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Q.P.

Brasil – Questões polêmicas do Brasil


O jogo da argumentação
Manual do professor
Este Manual é parte do Q.P. Brasil – O jogo da argumentação, um dos materiais de apoio da Olimpíada de Língua Portuguesa, concurso
de produção de textos promovido pelo Programa Escrevendo o Futuro. Seu principal objetivo é desenvolver a capacidade de argumentação
nos estudantes do Ensino Médio.
Foi elaborado para complementar as oficinas do Caderno do Professor – Pontos de vista, que visa, por meio de uma sequência didática,
contribuir para o ensino e a aprendizagem da produção do gênero “artigo de opinião”. Tanto as estratégias envolvidas quanto os conteúdos
traba­lhados possibilitam o desenvolvimento da ARGUMENTAÇÃO, uma habilidade que, como tantas outras, deve ser ensinada no espaço
escolar. Embora as atividades do jogo e das oficinas do Caderno sejam complementares, é possível jogar mesmo que não estejam sendo
realizadas as oficinas de escrita.
Os temas são atuais e as questões polêmicas fazem parte do noticiário, contudo, as personagens, os dados e as fontes de informação são
fictícios e não representam pessoas ou instituições.
O material deste jogo não pretende impor posicionamentos, mas procura auxiliar na reflexão e na construção de argumentos.

Coordenação
Parceiros Técnica Iniciativa
Q.P. Brasil – O jogo da argumentação A organização do material
Para aproveitar o material, o professor(a) deve escolher a melhor forma de
Este jogo destina-se a alunos do Ensino Médio, de 15 a 25 anos, e traz questões da imprimi-lo, nossas recomendações são:
atualidade, veiculadas pela mídia, que podem gerar polêmicas. • Imprimir o PDF em folha sulfite simples, recortar no formato indicado e colar
Por meio do jogo espera-se que os alunos: em cima de cartas de outros jogos (por exemplo, cartas de UNO ou cartas de
• discutam questões socialmente relevantes; baralho tradicional) e protegê-las com plástico adesivado transparente, que são
• identifiquem diferentes tipos de argumento; vendidos em papelarias tradicionais.

• compreendam a necessidade de buscar subsídios para a construção de seus • Imprimir o PDF em folha adesiva, recortar no formato indicado e colar em cima
próprios argumentos; de cartas de outros jogos (por exemplo, cartas de UNO ou cartas de baralho
• reflitam sobre a qualidade das informações utilizadas. tradicional).

• Imprimir frente e verso diretamente em papel 240g e recortar no formato


Objetivo indicado.
O objetivo do jogo é apresentar argumentos, contrários ou favoráveis, em relação
às questões polêmicas. Uma boa utilização de argumentos garante maior número • O jogo pode ser impresso em cores ou em preto e branco, a distinção das cartas
de pontos. Vence o jogo quem fizer mais pontos. pode ser feita tanto pelas cores quanto por meio das figuras geométricas que se
encontram no verso de cada uma delas.
A ideia do jogo
A cada jogada há um mediador, um participante que se posiciona a favor da Cada kit é composto por:
questão polêmica (Sim) e outro que apresenta argumento contrário (Não). Os • Quatro conjuntos: os de cor azul (círculo), roxa (quadrado), verde (pentágono)
demais elegem o argumento que considerarem mais convincente. Numa partida, e vermelha (triângulo) que contêm uma carta com a questão polêmica de um
todos exercem esses papéis. lado e a informação sobre ela do outro, e doze cartas de ARGUMENTAÇÃO para
cada cor/forma geométrica.
Participantes
Dividir a classe em três grupos de 4 a 7 participantes.
A mídia e A maioridade penal Os recentes
As desigualdades deve ser reduzida
a publicidade são empreendimentos
sociais brasileiras
Preparação do jogo responsáveis pela
busca de uma
provocam
o aumento da
de 18 para 16 anos
de idade como
agropecuários e
industriais
imagem padronizada forma de combater a podem destruir
Antes de dividir o material entre os participantes, observe que o jogo está dividido de beleza?
violência urbana? delinquência juvenil? a Amazônia?

em três kits: 3 grupos de cartas, Grupo 1, Grupo 2, Grupo 3; três dados e três tabu-
leiros. Distribua um tabuleiro, um dado e um grupo de cartas para cada conjunto
de jogadores e deixe-os explorarem o material antes de lhes apresentar as regras.

3
Distribua esses conjuntos sobre o tabuleiro, de acordo com as cores/formas Depois de organizado o material, os grupos passam a jogar independentemente.
geométricas, deixe a questão polêmica aberta, virada para cima, e as cartas de As questões discutidas pelos grupos são diferentes, pois em grupo de cartas há
ARGUMENTAÇÃO viradas para baixo. Além desses quatro conjuntos, há dez um tema polêmico.
cartas laranjas (estrela), sendo nove com descrições de situações, seguidas por
três questões polêmicas, comuns ao cotidiano dos jovens, e uma sem texto. As Observação:
questões apresentadas nas cartas de cor laranja não são acompanhadas de cartas • O Tabuleiro de discussão de temas e classificação de argumentos será utilizado
de ARGUMENTAÇÃO. na Atividade 2 (página 9 deste Manual) e a carta de cor laranja (estrela) sem
texto será utilizada na 2ª- etapa da Atividade 1 (página 7).

Não
Sim
carta

TEMA

ARGUMENTOS

Autoridade

Evidência

Não
Sim
Comparação

Exemplificação

• 70 fichas de 1 ponto, 70 fichas de 3 pontos e cartões SIM e NÃO. Antes de iniciar


o jogo, cada jogador deve receber um cartão SIM e outro NÃO, mais seis fichas
de 1 ponto.

Não
Sim
Princípio

Causa e
consequência

4
As regras • O Sim, se desejar, pode comprar (com 1 ponto) o direito da contra-argumentação.

• Se o Sim contra-argumentar, o Não pode comprar (com 1 ponto) uma resposta


• Os jogadores escolhem quem será o primeiro mediador. para a contra-argumentação exposta pelo Sim.

• O mediador joga o dado para sortear a questão polêmica, definida pelas cores/ • O mediador e os demais (com exceção do Sim e do Não) votam em quem
formas geométricas, lê a questão e a informação sobre ela que se encontra no apresentou o melhor argumento. Para isso escolhem o cartão SIM ou o NÃO.
verso da carta. Todos revelam ao mesmo tempo o cartão escolhido (SIM ou NÃO).

• Caso na 1ª- rodada o dado caia na cor laranja/estrela, deve-se jogar novamente. • O jogador Sim ou o Não receberá uma ficha de 3 pontos para cada voto recebido.

• À direita do mediador está o jogador que argumentará a favor da questão e • Inicia-se uma nova rodada, e o novo mediador passa a ser aquele posicionado
responderá pelo Sim, e à esquerda, o jogador que argumentará contra a questão à esquerda do anterior.
e responderá pelo Não. O jogador Sim deixa aberto na sua frente o cartão SIM • Quando todos os jogadores tiverem sido mediadores, a partida termina e so-
e o jogador Não faz o mesmo com o cartão NÃO. Os demais jogadores deixam mam-se os pontos. Quem tiver mais pontos vence.
seus cartões virados para baixo.

• Cada um dos jogadores Sim e Não recebe uma carta de ARGUMENTAÇÃO,


que traz informações contrárias ou favoráveis à questão polêmica. Por serem
Observações:
• As cartas de cor laranja (estrela) apresentam uma situação, seguida por três
distribuídas aleatoriamente, os jogadores poderão comprar outras cartas de
possíveis questões polêmicas. Quando o dado cair nessa cor, o mediador lê a
ARGUMENTAÇÃO, pagando com a ficha de 1 ponto, que volta para a caixinha
situação e escolhe uma das três questões para a jogada. Procede-se ao jogo
correspondente. A utilização, ou não, do texto das cartas é opção do jogador.
normalmente, sem compras de carta de ARGUMENTAÇÃO.
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o • A questão polêmica poderá ser lida sempre que os jogadores sentirem
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• Em qualquer momento os jogadores podem trocar fichas grandes por pequenas.
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Uma ficha grande vale três pequenas.
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• Uma vez comprada, a carta de ARGUMENTAÇÃO passa a pertencer ao jogador.
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• Se as cartas de ARGUMENTAÇÃO terminarem antes do final da partida, o jogo


deve prosseguir normalmente, sem a compra dessas cartas.
• O Sim apresenta seu argumento aos demais jogadores de modo a responder
afirmativamente à questão. Na sequência, o Não faz o mesmo, respondendo • Se a questão sorteada foi discutida na rodada anterior, deve-se jogar o dado
negativamente. novamente.

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A escolha de um bom argumento Por que jogar na sala de aula?
Para escolher o melhor argumento, é preciso analisar sua consistência; portanto, Jogos e brincadeiras fazem parte de praticamente todas as culturas, pois
responder a algumas perguntas pode ajudar nessa avaliação. representam formas seguras de vivenciar, experimentar e sentir situações que, de
alguma forma, aproximam-se da realidade. Segundo Walter Benjamin (1984), o
1) O autor do argumento se baseou em fatos ou em impressões? jogo possibilita não apenas o “fazer como se”, mas o “fazer sempre de novo”. Jogar
Nem sempre temos “fatos concretos” para defender nosso ponto de vista e, mesmo
permite constantes experimentações, manifestações e revelações, o que pode
quando os temos, podem gerar diferentes interpretações. Apesar disso, um argu-
promover modificações nos valores, pensamentos e hábitos cotidianos.
mento apoiado em um fato concreto ganha legitimidade e consistência, o que o
Mas o que significa jogar? Não há uma única definição para o termo “jogar”,
torna mais sólido diante de outros baseados apenas em opiniões ou impressões.
nem para a palavra “jogo”. Então, precisamos fazer escolhas. Neste texto, jogar
Exemplos de situações reais, dados numéricos, resultados de pesquisas compara-
está sendo entendido como “entregar-se, ou tomar parte no jogo de; executar as
tivas costumam ser fatos consistentes.
diversas combinações de (um jogo)” (Novo Aurélio século XXI, 1999).
2) O autor do argumento é uma autoridade no assunto? Muitos autores dedicaram-se a estudar a utilização de jogos com finalidade
Para a construção de um bom argumento é preciso conhecer profundamente o tema didática, como Huizinga (1938-2007), Piaget (1945-1990), Vygotsky (1933-1988),
debatido. Por exemplo, um excelente e reconhecido cardiologista, considerado uma que realizaram estudos e pesquisas para entender o papel do jogo e da brinca-
autoridade em sua área, pode não ter condições de fornecer bons argumentos sobre deira no desenvolvimento humano, explicitando concordâncias e discordâncias
a ampliação de áreas da Floresta Amazônica para atividades produtivas. sobre o tema. Não é objeto deste Manual discorrer sobre esses posicionamentos;
importa para nós o reconhecimento, por todos esses autores, de que a atividade
3) O argumento usado é mesmo relevante para o assunto em discussão?
lúdica é essencial para a apropriação dos conteúdos da cultura e para o desenvol-
Muitas vezes o argumento usado parece relacionar-se à questão polêmica; porém,
por meio de uma análise cuidadosa, percebe-se que ele não ajuda a responder a vimento físico, intelectual, social e afetivo do ser humano.
ela. Se um argumento não se relaciona diretamente à questão, que força pode A utilização de jogos educativos no ambiente escolar traz muitas vantagens
ter? Por exemplo, um dos argumentos usados para responder à questão: “Res- para o processo de ensino e aprendizagem. Segundo Passerino (1998), o jogo, sendo
tringir a propaganda de bebidas alcoólicas diminui o consumo?” diz o seguinte: um impulso natural do ser humano, funciona como um grande motivador. Por meio
“Uma das tarefas do governo é controlar as mídias, pois seus conteúdos estão dele realiza-se um esforço voluntário para atingir-se um objetivo, pois o jogo:
cada vez piores. Isso inclui a veiculação de propagandas”. • mobiliza esquemas mentais, estimulando o pensamento e a ordenação de
tempo e espaço;
4) O argumento ajuda na compreensão da questão polêmica?
Um bom argumento deve tornar a polêmica mais clara e compreensível para as • integra várias dimensões da personalidade: afetiva, social, motora e cognitiva;
pessoas que participam do debate. O argumento nunca deve tornar o tema mais • favorece a aquisição de condutas cognitivas e o desenvolvimento de habi-
confuso ou dificultar a sua compreensão. lidades como coordenação, destreza, rapidez, força, concentração etc.

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De acordo com Macedo (1997), um jogo com regras tem caráter coletivo e segue dos mais característicos atributos humanos. Para muitos autores a atividade
uma estrutura própria. Nessa estrutura “só se pode jogar em função da jogada do lúdica está na origem da cultura humana. Mais que uma atividade, o lúdico é
outro”. Dessa forma, os jogadores estabelecem uma relação de interdependência. uma atitude diante da vida. É o reconhecimento do valor inerente do prazer de
Jogos com regras exigem a obediência a algo que foi previamente aceito por pertencer a esse enorme tabuleiro em que ganhamos, perdemos, jogamos e
um grupo de pessoas. O desafio deixa de ser transgredir a regra e passa a ser aprendemos, sempre”.
obedecer a ela, para ganhar ou perder dentro de certos limites. Mudanças nas
regras são possíveis, desde que combinadas entre os participantes. Isso exige que
todos percebam a relação de interdependência e a necessidade de obediência a
Sugestões de atividades
acordos coletivos. relacionadas ao jogo
A integração dos processos de construção de conhecimento possibilitada
pelo jogo torna-o um instrumento valioso para o ensino, quando se concebe o As atividades sugeridas a seguir trazem diferentes possibilidades de uso do
processo de aprendizagem como algo que implica a totalidade do sujeito. material do jogo e seguem a mesma proposta das oficinas do Caderno do Pro-
Vasconcellos (2003) faz algumas sugestões muito interessantes para o uso fessor – Pontos de vista, da Olimpíada de Língua Portuguesa.
do jogo em sala de aula. Na seleção dos jogos deve-se levar em conta não só o As aprendizagens construídas por meio do jogo podem ser aprofundadas,
conjunto de suas características como o tipo de raciocínio envolvido, a habilidade socializadas e sistematizadas, em atividades que se articulam com o que foi pro-
e a atitude psicológica necessárias, além do conhecimento específico que cada posto no Caderno. Com isso, o ato de jogar amplia e aprofunda as perspectivas de
jogador deve ter para: argumentação abertas pelas oficinas, que ajuda os alunos a entender e a sistema-
• criar situações-problema, jogos a serem continuados a partir de determi- tizar os conhecimentos proporcionados pela experiência do jogo.
nado ponto, novas aberturas etc.; Embora as atividades do jogo e das oficinas do Caderno sejam complemen-
tares, é possível usar este material de diferentes formas, ou seja, integrado ao
• construir instrumentos de sistematização: anotações individuais ou coleti-
trabalho proposto no Caderno; de forma exploratória, jogando mesmo que não
vas sobre diferentes jogadas. Processos narrativos que permitam ao joga-
estejam sendo realizadas as oficinas de preparação de escrita; ou fazendo apenas
dor “enxergar” seu processo de pensamento durante o jogo, compará-lo a
as atividades propostas neste Manual.
outros, a si próprio etc.;
Participar de algumas atividades pode aproximar os alunos das regras do
• propiciar a invenção de novas formas de trabalhar com jogos conhecidos,
jogo. Dessa forma, ao jogar, eles terão melhores condições de desenvolver capa-
modificando suas regras e materiais;
cidades argumentativas. Algumas dessas atividades poderão ser feitas em pouco
• discutir o que é perder e ganhar. tempo; outras exigem duas ou três aulas.
Vasconcellos ainda ressalta: “Para trabalhar com jogos é necessário que o Leia as sugestões com calma a avalie quais podem auxiliar seus alunos a
professor encontre, ele próprio, prazer na atividade lúdica. Brincar é talvez um desenvolver capacidades argumentativas.

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Atividade 1 Questões:
a) É certo “ficar” com mais de uma pessoa na mesma noite?
Questões polêmicas b) Os pais podem dar conselhos e castigos diferentes para filhos que fize-
• Objetivos: ram a mesma coisa?
– identificar questões polêmicas; c) Mulheres podem ter o mesmo comportamento sexual dos homens?
– escolher ou formular uma questão polêmica;
• Sugestão de realização: durante a Oficina 4 do Caderno do Professor – Pontos Na situação de jogo, os alunos devem escolher qual das três questões merece
de vista. tornar-se objeto de um artigo de opinião. Embora as três perguntas possam gerar
opiniões contra e a favor, uma delas, a questão “c”, possibilita que a discussão se dê
As Oficinas 1, 2 e 3 têm por objetivo estabelecer uma definição de argumenta-
numa esfera mais abrangente e de interesse social mais amplo. Essa lógica caracte-
ção e introduzir noções sobre o gênero “artigo de opinião”. Buscam esclarecer que
riza todos os desafios propostos nas cartas de cor laranja/forma estrela.
o artigo de opinião, diferentemente da notícia, apresenta uma questão polêmica. A
Oficina 4 enfatiza que não se trata de uma pergunta qualquer. A questão polêmica
1ª- etapa
que origina um artigo de opinião deve ter algumas características específicas:
Selecione algumas cartas de cor laranja/ forma estrela. Divida seus alunos em
• mobiliza um grupo ou segmento social;
pequenos grupos e entregue uma ou duas cartas dessa cor/forma estrela a cada um
• merece ser discutida por sua relevância social; deles. Retome com a turma o que caracteriza uma questão polêmica geradora de
• gera discussão, controvérsia, diferentes pontos de vista; artigo de opinião.
• não tem uma única resposta, cada pessoa pode concordar ou discordar Peça a cada grupo que defina qual das questões apresentadas seria mais ade-
por diferentes razões. quada para ser transformada em tema de um artigo de opinião. Ao final, socialize as
Uma das possibilidades do Q.P. Brasil é fazer com que os alunos se exercitem, de discussões, solicitando aos grupos que apresentem suas conclusões para a classe.
forma lúdica, na identificação de questões que mais atendam às características aci- Observe os alunos enquanto discutem para certificar-se de que já compreen-
ma descritas. As situações-problema apresentadas nas cartas de cor laranja são refe- deram o que foi trabalhado até aqui e faça registros. Veja se conseguem identificar
rentes à vida cotidiana dos jovens. Podem gerar tanto questões polêmicas bastante entre as três questões discutidas aquela que mais atende às características para a
restritas como aquelas que afetam a vida de muitas pessoas em diferentes tempos e escrita de um artigo de opinião.
espaços. Como exemplo veja a seguinte situação e as respectivas questões:
“Fernando tem 17 anos e costuma frequentar algumas boates e outras ‘baladas’. 2ª- etapa
Nesses lugares, ele ‘fica’ com várias garotas, às vezes com duas na mesma noite. Organize seus alunos em grupos e solicite-lhes que identifiquem outras situ-
Sua irmã gêmea, Fernanda, tem o mesmo comportamento. Quando os pais des- ações e formulem três perguntas, seguindo a mesma lógica das cartas de cor laran-
cobriram, proibiram a filha de sair à noite, alegando que estava ficando ‘mal falada’. ja/forma estrela. Esclareça que essas situações e questões, depois de discutidas
Contudo, Fernando não sofreu nenhum castigo, apenas ouviu de seus pais que com a classe, serão registradas nas cartas de cor laranja/forma estrela sem texto
esse comportamento não era adequado nem respeitoso para com as meninas.” que estão em branco, podendo ser utilizadas em partidas posteriores.

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Discuta com toda a turma as situações e questões escolhidas. Certifique-se alunos já entraram em contato com um rol de questões polêmicas e possíveis argu-
de que elas estejam bem formuladas e não haja incorreções nos textos a serem mentos favoráveis ou contrários a cada uma delas. A atividade sugerida visa ajudá-los
reproduzidos nas cartas. Sugerimos a utilização de etiquetas autoadesivas para a identificar o tipo de argumento que pode ser utilizado num artigo de opinião.
essa atividade. Assim, as cartas em branco poderão ser utilizadas novamente por A tabela de tipos de argumento propostos nas oficinas é de Rieke e Sillars
outros alunos. (1975) que os classifica em função da natureza da relação lógica que se estabelece
Caso esteja realizando essa atividade após ter feito a Oficina 4 do Caderno entre os dados e a conclusão ou tese. Veja:
do Professor: Pontos de vista, você observará que seus alunos estarão mais bem
preparados para observar questões polêmicas próprias de sua comunidade e for- Tipos de argumento
mulá-las por escrito.
Tipos de argumento Explicação

3ª- etapa No argumento de autoridade, o auditório é levado a aceitar


Finalize a atividade propondo uma partida em que se utilize apenas as cartas Argumento a validade da tese ou conclusão defendida a respeito de
de autoridade certos dados, pela credibilidade atribuída à palavra de alguém
de cor laranja/forma estrela, principalmente aquelas criadas pela classe.
publicamente considerado autoridade na área.
Depois da partida, converse com os alunos sobre a utilização das cartas que
No argumento por evidência, pretende-se levar o auditório a
criaram. As situações propostas são interessantes? As questões estão bem formu- Argumento admitir a tese ou conclusão justificando-a por meio de evidências
ladas? Souberam escolher a melhor questão? As questões escolhidas mobiliza- por evidência de que ela se aplica aos dados considerados.
ram os jogadores? Conseguiram formular bons argumentos? Procure registrar as
No argumento por comparação, o argumentador pretende levar
conclusões e faça uma devolutiva sobre o que ainda precisam aprender para Argumento por o auditório a aderir à tese ou conclusão devido a fatores de
escrever os artigos de opinião. comparação (analogia) semelhança ou analogia evidenciados pelos dados apresentados.

No argumento por exemplificação, o argumentador baseia a tese


Atividade 2 Argumento por ou conclusão em exemplos representativos, os quais, por si sós,
Tipos de argumento exemplificação já são suficientes para justificá-la.

No argumento de princípio, a justificativa é um princípio, ou seja,


• Objetivos:
uma crença pessoal baseada numa constatação (lógica, científica,
– identificar os tipos de argumentos presentes nas cartas de ARGUMENTAÇÃO; ética, estética etc.) aceita como verdadeira e de validade universal.
Argumento
– chamar a atenção para os articuladores que estabelecem relações entre Os dados apresentados, por sua vez, dizem respeito a um fato
de princípio
os elementos que compõem um argumento. isolado, mas, aparentemente, relacionado ao princípio em que
se acredita. Ambos ajudam o leitor a chegar a uma tese , ou
• Sugestão de realização: após as Oficinas 9 e 10 do Caderno do Professor – conclusão, por meio de dedução.
Pontos de vista. No argumento por causa e consequência, a tese ou conclusão
Argumento por é aceita justamente por ser uma causa ou uma consequência
Após algumas rodadas do jogo utilizando os diferentes conjuntos de cartas – causa e consequência dos dados.
azul (círculo), roxo (quadrado), vermelho (triângulo) e verde (pentágono) – seus

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1ª- etapa condições em que foi produzido – tem, no seu interior, um raciocínio de cau-
Divida os alunos em pequenos grupos e solicite que cada um deles escolha sa-consequência:
uma carta com uma questão polêmica e as respectivas cartas de ARGUMENTAÇÃO.
Usando o Tabuleiro de discussão de temas e classificação de argumentos do jogo, “A internet conecta as pessoas de forma virtual, substituindo as relações pes-
soais presenciais. Com isso, pode isolar os indivíduos envolvendo-os em uma
peça aos grupos que encaixem as cartas com os argumentos, de acordo com o tipo.
interminável rede de possibilidades.”
Marina de Almeida, antropóloga do Instituto Viver em Sociedade, em entrevista à televisão.
2ª- etapa
Quando todos tiverem encaixado as cartas no tabuleiro, peça que os grupos
Pode ser que um grupo, atento apenas ao texto do argumento, classifique-o
troquem os tabuleiros entre si e entregue aos alunos cópias das tabelas com as
como dessa forma por causa e consequência, embora, na tabela, ele figure como
questões que se encontram no final deste Manual de acordo com a pergunta a ser
argumento de autoridade. Nesses casos, o grupo não ganha 1 ponto, pois vale o
trabalhada. Essas tabelas apresentam uma classificação que deve ser comparada
que está na tabela. Afinal, é preciso ter uma referência comum para fazer julga-
com a feita pelos grupos.
mentos justos. Entretanto, sempre que o raciocínio do grupo for válido, ou seja,
sempre que a classificação proposta for bem fundamentada, esse acerto poderá
3ª- etapa contar, se necessário, para desempatar a partida entre grupos que obtenham a
Agora é hora de pedir que um grupo analise e contabilize as classificações de mesma pontuação.
argumentos propostas por outro grupo, consultando a tabela com as questões. Tenha em mente, professor, que esse aspecto, aparentemente problemático,
Para cada acerto, ou seja, sempre que o grupo tenha classificado o argumento da só vai fazer com que seus alunos tenham de ficar mais atentos aos argumentos,
mesma forma que aparece na tabela, ganha uma ficha de 1 ponto. Ao longo do à procura de elementos que evidenciem o tipo predominante, considerando-se o
jogo, 3 fichas de 1 ponto podem ser trocadas por 1 ficha de 3 pontos. contexto da questão polêmica. Também a observação dos articuladores pode aju-
São 12 questões polêmicas; para cada uma delas há 6 argumentos contrários dar a perceber o tipo de argumento. É assim que a presença da expressão “da mes-
e 6 favoráveis, um de cada tipo, ou seja, a cada rodada, se um grupo acertar a clas- ma forma” indica que se trata de um argumento por comparação, ou que “pois”,
sificação de todos os tipos de argumento da questão discutida, fará 12 pontos. “consequentemente” ou “logo” introduzem argumentos por causa e consequên-
Em função do tempo de aula e do interesse dos alunos, pode-se também escolher cia. Outras vezes, é possível que o tipo de argumento em jogo tenha alguma mar-
não jogar com todas as questões polêmicas, mas com algumas delas. ca linguística própria. A citação de um “nome próprio” como justificativa para uma
Para realizar essa atividade, entretanto, é necessário combinar previamente conclusão é com frequência uma característica dos argumentos de autoridade. Já
com os alunos o seguinte: ganha o grupo que for mais sagaz para classificar os argumentos por exemplificação quase sempre trazem ou uma “enumeração de
os argumentos, mas a sorte também pode ter algum papel. Isso ocorrerá por dados”, ou a “descrição de um determinado fato ou dado”, seguida de análise e/ou
causa do seguinte: na maioria das vezes, é perfeitamente possível dizer que comentário. No caso dos argumentos por princípio, uma marca frequente são as
certo argumento só pode ser de um tipo, mas há casos em que seria possível afirmações categóricas: “Todo aquele que...”; “Sempre que...” etc. E os argumentos
pensar em dupla classificação para o mesmo argumento. Veja um argumento por evidência costumam trazer, como característica própria, o “exame de caso”:
como o abaixo, embora seja, de fato, classificado como de autoridade – pelas “Se atentarmos para a situação X (ou: para o caso Y, para tal fato etc.)”.

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Entretanto, nem sempre essas pistas estão claramente disponíveis; e aí é que Atividade 3
a sorte – ou melhor, uma intuição certeira – pode decidir uma jogada. Afinal, o Ampliando conhecimentos
processo argumentativo também envolve procedimentos intuitivos. E o bom
argumentador deve ser capaz de desenvolvê-los. • Objetivos:
Explicite claramente esse aspecto a que todos devem ficar atentos na hora de – promover o exercício de escrita de artigos de opinião;
classificar os tipos de argumento, assim como na relação que se estabelece entre – conhecer exemplos de pesquisas de temas para a produção de um artigo de
os dados, a justificativa e sua conclusão. Lembre-lhes, ainda que nem sempre os opinião.
componentes de um argumento aparecem claramente expressos, podendo estar
• Sugestão de realização: antes da Oficina 12 do Caderno do Professor – Pontos
algumas vezes subentendidos.
de vista.
Ao final, os grupos podem ampliar a caracterização dos tipos de argumento.
A Oficina 12 aponta a necessidade de conhecer o assunto sobre o qual se irá
Faça um fechamento da atividade chamando a atenção para o fato de que quando
escrever. Não é por acaso que os articulistas dos jornais costumam ser especialis-
nos posicionamos diante de uma questão é importante definir o tipo de argu-
tas nos assuntos a respeito dos quais escrevem.
mento a ser usado de acordo com o tema escolhido e com o auditório.
Para o jogo, as informações sobre os temas polêmicos apresentam-se de for-
ma bastante resumida. Se os alunos fossem escrever artigos de opinião com base
4ª- etapa
nas questões propostas, teriam que ampliar os conhecimentos sobre elas.
Para avaliar se um argumento é realmente consistente para a questão discu-
tida, deve-se refletir sobre quem é seu autor e no que foi baseado. Responder a
algumas perguntas pode nos ajudar nessa avaliação. Para refletir sobre isso, leia,
1ª- etapa
na página 5 deste Manual, “A escolha de um bom argumento”. • Escolha de uma a três questões polêmicas presentes nas cartas do jogo.
Agora, divida os alunos em grupos e entregue a cada um o mesmo envelope • Leia em voz alta as cartas de informação relativas às questões escolhidas.
usado na 1ª- etapa desta atividade. Escreva na lousa as questões apresentadas ou • Pergunte aos alunos se eles precisariam ter mais informações sobre o tema
faça cópias delas. para escrever um artigo de opinião.
Solicite aos alunos que reflitam sobre a qualidade dos argumentos com • Ajude-os a perceber que faltam informações nessas cartas. Para isso, elabo-
base nas questões do item “A escolha de um bom argumento” (página 5). Os re questões específicas a partir das explicações que se encontram anexas.
grupos devem selecionar os argumentos que consideraram mais consistentes.
A carta sobre o sistema de cotas, por exemplo, apresenta o seguinte texto:
Nem todos os argumentos apresentados nas cartas do jogo são consistentes,
pois a dinâmica do jogo exige isso, uma vez que os jogadores precisam escolher “O sistema de cotas é uma das ações adotadas pelo governo para possibilitar a
os melhores argumentos. Observe os grupos trabalhando e faça intervenções grupos historicamente discriminados – pessoas de baixa renda, população negra e
que os ajudem na reflexão. indígena, deficientes físicos etc. – o ingresso em universidade pública e a gratui-
Para finalizar, os grupos devem apresentar suas conclusões, justificando por dade ou descontos em faculdades particulares. A principal ideia do sistema de cotas
que alguns argumentos foram excluídos e outros, não, e quais são eles. é contribuir para diminuir as desigualdades históricas sofridas por esses grupos.”

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Pergunte aos alunos: Referências bibliográficas
a) Qual o objetivo desse sistema?
ARIÉS, F. “Pequena contribuição à história dos jogos e brincadeiras”, in: Áries, F. História
b) Quando surgiu essa discussão? social da criança e da família. Rio de Janeiro: LTC, 1981.
c) Que princípio justifica a criação das cotas? BENJAMIN, W. Reflexões: a criança, o brinquedo, a educação. São Paulo, Summus, 1984.
HUIZINGA, J. Homo ludens. São Paulo: Perspectiva, 2007.
O texto acima traz informações referentes às questões “a” e “c”. No entanto, MACEDO, L.; PETY, A. L.; e PASSOS, N. C. Aprender com jogos e situações-problema. Porto
não responde à questão “b”, nem traz as diferentes opiniões que circulam na so- Alegre: Artmed, 2000.

ciedade sobre o tema. Assim, os alunos devem perceber que essas informações —. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2005.
—. Quatro cores, senha e dominó: oficinas de jogos em uma perspectiva construtivista e
são suficientes para o jogo, pois as lacunas de informação são intencionais e
psicopedagógica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997.
visam desafiar o jogador. No entanto, elas não são suficientes para a escrita de
PASSERINO, L. M. Avaliação de jogos educativos computadorizados. Artigo publicado
um artigo de opinião. no Taller Internacional de Software Educativo 98 (TISE’98). Santiago, Chile, 3-5 de
Mostre a eles alguns dos textos modelares presentes no Caderno do Professor dezembro de 1998. Disponível em <http://www.ulbra.tche.br/lilianap/publicacoes/
– Pontos de vista, sobre os temas escolhidos por você, e enfatize que a pesquisa jogos.htm>. Acessado em 11/11/1999.

para a escrita de artigos de opinião precisa ser aprofundada. Mesmo que nem PIAGET, J. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: LTC, 1990.

todas as informações estejam presentes na produção final, o autor precisa conhe- RIEKE, R. e SILLARS, M. O. Argumentation and the decision making process. Illinois: Scott,
Foresman and Company, 1975.
cê-las para poder fazer escolhas.
TOULMIN, Stephen (1ª- ed. 1959). Os usos do argumento. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Em seguida, proponha as atividades da Oficina 12 do Caderno do Professor –
VASCONCELLOS, T. Jogos e brincadeiras no contexto escolar. PGM4. Salto para o futuro/TV
Pontos de vista. Escola, 2003. Disponível em <www.redebrasil.tv.br/salto/boletim>.
Certamente, depois de fazer as atividades contidas neste Manual e as oficinas do VYGOTSKY, L. S. “O papel do brinquedo no desenvolvimento”, in: A formação social da
Caderno seus alunos estarão mais bem preparados para produzir artigos de opinião. mente. São Paulo: Martins Fontes, 1988.

Créditos Equipe de concepção


Fernanda Abucham
Pesquisa
Daniel Araschiro Rodriguez
Projeto gráfico
Criss de Paulo
Coordenação geral Luis Felipe Teixeira Salles Freire Eduardo Bueno Garcia Walter Mazzuchelli
Sonia Madi Patrícia de Araújo Nunes
Colaboração Ilustrações
Organização Equipe de elaboração do Manual Egon de Oliveira Rangel Criss de Paulo
Beatriz Pedro Cortese Ana Luiza Marcondes Garcia Sônia Maria Barbosa Dias
Beatriz Pedro Cortese Consultoria
Marcela Pasqualucci Ronca Leitura crítica SB Jogos
Zoraide Faustinoni da Silva
Heloisa Amaral
Maria Aparecida Laginestra

12
CARTAS PERGUNTAS – GRUPO 1

A mídia em geral – a televisão, os Em pesquisa realizada pela ONU o Brasil


jornais, as revistas ou a internet – possui ocupa o oitavo posto de país de maior
A mídia e enorme penetração em todas as classes desigualdade social do mundo, ou seja,
As desigualdades
a publicidade são sociais. Há quem afirme que mídia e ele comporta uma grande diferença no
publicidade acabam divulgando sociais brasileiras padrão de vida entre pobres e ricos. Nas
responsáveis pela modelos de como as pessoas provocam últimas décadas, a violência urbana
busca de uma devem se vestir ou como devem ser transformou-se num dos grandes
fisicamente para serem consideradas o aumento da problemas da sociedade brasileira. Apesar
imagem padronizada “bonitas”, ou seja, divulgam um violência urbana? de o Brasil não se encontrar entre os países
de beleza? padrão estético de beleza. de maior índice de mortes por causas
violentas, ele foi um daqueles em que se
verificou crescimento desse indicador no
período de 1979 a 1990.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

Está previsto em lei um conjunto de A Amazônia brasileira é formada pelos


normas que determina punições àqueles Estados do Acre, Amapá, Amazonas,
A maioridade penal que cometem crimes. As punições para Os recentes Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima,
deve ser reduzida os jovens de 12 a 18 anos são aplicadas empreendimentos Tocantins e parte do Maranhão.
de acordo com a infração e podem variar A população da região é de
de 18 para 16 anos desde advertências até internação em agropecuários e aproximadamente 25 milhões de
de idade como estabelecimentos correcionais. Já os industriais pessoas. Segundo o Instituto Nacional
menores de 12 anos não podem ser de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área
forma de combater a julgados nem punidos pelo Estado.
podem destruir desmatada é superior a 660 mil
delinquência juvenil? Segundo a lei vigente, crianças e a Amazônia? quilômetros quadrados, ou seja, 13%
adolescentes menores de idade, embora da área de floresta. A região abriga
tenham direitos e deveres, só serão alta diversidade de ecossistemas, cada
considerados adultos e responsáveis vez mais valorizados como fonte de
pelos seus atos aos 18 anos. informações genéticas, químicas e
microbiológicas.

13
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “A mídia e a publicidade são responsáveis pela busca de uma imagem padronizada de beleza?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A mídia e Atendi muitas pessoas A mídia e Em 2003, mais de 500.000
a publicidade são a publicidade são cirurgias plásticas foram
responsáveis pela que ficaram doentes ao responsáveis pela
busca de uma tentar ficar parecidas com busca de uma realizadas no Brasil.
imagem padronizada
uma modelo; penso que a imagem padronizada Mais da metade foi feita
de beleza? de beleza?
ênfase no culto ao corpo com fins estéticos, na
existente na publicidade busca de atingir o padrão
tem boa parcela de de beleza idealizado
responsabilidade nisso. e divulgado nas novelas
Fonte: Helena Rodrigues, psicóloga, especialista e propagandas.
em problemas decorrentes do culto ao corpo.
Fonte: Evanildo Pinheiros, cirurgião plástico.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A mídia e A mídia e
a publicidade são
As pessoas não se dão a publicidade são
Nos anos 1970, a série de
responsáveis pela conta do poder da mídia. responsáveis pela televisão Os amigos da
busca de uma Assim como ela pode busca de uma moda lançaram as famosas
imagem padronizada imagem padronizada
de beleza? influenciar a população de beleza? calças “bocas de sino”.
para votar em determinado Depois de uma semana,
candidato, pode também as calças bocas de sino
ditar como as pessoas estavam esgotadas
devem ser fisicamente. em todas as lojas do país.
Fonte: Elisângela Cardoso, dermatologista. Fonte: Mariana Leme, consultora de moda.

14
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “A mídia e a publicidade são responsáveis pela busca de uma imagem padronizada de beleza?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A mídia e A mídia e
a publicidade são a publicidade são Se as pessoas não
responsáveis pela responsáveis pela
busca de uma A mídia passa a ideia busca de uma atenderem aos padrões
imagem padronizada de que a pessoa que não imagem padronizada estéticos divulgados
de beleza? de beleza?
tem um corpo bonito e pela mídia, terão mais
bem tratado é dificuldade em arrumar
descuidada e relaxada. um trabalho ou ser aceitas
Fonte: Anita Portugal, atriz. socialmente.
Fonte: Jorge Luis, estudante de direito.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A mídia e A mídia e Dados comprovam que
Sou de opinião que as
a publicidade são a publicidade são os índices de obesidade
responsáveis pela pessoas que se deixam responsáveis pela
busca de uma busca de uma da população estão
guiar por um padrão de
imagem padronizada imagem padronizada aumentando. Se a pressão
de beleza? beleza divulgado pela de beleza?
da mídia para que as
mídia não confiam em
pessoas tenham um corpo
si mesmas; por isso
magro fosse tão forte
a responsabilidade é delas
quanto dizem, isso não
e não da mídia.
Fonte: Felipe Ribeiro, especialista em psicologia
estaria acontecendo.
comportamental, no programa televisivo Mídia. Fonte: Ângela Afonsino, clínica-geral,
em artigo para revista médica.

15
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “A mídia e a publicidade são responsáveis pela busca de uma imagem padronizada de beleza?”

A publicidade também
ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:
A mídia e Da mesma forma que não A mídia e usa modelos que
a publicidade são é possível convencer toda a publicidade são mostram diferentes tipos
responsáveis pela responsáveis pela
busca de uma a população a parar de busca de uma
de consumidor. Veja o
imagem padronizada fumar, a jogar lixo na rua imagem padronizada caso da Joana Pimenta,
de beleza? de beleza? que usa manequim 44 e
ou a gastar menos água,
a mídia também não tem mesmo assim está na nova
o poder de determinar propaganda da calça ZYL.
como uma pessoa deve ser Ela está muito acima do
ou se apresentar. manequim 36, padrão
Fonte: Mário Ferraz Marcolino, jornalista. nos comerciais.
Fonte: Isabel Carleto, modelo brasileira.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A mídia e A mídia e
a publicidade são São poucas as pessoas que a publicidade são
responsáveis pela responsáveis pela
Se as pessoas não possuem
busca de uma se guiam pelos padrões busca de uma força de vontade e
imagem padronizada de beleza veiculados pela imagem padronizada disposição para mudar seu
de beleza? de beleza?
mídia, pois quem tem estilo de vida, não vai ser a
opinião pessoal forte e mídia ou a publicidade que
um pouco de bom senso vai fazer isso por elas.
não precisa disso. Fonte: Guilherme da Silva, estudante de moda.

Fonte: Gislaine de Britto, modelo brasileira.

16
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “As desigualdades sociais brasileiras provocam o aumento da violência urbana?”

Entre 1999 e 2005 o


ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:
As desigualdades Não é a pobreza que gera As desigualdades número de homicídios
sociais brasileiras
violência, mas sim as sociais brasileiras no Brasil passou de 40
provocam provocam mil por ano para 45,7 mil,
o aumento da desigualdades sociais, que o aumento da
violência urbana? são mais evidentes nos violência urbana? período em que o índice
grandes centros do país. de desigualdade social
Não é possível conviver cresceu assustadoramente.
com tanta desigualdade O aumento de homicídios
e não se revoltar. ocorreu em cidades
Fonte: Marcelo Isaías, sociólogo,
onde o crescimento das
especialista em violência urbana, citado
em reportagem do jornal Fatos.
desigualdades foi maior.
Fonte: Instituto Contra a Violência.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


As desigualdades Assim como o Brasil, As desigualdades No caso de cidades
sociais brasileiras sociais brasileiras
provocam alguns países da África têm provocam pequenas, o que fica claro
o aumento da as taxas mais altas de o aumento da é que as medidas tomadas
violência urbana? desigualdade social do violência urbana? pelos prefeitos visando
mundo. Não por acaso, diminuir a desigualdade
esses países também social na região
apresentam índices de provocaram também
violência urbana tão altos uma queda nos índices
quanto os nossos. de violência.
Fonte: Ranking da violência nas cidades. Fonte: Jornal A Gazeta da Região Sudeste.

17
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “As desigualdades sociais brasileiras provocam o aumento da violência urbana?”

Cidades em que as
ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:
As desigualdades O apelo ao consumo As desigualdades
chamadas áreas nobres
sociais brasileiras aumenta o sentimento de sociais brasileiras e as comunidades de
provocam provocam baixa renda são próximas
o aumento da exclusão social daqueles o aumento da
violência urbana? que não podem comprar violência urbana? apresentam maiores índices
os bens valorizados pela de violência.
elite. Isso provoca nos A convivência diária
que estão em situação e constante com a
de desigualdade o uso desigualdade aguça a revolta
da violência. e, por consequência,
Fonte: Plínio Bastos Silva, coordenador leva ao crime.
da ONG Amigos da Cidade.
Fonte: Eduardo Coutinho Prado, geógrafo.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


As desigualdades A violência é causada As desigualdades
sociais brasileiras pelo desemprego, pelo sociais brasileiras Cidades pequenas em
provocam provocam que não existe acentuada
o aumento da consumismo exagerado, o aumento da
violência urbana? pelo aumento do uso violência urbana? desigualdade social e os
de drogas e por outros moradores têm um padrão
problemas relacionados de vida relativamente
às políticas públicas de semelhante não estão livres
educação, habitação, de violência.
trabalho, segurança etc. Fonte: Rubião Matoso, prefeito da cidade de Cambira.

Fonte: Márcio Teles Queiroz, sociólogo,


em entrevista para o jornal A Cidade.

18
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “As desigualdades sociais brasileiras provocam o aumento da violência urbana?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


As desigualdades Não é a desigualdade As desigualdades
A violência urbana
sociais brasileiras sociais brasileiras
provocam social que gera a violência provocam aumentou muito com o
o aumento da urbana observada no o aumento da crescimento do tráfico de
violência urbana? Brasil. Países violência urbana?
drogas. Os responsáveis
da África e da Ásia com pela violência são aqueles
mais desigualdade social que consomem drogas,
têm índices de violência e não as desigualdades
urbana bem menores sociais.
que os brasileiros. Fonte: Carlos Garcia Petro, economista.
Fonte: Fernando Pereira, historiador.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


As desigualdades As desigualdades
sociais brasileiras sociais brasileiras A dificuldade em conseguir
provocam A falta de carinho e provocam o primeiro emprego tem
o aumento da o aumento da
violência urbana? atenção na infância e na violência urbana? relação direta com o
juventude pode levar aumento da violência, pois o
ao crime indivíduos de jovem passa a ver o ingresso
qualquer classe social. na criminalidade como uma
Fonte: Maria Aparecida Vilhena, redatora da revista
Cuide de seu Filho.
possibilidade
de sobrevivência.
Fonte: Cristiana Maria Penha, economista.

19
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “A maioridade penal deve ser reduzida de 18 para 16 anos de idade como forma de combater a delinquência juvenil?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A maioridade penal A maioridade penal A média da idade da
deve ser reduzida Nos últimos anos, vejo deve ser reduzida população carcerária
de 18 para 16 anos de 18 para 16 anos
de idade como que tem aumentado o de idade como brasileira vem caindo nas
forma de combater a número de crimes graves forma de combater a últimas décadas e hoje
delinquência juvenil? delinquência juvenil?
cometidos por jovens está em 23 anos.
menores de 18 anos. De 1996 a 2006, aumentou
Algo precisa ser feito de 4.245 para 15.426
rapidamente. o número de jovens em
Fonte: Eliana Justino, renomada jurista,
em matéria da TV 1 sobre violência.
unidades de internação.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

Em países da América do
ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:
Norte, a maioridade
A maioridade penal A maioridade penal
deve ser reduzida penal varia entre deve ser reduzida O número de jovens
de 18 para 16 anos 6 e 14 anos; em alguns de 18 para 16 anos
de 16 anos que já estão
de idade como de idade como
forma de combater a países da Europa é fixada forma de combater a envolvidos em crimes graves
delinquência juvenil? em 16 anos; em outros delinquência juvenil? desde a infância não para de
varia entre 10 e 21 anos. crescer. Além disso, muitos
Há casos de países em que dos que saem das unidades
é o juiz quem decide se o de internação para menores
infrator responderá como voltam ao crime.
adulto ou não. Marcela Gomes, editora da revista Jovem Legal.

Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.

20
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “A maioridade penal deve ser reduzida de 18 para 16 anos de idade como forma de combater a delinquência juvenil?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A maioridade penal A maioridade penal
deve ser reduzida deve ser reduzida
Como não há punição
de 18 para 16 anos Jovens de 16 anos já de 18 para 16 anos severa para menores que
de idade como podem gerar filhos de idade como cometem crimes graves
forma de combater a e votar. Se considerarmos forma de combater a
delinquência juvenil? delinquência juvenil? e hediondos, cria-se uma
que eles agem e pensam “cultura da impunidade”
como adultos, devemos que, sem dúvida, resulta no
também julgá-los aumento constante
como adultos. da criminalidade juvenil.
Fonte: Juliana de Biasi, estudante de direito.
Fonte: Andréa de Mattos, advogada.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA: O índice de criminalidade


A maioridade penal A maioridade penal juvenil no Brasil está abaixo
deve ser reduzida
Acredito que prender um deve ser reduzida
de 18 para 16 anos adolescente menor de de 18 para 16 anos do apurado em pesquisa
de idade como 18 anos combate o efeito de idade como feita em 57 países.
forma de combater a forma de combater a
delinquência juvenil? e não a causa real do delinquência juvenil? Em média, os delitos
problema. A exclusão social cometidos por jovens
e a falta de perspectivas de representam 11,6% dos
futuro empurram os jovens crimes. No Brasil, o índice
para práticas ilegais. de criminalidade juvenil
Fonte: Juliano de Almeida, renomado jurista, está em 10%.
em matéria da TV 1 sobre violência.
Fonte: Jornal Fatos do Brasil.

21
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “A maioridade penal deve ser reduzida de 18 para 16 anos de idade como forma de combater a delinquência juvenil?”

De 57 países analisados,
ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:
A maioridade penal Assim como a sociedade A maioridade penal somente 17% adotam idades
deve ser reduzida isenta de responsabilidade deve ser reduzida abaixo de 18 anos como
de 18 para 16 anos de 18 para 16 anos maioridade penal. Entre
de idade como os indivíduos incapacitados de idade como
forma de combater a de perceber o alcance de forma de combater a eles, poucos são aqueles que
delinquência juvenil? delinquência juvenil? garantem boas condições de
seus atos, não faz sentido
punir judicialmente desenvolvimento às crianças
crianças e adolescentes e aos jovens. Os demais
que se envolvem são países pobres em que
em crimes. geralmente a infância não
Fonte: Marlene Nogueira, psicanalista que trabalha costuma ser bem assistida.
com jovens infratores.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA: A redução da maioridade


A maioridade penal A maioridade penal penal pode agravar a crise do
deve ser reduzida Ao cometer algum delito, deve ser reduzida
sistema penitenciário brasileiro,
de 18 para 16 anos adolescentes e jovens de 18 para 16 anos
de idade como de idade como aumentando a lotação dos
forma de combater a precisam de orientação e forma de combater a presídios e, consequentemente,
delinquência juvenil? acompanhamento, pois delinquência juvenil?
diminuindo as chances de
estão em um momento de
recuperação dos jovens,
formação e por isso não
influenciados pela cultura
devem ser considerados
prisional dos adultos
criminosos.
internados.
Fonte: Clarice Hamburg, estudante de psicologia.
Fonte: Eliseu Guimarães, advogado que trabalha em instituição
ligada ao tema dos direitos humanos.

22
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “Os recentes empreendimentos agropecuários e industriais podem destruir a Amazônia?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Os interesses financeiros Entre agosto de 2005
Os recentes Os recentes
empreendimentos na região são enormes. empreendimentos e agosto de 2006, o
agropecuários e Sem leis rigorosas, não agropecuários e
desflorestamento na
industriais industriais
podem destruir será possível implantar podem destruir Amazônia, causado pela
a Amazônia? o desenvolvimento a Amazônia?
exploração inadequada de
sustentável. Não é um seus recursos pelo homem,
problema de gado, soja foi responsável por mais de
ou madeira, mas de 60% do total das emissões
respeito às leis. de carbono no país.
Fonte: Guilherme Siqueira,
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.
especialista em desenvolvimento sustentável,
em entrevista à revista Verde.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA: O processo de demarcação de


Os recentes Os recentes reservas naturais na Amazônia
empreendimentos empreendimentos
agropecuários e A agricultura extensiva agropecuários e é muito demorado,
industriais praticada em nações industriais isso faz com que as terras
podem destruir desenvolvidas ocasionou a podem destruir
a Amazônia? a Amazônia? acabem nas mãos de
perda de suas florestas, proprietários privados.
o que prejudicou Só no ano de 1994
seriamente a sobrevivência o governo do Pará assentou
dos seres vivos. um grupo de 24 fazendeiros de
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.
gado e madeireiros.
Fonte: Jornal O Estado do Amazonas.

23
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “Os recentes empreendimentos agropecuários e industriais podem destruir a Amazônia?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA: Se os interesses


Os recentes Os recentes econômicos prevalecerem
empreendimentos A preservação da natureza empreendimentos
agropecuários e agropecuários e na Amazônia, o prejuízo
implica a diminuição e
industriais industriais não será só para os
podem destruir o controle rigoroso podem destruir
amazonenses ou os
a Amazônia? dos empreendimentos a Amazônia?
brasileiros, mas para a
econômicos, é preciso
existência da vida na Terra,
aceitar essa verdade,
porque a Amazônia é um
se queremos que a
importante regulador
humanidade sobreviva.
Fonte: Carlos Arruda, economista.
climático.
Fonte: Maria Célia Lima, antropóloga,
demarcadora de terras da União.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Os recentes Os recentes Nos últimos 100 mil anos,
empreendimentos Estou certo de empreendimentos períodos gelados se
agropecuários e que os recentes agropecuários e
alternaram com períodos
industriais industriais
podem destruir empreendimentos podem destruir de clima ameno sem
a Amazônia? podem aumentar em a Amazônia?
nenhuma interferência
produtividade usando do homem, causando a
apenas as áreas já extinção de inúmeras
desmatadas. espécies animais
Fonte: Carlos Sampaio Risque, especialista
em agropecuária, em entrevista para o programa e vegetais.
Evento Amazônia. Fonte: Germano Vieira Coque, geógrafo,
especialista em meteorologia.

24
GRUPO 1 – ARGUMENTOS PARA: “Os recentes empreendimentos agropecuários e industriais podem destruir a Amazônia?”

As áreas que já foram


ARGUMENTO PARA: O desmatamento é ARGUMENTO PARA:
Os recentes Os recentes desmatadas não destruíram
empreendimentos
reversível. Veja-se o caso empreendimentos o enorme potencial
agropecuários e da floresta do Timbó agropecuários e
industriais industriais da Amazônia. Se essas
que, 40 anos atrás, foi
podem destruir podem destruir áreas forem utilizadas
a Amazônia? totalmente devastada a Amazônia?
de maneira eficiente, é
para utilização de madeira
possível produzir muito
e hoje está praticamente
sem desmatar mais. Isso é o
recuperada, após um
que acontece hoje em áreas
programa completo de
que receberam orientação
reflorestamento.
Fonte: Lucas Toledo de Faria, agrônomo
ambiental específica.
do Instituto Tropical. Fonte: Antônio Carvalho, jornalista ambiental.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


O homem é o ser mais O desmatamento vem
Os recentes Os recentes
empreendimentos importante da natureza. empreendimentos caindo nos últimos anos.
agropecuários e A Amazônia não, é só uma agropecuários e
industriais industriais A região tende a se
podem destruir floresta, com minerais, podem destruir transformar em modelo
a Amazônia? vegetais e animais. a Amazônia?
de desenvolvimento
Vivem nela 25 milhões sustentável, em que a
de brasileiros, que biodiversidade preservada
precisam de novas vira fonte de riqueza para
frentes de trabalho para o ecoturismo.
continuar a viver. Fonte: Pedro Paulo Botelho, especialista
em ecoturismo.
Fonte: Pedro Natal de Souza, morador do Pará.

25
CARTAS PERGUNTAS – GRUPO 2

Vários povos produzem e consomem O sistema de cotas é uma das ações


bebidas alcoólicas há centenas de adotadas pelo governo para possibilitar a
Restringir a anos, mas o excesso de consumo grupos historicamente discriminados
sempre foi motivo de preocupação e O sistema de cotas – como as pessoas de baixa renda, a
propaganda de de crítica. No Brasil, a primeira lei a pode tornar a população negra e a indígena, os
bebidas alcoólicas regulamentar a publicidade sobre deficientes físicos etc. – o ingresso em
sociedade mais
diminui bebidas alcoólicas é de 1996. Depois universidade pública e a gratuidade ou
dessa lei a propaganda desse tipo justa? descontos em faculdades particulares. A
o consumo? de produto na televisão com mais de principal ideia do sistema de cotas é
13% de teor alcoólico, com exceção contribuir para diminuir as desigualdades
do vinho e da cerveja, só pode ser feita históricas sofridas por esses grupos.
entre 21h e 6h.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

No Brasil, a discussão sobre a venda de A pirataria moderna refere-se à cópia,


armas de fogo para cidadãos licenciados venda ou distribuição de material sem
A venda de armas e sem antecedentes criminais parecia ter Consumir produtos o pagamento dos direitos autorais, de
para cidadãos sido resolvida em 2005 quando ocorreu marca e de propriedade intelectual e
piratas deve ser
sem antecedentes o referendo popular. A maioria dos industrial. Com o desenvolvimento da
brasileiros (63,94%) decidiu pela considerado tão tecnologia, foi necessária a criação de leis
criminais deve continuidade da venda de armas. Porém, grave quanto que punissem as novas formas de
continuar sendo como um terço dos votantes se pirataria. Hoje, há uma distinção legal
comercializá-los?
permitida no Brasil? manifestou contra a venda de armas,
ainda há uma grande discussão sobre a
entre quem comercializa e quem
consome produtos piratas, com
possibilidade de desarmar a população e punições mais severas para o primeiro
manter as armas de fogo sob caso. Mas, na contramão desse discurso,
responsabilidade exclusiva das há quem defenda a ideia de que direitos
autoridades competentes. autorais, de marca e de propriedade
intelectual e industrial é que deveriam
ser adaptados à nova realidade.

26
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “Restringir a propaganda de bebidas alcoólicas diminui o consumo?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


As pesquisas sobre a
Restringir a Restringir a
propaganda de relação de publicidade propaganda de
bebidas alcoólicas de bebidas alcoólicas e o bebidas alcoólicas
diminui diminui As pesquisas demonstram
o consumo? consumo juvenil indicam o consumo? que crianças expostas
que as campanhas se à propaganda de bebidas
estruturam para associar alcoólicas iniciam
o álcool a dois grandes o consumo mais cedo.
desejos dos jovens: Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.

prestígio social e sexual.


Fonte: Ivan Souza, psicólogo especializado em estudos
de prevenção ao uso de álcool e de outras drogas.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Restringir a Restringir a
propaganda de propaganda de Em regiões em que a
bebidas alcoólicas bebidas alcoólicas
diminui Estudos comprovaram diminui propaganda de bebidas
o consumo? que em países que o consumo? alcoólicas é liberada o consumo
restringiram a publicidade de de álcool entre os jovens
bebidas o consumo entre os cresceu progressivamente até
jovens diminuiu. chegar a 50 drinques
Fonte: Ângela Garcia, jornalista. mensais aos 25 anos.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.

27
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “Restringir a propaganda de bebidas alcoólicas diminui o consumo?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Se há incentivo ao
Restringir a Restringir a
propaganda de propaganda de consumo, é claro que ele
bebidas alcoólicas Uma das tarefas do bebidas alcoólicas aumenta. Se não fosse
diminui governo é controlar diminui
o consumo? o consumo? assim, por que as empresas
as mídias, pois seus
investiriam tanto em
conteúdos estão cada
publicidade dos mais
vez piores. Isso inclui
diversos artigos?
a veiculação
Com as bebidas acontece
de propagandas.
Fonte: Beatriz Costa, professora do ensino médio.
a mesma coisa.
Fonte: Luis Eulálio, especialista em
psicologia comportamental.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Restringir a O álcool é uma droga Restringir a A proibição da propaganda
propaganda de propaganda de
bebidas alcoólicas depressora do sistema bebidas alcoólicas de bebidas alcoólicas não é
diminui nervoso central. Quem diminui solução. Diversas pesquisas
o consumo? o usa em excesso o consumo? demonstram que em países
procura resolver onde o consumo
problemas pessoais, de álcool foi restringido
independentemente a corrupção aumentou,
das propagandas com a produção e o comércio
veiculadas pelas mídias. ilegal de bebidas.
Fonte: Regina Helena, médica do Hospital Geral. Fonte: Jornal Papel Paulista.

28
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “Restringir a propaganda de bebidas alcoólicas diminui o consumo?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Restringir a Restringir a
propaganda de Proibir a propaganda propaganda de Há quarenta anos,
bebidas alcoólicas bebidas alcoólicas
diminui de bebidas não evita diminui por exemplo, a força da
o consumo? o consumo. A proibição o consumo? publicidade na vida dos
da propaganda de cigarros indivíduos era bem menor,
não fez com que se nem por isso as pessoas
diminuísse o número bebiam ou fumavam
de fumantes. menos.
Fonte: Nelson Pinheiros, publicitário. Fonte: Eugênio Del Bosco, médico.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Restringir a Restringir a
propaganda de propaganda de
bebidas alcoólicas O governo não pode bebidas alcoólicas
diminui determinar o que os cidadãos diminui Anunciar cerveja e
o consumo? o consumo? cigarro é um direito. Se é
vão comer ou beber. Restringir
a propaganda de bebida permitido vender, então
alcoólica é interferir no livre- é permitido anunciar.
Fonte: Andréa Estêvão, publicitária.
arbítrio do indivíduo.
Fonte: Pedro Paulo, estudante de jornalismo.

29
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “O sistema de cotas pode tornar a sociedade mais justa?”

No Brasil, o acesso ao
ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA: Ensino Superior para a
O sistema de cotas O sistema de cotas
pode tornar Estou convencido de que a pode tornar população negra é de 4,4%
a sociedade
política de cotas contribui para
a sociedade e de brancos, 16,6%. O
mais justa? mais justa?
remediar situações sociais único modo de o Estado
desvantajosas, ainda que, contribuir para a redução
provisoriamente, implique dessa desigualdade é
tratamento diferenciado por meio de políticas
a alguns grupos sociais. públicas que favoreçam
Fonte: Eduardo Prestes, ministro da Educação, durante o
a inserção de negros nas
Congresso para a Educação Democrática. universidades.
Fonte: Orlando Barreto, economista, especialista
em políticas públicas.

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A ideia de fazer justiça


ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:
O sistema de cotas social por meio de O sistema de cotas Nas universidades
pode tornar uma política de cotas é pode tornar brasileiras pesquisadas,
a sociedade a sociedade
mais justa? semelhante à reserva mais justa? os estudantes que
de assentos preferenciais ingressaram pelo sistema
para idosos, gestantes e de cotas apresentaram
deficientes em transportes um desempenho
coletivos ou à oferta de semelhante ao de seus
bolsas de estudo em colegas que ingressaram
cursinhos para estudantes pelo sistema normal.
da escola pública. Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas sobre Educação.

Fonte: Patrícia Rios Aron, socióloga.

30
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “O sistema de cotas pode tornar a sociedade mais justa?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


O sistema de cotas O sistema de cotas
pode tornar A verdadeira igualdade é pode tornar A implantação do sistema
a sociedade tratar desigualmente os a sociedade de cotas colabora para
mais justa? mais justa?
desiguais. O único modo ampliar a oferta de
de o Estado reduzir a soluções para os problemas
desigualdade social é por sociais brasileiros que
meio de políticas públicas consideram a questão
que favoreçam as classes da diversidade.
mais desfavorecidas. Fonte: Antônio Pedro Barreto, sociólogo e
reitor da Universidade do Sul.
Fonte: Pedro Ricardo, estudante de direito.

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ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


O sistema de cotas Está claro que o sistema O sistema de cotas
O sistema de cotas raciais
pode tornar pode tornar
a sociedade
de cotas é inconstitucional, a sociedade não pode funcionar no Brasil,
mais justa? porque vai contra a igualdade mais justa? pois a maior parte
entre os cidadãos. Se a da população é mestiça. Por
Constituição declara que todos isso, há muita dificuldade em
são iguais perante a lei, não identificar quem realmente
poderia haver favorecimento a precisaria das cotas.
nenhum segmento social. Fonte: Heloísa Damasceno, diretora
Fonte: Pedro Tolentino, renomado jurista, de grêmio estudantil.
em entrevista à TV 1.

31
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “O sistema de cotas pode tornar a sociedade mais justa?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA: Fui contratada pelo sistema


O sistema de cotas As dificuldades de O sistema de cotas de cotas para deficientes em
pode tornar relacionamento e a pode tornar
quatro diferentes empresas
a sociedade a sociedade
mais justa? competição acirrada mais justa? no período de um ano. Mas
entre os que entraram na não permaneci em nenhuma
universidade pelas cotas e delas porque o ambiente não
os demais ficaram muito foi adaptado para que eu
acentuadas nos países em pudesse realizar o trabalho
que a política de cotas esperado. A política de cotas
foi adotada. para deficientes não funciona.
Fonte: Cecília Kleiman, antropóloga, especialista
Fonte: Maria José Pereira,
em relações raciais.
deficiente física, desempregada.

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ARGUMENTO PARA:
Facilitar o ingresso ARGUMENTO PARA: Com o sistema de cotas as
O sistema de cotas O sistema de cotas universidades podem ter
pode tornar na universidade não garante pode tornar
a sociedade o bom rendimento do a sociedade dificuldade para garantir
mais justa? mais justa? o acompanhamento desses
aluno. Se o aluno tem uma
formação escolar deficiente, alunos, que serão prejudicados
ele não conseguirá em sua formação. Assim,
acompanhar os estudos no a sociedade corre o risco de
ensino superior, acarretando conviver com profissionais
o rebaixamento do nível de despreparados em áreas vitais
exigência das universidades. como a da saúde.
Fonte: Helena Araújo Costa, jornalista.
Fonte: Pedro Paulo Nogueira, estudante de engenharia.

32
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “A venda de armas para cidadãos sem antecedentes criminais deve continuar sendo permitida no Brasil?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A venda de armas A venda de armas
para cidadãos Não é do excesso de armas para cidadãos Nos últimos dez anos,
sem antecedentes sem antecedentes
criminais deve na mão da população que criminais deve o índice de crimes
continuar sendo decorrem os problemas continuar sendo violentos em países
permitida no Brasil? permitida no Brasil?
da insegurança no Brasil, da América do Norte foi
mas, sim, de um sistema reduzido pela metade.
prisional, judicial e Lá, há quase uma arma
policial ineficientes. por habitante.
Fonte: Justino de Paulo, jurista, em entrevista Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.
ao jornal Fatos do Brasil.

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ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A venda de armas A venda de armas
para cidadãos para cidadãos
sem antecedentes Assim como os cidadãos sem antecedentes
criminais deve criminais deve
Algumas pessoas
continuar sendo escolhem adquirir ou não continuar sendo necessitam de armas para
permitida no Brasil? qualquer bem material, permitida no Brasil? a sua defesa pessoal, como
não se deve tirar do indivíduos ameaçados de
cidadão o direito de morte, policiais aposentados
adquirir uma arma. ou proprietários rurais.
Fonte: Eduardo Socorro Pires, fazendeiro. Fonte: Heitor de Sousa, delegado.

33
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “A venda de armas para cidadãos sem antecedentes criminais deve continuar sendo permitida no Brasil?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A venda de armas A venda de armas
para cidadãos para cidadãos
sem antecedentes O assaltante se sentiria mais sem antecedentes
criminais deve “à vontade” sabendo criminais deve A proibição da venda de
continuar sendo que a população continuar sendo armas incentiva o aumento
permitida no Brasil? permitida no Brasil?
está desarmada. da demanda ilegal, seja
O direito de defesa para fins criminosos,
é também um direito seja para legítima defesa.
humano. Fonte: Pedro Lobo, economista.

Fonte: Rosana Calmon, advogada.

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ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Depois do referendo que
A venda de armas A venda de armas
para cidadãos para cidadãos permitiu a venda de armas
sem antecedentes sem antecedentes no Brasil, o cidadão comum
criminais deve As estatísticas mostram criminais deve
continuar sendo que pessoas que andam continuar sendo não se sente mais seguro,
permitida no Brasil?
armadas têm 56% mais de permitida no Brasil? a violência não caiu e
probabilidade de serem o país ocupa a 2ª- posição
mortas ou feridas. na lista dos países
Fonte: Carolina Nogueira, coordenadora do Centro de com maior número de
Estudos da Violência, em entrevista para a TV 1.
pessoas assassinadas por
armas de fogo.
Fonte: Jornal Nosso País.

34
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “A venda de armas para cidadãos sem antecedentes criminais deve continuar sendo permitida no Brasil?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A venda de armas Pelos riscos à saúde A venda de armas
para cidadãos para cidadãos
sem antecedentes e mesmo à vida que sem antecedentes Um menino de 4 anos
criminais deve podem representar, certos criminais deve morreu após disparar
continuar sendo remédios só podem ser continuar sendo
permitida no Brasil? permitida no Brasil? acidentalmente o revólver
comercializados com do pai, guardado em casa.
autorização médica. Casos como esse ocorrem
Também a venda de armas quase todos os dias.
deveria ter um controle Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.

rigoroso das autoridades.


Fonte: Tenório Vilela Pontes, sociólogo.

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ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A venda de armas A venda de armas
para cidadãos
As decisões comuns devem para cidadãos
sem antecedentes ser tomadas em função sem antecedentes Se tivéssemos menos
criminais deve do que é melhor para a criminais deve armas disponíveis,
continuar sendo continuar sendo
permitida no Brasil? coletividade. Em geral, permitida no Brasil? teríamos menos crimes
quem defende a venda de fúteis e passionais, como
armas está pensando em si aqueles que ocorrem por
mesmo e, principalmente, brigas no trânsito.
em defender seus bens. Fonte: Fernando Gomes Mendonça,
deputado estadual.
Fonte: Marta Rosa Parede,
especialista em movimentos sociais.

35
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “Consumir produtos piratas deve ser considerado tão grave quanto comercializá-los?”

Quem consome produtos


ARGUMENTO PARA: piratas deveria ser ARGUMENTO PARA:
Consumir produtos Consumir produtos
piratas deve ser condenado socialmente. piratas deve ser
considerado tão O problema é que se considerado tão Quando se consome
grave quanto grave quanto produto pirata, uma
comercializá-los?
confunde aquele que comercializá-los?
produz e lucra com esses grande soma de impostos
produtos com o ambulante deixa de ser recolhida e
que os vende. O ambulante usada para melhorar as
é só a ponta do iceberg, condições sociais do país.
por baixo há uma estrutura Fonte: Arthur José Gonçalves, economista.

criminosa.
Fonte: Antônio Henrique Moreno, especialista no
combate à pirataria, citado em reportagem da TV 1.

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ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A expressão “pirataria” Desisti de produzir novos
Consumir produtos Consumir produtos
piratas deve ser surgiu entre navegantes piratas deve ser álbuns; acho um absurdo
considerado tão europeus do final do século considerado tão que outros lucrem com
grave quanto grave quanto
comercializá-los? XV para designar aqueles comercializá-los? aquilo que,
que roubavam produtos por lei, é meu direito
para comercializá-los. autoral. Produzir,
Consumir produtos piratas comercializar ou comprar
pode ser considerado tão produtos piratas
grave quanto comprar também deveria ser
produtos roubados. entendido como crime.
Fonte: Francisco Humes, historiador. Fonte: Wagner Duarte, compositor.

36
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “Consumir produtos piratas deve ser considerado tão grave quanto comercializá-los?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Consumir produtos O que deve reger as Consumir produtos
O incentivo à pirataria e ao
piratas deve ser piratas deve ser
considerado tão relações humanas é a ética. considerado tão comércio informal retira
grave quanto Comprar produtos piratas grave quanto empregos de empresas
comercializá-los? é tão antiético – e comercializá-los?
que pagam seus impostos
grave – quanto e fazem produtos de
comercializá-los. É uma qualidade, prejudicando
questão de ter consciência não só a economia, mas
do que é certo e do também o meio ambiente.
que não é. Fonte: Revista Verde.
Fonte: Beatriz Fragoso, professora de filosofia.

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ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Consumir produtos Consumir produtos Seria totalmente
Do ponto de vista legal,
piratas deve ser piratas deve ser impossível controlar quem,
considerado tão o consumidor de produtos considerado tão
grave quanto grave quanto como, quando e quanto
piratas não tem – nem
comercializá-los? comercializá-los? se consome de produtos
pode ter – a mesma
piratas, principalmente na
responsabilidade de quem
área do entretenimento.
pirateia com intenção de
Precisamos de novas
lucro. São coisas muito
propostas para reordenar
diferentes.
Fonte: Celso Silveira, advogado especialista em crimes
esse comércio paralelo.
de pirataria, em entrevista à revista A Semana. Fonte: Carlos Rodrigues, economista, com doutorado
na área de empregos informais.

37
GRUPO 2 – ARGUMENTOS PARA: “Consumir produtos piratas deve ser considerado tão grave quanto comercializá-los?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Consumir produtos Consumir produtos Conheço muitas pessoas
piratas deve ser Assim como todos devem piratas deve ser
considerado tão considerado tão pobres como eu que só
ser tratados de forma igual
grave quanto grave quanto puderam ter acesso
comercializá-los? perante a lei, todos devem comercializá-los?
a obras de arte por meio da
ter acesso à informação,
pirataria. Isso mostra que
aos produtos e bens. Isso
a discussão sobre pirataria
está acima dos interesses
é de fundo socioeconômico
de uma minoria que quer
e não criminal.
ficar rica à custa dos outros. Fonte: Robson José Pereira, estudante
Fonte: Inácio Marcondes, estudante de ciências sociais. do Ensino Médio.

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ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Consumir produtos Consumir produtos
piratas deve ser piratas deve ser Falar em pirataria não tem
considerado tão considerado tão sentido quando as novas
grave quanto A pirataria sem fins grave quanto
comercializá-los? comercializá-los? tecnologias possibilitam
lucrativos tem um lado
a cópia e a reprodução,
que estimula e divulga a
numa escala muito rápida
produção independente
entre a produção e o
e democrática.
Fonte: Moacir Moura, músico.
consumo. Se isso for crime,
seremos todos criminosos.
Fonte: Reginaldo Cunha, advogado.

38
CARTAS PERGUNTAS – GRUPO 3

Em 2008, 41,6 milhões de pessoas Em 1989, a Organização das Nações Unidas


maiores de 16 anos declararam possuir (ONU) definiu princípios para leis de
As vantagens que acesso à internet em casa, no trabalho, proteção à infância. No Brasil, em 1990, o
a internet na escola nas lan houses, nas Deveria ser permitido Estatuto da Criança e do Adolescente
proporciona bibliotecas etc. Ao mesmo tempo em o trabalho de crianças (ECA) determinou que pessoas de até
que o uso da internet amplia o acesso à 12 anos serão consideradas crianças, e de
compensam os comunicação e dá mais rapidez às e adolescentes 12 a 18 anos, adolescentes. Desde 2000,
problemas que ela trocas de informações, começam a menores de 14 anos ficou proibido o trabalho aos menores de
surgir problemas como a exposição
pode provocar? exagerada na rede, a dificuldade em
para ajudar no 16 anos, exceto na condição de aprendiz.

controlar conteúdos impróprios para sustento da família?


crianças e jovens, como nas redes de
pedofilia virtual.

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O narcotráfico é hoje uma das atividades que mais O número de denúncias de violência
movimentam dinheiro no mundo. Estima-se que os dos alunos contra professores e entre
Quem narcotraficantes chegam a ter um lucro de A presença de colegas aumentou no mundo inteiro.
consome drogas aproximadamente 500 bilhões de dólares por ano. Segundo a Unesco, são encontrados
policias resolve
deve também ser A consequência mais clara do poder do narcotráfico dois tipos de violência na escola: a
é o aumento da violência e do crime organizado. o problema da direta, que se verifica em brigas ou
responsabilizado Parte da sociedade defende cada vez mais a xingamentos, e a simbólica, feita por
violência nas
pela violência do responsabilização do usuário como política de meio de discriminação. No Brasil,
repressão às drogas, ou seja, que ele também escolas? criou-se, para coibir a violência,
narcotráfico? deveria responder legalmente pelo financiamento o policiamento escolar, que atua
dessa indústria. Contudo, não há consenso entre em locais que oferecem maior risco
especialistas e usuários sobre essa posição. para professores e alunos.
Entidades especializadas no combate ao uso de
drogas, afirmam que o usuário é um dependente
químico; outros duvidam da importância de um
processo de conscientização; outros ainda
defendem a liberalização de algumas drogas.

39
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “As vantagens que a internet proporciona compensam os problemas que ela pode provocar?”

O Brasil ainda tem um imenso


ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:
potencial hidrelétrico a ser
As vantagens que a A energia hidrelétrica é, no As vantagens que a
internet proporciona internet proporciona instalado; é a energia mais
compensam os geral, a melhor forma de compensam os limpa que temos, pois depende
problemas que ela eletricidade: é renovável, problemas que ela
pode provocar? pode provocar? apenas do ciclo hidrológico, de
pode ser ligada e desligada
baixo custo operacional,
facilmente e, por isso,
tecnologia e mão-de-obra
dá para acompanhar
totalmente nacional. E ainda cria
a necessidade energética
lagos para o lazer e a produção
do país.
Fonte: Eduardo de Queiroz, escritor e ativista
de proteína animal, de alta
de reconhecida ONG de proteção ambiental. qualidade.
Fonte: Fábio Alexandrino, biólogo, especia lista na
construção de hidrelétrica.

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A construção de hidrelétricas
ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:
causa diversas conseqüências
As vantagens que a As vantagens que a
internet proporciona graves: alagamento de cidades, internet proporciona
compensam os produção de gás carbônico compensam os
problemas que ela problemas que ela As hidrelétricas
pode provocar? gerado pelo alagamento, pode provocar? correspondem
aumento do aquecimento aproximadamente
global, extinção de espécies a 93% da luz elétrica
animais e vegetais, perda de produzida no Brasil.
patrimônios culturais, redução Fonte: José Eulálio, ministro de Minas e Energia.

de áreas de florestas,
entre outras.
Fonte: Paulo Azevedo, pesquisador
da Universidade Estadual Paulistana.

40
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “As vantagens que a internet proporciona compensam os problemas que ela pode provocar?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA: A construção da hidrelétrica de


As vantagens que a As emissões totais de As vantagens que a
Andorinhas, além de aumentar
internet proporciona internet proporciona
compensam os gases do efeito estufa compensam os a geração de energia, levou
problemas que ela de cinco hidrelétricas problemas que ela muitos outros benefícios
pode provocar? revelaram-se maiores que pode provocar?
para a região: obras de
de cinco termelétricas, infra-estrutura possibilitaram o
mesmo as que queimam escoamento da produção entre
carvão mineral, tido como regiões vizinhas, facilitaram
o combustível fóssil o tráfego e geraram mais
mais poluente. empregos para a população.
Fonte: Sérgio Rotemberg, deputado.
Fonte: reportagem divulgada pelo jornal
Diário de Andorinhas.

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Para a construção do complexo


ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA: A maior hidrelétrica hoje em
As vantagens que a hidrelétrico de Paratingaba As vantagens que a
internet proporciona devem-se utilizar 40% de áreas internet proporciona
operação, a Usina de Itaipeva,
compensam os de preservação ambiental. compensam os deixa aos cidadãos locais
problemas que ela problemas que ela apenas 15% da energia que
pode provocar?
Além disso, a qualidade das pode provocar?
águas ficaria prejudicada e gera, pois grande parte vai para
seria impossível controlar as as indústrias eletrointensivas,
cheias e os tremores de terra entre elas a W.Elétrica, que
decorrentes da acomodação do sozinha consome o mesmo
terreno sob o peso das águas.
que as duas maiores cidades
Isso ocorreria porque a região é
do Estado.
muito cheia de cavernas.
Fonte: Ruth Trindade, advogada e assessora
Fonte: reportagem divulgada pelo jornal Gazeta de Paratingaba. jurídica de entidade ambiental.

41
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “As vantagens que a internet proporciona compensam os problemas que ela pode provocar?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA: O governo está


As vantagens que a As vantagens que a mais interessado na
internet proporciona internet proporciona
compensam os compensam os macroeconomia que na
problemas que ela As hidrelétricas problemas que ela situação dos ribeirinhos
pode provocar? devem ser encaradas pode provocar?
e indígenas; não se está
como oportunidade ouvindo a população.
de consolidação do Estamos afogando culturas
crescimento. que possuem sabedorias
Fonte: André de Barros, prefeito de Andorinhas.
milenares de como manter
o equilíbrio da natureza.
Fonte: Eleonora de Andrade, atriz que desenvolve um
trabalho nas comunidades indígenas.

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ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


As vantagens que a As vantagens que a
internet proporciona internet proporciona
compensam os compensam os Se todas as hidrelétricas
problemas que ela A energia elétrica poderá problemas que ela
pode provocar? ficar mais cara caso as pode provocar? que estão no papel forem
hidrelétricas que estão construídas, os danos
no projeto não sejam serão inestimáveis para a
construídas. biodiverisdade do planeta.
Fonte: Elisa Eloá, estudante de biologia.
Fonte: José Eulálio, ministro das Minas e Energia.

42
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “Deveria ser permitido o trabalho de crianças e adolescentes menores de 14 anos para ajudar no sustento da família?”

Desde que consigam


ARGUMENTO PARA: estudar, brincar, praticar ARGUMENTO PARA:
Deveria ser permitido Deveria ser permitido
o trabalho de crianças atividades saudáveis o trabalho de crianças
e adolescentes e descansar o tempo e adolescentes Em 2006, dos 5,1 milhões
menores de 14 anos menores de 14 anos de crianças e adolescentes
para ajudar no necessário, crianças para ajudar no
sustento da família? que precisam ajudar no sustento da família? de 5 a 17 anos
sustento da família podem que trabalhavam 77,9%
trabalhar, sem prejuízo o faziam por vontade
para a vida delas, pois isso própria.
traz disciplina e as afasta Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.

de atividades ilícitas.
Fonte: Joana Fortes, psicóloga, especialista em
adolescência, em entrevista à revista Infância.

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ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Deveria ser permitido Deveria ser permitido
o trabalho de crianças Assim como os pais o trabalho de crianças
e adolescentes e adolescentes A menina Melina Costa,
precisam que os filhos
menores de 14 anos menores de 14 anos de 5 anos, é apresentadora
para ajudar no os sustentem na velhice, para ajudar no de TV de grande sucesso
sustento da família? também podem precisar sustento da família?
nacional e foi a própria
do trabalho dos filhos mais
menina que pediu aos pais
velhos para criar os mais
que a levassem para fazer
jovens, quando a família
os testes na emissora.
é numerosa. Fonte: Daniela Lima, editora do programa.
Fonte: Acácio Fernandes, religioso.

43
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “Deveria ser permitido o trabalho de crianças e adolescentes menores de 14 anos para ajudar no sustento da família?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Deveria ser permitido Deveria ser permitido
o trabalho de crianças o trabalho de crianças
e adolescentes e adolescentes
menores de 14 anos menores de 14 anos Quem trabalha desde
para ajudar no É melhor para a criança para ajudar no
sustento da família? sustento da família? cedo tem mais tempo para
trabalhar que ficar na rua
acumular experiência e ser
sem fazer nada.
Fonte: Isabel de Santos, professora.
um bom profissional.
Fonte: Heloísa Almeida, estudante de economia.

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ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Deveria ser permitido
Cerca de 5 milhões de Deveria ser permitido Estudo divulgado em 2008
o trabalho de crianças o trabalho de crianças
e adolescentes crianças e adolescentes e adolescentes considera que os benefícios
menores de 14 anos ainda trabalham no Brasil menores de 14 anos econômicos da eliminação
para ajudar no para ajudar no
sustento da família? em condições perigosas, sustento da família?
do trabalho infantil
insalubres e ilegais, como serão quase sete vezes
na prostituição, no tráfico maiores que os gastos
de drogas, nas minas de com saúde pública que esse
carvão e nas ruas. tipo de trabalho produz.
Fonte: Instituto Internacional de Pesquisa.
Fonte: José Felício de Lates, ministro da Saúde,
durante o congresso sobre a Infância.

44
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “Deveria ser permitido o trabalho de crianças e adolescentes menores de 14 anos para ajudar no sustento da família?”

ARGUMENTO PARA: Da mesma forma como ARGUMENTO PARA:


Deveria ser permitido Deveria ser permitido
o trabalho de crianças
não se pode pendurar o trabalho de crianças
Além de ter perdido
e adolescentes um balanço pesado em e adolescentes minha infância e não ter
menores de 14 anos um galho de uma jovem menores de 14 anos estudado, tive que parar
para ajudar no para ajudar no
sustento da família? árvore que ainda está se sustento da família? de trabalhar muito cedo
desenvolvendo, também por causa de uma doença
não se pode pedir a uma respiratória adquirida com
criança que arque com o trabalho em carvoarias
o peso do trabalho, quando criança.
seja ele qual for. Fonte: Neide Silvestre, desempregada.

Fonte: Marlene Matos Correa,


diretora de escola infantil.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: É impossível para uma ARGUMENTO PARA:


Quanto mais cedo a
Deveria ser permitido criança estudar e trabalhar Deveria ser permitido
o trabalho de crianças o trabalho de crianças pessoa entra no mercado
e adolescentes ao mesmo tempo. Várias e adolescentes de trabalho menor será o
menores de 14 anos são as consequências menores de 14 anos
para ajudar no para ajudar no seu salário na vida adulta.
sustento da família? para a sua vida: exclusão sustento da família? Com pouco estudo e sem
da escola, da vida uma educação profissional,
comunitária, do lazer, menores serão suas chances
da família, da prática de trabalho numa sociedade
de esportes, da arte e tão competitiva como
da cultura. a nossa.
Fonte: Claudinei Batista, professor.
Fonte: Antônio Emiliano, economista.

45
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “Quem consome drogas deve também ser responsabilizado pela violência do narcotráfico?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Quem consome Quem consome
drogas deve também Constatei, em todos esses drogas deve também
ser responsabilizado ser responsabilizado Nos países em que o
pela violência do anos, que o consumidor pela violência do consumidor de drogas
narcotráfico? recorre à droga mesmo narcotráfico?
foi severamente
sabendo de sua origem
penalizado o narcotráfico
ilícita; portanto, penso
e a violência diminuíram
que ele é responsável
significativamente.
por financiar o tráfico.
Fonte: Moreira Dias, ex-policial civil.
Fonte: Alessandro Coronato, ex-chefe do
Departamento de Combate ao Narcotráfico.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Quem consome O consumidor de drogas Quem consome
drogas deve também drogas deve também Um exemplo importante da
sustenta o narcotráfico e,
ser responsabilizado ser responsabilizado responsabilidade parcial do
pela violência do portanto, a violência pela violência do
narcotráfico? narcotráfico?
consumidor pela violência do
que ele provoca.
narcotráfico está em Formosa.
Assim como emprega
Lá, a violência só se instalou
trabalhadores ilegais,
quando a cidade se tornou um
financia indiretamente
importante centro
o tráfico internacional
de consumo.
de mão de obra. Fonte: Antônio Severo, secretário
Fonte: Maria de Nazaré, deputada estadual. de Segurança Pública.

46
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “Quem consome drogas deve também ser responsabilizado pela violência do narcotráfico?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Quem consome Quem consome
drogas deve também drogas deve também
A falta de criminalização
ser responsabilizado ser responsabilizado e de repressão ao usuário
pela violência do pela violência do de drogas dá margem à
narcotráfico? O narcotráfico só existe narcotráfico?
existência de um mercado
para atender à seguro ao narcotráfico,
demanda de consumo. alimentando, assim,
Fonte: Claudia Fonseca, estudante universitária.
a violência com que ele
se impõe.
Fonte: Revista Nosso Tempo.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Quem consome Quem consome Uma forte evidência de
drogas deve também drogas deve também
ser responsabilizado Estou convencida de que o ser responsabilizado que o consumidor não é o
pela violência do usuário de drogas é, antes pela violência do responsável pela violência
narcotráfico? narcotráfico? do narcotráfico está no
de tudo, um doente,
uma vítima do narcotráfico, aumento da criminalidade
e não o agente causador que se verificou em países
da violência. onde a repressão ao
Fonte: Luciana Rosa, psiquiatra especializada no consumo tem sido
tratamento de viciados em drogas.
muito eficaz.
Fonte: Observatório da Violência Urbana.

47
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “Quem consome drogas deve também ser responsabilizado pela violência do narcotráfico?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


O consumidor de drogas
Quem consome Quem consome
drogas deve também não pode ser encarado drogas deve também
ser responsabilizado como responsável pela ser responsabilizado A cidade de Zenóbia é,
pela violência do pela violência do proporcionalmente,
narcotráfico? violência do narcotráfico. narcotráfico?
Assim como o consumidor a maior consumidora
de produtos importados mundial de drogas.
mais baratos não pode No entanto, a segurança
ser responsabilizado é quase total em suas ruas.
pela ilegalidade do Fonte: Maria Barbosa, turista.

contrabando.
Fonte: Carlos Greco, engenheiro.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Quem consome Quem consome
drogas deve também drogas deve também O que de fato provoca
ser responsabilizado ser responsabilizado
pela violência do pela violência do
a violência do narcotráfico
narcotráfico? O usuário não pode ser narcotráfico? é a criminalização das
responsabilizado, pois drogas, que torna seu
na maioria das vezes comércio clandestino,
ele é dependente da droga. gerando a violência
Fonte: Dário Fernandes, artista plástico.
que o sustenta.
Fonte: João dos Reis, sociólogo.

48
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “A presença de policias resolve o problema da violência nas escolas?”

Durante séculos os castigos


ARGUMENTO PARA: físicos fizeram parte do cotidiano ARGUMENTO PARA:
A presença de escolar como forma de educação. A presença de
policias resolve policias resolve
Dos alunos entrevistados
A partir do século XX, os direitos
o problema da das crianças e dos adolescentes o problema da 71% afirmaram já ter
violência nas violência nas sofrido violência nas
passaram a constar das leis e os
escolas? escolas?
castigos corporais foram abolidos. escolas; entre eles, cerca
A violência nas escolas não de 50% afirmaram que
desapareceu, mas agora o que se
vê são professores e alunos vítimas
a presença da polícia nas
da violência. Isso tornou-se uma imediações proporciona
questão de segurança e segurança.
não de educação. Fonte: Pesquisa do jornal Brasil e o Mundo.

Fonte: José Teófilo, secretário de Segurança


de Samambaia do Leste.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A presença de A presença de
policias resolve policias resolve
o problema da Depois que o policiamento o problema da
violência nas escolar começou a agir violência nas Se a direção da escola
escolas? em nossa escola, ficou escolas? não consegue manter a
mais tranquilo vir para ordem e a tranquilidade,
o trabalho, os alunos estão só há uma solução:
muito mais respeitosos chamar a polícia.
conosco e com os colegas. Fonte: Renato Paes, pai de aluno do Ensino Médio.

Fonte: Maria do Socorro Andrade, professora.

49
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “A presença de policias resolve o problema da violência nas escolas?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A presença de A presença de Em Samambaia do Leste
policias resolve policias resolve e Tucaninhos, cidades
o problema da A presença de o problema da
violência nas violência nas que implantaram o
policiamento pode deixar
escolas? escolas? policiamento escolar,
a comunidade escolar mais
a presença de um policial
segura e contribuir para
em escolas onde havia
o desenvolvimento
gangues e tráfico de
da aprendizagem.
Fonte: Antônio Siqueira,
drogas acabou
secretário de Segurança Pública. com o problema.
Fonte: Maísa Nogueira, diretora de escola pública.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A presença de A presença de
policias resolve policias resolve Os exames demonstraram
o problema da o problema da
violência nas As escolas devem ter violência nas que a morte de Marcelo
escolas? profissionais capacitados escolas? da Silva, por traumatismo
para tratar a violência craniano, foi resultado de
sob o aspecto brincadeiras violentas dos
psicológico e social. colegas que não foram
Fonte: Ivan Costa, diretor do Instituto coibidas pela direção.
contra a Violência.
Fonte: Dra. Angelina Pereira, médica
que atendeu o estudante.

50
GRUPO 3 – ARGUMENTOS PARA: “A presença de policias resolve o problema da violência nas escolas?”

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


Na nossa escola, o
A presença de A presença de
policias resolve policiamento só piorou a policias resolve A escola é um ambiente
o problema da situação. Os alunos não o problema da
violência nas violência nas educativo e precisa
escolas? apanham na escola, mas escolas? encontrar alternativas
têm medo de ir para casa, para lidar com a questão
pois tudo pode acontecer. da violência, não apenas
A violência escolar a externa, mas também
depende de uma boa aquela entre alunos.
gestão escolar e não de Fonte: Pedro Camargo, especialista em educação.

policiamento.
Fonte: Esmeralda Carvalho, professora.

Recorte a frente e o verso das cartas e cole Recorte a frente e o verso das cartas e cole

ARGUMENTO PARA: ARGUMENTO PARA:


A presença de A presença de
policias resolve policias resolve
o problema da o problema da
violência nas A presença da polícia violência nas Em países europeus,
escolas? só contribui para criar escolas? a violência nas escolas
um clima de medo, o que diminuiu depois que
prejudica a aprendizagem medidas preventivas
dos alunos. foram tomadas.
Fonte: Irineu Machado, psicólogo, especialista em Fonte: Lourdes Gouveia, diretora de escola pública.
estudos da violência.

51
Elenice e Júlio namoram há mais de um ano
e mantêm relações sexuais frequentemente,
sempre usando preservativo. Nas últimas sema-
nas, Júlio tem pedido à namorada uma prova de
fidelidade: parar de fazer uso da camisinha. Ele-
nice conversou com uma amiga, que lhe disse,
Cartas Laranjas

se ela quer se proteger de doenças sexualmente


transmissíveis e não engravidar, nunca deveria
fazer isso. Por outro lado, sua irmã acha que não
custa nada atender ao pedido de Júlio, pois ele
quer apenas uma prova de amor.
Questões:
a) Uma namorada deve aceitar um pedido como
este para provar seu amor?
b) É legítimo um namorado exigir esse tipo de
prova de fidelidade?
c) A camisinha deve ser usada mesmo numa
relação estável?

Recorte a frente e o verso das cartas e cole

52
Everton e Fernanda são colegas de classe e na-
morados. Costumam trocar beijos, carinhos e
outras intimidades no pátio da escola. Alguns
colegas ficam constrangidos com essa situação
enquanto outros acham tudo natural. De modo
geral, os professores ficam embaraçados com esse
tipo de comportamento e pediram à direção que
a questão fosse discutida no Conselho de Escola.
Questões:
a) Discutir no Conselho de Escola a troca de
intimidades entre os casais de alunos é uma
boa forma de resolver a situação?
b) O regulamento da escola deve definir as regras
de convivência social e os limites do compor-
tamento dos alunos dentro da escola?
c) Os casais têm o direito de trocar intimidades
físicas na escola?
Os pais e professores, representantes da APM
de uma escola estadual de Ensino Médio, estão
organizando um abaixo-assinado para que
sejam fechados os bares localizados nas ime-
diações da escola. Segundo os professores,
muitos alunos deixam de assistir às aulas para
Cartas Laranjas

frequentar esses locais. Além disso, há jovens


que retornam alcoolizados para as salas de
aula, o que prejudica o desempenho deles e
dos colegas.
Questões:
a) A direção da escola tem o direito de não per-
mitir a entrada de aluno alcoolizado?
b) A proibição de venda de bebidas alcoólicas
perto de estabelecimentos de ensino dimi-
nuiria seu consumo entre jovens?
c) A APM tem o direito de fazer uma solicitação
como essa?

Recorte a frente e o verso das cartas e cole

53
Na classe de Elisângela, aluna do Ensino Médio,
há duas colegas adolescentes grávidas. Por
causa de situações como essa, os professores
resolveram desenvolver um projeto de sexuali-
dade para esclarecer e discutir as dúvidas dos
alunos. Elisângela e algumas colegas acham que
isso não adianta nada, pois todos sabem como
evitar a gravidez.
Questões:
a) O tema da sexualidade na escola tem boa
aceitação por parte dos alunos, dos pais e dos
professores?
b) Receber informações sobre questões sexuais
evita a gravidez precoce?
c) As meninas que estão grávidas devem parar
de frequentar a escola para não influenciar
outras alunas?
Mônica tem 17 anos e começou a namorar um
rapaz da mesma idade, que a conhece desde
pequena e mora perto de sua casa. A mãe dela
está muito preocupada, pois todos sabem que
esse rapaz é usuário de drogas. Ela tem conver-
sado com a filha sobre isso, mas Mônica pro-
Cartas Laranjas

mete que não “entrará nessa”.


Questões:
a) Namorar uma moça ou um rapaz usuário
de drogas aumenta a chance de também se
tornar usuário?
b) A família deve intervir num namoro quando
percebe que o(a) filho(a) sofre algum risco
nesse tipo de relação?
c) O uso de drogas dificulta a aprendizagem e
o relacionamento na escola e na família?

Recorte a frente e o verso das cartas e cole

54
Pedro tem 17 anos, estuda à noite e durante a
tarde trabalha em uma loja. Como mora com os
pais, usa seu salário para gastos pessoais, mas
ajuda a família a pagar a conta telefônica. Sua
mãe pede aos filhos que avisem se não forem
dormir em casa ou se forem chegar depois do
horário usual. Uma noite, depois das aulas,
Pedro saiu com os amigos e dormiu na casa de
um colega, mas não avisou a família. No dia se-
guinte, sua mãe o proibiu de sair por um mês.
Questões:
a) Os jovens que moram com os pais devem se
submeter às regras da família?
b) O filho, enquanto estiver de castigo, poderá
não pagar sua parte da conta telefônica?
c) É razoável que os pais peçam aos filhos que
os avisem quando não forem chegar a casa
no horário de costume?
Conceição é professora de química de uma clas-
se de 2º- ano do Ensino Médio. Procura preparar
aulas agradáveis e estimulantes: propõe experi-
ências, organiza saídas com os alunos, sugere
a invenção de receitas. Ainda assim, Cléber e
Leandra não se interessam por nada; passam as
Cartas Laranjas

aulas conversando, brincando, jogando avião-


zinho de papel de um lado para outro. Um dia,
Conceição ficou muito irritada com o compor-
tamento deles e pediu que se retirassem da sala
de aula e ficassem no pátio fazendo um traba-
lho para nota.
Questões:
a) A professora tem o direito de ficar irritada
com seus alunos na sala de aula?
b) Quando algum aluno atrapalha a aula, o
professor pode pedir a ele que saia da sala?
c) Um colega deve reclamar para a professora
de alunos que atrapalham a aula?

Recorte a frente e o verso das cartas e cole

55
Fernando tem 17 anos e costuma frequentar
algumas boates e outras “baladas”. Nesses lu-
gares, ele “fica” com várias garotas, às vezes
com duas na mesma noite. Sua irmã gêmea,
Fernanda, tem o mesmo comportamento.
Quando os pais descobriram, proibiram a filha
de sair à noite, alegando que estava ficando
“mal falada”. Contudo, Fernando não sofreu
nenhum castigo, apenas ouviu de seus pais
que esse comportamento não era adequado
nem respeitoso para com as meninas.
Questões
a) É certo “ficar” com mais de uma pessoa na
mesma noite?
b) Os pais podem dar conselhos e castigos di-
ferentes para filhos que fizeram a mesma
coisa?
c) Mulheres podem ter o mesmo comporta-
mento sexual dos homens?
Numa escola estadual de Ensino Médio, os alu-
nos resolveram solicitar à Diretoria de Ensino
autorização para fumar cigarro no pátio da es-
cola. Eles alegam que a proibição faz com que
vários colegas saiam da escola para fumar e
não retornem. Um representante da Diretoria de
Cartas Laranjas

Ensino sugeriu que a escola proibisse a saída de


alunos menores de idade antes do término das
aulas e explicou que em nenhum prédio públi-
co é permitido fumar.
Questões:
a) A direção da escola pode proibir a saída dos
alunos para fumar?
b) A permissão para fumar na escola aumenta
a chance de os alunos assistirem às aulas?
c) Proibir o fumo em estabelecimentos de en-
sino evita o vício precoce?

Recorte a frente e o verso das cartas e cole

56
Cartas Laranjas

Recorte a frente e o verso das cartas e cole

57
Dado para grupo 1 Dado para grupo 2

58
Dado para grupo 3 Dado reserva

59
Tabuleiro para jogar o dado e colocar a carta-tema laranja

Cartas Laranjas

60
Tabuleiro para colocar a carta com a questão polêmica e as cartas com argumentos

61
Tabuleiro de discussão de temas e classificação de argumentos

Não
carta
Sim

TEMA

ARGUMENTOS

Autoridade

Evidência

Parte 1/3 do Tabuleiro de discussão de temas e classificação de argumentos – cole aqui a parte 2/3
Parte 2/3 do Tabuleiro de discussão de temas e classificação de argumentos – recorte e cole na parte 1/3

Não
Sim

Comparação

Exemplificação

Parte 2/3 do Tabuleiro de discussão de temas e classificação de argumentos – cole aqui a parte 3/3
Parte 3/3 do Tabuleiro de discussão de temas e classificação de argumentos – recorte e cole na parte 2/3

Não
Sim

Princípio

Causa e
consequência
Fichas de 1 ponto

65
Fichas de 3 pontos
Fichas NÃO e SIM

Não Não Não Sim Sim Sim


Não Não Não Sim Sim Sim
Não Não Não Sim Sim Sim
Não Não Não Sim Sim Sim
Não Não Não Sim Sim Sim
Não Não Não Sim Sim Sim
Não Não Não Sim Sim Sim
Não Não Não Sim Sim Sim
Não Não Não Sim Sim Sim
Não Não Não Sim Sim Sim
67
Anexos

Questão polêmica:
A mídia e a publicidade são responsáveis pela busca de uma imagem padronizada de beleza?
Informação
A mídia em geral – a televisão, os jornais, as revistas ou a internet – possui enorme penetração em todas as classes sociais. Há quem afirme que mídia e publicidade acabam
divulgando modelos de como as pessoas devem se vestir ou como devem ser fisicamente para serem consideradas “bonitas”, ou seja, divulgam um padrão estético de beleza.

Argumentos Sim Não


Autoridade Atendi muitas pessoas que ficaram doentes ao tentar ficar parecidas com uma modelo; Sou de opinião que as pessoas que se deixam guiar por um padrão de beleza divulgado
penso que a ênfase no culto ao corpo existente na publicidade tem boa parcela de pela mídia não confiam em si mesmas; por isso a responsabilidade é delas e não da mídia.
responsabilidade nisso.
Fonte: Felipe Ribeiro, especialista em psicologia comportamental, no programa televisivo Mídia.
Fonte: Helena Rodrigues, psicóloga, especialista em problemas decorrentes do culto ao corpo.

Evidência Em 2003, mais de 500.000 cirurgias plásticas foram realizadas no Brasil. Mais da metade Dados comprovam que os índices de obesidade da população estão aumentando.
foi feita com fins estéticos, na busca de atingir o padrão de beleza idealizado e divulgado Se a pressão da mídia para que as pessoas tenham um corpo magro fosse tão forte
nas novelas e propagandas. quanto dizem, isso não estaria acontecendo.
Fonte: Evanildo Pinheiros, cirurgião plástico. Fonte: Ângela Afonsino, clínica-geral, em artigo para revista médica.

As pessoas não se dão conta do poder da mídia. Assim como ela pode influenciar a Da mesma forma que não é possível convencer toda a população a parar de fumar,
Comparação população para votar em determinado candidato, pode também ditar como as pessoas a jogar lixo na rua ou a gastar menos água, a mídia também não tem o poder de
devem ser fisicamente. determinar como uma pessoa deve ser ou se apresentar.
Fonte: Elisângela Cardoso, dermatologista. Fonte: Mário Ferraz Marcolino, jornalista.

Exemplificação Nos anos 1970, a série de televisão Os amigos da moda lançaram as famosas calças A publicidade também usa modelos que mostram diferentes tipos de consumidor.
“bocas de sino”. Depois de uma semana, as calças bocas de sino estavam esgotadas Veja o caso da Joana Pimenta, que usa manequim 44 e mesmo assim está na nova
em todas as lojas do país. propaganda da calça ZYL. Ela está muito acima do manequim 36, padrão nos comerciais.
Fonte: Mariana Leme, consultora de moda. Fonte: Isabel Carleto, modelo brasileira.

Princípio A mídia passa a ideia de que a pessoa que não tem um corpo bonito e bem tratado São poucas as pessoas que se guiam pelos padrões de beleza veiculados pela mídia,
é descuidada e relaxada. pois quem tem opinião pessoal forte e um pouco de bom senso não precisa disso.
Fonte: Anita Portugal, atriz. Fonte: Gislaine de Britto, modelo brasileira.

Causa e Se as pessoas não atenderem aos padrões estéticos divulgados pela mídia, terão mais Se as pessoas não possuem força de vontade e disposição para mudar seu estilo de vida,
consequência dificuldade em arrumar um trabalho ou ser aceitas socialmente. não vai ser a mídia ou a publicidade que vai fazer isso por elas.
Fonte: Jorge Luis, estudante de direito. Fonte: Guilherme da Silva, estudante de moda.

68
Questão polêmica:
As desigualdades sociais brasileiras provocam o aumento da violência urbana?
Informação
Em pesquisa realizada pela ONU o Brasil ocupa o oitavo posto de país de maior desigualdade social do mundo, ou seja, ele comporta uma grande diferença no padrão de vida entre
­pobres e ricos. Nas últimas décadas, a violência urbana transformou-se num dos grandes problemas da sociedade brasileira. Apesar de o Brasil não se encontrar entre os países de
maior índice de mortes por causas violentas, ele foi um daqueles em que se verificou crescimento desse indicador no período de 1979 a 1990.

Argumentos Sim Não


Autoridade Não é a pobreza que gera violência, mas sim as desigualdades sociais, que são mais A violência é causada pelo desemprego, pelo consumismo exagerado, pelo aumento do
evidentes nos grandes centros do país. Não é possível conviver com tanta uso de drogas e por outros problemas relacionados às políticas públicas de educação,
desigualdade e não se revoltar. habitação, trabalho, segurança etc.
Fonte: Marcelo Isaías, sociólogo, especialista em violência urbana, citado em reportagem do jornal Fatos. Fonte: Márcio Teles Queiroz, sociólogo, em entrevista para o jornal A Cidade.

Evidência Entre 1999 e 2005 o número de homicídios no Brasil passou de 40 mil por ano para 45,7 mil, Cidades pequenas em que não existe acentuada desigualdade social e os moradores têm
período em que o índice de desigualdade social cresceu assustadoramente. O aumento de um padrão de vida relativamente semelhante não estão livres de violência.
homicídios ocorreu em cidades onde o crescimento das desigualdades foi maior.
Fonte: Rubião Matoso, prefeito da cidade de Cambira.
Fonte: Instituto Contra a Violência.

Comparação Assim como o Brasil, alguns países da África têm as taxas mais altas de Não é a desigualdade social que gera a violência urbana observada no Brasil. Países
desigualdade social do mundo. Não por acaso, esses países também apresentam índices da África e da Ásia com mais desigualdade social têm índices de violência urbana bem
de violência urbana tão altos quanto os nossos. menores que os brasileiros.
Fonte: Ranking da violência nas cidades. Fonte: Fernando Pereira, historiador.

Exemplificação No caso de cidades pequenas, o que fica claro é que as medidas tomadas pelos prefeitos A violência urbana aumentou muito com o crescimento do tráfico de drogas.
visando diminuir a desigualdade social na região provocaram também uma queda nos Os responsáveis pela violência são aqueles que consomem drogas, e não as
índices de violência. desigualdades sociais.
Fonte: Jornal A Gazeta da Região Sudeste. Fonte: Carlos Garcia Petro, economista.

Princípio O apelo ao consumo aumenta o sentimento de exclusão social daqueles que não A falta de carinho e atenção na infância e na juventude pode levar ao crime
podem comprar os bens valorizados pela elite. Isso provoca nos que estão em situação indivíduos de qualquer classe social.
de desigualdade o uso da violência.
Fonte: Maria Aparecida Vilhena, redatora da revista Cuide de seu Filho.
Fonte: Plínio Bastos Silva, coordenador da ONG Amigos da Cidade.

Causa e Cidades em que as chamadas áreas nobres e as comunidades de baixa renda A dificuldade em conseguir o primeiro emprego tem relação direta com o
consequência são próximas apresentam maiores índices de violência. A convivência diária e constante aumento da violência, pois o jovem passa a ver o ingresso na criminalidade
com a desigualdade aguça a revolta e, por consequência, leva ao crime. como uma possibilidade de sobrevivência.
Fonte: Eduardo Coutinho Prado, geógrafo. Fonte: Cristiana Maria Penha, economista.

69
Questão polêmica:
Restringir a propaganda de bebidas alcoólicas diminui o consumo?
Informação
Vários povos produzem e consomem bebidas alcoólicas há centenas de anos, mas o excesso de consumo sempre foi motivo de preocupação e de crítica. No Brasil, a primeira lei
a regulamentar a publicidade sobre bebidas alcoólicas é de 1996. Depois dessa lei a propaganda desse tipo de produto na televisão com mais de 13% de teor alcoólico, com exceção do
vinho e da cerveja, só pode ser feita entre 21h e 6h.

Argumentos Sim Não


Autoridade As pesquisas sobre a relação de publicidade de bebidas alcoólicas e o consumo juvenil O álcool é uma droga depressora do sistema nervoso central. Quem o usa em excesso
indicam que as campanhas se estruturam para associar o álcool a dois grandes desejos procura resolver problemas pessoais, independentemente das propagandas veiculadas
dos jovens: prestígio social e sexual. pelas mídias.
Fonte: Ivan Souza, psicólogo especializado em estudos de prevenção ao uso de álcool e de outras drogas. Fonte: Regina Helena, médica do Hospital Geral.

Evidência As pesquisas demonstram que crianças expostas à propaganda de bebidas alcoólicas A proibição da propaganda de bebidas alcoólicas não é solução. Diversas pesquisas
iniciam o consumo mais cedo. demonstram que em países onde o consumo de álcool foi restringido a corrupção
aumentou, com a produção e o comércio ilegal de bebidas.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.
Fonte: jornal Papel Paulista.

Comparação Estudos comprovaram que em países que restringiram a publicidade de bebidas Proibir a propaganda de bebidas não evita o consumo. A proibição da propaganda
o consumo entre os jovens diminuiu. de cigarros não fez com que se diminuísse o número de fumantes.
Fonte: Ângela Garcia, jornalista. Fonte: Nelson Pinheiros, publicitário.

Exemplificação Em regiões em que a propaganda de bebidas alcoólicas é liberada o consumo de álcool Há quarenta anos, por exemplo, a força da publicidade na vida dos indivíduos era bem
entre os jovens cresceu progressivamente até chegar a 50 drinques mensais aos 25 anos. menor, nem por isso as pessoas bebiam ou fumavam menos.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo. Fonte: Eugênio Del Bosco, médico.

Princípio Uma das tarefas do governo é controlar as mídias, pois seus conteúdos estão cada vez O governo não pode determinar o que os cidadãos vão comer ou beber. Restringir
piores. Isso inclui a veiculação de propagandas. a propaganda de bebida alcoólica é interferir no livre-arbítrio do indivíduo.
Fonte: Beatriz Costa, professora do ensino médio. Fonte: Pedro Paulo, estudante de jornalismo

Causa e Se há incentivo ao consumo, é claro que ele aumenta. Se não fosse assim, por que as Anunciar cerveja e cigarro é um direito. Se é permitido vender, então é permitido anunciar.
consequência empresas investiriam tanto em publicidade dos mais diversos artigos? Com as bebidas
Fonte: Andréa Estêvão, publicitária.
acontece a mesma coisa.
Fonte: Luis Eulálio, especialista em psicologia comportamental.

70
Questão polêmica:
A presença de policiais resolve o problema da violência nas escolas?
Informação
O número de denúncias de violência dos alunos contra professores e entre colegas aumentou no mundo inteiro. Segundo a Unesco, são encontrados dois tipos de violência na escola:
a direta, que se verifica em brigas ou xingamentos, e a simbólica, feita por meio de discriminação. No Brasil, criou-se, para coibir a violência, o policiamento escolar, que atua em
locais que oferecem maior risco para professores e alunos.

Argumentos Sim Não


Autoridade Durante séculos os castigos físicos fizeram parte do cotidiano escolar como forma de As escolas devem ter profissionais capacitados para tratar a violência sob o aspecto
educação. A partir do século XX, os direitos das crianças e dos adolescentes passaram psicológico e social.
a constar das leis e os castigos corporais foram abolidos. A violência nas escolas não
Fonte: Ivan Costa, diretor do Instituto contra a Violência.
desapareceu, mas agora o que se vê são professores e alunos vítimas da violência.
Isso tornou-se uma questão de segurança e não de educação.
Fonte: José Teófilo, secretário de Segurança de Samambaia do Leste.

Evidência Dos alunos entrevistados 71% afirmaram já ter sofrido violência nas escolas; entre eles, Os exames demonstraram que a morte de Marcelo da Silva, por traumatismo craniano,
cerca de 50% afirmaram que a presença da polícia nas imediações proporciona segurança. foi resultado de brincadeiras violentas dos colegas que não foram coibidas pela direção.
Fonte: Pesquisa do jornal Brasil e o Mundo. Fonte: Dra. Angelina Pereira, médica que atendeu o estudante.

Comparação Em Samambaia do Leste e Tucaninhos, cidades que implantaram o policiamento escolar, Em países europeus, a violência nas escolas diminuiu depois que medidas preventivas
a presença de um policial em escolas onde havia gangues e tráfico de drogas acabou foram tomadas.
com o problema.
Fonte: Lourdes Gouveia, diretora de escola pública.
Fonte: Maísa Nogueira, diretora de escola pública.

Exemplificação Depois que o policiamento escolar começou a agir em nossa escola, ficou mais tranquilo Na nossa escola, o policiamento só piorou a situação. Os alunos não apanham na escola,
vir para o trabalho, os alunos estão muito mais respeitosos conosco e com os colegas. mas têm medo de ir para casa, pois tudo pode acontecer. A violência escolar depende
de uma boa gestão escolar e não de policiamento.
Fonte: Maria do Socorro Andrade, professora.
Fonte: Esmeralda Carvalho, professora.

Princípio Se a direção da escola não consegue manter a ordem e a tranquilidade, só há uma A escola é um ambiente educativo e precisa encontrar alternativas para lidar com a
solução: chamar a polícia. questão da violência, não apenas a externa, mas também aquela entre alunos.
Fonte: Renato Paes, pai de aluno do Ensino Médio. Fonte: Pedro Camargo, especialista em educação.

Causa e A presença de policiamento pode deixar a comunidade escolar mais segura e contribuir A presença da polícia só contribui para criar um clima de medo, o que prejudica a
consequência para o desenvolvimento da aprendizagem. aprendizagem dos alunos.
Fonte: Antônio Siqueira, secretário de Segurança Pública. Fonte: Irineu Machado, psicólogo, especialista em estudos da violência.

71
Questão polêmica:
O sistema de cotas pode tornar a sociedade mais justa?
Informação
O sistema de cotas é uma das ações adotadas pelo governo para possibilitar a grupos historicamente discriminados – pessoas de baixa renda, população negra e indígena,
deficientes físicos etc. – o ingresso em universidade pública e a gratuidade ou descontos em faculdades particulares. A principal ideia do sistema de cotas é contribuir
para diminuir as desigualdades históricas sofridas por esses grupos.

Argumentos SIM NÃO


Autoridade Estou convencido de que a política de cotas contribui para remediar situações sociais Está claro que o sistema de cotas é inconstitucional, porque vai contra a igualdade entre
desvantajosas, ainda que, provisoriamente, implique tratamento diferenciado os cidadãos. Se a Constituição declara que todos são iguais perante a lei, não poderia
a alguns grupos sociais. haver favorecimento a nenhum segmento social.
Fonte: Eduardo Prestes, ministro da Educação, durante o Congresso para a Educação Democrática. Fonte: Pedro Tolentino, renomado jurista, em entrevista à TV 1.

Evidência No Brasil, o acesso ao Ensino Superior para a população negra é de 4,4% e de brancos, O sistema de cotas raciais não pode funcionar no Brasil, pois a maior parte da população é
16,6%. O único modo de o Estado contribuir para a redução dessa desigualdade é por mestiça. Por isso, há muita dificuldade em identificar quem realmente precisaria das cotas.
meio de políticas públicas que favoreçam a inserção de negros nas universidades.
Fonte: Heloísa Damasceno, diretora de grêmio estudantil.
Fonte: Orlando Barreto, economista, especialista em políticas públicas.

Comparação A implantação do sistema de cotas colabora para ampliar a oferta de soluções para os Com o sistema de cotas as universidades podem ter dificuldade para garantir o
problemas sociais brasileiros que consideram a questão da diversidade. acompanhamento desses alunos, que serão prejudicados em sua formação. Assim,
a sociedade corre o risco de conviver com profissionais despreparados em áreas vitais
Fonte: Antônio Pedro Barreto, sociólogo e reitor da Universidade do Sul.
como a da saúde.
Fonte: Helena Araújo Costa, jornalista.

Exemplificação A ideia de fazer justiça social por meio de uma política de cotas é semelhante à reserva As dificuldades de relacionamento e a competição acirrada entre os que entraram na
de assentos preferenciais para idosos, gestantes e deficientes em transportes coletivos universidade pelas cotas e os demais ficaram muito acentuadas nos países em que a
ou à oferta de bolsas de estudo em cursinhos para estudantes da escola pública. política de cotas foi adotada.
Fonte: Patrícia Rios, socióloga. Fonte: Cecília Kleiman, antropóloga, especialista em relações raciais.

Princípio Nas universidades brasileiras pesquisadas, os estudantes que ingressaram pelo sistema Fui contratada pelo sistema de cotas para deficientes em quatro diferentes empresas
de cotas apresentaram um desempenho semelhante ao de seus colegas que ingressaram no período de um ano. Mas não permaneci em nenhuma delas porque o ambiente não
pelo sistema normal. foi adaptado para que eu pudesse realizar o trabalho esperado. A política de cotas para
deficientes não funciona.
Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas sobre Educação
Fonte: Maria José Pereira, deficiente física, desempregada.

Causa e A verdadeira igualdade é tratar desigualmente os desiguais. O único modo de o Estado Facilitar o ingresso na universidade não garante o bom rendimento do aluno. Se o aluno
consequência reduzir a desigualdade social é por meio de políticas públicas que favoreçam as classes tem uma formação escolar deficiente, ele não conseguirá acompanhar os estudos no
mais desfavorecidas. ensino superior, acarretando o rebaixamento do nível de exigência das universidades.
Fonte: Pedro Ricardo, estudante de direito. Fonte: Pedro Paulo Nogueira, estudante de engenharia.

72
Questão polêmica:
Os recentes empreendimentos agropecuários e industriais podem destruir a Amazônia?
Informação
A Amazônia brasileira é formada pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. A população da região
é de aproximadamente 25 milhões de pessoas. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área desmatada é superior a 660 mil quilômetros quadrados, ou seja,
13% da área de floresta. A região abriga alta diversidade de ecossistemas, cada vez mais valorizados como fonte de informações genéticas, químicas e microbiológicas.

Argumentos SIM NÃO


Autoridade Os interesses financeiros na região são enormes. Sem leis rigorosas, não será possível Estou certo de que os recentes empreendimentos podem aumentar em
implantar o desenvolvimento sustentável. Não é um problema de gado, soja ou madeira, produtividade usando apenas as áreas já desmatadas.
mas de respeito às leis.
Fonte: Carlos Sampaio Risque, especialista em agropecuária, em entrevista para o programa Evento Amazônia.
Fonte: Guilherme Siqueira, especialista em desenvolvimento sustentável, em entrevista à revista Verde.

Evidência Entre agosto de 2005 e agosto de 2006, o desflorestamento na Amazônia, causado pela Nos últimos 100 mil anos, períodos gelados se alternaram com períodos de clima
exploração inadequada de seus recursos pelo homem, foi responsável por mais de ameno sem nenhuma interferência do homem, causando a extinção de inúmeras
60% do total das emissões de carbono no país. espécies animais e vegetais.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo. Fonte: Germano Vieira Coque, geógrafo, especialista em meteorologia.

Comparação A agricultura extensiva praticada em nações desenvolvidas ocasionou a perda de suas O desmatamento é reversível. Veja-se o caso da floresta do Timbó que, 40 anos atrás,
florestas, o que prejudicou seriamente a sobrevivência dos seres vivos. foi totalmente devastada para utilização de madeira e hoje está praticamente recuperada,
após um programa completo de reflorestamento.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.
Fonte: Lucas Toledo de Faria, agrônomo do Instituto Tropical.

Exemplificação O processo de demarcação de reservas naturais na Amazônia é muito demorado, isso As áreas que já foram desmatadas não destruíram o enorme potencial da Amazônia. Se
faz com que as terras acabem nas mãos de proprietários privados. Só no ano de 1994 essas áreas forem utilizadas de maneira eficiente, é possível produzir muito sem desmatar
o governo do Pará assentou um grupo de 24 fazendeiros de gado e madeireiros. mais. Isso é o que acontece hoje em áreas que receberam orientação ambiental específica.
Fonte: Jornal O Estado do Amazonas. Fonte: Antônio Carvalho, jornalista ambiental.

Princípio A preservação da natureza implica a diminuição e o controle rigoroso dos O homem é o ser mais importante da natureza. A Amazônia não, é só uma floresta,
empreendimentos econômicos, é preciso aceitar essa verdade, se queremos que a com minerais, vegetais e animais. Vivem nela 25 milhões de brasileiros, que precisam
humanidade sobreviva. de novas frentes de trabalho para continuar a viver.
Fonte: Carlos Arruda, economista. Fonte: Pedro Natal de Souza, morador do Pará.

Causa e Se os interesses econômicos prevalecerem na Amazônia, o prejuízo não será só para os O desmatamento vem caindo nos últimos anos. A região tende a se transformar em
consequência amazonenses ou os brasileiros, mas para a existência da vida na Terra, porque a Amazônia modelo de desenvolvimento sustentável, em que a biodiversidade preservada vira fonte
é um importante regulador climático. de riqueza para o ecoturismo.
Fonte: Maria Célia Lima, antropóloga, demarcadora de terras da União. Fonte: Pedro Paulo Botelho, especialista em ecoturismo.

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Questão polêmica:
A maioridade penal deve ser reduzida de 18 para 16 anos de idade como forma de combater a delinquência juvenil?
Informação
Está previsto em lei um conjunto de normas que determina punições àqueles que cometem crimes. As punições para os jovens de 12 a 18 anos são aplicadas de acordo com
a infração e podem variar desde advertências até internação em estabelecimentos correcionais. Já os menores de 12 anos não podem ser julgados nem punidos pelo Estado.
Segundo a lei vigente, crianças e adolescentes menores de idade, embora tenham direitos e deveres, só serão considerados adultos e responsáveis pelos seus atos aos 18 anos.

Argumentos Sim Não


Autoridade Nos últimos anos, vejo que tem aumentado o número de crimes graves cometidos Acredito que prender um adolescente menor de 18 anos combate o efeito e não a
por jovens menores de 18 anos. Algo precisa ser feito rapidamente. causa real do problema. A exclusão social e a falta de perspectivas de futuro empurram
os jovens para práticas ilegais.
Fonte: Eliana Justino, renomada jurista, em matéria da TV 1 sobre violência.
Fonte: Juliano de Almeida, renomado jurista, em matéria da TV 1 sobre violência.

Evidência A média da idade da população carcerária brasileira vem caindo nas últimas décadas e O índice de criminalidade juvenil no Brasil está abaixo do apurado em pesquisa feita
hoje está em 23 anos. De 1996 a 2006, aumentou de 4.245 para 15.426 o número de em 57 países. Em média, os delitos cometidos por jovens representam 11,6% dos crimes.
jovens em unidades de internação. No Brasil, o índice de criminalidade juvenil está em 10%.
Fonte: jornal O Brasil e o Mundo. Fonte: Jornal Fatos do Brasil.

Comparação Em países da América do Norte, a maioridade penal varia entre 6 e 14 anos; em alguns Assim como a sociedade isenta de responsabilidade os indivíduos incapacitados
países da Europa é fixada em 16 anos; em outros varia entre 10 e 21 anos. Há casos de perceber o alcance de seus atos, não faz sentido punir judicialmente crianças
de países em que é o juiz quem decide se o infrator responderá como adulto ou não. e adolescentes que se envolvem em crimes.
Fonte: jornal O Brasil e o Mundo. Fonte: Marlene Nogueira, psicanalista que trabalha com jovens infratores.

Exemplificação O número de jovens de 16 anos que já estão envolvidos em crimes graves desde a infância De 57 países analisados, somente 17% adotam idades abaixo de 18 anos como
não para de crescer. Além disso, muitos dos que saem das unidades de internação para maioridade penal. Entre eles, poucos são aqueles que garantem boas condições de
menores voltam ao crime. desenvolvimento às crianças e aos jovens. Os demais são países pobres em que
geralmente a infância não costuma ser bem assistida.
Marcela Gomes, editora da revista Jovem Legal.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.

Princípio Jovens de 16 anos já podem gerar filhos e votar. Se considerarmos que eles Ao cometer algum delito, adolescentes e jovens precisam de orientação e
agem e pensam como adultos, devemos também julgá-los como adultos. acompanhamento, pois estão em um momento de formação e por isso não devem
ser considerados criminosos.
Fonte: Juliana de Biasi, estudante de direito.
Fonte: Clarice Hamburg, estudante de psicologia.

Causa e Como não há punição severa para menores que cometem crimes graves e hediondos, A redução da maioridade penal pode agravar a crise do sistema penitenciário brasileiro,
consequência cria-se uma “cultura da impunidade” que, sem dúvida, resulta no aumento constante aumentando a lotação dos presídios e, consequentemente, diminuindo as chances de
da criminalidade juvenil. recuperação dos jovens, influenciados pela cultura prisional dos adultos internados.
Fonte: Andréa de Mattos, advogada. Fonte: Eliseu Guimarães, advogado que trabalha em instituição ligada ao tema dos direitos humanos.

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Questão polêmica:
Consumir produtos piratas deve ser considerado tão grave quanto comercializá-los?
Informação
A pirataria moderna refere-se à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e de propriedade intelectual e industrial.
Com o desenvolvimento da tecnologia, foi necessária a criação de leis que punissem as novas formas de pirataria. Hoje, há uma distinção legal entre quem comercializa e quem
consome produtos piratas, com punições mais severas para o primeiro caso. Mas, na contramão desse discurso, há quem defenda a ideia de que direitos autorais, de marca e de
propriedade intelectual e industrial é que deveriam ser adaptados à nova realidade.

Argumentos SIM NÃO


Autoridade Quem consome produtos piratas deveria ser condenado socialmente. O problema é Do ponto de vista legal, o consumidor de produtos piratas não tem – nem pode
que se confunde aquele que produz e lucra com esses produtos com o ambulante que ter – a mesma responsabilidade de quem pirateia com intenção de lucro.
os vende. O ambulante é só a ponta do iceberg, por baixo há uma estrutura criminosa. São coisas muito diferentes.
Fonte: Antônio Henrique Moreno, especialista no combate à pirataria, citado em reportagem da TV 1. Fonte: Celso Silveira, advogado especialista em crimes de pirataria, em entrevista à revista A Semana.

Evidência Quando se consome produto pirata, uma grande soma de impostos deixa de ser Seria totalmente impossível controlar quem, como, quando e quanto se consome
recolhida e utilizada na melhoria das condições sociais do país. de produtos piratas, principalmente na área do entretenimento. Precisamos de novas
Fonte: Arthur José Gonçalves, economista. propostas para reordenar esse comércio paralelo.
Fonte: Carlos Rodrigues, economista, com doutorado na área de empregos informais.

Comparação A expressão “pirataria” surgiu entre navegantes europeus do final do século XV para Assim como todos devem ser tratados de forma igual perante a lei, todos devem ter
designar aqueles que roubavam produtos para comercializá-los. Consumir produtos acesso à informação, aos produtos e bens. Isso está acima dos interesses de uma
piratas pode ser considerado tão grave quanto comprar produtos roubados. minoria que quer ficar rica à custa dos outros.
Fonte: Francisco Humes, historiador. Fonte: Inácio Marcondes, estudante de ciências sociais.

Exemplificação Desisti de produzir novos álbuns; acho um absurdo que outros lucrem com aquilo que, Conheço muitas pessoas pobres como eu que só puderam ter acesso a obras de arte
por lei, é meu direito autoral. Produzir, comercializar ou comprar produtos piratas por meio da pirataria. Isso mostra que a discussão sobre pirataria é de fundo
também deveria ser entendido como crime. socioeconômico e não criminal.
Fonte: Wagner Duarte, compositor. Fonte: Robson José Pereira, estudante do Ensino Médio.

Princípio O que deve reger as relações humanas é a ética. Comprar produtos piratas é tão A pirataria sem fins lucrativos tem um lado que estimula e divulga a produção
antiético – e grave – quanto comercializá-los. É uma questão de ter consciência do independente e democrática.
que é certo e do que não é.
Fonte: Moacir Moura, músico.
Fonte: Beatriz Fragoso, professora de filosofia.

Causa e O incentivo à pirataria e ao comércio informal retira empregos de empresas que pagam Falar em pirataria não tem sentido quando as novas tecnologias possibilitam a cópia e a
consequência seus impostos e fazem produtos de qualidade, prejudicando não só a economia, mas reprodução, numa escala muito rápida entre a produção e o consumo. Se isso for crime,
também o meio ambiente. seremos todos criminosos.
Fonte: Revista Verde. Fonte: Reginaldo Cunha, advogado.

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Questão polêmica:
As vantagens que a internet proporciona compensam os problemas que ela pode provocar?
Informação
Em 2008, 41,6 milhões de pessoas maiores de 16 anos declararam possuir acesso à internet em casa, no trabalho, na escola, nas lan houses, nas bibliotecas etc.
Ao mesmo tempo em que o uso da internet amplia o acesso à comunicação e dá mais rapidez às trocas de informação, começam a surgir problemas como a exposição
exagerada na rede, a dificuldade em controlar conteúdos impróprios para crianças e jovens, como as redes de pedofilia virtual.

Argumentos SIM NÃO


Autoridade Globalização democrática, facilidade de acesso à comunicação e rapidez nas A internet conecta as pessoas de forma virtual, substituindo as relações pessoais
informações são vantagens que compensam largamente ameaças à privacidade, presenciais. Com isso, pode isolar os indivíduos, envolvendo-os em uma interminável
comodismo e riscos de um novo tipo de “dependência” que a internet pode provocar. rede de possibilidades.
Fonte: Alberto Equs, semioticista, especialista em redes sociais, em reportagem da revista Tempos Modernos. Fonte: Marina de Almeida, antropóloga do Instituto Viver em Sociedade, em entrevista à televisão.

Evidência Pelas estatísticas, os alunos das escolas que utilizaram os recursos da internet nas Especialistas em leitura têm apontado uma forte relação entre o uso crescente da internet
aulas se saíram melhor em avaliações nacionais e internacionais, em comparação com nas escolas e a redução da leitura de livros, jornais e revistas por parte dos alunos.
as escolas que ainda não os utilizam.
Fonte: Maria de Lourdes Teixeira, bibliotecária.
Fonte : Dora Vaz, professora de tecnologia no Ensino Médio

Comparação Da mesma forma que o carro, o avião, a geladeira, o telefone etc. deixaram a vida Da mesma forma que a televisão tem colaborado para difundir um padrão informativo
mais fácil e cômoda, a internet facilita o dia a dia, liberando o homem para usar o seu mais superficial, o hipertexto, típico da internet, fragmenta a informação e não estimula
tempo como quiser. o aprofundamento nos assuntos.
Fonte: Henrique Veloso, jornalista. Fonte: Elisa Prado, professora de português.

Exemplificação É verdade que eu saio menos de casa, mas desde que eu passei a usar a internet conheci Eu e meus amigos usávamos muito a página da comunidade da escola, mas algumas
mais gente, em várias redes sociais. Também fiquei mais ligado no que rola no mundo e pessoas começaram a espalhar mentiras e falar mal da gente lá. Perdi a minha melhor
me divirto muito, por exemplo, baixando as músicas de que eu gosto. amiga por uma mentira que escreveram lá.
Fonte: Mauricio Escorel, 17 anos, estudante do Ensino Médio. Fonte: Paula Pedrosa, 15 anos, estudante do Ensino Médio.

Princípio Invenções com alto poder de transformação cultural, como a internet, provocam Ferramentas tecnológicas, como a internet, provocam o sentimento de que aqueles que
expectativas positivas e alto grau de adesão, contribuindo para o desenvolvimento não as utilizam estão ultrapassados e são, portanto, descartáveis.
tecnológico e humano da sociedade.
Fonte: Professor Modesto da Silva, doutor em psicologia social.
Fonte: Jornal da Economia.

Causa e No mundo do trabalho, a informatização e a internet trouxeram ganhos de racionalização Com a internet em casa, o trabalho invadiu a vida pessoal dos indivíduos; a qualquer
consequência e de produtividade, contribuindo para o bom funcionamento e a saúde econômica das momento, pode chegar uma mensagem da empresa ou do chefe. Isso acarreta sobrecarga,
empresas. stress, comprometendo a qualidade de vida.
Fonte: Revista Economia e Sociedade. Fonte: Revista Sociologia do Trabalho.

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Questão polêmica:
A venda de armas para cidadãos sem antecedentes criminais deve continuar sendo permitida no Brasil?
Informação
No Brasil, a discussão sobre a venda de armas de fogo para cidadãos licenciados e sem antecedentes criminais parecia ter sido resolvida em 2005 quando ocorreu o referendo popular.
A maioria dos brasileiros (63,94%) decidiu pela continuidade da venda de armas. Porém, como um terço dos votantes se manifestou contra a venda de armas, ainda há uma grande
discussão sobre a possibilidade de desarmar a população e manter as armas de fogo sob responsabilidade exclusiva das autoridades competentes.

Argumentos SIM NÃO


Autoridade Não é do excesso de armas na mão da população que decorrem os problemas da As estatísticas mostram que pessoas que andam armadas têm 56% mais de probabilidade
insegurança no Brasil, mas, sim, de um sistema prisional, judicial e policial ineficientes. de serem mortas ou feridas.
Fonte: Justino de Paulo, jurista, em entrevista ao jornal Fatos do Brasil. Fonte: Carolina Nogueira, coordenadora do Centro de Estudos da Violência, em entrevista para a TV 1.

Evidência Nos últimos dez anos, o índice de crimes violentos em países da América do Norte Depois do referendo que permitiu a venda de armas no Brasil, o cidadão comum não se
foi reduzido pela metade. Lá, há quase uma arma por habitante. sente mais seguro, a violência não caiu e o país ocupa a 2ª- posição na lista dos países
com maior número de pessoas assassinadas por armas de fogo.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.
Fonte: Jornal Nosso País.

Comparação Assim como os cidadãos escolhem adquirir ou não qualquer bem material, não se deve Pelos riscos à saúde e mesmo à vida que podem representar, certos remédios só podem
tirar do cidadão o direito de adquirir uma arma. ser comercializados com autorização médica. Também a venda de armas deveria ter um
controle rigoroso das autoridades.
Fonte: Eduardo Socorro Pires, fazendeiro.
Fonte: Tenório Vilela Pontes, sociólogo.

Exemplificação Algumas pessoas necessitam de armas para a sua defesa pessoal, como indivíduos Um menino de 4 anos morreu após disparar acidentalmente o revólver do pai, guardado
ameaçados de morte, policiais aposentados ou proprietários rurais. em casa. Casos como esse ocorrem quase todos os dias.
Fonte: Heitor de Sousa, delegado. Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.

Princípio O assaltante se sentiria mais “à vontade” sabendo que a população está desarmada. As decisões comuns devem ser tomadas em função do que é melhor para a coletividade.
O direito de defesa é também um direito humano. Em geral, quem defende a venda de armas está pensando em si mesmo e, principalmente,
em defender seus bens.
Fonte: Rosana Calmon, advogada.
Fonte: Marta Rosa Parede, especialista em movimentos sociais.

Causa e A proibição da venda de armas incentiva o aumento da demanda ilegal, seja para fins Se tivéssemos menos armas disponíveis, teríamos menos crimes fúteis e passionais, como
consequência criminosos, seja para legítima defesa. aqueles que ocorrem por brigas no trânsito.
Fonte: Pedro Lobo, economista. Fonte: Fernando Gomes Mendonça, deputado estadual. 

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Questão polêmica:
Quem consome drogas deve também ser responsabilizado pela violência do narcotráfico?
Informação
O narcotráfico é hoje uma das atividades que mais movimentam dinheiro no mundo. Estima-se que os narcotraficantes chegam a ter um lucro de aproximadamente 500 bilhões de
dólares por ano. A consequência mais clara do poder do narcotráfico é o aumento da violência e do crime organizado. Parte da sociedade defende cada vez mais a responsabilização
do usuário como política de repressão às drogas, ou seja, que ele também deveria responder legalmente pelo financiamento dessa indústria. Contudo, não há consenso entre
especialistas e usuários sobre essa posição. Entidades especializadas no combate ao uso de drogas, afirmam que o usuário é um dependente químico; outros duvidam da
importância de um processo de conscientização; outros ainda defendem a liberalização de algumas drogas.

Argumentos SIM NÃO


Autoridade Constatei, em todos esses anos, que o consumidor recorre à droga mesmo sabendo de Estou convencida de que o usuário de drogas é, antes de tudo, um doente,
sua origem ilícita; portanto, penso que ele é responsável por financiar o tráfico. uma vítima do narcotráfico, e não o agente causador da violência.
Fonte: Alessandro Coronato, ex-chefe do Departamento de Combate ao Narcotráfico. Fonte: Luciana Rosa, psiquiatra especializada no tratamento de viciados em drogas.

Evidência Nos países em que o consumidor de drogas foi severamente penalizado o narcotráfico Uma forte evidência de que o consumidor não é o responsável pela violência do
e a violência diminuíram significativamente. narcotráfico está no aumento da criminalidade que se verificou em países onde
a repressão ao consumo tem sido muito eficaz.
Fonte: Moreira Dias, ex-policial civil.
Fonte: Observatório da Violência Urbana.

Comparação O consumidor de drogas sustenta o narcotráfico e, portanto, a violência que ele provoca. O consumidor de drogas não pode ser encarado como responsável pela violência do
Assim como emprega trabalhadores ilegais, financia indiretamente o tráfico internacional narcotráfico. Assim como o consumidor de produtos importados mais baratos não pode
de mão de obra. ser responsabilizado pela ilegalidade do contrabando.
Fonte: Maria de Nazaré, deputada estadual. Fonte: Carlos Greco, engenheiro.

Exemplificação Um exemplo importante da responsabilidade parcial do consumidor pela violência do A cidade de Zenóbia é, proporcionalmente, a maior consumidora mundial de drogas.
narcotráfico está em Formosa. Lá, a violência só se instalou quando a cidade se tornou um No entanto, a segurança é quase total em suas ruas.
importante centro de consumo.
Fonte: Maria Barbosa, turista.
Fonte: Antônio Severo, secretário de Segurança Pública.

Princípio O narcotráfico só existe para atender à demanda de consumo. O usuário não pode ser responsabilizado, pois na maioria das vezes ele é dependente
da droga.
Fonte: Claudia Fonseca, estudante universitária.
Fonte: Dário Fernandes, artista plástico.

Causa e A falta de criminalização e de repressão ao usuário de drogas dá margem à existência de O que de fato provoca a violência do narcotráfico é a criminalização das drogas, que torna
consequência um mercado seguro ao narcotráfico, alimentando, assim, a violência com que ele se impõe. seu comércio clandestino, gerando a violência que o sustenta.
Fonte: Revista Nosso Tempo. Fonte: João dos Reis, sociólogo.

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Questão polêmica:
Deveria ser permitido o trabalho de crianças ou adolescentes menores de 14 anos para ajudar no sustento da família?
Informação
Em 1989, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu princípios para leis de proteção à infância. No Brasil, em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determinou que
pessoas de até 12 anos serão consideradas crianças, e de 12 a 18 anos, adolescentes. Desde 2000, ficou proibido o trabalho aos menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz.

Argumentos SIM NÃO


Autoridade Desde que consigam estudar, brincar, praticar atividades saudáveis e descansar o tempo Cerca de 5 milhões de crianças e adolescentes ainda trabalham no Brasil em condições
necessário, crianças que precisam ajudar no sustento da família podem trabalhar, perigosas, insalubres e ilegais, como na prostituição, no tráfico de drogas, nas minas de
sem prejuízo para a vida delas, pois isso traz disciplina e as afasta de atividades ilícitas. carvão e nas ruas.
Fonte: Joana Fortes, psicóloga, especialista em adolescência, em entrevista à revista Infância. Fonte: José Felício de Lates, ministro da Saúde, durante o congresso sobre a Infância.

Evidência Em 2006, dos 5,1 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos Estudo divulgado em 2008 considera que os benefícios econômicos da eliminação do
que trabalhavam 77,9% o faziam por vontade própria. trabalho infantil serão quase sete vezes maiores que os gastos com saúde pública que
esse tipo de trabalho produz.
Fonte: Jornal O Brasil e o Mundo.
Fonte: Instituto Internacional de Pesquisa.

Comparação Assim como os pais precisam que os filhos os sustentem na velhice, também Da mesma forma como não se pode pendurar um balanço pesado em um galho de uma
podem precisar do trabalho dos filhos mais velhos para criar os mais jovens, jovem árvore que ainda está se desenvolvendo, também não se pode pedir a uma criança
quando a família é numerosa. que arque com o peso do trabalho, seja ele qual for.
Fonte: Acácio Fernandes, religioso. Fonte: Marlene Matos Correa, diretora de escola infantil.

Exemplificação A menina Melina Costa, de 5 anos, é apresentadora de TV de grande sucesso nacional Além de ter perdido minha infância e não ter estudado, tive que parar de trabalhar muito
e foi a própria menina que pediu aos pais que a levassem para fazer os testes na emissora. cedo por causa de uma doença respiratória adquirida com o trabalho em carvoarias
quando criança.
Fonte: Daniela Lima, editora do programa.
Fonte: Neide Silvestre, desempregada.

Princípio É melhor para a criança trabalhar que ficar na rua sem fazer nada. É impossível para uma criança estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Várias são as
consequências para a sua vida: exclusão da escola, da vida comunitária, do lazer,
Fonte: Isabel de Santos, professora.
da família, da prática de esportes, da arte e da cultura.
Fonte: Claudinei Batista, professor.

Causa e Quem trabalha desde cedo tem mais tempo para acumular experiência e ser um bom Quanto mais cedo a pessoa entra no mercado de trabalho menor será o seu salário na vida
consequência profissional. adulta. Com pouco estudo e sem uma educação profissional, menores serão suas chances
de trabalho numa sociedade tão competitiva como a nossa.
Fonte: Heloísa Almeida, estudante de economia.
Fonte: Antônio Emiliano, economista.

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