Areia quartzosa 0.29 2.60
Pó de quartzo 0.10 2.70 Pó de quartzo 0.10 2.70
Adições Adições
Sílica Ativa 0.20 2.20 Sílica Ativa 0.19 2.20
Água Comum 0.17 1.00 Água Comum 0.19 1.00
Incorporador de ar 0.00 1.01 Incorporador de ar 0.02 1.01
Aditivo Aditivo
Superplastificante 0.08 1.06 Superplastificante 0.04 1.06

TRAÇO 3 TRAÇO 4
Materiais Traço Ρ (Kg/ dm³) Materiais Traço Ρ (Kg/ dm³)
Cimento Portland 1.00 3.14 Cimento Portland 1.00 3.14
EPS 2,36 mm 0.04 0.05 EPS 3.35 mm 0.04 0.05
Areia quartzosa 0.29 2.60 Areia quartzosa 0.29 2.60
Pó de quartzo 0.10 2.70 Pó de quartzo 0.10 2.70
Adições Adições
Sílica Ativa 0.20 2.20 Sílica Ativa 0.19 2.20
Água Comum 0.18 1.00 Água Comum 0.19 1.00
Incorporador de ar 0.00 1.01 Incorporador de ar 0.03 1.01
Aditivo Aditivo
Superplastificante 0.05 1.06 Superplastificante 0.04 1.06

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