Você está na página 1de 3

A palavra Sikhismo deriva do termo em sânscrito "sisya", que

significa discípulo. O Sikhismo é uma religião fundada por Baba


Nanak, que tinha por objetivo criar uma religião que fosse a fusão
entre o islamismo e o hinduísmo. O livro sagrado dos seguidores do
Sikhismo, chamados sikhs, é o Adi Granth. Uma das ideias pregadas
pelo Sikhismo indica que existe um karma, uma influência, na vida
atual, de ações cometidas nas vidas anteriores. Além disso,
os sikhs são defensores da tolerância e da igualdade e acreditam que
somente através de nossos próprios esforços somos capazes de nos
libertar.

Desta forma, o Sikhismo indica que os seres humanos estão


separados de Deus por serem egocêntricos. Na religião
sikh, haumai é a palavra que denomina o egocentrismo humano
e samsarasignifica o ciclo de renascimentos em que os seres
humanos ficam presos por serem individualistas. A libertação é a
união com Deus, que se revela aos homens por sua graça, que é
denominada Nadar. De acordo com os ensinamentos do Guru Nanak,
somente a recordação devotada do nome “nam simaram” e a
repetição do nome “nam japam” em murmúrios permitem a
libertação do haumai e a união com Deus.

Os três pilares do Sikhismo enfatizam o cumprimento de deveres


fundamentais para a religião:

1. Ter Deus presente na mente em todos os momentos (Nam


Japam).
2. Sustentar-se pela prática do trabalho honesto (Kirt Karni).

3. Compartilhar o que se consegue no trabalho com os


necessitados (Vand Chhakna).

No Sikhismo existem diversos rituais. Um deles é o de nascimento,


no qual o recém-nascido é levado a um gurdwara, local onde se abre
o Guru Granth Sahib em uma página aleatória. Então o nome da
criança é escolhido de acordo com a primeira letra da primeira
palavra da página aberta do lado esquerdo.

Já no ritual de casamento, denominado Anand Karai, os noivos dão


quatro voltas contornando o Guru Granth Sahib enquanto entoam
hinos religiosos. Outro ritual é o funerário, onde há cremação após
diversos hinos serem recitados. Geralmente as cinzas são jogadas em
rios como o Ganges.

O número de praticantes do Sikhismo chega a 23 milhões. Deste


número, estima-se que 19 milhões vivam na Índia, a maior parte no
estado do Panjabi. Apesar da totalidade estar em território indiano,
há comunidades sikhs no Reino Unido, Canadá e Estados Unidos.
Além disso, existem pequenos grupos em Singapura e na Malásia.

O Xintoísmo é a única religião que pode ser considerada


genuinamente japonesa, tendo origens mesclando-se com a do
próprio povo japonês. Há dois milênios percebe-se sua predominância
no misticismo do país. A denominação adaptada do chinês xin-tao,
que significa "via dos deuses", só foi aceita por volta do século XI,
embora muitos utilizem o termo kami-no-michi, com a mesma
significação.

Ao contrário do Budismo, de origem indiana e influência chinesa, o


Xintoísmo é dominante apenas no Japão, embora sua prática não
exija o abandono ou recusa de outras formas de manifestação de
crença religiosa. Não se trata de uma crença exclusivista, pois
convive pacificamente e até complementa-se com outras religiões.

Muitos estudiosos nem consideram o Xintoísmo uma religião, devido


ao fato de não terem sido criados códigos de leis explícitas, filosofia
escrita e definida, profetas ou um livro sagrado, que contivesse os
dogmas para quem a segue. Entretanto, a forma ostensiva com que o
xintoísmo comanda a vida de seus praticantes, é perceptível não só
em seus rituais, mas nos demais aspectos da vida, o que garante a
posição de uma das grandes religiões do mundo.

Sua base é de origem panteísta, com inúmeras divindades, as quais


atribuem valor sagrado a todos os elementos da natureza. Em sua
concepção, tudo no universo é divino, interligado e interdependente.
Assim, não só os seres vivos, mas todos os elementos, visíveis e
invisíveis da natureza, coexistem em harmonia tendo se originado da
mesma fonte.

O Xintoísmo diz que tudo é regido por forças de pureza hare,


impureza ke, e a fusão de ambos kegare, formando uma das mais
importantes características de seus rituais, a purificação de corpo e
da alma, assim como a harmonia com a natureza. O praticante se
familiariza e se integra à natureza, num relacionamento de
intimidade, de reciprocidade, sabendo que dela ele tira seu sustento
e, portanto, deve retribuir de alguma forma. Assim, sua
sobrevivência depende do seu entendimento de toda a estrutura vital
da natureza, considerando-a uma parceira e uma guia.

Contrária à visão ocidental de que o homem é adversário da


natureza, tentando dominá-la e subjugá-la, na concepção Xintoísta
considera-se que o ser humano não pode viver em luta com a
natureza, o que é interessante perceber, considerando as condições
geográficas e climáticas do Japão que são, sem dúvida, uma das mais
implacáveis do mundo, com vulcões ativos,
intensos terremotos e furacões arrasadores.

Ao estudar o Xintoísmo, tem-se um bom entendimento da cultura


japonesa, com sua visão de mundo que determina boa parte do
comportamento do seu povo, sua capacidade de adaptação e
aceitação de novas idéias, preservando as antigas, sua recepção a
novas culturas, seu comportamento valorizador da higiene e da saúde
e seu nacionalismo sempre presente.

Mesmo mesclando-se com outras religiões e com vários


desdobramentos, o Xintoísmo deixa uma herança que, com certeza,
auxilia a receptividade do povo nipônico, fazendo com que o
exclusivismo, principalmente no campo religioso, seja anulado ou ao
menos, pouco praticado no Japão.