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Banco do Brasil S.A.

BANCO DO BRASIL
Escriturário
A apostila preparatória é elaborada antes da publicação do Edital Oficial com
base no Edital anterior, para que o aluno antecipe seus estudos.

MR070-2017
DADOS DA OBRA

Título da obra: Banco do Brasil S.A.

Cargo: Escriturário

(Baseado no Edital Nº 01 - BB, de 07 de Agosto de 2015)

• Língua Portuguesa
• Raciocínio Lógico - Matemático
• Atualidades do Mercado Financeiro
• Cultura Organizacional
• Técnica de Vendas
• Atendimento
• Domínio Produtivo de Informática
• Conhecimentos Bancários
• Língua Inglesa

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Produção Editorial/Revisão
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Suelen Domenica Pereira

Capa
Rosa Thaina dos Santos

Editoração Eletrônica
Marlene Moreno

Gerente de Projetos
Bruno Fernandes
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

Ortografia oficial....................................................................................................................................................................................................... 01
Pontuação. .................................................................................................................................................................................................................. 05
Emprego das classes de palavras. ..................................................................................................................................................................... 09
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. ...................................................................................................................... 09
Concordância nominal e verbal. ........................................................................................................................................................................ 44
Regência nominal e verbal. .................................................................................................................................................................................. 49
Crase. ............................................................................................................................................................................................................................ 55
Construção frasal...................................................................................................................................................................................................... 60
Emprego de conectores......................................................................................................................................................................................... 61
Compreensão de textos......................................................................................................................................................................................... 64

Raciocínio Lógico - Matemático

Números inteiros e racionais: operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação); expressões numéricas;
múltiplos e divisores de números naturais; problemas. Frações e operações com frações. ..................................................... 01
Números e grandezas proporcionais: razões e proporções; divisão em partes proporcionais; regra de três; porcentagem
e problemas................................................................................................................................................................................................................ 20
Estatística descritiva; distribuição de probabilidade discreta. Juros simples e compostos: capitalização e descontos. .......... 40
Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais, real e aparente................................................................................ 52
Planos ou Sistemas de Amortização de Empréstimos e Financiamentos. ........................................................................................ 55
Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de financiamento, empréstimo e investimento.............................................. 61
Taxas de Retorno.......................................................................................................................................................................................................................64

Atualidades do Mercado Financeiro

Sistema Financeiro Nacional................................................................................................................................................................................ 01


Dinâmica do Mercado. .......................................................................................................................................................................................... 01
Mercado Bancário.................................................................................................................................................................................................... 01

Cultura Organizacional

Conceito de Cultura Organizacional. Preceitos da Cultura Organizacional. Vantagens e desvantagens da Cultura Orga-
nizacional. Características da Cultura Organizacional. Cultura Empresarial...................................................................................... 01
Ética aplicada: ética, moral, valores e virtudes; noções de ética empresarial e profissional. A gestão da ética nas empre-
sas públicas e privadas........................................................................................................................................................................................... 05
Código de Ética do Banco do Brasil ( disponível no sítio do BB na internet)................................................................................... 14
Código de conduta da alta administração pública..................................................................................................................................... 16
Gestão da Sustentabilidade. ............................................................................................................................................................................... 19
Essência BB: Crença, Missão, Valores e Visão................................................................................................................................................ 23
Estatuto Social do Banco....................................................................................................................................................................................... 23

Técnica de Vendas

Noções de administração de vendas: planejamento, estratégias, objetivos; análise do mercado, metas. .......................... 01
Técnicas de vendas de Produtos e Serviços financeiros no setor bancário: planejamento, técnicas; motivação para
vendas; ......................................................................................................................................................................................................................... 03
Produto, Preço, Praça, Promoção; ................................................................................................................................................................... 04
SUMÁRIO

Vantagem competitiva; ........................................................................................................................................................................................ 05


Como lidar com a concorrência; .................................................................................................................................................................... 06
Noções de Imaterialidade ou intangibilidade, Inseparabilidade e Variabilidade dos produtos bancários. ................ 08
Manejo de carteira de Pessoa Física e de Pessoa Jurídica........................................................................................................................ 08
Noções de Marketing de Relacionamento. .................................................................................................................................................. 09
Código de Proteção e Defesa do Consumidor: Lei nº 8.078/1990 (versão atualizada)............................................................... 10

Atendimento

Marketing em empresas de serviços;............................................................................................................................................................... 01


Satisfação e retenção de clientes;...................................................................................................................................................................... 03
Valor percebido pelo cliente; .............................................................................................................................................................................. 04
Telemarketing;............................................................................................................................................................................................................ 05
Etiqueta empresarial: comportamento, aparência, cuidados no atendimento pessoal e telefônico;...................................... 06
Interação entre vendedor e cliente;.................................................................................................................................................................. 07
Qualidade no atendimento a clientes;............................................................................................................................................................. 08
Resolução CMN nº 4.433, de 23/07/15 - Dispõe sobre a constituição e o funcionamento de componente organizacio-
nal de ouvidoria pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banc o Central do
Brasil.....................................................................................................................................................................................................................17

Domínio Produtivo de Informática

Microsoft Windows 7 em português: Conhecimentos básicos. Criação de pastas (diretórios), arquivos e atalhos, área de
trabalho, área de transferência, manipulação de arquivos e pastas.................................................................................................... 01
Processador de texto (MS Word e BrOffice.org Writer). Edição e formatação de textos (operações do menu: Formatar,
Inserir tabelas, Exibir-cabeçalho e rodapé, Arquivo-configurar página e impressão, Ferramentas-ortografia e gramáti-
ca. ................................................................................................................................................................................................................................... 09
Planilhas eletrônicas (MS Excel e BrOffice.org Calc). Edição e formatação de células, manipulação de fórmulas matemá-
ticas elementares, filtros, seleções e ordenação. ........................................................................................................................................ 53
Editor de Apresentações (MS PowerPoint e BrOffice.org Impress). Uso de slide mestre, formatação e transição de slides,
inserção de objetos (som, imagem, links).....................................................................................................................................................104
Conceitos básicos de tecnologias relacionadas à Internet e Intranet, World Wide Web, Navegador Internet (Internet
Explorer e Mozilla Firefox), busca e pesquisa na Web. ...........................................................................................................................132
Conceitos básicos de tecnologias e ferramentas de colaboração, correio eletrônico, grupos de discussão, fóruns e
wikis...................................................................................................................................................................................................................166
Conceitos básicos de proteção e segurança, realização de cópias de segurança (backup), vírus e ataques a compu-
tadores.................................................................................................................................................................................................... 169
Conceitos de organização e de gerenciamento de informações, arquivos, pastas e programas. ........................................176
Conhecimentos gerais sobre redes sociais (twitter, facebook, linkedin)..........................................................................................182

Conhecimentos Bancários

Estrutura do Sistema Financeiro Nacional: Conselho Monetário Nacional;...................................................................................... 01


COPOM – Comitê de Política Monetária......................................................................................................................................................... 18
Banco Central do Brasil;’........................................................................................................................................................................................ 21
Comissão de Valores Mobiliários....................................................................................................................................................................... 22
Produtos Bancários: Noções de cartões de crédito e débito, crédito direto ao consumidor, crédito rural, caderneta de
poupança, capitalização, previdência, investimentos e seguros............................................................................................................ 24
Noções do Mercado de capitais e de Câmbio.............................................................................................................................................. 32
SUMÁRIO

Garantias do Sistema Financeiro Nacional: aval; fiança; penhor mercantil; alienação fiduciária; hipoteca; fianças bancá-
rias; Fundo Garantidor de Crédito (FGC)......................................................................................................................................................... 36
Crime de lavagem de dinheiro: conceito e etapas.’.................................................................................................................................... 54
Prevenção e combate ao crime d e lavagem de dinheiro: Lei nº 9.613/98 e suas alterações, Circular Bacen 3.461/2009 e
suas alterações e Carta-Circular Bacen 3.542/12......................................................................................................................................... 57
Autorregulação Bancária....................................................................................................................................................................................... 73

Língua Inglesa

Conhecimento de um vocabulário fundamental e dos aspectos gramaticais básicos para a interpretação de textos
técnicos........................................................................................................................................................................................................................ 01
LÍNGUA PORTUGUESA

Ortografia oficial....................................................................................................................................................................................................... 01
Pontuação. ................................................................................................................................................................................................................. 05
Emprego das classes de palavras. .................................................................................................................................................................... 09
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. ..................................................................................................................... 09
Concordância nominal e verbal. ........................................................................................................................................................................ 44
Regência nominal e verbal. ................................................................................................................................................................................. 49
Crase. ........................................................................................................................................................................................................................... 55
Construção frasal...................................................................................................................................................................................................... 60
Emprego de conectores......................................................................................................................................................................................... 61
Compreensão de textos......................................................................................................................................................................................... 64
LÍNGUA PORTUGUESA

Escreve-se com S e não com Z:


ORTOGRAFIA OFICIAL. *os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês,
freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc.
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me-
tamorfose.
A ortografia é a parte da língua responsável pela gra- *as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
fia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão quiseste.
culto da língua. *nomes derivados de verbos com radicais terminados
As palavras podem apresentar igualdade total ou par- em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender -
cial no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo ten- empresa / difundir - difusão
do significados diferentes. Essas palavras são chamadas *os diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís -
de homônimas (canto, do grego, significa ângulo / canto, Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho
do latim, significa música vocal). As palavras homônimas *após ditongos: coisa, pausa, pouso
dividem-se em homógrafas, quando têm a mesma grafia *em verbos derivados de nomes cujo radical termina
(gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar
gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, pa-
lácio ou passo, movimento durante o andar). Escreve-se com Z e não com S:
Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem- *os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje-
se observar as seguintes regras: tivo: macio - maciez / rico - riqueza
*os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de
O fonema s: origem não termine com s): final - finalizar / concreto - con-
cretizar
Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substan- *como consoante de ligação se o radical não terminar
tivadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, com s: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis +
corr e sent: pretender - pretensão / expandir - expansão / inho - lapisinho
ascender - ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão
/ submergir - submersão / divertir - diversão / impelir - im- O fonema j:
pulsivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer Escreve-se com G e não com J:
- recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / consentir *as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa,
- consensual gesso.
*estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim.
Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes deri- *as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
vados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge.
prim ou com verbos terminados por tir ou meter: agredir Observação: Exceção: pajem
- agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão / *as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio,
ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - percussão / litígio, relógio, refúgio.
regredir - regressão / oprimir - opressão / comprometer - *os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir.
compromisso / submeter - submissão *depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur-
*quando o prefixo termina com vogal que se junta com gir.
a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assimé- *depois da letra “a”, desde que não seja radical termi-
trico / re + surgir - ressurgir nado com j: ágil, agente.
*no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exem-
plos: ficasse, falasse Escreve-se com J e não com G:
*as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos *as palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji-
de origem árabe: cetim, açucena, açúcar boia, manjerona.
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, *as palavras terminada com aje: aje, ultraje.
Juçara, caçula, cachaça, cacique
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu, O fonema ch:
uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, Escreve-se com X e não com CH:
esperança, carapuça, dentuço *as palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
*nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / caxi, muxoxo, xucro.
deter - detenção / ater - atenção / reter - retenção *as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J):
*após ditongos: foice, coice, traição xampu, lagartixa.
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r): *depois de ditongo: frouxo, feixe.
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção *depois de “en”: enxurrada, enxoval.
Observação: Exceção: quando a palavra de origem
O fonema z: não derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)

1
LÍNGUA PORTUGUESA

Escreve-se com CH e não com X: 04. (TRF - 1ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -


*as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo, FCC/2011) As palavras estão corretamente grafadas na se-
chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha. guinte frase:
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é
As letras e e i: boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa-
*os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. geiros nos aeroportos.
Com “i”, só o ditongo interno cãibra. (B) Comete muitos deslises, talvez por sua espontanei-
*os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são dade, mas nada que ponha em cheque sua reputação de
escritos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os pessoa cortês.
verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui. (C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do só-
- atenção para as palavras que mudam de sentido cio de descançar após o almoço sob a frondoza árvore do
quando substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (su- pátio.
perfície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expan- (D) Não sei se isso influe, mas a persistência dessa má-
dir) / emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de
goa pode estar sendo o grande impecilho na superação
estância, que anda a pé), pião (brinquedo).
dessa sua crise.
(E) O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta
Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portu-
gues/ortografia quantia, mas não quiz ser taxado de conivente na conces-
são de privilégios ilegítimos.
Questões sobre Ortografia
05.Em qual das alternativas a frase está corretamente
01. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre escrita?
as frases que seguem, a única correta é: A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
a) Ele se esqueceu de que? pansa.
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distri- B) O mendigo não depositou na caderneta de poupan-
bui-lo entre os presentes. ça.
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas crí- C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
ticas. sa.
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
dos funcionários. pansa.
e) Não sei por que ele mereceria minha consideração. 06.(IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM] - CCI) – VU-
NESP/2011) Assinale a alternativa em que o trecho – Mas
02. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alter- ela cresceu ... – está corretamente reescrito no plural, com o
nativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo verbo no tempo futuro.
com a norma- -padrão. (A) Mas elas cresceram...
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. (B) Mas elas cresciam...
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. (C) Mas elas cresçam...
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo- (D) Mas elas crescem...
cal. (E) Mas elas crescerão...
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! 07. (MPE/RJ – TÉCNICO ADMINISTRATIVO –
FUJB/2011) Assinale a alternativa em que a frase NÃO con-
03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP –
traria a norma culta:
2013). Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para
A) Entre eu e a vida sempre houve muitos infortúnios,
informar os usuários sobre o festival Sounderground.
por isso posso me queixar com razão.
Prezado Usuário B) Sempre houveram várias formas eficazes para ultra-
________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do passarmos os infortúnios da vida.
metrô, ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30, C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
começa o Sounderground, festival internacional que presti- que vermos a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa
gia os músicos que tocam em estações do metrô. vida.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- D) É difícil entender o por quê de tanto sofrimento,
tarão e divirta-se! principalmente daqueles que procuram viver com dignida-
Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se de e simplicidade.
preencher as lacunas, correta e respectivamente, com as E) As dificuldades por que passamos certamente nos
expressões fazem mais fortes e preparados para os infortúnios da vida.
A) A fim ...a partir ... as
B) A fim ...à partir ... às GABARITO
C) A fim ...a partir ... às
D) Afim ...a partir ... às 01.E 02. D 03. C
E) Afim ...à partir ... as 04. A 05. B 06. E 07. E

2
LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO 7-) Fiz as correções entre parênteses:


A) Entre eu (mim) e a vida sempre houve muitos infor-
1-) túnios, por isso posso me queixar com razão.
(A) Ele se esqueceu de que? = quê? B) Sempre houveram (houve) várias formas eficazes
(B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para para ultrapassarmos os infortúnios da vida.
distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes. C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
(C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex- que vermos (virmos) a pobreza e a miséria fazerem parte
cessivos nas críticas. de nossa vida.
(D) O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivindi- D) É difícil entender o por quê (o porquê) de tanto so-
cações dos funcionários. frimento, principalmente daqueles que procuram viver com
(E) Não sei por que ele mereceria minha consideração. dignidade e simplicidade.
E) As dificuldades por que (= pelas quais; correto) pas-
2-) samos certamente nos fazem mais fortes e preparados
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = ta- para os infortúnios da vida.
beliães
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. HÍFEN
= cidadãos
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo- O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado
cal. = certidões para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor,
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = de- ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofe-
graus receram-me; vê-lo-ei).
Serve igualmente para fazer a translineação de pala-
3-) Prezado Usuário vras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em
A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do me- duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro).
trô, a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, começa
o Sounderground, festival internacional que prestigia os mú- Uso do hífen que continua depois da Reforma Or-
sicos que tocam em estações do metrô. tográfica:
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen-
1. Em palavras compostas por justaposição que formam
tarão e divirta-se!
uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem
A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado;
para formam um novo significado: tio-avô, porto-alegrense,
antes de horas: há crase
luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas,
4-) Fiz a correção entre parênteses:
guarda-chuva, arco- -íris, primeiro-ministro, azul-escuro.
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é
2. Em palavras compostas por espécies botânicas e
boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa-
zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora-
geiros nos aeroportos.
menina, erva-doce, feijão-verde.
(B) Comete muitos deslises (deslizes), talvez por sua 3. Nos compostos com elementos além, aquém, recém
espontaneidade, mas nada que ponha em cheque (xeque) e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-casa-
sua reputação de pessoa cortês. do, aquém- -fiar, etc.
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio 4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
de descançar (descansar) após o almoço sob a frondoza mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo
(frondosa) árvore do pátio. uso: cor- -de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-
(D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência de-meia, água-de- -colônia, queima-roupa, deus-dará.
dessa mágoa pode estar sendo o grande impecilho (empe-
cilho) na superação dessa sua crise. 5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio-
(E) O diretor exitou (hesitou) ao aprovar a retenção Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações
dessa alta quantia, mas não quiz (quis) ser taxado de coni- históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Al-
vente na concessão de privilégios ilegítimos. sácia-Lorena, etc.

5-) 6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su-


A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou- per- quando associados com outro termo que é iniciado
pansa. = mendigo/caderneta/poupança por r: hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc.
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
sa. = mendigo/caderneta/poupança 7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor,
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou- ex- -presidente, vice-governador, vice-prefeito.
pansa. =mendigo/depositou/caderneta/poupança
8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-:
6-) Futuro do verbo “crescer”: crescerão. Teremos: mas pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc.
elas crescerão...

3
LÍNGUA PORTUGUESA

9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra- C) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc. D) Nossos antepassados realizaram vários anteproje-
10. Nas formações em que o prefixo tem como segun- tos.
do termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, ele- E) O autodidata fez uma autoanálise.
tro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano,
semi-hospitalar, super- -homem. 03.Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego
11. Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo do hífen, respeitando-se o novo Acordo.
termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-on- A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo.
das, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc. B) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal
do campeonato.
Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu.
termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar. D) O recém-chegado veio de além-mar.
E) O vice-reitor está em estado pós-operatório.
- Lembre-se: ao separar palavras na translineação (mu-
dança de linha), caso a última palavra a ser escrita seja for- 04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro
mada por hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escre- (avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o
hífen é obrigatório:
verei anti-inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”. Na
A) em nenhuma delas.
linha debaixo escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas
B) na segunda palavra.
as linhas). C) na terceira palavra.
D) em todas as palavras.
Não se emprega o hífen: E) na primeira e na segunda palavra.
1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo
termina em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou 05.Fez um esforço __ para vencer o campeonato __.
“s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antir- Qual alternativa completa corretamente as lacunas?
religioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia, A) sobreumano/interregional
microrradiografia, etc. B) sobrehumano-interregional
2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre- C) sobre-humano / inter-regional
fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com D) sobrehumano/ inter-regional
vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoes- E) sobre-humano /interegional
trada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoes-
cola, infraestrutura, etc. 06. Suponha que você tenha que agregar o prefixo
3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos sub- às palavras que aparecem nas alternativas a seguir.
“dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o h inicial: desu- Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen:
mano, inábil, desabilitar, etc. A) (sub) chefe
4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando B) (sub) entender
o segundo elemento começar com “o”: cooperação, coo- C) (sub) solo
brigação, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, D) (sub) reptício
etc. E) (sub) liminar
5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção 07.Assinale a alternativa em que todas as palavras es-
de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedis- tão grafadas corretamente:
ta, etc. A) autocrítica, contramestre, extra-oficial
6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfei- B) infra-assinado, infra-vermelho, infra-som
C) semi-círculo, semi-humano, semi-internato
to, benquerer, benquerido, etc.
D) supervida, superelegante, supermoda
E) sobre-saia, mini-saia, superssaia
Questões sobre Hífen
08.Assinale o item em que o uso do hífen está incor-
01.Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o reto.
novo Acordo, está sendo usado corretamente: A) infraestrutura / super-homem / autoeducação
A) Ele fez sua auto-crítica ontem. B) bem-vindo / antessala /contra-regra
B) Ela é muito mal-educada. C) contramestre / infravermelho / autoescola
C) Ele tomou um belo ponta-pé. D) neoescolástico / ultrassom / pseudo-herói
D) Fui ao super-mercado, mas não entrei. E) extraoficial / infra-hepático /semirreta
E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões.
09.Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção
02.Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do quanto ao emprego do hífen.
hífen: A) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura
A) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que para relacionamento extraconjugal.
faria uma superalimentação. B) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterre-
B) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. no.

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LÍNGUA PORTUGUESA

C) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultrama- 9-) D) O antissemita tomou um antibiótico e vacina an-
rinas. tirrábica.
D) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina an-
tirrábica. 10-) C) O contrarregra comeu um contrafilé.
E) Era um suboficial de uma superpotência.

10.Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao


emprego do hífen.
PONTUAÇÃO.
A) Foi iniciada a campanha pró-leite.
B) O ex-aluno fez a sua autodefesa.
C) O contrarregra comeu um contra-filé. Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
D) Sua vida é um verdadeiro contrassenso. servem para compor a coesão e a coerência textual, além
E) O meia-direita deu início ao contra-ataque. de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Ve-
jamos as principais funções dos sinais de pontuação co-
GABARITO
nhecidos pelo uso da língua portuguesa.
01. B 02. B 03. A 04. E 05. C
Ponto
06. D 07. D 08. B 09. D 10. C
1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
RESOLUÇÃO - Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
que se encontra.
1-) - Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
A) autocrítica - Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
C) pontapé
D) supermercado 2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
E) infravermelhos
Ponto e Vírgula ( ; )
2-)B) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assom- 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
brada. importância.
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo
3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo. pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida;
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
4-)
a) pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de mo- 2- Separa partes de frases que já estão separadas por
leque (doce) vírgulas.
a) Usa-se o hífen nas palavras compostas que não - Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, monta-
apresentam elementos de ligação. nhas, frio e cobertor.
b) Usa-se o hífen nos compostos que designam espé- 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de mo-
cies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, tivos, decreto de lei, etc.
raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. - Ir ao supermercado;
c) Não se usa o hífen em compostos que apresentam - Pegar as crianças na escola;
elementos de ligação. - Caminhada na praia;
5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o cam-
- Reunião com amigos.
peonato inter-regional.
- Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
Dois pontos
- Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma
1- Antes de uma citação
letra com que se inicia a outra palavra
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
6-) Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também 2- Antes de um aposto
diante de palavra iniciada por r. : subchefe, subentender, - Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
subsolo, sub- -reptício (sem o hífen até a leitura da pala- tarde e calor à noite.
vra será alterada; /subre/, ao invés de /sub re/), subliminar 3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
7-) - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, viven-
A) autocrítica, contramestre, extraoficial do a rotina de sempre.
B) infra-assinado, infravermelho, infrassom
C) semicírculo, semi-humano, semi-internato 4- Em frases de estilo direto
D) supervida, superelegante, supermoda = corretas Maria perguntou:
E) sobressaia, minissaia, supersaia - Por que você não toma uma decisão?
8-) B) bem-vindo / antessala / contrarregra

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LÍNGUA PORTUGUESA

Ponto de Exclamação - Para marcar elipse (omissão) do verbo:


1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
susto, súplica, etc. - Para isolar:
- Sim! Claro que eu quero me casar com você! - o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasilei-
2- Depois de interjeições ou vocativos ra, possui um trânsito caótico.
- Ai! Que susto! - o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
- João! Há quanto tempo!
Ponto de Interrogação Fontes:
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze- http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu-
vedo) la.htm

Reticências Questões sobre Pontuação


1- Indica que palavras foram suprimidas.
- Comprei lápis, canetas, cadernos... 01. (Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alter-
nativa em que a pontuação está corretamente empregada,
2- Indica interrupção violenta da frase. de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!” (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimi-
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en-
- Este mal... pega doutor? contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
dona.
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito (B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e,
- Deixa, depois, o coração falar... embora experimentasse a sensação, de violar uma intimi-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en-
Vírgula contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
dona.
Não se usa vírgula (C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
*separando termos que, do ponto de vista sintático, li- embora experimentasse a sensação de violar uma intimida-
gam-se diretamente entre si: de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
- entre sujeito e predicado.
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e,
Todos os alunos da sala foram advertidos.
embora experimentasse a sensação de violar uma intimi-
Sujeito predicado
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en-
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
- entre o verbo e seus objetos.
dona.
O trabalho custou sacrifício aos realiza-
dores. (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
V.T.D.I. O.D. O.I. embora, experimentasse a sensação de violar uma intimi-
Usa-se a vírgula: dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en-
- Para marcar intercalação: contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun- dona.
dância, vem caindo de preço. 02. (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 - ADAP-
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão TADA) Jogadores de futebol de diversos times entraram em
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. campo em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indús- Campeonato Nacional em apoio à campanha que visa 4 re-
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não duzir o número de pessoas que não possuem o nome do pai
querem abrir mão dos lucros altos. em sua certidão de nascimento. (...)
- Para marcar inversão: A oração subordinada “que não possuem o nome do
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): pai em sua certidão de nascimento” não é antecedida por
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe- vírgula porque tem natureza restritiva.
chadas. ( ) Certo ( ) Errado
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. 03.(BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN-
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de DES/2012) Em que período a vírgula pode ser retirada,
maio de 1982. mantendo-se o sentido e a obediência à norma-padrão?
- Para separar entre si elementos coordenados (dispos- (A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o
tos em enumeração): treino.
Era um garoto de 15 anos, alto, magro. (B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. portes?

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LÍNGUA PORTUGUESA

(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se 07. (DETRAN - OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO – VU-
prepara para o evento. NESP/2013) Assinale a alternativa correta quanto ao uso da
(D) Atualmente, várias áreas contribuem para o apri- pontuação.
moramento do desportista. (A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas
(E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda: circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali-
judô, natação e canoagem. viada.
(B) Dirigir pode aumentar, nosso nível de estresse, por-
04. (BANPARÁ/PA – TÉCNICO BANCÁRIO – ESPP/2012) que você está junto; com os outros motoristas cujos com-
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta. portamentos, são desconhecidos.
a) Meu grande amigo Pedro, esteve aqui ontem! (C) Os motoristas, devem saber, que os carros podem
b) Foi solicitado, pelo diretor o comprovante da tran- ser uma extensão de nossa personalidade.
sação. (D) A ira de trânsito pode ocasionar, acidentes e; au-
c) Maria, você trouxe os documentos? mentar os níveis de estresse em alguns motoristas.
d) O garoto de óculos leu, em voz alta o poema. (E) Os congestionamentos e o número de motoristas
e) Na noite de ontem o vigia percebeu, uma movimen- na rua, são as principais causas da ira de trânsito.
tação estranha.
08. (ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS
05. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.). GERAIS – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FU-
Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta MARC/2013) “Paciência, minha filha, este é apenas um ciclo
após o acréscimo das vírgulas. econômico e a nossa geração foi escolhida para este vexame,
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na você aí desse tamanho pedindo esmola e eu aqui sem nada
pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrô- para te dizer, agora afasta que abriu o sinal.”
nica ao grupo ou acione o código na internet. No período acima, as vírgulas foram empregadas em
(B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de “Paciência, minha filha, este é [...]”, para separar
onde o código foi acionado. (A) aposto.
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra- (B) vocativo.
dos, recebem automaticamente, uma mensagem dizendo (C) adjunto adverbial.
que a criança foi encontrada. (D) expressão explicativa.
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega
primeiro às, areias do Guarujá. 09. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o te- PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011) O perío-
lefone de quem a encontrou e informar um ponto de re- do corretamente pontuado é:
ferência (A) Os filmes que, mostram a luta pela sobrevivência
em condições hostis nem sempre conseguem agradar, aos
06. (DNIT – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF/2013) espectadores.
Para que o fragmento abaixo seja coerente e gramatical- (B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en-
mente correto, é necessário inserir sinais de pontuação. tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma
Assinale a posição em que não deve ser usado o sinal de história ficcional.
ponto, e sim a vírgula, para que sejam respeitadas as re- (C) A história de heroísmo e de determinação que nem
gras gramaticais. Desconsidere os ajustes nas letras iniciais sempre, é convincente, se passa em um cenário marcado,
minúsculas. pelo frio.
O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas (D) Caminhar por um extenso território gelado, é correr
de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau- riscos iminentes que comprometem, a sobrevivência.
lo(A) o programa desenvolve ainda oficinas e cursos para as (E) Para os fugitivos que se propunham, a alcançar a
crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e correta(B) liberdade, nada poderia parecer, realmente intransponível.
os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de ati-
vidades sobre cidadania e reciclagem(C) as escolas partici- GABARITO
pantes se tornam também centros de descarte de garrafas
PET(D) destinadas depois para reciclagem(E) o programa 01. C 02. C 03. D 04. C 05. E
possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian- 06. D 07. A 08. B 09.B
ças e transformação das comunidades em lugares melhores
para se viver. RESOLUÇÃO
(Adaptado de Vida Simples, abril de 2012, edição 117)
a) A 1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas
b) B (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
c) C embora, (X) experimentasse , (X) a sensação de violar uma
d) D intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando
e) E encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
sua dona.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(B) Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa 6-)


e, embora experimentasse a sensação , (X) de violar uma O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau-
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a lo(A). O programa desenvolve ainda oficinas e cursos para
sua dona. as crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e corre-
(D) Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa ta(B). Os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de
e, embora experimentasse a sensação de violar uma inti- atividades sobre cidadania e reciclagem(C). As escolas parti-
midade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X) cipantes se tornam também centros de descarte de garrafas
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a PET(D), destinadas depois para reciclagem(E). O programa
sua dona. possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian-
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, ças e transformação das comunidades em lugares melhores
embora , (X) experimentasse a sensação de violar uma in- para se viver.
timidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , A vírgula deve ser colocada após a palavra “PET”, posi-
(X) encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era ção (D), pois antecipa um termo explicativo.
a sua dona.
7-) Fiz as indicações (X) das pontuações inadequadas:
2-) A oração restringe o grupo que participará da cam-
(A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas
panha (apenas os que não têm o nome do pai na certidão
circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali-
de nascimento). Se colocarmos uma vírgula, a oração tor-
nar-se-á “explicativa”, generalizando a informação, o que viada.
dará a entender que TODAS as pessoa não têm o nome do (B) Dirigir pode aumentar, (X) nosso nível de estresse,
pai na certidão. porque você está junto; (X) com os outros motoristas cujos
RESPOSTA: “CERTO”. comportamentos, (X) são desconhecidos.
(C) Os motoristas, (X) devem saber, (X) que os carros
3-) podem ser uma extensão de nossa personalidade.
(A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o (D) A ira de trânsito pode ocasionar, (X) acidentes e; (X)
treino. = mantê-la (termo deslocado) aumentar os níveis de estresse em alguns motoristas.
(B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es- (E) Os congestionamentos e o número de motoristas
portes? = mantê-la (vocativo) na rua, (X) são as principais causas da ira de trânsito.
(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se
prepara para o evento. 8-) Paciência, minha filha, este é... = é o termo usado
= mantê-la (explicação) para se dirigir ao interlocutor, ou seja, é um vocativo.
(D) Atualmente, várias áreas contribuem para o apri-
moramento do desportista. 9-) Fiz as marcações (X) onde as pontuações estão ina-
= pode retirá-la (advérbio de tempo) dequadas ou faltantes:
(E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda: (A) Os filmes que,(X) mostram a luta pela sobrevivência
judô, natação e canoagem. em condições hostis nem sempre conseguem agradar, (X)
= mantê-la (enumeração) aos espectadores.
(B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en-
4-) Assinalei com (X) a pontuação inadequada ou fal- tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma
tante: história ficcional.
a) Meu grande amigo Pedro, (X) esteve aqui ontem! (C) A história de heroísmo e de determinação (X) que
b) Foi solicitado, (X) pelo diretor o comprovante da nem sempre, (X) é convincente, se passa em um cenário
transação.
marcado, (X) pelo frio.
c) Maria, você trouxe os documentos?
(D) Caminhar por um extenso território gelado, (X) é
d) O garoto de óculos leu, em voz alta (X) o poema.
e) Na noite de ontem (X) o vigia percebeu, (X) uma mo- correr riscos iminentes (X) que comprometem, (X) a sobre-
vimentação estranha. vivência.
(E) Para os fugitivos que se propunham, (X) a alcançar
5-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade- a liberdade, nada poderia parecer, (X) realmente intrans-
quadas ponível.
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá
na pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem
eletrônica ao grupo ou acione o código na internet.
(B) Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os
pais de onde o código foi acionado.
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
dos , (X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem
dizendo que a criança foi encontrada.
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) che-
ga primeiro às , (X) areias do Guarujá.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Flexão dos adjetivos


EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS.
PRONOMES: EMPREGO, FORMAS DE O adjetivo varia em gênero, número e grau.
TRATAMENTO E COLOCAÇÃO.
Gênero dos Adjetivos

Os adjetivos concordam com o substantivo a que se


Adjetivo referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
substantivos, classificam-se em:
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou Biformes - têm duas formas, sendo uma para o mas-
característica do ser e se relaciona com o substantivo. culino e outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa,
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, per- mau e má, judeu e judia.
cebemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no fe-
ser colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso, minino somente o último elemento. Por exemplo: o moço
moça bondosa, pessoa bondosa. norte-americano, a moça norte-americana.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qua- Exceção: surdo-mudo e surda-muda.
lidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: ho-
mem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino
portanto, não é adjetivo, mas substantivo. como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher
feliz.
Morfossintaxe do Adjetivo: Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função político-social.
dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando Número dos Adjetivos
como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito
ou do objeto). Plural dos adjetivos simples
Adjetivo Pátrio (ou gentílico)
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Ob-
com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos
serve alguns deles:
substantivos simples. Por exemplo: mau e maus, feliz e feli-
zes, ruim e ruins boa e boas
Estados e cidades brasileiros:
Alagoas alagoano
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
Amapá amapaense
função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré que estiver qualificando um elemento for, originalmente,
Belo Horizonte belo-horizontino um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo:
Brasília brasiliense a palavra cinza é originalmente um substantivo; porém, se
Cabo Frio cabo-friense estiver qualificando um elemento, funcionará como adje-
Campinas campineiro ou campinense tivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos
cinza.
Adjetivo Pátrio Composto Veja outros exemplos:
Motos vinho (mas: motos verdes)
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro Paredes musgo (mas: paredes brancas).
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, eru- Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
dita. Observe alguns exemplos:
África afro- / Cultura afro-americana Adjetivo Composto
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto
-inglesas É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor-
América américo- / Companhia américo-africana malmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses o último elemento concorda com o substantivo a que se
China sino- / Acordos sino-japoneses refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso
Espanha hispano- / Mercado hispano-português um dos elementos que formam o adjetivo composto seja
Europa euro- / Negociações euro-americanas um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto fica-
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas rá invariável. Por exemplo: a palavra rosa é originalmente
Grécia greco- / Filmes greco-romanos um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemen-
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas to, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra pala-
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa vra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros invariável. Por exemplo:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Camisas rosa-claro. Superlativo


Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros. O superlativo expressa qualidades num grau muito ele-
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. vado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser ab-
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. soluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:

Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qual- Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de
quer adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre um ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apre-
invariáveis. senta-se nas formas:
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha
têm os dois elementos flexionados. Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de pala-
vras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo:
Grau do Adjetivo O secretário é muito inteligente.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a inten-
de sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo.
sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
o comparativo e o superlativo.
Observe alguns superlativos sintéticos:
Comparativo benéfico beneficentíssimo
bom boníssimo ou ótimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri- comum comuníssimo
buída a dois ou mais seres ou duas ou mais característi- cruel crudelíssimo
cas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de difícil dificílimo
igualdade, de superioridade ou de inferioridade. Observe doce dulcíssimo
os exemplos abaixo: fácil facílimo
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade fiel fidelíssimo
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de
quão. um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres.
Essa relação pode ser:
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Supe-
rioridade Analítico De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de superioridade analítico, entre os
dois substantivos comparados, um tem qualidade supe- De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
rior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a “mais...do
que” ou “mais...que”. Note bem:
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de Supe- dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
rioridade Sintético etc., antepostos ao adjetivo.
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de su- duas formas : uma erudita, de origem latina, outra popular,
perioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles:
de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo
bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior,
radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo
grande/maior, baixo/inferior.
ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A
Observe que:
a) As formas menor e pior são comparativos de supe- forma popular é constituída do radical do adjetivo portu-
rioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, res- guês + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
pectivamente. 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariís-
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas simo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações fei- formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desa-
tas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve- gradável hiato i-í.
se usar as formas analíticas mais bom, mais mau,mais gran-
de e mais pequeno. Por exemplo: Advérbio
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois ele-
mentos. O advérbio, assim como muitas outras palavras exis-
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de tentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas.
duas qualidades de um mesmo elemento. Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a
ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade faz
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de In- referência ao processo verbal, no sentido de caracterizá-lo,
ferioridade ou seja, indicando as circunstâncias em que esse processo
Sou menos passivo (do) que tolerante. se desenvolve.

10
LÍNGUA PORTUGUESA

O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no senti- de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efe-
do de caracterizar os processos expressos por ele. Contu- tivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubi-
do, ele não é modificador exclusivo desta classe (verbos), tavelmente (=sem dúvida).
pois também modifica o adjetivo e até outro advérbio. Se- de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, so-
guem alguns exemplos: mente, simplesmente, só, unicamente
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto,
você está até bem informado. de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam-
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o ad- bém
jetivo alheio, representando uma qualidade, característica.
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
O artista canta muito mal.
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica de designação: Eis
outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos
pudemos verificar que se tratava de somente uma palavra de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quan-
funcionando como advérbio. No entanto, ele pode estar do? (tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade),
demarcado por mais de uma palavra, que mesmo assim para quê? (finalidade)
não deixará de ocupar tal função. Temos aí o que chama-
mos de locução adverbial, representada por algumas ex- Locução adverbial
pressões, tais como: às vezes, sem dúvida, frente a frente, de
modo algum, entre outras. É reunião de duas ou mais palavras com valor de advér-
Dependendo das circunstâncias expressas pelos advér- bio. Exemplo:
bios, eles se classificam em distintas categorias, uma vez Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
expressas por: Maria saiu à tarde. (indicando tempo)

Há locuções adverbiais que possuem advérbios corres-


de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pres-
pondentes. Exemplo: Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu
sas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos
apressadamente.
poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral,
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de
frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior
modo são flexionados, sendo que os demais são todos in-
parte dos que terminam em -”mente”: calmamente, triste-
variáveis. A única flexão propriamente dita que existe na
mente, propositadamente, pacientemente, amorosamente,
categoria dos advérbios é a de grau:
docemente, escandalosamente, bondosamente, generosa-
mente Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em inconstitucionalissimamente, etc.;
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto,
quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto -
de todo, de muito, por completo. pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, Artigo
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, en- Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo,
fim, afinal, breve, constantemente, entrementes, imediata- indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou
mente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o
vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em gênero e o número dos substantivos.
quando, de quando em quando, a qualquer momento, de
tempos em tempos, em breve, hoje em dia Classificação dos Artigos

de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, Artigos Definidos: determinam os substantivos de ma-
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, neira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures,
adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, exter- Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de
namente, a distância, à distancia de, de longe, de perto, em maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei
cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta um animal.
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum,
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum Combinação dos Artigos

de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavel- É muito presente a combinação dos artigos definidos
mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe e indefinidos com preposições. Veja a forma assumida por
essas combinações:

11
LÍNGUA PORTUGUESA

Preposições Artigos - Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( no
o, os sentido de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão firme),
a ao, aos a menos que venham especificadas.
de do, dos Eles estavam em casa.
em no, nos Eles estavam na casa dos amigos.
por (per) pelo, pelos Os marinheiros permaneceram em terra.
a, as um, uns uma, umas Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
à, às - -
da, das dum, duns duma, dumas - Não se emprega artigo antes dos pronomes de trata-
na, nas num, nuns numa, numas mento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona: Vossa
pela, pelas - - excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.

- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com - Não se une com preposição o artigo que faz parte do
o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhe- nome de revistas, jornais, obras literárias: Li a notícia em O
cida por crase. Estado de S. Paulo.

Constatemos as circunstância Morfossintaxe


os em que os artigos se manifestam:
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do relações com o substantivo. Assim, nas orações da língua
numeral “ambos”: Ambos os garotos decidiram participar portuguesa, o artigo exerce a função de adjunto adnominal
das olimpíadas. do substantivo a que se refere. Tal função independe da
função exercida pelo substantivo:
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso A existência é uma poesia.
do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, Uma existência é a poesia.
A Bahia...
Conjunção
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode
indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por
- No caso de nomes próprios personativos, denotando
exemplo:
a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
do artigo: O Pedro é o xodó da família.
amiguinhas.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias, 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
os Incas, Os Astecas... amiguinhas
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) Cada informação está estruturada em torno de um ver-
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o bo: segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três ora-
artigo), o pronome assume a noção de qualquer. ções:
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e
(qualquer classe) mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas.

- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é fa- A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e
cultativo: a terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”.
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. As palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.

- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma Observe: Gosto de natação e de futebol.
ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter Nessa frase as expressões de natação, de futebol são
é uns vinte anos. partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra
“e” está ligando termos de uma mesma oração.
- O artigo também é usado para substantivar palavras Morfossintaxe da Conjunção
oriundas de outras classes gramaticais: Não sei o porquê de
tudo isso. As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome re- cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
lativo cujo (e flexões). Classificação
Este é o homem cujo amigo desapareceu. - Conjunções Coordenativas
Este é o autor cuja obra conheço. - Conjunções Subordinativas

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LÍNGUA PORTUGUESA

Conjunções coordenativas - CONSECUTIVAS


Expressam uma ideia de consequência.
Dividem-se em: Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”,
“tanto”, “tão”, “tamanho”).
- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex. Gos- Falou tanto que ficou rouco.
to de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas tam- - FINAIS
bém, não só...como também. Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Todos trabalham para que possam sobreviver.
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de opo- Principais conjunções finais: para que, a fim de que, por-
sição, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada. que (=para que),
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contu-
do, todavia, no entanto, entretanto. - PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que,
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância. quanto mais, ao passo que, à proporção que.
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho. À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora,
quer...quer, já...já. - TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto,
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às ora- logo que.
ções. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar. Quando eu sair, vou passar na locadora.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim. Diferença entre orações causais e explicativas

- EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais
(OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos de-
É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá
paramos com a dúvida de como distinguir uma oração
fora.
causal de uma explicativa. Veja os exemplos:
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (an-
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser
tes do verbo), porquanto.
atropelado”:
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificati-
Conjunções subordinativas
va ou uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independen-
- CAUSAIS
tes uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as ora-
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, ções que vêm marcadas por vírgula.
uma vez que, como (= porque). Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
Ele não fez o trabalho porque não tem livro. Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Ora-
ção Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela
- COMPARATIVAS será explicativa.
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão... Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo im-
como, mais...do que, menos...do que. perativo)
Ela fala mais que um papagaio. 2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra
cidade porque não havia cemitério no local.”
- CONCESSIVAS a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, (parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo
mesmo que, apesar de, se bem que. verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-la é
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um colocá-la no início do período, introduzida pela conjunção
fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”. como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar
estar cansada) os mortos em outra cidade.
Apesar de ter chovido fui ao cinema. b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente
dependentes uma da outra.
- CONFORMATIVAS Interjeição
Principais conjunções conformativas: como, segundo,
conforme, consoante Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
Cada um colhe conforme semeia. sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre
Expressam uma ideia de acordo, concordância, confor- o interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento
midade. sem que, para isso, seja necessário fazer uso de estruturas
linguísticas mais elaboradas. Observe o exemplo:

13
LÍNGUA PORTUGUESA

Droga! Preste atenção quando eu estou falando! A ideia expressa pela interjeição depende muitas ve-
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. zes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode
Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga! Ele poderia ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido. Por
ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou sim- exemplo:
plesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga! Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contra-
As sentenças da língua costumam se organizar de for- riedade)
ma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
os distribui em posições adequadas a cada um deles. As in-
terjeições, por outro lado, são uma espécie de “palavra-fra- Classificação das Interjeições
se”, ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou um
conjunto de palavras - locução interjetiva) que poderia ser Comumente, as interjeições expressam sentido de:
colocada em termos de uma sentença. Veja os exemplos: - Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Bravo! Bis! Atenção!, Olha!, Alerta!
bravo e bis: interjeição = sentença (sugestão): “Foi mui- - Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
to bom! Repitam!” - Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... ai: interjeição = senten- - Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
ça (sugestão): “Isso está doendo!” ou “Estou com dor!” - Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em - Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!,
que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como Boa!
são as sentenças da língua, mas sim a manifestação de um - Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
suspiro, um estado da alma decorrente de uma situação - Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!,
particular, um momento ou um contexto específico. Exem- Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
plos: - Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
Ah, como eu queria voltar a ser criança! - Desculpa: Perdão!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição - Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!,
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! Oh!, Eh!
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição - Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!,
O significado das interjeições está vinculado à maneira Epa!, Ora!
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que - Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!,
dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contex- Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?,
to de enunciação. Exemplos: Cruz!, Putz!
Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres- - Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!,
são na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
chamando! Ei, espere!” - Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expressão - Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
em um hospital; significado da interjeição (sugestão): “Por Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-
favor, faça silêncio!” me, Deus!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! - Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia - Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto
puxa: interjeição; tom da fala: decepção é, não sofrem variação em gênero, número e grau como
os nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: e voz como os verbos. No entanto, em uso específico, al-
1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, gumas interjeições sofrem variação em grau. Deve-se ter
tristeza, dor, etc. claro, neste caso, que não se trata de um processo natural
Você faz o que no Brasil? dessa classe de palavra, mas tão só uma variação que a
Eu? Eu negocio com madeiras. linguagem afetiva permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo,
Ah, deve ser muito interessante. até loguinho.

2) Sintetizar uma frase apelativa Locução Interjetiva


Cuidado! Saia da minha frente.
As interjeições podem ser formadas por: Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma ex-
- simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô. pressão com sentido de interjeição. Por exemplo : Ora bo-
- palavras: Oba!, Olá!, Claro! las! Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus! Ó
- grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, de casa! Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus!
Ora bolas! Alto lá! Muito bem!

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observações: Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que


- As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. os números indicam em relação aos seres. Assim, quando
Por exemplo: Ué! = Eu não esperava por essa!, Perdão! = a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se
Peço-lhe que me desculpe. trata de numerais, mas sim de algarismos.
- Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes ideia expressa pelos números, existem mais algumas pala-
gramaticais podem aparecer como interjeições. vras consideradas numerais porque denotam quantidade,
Viva! Basta! (Verbos) proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década,
Fora! Francamente! (Advérbios) dúzia, par, ambos(as), novena.
- A interjeição pode ser considerada uma “palavra-fra-
se” porque sozinha pode constituir uma mensagem. Ex.: Classificação dos Numerais
Socorro!, Ajudem-me!, Silêncio!, Fique quieto!
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número bá-
- Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitati- sico: um, dois, cem mil, etc.
vas, que exprimem ruídos e vozes. Ex.: Pum! Miau! Bumba!
Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc. Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série
dada: primeiro, segundo, centésimo, etc.
- Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com
a sua homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria, Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a
tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
e não a fazemos depois do “ó” vocativo.
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac) Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac) seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumenta-
- Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas da: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas
no diminutivo ou no superlativo: Calminha! Adeusinho! Leitura dos Numerais
Obrigadinho!
Separando os números em centenas, de trás para fren-
Interjeições, leitura e produção de textos te, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas
e, no início, também de dezenas ou unidades. Entre esses
Usadas com muita frequência na língua falada informal, conjuntos usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela con-
quando empregadas na língua escrita, as interjeições cos- junção “e”.
tumam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquiali- 1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos
dade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar traços e vinte e seis.
pessoais do falante - como a escassez de vocabulário, o 45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem
geográfica. É nos textos narrativos - particularmente nos Flexão dos numerais
diálogos - que comumente se faz uso das interjeições com
o objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/du-
conteúdo mais emocional do que racional fazem das inter- zentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatro-
jeições presença constante nos textos publicitários. centas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam
em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ são invariáveis.
morf89.php Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo
Numeral primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
Numeral é a palavra que indica os seres em termos nu- primeiras segundas milésimas
méricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa
em determinada sequência. Os numerais multiplicativos são invariáveis quando
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] e conseguiram o triplo de produção.
Eu quero café duplo, e você? Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
...[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses tri-
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! plas do medicamento.
...[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e nú-
de “fila”] mero. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas
terças partes

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de senti-
do. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)

Emprego dos Numerais

*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo
e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são lar-
gamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
comunitárias de seu bairro.
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo

16
LÍNGUA PORTUGUESA

trezentos trecentésimo - trecentésimo


quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

Preposição

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normal-
mente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.

Tipos de Preposição

1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com, contra,
de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições: como, durante,
exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas:
abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.

A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância
em gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela.
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da preposição, mas das palavras às quais ela se une.
Esse processo de junção de uma preposição com outra palavra pode se dar a partir de dois processos:

1. Combinação: A preposição não sofre alteração.


preposição a + artigos definidos o, os
a + o = ao
preposição a + advérbio onde
a + onde = aonde
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.

Preposição + Artigos
De + o(s) = do(s)
De + a(s) = da(s)
De + um = dum
De + uns = duns
De + uma = duma
De + umas = dumas
Em + o(s) = no(s)
Em + a(s) = na(s)
Em + um = num
Em + uma = numa
Em + uns = nuns
Em + umas = numas
A + à(s) = à(s)
Por + o = pelo(s)
Por + a = pela(s)

Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s)
De + ela(s) = dela(s)

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LÍNGUA PORTUGUESA

De + este(s) = deste(s) Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.


De + esta(s) = desta(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De + esse(s) = desse(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
De + essa(s) = dessa(s) Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
De + aquele(s) = daquele(s) Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
De + aquela(s) = daquela(s) Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
De + isto = disto Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
De + isso = disso Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
De + aquilo = daquilo Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
De + aqui = daqui Fonte:
De + aí = daí http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
De + ali = dali
De + outro = doutro(s) Pronome
De + outra = doutra(s)
Em + este(s) = neste(s) Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou
Em + esta(s) = nesta(s) a ele se refere, ou que acompanha o nome, qualificando-o
Em + esse(s) = nesse(s) de alguma forma.
Em + aquele(s) = naquele(s)
Em + aquela(s) = naquela(s) A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
Em + isto = nisto [substituição do nome]
Em + isso = nisso
Em + aquilo = naquilo A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
A + aquele(s) = àquele(s) [referência ao nome]
A + aquela(s) = àquela(s) Essa moça morava nos meus sonhos!
A + aquilo = àquilo [qualificação do nome]
Grande parte dos pronomes não possuem significados
Dicas sobre preposição fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro
de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên-
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos
pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a” pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro-
seja um artigo, virá precedendo um substantivo. Ele servirá nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes
para determiná-lo como um substantivo singular e femi- têm por função principal apontar para as pessoas do dis-
nino. curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação
A dona da casa não quis nos atender. no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica,
Como posso fazer a Joana concordar comigo? os pronomes apresentam uma forma específica para cada
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois pessoa do discurso.
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
Cheguei a sua casa ontem pela manhã. [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para pro-
curar um tratamento adequado. Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o fala]
lugar e/ou a função de um substantivo.
Temos Maria como parte da família. / Nós a temos como A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
parte da família [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / se fala]
Creio que a conhecemos melhor que ninguém.

2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
das preposições: variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme-
Destino = Irei para casa. ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência
Modo = Chegou em casa aos gritos. através do pronome seja coerente em termos de gênero
Lugar = Vou ficar em casa; e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência. mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado.
Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral. Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nos-
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o tra- sa escola neste ano.
tamento. [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
Instrumento = Escreveu a lápis. adequada]

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LÍNGUA PORTUGUESA

[neste: pronome que determina “ano” = concordância Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma
adequada] variante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concor- indica a função diversa que eles desempenham na oração:
dância inadequada] pronome reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo
marca o complemento da oração.
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou
tônicos.
Pronomes Pessoais
Pronome Oblíquo Átono
São aqueles que substituem os substantivos, indicando São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, fraca: Ele me deu um presente.
“vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim con-
“ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa figurado:
ou às pessoas de quem fala. - 1ª pessoa do singular (eu): me
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun- - 2ª pessoa do singular (tu): te
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
ou do caso oblíquo. - 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
Pronome Reto - 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes

Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen- Observações:


tença, exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito. O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se
Nós lhe ofertamos flores. apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união en-
tre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê-
acompanhar diretamente uma preposição, o pronome
nero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a
“lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na oração.
principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso.
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos
Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim confi-
diretos como objetos indiretos.
gurado:
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como
objetos diretos.
- 1ª pessoa do singular: eu
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combi-
- 2ª pessoa do singular: tu nar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a for-
- 3ª pessoa do singular: ele, ela mas como mo, mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha,
- 1ª pessoa do plural: nós lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las.
- 2ª pessoa do plural: vós Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem:
- 3ª pessoa do plural: eles, elas - Trouxeste o pacote?
- Sim, entreguei-to ainda há pouco.
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados - Não contaram a novidade a vocês?
como complementos verbais na língua-padrão. Frases - Não, no-la contaram.
como “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram No português do Brasil, essas combinações não são
eu até aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem ser usadas; até mesmo na língua literária atual, seu emprego
evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for- é muito raro.
mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon-
dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram- Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas
me até aqui”. especiais depois de certas terminações verbais. Quando o
verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pro- lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal
nome reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as é suprimida. Por exemplo:
próprias formas verbais marcam, através de suas desinên- fiz + o = fi-lo
cias, as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fi- fazeis + o = fazei-lo
zemos boa viagem. (Nós) dizer + a = dizê-la

Pronome Oblíquo Quando o verbo termina em som nasal, o pronome as-


sume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sen- viram + o: viram-no
tença, exerce a função de complemento verbal (objeto di- repõe + os = repõe-nos
reto ou indireto) ou complemento nominal. retém + a: retém-na
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto) tem + as = tem-nas

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pronome Oblíquo Tônico

Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de e com. Por
esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas

Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.

- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os pronomes costumam ser usados desta forma:
Não há mais nada entre mim e ti.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
Não há nenhuma acusação contra mim.
Não vá sem mim.

Atenção: Há construções em que a preposição, apesar de surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir uma
oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, de-
verá ser do caso reto.
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
Não vá sem eu mandar.

- A combinação da preposição “com” e alguns pronomes originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, conosco
e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de companhia.
Ele carregava o documento consigo.
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são
reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou algum numeral.
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três.

Pronome Reflexivo

São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da
oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo verbo.
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
Eu não me vanglorio disso.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.

- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.


Assim tu te prejudicas.
Conhece a ti mesmo.

- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.


Guilherme já se preparou.
Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos.
Lavamo-nos no rio.

- 2ª pessoa do plural (vós): vos.


Vós vos beneficiastes com a esta conquista.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.


Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.

A Segunda Pessoa Indireta

A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso interlo-
cutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte:

Pronomes de Tratamento
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no
tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito
à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em relação
à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratar-
mos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado suposta-
mente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
- 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar na
3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (correto)

Pronomes Possessivos
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa pos-
suída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)

NÚMERO PESSOA PRONOME


singular primeira meu(s), minha(s)
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Note que: A forma do possessivo depende da pessoa Reafirmamos a disposição desta universidade em partici-
gramatical a que se refere; o gênero e o número concor- par no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universida-
dam com o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua con- de que envia a mensagem).
tribuição naquele momento difícil.
No tempo:
Observações: Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se
refere ao ano presente.
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se
da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado, refere a um passado próximo.
seu José. Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele
está se referindo a um passado distante.
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam pos-
se. Podem ter outros empregos, como: - Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha. invariáveis, observe:
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aque-
b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 la(s).
anos. Invariáveis: isto, isso, aquilo.

c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem lá - Também aparecem como pronomes demonstrativos:
seus defeitos, mas eu gosto muito dela. - o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e
puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
o pronome possessivo fica na 3ª pessoa: Vossa Excelência Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela
trouxe sua mensagem? que te indiquei.)
- mesmo(s), mesma(s): Estas são as mesmas pessoas que
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi- o procuraram ontem.
vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e
anotações. - próprio(s), própria(s): Os próprios alunos resolveram
o problema.
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblí- - semelhante(s): Não compre semelhante livro.
quos átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir-lhe
os passos. (= Vou seguir seus passos.) - tal, tais: Tal era a solução para o problema.

Pronomes Demonstrativos Note que:

Os pronomes demonstrativos são utilizados para expli- - Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
citar a posição de uma certa palavra em relação a outras construções redundantes, com finalidade expressiva, para
ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de salientar algum termo anterior. Por exemplo: Manuela, essa
espaço, no tempo ou discurso. é que dera em cheio casando com o José Afonso. Desfrutar
das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o - O pronome demonstrativo neutro ou pode represen-
carro está perto da pessoa que fala. tar um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o em que aparece, geralmente, como objeto direto, predi-
carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da cativo ou aposto: O casamento seria um desastre. Todos o
pessoa que fala. pressentiam.
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que - Para evitar a repetição de um verbo anteriormente ex-
o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com presso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer,
quem falo. chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as
vezes de): Ninguém teve coragem de falar antes que ela o
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo fizesse.
quanto por meio de correspondência, que é uma moda- - Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa
lidade escrita de fala), são particularmente importantes o mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em
este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao primeiro lugar: O referido deputado e o Dr. Alcides eram
emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. [ou então: este
pode causar ambiguidade. solteiro, aquele casado]
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da univer- - O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irô-
sidade destinatária). nica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em Indefinidos Sistemáticos


com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta,
disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, per-
= naquilo) cebemos que existem alguns grupos que criam oposição
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sen-
Pronomes Indefinidos tido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido
negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmati-
São palavras que se referem à terceira pessoa do dis- va, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade negativa;
curso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e algo/nada,
quantidade indeterminada. que se referem à coisa; certo, que particulariza, e qualquer,
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém que generaliza.
-plantadas. Essas oposições de sentido são muito importantes na
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen-
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu- pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações
mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des- de que fazem parte:
conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lu- prático.
gar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. Czrávamos no exterior.
São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, nin- - Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pa-
guém, outrem, quem, tudo. lavras:
Algo o incomoda? - como (= pelo qual): Não me parece correto o modo
Quem avisa amigo é. como você agiu semana passada.
- quando (= em que): Bons eram os tempos quando po-
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser díamos jogar videogame.
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade - Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). numa só frase.
Cada povo tem seus costumes. O futebol é um esporte.
Certas pessoas exercem várias profissões. O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos,
ora pronomes indefinidos adjetivos: - Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, gente que conversava, (que) ria, (que) fumava.
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), Pronomes Interrogativos
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Menos palavras e mais ações. São usados na formulação de perguntas, sejam elas di-
Alguns se contentam pouco. retas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va- referem- -se à 3ª pessoa do discurso de modo
riáveis e invariáveis. Observe: impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual
(e variações), quanto (e variações).
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, ne- preferes.
nhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quan-
algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, tos passageiros desembarcaram.
outras, quantas.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, Sobre os pronomes:
algo, cada.
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função
São locuções pronominais indefinidas: de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo
quando desempenha função de complemento. Vamos en-
cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), tender, primeiramente, como o pronome pessoal surge na
quem quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele frase e que função exerce. Observe as orações:
(que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
uma ou outra, etc. 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia
Cada um escolheu o vinho desejado. lhe ajudar.

23
LÍNGUA PORTUGUESA

Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” - Preposição seguida de gerúndio:


exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
reto. Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” indicado à pesquisa escolar.
exercendo função de complemento, e, consequentemente,
é do caso oblíquo. - Conjunção subordinativa:
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para Ênclise
a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se
devia ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta
não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos áto-
Importante: Em observação à segunda oração, o em- nos. A ênclise vai acontecer quando:
prego do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do ver- - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
bo intransitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo pode Amem-se uns aos outros.
estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o verbo Sigam-me e não terão derrotas.
principal (no caso “ajudar”) esteja no infinitivo ou gerúndio. - O verbo iniciar a oração:
Eu desejo lhe perguntar algo. Diga-lhe que está tudo bem.
Eu estou perguntando-lhe algo. Chamaram-me para ser sócio.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição, - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da pre-
diferentemente dos segundos que são sempre precedidos posição “a”:
de preposição. Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o - O verbo estiver no gerúndio:
que eu estava fazendo. Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreo-
cupada.
Colocação Pronominal Despediu-se, beijando-me a face.

A colocação pronominal é a posição que os pronomes - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao Se passar no concurso em outra cidade, mudo-me no
verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos: mesmo instante.
me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições
na oração em relação ao verbo: Mesóclise
1. próclise: pronome antes do verbo
2. ênclise: pronome depois do verbo A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado
3. mesóclise: pronome no meio do verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito:
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela
Próclise se realizará)
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: proposta a você)
- Palavras com sentido negativo:
Nada me faz querer sair dessa cama. Questões sobre Pronome
Não se trata de nenhuma novidade.
- Advérbios: 01. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012).
Nesta casa se fala alemão. Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não
Naquele dia me falaram que a professora não veio. está claro até onde pode realmente chegar uma política ba-
seada em melhorar a eficiência sem preços adequados para
- Pronomes relativos: o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra.
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. e da água faça em si diferença, as companhias não podem
suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares por
- Pronomes indefinidos: tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto,
Quem me disse isso? elas começam a usar preços-sombra. Ainda assim, ninguém
Todos se comoveram durante o discurso de despedida. encontrou até agora uma maneira de quantificar adequada-
mente os insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas
- Pronomes demonstrativos: de crescimento verde sempre será a segunda opção.
Isso me deixa muito feliz! (Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado)
Aquilo me incentivou a mudar de atitude!

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os pronomes “elas” e “eles”, em destaque no texto, re- (D) O homem se indignou quando propuseram-lhe que
ferem- -se, respectivamente, a abrisse a bolsa que encontrara.
(E) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma ten-
(A) dúvidas e preços. dência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos.
(B) dúvidas e insumos básicos.
(C) companhias e insumos básicos. 07. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013).
(D) companhias e preços do carbono e da água. Há pessoas que, mesmo sem condições, compram produ-
(E) políticas de crescimento e preços adequados. tos______ não necessitam e______ tendo de pagar tudo______
02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013- prazo.
adap.). Fazendo-se as alterações necessárias, o trecho gri- Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta
fado está corretamente substituído por um pronome em: e respectivamente, considerando a norma culta da língua.
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-lo A) a que … acaba … à
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo- B) com que … acabam … à
lhes desalentado C) de que … acabam … a
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de D) em que … acaba … a
conhecê-lo? E) dos quais … acaba … à
D) ...não parecia ser um importante industrial... − não
parecia ser-lhe 08. (Agente de Apoio Socioeducativo – VUNESP – 2013-
E) incomodaram o general... − incomodaram-no adap.). Assinale a alternativa que substitui, correta e res-
pectivamente, as lacunas do trecho.
03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). ______alguns anos, num programa de televisão, uma jo-
A substituição do elemento grifado pelo pronome cor- vem fazia referência______ violência______ o brasileiro estava
respondente, com os necessários ajustes, foi realizada de sujeito de forma cômica.
modo INCORRETO em: A) Fazem... a ... de que
A) mostrando o rio= mostrando-o. B) Faz ...a ... que
B) como escolher sítio= como escolhê-lo. C) Fazem ...à ... com que
C) transpor [...] as matas espessas= transpor-lhes. D) Faz ...à ... que
D) Às estreitas veredas[...] nada acrescentariam = nada E) Faz ...à ... a que
lhes acrescentariam.
E) viu uma dessas marcas= viu uma delas. 09. (TRF 3ª região- Técnico Judiciário - /2014)
As sereias então devoravam impiedosamente os tripu-
04. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013). Assinale a lantes.
alternativa em que o pronome destacado está posicionado ... ele conseguiu impedir a tripulação de perder a cabe-
de acordo com a norma-padrão da língua. ça...
(A) Ela não lembrava-se do caminho de volta. ... e fez de tudo para convencer os tripulantes...
(B) A menina tinha distanciado-se muito da família. Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos
(C) A garota disse que perdeu-se dos pais. grifados acima foram corretamente substituídos por um
(D) O pai alegrou-se ao encontrar a filha. pronome, na ordem dada, em:
(E) Ninguém comprometeu-se a ajudar a criança. (A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
(B) devoravam-lhe − impedi-las − convencer-lhes
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2011). Assinale a alterna- (C) devoravam-no − impedi-las − convencer-lhes
tiva cujo emprego do pronome está em conformidade com (D) devoravam-nos − impedir-lhe − convencê-los
a norma padrão da língua. (E) devoravam-lhes − impedi-la − convencê-los
(A) Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos.
(B) Nos falaram que a diplomacia americana está aba- 10. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013-
lada. adap.). No trecho, – Em ambos os casos, as câmeras dos
(C) Ninguém o informou sobre o caso WikiLeaks. estabelecimentos felizmente comprovam os acontecimen-
(D) Conformado, se rendeu às punições. tos, e testemunhas vão ajudar a polícia na investigação.
(E) Todos querem que combata-se a corrupção. – de acordo com a norma-padrão, os pronomes que subs-
tituem, corretamente, os termos em destaque são:
06. (Papiloscopista Policial = Vunesp - 2013). Assinale A) os comprovam … ajudá-la.
a alternativa correta quanto à colocação pronominal, de B) os comprovam …ajudar-la.
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. C) os comprovam … ajudar-lhe.
(A) Para que se evite perder objetos, recomenda-se que D) lhes comprovam … ajudar-lhe.
eles sejam sempre trazidos junto ao corpo. E) lhes comprovam … ajudá-la.
(B) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situa-
ção de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida. GABARITO
(C) Nos sentimos impotentes quando não conseguimos 01. C 02. E 03. C 04. D 05. C
restituir um objeto à pessoa que o perdeu. 06. A 07. C 08. E 09. A 10. A

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LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO 9-)
devoravam - verbo terminado em “m” = pronome oblí-
1-) Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primei- quo no/na (fizeram-na, colocaram-no)
ro, não está claro até onde pode realmente chegar uma impedir - verbo transitivo direto = pede objeto direto;
política baseada em melhorar a eficiência sem preços ade- “lhe” é para objeto indireto
quados para o carbono, a água e (na maioria dos países convencer - verbo transitivo direto = pede objeto dire-
pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos to; “lhe” é para objeto indireto
preços do carbono e da água faça em si diferença, as com- (A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
panhias não podem suportar ter de pagar, de repente, di-
10-) – Em ambos os casos, as câmeras dos estabeleci-
gamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer
mentos felizmente comprovam os acontecimentos, e teste-
preparação. Portanto, elas começam a usar preços-som-
munhas vão ajudar a polícia na investigação.
bra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma- felizmente os comprovam ... ajudá-la
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos. (advérbio)
E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde
sempre será a segunda opção. Substantivo

2-) Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Subs-
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-los tantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-os denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenôme-
desalentado nos, os substantivos também nomeiam:
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
conhecê-las ? -sentimentos: raiva, amor...
D) ...não parecia ser um importante industrial... − não -estados: alegria, tristeza...
parecia sê-lo -qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria...
3-) transpor [...] as matas espessas= transpô-las
Morfossintaxe do substantivo
4-)
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em ge-
(A) Ela não se lembrava do caminho de volta.
ral exerce funções diretamente relacionadas com o verbo:
(B) A menina tinha se distanciado muito da família. atua como núcleo do sujeito, dos complementos verbais
(C) A garota disse que se perdeu dos pais. (objeto direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode
(E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança ainda funcionar como núcleo do complemento nominal ou
do aposto, como núcleo do predicativo do sujeito, do ob-
5-) jeto ou como núcleo do vocativo. Também encontramos
(A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos. substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e de
(B) Falaram-nos que a diplomacia americana está aba- adjuntos adverbiais - quando essas funções são desempe-
lada. nhadas por grupos de palavras.
(D) Conformado, rendeu-se às punições.
(E) Todos querem que se combata a corrupção. Classificação dos Substantivos
6-) 1- Substantivos Comuns e Próprios
(B) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situação
de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida. Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior que vila, com
(C) Sentimo-nos impotentes quando não conseguimos muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no
restituir um objeto à pessoa que o perdeu. Brasil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de
(D) O homem indignou-se quando lhe propuseram que uma cidade (em oposição aos bairros).
abrisse a bolsa que encontrara.
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas
(E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma ten-
e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada
dência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos. cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo
comum.
7-) Há pessoas que, mesmo sem condições, compram Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
produtos de que não necessitam e acabam tendo uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino,
de pagar tudo a prazo. homem, mulher, país, cachorro.
Estamos voando para Barcelona.
8-) Faz alguns anos, num programa de televisão, uma
jovem fazia referência à violência a que o brasileiro O substantivo Barcelona designa apenas um ser da es-
estava sujeito de forma cômica. pécie cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Pró-
Faz, no sentido de tempo passado = sempre no singular prio: é aquele que designa os seres de uma mesma espécie
de forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2 - Substantivos Concretos e Abstratos bando desordeiros ou malfeitores


LÂMPADA MALA banca examinadores
batalhão soldados
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com cardume peixes
existência própria, que são independentes de outros seres. caravana viajantes peregrinos
São substantivos concretos. cacho frutas
cáfila camelos
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que cancioneiro canções, poesias líricas
existe, independentemente de outros seres. colmeia abelhas
Obs.: os substantivos concretos designam seres do chusma gente, pessoas
mundo real e do mundo imaginário. concílio bispos
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, congresso parlamentares, cientistas.
Brasília, etc. elenco atores de uma peça ou filme
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantas- esquadra navios de guerra
ma, etc. enxoval roupas
falange soldados, anjos
Observe agora: fauna animais de uma região
Beleza exposta feixe lenha, capim
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. flora vegetais de uma região
frota navios mercantes, ônibus
O substantivo beleza designa uma qualidade. girândola fogos de artifício
horda bandidos, invasores
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que junta médicos, bois, credores, examinadores
dependem de outros para se manifestar ou existir. júri jurados
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser legião soldados, anjos, demônios
leva presos, recrutas
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa
malta malfeitores ou desordeiros
ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para
manada búfalos, bois, elefantes,
se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo
matilha cães de raça
abstrato.
molho chaves, verduras
Os substantivos abstratos designam estados, qualida-
multidão pessoas em geral
des, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser
ninhada pintos
abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado),
nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento). penca bananas, chaves
pinacoteca pinturas, quadros
3 - Substantivos Coletivos quadrilha ladrões, bandidos
ramalhete flores
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra rebanho ovelhas
abelha, mais outra abelha. récua bestas de carga, cavalgadura
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. repertório peças teatrais, obras musicais
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. réstia alhos ou cebolas
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne- romanceiro poesias narrativas
cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, revoada pássaros
mais outra abelha... sínodo párocos
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. talha lenha
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no sin- tropa muares, soldados
gular (enxame) para designar um conjunto de seres da turma estudantes, trabalhadores
mesma espécie (abelhas). vara porcos
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mes- Formação dos Substantivos
mo estando no singular, designa um conjunto de seres da
mesma espécie. Substantivos Simples e Compostos

Substantivo coletivo Conjunto de: Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a
assembleia pessoas reunidas terra.
alcateia lobos O substantivo chuva é formado por um único elemento
acervo livros ou radical. É um substantivo simples.
antologia trechos literários selecionados
arquipélago ilhas Substantivo Simples: é aquele formado por um único
banda músicos elemento.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos: a
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
elementos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto. fêmea.
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pes-
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou soas: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio,
mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo. o ídolo, o indivíduo.
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pes-
Substantivos Primitivos e Derivados soas por meio do artigo: o colega e a colega, o doente e a
doente, o artista e a artista.
Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá... Saiba que: Substantivos de origem grega terminados
em ema ou oma, são masculinos: o fonema, o poema, o
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de
sistema, o sintoma, o teorema.
nenhum outro dentro de língua portuguesa.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero,
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de variam em seu significado: o rádio (aparelho receptor) e a
nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa. O rádio (estação emissora) o capital (dinheiro) e a capital (ci-
substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir dade)
da palavra limão.
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de ou-
tra palavra. - Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno -
aluna.
Flexão dos substantivos - Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
masculino: freguês - freguesa
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- - Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por três formas:
exemplo, pode sofrer variações para indicar: - troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
Plural: meninos Feminino: menina - troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
Aumentativo: meninão Diminutivo: menininho -troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Flexão de Gênero
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão -
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar sultana
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há - Substantivos terminados em -or:
dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero - acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
masculino os substantivos que podem vir precedidos dos - troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar - Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: cônsul
Um Natal inesquecível - consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque -
Os reis da praia duquesa / conde - condessa / profeta - profetisa
- Substantivos que formam o feminino trocando o -e
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que po- final por -a: elefante - elefanta
dem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
A história sem fim - Substantivos que têm radicais diferentes no masculino
Uma cidade sem passado e no feminino: bode – cabra / boi - vaca
As tartarugas ninjas
- Substantivos que formam o feminino de maneira es-
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré
Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar no-
mes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está
relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas for- Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
mas, uma para o masculino e outra para o feminino. Obser-
ve: gato – gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito Epicenos:
- prefeita Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.

Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso
uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma
para o feminino. Classificam-se em: para indicar o masculino e o feminino.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Alguns nomes de animais apresentam uma só forma - São geralmente masculinos os substantivos de ori-
para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha- gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, o
macho e fêmea. eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o traco-
A cobra macho picou o marinheiro. ma, o hematoma.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.

Sobrecomuns: Gênero dos Nomes de Cidades:


Entregue as crianças à natureza.
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo mas- A histórica Ouro Preto.
A dinâmica São Paulo.
culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem
A acolhedora Porto Alegre.
o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o
Uma Londres imensa e triste.
sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria. Gênero e Significação:
Outros substantivos sobrecomuns: Muitos substantivos têm uma significação no masculino
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa e outra no feminino. Observe: o baliza (soldado que, que à
criatura. frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de em conjunto; o que vai à frente de um bloco carnavalesco,
Marcela faleceu manejando um bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que
marca um limite ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe),
Comuns de Dois Gêneros: a cabeça (parte do corpo), o cisma (separação religiosa, dissi-
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. dência), a cisma (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor
cinzenta), a cinza (resíduos de combustão), o capital (dinhei-
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? ro), a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma (cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro),
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado na
A distinção de gênero pode ser feita através da análise administração da crisma e de outros sacramentos), a crisma
do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substanti- (sacramento da confirmação), o cura (pároco), a cura (ato de
vo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe (vasta planície
- uma jovem; artista famoso - artista famosa; repórter fran- de vegetação), o guia (pessoa que guia outras), a guia (docu-
cês - repórter francesa mento, pena grande das asas das aves), o grama (unidade de
- A palavra personagem é usada indistintamente nos peso), a grama (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa
dois gêneros. (recipiente, setor de pagamentos), o lente (professor), a lente
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada pre- (vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade,
ferência pelo masculino: O menino descobriu nas nuvens os bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a
personagens dos contos de carochinha. nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva
a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
(poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, antepa-
O problema está nas mulheres de mais idade, que não acei-
ro), o rádio (aparelho receptor), a rádio (estação emissora), o
tam a personagem.
voga (remador), a voga (moda, popularidade).
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo Flexão de Número do Substantivo
fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes: Em português, há dois números gramaticais: o singular,
que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que
Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó indica mais de um ser ou grupo de seres. A característica
(pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o do plural é o “s” final.
maracajá, o clã, o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o
soprano, o proclama, o pernoite, o púbis. Plural dos Substantivos Simples

Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a - Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e
cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido, “n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã –
a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa). ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). Exceção: cânon
- cânones.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas


“ns”: homem - homens. palavra invariável + palavra variável = alto-falante e
alto- -falantes
- Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.
Atenção: O plural de caráter é caracteres. - Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
formados de:
- Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam- substantivo + preposição clara + substantivo = água-
se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; cara- de-colônia e águas-de-colônia
col – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, cônsul substantivo + preposição oculta + substantivo = cava-
e cônsules. lo-vapor e cavalos-vapor
substantivo + substantivo que funciona como determi-
- Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de nante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo
duas maneiras: do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave, bomba
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis -relógio - bombas-relógio, notícia-bomba - notícias-bomba,
homem-rã - homens-rã, peixe-espada - peixes-espada.
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
- Permanecem invariáveis, quando formados de:
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os sa-
- Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de ca-rolhas
duas maneiras:
- Casos Especiais
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o o louva-a-deus e os louva-a-deus
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses o bem-te-vi e os bem-te-vis
o bem-me-quer e os bem-me-queres
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam inva- o joão-ninguém e os joões-ninguém.
riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
Plural das Palavras Substantivadas
- Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de
três maneiras. As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam,
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães no plural, as flexões próprias dos substantivos.
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
- Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
o látex - os látex. Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou
“z” não variam no plural: Nas provas mensais consegui mui-
Plural dos Substantivos Compostos tos seis e alguns dez.

-A formação do plural dos substantivos compostos de- Plural dos Diminutivos


pende da forma como são grafados, do tipo de palavras
que formam o composto e da relação que estabelecem en- Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final
tre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
como os substantivos simples: aguardente/aguardentes, pãe(s) + zinhos = pãezinhos
girassol/girassóis, pontapé/pontapés, malmequer/ animai(s) + zinhos = animaizinhos
malmequeres. botõe(s) + zinhos = botõezinhos
O plural dos substantivos compostos cujos elementos chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e farói(s) + zinhos = faroizinhos
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir: tren(s) + zinhos = trenzinhos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
- Flexionam-se os dois elementos, quando formados flore(s) + zinhas = florezinhas
de: mão(s) + zinhas = mãozinhas
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores papéi(s) + zinhos = papeizinhos
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per- nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
feitos funi(s) + zinhos = funizinhos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens túnei(s) + zinhos = tuneizinhos
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras pai(s) + zinhos = paizinhos
- Flexiona-se somente o segundo elemento, quando pé(s) + zinhos = pezinhos
formados de: pé(s) + zitos = pezitos

30
LÍNGUA PORTUGUESA

Plural dos Nomes Próprios Personativos Flexão de Grau do Substantivo

Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sem- Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
pre que a terminação preste-se à flexão. as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
Os Napoleões também são derrotados. - Grau Normal - Indica um ser de tamanho considera-
As Raquéis e Esteres. do normal. Por exemplo: casa
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho
Plural dos Substantivos Estrangeiros do ser. Classifica-se em:

Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es- Analítico = o substantivo é acompanhado de um adje-
critos como na língua original, acrescentando-se “s” (exceto tivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os jazz.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acor- cador de aumento. Por exemplo: casarão.
do com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os
jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, os ré- - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
quiens. do ser. Pode ser:
Observe o exemplo: Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo
Este jogador faz gols toda vez que joga. que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
cador de diminuição. Por exemplo: casinha.
Plural com Mudança de Timbre
Verbo
Certos substantivos formam o plural com mudança de
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
fonético chamado metafonia (plural metafônico).
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
Singular Plural
ocorrência (nascer); desejo (querer).
corpo (ô) corpos (ó)
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não
esforço esforços
os seus possíveis significados. Observe que palavras como
fogo fogos
forno fornos corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo
fosso fossos ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam,
imposto impostos porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos
olho olhos possuem.
osso (ô) ossos (ó)
ovo ovos Estrutura das Formas Verbais
poço poços
porto portos Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
posto postos apresentar os seguintes elementos:
tijolo tijolos
- Radical: é a parte invariável, que expressa o significa-
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, do essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-am.
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc. (radical fal-)
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de - Tema: é o radical seguido da vogal temática que in-
molho (ó) = feixe (molho de lenha). dica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
fala-r
Particularidades sobre o Número dos Substantivos São três as conjugações: 1ª - Vogal Temática - A - (falar),
2ª - Vogal Temática - E - (vender), 3ª - Vogal Temática - I -
- Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o (partir).
norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
- Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames, - Desinência modo-temporal: é o elemento que de-
as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes. signa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo:
- Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do sin- falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
gular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade, bom falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
nome) e honras (homenagem, títulos).
- Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com - Desinência número-pessoal: é o elemento que de-
sentido de plural: signa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (sin-
Aqui morreu muito negro. gular ou plural):
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
improvisadas. falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)

31
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados ** São impessoais, ainda:
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação,
pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando
apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em tempo: Já passa das seis.
algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc. 2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição
de, indicando suficiência: Basta de tolices. Chega de blas-
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas fêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem re-
dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce- ferência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda,
bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-
tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por se, tais verbos, então, pessoais.
exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de
no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprende-
“ser possível”. Por exemplo:
rão, nutriríamos.
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
Classificação dos Verbos
* Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conju-
Classificam-se em: gam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do
plural.
- Regulares: são aqueles que possuem as desinências A fruta amadureceu.
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca al- As frutas amadureceram.
terações no radical: canto cantei cantarei cantava
cantasse. Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como
- Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca altera- verbos pessoais na linguagem figurada: Teu irmão amadu-
ções no radical ou nas desinências: faço fiz farei fi- receu bastante.
zesse. Entre os unipessoais estão os verbos que significam vo-
zes de animais; eis alguns: bramar: tigre, bramir: crocodilo,
- Defectivos: são aqueles que não apresentam conju- cacarejar: galinha, coaxar: sapo, cricrilar: grilo
gação completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais
e pessoais: Os principais verbos unipessoais são:
* Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Nor- 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser
malmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os (preciso, necessário, etc.):
principais verbos impessoais são: Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
bastante.)
** haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali- Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
zar-se ou fazer (em orações temporais). É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, segui-
dos da conjunção que.
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
fumar.)
** fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Era primavera quando a conheci. Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Estava frio naquele dia. * Pessoais: não apresentam algumas flexões por moti-
vos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
** Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza - verbo falir. Este verbo teria como formas do presente
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, ama- do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o
nhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Ama- que provavelmente causaria problemas de interpretação
nheci mal- -humorado”, usa-se o verbo “amanhecer” em certos contextos.
em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, emprega-
do em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser - verbo computar. Este verbo teria como formas do pre-
pessoal. sente do indicativo computo, computas, computa - formas
de sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu) gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) efetivo de formas verbais repudiadas por alguns gramáti-
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) cos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com
o desenvolvimento e a popularização da informática, tem
sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas
(particípio irregular). Observe:

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR


Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

- Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Por exemplo: Ir, Pôr, Ser, Saber (vou, vais,
ides, fui, foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).
- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar as moscas.


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo


Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

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LÍNGUA PORTUGUESA

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles
ESTAR - Modo Indicativo

Presente Pret. perf. Pret. Imperf. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Pret.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


haja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

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LÍNGUA PORTUGUESA

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
Tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


Tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mes-
ma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no
próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:

- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abs-
ter-se, ater- -se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade
já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.

A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mes-
ma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante
do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia re-
flexiva expressa pelo radical do próprio verbo.

Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos pronomes):


Eu me arrependo
Tu te arrependes
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Eles se arrependem
- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto repre-
sentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em
geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes mencionados,
formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:
Maria penteou-me.

Observações:
- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática.

35
LÍNGUA PORTUGUESA

- Há verbos que também são acompanhados de pro- Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em
nomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exem-
pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos refle- plo:
xivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exem- Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
plo: - Particípio: quando não é empregado na formação
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o
(objeto direto) - 1ª pessoa do singular resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gê-
Modos Verbais nero, número e grau. Por exemplo:
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas
pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, exis-
tem três modos: Quando o particípio exprime somente estado, sem ne-
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu sem- nhuma relação temporal, assume verdadeiramente a fun-
pre estudo. ção de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a alu-
na escolhida para representar a escola.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Tal-
vez eu estude amanhã. Tempos Verbais

Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estuda Tomando-se como referência o momento em que se
agora, menino. fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
tempos. Veja:
Formas Nominais
1. Tempos do Indicativo
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for-
mas que podem exercer funções de nomes (substantivo, - Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste co-
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas
légio.
nominais. Observe:
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido
- Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo
num momento anterior ao atual, mas que não foi comple-
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
tamente terminado: Ele estudava as lições quando foi inter-
substantivo. Por exemplo:
rompido.
Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
- Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen- momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado:
te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por Ele estudou as lições ontem à noite.
exemplo:
É preciso ler este livro. - Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato
Era preciso ter lido este livro. ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já tinha es-
tudado as lições quando os amigos chegaram. (forma com-
- Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três posta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não (forma simples).
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do im-
pessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira: - Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu) ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós) atual: Ele estudará as lições amanhã.
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós)
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles) - Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado:
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
boa colocação.
2. Tempos do Subjuntivo
- Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo
ou advérbio. Por exemplo: - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no mo-
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de ad- mento atual: É conveniente que estudes para o exame.
vérbio) - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado,
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de ad- mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele ven-
jetivo) cesse o jogo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por
exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.

- Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier
à loja, levará as encomendas.
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à
loja, levará as encomendas.

Presente do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

Futuro do Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

37
LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Pretérito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação

CANTAR VENDER PARTIR


cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).

1ª conjug. 2ª conjug. 3ª conju. Des. temporal Des.temporal Desinên. pessoal


1ª conj. 2ª/3ª conj.

CANTAR VENDER PARTIR


cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM

38
LÍNGUA PORTUGUESA

Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

Observações:
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

Questões sobre Verbo

01. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ASSISTENTE SOCIAL JUDICIÁRIO - VUNESP/2012) Assinale a
alternativa em que todos os verbos estão conjugados segundo a norma-padrão.
(A) Absteu-se do álcool durante anos; agora, voltou ao vício.
(B) Perderam seus documentos durante a viagem, mas já os reaveram.
(C) Avisem-me, se vocês verem que estão ocorrendo conflitos.
(D) Só haverá acordo se nós propormos uma boa indenização.
(E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos eletrônicos.

02. (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014)


... e então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Central até o mar Cáspio e além.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:
(A) ... e de lá por navios que contornam a Índia...
(B) ... era a capital da China.
(C) A Rota da Seda nunca foi uma rota única...
(D) ... dispararam na última década.
(E) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas...

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LÍNGUA PORTUGUESA

03. (TRF - 2ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - 07. (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) É importante
FCC/2012) O emprego, a grafia e a flexão dos verbos estão que a inserção da perspectiva da sustentabilidade na cultura
corretos em: empresarial, por meio das ações e projetos de Educação Am-
(A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty biental, esteja alinhada a esses conceitos.
não prescindiram e não requiseram mais do que o esqueci- O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o
mento e a passagem do tempo. verbo grifado na frase acima está em:
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para (A) ... a Empresa desenvolve todas as suas ações, polí-
sempre renegada a um segundo plano, eis que ela imerge ticas...
do esquecimento, em 1974. (B) ... as definições de Educação Ambiental são abran-
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a impor- gentes...
tância estratégica de Paraty, até que, a partir de 1855, so- (C) ... também se associa o Desenvolvimento Sustentá-
breviram longos anos de esquecimento. vel...
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando (D) ... e incorporou [...] também aspectos de desenvol-
as ações predatórias, para que a cidade não sucumba aos vimento humano.
atropelos do turismo selvagem. (E)... e reforce a identidade das comunidades.
(E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para
que obtesse, agora em definitivo, o prestígio de um polo 08. (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JA-
turístico de inegável valor histórico. NEIRO – TÉCNICO SUPERIOR ESPECIALIZADO EM BIBLIO-
TECONOMIA – FGV PROJETOS /2014) Na frase “se você
04. (TRF - 3ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - quiser ir mais longe”, a forma verbal empregada tem sua
FCC/2014) Tinham seus prediletos ... forma corretamente conjugada. A frase abaixo em que a
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o forma verbal está ERRADA é
grifado acima está em: (A) se você se opuser a esse desejo.
(A) Dumas consentiu. (B) se você requerer este documento.
(B) ... levaram com eles a instituição do “lector”. (C) se você ver esse quadro.
(C) ... enquanto uma fileira de trabalhadores enrolam
(D) se você provier da China.
charutos...
(E) se você se entretiver com o jogo.
(D) Despontava a nova capital mundial do Havana.
(E) ... que cedesse o nome de seu herói...
09. (PREFEITURA DE SÃO CARLOS/SP – ENGENHEIRO –
ÁREA CIVIL – VUNESP/2011) Considere as frases:
05.(Analista – Arquitetura – FCC – 2013-adap.). Está ade-
I. Há diversos projetos de lei em tramitação na Câmara.
quada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:
II. Caso a bondade seja aprovada, haverá custo adicional
A) Os que levariam a vida pensando apenas nos valores
de 5,4 bilhões de reais por ano.
absolutos talvez façam melhor se pensassem no encanto
Assinale a alternativa que, respectivamente, substitui o
dos pequenos bons momentos.
B) Há até quem queira saber quem fosse o maior ban- verbo haver pelo verbo existir, conservando o tempo e o
dido entre os que recebessem destaque nos popularescos modo.
programas da TV. (A) Existe – existe
C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gos- (B) Existem – existirão
tam tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tenha (C) Existirão – existirá
aspirações a ser metafísica. (D) Existem – existirá
D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levarem em (E) Existiriam – existiria
conta nossa condição de mortais, não precisariam preocu-
par-se com os degraus da notoriedade. 10. (MPE/PE – ANALISTA MINISTERIAL – FCC/2012)
E) Quanto mais aproveitássemos o que houvesse de ... pois assim se via transportado de volta “à glória que foi
grande nos momentos felizes, menos precisaríamos nos a Grécia e à grandeza que foi Roma”.
preocupar com conquistas superlativas. O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o
grifado acima está em:
06. (TRF - 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – a) Poe certamente acreditava nisso...
FCC/2012) ...Ou pretendia. b) Se Grécia e Roma foram, para Poe, uma espécie de
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o casa...
grifado acima está em: c) ... ainda seja por nós obscuramente sentido como
a) ... ao que der ... verdadeiro, embora não de modo consciente.
b) ... virava a palavra pelo avesso ... d) ... como um legado que provê o fundamento de nos-
c) Não teria graça ... sas sensibilidades.
d) ... um conto que sai de um palíndromo ... e) Seria ela efetivamente, para o poeta, uma encarnação
e) ... como decidiu o seu destino de escritor. da princesa homérica?

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LÍNGUA PORTUGUESA

GABARITO 6-) Pretendia = pretérito imperfeito do Indicativo


a) ... ao que der ... = futuro do Subjuntivo
01.E 02. B 03. D 04. D 05. E b) ... virava = pretérito imperfeito do Indicativo
06.B 07. E 08. C 09. D 10.B c) Não teria = futuro do pretérito do Indicativo
d) ... um conto que sai = presente do Indicativo
RESOLUÇÃO e) ... como decidiu = pretérito perfeito do Indicativo

1-) Correção à frente: 7-) O verbo “esteja” está no presente do Subjuntivo.


(A) Absteu-se = absteve-se (A) ... a Empresa desenvolve = presente do Indicativo
(B) mas já os reaveram = reouveram (B) ... as definições de Educação Ambiental são = pre-
(C) se vocês verem = virem sente do Indicativo
(D) Só haverá acordo se nós propormos = propusermos (C) ... também se associa o Desenvolvimento Sustentá-
(E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos vel... = presente do Indicativo
eletrônicos. (D) ... e incorporou [...] = pretérito perfeito do Indicativo
(E)... e reforce a identidade das comunidades. = presen-
2-) Percorriam = Pretérito Imperfeito do Indicativo te do Subjuntivo.
A = contornam – presente do Indicativo
B = era = pretérito imperfeito do Indicativo 8-)
C = foi = pretérito perfeito do Indicativo (A) se você se opuser a esse desejo.
D = dispararam = pretérito mais-que-perfeito do Indi- (B) se você requerer este documento.
cativo (C) se você ver esse quadro.= se você vir
E = acompanham = presente do Indicativo (D) se você provier da China.
(E) se você se entretiver com o jogo.
3-) Acrescentei as formas verbais adequadas nas ora-
ções analisadas: 9-) Há = presente do Indicativo / haverá = futuro do
(A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty presente do indicativo.
não prescindiram e não requiseram (requereram) mais do Ao substituirmos pelo verbo “existir”, lembremo-nos de
que o esquecimento e a passagem do tempo. que esse sofrerá flexão de número (irá para o plural, caso
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para seja necessário):
sempre renegada a um segundo plano, eis que ela imerge I. Existem diversos projetos de lei em tramitação na Câ-
(emerge) do esquecimento, em 1974. mara.
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a impor- II. Caso a bondade seja aprovada, existirá custo adicio-
tância estratégica de Paraty, até que, a partir de 1855, so- nal de 5,4 bilhões de reais por ano.
breviram (sobrevieram) longos anos de esquecimento. Existem / existirá.
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando
as ações predatórias, para que a cidade não sucumba aos 10-) Foi = pretérito perfeito do Indicativo
atropelos do turismo selvagem. a) Poe certamente acreditava = pretérito imperfeito do
(E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para Indicativo
que obtesse, (obtivesse) agora em definitivo, o prestígio de b) Se Grécia e Roma foram = pretérito perfeito do In-
um polo turístico de inegável valor histórico. dicativo
c) ... ainda seja = presente do Subjuntivo
4-)Tinham = pretérito imperfeito do Indicativo. Vamos d) ... como um legado que provê = presente do Indi-
às alternativas: cativo
Consentiu = pretérito perfeito / levaram = pretérito e) Seria = futuro do pretérito do Indicativo
perfeito (e mais-que-perfeito) do Indicativo
Despontava = pretérito imperfeito do Indicativo Vozes do Verbo
Cedesse = pretérito do Subjuntivo
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para
5-) indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da
A) Os que levam a vida pensando apenas nos valores ação. São três as vozes verbais:
absolutos talvez fariam melhor se pensassem no encanto
dos pequenos bons momentos. - Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação
B) Há até quem queira saber quem é o maior bandido expressa pelo verbo. Por exemplo:
entre os que recebem destaque nos popularescos progra- Ele fez o trabalho.
mas da TV. sujeito agente ação objeto (pacien-
C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gos- te)
tem tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tem - Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a
aspirações a ser metafísica. ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levassem em O trabalho foi feito por ele.
conta nossa condição de mortais, não precisariam preocu- sujeito paciente ação agente da pas-
par-se com os degraus da notoriedade. siva

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agen- Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz la-
te e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por exemplo: tina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacio-
O menino feriu-se. nam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem
o significado de voz passiva como sendo a voz que expres-
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com sa a ação sofrida pelo sujeito. Na voz passiva temos dois
a noção de reciprocidade: Os lutadores feriram-se. (um ao elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE
outro) e AGENTE DA PASSIVA.
Formação da Voz Passiva
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva
A voz passiva pode ser formada por dois processos:
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar subs-
analítico e sintético. tancialmente o sentido da frase.
1- Voz Passiva Analítica Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa)
Sujeito da Ativa objeto Direto
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio
do verbo principal. Por exemplo: A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Pas-
A escola será pintada. siva)
O trabalho é feito por ele. Sujeito da Passiva Agente da Passiva

Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o
da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo
preposição de. Por exemplo: A casa ficou cercada de solda- assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.
Observe mais exemplos:
dos.
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não - Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.
esteja explícito na frase: A exposição será aberta amanhã. Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar mestres.
(SER), pois o particípio é invariável. Observe a transforma-
ção das frases seguintes: - Eu o acompanharei.
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo) Ele será acompanhado por mim.
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indi-
cativo) Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado,
não haverá complemento agente na passiva. Por exemplo:
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo) Prejudicaram-me. / Fui prejudicado.
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
Saiba que:
- Aos verbos que não são ativos nem passivos ou refle-
c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
xivos, são chamados neutros.
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) O vinho é bom.
- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume Aqui chove muito.
o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa.
Observe a transformação da frase seguinte: - Há formas passivas com sentido ativo:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio) É chegada a hora. (= Chegou a hora.)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.)
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)
Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva
analítica com outros verbos que podem eventualmente - Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo:
funcionar como auxiliares. Por exemplo: A moça ficou mar- Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
cada pela doença. Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)

- Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido


2- Voz Passiva Sintética
cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o
sujeito é paciente.
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com Chamo-me Luís.
o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE. Batizei-me na Igreja do Carmo.
Por exemplo: Operou-se de hérnia.
Abriram-se as inscrições para o concurso. Vacinaram-se contra a gripe.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
sintética. morf54.php

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LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Vozes dos Verbos A transposição para a voz passiva da oração grifada aci-
ma teria, de acordo com a norma culta, como forma verbal
01. (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) A fra- resultante:
se que admite transposição para a voz passiva é: (A) ameaçavam.
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado. (B) foram ameaçadas.
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma (C) ameaçarem.
grande diversidade de fenômenos. (D) estiver sendo ameaçada.
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda- (E) forem ameaçados.
de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da 07. (INFRAERO – ENGENHEIRO SANITARISTA –
vida (...). FCC/2011) Transpondo-se para a voz passiva a frase Um
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido figurante pode obscurecer a atuação de um protagonista, a
e da falsa consciência. forma verbal obtida será:
(A) pode ser obscurecido.
02. (TRE/RS – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) ... a
(B) obscurecerá.
Coreia do Norte interrompeu comunicações com o vizinho ...
(C) pode ter obscurecido.
Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma
(D) pode ser obscurecida.
verbal corretamente obtida é:
(E) será obscurecida.
a) tinha interrompido.
b) foram interrompidas.
c) fora interrompido. 08.(GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – PRO-
d) haviam sido interrompidas. CON – ADVOGADO – CEPERJ/2012) “todos que são impac-
e) haveriam de ser interrompidas. tados pelas mídias de massa”
03. (FCC-TRE-Analista Judiciário – 2011) Transpondo-se O fragmento transcrito acima apresenta uma constru-
para a voz passiva a frase Hoje a autoria institucional en- ção na voz passiva do verbo. Outro exemplo de voz passiva
frenta séria concorrência dos autores anônimos, obter-se-á encontra-se em:
a seguinte forma verbal: A) “As crianças brasileiras influenciam 80% das decisões
(A) são enfrentados. de compra de uma família”
(B) tem enfrentado. B) “A publicidade na TV é a principal ferramenta do
(C) tem sido enfrentada. mercado para a persuasão do público infantil”
(D) têm sido enfrentados. C) “evidenciaram outros fatores que influenciam as
(E) é enfrentada. crianças brasileiras nas práticas de consumo.”
D) “Elas são assediadas pelo mercado”
04. (TRF - 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – E) “valores distorcidos são de fato um problema de or-
FCC/2012) Para o Brasil, o fundamental é que, ao exercer a dem ética”
responsabilidade de proteger pela via militar, a comunida-
de internacional [...] observe outro preceito ... 09. (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – CASA CI-
Transpondo-se o segmento grifado acima para a voz VIL – EXECUTIVO PÚBLICO – FCC/2010) Transpondo a frase
passiva, a forma verbal resultante será: o diretor estava promovendo seu filme para a voz passiva,
a) é observado. obtém-se corretamente o seguinte segmento:
b) seja observado. (A) tinha recebido promoção.
c) ser observado. (B) estaria sendo promovido.
d) é observada. (C) fizera a promoção.
e) for observado.
(D) estava sendo promovido.
(E) havia sido promovido.
05. (Analista de Procuradoria – FCC – 2013-adap) Trans-
pondo- -se para a voz passiva a frase O poeta teria
10. -) (MPE/PE – ANALISTA MINISTERIAL – FCC/2012)
aberto um diálogo entre as duas partes, a forma verbal re-
sultante será: Da sede do poder no Brasil holandês, Marcgrave acompa-
A) fora aberto. nhou e anotou, sempre sozinho, alguns fenômenos celestes,
B) abriria. sobretudo eclipses lunares e solares.
C) teria sido aberto. Ao transpor-se a frase acima para a voz passiva, as for-
D) teriam sido abertas. mas verbais resultantes serão:
E) foi aberto. a) eram anotados e acompanhados.
b) fora anotado e acompanhado.
06.(SEE/SP – PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II E PRO- c) foram anotados e acompanhados.
FESSOR II – LÍNGUA PORTUGUESA - FCC/2011) ...permite d) anota-se e acompanha-se.
que os criadores tomem atitudes quando a proliferação de e) foi anotado e acompanhado.
algas tóxicas ameaça os peixes.

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LÍNGUA PORTUGUESA

GABARITO 9-) o diretor estava promovendo seu filme = dois ver-


bos na voz ativa, três na passiva: seu filme estava sendo
01. B 02.B 03. E 04.B 05. C produzido.
06. E 07. D 08. D 09.D 10.C
10-)Marcgrave acompanhou e anotou alguns fenô-
RESOLUÇÃO menos celestes = voz ativa com um verbo (sem auxiliar!),
então na passiva teremos dois: alguns fenômenos foram
1-) acompanhados e anotados por Marcgrave.
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado.
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma
grande diversidade de fenômenos. CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL.
- Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e
explicada pelo conceito...
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda-
de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação. Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da nos referindo à relação de dependência estabelecida entre
vida (...). um termo e outro mediante um contexto oracional. Desta
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido feita, os agentes principais desse processo são representa-
e da falsa consciência. dos pelo sujeito, que no caso funciona como subordinante;
e o verbo, o qual desempenha a função de subordinado.
2-) ... a Coreia do Norte interrompeu comunicações Dessa forma, temos que a concordância verbal carac-
com o vizinho = voz ativa com um verbo, então a passiva teriza-se pela adaptação do verbo, tendo em vista os que-
terá dois: comunicações com o vizinho foram interrompi- sitos “número e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplifi-
das pela Coreia... cando, temos: O aluno chegou atrasado. Temos que o verbo
apresenta-se na terceira pessoa do singular, pois faz refe-
3-) Hoje a autoria institucional enfrenta séria concor- rência a um sujeito, assim também expresso (ele). Como
rência dos autores anônimos = Séria concorrência é en- poderíamos também dizer: os alunos chegaram atrasados.
frentada pela autoria...
Casos referentes a sujeito simples
4-) a comunidade internacional [...] observe outro pre-
ceito = se na voz ativa temos um verbo, na passiva tere- 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com
mos dois: outro preceito seja observado. o núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.

5-) O poeta teria aberto um diálogo entre as duas par- 2) Nos casos referentes a sujeito representado por
tes = Um diálogo teria sido aberto... substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pes-
soa do singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
6-) Quando a proliferação ameaça os peixes = voz ativa Observação:
Quando os peixes forem ameaçados pela proliferação... - No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto
= voz passiva adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular ou
poderá ir para o plural:
7-) Um figurante pode obscurecer a atuação de um Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
protagonista. Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
Se na voz ativa temos um verbo, na passiva teremos
dois; se na ativa temos dois, na passiva teremos três. Então: 3) Quando o sujeito é representado por expressões
A atuação de um protagonista pode ser obscurecida por partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte
um figurante. de, a metade de, uma porção de” entre outras, o verbo tanto
pode concordar com o núcleo dessas expressões quanto
8-) com o substantivo que a segue: A maioria dos alunos resol-
A) “As crianças brasileiras influenciam 80% das deci- veu ficar. A maioria dos alunos resolveram ficar.
sões de compra de uma família” = voz ativa
B) “A publicidade na TV é a principal ferramenta do 4) No caso de o sujeito ser representado por expres-
mercado para a persuasão do público infantil” = ativa (ver- sões aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”,
bo de ligação); não dá para passar para a passiva o verbo concorda com o substantivo determinado por elas:
C) “evidenciaram outros fatores que influenciam as Cerca de mil candidatos se inscreveram no concurso.
crianças brasileiras nas práticas de consumo.” = ativa
D) “Elas são assediadas pelo mercado” = voz passiva 5) Em casos em que o sujeito é representado pela ex-
E) “valores distorcidos são de fato um problema de or- pressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais
dem ética” = ativa (verbo de ligação); não dá para passar de um candidato se inscreveu no concurso de piadas.
para a passiva Observação:

44
LÍNGUA PORTUGUESA

- No caso da referida expressão aparecer repetida ou 12) Casos relativos a sujeito representado por substan-
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, tivo próprio no plural se encontram relacionados a alguns
necessariamente, deverá permanecer no plural: aspectos que os determinam:
Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram - Diante de nomes de obras no plural, seguidos do ver-
na campanha de doação de alimentos. bo ser, este permanece no singular, contanto que o predi-
Mais de um formando se abraçaram durante as soleni- cativo também esteja no singular: Memórias póstumas de
dades de formatura. Brás Cubas é uma criação de Machado de Assis.
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo tam-
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um bém permanece no plural: Os Estados Unidos são uma po-
dos que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi tência mundial.
um dos que atuaram na Copa América. - Casos em que o artigo figura no singular ou em que
ele nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados
7) Em casos relativos à concordância com locuções Unidos é uma potência mundial.
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário Casos referentes a sujeito composto
nos atermos a duas questões básicas:
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no 1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
plural, o verbo poderá com ele concordar, como poderá gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, es-
também concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós tando relacionado a dois pressupostos básicos:
o receberemos. / Alguns de nós o receberão. - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
- Quando o primeiro pronome da locução estiver ex- demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
presso no singular, o verbo permanecerá, também, no sin- - Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexio-
gular: Algum de nós o receberá. nar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. Tu e ele são
primos.
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo
pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa 2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer an-
teposto ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus
do singular ou poderá concordar com o antecedente desse
dois filhos compareceram ao evento.
pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para
ela. / Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela.
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao ver-
bo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela
permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus
palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que
dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós que toma-
mos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo.
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém
com mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no
10) No caso de o sujeito aparecer representado por ex- singular: Meu esposo e grande companheiro merece toda a
pressões que indicam porcentagens, o verbo concordará felicidade do mundo.
com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa
porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinô-
da diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão. nimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo
poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha
Observações: vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de
- Caso o verbo apareça anteposto à expressão de por- meu esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha pre-
centagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprova- miação é fruto de meu esforço.
ram a decisão da diretoria 50% dos funcionários.
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no sin- Concordância nominal é o ajuste que fazemos aos
gular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da dire- demais termos da oração para que concordem em gênero
toria. e número com o substantivo. Teremos que alterar, portan-
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de to, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso,
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
Os 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o prono-
me concordam em gênero e número com o substantivo.
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado - A pequena criança é uma gracinha.
por pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empre- - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
gado na terceira pessoa do singular ou do plural: Vossas
Majestades gostaram das homenagens. Vossa Majestade Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à
agradeceu o convite. regra geral mostrada acima.

45
LÍNGUA PORTUGUESA

a) Um adjetivo após vários substantivos h) Muito, pouco, caro


- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o - Como adjetivos: seguem a regra geral.
plural ou concorda com o substantivo mais próximo. Comi muitas frutas durante a viagem.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. Pouco arroz é suficiente para mim.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. Os sapatos estavam caros.

- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural - Como advérbios: são invariáveis.
masculino ou concorda com o substantivo mais próximo. Comi muito durante a viagem.
- Ela tem pai e mãe louros. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
- Ela tem pai e mãe loura. Comprei caro os sapatos.
- Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoria-
mente para o plural. i) Mesmo, bastante
- O homem e o menino estavam perdidos. - Como advérbios: invariáveis
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui. Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
- Como pronomes: seguem a regra geral.
- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
mais próximo.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
Comi delicioso almoço e sobremesa.
Provei deliciosa fruta e suco. j) Menos, alerta
- Em todas as ocasiões são invariáveis.
- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: Preciso de menos comida para perder peso.
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. Estamos alerta para com suas chamadas.
Estavam feridos o pai e os filhos.
Estava ferido o pai e os filhos. k) Tal Qual
- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda
c) Um substantivo e mais de um adjetivo com o consequente.
- antecede todos os adjetivos com um artigo. As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.

- coloca o substantivo no plural. l) Possível


Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. - Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “me-
lhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as ex-
d) Pronomes de tratamento pressões.
- sempre concordam com a 3ª pessoa. A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Vossa Santidade esteve no Brasil. Os melhores cargos possíveis estão neste setor da em-
presa.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado As piores situações possíveis são encontradas nas fave-
- Concordam com o substantivo a que se referem. las da cidade.
As cartas estão anexas.
A bebida está inclusa. m) Meio
Precisamos de nomes próprios. - Como advérbio: invariável.
Obrigado, disse o rapaz. Estou meio (um pouco) insegura.

- Como numeral: segue a regra geral.


f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
- Após essas expressões o substantivo fica sempre no
singular e o adjetivo no plural.
n) Só
Renato advogou um e outro caso fáceis. - apenas, somente (advérbio): invariável.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. Só consegui comprar uma passagem.
g) É bom, é necessário, é proibido - sozinho (adjetivo): variável.
- Essas expressões não variam se o sujeito não vier pre- Estiveram sós durante horas.
cedido de artigo ou outro determinante.
Canja é bom. / A canja é boa. Fonte:
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. http://www.brasilescola.com/gramatica/concordancia-
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A en- verbal.htm
trada é proibida.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Concordância Nominal e Verbal De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
01.(TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A con- pectivamente, com:
cordância verbal e nominal está inteiramente correta na (A) Restam… faça… será
frase: (B) Resta… faz… será
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va- (C) Restam… faz... serão
lores que determinam as escolhas dos governantes, para (D) Restam… façam… serão
conferir legitimidade a suas decisões. (E) Resta… fazem… será
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem
ser embasados na percepção dos valores e princípios que 04 (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Assinale a alterna-
regem a prática política. tiva em que o trecho
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadeiro – Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma-
regime democrático, em que se respeita tanto as liberda- neira de quantificar adequadamente os insumos básicos.–
des individuais quanto as coletivas. está corretamente reescrito, de acordo com a norma-pa-
(D) As instituições fundamentais de um regime demo- drão da língua portuguesa.
crático não pode estar subordinado às ordens indiscrimi- (A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encon-
nadas de um único poder central. trou até agora uma maneira adequada de se quantificar os
(E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados insumos básicos.
para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opi- (B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
niões existentes na sociedade. trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási-
cos ser quantificados.
02. (Agente Técnico – FCC – 2013). As normas de con- (C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou
cordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas até agora uma maneira adequada para que os insumos bá-
em: sicos sejam quantificado.
A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa (D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
leitura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimo- trou até agora uma maneira adequada para que os insu-
ramento intelectual, estão na capacidade de criação do au- mos básicos seja quantificado.
tor, mediante palavras, sua matéria-prima. (E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
B) Obras que se considera clássicas na literatura sem- trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem
pre delineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o os insumos básicos.
leitor ao ultrapassar os limites da época em que vivem seus
autores, gênios no domínio das palavras, sua matéria-pri- 05. (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINISTRATIVO
ma. - VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as frases do texto:
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, I. Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota nega-
lhe permitem criar todo um mundo de ficção, em que per- tiva...
sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os II. ... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior classi-
leitores, numa verdadeira interação com a realidade. ficação do continente americano (2,0)...
D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei- Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases I e
tor somente se realiza plenamente caso haja afinidade de II, a concordância segue as mesmas regras, na ordem dos
ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o exemplos, em:
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura. (A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o
E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que próximo ano. Será que alguém tem opinião diferente da
constitui leitura obrigatória e se tornam referências por seu maioria?
conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época. (B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas juninas.
Vêm pessoas de muito longe para brincar de quadrilha.
03. (Escrevente TJ-SP – Vunesp/2012) Leia o texto para (C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. Quase
responder à questão. todos quiseram ficar até o nascer do sol na praia.
_________dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, (D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui, mas
não está claro até onde pode realmente chegar uma políti- também existem umas que não merecem nossa atenção.
ca baseada em melhorar a eficiência sem preços adequados (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam.
para o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a
terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do 06. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
carbono e da água em si ___________diferença, as compa- Os folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de
nhias não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos, peregrinação.
40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer prepara- O verbo da frase acima NÃO pode ser mantido no plu-
ção. Portanto, elas começam a usar preços- -sombra. ral caso o segmento grifado seja substituído por:
Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira (A) Há folheteiros que
de quantificar adequadamente os insumos básicos. E sem (B) A maior parte dos folheteiros
eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre (C) O folheteiro e sua família
___________ a segunda opção. (D) O grosso dos folheteiros
(Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado) (E) Cada um dos folheteiros

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LÍNGUA PORTUGUESA

07. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) (D) As instituições fundamentais de um regime demo-
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas crático não pode (podem) estar subordinado (subordinadas)
em: às ordens indiscriminadas de um único poder central.
(A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel (E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) volta-
sem preconceitos, as pessoas não serão capazes de fruir dos (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (expõe)
dessas criações poéticas tão originais. as diferentes opiniões existentes na sociedade.
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status
atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje 2-)
nas melhores universidades do país. A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa lei-
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que tura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimora-
a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles mento intelectual, estão na capacidade de criação do autor,
mesmos requizessem o respeito que faziam por merecer. mediante palavras, sua matéria-prima. = correta
(D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização e B) Obras que se consideram clássicas na literatura sem-
a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica só pode ser pre delineiam novos caminhos, pois são capazes de encantar
resultado do puro e simples desconhecimento. o leitor ao ultrapassarem os limites da época em que vivem
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os proble- seus autores, gênios no domínio das palavras, sua matéria
mas dos cordelistas estavam diretamente ligados à falta de -prima.
representatividade. C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas,
lhes permite criar todo um mundo de ficção, em que per-
08. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os
FCC/2010) Observam-se corretamente as regras de con- leitores, numa verdadeira interação com a realidade.
cordância verbal e nominal em: D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei-
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como tor somente se realizam plenamente caso haja afinidade de
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofistica- ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o cres-
cimento intelectual deste último e o prazer da leitura.
das às mais humildes, são cada vez mais comuns nos dias
E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que
de hoje.
constituem leitura obrigatória e se tornam referências por
b) A importância de intelectuais como Edward Said e
seu conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época.
Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões
polêmicas de seu tempo, não estão apenas nos livros que
3-) _Restam___dúvidas
escreveram.
mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre em si __faça __diferença
árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto so- a maioria das políticas de crescimento verde sempre
frimento, estejam próximos de serem resolvidos ou pelo ____será_____ a segunda opção.
menos de terem alguma trégua. Em “a maioria de”, a concordância pode ser dupla: tanto
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a no plural quanto no singular. Nas alternativas não há “res-
verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo tam/faça/serão”, portanto a A é que apresenta as opções
ponto relativa, costumam encontrar muito mais detratores adequadas.
que admiradores.
e) No final do século XX já não se via muitos intelec- 4-)
tuais e escritores como Edward Said, que não apenas era (A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
notícia pelos livros que publicavam como pelas posições trou até agora uma maneira adequada de se quantificar os
que corajosamente assumiam. insumos básicos.
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
GABARITO trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási-
cos serem quantificados.
01. A 02. A 03. A 04. E 05. A (C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
06. E 07. |B 08. D trou até agora uma maneira adequada para que os insumos
básicos sejam quantificados.
RESOLUÇÃO (D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
trou até agora uma maneira adequada para que os insumos
1-) Fiz os acertos entre parênteses: básicos sejam quantificados.
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va- (E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
lores que determinam as escolhas dos governantes, para trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem
conferir legitimidade a suas decisões. os insumos básicos. = correta
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de-
vem (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos 5-) Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos
valores e princípios que regem a prática política. aos itens:
(C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver- (A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém
dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei- tem (singular)
tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas. (B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural)

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LÍNGUA PORTUGUESA

(C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quise-


ram (plural) REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL.
(D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem
umas (plural)
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas
as formas estão no plural) Dá-se o nome de regência à relação de subordinação
que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus comple-
6-) mentos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as pala-
A - Há folheteiros que vivem (concorda com o objeto vras, criando frases não ambíguas, que expressem efetiva-
“folheterios”) mente o sentido desejado, que sejam corretas e claras.
B – A maior parte dos folheteiros vivem/vive (opcional)
C – O folheteiro e sua família vivem (sujeito composto) Regência Verbal
D – O grosso dos folheteiros vive/vivem (opcional)
Termo Regente: VERBO
E – Cada um dos folheteiros vive = somente no singular
A regência verbal estuda a relação que se estabelece
7-) Coloquei entre parênteses a forma verbal correta: entre os verbos e os termos que os complementam (obje-
(A) Enquanto não se disporem (dispuserem) a conside- tos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos
rar o cordel sem preconceitos, as pessoas não serão capa- adverbiais).
zes de fruir dessas criações poéticas tão originais. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nos-
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status sa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje conhecermos as diversas significações que um verbo pode
nas melhores universidades do país. assumir com a simples mudança ou retirada de uma pre-
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que posição. Observe:
a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar,
mesmos requizessem (requeressem) o respeito que faziam contentar.
por merecer. A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar
(D) Se não proveem (provêm) do preconceito, a desva- agrado ou prazer”, satisfazer.
lorização e a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
só pode (podem) ser resultado do puro e simples desco- “agradar a alguém”.
nhecimento.
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu (entreviu) que Saiba que:
os problemas dos cordelistas estavam diretamente ligados O conhecimento do uso adequado das preposições é
à falta de representatividade. um dos aspectos fundamentais do estudo da regência ver-
bal (e também nominal). As preposições são capazes de
8-) Fiz as correções entre parênteses: modificar completamente o sentido do que se está sendo
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como dito. Veja os exemplos:
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofis- Cheguei ao metrô.
ticadas às mais humildes, são (é) cada vez mais comuns Cheguei no metrô.
(comum) nos dias de hoje.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no se-
b) A importância de intelectuais como Edward Said e
gundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A
Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões
oração “Cheguei no metrô”, popularmente usada a fim de
polêmicas de seu tempo, não estão (está) apenas nos livros
indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da lín-
que escreveram. gua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem di-
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio en- vergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns
tre árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto verbos, e a regência culta.
sofrimento, estejam (esteja) próximos (próximo) de serem Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos
(ser) resolvidos (resolvido) ou pelo menos de terem (ter) de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém,
alguma trégua. não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a diferentes formas em frases distintas.
verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo
ponto relativa, costumam encontrar muito mais detratores Verbos Intransitivos
que admiradores.
e) No final do século XX já não se via (viam) muitos Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
intelectuais e escritores como Edward Said, que não apenas importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
era (eram) notícia pelos livros que publicavam como pelas aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
posições que corajosamente assumiam. - Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver-
biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
indicar destino ou direção são: a, para.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Fui ao teatro. Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:


Adjunto Adverbial de Lugar - Consistir - Tem complemento introduzido pela pre-
posição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direi-
Ricardo foi para a Espanha. tos iguais para todos.
Adjunto Adverbial de Lugar
- Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple-
- Comparecer mentos introduzidos pela preposição “a”:
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
em ou a. Eles desobedeceram às leis do trânsito.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
último jogo. - Responder - Tem complemento introduzido pela pre-
posição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
Verbos Transitivos Diretos quem” ou “ao que” se responde.
Respondi ao meu patrão.
Os verbos transitivos diretos são complementados por Respondemos às perguntas.
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição Respondeu-lhe à altura.
para o estabelecimento da relação de regência. Ao em-
pregar esses verbos, devemos lembrar que os pronomes Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto
oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses pro- quando exprime aquilo a que se responde, admite voz pas-
nomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas siva analítica. Veja:
verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após O questionário foi respondido corretamente.
formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamen-
lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos. te.
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abando-
nar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, ad- - Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complemen-
mirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, tos introduzidos pela preposição “com”.
castigar, condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, Antipatizo com aquela apresentadora.
eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, Simpatizo com os que condenam os políticos que gover-
proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar. nam para uma minoria privilegiada.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
como o verbo amar: Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a. Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa-
Amam aquele rapaz. / Amam-no. nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem desta-
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. que, nesse grupo: Agradecer, Perdoar e Pagar. São verbos
que apresentam objeto direto relacionado a coisas e obje-
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses ver- to indireto relacionado a pessoas. Veja os exemplos:
bos para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
adnominais). Agradeço aos ouvintes a audiência.
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Objeto Indireto Objeto Direto
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua car-
reira) Paguei o débito ao cobrador.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau hu- Objeto Direto Objeto Indireto
mor)
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
Verbos Transitivos Indiretos com particular cuidado. Observe:
Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Os verbos transitivos indiretos são complementados Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi- Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
gem uma preposição para o estabelecimento da relação de Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de ter- Paguei minhas contas. / Paguei-as.
ceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam
os pronomes o, os, a, as como complementos de verbos Informar
transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não re- - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
presentam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos Informe os novos preços aos clientes.
lhe, lhes. Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
preços)

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Na utilização de pronomes como complementos, veja AGRADAR


as construções: - Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari-
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. nhos, acariciar.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou so- Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada
bre eles) quando o revê.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. /
Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo.
os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
- Agradar é transitivo indireto no sentido de causar
Comparar agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as introduzido pela preposição “a”.
preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento O cantor não agradou aos presentes.
indireto.
O cantor não lhes agradou.
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma
criança.
ASPIRAR
Pedir - Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspi-
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na rar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
forma de oração subordinada substantiva) e indireto de pes-
soa. - Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter
Pedi-lhe favores. como ambição: Aspirávamos a melhores condições de vida.
Objeto Indireto Objeto Direto (Aspirávamos a elas)

Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio. Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais áto-
Objetiva Direta nas “lhe” e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela
(s)”. Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (=
Saiba que: Aspiravam a ela)
- A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua ASSISTIR
culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra - Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, pres-
licença estiver subentendida. tar assistência a, auxiliar. Por exemplo:
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
uma oração subordinada adverbial final reduzida de infiniti-
vo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa). - Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presen-
ciar, estar presente, caber, pertencer. Exemplos:
- A construção “dizer para”, também muito usada po- Assistimos ao documentário.
pularmente, é igualmente considerada incorreta. Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.
Preferir
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto indi-
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
reto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa
Prefiro trem a ônibus. conturbada cidade.

Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado CHAMAR


sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil ve- - Chamar é transitivo direto no sentido de convocar,
zes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefi- solicitar a atenção ou a presença de.
xo existente no próprio verbo (pre). Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá cha-
Mudança de Transitividade X Mudança de Significa- má-la.
do Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.

Há verbos que, de acordo com a mudança de transi- - Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
tividade, apresentam mudança de significado. O conheci- apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predi-
mento das diferentes regências desses verbos é um recurso cativo preposicionado ou não.
linguístico muito importante, pois além de permitir a correta A torcida chamou o jogador mercenário.
interpretação de passagens escritas, oferece possibilidades A torcida chamou ao jogador mercenário.
expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais, A torcida chamou o jogador de mercenário.
estão: A torcida chamou ao jogador de mercenário.

51
LÍNGUA PORTUGUESA

CUSTAR - Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição,


- Custar é intransitivo no sentido de ter determinado estimar, amar.
valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial: Quero muito aos meus amigos.
Frutas e verduras não deveriam custar muito. Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer.
- No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
ou transitivo indireto. VISAR
Muito custa viver tão longe da família. - Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mi-
Verbo Oração Subordinada Substantiva rar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
Subjetiva O homem visou o alvo.
Intransitivo Reduzida de Infinitivo O gerente não quis visar o cheque.

Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela - No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como
atitude. objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
Objeto Oração Subordinada Substantiva O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Subjetiva Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
Indireto Reduzida de Infinitivo público.
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções ESQUECER – LEMBRAR
que atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado - Lembrar algo – esquecer algo
por pessoa. Observe: - Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (prono-
Custei para entender o problema. minal)
Forma correta: Custou-me entender o problema.
No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja,
IMPLICAR exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
- Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e
a) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
exigem complemento com a preposição “de”. São, portan-
implicavam um firme propósito.
to, transitivos indiretos:
b) Ter como consequência, trazer como consequência,
- Ele se esqueceu do caderno.
acarretar, provocar: Liberdade de escolha implica amadure-
- Eu me esqueci da chave.
cimento político de um povo.
- Eles se esqueceram da prova.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
- Como transitivo direto e indireto, significa compro-
meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões
econômicas. Há uma construção em que a coisa esquecida ou lem-
brada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é tran- alteração de sentido. É uma construção muito rara na lín-
sitivo indireto e rege com preposição “com”: Implicava com gua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos
quem não trabalhasse arduamente. clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de
Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
PROCEDER - Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
- Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter - Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e
de adjunto adverbial de modo. indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de al-
As afirmações da testemunha procediam, não havia guma coisa).
como refutá-las. SIMPATIZAR
Você procede muito mal. Transitivo indireto e exige a preposição “com”: Não
- Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a prepo- simpatizei com os jurados.
sição” de”) e fazer, executar (rege complemento introduzi-
do pela preposição “a”) é transitivo indireto. NAMORAR
O avião procede de Maceió. É transitivo direto, ou seja, não admite preposição: Ma-
Procedeu-se aos exames. ria namora João.
O delegado procederá ao inquérito. Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.

QUERER OBEDECER
- Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com
vontade de, cobiçar. a preposição “a” (obedecer a): Devemos obedecer aos pais.
Querem melhor atendimento. Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode
Queremos um país melhor. ser usado na voz passiva: A fila não foi obedecida.

52
LÍNGUA PORTUGUESA

VER
É transitivo direto, ou seja, não exige preposição: Ele viu o filme.

Regência Nominal

É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome.
Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vá-
rios nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa,
nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes:
todos regem complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe-os atenta-
mente e procure, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php
Questões sobre Regência Nominal e Verbal

01. (Administrador – FCC – 2013-adap.).


... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras ciências ...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:
A) ...astros que ficam tão distantes ...
B) ...que a astronomia é uma das ciências ...
C) ...que nos proporcionou um espírito ...
D) ...cuja importância ninguém ignora ...
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ...

53
LÍNGUA PORTUGUESA

02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013- (D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida-
adap.). mente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço
... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos seja mais notável em alguns países – o Brasil é um exemplo
filhos do sueco. – do que em outros.
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de com- (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, seu
plementos que o grifado acima está empregado em: espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais notável
A) ...que existe uma coisa chamada exército... em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em outros.
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra?
C) ...compareceu em companhia da mulher à delega- 06. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assinale a
cia... alternativa correta quanto à regência dos termos em destaque.
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro... (A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a res-
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atre- ponsabilidade pelo problema.
vimento. (B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter
se perdido.
03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). (C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho de
... constava simplesmente de uma vareta quebrada em um índio na porta do prédio.
partes desiguais... (D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se per-
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que dido de sua família.
o grifado acima está empregado em: (E) A família toda se organizou para realizar a procura à
A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a garotinha.
extremos de sutileza.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de macha- 07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013). Assinale a al-
do nos troncos mais robustos. ternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso- do texto, de acordo com as regras de regência.
rientam, não raro, quem... Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já as-
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho sinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem corporal
na serra de Tunuí... e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que a
gentio, mestre e colaborador... mídia pode exercer sobre os jovens.
A) dos … na
04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.). B) nos … entre a
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... C) aos … para a
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que D) sobre os … pela
o da frase acima se encontra em: E) pelos … sob a
A) A palavra direito, em português, vem de directum,
do verbo latino dirigere... GABARITO
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das 01. D 02. D 03. A 04. A 05. D
sociedades... 06. A 07. C
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado
pela justiça. RESOLUÇÃO
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspi-
rações da justiça... 1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra das
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o outras ciências ...
sentimento de justiça. Facilitar – verbo transitivo direto
A) ...astros que ficam tão distantes ... = verbo de li-
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a alter- gação
nativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa
B) ...que a astronomia é uma das ciências ... = verbo
Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência
de ligação
nominal e à pontuação.
C) ...que nos proporcionou um espírito ... = verbo tran-
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapida-
mente, seu espaço na carreira científica ainda que o avanço sitivo direto e indireto
seja mais notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro =
do que em outros. verbo transitivo indireto
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam ra-
pidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o 2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um nos filhos do sueco.
exemplo!, do que em outros. Pedir = verbo transitivo direto e indireto
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra- A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = tran-
pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o sitivo direto
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo de
exemplo, do que em outros. ligação

54
LÍNGUA PORTUGUESA

C) ...compareceu em companhia da mulher à delega-


cia... =verbo intransitivo CRASE.
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevi-
mento. =transitivo direto

3-) ... constava simplesmente de uma vareta quebrada A palavra crase é de origem grega e significa “fusão”,
em partes desiguais... “mistura”. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à “jun-
Constar = verbo intransitivo ção” de duas vogais idênticas. É de grande importância a cra-
B) ...eram comumente assinalados a golpes de macha- se da preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a”
do nos troncos mais robustos. =ligação inicial dos pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a”
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso- do relativo a qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento
rientam, não raro, quem... =transitivo direto grave ( ` ) para indicar a crase. O uso apropriado do acento
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho grave depende da compreensão da fusão das duas vogais. É
na serra de Tunuí... = transitivo direto fundamental também, para o entendimento da crase, domi-
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o nar a regência dos verbos e nomes que exigem a preposição
gentio, mestre e colaborador...=transitivo direto “a”. Aprender a usar a crase, portanto, consiste em aprender
a verificar a ocorrência simultânea de uma preposição e um
4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... artigo ou pronome. Observe:
Vou a + a igreja.
Lidar = transitivo indireto
Vou à igreja.
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das
sociedades... =transitivo direto
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição “a”,
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado
exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do ar-
pela justiça. =ligação
tigo “a” que está determinando o substantivo feminino igre-
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspira-
ja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e elas se
ções da justiça... =transitivo direto e indireto
unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o
os outros exemplos:
sentimento de justiça. =transitivo direto
Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna.
5-) A correção do item deve respeitar as regras de pon-
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhe-
tuação também. Assinalei apenas os desvios quanto à re-
cer algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase
gência (pontuação encontra-se em tópico específico)
não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transiti-
(A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam,
vo indireto (referir--se a algo ou a alguém) e exige a prepo-
(B) Não há dúvida de que (erros quanto à pon-
sição “a”. Portanto, a crase é possível, desde que o termo
tuação)
seguinte seja feminino e admita o artigo feminino “a” ou
(C) Não há dúvida de que as mulheres, (erros quanto
um dos pronomes já especificados.
à pontuação)
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida- Casos em que a crase NÃO ocorre:
mente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço - diante de substantivos masculinos:
seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do Andamos a cavalo.
que em outros. Fomos a pé.
Passou a camisa a ferro.
6-) Fazer o exercício a lápis.
(B) A menina tinha o receio de levar uma bronca por ter Compramos os móveis a prazo.
se perdido.
(C) A garota tinha apenas a lembrança do desenho de um - diante de verbos no infinitivo:
índio na porta do prédio. A criança começou a falar.
(D) A menina não tinha orgulho do fato de ter se perdido Ela não tem nada a dizer.
de sua família.
(E) A família toda se organizou para realizar a procura Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos
pela garotinha. exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá
crase.
7-) Os estudos aos quais a pesquisadora se reportou
já assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem - diante da maioria dos pronomes e das expressões
corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia. de tratamento, com exceção das formas senhora, se-
A pesquisa faz um alerta para a influência negativa nhorita e dona:
que a mídia pode exercer sobre os jovens. Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de on-
tem.
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes podem ser identificados pelo método: troque a palavra
feminina por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.)

- diante de numerais cardinais:


Chegou a duzentos o número de feridos.
Daqui a uma semana começa o campeonato.

Casos em que a crase SEMPRE ocorre:

- diante de palavras femininas:


Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.

- diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de” (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.

- na indicação de horas:
Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite.

- em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas. Por exemplo:
à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
à vontade à beça à larga à escuta
às avessas à revelia à exceção de à imitação de
à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
à luz à sombra de à frente de à proporção que
à semelhança de às ordens à beira de
Crase diante de Nomes de Lugar
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo regente por um verbo que peça a preposição “de” ou “em”.
A ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por exemplo:

Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a] França.)


Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Alegre.)

*- Dica da Zê!: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Vou à praia. = Volto da praia.

- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, ocorrerá crase. Veja:


Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Irei à Salvador de Jorge Amado.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele A Palavra Distância


(s), Aquela (s), Aquilo
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o Se a palavra distância estiver especificada, determinada, a
termo regente exigir a preposição “a”. Por exemplo: crase deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à distância de
100km daqui. (A palavra está determinada)
Refiro-me a + aquele atentado. Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A
Preposição Pronome palavra está especificada.)
Se a palavra distância não estiver especificada, a crase não
Refiro-me àquele atentado. pode ocorrer. Por exemplo:
Os militares ficaram a distância.
O termo regente do exemplo acima é o verbo transi- Gostava de fotografar a distância.
tivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige Ensinou a distância.
Dizem que aquele médico cura a distância.
preposição, portanto, ocorre a crase. Observe este outro
Reconheci o menino a distância.
exemplo:
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguida-
Aluguei aquela casa.
de, pode-se usar a crase. Veja:
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não Gostava de fotografar à distância.
exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Veja Ensinou à distância.
outros exemplos: Dizem que aquele médico cura à distância.
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
Quero agradecer àqueles que me socorreram. Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito. - diante de nomes próprios femininos:
Assisti àquele filme três vezes. Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
Espero aquele rapaz. próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Ob-
Fiz aquilo que você disse. serve:
Comprei aquela caneta. Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo fe-
minino diante de nomes próprios femininos, então podemos
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual escrever as frases abaixo das seguintes formas:
e as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Roberto.
pronomes exigir a preposição “a”, haverá crase. É possí- Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Roberto.
vel detectar a ocorrência da crase nesses casos utilizando a - diante de pronome possessivo feminino:
substituição do termo regido feminino por um termo regi- Observação: é facultativo o uso da crase diante de pro-
do masculino. Por exemplo: nomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
artigo. Observe:
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperando
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade. por você.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está espe-
crase. Veja outros exemplos: rando por você.
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de pro-
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. nomes possessivos femininos, então podemos escrever as
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam frases abaixo das seguintes formas:
responder nenhuma das questões. Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
A sessão à qual assisti estava vazia. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.

Crase com o Pronome Demonstrativo “a” - depois da preposição até:
Fui até a praia. ou Fui até à praia.
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à por-
“a” também pode ser detectada através da substituição do ta.
termo regente feminino por um termo regido masculino. A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A palestra
Veja: vai até às cinco horas da tarde.
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país. Questões sobre Crase
As orações são semelhantes às de antes.
Os exemplos são semelhantes aos de antes. 01.( Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) No Brasil, as discus-
Suas perguntas são superiores às dele. sões sobre drogas parecem limitar-se ______aspectos jurídicos
Seus argumentos são superiores aos dele. ou policiais. É como se suas únicas consequências estivessem
Sua blusa é idêntica à de minha colega. em legalismos, tecnicalidades e estatísticas criminais. Raro
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. ler ____respeito envolvendo questões de saúde pública como

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LÍNGUA PORTUGUESA

programas de esclarecimento e prevenção, de tratamento O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP)


para dependentes e de reintegração desses____ vida. Quantos também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ res-
de nós sabemos o nome de um médico ou clínica ____quem socialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará-
tentar encaminhar um drogado da nossa própria família? -lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e
17.09.2012. Adaptado) uma vida digna.
(Disponível em: www.metropolitana.com.br/blog/
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e qual_e_a_importancia_da_ressocializacao_de_presos. Aces-
respectivamente, com: so em: 18.08.2012. Adaptado)
(A) aos … à … a … a
(B) aos … a … à … a Assinale a alternativa que preenche, correta e respecti-
(C) a … a … à … à vamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-pa-
(D) à … à … à … à drão da língua portuguesa.
(E) a … a … a … a A) à … à … à
B) a … a … à
02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013).Leia C) a … à … à
o texto a seguir. D) à … à ... a
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, cor- E) a … à … a
reu ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira
causa do procedimento de Camilo. Vimos que ______ carto- 06. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
mante restituiu--lhe ______ confiança, e que o rapaz repreen- LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013)
deu-a por ter feito o que fez. Assinale a alternativa que completa as lacunas do trecho a
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. seguir, empregando o sinal indicativo de crase de acordo
Rio de Janeiro: Globo, 1997, p. 6) com a norma-padrão.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na Não nos sujeitamos ____ corrupção; tampouco cederemos
ordem dada: espaço ____ nenhuma ação que se proponha ____ prejudicar
A) à – a – a nossas instituições.
B) a – a – à (A) à … à … à
C) à – a – à (B) a … à … à
D) à – à – a (C) à … a … a
E) a – à – à (D) à … à … a
03 (POLÍCIA CIVIL/SP – AGENTE POLICIAL - VU- (E) a … a … à
NESP/2013) De acordo com a norma-padrão da língua 07. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
portuguesa, o acento indicativo de crase está corretamente NESP – 2013-adap) O acento indicativo de crase está cor-
empregado em: retamente empregado em:
(A) A população, de um modo geral, está à espera de A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
que, com o novo texto, a lei seca possa coibir os acidentes. com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repen- desejos.
sarem a sua postura. B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à nos mecanismos biológicos de controle emocional.
punições muito mais severas. C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
(D) À ninguém é dado o direito de colocar em risco a D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunidade
vida dos demais motoristas e de pedestres. alimentam a violência crescente nas cidades.
(E) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumprimento E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
da nova lei para que ela possa funcionar. dade atinge os mais vulneráveis.

04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.) Claro que não 08. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e O sinal indicativo de crase está correto em:
efervescente. A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase área de biotecnologia.
se o segmento grifado for substituído por: B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar
à educação dos filhos.
A) leitura apressada e sem profundidade.
C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar as
B) cada um de nós neste formigueiro.
instalações do prédio.
C) exemplo de obras publicadas recentemente.
D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
D) uma comunicação festiva e virtual.
detalhe que envolva a segurança das pessoas.
E) respeito de autores reconhecidos pelo público.
E) É função da política é dedicar-se à todo problema
que comprometa o bem-estar do cidadão.
05. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
NESP – 2013).

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LÍNGUA PORTUGUESA

09. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) a exemplo de obras publicadas recentemente. (palavra
O detetive Gervase Fen, que apareceu em 1944, é um ho- masculina)
mem de face corada, muito afeito ...... frases inteligentes e a uma comunicação festiva e virtual. (artigo indefinido)
citações dos clássicos; sua esposa, Dolly, uma dama meiga e a respeito de autores reconhecidos pelo público. (pa-
sossegada, fica sentada tricotando tranquilamente, impassí- lavra masculina)
vel ...... propensão de seu marido ...... investigar assassinatos.
(Adaptado de P.D.James, op.cit.) 5-) O Instituto Nacional de Administração Prisional
(INAP) também desenvolve atividades lúdicas de apoio___à__
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepa-
ordem dada:
rá--lo para o retorno___à__ sociedade. Dessa forma, quando
(A) à - à - a
em liberdade, ele estará capacitado__a___ ter uma profissão
(B) a - à - a
(C) à - a - à e uma vida digna.
(D) a - à - à - Apoio a ? Regência nominal pede preposição;
(E) à - a – a - retorno a? regência nominal pede preposição;
- antes de verbo no infinitivo não há crase.
10. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO
SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) Em qual das op- 6-) Vamos por partes!
ções abaixo o acento indicativo de crase foi corretamente - Quem se sujeita, sujeita-se A algo ou A alguém, por-
indicado? tanto: pede preposição;
A) O dia fora quente, mas à noite estava fria e escura. - quem cede, cede algo A alguém, então teremos obje-
B) Ninguém se referira à essa ideia antes. to direto e indireto;
C) Esta era à medida certa do quarto. - quem se propõe, propõe-se A alguma coisa.
D) Ela fechou a porta e saiu às pressas. Vejamos:
E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo. Não nos sujeitamos À corrupção; tampouco cederemos
GABARITO espaço A nenhuma ação que se proponha A prejudicar
nossas instituições.
01. B 02. A 03. A 04. A 05. D * Sujeitar A + A corrupção;
06.C 07. E 08. B 09.B 10. D * ceder espaço (objeto direto) A nenhuma ação (objeto
indireto. Não há acento indicativo de crase, pois “nenhu-
ma” é pronome indefinido);
RESOLUÇÃO * que se proponha A prejudicar (objeto indireto, no
caso, oração subordinada com função de objeto indireto.
1-) limitar-se _aos _aspectos jurídicos ou policiais.
Não há acento indicativo de crase porque temos um verbo
Raro ler __a__respeito (antes de palavra masculina
no infinitivo – “prejudicar”).
não há crase)
de reintegração desses_à_ vida. (reintegrar a + a
7-)
vida = à)
A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
o nome de um médico ou clínica __a_quem tentar en-
caminhar um drogado da nossa própria família? (antes de com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
pronome indefinido/relativo) desejos. (antes de verbo no infinitivo não há crase)
B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
2-) correu _à (= para a ) cartomante para consultá-la so- nos mecanismos biológicos de controle emocional. (se
bre a verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vimos o “a” está no singular e antecede palavra no plural, não há
que _a__cartomante (objeto direto)restituiu-lhe ___a___ crase)
confiança (objeto direto), e que o rapaz repreendeu-a por C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
ter feito o que fez. (artigo indefinido)
3-) D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida-
(A) A população, de um modo geral, está à espera (dá de alimentam a violência crescente nas cidades. (palavra
para substituir por “esperando”) de que masculina)
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repen- E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
sarem (antes de verbo) dade atinge os mais vulneráveis. = correta (regência nomi-
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à nal: desfavorável a?)
punições (generalizando, palavra no plural)
(D) À ninguém (pronome indefinido) 8-)
(E) Cabe à todos (pronome indefinido) A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
área de biotecnologia. (artigo indefinido)
4-) Claro que não me estou referindo à leitura apressa- B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar à
da e sem profundidade. educação dos filhos. = correta (regência verbal: dedicar a )
a cada um de nós neste formigueiro. (antes de prono- C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar as
me indefinido) instalações do prédio. (verbo no infinitivo)

59
LÍNGUA PORTUGUESA

D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer contexto (= o escrito em que figuram) e na situação (= o
detalhe que envolva a segurança das pessoas. (pronome ambiente, as circunstâncias) em que o falante se encontra.
indefinido) Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o
E) É função da política é dedicar-se à todo problema verbo. Exemplo: Tudo parado e morto.
que comprometa o bem-estar do cidadão. (pronome in-
definido) Quanto ao sentido, as frases podem ser:

9-) Afeito a frases (generalizando, já que o “a” está no Declarativas: aquela através da qual se enuncia algo,
singular e “frases”, no plural) de forma afirmativa ou negativa. Encerram a declaração ou
Impassível à propensão (regência nominal: pede pre- enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma
posição) coisa:
A investigar (antes de verbo no infinitivo não há acen- Paulo parece inteligente. (afirmativa)
to indicativo de crase) A retificação da velha estrada é uma obra inadiável.
Sequência: a / à / a. (afirmativa)
Nunca te esquecerei. (negativa)
10-) Neli não quis montar o cavalo velho, de pêlo ruço. (ne-
A) O dia fora quente, mas à noite = mas a noite (artigo e gativa)
substantivo. Diferente de: Estudo à noite = período do dia) Interrogativas: aquela da qual se pergunta algo, direta
B) Ninguém se referira à essa ideia antes.= a essa (antes (com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto
de pronome demonstrativo) de interrogação). São uma pergunta, uma interrogação:
C) Esta era à medida certa do quarto. = a medida (artigo Por que chegaste tão tarde?
e substantivo, no caso. Diferente da conjunção proporcio- Gostaria de saber que horas são.
nal: À medida que lia, mais aprendia) “Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando
D) Ela fechou a porta e saiu às pressas. = correta (advér- Pessoa)
bio de modo = apressadamente)
“Não sabe, ao menos, o nome do pequeno?” (Machado
E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo. =
de Assis)
palavra masculina
Imperativas: aquela através da qual expressamos uma
ordem, pedido ou súplica, de forma afirmativa ou negativa.
CONSTRUÇÃO FRASAL. Contêm uma ordem, proibição, exortação ou pedido:
“Cale-se! Respeite este templo.” (afirmativa)
Não cometa imprudências. (negativa)
Frase: é todo enunciado capaz de transmitir, a quem “Vamos, meu filho, ande depressa!” (afirmativa)
nos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou senti- “Segue teu rumo e canta em paz.” (afirmativa)
mos. Pode revestir as mais variadas formas, desde a simples “Não me leves para o mar.” (negativa)
palavra até o período mais complexo, elaborado segundo
os padrões sintáticos do idioma. São exemplos de frases: Exclamativas: aquela através da qual externamos uma
admiração. Traduzem admiração, surpresa, arrependimen-
Socorro! to, etc.:
Muito obrigado! Como eles são audaciosos!
Que horror! Não voltaram mais!
Sentinela, alerta! “Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!”
Cada um por si e Deus por todos. (Graciliano Ramos)
Grande nau, grande tormenta.
Por que agridem a natureza? Optativas: É aquela através da qual se exprime um de-
“Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) sejo:
“Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) Bons ventos o levem!
“Fumaça nas chaminés, o céu tranquilo, limpo o terrei- Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios!
ro.” (Adonias Filho) “E queira Deus que te não enganes, menino!” (Carlos
“As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Ve- de Laet)
ríssimo) “Quem me dera ser como Casimiro Lopes!” (Graciliano
“Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos seus Ramos)
aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em heli-
cópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, Imprecativas: Encerram uma imprecação (praga, mal-
mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo) dição):
“Esta luz me falte, se eu minto, senhor!” (Camilo Cas-
As frases são proferidas com entoação e pausas espe- telo Branco)
ciais, indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Mui- “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias)
tas frases, principalmente as que se desviam do esquema “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!”
sujeito + predicado, só pode ser entendidas dentro do (Domingos Carvalho da Silva)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Como se vê dos exemplos citados, os diversos tipos de d) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos.
frase podem encerrar uma afirmação ou uma negação. No e) Tão preta como o túnel!
primeiro caso, a frase é afirmativa, no segundo, negativa. O f) Quem bom!
que caracteriza e distingue esses diferentes tipos de frase é g) As ovelhas são mansas e pacientes.
a entoação, ora ascendente ora descendente. h) Que espírito irônico e livre!
Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só po-
dem ser integralmente captados se atentarmos para o con- 05. Escreva para cada frase o tipo a que pertence: decla-
texto em que são empregadas. É o caso, por exemplo, das rativa, interrogativa, imperativa e exclamativa:
situações em que se explora a ironia. Pense, por exemplo, a) Que flores tão aromáticas!
na frase “Que educação!”, usada quando se vê alguém in- b) Por que é que não vais ao teatro mais vezes?
vadindo, com seu carro, a faixa de pedestres. Nesse caso, c) Devemos manter a nossa escola limpa.
ela expressa exatamente o contrário do que aparentemen- d) Respeitem os limites de velocidade.
te diz. e) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência?
A entoação é um elemento muito importante da frase f) Atravessem a rua com cuidado.
falada, pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. g) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido!
Dependendo de como é dita, uma frase simples como “É h) Antes de tomar banho no mar, deve-se olhar para a
ela.” pode indicar constatação, dúvida, surpresa, indigna- cor da bandeira.
ção, decepção, etc. i) Não te quero ver mais aqui!
A mesma frase pode assumir sentidos diferentes, con- j) Hoje saímos mais cedo.
forme o tom com que a proferimos. Observe:
Olavo esteve aqui. Respostas
Olavo esteve aqui? 1-“a” e “d”
Olavo esteve aqui?! 2- a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d) optati-
va; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h) declarativa
Olavo esteve aqui!
3- a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho,
procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta!
Exercícios
4- a/b/d/g
5- a) exclamativa; b) interrogativa; c) declarativa; d) impe-
01. Marque apenas as frases nominais: rativa; e) interrogativa; f) imperativa; g) exclamativa; h) decla-
a) Que voz estranha! rativa; i) imperativa; j) declarativa
b) A lanterna produzia boa claridade.
c) As risadas não eram normais.
d) Luisinho, não!
EMPREGO DE CONECTORES.
02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa,
exclamativa, optativa ou imperativa.
a) Você está bem? Conector é uma designação genérica para as palavras ou
b) Não olhe; não olhe, Luisinho! locuções que servem para ligar ideias ou orações, permitindo
c) Que alívio! construir frases complexas. Embora a conjunção seja a clas-
d) Tomara que Luisinho não fique impressionado! se de palavras mais representativa desta função, também os
e) Você se machucou? pronomes, as preposições, os advérbios e até os verbos,
f) A luz jorrou na caverna. para além da própria pontuação, servem para ligar orações.
g) Agora suma, seu monstro!
h) O túnel ficava cada vez mais escuro. Segue abaixo alguns exemplos de conectores:

03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga Conjunções:


o modelo: Rómulo de Carvalho é, ainda hoje, um conhecido poeta,
Luisinho ficou pra trás. (declarativa) professor e historiador, mas é pouco divulgada a sua faceta
Lusinho, fique para trás. (imperativa) de pedagogo, embora sejam de grande interesse e enorme
  atualidade a maior parte dos seus diversos textos pedagó-
a) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. gicos.
b) Luisinho procurou os fósforos no bolso.
Pronomes relativos:
c) Os meninos olharam à sua volta.
A facilidade das comunicações, que nos permite ter no-
tícia, até simultânea, dos acontecimentos que se estão a
04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm
verbos. Assinale, pois, as frases verbais: passar em qualquer lugar do globo, tornam-nos comparsas
a) Deus te guarde! de um espetáculo enervante no qual as múltiplas crises nos
b) As risadas não eram normais. tocam, alarmam e deprimem. (adap. de Rómulo de Carva-
c) Que ideia absurda! lho, “O estado atual do ensino da Física”).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Preposições: OBSERVAÇÃO: A conjunção “pois”, pode ser explicati-


Era um homem preocupado e atento às dificuldades sen- va (pode ser substituída por “porque”) ou conclusiva.  
tidas pelos estagiários e professores, com perfeita consciência o Ex.:
de que o Estado não cumpria a sua parte na eficaz organiza-  Estamos estudando muito, pois queremos passar
ção e planificação do ensino, de acordo com as necessidades nas provas. (explicação)
que eram sentidas por alunos e professores.  Queremos passar nas provas. Precisamos, pois, es-
tudar muito. (conclusão).
Advérbios:
Não estava satisfeito com a situação no país, talvez até ti- ADITIVAS
vesse contemplado a ideia de sair de Portugal, possivelmente o Valores semânticos: adição, soma, acréscimo:
leccionar em Inglaterra, entretanto o palco, por excelência, da  E, nem (e não), não só... mas também, mas ainda,
aplicação de novos programas e novos métodos no ensino como também, ademais, outrossim, etc.
liceal.  Ex.: Estudaram muito e passaram no concurso.

Verbos (no gerúndio, particípio e infinitivo): ADVERSATIVAS


O professor terá sido um excelente examinador oficial, o Valores semânticos: oposição, contraste, adversi-
a avaliar pelos seus rigorosos critérios e grau de exigência, dade, ressalva:
tendo sido o principal examinador estatal em Lisboa durante  Mas, porém, entretanto, todavia, contudo, no en-
uma década, apreciados que eram os seus métodos de avalia- tanto, não obstante, inobstante, senão (= mas sim)...
ção do desempenho de estagiários no ensino liceal.  Ex.: Não estudou muito, mas passou nas provas.

Segue um pequeno resumo sobre os principais conec- ALTERNATIVAS


tores: o Valores semânticos: alternância, escolha ou exclu-
são:
Conjunções  Ou...ou; ora...ora, já...já, seja...seja, quer...quer, não...
nem etc.
Conjunções são palavras invariáveis que unem orações  Ex.: Ora estudava, ora trabalhava.
ou termos semelhantes (de mesma função sintática). Assim,
uma conjunção liga: EXPLICATIVAS
o duas orações; o Valores semânticos: explicação, justificativa, moti-
o duas palavras de mesma função em uma oração. vo, razão:
o João e Sérgio são grandes empreendedores. (ligando  Porque, pois (antes do verbo), porquanto, que...
dois núcleos do sujeito, termos de mesma função sintática)  Ex.: Vamos indo, que já é tarde. 
o João é pernambucano e Sérgio é cearense. (ligando
orações coordenadas entre si) OBSERVAÇÃO
Não se deve apenas conhecer todas as conjunções, é pre- Há gramáticos que tratam as conjunções explicativas
ciso ficar atento ao contexto da frase., pois uma mesma con- associadas às causais, que são subordinativas. O valor se-
junção pode exercer valores semânticos diferentes. É preciso mântico de explicação e causa andam muito próximos.
saber a que grupo pertence uma determinada conjunção e “Porque” e “porquanto” indicam explicação, mas também
quais são os sinônimos dessa conjunção. podem indicar causa.

LOCUÇÕES CONJUNTIVAS: Duas ou mais palavras em- A conjunção “e” (aditiva) pode aparecer com valor ad-
pregadas com valor de conjunção. Ex.: versativo.
o se bem que, a fim de que, ainda que, à medida que... o Ex.: É ferida que dói e não se sente” (Camões). (=
mas)
CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES A conjunção “mas” (adversativa) pode aparecer com
Para se ter um bom domínio sobre o estudo das con- valor aditivo.
junções é preciso também estar bastante atento às relações o Ex.: Era um homem trabalhador, mas principalmen-
lógico discursivas (relações lógicas dentro do discurso da fra- te honesto. (além de ser trabalhador ele também é honesto,
se: causa, consequência, explicação, finalidade etc.) por elas uma qualidade se soma à outra)
estabelecidas.
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
TEMPORAIS
CONCLUSIVAS o Valores semânticos: tempo (ou temporalidade), re-
o Valores semânticos: conclusão, fechamento, fina- lação cronológica.
lização:  Logo que, quando, enquanto, até que, antes que,
 Logo, portanto, por isso, por conseguinte, pois depois que, desde que, desde quando, assim que, sempre
(posposto ao verbo), então, destarte, dessarte... que etc.
 Ex.: Estudamos muito, portanto passaremos no con-  Ex.:
curso.  Enquanto todos dormiam, eu estudava. (temporal)

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LÍNGUA PORTUGUESA

 Desde que ele chegou não para de reclamar. (tem- OBSERVAÇÃO: As conjunções concessivas indicam
poral) oposição, contraste. Cuidado para não confundi-las com as
 Você pode sair desde que termine o trabalho. (con- coordenativas, as adversativas. A concessão está vinculada
dicional) a uma permissão mediante quebra de expectativa.
CONFORMATIVAS
CONDICIONAIS ◦Valores semânticos: conformidade, consonância,
o Valores semânticos: condição (condicionalidade), igualdade/semelhança, concordância...
pré-requisito, hipótese, algo supostamente esperado. ■Conforme, como, segundo, consoante, que (todas
 Se, caso, desde que, contanto que, exceto se, salvo com o mesmo valor de “conforme”).
se, a menos que, a não ser que... ■Ex.: Todo saiu conforme combinamos.
 Ex.: Se você estudar muito, passará nas provas.
COMPARATIVAS
PROPORCIONAIS ◦Valores semânticos: comparação, analogia, paralelo...
o Valores semânticos: proporção, proporcionalida- ■Como, assim como, mais... (do) que, menos... (do)
de, simultaneidade, concomitância
que, tão... como (ou quanto), tanto... quanto..., qual ou
 À medida que, à proporção que, ao passo que,
como (precedidos de tal)...
quanto mais (ou menos), mais/menos (quanto mais, quan-
■Ex.: Ele dorme como um urso. (dorme)
to menos), tanto mais (ou menos), mais/menos (tanto mais,
tanto menos) etc.
 Ex.: À medida que estudava, aprendia o assunto OBSERVAÇÃO: Sempre que houver uma conjunção
das provas. comparativa o período é composto porque depois dela há
outro verbo escondido: “Ele dorme como um urso dorme”.
FINAIS
◦Valores semânticos: finalidade, objetivo, intenção, in- CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS INTEGRANTES
tuito. ◦Que, se, quando, quanto(a)(s), onde, qual, quem...
■ A fim de que, para que, que e porque (= para que), ◦Quando iniciarem oração ‘equivalente’ aos pronomes
etc. “isso, esse(a)(s
■ Ex.: Fazemos tudo, a fim de que você passe nas pro- Ex.:
vas. Necessito de que me ajudem. (=Necessito disso)
Pergunto se tudo estava bem. (=Perguntou isso)
CAUSAIS Perguntou quando ela irá chegar.
◦Valores semânticos: causa (ou causalidade), motivo, Perguntou quanto custa a casa.
razão. Perguntou onde você estava.
■ Porque, porquanto, como, uma vez que, visto que, já Perguntou qual era a sua idade.
que, posto que, por isso que etc. Perguntou quem iria sair com você.
■ Ex.: Já que você vem se dedicando bastante aos es-
tudos, suas chances de aprovação em concursos são enor- OBSERVAÇÃO: Conjunção integrante x pronome rela-
mes. tivo:
Pronome relativo: QUE – quando pode ser trocado por
CONSECUTIVAS “o (a) (s) qual (is)”.
◦Valores semânticos: consequência, resultado, produto. Ex.:
■ Que (precedido de tal, tão, tanto, tamanho), sem O livro que eu li é ótimo. (que = o qual)
que, de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira
As pessoas que conheço são maravilhosas. (que = as
que, que (equivalendo a sem que) etc.
quais)
■ Ex.: Falou tanto que ficou rouco.
◦Conjunção integrante: QUE – quando pode ser troca-
■ Observação: Relação de causa-consequência – é de
do por “isso/esse (a)”
natureza sintático-semântica (valor que a palavra adquire
em seu contexto de uso) e independe da classificação sin- Ex.: Estou certo de que você passará nas provas. (=Es-
tática do período. tou certo disso)
■ Ex.: Falou tanto (causa) que ficou muito rouco (con-
sequência). Exercícios
■ Vamos logo (consequência), pois já é tarde (causa). 1. No período “Os banqueiros já puderam comemorar
o investimento, pois o índice de risco e de instabilidade do
CONCESSIVAS Brasil caiu”, a conjunção pois estabelece uma relação de:
◦Valores semânticos: concessão, contraste, consenti- a) explicação
mento, licença, quebra de expectativa, oposição b) oposição
■(muito) embora, ainda que, se bem que, mesmo que, c) condição
mesmo quando, posto que, apesar de que, conquanto, d) causa
malgrado, não obstante, inobstante, em que pese... e) comparação
■Ex.: Embora discordasse, aceitei suas condições.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2. Observe atentamente os segmentos ainda não con- Respostas:


tidos pelo estigma de improdutivos e ainda não constran- 1.A
gidos pela impaciência. No contexto, eles
a) expressam ideias que estão unicamente justapostas, 2.B
sem nenhuma outra relação entre elas.
b) expressam, respectivamente, uma causa e uma con- 3. Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões sur-
sequência. giram.
c) estão em relação de alternância. Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
d) expressam dois desejos, por isso estão associados Quero desculpar-me, mas não consigo encontrá-los.
como se estivessem unidos pela conjunção e.
e) expressam comparação entre dois fatos. 4.E

5.C A condição necessária para procurar emprego é


3. Relacione as orações coordenadas por meio de con-
entrar na faculdade.
junções indicadas nos parênteses:
a) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões sur-
6. B Por isso – conjunção conclusiva. Porque – con-
giram. (Aditiva)
junção explicativa. Mas – conjunção adversativa. Portanto
b) Não durma sem cobertor. A noite está fria. (Expli-
– conjunção conclusiva. Que – conjunção explicativa.
cativa)
c) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. 7. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda
(Adversativa) estava fria, por isso as praias permaneciam desertas.
4. (PUC-SP) – Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes
como o marulhar das ondas...” a partícula como expressa
uma ideia de: COMPREENSÃO DE TEXTOS.
a) causa
b) explicação
c) conclusão É muito comum, entre os candidatos a um cargo públi-
d) proporção co, a preocupação com a interpretação de textos. Por isso,
e) comparação vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento
de responder às questões relacionadas a textos.
5. (FUVEST – SP) – “Entrando na faculdade, procurarei
emprego”, oração sublinhada pode indicar uma ideia de: Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio-
a) concessão nadas entre si, formando um todo significativo capaz de
b) oposição produzir interação comunicativa (capacidade de codificar e
c) condição decodificar ).
d) lugar
e) consequência Contexto – um texto é constituído por diversas frases.
Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz li-
6. (Univ. Fed. Santa Maria – RS) – Assinale a sequência gar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condi-
de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada ções para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A
item, uma correta relação de sentido. essa interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que
1. Correu demais, ... caiu. o relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz. frase for retirada de seu contexto original e analisada se-
3. A matéria perece, ... a alma é imortal. paradamente, poderá ter um significado diferente daquele
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens inicial.
com detalhes.
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde. Intertexto - comumente, os textos apresentam referên-
cias diretas ou indiretas a outros autores através de cita-
a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto ções. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto.
b) por isso, porque, mas, portanto, que Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma in-
c) logo, porém, pois, porque, mas terpretação de um texto é a identificação de sua ideia prin-
d) porém, pois, logo, todavia, porque cipal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fun-
e) entretanto, que, porque, pois, portanto damentações, as argumentações, ou explicações, que levem
ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.
7. Reúna as três orações em um período composto por
coordenação, usando conjunções adequadas. Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
Os dias já eram quentes. - Identificar – é reconhecer os elementos fundamen-
A água do mar ainda estava fria. tais de uma argumentação, de um processo, de uma época
As praias permaneciam desertas. (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais
definem o tempo).

64
LÍNGUA PORTUGUESA

- Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que


de diferenças entre as situações do texto. relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si.
- Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
com uma realidade, opinando a respeito. pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um prono-
- Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secun- me oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se
dárias em um só parágrafo. vai dizer e o que já foi dito.
- Parafrasear – é reescrever o texto com outras pala- OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia
vras. -a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e
do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do
Condições básicas para interpretar
verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer
Fazem-se necessários: também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor
- Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros semântico, por isso a necessidade de adequação ao ante-
literários, estrutura do texto), leitura e prática; cedente.
- Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do Os pronomes relativos são muito importantes na in-
texto) e semântico; terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
Observação – na semântica (significado das palavras) coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
incluem--se: homônimos e parônimos, denotação e cono- existe um pronome relativo adequado a cada circunstância,
tação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de lingua- a saber:
gem, entre outros. - que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente,
- Capacidade de observação e de síntese e mas depende das condições da frase.
- Capacidade de raciocínio. - qual (neutro) idem ao anterior.
- quem (pessoa)
Interpretar X compreender
- cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
o objeto possuído.
Interpretar significa
- Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. - como (modo)
- Através do texto, infere-se que... - onde (lugar)
- É possível deduzir que... quando (tempo)
- O autor permite concluir que... quanto (montante)
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
Exemplo:
Compreender significa Falou tudo QUANTO queria (correto)
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
está escrito. aparecer o demonstrativo O ).
- o texto diz que...
- é sugerido pelo autor que... Dicas para melhorar a interpretação de textos
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirma-
ção...
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
- o narrador afirma...
assunto;
Erros de interpretação - Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa
a leitura;
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência - Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto
de erros de interpretação. Os mais frequentes são: pelo menos duas vezes;
- Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do con- - Inferir;
texto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por - Voltar ao texto quantas vezes precisar;
conhecimento prévio do tema quer pela imaginação. - Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
- Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção autor;
apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um con- - Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
junto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do compreensão;
entendimento do tema desenvolvido. - Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
questão;
- Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias con-
trárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivo- - O autor defende ideias e você deve percebê-las.
cadas e, consequentemente, errando a questão.
Fonte:
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portu-
e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova gues/como-interpretar-textos
de concurso, o que deve ser levado em consideração é o
que o autor diz e nada mais.

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LÍNGUA PORTUGUESA

QUESTÕES Casamento

1-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – FCC/2014 Há mulheres que dizem:


- ADAPTADA) Atenção: Para responder à questão, conside- Meu marido, se quiser pescar, pesque,
re o texto abaixo. mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
A marca da solidão ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de de vez em quando os cotovelos se esbarram,
paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a ele fala coisas como “este foi difícil”
testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de “prateou no ar dando rabanadas”
penumbra na tarde quente. e faz o gesto com a mão.
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den- O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com atravessa a cozinha como um rio profundo.
pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando peque- Por fim, os peixes na travessa,
nas plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é vamos dormir.
capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a Coisas prateadas espocam:
marca da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta. somos noivo e noiva.
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Ja- (Adélia Prado, Poesia Reunida)
neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47) A ideia central do poema de Adélia Prado é mostrar que
(A) as mulheres que amam valorizam o cotidiano e não
No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo gostam que os maridos frequentem pescarias, pois acham
reduzido no qual o menino detém sua atenção é difícil limpar os peixes.
(A) fresta. (B) o eu lírico do poema pertence ao grupo de mulheres
(B) marca. que não gostam de limpar os peixes, embora valorizem os
(C) alma. esbarrões de cotovelos na cozinha.
(D) solidão. (C) há mulheres casadas que não gostam de ficar sozi-
(E) penumbra. nhas com seus maridos na cozinha, enquanto limpam os
peixes.
Texto para a questão 2: (D) as mulheres que amam valorizam os momentos
mais simples do cotidiano vividos com a pessoa amada.
DA DISCRIÇÃO (E) o casamento exige levantar a qualquer hora da noite,
para limpar, abrir e salgar o peixe.
Mário Quintana
4-) (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
Não te abras com teu amigo PE/2012)
Que ele um outro amigo tem. O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a
E o amigo do teu amigo totalidade do universo, toda a sociedade, a história, a con-
Possui amigos também... cepção de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mundo,
(http://pensador.uol.com.br/poemas_de_amizade) que se estende a todas as coisas e à qual nada escapa. É,
de alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro, em
2-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMU- todos os seus níveis, uma espécie de segunda revelação do
NITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) De acordo com o mundo.
poema, é correto afirmar que Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o
(A) não se deve ter amigos, pois criar laços de amizade Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo:
é algo ruim. Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações).
(B) amigo que não guarda segredos não merece res- Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente tex-
peito. tual “O riso”.
(C) o melhor amigo é aquele que não possui outros (...) CERTO ( ) ERRADO
amigos.
(D) revelar segredos para o amigo pode ser arriscado. 5-) (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2010)
(E) entre amigos, não devem existir segredos. Só agora, quase cinco meses depois do apagão que atin-
giu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge
3-) (GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SE- uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e
CRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA – AGENTE PENITEN- generalizado de energia no final de 2009.
CIÁRIO – VUNESP/2013) Leia o poema para responder à Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elé-
questão. trica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa es-
tatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de
900 km que separam Itaipu de São Paulo.

66
LÍNGUA PORTUGUESA

Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de in- No texto acima, a recepcionista dirige-se duas vezes ao
vestimentos e também erros operacionais conspiraram para homem para saber se ele
produzir a mais séria falha do sistema de geração e distri- A) verificou o horário de chegada e está sob os cuida-
buição de energia do país desde o traumático racionamento dos do dr. Pedro.
de 2001. B) pode indicar-lhe as horas e decidiu esperar o paga-
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações). mento do aluguel.
C) tem relógio e sabe esperar.
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas D) marcou consulta e está calmo.
do texto acima apresentado, julgue os próximos itens. E) marcou consulta para aquele dia e está sob os cui-
A oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 dados do dr. Pedro.
estados do país” tem, nesse contexto, valor restritivo.
(...) CERTO ( ) ERRADO (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO DA
FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010 - ADAPTADA) Atenção: As
6-) (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMINIS-
questões de números 09 a 12 referem-se ao texto abaixo.
TRAÇÃO – AOCP/2010) “A carga foi desviada e a viatura,
com os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona norte Liderança é uma palavra frequentemente associada a
de São Paulo.” feitos e realizações de grandes personagens da história e da
Pela leitura do fragmento acima, é correto afirmar que, vida social ou, então, a uma dimensão mágica, em que al-
em sua estrutura sintática, houve supressão da expressão gumas poucas pessoas teriam habilidades inatas ou o dom
a) vigilantes. de transformar-se em grandes líderes, capazes de influenciar
b) carga. outras e, assim, obter e manter o poder.
c) viatura. Os estudos sobre o tema, no entanto, mostram que a
d) foi. maioria das pessoas pode tornar-se líder, ou pelo menos
e) desviada. desenvolver consideravelmente as suas capacidades de lide-
rança.
7-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) Paulo Roberto Motta diz: “líderes são pessoas comuns
Um carteiro chega ao portão do hospício e grita: que aprendem habilidades comuns, mas que, no seu conjun-
— Carta para o 9.326!!! to, formam uma pessoa incomum”. De fato, são necessárias
Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está algumas habilidades, mas elas podem ser aprendidas tanto
em através das experiências da vida, quanto da formação volta-
branco, e um outro pergunta: da para essa finalidade.
— Quem te mandou essa carta?
O fenômeno da liderança só ocorre na inter-relação; en-
— Minha irmã.
volve duas ou mais pessoas e a existência de necessidades
— Mas por que não está escrito nada?
para serem atendidas ou objetivos para serem alcançados,
— Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando!
Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com que requerem a interação cooperativa dos membros envol-
adaptações). vidos. Não pressupõe proximidade física ou temporal: pode-
se ter a mente e/ou o comportamento influenciado por um
O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto escritor ou por um líder religioso que nunca se viu ou que
acima decorre viveu noutra época. [...]
A) da identificação numérica atribuída ao louco. Se a legitimidade da liderança se baseia na aceitação
B) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a do poder de influência do líder, implica dizer que parte desse
carta no hospício. poder encontra-se no próprio grupo. É nessa premissa que
C) do fato de outro louco querer saber quem enviou se fundamenta a maioria das teorias contemporâneas sobre
a carta. liderança.
D) da explicação dada pelo louco para a carta em bran- Daí definirem liderança como a arte de usar o poder
co. que existe nas pessoas ou a arte de liderar as pessoas para
E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele. fazerem o que se requer delas, da maneira mais efetiva e
humana possível. [...]
8-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) (Augusta E.E.H. Barbosa do Amaral e Sandra Souza
Um homem se dirige à recepcionista de uma clínica:
Pinto. Gestão de pessoas, in Desenvolvimento gerencial na
— Por favor, quero falar com o dr. Pedro.
Administração pública do Estado de São Paulo, org. Lais Ma-
— O senhor tem hora?
cedo de Oliveira e Maria Cristina Pinto Galvão, Secretaria de
O sujeito olha para o relógio e diz:
— Sim. São duas e meia. Gestão pública, São Paulo: Fundap, 2. ed., 2009, p. 290 e 292,
— Não, não... Eu quero saber se o senhor é paciente. com adaptações)
— O que a senhora acha? Faz seis meses que ele não me
paga o aluguel do consultório... 09-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) De acordo com o
adaptações). texto, liderança

67
LÍNGUA PORTUGUESA

(A) é a habilidade de chefiar outras pessoas que não (C) o aprendizado da liderança pode ser produtivo,
pode ser desenvolvida por aqueles que somente executam mesmo se houver distância no tempo e no espaço entre
tarefas em seu ambiente de trabalho. aquele que influencia e aquele que é influenciado.
(B) é típica de épocas passadas, como qualidades de (D) as influências recebidas devem ser bem analisadas
heróis da história da humanidade, que realizaram grandes e postas em prática em seu devido tempo e na ocasião
feitos e se tornaram poderosos através deles. mais propícia.
(C) vem a ser a capacidade, que pode ser inata ou até
mesmo adquirida, de conseguir resultados desejáveis da- 13-) (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR –
queles que constituem a equipe de trabalho. FGV PROJETOS/2010)
(D) torna-se legítima se houver consenso em todos os
grupos quanto à escolha do líder e ao modo como ele irá Painel do leitor (Carta do leitor)
mobilizar esses grupos em torno de seus objetivos pes-
soais. Resgate no Chile
10-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉC-
NICO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O texto deixa Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de
claro que salvamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo
(A) a importância do líder baseia-se na valorização de de uma mina de cobre e ouro no Chile.
todo o grupo em torno da realização de um objetivo co- Um a um os mineiros soterrados foram içados com
mum. sucesso, mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cum-
primentando seus companheiros de trabalho. Não se pode
(B) o líder é o elemento essencial dentro de uma orga-
esquecer a ajuda técnica e material que os Estados Unidos,
nização, pois sem ele não se poderá atingir qualquer meta
Canadá e China ofereceram à equipe chilena de salvamen-
ou objetivo.
to, num gesto humanitário que só enobrece esses países. E,
(C) pode não haver condições de liderança em algumas
também, dos dois médicos e dois “socorristas” que, demons-
equipes, caso não se estabeleçam atividades específicas
trando coragem e desprendimento, desceram na mina para
para cada um de seus membros.
ajudar no salvamento.
(D) a liderança é um dom que independe da participa-
(Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – pai-
ção dos componentes de uma equipe em um ambiente de
nel do leitor – 17/10/2010)
trabalho.
Considerando o tipo textual apresentado, algumas ex-
11-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI- pressões demonstram o posicionamento pessoal do leitor
CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O fenômeno da diante do fato por ele narrado. Tais marcas textuais podem
liderança só ocorre na inter-relação ... (4º parágrafo) ser encontradas nos trechos a seguir, EXCETO:
No contexto, inter-relação significa A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra...”
(A) o respeito que os membros de uma equipe devem B) “... após 69 dias de permanência no fundo de uma
demonstrar ao acatar as decisões tomadas pelo líder, por mina de cobre e ouro no Chile.”
resultarem em benefício de todo o grupo. C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material...”
(B) a igualdade entre os valores dos integrantes de um D) “... gesto humanitário que só enobrece esses países.”
grupo devidamente orientado pelo líder e aqueles propos- E) “... demonstrando coragem e desprendimento, des-
tos pela organização a que prestam serviço. ceram na mina...”
(C) o trabalho que deverá sempre ser realizado em
equipe, de modo que os mais capacitados colaborem com (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO –
os de menor capacidade. VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder às
(D) a criação de interesses mútuos entre membros de questões de números 14 a 16.
uma equipe e de respeito às metas que devem ser alcan-
çadas por todos. Férias na Ilha do Nanja

12-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI- Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as
CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) Não pressupõe malas nos seus carros, olhando o céu para verem que tempo
proximidade física ou temporal ... (4º parágrafo) faz, pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
A afirmativa acima quer dizer, com outras palavras, que fissuras* – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre
(A) a presença física de um líder natural é fundamen- as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...
tal para que seus ensinamentos possam ser divulgados e Meus amigos partem para as suas férias, cansados de
aceitos. tanto trabalho; de tanta luta com os motoristas da contra-
(B) um líder verdadeiramente capaz é aquele que sem- mão; enfim, cansados, cansados de serem obrigados a viver
pre se atualiza, adquirindo conhecimentos de fontes e de numa grande cidade, isto que já está sendo a negação da
autores diversos. própria vida.
E eu vou para a Ilha do Nanja.

68
LÍNGUA PORTUGUESA

Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as (A) a oposição entre o modo de pensar e agir.
férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio (B) a rapidez da comunicação na Era da Informática.
cresce como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já es- (C) a comunicação e sua importância na vida das pes-
tou vendo os pescadores com suas barcas de sardinha, e a soas.
moça à janela a namorar um moço na outra janela de outra (D) a massificação do pensamento na sociedade mo-
ilha. derna.
(Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende. Adap-
tado) RESOLUÇÃO

*fissuras: fendas, rachaduras 1-)


14-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABA- Com palavras do próprio texto responderemos: o mun-
LHO – VUNESP/2013) No primeiro parágrafo, ao descre- do cabe numa fresta.
ver a maneira como se preparam para suas férias, a autora
mostra que seus amigos estão RESPOSTA: “A”.
(A) serenos.
2-)
(B) descuidados.
Pela leitura do poema identifica-se, apenas, a informa-
(C) apreensivos.
ção contida na alternativa: revelar segredos para o amigo
(D) indiferentes. pode ser arriscado.
(E) relaxados.
RESPOSTA: “D”.
15-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO
– VUNESP/2013) De acordo com o texto, pode-se afirmar 3-)
que, assim como seus amigos, a autora viaja para Pela leitura do texto percebe-se, claramente, que a au-
(A) visitar um lugar totalmente desconhecido. tora narra um momento simples, mas que é prazeroso ao
(B) escapar do lugar em que está. casal.
(C) reencontrar familiares queridos.
(D) praticar esportes radicais. RESPOSTA: “D”.
(E) dedicar-se ao trabalho.
4-)
16-) Ao descrever a Ilha do Nanja como um lugar onde, Vamos ao texto: O riso é tão universal como a serie-
“à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce como dade; ele abarca a totalidade do universo (...). Os termos
um bosque” (último parágrafo), a autora sugere que viajará relacionam-se. O pronome “ele” retoma o sujeito “riso”.
para um lugar
(A) repulsivo e populoso. RESPOSTA: “CERTO”.
(B) sombrio e desabitado.
(C) comercial e movimentado. 5-)
(D) bucólico e sossegado. Voltemos ao texto: “depois do apagão que atingiu pelo
(E) opressivo e agitado. menos 1.800 cidades”. O “que” pode ser substituído por
“o qual”, portanto, trata-se de um pronome relativo (ora-
17) (POLÍCIA MILITAR/TO – SOLDADO – CONSUL- ção subordinada adjetiva). Quando há presença de vírgula,
PLAN/2013 - ADAPTADA) Texto para responder à questão. temos uma adjetiva explicativa (generaliza a informação
da oração principal. A construção seria: “do apagão, que
atingiu pelo menos 1800 cidades em 18 estados do país”);
quando não há, temos uma adjetiva restritiva (restringe,
delimita a informação – como no caso do exercício).

RESPOSTA: “CERTO’.

6-)
“A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes,
abandonada em Pirituba, na zona norte de São Paulo.” Tra-
ta-se da figura de linguagem (de construção ou sintaxe)
“zeugma”, que consiste na omissão de um termo já citado
(Adail et al II. Antologia brasileira de humor. Volume 1. anteriormente (diferente da elipse, que o termo não é ci-
Porto Alegre: L&PM, 1976. p. 95.) tado, mas facilmente identificado). No enunciado temos a
narração de que a carga foi desviada e de que a viatura foi
A charge anterior é de Luiz Carlos Coutinho, cartunis- abandonada.
ta mineiro mais conhecido como Caulos. É correto afirmar
que o tema apresentado é RESPOSTA: “D”.

69
LÍNGUA PORTUGUESA

7-) 14-)
Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais “pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
aparece no desfecho da história, ao final, como nesse: “Ah, fissuras – sem falar em bandidos, milhões de bandidos en-
porque nós brigamos e não estamos nos falando”. tre as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...” = pensar
nessas coisas, certamente, deixa-os apreensivos.
RESPOSTA: “D”.
8-) RESPOSTA: “C”.
“O senhor tem hora? (...) Não, não... Eu quero saber se
o senhor é paciente” = a recepcionista quer saber se ele
marcou horário e se é paciente do Dr. Pedro. 15-)
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui = resposta
RESPOSTA: “E”. da própria autora!

9-) RESPOSTA: “B”.


Utilizando trechos do próprio texto, podemos chegar
à conclusão: O fenômeno da liderança só ocorre na inter 16-)
-relação; envolve duas ou mais pessoas e a existência de Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim.
necessidades para serem atendidas ou objetivos para se-
rem alcançados, que requerem a interação cooperativa dos RESPOSTA: “D”.
membros envolvidos = equipe
17-)
RESPOSTA: “C”. Questão que envolve interpretação “visual”! Fácil. Basta
observar o que as personagens “dizem” e o que “pensam”.
10-)
O texto deixa claro que a importância do líder baseia- RESPOSTA: “A”.
se na valorização de todo o grupo em torno da realização
de um objetivo comum.

RESPOSTA: “A”.

11-)
Pela leitura do texto, dentre as alternativas apresenta-
das, a que está coerente com o sentido dado à palavra “in-
ter-relação” é: “a criação de interesses mútuos entre mem-
bros de uma equipe e de respeito às metas que devem ser
alcançadas por todos”.

RESPOSTA: “D”.

12-)
Não pressupõe proximidade física ou temporal = o
aprendizado da liderança pode ser produtivo, mesmo se
houver distância no tempo e no espaço entre aquele que
influencia e aquele que é influenciado.

RESPOSTA: “C”.

13-)
Em todas as alternativas há expressões que represen-
tam a opinião do autor: Assisti ao maior espetáculo da
Terra / Não se pode esquecer / gesto humanitário que só
enobrece / demonstrando coragem e desprendimento.

RESPOSTA: “B”.

70
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Números inteiros e racionais: operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação); expressões numéricas;
múltiplos e divisores de números naturais; problemas. Frações e operações com frações. ..................................................... 01
Números e grandezas proporcionais: razões e proporções; divisão em partes proporcionais; regra de três; porcentagem
e problemas................................................................................................................................................................................................................ 20
Estatística descritiva; distribuição de probabilidade discreta. Juros simples e compostos: capitalização e descontos. .......... 40
Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais, real e aparente................................................................................ 52
Planos ou Sistemas de Amortização de Empréstimos e Financiamentos. ........................................................................................ 55
Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de financiamento, empréstimo e investimento.............................................. 61
Taxas de Retorno.......................................................................................................................................................................................................................64
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Exemplos:
NÚMEROS INTEIROS E RACIONAIS: a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos.
OPERAÇÕES (ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, b) 5, 6 e 7 são consecutivos.
MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO, POTENCIAÇÃO); c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos.
- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um
EXPRESSÕES NUMÉRICAS; MÚLTIPLOS antecessor (número que vem antes do número dado).
E DIVISORES DE NÚMEROS NATURAIS; Exemplos: Se m é um número natural finito diferente
PROBLEMAS. FRAÇÕES E OPERAÇÕES COM de zero.
FRAÇÕES. a) O antecessor do número m é m-1.
b) O antecessor de 2 é 1.
c) O antecessor de 56 é 55.
d) O antecessor de 10 é 9.
Números Naturais
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
números naturais pares. Embora uma sequência real seja
O conjunto dos números naturais é representado pela
outro objeto matemático denominado função, algumas
letra maiúscula N e estes números são construídos com os vezes utilizaremos a denominação sequência dos números
algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são co- naturais pares para representar o conjunto dos números
nhecidos como algarismos indo-arábicos. No século VII, os naturais pares: P = { 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}
árabes invadiram a Índia, difundindo o seu sistema numéri- O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
co. Embora o zero não seja um número natural no sentido números naturais ímpares, às vezes também chamados, a
que tenha sido proveniente de objetos de contagens na- sequência dos números ímpares. I = { 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}
turais, iremos considerá-lo como um número natural uma
vez que ele tem as mesmas propriedades algébricas que Operações com Números Naturais
os números naturais. Na verdade, o zero foi criado pelos
hindus na montagem do sistema posicional de numeração Na sequência, estudaremos as duas principais opera-
para suprir a deficiência de algo nulo. ções possíveis no conjunto dos números naturais. Pratica-
Na sequência consideraremos que os naturais têm mente, toda a Matemática é construída a partir dessas duas
início com o número zero e escreveremos este conjunto operações: adição e multiplicação.
como: N = { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
Representaremos o conjunto dos números naturais A adição de números naturais
com a letra N. As reticências (três pontos) indicam que este A primeira operação fundamental da Aritmética tem
conjunto não tem fim. N é um conjunto com infinitos nú- por finalidade reunir em um só número, todas as unidades
meros. de dois ou mais números. Antes de surgir os algarismos
Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o indo-arábicos, as adições podiam ser realizadas por meio
conjunto será representado por: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, de tábuas de calcular, com o auxílio de pedras ou por meio
9, 10, ...} de ábacos.

A construção dos Números Naturais Propriedades da Adição


- Fechamento: A adição no conjunto dos números na-
turais é fechada, pois a soma de dois números naturais é
- Todo número natural dado tem um sucessor (número
ainda um número natural. O fato que a operação de adição
que vem depois do número dado), considerando também
é fechada em N é conhecido na literatura do assunto como:
o zero.
A adição é uma lei de composição interna no conjunto N.
Exemplos: Seja m um número natural. - Associativa: A adição no conjunto dos números na-
a) O sucessor de m é m+1. turais é associativa, pois na adição de três ou mais parce-
b) O sucessor de 0 é 1. las de números naturais quaisquer é possível associar as
c) O sucessor de 1 é 2. parcelas de quaisquer modos, ou seja, com três números
d) O sucessor de 19 é 20. naturais, somando o primeiro com o segundo e ao resulta-
do obtido somarmos um terceiro, obteremos um resultado
- Se um número natural é sucessor de outro, então os que é igual à soma do primeiro com a soma do segundo e
dois números juntos são chamados números consecutivos. o terceiro. (A + B) + C = A + (B + C)
Exemplos: - Elemento neutro: No conjunto dos números naturais,
a) 1 e 2 são números consecutivos. existe o elemento neutro que é o zero, pois tomando um
b) 5 e 6 são números consecutivos. número natural qualquer e somando com o elemento neu-
c) 50 e 51 são números consecutivos. tro (zero), o resultado será o próprio número natural.
- Comutativa: No conjunto dos números naturais, a
- Vários números formam uma coleção de números na- adição é comutativa, pois a ordem das parcelas não altera
turais consecutivos se o segundo é sucessor do primeiro, a soma, ou seja, somando a primeira parcela com a segun-
o terceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do da parcela, teremos o mesmo resultado que se somando a
terceiro e assim sucessivamente. segunda parcela com a primeira parcela.

1
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Multiplicação de Números Naturais Relações essenciais numa divisão de números naturais


- Em uma divisão exata de números naturais, o divisor
É a operação que tem por finalidade adicionar o pri- deve ser menor do que o dividendo. 35 : 7 = 5
meiro número denominado multiplicando ou parcela, tan- - Em uma divisão exata de números naturais, o dividen-
tas vezes quantas são as unidades do segundo número do é o produto do divisor pelo quociente. 35 = 5 x 7
denominadas multiplicador. - A divisão de um número natural n por zero não é pos-
Exemplo sível pois, se admitíssemos que o quociente fosse q, então
poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0
4 vezes 9 é somar o número 9 quatro vezes: 4 x 9 = 9 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão de n por 0 não
+ 9 + 9 + 9 = 36 tem sentido ou ainda é dita impossível.
O resultado da multiplicação é denominado produto
e os números dados que geraram o produto, são chama- Potenciação de Números Naturais
dos fatores. Usamos o sinal × ou · ou x, para representar a
multiplicação. Para dois números naturais m e n, a expressão mn é um
Propriedades da multiplicação produto de n fatores iguais ao número m, ou seja: mn = m
. m . m ... m . m → m aparece n vezes
- Fechamento: A multiplicação é fechada no conjunto O número que se repete como fator é denominado
N dos números naturais, pois realizando o produto de dois base que neste caso é m. O número de vezes que a base se
ou mais números naturais, o resultado estará em N. O fato repete é denominado expoente que neste caso é n. O re-
que a operação de multiplicação é fechada em N é conhe- sultado é denominado potência. Esta operação não passa
cido na literatura do assunto como: A multiplicação é uma de uma multiplicação com fatores iguais, como por exem-
lei de composição interna no conjunto N. plo: 23 = 2 × 2 × 2 = 8 → 43 = 4 × 4 × 4 = 64
- Associativa: Na multiplicação, podemos associar 3 ou
mais fatores de modos diferentes, pois se multiplicarmos o Propriedades da Potenciação
primeiro fator com o segundo e depois multiplicarmos por
um terceiro número natural, teremos o mesmo resultado - Uma potência cuja base é igual a 1 e o expoente na-
que multiplicar o terceiro pelo produto do primeiro pelo tural é n, denotada por 1n, será sempre igual a 1.
segundo. (m . n) . p = m .(n . p) → (3 . 4) . 5 = 3 . (4 . 5) = 60 Exemplos:
- Elemento Neutro: No conjunto dos números naturais a- 1n = 1×1×...×1 (n vezes) = 1
existe um elemento neutro para a multiplicação que é o 1. b- 13 = 1×1×1 = 1
Qualquer que seja o número natural n, tem-se que: 1 . n = c- 17 = 1×1×1×1×1×1×1 = 1
n.1=n→1.7=7.1=7
- Comutativa: Quando multiplicamos dois números na- - Se n é um número natural não nulo, então temos que
turais quaisquer, a ordem dos fatores não altera o produto, no=1. Por exemplo:
ou seja, multiplicando o primeiro elemento pelo segundo
elemento teremos o mesmo resultado que multiplicando o - (a) nº = 1
segundo elemento pelo primeiro elemento. m . n = n . m - (b) 5º = 1
→ 3 . 4 = 4 . 3 = 12 - (c) 49º = 1

Propriedade Distributiva - A potência zero elevado a zero, denotada por 0o, é


carente de sentido no contexto do Ensino Fundamental.
Multiplicando um número natural pela soma de dois
números naturais, é o mesmo que multiplicar o fator, por - Qualquer que seja a potência em que a base é o nú-
cada uma das parcelas e a seguir adicionar os resultados mero natural n e o expoente é igual a 1, denotada por n1, é
obtidos. m . (p + q) = m . p + m . q → 6 x (5 + 3) = 6 x 5 + igual ao próprio n. Por exemplo:
6 x 3 = 30 + 18 = 48
- (a) n¹ = n
Divisão de Números Naturais - (b) 5¹ = 5
- (c) 64¹ = 64
Dados dois números naturais, às vezes necessitamos
saber quantas vezes o segundo está contido no primeiro. - Toda potência 10n é o número formado pelo algaris-
O primeiro número que é o maior é denominado dividendo mo 1 seguido de n zeros.
e o outro número que é menor é o divisor. O resultado da Exemplos:
divisão é chamado quociente. Se multiplicarmos o divisor a- 103 = 1000
pelo quociente obteremos o dividendo. b- 108 = 100.000.000
No conjunto dos números naturais, a divisão não é c- 10o = 1
fechada, pois nem sempre é possível dividir um número
natural por outro número natural e na ocorrência disto a
divisão não é exata.

2
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Questões 5 - PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERA-


CIONAIS – MAKIYAMA/2013) Ontem, eu tinha 345 bolinhas
1 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) A partir de 1º de de gude em minha coleção. Porém, hoje, participei de um
março, uma cantina escolar adotou um sistema de rece- campeonato com meus amigos e perdi 67 bolinhas, mas
bimento por cartão eletrônico. Esse cartão funciona como ganhei outras 90. Sendo assim, qual a quantidade de bo-
uma conta corrente: coloca-se crédito e vão sendo debi- linhas que tenho agora, depois de participar do campeo-
tados os gastos. É possível o saldo negativo. Enzo toma nato?
lanche diariamente na cantina e sua mãe credita valores no A) 368
cartão todas as semanas. Ao final de março, ele anotou o B) 270
seu consumo e os pagamentos na seguinte tabela: C) 365
D) 290
E) 376

6 – (Pref. Niterói) João e Maria disputaram a prefeitura


de uma determinada cidade que possui apenas duas zo-
nas eleitorais. Ao final da sua apuração o Tribunal Regional
Eleitoral divulgou a seguinte tabela com os resultados da
eleição. A quantidade de eleitores desta cidade é:

1ª Zona Eleitoral 2ª Zona Eleitoral


No final do mês, Enzo observou que tinha João 1750 2245
A) crédito de R$ 7,00. Maria 850 2320
B) débito de R$ 7,00. Nulos 150 217
C) crédito de R$ 5,00.
Brancos 18 25
D) débito de R$ 5,00.
E) empatado suas despesas e seus créditos. Abstenções 183 175

2 - (PREF. IMARUI/SC – AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS A) 3995


- PREF. IMARUI/2014) José, funcionário público, recebe sa- B) 7165
lário bruto de R$ 2.000,00. Em sua folha de pagamento vem C) 7532
o desconto de R$ 200,00 de INSS e R$ 35,00 de sindicato. D) 7575
Qual o salário líquido de José? E) 7933
A) R$ 1800,00
B) R$ 1765,00 7 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPE-
C) R$ 1675,00 RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Durante um mutirão para
D) R$ 1665,00 promover a limpeza de uma cidade, os 15.000 voluntários
foram igualmente divididos entre as cinco regiões de tal
3 – (Professor/Pref.de Itaboraí) O quociente entre dois cidade. Sendo assim, cada região contou com um número
números naturais é 10. Multiplicando-se o dividendo por de voluntários igual a:
cinco e reduzindo-se o divisor à metade, o quociente da A) 2500
nova divisão será: B) 3200
A) 2 C) 1500
B) 5 D) 3000
C) 25 E) 2000
D) 50
E) 100 8 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERA-
CIONAIS – MAKIYAMA/2013) Em determinada loja, o paga-
4 - (PREF. ÁGUAS DE CHAPECÓ – OPERADOR DE MÁ- mento de um computador pode ser feito sem entrada, em
QUINAS – ALTERNATIVE CONCURSOS) Em uma loja, as 12 parcelas de R$ 250,00. Sendo assim, um cliente que opte
compras feitas a prazo podem ser pagas em até 12 vezes por essa forma de pagamento deverá pagar pelo compu-
sem juros. Se João comprar uma geladeira no valor de R$ tador um total de:
2.100,00 em 12 vezes, pagará uma prestação de: A) R$ 2500,00
A) R$ 150,00. B) R$ 3000,00
B) R$ 175,00. C) R$1900,00
C) R$ 200,00. D) R$ 3300,00
D) R$ 225,00. E) R$ 2700,00

3
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

9 – (CREFITO/SP – ALMOXARIFE – VUNESP/2012) O su- 5 - RESPOSTA: “A”.


cessor do dobro de determinado número é 23. Esse mesmo 345-67=278
determinado número somado a 1 e, depois, dobrado será Depois ganhou 90
igual a 278+90=368
A) 24.
B) 22. 6 - RESPOSTA: “E”.
C) 20. Vamos somar a 1ª Zona: 1750+850+150+18+183 =
D) 18. 2951
E) 16. 2ª Zona : 2245+2320+217+25+175 = 4982
Somando os dois: 2951+4982 = 7933
10 - (SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDA-
DE – FCC/2012) Uma montadora de automóveis possui cin- 7 - RESPOSTA: “D”.
co unidades produtivas num mesmo país. No último ano,
cada uma dessas unidades produziu 364.098 automóveis.
Toda a produção foi igualmente distribuída entre os merca-
dos consumidores de sete países. O número de automóveis
que cada país recebeu foi
A) 26.007 Cada região terá 3000 voluntários.
B) 26.070 8 - RESPOSTA: “B”.
C) 206.070 250∙12=3000
D) 260.007 O computador custa R$3000,00.
E) 260.070
Respostas 9 - RESPOSTA: “A”.
Se o sucessor é 23, o dobro do número é 22, portanto
1 - RESPOSTA: “B”. o número é 11.
crédito: 40+30+35+15=120 (11+1) → 2=24
débito: 27+33+42+25=127
120-127=-7 10 - RESPOSTA: “E”.
Ele tem um débito de R$ 7,00.
364098 → 5=1820490 automóveis
2 - RESPOSTA: “B”.
2000-200=1800-35=1765
O salário líquido de José é R$1765,00.
Conjunto dos Números Inteiros – Z
3 - RESPOSTA: “E”.
Definimos o conjunto dos números inteiros como a re-
D= dividendo
d= divisor união do conjunto dos números naturais (N = {0, 1, 2, 3,
Q = quociente = 10 4,..., n,...}, o conjunto dos opostos dos números naturais e o
R= resto = 0 (divisão exata) zero. Este conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen=núme-
Equacionando: ro em alemão). Este conjunto pode ser escrito por: Z = {...,
D= d.Q + R -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
D= d.10 + 0 → D= 10d O conjunto dos números inteiros possui alguns sub-
conjuntos notáveis:
Pela nova divisão temos:
- O conjunto dos números inteiros não nulos:
Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4,...};
Z* = Z – {0}

- O conjunto dos números inteiros não negativos:


Isolando Q temos: Z+ = {0, 1, 2, 3, 4,...}
Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N

- O conjunto dos números inteiros positivos:


Z*+ = {1, 2, 3, 4,...}

4 - RESPOSTA: “B”. - O conjunto dos números inteiros não positivos:


Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}

- O conjunto dos números inteiros negativos:


Cada prestação será de R$175,00 Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1}

4
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a - Temos duas quantidades e queremos saber quanto
distância ou afastamento desse número até o zero, na reta uma delas tem a mais que a outra;
numérica inteira. Representa-se o módulo por | |. - Temos duas quantidades e queremos saber quanto
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0 falta a uma delas para atingir a outra.
O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7 A subtração é a operação inversa da adição.
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9 Observe que: 9 – 5 = 4 4+5=9
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de diferença
zero, é sempre positivo.
subtraendo
Números Opostos: Dois números inteiros são ditos minuendo
opostos um do outro quando apresentam soma zero; as-
Considere as seguintes situações:
sim, os pontos que os representam distam igualmente da
origem. 1- Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião
Exemplo: O oposto do número 2 é -2, e o oposto de -2 passou de +3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da
é 2, pois 2 + (-2) = (-2) + 2 = 0 temperatura?
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6)
é – a, e vice-versa; particularmente o oposto de zero é o – (+3) = +3
próprio zero.
2- Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, duran-
Adição de Números Inteiros te o dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de
3 graus. Qual a temperatura registrada na noite de terça-
Para melhor entendimento desta operação, associare- feira?
mos aos números inteiros positivos a idéia de ganhar e aos Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) +
números inteiros negativos a idéia de perder. (–3) = +3
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+5) + (+3) = (+8) Se compararmos as duas igualdades, verificamos que
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (-3) + (-4) = (-7) (+6) – (+3) é o mesmo que (+6) + (–3).
Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+8) + (-5) = (+3)
Temos:
Perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (-8) + (+5) = (-3)
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispen- (–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3
sado, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode
ser dispensado. Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros
Propriedades da adição de números inteiros: O con- é o mesmo que adicionar o primeiro com o oposto do se-
junto Z é fechado para a adição, isto é, a soma de dois gundo.
números inteiros ainda é um número inteiro.
Multiplicação de Números Inteiros
Associativa: Para todos a,b,c em Z:
a + (b + c) = (a + b) + c A multiplicação funciona como uma forma simplificada
2 + (3 + 7) = (2 + 3) + 7 de uma adição quando os números são repetidos. Podería-
mos analisar tal situação como o fato de estarmos ganhan-
Comutativa: Para todos a,b em Z: do repetidamente alguma quantidade, como por exemplo,
a+b=b+a ganhar 1 objeto por 30 vezes consecutivas, significa ganhar
3+7=7+3 30 objetos e esta repetição pode ser indicada por um x,
isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2
Elemento Neutro: Existe 0 em Z, que adicionado a
+ 2 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
cada z em Z, proporciona o próprio z, isto é:
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos:
z+0=z (–2) + (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60
7+0=7 Observamos que a multiplicação é um caso particular
da adição onde os valores são repetidos.
Elemento Oposto: Para todo z em Z, existe (-z) em Z, Na multiplicação o produto dos números a e b, pode
tal que ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal
z + (–z) = 0 entre as letras.
9 + (–9) = 0 Para realizar a multiplicação de números inteiros, deve-
mos obedecer à seguinte regra de sinais:
Subtração de Números Inteiros (+1) x (+1) = (+1)
A subtração é empregada quando: (+1) x (-1) = (-1)
- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantida- (-1) x (+1) = (-1)
de; (-1) x (-1) = (+1)

5
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Com o uso das regras acima, podemos concluir que: - A divisão nem sempre pode ser realizada no conjunto
Z. Por exemplo, (+7) : (–2) ou (–19) : (–5) são divisões que
Sinais dos números Resultado do produto não podem ser realizadas em Z, pois o resultado não é um
número inteiro.
Iguais Positivo - No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é as-
Diferentes Negativo sociativa e não tem a propriedade da existência do ele-
mento neutro.
Propriedades da multiplicação de números intei- 1- Não existe divisão por zero.
ros: O conjunto Z é fechado para a multiplicação, isto é, a Exemplo: (–15) : 0 não tem significado, pois não existe
multiplicação de dois números inteiros ainda é um número um número inteiro cujo produto por zero seja igual a –15.
inteiro. 2- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente
de zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro
Associativa: Para todos a,b,c em Z: por zero é igual a zero.
a x (b x c) = (a x b) x c Exemplos: a) 0 : (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1)
2 x (3 x 7) = (2 x 3) x 7 =0
Potenciação de Números Inteiros
Comutativa: Para todos a,b em Z:
A potência an do número inteiro a, é definida como um
axb=bxa
produto de n fatores iguais. O número a é denominado a
3x7=7x3
base e o número n é o expoente.
an = a x a x a x a x ... x a
Elemento neutro: Existe 1 em Z, que multiplicado por
a é multiplicado por a n vezes
todo z em Z, proporciona o próprio z, isto é:
zx1=z Exemplos:33 = (3) x (3) x (3) = 27
7x1=7 (-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
Elemento inverso: Para todo inteiro z diferente de (-7)² = (-7) x (-7) = 49
zero, existe um inverso z–1=1/z em Z, tal que (+9)² = (+9) x (+9) = 81
z x z–1 = z x (1/z) = 1 - Toda potência de base positiva é um número inteiro
9 x 9–1 = 9 x (1/9) = 1 positivo.
Exemplo: (+3)2 = (+3) . (+3) = +9
Distributiva: Para todos a,b,c em Z:
a x (b + c) = (a x b) + (a x c) - Toda potência de base negativa e expoente par é
3 x (4+5) = (3 x 4) + (3 x 5) um número inteiro positivo.
Exemplo: (– 8)2 = (–8) . (–8) = +64
Divisão de Números Inteiros
- Toda potência de base negativa e expoente ímpar é
um número inteiro negativo.
Dividendo divisor dividendo: Exemplo: (–5)3 = (–5) . (–5) . (–5) = –125
Divisor = quociente 0
Quociente . divisor = dividendo Propriedades da Potenciação:

Sabemos que na divisão exata dos números naturais: Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-
40 : 5 = 8, pois 5 . 8 = 40 se a base e somam-se os expoentes. (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6
36 : 9 = 4, pois 9 . 4 = 36 = (–7)9

Quocientes de Potências com bases iguais: Conser-


Vamos aplicar esses conhecimentos para estudar a di-
va-se a base e subtraem-se os expoentes. (+13)8 : (+13)6 =
visão exata de números inteiros. Veja o cálculo:
(+13)8 – 6 = (+13)2
(–20) : (+5) = q  (+5) . q = (–20)  q = (–4)
Logo: (–20) : (+5) = - 4
Potência de Potência: Conserva-se a base e multipli-
cam-se os expoentes. [(+4)5]2 = (+4)5 . 2 = (+4)10
Considerando os exemplos dados, concluímos que,
para efetuar a divisão exata de um número inteiro por ou- Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (+9)1
tro número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo = +9 (–13)1 = –13
do dividendo pelo módulo do divisor. Daí:
- Quando o dividendo e o divisor têm o mesmo sinal, o Potência de expoente zero e base diferente de zero:
quociente é um número inteiro positivo. É igual a 1. Exemplo: (+14)0 = 1 (–35)0 = 1
- Quando o dividendo e o divisor têm sinais diferentes,
o quociente é um número inteiro negativo.

6
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Radiciação de Números Inteiros 2 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014)


Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior
A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a é quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
a operação que resulta em outro número inteiro não ne- Verificou o preço de alguns produtos:
gativo b que elevado à potência n fornece o número a. O TV: R$ 562,00
número n é o índice da raiz enquanto que o número a é o DVD: R$ 399,00
radicando (que fica sob o sinal do radical). Micro-ondas: R$ 429,00
A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a Geladeira: R$ 1.213,00
é a operação que resulta em outro número inteiro não ne-
gativo que elevado ao quadrado coincide com o número a. Na aquisição dos produtos, conforme as condições
mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
Observação: Não existe a raiz quadrada de um núme- recebido será de:
ro inteiro negativo no conjunto dos números inteiros. A) R$ 84,00
B) R$ 74,00
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais di- C) R$ 36,00
dáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas aparecimen- D) R$ 26,00
E) R$ 16,00
to de:
√9 = ±3
3 - (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-
mas isto está errado. O certo é:
MA/2013) Analise as operações a seguir:
√9 = +3
Observamos que não existe um número inteiro não
negativo que multiplicado por ele mesmo resulte em um I abac=ax
número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a
operação que resulta em outro número inteiro que elevado
ao cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os
nossos cálculos somente aos números não negativos.
II
Exemplos

(a)
3
8 = 2, pois 2³ = 8.
III
(b)
3
− 8 = –2, pois (–2)³ = -8. De acordo com as propriedades da potenciação, temos
3
que, respectivamente, nas operações I, II e III:
(c) 27 = 3, pois 3³ = 27. A) x=b-c, y=b+c e z=c/2.
B) x=b+c, y=b-c e z=2c.
(d)
3
− 27 = –3, pois (–3)³ = -27. C) x=2bc, y=-2bc e z=2c.
D) x=c-b, y=b-c e z=c-2.
Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o E) x=2b, y=2c e z=c+2.
produto de números inteiros, concluímos que:
(a) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número
inteiro negativo. 4 - (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
(b) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz GRANRIO/2013) Multiplicando-se o maior número inteiro
de qualquer número inteiro. menor do que 8 pelo menor número inteiro maior do que
- 8, o resultado encontrado será
A) - 72
Questões
B) - 63
C) - 56
1 - (TRF 2ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2012) Uma
D) - 49
operação λ é definida por: E) – 42
wλ = 1 − 6w, para todo inteiro w.
Com base nessa definição, é correto afirmar que a
soma 2λ + (1λ) λ é igual a
A) −20.
B) −15.
C) −12.
D) 15.
E) 20.

7
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

5 - (SEPLAG - POLÍCIA MILITAR/MG - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2012) Em um jogo de tabuleiro, Carla


e Mateus obtiveram os seguintes resultados:

Ao término dessas quatro partidas,


A) Carla perdeu por uma diferença de 150 pontos.
B) Mateus perdeu por uma diferença de 175 pontos.
C) Mateus ganhou por uma diferença de 125 pontos.
D) Carla e Mateus empataram.

6 – (Operador de máq./Pref.Coronel Fabriciano/MG) Quantos são os valores inteiros e positivos de x para os quais
é um número inteiro?

A) 0
B) 1
C) 2
D) 3
E) 4

7- (CASA DA MOEDA) O quadro abaixo indica o número de passageiros num vôo entre Curitiba e Belém, com duas
escalas, uma no Rio de Janeiro e outra em Brasília. Os números indicam a quantidade de passageiros que subiram no avião
e os negativos, a quantidade dos que desceram em cada cidade.

Curtiba +240
-194
Rio de Janeiro
+158
-108
Brasília
+94

O número de passageiros que chegou a Belém foi:


A) 362
B) 280
C) 240
D) 190
E) 135
Respostas

1 - RESPOSTA:“E”.
Pela definição:
Fazendo w=2

8
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

2 - RESPOSTA: “D”. No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:


Geladeira + Microondas + DVD = 1213+429+399 = - Q* = conjunto dos racionais não nulos;
2041 - Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
Geladeira + Microondas + TV = 1213+429+562 = - Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
2204, extrapola o orçamento - Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
Geladeira +TV + DVD=1213+562+399=2174, é a maior - Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
quantidade gasta possível dentro do orçamento.
Troco:2200-2174=26 reais Representação Decimal das Frações
p
3 - RESPOSTA: “B”. Tomemos um número racional q , tal que p não seja
múltiplo de q. Para escrevê-lo na forma decimal, basta
I da propriedade das potências, temos: efetuar a divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:

1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula,


II um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
2 = 0,4
III 5

4 - RESPOSTA: “D”. 1 = 0,25


Maior inteiro menor que 8 é o 7 4
Menor inteiro maior que -8 é o -7.
Portanto: 7⋅(-7)=-49 35 = 8,75
4
5 - RESPOSTA: “C”.
Carla: 520-220-485+635=450 pontos 153 = 3,06
Mateus: -280+675+295-115=575 pontos 50
Diferença: 575-450=125 pontos
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula,
6 - RESPOSTA:“C”. infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
Fazendo substituição dos valores de x, dentro dos con- periodicamente. Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
juntos do inteiros positivos temos:
1
= 0,333...
3
x=0 ; x=1
1 = 0,04545...
22

167 = 2,53030...
, logo os únicos números que sa- 66
tisfazem a condição é x= 0 e x=5 , dois números apenas. Representação Fracionária dos Números Decimais

7 - RESPOSTA:“D”. Trata-se do problema inverso: estando o número


240- 194 +158 -108 +94 = 190 racional escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo
na forma de fração. Temos dois casos:
Números Racionais – Q
m Um número racional é o que pode ser escrito na forma 1º) Transformamos o número em uma fração cujo
, onde m e n são números inteiros, sendo que n deve numerador é o número decimal sem a vírgula e o
n
ser diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para denominador é composto pelo numeral 1, seguido de
significar a divisão de m por n. tantos zeros quantas forem as casas decimais do número
Como podemos observar, números racionais podem decimal dado:
ser obtidos através da razão entre dois números inteiros,
razão pela qual, o conjunto de todos os números racionais 0,9 = 9
é denotado por Q. Assim, é comum encontrarmos na lite- 10
ratura a notação:
57
m 5,7 =
Q={ : m e n em Z, n diferente de zero} 10
n

9
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

0,76 = 76 Números Opostos: Dizemos que – 32 e 32 são números


100
racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto
do outro. As distâncias dos pontos – 3 e 3 ao ponto zero
3,48 = 348 da reta são iguais.
2 2
100
Soma (Adição) de Números Racionais
0,005 = 5 = 1
1000 200
Como todo número racional é uma fração ou pode ser
escrito na forma de uma fração, definimos a adição entre
2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; os números racionais
a
e
c
, da mesma forma que a
para tanto, vamos apresentar o procedimento através de soma de frações, através de: d
b
alguns exemplos:

Exemplo 1 a
+ c =
ad + bc
b d bd
Seja a dízima 0, 333... .
Propriedades da Adição de Números Racionais
Façamos x = 0,333... e multipliquemos ambos os
membros por 10: 10x = 0,333 O conjunto Q é fechado para a operação de adição, isto
Subtraindo, membro a membro, a primeira igualdade é, a soma de dois números racionais ainda é um número
da segunda: racional.
10x – x = 3,333... – 0,333... ⇒ 9x = 3 ⇒ x = 3/9 - Associativa: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) = (
a+b)+c
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração 3 . - Comutativa: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
9
- Elemento neutro: Existe 0 em Q, que adicionado a
Exemplo 2 todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q + 0 = q
- Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q,
Seja a dízima 5, 1717... tal que q + (–q) = 0

Façamos x = 5,1717... e 100x = 517,1717... . Subtração de Números Racionais


Subtraindo membro a membro, temos:
99x = 512 ⇒ x = 512/99 A subtração de dois números racionais p e q é a própria
operação de adição do número p com o oposto de q, isto é:
Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração 512 . p – q = p + (–q)
99
Exemplo 3 Multiplicação (Produto) de Números Racionais

Seja a dízima 1, 23434... Como todo número racional é uma fração ou pode ser
escrito na forma de uma fração, definimos o produto de
Façamos x = 1,23434... 10x = 12,3434... 1000x = dois números racionais a e c , da mesma forma que o
1234,34... . produto de frações, através
b de:d
Subtraindo membro a membro, temos:
990x = 1234,34... – 12,34... ⇒ 990x = 1222 ⇒ x a
x
c
=
ac
= 1222/990 b d bd
O produto dos números racionais a e b também pode
Simplificando, obtemos x = 611 , a fração geratriz da ser indicado por a × b, axb, a.b ou ainda ab sem nenhum
dízima 1, 23434... 495
sinal entre as letras.
Para realizar a multiplicação de números racionais,
Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em
representa esse número ao ponto de abscissa zero. toda a Matemática:
(+1) × (+1) = (+1)
(+1) × (-1) = (-1)
Exemplo: Módulo de - 3 é 3 . Indica-se - 3 = 3 (-1) × (+1) = (-1)
2 2
2 2 (-1) × (-1) = (+1)

3 Podemos assim concluir que o produto de dois


Módulo de + 3 é 3 . Indica-se + 3 = números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de
2 2 2 2
dois números com sinais diferentes é negativo.

10
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Propriedades da Multiplicação de Números - Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo
Racionais sinal da base.
3
O conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é,
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ 8
⎜⎝ ⎟⎠ = ⎜⎝ ⎟⎠ .⎜⎝ ⎟⎠ .⎜⎝ ⎟⎠ =
o produto de dois números racionais ainda é um número 3 3 3 3 27
racional.
- Associativa: Para todos a, b, c em Q: a × ( b × c ) = ( - Toda potência com expoente par é um número
a×b)×c positivo.
- Comutativa: Para todos a, b em Q: a × b = b × a 2
- Elemento neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado por ⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞ 1
⎜⎝ − ⎟⎠ = ⎜⎝ − ⎟⎠ .⎜⎝ − ⎟⎠ =
todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q × 1 = q 5 5 5 25
- Elemento inverso: Para todo q = a em Q, q diferente - Produto de potências de mesma base. Para reduzir um
de zero, existe q-1 = b em Q: q × q-1 b= 1 a x produto de potências de mesma base a uma só potência,
b =1 a b conservamos a base e somamos os expoentes.
a 2 3 2+3 5
- Distributiva: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = ( ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2 2⎞ ⎛ 2 2 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞
⎜⎝ ⎟⎠ .⎜ ⎟ = ⎜ . ⎟ .⎜ . . ⎟ = ⎜ ⎟ =⎜ ⎟
a×b)+(a×c) 5 ⎝ 5⎠ ⎝ 5 5⎠ ⎝ 5 5 5⎠ ⎝ 5⎠ ⎝ 5⎠

Divisão de Números Racionais - Quociente de potências de mesma base. Para reduzir


A divisão de dois números racionais p e um quociente de potências de mesma base a uma só
q é a própria operação de multiplicação do potência, conservamos a base e subtraímos os expoentes.
número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q =
p × q-1

Potenciação de Números Racionais


A potência qn do número racional q é um produto de
n fatores iguais. O número q é denominado a base e o
número n é o expoente. - Potência de Potência. Para reduzir uma potência de
qn = q × q × q × q × ... × q, (q aparece n vezes) potência a uma potência de um só expoente, conservamos
a base e multiplicamos os expoentes
Exemplos:
3
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ 8
a) ⎜ ⎟ = ⎜ ⎟ .⎜ ⎟ .⎜ ⎟ =
⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ 125

b)
Radiciação de Números Racionais

c) (–5)² = (–5) . ( –5) = 25 Se um número representa um produto de dois ou mais


fatores iguais, então cada fator é chamado raiz do número.
d) (+5)² = (+5) . (+5) = 25 Vejamos alguns exemplos:

Propriedades da Potenciação: Toda potência com Exemplo 1


expoente 0 é igual a 1.
0 4 Representa o produto 2 . 2 ou 22. Logo, 2 é a raiz
⎛ 2⎞ = 1 quadrada de 4. Indica-se √4= 2.
⎜⎝ + ⎟⎠
5
- Toda potência com expoente 1 é igual à própria base. Exemplo 2
1
⎛ 9⎞ 9
⎜⎝ − ⎟⎠ = - 4 Representa o produto 3 . 3 ou . Logo, é a raiz
2
1 1 1 ⎛ 1⎞ 1
9 ⎝⎜ 3 ⎠⎟ 3
4 quadrada de 19 .Indica-se 1 = 3
1
9

- Toda potência com expoente negativo de um número


racional diferente de zero é igual a outra potência que tem
a base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual
ao oposto do expoente anterior.
−2 2
⎛ 3⎞ ⎛ 5 ⎞ 25
⎜⎝ − ⎟⎠ .⎜⎝ − ⎟⎠ =
5 3 9

11
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Exemplo 3 4 - (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERA-


0,216 Representa o produto 0,6 . 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. CIONAL – VUNESP/2013) Em um estado do Sudeste, um
Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se 3 0,216 = 0,6. Agente de Apoio Operacional tem um salário mensal de:
salário­base R$ 617,16 e uma gratificação de R$ 185,15. No
Assim, podemos construir o diagrama: mês passado, ele fez 8 horas extras a R$ 8,50 cada hora,
mas precisou faltar um dia e foi descontado em R$ 28,40.
No mês passado, seu salário totalizou
N Z Q
A) R$ 810,81.
B) R$ 821,31.
C) R$ 838,51.
D) R$ 841,91.
E) R$ 870,31.
Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá
o número zero ou um número racional positivo. Logo, os
números racionais negativos não têm raiz quadrada em Q. 5 - (Pref. Niterói) Simplificando a expressão abaixo

O número -100 não tem raiz quadrada em Q, pois Obtém-se :


9
tanto -10 como +10 , quando elevados ao quadrado, dão A) ½
3
. B) 1
100 3

Um número racional positivo só tem raiz quadrada no C) 3/2


9

conjunto dos números racionais se ele for um quadrado D) 2


perfeito. E) 3
2
O número não tem raiz quadrada em Q, pois não
3
existe número racional que elevado ao quadrado dê 2 . 6 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em um jogo
Questões 3 matemático, cada jogador tem direito a 5 cartões marcados
com um número, sendo que todos os jogadores recebem
1 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPE- os mesmos números. Após todos os jogadores receberem
RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Na escola onde estudo, seus cartões, aleatoriamente, realizam uma determinada
¼ dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina fa- tarefa que também é sorteada. Vence o jogo quem cumprir
vorita, 9/20 têm a matemática como favorita e os demais a tarefa corretamente. Em uma rodada em que a tarefa era
têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração repre- colocar os números marcados nos cartões em ordem cres-
senta os alunos que têm ciências como disciplina favorita? cente, venceu o jogador que apresentou a sequência
A) 1/4
B) 3/10
C) 2/9
D) 4/5
E) 3/2

2 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014)


Dirce comprou 7 lapiseiras e pagou R$ 8,30, em cada uma
delas. Pagou com uma nota de 100 reais e obteve um des-
conto de 10 centavos. Quantos reais ela recebeu de troco?
A) R$ 40,00
B) R$ 42,00
C) R$ 44,00
D) R$ 46,00 7 – (Prof./Prefeitura de Itaboraí) Se x = 0,181818...,
E) R$ 48,00 então o valor numérico da expressão:

3 - (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERA-


CIONAL – VUNESP/2013) De um total de 180 candidatos,
2/5 estudam inglês, 2/9 estudam francês, 1/3estuda espa-
nhol e o restante estuda alemão. O número de candidatos
que estuda alemão é: A) 34/39
A) 6. B) 103/147
B) 7. C) 104/147
C) 8. D) 35/49
D) 9. E) 106/147
E) 10.

12
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

8 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Mariana abriu 3 - RESPOSTA: “C”.


seu cofrinho com 120 moedas e separou-as:
− 1 real: ¼ das moedas
− 50 centavos: 1/3 das moedas
− 25 centavos: 2/5 das moedas Mmc(3,5,9)=45
− 10 centavos: as restantes
Mariana totalizou a quantia contida no cofre em
A) R$ 62,20.
B) R$ 52,20. O restante estuda alemão: 2/45
C) R$ 50,20.
D) R$ 56,20.
E) R$ 66,20.

9 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)


Numa operação policial de rotina, que abordou 800 pes- 4 - RESPOSTA: “D”.
soas, verificou-se que 3/4 dessas pessoas eram homens e
1/5 deles foram detidos. Já entre as mulheres abordadas,
1/8 foram detidas.
Qual o total de pessoas detidas nessa operação poli-
cial?
A) 145 Salário foi R$ 841,91.
B) 185
C) 220
D) 260 5 - RESPOSTA: “B”.
E) 120 1,3333= 12/9 = 4/3
1,5 = 15/10 = 3/2
10 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS
OPERACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Quando pergunta-
do sobre qual era a sua idade, o professor de matemática
respondeu:
“O produto das frações 9/5 e 75/3 fornece a minha
idade!”.
Sendo assim, podemos afirmar que o professor tem: 6 - RESPOSTA: “D”.
A) 40 anos.
B) 35 anos.
C) 45 anos.
D) 30 anos.
E) 42 anos.

Respostas
A ordem crescente é :
1 - RESPOSTA: “B”.
Somando português e matemática:
7 - RESPOSTA: “B”.
x=0,181818... temos então pela transformação na fra-
ção geratriz: 18/99 = 2/11, substituindo:

O que resta gosta de ciências:

2 - RESPOSTA: “B”.

Como recebeu um desconto de 10 centavos, Dirce pa-


gou 58 reais
Troco:100-58=42 reais

13
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

8 - RESPOSTA: “A”. Exemplo

O número real abaixo é um número irracional, embora pa-


reça uma dízima periódica: x = 0,10100100010000100000...

Observe que o número de zeros após o algarismo 1


aumenta a cada passo. Existem infinitos números reais que
não são dízimas periódicas e dois números irracionais mui-
to importantes, são:

e = 2,718281828459045...,
Pi () = 3,141592653589793238462643...
Mariana totalizou R$ 62,20. Que são utilizados nas mais diversas aplicações práti-
cas como: cálculos de áreas, volumes, centros de gravida-
de, previsão populacional, etc.
9 - RESPOSTA: “A”.
Classificação dos Números Irracionais
Existem dois tipos de números irracionais:

- Números reais algébricos irracionais: são raí-


zes de polinômios com coeficientes inteiros. Todo número
real que pode ser representado através de uma quantidade
finita de somas, subtrações, multiplicações, divisões e raí-
Como 3/4 eram homens, 1/4 eram mulheres zes de grau inteiro a partir dos números inteiros é um nú-
mero algébrico, por exemplo,
ou 800-600=200 mulheres

  .
A recíproca não é verdadeira: existem números algé-
bricos que não podem ser expressos através de radicais,
Total de pessoas detidas: 120+25=145 conforme o teorema de Abel-Ruffini.

10 - RESPOSTA: “C”. - Números reais transcendentes: não são raízes de


polinômios com coeficientes inteiros. Várias constantes
matemáticas são transcendentes, como pi ( ) e o núme-
ro de Euler ( ). Pode-se dizer que existem mais números
transcendentes do que números algébricos (a comparação
entre conjuntos infinitos pode ser feita na teoria dos con-
Números Irracionais juntos).
Os números racionais, aqueles que podem ser escritos A definição mais genérica de números algébricos e
na forma de uma fração  a/b onde a e b são dois números transcendentes é feita usando-se números complexos.
inteiros, com a condição de que b seja diferente de zero, Identificação de números irracionais
uma vez que sabemos da impossibilidade matemática da
divisão por zero. Fundamentado nas explanações anteriores, podemos
Vimos também, que todo número racional pode ser es- afirmar que:
crito na forma de um número decimal periódico, também - Todas as dízimas periódicas são números racionais.
conhecido como dízima periódica. - Todos os números inteiros são racionais.
Vejam os exemplos de números racionais a seguir: - Todas as frações ordinárias são números racionais.
3 / 4 = 0,75 = 0, 750000... - Todas as dízimas não periódicas são números irra-
- 2 / 3 = - 0, 666666... cionais.
1 / 3 = 0, 333333... - Todas as raízes inexatas são números irracionais.
2 / 1 = 2 = 2, 0000... - A soma de um número racional com um número irra-
4 / 3 = 1, 333333... cional é sempre um número irracional.
- 3 / 2 = - 1,5 = - 1, 50000... - A diferença de dois números irracionais, pode ser um
0 = 0, 000...   número racional.

Existe, entretanto, outra classe de números que não Exemplo:  -  = 0 e 0 é um número racional.
podem ser escritos na forma de fração a/b, conhecidos - O quociente de dois números irracionais, pode ser
como números irracionais.  um número racional.

14
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Exemplo:  :  =  = 2  e 2 é um número racional.


- O produto de dois números irracionais, pode ser um
número racional. B) 2

Exemplo:  .  =  = 5 e 5 é um número racional.


- A união do conjunto dos números irracionais com o
conjunto dos números racionais, resulta num conjunto de-
nominado conjunto R  dos números reais.
- A interseção do conjunto dos números racionais com Respostas
o conjunto dos números irracionais, não possui elementos
comuns e, portanto,  é igual ao conjunto vazio (  ). 1 - RESPOSTA: “B”.
Simbolicamente, teremos:
Q I=R I
Q  I = 

Questões

1 - (TRF 2ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2012)


Considere as seguintes afirmações:
II
I. Para todo número inteiro x, tem-se

10x=4,4444...
-x=0,4444.....
9x=4
x=4/9
II.

III. Efetuando-se obtém- III


se um número maior que 5.
Portanto, apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.
Relativamente a essas afirmações, é certo que
2 - RESPOSTA: “D”.
A) I,II, e III são verdadeiras.
B) Apenas I e II são verdadeiras.
C) Apenas II e III são verdadeiras.
D) Apenas uma é verdadeira.
E) I,II e III são falsas.

2 – (DPE/RS – ANALISTA ADMINISTRAÇÃO –


FCC/2013) A soma S é dada por:

Dessa forma, S é igual a


3 - RESPOSTA: “D”.

Números Reais

O conjunto dos números reais R é uma expansão


3 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – do conjunto dos números racionais que engloba não só
INDEC/2013) O resultado do produto: os inteiros e os fracionários, positivos e negativos, mas
é: também todos os números irracionais.

15
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Os números reais são números usados para representar


uma quantidade contínua (incluindo o zero e os negativos).
Pode-se pensar num número real como uma fração decimal
possivelmente infinita, como 3,141592(...). Os números
reais têm uma correspondência biunívoca com os pontos
de uma reta.
Denomina-se corpo dos números reais a coleção
dos elementos pertencentes à conclusão dos racionais, Ordenação dos números Reais
formado pelo corpo de frações associado aos inteiros A representação dos números Reais permite definir uma
(números racionais) e a norma associada ao infinito. relação de ordem entre eles. Os números Reais positivos são
Existem também outras conclusões dos racionais, uma maiores que zero e os negativos, menores. Expressamos
para cada número primo p, chamadas números p-ádicos. O a relação de ordem da seguinte maneira: Dados dois
corpo dos números p-ádicos é formado pelos racionais e a números Reais a e b, 
norma associada a p! a≤b↔b–a≥0
Exemplo: -15 ≤ ↔ 5 – (-15) ≥ 0
Propriedade 5 + 15 ≥ 0
O conjunto dos números reais com as operações Propriedades da relação de ordem
binárias de soma e produto e com a relação natural de - Reflexiva: a ≤ a
ordem formam um corpo ordenado. Além das propriedades - Transitiva: a ≤ b e b ≤ c → a ≤ c
de um corpo ordenado, R tem a seguinte propriedade: - Anti-simétrica: a ≤ b e b ≤ a → a = b
Se R for dividido em dois conjuntos (uma partição) A e - Ordem total: a < b ou b < a ou a = b 
B, de modo que todo elemento de A é menor que todo
elemento de B, então existe um elemento x que separa os Expressão aproximada dos números Reais
dois conjuntos, ou seja, x é maior ou igual a todo elemento
de A e menor ou igual a todo elemento de B.

Ao conjunto formado pelos números Irracionais e pelos


números Racionais chamamos de conjunto dos números
Reais. Ao unirmos o conjunto dos números Irracionais com
o conjunto dos números Racionais, formando o conjunto
dos números Reais, todas as distâncias representadas
por eles sobre uma reta preenchem-na por completo;
isto é, ocupam todos os seus pontos. Por isso, essa reta é Os números Irracionais possuem infinitos algarismos
denominada reta Real. decimais não-periódicos. As operações com esta classe
de números sempre produzem erros quando não se
utilizam todos os algarismos decimais. Por outro lado, é
impossível utilizar todos eles nos cálculos. Por isso, somos
obrigados a usar aproximações, isto é, cortamos o decimal
em algum lugar e desprezamos os algarismos restantes. Os
algarismos escolhidos serão uma aproximação do número
Real. Observe como tomamos a aproximação de e do
número nas tabelas.

Aproximação por
Falta Excesso
Erro menor que π π
1 unidade 1 3 2 4
1 décimo 1,4 3,1 1,5 3,2
1 centésimo 1,41 3,14 1,42 3,15
Podemos concluir que na representação dos números
Reais sobre uma reta, dados uma origem e uma unidade, a 1 milésimo 1,414 3,141 1,415 3,142
cada ponto da reta corresponde um número Real e a cada 1 décimo de
1,4142 3,1415 1,4134 3,1416
número Real corresponde um ponto na reta. milésimo

16
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Operações com números Reais


Operando com as aproximações, obtemos uma
sucessão de intervalos fixos que determinam um número
Real. É assim que vamos trabalhar as operações adição,
subtração, multiplicação e divisão. Relacionamos, em
seguida, uma série de recomendações úteis para operar
com números Reais:
- Vamos tomar a aproximação por falta.
- Se quisermos ter uma ideia do erro cometido,
escolhemos o mesmo número de casas decimais em ambos
os números.
- Se utilizamos uma calculadora, devemos usar a
aproximação máxima admitida pela máquina (o maior
número de casas decimais).
- Quando operamos com números Reais, devemos
fazer constar o erro de aproximação ou o número de casas
decimais.
- É importante adquirirmos a idéia de aproximação
em função da necessidade. Por exemplo, para desenhar o
projeto de uma casa, basta tomar medidas com um erro de
centésimo.
- Em geral, para obter uma aproximação de n casas
decimais, devemos trabalhar com números Reais
aproximados, isto é, com n + 1 casas decimais.
Para colocar em prática o que foi exposto, vamos
fazer as quatro operações indicadas: adição, subtração,
multiplicação e divisão com dois números Irracionais. 

Valor Absoluto Questões


Como vimos, o erro  pode ser:
- Por excesso: neste caso, consideramos o erro positivo. 1 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Um comer-
- Por falta: neste caso, consideramos o erro negativo. ciante tem 8 prateleiras em seu empório para organizar os
Quando o erro é dado sem sinal, diz-se que está dado produtos de limpeza. Adquiriu 100 caixas desses produtos
em valor absoluto. O valor absoluto de um número a é com 20 unidades cada uma, sendo que a quantidade total
designado por |a| e coincide com o número positivo, se for de unidades compradas será distribuída igualmente entre
positivo, e com seu oposto, se for negativo.  essas prateleiras. Desse modo, cada prateleira receberá um
Exemplo: Um livro nos custou 8,50 reais. Pagamos com número de unidades, desses produtos, igual a
uma nota de 10 reais. Se nos devolve 1,60 real de troco, o A) 40
vendedor cometeu um erro de +10 centavos. Ao contrário, B) 50
se nos devolve 1,40 real, o erro cometido é de 10 centavos.  C) 100
D) 160
E) 250

2 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA –


INDEC/2013) Em uma banca de revistas existem um total
de 870 exemplares dos mais variados temas. Metade das
revistas é da editora A, dentre as demais, um terço são pu-
blicações antigas. Qual o número de exemplares que não
são da Editora A e nem são antigas?
A) 320
B) 290
C) 435
D) 145

17
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

3 - (TRT 6ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO- ADMINISTRA- 7 - (UFOP/MG – ADMINISTRADOR DE EDIFICIOS –


TIVA – FCC/2012) Em uma praia chamava a atenção um UFOP/2013) Uma pessoa caminha 5 minutos em ritmo
catador de cocos (a água do coco já havia sido retirada). normal e, em seguida, 2 minutos em ritmo acelerado e,
Ele só pegava cocos inteiros e agia da seguinte maneira: assim, sucessivamente, sempre intercalando os ritmos da
o primeiro coco ele coloca inteiro de um lado; o segundo caminhada (5 minutos normais e 2 minutos acelerados). A
ele dividia ao meio e colocava as metades em outro lado; caminhada foi iniciada em ritmo normal, e foi interrompida
o terceiro coco ele dividia em três partes iguais e coloca- após 55 minutos do início.
va os terços de coco em um terceiro lugar, diferente dos O tempo que essa pessoa caminhou aceleradamente
outros lugares; o quarto coco ele dividia em quatro partes foi:
iguais e colocava os quartos de coco em um quarto lugar A) 6 minutos
diferente dos outros lugares. No quinto coco agia como B) 10 minutos
se fosse o primeiro coco e colocava inteiro de um lado, o C) 15 minutos
seguinte dividia ao meio, o seguinte em três partes iguais, D) 20 minutos
o seguinte em quatro partes iguais e seguia na sequência:
inteiro, meios, três partes iguais, quatro partes iguais. Fez 8 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF.
isso com exatamente 59 cocos quando alguém disse ao IMARUÍ/2014) Sobre o conjunto dos números reais é
catador: eu quero três quintos dos seus terços de coco e CORRETO dizer:
metade dos seus quartos de coco. O catador consentiu e A) O conjunto dos números reais reúne somente os nú-
deu para a pessoa meros racionais.
A) 52 pedaços de coco. B) R* é o conjunto dos números reais não negativos.
B) 55 pedaços de coco. C) Sendo A = {-1,0}, os elementos do conjunto A não
C) 59 pedaços de coco. são números reais.
D) 98 pedaços de coco. D) As dízimas não periódicas são números reais.
E) 101 pedaços de coco.
9 - (TJ/SP - AUXILIAR DE SAÚDE JUDICIÁRIO - AU-
4 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014) XILIAR EM SAÚDE BUCAL – VUNESP/2013) Para numerar
A mãe do Vitor fez um bolo e repartiu em 24 pedaços, to- as páginas de um livro, uma impressora gasta 0,001 mL
dos de mesmo tamanho. A mãe e o pai comeram juntos, ¼ por cada algarismo impresso. Por exemplo, para numerar
do bolo. O Vitor e a sua irmã comeram, cada um deles, ¼
as páginas 7, 58 e 290 gasta-se, respectivamente, 0,001 mL,
do bolo. Quantos pedaços de bolo sobraram?
0,002 mL e 0,003 mL de tinta. O total de tinta que será
A) 4
gasto para numerar da página 1 até a página 1 000 de um
B) 6
livro, em mL, será
C) 8
A) 1,111.
D) 10
B) 2,003.
E) 12
C) 2,893.
5 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014) D) 1,003.
Paulo recebeu R$1.000,00 de salário. Ele gastou ¼ do sa- E) 2,561.
lário com aluguel da casa e 3/5 do salário com outras des-
pesas. Do salário que Paulo recebeu, quantos reais ainda 10 - (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
restam? GRANRIO/2013) Gilberto levava no bolso três moedas de
A) R$ 120,00 R$ 0,50, cinco de R$ 0,10 e quatro de R$ 0,25. Gilberto reti-
B) R$ 150,00 rou do bolso oito dessas moedas, dando quatro para cada
C) R$ 180,00 filho.
D) R$ 210,00 A diferença entre as quantias recebidas pelos dois fi-
E) R$ 240,00 lhos de Gilberto é de, no máximo,
A) R$ 0,45
6 - (UFABC/SP – TECNÓLOGO-TECNOLOGIA DA IN- B) R$ 0,90
FORMAÇÃO – VUNESP/2013) Um jardineiro preencheu C) R$ 1,10
parcialmente, com água, 3 baldes com capacidade de 15 D) R$ 1,15
litros cada um. O primeiro balde foi preenchido com 2/3 E) R$ 1,35
de sua capacidade, o segundo com 3/5 da capacidade, e
o terceiro, com um volume correspondente à média dos
volumes dos outros dois baldes. A soma dos volumes de Respostas
água nos três baldes, em litros, é
A) 27. 1 - RESPOSTA: “E”.
B) 27,5. Total de unidades: 100⋅20=2000 unidades
C) 28.
D) 28,5. unidades em cada prateleira.
E) 29.

18
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

2 - RESPOSTA: “B”. Terceiro balde:


editora A: 870/2=435 revistas
publicações antigas: 435/3=145 revistas

A soma dos volumes é : 10+9+9,5=28,5 litros

O número de exemplares que não são da Editora A e 7 - RESPOSTA: “C”.


nem são antigas são 290. A caminhada sempre vai ser 5 minutos e depois 2 mi-
nutos, então 7 minutos ao total.
3 - RESPOSTA: “B”. Dividindo o total da caminhada pelo tempo, temos:

14 vezes iguais Assim, sabemos que a pessoa caminhou 7. (5 minutos


Coco inteiro: 14 +2 minutos) +6 minutos (5 minutos+1 minuto)
Metades:14.2=28 Aceleradamente caminhou: (7.2)+1➜ 14+1=15 minu-
Terça parte:14.3=42 tos
Quarta parte:14.4=56 8 - RESPOSTA: “D”.
3 cocos: 1 coco inteiro, metade dos cocos, terça parte A) errada - O conjunto dos números reais tem os con-
Quantidade total juntos: naturais, inteiros, racionais e irracionais.
Coco inteiro: 14+1=15 B) errada – R* são os reais sem o zero.
Metades: 28+2=30 C) errada - -1 e 0 são números reais.
Terça parte:42+3=45
Quarta parte :56 9 - RESPOSTA: “C”.
1 a 9 =9 algarismos=0,001⋅9=0,009 ml
De 10 a 99, temos que saber quantos números tem.
99-10+1=90.
OBS: soma 1, pois quanto subtraímos exclui-se o pri-
meiro número.
4 - RESPOSTA “B”. 90 números de 2 algarismos: 0,002⋅90=0,18ml

De 100 a 999
999-100+1=900 números
900⋅0,003=2,7ml
Sobrou 1/4 do bolo. 1000=0,004ml
Somando: 0,009+0,18+2,7+0,004=2,893

10 - RESPOSTA: “E”.
Supondo que as quatro primeiras moedas sejam as 3
de R$ 0,50 e 1 de R$ 0,25(maiores valores).
5 - RESPOSTA: “B”. Um filho receberia : 1,50+0,25=R$1,75
E as ouras quatro moedas sejam de menor valor: 4 de
Aluguel: R$ 0,10=R$ 0,40.
A maior diferença seria de 1,75-0,40=1,35
Outras despesas: Dica: sempre que fala a maior diferença tem que o
maior valor possível – o menor valor.

Restam :1000-850=R$150,00

6 - RESPOSTA: “D”.
Primeiro balde:

Segundo balde:

19
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Exemplo 1: Vamos determinar x e y, de modo que as


NÚMEROS E GRANDEZAS PROPORCIONAIS: sucessões sejam diretamente proporcionais:
RAZÕES E PROPORÇÕES; DIVISÃO EM
2 8 y
PARTES PROPORCIONAIS; REGRA DE TRÊS; 3 x 21
PORCENTAGEM E PROBLEMAS.
Como as sucessões são diretamente proporcionais, as
razões são iguais, isto é:
2 8 y
NÚMEROS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS = =
3 x 21
Considere a seguinte situação: 8 2 y
2
= =
Joana gosta de queijadinha e por isso resolveu aprender 3 x 3 21
a fazê-las. Adquiriu a receita de uma amiga. Nessa receita, 2x = 3 . 8 3y = 2 . 21
os ingredientes necessários são: 2x = 24 3y = 42
24 42
3 ovos x= y=
2
1 lata de leite condensado 3
1 xícara de leite x=12 y=14
2 colheres das de sopa de farinha de trigo
1 colher das de sobremesa de fermento em pó Logo, x = 12 e y = 14
1 pacote de coco ralado
1 xícara de queijo ralado Exemplo 2: Para montar uma pequena empresa, Júlio,
1 colher das de sopa de manteiga César e Toni formaram uma sociedade. Júlio entrou com R$
24.000,00, César com R$ 27.000,00 e Toni com R$ 30.000,00.
Veja que: Depois de 6 meses houve um lucro de R$ 32.400,00 que foi
repartido entre eles em partes diretamente proporcionais
- Para se fazerem 2 receitas seriam usados 6 ovos para à quantia investida. Calcular a parte que coube a cada um.
4 colheres de farinha;
- Para se fazerem 3 receitas seriam usados 9 ovos para Solução:
6 colheres de farinha; Representando a parte de Júlio por x, a de César por y,
- Para se fazerem 4 receitas seriam usados 12 ovos para e a de Toni por z, podemos escrever:
8 colheres de farinha;
 x + y + z = 32400 
- Observe agora as duas sucessões de números:  
 x y z 
= =
 24000 27000 30000 
Sucessão do número de ovos: 6 
32400

9 12 x y z x+ y+z
= = =
Sucessão do número de colheres de farinha: 4 6 24000 27000 30000 24000
 +
27000
+ 30000

8 81000

Resolvendo as proporções:
Nessas sucessões as razões entre os termos x 32400 4
correspondentes são iguais: =
24000 8100010
6 3 9 3 12 3
= = =
4 2 6 2 8 2
10x = 96 000
x = 9 600
6 9 12 3
Assim: = = =
y 4
4 6 8 2
=
27000 10
Dizemos, então, que:
10y = 108 000
- os números da sucessão 6, 9, 12 são diretamente y = 10 800
proporcionais aos
3 da sucessão 4, 6, 8; z 4
- o número 2 , que é a razão entre dois termos corres- =
pondentes, é chamado fator de proporcionalidade. 3000 10
Duas sucessões de números não-nulos são diretamen- 10z = 120 000
te proporcionais quando as razões entre cada termo da z = 12 000
primeira sucessão e o termo correspondente da segunda Logo, Júlio recebeu R$ 9.600,00, César recebeu R$
sucessão são iguais. 10.800,00 e Toni, R$ 12.000,00.

20
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Números Inversamente Proporcionais Para que as sucessões sejam inversamente


proporcionais, os produtos dos termos correspondentes
Considere os seguintes dados, referentes à produção deverão ser iguais. Então devemos ter:
de sorvete por uma máquina da marca x-5: 4 . 20 = 16 . x = 8 . y

1 máquina x-5 produz 32 litros de sorvete em 120 min.


2 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 60 16 . x = 4 . 20 8 . y = 4 . 20
min. 16x = 80 8y = 80
4 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 30 x = 80/16 y = 80/8
min. x=5 y = 10
6 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 20
min. Logo, x = 5 e y = 10.

Observe agora as duas sucessões de números: Exemplo 2: Vamos dividir o número 104 em partes
inversamente proporcionais aos números 2, 3 e 4.
Sucessão do número de máquinas: 1 2 4 6
Sucessão do número de minutos: 120 60 30 20 Representamos os números procurados por x, y e z. E
como as sucessões (x, y, z) e (2, 3, 4) devem ser inversamente
Nessas sucessões as razões entre cada termo da proporcionais, escrevemos:
primeira sucessão e o inverso do termo correspondente da 
104

segunda são iguais: x y z x y z x+ y+z
1 2 4 6 = = = = =
= = = = 120 1 1 1 1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 + +
120 60 30 20 2 3 4 2 3 4 2 3 4

Dizemos, então, que:


- os números da sucessão 1, 2, 4, 6 são inversamente
proporcionais aos da sucessão 120, 60, 30, 20; Como, vem
- o número 120, que é a razão entre cada termo da
primeira sucessão e o inverso do seu correspondente na
segunda, é chamado fator de proporcionalidade.

Observando que
1 4 é mesmo que
é o mesmo que 1.120=120
1 1 Logo, os números procurados são 48, 32 e 24.
20 30
4.30=120 Grandezas Diretamente Proporcionais

Considere uma usina de açúcar cuja produção, nos


2 é o mesmo que 2.60=120 6 é o mesmo que cinco primeiros dias da safra de 2005, foi a seguinte:
1 1
60 20 Dias Sacos de açúcar
6.20= 120 1 5 000
2 10 000
3 15 000
Podemos dizer que: Duas sucessões de números 4 20 000
não-nulos são inversamente proporcionais quando os 5 25 000
produtos de cada termo da primeira sucessão pelo termo
correspondente da segunda sucessão são iguais. Com base na tabela apresentada observamos que:

Exemplo 1: Vamos determinar x e y, de modo que as - duplicando o número de dias, duplicou a produção
sucessões sejam inversamente proporcionais: de açúcar;
- triplicando o número de dias, triplicou a produção de
4 x 8 açúcar, e assim por diante.
20 16 y

21
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Nesse caso dizemos que as grandezas tempo e 30 4


inverso da razão 12
=
produção são diretamente proporcionais. 90 12 4
Observe também que, duas a duas, as razões entre o 30 3 inverso da razão
12
=
número de dias e o número de sacos de açúcar são iguais: 120 12 3

60 4
= inverso da razão 6
90 6 4

60 3
= inverso da razão 6
120 6 3
Isso nos leva a estabelecer que: Duas grandezas são
diretamente proporcionais quando a razão entre os valores 90
=
3 inverso da razão 4
da primeira é igual à razão entre os valores da segunda. 120 6 3

Tomemos agora outro exemplo. Podemos, então, estabelecer que: Duas grandezas
Com 1 tonelada de cana-de-açúcar, uma usina produz são inversamente proporcionais quando a razão entre os
70l de álcool. valores da primeira é igual ao inverso da razão entre os
De acordo com esses dados podemos supor que: valores da segunda.

- com o dobro do número de toneladas de cana, a usina Acompanhe o exemplo a seguir:


produza o dobro do número de litros de álcool, isto é, 140l; Cinco máquinas iguais realizam um trabalho em 36 dias.
- com o triplo do número de toneladas de cana, a usina De acordo com esses dados, podemos supor que:
produza o triplo do número de litros de álcool, isto é, 210l. - o dobro do número de máquinas realiza o mesmo
trabalho na metade do tempo, isto é, 18 dias;
Então concluímos que as grandezas quantidade de cana- - o triplo do número de máquinas realiza o mesmo
de-açúcar e número de litros de álcool são diretamente trabalho na terça parte do tempo, isto é, 12 dias.
proporcionais. Então concluímos que as grandezas quantidade de
máquinas e tempo são inversamente proporcionais.
Grandezas Inversamente Proporcionais
QUESTÕES
Considere uma moto cuja velocidade média e o tempo
gasto para percorrer determinada distância encontram-se 1 - (PGE/BA – ASSISTENTE DE PROCURADORIA –
na tabela: FCC/2013) Uma faculdade irá inaugurar um novo espaço
para sua biblioteca, composto por três salões. Estima-se
que, nesse espaço, poderão ser armazenados até 120.000
Velocidade Tempo livros, sendo 60.000 no salão maior, 15.000 no menor e os
30 km/h 12 h demais no intermediário. Como a faculdade conta atual-
60 km/h 6h mente com apenas 44.000 livros, a bibliotecária decidiu co-
locar, em cada salão, uma quantidade de livros diretamente
90 km/h 4h proporcional à respectiva capacidade máxima de armaze-
120 km/h 3h namento. Considerando a estimativa feita, a quantidade de
livros que a bibliotecária colocará no salão intermediário é
Com base na tabela apresentada observamos que: igual a
A) 17.000.
- duplicando a velocidade da moto, o número de horas B) 17.500.
fica reduzido à metade; C) 16.500.
- triplicando a velocidade, o número de horas fica D) 18.500.
reduzido à terça parte, e assim por diante. E) 18.000.

Nesse caso dizemos que as grandezas velocidade e 2 - (PREF. PAULISTANA/PI – PROFESSOR DE MATE-
tempo são inversamente proporcionais. MÁTICA – IMA/2014) Uma herança de R$ 750.000,00 deve
ser repartida entre três herdeiros, em partes proporcionais
Observe que, duas a duas, as razões entre os números a suas idades que são de 5, 8 e 12 anos. O mais velho re-
que indicam a velocidade são iguais ao inverso das razões ceberá o valor de:
que indicam o tempo: A) R$ 420.000,00
B) R$ 250.000,00
30 6 C) R$ 360.000,00
= inverso da razão 12
60 12 6 D) R$ 400.000,00
E) R$ 350.000,00

22
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

3 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO AD- 7 - (SAMU/SC – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –


MINISTRATIVO – FCC/2014) Uma empresa foi consti- SPDM/2012) Carlos dividirá R$ 8.400,00 de forma inver-
tuída por três sócios, que investiram, respectivamente, samente proporcional à idade de seus dois filhos: Marcos,
R$60.000,00, R$40.000,00 e R$20.000,00. No final do pri- de12 anos, e Fábio, de 9 anos. O valor que caberá a Fábio
meiro ano de funcionamento, a empresa obteve um lucro será de:
de R$18.600,00 para dividir entre os sócios em quantias di- A) R$ 3.600,00
retamente proporcionais ao que foi investido. O sócio que B) R$ 4.800,00
menos investiu deverá receber C) R$ 7.000,00
A) R$2.100,00. D) R$ 5.600,00
B) R$2.800,00.
C) R$3.400,00. 8 - (TRT – FCC) Três técnicos judiciários arquivaram
D) R$4.000,00. um total de 382 processos, em quantidades inversamente
E) R$3.100,00. proporcionais as suas respectivas idades: 28, 32 e 36 anos.
Nessas condições, é correto afirmar que o número de pro-
4 - (METRÔ/SP - AGENTE DE SEGURANÇA METRO- cessos arquivados pelo mais velho foi:
VIÁRIA I - FCC/2013) Um mosaico foi construído com A) 112
triângulos, quadrados e hexágonos. A quantidade de po- B) 126
lígonos de cada tipo é proporcional ao número de lados C) 144
do próprio polígono. Sabe-se que a quantidade total de D) 152
polígonos do mosaico é 351. A quantidade de triângulos e E) 164
quadrados somada supera a quantidade de hexágonos em
A) 108. RESPOSTAS
B) 27.
C) 35. 1 - RESPOSTA: “C”.
D) 162. Como é diretamente proporcional, podemos analisar
E) 81. da seguinte forma:
No salão maior, percebe-se que é a metade dos livros,
5 - (PC/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VU- no salão menor é 1/8 dos livros.
NESP/2014) Foram construídos dois reservatórios de Então, como tem 44.000 livros, no salão maior ficará
água. A razão entre os volumes internos do primeiro e do com 22.000 e no salão menor é 5.500 livros.
segundo é de 2 para 5, e a soma desses volumes é 14m³. 22000+5500=27500
Assim, o valor absoluto da diferença entre as capacidades Salão intermediário:44.000-27.500=16.500 livros.
desses dois reservatórios, em litros, é igual a
A) 8000. 2 - RESPOSTA: “C”.
B) 6000. 5x+8x+12x=750.000
C) 4000. 25x=750.000
D) 6500. X=30.000
E) 9000. O mais velho receberá:12⋅30000=360.000,00

6 – (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMI- 3 - RESPOSTA: “E”.


NISTRATIVO – FCC/2014) Na tabela abaixo, a sequência 20000 :40000 :60000
de números da coluna A é inversamente proporcional à se- 1: 2: 3
quência de números da coluna B. k+2k+3k=18600
6k=18600
k=3100
O sócio que investiu R$20.000,00 receberá R$3.100,00.

4 - RESPOSTA: “B”.

A letra X representa o número

A) 90.
B) 80.
C) 96.
D) 84.
E) 72.

23
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

189-162= 27

5 - RESPOSTA: “B”.
Primeiro:2k
Segundo:5k
2k+5k=14
7k=14
K=2
Primeiro=2.2=4
Segundo=5.2=10
Diferença=10-4=6m³

1m³------1000L
6--------x
X=6000 l

6 - RESPOSTA: “B”.

X=80

7 - RESPOSTA: “B”.
Marcos: a
Fábio: b
a+b=8400
b=4800

8 - RESPOSTA “A”.

24
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

382 ➜Somamos os inversos dos números, ou seja: Exemplo


. Dividindo-se os denominadores por 4, Uma sala tem 18 m2. Um tapete que ocupar o centro
ficamos com: = . Eliminando- dessa sala mede 384 dm2. Vamos calcular a razão entre a
área do tapete e a área da sala.
se os denominadores, temos  191 que corresponde a uma Primeiro, devemos transformar as duas grandezas em
uma mesma unidade:
soma. Dividindo-se a soma pela soma: Área da sala: 18 m2 = 1 800 dm2
Área do tapete: 384 dm2
Estando as duas áreas na mesma unidade, podemos
escrever a razão:
Razão 384dm 2
=
384 16
=
1800dm 2 1800 75
Sejam dois números reais a e b, com b ≠ 0. Chama-se
razão entre a e b (nessa ordem) o quociente a b, ou .
A razão é representada por um número racional, mas é Razão entre grandezas de espécies diferentes
lida de modo diferente.
Exemplo 1
Exemplos
Considere um carro que às 9 horas passa pelo quilô-
3 metro 30 de uma estrada e, às 11 horas, pelo quilômetro
a) A fração lê-se: “três quintos”. 170.
5
Distância percorrida: 170 km – 30 km = 140 km
3 Tempo gasto: 11h – 9h = 2h
b) A razão lê-se: “3 para 5”.
5
Os termos da razão recebem nomes especiais. Calculamos a razão entre a distância percorrida e o
tempo gasto para isso:
O número 3 é numerador
140km
a) Na fração
3 = 70km / h
5 2h
O número 5 é denominador
A esse tipo de razão dá-se o nome de velocidade mé-
O número 3 é antecedente dia.
a) Na razão 3 Observe que:
5 O número 5 é consequente - as grandezas “quilômetro e hora” são de naturezas
Exemplo 1 diferentes;
- a notação km/h (lê-se: “quilômetros por hora”) deve
A razão entre 20 e 50 é 20 = 2 ; já a razão entre 50 e acompanhar a razão.
20 é 50 5 . 50 5 Exemplo 2
=
20 2
A Região Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de
Exemplo 2 Janeiro e São Paulo) tem uma área aproximada de 927 286
km2 e uma população de 66 288 000 habitantes, aproxi-
Numa classe de 42 alunos há 18 rapazes e 24 moças. A madamente, segundo estimativas projetadas pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de
razão entre o número de rapazes e o número de moças é 1995.
= , o que significa que para “cada 3 rapazes há 4 mo-
18 3

Dividindo-se o número de habitantes pela área, obte-


24 4
ças”. Por outro lado, a razão entre o número de rapazes e
remos o número de habitantes por km2 (hab./km2):
o total de alunos é dada por = , o que equivale a dizer
18 3
42 7
que “de cada 7 alunos na classe, 3 são rapazes”. 6628000
≅ 71,5hab. / km 2
927286
Razão entre grandezas de mesma espécie
A razão entre duas grandezas de mesma espécie é o A esse tipo de razão dá-se o nome de densidade de-
quociente dos números que expressam as medidas dessas mográfica.
grandezas numa mesma unidade. A notação hab./km2 (lê-se: ”habitantes por quilômetro
quadrado”) deve acompanhar a razão.

25
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Exemplo 3 Por outro lado, se soubermos que foram corretamente


Um carro percorreu, na cidade, 83,76 km com 8 L de ministradas 20 gotas a uma criança, podemos concluir que
gasolina. Dividindo-se o número de quilômetros percor- seu “peso” é 8 kg, pois:
ridos pelo número de litros de combustível consumidos,
teremos o número de quilômetros que esse carro percorre 5gotas
= 20gotas / p → p = 8kg
com um litro de gasolina: 2kg
83, 76km (nota: o procedimento utilizado nesse exemplo é co-
≅ 10, 47km / l
8l mumente chamado de regra de três simples.)

A esse tipo de razão dá-se o nome de consumo mé- Propriedades da Proporção


dio.
A notação km/l (lê-se: “quilômetro por litro”) deve O produto dos extremos é igual ao produto dos meios:
acompanhar a razão. essa propriedade possibilita reconhecer quando duas ra-
zões formam ou não uma proporção.
Exemplo 4
4 12
e
Uma sala tem 8 m de comprimento. Esse comprimento 3 9 formam uma proporção, pois
é representado num desenho por 20 cm. Qual é a escala
do desenho? Produtos dos extremos ← 4.9  → Produtos dos
 = 3.12
meios. 36 36

comprimento i no i desenho 20cm 20cm 1


Escala = = = = ou1 : 40 A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro
comprimento i real 8m 800cm 40
(ou para o segundo termo) assim como a soma dos dois
últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
A razão entre um comprimento no desenho e o corres-
pondente comprimento real, chama-se Escala. 5 10 ⎧ 5 + 2 10 + 4 7 14
= ⇒⎨ = ⇒ =
2 4 ⎩ 5 10 5 10
Proporção
ou
A igualdade entre duas razões recebe o nome de pro-
porção. 5 10 ⎧ 5 + 2 10 + 4 7 14
= ⇒⎨ = ⇒ =
3 6 2 4 ⎩ 2 4 2 4
Na proporção 5 = 10 (lê-se: “3 está para 5 assim como
6 está para 10”), os números 3 e 10 são chamados extre- A diferença entre os dois primeiros termos está para
mos, e os números 5 e 6 são chamados meios. o primeiro (ou para o segundo termo) assim como a dife-
rença entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o
Observemos que o produto 3 x 10 = 30 é igual ao pro- quarto termo).
duto 5 x 6 = 30, o que caracteriza a propriedade fundamen-
tal das proporções: 4 8 4 − 3 8 − 6 1 2
= ⇒ = ⇒ =
3 6  4 8 4 8
“Em toda proporção, o produto dos meios é igual
ao produto dos extremos”. ou
Exemplo 1
4 8 4 − 3 8 − 6 1 2
2 6
= ⇒ = ⇒ =
Na proporção = , temos 2 x 9 = 3 x 6 = 18; 3 6  3 6 3 6
3 9 A soma dos antecedentes está para a soma dos con-
e em 1 = 4 , temos 4 x 4 = 1 x 16 = 16. sequentes assim como cada antecedente está para o seu
4 16 consequente.

Exemplo 2 12 3 ⎧12 + 3 12 15 12
Na bula de um remédio pediátrico recomenda-se a = ⇒⎨ = ⇒ =
seguinte dosagem: 5 gotas para cada 2 kg do “peso” da 8 2 ⎩ 8+2 8 10 8
criança.
Se uma criança tem 12 kg, a dosagem correta x é dada ou
por: 12 3 ⎧12 + 3 3 15 3
= ⇒⎨ = ⇒ =
5gotas x 8 2 ⎩ 8 + 2 2 10 2
= → x = 30gotas
2kg 12kg

26
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

A diferença dos antecedentes está para a diferença dos


consequentes assim como cada antecedente está para o
seu consequente.

3 1 ⎧ 3−1 3 2 3
= ⇒⎨ = ⇒ =
15 5 ⎩15 − 5 15 10 15

ou

3 1 ⎧ 3−1 1 2 1
= ⇒⎨ = ⇒ =
15 5 ⎩15 − 5 5 10 5 A razão entre a área do triângulo (CEF) e a área do
retângulo é:
a) 1/8
Questões b) 1/6
c) 1/2
1 - (VUNESP - AgSegPenClasseI-V1 - 2012) – Em um d) 2/3
concurso participaram 3000 pessoas e foram aprovadas e) 3/4
1800. A razão do número de candidatos aprovados para o
total de candidatos participantes do concurso é: 5 - (CREFITO/SP – ALMOXARIFE – VUNESP/2012) Na
A) 2/3 biblioteca de uma faculdade, a relação entre a quantidade
B) 3/5 de livros e de revistas era de 1 para 4. Com a compra de
C) 5/10 novos exemplares, essa relação passou a ser de 2 para 3.
D) 2/7 Assinale a única tabela que está associada corretamen-
E) 6/7 te a essa situação.

A)
2 – (VNSP1214/001-AssistenteAdministrativo-I – 2012) Nº de livros Nº de revistas
– Em uma padaria, a razão entre o número de pessoas que
tomam café puro e o número de pessoas que tomam café Antes da compra 50 200
com leite, de manhã, é 2/3. Se durante uma semana, 180 Após a compra 200 300
pessoas tomarem café de manhã nessa padaria, e supondo
que essa razão permaneça a mesma, pode-se concluir que B)
o número de pessoas que tomarão café puro será:
Nº de livros Nº de revistas
A) 72
B) 86 Antes da compra 50 200
C) 94 Após a compra 300 200
D) 105
E) 112 C)
Nº de livros Nº de revistas
3 - (PREF. NEPOMUCENO/MG – TÉCNICO EM SEGU- Antes da compra 200 50
RANÇA DO TRABALHO – CONSULPLAN/2013) Num zooló- Após a compra 200 300
gico, a razão entre o número de aves e mamíferos é igual à
razão entre o número de anfíbios e répteis. Considerando D)
que o número de aves, mamíferos e anfíbios são, respecti-
vamente, iguais a 39, 57 e 26, quantos répteis existem neste Nº de livros Nº de revistas
zoológico? Antes da compra 200 50
A) 31 Após a compra 300 200
B) 34
C) 36 E)
D) 38
E) 43 Nº de livros Nº de revistas
Antes da compra 200 200
Após a compra 50 300
4 - (TRT - Técnico Judiciário) Na figura abaixo, os pon-
tos E e F dividem o lado AB do retângulo ABCD em seg-
mentos de mesma medida.

27
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

6 - (CREFITO/SP – ALMOXARIFE – VUNESP/2012) Uma rede varejista teve um faturamento anual de 4,2 bilhões de
reais com 240 lojas em um estado. Considerando que esse faturamento é proporcional ao número de lojas, em outro esta-
do em que há 180 lojas, o faturamento anual, em bilhões de reais, foi de
A) 2,75
B) 2,95
C) 3,15
D) 3,35
E) 3,55

7 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. IMARUÍ/2014) De cada dez alunos de uma sala de aula, seis são do
sexo feminino. Sabendo que nesta sala de aula há dezoito alunos do sexo feminino, quantos são do sexo masculino?
A) Doze alunos.
B) Quatorze alunos.
C) Dezesseis alunos.
D) Vinte alunos.

8 - (TJ/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) Em um dia de muita chuva e trânsito caótico, 2/5 dos
alunos de certa escola chegaram atrasados, sendo que 1/4 dos atrasados tiveram mais de 30 minutos de atraso. Sabendo
que todos os demais alunos chegaram no horário, pode-se afirmar que nesse dia, nessa escola, a razão entre o número de
alunos que chegaram com mais de 30 minutos de atraso e número de alunos que chegaram no horário, nessa ordem, foi de
A) 2:3
B) 1:3
C) 1:6
D) 3:4
E) 2:5

9 - (PMPP1101/001-Escriturário-I-manhã – 2012) – A razão entre as idades de um pai e de seu filho é hoje de 5/2.
Quando o filho nasceu, o pai tinha 21 anos. A idade do filho hoje é de
A) 10 anos
B) 12 anos
C) 14 anos
D) 16 anos
E) 18 anos

10 - (FAPESP – ANALISTA ADMINISTRATIVO – VUNESP/2012) Em uma fundação, verificou-se que a razão entre o nú-
mero de atendimentos a usuários internos e o número de atendimento total aos usuários (internos e externos), em um
determinado dia, nessa ordem, foi de 3/5. Sabendo que o número de usuários externos atendidos foi 140, pode-se concluir
que, no total, o número de usuários atendidos foi
A) 84
B) 100
C) 217
D) 280
E) 350

Respostas

1 – Resposta “B”

2 – Resposta “A”
Sejam CP e CL o número de pessoas que consumiram café puro e café com leite respectivamente. Como na semana o
número total de pessoas que consumiram café foi de 180, temos que:
CP+CL = 180
A relação encontrada entre eles é de ; assim aplicando a propriedade da proporção teremos:

  180.2 = CP.5  CP =  CP = 72

28
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

3 - RESPOSTA: “D”

tiveram mais de 30 minutos de atraso

Aplicando-se o produto dos meios


pelos extremos temos:

9 – RESPOSTA: “C”
4 - Resposta “B” A razão entre a idade do pai e do filho é respectiva-
  mente , se quando o filho nasceu o pai tinha 21, sig-
nifica que hoje o pai tem x + 21 , onde x é a idade do filho.
Montando a proporção teremos:

LETRA B

5 - RESPOSTA: “A” 10 - RESPOSTA: “E”


Para cada 1 livro temos 4 revistas Usuários internos: I
Significa que o número de revistas é 4x o número de Usuários externos : E
livros.
50 livros: 200 revistas
 5I = 3I+420 2I = 420 I = 210
Depois da compra
2 livros :3 revistas
200 livros: 300 revistas I+E = 210+140 = 350

6 - RESPOSTA: “C”
DIVISÃO PROPORCIONAL

A divisão proporcional é muito usada em situações


relacionadas à matemática financeira, contabilidade, admi-
240.x = 4,2.180 → 240x = 756 → x = 3,15 bilhões nistração, na divisão de lucros e prejuízos proporcionais a
valores investidos.
7 - RESPOSTA: “A” Ex: 1. Manuela, Jose e Alberto resolveram formar uma
Como 6 são do sexo feminino, 4 são do sexo masculi- sociedade e abriram uma empresa que, ao fim de um ano
no(10-6 = 4) .Então temos a seguinte razão: deu lucro de R$ 660 000,00. Para abrir a empresa Manuela
investiu R$ 40 000,00, José R$ 50 000,00 e Alberto R$ 30
000,00. Como esse lucro deverá ser dividido entre os sócios
 6x = 72  x = 12 para que cada um receba uma quantia proporcional ao in-
vestimento inicial?
Resolução: M, J e A são as quantias que os sócios de-
8- RESPOSTA: “C” vem receber .

Se 2/5 chegaram atrasados M


=
J
=
A
=
M +J+A
=
660000
= 5,5
40000 50000 30000 40000 + 50000 + 30000 120000
chegaram no horário

29
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

M
= 5,5 , logo M=R$ 220 000,00
40000

J
= 5,5 logo J=R$ 275 000,00
50000

A
= 5,5 logo A=R$ 165 000,00
30000

Resposta: Manuela receberá R$ 220 000,00: Jose receberá R$ 275 000,00 e Alberto receberá R$ 165 000,00

Ex: 2. Um professor tem 171 figurinhas para distribuir aos quatro alunos que menos faltaram durante o semestre. Para
ser justo, a divisão deverá ser feita de forma inversamente proporcional ao número de faltas de cada um. João faltou 4
vezes, Ana faltou 3, Marcos faltou 2 e Cintia faltou 2. Quanto deve receber cada aluno?

Resolução: Sejam J, A, M e C as quantias que cada um deve receber.

4J=3A=2M=2C=108
4J=108
J=27
3A=108
A=36 Resposta: João recebeu 27 figurinhas, Ana recebeu 36, Marcos recebeu
2M=108 54 e Cintia 54.
M=54
2C=108
C=54

PROBLEMAS

1. Decidi dividir R$ 247,00 entre meus dois filhos de modo proporcional às suas idades. O mais velho tem onze anos e
o mais novo tem oito. Quantos reais devo dar a cada um?

2. Três profissionais com a mesma capacidade de trabalho, devem executar uma tarefa por R$ 1800,00. O primeiro
deles, porém, trabalhou apenas três dias, o segundo, quatro, e o terceiro trabalhou 5 dias. Para que o pagamento seja justo
quanto deverá receber cada um?

3. Três trabalhadores devem dividir 1200 reais referentes ao pagamento de um serviço realizado. Eles trabalharam 2, 3
e 5 dias respectivamente e devem receber uma quantia diretamente proporcional ao número de dias trabalhados. Quanto
deverá receber cada um?

4. Dois ambulantes obtiveram R$ 1560,00 pela venda de certas mercadorias. Esta quantia deve ser dividida entre eles
em partes diretamente proporcionais a 5 e 7 respectivamente. Quanto irá receber cada um?

5. Os três jogadores mais disciplinados de um campeonato de futebol amador irão receber um prêmio de R$ 3340,00
rateados em partes inversamente proporcionais ao número de faltas cometidas em todo o campeonato. Os jogadores co-
meteram 5, 7 e 11 faltas. Qual a premiação referente a cada um deles respectivamente?
6. Para estimular a frequência às aulas, um professor resolveu distribuir a título de premio aos alunos, 60 CD’s para suas
3 classes, repartidas em partes inversamente proporcionais ao número de faltas ocorridas durante o mês em cada uma das
classe. Após esse período, ele constatou que houve 8, 12 e 24 faltas totais respectivamente nas classes A, B e C. Quantos
CD’s devem ser entregues para cada classe?

30
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

RESPOSTAS

1. 143 reais para o mais velho e 104 reais para o mais novo.

2. O primeiro receberá 450 reais, o segundo 600 reais e o terceiro 750 reais

3. O que trabalhou 2 dias recebeu 240 reais, 3 dias recebeu 360 reais e por 5 dias 600 reais

4. 910 proporcional a 7 e 650 proporcional a 5

5A=7B=11C=7700

5A=7700

A= ⇒ A = 1540

7B=7700

B= ⇒ B = 1100

11C=7700

C= ⇒ C = 700

5 faltas recebeu 1540 reais, 7 faltas recebeu 1100 reais e 11 faltas 700 reais.

6. Classe A 30 CD’s, classe B 20 CD’s e classe C 10 CD’s

REGRA DE TRÊS SIMPLES

Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente ou inversamente proporcionais podem ser resolvidos através
de um processo prático, chamado regra de três simples.

Exemplo 1: Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos litros de álcool esse carro gastaria para percorrer 210 km?

Solução:
O problema envolve duas grandezas: distância e litros de álcool.
Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser consumido.
Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e as grandezas de espécies diferentes que se
correspondem em uma mesma linha:
Distância (km) Litros de álcool
180 15
210 x

Na coluna em que aparece a variável x (“litros de álcool”), vamos colocar uma flecha:
Distância (km) Litros de álcool
180 15  
210 x

Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo de álcool também duplica. Então, as grandezas distância e litros
de álcool são diretamente proporcionais. No esquema que estamos montando, indicamos esse fato colocando uma fle-
cha na coluna “distância” no mesmo sentido da flecha da coluna “litros de álcool”:

31
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Vamos representar pela letra x o tempo procurado.


Distância (km) Litros de álcool Estamos relacionando dois valores da grandeza
180 15 velocidade (200 km/h e 240 km/h) com dois valores da
210 x grandeza tempo (18 s e x s).
Queremos determinar um desses valores, conhecidos
os outros três.
mesmo sentido
Velocidade Tempo gasto para fazer o percurso
Armando a proporção pela orientação das flechas, temos:
200 km/h 18 s
6x = 7 . 15 6x = 105 x = 105 x
6
180 15 240 km/h x
=
210 7 x = 17,5 6
Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo
Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool. gasto para fazer o percurso cairá para a metade; logo,
as grandezas são inversamente proporcionais. Assim, os
Exemplo 2: Viajando de automóvel, à velocidade números 200 e 240 são inversamente proporcionais aos
de 60 km/h, eu gastaria 4 h para fazer certo percurso. números 18 e x.
Aumentando a velocidade para 80 km/h, em quanto tempo Daí temos:
farei esse percurso? 200 . 18 = 240 . x
Solução: Indicando por x o número de horas e colocando 3 600 = 240x
as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e 240x = 3 600
as grandezas de espécies diferentes que se correspondem x = 3600
em uma mesma linha, temos: 240
x = 15
Velocidade (km/h) Tempo (h)
60 4 Conclui-se, então, que se o competidor tivesse andan-
80 x do em 200 km/h, teria gasto 18 segundos para realizar o
percurso.
Na coluna em que aparece a variável x (“tempo”),
vamos colocar uma flecha: REGRA DE TRÊS COMPOSTA
O processo usado para resolver problemas que
Velocidade (km/h) Tempo (h) envolvem mais de duas grandezas, diretamente ou
60 4 inversamente proporcionais, é chamado regra de três
80 x composta.

Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo Exemplo 1: Em 4 dias 8 máquinas produziram 160
fica reduzido à metade. Isso significa que as grandezas peças. Em quanto tempo 6 máquinas iguais às primeiras
velocidade e tempo são inversamente proporcionais. produziriam 300 dessas peças?
No nosso esquema, esse fato é indicado colocando-se na Solução: Indiquemos o número de dias por x.
coluna “velocidade” uma flecha em sentido contrário ao Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma
da flecha da coluna “tempo”: só coluna e as grandezas de espécies diferentes que se
correspondem em uma mesma linha. Na coluna em que
Velocidade (km/h) Tempo (h) aparece a variável x (“dias”), coloquemos uma flecha:
60 4 Máquinas Peças Dias
80 x 8 160 4  
6 300 x

sentidos contrários Comparemos cada grandeza com aquela em que está


Na montagem da proporção devemos seguir o sentido o x.
das flechas. Assim, temos: As grandezas peças e dias são diretamente
4 80 4 proporcionais. No nosso esquema isso será indicado
= 12
4x = 4 . 3 4x = 12 x= x=3 colocando-se na coluna “peças” uma flecha no mesmo
x 60 3 4 sentido da flecha da coluna “dias”:
Resposta: Farei esse percurso em 3 h.
Máquinas Peças Dias
Exemplo 3: Ao participar de um treino de Fórmula 8 160 4
1, um competidor, imprimindo velocidade média de 200 6 300 x
km/h, faz o percurso em 18 segundos. Se sua velocidade
fosse de 240 km/h, qual o tempo que ele teria gasto no Mesmo sentido
percurso?

32
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

As grandezas máquinas e dias são inversamente


proporcionais (duplicando o número de máquinas, o
número de dias fica reduzido à metade). No nosso esquema
isso será indicado colocando-se na coluna (máquinas) uma
flecha no sentido contrário ao da flecha da coluna “dias”:
Máquinas Peças Dias
8 160 4
6 300 x

Sentidos contrários Como já haviam 210 pessoas trabalhando, logo 315 –


210 = 105 pessoas.
Agora vamos montar 4 a proporção, igualando a razão
que contém o x, que é , com o produto das outras razões, Reposta: Devem ser contratados 105 pessoas.
x
obtidas segundo a orientação das flechas  6 160  :
 . 
4 6 2 160 8
1
 8 300 
= . 5
Questões
x 81 30015
4 2 4 2.5 1 – (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPE-
= => 2x = 4 . 5 a x = => x = 10 RACIONAL – VUNESP/2013) Um atleta está treinando
x 5 21 para fazer 1 500 metros em 5 minutos. Como ele pretende
manter um ritmo sempre constante, deve fazer cada 100
Resposta: Em 10 dias. metros em
A) 15 segundos.
B) 20 segundos.
Exemplo 2: Uma empreiteira contratou 210 pessoas C) 22 segundos.
para pavimentar uma estrada de 300 km em 1 ano. Após D) 25 segundos.
4 meses de serviço, apenas 75 km estavam pavimentados. E) 30 segundos.
Quantos empregados ainda devem ser contratados para
que a obra seja concluída no tempo previsto? 2 – (SAP/SP – AGENTE DE SEGURANÇA PENITEN-
CIÁRIA DE CLASSE I – VUNESP/2013) Uma máquina de-
Solução: Em de ano foi pavimentada de estrada. mora 1 hora para fabricar 4 500 peças. Essa mesma máqui-
na, mantendo o mesmo funcionamento, para fabricar 3 375
Comparemos cada grandeza com aquela em que está dessas mesmas peças, irá levar
o x. A) 55 min.
B) 15 min.
C) 35 min.
D) 1h 15min.
E) 45 min.

Sentido contrário 3 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF.


IMARUÍ/2014) Manoel vendeu seu carro por R$27.000,00(-
vinte e sete mil reais) e teve um prejuízo de 10%(dez por
As grandezas “pessoas” e “tempo” são inversamente cento) sobre o valor de custo do tal veículo, por quanto
proporcionais (duplicando o número de pessoas, o tem- Manoel adquiriu o carro em questão?
po fica reduzido à metade). No nosso esquema isso será A) R$24.300,00
indicado colocando-se na coluna “tempo” uma flecha no B) R$29.700,00
sentido contrário ao da flecha da coluna “pessoas”: C) R$30.000,00
D)R$33.000,00
E) R$36.000,00

4 - (DNOCS -2010) Das 96 pessoas que participaram


de uma festa de Confraternização dos funcionários do De-
partamento Nacional de Obras Contra as Secas, sabe-se
que 75% eram do sexo masculino. Se, num dado momento
antes do término da festa, foi constatado que a porcen-
As grandezas “pessoas” e “estrada” são diretamente tagem dos homens havia se reduzido a 60% do total das
proporcionais. No nosso esquema isso será indicado colo- pessoas presentes, enquanto que o número de mulheres
cando-se na coluna “estrada” uma flecha no mesmo senti- permaneceu inalterado, até o final da festa, então a quanti-
do da flecha da coluna “pessoas”: dade de homens que haviam se retirado era?

33
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

A) 36. A) 15 minutos.
B) 38. B) 3 minutos e 45 segundos.
C) 40. C) 7 minutos e 30 segundos.
D) 42. D) 4 minutos e 50 segundos.
E) 44. E) 7 minutos.

5 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em uma ma- 10 – (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-


quete, uma janela de formato retangular mede 2,0 cm de MA/2013) Os 5 funcionários de uma padaria produzem,
largura por 3,5 cm de comprimento. No edifício, a largura utilizando três fornos, um total de 2500 pães ao longo das
real dessa janela será de 1,2 m. O comprimento real corres- 10 horas de sua jornada de trabalho. No entanto, o dono
pondente será de: de tal padaria pretende contratar mais um funcionário,
A) 1,8 m comprar mais um forno e reduzir a jornada de trabalho de
B) 1,35 m seus funcionários para 8 horas diárias. Considerando que
C) 1,5 m todos os fornos e funcionários produzem em igual quan-
D) 2,1 m tidade e ritmo, qual será, após as mudanças, o número de
E) 2,45 m pães produzidos por dia?
A) 2300 pães.
B) 3000 pães.
6 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO AD- C) 2600 pães.
MINISTRATIVO – FCC/2014) O trabalho de varrição de D) 3200 pães.
6.000 m² de calçada é feita em um dia de trabalho por 18 E) 3600 pães.
varredores trabalhando 5 horas por dia. Mantendo-se as
mesmas proporções, 15 varredores varrerão 7.500 m² de Respostas
calçadas, em um dia, trabalhando por dia, o tempo de
A) 8 horas e 15 minutos. 1- RESPOSTA: “B”
B) 9 horas. Como as alternativas estão em segundo, devemos tra-
C) 7 horas e 45 minutos. balhar com o tempo em segundo.
D) 7 horas e 30 minutos. 1 minuto = 60 segundos ; logo 5minutos = 60.5 = 300
E) 5 horas e 30 minutos. segundos

7 – (PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL/2014) Metro Segundos


Uma equipe constituída por 20 operários, trabalhando 8 1500 ----- 300
horas por dia durante 60 dias, realiza o calçamento de uma 100 ----- x
área igual a 4800 m². Se essa equipe fosse constituída por
15 operários, trabalhando 10 horas por dia, durante 80 Como estamos trabalhando com duas grandezas dire-
dias, faria o calçamento de uma área igual a: tamente proporcionais temos:
A) 4500 m²
B) 5000 m²
C) 5200 m²
D) 6000 m²
E) 6200 m² 15.x = 300.1 ➜ 15x = 300 ➜ x = 20 segundos

8 – (PC/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VU-


NESP/2014) Dez funcionários de uma repartição traba- 2- RESPOSTA: “E”.
lham 8 horas por dia, durante 27 dias, para atender certo Peças Tempo
número de pessoas. Se um funcionário doente foi afastado 4500 ----- 1 h
por tempo indeterminado e outro se aposentou, o total de 3375 ----- x
dias que os funcionários restantes levarão para atender o
mesmo número de pessoas, trabalhando uma hora a mais Como estamos trabalhando com duas grandezas dire-
por dia, no mesmo ritmo de trabalho, será: tamente proporcionais temos:
A) 29.
B) 30.
C) 33.
D) 28.
E) 31. 4500.x = 3375.1 ➜ x = 0,75 h
Como a resposta esta em minutos devemos achar o
9 - (TRF 3ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2014) Sa- correspondente em minutos
be-se que uma máquina copiadora imprime 80 cópias em Hora Minutos
1 minuto e 15 segundos. O tempo necessário para que 7 1 ------ 60
máquinas copiadoras, de mesma capacidade que a primei- 0,75 ----- x
ra citada, possam imprimir 3360 cópias é de 1.x = 0,75.60 ➜ x = 45 minutos.

34
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

3. RESPOSTA : “C” Como 0,5 h equivale a 30 minutos , logo o tempo será


Como ele teve um prejuízo de 10%, quer dizer 27000 é de 7 horas e 30 minutos.
90% do valor total.
Valor % 7 - RESPOSTA: “D”.
27000 ------ 90 Operários↑ horas↑ dias↑ área↑
X ------- 100 20-----------------8-------------60-------4800
15----------------10------------80-------- x
= 27000.10 ➜ 9x = 270000
Todas as grandezas são diretamente proporcionais,
➜ x = 30000. logo:

4. RESPOSTA : “A”

75% Homens = 72
25% Mulheres = 24 Antes

40% Mulheres = 24
60% Homens = x Depois

40% -------------- 24
60% -------------- x 8- RESPOSTA: “B”
Temos 10 funcionários inicialmente, com os afastamen-
40x = 60 . 24 ➜ x = ➜ x = 36. to esse número passou para 8. Se eles trabalham 8 horas
por dia , passarão a trabalhar uma hora a mais perfazendo
Portanto: 72 – 36 = 36 Homens se retiraram. um total de 9 horas, nesta condições temos:

Funcionários↑ horas↑ dias↓


5. RESPOTA: “D” 10---------------8--------------27
Transformando de cm para metro temos : 1 metro = 8----------------9-------------- x
100cm
➜ 2 cm = 0,02 m e 3,5 cm = 0,035 m Quanto menos funcionários, mais dias devem ser tra-
Largura comprimento balhados (inversamente proporcionais).
0,02m ------------ 0,035m Quanto mais horas por dia, menos dias devem ser tra-
1,2m ------------- x balhados (inversamente proporcionais).

Funcionários↓ horas↓ dias↓


8---------------9-------------- 27
10----------------8----------------x

6. - RESPOSTA: “D”. ➜ x.8.9 = 27.10.8 ➜ 72x = 2160 ➜ x = 30


Comparando- se cada grandeza com aquela onde esta dias.
o x.
M²↑ varredores↓ horas↑
6000--------------18-------------- 5 9 - RESPOSTA: “C”.
7500--------------15--------------- x Transformando o tempo para segundos: 1 min e 15 se-
gundos = 75 segundos
Quanto mais a área, mais horas(diretamente propor- Quanto mais máquinas menor o tempo (flecha con-
cionais) trária) e quanto mais cópias, mais tempo (flecha mesma
Quanto menos trabalhadores, mais horas(inversamen- posição)
te proporcionais)
Máquina↑ cópias↓ tempo↓
1----------------80-----------75 segundos
7--------------3360-----------x
Devemos deixar as 3 grandezas da mesma forma, in-
vertendo os valores de” máquina”.

Máquina↓ cópias↓ tempo↓


7----------------80----------75 segundos
1--------------3360--------- x

35
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Resposta: 37 520 pessoas.


➜ x.7.80 = 75.1.3360 ➜ 560x = 252000
➜ x = 450 segundos Porcentagem que o lucro representa em relação ao
preço de custo e em relação ao preço de venda
Transformando Chamamos de lucro em uma transação comercial de
1minuto-----60segundos compra e venda a diferença entre o preço de venda e o
x-------------450 preço de custo.
x=7,5 minutos=7 minutos e 30segundos. Lucro = preço de venda – preço de custo
Caso essa diferença seja negativa, ela será chamada de
10 - RESPOSTA: “D”. prejuízo.
Funcionários↑ Fornos ↑ pães ↑ horas↑
5--------------------3-----------2500----------10 Assim, podemos escrever:
6--------------------4-------------x--------------8 Preço de custo + lucro = preço de venda
As flecham indicam se as grandezas são inversamente Preço de custo – prejuízos = preço de venda
ou diretamente proporcionais.
Quanto mais funcionários mais pães são feitos(direta- Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem
mente) de duas formas:
Lucro sobre o custo = lucro/preço de custo. 100%
Lucro sobre a venda = lucro/preço de venda. 100%

Observação: A mesma análise pode ser feita para o


caso de prejuízo.

Exemplo

Uma mercadoria foi comprada por R$ 500,00 e vendida


por R$ 800,00.
Pede-se:
PORCENTAGEM - o lucro obtido na transação;
- a porcentagem de lucro sobre o preço de custo;
É uma fração de denominador centesimal, ou seja, - a porcentagem de lucro sobre o preço de venda.
é uma fração de denominador 100. Representamos
porcentagem pelo símbolo % e lê-se: “por cento”. Resposta:
50
Deste modo, a fração é uma porcentagem que Lucro = 800 – 500 = R$ 300,00
podemos representar por 50%. Lc = 300 = 0,60 = 60%
100
500

Forma Decimal: É comum representarmos uma Lv = = 0,375 = 37,5%


300
800
porcentagem na forma decimal, por exemplo, 35% na
forma decimal seriam representados por 0,35. Aumento
75
75% = = 0,75 Aumento Percentual: Consideremos um valor inicial
100
V que deve sofrer um aumento de p% de seu valor.
Cálculo de uma Porcentagem: Para calcularmos uma Chamemos de A o valor do aumento e VA o valor após o
porcentagem p% de V, basta multiplicarmos a fração p aumento. Então, A = p% de V = p . V
por V. 100 100

p p
P% de V = .V VA = V + A = V + .V
100 100
p
Exemplo 1 VA = ( 1 + ).V
100
p
23% de 240 = . 240 = 55,2 Em que (1 + 100 ) é o fator de aumento.
23
100
Exemplo 2
Em uma pesquisa de mercado, constatou-se que 67% Desconto
de uma amostra assistem a um certo programa de TV.
Se a população é de 56.000 habitantes, quantas pessoas Desconto Percentual: Consideremos um valor inicial
assistem ao tal programa? V que deve sofrer um desconto de p% de seu valor.
Chamemos de D o valor do desconto e VD o valor após o
67
Resolução: 67% de 56 000 = .56000 = 37520 desconto. Então, D = p% de V = p . V
100 100

36
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

p
VD = V – D = V – .V
100
p
VD = (1 – ).V
100
p
Em que (1 – ) é o fator de desconto.
100
Exemplo

Uma empresa admite um funcionário no mês de janeiro sabendo que, já em março, ele terá 40% de aumento. Se a
empresa deseja que o salário desse funcionário, a partir de março, seja R$ 3 500,00, com que salário deve admiti-lo?
Resolução: VA = 1,4 . V
3 500 = 1,4 . V
3500
V= = 2500
1,4

Resposta: R$ 2 500,00

Aumentos e Descontos Sucessivos: Consideremos um valor inicial V, e vamos considerar que ele irá sofrer dois
aumentos sucessivos de p1% e p2%. Sendo V1 o valor após o primeiro aumento, temos:
V1 = V . (1 + 1 )
p
100
Sendo V2 o valor após o segundo aumento, temos:
V2 = V1 . (1 + p2 )
100
V2 = V . (1 + 1 ) . (1 + 2 )
p p
100 100
Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer dois descontos sucessivos de p1% e p2%.

Sendo V1 o valor após o primeiro desconto, temos:


V1 = V. (1 – p1 )
100
Sendo V2 o valor após o segundo desconto, temos:

V2 = V1 . (1 – )
p2
100
V2 = V . (1 – p1 ) . (1 – p2 )
100 100
Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer um aumento de p1% e, sucessivamente, um desconto de p2%.
Sendo V1 o valor após o aumento, temos:
V1 = V . (1+ 1 )
p
100

Sendo V2 o valor após o desconto, temos:


V2 = V1 . (1 – p2 )
100
V2 = V . (1 + p1 ) . (1 – p2 )
100 100
Exemplo
(VUNESP-SP) Uma instituição bancária oferece um rendimento de 15% ao ano para depósitos feitos numa certa
modalidade de aplicação financeira. Um cliente deste banco deposita 1 000 reais nessa aplicação. Ao final de n anos, o
capital que esse cliente terá em reais, relativo a esse depósito, são:
n
 p 
Resolução: VA = 1 +  .v
 100 
n
VA = 1. 15  .1000
 100 
VA = 1 000 . (1,15)n
VA = 1 000 . 1,15n
VA = 1 150,00n

37
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

QUESTÕES

1 - (PREF. AMPARO/SP – AGENTE ESCOLAR – CONRIO/2014) Se em um tanque de um carro for misturado 45 litros
de etanol em 28 litros de gasolina, qual será o percentual aproximado de gasolina nesse tanque?
A) 38,357%
B) 38,356%
C) 38,358%
D) 38,359%

2 - (CEF / Escriturário) Uma pessoa x pode realizar uma certa tarefa em 12 horas. Outra pessoa, y, é 50% mais eficiente
que x. Nessas condições, o número de horas necessárias para que y realize essa tarefa é :
A) 4
B) 5
C) 6
D) 7
E) 8

3 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Observe a tabela que indica o consumo mensal de uma mesma torneira da pia
de uma cozinha, aberta meia volta por um minuto, uma vez ao dia.

Em relação ao cosumo mensal da torneira alimentada pela água da rua, o da torneira alimentada pela água da caixa
representa, aproximadamente,
A) 20%
B) 26%
C) 30%
D) 35%
E) 40%

4 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) O preço de uma mercadoria, na loja J, é
de R$ 50,00. O dono da loja J resolve reajustar o preço dessa mercadoria em 20%. A mesma mercadoria, na loja K, é vendida
por R$ 40,00. O dono da loja K resolve reajustar o preço dessa mercadoria de maneira a igualar o preço praticado na loja J
após o reajuste de 20%. Dessa maneira o dono da loja K deve reajustar o preço em
A) 20%.
B) 50%.
C) 10%.
D) 15%.
E) 60%.

5 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) O preço de venda de um produto, des-
contado um imposto de 16% que incide sobre esse mesmo preço, supera o preço de compra em 40%, os quais constituem
o lucro líquido do vendedor. Em quantos por cento, aproximadamente, o preço de venda é superior ao de compra?
A) 67%.
B) 61%.
C) 65%.
D) 63%.
E) 69%.

6 - (DPE/SP – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – FCC/2013) Um comerciante comprou uma mercadoria por R$
350,00. Para estabelecer o preço de venda desse produto em sua loja, o comerciante decidiu que o valor deveria ser sufi-
ciente para dar 30% de desconto sobre o preço de venda e ainda assim garantir lucro de 20% sobre o preço de compra.
Nessas condições, o preço que o comerciante deve vender essa mercadoria é igual a

38
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

A) R$ 620,00. Quem arrematou algum dos lotes disponíveis no leilão


B) R$ 580,00. pagou 20% do lance mais 5% de comissão do leiloeiro no
C) R$ 600,00. ato da arrematação. Os 80% restantes foram pagos impre-
D) R$ 590,00. terivelmente até o dia 11 de dezembro.
E) R$ 610,00. Fonte: http://www.ssp.se.gov.br05/12/13 (modificada).

7 - (DPE/SP – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – Vitor arrematou um lote, pagou o combinado no ato
FCC/2013) Uma bolsa contém apenas 5 bolas brancas e 7 da arrematação e os R$28.800,00 restantes no dia 10 de
bolas pretas. Sorteando ao acaso uma bola dessa bolsa, a dezembro. Com base nas informações contidas no texto,
probabilidade de que ela seja preta é calcule o valor total gasto por Vitor nesse leilão.
A) maior do que 55% e menor do que 60%.
B) menor do que 50%. A) R$34.600,00
C) maior do que 65%. B) R$36.000,00
D) maior do que 50% e menor do que 55%. C) R$35.400,00
E) maior do que 60% e menor do que 65%. D) R$32.000,00
E) R$37.800,00
8 - PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-
MA/2013) Das 80 crianças que responderam a uma en- RESPOSTAS
quete referente a sua fruta favorita, 70% eram meninos.
Dentre as meninas, 25% responderam que sua fruta favori- 1 - RESPOSTA: “B”.
ta era a maçã. Sendo assim, qual porcentagem representa, Mistura:28+45=73
em relação a todas as crianças entrevistadas, as meninas 73------100%
que têm a maçã como fruta preferida? 28------x
A) 10% X=38,356%
B) 1,5%
C) 25% 2 - RESPOSTA “C”.
D) 7,5% 12 horas → 100 %
E) 5% 50 % de 12 horas = = 6 horas

9 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014) X = 12 horas → 100 % = total de horas trabalhado


Numa liquidação de bebidas, um atacadista fez a seguinte Y = 50 % mais rápido que X.
promoção: Então, se 50% de 12 horas equivalem a 6 horas, logo Y
faz o mesmo trabalho em 6 horas.

3 - RESPOSTA: “B”.

4 - RESPOSTA: “B”.
Alexandre comprou duas embalagens nessa promoção
e revendeu cada unidade por R$3,50. O lucro obtido por
ele com a revenda das latas de cerveja das duas embala-
gens completas foi:
A) R$33,60
B) R$28,60
C) R$26,40 O reajuste deve ser de 50%.
D) R$40,80
E) R$43,20 5 - RESPOSTA: “A”.
Preço de venda: PV
10 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014) Preço de compra: PC
Leilão de veículos apreendidos do Detran aconteceu no dia
7 de dezembro. Note que: 1,4 = 100%+40% ou 1+0,4.Como ele supe-
O Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe – De- rou o preço de venda (100%) em 40% , isso significa soma
tran/SE – realizou, no dia 7 de dezembro, sábado, às 9 ho- aos 100% mais 40%, logo 140%= 1,4.
ras, no Espaço Emes, um leilão de veículos apreendidos em
fiscalizações de trânsito. Ao todo foram leiloados 195 veí- PV - 0,16PV = 1,4PC
culos, sendo que 183 foram comercializados como sucatas 0,84PV=1,4PC
e 12 foram vendidos como aptos para circulação.

39
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

ESTATÍSTICA DESCRITIVA; DISTRIBUIÇÃO DE


PROBABILIDADE DISCRETA.
O preço de venda é 67% superior ao preço de compra. JUROS SIMPLES E COMPOSTOS:
CAPITALIZAÇÃO E DESCONTOS.
6 - RESPOSTA: “C”.
Preço de venda: PV
Preço de compra: 350 Estatística
30% de desconto, deixa o produto com 70% do seu
valor. A Estatística é um conjunto de técnicas e métodos de
Como ele queria ter um lucro de 20% sobre o preço pesquisa que entre outros tópicos envolve o planejamen-
de compra, devemos multiplicar por 1,2(350+0,2.350) ➜ to do experimento a ser realizado, a coleta qualificada dos
0,7PV = 1,2 . 350 dados, o processamento, a análise e a disseminação das
informações.
Na estatística trabalhamos com dados, os quais podem
ser obtidos por meio de uma amostra da população em
estudo. Conceitos básicos:
O preço de venda deve ser R$600,00.
População: conjunto de elementos que tem pelo me-
7 - RESPOSTA: “A”. nos uma característica em comum. Esta característica deve
Ao todo tem 12 bolas, portanto a probabilidade de se delimitar corretamente quais são os elementos da popu-
tirar uma preta é: lação.
Amostra: subconjunto de elementos de uma popula-
ção, que são representativos para estudar a característica
de interesse da população. A seleção dos elementos que
irão compor a amostra pode ser feita de várias maneiras e
8 - RESPOSTA: “D”. irá depender do conhecimento que se tem da população e
Tem que ser menina E gostar de maçã. da quantidade de recursos disponíveis. ´
Meninas:100-70=30% O estudo das possibilidades Matemáticas está ligado
à análise combinatória, que tem grande aplicabilidade no
, simplificando temos ➜ cotidiano, abordando diversos campos de estudo, como a
P = 0,075 . 100% = 7,5%. programação de computadores, realização de experiên-
cias, biologia molecular, economia, estatística, para o bom
9 - RESPOSTA: “A”. funcionamento de uma empresa.
Usamos as possibilidades (probabilidades) dentro da
estatística em diversos ramos do cotidiano

Distribuição de frequência
A distribuição de frequência nos mostra um agrupa-
mento de dados resumidos, dividida em classes e o núme-
ro de ocorrências de uma classe. É uma forma de mostrar,
por exemplo, os resultados de uma eleição, a renda de
pessoas para uma determinada região, as vendas de um
produto dentro de um determinado período, etc. Alguns
dos gráficos que podem ser usados ​​com as distribuições de
O lucro de Alexandre foi de R$33,60. frequência podem ser: histograma, gráfico de linha, gráfico
de barras e gráfico de setores.
10 - RESPOSTA: “E”.
R$28.800-------80% Média
x------------------100% A média aritmética simples é a mais utilizada no nos-
so dia a dia. A média aritmética simples de dois ou mais
termos é o quociente da soma dos números dados pela
quantidade de números somados.
Ex: Encontre a média em matemática de um aluno que
teve nota 6 na 1ª prova, nota 8 na 2ª prova e nota 10 no
trabalho.

Valor total: R$36.000,00+R$1.800,00=R$37.800,00

40
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

6 + 8 + 10 24 O desvio médio será:


Resolução: M = = =8
3 3 DM =
Resp: A média do aluno é 8.
A média aritmética é a mais conhecida e a mais uti- DM =
lizada, mas ela não é a única. Além dela, temos a média DM =
aritmética ponderada, a média geométrica e a média har-
mônica.
DM = 2,8
Moda
A moda (Mo) é o valor que mais se repete, ou seja, o O desvio médio é 2,8
valor mais provável a ser escolhido. É a única medida de
dispersão que pode ter mais de um valor, podendo ser o Variância: chama-se variância (V) de uma distribuição
conjunto amodal, monomodal, bimodal… a média aritmética dos quadrados dos desvios dessa dis-
Exemplos: tribuição.
O conjunto de dados 1, 2, 3, 4, 5 não possui moda por- Na situação em análise, os desvios são -5, 0, -2, 4 e 3,
que nenhum de seus valores se repete. Neste caso, dize- logo a variância será:
mos que ele é amodal.
O conjunto de dados 2, 3, 3, 3, 4, 5, 5, 6 tem moda 3,
pois esse valor repete-se três vezes. Ele é monomodal. V=
O conjunto de dados 1, 2, 2, 3, 4, 5, 5, 6 tem moda 2 e V=
5 pois ambos os valores se repetem duas vezes sendo ele,
portanto, bimodal V=
Mediana
V = 10,8
A mediana (Me) é o valor que separa o conjunto em
dois subconjuntos de mesmo tamanho. A variância é 10,8
Para se calcular corretamente o valor da mediana, os
elementos do conjunto devem estar em ordem do menor Desvio padrão: Chama-se desvio padrão (DP) de uma
para o maior. Além disso, cabe perceber que a mediana distribuição a raiz quadrada da variância
não precisa, necessariamente, fazer parte do conjunto de
dados. DP =
Exemplo:
O conjunto 1, 2, 5, 6, 7 possui um número ímpar de No exemplo em análise, temos a variância 10,8; portan-
elementos. A mediana é 5. to o desvio padrão será:
O conjunto 3, 3, 7, 7 tem um número de elementos DP =
par. A mediana é a média entre os elementos centrais 3 e DP = 3,28
7, que é 5.
Probabilidade
Desvio médio, variância, desvio padrão O estudo da probabilidade vem da necessidade de em
certas situações, prevermos a possibilidade de ocorrência
Considere a seguinte distribuição numérica: de determinados fatos.
1, 6, 4, 10, 9 A história da teoria das probabilidades, teve início com
os jogos de cartas, dados e de roleta. Esse é o motivo da
A média aritmética dessa distribuição é : grande existência de exemplos de jogos de azar no estudo
MA = = 6 da probabilidade. A teoria da probabilidade permite que
se calcule a chance de ocorrência de um número em um
Desvio médio é a média aritmética dos valores abso- experimento aleatório.
lutos da diferença entre cada valor e a média.
Encontra-se o desvio de cada valor calculando-se a Experimento Aleatório
diferença entre esses valores e a média aritmética desses É aquele experimento que quando repetido em iguais
valores. condições, podem fornecer resultados diferentes, ou seja,
Temos: são resultados explicados ao acaso. Quando se fala de tem-
Desvio de 1 é 1 – 6 = -5 po e possibilidades de ganho na loteria, a abordagem en-
Desvio de 6 é 6 – 6 = 0 volve cálculo de experimento aleatório.
Desvio de 4 é 4 – 6 = -2 Se lançarmos uma moeda ao chão para observarmos
Desvio de 10 é 10 – 6 = 4 a face que ficou para cima, o resultado é imprevisível, pois
Desvio de 9 é 9 – 6 = 3 tanto pode dar cara, quanto pode dar coroa.

41
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Se ao invés de uma moeda, o objeto a ser lançado for O conjunto A = { 2, 3, 5, 6, 4, 1 } representa um evento
um dado, o resultado será mais imprevisível ainda, pois au- certo pois ele possui todos os elementos do espaço amos-
mentamos o número de possibilidades de resultado. tral S = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 }.
A experimentos como estes, ocorrendo nas mesmas
condições ou em condições semelhantes, que podem Evento Impossível
apresentar resultados diferentes a cada ocorrência, damos
o nome de experimentos aleatórios. No lançamento conjunto de dois dados qual é a pos-
sibilidade de a soma dos números contidos nas duas faces
Espaço Amostral para cima, ser igual a 15?
Este é um evento impossível, pois o valor máximo que
Ao lançarmos uma moeda não sabemos qual será a podemos obter é igual a doze. Podemos representá-lo por 
face que ficará para cima, no entanto podemos afirmar , ou ainda por A = {}.
com toda certeza que ou será cara, ou será coroa, pois
uma moeda só possui estas duas faces. Neste exemplo, ao Conceito de probabilidade
conjunto { cara, coroa } damos o nome de espaço amostral,
pois ele é o conjunto de todos os resultados possíveis de Se em um fenômeno aleatório as possibilidades são
ocorrer neste experimento. igualmente prováveis, então a probabilidade de ocorrer
Representamos um espaço amostral, ou espaço um evento A é:
amostral universal como também é chamado, pela
letra S. No caso da moeda representamos o seu espaço
amostral por:
S = { cara, coroa }
Se novamente ao invés de uma moeda, o objeto a ser
lançado for um dado, o espaço amostral será: Por, exemplo, no lançamento de um dado, um número
S = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 } par pode ocorrer de 3 maneiras diferentes dentre 6 igual-
mente prováveis, portanto, P = 3/6= 1/2 = 50%
Evento
Probabilidade da União de dois Eventos
Quando lançamos um dado ou uma moeda, chama-
mos a ocorrência deste fato de evento. Qualquer subcon- Dados dois eventos A e B de um espaço amostral S a
junto de um espaço amostral é um evento. probabilidade de ocorrer A ou B é dada por: 
Em relação ao espaço amostral do lançamento de um P(A U B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) 
dado, veja o conjunto a seguir:
A = { 2, 3, 5 }

Note que   ( A está contido em S, A é um sub-


conjunto de S ). O conjunto A é a representação do even-
to do lançamento de um dado, quando temos a face para
cima igual a um número primo.

Classificação de Eventos
Podemos classificar os eventos por vários tipos. Veja-
mos alguns deles:
Verificação 
Evento Simples O Número de elementos de A U B é igual à soma do
Classificamos assim os eventos que são formados por número de elementos de A com o número de elementos
um único elemento do espaço amostral. de B, menos uma vez o número de elementos de A ∩ B que
A = { 5 } é a representação de um evento simples do foi contado duas vezes (uma em A e outra em B). Assim
lançamento de um dado cuja face para cima é divisível temos: 
por5. Nenhuma das outras possibilidades são divisíveis por
5. n(AUB) = n(A) + n(B) – n(A∩B) 

Evento Certo Dividindo por n(S) [S ≠  ] resulta 

Ao lançarmos um dado é certo que a face que ficará


para cima, terá um n° divisor de 720. Este é um evento cer-
to, pois 720 = 6! = 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1, obviamente qualquer
um dos números da face de um dado é um divisor de 720,
pois 720 é o produto de todos eles. P(AUB) = P(A) + P(B) – P(A∩B) 

42
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Ex: Numa urna existem 10 bolas numeradas de 1 a Resolução: O que determina a utilização da fórmula
10. Retirando uma bola ao acaso, qual a probabilidade de da intersecção para resolução desse problema é a palavra
ocorrer múltiplos de 2 ou múltiplos de 3?  “e” na frase “a probabilidade de sair um número ímpar e o
número 4”. Lembre-se que na matemática “e” representa
intersecção, enquanto “ou” representa união.
Note que a ocorrência de um dos eventos não interfere
na ocorrência do outro. Temos, então, dois eventos inde-
pendentes.
Vamos identificar cada um dos eventos.
Evento A: sair um número ímpar = {1, 3, 5}
Evento B: sair o número 4 = {4}
Espaço Amostral: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}

Temos que:

A é o evento “múltiplo de 2”. 

B é o evento “múltiplo de 3”. 

P(AUB) = P(A) + P(B) – P(A∩B) = + - = = 70% Assim, teremos:

Probabilidade da intersecção de dois eventos

A probabilidade da intersecção de dois eventos ou


probabilidade de eventos sucessivos determina a chance,
a possibilidade, de dois eventos ocorrerem simultânea ou Ex. 2. Numa urna há 20 bolinhas numeradas de 1 a 20.
sucessivamente. Para o cálculo desse tipo de probabilidade Retiram-se duas bolinhas dessa urna, uma após a outra,
devemos interpretar muito bem os problemas, lendo com sem reposição. Qual a probabilidade de ter saído um nú-
atenção e fazendo o uso da seguinte fórmula: mero par e um múltiplo de 5?
Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral S. A Solução: Primeiro passo é identificar os eventos e o es-
probabilidade de paço amostral.
Evento A: sair um número par = {2, 4, 6, 8, 10, 12, 14,
A ∩ B é dada por: 16, 18, 20}
Evento B: sair um múltiplo de 5 = {5, 10, 15, 20}
Espaço amostral: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12,
13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20}
Onde
Como as duas bolinhas foram retiradas uma após a ou-
p(A∩B)  → é a probabilidade da ocorrência simultânea tra e não houve reposição, ou seja, não foram devolvidas à
de A e B urna, a ocorrência do evento A interfere na ocorrência do
p(A) → é a probabilidade de ocorrer o evento A B, pois haverá na urna somente 19 bolinhas após a retirada
p(B│A)   → é a probabilidade de ocorrer o evento B da primeira.
sabendo da ocorrência de A (probabilidade condicional) Assim, temos que:
Se os eventos A e B forem independentes (ou seja, se a
ocorrência de um não interferir na probabilidade de ocor-
rer outro), a fórmula para o cálculo da probabilidade da
intersecção será dada por:

Vejamos alguns exemplos de aplicação.

Ex. 1. Em dois lançamentos sucessivos de um mesmo


dado, qual a probabilidade de sair um número ímpar e o
número 4?

43
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Após a retirada da primeira bola, ficamos com 19 boli- A probabilidade de se obter um número divisor de 6
nhas na urna. Logo, teremos: é 2/3 ou 66,67%.

3. Neste exercício o espaço amostral possui 12 ele-


mentos, que é o número total de bolas, portanto a proba-
bilidade de ser retirada uma bola verde está na razão de 5
para 12.
Sendo S o espaço amostral e E o evento da retirada de
uma bola verde, matematicamente podemos representar a
resolução assim:

Problemas A probabilidade desta bola ser verde é 5/12

1. Três irmãos Pedro, João e Luís foram brincar na rua. 4. a) Probabilidade de todos se acidentarem


Supondo-se que as condições de retorno para casa são Como o risco é de 1 em 30 temos que:
as mesmas para cada um deles, qual é a probabilidade
de Luís voltar para casa primeiro?

2. Um dado é lançado. Qual é a probabilidade de ob-


termos um número divisor de 6?

3. Uma bola será retirada de uma sacola contendo 5


bolas verdes e 7 amarelas. Qual a probabilidade dessa bola
ser verde?

4. Em uma empresa, o risco de alguém se acidentar


é dado pela razão 1 em 30. Determine a probabilidade de b) Probabilidade de nenhum se acidentar
ocorrer nessa empresa as seguintes situações relacionadas Para os acidentados temos a probabilidade de 1 em 30.
a 3 funcionários: Nesse caso para os não acidentados temos a probabilidade
a) a probabilidade de todos se acidentarem de 29 em 30. Então:
b) a probabilidade de nenhum se acidentar

5. Um casal planeja ter 5 filhos. Qual a probabilidade


de nascerem 3 meninos e 2 meninas?

Respostas

1. Como 3 é o número total de irmãos, en-


tão Luís tem 1 chance em 3 de voltar para casa primeiro,
por isto a probabilidade de Luís voltar para casa antes dos
seus irmãos é igual a 1/3. 5. Primeiramente, devemos observar que não importa
a ordem de nascimento, assim, temos 6 opções:
2. Como vimos acima, o espaço amostral do lançamen- - 5 meninos
to de um dado é: S = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 } - 4 meninos e 1 menina
Como estamos interessados apenas nos resultados di- - 3 meninos e 2 meninas
visores de 6, o evento E é representado por: - 2 meninos e 3 meninas
E = { 1, 2, 3, 6 } - 1 menino e 4 meninas
- 5 meninas

Logo, a probabilidade de nascerem 3 meninos e 2


meninas é:
Então n(E) = 4 e n(S) = 6, portanto: P = 1/6 = 0,1666 = 16,66%
Obs: A distribuição discreta descreve quantidades alea-
tórias (dados de interesse) que podem assumir valores par-
ticulares e os valores são finitos. Por exemplo, a ocorrência
de tempestades de granizo.

44
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Juros Simples Problemas

Podemos definir juros como o rendimento de uma 1. Qual a taxa anual que R$ 13.000,00 esteve aplicado
aplicação financeira, valor referente ao atraso no paga- por 2 anos e rendeu R$5.980,00 de juros simples?
mento de uma prestação ou a quantia paga pelo emprésti- a) 17%.
mo de um capital. Atualmente, o sistema financeiro utiliza b) 12%.
o regime de juros compostos, por ser mais lucrativo. Mas c) 23%.
vamos entender como funciona a capitalização no sistema d) 32%.
de juros simples.
No sistema de capitalização simples, os juros são 2. Temos uma dívida de R$ 1 000,00 que deve ser paga
calculados baseados no valor da dívida ou da aplicação. com juros de 8% a.m. pelo regime de juros simples e de-
Dessa forma, o valor dos juros é igual no período de vemos pagá-la em 2 meses. Quanto pagaremos de juros, e
aplicação ou composição da dívida. quanto pagaremos no total (montante)?
A expressão matemática utilizada para o cálculo das
situações envolvendo juros simples é a seguinte: 3. Calcular os juros simples produzidos por R$40.000,00,
J = C . i . t, onde aplicados à taxa de 36% a.a., durante 125 dias.
J = juros
C = capital 4. Um capital aplicado a juros simples, triplicará em 5
i = taxa de juros ( na forma decimal) anos se a taxa anual for de :
t= tempo de aplicação (mês, bimestre, trimestre, se- a) 30%
mestre, ano...) b) 40%
c) 50%
M=C+J d) 75%
M = montante final e) 100%
C = capital
J = juros 5. Qual o valor do juro simples sobre R$ 6000,00 que
foram aplicados por 4 meses a uma taxa de 3% ao mês?
Ex: 1. Qual o valor do montante produzido por um ca-
pital de R$ 1.200,00, aplicado no regime de juros simples 6. Uma TV que custava R$ 4000,00 foi vendida em três
a uma taxa mensal de 2%, durante 10 meses? prestações mensais e iguais, e o comprador pagou no total
R$ 4480,00. Qual foi a taxa mensal de juros simples apli-
Capital: 1200 cada?
i = 2% = 2/100 = 0,02 ao mês (a.m.)
t = 10 meses 7. (Concurso Detran/SP 2013-Oficial Est. De Trân-
J=C.i.t sito-VUNESP) Pedro vendeu seu carro por R$ 50.000,00 e
J = 1200 . 0,02 . 10 aplicou desse valor em um investimento de juros simples,
J = 240 à taxa de 2% ao mês. Para resgatar um montante de valor
M=C+j igual ao da venda do seu carro, o dinheiro deverá ficar apli-
M = 1200 + 240 cado, no mínimo, por
M = 1440 (A) 12 anos e 5 meses.
Resp: O montante produzido será de R$ 1.440,00. (B) 11 anos e 6 meses.
(C) 12 anos e 6 meses.
(D) 11 anos e 5 meses.
2. Determine o valor do capital que aplicado durante (E) 11 anos e 4 meses
14 meses, a uma taxa de 6%, rendeu juros de R$ 2.688,00.
J=C.i.t Respostas
J=C.i.t
2688 = C . 0,06 . 14 1. Alternativa C
2688 = C . 0,84
2. 160 reais de juros e 1160 reais no total
2688
C= 3. 5000 reais
0,84
4. Se o capital deve triplicar, então o montante deverá
C = 3200 ser igual a 3 vezes o capital aplicado.
Resp: O valor do capital é de R$ 3.200,00. M = 3. C
M = C (1 + i.t)
3C = C ( 1 + i . 5) cancelando C nos dois membros
3 = 1 + i.5

45
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

1 + i.5 = 3 t=5
i. 5 = 3 – 1 M = 4000 . (1 + 0,04)5
i = 2/5 M= 4000 . (1,04)5
i = 0,40 M= 4000 . 1,2165
i = 40% M= 4866
Resp. Para triplicar o capital a taxa deverá ser de 40% Subtraindo o capital inicial do montante temos:
a.a. J = 4866 – 4000 = 866
Alternativa B Portanto, Pedro terá que devolver o valor de R$ 4866
(quatro mil, oitocentos e sessenta e seis reais) para Fer-
5. 720 reais nando. Sendo R$ 866 de juros.

6. 4% ao mês Problemas

7. M = C ( 1 + it) 1. Determine o capital aplicado a juros compostos de


50000 = 12500 . ( 1 + 0,02.t) 3,5% a.m., sabendo que após 8 meses rendeu um mon-
tante de R$ 19752,00.
= 1 + 0,02 t
2. Calcule o valor do capital que, aplicado a uma taxa
1 + 0,02 t = 4 de 2% ao mês,no regime de juro composto, rendeu em 10
0,02 t = 4 – 1 meses a quantia de R$ 15.237,43?
T=
T = 150 meses 3. Qual o montante produzido pelo capital de R$ 6.800,
T = 12 anos e 6 meses em regime de juro composto, aplicado durante 4 meses, à
Resp: Alternativa C taxa de 3,8% ao mês?

Juros compostos 4. Calcule o valor atual, à taxa de 2,5% ao mês, do capi-


tal de R$ 6.000 disponível no fim de 4 meses.
O regime de juros compostos é o mais comum no
sistema financeiro .Os juros gerados a cada período são Respostas:
incorporados ao principal para o cálculo dos juros do pe-
ríodo seguinte. 1.M = 19752
Juros compostos são muito usados no comércio, como M=c(1+i)
t

por exemplo, nos bancos. Os juros compostos  são utili- 19752 = C . ( 1 + 0,035)
8

zados na remuneração das cadernetas de poupança, pois 19752 = C . ( 1,035)


8

oferecem uma melhor remuneração. Popularmente o juro 19752 = C . 1,3168088


composto  é conhecido como “juro sobre juro”.
19752
Para calcular juros compostos utilizamos as fórmulas C=
abaixo: 1,3168088
M = C . (1 + i)t
J=M-C C = aproximadamente 15000

Cláudio empresta o capital inicial de R$ 4000,00 (qua- 2. M = 15237,43


tro mil reais) para Pedro cobrando juros compostos de 4% M=c(1+i)
ao mês. Pedro prometeu pagar tudo após 5 meses. Qual
será o valor que ele terá que pagar?
Para resolvermos esse problema de juros compostos
usamos a seguinte fórmula:
M = C . (1 + i)t
M = Montante
C = Capital Inicial C=
i = Taxa de juros
t = Tempo
C = 12500
Usando a fórmula para o problema de juro compos-
to acima teremos: 3. M = 6800 . (1 + 0,038)
4

M = ? (é o valor que queremos saber) M = 6800 . ( 1,038)


4

C = R$ 4000,00 M = 6800 . 1,1608854


i = 4% /100 = 0,04 M = 7894

46
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Se o resgate for solicitado durante o período de carên-


4. M = 6000. ( 1 + 0,025)
4
cia ou se o título for cancelado, o contratante só poderá re-
M = 6000 . ( 1,025)
4
ceber o dinheiro após o encerramento do período previsto
M = 6000 . 1,1038128 e a Sociedade de Capitalização pode aplicar uma penalida-
M = 662 de de até 10% do capital constituído. Há casos, porém, de
títulos que preveem o resgate parcial.
Capitalização Todas essas informações constam dos títulos de capi-
Certamente, muitos de nós, alguma vez, nos envolve- talização no item Condições Gerais, assim como os percen-
mos em uma das seguintes situações: tuais a que o titular terá direito em função do número de
-Compra de bem de consumo a crédito; pagamentos realizados até a desistência.
-Investimento em poupança programada; Apesar das semelhanças entre título de capitalização e
-Compra de imóvel pelo Sistema Financeiro da Habi- poupança, é importante destacar que mesmo com a par-
tação. ticipação em sorteios e a obrigação de poupar para não
atrasar os pagamentos, uma vez que os títulos com pa-
A ação de investirmos periodicamente uma quantia gamento em atraso não concorrem aos sorteios, o capital
fixa, com taxa de juros fixos, com vistas a compor um de- formado é inferior se comparado ao que seria obtido com
terminado capital final, chamamos de capitalização. a caderneta de poupança.
Podemos também adquirir um título de capitalização Fonte: http://www.brasil.gov.br/economia-e-empre-
que é uma forma de economizar dinheiro de maneira pro- go/2012/04/titulo-de-capitalizacao
gramada, com prazos e taxa de juros previamente determi-
nados. Os depósitos, que podem ser frequentes ou únicos,
recebem rendimentos e, dependendo do tipo de capitali- Desconto Simples
zação, dão direito a prêmios. Geralmente, os sorteios são
baseados na extração da Loteria Federal. São muitas as situações em que podemos observar
O título de capitalização só pode ser comercializado aplicações de descontos. Nos bancos ou no comércio em
pelas Sociedades de Capitalização (casas lotéricas, bancos, geral esse conhecimento é útil e indispensável numa tran-
dentre outras) devidamente autorizadas a funcionar pela sação financeira.
Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que Ao comprarmos um produto e pagá-lo à vista, geral-
também é responsável pela fiscalização das operações do mente obteremos um desconto.
setor no País. No sistema financeiro, as operações de empréstimo
Ao final do plano (cuja vigência é igual ou superior a 12 são muito utilizadas pelas pessoas que assumem o com-
meses), o contratante tem o direito de resgatar parte dos promisso de quitar uma dívida em uma data de vencimen-
valores depositados (75%) ou o total corrigidos conforme to pré-determinada, mas o devedor tem o direito de ante-
porcentagem prevista contratualmente, que varia de 20% a cipar o pagamento mediante um abatimento chamado de
100% da taxa de juros da poupança. desconto.
Do montante pago, uma parte destina-se a custear os
sorteios e o restante é destinado às chamadas cotas de car- Tipos de desconto simples:
regamento, que visam cobrir as despesas administrativas e 1) Desconto comercial, por fora ou bancário
operacionais das empresas que comercializam o produto. Considera como capital o valor nominal. Assim a taxa
Há quatro modalidades de títulos de capitalização dis- de desconto simples incide sobre o valor nominal. Para cal-
poníveis no mercado. São elas: cular o desconto comercial usamos as fórmulas:
Tradicional – Restitui ao contratante o valor total dos D = N . i. n,
pagamentos efetuados ao final do prazo de vigência, des- A=N–D
de que tenham sido realizados nas datas programadas. A = N (1 – i.n)
Compra programada – Caracteriza-se pela opção do A – valor atual ( é o valor com desconto que será pago
contratante de, no momento do resgate, receber um pro- antecipadamente)
duto ou serviço, em vez de dinheiro. D – valor do desconto
Modalidade popular – Consiste no título de capitali- N – valor nominal do título ( valor a ser pago no dia do
zação que possibilita a participação em sorteios, sem que vencimento)
haja a devolução integral do valor pago. i – taxa do desconto
Modalidade incentivo – Muito utilizado em eventos n – tempo (antecipação do desconto)
promocionais, caracteriza-se pela cessão total ou parcial,
por parte da empresa que compra o título de capitalização, O valor atual pode ser chamado de valor presente ou
dá direito ao sorteio aos consumidores de um produto ou líquido
serviço.
A capitalização não permite resgate imediato. Em caso
de desistência, alguns títulos preveem prazo de carência,
isto é, um período inicial em que o capital fica indisponível
ao titular.

47
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

2) Desconto racional ou por dentro 3. D = N – A


Considera como capital o valor atual. Assim a taxa de D = 1000 – 880 = 120
desconto incide sobre o valor atual. Para calcular o descon- n = 120 dias = 4 meses
to racional usamos as fórmulas: N = 1000
D = N.i.n
120 = 1000.i.4
120 = 4000 . i
i = 120/4000
i = 0,03 = 3%
Resp: A taxa será de 3% ao mês

4. N = 1000
Problemas i= 3% a.m. = 0,03 a.m. = 0,001 ao dia
n=108 dias
1. Um título no valor nominal de 25000 reais é des- A = N (1-i.n)
contado 2 meses antes do seu vencimento, à taxa de juro A = 1000 ( 1 – 0,001.108)
simples de 2,5% ao mês. Qual o desconto racional? A = 1000 (1 – 0,108)
A = 1000 (0,892)
2. Um título no valor nominal de 25000 reais é des- A = 892
contado 2 meses antes do seu vencimento, à taxa de juro Resp: O valor atual será de 892 reais.
simples de 2,5% ao mês. Qual o desconto bancário?
5. N = 1600
3. Qual a taxa mensal simples de desconto utilizada nu- i = 1,5% a.m.
mas operação a 120 dias cujo valor nominal é de 1000 reais n= 75 dias = 2,5 meses
e o valor líquido de 880 reais?
D=
4. Calcular o valor atual de um título no valor nominal
de 1000 reais que sofreu um desconto comercial a uma
taxa de 3% a.m. em 108 dias antes do vencimento. D:
5. Um título de crédito de valor nominal de 1600 reais
sofre um desconto racional simples à taxa de 1,5% a.m.,
75 dias antes do seu vencimento. Calcule o desconto e o D=
valor atual.
A = 1600 – 57,83
Respostas: A = 1542,17
Resp: O desconto será de 57,83 reais e o valor atual de
1. N = 25000 1542,17 reais.
i = 2,5% = 0,025
n=2
Como se trata de desconto racional usaremos a fór- Descontos Compostos
mula:
O desconto (Dc) é calculado com taxa de juros
compostos, considerando n período(s) antecipado(s):

Dc = S - C

D= = 1190,48 onde, de S = C.(1 + i)n, tiramos que C = S/(1 + i)n

Resp: O desconto será de 1190,48 reais

2. Como se trata de desconto bancário, usamos a for-


mula:
D = N . i. n
D = 25000. 0,025.2
D = 1250
Resp: O desconto será de 1250 reais

48
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Questões Questão 5. Uma empresa descontou em um banco


uma duplicata de R$ 600.000,00, recebendo o líquido de
Questão 1. Um banco ao descontar notas promissórias, 516.000,00. Sabendo=se que o banco cobra uma comissão
utiliza o desconto comercial a uma taxa de juros simples de de 2% sobre o valor do título, que o regime é de juros
12% a.m.. O banco cobra, simultaneamente uma comissão simples comerciais. Sendo a taxa de juros de 96% a.a., o
de 4% sobre o valor nominal da promissória. Um cliente prazo de desconto da operação foi de:
do banco recebe R$ 300.000,00 líquidos, ao descontar uma Resposta:
promissória vencível em três meses. O valor da comissão N = 600000
é de: Ab = 516000
Resposta: h = 0.02
h = 0.04 i = 0.96 a.a.
iB = 0.12 * 3 Db = Db + N*h
Ab = N * [1 - (i*n+h)]
AB = N * [1-(iB * h)] 516000 = 600000 * [1-(0.96*n+0.02)]
300000 = N * [1-(0.12*3 * 0.04)] 0.8533 = 1 – 0.96*n – 0.02
300000 = N * [1-0.4] 0.8533 = 0.98 – 0.96*n
N = 500000 0.96 * n = 0.1267
Vc = 0.04 * N n = 0.1319 anos ≈ 45 dias
Vc = 0.04 * 500000
Vc = 20000 Questão 6. O desconto comercial simples de um título
quatro meses antes do seu vencimento é de R$ 600,00.
Questão 2. O valor atual de um título cujo valor de Considerando uma taxa de 5% a.m., obtenha o valor
vencimento é de R$ 256.000,00, daqui a 7 meses, sendo a correspondente no caso de um desconto racional simples:
taxa de juros simples, utilizada para o cálculo, de 4% a.m., é: Resposta:
Resposta: Dc = 600
N = 256000 i = 0.05 a.m.
n = 7 meses n=4
i = 0.04 a.m.
iB = n*i = 7*0.04 = 0.28 Dc = Dr * (1 + i*n)
A = N / (1+iB) = 256000 / 1.28 = 200000 600 = Dr * (1 + 0.05*4)
Dr = 600/1.2
Questão 3. O desconto simples comercial de um título Dr = 500
é de R$ 860,00, a uma taxa de juros de 60% a.a.. O valor
do desconto simples racional do mesmo título é de R$ Questão 7 – O desconto racional simples de uma
781,82, mantendo-se a taxa de juros e o tempo. Nesse as nota promissória, cinco meses antes do vencimento, é
condições, o valor nominal do rótulo é de: de R$ 800,00, a uma taxa de 4% a.m.. Calcule o desconto
Resposta: comercial simples correspondente, isto é, considerando o
Dc = 860 mesmo título, a mesma taxa e o mesmo prazo.
Dr = 781.82 Resposta:
Usando N = (Dc * Dr) / (Dc – Dr), Dr = 800
N = (860 * 781.82) / (860 – 781.82) = 672365.2 / 78.18 i = 0.04 a.m.
= 8600.22 n = 5 meses

Questão 4. O valor atual de uma duplicata é de 5 vezes Dc = Dr * (1 + i*n)


o valor de seu desconto comercial simples. Sabendo-se Dc = 800 * (1 + 0.04*5)
que a taxa de juros adotada é de 60% a.a., o vencimento do Dc = 800 * 1.2
título expresso em dias é: Dc = 960
Resposta:
i = 60% a.a. → i = 0.6 a.a. Questão 8. Um título sofre um desconto comercial de
A = N – D (valor atual é o nominal menos o desconto) R$ 9.810,00 três meses antes do seu vencimento a uma
5D = N – D → N = 6D taxa de deconto simples de 3% a.m.. Indique qual seria
A = N * ( 1 – i*n) o desconto à mesma taxa se o desconto fosse simples e
5D = 6D ( 1 – 0.6 * n) racional.
5 = 6 ( 1 – 0.6 * n) Resposta:
5 = 6 – 3.6 * n Dc = 9810
3.6 * n = 1 n = 3 meses
n = 0.277 (anos) i = 0.03 a.m.
n = 0.277 * 365 dias
n = 101.105 dias Dc = Dr * (1 + i*n)

49
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

9810 = Dr * (1 + 0.03*3) Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]


9810 = Dr * 1.09 (1+0.03)3 = 1.092727
Dr = 9810/1.09 Dcr = 10000 * 0.092727 / 1.092727
Dr = 9000 Dcr = 848.58
Dcr = N – A
Questão 9. Um título no valor nominal de R$ 848.58 = 10000 – A
10.900,00 deve sofrer um desconto comercial simples de A = 10000 – 848.58
R$ 981,00 três meses antes do seu vencimento. Todavia A = 10000 – 848.58
uma negociação levou a troca do desconto comercial por A = 9151.42
um desconto racional simples. Calcule o novo desconto,
considerando a mesma taxa de desconto mensal: Questão 12. Um título foi descontado por R$ 840,00,
Resposta: quatro meses antes de seu vencimento. Calcule o desconto
N = 10900 obtido considerando um desconto racional composto a
Dc = 981 uma taxa de 3% a.m.
n=3 Resposta:
n = 4 meses
Dc = N * i * n i = 0.03 a.m.
981 = 10900 * i * 3 A = 840
981 = 32700 * i
i = 0.03 (3% a.m.) Dcr = N – A
Dcr = N – 840
Dr = N * i * n / (1+i*n) Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
Dr = 10900 * 0.03 * 3 / (1+0.03*3) (1+0.03)4 = 1.12550881
Dr = 10900 * 0.09 / 1.09 (1+0.03)4 -1 = 0.12550881
Dr = 10900 * 0.09 / 1.09 Dcr = N * 0.12550881 / 1.12550881
Dr = 900 N * 0.12550881 / 1.12550881 = N – 840
outra forma de fazer a questão seria usando: N * 0.12550881 = 1.12550881 * N – 945.4274004
N = (Dc * Dr) / (Dc – Dr) N = 945.4274004
10900 = 981 * Dr / (981-Dr) Dcr = 945.4274004 – 840
10692900 – 10900 * Dr = 981 * Dr Dcr ≈ 105.43
11881 * Dr = 10692900
11881 * Dr = 10692900 Questão 13. Um título sofre um desconto composto
Dr = 900 racional de R$ 6.465,18 quatro meses antes do seu
vencimento. Indique o valor mais próximo do valor
Questão 10. Um título sofre desconto simples descontado do título, considerando que a taxa de desconto
comercial de R$ 1.856,00, quatro meses antes do seu é de 5% a.m.:
vencimento a uma taxa de desconto de 4% a.m.. Calcule Resposta:
o valor do desconto correspondente à mesma taxa, caso Dcr = 6465.18
fosse um desconto simples racional: n = 4 meses
Resposta: i = 0.05 a.m.
Dc = 1856
n = 4 meses Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
i = 0.04 a.m. (1+i)n = 1.21550625
(1+i)n – 1 = 0.21550625
Dc = N * i * n 6465.18 = N * 0.21550625 / 1.21550625
Dr = N * i * n / (1+i*n) N = 36465,14
Dr = 1856 / (1+0.04*4)
Dr = 1856 / 1.16 Questão 14. Um título sofre um desconto composto
Dr = 1600 racional de R$ 340,10 seis meses antes do seu vencimento.
Calcule o valor descontado do título considerando que a
Questão 11. Obtenha o valor hoje de um título de R$ taxa de desconto é de 5% a.m. (despreza os centavos):
10.000,00 de valor nominal, vencível ao fim de três meses, Resposta:
a uma taxa de juros de 3% a.m., considerando um desconto Dcr = 340.10
racional composto e desprezando os centavos. n = 6 meses
Resposta: i = 0.05 a.m.
N =10000 Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
n = 3 meses (1+0.05)6 = 1.340095640625
i = 0.03 a.m. (1+i)n – 1 = 0.340095640625
340.10 = N * 0.340095640625 / 1.340095640625

50
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

N ≈ 1340.10 A = N – Dc
Dcr = N – A A = 11245.54 – 562.277
340.10 = 1340.10 – A A = 10683.26
A = 1000
II) Dr = (N * i * n) / (1 + i * n)
Questão 15. O valor nominal de uma dívida é igual a Dr = (11245.54 * 0.03 * 2) / (1 + 0.03 * 2)
5 vezes o desconto racional composto, caso a antecipação Dr = 674.7324 / 1.06
seja de dez meses. Sabendo-se que o valor atual da dívida Dr = 636.54
(valor de resgate) é de R$ 200.000,00, então o valor nominal A = N – Dc
da dívida, sem considerar os centavos é igual a: A = 11245.54 – 636.54
Resposta: A = 10609.0
N = 5 * Drc
n = 10 meses III) Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
A = 200000 Dcr = 11245.54 * 0.05740409
Dcr = 645.54
Drc = N – A A = N – Dc
Drc = 5 * Drc – 200000 A = 11245.54 – 645.54
4 * Drc = 200000 A = 10600
Drc = 50000
Drc = N – A Nenhum item tem uma resposta certa. Mas a diferença
entre o valor atual da escolha II e a III é nove, então se houve
50000 = N – 200000 um erro na digitação da questão a resposta é a alternativa c.
N = 250000
Questão 18. Um título deveria sofrer um desconto
Questão 16. Um Commercial paper, com valor de face comercial simples de R$ 672,00, quatro meses antes do
de US$ 1.000.000,00 e vencimento daqui a três anos deve seu vencimento. Todavia, uma negociação levou à troca
ser resgatado hoje. A uma taxa de juros compostos de 10% do desconto comercial simples por um desconto racional
a.a. e considerando o desconto racional, obtenha o valor composto. Calculo o novo desconto, considerando a
do resgate. mesma taxa de 3% a.m..
Resposta: Resposta:
N = 1000000 Dc = 672
n = 3 anos n = 4 meses
i = 0.1 a.a. i = 0.03 a.m.

Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n] Dc = N * i * n


(1+i)n = 1.331 672 = N * 0.03 * 4
(1+i)n -1 = 0.331 N = 5600
Dcr = 1000000 * 0.331 / 1.331 Dcr = N * [1 - (1/(1+i)n)]
Dcr = 248,685.20 Dcr = 5600 * [1 - (1/(1+i)n)]
A = N – Drc (1+i)n = 1.12550881
A = 1000000 – 248,685.20 Dcr = 5600 * 0.12550881/1.12550881
A = 751,314.80 Dcr = 624.47

Questão 17. Uma pessoa quer descontar hoje um Questão 19. Um título é descontado por R$ 4.400,00,
título de valor nominal de R$ 11.245,54, com vencimento quatro meses antes do seu vencimento. Obtenha o valor de
para daqui a 60 dias, e tem as seguintes opções: face do título, considerando que foi aplicado um desconto
I – desconto simples racional, taxa de 3% a.m.; racional composto a uma taxa de 3% a.m. (despreze os
II – desconto simples comercial, taxa de 2,5% a.m.; centavos, se houver).
III – desconto composto racional, taxa de 3% a.m. Resposta:
A = 4400
Se ela escolher a opção I, a diferença entre o valor n = 4 meses
líquido que receberá e o que receberia se escolhesse a i = 0.03 a.m.
opção: A = N – Drc
Resposta: A + Drc = N
N = 11245.54 Drc = N * [1 - (1/(1+i)n)]
n = 60 dias = 2 meses (1+i)n = 1.12550881
I) Dc = N * i * n Drc = N * 0.12550881 / 1.12550881
Dc = 11245.54 * 0.025 *2 Drc = (A + Drc) * 0.12550881 / 1.12550881
Dc = 562.277 Drc = (4400 + Drc) * 0.12550881 / 1.12550881

51
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Drc = (4400 + Drc) * 0.12550881 / 1.12550881 Taxa Nominal


Drc = 490.657 + Drc * 0.12550881 / 1.12550881 A taxa nominal de juros relativa a uma operação finan-
Drc – Drc * 0.12550881 / 1.12550881 = 490.657 ceira pode ser calculada pela expressão:
Drc * (1 – 0.12550881 / 1.12550881) = 490.657 Taxa nominal = Juros pagos / Valor nominal do emprés-
Drc * 0.888487048 = 490.657 timo
Drc = 552.23 Assim, por exemplo, se um empréstimo de $100.000,00,
N = A + Drc deve ser quitado ao final de um ano, pelo valor monetário
N = 4400 + 552.23 de $150.000,00, a taxa de juros nominal será dada por:
N = 4952.23 Juros pagos = Jp = $150.000 – $100.000 = $50.000,00
Taxa nominal = in = $50.000 / $100.000 = 0,50 = 50%
Questão 20. Antônio emprestou R$ 100.000,00 a
Carlos, devendo o empréstimo ser pago após 4 meses, Sem dúvida, se tem um assunto que gera muita con-
acrescido de juros compostos calculados a uma taxa de fusão na Matemática Financeira são os conceitos de taxa
15% a.m., com capitalização diária. Três meses depois nominal, taxa efetiva e taxa equivalente. Até na esfera judi-
Carlos decide quitar a dívida, e combina com Antônio cial esses assuntos geram muitas dúvidas nos cálculos de
uma taxa de desconto racional composto de 30% a.b. (ao empréstimos, financiamentos, consórcios  e etc.
bimestre), com capitalização mensal. Qual a importância Vamos tentar esclarecer esses conceitos, que na maio-
paga por Carlos a título de quitação do empréstimo. ria das vezes nos livros e apostilas disponíveis no mercado,
Resposta: não são apresentados de uma maneira clara.
N = 100000 Temos a chamada taxa de juros nominal, quando esta
n = 4 meses = 120 dias não é realmente a taxa utilizada para o cálculo dos juros
i = 15% a.m. = 0.5% a.d. = 0.005 a.d. (é uma taxa “sem efeito”). A capitalização (o prazo de for-
mação e incorporação de juros ao capital inicial) será dada
M =C * (1+i)n através de outra  taxa,  numa unidade de tempo diferente,
M =100000 * (1+0.005)120 taxa efetiva.
M = 181939.67 Como calcular a taxa que realmente vai ser utilizada;
A = M / (1+0.3/2)
isto é, a taxa efetiva?
A = 158208.4
Vamos acompanhar através do exemplo
Questão 21. Calcule o valor nominal de um título
Taxa Efetiva
que, resgatado 1 ano e meio antes do vencimento, sofreu
Calcular o montante de um capital de R$ 1.000,00 (mil
desconto racional composto de R$ 25000,00, a uma taxa de
reais), aplicados durante 18 (dezoito) meses, capitalizados
30% a.a., com capitalização semestral.
mensalmente, a uma taxa de 12% a.a. Explicando o que é
Resposta:
n = 1.5 anos = 3 semestres taxa Nominal, efetiva mensal e equivalente mensal:
Drc = 25000 Respostas e soluções:
i = 0.3 a.a. = 0.15 a.s. 1) A taxa Nominal é 12% a.a; pois o capital não vai ser
capitalizado com a taxa anual.
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n] 2) A taxa efetiva mensal a ser utilizada depende de
(1+i)n = 1.520875 duas convenções: taxa proporcional mensal ou taxa equi-
(1+i)n -1 = 0.520875 valente mensal.
25000 = N * 0.520875 / 1.520875 a) Taxa proporcional mensal (divide-se a taxa anual por
N = 25000 * 1.520875 / 0.520875 12): 12%/12 = 1% a.m.
N = 72996.16 b) Taxa equivalente mensal (é aquela que aplicado aos
R$ 1.000,00, rende os mesmos juros que a taxa anual apli-
cada nesse mesmo capital).
TAXAS DE JUROS: NOMINAL, EFETIVA,  
EQUIVALENTES, PROPORCIONAIS, REAL E Cálculo da taxa equivalente mensal:
APARENTE.

 
Podemos definir a taxa nominal como aquela em que onde:
a unidade de referência do seu tempo não coincide com a iq : taxa equivalente para o prazo que eu quero
unidade de tempo dos períodos de capitalização. É usada it : taxa para o prazo que eu tenho
no mercado financeiro, mas para cálculo deve-se encontrar q : prazo que eu quero
a taxa efetiva. Por exemplo, a taxa nominal de 12% ao ano, t : prazo que eu tenho
capitalizada mensalmente, resultará em uma taxa mensal
de 1% ao mês. Entretanto, quando esta taxa é capitalizada
pelo regime de juros compostos, teremos uma taxa efetiva  
de 12,68% ao ano. iq = 0,009489 a.m  ou  iq = 0,949 % a.m.

52
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

3) Cálculo do montante pedido, utilizando a taxa efe- 1 + ia = 1,2682 


tiva mensal ia = 1,2682 – 1 
ia = 0,2682 
a) pela convenção da taxa proporcional: ia = 26,82% 
M = c (1 + i)n A taxa anual de juros equivalente a 2% ao mês é de
M = 1000 (1 + 0,01) 18 = 1.000 x  1,196147 26,82%. 
M = 1.196,15
  As pessoas desatentas poderiam pensar que a taxa
b) pela convenção da taxa equivalente: anual nesse caso seria calculada da seguinte forma: 2% x
12 = 24% ao ano. Como vimos, esse tipo de cálculo não
M = c (1 + i)n procede, pois a taxa anual foi calculada de forma correta e
M = 1000 (1 + 0,009489) 18 = 1.000 x  1,185296 corresponde a 26,82% ao ano, essa variação ocorre porque
M = 1.185,29 temos que levar em conta o andamento dos juros compos-
  tos (juros sobre juros). 
NOTA: Para comprovar que a taxa de 0,948% a.m é
equivalente a taxa de 12% a.a, basta calcular o montante Taxa Real
utilizando a taxa anual, neste caso  teremos que transfor- A taxa real expurga o efeito da inflação. Um aspecto
mar 18 (dezoito) meses em anos para fazer o cálculo, ou interessante sobre as taxas reais de juros, é que elas podem
seja : 18: 12 = 1,5 ano. Assim: ser inclusive, negativas.
M = c (1 + i)n Vamos encontrar uma relação entre as taxas de juros
M = 1000 (1 + 0,12) 1,5 = 1.000 x  1,185297 nominal e real. Para isto, vamos supor que um determinado
M = 1.185,29 capital P é aplicado por um período de tempo unitário, a
  certa taxa nominal in
Conclusões: O montante S1 ao final do período será dado por S1 =
- A taxa nominal é 12% a.a, pois não foi aplicada no P(1 + in).
cálculo do montante. Normalmente a taxa nominal vem Consideremos agora que durante o mesmo período, a
sempre ao ano! taxa de inflação (desvalorização da moeda) foi igual a j. O
- A taxa efetiva mensal, como o próprio nome diz, é capital corrigido por esta taxa acarretaria um montante S2
aquela que foi utilizado para cálculo do montante. Pode = P (1 + j).
ser uma taxa proporcional mensal (1 % a.m.) ou uma taxa A taxa real de juros, indicada por r, será aquela aplicada
equivalente mensal (0,949 % a.m.). ao montante S2, produzirá o montante S1. Poderemos en-
- Qual a taxa efetiva mensal que devemos utilizar? Em tão escrever: S1 = S2 (1 + r)
se tratando de concursos públicos, a grande maioria das Substituindo S1 e S2 , vem:
bancas examinadoras utilizam a convenção da taxa propor- P(1 + in) = (1+r). P (1 + j)
cional. Em se tratando do mercado financeiro, utiliza-se a Daí então, vem que:
convenção de taxa equivalente. (1 + in) = (1+r). (1 + j), onde:
in = taxa de juros nominal
Taxa Equivalente j = taxa de inflação no período
Taxas Equivalentes são taxas que quando aplicadas ao r = taxa real de juros
mesmo capital, num mesmo intervalo de tempo, produzem Observe que se a taxa de inflação for nula no período,
montantes iguais. Essas taxas devem ser observadas com isto é, j = 0, teremos que as taxas nominal e real são coin-
muita atenção, em alguns financiamentos de longo prazo, cidentes.
somos apenas informados da taxa mensal de juros e não Exemplo
tomamos conhecimento da taxa anual ou dentro do pe- Numa operação financeira com taxas pré-fixadas, um
ríodo estabelecido, trimestre, semestre entre outros. Uma banco empresta $120.000,00 para ser pago em um ano
expressão matemática básica e de fácil manuseio que nos com $150.000,00. Sendo a inflação durante o período do
fornece a equivalência de duas taxas é:  empréstimo igual a 10%, pede-se calcular as taxas nominal
1 + ia = (1 + ip)n, onde:  e real deste empréstimo.
ia = taxa anual  Teremos que a taxa nominal será igual a:
ip = taxa período in = (150.000 – 120.000)/120.000 = 30.000/120.000 =
n: número de períodos  0,25 = 25%
Portanto in = 25%
Observe alguns cálculos:  Como a taxa de inflação no período é igual a j = 10% =
0,10, substituindo na fórmula anterior, vem:
Exemplo 1 (1 + in) = (1+r). (1 + j)
Qual a taxa anual de juros equivalente a 2% ao mês? (1 + 0,25) = (1 + r).(1 + 0,10)
Temos que: 2% = 2/100 = 0,02  1,25 = (1 + r).1,10
1 + ia = (1 + 0,02)12  1 + r = 1,25/1,10 = 1,1364
1 + ia = 1,0212 Portanto, r = 1,1364 – 1 = 0,1364 = 13,64%

53
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Se a taxa de inflação no período fosse igual a 30%, te- Exemplo


ríamos para a taxa real de juros: Um banco oferece uma aplicação na qual a taxa de ju-
(1 + 0,25) = (1 + r).(1 + 0,30) ros efetiva corresponde a 12% ao ano. Considerando-se
1,25 = (1 + r).1,30 que no mesmo período fora registrada uma inflação de
1 + r = 1,25/1,30 = 0,9615 5%, podemos afirmar que a taxa de 12% oferecida pelo
Portanto, r = 0,9615 – 1 = -,0385 = -3,85% e, portanto banco não foi a taxa real de remuneração do capital, mas
teríamos uma taxa real de juros negativa. sim uma taxa aparente, pois os preços nesse período foram
reajustados.
Exemplo Para descobrirmos a taxa de juros real, devemos aplicar
$100.000,00 foi emprestado para ser quitado por o capital à taxa de 12% e corrigir monetariamente o mes-
$150.000,00 ao final de um ano. Se a inflação no período mo capital usando o índice inflacionário do período. Feitos
foi de 20%, qual a taxa real do empréstimo? esses cálculos basta realizar a comparação entre os valores
Resposta: 25% obtendo a taxa real de rendimento.
Supondo um capital de R$ 150,00, determine a taxa
Taxas Proporcionais real de acordo com as condições demonstradas.
Para se compreender mais claramente o significado
destas taxas deve-se reconhecer que toda operação envol- Montante da aplicação referente à taxa de juros de 12%
ve dois prazos: 150 * 1,12 = 168
- o prazo a que se refere à taxa de juros; e
- o prazo de capitalização (ocorrência) dos juros. (AS- Montante da correção do índice inflacionário correspon-
SAF NETO, 2001). dente a 5%
150 * 1,05 = 157,5
Taxas Proporcionais: duas (ou mais) taxas de juro sim- Observe que o ganho real foi de R$ 10,50 em relação
ples são ditas proporcionais quando seus valores e seus ao valor corrigido de acordo com o índice inflacionário.
respectivos períodos de tempo, reduzidos a uma mesma Portanto, a taxa real pode ser dada pela seguinte divisão:
unidade, forem uma proporção. (PARENTE, 1996). Exem- 10,5 / 157,5 = 0,066 = 6,6%
plos A taxa real foi de 6,6%.
Podemos determinar a taxa real, a taxa aparente e a
1) Calcular a taxa anual proporcional a: (a) 6% ao inflação de uma forma simples, utilizando a seguinte ex-
mês; (b) 10% ao bimestre. pressão matemática:
Solução: 1 + i a = ( 1 + ir ) * ( 1 + I )

a) i = 6% ∙ 12 = 72% ao ano Onde:


b) i = 10% ∙ 6 = 60% ao ano ia = taxa aparente
ir = taxa real
2) Encontrar as taxas de juro simples mensal, tri- I = inflação
mestral e anual, proporcionais a 2% ao dia.
Exemplo 1
Solução Um empréstimo foi realizado a uma taxa de 32% ao
ano. Considerando-se que a inflação do período foi de
1 mês = 30 dias : 2% a.d = ( 2 ∙ 30)% a.m = 60% a.m 21%, determine a taxa real anual.
1 trimestre = 90 dias : 2% a.d = ( 2 ∙ 90)% a.t = Taxa aparente = 32% = 0,32
180&% a.t Inflação = 21% = 0,21
1 ano = 360 dias : 2% a.d = (2 ∙ 360)% a.a = 720% 1 + 0,32 = (1 + ir) * (1 + 0,21)
a.a 1,32 = (1 + ir) * 1,21
Taxa Aparente 1,32/1,21 = 1 + ir
Os rendimentos financeiros são responsáveis pela cor- 1,09 = 1 + ir
reção de capitais investidos perante uma determinada taxa ir = 1,0909 – 1
de juros. As taxas de juros são corrigidas pelo governo de ir = 0,0909
acordo com os índices inflacionários referentes a um perío- ir = 9,09%
do. Isso ocorre, no intuito de corrigir a desvalorização dos A taxa real anual foi equivalente a 9,09%.
capitais aplicados durante uma crescente alta da inflação.
Entendemos por taxa aparente, o índice responsável Exemplo 2
pelas operações correntes. Dizemos que a taxa real e a Uma instituição financeira cobra uma taxa real aparen-
aparente são as mesmas quando não há a incidência de te de 20% ano, com a intenção de ter um retorno real de
índices inflacionários no período. Mas quando existe infla- 8% ao ano. Qual deve ser a taxa de inflação?
ção, a taxa aparente será formada por dois componentes: Taxa aparente = 20% = 0,2
um ligado à inflação e outro, ao juro real. Taxa real = 8% = 0,08
1 + 0,2 = (1 + 0,08) * (1 + I)

54
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

1,2 = 1,08 * (1 + I) 2)
1,2 / 1,08 = 1 + I Taxa real: ir = [(1+ ie ) / (1 + f)] - 1
1,11 = 1 + I ir = [(1+ 0,018 ) / (1 + 0,011)] - 1
1,11 – 1 = I ir = ( 1,018 / 1,011 ) – 1 = 1,0069 = 0,0069 ou 0,69%
I = 0,11
I = 11% Resposta: letra “a”.
A taxa de inflação deve ser igual a 11%.
3) Taxa real: ir = [(1+ ie ) / (1 + f)] - 1
Exemplo 3 ir = [(1+ 0,009 ) / (1 + 0,007)] - 1
Qual deve ser a taxa aparente que equivale a uma taxa ir = ( 1,009 / 1,007 ) – 1 = 1,001986 = 0,001986 ou
real de 1,2% ao mês e uma inflação de 15% no período? 0,1986%
Taxa real = 1,2% = 0,012
Inflação = 15% = 0,15 Resposta: letra “a”.
1 + ia = (1 + 0,012) * (1 + 0,15)
1 + ia = 1,012 * 1,15
1 + ia = 1,1638
ia = 1,1638 – 1 PLANOS OU SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO
ia = 0,1638 DE EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS.
ia = 16,38%

Questões
É a maneira como uma dívida evolui, por meio de pa-
1)[TCU] Uma financeira pretende ganhar 12% a.a. de gamentos periódicos. A soma das prestações corresponde-
juros em cada financiamento. Supondo que a inflação rá ao reembolso dos juros e do capital.
anual seja de 2.300%, a financeira deverá cobrar, a título de
taxa de juros nominal anual: Prestação = amortização + juros

A. 2.358% Há diferentes formas de amortização, conforme des-


B. 2.588% critas a seguir.
C. 2.858%
D. 2.868% Para os exemplos numéricos descritos nas tabelas, em
E. 2.888% todas as diferentes formas de amortização, utilizaremos o
mesmo exercício: uma dívida de valor inicial de R$ 100 mil,
2)[Cespe-UNB, CEF Gerente Junior 2000] Um capital foi prazo de três meses e juros de 3% ao mês.
aplicado por 30 dias à taxa mensal de 1,8%. Se a inflação
no período foi de 1,1%, a taxa real de juros foi de, aproxi- Pagamento único
madamente: É a quitação de toda a dívida (amortização + juros) em
um único pagamento, ao final do período. Utilizamos a
A. 0,69% a.m. mesma fórmula do montante:
B. 0,75% a.m.
C. 1,64% a.m. Nos juros simples:
D. 1,87% a.m.
E. 2,90% a.m.
M = C (1 + i×n)
M = montante
3)[Vunesp, Banco Central ] Sabendo-se que a taxa efe-
tiva é de 0,9% e que a taxa de inflação é 0,7% no mês, o C = capital inicial
valor da taxa real nesse mês é de: i = taxa de juros
n = período
A. 0,1986%
B. 0,2136%
C. 0,1532% Nos juros compostos:
D. 0,4523%
E. 0,1642% M = C (1+i)n
Resolução M = montante
C = capital inicial
1)Busca-se a taxa aparente, dada por: iap = [(1+ ir ) x (1 i = taxa de juros
+ f)]-1 n = período
iap = [(1+ 23 ) x (1 + 0,12)]-1
iap = 26,88 – 1 = 25,88 ou 2.588% Nos juros simples:

Resposta: letra “b”.

55
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 - - 103.000,00
2 3.000,00 - - 106.000,00
3 3.000,00 100.000,00 109.000,00 -

Nos juros compostos:


n Juros Amortização Prestação Saldo devedor
0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 - - 103.000,00
2 3.090,00 - - 106.090,00
3 3.182,70 100.000,00 109.272,70 -

Sistema Price (Sistema Francês)


Foi elaborado para apresentar pagamentos iguais ao longo do período do desembolso das prestações. A fórmula para
encontrarmos a prestação é dada a seguir:

PMT = VP . _i.(1+i)n_
(1+i)n -1

PMT = valor da prestação


VP = valor inicial do empréstimo
i = taxa de juros
n = período

A fórmula foi desenvolvida, considerando-se apenas a capitalização por juros compostos. O resultado é listado a seguir:

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 32.353,04 35.353,04 67.646,96
2 2.029,41 33.323,63 35.353,04 34.323,33
3 1.029,71 34.323,33 35.353,04 -

Sistema de Amortização Misto (SAM)


É a média aritmética das prestações calculadas nas duas formas anteriores (SAC e Price). É encontrado pela fórmula:

PMTSAM = (PTMSAC + PMTPRICE) / 2

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 32.843,19 35.843,19 67.156,81
2 2.014,70 33.328,49 35.343,19 33.828,32
3 1.014,87 33.828,32 34.843,19 -

Sistema de Amortização Crescente (SACRE)


Este sistema, criado pela Caixa Econômica Federal (CEF), é uma das formas utilizadas para o cálculo das prestações
dos financiamentos imobiliários. Usa-se, para o cálculo do valor das prestações, a metodologia do sistema de amortização
constante (SAC) anual, desconsiderando-se o valor da Taxa Referencial de Juros (TR). Esta é incluída posteriormente, resul-
tando em uma amortização variável. Chamar de “amortização crescente” parece-nos inadequado, pois pode resultar em
amortizações decrescentes, dependendo da ocorrência de TR com valor muito baixo.

56
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Sistema Alemão
Neste caso, a dívida é liquidada também em prestações iguais, exceto a primeira, onde no ato do empréstimo (momen-
to “zero”) já é feita uma cobrança dos juros da operação. As prestações, a primeira amortização e as seguintes são definidas
pelas três seguintes fórmulas:

PMT = _ Vp.i _
1- (1+i)n
PMT = valor da prestação
VP = valor inicial do empréstimo
i = taxa de juros
n = período

A1 = PMT . (1- i)n-1


A1 = primeira amortização
PMT = valor da prestação
i = taxa de juros
n = período

An = An-1 _
(1- i)
An = amortizações posteriores (2º, 3º, 4º, ...)
An-1 = amortização anterior
i = taxa de juros
n = período

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 3.000,00 - 3.000,00 100.000,00
1 2.030,30 32.323,34 34.353,64 67.676,66
2 1.030,61 33.323,03 34.353,64 34.353,63
3 - 34.353,64 34.353,64 (0,01)

OBS: os resíduos em centavos, como saldo devedor final na tabela anterior, são resultados de arredondamento do
cálculo e serão desconsiderados.

Sistema de Amortização Constante – SAC


Consiste em um sistema de amortização de uma dívida em prestações periódicas, sucessivas e decrescentes em pro-
gressão aritmética, em que o valor da prestação é composto por uma parcela de juros uniformemente decrescente e outra
de amortização que permanece constante.
Sistema de Amortização Constante (SAC) é uma forma de amortização de um empréstimo por prestações que incluem
os juros, amortizando assim partes iguais do valor total do empréstimo.
Neste sistema o saldo devedor é reembolsado em valores de amortização iguais. Desta forma, no sistema SAC o valor
das prestações é decrescente, já que os juros diminuem a cada prestação. O valor da amortização é calculado dividindo-se
o valor do principal pelo número de períodos de pagamento, ou seja, de parcelas.
O SAC é um dos tipos de sistema de amortização utilizados em financiamentos imobiliários. A principal característica
do SAC é que ele amortiza um percentual fixo do saldo devedor desde o início do financiamento. Esse percentual de amor-
tização é sempre o mesmo, o que faz com que a parcela de amortização da dívida seja maior no início do financiamento,
fazendo com que o saldo devedor caia mais rapidamente do que em outros mecanismos de amortização.

Exemplo:

Um empréstimo de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) a ser pago em 12 meses, a uma taxa de juros de 1% ao mês
(em juros simples). Aplicando a fórmula para obtenção do valor da amortização, iremos obter um valor igual a R$ 10.000,00
(dez mil reais). Essa fórmula é o valor do empréstimo solicitado divido pelo período, sendo nesse caso: R$ 120.000,00 / 12
meses = R$ 10.000,00. Logo, a tabela SAC fica:

57
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Saldo
Nº Prestação Prestação Juros Amortização
Devedor
0 120000
1 11200 1200 10000 110000
2 11100 1100 10000 100000
3 11000 1000 10000 90000
4 10900 900 10000 80000
5 10800 800 10000 70000
6 10700 700 10000 60000
7 10600 600 10000 50000
8 10500 500 10000 40000
9 10400 400 10000 30000
10 10300 300 10000 20000
11 10200 200 10000 10000
12 10100 100 10000 0

Note que o juro é sempre 10% do saldo devedor do mês anterior, já a prestação é a soma da amortização e o juro.
Sendo assim, o juro é decrescente e diminui sempre na mesma quantidade, R$ 100,00. O mesmo comportamento tem as
prestações. A soma das prestações é de R$ 127.800,00, gerando juros de R$ 7.800,00.
Outra coisa a se observar é que as parcelas e juros diminuem em progressão aritmética (PA) de r=100.

Sistema Americano
O tomador do empréstimo paga os juros mensalmente e o principal, em um único pagamento final.
Considera-se apenas o regime de juros compostos:

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 - 3.000,00 100.000,00
2 3.000,00 - 3.000,00 100.000,00
3 3.000,00 100.000,00 103.000,00 -

Sistema de Amortização Constante (SAC) ou Sistema Hamburguês


O tomador do empréstimo amortiza o saldo devedor em valores iguais e constantes ao longo do período.
Considera-se apenas o regime de juros compostos:

n Juros Amortização Prestação Saldo devedor


0 - - - 100.000,00
1 3.000,00 33.333,33 36.333,33 66.666,67
2 2.000,00 33.333,33 35.333,33 33.333,34
3 1.000,00 33.333,34 34.333,34 -

Qual a melhor forma de amortização?


A tabela abaixo lista o fluxo de caixa nos diversos sistemas de amortização discutidos nos itens anteriores.
N Pgto único (jrs comp.) Sistema Americano SAC PRICE SAM Alemão
0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00
1 - (3.000,00) (36.333,33) (35.353,04) (35.843,19) (34.353,64)
2 - (3.000,00) (35.333,33) (35.353,04) (35.343,19) (34.353,64)
3 (109.272,70) (103.000,00) (34.333,34) (35.353,04) (34.843,19) (34.353,64)

58
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

As várias formas de amortização utilizadas pelo mercado brasileiro, em sua maioria, consideram o regime de capitali-
zação por juros compostos. A comparação entre estas, por meio do VPL (vide item 6.2), demonstra que o custo entre elas
se equivale. Vejam: no nosso exemplo, todos, exceto no sistema alemão, os juros efetivos cobrados foram de 3% ao mês
(regime de juros compostos) ou 9,27% no acumulado dos três meses.

n Pgto único (jrs comp.) Sistema Americano SAC PRICE SAM Alemão
0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00
1 - (2.912,62) (35.275,08) (34.323,34) (34.799,21) (33.353,04)
2 - (2.827,79) (33.305,05) (33.323,63) (33.314,35) (32.381,60)
3 (100.000,00) (94.259,59) (31.419,87) (32.353,04) (31.886,45) (31.438,44)
VPL - - - - - (173,09)

OBS: tabela com as prestações dos sistemas anteriores, descontada da taxa (juros compostos) de 3% ao mês.
Considerando o custo de oportunidade de 2% ao mês, isto é, abaixo do valor do empréstimo, teríamos a tabela abaixo.
Isso seria uma situação mais comum: juros do empréstimo mais caro que uma aplicação no mercado. Neste caso, quanto
menor (em módulo) o VPL, melhor para o tomador do empréstimo, ou seja, o sistema SAC seria o melhor sob o ponto de
vista financeiro.

n Pgto único (jrs comp.) Sistema Americano SAC PRICE SAM Alemão
0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00
1 - (2.941,18) (35.620,91) (34.659,84) (35.140,38) (33.680,04)
2 - (2.883,51) (33.961,29) (33.980,24) (33.970,77) (33.019,64)
3 (102.970,11) (97.059,20) (32.353,07) (33.313,96) (32.833,52) (32.372,20)
VPL (2.970,11) (2.883,88) (1.935,28) (1.954,04) (1.944,67) (2.071,88)

OBS: tabela com as prestações dos sistemas anteriores, descontada da taxa (juros compostos) de 2% ao mês.
Outra situação seria considerarmos um empréstimo com taxa de juros abaixo do mercado. Neste exemplo a seguir,
teremos como custo de oportunidade a taxa de 4% ao mês. Isso, na vida real, não será comum: juros do empréstimo mais
barato do que uma aplicação no mercado. Assim, como no exemplo anterior, quanto maior o VPL, melhor para o tomador
do empréstimo, ou seja, o sistema de pagamento único, sob o ponto de vista financeiro, é o melhor, como no caso abaixo.

n Pgto único (jrs comp.) Sistema Americano SAC PRICE SAM Alemão
0 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00 97.000,00
1 - (2.884,62) (34.935,89) (33.993,31) (34.464,61) (33.032,34)
2 - (2.773,67) (32.667,65) (32.685,87) (32.676,77) (31.761,87)
3 (97.143,03) (91.566,62) (30.522,21) (31.428,72) (30.975,47) (30.540,26)
VPL 2.856,97 2.775,09 1.874,24 1.892,10 1.883,16 1.665,53

OBS: tabela com as prestações dos sistemas anteriores, descontada da taxa (juros compostos) de 4% ao mês.
Referências

Passei Direto. Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/1599335/exercicios_matematica_finaceiraexerci-


cios_matematica_finaceira

Questões
1)[Quadrix, CRM-GO 2004, Técnico em Contabilidade (nível médio)] Qual dos sistemas de amortização abaixo propõe
o valor constante (fixo) para a prestação de um empréstimo?
SAC – Sistema de Amortização Constante
SAM – Sistema de Amortização Misto.
SAD – Sistema de Amortização Decrescente.
SAF – Sistema de Amortização Francês “Price”
Qualquer das anteriores com os juros mensais constantes.

59
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

2)[Quadrix, CREF4-SP 2004 (nível superior)] Sobre os 2)


sistemas de amortização de empréstimo e financiamentos, A. ERRADO. SAF ou sistema price ou “tabela price”
pode-se afirmar que (considere SAC – Sistema de Amorti- tem prestações iguais.
zação Constante e SAF – Sistema de Amortização Francês B. CERTO. Tem prestações decrescentes.
“Price”): C. ERRADO. O sistema utilizado não define a taxa a
A. SAC e SAF sempre têm prestações iguais. ser praticada.
B. SAC tem prestações decrescentes. D. ERRADO. Vide resposta letra “a”.
C. Os juros sempre são maiores no SAC. E. ERRADO. A letra “b” está correta.
D. O SAF tem prestações crescentes.
E. Nenhuma das alternativas acima está correta. Resposta: letra “b”.

3)[Quadrix, CREF4-SP 2004 (nível superior)] Ainda con- 3)


siderando o item anterior, qual das alternativas abaixo é A. CERTO. SAF ou sistema price ou “tabela price” tem
falsa? prestações iguais.
A. O SAF caracteriza-se por prestações iguais. B. CERTO. As amortizações (vide fórmula) são cres-
B. No SAF as amortizações são crescentes. centes.
C. No SAC as amortizações são constantes. C. CERTO. No SAC, as amortizações são constantes e
D. O SAF sempre terá juros implícitos maiores que o as prestações decrescentes.
SAC. D. ERRADO. A taxa implícita é a mesma em cada um.
E. No SAC, o valor da amortização é obtido pela di- E. CERTO. Vide fórmula.
visão do capital emprestado pelo número de prestações.
Resposta: letra “d”.
4))[Cesp-UnB, CEF-Gerente Junior 2000] Um capital de
R$ 36.000,00 foi financiado através do Sistema SAC (Siste- 4)
ma de Amortização Constante) em 12 prestações mensais, A amortização é dada pela divisão : 36.000/12 =
vencendo a primeira 30 dias após a assinatura do contrato. 3.000,00
Considerando uma taxa de 5% a.m., o valor da sexta pres- Os juros por: saldo devedor x i = 36.000 x 0,05 =
tação foi igual a: 1.800,00
A prestação é a soma das anteriores.
a) R$ 4.500,00
b) R$ 4.350,00   juros amort PMT sd devedor
c) R$ 4.200,00 0 36.000,00
d) R$ 4.100,00
1 1.800,00 3.000,00 4.800,00 33.000,00
e) R$ 4.050,00
2 1.650,00 3.000,00 4.650,00 30.000,00
5) (BB-2010-FCC) Um empréstimo no valor de R$ 3 1.500,00 3.000,00 4.500,00 27.000,00
80.000,00 deverá ser pago por meio de 5 prestações men- 4 1.350,00 3.000,00 4.350,00 24.000,00
sais, iguais e consecutivas, vencendo a primeira um mês
após a data da concessão do empréstimo. Sabe-se que foi 5 1.200,00 3.000,00 4.200,00 21.000,00
utilizado o Sistema Francês de Amortização (Tabela Price) 6 1.050,00 3.000,00 4.050,00 18.000,00
com uma taxa de juros compostos de 3% ao mês, encon-
trando-se R$ 17.468,00 para o valor de cada prestação. Resposta: letra “e”.
Imediatamente após o pagamento da primeira prestação,
se S representa o percentual do saldo devedor com relação 5)
ao valor do empréstimo, então Resolução:
(A) 77% ≤ S < 78% Valor da primeira amortização:
(B) 78% ≤ S < 79% Am = prestação – juros
(C) 79% ≤ S < 80% Am = 17468 – 3% de 80000
(D) 80% ≤ S < 81% Am = 17468 – 2400 = 15068
(E) 81% ≤ S < 82% o saldo devedor ficou:
80000 – 15068 = 64932
Resolução logo, o percentual do saldo devedor com
relação ao valor do empréstimo será:
1) S = 64932/80000 = 0,81165 = 81,165%
Das opções acima, a única que propõe prestação uni-
forme é o SAF ou “tabela price’. Alternativa E

Resposta: letra “d”.

60
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Imposto Sobre Operações de Seguro


CÁLCULO FINANCEIRO: CUSTO
Alíquota: 25%
REAL EFETIVO DE OPERAÇÕES DE
Alíquotas reduzidas vigentes:
FINANCIAMENTO, EMPRÉSTIMO E Nas operações de resseguro, de seguro obrigatório
INVESTIMENTO. vinculado a financiamento de imóvel habitacional, reali-
zado por agente do Sistema Financeiro de Habitação, de
seguro de crédito à exportação e de transporte internacio-
nal de mercadorias, de seguro aeronáutico e de seguro de
Alíquotas do Imposto sobre Operações de Crédito, responsabilidade civil pagos por transportador aéreo e nas
Câmbio e Seguros - IOF operações em que o valor dos prêmios seja destinado ao
custeio dos planos de seguro de vida com cobertura por
Imposto Sobre Operações de Crédito sobrevivência: zero;
Nas operações de seguro de vida e congêneres, de aci-
Alíquota: máxima de 1,5% ao dia sobre o valor das dentes pessoais e do trabalho, incluídos os seguros obriga-
operações de crédito. tórios de danos pessoais causados por veículos automoto-
Alíquota reduzida vigente: res de vias terrestres e por embarcações, ou por sua carga,
Incidente sobre operações contratadas por  Pessoas a pessoas transportadas ou não: 0,38%;
Jurídicas: Nas operações de seguros privados de assistência à
a) 0,00137% ao dia para Pessoas Jurídicas optantes saúde: 2,38%;
pelo Simples Nacional, em operações iguais ou inferiores Nas demais operações: 7,38%;
a R$ 30.000,00;
b) 0,0041% ao dia para os demais casos; Imposto Sobre Operações Relativas a Títulos ou Va-
Incidente sobre operações contratadas por  Pessoas Fí- lores Mobiliários
sicas: 0,0082%  ao dia;
Alíquota: máxima de 1,5% ao dia.
Nas aplicações feitas por investidores estrangeiros em
Alíquota adicional vigente: Incide 0,38% sobre as ope-
quotas de Fundo Mútuo de Investimento em Empresas
rações de crédito, independentemente do prazo das ope-
Emergentes e em quotas de Fundo de Investimento Imo-
rações contratadas por  pessoas físicas ou jurídicas;
biliário, alíquota de 1,5% ao dia, limitada a 5% para fundos
Há casos com incidência de alíquota zero. Vide art. 8º
regulares em até um ano da data do registro das quotas na
do Dec. Nº 6.306, de 14 de dezembro de 2007.
CVM e limitada a 10% para os fundos sem funcionamento
regular.
Imposto Sobre Operações de Câmbio No resgate, cessão ou repactuação de operações com
títulos ou valores mobiliários: alíquota de 1% ao dia, limi-
Alíquota máxima: 25%. tado ao rendimento da operação, em função do prazo, de
A alíquota foi reduzida a 0,38%, excetuadas as hipó- acordo com Tabela anexa ao Decreto n. 6.306, de 2007. Nos
teses previstas nos incisos do Art. 15- A do Dec. nº 6.306, resgates realizados depois de 30 dias a alíquota fica redu-
de 2007. zida a zero.
No resgate de quotas de fundos de investimento antes
Exemplificando: de completado o prazo de carência para crédito de rendi-
mentos: alíquota de 0,5% ao dia.
1) - Nas liquidações de operações de câmbio contrata- Na cessão de ações que sejam admitidas à negociação
das a partir de 7 de abril de 2011, para ingresso de recursos em bolsa de valores localizada no Brasil, com o fim especí-
no País, inclusive por meio de operações simultâneas, re- fico de lastrear a emissão de depositary receipts negocia-
ferente a empréstimo externo, sujeito a registro no Banco dos no exterior, a alíquota é de 1,5%.
Central do Brasil, contratado de forma direta ou mediante Imposto Sobre Operações com Ouro Ativo Financeiro
emissão de títulos no mercado internacional com prazo ou Instrumento Cambial: alíquota de 1%.
médio mínimo de até setecentos e vinte dias: seis por cen- Todos os rendimentos, provenientes de aplicações fi-
to. (Redação dada pelo Decreto nº 7.457, de 6 de abril de nanceiras em Fundos de Investimentos sem prazo de ca-
2011). rência, são tributados pelo Imposto sobre Operações Fi-
2) - Nas operações de câmbio destinadas ao cumpri- nanceiras - IOF, conforme determinação legal da Portaria
mento de obrigações de administradoras de cartão de cré- 264, do Ministério da Fazenda. A alíquota é de 1% ao dia,
dito ou de bancos comerciais ou múltiplos na qualidade de limitado ao rendimento da operação, de acordo com a ta-
emissores de cartão de crédito decorrentes de aquisição bela abaixo, decrescente em função do prazo. Isto significa
de bens e serviços do exterior efetuada por seus usuários: que quanto mais tempo o investidor deixar o dinheiro apli-
6,38%; cado, menos IOF vai pagar, aumentando a sua rentabilida-
3) - Nas operações de câmbio relativas ao pagamento de. A partir de 30 dias de aplicação, o Imposto deixa de ser
de importação de serviços: 0,38%; cobrado. Confira abaixo a tabela do IOF cobrado de acordo
com os dias de investimento.

61
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Número de Dias % Limite do Rendimento No Brasil, o Plano Real, implantado em julho de 1994,
deu início à estabilidade econômica, reduzindo a inflação
01 96 anual para cerca de 4%. No entanto, ainda permanece al-
02 93 guma indexação na economia, embora não automática. Os
03 90 reajustes anuais de salários, por exemplo, ainda são nego-
ciados com base no índice inflacionário do ano anterior.
04 86 Dada a conjuntura atual de estabilidade monetária, a
05 83 correção automática de contratos, via indexação, foi de-
saparecendo do cenário econômico brasileiro. Os preços
06 80
não são mais reajustados com base na variação mensal dos
07 76 índices de preços do IBGE. A inflação, medida pelo IPCA
08 73 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), baixou em junho
de 2006 para 4,03%. Os preços administrados, ou seja, os
09 70 monitorados pelo Governo Federal – tais como gasolina,
10 66 energia elétrica, telefonia, planos de saúde, remédios, gás
11 63 de cozinha, passagens aéreas e transporte público – os
quais em 1999 aumentaram 20,9%, em 2006 aumentaram
12 60 somente 4,4%. Os preços administrados eram apontados
13 56 como os responsáveis pelo aumento contínuo da inflação.
Também, os índices de serviços não-comercializáveis (ca-
14 53
beleireiro, escola, aluguéis etc), os quais de 2001 a 2005,
15 50 que aumentaram entre 6 e 7%, tiveram aumento menor
16 46 (4,4%) entre julho de 2005 e junho de 2006.
A inflação em queda possibilitou a desindexação de
17 43 grande parte da economia brasileira. No entanto, é senso
18 40 comum entre os economistas que uma desindexação total
19 36 não é possível. Há alguns “vilões” que eventualmente pro-
vocam aumentos de preços.
20 33 Além dos preços administrados acima mencionados,
21 30 há também o setor da telefonia, cujos índices de serviços
aumentou, desde julho de 1994 (início do Plano Real), em
22 26
662,21%, contra o IPCA de 200,29% no mesmo período.
23 23 Ocorre que as tarifas telefônicas sofriam correções através
24 20 dos IGPs (Índices Gerais de Preços), da Fundação Getúlio
Vargas (FGV), cujas taxas eram influenciadas pelo dólar, em
25 16 baixa em 2006. Por conseguinte, com as crises cambais em
26 13 1999 e em 2002, os serviços de telefonia tiveram um aumen-
27 10 to bem superior ao nível da inflação. Hoje, a telefonia segue
uma combinação dos índices IPCA e IGP, com o que são sua-
28 06 vizados os impactos de eventuais crises de câmbio. Ademais,
29 03 basta notar que em 2005 o IGP beirou 1%, e o IPCA, como
afirmado anteriormente, ficou em 4,03%. E com o surgimen-
30 00
to da tecnologia Voip, as taxas de telefonia tenderão a cair
ainda mais, segundo se comenta, em percentuais entre 50 a
Inflacionamento 80% em relação aos níveis atuais. Outro vilão são as escolas,
A indexação, em economia, é um sistema de reajus- as quais ainda são reajustadas em níveis acima da inflação.
te de preços, inclusive salários e aluguéis, de acordo com A consequência da estabilidade dos preços é boa, tan-
índices oficiais de variação dos preços. Em conjunturas in- to para os fornecedores de serviços, quanto para os clien-
flacionárias, a indexação permite corrigir o valor real dos tes: os primeiros aumentam sua clientela, enquanto que
salários, aluguéis e demais preços da economia, reajustan- os segundos não sofrem no bolso os efeitos corrosivos da
do-os com base na inflação passada. No entanto, a indexa- inflação. No Brasil, a tendência é continuar a vigorar a livre
ção automática pode realimentar a inflação futura. negociação dos contratos.

Experiência brasileira Atualização Monetária


Em 1994, a inflação anual no Brasil era de quase 5.000%, Atualização Monetária (AO 1945: Atualização Mone-
e os preços subiam quase diariamente. Os salários, a fim de tária) é o nome que se dá no Brasil para os ajustes contábeis
acompanhar os preços, também eram reajustados através e financeiros, realizados com o intuito de se demonstrar
do chamado “gatilho” inflacionário – que determinava uma os preços de aquisição em moeda em circulação no país
correção automática dos valores assim que a inflação atin- (atualmente o Real), em relação ao valor de outras moedas
gisse um determinado nível. (ajuste cambial) ou índices de inflação ou cotação do mer-
cado financeiro (atualização monetária propriamente dita).

62
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Em Economia é também chamado de “Correção Mo- classe contábil, mas continuou durante muitos anos como
netária”, ou seja, um ajuste feito periodicamente de certos um dos principais “incentivos tributários” às empresas bra-
valores na economia tendo em base o valor da inflação de sileiras com vultosos ativos imobilizados (indústrias, prin-
um período, objetivando compensar a perda de valor da cipalmente).
moeda.
Em termos de contabilidade tributária, a atualização Princípios Contábeis
monetária pode ser uma receita (denomina-se variação
monetária ativa), ou uma despesa (variação monetária pas- Em função das características da Economia brasileira, e
siva). da doutrina da essência econômica utilizada para o estudo
das Ciências Contábeis no Brasil, a Atualização Monetária é
Exemplo de cálculo de uma variação monetária passiva: considerada pelo CFC - Conselho Federal de Contabilidade,
- Empréstimo em dólar = US$ 100,00 um Princípio Fundamental de Contabilidade. Antes deno-
- Cotação Cambial na data do empréstimo: 2,00 minado de “Princípio da Correção Monetária”, ele atual-
- Cotação Cambial na data do vencimento da amorti- mente é denominado “Princípio da Atualização Monetária”.
zação: 4,00 Com o fim da hiperinflação, os ajustes dessa natureza nas
Demonstrações Financeiras brasileiras são efetuados em
Valor a ser contabilizado na data do recebimento do razão das altas taxas de juros praticadas pelas instituições
empréstimo: Obrigação a Pagar = US$ 100,00 x 2,00 = R$ financeiras; e em decorrência do regime de “Câmbio Flu-
200,00 tuante”, que periodicamente provoca grandes oscilações
Valor a ser contabilizado na data do vencimento da na cotação do Dólar americano em relação ao Real.
amortização: Ajuste da variação monetária passiva = R$
400,00 (US$ 100,00 x 4,00) (-) valor principal (R$ 200,00) = Processos Inflacionários
R$ 200,00
Existe uma controvérsia em relação aos juros: Se o ju- Os processos inflacionários podem ser classificados,
ros for de 10% ao mês, a ser pago junto com a amortização, segundo algumas características como:
alguns dizem que o valor deve ser integralmente conta- - Inflação prematura - processo inflacionário gerado
bilizado como despesas de juros (R$ 40,00 ou 10% de R$ pelo aumento dos preços sem que o pleno emprego seja
atendido.
400,00) enquanto outros afirmam que a despesa de juros
- Inflação reprimida - processo inflacionário gerado
é R$ 20,00 e os outros R$ 20,00 seriam variação monetária
pelo congelamento dos preços por parte do governo.
passiva.
- Inflação de custo - processo inflacionário gerado pelo
Embora atualmente a questão não tenha implicações
aumento dos custos de produção.
em termos de contabilidade tributária, uma vez que ambos
são “Despesas”, a questão se torna relevante tendo em vis-
Por causa de uma redução na oferta de fatores de pro-
ta uma conversão de um balanço em reais para um balanço dução, o seu preço aumenta. Com o custo dos fatores de
em dolar, por exemplo. Na primeira hipótese, o balanço em produção mais altos, a produção se reduz e ocorre uma
dólar apresentaria a despesa de juros de US$ 10,00 (40,00 / redução na oferta dos bens de consumo, aumentando seu
4,00), enquanto na segunda, a despesa a ser demonstrada preço. A inflação de custo ocorre ceteris paribus quando a
seria de US$ 5,00 (20,00 / 4,00), considerando-se o critério produção se reduz.
de eliminações dos ajustes cambiais contábeis para fins da - Inflação de demanda - processo inflacionário gerado
referida conversão. pelo aumento do consumo com a economia em pleno em-
prego. Ou seja, os preços sobem por que há aumento geral
Correção Monetária de Balanços da demanda sem um acompanhamento no crescimento da
oferta.
Até 1994, em função da hiperinflação, no Brasil os Ba-
lanços eram demonstrados com os ajustes denominados Esse tipo de inflação é causada também pela emissão
de “Correção Monetária de Balanços” (Lei 6.404/76). Para elevada de moeda e aumento nos níveis de investimento,
fins de contabilidade tributária, os itens permanentes do pois, ceteris paribus, passa a haver muito dinheiro à cata de
Balanço (basicamente Ativo Permanente e Patrimônio Lí- poucas mercadorias. Uma das formas utilizadas para o con-
quido) eram ajustados em função de um coeficiente forne- trole de uma crise de inflação de demanda é uma redução
cido pelo governo (com base em algum índice de inflação). na oferta de moeda, que gera uma redução no crédito, e
Nesse caso, havendo saldo credor da correção monetária, consequente desaceleração econômica. Outras alternativas
o valor era ainda ajustado pelas variações monetárias, que são os aumentos de tributos, elevação da taxa de juros e
poderiam aumentar ou reduzir o saldo a ser tributado pelo das restrições de crédito.
imposto de renda. Esse sistema foi criado pelo DL 1.598/77, Há ainda aqueles que discutem a chamada inflação
em função da preocupação com o acréscimo ao lucro de (por razão) estrutural, proposta pela CEPAL, que tem a ver
valores tido como não-financeiros (ajustes decorrentes da com alguma questão específica de um determinado mer-
inflação), o que poderia resultar em impostos a pagar sem cado, como pressão de sindicatos, tabelamento de preços
que as empresas tivessem de fato o numerário em caixa. Tal acima do valor de mercado (caso do salário mínimo), im-
entendimento não era majoritário entre os acadêmicos da perfeições técnicas no mecanismo de compra e venda.

63
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Outro tipo de inflação, também muito danosa, é a In- 3) (Banco do Brasil- 2006-FCC)Um empréstimo foi li-
flação Inercial, onde há um círculo vicioso de elevação de quidado através de pagamentos de prestações, a uma taxa
preços, taxas e contratos, com base em índices de inflação de juros positiva, corrigidas pela taxa de inflação desde a
passados. Quase na mesma linha, podemos citar ainda a data da realização do referido empréstimo. Verificou-se
Inflação de Expectativas, consequência de um aumento de que o custo efetivo da operação foi de 44% e a taxa de
preços provocados pelas projeções dos agentes sobre a inflação acumulada no período foi de 25%. O custo real
inflação. efetivo referente a este empréstimo foi de
A. 14,4%.1
B. 5,2%.
Questões C. 18,4%.
D. 19%.
1) (Cesgranrio-Analista Admnistrativo 2008) A DT E. 20%.
Indústria S.A. produz dois tipos de válvula de segurança: Resposta B
DT1 e DT2. Para motivar as vendas no varejo das duas vál- 4) (Banco do Brasil- 2006-FCC)Um financiamento foi
vulas, a empresa oferece 10% do preço de venda de comis- contratado, em uma determinada data, consistindo de pa-
são, para cada unidade vendida. Dados selecionados para gamentos a uma taxa de juros positiva e ainda corrigidos
pela taxa de inflação desde a data da realização do com-
os dois produtos, para o último mês, são apresentados a
promisso. O custo efetivo desta operação foi de 44% e o
seguir. 
custo real efetivo de 12,5%. Tem-se, então, que a taxa de
inflação acumulada no período foi de
A. 16%.
B. 20%.
C. 24%.
D. 28%.
E. 30%

TAXAS DE RETORNO.

A taxa interna de retorno (TIR) é a taxa de desconto


que, quando aplicada a uma série de fluxos de caixa, gera
um resultado igual ao valor presente da operação. A idéia
básica por trás da TIR é a de que se procura calcular um
único número que sintetize os méritos de um projeto.
As despesas de vendas fixas mensais de R$80.000,00
são rateadas, igualmente, aos dois produtos. Nesta situa- Vp = ___F1___+__Fn____
ção, as rentabilidades unitárias do produto DT1 e do pro- (1+TIR)1 (1+TIR)n
duto DT2, respectivamente, em reais, são:
A. - 2,00 e 1,00. Vp = valor presente (início)
B. 0 e 4,00. Fn = fluxo (entrada/saída) no período n
C. 6,00 e 6,00. TIR = taxa interna de retorno
D. - 0,15 e 0,15. n = período
E. 0,15 e - 0,15.
Resposta A Definição técnica ANDIMA: “a Taxa Interna de Retorno
é a taxa de juros recebida para um investimento que con-
siste em pagamentos (valores negativos) e receitas (valores
2) (Banco do Brsil-FCC-2006) Se uma empresa optar
positivos), que ocorrem em períodos regulares, ou seja, a
por um investimento, na data de hoje, receberá no final de
taxa que torna o VPL igual a zero em t0”.
2 anos o valor de R$ 14 520,00. Considerando a taxa míni-
A TIR nos dá a taxa de retorno de um projeto ou in-
ma de atratividade de 10% ao ano (capitalização anual), o vestimento. Isso, exclusivamente, pode não ser um instru-
valor atual correspondente a este investimento é mento para a tomada de decisão. Dizer que um projeto
A. R$ 13 200,00. ou investimento, que renderá 15% ou 18% ao ano é bom,
B. R$ 13 000,00. depende de qual será o retorno de outros investimentos e
C. R$ 12 500,00. projetos alternativos.
D. R$ 12 000,00. Outra limitação da TIR é o pressuposto de que as en-
E. R$ 11 500,00. tradas e saídas do fluxo de caixa são, respectivamente,
Resposta D reinvestidas e financiadas com rendimentos baseados na
taxa encontrada. Isso significa que, por exemplo, em um

64
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

projeto com investimento inicial de R$ 1 milhão, recebi- d) calcula-se o fluxo positivo por juros compostos e o
mento mensal, por doze meses, de R$ 100 mil, nos dá uma negativo por juros simples.
TIR de 2,92% ao mês. O cálculo pressupõe que a receita e) calcula-se separadamente o VPL do fluxo negativo
mensal de R$ 100 mil também será reinvestida à taxa de (com a taxa de empréstimo ou taxa mínima para o projeto)
2,92% ao mês. e o fluxo positivo (com a taxa de reinvestimento).
A TIR, até um fluxo de caixa de três períodos, pode ser
calculada com uma equação de segundo grau (exemplo: Resposta: letra “e.
x2 + 3x + 2 = 0). Para períodos maiores, entretanto, não é
um taxa facilmente calculada. A forma mais fácil continua
sendo a utilização de calculadora financeira ou o uso de 3.(BB-2010-FCC) Uma máquina com vida útil de 3
planilha eletrônica. Até mesmo estes instrumentos utilizam anos é adquirida hoje (data 0) produzindo os respectivos
o método de tentativa e erro em seus cálculos. retornos: R$ 0,00 no final do primeiro ano, R$ 51.480,00 no
A TIR pode ser utilizada para auferir, por exemplo, a final do segundo ano e R$ 62.208,00 no final do terceiro
taxa de juros de um título. Basta saber o seu valor de com- ano. O correspondente valor para a taxa interna de retorno
pra, o fluxo projetado para o pagamento de juros e o valor encontrado foi de 20% ao ano. Então, o preço de aquisição
do seu resgate. da máquina na data 0 é de
A TIR modificada ou MIRR (Modified Internal Rate of Re- (A) R$ 71.250,00.
turn) é uma técnica mais avançada e incorpora as taxas de (B) R$ 71.500,00.
reinvestimento e de empréstimo estipulada pelo usuário. (C) R$ 71.750,00.
Esse método busca uma apuração mais eficaz do retorno (D) R$ 78.950,00.
de um projeto, eliminando as limitações da TIR citadas no (E) R$ 86.100,00.
2º parágrafo do item 8.3. Resolução:
Neste caso, calcula-se separadamente o VPL do fluxo
negativo (com a taxa de empréstimo ou taxa mínima para
o projeto) e o fluxo positivo (com a taxa de reinvestimento).

Exercícios

1)[Quadrix, CREF4-SP 2004 (nível superior)] Sobre a


TIR – Taxa Interna de Retorno, pode-se afirmar:
a) é a taxa de juros (desconto) que iguala, em determi-
nado momento do tempo, o valor presente das entradas
(recebimentos) com o das saídas (pagamentos) previstas
4. (CESGRANRIO – 2012 – CEF) Um projeto de inves-
de caixa.
timento, cujo aporte de capital inicial é de R$ 20.000,00, irá
b) só pode ser obtida considerando-se juros simples.
gerar, após um período, retorno de R$ 35.000,00. A Taxa
c) é a taxa de juros (desconto) que diminui, em deter-
minado momento do tempo, o valor presente das entradas Interna de Retorno (TIR) desse investimento é:
(recebimentos) com o das saídas (pagamentos) previstas a)10%
de caixa. b)15%
d) é a taxa de juros (desconto) que aumenta, em deter- c)25%
minado momento do tempo, o valor presente das entradas d)45%
(recebimentos) com o das saídas (pagamentos) previstas e) 75%
de caixa. Resolução:

Resolução:
a) CERTO. Esta é a definição da TIR.
b) ERRADO. É comumente utilizada para juros compos-
tos.
c) ERRADO. Não “diminui”, mas iguala.
ERRADO. Não “aumenta”, mas iguala.
d) ERRADO. A resposta “a” está correta.

Resposta: letra “a”.


5) (CESPE – 2011 – BRB) Considerando que o investi-
2) Sobre a TIRM – Taxa Interna de Retorno Modificada, mento de R$ 4.000,00 tenha rendido o pagamento de R$
pode-se afirmar: 3.000,00 ao final do primeiro mês e R$ 3.000,00 ao final
a) é o mesmo que a TIR - Taxa Interna de Retorno. do segundo mês, e que 7,55 seja o valor aproximado para
b) é aplicada somente em juros simples. √57 então a taxa interna de retorno desse investimento foi
c) calcula-se o fluxo positivo por juros simples e o ne- superior a 35% ao mês. Julgue esta informação.
gativo por juros compostos.

65
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Resolução

6) (CESPE – 2013 – SEGER ) Um representante co-


mercial instala ordenhas mecânicas em fazendas da re-
gião, dando a seus proprietários 120 dias para pagarem
esse equipamento. Sabe-se que o equipamento pode ser
comprado à vista por R$ 7.500,00 ou em três parcelas fixas,
vencendo em 30, 60 e 90 dias, à taxa mensal de juros com-
postos de 5%.
Considere que o representante comercial tenha ad-
quirido o equipamento à vista e, no mesmo dia, fez a ins- Resposta 10
talação na fazenda de um cliente, cobrando R$ 3.000,00
pelo serviço. Se o valor pago pelo cliente, em 120 dias, ao
representante comercial confere a este uma taxa interna de
retorno (TIR) mensal de 7% e se 1,31 é o valor aproximado
de 1,074, é correto afirmar que o representante comercial
receberá
a) mais de R$ 13.500,00.
b) menos de R$ 12.000,00.
c) mais de R$ 12.000,00 e menos de R$ 12.500,00.
d) de R$ 12.500,00 e menos de R$ 13.000,00.
e) mais de R$ 13.000,00 e menos de R$ 13.500,00.

Resolução:

Alternativa A

7) (Casa da Moeda do Brasil 2012 - CESGRANRIO)


– Uma microempresa planeja efetuar um projeto de inves-
timento de R$ 50.000,00 e obter o retorno da aplicação em
apenas 1 ano. Considerando que, ao fim desse período, o
fluxo de caixa obtido seja de R$ 55.000,00, a taxa interna de
retorno do investimento é de:
(A) 0,9%
(B) 1,1%
(C) 5%
(D) 10%
(E) 15%

Resolução
O primeiro passo é anotar os dados da questão.
VP = 0 (é sempre zero)
capital = 50000 (não esquecer de colocar o sinal ne-
gativo)
n=1

66
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES _____


8.7.6.5.4=6720
1. (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-
MA/2013) Dentre os nove competidores de um cam- RESPOSTA: “D”.
peonato municipal de esportes radicais, somente os
quatro primeiros colocados participaram do campeo- 4. (PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO/2012) Leia o
nato estadual. Sendo assim, quantas combinações são trecho abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que
possíveis de serem formadas com quatro desses nove preenche corretamente a lacuna.
competidores? Com a palavra PERMUTA é possível formar ____ ana-
A) 126 gramas começados por consoante e terminados por
vogal.
B) 120
A) 120
C) 224
B) 480
D) 212
C) 1.440
E) 156 D) 5.040

9! 9 ∙ 8 ∙ 7 ∙ 6 ∙ 5! _______
!!,! = = = 126 P5.4.3.2.1 A=120
5! 4! 5! ∙ 24 120.2(letras E e U)=240
!
120+240=360 anagramas com a letra P
RESPOSTA: “A”.
360.4=1440 (serão 4 tipos por ter 4 consoantes)
2. (PREF. LAGOA DA CONFUSÃO/TO – ORIENTA-
DOR SOCIAL – IDECAN/2013) Renato é mais velho que RESPOSTA: “C”.
Jorge de forma que a razão entre o número de anagra-
mas de seus nomes representa a diferença entre suas 5. (PM/SP – CABO – CETRO/2012) Assinale a al-
idades. Se Jorge tem 20 anos, a idade de Renato é ternativa que apresenta o número de anagramas da pa-
A) 24. lavra QUARTEL que começam com AR.
B) 25. A) 80.
C) 26. B) 120.
D) 27. C) 240.
E) 28. D) 720.

Anagramas de RENATO AR_ _ _ _ _


______ 5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1=120
6.5.4.3.2.1=720
RESPOSTA: “B”.
Anagramas de JORGE
6. (PM/SP – CABO – CETRO/2012) Uma lei de cer-
_____
to país determinou que as placas das viaturas de polícia
5.4.3.2.1=120 720 deveriam ter 3 algarismos seguidos de 4 letras do alfa-
Razão dos anagramas: = 6! beto grego (24 letras).
120
Sendo assim, o número de placas diferentes será
Se Jorge tem 20 anos, Renato tem 20+6=26 anos igual a
A) 175.760.000.
RESPOSTA: “C”. B) 183.617.280.
C) 331.776.000.
3. (PREF. NEPOMUCENO/MG – PORTEIRO – CON- D) 358.800.000.
SULPLAN/2013) Uma dona de casa troca a toalha de
rosto do banheiro diariamente e só volta a repeti-la Algarismos possíveis: 0,1,2,3,4,5,6,7,8,9=10 algarismos
depois que já tiver utilizado todas as toalhas. Sabe-se _ _ _ _ _ _ _
que a dona de casa dispõe de 8 toalhas diferentes. De 10 ⋅ 10 ⋅ 10 ⋅ 24 ⋅ 24 ⋅ 24 ⋅ 24=331.776.000
quantas maneiras ela pode ter utilizado as toalhas nos
primeiros 5 dias de um mês? RESPOSTA: “C”.
A) 4650.
B) 5180. 7. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO AD-
C) 5460. MINISTRATIVO – FCC/2014) São lançados dois dados e
D) 6720. multiplicados os números de pontos obtidos em cada
E) 7260. um deles. A quantidade de produtos distintos que se
pode obter nesse processo é

67
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

A) 36. De quantos modos distintos é possível escolher


B) 27. uma cor para o fundo e uma cor para o texto se, por
C) 30. uma questão de contraste, as cores do fundo e do texto
D) 21. não podem ser iguais?
E) 18. A) 13
B) 14
__ C) 16
6.6=36 D) 17
Mas, como pode haver o mesmo produto por ser dois E) 18
dados, 36/2=18
__
RESPOSTA: “E”. 6.3=18

8. (PREF. PAULISTANA/PI – PROFESSOR DE MA- Tirando as possibilidades de papel e texto iguais:


TEMÁTICA – IMA/2014) Quantos são os anagramas da P P e V V=2 possibilidades
palavra TESOURA? 18-2=16 possiblidades
A) 2300
B) 5040 RESPOSTA: “C”.
C) 4500
D) 1000 11. (PREF. NEPOMUCENO/MG – TÉCNICO EM SE-
E) 6500 GURANÇA DO TRABALHO – CONSULPLAN/2013) Numa
sala há 3 ventiladores de teto e 4 lâmpadas, todos com
_______ interruptores independentes. De quantas maneiras é
7.6.5.4.3.2.1=5040 possível ventilar e iluminar essa sala mantendo, pelo
Anagramas são quaisquer palavras que podem ser for- menos, 2 ventiladores ligados e 3 lâmpadas acesas?
madas com as letras, independente se formam palavras A) 12.
que existam ou não. B) 18.
C) 20.
RESPOSTA: “B”.
D) 24.
E) 36.
9. (PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO/2012) Anali-
se as sentenças abaixo.
1ª possibilidade:2 ventiladores e 3 lâmpadas
I. 4! + 3! = 7!
II. 4! ⋅ 3! = 12! !!
!!,! = !!!! = 3
III. 5! + 5! = 2 ⋅ 5!
É correto o que se apresenta em
!!
A) I, apenas. !!!,! = =4
B) II, apenas. !!!!
C) III, apenas.
D) I, II e III. !!,! ∙ !!,! = 3 ∙ 4 = 12
!
I falsa 2ª possibilidade:2 ventiladores e 4 lâmpadas
!!
4!=24 !!,! = !!!! = 3
3!=6
7!=5040
II falsa !!,! =
!!
=1
4! ⋅ 3! ≠12! !!!!
III verdadeira
5!=120 !!,! ∙ !!,! = 3 ∙ 1 = 3
5!+5!=240 !
2 ⋅ 5!=240
3ª possibilidade:3 ventiladores e 3 lâmpadas
RESPOSTA: “C”. !!
!!,! = !!!! = 1
10. (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
GRANRIO/2013) Uma empresa de propaganda preten- !!
de criar panfletos coloridos para divulgar certo produ-
!!,! = !!!! = 4
to. O papel pode ser laranja, azul, preto, amarelo, ver-
melho ou roxo, enquanto o texto é escrito no panfleto !!,! ∙ !!,! = 1 ∙ 4 = 4
em preto, vermelho ou branco.
!

68
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

4ª possibilidade:3 ventiladores e 4 lâmpadas 14. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁ-


!! RIA E ADMINISTRATIVA – FAURGS/2012) O Tribunal de
!!,! = =1 Justiça está utilizando um código de leitura de barras
!!!!
composto por 5 barras para identificar os pertences de
!! uma determinada seção de trabalho. As barras podem
!!,! = !!!! = 1
ser pretas ou brancas. Se não pode haver código com
todas as barras da mesma cor, o número de códigos di-
!!,! ∙ !!,! = 1 ∙ 1 = 1 ferentes que se pode obter é de
! A) 10.
Somando as possibilidades:12+3+4+1=20 B) 30.
C) 50.
RESPOSTA: “C”. D) 150.
E) 250.
12. (PREF. PAULISTANA/PI – PROFESSOR DE MATE-
_____
MÁTICA – IMA/2014) Se enfileirarmos três dados iguais,
2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2=32 possibilidades se pudesse ser
obteremos um agrupamento dentre quantos possíveis.
qualquer uma das cores
A) 150
B) 200 Mas, temos que tirar código todo preto e todo branco.
C) 410 32-2=30
D) 216
E) 320 RESPOSTA: “B”.

!!,! ∙ !!,! ∙ !!,! 15. (PETROBRAS – TÉCNICO AMBIENTAL JÚNIOR


– CESGRANRIO/2012) Certa empresa identifica as dife-
rentes peças que produz, utilizando códigos numéricos
6! 6.5! compostos de 5 dígitos, mantendo, sempre, o seguin-
!!,! = = =6
1! 5! 5! te padrão: os dois últimos dígitos de cada código são
iguais entre si, mas diferentes dos demais. Por exemplo,
6 ∙ 6 ∙ 6 = 216 o código “03344” é válido, já o código “34544”, não.
Quantos códigos diferentes podem ser criados?
!
A) 3.312
RESPOSTA: “D”. B) 4.608
C) 5.040
13. (TJ/RS - TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁ- D) 7.000
RIA E ADMINISTRATIVA – FAURGS/2012) Um técnico E) 7.290
judiciário deve agrupar 4 processos do juiz A, 3 do juiz _____
B e 2 do juiz C, de modo que os processos de um mes- 9.9.9.1.1=729
mo juiz fiquem sempre juntos e em qualquer ordem. A São 10 possibilidades para os últimos dois dígitos:
quantidade de maneiras diferentes de efetuar o agru- 729.10=7290
pamento é de
A) 32. RESPOSTA: “E”.
B) 38.
C) 288.
16. (DNIT – ANALISTA ADMINISTRATIVO –ADMI-
D) 864.
NISTRATIVA – ESAF/2012) Os pintores Antônio e Batis-
E) 1728.
ta farão uma exposição de seus quadros. Antônio vai
Juiz A:P4=4!=24 expor 3 quadros distintos e Batista 2 quadros distintos.
Juiz B: P3=3!=6 Os quadros serão expostos em uma mesma parede e
Juiz C: P2=2!=2 em linha reta, sendo que os quadros de um mesmo pin-
_ _ _ tor devem ficar juntos. Então, o número de possibilida-
24.6.2=288.P3=288.6=1728 des distintas de montar essa exposição é igual a:
A P3 deve ser feita, pois os processos tem que ficar jun- A) 5
tos, mas não falam em que ordem podendo ser de qual- B) 12
quer juiz antes. C) 24
Portanto pode haver permutação entre eles. D) 6
E) 15
RESPOSTA: “E”.
Para Antônio
_ _ _ P3=3!=6

69
RACIOCÍNIO LÓGICO - MATEMÁTICO

Para Batista 19. (SEED/SP – AGENTE DE ORGANIZAÇÃO ESCO-


_ _ P2=2!=2 LAR – VUNESP/2012) Um restaurante possui pratos
E pode haver permutação dos dois expositores: principais e individuais. Cinco dos pratos são com pei-
xe, 4 com carne vermelha, 3 com frango, e 4 apenas
6.2.2=24 com vegetais. Alberto, Bianca e Carolina pretendem fa-
zer um pedido com três pratos principais individuais,
RESPOSTA: “C”. um para cada. Alberto não come carne vermelha nem
frango, Bianca só come vegetais, e Carolina só não
come vegetais. O total de pedidos diferentes que po-
17. (CRMV/RJ – AUXILIAR ADMINISTRATIVO – dem ser feitos atendendo as restrições alimentares dos
FUNDAÇÃO BIO-RIO/2014) Um anagrama de uma pa- três é igual a
lavra é um reordenamento de todas as suas letras. Por A) 384.
exemplo, ADEUS é um anagrama de SAUDE e OOV é um B) 392.
anagrama de OVO. A palavra MOTO possui a seguinte C) 396.
D) 416.
quantidade de anagramas:
E) 432.
A)8
B)10
Para Alberto:5+4=9
C)12 Para Bianca:4
D)16 Para Carolina: 12
E)20 ___
9.4.12=432
Como tem letra repetida:
!! !∙!∙!∙! RESPOSTA: “E”.
!!! = !! = = 12
!
20. (SAMU/SC – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –
!
SPDM/2012) O total de números de 3 algarismos que
RESPOSTA: “C”. terminam por um número par e que podem ser forma-
dos pelos algarismos 3,4,5,7,8, com repetição, é de:
A) 50
18. (TJ/PE – ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINIS- B) 100
TRATIVA – FCC/2012) A palavra GOTEIRA é formada C) 75
por sete letras diferentes. Uma sequência dessas letras, D) 80
O último algarismo pode ser 4 ou 8
em outra ordem, é TEIGORA. Podem ser escritas 5040
___
sequências diferentes com essas sete letras. São 24 as
5.5.2=50
sequências que terminam com as letras GRT, nessa or-
dem, e começam com as quatro vogais. Dentre essas RESPOSTA: “A”.
24, a sequência AEIOGRT é a primeira delas, se forem
listadas alfabeticamente. A sequência IOAEGRT ocupa-
ria, nessa listagem alfabética, a posição de número
A) 11.
B) 13.
C) 17.
D) 22.
E) 23.

A_ _ _ GRT P3=3!=6
E_ _ _ GRT P3=3!=6
IA_ _GRT P2=2!=2
IE_ _GRT P2=2!=2
IOAEGRT-17ª da sequência

RESPOSTA: “C”.

70
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Sistema Financeiro Nacional................................................................................................................................................................................ 01


Dinâmica do Mercado. .......................................................................................................................................................................................... 01
Mercado Bancário.................................................................................................................................................................................................... 01
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

de Crédito, Bancos comerciais e Cooperativos. As


SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. instituições Financeiras Não Bancárias são, por exemplo,
DINÂMICA DO MERCADO. MERCADO Sociedades de Crédito ao Microempreendedor,
BANCÁRIO. Companhias Hipotecárias, Agências de Desenvolvimento.
As autoridades do Sistema Financeiro Nacional
também podem ser divididas em dois grupos: Autoridades
Monetárias e Autoridades de Apoio. As autoridades
O Sistema Financeiro Nacional monetárias são as responsáveis por normatizar e executar
as operações de produção de moeda. O Banco Central
O Sistema Financeiro Nacional é um conjunto de do Brasil (BACEN) e o Conselho Monetário Nacional
instituições, órgãos e afins que controlam, fiscalizam e (CMN). Já as autoridades de apoio são instituições que
fazem as medidas que dizem respeito à circulação da moeda auxiliam as autoridades monetárias na prática da política
e de crédito dentro do país. O Brasil, em sua Constituição monetária. Um exemplo desse tipo de instituição é o
Federal, cita qual o intuito do sistema financeiro nacional: Banco do Brasil. Outro tipo de autoridade de apoio são
“O Sistema Financeiro Nacional, estruturado de forma instituições que têm poderes de normatização limitada a
a promover o desenvolvimento equilibrado do país e a um setor específico. O exemplo desse tipo de autoridade
servir aos interesses da coletividade, em todas as partes é a Comissão de Valores Mobiliários.
que o compõem, abrangendo as cooperativas de crédito, As Instituições financeiras, termo muito usado para
será regulado por leis complementares que disporão, definir algumas empresas, são definidas como as pessoas
inclusive, sobre a participação do capital estrangeiro nas jurídicas, públicas ou privadas e que tenham sua função
instituições que o integram”. principal ou secundária de guardar, intermediar ou aplicar
O Sistema Financeiro Nacional pode ser divido os recursos financeiros (tanto dos próprios recursos como
em duas partes distintas: Subsistema de supervisão e recursos de terceiros), que sejam em moeda de circulação
subsistema operativo. O de supervisão se responsabiliza nacional ou de fora do país e também a custódia de valor
por fazer regras para que se definam parâmetros para de propriedade de outras pessoas.
transferência de recursos entre uma parte e outra, além de Pessoas físicas que façam atividades paralelas às
supervisionar o funcionamento de instituições que façam características acima descritas também são consideradas
atividade de intermediação monetária. Já o subsistema instituições financeiras, sendo que essa atividade pode ser
operativo torna possível que as regras de transferência de maneira permanente ou não. No entanto, exercer essa
de recursos, definidas pelo subsistema supervisão sejam atividade sem a prévia autorização devida do estado pode
possíveis. acarretar em ações contra essa pessoa. Essa autorização
O subsistema de supervisão é formado por: Conselho deve ser dada pelo Banco Central e, no caso de serem
Monetário Nacional, Conselho de Recursos do Sistema estrangeiras, a partir de um decreto do presidente da
Financeiro Nacional, Banco Central do Brasil, Comissão república.
de Valores Mobiliários, Conselho Nacional de Seguros As decisões tomadas pelo conselho monetário
Privados, Superintendência de Seguros Privados, Brasil nacional, logo pelo sistema financeiro nacional tem total
Resseguros (IRB), Conselho de Gestão da Previdência ligação com o estado da economia do país. Suas mudanças
Complementar e Secretaria de Previdência Complementar. são determinantes, para o funcionamento do mercado
Dos que participam do subsistema de revisão, financeiro. A chamada bolsa de valores (mercado onde
podemos destacar as principais funções de alguns: O as mercadorias são ações ou outros títulos financeiros)
Banco Central (BACEN) é a autoridade que supervisiona tem empresas, produtos e ações que variam de acordo
todas as outras, além de banco emissor de dinheiro e com o que esse sistema faz. Considerando o alto valor
executor da política monetária. O Conselho Monetário de dinheiro investido nesse mercado, a bolsa de valores
Nacional (CMN) funciona para a criação da política é um espelho das grandes proporções que as decisões
de moeda e do crédito, de acordo com os interesses tomadas por esse sistema podem afetar a vida de todas
nacionais. A Comissão de Valores Mobiliários tem a função as esferas da sociedade.
de possibilitar a alta movimentação das bolsas de valores O Sistema Financeiro pode ser conceituado como
e do mercado acionário (isso inclui promover negócios um conjunto de instituições (instituições financeiras) com
relacionados à bolsa de valores, proteger investidores e o objetivo de propiciar condições satisfatórias para a
ainda outras medidas). manutenção de um fluxo de recursos entre poupadores
O outro subsistema, o operativo, é composto por: e investidores.
Instituições Financeiras Bancárias, Sistema Brasileiro É exatamente o Sistema financeiro que permite
de Poupança e Empréstimo, Sistema de Pagamentos, que um agente econômico qualquer (seja ele indivíduo
Instituições Financeiras Não Bancárias, Agentes Especiais, ou empresa) sem perspectivas de aplicação, em algum
Sistema de Distribuição de TVM. As partes integrantes empreendimento próprio, da poupança que é capaz
do subsistema operativo, citados acima, são grupo que de gerar, seja colocado em contato com outro, cujas
compreendem instituições que são facilmente achadas em perspectivas de investimento superam as respectivas
nosso dia a dia. As Instituições Financeiras Bancárias, por disponibilidades de poupança.
exemplo, representam as Caixas Econômicas, Cooperativas Fonte: http://sistema-financeiro-nacional.info/

1
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

2
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Estrutura do Sistema Financeiro Nacional Conselho Nacional de Previdência Complementar


- CNPC
O Sistema Financeiro Nacional – SFN - pode ser O CNPC tem a função de regular o regime de
subdivido em entidades normativas, supervisoras e previdência complementar operado pelas entidades
operacionais. fechadas de previdência complementar (Fundos de
As entidades normativas são responsáveis pela Pensão).
definição das políticas e diretrizes gerais do sistema
financeiro, sem função executiva. Em geral, são entidades Entidades Supervisoras
colegiadas, com atribuições específicas e utilizam-se de
estruturas técnicas de apoio para a tomada das decisões. Banco Central do Brasil - BCB
Atualmente, no Brasil funcionam como entidades O Banco Central do Brasil foi criado em 1964 com a
normativas o Conselho Monetário Nacional – CMN, promulgação da Lei da Reforma Bancária (Lei nº 4.595 de
o Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP e o 31.12.64).
Conselho Nacional de Previdência Complementar – CNPC. Sua sede é em Brasília e possui representações
As entidades supervisoras, por outro lado, assumem regionais em Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza,
diversas funções executivas, como a fiscalização das Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
instituições sob sua responsabilidade, assim como funções É uma autarquia federal que tem como principal
normativas, com o intuito de regulamentar as decisões missão institucional assegurar a estabilidade do poder de
tomadas pelas entidades normativas ou atribuições compra da moeda nacional e um sistema financeiro sólido
outorgadas a elas diretamente pela Lei. O Banco Central e eficiente.
do Brasil – BCB, a Comissão de Valores Mobiliários – CVM, A partir da Constituição de 1988, a emissão de moeda
a Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e a ficou a cargo exclusivo do BCB.
Superintendência Nacional de Previdência Complementar O presidente do BCB e os seus diretores são nomeados
– PREVIC são as entidades supervisoras do nosso Sistema pelo Presidente da República após a aprovação prévia do
Financeiro.
Senado Federal, que é feita por uma arguição pública e
Além destas, há as entidades operadoras, que são
posterior votação secreta.
todas as demais instituições financeiras, monetárias ou
Entre as várias competências do BCB destacam-se:
não, oficiais ou não, como também demais instituições
- Assegurar a estabilidade do poder de compra
auxiliares, responsáveis, entre outras atribuições,
da moeda nacional e da solidez do Sistema Financeiro
pelas intermediações de recursos entre poupadores e
Nacional;
tomadores ou pela prestação de serviços.
Abaixo, breve relação dessas instituições, com - Executar a política monetária mediante utilização de
descrição das principais atribuições de algumas delas. títulos do Tesouro Nacional;
- Fixar a taxa de referência para as operações
Entidades Normativas compromissadas de um dia, conhecida como taxa SELIC;
- Controlar as operações de crédito das instituições
Conselho Monetário Nacional - CMN que compõem o Sistema Financeiro Nacional;
É o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro - Formular, executar e acompanhar a política cambial
Nacional. O CMN não desempenha função executiva, e de relações financeiras com o exterior;
apenas tem funções normativas. Atualmente, o CMN é - Fiscalizar as instituições financeiras e as clearings
composto por três membros: (câmaras de compensação);
- Ministro da Fazenda (Presidente); - Emitir papel-moeda;
- Ministro do Planejamento Orçamento e Gestão; e - Executar os serviços do meio circulante para
- Presidente do Banco Central. atender à demanda de dinheiro necessária às atividades
Trabalhando em conjunto com o CMN funciona a econômicas;
Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc), que - Manter o nível de preços (inflação) sob controle;
tem como atribuições o assessoramento técnico na - Manter sob controle a expansão da moeda e do
formulação da política da moeda e do crédito do País. crédito e a taxa de juros;
As matérias aprovadas são regulamentadas por meio - Operar no mercado aberto, de recolhimento
de Resoluções, normativos de caráter público, sempre compulsório e de redesconto;
divulgadas no Diário Oficial da União e na página de - Executar o sistema de metas para a inflação;
normativos do Banco Central do Brasil. - Divulgar as decisões do Conselho Monetário
Nacional;
Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP - Manter ativos de ouro e de moedas estrangeiras
O CNSP desempenha, entre outras, as atribuições de para atuação nos mercados de câmbio;
fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados, - Administrar as reservas internacionais brasileiras;
regular a constituição, organização, funcionamento e - Zelar pela liquidez e solvência das instituições
fiscalização das Sociedades Seguradoras, de Capitalização, financeiras nacionais;
Entidades Abertas de Previdência Privada, Resseguradores - Conceder autorização para o funcionamento das
e Corretores de Seguros. instituições financeiras.

3
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Comissão de Valores Mobiliários - CVM Apurar, mediante inquérito administrativo, atos


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi criada ilegais e práticas não-equitativas de administradores de
em 07 de dezembro de 1976 pela Lei 6.385 para fiscalizar companhias abertas e de quaisquer participantes do
e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil. mercado de valores mobiliários, aplicando as penalidades
A Comissão de Valores Mobiliários é uma autarquia previstas em lei;
federal vinculada ao Ministério da Fazenda, porém sem Fiscalizar e disciplinar as atividades dos auditores
subordinação hierárquica. independentes, consultores e analistas de valores
Com o objetivo de reforçar sua autonomia e seu mobiliários.
poder fiscalizador, o governo federal editou, em 31.10.01,
a Medida Provisória nº 8 (convertida na Lei 10.411 de Superintendência de Seguros Privados - SUSEP
26.02.02), pela qual a CVM passa a ser uma “entidade A Susep é o órgão responsável pelo controle e
autárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da fiscalização dos mercados de seguro, previdência
Fazenda, com personalidade jurídica e patrimônio próprios, privada aberta, capitalização e resseguro. Criada em
dotada de autoridade administrativa independente, 1966 pelo Decreto-Lei 73/66, que também instituiu o
ausência de subordinação hierárquica, mandato fixo e Sistema Nacional de Seguros Privados, de que fazem
estabilidade de seus dirigentes, e autonomia financeira e parte o CNSP, o IRB, as sociedades autorizadas a operar
orçamentária” (art. 5º). em seguros privados e capitalização, as entidades de
É administrada por um Presidente e quatro Diretores previdência privada aberta e os corretores habilitados.
nomeados pelo Presidente da República e aprovados pelo É uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda,
Senado Federal. Eles formam o chamado «colegiado» administrada por um Conselho Diretor, composto pelo
da CVM. Seus integrantes têm mandato de 5 anos e Superintendente e por quatro Diretores. Essas são
só perdem seus mandatos “em virtude de renúncia, de algumas de suas atribuições:
condenação judicial transitada em julgado ou de processo Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento
administrativo disciplinar” (art. 6º § 2º). O Colegiado define e operação das Sociedades Seguradoras, de
as políticas e estabelece as práticas a serem implantadas Capitalização, Entidades Abertas de Previdência Privada
e desenvolvidas pelas Superintendências, as instâncias e Resseguradores, na qualidade de executora da política
executivas da CVM. traçada pelo CNSP; Atuar no sentido de proteger a
Sua sede é localizada na cidade do Rio de Janeiro com captação de poupança popular que se efetua através
Superintendências Regionais nas cidades de São Paulo e das operações de seguro, previdência privada aberta, de
Brasília. capitalização e resseguro.
Essas são algumas de suas atribuições:
Estimular a formação de poupança e a sua aplicação Superintendência Nacional de Previdência
em valores mobiliários; Complementar - PREVIC
Assegurar e fiscalizar o funcionamento eficiente das A Previc atua como entidade de fiscalização e de
bolsas de valores, do mercado de balcão e das bolsas de supervisão das atividades das entidades fechadas de
mercadorias e futuros; previdência complementar e de execução das políticas
Proteger os titulares de valores mobiliários e os para o regime de previdência complementar operado por
investidores do mercado contra emissões irregulares essas entidades. É uma autarquia vinculada ao Ministério
de valores mobiliários e contra atos ilegais de da Previdência Social.
administradores de companhias abertas ou de carteira de
valores mobiliários; Entidades Operadoras
Evitar ou coibir modalidades de fraude ou de
manipulação que criem condições artificiais de demanda, Órgãos Oficiais
oferta ou preço dos valores mobiliários negociados no
mercado; Banco do Brasil - BB
Assegurar o acesso do público a informações sobre O Banco do Brasil é o mais antigo banco comercial do
os valores mobiliários negociados e sobre as companhias Brasil e foi criado em 12 de outubro de 1808 pelo príncipe
que os tenham emitido; regente D. João. É uma sociedade de economia mista de
Assegurar o cumprimento de práticas comerciais capitais públicos e privados. É também uma empresa
equitativas no mercado de valores mobiliários; aberta que possui ações cotadas na Bolsa de Valores de
Assegurar o cumprimento, no mercado, das condições São Paulo (BM&FBOVESPA).
de utilização de crédito fixadas pelo Conselho Monetário O BB opera como agente financeiro do Governo
Nacional. Federal e é o principal executor das políticas de crédito
Realizar atividades de credenciamento e fiscalização rural e industrial e de banco comercial do governo. E
de auditores independentes, administradores de carteiras a cada dia mais tem se ajustado a um perfil de banco
de valores mobiliários, agentes autônomos, entre outros; múltiplo tradicional.
Fiscalizar e inspecionar as companhias abertas e os
fundos de investimento;

4
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Demais Instituições Financeiras


Social - BNDES Incluem as instituições financeiras não autorizadas a
Criado em 1952 como autarquia federal, hoje receber depósitos à vista. Entre elas, podemos citar:
é uma empresa pública vinculada ao Ministério do - Agências de Fomento
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com - Associações de Poupança e Empréstimo
personalidade jurídica de direito privado e patrimônio - Bancos de Câmbio
próprio. É responsável pela política de investimentos - Bancos de Desenvolvimento
a longo prazo do Governo Federal, necessários ao - Bancos de Investimento
fortalecimento da empresa privada nacional. - Companhias Hipotecárias
Com o objetivo de fortalecer a estrutura de capital - Cooperativas Centrais de Crédito
das empresas privadas e desenvolvimento do mercado - Sociedades Crédito, Financiamento e Investimento
de capitais, o BNDES conta com linhas de apoio para - Sociedades de Crédito Imobiliário
financiamentos de longo prazo a custos competitivos, - Sociedades de Crédito ao Microempreendedor
para o desenvolvimento de projetos de investimentos - Outros Intermediários Financeiros
e para a comercialização de máquinas e equipamentos
novos, fabricados no país, bem como para o incremento São também intermediários do Sistema Financeiro
das exportações brasileiras. Nacional:
Os financiamentos são feitos com recursos próprios, - Administradoras de Consórcio;
empréstimos e doações de entidades nacionais e - Sociedades de Arrendamento Mercantil;
estrangeiras e de organismos internacionais, como o BID. - Sociedades corretoras de câmbio;
Também recebe recursos do PIS e PASEP. - Sociedades corretoras de títulos e valores
Conta com duas subsidiárias integrais, a FINAME mobiliários;
(Agência Especial de Financiamento Industrial) e a - Sociedades distribuidoras de títulos e valores
BNDESPAR (BNDES Participações), criadas com o objetivo, mobiliários.
respectivamente, de financiar a comercialização de
máquinas e equipamentos; e de possibilitar a subscrição Instituições Auxiliares:
de valores mobiliários no mercado de capitais brasileiro. Também compõem o Sistema Financeiro Nacional,
As três empresas, juntas, compreendem o chamado como entidades operadoras auxiliares, as entidades
“Sistema BNDES”. administradores de mercados organizados de valores
mobiliários, como os de Bolsa, de Mercadorias e Futuros
Caixa Econômica Federal - CEF e de Balcão Organizado.
Criada em 12 de janeiro de 1861 por Dom Pedro II Além das entidades relacionadas acima, também
com o propósito de incentivar a poupança e de conceder integram o SFN as companhias seguradoras, as
empréstimos sob penhor. É a instituição financeira sociedades de capitalização, as entidades abertas de
responsável pela operacionalização das políticas do previdência complementar e os fundos de pensão.
Governo Federal para habitação popular e saneamento Fonte: portaldoinvestidor.gov.br
básico.
A Caixa é uma empresa 100% pública e não possui Sistema Financeiro
ações em bolsas.
Além das atividades comuns de um banco comercial,
Uma das engrenagens mais importantes, se não a
a CEF também atende aos trabalhadores formais - por
mais importante, para que o mundo seja do jeito que
meio do pagamento do FGTS, PIS e seguro-desemprego
é, é o dinheiro. Ele compra carros, casas, roupas, título
, e aos beneficiários de programas sociais e apostadores
e, segundo alguns, só não compra a felicidade. Sendo
das Loterias.
o dinheiro carregado com toda essa importância, cada
As ações da Caixa priorizam setores como habitação,
país, cada estado e cidade, se organiza de forma a ter
saneamento básico, infraestrutura e prestação de serviços.
seu próprio modo de ganhar dinheiro. Essa organização,
aliás, é formada de um jeito em que a maior quantidade
Demais Entidades Operadoras
possível de dinheiro possa ser adquirida. Há a muito
Instituições Financeiras Monetárias tempo que o mundo funciona dessa forma. Por isso todos
os países já conhecem muitos caminhos e atalhos para
São as instituições autorizadas a captar depósitos que sua organização seja elaborada para seu benefício.
à vista do público. Atualmente, apenas os Bancos Essa tal organização que busca o maior número
Comerciais, os Bancos Múltiplos com carteira comercial, possível de riquezas é definido por uma série de
a Caixa Econômica Federal e as Cooperativas de Crédito importantes órgãos do estado. No Brasil, esse órgão
possuem essa autorização. formador da estratégia econômicas do país, é chamado
de Sistema Financeiro Nacional. Tem, basicamente, a
função de controlar todas as instituições que são ligadas
às atividades econômicas dentro do país. Mas esse

5
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

sistema tem ainda muitas outras funções. Tem também Sistema Financeiro Nacional
muitos componentes que o formam. Existem grupos,
dentro do grupo do Sistema Financeiro Nacional. O mais Definição
importante dentro desse sistema é o Conselho Monetário O Sistema Financeiro Nacional pode ser definido como
Nacional. Esse conselho é essencial por tomar as decisões o conjunto de instituições e órgãos que regulamentam,
mais importantes, para a que o país funcione de forma fiscalizam e executam as operações relativas à circulação
sadia. O Conselho Monetário Nacional tem dentro de si da moeda e do crédito.
muitos integrantes que são importante, cada um na sua
função. No entanto, o mais importante desses membros Origens e Aspectos Históricos
é o Banco Central do Brasil. Em 1920, foi criada a Inspetoria Geral de Bancos,
O Banco Central do Brasil é o responsável pela que tinha como objetivo exercer a fiscalização sobre as
produção de papel-moeda e de moeda metálica, dinheiro instituições financeiras. Não se tratava, portanto, de um
que circula no país. Ele exerce, junto ao Conselho órgão destinado à normatização e ao controle amplo do
Monetário Nacional, um trabalho de fiscalização nas mercado financeiro.
instituições financeiras do país. Além disso, tem diversas Apenas com a criação da Superintendência da Moeda
utilidades, como realizar operações bancárias, como e do Crédito – SUMOC, em 1945, passou a existir um
empréstimos, cobrança de créditos e outros, de outras controle monetário mais amplo.
instituições financeiras. O Banco central é considerado Em 1952, foi fundado o atual Banco Nacional de
o banco mais importante do Brasil, acima de todos os Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.
outros, uma espécie de “Banco dos Bancos”. Em 1964, ocorreu a “Reforma Bancária”, por intermédio
O Sistema Financeiro Nacional, então, é uma forma da Lei nº 4.595, que dispôs sobre:
de várias entidades se organizarem, de modo a manter - a criação do Conselho Monetário Nacional;
a máquina do governo funcionando. Sua utilidade é o - a transformação da SUMOC no Banco Central da
acompanhamento e também a coordenação de todas República do Brasil, que, posteriormente, passou a ser
as atividades financeiras que acontecem no Brasil. Esse denominado Banco Central do Brasil;
acompanhamento acontece na forma de fiscalização. Já - a composição original do Sistema Financeiro
a coordenação está na parte em que funcionários do Nacional: Conselho Monetário Nacional, Banco Central
Banco Central agem, segundo suas responsabilidades, no da República do Brasil (atual Banco Central do Brasil
cenário financeiro. – BACEN), Banco do Brasil S.A., Banco Nacional do
Esse sistema já sofreu várias mudanças ao longo Desenvolvimento Econômico (atual Banco Nacional de
dos anos. O próprio Banco Central era outra entidade Desenvolvimento Econômico Social – BNDES) e demais
como nome diferente: Superintendência da Moeda e do instituições financeiras públicas e privadas;
Crédito era o nome do órgão antes. A mudança ocorreu Entre 1964 e 1965, foi criado o Sistema Financeiro
por meio da lei nº 4.595/64, no art.8º. A moeda nacional, da Habilitação – SFH, tendo como principal operador o
que também já mudou várias vezes ao longo da história Banco Nacional da Habitação – BNH. As principais fontes
brasileira e leva o nome de “Real” foi uma das grandes de recursos so SFH são o Fundo de Garantia por Tempo
mudanças. A modificação de uma moeda nacional é, em de Serviço – FGTS e o Sistema Brasileiro de Poupança e
qualquer circunstancias, algo que causa muitas mudanças, Empréstimo – SBPE. Em 1986, o BNH foi extinto, e suas
mas no caso da mudança para a atual moeda (real), essa atribuições foram transferidas para a Caixa Econômica
transformação foi grandiosa. Numa época em que a Federal.
inflação era um grande terror para economia brasileira, A Lei do Mercado de Capitais, nº 4.728/65, estabeleceu
essa mudança, chamada de plano real, conseguiu frear a normas relativas ao mercado de investimentos.
inflação e normalizar os preços do comércio interno. Isso, Em 1976, pela Lei nº 6.385, foi criada a Comissão
seguido de uma valorização da moeda nacional, resultou de Valores Mobiliários, que também integra o Sistema
numa recuperação rápida da economia brasileira. Financeiro Nacional.
Quem pega no dinheiro todos os dias, paga as suas Em 1986, foi encerrada a conta movimento do Banco
contas, recebe seu salário, nem pensa no grande sistema do Brasil perante o Banco Central, dando-se início ao
que há por trás dessas operações. Na verdade, os salários processo de transferência de todas as atribuições de
são do valor que são, para que a atual quantidade de autoridade monetária responsável pela emissão de
dinheiro circule no país, para que a economia brasileira moeda ao BACEN.
seja como é, o Sistema Financeiro Nacional toma decisões Em 1988, foi autorizada a constituição dos “Bancos
todos os dias, que são refletidas na nossa realidade. Múltiplos”, permitindo-se que uma mesma pessoa
jurídica opere com mais de uma das seguintes carteiras:
comercial; de investimento; de desenvolvimento;
de crédito imobiliário; e de crédito, financiamento e
investimento. Posteriormente, pela Resolução nº 2.099/94,
foi autorizada a operação, por essas instituições, com a
carteira de arrendamento mercantil.

6
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Em 1995, foi instituído o Programa de Estímulo à - Instituições do Sistema Nacional de Seguros Privados
Reestruturação do Sistema Financeiro Nacional – PROER, e de Previdência Complementar;
tendo como principais objetivos assegurar a liquidez e - Instituições Prestadoras de Serviços Financeiros
solvência do Sistema Financeiro Nacional e resguardar os Não Regulamentados.
interesses de depositantes e investidores.
Instituições Financeiras
Estrutura do Sistema Financeiro Nacional
O Sistema Financeiro Nacional é dividido em dois Consideram-se instituições financeiras, para os
Subsistemas: efeitos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas,
- Subsistema de Supervisão; públicas ou privadas, que tenham como atividade
- Subsistema Operativo. principal ou acessória a coleta, intermediação ou
aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros,
Subsistema de Supervisão em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor
de propriedade de terceiro. Equiparam-se às instituições
Função do Subsistema de Supervisão- O Subsistema financeiras as pessoas físicas que exerçam qualquer
de Supervisão tem como função editar normas que dessas atividades, de forma permanente ou eventual.
definam os parâmetros para transferência de recursos dos As instituições financeiras somente podem funcionar
poupadores aos tomadores e controlar o funcionamento no Brasil mediante prévia autorização do Banco Central
das instituições e entidades que efetuem atividades de do Brasil ou, quando estrangeiras, por intermédio de
intermediação financeira. decreto do presidente da República.
É ilegal o desempenho de atividades de coleta,
Composição do Subsistema de Supervisão- O intermediação ou aplicação de recursos sem prévia
Subsistema de Supervisão tem a seguinte composição: autorização.
- Conselho Monetário Nacional;
- Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Instituições Financeiras Bancárias
Nacional;
- Banco Central do Brasil S.A.;
São as instituições financeiras autorizadas a captar
- Comissão de Valores Mobiliários;
recursos junto ao público sob a forma de depósitos à
- Conselho Nacional de Seguros Privados;
vista, podendo, por isso, criar moeda escritural:
- Superintendência de Seguros Privados;
- Bancos Comerciais;
- IRB – Brasil Resseguros;
- Caixas Econômicas;
- Conselho de Gestão da Previdência Complementar;
- Cooperativas de Crédito;
- Secretaria de Previdência Complementar.
- Bancos Cooperativos;
- Bancos Múltiplos com Carteira Comercial.
Subsistema Operativo

Função do Subsistema Operativo- O Subsistema Instituições Financeiras Não Bancárias


Operativo tem como função operacionalizar a transferência
de recursos do poupador para o tomador, de acordo com Instituições financeiras não bancárias ou não
as regras estabelecidas pelas entidades integrantes do monetárias são aquelas que não autorizadas a captar
Subsistema de Supervisão. recursos sob a forma de depósitos à vista:
- Bancos de Investimento;
Composição do Subsistema Operativo- O - Bancos Estaduais de Desenvolvimento;
Subsistema Operativo tem a seguinte composição: - Sociedades de Arrendamento Mercantil;
- Instituições Financeiras Bancárias ou Monetárias; - Sociedades de Crédito, Financiamento e
- Instituições Financeiras Não Bancárias ou Não Investimento;
Monetárias; - Companhias Hipotecárias;
- Instituições do Sistema Brasileiro de Poupança e - Bancos Múltiplos sem Carteira Comercial.
Empréstimo;
- Agentes Especiais; Instituições do SBPE
- Instituições do Sistema de Distribuição de Títulos e
Valores Mobiliários; Instituições do Sistema Brasileiro de Poupança e
- Instituições do Sistema de Liquidação e Custódia de Empréstimo são aquelas autorizadas a captar recursos
Títulos e Valores Mobiliários; sob a forma de depósitos em caderneta de poupança,
- Instituições Administradoras de Recursos de cujos recursos são destinados principalmente ao
Terceiros; financiamento habitacional:
- Entidades Prestadoras de Serviços Financeiros - Sociedades de Crédito Imobiliário;
Regulamentados; - Associações de Poupança e Empréstimo;

7
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

- Caixas Econômicas (Estaduais); 1- Fundos Mútuos de Investimento Regulamentados


- Bancos Múltiplos com Carteira de Crédito pelo BACEN:
Imobiliário; a) Fundo de Investimento Financeiro;
- Sociedade de Crédito Imobiliário; b) Fundo de Investimento Financeiro – Dívida Estadual
- Associação de Poupança e Empréstimo. e/ou Municipal;
c) Fundo de Aplicação em Quotas de Fundos de
Agentes Especiais Investimento Financeiro;
d) Fundo de Renda Fixa – Capital Estrangeiro;
São instituições que executam funções atípicas, e) Fundo de Investimento no Exterior;
diferenciadas da espécie a que pertencem: f) Fundo de Investimento Extramercado.
- Banco do Brasil S.A.;
- Caixa Econômica Federal;
2- Fundos Mútuos de Investimentos Regulados
- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
pela CVM:
Social;
a) Fundos Mútuos de Investimento em Ações;
- Banco do Nordeste do Brasil S.A.;
- Banco da Amazônia S.A. b) Fundos Mútuos de Investimento em Ações –
Carteira Livre;
Instituições do Sistema de Distribuição c) Fundo de Investimento em Quotas de Fundos
Mútuos de Investimentos em Ações;
Instituições do Sistema de Distribuição de Títulos d) Fundos Setoriais de Investimentos em Ações;
a Valores Mobiliários são as que prestam serviços a e) Fundos Mútuos de Investimento em Empresas
poupadores e tomadores, mediante compra e venda Emergentes;
como intermediários, de títulos e valores mobiliários e f) Fundo de Investimento Cultural a Artístico;
câmbio: g) Fundo de Privatização – Capital Estrangeiro;
- Sociedades Corretoras de Títulos e Valores h) Fundo de Conversão – Capital Estrangeiro;
Mobiliários; i) Fundo de Conversão – Capital Estrangeiro (Áreas
- Sociedades Corretoras de Câmbio; Incentivadas).
- Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores
Mobiliários; 3- Fundos Mútuos de Investimentos
- Corretores de Mercadorias e Corretores de Regulamentados pelo BACEN em Conjunto com a
Mercadorias Agrícolas; CVM:
- Operadores Especiais de Mercadorias Agrícolas e a) Fundos de Investimento – Capital Estrangeiro;
Corretores de Algodão; b) Fundos Mútuos de Investimento em Ações do
- Agentes Autônomos de Investimentos. Setor de Mineração;
c) Fundos Mútuos de Ações Incentivadas;
Instituições do Sistema de Liquidação e Custódia d) Fundos de Investimento Imobiliário;
e) Fundos Mútuos de Privatização – Dívida Securitizada.
Instituições do Sistema de Liquidação e Custódia de
Títulos e Valores Mobiliários são aquelas que prestam 4- Fundos Mútuos de Investimento Regulamentados
serviços aos intermediários financeiros, criando condições
pelo BACEN, CVM e SUSEP:
propícias de mercado para a emissão e circulação de
a) Fundo de Aposentadoria Programada Individual –
títulos e valores mobiliários, sem, entretanto, efetuar
FAPI.
operações de compra e venda:
- Bolsas de Valores;
- Entidades de Mercado de Balcão Organizado; 5- Outras:
- Sociedades de Compensação e Liquidação de a) Clubes de Investimento;
Operações; b) Carteira de Títulos e Valores Mobiliários;
- Bolsas de Mercadorias e Futuros; c) Sociedade de Investimento – Capital Estrangeiro;
- Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC; d) Administrador de Consórcio.
- Central de Custódia e Liquidação Financeira de
Títulos. Entidades Prestadoras de Serviços Financeiros
Regulamentados
Instituições Administradoras de Recursos de
Terceiros São entidades juridicamente definidas como não
pertencentes à categoria de instituição financeira, mas
São instituições que proporcionam a reunião de que prestam serviço financeiro regulamentado:
diversos poupadores que tenham objetos comuns quanto - Agências de Fomento ou de Desenvolvimento.
à aplicação de seus recursos:

8
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Instituições do Sistema Nacional de Seguros Privados e Previdência Complementar

São instituições mantenedoras de seguros de coisas, pessoas, bens, responsabilidades, obrigações, direitos,
garantias, cosseguro, resseguro, retrocessão de seguros, planos de benefícios complementares ou assemelhados aos da
Previdência Social:
- Sociedades Seguradoras;
- Sociedades de Capitalização;
- Entidades Abertas de Previdência Privada com Fins Lucrativos;
- Entidades Abertas de Previdência Privada sem Fins Lucrativos;
- Entidades Fechadas de Previdência Privada;
- Sociedades Administradoras de Planos de Seguro-Saúde;
- Corretoras de Seguros.
Detentoras de volume significativo de poupança, as Entidades Fechadas de Previdência Privada são supervisionadas
pela Secretaria de Previdência Complementar. As Entidades Abertas de Previdência Privada, pela SUSEP.

Instituições prestadoras de Serviços Financeiros Não Regulamentados

Não são instituições financeiras, apesar de desenvolverem atividades tipicamente financeiras:


- Sociedades Administradoras de Cartões de Crédito;
- Sociedades de Fomento Mercantil.

9
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Segundo o Banco Central do Brasil, o Sistema Financeiro Nacional é estruturado da seguinte forma:

Órgãos Normativos Entidades Supervisoras Operadores

Instituições Financeiras
Conselho Monetário Nacional Banco Central do Brasil – Captadoras de Depósitos à Vista
- CNM BACEN
Demais Instituições

Financeiras

Outros Intermediários
Financeiros e Administrativos de
Recursos de Terceiros

Bolsas de Mercadorias e
Comissão de Valores Futuros
Mobiliários - CVM
Bolsas de Valores

Sociedades Seguradoras
Sociedades de Capitalização
Superintendência de Seguros
Conselho Nacional de Seguros
Privados – SUSEP e IRB – Brasil
Privados - CNSP Entidades Abertas de
Resseguros
Previdência Complementar

Conselho de Gestão da Entidades Fechadas de


Secretaria De Previdência
Previdência Complementar - Previdência Complementar (fundos
Complementar - SPC
CGPC de pensão)

10
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

O quadro apresentado em seguida demonstra a estrutura do Sistema Financeiro Nacional de forma mais detalhada.

11
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

12
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

13
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

14
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

As classificações apresentadas em seguida foram O Conselho Monetário Nacional é o órgão máximo do


organizadas de acordo com a estrutura do Sistema Sistema Financeiro Nacional, com funções deliberativas,
Financeiro Nacional prevista pelo Banco Central do Brasil. cujas normas são de observância obrigatória por todas as
instituições do sistema financeiro.
Autoridades do Sistema Financeiro Nacional
Objetivos do CMN
As autoridades do Sistema Financeiro Nacional
podem ser: A política do Conselho Monetário Nacional tem como
- Autoridades Monetárias; objetivo:
- Autoridades de Apoio. - adaptar o volume dos meios de pagamentos às reais
necessidades da economia nacional e seu processo de
As Autoridades Monetárias são responsáveis pela desenvolvimento;
normatização e execução das operações de emissão de - regular o valor interno da moeda, por meio
moeda: da prevenção e correção dos surtos inflacionários
- Conselho Monetário Nacional – CMN; ou deflacionários de origem interna ou externa, das
- Banco Central do Brasil – BACEN. depressões econômicas e de outros desequilíbrios
oriundos de fenômenos conjunturais;
As Autoridades de Apoio ou são instituições que, - regular o valor externo da moeda e o equilíbrio no
além de atuar como instituições financeiras normais, balanço de pagamentos do País, tendo em vista a melhor
auxiliam as autoridades monetárias na execução da utilização dos recursos em moeda estrangeira;
política monetária, como é o caso do Banco do Brasil, ou - orientar a aplicação dos recursos das instituições
são instituições com poderes de normatização limitado financeiras, quer públicas, quer privadas, tendo em vista
a um setor específico, como é o caso da Comissão de propiciar, nas diferentes regiões do País, condições
Valores Mobiliários. favoráveis ao desenvolvimento harmônico da economia
As principais Autoridades de Apoio do Sistema nacional;
Financeiro Nacional são: - propiciar o aperfeiçoamento das instituições
- Comissão de Valores Mobiliários; financeiras e dos instrumentos financeiros, com vistas
- Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e à maior eficiência do sistema de pagamentos e de
Social; mobilização de recursos;
- Caixa Econômica Federal; - zelar pela liquidez e solvência das instituições
- Banco do Brasil S.A.. financeiras;
- coordenar as políticas monetária e creditícia,
Entidades e Órgãos Normativos e Supervisores do orçamentária, fiscal e da dívida pública, interna e externa.
SFN
Funções do CMN
De acordo com o Banco Central do Brasil, as entidades
e órgãos normativos e supervisores do Sistema Financeiro Entre outras, são funções privativas do Conselho
Nacional são os seguintes: Monetário Nacional:
- Conselho Monetário Nacional – CMN; - autorizar a emissão de papel-moeda;
- Banco Central do Brasil – BACEN; - aprovar os orçamentos monetários, que são
- Comissão de Valores Mobiliários – CVM; preparados pela Banco Central e por meio dos quais são
- Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP; estimadas as necessidades globais de moeda e crédito;
- Superintendência de Seguros Privados – SUSEP; - fixar diretrizes e normas da política cambial e,
- IRB – Brasil Resseguros; inclusive, compra e venda de ouro e quaisquer operações
- Conselho de Gestão de Previdência Complementar em moeda estrangeira;
– CGPC; - disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e
- Secretaria de Previdência Complementar – SPC. as operações creditícias em todas as suas formas;
- estabelecer normas relativas à fiscalização,
Conselho Monetário Nacional constituição e funcionamento das instituições financeiras;
- estabelecer normas sobre a política de taxas de
O art. 2º da Lei nº 4.595/64 extinguiu o Conselho juros, descontos, comissões e qualquer outra forma de
da Superintendência da Moeda e do Crédito e criou remuneração de operações e serviços bancários;
o Conselho Monetário Nacional, com a finalidade de - disciplinar as operações de câmbio;
formular a política da moeda e do crédito, objetivando o - deliberar sobre a estrutura técnica e administrativa
progresso econômico e social do País. do Banco Central;
Recebem o nome de RESOLUÇÕES as deliberações do - determinar as características gerais das cédulas e
CMN, cabendo ao BACEN a sua divulgação. das moedas;

15
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

- determinar a percentagem máxima dos recursos O CMN delibera mediante resoluções, por maioria
que as instituições financeiras poderão emprestar a um dos votos, cabendo ao seu presidente a prerrogativa de
mesmo cliente ou grupo de empresas; deliberar, nos casos de urgência e relevante interesse, “ad
- estipular índices e outras condições técnicas sobre referendum” dos demais membros, devendo, nesse caso,
encaixes, imobilizações ou outras relações patrimoniais, a submeter a decisão ao colegiado, na primeira reunião
serem observadas pelas instituições financeiras; posterior à prática do ato.
- delimitar o capital mínimo das instituições
financeiras; Comissão Técnica da Moeda e do Crédito
- expedir normas gerais de contabilidade e estatística Junto ao Conselho Monetário Nacional, funciona
a serem observadas pelas instituições financeiras; a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito, com a
- determinar recolhimento de até 100% dos depósitos função básica de regulamentar algumas matérias de
à vista e de até 60% do total dos demais depósitos e/ competência do Conselho Monetário Nacional, composta
ou títulos contábeis das instituições financeiras, seja na pelos seguintes membros:
forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro - presidente e quatro diretores do Banco Central do
Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal, Brasil;
seja por meio de recolhimento em espécie, em ambos os - presidente da Comissão de Valores Mobiliários;
casos entregues ao Banco Central; - secretário executivo do Ministério do Planejamento,
- determinar os encaixes obrigatórios; Orçamento e Gestão;
- regulamentar as operações de redesconto e de - secretário do Tesouro Nacional;
empréstimo, efetuadas com quaisquer instituições - secretário de Política Econômica;
financeiras públicas ou privadas de natureza bancária; - secretário executivo do Ministério da Fazenda.
- aprovar o regimento interno e as contas do Banco
Central do Brasil, sem prejuízo da competência do Tribunal Comissões Consultivas do CMN
de Contas da União;
- aplicar aos bancos estrangeiros que funcionem Junto ao CMN, funcionam, ainda, as seguintes
no País as mesmas vedações ou restrições equivalentes, comissões consultivas:
que vigores, nas praças de suas matrizes, em relação a - de Normas de Organização do Sistema Financeiro;
bancos brasileiros ali instalados ou que nelas desejam - do Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros;
estabelecer-se; - de Crédito Rural;
- fixar a orientação geral a ser observada pela CVM no - de Crédito Industrial;
exercício de suas atribuições; - de Endividamento Público;
- regular a utilização do crédito no mercado de valores - de Politica Monetária e Cambial;
mobiliários; - de Processos Administrativos.
- definir a política a ser observada na organização do
mercado de valores mobiliários; Conselho de Recursos do Sistema Financeiro
- definir as atividades da CVM que devam ser exercidas Nacional
de forma coordenada com o Banco Central do Brasil;
- definir tipos de instituições financeiras que poderão Criado pelo Decreto nº 91.152/85, o CRSFN julga,
exercer atividades no mercado de valores mobiliários, em segunda e última instância administrativa, os
bem como as espécies de operações que poderão realizar recursos interpostos das decisões relativas a penalidades
e de serviços que poderão prestar nesse mercado; administrativas aplicadas pelo BACEN, pela CVM e pela
- fixar as diretrizes para a aplicação das reservas Secretaria de Comércio Exterior.
técnicas das sociedades seguradoras, entidades abertas O CRSFN tem ainda como atribuição julgar os
e fechadas de previdência privada, podendo, no caso das recursos de ofício, interpostos pelos órgãos de primeira
últimas, estabelecer diretrizes diferenciadas para uma instância administrativa, das decisões que concluírem
determinada entidade, ou grupo de entidades, levando em pela não aplicação das penalidades.
conta a existência de condições peculiares relativamente
a suas patrocinadoras. Estrutura do CRSFN

Estrutura do CMN O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro


Nacional é integrado por oito Conselheiros,
O Conselho Monetário Nacional tem a seguinte de reconhecida competência e possuidores de
composição: reconhecimentos especializados em assuntos relativos
- Ministro de Estado da Fazenda, na qualidade de aos mercados financeiros, de capitais, de câmbio, de
presidente; capitais estrangeiros e de crédito rural e industrial, e de
- Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão; consórcios, observada a seguinte composição;
- Presidente do Banco Central do Brasil.

16
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

- um representante do Ministério da Fazenda; Os resultados da política fiscal podem ser avaliados


- um representante do Banco Central do Brasil; sob diferentes ângulos, que podem focar na mensuração
- um representante da Secretaria de Comércio da qualidade do gasto público bem como identificar os
Exterior; impactos da política fiscal no bem-estar dos cidadãos.
- Um representante da Comissão de Valores Para tanto podem ser utilizados diversos indicadores
Mobiliários; para análise fiscal, em particular os de fluxos (resultados
- quatro representantes das entidades de classe dos primário e nominal) e estoques (dívidas líquida e bruta).
mercados afins, por estas indicados em lista tríplice. A saber, estes indicadores se relacionam entre si, pois os
estoques são formados por meio dos fluxos. Assim, por
As entidades de classe que integram o CRSFN exemplo, o resultado nominal apurado em certo período
são as seguintes: Abrasca (Associação Brasileira das afeta o estoque de dívida bruta.
Companhias Abertas), Anbid (Associação Nacional dos Resultado fiscal primário é a diferença entre as
Bancos de Investimento), CNBV (Comissão de Bolsas de receitas primárias e as despesas primárias durante um
Valores), Febraban (Federação Brasileira das Associações determinado período. O resultado fiscal nominal, por
de Bancos), Abel (Associação Brasileira das Empresas de sua vez, é o resultado primário acrescido do pagamento
Leasing), Adeval (Associação das Empresas Distribuidoras líquido de juros. Assim, fala-se que o Governo obtém
de Valores) e AEB (Associação de Comércio Exterior do superávit fiscal quando as receitas excedem as despesas
Brasil). Os representantes das quatro primeiras entidades em dado período; por outro lado, há déficit quando as
têm acesso no Conselho como membros-titulares e os receitas são menores do que as despesas.
demais, como suplentes. No Brasil, a política fiscal é conduzida com alto grau
Os conselheiros titulares e seus respectivos suplentes de responsabilidade fiscal. O uso equilibrado dos recursos
são nomeados pelo ministro da Fazenda, com mandatos públicos visa a redução gradual da dívida líquida como
de dois anos, admitindo-se a recondução por uma única percentual do PIB, de forma a contribuir com a estabilidade,
vez. o crescimento e o desenvolvimento econômico do país.
Também fazem parte do Conselho de Recursos dois Mais especificamente, a política fiscal busca a criação de
Procuradores da Fazenda Nacional, designados pelo empregos, o aumento dos investimentos públicos e a
procurador-geral da Fazenda Nacional, com a atribuição ampliação da rede de seguridade social, com ênfase na
de zelar pela fiel observância da legislação aplicável, e redução da pobreza e da desigualdade.
um secretário-executivo, nomeado pelo Ministério da
Fazenda, responsável pela execução e coordenação dos Política de rendas (Fonte: www.portaleducacao.
trabalhos administrativos. Para tanto, o Banco Central do com.br)
Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários e a Secretaria
de Comércio Exterior proporcionam o respectivo apoio A política de rendas consiste na interferência do
técnico e administrativo. governo nos preços e salários praticados pelo mercado.
O representante do Ministério da Fazenda preside o
No intuito de atender a interesses sociais, o governo
Conselho, e o vice-presidente é o representante designado
tem a capacidade de interferir nas forças do mercado e
pelo Ministério da Fazenda entre os quatro representantes
impedir o seu livre funcionamento. É o que ocorre quando
das entidades de classe que integram o CRSFN.
o governo realiza um tabelamento de preços com o
Dinâmica do mercado. Mercado bancário.
objetivo de controlar a inflação.
Ressalta-se que nem sempre esse instrumento
Obs: os textos abaixo foram extraídos na íntegra das
funciona de forma adequada. Como exemplo, cita-se que
fontes indicadas tendo em vista a qualidade, síntese e
na segunda metade dos anos 80, o Brasil estava iniciando
referencial bibliográfico.
suas experiências econômicas de combate à inflação, o
Política Fiscal (Fonte: http://www.tesouro.fazenda.gov. tabelamento de preços foi largamente utilizado. Muitos
br) produtores que se julgaram lesados pelo fato do preço do
seu produto ter sido fixado em um patamar muito baixo,
Política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais simplesmente deixaram de ofertar o produto.
o Governo arrecada receitas e realiza despesas de modo a Como consequência, observou-se um
cumprir três funções: a estabilização macroeconômica, a desabastecimento de várias mercadorias. Em
redistribuição da renda e a alocação de recursos. A função determinados setores, particularmente no automobilístico,
estabilizadora consiste na promoção do crescimento as mercadorias até poderiam ser adquiridas mediante o
econômico sustentado, com baixo desemprego e pagamento de um “ágio”, ou seja, uma diferença a mais
estabilidade de preços. A função redistributiva visa sobre o valor oficial do produto.
assegurar a distribuição equitativa da renda. Por fim, O governo também pode controlar o valor dos salários
a função alocativa consiste no fornecimento eficiente pagos em uma sociedade. No Brasil o melhor exemplo
de bens e serviços públicos, compensando as falhas de se dá pela fixação do salário mínimo. Porém, conforme
mercado. destaca Costa (2009), esta interferência já foi muito maior

17
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

no passado. Nos anos 80, por exemplo, durante o Plano Compra de títulos públicos: quando o Banco Central
Cruzado, foi criado um dispositivo legal que garantia um compra títulos públicos há uma expansão dos meios de
reajuste automático dos salários de todas as categorias pagamento, que é a moeda dada em troca dos títulos.
trabalhistas sempre que a inflação atingisse 20%. Com isso, ocorre uma redução na taxa de juros e um
O objetivo dessa política era a de garantir o poder aumento da liquidez.
de compra dos trabalhadores contra os efeitos da
inflação. Conforme destaca o autor, este se constituiu em Política Cambial (Fonte: www.bcb.gov.br –
um objetivo louvável, porém trouxe um efeito colateral explicação na modalidade de perguntas e respostas
negativo. Com o recrudescimento da inflação, o gatilho produzidos pelo Banco Central)
salarial passou a disparar mensalmente, iniciando um
processo de indexação da economia, gerando um 1. O que é câmbio?
fenômeno conhecido como inflação inercial. Câmbio é a operação de troca de moeda de um
Constata-se que a partir da implantação do Plano país pela moeda de outro país. Por exemplo, quando
Real, em 1994, o governo foi reduzindo gradativamente um turista brasileiro vai viajar para o exterior e precisa
sua atuação por meio da política de rendas. Atualmente, a de moeda estrangeira, o agente autorizado pelo Banco
interferência, conforme se observa, do governo nos preços Central a operar no mercado de câmbio recebe do
e salários, tem sido muito reduzida, quando comparada a turista brasileiro a moeda nacional e lhe entrega (vende)
interferência realizada ao longo dos anos 80 e 90. a moeda estrangeira. Já quando um turista estrangeiro
Política monetária (Fonte: www.economiabr.net) quer converter moeda estrangeira em reais, o agente
autorizado a operar no mercado de câmbio compra a
A Política Monetária representa a atuação das moeda estrangeira do turista estrangeiro, entregando-lhe
autoridades monetárias, por meio de instrumentos de os reais correspondentes.
efeito direto ou induzido, com o propósito de se controlar 2. O que é mercado de câmbio?
a liquidez global do sistema econômico. No Brasil, o mercado de câmbio é o ambiente onde
A ) Política Monetária Restritiva: engloba um conjunto se realizam as operações de câmbio entre os agentes
de medidas que tendem a reduzir o crescimento da autorizados pelo Banco Central e entre estes e seus clientes,
diretamente ou por meio de seus correspondentes.
quantidade de moeda, e a encarecer os empréstimos.
O mercado de câmbio é regulamentado e fiscalizado
Instrumentos:
pelo Banco Central e compreende as operações de compra
Recolhimento compulsório: consiste na custódia, pelo
e de venda de moeda estrangeira, as operações em moeda
Banco Central, de parcela dos depósitos recebidos do
nacional entre residentes, domiciliados ou com sede no
público pelos bancos comerciais. Esse instrumento é ativo,
País e residentes, domiciliados ou com sede no exterior e
pois atua diretamente sobre o nível de reservas bancárias,
as operações com ouro-instrumento cambial, realizadas
reduzindo o efeito multiplicador e, consequentemente, a
por intermédio das instituições autorizadas a operar no
liquidez da economia.
mercado de câmbio pelo Banco Central, diretamente ou
Assistência Financeira de liquidez: o Banco por meio de seus correspondentes.
Central empresta dinheiro aos bancos comerciais, sob Incluem-se no mercado de câmbio brasileiro as
determinado prazo e taxa de pagamento. Quando esse operações relativas aos recebimentos, pagamentos
prazo é reduzido e a taxa de juros do empréstimo é e transferências do e para o exterior mediante a
aumentada, a taxa de juros da própria economia aumenta, utilização de cartões de uso internacional, bem como as
causando uma diminuição na liquidez. operações referentes às transferências financeiras postais
Venda de Títulos públicos: quando o Banco Central internacionais, inclusive vales postais e reembolsos
vende títulos públicos ele retira moeda da economia, que postais internacionais.
é trocada pelos títulos. Desta forma há uma contração dos À margem da lei, funciona um segmento denominado
meios de pagamento e da liquidez da economia. mercado paralelo. São ilegais os negócios realizados
B) Política Monetária Expansiva: é formada por no mercado paralelo, bem como a posse de moeda
medidas que tendem a acelerar a quantidade de moeda estrangeira oriunda de atividades ilícitas.
e a baratear os empréstimos (baixar as taxas de juros).
Incidirá positivamente sobre a demanda agregada. 3. Qualquer pessoa física ou jurídica pode comprar e
Instrumentos: vender moeda estrangeira?
Diminuição do recolhimento compulsório: o Banco Sim, desde que a outra parte na operação de câmbio
Central diminui os valores que toma em custódia dos seja agente autorizado pelo Banco Central a operar no
bancos comerciais, possibilitando um aumento do efeito mercado de câmbio (ou seu correspondente para tais
multiplicador, e da liquidez da economia como um todo. operações) e que seja observada a regulamentação
Assistência Financeira de Liquidez: o Banco Central, em vigor, incluindo a necessidade de identificação
ao emprestar dinheiro aos bancos comerciais, aumenta em todas as operações. É dispensado o respaldo
o prazo do pagamento e diminui a taxa de juros. Essas documental das operações de valor até o equivalente a
medidas ajudam a diminuir a taxa de juros da economia, US$ 3 mil, preservando-se, no entanto, a necessidade de
e a aumentar a liquidez. identificação do cliente.

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ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

4. Que instituições podem operar no mercado de A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) também é
câmbio e que operações elas podem realizar? autorizada pelo Banco Central a realizar operações com
Podem ser autorizados pelo Banco Central a operar vales postais internacionais, emissivos e receptivos, para
no mercado de câmbio: bancos múltiplos; bancos liquidação pronta, não sujeitos ou vinculados a registro
comerciais; caixas econômicas; bancos de investimento; no Banco Central do Brasil e de até o equivalente a
bancos de desenvolvimento; bancos de câmbio; agências US$50 mil, por operação.
de fomento; sociedades de crédito, financiamento e A relação dos agentes autorizados a operar no
investimento; sociedades corretoras de títulos e valores mercado de câmbio pode ser consultada em: Câmbio
mobiliários; sociedades distribuidoras de títulos e valores e Capitais Internacionais > Instituições que atuam no
mobiliários e sociedades corretoras de câmbio. mercado de câmbio.
Esses agentes podem realizar as seguintes operações: 5. Que operações podem ser realizadas no mercado
a) bancos, exceto de desenvolvimento, e a Caixa
de câmbio?
Econômica Federal: todas as operações previstas para o
Quaisquer pagamentos ou recebimentos em moeda
mercado de câmbio;
estrangeira podem ser realizados no mercado de câmbio,
b) bancos de desenvolvimento; sociedades de crédito,
inclusive as transferências para fins de constituição de
financiamento e investimento e agências de fomento:
operações específicas autorizadas pelo Banco Central; disponibilidades no exterior e seu retorno ao País e
c) sociedades corretoras de títulos e valores aplicações no mercado financeiro. As pessoas físicas e
mobiliários; sociedades distribuidoras de títulos e valores as pessoas jurídicas podem comprar e vender moeda
mobiliários e sociedades corretoras de câmbio: estrangeira ou realizar transferências internacionais
c1.) operações de câmbio com clientes para liquidação em reais, de qualquer natureza, sem limitação de valor,
pronta de até US$100 mil ou o seu equivalente em outras observada a legalidade da transação, tendo como base
moedas; e a fundamentação econômica e as responsabilidades
c2.) operações no mercado interbancário, arbitragens definidas na respectiva documentação.
no País e, por meio de banco autorizado a operar no Embora do ponto de vista cambial não exista
mercado de câmbio, arbitragem com o exterior. restrição para a movimentação de recursos, os agentes
Além desses agentes, o Banco Central também do mercado e seus clientes devem observar eventuais
concedia autorização para agências de turismo e meios restrições legais ou regulamentares existentes para
de hospedagem de turismo para operarem no mercado determinados tipos de operação. Como exemplo,
de câmbio. Atualmente, não se concede mais autorização relativamente à colocação de seguros no exterior, devem
para esses agentes, permanecendo ainda apenas aquelas ser observadas as disposições dos órgãos e entidades
agências de turismo cujos proprietários pediram ao Banco responsáveis pela regulação do segmento segurador.
Central autorização para constituir instituição autorizada
a operar em câmbio. Enquanto o Banco Central está 6. Os bancos são obrigados a vender moeda em
analisando tais pedidos, as agências de turismo ainda espécie?
autorizadas podem continuar a realizar operações de Não. Normalmente, os agentes autorizados a operar
compra e venda de moeda estrangeira em espécie, em câmbio, por questão de administração de caixa e
cheques e cheques de viagem, relativamente a viagens estratégia operacional, procuram operar com o mínimo
internacionais. possível de moeda em espécie.
As instituições financeiras autorizadas a operar em
câmbio podem contratar correspondentes (pessoas
7. Posso fazer aplicações no exterior no mercado de
jurídicas em geral) para a realização das seguintes
capitais ou de derivativos?
operações de câmbio:
As aplicações no exterior no mercado de capitais
a) execução ativa ou passiva de ordem de pagamento
pelas pessoas físicas ou jurídicas são permitidas,
relativa a transferência unilateral (ex: manutenção de
residentes, transferência de patrimônio, prêmios em observada a legalidade da transação, inclusive de ordem
eventos culturais e esportivos ) do ou para o exterior, tributária. As transferências ao exterior são realizadas por
limitada ao valor equivalente a US$ 3 mil dólares dos meio de instituições autorizadas a operar no mercado de
Estados Unidos, por operação; câmbio. A regulamentação, no entanto, não prevê que
b) compra e venda de moeda estrangeira em espécie, essas aplicações sejam realizadas por meio de cartão de
cheque ou cheque de viagem, bem como carga de crédito.
moeda estrangeira em cartão pré-pago, limitada ao valor As transferências financeiras relativas às aplicações
equivalente a US$ 3 mil dólares dos Estados Unidos, por no exterior por instituições financeiras e demais
operação; e instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central
c) recepção e encaminhamento de propostas de do Brasil devem observar a regulamentação específica.
operações de câmbio. Os fundos de investimento podem efetuar transferências
As operações realizadas pelos correspondentes são do e para o exterior relacionadas às suas aplicações
de total responsabilidade da instituição contratante. fora do País, obedecida a regulamentação editada pela

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ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Comissão de Valores Mobiliários e as regras cambiais 14. O que é contrato de câmbio?


editadas pelo Banco Central do Brasil. As transferências Contrato de câmbio é o documento que formaliza a
financeiras relativas a aplicações no exterior por operação de compra ou de venda de moeda estrangeira.
entidades de previdência complementar devem observar Nele são estabelecidas as características e as condições
a regulamentação específica. sob as quais se realiza a operação de câmbio. Dele
As operações de hedge podem ser feitas na forma da constam informações relativas à moeda estrangeira
regulamentação em vigor, relativas a taxa de câmbio, taxa que um cliente está comprando ou vendendo, à taxa
de juros e preço de mercadoria. contratada, ao valor correspondente em moeda nacional
e aos nomes do comprador e do vendedor. Os contratos
8. O que é mercado primário e mercado secundário? de câmbio devem ser registrados no Sistema Câmbio pelo
A operação de mercado primário implica o agente autorizado a operar no mercado de câmbio.
recebimento ou a entrega de moeda estrangeira por Nas operações de compra ou de venda de moeda
parte de clientes no País, correspondendo a fluxo de estrangeira de até US$ 3 mil, ou seu equivalente em outras
entrada ou de saída da moeda estrangeira do País. Esse moedas estrangeiras, não é obrigatória a formalização do
é o caso das operações realizadas com exportadores, contrato de câmbio, mas o agente do mercado de câmbio
importadores, viajantes, etc. Já no mercado secundário, deve identificar seu cliente e registrar a operação no
Sistema Câmbio.
também denominado mercado interbancário quando
os negócios são realizados entre bancos, a moeda
15. O que é política cambial?
estrangeira é negociada entre as instituições integrantes
É o conjunto de ações governamentais diretamente
do sistema financeiro e simplesmente migra do ativo de
relacionadas ao comportamento do mercado de câmbio,
uma instituição autorizada a operar no mercado de câmbio inclusive no que se refere à estabilidade relativa das taxas
para o de outra, igualmente autorizada, não havendo fluxo de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamentos.
de entrada ou de saída da moeda estrangeira do País.
9. O que é posição de câmbio? 16. Qual é o papel do Banco Central no mercado de
A posição de câmbio é representada pelo saldo câmbio?
das operações de câmbio (compra e venda de moeda O Banco Central executa a política cambial definida pelo
estrangeira, de títulos e documentos que as representem e Conselho Monetário Nacional. Para tanto, regulamenta o
de ouro-instrumento cambial) prontas ou para liquidação mercado de câmbio e autoriza as instituições que nele
futura, realizadas pelas instituições autorizadas pelo operam. Também compete ao Banco Central fiscalizar o
Banco Central do Brasil a operar no mercado de câmbio. referido mercado, podendo punir dirigentes e instituições
mediante multas, suspensões e outras sanções previstas
10. O que é posição de câmbio comprada? em lei. Além disso, o Banco Central pode atuar diretamente
A posição de câmbio comprada é o saldo em moeda no mercado, comprando e vendendo moeda estrangeira
estrangeira registrado em nome de uma instituição de forma ocasional e limitada, com o objetivo de conter
autorizada que tenha efetuado compras, prontas ou para movimentos desordenados da taxa de câmbio.
liquidação futura, de moeda estrangeira, de títulos e
documentos que as representem e de ouro-instrumento
cambial, em valores superiores às vendas.

11. O que é posição de câmbio vendida?


A posição de câmbio vendida é o saldo em moeda
estrangeira registrado em nome de uma instituição
autorizada que tenha efetuado vendas, prontas ou para
liquidação futura, de moeda estrangeira, de títulos e
documentos que as representem e de ouro-instrumento
cambial, em valores superiores às compras.

12. O que é operação pronta?


A operação de câmbio (compra ou venda) pronta é a
operação a ser liquidada em até dois dias úteis da data de
contratação.

13. O que é operação para liquidação futura?


A operação de câmbio (compra ou venda) para
liquidação futura é a operação a ser liquidada em prazo
maior que dois dias.

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ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

QUESTÕES 04. (Banco da Amazônia - Técnico Bancário -


CESPE/2012) As reformas de 1964 introduzidas no SFN,
01. (Banco da Amazônia - Técnico Bancário - cujo modelo foi inspirado pelo sistema norte-americano,
CESPE/2012) As reformas de 1964 introduzidas no SFN, priorizavam a especialização das instituições. No entanto,
cujo modelo foi inspirado pelo sistema norte-americano, ao longo do tempo, surgiram os grandes conglomerados
priorizavam a especialização das instituições. No entanto, financeiros, incorporando atividades antes restritas aos
ao longo do tempo, surgiram os grandes conglomerados agentes especializados. A respeito desse assunto, julgue
financeiros, incorporando atividades antes restritas aos os itens que se seguem.
agentes especializados. A respeito desse assunto, julgue No Brasil, as instituições financeiras públicas são
os itens que se seguem. consideradas auxiliares da execução da política de crédito
O banco de desenvolvimento (cujo controle é de um do governo federal.
estado) e o banco comercial cooperativado (cujo controle ( )Certo ( )Errado
é de cooperativas de crédito) devem ser constituídos sob
a forma de sociedade anônima de capital fechado. Gabarito
( )Certo ( )Errado
01 E
02. (Banco da Amazônia - Técnico Bancário -
CESPE/2012) O SFN tem como objetivo a intermediação 02 E
de recursos entre os agentes econômicos (pessoas, 03 E
empresas e governo). Compõem esse sistema 04 C
instituições, órgãos e entidades em uma complexa rede
de relacionamentos que envolvem a normatização, a
supervisão e a operacionalização. Com referência a esse
assunto, julgue os itens seguintes.
Segundo a lei de regência desta matéria, compete ao
BACEN executar os serviços de compensação de cheques
e outros papéis, competência esta delegada por carta-
circular ao Banco do Brasil S.A. em 1986.
( )Certo ( )Errado

03. (Banco da Amazônia - Técnico Bancário -


CESPE/2012) Tanto no mercado de capitais, com a
negociação de títulos e valores mobiliários, em especial
ações, debêntures e commercial papers, quanto no
mercado de seguros e de previdência privada, há grande
especialização e, em geral, os agentes operadores
participantes têm perfil de atuação bastante específico.
Acerca desse assunto, julgue os itens de 79 a 85.
A operação de underwriting, ou lançamento de
ações novas, geralmente é realizada por um banco de
investimentos juntamente com um pool de instituições do
sistema distribuidor (sociedades corretoras e sociedades
distribuidoras de títulos e valores mobiliários). Nesse caso,
mesmo que não se concretizem as vendas das ações, a
operação deve ser posteriormente registrada na CVM.
( )Certo ( )Errado

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ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

ANOTAÇÕES

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CULTURA ORGANIZACIONAL

Conceito de Cultura Organizacional. Preceitos da Cultura Organizacional. Vantagens e desvantagens da Cultura Orga-
nizacional. Características da Cultura Organizacional. Cultura Empresarial...................................................................................... 01
Ética aplicada: ética, moral, valores e virtudes; noções de ética empresarial e profissional. A gestão da ética nas empre-
sas públicas e privadas........................................................................................................................................................................................... 05
Código de Ética do Banco do Brasil ( disponível no sítio do BB na internet)................................................................................... 14
Código de conduta da alta administração pública..................................................................................................................................... 16
Gestão da Sustentabilidade. ............................................................................................................................................................................... 19
Essência BB: Crença, Missão, Valores e Visão................................................................................................................................................ 23
Estatuto Social do Banco....................................................................................................................................................................................... 23
CULTURA ORGANIZACIONAL

- Orientação para as equipes: o grau em que as atividades


CONCEITO DE CULTURA de trabalho são mais organizadas em termos de equipes do
que de indivíduos.
ORGANIZACIONAL. PRECEITOS DA
- Agressividade: o grau em que as pessoas são competiti-
CULTURA ORGANIZACIONAL. vas e agressivas em vez de dóceis e acomodadas.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA - Estabilidade: o grau em que as atividades organizacio-
CULTURA ORGANIZACIONAL. nais enfatizam a manutenção do status quo em contraste
CARACTERÍSTICAS DA CULTURA com o crescimento.
ORGANIZACIONAL. CULTURA