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Brasil: a educação contemporânea

ARANHA, Maria Lucia Arruda. Brasil: a educação contemporânea. In: História da educação e da
pedagogia: geral e Brasil. São Paulo: Moderna, 2006. p. 293-323.

Assessoria Acadêmica Sorocaba


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Escola Normal Caetano de Campos
Breve cronologia do período

 Proclamação da República 1889 - Marechal Deodoro da Fonseca;

 Primeira República: 1889-1930;

 Revolução de 1930;

 Revolução Constitucionalista: 1932

 Estado Novo: 1937-1945.


 República Populista: 1945-1964;

 Ditadura Militar: 1964-1985;

 Redemocratização – Nova República: 1985.

 Constituição de 1891: foi instaurado o governo representativo,


federal e presidencial.

 Estados unidades federativas.


Primeira república

 Conhecida também como:


República Velha, República
Oligárquica, República dos
Coronéis, República do Café.

 Dependendo da situação e do
lugar prevalecia a influência de
determinados grupos.
 Após a Primeira Guerra Mundial
(1914-1918) mudança no modelo
econômico agrário-exportador.

 Surto industria: início da


nacionalização da economia;

 Surgimento de uma burguesia


industrial urbana;

 Advento da massas operárias urbanas


e movimento operário.
 Década de 1920: movimentos de
contestação:

 Revoltas tenentistas,

 Coluna Preste.

 Semana de Arte Moderna de


1922, que reuniu representantes
da música, pintura, escultura, Dentre outros pontos, os tenentes
música, arquitetura e literatura. queriam a moralização da
administração pública e o fim da
corrupção eleitoral.
 Quebra da Bolsa de Nova
York (1929);

 Consequências para o
Brasil: estimulou o
crescimento do mercado
interno e a queda das
exportações.
Revolução de 1930
 Aglutinou diversos grupos de
diferentes segmentos sociais,
econômicos e de tendências
ideológicas.
 Getúlio Dornelles Vargas:
aproveitou-se da situação para se
tornar chefe do governo provisório.
 Estado Novo (1937-1945): governo
centralizado e ditatorial.
 Controle dos sindicatos (p. 295).
República Populista

 Se estendeu desde a deposição de Getúlio Vargas em 1945 até o


Golpe Militar de 1964.

 Surge a partir do período entre guerras,

 Emergência das classes populares urbanas, resultantes da


industrialização.

 Governo populista revela-se ambíguo: de um lado reconhecia os


anseios populares e reagia sensivelmente às pressões, por outro,
desenvolveu uma “política de massas”, manipulando suas
aspirações.
 Governo de Juscelino
Kubitschek (1956-1961):
influência dos Estados Unidos
(industriais multinacionais).

 Capital estrangeiro:
disparidades regionais, inchaço
urbano, aumento da inflação.

 Jânio Quadros (1961), João


Goulart (1964).
Ditadura militar
 Golpe militar: 1964;

 Desapareceu o estado de
direito;

 Criação de dois partidos:


Aliança Renovadora nacional
(Arena) e o Movimento
Democrático Brasileiro
(MDB), ambos manipulados
pelo poder central;

 Executivo forte governava


apoiado em atos
institucionais (AI).
 Economia: acentuou-se o
processo de desnacionalização e
vinculação ao capitalismo
internacional;

 A partir de 1978: movimentos


populares exigiam abertura
política e o retorno ao estado
de legalidade;

 As campanhas de diretas-já.
Redemocratização - 1985
 Em 1985 terminou a ditadura
militar, iniciando-se a chamada
Nova República.

 Eleição de Tancredo Neves,


assumindo o vice José Sarney.

 Herança da ditadura: inflação,


dívida externa, arrocho
salarial, crescente pauperização
da classe média, crescimento
da pobreza e aumento
violência no campo e na
cidade.
 Constituição de 1988:
constituição cidadã.

 Fernando Collor de Melo


(1990): primeiro presidente
civil eleito pelo voto direto.

 Sofreu impeachement em 1992:


denunciado em escândalos de
corrupção.

 Assumiu o vice: Itamar


Franco.
 Ideário Neoliberal.

 Fernando Henrique Cardoso


(1994-2002).

 Período marcado por


medidas econômicas para a
internacionalização da
economia, tais como a venda
de empresas estatais e a
criação de incentivos para
atrair investimento
estrangeiro.
 2003 assumiu a presidência
Luiz Inácio Lula da Silva, uns
dos fundadores do Partido dos
Trabalhadores (PT).
 Origem operária.
 Na economia manteve-se a
mesma orientação do governo
anterior.
 Agricultura: modelo agro-
exportador.
 Lentidão no processo de
resolução dos problemas
sociais.
 Atualmente governa o Brasil:
Dilma Rousseff.
Educação

 Explicação da divisão dos capítulos por séculos: ressalvas.

 Década de 1870: novas ideias já permeavam os conflitos de


interesses.

 As ideias monárquicas conflitavam com as concepções liberais.

 Essas correntes se impuseram umas as outras, orientando ou


impedindo as transformações na educação.
Novos tempos republicanos: a organização
escolar

 No final do século XIX aumentou o interesse pela educação:


ampliação dos debates (conferências pedagógicas, criação de
bibliotecas, museus, difusão de livros e artigos de jornal sobre
pedagogia.

 Atuação do Estado teve início no final do século XIX, tomando


força nas primeiras décadas do século seguinte, sobretudo com a
opção por um novo modelo de organização escolar.
Modelo escolar

 Escolarização baseado na escola


seriada, com normas,
procedimentos, métodos,
instalações adequadas, como se
constata com a construção de
prédios monumentais para os
estabelecimentos, sobretudo os
grupos escolares.

 Edificações: visavam a atestar o


interesse do governo pelo ensino
público.
Grupos Escolares

 Características: agrupamento das aulas avulsas primárias em um


único edifício, sob uma única direção e com um corpo docente
encarregado de classes de ensino simultâneo, progressivo e
seriado dos conteúdos, reunindo criança com o mesmo nível de
aprendizagem.
 Os novos espaços organizados
representavam o esforço de
implantar a ordem e a
disciplina.

 Tempos e espaços escolares.

 Interesse pela formação de


professores.

 A Escola Normal foi criada


em 1890 por Caetano de
Escola Normal Caetano de Campos
Campos.
Alunas do Jardim de Infância Caetano de
Campos
 A Escola Normal Caetano de Campos, serviu de modelo para a
instalação dos cursos nos demais estados.

 O projeto republicano visava a implantar a educação escolarizada,


oferecendo ensino para todos.

 Mas ainda se tratava de uma escola dualista, em que para a elite era
reservada a continuidade dos estudos e para o povo, ensino
elementar e profissional.
 Constituição de 1891: reafirmou a descentralização do ensino,
atribuindo à União a incumbência da educação superior e
secundária, reservando aos estados o ensino fundamental e
profissional.

 Persistência do ensino dualista e tradicional.

 As reformas não foram totalmente implantadas devido a ausência


de infraestrutura.

 Igreja Católica: reagia de forma negativa às iniciativas, uma vez


que se estabeleceu a separação da Igreja e do Estado e,
consequentemente, a laicização do ensino nos estabelecimentos
públicos.
 Reformulação do sistema de ensino paulista: p. 299.

 Não significou a democratização do ensino: poucas vagas


disputadas pela classe média.

 Burguesia urbana: exigia uma educação acadêmica e elitista.

 Operários: pressão para a expansão da oferta de ensino.

 Década de 1920: 80% da população era analfabeta.


O projeto positivista

 Princípios do Positivismo:

 Augusto Comte (1798-1857) iniciador da corrente positivista;

 O termo positivo designa o real, em oposição às formas teológicas ou


metafísicas de explicação do mundo;

 Importância da observação e do raciocínio;

 Cientificismo: a ciência seria o único conhecimento válido;


 O positivismo atuou de forma marcante no ideário das escolas
estatais, sobretudo a favor do ensino laico das ciências e contra a
escola tradicional humanista religiosa.

 Principais simpatizantes do Positivismo: formados da Escola


Militar (1874). O currículo distanciava da tradição humanística.

 Bandeira republicana: “Ordem e Progresso”.


 Benjamin Constant: envolveu-se no movimento da Independência.

 Após a proclamação da República foi nomeado ministro da


Instrução, Correios e Telégrafos e empreendeu a reforma
educacional de 1890.

 O Ministério da Educação e Saúde foi criado em 1930.

 Positivismo no Brasil: não alcançou seus objetivos: substituir o


ensino de caráter humanístico.

 Influência do positivismo em diversos segmentos da sociedade: os


contrários à monarquia e desejavam uma nova ordem social,
assentada no ideal do progresso.
 Os positivistas não tinham opinião sobre o tipo de educação que
desejavam implementar: separação entre Igreja e Estado (o que
supunha ensino laico), não estavam de acordo sobre a prevalência
da escola pública sustentada pelo Estado.

 P. 300: Liberdade de ensino.

 A influência do Positivismo na Primeira República no plano


educacional teve efeitos passageiros. Muitos projetos não foram
implantados.
Experiências Anarquistas
 Tentativas de implantar uma educação não atrelada aos interesses
capitalistas, mas que articulasse os trabalhadores e seus filhos.

 Ideias socialistas e anarquistas na Primeira República.

 Socialistas: reivindicavam maior empenho do Estado para


atender a educação para todos.

 Anarquistas: reconhecidos críticos das instituições, rejeitavam os


sistemas públicos por considerá-los ideológicos, divulgadores de
preconceitos e comprometidos com os interesses da classe
dominante.
 Atribuíam a responsabilidade a cada grupo social pela organização
escolar. A comunidade anarquistas caberia a tarefa de educar.

 Imigrantes italianos e espanhóis trouxeram as ideias anarquistas


que deram força intelectual as greves operárias.

 Nas décadas de 1910 e 1920 desenvolveram amplo trabalho de


conscientização.
Escolas operárias
 Os anarquistas fundaram escolas em quase todos os estados brasileiros.
Eram conhecidas como Escolas modernas ou escolas racionalistas;

 Introduziram a coeducação;

 Defendiam a instrução científica e racional, educação integral, ensino


laico, combatendo toda forma de religiosidade;

 Politização do trabalhador;

 As escolas duraram pouco.

 Destaque: José Oiticica, que foi exilado. Ver página 302.


Escolanovismos
 Décadas de 1920 e 1930: férteis em debates e discussões sobre educação
e pedagogia.

 Em meio ao debate estava o governo tentando estruturar as reformas.

 Diversos interesses opunham-se, principalmente: conservadores e


liberais.

 Conservadores: representados pelos católicos e defensores da pedagogia


tradicional.

 Liberais: simpatizantes da Escola Nova. Os divulgadores estavam imbuídos


da esperança de democratizar e de transformar a sociedade por meio da
educação.
 Pediam a renovação das técnicas e exigiam a escola única, obrigatória
e gratuita.

 Conhecidos como educadores profissionais.

 Caráter científico: apoiado na sociologia, psicologia, biologia e


pedagogia moderna.
Escola Nova
 Final do século XIX e início do XX. Europa e Estados Unidos.

 Escola Nova: tentativa de superar a escola tradicional que era


rígida, magistrocêntrica e voltada para a memorização dos
conteúdos.

 Precursores: Maria Montessori, Decroly, Freinet e John Dewey.

 Defendia o ativismo pedagógico.


Principais características

 Educação integral (intelectual, moral e física).


 Educação ativa.
 Educação prática, com obrigatoriedade de trabalhos manuais.
 Exercícios de autonomia;
 Vida no campo, internato;
 Coeducação e ensino individualizado.
 Ênfase no processo de conhecimento do que no produto;
 Atividades centradas no aluno, criação de laboratórios, oficinas,
hortas, estimulação da iniciativa.
 Superação do viés intelectualista da escola tradicional;

 Valorização dos jogos, exercícios físicos, as práticas de


desenvolvimento da motricidade e percepção.

 Compreensão da natureza psicológica da criança.


 Reformas pedagógicas calcadas nos expoentes do escolanovismo
da década de 1930:

 Lourenço Filho (Cear, 1923) – Influência de John Dewey.


 Anísio Teixeira (Bahia, 1925).
 Francisco Campos e Mario Casassanta (Minas Gerais, 1927).
 Fernando de Azevedo (Distrito Federal, 1928) – influencia de
Durkheim.
 Carneiro Leão (Pernambuco, 1928).
 Sampaio Dori.a (São Paulo, 1920 – ampla reforma (p. 303)
 Dois movimentos importantes das décadas de 1920 e 1930:
“Entusiasmo pela educação” e “Otimismo pedagógico” (Jorge
Nagle).

 Esses movimentos caracterizaram-se por atribuir importância


cada vez maior a escolarização, traduzida como o motor da
história.

 Promovidos pelos intelectuais e educadores que fizeram reformas


para recuperar o atraso brasileiro.
 Entusiasmo pela  Otimismo pedagógico: o
educação: o entusiasmo pela otimismo pedagógico defende
educação acreditava que pela que a partir de novas
escolarização, através da formulações pedagógicas
multiplicação das instituições (escolanovismo) se poderia
escolares e incorporação de concretizar a verdadeira
grande parcela da população a formação do homem
esse processo, seria possível o brasileiro (NAGLE, 1976).
progresso nacional no
caminho das grandes nações
do mundo”.
Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova
 Publicado em 1932 e assinado por 26 educadores dentre
Fernando de Azevedo e Anísio Teixeira.

 Um dos objetivos era superar o caráter discriminatório e


antidemocrática da educação (p. 304).

 Defendia:
 Educação obrigatória, pública, gratuita e leiga como deve do Estado a
ser implementada em programa de âmbito nacional.
 Preocupação: o Brasil ainda não tinha uma escola aberta a todos após
4 décadas de República.

 Temiam a volta do ensino católico.


Atuação Católica
 Oposição aos escolanovistas expressa no/na:

 Na “Ordem”(1921);
 No Centro de Estudos D. Vidal (1922);
 Liga Eleitoral Católica (LEC);
 Confederação Católica de Educação.
 Criticavam a tendência laica instalada pela República.
 Preconizavam a reintrodução do ensino religioso nas escolas.
 Para os católicos as escolas laicas instruíam, não educavam.
 Força conservadora (comprometida com a oligarquia).
 Anticomunista.
Reforma Francisco Campos

 Compreensão das mudanças educacionais a partir da década de


1930: entendimento do contexto político, social e econômico.

 1930: Ministério da Educação e Saúde.

 Importância deste órgão: planejamento das reformas em âmbito


nacional e estruturação da universidade.

 Francisco Campos foi escolhido para ser ministro.


 Adepto da Escola Nova,
imprimiu essa orientação nos
diversos decretos, mas por ser
conciliador também atendeu
interesses que não
correspondiam aos
escolanovistas.

 Decretos: regime universitário,


Conselho Nacional de Educação,
do ensino secundário e do
comercial.
 Ensino secundário passou a ter dois ciclos:

 Fundamental de 5 anos
 Complementar de 2 anos

 Todas as escolas se equipararam ao Colégio D. Pedro II.

 Foram estabelecidas normas de admissão de professores e


de inspetores do ensino ministrado.

 Descaso com o ensino fundamental e a formação de


professores não se efetivou de fato.
 Ensino profissionalizante: foi regulamentada a atividade de
contador e o curso comercial mereceu mais atenção do que do o
industrial.

 Falta de articulação entre o ensino secundário e o comercial.

 Ensino seletivo e elitizante: enciclopedismo e rigorosa avaliação.


As primeiras Universidades
 Surgimento da universidade: Idade Média.

 Idade contemporânea: reformulação.

 Década de 1930: empenho do Estado na organização das


universidades.

 Francisco Campos: nova orientação, tendo em vista maior


autonomia didática, administrativa e ênfase da pesquisa. Destacar:
impulso na formação do magistério com a reorganização de
algumas escolas secundárias (p. 307).

 Universidade de São Paulo: primeira a ter a nova organização.


Reforma Capanema
 Estado Novo: 1937-1945.

 Ministro Capanema: empreendeu


reformas do ensino,
regulamentadas por decretos-leis,
chamados de Leis Orgânicas do
Ensino.

 Ensino primário: somente foi


pensado após o Estado Novo.

 Criação do supletivo de dois
anos.
 Atenção à estrutura da carreira docente, com condigna
remuneração.

 Regulamentação da formação de professores: propôs a


centralização nacional das diretrizes.

 Reestruturação do ensino secundário: passou a ter 4 anos de


ginásio e 3 de colegial (divido em clássico e científico).
Ensino Profissional
 Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) 1942: cursos
de aprendizagem, aperfeiçoamento e especialização, além de
programas de atualização.

 Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) 1943:

 Crítica: manutenção do sistema dual do ensino.


Expansão do Ensino
 Persistiam o dualismo escolar e o descuido com o ensino
fundamental.

 A constituição de 1937: deslocou a questão da educação como


dever do Estado, enfatizando a sugestão da liberdade de ensino.

 Mas a oferta do ensino fundamental e secundário foi ampliada.

 Ensino técnico: multiplicação das escolas.


Período da República Populista

 Discussões do antiprojeto de LDB (Lei de Diretrizes de Bases).

 1948: Clemente Mariani apresentou o antiprojeto, fundamentado


em trabalho confiado a educadores, sob a orientação de Lourenço
Filho.

 Divergências: apresentação de um substitutivo de Carlos Lacerda.


Representante dos conservadores. Defendia a liberdade de ensino.

 Movimento de defesa da escola pública: intelectuais e estudantes.


 Aprovação da LDB: 1961.

 A LDB apresentou avanços para o ensino secundário que passaria a


ser menos enciclopédico.

 Cooperação financeira: escolas particulares.


Movimentos de Educação Popular

 Esses movimentos estavam empenhados não apenas na


alfabetização, mas também no enriquecimento cultural e na
conscientização política do povo.

 Principais movimentos:

 Centros Populares de Cultura (1961 – UNE);


 Movimentos de Cultura Popular (1960 – Paulo Freire);
 Movimento de Educação de Base (1961 – CNBB);
Algumas inovações educacionais

 Projetos de renovação do ensino público sob o ideário da escola


escolanovista;

 Colégio de Aplicação da Universidade de São Paulo (1957) p.


313;

 Grupo Experimental da Lapa


Reflexos da ditadura na educação
 Foram desastrosos para a cultura e a educação.

 Reestruturação estudantil: UNE considerada subversiva em 1967.

 Introdução das disciplinas Educação Moral e Cívica (obrigatório


para todos os graus). No ensino secundário se chamava
Organização Social e Política Brasileira (OSPB).
 Foi proibida a manifestação de caráter político de professores,
alunos, funcionários de escolas.
 Fim da crise dos excedentes: criação dos vestibulares
classificatórios.
Reforma tecnicista e acordos MEC-Usaid

 Tentativa de aplicar na escola o modelo empresarial, que se baseia


na “racionalização”, própria do sistema de produção capitalista.

 Teoria do capital humano.

 Tendência tecnicista: implantada nas décadas de 1960 a 1970.

 Separação entre concepção e execução.


 Para implantar a reforma, o governo militar não revogou a LDB
de 1961, mas introduziu alterações e fez atualizações.

 Ensino universitário: Lei nº 5.540/68. Ensino de 1º e 2º graus: Lei


nº 5.699/71.

 Acordos MEC-Usad – 1966: Brasil receberia assistência técnica e


cooperação financeira para implantar a reforma.

 Três pilares da reforma: educação e desenvolvimento, educação e


segurança, educação e comunidade.
Pressupostos teóricos do tecnicismo
 Filosofia positivista e psicologia behaviorista: valorização da
ciência como uma modalidade de conhecimento objetivo,
portanto, passível de verificação rigorosa por meio da observação
e da experimentação.

 Na educação: restringiam-se ao estudo do comportamento, nos


seus aspectos observáveis e mensuráveis.

 Taylorismo: separação entre concepção e execução.

 Educação tecnicista: imbuída dos ideias de racionalidade,


organização, objetividade, eficiência e produtividade.
Racionalização do trabalho pedagógico.
Reforma universitária de 1968

 Presidente Costa e Silva.

 O projeto se baseava-se nos estudo do Relatório Atcon (teórico norte-


americano) e do Relatório Meira Matos (coronel da Escola Superior de
Guerra).

 A reforma extinguiu a cátedra, unificou o vestibular e aglutinou as


faculdades em universidades para a melhor concentração de recursos
materiais e humanos, tendo em vista maior eficácia e produtividade.

 Ciclo básico nas faculdades, cursos de longa e curta duração. Criação


dos cursos de pós-graduação.
Reforma do 1º e do 2º graus de 1971

 Ensino fundamental e Médio.

 Obrigatoriedade: de 4 para 8 anos. Aglutinou o antigo primário com o


ginasial, suprimindo os exames de admissão, responsáveis pela
seletividade.

 Criação da escola única profissionalizante, tentativa de extinguir a


separação entre escola secundária e técnica.

 Integração entre primário e ginásio: princípio da continuidade (passar


de uma série para outra) e terminalidade (ingressar no mundo do
trabalho).
 Prejuízos da reforma: algumas disciplinas desapareceram (Filosofia
no 2º grau) ou foram aglutinadas (História e Geografia no 1º grau)
e desativação da Escola Normal destinada à formação de
professores para o ensino fundamental, passou a ser “habilitação do
magistério” p. 319.

 Aumento da iniciativa no ensino superior.


Referência bibliográfica

 ARANHA, Maria Lucia Arruda. Brasil: a educação


contemporânea. In: História da educação e da pedagogia:
geral e Brasil. São Paulo: Moderna, 2006. p. 293-323.