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26-09-2012

Palinologia

Leila Nunes Morgado


leilamorgado@uac.pt

Setembro / 2012

Palinologia
Estudo de grãos de pólen e esporos dos pteridófitos e
briófitas.

Caatinganthus rubropappus (Asteraceae)

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http://www.ufrgs.br/palleodigital/Polens_e_esporos.html

Linhas de pesquisa:

Aeropalinologia: estuda grãos de pólen e esporos que


possam ocorrer em suspensão na atmosfera.
atmosfera

Paleopalinologia: estuda a composição florística nos


diversos períodos geológicos.

Palinotaxonomia: estuda a morfologia polínica para


caracterização de Taxa.

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Melissopalinologia: estuda grãos de pólen em


sedimento de mel.

Ecológica: estuda a produção de pólen, dispersão e


transporte – Polinização.

POLINIZAÇÃO

ANEMOFILIA
http://pt.wikipedia.org/wiki/Poaceae
p p p g

– polinização que se realiza pelo


vento.

As flores são desprovidas de cálice


e corola; possuem grande número
d estames; produzem
de d número
ú
elevado de pólen seco que flutua
facilmente no ar. O estigma é
amplo ou plumosos.
Triticum aestivum (Poaceae)

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http://shop.littleocean.n
nl/en/Latest-products/Valisnerija-Vaallisneria-Americana.html

HIDROFILIA
Polinização realizada
pela água.

Vallisneria sp.

ZOOFILIA – polinização realizada pelos


animais.

E
Ex: aves, mamíferos
íf , iinsetos

http://www.downloadswallpapers.com/papel-de-parede/beijaflor-5038.htm

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ZOOFILIA

Ornitofilia – polinização realizada por pássaros.


As aves são atraídas por flores coloridas, geralmente
tubulosas
b l e produtoras
d de
d néctar.
é

Quiropterofilia – polinização feita por morcegos.


As flores são grandes e perfumadas, abrem-se à noite.

Entomofilia – polinização realizada pelos insetos.


insetos
As flores são perfumadas e exibem corolas ou brácteas
coloridas e atraentes.

INTERAÇÃO INSETO X PLANTA

Recursos Florais X Polinização

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Foto de Gert Paassen

Chrysoperla carnea (Neuroptera: Chrysopidae)

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MELITOFILIA

Polinização realizada pelo grupo


de abelhas
abelhas.
As abelhas são responsáveis por
mais de 75% da polinização das
flores visitadas por insetos.
Garantem a grande parte das
sementes e dos frutos produzidos
p
pelas plantas.

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ABELHAS (Hymenoptera: Apoidea)

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Foto: Fernando Costa

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Foto: Fernanda Braga

Foto: Fernanda Braga

Piperaceae

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MELISSOPALINOLOGIA

É a parte da Palinologia que


estuda os grãos de pólen em
sedimentos obtidos de mel.

MELISSOPALINOLOGIA
Objetivos:

∗ Caracterizar
C i a procedência
dê i botânica
b â i e fitogeográfica
fi áfi
do mel, por meio dos tipos polínicos identificados na
amostra;
∗ Identificar o pólen coletado pelas abelhas – Plantas
apícolas / Calendário apícola;
∗ Justificar algumas de suas propriedades físico-
químicas, com:
pureza, sabor, odor, consistência e cor

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∗ Néctar
∗ Resina
∗ Fragrância
∗ Grãos de pólen

Fonte: Crane, E., 1987, O livro do mel.

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Abelhas indígenas sem ferrão (Apidae: Meliponina)

beesp
http://www.ib.usp.br/b

http://www.ib..usp.br/beeplant/intro.htm#item1
Melipona rufiventris L.

Melipona quadrifasciata L.

Foto: Fernanda Braga

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Tetragonisca angustula Latreille (Apidae: Meliponina)

Foto: Fernanda Braga

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Foto: Fernanda Braga

Foto: Fernanda Braga

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Avaliação dos dados quanto à origem botânica

• Espécies nectarífera. Exs.:

Citrus Hyptis Eucalyptus

• Espécies polinífera. Ex.: Mimosa sp.

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. Espécies anemófilas. Exs.:

Cyperaceae (tiririca)
Poaceae (Gramineae)

Cecropia (embaúba)

Análise polínica de amostras de mel do Brasil e da


Venezuela – Abelha sem ferrão (Freitas, 2007)

Brasil (Amazonas, Paraíba e Santa Catarina)

Mimosaceae Solanaceae

Gesneriaceae Fabaceae

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Venezuela (Amazonas e Falcón)

Caesalpineaceae Euphorbiaceae

Ulmaceae Violaceae

Pólen

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Pólen
Instrumentos utilizáveis para a caracterização
geográfica de sua procedência, bem como da
origem
g florística.

• Colorações: bege quase branco até o marrom bem


escuro, passando por amarelo, alaranjado, vermelho
e verde.

• As cargas de pólen de uma mesma colocação


podem
d corresponder
d a diferentes
dif tipos
i polínicos
lí i

Tipos polínicos predominantes nas corbículas de Apis mellifera


Linnaeus (Apoidea: Apidae) na amostra de junho de 2009. Lavras - MG

Dombeya
Eucalyptus (Malvaceae)
(Mytaceae)

P
Poaceae

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Tipos polínicos predominantes nas corbículas de Apis mellifera Linnaeus


(Apoidea: Apidae) na amostra de março de 2010. Lavras - MG

Eucalyptus
(Myrtaceae)

Resíduo polínico em ninhos de abelhas que


constroem em cavidades pré-existentes

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Própolis e geoprópolis
Permite inferir, por meio de associações polínicas, sobre
o tipo da vegetação de onde foi recolhida a resina.

•O aparecimento do pólen tem diversas origens: vento,


elemento contaminante, pólen aderido ao corpo das
abelhas.

•Principais tipos polínicos: Cocos, Eucalyptus,


Eupatorium
E t i , Mimosa
Mi caesalpiniaefolia
l i i f li , Mimosa
Mi scabrella
b ll
e Schinus (Anacardiaceae).

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Barth, O.M. et al. (2005) - 30 táxons vegetais - Presença significativa de


pólen de Anacardiaceae (aroeira).

Geléia Real
Constitui em um
instrumento útil na
i di ã de
indicação d sua origem
i
regional, bem como de
importantes táxons
vegetais para as abelhas.

• Pólen compreende cerca


de 5% de seu peso.

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Contaminação de pólen em Geléia Real por abelhas africanizadas (Apidae:


Apini), Pindamonhangaba, SP

Lycopodium

Mimosaceae

Dombeya (Malvaceae)

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Michel Caete

Inventário polínico das espécies fanerogâmicas


do arquipélago dos Açores (Portugal), e as
implicações na conservação da entomofauna
auxiliar

Objetivos:
- Coletar e identificar as espécies fanerogâmicas
presentes nas áreas de amostragem do arquipélago
dos Açores, Portugal;

- Analisar a morfologia polínica das espécies


fanerogâmicas identificados no arquipélago;

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- Desenvolver um catálogo polínico das áreas


estudadas para futura referência em trabalhos
relacionados a recursos tróficos utilizados pelos
insetos consumidores de pólen;
p ;

- Identificar os tipos polínicos encontrados no


conteúdo intestinal dos insetos auxiliares;

- Contribuir para o conhecimento científico


sobre doenças alérgicas provocadas pela
dispersão de grãos de pólen - Aeropalinologia.

O que vem a contribuir para a


conservação????

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Campo – 03/10/2012

Lagoa do Fogo
Localização: Ribeira Grande e Vila Franca
Coordenadas Geográficas:
37°45’45”N (latitude) 25°28’34”W (longitude)
Altitude: 575 m
Comprimento
p máximo: 2280 m
Largura máxima: 985 m
Profundidade máxima: 30 m

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Reserva Natural da Lagoa do Fogo – criada em 1974


(Decreto nº152/74, Lei nº9/74

Vegetação – apresenta espécies introduzidas


Espécies nativas – cedro do mato (Juniperus
brevifolia), louro (Laurus azorica), trovisco macho
(Euphorbia stygiana) , sanguinho (Frangula
azorica), etc.

Peixes introduzidos como: truta arco íris (Salmo


irideus), carpa (Cyprinos carpio), etc.

Aves – garajau comum (Sterna hirundo), canário da


terra (Serinus canaria), melro negro (Turdus merula
azorensis), etc.

Mamíferos – morcegos (Nyctalus azoricus), coelho


(Oryctolagus cuniculus),
) doninha (Mustela nivalis),
)
rato (Rattus rattus)

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