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DIPRI – P2- NACIONALIDADE – RESUMO

 Nacionalidade: Vinculo bilateral entre estado e individuo.


 O vinculo de nacionalidade implica existência de obrigações de um para com o outro
 O Estado para com seu nacional possui verdadeiro dever geral de proteção, seja
dentro ou fora de suas fronteiras.
 Internamente, proteger envolve promover o bem comum e exercer seu papel de
organizar, administrar, tornar a vida naquele território a melhor possível.
Externamente, o compromisso de proteção é dado a medida que todo nacional for
vitima de agressões de quaisquer ordens em território estrangeiro pode buscar auxilio
nos consulados ou embaixadas, cujo os representantes destas possuem o dever legal
de intervir mediante negociações diplomáticas ou em situações especificas, levar o
caso ao Tribunal Internacional.
 O individuo para com o seu estado tem o dever de lealdade
 Somente ao próprio pais incumbe disciplinar a aquisição, a perda e a eventual
reaquisição.
 Aquisição:
a) Nacionalidade Primária ou Originária: surge no momento do nascimento do
individuo. Critérios para aquisição da nacionalidade primária:
 IUS SOLIS: A Nacionalidade é concedida em decorrência do nascimento
dentro do território do país;
 IUS SANGUINIS: A Nacionalidade também pode ser concedida em
decorrência do sangue. Independente dessa pessoa já ter na nacionalidade
brasileira por ter nascido no Brasil, é que possível que o país de origem do
pai, da mãe ou de ambos concedam a nacionalidade por conta do sangue.
 Se um dos pais, por ventura vier a se naturalizar brasileiro perdendo sua
origem, o filho continuará com ela por ter adquirido no instante do
nascimento. A Transmissão pelo sangue aos graus posteriores de
familiaridade, a transmissão pelo sangue dependerá da legislação
especifica de cada país.

b) Nacionalidade Secundária ou Derivada: Adquirida num momento qualquer da


vida da pessoa. Critérios para aquisição da nacionalidade secundária:
 IUS DOMICILIIIS: Adquire-se a nacionalidade em razão de estabelecer
domicilio em território do pais hospedeiro por certo tempo fixado em lei.
Normalmente, além do domicilio que é requisito essencial, a legislação
exige diversas outras condições.
 IUS LABORIS: Adquire-se a nacionalidade em virtude de serviços prestados
ao pais, atentar que não são considerados serviços prestados NO país, mas
sim AO país. Como por exemplo: áreas desportivas, filantrópicas,
servidores de consulados ou embaixadas que não detenha nacionalidade
da bandeira da missão, mas que com o passar dos anos adquiriram
familiaridade com a cultura local.
 Permanência x Nacionalidade: Mesmo que a pessoa passe toda a vida em
outro país, não é necessário se naturalizar para viver dentro da legalidade,
basta não estar em situação irregular. Na maioria dos ordenamentos a
ideia da permanência equivale ao visto permanente brasileiro.

Art. 12 da CRFB: São Brasileiros:

I – Natos:

Refere-se a nacionalidade primária ou originária adquirida em três hipóteses:

a) Os nascidos na República Federativa o Brasil, ainda que de pais


estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seus país:

Constitui o critério ius solis, salvo exceção: desde que estes não estejam a
serviço de seu país. Essa ressalva vem do direito costumeiro, prática exercida
em longa data em direito internacional, relacionada aos funcionários estatais
das embaixadas e consulados de governos estrangeiros. Por exemplo: Quando
um estado envia um casal de nacionais a serviço e estes venham a ter um
bebê, a nacionalidade dos pais é transmitida de forma automática.

b) As nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que


qualquer deles esteja a serviço da Republica Federativa do Brasil:

Constitui o critério ius sanguinis juntamente com o elemento funcional: estar a


serviço do Brasil, podendo ser: Administração direta ( União, estado, distrito
federal ou município) ou indireta ( autarquias, sociedade de economia mista –
Ex.: Petrobrás).

Nas crianças nascidas no exterior, na própria certidão de nascimento, no corpo


textual, apresenta ressalva ao art. 12, I, b da CRFB. Esse procedimento feito no
exterior já é suficiente para que na idade adulta a criança possa ocupar cargo
privativo de brasileiro nato.

c) Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde


que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a
residir na Republica Federativa do Brasil, e optem, em qualquer tempo,
depois de atingida maioridade, pela nacionalidade brasileira.

Há especificações dentre as hipóteses de brasileiros natos. Além do sangue, há


modalidades distintas:

 Registro: Como já visto antes, os nascidos no estrangeiro que forem


registrados em consulados ou seção consular das embaixadas.
 Residir no Brasil e optar pela nacionalidade brasileira após a maioridade:
Nesse caso, não foi feito a certidão de nascimento em alguma repartição
brasileira, tendo como opção o procedimento de jurisdição voluntária,
onde a pessoa pode manifestar interesse pela nacionalidade brasileira. Ao
fim do procedimento, será proferida sentença a ser registrada no Registro
Civil de Pessoas Naturais, e assim será emitido pelo cartório certidão que
comprove a nacionalidade brasileira.
II – Naturalizados

a) Os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos


originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano
ininterrupto e idoneidade moral.

A 1ª parte, diz respeito ao processo de naturalização regrado, que hoje é dado


pela Lei da Migração.

A 2ª parte corresponde a todos os países que possuem a língua portuguesa


como língua oficial, sendo eles: Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde,
São Tomé e Príncipe, Guiné Bissal e Timor Leste.

Ainda que todos os documentos estejam em ordem para o pedido de


naturalização e dentro dos requisitos, não há garantia que será concedido,
pois o estado Brasileiro concede se quiser.

b) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República


Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterrupto e sem
condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.

Quinze anos ininterruptos não implica que o estrangeiro esta proibido de


viajar ao exterior, mas que mantenha domicilio em terras brasileiras.

Perda da Nacionalidade:

Todas as hipóteses da perda da nacionalidade estão previstas na CF, artigo


12,§4, I e II.

Os requisitos para que seja declarada a perda da nacionalidade são:


cancelamento da naturalização por sentença judicial e a aquisição de outra
nacionalidade. Existem, também, formas de adquirir outra nacionalidade sem
a perda da brasileira, que podem ser:

1) O Reconhecimento da nacionalidade originária por lei estrangeira, que


ocorrerá quando houver o reconhecimento da nacionalidade adquirida
com o nascimento.
2) A Imposição de naturalização pela norma estrangeira, a qual ocorrerá
quando o brasileiro tiver que adquirir a nacionalidade de outro pais para
sua permanência ou para o exercício de seus direitos civis.