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(Rm 12:1)

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que


apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e
agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
(Rm 12:2)
E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-
vos pela renovação do vosso entendimento, para que
experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade
de Deus.

Roma a cidade capital do Império Romano.


O prestígio de Roma como capital era sem limites.
Convergiam para Roma tudo o que se pode imaginar. Para
lá chegavam às riquezas obtidas das conquistas Romanas.
Era centro cultural, político, social e religioso dos Romanos
por excelência. Existia além da riqueza, uma atmosfera
moral, contrária à prática do evangelho. Assim em Roma
existia um verdadeiro catálogo de vícios que o paganismo
gerou. Em 57/58 época da carta vivia-se o tempo do
Imperador Nero com todas as suas consequências. Os
historiadores calculam que viviam nesta época em Roma
cerca de um milhão de pessoas. Os judeus marcavam sua
presença em Roma em grande número em especial ao longo
das estradas Romanas dominando o comércio de bens.

Apresentar-se como sacrifício vivo: Rm 12:1


 Corpo em sacrifício vivo
 Santo
 Agradável a Deus
 Culto racional (autêntico, puro, verdadeiro).
Não se conformar com esse mundo: Rm 12:2
 Conformar (amoldar-se a, deixar-se dominar por)
 Transformai-vos pela renovação da mente
 Para experimentar a boa, agradável e perfeita vontade
de Deus.

Relacionamento com Deus (12.1,2)


Paulo observa que Cristo entregou seu corpo na cruz
como sacrifício vicário e morreu por nós, varrendo todas as
vítimas mortas do altar de Deus; agora, devemos entregar
nosso corpo como sacrifício vivo a Deus como nosso culto
racional. Paulo roga pelas misericórdias de Deus, ou seja,
com base no que Deus fez por nós.
“não há motivação maior para uma vida de santidade que
contemplar as misericórdias de Deus.”
Duas verdades nos chamam a atenção aqui:
Em primeiro lugar, corpos consagrados. “Rogo-vos,
pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis
o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus,
que é o vosso culto racional” (12.1).
O termo “apresentar”, neste versículo, significa
“apresentar de uma vez por todas”.

Paulo ordena uma entrega definitiva do corpo ao Senhor,


como os noivos se entregam um ao outro na cerimônia de
casamento. Esse sacrifício é descrito como “vivo” em
contraste com os sacrifícios antigos cuja vida era tirada
antes de ser apresentada sobre o altar; como “santo”, isto é,
consagrado, separado e reservado para o serviço de Deus, e
“agradável a Deus” como o ascender em sua presença da
oferta aromática de outrora.

Antes da nossa conversão oferecíamos os membros do


nosso corpo ao pecado. Agora, oferecemos nosso corpo
como sacrifício vivo a Deus. Não oferecemos mais um
cordeiro morto no altar, mas nosso corpo vivo. É o templo
do Espírito Santo, a morada de Deus. Foi comprado por alto
preço e devemos glorificar a Deus no nosso corpo. O
próprio Deus não vacilou em tomar um corpo humano e
nele viver. Nosso corpo será ressuscitado e glorificado um
dia. Consequentemente, o culto racional ou espiritual
que prestamos a Deus pela consagração do nosso corpo
não é prestado apenas nas cortes do templo ou no
edifício da igreja, mas na vida do lar e no mercado de
trabalho.
“O que Paulo vislumbra não é o culto delimitado, restrito
a uma hora e a um recinto”.
“nenhum culto é agradável a Deus quando é unicamente
interior, abstrato e místico; nossa adoração deve
expressar-se em atos concretos de serviço manifestados em
nosso corpo”.
Glorificamos a Deus em nosso corpo quando contem-
plamos o que é santo, quando nossos ouvidos se deleitam
no que é puro, quando nossas mãos praticam o que é reto,
quando nossos pés caminham por veredas de justiça.
Como pode o corpo tornar-se um sacrifício? Deixe que
o olho não veja nada mau, e ele se tornará um sacrifício;
permita que a língua não diga nada vergonhoso, e ela
se tornará uma oferta; deixe que a mão não faça nada
ilegal, e ela se tornará uma oferta em holocausto. Não,
isso não será suficiente, mas precisamos ter a prática
ativa do bem - a mão precisa dar esmola; a boca precisa
abençoar em lugar de amaldiçoar; o ouvido precisa dar
atenção sem cessar aos ensinamentos divinos. Pois um
sacrifício não tem nada impuro; um sacrifício é a
primícia de outras coisas. Portanto, que nós possamos
produzir frutos para Deus com as nossas mãos, com os
nossos pés, com a nossa boca e com todos os nossos
outros membros.

Paulo diz que a oferta do nosso corpo a Deus como


sacrifício vivo, santo e agradável é nosso culto racional. A
palavra grega, “racional”, carrega a ideia de razoável,
lógico, verdadeiro e sensato. Trata-se, portanto, de um culto
oferecido de mente e coração, culto espiritual em oposição
a culto cerimonial.
Em segundo lugar, mentes transformadas. “E não vos
conformeis com este século, mas transformai-vos pela
renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja
a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (12.2). Há
duas palavras que regem esse versículo: conformação e
transformação. O mundo tem uma fôrma. Essa fôrma é
elástica e flácida. A fôrma do mundo é a fôrma do
relativismo moral, da ética situacional e do
desbarrancamento da virtude. O crente é alguém que não
põe o pé nessa fôrma. Não se amolda ao esquema do
mundo, mas se transforma pela renovação da mente. A
fôrma do mundo é um esquema que muda todo dia. Em vez
de entrar nessa fôrma para sermos conformados a ela,
devemos ser transformados de dentro para fora, pela
renovação da nossa mente.
Em vez de viver pelos padrões de um mundo em desacor-
do com Deus, os crentes são exortados a deixar que a
renovação de sua mente, pelo poder do Espírito Santo,
transforme sua vida harmonizando-a com a vontade de
Deus.

“Não devemos ser como o camaleão que assume as cores


daquilo que o cerca”.

Em vez de adotar o padrão exterior e transitório deste


mundo, devemos ser transformados em nossa natureza
íntima. O crente não deve conformar-se com o mundo
porque a fôrma do mundo muda todo dia. O errado ontem é
certo hoje. O repudiado ontem é aplaudido hoje. O
vergonhoso ontem é praticado à luz do dia hoje. Nós,
porém, seguimos um modelo absoluto, que jamais fica
obsoleto. Esse modelo é Jesus!
“Se o mundo controla nossa maneira de pensar, somos
conformados, mas, se Deus controla nossa maneira de
pensar, somos transformados”.
A transformação interior é a única defesa efetiva contra
a conformidade exterior com o espírito do tempo presente.
Temos, assim, uma metamorfose gerada pelo Espírito
Santo. Quando nosso corpo é consagrado e nossa mente é
transformada, nosso culto torna-se racional(verdadeiro) e
experimentamos a boa, perfeita e agradável vontade de
Deus.