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DST, AIDS, HPV e

Hepatites Virais
GISELLY BRASIL BONIFÁCIO
ENFERMEIRA DO TRABALHO
SIPAT 2015
O que são DST?

 As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são transmitidas,


principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha com uma
pessoa que esteja infectada, e geralmente se manifestam por meio de
feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. As mais conhecidas
são gonorreia e sífilis
 Algumas DST podem não apresentar sintomas, tanto no homem quanto
na mulher. E isso requer que, se fizerem sexo sem camisinha, procurem o
serviço de saúde para consultas com um profissional de saúde
periodicamente. Essas doenças quando não diagnosticadas e tratadas a
tempo, podem evoluir para complicações graves, como infertilidades,
câncer e até a morte.
Por que alertar o parceiro

 O controle das doenças sexualmente transmissíveis (DST) não se dá


somente com o tratamento de quem busca ajuda nos serviços de
saúde. Para interromper a transmissão dessas doenças e evitar a
reinfecção, é fundamental que os parceiros sejam testados e tratados
com orientações de um profissional de saúde.
Sintomas

 As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são muitas e podem ser


causadas por diferentes agentes.
 Apesar disso, elas podem ter sintomas parecidos.
 Corrimento pelo colo do útero e/ou vagina (branco, cinza ou
amarelado), pode causar coceira, dor ao urinar e/ou dor durante a
relação sexual, cheiro ruim na região.
 Corrimento pelo canal de onde sai a urina, que pode ser amarelo
purulento ou mais claro - às vezes, com cheiro ruim, além de poder
apresentar coceira e sintomas urinários, como dor ao urinar e vontade de
urinar constante.
Sintomas

 Presença de feridas na região genital (pode ser uma ou várias), dolorosas


ou não, antecedidas ou não por bolhas pequenas, acompanhadas ou
não de “íngua” na virilha.
 Dor na parte baixa da barriga (conhecido como baixo ventre ou "pé da
barriga") e durante a relação sexual.

 Verrugas genitais ou “crista de galo” (uma ou várias), que são pequenas


no início e podem crescer rapidamente e se parecer como uma couve-
flor.
IMPORTANTE!!!

Não sinta vergonha de conversar


com o profissional de saúde e
tirar todas as dúvidas sobre sexo
ou qualquer coisa diferente que
esteja percebendo ou sentindo.
Quais são as DSTs

 AIDS
 Cancro Mole
 Clamídia e Gonorreia
 Condiloma Acuminado (HPV)
 Hepatites Virais
 Sífilis
 Tricomoníase
Tricomoníase

 É uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Nas


mulheres, ataca o colo do útero, a vagina e a uretra, e nos homens, o pênis.
Sinais e Sintomas
 Os sintomas mais comuns são dor durante a relação sexual, ardência e
dificuldade para urinar, coceira nos órgãos sexuais, porém a maioria das
pessoas infectadas não sente alterações no organismo.
Formas de contágio
 A doença pode ser transmitida pelo sexo sem camisinha com uma pessoa
infectada. Para evitá-la, é necessário usar camisinha em todas as relações
sexuais (vaginais, orais ou anais). É a forma mais simples e eficaz de evitar uma
doença sexualmente transmissível.
Clamídia e Gonorreia

 Clamídia e gonorreia são infecções causadas por bactérias que podem


atingir os órgãos genitais masculinos e femininos. A clamídia é muito
comum entre os adolescentes e adultos jovens, podendo causar graves
problemas à saúde. A gonorreia pode infectar o pênis, o colo do útero, o
reto (canal anal), a garganta e os olhos.
 Nas mulheres, pode haver dor ao urinar ou no baixo ventre (pé da
barriga), aumento de corrimento, sangramento fora da época da
menstruação, dor ou sangramento durante a relação sexual.
 Nos homens, normalmente há uma sensação de ardor e esquentamento
ao urinar, podendo causar corrimento ou pus, além de dor nos testículos.
É possível que não haja sintomas e o homem transmita a doença sem
saber.
Sífilis

 É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum.


Podem se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas
duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O
terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa
impressão de cura da doença.
 Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e
caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo
desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não
coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas
feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua
doente e a doença se desenvolve. Ao alcançar um certo estágio, podem
surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos
cabelos.
 Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também
desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode ficar sem
apresentar sintomas por meses ou anos, até o momento em que surgem
complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas
cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte.
Cancro mole

 O cancro mole pode ser chamado de cancro venéreo, mas seu nome
mais popular é “cavalo”. Provocado pela bactéria Haemophilus ducreyi.
 Os primeiros sintomas - dor de cabeça, febre e fraqueza - aparecem de
dois a 15 dias após o contágio. Depois, surgem pequenas e dolorosas
feridas com pus nos órgãos genitais, que aumentam progressivamente de
tamanho e profundidade. A seguir, aparecem outras lesões em volta das
primeiras.
 Após duas semanas do início da doença, pode aparecer um caroço
doloroso e avermelhado na virilha (íngua), que pode dificultar os
movimentos da perna de andar. Esse caroço pode drenar uma secreção
purulenta esverdeada ou misturada com sangue.
 Nos homens, as feridas aparecem na cabeça do pênis (glande). Na
mulher, ficam na vagina e/ou no ânus. Nem sempre, a ferida é visível, mas
provoca dor na relação sexual e ao evacuar.
HIV/AIDS
O que é o HIV?

 HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador


da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o
organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+.

 E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo.

 Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para


continuar a infecção.
O que é Aids?

 A aids é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema


imunológico. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também
é chamada, é causada pelo HIV.
 Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo
fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a
infecções mais graves como tuberculose ou câncer.
 O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado.
Sintomas e Fases da Aids

 Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema


imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada
de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV - tempo da
exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença.
 Esse período varia de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias
após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV.
 Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como
febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido.
Fase Assintomática

 A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de


defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus.

 Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas


doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada.

 Esse período, que pode durar muitos anos.


Fase Sintomática Inicial

 É caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 glóbulos brancos


do sistema imunológico) que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por
mm³ de sangue.

 Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades.

 Os sintomas mais comuns são: febre, diarreia, suores noturnos e


emagrecimento.
 A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas,
que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo.
Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a AIDS.

 Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma
outra situação de risco, aguarde 30 dias e Faça o Teste.
Por Que Fazer o Teste?

 Saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de


vida do soropositivo. Quem busca tratamento especializado no tempo
certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de
vida.

 Além disso, as mães soropositivas têm 99% de chance de terem filhos sem
HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e
pós-parto.
Como se “pega” o HIV?

 Somente em secreções como sangue, esperma, secreção vaginal e leite


materno, o vírus aparece em quantidade suficiente para causar a
doença.
 Para haver a transmissão, o líquido contaminado de uma pessoa tem que
penetrar no organismo de outra.
 Isto se dá através de relação sexual (heterossexual ou homossexual), ao
se compartilhar seringas, em acidentes com agulhas e objetos cortantes
infectados, na transfusão de sangue contaminado, na transmissão vertical
da mãe infectada para o feto durante a gestação ou o trabalho de
parto e durante a amamentação.
Tratamento

 Acompanhamento Médico

 O acompanhamento médico da infecção pelo HIV é essencial, tanto


para quem não apresenta sintomas e não toma remédios
(fase assintomática), quanto para quem já exibe algum sinal da doença
e segue tratamento com os medicamentos antirretrovirais, fase que os
médicos classificam como aids.
Acompanhamento Médico

 Nas consultas regulares, a equipe de saúde precisa avaliar a evolução


clínica do paciente. Para isso, solicita os exames necessários e
acompanha o tratamento.
 Tomar os remédios conforme as indicações do médico é fundamental
para ter sucesso no tratamento.
 O uso irregular dos antirretrovirais acelera o processo de resistência do
vírus aos medicamentos, por isso, toda e qualquer decisão sobre
interrupção ou troca de medicamentos deve ser tomada com o
consentimento do médico que faz o acompanhamento do soropositivo.
Exames de Rotina

 No atendimento inicial, são solicitados os seguintes exames: sangue


(hemograma completo), fezes, urina, testes para hepatites B e C,
tuberculose e sífilis dosagem de açúcar e gorduras (glicemia, colesterol e
triglicerídeos), avaliação do funcionamento do fígado e rins, além de
raios-X do tórax.
 Outros dois testes fundamentais para o acompanhamento médico são o
de contagem dos linfócitos T CD4+e o de carga viral (quantidade de HIV
que circula no sangue).
Exames de Rotina

 Eles são cruciais para o profissional decidir o momento mais adequado


para iniciar o tratamento ou modificá-lo.

 Como servem para monitorar a saúde de quem toma os antirretrovirais ou


não, o Consenso de Terapia Antirretroviral recomenda que esses exames
sejam realizados a cada três ou quatro meses.
Onde Fazer?

 Normalmente, a coleta de sangue para realizar todos os exames pedidos


pelo médico é feita no próprio serviço em que a pessoa é
acompanhada, o Serviço de Atendimento Especializado (SAE), e enviada
para os Laboratórios Centrais (LACEN), unidades públicas de saúde que
realizam os exames especializados gratuitamente.
Antirretrovirais

 Os medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980, para


impedir a multiplicação do vírus no organismo.

 Eles não matam o HIV, vírus causador da aids , mas ajudam a evitar o
enfraquecimento do sistema imunológico.

 Por isso, seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade


de vida de quem tem aids.
Antirretrovirais

 Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente o coquetel anti-aids para


todos que necessitam do tratamento.

 Segundo dados de dezembro de 2012, 313 mil pessoas recebem


regularmente os remédios para tratar a doença.

 Atualmente, existem 21 medicamentos divididos em cinco tipos.


Antirretrovirais

 Para combater o HIV é necessário utilizar pelo menos três antirretrovirais


combinados, sendo dois medicamentos de classes diferentes, que
poderão ser combinados em um só comprimido.

 O tratamento é complexo, necessita de acompanhamento médico para


avaliar as adaptações do organismo ao tratamento, seus efeitos
colaterais e as possíveis dificuldades em seguir corretamente as
recomendações médicas, ou seja aderir o tratamento .
Por isso, é fundamental manter o
diálogo com os profissionais de
saúde, compreender todo o
esquema de tratamento e
nunca ficar com dúvidas.
Vacinação de Soropositivos

 Podem receber todas as vacinas do calendário nacional, desde que não


apresentem deficiência imunológica importante. Maior imunodepressão
está associado a maior risco relacionado a vacinas de agentes vivos.

 O soropositivo deverá ser avaliado por um médico antes de tomar


qualquer vacina.

 É recomendado adiar a vacinação em pacientes sintomáticos ou com


imunodeficiência avançada (CD4 < 200 cel/mm³).
Uso de antirretrovirais em gestantes

 A taxa de transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez, sem


qualquer tratamento, pode ser de 20%.
 Mas em situações em que a grávida segue todas as recomendações
médicas, a possibilidade de infecção do bebê reduz para níveis menores
que 1%.
 As recomendações médicas são: o uso de remédios antirretrovirais
combinados na grávida e no recém-nascido, o parto cesáreo e a não
amamentação.
Uso de antirretrovirais em gestantes

 O uso de medicamentos durante a gravidez é indicado para quem já


está fazendo o tratamento e para a grávida que tem HIV, não apresenta
sintomas e não está tomando remédios para aids.
 Nesse caso, o uso dos remédios antiaids pode ser suspenso ao final da
gestação.
 Essa avaliação dependerá os exames de laboratório (CD4 a Carga Viral)
e de seu estado clínico e deverá ser realizada, de preferência, nas
primeiras duas semanas pós-parto, em um serviço especializado (SAE).
Diagnóstico durante o pré-natal

 A testagem para HIV é recomendada no 1º trimestre. Mas, quando a


gestante não teve acesso ao pré-natal adequado, o diagnóstico pode
ocorrer no 3º trimestre ou até na hora do parto.
 As gestantes que souberem da infecção durante o pré-natal têm
indicação de tratamento com os medicamentos para prevenir a
transmissão para o feto.
 Recebem, também, o acompanhamento necessário durante a
gestação, parto e amamentação. A mãe que tem o vírus não deve
amamentar o bebê, porque há risco de transmissão do vírus da mãe para
o filho.
Gravidez depois do diagnóstico

 Além de ser um direito garantido por lei, as mulheres soropositivas podem


ter uma gravidez tranquila, segura e com muito baixo risco de que seu
bebê nasça infectado pelo HIV, caso faça o correto acompanhamento
médico e siga todas as recomendações e medidas preventivas
explicadas acima.
Diagnóstico de crianças e
adolescentes

 O diagnóstico da infecção pelo HIV transforma a vida de qualquer um.


Quando se trata de uma criança, o cuidado deve ser maior.

 Dependendo da idade, a revelação é fundamental para o sucesso do


tratamento desses jovens.

 Família e equipe médica precisam respeitar o momento de cada um,


levando em conta o nível de informação, o contexto psicossocial e
familiar.
Atendimento prejudicado

 Quando a criança ou o adolescente não sabem da doença, o


atendimento médico pode ficar prejudicado, pois a equipe médica não
conversa abertamente sobre a aids e suas implicações na vida. Além
disso, compromete a adesão e o autocuidado, já que o paciente não se
cuida corretamente.
 Os adolescentes precisam conhecer sua sorologia e ser informados sobre
os diferentes aspectos e consequências da infecção para se tratar de
uma forma adequada. É importante nesse processo o apoio da família,
amigos e dos médicos, porque ajuda o jovem a compreender sua
condição e se fortalecer apesar da nova realidade.
Diagnóstico de idosos

 A fragilidade do sistema imunológico em pessoas com mais de 60 anos


dificulta o diagnóstico de infecção por HIV, vírus causador da aids. Isso
ocorre por que, com o envelhecimento, algumas doenças tornam-se
comuns.

 E os sintomas da aids podem ser confundidos com os dessas outras


infecções.

 Quanto antes começar o tratamento correto da aids, mais o soropositivo


ganha em qualidade de vida.
Hepatites Virais
O que são hepatites?

 Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a


inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns
remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes,
metabólicas e genéticas.
 São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas
quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo,
vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes
claras.
O que são Hepatites?

 No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B


e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e
na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não
sabem.
 Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e
causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é
importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que
detectam a hepatite.
Quem Precisa Fazer o Teste?

 Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectem as


hepatites observe se você já se expôs a algumas dessas situações:
 Contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água,
de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e E);
 Transmissão sanguínea: praticou sexo desprotegido,
compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e
outros objetos que furam ou cortam (vírus B,C e D);
 Transmissão sanguínea: da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e
a amamentação (vírus B,C e D).
No caso das hepatites B e C é
preciso um intervalo de 60
dias para que os anticorpos
sejam detectados no exame
de sangue.
 A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E
apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial
para formas crônicas).
 Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se
recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo.
 Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem
apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a
doença persiste no organismo por mais de seis meses.
Sintomas

 Em grande parte dos casos, as hepatites virais são doenças silenciosas, o


que reforça a necessidade de ir ao médico regularmente e fazer os
exames de rotina que detectam os vários tipos de hepatites.

 Geralmente, quando os sintomas aparecem a doença já está em estágio


mais avançado.
Os mais comuns são:

 Febre
 Fraqueza
 Mal-estar
 Dor abdominal
 Enjoo/náuseas
 Vômitos
 Perda de apetite
 Urina escura (cor de café)
 Icterícia (olhos e pele amarelados)
 Fezes esbranquiçadas (como massa de vidraceiro)
Hepatite A

 A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e


também conhecida como “hepatite infecciosa”. Sua transmissão é fecal-
oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos
contaminados pelo vírus. Geralmente, não apresenta sintomas.

 Quando surgem, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção.

 A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições


de higiene e de saneamento básico
Hepatite B

 Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B é uma doença


infecciosa também chamada de soro-homóloga. Como o VHB está
presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é
considerada uma doença sexualmente transmissível.
Entre as causas de transmissão estão:
 por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada,

 da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a


amamentação,
Hepatite B

 Ao compartilhar material para uso de drogas (seringas, agulhas,


cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas
de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de
confecção de tatuagem e colocação de piercings,
 Por transfusão de sangue contaminado.
 A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas.
 Os sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. Como
as hepatites virais são doenças silenciosas, consulte regularmente um
médico e faça o teste.
Hepatite B

 A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A


aguda é quando a infecção tem curta duração.
 Os profissionais de saúde consideram a forma crônica quando a doença
dura mais de seis meses.
 O risco de a doença tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre
a infecção.
 O diagnóstico da hepatite B é feito por meio de exame de sangue
específico. Após o resultado positivo, o médico indicará
o tratamento adequado. Além dos medicamentos (quando necessários),
indica-se corte no consumo de bebidas alcoólicas pelo período mínimo
de seis meses e remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.
Prevenção

 Evitar a doença é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar
camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de
uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente,
material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas,
confecção de tatuagem e colocação de piercings.
 O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba
onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136).
 Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames
para detectar a hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental
para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é
necessário seguir todas as recomendações médicas.
Vacina

 Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente vacina


contra a hepatite B em qualquer posto de saúde.
Critérios
 Ter até 49 anos, 11 meses e 29 dias.

 Pertencer ao grupo de maior vulnerabilidade (independentemente da


idade) - gestantes, trabalhadores da saúde, bombeiros, policiais,
manicures, populações indígenas, doadores de sangue, gays, lésbicas,
travestis e transexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas, portadores
de DST
Hepatite C

 A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV).

 O vírus C, assim como o vírus causador da hepatite B, está presente no


sangue.

 A transmissão sexual do HCV entre parceiros heterossexuais é muito


pouco frequente, principalmente nos casais monogâmicos. Sendo assim,
a hepatite C não é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).
Hepatite C

 Porém, entre homens que fazem sexo com homens (HSH) e na presença
da infecção pelo HIV, a via sexual deve ser considerada para a
transmissão do HCV.

 O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito


raro.
 Por se tratar de uma doença silenciosa, é importante consultar-se com
um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam
todas as formas de hepatite.
Hepatite C

 O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento.


Existem centros de assistência do SUS em todos os estados do país que
disponibilizam tratamento para a hepatite C.
 Quando a infecção pelo HCV persiste por mais de seis meses, o que é
comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma
crônica. Cerca de 20% dos infectados cronicamente pelo HCV podem
evoluir para cirrose hepática e cerca de 1% a 5% para câncer de fígado.
O tratamento da hepatite C depende do tipo do vírus (genótipo) e do
comprometimento do fígado (fibrose). Para isso, é necessária a realização
de exames específicos, como biópsia hepática nos pacientes sem
evidências clínicas de cirrose e exames de biologia molecular.
Prevenção

 Não existe vacina contra a hepatite C.

 Basta não compartilhar com outras pessoas nada que possa ter entrado
em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes.

 Entre as vulnerabilidades individuais e sociais, devem ser considerados o


uso de álcool e outras drogas e a falta de acesso à informação e aos
insumos de prevenção como preservativos, cachimbos, seringas e
agulhas descartáveis.
Hepatite D

 A hepatite D, também chamada de Delta, é causada pelo vírus D (VHD).


 Mas esse vírus depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma
pessoa. E sua transmissão, assim como a do vírus B.
 Da mesma forma que as outras hepatites, a do tipo D pode não
apresentar sintomas ou sinais discretos da doença.
 A gravidade da doença depende do momento da infecção pelo vírus D.
Pode ocorrer ao mesmo tempo em que a contaminação pelo vírus B ou
atacar portadores de hepatite B crônica.
Prevenção

 Como a hepatite D depende da presença do vírus B para se reproduzir,


as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B da doença.

 As principais medidas de proteção são: vacinação contra a hepatite B,


uso da camisinha em todas as relações sexuais, não compartilhar de
objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de
dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de
drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.
Hepatite E

 De ocorrência rara no Brasil e comum na Ásia e África, a hepatite do tipo


E é uma doença infecciosa viral causada pelo vírus VHE.

 Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de


água ou alimentos contaminados pelo vírus. Como as outras variações da
doença, quase não apresenta sintomas.

 Os sinais costumam aparecer de 15 a 60 dias após a infecção.


Hepatite E

 O diagnóstico é realizado por exame de sangue, no qual se procura por


anticorpos anti-HEV.
 Na maioria dos casos, a doença não requer tratamento, sendo proibido o
consumo de bebidas alcoólicas, recomendado repouso e dieta pobre
em gorduras.
 A internação só é indicada em pacientes com quadro clínico mais grave,
principalmente mulheres grávidas.
 A melhor forma de se evitar a doença é melhorando as condições
de higiene e de saneamento básico.
HPV
O que é?

 O HPV (papilomavírus humano) pertence à família dos Papovaviridiae e


compreende uma diversidade grande de subtipos, que provocam desde
o aparecimento de verrugas na pele e nas mucosas (especialmente das
crianças e das pessoas imunodeprimidas), e pólipos nas cordas vocais
parecidos com cogumelos – lesões que oferecem baixo risco de
malignidade – até doenças graves como o câncer do colo do útero.
 Também é possível a transmissão do HPV de mãe para filho no momento
do parto, devido ao trato genital materno estar infectado. Entretanto,
somente um pequeno número de crianças desenvolve a papilomatose
respiratória juvenil.
 A ausência de camisinha no ato sexual é a principal causa da
transmissão.
 O HPV pode ser transmitido pelo contato direto com a pele nas relações
sexuais. Estudos mostram que é significativo o número de mulheres
infectadas por um ou mais de seus subtipos. No entanto, aquelas que
possuem o sistema imunológico íntegro conseguem debelar
espontaneamente a infecção.
 Recentemente, foi lançada uma vacina que previne a infecção pelo
HPV. Ela protege contra os subtipos 16 e 18 de alto risco para o câncer do
colo do útero e contra os subtipos 6 e 11 responsáveis pelo aparecimento
dos condilomas acuminados, verrugas conhecidas popularmente como
cristas-de-galo, nos genitais masculinos e femininos.
Sinais e Sintomas

 O HPV pode ser sintomático clínico e subclínico. Quando sintomático


clínico, o principal sinal da doença é o aparecimento de verrugas
genitais na vagina, pênis e ânus.
 É possível também o aparecimento de prurido, queimação, dor e
sangramento.
 Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta do
homem e da mulher.
Sinais e Sintomas

 Nos homens, a maioria das lesões se encontra no prepúcio, na glande e


no escroto. As verrugas apresentam um aspecto de uma couve-flor.

 Já os sintomas do HPV subclínico (não visível a olho nu) podem aparecer


como lesões no colo do útero, na região perianal, pubiana e ânus.
Diagnóstico

 Principal é o Papanicolaou.
 O Papanicolaou é um exame simples, que deveria fazer parte da rotina
de todas as mulheres desde o início da atividade sexual.
 Através da abertura da vagina com o espéculo, o médico consegue
visualizar o colo do útero, a região predileta da ação viral.
 Exatamente nesse ponto chamado de zona de conflito do colo do útero,
ele faz um raspado com uma escovinha ou espátula para recolher as
células que serão colocadas em uma lâmina a fim de serem analisadas
no microscópio.
Tratamento

 Na presença de qualquer sinal ou sintoma do HPV, é recomendado


procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e
indicação do tratamento adequado para o HPV.

 Entretanto o uso de camisinha é obrigatório para evitar contaminação.


Vacina

 O HPV é o agente etiológico do câncer do colo do útero. Se o agente


causador da, doença for combatido ela será extinta.

 Os estudos mostraram que 70% dos casos desse tipo de câncer decorrem
da presença de dois subtipos do papilomavírus humano, o 16 e o 18, e
que 90% das verrugas genitais, os condilomas conhecidos também como
crista-de-galo, são causadas pelos subtipos 6 e 11.
 A vacina que os pesquisadores desenvolveram induz a imunidade contra
os subtipos 16, 18, 6 e 11.
 Portanto, ela vai reduzir o número de mulheres afetadas pelo condilomas
que, apesar de não serem manifestações malignas, exigem um
tratamento desgastante, pois pressupõem a necessidade de várias
consultas, cauterizações e colposcopias para impedir que o vírus
provoque lesões mais graves.
 Ao mesmo tempo, a vacina deve prevenir 80% dos casos de câncer de
colo de útero.
 A vacina protege apenas contra os dois que causam câncer de colo de
útero, o 16 e o 18, e contra os dois que causam verruga genital, o 6 e o
11. Para os demais tipos, não oferece imunidade.

 Por isso, é necessário manter o uso do preservativo e a coleta anual do


Papanicolaou.

 A existência da vacina não exime o médico nem a mulher da


responsabilidade de garantir que os exames preventivos sejam realizados.
 É fundamental deixar claro que a adoção da vacina contra o HPV não
substituirá a realização regular do exame de citologia, Papanicolau
(preventivo).
 A vacina contra o HPV é mais uma estratégia possível para o
enfrentamento do problema e um momento importante para avaliar se
há existência de DST.
 A vacina HPV estará disponível para adolescentes entre 9 e 11 anos, nas
Unidades de Saúde do SUS ou nas escolas. A adolescente deverá tomar 3
doses da vacina.
 A primeira dose ficou disponível em março de 2015, a segunda, em
setembro de 2015, e a terceira será agendada para 60 meses após a
data da primeira dose.
 É preciso completar o esquema vacinal, pois só com a segunda dose a
adolescente estará protegida.
Camisinha

 A camisinha é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas


doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, alguns tipos de
hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não
planejada. Por isso, use camisinha sempre.
 Guardar e manusear a camisinha é muito fácil. Treine antes, assim você
não erra na hora. Nas preliminares, colocar a camisinha no(a) parceiro(a)
pode se tornar um momento prazeroso. Só é preciso seguir o modo
correto de uso.
ATENÇÃO!!!

Nunca use duas


camisinhas ao mesmo
tempo. Aí sim, ela pode
se romper ou estourar.
Camisinha Masculina

Cuidados
 Armazená-la afastada do calor (como bolso de calça, porta-luvas ou
amassada em bolsas);

 Observar integridade da embalagem, bem como o prazo de validade;

 Usar apenas lubrificantes de base aquosa (gel lubrificante), pois os


lubrificantes oleosos (vaselina ou óleos alimentares) danificam o látex,
ocasionando sua ruptura.
Uso Correto

 Sempre colocar a camisinha antes do início da relação sexual;


 Por a camisinha quando o pênis estiver duro;
 Encaixar a camisinha na ponta do pênis, sem deixar o ar entrar, e desenrolar até que ele
fique todo coberto;
 Não deixar a camisinha ficar apertada na ponta do pênis – o espaço vazio na ponta da
camisinha servirá de depósito para o esperma;
 Apertar o bico da camisinha até sair todo o ar, com cuidado para não apertar com
muita força e estragar a camisinha.
 Substituir o preservativo imediatamente, em caso de ruptura;
 Após a ejaculação, com o pênis ainda ereto, retirar a camisinha, segurando-a pela base
para que não haja vazamento de esperma;
 Não reutilizar o preservativo e descartá-lo no lixo (não no vaso sanitário) após o uso.
Por que a camisinha estoura

 Más condições de armazenamento;


 Não observação do prazo de validade;
 Danificação da embalagem;
 Lubrificação vaginal insuficiente;
 Sexo anal sem lubrificação adequada;
 Tamanho inadequado do preservativo em relação ao pênis;
 Perda de ereção durante o ato sexual;
Por que a camisinha estoura

 Contração da musculatura vaginal durante a retirada do pênis;


 Retirada do pênis sem que se segure firmemente a base do preservativo;
 Uso de dois preservativos (devido à fricção que ocorre entre eles);
 Uso de um mesmo preservativo durante coito prolongado.
 Uso de lubrificantes oleosos;
 Presença de ar e/ou ausência de espaço para recolher o esperma na
extremidade do preservativo;
Camisinha Feminina

 O preservativo feminino também serve para se prevenir contra a aids,


hepatites virais e outras doenças sexualmente transmissíveis. Assim como a
opção masculina, também evita uma gravidez não desejada. Por ficar
dentro do canal vaginal, a camisinha feminina não pode ser usada ao
mesmo tempo em que a masculina. É feita de poliuretano, um material
mais fino que o látex da camisinha que envolve o pênis. É, também, mais
lubrificada.
 A camisinha feminina é como se fosse uma “bolsa” de 15 centímetros de
comprimento e oito de diâmetro e possui dois anéis flexíveis. Um é móvel
e fica na extremidade fechada, servindo de guia para a colocação da
camisinha no fundo da vagina. O segundo, na outra ponta, é aberto e
cobre a vulva (parte externa da vagina).
Cuidados

 Armazenar afastado do calor, observando-se a integridade da embalagem e


prazo de validade;
 Não usar com o preservativo masculino;
 Ao contrário do preservativo masculino, o feminino pode ser colocado até
oito horas antes da relação e retirado com tranqüilidade após a relação, de
preferência antes de a mulher levantar-se, para evitar que o esperma escorra
do interior do preservativo;
 Já vem lubrificado; no entanto, se for preciso, devem ser usados lubrificantes
de base oleosa fina na parte interna;
 Para colocá-lo corretamente, a mulher deve encontrar uma posição
confortável (em pé com um dos pés em cima de uma cadeira, sentada com
os joelhos afastados, agachada ou deitada).
Uso Correto

 O anel móvel deve ser apertado e introduzido na vagina. Com o dedo


indicador ele deve ser empurrado o mais profundamente possível para
alcançar o colo do útero; a argola fixa (externa) deve ficar aproximadamente
3 cm para fora da vagina; durante a penetração o pênis deve ser guiado
para o centro do anel externo.
 Com o vaivém do pênis, é normal que a camisinha se movimente. Se o anel
externo estiver sendo puxado para dentro, é necessário segurá-lo ou colocar
mais lubrificante.
 Uma vez terminada a relação sexual, a camisinha deve ser retirada
apertando o anel externo. É preciso torcer a extremidade externa da bolsa
para garantir a manutenção do esperma no interior da camisinha. Depois,
basta puxar o preservativo para fora delicadamente. E a cada nova relação
deve-se usar um novo preservativo.