A Cultura Medieval
A CULTURA MEDIEVAL NA EUROPA E EM PORTUGAL
Ana Santos | História | 7º ano
ÍNDICE
INTRODUÇÃO
A CULTURA MEDIEVAL E AS NOVAS ORDENS RELIGIOSAS
CULTURA MONÁSTICA
CULTURA CORTESÃ
CULTURA POPULAR
A ARTE MEDIEVAL NA EUROPA E EM PORTUGAL
O ROMÂNICO
O GÓTICO
CONCLUSÃO
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ÍNTRODUÇÃO
Com o presente trabalho, realizado no âmbito da disciplina de História,
irei abordar o tema da cultura e arte durante o período da Idade Média.
Desenvolverei conceitos como a cultura monástica, cortesã e popular, assim
como, o papel desempenhado por algumas ordens mendicantes.
Irei também aprofundar algumas características de dois estilos artísticos
que surgiram e se desenvolveram na Europa, durante este período da História:
o Românico e o Gótico, dando exemplos de algumas construções que ainda
hoje podemos visitar e admirar em Portugal.
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A CULTURA MEDIEVAL E AS NOVAS ORDENS
RELIGIOSAS
CULTURA MONÁSTICA
cultura desenvolvida pelos monges nos mosteiros
A partir do século XII, a igreja católica desempenhou por toda a Europa, uma
notável ação cultural, através dos mosteiros que foram fundamentais para a
conservação e difusão da cultura na Idade Média.
Durante este período, apenas um número reduzido de pessoas sabia ler e
escrever, tais como, os membros do clero e alguns elementos da nobreza com
mais rendimentos.
Os livros eram manuscritos, ou seja, copiados,
traduzidos e ilustrados à mão pelos monges que
trabalhavam no scriptorium, espaço dentro dos
mosteiros destinado à produção de livros que
podiam demorar anos a ser executados.
Fig. 1 – Scriptorium
O suporte de escrita era o pergaminho, obtido a partir
da pele de animais, sendo a sua preparação muito demorada
e cara.
Assim, os livros eram considerados objetos preciosos,
raros e apenas acessíveis a alguns mosteiros, catedrais, reis e
particulares mais abastados.
Fig.2 – Página manuscrita
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Nesta época, os principais centros de difusão
cultural foram então, as bibliotecas dos
mosteiros.
Os maiores centros de produção e reserva de
livros em Portugal foram:
Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra
Mosteiro de Lorvão Fig. 3 – Biblioteca de um Mosteiro
Mosteiro de Alcobaça
CULTURA CORTESÃ
cultura desenvolvida nas cortes de Reis e nos palácios e castelos dos
senhores.
Cultura apoiada pelos monarcas, que gostavam de estar rodeados de poetas,
trovadores e músicos, que animavam os serões da corte.
Nesta época surgem
inúmeras diversões de corte,
tais como:
banquetes
caça
torneios
jogos de tabuleiro Fig. 4 – Banquete da Corte
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Em Portugal, a cultura cortesã conheceu um grande desenvolvimento nos
reinados de D. Afonso III e D. Dinis, onde a corte era frequentada por trovadores
e jograis que entretinham os convidados do rei ao som de:
cantigas de amor (cantando o amor do trovador pela sua dama).
cantigas de amigo (onde a dama lamentava-se pela ausência do seu
amado)
cantigas de escárnio e maldizer (criticavam a sociedade em geral,
recorrendo a textos cómicos).
Fig. 6 – Cantiga de Amigo
Fig. 6 – Cantiga de escárnio
Fig. 5 – Cantiga de Amor
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CULTURA POPULAR
cultura desenvolvida nas cidades e nos campos e transmitia-se oralmente,
de terra em terra, de geração em geração, através de lendas, poemas e
músicas.
As novas correntes literárias e artísticas rapidamente chegaram às camadas
populares que as adaptaram às suas realidades, dando origem à cultura popular.
As festas, feiras e romarias eram outras formas de manifestação da cultura
popular, atraindo músicos, malabaristas e dançarinos. Encontravam-se ai:
bailes e danças
procissões
música popular
saltimbancos
declamação de poesia
Fig. 7 – Baile Popular
AS NOVAS ORDENS RELIGIOSAS: AS ORDENS MENDICANTES
O renascimento das cidades e a prosperidade económica que a Europa
conheceu entre o século XI e XII fizeram com que muitos clérigos se afastassem
dos valores morais que apregoavam.
Perante esta ausência de valores morais, o clero passou a ser alvo de
muitas críticas e a perder respeito e autoridade.
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Assim, foi neste contexto, que surgiram as primeiras ordens mendicantes,
que defendiam o ideal de pobreza e de humildade.
1209 – Ordem dos Franciscanos, fundada por S. Francisco de Assis
Fig. 8 – Monges Franciscanos
1215 – Ordem dos Dominicanos, fundada por S. Domingos de Gusmão
Estas ordens mendicantes, defendiam que
a educação era fundamental para a
divulgação da fé, e que deveria ser acessível a
um número mais alargado de pessoas, por
isso, os mendicantes criaram escolas gerais
nos seus conventos.
Fig. 9 – Monges Dominicanos
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A ARTE MEDIEVAL NA EUROPA E EM PORTUGAL:
O ROMÂNICO E O GÓTICO
O ROMÂNICO
Estilo artístico surgido nos finais do século X e inícios do século XI, em
França, que rapidamente se difundiu por toda a Europa.
Surgiram novos edifícios religiosos, como igrejas, capelas, abadias e
mosteiros, que refletiam a influência da arte romana, levando os historiadores
a designar este novo estilo por Românico.
As construções religiosas deste estilo têm, muitas vezes, o aspeto de
fortaleza, pois foram também usadas como refúgio das populações.
Principais características arquitetónicas:
planta em cruz latina, geralmente com três naves, no topo das quais se
encontrava a capela-mor
utilização da abóbora de berço e do arco de volta perfeita, apoiado em
pilares
paredes robustas e grossas
paredes reforçadas com contraforte
colunas adornadas com capitéis esculpidos
portais decorados no tímpano com baixos relevos
interiores com pouca iluminação
decoração simples, em alguns casos com frescos e esculturas
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O Românico em Portugal
Em Portugal, o estilo românico desenvolveu-se no período da Reconquista
Cristã, com dois tipos de construções:
as grandes catedrais (nos grandes centros urbanos):
- Sés Catedrais do Porto, Braga, Coimbra e Lisboa
as pequenas igrejas (nas zonas rurais):
- Igreja de São Pedro de Rates (Póvoa de Varzim)
- Igreja de São Salvador de Bravães (Ponte da Barca)
Fig. 11 – Sé Catedral do Porto
Fig. 10 – Sé de Braga
A arte românica manifestou-se ainda em áreas como a pintura, ourivesaria
e iluminura.
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O GÓTICO
Estilo artístico que se expandiu na Europa entre os séculos XII e XV. Ficou
representado, sobretudo, em obras de grandes dimensões, como as catedrais, e
distinguiu-se pela acentuada verticalidade, novo conceito de espaço, luz e
emprego de novos elementos arquitetónicos e decorativos.
Este novo estilo artístico surgiu ligado ao desenvolvimento da atividade
comercial e financeira, ao aparecimento da burguesia e ao desenvolvimento das
cidades, sendo financiado por monarcas, bispos e elementos da burguesia.
Principais características arquitetónicas:
verticalidade das linhas – conseguida através de paredes finas, de uma
decoração redondilhada e da utilização de pináculos
planta em cruz latina – de três ou mais naves, sendo a central mais elevada
do que as laterais
uso do arco de volta quebrada ou arco em ogiva
a abóbora de cruzamento de ogivas
o arco botante – como elemento de suporte exterior
utilização de rosáceas e vitrais – que permitiram uma iluminação natural
do interior e deu-lhes uma aparência mais leve e harmoniosa
decoração interior de grande riqueza – utilizando esculturas, altos e
baixos-relevos, retábulos em madeira e pinturas a fresco.
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O Gótico em Portugal
Em Portugal, a arte gótica desenvolve-se no momento de afirmação da
nacionalidade e da língua, da deslocação do poder político para sul e do
crescimento das cidades, surgindo mais tardiamente. Assim, os edifícios
refletem uma transição entre o românico e o gótico, como é o caso da Sé Catedral
de Évora.
Exemplos de construções do estilo gótico em Portugal:
Mosteiro da Batalha
Mosteiro de Alcobaça
Sé da Guarda
Fig. 12 – Mosteiro da Batalha Fig. 13 – Vitral do Mosteiro da Batalha
Na escultura gótica portuguesa é de destacar os túmulos de D. Pedro e D.
Inês, no Mosteiro de Alcobaça.
Fig.14 – Túmulo de D. Pedro,
no Mosteiro de Alcobaça
A pintura, o vitral, a iluminura e a ourivesaria também tiveram um grande
desenvolvimento neste estilo artístico.
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CONCLUSÃO
Neste trabalho tive a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a
cultura e a arte medieval na Europa e em Portugal.
Durante este período da História, foi notória a ação da igreja católica,
através dos monges copistas e das ordens mendicantes, mas também o apoio de
alguns monarcas na cultura. A cultura popular, transmitida oralmente e de
geração em geração, foi também um importante transmissor da cultura
medieval.
Destaca-se ainda a influência da arte românica, que se apresentou
essencialmente rural, e a difusão do gótico na Europa, que coincidiu com uma
época de crescimento urbano, sendo financiado por monarcas, bispos e
elementos da burguesia.
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BIBLIOGRAFIA
[Link]
Joana Cirne e Marília Henriques, Cadernos de História 7, Parte 4, Areal Editores
Joana Cirne e Marília Henriques, Viagem na História 7, Areal Editores
Ana de Sousa, Mário Cunha e Teresa Gomes, Gentes na História 7, Areal Editores
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