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Universidade Católica de Moçambique

Faculdade de Gestão de Turismo e Informática


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C.P 336 Pemba - Moçambique
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Ficha Teórica

Relatório de Auditoria financeira

Relató rio de auditoria é um documento que expressa a opiniã o do auditor sobre o


objecto auditado, ou seja é o documento onde o auditor expressa o que já foi feito,
como foi feito, e quais as conclusõ es dissertando onde se expressa o trabalho que
foi feito e a sua conclusã o.

Este documento apresenta de forma detalhada todos erros e fraudes detetados


durante o trabalho executado.

Tipos de relatório

Long form report (relató rio de forma longa): é o relató rio dirigido ao ó rgã o de
gestã o da empresa (só cios, accionistas, gerentes, e.t.c.)

Short form report (Relatorio em forma curta): é o relató rio dirigido aos terceiros
(Publico em geral).

Paragrafos de alcance

Para o relató rio de auditoria, temos três (03) pará grafos de alcance, que sã o:

 Introducao: onde pode constar o nome da empresa auditada, a data a que


foi verificada as DF’s, documentos e/ou DF’s a serem auditadas.
 Responsabilidade: Responsabilidades pela preposiçã o das DF’s,
responsabilidades do auditor.
 Ambito: Como foi feita a auditoria, normas e princípios e que tipo de
normas e princípios que foram utilizados e nã o foram utilizados. E porque
nã o foram utilizados certos princípios.

Parecer de Auditoria

O parecer dos auditores independentes é o documento mediante o qual o


auditor expressa sua opiniã o, de forma clara e objetiva, sobre as
demonstraçõ es financeiras quanto ao adequado atendimento, ou nã o. Parecer
de auditoria é um documento que permite ao auditor emitir uma opiniao
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dirigida ao contratante do serviço. O parecer de auditoria nã o deve substituir o
relató rio de auditoria

Tipos de parecer

Tipos De Parecer E Seus Significados

O parecer dos auditores independentes, segundo a natureza da opiniã o que


contém, classifica-se em:

Parecer Sem Ressalva

O parecer sem ressalva é emitido quando o auditor está convencido sobre todos os
aspectos relevantes dos assuntos tratados. O parecer do auditor independente
deve expressar essa convicçã o de forma clara e objetiva.

O parecer sem ressalva implica afirmaçã o de que, nã o tendo havido alteraçõ es em


princípios contabilísticos ou no método de sua aplicaçã o, o fato e os efeitos dele
decorrentes foram adequadamente determinados e revelados nas demonstraçõ es
contá bilistico e/ou nas notas explicativas.

O auditor nã o deve emitir um parecer sem ressalva quando existirem quaisquer


das circunstâ ncias seguintes, que, na sua opiniã o, tenham efeitos relevantes para
as DF’s:

a. Discordâ ncia com a administraçã o da entidade a respeito do conteú do e/ou


forma de apresentaçã o das demonstraçõ es contá beis.

A discordâ ncia com a administraçã o da entidade a respeito do conteú do e/ou


forma de apresentaçã o das demonstraçõ es contá beis deve conduzir à opiniã o com
ressalva ou à opiniã o adversa.

b. Limitaçã o na extensã o do seu trabalho.

A limitaçã o na extensã o do trabalho deve conduzir à opiniã o com ressalva ou à


abstençã o de opiniã o.
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Modelo do parecer sem ressalva

A uniformizaçã o na apresentaçã o e conteú do do parecer dos auditores


independentes é necessá ria para facilitar o seu entendimento pelo leitor. Essa
uniformizaçã o visa, também, a deixar claro ao leitor qual tipo de parecer está
sendo emitido.

Parecer Com Ressalva

O parecer com ressalva é emitido quando o auditor conclui que o efeito de


qualquer discordâ ncia ou restriçã o na extensã o de um trabalho nã o é de tal
magnitude que requeira parecer adverso ou abstençã o de opiniã o.

O parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva, com a
utilizaçã o das expressõ es "exceto por", "exceto quanto" ou "com exceçã o de",
referindo-se aos efeitos do assunto objeto da ressalva. Nã o é aceitá vel nenhuma
outra expressã o na redaçã o desse tipo de parecer.

Orientações sobre a redação de parecer com ressalva

Quando o auditor emite parecer com ressalva, deve incluir descriçã o clara de todas
as razõ es que fundamentaram sua opiniã o e a quantificaçã o dos efeitos sobre as
DF’s. Essas informaçõ es devem ser apresentadas em pará grafo específico do
parecer, precedendo ao da opiniã o, e, também, se for o caso, fazer referência à
divulgaçã o mais ampla em nota explicativa à s DF’s.

O conjunto das informaçõ es sobre o assunto, objeto de ressalva constante no


parecer dos auditores independentes e nas notas explicativas sobre as
demonstraçõ es contá beis, deve permitir aos usuá rios claro entendimento do
assunto, sua natureza e seus efeitos nas DF’s, particularmente sobre a posiçã o
patrimonial e financeira e sobre o resultado das operaçõ es. Essas informaçõ es
devem, assim, permitir que o usuá rio possa apurar demonstraçõ es contá beis
ajustadas em relaçã o à s principais contas envolvidas, especialmente os efeitos no
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patrimô nio líquido e no resultado do exercício; haverá situaçõ es onde seja
impraticá vel sua quantificaçã o, caso em que tal fato deve ser mencionado.

Parecer Adverso

O auditor deve emitir parecer adverso quando verificar que as DF’s estã o
incorretas ou incompletas, em tal magnitude que impossibilite a emissã o do
parecer com ressalvas.

Assim, parecer adverso é o que exprime a opiniã o de que as demonstraçõ es


contá beis nã o representam adequadamente a posiçã o patrimonial e financeira,
nem o resultado das operaçõ es, e/ou as mutaçõ es do patrimô nio líquido, e/ou as
origens e aplicaçõ es de recursos de acordo com os Princípios Fundamentais de
Contabilidade.

O auditor deve, portanto, emitir parecer adverso quando verificar efeitos que, em
sua opiniã o, comprometam em tal magnitude das DF’s examinadas a ponto de nã o
ser suficiente a simples ressalva no parecer. Nessas circunstâ ncias, uma ressalva
nã o é considerada apropriada, uma vez que o auditor possui informaçõ es
suficientes para declarar que as DF’s nã o estã o adequadamente apresentadas.

Orientação sobre a redação de parecer adverso

Quando emitir parecer adverso, o auditor deve descrever em um ou mais


pará grafos intermediá rios:

(a) os motivos e a natureza das divergências que suportam sua opiniã o adversa, e

(b) os principais efeitos do assunto objeto da opiniã o adversa sobre a posiçã o


patrimonial e financeira, sobre o resultado do exercício, sobre as mutaçõ es do
patrimô nio líquido e sobre as origens e aplicaçõ es de recursos. Quando tais efeitos
nã o puderem ser quantificados, a melhor estimativa e suas bases de cá lculo devem
ser mencionadas no parecer.
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No pará grafo da opiniã o, o auditor deve declarar que, devido à relevâ ncia dos
efeitos dos assuntos comentados no pará grafo anterior ou em pará grafos
anteriores, as DF’s nã o representam adequadamente a posiçã o patrimonial e
financeira, o resultado das operaçõ es, as mutaçõ es do patrimô nio líquido e as
origens e aplicaçõ es de recursos da entidade de acordo com os Princípios
Fundamentais de Contabilidade.

Quando o auditor se deparar com um ou mais assuntos que determinem ressalva


em seu parecer, deve discriminá -los em pará grafos intermediá rios específicos ou
mesmo num ú nico pará grafo se isso nã o confundir o usuá rio, mas deve considerar
os efeitos conjugados de todas as ressalvas para decidir entre uma opiniã o com
ressalva e uma opiniã o adversa.

Parecer Com Abstenção De Opinião

O parecer com abstençã o de opiniã o é emitido quando houver uma limitaçã o


significativa na extensã o de seus exames que impossibilite o auditor expressar
opiniã o sobre as DF’s por nã o ter obtido comprovaçã o suficiente para fundamentá -
la.

Abstenção de opinião por limitação da extensão

Nos casos de limitaçõ es significativas, o auditor deve, no pará grafo da extensã o,


indicar claramente os procedimentos omitidos e suas circunstâ ncias ou fazer uma
referência a um pará grafo intermediá rio específico do parecer que descreva tal
limitaçã o. Em quaisquer desses casos, em pará grafo final do parecer, o auditor
deve mencionar claramente que o exame nã o foi suficiente para permitir emissã o
de opiniã o sobre as demonstraçõ es contá beis tomadas em conjunto. A abstençã o
de opiniã o nã o elimina a responsabilidade do auditor em mencionar, no parecer,
qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisã o do usuá rio dessas
informaçõ es.

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