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Livro Eletrônico

Aula 05

Noções de Direito Processual do Trabalho p/ TRT-BA 2018 (Técnico Jud - Área


Administrativa)

Professores: Adriana Lima, Bruno Klippel


Direito Processual do Trabalho Teoria e Questões
Prof. Bruno Klippel / Profa. Adriana Lima Aula 05

A123DIREITO CONSTITUCIO
AULA 05 – AUDIÊNCIA, PROVAS, SENTENÇA, CUSTAS
PROCESSUAIS, COISA JULGADA, RITOS SUMÁRIO E
SUMARÍSSIMO.

Nome do curso/concurso: TRT/BA – 5ª Região – 2018 –


TÉCNICO JUDICIÁRIO.

ATUALIZADO COM A REFORMA TRABALHISTA – LEI Nº 13.467/17

Prof. Bruno Klippel / Profa. Adriana Lima

MATÉRIA DA AULA

SUMÁRIO
 AUDIÊNCIA;
o Características;
o Fases da audiência;
o Ausência das partes à audiência;
o Ausência à audiência em prosseguimento;
 DAS PROVAS NO PROCESSO DO TRABALHO – FASE INSTRUTÓRIA:
o Princípios relacionados às provas;
o Objeto de prova;
o Meios da prova – Provas em espécie:
 Prova testemunhal;
 Prova documental;
 Prova pericial;
 Depoimento pessoal das partes;
o Ônus da prova;
o Inversão do ônus da prova;
o Distribuição Dinâmica do ônus da prova – NOVO CPC e CLT;
o Análise da prova – livre convencimento motivado do julgador;
 SENTENÇA;
o Classificação;
o Requisitos formais essenciais da sentença;
o Fundamentação da Sentença – NOVO CPC;
o Princípio da congruência;
 CUSTAS PROCESSUAIS;
 COISA JULGADA – CONCEITO E LIMITES;

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o Espécies de coisa julgada;


 RITO SUMÁRIO;
 RITO SUMARÍSSIMO;
o Regras específicas do rito sumaríssimo;
 Competência;
 Petição inicial do rito sumaríssimo;
 Audiência no rito sumaríssimo;
 Provas no rito sumaríssimo;
 Sentença no rito sumaríssimo;

 Recursos no rito sumaríssimo;

 AUDIÊNCIA;

Pode-se afirmar, sem medo de errar, que a audiência trabalhista é tida


como o principal ato do procedimento em 1º grau de jurisdição, já que a maioria dos
atos processuais tende a ser realizados naquele momento, tais como: tentativas de
conciliação, defesa do réu, instrução, razões finais e a própria sentença.

 Características;

Podem ser destacadas as seguintes características das audiências


trabalhistas:

 Trata-se de ato público, segundo dispõe o art. 93, IX, da CRFB/88, que trata
do princípio da publicidade processual. A audiência será realizada a portas
fechadas quando houver interesse público ou para defesa da intimidade de uma
das partes, por exemplo, quando o reclamante é portador de doença grave e
busca, em virtude daquela, a sua reintegração.

Art. 93, IX, CF/88: todos os julgamentos dos órgãos


do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas
todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a
lei limitar a presença, em determinados atos, às
próprias partes e a seus advogados, ou somente a
estes, em casos nos quais a preservação do direito à
intimidade do interessado no sigilo não prejudique o

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interesse público à informação;

 São realizadas em dias úteis, na sede do juízo, entre 8 e 18h, não


podendo ultrapassar 5 horas seguidas: tais regras estão dispostas nos
artigos 813 a 817 da CLT, que trazem, por óbvio, exceções, tais como a
prevista no art. 813 da CLT sobre a designação de outro local para a realização
do ato, bem como a possibilidade de se ultrapassar o limite de 5 (cinco) horas
para a audiência. Sobre o tema, importante frisar que o limite acima é para
cada audiência, e não para todos os atos designados para o dia.

Art. 813 - As audiências dos órgãos da Justiça do


Trabalho serão públicas e realizar-se-ão na sede do
Juízo ou Tribunal em dias úteis previamente fixados,
entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, não podendo
ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas, salvo quando
houver matéria urgente. § 1º - Em casos especiais,
poderá ser designado outro local para a realização
das audiências, mediante edital afixado na sede do
Juízo ou Tribunal, com a antecedência mínima de 24
(vinte e quatro) horas. § 2º - Sempre que for
necessário, poderão ser convocadas audiências
extraordinárias, observado o prazo do parágrafo
anterior.

 Tolerância que as partes deverão ter em relação ao Juiz: sobre o tema,


há um aparente conflito entre o art. 815 da CLT, que fala que as partes
poderão retirar-se caso o Magistrado não compareça ao local em até 15
(quinze) minutos após a hora marcada para o ato, e o art. 7º, XX, da Lei nº
8906/94, que afirma a possibilidade do Advogado retirar-se, nas mesmas
condições, após 30 (trinta) minutos. Nessa situação, que dispositivo legal
aplicar? Entende-se que a CLT deve ser aplicada, por conter norma específica
sobre direito processual do trabalho.

! Ocorre que tal norma não pode ser utilizada caso o Magistrado
esteja no local em que será realizada a audiência, praticando outro

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ato processual. Pode ocorrer de uma audiência trabalhista atrasar


em decorrência de outra, na qual foram ouvidas diversas
testemunhas. Mesmo que a audiência atrase mais de 15 (quinze)
minutos, não poderá a parte se retirar, sob alegação de aplicação do
art. 815 da CLT, pois nesse caso o Magistrado está na sede do juízo
realizando outro ato processual.

Art. 815 - À hora marcada, o juiz ou presidente


declarará aberta a audiência, sendo feita pelo
secretário ou escrivão a chamada das partes,
testemunhas e demais pessoas que devam
comparecer. (Vide Leis nºs 409, de 1943 e 6.563, de
1978) Parágrafo único - Se, até 15 (quinze) minutos
após a hora marcada, o juiz ou presidente não houver
comparecido, os presentes poderão retirar-se,
devendo o ocorrido constar do livro de registro das
audiências.

 Há que se destacar uma situação relacionada ao Novo CPC que consta


explicitamente na IN nº 39/16 do TST, que é a inaplicabilidade do art. 362,
III do CPC/15 ao processo do trabalho. O dispositivo diz que a
audiência será adiada caso haja atraso injustificado superior a 30
minutos, o que não será possível na Justiça do Trabalho, ou seja, a
audiência não será adiada mesmo existindo atraso de 30, 40, 50
minutos, 2 horas, etc.

Exemplo: a minha audiência está marcada para as 9h.


Pontualmente chego à Justiça do Trabalho. Procuro saber se o Juiz
já chegou e a informação é de que ele ainda não chegou. Às
9h30m esse ainda não chegou. Posso me utilizar do art. 815 da
CLT e me retirar, sem que haja prejuízo, pois já se passaram mais
de 15 minutos e o Magistrado não se encontra no local em que
deveria realizar o ato processual. Até 15 minutos de atraso são
tolerados. Nada posso fazer ou reclamar. Se for embora antes dos

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15 minutos de tolerância, serei prejudicado, pois será aplicado o


art. 844 da CLT, que determina o arquivamento ou a revelia na
hipótese de ausência, quando da realização do pregão
(chamamento das partes), se for autor e réu, respectivamente.

 Audiência una: o art. 849 da CLT prevê a audiência una para todos os
procedimentos trabalhistas (ordinário, sumário e sumaríssimo), de maneira a
imprimir maior celeridade aos feitos. Trata-se de mais uma técnica utilizada
pelo legislador trabalhista, que preferiu não dividir os atos em duas audiências,
como ocorre no rito ordinário do CPC, no qual se tem a audiência de
conciliação/mediação e a audiência de instrução. O dispositivo celetista
mencionado também dispõe que havendo força maior, poderá o Juiz fracionar o
ato, o que geralmente ocorre quando alguma testemunha falta ou é designada
perícia técnica. Nessas situações, o fracionamento é imperioso, não sendo
possível a continuidade dos atos processuais.

Art. 849 - A audiência de julgamento será contínua;


mas, se não for possível, por motivo de força maior,
concluí-la no mesmo dia, o juiz ou presidente marcará
a sua continuação para a primeira desimpedida,
independentemente de nova notificação.

 Fases da audiência;

Apregoar as partes significa, em termos simples, chamá-las para que


venham participar do ato processual. Assim, as partes – reclamante e reclamado –
são chamadas por seus nomes a fim de que venham a sentar-se à mesa da sala de
audiência para aquele importante ato processual.
Feito o pregão das partes, se ambas estiverem presentes, será iniciada a
audiência, com a primeira tentativa de conciliação. Se ausente reclamante, o processo
será arquivado. Se ausente o reclamado, será julgado à revelia. Se ambos faltarem, o
processo será arquivado. A questão que sempre é discutida toca ao atraso das partes.
Caso alguma delas venha a se atrasar, como deve agir o Magistrado trabalhista?

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Em relação ao tema, três são as correntes doutrinárias: 1. Aplica por


analogia o art. 815 da CLT, que prevê o atraso de 15 minutos para o Juiz; 2. Aplica o
princípio da razoabilidade e diz que o Juiz deve aguardar alguns minutos; 3. Radical,
afirma que não há previsão legal para o atraso das partes, devendo-se aplicar desde
logo as consequências legais – arquivamento e revelia – respectivamente para o
reclamante e reclamado.
Apesar de ser bastante radical e, portanto, receber duras críticas da
doutrina, o TST vem adotando a 3ª corrente, tendo inclusive editado a Orientação
Jurisprudencial nº 245 da SBDI-1, que afirma a inexistência de previsão legal sobre a
tolerância em relação ao atraso das partes.

! Entende-se que essa deve ser a resposta a ser utilizada nos


concursos públicos, por ser mais segura, apesar de na prática
observar-se uma certa tolerância, o que vai ao encontro do princípio
da razoabilidade.

OJ nº 245, da SDI-1, do TST: Inexiste previsão legal


tolerando atraso no horário de comparecimento da
parte na audiência.

Sobre o comparecimento das partes, dispõe o art. 843 da CLT, que deverão
apresentar-se pessoalmente, sendo que as pessoas jurídicas deverão fazer-se
representar por gerente ou preposto. Nas ações plúrimas ou nas ações de
cumprimento, os reclamantes, por serem em número considerável, poderão ser
representados por comissão de trabalhadores ou pelo Sindicato.

Art. 843 - Na audiência de julgamento deverão estar


presentes o reclamante e o reclamado,
independentemente do comparecimento de seus
representantes salvo, nos casos de Reclamatórias
Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando os
empregados poderão fazer-se representar pelo
Sindicato de sua categoria. (Redação dada pela Lei nº
6.667, de 3.7.1979) § 1º - É facultado ao empregador

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fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro


preposto que tenha conhecimento do fato, e cujas
declarações obrigarão o proponente. § 2º - Se por
doença ou qualquer outro motivo poderoso,
devidamente comprovado, não for possível ao
empregado comparecer pessoalmente, poderá fazer-
se representar por outro empregado que pertença à
mesma profissão, ou pelo seu sindicato. § 3º O
preposto a que se refere o § 1º deste artigo não
precisa ser empregado da parte reclamada.

Presentes as partes, segue-se para a primeira tentativa de conciliação, que


em tese mostra-se como obrigatória, por meio da qual o Juiz tentará convencer as
partes sobre os benefícios de uma solução conciliatória, conforme lhe impõe o art.
139, V do CPC/15. Se as partes chegarem a um acordo, sendo esse homologado, a
demanda será extinta com resolução do mérito, nos termos do art. 487, III, “b” do
CPC/15.
Destaque principal para o §3º do art. 843 da CLT, introduzido pela
reforma trabalhista de 2017 (Lei 13.467), dispondo que o preposto não precisa
ser empregado, o que demonstra uma mudança radical em relação ao entendimento
do TST, disposto na Súmula nº 377 do TST, que exigia aquela qualidade.

! Atenção, pois a Súmula 418 do TST prevê a faculdade do


Magistrado em homologar acordo apresentado pelas partes, já que
pode aquele entender que é maléfico ao empregado – a quem a lei
deve sempre proteger – razão pela qual será o pedido de
homologação indeferido.

Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as


disposições deste Código, incumbindo-lhe: V -
promover, a qualquer tempo, a autocomposição,
preferencialmente com auxílio de conciliadores e
mediadores judiciais;

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Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz:


III - homologar: b) a transação;

Exemplo: imagine que tenha ajuizado uma ação trabalhista


requerendo a condenação da reclamada ao pagamento de
R$100.000,00, por horas extraordinárias e seus reflexos. No curso
da demanda, após uma fase instrutória muito boa, com
testemunhas que demonstraram o meu direito, surge no processo
uma petição de acordo, por meio do qual aceito receber
R$10.000,00, pagos em 10 parcelas de R$1.000,00. A petição
está assinada por todos, que requerem a homologação do acordo
e extinção do processo com resolução do mérito. O Juiz, ao ler a
petição e ver o valor do acordo, entendeu que esse era irrisório
em relação ao direito do autor, razão pela qual indeferiu o pedido
de homologação do acordo. Como consequência, determinou o
prosseguimento do processo, culminando com a sentença, que
condenou a reclamada ao pagamento de R$70.000,00.

Em não havendo acordo, passarão as partes à próxima fase da audiência,


destinada a apresentação da defesa pelo reclamado, nos moldes estudados
anteriormente, que podem ser resumidas da seguinte maneira: a defesa do reclamado
será apresentada oralmente, no prazo de 20 (vinte) minutos, podendo englobar a
contestação, as exceções (suspeição, impedimento e incompetência) e a reconvenção.
Com a reforma trabalhista, a defesa também poderá ser apresentada por
escrito, conforme § único do art. 847 da CLT.
Se a defesa consistir na alegação de fatos extintivos, impeditivos e
modificativos, isto é, se for formulada defesa indireta de mérito, o autor apresentará
manifestação oral, que será reduzida a termo na ata de audiência, passando-se à
instrução processual.
Na fase instrutória, poderão ser ouvidas as partes, ou seja, tomados os
seus depoimentos pessoais, assim como ouvidas as testemunhas, que segundo será
ainda estudado, comparecem independentemente de intimação.

! Vale a pena gravar que não há previsão legal para o depósito de


rol prévio de testemunhas e intimação para audiência, pois segundo

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o art. 825 da CLT, as testemunhas comparecem independentemente


de intimação.
! Ainda sobre a prova testemunhal, sempre cabe lembrar que no rito
ordinário e sumário são em número máximo de 3 (três) para cada
parte, no sumaríssimo no máximo 2 (duas) para cada parte e no
inquérito para apuração de falta grave, podem ser ouvidas até 6
(seis) testemunhas para cada parte.

Art. 825 - As testemunhas comparecerão a audiência


independentemente de notificação ou intimação.
Parágrafo único - As que não comparecerem serão
intimadas, ex officio ou a requerimento da parte,
ficando sujeitas a condução coercitiva, além das
penalidades do art. 730, caso, sem motivo justificado,
não atendam à intimação.

Ainda sobre a fase instrutória, nesse momento poderá o Magistrado deferir


prova pericial, sendo que por aplicação do princípio da celeridade, já deverá no
mesmo ato definir o objeto da perícia, designar o perito, fixar prazo para a entrega do
laudo, bem como dos quesitos pelas partes, de forma a acelerar a realização do ato.
Finda a instrução, seguir-se-á, conforme dispõe o art. 850 da CLT, às
razões finais, em regra orais, pelo prazo de 10 (dez) minutos para cada parte, sendo
que ao final dessas será realizada nova tentativa de conciliação que, sendo frustrada,
levará ao próximo ato: a sentença.

! Ao término da audiência deve ser buscada nova tentativa de


conciliação, já que em tese a probabilidade de acordo nesse
momento é maior se comparado ao início do ato.

Art. 850 - Terminada a instrução, poderão as partes


aduzir razões finais, em prazo não excedente de 10
(dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou
presidente renovará a proposta de conciliação, e não
se realizando esta, será proferida a decisão.

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Parágrafo único - O Presidente da Junta, após propor


a solução do dissídio, tomará os votos dos vogais e,
havendo divergência entre estes, poderá desempatar
ou proferir decisão que melhor atenda ao
cumprimento da lei e ao justo equilíbrio entre os
votos divergentes e ao interesse social.

Apesar de não ser comum, pode o Magistrado proferir sentença oral, ao


cabo da audiência, sendo que no rito ordinário o relatório não está dispensado,
diferentemente do que ocorre no sumaríssimo, ainda a ser estudado, havendo prazo
para que o Juiz profira a decisão.

Exemplo: semana que vem será a audiência da ação trabalhista


que ajuizei em face do meu ex-empregador. O pedido que
formulei foi de condenação ao pagamento de R$100.000,00, razão
pela qual a ação tramita pelo rito ordinário. Será na terça-feira, às
9h. Combinei com João, José e Maria, minhas testemunhas, que
devem comparecer naquele dia e hora para deporem. No dia e
hora combinados, duas delas faltaram sem justificativa. A terceira
testemunha foi ouvida e o Juiz intimou as duas outras, marcando
nova audiência para a oitiva das testemunhas faltante.

 Ausência das partes à audiência;

As consequências processuais são diferentes para a ausência das partes –


reclamante e reclamado – sendo mais severas para o segundo, em razão do princípio
da proteção, aplicável a todas as fases do procedimento trabalhista.
Se as partes são diferentes, devem ser tratadas de maneira diferente,
aplicando-se consequências processuais menos severas para reclamante, em regra o
empregado, em detrimento do empregador.

 Reclamante;

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O tema é tratado no art. 844 da CLT, que traz a consequência do não


comparecimento do reclamante à audiência: arquivamento do feito. O arquivamento
do processo é a denominação usual em processo do trabalho para extinção sem
resolução do mérito. O processo trabalhista somente não será arquivado se presente a
hipótese descrita no art. 843, §2º, da CLT, que prevê a presença de outro empregado
ou de membro do sindicato à audiência para justificar a ausência do reclamante.
Apenas nessa hipótese, a audiência será suspensa, designando-se nova data, uma vez
haver justificativa plausível para o fracionamento do ato.

Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à


audiência importa o arquivamento da reclamação, e o
não-comparecimento do reclamado importa revelia,
além de confissão quanto à matéria de fato.

Art. 843, § 2º - Se por doença ou qualquer outro


motivo poderoso, devidamente comprovado, não for
possível ao empregado comparecer pessoalmente,
poderá fazer-se representar por outro empregado que
pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato.

O arquivamento do processo por ausência do reclamante acarretará a


condenação daquele ao pagamento das custas processuais, nessa hipótese, calculadas
em 2% (dois por cento) do valor atribuído à causa. A reforma trabalhista (Lei
13.467/17) incluiu o §2º no art. 844 da CLT tratando do pagamento das
custas processuais, bem como da possibilidade de isenção. A regra criada é a
seguinte:
 Haverá a condenação do reclamante ausente ao pagamento de custas
processuais;
 A condenação será aplicada mesmo que beneficiário da justiça gratuita;
 Poderá ser isento das custas caso comprove, no prazo de 15 dias, que a
ausência foi justificada.

§ 2º Na hipótese de ausência do reclamante, este


será condenado ao pagamento das custas calculadas

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na forma do art. 789 desta Consolidação, ainda que


beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar,
no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu por
motivo legalmente justificável.

A regra do arquivamento é totalmente favorável à aplicação do princípio da


proteção, uma vez que se arquivando o processo, poderá o autor intentar novamente
a ação, não havendo qualquer prejuízo. Ademais, mesmo arquivado, a prescrição
restará interrompida, nos termos da Súmula n. 268 do TST.

Súmula nº 268 do TST: A ação trabalhista, ainda que


arquivada, interrompe a prescrição somente em
relação aos pedidos idênticos.

Por fim, também incluído pela reforma trabalhista (Lei 13.467/17),


o §3º do art. 844 da CLT prevê que o pagamento das custas processuais, caso o
reclamante seja condenado, será condição indispensável para o ajuizamento de nova
ação, ou seja, verdadeiro pressuposto processual. Vejamos:

§ 3º O pagamento das custas a que se refere o § 2º é


condição para a propositura de nova demanda.

 Reclamado;

A questão igualmente está prevista no art. 844 da CLT, porém, mostra-se


absolutamente mais severa para o reclamado, já que a ausência acarretará a revelia,
com a presunção de veracidade dos fatos afirmados, conforme já estudado. Percebe-
se que a revelia surge da impossibilidade de apresentação de defesa posterior, já que
aquele ato deveria ser realizado em audiência, sob pena de preclusão.

Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à


audiência importa o arquivamento da reclamação, e o
não-comparecimento do reclamado importa revelia,

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além de confissão quanto à matéria de fato.

Salienta-se que a revelia surgirá mesmo que presente o Advogado da


reclamada, munido de defesa, documentos e procuração, se ausente um
representante da empresa (gerente, sócio ou preposto), uma vez que o art. 23 do
Código de Ética da Advocacia veda o exercício, ao mesmo tempo, das funções de
Advogado e preposto. Presente apenas o Advogado, a empresa será revel. Tal
situação não foi alterada pela reforma trabalhista, que ao incluir o §5º no art. 844 da
CLT, não modificou a regra do caput. Assim, conforme o §5º inserido pela Lei
13.467/17, serão aceitos os documentos e defesa eventualmente
apresentados pelo Advogado do reclamado ausente. O fato da defesa e
documentos serem aceitos não impede a aplicação dos efeitos da revelia.

§ 5º Ainda que ausente o reclamado, presente o


advogado na audiência, serão aceitos a contestação e
os documentos eventualmente apresentados.

Exemplo: digamos que tenha ajuizado uma ação trabalhista


requerendo a condenação ao pagamento das seguintes parcelas:
horas extraordinárias, adicional noturno e dano moral. Apesar de
regularmente notificada, a empresa não compareceu no dia da
audiência, não havendo qualquer justificativa para a ausência. O
Juiz aplicou os efeitos da revelia, considerando que os fatos
narrados na petição inicial eram verdadeiros. Por consequência,
condenou a empresa ao pagamento das horas extras, adicional
noturno e dano moral.

 Ausência à audiência em prosseguimento;

A ausência do reclamante que acarreta o arquivamento do processo,


segundo disposição sumulada do TST, é a que ocorre na audiência inaugural (ou una),
uma vez que aquela consequência não surgirá se ausente o reclamante em audiência
em prosseguimento, isto é, naquela designada para a instrução processual, após a
defesa do reclamado.
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Exemplificando, o reclamado apresentou defesa em audiência e o Juiz


verificou a necessidade de prova pericial. Diante disso, designou nova audiência, para
data posterior a entrega do laudo pericial, de forma a serem ouvidas as partes e
testemunhas. A ausência nessa segunda audiência (em prosseguimento), nos ditames
da Súmula n. 9 do TST, não gera arquivamento, e sim, confissão da parte, se
intimada para comparecer e prestar depoimento pessoal (Sumula n. 74 TST) e perda
das demais provas, tais como as testemunhas que poderia ouvir naquele momento.

Súmula nº 9 do TST: A ausência do reclamante,


quando adiada a instrução após contestada a ação em
audiência, não importa arquivamento do processo.

Exemplo: na primeira audiência do meu processo, eu e a


empresa estivemos presentes ao ato. Naquele momento, foi
tentado o acordo e, diante da impossibilidade, apresentada a
defesa. O Juiz verificou a necessidade de realização de perícia,
razão pela qual foi marcada nova audiência, para dali a 30 dias.
Na segunda audiência, não fui por mero esquecimento. Como a
defesa do reclamado já havia sido apresentada na primeira
audiência, o Juiz não arquivou o processo. Na realidade, produziu
as demais provas, ouviu o reclamado, as testemunhas e proferiu a
sentença, mesmo na minha ausência, já que eu havia sido
intimado para aquela 2ª audiência.

 DAS PROVAS NO PROCESSO DO TRABALHO – FASE INSTRUTÓRIA:

Inicia-se o estudo da fase instrutória do processo do trabalho, que também


se desenvolve durante a audiência una, mas que pode acarretar a suspensão do ato e
o necessário fracionamento, gerando num mesmo processo a ocorrência de duas, três
ou mais audiências. Podem ser conceituadas as provas como os mecanismos
processuais aptos à demonstração da verdade dos fatos articulados pelas partes, de
maneira a atingir-se a verdade real.

 Princípios relacionados às provas;

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A respeito da prova e de sua produção, destacam-se os seguintes


princípios, basilares em direito processual do trabalho:

 Isonomia processual: A previsão contida no art. 5º, caput, da Constituição da


República Federativa do Brasil de 1988, de inegável aplicação também no
campo processual, juntamente com as disposições do art. 139 do CPC/15, que
conferem ao Juiz o dever de tratar as partes igualmente, informam que o Juiz,
ao definir as provas a serem produzidas, deve valer-se daquele postulado e
permitir a participação dos litigantes, sem qualquer discriminação, na produção
das provas. Mesmo que uma das partes não tenha, por exemplo, requerido a
produção de prova pericial, ao deferi-la, deverá o Magistrado possibilitar a sua
participação.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção


de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e
aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as


disposições deste Código, incumbindo-lhe: I -
assegurar às partes igualdade de tratamento; II -
velar pela duração razoável do processo; III -
prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à
dignidade da justiça e indeferir postulações
meramente protelatórias; IV - determinar todas as
medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou
sub-rogatórias necessárias para assegurar o
cumprimento de ordem judicial, inclusive nas ações
que tenham por objeto prestação pecuniária; V -
promover, a qualquer tempo, a autocomposição,
preferencialmente com auxílio de conciliadores e
mediadores judiciais; VI - dilatar os prazos

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processuais e alterar a ordem de produção dos meios


de prova, adequando-os às necessidades do conflito
de modo a conferir maior efetividade à tutela do
direito; VII - exercer o poder de polícia, requisitando,
quando necessário, força policial, além da segurança
interna dos fóruns e tribunais; VIII - determinar, a
qualquer tempo, o comparecimento pessoal das
partes, para inquiri-las sobre os fatos da causa,
hipótese em que não incidirá a pena de confesso; IX -
determinar o suprimento de pressupostos
processuais e o saneamento de outros vícios
processuais; X - quando se deparar com diversas
demandas individuais repetitivas, oficiar o Ministério
Público, a Defensoria Pública e, na medida do
possível, outros legitimados a que se referem o art.
5o da Lei no 7.347, de 24 de julho de 1985, e o art. 82
da Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, para, se
for o caso, promover a propositura da ação coletiva
respectiva. Parágrafo único. A dilação de prazos
prevista no inciso VI somente pode ser determinada
antes de encerrado o prazo regular.

 Contraditório e ampla defesa: Sabe-se que o contraditório é traduzido na


expressão informação + possibilidade de reação, o que significa dizer que o
Magistrado trabalhista deve sempre possibilitar o conhecimento, por uma parte,
das provas produzidas pela outra, de maneira que tenha ciência daquilo que é
levado ao processo pelo opositor, podendo valer-se dos meios de impugnação
existentes. Mesmo inexistindo previsão para a interposição de recursos em face
de decisões interlocutórias, salvo as hipóteses da Súmula n. 214 do TST, ao
opoente poderá manifestar-se em petição dirigida ao próprio juiz, sobre a prova
produzida pela outra parte, exercendo assim o contraditório. Já a ampla defesa
estará assegurada se o Juiz possibilitar às partes a produção de todos os meios
de prova admitidos em juízo, ainda que não previstos na CLT e CPC, conforme
previsão do art. 369 do CPC/15.

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Súmula nº 214 do TST: Na Justiça do Trabalho, nos


termos do art. 893, § 1º, da CLT, as decisões
interlocutórias não ensejam recurso imediato, salvo
nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do
Trabalho contrária à Súmula ou Orientação
Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; b)
suscetível de impugnação mediante recurso para o
mesmo Tribunal; c) que acolhe exceção de
incompetência territorial, com a remessa dos autos
para Tribunal Regional distinto daquele a que se
vincula o juízo excepcionado, consoante o disposto no
art. 799, § 2º, da CLT.

Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos


os meios legais, bem como os moralmente legítimos,
ainda que não especificados neste Código, para
provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido
ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz.

 Livre convencimento motivado do juiz: O sistema processual brasileiro


trabalha sob a ótica do livre convencimento motivado do Juiz, conforme art. 93,
IX, da CRFB/88 e art. 371 do CPC/15, não se aplicando o sistema de prova
legal, segundo o qual cada meio de prova possuía uma força, havendo provas
mais fortes e outras menos fortes. Em nosso sistema, todos os meios de prova
possuem a mesma força probante, devendo o Magistrado analisá-las e concluir
pela procedência ou improcedência dos pedidos do autor, utilizando-se de seu
livre convencimento. Contudo, deverá expor na decisão os motivos que lhe
convenceram, já que há a necessidade de motivação do decisum.

Art. 93, IX, da CF: IX todos os julgamentos dos


órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e
fundamentadas todas as decisões, sob pena de
nulidade, podendo a lei limitar a presença, em
determinados atos, às próprias partes e a seus

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advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a


preservação do direito à intimidade do interessado no
sigilo não prejudique o interesse público à
informação.

Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos


autos, independentemente do sujeito que a tiver
promovido, e indicará na decisão as razões da
formação de seu convencimento.

Exemplo: em um determinado processo, o Juiz do Trabalho ouviu


6 testemunhas, três de cada parte, além de ter analisado uma
série de documentos sobre um possível dano moral. Das 6
testemunhas, 5 afirmaram que não houve a situação descrita na
petição inicial e apenas 1 testemunha afirmou os fatos. Ao julgar,
o Magistrado levou em consideração o que foi dito pela única
testemunha que afirmou os fatos da petição inicial. Justificou o
motivo de fazê-lo, condenando a empresa ao pagamento de
R$100.000,00 pelos danos morais. Vejam que o Juiz afastou as
demais provas e se valeu daquela que o convenceu, conforme o
seu livre convencimento motivado.

 Licitude das provas: A CRFB/88 destaca em seu art. 5º, LVI, a


inadmissibilidade das provas produzidas por meios ilícitos. Além disso, o art.
369 do CPC/15 prevê a possibilidade de utilização de todos os meios legais de
provas. Certamente a inserção do dispositivo legal na Constituição Federal deu-
se em virtude da mudança de sistema ocorrida em nosso país – autoritário para
democrático – buscando-se no momento atual banir totalmente as práticas
correntes em períodos anteriores, principalmente a tortura, que levava as
“confissões” tantas vezes encontradas na história de nosso país.

Art. 5º, LVI, da CF: LVI - são inadmissíveis, no


processo, as provas obtidas por meios ilícitos;

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Art. 369. As partes têm o direito de empregar todos


os meios legais, bem como os moralmente legítimos,
ainda que não especificados neste Código, para
provar a verdade dos fatos em que se funda o pedido
ou a defesa e influir eficazmente na convicção do juiz.

 Busca pela verdade real: Não se pode mais afirmar que o processo civil
(também o processo do trabalho) se vale da verdade formal, enquanto o
processo penal se vale da verdade real, uma vez que a doutrina e
jurisprudência atualmente são unânimes em afirmar que o processo, seja civil,
trabalhista, penal, etc., é um instrumento do Estado para o descobrimento da
e
verdade, daquilo que realmente ocorreu no mundo dos fatos. Assim, não se
pode mais aceitar a postura passiva dos Magistrados, que por muitos anos
décadas apenas aguardaram as provas serem trazidas pelas partes. A mudança
de paradigma em relação ao tema fez com que o Juiz passasse a desempenhar
uma função ainda mais ativa, também no tocante à produção das provas, em
especial, através dos seus poderes instrutórios, previstos no art. 370 do
CPC/15, que permite a ele produzir a prova que entender necessária ao
descobrimento da verdade. Assim deve ser vista a atuação jurisdicional, sempre
buscando a verdade real.

Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento


da parte, determinar as provas necessárias ao
julgamento do mérito. Parágrafo único. O juiz
indeferirá, em decisão fundamentada, as diligências
inúteis ou meramente protelatórias.

 Necessidade da prova: Os meios de prova somente serão produzidos tendo


por base a existência de fatos controvertidos e, excepcionalmente, para
demonstração do direito, conforme previsão do art. 376 do CPC/15. Se o fato
não é controvertido, é porque foi confessado pela outra parte, é notório ou
sobre ele existe presunção de veracidade, hipóteses nas quais não há
necessidade de prova, segundo art. 374 do CPC/15. Em relação à prova do
direito, poderá ser requerida pelo Magistrado quando a parte alegar em seu

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favor a aplicação de legislação estadual, municipal, estrangeira ou


consuetudinária, de acordo com o art. 376 do CPC/15. Ainda em relação ao
tema, destaca-se o ônus que as partes possuem de provar as suas alegações,
sob pena de seus fundamentos não serem aceitos, carreando decisão
desfavorável. Trata-se do ônus da prova, a ser melhor estudado em tópicos
seguintes.

Art. 376. A parte que alegar direito municipal,


estadual, estrangeiro ou consuetudinário provar-lhe-á
o teor e a vigência, se assim o juiz determinar.

0
Art. 374. Não dependem de prova os fatos: I -
notórios; II - afirmados por uma parte e confessados
pela parte contrária; III - admitidos no processo
como incontroversos; IV - em cujo favor milita
presunção legal de existência ou de veracidade.

 Imediatidade: Tal princípio informa que as provas serão produzidas


diretamente pelo Juiz, ou seja, o contato deste com aquelas se faz de maneira
imediata, para que o resultado não sofra qualquer interferência das partes. A
regra serve para as provas orais, como o interrogatório, o depoimento pessoal
e a prova testemunhal, já que as provas documental e pericial são produzidas
em momentos distintos, sem a participação do Magistrado, cabendo-lhe
analisá-las e concluir pela procedência ou não das informações ali contidas. A
inspeção judicial, apesar de não ser comum na prática, também pode ser
encarada como um meio de prova imediato, já que realizada diretamente pelo
Magistrado. Vejam que não se aplica ao processo do trabalho o art. 459
do CPC/15, por entendimento consolidado na IN nº 39/15, que permite
a inquirição de testemunhas diretamente pelas partes, pois no processo
do trabalho a prova é produzida por intermédio do Juiz.

 Oralidade: O princípio da oralidade, de inegável importância no processo do


trabalho, já estudado em sua inteireza em tópico específico, também está
diretamente ligado à produção de provas, já que a fase instrutória se
desenvolve basicamente em audiência, sendo que os atos naquela oportunidade

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são todos orais, tais como o deferimento de prova pericial, a descrição de seu
objeto e outros aspectos relevantes para o exame técnico, assim como a oitiva
das partes e testemunhas. O princípio em análise possui inegável importância
para a celeridade e efetividade processuais.

 Objeto de prova;

Como regra geral, a prova incide sobre os fatos que são narrados pelas
partes. Assim, em demanda visando ao reconhecimento do vínculo de emprego,
deverão ser provadas a subordinação, a onerosidade, a habitualidade e a
pessoalidade, requisitos dispostos no art. 3º da CLT. Se não restar provado qualquer
b
dos requisitos, a pretensão será julgada improcedente. Contudo, não são todos os
fatos que devem ser provados, já que alguns são de antemão excluídos pelo
legislador, nos termos do art. 374 do CPC/15, tais como os fatos: notórios,
afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária, admitidos no
processo como incontroversos e em cujo favor milita presunção de existência
ou de veracidade.

Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física


que prestar serviços de natureza não eventual a
empregador, sob a dependência deste e mediante
salário. Parágrafo único - Não haverá distinções
relativas à espécie de emprego e à condição de
trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico
e manual.

Art. 374. Não dependem de prova os fatos: I -


notórios; II - afirmados por uma parte e confessados
pela parte contrária; III - admitidos no processo
como incontroversos; IV - em cujo favor milita
presunção legal de existência ou de veracidade.

No tocante ao direito, em regra, não há necessidade de prová-lo, e sim,


alegar que houve violação e que, portanto, devem ser produzidos os efeitos que dele
decorrem. Exclui-se a necessidade de sua prova, pois o juiz conhece o direito, ou seja,

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iura novit curia. A regra somente é aplicável ao direito federal, sendo que as partes
podem alegar outras normas, de caráter estadual, municipal, estrangeiro ou mesmo
consuetudinárias (decorrentes do costume). Nessas situações, prescreve o art. 376 do
CPC/15 que o Juiz poderá exigir da parte a prova do direito, isto é, de que a lei existe,
que aquele é o seu teor e que está em vigor.
No processo do trabalho existem diversas normas que podem ser aplicadas
aos contratos de trabalho e, portanto, serem analisadas pelo Magistrado em uma
demanda, que não são de conhecimento público ou, mesmo sendo, não possui o Juiz
a obrigação de conhecê-los, razão pela qual pode ser aplicado o art. 376 do CPC/15.
São eles: acordos e convenções coletivas de trabalho, tratados e convenções
internacionais, regulamentos de empresa, planos e carreiras, dentre outros.
6

Art. 376. A parte que alegar direito municipal,


estadual, estrangeiro ou consuetudinário provar-lhe-á
o teor e a vigência, se assim o juiz determinar.

Exemplo: é bastante comum na Justiça do Trabalho o pedido de


reconhecimento do vínculo de emprego. Em uma ação trabalhista,
o autor afirmou que preenchia os requisitos do vínculo
empregatício, requerendo o reconhecimento dele para anotação
da CTPS. Na defesa, o réu reconheceu que o autor trabalhou com
subordinação, habitualidade, onerosidade e pessoalidade. Assim
sendo, tal fato (existência de vínculo de emprego) tornou-se
incontroverso, dispensando o Juiz as provas acerca desse fato. O
Magistrado buscou produzir provas relacionadas aos demais
pedidos, pois eram controvertidos, diferentemente do pedido de
reconhecimento do vínculo de emprego.

 Meios da prova – Provas em espécie:


 Prova testemunhal;

Sabe-se, na prática, que a prova testemunhal é uma das mais importantes


no processo do trabalho, uma vez que o empregado, na maioria das vezes, não dispõe
de documentos que comprovem todas as suas alegações, sendo que tais podem ser

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comprovados por outros empregados, que presenciavam os fatos, como ocorre em


relação ao dano moral em decorrência de humilhação, dentre outros.
A prova testemunhal é capaz de comprovar a veracidade dos fatos aduzidos
pelo autor, salvo se, conforme art. 442 e 443 do CPC/15, já estiverem comprovados
por prova documental ou confissão real da parte ou só puderem ser provados por
prova pericial, como ocorre com a insalubridade e periculosidade, que dependem
daquela espécie de prova técnica.

Art. 442. A prova testemunhal é sempre admissível,


não dispondo a lei de modo diverso.

1
Art. 443. O juiz indeferirá a inquirição de
testemunhas sobre fatos: I - já provados por
documento ou confissão da parte; II - que só por
documento ou por exame pericial puderem ser
provados.

Ainda em relação ao tema prova testemunhal, mostra-se sempre necessário


falar sobre os limites impostos ao número de testemunhas nos diversos ritos
trabalhistas, já que essa matéria é frequentemente cobrada nos exames. O quadro
abaixo resume a questão:

Inquérito
PROCEDIMENTO Ordinário Sumário Sumaríssimo para
apuração de
falta grave
NÚMERO DE
TESTEMUNHAS 3 3 2 6

O limite imposto pela lei deve ser assim entendido:

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 No polo ativo: sendo facultativa a formação do polo ativo, o número máximo de


testemunhas é para todos os litigantes, isto é, se a ação foi ajuizada por 3
(três) reclamantes, o número máximo de testemunhas para todos, no rito
ordinário, será de 3 (três), ou seja, todos aproveitarão as mesmas
testemunhas, já que optaram por ajuizar a demanda conjuntamente.

 No polo passivo: sendo a formação do polo passivo dependente exclusivamente


da vontade do autor, não podem os réus serem prejudicados pela aglutinação,
no polo passivo, de diversos litigantes, razão pela qual o número máximo de
testemunhas, conforme tabela acima, é para cada litigante. Assim, se dois os
reclamados, cada um poderá valer-se de 3 (três) testemunhas no rito ordinário,
no total de 6 (seis).

! Importante sempre lembrar que o procedimento trabalhista que


possui previsão de maior número de testemunhas é o inquérito para
apuração de falta grave, sendo possível arrolar até 6 (seis) para
cada polo. Tal fato se dá em virtude do objeto da referida ação, que
busca desconstituir a estabilidade provisória de alguns
trabalhadores, como o dirigente sindical, por exemplo.

Exemplo: durante anos trabalhei como segurança em uma


empresa privada, que prestava serviços ao Município de
Vitória/ES. Após ser demitido sem receber as verbas rescisórias,
ajuizei ação trabalhista em face da ex-empregadora e do
Município, diante da terceirização havida, que gerou a
responsabilidade subsidiária do tomador. Na audiência do
processo que tramitou pelo rito ordinário, levei minhas 3
testemunhas, sendo que a primeira reclamada levou outras 3 e a
segunda reclamada outras 3 testemunhas. As 9 testemunhas
foram ouvidas durante a instrução. Esse número decorre da
existência de litisconsórcio passivo.

Situação atinente à prova testemunhal, frequentemente cobrada em provas


de concursos, está relacionada à ocorrência ou não de suspeição quando a
testemunha está litigando ou já litigou contra o empregador. Assim, se João é

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testemunha em processo movido por José em face da empresa “Alfa”, será João
suspeito se também estiver movendo ação em face da mesma empresa? E se já tiver
ajuizada demanda anteriormente?
Ao analisar a situação, o TST levou em consideração diversas premissas:

 A prova testemunhal é uma das mais importantes no processo do trabalho sob


a ótica do empregado;

 Na maioria das vezes o empregado dispõe de poucos empregados ou ex-


empregados que tenham conhecimento dos fatos e que possam ser
testemunhas;

 Não se pode presumir que a testemunha será suspeita apenas por ter movido
ação em face da mesma empresa, isto é, presume-se que aquele contará a
verdade e não o contrário.

Com base nessas premissas, o TST editou a Súmula n. 357, cuja redação
destaca a ausência de suspeição da testemunha nas situações versadas. Caberá, por
óbvio, ao Juiz do Trabalho verificar se não existe uma “troca de favores” entre
reclamante e testemunha. Se chegar a essa conclusão, poderá dispensar a
testemunha ou ouvi-la apenas como informante.

Súmula nº 357 do TST: Não torna suspeita a


testemunha o simples fato de estar litigando ou de
ter litigado contra o mesmo empregador.

Ainda em relação à produção da prova testemunhal, tem-se a dúvida sobre


a testemunha menor de 18 (dezoito) anos. Apesar da dúvida doutrinária e
jurisprudencial, bem como a existência de diversas correntes, a melhor análise da
questão resume-se a dizer que o menor de 18 (dezoito) anos será ouvido como
informante, não prestando o compromisso de dizer a verdade, já que não pode ser
sujeito do crime de falso testemunho, por não possuir idade penal.
Aspecto de relevo e que não pode ser esquecido em relação a produção da
prova testemunhal diz respeito à possibilidade das partes contraditarem as
testemunhas, conforme art. 457, §1º, do CPC/15, isto é, de afirmarem e

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demonstrarem em juízo que aquela é suspeita, impedida ou incapaz de depor. O ato


de contraditar deve ser realizado em período bastante específico, sob pena de
preclusão. Tal período se dá entre a qualificação da testemunha e o compromisso
de dizer a verdade, ou seja, é nesse meio tempo que a parte contrária deverá
contraditar. Disso resulta que tomado o compromisso da testemunha, preclusa estará
a possibilidade da contradita.

Art. 457. Antes de depor, a testemunha será


qualificada, declarará ou confirmará seus dados e
informará se tem relações de parentesco com a parte
ou interesse no objeto do processo. § 1o É lícito à
parte contraditar a testemunha, arguindo-lhe a
incapacidade, o impedimento ou a suspeição, bem
como, caso a testemunha negue os fatos que lhe são
imputados, provar a contradita com documentos ou
com testemunhas, até 3 (três), apresentadas no ato e
inquiridas em separado.

Exemplo: em uma audiência trabalhista, o Magistrado chamou a


primeira audiência, Sr. João, amigo íntimo do autor. Ao verificar
tal situação, o réu aguardou a testemunha ser qualificada para
dizer ao Juiz que gostaria de contraditá-la, por ser amigo íntimo
do autor. Ao ser questionado pelo Juiz se realmente era amigo
íntimo, a testemunha afirmou que sim, razão pela qual foi
dispensada pelo Magistrado, diante da suspeição havida.

Mesmo aqueles que são considerados incapazes, suspeitos ou impedidos


podem ser ouvidos pelo Juiz de “uma forma especial”, não como testemunhas, mas
como informantes, conforme art. 447, §4º e 5º do CPC/15.

§ 4o Sendo necessário, pode o juiz admitir o


depoimento das testemunhas menores, impedidas ou
suspeitas.
§ 5o Os depoimentos referidos no § 4o serão

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prestados independentemente de compromisso, e o


juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer.

Último ponto relacionado à produção da prova testemunhal, deixado para


esse momento em virtude de sua importância, é a inexistência de rol prévio de
testemunhas, para que sejam intimadas, como ocorre no processo civil, quando as
partes arrolam as testemunhas antes da audiência de instrução e julgamento para
que sejam tempestivamente intimadas a comparecer àquele ato processual.
No processo do trabalho não existe tal sistemática, ou seja, não é feita a
intimação prévia das testemunhas, haja vista que o art. 825 da CLT prevê o
comparecimento das testemunhas independentemente de intimação. Assim, deverão
as partes conversar com as possíveis testemunhas, convidando-as a comparecer ao
ato. Caso não compareçam, poderão as partes requerer a intimação para a próxima
audiência, sob pena de condução coercitiva e aplicação de multa. No rito ordinário,
para que o Magistrado determine a intimação da testemunha faltante, basta a
afirmação na audiência de que a testemunha, apesar de convidada, não compareceu.

! Não há necessidade, tampouco previsão legal, para a inserção de


rol de testemunhas na petição inicial e pedido de intimação para
comparecimento à audiência, já que o art. 825 da CLT prevê o
comparecimento das testemunhas independentemente de
intimação.

Art. 825 - As testemunhas comparecerão a audiência


independentemente de notificação ou intimação.
Parágrafo único - As que não comparecerem serão
intimadas, ex officio ou a requerimento da parte,
ficando sujeitas a condução coercitiva, além das
penalidades do art. 730, caso, sem motivo justificado,
não atendam à intimação.

Já no rito sumaríssimo, surge uma norma específica, inserta no art. 852-H,


§3º, CLT, que informa que as testemunhas, até o limite de 2 (duas), somente serão
intimadas se a parte comprovar que as convidou. Assim, não basta apenas a
afirmação, sendo necessária a comprovação do fato, que pode se dar por A.R (aviso

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de recebimento dos correios), declaração assinada pela testemunha ou mesmo por


meio de outra testemunha que tenha presenciado o convite.

! Se a parte não provar na audiência que foi formulado convite para


a testemunha comparecer à audiência, o Juiz poderá indeferir a
produção daquela prova. Por óbvio, tendo em vista os seus poderes
instrutórios, poderá deferir a intimação, conforme art. 370 do
CPC/15.

§ 3º Só será deferida intimação de testemunha que,


comprovadamente convidada, deixar de comparecer.
Não comparecendo a testemunha intimada, o juiz
poderá determinar sua imediata condução coercitiva.

Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento


da parte, determinar as provas necessárias ao
julgamento do mérito.

Exemplo: em uma ação que tramitava pelo rito sumaríssimo,


diante do valor inferior a 40 salários mínimos, conversei com João
e José, se poderiam ser minhas testemunhas. Os dois
concordaram e, diante da situação, pedi a eles que assinassem
uma declaração de que iriam à audiência marcada para a próxima
sexta-feira, às 11h. Ambos assinaram. Levei tal documento à
audiência. Quando foi feito o pregão de ambos, a surpresa:
nenhum dos dois compareceu. Diante da falta, mostrei as
declarações assinadas e requeri a intimação dos dois, o que foi
deferido pelo Juiz, já que havia provado o convite feito, conforme
art. 852-H, §3º, da CLT.

 Prova documental;

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Trata-se de meio de comprovação material da existência e veracidade dos


fatos afirmados em juízo, consistindo em contratos, declarações, fotografias,
gravações e quaisquer outros meios de prova de existência material.
Os documentos podem ser levados ao processo em sua forma original ou
em cópias autenticadas, não sendo mais necessária que a autenticação seja feita em
cartório, já que o art. 830 da CLT permite que aqueles sejam juntados em cópias
simples, declaradas autênticas pelo Advogado, sob sua responsabilidade pessoal (civil,
administrativa e criminal).

Art. 830. O documento em cópia oferecido para prova


poderá ser declarado autêntico pelo próprio
advogado, sob sua responsabilidade pessoal.
Parágrafo único. Impugnada a autenticidade da
cópia, a parte que a produziu será intimada para
apresentar cópias devidamente autenticadas ou o
original, cabendo ao serventuário competente
proceder à conferência e certificar a conformidade
entre esses documentos.

Caso a parte contrária impugne o conteúdo do documento, o Juiz intimará a


parte que o apresentou para juntar aos autos os originais ou as cópias autênticas, de
forma a verificar-se a ocorrência ou não de fraude.
A prova documental é, em regra, apresentada na petição inicial e na defesa
do réu, sendo esses os momentos adequados à sua produção, uma vez que o princípio
da eventualidade é aplicável ao processo do trabalho. A regra geral acima descrita
encontra-se prevista em dispositivos da CLT e do CPC, tais como artigos 787 e 845 da
CLT e artigos 320 e 434 do CPC/15.

Art. 787 - A reclamação escrita deverá ser formulada


em 2 (duas) vias e desde logo acompanhada dos
documentos em que se fundar.

Art. 845 - O reclamante e o reclamado comparecerão


à audiência acompanhados das suas testemunhas,

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apresentando, nessa ocasião, as demais provas.

Art. 320. A petição inicial será instruída com os


documentos indispensáveis à propositura da ação.

Art. 434. Incumbe à parte instruir a petição inicial ou


a contestação com os documentos destinados a
provar suas alegações. Parágrafo único. Quando o
documento consistir em reprodução cinematográfica
ou fonográfica, a parte deverá trazê-lo nos termos
do caput, mas sua exposição será realizada em
audiência, intimando-se previamente as partes.

Contudo, a regra comporta exceção, como aquela prevista no art. 435 do


CPC/15, que faz menção aos documentos novos, utilizados para provar fatos que
ocorreram depois do ajuizamento da ação e apresentação da defesa. A apresentação
de tais documentos em momento posterior ao ajuizamento ou defesa do réu somente
é possível mediante justificativa plausível no sentido de demonstrar a impossibilidade
de juntada anterior.

! O conceito de justa causa, que aduz a acontecimento imprevisível,


é sempre utilizado em relação ao tema. Os documentos novos, ou
seja, que inexistiam na época da inicial e defesa, obviamente podem
ser juntados no curso do processo, pois surgiram quando já
ultrapassados os momentos adequados para a sua juntada.
Art. 435. É lícito às partes, em qualquer tempo,
juntar aos autos documentos novos, quando
destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois
dos articulados ou para contrapô-los aos que foram
produzidos nos autos. Parágrafo único. Admite-se
também a juntada posterior de documentos formados
após a petição inicial ou a contestação, bem como dos
que se tornaram conhecidos, acessíveis ou
disponíveis após esses atos, cabendo à parte que os

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produzir comprovar o motivo que a impediu de juntá-


los anteriormente e incumbindo ao juiz, em qualquer
caso, avaliar a conduta da parte de acordo com o art.
5o

Destaque de revelo merece a Súmula nº 8 do TST, que trata do tema


juntada de documentos na esfera recursal. O requerimento de juntada de documentos
em recurso, apesar de excepcional, é processualmente possível, desde que atendidas
as prescrições da referida súmula, que trata do assunto com absoluta
excepcionalidade. Nos termos do verbete consolidado: “A juntada de documentos na
fase recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna
apresentação ou se referir a fato posterior à sentença”. Portanto, duas são as
situações que permitem a juntada de documentos nos recursos trabalhistas:

 Demonstração de que apesar dos documentos existirem quando a demanda


tramitava em primeiro grau, era impossível a sua juntada naquele momento;
 Os documentos referem-se a fatos que surgiram depois da sentença e que, por
isso, não foram juntados aos autos em primeiro grau, já que irrelevantes,
naquele momento, para o julgamento de mérito.

Duas situações merecem estudo mais detalhado. Trata-se de dois documentos


amplamente utilizados nas demandas trabalhistas: CTPS (Carteira de Trabalho e
Previdência Social) e cartões de registro de ponto do empregado.

Súmula nº 8 do TST: A juntada de documentos na


fase recursal só se justifica quando provado o justo
impedimento para sua oportuna apresentação ou se
referir a fato posterior à sentença.

Exemplo: em uma ação trabalhista movida por José, a empresa


Alfa apresentou a defesa com os documentos que restaram após o
furto que ocorreu em seu estabelecimento, alguns dias antes.
Meses depois daquela audiência, foi proferida sentença

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condenando ao pagamento de R$100.000,00. No prazo alusivo ao


recurso, a Polícia da localidade encontrou os meliantes e com ele
tudo o que havia sido furtado, inclusive os documentos que
poderiam ter sido juntados aos autos do processo. Na petição do
recurso, a empresa demonstrou a impossibilidade de juntada
anterior dos documentos, requerendo a sua juntada naquele
momento. Diante da prova do furto, o Magistrado permitiu a
juntada naquele momento, afirmando aplicar-se a Súmula nº 8 do
TST.

 CTPS: na carteira de trabalho do empregado são anotados importantes dados


sobre o seu contrato de trabalho. Conforme art. 29 da CLT, nela serão expostas
os dados do empregador, data de admissão, salário e forma de pagamento dos
salários, bem como condições especiais de trabalho, caso haja. Pode ser que,
para fraudar direitos trabalhistas e reduzir o pagamento de FGTS e INSS, o
empregador anote na CTPS um salário menor do que o realmente pago,
efetuando o pagamento daqueles haveres com base no salário anotado. Aquela
anotação não gera uma presunção jure et de júris, ou seja, absoluta, e sim,
presunção juris tantum, isto é, relativa, podendo-se provar que aquela
anotação não coincide com a verdade. Caso o empregado prove que recebia
salário superior ao anotado na CTPS, além da condenação da empresa ao
pagamento das diferenças de FGTS, INSS e qualquer outra verba incidente
sobre o salário, haverá a condenação a retificação daquele documento. Trata-se
de incidência do princípio da primazia da realidade.

Art. 29 - A Carteira de Trabalho e Previdência Social


será obrigatoriamente apresentada, contra recibo,
pelo trabalhador ao empregador que o admitir, o qual
terá o prazo de quarenta e oito horas para nela
anotar, especificamente, a data de admissão, a
remuneração e as condições especiais, se houver,
sendo facultada a adoção de sistema manual,
mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem

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expedidas pelo Ministério do Trabalho.

 Vale-Transporte: nos termos da Súmula nº 460 do TST, criada em maio de


2016, é do empregador o ônus da prova de que o empregado não faz jus ao
recebimento do vale-transporte, ou seja, de que o empregado não satisfaz os
requisitos legais. Vejamos:

VALE-TRANSPORTE. ÔNUS DA PROVA - Res.


209/2016, DEJT divulgado em 01, 02 e 03.06.2016
É do empregador o ônus de comprovar que o
empregado não satisfaz os requisitos indispensáveis
para a concessão do vale-transporte ou não pretenda
fazer uso do benefício.

 Recolhimento do FGTS e diferenças: nos termos da Súmula nº 461 do TST,


criada em maio de 2016, cabe ao empregador demonstrar que depositou
corretamente os valores do FGTS, devendo o mesmo demonstrar que não há
qualquer diferença em relação ao valor. Vejamos:

Súmula nº 461 do TST FGTS. DIFERENÇAS.


RECOLHIMENTO. ÔNUS DA PROVA - Res. 209/2016,
DEJT divulgado em 01, 02 e 03.06.2016. É do
empregador o ônus da prova em relação à
regularidade dos depósitos do FGTS, pois o
pagamento é fato extintivo do direito do autor (art.
373, II, do CPC de 2015)

 Cartões de ponto: Dispõe o art. 74, §2º, da CLT que os estabelecimentos com
mais de 10 (dez) empregados deverão possuir sistema de registro de
frequência dos empregados, que anotará os horários de entrada e saída, bem
como de intervalos, de forma que se possa posteriormente verificar se as
normas sobre limite de jornada de trabalho e intervalos estão sendo cumpridas,
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já que se tratam de normas de ordem pública, relacionadas à saúde e


segurança do trabalhador. Da mesma forma que a CTPS, os cartões de ponto
também podem ser fraudados, ou seja, podem conter informações inverídicas,
que não condizem com a realidade do contrato de trabalho. Aquelas
informações também geram presunção apenas relativa. Duas situações muito
comuns em demandas trabalhistas merecem ser estudadas:

§ 2º - Para os estabelecimentos de mais de dez


trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de
entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou
eletrônico, conforme instruções a serem expedidas
pelo Ministério do Trabalho, devendo haver pré-
assinalação do período de repouso.

Exemplo: em uma ação trabalhista movida por João em face da


empresa Alfa, de grande porte, com cerca de 300 empregados,
alegou-se a prestação de horas extraordinárias, bem como
requereu a juntada dos cartões de ponto que estavam em poder
da reclamada. Na defesa não foram juntados os cartões de ponto,
sem qualquer justificativa. Considerando o art. 74, §2º, da CLT e
Súmula nº 338 do TST, o Juiz do Trabalho reconheceu a prestação
das horas extraordinárias e condenou a empresa, já que poderia
ter juntada aos autos a prova documental e não o fez. Além disso,
o registro de jornada, para essa grande empresa, era obrigatório.

 Pedido de pagamento de horas extraordinárias e não juntada dos


cartões de ponto pelo reclamado: nessa situação, se a ausência dos
cartões de ponto não for justificada, será presumida a jornada de
trabalho descrita na petição inicial, já que os cartões seriam a prova mais
importante do reclamado para demonstrar que o obreiro trabalhou
dentro dos limites impostos para a jornada de trabalho. A presunção é
relativa, podendo haver prova em contrário. Esse entendimento só pode
se aplicar quando:

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 A empresa possuir mais de 10 (dez) empregados, ou seja, 11


(onze), pois somente nessa situação há a obrigatoriedade de
criação de sistema de registro e controle de jornada;
 Não houver justificativa para a ausência dos cartões de ponto ou
quando aquela for considerada insubsistente pelo Magistrado;
 A jornada descrita na inicial for irreal, absurda, já que a ausência
dos cartões de ponto não pode criar uma presunção de veracidade
sobre algo que se sabe não ser crível, ou seja, viável para a
normalidade, como por exemplo, jornada de 20 (vinte) horas
diárias, etc.

 Pedido de pagamento de horas extraordinárias e juntada dos


cartões de ponto pelo reclamado com “horário britânico”: pode ser
que o reclamado junte aos autos os cartões de ponto, mas esses
contenham horários de entrada e saída sempre iguais, sem qualquer
atraso ou adiantamento durante o vínculo de emprego. Tais cartões são
considerados pela Súmula nº 338 do TST como imprestáveis à
comprovação da jornada, uma vez que é impossível um funcionário
iniciar e terminar a jornada sempre no mesmo instante, por exemplo,
ingressando sempre às 8h e saindo às 17h. Presume-se que um dia ele
pode chegar às 7:58h e sair às 17:03, entrar às 8:03h e sair às 16:59h,
etc.

Súmula nº 338 do TST: I - É ônus do empregador que conta


com mais de 10 (dez) empregados o registro da jornada de
trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT. A não-
apresentação injustificada dos controles de frequência
gera presunção relativa de veracidade da jornada de
trabalho, a qual pode ser elidida por prova em contrário.
(ex-Súmula nº 338 – alterada pela Res. 121/2003, DJ
21.11.2003) II - A presunção de veracidade da jornada de
trabalho, ainda que prevista em instrumento normativo,
pode ser elidida por prova em contrário. (ex-OJ nº 234 da
SBDI-1 - inserida em 20.06.2001) III - Os cartões de ponto
que demonstram horários de entrada e saída uniformes
são inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da

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prova, relativo às horas extras, que passa a ser do


empregador, prevalecendo a jornada da inicial se dele não
se desincumbir.

 Prova pericial;

A prova pericial é deferida quando há necessidade de conhecimentos


técnicos sobre determinado fato controvertido dos autos, que não pode ser provado,
por exemplo, por testemunhas ou documentos. Nessa hipótese, o Magistrado se vale
de um expert, ou seja, de um profissional habilitado em determinado ramo da ciência,
como um médico, administrador, contador, dentista, engenheiro, dentre outros, que
analisará um bem móvel ou imóvel, uma pessoa, um escrito, um local, dentre tantos
outros objetos que podem ser periciados. Dependendo do objeto a ser periciado, o
exame receberá uma denominação específica, a saber:
 Exame: pessoas e coisas;
 Vistoria: bens imóveis;
 Avaliação: atribuição de valor a determinado bem;

! A perícia será admissível quando o fato controvertido demandar


conhecimentos técnicos que o Magistrado não possua, razão pela
qual a análise será realizada por técnico especializado.

Exemplo: O Juiz do trabalho se depara com determinada ação


trabalhista em que o autor alega ter ficado doente ao longo do
pacto laboral, com perda de audição, diante do forte ruído
existente no ambiente de trabalho. Como o Magistrado precisa de
uma prova técnica, pois não tem condições de aferir se existe ou
não a alegada redução da audição, defere a produção de prova
pericial e nomeia um médico como perito, que avaliará o autor e
dirá como está sua audição, por meio de exame capaz de aferir
eventual doença.

Há situações em que o exame pericial é indispensável, outras nas quais é


aconselhável. Como exemplos da primeira situação – indispensabilidade – destaque

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para o art. 195, §2º, da CLT, que trata da análise sobre insalubridade e
periculosidade. Como exemplo de situações em que a perícia é aconselhável, tem-se
as demandas em que se busca indenização por acidente de trabalho, ocasião em que
geralmente é discutida a incapacidade para o trabalho; e pedidos de equiparação
salarial, em que é necessária a prova das atribuições e a semelhança delas para com
o paradigma.

§ 2º - Arguida em juízo insalubridade ou


periculosidade, seja por empregado, seja por
Sindicato em favor de grupo de associado, o juiz
designará perito habilitado na forma deste artigo, e,
onde não houver, requisitará perícia ao órgão
competente do Ministério do Trabalho.

Mesmo nas situações em que a perícia é considerada obrigatória,


indispensável, há possibilidade do Magistrado, no caso concreto, levando em
consideração pormenores da causa, substituí-la por documentos, se considerar que
esses comprovam o fato controvertido sem deixar qualquer dúvida. Também há que
se destacar a utilização de perícia emprestada, que é aquela realizada em outra
demanda, mas que pode ser aproveitada na presente, em decorrência da similitude
existente. Sobre a prova emprestada, o CPC/15 traz referência expressa ao instituto,
no art. 372, que trata da necessidade de garantia do contraditório, intimando-se a
parte contrária para apresentar manifestação.

Art. 372. O juiz poderá admitir a utilização de prova


produzida em outro processo, atribuindo-lhe o valor
que considerar adequado, observado o contraditório.

! Por vezes a perícia não pode mais ser realizada, sendo substituída
por outros meios de prova, como pode ocorrer na mudança do local
de trabalho ou dos equipamentos nele existentes, em demanda em
que se requer o reconhecimento de insalubridade. A perícia não
serve para atestar a ocorrência dos agentes insalubres, pois a
modificação do ambiente de trabalho impede a análise pericial, já
que diferente daquele em que laborava o reclamante. Nessa

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situação, dispensa-se a perícia e busca-se a prova do direito através


dos demais meios de prova admitidos pelas normas de processo.
Esse é o entendimento da OJ nº 278, da SDI-1, do TST, que trata do
adicional de insalubridade.

OJ nº 278, da SDI-1, do TST: A realização de perícia é


obrigatória para a verificação de insalubridade.
Quando não for possível sua realização, como em
caso de fechamento da empresa, poderá o julgador
utilizar-se de outros meios de prova.

Exemplo: João trabalhou durante 3 anos em uma empresa, sob


forte ruído, sem receber os equipamentos de proteção individual,
bem como qualquer valor a título de adicional de insalubridade.
Após a sua demissão, ajuizou ação trabalhista, pleiteando o
aludido adicional. Por tratar-se de tal pedido, conforme art. 195,
§2º, da CLT, o Juiz do trabalho deferiu a produção de prova
pericial, consignando prazo de 30 dias para a entrega do laudo.
No dia marcado para a realização da perícia, a surpresa: a
empresa havia “fechado as portas”. Não estava mais nem
funcionando. Nenhum empregado, nenhuma máquina. Nada!!
Diante dessa informação, o Magistrado buscou ouvir testemunhas
e verificar os documentos existentes, requisitando vários aos
órgãos competentes, de forma a julgar o pedido, já que era
impossível a realização da perícia.

O procedimento da prova pericial geralmente é simples, mas pode conter


algumas peculiaridades, que serão analisadas a partir de agora. Geralmente, após
receber a defesa do réu em audiência, o Juiz, percebendo que há necessidade da
prova pericial, defere a realização daquela, designa o perito, declara o objeto do
exame a ser feito e consigna prazo para a entrega do laudo.
Aquele perito designado pelo Juiz pode declinar do ofício, justificando a
recusa, bem como pode ser substituído no curso do exame, caso não o conduza
dentro dos deveres impostos pelo art. 157 do CPC/15, havendo a substituição descrita
no art. 158 daquele mesmo código.

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Art. 157. O perito tem o dever de cumprir o ofício no


prazo que lhe designar o juiz, empregando toda sua
diligência, podendo escusar-se do encargo alegando
motivo legítimo. § 1o A escusa será apresentada no
prazo de 15 (quinze) dias, contado da intimação, da
suspeição ou do impedimento supervenientes, sob
pena de renúncia ao direito a alegá-la. § 2o Será
organizada lista de peritos na vara ou na secretaria,
com disponibilização dos documentos exigidos para
habilitação à consulta de interessados, para que a
nomeação seja distribuída de modo equitativo,
observadas a capacidade técnica e a área de
conhecimento.

Art. 158. O perito que, por dolo ou culpa, prestar


informações inverídicas responderá pelos prejuízos
que causar à parte e ficará inabilitado para atuar em
outras perícias no prazo de 2 (dois) a 5 (cinco) anos,
independentemente das demais sanções previstas em
lei, devendo o juiz comunicar o fato ao respectivo
órgão de classe para adoção das medidas que
entender cabíveis.

Ademais, após concluído o exame e entregue o laudo, podem as partes


requerer a complementação, caso o expert não tenha respondido aos quesitos
(perguntas) apresentadas pelas partes, ou tenha se olvidado de uma alguma
informação relevante. Além disso, as partes podem requerer e o Juiz determinar de
ofício, que o perito preste esclarecimentos em audiência. Pode ainda, mesmo com a
entrega do laudo pericial, ser requerida e realizada uma segunda perícia e quantas
outras se mostrarem necessárias, sobre o mesmo objeto. Tal possibilidade encontra
respaldo no art. 370 do CPC/15, relacionado aos poderes instrutórios do Juiz.

! Os poderes instrutórios do Juiz consistem na possibilidade do


Magistrado deferir ou indeferir as provas requeridas pelas partes ou

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determinar a sua realização de ofício, ou seja, sem pedido, de forma


a encontrar a verdade real. O deferimento e o indeferimento devem
ser fundamentados, conforme art. 93, IX, da CRFB/88, por se
tratarem de decisões interlocutórias, que na justiça do trabalho, em
regra, são irrecorríveis (art. 893, §1º, da CLT e Súmula nº 214 do
TST).

Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento


da parte, determinar as provas necessárias ao
julgamento do mérito. Parágrafo único. O juiz
indeferirá, em decisão fundamentada, as diligências
inúteis ou meramente protelatórias.

Aspecto extremamente importante sobre a realização da perícia e que é


diferente em relação ao processo civil, toca ao pagamento de honorários periciais
prévios. O que em regra é possível no processo civil, não pode ocorrer no processo do
trabalho, já que o ajuizamento de demanda trabalhista é gratuito, sendo as custas
pagas pelo perdedor apenas ao final, com o trânsito em julgado. Assim, na seara
processual do trabalho, a cobrança de honorários periciais prévios é ilegal, segundo a
OJ nº 98, da SBDI-2, do TST, que aduz à possibilidade de ser impetrado mandado de
segurança contra a decisão do Juiz que estipular o pagamento daquela espécie de
honorários. Esse entendimento jurisprudencial foi incluído no art. 790-B §3º da CLT
pela reforma trabalhista (Lei 13.467/17), que hoje está assim redigido:

§ 3º O juízo não poderá exigir adiantamento de


valores para realização de perícias.

! Os honorários periciais prévios são ilegais, já que a gratuidade é a


regra geral para o ajuizamento de demandas trabalhistas.
! Da decisão que determinar o pagamento daqueles honorários
prévios, caberá mandado de segurança, da competência do TRT,
caso a autoridade coatora seja o Juiz do Trabalho.

OJ nº 98, da SDI-2, do TST: É ilegal a exigência de

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depósito prévio para custeio dos honorários periciais,


dada a incompatibilidade com o processo do trabalho,
sendo cabível o mandado de segurança visando à
realização da perícia, independentemente do
depósito.

Exemplo: imagine que João não tenha um “tostão” no bolso, mas


queria ajuizar uma ação trabalhista por entender que está doente,
por ter trabalhado com produtos tóxicos durante muito tempo,
sem a devida proteção. Ele vai à Justiça do Trabalho, sem
Advogado, pois não tem dinheiro para contratar um. Ajuíza a ação
trabalhista, diante da gratuidade do acesso à Justiça do Trabalho.
Na audiência, para a qual foi a pé, porque não possuía o dinheiro
para o ônibus, o Juiz do trabalho defere a necessária perícia e
impõe a João o depósito de R$500,00 a título de honorários
periciais prévios, em 5 dias sob pena de perda da prova. Absurda
a hipótese!! Esse valor não deve ser depositado, pois a OJ nº 98,
da SDI-2, do TST diz que é ilegal a sua determinação. O Juiz deve
realizar a prova pericial sem o depósito prévio. Ao final da perícia
verificará quem “perdeu” a perícia e lhe imporá o pagamento da
quantia. Se for João, que não tem nenhum “tostão”, a União
arcará com essa quantia, remunerando o perito.

Cumpre aqui registrar uma importante mudança no art. 790-B, decorrente


da reforma trabalhista. Foi incluído o parágrafo 4º que prevê que a União só arcará
com o pagamento dos honorários periciais da parte sucumbente e beneficiária da
justiça gratuita, caso não tenha conseguido em Juízo crédito suficiente para arcar com
os custos. Cita-se
“§ 4o Somente no caso em que o beneficiário da justiça
gratuita não tenha obtido em juízo créditos capazes de
suportar a despesa referida no caput, ainda que em outro
processo, a União responderá pelo encargo.” (NR)
Não podemos confundir os honorários periciais e os honorários do
assistente técnico (ou assistente do perito), pois o segundo é contratado pela
parte por vontade própria, tratando-se de uma faculdade. Assim, a parte que contrata

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o assistente técnico deve remunerá-lo, independentemente do resultado da


perícia, conforme Súmula 341 do TST.

! Por tratar-se de faculdade das partes, os honorários do assistente


técnico serão pagos exclusivamente pela parte contratante,
conforme Súmula nº 341 do TST.

Súmula nº 341 do TST: A indicação do perito


assistente é faculdade da parte, a qual deve
responder pelos respectivos honorários, ainda que
vencedora no objeto da perícia.

Ainda sobre honorários periciais, o art. 790-B da CLT, reformado pela Lei
13;467/17, destaca que “a responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais
é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária de
justiça gratuita”, o que significa dizer que, pode ser que o reclamante vença
parcialmente a demanda (sentença de parcial procedência), mas tenha o pedido
fundado na prova pericial julgado improcedente. Nessa hipótese, por ter sido perdedor
na perícia (sucumbente no objeto da perícia), deverá arcar com o valor a ser arbitrado
pelo Juiz como honorários periciais.

! Não é o perdedor da demanda, ou seja, aquele que foi condenado,


que arcará com os honorários periciais, e sim, aquele que não teve
reconhecido o direito fundado no exame pericial.

Art. 790-B. A responsabilidade pelo pagamento dos


honorários periciais é da parte sucumbente na
pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária de
justiça gratuita. § 1º Ao fixar o valor dos honorários
periciais, o juízo deverá respeitar o limite máximo
estabelecido pelo Conselho Superior da Justiça do
Trabalho. § 2º O juízo poderá deferir parcelamento
dos honorários periciais. § 3º O juízo não poderá
exigir adiantamento de valores para realização de

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perícias. § 4º Somente no caso em que o beneficiário


da justiça gratuita não tenha obtido em juízo créditos
capazes de suportar a despesa referida no caput,
ainda que em outro processo, a União responderá
pelo encargo.

Se aquele que for sucumbente no objeto da perícia estiver assistido pelo


benefício da justiça gratuita, conforme referido no art. 790-B da CLT, o pagamento
dos honorários periciais será de responsabilidade da União, conforme disciplinado pela
Súmula 457 do TST, a seguir transcrita:

“A União é responsável pelo pagamento dos honorários de


perito quando a parte sucumbente no objeto da perícia for
beneficiária da assistência judiciária gratuita, observado o
procedimento disposto nos arts. 1º, 2º e 5º da Resolução n.º
35/2007 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho – CSJT”.

Destaque para as modificações implementadas pela reforma trabalhista


(Lei 13.467/17), em relação ao tema, principalmente no tocante ao beneficiário da
Justiça Gratuita, que será condenado ao pagamento da parcela, sendo a mesma
paga pela União tão somente se aquele não tiver obtido em juízo créditos
capazes de suportar o pagamento.
Para finalizar o estudo da prova pericial, há que se destacar que o Novo CPC
criou uma figura diferente, mais simples de perícia, que consta no art. 464, §2º a 4º
do CPC/15, denominado de “prova técnica simplificada”, que é a oitiva de um
especialista pelo Juiz.

§ 2o De ofício ou a requerimento das partes, o juiz


poderá, em substituição à perícia, determinar a
produção de prova técnica simplificada, quando o
ponto controvertido for de menor complexidade.
§ 3o A prova técnica simplificada consistirá apenas na
inquirição de especialista, pelo juiz, sobre ponto
controvertido da causa que demande especial

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conhecimento científico ou técnico.


§ 4o Durante a arguição, o especialista, que deverá
ter formação acadêmica específica na área objeto de
seu depoimento, poderá valer-se de qualquer recurso
tecnológico de transmissão de sons e imagens com o
fim de esclarecer os pontos controvertidos da causa.

 Depoimento pessoal das partes;

O depoimento pessoal das partes será requerido com o intuito de esclarecer


determinados fatos controvertidos, buscando-se a elucidação desses e, por
consequência, o julgamento do litígio. Esclarece-se que a legislação trabalhista
confunde por vezes o depoimento pessoal e o interrogatório. Contudo, nítida é a
distinção, pelos seguintes fundamentos:

 O depoimento é requerido pela parte contrária, enquanto o interrogatório é


determinado pelo Juiz, de ofício, ou seja, sem requerimento da parte;
 O depoimento é colhido na audiência de instrução e julgamento, uma única vez,
ao passo que o interrogatório pode ser colhido diversas vezes durante o curso
do processo, em qualquer momento processual.

Tais diferenças encontram-se dispostas no artigo 385 do CPC/15, bem como


nos artigos 819 e 848 da CLT, sendo que esse último código por vezes confunde os
conceitos, como já dito anteriormente.

Art. 385. Cabe à parte requerer o depoimento


pessoal da outra parte, a fim de que esta seja
interrogada na audiência de instrução e julgamento,
sem prejuízo do poder do juiz de ordená-lo de ofício.
§ 1o Se a parte, pessoalmente intimada para prestar
depoimento pessoal e advertida da pena de confesso,
não comparecer ou, comparecendo, se recusar a
depor, o juiz aplicar-lhe-á a pena. § 2o É vedado a
quem ainda não depôs assistir ao interrogatório da

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outra parte. § 3o O depoimento pessoal da parte que


residir em comarca, seção ou subseção judiciária
diversa daquela onde tramita o processo poderá ser
colhido por meio de videoconferência ou outro
recurso tecnológico de transmissão de sons e
imagens em tempo real, o que poderá ocorrer,
inclusive, durante a realização da audiência de
instrução e julgamento.

Art. 819 - O depoimento das partes e testemunhas


que não souberem falar a língua nacional será feito
por meio de intérprete nomeado pelo juiz ou
presidente. § 1º - Proceder-se-á da forma indicada
neste artigo, quando se tratar de surdo-mudo, ou de
mudo que não saiba escrever. § 2º - Em ambos os
casos de que este artigo trata, as despesas correrão
por conta da parte a que interessar o depoimento.

Na prática trabalhista, tomando-se por base o art. 848 da CLT, o Juiz, de


ofício, interrogará as partes sobre os fatos relevantes e controvertidos da causa,
tentando extrair a verdade dos fatos através da confissão dos litigantes.

! Como dito, o depoimento pessoal é colhido mediante pedido da


parte contrária, que pode ser indeferido pelo Magistrado, sem que
tal fato constitua cerceamento do direito de defesa, como já
decidido diversas vezes pelo TST.

Art. 848 - Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução


do processo, podendo o presidente, ex officio ou a
requerimento de qualquer juiz temporário, interrogar
os litigantes.

Ainda sobre o tema, importante se mostra tecer alguns comentários sobre o


procedimento de colheita do depoimento, assim como as consequências da ausência
da parte na audiência em que iria depor.

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Estando presente a parte, será tomado o seu depoimento, podendo haver


confissão sobre os fatos, gerando a presunção absoluta de veracidade daqueles.
Contudo, pode ser que a parte, apesar de intimada a comparecer na audiência para
depor, venha a faltar àquele ato, gerando para si uma consequência negativa,
prevista na Súmula nº 74 do TST, que é a presunção relativa de veracidade dos fatos.
Por ser relativa a presunção, poderá ser desconstituída pela análise das outras provas
existentes nos autos, bem como por aquelas determinadas de ofício pelo Magistrado,
ao agir por meio de seus poderes instrutórios, segundo dispõe o inciso III da referida
súmula.

! Mostra-se importante salientar que a confissão só surge quando a


parte é expressamente intimada para comparecer à audiência para
depor, não se podendo presumir verdadeiros os fatos caso não haja
aquela cominação no mandado de intimação.

I - Aplica-se a confissão à parte que, expressamente


intimada com aquela cominação, não comparecer à
audiência em prosseguimento, na qual deveria depor.
(ex-Súmula nº 74 - RA 69/1978, DJ 26.09.1978) II -
A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em
conta para confronto com a confissão ficta (arts. 442
e 443, do CPC de 2015 - art. 400, I, do CPC de 1973),
não implicando cerceamento de defesa o
indeferimento de provas posteriores. (ex-OJ nº 184
da SBDI-1 - inserida em 08.11.2000) III- A vedação à
produção de prova posterior pela parte confessa
somente a ela se aplica, não afetando o exercício,
pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o
processo.

Por fim, podem confessar os capazes, os prepostos e os advogados com


poderes específicos para tanto, não sendo aceita a confissão extrajudicial nos
domínios do processo do trabalho, com prejudicial ao empregado, por presumir-se
objeto de coação ou outro defeito do ato jurídico.

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! Afirmou-se anteriormente, quando do estudo da ação trabalhista,


que o reclamante pode ser substituído por outro empregado, da
mesma profissão, ou pelo Sindicato, para evitar o arquivamento da
demanda, conforme art. 843, §2º, da CLT. Tal empregado não possui
poderes para confessar, podendo apenas comparecer e evitar que a
reclamação trabalhista seja arquivada.

Art. 843, § 2º - Se por doença ou qualquer outro


motivo poderoso, devidamente comprovado, não for
possível ao empregado comparecer pessoalmente,
poderá fazer-se representar por outro empregado que
pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato.

Exemplo: no dia da minha audiência, sofri um acidente de


trânsito e quebrei as duas pernas. Isso foi logo pela manhã. Liguei
para o sindicato da minha categoria e expliquei a situação. Diante
do ocorrido e da audiência que teria início em 2h, mandaram um
representante. Esse representante justificou a minha ausência,
sendo que o Juiz, em vez de arquivar o processo, como ocorre
diante da ausência do autor, marcou outra audiência, por
entender tratar-se da hipótese do art. 843, §2º, da CLT.

 Ônus da prova;

Ônus significa carga, peso, responsabilidade, encargo, e é dentro desses


conceitos que serão analisadas as regras sobre ônus da prova, dispostas no art. 818
da CLT e 373 do CPC/15. O atual art. 818 da CLT, alterado com a reforma
trabalhista de 2017, prevê praticamente as mesmas regras do Direito
Processual Civil, tendo sido redigido como “irmão” da regra do CPC. No novo art.
818 da CLT, temos a regra geral (teoria estática) e a exceção (teoria dinâmica) da
distribuição do ônus da prova.

Art. 818. O ônus da prova incumbe: I – ao

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reclamante, quanto ao fato constitutivo de seu


direito; II – ao reclamado, quanto à existência de fato
impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do
reclamante. § 1º Nos casos previstos em lei ou
diante de peculiaridades da causa relacionadas à
impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir
o encargo nos termos deste artigo ou à maior
facilidade de obtenção da prova do fato contrário,
poderá o juízo atribuir o ônus da prova de modo
diverso, desde que o faça por decisão fundamentada,
caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se
desincumbir do ônus que lhe foi atribuído. § 2º A
decisão referida no § 1º deste artigo deverá ser
proferida antes da abertura da instrução e, a
requerimento da parte, implicará o adiamento da
audiência e possibilitará provar os fatos por qualquer
meio em direito admitido. § 3º A decisão referida no §
1º deste artigo não pode gerar situação em que a
desincumbência do encargo pela parte seja
impossível ou excessivamente difícil.

Art. 373. O ônus da prova incumbe: I - ao autor,


quanto ao fato constitutivo de seu direito; II - ao réu,
quanto à existência de fato impeditivo, modificativo
ou extintivo do direito do autor. § 1o Nos casos
previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa
relacionadas à impossibilidade ou à excessiva
dificuldade de cumprir o encargo nos termos
do caput ou à maior facilidade de obtenção da prova
do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da
prova de modo diverso, desde que o faça por decisão
fundamentada, caso em que deverá dar à parte a
oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi
atribuído. § 2o A decisão prevista no § 1o deste artigo

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não pode gerar situação em que a desincumbência do


encargo pela parte seja impossível ou
excessivamente difícil.

Em uma demanda, diversos são os fatos e alegações levadas aos autos pelo
autor e réu, sendo que os fatos, regra geral, precisam ser provados para que possam
embasar uma sentença favorável, salvo as exceções do art. 374 do CPC/15.
Aquela parte que leva aos autos um fato ou alegação possui o ônus de
prová-lo, isto é, possui o encargo de prová-lo se quiser ver sua pretensão reconhecida
em juízo. Caso consiga comprovar aquele fato, estará livre desse encargo (peso), o
que certamente acarretará uma sentença favorável. Caso não consiga provar tal fato,
a improcedência certamente será o seu destino.

Art. 374. Não dependem de prova os fatos: I -


notórios; II - afirmados por uma parte e confessados
pela parte contrária; III - admitidos no processo
como incontroversos; IV - em cujo favor milita
presunção legal de existência ou de veracidade.

Em síntese, podemos dizer que “aquele que alega tem que provar”, pois de
acordo com art. 818 da CLT, o autor comprovará os seus fatos constitutivos,
enquanto o réu provará os fatos extintivos, modificativos e impedidos do
direito do autor, que ele levará ao processo.

! Você deverá lembrar que a regra geral é a chamada teoria estática,


o seja, a regra do caput que prevê a prova dos fatos constitutivos
pelo autor e, pelo réu, dos fatos extintivos, modificativos e
impeditivos.
! A regra poderá ser modificada no caso concreto, por determinação
do Juiz, conforme prevê o §1º do mesmo artigo, que trata da teoria
dinâmica da distribuição do ônus da prova.

Assim, de forma a exemplificar nosso estudo, alguns exemplos de fatos que


precisam ser provados são elencados:

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 Salário-família: cabe ao empregado provar a filiação para receber o benefício;


 Equiparação salarial: cabe ao empregador provar o fato modificativo,
extintivo ou impeditivo daquele pedido.
 Reconhecimento de vínculo de emprego: duas são as situações que podem
surgir, alterando as normas sobre distribuição do ônus da prova:
o Se o empregador negar a prestação dos serviços, será do
empregado o ônus de comprovar o preenchimento dos requisitos do art.
3º da CLT, a saber: pessoalidade, subordinação, onerosidade,
habitualidade, alteridade e trabalho realizado por pessoa física.
o Se o empregador reconhecer o trabalho a outro título, como por
exemplo, trabalhador autônomo, será do empregador o ônus de
comprovar a ausência dos requisitos do art. 3º da CLT.

Exemplo: Se alego a existência de uma situação que me


humilhou, gerando dano moral, tenho que provar o ocorrido. Se a
empresa nega, o ônus da prova é todo meu. Se convencer o Juiz
que fui humilhado naquele determinado dia, haverá o
reconhecimento do meu pedido e condenação ao pagamento dos
danos morais. Se não convencer o Magistrado, ou seja, se ele
entender que não foi dano moral, a sentença será de
improcedência, pois não me desincumbi do meu ônus, do meu
encargo, que era provar o fato.

Exemplo 2: Se alego que você me deve R$10.000,00 e você


simplesmente nega, dizendo que nunca pegou dinheiro
emprestado, eu tenho que provar que você me deve. Mas se você
diz que já pagou os R$10.000,00, você deve provar o pagamento,
ou seja, o ônus da prova é do réu. Se provar o pagamento, não
haverá condenação. Se não provar, será condenado.

 Inversão do ônus da prova;

As regras sobre distribuição do ônus da prova, conforme sustentado,


encontram previsão no art. 818 da CLT e 373 do CPC/15, não havendo regra genérica

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sobre a alteração daqueles comandos, mesmo que a prova de determinado fato


mostre-se difícil para o empregado.
Contudo, considerando-se a hipossuficiência do empregado, bem como a
dificuldade em conseguir as provas de suas alegações, a doutrina e jurisprudência
vem reconhecendo aos poucos a possibilidade de inversão daquelas regras, ou seja, a
alteração dos comandos sobre distribuição do ônus da prova, de forma a facilitar a
defesa dos interesses da parte mais fraca em juízo.

! A inversão do ônus da prova mostra-se como um direito básico do


consumidor, previsto no art. 6º, VIII, do CDC, sendo suas premissas
utilizadas para praticar a mesma conduta na seara trabalhista. A
hipossuficiência é a premissa mais importante daquele dispositivo
legal.

A inversão do ônus da prova pode ser requerida pelo reclamante na petição


inicial, mas também pode ser determinada de ofício pelo Magistrado, uma vez que a
verdade real deve ser buscada a todo curso pelo condutor do processo e a inversão é
uma das técnicas mais efetivas para a consecução daquele mister. O momento
adequado para deferir-se a inversão do ônus da prova é a audiência, já que a defesa
do réu é apresentada naquele ato, estando presentes as partes, que podem auxiliar o
Magistrado na definição acerca da distribuição do ônus.

! Já foi analisada no tópico sobre prova documental a possibilidade


de inversão do ônus da prova em relação aos cartões de ponto,
quando apresentados com horário britânico, conforme Súmula nº
338, III, do TST.

Súmula nº 338, III, do TST: Os cartões de ponto que


demonstram horários de entrada e saída uniformes
são inválidos como meio de prova, invertendo-se o
ônus da prova, relativo às horas extras, que passa a
ser do empregador, prevalecendo a jornada da inicial
se dele não se desincumbir.

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Exemplo: Se alego que trabalhava das 6h às 20h, sem intervalos,


ou seja, 14h por dia, e a empresa diz que não, que sempre
trabalhei no horário correto, das 8h às 18h, com 2h de intervalo,
deve juntar a prova do que diz. Se juntar cartões de ponto com os
horários de início sempre às 8h e os de saída sempre às 18h,
teremos os cartões britânicos. Será considerado que aqueles
documentos (cartões de ponto) são falsos, que demonstram uma
fraude, passando a ser o ônus da prova da empresa. Isso significa
dizer que a empresa terá que, por outros meios de prova, que
convencer o Juiz que eu não trabalhava das 6h às 20h, como
alegado na petição inicial.

 Distribuição Dinâmica do ônus da prova – NOVO CPC e CLT após a


reforma trabalhista (Lei 13.467/17);

Talvez dois dos mais conhecidos dispositivos legais aplicados no dia-a-dia


forense sejam o art. 373 do CPC e o art. 818 da CLT, que tratam da distribuição do
ônus da prova. Segundo os dispositivos, cabe ao autor a prova dos fatos constitutivos
e ao réu a prova dos extintivos, modificativos e impeditivos.
Ocorre que a reforma trabalhista modificou o art. 818 da CLT para
equipará-lo ao art. 373 do CPC, de forma a contemplar também a flexibilização ou
dinamização das regras sobre distribuição do ônus da prova. Vejamos:

Art. 818. O ônus da prova incumbe: I – ao


reclamante, quanto ao fato constitutivo de seu
direito; II – ao reclamado, quanto à existência de fato
impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do
reclamante. § 1º Nos casos previstos em lei ou diante
de peculiaridades da causa relacionadas à
impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir
o encargo nos termos deste artigo ou à maior
facilidade de obtenção da prova do fato contrário,
poderá o juízo atribuir o ônus da prova de modo

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diverso, desde que o faça por decisão fundamentada,


caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se
desincumbir do ônus que lhe foi atribuído. § 2º A
decisão referida no § 1º deste artigo deverá ser
proferida antes da abertura da instrução e, a
requerimento da parte, implicará o adiamento da
audiência e possibilitará provar os fatos por qualquer
meio em direito admitido. § 3º A decisão referida no §
1º deste artigo não pode gerar situação em que a
desincumbência do encargo pela parte seja
impossível ou excessivamente difícil.

Mas no que consiste a distribuição dinâmica do ônus da prova? Em uma


primeira leitura do §1º do art. 818 da CLT, extrai-se que a distribuição do ônus da
prova é considerada dinâmica, pois pode ser modificada a cada processo, isto é, não
se trata de uma regra fixa, que deva ser aplicada a todos os processos, podendo o
Juiz analisar no caso concreto a eventual dificuldade que uma parte teria em produzir
a prova, atribuindo tal ônus ao outro litigante.
Percebe-se que a regra geral é a aplicação do caput do dispositivo, o que
representa dizer, mencionando o dispositivo da CLT, que o art. 818 continua em pleno
vigor, ou seja, a prova do fato incumbe à parte que o alegar. Excepcionalmente as
regras constantes nos incisos I e II do caput poderão ser modificadas por
determinação do Juiz, que em decisão fundamentada considerará, principalmente, a
dificuldade de uma parte produzir a prova e a facilidade da outra em provar o fato em
discussão, ou seja, buscará o Magistrado, no caso concreto, a forma mais célere de
produzir a prova e encontrar a verdade real naquele processo.
A passagem da teoria estática da prova (incisos I e II do caput) para a
teoria dinâmica da prova (§§1º, 2º e 3º) decorre da aplicação da regra
denominada aptidão para a prova, que pode ser resumida pela ideia de que o juiz
determinará a produção da prova por aquele que pode provar, que tem melhores
condições de provar.
Por exemplo, em uma determinada ação trabalhista em que um ex-
empregado contende com uma grande empresa, a juntada de documentos
relacionados ao quadro de carreira seria facilmente realizada pela empresa e

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dificilmente pelo reclamante, podendo o Magistrado determinar que a empresa prove


que o quadro obedece aos preceitos legais, que o reclamante não provou o
cumprimento dos requisitos para a ascensão na carreira, dentre outros.
Alguns requisitos devem ser preenchidos para que a distribuição dinâmica
se mostre válida, a saber:

1. A decisão que distribui o ônus de forma diversa do que consta nos incisos
I e II deve ser fundamentada, pois o Magistrado deve demonstrar que
motivos o levaram a decidir por não aplicar a regra geral (teoria
estática), qual seria a dificuldade na produção da prova, até para ser
analisado se a aplicação da teoria gera maior desequilíbrio do que busca
evitar;
2. A referida decisão deve ser proferida antes do início da instrução
processual, ou seja, do início da produção das provas, para atendermos
o §2º do mesmo artigo, que diz que a aplicação da teoria dinâmica não
pode prejudicar a parte ante a dificuldade ou impossibilidade de
produção da prova. A ideia é permitir a produção da prova da melhor
forma possível e não prejudicar a parte que não consiga produzi-la,
ainda mais por ser uma situação excepcional, pois como já dito,
permanece a regra geral da teoria estática.

Ademais, a aplicação da teoria de distribuição dinâmica do ônus da prova


pode ser realizada de ofício ou a requerimento das partes, pois pode o Juiz desde
logo entender pela dificuldade\impossibilidade de produção da prova ou convencer-se
do fato após a justificativa apresentada pela parte.
Por fim, a decisão que distribua o ônus da prova sem permitir à parte a
produção efetiva da prova como, por exemplo, a decisão “surpresa”, realizada em
audiência na qual todas as provas serão produzidas, será nula, pois impedirá a
efetivação do princípio da ampla defesa.

 Análise da prova – livre convencimento motivado do julgador;

O princípio do livre convencimento motivado do julgador, previsto nos arts.


371 e 459 do CPC/15, destaca a liberdade do Magistrado para analisar as provas
colhidas durante a instrução processual e que fazem parte do conjunto probatório.

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Esse pode ser composto de documentos, confissão das partes, perícia e provas
testemunhais. Todas as provas produzidas e constantes nos autos,
independentemente de serem documental, pericial ou testemunhal, possuem a
mesma força probante, pois o nosso sistema está baseado no livre convencimento do
julgador, tendo sido ultrapassado o antigo sistema de prova legal.

! No sistema de prova legal, cada meio de prova (testemunhal,


documentos, etc.) possuía um valor, havendo ao término do
processo, a somatória das provas produzidas pelas partes para
saber quem era o vencedor.

Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos


autos, independentemente do sujeito que a tiver
promovido, e indicará na decisão as razões da
formação de seu convencimento.

Art. 479. O juiz apreciará a prova pericial de acordo


com o disposto no art. 371, indicando na sentença os
motivos que o levaram a considerar ou a deixar de
considerar as conclusões do laudo, levando em conta
o método utilizado pelo perito.

Já no sistema do livre convencimento motivado do julgador, as provas


possuem a mesma força probante, o que representa dizer que a prova testemunhal
pode ser levada em consideração mesmo se em contradição com a perícia realizada,
já que não existe prova mais forte ou mais fraca.
Claro que o princípio em estudo – livre convencimento motivado do juiz –
pelo próprio nome, demonstra que o Magistrado é livre para avaliar as provas e julgar
dentro do seu censo de justiça, mas desde que motive, fundamente a decisão, o que
significa dizer que deverá explicar os motivos que o levaram a decidir daquela
maneira. Tal necessidade encontra amparo no art. 93, IX, da CRFB/88.

Art. 93, IX, da CF: todos os julgamentos dos órgãos


do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas

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todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a


lei limitar a presença, em determinados atos, às
próprias partes e a seus advogados, ou somente a
estes, em casos nos quais a preservação do direito à
intimidade do interessado no sigilo não prejudique o
interesse público à informação.

 SENTENÇA;

O conceito de sentença foi alterado em 2005 por meio da Lei nº.11.232,


que instituiu o sistema de cumprimento de sentença, também denominado de
sincretismo processual¸ sendo que naquela oportunidade houve a alteração do art.
162, §1º, do CPC/73. O CPC/15 manteve o entendimento anterior no art. 203,
afirmando que a sentença poderá por fim à fase cognitiva com ou sem resolução do
mérito, ou seja, com ou sem análise dos pedidos formulados pelas partes, bem como
poderá extinguir a execução. Vejamos:

Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em


sentenças, decisões interlocutórias e despachos. §
1o Ressalvadas as disposições expressas dos
procedimentos especiais, sentença é o
pronunciamento por meio do qual o juiz, com
fundamento nos arts. 485 e 487, põe fim à fase
cognitiva do procedimento comum, bem como
extingue a execução.

Como dito e nos termos do §1º do art. 203 do CPC/15, a sentença pode por
fim ao processo com ou sem resolução do mérito, nos termos dos arts. 485 e 487 do
Novo Código, sendo que na primeira hipótese (sem resolução) temos tipicamente a
existência de vícios processuais que impedem o Juiz de analisar os pedidos
formulados pelas partes. Como exemplos de vícios que constam no art. 485 do
CPC/15 temos a litispendência, coisa julgada, perempção, dentre outros. Também é
uma situação que gera a extinção sem resolução do mérito a desistência da ação, que
não é um vício processual, mas impede a análise dos pedidos por opção do autor.

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Já quando presentes os pressupostos processuais e condições da ação, o


Juiz analisará os pedidos formulados pelas partes, dizendo se são procedentes ou
improcedentes. Na hipótese, decidirá de acordo com o art. 487 do CPC/15 que traz as
hipóteses de extinção com resolução do mérito.

Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: I -


indeferir a petição inicial; II - o processo ficar parado
durante mais de 1 (um) ano por negligência das
partes; III - por não promover os atos e as diligências
que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais
de 30 (trinta) dias; IV - verificar a ausência de
pressupostos de constituição e de desenvolvimento
válido e regular do processo; V - reconhecer a
existência de perempção, de litispendência ou de
coisa julgada; VI - verificar ausência de legitimidade
ou de interesse processual; VII - acolher a alegação
de existência de convenção de arbitragem ou quando
o juízo arbitral reconhecer sua competência; VIII -
homologar a desistência da ação; IX - em caso de
morte da parte, a ação for considerada
intransmissível por disposição legal; e X - nos demais
casos prescritos neste Código.

Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: I


- acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou
na reconvenção; II - decidir, de ofício ou a
requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou
prescrição; III - homologar: a) o reconhecimento da
procedência do pedido formulado na ação ou na
reconvenção; b) a transação; c) a renúncia à
pretensão formulada na ação ou na reconvenção.
Parágrafo único. Ressalvada a hipótese do § 1o do
art. 332, a prescrição e a decadência não serão
reconhecidas sem que antes seja dada às partes

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oportunidade de manifestar-se.

 Classificação;

Diversas são as classificações, que ora levam em consideração o mérito da


demanda, ora o conteúdo, razão pela qual se divide o estudo a partir de agora, de
forma a facilitar a compreensão de tão importante tema:

 Em relação ao mérito da demanda, as sentenças são classificadas em


definitivas e terminativas, sendo que as primeiras caracterizam-se pelo
julgamento de mérito, isto é, são definitivas as sentenças proferidas com base
no art. 487 do CPC/15, hipóteses em que o Poder Judiciário analisa o (s) pedido
(s) formulado (s) pelo autor. Nas terminativas, ocorre alguma das hipóteses do
art. 485 do CPC/15, sendo que o mérito não é julgado, isto é, o processo é
extinto sem resolução do pedido formulado pelo autor.

 Em relação ao conteúdo da sentença, essa pode ser condenatória,


constitutiva, declaratória, mandamental ou executiva lato sensu. Vejamos as
características de cada uma:
o Condenatória: a grande maioria das sentenças trabalhistas possui
caráter condenatório, uma vez que impõe como obrigação o pagamento
de alguma quantia ao reclamante. Mas a obrigação de pagar não é a
única que pode ser imposta por meio de sentença condenatória, já que
esse pode fixar uma obrigação de fazer, não fazer ou de entrega de
coisa.

o Constitutiva: essa espécie de sentença é caracterizada pela criação,


modificação ou extinção de uma relação jurídica. Não se impõe uma
obrigação, como na sentença condenatória. Um exemplo clássico de
sentença constitutiva é aquela que reconhece o direito à rescisão indireta
e extingue o vínculo de emprego antes existente. Trata-se de sentença
também denominada desconstitutiva, por extinguir o vínculo jurídico
havido entre as partes.
o Declaratória: também denominada meramente declaratória, pois toda
sentença declara antes de condenar ou de constituir algo. Nessa espécie

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de sentença, há apenas a declaração de que existe uma relação jurídica,


por exemplo, ou que determinado documento é verdadeiro/falso, que a
assinatura partiu das mãos do réu, dentre outras situações. Funda-se no
art. 19 do CPC/15.

Art. 19. O interesse do autor pode limitar-se à


declaração: I - da existência, da inexistência ou do
modo de ser de uma relação jurídica; II - da
autenticidade ou da falsidade de documento.

o Mandamental: caracteriza-se pela expedição de ordem (mandamento)


voltado ao réu, para que pratique determinada conduta ou abstenha-se
da prática. Exemplo comum é o mandado de segurança, no qual expede-
se ordem à autoridade coatora para que cesse a atividade ilegal violadora
de direito líquido e certo do impetrante.

o Executiva lato sensu: as sentenças ditas executivas lato sensu contém


um comando executivo que, por isso, dispensa futuro processo de
execução, uma vez que a efetivação da decisão é feita através de
comandos existentes no próprio ato judicial, como ocorre com as
sentenças que impõem obrigação de fazer, não fazer e entrega de coisa,
disciplinadas pelos arts. 497 e 498 do CPC/15. O §1º, do art. 536 §1º do
CPC/15 elenca diversas medidas que podem ser impostas pelo
Magistrado para a efetivação da decisão, sendo muito comum a
imposição de multa, busca e apreensão, desfazimento de obras, dentre
outros.

Art. 497. Na ação que tenha por objeto a prestação


de fazer ou de não fazer, o juiz, se procedente o
pedido, concederá a tutela específica ou determinará
providências que assegurem a obtenção de tutela
pelo resultado prático equivalente. Parágrafo único.
Para a concessão da tutela específica destinada a
inibir a prática, a reiteração ou a continuação de um

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ilícito, ou a sua remoção, é irrelevante a


demonstração da ocorrência de dano ou da existência
de culpa ou dolo.

Art. 498. Na ação que tenha por objeto a entrega de


coisa, o juiz, ao conceder a tutela específica, fixará o
prazo para o cumprimento da obrigação. Parágrafo
único. Tratando-se de entrega de coisa determinada
pelo gênero e pela quantidade, o autor individualizá-
la-á na petição inicial, se lhe couber a escolha, ou, se
a escolha couber ao réu, este a entregará
individualizada, no prazo fixado pelo juiz.

Art. 536. No cumprimento de sentença que


reconheça a exigibilidade de obrigação de fazer ou de
não fazer, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento,
para a efetivação da tutela específica ou a obtenção
de tutela pelo resultado prático equivalente,
determinar as medidas necessárias à satisfação do
exequente. § 1o Para atender ao disposto no caput, o
juiz poderá determinar, entre outras medidas, a
imposição de multa, a busca e apreensão, a remoção
de pessoas e coisas, o desfazimento de obras e o
impedimento de atividade nociva, podendo, caso
necessário, requisitar o auxílio de força policial.

 Requisitos formais essenciais da sentença;

Diversos aspectos formais devem ser lembrados para que a sentença seja
válida e produza os seus efeitos. O primeiro deles toca aos requisitos de forma,
previstos nos arts. 832 da CLT e 489 do CPC/15.

Art. 832 - Da decisão deverão constar o nome das

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partes, o resumo do pedido e da defesa, a apreciação


das provas, os fundamentos da decisão e a respectiva
conclusão.

Art. 489. São elementos essenciais da sentença: I - o


relatório, que conterá os nomes das partes, a
identificação do caso, com a suma do pedido e da
contestação, e o registro das principais ocorrências
havidas no andamento do processo; II - os
fundamentos, em que o juiz analisará as questões de
fato e de direito; III - o dispositivo, em que o juiz
resolverá as questões principais que as partes lhe
submeterem.

Segundo o dispositivo celetista, caso a 2ª tentativa de conciliação seja


infrutífera, deverá o Magistrado proferir sentença, que conterá, obrigatoriamente:

 Nome das partes: indispensável para aferir-se os limites subjetivos da coisa


julgada;
 O resumo do pedido e da defesa: importante para que a sentença
demonstre os fundamentos elencados pelas partes;
 A apreciação das provas: necessária para demonstrar o livre convencimento
motivado do Magistrado, de forma a avaliar-se a ocorrência de erro no
julgamento, a ser destacado em futuro recurso;
 Os fundamentos da decisão: conforme art. 371 do CPC/15, o livre
convencimento do Julgador deve ser motivado, o que significa dizer que, ao
decidir, deverá expor os motivos que levaram ao convencimento acerca da
questão;

Art. 371. O juiz apreciará a prova constante dos


autos, independentemente do sujeito que a tiver
promovido, e indicará na decisão as razões da
formação de seu convencimento.

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 A conclusão: trata-se do dispositivo da sentença, que concluirá pela


procedência (aceitação de todos os pedidos formulados pelo autor), parcial
procedência (aceitação de parte dos pedidos) ou improcedência (negação de
todos os pedidos formulados pelo autor), nos termos do art. 487 do CPC/15.

! A conclusão pode ser ainda pela extinção do processo sem


resolução do mérito, nas hipóteses do art. 485 do CPC/15, ocasião
em que os pedidos formulados pelo autor não serão analisados pelo
Poder Judiciário.

O art. 489 do CPC/15 elenca três partes da sentença, com denominações


diversas, mas que, em síntese, expõem as mesmas ideias dispostas acima:

 Relatório: trata-se de um resumo dos principais acontecimentos do processo,


incluindo um resumo do pedido do autor e seus fundamentos, bem como a tese
de defesa do réu, as provas que foram produzidas, dentre outros aspectos
relevantes do procedimento.
 Fundamentação: é a análise dos fundamentos expostos pelas partes, com a
explicitação do entendimento do Magistrado acerca dos pontos controvertidos.
 Dispositivo: trata-se da conclusão, que conforme exposto acima, pode ser de
procedência, parcial procedência ou improcedência, bem como de extinção do
processo sem resolução do mérito.

Importante que se diga que a sentença deve sempre mencionar o valor das
custas a serem pagas pelo vencido, conforme art. 789, §1º, da CLT, sendo que essas
deverão ser pagas no prazo do recurso, caso esse venha a ser interposto. O
pagamento daquele valor, bem como do depósito recursal, constituem o preparo,
pressuposto de admissibilidade recursal.

Art. 789. Nos dissídios individuais e nos dissídios


coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de
competência da Justiça do Trabalho, bem como nas
demandas propostas perante a Justiça Estadual, no
exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas

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ao processo de conhecimento incidirão à base de 2%


(dois por cento), observado o mínimo de R$ 10,64
(dez reais e sessenta e quatro centavos) e serão
calculadas: (...)

Além disso, o art. 832 da CLT sofreu alterações por meio da Lei nº
11.457/2007, que modificou o §4º e incluiu os §§ 5º, 6º e 7º, trazendo as seguintes
informações, sendo indispensável afirmar-se, à luz do dispositivo legal, que:

 A sentença, seja de mérito ou homologatória de acordo, deve sempre


especificar se as verbas são salariais ou indenizatórias, de maneira a aferir-se a
incidência de contribuição previdenciária, imposto de renda, etc.
 Havendo parcela indenizatória, a União será intimada, podendo interpor recurso
caso discorde da especificação daquela.
 Havendo acordo após o trânsito em julgado da decisão, nos termos do §6º, tal
fato não prejudicará créditos da União.

! Atenção para o disposto na OJ nº 376, da SBDI-1, do TST, que


afirma ser proporcional o valor devido à União a título de
contribuição previdenciária quando realizado acordo após o trânsito
em julgado. Assim, leva-se em consideração o valor do acordo e não
aquele imposto pela condenação.

§ 4o A União será intimada das decisões homologatórias de


acordos que contenham parcela indenizatória, na forma do
art. 20 da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004, facul
tada a interposição de recurso relativo aos tributos que lhe
forem devidos.

§ 5o Intimada da sentença, a União poderá interpor recurs


o relativo à discriminação de que trata o § 3o deste artigo.

§ 6o O acordo celebrado após o trânsito em julgado da sent


ença ou após a elaboração dos cálculos de liquidação de se

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ntença não prejudicará os créditos da União.

§ 7o O Ministro de Estado da Fazenda poderá, mediante ato


fundamentado, dispensar a manifestação da União nas dec
isões homologatórias de acordos em que o montante da par
cela indenizatória envolvidaocasionar perda de escala deco
rrente da atuação do órgão jurídico.

OJ nº 376, da SDI-1, do TST: É devida a contribuição


previdenciária sobre o valor do acordo celebrado e
homologado após o trânsito em julgado de decisão judicial,
respeitada a proporcionalidade de valores entre as parcelas
de natureza salarial e indenizatória deferidas na decisão
condenatória e as parcelas objeto do acordo.

Exemplo: uma determinada sentença condenou a empresa Alfa


ao pagamento de salários atrasados, adicionais devidos e reflexos,
no total de R$100.000,00. Sob esse valor incidirá a contribuição
previdenciária, que será cobrada pela União. Contudo, após o
trânsito em julgado da sentença, já no processo de execução, foi
feito acordo, em que a empresa pagará ao autor o valor de
R$40.000,00. Será feito um novo cálculo da contribuição
previdenciária devida à União, agora sob o novo valor, nos termos
da OJ nº 376, da SDI-1, do TST.

 Fundamentação da Sentença – NOVO CPC;

Certamente uma das regras do Novo CPC que tendem a atrapalhar a


celeridade da Justiça do Trabalho, e que por isso entendia-se por sua não aplicação, é
o art. 489 do Novo Código, considerado pela IN nº 39/16 do TST como totalmente
compatível e aplicável ao processo do trabalho, apesar da CLT prever em seu art. 832
os requisitos da sentença.
Sob a égide do antigo código, a sentença possui como requisitos do art. 458
o relatoria, a fundamentação e o dispositivo. O novel art. 489 do CPC/15 mantém tais
requisitos, mas inova ao inserir o §1º no sistema processual, ao dizer que a sentença

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não é considerada fundamentada em uma séria de hipóteses, muitas delas


extremamente importantes no processo do trabalho, dado ao número de súmulas e
OJs do TST que são utilizadas como fundamentos de pedidos e defesas. Pelo que
vamos ver daqui a pouco, o Juiz deve enfrentar todas aquelas súmulas e OJs que
foram alegadas pelas partes, demonstrando o motivo da sua aplicação ou afirmando
porque não se aplicam ao caso concreto. A decisão que não analise todas as súmulas,
Ojs e fundamentos das partes, será considerada nula, sem fundamentação, podendo-
se alegar ao mesmo tempo o ferimento ao dispositivo e ao disposto no art. 93, IX da
CF/88.
Vamos transcrever o dispositivo para que o mesmo seja analisado com
calma:

§ 1o Não se considera fundamentada qualquer decisão


judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que:
I - se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de
ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a
questão decidida;
II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem
explicar o motivo concreto de sua incidência no caso;
III - invocar motivos que se prestariam a justificar
qualquer outra decisão;
IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no
processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão
adotada pelo julgador;
V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de
súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes
nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta
àqueles fundamentos;
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência
ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a
existência de distinção no caso em julgamento ou a
superação do entendimento.

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Conforme pode ser visto no inciso I do §1º do art. 489 do CPC/15, nenhum
órgão da Justiça do Trabalho poderá decidir, seja proferindo decisões interlocutórias,
seja sentenças ou acórdãos, sem analisar a situação em concreto que foi levada ao
Poder Judiciário. Decidir analisando a situação concreta significa dizer que o
Magistrado poderá dizer de que forma o artigo de lei, a súmula ou OJ do TST se
mostram aplicáveis naquela situação, de forma a que não será considerada
fundamentada a decisão que simplesmente indicar ou transcrever aquela norma
jurídica. De nada adiantará o Magistrado afirma que “o reclamante não possui direito
nos termos da súmula nº x”, ou que procedente o pedido conforme art. Y da CLT”. O
inciso I diz que o Magistrado deverá demonstrar a relação da norma jurídica com a
relação jurídica posta em juízo”.
Por sua vez, o inciso II trata da utilização de “termos jurídicos
indeterminados”, sem demonstração da sua incidência no caso concreto, como por
exemplo, “interesse público”, “ordem pública”. Uma sentença que negue ou conceda
um direito com base na existência de norma de ordem pública, deverá explicar o
motivo da negativa ou da concessão, explicando a razão da norma ser de ordem
pública, o interesse público que está por detrás da criação da norma jurídica.
Outra forma de evitar a decisão genérica é por meio da aplicação do inciso
III, que trata dos fundamentos que servem para justificar várias decisões, como por
exemplo, “ausência de provas”. Deverá afirma o motivo de não ter sido provado o fato
constitutivo, impeditivo, extintivo ou modificativo.
Já o inciso IV trata da necessidade do Magistrado analisar todos os
fundamentos que foram deduzidos pelas partes e que são necessários para o deslinde
da controvérsia, para análise da situação em concreto. Se o fundamento não estiver
diretamente ligado ao mérito, não precisará ser analisado.
O inciso V complementa o I, que trata da simples indicação de dispositivos,
no caso específico de súmulas e precedentes. Como já dito, não poderá uma decisão
valer-se da indicação de súmula ou precedente jurisprudencial sem explicar o motivo
de sua aplicação ou de sua não aplicação. Assim também consta no inciso VI.
Em suma, o art. 489 do CPC/15 quer evitar as decisões genéricas, que
não analisam a situação em concreto, quer evitar o “CTRL C + CTRL V” nas
decisões judiciais.
Caso a decisão judicial – interlocutória, sentença e acórdão – não siga os
ditames do art. 489 do CPC/15, teremos nulidade nos termos do art. 93, IX da CF/88,

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podendo-se interpor recurso para anular a decisão de modo que seja outra proferida
em substituição.

 Princípio da congruência;

O princípio em estudo também é denominado princípio da correlação, pois


trata de uma vinculação que deve existir entre os pedidos que foram formulados pelo
autor e a sentença a ser proferida pelo Juiz. Ao julgar, o Magistrado deve ater-se ao
que foi pedido pelo autor e a quantidade solicitada por ele, não sendo lícito decidir
fora dos limites impostos pela petição inicial. Tal vinculação ao que foi pedido está
previsto nos arts. 141 e 492 do CPC/15.

Art. 141. O juiz decidirá o mérito nos limites


propostos pelas partes, sendo-lhe vedado conhecer
de questões não suscitadas a cujo respeito a lei exige
iniciativa da parte.

Art. 492. É vedado ao juiz proferir decisão de


natureza diversa da pedida, bem como condenar a
parte em quantidade superior ou em objeto diverso
do que lhe foi demandado. Parágrafo único. A
decisão deve ser certa, ainda que resolva relação
jurídica condicional.

Assim, se o autor foi ao Poder Judiciário para requerer danos materiais, não
pode o Magistrado deferir danos morais. Se o autor fixou os danos materiais em
R$10.000,00 (dez mil reais), não pode o Juiz condenar o réu ao pagamento de
quantia superior. Por fim, se foram formulados os pedidos de danos materiais e
morais, ambos devem ser analisados, mesmo que para serem indeferidos, mas não
pode haver omissão no julgamento dos referidos pedidos.

! O princípio da congruência não restará violado se o Magistrado


deferir quantia inferior a que foi pedida, e sim, se deixar de julgar
algum pedido, ou seja, de incorrer em omissão.

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A violação ao princípio em estudo pode acarretar três espécies de vícios, a


saber:
 Decisão extra petita: trata-se de sentença que deferiu pedido que não havia
sido formulado pelo autor.
 Decisão ultra petita: trata-se de sentença que deferiu o pedido que foi
formulado, mas em quantidade superior àquela solicitada pelo autor.
 Decisão citra petita ou infra petita: trata-se de típico caso de omissão, em
que o Magistrado deixa de analisar algum pedido que foi formulado pela parte
autora.

O direito do trabalho possui importante situação em que se discutiu a


violação ou não ao princípio em apreço, sendo que o TST editou a Súmula nº 396
acerca da matéria. O verbete sumulado afirma que não há nulidade na decisão que
determina o pagamento de salários, quando o pedido é de reintegração ao trabalho,
haja vista a incidência do princípio da proteção. A redação do inciso II da súmula
referida afirma que “Não há nulidade por julgamento "extra petita" da decisão que
deferir salário quando o pedido for de reintegração, dados os termos do art. 496 da
CLT”.

Súmula nº 396 do TST: I - Exaurido o período de


estabilidade, são devidos ao empregado apenas os
salários do período compreendido entre a data da
despedida e o final do período de estabilidade, não
lhe sendo assegurada a reintegração no emprego.
(ex-OJ nº 116 da SBDI-1 - inserida em 01.10.1997)
II - Não há nulidade por julgamento “extra petita” da
decisão que deferir salário quando o pedido for de
reintegração, dados os termos do art. 496 da CLT.
(ex-OJ nº 106 da SBDI-1 - inserida em 20.11.1997)

Exemplo: em um belo dia de sol, quando trabalhava na


construção de mais um prédio, caí do andaime e me acidentei, por
não estar utilizando os equipamentos de proteção individual, que
não eram fornecidos pelo meu empregador. Como o acidente foi

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muito grave, fiquei meses sem trabalhar, além de ter perdido uma
perna. Além disso, sofri outras deformações em meu corpo. Após
a recuperação, ajuizei ação trabalhista requerendo a condenação
da empresa ao pagamento de DANOS MATERIAIS, no valor de
R$10.000,00. Mas só isso? E os danos morais? Pois é, não foram
pedidos. Por mais que o Juiz perceba que o valor está muito baixo
e que o reclamante merecia também receber danos morais, o
princípio da congruência impede que o juiz julgue o que não foi
pedido ou que defira valor superior ao que foi pedido.

 CUSTAS PROCESSUAIS;

O tema custas processuais, para as provas de concurso, é considerado


simples, pois os questionamentos são sempre respondidos com base, principalmente,
na CLT, que traz artigos importantes sobre a matéria. O primeiro desses artigos é o
789, que fala o valor das custas e a sua base de cálculo no processo de conhecimento,
que é bem mais cobrado, se comparado ao processo de execução.

Art. 789. Nos dissídios individuais e nos dissídios


coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de
competência da Justiça do Trabalho, bem como nas
demandas propostas perante a Justiça Estadual, no
exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas
ao processo de conhecimento incidirão à base de 2%
(dois por cento), observado o mínimo de R$ 10,64
(dez reais e sessenta e quatro centavos) e o máximo
de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do
Regime Geral de Previdência Social, e serão
calculadas:

Uma modificação extremamente importante, trazida com a reforma


trabalhista (Lei 13.467/17) é a imposição de um valor máximo para a condenação
ao pagamento das custas, pois antes tínhamos apenas o valor mínimo. Atualmente,
após a reforma, de acordo com o art. 789 da CLT, temos:

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 Valor mínimo: R$10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos);


 Valor máximo: 4 (quatro vezes o valor máximo dos benefícios do RGPS
(em 2017, 4 x R$5.531,31).

Podemos resumir as regras assim: a sentença mencionará o valor das


custas, que serão:

 2% (dois por cento) sobre alguns valores, que podem ser:


o Valor da causa: nas hipóteses de improcedência ou extinção sem
resolução do mérito.
o Condenação ou acordo: quando tais situações ocorrerem nos autos.
o Valor fixado pelo Juiz: quando o valor da causa for indeterminado.
 O valor é pago pelo vencido, que é aquele considerado sucumbente, que não
consegue atingir a sua pretensão.
 O vencido pagará as custas ao final, após o trânsito em julgado, mas se for
recorrer, deverá pagar a quantia no prazo do recurso, pois esse pagamento é
um dos pressupostos de admissibilidade dos recursos.

! Trata-se de regra muito cobrada nos concursos. Se estou


insatisfeito com a sentença, posso dele interpor recurso
ordinário, no prazo de 8 dias. Nesse prazo, tenho que depositar
o valor das custas, sob pena do meu recurso não ser admitido,
conhecido, recebido pelo Poder Judiciário, por deserção, que é
falta de pagamento do recurso.

 Se houver acordo, os 2% incidirão sobre o valor dele, cada parte pagando a


metade, já que no acordo não há vencedor nem perdedor. Ocorre que o §3º, do
art. 789, da CLT prevê a possibilidade das partes alteraram essa regra, por
exemplo, uma parte assumindo integralmente o valor das custas, como ocorre
muito no dia-a-dia.

! Nos acordos, geralmente as empresas assumem a totalidade


do valor das custas, valendo-se dessa regra do §3º, do art. 789,
da CLT.

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 Alguns entes são isentos de custas processuais, conforme art. 790-A da


CLT. Esse dispositivo precisa ser memorizado, principalmente o seu parágrafo
único, pois responde à maioria das questões da FCC. Vejamos:

Art. 790-A. São isentos do pagamento de custas, além dos


beneficiários de justiça gratuita: I – a União, os Estados, o Distrito
Federal, os Municípios e respectivas autarquias e fundações públicas
federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade
econômica; II – o Ministério Público do Trabalho. Parágrafo único. A
isenção prevista neste artigo não alcança as entidades fiscalizadoras
do exercício profissional, nem exime as pessoas jurídicas referidas no
inciso I da obrigação de reembolsar as despesas judiciais realizadas
pela parte vencedora.

 Vejam que NÃO ESTÃO ISENTAS as entidades fiscalizadoras do exercício


profissional, como OAB, CREA, CRA, dentre outros, bem como as
EMPRESAS PÚBLICAS e SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA, já que
possuem personalidade jurídica de direito privado.

 Os beneficiários da Justiça Gratuita estão descritos no art. 790, §3º da CLT,


reformado pela Lei 13.467/17, para dizer que possui direito ao benefício quem:

o Recebe até 40% do valor máximo dos benefícios do Regime Geral da


Previdência Social (INSS);
o Aquele que não possui condições financeiras para arcar com os custos do
processo, conforme §4º do mesmo artigo.

Art. 790 § 3º É facultado aos juízes, órgãos


julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de
qualquer instância conceder, a requerimento ou de
ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto
a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem
salário igual ou inferior a 40% (quarenta por cento)
do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de
Previdência Social. § 4º O benefício da justiça
gratuita será concedido à parte que comprovar

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insuficiência de recursos para o pagamento das


custas do processo.

Por fim, vamos destacar alguns entendimentos do TST, consolidados em


Súmulas, que podem ser objeto de prova, por parte da FCC:

Súmula nº 25 do TST: I - A parte vencedora na primeira


instância, se vencida na segunda, está obrigada,
independentemente de intimação, a pagar as custas fixadas na
sentença originária, das quais ficara isenta a parte então
vencida; II - No caso de inversão do ônus da sucumbência em
segundo grau, sem acréscimo ou atualização do valor das
custas e se estas já foram devidamente recolhidas, descabe um
novo pagamento pela parte vencida, ao recorrer. Deverá ao
final, se sucumbente, reembolsar a quantia; (ex-OJ nº 186 da
SBDI-I) III - Não caracteriza deserção a hipótese em que,
acrescido o valor da condenação, não houve fixação ou cálculo
do valor devido a título de custas e tampouco intimação da
parte para o preparo do recurso, devendo ser as custas pagas
ao final; (ex-OJ nº 104 da SBDI-I) IV - O reembolso das custas
à parte vencedora faz-se necessário mesmo na hipótese em que
a parte vencida for pessoa isenta do seu pagamento, nos
termos do art. 790-A, parágrafo único, da CLT.

Súmula nº 36 do TST: Nas ações plúrimas, as custas incidem


sobre o respectivo valor global.

Súmula nº 86 do TST: Não ocorre deserção de recurso da massa


falida por falta de pagamento de custas ou de depósito do valor
da condenação. Esse privilégio, todavia, não se aplica à
empresa em liquidação extrajudicial.

Súmula nº 170 do TST: Os privilégios e isenções no foro da


Justiça do Trabalho não abrangem as sociedades de economia

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mista, ainda que gozassem desses benefícios anteriormente ao


Decreto-Lei nº 779, de 21.08.1969

 COISA JULGADA – CONCEITO E LIMITES;

Uma das principais características da jurisdição, poder-dever-função do


Estado, é a imutabilidade, consagrada como direito elementar, defendido pelo art. 5ª,
XXXVI, da CRFB/88 que afirma a regra de que “a lei não prejudicará o direito
adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. Assim, o Estado analisa uma
situação conflituosa entre as partes, afirmando a existência ou não do direito
vindicado pelo autor. Ao decidir o conflito, poderá o Magistrado equivocar-se, razão
pela qual foram previstos os diversos recursos disponíveis em nosso sistema
processual. Ocorre que mesmo que a parte prejudicada interponha todos os recursos
possíveis, haverá um dia em que aquela decisão se tornará imutável, indiscutível, por
não haver mais meio de alterá-la, já que esgotados os recursos. Nesse momento
haverá o trânsito em julgado da decisão, com a consequente formação da coisa
julgada, fenômeno previsto no art. 502 do CPC/15 e que torna aquele ato jurisdicional
imutável, garantindo a todos a necessária segurança jurídica.

! A partir do momento em que é formada a coisa julgada, o


dispositivo da decisão, por exemplo, que condenou João a pagar
R$10.000,00 a José, em decorrência de determinado acidente de
trânsito, torna-se indiscutível, impedindo que José venha, a
qualquer tempo, buscar a rediscussão da matéria, insistindo na tese
de que não foi culpado e que, portanto, não deveria ser condenado.

XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o


ato jurídico perfeito e a coisa julgada;

Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a


autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão
de mérito não mais sujeita a recurso.

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Ocorre que, conforme dito acima, somente o dispositivo da decisão é


considerado imutável, o que significa dizer que, conforme previsão contida no art. 504
do CPC/15, o relatório e os fundamentos lançados pelo Juiz na sentença, não são
acobertados por aquela característica, podendo ser rediscutidos em outra demanda. O
inciso II do referido artigo afirma que “a verdade dos fatos, estabelecida como
fundamento da sentença” não faz coisa julgada.

Art. 504. Não fazem coisa julgada: I - os motivos,


ainda que importantes para determinar o alcance da
parte dispositiva da sentença; II - a verdade dos
fatos, estabelecida como fundamento da sentença.

Partindo-se dessas premissas, somente o objeto de demanda, ou seja, os


pedidos, julgados no dispositivo da sentença, é que fazem coisa julgada,
demonstrando que tal imutabilidade está limitada ao objeto que foi levado ao Poder
Judiciário pelo autor ou réu (reconvenção, por exemplo). A esse limite dá-se o nome
de limites objetivos da coisa julgada.

! Os limites objetivos da coisa julgada dizem respeito aos pedidos


que foram julgados pelo Poder Judiciário.

Além dos limites objetivos, destacam-se igualmente os limites subjetivos


da coisa julgada, que envolve as partes litigantes, ou seja, os efeitos emanados das
decisões proferidas em uma demanda atingem apenas aqueles que participaram ou
puderam participar do contraditório. Por isso que se afirma que a decisão no processo
individual produz efeitos inter partes, não atingindo terceiros estranhos à lide.
Exceção existe no art. 103 do CDC, que alude às demandas coletivas, em que são
atingidas pessoas que não foram partes no processo.

Exemplo: aproveitando o exemplo acima, do acidente que sofri e


do pedido que formulei: apenas danos materiais. Digamos que
esse pedido tenha sido julgado improcedente. Tal fato não me
impediria de ajuizar uma ação pedindo os danos morais, pois a
coisa julgada material incidiu apenas em relação aos danos

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materiais. Os danos morais não foram julgados naquela ação, não


eram objeto de discussão naquela reclamação trabalhista, razão
pela qual podem ser buscados na 2ª ação movida pelo empregado
em face do empregador.

 Espécies de coisa julgada;

A depender da espécie de sentença – terminativa ou definitiva – isto é, que


extingue o processo sem resolução do mérito e com resolução do mérito,
respectivamente, a coisa julgada será apenas formal ou formal e material ao mesmo
tempo.

 Coisa julgada Formal;

Sendo proferida uma decisão judicial e não havendo impugnação por


recurso, incidirá sobre ela a imutabilidade, impedindo a prática de qualquer outro ato
naquele procedimento que vise alterar o comando sentencial. Essa impossibilidade de
alterar-se a decisão e realizarem-se novos atos processuais é denominada de coisa
julgada formal, existentes em toda espécie de sentença, seja terminativa ou
definitiva.
Assim, a sentença que extingue o processo sem resolução de mérito –
terminativa – acarretará a formação apenas da coisa julgada formal, ao passo que na
sentença definitiva, além da formal, também será observada a coisa julgada material,
a ser estudada no tópico seguinte.

! A coisa julgada formal possui efeitos inter processuais, ou seja,


produz efeitos apenas dentro da relação processual na qual se
formou, não impedindo o ajuizamento de outras ações, com as
exceções do art. 486 do CPC/15.

Art. 486. O pronunciamento judicial que não resolve


o mérito não obsta a que a parte proponha de novo a
ação. § 1o No caso de extinção em razão de

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litispendência e nos casos dos incisos I, IV, VI e VII


do art. 485, a propositura da nova ação depende da
correção do vício que levou à sentença sem resolução
do mérito. § 2o A petição inicial, todavia, não será
despachada sem a prova do pagamento ou do
depósito das custas e dos honorários de advogado. §
3o Se o autor der causa, por 3 (três) vezes, a
sentença fundada em abandono da causa, não poderá
propor nova ação contra o réu com o mesmo objeto,
ficando-lhe ressalvada, entretanto, a possibilidade de
alegar em defesa o seu direito.

Portanto, regra geral, sendo extinta uma demanda sem resolução do


mérito, essa mesma ação poderá ser reproposta, sendo inviável apenas a prática de
atos no mesmo processo, o que demonstra que os efeitos da coisa julgada formal não
são extraprocessuais, e sim, como já dito, interprocessuais.

Exemplo: ajuizei uma ação trabalhista requerendo a condenação


do reclamado ao pagamento de horas extras e reflexos, no valor
de R$10.000,00, ou seja, valor inferior a 40 salários mínimos. Tal
ação deve seguir o rito sumaríssimo, inclusive com a necessária
indicação do valor da causa e especificações dos pedidos,
conforme art. 852-B, I, da CLT. Ocorre que o autor não
especificou os pedidos, o que fez com que o Juiz do Trabalho
arquivasse o processo, ou seja, extinguisse sem resolução do
mérito. Como o processo foi apenas arquivado, pode-se ajuizar
outro, corrigindo o erro, pois o mérito (o pedido) não foi julgado,
isto é, não houve coisa julgada material, mas meramente formal.

 Coisa julgada Material;

Descrita no art. 502 do CPC/15, como a “(...)Art. 502. Denomina-se coisa


julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais
sujeita a recurso”, a coisa julgada material diferencia-se da coisa julgada formal por

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possuir efeitos extraprocessuais, ou seja, por impedir a rediscussão daquilo que foi
decidido no mesmo processo ou em qualquer outro.
O Poder Judiciário ao extinguir o processo com resolução, diz o direito,
afirmando se o autor possui direito ou não ao que foi pleiteado. Tal decisão, por
exemplo, de condenar o réu ao pagamento de R$10.000,00 a título de danos morais,
após o trânsito em julgado, não pode mais ser discutida em qualquer processo –
naquele em que se formou a coisa julgada ou qualquer outro – em qualquer tempo,
uma vez que já houve manifestação judicial acerca da questão, que se tornou
imutável e indiscutível.

! A coisa julgada material é típica das sentenças que extinguem o


processo com resolução do mérito, ao passo que a coisa julgada
formal surge tanto naquele tipo de sentença, quanto naquelas que
extinguem a demanda sem resolução do mérito.

Por fim, vale a pena lembrar que o art. 5º, XXXVI, da CRFB/88 protege o
instituto ao afirmar que “a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico
perfeito e a coisa julgada”. Além disso, segundo dispõe o art. 966 do CPC/15, a ação
rescisória somente pode ser proposta para desconstituir a coisa julgada material que
se formou com um dos vícios descritos nos incisos daquele dispositivo, sendo
necessário, portanto, uma sentença definitiva (art. 487 do CPC/15) para que a ação
rescisória seja admitida.

XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o


ato jurídico perfeito e a coisa julgada;

Exemplo: se ajuizei ação pleiteando o pagamento de dano moral


por determinada situação e o Juiz julgou improcedente o meu
pedido, posso recorrer da sentença. Se não recorrer, haverá o
trânsito em julgado, com a formação da coisa julgada material
sobre aquele pedido. Isso significa dizer que NUNCA mais poderei
requerer a condenação da empresa ao pagamento do dano moral
advindo daquela situação, pois sobre aquela discussão foi posta
uma “pedra”, encerrando qualquer possibilidade de recebimento

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da quantia. A ideia é: o Poder Judiciário julgou aquela situação.


Logo, ninguém mais discute o ocorrido.

 RITO SUMÁRIO;

O rito sumário, também denominado de alçada, encontra-se previsto na Lei


n. 5584/70, em seu art. 2º, que traz o cabimento para as demandas até 2 (dois)
salários mínimos. Na prática mostra-se como procedimento raramente utilizado, mas
que pode ser objeto de questionamento em eventual concurso público. Nesse
procedimento, destacam-se as seguintes regras:

 Será cabível quando o objeto do litígio for de até 2 (dois) salários mínimos
(Súmula n. 356 do TST);
 Não há necessidade de expor o resumo dos depoimentos, bastante a conclusão
em relação à matéria de fato, de maneira que a ata seja bastante simplificada e
a audiência possa transcorrer mais rapidamente;
 Em regra, não é cabível recurso em face da sentença proferida nesse rito, salvo
se houver violação à Constituição Federal. Nesse ponto reside a dúvida sobre o
recurso cabível:
o Recurso Ordinário: corrente minoritária defende a tese do cabimento do
recurso ordinário, já que ele é interposto de sentenças, a teor do art. 895
da CLT.
o Recurso Extraordinário: corrente majoritária destaca o cabimento do
recurso extraordinário, a teor do art. 102, III, da CRFB/88, por ter sido
proferida sentença de única instância com violação do texto
constitucional. Assim, a Súmula nº 640 do STF.

Lei nº 5584/70 Art 2º Nos dissídios individuais,


proposta a conciliação, e não havendo acordo, o
Presidente, da Junta ou o Juiz, antes de passar à
instrução da causa, fixar-lhe-á o valor para a
determinação da alçada, se este for indeterminado no
pedido. § 1º Em audiência, ao aduzir razões finais,

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poderá qualquer das partes, impugnar o valor fixado


e, se o Juiz o mantiver, pedir revisão da decisão, no
prazo de 48 (quarenta e oito) horas, ao Presidente do
Tribunal Regional. § 2º O pedido de revisão, que não
terá efeito suspensivo deverá ser instruído com a
petição inicial e a Ata da Audiência, em cópia
autenticada pela Secretaria da Junta, e será julgado
em 48 (quarenta e oito) horas, a partir do seu
recebimento pelo Presidente do Tribunal Regional. §
3º Quando o valor fixado para a causa, na forma
dêste artigo, não exceder de 2 (duas) vêzes o salário-
mínimo vigente na sede do Juízo, será dispensável o
resumo dos depoimentos, devendo constar da Ata a
conclusão da Junta quanto à matéria de fato. § 4º -
Salvo se versarem sobre matéria constitucional,
nenhum recurso caberá das sentenças proferidas nos
dissídios da alçada a que se refere o parágrafo
anterior, considerado, para esse fim, o valor do
salário mínimo à data do ajuizamento da ação.

Súmula nº 356 do TST: O art. 2º, § 4º, da Lei nº


5.584, de 26.06.1970, foi recepcionado pela CF/1988,
sendo lícita a fixação do valor da alçada com base no
salário mínimo.

Súmula nº 640 do STF: É cabível recurso


extraordinário contra decisão proferida por juiz de
primeiro grau nas causas de alçada, ou por turma
recursal de juizado especial cível e criminal.

Exemplo: ajuizei ação trabalhista requerendo alguns direitos


trabalhistas, no valor de 2 salários mínimos. Diante do valor, o
processo seguirá o procedimento sumário, disciplinado pela Lei nº
5584/70. Se a sentença for de improcedência, tenho que aceitar,

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pois não cabe recurso. Agora, se essa sentença de improcedência


ferir norma da CF, ou seja, contrariar o que dispõe a Constituição
Federal, poderei interpor recurso extraordinário para que o
Supremo Tribunal Federal analise a situação e, se for o caso,
reforme a sentença.

 RITO SUMARÍSSIMO;

O procedimento sumaríssimo foi inserido pelo legislador por meio da Lei nº


9957/2000, visando imprimir maior celeridade aos processos mais simples de serem
solucionados, que são, presumidamente, aqueles cujo valor não se mostra
exacerbado.
Ao criar o novo procedimento, já que antes vigoraram apenas as normas
atinentes ao rito ordinário (CLT) e sumário (Lei 5584/70), o legislador criou uma série
de peculiaridades, a seguir estudadas e que são extremamente cobradas em provas
de concursos.

 Regras específicas do rito sumaríssimo;


 Competência;

A primeira regra específica no tocante ao procedimento sumaríssimo é a sua


competência, descrita no art. 852-A da CLT, que faz alusão às demandas trabalhistas
de valor não excedente a 40 (quarenta) salários mínimos quando do ajuizamento.
Assim, se o valor da causa for de até aquele valor, a demanda será processada
perante o procedimento em estudo, não havendo possibilidade de escolha, já que o
legislador utilizou expressão nesse sentido (“ficam submetidas). Sobre o tema, devem
ser destacados 3 (três) aspectos:

 Ações plúrimas: sendo a ação plúrima em seu polo ativo, isto é, havendo mais
de um autor, a soma das pretensões deverá ser inferior ou igual a 40
(quarenta) salários mínimos, para adequar-se ao rito, ou seja, não há que se
levar em consideração a pretensão de cada litigante, e sim, a sua soma.
 Dissídios coletivos: tratando-se de dissídio coletivo, não há que se pensar em
procedimento sumaríssimo, uma vez que esse tipo de demanda possui rito

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próprio, previsto na CLT e nos Regimentos Internos dos Tribunais, a ser


analisado em capítulo próprio da presente obra.
 Revogação do rito sumário (Lei n. 5584/70): questão bastante polêmica
na doutrina e jurisprudência toca a saber se o rito sumário, previsto na Lei n.
5584/70 para as demandas de valor até 2 (dois) salários mínimos, foi revogada
ou não pelo novo rito, ou seja, se teria sido absorvido ou não pelo rito
sumaríssimo, já que esse trata das demandas até 40 (quarenta) salários
mínimos. A corrente majoritária afirma não ter havido revogação do rito
sumário, por inexistir qualquer previsão legal de revogação expressa e por
entender-se que os procedimentos não se excluem, podendo ser aplicados
perfeitamente.

! Essa matéria não é unânime. Adota-se apenas a posição mais


segura para as questões de concursos públicos, uma vez que esse é
o entendimento que vem sendo considerado correto pelas bancas de
concurso.

Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não


exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na
data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos
ao procedimento sumaríssimo. Parágrafo único. Estão
excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas
em que é parte a Administração Pública direta,
autárquica e fundacional.

Ainda em relação à competência para a apreciação das demandas


trabalhistas perante o rito sumaríssimo, importante destacar a exclusão realizada pelo
parágrafo único, do art. 852-A, da CLT, que diz não ser lícito utilizar-se do referido
procedimento quando for parte a Administração Pública direta, autárquica e
fundacional. A exclusão claramente refere-se aos entes da administração pública que
atuam sob o regime de direito público, razão pela qual pode-se ajuizar demanda pelo
rito sumaríssimo em face das empresas públicas e sociedades de economia mista.

! Lembrar sempre que as empresas públicas e as sociedades de


economia mista possuem personalidade jurídica de direito privado,

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isto é, são tratadas pela lei como empresas privadas, apesar de


possuírem parte ou integralidade do capital público.

Exemplo: digamos que trabalhei para uma empresa de limpeza,


que foi contratada pela União. Diante da terceirização, surge a
responsabilidade subsidiária da União, motivo pelo qual ajuizei a
ação em face da empresa de limpeza e da União. O valor da causa
foi de apenas R$15.000,00, abaixo, portanto, de 40 salários
mínimos. Apesar do valor baixo, essa ação não será processada
pelo rito sumaríssimo, pois a União é excluída de tal
procedimento, conforme art. 852-A, parágrafo único, da CLT. A
minha ação seguirá o rito ordinário.

 Petição inicial do rito sumaríssimo;

Algumas das mais importantes alterações empreendidas pela Lei nº


9957/2000 diz respeito à petição inicial. A primeira relaciona-se aos pedidos, que não
podem ser genéricos. Ao redigir a petição inicial no rito sumaríssimo, deve o autor
formular pedido certo e determinado. Não há possibilidade, como se dá no rito
ordinário, de afirmar-se serem devidas parcelas de 13º salário, férias proporcionais
acrescidas de 1/3, além de horas extraordinárias, sem indicar os valores referentes
àquelas.
Ao se pleitear perante o rito sumaríssimo as parcelas acima referidas, o
reclamante deve afirmar quais são os valores relacionados ao 13º salário (p.ex.,
R$200,00), férias proporcionais acrescidas de 1/3 (p.ex., R$400,00), dentre outros.
A impossibilidade do autor formular pedido genérico decorre de técnica
utilizada em prol da celeridade, que consiste na inexistência da fase de liquidação,
devendo a sentença ser, desde logo, líquida.
Na prática, os Advogados apresentam uma tabela discriminando os valores
devidos pelo reclamado, especificando as parcelas, de forma a cumprir o art. 852-B, I,
da CLT.

Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no

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procedimento sumaríssimo: I - o pedido deverá ser


certo ou determinado e indicará o valor
correspondente;

Também se mostra imprescindível afirmar que a petição inicial deve indicar


corretamente o endereço do reclamado, uma vez que não é possível a notificação
daquele por edital, sendo tal modalidade vedada pelo art. 852-B, II, da CLT.

Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no


procedimento sumaríssimo: II - não se fará citação
por edital, incumbindo ao autor a correta indicação do
nome e endereço do reclamado;

Nas duas situações apresentadas – pedido e indicação do endereço – o


descumprimento das normas enseja o arquivamento da reclamação trabalhista, ou
seja, a extinção do processo sem resolução do mérito, nos termos do parágrafo §1ª,
do art. 852-B, da CLT. Assim, nos termos da lei, não cabe determinação de emenda
da petição inicial, sendo o arquivamento o único destino da petição inicial.

! Apesar dos princípios da celeridade e economia conduzirem o


aplicador do direito à necessidade de tentar sempre a emenda da
petição inicial, nesse ponto, pelo menos para os concursos públicos,
a resposta correta não é a emenda, e sim, o arquivamento, ou seja,
a extinção do processo sem resolução do mérito, inclusive com a
condenação do autor ao pagamento das custas processuais, salvo se
for beneficiário da justiça gratuita (Lei n. 5584/70).

§ 1º O não atendimento, pelo reclamante, do disposto


nos incisos I e II deste artigo importará no
arquivamento da reclamação e condenação ao
pagamento de custas sobre o valor da causa.

Exemplo: se não faço menção às verbas que estou pedindo,


especificando-as conforme art. 852-B, I, da CLT ou coloco o

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endereço errado do reclamado, violando o art. 852-B, II, da CLT,


o meu processo será arquivado, com a minha condenação ao
pagamento das custas processuais, conforme §1º, do art. 852-B,
da CLT.

 Audiência no rito sumaríssimo;

A respeito da audiência no procedimento sumaríssimo, alguns aspectos


devem ser relevados, tais como:

 Realização da audiência no prazo máximo de 15 (quinze) dias, a contar do


ajuizamento da demanda – art. 852-B, III, da CLT.

Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no


procedimento sumaríssimo: III - a apreciação da
reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de
quinze dias do seu ajuizamento, podendo constar de
pauta especial, se necessário, de acordo com o
movimento judiciário da Junta de Conciliação e
Julgamento.

 Audiência una, sendo impossível, regra geral, o seu fracionamento, de forma a


proporcionar o julgamento da demanda na própria audiência. Além disso, os
incidentes (incompetência relativa, impugnação ao valor da causa, etc.) devem
ser julgados imediatamente, sem suspensão da audiência – art. 852-C da CLT.

Art. 852-C. As demandas sujeitas a rito sumaríssimo


serão instruídas e julgadas em audiência única, sob a
direção de juiz presidente ou substituto, que poderá
ser convocado para atuar simultaneamente com o
titular.

 Ausência de momentos obrigatórios de conciliação, diferentemente do que se vê


no rito ordinário, quando são dois os momentos obrigatórios (início da
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audiência – art. 846 CLT e após as razões finais – art. 850 CLT). Nesse rito, as
tentativas de conciliação devem ser buscadas pelo Magistrado durante todo o
processo, de acordo com o art. 852-E da CLT.

Art. 852-E. Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as


partes presentes sobre as vantagens da conciliação e
usará os meios adequados de persuasão para a
solução conciliatória do litígio, em qualquer fase da
audiência.

 Manifestação imediata sobre os documentos juntadas pela parte contrária, sem


suspensão da audiência, garantindo-se, mesmo que de forma célere, o
contraditório, assim como dispõe o art. 852-H, §1º, da CLT.

§ 1º Sobre os documentos apresentados por uma das


partes manifestar-se-á imediatamente a parte
contrária, sem interrupção da audiência, salvo
absoluta impossibilidade, a critério do juiz.

 Provas no rito sumaríssimo;

Dois são os pontos que merecem destaque em relação ao tema “provas” no


rito sumaríssimo. O primeiro, já analisado quando do estudo da fase instrutória
(provas no processo do trabalho), relaciona-se à produção da prova testemunhal, pois
nesse rito é possível arrolar-se apenas 2 (duas) testemunhas para cada polo, em vez
de 3 (três), como se tem no rito ordinário. O art. 852-H, §2º, da CLT afirma a redução
acima descrita, além de trazer a norma do §3º, cuja redação é a seguinte: “Só será
deferida intimação de testemunha que, comprovadamente convidada, deixar de
comparecer. Não comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá determinar sua
imediata condução coercitiva”. A prova do convite geralmente é realizada pelo Aviso
de Recebimento (A.R) dos correios, mas pode ser comprovado por qualquer outro
meio de prova, inclusive, testemunhal.

! Há necessidade de provar-se o convite feito à testemunha para


comparecer à audiência, sob pena do pedido de intimação ser

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indeferido. O convite não precisa ser obrigatoriamente por escrito,


podendo ser provado pela parte através das outras testemunhas.

§ 2º As testemunhas, até o máximo de duas para


cada parte, comparecerão à audiência de instrução e
julgamento independentemente de intimação.

§ 3º Só será deferida intimação de testemunha que,


comprovadamente convidada, deixar de comparecer.
Não comparecendo a testemunha intimada, o juiz
poderá determinar sua imediata condução coercitiva.

Exemplo: em uma ação que tramitava pelo rito sumaríssimo,


diante do valor inferior a 40 salários mínimos, conversei com João
e José, se poderiam ser minhas testemunhas. Os dois
concordaram e, diante da situação, pedi a eles que assinassem
uma declaração de que iriam à audiência marcada para a próxima
sexta-feira, às 11h. Ambos assinaram. Levei tal documento à
audiência. Quando foi feito o pregão de ambos, a surpresa:
nenhum dos dois compareceu. Diante da falta, mostrei as
declarações assinadas e requeri a intimação dos dois, o que foi
deferido pelo Juiz, já que havia provado o convite feito, conforme
art. 852-H, §3º, da CLT.

A segunda restrição que o rito sumaríssimo impõe às partes está


relacionado à produção de prova pericial. Uma primeira e importante observação é a
seguinte: não há proibição de requerer-se e produzir-se prova pericial no rito
sumaríssimo. O legislador tão somente afirmou no art. 852-H, §4º, da CLT que tal
meio de prova somente será deferida se indispensável à prova do fato ou for imposta
por lei, devendo o Juiz fixar desde logo o objeto da perícia, designar o perito e fixar o
prazo de entrega do laudo. Entregue o laudo, as partes serão intimadas para,
querendo, impugná-lo no prazo comum de 5 (cinco) dias, a teor do §6º, do art. 852-
H, da CLT.

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§ 4º Somente quando a prova do fato o exigir, ou for


legalmente imposta, será deferida prova técnica,
incumbindo ao juiz, desde logo, fixar o prazo, o
objeto da perícia e nomear perito.

§ 6º As partes serão intimadas a manifestar-se sobre


o laudo, no prazo comum de cinco dias.

§ 7º Interrompida a audiência, o seu prosseguimento


e a solução do processo dar-se-ão no prazo máximo
de trinta dias, salvo motivo relevante justificado nos
autos pelo juiz da causa.

 Sentença no rito sumaríssimo;

Em relação à sentença no rito sumaríssimo, pouco se tem a dizer, já que a


base continua a ser aquela estudada no rito ordinário. Apensas serão destacadas as
peculiaridades do rito. Ao criar o procedimento em estudo, o legislador reservou o art.
852-I da CLT para o tema sentença, simplificando-a sobremaneira, especialmente
pelos seguintes motivos:

 Dentre os requisitos da sentença (art. 489 do CPC/15), dispensa-se o relatório,


podendo o Juiz do Trabalho fazer menção apenas aos acontecimentos mais
importantes do processo, conforme caput, do art. 852-I, da CLT;
 Ao proferir a sentença, o Juiz deverá atender aos fins sociais da lei e ao bem
comum, mostrando-se justa e equânime;
 A sentença deve ser líquida, pois inexiste procedimento de liquidação de
sentença nesse rito trabalhista, já que o ideal do legislador foi imprimir
celeridade aos feitos;
 Por fim, sendo a sentença proferida em audiência, nesse mesmo ato serão
intimadas as partes, evitando-se perda de tempo com intimações posteriores,
pela imprensa.

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! À sentença líquida, liga-se o pedido certo e determinado que deve


ser formulado pelo autor na petição inicial, sob pena de
indeferimento.

Art. 852-I. A sentença mencionará os elementos de


convicção do juízo, com resumo dos fatos relevantes
ocorridos em audiência, dispensado o relatório. § 1º
O juízo adotará em cada caso a decisão que reputar
mais justa e equânime, atendendo aos fins sociais da
lei e as exigências do bem comum. § 2º (VETADO) §
3º As partes serão intimadas da sentença na própria
audiência em que prolatada.

 Recursos no rito sumaríssimo;

As regras diferenciadas existem em relação ao recurso ordinário e ao


recurso de revista, devendo ser estudados separadamente:
Em forma bastante sintética, tem-se que:

 Recurso ordinário – Art. 895, §§1º e 2º, da CLT: será distribuído


imediatamente após a sua chegada ao TRT, devendo o relator liberá-lo para
julgamento no prazo máximo de 10 dias. Não haverá revisor e, na necessidade
de intervenção do MPT, este apresentará parecer oral. O acórdão consistirá
apenas na certidão do julgamento, sendo necessária apenas a indicação do
processo, da parte dispositiva e das razões de decidir do voto prevalente. Caso
seja confirmado pelos próprios fundamentos, a certidão de julgamento valerá
como acórdão. Por fim, os TRTs poderão constituir órgãos específicos para o
julgamento de tais recursos, imprimindo aos feitos a maior celeridade possível.

§ 1º - Nas reclamações sujeitas ao procedimento


sumaríssimo, o recurso ordinário: I - (VETADO). II -
será imediatamente distribuído, uma vez recebido no
Tribunal, devendo o relator liberá-lo no prazo máximo

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de dez dias, e a Secretaria do Tribunal ou Turma


colocá-lo imediatamente em pauta para julgamento,
sem revisor; III - terá parecer oral do representante
do Ministério Público presente à sessão de
julgamento, se este entender necessário o parecer,
com registro na certidão; IV - terá acórdão
consistente unicamente na certidão de julgamento,
com a indicação suficiente do processo e parte
dispositiva, e das razões de decidir do voto
prevalente. Se a sentença for confirmada pelos
próprios fundamentos, a certidão de julgamento,
registrando tal circunstância, servirá de acórdão. § 2º
Os Tribunais Regionais, divididos em Turmas,
poderão designar Turma para o julgamento dos
recursos ordinários interpostos das sentenças
prolatadas nas demandas sujeitas ao procedimento
sumaríssimo.

 Recurso de revista – Art. 896, §9º, da CLT: Somente será cabível o recurso
de revista quando a decisão do TRT afrontar entendimento consolidado em
Súmula do TST, súmula vinculante do STF ou violar a Constituição Federal.

! Destaque para a Súmula nº 442 do TST, que diz não caber sob
fundamento de violação à Orientação Jurisprudencial.

§ 9o Nas causas sujeitas ao procedimento


sumaríssimo, somente será admitido recurso de
revista por contrariedade a súmula de jurisprudência
uniforme do Tribunal Superior do Trabalho ou a
súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal e por
violação direta da Constituição Federal.

Súmula nº 442 do TST: Nas causas sujeitas ao


procedimento sumaríssimo, a admissibilidade de

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recurso de revista está limitada à demonstração de


violação direta a dispositivo da Constituição Federal
ou contrariedade a Súmula do Tribunal Superior do
Trabalho, não se admitindo o recurso por
contrariedade a Orientação Jurisprudencial deste
Tribunal (Livro II, Título II, Capítulo III, do RITST),
ante a ausência de previsão no art. 896, § 6º, da CLT.

DICAS

Audiência Trabalhista

1. Por determinação da IN nº 39/16 do TST, não será aplicado o CPC/15 no que


toca à necessidade de realização de audiência de mediação, devendo o
procedimento trabalhista ser normalmente realizado, com audiência una ou
com o seu desmembramento quando necessária.

2. As audiências são realizadas nos dias úteis, das 8h às 18h, conforme art. 813
da CLT, não sendo válida a aplicação do art. 770 da CLT que diz que os atos
processuais são realizados das 6h às 20h, pois o primeiro dispositivo é
específico em relação ao segundo.

3. O Juiz possui previsão de atraso ao ato, ou seja, o Juiz pode se atrasar em até
15 minutos, conforme art. 815 da CLT, não podendo a parte se retirar dentro
desse período, sob pena de sofrer as consequências de sua ausência (art. 844
da CLT). Ocorre que tal previsão de atraso de 15 minutos não se aplica ao Juiz
que está na Justiça do Trabalho realizando outro ato processual, como outra
audiência de horário anterior. Na hipótese, pode ser que a sua audiência sofra
um atraso de 30, 40, 50 minutos ou mais, devendo aguardar o Juiz terminar a
outra audiência.

4. Nos termos da IN nº 39/16 do TST, não se aplica o art. 362, III do NCPC, que
trata do adiamento da audiência diante do atraso injustificado superior a 30
minutos. No processo do trabalho, se infelizmente ocorrer o atraso em virtude

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de o Juiz estar realizando outra audiência, as partes deverão esperar, sem


adiamento do ato.

5. Além disso, a mesma Instrução Normativa deixa claro que não se aplicará o art.
334 do NCPC, que regulamenta a audiência de conciliação e mediação, uma vez
que a audiência continua a ser una, cabendo ao Juiz do Trabalho a realização
das tentativas de conciliação, nos termos dos arts. 846 e 850 da CLT.

6. As partes não podem se atrasar por falta de previsão legal. O legislador criou a
previsão legal para o Juiz, mas não o fez para as partes, que devem estar
presentes quando for realizado o pregão da sua audiência, sob pena de
aplicação do art. 844 do CPC. A ausência de previsão legal está estampada na
OJ nº 245 da SDI-1 do TST.

7. A audiência, pelo art. 849 da CLT, não deve ser fracionada, pois é una –
conciliação, instrução e julgamento – sendo uma das razões da celeridade
processual. Ocorre que, excepcionalmente, a audiência é fracionada por
situações que possam surgir no dia a dia, tais como: ausência justificada das
partes, ausência de testemunhas, necessidade de produção de prova pericial,
etc.

8. Na audiência, as partes devem estar presentes pessoalmente, conforme art.


843 da CLT, o reclamante pode ser, excepcionalmente, representado por um
colega de profissão na hipótese de impedimento ao comparecimento. O colega
de trabalho simplesmente irá à audiência para justificar a ausência do
reclamante e o Juiz irá redesignar a audiência.

9. Nas reclamações plúrimas e nas ações de cumprimento, os reclamantes


poderão ser representados pelo sindicato, na medida em que seria difícil (ou
mesmo impossível) a presença de dezenas ou centenas de reclamantes para a
audiência.

10. Já o empregador poderá ser representado por um preposto, também conforme


art. 843 da CLT, sendo que o preposto não precisa mais ser um empregado da
empresa, conforme §3º do art. 843 da CLT.

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Provas

11.O primeiro ponto relacionado às provas é o objeto das provas, que são os fatos
controvertidos do processo. Se o fato é incontroverso, isto é, se sobre aquele
não pairam dúvidas, o mesmo é presumido verdadeiro, dispensando-se a
produção de qualquer prova. Fato controvertido é o fato duvidoso, que
necessita de provas para demonstração da verdade. Assim, se afirmo ter
sempre trabalhado em jornada extraordinária e a empresa afirma que nunca
prestei horas extras, estamos diante de um fato duvidoso, controvertido, que
será objeto de provas para demonstração da verdade, se houve ou não o
trabalho extraordinário.

12.O fato incontroverso não precisa ser provado, não será objeto de provas,
conforme deixa claro a Súmula nº 453 do TST ao analisar a desnecessidade de
prova pericial em uma hipótese específica de adicional de periculosidade, que é
o pagamento espontâneo de qualquer percentual à título daquele adicional.

13.Se em regra os fatos são objeto das provas, há excepcionalmente também a


prova do direito, prevista no art. 376 do NCPC para as situações em que a
parte alega direito estadual, municipal, estrangeira ou norma consuetudinária
(costumes), situações em que o Juiz pode exigir a prova de que a norma
jurídica (lei, artigos, parágrafo, etc.) está em vigor e que possui a redação
alegada.

14.Sobre os poderes instrutórios do Juiz, é sempre bom lembrar que o art. art.
370 do NCPC deixa claro que o destinatário da prova é o Juiz, que comanda a
produção da prova, deferindo de ofício a prova necessária e indeferindo as
desnecessárias, requeridas muitas vezes apenas para tumultuar e atrapalhar o
processo. Assim, somente será produzida a prova que o Juiz entender
necessária.

15.A prova emprestada passa a fazer parte expressamente do texto do NCPC, em


seu art. 372, que deixa clara a necessidade de respeito ao contraditório como
condição de sua utilização. Assim, para que uma prova produzida no processo
“A” possa ser utilizada no processo “B”, terá que ser oportunizado o

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contraditório às partes, que poderão se manifestar sobre a mesma, quando


juntada aos autos do processo.

16.Sobre o ônus da prova, aplicam-se os artigos 818 da CLT e art. 373 do NCPC,
que em tese afirmam que a prova dos fatos incumbe à parte que o alegar. Os
fatos narrados pelo autor (reclamante) são os “constitutivos”, ao passo que o
réu (reclamado) alega os fatos “impeditivos”, “extintivos” e “modificativos”.

17.Um dos pontos mais importantes para concursos, quando a matéria é ônus da
prova, é a Súmula nº 338, III, do TST, que trata da apresentação dos cartões
de ponto uniformes ou britânicos, que são aqueles com os mesmos horários de
entrada e saída. Tais cartões de ponto são documentos presumidamente falsos,
devendo a reclamada ser penalizada ao junta-los. A pena a ser aplicada é a
inversão do ônus da prova, que passa a ser do empregador (que juntou os
cartões de ponto britânicos), cabendo a ele demonstrar que a jornada descrita
na petição inicial não é verdadeira. Caso não consiga desconstituir a jornada
que o reclamante narrou na peça inaugural, aquela será considerada
verdadeira.

18.Através da IN nº 39/16 o TST afirmou a aplicação da distribuição dinâmica do


ônus da prova, instituto previsto no art. 373, §1º e 2º do NCPC, que diz ser
possível ao Juiz distribuir de forma diversa o ônus da prova, quebrando a regra
estática prevista no caput do mesmo artigo (autor: fatos constitutivos; réu:
fatos extintivos, modificativos e impeditivos).

19.A mesma instrução normativa diz que os §§3º e 4º do art. 373 do NCPC não se
aplicam ao processo do trabalho, ou seja, não temos a possibilidade de
modificar as regras sobre distribuição do ônus da prova por vontade das partes.

20.Outra matéria importante em relação à teoria geral das provas é a Súmula nº


443 do TST, que trata da presunção de discriminação do portador de HIV e
doença grave que foi demitido. Presume-se discriminatória tal despedida, ou
seja, que o empregador demitiu o empregado por ser portador de tais doenças.
Tal presunção é relativa, podendo o empregador demonstrar que não houve
qualquer tipo de discriminação. Caso o Juiz entenda que a demissão foi
motivada pela doença, declarará nulo o ato, determinando a reintegração do

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obreiro.

21.Outra Súmula de relevo para a matéria é a de nº 212 do TST, que trata do


princípio da continuidade e que afirma ser tal princípio uma presunção favorável
ao empregador. Assim, presume-se que o empregado foi demitido, para que
venha a receber maior número de verbas rescisórias, já que o excepcional é o
pedido de demissão do empregado.

22.Iniciando os meios de prova (ou as provas em espécie), vamos nos lembrar das
diferenças existentes entre interrogatório e depoimento pessoal, já que ambos
incidem sobre as partes e se confundem em virtude do art. 385 do NCPC. O
interrogatório é determinado pelo Juiz, de ofício, visando o esclarecimento de
fatos e podendo ser realizado a qualquer momento do processo, por diversas
vezes. Já o depoimento pessoal das partes deve ser requerido pela parte
contrária, visando a confissão sobre fatos discutidos no processo, sendo
realizado uma única vez, na audiência.

23.O segundo meio de prova a ser analisado é a testemunhal, pois é a mais


utilizada no processo do trabalho e objeto de mais discussões jurisprudenciais.
Em primeiro lugar, é sempre importante relembrar o número de testemunhas
de que cada parte pode se utilizar no processo do trabalho: a. no rito ordinário,
são três para cada parte; b. no rito sumaríssimo, duas para cada parte; c. no
inquérito para apuração de falta grave, são seis para cada parte.

24.Quando houver litisconsórcio, a regra deve ser vista da seguinte forma: a. se o


litisconsórcio for ativo, o número de testemunhas será o mesmo para todos os
autores, ou seja, todos utilizarão o número máximo de testemunhas, conforme
visto acima; b. se o litisconsórcio for passivo, cada réu terá direito ao número
de testemunhas acima especificado.

25.Além disso, é sempre importante lembrar a Súmula n. 357 do TST, que diz
não ser suspeita a testemunha que litiga ou já litigou em face do mesmo
empregador.

26.As hipóteses de incapacidade, suspeição e impedimento das testemunhas,

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previstas no art. art. 447 do NCPC, aplicam-se ao processo do trabalho, assim


como o art. 457 do NCPC, que trata da contradita.

27.No processo do trabalho, não há rol prévio de testemunhas, uma vez que não
existe intimação de testemunhas para comparecimento à audiência, salvo se
aquelas não comparecerem e a parte interessada (ou o próprio Juiz) requerer,
nos termos do art. 825 da CLT. Assim, no processo do trabalho, a regra é que as
testemunhas comparecerão à audiência independentemente de intimação ou
notificação.

28.É no rito sumaríssimo que o Juiz pode exigir da parte a prova do convite
formulado às testemunhas para deferir a intimação delas, conforme o art. 852-
H, § 3º, da CLT.

29.Para finalizar a prova testemunhal, não se aplica o art. 459 do NCPC que
permite a inquirição direta das testemunhas pelas partes, ou seja, que as
perguntas sejam feitas diretamente pela parte às testemunhas, sem ter o Juiz
como filtro. A regra não se aplica ao processo do trabalho, conforme art. 11 da
IN nº 39/16 do TST, devendo a pergunta ser feito pelo Juiz à testemunha, se
entender necessária, adequada e pertinente.

30.Em relação à prova pericial, há situações em que deve ser obrigatoriamente


realizada, como descrito no art. 195, § 2º, da CLT, quando há pedido de
pagamento de adicional de insalubridade e periculosidade. Contudo, devem ser
lembradas duas situações em que a perícia será dispensada: a. quando a
empresa estiver fechada, nos termos da OJ n. 278 da SDI-1 do TST; b.
quando houver o pagamento voluntário de qualquer quantia a título de
adicional de periculosidade, conforme a Súmula nº 453 do TST, criada em
maio de 2014, já que a matéria passa a ser incontroversa.

31.A prova pericial para aferição de insalubridade/periculosidade pode ser


realizada por médico ou engenheiro, conforme OJ nº 165 da SDI-1 do TST.

32.Um dos pontos mais importantes em relação à prova pericial é a ilegalidade


na cobrança de honorários periciais prévios, em que a parte pode impetrar

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mandado de segurança, conforme a OJ n. 98 da SDI-2 do TST e art. 790-B, §3º


da CLT.

33.Os honorários periciais são pagos pelo sucumbente na pretensão objeto da


perícia, nos termos do art. 790-B da CLT, ainda que beneficiário da justiça
gratuita, hipótese em que o valor será pago pela União, conforme Súmula nº 457
do TST e art. 790-B, §4º da CLT.

34.Já os honorários do assistente técnico serão pagos pela parte que o contratou,
uma vez que diante da uma faculdade das partes, conforme a Súmula n. 341
do TST.

35.O Juiz possui liberdade para a análise do laudo pericial, podendo ele concordar
ou discordar, determinar a produção de nova prova (2ª perícia), nos termos do
art. 479 do NCPC. Em qualquer hipótese, a decisão do Juiz deve ser
fundamentada, haja vista que o art. 93, IX, da CF/88 diz que toda decisão
judicial deve ser fundamentada, bem como o CPC prevê o livre convencimento
motivado do Juiz.

36.O NCPC cria uma “perícia mais simples”, que consta no art. 464, §2º a 4º,
denominada de prova técnica simplificada, que consiste na oitiva, pelo Juiz, de
um especialista na matéria em discussão.

37.No tocante à prova documental, o Advogado pode declarar autênticas as cópias


juntadas aos autos, conforme o art. 830 da CLT; se for impugnada a
autenticidade, a parte a demonstrará à Justiça do Trabalho, por meio do
original ou cópia autenticada em cartório, para conferência.

38.As pessoas jurídicas de direito público não precisam de autenticação de seus


documentos, conforme OJ nº 134 da SDI-1 do TST. Assim como os documentos
comuns às partes, por serem de conhecimento mútuo, conforme OJ nº 36 da
SDI-1 do TST.

39.Os documentos devem ser juntados em determinados momentos, sob pena de


preclusão, a saber: petição inicial pelo autor (Art. 320 do NCPC); defesa pelo

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réu (Art. 336 do NCPC); excepcionalmente em outros momentos pelas partes,


conforme art. 435 do NCPC, caso haja justo motivo.

40.Sendo reconhecido o justo motivo a que alude o art. 435 do NCPC, determinará
o Juiz a intimação da parte contrária para manifestação, nos termos do art. 437
do NCPC – prazo de 15 dias), sob pena de nulidade por ferimento ao princípio
do contraditório.

41.A prova documental pode ser juntada no recurso, nos termos da Súmula n. 8
do TST, desde que haja fundado motivo para a não juntada em momento
anterior ou se o documento fizer menção a fato posterior à sentença.

42.A inspeção judicial é o último meio de prova a ser lembrado, aplicando-se ao


processo do trabalho, na medida em que o Juiz do Trabalho pode inspecionar
locais, coisas e pessoas, a fim de verificar se as informações que constam nos
autos são verdadeiras. Nos moldes do art. 481 do NCPC, a inspeção pode
ocorrer de ofício ou a requerimento, a qualquer momento do processo.

43.O término da fase de instrução faz com que sejam abertos os debates orais,
também chamados de alegações finais, que são apresentadas em até 10
minutos para cada parte, conforme art. 850 da CLT. Logo após, é novamente
tentada a conciliação (2ª tentativa obrigatória de acordo). Havendo acordo,
profere-se sentença homologatória, com extinção do processo com resolução do
mérito. Não havendo acordo, é proferida a sentença oral pelo Juiz.

Sentença e coisa julgada

44.As sentenças podem ser classificadas em terminativas e definitivas, de acordo


com o conteúdo. Na primeira, o processo é extinto sem resolução do mérito
(Art. 485 do NCPC), o que não impede o reajuizamento da ação. Na segunda,
temos a extinção com resolução do mérito (Art. 487 do NCPC), que gerará a
coisa julgada material, tornando imutável e indiscutível a sentença.

45.O art. 489 do NCPC trata das partes essenciais (obrigatórias) da sentença, que
são: relatório, fundamentação e dispositivo. O relatório é um resumo dos

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principais acontecimentos do processo, enquanto a fundamentação é a análise


da causa de pedir e pedido formulados. O dispositivo, por fim, é a conclusão do
processo, que pode ser procedência, procedência parcial ou improcedência dos
pedidos formulados.

46.Em relação à fundamentação, o §1º do art. 489 do NCPC mostra-se


extremamente importante, pois proíbe a decisão genérica, que simplesmente
menciona dispositivos de lei, súmulas dos tribunais, frases genéricas, etc.

47.A sentença que condena uma das empresas do grupo econômico (art. 2º, § 2º,
da CLT) pode ser objeto de execução em face de outra empresa do grupo,
mesmo que não tenha participado do processo, tendo em vista o cancelamento
da Súmula n. 205 do TST, que impedia tal conduta.

48.Já em relação à responsabilidade subsidiária que decorre da terceirização, o


inciso IV da Súmula n. 331 do TST explica que o tomador somente será
executado na qualidade de responsável subsidiário se participar do processo e
constar da sentença, isto é, do título executivo judicial.

49.A sentença que extingue o processo homologando acordo, nos termos do art.
831 da CLT, produz coisa julgada na data da homologação, não sendo possível
a interposição de recursos pelas partes. Apenas a União pode recorrer,
conforme o art. 832 da CLT, tendo em vista o seu interesse nas contribuições
previdenciárias.

50.A sentença, conforme o art. 832 da CLT, fará menção obrigatória às custas
processuais, calculadas nos termos do art. 789 da CLT, no processo de
conhecimento, sendo que aquele valor será pago no prazo do recurso, caso
haja a interposição dele. Também deverá mencionar a natureza jurídica das
parcelas, de forma que se verifique a incidência ou não de contribuição
previdenciária.

51.A sentença que condena ao pagamento de indenização decorrente da


impossibilidade de reintegração (art. 496 da CLT) não é extra petita, nos
moldes da Súmula n. 396 do TST. Assim como também não é a sentença que

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condena ao pagamento de juros e correção monetária sem pedido, conforme


Súmula 211 do TST.

52.A intimação da sentença, quando proferida em audiência, seguirá as regras


constantes na Súmula n. 197 do TST.

53.Uma vez publicada a sentença, o Juiz não mais poderá alterá-la, por mais
errada que esteja, uma vez que o art. 494 do NCPC diz que o Juiz já cumpriu a
sua missão de prestar a tutela jurisdicional, sendo agora possível a modificação
do julgado pelo Tribunal, caso haja a interposição de recurso. Claro que há
exceções: havendo erro material, erro de cálculo, etc., a sentença poderá ser
modificada de ofício pelo Juiz ou a requerimento (não é recurso) da parte.

54.O NCPC traz uma importante exceção ao que foi dito acima, no art. 485, §7º,
que permite a reconsideração do Juiz quando for interposto recurso de sentença
terminativa, isto é, quando o feito for extinto sem resolução do mérito. Terá o
Juiz 5 (cinco) dias para reconsiderar ou não a sua sentença. Trata-se de
importante e nova exceção, que deve ser cobrada nos concursos e provas da
OAB.

55.O Juiz também poderá alterar a sentença por meio do julgamento do recurso de
embargos de declaração, previstos no art. 897-A da CLT, que é julgado por ele
mesmo, quando a parte alega a existência de obscuridade, contradição e
omissão no julgado.

56.Sobre a coisa julgada formal, temos que lembrar que está relacionada às
sentenças terminativas, que extinguem o processo sem resolução do mérito e
que impede a rediscussão da matéria e a prática de atos processuais no mesmo
processo. Não há impedimento ao reajuizamento da ação.

57.Já a coisa julgada material, prevista no art. 502 do NCPC, é a eficácia que torna
imutável e indiscutível a sentença não mais sujeita a recurso, ou seja, é a
decisão final, que analisou o mérito e não pode mais ser modificada, como
regra. A coisa julgada material é formada quando não é interposto recurso ou
quando não há mais tal possibilidade, por já terem sido esgotadas todas as

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instâncias. A rediscussão da questão pela parte que entende ser injusta a


matéria é inviável.

58.Excepcionalmente a coisa julgada material pode ser desconstituída por meio da


ação rescisória, desde que exista um vício grave, que conste no art. 485 do
CPC, como: prova falsa, dolo de uma parte em detrimento da outra,
incompetência absoluta, impedimento do Juiz, etc. A ação deve ser ajuizada no
prazo de até 2 anos a contar do trânsito em julgado, conforme art. 975 do
NCPC e Súmula nº 100 do TST.

59.Após o prazo da rescisória, a coisa julgada material passa a ser conhecida como
“coisa julgada soberana”, impossível de ser modificada ou desconstituída.

Rito Sumário

60.O rito sumário é aplicável às ações trabalhistas cujo valor da causa seja até 2
salários mínimos, conforme Lei 5584/70. Caso o valor da causa fixado pelo Juiz
não esteja em conformidade com o esperado pela parte, pode haver a
impugnação por meio de recurso de revisão, a ser interposto no prazo de 48
horas e julgado pelo Presidente do Tribunal.

61.A principal peculiaridade é a impossibilidade de interposição de recurso contra a


sentença, a não ser que haja violação direta da Constituição Federal. Em regra,
portanto, não cabe recurso ordinário da sentença, por mais revoltada que a
parte esteja com a decisão desfavorável.

62.Neste ponto reside a maior pegadinha em relação ao tema: se a sentença violar


diretamente a CF, qual recurso interpor? A resposta correta, por mais estranha
que pareça num primeiro momento, é o Recurso Extraordinário para o STF,
conforme art. 102, III, da CF/88, uma vez que foi proferida uma decisão em
única instância com ferimento de norma da Carta Magna. A regra consta na
Súmula nº 640 do TST.

63.Por fim, o rito sumário não se aplica à ação rescisória e ao mandado de


segurança conforme Súmula nº 365 do TST, o que significa dizer que tais

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ações, mesmo que de valor da causa até 2 salários mínimos, não tramitarão
perante o rito em estudo.

Rito sumaríssimo

64.A competência para o rito sumaríssimo leva em consideração tão somente o


valor da causa — até 40 salários mínimos quando do ajuizamento da demanda
—, independentemente da matéria ou da complexidade.

65.Estão excluídos do rito sumaríssimo os entes da Administração Pública Direta,


autárquica e fundacional, conforme o art. 852-A, parágrafo único, da CLT, o
que não exclui as sociedades de economia mista e empresas públicas.
Em outras palavras, as últimas entidades, cujos melhores exemplos são sempre
a Petrobrás e Banco do Brasil (Sociedades de Economia Mista) e a Caixa
Econômica Federal (Empresa Pública), serão partes em demandas ajuizadas
perante o rito sumaríssimo, já que possuem natureza jurídica de direito
privado.

66.Muito cuidado com situações em que a União, Estados, Municípios, etc.,


aparecem como responsáveis subsidiários em decorrência de terceirização. A
ação não poderá, da mesma forma, tramitar no rito sumaríssimo, já que o
tomador dos serviços, responsável subsidiário, faz parte da relação processual e
afasta o rito sumaríssimo. Assim, se o vigilante ajuizar ação para cobrar
R$5.000,00 de verbas trabalhistas da empresa de segurança e,
subsidiariamente, da União, a ação será processada perante o rito ordinário,
apesar do valor inferior a 40 salários mínimos, já que a União não pode ser
parte no rito sumaríssimo.

67.Em relação ao pedido, deve ser certo, determinado e líquido, ou seja, indicar o
valor pedido, sob pena de arquivamento do processo e condenação ao
pagamento de custas processuais. Tal regra encontra respaldo no art. 852-B, §
1º, da CLT; é imposta para que a sentença seja líquida, diante da inexistência
de procedimento de liquidação de sentença em tal procedimento.

68.Também nos termos do art. 852-B, II, da CLT, deve o autor indicar o endereço

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correto e completo do réu, sob pena de arquivamento, haja vista inexistir a


citação por edital em tal rito. A única forma de notificação do réu é a postal,
conforme o art. 841 da CLT. O Cuidado com o art. 852-B da CLT é no tocante
ao arquivamento do processo. Haverá realmente a extinção do feito sem
resolução do mérito, não sendo possível a intimação para correção do vício ou a
conversão do processo para outro procedimento.

69.Sobre os poderes instrutórios do Juiz no rito sumaríssimo, o art. 852-D da CLT


dispõe que o Magistrado poderá produzir a prova que entender necessária ao
julgamento do conflito, bem como indeferir aquelas que entender
desnecessárias, da mesma forma como dispõe o art. 370 do NCPC.

70.A audiência do rito sumaríssimo deve ocorrer no prazo máximo de 15 dias, a


contar do ajuizamento, conforme o art. 852-B, III, da CLT. A regra, apesar de
trazer um prazo impróprio, que se desrespeitado não acarretará consequências
processuais, é importante, porque alerta o Juiz de que aquele é um
procedimento célere, que deve ser julgado rapidamente. Marcar a audiência
para no máximo 15 dias significa, em regra, dizer que o feito será julgado
naquele prazo, que ao final da audiência será proferida sentença e que o
primeiro grau de jurisdição será finalizado dentro daquele exíguo prazo.

71.Em relação à conciliação no rito sumaríssimo, dispõe o art. 852-E da CLT que
deve ser tentada em todos os momentos da audiência, o que significa dizer que
o Juiz deve tentar o acordo sempre, em todos os momentos, não apenas nos
dois momentos considerados obrigatórios no procedimento – início da audiência
e após as razões finais – conforme já estudado.

72.As questões incidentais são julgadas de plano pelo Magistrado, tal como as
alegações de litispendência, perempção, incompetência e outras que podem
surgir por meio da defesa apresentada pelo réu. Tal regra está no art. 852-G da
CLT.

73.Conforme o art. 852-H, § 1º, da CLT, sobre os documentos apresentados por


uma parte, a outra se manifestará imediatamente, salvo absoluta
impossibilidade, o que ocorre quando a quantidade de documentos é grande,

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impedindo a análise pormenorizada naquele momento.

74.As testemunhas, como já dito na primeira parte do estudo, serão apresentadas


no número máximo de 2 para cada parte, somente sendo intimadas diante da
prova do convite, tudo em conformidade com o art. 852-H da CLT. Assim, se
convido uma testemunha para comparecer à audiência e ela falta, posso
requerer ao Juiz a intimação daquela para uma próxima audiência. Para deferir
o meu pedido, o Juiz exigirá a prova do convite que foi formulado à
testemunha. Sem a referida prova, pode ser indeferido o meu pedido, que
culminará com a perda da prova.

75.A perícia somente será deferida se realmente necessária, ou por imposição


legal ou pela matéria que demanda tal análise. Se deferida, o Juiz já deverá
nomear perito, definir prazo para entrega do laudo pericial, sendo que as partes
terão o prazo comum de 5 dias para manifestação em relação ao laudo
pericial, quando for apresentado. Muito cuidado porque não é um prazo
sucessivo de 5 dias, mas prazo comum, ou seja, nos mesmos 5 dias autor e réu
irão apresentar suas manifestações em relação ao laudo pericial.

76.A sentença do rito sumaríssimo não precisa ter relatório, já que tal requisito,
que é essencial nos demais ritos (Art. 489 do NCPC), é dispensado, nos termos
do art. 852-I da CLT.

77.Conforme o art. 852-I, § 2º, da CLT, as partes serão intimadas da sentença na


própria audiência.

78.Existem importantes restrições aos recursos interpostos no rito sumaríssimo,


que servem para possibilitar a maior celeridade também em grau recursal. A
primeira delas consta no §1º do art. 895 da CLT que trata do procedimento do
recurso ordinário. Não haverá revisor e o parecer do Ministério Público será
oral. As duas importantes particularidades devem ser lembradas para as
provas.

79.Sobre o recurso de revista, talvez tenhamos um dos pontos mais cobrados em


concursos trabalhistas, que é a restrição existente no §9º do art. 896 da CLT,
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alterado pela Lei 13.015/14. O referido recurso somente poderá ser interposto
para alegar a violação da CF, súmula vinculante do STF e súmula do TST. Sobre
o último, não cabe a alegação de violação de Orientação Jurisprudencial,
conforme Súmula nº 442 do TST, pois o entendimento do TST foi no sentido de
que “súmula é só súmula mesmo”.

QUESTÕES RELACIONADOS À MATÉRIA DA AULA

AUDIÊNCIAS:

1. (QUESTÃO ADAPTADA) Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Prova: Analista Judiciário – Oficial de Justiça

Em audiência realizada em reclamação trabalhista o micro empresário Péricles enviou como


preposto o contador autônomo que não presenciou os fatos que foram objeto do litígio. O
advogado do reclamante requereu a aplicação de confissão da reclamada. Nessa situação,
conforme entendimento legal e sumulado do Tribunal Superior do Trabalho,
(A) a confissão deve ser acolhida porque o preposto, apesar de não ter a obrigação de
presenciar os fatos, deve ser gerente ou empregado da empresa reclamada.
(B) a impugnação deve ser acolhida, porque o preposto necessariamente deve ter
testemunhado os fatos que foram objeto do litígio.
(C) a confissão não deve ser acolhida porque se exige do preposto apenas o conhecimento dos
fatos e não os ter presenciado, e ele não precisa ser empregado.
(D) a lei processual trabalhista é omissa quanto ao preposto ter ou não testemunhado os
fatos, cabendo ao juiz adiar a audiência para que a empresa traga como representante para
depoimento outra pessoa que tenha presenciado os fatos.
(E) a confissão não deve ser acolhida em razão do contraditório, devendo o juiz adiar a
audiência para que o micro empresário Péricles, que tem conhecimento dos fatos, compareça
pessoalmente na audiência.

GABARITO: C
COMENTÁRIOS: A situação está prevista no art. 843, §1º e §3º, da CLT que afirma que o
preposto não precisa ser empregado da empresa e prevê apenas que o preposto deva ter
conhecimento dos fatos, não havendo necessidade de que os tenha presenciado.
Desnecessária a análise das demais alternativas que já tratam do mesmo assunto.

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2. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE) Prova: Técnico Judiciário
- Área Administrativa

O reclamante Perseu e seu advogado compareceram na audiência designada em reclamação


trabalhista para às 13h00min. Naquele dia, o juiz iniciou a pauta de audiências pontualmente,
mas, em razão da complexidade das audiências anteriores, a audiência de Perseu somente foi
apregoada às 13h20min. Adentraram à sala de audiência a reclamada e o advogado do
reclamante, informando ao Juiz que seu cliente Perseu já tinha ido embora, em razão do
atraso no pregão. Nessa situação,

(A) será decretada a revelia na própria audiência, porque o atraso não foi superior a 30
minutos e o reclamante deveria ter esperado.
(B) independente do tempo do atraso não haverá consequência processual ao reclamante
porque o seu advogado estava presente e o representará, sendo realizada normalmente a
audiência.
(C) a audiência não deve ser adiada e o processo será arquivado diante da ausência do
reclamante.
(D) o juiz deverá designar outra audiência porque seu atraso foi superior a 15 minutos, saindo
intimados sobre a data da nova audiência a reclamada e o reclamante, este por seu advogado
presente.
(E) se o atraso fosse superior a 30 minutos a audiência deveria ser adiada, mas como foi de
apenas 20 minutos o processo deverá ser arquivado.

GABARITO: C
COMENTÁRIOS: Percebam que a audiência de Perseu não foi a primeira da pauta. Estava
marcada para as 13h sendo que as anteriores foram realizadas anteriormente, mas com
atraso. Assim, não podemos aplicar o art. 815 da CLT que autoriza as partes a se retirarem,
devendo aguardar até que seja realizado o pregão. Na hipótese, feito o pregão as 13h20m,
como o reclamante não estava presente, o processo será arquivado, ou seja, extinto sem
resolução do mérito, por aplicação do art. 844 da CLT. Transcrevo aqui o artigo 844, da CLT,
que recentemente foi modificado em decorrência da reforma trabalhista, incluindo os seguintes
parágrafos relacionados à questão:
“Art. 844. ..............................................................
§ 1o Ocorrendo motivo relevante, poderá o juiz suspender o julgamento,
designando nova audiência.
§ 2o Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao
pagamento das custas calculadas na forma do art. 789 desta Consolidação,
ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de
quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável.

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§ 3o O pagamento das custas a que se refere o § 2o é condição para a


propositura de nova demanda.

3. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE) Prova: Técnico Judiciário
- Área Administrativa

Na reclamatória movida por Hércules em face da empresa Delírios Artísticos e Produções


Culturais, o Juiz designou audiência trabalhista UNA para sexta-feira às 18h30min, intimando
as partes para o comparecimento, sob as penalidades legais cabíveis em caso de ausência.
Conforme previsão contida na Consolidação das Leis do Trabalho, o horário para realização do
referido ato processual e o tempo máximo de duração será, respectivamente, das

(A) 8 às 20 horas, com cinco horas seguidas, exceto quando houver matéria urgente.
(B) 8 às 18 horas, com cinco horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.
(C) 6 às 18 horas, com três horas seguidas, mesmo quando houver matéria urgente.
(D) 9 às 18 horas, com três horas seguidas, independente da urgência da matéria.
(E) 11 às 19 horas, com duas horas seguidas, ainda quando houver matéria urgente.

GABARITO: B
COMENTÁRIOS: A regra sobre o horário de realização das audiências consta no art. 813 da
CLT, sendo das 8h às 18h, com no máximo 5 horas seguidas, salvo matéria urgente.

4. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE) Prova: Analista Judiciário
- Área Judiciária

Zeus ajuizou reclamação trabalhista em face de seu empregador que tramita pelo rito
sumaríssimo, convidando verbalmente as suas testemunhas. Ocorre que, na audiência
designada, as testemunhas não compareceram e não houve nenhuma comprovação sobre o
convite feito às mesmas. No caso,

(A) as testemunhas deverão ser intimadas em razão do princípio da busca da verdade real,
impondo-se o adiamento da audiência.
(B) a audiência prosseguirá porque somente será deferida intimação de testemunha que,
comprovadamente convidada, deixar de comparecer.
(C) a audiência será adiada para outra data e as testemunhas deverão comparecer
espontaneamente, sob pena de pagamento de multa, além da preclusão da prova.
(D) no rito sumaríssimo não cabe condução coercitiva de testemunhas ou adiamento de
audiência por tal motivo, mas para garantir a paridade de tratamento, deverá o juiz encerrar a
instrução processual sem ouvir testemunhas da reclamada.

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(E) as testemunhas deverão ser conduzidas coercitivamente uma vez que não se pode tolerar
o descumprimento do dever cívico de colaboração com a Justiça.

GABARITO: B
COMENTÁRIOS: A questão traz uma das informações mais cobradas sobre o rito
sumaríssimo, que consta no art. 852-H, §3º da CLT, sobre a necessidade de prova do convite
feito às testemunhas faltantes, para que seja deferida a intimação das mesmas. Na hipótese,
como não houve prova do convite realizado, a audiência prosseguirá normalmente, com a
perda da prova pela parte que não conseguiu provar o convite realizado verbalmente às suas
testemunhas.

5. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário - Área Judiciária

Conforme legislação própria quanto às audiências no Processo Judiciário Trabalhista,


a) o juiz manterá a ordem nas audiências, mas não poderá mandar retirar do recinto os
assistentes que a perturbarem em razão do caráter de publicidade que reveste esse ato
processual, devendo no caso, adiar a sessão.
b) é facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que
tenha conhecimento do fato, mas cujas declarações, nesse caso, não obrigarão o proponente.
c) serão públicas e realizadas nos dias úteis das seis às vinte horas.
d) se, até quinze minutos após a hora marcada, o juiz não houver comparecido, os presentes
poderão retirar-se, devendo o ocorrido constar de registro próprio.
e) não poderão ultrapassar três horas seguidas, ainda que haja matéria urgente.

GABARITO: A Alternativa “D“ está CORRETA. O art. 815 da CLT prevê uma tolerância de
atraso do Juiz de até 15 minutos, ou seja, as partes devem aguardar aquele período de tempo
caso o Juiz não esteja no local de realização da audiência. Caso o Juiz não chegue naquele
período, poderão se retirar, fazendo constar o ocorrido em certidão, de forma que não sejam
prejudicadas posteriormente.
- a Alternativa “A” está INCORRETA, pois de acordo com o art. 816, da CLT, poderá mandar
retirar do recinto.
- a alternativa “B” está INCORRETA, já que as declarações obrigarão o preponente nos termos
do art. 831, §1º, da CLT.
- a alternativa “C” está INCORRETA, o horário das audiências será entre 8h e 18h (art. 813, da
CLT)
- a alternativa “E” está INCORRETA, dado que não poderá ultrapassar 5h seguidas, salvo em
caso de matéria urgente. (art. 813, da CLT).

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6. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário - Área Judiciária

O trabalhador Hércules convidou uma testemunha para depor em audiência UNA designada na
reclamação trabalhista movida em face da empresa Vênus de Millus S/A. No saguão do fórum,
após o pregão das partes, o reclamante resolveu não ingressar na sala de audiências da Vara
do Trabalho porque a sua testemunha não compareceu e a reclamada tinha trazido três
testemunhas. O representante da reclamada, ao verificar que Hércules se evadiu do local,
também não ingressou na sala de audiências. Nesse caso, o Juiz
a) não deverá arquivar nem aplicar a revelia visto que ausentes ambas as partes, julgando o
processo no estado em que se encontra.
b) deverá redesignar a audiência intimando ambas as partes para comparecimento, sob pena
de condução coercitiva e pagamento de multa.
c) deverá marcar nova audiência para que o trabalhador possa trazer suas testemunhas em
razão do devido processo legal.
d) deverá aplicar a revelia e consequente pena de confissão à reclamada ausente.
e) deverá arquivar a ação diante da ausência injustificada do reclamante.

GABARITO: LETRA “E“. Na hipótese, independentemente das partes estarem presentes no


saguão e terem se evadido quando da realização do pregão, deve ser aplicada a penalidade
prevista no art. 844 da CLT em relação à ausência do reclamante. Se realizado o pregão o
reclamante não compareceu, deve o Juiz determinar o arquivamento do feito, ou seja, a sua
extinção sem resolução do mérito.

7. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Analista
Judiciário

O Princípio da oralidade é de suma importância no processo do trabalho, daí por que as


audiências são o ponto forte do procedimento de uma reclamatória trabalhista em primeiro
grau de jurisdição. Sobre audiências é correto afirmar:
a) O não comparecimento do reclamante em Audiência Inicial ou Una importa em revelia, além
da confissão quanto à matéria fática.
b) Serão públicas como regra e realizadas em dias úteis previamente fixados, entre oito e
dezoito horas, não podendo ultrapassar cinco horas seguidas, salvo quando houver matéria
urgente.

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c) Caso o juiz não houver comparecido em até dez minutos após a hora marcada para a
audiência, os presentes poderão retirar-se, devendo o ocorrido constar do livro de registro das
audiências.
d) O não comparecimento do reclamado em Audiência Inicial ou Una importará em remarcação
da mesma por uma única vez, para garantir a ampla defesa e o contraditório, arcando a parte
ausente com multa fixada pelo juiz.
e) Terminada a apresentação da defesa do reclamado em audiência o juiz deverá suspender a
sessão e marcar nova audiência para que o reclamante possa apresentar sua réplica e indicar
as provas que pretende produzir, sob pena de nulidade processual.

GABARITO: LETRA “B“. A informação constante na letra “B” está totalmente adequada ao
art. 813 da CLT, que trata das formalidade para a realização das audiências. Informa o
dispositivo legal que aquelas serão realizadas das 8h às 18h, em dias úteis, não podendo
ultrapassar as 5 horas seguidas, salvo na hipótese de matéria urgente.

8. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de São Luiz – MA Prova: Procurador
Municipal

Camilo, metalúrgico, ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Q. Na audiência de


instrução e julgamento, Camilo, hospitalizado, enviou, para o representar, Carlos, metalúrgico,
que também trabalha na empresa Q, sem comunicar com antecedência à Justiça do Trabalho.
Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho,
a) Camilo fez correto e não terá nenhum prejuízo.
b) o processo será arquivado pela ausência de Camilo, podendo ele ajuizar outra reclamação
trabalhista após 6 meses do arquivamento.
c) o processo será arquivado uma vez que não foi comunicada a referida representação com a
antecedência mínima de 48 horas.
d) o processo será arquivado pela ausência de Camilo, podendo ele ajuizar imediatamente
outra reclamação trabalhista.
e) o processo será arquivado, uma vez que não foi comunicada a referida representação com a
antecedência mínima de 24 horas.

GABARITO: LETRA “A“. Nos termos do art. 843 da CLT, Camilo atuou corretamente, já que
em situações urgentes e graves, como na hipótese, poderá o reclamante ser representado por
empregado da categoria ou da mesma empresa, não havendo necessidade de informação
prévia à Justiça do Trabalho. O colega de trabalho justificará a ausência, evitando o
arquivamento do processo.

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9. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de Campinas – SP Prova: Procurador

Hermes ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Olympikus Serviços Gráficos S/A
postulando o pagamento de salários em atraso e 13° salário. Na primeira audiência UNA, a
reclamada compareceu com seu advogado e o reclamante não compareceu por motivo de
doença, mas fez-se representar por colega de trabalho da mesma profissão, acompanhado de
advogado. Não havendo nenhuma proposta de conciliação, o Juiz recebeu a contestação da
reclamada e designou uma audiência de instrução, ficando a reclamada intimada para
comparecimento na audiência em prosseguimento para depor, sob a pena cominada em lei e o
reclamante intimado pessoalmente por via postal com a mesma cominação. Na audiência de
instrução, a reclamada compareceu com seu advogado, mas o reclamante não compareceu e
seu advogado presente não apresentou nenhuma justificativa para a sua ausência. Nessa
situação, conforme dispositivos processuais contidos na Consolidação das Leis do Trabalho e
entendimento sumulado pelo Tribunal Superior do Trabalho, o Juiz
a) não poderia arquivar o processo na primeira audiência e deveria aplicar a pena de confissão
quanto à matéria de fato ao reclamante ausente na segunda audiência, visto que,
expressamente intimado com aquela cominação, não compareceu à audiência de
prosseguimento, na qual deveria depor.
b) deveria ter arquivado o processo já na primeira audiência em face da ausência do
reclamante.
c) não poderia ter recebido a contestação da reclamada por irregularidade de representação do
reclamante.
d) poderia receber a contestação e designar audiência de instrução, mas constatada a ausência
do reclamante na segunda audiência deveria arquivar o processo, aplicando multa por
litigância de má-fé ao reclamante.
e) deveria ter adiado a primeira audiência aplicando multa para o reclamante ausente, mas
não poderia receber a contestação da reclamada e designar audiência de instrução.

GABARITO: LETRA “A“. As informações constantes na letra “A” estão corretas à luz do art.
843 da CLT, que prevê a possibilidade de outro empregado da mesma profissão comparecer
para justificar a ausência do reclamante por motivo sério (no caso, doença), bem como da
Súmula nº 9 do TST, que diz ser aplicável a pena de confissão, não havendo o arquivamento
no processo na hipótese, já que a defesa foi apresentada na primeira audiência e o reclamante
foi intimado expressamente para depor na audiência em prosseguimento.

10.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

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Em se tratando de dissídio individual, a norma processual trabalhista prevê, como regra, a


realização de audiência UNA, ou seja, em um determinado ato processual será realizada a
tentativa de conciliação, a instrução processual e o julgamento. Nesse sentido,

a) terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, sendo ouvidas as testemunhas, os


peritos e os técnicos, se houver, e após será efetuado o interrogatório dos litigantes.

b) caso o reclamante não compareça na audiência inaugural, mesmo presente seu advogado,
deverá necessariamente ser adiada a sessão.

c) é facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que
tenha conhecimento do fato, mas cujas declarações não obrigarão o proponente.

d) aberta a audiência, o Juiz proporá a conciliação, sendo que se não houver acordo, o
reclamado poderá apresentar defesa oral no tempo máximo de 10 (dez) minutos.

e) deverão estar presentes o reclamante e o reclamado na audiência de julgamento,


independentemente do comparecimento de seus representantes.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A informação contida na letra “E”, de que as partes
devem comparecer à audiência independentemente de seus representantes, encontra-se no
art. 843 da CLT, assim redigido:

“Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e


o reclamado, independentemente do comparecimento de seus
representantes salvo, nos casos de Reclamatórias Plúrimas ou Ações
de Cumprimento, quando os empregados poderão fazer-se
representar pelo Sindicato de sua categoria”.

Percebam que as exceções se encontram nas ações plúrimas e nas ações de cumprimento,
pois nessas o número de autores, em especial, poderia impedir ou atrapalhar a própria
realização da audiência. Imagine uma ação ajuizada por 100 reclamantes. Seria impossível a
presença e participação de todos na mesma audiência. Vejamos as demais alternativas:

Letra “A”: errada, pois o art. 848 da CLT diz que o interrogatório será realizado e, em seguida,
serão ouvidas as testemunhas, peritos e assistentes.

Letra “B”: errada, pois a ausência do reclamante, mesmo presente o seu Advogado, importará
no arquivamento no processo, conforme art. 844 da CLT.

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Letra “C”: errada, pois as informações prestadas pelo preposto vinculam a parte, conforme art.
843, §1º, da CLT.

Letra “D”: errada, pois o art. 847 da CLT prevê a apresentação da defesa no prazo de até 20
minutos.

11.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

Sobre as audiências trabalhistas, com base nas normas aplicáveis, é correto afirmar:

a) A ausência injustificada do reclamante ou de seu advogado à audiência importa em revelia,


além de confissão quanto à matéria de fato.

b) O reclamante e o reclamado, deverão estar presentes pessoalmente, independentemente


do comparecimento de seus advogados, não podendo ser substituídos ou representados neste
ato processual.

c) As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz, não podendo ser reinquiridas a
requerimento das partes ou advogados.

d) O juiz, à hora marcada, declarará aberta a audiência, sendo feita pelo chefe de secretaria
ou escrivão a chamada das partes, havendo uma tolerância de até 15 minutos após a hora
marcada.

e) Estas serão públicas e realizar-se-ão em dias úteis, entre 8 e 18 horas, não podendo
ultrapassar 5 horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A informação trazida pela FCC na alternativa “E”,
considerada correta, é cópia fiel do art. 813 da CLT, que deve ser memorizado pelo candidato,
pois muitas vezes cobrado nos concursos trabalhistas:

“As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho serão públicas e


realizar-se-ão na sede do Juízo ou Tribunal em dias úteis previamente
fixados, entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, não podendo ultrapassar
5 (cinco) horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente”.

Vejamos as demais assertivas, que estão todas erradas:

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Letra “A”: errada, pois o art. 844 da CLT diz que a ausência do reclamante importa em
arquivamento. Na verdade, a revelia surge pela ausência injustificada do reclamado.

Letra “B”: errada, pois o art. 843 da CLT prevê a possibilidade de representação das partes,
ora por empregados da mesma categoria ou sindicato ou por preposto.

Letra “C”: errada, pois as testemunhas e partes podem ser reinquiridas conforme o art. 820 da
CLT.

Letra “D”: errada, pois a OJ nº 245, da SDI-1, do TST não prevê tolerância para o atraso das
partes.

12.( Prova: FCC - 2005 - OAB-SP - Exame de Ordem - 2 - Primeira Fase / Direito
Processual do Trabalho / Audiências; )

Na reclamação ajuizada pelo trabalhador, para a cobrança de direito irrenunciável,


correspondente a salário mínimo não pago, ausentes ambas as partes à única
audiência designada,

a) deve designar-se nova audiência, com condução coercitiva das partes.

b) o reclamado é considerado revel.

c) o processo é arquivado.

d) encerra-se a instrução, julgando o feito no estado em que se encontra.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. O Art. 844 da CLT prevê o arquivamento do processo
quando ausente o reclamante e a revelia quando ausente o reclamado. Havendo ausência de
ambas as partes, o entendimento é de que o feito será arquivado. Transcreve-se o artigo
mencionado para ciência:

“Art. 844 - O não-comparecimento do reclamante à audiência importa


o arquivamento da reclamação, e o não-comparecimento do
reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria de
fato. Parágrafo único - Ocorrendo, entretanto, motivo relevante,
poderá o presidente suspender o julgamento, designando nova
audiência”.

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As demais alternativas tratam do mesmo assunto, razão pela qual não precisam ser
analisadas em separado.

13.( Prova: FCC – 2013 – TRT – 1ª REGIÃO (RJ) – Analista Judiciário – Execução
de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

Hércules após quatro anos de contrato de trabalho com a empresa Alfa Beta Engenharia foi
dispensado sem receber saldo salarial e verbas da rescisão. Ajuizou reclamação trabalhista,
sendo designada audiência UNA (conciliação, instrução e julgamento) após dois meses da
distribuição da ação. Ocorre que Hércules sofreu acidente na véspera da audiência, ficando
hospitalizado e, portanto, impossibilitado de se locomover até a Vara do Trabalho. Com base
nas normas previstas em lei trabalhista, nessa situação,

a) o advogado de Hércules fará toda a sua assistência em audiência, inclusive com poderes
para depor pelo reclamante e realizar demais atos processuais.

b) o reclamante Hércules poderá fazer-se representar na audiência por outro empregado que
pertença a mesma profissão ou pelo Sindicato Profissional.

c) o processo será arquivado ante a ausência do reclamante, que poderá ajuizar novamente a
demanda quando estiver em condições plenas de saúde.

d) a lei processual trabalhista não prevê a hipótese de substituição de empregado reclamante


ausente, razão pela qual fica a critério do Juiz adiar a audiência ou arquivar o processo.

e) a esposa, companheira ou algum parente até o terceiro grau poderão representar o


trabalhador ausente com amplos poderes para inclusive prestar depoimento pelo reclamante.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Na hipótese da questão, há uma justificativa


plausível para a ausência do reclamante à audiência, razão pela qual autoriza a CLT que ele
seja substituído por outro empregado da mesma categoria ou pelo sindicato, de forma a evitar
o arquivamento do processo. A representação serve apenas para evitar o arquivamento do
feito, não sendo realizados atos processuais. Vejamos a redação do art. 843, §2º, da CLT:

“Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente


comprovado, não for possível ao empregado comparecer
pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro empregado que
pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato”.

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Vejamos as demais alternativas:

Letra “A”: errada, pois a presença da parte é indispensável, não podendo ser suprida pela
presença do Advogado, conforme art. 843 da CLT.

Letra “C”: errada, pois o motivo da ausência é relevante, não havendo o arquivamento do
processo, o que somente ocorre na hipótese de ausência injustificada, o que não ocorreu na
situação em análise.

Letra “D”: errada, pois o art. 843, §2º, da CLT prevê a substituição.

Letra “E”: errada, pois somente outro empregado da categoria ou o sindicato é que podem
representar o obreiro, não possuindo amplos poderes, e sim, apenas para evitar o
arquivamento.

14. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista
Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )

A empresa Deuses do Olimpo Produções S/A foi citada para responder reclamatória trabalhista
que tramita pelo procedimento ordinário e comparecer à audiência UNA (conciliação, instrução
e julgamento), designada trinta dias após a sua notificação. Entretanto, o representante legal
da empresa reclamada, por mero esquecimento, não compareceu à audiência designada. O
reclamante compareceu à audiência sem a presença de seu advogado. O advogado da
reclamada, presente em audiência, pretendeu apresentar defesa oral. Nessa situação, com
fundamento na lei e em jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho – TST, o
Juiz deverá

a) arquivar a reclamatória diante da ausência de uma das partes e do advogado do


reclamante, tendo em vista que este não pode atuar pessoalmente na Justiça do Trabalho.

b) adiar a audiência para outra data possibilitando o comparecimento do advogado do


reclamante e do representante legal da reclamada.

c) permitir ao patrono da empresa a apresentação de defesa oral e adiar a audiência para que
o advogado do reclamante tome ciência da defesa e apresente réplica nos autos.

d) aceitar a contestação e os documentos eventualmente apresentados.

e) autorizar que o patrono da reclamada apresente defesa por escrito em 15 dias diretamente
no protocolo da Secretaria da Vara e adiar a audiência para nova data.

COMENTÁRIOS:

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A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A questão, apesar de relativamente grande, é de


fácil desate. Perceba que o reclamante estava presente mas seu Advogado ausente, o que não
gera o arquivamento do feito, pois a parte estava presente. Em relação ao reclamado, o
Advogado estava presente mas o representante da empresa não. Nessa situação, aplica-se O
§5º incluído pela reforma trabalhista no art. 844, da CLT que passou a dispor:

Ҥ 5o Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na


audiência, serão aceitos a contestação e os documentos
eventualmente apresentados”.

Extrai-se do artigo que o legislador não afastou a revelia nesse caso, já que não está prevista
essa situação no rol do §4º que afasta os efeitos da revelia em algumas situações, mas
permitiu que fossem aceitos a defesa e os documentos caso sejam apresentados. Vejamos as
demais assertivas:

Letra “A”: errada, pois o reclamante estava presente, não podendo haver o arquivamento, já
que essa consequência decorre da ausência daquele em audiência, conforme art. 844 da CLT.

Letra “B”: errada, não há o adiamento. A ausência do Advogado do reclamante não traz
consequências, já que no processo do trabalho impera o jus postulandi, ou seja, a
desnecessidade de Advogado. Já em relação ao representante da reclamada, não haverá o
adiamento, pois, a ausência foi injustificada (esquecimento).

Letra “C”: errada, a Súmula nº 122 do TST diz que o reclamando será revel e há a
possibilidade apresentação de defesa e dos documentos.

Letra “E”: errada, o reclamado será considerado revel e a defesa e os documentos poderão ser
apresentados em audiência caso presente o advogado.

15.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Audiências; ) Em relação à audiência, considere:

I. Aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.

II. A audiência de julgamento será contínua, devendo ser concluída no mesmo dia.

III. A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em


audiência, não importa arquivamento do processo.

IV. Pessoa jurídica de direito público não se sujeita à revelia.

V. A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, ainda que
presente seu advogado munido de procuração, podendo ser ilidida a revelia mediante a

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apresentação de atestado médico, que deverá declarar, expressamente, a impossibilidade de


locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da audiência.

É entendimento pacificado pelo TST, o que se afirma APENAS em

a) III e IV.

b) II, IV e V.

c) I.

d) II e III.

e) I, III e V.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Estão corretas as assertivas I, III e V, de acordo com
a jurisprudência do TST e a legislação aplicável. Vejamos:

I. A informação está correta, pois de acordo com o art. 846 da CLT, que diz que o Juiz
proporá a conciliação aberta a audiência.
II. Errada, pois a audiência de julgamento pode ser fracionada, caso haja necessidade,
como, por exemplo, alguma testemunha faltar ao ato e tiver que ser intimada.
III. Perfeita, pois a Súmula nº 9 do TST traz tal informação: se houver a apresentação de
defesa e a audiência for adiada, não haverá arquivamento do processo, pois nasceu para o
reclamado, com a apresentação da defesa, o direito ao julgamento de mérito.
IV. Errada, pois a OJ nº 152, da SDI-1, do TST diz que o art. 844 da CLT, que trata da
revelia, é aplicável às pessoas jurídicas de direito público.
V. Perfeita, pois em total conformidade com a Súmula nº 122 do TST, que possui idêntica
redação. É importante lembrar aqui que com a reforma trabalhista essa Súmula sofrerá uma
mitigação, já que o §5º do art. 844 da CLT permite que o Juiz aceite a defesa e os
documentos, eventualmente apresentados, em caso de não comparecimento da reclamada,
mas presente o advogado.

16.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; Procedimento
ordinário e sumaríssimo; ) De acordo com o entendimento pacífico da
jurisprudência do TST,

a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte à audiência.

b) pessoa jurídica de direito público não se sujeita à revelia.

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c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, salvo se


presente seu advogado munido de procuração específica.

d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser ilidida.

e) a revelia produz confissão na ação rescisória.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A informação acerca da inexistência de previsão legal


para o atraso das partes à audiência está em total consonância com a OJ nº 245, da SDI-1, do
TST, a seguir transcrita:

“Inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de


comparecimento da parte na audiência”.

Havendo atraso, aplicar-se-ão as consequências do art. 844 da CLT, ou seja, arquivamento no


atraso do reclamante e revelia, na hipótese do reclamado. Vejamos as demais assertivas:

Letra “B”: errada, pois a OJ nº 152, da SDI-1, do TST diz aplicar-se a revelia aos entes
públicos.

Letra “C”: errada, pois viola a Súmula nº 122 do TST, diz haver revelia da mesma forma.

Letra “D”: errada, pois a própria Súmula nº 122 do TST diz que o atestado médico, que
demonstre a impossibilidade de locomoção, é capaz de ilidir a revelia, ou seja, evitar a
aplicação dos seus efeitos. É importante lembrar aqui que com a reforma trabalhista essa
Súmula sofrerá uma mitigação, já que o §5º do art. 844 da CLT permite que o Juiz aceite a
defesa e os documentos, eventualmente apresentados, em caso de não comparecimento da
reclamada, mas presente o advogado.

Letra “E”: errada, pois a Súmula nº 398 do TST diz que não há confissão na ação rescisória, ou
seja, tal efeito da revelia não é verificado.

17. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2012 - TST - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

Conforme previsão legal e jurisprudência sumulada do TST, em relação às audiências


trabalhistas é correto afirmar:

a) A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência,


importa arquivamento do processo.

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b) O preposto em audiência não precisa ser necessariamente empregado do reclamado.

c) Não se aplica a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não
comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor desde que esteja presente
o seu advogado.

d) Aberta a audiência, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa oral ou
apresentá-la por escrito e, em seguida, o juiz proporá a conciliação.

e) Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, devendo o juiz, exofficio,


interrogar os litigantes, sob pena de nulidade, sendo que findo o interrogatório não poderão os
litigantes retirar-se, até o término da instrução com a oitiva de testemunhas.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. A informação está de acordo com o §3º do artigo
843, da CLT, incluído pela reforma trabalhista que passou a dispor que:

“§ 3o O preposto a que se refere o § 1o deste artigo não precisa ser


empregado da parte reclamada”.

Vejamos as demais assertivas:

Letra “A”: errada, pois contraria a Súmula nº 9 do TST, que nessa hipótese diz inexistir
arquivamento do feito, pois a defesa já foi apresentada.

Letra “C”: errada, pois contraria o entendimento previsto no inciso I, da Súmula nº 74, do
TST.

Letra “D”: errada, pois o art. 847 da CLT prevê a possibilidade da defesa ser apresentada de
forma oral no prazo de 20 minutos, e seu parágrafo único permite a juntada de defesa escrita
pelo sistema do PJT ATÉ a audiência, e não em audiência.

Letra “E”: errada, pois viola o art. 848 da CLT, que será transcrito para comparação:

“Art. 848 - Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo,


podendo o presidente, exofficio ou a requerimento de qualquer juiz
temporário, interrogar os litigantes. § 1º - Findo o interrogatório,
poderá qualquer dos litigantes retirar-se, prosseguindo a instrução
com o seu representante. § 2º - Serão, a seguir, ouvidas as
testemunhas, os peritos e os técnicos, se houver”.

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18.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Juiz do
Trabalho - Tipo 1 / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores;
Audiências; )

É INCORRETO afirmar que

a) o preposto precisa ser empregado.

b) nas ações plúrimas, os empregados poderão fazer- se representar pelo sindicato da


categoria profissional correspondente.

c) o não comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação.

d) aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.

e) a vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, não
afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.

COMENTÁRIOS:

A alternativa INCORRETA É A LETRA “A”. Realmente é incorreto afirmar que o preposto


deve ser necessariamente empregado, já que o art. 843, §3º, da CLT mudou esse
entendimento. A súmula nº 377 do TST que tratava sobre o assunto provavelmente será
alterada ou cancelada. Vejamos:

“§ 3o O preposto a que se refere o § 1o deste artigo não precisa ser


empregado da parte reclamada”.

Vejamos as demais assertivas da FCC:

Letra “B”: correta, pois de acordo com o art. 843 da CLT, que prevê a possibilidade de
substituição pelo Sindicato da categoria.

Letra “C”: correta, em conformidade com o art. 844 da CLT, que prevê o arquivamento do feito
na ausência injustificada do reclamante.

Letra “D”: correta, já que o art. 846 da CLT prevê a 1ª tentativa de conciliação sendo realizada
no início da audiência.

Letra “E”: correta, em conformidade com a Súmula nº 74, III, do TST, que trata dos poderes
instrutórios do Juiz.

19.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Juiz do Trabalho - Tipo 5 / Direito
Processual do Trabalho / Audiências; )

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O Processo do Trabalho apresenta como traços identificadores a oralidade, a


concentração dos atos processuais e o aspecto conciliatório. Em relação às propostas
de conciliação no Processo do Trabalho, é correto afirmar que

a) devem ser realizadas em dois momentos: após a abertura da audiência, mas antes da
apresentação da defesa; terminada a instrução processual, após as razões finais, caso as
partes queiram aduzi-las.

b) somente podem ser realizadas após a oitiva das partes e quando do encerramento da
instrução processual, antes das razões finais.

c) estão vinculadas ao valor atribuído à causa, sendo portanto obrigatórias apenas nas ações
de alçada e de rito sumaríssimo.

d) devem ser realizadas após a apresentação da defesa e renovadas após as razões finais,
caso as partes queiram aduzi-las.

e) não há obrigatoriedade na sua realização, constituindo-se assim em faculdade do Juiz na


direção do processo.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Os dois momentos obrigatórios de tentativa de


conciliação são:

a. No início da audiência, após o pregão das partes e antes da apresentação da defesa


pelo reclamado, conforme art. 846 da CLT.
b. Após as razões finais, conforme art. 850 da CLT.

Esses dois momentos de conciliação foram tratados corretamente pela alternativa “A”.
Contudo, cuidado com a informação de que as partes podem aduzir ou não as razões finais.
Realmente não há obrigação daqueles apresentarem as razoes finais. O art. 850 da CLT diz
que as partes podem aduzir razões finais em prazo de 10 minutos para cada. Realmente não
há obrigatoriedade. Se forem apresentadas, a 2ª tentativa de conciliação será feita. Caso as
partes não queiram apresentar as razões finais, a tentativa de conciliação será feita da mesma
forma. Essa é a ideia correta. Como todas as demais alternativas tratam do mesmo
tema, não há necessidade de análise em separado.

20.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em


audiência,

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a) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá ajuizar nova


ação postulando verbas que não foram anteriormente postuladas.

b) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá ajuizar nova


ação postulando as mesmas verbas anteriormente postuladas.

c) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá pedir o


desarquivamento do processo e continuar com a reclamação.

d) não importa no arquivamento do processo tendo em vista que a ação já tinha sido
contestada.

e) importará no reconhecimento da revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A questão sobre a consequência da ausência do


reclamante à audiência, após contestada a ação, é bastante comum nos concursos
trabalhistas. A solução é simples, de acordo com a Súmula nº 9 do TST, que será descrita a
seguir:

“A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após


contestada a ação em audiência, não importa arquivamento do
processo”.

Se já houve a apresentação de defesa na primeira audiência e o reclamante falta à audiência


em prosseguimento, não haverá arquivamento do processo, pois a partir do momento em que
o réu apresenta a sua defesa, nasce para o mesmo o direito ao julgamento de mérito, não
cabendo falar em extinção do feito sem resolução do mérito (arquivamento). A regra pode ser
assim resumida:

Primeira audiência Audiência em prosseguimento

Reclamado não apresenta defesa Ausência do reclamante gera o


arquivamento.

Reclamado apresenta defesa Ausência do reclamante não gera o


arquivamento.

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Não se pode falar, de forma alguma, em revelia, pois essa é a consequência da ausência
injustificada do reclamado, conforme art. 844 da CLT. Como todas as assertivas tratam do
mesmo tema, não serão analisadas em separado.

21.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

Maria ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa DEDE. João, proprietário


da empresa, cientificado da respectiva reclamação, contratou advogado na véspera
da data designada para a realização da audiência, em que será obedecido o
procedimento ordinário. O advogado advertiu João de que teria que apresentar
defesa oral em razão da proximidade da contratação. Neste caso, de acordo com
a CLT, o advogado

a) não poderá apresentar defesa oral em razão do procedimento ordinário da respectiva


reclamação trabalhista.

b) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 20 minutos para aduzir sua defesa.

c) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 10 minutos para aduzir sua defesa.

d) não poderá apresentar defesa oral por expressa disposição legal, independentemente do
procedimento adotado pela ação reclamatória.

e) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 30 minutos para aduzir sua defesa.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. A primeira regra que deve ser lembrada é quanto à
forma de apresentação da defesa no processo do trabalho, nos moldes do art. 847 da CLT:
oral, em 20 minutos. O Advogado contratado pelo reclamado poderá apresentar defesa oral,
que é a regra prevista na CLT, valendo-se do prazo máximo de 20 minutos para apresentação
de toda a defesa, incluindo exceções e reconvenção, se for o caso. Transcreve-se o dispositivo
mencionado por sua importância:

“Não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua
defesa, após a leitura da reclamação, quando esta não for dispensada
por ambas as partes”.

O parágrafo único desse dispositivo, com o advento da Lei nº 13.467/2017, passará a prever a
possibilidade juntada de defesa escrita, por meio do sistema de processo judicial eletrônico,

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ATÉ a audiência. Como todas as assertivas tratam do mesmo tema, já foram


respondidas e, por isso, não serão analisadas em separado.

PROVAS:

22.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE) Prova: Técnico -
Administrativo

Hercules ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Deuses da Paixão S/A,


pretendendo o pagamento de indenização por dano moral e adicional de insalubridade. O valor
da somatória dos dois pedidos não ultrapassa 40 vezes o salário mínimo na data do
ajuizamento. Para tentar provar suas alegações, o reclamante pretende ouvir cinco
testemunhas, bem como requerer a prova pericial. Nessa situação, em relação à matéria de
provas,

(A) poderá ouvir somente duas testemunhas e deve ser realizada a prova pericial.
(B) poderá ouvir três testemunhas e a prova pericial não pode ser realizada em razão do rito
processual.
(C) todas as cinco testemunhas podem ser ouvidas e deve ser realizada a prova pericial.
(D) somente poderá ouvir duas testemunhas e a prova pericial não pode ser realizada em
razão do rito processual.
(E) poderá ouvir três testemunhas desde que a reclamada também traga três testemunhas e
deve ser realizada a prova pericial.

GABARITO: A
COMENTÁRIOS: Percebe-se que a ação seguirá o rito sumaríssimo, tendo em vista que o
valor dos pedidos não é superior a 40 salários mínimos. Assim, em relação às provas do rito
sumaríssimo, aplicamos o art. 852-H da CLT, que diz ser possível a realização de perícia,
no caso obrigatória para a aferição da insalubridade, bem como a oitiva de até 2 (duas)
testemunhas, não sendo lícito ouvir as 5 testemunhas requeridas pelo reclamante.

23.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Técnico -
Administrativo
Ernesto ajuizou reclamação trabalhista em face da Empresa “T", dando à causa o valor de R$
20.000,00. Na audiência designada, o advogado de Ernesto informou que sua testemunha
Joana, convidada oralmente, não compareceu, razão pela qual requereu a designação de nova
data para realização da audiência. Neste caso, o Juiz deverá

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a) indeferir a designação de nova data para a audiência, pois Ernesto deveria ter arrolado sua
testemunha cinco dias antes da data de sua realização.
b) indeferir a designação de nova data para audiência, pois Ernesto deveria comprovar
documentalmente o convite para sua testemunha.
c) indeferir a designação de nova data para a audiência, pois Ernesto deveria ter arrolado suas
testemunhas com a petição inicial, o que não fez.
d) deferir a designação de nova audiência, pois no processo trabalhista as testemunhas
comparecerão à audiência independentemente de notificação ou intimação, podendo ser
intimadas as que não comparecerem, a requerimento da parte.
e) deferir a designação de nova audiência, pois no processo trabalhista o reclamante e o
reclamado comparecerão à audiência acompanhados de suas testemunhas, apresentando,
nesta ocasião, as demais provas, sendo facultada a redesignação de nova data, se solicitado
pelas partes, ante o não comparecimento de suas testemunhas.

GABARITO: LETRA “B“. A ação ajuizada, cujo valor é de R$20.000,00, tramita pelo rito
sumaríssimo, já que o seu valor é inferior a 40 salários mínimos, conforme art. 852-A da CLT.
Assim, o art. 852-H da CLT destaca que a prova testemunhal deverá seguir duas
especificidades:
 máximo de 2 testemunhas por partes;
 necessidade de comprovação do convite formulado às testemunhas na hipótese de
ausência das mesmas à audiência.
Verifica-se que a letra “B” diz que o Juiz deverá indeferir o pedido já que não há prova de que
foi formulado o convite à testemunha, o que não ocorreu. A FCC levou em consideração a ideia
de que a prova deve ser documental.

24.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário - Área Judiciária

Conforme normas contidas na Consolidação das Leis do Trabalho, sobre as testemunhas, nas
ações que tramitam pelos procedimentos sumaríssimo e ordinário, a quantidade máxima por
parte e a forma comum de comparecimento na audiência, são, respectivamente:
a) duas e três; ambas independentemente de intimação.
b) duas e três; independentemente de intimação e intimadas.
c) duas e cinco; independentemente de intimação e intimadas.
d) três e quatro; ambas independentemente de intimação.
e) três e seis; intimadas e independentemente de intimação.

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GABARITO: LETRA “A“. A resposta da questão consta nos artigos 821, 825 e 852-H da CLT,
que afirmam:
 Art. 821: até 3 testemunhas para cada parte no rito ordinário;
 Art. 825: testemunhas comparecem independentemente de intimação;
 Art. 852-H: até 2 testemunhas para cada parte no rito sumaríssimo e as testemunhas
também comparecem independentemente de intimação.

25.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Analista
Judiciário

A Consolidação das Leis do Trabalho prevê algumas regras que diferenciam os tipos
procedimentais das ações que tramitam na Justiça do Trabalho, notadamente quanto ao
número de testemunhas que cada parte pode indicar para oitiva em audiência. Assim, para os
ritos sumaríssimo, ordinário e inquérito judicial para apuração de falta grave, o número de
testemunhas será, respectivamente,
a) três − quatro − cinco.
b) duas − três − três.
c) três − cinco − seis.
d) duas − cinco − cinco.
e) duas − três − seis.

GABARITO: LETRA “E“. A informação sobre o número de testemunhas que cada parte pode
utilizar, em cada um dos ritos (procedimentos) – sumaríssimo, ordinário e inquérito – está nos
artigos 821 e 852-H da CLT, que afirmam ser de até 2 no sumaríssimo, 3 no ordinário e seis
no inquérito o número de testemunhas que cada parte dispõe nos procedimentos referidos.

26.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Técnico
Judiciário - Área Administrativa

É de amplo domínio popular o consagrado ditado “não basta alegar é preciso provar". Nesse
contexto, em relação ao instituto das provas no Processo Judiciário Trabalhista, conforme
norma legal aplicável,
a) caso a testemunha não saiba falar a língua nacional o seu depoimento será feito por meio
de intérprete indicado pela parte e as despesas com tal ato serão arcadas pela União.
b) nas ações trabalhistas que tramitam pelo rito sumaríssimo cada parte poderá ouvir até 5
testemunhas.
c) o documento em cópia oferecido para prova poderá ser declarado autêntico pelo próprio
advogado, sob sua responsabilidade pessoal.

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d) as testemunhas das partes somente serão ouvidas se for apresentado rol de testemunhas
em até 15 dias antes da audiência, seja qual foi o rito processual.
e) nas ações que tramitam pelo rito sumaríssimo não cabe produção de prova pericial visto
que a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de 15 dias do seu
ajuizamento.

GABARITO: LETRA “C “. A possibilidade das cópias serem declaradas autênticas, ou seja,


como cópias autenticadas, consta no art. 830 da CLT, sendo responsabilidade do Advogado
caso as mesmas não sejam autênticas. Por isso se fala em “responsabilidade pessoal” do
Advogado, não podendo alegar que as cópias não foram tiradas por ele, que o cliente apenas
entregou para que fossem juntadas ao processo, etc.

27.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 1ª REGIÃO (RJ) Prova: Juiz do trabalho

Considerado o art. 829, da CLT, NÃO prestará compromisso como testemunha no processo do
trabalho:
a) aquele que atuou como juiz, ou perito em processo anterior da mesma matéria.
b) parentesco até o quarto grau civil.
c) o juiz que funcionou no mesmo processo em primeiro grau de jurisdição.
d) o juiz devedor de uma das partes.
e) o amigo íntimo de uma das partes.

GABARITO: LETRA “E“. A única situação prevista no art. 829 da CLT é a testemunha
suspeita por ser amiga íntima de uma das partes, servindo o seu depoimento como simples
petição, na medida em que é considerada parcial, não podendo o depoimento ser considerado
como prova.

28.Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: MANAUSPREV Prova: Procurador Autárquico

Analise as proposituras sobre as provas no processo do trabalho.


I. O sistema de valoração da prova utilizado no processo do trabalho é o da persuasão
racional, que dá liberdade ao Juiz para apreciar livremente a prova, obrigando-o a declinar os
motivos do seu convencimento.
II. O documento oferecido como prova só será aceito se estiver no original ou em certidão
autêntica, ou se conferida a respectiva pública forma ou cópia perante o Juiz ou Tribunal.
III. Os documentos devem ser juntados aos autos em dois momentos: acompanhando a
petição inicial por ocasião do ajuizamento da ação e por ocasião da apresentação da defesa,

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admitindo-se exceções relativas a documentos novos ou que se contrapõem aos que foram
produzidos nos autos ou quando se tratar de fatos supervenientes.
IV. É obrigatória a apresentação do rol de testemunhas que cada parte pretende levar em
audiência, as quais serão intimadas para depor, ficando sujeitas à condução coercitiva, sendo
no máximo cinco para cada parte no rito ordinário.
V. A testemunha que for funcionário público civil ou militar, e tiver que depor em hora de
serviço, será requisitada ao chefe da repartição para comparecer à audiência e não pode sofrer
qualquer desconto pela falta ao serviço, ocasionada pelo seu comparecimento para depor.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) I, IV e V.
b) II, III e V.
c) I, II e IV.
d) II, III e IV.
e) I, III e V.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Estão corretas apenas as assertivas I, III e V,
conforme análise a seguir:

I. Correta, pois não há prova mais forte ou mais fraca no processo, mas sim, a prova que
convence o Juiz, que é obrigado a declarar os fundamentos do seu entendimento,
conforme art. 371 do CPC/15, abaixo transcrito:

‘O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente


do sujeito que a tiver promovido, e indicará na decisão as razões
da formação de seu convencimento”.

II. Errada, já que o art. 830 da CLT diz que o documento poderá ser apresentado em cópia
simples, com a informação de que é autêntico, sendo o Advogado incumbido de tal
declaração e responsável pelo ato. Vejamos:

“Art. 830. O documento em cópia oferecido para prova poderá ser


declarado autêntico pelo próprio advogado, sob sua
responsabilidade pessoal”.

III. Correta, em conformidade com os artigos 434 e 435 do CPC/15, abaixo transcritos:

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“Art. 434. Incumbe à parte instruir a petição inicial ou a contestação com


os documentos destinados a provar suas alegações. Parágrafo único.
Quando o documento consistir em reprodução cinematográfica ou
fonográfica, a parte deverá trazê-lo nos termos do caput, mas sua
exposição será realizada em audiência, intimando-se previamente as
partes”.

“Art. 435. É lícito às partes, em qualquer tempo, juntar aos autos


documentos novos, quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos
depois dos articulados ou para contrapô-los aos que foram produzidos nos
autos. Parágrafo único. Admite-se também a juntada posterior de
documentos formados após a petição inicial ou a contestação, bem como
dos que se tornaram conhecidos, acessíveis ou disponíveis após esses
atos, cabendo à parte que os produzir comprovar o motivo que a impediu
de juntá-los anteriormente e incumbindo ao juiz, em qualquer caso, avaliar
a conduta da parte de acordo com o art. 5o”.

IV. Errada, pois o art. 825 da CLT diz que as testemunhas comparecerão
independentemente de notificação, ou seja, não há rol prévio ou intimação prévia
de testemunhas.
V. Correta, conforme art. 455, §4, III do CPC/15, abaixo transcrito:

“§ 4o A intimação será feita pela via judicial quando:


I - for frustrada a intimação prevista no § 1o deste artigo;
II - sua necessidade for devidamente demonstrada pela parte ao juiz;
III - figurar no rol de testemunhas servidor público ou militar, hipótese em
que o juiz o requisitará ao chefe da repartição ou ao comando do corpo em
que servir”.

29.Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 6ª Região (PE) Prova: Juiz do trabalho

Quanto à prova testemunhal,


a) a testemunha que for parente até o quarto grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer
das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação.
b) o depoimento das testemunhas que não souberem falar a língua nacional será feito por
meio de intérprete nomeado pelo juiz ou presidente, sendo que tais despesas correrão por
conta da parte a quem interessar o depoimento.

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c) as testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço, ocasionadas
pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente arroladas ou convocadas, salvo se
a prova testemunhal disser respeito a contrato de trabalho já extinto.
d) se a testemunha for funcionário civil ou militar, e tiver de depor em hora de serviço, será
ouvida perante o chefe da repartição competente, no local da prestação de serviços.

e) toda testemunha, antes de prestar o compromisso legal, será qualificada, indicando o nome,
nacionalidade, profissão, idade, residência, e, quando empregada, o tempo de serviço prestado
ao empregador, ficando sujeita, em caso de falsidade, às sanções administrativas.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. A informação está de acordo com o art. 819 da CLT,
abaixo transcrito:

“Art. 819 - O depoimento das partes e testemunhas que não souberem


falar a língua nacional será feito por meio de intérprete nomeado pelo
juiz ou presidente.
§ 1º - Proceder-se-á da forma indicada neste artigo, quando se tratar
de surdo-mudo, ou de mudo que não saiba escrever.
§ 2º - Em ambos os casos de que este artigo trata, as despesas correrão
por conta da parte a que interessar o depoimento”.

As demais estão erradas, conforme análise abaixo:


Letra “A”: errada, pois o art. 829 da CLT fala em parente até o terceiro grau civil.
Letra “C”: errada, pois o art. 822 da CLT não traz a exceção do contrato já findo.
Letra “D”: errada, já que o art. 823 da CLT diz que o mesmo será requisitado para comparecer
à audiência.
Letra “E”: errada, pois o art. 828 da CLT fala em sanções penais, conforme abaixo:

“Art. 828 - Toda testemunha, antes de prestar o compromisso legal, será


qualificada, indicando o nome, nacionalidade, profissão, idade,
residência, e, quando empregada, o tempo de serviço prestado ao
empregador, ficando sujeita, em caso de falsidade, às leis penais”.

30.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

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Em todo processo judicial, o conjunto probatório é fundamental para a solução do litígio. A


Consolidação das Leis do Trabalho possui regras específicas sobre as provas judiciais, sendo
assim,

a) as testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço, ocasionadas
pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente arroladas ou convocadas.

b) as testemunhas comparecerão à audiência independentemente de notificação ou intimação,


sendo que as que não comparecerem não serão ouvidas, ainda que seja requerido pela parte a
intimação das ausentes.

c) o juiz nomeará perito em caso de haver matéria técnica, não sendo facultado às partes
indicação de assistentes técnicos em razão da celeridade processual que deve ser aplicada ao
Processo do Trabalho.

d) apenas a testemunha que for parente até o segundo grau civil ou amigo íntimo de qualquer
das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação.

e) o documento oferecido para prova só será aceito se estiver no original ou em certidão


autêntica, não podendo ser declarado autêntico pelo próprio advogado, diante da sua
parcialidade.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A impossibilidade da testemunha sofrer desconto em


seu salário, encontra-se prevista no art. 822 da CLT, assim redigido:

“As testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas


ao serviço, ocasionadas pelo seu comparecimento para depor, quando
devidamente arroladas ou convocadas”.

As demais assertivas estão erradas, pelos seguintes motivos:

Letra “B”: errada, pois contraria o art. 825 da CLT, que diz que as testemunhas serão
intimadas caso não compareçam à audiência.

Letra “C”: errada, pois se aplicam as disposições do CPC no que concerne à apresentação de
assistente técnico, conforme art. 465, §1º, I, do CPC/15, bem como Súmula nº 341 do TST.

Letra “D”: errada, pois o art. 829 da CLT diz até terceiro grau civil.

Letra “E”: errada, já que o art. 830 da CLT prevê a possibilidade do Advogado declarar os
documentos autênticos.

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31.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; Provas; )

O Processo Judiciário do Trabalho elenca o depoimento de testemunhas como uma das


modalidades de prova. Assim, conforme previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, nos
dissídios individuais de Procedimento Ordinário, de Procedimento Sumaríssimo e no Inquérito
para Apuração de Falta Grave, a quantidade máxima de testemunhas que cada parte poderá
indicar é de, respectivamente,

a) três, duas e seis.

b) três, três e cinco.

c) duas, três e seis.

d) cinco, duas e cinco.

e) três, duas e quatro.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Uma das questões mais simples sobre provas é essa,
relacionada ao número de testemunhas que podem ser arroladas no processo do trabalho, que
varia de acordo com o procedimento adotado. No rito ordinário, cada testemunha poderá
indicar até 3 testemunhas (art. 821 da CLT), no rito sumaríssimo esse número é reduzido para
2 (art. 852-H, §2º, da CLT) e no inquérito para apuração de falta grave cada parte pode valer-
se de até 6 testemunhas (art. 821 da CLT). As demais alternativas não precisam ser
analisadas em separado, por tratarem do mesmo assunto.

32.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Provas; )

Sobre ônus da prova no processo do trabalho, é INCORRETO afirmar:

a) É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo da


equiparação salarial.

b) Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua postagem. O


seu não recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova do
reclamante.

c) O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de


serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de
emprego constitui presunção favorável ao empregado.

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d) Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos
como meio de prova, invertendo-se o ônus da prova, relativo às horas extras, que passa a ser
do empregador, prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir.

COMENTÁRIOS:

A alternativa INCORRETA É A LETRA “B”. A informação acerca do ônus da prova do não


recebimento da notificação ou o seu recebimento tardio, conforme Súmula nº 16 do TST, é do
destinatário (reclamado) e não do reclamante, como dito pela FCC. Transcreve-se a Súmula
referida:

“Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois


de sua postagem. O seu não-recebimento ou a entrega após o decurso
desse prazo constitui ônus de prova do destinatário”.

Vejamos as demais assertivas, todas corretas:

Letra “A”: correta, em conformidade com o inciso VIII, da Súmula nº 6, do TST.

Letra “C”: correta, de acordo com a redação da Súmula nº 212 do TST.

Letra “D”: correta, nos termos do inciso III, da Súmula nº 338, do TST.

33. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Provas; ) A inspeção judicial

a) somente será realizada de ofício.

b) somente será realizada a requerimento da parte.

c) pode ser realizada em qualquer fase do processo.

d) pode ser realizada em relação a coisas, mas não em relação a pessoas.

e) é realizada por peritos nomeados pelo juiz.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A inspeção judicial, conforme art. 481 do CPC/15, de
aplicação subsidiária ao Processo do Trabalho, prevê a possibilidade de realização da inspeção
judicial como meio de prova, em qualquer fase do processo, de ofício ou a requerimento das
partes. Transcreveremos todos os dispositivos do CPC que tratam do assunto, por serem
poucos e por responderem todas as assertivas dispostas acima pela FCC:

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Art. 481. O juiz, de ofício ou a requerimento da parte, pode, em qualquer


fase do processo, inspecionar pessoas ou coisas, a fim de se esclarecer
sobre fato que interesse à decisão da causa.

Art. 482. Ao realizar a inspeção, o juiz poderá ser assistido por um ou


mais peritos.

Art. 483. O juiz irá ao local onde se encontre a pessoa ou a coisa quando:
I - julgar necessário para a melhor verificação ou interpretação dos fatos
que deva observar;
II - a coisa não puder ser apresentada em juízo sem consideráveis
despesas ou graves dificuldades;
III - determinar a reconstituição dos fatos.
Parágrafo único. As partes têm sempre direito a assistir à inspeção,
prestando esclarecimentos e fazendo observações que considerem de
interesse para a causa.

Art. 484. Concluída a diligência, o juiz mandará lavrar auto


circunstanciado, mencionando nele tudo quanto for útil ao julgamento da
causa.
Parágrafo único. O auto poderá ser instruído com desenho, gráfico ou
fotografia.

As demais alternativas não precisam ser analisadas em separado, pois já foram


respondidas pelos dispositivos acima.

34.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Em relação à prova pericial no processo do trabalho, com base nos dispositivos da CLT e na
jurisprudência pacífica do TST, é correto afirmar:

a) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente no


processo.

b) Os benefícios da justiça gratuita abrangem os honorários periciais.

c) A indicação do perito assistente é faculdade da parte, a qual deve responder pelos


respectivos honorários, ainda que vencedora no objeto da perícia.

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d) A atualização monetária dos honorários periciais é a mesma aplicada aos débitos


trabalhistas.

e) A exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais é compatível com o
processo do trabalho.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A indicação de assistente técnico, nos termos do art.
826 da CLT, é faculdade das partes:

“É facultado a cada uma das partes apresentar um perito ou técnico”.

Se a indicação de assistente técnico é faculdade das partes, os honorários cobrados por ele
devem ser pagos pela parte contratante, independentemente do resultado da perícia ou do
processo, isto é, mesmo que venha a vencer o processo ou o resultado da perícia seja
favorável, será responsável pelo pagamento dos honorários a parte contratante, conforme
Súmula nº 341 do TST:

“A indicação do perito assistente é faculdade da parte, a qual deve


responder pelos respectivos honorários, ainda que vencedora no
objeto da perícia”.

As demais alternativas estão incorretas, conforme análise abaixo:

Letra “A”: nos termos do art. 790-B da CLT, a responsabilidade pelo pagamento dos
honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia, ou seja, daquele
que perdeu a perícia e não o processo.

Letra “B”: nos termos da nova redação do art. 790-B, da CLT, os honorários periciais devem
ser pagos pela parte sucumbente AINDA que a parte seja beneficiária da justiça gratuita. O
§4º desse dispositivo, estabelece que a União só responderá pelo encargo, pertencente à parte
beneficiária da justiça gratuita, caso essa não tenha obtido em juízo créditos capazes de
suportar a despesa referida no caput, ainda que em outro processo. Transcrevo a nova
redação do dispositivo em comento:

““Art. 790-B. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários


periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia, ainda
que beneficiária da justiça gratuita.

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§ 1o Ao fixar o valor dos honorários periciais, o juízo deverá respeitar


o limite máximo estabelecido pelo Conselho Superior da Justiça do
Trabalho.

§ 2o O juízo poderá deferir parcelamento dos honorários periciais.

§ 3o O juízo não poderá exigir adiantamento de valores para


realização de perícias.

§ 4o Somente no caso em que o beneficiário da justiça gratuita não


tenha obtido em juízo créditos capazes de suportar a despesa referida
no caput, ainda que em outro processo, a União responderá pelo
encargo.” (NR)

Letra “D”: nos termos da OJ nº 198, da SDI-1, do TST:

“Diferentemente da correção aplicada aos débitos trabalhistas, que


têm caráter alimentar, a atualização monetária dos honorários
periciais é fixada pelo art. 1º da Lei nº 6.899/1981, aplicável a
débitos resultantes de decisões judiciais”.

Letra “E”: conforme OJ nº 98, da SDI-2, do TST e o art. 790-B, §3º, da CLT, os honorários
periciais prévios são incompatíveis com o processo do trabalho.

35.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Provas; ) Conforme a jurisprudência pacífica do TST
sobre ônus da prova,

a) o ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negado o despedimento, é do


empregado.

b) a não apresentação injustificada dos controles de frequência pelo empregador que tem
mais de dez empregados gera presunção absoluta de veracidade da jornada alegada na inicial.

c) a presunção de veracidade da jornada de trabalho, salvo se prevista em instrumento


normativo, pode ser elidida por prova em contrário.

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d) os controles de jornada com horários invariáveis são imprestáveis como meio de prova,
devendo, porém, o empregado alegar a nulidade dos mesmos, sob pena de serem os mesmos
considerados válidos.

e) a presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em instrumento


normativo, pode ser elidida por prova em contrário.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A prova da jornada de trabalho é um tema muitas


vezes explorado pelas bancas de concursos. Em relação ao tema, destaca-se a Súmula nº
338 do TST, que responde ao questionamento, em especial o seu inciso II, que diz que a
jornada prevista em negociação coletiva cria uma presunção de veracidade, mas que, por ser
relativa, pode ser desconstituída. Transcrevemos a súmula inteira, para conhecimento:

“I - É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez)


empregados o registro da jornada de trabalho na forma do art. 74, §
2º, da CLT. A não-apresentação injustificada dos controles de
frequência gera presunção relativa de veracidade da jornada de
trabalho, a qual pode ser elidida por prova em contrário. (ex-Súmula
nº 338 – alterada pela Res. 121/2003, DJ 21.11.2003)

II - A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que


prevista em instrumento normativo, pode ser elidida por prova em
contrário. (ex-OJ nº 234 da SBDI-1 - inserida em 20.06.2001)

III - Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída


uniformes são inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da
prova, relativo às horas extras, que passa a ser do empregador,
prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. (ex-OJ
nº 306 da SBDI-1- DJ 11.08.2003)”.

Vejamos as demais assertivas, todas incorretas:

Letra “A”: errada, pois contraria a Súmula nº 212 do TST, que diz ser do empregador o ônus
da prova.

Letra “B”: errada, pois o inciso I, da Súmula nº 338, do TST, trata de uma presunção relativa
de veracidade.

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Letra “C”: errada, pois contraria o inciso II, da Súmula nº 338, do TST, e mesmo prevista em
negociação coletiva, pode haver prova em contrário.

Letra “D”: errada, pois viola o inciso III, da Súmula nº 338, do TST, que diz que os cartões de
ponto com horários inflexíveis não servem como meio de prova.

36.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Provas; )

Em relação à prova testemunhal, é INCORRETO afirmar:

a) Toda testemunha, antes de prestar o compromisso legal, será qualificada, ficando sujeita,
em caso de falsidade, às penas da lei.

b) Os depoimentos das testemunhas serão transcritos em sua integralidade, não podendo ser
feito resumo dos mesmos.

c) A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer
das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação.

d) As testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço, ocasionadas
pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente arroladas ou convocadas.

e) As testemunhas serão inquiridas pelo juiz, podendo ser reinquiridas, por seu intermédio, a
requerimento das partes, seus representantes ou advogados.

COMENTÁRIOS:

A alternativa INCORRETA É A LETRA “B”. A informação contida na assertiva “B”, que os


depoimentos não podem ser resumidos, está em confronto com o art. 828, parágrafo único, da
CLT, assim redigido:

“Os depoimentos das testemunhas serão resumidos, por ocasião da


audiência, pelo secretário da Junta ou funcionário para esse fim
designado, devendo a súmula ser assinada pelo Presidente do
Tribunal e pelos depoentes”.

Letra “A”: correta, em consonância com o art. 828 da CLT.

Letra “C”: correta, em conformidade com o art. 829 da CLT.

Letra “D”: correta, de acordo com o art. 822 da CLT.

Letra “E”: correta, pois conforme art. 820 da CLT.

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37.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 /
Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Sobre a prova testemunhal no processo do trabalho, é correto afirmar:

a) O depoimento das testemunhas que não souberem falar a língua nacional será feito por
meio de intérprete nomeado pelo juiz. Pessoa surda-muda não pode ser testemunha

b) As testemunhas serão inquiridas pelo juiz ou pelas partes, seus representantes ou


advogados.

c) O número máximo de testemunhas para cada parte varia conforme o rito processual: três
testemunhas no rito ordinário, duas testemunhas no rito sumaríssimo, uma testemunha no rito
sumário e seis testemunhas no inquérito para apuração de falta grave.

d) A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer
das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação.

e) Somente serão ouvidas pelo juiz as testemunhas indicadas pela parte em rol específico, e
devidamente intimadas para a audiência.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A existência de parentesco, amizade ou inimizade


entre a testemunha e qualquer das partes, leva à oitiva da primeira apenas como informante,
conforme art. 829 da CLT, abaixo transcrita:

“A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo
ou inimigo de qualquer das partes, não prestará compromisso, e seu
depoimento valerá como simples informação”.

Vejamos as demais assertivas:

Letra “A”: errada, pois conforme o art. 819 da CLT, o surdo-mudo também prestará
depoimento por meio de intérprete nomeado pelo Juiz.

Letra “B”: errada, pois o art. 820 da CLT diz que serão inquiridas pelo Juiz e não pelas partes.
Podem ser formuladas perguntas pelas partes e Advogados, mas sempre por meio do Juiz.

Letra “C”: errada, pois no rito sumário, por ausência de norma própria, aplica-se o art. 821 da
CLT que fala de 3 testemunhas para cada parte, igual ao rito ordinário.

Letra “E”: errada, pois o art. 825 da CLT diz que inexistirá intimação prévia.

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38.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Juiz do Trabalho - Prova TIPO 4 /
Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e sumaríssimo;
Provas; )

Quanto à prova testemunhal no processo do trabalho, é correto afirmar que se


diferenciam o rito ordinário e o rito sumaríssimo porque

a) no rito sumaríssimo não há que se falar em condução coercitiva de testemunha.

b) em ambos os ritos a limitação do número de testemunhas dá-se em função da matéria


debatida, até o limite máximo de três para cada parte.

c) no rito sumaríssimo só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente


convidada, deixar de comparecer.

d) no rito ordinário limita-se a três testemunhas para cada fato e no rito sumaríssimo limita-se
a duas para cada parte.

e) no rito ordinário limita-se a duas testemunhas para cada fato e no rito sumaríssimo limita-
se a duas para cada parte.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. No rito sumaríssimo temos uma norma específica
sobre a intimação das testemunhas, que o torna nesse ponto diferente do rito ordinário. Tal
regra diz que somente haverá intimação da testemunha se a parte demonstrar que, apesar de
convidada, a mesma não compareceu. A prova do convite somente ocorre no rito sumaríssimo,
não podendo ser exigida no rito ordinário. Transcreve-se o art. 852-H, §3º da CLT:

“Só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente


convidada, deixar de comparecer. Não comparecendo a testemunha
intimada, o juiz poderá determinar sua imediata condução coercitiva”.

As demais assertivas estão erradas, pelos seguintes motivos:

Letra “A”: errada, pois o §3º do art. 852-H da CLT diz que haverá a condução coercitiva caso a
testemunha, intimada, não compareça ao ato.

Letra “B”: errado, pois independentemente da matéria, no rito ordinário o número máximo de
testemunhas por parte é 3 (art. 821 da CLT) e no sumaríssimo é de 2 (art. 852-H, §2º da
CLT).

Letra “D”: errado, pois a limitação de testemunhas é por parte e não por fato, como afirmado.

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Letra “E”: errado, pois não há limitação por fato das testemunhas, e sim, por parte.

39.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

O número máximo de testemunhas admitido em lei para cada uma das partes nos dissídios
individuais trabalhistas nos procedimentos ordinário, sumaríssimo e inquérito para apuração de
falta grave, respectivamente, é de

a) duas, três e quatro.

b) três, duas e seis.

c) três, três e três.

d) cinco, três e seis.

e) cinco, três e cinco.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Novamente uma questão muitas vezes cobrada pela
FCC, em relação ao número de testemunhas por parte, a depender do rito (procedimento)
adotado. As regras são:

 Rito Ordinário: 3 testemunhas para cada parte – Art. 821 da CLT;


 Ação de inquérito para apuração de falta grave: 6 testemunhas para cada parte – Art.
821 da CLT;
 Rito sumaríssimo: 2 testemunhas para cada parte – Art. 852-H, §2º, da CLT.

As demais alternativas não precisam ser analisadas em separado, pois tratam do


mesmo tema.

40.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Área Judiciária /
Direito Processual do Trabalho / Audiências; Provas; )

Carlos, analista judiciário do TRT, é arrolado como testemunha do autor em uma


ação reclamatória trabalhista em que deverá depor em horário normal de seu
expediente. Nesta situação, Carlos deverá

a) ser conduzido por oficial de justiça à audiência marcada.

b) comparecer espontaneamente à audiência designada.

c) ser ouvido na sua própria repartição.

d) prestar seu depoimento por escrito para posterior juntada aos autos.

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e) ser requisitado ao chefe da repartição para comparecer à audiência marcada.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. O art. 823 da CLT prevê que:

“Se a testemunha for funcionário civil ou militar, e tiver de depor em


hora de serviço, será requisitada ao chefe da repartição para
comparecer à audiência marcada”.

Trata-se da situação mencionada pela banca examinadora: Carlos é funcionário civil, tendo
que depor na hora do serviço. Nessa hipótese, será requisitado ao chefe da repartição para
que possa comparecer à audiência e depor.

Como as demais alternativas tratam exatamente do mesmo tema, não precisam ser
analisadas em separado, pois já excluídas automaticamente pela resposta correta,

41.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Provas; ) Em relação à prova
testemunhal no processo do trabalho, é correto afirmar que

a) no caso de inquérito para apuração de falta grave, cada uma das partes não poderá indicar
mais de três testemunhas.

b) no procedimento sumaríssimo, só será deferida intimação de testemunha que,


comprovadamente convidada, deixar de comparecer.

c) a testemunha que for parente até o quarto grau civil, não prestará compromisso, e seu
depoimento valerá como simples informação.

d) a testemunha que não souber falar a língua nacional não será ouvida, devendo ser
substituída por outra testemunha.

e) a testemunha poderá sofrer desconto salarial proporcional ao tempo do seu depoimento


quando for arrolada pela parte, mas não poderá sofrer qualquer desconto quando foi
convocada pelo juiz.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Novamente o tema “intimação de testemunhas no


rito sumaríssimo” é objeto de análise por banca examinadora em questões de processo do
trabalho. A sistemática a ser adotada nesse procedimento encontra-se nos §§2º e 3º, do art.
852-H, da CLT, abaixo transcritos:

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“§ 2º As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte,


comparecerão à audiência de instrução e julgamento
independentemente de intimação. (Incluído pela Lei nº 9.957, de
12.1.2000)

§ 3º Só será deferida intimação de testemunha que,


comprovadamente convidada, deixar de comparecer. Não
comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá determinar sua
imediata condução coercitiva”.

Percebam que a regra continua a ser que as testemunhas compareçam independentemente de


intimação, mas podem vir a ser intimadas pelo Juízo caso a parte prove que as convidou.
Somente com a prova do convite é que haverá a intimação judicial.

As demais assertivas estão erradas pelos seguintes motivos:

Letra “A”: no inquérito para apuração de falta grave, cada parte pode arrolar até 6
testemunhas, nos termos do art. 821 da CLT.

Letra “C”: o art. 829 da CLT diz até o terceiro grau civil e não quarto, como afirmado pela
banca.

Letra “D”: o art. 819 da CLT diz que o depoimento será prestado por meio de intérprete.

Letra “E”: o art. 822 da CLT fala da impossibilidade da testemunha sofrer desconto.

42.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Analista Judiciário - Execução
de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Provas; ) Com relação às provas
no Direito Processual do Trabalho, considere:

I. A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em confronto com a confissão ficta,
não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores.

II. A prova do contrato de trabalho pode ser realizada por qualquer meio admitido em direito,
sendo relativa a veracidade das anotações lançadas na CTPS do empregado.

III. É ônus do empregador que conta com mais de 10 empregados o registro da jornada de
trabalho na forma da lei.
IV. No tocante as testemunhas, em regra, a incapacidade e o impedimento são de ordem
subjetiva e a suspeição de ordem objetiva, sendo suspeita a testemunha que for cônjuge do

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reclamante.
Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e II.

b) I, II e III.

c) II e III.

d) II, III e IV.

e) III e IV.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Somente os incisos I, II e III estão corretos, de


acordo com a análise seguinte:

I. Correto, já que de acordo com a Súmula nº 74, II, do TST abaixo transcrito:

“A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para


confronto com a confissão ficta (arts. 442 e 443, do CPC de 2015 - art.
400, I, do CPC de 1973), não implicando cerceamento de defesa o
indeferimento de provas posteriores”.

II. Correto, já que a Súmula nº 12 do TST trata da presunção de veracidade das


informações constantes da CTPS. Vejamos:

“As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do


empregado não geram presunção "juris et de jure", mas apenas "juris
tantum".

III. Correto, pois essa é a redação do inciso I, da Súmula nº 338, do TST:

“É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados


o registro da jornada de trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT. A
não-apresentação injustificada dos controles de frequência gera
presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho, a qual pode
ser elidida por prova em contrário”.

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IV. Errado, pois o impedimento é de ordem objetiva e a suspeição de ordem subjetiva. No


parentesco, tem-se o impedimento, conforme art. 447 do CPC/15.

43.(Prova: FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Provas; ) Considere as
seguintes assertivas a respeito das provas:

I. As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não


geram presunção juris et de jure, mas apenas juris tantum.
II. Presume-se recebida a notificação quarenta e oito horas depois de sua postagem. O
seu não recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova
do destinatário.
III. Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado
contra o mesmo empregador.
IV. A prova documental poderá, em regra, ser produzida em qualquer oportunidade,
inclusive na fase recursal. A juntada de documentos com o recurso é perfeitamente
possível não importando se referente a fato anterior ou posterior à sentença.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e II.

b) I, II e III.

c) I e III.

d) II, III e IV.

e) II e IV.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Estão corretas as assertivas I, II e III, nos termos da
análise abaixo realizada.

I. Correta, pois em conformidade com a Súmula nº 12 do TST, que diz que as anotações
na CTPS geram presunção relativa, de acordo com transcrição abaixo:

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As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do


empregado não geram presunção "juris et de jure", mas apenas "juris
tantum".

II. Correta, pois essa é a redação da Súmula nº 16 do TST, conforme transcrição abaixo:

“Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois


de sua postagem. O seu não-recebimento ou a entrega após o decurso
desse prazo constitui ônus de prova do destinatário”.

III. Correta, já que de acordo com a Súmula nº 357 do TST, abaixo transcrita:

“Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou


de ter litigado contra o mesmo empregador”.

IV. Incorreta, pois contraria o entendimento externado na Súmula nº 8 do TST, abaixo


transcrita:

“A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando


provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se
referir a fato posterior à sentença”.

44.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

A empresa X possui 3 empregados; a Empresa Y possui 7 empregados e a empresa Z


possui 10 empregados. Em reclamação trabalhista relativa ao pagamento de horas
extras laboradas, NÃO terá o ônus de provar as horas trabalhadas com a
apresentação do controle de frequência

a) a empresa Z, somente.

b) a empresa X, somente.

c) as empresas X e Y, somente.

d) as empresas Y e Z, somente.

e) as empresas X, Y e Z.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. As empresas Z, Y e Z não precisam provas as horas


trabalhadas pelo reclamante por meio de controle de frequência, já que o art. 74 da CLT diz

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que as empresas com mais de 10 empregados (ou seja, a partir de 11) precisam ter
registro de controle. Essa informação também consta na Súmula nº 338, I do TST, abaixo
transcrita:

“É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados


o registro da jornada de trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT. A
não-apresentação injustificada dos controles de frequência gera
presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho, a qual pode
ser elidida por prova em contrário”.

As demais assertivas não precisam ser analisadas, pois tratam do mesmo tema.

45.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Provas; ) Em determinada
reclamação trabalhista Janaina, advogada da reclamante, anexou à petição inicial cópia
simples, extraída da internet, de Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria. Este
documento, de acordo com Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do
Trabalho,

a) não possui valor probante, uma vez que as Convenções Coletivas de Trabalho devem ser
anexadas aos autos obrigatoriamente por meio de cópias com carimbo do órgão representativo
da categoria em questão.

b) não possui valor probante, pois os instrumentos normativos que acompanham a reclamação
ou a contestação devem ser obrigatoriamente cópias autenticadas em razão da relevância
jurídica.

c) possui valor probante incontestável, tratando-se de documento comum a ambas as partes e


de fácil acesso.

d) não possui valor probante, uma vez que foi extraído da internet e não de órgãos oficiais.

e) possui valor probante, desde que não haja impugnação do seu conteúdo, eis que se trata
de documento comum a ambas as partes.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. O documento juntado aos autos pela parte –
convenção coletiva de trabalho – é considerado como comum às partes, sendo válido como
meio de prova, mesmo que juntado aos autos em cópias simples. A OJ nº 36 da SDI-1 do TST
diz que:

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“O instrumento normativo em cópia não autenticada possui valor


probante, desde que não haja impugnação ao seu conteúdo, eis que
se trata de documento comum às partes”.

Percebam que a regra possui exceção, que é a possibilidade da parte contrária impugnar a
autenticidade, o que também está descrito no art. 830 da CLT, que trata do tema.

As demais alternativas, que tratam do mesmo assunto, não precisam ser analisadas
em separado.

46.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Área
Judiciária - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Provas; ) Joana e Márcia são testemunhas na reclamação trabalhista proposta por
Gabriela contra sua ex-empregadora, a empresa CHÁ. Somente considerando que
Joana já litigou contra a mesma empregadora em reclamação trabalhista transitada em
julgado e que Márcia ainda está litigando contra a empresa CHÁ,

a) Joana e Márcia não são consideradas suspeitas.

b) Joana e Márcia são consideradas suspeitas.

c) apenas Joana é considerada suspeita.

d) apenas Márcia é considerada suspeita.

e) Joana e Márcia estão impedidas de testemunhar.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A resposta à pergunta é facilmente encontrada na


Súmula nº 357 do TST, que trata da ausência de suspeição para servir como testemunha
daquele que litigou ou está litigando em face do mesmo empregador. Vejamos:

“Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou


de ter litigado contra o mesmo empregador”.

Vejam que as testemunhas não são suspeitas, nos termos do entendimento acima.

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47.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário -
Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Provas;) Fátima
ajuizou reclamação trabalhista em face da sua ex-empregadora, a empresa K. Ela
pretende levar na audiência de instrução três testemunhas: Marta, Mariana e Kátia.
Considerando que Marta já foi condenada por crime de falso testemunho com sentença
transitada em julgado; que Mariana é sobrinha de Fátima; e que Kátia é amiga íntima
de Fátima, o impedimento para testemunhar recai sobre

a) Mariana e Marta.

b) Marta, Mariana e Kátia.

c) Marta e Kátia.

d) Mariana.

e) Kátia.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. Em primeiro lugar vamos transcrever o art. 447 do
CPC/15, que trata dos incapazes, impedidos e suspeitos para depor como testemunhas:

Art. 447. Podem depor como testemunhas todas as pessoas, exceto as


incapazes, impedidas ou suspeitas.
§ 1o São incapazes:
I - o interdito por enfermidade ou deficiência mental;
II - o que, acometido por enfermidade ou retardamento mental, ao tempo
em que ocorreram os fatos, não podia discerni-los, ou, ao tempo em que
deve depor, não está habilitado a transmitir as percepções;
III - o que tiver menos de 16 (dezesseis) anos;
IV - o cego e o surdo, quando a ciência do fato depender dos sentidos que
lhes faltam.
§ 2o São impedidos:
I - o cônjuge, o companheiro, o ascendente e o descendente em qualquer
grau e o colateral, até o terceiro grau, de alguma das partes, por
consanguinidade ou afinidade, salvo se o exigir o interesse público ou,
tratando-se de causa relativa ao estado da pessoa, não se puder obter de
outro modo a prova que o juiz repute necessária ao julgamento do mérito;
II - o que é parte na causa;
III - o que intervém em nome de uma parte, como o tutor, o representante
legal da pessoa jurídica, o juiz, o advogado e outros que assistam ou
tenham assistido as partes.

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§ 3o São suspeitos:
I - o inimigo da parte ou o seu amigo íntimo;
II - o que tiver interesse no litígio.
§ 4o Sendo necessário, pode o juiz admitir o depoimento das testemunhas
menores, impedidas ou suspeitas.
§ 5o Os depoimentos referidos no § 4o serão prestados independentemente
de compromisso, e o juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer.

A pergunta da banca examinadora é específica em relação ao impedimento. A testemunha


que é condenada por falso testemunho, com trânsito em julgado, é suspeita, assim como
aquela que é amiga íntima. Já a sobrinha, diante do laço de parentesco, é impedida a
depor como testemunha. Assim, somente Mariana, diante do parentesco, é que possui
impedimento para depor na qualidade de testemunha, podendo ser ouvida como informante do
Juízo, nos termos do §4º, do art. 447, do CPC/15.

48.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Provas;) A empresa X possui
atualmente sete empregados, uma vez que dispensou Maria no semestre passado e
João pediu demissão. João ajuizou reclamação trabalhista em face de sua ex-
empregadora requerendo, dentre outras verbas, horas extras realizadas e aviso prévio.
Neste caso, em regra, o ônus da prova das horas extras e do aviso prévio é

a) da empresa X e de João, respectivamente.

b) de João.

c) da empresa X.

d) de João e da empresa X, respectivamente.

e) de ambas as partes indistintamente.

COMENTÁRIOS:

A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. Em primeiro lugar, destaque para o art. 818 da CLT,
que trata do ônus da prova no processo do trabalho:

“Art. 818. O ônus da prova incumbe:

I - ao reclamante, quanto ao fato constitutivo de seu direito;

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II - ao reclamado, quanto à existência de fato impeditivo,


modificativo ou extintivo do direito do reclamante.

§ 1o Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa


relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir
o encargo nos termos deste artigo ou à maior facilidade de obtenção
da prova do fato contrário, poderá o juízo atribuir o ônus da prova de
modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em
que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que
lhe foi atribuído.

§ 2o A decisão referida no § 1o deste artigo deverá ser proferida antes


da abertura da instrução e, a requerimento da parte, implicará o
adiamento da audiência e possibilitará provar os fatos por qualquer
meio em direito admitido.

§ 3o A decisão referida no § 1o deste artigo não pode gerar situação


em que a desincumbência do encargo pela parte seja impossível ou
excessivamente difícil.”

Além disso, é sempre importante (e fundamental para essa pergunta), lembrar do art. 74, §2º,
da CLT, que diz que o empregador com mais de 10 empregados deve manter registro de
frequência, de forma a ser apuradas eventuais horas extras realizadas, regra que se completa
com a Súmula nº 338, I do TST:

Art. 74, §2º, da CLT: “Para os estabelecimentos de mais de dez


trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de
saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme
instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, devendo
haver pré-assinalação do período de repouso”.

Súmula nº 338, I, do TST: “É ônus do empregador que conta com mais


de 10 (dez) empregados o registro da jornada de trabalho na forma
do art. 74, § 2º, da CLT. A não-apresentação injustificada dos
controles de frequência gera presunção relativa de veracidade da
jornada de trabalho, a qual pode ser elidida por prova em contrário”.

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Relendo o problema, percebe-se que a empresa possui menos de 10 empregados (e


não mais de 10, como dito no dispositivo legal), o que faz com que a prova das horas
extras seja do reclamante, João, portanto. Já em relação ao aviso prévio pedido pelo
empregado, presume-se, nos termos da Súmula nº 212 do TST, que o empregador é
que concede (despede), razão pela qual cabe ao empregador a prova da concessão do
aviso. Essas informações nos levam a assinalar a alternativa “D” como correta.

49.( Prova: FCC - 2006 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Ao contestar uma reclamação trabalhista em que o reclamante postula verbas rescisórias


decorrentes da despedida injusta, a empresa alegou justa causa para a rescisão do contrato de
trabalho. Nesse caso, o ônus da prova incumbe

a) ao empregador, por se tratar de fato extintivo do direito do autor.


b) ao empregador, por se tratar de fato impeditivo do direito do autor.
c) ao empregador, por se tratar de fato modificativo do direito do autor.
d) ao empregado, por se tratar de fato constitutivo do seu direito.
e) à parte a quem o juiz atribuir o encargo.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Ao alegar a existência de justa causa como tese de
defesa, atraindo para si o ônus da prova, uma vez que não se presume a justa causa do
trabalhador, nos termos da Súmula nº 212 do TST, que pode aqui ser aplicada, já que aduz ao
princípio da continuidade do vínculo de emprego. A existência de justa causa é um fato
impeditivo do direito do autor, o que faz com que o ônus da prova seja do reclamado,
conforme Art. 818, da CLT, abaixo transcrito:

“Art. 818. O ônus da prova incumbe:

I - ao reclamante, quanto ao fato constitutivo de seu direito;

II - ao reclamado, quanto à existência de fato impeditivo,


modificativo ou extintivo do direito do reclamante.

§ 1o Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa


relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir
o encargo nos termos deste artigo ou à maior facilidade de obtenção
da prova do fato contrário, poderá o juízo atribuir o ônus da prova de
modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em

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que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que


lhe foi atribuído.

§ 2o A decisão referida no § 1o deste artigo deverá ser proferida antes


da abertura da instrução e, a requerimento da parte, implicará o
adiamento da audiência e possibilitará provar os fatos por qualquer
meio em direito admitido.

§ 3o A decisão referida no § 1o deste artigo não pode gerar situação


em que a desincumbência do encargo pela parte seja impossível ou
excessivamente difícil.”

As demais assertivas não precisam ser analisadas, por tratam do mesmo assunto.

50.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 18ª Região (GO) - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Provas; ) Considere as
assertivas abaixo a respeito das provas:

I. O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de


serviços e o despedimento, é do empregado.
II. Em regra, a prova da jornada extraordinária é do empregado por tratar-se de fato
constitutivo do seu direito.
III. É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo da
equiparação salarial.
IV. O termo inicial do direito ao salário-família coincide com a prova da filiação e, em regra, se
feita em juízo, corresponde à data do ajuizamento do pedido.
Está correto o que consta APENAS em

a) II, III e IV.


b) I, II e III.
c) III e IV.
d) I e IV.
e) I e III.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Estão corretas as assertivas II, III e IV, pela análise
a seguir realizada:

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I. Errada, pois a informação contradiz o entendimento consolidado na Súmula nº 212 do


TST, a seguir transcrita, que afirma ser do empregador o ônus da prova:

“O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados


a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o
princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção
favorável ao empregado”.

II. Correta, pois o art. 818 da CLT diz que cabe ao reclamante comprovar o fato
constitutivo do seu direito. No caso, se o empregado alega que trabalhou em
jornada extraordinária, cabe a ele provar, a não ser que seja aplicada a Súmula nº
338 do TST, que trata das empresas com mais de 10 empregados, que devem
possuir registro de ponto, bem como a juntada de cartões de ponto com horários
uniformes, em que há a inversão do ônus da prova.

III. Correta, em decorrência do entendimento da Súmula nº 6, VIII, do TST, abaixo


transcrita:

“É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou


extintivo da equiparação salarial.”
IV. Correta, pois de acordo com o entendimento consolidado na Súmula nº 254 do TST:

“O termo inicial do direito ao salário-família coincide com a prova da


filiação. Se feita em juízo, corresponde à data de ajuizamento do
pedido, salvo se comprovado que anteriormente o empregador se
recusara a receber a respectiva certidão”.

51.(Prova: FCC - 2008 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Analista Judiciário - Área


Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

A respeito da prova testemunhal, é correto afirmar:

a) Quando se tratar de ação proposta contra vários empregadores, cada reclamado poderá
ouvir até 3 (três) testemunhas.
b) Nos dissídios individuais plúrimos, cada um dos reclamantes que propuser a ação
conjuntamente poderá ouvir até 3 (três) testemunhas.
c) Se cada uma das partes já tiver ouvido 3 (três) testemunhas, o juiz não pode determinar a
oitiva de outras testemunhas referidas.

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d) O juiz não pode indeferir inquirição de testemunhas sobre fatos que considerar já provados
pela prova testemunhal.
e) Se a testemunha não souber falar a língua nacional, será obrigatória a convocação de
tradutor público juramentado.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. O art. 821 da CLT diz que cada parte terá, no rito
ordinário, direito à oitiva de até 3 testemunhas. Contudo, essa regra tem que ser
cuidadosamente analisada na hipótese de litisconsórcio – ativo e passivo – pois o tratamento é
diferente. Vejamos:
a. Litisconsórcio ativo: os autores possuem, no máximo, 3 testemunhas,
independentemente da quantidade, pois o litisconsórcio é facultativo. Assim, se a ação
for ajuizada por 1 ou 10 trabalhadores, o número máximo será o mesmo, qual seja, 3.
b. Litisconsórcio passivo: nessa espécie de litisconsórcio, cada reclamado possui até 3
testemunhas no rito ordinário. Assim, se forem 2 empresas reclamadas, serão ouvidas
até 6 testemunhas.

Vejam que essa informação consta na alternativa “A”, razão pela qual está correta. Vejamos as
demais, todos incorretas:
Letra “B”: pelo que já foi dito, no litisconsórcio ativo o número máximo de testemunhas é para
todos os autores.
Letra “C”: o art. 461, I, do CPC/15 diz que o Juiz, de ofício, poderá determinar a intimação de
testemunhas referidas.
Letra “D”: o art. 443, I, do CPC/15 diz que o Juiz poderá indeferir a intimação das
testemunhas se os fatos já estiverem provados por documentos.
Letra “E”: o art. 819 da CLT diz que será nomeado intérprete e não tradutor público
juramentado.

52.( Prova: FCC - 2009 - TRT - 3ª Região (MG) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Segundo as regras de distribuição do ônus da prova no processo do trabalho, será de


responsabilidade

a) do trabalhador a prova do fato impeditivo de seu direito.


b) do trabalhador a prova da identidade de funções, no pedido de equiparação salarial, quando
a defesa demonstra que os comparandos exerciam cargos diferentes.
c) do empregador, qualquer que seja o tema, já que ele é hipersuficiente na relação
contratual.

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d) nunca do empregado, porque é hipossuficiente na relação de direito material.


e) do empregador a prova dos fatos constitutivos do direito alegado na inicial.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Constata-se que para que seja possível a
equiparação salarial, conforme art. 461 da CLT, é imprescindível, além de outros, a prova do
requisito “identidade de funções”, ou seja, realização de mesmas tarefas, pouco importando se
o cargo tem ou não a mesma denominação. Trata-se de fato constitutivo do direito do autor.
Se ele alega que exercia as mesmas funções em relação ao paradigma, deverá provar tal fato.
Mesmo que o empregador afirme que exerciam cargos diferentes, como a prova é do exercício
das mesmas funções, pois esse é o requisito a ser preenchido, continua a caber ao
reclamante/empregado a prova do fato. Com base nessa informação, constata-se que a
assertiva “B” é a correta. Vejamos as demais, todas incorretas:
Letra “A”: errada, pois o fato impeditivo do direito incumbe ao réu, já que é um fato alegado
por ele, de acordo com o art. 818 da CLT. Aquele que alega, deve provar!
Letra “C”: errada, pois a hipossuficiência não gera a inversão do ônus da prova automático e
genérico, como dito na assertiva, o Juízo deverá analisar as circunstâncias do caso (art. 818,
§1º, da CLT).
Letra “D”: errada, pois o empregado possui o ônus de provar os fatos constitutivos do seu
direito (art. 818, I, da CLT).
Letra “E”: errada, pois os fatos constitutivos do direito incumbem ao autor e não ao
reclamado.

53.( Prova: FCC - 2009 - TRT - 7ª Região (CE) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; Provas; )
Observe as assertivas abaixo a respeito da prova testemunhal.

I. As testemunhas comparecerão à audiência independentemente de notificação ou intimação,


e as que não comparecerem serão intimadas ex oficio ou a requerimento da parte, ficando
sujeitas à condução coercitiva se não atenderem a intimação sem justo motivo.
II. As testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço ocasionadas
pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente arroladas ou convocadas.
III. A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de
qualquer das partes não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples
informação.
IV. Cada uma das partes não poderá indicar mais de duas testemunhas, salvo quando se tratar
de inquérito, fase em que esse número poderá ser elevado a três.

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, é correto o que se afirma APENAS em:

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a) I, II e III.
b) II e III.
c) I e IV.
d) II e IV.
e) II, III e IV.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. As assertivas corretas são aquelas contidas em I, II e
III, pela análise que se realiza abaixo:

I. Correta, pois em total conformidade com o art. 825 da CLT, sendo que a banca
examinadora praticamente “copiou e colou” o dispositivo.
II. Correta, pois essa é a regra do art. 822 da CLT, assim redigido:

“As testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas


ao serviço, ocasionadas pelo seu comparecimento para depor, quando
devidamente arroladas ou convocadas”.

III. Correta, em total sintonia com o art. 829 da CLT, assim redigido:

“A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo
ou inimigo de qualquer das partes, não prestará compromisso, e seu
depoimento valerá como simples informação”.

IV. Incorreta, pois viola o art. 821 da CLT, que diz que as testemunhas podem indicar até 3
testemunhas, salvo no inquérito, pois esse número sobe para 6 testemunhas.
Vejamos:

“Cada uma das partes não poderá indicar mais de 3 (três)


testemunhas, salvo quando se tratar de inquérito, caso em que esse
número poderá ser elevado a 6 (seis)”.

54.( Prova: FCC - 2009 - TRT - 15ª Região - Analista Judiciário - Área Judiciária -
Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

A prova pré-constituída nos autos

a) não pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta uma vez que
processualmente foram produzidas antes da ocorrência da confissão.

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b) pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta, não implicando cerceamento
de defesa o indeferimento de provas posteriores.
c) pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta e o indeferimento de provas
posteriores implica cerceamento de defesa.
d) não pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta uma vez que esta
confissão gera presunção absoluta da verdade dos fatos confessos.
e) não pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta em razão do princípio da
verdade real aplicado no processo do trabalho.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Mais uma vez a resposta está no entendimento
sedimentado pelo TST em sua Súmula nº 74, que é transcrita a seguir, em especial, o seu
inciso II:

I - Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada


com aquela cominação, não comparecer à audiência em
prosseguimento, na qual deveria depor. (ex-Súmula nº 74 - RA
69/1978, DJ 26.09.1978)
II - A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em
conta para confronto com a confissão ficta (arts. 442 e 443, do
CPC de 2015 - art. 400, I, do CPC de 1973), não implicando
cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores.
(ex-OJ nº 184 da SBDI-1 - inserida em 08.11.2000)
III- A vedação à produção de prova posterior pela parte
confessa somente a ela se aplica, não afetando o exercício,
pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.

Vejam que mesmo havendo confissão ficta, pode a prova documental, que já está juntada aos
autos, ser utilizada para o convencimento do Magistrado, podendo esse indeferir as provas
posteriores e julgar com aquelas que estão nos autos.
As demais assertivas estão relacionadas à utilização ou não da prova documental pré-
constituída para formação do convencimento, o que já foi analisado com a transcrição, em
especial, do inciso II, da Súmula nº 74, do TST, razão pela qual não há necessidade de estudo
em separado.

55.( Prova: FCC - 2009 - TRT - 15ª Região - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

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Considere as seguintes assertivas a respeito das provas:


I. A indicação do perito assistente é faculdade da parte, a qual deverá responder pelos
respectivos honorários, ainda que vencedora no objeto da perícia.
II. Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado contra
o mesmo empregador.
III. Está impedido de depor a testemunha que for parente por afinidade em terceiro grau do
reclamante.
IV. Em regra, o ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a
prestação de serviço e o despedimento, é do empregado.
Está correto o que se afirma SOMENTE em
a) I e II.
b) I, III e IV.
c) II e III.
d) I, II e III.
e) I, II e IV.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. As assertivas corretas são as de número I, II e III,
sendo que apenas a IV está incorreta. Vejamos através da análise abaixo realizada:

I. Correta, pois em conformidade com a Súmula nº 341 do TST, abaixo transcrita:


“A indicação do perito assistente é faculdade da parte, a qual deve
responder pelos respectivos honorários, ainda que vencedora no
objeto da perícia”.

II. Correta, já que a matéria está sedimentada na Súmula nº 357 do TST, a seguir
transcrita:
“Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou
de ter litigado contra o mesmo empregador”.

III. Correta, de acordo com o art. 829 da CLT, que não distingue parentesco por laços de
sangue ou por afinidade:
“A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo
ou inimigo de qualquer das partes, não prestará compromisso, e seu
depoimento valerá como simples informação”.

IV. Incorreta, pois o ônus da prova é do empregador, nos termos da Súmula nº 212 do
TST, assim redigida:

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O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados


a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o
princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção
favorável ao empregado.

SENTENÇA E COISA JULGADA:

56.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Sentença, Coisa Julgada e Liquidação de Sentença; )

Em relação à liquidação de sentença no processo do trabalho, é INCORRETO afirmar:

a) Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação, desde que requeridos na


petição inicial e constantes da condenação.
b) A liquidação pode ser feita por artigos, por cálculos ou por arbitramento.
c) A liquidação abrangerá também o cálculo das contribuições previdenciárias devidas.
d) Na liquidação não se poderá inovar ou modificar a sentença liquidanda, nem discutir matéria
pertinente à causa principal.
e) A instauração da liquidação por artigos depende da iniciativa do credor, facultando-se ao
juiz, no entanto, determinar a sua intimação para que apresente os seus artigos de
liquidação.
COMENTÁRIOS:
A alternativa INCORRETA É A LETRA “A”. A afirmação contida na letra “A” está em
desconformidade com a Súmula nº 211 do TST, muitas vezes cobradas em concursos da FCC,
que traz os juros de mora e a correção monetária como possíveis de serem inseridos nos
cálculos de liquidação, mesmo que ausente o pedido ou a condenação. Nos termos da Súmula
nº 211 do TST, temos:

“Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação,


ainda que omisso o pedido inicial ou a condenação”.

As demais assertivas estão corretas. Vejamos:


Letra “B”: correta, pois tais espécies de liquidação estão previstas no art. 879 da CLT.
Letra “C”: correta, pois tal informação consta no §1º-A, do art. 879, da CLT.
Letra “D”: correta, pois em conformidade com o §1º, do art. 879, da CLT.

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Letra “E”: correta, pois a liquidação por artigos é a única que não pode ser iniciada de ofício
pelo Magistrado, devendo o credor apresentar os fatos novos e as provas por petição, podendo
ser intimado para apresenta-los. Contudo, se não apresentar, não será a sentença liquidada.

57.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Sentença, Coisa Julgada e Liquidação de Sentença; )

A correção monetária no processo do trabalho


a) é devida nas condenações por dano moral, a partir da data da decisão de arbitramento ou
de alteração do valor.
b) será devida, na execução da sentença, a partir da data da apresentação dos cálculos pelo
exequente.
c) não estão sujeitos à correção monetária os débitos trabalhistas das entidades submetidas
aos regimes de intervenção ou liquidação extrajudicial.
d) incide sobre o débito do trabalhador reclamante.
e) não incide sobre o pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subsequente ao vencido.
Se essa data limite for ultrapassada, incidirá o índice da correção monetária do mês da
prestação dos serviços.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A informação constante na letra “A” consta também
na Súmula nº 439 do TST, abaixo transcrita:

“Nas condenações por dano moral, a atualização monetária é devida a


partir da data da decisão de arbitramento ou de alteração do valor. Os
juros incidem desde o ajuizamento da ação, nos termos do art. 883 da
CLT”.

As demais assertivas estão erradas pelos seguintes motivos:


Letra “B”: errada, pois viola a Súmula nº 439 do TST, acima transcrita.
Letra “C”: errada, pois a Súmula nº 304 do TST diz ser aplicável a correção monetária.
Letra “D”: errada, pois contraria a Súmula nº 187 do TST, que diz não incidir a correção
monetária na espécie.
Letra “E”: errada, pois a Súmula nº 381 do TST diz que o índice da correção monetária serádo
mês subsequente ao mês vencido.

58.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário -
Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Execução;
Sentença, Coisa Julgada e Liquidação de Sentença; )

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Considere as seguintes assertivas a respeito da liquidação da sentença:


I. Requerida a liquidação por arbitramento, o juiz nomeará o perito e fixará o prazo para a
entrega do laudo. Apresentado o laudo, sobre o qual poderão as partes manifestar-se no prazo
de cinco dias, o juiz proferirá decisão ou designará, se necessário, audiência.
II. Na liquidação por cálculos, elaborada a conta e tornada líquida, o Juiz poderá abrir às
partes prazo comum de dez dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e
valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
III. Far-se-á a liquidação por artigos, quando, para determinar o valor da condenação, houver
necessidade de alegar e provar fato novo.
IV. Na liquidação por cálculos, elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da
Justiça do Trabalho, o juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 10
dias, sob pena de preclusão.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e III.
b) I e III.
c) II, III e IV.
d) II e IV.
e) III e IV.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Estão corretas as assertivas III e IV, de acordo com a
análise abaixo realizada:
I. Errada, pois o procedimento previsto no art. 510 do CPC/15 é outro, a saber:

“Art. 510. Na liquidação por arbitramento, o juiz intimará as partes


para a apresentação de pareceres ou documentos elucidativos, no
prazo que fixar, e, caso não possa decidir de plano, nomeará perito,
observando-se, no que couber, o procedimento da prova pericial”.
Ainda que não se aplicasse o CPC, o art. 879 fala em prazo para manifestação das partes de 8
dias.
II. Errada, pois o §2º, do art. 879, da CLT fala em prazo comum de 8 dias para
impugnação.
III. Correta, em conformidade com o art. 509, II-E do CPC/15.
IV. Correta, pois esse é o procedimento descrito no art. 879, §3º, da CLT.

59. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico
Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Execução;
Sentença, Coisa Julgada e Liquidação de Sentença;)

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Mario ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa LAGO que foi julgada totalmente
procedente. Na fase de liquidação de sentença, elaborada a conta e tornada líquida, o juiz
abriu prazo para manifestação das partes. Neste caso, a empresa LAGO deverá apresentar
impugnação fundamentada no prazo

a) comum de cinco dias, ou seja, conjuntamente com Mário, já que se trata de hipótese de
prazo comum a ambas as partes tipificado pela Consolidação das Leis do Trabalho.
b) comum de dez dias, ou seja, conjuntamente com Mário, já que se trata de hipótese de
prazo comum a ambas as partes tipificado pela Consolidação das Leis do Trabalho.
c) de dez dias contados do dia seguinte à publicação do mencionado despacho, já que, apesar
de tratar-se de prazo sucessivo, na execução, a empresa executada se manifesta antes do
exequente.
d) comum de oito dias, ou seja, conjuntamente com Mário, já que se trata de hipótese de
prazo comum a ambas as partes tipificado pela Consolidação das Leis do Trabalho.
e) de dez dias após a manifestação de Mário, já que este prazo é sucessivo.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A resposta contida na letra “E” está em conformidade
com o art. 879, §2º, da CLT, abaixo transcrito, que fala em possibilidade das partes serem
intimadas para, em prazo comum de 8 dias, impugnarem os cálculos de liquidação, sob pena
de preclusão:

“§ 2o Elaborada a conta e tornada líquida, o juízo deverá abrir às


partes prazo comum de oito dias para impugnação fundamentada com
a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de
preclusão”.

Saber que o prazo de 10 dias é sucessivo, já exclui as demais alternativas. Lembre-se, ainda,
que o credor é intimado em primeiro lugar, sendo que a executada apresentará manifestação
posterior, sob pena de preclusão.

RITO SUMARÍSSIMO:

60. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário – Oficial de Justiça

Quanto aos procedimentos ordinário e sumaríssimo previstos na Consolidação das Leis do


Trabalho

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(A) no sumaríssimo cada parte poderá ouvir até duas testemunhas.


(B) no ordinário as testemunhas devem ser arroladas em 5 dias, sob pena de preclusão.
(C) apenas no ordinário é possível a prova pericial, com adiamento da audiência para a sua
realização.
(D) no ordinário cada parte poderá ouvir até cinco testemunhas.
(E) no sumaríssimo as testemunhas devem ser arroladas em 48 horas, sob pena de preclusão.

GABARITO: A
COMENTÁRIOS: Trata-se da assertiva mais simples, considerada correta. No rito
sumaríssimo, conforme art. 852-H, §2º da CLT, cada parte pode ouvir até 2 testemunhas,
sendo que não há que se arrolar as mesmas, já que comparecem independentemente de
intimação, seja no rito ordinário ou sumaríssimo.
Letra “B”: errada, pois o art. 825 da CLT prevê que as testemunhas comparecerão
independentemente de notificação ou intimação.
Letra “C”: errada, pois o art. 852-H, §4º, da CLT diz ser possível a prova pericial no rito
sumaríssimo.
Letra “D”: errada, pois o art. 821 da CLT dispõe que no rito ordinário cada parte poderá ouvir
até 3 testemunhas.
Letra “E”: errada, pois o art. 852-H, §3º, da CLT prevê que só será intimada a testemunha que
comprovadamente convidada deixou de comparecer.

61.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário

Segundo as normas processuais trabalhistas sobre o procedimento sumaríssimo,

a) todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, desde que


requeridas previamente, no prazo de 48 horas que antecede a sessão.
b) tanto a citação por hora certa como a por edital deverão conter a correta indicação do nome
e endereço do reclamado.
c) os dissídios individuais e coletivos que não excedam sessenta vezes o salário mínimo
vigente na data do fato gerador do pedido ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.
d) as testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de
instrução e julgamento independentemente de intimação.
e) se uma das partes apresentar documentos em audiência a parte contrária terá o prazo
sumário de 24 horas para se manifestar, devendo, necessariamente, ser adiada a audiência
para o prazo máximo de 5 dias.

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GABARITO: LETRA “D“. A produção de prova testemunhal no rito sumaríssimo encontra-se


previsto no art. 852-H, §2º e 3º da CLT, sendo que cada parte poderá se valer de até 2
testemunhas, havendo possibilidade de intimação da mesma caso haja a prova do convite que
foi formulado.
Letra “A”: errada, pois o art. 852-H da CLT diz que não precisam ser requeridas previamente.
Letra “B”: errada, pois o art. 852-B, II, da CLT afirma que não ser possível a citação por edital
nesse rito.
Letra “C”: errada, pois o art. 852-A da CLT fala em 40 vezes o salário mínimo.
Letra “E”: errada, pois conforme o art. 852-H, §1º, da CLT a parte contrária deverá se
manifestar imediatamente.

62.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Analista
Judiciário

Os dissídios individuais na Justiça do Trabalho podem seguir o rito procedimental sumaríssimo


conforme normas previstas em lei. Sobre esse procedimento é INCORRETO afirmar:

a) Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração


pública direta, autárquica e fundacional.
b) Cada parte poderá indicar até, no máximo, três testemunhas mediante rol apresentado 5
dias antes da audiência.
c) Serão decididos, de plano, todos os incidentes e exceções que possam interferir no
prosseguimento da audiência e do processo; as demais questões serão decididas na sentença.
d) O pedido deve ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente, sob pena de
arquivamento da reclamação e condenação ao pagamento de custas sobre o valor da causa.
e) O recurso ordinário terá parecer oral do representante do Ministério Público presente à
sessão de julgamento, se este entender necessário o seu parecer, com registro na certidão.

GABARITO: LETRA “B“. A informação constante na letra “B” está equivocada se comparada
ao art. 852-H da CLT, que não prevê a apresentação de rol de testemunhas, mas o
comparecimento espontâneo das mesmas à audiência.
Letra “A”: correta, art. 852-A, parágrafo único, da CLT.
Letra “C”: correta, art. 852-G, da CLT.
Letra “D”: correta, art. 852-B, I da CLT.
Letra “E”: correta, art. 895, §1º, III, da CLT.

63.Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 6ª Região (PE) Prova: Juiz do trabalho

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Os dissídios individuais, cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na
data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo. Neste
sentido,

a) serão decididos, de plano, todos os incidentes e exceções que possam interferir no


prosseguimento da audiência e do processo, salvo se as provas não tenham sido requeridas
previamente.
b) as testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, deverão comparecer à audiência
de instrução e julgamento independentemente de intimação, podendo o juiz na hipótese de
sua ausência, determinar sua imediata condução coercitiva.
c) nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, a admissibilidade de recurso de revista
está limitada à demonstração de violação direta a dispositivo da Constituição Federal, não se
admitindo o recurso por contrariedade a Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do
Trabalho, ante a ausência de previsão no art. 896, § 6o, da CLT.
d) nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo o pedido deverá ser certo ou
determinado e indicará o valor correspondente; não se fará citação por edital, incumbindo ao
autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado; e, a apreciação da reclamação
deverá ocorrer no prazo máximo de quinze dias do seu ajuizamento, podendo constar de pauta
especial, se necessário, de acordo com o movimento judiciário da Vara do Trabalho.
e) estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração
pública direta, indireta, autárquica e fundacional.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. As informações constantes na letra “D” constam
todas no art. 852-B da CLT, que afirma: necessidade de valor da causa; impossibilidade de
notificação por edital e realização da audiência no prazo máximo de 15 dias. Vejamos:

“Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no procedimento


sumaríssimo:
I - o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor
correspondente;
II - não se fará citação por edital, incumbindo ao autor a correta
indicação do nome e endereço do reclamado;
III - a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de
quinze dias do seu ajuizamento, podendo constar de pauta especial, se
necessário, de acordo com o movimento judiciário da Junta de
Conciliação e Julgamento”.

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As demais assertivas estão erradas, conforme análise a seguir:


Letra “A”: errada, pois as provas são produzidas em audiência sem necessidade de
requerimento prévio, conforme art. 852-H da CLT.
Letra “B”: errada, já que o §3º do art. 852-H da CLT diz que a condução coercitiva somente
pode ocorrer quando a testemunha for intimada.
Letra “C”: errada, pois não se admite apenas para alegação de violação da CF, mas também
de súmula do TST e sumula vinculante do STF.
Letra “E”: errada, pois as sociedades de economia mista e empresas públicas, da
administração indireta, não estão excluídas.

64.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 12ª Região (SC) - Técnico Judiciário / Direito
Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e sumaríssimo; )

Mariana ajuizou reclamação trabalhista em face da autarquia federal X requerendo a rescisão


indireta do seu contrato de trabalho, dando à causa o valor de R$ 12.000,00. Para a audiência
designada, a reclamante pretende levar como testemunhas quatro ex-colegas de trabalho,
com as quais não possui amizade íntima. Neste caso,

a) somente será permitida a oitiva de três testemunhas, não obedecendo a demanda ao


procedimento sumaríssimo.
b) será permitida a oitiva das quatros testemunhas uma vez que, no caso narrado, a
Consolidação das Leis do Trabalho permite a oitiva de até seis testemunhas.
c) será permitida a oitiva das quatros testemunhas uma vez que, no caso narrado, a
Consolidação das Leis do Trabalho permite a oitiva de até cinco testemunhas.
d) somente será permitida a oitiva de duas testemunhas, uma vez que a demanda obedece ao
procedimento sumaríssimo em razão do valor da causa.
e) não será permitida a oitiva de nenhuma das quatro ex-colegas, tendo em vista que a
Consolidação das Leis do Trabalho veda expressamente o testemunho de ex-colega de
trabalho
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Percebam que, apesar do valor atribuído à causa ser
inferior a 40 salários mínimos (R$12.000,00), o rito a ser utilizado não é o sumaríssimo, e sim,
o ordinário, já que o art. 852-A, parágrafo único, da CLT exclui a utilização do rito sumaríssimo
para as demandas em que forem parte os entes da Administração Pública Direta, bem como as
autarquias e fundações públicas, que apesar de serem componentes da Administração Pública
Indireta, possuem natureza jurídica de direito público. Se Mariana ajuizou reclamação
trabalhista em face de autarquia federal, não se valerá do procedimento sumaríssimo, e sim,
do ordinário, que permite a oitiva de até 3 testemunhas para cada parte, de acordo com o art.

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821 da CLT. Transcreveremos os dois dispositivos mencionados acima, pois precisam ser
memorizados:
“Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta
vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação
ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo. Parágrafo único.
Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é
parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional”.

“Art. 821 - Cada uma das partes não poderá indicar mais de 3 (três)
testemunhas, salvo quando se tratar de inquérito, caso em que esse
número poderá ser elevado a 6 (seis)”.

Vejamos as demais assertivas, todas erradas:


Letra “B”: errada, pois o art. 821 da CLT diz que apenas no inquérito para apuração de falta
grave é que podem ser ouvidas até 6 testemunhas para cada parte.
Letra “C”: errada, pois o art. 821 da CLT diz que no rito ordinário somente podem ser ouvidas
até 3 testemunhas para cada parte.
Letra “D”: errada, pois não será utilizado o rito sumaríssimo, haja vista que a demanda foi
ajuizada em face de autarquia, excluída pelo art. 852-A, parágrafo único da CLT.
Letra “E”: errada, pois não há impedimento à utilização de ex-colega como testemunha,
mesmo que já tenha ajuizado ação em face do ex-empregador, conforme Súmula nº 357 do
TST.
65.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; )

Hidra pretende ajuizar uma reclamatória trabalhista em face da sua empregadora Matrix S/A,
postulando o pagamento de horas extraordinárias, totalizando o valor equivalente a 10 (dez)
salários mínimos à época do ajuizamento da ação. Nesse caso, o procedimento processual que
deve tramitar a reclamatória trabalhista e a quantidade máxima de testemunhas que cada
parte pode indicar, respectivamente, é
a) ordinário e três testemunhas.
b) sumaríssimo e duas testemunhas.
c) inquérito judicial e seis testemunhas.
d) ordinário e cinco testemunhas.
e) sumaríssimo e três testemunhas.
COMENTÁRIOS:

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A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Trata-se de questão extremamente fácil, do ano de


2013, que é respondida à luz do art. 852-A da CLT, que afirma que as demandas de valor até
40 salários mínimos serão ajuizadas perante o procedimento sumaríssimo, bem como o art.
852-H, §2º, da CLT que afirma serem até 2 as testemunhas de cada parte nesse
procedimento. Vejamos:

“Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta


vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação
ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo”.

“Art. 852-H. Todas as provas serão produzidas na audiência de


instrução e julgamento, ainda que não requeridas previamente. (...)
§ 2º As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte,
comparecerão à audiência de instrução e julgamento
independentemente de intimação”.

As demais assertivas ficam excluídas automaticamente pela análise realizada acima.

66.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; )

Os dissídios individuais trabalhistas podem seguir o procedimento ordinário e sumaríssimo.


Sobre esse último (sumaríssimo) é INCORRETO:
a) As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de
instrução e julgamento independentemente de intimação.
b) Todas as provas serão produzidas em audiência única, sendo que sobre os documentos
apresentados por uma das partes manifestar-se-á imediatamente a parte contrária, sem
interrupção da audiência, salvo absoluta impossibilidade, a critério do juiz.
c) Estão excluídas desse procedimento as demandas em que é parte a Administração pública
direta, autárquica e fundacional.
d) Esse procedimento é determinado pelo valor dos dissídios individuais, que não exceda a 20
(vinte) vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação.
e) Nas reclamações enquadradas nesse procedimento, o pedido deverá ser certo ou
determinado e indicará o valor correspondente, sob pena de arquivamento da reclamação.
COMENTÁRIOS:
A alternativa INCORRETA É A LETRA “D”. Trata-se de erro fácil de ser verificado, pois a letra
“D” afirma que as demandas cujo valor não excedam 20 salários mínimos tramitarão pelo

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procedimento sumaríssimo, o que está completamente errado, pois o art. 852-A da CLT
afirma que o valor correto é 40 salários mínimos. Vejamos:

“Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o


salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam
submetidos ao procedimento sumaríssimo”.

Vejamos as demais assertivas, todas corretas:

Letra “A”: perfeita, em conformidade com o art. 852-H, §2º, da CLT. Caso não compareçam à
audiência, poderão ser intimadas, podendo o Juiz exigir a prova do convite formulado às
testemunhas.
Letra “B”: de acordo com o art. 852-H, §1º, da CLT.
Letra “C”: em conformidade com o art. 852-A, parágrafo único, da CLT que trata da exclusão
daqueles entes.
Letra “E”: de acordo com o art. 852-B, I e §1º da CLT.

67.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; Provas; )

O Processo Judiciário do Trabalho elenca o depoimento de testemunhas como uma das


modalidades de prova. Assim, conforme previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, nos
dissídios individuais de Procedimento Ordinário, de Procedimento Sumaríssimo e no Inquérito
para Apuração de Falta Grave, a quantidade máxima de testemunhas que cada parte poderá
indicar é de, respectivamente,

a) três, duas e seis.


b) três, três e cinco.
c) duas, três e seis.
d) cinco, duas e cinco.
e) três, duas e quatro.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. Trata-se de uma questão frequente nas provas da
FCC. A questão em comento foi aplicada em 2013, para o cargo de Analista. A resposta acerca
do número de testemunhas está nos artigos 821 e 852-H, §2º, da CLT, que serão
posteriormente transcritos. Antes, devem ser memorizadas as seguintes informações:
a. Rito ordinário: 3 testemunhas para cada parte.

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b. Rito sumaríssimo: 2 testemunhas para cada parte.


c. Inquérito para apuração de falta grave: 6 testemunhas para cada parte.
Vejamos a transcrição dos dispositivos legais relacionados ao tema:

“Art. 821 - Cada uma das partes não poderá indicar mais de 3 (três)
testemunhas, salvo quando se tratar de inquérito, caso em que esse
número poderá ser elevado a 6 (seis)”.

“Art. 852-H. Todas as provas serão produzidas na audiência de


instrução e julgamento, ainda que não requeridas previamente. (...)
§ 2º As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte,
comparecerão à audiência de instrução e julgamento
independentemente de intimação”.

As demais assertivas não precisam ser analisadas, pois tratam do mesmo tema.

68.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; )

Atenas, em dezembro de 2012, ajuizou reclamação trabalhista em face da sua empregadora


Celestial Cosméticos e Perfumes S/A postulando apenas uma indenização por ofensas e danos
morais, no valor que foi atribuído à causa de R$ 6.220,00 (seis mil duzentos e vinte reais),
equivalentes a 10 salários mínimos na época da propositura da ação. Para comprovar suas
alegações, conforme previsão legal, a quantidade máxima de testemunhas que Atenas poderá
indicar é de

a) três.
b) cinco.
c) duas.
d) quatro.
e) seis.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. Se a pretensão de Atenas, reclamante, é de apenas
10 salários mínimos, a reclamação trabalhista tramitará pelo rito sumaríssimo, conforme
previsão contida no art. 852-A da CLT. Assim sendo, dispõe o art. 852-H §2º, da CLT que a
mesma terá apenas 2 testemunhas para comprovar as suas alegações. Vejamos:

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“Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta


vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação
ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo”.

“Art. 852-H. Todas as provas serão produzidas na audiência de


instrução e julgamento, ainda que não requeridas previamente. (...)
§ 2º As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte,
comparecerão à audiência de instrução e julgamento
independentemente de intimação”.

69.QUESTÃO ADAPTADA( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do
Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; )

Em relação ao procedimento sumaríssimo, é INCORRETO afirmar:

a) Os dissídios individuais cujo valor não exceda a 40 (quarenta) vezes o salário mínimo
vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam sujeitos ao procedimento sumaríssimo.
b) Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, a admissibilidade de recurso de revista
está limitada a demonstração de violação direta a dispositivo da Constituição Federal ou
contrariedade à Súmula do Tribunal Superior do Trabalho ou a Súmula vinculante do STF, não
se admitindo o recurso por contrariedade à Orientação Jurisprudencial do TST.
c) Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração
Pública direta, indireta, autárquica e fundacional.
d) Interrompida a audiência, o seu prosseguimento e a solução do processo dar-se-ão no
prazo máximo de trinta dias, salvo motivo relevante, justificado nos autos pelo juiz da causa.
e) A sentença mencionará os elementos da convicção do juízo, com resumo dos fatos
relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.
COMENTÁRIOS:
A alternativa INCORRETA É A LETRA “C”. A informação contida na letra “C” está
inadequada, se comparada à redação atribuída ao parágrafo único, do art. 852-A, da CLT,
abaixo transcrito:

“Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que


é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional”.

Percebe-se que não estão excluídos todos os entes da administração pública


INDIRETA, e sim, apenas as autarquias e fundações públicas. Como isso, se afirma que

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podem ser partes no rito sumaríssimo as sociedades de economia mista e as empresas


públicas, entes da administração pública indireta que possuem personalidade jurídica de direito
privado.
Vejamos as demais assertivas, todas corretas:

Letra “A”: perfeita, pois em sintonia com o art. 852-A da CLT.


Letra “B”: de acordo com o art. 896, §9º, da CLT, lembrando que a Súmula nº 442 do TST diz
que não cabe recurso de revista se houver contrariedade à OJ, mas sim, apenas à Súmula do
TST.
Letra “D”: de acordo com o art. 852-H, §7º, da CLT.
Letra “E”: em conformidade com o art. 852-I da CLT.

70.( Prova: FCC - 2012 - PGE-SP - Procurador / Direito Processual do Trabalho /


Procedimento ordinário e sumaríssimo; )

Em relação ao procedimento sumaríssimo, é correto afirmar que:

a) Cada parte não poderá se valer de mais de 3 (três) testemunhas.


b) A citação por edital somente será realizada quando o reclamante fizer a correta indicação do
nome do reclamado.
c) O juiz terá total liberdade para determinar as provas a serem produzidas.
d) Não é admissível a produção de prova pericial.
e) Somente serão produzidas na audiência de instrução e julgamento as provas que foram
previamente requeridas.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. A afirmação contida na letra “C”, de que o Juiz tem
liberdade para conduzir o processo, determinando as provas a serem produzidas, está em
consonância com o art. 852-D da CLT, abaixo transcrito:

“O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a


serem produzidas, considerado o ônus probatório de cada litigante,
podendo limitar ou excluir as que considerar excessivas,
impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar
especial valor às regras de experiência comum ou técnica”.

Essa ideia também está presente no art. 370 do CPC/15, que trata dos poderes instrutórios
do Juiz. As demais assertivas estão erradas. Vejamos:

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Letra “A”: errada, pois o art. 852-H, §2º, da CLT diz que serão não mais do que 2
testemunhas para cada parte.
Letra “B”: errada, pois o art. 852-B, II, da CLT diz que não haverá citação por edital no
procedimento sumaríssimo.
Letra “D”: errada, pois o art. 852-H da CLT prevê o procedimento para a produção da prova
pericial, razão pela qual é cabível no procedimento sumaríssimo.
Letra “E”: errada, pois o art. 852-H da CLT diz que as provas serão produzidas em audiência
independentemente de requerimento prévio.

CUSTAS PROCESSUAIS:

71. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE) Prova: Técnico Judiciário

Afrodite, empregada doméstica, ajuizou ação reclamatória trabalhista em face de sua ex-
empregadora Minerva, postulando o pagamento de horas extras, férias e 13º salários não
adimplidos. A ação foi julgada procedente em parte, uma vez que foram acolhidos apenas os
pedidos de férias e 13° salários, sendo rejeitado o pedido de horas extras. No caso proposto, o
valor, bem como a responsabilidade pelo pagamento das custas processuais, será de

(A) 2% sobre o valor da condenação a cargo da parte vencida, ou seja, da reclamada.


(B) 1% sobre o valor de cada pedido acolhido sob a responsabilidade da reclamada e 1% sobre
o pedido não acolhido sob a responsabilidade da reclamante.
(C) 2% sobre o valor dos pedidos acolhidos, com redução proporcional ao pedido não acolhido,
sob a responsabilidade da reclamada.
(D) 2% sobre o valor da causa, pagas pela reclamante, porque não houve procedência total
dos pedidos requeridos.
(E) 1% sobre o valor da causa, a cargo da reclamada, visto que houve procedência apenas
parcial.
GABARITO: A
COMENTÁRIOS: A condenação ao pagamento das custas processuais consta no art. 789 da
CLT, sendo de 2% sobre o valor da condenação, sendo pago pela parte vencida. Na hipótese, a
parte vencida foi a reclamada, por ter sido condenada, mesmo que parcialmente. Lembrando
que esse artigo foi alterado com a reforma trabalhista, e passou a prever um valor máximo
para o pagamento de custas, equivalente a quatro vezes o limite máximo dos benefícios do
Regime Geral de Previdência Social.

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72.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário

A sociedade de economia mista DIEPAX Medicamentos foi condenada ao pagamento de horas


extraordinárias em processo movido por seu empregado. Na mesma decisão, foi acolhido o
pedido de responsabilidade subsidiária do segundo reclamado, o Município de Cuiabá e
condenação em custas processuais. A isenção das custas processuais abrange

a) apenas a sociedade de economia mista.


b) apenas o Município.
c) nenhuma das reclamadas.
d) as duas reclamadas.
e) apenas o réu principal em caso de condenação subsidiária, devendo o Município efetuar o
recolhimento.

GABARITO: LETRA “B“. Apenas o Município, por ser um ente de direito público com natureza
jurídica de direito público, conforme art. 790-A da CLT. A sociedade de economia mista não é
isenta das custas processuais, na medida em que possui personalidade jurídica de direito
privado.

73.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Técnico -
Administração

Martin ajuizou ação em face de sua ex-empregadora, a empresa “M", sendo que na audiência
as partes se conciliaram amigavelmente, nada sendo convencionado a respeito das custas
processuais. Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, considerando
que o Juiz acolheu o pedido de concessão dos benefícios da justiça gratuita formulado na inicial
pelo reclamante,

a) as custas serão pagas em partes iguais sobre o valor do acordo, pelo reclamante e pela
reclamada, sendo Martin dispensado do pagamento.
b) as custas serão pagas em partes iguais sobre o valor dado à causa, pelo reclamante e pela
reclamada, sendo Martin dispensado do pagamento.
c) ficarão as custas a cargo exclusivo da reclamada, sobre o valor do acordo, pois a mesma
não pode ser dispensada do seu pagamento.
d) ficarão as custas a cargo exclusivo da reclamada, sobre o valor dado à causa, pois a mesma
não pode ser dispensada do seu pagamento.

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e) serão dispensadas ambas as partes do pagamento das custas processuais, tendo em vista a
conciliação.

GABARITO: LETRA “A“. A situação encontra-se prevista no art. 789, §1º da CLT, que trata
do pagamento de custas processuais na hipótese de homologação de acordo. Na hipótese, as
partes pagarão metade das custas cada uma, sendo dispensado Martin do pagamento, já que
concedido o benefício da justiça gratuita.

74.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Analista
Judiciário

Como o Estado não pode assumir todos os encargos para satisfação dos gastos da
administração da justiça, no processo trabalhista, como regra, as partes estão sujeitas ao
pagamento de custas. Entretanto, por força da lei, estão isentos do pagamento de custas nos
processos que tramitam na Justiça do Trabalho:

a) As instituições de beneficência, associações recreativas ou outras instituições sem fins


lucrativos.
b) As entidades de caráter religioso declaradas de utilidade pública em nível federal.
c) Os empregadores domésticos em razão da ausência de finalidade lucrativa do trabalho
doméstico.
d) As empresas públicas e sociedades de economia mista federais.
e) As autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não explorem
atividade econômica.

GABARITO: LETRA “E“. A única assertiva que trata dos entes que estão isentos do
pagamento das custas processuais, situação prevista no art. 790-A da CLT, é a letra “E”, que
trata das pessoas jurídicas de direito público autarquias e fundações públicas. Além dessas, a
União, Estados, DF, Municípios, beneficiários da justiça gratuita e MPT, também estão isentos.

75.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Analista
Judiciário
Conforme normas aplicáveis ao tema relativo às custas processuais e aos emolumentos no
Processo Judiciário do Trabalho,
a) apenas a União, dentre os entes federativos, está isenta do pagamento de custas
processuais, ainda que vencida, visto que a Justiça do Trabalho é órgão do Poder Judiciário
Federal.

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b) as empresas públicas federais estão isentas de custas processuais, mas não dos
emolumentos na fase executória.
c) o Ministério Público do Trabalho está isento do recolhimento de custas processuais.
d) no processo ou fase de execução não há incidência de custas ou emolumentos por faltas de
previsão legal.
e) as autarquias municipais não estão isentas do recolhimento de custas processuais.

GABARITO: LETRA “C“. O Ministério Público consta como ente isento do pagamento de
custas processuais no processo do trabalho, conforme art. 790-A da CLT, que também isenta
as pessoas jurídicas de direito público e beneficiários da justiça gratuita.

As demais estão erradas. Vejamos:


Letra “A”: errada, pois não é só a União, mas também os Estados, o Distrito Federal, os
Municípios e respectivas autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que
não explorem atividade econômica, conforme art. 790-A, I, da CLT.
Letra “B”: errada, pois as empresas públicas não estão isentas do pagamento de custas,
consoante art. 790-A, da CLT.
Letra “D”: errada, pois há incidência sim de custas na fase de execução, conforme art. 789-A
da CLT.
Letra “E”: errada, pois estão isentas sim, nos termos do art. 790-A, I, da CLT.

76.QUESTÃO ADAPTADA Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC)
Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa

Em relação às custas e aos emolumentos nos dissídios individuais e coletivos do trabalho e nas
ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, é correto afirmar:

a) As custas no processo de conhecimento incidirão à base de 2%, observado o mínimo de R$


10,64 e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de
Previdência Social.
b) Quando houver acordo, o pagamento das custas caberá à reclamada visto que arcará com
pagamento ao reclamante.
c) Não há previsão legal para o pagamento de custas ou emolumentos no processo ou fase de
execução.
d) Não haverá qualquer responsabilidade do ente sindical pelo pagamento das custas devidas
caso o empregado não tenha obtido benefício da justiça gratuita ou isenção de custas e tenha
havido a intervenção do sindicato no processo.

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e) São isentos do pagamento de custas processuais as sociedades de economia mista.

GABARITO: LETRA “A“. As custas incidem em 2%, que podem ser sobre o valor da causa,
valor da condenação, valor do acordo, valor estipulado pelo Juiz, conforme art. 789 da CLT,
havendo o valor mínimo fixado por lei de R$10,64. Esse artigo foi alterado com a reforma
trabalhista, e passou a prever um valor máximo para o pagamento de custas, equivalente a
quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social
Letra “B”: errada, pois caberá às partes de forma igualitária, conforme art. 789, §3º, da CLT.
Letra “C”: errada, pois há incidência sim de custas na fase de execução, conforme art. 789-A
da CLT.
errada, pois as empresas públicas não estão isentas do pagamento de custas, consoante art.
790-B, da CLT.
Letra “D”: errada, pois o sindicato responderá de forma solidária pelo pagamento das custas,
conforme art. 790, §1º, da CLT.
Letra “E”: errada, nos termos do art. 790-A, da CLT.
“Art. 789. Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do
trabalho, nas ações e procedimentos de competência da Justiça do
Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça
Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao
processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento),
observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro
centavos) e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios
do Regime Geral de Previdência Social, e serão calculadas:
(...)”

77.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: PGE-MT Prova: Procurador

Na reclamação trabalhista ajuizada por Diana em face da sua empregadora AMAS − Autarquia
Municipal de Assistência Social do Município de Campo Grande, foram analisados dois pedidos.
A sentença deferiu a pretensão de maior valor e rejeitou a de menor expressão econômica. Na
presente situação, de acordo com as regras da Consolidação das Leis do Trabalho, a
responsabilidade pelas custas processuais será

a) do réu, que deverá arcar com metade do valor, uma vez que sucumbente apenas em um
dos dois pedidos, à base de 1% sobre o valor atribuído à causa.
b) do réu, que deverá arcar com o pagamento integral à base de 2% sobre o valor da causa,
sem isenção, porque tal benefício atinge apenas os órgãos da Administração direta, não
abrangendo entes da Administração indireta como as Autarquias.

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c) de ambas as partes, em rateio de 50%, visto que houve sucumbência parcial, ou seja,
foram formulados dois pedidos, um foi acolhido e o outro rejeitado; à base de 2% sobre o
valor de cada pedido.
d) do réu, que arcará com o pagamento integral, visto que foi vencido, ainda que em um
pedido, à base de 2% sobre o valor da condenação, ficando a Autarquia Municipal, todavia,
isenta na forma da lei.
e) de cada uma das partes, na proporção exata de cada pedido, visto que houve sucumbência
recíproca, à base de 1% sobre o valor de cada pedido.

GABARITO: LETRA “D“. A informação constante na letra “D” está em conformidade com os
arts. 789 e 790-A da CLT, que preveem que o vencido, no caso a Autarquia, já que condenado
em um pedido, arcará com o pagamento das custas processuais, de 2% sobre o valor da
condenação, sendo que a quantia não será paga, na medida em que a Autarquia é isenta da
mesma, conforme art. 790-A da CLT, por ser pessoa jurídica de direto público.

78.Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 6ª Região (PE) Prova: Juiz do trabalho

Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de
competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça
Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de
conhecimento incidirão à base de

a) 2%, observado o mínimo previsto em lei e serão calculadas, no caso de procedência do


pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, sobre o valor da causa.
b) 5% e serão calculadas, quando o valor for indeterminado, sobre o que o juiz fixar.
c) 5%, observado o mínimo previsto em lei e serão calculadas, no caso de procedência do
pedido formulado em ação constitutiva, sobre o valor da condenação.
d) 2%, observado o mínimo previsto em lei e serão calculadas, quando houver acordo ou
condenação, sobre o respectivo valor, acrescido dos honorários periciais, se houver.
e) 2% e serão calculadas, quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou
julgado totalmente improcedente o pedido, sobre o valor acordado pelas partes.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A informação está de acordo com o art. 789 caput e
inciso III da CLT, que fala em 2%, observado um mínimo (R$10,64), sendo calculado com
base no valor da causa. Vejamos:

“Art. 789. Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho,


nas ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem

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como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício


da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de
conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o
mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o
máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime
Geral de Previdência Social, serão calculadas:
(...)
III – no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória
e em ação constitutiva, sobre o valor da causa”;

As demais estão erradas. Vejamos:


Letra “B”: errada, pois são 2%.
Letra “C”: errada, pois são 2%
Letra “D”: errada, pois não se incluem os honorários periciais, que são pagos conforme art.
790-B da CLT.
Letra “E”: errada, pois o valor é calculado com base no valor da causa.

79.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 12ª Região (SC) - Técnico Judiciário / Direito
Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Considere: I. Autarquia Municipal W. II. Conselho Regional de Medicina do Estado de Santa


Catarina. III. Fundação Pública Estadual X. IV. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do
Brasil. Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho, são isentos do pagamento de custas,
dentre outras, as entidades indicadas APENAS em:

a) II, III e IV.


b) III e IV.
c) I, II e III.
d) I e IV.
e) I e III.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Somente as assertivas I e III trazem entes isentos de
custas, conforme análise abaixo realizada. Mas antes, transcrevemos o art. 790-A da CLT, que
trata do assunto:

“Art. 790-A. São isentos do pagamento de custas, além dos


beneficiários de justiça gratuita:

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I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e respectivas


autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que
não explorem atividade econômica;
II – o Ministério Público do Trabalho.
Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo não alcança as
entidades fiscalizadoras do exercício profissional, nem exime as
pessoas jurídicas referidas no inciso I da obrigação de reembolsar as
despesas judiciais realizadas pela parte vencedora”.

I. Autarquia encontra-se prevista no inciso I, razão pela qual é isenta de custas.


II. Conselho Regional de Medicina, não é isento, nos termos do parágrafo único, por ser
entidade fiscalizadora do exercício profissional.
III. Fundação Pública Estadual é isenta das custas, conforme inciso I acima transcrito.
IV. Conselho Federal da OAB não é isento, nos termos do parágrafo único, por ser entidade
fiscalizadora do exercício profissional.

80.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e
emolumentos; )

O processo judiciário trabalhista apresenta regras específicas sobre custas processuais e


emolumentos. Sobre eles é correto afirmar:

a) No processo de execução são devidas custas, sempre de responsabilidade do exequente e


pagas antecipadamente, sendo que ao final ele será reembolsado por essas despesas pelo
executado.
b) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na
pretensão objeto da perícia, salvo se beneficiária de justiça gratuita.
c) Nos dissídios individuais, as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base
de 2% para o procedimento sumaríssimo e de 4% para o procedimento ordinário.
d) As custas serão calculadas sobre o valor da causa quando houver extinção do processo, sem
resolução do mérito, ou julgado totalmente improcedente o pedido.
e) O reclamante deverá recolher previamente as custas para ajuizar a reclamatória, exceto se
for beneficiário de justiça gratuita, sendo que esses valores lhe serão devolvidos em caso de
êxito na demanda.
COMENTÁRIOS:

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A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. As custas processuais, conforme art. 789 da CLT,
serão calculadas em 2% sobre o valor da causa, quando a ação for arquivada, ou seja, extinta
sem resolução do mérito, bem como na hipótese de improcedência dos pedidos formulados.

Letra “A”: o art. 789-A da CLT diz que a responsabilidade pelo pagamento das custas no
processo de execução será suportada pelo executado e elas serão pagas ao final.
Letra “B”: errada, pois ela será responsável ainda que beneficiária da justiça gratuita, nos
termos da nova redação do art. 790-B, da CLT.
Letra “C”: errada, pois não há diferença em relação ao valor das custas de acordo com o
procedimento. São sempre 2%.
Letra “E”: errada, pois o art. 789, §1º, da CLT diz que as custas são pagas ao final, pelo
vencido, não havendo custas prévias.

81.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos;
Custas e emolumentos; )

Conforme previsões contidas na Consolidação das Leis do Trabalho em relação ao Processo


Judiciário do Trabalho, é correto afirmar que

a) os atos processuais serão sempre públicos e serão realizados nos dias úteis, das 8 (oito) às
20 (vinte) horas.
b) sempre que houver acordo em reclamação trabalhista, se de outra forma não for
convencionado, o pagamento das custas caberá em partes iguais aos litigantes.
c) os prazos processuais são contínuos, irreleváveis e são contados com a inclusão do dia do
começo e exclusão do dia do vencimento.
d) a reclamação verbal será distribuída antes da sua redução a termo e o reclamante deverá
apresentar-se no prazo de 48 horas para reduzi-la a termo, sob a pena de perda do direito de
reclamar por 6 (seis) meses.
e) a penhora não poderá ser realizada em domingos ou dias de feriado, visto que os atos
processuais devem ser realizados em dias úteis.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. O pagamento das custas processuais quando da
homologação de acordo, encontra-se regulamentado pelo art. 789, §3º, da CLT, assim
redigido:

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“Sempre que houver acordo, se de outra forma não for


convencionado, o pagamento das custas caberá em partes iguais aos
litigantes”

Percebam que as custas serão calculadas em 2% sobre o valor do acordo, sempre haverá o
pagamento pela metade por cada litigante, desde que não haja disposição especial, já que no
acordo pode ficar convencionado o pagamento integral desse valor pelo reclamante ou
reclamado, ou qualquer outra disposição especial. Se houver, será respeitada. Na ausência,
metade das custas para cada parte.

Letra “A”: errada, pois o art. 770 da CLT diz que os atos serão realizados das 6h às 20h.
Letra “C”: errada, pois o art. 775 da CLT fala que os prazos serão contados em dias úteis, com
exclusão do primeiro dia e inclusão do último dia.
Letra “D”: errada, pois o art. 786 da CLT prevê prazo de 5 dias para o reclamante comparecer
à Vara do Trabalho para redução a termo da reclamação, sob pena de perempção, conforme
art. 731 da CLT.
Letra “E”: errada, pois o art. 770, parágrafo único, da CLT prevê a realização de atos aos
domingos, desde que haja autorização do Juiz.

82.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista


Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Custas e
emolumentos;)

A respeito de custas e emolumentos no Processo do Trabalho, conforme normas legais


aplicáveis, é correto afirmar:

a) Nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista,


as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento),
observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o máximo de
quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
b) Em caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva,
as custas relativas ao processo de conhecimento serão calculadas sobre o valor arbitrado pelo
Juiz.
c) O Ministério Público do Trabalho e as entidades fiscalizadoras do exercício profissional estão
isentas do pagamento das custas processuais.
d) Tratando-se de empregado que não tenha obtido o benefício da justiça gratuita, ou isenção
de custas, o sindicato que houver intervindo no processo não terá nenhuma responsabilidade
pelo pagamento das custas devidas.

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e) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na


pretensão objeto da perícia, salvo se beneficiária de justiça gratuita.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. O caput do art. 789 da CLT é um dos mais cobrados
nos concursos trabalhistas. Trata do valor das custas no processo de conhecimento. Nessa
questão, a FCC “pegou” uma parte não muito significativa do dispositivo e utilizou como
assertiva correta. Vejamos a redação legal:

“Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas


ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem
como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no
exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de
conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o
mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o
máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime
Geral de Previdência Social, e serão calculadas:”

Sabe-se que, teoricamente, o Juiz Estadual pode atuar como Juiz do Trabalho (art. 112 da
CF/88), sendo que nessa situação, as custas serão calculadas como se estivéssemos na Justiça
do Trabalho, ou seja, em 2%, sendo no mínimo R$10,64, conforme art. 789 da CLT. As demais
assertivas estão incorretas. Vejamos:
Letra “B”: errada, pois o inciso III, do art. 789, da CLT diz que o valor será calculado sobre o
valor da causa.
Letra “C”: errada, pois as entidades fiscalizadoras do exercício profissional não estão isentas,
conforme parágrafo único, do art. 790-A, da CLT (OAB, Crea, etc.).
Letra “D”: errada, pois o Sindicato será solidariamente responsável, conforme §1º, do art.
790, da CLT.
Letra “E”: errado, pois o art. 790-B da CLT diz que a parte sucumbente no objeto de perícia
pagará honorários periciais ainda que beneficiária de Justiça Gratuita.

83.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do
Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Em relação às custas, é INCORRETO afirmar:


a) Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de
competência da justiça do trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça
Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de
conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o mínimo previsto em lei e o

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máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência
Social.
b) As custas serão calculadas, quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo
valor.
c) As custas serão calculadas, no caso de procedência do pedido formulado em ação
declaratória e em ação constitutiva, sobre o valor da condenação.
d) No processo de execução são devidas custas, sempre de responsabilidade do executado, e
pagas ao final.
e) Nos dissídios coletivos, as partes vencidas responderão solidariamente pelo pagamento das
custas, calculadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.
COMENTÁRIOS:
A alternativa INCORRETA É A LETRA “C”. As custas no processo de conhecimento quando há
procedência em ação constitutiva e declaratória, são calculadas sobre o valor da causa, já que
não há condenação. O art. 789 da CLT traz tal regra no inciso III do dispositivo mencionado.
Letra “A”: correta, em conformidade com o art. 789, caput, da CLT.
Letra “B”: correta, pois de acordo com o inciso I, do art. 789, da CLT.
Letra “D”: correta, pois de acordo com o art. 789-A da CLT.
Letra “E”: correta, em sintonia com o §4º, do art. 789, da CLT.

84.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Juiz do Trabalho - Prova TIPO 4 /
Direito Processual do Trabalho / Recursos; Custas e emolumentos; )

As custas processuais, no caso de interposição de recurso ordinário em mandado de


segurança, deverão ser

a) comprovadas em oito dias a contar do recolhimento.


b) comprovadas dentro do prazo recursal.
c) pagas e comprovadas em oito dias da interposição do recurso.
d) pagas e comprovadas em cinco dias da interposição do recurso.
e) pagas em cinco dias da interposição do recurso e comprovadas em cinco dias a contar do
recolhimento.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. As custas, quando da interposição de recurso, são
pagas e comprovado o pagamento no prazo recursal, conforme §1º, do art. 789, da CLT, assim
redigido:

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“As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da


decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o
recolhimento dentro do prazo recursal”.

Como todas as assertivas tratam do mesmo assunto, não precisam ser analisadas em
separado.

85.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Rafus ajuizou reclamação trabalhista em face da sua empregadora a empresa Alfa & Beta
Comunicações, pleiteando o pagamento de verbas rescisórias. Houve a determinação de ser
emendada a petição inicial no prazo de 10 dias. Tal determinação não foi cumprida, razão pela
qual ocorreu a extinção do processo sem resolução ou julgamento do mérito. Nesta situação,
sobre as custas

a) relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 1% e serão calculadas sobre o


valor da causa.
b) relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 1% observado o mínimo legal e
serão calculadas sobre o valor arbitrado pelo juiz.
c) relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% e serão calculadas sobre o
valor estimado da condenação da ação.
d) relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% observado o mínimo legal e
serão calculadas sobre o valor da causa.
e) haverá isenção do pagamento em razão da não apreciação do mérito da ação.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. Na hipótese, percebe-se que houve a extinção do
processo sem resolução do mérito, uma vez que o Juiz determinou a emenda da petição inicial,
conforme art. 321 do CPC/15 e não houve o atendimento da determinação. Havendo
arquivamento do feito, o reclamante será condenado ao pagamento das custas processuais,
que incidirão a base de 2% sobre o valor da causa, em conformidade com a letra “D” da
questão da FCC. Transcreve-se o art. 789, II, da CLT:

“quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou


julgado totalmente improcedente o pedido, sobre o valor da causa”.

Como as demais assertivas tratam do mesmo tema, não precisam ser analisadas em
separado.

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86.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Conforme determinações contidas na Consolidação das Leis do Trabalho, quanto ao processo


judiciário do trabalho é INCORRETO afirmar:

a) Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão


sempre sujeitos à conciliação.
b) Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual
do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas processuais do trabalho
contidas na CLT.
c) Os municípios e respectivas autarquias e fundações públicas que não explorem atividade
econômica não estão isentos do pagamento de custas caso sejam vencidos na demanda
trabalhista.
d) Nos dissídios individuais e nas ações e procedimentos de competência da Justiça do
Trabalho, as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por
cento), observado o mínimo de R$ 10,64 e serão calculadas quando houver acordo ou
condenação, sobre o respectivo valor.
e) As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão, sendo que no
caso de recurso, as custas serão pagas e será comprovado o recolhimento dentro do prazo
recursal.
COMENTÁRIOS:
A alternativa INCORRETA É A LETRA “C”. A afirmação contida na letra “C” está em
desconformidade com o art. 790-A da CLT, que trata da isenção do pagamento de custas,
conforme transcrição abaixo:

“Art. 790-A. São isentos do pagamento de custas, além dos


beneficiários de justiça gratuita: (Incluído pela Lei nº 10.537, de
27.8.2002)I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e
respectivas autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou
municipais que não explorem atividade econômica; (Incluído pela Lei
nº 10.537, de 27.8.2002)II – o Ministério Público do
Trabalho. (Incluído pela Lei nº 10.537, de 27.8.2002)Parágrafo único.
A isenção prevista neste artigo não alcança as entidades
fiscalizadoras do exercício profissional, nem exime as pessoas
jurídicas referidas no inciso I da obrigação de reembolsar as despesas
judiciais realizadas pela parte vencedora”.

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Letra “A”: correta, pois a conciliação está presente nos dissídios individuais (art. 846 e 850 da
CLT), bem como nos dissídios coletivos (Art. 860 da CLT).
Letra “B”: correta, em total conformidade com o art. 769 da CLT.
Letra “D”: correta, pois de acordo com o art. 789, caput e inciso I, da CLT. Lembrando que
esse artigo foi alterado com a reforma trabalhista, e passou a prever um valor máximo para o
pagamento de custas, equivalente a quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime
Geral de Previdência Social.
Letra “E”: correta, de acordo com o art. 789, §1º, da CLT.

87.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Com relação às custas no processo trabalhista, é INCORRETO afirmar:

a) São isentos do pagamento de custas, a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios


e respectivas autarquias e as fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não
explorem atividade econômica.
b) No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo
recursal.
c) Não sendo líquida a condenação, o juízo arbitrar-lhe-á o valor e fixará o montante das
custas processuais.
d) Sempre que houver acordo, se de outra forma não for convencionado, o pagamento das
custas caberá em partes iguais aos litigantes.
e) Nos dissídios coletivos do trabalho, as custas relativas ao processo de conhecimento
incidirão à base de 1% e serão calculadas, quando houver acordo ou condenação, sobre o
respectivo valor.
COMENTÁRIOS:
A alternativa INCORRETA É A LETRA “E”. A assertiva, bem simples, possui um erro fácil de
ser detectado: as custas incidem em 2% sobre o valor do acordo ou condenação e não 1%,
conforme dito. Já foi afirmado em outra questão que o art. 789 da CLT é um dos mais
importantes para as provas de direito processual do trabalho. Vejamos a sua transcrição:

“Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas


ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem
como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no
exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de
conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o

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mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e serão


calculadas: (Redação dada pela Lei nº 10.537, de 27.8.2002) I –
quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo valor”.

As demais assertivas estão corretas. Vejamos:


Letra “A”: a isenção está prevista no art. 790-A, I, da CLT.
Letra “B”: a informação está adequada, conforme art. 789, §1º, da CLT.
Letra “C”: perfeito, de acordo com o art. §2º, do art. 789, da CLT.
Letra “D”: de acordo com §3º, do art. 789, da CLT.

88.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 /
Direito Processual do Trabalho / Execução; Custas e emolumentos; )

De acordo com o entendimento adotado pelo TST, é correto afirmar:

a) Os débitos trabalhistas das entidades submetidas aos regimes de intervenção ou liquidação


extrajudicial estão sujeitos a correção monetária desde o respectivo vencimento até seu
efetivo pagamento, sem interrupção ou suspensão, incidindo, ainda, sobre tais débitos, juros
de mora.
b) Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação, desde que constantes do
pedido inicial ou da condenação.
c) Os juros de mora incidem sobre a importância da condenação não corrigida
monetariamente.
d) É devida a incidência de juros de mora em relação aos débitos trabalhistas de empresa em
liquidação extrajudicial sucedida nos moldes dos arts. 10 e 448 da CLT. O sucessor responde
pela obrigação do sucedido, não se beneficiando de qualquer privilégio a este destinado.
e) A Fazenda Pública, quando condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas
devidas pela empregadora principal, beneficia-se da limitação dos juros, prevista em lei.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A informação contida em “D” reflete o entendimento
do TST na OJ nº 408, da SDI-1, do TST, abaixo transcrita:

“É devida a incidência de juros de mora em relação aos débitos


trabalhistas de empresa em liquidação extrajudicial sucedida nos
moldes dos arts. 10 e 448 da CLT. O sucessor responde pela obrigação
do sucedido, não se beneficiando de qualquer privilégio a este
destinado”.

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Como houve sucessão, não há razão para a concessão de qualquer benefício ao sucessor, já
que este passa a ser o responsável por todos os débitos da sucedida, aplicando-se as regras
ordinárias em relação à incidência de juros e correção monetária. As demais assertivas estão
erradas.

Letra “A”: errada, pois a Súmula nº 304 do TST diz não incidirem os juros de mora.
Letra “B”: errada, pois a Súmula nº 211 do TST diz que, mesmo que ausentes no pedido, os
juros de mora e a atualização monetária podem ser incluídas na liquidação.
Letra “C”: errada, pois a Súmula nº 200 do TST diz que os juros incidem sobre a quantia
atualizada monetariamente.
Letra “E”: errada, pois conforme OJ nº 382, da SDI-1, do TST não há tal benefício, já que foi
condenada apenas subsidiariamente.

89.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

No que tange às custas no processo do trabalho, é correto afirmar:


a) No processo de execução as custas devidas são de responsabilidade do executado, devendo
ser pagas ao final.
b) No caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, o
valor das custas será fixado pelo juiz.
c) Nas ações plúrimas as custas devem ser calculadas individualmente, considerando o valor
da condenação em relação a cada um dos reclamantes.
d) Ocorre deserção de recurso de massa falida ou de empresa em liquidação extrajudicial por
falta de pagamento de custas e depósito recursal.
e) Tendo em vista que o ajuizamento de dissídio coletivo depende de comum acordo entre as
partes, as custas incidentes na ação, que serão calculadas sobre o valor arbitrado na decisão,
ou pelo Presidente do Tribunal, serão suportadas, em proporção igual, pelas mesmas.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. No processo de execução, as custas são pagas tão
somente pelo executado, isto é, ele é o único responsável pelo pagamento da quantia,
conforme art. 789-A da CLT, com a seguinte redação:

“No processo de execução são devidas custas, sempre de


responsabilidade do executado e pagas ao final, de conformidade com
a seguinte tabela: ”

As outras assertivas trazem informações inadequadas, conforme análise realizada abaixo:

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Letra “B”: errada, pois o art. 789, III, da CLT diz que as custas são de 2% sobre o valor da
causa.
Letra “C”: errada, pois a Súmula nº 36 do TST diz que as custas são calculadas sobre o valor
total.
Letra “D”: errada, pois o art. 899, §10, da CLT passou a estender a isenção do depósito
recursal, também à empresas em recuperação judicial. A súmula nº 86 do TST já previa esse
benefício à massa falida.
Letra “E”: errada, pois a responsabilidade será solidária e não em proporções iguais (meio a
meio), conforme §4º, do art. 789, da CLT.

90.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Fernanda ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa "Amiga" que foi julgada
parcialmente procedente. Neste caso, em regra, as custas processuais caberão à

a) empresa Amiga e a Fernanda, em 0,5% para cada uma.


b) empresa Amiga e a Fernanda, em 1% para cada uma.
c) empresa Amiga, no importe de 2% sobre o valor da condenação.
d) empresa Amiga, no importe de 1% sobre o valor da condenação.
e) Fernanda no importe de 1% sobre o valor da condenação.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. Pouco importa se a condenação decorre da
procedência ou parcial procedência dos pedidos. Se houve condenação, as custas incidirão
em 2% sobre o valor da condenação. Na hipótese da questão, houve condenação da
empresa Amiga, devendo essa ser condenada em 2% sobre o valor da condenação, conforme
art. 789, I da CLT:

“Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas


ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem
como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no
exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de
conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o
mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o
máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime
Geral de Previdência Social, e serão calculadas: I – quando houver
acordo ou condenação, sobre o respectivo valor”

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As demais assertivas não precisam ser analisadas, pois tratam do mesmo assunto.

91.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Determinada reclamação trabalhista foi julgada parcialmente procedente e a empresa Leão


condenada ao pagamento de R$ 400.000,00 ao reclamante. Neste caso, com relação às custas
processuais, em regra, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, a empresa
reclamada

a) deverá efetuar o recolhimento de R$ 4.000,00 dentro do prazo recursal a título de custas.


b) não está obrigada a recolher qualquer valor a título de custas, tendo em vista que estas são
pagas pelo vencido após o trânsito em julgado da condenação.
c) não está obrigada a recolher qualquer valor a título de custas, tendo em vista que estas são
pagas pelo reclamante no momento da propositura da ação.
d) não está obrigada a recolher qualquer valor a título de custas, tendo em vista que a
reclamação trabalhista foi julgada parcialmente procedente.
e) deverá efetuar o recolhimento de R$ 8.000,00 dentro do prazo recursal a título de custas.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A questão trata novamente do art. 789 da CLT, que
diz que a parte condenada pagará 2% do valor da condenação, a título de custas. A “maior
dificuldade” que poderia ser encontrada aqui é a realização da conta para se chegar ao valor
de 2% sobre R$400.000,00 (quatrocentos mil). O valor das custas é R$8.000,00 (2% de
R$400.000,00), sendo que o §1º, do artigo 789, da CLT diz que o valor deve ser pago após o
trânsito em julgado, ou no prazo recursal, caso a parte venha a recorrer. Vejamos:

“As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da


decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o
recolhimento dentro do prazo recursal”.

Essa é a ideia trazida pela letra “E”, razão pela qual está adequada. Vejamos as demais
assertivas:
Letra “A”: errada, pois fala em R$4.000,00, sendo que o correto é R$8.000,00.
Letra “B”: errada, pois a empresa reclamada foi condenada e, por isso, deve arcar com as
custas processuais.
Letra “C”: errada, pois não há pagamento, pelo reclamante, de custas prévias.
Letra “D”: errada, pois se houve julgamento de parcial procedência, é porque foi imposta
condenação, incidindo, portanto, custas processuais.

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92.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )
Manoela, alta executiva, ajuizou reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. A
mencionada reclamação foi julgada totalmente improcedente. Neste caso, com relação ao
processo de conhecimento, em regra,

a) as custas processuais incidiram na base de 0,5% sobre o valor total dos pedidos, deduzidas
as parcelas que não possuam natureza trabalhista direta.
b) as custas processuais incidiram na base de 1% sobre o valor da causa e serão devidas por
Manoela.
c) as custas processuais incidiram na base de 2% sobre o valor da causa e serão devidas por
Manoela.
d) não haverá condenação ao pagamento de custas tendo em vista que a ação foi julgada
improcedente.
e) as custas processuais incidiram na base de 1% sobre o valor total dos pedidos, deduzidas
as parcelas que não possuam natureza trabalhista direta.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. Na situação posta pela FCC, as custas são devidas
pela reclamante, pois houve julgamento de improcedência, isto é, todos os pedidos
formulados pela reclamante foram negados. Assim, diante da improcedência, Manoela
(reclamante) arcará com o pagamento das custas processuais, no importe de 2% sobre o valor
da causa, conforme art. 789, II, da CLT, abaixo transcrito:

“Art. 789. Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do


trabalho, nas ações e procedimentos de competência da Justiça do
Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça
Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao
processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento),
observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro
centavos) e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios
do Regime Geral de Previdência Social, e serão calculadas: II –
quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou
julgado totalmente improcedente o pedido, sobre o valor da causa”.

As demais assertivas são facilmente descartadas, pois afirmam que não haverá condenação ao
pagamento de custas ou trazem o percentual errado (0,5%, 1%). Assim, não há
necessidade de análise individualizada das assertivas.

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93.( Prova: FCC – 2011 – TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Para a Consolidação das Leis do Trabalho, NÃO há isenção do pagamento de custas para

a) o sindicato dos empregados.


b) os Municípios.
c) as fundações públicas federais que não explorem atividade econômica.
d) as fundações públicas municipais que não explorem atividade econômica.
e) o Ministério Público do Trabalho.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A isenção em relação ao pagamento das custas
processuais está regulamentada no art. 790-A da CLT, muitas vezes cobrado em concursos da
FCC. Transcreve-se primeiro o dispositivo legal para análise posterior da questão:

“Art. 790-A. São isentos do pagamento de custas, além dos


beneficiários de justiça gratuita:
I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e respectivas
autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que
não explorem atividade econômica;
II – o Ministério Público do Trabalho.
Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo não alcança as
entidades fiscalizadoras do exercício profissional, nem exime as
pessoas jurídicas referidas no inciso I da obrigação de reembolsar as
despesas judiciais realizadas pela parte vencedora”.

Lendo a questão novamente e o dispositivo legal, percebemos que os sindicatos não estão
incluídos dentre aqueles que possuem isenção do pagamento das custas. Assim, os sindicatos
devem pagá-las conforme art. 789 da CLT. Como se busca o ente que não possui isenção,
chega-se facilmente à assertiva “A”.

94.(Prova: FCC - 2010 - TRT - 12ª Região (SC) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Na reclamação trabalhista X, é parte reclamada a Ordem dos Advogados do Brasil Santa


Catarina OAB/SC; na reclamação trabalhista W, é parte reclamante o Ministério Público do
Trabalho; na Reclamação Trabalhista Y, é parte reclamada o Conselho Regional de Medicina de

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Santa Catarina CREMESC; e na Reclamação Trabalhista Z, é parte reclamada o Sindicado dos


Empregados na Indústria Alpha. Estão isentos do pagamento de custas as entidades
relacionadas

a) em todas as reclamações trabalhistas.


b) nas reclamações trabalhistas X e W.
c) nas reclamações trabalhistas X, W e Y.
d) somente na reclamação trabalhista W.
e) nas reclamações trabalhistas W, Y e Z.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. Outra questão que trata da isenção ao pagamento de
custas processuais, facilmente respondida com base em um único dispositivo legal, que é o
art. 790-A da CLT. Nas reclamações trabalhistas acima listadas, apenas na reclamação
trabalhista W, em que é parte reclamante o Ministério Público do Trabalho, é que
teremos isenção para esse ente. Nas demais, temos Conselhos de Fiscalização da atividade
profissional e sindicato, que não estão incluídos nas isenções legais.

95.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Maria ajuizou reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora, a empresa JARDIM,


pleiteando diversas verbas trabalhistas. Em audiência, as partes se compuseram
amigavelmente e a empresa pagou à Maria a quantia de R$ 8.000,00, tendo o acordo sido
homologado em audiência. Considerando que o valor da causa é R$ 20.000,00, segundo a
Consolidação das Leis do Trabalho, as custas processuais serão de

a) R$ 160,00.
b) R$ 80,00.
c) R$ 400,00.
d) R$ 200,00.
e) R$ 100,00.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “A”. A questão trouxe dois valores:
a. Acordo: R$8.000,00;
b. Valor da causa: R$20.000,00;
Na hipótese da questão, o valor a ser levado em consideração para fins de pagamento de
custas processuais, será o do acordo, conforme art. 789, I, da CLT. Na hipótese, 2% de
R$8.000,00 é R$160,00 (cento e sessenta reais), valor corretamente exposto na letra “A”,

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única correta. Não há necessidade, para a questão, do conhecimento do §3º do mesmo artigo,
mas transcreve-se para conhecimento:

“Sempre que houver acordo, se de outra forma não for


convencionado, o pagamento das custas caberá em partes iguais aos
litigantes”.

96.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Área
Judiciária - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Custas e
emolumentos; )

É isento de custas, além dos beneficiários de Justiça gratuita,

a) a Ordem dos Advogados do Brasil.


b) o Sindicato Profissional.
c) a Fundação Pública Estadual que explora atividade econômica.
d) o Ministério Público do Trabalho.
e) o Conselho Federal de Medicina.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “D”. A questão sobre isenção de custas processuais, como
já visto em outros comentários, é bastante cobrada pela FCC, mas sempre respondida de
forma simples, com base no art. 790-A da CLT, que será novamente transcrito, já que tão
importante:

“São isentos do pagamento de custas, além dos beneficiários de


justiça gratuita: I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os
Municípios e respectivas autarquias e fundações públicas federais,
estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica; II –
o Ministério Público do Trabalho. Parágrafo único. A isenção prevista
neste artigo não alcança as entidades fiscalizadoras do exercício
profissional, nem exime as pessoas jurídicas referidas no inciso I da
obrigação de reembolsar as despesas judiciais realizadas pela parte
vencedora”.

Analisando as assertivas, vislumbra-se que o único ente que está dispensado do pagamento de
custas processuais é o Ministério Público do Trabalho, que consta na assertiva “D”, única
correta. Todos os demais, sindicatos, órgãos de fiscalização de atividades profissionais e
fundação que explora atividade econômica, pagam as custas conforme art. 789 da CLT.

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97.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Na Justiça do Trabalho as custas serão pagas pelo

a) reclamante quando da propositura da Reclamação Trabalhista.


b) vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas
dentro do prazo recursal.
c) reclamante, cinco dias após a audiência inicial ou UNA, caso não haja acordo entre as
partes.
d) reclamado quando da apresentação da Contestação.
e) vencido, em até cinco dias após a prolação da sentença pelo juiz de primeiro grau.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. A questão é facilmente respondida com base no §1º,
da art. 789, da CLT, tantas vezes encontrado nas questões da FCC. Transcreve-se para
conhecimento:

“As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da


decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o
recolhimento dentro do prazo recursal”.

Se não houver recurso, o processo atingirá o seu trânsito em julgado e, após esse, a parte
pagará as custas processuais. Se houver acordo, as custas serão pagas no prazo do recurso,
sob pena de deserção (não recebimento do recurso por falta de preparo).

98.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Nas ações plúrimas, as custas incidem sobre

a) um valor fixo previamente estipulado pelo Tribunal Superior do Trabalho.


b) um valor fixo previamente estipulado pelo Supremo Tribunal Federal.
c) o valor da causa previamente estipulado na proporção de cada parte.
d) um valor fixo previamente estipulado pelo Tribunal Regional competente.
e) o respectivo valor global.
COMENTÁRIOS:

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A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A questão foi pensada com base em uma súmula
bem antiga do TST, de nº 36, que diz:

“Nas ações plúrimas, as custas incidem sobre o respectivo valor


global”.

Apenas a letra “E” trata da redação da Súmula nº 36 do TST. Assim, se “1”, “2”, “3” e “4”,
ajuizarem ação em litisconsórcio ativo, formulando cada um, pedido de R$10.000,00, o valor
global da causa será R$40.000,00, sendo que esse valor será considerado para fins de custas
processuais. Se houver a improcedência dos pedidos, os autores serão condenados ao
pagamento de 2% sobre R$40.000,00.

99.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Eduardo ajuizou reclamação trabalhista em face de sua empregadora, a empresa ED. Em


audiência as partes celebraram acordo conforme a CLT, se não for convencionado de outra
forma, o pagamento das custas caberá

a) ao Estado, da qual é isento.


b) à empresa ED.
c) ao Eduardo.
d) à empresa ED na proporção de 75% e ao Eduardo na proporção de 25%.
e) em partes iguais ao Eduardo e à empresa ED.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. A realização de acordo é bem comum na Justiça do
Trabalho. Se as partes formulam e é homologado um acordo de R$10.000,00, as custas de 2%
incidirão sobre aquele valor, ou seja, serão de R$200,00. Mas quem pagará esse valor? Como
não há sucumbência (perda) de nenhuma das partes, o valor será repartido em partes
iguais, pagando reclamante e reclamada a quantia de R$100,00. Mas pode ser que haja
convenção em sentido contrário, ou seja, no acordo podem as partes pactuarem algo
diferente, como o pagamento integral pelo reclamado, o que é comum também. Essa
previsão encontra-se no §3º, do art. 789, da CLT, que será transcrito a seguir:

“Sempre que houver acordo, se de outra forma não for


convencionado, o pagamento das custas caberá em partes iguais aos
litigantes”.

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A questão quer saber o que ocorre se não houver convenção diferente. A resposta é
simples: cada parte pagará metade, conforme dito na letra “E”, única correta na questão.

100. ( Prova: FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal - Prova tipo


3 / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Considere as seguintes assertivas a respeito das custas processuais:

I. As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de
recurso, serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo peremptório de cinco dias
após a publicação do respectivo acórdão.
II. A parte vencedora na primeira instância, se vencida na segunda, está obrigada,
independentemente de intimação, a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais
ficará isenta a parte então vencida.
III. As autarquias municipais e as fundações públicas municipais que não explorem atividade
econômica não são isentas do pagamento de custas.
IV. Nos dissídios individuais as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base
de 2% e serão calculadas, quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo valor.

Está correto o que se afirma SOMENTE em


a) II, III e IV.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) I, II e IV.

COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “C”. Apenas as assertivas II e IV estão corretas, conforme
análise abaixo realizada:

I. Errada, pois o §1º, do art. 789, da CLT diz que, na hipótese de recurso, as custas serão
pagas e comprovado o pagamento no prazo recursal.
II. Correta, pois em conformidade com a Súmula nº 25 do TST.
III. Errada, pois estão isentas de custas, conforme art. 790-A da CLT.
V. Correta, pois em conformidade com o art. 789, I, da CLT. Lembrando que esse artigo
foi alterado com a reforma trabalhista, e passou a prever um valor máximo para o
pagamento de custas, equivalente a quatro vezes o limite máximo dos benefícios do
Regime Geral de Previdência Social.

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101. ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Marta, empregada da empresa X, ajuizou reclamação trabalhista tendo em vista a sua


demissão sem justa causa. A mencionada demanda foi julgada totalmente improcedente em
primeiro grau. Marta pretende ingressar com recurso ordinário. Considerando que Marta
ocupava cargo de direção, bem como que o valor da causa fornecido na reclamação trabalhista
foi de R$ 100.000,00, para interpor tal recurso ela
a) terá que efetuar o recolhimento das custas judiciais no importe de R$ 1.000,00.
b) terá que efetuar o recolhimento das custas judiciais no importe de R$ 2.000,00.
c) terá que efetuar o recolhimento das custas judiciais no importe de R$ 500,00.
d) está desobrigada a efetuar o pagamento das custas judiciais, tendo em vista que a
reclamação trabalhista foi julgada totalmente improcedente.
e) está desobrigada a efetuar o pagamento das custas judiciais, tendo em vista que exercia na
empresa cargo de direção.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “B”. Vocês já sabem, pois já comentamos diversas outras
questões sobre o mesmo tema, que as custas incidem em 2% sobre o valor da causa, na
hipótese de extinção sem resolução do mérito ou improcedência dos pedidos, conforme art.
789, II, da CLT. Se o valor da causa era R$100.000,00, as custas serão de R$2.000,00,
devendo ser recolhidas pela reclamante para que seu recurso seja recebido pelo Poder
Judiciário, conforme art. 789, §1º, da CLT, que será transcrito uma vez mais:

“As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da


decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o
recolhimento dentro do prazo recursal”.

As outras assertivas são facilmente desconsideradas, pois trazem valores equivocados de


custas ou afirmam que a parte está desobrigada de recolher as custas processuais.

102. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2009 - TRT - 3ª Região (MG) - Analista
Judiciário - Área Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e
Procuradores; Custas e emolumentos; )

O regramento da gratuidade judiciária vigente no processo do trabalho, segundo prevê a


Consolidação das Leis do Trabalho, decorre da

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a) comprovação da falta de suficiência econômica, mediante atestado emitido por entidade


pública.
b) prova da condição de desempregado, pelo prazo mínimo de 90 dias.
c) demonstração de que não há ninguém, no domicílio do interessado, com renda igual ou
superior a dois salários mínimos.
d) percepção de até dois salários mínimos, assistência do sindicato e apresentação do atestado
de pobreza.
e) da comprovação daqueles que perceberem salário igual ou inferior a 40% (quarenta por
cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, ou que
comprovarem insuficiência de recursos para o pagamento das custas do processo.
COMENTÁRIOS:
A alternativa CORRETA É A LETRA “E”. Em recente mudança de entendimento, o artigo 790,
§3º e §4º passaram a prever a necessidade de comprovação (seja de salário igual ou inferior a
40% ou de insuficiência de recursos para o pagamento das custas do processo) para a
concessão da justiça, não havendo que se falar mais em “mera declaração”. Essa é a ideia do
art. 790, §3º e §4º, da CLT, que será abaixo transcrito:

“§ 3o É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos


tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento
ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a
traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou
inferior a 40% (quarenta por cento) do limite máximo dos benefícios
do Regime Geral de Previdência Social.
§ 4o O benefício da justiça gratuita será concedido à parte que
comprovar insuficiência de recursos para o pagamento das custas do
processo.”

Vejam que são duas situações:


a. O empregado que recebe até dois salários mínimos;
b. O empregado que declarar não estar em condições de pagar as custas processuais sem
prejuízo do sustento próprio ou de sua família.
Basta uma das situações para que a justiça gratuita seja deferida. É o que encontramos na
letra “E”. Pela análise realizada, estão descartadas todas as demais assertivas, que
tratam de desemprego, comprovação de outros fatos, documentos provenientes de órgãos
públicos, dentre outros.

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RELAÇÃO DAS QUESTÕES ESTUDADAS NA AULA

1. (QUESTÃO ADAPTADA) Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE)
Prova: Analista Judiciário – Oficial de Justiça

Em audiência realizada em reclamação trabalhista o micro empresário Péricles enviou como


preposto o contador autônomo que não presenciou os fatos que foram objeto do litígio. O
advogado do reclamante requereu a aplicação de confissão da reclamada. Nessa situação,
conforme entendimento legal e sumulado do Tribunal Superior do Trabalho,

(A) a confissão deve ser acolhida porque o preposto, apesar de não ter a obrigação de
presenciar os fatos, deve ser gerente ou empregado da empresa reclamada.
(B) a impugnação deve ser acolhida, porque o preposto necessariamente deve ter
testemunhado os fatos que foram objeto do litígio.
(C) a confissão não deve ser acolhida porque se exige do preposto apenas o conhecimento dos
fatos e não os ter presenciado, e ele não precisa ser empregado.
(D) a lei processual trabalhista é omissa quanto ao preposto ter ou não testemunhado os
fatos, cabendo ao juiz adiar a audiência para que a empresa traga como representante para
depoimento outra pessoa que tenha presenciado os fatos.
(E) a confissão não deve ser acolhida em razão do contraditório, devendo o juiz adiar a
audiência para que o micro empresário Péricles, que tem conhecimento dos fatos, compareça
pessoalmente na audiência.

2. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE) Prova: Técnico Judiciário
- Área Administrativa

O reclamante Perseu e seu advogado compareceram na audiência designada em reclamação


trabalhista para às 13h00min. Naquele dia, o juiz iniciou a pauta de audiências pontualmente,
mas, em razão da complexidade das audiências anteriores, a audiência de Perseu somente foi
apregoada às 13h20min. Adentraram à sala de audiência a reclamada e o advogado do
reclamante, informando ao Juiz que seu cliente Perseu já tinha ido embora, em razão do
atraso no pregão. Nessa situação,

(A) será decretada a revelia na própria audiência, porque o atraso não foi superior a 30
minutos e o reclamante deveria ter esperado.
(B) independente do tempo do atraso não haverá consequência processual ao reclamante
porque o seu advogado estava presente e o representará, sendo realizada normalmente a
audiência.

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(C) a audiência não deve ser adiada e o processo será arquivado diante da ausência do
reclamante.
(D) o juiz deverá designar outra audiência porque seu atraso foi superior a 15 minutos, saindo
intimados sobre a data da nova audiência a reclamada e o reclamante, este por seu advogado
presente.
(E) se o atraso fosse superior a 30 minutos a audiência deveria ser adiada, mas como foi de
apenas 20 minutos o processo deverá ser arquivado.

3. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE) Prova: Técnico Judiciário
- Área Administrativa

Na reclamatória movida por Hércules em face da empresa Delírios Artísticos e Produções


Culturais, o Juiz designou audiência trabalhista UNA para sexta-feira às 18h30min, intimando
as partes para o comparecimento, sob as penalidades legais cabíveis em caso de ausência.
Conforme previsão contida na Consolidação das Leis do Trabalho, o horário para realização do
referido ato processual e o tempo máximo de duração será, respectivamente, das

(A) 8 às 20 horas, com cinco horas seguidas, exceto quando houver matéria urgente.
(B) 8 às 18 horas, com cinco horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.
(C) 6 às 18 horas, com três horas seguidas, mesmo quando houver matéria urgente.
(D) 9 às 18 horas, com três horas seguidas, independente da urgência da matéria.
(E) 11 às 19 horas, com duas horas seguidas, ainda quando houver matéria urgente.

4. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE) Prova: Analista Judiciário
- Área Judiciária

Zeus ajuizou reclamação trabalhista em face de seu empregador que tramita pelo rito
sumaríssimo, convidando verbalmente as suas testemunhas. Ocorre que, na audiência
designada, as testemunhas não compareceram e não houve nenhuma comprovação sobre o
convite feito às mesmas. No caso,

(A) as testemunhas deverão ser intimadas em razão do princípio da busca da verdade real,
impondo-se o adiamento da audiência.
(B) a audiência prosseguirá porque somente será deferida intimação de testemunha que,
comprovadamente convidada, deixar de comparecer.
(C) a audiência será adiada para outra data e as testemunhas deverão comparecer
espontaneamente, sob pena de pagamento de multa, além da preclusão da prova.

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(D) no rito sumaríssimo não cabe condução coercitiva de testemunhas ou adiamento de


audiência por tal motivo, mas para garantir a paridade de tratamento, deverá o juiz encerrar a
instrução processual sem ouvir testemunhas da reclamada.
(E) as testemunhas deverão ser conduzidas coercitivamente uma vez que não se pode tolerar
o descumprimento do dever cívico de colaboração com a Justiça.

5. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário - Área Judiciária

Conforme legislação própria quanto às audiências no Processo Judiciário Trabalhista,

a) o juiz manterá a ordem nas audiências, mas não poderá mandar retirar do recinto os
assistentes que a perturbarem em razão do caráter de publicidade que reveste esse ato
processual, devendo no caso, adiar a sessão.
b) é facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que
tenha conhecimento do fato, mas cujas declarações, nesse caso, não obrigarão o proponente.
c) serão públicas e realizadas nos dias úteis das seis às vinte horas.
d) se, até quinze minutos após a hora marcada, o juiz não houver comparecido, os presentes
poderão retirar-se, devendo o ocorrido constar de registro próprio.
e) não poderão ultrapassar três horas seguidas, ainda que houver matéria urgente.

6. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário - Área Judiciária

O trabalhador Hércules convidou uma testemunha para depor em audiência UNA designada na
reclamação trabalhista movida em face da empresa Vênus de Millus S/A. No saguão do fórum,
após o pregão das partes, o reclamante resolveu não ingressar na sala de audiências da Vara
do Trabalho porque a sua testemunha não compareceu e a reclamada tinha trazido três
testemunhas. O representante da reclamada, ao verificar que Hércules se evadiu do local,
também não ingressou na sala de audiências. Nesse caso, o Juiz

a) não deverá arquivar nem aplicar a revelia visto que ausentes ambas as partes, julgando o
processo no estado em que se encontra.
b) deverá redesignar a audiência intimando ambas as partes para comparecimento, sob pena
de condução coercitiva e pagamento de multa.
c) deverá marcar nova audiência para que o trabalhador possa trazer suas testemunhas em
razão do devido processo legal.
d) deverá aplicar a revelia e consequente pena de confissão à reclamada ausente.
e) deverá arquivar a ação diante da ausência injustificada do reclamante.

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7. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Analista
Judiciário

O Princípio da oralidade é de suma importância no processo do trabalho, daí por que as


audiências são o ponto forte do procedimento de uma reclamatória trabalhista em primeiro
grau de jurisdição. Sobre audiências é correto afirmar:

a) O não comparecimento do reclamante em Audiência Inicial ou Una importa em revelia, além


da confissão quanto à matéria fática.
b) Serão públicas como regra e realizadas em dias úteis previamente fixados, entre oito e
dezoito horas, não podendo ultrapassar cinco horas seguidas, salvo quando houver matéria
urgente.
c) Caso o juiz não houver comparecido em até dez minutos após a hora marcada para a
audiência, os presentes poderão retirar-se, devendo o ocorrido constar do livro de registro das
audiências.
d) O não comparecimento do reclamado em Audiência Inicial ou Una importará em remarcação
da mesma por uma única vez, para garantir a ampla defesa e o contraditório, arcando a parte
ausente com multa fixada pelo juiz.
e) Terminada a apresentação da defesa do reclamado em audiência o juiz deverá suspender a
sessão e marcar nova audiência para que o reclamante possa apresentar sua réplica e indicar
as provas que pretende produzir, sob pena de nulidade processual.

8. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de São Luiz – MA Prova: Procurador
Municipal

Camilo, metalúrgico, ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Q. Na audiência de


instrução e julgamento, Camilo, hospitalizado, enviou, para o representar, Carlos, metalúrgico,
que também trabalha na empresa Q, sem comunicar com antecedência à Justiça do Trabalho.
Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho,

a) Camilo fez correto e não terá nenhum prejuízo.


b) o processo será arquivado pela ausência de Camilo, podendo ele ajuizar outra reclamação
trabalhista após 6 meses do arquivamento.
c) o processo será arquivado uma vez que não foi comunicada a referida representação com a
antecedência mínima de 48 horas.
d) o processo será arquivado pela ausência de Camilo, podendo ele ajuizar imediatamente
outra reclamação trabalhista.

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e) o processo será arquivado, uma vez que não foi comunicada a referida representação com a
antecedência mínima de 24 horas.

9. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de Campinas – SP Prova: Procurador

Hermes ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Olympikus Serviços Gráficos S/A
postulando o pagamento de salários em atraso e 13° salário. Na primeira audiência UNA, a
reclamada compareceu com seu advogado e o reclamante não compareceu por motivo de
doença, mas fez-se representar por colega de trabalho da mesma profissão, acompanhado de
advogado. Não havendo nenhuma proposta de conciliação, o Juiz recebeu a contestação da
reclamada e designou uma audiência de instrução, ficando a reclamada intimada para
comparecimento na audiência em prosseguimento para depor, sob a pena cominada em lei e o
reclamante intimado pessoalmente por via postal com a mesma cominação. Na audiência de
instrução, a reclamada compareceu com seu advogado, mas o reclamante não compareceu e
seu advogado presente não apresentou nenhuma justificativa para a sua ausência. Nessa
situação, conforme dispositivos processuais contidos na Consolidação das Leis do Trabalho e
entendimento sumulado pelo Tribunal Superior do Trabalho, o Juiz

a) não poderia arquivar o processo na primeira audiência e deveria aplicar a pena de confissão
quanto à matéria de fato ao reclamante ausente na segunda audiência, visto que,
expressamente intimado com aquela cominação, não compareceu à audiência de
prosseguimento, na qual deveria depor.
b) deveria ter arquivado o processo já na primeira audiência em face da ausência do
reclamante.
c) não poderia ter recebido a contestação da reclamada por irregularidade de representação do
reclamante.
d) poderia receber a contestação e designar audiência de instrução, mas constatada a ausência
do reclamante na segunda audiência deveria arquivar o processo, aplicando multa por
litigância de má-fé ao reclamante.
e) deveria ter adiado a primeira audiência aplicando multa para o reclamante ausente, mas
não poderia receber a contestação da reclamada e designar audiência de instrução.

10.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

Em se tratando de dissídio individual, a norma processual trabalhista prevê, como regra, a


realização de audiência UNA, ou seja, em um determinado ato processual será realizada a
tentativa de conciliação, a instrução processual e o julgamento. Nesse sentido,

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a) terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, sendo ouvidas as testemunhas, os


peritos e os técnicos, se houver, e após será efetuado o interrogatório dos litigantes.
b) caso o reclamante não compareça na audiência inaugural, mesmo presente seu advogado,
deverá necessariamente ser adiada a sessão.
c) é facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que
tenha conhecimento do fato, mas cujas declarações não obrigarão o proponente.
d) aberta a audiência, o Juiz proporá a conciliação, sendo que se não houver acordo, o
reclamado poderá apresentar defesa oral no tempo máximo de 10 (dez) minutos.
e) deverão estar presentes o reclamante e o reclamado na audiência de julgamento,
independentemente do comparecimento de seus representantes.

11.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

Sobre as audiências trabalhistas, com base nas normas aplicáveis, é correto afirmar:

a) A ausência injustificada do reclamante ou de seu advogado à audiência importa em revelia,


além de confissão quanto à matéria de fato.
b) O reclamante e o reclamado, deverão estar presentes pessoalmente, independentemente do
comparecimento de seus advogados, não podendo ser substituídos ou representados neste ato
processual.
c) As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz, não podendo ser reinquiridas a
requerimento das partes ou advogados.
d) O juiz, à hora marcada, declarará aberta a audiência, sendo feita pelo chefe de secretaria
ou escrivão a chamada das partes, havendo uma tolerância de até 15 minutos após a hora
marcada.
e) Estas serão públicas e realizar-se-ão em dias úteis, entre 8 e 18 horas, não podendo
ultrapassar 5 horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente.

12.( Prova: FCC - 2005 - OAB-SP - Exame de Ordem - 2 - Primeira Fase / Direito
Processual do Trabalho / Audiências; )

Na reclamação ajuizada pelo trabalhador, para a cobrança de direito irrenunciável,


correspondente a salário mínimo não pago, ausentes ambas as partes à única audiência
designada,

a) deve designar-se nova audiência, com condução coercitiva das partes.


b) o reclamado é considerado revel.

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c) o processo é arquivado.
d) encerra-se a instrução, julgando o feito no estado em que se encontra.

13.( Prova: FCC – 2013 – TRT – 1ª REGIÃO (RJ) – Analista Judiciário – Execução
de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

Hércules após quatro anos de contrato de trabalho com a empresa Alfa Beta Engenharia foi
dispensado sem receber saldo salarial e verbas da rescisão. Ajuizou reclamação trabalhista,
sendo designada audiência UNA (conciliação, instrução e julgamento) após dois meses da
distribuição da ação. Ocorre que Hércules sofreu acidente na véspera da audiência, ficando
hospitalizado e, portanto, impossibilitado de se locomover até a Vara do Trabalho. Com base
nas normas previstas em lei trabalhista, nessa situação,

a) o advogado de Hércules fará toda a sua assistência em audiência, inclusive com poderes
para depor pelo reclamante e realizar demais atos processuais.
b) o reclamante Hércules poderá fazer-se representar na audiência por outro empregado que
pertença a mesma profissão ou pelo Sindicato Profissional.
c) o processo será arquivado ante a ausência do reclamante, que poderá ajuizar novamente a
demanda quando estiver em condições plenas de saúde.
d) a lei processual trabalhista não prevê a hipótese de substituição de empregado reclamante
ausente, razão pela qual fica a critério do Juiz adiar a audiência ou arquivar o processo.
e) a esposa, companheira ou algum parente até o terceiro grau poderão representar o
trabalhador ausente com amplos poderes para inclusive prestar depoimento pelo reclamante.

14.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista


Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho /
Audiências; )

A empresa Deuses do Olimpo Produções S/A foi citada para responder reclamatória trabalhista
que tramita pelo procedimento ordinário e comparecer à audiência UNA (conciliação, instrução
e julgamento), designada trinta dias após a sua notificação. Entretanto, o representante legal
da empresa reclamada, por mero esquecimento, não compareceu à audiência designada. O
reclamante compareceu à audiência sem a presença de seu advogado. O advogado da
reclamada, presente em audiência, pretendeu apresentar defesa oral. Nessa situação, com
fundamento na lei e em jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho – TST, o
Juiz deverá

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a) arquivar a reclamatória diante da ausência de uma das partes e do advogado do


reclamante, tendo em vista que este não pode atuar pessoalmente na Justiça do Trabalho.
b) adiar a audiência para outra data possibilitando o comparecimento do advogado do
reclamante e do representante legal da reclamada.
c) permitir ao patrono da empresa a apresentação de defesa oral e adiar a audiência para que
o advogado do reclamante tome ciência da defesa e apresente réplica nos autos.

d) aceitar a contestação e os documentos eventualmente apresentados.

e) autorizar que o patrono da reclamada apresente defesa por escrito em 15 dias diretamente
no protocolo da Secretaria da Vara e adiar a audiência para nova data.

15. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Audiências; )
Em relação à audiência, considere:

I. Aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.


II. A audiência de julgamento será contínua, devendo ser concluída no mesmo dia.
III. A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em
audiência, não importa arquivamento do processo.
IV. Pessoa jurídica de direito público não se sujeita à revelia.
V. A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, ainda que
presente seu advogado munido de procuração, podendo ser ilidida a revelia mediante a
apresentação de atestado médico, que deverá declarar, expressamente, a impossibilidade de
locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da audiência.
É entendimento pacificado pelo TST, o que se afirma APENAS em
a) III e IV.
b) II, IV e V.
c) I.
d) II e III.
e) I, III e V.

16.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Partes e Procuradores; Audiências; Procedimento
ordinário e sumaríssimo; )

De acordo com o entendimento pacífico da jurisprudência do TST,

a) inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte à audiência.

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b) pessoa jurídica de direito público não sujeita-se à revelia.


c) a reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, salvo se
presente seu advogado munido de procuração específica.
d) diante da gravidade do ato, a revelia da reclamada não pode ser ilidida.
e) a revelia produz confissão na ação rescisória.

17.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2012 - TST - Analista Judiciário - Área


Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

Conforme previsão legal e jurisprudência sumulada do TST, em relação às audiências


trabalhistas é correto afirmar:

a) A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência,


importa arquivamento do processo.
b) O preposto em audiência não precisa ser necessariamente empregado do reclamado.
c) Não se aplica a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não
comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor desde que esteja presente
o seu advogado.
d) Aberta a audiência, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa oral ou
apresentá-la por escrito e, em seguida, o juiz proporá a conciliação.
e) Terminada a defesa, seguir-se-á a instrução do processo, devendo o juiz, exofficio,
interrogar os litigantes, sob pena de nulidade, sendo que findo o interrogatório não poderão os
litigantes retirar-se, até o término da instrução com a oitiva de testemunhas.

18. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Juiz do
Trabalho - Tipo 1 / Direito Processual do Trabalho / Partes e Procuradores;
Audiências; )

É INCORRETO afirmar que

a) o preposto precisa ser necessariamente empregado.


b) nas ações plúrimas, os empregados poderão fazer- se representar pelo sindicato da
categoria profissional correspondente.
c) o não comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação.
d) aberta a audiência, o juiz proporá a conciliação.
e) a vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, não
afetando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.

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19. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Juiz do Trabalho - Tipo 5 /
Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

O Processo do Trabalho apresenta como traços identificadores a oralidade, a concentração dos


atos processuais e o aspecto conciliatório. Em relação às propostas de conciliação no Processo
do Trabalho, é correto afirmar que

a) devem ser realizadas em dois momentos: após a abertura da audiência, mas antes da
apresentação da defesa; terminada a instrução processual, após as razões finais, caso as
partes queiram aduzi-las.
b) somente podem ser realizadas após a oitiva das partes e quando do encerramento da
instrução processual, antes das razões finais.
c) estão vinculadas ao valor atribuído à causa, sendo portanto obrigatórias apenas nas ações
de alçada e de rito sumaríssimo.
d) devem ser realizadas após a apresentação da defesa e renovadas após as razões finais,
caso as partes queiram aduzi-las.
e) não há obrigatoriedade na sua realização, constituindo-se assim em faculdade do Juiz na
direção do processo.

20.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )

A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência,


a) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá ajuizar nova
ação postulando verbas que não foram anteriormente postuladas.
b) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá ajuizar nova
ação postulando as mesmas verbas anteriormente postuladas.
c) importará no arquivamento da reclamação, sendo que o reclamante poderá pedir o
desarquivamento do processo e continuar com a reclamação.
d) não importa no arquivamento do processo tendo em vista que a ação já tinha sido
contestada.
e) importará no reconhecimento da revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.

21.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 19ª Região (AL) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; )
Maria ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa DEDE. João, proprietário da
empresa, cientificado da respectiva reclamação, contratou advogado na véspera da data
designada para a realização da audiência, em que será obedecido o procedimento ordinário. O

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advogado advertiu João de que teria que apresentar defesa oral em razão da proximidade da
contratação. Neste caso, de acordo com a CLT, o advogado
a) não poderá apresentar defesa oral em razão do procedimento ordinário da respectiva
reclamação trabalhista.
b) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 20 minutos para aduzir sua defesa.
c) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 10 minutos para aduzir sua defesa.
d) não poderá apresentar defesa oral por expressa disposição legal, independentemente do
procedimento adotado pela ação reclamatória.
e) poderá apresentar defesa oral e terá o prazo de 30 minutos para aduzir sua defesa.

PROVAS:

22.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE) Prova: Técnico -
Administrativo

Hercules ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Deuses da Paixão S/A,


pretendendo o pagamento de indenização por dano moral e adicional de insalubridade. O valor
da somatória dos dois pedidos não ultrapassa 40 vezes o salário mínimo na data do
ajuizamento. Para tentar provar suas alegações, o reclamante pretende ouvir cinco
testemunhas, bem como requerer a prova pericial. Nessa situação, em relação à matéria de
provas,
(A) poderá ouvir somente duas testemunhas e deve ser realizada a prova pericial.
(B) poderá ouvir três testemunhas e a prova pericial não pode ser realizada em razão do rito
processual.
(C) todas as cinco testemunhas podem ser ouvidas e deve ser realizada a prova pericial.
(D) somente poderá ouvir duas testemunhas e a prova pericial não pode ser realizada em
razão do rito processual.
(E) poderá ouvir três testemunhas desde que a reclamada também traga três testemunhas e
deve ser realizada a prova pericial.

23.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Técnico –
Administrativo

Ernesto ajuizou reclamação trabalhista em face da Empresa “T", dando à causa o valor de R$
20.000,00. Na audiência designada, o advogado de Ernesto informou que sua testemunha
Joana, convidada oralmente, não compareceu, razão pela qual requereu a designação de nova
data para realização da audiência. Neste caso, o Juiz deverá

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a) indeferir a designação de nova data para a audiência, pois Ernesto deveria ter arrolado sua
testemunha cinco dias antes da data de sua realização.
b) indeferir a designação de nova data para audiência, pois Ernesto deveria comprovar
documentalmente o convite para sua testemunha.
c) indeferir a designação de nova data para a audiência, pois Ernesto deveria ter arrolado suas
testemunhas com a petição inicial, o que não fez.
d) deferir a designação de nova audiência, pois no processo trabalhista as testemunhas
comparecerão à audiência independentemente de notificação ou intimação, podendo ser
intimadas as que não comparecerem, a requerimento da parte.
e) deferir a designação de nova audiência, pois no processo trabalhista o reclamante e o
reclamado comparecerão à audiência acompanhados de suas testemunhas, apresentando,
nesta ocasião, as demais provas, sendo facultada a redesignação de nova data, se solicitado
==e0b61==

pelas partes, ante o não comparecimento de suas testemunhas.

24.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário - Área Judiciária

Conforme normas contidas na Consolidação das Leis do Trabalho, sobre as testemunhas, nas
ações que tramitam pelos procedimentos sumaríssimo e ordinário, a quantidade máxima por
parte e a forma comum de comparecimento na audiência, são, respectivamente:

a) duas e três; ambas independentemente de intimação.


b) duas e três; independentemente de intimação e intimadas.
c) duas e cinco; independentemente de intimação e intimadas.
d) três e quatro; ambas independentemente de intimação.
e) três e seis; intimadas e independentemente de intimação.

25.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Analista
Judiciário

A Consolidação das Leis do Trabalho prevê algumas regras que diferenciam os tipos
procedimentais das ações que tramitam na Justiça do Trabalho, notadamente quanto ao
número de testemunhas que cada parte pode indicar para oitiva em audiência. Assim, para os
ritos sumaríssimo, ordinário e inquérito judicial para apuração de falta grave, o número de
testemunhas será, respectivamente,

a) três − quatro − cinco.


b) duas − três − três.

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c) três − cinco − seis.


d) duas − cinco − cinco.
e) duas − três − seis.

26.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Técnico
Judiciário - Área Administrativa

É de amplo domínio popular o consagrado ditado “não basta alegar é preciso provar". Nesse
contexto, em relação ao instituto das provas no Processo Judiciário Trabalhista, conforme
norma legal aplicável,

a) caso a testemunha não saiba falar a língua nacional o seu depoimento será feito por meio
de intérprete indicado pela parte e as despesas com tal ato serão arcadas pela União.
b) nas ações trabalhistas que tramitam pelo rito sumaríssimo cada parte poderá ouvir até 5
testemunhas.
c) o documento em cópia oferecido para prova poderá ser declarado autêntico pelo próprio
advogado, sob sua responsabilidade pessoal.
d) as testemunhas das partes somente serão ouvidas se for apresentado rol de testemunhas
em até 15 dias antes da audiência, seja qual foi o rito processual.
e) nas ações que tramitam pelo rito sumaríssimo não cabe produção de prova pericial visto
que a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de 15 dias do seu
ajuizamento.

27.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 1ª REGIÃO (RJ) Prova: Juiz do trabalho

Considerado o art. 829, da CLT, NÃO prestará compromisso como testemunha no processo do
trabalho:

a) aquele que atuou como juiz, ou perito em processo anterior da mesma matéria.
b) parentesco até o quarto grau civil.
c) o juiz que funcionou no mesmo processo em primeiro grau de jurisdição.
d) o juiz devedor de uma das partes.
e) o amigo íntimo de uma das partes.

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28.Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: MANAUSPREV Prova: Procurador Autárquico

Analise as proposituras sobre as provas no processo do trabalho.


I. O sistema de valoração da prova utilizado no processo do trabalho é o da persuasão
racional, que dá liberdade ao Juiz para apreciar livremente a prova, obrigando-o a declinar os
motivos do seu convencimento.
II. O documento oferecido como prova só será aceito se estiver no original ou em certidão
autêntica, ou se conferida a respectiva pública forma ou cópia perante o Juiz ou Tribunal.
III. Os documentos devem ser juntados aos autos em dois momentos: acompanhando a
petição inicial por ocasião do ajuizamento da ação e por ocasião da apresentação da defesa,
admitindo-se exceções relativas a documentos novos ou que se contrapõem aos que foram
produzidos nos autos ou quando se tratar de fatos supervenientes.
IV. É obrigatória a apresentação do rol de testemunhas que cada parte pretende levar em
audiência, as quais serão intimadas para depor, ficando sujeitas à condução coercitiva, sendo
no máximo cinco para cada parte no rito ordinário.
V. A testemunha que for funcionário público civil ou militar, e tiver que depor em hora de
serviço, será requisitada ao chefe da repartição para comparecer à audiência e não pode sofrer
qualquer desconto pela falta ao serviço, ocasionada pelo seu comparecimento para depor.
Está correto o que se afirma APENAS em

a) I, IV e V.
b) II, III e V.
c) I, II e IV.
d) II, III e IV.
e) I, III e V.

29.Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 6ª Região (PE) Prova: Juiz do trabalho

Quanto à prova testemunhal,

a) a testemunha que for parente até o quarto grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer
das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação
b) o depoimento das testemunhas que não souberem falar a língua nacional será feita por
meio de intérprete nomeado pelo juiz ou presidente, sendo que tais despesas correrão por
conta da parte a quem interessar o depoimento.
c) as testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço, ocasionadas
pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente arroladas ou convocadas, salvo se
a prova testemunhal disser respeito a contrato de trabalho já extinto.

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d) se a testemunha for funcionário civil ou militar, e tiver de depor em hora de serviço, será
ouvida perante o chefe da repartição competente, no local da prestação de serviços.
e) toda testemunha, antes de prestar o compromisso legal, será qualificada, indicando o nome,
nacionalidade, profissão, idade, residência, e, quando empregada, o tempo de serviço prestado
ao empregador, ficando sujeita, em caso de falsidade, às sanções administrativas.

30.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Em todo processo judicial, o conjunto probatório é fundamental para a solução do litígio. A


Consolidação das Leis do Trabalho possui regras específicas sobre as provas judiciais, sendo
assim,

a) as testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço, ocasionadas
pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente arroladas ou convocadas.
b) as testemunhas comparecerão à audiência independentemente de notificação ou intimação,
sendo que as que não comparecerem não serão ouvidas, ainda que seja requerido pela parte a
intimação das ausentes.
c) o juiz nomeará perito em caso de haver matéria técnica, não sendo facultado às partes
indicação de assistentes técnicos em razão da celeridade processual que deve ser aplicada ao
Processo do Trabalho.
d) apenas a testemunha que for parente até o segundo grau civil ou amigo íntimo de qualquer
das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação.
e) o documento oferecido para prova só será aceito se estiver no original ou em certidão
autêntica, não podendo ser declarado autêntico pelo próprio advogado, diante da sua
parcialidade.

31.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; Provas; )

O Processo Judiciário do Trabalho elenca o depoimento de testemunhas como uma das


modalidades de prova. Assim, conforme previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, nos
dissídios individuais de Procedimento Ordinário, de Procedimento Sumaríssimo e no Inquérito
para Apuração de Falta Grave, a quantidade máxima de testemunhas que cada parte poderá
indicar é de, respectivamente,

a) três, duas e seis.

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b) três, três e cinco.


c) duas, três e seis.
d) cinco, duas e cinco.
e) três, duas e quatro.

32.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Provas; )

Sobre ônus da prova no processo do trabalho, é INCORRETO afirmar:

a) É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo da


equiparação salarial.
b) Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua postagem. O
seu não recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova do
reclamante.
c) O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço
e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego
constitui presunção favorável ao empregado.
d) Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos
como meio de prova, invertendo-se o ônus da prova, relativo às horas extras, que passa a ser
do empregador, prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir.

33. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Provas; )

A inspeção judicial

a) somente será realizada de ofício.


b) somente será realizada a requerimento da parte.
c) pode ser realizada em qualquer fase do processo.
d) pode ser realizada em relação a coisas, mas não em relação a pessoas.
e) é realizada por peritos nomeados pelo juiz.

34.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Em relação à prova pericial no processo do trabalho, com base nos dispositivos da CLT e na
jurisprudência pacífica do TST, é correto afirmar:

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a) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente no


processo.
b) Os benefícios da justiça gratuita abrangem os honorários periciais.
c) A indicação do perito assistente é faculdade da parte, a qual deve responder pelos
respectivos honorários, ainda que vencedora no objeto da perícia.
d) A atualização monetária dos honorários periciais é a mesma aplicada aos débitos
trabalhistas.
e) A exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais é compatível com o
processo do trabalho.

35.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Provas; )

Conforme a jurisprudência pacífica do TST sobre ônus da prova,

a) o ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negado o despedimento, é do


empregado.
b) a não apresentação injustificada dos controles de frequência pelo empregador que tem mais
de dez empregados gera presunção absoluta de veracidade da jornada alegada na inicial.
c) a presunção de veracidade da jornada de trabalho, salvo se prevista em instrumento
normativo, pode ser elidida por prova em contrário.
d) os controles de jornada com horários invariáveis são imprestáveis como meio de prova,
devendo, porém, o empregado alegar a nulidade dos mesmos, sob pena de serem os mesmos
considerados válidos.
e) a presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em instrumento
normativo, pode ser elidida por prova em contrário.

36.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Provas; )

Em relação à prova testemunhal, é INCORRETO afirmar:

a) Toda testemunha, antes de prestar o compromisso legal, será qualificada, ficando sujeita,
em caso de falsidade, às penas da lei.
b) Os depoimentos das testemunhas serão transcritos em sua integralidade, não podendo ser
feito resumo dos mesmos.
c) A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer
das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação.

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d) As testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço, ocasionadas
pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente arroladas ou convocadas.
e) As testemunhas serão inquiridas pelo juiz, podendo ser reinquiridas, por seu intermédio, a
requerimento das partes, seus representantes ou advogados.

37.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 /
Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Sobre a prova testemunhal no processo do trabalho, é correto afirmar:

a) O depoimento das testemunhas que não souberem falar a língua nacional será feito por
meio de intérprete nomeado pelo juiz. Pessoa surda-muda não pode ser testemunha
b) As testemunhas serão inquiridas pelo juiz ou pelas partes, seus representantes ou
advogados.
c) O número máximo de testemunhas para cada parte varia conforme o rito processual: três
testemunhas no rito ordinário, duas testemunhas no rito sumaríssimo, uma testemunha no rito
sumário e seis testemunhas no inquérito para apuração de falta grave.
d) A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer
das partes, não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação.
e) Somente serão ouvidas pelo juiz as testemunhas indicadas pela parte em rol específico, e
devidamente intimadas para a audiência.

38. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Juiz do Trabalho - Prova TIPO 4
/ Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e sumaríssimo;
Provas; )

Quanto à prova testemunhal no processo do trabalho, é correto afirmar que se diferenciam o


rito ordinário e o rito sumaríssimo porque

a) no rito sumaríssimo não há que se falar em condução coercitiva de testemunha.


b) em ambos os ritos a limitação do número de testemunhas dá-se em função da matéria
debatida, até o limite máximo de três para cada parte.
c) no rito sumaríssimo só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente
convidada, deixar de comparecer.
d) no rito ordinário limita-se a três testemunhas para cada fato e no rito sumaríssimo limita-se
a duas para cada parte.
e) no rito ordinário limita-se a duas testemunhas para cada fato e no rito sumaríssimo limita-
se a duas para cada parte.

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39.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

O número máximo de testemunhas admitido em lei para cada uma das partes nos dissídios
individuais trabalhistas nos procedimentos ordinário, sumaríssimo e inquérito para apuração de
falta grave, respectivamente, é de

a) duas, três e quatro.


b) três, duas e seis.
c) três, três e três.
d) cinco, três e seis.
e) cinco, três e cinco.

40. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Audiências; Provas; )

Carlos, analista judiciário do TRT, é arrolado como testemunha do autor em uma ação
reclamatória trabalhista em que deverá depor em horário normal de seu expediente. Nesta
situação, Carlos deverá

a) ser conduzido por oficial de justiça à audiência marcada.


b) comparecer espontaneamente à audiência designada.
c) ser ouvido na sua própria repartição.
d) prestar seu depoimento por escrito para posterior juntada aos autos.
e) ser requisitado ao chefe da repartição para comparecer à audiência marcada.

41.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 11ª Região (AM) - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Em relação à prova testemunhal no processo do trabalho, é correto afirmar que

a) no caso de inquérito para apuração de falta grave, cada uma das partes não poderá indicar
mais de três testemunhas.
b) no procedimento sumaríssimo, só será deferida intimação de testemunha que,
comprovadamente convidada, deixar de comparecer.
c) a testemunha que for parente até o quarto grau civil, não prestará compromisso, e seu
depoimento valerá como simples informação.

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d) a testemunha que não souber falar a língua nacional não será ouvida, devendo ser
substituída por outra testemunha.
e) a testemunha poderá sofrer desconto salarial proporcional ao tempo do seu depoimento
quando for arrolada pela parte, mas não poderá sofrer qualquer desconto quando foi
convocada pelo juiz.

42.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Analista Judiciário - Execução
de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Com relação às provas no Direito Processual do Trabalho, considere:

I. A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em confronto com a confissão ficta,
não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores.
II. A prova do contrato de trabalho pode ser realizada por qualquer meio admitido em direito,
sendo relativa a veracidade das anotações lançadas na CTPS do empregado.
III. É ônus do empregador que conta com mais de 10 empregados o registro da jornada de
trabalho na forma da lei.
IV. No tocante as testemunhas, em regra, a incapacidade e o impedimento são de ordem
subjetiva e a suspeição de ordem objetiva, sendo suspeita a testemunha que for cônjuge do
reclamante.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I, II e III.
c) II e III.
d) II, III e IV.
e) III e IV.

43.(Prova: FCC - 2011 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Considere as seguintes assertivas a respeito das provas:


I. As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não geram
presunção juris et de jure, mas apenas juris tantum.
II. Presume-se recebida a notificação quarenta e oito horas depois de sua postagem. O seu
não recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova do
destinatário.
III. Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado contra
o mesmo empregador.

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IV. A prova documental poderá, em regra, ser produzida em qualquer oportunidade, inclusive
na fase recursal. A juntada de documentos com o recurso é perfeitamente possível não
importando se referente a fato anterior ou posterior à sentença.
Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e II.
b) I, II e III.
c) I e III.
d) II, III e IV.
e) II e IV.

44.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

A empresa X possui 3 empregados; a Empresa Y possui 7 empregados e a empresa Z possui


10 empregados. Em reclamação trabalhista relativa ao pagamento de horas extras laboradas,
NÃO terá o ônus de provar as horas trabalhadas com a apresentação do controle de frequência

a) a empresa Z, somente.
b) a empresa X, somente.
c) as empresas X e Y, somente.
d) as empresas Y e Z, somente.
e) as empresas X, Y e Z.

45.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Em determinada reclamação trabalhista Janaina, advogada da reclamante, anexou à petição


inicial cópia simples, extraída da internet, de Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria.
Este documento, de acordo com Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho,

a) não possui valor probante, uma vez que as Convenções Coletivas de Trabalho devem ser
anexadas aos autos obrigatoriamente por meio de cópias com carimbo do órgão representativo
da categoria em questão.
b) não possui valor probante, pois os instrumentos normativos que acompanham a reclamação
ou a contestação devem ser obrigatoriamente cópias autenticadas em razão da relevância
jurídica.

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c) possui valor probante incontestável, tratando-se de documento comum a ambas as partes e


de fácil acesso.
d) não possui valor probante, uma vez que foi extraído da internet e não de órgãos oficiais.
e) possui valor probante, desde que não haja impugnação do seu conteúdo, eis que se trata de
documento comum a ambas as partes.

46.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Área
Judiciária - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Provas;
)

Joana e Márcia são testemunhas na reclamação trabalhista proposta por Gabriela contra sua
ex-empregadora, a empresa CHÁ. Somente considerando que Joana já litigou contra a mesma
empregadora em reclamação trabalhista transitada em julgado e que Márcia ainda está
litigando contra a empresa CHÁ,

a) Joana e Márcia não são consideradas suspeitas.


b) Joana e Márcia são consideradas suspeitas.
c) apenas Joana é considerada suspeita.
d) apenas Márcia é considerada suspeita.
e) Joana e Márcia estão impedidas de testemunhar.

47.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário -
Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Fátima ajuizou reclamação trabalhista em face da sua ex-empregadora, a empresa K. Ela


pretende levar na audiência de instrução três testemunhas: Marta, Mariana e Kátia.
Considerando que Marta já foi condenada por crime de falso testemunho com sentença
transitada em julgado; que Mariana é sobrinha de Fátima; e que Kátia é amiga íntima de
Fátima, o impedimento para testemunhar recai sobre

a) Mariana e Marta.
b) Marta, Mariana e Kátia.
c) Marta e Kátia.
d) Mariana.
e) Kátia.

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48.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

A empresa X possui atualmente sete empregados, uma vez que dispensou Maria no semestre
passado e João pediu demissão. João ajuizou reclamação trabalhista em face de sua ex-
empregadora requerendo, dentre outras verbas, horas extras realizadas e aviso prévio. Neste
caso, em regra, o ônus da prova das horas extras e do aviso prévio é

a) da empresa X e de João, respectivamente.


b) de João.
c) da empresa X.
d) de João e da empresa X, respectivamente.
e) de ambas as partes indistintamente.

49.( Prova: FCC - 2006 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Ao contestar uma reclamação trabalhista em que o reclamante postula verbas rescisórias


decorrentes da despedida injusta, a empresa alegou justa causa para a rescisão do contrato de
trabalho. Nesse caso, o ônus da prova incumbe

a) ao empregador, por se tratar de fato extintivo do direito do autor.


b) ao empregador, por se tratar de fato impeditivo do direito do autor.
c) ao empregador, por se tratar de fato modificativo do direito do autor.
d) ao empregado, por se tratar de fato constitutivo do seu direito.
e) à parte a quem o juiz atribuir o encargo.

50.( Prova: FCC - 2008 - TRT - 18ª Região (GO) - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Considere as assertivas abaixo a respeito das provas:


I. O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de
serviços e o despedimento, é do empregado.
II. Em regra, a prova da jornada extraordinária é do empregado por tratar-se de fato
constitutivo do seu direito.
III. É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo da
equiparação salarial.

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IV. O termo inicial do direito ao salário-família coincide com a prova da filiação e, em regra, se
feita em juízo, corresponde à data do ajuizamento do pedido.
Está correto o que consta APENAS em

a) II, III e IV.


b) I, II e III.
c) III e IV.
d) I e IV.
e) I e III.

51.(Prova: FCC - 2008 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Analista Judiciário - Área


Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

A respeito da prova testemunhal, é correto afirmar:

a) Quando se tratar de ação proposta contra vários empregadores, cada reclamado poderá
ouvir até 3 (três) testemunhas.
b) Nos dissídios individuais plúrimos, cada um dos reclamantes que propuser a ação
conjuntamente poderá ouvir até 3 (três) testemunhas.
c) Se cada uma das partes já tiver ouvido 3 (três) testemunhas, o juiz não pode determinar a
oitiva de outras testemunhas referidas.
d) O juiz não pode indeferir inquirição de testemunhas sobre fatos que considerar já provados
pela prova testemunhal.
e) Se a testemunha não souber falar a língua nacional, será obrigatória a convocação de
tradutor público juramentado.

52.( Prova: FCC - 2009 - TRT - 3ª Região (MG) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Segundo as regras de distribuição do ônus da prova no processo do trabalho, será de


responsabilidade

a) do trabalhador a prova do fato impeditivo de seu direito.


b) do trabalhador a prova da identidade de funções, no pedido de equiparação salarial, quando
a defesa demonstra que os comparandos exerciam cargos diferentes.
c) do empregador, qualquer que seja o tema, já que ele é hipersuficiente na relação
contratual.
d) nunca do empregado, porque é hipossuficiente na relação de direito material.
e) do empregador a prova dos fatos constitutivos do direito alegado na inicial.

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53.( Prova: FCC - 2009 - TRT - 7ª Região (CE) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Audiências; Provas; )

Observe as assertivas abaixo a respeito da prova testemunhal.


I. As testemunhas comparecerão à audiência independentemente de notificação ou intimação,
e as que não comparecerem serão intimadas ex oficio ou a requerimento da parte, ficando
sujeitas à condução coercitiva se não atenderem a intimação sem justo motivo.
II. As testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço ocasionadas
pelo seu comparecimento para depor, quando devidamente arroladas ou convocadas.
III. A testemunha que for parente até o terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de
qualquer das partes não prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples
informação.
IV. Cada uma das partes não poderá indicar mais de duas testemunhas, salvo quando se tratar
de inquérito, fase em que esse número poderá ser elevado a três.
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, é correto o que se afirma APENAS em:

a) I, II e III.
b) II e III.
c) I e IV.
d) II e IV.
e) II, III e IV.

54.( Prova: FCC - 2009 - TRT - 15ª Região - Analista Judiciário - Área Judiciária -
Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

A prova pré-constituída nos autos

a) não pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta uma vez que
processualmente foram produzidas antes da ocorrência da confissão.
b) pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta, não implicando cerceamento
de defesa o indeferimento de provas posteriores.
c) pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta e o indeferimento de provas
posteriores implica cerceamento de defesa.
d) não pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta uma vez que esta
confissão gera presunção absoluta da verdade dos fatos confessos.
e) não pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta em razão do princípio da
verdade real aplicado no processo do trabalho.

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55.( Prova: FCC - 2009 - TRT - 15ª Região - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Provas; )

Considere as seguintes assertivas a respeito das provas:


I. A indicação do perito assistente é faculdade da parte, a qual deverá responder pelos
respectivos honorários, ainda que vencedora no objeto da perícia.
II. Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado contra
o mesmo empregador.
III. Está impedido de depor a testemunha que for parente por afinidade em terceiro grau do
reclamante.
IV. Em regra, o ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a
prestação de serviço e o despedimento, é do empregado.
Está correto o que se afirma SOMENTE em
a) I e II.
b) I, III e IV.
c) II e III.
d) I, II e III.
e) I, II e IV.

SENTENÇA E COISA JULGADA:

56.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Sentença, Coisa Julgada e Liquidação de Sentença; )

Em relação à liquidação de sentença no processo do trabalho, é INCORRETO afirmar:

a) Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação, desde que requeridos na


petição inicial e constantes da condenação.
b) A liquidação pode ser feita por artigos, por cálculos ou por arbitramento.
c) A liquidação abrangerá também o cálculo das contribuições previdenciárias devidas.
d) Na liquidação não se poderá inovar ou modificar a sentença liquidanda, nem discutir matéria
pertinente à causa principal.
e) A instauração da liquidação por artigos depende da iniciativa do credor, facultando-se ao
juiz, no entanto, determinar a sua intimação para que apresente os seus artigos de
liquidação.

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57.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do Trabalho / Direito
Processual do Trabalho / Sentença, Coisa Julgada e Liquidação de Sentença; )

A correção monetária no processo do trabalho


a) é devida nas condenações por dano moral, a partir da data da decisão de arbitramento ou
de alteração do valor.
b) será devida, na execução da sentença, a partir da data da apresentação dos cálculos pelo
exequente.
c) não estão sujeitos à correção monetária os débitos trabalhistas das entidades submetidas
aos regimes de intervenção ou liquidação extrajudicial.
d) incide sobre o débito do trabalhador reclamante.
e) não incide sobre o pagamento dos salários até o 5o dia útil do mês subsequente ao vencido.
Se essa data limite for ultrapassada, incidirá o índice da correção monetária do mês da
prestação dos serviços.

58.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário -
Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Execução;
Sentença, Coisa Julgada e Liquidação de Sentença; )

Considere as seguintes assertivas a respeito da liquidação da sentença:


I. Requerida a liquidação por arbitramento, o juiz nomeará o perito e fixará o prazo para a
entrega do laudo. Apresentado o laudo, sobre o qual poderão as partes manifestar-se no prazo
de cinco dias, o juiz proferirá decisão ou designará, se necessário, audiência.
II. Na liquidação por cálculos, elaborada a conta e tornada líquida, o Juiz poderá abrir às
partes prazo comum de dez dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e
valores objeto da discordância, sob pena de preclusão.
III. Far-se-á a liquidação por artigos, quando, para determinar o valor da condenação, houver
necessidade de alegar e provar fato novo.
IV. Na liquidação por cálculos, elaborada a conta pela parte ou pelos órgãos auxiliares da
Justiça do Trabalho, o juiz procederá à intimação da União para manifestação, no prazo de 10
dias, sob pena de preclusão.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e III.
b) I e III.
c) II, III e IV.
d) II e IV.
e) III e IV.

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59. QUESTÃO ADAPTADA (Prova: FCC - 2010 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico
Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Execução;
Sentença, Coisa Julgada e Liquidação de Sentença; )

Mario ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa LAGO que foi julgada totalmente
procedente. Na fase de liquidação de sentença, elaborada a conta e tornada líquida, o juiz
abriu prazo para manifestação das partes. Neste caso, a empresa LAGO deverá apresentar
impugnação fundamentada no prazo

a) comum de cinco dias, ou seja, conjuntamente com Mário, já que se trata de hipótese de
prazo comum a ambas as partes tipificado pela Consolidação das Leis do Trabalho.
b) comum de dez dias, ou seja, conjuntamente com Mário, já que se trata de hipótese de
prazo comum a ambas as partes tipificado pela Consolidação das Leis do Trabalho.
c) de dez dias contados do dia seguinte à publicação do mencionado despacho, já que, apesar
de tratar-se de prazo sucessivo, na execução, a empresa executada se manifesta antes do
exequente.
d) comum de oito dias, ou seja, conjuntamente com Mário, já que se trata de hipótese de
prazo comum a ambas as partes tipificado pela Consolidação das Leis do Trabalho.
e) de dez dias após a manifestação de Mário, já que este prazo é sucessivo.

RITO SUMARÍSSIMO:

60. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário – Oficial de Justiça

Quanto aos procedimentos ordinário e sumaríssimo previstos na Consolidação das Leis do


Trabalho

(A) no sumaríssimo cada parte poderá ouvir até duas testemunhas.


(B) no ordinário as testemunhas devem ser arroladas em 5 dias, sob pena de preclusão.
(C) apenas no ordinário é possível a prova pericial, com adiamento da audiência para a sua
realização.
(D) no ordinário cada parte poderá ouvir até cinco testemunhas.
(E) no sumaríssimo as testemunhas devem ser arroladas em 48 horas, sob pena de preclusão.

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61.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário

Segundo as normas processuais trabalhistas sobre o procedimento sumaríssimo,

a) todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, desde que


requeridas previamente, no prazo de 48 horas que antecede a sessão.
b) tanto a citação por hora certa como a por edital deverão conter a correta indicação do nome
e endereço do reclamado.
c) os dissídios individuais e coletivos que não excedam sessenta vezes o salário mínimo
vigente na data do fato gerador do pedido ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.
d) as testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de
instrução e julgamento independentemente de intimação.
e) se uma das partes apresentar documentos em audiência a parte contrária terá o prazo
sumário de 24 horas para se manifestar, devendo, necessariamente, ser adiada a audiência
para o prazo máximo de 5 dias.

62.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Analista
Judiciário

Os dissídios individuais na Justiça do Trabalho podem seguir o rito procedimental sumaríssimo


conforme normas previstas em lei. Sobre esse procedimento é INCORRETO afirmar:

a) Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração


pública direta, autárquica e fundacional.
b) Cada parte poderá indicar até, no máximo, três testemunhas mediante rol apresentado 5
dias antes da audiência.
c) Serão decididos, de plano, todos os incidentes e exceções que possam interferir no
prosseguimento da audiência e do processo; as demais questões serão decididas na sentença.
d) O pedido deve ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente, sob pena de
arquivamento da reclamação e condenação ao pagamento de custas sobre o valor da causa.
e) O recurso ordinário terá parecer oral do representante do Ministério Público presente à
sessão de julgamento, se este entender necessário o seu parecer, com registro na certidão.

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63.Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 6ª Região (PE) Prova: Juiz do trabalho

Os dissídios individuais, cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na
data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo. Neste
sentido,

a) serão decididos, de plano, todos os incidentes e exceções que possam interferir no


prosseguimento da audiência e do processo, salvo se as provas não tenham sido requeridas
previamente.
b) as testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, deverão comparecer à audiência
de instrução e julgamento independentemente de intimação, podendo o juiz na hipótese de
sua ausência, determinar sua imediata condução coercitiva.
c) nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, a admissibilidade de recurso de revista
está limitada à demonstração de violação direta a dispositivo da Constituição Federal, não se
admitindo o recurso por contrariedade a Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do
Trabalho, ante a ausência de previsão no art. 896, § 6o , da CLT.
d) nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo o pedido deverá ser certo ou
determinado e indicará o valor correspondente; não se fará citação por edital, incumbindo ao
autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado; e, a apreciação da reclamação
deverá ocorrer no prazo máximo de quinze dias do seu ajuizamento, podendo constar de pauta
especial, se necessário, de acordo com o movimento judiciário da Vara do Trabalho.
e) estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração
pública direta, indireta, autárquica e fundacional.

64.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 12ª Região (SC) - Técnico Judiciário / Direito
Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e sumaríssimo; )

Mariana ajuizou reclamação trabalhista em face da autarquia federal X requerendo a rescisão


indireta do seu contrato de trabalho, dando à causa o valor de R$ 12.000,00. Para a audiência
designada, a reclamante pretende levar como testemunhas quatro ex-colegas de trabalho,
com as quais não possui amizade íntima. Neste caso.

a) somente será permitida a oitiva de três testemunhas, não obedecendo a demanda ao


procedimento sumaríssimo.
b) será permitida a oitiva das quatros testemunhas uma vez que, no caso narrado, a
Consolidação das Leis do Trabalho permite a oitiva de até seis testemunhas.
c) será permitida a oitiva das quatros testemunhas uma vez que, no caso narrado, a
Consolidação das Leis do Trabalho permite a oitiva de até cinco testemunhas.

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d) somente será permitida a oitiva de duas testemunhas, uma vez que a demanda obedece ao
procedimento sumaríssimo em razão do valor da causa.
e) não será permitida a oitiva de nenhuma das quatro ex-colegas, tendo em vista que a
Consolidação das Leis do Trabalho veda expressamente o testemunho de ex-colega de
trabalho

65.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; )

Hidra pretende ajuizar uma reclamatória trabalhista em face da sua empregadora Matrix S/A,
postulando o pagamento de horas extraordinárias, totalizando o valor equivalente a 10 (dez)
salários mínimos à época do ajuizamento da ação. Nesse caso, o procedimento processual que
deve tramitar a reclamatória trabalhista e a quantidade máxima de testemunhas que cada
parte pode indicar, respectivamente, é
a) ordinário e três testemunhas.
b) sumaríssimo e duas testemunhas.
c) inquérito judicial e seis testemunhas.
d) ordinário e cinco testemunhas.
e) sumaríssimo e três testemunhas.

66.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; )

Os dissídios individuais trabalhistas podem seguir o procedimento ordinário e sumaríssimo.


Sobre esse último (sumaríssimo) é INCORRETO:
a) As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de
instrução e julgamento independentemente de intimação.
b) Todas as provas serão produzidas em audiência única, sendo que sobre os documentos
apresentados por uma das partes manifestar-se-á imediatamente a parte contrária, sem
interrupção da audiência, salvo absoluta impossibilidade, a critério do juiz.
c) Estão excluídas desse procedimento as demandas em que é parte a Administração pública
direta, autárquica e fundacional.
d) Esse procedimento é determinado pelo valor dos dissídios individuais, que não exceda a 20
(vinte) vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação.
e) Nas reclamações enquadradas nesse procedimento, o pedido deverá ser certo ou
determinado e indicará o valor correspondente, sob pena de arquivamento da reclamação.

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67.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; Provas; )

O Processo Judiciário do Trabalho elenca o depoimento de testemunhas como uma das


modalidades de prova. Assim, conforme previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, nos
dissídios individuais de Procedimento Ordinário, de Procedimento Sumaríssimo e no Inquérito
para Apuração de Falta Grave, a quantidade máxima de testemunhas que cada parte poderá
indicar é de, respectivamente,

a) três, duas e seis.


b) três, três e cinco.
c) duas, três e seis.
d) cinco, duas e cinco.
e) três, duas e quatro.

68.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; )

Atenas, em dezembro de 2012, ajuizou reclamação trabalhista em face da sua empregadora


Celestial Cosméticos e Perfumes S/A postulando apenas uma indenização por ofensas e danos
morais, no valor que foi atribuído à causa de R$ 6.220,00 (seis mil duzentos e vinte reais),
equivalentes a 10 salários mínimos na época da propositura da ação. Para comprovar suas
alegações, conforme previsão legal, a quantidade máxima de testemunhas que Atenas poderá
indicar é de

a) três.
b) cinco.
c) duas.
d) quatro.
e) seis.

69.QUESTÃO ADAPTADA( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do
Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Procedimento ordinário e
sumaríssimo; )

Em relação ao procedimento sumaríssimo, é INCORRETO afirmar:

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a) Os dissídios individuais cujo valor não exceda a 40 (quarenta) vezes o salário mínimo
vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam sujeitos ao procedimento sumaríssimo.
b) Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo, a admissibilidade de recurso de revista
está limitada a demonstração de violação direta a dispositivo da Constituição Federal ou
contrariedade à Súmula do Tribunal Superior do Trabalho ou à Súmula vinculante do STF, não
se admitindo o recurso por contrariedade à Orientação Jurisprudencial do TST.
c) Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração
Pública direta, indireta, autárquica e fundacional.
d) Interrompida a audiência, o seu prosseguimento e a solução do processo dar-se-ão no
prazo máximo de trinta dias, salvo motivo relevante, justificado nos autos pelo juiz da causa.
e) A sentença mencionará os elementos da convicção do juízo, com resumo dos fatos
relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório.

70.( Prova: FCC - 2012 - PGE-SP - Procurador / Direito Processual do Trabalho /


Procedimento ordinário e sumaríssimo; )

Em relação ao procedimento sumaríssimo, é correto afirmar que:

a) Cada parte não poderá se valer de mais de 3 (três) testemunhas.


b) A citação por edital somente será realizada quando o reclamante fizer a correta indicação do
nome do reclamado.
c) O juiz terá total liberdade para determinar as provas a serem produzidas.
d) Não é admissível a produção de prova pericial.
e) Somente serão produzidas na audiência de instrução e julgamento as provas que foram
previamente requeridas.

CUSTAS PROCESSUAIS:

71. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE) Prova: Técnico Judiciário

Afrodite, empregada doméstica, ajuizou ação reclamatória trabalhista em face de sua ex-
empregadora Minerva, postulando o pagamento de horas extras, férias e 13o salários não
adimplidos. A ação foi julgada procedente em parte, uma vez que foram acolhidos apenas os
pedidos de férias e 13° salários, sendo rejeitado o pedido de horas extras. No caso proposto, o
valor, bem como a responsabilidade pelo pagamento das custas processuais, será de

(A) 2% sobre o valor da condenação a cargo da parte vencida, ou seja, da reclamada.

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(B) 1% sobre o valor de cada pedido acolhido sob a responsabilidade da reclamada e 1% sobre
o pedido não acolhido sob a responsabilidade da reclamante.
(C) 2% sobre o valor dos pedidos acolhidos, com redução proporcional ao pedido não acolhido,
sob a responsabilidade da reclamada.
(D) 2% sobre o valor da causa, pagas pela reclamante, porque não houve procedência total
dos pedidos requeridos.
(E) 1% sobre o valor da causa, a cargo da reclamada, visto que houve procedência apenas
parcial.

72.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Analista
Judiciário

A sociedade de economia mista DIEPAX Medicamentos foi condenada ao pagamento de horas


extraordinárias em processo movido por seu empregado. Na mesma decisão, foi acolhido o
pedido de responsabilidade subsidiária do segundo reclamado, o Município de Cuiabá e
condenação em custas processuais. A isenção das custas processuais abrange

a) apenas a sociedade de economia mista.


b) apenas o Município.
c) nenhuma das reclamadas.
d) as duas reclamadas.
e) apenas o réu principal em caso de condenação subsidiária, devendo o Município efetuar o
recolhimento.

73.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 23ª REGIÃO (MT) Prova: Técnico -
Administração

Martin ajuizou ação em face de sua ex-empregadora, a empresa “M", sendo que na audiência
as partes se conciliaram amigavelmente, nada sendo convencionado a respeito das custas
processuais. Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, considerando
que o Juiz acolheu o pedido de concessão dos benefícios da justiça gratuita formulado na inicial
pelo reclamante,

a) as custas serão pagas em partes iguais sobre o valor do acordo, pelo reclamante e pela
reclamada, sendo Martin dispensado do pagamento.
b) as custas serão pagas em partes iguais sobre o valor dado à causa, pelo reclamante e pela
reclamada, sendo Martin dispensado do pagamento.

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c) ficarão as custas a cargo exclusivo da reclamada, sobre o valor do acordo, pois a mesma
não pode ser dispensada do seu pagamento.
d) ficarão as custas a cargo exclusivo da reclamada, sobre o valor dado à causa, pois a mesma
não pode ser dispensada do seu pagamento.
e) serão dispensadas ambas as partes do pagamento das custas processuais, tendo em vista a
conciliação.

74.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Analista
Judiciário

Como o Estado não pode assumir todos os encargos para satisfação dos gastos da
administração da justiça, no processo trabalhista, como regra, as partes estão sujeitas ao
pagamento de custas. Entretanto, por força da lei, estão isentos do pagamento de custas nos
processos que tramitam na Justiça do Trabalho:

a) As instituições de beneficência, associações rec


reativas ou outras instituições sem fins lucrativos.
b) As entidades de caráter religioso declaradas de utilidade pública em nível federal.
c) Os empregadores domésticos em razão da ausência de finalidade lucrativa do trabalho
doméstico.
d) As empresas públicas e sociedades de economia mista federais.
e) As autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não explorem
atividade econômica.

75.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Analista
Judiciário
Conforme normas aplicáveis ao tema relativo às custas processuais e aos emolumentos no
Processo Judiciário do Trabalho,
a) apenas a União, dentre os entes federativos, está isenta do pagamento de custas
processuais, ainda que vencida, visto que a Justiça do Trabalho é órgão do Poder Judiciário
Federal.
b) as empresas públicas federais estão isentas de custas processuais, mas não dos
emolumentos na fase executória.
c) o Ministério Público do Trabalho está isento do recolhimento de custas processuais.
d) no processo ou fase de execução não há incidência de custas ou emolumentos por faltas de
previsão legal.
e) as autarquias municipais não estão isentas do recolhimento de custas processuais.

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76.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Prova: Técnico
Judiciário - Área Administrativa

Em relação às custas e aos emolumentos nos dissídios individuais e coletivos do trabalho e nas
ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, é correto afirmar:

a) As custas no processo de conhecimento incidirão à base de 2%, observado o mínimo de R$


10,64.
b) Quando houver acordo, o pagamento das custas caberá à reclamada visto que arcará com
pagamento ao reclamante.
c) Não há previsão legal para o pagamento de custas ou emolumentos no processo ou fase de
execução.
d) Não haverá qualquer responsabilidade do ente sindical pelo pagamento das custas devidas
caso o empregado não tenha obtido benefício da justiça gratuita ou isenção de custas e tenha
havido a intervenção do sindicato no processo.
e) São isentos do pagamento de custas processuais as sociedades de economia mista.

77.Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: PGE-MT Prova: Procurador

Na reclamação trabalhista ajuizada por Diana em face da sua empregadora AMAS − Autarquia
Municipal de Assistência Social do Município de Campo Grande, foram analisados dois pedidos.
A sentença deferiu a pretensão de maior valor e rejeitou a de menor expressão econômica. Na
presente situação, de acordo com as regras da Consolidação das Leis do Trabalho, a
responsabilidade pelas custas processuais será

a) do réu, que deverá arcar com metade do valor, uma vez que sucumbente apenas em um
dos dois pedidos, à base de 1% sobre o valor atribuído à causa.
b) do réu, que deverá arcar com o pagamento integral à base de 2% sobre o valor da causa,
sem isenção, porque tal benefício atinge apenas os órgãos da Administração direta, não
abrangendo entes da Administração indireta como as Autarquias.
c) de ambas as partes, em rateio de 50%, visto que houve sucumbência parcial, ou seja,
foram formulados dois pedidos, um foi acolhido e o outro rejeitado; à base de 2% sobre o
valor de cada pedido.
d) do réu, que arcará com o pagamento integral, visto que foi vencido, ainda que em um
pedido, à base de 2% sobre o valor da condenação, ficando a Autarquia Municipal, todavia,
isenta na forma da lei.
e) de cada uma das partes, na proporção exata de cada pedido, visto que houve sucumbência
recíproca, à base de 1% sobre o valor de cada pedido.

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78.Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 6ª Região (PE) Prova: Juiz do trabalho

Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de
competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça
Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de
conhecimento incidirão à base de

a) 2%, observado o mínimo previsto em lei e serão calculadas, no caso de procedência do


pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, sobre o valor da causa.
b) 5% e serão calculadas, quando o valor for indeterminado, sobre o que o juiz fixar.
c) 5%, observado o mínimo previsto em lei e serão calculadas, no caso de procedência do
pedido formulado em ação constitutiva, sobre o valor da condenação.
d) 2%, observado o mínimo previsto em lei e serão calculadas, quando houver acordo ou
condenação, sobre o respectivo valor, acrescido dos honorários periciais, se houver.
e) 2% e serão calculadas, quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou
julgado totalmente improcedente o pedido, sobre o valor acordado pelas partes.

79.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 12ª Região (SC) - Técnico Judiciário / Direito
Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Considere: I. Autarquia Municipal W. II. Conselho Regional de Medicina do Estado de Santa


Catarina. III. Fundação Pública Estadual X. IV. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do
Brasil. Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho, são isentos do pagamento de custas,
dentre outras, as entidades indicadas APENAS em:

a) II, III e IV.


b) III e IV.
c) I, II e III.
d) I e IV.
e) I e III.

80.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico


Judiciário - Área Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e
emolumentos; )

O processo judiciário trabalhista apresenta regras específicas sobre custas processuais e


emolumentos. Sobre eles é correto afirmar:

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a) No processo de execução são devidas custas, sempre de responsabilidade do exequente e


pagas antecipadamente, sendo que ao final ele será reembolsado por essas despesas pelo
executado.
b) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na
pretensão objeto da perícia, salvo se beneficiária de justiça gratuita.
c) Nos dissídios individuais, as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base
de 2% para o procedimento sumaríssimo e de 4% para o procedimento ordinário.
d) As custas serão calculadas sobre o valor da causa quando houver extinção do processo, sem
resolução do mérito, ou julgado totalmente improcedente o pedido.
e) O reclamante deverá recolher previamente as custas para ajuizar a reclamatória, exceto se
for beneficiário de justiça gratuita, sendo que esses valores lhe serão devolvidos em caso de
êxito na demanda.

81.( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Atos, Termos e Prazos;
Custas e emolumentos; )

Conforme previsões contidas na Consolidação das Leis do Trabalho em relação ao Processo


Judiciário do Trabalho, é correto afirmar que

a) os atos processuais serão sempre públicos e se-rão realizados nos dias úteis, das 8 (oito) às
20 (vinte) horas.
b) sempre que houver acordo em reclamação trabalhista, se de outra forma não for
convencionado, o pagamento das custas caberá em partes iguais aos litigantes.
c) os prazos processuais são contínuos, irreleváveis e são contados com a inclusão do dia do
começo e exclusão do dia do vencimento.
d) a reclamação verbal será distribuída antes da sua redução a termo e o reclamante deverá
apresen-tar-se no prazo de 48 horas para reduzi-la a termo, sob a pena de perda do direito de
reclamar por 6 (seis) meses.
e) a penhora não poderá ser realizada em domingos ou dias de feriado, visto que os atos
processuais devem ser realizados em dias úteis.

82.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2013 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista


Judiciário - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Custas e
emolumentos; )

A respeito de custas e emolumentos no Processo do Trabalho, conforme normas legais


aplicáveis, é correto afirmar:

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a) Nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista,


as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento),
observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o máximo de
quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
b) Em caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva,
as custas relativas ao processo de conhecimento serão calculadas sobre o valor arbitrado pelo
Juiz.
c) O Ministério Público do Trabalho e as entidades fiscalizadoras do exercício profissional estão
isentas do pagamento das custas processuais.
d) Tratando-se de empregado que não tenha obtido o benefício da justiça gratuita, ou isenção
de custas, o sindicato que houver intervindo no processo não terá nenhuma responsabilidade
pelo pagamento das custas devidas.
e) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na
pretensão objeto da perícia, salvo se beneficiária de justiça gratuita.

83. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 18ª Região (GO) - Juiz do
Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Em relação às custas, é INCORRETO afirmar:


a) Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de
competência da justiça do trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça
Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de
conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o mínimo previsto em lei e o
máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência
Social.
b) As custas serão calculadas, quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo
valor.
c) As custas serão calculadas, no caso de procedência do pedido formulado em ação
declaratória e em ação constitutiva, sobre o valor da condenação.
d) No processo de execução são devidas custas, sempre de responsabilidade do executado, e
pagas ao final.
e) Nos dissídios coletivos, as partes vencidas responderão solidariamente pelo pagamento das
custas, calculadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.

84.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Juiz do Trabalho - Prova TIPO 4 /
Direito Processual do Trabalho / Recursos; Custas e emolumentos; )

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As custas processuais, no caso de interposição de recurso ordinário em mandado de


segurança, deverão ser

a) comprovadas em oito dias a contar do recolhimento.


b) comprovadas dentro do prazo recursal.
c) pagas e comprovadas em oito dias da interposição do recurso.
d) pagas e comprovadas em cinco dias da interposição do recurso.
e) pagas em cinco dias da interposição do recurso e comprovadas em cinco dias a contar do
recolhimento.

85.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Execução de
Mandados / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Rafus ajuizou reclamação trabalhista em face da sua empregadora a empresa Alfa & Beta
Comunicações, pleiteando o pagamento de verbas rescisórias. Houve a determinação de ser
emendada a petição inicial no prazo de 10 dias. Tal determinação não foi cumprida, razão pela
qual ocorreu a extinção do processo sem resolução ou julgamento do mérito. Nesta situação,
sobre as custas

a) relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 1% e serão calculadas sobre o


valor da causa.
b) relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 1% observado o mínimo legal e
serão calculadas sobre o valor arbitrado pelo juiz.
c) relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% e serão calculadas sobre o
valor estimado da condenação da ação.
d) relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% observado o mínimo legal e
serão calculadas sobre o valor da causa.
e) haverá isenção do pagamento em razão da não apreciação do mérito da ação.

86. ( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Conforme determinações contidas na Consolidação das Leis do Trabalho, quanto ao processo


judiciário do trabalho é INCORRETO afirmar:

a) Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão


sempre sujeitos à conciliação.

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Direito Processual do Trabalho Teoria e Questões
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b) Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual
do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas processuais do trabalho
contidas na CLT.
c) Os municípios e respectivas autarquias e fundações públicas que não explorem atividade
econômica não estão isentos do pagamento de custas caso sejam vencidos na demanda
trabalhista.
d) Nos dissídios individuais e nas ações e procedimentos de competência da Justiça do
Trabalho, as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por
cento), observado o mínimo de R$ 10,64 e serão calculadas quando houver acordo ou
condenação, sobre o respectivo valor.
e) As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão, sendo que no
caso de recurso, as custas serão pagas e será comprovado o recolhimento dentro do prazo
recursal.

87.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Com relação às custas no processo trabalhista, é INCORRETO afirmar:

a) São isentos do pagamento de custas, a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios


e respectivas autarquias e as fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não
explorem atividade econômica.
b) No caso de recurso, as custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo
recursal.
c) Não sendo líquida a condenação, o juízo arbitrar-lhe- á o valor e fixará o montante das
custas processuais.
d) Sempre que houver acordo, se de outra forma não for convencionado, o pagamento das
custas caberá em partes iguais aos litigantes.
e) Nos dissídios coletivos do trabalho, as custas relativas ao processo de conhecimento
incidirão à base de 1% e serão calculadas, quando houver acordo ou condenação, sobre o
respectivo valor.

88.( Prova: FCC - 2012 - TRT - 20ª REGIÃO (SE) - Juiz do Trabalho - Tipo 1 /
Direito Processual do Trabalho / Execução; Custas e emolumentos; )

De acordo com o entendimento adotado pelo TST, é correto afirmar:

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a) Os débitos trabalhistas das entidades submetidas aos regimes de intervenção ou liquidação


extrajudicial estão sujeitos a correção monetária desde o respectivo vencimento até seu
efetivo pagamento, sem interrupção ou suspensão, incidindo, ainda, sobre tais débitos, juros
de mora.
b) Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação, desde que constantes do
pedido inicial ou da condenação
c) Os juros de mora incidem sobre a importância da condenação não corrigida
monetariamente.
d) É devida a incidência de juros de mora em relação aos débitos trabalhistas de empresa em
liquidação extrajudicial sucedida nos moldes dos arts. 10 e 448 da CLT. O sucessor responde
pela obrigação do sucedido, não se beneficiando de qualquer privilégio a este destinado.
e) A Fazenda Pública, quando condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas
devidas pela empregadora principal, beneficia-se da limitação dos juros, prevista em lei.

89.QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Juiz do


Trabalho / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

No que tange às custas no processo do trabalho, é correto afirmar:


a) No processo de execução as custas devidas são de responsabilidade do executado, devendo
ser pagas ao final.
b) No caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, o
valor das custas será fixado pelo juiz.
c) Nas ações plúrimas as custas devem ser calculadas individualmente, considerando o valor
da condenação em relação a cada um dos reclamantes.
d) Ocorre deserção de recurso de massa falida ou de empresa em liquidação extrajudicial por
falta de pagamento de custas.
e) Tendo em vista que o ajuizamento de dissídio coletivo depende de comum acordo entre as
partes, as custas incidentes na ação, que serão calculadas sobre o valor arbitrado na decisão,
ou pelo Presidente do Tribunal, serão suportadas, em proporção igual, pelas mesmas.

90.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Fernanda ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa "Amiga" que foi julgada
parcialmente procedente. Neste caso, em regra, as custas processuais caberão à

a) empresa Amiga e a Fernanda, em 0,5% para cada uma.


b) empresa Amiga e a Fernanda, em 1% para cada uma.

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c) empresa Amiga, no importe de 2% sobre o valor da condenação.


d) empresa Amiga, no importe de 1% sobre o valor da condenação.
e) Fernanda no importe de 1% sobre o valor da condenação.

91.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Determinada reclamação trabalhista foi julgada parcialmente procedente e a empresa Leão


condenada ao pagamento de R$ 400.000,00 ao reclamante. Neste caso, com relação às custas
processuais, em regra, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, a empresa
reclamada

a) deverá efetuar o recolhimento de R$ 4.000,00 dentro do prazo recursal a título de custas.


b) não está obrigada a recolher qualquer valor a título de custas, tendo em vista que estas são
pagas pelo vencido após o trânsito em julgado da condenação.
c) não está obrigada a recolher qualquer valor a título de custas, tendo em vista que estas são
pagas pelo reclamante no momento da propositura da ação.
d) não está obrigada a recolher qualquer valor a título de custas, tendo em vista que a
reclamação trabalhista foi julgada parcialmente procedente.
e) deverá efetuar o recolhimento de R$ 8.000,00 dentro do prazo recursal a título de custas.

92.( Prova: FCC - 2011 - TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )
Manoela, alta executiva, ajuizou reclamação trabalhista em face de sua ex-empregadora. A
mencionada reclamação foi julgada totalmente improcedente. Neste caso, com relação ao
processo de conhecimento, em regra,

a) as custas processuais incidiram na base de 0,5% sobre o valor total dos pedidos, deduzidas
as parcelas que não possuam natureza trabalhista direta.
b) as custas processuais incidiram na base de 1% sobre o valor da causa e serão devidas por
Manoela.
c) as custas processuais incidiram na base de 2% sobre o valor da causa e serão devidas por
Manoela.
d) não haverá condenação ao pagamento de custas tendo em vista que a ação foi julgada
improcedente.
e) as custas processuais incidiram na base de 1% sobre o valor total dos pedidos, deduzidas
as parcelas que não possuam natureza trabalhista direta.

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93.( Prova: FCC – 2011 – TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Para a Consolidação das Leis do Trabalho, NÃO há isenção do pagamento de custas para

a) o sindicato dos empregados.


b) os Municípios.
c) as fundações públicas federais que não explorem atividade econômica.
d) as fundações públicas municipais que não explorem atividade econômica.
e) o Ministério Público do Trabalho.

94.(Prova: FCC - 2010 - TRT - 12ª Região (SC) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Na reclamação trabalhista X, é parte reclamada a Ordem dos Advogados do Brasil Santa


Catarina OAB/SC; na reclamação trabalhista W, é parte reclamante o Ministério Público do
Trabalho; na Reclamação Trabalhista Y, é parte reclamada o Conselho Regional de Medicina de
Santa Catarina CREMESC; e na Reclamação Trabalhista Z, é parte reclamada o Sindicado dos
Empregados na Indústria Alpha. Estão isentos do pagamento de custas as entidades
relacionadas

a) em todas as reclamações trabalhistas.


b) nas reclamações trabalhistas X e W.
c) nas reclamações trabalhistas X, W e Y.
d) somente na reclamação trabalhista W.
e) nas reclamações trabalhistas W, Y e Z.

95.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 12ª Região (SC) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Maria ajuizou reclamação trabalhista em face de sua exempregadora, a empresa JARDIM,


pleiteando diversas verbas trabalhistas. Em audiência, as partes se compuseram
amigavelmente e a empresa pagou à Maria a quantia de R$ 8.000,00, tendo o acordo sido
homologado em audiência. Considerando que o valor da causa é R$ 20.000,00, segundo a
Consolidação das Leis do Trabalho, as custas processuais serão de

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a) R$ 160,00.
b) R$ 80,00.
c) R$ 400,00.
d) R$ 200,00.
e) R$ 100,00.

96.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Área
Judiciária - Execução de Mandados / Direito Processual do Trabalho / Custas e
emolumentos; )

É isento de custas, além dos beneficiários de Justiça gratuita,

a) a Ordem dos Advogados do Brasil.


b) o Sindicato Profissional.
c) a Fundação Pública Estadual que explora atividade esconômica.
d) o Ministério Público do Trabalho.
e) o Conselho Federal de Medicina.

97.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Na Justiça do Trabalho as custas serão pagas pelo

a) reclamante quando da propositura da Reclamação Trabalhista.


b) vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recurso, as custas serão pagas
dentro do prazo recursal.
c) reclamante, cinco dias após a audiência inicial ou UNA, caso não haja acordo entre as
partes.
d) reclamado quando da apresentação da Contestação.
e) vencido, em até cinco dias após a prolação da sentença pelo juiz de primeiro grau.

98.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 22ª Região (PI) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Nas ações plúrimas, as custas incidem sobre

a) um valor fixo previamente estipulado pelo Tribunal Superior do Trabalho.


b) um valor fixo previamente estipulado pelo Supremo Tribunal Federal.

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c) o valor da causa previamente estipulado na proporção de cada parte.


d) um valor fixo previamente estipulado pelo Tribunal Regional competente.
e) o respectivo valor global.
99.( Prova: FCC - 2010 - TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - Área
Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Eduardo ajuizou reclamação trabalhista em face de sua empregadora, a empresa ED. Em


audiência as partes celebraram acordo conforme a CLT, se não for convencionado de outra
forma, o pagamento das custas caberá

a) ao Estado, da qual é isento.


b) à empresa ED.
c) ao Eduardo.
d) à empresa ED na proporção de 75% e ao Eduardo na proporção de 25%.
e) em partes iguais ao Eduardo e à empresa ED.

100. ( Prova: FCC - 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal - Prova tipo


3 / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Considere as seguintes assertivas a respeito das custas processuais:

I. As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de
recurso, serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo peremptório de cinco dias
após a publicação do respectivo acórdão.
II. A parte vencedora na primeira instância, se vencida na segunda, está obrigada,
independentemente de intimação, a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais
ficara isenta a parte então vencida.
III. As autarquias municipais e as fundações públicas municipais que não explorem atividade
econômica não são isentas do pagamento de custas.
IV. Nos dissídios individuais as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base
de 2% e serão calculadas, quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo valor.

Está correto o que se afirma SOMENTE em


a) II, III e IV.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) I, II e IV.

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101. ( Prova: FCC - 2010 - TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Técnico Judiciário - Área
Administrativa / Direito Processual do Trabalho / Custas e emolumentos; )

Marta, empregada da empresa X, ajuizou reclamação trabalhista tendo em vista a sua


demissão sem justa causa. A mencionada demanda foi julgada totalmente improcedente em
primeiro grau. Marta pretende ingressar com recurso ordinário. Considerando que Marta
ocupava cargo de direção, bem como que o valor da causa fornecido na reclamação trabalhista
foi de R$ 100.000,00, para interpor tal recurso ela
a) terá que efetuar o recolhimento das custas judiciais no importe de R$ 1.000,00.
b) terá que efetuar o recolhimento das custas judiciais no importe de R$ 2.000,00.
c) terá que efetuar o recolhimento das custas judiciais no importe de R$ 500,00.
d) está desobrigada a efetuar o pagamento das custas judiciais, tendo em vista que a
reclamação trabalhista foi julgada totalmente improcedente.
e) está desobrigada a efetuar o pagamento das custas judiciais, tendo em vista que exercia na
empresa cargo de direção.

102. QUESTÃO ADAPTADA ( Prova: FCC - 2009 - TRT - 3ª Região (MG) - Analista
Judiciário - Área Judiciária / Direito Processual do Trabalho / Partes e
Procuradores; Custas e emolumentos; )

O regramento da gratuidade judiciária vigente no processo do trabalho, segundo prevê a


Consolidação das Leis do Trabalho, decorre da
a) comprovação da falta de suficiência econômica, mediante atestado emitido por entidade
pública.
b) prova da condição de desempregado, pelo prazo mínimo de 90 dias.
c) demonstração de que não há ninguém, no domicílio do interessado, com renda igual ou
superior a dois salários mínimos.
d) percepção de até dois salários mínimos, assistência do sindicato e apresentação do atestado
de pobreza.
e) da comprovação daqueles que perceberem salário igual ou inferior a 40% (quarenta por
cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, ou que
comprovarem insuficiência de recursos para o pagamento das custas do processo.

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GABARITO DAS QUESTÕES DA AULA

Audiências: 34.C 67.A


35.E 68.C
36.B 69.C
1. C 37.D 70.C
2. C 38.C
3. B 39.B Custas processuais:
4. B 40.E
5. D 41.B 71.A
6. E 42.B 72.B
7. B 43.B 73.A
8. A 44.E 74.E
9. A 45.E 75.C
10.E 46.A 76.A
11.E 47.D 77.D
12.C 48.D 78.A
13.B 49.B 79.E
14.D 50.A 80.D
15.E 51.A 81.B
16.A 52.B 82.A
17.B 53.A 83.C
18.A 54.B 84.B
19.A 55.D 85.D
20.D 86.C
21.B Sentença e Coisa 87.E
Julgada: 88.D
89.A
Provas: 56.A 90.C
57.A 91.E
22.A 58.E 92.C
23.B 59.D 93.A
24.A 94.D
25.E Rito Sumaríssimo: 95.A
26.C 96.D
27.E 60.A 97.B
28.E 61.D 98.E
29.B 62.B 99.E
30.A 63.D 100. C
31.A 64.A 101. B
32.B 65.B 102. E
33.C 66.D

FECHAMENTO

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