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2o ano - Proposta didática

para o professor

Salvador- Bahia
Secretaria da Educação do Estado da Bahia
2015
Copyright©2015 by
RUI COSTA Secretaria da Educação do Estado da Bahia
Governador da Bahia

OSVALDO BARRETO
Secretário da Educação

ADERBAL DE CASTRO MEIRA FILHO AUTORAS


Subsecretário da Educação Eurivalda Ribeiro dos Santos Santana
  Fernanda de Oliveira Soares Taxa Amaro
WILTON TEIXEIRA CUNHA Ana Virgínia Almeida Luna
Chefe de Gabinete Roberta D’Angela Menduni Bortoloti
  Ana Paula Perovano
NADJA MARIA AMADO DE JESUS
Coordenadora Geral da Coordenação
de Apoio à Educação Municipal
DIAGRAMAÇÃO
CARLOS VAGNER DA SILVA MATOS REVISÃO E ARTE FINAL
Coordenador Técnico da Coordena- Maria Luiza Castro Araújo Elimarcos Santana
ção de Apoio à Educação Municipal
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Diretor Geral do Instituto Anísio
Thalita Hora Educação do Estado da
Teixeira - IAT Bahia

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

A385a Alfabetização matemática: 2º ano- proposta didática para o professor /


Eurivalda Ribeiro dos Santos Santana... [et al]. - Salvador:
Secretaria da Educação, 2015.
236 p.: il.

ISBN: 978-85-64531-30-7

1.Alfabetização Matemática. I. Santana, Eurivalda Ribeiro dos Santos.


I.Título.
CDU: 372.4

Ficha catalográfica: Elma do Nascimento Monteiro CRB5/1018

Distribuição
SEC - Secretaria da Educação do Estado da Bahia
5ª Avenida Nº 550, Centro Administrativo da Bahia – CAB, Salvador, Bahia, Brasil, CEP: 41.745-004
http://www.educacao.ba.gov.br
Prezado(a) Professor(a) Alfabetizador(a),

Como compromisso do programa estadual EDUCAR PARA TRANSFORMAR- Um Pacto


pela Educação, o Governo da Bahia compartilha com os municípios a responsabilidade
de garantir a todas as crianças baianas o direito de estarem alfabetizadas, na escola, até
no máximo os oito anos de idade.

Assim, é com sentimento de alegria e esperança que apresentamos aos(as) professo-


res(as) o material didático de matemática do Programa Estadual de Alfabetização na
Idade Certa, para os alunos do 2º ano do Ciclo de Alfabetização. Desta forma, conso-
lidamos mais um passo em direção à ampliação da ação pedagógica iniciada em 2012
com os professores e estudantes do primeiro ano.

Este material didático para Alfabetização Matemática foi estruturado por um conjunto
de educadores(as) e pesquisadores(as) e cumpre o desafio de favorecer a formação
de professores(as) alfabetizadores(as), tendo como referência a aprendizagem das
nossas crianças.

Salvador, 21 de maio de 2015.

Osvaldo Barreto
Secretário da Educação do Estado da Bahia
SUMÁRIO

Apresentação ................................................................................................................. 07
1ª Etapa ............................................................................................................................... 33
2ª Etapa ............................................................................................................................... 83
3ª Etapa ........................................................................................................................ 137
4ª Etapa ........................................................................................................................ 185
Referências .................................................................................................................. 232
APRESE NTAÇÃO

As coisas têm peso, massa, volume, tamanho,


tempo, forma, cor, posição, textura, duração,
densidade, cheiro, valor, consistência, profundi-
dade, contorno, temperatura, função, aparência,
preço, destino, idade, sentido. As coisas não têm
paz (Arnaldo Antunes - “As Coisas”).

Iniciando nossa prosa

Professor(a), é em um tom – “complexo1, porém proseado” - que desejamos


iniciar a apresentação da proposta de Alfabetização Matemática para o 2º ano do
ensino fundamental, dando a continuidade ao trabalho que já vem sendo realiza-
do no Programa Pacto com os Municípios pela Alfabetização na Bahia.

Assumimos a construção de um material didático de Alfabetização Mate-


mática, no qual pudemos tramar fios, ideias, textos, palavras, formas, senti-
mentos, números e tantos outros fios (condutores) para conectar o conhecimen-
to matemático à trama da própria vida. Buscamos sentido em um entrelaçamento
perpétuo (ou que se perpetue) da Matemática com o mundo.

Imagine! Matemática conectada com um dos projetos mais belos de uma


política ambiental em que se coloca à baila a preservação das nossas tartarugas
marinhas (?)! Imagine! Crianças aprendendo sobre a importância da água no mun-
do de hoje, discutindo sobre as moradas das tartarugas no Tamar? Que conhe-
çam, descubram e analisem a “natureza” do “diâmetro”, do “volume” em meio a
uma discussão sobre a “natureza” da “conservação” (ou ainda, da depredação) das
espécies?! Inclusive, e sobretudo, a da natureza humana?!

Imagine! Crianças “vivendo para o hoje, para o aqui e o agora”! Mas sem
perder os marcos históricos que a cultura organizou desde os primórdios da nossa
existência. Crianças que possam sonhar, simular e experenciar assuntos de gover-
nabilidade mundial?! Saímos da literatura infantil e concretizamos uma “Turma de
Supermatemáticos” que já promovem ações sociais locais.

Imagine! Ah! Imagine discutir um conceito tão historicamente debatido no


campo da sociologia, qual seja, o trabalho; e apropriar crianças para uma compre-
ensão complexa a que o tema está submetido!? Imagine, agora, o melhor, fazer
tal apropriação a partir de um diálogo com um idoso que narra um pouco de sua
história? Uma personagem que se entrecruza na nossa “trama” e na “Turma dos
Supermatemáticos”, carregando, assim, uma vez mais, a marca indelével desse
material. Sim! A ludicidade!

1 Complexo no sentido etimológico: do latim “complexus”, que significa “o que rodeia, o que inclui”. Que se
refere a formado por “com” – ou seja – “junto” e por “plectere” – o que significa, “tecer ou entrelaçar”.
Então, quando começamos a contar um pouco do que se trata a concepção
desse material, não poderíamos deixar de problematizar, por exemplo, quando
invocamos a água, os répteis, o idoso, o trabalho, a aposentadoria, entre tantos
outros assuntos que “tecemos” aqui. Estamos, então, invocando que disciplina
específica? Qual delas “dá conta” de responder a todas as indagações possíveis na
busca do conhecimento sobre tais assuntos? Água é um assunto eminentemente
do campo da Biologia? Não! Para nós, absolutamente que não! Aposentadoria
pertence à previdência social? Sim! Não! E aí entramos no campo da provisorie-
dade, das incertezas e da possibilidade de acreditar que conhecimento só pode se
constituir de forma complexa.

É possível perceber que a busca por respostas vai para além de uma questão
disciplinar? Por isso, “tramamos teias tão complexas”; que, por sua vez, nos permi-
tiram produzir texturas distintas.

Recorremos, então, neste (ainda) começo de conversa, a D´Ambrosio (2014)


quando reflete sobre a questão dos problemas do mundo atual a que estamos
submetidos; e quando, ainda, destaca a falta da capacidade humana em atingir
um estado de paz em quatros dimensões distintas: individual, social, ambiental e
militar (D ´AMBRÓSIO, 2014, p.7).

Entender a Matemática em tom de complexidade, implica contemplá-la


como uma área de conhecimento que “está entrelaçada com todas as demais
áreas do saber, e mais, provoca-nos a ação deliberada de “tecê-la” conjuntamente
com tudo”.

Trata-se de uma proposta didática de Alfabetização Matemática que pre-


tende promover o ensino e a aprendizagem de crianças fundamentada na ideia de
que, para nos tornar sujeitos capazes de reverter o quadro de problemas sociais
que estamos vivenciando, teremos que projetar ações que busquem, de fato, a
constituição de seres com direitos humanos assegurados.

Precisamos pensar em uma Educação Matemática que possibilite às nos-


sas crianças, tanto a sobrevivência – no que se refere aos elementos da vida
cotidiana - quanto a transcendência – no que se refere à explicação de fatos,
fenômenos e mistérios e criar opções para o futuro – (D´AMBROSIO, 2014, p.10).

Recorrer, também, às “coisas” de Antunes – músico e poeta brasileiro –


significa dizer-lhes, logo de início, uma identidade correlata com esse material
didático no campo matemático: uma ciência que não tem paz! Matemática tem
muito disso tudo a que o poeta se refere: peso, massa, volume (...) consistência,
profundidade (...). As coisas não têm paz, porque, para nós, requer entendermos a
palavra como algo que denota ação.

“Reclamamos” para a Matemática a sua possibilidade real como área do


conhecimento em promover, às crianças dos anos iniciais do ensino fundamen-
tal, ação deliberada para fortalecer nossa tolerância às inquietudes e conflitos
que surgem dia a dia. E mais: não só atuar sobre a solução de problemas, mas
também, na formulação de problemas, sejam eles de natureza quantitativa ou qualitativa (problemas
reais, fictícios, interpessoais, numéricos, algébricos, “geo” – gráficos ou métricos – entre tantos outros
que possamos imaginar).

Para Morin (2007), quando ignoramos a necessidade de promover o conhecimento capaz de


apreender os problemas globais e, a partir deles, dar vez aos conhecimentos parciais e locais, esta-
mos fragmentando e obstruindo qualquer possibilidade de conhecermos em contexto, na e para a
complexidade. É preciso, então, operarmos e organizarmos a mobilização dos conhecimentos de
conjunto, considerando toda a gama de particularidades que eles carregam.

Quando se trata de fazer um “recorte inicial” sobre a interconexão do pensamento complexo


e suas implicações nos processos de ensino e de aprendizagem no campo da Matemática, a
primeira ideia que nos vem à cabeça é a de que a lógica da separação e disjunção entre essa área e as
demais são incompatíveis.

E a prosa continua – Rememorando o Material de Alfabetização Matemática do 1º ano

Quando apresentamos a proposta didática para o 1º ano, já anunciávamos conceber uma


Matemática para os anos iniciais do ensino fundamental com características multiformes, com
nuances na arte, na música, nas ciências naturais e humanas, contemplando jogos e brincadeiras
por todo o nosso caminhar. Falávamos de uma adesão por um processo de ensino e de aprendizagem
de Matemática carregado de conexão com a realidade, de interação com o meio físico e social.

E cremos ter, sobretudo, com a proposta de uma Turma de Supermatemáticos, cativado a


todos os envolvidos. E não prevíamos diferente, pois “arquitetamos uma Matemática” que concebesse
a construção de identidade (em movimento) com os sujeitos que ensinam e que aprendem
Matemática. No nosso caso, envolver tanto os(as) professores(as) como os alunos. Falávamos ainda
do contentamento em criar uma turma que produzisse: voz, eco e protagonismo no processo de
ensino e de aprendizagem da Matemática.

A elaboração da proposta didática em Alfabetização Matemática (1º ano), contemplou


o que preconizavam os documentos oficiais, centrando-nos nos eixos estruturantes de forma
interconectada, bem como na criação do que nomeamos tempos didáticos contextualizados:
a) matematizar com jogos e desafios; b) matematizar na roda de conversa; c) matematizar com
registros. Ao longo daquele material (1º ano), as atividades possibilitaram trânsito entre a aquisição
do conhecimento matemático e conhecimentos de natureza ética, ambiental e de pluralidade cultural,
entre outras que marcam a transversalidade curricular.

A concepção de currículo empregada nos permitiu revisitar a concepção de transversalidade


curricular que implica contemplar conteúdos que fazem parte das preocupações diárias do sujeito
na realidade atual e das temáticas sociais que devem aparecer como um fio condutor, perpassando o
trabalho na escola (TAXA; FINI, 2001).
Como iniciamos a prosa de agora – Os “porquês” e “para quês” do Material de Alfabetização
Matemática do 2º ano

A transversalidade deu-nos a “abertura” necessária para uma proposta didática de Alfabetização


Matemática para o 1º ano, mas sentimos a necessidade de dar um outro “passo” - complementar ao
que vínhamos propondo - e que se configurou na adesão aos princípios da Complexidade (MORIN,
2007) e da Transdisciplinaridade (NICOLESCU, 1999).

Santos (2008) explica que a transdisciplinaridade transcende a lógica clássica, daquilo que
designamos “sim” ou “não” e, exatamente por meio desse pensamento, não caberiam “definições
como ‘mais ou menos’ ou aproximadamente [...] considerando-se que há um terceiro termo no qual
‘é’ se une ao ‘não é’ (quanton). E o que parecia contraditório em um nível da realidade, no outro, não
é” (p. 74).

Dessa forma, o caráter transdisciplinar da proposta didática de Alfabetização Matemática


para o 2º ano do ensino fundamental buscou associar-se à dinâmica da multiplicidade das dimensões
da realidade disciplinar (matemática, artes, ciências, múltiplas linguagens, língua materna, libras, entre
outras). Compreendemos a objetividade, mas não em detrimento da subjetividade, aceitamos a
emoção, mas sem dispensar a razão.

Continuamos a nossa fundamentação nos estudos e pesquisas da Psicologia da Educação


Matemática, em especial na Teoria dos Campos Conceituais (VERGNAUD, 1982), Lerner e Sadovsky
(1996), entre outros. Contemplamos, ainda, outros documentos oficiais como os mais recentemente
publicados, referentes aos Direitos de Aprendizagem do Ciclo de Alfabetização, preconizados pelo
Ministério da Educação.

A construção de uma proposta didática com muitos olhares e a muitas mãos nos impôs,
então, revisitar um campo de conceitos e começamos (1ª etapa – 2º ano) por aqueles que
consideramos necessários para a ampliação e consolidação de conceitos importantes para o Ciclo
Inicial de Alfabetização e, assim, fizermos uma (re)visitação aos conceitos abordados no 1º ano. Na
sequência, ampliamos esses conceitos e, nesse movimento, objetivamos, também, a consolidação da
aprendizagem de alguns conceitos iniciados anteriormente.

Desse modo, tanto o pensamento complexo como a transdisciplinaridade articulam-se porque


nos valem como instrumentos para observarmos a realidade e, sobretudo, com relação à prática
educativa, que poderemos revelar na escola, na ação do ensinar e do aprender.

Nossa próxima prosa: como se organiza o material de Alfabetização Matemática para o 2º ano

Em uma análise mais ampla, o material do 1º ano tem uma concepção transversal e que,
pouco a pouco, nos incitou à concepção de um material transdisciplinar para o 2º ano. Ambas vêm
complementando o trabalho teórico-metodológico da proposta de Alfabetização Matemática.
Apresentamos, a seguir, a planificação da proposta didática de Alfabetização Matemática contemplando
o eixo transversal e o transdisciplinar.
Figura 1 – Planificação da estrutura da proposta didática de Alfabetização Matemática

Fonte: Elaborado pelas autoras da Proposta Didática de Alfabetização Matemática

Sob a inspiração quanto à complexidade, trouxemos para o 2º ano quatro temáticas que
permeiam o mundo e que atravessam possibilidades infinitas para a construção de saberes e, no nosso
caso, saberes matemáticos contextualizados. A novidade recai, então, nos temas geradores para a
construção dos saberes necessários ao cidadão do século XXI e suas interconexões com a Matemática.

Para tanto, intitulamos, no início de cada etapa, o MaTEMAtizando que, mais do que um jogo
de palavras, significa dar continuidade ao matematizar do material anterior com a inclusão intensiva
do caráter da complexidade e transdisciplinaridade em que temas emergentes da vida contemporânea
merecem (carecem) de aprendizagem escolar, a fim de que possamos efetivamente integrar saberes
de forma cooperativa, respeitosa e solidária. Para cada etapa, traçamos os seguintes saberes a
serem trabalhados ao longo do material didático:
A estrutura abrange quatro etapas com oito semanas em cada uma delas e com os eixos
estruturantes (números e operações, grandezas e medidas, espaço e forma, pensamento algébrico e
tratamento da informação). Os Tempos Didáticos, como o Matematizar: a) com jogos e desafios; b)
na roda de conversa; c) com registros.
Na realização da proposta de Alfabetização Matemática, consideramos, ainda, alguns
procedimentos fundamentais:
a) A definição de objetivos a serem alcançados em cada uma das etapas (aproximadamente
de dois meses cada uma), bem como os gerais (em conformidade com os Direitos de
Aprendizagem) para o 2º ano do ensino fundamental.
b) A elaboração e estruturação de três dias que se complementam e permeiam o trabalho
semanal em sala de aula:
• 1º dia – Nesse dia, tratamos de apresentar situações variadas, sejam elas no eixo estruturante
de números e operações, grandezas e medidas ou tratamento da informação; mas que
valorizam e iniciam a compreensão de uma Matemática com seus usos e funções sociais.
• 2º dia – Depois de o(a) professor(a) ter “encerrado” o que se pretendia no 1º dia. Trata-se
de iniciar propostas que apresentam diversas situações que promovam a elaboração de
registros matemáticos pessoais, estratégias diferenciadas e suas correlações (progressivas)
com a formalização matemática.
• 3º dia – É um dia disponibilizado para atividades matemáticas que provocam e promovem
também situações diferenciadas, mas com ênfase em relações topológicas e geométricas,
de figuras espaciais e planas, buscando conexão com os demais eixos estruturantes.
c) Buscamos manter para o 2º ano quatro etapas que se regulam e, ao mesmo tempo, são
reguladas pela concepção de sequência didática.
Os três dias citados acima, bem como os “tempos didáticos” transitam sobre os eixos
estruturantes e convergem para cada uma das quatro etapas que compõem este material. Tais etapas
contemplam atividades variadas com propósitos específicos e que envolvem trabalho sistemático e
gradual objetivando desde o diagnóstico (sondagem) dos conhecimentos prévios dos alunos, produção
inicial, situações de superação das dificuldades apresentadas na situação inicial e, por fim, a produção
final que implica, ainda, não somente o entrelaçamento entre os conhecimentos matemáticos formais
elaborados pelos alunos, mas promove também um acompanhamento desde o planejamento até a
avaliação de todo o processo e da prática de ensino.
Assim, colocamos para o(a) professor(a), orientações didáticas em cada “tempo didático” para
que se possa planejar e adaptar as propostas à realidade de sua turma, de modo a acompanhar e
melhorar as condições de aprendizagem. Ressaltamos que, no fim de cada etapa, encontra-se uma
proposta de atividade avaliativa somativa que se propõe a identificar os resultados da aprendizagem
da etapa. Contudo, a avaliação formativa precisa ocorrer a cada dia de aula, uma vez que é essa
dimensão contínua e processual que nos permite melhorar as condições de aprendizagem.
Denominamos como avaliação formativa aquela em que pode ser feito o diagnóstico
(sondagem) dos conhecimentos prévios dos alunos e da produção inicial, bem como a respeito da
superação das dificuldades apresentadas na situação inicial da aula e, por fim, a produção final que
implica, ainda, não somente o entrelaçamento entre os conhecimentos matemáticos formais elaborados
pelos alunos, mas também visualização dos resultados obtidos, das dificuldades superadas, e mais,
da difusão do conhecimento elaborado pelos alunos (que pode ocorrer em forma de manifestações
artísticas, culturais, computacionais/digitais – em rede ou não – entre outras possíveis formas de
disseminar o conhecimento matemático).
Por fim, não poderíamos deixar de mencionar que esta proposta também acena para um esboço
“teórico-prático-metodológico” acerca da formação continuada de professores, em especial centrada
na capacitação em serviço, qual seja, aquela que acontece no contexto de trabalho dos Formadores
Estaduais do Programa Pacto com os Municípios – Alfabetização Matemática no Estado da Bahia.
Concebemos a formação continuada de professores amparada num fazer constante e que vai
muito além da formação inicial. Estamos em uma “empreitada que congrega as nossas primeiras e
genuínas anotações-reflexões” de um processo de formação em serviço que se iniciou em 2011 e que
ainda encontra-se em franco desenvolvimento.
Freire (1991) lembra que “ninguém nasce educador, mas sim, que se faz educador”. Nesse
sentido, Nóvoa (1992) afirma que a
formação permanente é uma conquista da maturidade, da consciência do
ser. Quando a reflexão permear a prática docente e de vida, a formação
continuada será exigência “sine qua non” para que o homem se mantenha
vivo, energizado, atuante no seu espaço histórico, crescendo no saber e na
responsabilidade (NÓVOA, 1992, p. 55).
Nóvoa (2002) também nos revela a importância de valorizarmos paradigmas de formação
que tenham como finalidade a preparação de docentes reflexivos, e mais, que eles sejam capazes de
assumir a responsabilidade do seu próprio desenvolvimento profissional, podendo assumir também o
papel de protagonista na implementação das políticas educativas.
Desejamos encerrar esta apresentação com uma ideia que nos parece bastante oportuna
quando Edgar Morin versa sobre “a poesia da vida”. Lembra-nos o autor que a vida é polarizada entre
a poesia e a prosa; e esta última diz respeito às coisas que devemos fazer para sobrevivermos. Do outro
lado, temos a poesia e esta sim, nos faz florescer, amar, comunicar. Segundo Morin, devemos permitir
e possibilitar aos outros e a nós mesmos viver poeticamente a vida, pois aí, sim, residem momentos
de felicidade, de realização e de alegria. Para ele, a questão da poesia da vida é fundamental (mais até
que a da felicidade) e para nós também.
Enfim, buscamos na poesia da vida, fazer uma prosa Matemática com toda a métrica “poética”
a que essa ciência tem direito.

As autoras
QUADRO DIDÁTICO DAS ETAPAS DO MATERIAL DIDÁTICO DO 2º ANO

1ª Etapa - (1º e 2º mês)


TEMA GERAL DA ETAPA – Nosso Mundo e seu contexto: o corpo humano, a água e a sustentabilidade.
CONTEÚDOS
Números e Operações / Tratamento da Informação Grandezas e Medidas Espaço e Forma
• Apropriação do número (com ênfase nas centenas): lei- • Ampliação do conceito de grandezas e medidas. • Localização e movimentação (direita/esquerda; inte-
tura, escrita, interpretação, ordenação, comparação e • Identificação de unidades de medidas não conven- rior/exterior; entre).
análise de valor posicional. cional e convencional: a) padrões não-convencionais • Compreensão dos elementos que compõem as formas
• Funções do número: codificar; medir; quantificador, or- utilizados como unidades de medidas (passos, palmos, planas: quadrado, retângulo, triângulo, círculo.
denador. pés) e convencional (medida de tempo); b) compara- • Construção de mapas com o tema ambiente natural
• Coleta e organizar dados. ção de medidas não-convencionais e convencionais focando a locomoção de pessoas utilizando formas es-
(litro, mililitro, quilograma, metro, medida de tempo); paciais (cubo, paralelepípedo, cilindro, cone, esfera) e
• Construção e interpretação de tabelas.
c) identificação e análise de instrumentos de medidas. planas.
• Construção e interpretação de gráficos pictóricos e de
coluna. • Orientação Espacial: ponto de referência.

1ª ETAPA ELEMENTOS CONCEITUAIS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ELEMENTOS METODOLÓGICOS


1ª SEMANA Grandezas e Medida de: tempo, capacida- • Observar medidas de comprimento, tempo e massa considerando o Apresentação da turma com HQ1 no Labo-
1º DIA de, massa. desenvolvimento físico de um indivíduo. ratório dos Supermatemáticos e no Projeto
Número em diferentes situações: quantifi- • Comparar a medida de tempo dada em anos. Tamar.
car, codificar, medir e ordenar. • Construir uma tabela simples usando medida de tempo, organizando Integração de duas novas personagens:
os dados em ordem decrescente. Robô (Digital) e de um menino cadeirante
(Probabilístico).
• Ler informações numa tabela construída coletivamente.
• Utilizar o número na sua função de quantificar e ordenar.
• Coletar dados de medida de tempo dada em anos.
• Construir individualmente uma tabela.
• Colocar em ordem crescente medidas de tempo dadas em ano.
1ª SEMANA Numeração. • Interpretar escritas numéricas convencionais com redondos até o milhar. Brincadeira Lacuxia.
2º DIA • Produzir escritas numéricas não convencionais e convencionais até as Ditado dos Números.
centenas e a unidade de milhar.
• Desenvolver hipóteses de escritas numéricas.
• Produzir e ordenar escritas numéricas convencionais até a classe das
unidades simples.
1ª SEMANA À direita/ à esquerda. • Observar e indicar localizações em diferentes contextos a partir das Desafio: localização dos personagens em
3º DIA Interior/ Exterior. noções de: à direita de, à esquerda de, entre, interior e exterior de cena do HQ1, simulações de posição em
objetos e figuras. sala de aula.
Entre.
• Socializar e discutir sobre localizações indicadas em diferentes contex-
tos a partir das noções de: à direita de, à esquerda de, entre, interior e
exterior de objetos e figuras.

2ª SEMANA Grandezas e Medida de tempo. • Identificar medidas de tempo como ano, dia, semana, mês. Experiência: preenchimento do calendário
1º DIA Número em diferentes situações: quantifi- • Analisar situações em que apareça o número como código e medida. anual.
car, código e medida. • Explorar e resolver situações-problema que envolvam calendário.
• Quantificar o tempo diário, semanal e mensal.
• Identificar datas num calendário anual.

2ª SEMANA Numeração • Observar o número na função de codificar em situações que se referem Desafio: Exploração do CEP – Código de
2º DIA Número na situação de código à realidade. Endereçamento Postal.
• Localizar códigos num intervalo numérico.
• Produzir escritas numéricas até as centenas, envolvendo números
como código.
• Analisar produções de escritas numéricas, envolvendo números com
código.
2ª SEMANA Relações Intrafigurais: quadrado, retângu- • Observar formas geométricas planas: quadrado, retângulo e triângulo, Jogo da Memória com formas geométricas.
3º DIA lo, triângulo e círculo. apresentadas em posições não prototípicas.
Classificação e comparação. • Identificar formas geométricas planas: quadrado, retângulo e triângu-
lo, apresentadas em posições não prototípicas.
• (Re)Conhecer os elementos das formas geométricas planas: quadrado,
retângulo, triângulo.
• Identificar formas geométricas planas: quadrado, retângulo e triângulo
em diferentes imagens.
• Descrever formas geométricas planas.
3ª SEMANA Número em diferentes situações: quantifi- • Utilizar o número nas funções de quantificar e medir. Jogo do Super Triunfo do Tamar.
1º DIA car, medir. • Explorar a função do número como medida.
Comparação. • Comparar números dados estando na função de medir, considerando
unidades de medida padronizada.
• Explorar, identificar e ordenar medidas de massa
3ª SEMANA Numeração. • Identificar numerais da ordem das centenas. Dobradura de um copo.
2º DIA • Reconhecer e registrar numerais em um contexto envolvendo medidas.

3ª SEMANA Formas geométricas espaciais: cilindro, • (Re)Conhecer formas geométricas espaciais em objetos de um am- Montagem de formas geométricas espa-
3º DIA cone, cubo e paralelepípedo. biente (cilindro, cone, cubo e paralelepípedo). ciais.
• Observar e montar a planificação de formas geométricas espaciais: ci-
lindro, cone, cubo e paralelepípedo.
• Identificar formas geométricas planas que compõem faces de diferen-
tes formas geométricas espaciais.
• Representar a planificação da forma geométrica do cilindro e do pa-
ralelepípedo.
• Identificar as formas geométricas que compõem as faces do parale-
lepípedo.
4ª SEMANA Grandezas e Medida de Comprimento; • Tomar medidas de comprimento não padronizadas de determinados Desafio: Experiência medir contornos com
1º Dia Comparação. contornos geométricos de formas planas. instrumentos não padronizados (pés, pal-
Gráfico Pictórico. • Comparar medidas de comprimento em metro com medidas de com- mos, passos).
primento não padronizadas (palmo, pés e passos).
• Registrar comparações estabelecidas entre o metro, o palmo e os pés.

4ª SEMANA Sequência numérica, correspondência, • Comparar números em situações de jogo. Jogo dos três dados.
2º Dia comparação. • Produzir escritas numéricas envolvendo números redondos, a partir de
Gráfico de colunas. comparações entre números.
• Comparar números em situações.
• Refletir sobre escritas numéricas a partir de comparações entre núme-
ros redondos das dezenas e centenas.
• Reconhecer relações entre números (maior que, menor que, estar entre).
• Construir gráfico de colunas.
4ª SEMANA Formas geométricas espaciais: cilindro, pa- • Identificar formas geométricas espaciais que se assemelham a obje- Cartaz: Diferentes formas dos reservatórios
3º Dia ralelepípedo, esfera e cone. tos de diferentes ambientes.
• Determinar semelhança entre objetos em contexto distintos e formas
geométricas espaciais (cilindro, paralelepípedo, esfera e cone).
• Fazer leitura de imagens de contextos distintos identificando seme-
lhança de objetos do contexto com formas geométricas.
• Representar com desenhos formas geométricas espaciais (cilindro,
esfera, paralelepípedo e cone) e sua planificação.
• Denominar formas geométricas espaciais.
5ª SEMANA Grandezas e Medidas: tempo. • Usar o número na função de medir (tempo). Tabela: Ano do nascimento dos alunos do
1º Dia Tabela. • Construir tabela utilizando o número na função de medir, usando o 2º ano.
Número em diferentes situações: medir. tempo em anos.
Moda. • Ler e interpretar informações apresentadas numa tabela.
• Interpretar intuitivamente a variável de maior frequência (moda).

5ª SEMANA Numeração • Confeccionar dobraduras a partir de uma sequência orientada. Dobradura de uma sanfona com papel.
2º Dia • Produzir escritas numéricas na ordem das centenas.
• Reconhecer regularidades na ordem das centenas.

5ª SEMANA Localização e orientação espacial. • Identificar, em ambientes naturais, diferentes pontos de referência. Explorando ambientes naturais que te-
3º Dia • Expressar, através da escrita, pontos de referência para a localização de nham fontes de água no município ou co-
objetos e a identificação de caminhos. munidade.
• Expressar oralmente pontos de referência para a localização de objetos
e a identificação de caminhos para a construção de um mapa de um
cenário do ambiente natural.
• (Re)Construir a expressão escrita que indica pontos de referência para
a localização de objetos e a identificação de caminhos.
• Localizar caminhos e objetos num mapa construído em malha quadri-
culada.
6ª SEMANA Grandezas e Medidas: década • Identificar o ano como unidade de medida para a formação da década. Atividade: linha do tempo (década).
1º Dia • Analisar parte de uma linha do tempo, formada por uma década.
• Apresentar o ano como unidade de medida para a formação de uma
década.
• Explorar o ano como unidade de medida.
6ª SEMANA Sequência numérica • Fazer uso de uma sequência numérica variada até as centenas. Brincadeira pular corda.
2º Dia • Identificar um valor numérico numa sequência dada.
• Reconhecer diferentes sequências numéricas até as centenas.
6ª SEMANA Localização e orientação espacial. • Construir um mapa de um ambiente natural identificando pontos de Elaboração do mapa apresentando o am-
3º Dia referência. biente natural que tenha fontes de água no
• Descrever oralmente um mapa informal construído com suas próprias município ou comunidade.
representações, retratando um ambiente natural.
• Descrever a locomoção de pessoas na representação de um mapa que
retrata um ambiente natural, usando a linguagem escrita.
7ª SEMANA Grandezas e Medidas de comprimento • Medir os lados de um espaço físico usando unidade de medida não Desafio: medir a sala de aula com passos.
1º Dia convencional (passo). HQ2: A Turma dos Supermatemáticos me-
• Perceber que, para medir, precisamos utilizar um referencial e uma uni- dindo coisas.
dade de medida.
• Comparar medidas não convencionais.
• Registrar e comparar medidas com unidades não convencionais (passo).
7ª SEMANA Numeração, comparação, sequência, regu- • Reconhecer o valor posicional dos algarismos em um número dado. Brincadeira: descubra o número que...
2º Dia laridade, sucessor e antecessor. • Compor e escrever números da ordem das centenas.
• Comparar números com um mesmo algarismo em posições diferentes.
• Escrever números da ordem das centenas.
• Ler e interpretar escritas de números em uma determinada sequência.
• Identificar a regularidade de uma sequência de números.
• Reconhecer sucessores e antecessores em uma sequência de números.
7ª SEMANA Localização e orientação espacial. • Construir um mapa coletivamente adaptando a imagem de objetos de Construção do mapa coletivo
3º Dia um ambiente natural para assemelhar-se a formas geométricas.
• Descrever oralmente um mapa informal, construído coletivamente
com as representações de um grupo, retratando um ambiente natural.
• Localizar e nomear formas geométricas dispostas num mapa.
8ª SEMANA Número em diferentes situações: quantifi- • Usar o número na função de quantificar. Gincana relacionada à coleta de lixo.
1º Dia car e código. • Comparar quantidades;
Comparação. • Usar as medidas de tempo num contexto.
Grandezas e medidas de tempo. • Explorar o número enquanto código e quantidade.

8ª SEMANA Número em diferentes situações: quantifi- • Explorar o número enquanto quantidade e medida. Jogos: da Memória com Formas Geométri-
2º Dia car e medida. • Explorar o número enquanto quantidade. cas, Super Triunfo do Tamar e o Jogo da
Operações. Memória Calendário Ambiental.
• Comparar quantidades.
• Realizar a soma e a subtração de quantidades.
8ª SEMANA Formas Geométricas • Decorar uma caixa que tenha forma geométrica semelhante à do pa- Experiência: decorar a Caixa Matemática.
3° Dia ralelepípedo.
• Reconhecer formas geométricas.
• Identificar formas geométricas.
2ª Etapa - (3º e 4º mês)
TEMA GERAL DA ETAPA – Uma visita à declaração dos direitos da criança.
CONTEÚDOS
Números e Operações / Tratamento da Informação Grandezas e Medidas Espaço e Forma
• Estratégias de cálculo no Campo Aditivo (adição e sub- • Unidades de tempo: hora, minuto, dia, mês, ano. • Relações entre formas geométricas espaciais (cubo, ci-
tração). • Medidas não-convencionais e convencionais compri- lindro, paralelepípedo, pirâmide e esfera, cone) e for-
• Arredondamento, estimativas, composição e decom- mento (metro), capacidade (litro, mililitro) massa (mili- mas geométricas planas (círculo, triângulo, quadrado
posição. gramas, gramas, quilogramas). e retângulo).
• Uso de símbolos matemáticos para registros de opera- • Padrões em mosaicos.
ções do Campo Aditivo. • Pensamento algébrico: estabelecer critérios para agru-
• Iniciação à inferências (pensamento probabilístico). par, classificar e ordenar objetos considerando diferen-
tes atributos.
• Relações numéricas envolvendo a multiplicação com
dobros.
• Funções do número: medir; quantificar; codificar.
• Coleta de dados, conversão de tabela em gráfico e de
gráfico em tabela.

2ª ETAPA ELEMENTOS CONCEITUAIS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ELEMENTOS METODOLÓGICOS


1ª SEMANA Grandezas e medidas de: temperatura, • Identificar notações numéricas que envolvem medidas de temperatura, HQ3 Supermatemáticos em... Experiências
1º DIA tempo e capacidade. medidas de tempo e de capacidade. com a declaração dos Direitos Humanos e
Tabela, quadro. • Explorar situações relacionadas a medidas de temperatura, de tempo o das Crianças.
Classificação. e de capacidade.
• Ler e interpretar tabela.
• Organizar dados para apresentá-los num quadro.
• Classificar diferentes unidades de medidas (temperatura, tempo e ca-
pacidade).
1ª SEMANA Contagem, classificação e comparação. • Produzir diferentes estratégias para quantificar coleções; Atividade: coleções.
2º DIA • Identificar as relações que classifica uma dada coleção;
• Comparar quantidades de coleções variadas.
• Refletir sobre as estratégias produzidas.

1ª SEMANA Reconhecimento de padrões. • Reconhecer padrões existentes em mosaicos. Experiência: observação de padrões em
3º Dia • Produzir um padrão utilizando uma sequência de forma geométrica. mosaicos.
2ª SEMANA Grandezas e medidas: tempo. • Identificar e analisar unidades de medida de tempo, como hora e minuto; Atividade com relógio, analógico e digital.
1º Dia Número na situação medir. • Medir o tempo utilizando o relógio.
• Explorar o número como função de medir o tempo (hora e minuto).
• Explorar o relógio como instrumento de medição do tempo.

2ª SEMANA Adição e comparação. • Compor números adicionando duas parcelas. Jogo: batalha dupla.
2º Dia • Comparar resultados de adições.
2ª SEMANA Agrupamento, classificação, ordenação. • Estabelecer critérios para agrupar e classificar imagens. Desafio classificar hábitos saudáveis que
3º Dia • Agrupar imagens considerando critérios estabelecidos. precisam ser divulgados na escola para a
confecção de um cartaz.
• Descrever formas e padrões em mosaicos.

3ª SEMANA Grandezas e Medidas: tempo • Usar a medida de tempo em horas num contexto. Tirinha Direito à Educação.
1º Dia Tabela e Gráfico. • Ler e interpretar informações dadas numa tabela. Simulação do cardápio dos supermatemá-
• Converter informações de uma tabela em gráfico. ticos.

3ª SEMANA Contagem. • Fazer contagem e operações em situações-problema. Simulação de compra de alimentos (produ-
2º Dia Comparação. • Produzir e interpretar a escrita numérica envolvendo dezenas e centenas. tos da cesta básica).
Campo Aditivo. • Registrar a contagem, produção e interpretação da escrita numérica
envolvendo dezenas e centenas.
• Socializar a contagem, a produção e a interpretação da escrita numéri-
ca envolvendo dezenas e centenas.

3ª SEMANA Relações intrafigurais e interfigurais entre • Observar relações interfigurais entre pirâmides de base triangular e de Construção de estrutura de pirâmides com
3º Dia pirâmides de base triangular e base qua- base quadrangular. canudos
drangular. • Construir formas que se assemelhem à pirâmide de base triangular e à
pirâmide de base quadrangular.
• Refletir e socializar as relações interfigurais entre pirâmide de base
triangular e de base quadrangular.
• Reconhecer formas geométricas (triângulo e pirâmide).

4ª SEMANA Comparação. • Comparar e classificar como leve ou pesado matérias em estado líqui- Atividade para classificar objeto como leve
1º Dia Classificação. do e em estado sólido. ou pesado.
Grandezas e Medidas: capacidade. • Identificar matéria em estado líquido e sólido.
• Observar unidades de medidas usadas para medir capacidade e para
medir massa.
• Listar produtos no estado sólido ou no estado líquido relacionando-os
com suas respectivas unidades de medidas.
• Relacionar produtos que são medidos em litro, mililitro, quilograma e
em gramas.
4ª SEMANA Estimativa. • Resolver operações com o uso de calculadora e fazendo estimativa. Simulação da compra de um computador.
2º Dia Comparação. • Resolver operações por meio da estimativa e do cálculo mental.
Intervalos numéricos. • Comparar intervalos que se aproximem do resultado de uma operação.
Operações do Campo Aditivo. • Analisar resultados de uma operação, para identificar se são ou não
adequados.

4ª SEMANA Orientação espacial, localização, formas • Observar a localização de objetos numa imagem. Identificar semelhanças e diferenças em
3º Dia geométricas planas. • Expressar verbalmente a localização de objetos numa imagem. imagens.
• Desenhar formas geométricas plana com uso de régua.
• Desenhar retângulo utilizando régua.
• Desenhar livremente paralelepípedo.
5ª SEMANA Estimativa • Fazer estimativa do tempo gasto numa ação. Tirinha o lazer faz bem para a saúde.
1º Dia Número na situação medir • Explorar o número na função de medir o tempo.
Operações do Campo Aditivo • Resolver situações-problema, no campo aditivo, envolvendo medida
de tempo.

5ª SEMANA Estimativa. • Fazer estimativa de soma com duas parcelas. Jogo Prato das Estimativas
2º Dia Operações do Campo Aditivo. • Estimar a soma a partir de intervalos.
• Usar a calculadora para verificar a estimativa de somas.
• Expressar verbalmente o cálculo mental feito para indicar uma esti-
mativa de soma com duas parcelas e a estimativa de soma a partir de
intervalos.
• Resolver operações envolvendo a adição em situação de jogo.
• Selecionar resultados das operações realizadas a partir de intervalos.

5ª SEMANA Relações interfigurais: cubo • Montar cubos usando diferentes modelos de planificação. Desafio: montar cubos a partir de diferen-
3º Dia • Refletir e socializar as relações interfigurais. tes planificações.
• Desenhar uma planificação do cubo utilizando uma régua.
• Conceituar o quadrado e o cubo.

6ª SEMANA Grandezas e Medidas: comprimento. • Identificar medidas de comprimento. Atividade com fita métrica.
1º Dia Gráfico. • Colocar medidas de comprimento em ordem crescente.
Tabela. • Ler e interpretar o gráfico.
• Comparar os comprimentos.
• Construir uma tabela a partir do gráfico.
6ª SEMANA Operações do Campo Aditivo • Produzir composições e decomposições de números para encontrar Jogo Compor Números.
2º Dia resultados de operações com números redondos.
• Refletir sobre as relações entre operações com unidades e redondos
(Ex: 3+3 e 30+30; 4+8 e 40+80).
• Registrar composições produzidas em situação de jogo.

6ª SEMANA Relações interfigurais entre círculo e cir- • Identificar formas geométricas em obras de arte. Identificar na releitura da obra de Tarsila do
3º Dia cunferência. • Identificar relações entre círculo e circunferência. Amaral imagens que se assemelhem a for-
mas geométricas.
• Desenhar formas geométricas, círculo e circunferência.

7ª SEMANA Número em diferentes situações: quantifi- • Identificar o número como função de quantificar e medir; Tirinha Direito à Educação Ambiental.
1º Dia car e medir. • Relacionar o número a medidas convencionais de capacidade e com-
Contagem primento.
• Quantificar objetos numa situação.
• Construir conjuntamente as estratégias de quantificação.
• Desenvolver esquemas para a quantificação de materiais.

7ª SEMANA Operações do Campo Multiplicativo • Reconhecer a adequação do cálculo de dobros. Cartaz quantidade de patas.
2º Dia • Registrar cálculos com dobros produzidos.
• Registrar cálculos com dobros produzidos no grupo.

7ª SEMANA Relações intrafigurais entre esfera, cilindro • Montar cilindro e cone. Montar cilindro e cone a partir de suas pla-
3º Dia e cone. • Identificar elementos geométricos da esfera, do cilindro e do cone. nificações.
• Nomear figuras geométricas (cilindro, cone e esfera).
• Identificar a planificação do cilindro e do cone.

8ª SEMANA Gráfico. • Discutir o tema Trabalho Infantil. Conversa sobre o trabalho infantil.
1º Dia Número na situação quantificar • Investigar sobre o tema Trabalho Infantil por meio da matemática.
• Usar o número na sua função de quantificador.
• Ler e interpretar um gráfico.
8ª SEMANA Número na situação quantificar • Ler uma reportagem com informações numéricas. Leitura da reportagem sobre o “Trabalho
2º Dia Classificar • Observar o número na sua função de quantificador. infantil”.
Preenchimento de tabela. • Investigar sobre o tema Trabalho Infantil por meio da matemática.
• Ler e interpretar os dados numéricos da reportagem.
• Usar o número na sua função de quantificador.
• Preencher uma tabela a partir dos dados apresentados.
8ª SEMANA Número em diferentes situações: quantifi- • Investigar sobre o tema Trabalho Infantil por meio da matemática. Fazer desenhos para expressar o combate
3º Dia car e medir. • Ler e interpretar os dados numéricos da reportagem. ao trabalho infantil.
Inferência. • Usar o número na sua função de quantificador e medida de tempo.
Preenchimento de tabela. • Realizar inferência (pensamento probabilístico).
• Preencher uma tabela a partir dos dados construídos.

3ª Etapa - (5º e 6º mês)


TEMA GERAL DA ETAPA – O planeta da diferença (a ética no contexto da diversidade e da inclusão).
CONTEÚDOS
Números e Operações / Tratamento da Informação Grandezas e Medidas Espaço e Forma
• Relações numéricas envolvendo o Campo Multiplicati- • Sistema monetário. • Compreensão dos elementos que compõem o prisma
vo: dobros, triplos, quádruplos, metade. • Unidade de medida capacidade (grama). de base hexagonal e as relações entre essa forma geo-
• A multiplicação com a ideia de soma de parcelas iguais, • métrica espacial e sua planificação.
Unidade de medida de tempo: ano, meses.
de organização retangular, de proporcionalidade e de • Reconhecimento e produção de padrões em sequên-
combinatória. cias com formas geométricas.
• Leitura e interpretação de problemas matemáticos • Explorar características das formas geométricas: cubo,
não-convencionais: com quadrados mágicos, de lógi- triângulo, cone, quadrado, hexágono.
ca, com excesso de dados. • Reconhecimento de Padrões.
• Relações do Campo Aditivo: composição (protótipo, • Sequência de sons.
1ª extensão), transformação (protótipo, 1ª extensão) e
comparação (2ª extensão).
• Leitura e interpretação de situações-problema envol-
vendo gráficos em situações.
• Reconhecimento de padrões.

3ª ETAPA ELEMENTOS CONCEITUAIS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ELEMENTOS METODOLÓGICOS


1ª SEMANA Grandezas e medidas: tempo. • Analisar situações-problema em torno de medidas de tempo, em anos HQ4: Supermatemáticos em... Experiências
1º DIA Número na situação quantificar e ordenar. e meses. de um contador de histórias.
Campo Aditivo. • Identificar e solucionar situações-problema de medidas de tempo, no
campo aditivo.
• Explorar situações de medidas de tempo a partir de situações-problema.
• Identificar e analisar procedimentos de cálculo em situações de medi-
das de tempo, no campo aditivo (composição).
• Interpretar diferentes unidades de medidas tempo (meses e anos).
• Solucionar situações envolvendo medida de tempo, no Campo Aditivo.
1ª SEMANA Campo Multiplicativo: metade. • Identificar o valor da metade de um número natural de 0 a 10. Jogo da Memória.
2º DIA Porcentagem. • Identificar o valor da metade de um número.
• Resolver oralmente situações-problema envolvendo operações com a
metade.
• Resolver situações-problema envolvendo operações com a metade.
• Registrar estratégias para a produção dos resultados dessas operações.

1ª SEMANA Forma Geométrica Plana: hexágono. • Desenhar a forma geométrica: hexágono. Desafio: desenhar a Praça Hexagonal.
3º Dia • Identificar a forma geométrica: hexágono.
• Reconhecer objetos do cotidiano que possuam a forma que se asse-
melhe ao hexágono.
• Representar a forma geométrica do hexágono.

2ª SEMANA Campo Multiplicativo. • Solucionar situações-problema envolvendo o conceito do Campo Mul- Atividade de organização das cadeiras para
1º Dia tiplicativo do eixo proporção simples da classe um para muitos. uma seção de cinema
• Identificar e analisar procedimentos de cálculo utilizados na resolução
de situações-problema do Campo Multiplicativo envolvendo o concei-
to do eixo proporção simples da classe um para muitos.
• Solucionar situações-problema do Campo Multiplicativo com diferen-
tes procedimentos de resolução.

2ª SEMANA Campo Multiplicativo: dobro, triplo, quá- • Resolver operações envolvendo dobro, 3 e 4. Jogo Trilha Solidária.
2º Dia druplo. • Resolver situações-problema envolvendo operações com dobros, tri-
plos e quádruplos.

2ª SEMANA Elementos geométricos do prisma de base • Construir uma caixa que se assemelha a um prisma de base hexagonal. Desafio: Construir uma caixa que se asse-
3º Dia hexagonal. • Identificar elementos geométricos de um prisma hexagonal. melha a um prisma de base hexagonal.
• Identificar e relacionar as formas geométricas planas que compõem o
prisma de base hexagonal.

3ª SEMANA Leitura e interpretação de situações-pro- • Ler dados numéricos presentes em um texto e em um gráfico. Carta de Matema sobre Bulling.
1º Dia blema envolvendo porcentagem e gráficos. • Ler e interpretar informações numéricas presentes na carta escrita por
Matema.
• Ler e interpretar informações numéricas presentes em gráficos.
• Registrar a interpretação de informações numéricas relacionadas a
porcentagem.
3ª SEMANA Resolver situações-problema com mais de • Resolver situações-problema com mais de uma solução. Simulação de compras de frutas
2º Dia uma solução: Campo aditivo e Multiplica- • Discutir sobre a solução de situações-problema com mais de uma so-
tivo. lução.
• Resolver situações-problema registrando os algarismos corresponden-
tes à solução.

3ª SEMANA Forma geométrica plana. • Montar mosaico com formas geométricas. Decorar com mosaicos uma caixa que se
3º Dia Mosaicos. • Expressar oralmente sobre elementos geométricos de formas planas assemelha a um prisma de base hexagonal.
e espaciais.
• Analisar mosaicos construídos com formas geométricas.

4ª SEMANA Ordenação. • Realizar multiplicações com algarismos de três a nove. Jogo: descubra o produto.
1º Dia Campo multiplicativo. • Observar padrões no quadro da multiplicação.
• Efetuar a operação de multiplicação.
• Explorar números ordinais fazendo localizações.

4ª SEMANA Situações-problema de lógica. • Resolver situações-problema de lógica. Passatempo: sudoku.


2º Dia • Identificar a disposição de figuras em cada linha e coluna de um qua-
dro, sem repetições de imagens.

4ª SEMANA Padrões. • Identificar elementos de uma sequência. Sequência de formas geométricas.


3º Dia Sequência. • Reconhecer padrões em sequências com formas geométricas.
• Refletir sobre o reconhecimento de padrões.

5ª SEMANA Sistema Monetário. • Efetuar operações de adição, multiplicação com dobro e triplo e divi- Nota de compra na farmácia.
1º Dia Comparação. são com metade.
Campo Aditivo e Multiplicativo. • Efetuar operações utilizando o número no sistema monetário.
• Expressar verbalmente esquemas de solução de operações de soma,
multiplicação com dobro e triplo e divisão com metade.
• Efetuar o cálculo de porcentagem intuitivamente.
• Comparar valores monetários.
• Efetuar a operação de adição.
5ª SEMANA Situações-problema envolvendo lógica,. • Resolver problemas de lógica usando quadrado mágico. Quadrado Mágico.
2º Dia Campo Aditivo • Resolver e elaborar situações-problema de lógica, envolvendo quadra-
dos mágicos.
5ª SEMANA Padrões de Crescimento. • Reconhecer padrões de crescimento de uma sequência. Sequência com tampinhas de garrafa pet.
3º Dia Sequência. • Refletir sobre padrões.
Ordenação. • Identificar termos numa sequência.
• Identificar os próximos termos numa sequência.
• Elaborar uma sequência seguindo um padrão.

6ª SEMANA Regularidades em sequência numérica. • Observar regularidades numa sequência numérica. Atividade: Frasco de balas.
1º Dia Campo multiplicativo: dobro. • Identificar o dobro de um número dado.
• Explorar o número com sentidos de medida, no caso, de capacidade
(grama) e quantificação.
• Explorar as operações de adição.

6ª SEMANA Campo Multiplicativo e Aditivo. • Solucionar situações-problema de combinatória (discreto). Desafio: Dizer quantos pares diferentes de
2º Dia • Seleção e análise de dados em situações- problema de combinatória casais de idosos podem ser formados.
(discreto).

6ª SEMANA Formas geométricas planas e espaciais. • Identificar formas geométricas com seus nomes: cubo, triângulo, cone, Caça-palavras.
3º Dia quadrado e hexágono.
• Refletir sobre as características das formas geométricas cubo, triângu-
lo, cone, quadrado, hexágono.
• Identificar o número de lados das figuras geométricas: triângulo, qua-
drado e hexágono.

7ª SEMANA Campo Aditivo. • Identificar e solucionar situações-problema de transformação do cam- Desafio: o enigma das transformações.
1º Dia po aditivo (1ª extensão).
• Analisar procedimentos de cálculo em situações-problema de transfor-
mação do campo aditivo.
• Solucionar e criar situações-problema de transformação do Campo
Aditivo.
7ª SEMANA Campo Aditivo. • Resolver e elaborar situações-problema envolvendo a ideia de compa- Atividade: Comparação de quantidades.
2º Dia ração (2ª extensão).
• Elaborar situações-problema envolvendo a ideia de comparação.
• Resolver situações-problema envolvendo a ideia de comparação.
7ª SEMANA Sequência de sons. • Fazer uma sequência de sons. Brincadeira: “Peito, estala, bate”.
3º Dia • Refletir sobre sequências de sons.
• Registrar uma sequência de sons.
8ª SEMANA Campo Multiplicativo. • Ler e interpretar uma situação-problema do campo multiplicativo com Atividade da Tirinha
1º Dia o conceito de um para muitos.
• Socializar esquemas para solucionar uma dada situação-problema do
campo multiplicativo;
• Desenvolver noções de multiplicação.
• Registrar procedimentos de cálculo.

8ª SEMANA Comparação. • Solucionar situações-problema que envolvem comparação entre quan- Atividade da Tirinha
2º Dia tidades e o conceito de um para muitos.
• Socializar e refletir sobre situações-problema que envolvem compara-
ção entre quantidades e o conceito de um para muitos.

8ª SEMANA Padrões e sequência. • Identificar padrões em uma sequência. Atividade: padrão na figura.
– 3º Dia • Explorar o pensamento algébrico.
• Socializar, registrar e refletir sobre estratégias para a identificação de
elementos de uma sequência.
• Elaborar uma sequência.

4ª Etapa - (7º e 8º mês)


TEMA GERAL DA ETAPA – Declaração da nossa cultura.
CONTEÚDOS
Números e Operações / Tratamento da Informação Grandezas e Medidas Espaço e Forma
• As funções do zero. • Ler resultados de medições realizadas pela utilização • Simetria e homotetia (ampliação e redução) de formas
• Redondos nas ordens do milhar (crescente e decres- de instrumento de medida (régua). geométricas planas ;
cente). • Produzir registros para comunicar resultados de uma • Transformações Geométricas: rotação, reflexão e trans-
• Produzir e comparar valores e escritas numéricas. medição. lação;
• Frações unitárias (um terço, um meio e um quarto). • Ideia de semelhança de formas planas;
• Par e ímpar. • Produção de padrões e faixas decorativas;
• Campo Aditivo e Multiplicativo.
4ª ETAPA ELEMENTOS CONCEITUAIS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ELEMENTOS METODOLÓGICOS
1ª SEMANA Produção de texto a partir de informações • Localizar resultados de medidas (quantificadores) em uma tabela; HQ Supermatemáticos em... Voltas Mate-
1º DIA contidas numa tabela • Produzir relatório a partir de informações de uma tabela. máticas ao Mundo – um mergulho à diver-
sidade.
• Ler, socializar e discutir diferentes relatórios produzidos a partir de
uma mesma fonte de informações.
• Padronizar e produzir um relatório coletivo acerca das informações
contidas em uma tabela.

1ª SEMANA Frações unitárias (um terço e um quarto) • Fazer imagens que sejam fracionadas. Cartaz: “Arte Africana Ndebele”.
2º DIA • Reconhecer frações unitárias 1/2, 1/3 e 1/4.

1ª SEMANA Elementos e formas geométricas. • Desenhar formas geométricas. Desafio: Fazer uma grafitagem usando for-
3º Dia Padrões. • Descrever padrões existentes em artes de grafitagem. mas geométricas.
• Identificar elementos geométricos em artes de grafitagem.
• Denominar formas geométricas.
• Reproduzir padrões.

2ª SEMANA O mais grosso, o mais fino, o mais estreito, • Explorar semelhanças e diferenças entre objetos; História da Matrioska.
1º Dia o mais largo, o mais alto e o mais baixo. • Comparar tamanhos de objetos.
• Estabelecer relações entre objetos.
2ª SEMANA Numeração: ordem crescente, ordem de- • Produzir e interpretar escritas numéricas nas diferentes ordens da clas- Ditado de números.
2º Dia crescente. se do milhar.
• Organizar números redondos na ordem crescente e decrescente.

2ª SEMANA Homotetia: ampliação. • Ampliar formas geométricas planas (homotetia). Desafio: ampliar as formas apresentadas na
3º Dia Noções de semelhança de formas planas. • Refletir sobre ampliação de formas geométricas planas. malha quadriculada.
• Introduzir a ideia de semelhança de formas planas.
• Registrar a ampliação de formas geométricas planas.

3ª SEMANA Par e ímpar. • Identificar números pares e ímpares a partir de uma situação com uso Dança: quadrilha junina.
1º Dia de agrupamentos de pessoas ou objetos.
• Solucionar, em grupo, situações-problema que envolvam formação de
quantificadores pares e ímpares.
• Formular situações-problema que envolvam formação de quantifica-
dores pares e ímpares.

3ª SEMANA Numeração. • Produzir escritas numéricas até a dezena de milhar. Brincadeira: “O Número mais Próximo”.
2º Dia Maior que.
Menor que.
3ª SEMANA Homotetia: redução. • Registrar a redução (homotetia) de formas geométricas planas; Desafio: reduzir formas geométricas.
3º Dia Noções de semelhança de formas planas. • Introduzir a ideia de semelhança de formas planas.
• Discutir sobre a redução de formas geométricas planas;
• Introduzir a ideia de semelhança de formas planas.
• Registrar redução de figuras geométricas planas.

4ª SEMANA Campo Multiplicativo. • Identificar e explorar situações-problema do campo multiplicativo Atividade gestos de saudação.
1º Dia (combinatória).
• Solucionar situações-problema do campo multiplicativo (combinatória).
• Analisar os registros e procedimentos utilizados para solucionar situa-
ções-problema do campo multiplicativo (combinatória).

4ª SEMANA Numeração: composição e decomposição. • Compor e decompor números utilizando as operações da adição e da Atividade composição e decomposição de
2º Dia subtração. números com calculadora.
• Resolver de operações com composição e decomposição dos termos
da adição e da subtração.
4ª SEMANA Transformação Geométrica: reflexão. • Introduzir a noção da transformação geométrica: reflexão. Experiência com tinta guache.
3º Dia Semelhança. • Explorar a ideia de semelhança entre formas.
Formas Simétricas. • Socializar a produção de formas simétricas.
Eixo de Simetria. • Refletir sobre formas simétricas.
• Identificar o eixo simetria em reflexões.
• Registrar percepções sobre a transformação geométrica: reflexão.
• Identificar figuras simétricas.

5ª SEMANA Número na situação de medida. Medição. • Explorar a régua enquanto instrumento de medida. Desafio: descobrir o tamanho do envelope
1º Dia Comparação. • Medir utilizando a régua. para colocar o mapa num tamanho redu-
zido.
• Registrar valores de medidas determinados com uma régua.
• Discutir a forma de utilizar uma régua.
• Ler resultados de medições utilizando a régua.
• Comparar medida de comprimento.
• Estabelecer relações entre objetos.

5ª SEMANA Campo Aditivo. • Resolver operações de adição e de subtração com reserva. Desafio: encontrar o total de uma compra
2º Dia de duas formas diferentes.
5ª SEMANA Transformação Geométrica: translação. • Completar sequências em faixas decorativas. Atividade: produzir faixas decorativas.
3º Dia Semelhança. • Construir uma faixa decorativa.
Padrões. • Introduzir a noção da transformação geométrica: translação.
• Refletir sobre figuras transladadas.
• Identificar a transformação geométrica: translação.

6ª SEMANA Número na situação de medida. • xplorar a régua enquanto instrumento de medida. Atividade: quem consegue dizer a medida
1º Dia Medição. • Socializar esquemas para tomar medidas com uma régua. de um objeto pequeno?
Comparação. • Ler resultados de medições utilizando a régua.
• Escrever resultados de medições utilizando a régua.

6ª SEMANA Numeração. • Reconhecer o zero na representação da ausência de elementos e a Atividade: transformação de número com
2º Dia Funções do zero. função de marcador de posição. calculadora.

6ª SEMANA Transformação geométrica: rotação. • Construir, com dobradura, objeto que apresente rotações. Experimento: construir um catavento com
3º Dia • Introduzir a noção da transformação geométrica: rotação. dobradura.
• Registrar rotações de formas geométricas.

7ª SEMANA Padrões. • Criar padrões geométricos; Desafio: criar quatro padrões geométricos
1º Dia Combinações. • Utilizar padrões geométricos em situações de combinatória. diferentes.
• Discutir esquemas de solução de situações de combinatória.
• Formular situações-problema envolvendo combinatória.

7ª SEMANA Par e ímpar. • Reconhecer um número como par ou ímpar. Desafio: encontrar sequências de números
2º Dia pares e ímpares numa lista de números.

7ª SEMANA Formas Geométricas. • Fazer dobradura com as orientações dadas por meio de imagens. Desafio: fazer uma casa com dobradura.
3º Dia Transformações Geométricas. • Identificação de formas e transformações geométricas.
• Registrar formas geométricas.

8ª SEMANA Localização, padrões, sequências, simetrias, • Conhecer a matemática apresentada numa dada obra de arte. Observação da releitura das obras do Mes-
1º Dia translação. • Socializar e refletir sobre a disposição de padrões, sequências, sime- tre Vitalino.
trias em obras de arte.
• Elaborar cenas do cotidiano do aluno utilizando padrões, sequências
e simetrias.
8ª SEMANA Formas geométricas, relações espaciais. • Observar e explorar conceitos matemáticos na produção de uma escultura. Produção de escultura.
2º Dia Sistema monetário • Reconhecer e relacionar conceitos matemáticos em esculturas.
• Listar as relações espaciais e formas geométricas mobilizadas na pro-
dução de esculturas.
8ª SEMANA Tabela, sistema monetário, custo, lucro. • Utilizar conceitos matemáticos para confecção de um artesanato. Produção de peça artesanal.
3º Dia • Relacionar valores de materiais para composição do custo e preço de venda.
1ª Etapa

33
34
proposta didática
para o PROFESSOR 1ª E TAPA

1ª SEMANA 1° DIA

ma tematizando
Nesta 1ª etapa abordaremos conceitos matemáticos, com o objetivo de observar o mundo e seu contexto, valo-
rizando as fontes naturais de água, os reservatórios e o uso da água de maneira racional. Além disso, conversar
sobre a capacidade do ser humano em desenvolver ações sustentáveis.

folheiem, e que possam observar livremente


por algum tempo. Em seguida, solicita que os
alunos comentem espontaneamente suas per-
cepções, salientando o que observaram de se-
melhanças e diferenças com o Caderno de Ati-
vidades do 1º ano. Caso não tenham usado o
Objetivo(s): Caderno de Alfabetização Matemática do PAC-
TO, podem falar sobre o outro livro de Matemá-
• Observar medidas de comprimento, tempo e tica que estudaram no 1º ano.
massa considerando o desenvolvimento físico
de um indivíduo. 2. O(A) professor(a) propõe a leitura da História
em Quadrinhos – HQ1: O Laboratório dos Su-
Orientação Didática: permatemáticos em... Projeto Tamar, que se
encontra no Caderno de Atividades. Acredi-
1. O(A) professor(a) disponibiliza para cada aluno tamos que alguns alunos ainda não tenham o
o seu Caderno de Atividades, orientando que domínio da leitura, portanto, o(a) professor(a)
Alfabetização Matemática

solicita que observem as imagens e relatem a Orientação Didática:


história, ou seja, façam uma interpretação das
imagens do HQ1. 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos sen-
tem em roda, a fim de assegurarmos a roda
3. O(A) professor(a) ouve as ideias dos alunos e, de conversa. Essa disposição tem o objetivo de
se possível, anota na lousa, objetivando que possibilitar o mesmo campo de visão a todos
na “roda da conversa” façam uma compara- e que possam ser vistos e ouvidos por todos.
ção entre o que “estimaram” pela leitura das
imagens e o que “constataram” depois da lei- 2. O(A) professor(a) pergunta aos alunos sobre
tura do texto. as novas idades dos Supermatemáticos e so-
licita que cada idade falada oralmente seja
4. Na sequência, o(a) professor(a) faz a leitura registrada na lousa, usando os algarismos. O
possibilitando que os alunos acompanhem registro pode ser feito pelo aluno que falou
no Caderno de Atividades. Em seguida, per- ou por outro que esteja ouvindo. Depois que
gunta sobre os elementos principais do HQ1, as idades de todas as personagens foram fa-
buscando enfatizar: ladas e registradas na lousa, questionar:

a) As mudanças físicas da Turma dos Su- a) Quais personagens têm a mesma idade?
permatemáticos com a transformação de
b) Qual ou quais personagens têm um ano a
algumas informações pessoais, como: ida-
mais que o Origami e a Métrica?
de, peso, altura.
c) Qual ou quais personagens têm três anos a
b) A vinda de uma nova personagem (Pro-
mais que o Origami e a Métrica?
babilístico) e suas características pessoais,
d) Qual a personagem da turma que possui
observando que ela fará parte da turma,
mais idade? E, qual a mais nova?
mas será a distância, por meio da tecnolo-
gia, utilizando a linguagem virtual. e) Qual a personagem que ainda não falamos
a sua idade? E quantos anos ela tem?
c) Os Supermatemáticos estarão vivendo
novas experiências, como a de aprender f) Quem de vocês tem a idade que se aproxi-
sobre o mundo e seu contexto, valorizan- ma das idades das personagens da Turma
do as fontes naturais de água, os reserva- dos Supermatemáticos? Quem tem a mes-
tórios e uso da água (rios, mares, oceanos, ma idade que Origami? E, quem tem oito
lagos) e a capacidade do ser humano em anos como o Quadrático? Sugerimos que
desenvolver ações sustentáveis. o(a) professor(a) elabore outras perguntas
conforme as idades dos alunos, ou seja,
caso tenha alunos com menos ou mais
idades do que sete ou oito anos.

3. Em seguida, o(a) professor(a) propõe a cons-


trução coletiva de uma tabela (as orientações
para a construção constam no material do
1º ano), usando como dados as idades das
Objetivo(s): personagens. A tabela pode ser construída
utilizando a lousa, cartolina ou papel-metro.
• Comparar a medida de tempo dada em anos. Fique atento para a importância de ter: iden-
• Construir uma tabela simples usando medida tificação das colunas, um título e a citação da
de tempo, organizando os dados em ordem fonte. Explique para os alunos que as idades
decrescente. devem ser colocadas na ordem decrescente
• Ler informações numa tabela construída co- (da maior para a menor). Segue o modelo da
letivamente. tabela a ser construídam.

36
Proposta didática para o Professor

Tabela – Idades dos Supermatemáticos • Colocar em ordem crescente medidas de


tempo dadas em ano.
Supermatemático Idade em ano
Orientação Didática:
Matema 12

Dezena 11 1. Na Atividade 1, o(a) professor(a) propõe que


Cone 10 cada um colete os dados como preferir, dan-
do pistas como: lista de nomes da turma,
Poliedro e Probabilístico 9
pessoas da escola que podem participar, en-
Quadrático 8 tre outras possibilidades que possam surgir.
Origami e Métrica 7
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Esco-
Infinito 2
lha seis pessoas na escola para perguntar a idade
Fonte: História em quadrinhos da turma. em anos e anote os dados.

4. Em seguida, o(a) professor(a) faz a leitura da ta-


bela, indicando o que é uma coluna, uma linha.
É possível conversar com os alunos sobre as in-
formações nas colunas e linhas: na 1ª coluna le-
mos os nomes das personagens que colhemos
os dados e estes dados são as idades; na 2ª co-
luna as informações das idades estão apresen-
tadas em anos. Levante a discussão de outras
formas possíveis de organizar a tabela como:
colocar as idades em ordem crescente; apre-
sentar as idades em meses; inverter a ordem
das colunas e deixe aberto para que os próprios
alunos elenquem estas e outras possibilidades.

5. Por fim, o(a) professor(a) levanta alguns ques- 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Cons-
tionamentos: a) por que as personagens trans- trua uma tabela com os dados de sua entrevista
formaram as idades? Ressalte que a transfor- ordenando as idades em ordem crescente.
mação ocorreu em função da passagem do
tempo (um ano); b) qual a diferença de anos
entre as personagens? Explore as possibilida-
des, como: comparar as idades uma a uma ou
pulando intervalos indicados pelos alunos.
3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Ago-
ra, responda:

a) Qual(is) a(s) idade(s) que mais aparece(m)


em sua coleta de dados?

Objetivo(s):

• Utilizar o número na sua função de quantificar


e ordenar.
• Coletar dados de medida de tempo dada em
anos.
• Construir individualmente uma tabela.

37
Alfabetização Matemática

b) Quantos anos tem a pessoa que possui


mais idade que participou de sua coleta
de dados?

c) Com o lenço na mão, o aluno anda lenta-


mente em volta do círculo, enquanto to-
dos cantam a seguinte rima:

CORRE, CORRE LACUXIA


Objetivo(s): VEM DE NOITE, VEM DE DIA
BOTA O NÚMERO NA MOCHILA
• Interpretar escritas numéricas convencionais
PRA BRINCAR TODOS OS DIAS
com redondos até o milhar.

d) No meio da cantoria, o aluno que segura


Orientação Didática:
a cesta deixa cair, disfarçadamente, uma fi-
1. O(A) professor(a) neste dia inicia a aula com a cha com um número atrás de um dos joga-
brincadeira Lacuxia1: dores. Quando o jogador sentado percebe
que a ficha está atrás dele, levanta, apanhar
a) Para a brincadeira, é necessário: uma cesta; a ficha e tenta pegar o aluno que está com
as Fichas de Números Redondos do Cader- a cesta e, esse, deve correr para ocupar o
no do Professor - Jogos e Fichas (FICHA Nº lugar vago. Se for apanhado antes de che-
01), que contém números: do 10 a 90 (de gar ao lugar vazio, o aluno com a cesta con-
dez em dez); outra de 100 a 900 (de cem tinua nessa função e o jogador que sentou
em cem); outra de 1.000 a 9.000 (de mil coloca a ficha em sua mochila. No entanto,
em mil) e uma sacola para cada aluno ou se o aluno com a cesta conseguir dar a vol-
qualquer objeto para guardar as fichas, que ta e ocupar o lugar vago, ele ganha a ficha
pode ser a própria mochila que o aluno usa do jogador que perdeu o lugar e terá direi-
para levar os materiais pessoais para a es- to a ganhar duas fichas. Para isso, fecha os
cola; e um lenço. olhos, pega duas fichas na cesta e coloca na
sua mochila ou sacola. Em seguida, o joga-
b) O(A) professor(a) organiza os alunos dis-
dor perseguido fica com a cesta, e, assim,
postos em círculo, ficando apenas um de-
deve continuar a brincadeira.
les em pé e fora do círculo, com a cesta e
os números destacados dentro dela. e) A brincadeira termina quando acabam as
fichas da cesta. Então, cada um conta os
seus pontos. O jogador que estiver com
a maior soma de pontos na mochila é o
1
Adaptação da brincadeira Lacuxia, criada pela professora
vencedor.
Ana Rosa Gonçalves Oliveira Varjão, Jeremoabo-Ba.

38
Proposta didática para o Professor

2. Após a brincadeira o(a) professor(a) apresen- • Desenvolver hipóteses de escritas numéricas.


ta o Quadro Numérico (CARTAZ Nº 01).
Orientação Didática:
3. Nesse momento, o(a) professor(a) solicita que
os alunos observem o Cartaz do Quadro Nu- 1. O(A) professor(a) propõe um ditado de núme-
mérico e pergunta se eles identificam números ros. Para tanto, constrói uma lista de números
que estavam nas fichas que ganharam durante observando que a ênfase da 1ª etapa é a es-
a brincadeira da Lacuxia e, quais são eles. crita convencional das centenas, porém, o di-
tado deve contemplar a ampliação do campo
4. Por fim, o(a) professor(a) explora as regularida- numérico para a unidade de milhar, a fim de
des desse Quadro Numérico com os alunos e que seja feito um diagnóstico mais amplo so-
enfatiza como se lê cada número por coluna, bre as hipóteses de escrita numérica do grupo
evidenciando as formas diferentes de ler um de- de alunos. Assim, sugerimos que considere os
terminado algarismo a depender da posição que critérios abaixo para a construção da lista com:
se encontra no número. Se sentir a possibilidade
de ampliação, questione como seria a próxima a) No máximo 10 números.
linha a ser acrescentada no Quadro Numérico.
b) Dois números por classe (milhar e unidade
simples) e ordem (unidade de milhar, cen-
tena simples e dezena simples).
c) Pelo menos um número que tenha o mes-
Regularidades no Quadro
mo algarismo em todas as ordens. Ex: 888.
Numérico
d) Números redondos. Ex: 50, 300, 5000.
Quando o aluno faz a busca de regularidades, isso
pode favorecer a compreensão do Sistema de Nu-
e) Números que tenham o 0 (zero) em dife-
meração Decimal (SND), tendo em vista que envol- rentes ordens. Ex: 340, 703, 2026.
ve a investigação de relações entre os números. Em
quadros como o apresentado no Cartaz Nº 1, os
alunos podem perceber diferentes regularidades, 2. Os números 347, 1200, 80, 4600, 9000, 94,
como por exemplo, observar que a sequência de 2026, 500, 888 e 703 formam um exemplo de
“1 a 9” é referência para a organização das demais lista que segue os critérios apresentados.
sequências do SND, apresentadas neste quadro.
Outra regularidade que pode ser observada é a
composição de dezenas, centenas e das unidades de 3. No momento do ditado, o(a) professor(a) não
milhar: as dezenas precisam de dois algarismos; as deve ler o número pausadamente, a leitura
centenas de três; as unidades de milhares de quatro. deve ser feita de forma natural, sem dar ênfase.
Além disso, pode ser observado que, logo depois
do 70 está o 80, isto porque faz parte da linha com
a sequência de 10 em 10. Logo abaixo do 70 está 4. Nesse momento, o(a) professor(a) precisa cir-
escrito o 700, pois ao passar para a próxima linha cular na sala, para observar o número escrito
numa mesma coluna é acrescentado um 0 (zero) pelos alunos e, quando houver registro não
ao final dos números, compondo as centenas. convencional, deve ser solicitada a leitura
pelo aluno.

5. É importante que o(a) professor(a) observe e


anote numa folha à parte, a forma da escrita e
da leitura feita pelo aluno, bem como outras
informações que julgue relevantes, para pos-
teriormente propor a análise das hipóteses de
representações numéricas produzidas.
Objetivo(s):

• Produzir escritas numéricas não convencio-


nais e convencionais até as centenas e a uni-
dade de milhar.

39
Alfabetização Matemática

Dezena quer construir uma tabela, colocando


em ordem crescente as medidas de massa que
anotou. Vamos ajudá-la? Então, organize os da-
dos na tabela a seguir:
Tabela – Medidas de massa de tartarugas do Projeto Tamar

Objetivo(s): TARTARUGA MEDIDA DE MASSA

• Produzir e ordenar escritas numéricas con-


vencionais até a classe das unidades simples.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam Fonte: Anotações feitas por Dezena durante a visita virtual
as atividades abaixo no Caderno de Atividades. ao Projeto Tamar.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Dezena 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ob-


anotou as medidas de massa de algumas tarta- serve a tabela construída na Atividade 1 e res-
rugas marinhas que conheceu no Projeto Tamar. ponda as questões a seguir:

a) Matema ficou espantada ao ver o “peso”


da tartaruga Couro. Qual o “peso” médio
dessa tartaruga?
b) Infinito ficou observando, por muito tem-
po, as tartarugas. E ficou admirado com o
“peso” médio da menos pesada! Qual é o
“peso” médio da tartaruga menos pesa-
da?
c) Qual é a tartaruga que pesa, em média,
cinquenta quilos a mais que a tartaruga
Pente?

1ª S E M A N A

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pe-


gue o Caderno de Atividades e abra no HQ1.
Neste momento, convida os alunos para par-
ticipar de um desafio: “quem consegue lem-
Objetivo(s): brar-se de mais informações contidas numa
imagem depois de ficar observando-a por
• Observar e indicar localizações em diferentes três minutos?” A ideia é que incentive os alu-
contextos a partir das noções de: à direita de, nos a participarem do desafio.
à esquerda de, entre, interior e exterior de ob-
jetos e figuras.

40
Proposta didática para o Professor

2. Em seguida, solicita que observem a imagem no HQ1, solicita aos alunos que observem no-
do quadrinho que apresenta a fita com as vamente as imagens e a localização das per-
medidas dos Supermatemáticos. Depois que sonagens e objetos, conforme os desafios que
os alunos observarem a imagem por três mi- foram lançados e as respostas dadas por eles.
nutos, fecha o Caderno de Atividades e o(a)
professor(a) lança os seguintes desafios: 2. Em seguida, o(a) professor(a) coloca uma ca-
deira, uma caixa ou outro objeto no meio da
a) Qual a personagem que está à direita de roda e simula as posições que foram coloca-
Métrica? das como desafios.
b) Qual a personagem que está à esquerda
de Métrica? 3. O(A) professor(a) solicita que os alunos ex-
c) Qual a mascote que está no interior de pressem, oralmente, a localização e a posição
caixa de areia? dos objetos e pessoas que foram simulados.
d) Qual a mascote está no exterior da caixa
de areia?
e) Quais personagens estão entre a Dezena
e a Métrica?

3. O(A) professor(a) coloca um desafio de cada


vez, observa as respostas dadas pelos alunos,
registra na lousa e as quantifica marcando um
traço para representar cada resposta dada Objetivo(s):
por um aluno que levantou a mão para aque-
la resposta. • Registrar localizações e movimentações feitas
em diferentes contextos a partir das noções
4. Depois do(a) professor(a) registrar as respos- de: à direita de, à esquerda de, entre, interior
tas dadas com traços, convida os alunos para e exterior de objetos e figuras.
realizarem a contagem dos traços e escolhe
um deles para ir à lousa registrar essa quan- Orientação Didática:
tidade com numerais. Ao final, todos fazem a
leitura do numeral e dizem qual resposta foi 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
mais votada para cada desafio. as atividades abaixo no Caderno de Ativida-
des. Observar que o Probabilístico não pode
passar por caminhos que possuem objetos.

2. Professor(a), oriente as crianças observando a


importância da referência para a localização,
usando os termos: à direita de, à esquerda
de, interior e exterior de objetos e figuras.
Objetivo(s):
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Pro-
• Socializar e discutir sobre localizações indi- babilístico quer encontrar o Esférico que está no
cadas em diferentes contextos a partir das interior de uma caixa de transportar animais. Tra-
noções de: à direita de, à esquerda de, entre, ce um caminho para que ele possa encontrá-lo.
interior e exterior de objetos e figuras.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados


numa roda, retoma o Caderno de Atividades

41
Alfabetização Matemática

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades) – Cons-


trua um texto contando como você fez o caminho
para que o Probabilístico encontrasse Esférico.

2ª S E M A N A

precisamos preenchê-lo com as datas.


Veja a seguir:

3.

Objetivo(s):

• Identificar medidas de tempo como ano, dia,


semana, mês.
3. Depois que os alunos localizarem a atividade,
• Analisar situações em que apareça o número
o(a) professor(a) questiona:
como código e medida.
a) Sabem qual é a experiência que o Digital
Orientação Didática:
quer que façamos? Então, ele quer que
preenchamos o calendário anual. Quantos
1. O(A) professor(a) comunica aos alunos que
meses compõem o calendário anual? Qual
hoje será feita uma experiência que foi enviada
o nome dos meses?
pelo robô Digital, via Serviço de Encomenda Ex-
pressa de Documentos e Mercadorias(SEDEX), b) Ao preenchermos este calendário, quantos
e diz: “o robô Digital mandou-lhes uma carta dias devemos colocar em cada mês? Aqui
contendo um cartaz do calendário anual, mas se discute a variação de 28, 29, 30 e 31 dias
o calendário não está preenchido! Quem sabe entre os meses.
dizer qual é a experiência que Digital quer que c) Vamos combinar de preencher esse calen-
faça com este calendário? O que se pode fazer dário de quatro em quatro meses? Como
para desenvolver esta experiência? seria? (Verificar como solucionam a propo-
sição e, depois, explicar que são muitos dias
2. Apresenta o calendário anual (CARTAZ Nº 02 e para fazer de uma única vez; e que serão
o Nº 03) e solicita que cada criança encontre o preenchidos, ao longo das semanas da 1ª
mesmo calendário no Caderno de Atividades. etapa (2ª, 3ª e 4ª), da seguinte maneira: 2ª
semana, janeiro/fevereiro/março/abril; 3ª se-
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): O Di- mana, maio/ junho/julho/agosto; 4ª semana,
gital enviou o calendário anual, via SEDEX, mas setembro/outubro/novembro/dezembro.

42
Proposta didática para o Professor

4. Depois de preenchidos os meses de janeiro


a abril, solicitar que os alunos observem e di- Janeiro
gam se conhecem algum acontecimento im- 11 - Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos
portante que ocorre nas datas que acabaram Fevereiro
02 - Dia Mundial das Áreas Úmidas
de escrever. Deixá-las participar livremente,
06 - Dia do Agente de Defesa Ambiental
sendo bastante provável que apareçam res- 22 - Dia da Criação do IBAMA
postas sobre datas de aniversário, entre ou- Março
tras de referência para os alunos. 01 - Dia do Turismo Ecológico
21 - Início do Outono, Dia Mundial Florestal
5. A partir das respostas iniciais, o(a) professor(a) 22 - Dia Mundial da Água
23 - Dia da Meteorologia
pode encaminhar algumas questões:
Abril
15 - Dia da Conservação do Solo
a) ao falarem das datas de aniversários: ques-
22 - Dia do Planeta Terra
tionar qual o intervalo de tempo (“de quan-
Maio
to em quanto tempo você faz aniversário”?). 03 - Dia do Sol - Dia do Pau-Brasil
b) questionar se eles localizam no calendário 10 - Dia do Campo
os meses que ficaram de férias e propor que Junho
03 a 08 - Semana Mundial do Meio Ambiente
façam uma estimativa do número total de
05 - Dia da Ecologia, Dia Mundial do Meio
dias que esses meses representam. Neste Ambiente
momento, o(a) professor(a) solicita que as 08 - Dia dos Oceanos
crianças usem a lousa para fazer os cálculos 21 - Início do Inverno
e, conjuntamente com a turma, auxilia na Julho
17 - Dia da Proteção das Florestas
contagem, a fim de checarem o resultado.
Agosto
6. Na sequência, convida os alunos para marcarem 13 - Dia Mundial do Controle da Poluição
27 - Dia da Limpeza Urbana
no calendário as datas comemorativas do meio
Setembro
ambiente e dizer que serão feitas nesse calendá-
05 - Dia da Amazônia
rio marcas para constituir também um calendá- 06 - Dia Internacional Para a Prevenção de
rio ambiental. A seguir, constam as datas a serem Desastres Naturais
marcadas com os alunos. Esta marca poderá ser 21 a 27 - Semana Nacional da Fauna
escolhida pelo professor e pelos alunos de qual 23 - Início da Primavera
tipo será, por exemplo: pintar de verde ou circu- Outubro
02 - Dia Nacional do Habitat / Dia dos Animais de
lar ou mesmo fazer um “x” nessas datas.
Fazenda

04 - Dia Mundial dos Animais, Dia da Natureza


12 - Dia do Mar
Novembro
23 - Dia do Rio
30 - Dia do Estatuto da Terra
Dezembro
1 ) O calendário que conhecemos e utilizamos foi 21 - Início do Verão
oficializado em 1582, pelo Papa Gregório XIII. 29 - Dia Mundial da Biodiversidade.
2) A iniciativa de divulgação do ministério brasilei-
ro quanto às informações sobre o meio ambiente,
revela, entre outros dados, o destaque para o ca-
lendário de datas comemorativas ligadas às ações
ambientais nacionais e internacionais, culminando
em uma agenda anual de datas importantes so-
bre a temática. Selecionamos algumas delas para
o trabalho com esta unidade didática, podendo ser
ampliada, conforme a necessidade e motivação do
grupo. Consulte: http://www.mma.gov.br/comuni-
cacao/datas-comemorativas

43
Alfabetização Matemática

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Explorar e resolver situações-problema que • Identificar datas num calendário anual.


envolvam calendário.
• Quantificar o tempo diário, semanal e mensal. Orientação Didática:

Orientação Didática: 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


as atividades abaixo no Caderno de Atividades.
1. Organizar as crianças em roda, mostrar nova-
mente o calendário anual (CARTAZ Nº 02 e o 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Escreva:
Nº 03) e levantar questões como:
a) A data do seu aniversário:
a) Qual a quantidade de estações do ano que b) A data de amanhã:
marcamos? (neste dia, terão marcado so-
c) As datas de todos os domingos dos meses
mente dia 21 de março, início do outono)
de janeiro e de fevereiro deste ano:
b) Quantas datas comemorativas marcamos
d) O dia da semana da primeira data comemo-
em cada mês? Ao todo, são quantas?
rativa do meio ambiente deste ano:
c) Que dia do mês é hoje? Estamos em que
dia da semana?
d) As letras “D, S, T, Q, Q, S, S” significam o quê?

2. Outros questionamentos deverão surgir em


razão das respostas dadas pelos alunos. Nes-
se momento de roda, o importante é o fato
de explorar o número como quantificador e
a medida de tempo (semanal, mensal, anual).
Garantir que informações como a quantidade
de meses que constituem o ano, quantidade
de dias dos meses (considerando as oscila-
ções: 28, 29, 30 e 31 dias).

2ª S E M A N A 2° DIA

Objetivo(s):

• Observar o número na função de codificar em


situações que se referem à realidade.

44
Proposta didática para o Professor

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita previamente que


cada aluno traga seu endereço completo com
o número do Código de Endereçamento Pos-
tal (CEP) de sua residência. Outra forma é
1- O Código de Endereçamento Postal (CEP) é um
buscar essas informações na secretaria da es- conjunto de oito algarismos, utilizado pelos Cor-
cola. Nas cidades menores têm-se um único reios, para orientar e agilizar o método de separa-
número de CEP, então, todos irão apresentar ção e encaminhamento. A posição ocupada por um
o mesmo número. algarismo no CEP é um código que vai auxiliar na
localização do endereço. Veja a seguir:
2. No dia dessa aula, o(a) professor(a) precisa
iniciar conversando sobre a importância dos
correios para se enviar e receber correspon-
dência. Questiona se os alunos conhecem al-
guma forma de enviar correspondência, citar
exemplos como: carta simples, carta registra-
da, SEDEX, e-SEDEX e SEDEX10.

3. O(A) professor(a) pergunta se eles sabem


o que significa SEDEX. Depois de explicar,
lança um desafio: quem sabe o que é o e- 2- O Serviço de Encomendas Expressas (SEDEX) é
SEDEX? um serviço rápido de entrega de correspondências
pelos Correios. Existem seis modalidades diferentes
4. O(A) professor(a) coloca a seguinte situação: desse serviço;
Probabilístico comprou pela Internet umas 3- E-SEDEX é uma modalidade de SEDEX que serve
peças para o seu computador e só conseguiu para transportar produtos adquiridos pela Internet,
receber porque foram enviadas para a casa mas que não funciona em todas as cidades e, na
de um amigo na cidade de Salvador, usan- Bahia, o serviço está disponível em cinco cidades:
Salvador, Lauro de Freitas, Feira de Santana, Vitória
do o e-SEDEX. Essa modalidade de SEDEX só da Conquista e Ilhéus.
funciona em algumas cidades. Conseguem
dizer o que é o e-SEDEX? Em seguida, expli-
ca o que significa essa modalidade.

5. O(A) professor(a) explica que, para enviar


qualquer tipo de correspondência, é ne-
cessário saber o endereço do destinatário e
do remetente; neste momento, o professor
explica o que significam esses termos. Na
Objetivo(s):
sequência, informa que, para a escrita do
endereço completo, é necessário escrever o
• Localizar códigos num intervalo numérico.
CEP e pede às crianças que observem o qua-
• Produzir escritas numéricas até as centenas,
dro com os CEP das cidades que possuem
envolvendo números como código.
e-SEDEX no Caderno de Atividades.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos reali-


zem as atividades do Caderno de Atividades.

2. Disponibilize uns minutos para que todos fa-


çam a Atividade 1 e, na sequência, socialize

45
Alfabetização Matemática

as formas que cada aluno fez para determinar


o nome da cidade.

3. Para a Atividade 2, o(a) professor(a) dita os


números para que os alunos preencham os
espaços:
Objetivo(s):
a) para completar 42700-____, dita a centena • Analisar produções de escritas numéricas, en-
600 volvendo números como código.
b) para completar 44099-____, dita a centena
550; Orientação Didática:
c) para completar 45659-____, dita a centena
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos rea-
999.
lizem a atividade do Caderno de Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob- 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Que


serve a tabela com os CEP de cidades da Bahia tal aprender a preencher envelopes para cor-
que prestam o serviço do e-Sedex e, depois, respondências? Para começar, o destinatário
responda: será o(a) diretor(a) da escola.

Tabela – CEP das cidades que possuem a modalidade de a) Na frente do envelope, escreva o nome
entrega de encomendas e-SEDEX do(a) diretor(a) e o endereço completo da
escola:
Cidade Faixa do CEP

Salvador 40000-000 42599-999


Lauro de Freitas 42700-000 42799-999
Feira de Santana 44000-000 44099-999
Vitória da Conquista 45000-000 45099-999
Ilhéus 45650-000 45659-999

Fonte: Disponibilizado pela agência de Correios.

b) Na parte de trás do envelope, você deve


A qual localidade da Bahia pertence cada um
preencher os seus dados:
dos CEP abaixo:

41000-000

44099-998

45658-999

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ouça o


ditado dos identificadores de distribuição de CEP
e complete, com os números, os espaços abaixo:

a) 42700- b) 44099- c) 45659-

46
Proposta didática para o Professor

2ª S E M A N A 3° DIA

Quantos pares com quadrados (triângulos ou


retângulos) havia no jogo?

2. Em seguida, o(a) professor(a) solicita que os


alunos comentem como identificaram cada
uma dessas formas geométricas. Neste mo-
Objetivo(s): mento, aproveita para explorar as relações
intra e interfigurais de cada forma. Perguntas
• Observar formas geométricas planas: quadra- que podem auxiliar nessa discussão: quantos
do, retângulo e triângulo, apresentadas em lados tem o triângulo (quadrado ou retângu-
posições não prototípicas. lo)? Quais as diferenças e semelhanças entre o
triângulo e o quadrado (retângulo e quadrado,
Orientação Didática: retângulo e triângulo)? Qual a diferença entre
os três tipos de triângulo (entre os dois qua-
1. O(A) professor(a) organiza os alunos em gru- drados ou os dois retângulos) encontrados no
pos de quatro participantes e entrega um jogo da memória? Aproveite para ressaltar os
jogo da memória com formas geométricas diferentes tipos de triângulo e as diferentes
que está no Caderno do professor - Jogos e posições em que as formas podem estar.
Fichas (JOGO Nº 01). Deixar que os alunos
3. Se a turma estiver compreendendo as rela-
explorem, observem e brinquem com o ma-
ções, acrescente o círculo nessa discussão.
terial livremente fazendo umas três rodadas.
4. Em seguida, o(a) professor(a) questiona se os
2. Durante essa atividade, o(a) professor(a) percor- alunos identificam na sala de aula algum ob-
re a sala para observar como as crianças jogam jeto semelhante ao quadrado, ao retângulo,
e formam os pares com as formas geométricas. ao triângulo ou ao círculo. Neste momento é
preciso estar atento para as possíveis relações
com objetos tridimensionais, é preciso ressaltar
que a semelhança ocorre apenas em relação às
faces e não com o objeto como um todo.

5. O(A) professor(a) precisa guardar os sete jo-


gos da memória com formas geométricas,
Objetivo(s): pois serão utilizados novamente na 8ª sema-
na desta etapa.
• Identificar formas geométricas planas: qua-
drado, retângulo, triângulo, apresentadas em
posições não prototípicas.
• (Re)Conhecer os elementos das formas geomé-
tricas planas: quadrado, retângulo, triângulo.

Orientação Didática:
Objetivo(s):
1. O(A) professor(a) organiza os alunos senta-
dos numa roda e coloca algumas questões • Identificar formas geométricas planas: quadra-
como: quem ganhou no grupo? Com quan- do, retângulo e triângulo em diferentes imagens.
tos pares o vencedor ficou? Houve empate? • Descrever formas geométricas planas.

47
Alfabetização Matemática

Orientação Didática: 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Esco-


lha uma das formas planas que fazem parte do
1. O(A) professor(a) precisa ter, antecipadamen- jogo da memória com que você brincou. Depois
te, revistas, jornais, folhetos que podem ser escreva sobre os elementos dessa forma geo-
recortados e cola. Solicite que o aluno pegue métrica plana.
o Caderno de Atividades (Atividades 1 e 2).

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Re-


corte de revistas, folhetos e jornais, imagens que
tenham formas que se assemelhem às formas
geométricas que constavam no jogo da memó-
ria. Depois cole suas imagens no quadro abaixo.

3ª S E M A N A 1° DIA

e massa. Ressaltamos que o(a) professor(a)


precisa guardar o material do jogo para ser
utilizado na 8ª semana desta etapa.

Objetivo(s): Jogo do Super Triunfo do


Tamar
• Utilizar o número nas funções de quantificar Modo de jogar:
e medir. 1) Organizar a turma em duplas e solicitar que ape-
nas um aluno da dupla utilize o jogo retirado do
Orientação Didática: material. Cada jogo tem 12 cartas e a dupla precisa
distribuir seis cartas para cada um dos jogadores.
2) Cada jogador faz o seu próprio monte e deixa
1. O(A) professor(a) inicia o dia com o preen- as cartas viradas para baixo.
chimento dos próximos quatro meses (maio/ 3) Cada carta tem informações sobre: a) compri-
junho/julho/agosto) do calendário anual mento do animal, b) massa, c) tempo de gestação,
(CARTAZ Nº 02 e o Nº 03) e marca as datas d) número de filhotes, e) longevidade.
comemorativas do meio ambiente, conforme 4) Escolhe-se quem vai iniciar a partida. O primeiro
o “Fique por dentro”, descrito na 2ª semana. jogador vira a 1ª carta de seu monte e escolhe ape-
nas uma informação para desafiar as cartas do se-
gundo jogador. Por exemplo, se escolher o número
2. O(A) professor pede que os alunos desta- de filhotes, lê em voz alta a quantidade e coloca a
quem, do Caderno do Aluno – Jogos e Fichas carta na mesa. O segundo jogador pega a 1ª carta
– o Jogo do Super Triunfo do Tamar (JOGO de seu próprio monte e a coloca na mesa junto com
a do seu adversário. Ambos conferem o número no
Nº 01) e explica as regras do jogo. Sugerimos item (no caso do exemplo dado, o número de filho-
que sejam jogadas pelo menos duas partidas, tes) escolhido pelo 1º jogador. Quem for o dono da
a fim de que eles se familiarizem com as no- carta com maior valor, fica com a sua própria carta e
tações numéricas referentes a comprimento com a carta do outro jogador.

48
Proposta didática para o Professor

de altura; qual a tartaruga que tem compri-


5) Quando houver empate entre os valores, o joga- mento mais próximo da altura de Matema?
dor que lançou a carta na mesa escolhe outra infor-
mação para comparar com a carta do adversário.
Um exemplo de quadro é apresentado abaixo:
6) A próxima jogada é iniciada pelo segundo jo-
gador. Termina o jogo quando o monte de cartas Quadro – Características de tartarugas marinhas que vi-
viradas para baixo acabar e, ganha o jogo quem vem em águas brasileiras
ficar com o maior número de cartas.

Tartaruga Comprimento Massa

Carapaça
De pente ou de
entre 80 e 90 150 kg
escamas
centímetros
Cabeçuda ou
90 centímetros 227 kg
Amarela

Até 143
Verde 90 kg
centímetros
Objetivo(s):
Oliva 60 centímetros 65 kg
• Explorar a função do número como medida.
• Comparar números dados estando na função
de medir, considerando unidades de medida De couro 2 metros 700 kg
padronizada.
Fonte: Adaptação de sites especializados em Biologia
Orientação Didática: Marinha.

1. O(A) professor(a) discute as ocorrências do


jogo, questionando sobre a quantidade de
cartas que o vencedor conquistou, quantas
rodadas foram possíveis, quantas partidas,
entre outras perguntas.

2. Em seguida, o(a) professor(a) solicita aos alu-


nos que observem nas cartas os dados sobre:
massa, comprimento, tempo de gestação e Objetivo(s):
de vida, questionando: a) Qual é a tartaruga
que tem mais massa? b) Quais as duas tarta- • Explorar, identificar e ordenar medidas de
rugas que têm comprimentos aproximados? massa.
c) Qual a diferença de comprimento entre a
maior e a menor tartaruga? Orientação Didática:

1. Para a Atividade 1, o(a) professor(a) explica


3. O(A) professor(a) monta na lousa um qua-
aos alunos as informações de tempo de ges-
dro, organizando as informações de compri-
tação e de longevidade da classe dos mamí-
mento e massa contidas nas cartas do jogo.
feros, bem como o sentido de longevidade.
Aproveita este momento para explicar que
Segundo dados recentes, a média de vida do
essas medidas são médias, ou seja, algu-
brasileiro é de 74 anos.
mas tartarugas podem ficar com menores
ou maiores medidas do que as apresentadas 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Você jo-
no quadro. E, faz algumas comparações com gou o Super Triunfo do Tamar. Agora, monte uma
a massa das tartarugas. Pode fazer pergun- carta do jogo com os seus dados pessoais.
tas como: a Matema é a mais alta da Turma
dos Supermatemáticos, ela tem 1m37cm

49
Alfabetização Matemática

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Esco-


lha três cartas de sua preferência do jogo Super
Triunfo do Tamar. Escreva na reta abaixo, na se-
guinte ordem: o peso da menor tartaruga para
a maior tartaruga daquelas escolhidas por você.

________________________________________________________________

3ª S E M A N A 2° DIA

Objetivo(s): Para fazer a dobradura de um copo de papel, basta


seguir as instruções:
1. Pegue uma folha de papel no formato de um qua-
• Identificar numerais da ordem das centenas.
drado e dobre na diagonal.
• Reconhecer e registrar numerais em um con-
2. Quando terminar, terá uma forma de triângulo;
texto envolvendo medidas.
3. Em seguida, dobre um canto até o centro do lado
oposto. Não escolher o vértice com angulação de 90
Orientação Didática: graus (em forma de L). Escolha um dos outros dois.
4. Faça o mesmo com o outro vértice.
1. Nesse dia, o(a) professor(a) inicia incentivan- 5. As partes de cima das duas dobraduras irão perfei-
do os alunos para a construção da dobradu- tamente se sobrepor quando tiver terminado.
ra e fala que: “Origami, entrando no clima de 6. Dobre as duas abas de cima para cada um dos
evitar desperdício, resolveu ensinar aos Su- lados.
permatemáticos como fazer algumas dobra- 7. Assim, construiu a boca do copo.
duras com folha de papel usada. Mas, para 8. Afaste os dois lados para obter o orífico do
fazer um copo para beber água na escola, uti- copo e, arrume a base para que o copo possa
ficar armado.
lizou uma folha de papel A4 limpa”.

2. Em seguida, o(a) professor(a) convida os alu-


nos para, também, construir um copo igual 3. Junto com as dobraduras dos copos prontas,
ao que Origami ensinou e, para isso, apre- o(a) professor(a) apresenta duas garrafas de
senta o (CARTAZ Nº 04) que tem o passo a 1 litro de água e alguns copos descartáveis,
passo orientado por Origami para confeccio- quatro com capacidade de 250ml e dois com
nar o copo: capacidade de 500 ml e os dispõe sobre uma

50
Proposta didática para o Professor

mesa ou sobre o braço de uma carteira. De- Tabela – Consumo médio de água
pois pede que um ou dois alunos sirva água Quantidade
para a turma e, quando estiver enchendo economi-
Consumo Quantidade
os copos, o(a) professor(a) propõe compa- zada ao
médio em de vezes
Atividade fazer uma
rações entre a capacidade de cada copo, cada vez que usa por
ação para
que usa dia
podendo colocar questões como: o que diminuir o
consumo
aconteceu com a garrafa de 1 litro, quando
o colega encheu o copo maior? – mostra o 7,5 litros,
fechando
copo plástico de 500 ml e, na sequência, faz Escovar
15 litros 3 a torneira
dentes
o mesmo com o de 250 ml. durante a
escovação

Dar
Controlando
descarga no 10 litros 6
vazamentos
banheiro

Beber copo
250 mililitros 8 -----
de água

46 litros,
Tomar reduzindo
banho em 138 litros 2 o tempo de
Objetivo(s): 15 minutos banho para
10 min

• Identificar numerais da ordem das centenas. Lavar as


1 litro 6 -----
mãos
• Reconhecer numerais em um contexto envol-
vendo medidas. 15 litros,
fechando a
75 litros
Lavar pratos 3 torneira para
(5 minutos)
Orientação Didática: passar sabão
nos pratos
1. O(A) professor(a) problematiza com o tema “uso Fonte: Dados levantados em estudos.
racional da água” e levanta questões, como: em
quais das atividades diárias se gasta mais água? 3. O(A) professor(a), junto com os alunos, lê as
E a que gasta menos água? Em seguida, levanta informações da tabela e pede aos alunos que
questões envolvendo a rotina da escola: Em que observem as formas de economizar água em
situações usamos água na escola? Quando há cada atividade diária. A partir das informa-
o desperdício de água em nossa escola? O que ções, fazer inferências sobre outras formas de
podemos fazer para economizar mais? realizar essa economia, como por exemplo,
tomando banho em cinco minutos, quanto
2. Por fim, o(a) professor(a) apresenta informa- poderia ser economizado?
ções de uma correspondência enviada pelos
Supermatemáticos, contendo uma pesquisa
realizada por eles sobre o consumo médio de
água da turma e o que pode ser feito para
diminuir o desperdício. Neste momento, o(a)
professor(a) apresenta a tabela no Caderno
de Atividades com as informações.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob-


Objetivo(s):
serve na tabela abaixo, o resultado de um es-
tudo realizado pelos Supermatemáticos sobre a
• Identificar numerais da ordem das centenas.
quantidade de consumo diário de água utiliza-
• Reconhecer e registrar numerais envolvendo
do por uma pessoa e, o que é possível cada um
medidas.
fazer para economizar água.

51
Alfabetização Matemática

Orientação Didática: Tabela – Consumo médio de água de __________


Colocar seu nome
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos realizem Consumo
a atividade do Caderno de Atividades e, para médio em Consumo médio Total de
Atividade
isso, pode pedir uma semana antes desta aula cada vez por dia Consumo
que usa
que observem e anotem informações sobre seu
Escovar
consumo de água, conforme a tabela a seguir. dentes
15 litros

Dar
descarga
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ago- 10 litros
no
ra é a sua vez de registrar o seu consumo di- banheiro
ário de água: Beber
copo de 250 mililitros
água
Tomar
banho
138 litros
em 15
minutos
Lavar as
1 litro
mãos

Lavar 75 litros
pratos (5 minutos)

Fonte: Dados levantados pelo próprio aluno.

3ª S E M A N A 3° DIA

que armazena a água que é usada para suprir as


necessidades diárias das pessoas. Solicite que
faça isso acompanhado de um adulto.

2. No primeiro momento desta aula, o(a) profes-


sor(a) entrega ao aluno metade de uma folha
Objetivo(s): de papel A4 e, solicita que façam um dese-
nho do reservatório observado.
• (Re)Conhecer formas geométricas espaciais
em objetos de um ambiente (cilindro, cone, 3. Caso os alunos não tenham feito a observação
cubo e paralelepípedo). prévia, sugerimos que o(a) professor(a) apre-
• Observar e montar a planificação de formas sente o Cartaz Nº 05 (da 4ª semana desta
geométricas espaciais: cilindro, cone, cubo e etapa) e solicite que: observem os reservató-
paralelepípedo. rios do cartaz; escolham um formato de reser-
vatório que se lembrem de ter visto em algum
Orientação Didática: lugar anteriormente; depois, façam o desenho
no papel A4.
1. No dia anterior a esta aula, o(a) professor(a) so-
licita ao aluno que: acompanhado de um adul- 4. Depois de o aluno fazer o desenho, o(a) pro-
to, observe o formato do principal reservatório fessor(a) solicita que identifiquem um colega
de água da sua casa. Quando não for possível que tenha desenhado o formato de reserva-
em sua própria casa, pode observar um reser- tório igual ou parecido com o seu e formem
vatório no entorno de sua moradia. O objetivo um grupo.
é que se observe o formato de um reservatório

52
Proposta didática para o Professor

5. O(A) professor(a) precisa mediar a organiza- 3. O(A) professor(a) precisa propiciar um diá-
ção desses grupos, de modo a deixar os alunos logo sobre o próprio reservatório: a capaci-
agrupados em equipes de, no máximo, quatro. dade que pode ser expressa em metros cúbi-
Em seguida, distribui para cada grupo a plani- cos ou em litros; os fatores que o construtor
ficação das formas geométricas espaciais que da casa precisa pensar na escolha desse re-
estão no Caderno do Professor – Jogos e Fichas servatório, como a quantidade de pessoas
(FICHA Nº 02, 03, 04 e 05) e solicita que iden- que vão residir; a importância do reservató-
tifiquem qual das formas planificadas lembram rio para o desenvolvimento das atividades
o reservatório que desenharam no papel A4. na residência; sua limpeza; a necessidade de
se manter tampado. Outros tópicos também
6. Depois que o grupo fizer a identificação, soli- podem ser levantados.
cite que montem a forma geométrica espacial
e conversem sobre as semelhanças e dife-
renças com o reservatório de água das suas
casas. O(A) professor(a) precisa guardar essas
formas geométricas, pois serão utilizadas em
outras semanas.

Objetivo(s):

• Representar a planificação da forma geomé-


trica do cilindro e do paralelepípedo.
• Identificar as formas geométricas que com-
Objetivo(s): põem as faces do paralelepípedo.

• Identificar formas geométricas planas que Orientação Didática:


compõem faces de diferentes formas geo-
métricas espaciais. 1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue o
Caderno de Atividades (Atividades 1 e 2).
Orientação Didática:
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Dese-
1. O(A) professor(a) organiza a sala numa grande nhe o formato planificado do cilindro e do pa-
roda e inicia solicitando que cada grupo apre- ralelepípedo.
sente a figura que montou e fale sobre ela.

2. É necessário deixar os alunos livres para fazer


as colocações, mas, à medida que vão falan-
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Dese-
do, devem ser feitas intervenções, ressaltan-
nhe o que se pede e depois responda:
do alguns elementos sobre a forma montada.
O(A) professor(a) pode fazer alguns questio-
a) A forma geométrica que compõe as faces
namentos como:
do cubo:
a) Qual o nome desta forma geométrica?
b) Quantas faces tem esta forma geométrica
espacial?
b) As formas geométricas que compõem as
c) Tem forma de quadrado (retângulo, triân-
faces do paralelepípedo:
gulo, círculo) nas faces desta forma?
d) Quais as semelhanças entre esta forma e o
retângulo (quadrado, triângulo, círculo)?

53
Alfabetização Matemática

c) O que tem de igual nas formas planas que


compõem as faces do cubo e do parale-
lepípedo?

1° DIA

“precisamos de uma régua, fita, trena...” Caso


esta ideia apareça, o(a) professor(a) explica
para a turma que é exatamente esse o desafio
da experiência: “Medir sem ter um instrumento
-padrão, que já conhecemos, da mesma forma
que os povos faziam quando não existiam as
Objetivo(s): medidas-padrão”; e ainda, os questiona sobre
outras possibilidades de fazer a medição sem
• Tomar medidas de comprimento não padro- um instrumento-padrão. Caso nenhum aluno
nizadas de determinados contornos geomé- indique essa ideia, o(a) professor(a) conduz a
tricos de formas planas. proposta buscando levá-los a pensar nas pos-
sibilidades de fazer a medida, utilizando, por
Orientação Didática: exemplo, parte do corpo.

1. O(A) professor(a) inicia o dia com o preenchi- 4. Com os grupos prontos para fazer as medi-
mento dos últimos quatro meses (setembro/ ções, disponibilize papel e lápis para que ano-
outubro/novembro/dezembro) do calendário tem as medidas encontradas.
anual (CARTAZ Nº 03) e marca as datas co-
memorativas do meio ambiente, conforme o
“Fique por dentro”, descrito na 2ª semana.

2. O(A) professor(a) faz de dois a três contornos


no chão da sala (ou outro lugar da escola em
que seja possível desenvolver a aula), confor- Objetivo(s):
me os modelos abaixo:
• Comparar medidas de comprimento em me-
1m x 1m 1m x 2m tro com medidas de comprimento não padro-
1,5m x 2,5m nizadas (palmo, pés e passos).

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) organiza os alunos em roda


3. O(A) professor(a) divide a turma em grupos de e questiona como procederam para fazer as
três ou quatro alunos e lança o seguinte de- medições. Estimula a comparação entre as
safio: “a Turma dos Supermatemáticos enviou medidas feitas. Supondo-se que os alunos te-
uma experiência de medir contornos, quem nham tomado medidas com palmos, pés ou
consegue fazer essas medições?”. Neste mo- passos, podem ser feitas perguntas como:
mento pode surgir, por parte de algum alu-
no, que não seja possível medir, argumentan- a) Quantos palmos (pés ou passos) cabem
do, por exemplo: “não temos régua” ou “não em cada um dos lados do contorno?
temos fita métrica”. Poderiam também dizer:

54
Proposta didática para o Professor

b) A medida em pés (palmos ou passos) será 6. O(A) professor(a) pergunta aos alunos quais
a mesma? Por quê? objetos eles conhecem que servem para fazer
c) Poderíamos medir com os nossos corpos? medidas.
Como seria? Nesta pergunta, espera-se
que os alunos consigam imaginar que po-
dem deitar-se no chão e, a partir disso, fa-
zer a medição.

2. O(A) professor(a) anota na lousa as medidas


feitas pelos grupos e questiona as diferenças
encontradas. Pedir que expliquem porque essa
diferença ocorre e se é possível resolver esse Objetivo(s):
“problema”. Caso nenhum aluno apresente a
ideia da necessidade de termos um único pa- • Registrar comparações estabelecidas entre o
drão de medidas, o(a) professor(a) conta que, metro, o palmo e os pés.
há muitos anos, o homem também utilizava
medidas não padronizadas (pés, palmos, pas- Orientação Didática:
sos etc.) e que, ao longo do tempo, foi desco-
1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue
brindo e inventando instrumentos padroniza-
o Caderno de Atividades (Atividades 1 e 2) e
dos de medidas para que evitassem problemas
observe as imagens do quadro, para depois
como o ocorrido nesta aula, ou seja, um mes-
responder as perguntas.
mo contorno pode apresentar diferentes re-
sultados de medidas, se usarmos diferentes
2. Para realizar as atividades, o aluno vai preci-
instrumentos para medir o mesmo objeto.
sar do auxílio do(a) professor(a) para escolher
3. O(A) professor(a) ouve as soluções e suges- objetos a serem medidos e organizá-los em
tões dos alunos e retoma a ideia da necessi- fileira para tomar as medidas.
dade de termos uma unidade de medida de 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Obser-
comprimento padrão. ve algumas unidades de medidas utilizadas por
povos antigos. Algumas delas usamos até hoje.
4. Utilizando as anotações da lousa, o(a) profes-
sor(a) informa que vai montar dois gráficos
com as informações do contorno que tem as
maiores medidas (1,5 x 2,5m).

5. O(A) professor(a) utiliza duas medidas não


padronizadas e constrói um gráfico pictórico
utilizando papel metro. A seguir, colocamos
um exemplo usando palmos e passos:

a) Utilizando a sua braçada, meça um objeto


cuja altura seja maior que a sua. Quantas
braçadas ele tem?
b) Junte-se com mais quatro colegas e soli-
cite que fiquem em pé e enfileirados. De-
pois, utilizando a sua envergadura, tome a
medida do comprimento da fileira. Quan-
tas envergaduras de comprimento tem
a fileira? . Agora você vai
para a fileira ajudar seus colegas a fazer a
medida usando a envergadura deles.

55
Alfabetização Matemática

c) Utilize o seu cúbito para medir a mesa do(a) a) As medidas da mesa em cúbitos foram
professor(a), na sala de aula. Ela tem iguais ou diferentes?
cúbitos. E quantos palmos tem essa mesa b) Se foram diferentes, o que podemos fa-
ou essa cadeira? Ela tem palmos. zer para ter uma medida igual para essa
mesa? .
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Sen-
te com outro colega, preencha o quadro abaixo
e compare as medidas que vocês tomaram da
mesa do(a) professor(a).

Medida da
Medida da mesa
Aluno mesa
em cúbitos
em palmos

Seu nome
____________

Nome do colega
___________

2° DIA

cializa as regras do jogo. E orienta cada aluno


para construir, em meia folha de papel A4, o
quadro de controle do jogo, conforme mode-
lo sugerido a seguir.

Modelo do quadro de controle do Jogo dos Três Dados


Objetivo(s):
Quantidade de
• Comparar números em situações de jogo. Participante Total
pontos no dado
• Produzir escritas numéricas envolvendo nú-
meros redondos, a partir de comparações en- 1ª 2ª 3ª
tre números.

Orientação Didática:

1. Para esta aula, será necessário utilizar os


cubos que foram montados no 3º dia da 3ª
semana Caderno do Professor - Jogos e Fi-
chas (FICHA Nº 02) e, para isso, precisa fazer
nas faces a quantidade de pontos de 1 a 6
para utilizar como dado.

2. Com a turma dividida em grupo de cinco alu-


nos, o(a) professor(a) informa que tem uma
brincadeira com o Jogo dos Três Dados e so-

56
Proposta didática para o Professor

Orientação Didática:

1. Após a realização do Jogo dos Três Dados, os


Jogo dos Três Dados alunos precisam estar com os seus quadros de
controle preenchidos. O(A) professor(a) obser-
va esses quadros, vai escolhendo alguns alunos
Modo de jogar:
e faz algumas questões, como, por exemplo:
1) Divida a sala em grupo de cinco alunos (jogado-
res) e disponibiliza três dados para cada grupo e
eles constroem o quadro de controle do jogo (veja a) Sobre os pontos nos dados e a relação
o modelo); com a soma da rodada: “na primeira roda-
2) Os jogadores devem tirar a sorte para ver quem da – nome do aluno – lançou os dados a
vai iniciar o jogo e determinar a sequência dos jo-
gadores;
primeira vez e saiu 3, 1 e 1 e, na segunda,
3) Cada ponto do dado vale 10, por exemplo, se
saiu o 2. Quantos pontos ele marcou no
tirar 2 pontos vale 20; quadro de controle para essa rodada?”
4) O primeiro jogador lança três dados, se sair dois b) Em relação ao total de uma rodada: “o alu-
dados com o mesmo valor, estes são reservados, no – nome do aluno – na primeira rodada,
pois esse será o valor sorteado para a rodada desse
jogador; por exemplo, se saírem os números 5, 3,
ficou com 60 pontos, ao adicionar os três
5, o jogador reserva os dois dados do 5 e lança o dados que conseguiu retirar com o mes-
outro dado mais uma vez. Se obtiver outro 5, tem mo número. Qual pontuação ele pode ter
direito de marcar, no quadro de controle, a pontu- retirado em cada dado?”
ação adicionando o resultado dos três dados. Caso
não consiga, o jogador tem mais uma chance de c) Em relação ao total de pontos obtidos no
lançar o dado. Caso não consiga novamente, mar- jogo: “na primeira rodada, o aluno – nome
ca no quadro apenas a soma dos valores dos dois do aluno – tem registro de 6, 6, 6, na se-
dados iniciais, em nosso exemplo a soma seria 80;
gunda, 4, 4 e, na terceira, zerou, pois não
5) Se no primeiro lance não sair dois dados com os
mesmos pontos, o jogador também terá uma segun-
conseguiu pontos repetidos ao lançar os
da chance. Se com a nova chance persistir com os dados. Qual o total de pontos que obteve?”
pontos diferentes, passa a vez para o próximo joga- d) Em relação a um hipotético total de pon-
dor, que continua com as mesmas regras;
tos obtidos no jogo: “para obter o total de
6) O jogo termina quando todos os jogadores re-
alizam três rodadas. O ganhador é o jogador que 540, no final do jogo, o que pode aconte-
obtiver a maior soma dos pontos obtidos. cer nas três rodadas?”

Objetivo(s):

Objetivo(s): • Comparar números em situações.


• Construir gráfico de coluna.
• Comparar números em situações.
• Refletir sobre escritas numéricas a partir de Orientação Didática:
comparações entre números redondos das
dezenas e centenas. 1. O(A) professor(a) solicita que cada aluno pe-
• Reconhecer relações entre números (maior gue o Caderno de Atividades e observe as ano-
que, menor que, estar entre). tações em seu quadro de controle do Jogo dos
Três Dados, para depois preencher o gráfico.

57
Alfabetização Matemática

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Cons-


trua um gráfico de coluna com informações do
Jogo dos Três Dados feito em seu grupo e, com
essas informações, registre o total de pontos de
cada jogador no gráfico a seguir:
Registro do Jogo 3 Dados
Número de pontos

540
530
520
510
500
490
480
470
460
450
440
430
420
410
400
390
380
370
360
350
340
330
320
310
300
290
280
270
260
250
240
230
220
210
200
190
180
170
160
150
140
130
120
110
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0

Participantes

3° DIA

semelhanças com formas geométricas e, tam-


bém, descobrir diferentes utilidades desses
reservatórios. Vamos observar os resultados
das imagens da experiência do Digital? Vejam
no cartaz as imagens que ele encontrou:
Objetivo(s):
a) reservatórios que as pessoas usam nas re-
sidências para guardar a água e usar nas
• Identificar formas geométricas espaciais que se
atividades de casa;
assemelham a objetos de diferentes ambientes.
b) reservatório para acumular águas da chuva;
Orientação Didática: c) reservatórios que as indústrias usam para
guardar água para o trabalho de produ-
1. No primeiro momento desta aula o(a) pro- ção de materiais;
fessor(a) apresenta o cartaz “Reservatórios d) reservatório que as pessoas usam para o
e formas geométricas” Cartaz Nº 05. Pode lazer, que chamamos de piscinas;
colocar a seguinte motivação: O Digital fez
e) tanques que os biólogos usam para criar
uma pesquisa na Internet para identificar di-
as tartarugas;
ferentes tipos de reservatório de água e suas

58
Proposta didática para o Professor

f) reservatórios personalizados que as pes- Quadro – Semelhança dos reservatórios do Cartaz Nº 05


soas usam para guardar a água e colocam com formas geométricas
temas preferidos. Seme-
Seme-
Uso no Seme- lhança: Seme-
2. Ao apresentar o cartaz, o(a) professor(a) pre- lhança:
contex- lhança: com a lhança:
com a
cisa levantar as hipóteses dos alunos sobre: o to do com a
forma
forma com a
Cartaz forma do Para- forma da
uso desses tipos de reservatórios; a importân- Nº 05 do Cone
do Cilin-
lelepípe- Esfera
dro
cia para cada setor que pode utilizá-los. do

Residên-
H; M
cia

Acumular
água da J C
chuva

Indústria G A; G

Lazer B I
Objetivo(s):
Tanque
com tar- D F
• Determinar semelhança entre objetos em con- taruga
texto distintos e formas geométricas espaciais
Persona-
(cilindro, paralelepípedo, esfera e cone). E; L
lizado
• Fazer leitura de imagens de contextos distin-
tos identificando semelhança de objetos do Fonte: Dados levantados através do Cartaz Nº 05.
contexto com formas geométricas.
2. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue
Orientação Didática: o Caderno de Atividades (Atividades 1) e, jun-
tos, discutem a semelhança dos reservatórios
1. Com o Cartaz Nº 05, o(a) professor(a) levan- com formas geométricas, a classificação, ob-
ta a discussão, objetivando que os alunos fa- servando o contexto e a sua função, conforme
çam a indicação dos reservatórios do cartaz, o que aparece no cartaz para cada reserva-
dizendo: se são usados para manter a vida; tório, com uso: em residências (H e M); para
quantos litros de água seria a capacidade de acumular água da chuva (C e J); em indústrias
cada um deles; se algum desses reservatórios (A e G); no lazer (B e I); em tanques para criar
tem o mesmo formato daquele que tem em tartaruga (D e F); de reservatórios personali-
sua residência; e, se os alunos encontram es- zados (E e L). E media o preenchimento do
ses tipos de reservatórios em sua vida diária; quadro pelos alunos.
perguntem o formato geométrico que cada 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob-
um apresenta, instigue a questão de que al- serve as imagens da experiência do Digital no
guns apresentam mais de uma forma geomé- Cartaz Nº 05 dos “Reservatórios e as Formas
trica. Outras hipóteses e curiosidades podem Geométricas” e, conversando com seus colegas
ser abordadas. Segue o modelo do quadro e o(a) professor(a), ajude a preencher o quadro
que está no Caderno de Atividades: criado por Digital para ver as semelhanças dos
reservatórios com formas geométricas.

59
Alfabetização Matemática

Quadro – Semelhança dos reservatórios do Cartaz Nº 05 • Denominar formas geométricas espaciais.


com formas geométricas

Seme- Orientação Didática:


Seme- Seme-
Seme- lhança:
Uso no lhança: lhança:
lhança: com a
contexto
com a
com a
forma
com a 1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue o
do Cartaz forma forma
Nº 05
forma
do Cilin-
do para-
da Caderno de Atividades (Atividade 2).
do Cone lelepí-
dro Esfera
pedo
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Você
Residência
pode criar um modelo de reservatório persona-
Acumular lizado. Que tal fazer isso desenhando a seguir?
água da
chuva
a) Desenhe o seu modelo de reservatório
Indústria

Lazer
Qual o nome da forma geométrica que tem se-
Tanque
com tarta-
melhança com seu modelo criado?
ruga
Personali-
zado

Fonte: Dados levantados no Cartaz Nº 05.

Objetivo(s):

• Representar com desenhos formas geométri-


cas espaciais (cilindro, esfera, paralelepípedo
e cone) e sua planificação.

5ª S E M A N A 1° DIA

Orientação Didática:
1. Em uma aula antes deste dia, o(a) professor(a)
solicita aos alunos que perguntem aos seus
responsáveis o ano de seu nascimento. Se
possível, o professor pode requisitar, na se-
Objetivo(s): cretaria da escola, essas informações.

• Usar o número na função de medir (tempo). 2. Nesta aula o(a) professor(a) constrói com os
• Construir tabela utilizando o número na fun- alunos uma tabela que informe o ano de nas-
ção de medir, usando o tempo em anos. cimento deles. A tabela pode ser construída
na lousa ou no papel metro.

60
Proposta didática para o Professor

3. Para iniciar a construção da tabela, o(a) pro- que não apareceu o ano de 2000 (para essa
fessor(a) pergunta a cada aluno o ano de seu e outras perguntas pode-se usar anos fora da
nascimento e, quando souber todos os anos, faixa etária da turma) na tabela? Poderia apa-
anota-os em ordem crescente, na coluna refe- recer o ano 2030? Por quê?
rente ao ano, conforme o modelo abaixo:

Tabela – Ano de nascimento dos alunos do 2º ano

Total (em
Ano Contagem
algoritmo)

Moda, mediana e média são as mais importantes


2006 III 3 medidas de tendência central (MTC). E podem ser
abordados seus conceitos desde os anos iniciais
do Ensino Fundamental.
2007 20 - O que são medidas de tendência central? Segun-
do Cazorla e Santana (2010) “são chamadas assim,
pois expressam, por meio de um único número,
2008 II 2 em torno de que valor tende a concentrar-se, um
conjunto de dados numéricos”. Aqui trataremos
apenas da média aritmética simples, denominando
Fonte: Informação do ano de nascimento dada pelos alunos. apenas por média.
- Moda é uma MTC que representa a categoria ou
4. Como pode ser visto no modelo, o(a) profes- o valor da variável que ocorre com maior frequên-
sor(a) preenche a segunda coluna fazendo uma cia (CAZORLA; SANTANA, 2010, p. 130). Ela pode
ser identificada observando a categoria que tem a
contagem, volta a perguntar a cada aluno o seu
maior ocorrência de dados. No exemplo dado na
ano de nascimento, assim registra um traço na tabela modelo, a moda é 2007, pois é o ano em que
segunda coluna (contagem). É necessário escre- tem a maior ocorrência de nascimento;
ver o título da tabela e a fonte das informações. - Mediana divide em duas partes iguais um conjun-
to de dados ordenado; para encontrar esse valor,
primeiro devemos ordenar os dados, depois deter-
minar o local no qual ela se encontra e, finalmente,
determinar o valor que ela toma. (CAZORLA; SAN-
TANA, 2010, p. 130). No exemplo colocado na tabela
modelo, temos 25 dados, ordenando-os a mediana
está na posição local 13ª, ficam 12 dados antes e 12
depois e, nessa posição (13ª) temos o ano 2007 que
é a mediana desses dados;
Objetivo(s): - Média seu algoritmo consiste em somar todos os
valores observados que a variável assume e dividir
• Ler e interpretar informações apresentadas pelo número de observações. No exemplo coloca-
numa tabela. do na tabela modelo, o ano médio de nascimento
• Interpretar intuitivamente a variável de maior da turma é 2007.

frequência (moda).

Orientação Didática:

1. Com os alunos sentados em roda, o(a) pro-


fessor(a) explora algumas informações da ta-
bela construída, interpretando-a juntamente
com eles. Levanta questões, como: Quantas Objetivo(s):
crianças nasceram num referido ano (escolha
um dos anos que não seja nem o de maior • Construir uma tabela simples.
e nem o de menor frequência)? Em que ano • Ler e interpretar informações numa tabela.
nasceram mais crianças desta turma? Qual o • Interpretar intuitivamente a variável de maior
ano em que nasceram menos crianças? Por frequência (moda).

61
Alfabetização Matemática

Orientação Didática: 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Va-


mos organizar os dados da tabela do Probabilís-
1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue o tico? Para isso, escolham a ordem crescente ou
Caderno de Atividades (Atividade 1). a decrescente para apresentar os anos de nasci-
mento dos Supermatemáticos. Não se esqueça
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Proba- de escrever o título e a fonte das informações.
bilístico gosta de fazer tabelas e gráficos e apre-
sentar aos seus amigos, então, resolveu construir Tabela – _________________________________________________
uma tabela para mostrar em que ano a maioria
dos Supermatemáticos nasceu. Veja abaixo a ta- Ano de Total (em
Contagem
Nascimento algoritmo)
bela que Probabilístico começou a construir, mas
não conseguiu terminar. Vamos ajudá-lo?

Observe as dicas e complete a tabela:

a) No ano de 2014, Cone ficou com dez anos,


então ele nasceu no ano de .
b) Em 2014, Origami e Métrica ficaram com
sete anos, eles nasceram em .
c) Infinito ficou com dois anos em 2014, en- Fonte – __________________________________________________
tão ele nasceu em .

Tabela – Ano de nascimento dos Supermatemáticos


3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Va-
Nome dos
Ano de nascimento
mos pensar sobre as informações da tabela e
Supermatemáticos responder algumas perguntas:
Métrica
a) O que aconteceu em 2007?
Cone
b) Por que não apareceu o ano 2006?
Quadrático 2007
c) Qual o valor do registro numérico 1, no
Infinito
ano 2012? ___________________________
Matema 2002

Origami

Poliedro 2005

Dezena 2003

Probalístico 2007

Fonte – Informação dada por cada Supermatemático .

5ª S E M A N A 2° DIA

Objetivo(s):

• Confeccionar dobraduras a partir de uma se-


quência orientada.

62
Proposta didática para o Professor

Orientação Didática: • Reconhecer regularidades na ordem das


centenas.
1. O(A) professor(a) propõe aos alunos a con-
fecção da dobradura de uma sanfona com Orientação Didática:
papel reutilizável, de dez colunas e quatro ti-
ras. Nessa sanfona, as crianças devem escre- 1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue o
ver os números de 100 a 149. Caderno de Atividades (Atividade 1).

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Origa-


mi fez uma sanfona de papel com uma dobra-
dura e nela começou a escrever uma sequência
numérica. Vamos ajudá-lo a completar com os
números que faltam?

Objetivo(s):

• Produzir escritas numéricas na ordem das


centenas.
• Reconhecer regularidades na ordem das
centenas. 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Se
na sanfona da Atividade 1, Origami tivesse ini-
ciado a sequência com o 151, que números se-
Orientação Didática: riam escritos na última coluna? Completando a
sanfona abaixo, você pode ver como ficaria a
1. A partir dos quadros de dobraduras produ- última coluna.
zidos pelos alunos, o(a) professor(a) elabora
questões para que eles percebam algumas
regularidades, como, por exemplo: Qual é o
último número da primeira coluna? Que nú-
mero está entre o 115 e o 117? Qual o maior
número terminado em zero na sanfona?

Objetivo(s):

• Produzir escritas numéricas na ordem das


centenas.

63
Alfabetização Matemática

5ª S E M A N A 3° DIA

nos para fazerem observações e anotações a


respeito do que se tem no ambiente, como:
construções; lagos; espaços e caminhos. Iden-
tificar diferentes pontos de referências para a
localização de pessoas e objetos no espaço.

Objetivo(s): 4. Se for possível, apresente um mapa do local


onde fica localizada a fonte, que pode ser
• Identificar, em ambientes naturais, diferentes também um mapa do município.
pontos de referência.
• Expressar, através da escrita, pontos de refe-
rência para a localização de objetos e a iden-
tificação de caminhos.

Orientação Didática:

1. Com certa antecedência, o(a) professor(a) Objetivo(s):


precisa identificar em seu município o(s) am-
biente(s) natural(is) que tenha(m) fonte de • Expressar oralmente pontos de referência
água que abastece(m) o município. Se pos- para a localização de objetos e identificação
sível, planejar uma visita com os alunos a um de caminhos para a construção de um mapa
local desse. Não sendo possível visitar, sele- de um cenário do ambiente natural.
cionar fotos ou um filme que possibilite a vi-
sualização do ambiente. É importante ter uma Orientação Didática:
imagem da vista aérea do ambiente.
1. Depois da visita ou da observação das ima-
2. Sendo feita a visita ao ambiente da fonte gens, da fonte de água, o(a) professor(a) co-
de água, o(a) professor(a) disponibiliza pa- loca os alunos sentadas numa roda para que
pel para que cada aluno faça suas próprias cada um apresente as suas anotações.
anotações e orienta-os para fazer observa-
ções que identifiquem diferentes pontos de 2. O(A) professor(a) precisa fazer algumas inter-
referências para a localização de pessoas e venções durante a apresentação, colocando
objetos no espaço. Podem verificar: alguns questionamentos para a reflexão sobre:

a) o caminho da escola (ou do ponto de saí- a) o que é uma fonte de água e a sua impor-
da) até a fonte; tância;
b) se o ambiente apresenta: construções; la- b) a localização de objetos e coisas que au-
gos; espaços; trilhas e caminhos; xiliem na construção de um mapa, desta-
cando aquilo que está à direita de, à es-
c) se há algum ponto turístico ou ponto his-
querda de, em cima de, abaixo de. Outros
tórico durante o percurso até a chegada
questionamentos podem ser feitos.
ao ambiente.

3. Se não for realizada a visita, o(a) professor(a) 3. Pedir que falem sobre como chegar até a
precisa apresentar as imagens (fotos e vídeo) fonte de água. Como poderíamos construir
do ambiente e, nesse caso, orientar os alu- um mapa do local? Aproveite para ques-

64
Proposta didática para o Professor

tionar e explicar sobre o que é um mapa, 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Quer


como se pode construir um mapa e, por fim, registrar aqui as suas anotações? Então, escreva
pergunte se eles querem construir um mapa abaixo, as anotações que você fez enquanto ob-
coletivo? A ideia é que se comece a motiva- servava o ambiente da fonte de água.
ção para essa construção coletiva.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Obser-


ve o mapa abaixo e depois responda:

Objetivo(s):

• (Re)Construir a expressão escrita que indica


pontos de referência para a localização de
objetos e a identificação de caminhos.
• Localizar caminhos e objetos num mapa cons-
truído em malha quadriculada.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue o a) O que localizamos na posição B3?
Caderno de Atividades (Atividades 1 e 2). b) Qual rua fica à direita da Praça
Hexagonal?
2. Oriente os alunos para rever as anotações c) Qual a localização da Praça
feitas durante a visita ou durante a observa- Hexagonal?
ção das imagens.

6ª S E M A N A 1° DIA

Orientação Didática:

1. Em uma aula antes deste dia, o(a) professor(a)


solicita aos alunos que, com a ajuda de seus
responsáveis, construam uma linha do tempo
Objetivo(s): com os últimos dez anos (a última década) re-
gistrando, em cada ano, um fato importante
• Identificar o ano como unidade de medida que aconteceu em sua família, na sua cidade,
para a formação da década. em seu estado ou no país, não se esquecendo
• Analisar parte de uma linha do tempo, forma- de destacar o ano de seu próprio nascimento.
da por uma década.
2. O(A) professor(a) inicia esta aula dizendo
aos alunos: “hoje iremos conhecer um pouco
mais sobre a vida de um dos Supermatemá-
ticos”. Em seguida, lança um desafio: “Quem

65
Alfabetização Matemática

consegue descobrir de qual Supermatemáti- ano foi diagnosticada a poliomielite em Pro-


co estou falando? Ele nasceu em 2007, pesa babilístico? Vocês sabem o que significa ser
25kg, calça sapato número 30, gosta de fa- voluntário? Quantos anos ele tinha quando
zer pesquisa e apresentar dados em tabelas passou a ser voluntário?
e gráficos”. Se os alunos não descobrirem, dá
a última dica: “Ele mora na Praia do Forte”. 2. É importante a socialização das informações
sobre a linha do tempo das crianças. O(a) pro-
3. Em seguida, apresenta a linha do tempo do fessor(a) explora o que cada criança trouxe de
Probabilístico (CARTAZ Nº 06) lendo os fatos diferente na sua linha do tempo e o que há em
marcantes antes e depois de seu nascimento, comum entre elas. É importante estar aten-
ano após ano. to também àqueles exemplos que possam se
constituir como oportunidades para discussão
das dificuldades, como o Probabilístico, que
teve um problema de saúde contraindo a do-
ença em 2010 numa viagem que fez com seus
pais a Nigéria.

A poliomielite, também chamada de paralisia infan- 3. Este também é um momento para exploração
til, é uma doença infecciosa viral aguda transmitida do ano como unidade de medida para a cons-
de pessoa a pessoa, por via fecal-oral, através da trução de uma década. Discutir com as crian-
ingestão de alimentos ou água contaminados. Foi ças porque construímos a linha do tempo de
reconhecida em 1840, mas só na década de 1950 é
que a vacina foi desenvolvida. ano em ano. Poderia ser de outra forma? Se fi-
zéssemos de mês em mês, o que aconteceria?
A poliomielite não tem tratamento específico,
sendo a sua única medida eficaz de proteção, a
vacinação. A vacinação mais conhecida é a Sabin. 4. Caso algum aluno não tenha trazido a sua
Falaremos mais sobre vacinação na 2ª etapa. linha do tempo, disponibilize um espaço na
Fonte://www.infoescola.com/doenças/poliomieli- aula para que ele construa parte dela.
te-paralisia-infantil

Ao explorar a linha do tempo composta por uma


década, fique atento ao fato de colocarmos 11 nú-
meros para representá-la. A criança poderá contar
começando pelo primeiro número (2005) e isso não
Objetivo(s): representa um ano, somente quando contamos de
2005 para 2006, ou seja, quando contamos 12 me-
• Apresentar o ano como unidade de medida ses. Exemplo: se uma criança nasceu em 5 de junho
para a formação de uma década. de 2005, ela só completará um ano em 5 de junho
de 2006 e, assim por diante.
Orientação Didática:

1. Depois de apresentar a linha do tempo de


Probabilístico, o(a) professor(a) coloca algu-
mas questões, como: se Probabilístico nasceu
em 2007, quantos anos ele tem hoje? Quan-
tos anos ele tinha quando sua irmã nasceu?
Em que ano ele foi, pela 1ª vez, à escola? Al-
guém sabe o que é a poliomielite? Em que

66
Proposta didática para o Professor

a) Matema nasceu em 2002 e ganhou Esféri-


co quando tinha oito anos. Em que ano ela
ganhou Esférico?
b) Origami ganhou um prêmio por uma do-
bradura que fez. Isso aconteceu há um
ano. Que ano foi esse?
Objetivo(s):
c) Métrica aprendeu a andar de bicicleta há
• Explorar o ano como unidade de medida. dois anos. Que ano foi esse?
d) Há três anos, Cone ganhou uma bicicleta.
Em que ano isso aconteceu?
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Va-
mos completar uma parte da linha do tempo de
alguns Supermatemáticos?

6ª S E M A N A 2° DIA

alunos e, anota, também, as contagens que


apresentarem equívocos.

Objetivo(s):

• Fazer uso de uma sequência numérica variada


até as centenas.
Objetivo(s):
• Identificar um valor numérico numa sequên-
cia dada.
• Reconhecer diferentes sequências numéricas
até as centenas.
Orientação Didática:
• Identificar um valor numérico numa sequên-
cia dada
1. O(A) professor(a) providencia antecipadamen-
te uma corda. O ideal é que tenha outro adulto
Orientação Didática:
durante esta atividade, para que a corda seja
manuseada apenas pelos adultos. Neste dia, a
1. Após a brincadeira, o(a) professor(a) retoma
proposta é brincar de pular corda, contando os
os diferentes intervalos que as crianças apre-
pulos com intervalos diferentes, de 10 em 10,
sentaram, de 10 em 10, 20 em 20, 50 em 50
20 em 20, 50 em 50 e 100 em 100.
e 100 em 100, bem como os equívocos que
foram cometidos. Por exemplo, o(a) profes-
2. O(A) professor(a), durante a brincadeira, in-
sor(a) registrou as seguintes sequências:
centiva que os próprios alunos cantem os
diferentes intervalos de contagem, enquan-
10, 20, 40, 60...
to o colega pula.
20, 40, 60, 90,...
3. O(A) professor(a) registra na lousa as dife- 50, 100,150, 200, 300..
rentes formas de contagem utilizadas pelos

67
Alfabetização Matemática

Então, solicita que os alunos localizem os equívo- tampinhas plásticas para construir cortinas com
cos. Caso os alunos apresentem dificuldades para sucatas. Métrica, Cone e Dezena descobriram
reconhecer, faça a leitura das sequências com eles. que têm a mesma quantidade, cada um está com
500 tampinhas em sua coleção. Vamos ver como
cada um deles realizou a sua contagem:
2. Depois que os alunos identificarem os equí-
vocos, pode propor que digam a sequência
correta e, depois, podem criar coletivamente
outras sequências.

Objetivo(s):

• Reconhecer diferentes sequências numéricas


até as centenas.
a) Qual destes Supermatemáticos finalizou
• Identificar um valor numérico numa sequên-
com a menor quantidade de agrupamen-
cia dada.
tos?
Orientação Didática: b) E qual fez a maior quantidade de agrupa-
mentos
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Os Su- Por quê?
permatemáticos estão fazendo uma coleção com

6ª S E M A N A 3° DIA

2. O(A) professor(a) coloca os alunos numa roda e


lança o seguinte desafio: Métrica quer conhecer
o caminho para chegar até uma fonte de água de
nosso município. Ela disse que, se tiver um mapa,
pode estimar a medida da área do local. Você
pode construir um mapa para enviar a Métrica?
Objetivo(s):
3. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue o
• Construir um mapa de um ambiente natural Caderno de Atividades (Atividade 1).
identificando pontos de referência. 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Veja
as suas anotações na atividade da Fonte de Água
Orientação Didática:
de seu município e, registre, no quadro a seguir,
um mapa que se assemelhe ao local sobre o qual
1. Nesta dia, a ideia é que os alunos criem os
você fez as anotações.
seus próprios mapas, tendo como base o que
anotaram.

68
Proposta didática para o Professor

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Descrever oralmente um mapa informal cons- • Descrever a locomoção de pessoas na repre-


truído com suas próprias representações, re- sentação de um mapa que retrata um am-
tratando um ambiente natural. biente natural, usando a linguagem escrita.

Orientação Didática: Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados 1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue o
em roda e solicita que cada um apresente o Caderno de Atividades (Atividade 2).
seu mapa.
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ob-
2. Será necessário mediar as apresentações di- serve, abaixo, o mapa da Praça Hexagonal do
recionando para que os alunos expressem: bairro onde vivem os Supermatemáticos e,
localização de objetos e coisas do ambiente; depois, responda:
estimativa do tamanho de objetos ou plantas;
estimativa de distâncias a serem percorridas
em cada espaço ou trajeto da representação
feita; distância de locais que ficam mais longe
ou mais perto de algum ponto de referência
que faz parte do ambiente natural; semelhan-
ça de objetos, folhas ou flores de plantas com
formas geométricas; direções e sentidos de ca-
minhos representados. Essas e outras interven-
ções podem ser feitas para incentivar a expres-
são oral dos alunos no que diz respeito aos
conceitos matemáticos, principalmente os que
estão sendo abordados durante esta etapa.

3. No momento da mediação das apresenta-


ções, o(a) professor(a) vai colocando cada
ponto (conforme orientação anterior) na
apresentação de um único aluno, ou seja, não
se faz necessário levantar todos os pontos
numa única apresentação. Contudo, é preciso
a) Descreva como uma pessoa que esteja na
envolver a atenção de todos no momento da
esquina da Rua Flores com a Rua Susten-
apresentação de cada colega.
tabilidade faz para se locomover e chegar
até a Praça Hexagonal. _________________
b) Qual a distância em metros que você ima-
gina ter do início da Rua Fonte Natural
até a Praça Hexagonal? ______________

69
Alfabetização Matemática

7ª S E M A N A 1° DIA

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Medir os lados de um espaço físico usando • Perceber que, para medir, precisamos utilizar
unidade de medida não convencional (passo). um referencial e uma unidade de medida.
• Comparar medidas não convencionais.
Orientação Didática:
Orientação Didática:
1. O(A) professor(a) inicia a aula com o desafio
de medir a sala de aula utilizando o passo 1. O(A) professor(a) propõe a leitura da História
como medida. Solicita um aluno voluntário em Quadrinhos – HQ2: A turma dos Super-
para fazer isso. matemáticos medindo coisas, que se en-
contra no Caderno de Atividades.
2. O(A) professor(a) pergunta à turma como po-
dem fazer para saber quanto medem os la- 2. O(A) professor(a) coloca algumas questões,
dos da sala. Deixe que expressem suas ideias. como: por que Poliedro encontrava medidas
Caso ninguém proponha utilizar o passo diferentes no começo da história? O que Po-
como medida, faça a sugestão. Pode ser que liedro descobriu com a ajuda de Métrica? O
se lembrem da atividade de medir o contor- que o desenho de Poliedro nos mostra? O
no que foi feita no 1º dia da 4ª semana desta que há de igual e de diferente nas medidas
etapa. Relembre com eles o que foi feito an- dos quartos?
teriormente, mas ressalte que hoje será utili-
zado apenas o passo para tomar as medidas. 3. Na sequência, o(a) professor(a) questiona se
os alunos sabem o que significa ter um refe-
3. Solicite que o voluntário tome as medidas rencial para fazer uma medida. O(a) profes-
da sala de aula, usando os passos. Registre sor(a) utiliza o HQ2 e mostra que, nessa histó-
as medidas na lousa destacando a qual lado ria, o referencial é Poliedro sendo, o tamanho
se refere. Poderá fazer um desenho, como o de seu passo, a medida utilizada para medir
exemplo que segue: os quartos. De modo que, se outro Superma-
temático fosse o referencial, a medida do seu
5p
passo poderia ser diferente da medida de Po-
liedro. Por isso, ao comparar as medidas, pre-
cisamos utilizar o mesmo referencial, no caso,
4p Poliedro, cuja unidade de medida foi seu pas-
4p
so. Ao medir os lados dos quartos, é preciso
estar atento para medir a largura, tanto de um
quarto quanto do outro. O mesmo vale para o
5p
comprimento. Não podemos medir a largura
de um quarto e comparar com o comprimen-
to do outro.

70
Proposta didática para o Professor

3. O(A) professor(a) evita comparar as medidas


tomadas por um aluno com as tomadas por
outro, na intenção de determinar a medida
correta. Aproveite essa oportunidade para
mostrar que é inadequada essa comparação,
porque os tamanhos dos passos são diferen-
Objetivo(s): tes, em função do referencial não ser o mes-
mo, ou seja, os alunos são diferentes.
• Registrar e comparar medidas com unidades
não convencionais (passo). 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Você
vai medir dois lados da sua sala de aula utilizan-
Orientação Didática: do o passo como unidade de medida. Em segui-
da, responda:
1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue o
Caderno de Atividades (Atividade 1). Para rea- a) O lado que eu escolhi para medir foi
lização dessa atividade, solicita que os alunos . Quantos passos tem esse
se dirijam a dois lados da sala de aula e contem lado?
quantos passos cabem nesses lados. É impor-
tante que esses lados sejam identificados. Por
b) O outro lado que eu escolhi para medir foi
exemplo, o lado que tem janela ou o lado em
. Quantos passos tem esse
que fica a porta, entre outras possibilidades.
outro lado da sala de aula?
2. O(A) professor(a) precisa oportunizar a sociali- c) As duas medidas que você tomou foram
zação da resposta nessa atividade, para que os iguais ou diferentes? Por
alunos possam perceber algumas regularida- quê?
des, como por exemplo: se o formato do piso
da sala se assemelhar à forma um quadrado, as
medidas do comprimento e da largura serão
as mesmas; se o piso da sala se assemelhar à
forma de um retângulo, as medidas da largura
e do comprimento, serão diferentes.

7ª S E M A N A 2° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a), neste dia, propõe a brinca-


deira: “descubra o número que...”. Para essa
brincadeira, é preciso preparar previamente
dez grupos de fichas numeradas de 0 a 9.
Objetivos:

• Reconhecer o valor posicional dos algarismos


em um número dado.
• Compor números da ordem das centenas.

71
Alfabetização Matemática

dígitos, mas cada algarismo é lido de forma di-


ferente, conforme a posição que ocupa.

Regra da brincadeira: Descu- 2. O(A) professor(a) destaca a importância da


bra o número que... leitura de números com o zero que, também
deve ser discutida. Por exemplo 500, 550, 505,
Modo de brincar: o zero nessa situação, é marcador de posição.
1) Divida a turma em duplas e coloque-os sentados
numa roda. Deixe disponível, no centro da roda,
3. Em seguida, o(a) professor(a) faz um ditado
dez grupos de fichas (pedaços de 12cmx7cm de
papel A4 ou cartolina) numeradas de 0 a 9. de números na ordem das centenas, para que
2) Escolha a dupla que vai iniciar e a ordem que vai voluntariamente um aluno registre na lousa o
seguir na roda. O(A) professor(a), escreve na lousa número ditado.
um número da ordem das centenas, por exemplo
345, e dá um comando: “descubra o número que
é maior o mais próximo possível de 345”. Com as
fichas que estão no centro da roda, a dupla precisa
compor o número que é o maior o mais próximo
possível ou o menor o mais próximo possível, do
que o apresentado na lousa.
Segundo Brasil (2014, p.45) “o zero é um símbo-
3) Acertando, ganham um ponto e, caso não acer-
lo importantíssimo para representar a ausência de
tem, passa a vez para a próxima dupla.
quantidade e também o valor posicional de um
4) Em cada rodada, é necessário que o(a) profes- número.
sor(a), depois de escrever o número na lousa, infor-
Em alguns sistemas de numeração, os símbolos (ou
me se o aluno deve compor o maior ou o menor o
algarismos) possuem um valor fixo que indepen-
mais próximo possível.
de de seu lugar nas representações numéricas das
5) Vence a dupla que fizer o maior número de pontos. quantidades. Em outros, não é assim. Vamos repre-
sentar, por exemplo, o número oito mil, oitocentos
e oitenta e oito no Sistema de Numeração Decimal
(SND) e no Sistema de Numeração Romano (SNR).
• 8 888 no SND;
• VIII DCCC LXXX VIII no SNR.
Observe que, enquanto no SND utilizamos apenas
quatro símbolos, no Romano foram necessários 16
símbolos para representar essa mesma quantida-
de! Essa diferença na quantidade de símbolos se
deve justamente à existência do zero no SND. Por
Objetivos: meio dele, o valor do 8 se modifica ao colocarmos
na 1ª , 2ª , 3ª ou 4ª ordem, passando a representar
• Reconhecer o valor posicional dos algarismos 8, 80, 800 e 8000, respectivamente.
em um número dado. O 8 tem um valor específico conforme a posição
que assume no número. Este é o princípio de po-
• Comparar números com um mesmo algaris- sição. No entanto, este princípio implica que, em
mo em posições diferentes. alguns casos, uma ou mais ordens fiquem vazias.
• Escrever números da ordem das centenas. Para preencher este vazio, foi criado o zero. Vale
ressaltar que o zero foi o último algarismo a ser
Orientação Didática: incorporado no SND. De fato, apenas depois da
inclusão desse algarismo é que realmente se for-
1. Depois da brincadeira, o(a) professor(a) explica mou o SND tal qual é utilizado hoje. O zero traz
consigo duas representações importantes para a
para os alunos as diferentes composições de construção do SND, a saber: ele representa uma
números, na ordem das centenas, por exem- ausência de quantidade e, ao mesmo tempo, um
plo, 357, 735, 573 e pode levantar questões valor posicional. Como uma das funções do zero é
como: esses números têm os mesmos algaris- representar uma ordem vazia, ou seja, representar
a ausência de quantidades, isto o torna mais com-
mos, por isso eles são lidos da mesma forma plexo que os demais números. E isso precisa ser le-
ou de forma diferente? Partindo das coloca- vado em consideração pelo professor no processo
ções dos alunos, o(a) professor(a) ressalta que, da alfabetização”.
nesse caso, os três números têm os mesmos

72
Proposta didática para o Professor

Objetivos:

• Ler e interpretar escritas de números em uma


determinada sequência. 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ob-
• Identificar a regularidade de uma sequência serve o quadro e descubra o número que:
de números.
• Reconhecer sucessores e antecessores em 10 20 50 70
uma sequência de números. 140 180
210 230 260 290
Orientação Didática:
a) Vem antes do 50
1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue o b) Vem depois do 140
Caderno de Atividades (Atividade 1).
c) Vem depois do 180
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob- d) Está entre 260 e 280
serve a tirinha abaixo e siga as pistas de Proba- e) É maior do que 50 e menor do que 70
bilístico para descobrir qual número dessa tira
ele escolheu para a brincadeira: f) É o último número do quadro

7ª S E M A N A 3° DIA

cor, lápis cera, hidrocor ou outros materiais


que possibilitem a construção de um mapa.

3. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados


numa grande roda e lança o seguinte desafio:
os Supermatemáticos estão com um laborató-
Objetivo(s): rio onde eles fazem diferentes experiências em
grupo. Quem consegue fazer uma experiência
• Construir um mapa coletivamente adaptando em grupo? Vamos construir um mapa da loca-
a imagem de objetos de um ambiente natural lização da fonte de água que observamos em
para assemelhar-se a formas geométricas. nosso município? O(A) professor(a) aproveita
este momento para abrir um diálogo com os
Orientação Didática:
alunos buscando a motivação deles.
1. Neste dia, a ideia é que os alunos criem um
mapa coletivo tendo como base as experiên- 4. O(A) professor(a) complementa o desafio co-
cias das semanas anteriores. locando: vocês conseguem colocar no mapa
os objetos, construções e plantas que ob-
2. O(A) professor(a) precisa providenciar com servamos nos caminhos ou perto da fonte
antecedência 1m de papel-madeira, lápis de de água, desenhando-os em formato que se

73
Alfabetização Matemática

assemelhem a formas geométricas? Podemos


usar cubo, paralelepípedo, cone, pirâmide,
círculo, quadrado, retângulo, esferas, triângu-
lo ou misturar essas formas. Vamos?

5. É necessário planejar essa construção de modo


a dividir as tarefas e o professor vai coorde- Objetivo(s):
nando as ações. Pode iniciar revendo as cons-
truções dos mapas feitos na semana anterior, • Localizar e nomear formas geométricas dis-
que ficaram mais semelhantes com a região postas num mapa.
mapeada. Divida a turma em grupos com cer-
tas responsabilidades como: fazer o contorno; Orientação Didática:
desenhar caminhos, ruas ou estradas; fazer
1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue o
os desenhos das plantas ou das construções
Caderno de Atividades (Atividade 1).
ou dos objetos; pintar os caminhos ou os ob-
jetos. Essas são apenas ideias e precisam ser
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob-
adaptadas a sua realidade.
serve o mapa que representa a Praça Hexagonal
do bairro onde vivem os Supermatemáticos.

Objetivo(s):

• Descrever oralmente um mapa informal, cons-


truído coletivamente com as representações
de um grupo, retratando um ambiente natural.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados


numa grande roda e solicita que descrevam
Observe agora um mapa transformado, usando
como foi a experiência de realizar a ativida-
formas geométricas, que foi feito pela Turma
de em grupo, o que gostaram e o que não
dos Supermatemáticos.
gostaram. Neste momento, o(a) professor(a)
aproveita para falar sobre a necessidade de se
observar, no trabalho em grupo, o respeitar à
opinião do outro e a divisão das tarefas.

2. Depois, o(a) professor(a) solicita que os


alunos falem sobre o mapa construído, mo-
mento que podem ser levantados os mesmos
pontos que foram elencados na atividade da
semana anterior em que foi confeccionado o
mapa individual. Fique atento para dar opor-
tunidade a todos os alunos de expressarem
suas ideias sobre os conceitos matemáticos
envolvidos na construção do mapa.

74
Proposta didática para o Professor

a) Qual a forma geométrica que representa a c) Circule no mapa transformado os obje-


transformação de algumas árvores? tos que ficaram semelhantes à forma de
quadrado.

b) Desenhe, no espaço abaixo, a forma ge-


ométrica do campo de areia que fica no
interior da Praça Hexagonal.

8ª S E M A N A 1° DIA

em grupos de seis a oito alunos.

4. O(A) professor(a) explica que os objetos reco-


lhidos serão pontuados de acordo com o tipo
de material com que são feitos e o seu tempo
de decomposição na natureza, sendo que, os
Objetivo(s): objetos que mais tempo demoram em se de-
compor valem mais pontos.
• Usar o número na função de quantificar.
5. O(A) professor(a) apresenta o cartaz “Tem-
Orientação Didática: po de Decomposição do Lixo na Natureza”
(CARTAZ Nº 07) e deixa-o exposto na sala.
1. A 1ª etapa será finalizada com o desenvol-
vimento de atividades que focam jogos e 6. Em seguida, o(a) professor(a) entrega a cada
brincadeiras. grupo uma folha de papel A4, para que regis-
trem os objetos e a pontuação que conseguiram
2. Duas aulas antes deste dia, o(a) professor(a) e sugere que usem uma tabela fazendo a conta-
solicita aos alunos que, com a ajuda de seus gem, como fizeram em semanas anteriores.
responsáveis, recolham peças descartadas (de
plástico, de papel ou de alumínio) que encon- 7. O(A) professor(a) visita cada grupo e observa
trarem na rua, na praça ou nas proximidades como estão construindo as estratégias de so-
de onde moram. Explique que acontecerá lução para fazer a contagem.
uma gincana na aula de matemática, cujo ob-
jetivo é contribuir com o meio ambiente ao
recolherem peças descartadas que foram dei-
xadas em lugares inadequados. Ressalte que
precisam ter cuidados ao fazer essa coleta e
proteger as mãos para não entrarem em con-
tato com vírus e bactérias.

3. Para iniciar esta aula, o(a) professor(a) explica Objetivo(s):


para os alunos que este será o primeiro dia
da gincana. Para isso, é preciso dividir a turma • Comparar quantidades;

75
Alfabetização Matemática

• Usar as medidas de tempo num contexto.

Orientação Didática:

1. Após serem feitas as anotações, o(a) profes-


sor(a) solicita que cada grupo apresente os
Compreendemos o jogo como uma estratégia de
objetos e a pontuação alcançada. E registra ensino, cujo objetivo é trabalhar com conceitos ma-
as informações na lousa. temáticos, corroborando com o valor formativo da
Matemática, bem como com seu caráter lúdico. É
importante que o(a) professor(a) tenha clareza do
2. Depois das apresentações, o(a) professor(a)
seu papel enquanto mediador e que as crianças
questiona: qual grupo conseguiu recolher também saibam o que compete a elas.
mais objetos? Foi o mesmo grupo que con- Em conformidade com os Parâmetros Curriculares
seguiu o maior número de pontos? Por quê? Nacionais de Matemática (BRASIL, 1998), o(a) pro-
Alguém sabe o que significam as palavras fessor(a), na maioria das situações de jogos: orga-
niza e planeja o jogo; fornece informações; legiti-
“decomposição” e “indeterminado”?
ma resultados; oportuniza a discussão e criação de
regras; promove a descentralização de ideias; con-
3. Aproveite o momento para falar sobre cada tribui para a construção de conhecimentos mate-
objeto e o tempo que ele leva para se de- máticos e sociais. A criança: aprende regras; experi-
menta ganhar e perder; percebe que há momentos
compor.
para ouvir, observar, questionar, tirar dúvidas; ajuda
o colega seja mostrando como se faz, seja dizendo
4. Explore o período de tempo (semanas, meses sua estratégia; elabora suas próprias soluções e ain-
e anos) que os objetos levam para se decom- da trabalha em equipe, tomando decisões em con-
junto. Contudo, dependendo do objetivo da aula, a
por. Se tomarmos as embalagens de papel
criança também poderá ser autora do jogo.
como exemplo, quantas semanas demora-
O jogo contribui com a estruturação do pensamen-
riam em se decompor? O jornal demoraria to matemático e com a aprendizagem de atitudes.
quantos meses? Segundo Lara (2005) os jogos podem ser denomi-
nados por Jogos de Construção (permitem a cons-
trução de abstrações matemáticas); Jogos de Trei-
5. O(A) professor(a) busca conscientizar os namento (auxiliam na percepção da existência de
alunos no sentido de não jogarem lixo em outras soluções); Jogos de Aprofundamento (pro-
lugares inapropriados, mostrando com as porcionam uma articulação entre diferentes assun-
informações do Cartaz Nº 07 o quanto essa tos estudados) e Jogos Estratégicos (há possibilida-
de de criar estratégias para a tomada de decisões).
atitude prejudica o meio ambiente e, con-
Na proposta de trabalho da 8ª semana da 1ª eta-
sequentemente, as pessoas que vivem nos pa, os jogos são comuns, podendo um jogo em um
locais que recebem os lixos de maneira in- determinado momento ser denominado de cons-
correta. Questione aos alunos se eles sabem trução e em outro (se o conhecimento tiver sido
o que podemos fazer com os objetos, indi- avançado) ser concebido como de treinamento ou
de aprofundamento. O mais importante é com-
cados no cartaz, depois de usados por nós, preender que o trabalho com jogos possui várias
ressalte que, mesmo sendo encaminhado funções e não se limita somente à lúdica. As deno-
para um local apropriado, o tempo de de- minações dadas por Lara (2005) sinalizam algumas
composição ainda será o mesmo. Aproveite dessas funções.
para explicar sobre as vantagens da recicla-
gem de materiais.

76
Proposta didática para o Professor

Desenho do Tempo de de-


Classificação
objeto composição

Amarelo

Azul
Objetivo(s):
Vermelho
• Comparar quantidades.
• Explorar o número enquanto código e quan- 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Regis-
tidade. tre os valores conforme solicitado:

Orientação Didática: a) Qual o valor total de pontos de sua equipe?

1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue b) Se a sua equipe tivesse conseguido um
o Caderno de Atividades (Atividade 1) e o objeto a mais, na cor vermelha, vocês ga-
acompanha na escolha de um objeto que foi nhariam da equipe vencedora? Por quê?
recolhido pela equipe dele, sendo um para
cada cor. Para facilitar a coleta das informa-
ções no Cartaz Nº 07, deixe-o numa posição
bem visível para toda a turma.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Para


cada cor escolha um objeto que foi recolhido
por sua equipe. Desenhe esse objeto, observe
no cartaz e diga qual o tempo de sua decompo-
sição na natureza:

8ª S E M A N A 2° DIA

do professor: jogos e fichas) usado no 3º dia


da 2ª semana desta etapa; Super Triunfo do
Tamar (Jogo Nº 01 que está no Caderno do
alunos: jogos e fichas) usado no 1º dia da 3ª
semana desta etapa e o Jogo da Memória
Calendário Ambiental que está no Caderno
Objetivo(s): do professor: jogos e fichas (Jogo Nº 02).

• Explorar o número enquanto quantidade e 2. Para iniciar o revezamento de jogos, o(a) pro-
medida. fessor(a) divide a turma em até seis grupos.
Organiza o espaço da sala de modo que faci-
Orientação Didática: lite o revezamento dos jogos, ou seja, à me-
dida que o grupo finaliza um jogo ele começa
1. Neste dia faremos um revezamento com três o outro. Assim, sugerimos que prepare seis
jogos: Jogo da Memória com Formas Geo- mesas de jogo (podem ser as cadeiras de bra-
métricas (Jogo Nº 01 que está no Caderno ço juntas), indicando com um papel (pequeno

77
Alfabetização Matemática

cartaz informativo) o nome do jogo que está


disponível em cada mesa. Todos os grupos
devem fazer uma rodada de cada um dos três
jogos. Tendo seis grupos, serão necessários
dois conjuntos de cada um dos jogos.

3. Sugerimos que todos os grupos trabalhem Objetivo(s):


com os três jogos, entretanto, se não for
possível, indicamos que cada grupo trabalhe • Explorar o número enquanto quantidade.
com, pelo menos dois jogos, e que um deles • Comparar quantidades.
seja o Jogo da Memória Calendário Ambien-
tal, pois ainda não foi jogado. Orientação Didática:

4. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue 1. O(A) professor(a) solicita que cada grupo faça
o Caderno de Atividades (Atividade 1) para a contagem dos pontos de seus membros,
anotar quantos pontos estão fazendo a cada para assim, obter a quantidade de pontos do
jogo praticado e explica que depois será feita grupo. Registra na lousa o nome e a quanti-
a adição dos pontos para saber quem ganhou dade de pontos de cada grupo. Em seguida,
no grupo e quem ganhou na sala. solicita que os alunos comparem as quantida-
des, identifiquem a maior e a menor quanti-
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Regis- dade de pontos e coloquem essas quantida-
tre no quadro a seguir os valores que alcançou des em ordem crescente.
a cada jogo e quantos pontos você fez no total:

Jogos Pontos conquistados

3º Objetivo(s):

Total • Realizar a soma e a subtração de quantidades.


• Explorar o número enquanto quantidade.
5. Explique que a contagem de pontos de cada • Comparar quantidades.
jogo será feita da seguinte forma: nos jogos
da memória, cada participante contará o nú- Orientação Didática:
mero de cartas que tem em mãos e preen-
cherá o quadro da Atividade 1. No jogo Super 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos pe-
Triunfo do Tamar, ganha quem fica com todas guem o Caderno de Atividades (Atividade 2)
as cartas do baralho e, então, ao preencher para, juntos, responderem e discutirem as
o quadro da Atividade 1, apenas o vencedor soluções.
irá registrar o número de cartas que tem em
mãos, pois os demais participantes estarão 2. Este é um momento para oportunizar a so-
sem cartas. O(A) professor(a) aproveita esse cialização de estratégias de solução para efe-
momento e salienta que o número usado para tuar a operação de soma e a de subtração.
registrar a falta de elementos num conjunto Escolha dois ou três alunos que expliquem
é o zero e, dessa forma, quando não obtiver para toda a classe como fizeram para resol-
pontos no jogo, usa o zero para representar ver as situações apresentadas na Atividade 2.
os pontos conquistados.

78
Proposta didática para o Professor

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Res- c) O grupo que fez mais pontos obteve
ponda as perguntas observando o que aconte- pontos e o grupo que fez me-
ceu no revezamento de jogos: nos pontos obteve . A diferença
entre essas quantidades de pontos é de
a) Eu fiz pontos. .
b) Quando junto a maior com a menor d) Se o seu grupo não obteve a maior quantida-
quantidade de pontos que conquistei fi- de de pontos, explique quantos pontos preci-
cam pontos. saria fazer para empatar com quem ganhou.

8ª S E M A N A 3° DIA

Entretanto, atenção! São três pares de faces,


ou seja, a base e a tampa formam um par e
os outros dois são formados pelas laterais. Se
não quiserem colorir, podem fazer desenhos
de formatos diferentes para cada par de faces
paralelas. Cada aluno identifica sua caixa co-
Objetivo(s): locando o seu nome.

• Decorar uma caixa que tenha forma geomé- 4. Depois de construída, guardam os jogos, bem
trica semelhante à do paralelepípedo. como demais materiais que serão utilizados
durante o ano.
Orientação Didática:

1. Antecipadamente, o(a) professor(a) solicita


aos alunos que tragam para a escola uma cai-
xa de sapatos com tampa. Essa caixa servirá
para guardar os jogos e outros materiais que
formos utilizando ao longo deste ano.
Objetivo(s):
2. Nesta aula, o(a) professor(a) lança a seguin-
te experiência: “vamos fazer uma experiência • Reconhecer formas geométricas.
com as caixas de sapatos? Vamos transformá
-las em Caixas de Matemática?2 Assim, todos Orientação Didática:
vão ter um local para guardar seus jogos e
objetos que usamos para contagem”. Busque 1. O(A) professor(a) conversa com os alunos sobre
motivar os alunos para essa construção. outros objetos que têm a forma semelhante à
da caixa enfeitada. Pergunte se na sala ou em
3. O(A) professor(a) coloca para os alunos que, casa ou na escola há esses objetos.
ao enfeitar as caixas, eles vão usar a criativi-
dade e pintar da mesma cor as faces parale- 2. O(A) professor(a) questiona sobre que outros
las, aquelas que ficam uma em frente à outra. objetos existem na sala que não têm forma
semelhante à da caixa enfeitada. Converse
sobre o porquê de não se parecerem. Não se
2
Adaptado do Caderno 3 de Matemática do preocupe com as respostas, mas identifique
PNAIC, Brasil (2014). quais são os tipos de justificativas que estão

79
Alfabetização Matemática

apresentando. Por exemplo: se referem ao fato Orientação Didática:


de ter ou não ponta (vértice); se rola ou não, se
é redondo, entre outras possibilidades. 1. O(A) professor(a) solicita que o aluno pegue o
Caderno de Atividades (Atividade 1).
3. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ao
em roda, uma Caixa de Matemática no cen-
olhar a sua Caixa de Matemática de cima, o que
tro e questiona: se olharmos a caixa de cima,
você visualiza? Desenhe a seguir o que você
que forma visualizamos? Se olharmos a caixa
visualizou.
de frente, que forma visualizamos? Essas são
formas semelhantes? E se olharmos a parte
de baixo da caixa? Aproveite para explorar as
características e conceitos do paralelepípedo.

Objetivo(s):

• Identificar formas geométricas.

ATI VI DADE AVAL IATI VA

Objetivo: numérico até as centenas, visto que a ênfa-


se desta etapa foi a escrita convencional da
• Avaliar o desempenho dos alunos durante a unidade, dezena e centena. Sugerimos, para
1ª etapa. este ditado, que os números não passem do
300, para ter consonância com os números
Orientação Didática: que foram sistematizados nas atividades des-
sa etapa. O(A) professor(a) pode aproveitar os
1. Prezado(a) professor(a), solicite que a turma números que aparecem no HQ1.
abra Caderno de Atividades do Aluno a ativi-
dade avaliativa da 1ª etapa. 4. No momento do ditado o(a) professor(a) não
lê o número pausadamente, faz a leitura do
2. O(A) professor(a) faz a leitura apenas da ins- número sem dar nenhuma entonação.
trução de cada atividade. Não realiza nenhum
tipo de interpretação e intervenção. Repete a 3 Atividade 1 (Caderno de atividades): Va-
leitura, no máximo, duas vezes. mos fazer um ditado! Atenção aos números que
o(a) professor(a) vai falar:
3. A proposta da atividade 1 é um ditado. Para
tanto, o(a) professor(a) propõe uma lista de a)
até sete números, contemplando o campo b)

80
Proposta didática para o Professor

c) 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Digi-


d) tal preparou um desafio para a Turma dos Su-
e) permatemáticos. Vamos ajudar cada um deles
a descobrir o segredo desse desafio?
f)
g) a) Digital preparou para Poliedro a seguinte
sequência:
3 Atividade 2 (Caderno de atividades): Na vi- 25 – 30 – 35 – qual é o próximo número?
sita virtual feita ao Projeto Tamar, Probabilístico
falou a respeito de algumas tartarugas. Vamos b) Digital escreveu para Quadrático a seguin-
ajudar Probabilístico a organizar as informações te sequência:
sobre as tartarugas? Ele descobriu que a tarta-
50 – 100 – 150 – 200 – qual é o próximo
ruga Cabeçuda vive 150 anos, Couro 125, Pente
número?
130, Oliva 149 e Verde 134 anos. Complete as
informações na tabela, a seguir, colocando pela c) Na vez de Matema responder, ela come-
ordem decrescente do tempo de vida. teu um equívoco. Explique onde está o
equívoco dela.
Tabela – O tempo de vida das tartarugas Matema escreveu: 20, 40, 60, 70.

Tartarugas Longevidade (anos) Como seria a sequência correta?

150 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Ob-


serve o mapa e responda:
Verde
130

Fonte: Adaptação de sites especializados em Biologia


Marinha.

Agora, responda:

a) Qual a tartaruga que vive mais?


b) Quantos anos a tartaruga Pente vive a
mais que a tartaruga Couro?
c) Quantos anos a tartaruga Pente vive a me-
nos que a tartaruga Verde?

a) O que localizamos na posição A4? .


Registre aqui como fez para chegar na resposta.
Você pode desenhar, escrever ou calcular. b) Sabendo que a casa do Infinito está lo-
calizada na posição A1, escreva o nome
da rua que está à esquerda de sua casa
d) Qual o nome da tartaruga que vive mais de .
120 anos e menos que 129? _______________ c) Tem um carro na Rua Verde, qual o núme-
e) Se existisse uma tartaruga que vivesse 142 ro e a letra que representa a posição dele?
anos, você escreveria o nome dela entre o .
nome de quais tartarugas? _______________ 5. Professor(a), caso observe a necessidade de
realizar outro instrumento de avaliação para
Registre aqui como fez para chegar na resposta. esta etapa, é possível desde que respeite os
Você pode desenhar, escrever ou calcular.
conceitos matemáticos delineados para o tra-
balho desta etapa. Podemos ressaltá-los:

81
Alfabetização Matemática

– Números e Operações/Tratamento da Infor-


mação: Apropriação do número (com ênfase
nas centenas): leitura, escrita, interpretação,
ordenação, comparação e análise de valor
posicional; Funções do número: codificar; me-
dir; quantificador; Organizar dados; Construir
e interpretar tabelas.
– Grandezas e Medidas: Identificação de uni-
dades de medidas não convencional (como
passos, palmos) e convencional (litro, quilo-
grama, metro, medida de tempo); compara-
ção de medidas.
– Espaço e Forma: Localização e movimentação
(direita/esquerda; interior/exterior; entre);
Compreensão dos elementos que compõem
as formas planas: quadrado, retângulo, triân-
gulo, círculo; Construção de mapas focando a
locomoção de pessoas.

82
2ª Etapa
proposta didática
para o PROFESSOR 2ª E TAPA

1ª SEMANA 1° DIA

ma tematizando
Nesta 2ª etapa, abordaremos conceitos matemáticos e sua interface entre temas presentes na Declaração dos
Direitos Humanos e das Crianças, como: Saúde, Educação, Alimentação, Lazer e Proteção. Iniciamos com um HQ
enfatizando uma ação social envolvendo alguns desses direitos.

a declaração dos Direitos Humanos e o das


Crianças), façam uma leitura individual (os alu-
nos que não têm o domínio da leitura precisam
ser orientados a fazer a leitura das imagens,
buscando compreender o HQ3) e, depois, uma
leitura compartilhada.
Objetivo(s):
2. Após a leitura, o(a) professor(a) coloca em
• Identificar notações numéricas que envolvem discussão a compreensão que tiveram sobre
medidas de temperatura, medidas de tempo a Ação Social que se passa no HQ3, median-
e de capacidade. do, de modo que os alunos possam destacar
o foco nos direitos apresentados nas tendas,
Orientação Didática: como o direito à: Educação; Saúde; Alimenta-
ção; Proteção e Segurança. Se possível, releia
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos abram cada um dos direitos apresentados no HQ3.
o Caderno de Atividades do Aluno no HQ3 Destaque, também, a apresentação dos nú-
(Supermatemáticos em... Experiências com meros na função de medir (temperatura, tem-
po, massa, capacidade).
Alfabetização Matemática

3. Para ampliar a discussão, focando em con-


ceitos matemáticos que fazem parte do di-
reito à saúde, o(a) professor(a) solicita que o
aluno abra o Caderno de Atividades, observe
as tirinhas e anote as informações numéricas
que nelas aparecem:

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob- Objetivo(s):


serve as imagens e responda:
• Explorar situações relacionadas a medidas de
a) Temperatura corporal
temperatura, de tempo e de capacidade;
• Ler e interpretar tabela.

Orientação Didática:

1. A partir das anotações feitas pelos alunos,


o(a) professor(a) questiona se eles conhecem
outras situações que envolvem números e a
saúde do nosso corpo.

2. Neste momento é importante que o(a) pro-


fessor(a) registre na lousa as novas informa-
ções que podem ser dadas pelos alunos e as
anotações que eles fizeram sobre o que iden-
Registre aqui as informações numéricas que tificaram nas tirinhas, preservando os regis-
aparecem nas imagens: tros dados, como, por exemplo: a) 38.8 graus,
b) 15ml, c) 17 de outubro, d) 9 meses, e) 12
meses, f) 15 meses, g) 4 a 6 anos, h) 6 a 10
b) Período de Vacinação
anos, i) 10 anos, j) 0,5 ml.

3. Em seguida, o(a) professor(a) discute sobre a


temperatura corporal, como, por exemplo, fa-
zendo menção à tirinha que apresenta a Mé-
trica com 38.8 graus e questiona:

a) Vocês sabem qual é a temperatura normal


(37,7) das pessoas? Informe que a febre
sempre indica um sinal de defesa do orga-
nismo por causa de uma infecção. Métrica
está com febre? Como foi possível desco-
brir se ele estava ou não com febre?
b) Explique que, a partir dessa marcação, po-
demos considerar uma pessoa em estado
febril ou com febre, ou ainda, febre alta.
A marca de 40 graus é significativamente
alta e preocupante (risco de convulsões)
e, que, temperaturas entre 36, 36.5 ou 37,
são também consideradas normais.
Registre aqui as informações numéricas que
aparecem na tirinha:

86
Proposta didática para o Professor

Tabela – Quantidade de Vacinas do 1º ao 10º ano de vida

Idade Quantidade de vacinas

Tipos de Termômetros Até 1 ano de idade

De 1 ano até 6 anos


De mercúrio – exigem em torno de quatro a cin-
co minutos para que possam ser lidos. De 6 a 10 anos

Termômetro digital – usado desde os anos 1980.


Fonte: Cartão de vacinação da tirinha.
Em geral, levam 60 segundos para soar o alarme.
Chupeta termômetro - é uma variação do termô-
metro digital.
De ouvido – medem a temperatura da membrana
do tímpano, exigem em torno de dois segundos.

4. O(A) professor(a) pode colocar outras ques-


tões relacionadas ao cartão de vacinação: a) Objetivo(s):
Vocês conhecem o seu cartão de vacina? Sa-
bem quais vacinas tomaram e as que faltam • Organizar dados para apresentá-los num
tomar? b) Conhecem o nome das doenças quadro.
que as vacinas nos protegem? Em que ida- • Classificar diferentes unidades de medidas
des temos que tomar vacinas? E, por que as (temperatura, tempo e capacidade).
vacinas são dadas e não vendidas nos postos
de saúde? Existem vacinas que temos que Orientação Didática:
pagar para tomar? É também o momento
para explicar o direito à saúde e que o es- 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Utili-
tado precisa garantir a todo cidadão. E por ze os dados numéricos disponibilizados no rol e
isso algumas vacinas são disponibilizadas coloque-os em suas respectivas unidades indi-
pelos postos, bem como existem campanhas cadas no quadro:
nacionais importantes para conscientização
em massa para as pessoas tomá-las. Quadro 1- Informações sobre a saúde, em números

5. O(A) professor(a) também destaca que, quan- Medida de Medida de Medida de


Temperatura Tempo Capacidade
do falamos de vacinação, podemos encontrá
-la sob a forma líquida e que, ao medi-la em
pequenas proporções, utilizamos o mililitro
(ml), como um submúltiplo do litro (unidade
padrão da medida de capacidade).

6. O(A) professor(a) solicita que o aluno abra


o Caderno de Atividades e o auxilia na con- Rol
tagem da quantidade de vacinas para cada
faixa etária:

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ob-


serve o cartão de vacinação e complete a tabela
com as informações que faltam:

87
Alfabetização Matemática

2ª E T APA 1ª S E M A N A 2° DIA

3. Em seguida, tomando como referência as


coleções que estão ilustradas no cartaz, o(a)
professor(a) questiona do que trata cada co-
leção e evidencia a coleção que Prismática faz
com imagens que ilustram hábitos saudáveis.
Aproveita esse momento para fazer o levan-
Objetivo(s):
tamento dos tipos de hábitos saudáveis que
apareceram nas imagens, que são higiene e
• Produzir diferentes estratégias para quantifi-
alimentação e, então, propõe aos alunos o
car coleções.
seguinte desafio: “Quem consegue fazer um
• Identificar as relações que classifica uma dada
cartaz gigante para iniciar na escola uma
coleção.
campanha de hábitos saudáveis? Esse cartaz
• Comparar quantidades de coleções variadas.
gigante, precisa causar impacto na escola.”.
Para tanto, o(a) professor(a) sugere que pri-
Orientação Didática:
meiro os alunos façam uma coleção de ima-
1. Previamente, o(a) professor(a) precisa provi- gens como as de Prismática para depois con-
denciar revistas e encartes que possam ser feccionarem o cartaz da campanha.
recortadas. Nesse dia o(a) professor(a) apre-
4. O(A) professor(a) organiza a turma em grupos
senta o CARTAZ Nº 08 que ilustra três tipos
de quatro alunos, entrega as revistas, solicita
de coleções. Diz para os alunos: “Prismática
que procurem imagens de hábitos saudáveis
tem três tipos de coleção que estão ilustradas
para fazer a coleção do grupo e, depois, com-
neste cartaz. Observem as imagens”.
põe o cartaz com essas imagens.

Coleções
1ª Coleção

Álcool

Objetivo(s):

2ª Coleção 3ª Coleção
• Produzir diferentes estratégias para quantifi-
Super
Sup
Gir l er
Sup
Gir l er
Sup
Gir l er
Sup
Gir l er
Sup
Gir l er
Sup
Gir l er
Sup
Gir l er
Sup
Gir l er
Sup
Gir l er
S
Girl
car coleções.
Super
Super
Boy Super
Boy Super
Boy Super
Boy Super
Boy Super
Boy Super
Boy Super
Boy Super
Boy Boy

• Comparar quantidades de coleções variadas.


• Refletir sobre as estratégias produzidas.
Super
Sup
Gir l erSup
Girl Gir l er
erSup Sup
Gir l er
Sup
Gir l erSuperSuperSuperSuperde
Boy Boy Boy Boy saú

Orientação Didática:
2. O(A) professor(a) solicita que os alunos ob-
servem de que trata cada coleção, quantos
1. Depois que cada grupo tiver feito a sua co-
objetos tem em cada uma delas, qual tem
leção de imagens, o(a) professor(a) solicita
mais e qual tem menos objetos. Depois que
que realizem a contagem das imagens que
os alunos realizarem a contagem, o(a) profes-
possuem e registra na lousa a quantidade de
sor(a) pede que eles apresentem como fize-
cada grupo.
ram para encontrar os totais.

88
Proposta didática para o Professor

2. Conhecendo os totais de cada grupo, o(a)


professor(a) propõe que encontrem o total
das imagens coletadas. Nesse momento, o(a)
professor(a) pode discutir sobre diferentes
formas de encontrar esse total.

3. Por fim, o(a) professor(a) solicita que guardem


as imagens em um envelope ou saco plástico
(identificar a coleção de cada grupo) e infor-
ma que numa próxima aula será construído o
cartaz gigante. Pode ser solicitado que guar-
dem na Caixa Matemática confeccionada na
8ª semana da 1ª etapa.

Objetivo(s):

• Produzir diferentes estratégias para quantifi-


car coleções. a) Quantos instrumentos de medidas Métrica
• Comparar quantidades de coleções variadas. conseguiu colecionar?
b) Quantas imagens há na coleção de Pris-
Orientação Didática: mática?
c) E Poliedro, quantos botões tem em sua
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam coleção?
as atividades abaixo no Caderno de Atividades.
d) Qual dos três tem mais objetos em sua
coleção?
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): –
Prismática, com a sua coleção de imagens de
hábitos saudáveis, contagiou os outros Super-
matemáticos. Observe as coleções de imagem
de Prismática, a coleção de botões de Polie-
dro e a coleção de instrumentos de medidas
de Métrica:

89
Alfabetização Matemática

2ª E T APA 1ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Reconhecer padrões existentes em mosaicos. • Descrever padrões existentes em mosaicos.

Orientação Didática: Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) explica que Matema enviou 1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados-
uma experiência com mosaicos que está no numa roda e solicita que socializem o que
Caderno de Atividades do Aluno. elas observaram nos mosaicos.

2. O(A) professor(a) precisa mediar no sentido


3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ma- de evidenciar as formas geométricas existen-
tema gosta de observar padrões e sabe que mo- tes nos mosaicos. Sugerimos que, caso não
saicos são peças recortadas que, coladas juntas, sejam elencadas todas as formas geométricas
produzem um efeito visual. Ela criou os mosaicos que aparecem no mosaico, o(a) professor(a)
abaixo e lançou o desafio: o que podemos obser- utiliza as peças do Jogo de Formas Geométri-
var em relação às sequências nestes mosaicos? cas (JOGO Nº 01 da 1ª Etapa) para que (re)
lembrem as formas geométricas e busquem
reconhecê-las no mosaico.

3. Caso ainda não tenha sido identificada a se-


quência de formas geométricas que estabe-
lece o padrão dos mosaicos, o(a) professor(a)
questiona sobre essa sequência. Sempre bus-
cando que os próprios alunos evidenciem a
sequência de formas, sem necessariamente
apresentá-la para que o aluno faça suas pró-
prias descobertas e descrições.

Objetivo(s):

• Reconhecer padrões em mosaicos.


Escreva aqui o que você observou: • Produzir um padrão utilizando uma sequên-
cia de forma geométrica.

90
Proposta didática para o Professor

Orientação Didática: 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Agora


é a sua vez, produza seu mosaico.
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
as atividades abaixo no Caderno de Atividades.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Observe


os mosaicos que Matema e Origami construíram:

2ª E T APA 2ª S E M A N A 1° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) retoma o HQ3, lê nova-


mente o quadrinho que aborda os artigos
da Constituição dos Direitos Humanos e da
Criança, destacando o Direito à Educação:
Objetivo(s): Artigo 1º - Toda pessoa tem Direito à Edu-
cação (Constituição dos Direitos Humanos)
• Identificar e analisar unidades de medida de Artigo 13 – Liberdade de expressão: A criança
tempo, como hora e minuto. tem o direito de exprimir seus pontos de vis-
• Medir o tempo utilizando o relógio. ta, obter informações, dar a conhecer ideias
• e informações sem condições de fronteiras.
(Declaração dos Direitos da Criança).

91
Alfabetização Matemática

2. Após a leitura, o(a) professor(a) inicia uma con-


versa sobre esses direitos, enfatizando que
somos todos sujeitos de direitos, incluindo as
pessoas com necessidades especiais, pessoas
de outras culturas e raças. Solicita que os alunos
observem os números em libras e qual a impor- Podemos ter um relógio analógico usando li-
tância de conhecê-los. bras. Vejam como ficam os números do relógio
com essa linguagem.
3. Para essa aula, o(a) professor(a) precisa provi-
denciar com antecedência um relógio grande
de ponteiros ou fazer um de papelão (orien-
tações para construir constam no Manual do
1º ano – 3ª etapa, 3ª semana, 1º dia). É ne-
cessário providenciar colchetes (sugerimos de
tamanho nº 3 - utilizados em pastas suspen-
sas) para prender os ponteiros no relógio. Se
possível, levar também um relógio digital.

4. Sugerimos que, ao apresentar os relógios,


sejam feitos alguns questionamentos, que se
relacionem com a rotina da escola ou da aula
como: alguém sabe dizer em que posição esta-
vam os ponteiros, quando a aula de matemá-
tica começou? E quando iniciamos a aula de
hoje (ou iniciamos o intervalo)? E, como esta-
Objetivo(s):
rão os ponteiros no momento de ir embora?

• Explorar o número como função de medir o


5. Faça um paralelo entre as formas de se repre-
tempo.
sentar a hora, utilizando o sistema de nume-
• Explorar o relógio como instrumento de me-
ração decimal (“são 10horas”) usando tanto
dição do tempo.
o relógio digital quanto o analógico e a ou-
tra utilizando a linguagem em libras. Veja o
Orientação Didática:
exemplo abaixo:

1. O(A) professor(a) apresenta o CARTAZ Nº 09


e pede aos alunos que indiquem as diferen-
ças entre cada relógio do cartaz. Aproveita
as falas deles e explica que o relógio é um
instrumento de medir o tempo e que nele po-
demos ter símbolos diferentes: do sistema de
numeração decimal, do sistema de numera-
ção romana e mostra os exemplos.

2. O(A) professor(a) coloca alguns questiona-


6. Caso seja possível, o(a) professor(a) utiliza mentos sobre a existência de diferenças na
um relógio que os alunos possam manusear. forma de apresentar as horas nos relógios e,
Assim, lança como desafio que a turma mar- depois, explica que o relógio pode mostrar a
que horas que o(a) professor(a) vai colocando medida do tempo de duas formas: a) relógio
oralmente. analógico (com ponteiros), no qual o ponteiro
maior marca as horas, o menor os minutos e o
mais fino os segundos; b) relógio digital, que

92
Proposta didática para o Professor

marca as horas com os números do visor, não 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades) ––


tem ponteiros. Complete a agenda de um dia semanal de ati-
vidades de Cone, de acordo com as orientações
3. Outra diferença que pode ser colocada é em re- dadas e os horários que estão nos relógios do
lação ao registro feito para os números em dife- quadro:
rentes relógios. O(A) professor(a) pergunta quais
diferenças os estudantes observam na forma Cone levanta às h. Escova os dentes e
em que se registram os números no relógio e, toma café às horas. Às h vai para
em seguida, mostra que, no relógio analógico, a escola. O portão da escola abre às h.
os números podem variar, podendo ser escri- Volta da escola e almoça às h. À tarde,
tos no sistema decimal (de 1 a 12), no sistema brinca com sua mascote, chamada Múltiplo.
romano ou ter a representação numérica feita Passado uma hora, faz a tarefa de casa. Ter-
com pequenos círculos, traços ou com objetos mina sua tarefa às h. Ele vai jantar às
diferentes que as pessoas inventam. Aproveita e h com sua família, depois assiste TV. Às
exemplifica usando as diferentes variações que h vai dormir. E, no outro dia, começa
aparecem a imagem no Cartaz Nº 09. tudo novamente.

Objetivo(s):

• Explorar o número como função de medir o


tempo (hora e minuto).
• Explorar o relógio como instrumento de me-
dição do tempo.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


as atividades abaixo no Caderno de Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades) – Faça


a correspondência da atividade que cada Super-
matemático está realizando, conforme o horário.

93
Alfabetização Matemática

2ª E T APA 2ª S E M A N A 2° DIA

4) O vencedor do jogo é o membro da dupla que


ficar com a maior quantidade de cartas que ganhou
nas rodadas. Se houver empate, o vencedor é o
membro que obtiver o maior total na última rodada.

Objetivo(s): 4. Durante o jogo, o(a) professor(a) acompa-


nha as formas de realização da operação de
• Compor números adicionando duas parcelas;
adição que forem sendo feitas pelos alunos
• Comparar resultados de adições.
e anota as diferentes estratégias observadas.
Orientação Didática: 5. Após terem feito o jogo com a adição, o(a) pro-
fessor(a) pode propor uma variação do jogo,
1. O(A) professor(a), nesse dia, retoma a discus-
denominada BATALHA DUPLA COM SUBTRA-
são sobre o direito à educação, para apresen-
ÇÃO. Nessa variação, cada jogador, simultane-
tar que, no espaço escolar, o acesso à educa-
amente, vira as cartas de cima de suas pilhas
ção pode ser de forma divertida, como, por
como no jogo anterior, mas, ao invés de fazer a
exemplo, a partir de jogos.
operação de adição, faz a de subtração (fazen-
do o número maior menos o número menor).
2. Nessa aula, o(a) professor(a) diz para os alu-
Nessa variação, ganha a jogada o membro da
nos que eles podem aprender a fazer opera-
dupla que conseguir a maior diferença entre
ções com números em brincadeiras como no
suas cartas, ficando com as quatro cartas. Em
jogo Batalha Dupla.
caso de empate, procede-se do mesmo jeito
3. O(A) professor(a) solicita que os alunos pe- feito ao somar os números.
guem o Jogo Batalha Dupla (Jogo Nº 02) que
está no Caderno de Jogos e Fichas do Aluno
e entrega metade de uma folha tamanho A4
para que anotem as somas de cada rodada.

Objetivo(s):
JOGO: BATALHA DUPLA
• Compor números adicionando duas parcelas.
M o d o de jogar:
• Comparar resultados de adições.
1) Formar duplas para jogar.
2) Cada membro da dupla recebe 20 cartas e as Orientação Didática:
coloca viradas para baixo e divididas em dois
montes com 10 cartas cada. 1. Depois de terminar o jogo, o(a) professor(a)
3) Para iniciar o jogo, ao mesmo tempo, cada jo- organiza todos os alunos numa roda e propõe
gador, vira a carta de cima de seu monte e soma
os pontos de suas cartas. A dupla compara seus
algumas situações-problema envolvendo os
totais e, o que obteve o maior total, fica com as registros que fez ao acompanhar o jogo, como,
quatro cartas e as guarda separadas dos montes. por exemplo, na primeira rodada o aluno A vi-
Se houver empate, faz uma nova jogada e o ven- rou as cartas com os números 6 e 9, o aluno B
cedor fica com as oito cartas. Repete a jogada até
terminar todas as cartas dos montes.
virou as cartas com os números 7 e 8. Quem
ganhou essa rodada? (nessa situação houve

94
Proposta didática para o Professor

um empate e precisa-se chegar à conclusão de


que a dupla teve que jogar mais uma vez, para
desempatar). Outro tipo de questão pode ser a
seguinte: que carta um jogador precisaria virar
para ganhar, para empatar ou para perder se
tivesse em uma das cartas o 10 e a sua dupla
fizesse no total 13 pontos. Quantos pontos Poliedro fez?
Quantos pontos Prismática fez?
2. Outros questionamentos e diálogos podem
ser apresentados a partir dos esquemas ob- Desta dupla quem ganhou?
servados nas jogadas.
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Va-
mos ajudar Cone a contar o seu total de pontos
no jogo Batalha Dupla?

Objetivo(s):

• Compor números adicionando duas parcelas.


• Comparar resultados de adições.

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


as atividades abaixo no Caderno de Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades) - Veja


a primeira rodada do jogo de alguns Superma-
temáticos, quem ganhou em cada dupla: Quantos pontos Cone fez?

Quantos pontos Cone fez?


Quantos pontos Dezena fez?
Desta dupla quem ganhou?

2ª E T APA 2ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s):

• Estabelecer critérios para agrupar e classificar


imagens.

95
Alfabetização Matemática

Orientação Didática: quantidade de imagens para cada grupo,


solicita que as agrupe, seguindo os hábitos
1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados saudáveis escolhidos para a construção do
numa roda e explica que a Matema enviou cartaz.
um desafio: “classificar hábitos saudáveis que
precisam ser divulgados na escola, usando as 2. Enquanto os alunos agrupam as imagens,
imagens recortadas das revistas na 2ª sema- o(a) professor(a) escolhe uma imagem para
na, 1º dia desta etapa. representar cada um dos hábitos saudáveis
escolhidos e faz um desenho (contorno)
2. Para iniciar, o(a) professor(a) questiona: quais dessa imagem numa folha de papel metro.
hábitos saudáveis (higiene pessoal; limpeza; A sugestão é que cada aluno coloque a ima-
alimentação saudável; atividade física; não ter gem escolhida por ele dentro desse con-
vícios, entre outros) estão nas imagens que re- torno de modo que se crie um mosaico e,
cortamos das revistas? Quais as diferenças e por isso, esse contorno precisa ser grande e
semelhanças entre eles? Nesse momento, o(a) conter poucos detalhes.
professor(a) busca que os próprios alunos evi-
denciem critérios de agrupamento em razaão 3. Depois que os alunos agruparem as imagens
de semelhançase diferenças dessas imagens, dos hábitos escolhidos, o(a) professor(a) re-
como, por exemplo, no hábito da alimentação colhe as demais e solicita que cada aluno es-
saudável: comer frutas e verduras, tomar água, colha uma imagem para usar na construção
não comer frituras e comidas gordurosas. Su- do cartaz.
gerimos que os critérios elencados sejam es-
critos na lousa. 4. Para construir o cartaz, o(a) professor(a) pre-
cisa orientar os alunos e, para isso, seguem
3. Em seguida, o(a) professor(a) retoma o desafio: algumas dicas:
“elencar hábitos saudáveis que precisam ser
divulgados na escola”, questiona: “quais des- - comece colando as imagens encaixando-as
ses hábitos saudáveis precisam ser divulgados exatamente sobre a linha do contorno;
na escola?”. Nesse momento, pode trazer a re- - cole cada imagem próxima uma da outra,
alidade da escola, da comunidade, da cidade, procurando manter uma distância regular
entre outras elencadas pelos alunos. Assim, a entre elas, sem sobrepô-las;
turma precisa eleger, pelo menos, dois hábitos
- tente fazer uma sequência que padronize a
saudáveis que serão tema do cartaz que será
disposição das imagens.
construído com as imagens recortadas.
5. Com o cartaz finalizado, o(a) professor(a) sus-
cita algumas reflexões sobre os hábitos ilus-
trados no cartaz com os mosaicos, como será
possível apresentar na escola e buscar imple-
mentar alguns desses hábitos no dia a dia.

Objetivo(s):

• A grupar imagens considerando critérios es-


tabelecidos.

Orientação Didática:
Objetivo(s):
1. O(A) professor(a) organiza os alunos em
grupos de três ou quatro e distribui uma • Descrever formas e padrões em mosaicos.

96
Proposta didática para o Professor

Orientação Didática: c) Que semelhanças você observa entre os


mosaicos da Matema e do Origami e os
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam do cartaz?
as atividades abaixo no Caderno de Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob-


serve na atividade da 1ª semana, 3º dia, os mo-
d) Que diferenças você observa entre os
saicos que Matema e Origami construíram e
mosaicos da Matema e do Origami e os
responda:
do cartaz?
a) Descreva as formas das peças do mosaico
de Matema e de Origami.

b) Descreva as formas das peças do mosai-


co do cartaz que você construiu com os
colegas.

2ª E T APA 3ª S E M A N A 1° DIA

Objetivo(s):

• Usar a medida de tempo em horas num con-


texto.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos pe-


guem o Caderno de Atividades para fazer in-
dividualmente a leitura da tirinha sobre Direi-
to à Alimentação. Os alunos que ainda não
tiverem o domínio da leitura precisam ser 2. Ao finalizar a leitura, o(a) professor(a) coloca
orientados a fazer a leitura das imagens. algumas questões: “Quem sabe o que signifi-
ca ter uma alimentação saudável? Quem sabe
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Faça o que são os grupos alimentares? Quantas re-
uma leitura das imagens que abordam: “Direito à feições uma pessoa deve fazer durante o dia?
Alimentação”:

97
Alfabetização Matemática

Qual a 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª refeição que uma pes-


soa deve fazer durante o dia? Quanto tempo
precisa ter entre uma refeição e outra? Quem
sabe o que é uma cesta básica? O que vocês
entenderam na tirinha “Direito à Alimenta-
ção”? O que é uma pirâmide alimentar?” Essas
e outras questões podem ser colocadas, sen- Objetivo(s):
do que o objetivo é possibilitar que os alunos
expressem seus conhecimentos prévios sobre • Ler e interpretar informações dadas numa tabela.
hábitos saudáveis de alimentação e discutam
sobre as quantidades, intervalo entre as refei- Orientação Didática:
ções e a ordem das refeições durante o dia.
1. O(A) professor(a) solicita que cada grupo
3. Em seguida, o(a) professor(a) organiza a tur- apresente o cardápio que elaborou e registre
ma em grupos de quatro ou cinco alunos e na lousa, organizando-o numa tabela. Segue
diz que a Métrica colocou o seguinte desafio: um modelo.
“elaborar um cardápio para um café da ma- Tabela – Alimentos que os alunos do 2º ano preferem ou
nhã saudável, tendo como referência os ali- gostam para um café da manhã saudável
mentos da pirâmide alimentar que vocês mais
Quantidade de alunos
gostam ou preferem. Mas, só pode escolher Alimento
que preferem ou gostam
cinco itens da pirâmide”.

4. O(A) professor(a) solicita que os alunos pe-


guem o Caderno de Atividades para que, in- Fonte: Turma do 2º ano

dividualmente, façam o registro do cardápio


construído pelo grupo: 2. Após a confecção da tabela, o(a) professor(a)
coloca algumas questões, que possibilitem
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Regis- a leitura e interpretação da tabela: a) Qual(is)
tre o cardápio feito pelo seu grupo e coloque os alimento(s) são os mais preferidos pelos alu-
ponteiros do relógio, para mostrar o horário em nos do 2º ano? b) E o(s) alimento(s) que são
que você fez a 1ª refeição hoje: menos preferido(s)? c) Observando a pirâmide
alimentar, a qual(is) grupo(s) pertence(m) os
dois alimentos mais preferidos por vocês? d)
Quantos alimentos aparecem no total na tabe-
la? e) Quantos grupos alimentares têm alimen-
tos na tabela? f) Observando a tabela, vamos
listar os quatro alimentos mais consumidos
em ordem decrescente? Sugerimos que sejam
acrescentadas outras questões de modo que
se amplie a discussão sobre o tema, buscando
que os alunos conheçam a qual grupo os ali-
mentos pertencem, o intervalo recomendado
entre uma refeição e outra, a quantidade e a
qualidade de refeições por dia.

3. O(A) professor(a) busca enfatizar, caso apare-


ça, que o excesso de consumo de um determi-
nado grupo pode acarretar falta de nutrientes
no nosso organismo, ou ainda, se o excesso for
com doces, acarretará em maior incidência de
cáries, entre outras enfermidades, por falta de

98
Proposta didática para o Professor

outros nutrientes. Destacar que o café da ma-


nhã é a primeira refeição e que é fundamental
para que o organismo funcione bem e que a
escolha combinada de alimentos dos diferen-
tes grupos alimentares é necessária e impor-
tante. Para finalizar, o(a) professor(a) questiona
se tem outra forma de representar as informa-
ções que estão na tabela. Coloque de modo a
relembrar que é possível colocar num gráfico e
converse um pouco sobre essa possibilidade.

Grupos alimentares

Alimentos Energéticos – (Grupo 1) ricos em


carboidrato ( responsáveis pelo fornecimento da
maior parte das energias de que precisamos).
São os cereais e seus derivados, como: pães, ma- Objetivo(s):
carrões, massas em geral, raízes e tubérculos.
Alimentos Reguladores – (Grupos 2 e 3) ricos em • Converter informações de uma tabela em
vitaminas, sais minerais, fibras e água. gráfico.
São as hortaliças, as verduras. Nesse grupo tam-
bém estão as frutas e os sucos de frutas naturais.
Orientação Didática:
Alimentos Construtores – (Grupos 4, 5 e 6) ricos
em proteínas e cálcio, ferro e zinco. Esse grupo
também contém açúcar e gorduras. São eles (gru- 1. A partir da tabela construída na lousa, o(a)
po 4): o leite, os derivados de leite, queijos, bebi- professor(a) solicita que os alunos abram o
das lácteas etc. Há também (Grupo 5) os alimentos Caderno de Atividades e, convertam as infor-
construtores que contêm gorduras e colesterol, mações da tabela para um gráfico de coluna.
além de ferro e zinco.
São as carnes magras, peixes, frutos do mar, fran-
Para a construção desse gráfico, será preci-
go, ovos. Os alimentos construtores do Grupo 6 so usar apenas os quatro primeiros alimen-
também são ricos em proteínas e fibras, cálcio, tos mais preferidos pela turma. Um exemplo
ferro, zinco e vitaminas. São as leguminosas: fei- pode ser visto na Figura, a seguir:
jão, soja, ervilha etc. e alguns deles oferecem ca-
lorias, através do colesterol bom (HDL), sem pre-
Tabela – Alimentos que os alunos do 2º ano preferem ou
judicar a saúde. gostam para um café da manhã saudável
Alimentos Energéticos extras – (Grupos 7 e 8)
ricos em calorias e colesterol. São importantes, Quantidade de alunos
Alimento
pois as gorduras e o colesterol transportam as vi- que preferem ou gostam
taminas A, D, E, K, mas devem ser consumidas em
Leite com chocolate 6
pequenas quantidades.
São eles (grupo 7): manteiga, carne vermelha gor- Pão com manteiga 11
da, os óleos e as gorduras. Do grupo 8 são os açú-
cares, balas, chocolates, salgadinhos. Deles pro- Suco 4
vêm muitas calorias e poucos nutrientes, devendo
Biscoito 2
ser consumidos com moderação.
Banana 1
A FALTA DE ALGUMAS VITAMINAS
PODE ACARRETAR: Vitamina 1

Vitamina A: problemas de pele e cegueira noturna; Fonte: Dados fornecidos pelos alunos da Turma do 2º ano.
Vitamina C: dificuldade de cicatrizar ferimentos,
corpo fica mais frágil adquirindo mais resfriados.

99
Alfabetização Matemática

2. Para a atividade 4, o(a) professor(a) propõe


um texto coletivo, a ser construído com a aju-
da de todos os alunos e que relate as infor-
mações do gráfico de colunas. Um exemplo
de relatório: Pão com manteiga é o alimento
mais consumido no café da manhã das crian-
ças do 2º ano. Nossa turma consome mais
alimentos do grupo energético, como o pão
e o biscoito.

Fonte: Dados fornecidos pelos alunos da Turma do 2º ano. 3 Atividade 4 (Caderno de Atividades): Faça
coletivamente, um relatório do gráfico.
3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Cons-
trua um gráfico de coluna a partir da tabela que
foi feita em sala.

2ª E T APA 3ª S E M A N A 2° DIA

(Ficha Nº 06) e explica que a experiência


de compra enviada pelos Supermatemáti-
cos diz que: “supondo que tenha R$ 100,00
para gastar, cada grupo precisa realizar uma
simulação de compra de produtos da cesta
básica”.
Objetivo(s):
2. O(A) professor(a) precisa acompanhar cada
• Fazer contagem e operações em situações grupo para discutir com eles a importância de
-problema. cada alimento que eles estão selecionando,
• Produzir e interpretar a escrita numérica en- observando os grupos alimentares que per-
volvendo dezenas e centenas. tencem à pirâmide alimentar e, se possível,
• Registrar a contagem, produção e interpreta- solicite que vejam a pirâmide na tirinha “Di-
ção da escrita numérica envolvendo dezenas reito à Alimentação”.
e centenas.
3. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
Orientação Didática: o registro das compras no Caderno de Ativi-
dades. Orienta para que sejam preenchidos
1. O(A) professor(a) divide a turma em grupos todos os itens da nota.
de quatro alunos e explica que: “no laborató-
rio, os Supermatemáticos criaram um encar- 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Pre-
te com alimentos da cesta básica para que encha a nota de pedido de compras, com os
vocês façam uma experiência de compra de itens da cesta básica que seu grupo colocou na
alimentos”. O(A) professor(a) entrega para simulação de compra:
cada grupo o “Encarte Cesta Básica” que está
no Caderno do Professor – jogos e fichas

100
Proposta didática para o Professor

Objetivo(s):

• Fazer contagem e operações em situações


-problema.
• Produzir e interpretar a escrita numérica en-
volvendo dezenas e centenas.
• Socializar a contagem, a produção e a inter-
pretação da escrita numérica envolvendo de-
zenas e centenas.
• Registrar a contagem, produção e interpreta-
ção da escrita numérica envolvendo dezenas
e centenas.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-


çam as atividades, a seguir, no Caderno de
Atividades.

Objetivo(s): 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Métri-


ca e Matema foram ao supermercado e fizeram
• Produzir e interpretar a escrita numérica en- a compra de produtos da cesta básica. A data e
volvendo dezenas e centenas. o valor total do cupom fiscal ficaram apagados.
• Socializar a contagem, a produção e a inter- Coloque a data de ontem na nota e, quanto foi
pretação da escrita numérica envolvendo de- mesmo que cada uma gastou?
zenas e centenas.

Orientação Didática:

1. Depois que os grupos de alunos preenche-


rem a nota de pedido no Caderno de Ativida-
des, o(a) professor(a) solicita que cada grupo
diga como preencheu a coluna Total em R$ e
registra na lousa os valores totais do pedido
de cada produto, ou seja, diferentes formas
de compor os R$100,00. Abre a discussão so-
bre essas diferentes possibilidades, se exis-
tem outras, se podem dar outros exemplos.
Sugerimos que a discussão seja colocada para
possibilidades de composição do 10(dez) e
do 1.000(mil). Outra possibilidade é fazer a
comparação do total de produtos que podem
ser comprados. Quem colocou mais e quem
colocou menos produtos no pedido. Métrica gastou

101
Alfabetização Matemática

b) Observe o quadro e assinale os produtos


que Métrica e Matema compraram e que
custaram o mesmo preço unitário, depois
escreva esse valor na coluna indicada.

Produto Preço unitário

Arroz 1kg ( )

Feijão 1kg ( )

Café 1kg ( )

Açúcar 1kg ( )

Carne de Sertão 1kg ( )

Matema gastou

3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Ob-


serve as duas notas fiscais e responda as ques-
tões a seguir:

a) Liste o(s) produto(s) das compras de Mé-


trica e de Matema, que tenha(m) o mesmo
valor, e escreva ao lado de cada um o seu
preço unitário:

2ª E T APA 3ª S E M A N A 3° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) necessita providenciar pre-


viamente um pacote de canudos e massa de
modelar, para que os alunos façam as cons-
truções dos sólidos. Caso o canudo seja bem
Objetivo(s): flexível, corte-o ao meio.

• Observar relações interfigurais entre pirâmides 2. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados
de base triangular e de base quadrangular. em uma roda e apresenta o CARTAZ Nº 10
• Construir formas que se assemelhem à pirâ- que contém imagens que se assemelham às
mide de base triangular e à pirâmide de base formas de uma pirâmide de base triangular e
quadrangular. de uma pirâmide de base quadrangular. Co-
loca algumas questões objetivando observar
o que os alunos sabem sobre as formas. As

102
Proposta didática para o Professor

questões precisam permear o conhecimen-


to sobre as relações interfigurais, como, por
exemplo: são iguais essas formas? O que elas
possuem de semelhante (e de diferente)?

3. Na sequência, o(a) professor(a) propõe o se-


guinte desafio: “quem consegue fazer uma Objetivo(s):
experiência de construir formas que se asse-
melhem às que estão no Cartaz Nº 10?”. Suge- • Reconhecer formas geométricas (triângulo e
rimos que o(a) professor(a) observe se os alunos pirâmide).
conseguem nomear as pirâmides e deixe para
explorar essa nomeação na roda da conversa. Orientação Didática:

4. Depois de motivar os alunos para fazer a 1. O(A) professor(a) solicitará que os alunos fa-
construção, o(a) professor(a) distribui canu- çam as atividades no Caderno de Atividades.
dos e um pouco de massa de modelar para
cada aluno, dá um tempo para que construam 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Com-
as pirâmides e percorre a sala para observar o plete o quadro abaixo:
andamento da atividade.

Objetivo(s):

• Refletir e socializar as relações interfigurais


entre pirâmide de base triangular e de base 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ob-
quadrangular. serve o desenho das duas pirâmides na Ativida-
de 1 e desenhe a forma da face da pirâmide que
Orientação Didática: tem a menor quantidade de vértices.

1. Ainda com os alunos sentados em uma roda,


o(a) professor(a) coloca algumas questões para
discussão, tais como: qual o nome das formas
3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): De-
geométricas que se assemelham às que vocês
senhe uma pirâmide que tenha todas as faces
construíram? Essas formas são iguais? Como
iguais.
podemos diferenciar uma da outra? Quais as
formas geométricas planas que formam as fa-
ces de cada uma delas? Quantas faces tem uma
pirâmide de base triangular? E uma de base
quadrada tem quantas faces? E quantos vértices
tem a pirâmide de base triangular? E a de base
quadrangular? Quantas arestas tem uma pirâ-
mide de base triangular? E uma de base qua-
drada tem quantas arestas? Outras questões
podem ser elencadas, para buscar sanar possí-
veis dificuldades apresentadas pelos alunos.

103
Alfabetização Matemática

2ª E T APA 4ª S E M A N A 1° DIA

como: caixa de suco, achocolatado ou de leite


(Tetra Pak) de 1l e de 200ml; lata de azeite, gar-
rafa de água de 500ml; caixa de chocolate em
pó, pacote de cereais 200g; embalagem de fa-
rinha, de arroz ou de feijão de 1kg; garrafa pet
de 1l ou de 1,5l; ou quaisquer outros produtos
Objetivo(s): possuam essas medidas ou embalagens que te-
nham as representações dessas medidas e que
• Comparar e classificar como leve ou pesado se apresentem em estado líquido ou sólido.
matérias em estado líquido e em estado sólido.
2. Antes de organizar a turma em grupos e dis-
tribuir as embalagens com as matérias, o(a)
professor(a) solicita aos alunos que indiquem
Estados Físicos da Matéria objetos da própria sala de aula e que falem
sobre o peso desses objetos, como: cadeira,
Matéria é tudo aquilo que ocupa lugar no espaço mesa do aluno, lixeira da sala, lápis, cader-
e possui massa. É o corpo dos objetos, animais, nos, entre outros (ver as possibilidades de ter
plantas e pessoas. As matérias podem se apre- matérias no estado líquido). Pode questionar:
sentar em três estados físicos: sólido, líquido e “esses objetos são leves ou pesados?”.
gasoso. Esses estados variam de acordo com as
condições em que se encontram, dependendo
da temperatura e da pressão da atmosfera. Neste 3. O(A) professor(a) divide a turma em grupos
momento exploraremos apenas os estados líqui- de quatro ou cinco alunos e propõe o se-
do e sólido.
guinte desafio: “vou distribuir algumas em-
Os sólidos são medidos através de unidades de balagens com matérias no estado líquido, no
massa: miligramas, gramas, quilogramas, toneladas,
entre outros. estado sólido e o desafio é separá-los a partir
No estado líquido, as partículas encontram-se do seguinte critério, está leve ou pesado para
menos unidas, não tendo uma forma determinada. você?”. Caso os alunos ainda não tenham fa-
Podemos observar que os líquidos sempre se miliaridade com a terminologia dos estados
adaptam ao formato do recipiente em que são
físicos da matéria, (o)a professor(a) problema-
colocados. Os líquidos são medidos através
de unidades de volume, em mililitros, litros, tiza e dar exemplos sobre o tema para todos.
centímetros cúbicos, entre outros.
4. O(A) professor(a) precisa mediar as ações dos
grupos de modo que seja permitido a cada
Orientação Didática: aluno experienciar, pegando nos objetos, e
possam opinar na sua separação em razão do
1. O(A) professor(a) precisa providenciar, previa- peso (leve ou pesado). Pode ocorrer falta de
mente, matérias em estado sólido e em estado consenso entre os alunos do próprio grupo,
líquido num quantitativo que possa trabalhar sendo que alguns achem que um objeto é leve
em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada e outros que são pesados; nesse momento, é
grupo precisa receber matérias no estado líqui- importante a mediação do(a) professor(a).
do em embalagens que contenham, pelo me-
nos, uma das seguintes medidas: 1l, 1,5l, 200ml,
500ml. No estado sólido, pelo menos uma em-
balagem que contenha cada uma das seguintes
medidas: 1kg, 500g, 200g. Sugerimos produtos

104
Proposta didática para o Professor

sualização do conteúdo)? Nesse momen-


to, aproveita para explicar que os produtos
que estão dentro das embalagens tam-
bém podem ser chamados de “matéria” e
existem formas e estados diferentes que
as matérias podem se apresentar. Sugeri-
Objetivo(s): mos que sejam colocadas outras pergun-
tas como: vocês sabem como nomeamos
• Identificar matéria em estado líquido e sólido; o estado do produto que fica dentro da
• Observar unidades de medidas usadas para garrafa de refrigerante ou, então, do saco
medir capacidade e para medir massa. de arroz? É bastante provável que digam:
a marca do refrigerante ou, para segunda
Orientação Didática: pergunta, arroz. A ideia é que cada aluno
compreenda que o estado do produto in-
1. O(A) professor(a) solicita que cada grupo fale depende da marca ou do tipo do produto.
como fez a seleção. Atentar para o fato de O(A) professor(a) explica o que significa o
que, nessa fase, os alunos podem apresentar estado líquido e o estado sólido.
noções diferenciadas sobre o peso da maté- b) Quais outros objetos ou produtos que vo-
ria, sobretudo, porque é comum, algumas de- cês conhecem estão em estado sólido? E
las, relacionarem o peso com a ideia de força em estado líquido? É importante que os
empregada. Para algumas crianças, alguns alunos elenquem outros exemplos.
objetos podem ser considerados pesados e,
c) Quais dos produtos da pirâmide alimentar
para outras, o mesmo objeto pode ser con-
estão em estado sólido e quais estão em es-
siderado leve. Nesse momento, o(a) profes-
tado líquido? O(A) professor(a) retoma a pi-
sor(a) aproveita para colocar em discussão as
râmide alimentar (se necessário solicita que
variações de opiniões, buscando correlacio-
os alunos abram o Caderno de Atividades
nar que o emprego da força é outro elemen-
na atividade da semana anterior), em espe-
to que pode influenciar nossa noção sobre o
cial na parte da cesta básica e questiona.
que é leve ou o que é pesado.
d) Quando vamos comprar, por exemplo, o
2. Quando cada grupo for falando, o(a) profes- leite, qual a quantidade líquida que vem
sor(a) anota na lousa a seleção feita por ele em cada embalagem? E o café, o arroz, o
e segue um modelo de quadro que pode ser feijão? É importante destacar que as em-
utilizado: balagens podem variar as formas quando
vendidas em litros ( l ) (Tetra Pak, saco plás-
Quadro 1 – Seleção feita pelo grupo tico, garrafa), podendo, também, variar as
unidades de medida usadas. Solicite que
Objetos leves Objetos pesados os alunos verifiquem as unidades que são
usadas nos produtos que foram entregues
a cada grupo. Certamente alunos vão iden-
tificar mililitros (ml), ou ainda, no caso da
3. Depois de ter feito todos os quadros na lousa, massa, em quilogramas (kg) ou gramas (g).
o(a) professor(a) coloca em discussão o esta- Atentar para as formas diferentes de re-
do físico das matérias que foram distribuídas gistro das embalagens e que elas indicam
nas embalagens, sua relação com a pirâmide medidas diferentes: no caso da capacidade
alimentar e o que é vendido em quilograma para as medidas em líquido e massa para
ou em litro, utilizando questões, como: as medidas de matéria em estado sólido.

a) Vocês sabem o que tem dentro de cada


embalagem (vai indicando as embalagens,
principalmente as que não permitem a vi-

105
Alfabetização Matemática

Produtos Produtos Quantidade


Quantidade
vendidos vendidos (em
(em
no estado no estado unidades
unidades
líquido (ca- sólido de medida)
de medida)
pacidade) (massa)

Objetivo(s):

• Listar produtos no estado sólido ou no estado


3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): A Tur-
líquido relacionando-os com suas respectivas
ma dos Supermatemáticos está montando uma
unidades de medidas.
cesta de alimentos para uma tarefa da gincana
• Relacionar produtos que são medidos em li-
da escola. Escreva ou desenhe, no quadro abai-
tro, mililitro, quilograma e em gramas.
xo, produtos que eles podem colocar na cesta
de alimentos e que atenda o que foi pedido.
Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-


3 produ- 4 produtos 2 produtos 1 produto
çam as atividades no Caderno de Atividades. tos que que que que possui
Orienta-os a usar as unidades de medidas possuem 1 possuem 1 possuem 200ml
adequadas para cada produto. litro quilograma 500g

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Para


uma gincana na escola, Matema precisa levar
produtos que estejam no estado líquido ou no
estado sólido. Ajude Matema a fazer uma lista
com esses produtos. Lembre-se de que, no es-
tado líquido os produtos são medidos por sua
capacidade (litro, mililitro,...) e, no estado sólido,
pela massa (quilograma, grama,...). Você, tam-
bém, pode desenhar os produtos.

2ª E T APA 4ª S E M A N A 2° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) providencia previamente


calculadoras para trabalhar com a turma e,
caso não tenha uma para cada aluno, preci-
sa ver as possibilidades de trabalho em du-
Objetivo(s): pla, trio ou grupo. Propõe para os alunos a
seguinte situação-problema: “Os Superma-
• Resolver operações com o uso de calculadora temáticos vão comprar um computador para
e fazendo estimativa. usar no laboratório e, para isso, pediram nos-
sa ajuda para ver os valores e escolher a me-
lhor forma de pagamento”.

106
Proposta didática para o Professor

2. Nesse momento, o(a) professor(a) entrega


aos alunos o encarte com notebooks que
está no Caderno do Professor (Ficha Nº 07)
e, junto com eles, faz a leitura do preço à vis-
ta de cada computador e o valor dividido em
parcelas. Depois, faz alguns questionamen-
tos objetivando que os alunos estimem qual Objetivo(s):
o melhor valor de compra e digam como
identificar qual computador tem o melhor • Resolver operações por meio da estimativa.
valor. • Comparar intervalos que se aproximem do re-
sultado de uma operação.
3. O(A) professor(a) questiona: “quem sabe
usar a calculadora? Como podemos fazer Orientação Didática:
para saber o melhor valor e a melhor forma
de pagamento?”. Caso os alunos ainda não 1. O(A) professor(a); nesse momento, usa a si-
saibam fazer uso da calculadora, será neces- tuação da compra do computador para mo-
sário fazer algumas explicações de como in- tivar e propor situações-problema com esti-
serir os valores, colocar a vírgula e fazer as mativas de preços de materiais que os alunos
operações de adição, subtração, multiplica- costumam levar para a escola, tais como:
ção e divisão. mochila, lápis, borracha, caderno. Para isso,
com os alunos dispostos em roda, solicita
4. Caso os alunos tenham dificuldades em rea- que coloquem no centro da roda seus ma-
lizar as operações com o uso da calculadora, teriais escolares, agrupados conforme o tipo
o(a) professo(a) precisa mediar essa ação, bus- de material. Em seguida, entregue tiras de
cando que os alunos inicialmente estimem e papel ofício com valores diferentes para os
depois determinem se, ao dividir em 12 vezes, alunos etiquetarem os seus materiais, cujos
muda o valor e se tem diferença entre os va- valores devem se aproximar dos preços re-
lores a prazo e à vista. Por exemplo, o primei- ais dos materiais. Nesse momento, os alunos
ro computador à vista custa 798,00, a prazo, irão relacionar preços e produtos estimando
dividido em 12 vezes, fica 12x66,50=798,00. os valores reais dos materiais.
Nesse caso, não houve alteração, então vale a
pena comprar a prazo, fazer o mesmo com os 2. No processo de etiquetagem dos materiais,
outros computadores. o professor pode questionar os alunos, so-
bre os motivos que os conduzem a realizar
5. O(A) professor(a) orienta os alunos para esco- certa estimativa e vai fazendo perguntas
lher a melhor forma de pagamento do com- como: se comprar dois itens de tal material,
putador, para assim, obterem o resultado do quanto fica? Se dividir em duas vezes o valor
problema inicial. de compra de quatro desses objetos, quanto
pagarei em cada prestação? E, se dividir em
6. O(A) professor(a) propõe um outro proble- mais vezes ou menor quantidade de vezes?
ma: “Os Supermatemáticos descobriram os Depois, o professor solicita que os alunos
valores e a melhor forma de pagamento dos destaquem as cédulas que estão no Cader-
computadores para o laboratório. Agora, pre- no do Aluno: Jogos e Fichas (Ficha Nº 01)
cisam saber quanto cada um deverá pagar para que eles simulem entre si compras dos
para contribuir com a prestação mensal”. materiais.

107
Alfabetização Matemática

a) Dezena comprou todos os produtos que a


mãe pediu e gastou R$ 56,00. Sobrou al-
gum troco?
SIM NÃO
b) Probabilístico gastou R$ 27,00 para fazer
as compras, ele pode ter usado as cédulas
Objetivo(s):
que tinha de formas diferentes para fazer
o pagamento? Caso seja possível, apre-
• Resolver operações por meio da estimativa e
sente, pelo menos, duas delas.
do cálculo mental.
• Analisar resultados de uma operação, para
identificar se são ou não adequados.

Orientação Didática:
c) Métrica fez uma compra de R$ 43,00 e pa-
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam gou com R$ 50,00. Ela recebeu R$ 8,00 de
as atividades abaixo no Caderno de Atividades. troco. O troco está correto?
SIM NÃO
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Os
pais de Dezena, Probabilístico e Métrica deram Justifique a sua resposta:
dinheiro para eles comprarem produtos de hi-
giene e alimentação que estão faltando em suas
casas. Quanto foi dado a cada um deles?

d) Dezena poderia gastar até R$ 66,00.


SIM NÃO

Justifique a sua resposta:

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Con-


siderando o total de dinheiro dado a Dezena,
Probabilístico e a Métrica para fazer as compras,
responda as questões a seguir:

108
Proposta didática para o Professor

2ª E T APA 4ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Observar a localização de objetos numa • Expressar verbalmente a localização de obje-


imagem. tos numa imagem.
• Desenhar formas geométricas plana com uso
Orientação Didática: de régua.

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos lo- Orientação Didática:


calizem a atividade no Caderno de Ativida-
des e lança o seguinte desafio: “A Turma 1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados
dos Supermatemáticos quer saber se as duas em roda e busca motivar a conversa elucidan-
imagens contêm os mesmos objetos. Então, do questões como: as imagens são iguais ou
estão desafiando vocês para fazerem essa ex- diferentes? Por quê? Quantas diferenças vo-
periência visual”. cês observaram? Quem encontrou o maior e
o menor número de diferenças? Quais dife-
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob- renças vocês encontraram?
serve as imagens abaixo e, depois, responda.
2. O(A) professor(a) precisa ficar atento, pois os
alunos podem não identificar ou trocar a no-
menclatura das formas geométricas e, nesse
momento, é importante incentivar o uso cor-
reto das nomenclaturas, bem como suas loca-
lizações na imagem.

3. Será necessário providenciar régua para os


alunos manusearem. O(A) professor(a) entre-
ga a régua para os alunos, se possível uma
para cada, e desafia-os a falarem como po-
dem usar a régua para desenhar uma forma
geométrica. Pode direcionar uma forma espe-
cífica que eles conheçam mais. Sugerimos que
um aluno faça o desenho num papel madeira
para todos observarem, coletivamente, e aju-
a) As imagens são iguais? darem a usar a régua para desenhar a forma
geométrica. Ao final, o(a) professor(a) pode
b) Se forem diferentes, escreva abaixo as di-
explicar como pode ser melhor utilizada.
ferenças que você observou:

109
Alfabetização Matemática

Objetivo(s):

• Desenhar retângulo utilizando régua. 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Com


• Desenhar livremente paralelepípedo. o auxílio de uma régua, desenhe um retângulo.

Orientação Didática:
3 Atividade 4 (Caderno de Atividades): Dese-
1. O(A) professor(a) precisa disponibilizar uma nhe um paralelepípedo.
régua para cada aluno e solicitar que façam
as atividades no Caderno de Atividades.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Pris-


mática quer saber o nome das formas geométri-
cas que você encontrou nas imagens:

2ª E T APA 5ª S E M A N A 1° DIA

O lazer faz bem para saúde

Água
150ml AcÚcar
Suco
de Limão
50ml

Objetivo(s):
2. O (A) professor(a) organiza a turma em grupos
• Fazer estimativa do tempo gasto numa ação. de três ou quatro alunos. Orienta os grupos
para que conversem sobre o que entenderam
Orientação Didática: na tirinha e sobre o que eles gostam de fazer
quando estão com o tempo livre. Na sequên-
1. O(a) professor(a) solicita que os alunos pe- cia, solicita que cada grupo desenhe ou escre-
guem o Caderno de Atividades para fazer, va, no Caderno de Atividades, a brincadeira
individualmente, a leitura da tirinha “O lazer ou o jogo que realiza em tempo livre (lazer).
faz bem para a saúde”. Os alunos que ainda E estimem o tempo que acreditam ser neces-
não tiverem o domínio da leitura precisam ser sário, para a realização da brincadeira ou do
orientados a fazer a leitura das imagens. jogo desenhado. O(A) professor(a) explica que
a estimativa pode usar como referência o tem-
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades):Faça po em horas ou minutos, podendo variar para
uma leitura da tirinha: “O lazer faz bem para a mais ou para menos (Por exemplo, “mais de
saúde”: uma hora” ou “menos de uma hora”).

110
Proposta didática para o Professor

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): De- 4. O(A) professor(a) ressalta a importância de se


senhe ou escreva sobre a brincadeira ou o jogo vivenciar momentos de lazer e como eles são
que você gosta de fazer em seu tempo livre. importantes para que uma pessoa tenha uma
vida saudável.

Tempo gasto para sua realização:____________

Objetivo(s):

• Resolver situações-problema, no campo adi-


tivo, envolvendo medida de tempo.

Objetivo(s): Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos loca-


• Explorar o número na função de medir o lizem a atividade no Caderno de Atividades.
tempo. Pode indicar a realização das situações-pro-
blema em duplas.
Orientação Didática:
2. Depois que os alunos fizerem a atividade,
1. O(A) professor(a) faz um levantamento e ano-
sugerimos que sejam expostas as respostas,
ta na lousa as brincadeiras ou os jogos descri-
fazendo uma discussão coletiva sobre os es-
tos pelos alunos. É importante fazer a anota-
quemas de resolução usados pelos alunos.
ção de todos os alunos.
3. O(A) professor(a) pode destacar com os alu-
2. No levantamento, o(a) professor(a) agrupa as
nos que as situações-problema apresentam
brincadeiras ou os jogos conforme algumas
mais de uma resposta.
características, por exemplo: as brincadeiras
que acontecem na rua; em casa; com água;
3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Leia
jogos de tabuleiro; jogos eletrônicos, entre
as situações, a seguir, e responda o que se pede:
outras modalidades.
a) Matema fará uma apresentação de capo-
3. Depois de ter feito o levantamento, converse eira às 19h50. Ela estará em casa e levará
com os alunos sobre o tempo que se gasta 30 minutos para chegar ao local. Até que
para a realização das brincadeiras ou dos jo- horas ela poderá sair de casa e chegar a
gos. O(A) professor(a) identifica, com os alu- tempo para a apresentação? A solução é:
nos, entre as brincadeiras ou jogos listados, .
qual a que se estimou mais tempo para brincar
ou jogar e, a que se estimou menos tempo.
Em seguida, coloca questões para a discussão, Escreva ou desenhe a sua solução:
como: Quanto tempo você fica na escola? A
brincadeira (colocar o nome da
brincadeira) que vocês estimaram mais tempo b) Origami vai assistir a uma partida de fute-
para sua realização, dura a mesma quantidade bol. O primeiro tempo começará às 16h e
de tempo que você fica na escola? Qual a dife- tem duração de aproximadamente 45 mi-
rença de tempo entre essas duas ações? nutos. A que horas terminará o primeiro
tempo? Não se esqueça dos minutos de

111
Alfabetização Matemática

acréscimo que o juiz pode dar. A solução é:


.

Escreva ou desenhe a sua solução:

c) Probabilístico se animou em participar com


sua cadeira de rodas de um passeio de bici-
cleta. Depois do passeio, ele chegou a casa
dele às 12h. Entre o início do passeio e o
seu término se passaram 55 minutos. Quais
os possíveis horários do passeio ciclístico
de Probabilístico? A solução é: .

Escreva ou desenhe a sua solução:

2ª E T APA 5ª S E M A N A 2° DIA

JOGO: Prato de Estimativas

Modo de jogar:
Objetivo(s): 1) Dividir a turma em grupos de três jogadores e
cada grupo recebe um prato de estimativa, duas
tampinhas de garrafa Pet, uma calculadora e três
• Fazer estimativa de soma com duas parcelas. papéis para fazer anotações, um para cada jogador.
• Estimar a soma a partir de intervalos. 2) Os jogadores devem tirar a sorte para ver
• Usar a calculadora para verificar a estimativa quem vai iniciar.
de somas. 3) O primeiro jogador coloca as tampinhas na
mão, as levanta numa distância de mais ou menos
um palmo do prato, que deve estar sobre a mesa
Orientação Didática:
e, por fim, solta as tampinhas sobre o prato de
estimativas.
1. Previamente, o(a) professor(a) precisa pro- 4) No momento em que as tampinhas caem so-
videnciar, para cada grupo de três alunos, bre o prato, o jogador observa quais os números
uma calculadora, metade de uma folha de que as tampinhas caíram em cima, faz rapida-
mente uma estimativa para o intervalo no qual
papel A4 e tampinhas de garrafa Pet. Nes-
fica o valor da soma dos dois números e anota
se dia, o(a) professor(a) divide a turma em esse intervalo em seu papel de anotações. De-
grupos de três alunos e entrega o material pois, com a ajuda da calculadora, faz a soma dos
conforme as regras do jogo Prato de Es- dois números e verifica se ficou dentro do inter-
timativas. Os pratos estão no Caderno do valo que o jogador escolheu. Quando acerta o
intervalo, o jogador ganha a pontuação igual ao
Professor (Jogo Nº 03). primeiro número do intervalo que estimou.

112
Proposta didática para o Professor

mentos em razão das respostas dadas pelos


5) Caso uma ou as duas tampinhas caiam fora do alunos. Nesse momento de roda, é importan-
prato, passa a vez do jogador e, se a tampinha ficar
te que o(a) professor(a) discuta com os alunos
sobre uma linha, ele tem direito a repetir a jogada.
O próximo jogador faz o mesmo procedimento. sobre as diferentes estratégias de encontrar
6) O jogo termina depois de quatro rodadas com- os resultados com o cálculo mental (as esti-
pletas e o vencedor é o jogador que fizer o total mativas), fazendo registros na lousa.
maior de pontuação.

Objetivo(s):

• Resolver operações envolvendo a adição em


2. O(A) professor(a) precisa mediar a organiza- situação de jogo.
ção dos alunos por grupo e acompanhar a re- • Selecionar resultados das operações realiza-
alização das somas com o uso da calculadora. das a partir de intervalos.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


as atividades a seguir no Caderno de Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): De-


zena e Métrica brincaram com o jogo Prato de
Objetivo(s):
Estimativas e as setas indicam o intervalo que
elas estimaram para a soma. Os triângulos indi-
• Expressar verbalmente o cálculo mental fei-
cam onde caíram as tampinhas. Verifique se elas
to para indicar uma estimativa de soma com
acertaram.
duas parcelas e a estimativa de soma a partir
de intervalos.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) organiza os alunos numa


roda e retoma o jogo Prato de Estimativas,
apresentando algumas questões com situ-
ações que ocorreram durante o jogo, como,
por exemplo:

a) Qual o intervalo de pontos que o aluno


(diz o nome de uma criança) escolheu ao
sair nas roletas 344 e 207?
b) Que números podem ter sido sorteados
por um aluno que marcou corretamente o
intervalo 800 a 899?

2. Com os registros realizados pelos alunos, du- Qual o valor correto da soma? ______
rante o jogo, devem surgir outros questiona- ( ) Ela acertou ( ) Ela não acertou

113
Alfabetização Matemática

2ª rodada Qual o valor correto da soma? ______


( ) Ela acertou ( ) Ela não acertou

2ª rodada

Qual o valor correto da soma? ______


( ) Ela acertou ( ) Ela não acertou

3ª rodada
Qual o valor correto da soma? ______
( ) Ela acertou ( ) Ela não acertou

3ª rodada

Qual o valor correto da soma? ______


( ) Ela acertou ( ) Ela não acertou

Qual o valor correto da soma? ______


( ) Ela acertou ( ) Ela não acertou

2. Quem ganhou o jogo depois das três rodadas?

114
Proposta didática para o Professor

2ª E T APA 5ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Montar cubos usando diferentes modelos de • Refletir e socializar as relações interfigurais.


planificação.
Orientação Didática:
Orientação Didática:
1. Após os alunos terem montado o cubo, o(a)
1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados
professor(a) solicita que cada grupo apresen-
numa roda e apresenta as planificações do
te a forma geométrica que montou. Ao longo
cubo que estão no Caderno do Professor (FI-
de cada apresentação, coloca algumas ques-
CHA Nº 08 a 14) e levanta algumas questões
tões, como:
como: que formas geométricas vocês identifi-
cam nestas imagens? Quantas formas há em
a) Vocês observaram que cada grupo rece-
cada imagem? Quantos lados tem cada uma
beu uma planificação diferente?
dessas formas geométricas? Se fizermos as
dobras nos lados pontilhados e colarmos nos b) As planificações eram diferentes e, quan-
lugares indicados, o que será formado? do montadas, ficaram com uma forma ge-
ométrica igual? Por que isso aconteceu?
2. O(A) professor(a) precisa ficar atento, pois os c) Os seis quadrados que formavam cada
alunos podem identificar, com a junção de planificação são aqueles que estavam na
quadrados, a visualização de retângulos. Caso forma geométrica montada? Então, os seis
isso ocorra, é necessário delimitar que deve- quadrados são chamados de faces dessa
mos nos referir apenas às formas limitadas forma geométrica?
pelos lados sem ter nenhuma linha dentro d) Vocês sabem o nome que é dado para a
desses espaços. forma geométrica que se assemelha à for-
ma que vocês montaram?
3. Em seguida, o(a) professor(a) organiza os alu-
nos em grupos de três ou quatro, distribui e) Vocês conhecem outros objetos que se
uma ficha para cada grupo e lança o seguinte assemelham à forma geométrica do cubo?
desafio: “O Origami gosta muita de fazer do- f) Quais as diferenças entre um quadrado e
braduras, agora ele quer desafiar vocês para um cubo?
ver quem consegue montar uma forma geo-
métrica com esta imagem”. 2. Nesse momento da roda da conversa, o ob-
jetivo maior é que seja feita uma análise das
4. Nesse momento, o(a) professor(a) precisa características que determinam a forma geo-
orientar os alunos para destacar a planifica- métrica espacial e suas relações com sua pla-
ção do cubo, fazer as dobras e as colagens in- nificação sem focar apenas na memorização
dicadas. Essas montagens podem ser guarda- de termos.
das para serem usadas em outras atividades.

115
Alfabetização Matemática

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades):


Com o auxílio de uma régua, desenhe uma
planificação do cubo diferente daquela que
você usou para montar um cubo.

Objetivo(s):
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Escre-
• Desenhar uma planificação do cubo utilizan- va abaixo suas ideias sobre o que é um quadrado.
do uma régua.
• Conceituar o quadrado e o cubo.

Orientação Didática: 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Escre-


va abaixo suas ideias sobre o que é um cubo.
1. O(A) professor(a) precisa disponibilizar uma
régua para cada aluno e solicitar que façam
as atividades no Caderno de Atividades.

2ª E T APA 6ª S E M A N A 1° DIA

3. O(A) professor(a) orienta o aluno a dobrar a


fita métrica no local em que está marcada a
medida de seu comprimento.

4. Quando cada aluno estiver com sua fita mé-


trica pronta, com o seu próprio comprimento,
Objetivo(s): o(a) professor(a) propõe que organizem, na
ordem crescente, o comprimento dos alunos,
• Identificar medidas de comprimento.
a fim de que possam ser fixadas numa das pa-
• Colocar medidas de comprimento em ordem
redes da sala.
crescente.
5. As fitas do mesmo tamanho deverão ser colo-
Orientação Didática: cadas uma após a outra.
1. Previamente, o(a) professor(a) precisa provi-
6. Pode-se montar o gráfico no chão para orga-
denciar uma fita adesiva que tenha aderência
nizá-lo por tamanho. Sugerimos que, para a
na parede. Nesse dia, solicita que os alunos
montagem na parede, vá colando as fitas de
destaquem a fita métrica no Caderno de Jo-
menor tamanho e comparando-as, junto com
gos e Fichas do Aluno (Ficha Nº 02) e os au-
as crianças, solicitando a participação delas
xilia na montagem.
ao se fazer as comparações e as colagens.
2. Depois que cada aluno montar sua fita, o(a)
7. É preciso escrever o título e a fonte do grá-
professor(a) divide a turma em grupos de
fico construído, por exemplo: comprimento
quatro ou cinco alunos e solicita que façam
dos alunos do 2º ano ____. Lembre-se, o título
a medição de seus comprimentos. Deitados
deve se referir sempre ao que está sendo in-
no chão ou em pé, encostados na parede, uns
formado. Em relação à fonte, é preciso dizer
ajudam os outros a medir e marcar o tama-
de onde foram retiradas as informações, por
nho na própria fita.

116
Proposta didática para o Professor

exemplo: informações coletadas na turma do do(a) próprio(a) professor(a). Pergunte a elas


2º ano _____. como poderíamos fazer para saber o tama-
nho do(a) professor(a) e deixe que propo-
nham uma solução.

Objetivos:

• Ler e interpretar o gráfico. Objetivos:


• Comparar os comprimentos.
• Construir uma tabela a partir do gráfico.
Orientação Didática:
Orientação Didática:
1. Ao terminar a construção do gráfico, o(a)
professor(a) pode escrever, no eixo horizon- 1. O(A) professor(a) orienta para que seja feita a
tal, os números que correspondem à medida transformação do gráfico numa tabela. Expli-
de comprimento de intervalos das fitas mé- que que retiraremos as informações do gráfico
tricas que estão na parede. Por exemplo, su- para construir uma tabela. A tabela está com
pondo que a menor medida de comprimen- algumas informações e precisa ser completada
to dos alunos, esteja de 90cm a 95cm e, as com os dados colhidos com os alunos.
maiores, de 100cm a 105cm, então, pode ser
feita uma faixa numérica como a do exemplo 2. Para ajudar os alunos, o(a) professor(a) faz al-
abaixo para colocar abaixo das fitas métricas gumas perguntas, como: o que queremos in-
que estão na parede. Lembre-se de que os formar com essa tabela? Sobre que assunto
espaços dos intervalos precisam ter o mes- falaremos? A quais pessoas nos referiremos?
mo tamanho: Quais medidas podemos colocar na coluna
comprimento (aqui entram os valores numé-
ricos dos intervalos que foram construídos pe-
lo(a) professor(a) e colocados na horizontal?
2. Nesse momento, o(a) professor (a) aproveita
para explorar questões relacionadas ao que o 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Va-
gráfico apresenta, como: quantos alunos são mos construir uma tabela com as informações
os mais altos da sala (e, os mais baixos)? Por que estão no gráfico que vocês construíram
que são os mais altos (e, os mais baixos)? Tem com as fitas métricas.
um aluno mais alto de todos na turma? Como
podemos fazer para encontrar essa respos- Tabela – Comprimento das crianças do 2º ano ___
ta? Qual intervalo tem a maior quantidade de Comprimento Quantidade de crianças
alunos com o mesmo comprimento?

3. Da mesma forma que proceder quanto ao Total de crianças


maior comprimento, deve-se proceder para o
menor comprimento. Fonte: Informações coletadas na Turma do 2º ano___

4. Por fim, o(a) professor(a) lança o desafio 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): De-
pois de preencher a tabela, responda as pergun-
para que seja estimado o comprimento de
tas abaixo:
uma pessoa bem maior, que pode ser o(a)

117
Alfabetização Matemática

a) Qual medida de comprimento é a mais co- c) Qual a maior medida de comprimento dos
mum nos alunos da turma? alunos da turma?

b) Quantos alunos têm a mesma medida de d) Qual a menor medida de comprimento
comprimento em sua turma? dos alunos da turma?

2ª E T APA 6ª S E M A N A 2° DIA

2) Cada jogador pega 10 fichas da mesma cor. O


propósito do jogo é fazer uma linha de três fichas da
mesma cor, horizontal, vertical ou diagonal.

30 100 90 60

Objetivo(s): 110 70 60 80
80 110 90 100
• Produzir composições e decomposições de nú- 40 50 70 50
meros para encontrar resultados de operações 10 20 30 40 50 60
com números redondos.
3) Decide-se no “par ou ímpar” quem inicia a
• Refletir sobre as relações entre operações
jogada. O primeiro jogador coloca ambas as argolas
com unidades e redondos (Ex: 3+3 e 30+30; sobre quaisquer dois números na carreira, fora do
4+8 e 40+80). quadrado, (por exemplo, 20 e 60) e cobre com uma
• Registrar composições produzidas em situa- ficha um número que corresponda ao total (no
exemplo, 80).
ção de jogo.
4) O segundo jogador, então, move apenas uma das

argolas para um outro número (por exemplo, de 20
Orientação Didática: para 50) e cobre o total com uma de suas fichas (por
exemplo, 110, porque 50 + 60 = 110).
1. O(A) professor(a), nesse dia, inicia a aula apre- 5) Os jogadores se revezam movendo apenas uma
sentando para os alunos o Jogo Compor Nú- das argolas e cobrindo um número que corresponda
ao total; pode ser feita também a subtração, com
meros adaptado de (KAMII; HOUSMAN, 2002).
o resultado sendo o resto. Nesse caso, sempre o
Para isso, solicita que os alunos destaquem a minuendo será o número maior que está na argola.
cartela encontrada no Caderno de Professor 6) A cada movimentação que realizar, o jogador
- jogos e fichas (Jogo Nº 04) e entrega uma anota na folha de papel A4 a operação realizada.
folha de papel A4 para que eles registrem os 7) Ganha o jogo quem preencher a primeira linha na
diagonal, horizontal ou vertical.
cálculos a serem realizados durante o jogo.
OBS: O quadro abaixo é uma versão mais difícil do
Jogo Compor Números, com parcelas variando de
30 a 80 e totais correspondentemente maiores.

JOGO: Compor Números 130 110 150 120


80 140 90 100
130 120 70 110
Modo de jogar:
140 90 100 15
1) Dividir a turma em duplas.
30 40 50 60 70 80

118
Proposta didática para o Professor

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Produzir composições e decomposições de • Produzir composições e decomposições de


números para encontrar resultados de opera- números para encontrar resultados de opera-
ções com números redondos. ções com números redondos.
• Refletir sobre as relações entre operações • Refletir sobre as relações entre operações
com unidades e redondos (3+3 e 30+30; 4+8 com unidades e redondos (3+3 e 30+30; 4+8
e 40+80). e 40+80).
• Registrar composições produzidas em situa- • Registrar composições produzidas em situa-
ção de jogo. ção de jogo.

Orientação Didática: Orientação Didática:

1. O(A) professor(a), durante o jogo, copia os 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
registros dos cálculos feitos pelos alunos no as atividades abaixo no Caderno de Atividades.
decorrer da realização das jogadas e, nesse
momento, com os alunos dispostos em roda, 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Consi-
faz questionamentos a partir dos esquemas derando os números do Jogo Compor Números
apresentados por eles, considerando, inclu- (10, 20, 30, 40, 50 e 60), apresente operações cujos
sive, equívocos apresentados nos resultados resultados sejam:
das operações.
a) 110
2. O(A) professor(a) apresenta na lousa algumas
+
composições como, por exemplo:
b) 50
a) Considerando que o jogador tem duas fi-
+
chas da mesma cor na diagonal cobrindo
30, 50 e 90. Estando uma argola em 60, +
que composição ele precisa fazer para for- -
mar 70 e ganhar? E se ele quisesse com-
por o 50 que também está na diagonal? c) 90
O registro na lousa precisa ser produzido +
com o uso da linguagem matemática, por +
exemplo, para compor 50, pode ser 60-
10=50 ou 40+10=50 ou ainda, 30+20=50. d) 30
b) Quais as possibilidades de encontrar o 40, +
com o resultado da adição ou da subtra- -
ção, de dois números? -

Esses são apenas exemplos de possibilidades a


serem observadas nos esquemas dos estudan-
tes. Sugerimos que o(a) professor(a) utilize os
exemplos reais observados nos registros dos
alunos.

119
Alfabetização Matemática

2ª E T APA 6ª S E M A N A 3° DIA

3. Deixar um tempo para que os alunos façam as


identificações. E o(a) professor(a) percorre a
sala para observar o andamento da atividade.

Objetivo(s):

• Identificar formas geométricas em obras de


arte.

Orientação Didática: Objetivo(s):


1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados
• Identificar relações entre círculo e circun-
numa roda, apresenta as Fichas do Caderno
ferência.
do Professor – jogos e fichas, Releitura da Fei-
ra I e da Feira II de Tarsila do Amaral (Ficha
Orientação Didática:
Nº 15) e as obras, falando um pouco sobre
Tarsila do Amaral, contextualizando a situa-
1. O(A) professor(a) senta-se numa roda com
ção apresentada pelas obras. Apresenta uma
os alunos e coloca algumas questões, como:
obra por vez: Feira I, Feira II.
vocês conhecem alguma obra de Tarsila do
Amaral? Conhecem as obras Feira I e Feira
II? Sabem que essas fichas que vocês usaram
apresentam releituras dessas obras? Sabem o
que é uma releitura? Quantos desenhos vocês
encontraram na releitura que se assemelham
Tarsila do Amaral nasceu em 01 de setembro de com formas geométricas? Como é o nome
1886, no Município de Capivari, interior do Estado dessas formas geométricas? Por que vocês
de São Paulo, foi pintora e desenhista. Fez diver- acham que Tarsila do Amaral representou a
sas obras e uma de suas obras mais conhecidas é
Abapuro que se tornou um ícone do movimento Feira? Vocês já foram a uma feira? Que outros
em favor da cultura brasileira nos anos 1920. produtos da feira se assemelham a formas
Entre as suas obras mais famosas, temos: Abapuro, geométricas que vocês conhecem? Vocês sa-
Pau Brasil, A Cuca, A Boneca, A Gare, Paisagem biam que outros pintores também utilizam
com Touro. formas geométricas?

2. Sugerimos que o(a) professor(a) leve outras


2. Em seguida, o(a) professor(a) organiza os alu- imagens de obras que apresentam figuras
nos em grupos de três ou quatro, distribui para que se assemelham a formas geométricas,
cada grupo uma ficha, uma folha de papel A4 por exemplo, sugerimos ver alguns exemplos:
e propõe o desafio: identificar na releitura da Graziela Pinto, Kandisky, Eduardo Nery, entre
obra de Tarsila do Amaral imagens que se as- outros. Com essas imagens, o(a) professor(a)
semelham a formas geométricas. Cada grupo faz perguntas sobre a semelhança das ima-
vai descrever o desenho e a forma geométrica gens das obras com formas geométricas que
que identificar, como, por exemplo: a janela da os alunos conhecem.
casa se assemelha ao retângulo.

120
Proposta didática para o Professor

3. Caso os alunos não façam diferença entre o Orientação Didática:


círculo e a circunferência, o(a) professor(a)
utiliza outros recursos, como desenhar uma
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
circunferência (pode ser contornando um
çam as atividades a seguir no Caderno de
copo, uma xícara ou usando um compasso)
Atividades.
e explica para os alunos que a circunferência
se parece com aquele contorno e o círculo é
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): A Tur-
o contorno (circunferência) mais tudo o que
ma dos Supermatemáticos quer ver uma obra
está dentro do contorno.
de arte feita por você, que tenha circunferência
e círculos.

Circunferência é o lugar geo-


métrico dos pontos de um pla-
no, que distam (raio) de um pon-
to fixo (centro). Exemplo: o contorno da borda de
uma aliança. 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Quan-
tos círculos e quantas circunferências você de-
Círculo é o conjunto de pontos cuja distância ao senhou em sua obra de arte?
centro é menor ou igual a uma medida fixa (que
chamamos de raio).
Círculo
Exemplo: o contorno da borda do fundo do copo
mais toda a região interna ao contorno.
Circunferência

Objetivo(s):

• Desenhar formas geométricas, círculo e cir-


cunferência.

2ª E T APA 7ª S E M A N A 1° DIA

• Relacionar o número a medidas convencio-


nais de capacidade e comprimento.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos pe-


Objetivo(s): guem o Caderno de Atividades e façam a leitu-
ra da tirinha: Direito à Educação Ambiental. E,
• Identificar o número como função de quanti-
em grupo de quatro ou cinco alunos, comen-
ficar e medir.
tem o que entenderam sobre a tirinha lida.

121
Alfabetização Matemática

a) a importância de cuidarmos do meio am-


biente - o que podemos fazer para contri-
buir com sua conservação, seja na terra ou
na água (por exemplo: mares, rios, cachoei-
ras, nascentes).
Professor(a), caso você queira construir um jardim b) a criação do dia 5 de junho, para não esque-
suspenso ou, a partir dessa ideia, fazer uma horta cermos dessa tarefa que deve ser diária.
suspensa, consulte o site:
http://ciclovivo.com.br/noticia/aprenda_a_
fazer_a_horta_de_garrafa_pet_do_lar_doce_lar

5 de junho- Dia Inter


2. Após leitura, o(a) professor(a) solicita que nacional do Meio Ambiente
anotem as informações numéricas que apa-
recem na tirinha. A criação da data foi em 1972, em virtude de um
encontro promovido pela Organização das Na-
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Direi- ções Unidas (ONU), mais conhecido como con-
to à Educação Ambiental ferência das Nações Unidas, a fim de tratar de
assuntos ambientais, que englobam o planeta. A
conferência reuniu 113 países, além de 250 or-
ganizações não governamentais, em que a pauta
principal abordava a degradação que o homem
ar
r afa pe
t
tem causado ao meio ambiente e os riscos para
g

sua sobrevivência, de tal modo que a diversidade


biológica deveria ser preservada acima de qual-
quer possibilidade.
Observe a tirinha e registre as informações nu- A partir de 1974, o Brasil iniciou um trabalho de
méricas solicitadas: preservação ambiental, através da Secretaria Es-
pecial do Meio Ambiente, para levar à população
a) Dia do Meio Ambiente: informações acerca das responsabilidades de cada
um diante da natureza.
b) Quantidade de garrafas Pet:
FONTE: http://www.brasilescola.com/da-
c) Quantidade de barbante: m (metros). tas-comemorativas/dia-mundial-do-meio-ambi-
ente-ecologia.htm
d) Quantidade de terra: kg(quilogramas).

2. O(A) professor(a) pode citar algumas formas


de ajuda na preservação do meio ambiente.
Uma delas é a reciclagem. No caso da tirinha,
aparece o uso de garrafas Pet para fazer plan-
tações. Conversar com os alunos sobre dife-
rentes possibilidades de uso de materiais re-
Objetivo(s): cicláveis, como a criação de jardins suspensos.
• Quantificar objetos numa situação.
3. O(A) professor(a) propõe que os alunos des-
• Construir conjuntamente as estratégias de
cubram quanto a Turma dos Supermatemá-
quantificação.
ticos gastaram de material para fazer apenas
um jardim suspenso. Podem utilizar a lousa ou
Orientação Didática: outro recurso para o registro das estratégias
de cálculo e coloquem as seguintes situações.
1. O(A) professor(a) discute sobre a tirinha com
os alunos, destacando: a) Os Supermatemáticos juntaram 100 garra-
fas Pet e conseguiram fazer cinco jardins.

122
Proposta didática para o Professor

Quantas garrafas eles utilizaram para fazer centímetros têm cada uma dessas partes,
um jardim suspenso? de modo que a garrafa não fique torta ao
b) Para fazer os cinco jardins, os Supermate- ser pendurada?
máticos precisaram de 25kg de terra. Se c) Para cada jardim, com 20 garrafas, foi uti-
são cinco jardins, quantos quilogramas fo- lizado 5kg de terra, isso representa _____
ram utilizados em cada jardim? gramas.
c) Eles gastaram 50m de barbante para fazer d) Se quiséssemos saber a quantidade de
os cinco jardins. Quantos metros eles utili- terra para 10 garrafas, seriam utilizadas
zaram para fazer um jardim? quantas gramas? Use o desenho, a seguir,
e verifique quantas gramas devemos colo-
4. Sugerimos que o professor estimule os alu- car em cada garrafa de modo que tenham
nos a desenvolver seus esquemas de resolu- a mesma quantidade?
ção para cada situação dada.

_____ gramas _____ gramas _____ gramas

_____ gramas _____ gramas _____ gramas


Objetivo(s):

• Desenvolver esquemas para a quantificação _____ gramas _____ gramas _____ gramas
de materiais.

Orientação Didática:
_____ gramas

1. O(A) professor(a) solicita que façam as ativi-


dades no Caderno do Aluno. Essa atividade
Resumindo os dados:
pode ser feita em dupla para que, juntos, dis-
cutam esquemas de resolução e respondam
Em cada garrafa, os Supermatemáticos utiliza-
a atividade.
ram: ______centímetros de barbante e _____gra-
mas de terra.
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Resol-
va as situações abaixo.

a) Para pendurar cada garrafa, como no dese-


nho abaixo, a Turma dos Supermatemáticos
utilizaram meio metro de barbante. Quan-
tos centímetros equivalem a meio metro?

b) Ao pendurar a garrafa, o pedaço de bar-


bante é dividido em duas partes. Quantos

123
Alfabetização Matemática

2ª E T APA 7ª S E M A N A 2° DIA

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Reconhecer a adequação do cálculo de dobros. • Reconhecer a adequação do cálculo de dobros.


• Registrar cálculos com dobros produzidos. • Registrar cálculos com dobros.

Orientação Didática: Orientação Didática:

1. O(A) professor(a), nesse dia, inicia a aula 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos pe-
apresentando aos alunos o CARTAZ Nº 11 guem o Caderno de Atividades.
(Quantidade de patas) com imagens de ani-
mais com diferentes números de patas1. Ex- 2. O(A) professor(a) vai ditar os números para
plica que esses animais fazem parte do grupo que os alunos marquem o seu dobro na carte-
dos ameaçados de extinção. la. Os números são: 2, 5, 6, 20, 10, 25, 30, 3, 4,
35, 46, 50, 80, 120, 60, 135, 147, 11, 15, 44, 75,
2. O(A) professor(a) pode realizar algumas pes- 40, 85, 70, 115, 140.
quisas2 e explorar mais informações sobre es-
ses animais, explicando porque se encontram 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Veja
em extinção e o que é possível fazer para pre- as cartelas abaixo e marque o dobro do número
servá-los. que a professora vai ditar.

3. Em seguida, o(a) professor(a) propõe situações 4 10


-problema envolvendo a quantificação das 40 50 60 70 92
patas dos animais do Cartaz Nº 11 e coloca 100 160
questões como: quantas patas são, ao todo,
240 270 294
observando apenas as aves? Em relação aos
caranguejos, quantas patas têm ao todo? E
6 10
se tivéssemos dois caranguejos de cada tipo,
quantas patas seriam? E os mamíferos, se ti- 30 70 88 92
vessem o dobro deles, quantas patas teríamos? 100 150 170
230 280 294

3. Depois de cantar os números, o(a) profes-


sor(a) pode aproveitar situações oportunas,
1
Patas: membros utilizados na locomoção do animal,
seja ele ave, mamífero ou crustáceo. percebidas enquanto “cantava” os números,
2
http://macauemdia.blogspot.com.br/2011/04/caran- para promover a discussão e a reflexão no
guejo-uca-corre-risco-de-extincao.html grupo quanto às formas de registrar os cálcu-
http://www.todamateria.com.br/animais-em-extincao- los para encontrar o dobro. Ao nos referir a si-
no-brasil/ tuações oportunas, queremos destacar aque-
http://www.oeco.org.br/fauna-e-flora/27769-caranguejo las em que dificuldades surgem e, também,
-amarelo-em-alerta

124
Proposta didática para o Professor

aquelas em que esquemas diferenciados fo-


ram construídos pelos alunos para chegarem
a um resultado.

4. Outras perguntas podem ser feitas, como:


Se o resultado na cartela for 82, que núme-
ro pode ser “cantado” para se marcar 82 na
cartela? Por quê? Como vocês fizeram para
4 10
encontrar o resultado? É possível ter como
40 50 60 70 92
resultado o número 25? Por quê? Aparece
100 160
como resultado algum número terminado em
3, 5? E com 7 ou 9? Você sabe explicar por 240 270 294
quê? Outras perguntas podem ser colocadas
a partir dos esquemas revelados pelos alunos.

4 10
Objetivo(s): 30 70 88 92
100 150 170
• Reconhecer a adequação do cálculo de dobros. 230 270 294
• Registrar cálculos com dobros produzidos no
grupo.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) pode observar, juntamen-


te com os alunos, as formas de registro que
cada Supermatemático utilizou para encon-
trar o resultado do dobro. 8 10
20 50 60 88 92
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Os
100 160
Supermatemáticos também brincaram com o
Jogo Loto de Dobro. Vamos descobrir que nú- 220 288 294
mero será marcado em cada cartela?

2ª E T APA 7ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s):

• Montar cilindro e cone.

125
Alfabetização Matemática

Orientação Didática: Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) providencia, previamente, 1. Após as formas terem sido montadas, o(a)
um pedaço de papel madeira e uma bola que professor(a) coloca todos os alunos em roda,
não seja formada por pentágonos e hexágo- as formas montadas no centro da roda e ini-
nos, mas precisa ser lisa. Nesse dia, coloca os cia a conversa perguntando: qual é o nome
alunos sentados numa roda e apresenta as da(s) forma(s) geométrica(s) que vocês mon-
planificações do cilindro e do cone que estão taram? Vocês reconhecem aqui na sala ob-
no Caderno do Professor – jogos e fichas (Fi- jetos que se assemelham a essa(s) forma(s)?
chas Nº 16 e 17), vai explorando a figura de Vocês lembram se, em casa, existem outros
cada planificação e coloca algumas questões objetos que se assemelham a alguma dessas
como: que figuras geométricas vocês identifi- formas? Como podemos descrever o cone (o
cam nessas imagens? Nesse momento, alguns cilindro)?
alunos podem identificar triângulos, mas o(a)
professor(a) levanta outras questões sobre a 2. O(A) professor(a) aproveita a pergunta da
quantidade e a forma dos lados do triângu- descrição para falar sobre cada uma das
lo, conduz as questões até que se lembrem formas e apresenta elementos conceituais,
que são três lados retos e não podem ter lado como: o cilindro tem dois círculos congruen-
com curvatura. tes; o cone tem um círculo e um vértice.

3. Logo após, o(a) professor(a) acrescenta uma


2. Em seguida, o(a) professor(a) organiza os gru-
bola às formas montadas e questiona aos
pos de três ou quatro alunos, entrega uma fi-
alunos: como chamamos a forma geométrica
cha para cada grupo (Ficha Nº 16 ou Nº 17),
que se assemelha a essa bola? Vocês se lem-
de maneira que metade da turma receba a
bram de outros objetos que se assemelham
planificação do cilindro e a outra metade a do
a esse formato? É possível planificar a esfera?
cone e, diz o seguinte: “A Turma dos Super-
matemáticos enviou essas planificações para
4. O(A) professor(a) precisa lembrar aos alunos
que vocês façam a experiência de transformar
que a bola de futebol formada por hexágo-
forma plana em forma espacial. Vamos fazer
nos e pentágonos não é uma esfera.
essa experiência em grupo?”.

3. O(A) professor(a) relembra as instruções para


montar a forma: destacar na linha pontilhada,
dobrar na linha reta e passar cola para segu-
rar as partes que se encontram.
A bola de futebol é um icosaedro truncado, forma-
4. Durante a atividade, o(a) professor(a) percorre do por 12 pentágonos e 20 hexágonos.
a sala para auxiliar os grupos.

5. Em seguida, o(a) professor(a) coloca um peda-


ço de papel madeira no centro da roda e con-
Objetivo(s):
torna o fundo de um cone e de um cilindro
• Identificar elementos geométricos da esfera, para que os alunos vejam que esse contorno
do cilindro e do cone. é uma circunferência, característica comum do
cilindro e do cone.

126
Proposta didática para o Professor

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Pinte


de amarelo a planificação do cone e de azul a
planificação do cilindro.

Objetivo(s):

• Nomear figuras geométricas (cilindro, cone e


esfera).
• Identificar a planificação do cilindro e do cone.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


as atividades abaixo no Caderno de Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Es-


creva o nome das figuras geométricas no dia-
grama abaixo, colocando uma letra em cada
quadradinho:

2ª E T APA 8ª S E M A N A 1° DIA

contemplado um campo numérico acima de


domínio dos alunos desse ano escolar. No en-
tanto, é natural acontecer esse tipo de apro-
ximação com valores numéricos mais altos,
uma vez que esses números, de modo geral,
fazem parte da sua vida social. A educação
Objetivo(s): escolar está oportunizando discussão, refle-
xão e aprendizagem sobre um campo numé-
• Discutir o tema Trabalho Infantil. rico de valor mais alto.

Orientação Didática:

1. Nessa semana, será desenvolvida uma pro-


posta de trabalho com o ambiente Modela-
gem Matemática. Além disso, estará sendo

127
Alfabetização Matemática

– com os alunos sentados em roda, inicia


uma conversa para sondar se os alunos
conhecem ou se já viram ou se alguém na
sala trabalha como um adulto, realizan-
do, por exemplo, algumas dessas tarefas:
A Modelagem Matemática é um ambiente de
crianças que recolhem material reciclável,
aprendizagem em que são investigadas questões como latinhas, papelão e vendem; crianças
do dia a dia ou de outras ciências por meio da ma- que trabalham na roça plantando e colhen-
temática (BARBOSA, 2009). Ainda de acordo com do; crianças que tomam contam de outras
esse autor, as atividades de modelagem podem
ser organizadas por meio de três formas diferen-
crianças, quando não há adultos por perto,
tes, as quais ele denomina de casos (caso 1, caso deixando a responsabilidade com a crian-
2 e caso 3). ça mais velha; crianças que fazem comida
No caso 1, o professor apresenta a descrição de para os irmãos, limpam a casa, lavam roupa
uma situação-problema com as informações ne- ou ainda que vendem objetos como doces
cessárias à sua resolução e o problema formulado,
ou frutas em semáforos.
cabendo aos alunos o processo de resolução; no
caso 2, o professor leva para a sala um problema
de outra área ou do cotidiano, ficando a cargo dos
alunos a coleta das informações necessárias à sua
resolução; e no caso 3, os problemas são elabora-
dos a partir de temas do dia a dia ou de outras ciên-
cias, ao passo que os alunos formulam e resolvem
os problemas. Nesse último caso, os alunos tam-
bém são responsáveis pela coleta de informações e No Brasil, a Constituição Federal de 1988 (art. 7º,
simplificação das situações-problema. A atividade XXXIII) admite o trabalho, em geral, a partir dos 16
que será desenvolvida com o tema Trabalho Infantil anos, exceto nos casos de trabalho noturno, pe-
encontra-se circunscrita ao caso 1. rigoso ou insalubre, nos quais a idade mínima se
dá aos 18 anos. A Constituição admite, também, o
trabalho a partir dos 14 anos (art. 227, § 3º, I), mas
2. A atividade de modelagem na perspectiva em somente na condição de aprendiz (art. 7º, XXXIII).
que cabe ao aluno apenas o processo de reso- A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), em
lução, no primeiro momento, o(a) professor(a) acréscimo, garante ao trabalhador adolescente
entre 14 e 18 anos uma série de proteções espe-
precisa convidar os alunos a trabalharem com
ciais, detalhadas em seu Capítulo IV (artigos 402 a
o tema para que eles se sintam interessados 441). Entre elas, a proibição do trabalho em locais
em desenvolver a investigação. Aqui aborda- prejudiciais à sua formação, ao seu desenvolvi-
remos o combate ao Trabalho Infantil. Suge- mento físico, psíquico, moral e social, e em ho-
rários e locais que não permitam a frequência à
rimos que, para convidar as crianças a parti-
escola (art. 403, § único). A CLT concede, também,
ciparem dessa investigação, o(a) professor(a) ao trabalhador estudante menor de 18 anos, o di-
recorra a um vídeo ou a uma conversa sobre reito de fazer coincidir suas férias com as férias
o assunto. A seguir, apresentamos duas pro- escolares (art. 136, § 2º).
postas para que o(a) professor(a) inicie a aula:

– com os alunos sentados em roda, os con- 3. Depois de conversarem, o(a) professor(a) pode
vida para assistir ao vídeo “Crianças Invi- informá-las sobre a Declaração dos Direitos
síveis”, cuja história se passa no Brasil e da Criança, existente desde 1989, que comba-
retrata duas crianças (Bilu e João) que re- te a exploração do trabalho infantil, pois toda
colhem papelão e alumínio para vender. O criança tem direito à proteção e à segurança:
vídeo tem duração de aproximadamente
15 minutos. A parte do vídeo que sugeri- Art. 3 – Todo indivíduo tem direito à vida, à li-
mos ser reproduzida para os alunos se re- berdade e à segurança pessoal.
fere à parte que se passa no Brasil – inicia
aos cinquenta e quatro segundos e termi- O(A) professor(a) pode explicar que, nesta se-
na com um minuto e dez segundos. Dis- mana, estaremos desenvolvendo um trabalho
ponível em: http://youtu.be/IxmBRrbEhFA.

128
Proposta didática para o Professor

que mostra como ainda existem crianças sen-


do exploradas e maltratadas, sem condições de
desfrutar do direito que elas têm à proteção, à
segurança e à educação.

Objetivo(s):

• Investigar sobre o tema Trabalho Infantil por


meio da matemática.
• Usar o número na sua função de quantificador;
• Ler e interpretar um gráfico.
Objetivo(s):
Orientação Didática:
• Discutir o tema Trabalho Infantil.
1. O(A) professor(a) continua com os alunos na
Orientação Didática: roda da conversa, mas solicita que peguem o
Caderno do Aluno para continuar a discussão
1. O(A) professor(a) explica aos alunos que o dia sobre o trabalho infantil.
12 de junho foi reconhecido como o Dia Mun-
dial de Combate ao Trabalho Infantil. Esse dia 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Leia
marca a luta pelos direitos de crianças e ado- as informações que aparecem no gráfico e res-
lescentes. É preciso discutir com as crianças ponda aos questionamentos. As informações
quando um trabalho realizado por crianças é contidas no gráfico se referem à reportagem
considerado inadequado e até crime e por- sobre o Trabalho Infantil. No gráfico, encontra-
que o trabalho infantil vem sendo combatido mos o número de crianças que são exploradas,
pela sociedade e governos. No Brasil, crianças conforme as regiões em que elas moram.
trabalham forçadas em canaviais, minas de
carvão, roças, como domésticas, babás, em Figura- O trabalho infantil no Brasil
semáforos, feiras e outros lugares que as pri-
vam de viver a infância, desfrutar o direito de
ter tempo para brincar, estudar e ter uma vida
sem as responsabilidades de um adulto. De-
vemos distinguir entre a exploração do traba-
lho infantil e a colaboração com as atividades
da casa. Uma criança que tem em sua casa o
direito a ir à escola e brincar não é explorada
se ajudar em casa com algumas atividades,
como, por exemplo: arrumar sua cama ao se
levantar, arrumar seu quarto, organizar seus
materiais e brinquedos, colocar o lixo para
fora, encher as garrafas com água e colocá-las
na geladeira, tirar a poeira dos móveis entre Fonte: O Trabalho Infantil Doméstico no Brasil a partir da
outras. É importante diferenciar essas peque- Pnad e do IBGE. Dados da Pnad/ IBGE de 2011.
nas responsabilidades do que seja exploração
do trabalho infantil. a) Escreva, por extenso, a quantidade de
crianças que a Região Nordeste explora:
.

129
Alfabetização Matemática

b) Escreva, por extenso, a quantidade de f) Como você fez para encontrar o resultado?
crianças que a Região Sudeste explora: .
.
c) Entre as cinco regiões do país, qual é a re- 2. O(A) professora solicita aos alunos que obser-
gião que mais explora as crianças? vem o gráfico e falem sobre as informações
. observadas, para depois responder aos ques-
tionamentos.
d) Escreva, por extenso, o número 488,7 mil:
. 3. Caso o(a) professor(a) considere necessário,
e) Qual é a região que menos explora o tra- pode escrever no quadro os números por ex-
balho infantil? tenso, antes que a atividade seja respondida.
.

2ª E T APA 8ª S E M A N A 2° DIA

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Leitu-


ra da reportagem:

TRABALHO INFANTIL DIMINUI, MAS AINDA


AFETA 3,7 MILHÕES DE CRIANÇAS NO BRASIL3

Objetivo(s):

• Ler uma reportagem com informações nu-


méricas.
• Observar o número na sua função de quan-
tificador.

Orientação Didática:

1. Professor(a), destacamos que é importante


trabalhar com números da ordem dos mi-
lhões e que é preciso explorar a compreensão O número de crianças e adolescentes de 5 a
desses números, já que fazem parte do uni- 17 anos que trabalha, no Brasil, diminuiu, mas
verso matemático em que todos nós estamos o país ainda tinha 3,7 milhões de meninos e
inseridos. Esse é um momento que a escola meninas em atividades econômicas ilegais, em
2011. Os dados fazem parte do estudo O Traba-
oportuniza para que as crianças se familiari- lho Infantil Doméstico no Brasil, divulgado pelo
zem com a forma de lê-los e interpretá-los. FNPETI (Fórum Nacional para a Erradicação do
Trabalho Infantil), em 12/06/13.
2. O(A) professor(a) relembra o convite para que
os alunos continuem a investigação com o O contingente de crianças que trabalham repre-
tema Combate ao Trabalho Infantil. A aula se senta 8,6% do total da população dessa faixa etá-
inicia com a leitura da reportagem “Trabalho ria — havia 42,7 milhões de jovens de 5 a 17 anos,
infantil diminui, mas ainda afeta 3,7 milhões
de crianças no Brasil”. O(A) professor(a) solici-
ta que os alunos peguem o Caderno de Ativi- 3
Disponível em: <http://noticias.r7.com/brasil/trabalho
dades para acompanhar a leitura. -infantil-diminui-mas-ainda-afeta-37-milhoes-de-crian-
cas-no-brasil-12062013>

130
Proposta didática para o Professor

no Brasil, em 2011. O número melhorou, já que, Orientação Didática:


em 2008, havia 4,5 milhões de crianças e adoles-
centes inseridas no trabalho infantil no país. 1. Após a leitura da reportagem, o(a) profes-
Gênero e raça sor(a) pode fazer algumas perguntas, a fim de
explorar a compreensão numérica dos alunos.
Dois, em cada três brasileiros com idade de 5 a O(A) professor(a) pode iniciar, perguntando:
17 anos ocupados no Brasil são meninos. São Em 2011, qual era a quantidade de crianças
2,4 milhões de meninos (66,5%) e 1,2 milhão de entre 5 e 17 anos no país? Deixe os alunos fa-
meninas (33,5%). zerem a leitura deles. Depois de ouvir as pos-
Quanto à raça, seis em cada dez crianças e ado- síveis respostas, escreva no quadro a forma
lescentes ocupados no Brasil, em 2011, eram de fazer a leitura, por exemplo: Em 2011, exis-
negros (pretos ou pardos, segundo classificação tiam no Brasil 42 milhões e 700 mil crianças
do IBGE). Isso representa um contingente de 2,2 entre 5 e 17 anos.
milhões de pessoas. Por outro lado, 40% do to-
tal ou 1,5 milhão de jovens até 17 anos, eram 2. Em relação à frase: “Dois em cada três brasi-
brancos, índios e amarelos.
leiros com idade entre 5 e 17 anos ocupados
A maioria das crianças incluídas no estudo so- no Brasil são meninos”, o(a) professor(a) pode
bre trabalho infantil está nas cidades. Segundo simular uma representação para sua compre-
o IBGE, em 2011, 2,3 milhões (62,8%) dos traba- ensão. Para isso, utilize os próprios alunos da
lhadores com idade entre 5 e 17 anos estavam sala. Caso o número de meninas seja maior
em áreas urbanas, enquanto 1,7 milhão (37,2%) que o de meninos, combine com elas para
estavam no campo.
que algumas delas representem meninos ou
Educação vice-versa. Feito isso, estabeleça uma quan-
tidade de pessoas, por exemplo, 18 crianças
A maior parte das crianças e adolescentes brasi- (número que pode ser dividido tanto por dois
leiros, segundo o IBGE, apenas estudavam. São quanto por três e, por isso, teremos mais faci-
37,1 milhões de jovens (86,9%) entre 5 e 17 anos
lidade para resolver os cálculos). A questão a
na escola.
Outros 3 milhões de meninos e meninas traba- ser investigada é: se temos 18 crianças e duas,
lhavam e estudavam, o que corresponde a 6,9% em cada três, são meninos, quantos meninos
do total. Por fim, 721 mil crianças só trabalha- temos? O(A) professor(a) pode separar as
vam em 2011, de acordo com o IBGE. crianças em grupos de três em três, sendo
que, em cada grupo, teremos dois meninos e
Fonte: O Trabalho Infantil Doméstico no Brasil a partir da
uma menina. Depois da separação em grupos
Pnad e do IBGE.
de três em três, é só contar quantos meninos
e quantas meninas existem, representados
por um total de 18 crianças.

3. O(A) professor(a) pode aproveitar essa ati-


vidade realizada e explicar o que significa
a escrita do número 40% na frase: “40% do
total, ou 1,5 milhão de jovens até 17 anos,
Objetivo(s): eram brancos, índios e amarelos”. Isso repre-
senta que a cada grupo de 100 pessoas, 40
• Investigar sobre o tema Trabalho Infantil por são brancos, ou índios ou amarelos (mongóis,
meio da matemática. chineses, coreanos e japoneses). Da mesma
• Ler e interpretar os dados numéricos da re- forma que 60%, ou seja, que a cada grupo de
portagem. 100 pessoas, 60 pessoas eram negras (pretas
• Usar o número na sua função de quantificador. ou pardas).

131
Alfabetização Matemática

4. Em relação ao local que a maioria das crian- 3 Atividade 4 (Caderno de Atividades): Rela-
ças exploradas vivem, a reportagem informou cione, na reportagem a seguir, os dados apre-
que 2,3 milhões de crianças estão nas cidades sentados com os correspondentes setores do
e 1,7 milhão está no campo. Como podemos gráfico utilizando os valores em porcentagem.
fazer para saber onde tem mais crianças, nas Em seguida, preencha a tabela correlacionando
cidades ou no campo? Como faremos para os valores numéricos e as porcentagens.
descobrir qual número é o maior. O(A) pro-
fessor(a) discute com os alunos para ver as Em 2011, a maior parte das crianças e adoles-
suas hipóteses, até chegar ao consenso final. centes brasileiros, segundo o IBGE, apenas es-
tudava. São 37,1 milhões de jovens (86,9%) en-
tre 5 e 17 anos na escola. Outros 3 milhões de
meninos e meninas trabalhavam e estudavam,
o que corresponde a 6,9% do total. Há também
1,9 milhão de crianças que realizavam outras
atividades representando 4,5%. Por fim, 721 mil
crianças (1,7%) só trabalhavam.

Objetivo(s):

• Investigar sobre o tema Trabalho Infantil por


meio da matemática.
• Ler e interpretar os dados numéricos da re-
portagem.
• Usar o número na sua função de quantificador.
• Preencher uma tabela a partir dos dados
apresentados.

Orientação Didática: Título: _____________________________________________________

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa- Valor Valor


Legenda Atividade
numérico em %
çam as atividades, abaixo, no Caderno de
Atividades.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Re-


gistre como você fez para resolver a situação:
se temos 18 crianças e duas em cada três são
meninos, quantos meninos temos?

Fonte:

2. O(A) professor(a) pode destacar o que repre-


3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Em sentam os valores em porcentagem e o que
relação ao local que a maioria das crianças ex- significa somar todos esses valores, totali-
ploradas vivem, a reportagem informou que zando os 100%. Como os dados aparecem
2,3 milhões de crianças estão nas cidades e 1,7 como números não inteiros, o(a) professor(a)
milhão está no campo. Registre como você fez pode conversar com os alunos e propor uma
para descobrir qual número é o maior. aproximação ou um arredondamento para
os valores inteiros superiores. Por exemplo:
86,9% pode ser aproximado para 87%; 6,9%
pode ser aproximado para 7%; 1,7% pode
colocar 1,5%.

132
Proposta didática para o Professor

3. Feitas as aproximações, o(a) professor(a)


pode propor que os alunos observem que são
quatro porcentagens, quatro setores e quatro
valores numéricos que correspondem a qua-
tro atividades. Primeiro, precisam ordenar o
tamanho do setor, em ordem crescente, com
os valores em porcentagem e, depois, fazer
as demais correspondências. Observe que a
soma geral não precisa recorrer ao algoritmo
e sim à compreensão da situação que se apre-
senta. Ao propor a soma de 4,5 com 1,5, o(a)
professor pode recorrer à ideia de metades
que estão sendo somadas formando o inteiro.

2ª E T APA 8ª S E M A N A 3° DIA

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Regis-


tre sua reposta sobre o que podemos fazer para
combater o trabalho infantil?

Objetivo(s):

• Investigar sobre o tema Trabalho Infantil por


meio da matemática.

Orientação Didática:
Objetivo(s):
1. O(A) professor(a) pode iniciar a aula resgatan-
do o que foi estudado até o momento. Pode
• Investigar sobre o tema Trabalho Infantil por
perguntar aos alunos sobre o tema trabalha-
meio da matemática.
do nesta semana. O foco é manter a continui-
• Ler e interpretar os dados numéricos da re-
dade do interesse e convidá-las para a inves-
portagem.
tigação matemática, que, para essa aula tem
• Usar o número na sua função de quantifica-
como pergunta central: em quanto tempo é
dor e medida de tempo.
possível erradicar o trabalho infantil?
• Realizar inferência (pensamento probabilístico).
2. O(A) professor(a) lança o seguinte desafio: o
Orientação Didática:
que pode ser desenhado sobre o que pode-
mos fazer para combater o trabalho infantil?
1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados
numa roda e podem socializar, nesse mo-
3. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
mento, suas ideias a respeito do que podem
çam as atividades, abaixo, no Caderno de
fazer para combater o trabalho infantil.
Atividades.

133
Alfabetização Matemática

2. Dando seguimento a essa discussão, o(a) pro- quanto tempo é possível erradicar o trabalho
fessor(a) pergunta se os alunos sabem quanto infantil?
tempo pode-se levar para acabar com o traba-
lho infantil. Ressalta que a reportagem estuda- 6. O(A) professor(a) pode questionar: se, de três
da nos dias anteriores mostrou que, de 2008 em três anos, 800 mil crianças deixam de tra-
para 2011, diminuiu o número de crianças que balhar, aproximadamente em que ano não
estavam trabalhando. O(A) professor(a) pode teremos mais crianças trabalhando? Um cami-
anotar as informações abaixo no quadro ou nho para resolver o problema é diminuir 800
em um papel e colocar no centro da roda para mil a cada três anos, como mostra o quadro:
que sejam analisadas em conjunto.

3. Em 2008, havia 4,5 milhões de crianças traba-


lhando. Em 2011, esse número passou a ser
de 3,7 milhões. O(A) professor(a) pode propor
algumas perguntas, como: quantas crianças
deixaram de trabalhar? Em quantos anos isso
aconteceu?

4. Para responder a primeira questão, o(a) pro-


fessor pode propor uma reescrita para esses
valores. Em 2008, havia 4 milhões e 500 mil
crianças trabalhando. Em 2011, esse número
passou a ser de 3 milhões e 700 mil. Quantas
crianças deixaram de trabalhar? A estratégia
para chegar à resposta pode variar e o(a) pro-
fessor(a) pode recorrer àquela que lhe parecer
mais apropriada. Sugerimos um exemplo, mas 7. Nesse momento, o(a) professor(a) pode so-
não um modelo. Sugerimos questionar quanto cializar com a turma a forma com que irão re-
falta para chegar a 4 milhões e 500 mil, se es- solver a situação, pois não precisarão passar
tamos partindo de 3 milhões e 700 mil. Pode mais três anos, mas também não deixará de
fazer esse caminho contando de mil em mil, ter crianças trabalhando em apenas mais um
recorrendo a desenhos, como, por exemplo: ano. Dito de outra forma, precisa-se de mais
de um ano e menos que três para erradicar-
mos o trabalho infantil. O que representa mais
dois anos. Então, somente em 2025 é que não
teremos mais crianças trabalhando.

5. Para responder a segunda questão: em quan-


tos anos isso aconteceu? o(a) professor pode Objetivo(s):
propor a contagem dos anos, lembrando que
2008 para 2009 representa um ano e, assim • Investigar sobre o tema Trabalho Infantil por
sucessivamente, o que dará como resultado meio da matemática.
três anos. Respondendo as perguntas, temos: • Usar o número na sua função de quantificador e
800 mil crianças deixaram de trabalhar em três medida de tempo.
anos. Entretanto, nossa questão central é: em • Preencher uma tabela a partir dos dados
construídos.

134
Proposta didática para o Professor

Orientação Didática: 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Pre-


encha a tabela com os dados que foram cons-
1. O(A) professor pode registrar, na lousa, as es- truídos em grupo.
tratégias utilizadas para solucionar a investi-
gação de forma que os alunos possam recor- Tabela – __________________________________________________
rer a elas para responder a atividade 2. Quantas crianças trabalham no Brasil:
Ano
realidade e projeção
2. Para finalizar esse trabalho, utilizando a mo- 2011
delagem matemática como recurso, o(a) pro-
2014
fessor produz, de forma coletiva, um pequeno
relatório com a turma. Nesse relatório, está a 2017

análise dos resultados para responder a in- 2020


vestigação: em quanto tempo é possível er-
2023
radicar o trabalho infantil? Para a elaboração
desse relatório, o(a) professor(a) pode com- Fonte:
binar com a turma que ele será encaminhado
para alguém, como por exemplo, aos pais, à 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Escre-
direção da escola ou até ao prefeito da cida- va o relatório construído coletivamente na sala.
de. Feito isso, o(a) professor(a) e as crianças
irão “contar” sobre o tema que foi pesquisa- Data:
do, quantas crianças ainda existem no Brasil Este relatório será encaminhado a _____________
trabalhando, o que prejudica a vida de uma Assunto:_________________________________________
criança que trabalha e quanto tempo ainda __________________________________________________
vai demorar para que não exista nenhuma __________________________________________________
criança trabalhando no Brasil. __________________________________________________

2ª E T APA ATI VI DADE AVAL IATI VA

Objetivo(s): 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob-


serve os mosaicos que Prismática e Poliedro
• Avaliar o desempenho das crianças durante a construíram e responda:
2ª etapa.

Orientação Didática:

1. Prezado(a) professor(a), solicite que a turma


abra o Caderno de Atividades do Aluno na
atividade avaliativa da 2ª etapa.

2. O(A) professor(a) faz a leitura apenas da ins-


trução de cada atividade. Não realiza nenhum
tipo de interpretação e intervenção. Repete a
leitura, no máximo, duas vezes.

135
Alfabetização Matemática

a) Que forma geométrica Prismática utilizou c)


para compor o mosaico dela?

b) Quantos lados tem a forma geométrica
que Prismática utilizou para compor o mo-
saico dela?
horas.

c) Quantos lados tem a forma geométrica d)
que Poliedro pintou de verde?

d) Que semelhanças você observa entre os
mosaicos da Prismática e do Poliedro?

horas.
e) Que diferenças você observa entre os mo-
saicos da Prismática e do Poliedro?
3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Qua-
drático estava empolgado com o jogo “Compor
f) Você está olhando para o mosaico de Pris-
Números” e foi até a casa de Matema contar
mática, o mosaico está a sua direita ou a
para ela. Ao chegar lá encontrou Matema jogan-
sua esquerda?
do com Métrica.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Faça


a correspondência da atividade que cada Super-
matemático está realizando, conforme o horá-
rio. Utilize os horários que estão dispostos no
quadro abaixo:

16:30 horas 18:00 horas


05:00 horas 07:00 horas

a)

horas. Então, Quadrático começou a imaginar quais


teriam sido os possíveis valores que cada uma
obteve para chegar aos resultados finais. Escre-
b)
va você alguns possíveis valores para os resul-
tados finais de Matema e Métrica. Neste jogo,
as cartas variam do 1 ao 35.

a) Lembre-se, Matema realizou três rodadas:


horas. + + = 50

136
Proposta didática para o Professor

b) Lembre-se, Métrica realizou quatro rodadas:


+ + + = 64
c) No final da brincadeira, quem perdeu?

Explique sua resposta

d) Quadrático ficou pensando, qual seria o
dobro da quantidade de Matema? Vamos
ajudá-lo a calcular?

Registre aqui como fez para chegar na resposta.


Você pode desenhar, escrever ou calcular.

e) Depois Quadrático pensou, qual seria a


metade da quantidade de Métrica? Vamos
ajudá-lo a encontrar essa quantidade?

Registre aqui como fez para chegar na resposta.


Você pode desenhar, escrever ou calcular.

3. Professor(a), caso observe a necessidade de


realizar outra avaliação para esta etapa, é
possível desde que respeite os conceitos ma-
temáticos delineados para o trabalho desta
etapa, que podem ser observados no Quadro
Didático.

137
3ª Etapa
proposta didática
para o PROFESSOR 3ª E TAPA

1ª SEMANA 1° DIA

ma tematizando
Enfatizamos que, nesta 3ª etapa, abordaremos o estudo da matemática a partir de temas acerca da ética, no
contexto da diversidade e da inclusão, assuntos recorrentes das etapas anteriores. Contudo, a proposição dos
conceitos matemáticos para a 3ª etapa priorizará situações que evoquem questões sobre respeito e tolerância,
bem como o mundo do trabalho, em especial, no que concerne ao idoso e seu papel na sociedade atual.

contador de histórias”), façam uma leitura in-


dividual (sendo que os alunos que permane-
cem com dificuldades no domínio da leitura
precisam ser orientados a fazer a leitura das
imagens, buscando a compreensão), depois
façam uma leitura compartilhada e discutam
Objetivo(s): a compreensão que tiveram sobre as temáti-
cas que se passam no HQ4 (idoso, mundo do
• Analisar situações-problema em torno de trabalho, respeito e tolerância).
medidas de tempo, em anos e meses.
• Identificar e solucionar situações-problema 2. O(A) professor(a) organiza a turma em grupos
de medidas de tempo, no campo aditivo. de três ou quatro alunos e solicita que abram
o Caderno de Atividades e façam a atividade
Orientação Didática: abaixo. Os alunos se organizam e buscam solu-
cionar algumas situações que envolvem o HQ4.
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos abram
o Caderno de Atividades do Aluno no HQ4
(“Supermatemáticos em... Experiências de um
Alfabetização Matemática

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Com b) Uma pessoa contribuiu quatro anos para a
a leitura e discussão do HQ4, observe que, para previdência social. Transforme esse tempo
explicar sobre a aposentadoria, Sr. Bilião come- anual em meses. _______________________.
çou perguntando sobre a idade dos Supermate-
máticos. Verifique essa cena no HQ4 e complete: Use este espaço para rascunhar, desenhar,
a) Quantas crianças responderam a pergunta? calcular e solucionar.
______________________.
b) Quais são os mais novos amigos da Turma
dos Supermatemáticos? _________________.
c) A Turma dos Supermatemáticos é com-
posta por ________ crianças.
d) Infinito tem dois anos exatos. Quan-
tos meses representam a idade dele?
_________________. Objetivo(s):

Use este espaço para rascunhar, desenhar, • Explorar situações de medidas de tempo a
calcular e solucionar. partir de situações-problema.
• Identificar e analisar procedimentos de cál-
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ago- culo em situações de medidas de tempo, no
ra, procure solucionar a situação-problema que campo aditivo (composição).
Sr. Bilião propôs:
Orientação Didática:

1. A partir das soluções feitas pelos alunos, o(a)


professor(a) questiona sobre as respostas que
eles deram na atividade 1 (itens de a até d) e
observa se houve compreensão de que:

a) Há 10 crianças na cena do laboratório com o


Sr. Bilião.
b) Os dois novos personagens são Prismática
e Probabilístico.

Use este espaço para rascunhar, desenhar, c) A Turma dos Supermatemáticos é com-
calcular e solucionar. posta por 10 integrantes.
d) Infinito tem 24 meses de idade, que é o
3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Para equivalente a dois anos.
pensar e calcular:
2. Ao abordar a conversão da idade de Infinito
a) Se um adolescente começa a contribuir com de anos para meses, o(a) professor(a) solicita
a previdência social aos 16 anos de idade, oralmente, podendo também fazer registros na
depois de 35 anos de contribuição, ele terá lousa sobre essa conversão de anos em meses.
_____ anos. E pode pedir que calculem outras idades. Aten-
tar para a forma como os alunos justificam o
Use este espaço para rascunhar, desenhar, cálculo que fizeram: contagem um a um, soma
calcular e solucionar. de 12 + 12, ou mesmo se alguns deles empre-
gam o raciocínio multiplicativo “2 x 12 = 24”
(ainda que somente verbalizem e não escrevam
a notação matemática correspondente).

142
Proposta didática para o Professor

3. Em relação à atividade 2, o(a) professor(a), Orientação Didática:


também, explora a resposta dada pelos alu-
nos e os procedimentos utilizados. Suge- 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
rimos que inicie, perguntando quais foram as atividades abaixo no Caderno de Atividades.
as respostas dadas e, aparecendo cálculos
incorretos, dar atenção ao modo como eles 3 Atividade 4 (Caderno de Atividades): Com-
pensaram para solucionar e chegar à respos- plete o quadro com o que se pede:
ta, ainda que incorreta. Discutir sobre proce-
dimentos diferenciados, como, por exemplo: Escritas numéricas
quem calculou “de cabeça”, fazendo dese- que aparecem no
nhos, numericamente e, entre outros, que HQ4, em anos
possam surgir.
3 Atividade 5 (Caderno de Atividades): Colo-
que em ordem crescente os números que escre-
veu no quadro. _________________________________

3 Atividade 6 (Caderno de Atividades): Sr.


Bilião foi ao médico para fazer exames de roti-
na, em agosto, e a secretária marcou uma nova
Objetivo(s): consulta para cinco meses depois. Sua nova
consulta será no mês de _______________________.
• Interpretar diferentes unidades de medidas
tempo (meses e anos). 3 Atividade 7 (Caderno de Atividades): Em
• Solucionar situações envolvendo medida de março, Prismática lembrou que seus exames
tempo, no campo aditivo. médicos, que faz todo ano, estavam atrasados.
Se ela precisava ter feito em janeiro, os exames
já estavam atrasados há ________ meses.

3ª E T A PA 1ª S E M A N A 2° DIA

mente com os idosos, como, por exemplo


desenvolver ações com idosos comparti-
lhando momentos de alegria, ajudando-os a
atravessar a rua, a realizar atividades diversas
que não tenham condições de desenvolver
sozinhos. Nesse momento, o(a) professor(a)
Objetivo(s): apresenta uma ação solidária de Dezena
com Sr. Bilião, e fala que: “Dezena foi para o
• Identificar o valor da metade de um número supermercado com o Sr. Bilião, pois o super-
natural de 0 a 10. mercado estava com 50% de promoção nos
produtos de higiene pessoal e ele resolveu
Orientação Didática: aproveitar os preços promocionais, mas Bi-
lião esqueceu os óculos e, por isso, não con-
1. O(A) professor(a) inicia a aula retomando a seguia enxergar os preços. Com isso, além
discussão sobre solidariedade, aborda a im- de ter ido fazer companhia, Dezena resolveu
portância do cuidado com o outro, especial- ajudá-lo fazendo a leitura. Quando ele per-

143
Alfabetização Matemática

guntava os preços, Dezena já dizia o valor


com desconto. Os produtos comprados por
Sr. Bilião foram os seguintes, sem descontos:
Jogo da Memória – Preços e
– Barbeador unidade R$ 4,00 suas metades
– Colônia (100 ml) R$10,00
Materiais:
– Hastes flexíveis com pontas de algodão
Pares de cartões com os preços dos produtos
(caixa com 75 unidades) R$ 2,00 comprados por Sr. Bilião, com e sem o desconto.
– Creme dental (unidade com 140g) R$ 7,00 Modo de jogar:

– Desodorante (unidade com 90ml) R$ 6,00 O jogo consiste em distribuir todas as cartas
sobre a carteira, com a face dos preços virada
– Papel higiênico (pacote com seis unidades) para baixo de forma aleatória. Em cada jogada,
R$ 5,00 vira-se duas cartas, uma e depois a outra. Todos
os jogadores veem as cartas que foram viradas.
– Sabonete (unidade com 100g) R$ 3,00 Se elas tiverem o preço correspondente, com e
sem desconto, o jogador retira-as da mesa e as
– Shampoo (unidade com 250 ml) R$ 8,00 separa consigo. Quando todas as cartas tiverem
sido pegas, cada jogador deverá contar a quan-
– Condicionador (unidade com 500 ml) R$ tidade que lhe pertence. Quem tiver o maior
9,00”. número de cartas será o vencedor.

2. Depois de falar sobre a ação solidária de


Dezena, o(a) professor(a) lista na lousa o
nome dos produtos e os preços, discute
com os alunos o que significa 50% e pede
que informem qual foi o preço dito por De-
zena para cada produto com o desconto. É
importante apresentar diferentes formas de
representação que também determinam o
mesmo valor que 50% de uma quantidade, Objetivo(s):
como: metade (linguagem materna) e 1/2
(linguagem fracionária). • Identificar o valor da metade de um número.
• Resolver oralmente situações-problema en-
3. Em seguida, o(a) professor(a) solicita que volvendo operações com a metade.
os alunos falem sobre ações solidárias que
já tiveram a oportunidade de realizar com Orientação Didática:
avós, idosos da rua onde moram, entre ou-
tras pessoas. 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos falem
sobre o valor da metade do preço de cada
4. Ao concluir essa discussão, o(a) professor(a) produto do jogo da memória – preços e suas
organiza os alunos em duplas e solicita que metades – e pode colocar questões como: qual
eles peguem o jogo da memória – preços e a metade do preço da colônia (alternar com os
suas metades que está no Caderno do Aluno demais produtos)? Como vocês fizeram para
– Jogos e Fichas (JOGO Nº 03). Em seguida, encontrar o valor da metade do preço?
solicita que destaquem as peças e que cada
um espalhe as peças do jogo em cima de sua 2. Em seguida, o(a) professor(a) elabora situações
mesa. No jogo, eles devem fazer a corres- -problema para que os alunos resolvam cole-
pondência entre o valor do produto, com e tivamente, como, por exemplo: Matema foi ao
sem desconto. mesmo supermercado que o Sr. Bilião e com-
prou uma colônia e um sabonete iguais aos
escolhidos por ele, quanto ela gastou? Métrica

144
Proposta didática para o Professor

comprou dois sabonetes, qual foi o preço to- Nota simples de pedido de compra
tal da sua compra? No caso dessa última per- Preço
Preço
gunta, o aluno precisa perceber que, como são Produto Quantidade
unitário
com Total
50%
dois do mesmo produto, Métrica levará dois
Hastes
sabonetes pelo preço de um, sem desconto. flexíveis
1 caixa R$ 2,00

Sabonete 1 unidade R$ 3,00


3. Sugerimos que, diagnosticando o desempenho Papel
2 pacotes R$ 5,00
Higiênico
da turma, diante das situações propostas, o(a)
Total:
professor(a) busque avançar falando de outros
produtos e usando valores mais altos do que
Use este espaço para rascunhar, desenhar,
os apresentados aqui. Ressaltamos que esse
calcular e solucionar.
avanço depende do desempenho da turma.

Objetivo(s):
Nota simples de pedido de compra
• Resolver situações-problema envolvendo Preço
Preço
operações com a metade. Produto Quantidade
unitário
com Total
50%
• Registrar estratégias para a produção dos re-
sultados dessas operações. Colônia 1 R$ 10,00

Shampoo 2 R$ 8,00

Orientação Didática: Condicionador 2 R$ 9,00

Total:
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
as atividades abaixo no Caderno de Atividades. Use este espaço para rascunhar, desenhar,
calcular e solucionar.
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Num
mercado, que fica próximo da Praça Hexago-
nal, tem uma promoção de produtos de higie-
ne pessoal, com 50% de desconto. Alguns Su-
permatemáticos querem fazer compras desses
materiais e estão verificando se têm dinheiro
suficiente. Ajude-os a fazerem o planejamen-
to e, para isso, complete a nota de pedido de
compra deles. O preço unitário registrado ain- Nota simples de pedido de compra

da está sem o desconto: Preço


Preço
Produto Quantidade com Total
unitário
50%

Desodorante 1 R$ 6,00

Total:

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


calcular e solucionar.

145
Alfabetização Matemática

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades) – Dos Nota simples de pedido de compra


três planejamentos feitos, qual tem o maior to- Preço
Preço
tal com o desconto? Produto Quantidade
unitário
com Total
50%
__________________________________________________
Sem o desconto, qual seria o total desse plane-
jamento de compra? ____________________________

Use este espaço para rascunhar, desenhar, Total:


calcular e solucionar.
Use este espaço para rascunhar, desenhar,
3 Atividade 3 (Caderno de Atividades) – Caso calcular e solucionar.
você pudesse aproveitar essa promoção, quais pro-
dutos compraria? Preencha o planejamento para
sua possível compra, na nota a seguir:

3ª E T A PA 1ª S E M A N A 3° DIA

para conversar ou jogar damas, xadrez. Tem


grupos da terceira idade que se reúnem para
desenvolver atividades diversas. E, pergunta:
vocês se lembram do nome e a forma da praça
em que fica o laboratório dos Supermatemá-
ticos? Então, nessa praça, os idosos também
Objetivo(s): se reúnem para desenvolver várias atividades.
Lembram-se da ação solidária que estava no
• Desenhar a forma geométrica: hexágono. HQ3? Foi desenvolvida na Praça Hexagonal?

Orientação Didática: 3. O(A) professor(a) organiza a turma em grupos


de três ou quatro alunos e distribui metade
1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados de uma folha de A4 para cada grupo e lança
numa roda e inicia a aula retomando a discus- o seguinte desafio: Como vocês imaginam a
são sobre tolerância, especialmente com os forma da Praça Hexagonal? Desenhe a forma
idosos, que, algumas vezes, possuem dificul- que vocês imaginaram. Aguardar um tempo
dade de locomoção. Coloca questões, como: para os alunos desenharem.
vocês sabem onde os idosos da nossa cidade
(pode colocar aqui o local em que residem: 4. Durante a atividade, o(a) professor(a) per-
fazenda, distrito, bairro,...) costumam se en- corre a sala para observar o andamento e
contrar? Vocês costumam sentar para conver- perceber as ideias e hipóteses que os alunos
sar e dar atenção às pessoas idosas? Explica a apresentam sobre a forma geométrica (hexá-
importância de dialogar com os idosos, para gono). Essas ideias serão discutidas na Roda
que falem das suas experiências, que podem de Conversa.
ajudar muito na vida dos mais novos.

2. O(A) professor(a) comenta que, em algumas


cidades, os idosos se reúnem numa praça

146
Proposta didática para o Professor

Explica para os alunos o que é uma manifes-


tação artística, que pode ser um quadro, uma
faixa decorativa, um desenho, entre outras.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Dese-


nhe a forma da Praça Hexagonal apresentada por
Objetivo(s): seu grupo.

• Identificar a forma geométrica: hexágono.


• Reconhecer objetos do cotidiano que possu-
am a forma que se assemelhe ao hexágono.
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Agora
Orientação Didática:
desenhe a forma hexagonal.
1. Após os alunos terem desenhado a forma da
praça, o(a) professor(a) solicita que cada grupo
apresente o desenho que fizeram, explican-
do-o. Ao longo de cada apresentação, coloca
questões, como: por que vocês acham que a 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Quais
forma do hexágono é assim? Todos da turma são as diferenças e semelhanças entre a forma da
concordam que é essa a forma? Quantos lados Praça Hexagonal desenhada por seu grupo e a
tem essa forma? Quantos vértices tem essa forma que você desenhou na atividade 2?
forma? E, se tivesse um lado a menos (a mais)
como se chamaria? Vocês se lembram de ter
visto algum objeto que apresente essa forma
em algum outro lugar?
3 Atividade 4 (Caderno de Atividades): Use sua
2. Sugerimos que, previamente, o(a) professor(a) imaginação e produza uma manifestação artísti-
providencie a imagem de hexágonos em dese- ca em que apareça a forma hexagonal. Depois,
nhos, pinturas, objetos decorativos, entre outras apresente aos seus colegas. Faça bem colorida!
possibilidades (lembre-se de que, aqui, estamos
abordando a forma plana e, se apresentar obje-
tos tridimensionais, focar apenas na face). Deixe
livre para que os alunos possam expressar ob-
servações de outros objetos e locais em que já
perceberam a forma do hexágono.

Objetivo(s):

• Representar a forma geométrica do hexágono.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


as atividades abaixo no Caderno de Atividades.

147
Alfabetização Matemática

3ª E T A PA 2ª S E M A N A 1° DIA

a) Matema tentou ajudar e, pensou da seguin-


te maneira:

Situação 1 - Para a 1ª sessão no auditório,


as cadeiras precisam ser dispostas em nove
fileiras e cinco colunas. Quantas cadeiras
Objetivo(s): vamos ter no auditório para a 1ª sessão?

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


• Solucionar situações-problema envolvendo
calcular e solucionar.
o conceito do Campo Multiplicativo do eixo
proporção simples da classe um para muitos.
b) Para a 2ª sessão Métrica organizou outra
Orientação Didática: quantidade de cadeiras e pensou da se-
guinte maneira:
1. Sugerimos que o(a) professor(a) solicite pre- Situação 2 - Se colocar 32 cadeiras no
viamente aos alunos que tragam para essa auditório, para receber os convidados da
aula tampinhas de garrafa Pet (guardar as 2ª sessão, elas podem ser arrumadas em
tampinhas para a próxima aula). fileiras e colunas de outra forma. Se arru-
mar em quatro fileiras, quantas serão as
2. Nesse dia, o(a) professor(a) anuncia para a colunas?
classe: “A Turma dos Supermatemáticos cha-
mou a comunidade do bairro para participar Use este espaço para rascunhar, desenhar,
de uma Ação Solidária com o tema: ABAIXO calcular e solucionar.
A INTOLERÂNCIA E VIVA A SOLIDARIEDADE”.
Para isso, estão organizando duas sessões de 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades) – A
cinema para assistirem a um filme que discute Turma dos Supermatemáticos quer muitas pes-
esse tema. soas da comunidade assistindo às sessões. Des-
sa forma, seria melhor arrumar as cadeiras, nas
3. O(A) professor(a), ainda, explica que a Turma duas sessões, da forma que Matema propôs ou
está precisando solucionar um problema de na forma que Métrica propôs? _________________
organização das cadeiras no auditório, para
que a comunidade sente em fileiras para as- Por que essa é a melhor forma?______________
sistir ao filme confortavelmente. Então, o(a)
professor(a) lança o seguinte desafio: “Dividi-
dos em grupos de três ou quatro alunos, pre-
cisam solucionar as situações que estão no
Caderno de Atividades”. Sugira que os alunos
peguem as tampinhas para ajudar a solucio-
nar o problema.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Para Objetivo(s):


organizar melhor o evento, os Supermatemáti-
cos montaram duas sessões. Agora, como orga- • Identificar e analisar procedimentos de cálcu-
nizar o espaço? lo utilizados na resolução de situações-pro-
blema do Campo Multiplicativo envolvendo o

148
Proposta didática para o Professor

conceito do eixo proporção simples da classe


um para muitos.

Orientação Didática:

1. Depois que os alunos resolverem as situa-


ções, o(a) professor(a) retoma cada uma de- Objetivo(s):
las e, na lousa ou no papel metro, vai fazen-
do os registros feitos pelos grupos, podendo • Solucionar situações-problema do Campo
enfatizar: Multiplicativo com diferentes procedimentos
de resolução.
a) O resultado obtido em cada grupo, va-
lendo-se de resultados diferentes para Orientação Didática:
contra-argumentar qual a solução corre-
ta. O(A) professor(a) discute possíveis for- 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
mas de resolver as situações, tanto a ideia as atividades abaixo no Caderno de Atividades.
de “9 por 5” (45), “4 por 8” (32) ou, ainda, E orienta que eles podem usar diferentes pro-
9+9+9+9+9=45, 8+8+8+8=32. Discute, cedimentos de resolução, como desenho ou o
também, sobre o uso de desenhos e das uso de parcelas iguais.
tampinhas de garrafa Pet para representar
e resolver a situação. 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades) ) – Vai
b) Discutir os procedimentos que os alunos ter uma apresentação no pátio da escola e a di-
fizeram e questionar sobre a quantidade retora quer organizar 30 cadeiras para os alunos
necessária de ingressos para a organiza- do 2º ano se sentarem. Em quantas fileiras e co-
ção proposta por Matema e por Métrica, lunas ela poderia organizar as cadeiras?
ou seja, quantos ingressos seriam neces-
sários, se forem organizadas as cadeiras, Use este espaço para rascunhar, desenhar,
nas duas sessões, na forma proposta por calcular e solucionar.
Métrica? E, na forma proposta por Ma-
tema? 3 Atividade 4 (Caderno de Atividades) ) – A
c) Sugerimos que o(a) professor(a) discuta diretora está pensando em colocar as 30 cadei-
com os alunos a respeito da própria for- ras em cinco colunas. Quantas fileiras vão ser
ma de organização. Busque que eles ob- formadas?
servem que a relação será sempre uma
fileira e muitas cadeiras e que a quanti- Use este espaço para rascunhar, desenhar,
dade de cadeiras em cada fileira fica fixa. calcular e solucionar.
Depois de estabelecida a quantidade de
cadeiras por fileira, para aumentar ou di-
minuir a quantidade total de cadeiras, só
precisa aumentar ou diminuir a quanti-
dade de fileiras. Pergunte se já observa-
ram essa organização em alguns locais
como, cinemas, teatros, a própria sala de
aula, entre outros. E, caso não apareça,
o(a) professor(a) poderá provocar a ob-
servação dos alunos para esse tipo de
representação.

149
Alfabetização Matemática

3ª E T A PA 2ª S E M A N A 2° DIA

Como fazer os Bonecos


Solidários

Objetivo(s): Dobre o papel em um estilo sanfona. A largura


do papel deve ser a mesma do traçado dos bo-
necos a serem desenhados.
• Resolver operações envolvendo dobros, tri-
plos e quádruplos.

Orientação Didática:
Desenhe o contorno de metade de uma pessoa.
A cabeça deve tocar na extremidade superior da
1. O(A) professor(a) precisa fazer previamente a
tira, e o pé deve tocar na extremidade inferior;
coleta de tampas de garrafa Pet. Nesse dia, as mãos devem encostar na extremidade lateral.
dá continuidade à discussão da ação solidá-
ria, com o tema “ABAIXO A INTOLERÂNCIA E
VIVA A SOLIDARIEDADE” e, fala para os alu-
nos que: “os Supermatemáticos iniciaram a
ação solidária com a sessão de cinema. Como
eles tinham como propósito discutir sobre a
Recorte os bonecos, deixando as dobras intac-
importância da tolerância e da solidariedade,
tas na altura das mãos (e, se possível, nos pés)
especialmente com os idosos, resolveram se para que a corrente não se quebre.
dividir e formar grupos com as demais crian-
ças do bairro, para que todos se envolvessem
nos preparativos da ação”.

2. Nesse momento, o(a) professor(a) questiona:


“vocês conseguem propor atividades para que
os Supermatemáticos possam planejar e rea- Pronto, você obteve uma corrente com bonecos
solidários!
lizar com os idosos? A ideia aqui é instigar a
sensibilidade dos alunos para fazer ações com
idosos que fazem parte do cotidiano deles.

3. Em seguida, o(a) professor(a) apresenta a


proposta de fazer uma Trilha Solidária com
operações, que podem ativar a memória dos
idosos. Antes de apresentar o jogo, o(a) pro- 4. O(A) professor(a) entrega para cada aluno
fessor(a) propõe a montagem do placar com metade de uma folha de papel A4 (cortada
Bonecos Solidários. ao meio de modo que a largura de cada pe-
daço fique com 10,5cm X 29,7cm) e solicita
que eles dobrem (a largura de cada dobra fica
em torno de dois dedos). Usando dois dedos
de largura para as dobraduras, vai ser possível
construir sete bonecos.

150
Proposta didática para o Professor

5. Depois, o(a) professor(a) divide a turma em


duplas e solicita que cada aluno escreva um
número em cada boneco, conforme os mode-
los, a seguir, de modo que cada componente
da dupla copie um placar diferente.

Figura – Modelos de placar com bonecos solidários Objetivo(s):

• Resolver situações-problema envolvendo


operações com dobros, triplos e quádruplos.

Orientação Didática:

1. O(a) professor(a) organiza a turma sentada em


roda, coloca um modelo de cada placar com
bonecos solidários no centro da roda e propõe
algumas situações-problema, como: um alu-
no marcou 24 no placar, quais operações ele
poderia ter escolhido no tabuleiro com indica-
ções de multiplicação? O aluno marcou o quá-
6. O(A) professor(a) entrega para cada dupla um druplo de 36, que indicação de multiplicação
dado (utilizar os cubos da 2ª etapa 5ª semana ele pode ter escolhido e que número cobriu no
3º dia e numerar de 1 a 3, duas faces com placar? O aluno escolheu uma operação que
mesmo número) e um tabuleiro com indica- pode ser lida como o triplo de oito, que opera-
ções de multiplicação que estão no Caderno ção é essa e qual o seu resultado?
do Professor - Jogos e Fichas (Jogo Nº 05)
do Jogo Trilha Solidária adaptado de Kamii, 2. Conforme os esquemas observados durante
(1995, p.177). E inicia o jogo. as jogadas, o(a) professor(a) pode elaborar
outras situações.

Jogo Trilha Solidária

Modo de jogar:
1) Dividir a turma em duplas.
2) A dupla recebe um dado, tampas de garrafa
Pet e um tabuleiro com indicações de multi- Objetivo(s):
plicação.
3) Cada dupla numera o dado de 1 a 3, sendo • Resolver situações-problema envolvendo
duas faces com o mesmo número.
4) Decide no par ou ímpar quem inicia a joga- operações com dobros, triplos e quádruplos.
da. O primeiro jogador lança o dado e escolhe
a mesma quantidade de indicações de multipli-
cação que saiu na face de cima do dado, por Orientação Didática:
exemplo, se saiu o número dois, escolhe duas
indicações.
5) Em seguida, cobre no placar solidário de pon- 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
tos os resultados correspondentes aos produtos as atividades abaixo no Caderno de Atividades.
das indicações de multiplicação que escolheu e,
para isso, utiliza tampas de garrafa Pet. Depois,
passa a vez para o outro jogador. 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Du-
6) Vence o jogador que primeiro cobrir todos os
números dos bonecos de seu placar com bone- rante a ação solidária, os Supermatemáticos e
cos solidários. os idosos se divertiram muito experimentando
o Jogo Trilha Solidária. Veja o tabuleiro com in-

151
Alfabetização Matemática

dicações de multiplicação, pinte no placar dos


bonecos solidários os resultados encontrados
pelos Supermatemáticos, na primeira rodada e,
depois, responda as perguntas:

40x3 18x4 16x4 48x3 18x3 8x3 18x2 12x2 12x4 60x2 Que operação ela pode ter escolhido para o
72x2 150x2 6x3 6x4 22x4 100x3 36x2 44x2 9x4 27x4 produto 24?_____________
24x2 24x3 32x2 16x3 7x3 50x4 75x4 12x3 36x4 9x2 E qual a operação ela pode ter escolhido
para o produto 36?_____________
a) Na primeira rodada Origami teve direito a c) Na primeira rodada, Cone só teve direito
escolher duas operações. Após escolher as a escolher uma operação. Ele marcou o
duas operações, ele marcou o 24 e o 36. 88. Quais operações ele pode ter esco-
lhido para o produto 88?______________
______________________

Que indicação de multiplicação ele pode ter


escolhido para o produto 24?_____________
E qual indicação de multiplicação ele pode ter
escolhido para o produto 36?_____________
b) Na primeira rodada, Matema também
teve direito a escolher duas operações.
Ela marcou o 24 e o 36, mas escolheu
operações diferentes do Origami.

3ª E T A PA 2ª S E M A N A 3° DIA

2. Nesse dia, o(a) professor(a) inicia a aula reto-


mando a discussão sobre solidariedade, ex-
plica o que significa, abordando-a como um
ato de bondade para com o próximo. E coloca
que os Supermatemáticos deixaram o seguinte
desafio: “Quem consegue construir uma caixa
Objetivo(s): com uma face hexagonal e depois doá-la para
um idoso?” Lembrar que essa caixa pode servir
• Construir uma caixa que se assemelha a um para guardar remédios ou pertences pessoais.
prisma de base hexagonal.
3. O(A) professor(a) organiza a turma em grupos
Orientação Didática:
de três ou quatro alunos e solicita que desta-
quem no Caderno do Aluno – Jogos e Fichas
1. O(A) professor(a) solicita previamente que
a planificação da base e da tampa da caixa
cada aluno traga uma caixa de sapato ou uma
no formato de prisma de base hexagonal (Fi-
caixa de papelão fino, que possa ser de fácil
cha Nº 03 e 04). Sugerimos que contornem a
manuseio.

152
Proposta didática para o Professor

planificação no papelão, recortem e colem a


planificação. Depois, faz as dobras nos locais
indicados e, por fim, a colagem para montar
a caixa.

4. Será preciso dar tempo e auxiliar os alunos na


construção das caixas. Observar como estão Objetivo(s):
sendo feitas as montagens.
• Identificar elementos geométricos de um
prisma hexagonal.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


as atividades abaixo no Caderno de Atividades;

Objetivo(s): 2. Ao concluir as atividades, o(a) professor(a)


precisa recolher as caixas para que possa tra-
• Identificar elementos geométricos de um balhar com elas na aula de geometria da pró-
prisma hexagonal. xima semana.
• Identificar e relacionar as formas geométricas
planas que compõem o prisma de base he- 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob-
xagonal. serve as formas, a seguir, e pinte aquela que po-
dem ser faces do prisma de base hexagonal.
Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados


numa roda e solicita que cada grupo apresen-
te a caixa que foi montada.

2. Durante a apresentação, o(a) professor(a)


faz algumas perguntas, como: quais são as
formas geométricas que estavam compon- 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Observe
do a planificação da base dessa caixa? Havia a caixa que você montou e responda:
triângulos na planificação? Todas as faces
da caixa são iguais? Vocês se lembram de a) Quantas faces tem a caixa? _______________
outros objetos que possuem esse formato? b) Quantas arestas? ______________________
Como será o nome da forma geométrica que c) Quantos vértices? _______________________
o formato dessa caixa se assemelha? Por que
chamamos de base hexagonal? E se fossem 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Dese-
cinco arestas, como seria o nome da base? nhe no espaço, a seguir, a caixa de base hexago-
nal que você montou.
3. Podem ser feitas outras perguntas baseadas
nas observações feitas durante a montagem
das caixas. Guardar as caixas para a atividade
do 3º dia da 3ª semana.

153
Alfabetização Matemática

3ª E T A PA 3ª S E M A N A 1° DIA

atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencio-


nais e repetitivas, que são praticadas por um ou
mais colegas, com o objetivo de intimidar ou
agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou
capacidade de se defender. Estão inclusos no
bullying os apelidos negativos criados para hu-
Objetivo(s): milhar os colegas*.1
Uma pesquisa feita, em 2013, pelo Instituto
• Ler dados numéricos presentes em um texto.
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mos-
trou que quase 30% dos estudantes brasileiros
Orientação Didática:
praticam ou sofrem a violência caracterizada
por agressões verbais ou físicas. Um em cada
1. O(A) professor introduz o tema bullying, dis-
cinco jovens na faixa dos 13 aos 15 anos pra-
cute sobre quem pratica e sofre essa agres-
tica bullying contra colegas no Brasil. A maio-
são, como pode surgir, bem como quais são
ria dos agressores são meninos: 26,1% praticam
as modos de combater esse tipo de discrimi-
bullying, em comparação com 16% das meninas.
nação. Inicia com uma narrativa contada por
Também, são os meninos quem mais sofrem a
Matema, que sofreu bullying.
agressão (7,9%), em relação a meninas (6,5%).*
2. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam Precisamos ter coragem e contar aos mais velhos
as atividades abaixo no Caderno de Atividades. quando soubermos que alguma criança está sen-
do zombada, xingada ou ameaçada. Vamos dar
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ma- um basta a essa forma de discriminação. Você
tema resolveu escrever uma cartinha para todas pode ajudar, por exemplo, não colocando ape-
as crianças explicando que colocar apelidos nas lidos que machuquem as pessoas, não batendo
pessoas pode incomodar muito. Matema ouviu em quem você acha que é diferente de você.
vários colegas chamarem-na de “magricela”, va- Não precisamos ser todos iguais, ser diferente
mos saber o que aconteceu? também é legal. Posso contar com você?

Crianças, Matema.

Gostaria de dividir com vocês o que aconteceu a) Desenhe uma ação para ajudar uma crian-
comigo na escola, ano passado. Um colega co- ça que está sofrendo Bullyng.
meçou a me chamar de “magricela” e isso me
incomodou bastante, pois outras crianças riram
e começaram a me dar apelidos só porque meu
corpo era um pouco diferente do corpo deles. b) Em sua opinião, qual a taxa percentual
Mas, eles zombavam de mim, quando não tinha mais alta que aparece na carta de Mate-
nenhum adulto por perto. ma? Por quê?
Eu só percebi isso quando uma professora da
escola ouviu o apelido que eles me deram e
começou uma campanha na escola contra o
Bullying. Vocês sabem o que é o Bullying? * Fonte: Adaptado dos sites: http://revistaescola.abril.
com.br/formacao/bullying-escola-494973.shtml e http://
Bullying “é um termo da língua inglesa (bully = veja.abril.com.br/noticia/educacao/um-em-cada-cinco
‘valentão’) que se refere a todas as formas de -adolescentes-pratica-bullying-no-brasil

154
Proposta didática para o Professor

da usando os próprios alunos. O(A) professor(a)


pode representar a quantidade organizando
um grupo com cinco alunos e questiona: tendo
cinco jovens, quantos praticariam a violência,
segundo a informação? Depois junta mais cinco
alunos, totalizando 10, e faz a pergunta nova-
Objetivo(s): mente: tendo 10 jovens, quantos praticariam a
violência segundo a informação? Observe se os
• Ler e interpretar informações numéricas pre- alunos compreendem o que significa a expres-
sentes na carta escrita por Matema. são. Pode aumentar a quantidade de alunos no
• Ler e interpretar informações numéricas pre- grupo e explicar novamente, agrupando de cin-
sentes em um gráfico. co em cinco, buscando a compreensão.

Orientação Didática: 5. Outras perguntas podem ser feitas, como: a


maioria que pratica e que sofre bullying é de
1. O(A) professor(a) coloca os alunos senta- meninos ou meninas? Qual é a quantidade? O
dos na roda e inicia a conversa perguntando que significa?
quem sabe o que é bullying ou se já ouviu
falar sobre o assunto (veja as informações 6. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
que disponibilizamos no “Fique por dentro”). as atividades, abaixo, no Caderno de Ativida-
Pode aproveitar o momento e explorar algu- des e faz algumas perguntas para auxiliar na
mas palavras cujo significado seja desconhe- interpretação do gráfico, como, por exemplo:
cido para elas, como: magricela; atitudes; in- As informações contidas na coluna da esquer-
timidar; humilhar; basta; zombar; agressores. da se referem a quem pratica ou a quem so-
Além disso, a própria temática em questão. fre bullying? Qual é a quantidade de meninos
que pratica bullying? E a quantidade de meni-
2. O(A) professor(a), depois de escutar os alu- nas? Quem mais sofre com o bullying? Como
nos, pode mediar a discussão apresentando você fez para encontrar a resposta?
algumas questões, como: Alguém na sala já
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ob-
colocou ou chama alguém pelo apelido? Al-
serve o gráfico1 e responda:
guém na sala tem apelido? Gosta de ser cha-
mado pelo apelido? – Professor(a), aproveite Figura - Gráfico com resultados de pesquisa sobre
esse momento para identificar se há adjetivos bullyng na adolescência
pejorativos, quem os utiliza e a quem estão
relacionados. Fique atento a esse tipo de ati-
tude e, caso seja necessário, interfira, levando
o assunto ao conhecimento da coordenação,
da direção da escola e das famílias.

3. O(A) professor(a) precisa explorar, também, as


porcentagens presentes na carta de Matema.
Tomando por base o agrupamento de 100, ex-
Fonte: IBGE
plicar o que significa quase 30%, ou seja, que a
cada 100 estudantes, quase 30 praticam ou so- a) Se, aproximadamente 26% dos meninos
frem bullying. Se fossem 200 estudantes, quan- brasileiros praticam bullying, isso significa
tos estariam praticando ou sofrendo as agres- que, se tivéssemos 200 estudantes, quan-
sões? Vocês consideram o primeiro número tos praticariam bullying?
(quase 30%) muito ou pouco? Por quê? É mais
120 estudantes 52 estudantes 100 estudantes
do que a metde ou menos do que a metade?
1
Fonte: IBGE. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/
4. Na carta de Matema, a afirmativa “um em cada
noticia/educacao/um-em-cada-cinco-adolescentes-pra-
cinco jovens pratica bullying” pode ser explica- tica-bullying-no-brasil>

155
Alfabetização Matemática

b) Explique com suas palavras e de acordo


com o gráfico, porque podemos dizer que
são os meninos que mais praticam e mais
sofrem com o bullying? _________________

3. Registre abaixo, o que você falaria para Ma-


tema como forma de não praticar o bullying.
Objetivo(s):
________________________________________________
• Registrar a interpretação de informações nu-
méricas relacionadas a porcentagem.

Orientação Didática:

1. Depois que os alunos tiverem respondido a


Professor(a), você pode ajudar a fazer a diferen-
ça, se começarmos um trabalho de conscienti- 3ª atividade, o(a) professor(a) pode conver-
zação com os pequenos e, quando eles forem sar com eles sobre o que pode ser feito para
adolescentes, poderemos diminuir as estatísticas combater o bullying na sala de aula, na escola
que hoje se mostram tão destacadas em relação ou no convívio diário das pessoas. O(A) pro-
a quem pratica e sofre o bullying entre os ado-
lescentes. Evite o uso de rótulos entre e com as fessor(a) pode sugerir que respondam a carta
crianças. Segundo a antropóloga Ana Luiza Car- de Matema, dizendo a ela como vão ajudar
valho da Rocha, da Universidade Federal do Rio nessa causa. Proponha a escrita de texto cole-
Grande do Sul, fazem “parte da cultura humana tivo, busque inserir as informações coletadas
julgar os outros com base nos próprios padrões
e códigos éticos e morais. Eliana Braga Atihé, no momento da roda da conversa, as da ativi-
doutora em Educação pela Universidade de São dade 2 e, se possível, um quadro com dados
Paulo, complementa o raciocínio: “A classificação numéricos sobre a realidade da sala.
reflete a tendência de nossa identidade de se de-
fender da diferença que o outro representa. Ro-
tular é enquadrá-lo numa categoria que o reduza 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Va-
e simplifique para nós. É preciso um esforço para mos responder a carta de Matema? Junte suas
se afastar dos referenciais próprios e observar a ideias com as dos colegas e construam coletiva-
beleza da diversidade”.
mente uma resposta para a carta de Matema?
Um exemplo que podemos aprender com ele é
__________________________________________________
o da professora Elisa que está em sala de aula
há mais de 20 anos, é professora em uma escola
municipal, em Taboão da Serra, na Grande São
Paulo. Um dos alunos de Elisa era chamado de
“burro” pelo pai e pelos colegas de sala, porque
tinha 15 anos e não estava alfabetizado, mas em
apenas um ano, o menino obteve avanços mui-
to importantes e já escreve em letra de forma.
Segundo Elisa, foi difícil convencer os familiares
de que ele podia aprender e também educar as
crianças para respeitar o garoto, mas tudo isso
já virou realidade. Fonte: adaptado do site dis-
ponível em: http://revistaescola.abril.com.br/
formacao/educar-rotulos-431171.shtml
Também existe o ciberbullying: “Na Internet e
no celular, mensagens com imagens e comen-
tários depreciativos se alastram rapidamente e
tornam o bullying ainda mais perverso. Como
o espaço virtual é ilimitado, o poder de agres-
são se amplia e a vítima se sente acuada mesmo
fora da escola. E o que é pior: muitas vezes, ela
não sabe de quem se defender”.
Fonte: Santomauro (2010) e Silva (2013).

156
Proposta didática para o Professor

3ª E T A PA 3ª S E M A N A 2° DIA

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


calcular e solucionar.

3. Nesse momento, o(a) professor(a) acompa-


nha cada grupo para discutir a quantidade
de frutas que estão selecionando e quanto
Objetivo(s):
irão gastar.

• Resolver situações-problema com mais de


uma solução.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) divide a turma em grupos


de quatro ou cinco alunos e diz que os Super-
Objetivo(s):
matemáticos se organizaram para o desenvol-
vimento de outra atividade da Ação Solidária.
• Discutir sobre a solução de situações-
Dezena, Matema e Cone ficaram responsáveis
problema com mais de uma solução.
pelo lanche e, no planejamento, fizeram uma
simulação de compras de frutas com os R$
Orientação Didática:
300,00 arrecadados.
1. O(A) professor(a) solicita que cada grupo so-
2. Para auxiliar os Supermatemáticos, os alunos
cialize diferentes formas de compor o valor
precisam dividir o valor de R$ 300,00 com as
de R$ 300,00, com as propostas de compras
frutas que estão sugeridas na atividade. O(A)
que fizeram.
professor(a) solicita que os alunos façam as
atividades, abaixo, no Caderno de Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Os


Supematermáticos, Dezena, Matema e Cone, re-
solveram fazer um café da manhã para os idosos
no dia da Ação Solidária. Para isso, conseguiram
arrecadar R$ 300,00 (trezentos reais). Eles de-
Objetivo(s):
cidiram comprar somente frutas, para fazerem
suco, espetinho e salada de frutas. Apresente
• Resolver situações-problema registrando os
uma possibilidade de compra com os tipos de
algarismos correspondentes à solução.
frutas e quantidades que poderiam realizar.
Orientação Didática:
FRUTAS QUANTIDADE VALOR
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
Mamão R$
a atividade, abaixo, no Caderno de Atividades.
Abacaxi R$

Melão R$ 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Além


do dinheiro arrecadado, Dezena, Matema e
Maçã R$
Cone, receberam a doação de muitas frutas e

157
Alfabetização Matemática

cada um ficou responsável por receber um tipo


FRUTAS QUANTIDADE VALOR
de fruta. Veja as imagens e responda o que
aconteceu: Banana 10 dúzias R$ 20,00

Abacaxi 15 unidades R$ 30,00


a) Dezena arrecadou por dia, durante
uma semana. Quantas bananas ela conse- Melancia 08 unidades R$ 40,00

guiu, no total? _________________________ Maçã 03 quilogramas R$ 10,00

Total
b) Infinito arrecadou por dia, durante
uma semana. Quantas laranjas ela conse-
a) Qual o valor total que ele iria gastar se fi-
guiu, no total? _________________________
zesse essa compra? _____________________
b) Ele gastaria todo o dinheiro arrecadado?
c) Cone arrecadou por dia, du- __________
rante uma semana. Quantas melancias ele
c) Se sobrasse dinheiro, quanto sobraria?
conseguiu, no total? ____________________
__________
d) Se faltasse dinheiro, quanto faltaria?
3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Veja
__________
um quadro com o planejamento que o Cone fez
sozinho.

3ª E T A PA 3ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Montar mosaico com formas geométricas. • Expressar oralmente sobre elementos geomé-
tricos de formas planas e espaciais.
Orientação Didática:
Orientação Didática:
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos desta-
quem no Caderno do Aluno - Jogos e Fichas o 1. Após as caixas estarem decoradas, o(a) pro-
Mosaico com formas geométricas (Fichas Nº fessor(a) coloca a turma sentada numa roda
05 e 06) e entrega as caixas que foram mon- e faz algumas perguntas para os alunos,
tadas no 3º dia da 2ª semana. Orienta para que como: o que vocês acharam de terem feito
cada aluno decore sua caixa formando mosaicos um mosaico em sua caixa? Fale sobre o for-
com as formas geométricas das fichas. Precisam mato de seu mosaico? Quais formas geomé-
usar a criatividade para montar os mosaicos. tricas vocês utilizaram para fazer o mosaico
na caixa? Vocês sabem porque essas formas
2. O(A) professor(a) orienta os alunos para que têm esse nome? O importante aqui é que os
não sobreponham as formas e que elas não alunos associem as formas geométricas pla-
devem deixar espaços descobertos. nas que estavam nas fichas com alguns de

158
Proposta didática para o Professor

seus elementos, como por exemplo, o núme-


ro de lados.

2. O(A) professor(a) pode pegar um lápis-piloto,


um pedaço de papel-metro, contornar o “fun-
do” de uma das caixas e perguntar: vocês se
lembram do nome dessa forma geométrica?
Quais as diferenças entre essa forma hexagonal
e a forma da caixa? Nesse momento sugerimos
que seja discutida a diferença entre bidimen-
sionalidade e tridimensionalidade e que sejam
feitas outras perguntas que estejam atreladas à
formação de conceitos de formas geométricas
trabalhadas até aqui. Essas perguntas ficam a
cargo do(a) professor(a), conforme o nível e as
dificuldades dos alunos da turma.
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ob-
serve o mosaico que você fez em sua caixa e
responda:

a) Qual o nome da forma geométrica que


você mais utilizou em seu mosaico?
Objetivo(s): ______________
b) Quantos lados tem a forma geométrica que
• Analisar mosaicos construídos com formas
você mais usou? _________________________
geométricas.
c) Desenhe o mosaico que você fez para de-
Orientação Didática: corar a sua caixa:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


a atividade, a seguir, no Caderno de Atividades. Use este espaço para rascunhar, desenhar,
calcular e solucionar.
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Pris-
mática quer saber quantas formas geométricas
você utilizou no mosaico que fez em sua caixa:

3ª E T A PA 1° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) divide a turma em grupos de


quatro alunos, solicita que destaquem no Ca-
derno do Aluno - Jogos e Fichas, as Fichas Nº
07 e 08 e montem os dados para o jogo Descu-
Objetivo(s): bra o Produto. Depois que os dados estiverem
montados, o(a) professor(a) orienta os alunos
• Realizar multiplicações com algarismos de para que façam a atividade, a seguir, no Cader-
três a nove. no de Atividades.

159
Alfabetização Matemática

Quem ganhou em 3º lugar: _________________


Quem ganhou em 4º lugar: _________________
Jogo Descubra o Produto
Caso tenha empatado, escreva a multiplicação
que você realizou de cabeça________________
Material: o quadro com os resultados das multi- Quem ganhou foi _________________________
plicações (está no Caderno de Atividades do Alu-
no); 2 dados: o 1º dado – numerado de 3 a 8; e, o
2º dado, numerado de 4 a 9. Use este espaço para rascunhar, desenhar,
Modo de jogar: A ordem dos jogadores será esta- calcular e solucionar.
belecida conforme a ordem crescente ao jogarem
um dos dados. O jogo consiste em jogar os dois
dados, ao mesmo tempo, e multiplicar os números
que saírem. O resultado dessa multiplicação deve-
rá ser marcado com um x ou circulando o número
no quadro com os resultados das multiplicações.
Cada operação deve ser registrada no espaço da
atividade e a conta pode ser feita mentalmente.
Quem ganha: Ganhará o jogo quem acertar a
maior quantidade de operações nas cinco rodadas.
Caso o jogo esteja empatado, cada jogador escre- Objetivo(s):
ve em um pedacinho de papel uma multiplicação
cujos números poderão ter até dois algarismos.
• Observar padrões no quadro da multiplicação.
Dobrar os papeizinhos e cada um sortear uma
multiplicação que deverá ser feita mentalmente. • Efetuar a operação de multiplicação.
Ganha quem acertar o resultado. Caso ainda assim • Explorar números ordinais fazendo localizações.
o empate permaneça, poderão propor outra mul-
tiplicação com até três números.
Orientação Didática:

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Jogo 1. Depois de encerrado o jogo, o(a) professor(a)


“Descubra o Produto”, veja as regras com o(a) levanta alguns questionamentos, como: ao
professor(a): analisarmos a 1ª linha, encontramos como
produtos 12, 15, 18, 21, 24 e 27, qual seria o
próximo produto? Por quê? Qual é o produto
X 4 5 6 7 8 9
que mais apareceu no quadro? Por quê? Por
3 12 15 18 21 24 27 que não aparece no quadro o produto 10? Ao
4 16 20 24 28 32 36 analisarmos a 3ª linha e a 4ª coluna, o que
5 20 25 30 35 40 45
podemos observar?

6 24 30 36 42 48 54
2. O(A) professor(a) pede a cada um que ga-
7 28 35 42 49 56 63 nhou em 1º lugar para propor a toda a tur-
8 32 40 48 56 64 72 ma uma multiplicação com até dois termos.
A turma deve fazer os cálculos mentalmente.
Conforme as dificuldades e o desempenho da
Registre suas jogadas: turma, o(a) professor(a) pode propor outras
1ª rodada: ______________________________ ações e outras perguntas.
2ª rodada: ______________________________
3ª rodada: ______________________________
4ª rodada: ______________________________
5ª rodada: ______________________________

Quem ganhou em 1º lugar: _________________


Quem ganhou em 2º lugar: _________________

160
Proposta didática para o Professor

5 20 25 30 35 40 45

6 24 30 36 42 48 54

7 28 35 42 49 56 63

8 32 40 48 56 64 72

9
Objetivo(s):
a) Complete o quadro acrescentando mais
• Realizar multiplicações.
uma linha e mais uma coluna:
• Explorar os números ordinais fazendo locali-
zações. b) Ao analisarmos a 1ª coluna, encontramos
como resultados 12, 16, 20, 24, 28 e 32, qual
Orientação Didática: seria o próximo resultado? Por quê? _________
c) Por que não aparece no quadro o produto
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam 100? _________________________________
a atividade, a seguir, no Caderno de Atividades. d) Ao analisarmos a 6ª linha e a 5ª coluna,
o que podemos observar? Por que ocorre
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ob- isso? __________________________________
serve o quadro e responda: e) Ao analisarmos a última linha, qual seria o
próximo produto na 5ª coluna? ___________
X 4 5 6 7 8 9 10
f) Por que, na última coluna, todos os resulta-
3 12 15 18 21 24 27 dos terminam com zero? _______________
4 16 20 24 28 32 36

3ª E T A PA 2° DIA

Objetivo(s): Sudoku é uma palavra japonesa que significa “nú-


meros que devem estar sós”. É um passatempo
• Resolver situações-problema de lógica. antigo. No Japão, esse puzzle tornou-se popular
em 1986, mas somente em 2005 se popularizou
• Identificar a disposição de figuras em cada li-
internacionalmente.
nha e coluna de um quadro, sem repetições
A palavra “sudoku” é uma marca registrada pelo
de imagens. editor de puzzles japonês Nikoli, Co., mas o pu-
zzle foi criado por Howard Garnes em 1979, em
Orientação Didática: Nova Iorque.
São os “quadrados mágicos” do matemático suíço
Euler, (1707-1783) que estão na base do conceito
1. O(A) professor(a) pergunta aos alunos se sa-
do sudoku.
bem o que é o Sudoku e, caso não tenham
conhecimento, será necessário explicar como
se brinca.

161
Alfabetização Matemática

Em 1989, um editor de jogos de computador fez a


sua versão e não demorou muito para que surgis-
sem programas informáticos que gerassem sudokus.
Os puzzles sudoku apareceram, pela primeira vez,
em jornal, no The Times de 12 de novembro de
2004. Logo, outros jornais o seguiram, com outros
criadores de sudokus e alastrou-se a todo o mundo, Objetivo(s):
em papel, no computador, no telemóvel.
Um sudoku é um puzzle em que se tem de preen- • Resolver situação-problema de lógica.
cher as casas vazias com algarismos de 1 a 9, de
• Identificar a disposição de figuras em cada li-
modo que o mesmo algarismo não se repita em
cada linha, coluna e quadrado. nha e coluna de um quadro sem repetição de
Um puzzle sudoku tem a ver com a lógica e não imagens.
com conteúdo específico de matemática. Para fa-
vorecer a resolução de um sudoku, deve-se procu- Orientação Didática:
rar, para cada casa, quais os números que a podem
ocupar – que são os que não aparecem já na linha,
coluna e quadrados que correspondem a esse blo-
1. Depois que os alunos realizarem a atividade
co. Nas casas em que surge apenas um número, 1, o(a) professor(a) propõe a produção cole-
esse é o certo e definitivo, depois é prosseguir com tiva de um sudoku com figuras de animais ou
o mesmo processo. Só há uma solução para cada de frutas, conforme a preferência dos alunos.
puzzle sudoku.
Para isso, desenha o quadro da atividade 2 na
Fonte: Um Pouco de História do Sudoku … Escola Se- lousa e solicita que registrem o sudoku criado
cundária de Maximinos. Portugal, 2007-2008. Dispo- no Caderno de Atividades;
nível em: http://depmat.no.sapo.pt/comojogar.pdf
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Pre-
encha o quadro abaixo com o sudoku criado co-
2. O(A) professor(a) divide a turma em duplas,
letivamente por vocês:
orienta para que elas troquem ideias sobre
as possíveis jogadas e, se necessário, relem-
bra o que é linha horizontal e linha vertical.
Depois, solicita que façam a atividade, a se-
guir, no Caderno de Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Va-


mos brincar de sudoku com os Supermatemá-
ticos? Preencha os quadradinhos de cada qua-
drado azul, desenhando os Supermatemáticos
2. O(A) professor(a) realiza o preenchimento do
que estão faltando em cada linha horizontal,
sudoku e faz com os alunos a análise de cada
vertical e dentro do quadrado, lembrando que
etapa do preenchimento.
não pode ter Supermatemático repetido:

Objetivo(s):

• Resolver situações-problema de lógica.


• Identificar a disposição de figuras em cada li-
nha e coluna de um quadro sem repetição de
imagens.

162
Proposta didática para o Professor

Orientação Didática: b) Agora monte um sudoku e divirta-se! Pre-


encha os quatro quadradinhos de cada qua-
1. O(A) professor(a) propõe que as duplas de drado maior, com os desenhos que produ-
alunos confeccionem um sudoku. Para tanto, ziu, de modo que, em cada linha horizontal,
pergunta qual imagem os alunos preferem e vertical e dentro dos quadrados, não tenha
pode sugerir que sejam formas geométricas, desenho repetido. Deixe um espaço vazio
personagens de contos de fadas, entre outros. para brincar depois com seu colega.

2. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


a atividade, a seguir, no Caderno de Atividades.

3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Agora


é a sua vez de criar um sudoku de imagens.

a) Escolha quatro personagens ou objetos e


desenhe abaixo:

3ª E T A PA 3° DIA

Objetivo(s):

• Identificar elementos de uma sequência.


• Reconhecer padrões em sequências com for-
mas geométricas.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) informa para os alunos que


os Supermatemáticos estão brincando de
completar a sequência de formas geométri-
cas e os convida para brincar também. Para
isso, solicita que os alunos façam a atividade,
a seguir, no Caderno de Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob-


serve a sequência de formas geométricas e
complete:

163
Alfabetização Matemática

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Refletir sobre o reconhecimento de padrões. • Identificar elementos da sequência;


• Reconhecer padrões.
Orientação Didática:
Orientação Didática:
1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados
numa roda e faz as seguintes perguntas: como 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
vocês completaram a sequência que Poliedro çam as atividades, a seguir, no Caderno de
estava construindo? Se tivesse mais dois es- Atividades.
paços, quais seriam os próximos elementos?
Como vocês completaram a sequência que 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Mar-
Métrica estava construindo? Se tivessem mais que com um X a figura que completa a sequência.
três espaços, quais seriam os próximos ele-
mentos? Quais as diferenças entre a sequên-
cia de Poliedro e a de Métrica? Como vocês
completaram a sequência que Matema esta-
va construindo? Se tivessem mais quatro es-
paços, quais seriam os próximos elementos?
Qual é a diferença entre a sequência de Polie-
dro, a de Métrica e a de Matema? Conforme
as respostas e as dificuldades da turma, o(a) 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Escreva
professor(a) pode fazer outras perguntas e como você descobriu a última peça da sequência
ampliar a conversa. da Atividade 2. ___________________________

3ª E T A PA 5ª S E M A N A 1° DIA

• Efetuar operações utilizando o número no sis-


tema monetário.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) inicia a aula comunicando


Objetivo(s): aos alunos que os Supermatemáticos lhes en-
viaram uma Ação Solidária para que eles aju-
• Efetuar operações de adição, multiplicação dem o Senhor Bilião a ganhar um bom des-
com dobro e triplo e divisão com metade. conto e fala o seguinte: “Senhor Bilião toma

164
Proposta didática para o Professor

alguns remédios todos os dias e faz a compra a) O valor da nota da promoção ficou maior
para durar um mês. Mas, este mês, a Farmá- ou menor que R$200,00? ________________
cia Viva Melhor resolveu fazer uma promoção
para os idosos. Quem conseguir completar a Use este espaço para rascunhar, desenhar,
nota de compra corretamente vai ganhar um calcular e solucionar.
desconto de 20% na compra verdadeira”.
3. O(A) professor(a) precisa observar que as res-
2. Para fazer essa Ação Solidária com o Senhor
postas poderão variar a partir do valor atri-
Bilião, o(a) professor(a) solicita que os alunos
buído ao primeiro remédio e pode ser um
façam a atividade, a seguir, no Caderno de
número inteiro ou um número decimal. É im-
Atividades.
portante valorizar as respostas dos alunos e
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Va- buscar orientá-los para que as façam corre-
mos ajudar o Senhor Bilião a preencher correta- tamente. Caso os alunos tenham dificuldades
mente a nota de compras para que, depois, ele para efetuar os cálculos, coloca-os em duplas
ganhe um desconto de 20% no valor da compra ou copia a nota de compra na lousa e encon-
verdadeira. tra a solução coletivamente.

Farmácia Viva Melhor


Nota simples de pedido de compra da promoção

Preço Preço
Preço estimado estimado
Produto
unitário escrito por escrito com
extenso algarismos

Está entre
Remédio para
R$ 15,00 e Objetivo(s):
pressão
R$ 17,00

Remédio para O dobro do • Expressar verbalmente esquemas de solução


colesterol valor anterior de operações de soma, multiplicação com
dobro e triplo e divisão com metade.
Metade do
Remédio para
valor anterior • Efetuar o cálculo de porcentagem intuitiva-
proteger o
estômago
menos mente.
R$ 5,00

O dobro Orientação Didática:


de uma
Remédio para
dezena mais
diabetes
a metade de 1. O(A) professor(a) pergunta aos alunos se eles
uma dúzia mesmos ou outras pessoas que conhecem to-
Metade do mam remédios todos os dias. Nesse momento,
Remédio para
carência de
valor de pode falar que as vitaminas também são remé-
remédio para
ferro
diabetes
dios e que servem para suprir as carências que
algumas pessoas podem ter e, que, muitas ve-
Remédio para O triplo do zes, essas carências são causadas por não se ter
carência de valor do
cálcio ferro
uma alimentação equilibrada;

2. Sugerimos que o(a) professor(a) coloque em


Remédio para O valor do
carência de cálcio menos discussão como foi feito o cálculo dos remé-
vitamina D uma dúzia dios que envolve dobro, triplo, metade, deze-
na e dúzia. Solicita que os alunos socializem
Total os esquemas que utilizaram para encontrar
esses valores. E socializa, também, os esque-
mas para determinar o valor total da nota;

165
Alfabetização Matemática

3. Depois de socializar os esquemas, o(a) pro- 4. O(A) professor(a) precisa intervir para auxiliar
fessor(a) informa que, como eles ajudaram os alunos a realizarem a adição, bem como o
o Senhor Bilião a fazer a nota de compra da cálculo dos 20%. Se necessário, retoma a ex-
promoção, corretamente, ele vai ganhar 20% plicação que foi feita na aula da 3ª semana no
de desconto no valor da nota verdadeira. As- 1º dia para a compreensão do cálculo da por-
sim, solicita que os alunos façam a atividade, centagem. Nesta situação é importante que o
a seguir, no Caderno de Atividades. aluno perceba que o desconto de 20% é um
valor menor que a metade da metade do va-
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): O lor total.
atendente da farmácia fez a nota de pedido de
compra dos remédios de Senhor Bilião. Agora
você vai ajudar a encontrar o total e o valor com
desconto de 20%.

Farmácia Viva Melhor


Nota simples de pedido de compra

Preço
Produto Quantidade
unitário
Total Objetivo(s):
Remédio para
pressão
1 caixa R$ 15,00 • Comparar valores monetários.
• Efetuar soma.
Remédio para
1 caixa R$ 30,00
colesterol
Orientação Didática:
Remédio para
proteger o 1 envelope R$ 10,00
estômago 1. Antes de iniciar a atividade, o(a) professor(a)
explica aos alunos que Matema resolveu ve-
Remédio para rificar os preços em outra farmácia para ver
1 vidro R$ 40,00
diabetes
se os preços dos remédios seriam menores.
Remédio para Assim, solicita que os alunos façam as ativida-
carência de 1 envelope R$ 20,00
ferro
des, a seguir, no Caderno de Atividades;

Remédio para
carência de 1 caixa R$ 60,00
3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Com-
cálcio pare os valores dos remédio em cada uma das
farmácias. Circule os valores menores ao com-
Remédio para
carência de 1 vidro R$ 30,00 parar cada tipo de remédio. Calcule qual é o va-
vitamina D lor total dos remédios em cada farmácia.
Total

a) Quanto vai pagar, o Senhor Bilião, depois


que receber o desconto de 20% no valor
total da nota?
R$ 105,00 R$ 205,00 R$164,00

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


calcular e solucionar.

166
Proposta didática para o Professor

Farmácia Viva Melhor Farmácia Mais Saúde


Nota simples de pedido Nota simples de pedido

Produto Quantidade Valor Produto Quantidade Valor

Remédio para Remédio para


1 caixa R$ 15,00 1 caixa R$ 16,50
pressão pressão

Remédio para Remédio para


1 caixa R$ 30,00 1 caixa R$ 31,00
colesterol colesterol

Remédio para Remédio para


proteger o 1 envelope R$ 10,00 proteger o 1 envelope R$ 11,50
estômago estômago

Remédio para Remédio para


1 vidro R$ 40,00 1 vidro R$ 35,00
diabetes diabetes

Remédio para Remédio para


1 envelope R$ 20,00 1 envelope R$ 13,50
carência de ferro carência de ferro

Remédio para Remédio para


1 caixa R$ 60,00 1 caixa R$ 50,00
carência de cálcio carência de cálcio

Remédio para Remédio para


carência de 1 vidro R$ 30,00 carência de 1 vidro R$ 42,50
vitamina D vitamina D

Total Total

a) Em qual farmácia o Senhor Bilião vai pagar


menos? E, por quê? ______________________

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


calcular e solucionar.

2. Sugerimos que o(a) professor(a) reserve um tem-


po da aula para discutir essa atividade e busque
a resposta de maneira coletiva.

3ª E T A PA 5ª S E M A N A 2° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) coloca a turma sentada


numa roda e apresenta o Quadrado Mágico
como outra atividade que pode ser desenvol-
vida com os idosos na Ação Solidária e, nesse
Objetivo(s): caso, fazendo uso da adição. Para tanto, de-
senha na lousa um Quadrado Mágico, como,
• Resolver problemas de lógica usando quadra- por exemplo, o apresentado no quadro “Fi-
do mágico. que por dentro”, a seguir:

167
Alfabetização Matemática

QUADRADO MÁGICO

É uma tabela de números, em formato quadrangu-


lar, que é denominado mágico, porque, ao adicio-
Objetivo(s):
narmos as linhas, colunas horizontais, verticais e as
diagonais, encontraremos o mesmo valor. • Resolver e elaborar situações-problema de lógi-
ca, envolvendo quadrados mágicos.
9 17 10
Orientação Didática:
13 12 11
1. Depois que todas as duplas concluírem o
14 7 15
preenchimento dos quadrados mágicos, o(a)
professor(a) solicita que socializem os esque-
mas que utilizaram para realizaram o pre-
enchimento dos espaços em branco. Caso
necessário, o(a) professor(a) vai interferindo
2. O(A) professor(a) apresenta as regras para para esclarecer os esquemas socializados.
formar o Quadrado Mágico e, se necessário,
explica o que é uma linha diagonal. Em se- 2. Após todas as apresentações, o(a) profes-
guida, organiza a turma em duplas e solicita sor(a) produz um quadrado na lousa sem estar
que façam a atividade, a seguir, no Caderno preenchido, para que possam, coletivamente,
de Atividades. definir um total para compor as operações
nas linhas e formar o Quadrado Mágico.
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Junto
com seu colega, preencha os espaços em bran-
co para que tenha Quadrados Mágicos.

23 28 67 01 43

22 24 26 37 61

25 73 Objetivo(s):

• Resolver e elaborar situações-problema de


93 98 71 57
lógica, envolvendo quadrados mágicos.
92 94 96 52 51 56
Orientação Didática:
95 72
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
çam as atividades, a seguir, no Caderno de
3. Durante a atividade, o(a) professor(a) acom- Atividades.
panha as duplas, para discutir os critérios uti-
lizados para o preenchimento. 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Des-
cubra os totais e preencha os números que fal-
tam nos quadrados mágicos, a seguir:

168
Proposta didática para o Professor

Total: _______ Total: _______

20 90 40 60 70 20 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Defina


um total e componha as adições nas linhas, colu-
70 30 50 nas e diagonais para formar um Quadrado Mágico.

80 30

Total: _______ Total: _______

45 9 17 10

13 12

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


15 45 35
calcular e solucionar.

3ª E T A PA 5ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Reconhecer padrões de crescimento de uma • Refletir sobre padrões.


sequência. • Identificar termos numa sequência.

Orientação Didática: Orientação Didática:


1. O(A) professor(a) separa previamente tampas
1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados
de garrafa Pet. Nesse dia, coloca os alunos
numa roda e questiona como fizeram para
sentados em roda e faz uma sequência com
identificar a “regra” que foi utilizada para
tampas de garrafa Pet. Sugerimos que coloque
formar a sequência de tampas. Verifica se os
duas, dê um espaço, coloque quatro, dê ou-
alunos usaram diferentes esquemas de reso-
tro espaço, coloque seis e, explica: “vocês vão
lução. Alguém pensou de outra forma? Como
completar a sequência de tampinhas de garrafa
pensou?
Pet, mas, para fazer isso, precisam identificar a
“regra” que utilizei para construir a sequência”.
2. Em seguida, o(a) professor(a) constrói, na lou-
sa, uma tabela com as quantidades de tampi-
nhas utilizadas em cada posição. A seguir, um
modelo para a tabela:

169
Alfabetização Matemática

Tabela – Quantidade de tampas nas posições da


b)
sequência

Posição Quantidade de tampas


c)

1ª 2
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Pinte
2ª 4 sua própria sequência de cores:
3ª 6

4ª 8


3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Veri-

fique a sequência, a seguir, e depois responda:

3. Em seguida, o(a) professor(a) questiona como


completar a quantidade de tampas das de-
mais posições. Nesse momento, precisa expli-
car o símbolo do número ordinal e esclarecer
que ele indica a ordem.

a) Observe a sequência e preencha a tabela,


a seguir:

Tabela:
Posição Quantidade de triângulos


Objetivo(s):

• Identificar os próximos termos numa sequência. 3ª


• Elaborar uma sequência seguindo um padrão.
b) Qual a regra de crescimento dessa sequên-
Orientação Didática:
cia?

1. O(A) professor(a) solicitará que os alunos fa-


çam as atividades, abaixo, no Caderno de Ati-
vidades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Veja, a


seguir, uma sequência de cores:

Marque com um X os quadradinhos que com-


pletam a sequência de cores acima:

a)

170
Proposta didática para o Professor

3ª E T A PA 6ª S E M A N A 1° DIA

Registre como você fez para descobrir a quanti-


dade de balas do 4º frasco: _____________

2. O(A) professor(a) aproveita esse momento


para observar como os alunos estão fazendo
para determinar a quantidade de balas e ob-
Objetivo(s): servar os esquemas utilizados.
• Observar regularidades numa sequência
numérica.
• Identificar o dobro de um número dado.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) inicia a aula falando que


Probabilístico enviou uma experiência para
que elas realizem, desvendando um enigma. Objetivo(s):
Explica que Probabilístico encontrou, nos ar-
quivos do computador do Laboratório dos • Explorar o número com sentidos de medida, no
Supermatemáticos, receitas de balas caseiras caso, de capacidade (grama) e quantificação.
que alguns deles aprenderam para fazer com • Observar regularidades numa sequência nu-
os idosos durante as atividades de laser da mérica.
Ação Solidária. Além das receitas, tinha um
bilhete e o desenho de vários frascos. Então, Orientação Didática:
solicita que os alunos peguem o Caderno de
Atividades, na atividade a seguir, para verem 1. Depois que os alunos tiverem desvendado o
o que estava escrito no bilhete. enigma, o(a) professor(a) pede que apresen-
tem os esquemas utilizados na solução. Suge-
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Pro- rimos que não deixe de falar sobre os esque-
babilístico encontrou no computador do Labo- mas que lhe chamaram a atenção durante sua
ratório dos Supermatemáticos um bilhete junto observação, seja porque encontraram uma
com vários desenhos de frascos. Nesse bilhete solução diferente, seja porque se equivoca-
estava escrito: ram ao desvendar o desafio.
no 1º frasco tem 14 balas e 28 gramas no total;
2. O(A) professor(a) escreve na lousa o bilhete e
no 2º frasco tem 28 balas e 56 gramas no total; aprofunda a discussão sobre algumas regula-
ridades que podem ser observadas e, caso os
no 3º frasco tem 42 balas e 84 gramas no total;
estudantes não as expressem espontaneamen-
no 4º frasco tem __ balas e 112 gramas no total. te, faz perguntas, como: tem alguma relação
entre a quantidade de balas e a de gramas? O
Como descobrir quantas balas terá no 4º frasco? que podemos observar ao analisar somente as
quantidades de balas? Sempre somam-se 14 ao
número de balas anterior. Isso quer dizer que os
próximos frascos sempre terão mais 14 balas?
É possível descobrir quantas balas terão no 5º
frasco? Como fazer? O que podemos observar

171
Alfabetização Matemática

ao analisar somente as quantidades de gramas? 7. Depois da discussão, o(a) professor(a) pode


O que está acontecendo? Sempre somam-se 28 pedir aos alunos que respondam as ativida-
gramas à quantidade anterior? É possível des- des no Caderno de Atividades.
cobrir quantos gramas terão no 6º frasco?

3. Seguindo essa discussão, o(a) professor(a)


solicita que os alunos façam a atividade, a se-
guir, no Caderno de Atividades.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades):


Probabilístico queria descobrir quantos gra-
mas teria um frasco com 10 balas. Quantos Objetivo(s):
gramas são?
• Explorar as operações de adição.
• Explorar o número com sentidos de medida, no
Use este espaço para rascunhar, desenhar,
caso, de capacidade (grama) e quantificação.
calcular e solucionar.
3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Você
4. Professor(a), o importante é fazer com que os já sabe quantos gramas tem uma bala, então,
alunos percebam quantos gramas tem cada vamos ajudar Probabilístico a completar as in-
bala. Se essa informação já tiver sido discu- formações do quadro?
tida, a pergunta será facilmente respondida:
um frasco com 10 balas terá 20 gramas, pois
cada bala tem 2 gramas. Mas, se essa infor- Quantidade de balas Quantidade de gramas

mação ainda não tiver sido percebida, per-


gunte aos alunos se eles saberiam responder 1 frasco com 10 balas
por que temos 28 gramas com 14 balas? Até
que percebam que cada bala tem 2 gramas e, 1 frasco com 25 balas
assim, possam responder a pergunta inicial.
Contém 56 gramas
5. O(A) professor(a) ainda pode apresentar aos
alunos outra situação: “Os idosos estavam
3 Atividade 4 (Caderno de Atividades): Pro-
com vários frascos de bala, deram algumas
babilístico comprou vários frascos de bala, deu
balas para os Supermatemáticos e, depois,
algumas balas para os Supermatemáticos e, de-
resolveram contar e viram que sobraram 30
pois, resolveu contar quantas tinha. Sobraram
balas. Quantos frascos eles compraram?”
10 balas. Vejamos o que ele pode ter feito:
6. O(A) professor(a) pode verificar que essa res-
posta não é única, pois depende da quantidade
Dei para meus
de frascos e da quantidade de balas em cada Se ele comprou Total de balas
amigos
frasco, mas constitui-se em uma oportunidade
para explorar diferentes respostas. Por exemplo: 1 frasco com 14
14
balas

Dando para os 2 frascos com 14


Se tiver Total de balas 28
Supermatemáticos balas cada

3 frascos com 14
42 12
balas cada um

2 frascos com 28
56 26
balas cada um

1 frasco com 56
56 26
balas

172
Proposta didática para o Professor

3ª E T A PA 6ª S E M A N A 2° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos apre-


sentem seus esquemas de solução para o de-
safio proposto e solicita que alguns deles ex-
Objetivo(s): ponham na lousa. O(A) professor(a) seleciona
previamente os diferentes esquemas utiliza-
• Solucionar situações-problema de combina- dos pelos grupos para que sejam socializados
tória (discreto). nesse momento.

2. Sugerimos que o(a) professor(a) possibilite


Orientação Didática:
que os alunos discutam sobre as diferentes
formas de representação e sobre as dificulda-
1. O(A) professor(a), nesse dia, apresenta mais
des no processo de solução da situação.
uma atividade dos Supermatemáticos na
Ação Social para os idosos do bairro, que foi
a realização de um baile com músicas do tem-
po da juventude desses idosos.

2. Para iniciar, o(a) professor(a) divide a turma em


grupos de quatro alunos e propõe o seguinte
desafio: vocês conseguem dizer quantos pares
diferentes de casais de idosos, poderão ser for- Objetivo(s):
mados, tendo 7 homens e 5 mulheres que se
inscreveram para dançar no baile? • Seleção e análise de dados em situações-
problema de combinatória (discreto).
3. O(A) professor(a) precisa disponibilizar uma
folha de papel A4, para que cada grupo pos- Orientação Didática:
sa representar as formas de solucionar esse
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
desafio.
a atividade, a seguir, no Caderno de Atividades.

4. O(A) professor(a) acompanha os grupos para


3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Os
observar os esquemas de solução utilizados.
idosos estavam bem animados para irem ao bai-
le preparado pelos Supermatemáticos. Sr. Bilião
separou todas as calças e camisas que tinha no
guarda-roupa. Quantas possibilidades ele teve
para se vestir?

Objetivo(s):

• Seleção e análise de dados em situações-


problema de combinatória (discreto).

173
Alfabetização Matemática

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


calcular e solucionar.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Os


idosos se divertiram muito, com diversos tipos
de músicas. Sabendo que 5 homens gostam de
dançar forró e que, ao todo, se inscreveram 15
casais para esse tipo de dança. Qual foi o núme-
ro de idosas inscritas?

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


calcular e solucionar.

3ª E T A PA 6ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s):

• Identificar formas geométricas com seus nomes:


cubo, triângulo, cone, quadrado e hexágono.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) informa que o desafio de hoje


é procurar no caça-palavras o nome das formas
geométricas que Digital está mostrando. Para
isso, solicita que os alunos façam as atividades, Objetivo(s):
a seguir, no Caderno de Atividades.
• Refletir sobre as características das formas
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): En- geométricas cubo, triângulo, cone, quadrado,
contre no caça-palavras o nome das formas ge- hexágono.
ométricas que Digital está mostrando.
Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados


numa roda e faz alguns questionamentos,
como: quantas formas geométricas vocês
identificaram no desenho? Qual o nome des-
sas formas? Qual forma geométrica foi mais
fácil de ser identificada? Qual a mais difícil?

174
Proposta didática para o Professor

2. Conforme as dificuldades de identificação que 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Mar-


os alunos apresentarem, o(a) professor(a) esco- que um X no nome da forma geométrica e escre-
lhe as formas geométricas que são de mais difí- va por extenso o número de lados que ela possui:
cil compreensão e faz perguntas para trabalhar
melhor os seus elementos. Por exemplo, se ti-
verem dificuldades em identificar o cubo: como a)
vocês identificaram o cubo? Qual o formato ( ) quadrado ( ) pirâmide ( ) triângulo
das faces de um cubo? Quantas faces tem um
Essa forma geométrica tem ________ lados.
cubo? O que são arestas? Quantas arestas tem
um cubo? O que são vértices? Quantos vértices
tem um cubo? Se possível, apresente aos alu-
nos as formas para que eles possam manusear, b)
pois todas elas já foram trabalhadas nas etapas ( ) triângulo ( ) prisma hexagonal
ou nas semanas anteriores. ( ) hexágono
Essa forma geométrica tem ________ lados.

c)
( ) quadrado ( ) Cubo ( ) retângulo
Essa forma geométrica tem ________ lados.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Dese-


nhe uma forma geométrica que tenha o dobro
Objetivo(s): da quantidade de lados do triângulo.

• Identificar o número de lados das figuras ge-


Use este espaço para rascunhar, desenhar,
ométricas: triângulo, quadrado e hexágono.
calcular e solucionar.
Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-


çam as atividades, a seguir, no Caderno de
Atividades.

3ª E T A PA 7ª S E M A N A 1° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) organiza a turma em


duplas e solicita que destaquem do Caderno
do Aluno - Jogos e Fichas. (Ficha Nº 09). E
Objetivo(s): lança o seguinte desafio: quem consegue
descobrir o enigma das transformações em
• Identificar e solucionar situações-problema de cada situação-problema, representada por
transformação do campo aditivo (1ª extensão). desenhos com os Supermatemáticos;

175
Alfabetização Matemática

2. O(A) professor(a) precisa entregar uma folha cebam os equívocos cometidos e que possam
de A4 para cada dupla e esperar um tempo efetivamente, discutir, contra-argumentar,
para que solucionem os enigmas. revalidar suas respostas. Assim, o(a) profes-
sor(a) pode dar uma dimensão real para o
tratamento do “erro construtivo”, ou seja, a
condução ao acerto pelos caminhos do erro.

3. O(a) professor(a) precisa ouvir as justificativas


e, ao longo da roda de conversa, apontar que
são situações-problema de adição e subtra-
ção, que envolvem uma quantidade sendo
transformada. Existia uma quantidade que,
através de uma transformação, se tornou ou-
tra quantidade. Em cada uma delas o “enig-
ma” era, justamente, identificar a quantidade
que fez a transformação. É importante ressal-
tar que, na situação que Cone joga os dados
amarelo e verde, as cores dos dados não in-
fluenciam em nada na solução do enigma. É
interessante ficar atento para esse tipo de in-
formação que pode aparecer numa situação e
não influenciar em sua solução.

Objetivo(s):

• Solucionar e criar situações-problema de


transformação do campo aditivo.

Objetivo(s): Orientação Didática:

• Analisar procedimentos de cálculo em situa- 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
ções-problema de transformação do campo çam as atividades, a seguir, no Caderno de
aditivo. Atividades.
Orientação Didática:
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Dese-
1. O(A) professor(a) organiza os alunos numa nhe e solucione a situação-problema.
roda, inicia a conversa fazendo uma “rodada”
de levantamento das respostas feitas pelas Você ganhou um
Deu a metade para Você ficou com
duplas e anota na lousa como uma espécie pacote com 20
seu amigo. quantos pirulitos?
pirulitos.
de “resultados obtidos”.

2. Em seguida, o(a) professor(a) faz uma espécie


de convalidação e justificativa dos resultados
encontrados. É importante que os alunos per-

176
Proposta didática para o Professor

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): In- 2. Professor(a), é de fundamental importância


vente e solucione uma situação-problema, con- que a atividade 2 seja retomada no coleti-
forme a informação numérica que aparece na vo, socializando tanto os enredos inventados
situação, a seguir. pelos alunos quanto as quantidades envolvi-
das que podem aparecer diferenciadas, uma
vez que a única referência é a quantidade 23.
Tenho 23 Recebi _______ do Fiquei com
____________. Sr. Bilião. ______________.

3ª E T A PA 7ª S E M A N A 2° DIA

time do Senhor Bilião e, assim, estamos com-


parando as quantidades. Caso seja necessário
para facilitar a compreensão, crie outras situ-
ações de comparação.

4. Em seguida, o(a) professor(a) divide a turma


Objetivo(s): em grupos de quatro, entrega a cada grupo
uma folha de papel A4 e solicita que, a partir
• Resolver e elaborar situações-problema envol- das imagens apresentadas no Cartaz Nº 12,
vendo a ideia de comparação (2ª extensão). elaborem outras situações-problema envol-
vendo comparação.
Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) apresenta para os alunos o


Cartaz Nº 12 (Dia de Lazer) e fala: vejam uma
imagem que ilustra algumas atividades de-
senvolvidas no Dia de Lazer da Ação Solidária
que os Supermatemáticos realizaram com os
idosos. No jogo de basquete, o time de Sr. Bi-
lião fez oito pontos e o time de Sr. Milímetro Objetivo(s):
fez três pontos a menos. Quantos pontos fez
o time de Sr. Milímetro? • Elaborar situações-problema envolvendo a
ideia de comparação.
2. Depois que os alunos disserem o valor do pla-
car, o(a) professor(a) solicita que digam como Orientação Didática:
resolveram a situação-problema. Caso não
tenham encontrado a resposta correta, será 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos so-
necessário trabalhar a solução, a partir das cializem as situações-problema elaboradas
respostas e das formas de solução apresen- pelos grupos e, coletivamente, faz os ajustes
tadas. que forem necessários para que as situações
fiquem coerentes e possíveis de resolver. Dei-
3. O(A) professor(a) explica que essa é uma situ- xa as situações copiadas na lousa ou numa
ação que compara quantidades. Ressalta que, folha de papel-metro.
para saber o placar do time de Sr. Milímetro,
é necessário saber a quantidade do placar do

177
Alfabetização Matemática

Registre aqui uma solução para a situação


-problema elaborada pelo seu grupo:

3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): A


imagem da brincadeira Cabo-de-guerra com
Objetivo(s): idosos, registrada pelos Supermatemáticos, no
Dia de Lazer, está incompleta. Desenhe os par-
• Resolver situações-problema envolvendo a ticipantes que faltam, considerando as informa-
ideia de comparação. ções, a seguir:

Orientação Didática:

1. Após a socialização das situações-problema,


com os ajustes necessários, o(a) professor(a)
solicita que os alunos abram o Caderno de Ati- a) Na Equipe A tem três idosas e na Equipe
vidades, registrem e resolvam duas das situa- B tem duas idosas a mais. Quantas idosas
ções-problema elaboradas. tem na Equipe B?_____
b) Quantas idosas você deverá desenhar na
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Copie, Equipe B? ______________________________
no espaço a seguir, a situação elaborada pelo seu c) Na Equipe A tem seis idosos do sexo mas-
grupo e resolva: __________________________________ culino e, na Equipe B, tem dois idosos a
menos. Quantos idosos, do sexo masculi-
Registre aqui uma solução para a situação-pro- no, tem na Equipe B? ___
blema elaborada pelo seu grupo: d) Qual o número total de idosos, dos dois
sexos, que estão brincando de cabo de
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Copie, guerra?_____
no espaço a seguir, uma situação elaborada por
um grupo que não seja o que você participou
e resolva: _______________________________________

3ª E T A PA 7ª S E M A N A 3° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) coloca os alunos em pé, for-


mando uma roda, e inicia questionando: de
onde vêm os sons? Quais sons vocês conhe-
cem? O(A) professor(a) pode explorar alguns
Objetivo(s): sons, como: qual é o som do latido de um ca-
chorro? E o miado de um gato? E o canto de
• Fazer uma sequência de sons. um pássaro? Será que nosso corpo produz
sons? Para se perceber os sons produzidos pelo
próprio corpo, sugerimos que, coletivamente,
eles batam as mãos, os pés e estalem os dedos.

178
Proposta didática para o Professor

2. O(A) professor(a) explica que a brincadeira seja necessário sanar dificuldades observadas,
consiste em trabalhar com uma sequência de sugerimos que repita a sequência de sons com
sons produzidos pelo próprio corpo e, para os alunos ou faça outra, como a sequência
isso, eles vão brincar de “Peito, estala, bate” Pam Pam Ramram Pam Pam Pam.
adaptada de Mapa do Brincar1. Pergunta se
alguém já ouviu falar dessa brincadeira. 2. Em seguida, o(a) professor(a) questiona se os
alunos conhecem outras sequências de sons
e solicita que apresentem a sequência para
toda a turma.
Peito, estala, bate

A brincadeira consiste em o(a)professor(a) apre-


sentar uma sequência de sons e os alunos segui-
rem essa sequência.

Para iniciar, os participantes batem no peito, esta-


lam os dedos, batem as mãos. Na sequência, ba- Objetivo(s):
tem duas vezes no peito, estalam os dedos, batem
na mão.
• Reconhecer semelhanças entr formas geomé-
Depois repete a sequência. Inicia a sequência de-
vagar para que os alunos acompanhem. Depois faz
tricas.
mais rápido. • Registrar uma sequência de sons.
À medida que os alunos consigam repetir a se-
quência, o(a) professor(a) pode ir acrescentando Orientação Didática:
outras partes do corpo, como: ombros, coxa, joe-
lhos, boca e, fazendo o som de shiii, bater o pés. 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
çam as atividades, a seguir, no Caderno de
Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Mar-


que com um X a forma geométrica que se asse-
melha ao instrumentos musical indicado.

a)
Objetivo(s):

• Refletir sobre sequências de sons. b)


Orientação Didática:
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Crie
1. Após os alunos terem repetido as sequências e represente duas sequências de sons que po-
de sons, o(a) professor(a) pergunta: foi fácil ou dem ser emitidos com mãos e pés.
difícil seguir a sequência de sons? Qual som
foi mais difícil de fazer? E qual foi o mais fácil? Registre aqui a sequência de sons que você
Outras perguntas podem ser feitas a partir das criou
observações feitas durante a brincadeira. Caso

1
MAPA do brincar. Folha de São Paulo, [S. I.], Folhinha.
Disponível em [1]http://mapadobrincar.folha.com.br/
brincadeiras/palmas/426-peito-estala-bate> Acesso em
15 nov 2014.

179
Alfabetização Matemática

3ª E T A PA 8ª S E M A N A 1° DIA

lução do problema – ser feita de forma colabo-


rativa pelo grupo; 5) observar e incentivar – o(a)
professor(a) observa, analisa e estimula os alu-
nos para a resolução; 6) registro das resoluções
na lousa – os grupos fazem na lousa; 7) plenária
– o(a) professor(a) media a discussão das reso-
luções registradas; 8) busca de consenso – o(a)
Objetivo(s): professor(a) incentiva a se determinar um resul-
tado correto; 9) formalização do conteúdo – o(a)
• Ler e interpretar uma situação-problema do professor(a) faz a apresentação formal, estrutu-
campo multiplicativo com o conceito de um rada e organizada usando a linguagem matemá-
tica. Essa é uma perspectiva metodológica que
para muitos. acreditamos ser possível utilizar para desenvol-
ver as aulas de matemática.
Orientação Didática:

1. Professor(a), nessa semana a proposta de 2. O(A) professor(a) divide a turma em grupos


trabalho é baseada na Metodologia de Ensi- de quatro alunos e solicita que leiam, indivi-
no-Aprendizagem-Avaliação de Matemática dualmente, a tirinha que está no Caderno de
através da Resolução de Problemas, proposta Atividades.
por Onuchic e Allevato (2009, 2014).
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Leia
a tirinha.

A Metodologia de Ensino-Aprendizagem-Avaliação
de Matemática através da Resolução de Problemas é
considerada por Onuchic e Allevato (2009) como uma
opção metodológica a ser aplicada em sala de aula.
O objetivo mais geral dessa perspectiva metodo-
lógica é proporcionar a formação de um cidadão
crítico, capaz de tomar decisões, seja na ação indi-
vidual ou na ação em grupo. Para isso, se faz ne-
cessário que o(a) professor(a) assuma um papel de
orientador para a aprendizagem, não sendo trans-
missor. Nesse movimento, o(a) professor(a) precisa
fazer conexões entre diferentes ramos da matemá-
tica e proporcionar que os alunos vivenciem a inter-
locução dessa com outras ciências.
Para fazer uso dessa perspectiva metodológica
em sala de aula, Onuchic (2012) direciona o(a)
professor(a) a seguir um roteiro de atividades que
serve para a sua própria orientação na condução
das aulas, a saber: 1) preparação do problema –
elaboração de um problema gerador que aborde
os conceitos desejados; 2) leitura individual do
problema – a ser feita pelo aluno: 3) leitura em
grupo – a ser feita por grupos de alunos; 4) reso-
Use este espaço para rascunhar, desenhar,
calcular e solucionar.

180
Proposta didática para o Professor

3. Depois que cada aluno fizer a sua leitura, o(a) forma organizada e estruturada em lingua-
professor(a) orienta para que leiam a tirinha gem matemática, retomando os conceitos e
em grupo. Após a leitura, o grupo precisa ser procedimentos adotados.
orientado para que resolvam a situação pro-
posta pelos Supermatemáticos;

4. Enquanto os alunos estão resolvendo, o(a) pro-


fessor(a) observa e analisa o andamento da ati-
vidade estimulando a troca de ideias entre eles.

Objetivo(s):

• Registrar procedimentos de cálculo.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-


Objetivo(s): çam as atividades, a seguir, no Caderno de
Atividades.
• Socializar esquemas para solucionar uma dada
situação-problema do campo multiplicativo. 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Es-
• Desenvolver noções de multiplicação. creva como o seu grupo resolveu a situação:

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados


num semicírculo de modo que todos visuali-
zem a lousa e divide a lousa de forma que to- 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Copie
dos os grupos possam registrar a solução dada a resolução feita pelo(a) professor(a).
para a situação.

2. Após todos os grupos registrarem suas re-


soluções, o(a) professor(a) convida os alunos
para discutirem as resoluções registradas na
lousa, indicando aquelas que foram iguais, di- 3 Atividade 4 (Caderno de Atividades): Hou-
ferentes, solicitando que os grupos defendam ve diferença entre a forma como seu grupo re-
seus pontos de vista e esclareçam as dúvidas solveu e aquela que o(a) professor(a) solucionou?
de outros colegas. Ao observar os esquemas
usados pelos colegas, eles poderão perceber ( ) sim ( ) não
que existem outras formas de resolver a mes-
ma situação e que essas formas podem ser Explique:
mais eficazes que a sua.

3. Depois de sanadas as dúvidas e analisadas


as soluções obtidas para a situação, o(a) pro-
fessor(a) incentiva a turma a chegar em uma
concordância sobre o resultado correto.

4. Nesse momento, o(a) professor(a) registra


num pedaço de papel-metro a resolução de

181
Alfabetização Matemática

3ª E T A PA 8ª S E M A N A 2° DIA

3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Sr.


Bilião vai ter que comprar uma quantidade
igual, maior ou menor à que comprava antes?
Quanto?

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


Objetivo(s): calcular e solucionar.

• Solucionar situações-problema que envolvem


comparação entre quantidades e o conceito
de um para muitos.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) divide a turma em grupos


de quatro alunos e solicita que leiam, indivi- Objetivo(s):
dualmente, e depois, em grupo, a tirinha que
está no Caderno de Atividades. • Socializar e refletir sobre situações-problema
que envolvem comparação entre quantidades
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob- e o conceito de um para muitos.
servando as tabelas feitas em sala, responda às
perguntas abaixo: Orientação Didática:

1. Professor(a), lembre-se de que, nessa semana,


o trabalho precisa ser desenvolvido tomando
como base a Metodologia de Ensino-Apren-
dizagem-Avaliação de Matemática através da
Resolução de Problemas. Dessa forma, siga as
demais seis orientações do roteiro de ativida-
des, conforme foi orientado na aula anterior.

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


calcular e solucionar.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Cal-


cule quantos comprimidos seu Bilião vai com-
prar para um mês com 30 dias. Objetivo(s):

• Solucionar situações-problema que envolvem


Use este espaço para rascunhar, desenhar,
comparação entre quantidades e o conceito
calcular e solucionar.
de um para muitos.

182
Proposta didática para o Professor

Orientação Didática: a) Quanto vai pagar, o Senhor Bilião, pelos


remédios?
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
çam as atividades, a seguir, no Caderno de Na farmácia “Mais Saúde”:
Atividades.
Na farmácia “Viva Melhor”:
3 Atividade 4 (Caderno de Atividades): Sr.
Bilião visitou duas farmácias para pesquisar o Em qual farmácia ele deve comprar o remédio?_
melhor preço do remédio para diabetes, mas não
levou a receita e, assim, ficou sabendo o valor de b) Qual a diferença entre os preços? ________
um vidro, mas não sabe quantos vidros tem que
c) Se Sr. Bilião pagar com uma nota de
comprar e quanto vai pagar no total. Ajude-o!
R$100,00, na farmácia que apresenta o
menor preço, quanto ele vai ter de troco?
Farmácia Viva Melhor ____________
Nota simples de pedido
d) A quantidade de comprimidos que o Se-
Preço Total nhor Bilião vai comprar termina em 30 dias
Quantidade Produto
unitário R$ ou sobra? Por quê? ____
Remédio para
diabetes –
R$ 40,00 Use este espaço para rascunhar, desenhar,
1 vidro com 60
comprimidos calcular e solucionar.

Total

Farmácia mais Saúde


Nota simples de pedido

Preço Total
Quantidade Produto
unitário R$

Remédio para
diabetes –
R$ 35,00
1 vidro com 60
comprimidos

Total

183
Alfabetização Matemática

3ª E T A PA 8ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Identificar padrões em uma sequência. • Socializar, registrar e refletir sobre estratégias para
• Explorar o pensamento algébrico. a identificação de elementos de uma sequência.

Orientação Didática: Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) divide a turma em grupos 1. Professor(a), lembre-se de que, nessa semana,
de quatro alunos e solicita que leiam, indi- o trabalho precisa ser desenvolvido tomando
vidualmente, e depois, em grupo, a tirinha como base a Metodologia de Ensino-Aprendi-
que está no Caderno de Atividades. zagem-Avaliação de Matemática através da Re-
solução de Problemas. Dessa forma, siga as de-
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Quan- mais seis orientações do roteiro de atividades,
do o Senhor Bilião estava aguardando a consul- conforme foi orientado nas aulas anteriores.
ta médica, observou as seguintes figuras na pa-
rede da sala de espera:

Objetivo(s):

• Elaborar uma sequência.


E ficou pensando: se eu mantiver o padrão des-
sas figuras: Orientação Didática:

a) quantos quadrados amarelos e quantos 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam as
quadrados azuis terá a próxima figura? atividades, a seguir, no Caderno de Atividades.
____________________
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Crie
b) quantos quadrados amarelos e quan-
uma sequência envolvendo formas geométricas:
tos quadrados azuis terá na 6ª figura?
____________________
Use este espaço para rascunhar, desenhar,
c) se tivesse 10 quadrados amare- calcular e solucionar.
los, quantos quadrados azuis teriam?
____________________ 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Ex-
plique para nós qual o padrão para a sequência
Use este espaço para rascunhar, desenhar, que você criou, envolvendo formas geométricas:
calcular e solucionar.
Use este espaço para rascunhar, desenhar,
calcular e solucionar.

184
Proposta didática para o Professor

3ª E T APA ATI VI DADE AVAL IATI VA

Objetivo(s): 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Cone


ganhou uma caixinha de chocolate. Veja, a se-
• Avaliar o desempenho dos alunos durante a guir, a imagem da caixa.
3ª etapa.

Orientação Didática:

1. Prezado(a) professor(a), solicite que a turma


abra o Caderno de Atividades do Aluno na
atividade avaliativa da 3ª etapa.

2. O(A) professor(a) faz a leitura apenas da ins-


trução de cada atividade. Não realiza nenhum Marque com um X o desenho que se assemelha a
tipo de interpretação e intervenção. Repete a imagem da caixa planificada (desmontada):
leitura, no máximo, duas vezes.
a) b) c)
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Os Su-
permatemáticos estão organizando uma palestra
para os moradores do bairro sobre a aposenta-
doria. No salão da comunidade há espaço para
colocar 48 cadeiras.

Responda:
Quantas faces tem a caixa de chocolate? _______.

3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Mar-


que um X no nome de cada forma geométrica
e escreva por extenso o número de lados que
ela possui:
Quadrático começou a arrumar o salão colocan- a)
do seis cadeiras na 1ª fila, desenhe como ficaram
dispostas todas as cadeiras e depois complete a
afirmativa, a seguir. ( ) triângulo
( ) prisma hexagonal
( ) hexágono
Essa forma geométrica tem _______ lados.
b)

( ) quadrado
( ) cubo
( ) retângulo
As cadeiras foram dispostas em _________ filas e Essa forma geométrica tem _______ lados.
_____ colunas.

185
Alfabetização Matemática

3 Atividade 4 (Caderno de Atividades): Num 3 Atividade 5 (Caderno de Atividades): Ob-


mercado, que fica próximo da Praça Hexago- serve a sequência.
nal, tem uma promoção de produtos de higie-
ne pessoal, com 50% de desconto.
a) Poliedro resolveu comprar três desses Qual é a regra para construção dessa sequência?
produtos. Ajude-o a completar a nota de
pedido de compra dele. _________________________________________________
_________________________________________________

3 Atividade 6 (Caderno de Atividades): Ob-


serve o gráfico abaixo. Nele encontramos infor-
mações sobre uma quantidade de pessoas em
nosso país por idade, em 2013.

Perfil da população
brasileira
Nota simples de pedido de compra
Produto Preço unitário Preço com 50% 12,90%
31,00%
24,60%
Shampoo R$ 9,00
31,50%
Condicionador R$ 8,00
Sabonete R$ 2,00
Total
0 a 19 anos
20 a 39 anos
40 a 59 anos

Registre aqui como fez para chegar nas res- Acima de 60 anos

postas. Você pode desenhar, escrever ou


calcular. Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicí-
lios (Pnad) do IBGE feita em 2013 com 362.555 pes-
b) Prismática também fez uma compra, mas soas em 1.100 municípios.
no mercado em que ela foi não havia a) Se juntarmos o percentual de pessoas
desconto. Ajude-a a calcular o valor da acima de 40 anos, teremos:
compra dela.
( ) mais de 25%
( ) mais de 50%
( ) mais de 75%
b) Qual a faixa de idade que tem o menor per-
centual de pessoas?
( ) 0 a 19 anos
( ) 20 a 39 anos
( ) 40 a 59 anos
Nota simples de pedido de compra ( ) Acima de 60 anos
Produto Quantidade Preço Total c) O percentual de idosos (pessoas acima de
unitário
60 anos) é
Biscoito (200g) 3 R$ 2,00
3. Professor(a), caso observe a necessidade de
Suco (1 litro) 1 R$ 3,59
realizar outro instrumento de avaliação para
Bombons (400g) 2 R$ 7,00
esta etapa, é possível desde que respeite os
Total
conceitos matemáticos delineados para o tra-
balho desta etapa, que podem ser observa-
dos no Quadro Didático.

186
4ª Etapa
proposta didática
para o PROFESSOR

1ª SEMANA 1° DIA

ma tematizando
Na 4ª e última etapa deste material, abordaremos conhecimentos matemáticos a partir da temática “Diversida-
de Cultural”. Trataremos a matemática a partir de temas acerca da produção cultural no contexto da pintura,
escultura, dança, música e de relações interpessoais que marcam a história de diferentes povos, sobretudo com
o olhar focado para as produções de padrões matemáticos que perpassam as invenções do homem.

Mundo – um mergulho à diversidade cul-


tural, que se encontra no Caderno de Ativi-
dades. Depois, inicia uma discussão com os
alunos abordando a compreensão que eles
tiveram sobre a temática que se passa no
HQ5. Nesse momento, sugerimos que bus-
Objetivo(s): que mediar a discussão no sentido de elu-
cidar tempos históricos distintos, diferentes
• Localizar resultados de medidas (quantifica- formas de transformar a natureza, diversida-
dores) em uma tabela. de cultural. Importante evidenciar que não
• Produzir relatório a partir de informações de há formas melhores ou piores que, e sim,
uma tabela. formas diferentes de viver e olhar o mundo
que nos cerca.
Orientação Didática:
2. O(A) professor(a) divide a turma em grupos
1. O(A) professor(a) propõe a leitura coletiva de quatro ou cinco alunos e solicita que fa-
da História em Quadrinhos – HQ5: Super- çam as atividades, a seguir, no Caderno de
matemáticos em... Voltas Matemáticas ao Atividades.
Alfabetização Matemática

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob-


serve a tabela, a seguir, e responda as perguntas:

Tabela – Informações sobre as observações realizadas du-


rante as “Voltas Matemáticas ao Mundo”

Observação Quantidade
Objetivo(s):
Continentes 4
• Padronizar e produzir um relatório coletivo
Países 5
acerca das informações contidas em uma
Pinturas 6 tabela.
Acessórios e vestimentas 7
Orientação Didática:
Murais 1

Fonte: HQ5- Supermatemáticos em... Voltas Matemáticas 1. O(A) professor(a) propõe a produção de um
ao Mundo – um mergulho à diversidade cultural. único relatório e registra, na lousa, buscando
contemplar as informações mais adequadas
a) Quantos itens foram observados? que foram aparecendo nos relatórios dos
b) Ao somar toda a quantidade de objetos subgrupos. É um momento para ajustes tex-
observados ao longo da viagem, quantos tuais, gramaticais, ortográficos e de síntese. E
se têm no total? ________________________ solicita que os alunos copiem o texto final no
Caderno de Atividades.
3. O(A) professor(a) solicita que os subgrupos
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Escre-
produzam um relatório (pequeno texto) que
va o relatório coletivo produzido em aula sobre
expresse as informações da Tabela. Retomar
as informações contidas na Tabela - Informações
a ideia de que um relatório não conta exaus-
dos objetos produzidos por diferentes culturas
tivamente detalhes (que estão contidos no
HQ5), será uma forma diferente de registrar
as mesmas informações do HQ5 e da tabela. RELATÓRIO COLETIVO
___________________________________________
___________________________________________

Objetivo(s):

• Ler, socializar e discutir diferentes relatórios


produzidos a partir de uma mesma fonte de
informações.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que cada subgrupo


leia em voz alta o relatório produzido e discu-
ta, ao final, as informações relevantes que cada
um apresenta, bem como as informações adi-
cionais que cada um contempla no relatório.

190
Proposta didática para o Professor

1ª S E M A N A 2° DIA

2. O(A) professor(a) continua falando que a Mé-


trica propôs aos Supermatemáticos um desa-
fio: que a turma se dividisse em três grupos e
que o primeiro escolhesse duas cores e pro-
duzisse uma tela pintada metade de uma cor
Objetivo(s): e a outra metade de outra cor com a dispo-
sição que quisesse; o segundo, que eleges-
• Fazer imagens que sejam fracionadas.
se três cores e dividisse a obra em três par-
tes iguais e produzisse a tela também com a
Orientação Didática:
disposição que quisesse e, por fim, o último
1. O(A) professor(a) inicia a aula dizendo aos alu- grupo escolhesse quatro cores e produzisse
nos que Métrica está encantada com a arte nos uma tela com quatro partes iguais de cada
diferentes continentes e apresenta o Cartaz cor, também, com a disposição que quisesse.
nº13 (Arte Africana Ndebele) colocando o se- Segue um exemplo com quatro cores:
guinte: “na “Viagem ao Mundo em muitas vol-
tas matemáticas!” a arte em diferentes conti-
nentes, especialmente no Continente Africano,
o uso das formas geométricas e da precisão
das medidas fez Métrica estudar a arte em di-
ferentes países da África. Entre elas, o colori-
do e os padrões na arte do Povo Ndebele, os
quais fizeram com que ela se inspirasse na tela
que está reproduzida no cartaz “Arte Africana
Ndebele”, para propor aos outros Supermate-
máticos que se inspirassem nas formas e nas 3. Nesse momento, o(a) professor(a) faz o mes-
cores da arte Ndebele para produzir telas”. mo desafio para a turma e solicita que pe-
guem o Caderno de Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Pro-
A ARTE DO POVO NDEBELE duza, na malha triangular, a seguir, uma tela
inspirada na arte africana da tribo Ndebele, da
África do Sul, e siga as orientações dadas pelo(a)
Ndebele é uma das menores tribos da África do professor(a).
Sul. O termo Ndebele se refere a um grupo étnico
disperso entre o Zimbábue e a província de Trans-
vaal a nordeste de Pretória. Mas, de cultura inten-
sa o suficiente para revelar uma das manifestações
artísticas de maior destaque de todo o continente,
é conhecida pela beleza e colorido das suas cria-
ções artísticas: as suas casas, roupas e acessórios
coloridos e com formas geométricas.

Fonte:
http://artesvisuaisclasse4.blogspot.com.
br/2009/05/arte-africana-estetica-ndebele.html.
Acesso em: 20 dez 2014.

191
Alfabetização Matemática

4. Razão, ou seja, índice comparativo entre


duas quantidades de uma grandeza.
Uma razão é uma expressão da relação entre
os elementos de um par ordenado de números,
quantidades ou grandeza. Esse significado apa-
rece, por exemplo, quando lidamos com infor-
Objetivo(s): mações do tipo “2 de cada 3 habitantes de uma
cidade são imigrantes”, ou para cada “2 copos de
farinha, usamos 3 ovos”.
• Reconhecer frações unitárias 1/2, 1/3 e 1/4.
5. Fração com significado de operador multi-
plicativo.
Esse significado está associado a um papel de
transformação, isto é, uma ação que deve imprimir
sobre um número transformando o seu valor nesse
Fração e seus diferentes processo (quantidades discretas) ou, ainda, a ideia
de ampliação e redução (quantidades contínuas).
significados
6. Significado número: da mesma forma que os
O conceito de fração envolve diferentes significa- números inteiros, a fração, nesse significado, pode-
dos. Baseados nas ideias de Nunes et al (2003) e rá ser representada por pontos na reta numérica.
de David e Fonseca (1997), colocamos aqui seis São números que não precisam necessariamente
significados. referir-se a quantidades específicas. Existem duas
1. Relação entre um número de partes e o total formas de representação fracionária: decimal e or-
de partes (significado parte-todo). dinária (p/q onde p e q são dois números inteiros e
diferente de zero). Ao admitir a fração com o signi-
A relação parte-todo se apresenta quando um
ficado de número, não é necessário fazer referência
todo se divide em partes (equivalentes em quan-
a uma situação ou a um conjunto de situações para
tidade de superfície ou de elementos). Isso ocor-
nos remeter a essa ideia. Um exemplo é represen-
re, por exemplo, quando dividimos uma barra de
tar o número 2/3 na reta numérica.
chocolate em três partes e comemos duas delas;
dizemos que comemos 2/3 do chocolate.
2. Divisão de um número natural por outro
(significado quociente). Orientação Didática:
O número racional exprime um quociente, a divisão
é o esquema utilizado. Para o aluno, isso se dife- 1. Após a produção das telas o(a) professor(a)
rencia da interpretação anterior, pois, dividir um
chocolate em três partes e comer duas delas é uma solicita que os grupos apresentem a sua obra
situação diferente daquela em que é preciso dividir de arte e discute como representar em cada
dois chocolates para três pessoas, cujo resultado é uma a relação no que se refere às pinturas
um quociente. No entanto, nos dois casos, o resul- e às cores utilizadas. Inicialmente, introduz
tado pode ser representado pela mesma notação:
2/3. Mas, os significados são distintos. a relação com a linguagem materna, por
3. Fração como medida (significado medida) exemplo, metade, terça parte, quarta parte.
Está presente nesse significado a ideia de dividir- Nessa situação, os alunos têm a oportunida-
mos uma unidade (partes iguais) em subunidades de de interagir com a ideia de fração que en-
e verificarmos quantas dessas partes caberão na- volve a relação entre um número de partes
quilo que se quer medir. Por exemplo: no rótulo e o total de partes (significado parte-todo).
de uma garrafa de suco concentrado de uva, tem
a seguinte receita: Uma medida de concentrado Por exemplo, no grupo que fez a metade de
de suco de uva para três medidas de água. Tal uma cor e metade de outra, podemos ima-
receita será medida pela razão um para três, que ginar a pintura de um losango, que seria o
pode ser representada como sendo 1/3 (relação todo formado por dois triângulos da malha,
parte-parte). Tal medida possibilita fazer diversas
quantidades de suco de uva com a mesma quali- um pintado na cor verde e outro na cor ama-
dade. Essa quantidade poderá nos remeter a ideia rela. Então, o todo seria o losango dividido
de fração, se considerarmos que o todo (a mistura) em dois triângulos. Representar ½ para a cor
é constituído por quatro partes, ¼ é a fração cor-
verde tomada, ou seja, de cada dois triângu-
respondente à medida do concentrado de suco de
uva na mistura e ¾ é a fração que corresponde à los um é pintado de verde.
quantidade de água na mistura.

192
Proposta didática para o Professor

2. Em seguida, o(a) professor(a) pergunta ao


grupo se eles conhecem formas de escrever o
que acabaram de fazer. E coloca a discussão
utilizando apenas a linguagem matemática,
para expressar essas relações 1/2, 1/3 e 1/4.
O(A) professor(a) anota as respostas ou hi-
póteses apresentadas pelos alunos e, a partir
delas, vai fazendo os ajustes com a formaliza-
ção matemática e explicando o significado de a) Em quantos pedaços o bolo estava dividido?
cada uma dessas representações. ( )5 ( )8 ( )6
b) Podemos dizer que cada pedaço desse bolo
é uma fração do bolo? __________________
c) Como podemos representar em forma de
fração um pedaço do bolo?
( ) 1/8 ( ) 1/3 ( ) 1/4

Objetivo(s): 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Pro-


balístico e Matema levaram o que sobrou:
• Reconhecer frações unitárias 1/2, 1/3 e 1/4.
a) Métrica levou metade do bolo para co-
Orientação Didática: mer em sua casa com Prismática, Dezena
e Infinito. Que fração do bolo ela levou?
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos rea- ___________________
lizem as atividades, a seguir, no Caderno de b) Probabilístico levou ¼ do que sobrou.
Atividades. Quantos pedaços ele levou? ______________
c) Matema levou o restante, qual a fração
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Matema
representa a quantidade levada por ela?
levou para o lanche dos Supermatemáticos, no
___________________
laboratório, sanduíches e um bolo em formato
circular. Imagine que a imagem abaixo representa
uma visão de cima do bolo dividido por Matema.

1ª S E M A N A 3° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) inicia a aula falando sobre a


grafitagem que vem se expandido como uma
arte de rua, sendo socialmente aceita como
forma de expressão artística contemporânea
Objetivo(s): e solicita que os alunos identifiquem alguma
forma geométrica nas imagens da grafitagem
• Desenhar formas geométricas. do HQ5. Sugerimos que os nomes das formas
geométricas sejam anotados na lousa.

193
Alfabetização Matemática

2. O(A) professor(a) organiza a turma em grupos 3. Nesse momento, é importante evidenciar os


de quatro alunos, entrega um pedaço de pa- elementos geométricos: linhas retas, linhas
pel-metro (aproximadamente 1 metro de lar- curvas, triângulos, retângulos, quadrados, cír-
gura), lápis de cor, tinta, piloto e informa que, culos que estejam presentes nas imagens de
para a aula desse dia, Matema enviou um de- grafitagem.
safio: “quem consegue fazer uma grafitagem
usando formas geométricas?”.

3. O(A) professor(a) dá um tempo para que os


alunos façam os desenhos e, enquanto isso,
percorre a sala para observar as formas ge-
ométricas que são desenhadas pelos grupos.

Objetivo(s):

• Denominar formas geométricas.


• Reproduzir padrões.

Orientação Didática:

Objetivo(s): 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-


çam as atividades, a seguir, no Caderno de
• Descrever padrões existentes em artes de Atividades.
grafitagem.
• Identificar elementos geométricos em artes
de grafitagem. 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Mate-
ma quer saber o nome das formas geométricas
Orientação Didática: que o seu grupo utilizou para produzir o grafite.
Escreva aqui o nome das formas utilizadas.
1. O(A) professor(a) coloca os alunos senta-
dos numa roda, solicita que socializem suas
produções e faz mediações no sentido de
evidenciar as formas geométricas existentes
nas produções.
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ob-
serve o grafite que Matema construiu:
2. Em seguida, questiona se os alunos já viram
algum grafite na cidade em que moram, em
reportagem, imagem de revista, jornal, entre
outras possibilidades. E pede que abram o
HQ5, para observar as duas imagens de gra-
fitagem que constam no HQ5. É interessante
que o(a) professor(a) leve outras imagens de
grafite para que os alunos observem;

194
Proposta didática para o Professor

2ª S E M A N A 1° DIA

tornou um enfeite e que faz parte da cultu-


ra de um país chamado Rússia, que fica no
continente europeu. Retoma o HQ5, especifi-
camente no mapa da etnia, e mostra a loca-
lização desse lugar e do objeto a que está se
referindo, no caso, a Matrioska. E conta um
Objetivo(s): pouco da história desse objeto.

• Explorar semelhanças e diferenças entre


objetos.
• Comparar tamanhos de objetos. Matrioska

Orientação Didática:
É um conjunto de bonecas ocas colocadas, em or-
1. O(A) professor(a) coloca a turma sentada dem decrescente, uma dentro da outra. Apenas a
numa roda e inicia a aula relembrando so- menor de todas não é oca. Geralmente são feitas
em madeira. Sua forma é arredondada, não tem
bre diferenças entre os povos, como mostra braços, mãos e no topo desenha-se a cabeça. O
o HQ5. Contudo, assim como há diferenças, que sofistica a Matrioska são os motivos que são
também há semelhanças (coisas parecidas, pintados. O mais comum é que o total de bonecas
em comum). Então, o(a) professor(a) pode do conjunto varie de cinco a sete e, atualmente, é
possível encontrar variação no conjunto total de
perguntar o que poderia haver de seme- bonecas, além do uso de desenhos diversos, como
lhante entre os povos que vivem por todo figuras femininas, políticos, personalidades e até
o mundo. personagens de contos de fada.

Existem várias lendas em relação à criação das


2. Depois de ouvir as opiniões da turma, o(a) bonecas, mas, o que mais prevalece é que foram
professor(a) pode citar como semelhança criadas por um japonês e adotadas pela Rússia. A
brinquedos que as crianças gostam. Lem- simbologia também varia muito, desde a fertilida-
de, a proteção materna até a riqueza e a vida eter-
brando que nem todo brinquedo precisa ser
na. O fato interessante é como essas bonequinhas
comprado, pode ser inventado. Por exemplo, ficaram famosas.
podemos transformar uma caixa e dar “vida”
a ela, por exemplo, a caixa passa a ser um
carrinho. E isso pode acontecer em qualquer
lugar do mundo. O(A) professor(a) pode per- 4. O(A) professor(a) pode levar para a sala de
guntar para a turma se eles possuem brinque- aula um exemplo de Matrioska. Caso não
dos em casa, se foram comprados ou inventa- possua, pode apresentar as que se encontram
dos. Outra semelhança, que também pode ser na Atividade 1, no Caderno de Atividades do
colocada, são os enfeites que todos os povos Aluno. Contudo, o desenho não permite vi-
criam para decorar os lugares em que vivem, sualizar a ideia de um objeto caber dentro
trabalham e brincam. Cada povo constrói en- do outro. Então, sugerimos que providencie,
feites de acordo com seus costumes, gostos e previamente, cinco caixas da mesma forma,
histórias. Pode ser perguntado, quais são os com tamanhos diferentes, de modo que pos-
enfeites que têm em casa ou na sala de aula. sa colocar uma caixa dentro da outra, enfatize
a organização das caixas, em ordem decres-
3. O(A) professor(a) pergunta aos alunos se eles cente, e compare os tamanhos como se faz
conhecem um brinquedo que também se com a Matrioska.

195
Alfabetização Matemática

Objetivo(s):

• Comparar tamanhos.
• Estabelecer relações entre objetos.

Orientação Didática:
Objetivo(s):
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos rea-
• Comparar tamanhos. lizem as atividades, a seguir, no Caderno de
• Estabelecer relações entre objetos Atividades.

Orientação Didática: 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ob-


serve as Matrioskas:
1. Se o(a) professor(a) levar a Matrioska, utili- O conjunto de bonecas, a seguir, foi desenhado
ze-a nesse momento para levantar alguns por Dezena e ela deu um nome para cada uma
questionamentos. Caso contrário, converse das bonecas:
sobre os dois tipos de Matrioska que apare-
cem na imagem do Caderno de Atividades.
Então, o(a) professor(a) questiona o que há
em comum entre elas e o que há de diferen-
te. Quantas aparecem no primeiro desenho?
E no segundo?

2. Seguem outros questionamentos que o(a)


professor(a) pode colocar:

a) Qual a menor boneca? a) Qual é a boneca mais baixa? __________


b) Qual a boneca mais alta? b) Qual é a boneca mais alta? __________
c) Qual a boneca que não é nem a mais alta c) Qual poderia ser a boneca que não é nem
e nem a mais baixa? a mais alta e nem a mais baixa? ________
d) Observe a ordem decrescente, o que po- d) Escreva os nomes das bonecas em ordem
demos dizer a respeito da altura da quarta decrescente, ou seja, da maior para a me-
boneca? nor. ____________________________
e) Pode-se dizer que a menor boneca é a e) Se você colocasse todas as personagens
mais nova? Por quê? uma dentro da outra, qual o nome da per-
f) Ao se colocar todas as bonecas uma den- sonagem que ficaria aparecendo? _______
tro da outra, qual a boneca que fica apa-
recendo? Por quê? 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): O
conjunto de bonecas, a seguir, foi desenhado
3. O(A) professor(a) pode adaptar esses ques- por Métrica:
tionamentos utilizando como objetos as cai-
xas, ao invés da Matrioska.

196
Proposta didática para o Professor

a) Circule a boneca mais baixa.


b) Faça um X na boneca mais alta.
c) Risque a boneca que não é nem a mais
alta e nem a mais baixa.
d) Numere as bonecas em ordem crescente,
ou seja, a menor fica com o número um e
a maior com o número sete.

3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Ago-


ra você vai criar seu conjunto de Matrioskas. E
pode escolher desenhar 5, 6 ou 7 bonecas. Tam-
bém coloca um nome para cada uma.

2ª S E M A N A 2° DIA

a) no máximo 10 números;
b) dois números por classe (milhar e unida-
des simples) e ordem (unidade de milhar,
dezena de milhar, centena de milhar e
centena);
Objetivo(s):
c) pelo menos um número que tenha o mes-
mo algarismo em todas as ordens. Ex:
• Produzir e interpretar escritas numéricas nas
7.777;
diferentes ordens da classe do milhar.
d) Números redondos. Ex: 6.000, 80.000,
Orientação Didática: 500.000;
e) números que tenham o 0 (zero) em dife-
1. O(A) professor(a) propõe um ditado de nú- rentes ordens. Ex: 125.000, 1.805, 27.036;
mero. Para tanto, assim como realizado na 1ª
etapa, constrói uma lista de números, só que 2. Os números 654, 125.000, 80.000, 4.600, 9.000,
nesta etapa, observa que a ênfase é a escrita 943, 27.036, 500.000, 7.777 e 1.805 formam um
convencional de números até a unidade de mi- exemplo de lista que segue os critérios apre-
lhar, porém, o ditado deve contemplar a am- sentados.
pliação do campo numérico para a centena de
milhar, a fim de que seja feito um diagnóstico 3. No momento do ditado, o(a) professor(a) não
mais amplo sobre as hipóteses de escrita nu- deve ler o número pausadamente, a leitura do
mérica do grupo de alunos. Assim, sugerimos número deve ser feita de forma natural, sem
que considere os critérios mencionados na 1ª dar ênfase e, assim, solicita que o aluno pe-
etapa para a construção da lista, a saber: gue o Caderno de Atividades.

197
Alfabetização Matemática

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Re- 3. Depois que os alunos registrarem os núme-


gistre os números ditados pelo(a) professor(a). ros, o(a) professor(a) interpreta com todas as
_________________ diferentes escritas numéricas colocadas na
_________________ lousa, a fim de que apontem o que cada alu-
_________________ no pensou ao produzir a escrita do número e,
_________________ por fim, qual é a forma convencional.
_________________
_________________
_________________ 4. Nesse momento, o(a) professor(a) precisa ex-
_________________ plicar o valor de cada número da ordem das
_________________ unidades simples até a ordem da unidade de
_________________ milhar. Se for possível ampliar, questiona so-
bre as demais ordens da classe do milhar. É
4. Nesse momento, o(a) professor(a) circula na necessário explicar que o valor do número vai
sala, observa o registro feito pelos alunos e, variar conforme a posição que ocupa.
quando houver registro não convencional,
solicita que o aluno faça a leitura do número. 5. Seguindo o Caderno de Atividades, o(a) pro-
fessor(a) desafia os alunos a colocarem os
5. É importante que o(a) professor(a) observe e
números que foram ditados na ordem cres-
anote numa folha à parte, a forma da escrita e
cente e, depois, na ordem decrescente. Na
de leitura feita pelo aluno, bem como outras
sequência, corrige e discute coletivamente
informações que julgue relevantes, para, pos-
essas ordens.
teriormente, propor a análise das hipóteses
de representações numéricas produzidas.
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ob-
serve os números ditados pelo(a) professor(a) e
complete:

a) Coloque os números em ordem crescente


_______________________________________
b) Coloque os números em ordem decres-
cente _______________________________
Objetivo(s):

• Produzir e interpretar escritas numéricas nas


diferentes ordens da classe do milhar.

Orientação Didática:

1. Após finalizar a atividade, o(a) professor(a)


seleciona as observações feitas dos registros
dos alunos e solicita que alguns deles escre- Objetivo(s):
vam na lousa da mesma forma com que re-
gistraram no Caderno de Atividades. • Produzir e interpretar escritas numéricas nas
diferentes ordens da classe do milhar (cres-
2. Um exemplo de registro que pode ser feito cente e decrescente).
pelos alunos: • Organizar números redondos na ordem cres-
cente e decrescente.
Número Possíveis formas de registro a
ditado serem feitas pelo aluno Orientação Didática:
100.020.050
1.250 1.000.250 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos realizem
1.250 as atividades, a seguir, no Caderno de Atividades.

198
Proposta didática para o Professor

3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Orga- 3 Atividade 5 (Caderno de Atividades): Leia


nize apenas os números redondos ditados em os números, a seguir, e organize-os em ordem
ordem crescente: ______________________________ decrescente:

2. O(A) professor(a) precisa ficar atento pois, 90.000 – 180.000 – 3.000 – 119.000- 58.000 – 7.000
aqui, ampliamos a busca pelo valor do núme- ___________________________________________________________
ro até a ordem das centenas de milhar. Assim,
pode ser necessário mediar, na realização des-
sa atividade.

3 Atividade 4 (Caderno de Atividades): Quan-


to vale cada algarismo que está na posição indi-
cada pela seta?

a) 12 000 b) 237 000 c) 9 999

d) 311 000 e) 3 125 f) 4 729

2ª S E M A N A 3° DIA

uma forma e, também, que Matema enviou


um desafio: “quem consegue ampliar as for-
mas apresentadas na malha quadriculada?”
Solicita que peguem o Caderno de Atividades.

Objetivo(s):
Homotetia
• Ampliar formas geométricas planas (homo-
tetia).
É um tipo de transformação geométrica utilizada
Orientação Didática: na ampliação ou redução de formas geométricas.
Quando se aplica a homotetia é garantida a manu-
tenção de algumas características da forma inicial,
1. O(A) professor(a) inicia a aula conversando como a forma e os ângulos, que são preservados.
sobre a Matrioska, perguntando aos alunos a Se a razão da homotetia for diferente de um, o
respeito do tamanho das bonecas. tamanho da figura sofre alterações. Matematica-
mente podemos afirmar que seja C um ponto fixo
do plano e K um número real diferente de zero,
2. Explica que, com a ajuda da matemática, é chama-se homotetia de centro C e razão K a trans-
possível estudar a respeito das transforma- formação que leva um ponto P qualquer do plano
ções geométricas que alteram o tamanho de num ponto P’.

199
Alfabetização Matemática

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Mate- 2. Em seguida, convida os alunos a contarem


ma lançou o seguinte desafio: quem consegue os quadros que compõem a primeira forma.
ampliar as formas geométricas? Deixar que eles mesmos façam a contagem.
Eles vão se deparar com quadros que estão
a) pintados apenas na metade. Observe como
eles irão fazer essa contagem. Indague-os:
“como é possível fazer a contagem dessas
partes (indicando as metades)?” Deixe-os
pensar. Caso não sugiram juntar as metades
para formar um todo, faça essa indicação: “e,
se juntasse um pedaço com o outro, o que
b) formaria?”

3. O(A) professor(a) repete o mesmo procedi-


mento para a segunda forma. Para finalizar,
explica sobre a semelhança das formas e a
ampliação. Ressalte que, para ampliar a for-
ma, é preciso manter a proporcionalidade
dos tamanhos dos lados, por exemplo, dois
3. Dê um tempo para que os alunos desenhem o lados da segunda forma têm seis quadros e,
que foi solicitado. O(A) professor(a) percorre a ao ampliar, se decidir aumentar um quadro
sala para observar o andamento da atividade. num desses lados, precisa aumentar a mes-
ma quantidade no outro lado também. Colo-
que mais exemplos, conforme a necessidade
de compreensão que os alunos apresentem.

Objetivo(s):

• Refletir sobre ampliação de formas geométri-


cas planas.
• Introduzir a ideia de semelhança de formas Objetivo(s):
planas.
• Registrar a ampliação de formas geométricas
Orientação Didática: planas.

1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados Orientação Didática:


numa roda e solicita que apresentem a am-
pliação das formas. Sugerimos que sejam 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
feitas algumas questões, que objetivam com- çam as atividades, a seguir, no Caderno de
preender como eles elaboraram as amplia- Atividades.
ções: a forma que você fez é semelhante à
do desenho inicial? E como ficou o tamanho? 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Am-
Alguém desenhou do mesmo tamanho do plie, na malha quadriculada, a forma:
original (estamos chamando de original o de-
senho apresentado na atividade)? Quem fez o
menor (e o maior) desenho?

200
Proposta didática para o Professor

3 Atividade 4 (Caderno de Atividades): Es-


creva um bilhete indicando para Matema como
ampliar a forma que você desenhou.

3 Atividade 3 (Caderno de Atividades) – Ela-


bore um desenho para que ele seja ampliado.

Escreva, aqui, o bilhete para Matema:

3ª S E M A N A 1° DIA

3. O(A) professor(a) propõe a simulação de uma


quadrilha junina, chamando, por exemplo,
oito alunos, sendo, o mais importante, evi-
denciar a formação de pares. Caso não seja
possível fazer a atividade com foco na festa
junina, sugerimos que elabore um jogo ou
Objetivo(s): uma brincadeira que forme pares.

• Identificar números pares e ímpares, a partir 4. Depois da primeira quadrilha, solicita que
de uma situação, com uso de agrupamentos seja formada outra, mas, dessa vez, fala um
de pessoas ou objetos. número ímpar, como, por exemplo, nove.
Certamente os alunos vão se deparar com a
Orientação Didática:
impossibilidade da formação dos pares sem
sobrar ninguém. Então, o(a) professor(a) ini-
1. O(A) professor(a) relembra a passagem do HQ5
cia a discussão das possibilidades de forma-
que conta sobre a pintura na pele do povo afri-
ção de pares com a quantidade de alunos
cano e solicita que os alunos digam em quais
da turma. Assim, coloca sobre quantidades,
festividades brasileiras também utilizamos a
como, por exemplo, 12, 15, 18, 25, 34 e 37,
pintura corporal. A ideia é a de que apareçam
explicando que, com uma quantidade par se
situações como: carnaval e festa junina.
formam pares sem sobras e, com uma quan-
tidade ímpar, não é possível formar pares
2. Enumerar na lousa o que foi falado pelos
sem sobras.
alunos e perguntar sobre as pinturas que
são feitas no rosto de homens e de mulheres
para a festa junina.

201
Alfabetização Matemática

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


calcular e solucionar.

2. Depois que os alunos solucionarem as situ-


ações, o(a) professor(a) discute as soluções
apresentadas. E ressalta sobre a possibilidade
Objetivo(s):
de formação de pares com os números pa-
res e a impossibilidade de formação de pares
• Solucionar, em grupo, situações-problema
sem sobras com os números ímpares.
que envolvam formação de quantificadores
pares e ímpares.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) organiza a turma em gru-


pos de três ou quatro alunos. E solicita que
façam as atividades, a seguir, no Caderno de
Atividades.
Objetivo(s):
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades):
• Formular situações-problema que envolvam
formação de quantificadores pares e ímpares.
Os Supermatemáticos organizaram uma
Festa de São João na Praça Hexagonal. No Orientação Didática:
dia do evento, apareceram 35 pessoas para
dançar a quadrilha junina. Quantos pares fo- 1. Ainda com os alunos sentados em grupo, o(a)
ram feitos com essa quantidade de pessoas? professor(a) solicita que elaborem situações
Resposta: -problema que envolvam a formação de pa-
res de pessoas e objetos ou, ainda, situações
Use este espaço para rascunhar, desenhar, em que não se possa agrupar quantidades de
calcular e solucionar. pessoas ou objetos aos pares (ímpares).

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Ela-


bore uma situação em que apareça ou não a
organização de pessoas ou objetos aos pares.
Prismática está preparando a mesa para o Escreva a situação e depois desenhe-a.
almoço com cinco integrantes da Turma dos
Supermatemáticos. Ela arrumou pratos e ta- Use este espaço para rascunhar, desenhar,
lheres da seguinte maneira: calcular e solucionar.

2. O(A) profesor(a) corrige coletivamente cada


situação elaborada pelos grupos.

Desenhe como ficará a disposição dos pra-


tos e talheres na mesa para os convidados
da Dezena. Depois, escreva a quantidade de
pares de talheres de que ela precisará.
Resposta:

202
Proposta didática para o Professor

3ª S E M A N A 2° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a), após a realização da brinca-


deira, retoma algumas situações para discutir
com os alunos. Para isso, observa as anotações
dos alunos e vai discutindo-as. Por exemplo,
Objetivo(s): um grupo formou o número 19.270. Então,
coloca para a turma: esse grupo utilizou os
• Produzir escritas numéricas até a dezena de algarismos 1, 9, 7, 2 e 0 e formou o número
milhar. 19.270. Com esses cinco algarismos, pode-se
formar o número maior possível mais próxi-
Orientação Didática: mo de 37.462. Eles conseguiram? Por quê?

1. O(A) professor(a) divide a turma em grupos 2. Outro exemplo de discussão que o(a) profes-
de quatro alunos, disponibiliza para cada gru- sor(a) pode colocar: na segunda rodada, pre-
po uma folha de papel A4 e propõe a brinca- cisava formar o número mais próximo possí-
deira “O Número mais Próximo”. No Caderno vel de 67.228, com os mesmo algarismos. Que
do Aluno - Jogos e Fichas cada aluno destaca número o grupo poderia formar? O(A) pro-
os números da Ficha Nº 10. Retirar o número fessor(a) pode dar continuidade à discussão
quatro e os demais números devem ser dis- com outros registros que foram feitos pelos
postos virados para baixo. grupos durante a brincadeira.

2. Para começar a brincadeira, o(a) professor(a) 3. Depois da discussão, o(a) professor(a) pergun-
anota na lousa um número na dezena de mi- ta aos alunos como são escritos, por extenso,
lhar que não inicie com o número quatro e os números que foram colocados na lousa. In-
que o último número (a unidade) não seja 3, centive para que os alunos ditem de modo que
por exemplo, 37 462. Os alunos desviram os o(a) professor(a) seja apenas o escriba.
cartões e montam o número mais próximo do
escrito na lousa. Anotam na folha de papel A4
o número que está na lousa e, ao lado, o nú-
mero que foi formado pelo grupo.

3. O(A) professor(a) segue a brincadeira com


outros números.

Objetivo(s):

• Produzir escritas numéricas até a dezena de


milhar.

Orientação Didática:
Objetivo(s):
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
• Produzir escritas numéricas até a dezena de çam as atividades, a seguir, no Caderno de
milhar. Atividades.

203
Alfabetização Matemática

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): For-


Número Número por extenso
me números com os algarismos 9, 8, 6, 7, 5 com:
2.348
3 dígitos 4 dígitos 5 dígitos Vinte e dois mil, quatrocentos e
trinta e cinco.
55.000

Trinta e sete mil.


3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Com- 400. 000
plete o quadro, a seguir, com as informações que
faltam. Seis mil e noventa e seis.

3ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s):

• Registrar a redução (homotetia) de formas 3. O(A) professor(a) percorre a sala para obser-
geométricas planas. var o andamento da atividade e aguarda os
• Introduzir a ideia de semelhança de formas alunos desenharem o que foi solicitado.
planas.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) inicia a aula conversando


sobre as roupas usadas em algumas danças.
E fala que algumas bordadeiras possuem um
molde, um modelo, mas precisam ampliá-lo
ou reduzi-lo para ajustar ao tamanho da roupa
de cada pessoa. Objetivo(s):

• Discutir sobre a redução de formas geométri-


2. O(A) professor(a) informa que Matema en-
cas planas.
viou outro desafio: “já sei que vocês aprende-
• Introduzir a ideia de semelhança de formas
ram a ampliar formas geométricas, mas será
planas.
que conseguem reduzi-las?” E solicita que pe-
guem o Caderno de Atividades.
Orientação Didática:
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Mate- 1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados
ma lançou o seguinte desafio: quem consegue numa roda e solicita que apresentem as ima-
reduzir as formas, a seguir: gens reduzidas. Coloca algumas questões,
objetivando observar como eles elaboraram
as reduções, como: o tamanho da forma ini-

204
Proposta didática para o Professor

cial é igual à que vocês reduziram? Por quê? Orientação Didática:


Como vocês fizeram para diminuir o tama-
nho da forma? Quem de vocês fez o menor 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
desenho? Objetivando discutir as ideias de çam as atividades, a seguir, no Caderno de
semelhança, pode colocar questões como: Atividades.
a forma que vocês desenharam ficou seme-
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Re-
lhante à forma inicial? Por quê? Quantos la-
duza a forma, a seguir, na malha quadriculada:
dos tem cada uma das formas? Elas ficaram
com o mesmo formato? Nesse momento,
pode ser colocado que, para ser semelhante,
elas precisam conservar a mesma quantida-
de de lados e a proporcionalidade da medi-
da dos lados. Caso seja de difícil compreen-
são para a turma, coloca apenas que formas
semelhantes precisam conservar as mesmas
características.
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Mate-
ma quer compreender como você fez para redu-
2. Em seguida, convida os alunos a contar os
zir a forma na atividade anterior. Então, escreva,
quadros que compõem a forma inicial e a for-
no espaço, a seguir, como você fez.
ma reduzida. Deixar que eles mesmos façam
a contagem. Em seguida, questiona-se quem
desenhou a figura com a menor quantidade
de quadradinhos?

Escreva para Matema:

Objetivo(s):

• Registrar redução de figuras geométricas


planas.

1° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) retoma, no HQ5, a forma de


cumprimentos do Hongi da cultura dos Maori.
E, em seguida, solicita que listem outras formas
de cumprimentos de outras culturas que co-
Objetivo(s): nhecem. Pede que simulem a forma do cumpri-
mento a que estão fazendo menção. Escrever as
• Identificar e explorar situações-problema do informações dadas pelos alunos na lousa.
campo multiplicativo (combinatória).

205
Alfabetização Matemática

Gestos de saudação

1) Aperto de mão - Saudação mais comum, no Objetivo(s):


Ocidente, e mais comum entre os homens. Não se
sabe a verdadeira origem do gesto, mas o que se
conta é que tenha surgido para demonstrar que • Solucionar situações-problema do campo
ambas as partes estavam desarmadas. E quando multiplicativo (combinatória).
se balança as mãos significa uma forma de desco-
brir se não havia armas escondidas na manga da
Orientação Didática:
camisa do seu amigo que estava sendo saudado.
2) Dar uma curvadinha - Saudação que ocorre
quando uma pessoa se curva diante da outra. É 1. O(A) professor(a) aguarda os alunos respon-
mais comum entre pessoas dos países orientais derem e, depois, cada grupo socializa as res-
(Japão e Coreia). Significa também respeito, grati- postas e as formas que fizeram.
dão ou até um pedido de desculpas.
3) Namaste - (“O Deus que habita em mim, 2. O(A) professor(a) retoma as soluções elabora-
saúda o Deus que habita em ti”) - É comumen-
te usado na Índia ou em outros países asiáticos.
das pelos alunos e faz os esquemas de solução
É uma pequena reverência com as mãos junto do para cada situação. Atentar para a quantidade
peito e pode ser feita em silêncio ou acompanha- dos participantes, na primeira situação (Métri-
do da palavra “Namaste”. ca, Poliedro e Matema) e, na segunda, os mes-
mos com acréscimo de Origami e Prismática.

2. O(A) professor(a) divide a turma em grupos e 3. O(A) professor(a) precisa salientar formas de
solicita que peguem o Caderno de Atividades representação que podem auxiliar na busca
para resolver as situações-problema. da solução: desenho de cada um dos pares se
cumprimentando; ou ainda, se aparecer, um
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Mé- sistema de “flechas” ligando cada elemento a
trica, Poliedro e Matema combinaram de se outro (semelhante ao diagrama da árvore).
encontrar pela manhã, na praça, para brincar.
Logo que se encontraram, usaram a saudação
de apertos de mão. Quantos apertos poderão
sair desse trio?

Use este espaço para rascunhar, desenhar,


calcular e solucionar.

Objetivo(s):
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): De-
pois, ao se despedirem, combinaram uma forma
• Analisar os registros e procedimentos utiliza-
diferente: usar a saudação “Namaste”. Mas, na
dos para solucionar situações-problema do
hora de irem embora, lá estavam Origami e Pris-
campo multiplicativo (combinatória).
mática que haviam chegado no meio da manhã
para brincar também. E agora? Você consegue
Orientação Didática:
descobrir quantos cumprimentos foram dados
entre cada um dos Supermatemáticos?
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
çam as atividades, a seguir, no Caderno de
Use este espaço para rascunhar, desenhar, Atividades.
calcular e solucionar.

206
Proposta didática para o Professor

3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Esco-


lha um tipo de solução diferente da que foi feita
pelo seu grupo e registre-a aqui.

2° DIA

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Compor e decompor números utilizando as • Resolver operações com composição e decom-


operações da adição e da subtração. posição dos termos da adição e da subtração.

Orientação Didática: Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) precisa providenciar previa- 1. O(A) professor(a) propõe que algumas duplas
mente calculadoras para que os alunos traba- apresentem na lousa o número ditado e as for-
lhem em dupla. Nesse dia, divide a turma em mas que utilizaram para compor esse número.
duplas, entrega uma calculadora, uma folha Sugerimos que possibilite a discussão a respeito
de papel A4 e deixa alguns minutos para que das diferentes formas para compor o número.
os alunos explorem livremente a calculadora;.

2. Em seguida, o(a) professor(a) diz aos alu-


nos que eles vão fazer uma experiência:
usar a calculadora para formar um número
de diferentes formas usando adição e sub-
tração, mas não podem utilizar a tecla dois.

3. Os números a serem ditados pelo(a) profes- Objetivo(s):


sor(a) precisam ter o número dois e devem
pertencer à ordem da dezena de milhar ou • Resolver operações com composição e de-
da unidade de milhar. Damos, como exem- composição dos termos da adição e da sub-
plo, o número 2.324. Seguem duas maneiras tração.
de compor esse número sem usar o algaris-
mo dois: Orientação Didática:

1ª maneira: 1.000+1.000+100+110+10+4; 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


as atividades, a seguir, no Caderno de Ativi-
2ª maneira: 3.000-1.000+314+10. dades.

207
Alfabetização Matemática

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ima- 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Es-


gine que a tecla três está quebrada, que opera- creva, abaixo, um número de três dígitos e peça
ção você faria para obter os números indicados. para um colega seu encontrá-lo na calculadora.
Escreva no visor da calculadora: Lembre-se de marcar na calculadora a tecla que
ele não poderá usar, pois está quebrada!
a) 1.536

b) 2.379

Registre aqui a operação realizada pelo colega


_________________:

3° DIA

uma experiência com tinta. Mas, eles devem


seguir os passos que o(a) professor(a) vai in-
formar:

• Dobre a folha ao meio, de modo que uma


das partes fique exatamente sobre a outra.
Objetivo(s): • Coloque numa metade da folha alguns pin-
gos de tinta, sem exagerar na quantidade.
• Introduzir a noção da transformação geomé-
• Dobre novamente a folha ao meio, de
trica: reflexão.
modo que uma das partes fique exatamen-
• Explorar a ideia de semelhança entre formas.
te sobre a outra, pressione as partes da fo-
lha espalhando os pingos de tinta.
Orientação Didática:
• Abra o papel e observe o que aconteceu.
1. O(A) professor(a) divide a turma em duplas,
entrega metade de uma folha de papel A4,
tinta guache e informa que Matema enviou

208
Proposta didática para o Professor

com o auxílio da régua e do lápis de cor,


pintem a linha da dobra e os contornos das
figuras formadas.
Reflexão

3. Sendo feito o reconhecimento da existência


dessa linha e da sua importância para a ima-
É um tipo de transformação geométrica que possi-
bilita a construção de formas simétricas. Podemos
gem final, o(a) professor(a) passa a denomi-
colocar como exemplo a reflexão de formas em nar essa linha de eixo de simetria. Sugerimos
imagens num espelho. O que ocorre ao nos olhar- que incentive os alunos a analisar as formas
mos no espelho é um tipo de reflexão, que nomea- em cada lado do eixo de simetria. Espera-
mos de simetria axial (em relação a um eixo).
se que os alunos percebam que as imagens
Para compreendermos matematicamente a refle-
xão, podemos substituir o espelho por uma reta s
formadas são simétricas, ou seja, possuem o
num dado plano alfa. A reflexão no plano alfa se- mesmo tamanho e a mesma forma.
gundo a reta s (eixo de simetria) é a transformação
que leva um ponto A do plano alfa num ponto A’. 4. O(A) professor(a) solicita que dobrem a folha
No exemplo aqui proposto para ser feito com os e observem que as formas se sobrepõem. Ex-
alunos, o plano é a folha de papel, a reta (eixo) é
o vinco da dobra que se faz na folha de papel e a plica que, por terem os mesmos tamanhos e
forma refletida são os outros pingos que se formam conservarem a forma, dizemos que as formas
na parte da folha de papel que estava em branco. são simétricas.
Quando se aplica a reflexão axial, é garantida a
manutenção de algumas características, como: as 5. O(A) professor(a) questiona se os alunos lem-
formas simétricas são congruentes; a forma e a sua
imagem podem sobrepor ponto a ponto; o sentido bram de imagens que são simétricas. Para
dos ângulos muda, mas, a amplitude é preservada. exemplificar, apresenta o cartaz Eixo de Sime-
tria (Cartaz Nº 14). Questiona sobre a locali-
zação do eixo de simetria em cada imagem.
Explica que podemos encontrar a simetria na
natureza, nas artes, na arquitetura e, até mes-
mo, em nosso corpo, nas pinturas no rosto
utilizadas pelos Maoris que estão no HQ5.

Objetivo(s):

• Socializar a produção de formas simétricas.


• Refletir sobre formas simétricas.
• Identificar o eixo simetria em reflexões.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados


numa roda e solicita que apresentem suas
produções relatando o que observaram.

2. O(A) professor(a) coloca algumas questões


de modo que os alunos percebam que a
imagem final ficou dividida em duas partes
de mesmo formato e mesmo tamanho, em
relação à dobra (simetria axial). Caso não
se faça esse relato, solicita aos alunos que,

209
Alfabetização Matemática

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Para


formar completamente a figura, a seguir, pode-
mos usar o eixo de simetria. Você pode formar
essa figura e, para isso, pinte o lado direito da
figura de acordo com o lado esquerdo.
Objetivo(s):

• Registrar percepções sobre a transformação


geométrica: reflexão.
• Identificar figuras simétricas.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


as atividades, a seguir, no Caderno de Ativi-
dades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Es-


crevam um bilhete para Matema falando de sua
descoberta com o experimento que ela enviou.

Escreva, aqui, seu bilhete:

5ª S E M A N A 1° DIA

enviaram uma nova missão para a turma, di-


zendo o seguinte: “os Supermatemáticos es-
tão na viagem com a máquina do tempo do
HQ5 e esqueceram de levar um mapa que Sr.
Bilião apresentou a eles no laboratório. Então,
Sr. Bilião vai enviar, pelo correio, um mapa em
Objetivo(s): tamanho menor, mas, para isso, precisa saber
as medidas e decidir o tamanho do envelo-
• Explorar a régua enquanto instrumento de pe que vai utilizar para despachá-lo. A missão
medida. de vocês é descobrir o tamanho do envelope
• Medir utilizando a régua. para colocar o mapa num tamanho reduzido”.
• Registrar valores de medidas determinados
com uma régua. 2. O(A) professor(a) apresenta o Mapa Étnico
(Cartaz nº15). Sugerimos que faça uma re-
Orientação Didática: tomada das coisas que estão no mapa e que
foram, de alguma maneira, estudadas nes-
1. O(A) professor(a) precisa providenciar previa- ta etapa, como: Matrioska, cultura do povo
mente uma régua para cada aluno e, nesse Maori e Ndbele. Solicita que abram o Cader-
dia, falar para eles que os Supermatemáticos no de Atividades.

210
Proposta didática para o Professor

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Com que têm a mesma medida? Então, os lados
a régua tome as medidas do mapa reduzido, opostos possuem a mesma medida? Se dois
que segue. lados possuem a mesma medida, precisamos
medir os quatro ou apenas dois deles? Nes-
se momento, é importante explicar que seria
necessário medir apenas o comprimento e a
largura do mapa.

3. Para a discussão a respeito da utilização da


régua, sugerimos as seguintes questões:
como devemos colocar a régua para tomar
uma medida? Podemos iniciar de qualquer
número que aparece na régua? Nesse mo-
mento, é importante falar sobre a posição do
zero e por que a régua começa com o zero. O
que significa iniciar do zero ou, por exemplo,
Registre aqui as medidas que você encontrou: __
do número um, ou de outro número. Aqui,
estamos proporcionando uma vivência entre
3. O(A) professor(a) deixa que os alunos mani- contagem e medida. A contagem de unidades
pulem livremente a régua, observa como es- de medida (no caso, o centímetro) está sendo
tão utilizando, como medem, se partem do feita com a utilização da régua.
zero ou de outro número, se medem todos os
lados ou apenas comprimento e altura, quais 4. Depois de discutir sobre a utilização da régua,
valores determinaram para cada medida. o(a) professor(a) solicita que todos refaçam as
medidas e cheguem a um único valor. Assim,
questiona a respeito do tamanho do envelo-
pe. Ressalte que o mapa pode ser dobrado
ao meio para colocar no envelope. Sendo do-
brado ao meio, quais seriam as medidas dos
lados? Qual teria que ser o tamanho do en-
velope? Conclui definindo, coletivamente, o
tamanho que será necessário para o envelope.
Objetivo(s):

• Explorar a régua enquanto instrumento de


medida.
• Discutir a forma de utilizar uma régua.

Orientação Didática:
Objetivo(s):
1. O(A) professor(a) coloca a turma sentada
numa roda e solicita que socializem as me- • Ler resultados de medições utilizando a ré-
didas encontradas e a forma que utilizaram gua.
para medir o mapa. • Comparar medida de comprimento.
• Estabelecer relações entre objetos.
2. O(A) professor(a) precisa elencar duas discus-
sões, sobre quais lados precisam ser medidos Orientação Didática:
e como utilizar a régua. Para os lados a serem
medidos, sugerimos que coloque algumas 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
questões, como: a forma do mapa se asse- as atividades, a seguir, no Caderno de Ativida-
melha a qual forma geométrica? Tem lados des. E orienta para que eles decidam se pode

211
Alfabetização Matemática

ou não colocar o mapa reduzido, dobrado ao c)


meio, dentro do envelope e justifica a resposta.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Cir-


cule o(s) envelope(s) que Sr. Bilião pode utili-
zar para enviar, aos Supermatemáticos, o mapa
reduzido sem dobrar. E explique sua resposta.

a)

Por quê?_______________________________

Por quê?_______________________________

b)


Por quê?_______________________________

5ª S E M A N A 2° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) divide a turma em duplas,


entrega uma folha de papel A4 e lança o se-
guinte desafio: “uma revendedora de auto-
móveis adquiriu dois automóveis e Dezena
Objetivo(s): quer encontrar formas diferentes de fazer
a operação para identificar o valor total da
• Resolver operações de adição e de subtração compra. Os carros custaram R$ 24.957,00 e
com reserva. R$ 19.300,00. E Dezena lança o desafio para

212
Proposta didática para o Professor

que vocês encontrem o total dessa compra de 2. No decorrer da discussão podem ser apresen-
duas formas diferentes”. tadas outras situações com outros tipos de cál-
culo com reserva.
3.416 +2.286=_________ 1.598+ 790 = _____

9.999 +68 = _____ 6.507 + 5 = ______

56.306 + 2.528 = 8.977 + 3.124 = ______

10.000 + 8 = 7.800 + 600 = ______

Objetivo(s):
2. O(A) professor(a) escreve na lousa o algorit-
mo da adição na horizontal:
• Resolver operações de adição e de subtração
com reserva.
24.957,00+19.300,00=
Orientação Didática:
3. O(A) professor(a) circula pela sala e observa
os esquemas utilizados. Em seguida, informa
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam
que tem outro desafio: um cliente comprou
as atividades, a seguir, no Caderno de Ativi-
um carro seminovo, na revendedora, por R$
dades.
27.500,00, mas, se fosse um carro zero quilô-
metro custaria R$ 35.320,00. Quanto o com-
3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Re-
prador economizou? O(A) professor(a) pre-
solva as operações abaixo. Depois, de acordo
cisa observar os esquemas produzidos pelos
com os resultados, pinte os quadros separando
alunos.
as operações em dois grupos, de uma cor as
mais fáceis e de outra as mais difíceis.

Use este espaço para registrar os dois gru-


pos que você conseguiu dividir, conforme os
resultados:

Objetivo(s):
3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Re-
• Resolver operações de adição e de subtração gistre abaixo as duas operações que achou
com reserva. mais difíceis e como pensou para resolvê-las:

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) registra na lousa os esque-


mas utilizados pelas duplas nas duas situa-
ções. Os equívocos nos esquemas precisam
ser analisados buscando a compreensão do
que o aluno estava pensando quando os pro-
duziu. E questiona sobre as dificuldades que
tiveram para fazer as operações. Precisa ex-
plicar que, nessas situações, as operações en-
volvem reserva e busque deixar evidentes os
esquemas que levam à resposta correta.

213
Alfabetização Matemática

5ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo (s): Objetivo(s):

• Completar sequências em faixas decorativas. • Introduzir a noção da transformação geomé-


• Construir uma faixa decorativa. trica: translação.
• Refletir sobre figuras transladadas.
Orientação Didática:
Orientação Didática:
1. O(A) professor(a) fala para os alunos que Ma-
tema enviou uma experiência: “na volta ma- 1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados
temática ao mundo observamos, na Austrália, numa roda e solicita que apresentem suas pro-
sequências de triângulo feitas por aborígenes duções, relatando o que observaram e o que
da Gran Canaria. Vamos experimentar cons- construíram.
truir uma faixa que tenha uma sequência de
formas, mas é preciso seguir o padrão que já 2. Vai questionando-os sobre o que aconteceu
foi iniciado”. Solicita que os alunos peguem o com as figuras que eles continuaram colorin-
Caderno de Atividades. do? A forma mudou? E o tamanho?

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Ma- 3. Comunica aos alunos que o ato de “mover”
tema pediu para você experimentar construir uma figura mantendo a mesma forma e o
uma faixa com uma sequência de formas, pare- mesmo tamanho recebe o nome de trans-
cida com as que foram feitas pelos aborígenes lação.
da Gran Canaria, na Austrália. Inicie completan-
do a que já foi iniciada e, depois, crie a sua.

a)
Translação

É um tipo de transformação geométrica que des-
b) loca a figura original segundo uma direção, um
sentido e um comprimento (vetor). A figura trans-
formada pode ser obtida da original deslocando a
primeira paralelamente à posição inicial, ao longo
de uma reta.
As translações conservam a direção, o compri-
mento de segmentos de reta e as amplitudes dos
ângulos, ou seja, a figura transformada fica com a
mesma forma e dimensões da figura original.

214
Proposta didática para o Professor

Objetivo(s):

• Identificar a transformação geométrica: trans-


lação.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam


as atividades, a seguir, no Caderno de Ativida-
des.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Pro-


cure em jornais e revistas, imagens de figuras
transladadas, recorte e cole abaixo.
Caso não encontre desenhe.

6ª S E M A N A 1° DIA

cha Nº 11)” quem consegue dizer a medi-


da de um objeto pequeno?”. Observa que a
régua é diferente, está sem número. E per-
gunta, é possível medir algum objeto sem
ter os números?

Objetivo(s): 2. O(A) professor(a) auxilia as duplas na escolha


de qual objeto vai medir. Pode ser o apaga-
• Explorar a régua enquanto instrumento de dor, a caneta, o lápis ou qualquer objeto que
medida. tenha menos de 15cm, pois a régua sem nú-
mero, que está na ficha, é pequena.
Orientação Didática:
3. O(A) professor(a) solicita que peguem o Ca-
1. O(A) professor(a) divide a turma em duplas derno de Atividades para registrar as medidas.
e lança um desafio: “com a régua que está
no Caderno do Aluno – Jogos e Fichas (Fi-

215
Alfabetização Matemática

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Faça se ter um centímetro é preciso ter o espaço


um desenho do objeto que sua dupla escolheu equivalente a um centímetro e isso também
para medir e escreva quais foram as medidas ocorre quando medimos do dois para o três,
que você encontrou. do três para o quatro, ou seja, os espaços en-
tre os demais números.
Use este espaço para desenhar e registrar as
medidas encontradas: 4. Depois de escrever os números na régua, o(a)
professor(a) pode pedir que confirmem ou
4. Enquanto os alunos estiverem realizando a confiram as medições que fizeram anterior-
atividade, o(a) professor(a) observa os es- mente, com a régua sem números.
quemas que estão sendo utilizados, como,
por exemplo: elas começam contando os
espaços entre os risquinhos ou contam os
risquinhos? No caso em que contam os es-
paços entre os risquinhos, como consideram
o valor da medida? Caso aconteça do obje-
to ser maior que o tamanho exato da régua
sem números, o que fazem para medir?
Objetivo(s):

• Ler resultados de medições utilizando a régua.


• Escrever resultados de medições utilizando a
régua.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam as


Objetivo(s): atividades, a seguir, no Caderno de Atividades.

• Socializar esquemas para tomar medidas 3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Qua-


com uma régua. drático resolveu medir alguns objetos do labo-
ratório dos Supermatemáticos. Vamos conferir
Orientação Didática: se as medidas estão corretas? Caso não estejam,
façam a correção.
1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados em
roda, pede às duplas para socializarem a forma a) O selo
como fizeram para medir os objetos escolhidos,
ou seja, como elas fizeram para medir sem ter os
números na régua.

2. O(A) professor(a) pode pedir que os alunos


coloquem os números na régua e pergunta:
qual é o primeiro número que deve ser es-
crito na régua? Por que precisamos come-
çar pelo zero? E o que acontece se começar
pelo um?
Quadrático mediu o selo e disse que cada lado
3. Nesse momento, o(a) professor(a) expli- mede 3 cm. Ele mediu corretamente? Explique
ca a importância de iniciar pelo zero e que sua resposta.
se mede o espaço do zero ao um, ou seja, a __________________________________________________
distância de um ponto a outro e, assim, para __________________________________________________

216
Proposta didática para o Professor

b) A calculadora 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Use a


régua para tomar as medidas do cartão postal,
a seguir:

Quadrático mediu a calculadora e disse que o


lado maior tem 9 cm e, o menor, 5 cm. Ele mediu Anote as medidas que você encontrou ______
corretamente cada um dos lados? Explique sua
resposta.
__________________________________________________
__________________________________________________

6ª S E M A N A 2° DIA

2. Encerrada a primeira transformação, o(a) pro-


fessor(a) orienta que apaguem o número 104,
digitem o número 135 e o transformem em
105. E solicita que registrem na folha de papel
A4 as operações que realizaram na calculado-
Objetivo(s): ra para fazer as transformações. Sugerimos
que o(a) professor(a) proponha outras trans-
• Reconhecer o zero na representação da au- formações: 137 para 130; 1.137 para 1.037.
sência de elementos e a função de marcador
de posição. 3. O(A) professor(a) dá uns minutos para que as
duplas conversem sobre as operações realiza-
Orientação Didática: das e, depois, explica para a turma os proce-
dimentos utilizados para encontrar os resul-
1. O(A) professor(a) precisa providenciar, pre- tados. Pode colocar questões, como: quanto
viamente, calculadoras. Nesse dia, divide é preciso tirar de 137 para que se transformar
a turma em duplas e entrega uma calcula- em 107? Quanto é preciso tirar de 137 para
dora e uma folha de papel A4 a cada dupla. que se transforme em 130? Quanto é preci-
Para iniciar, solicita que digitem o número so tirar de 1.137 para que se transforme em
134 (colocar na lousa e ler para os alunos) 1.037? O que mudou em cada transforma-
e pede, na sequência, que transformem esse ção? E o que permaneceu igual em todas?
número em 104. Nesse momento, deve res-
saltar que não pode apagar o número 134, 4. Então, o(a) professor(a) apresenta, na lousa,
porque é preciso fazer uma transformação os números produzidos durante a atividade
no 134, para encontrar 104, ou seja, fazer com a calculadora: 137, 107, 130, 1.137, 1.037
uma ou mais operações. e acrescenta alguns, a saber, 400, 10, 0, 30, 01.

217
Alfabetização Matemática

Em seguida, solicita que coloquem esses nú-


meros em ordem crescente e informem quan-
to vale cada algarismo, conforme a posição
que ocupa.

Objetivo(s):

• Reconhecer o zero na representação da ausên-


A QUESTÃO DO ZERO cia de elementos e a função de marcador de
posição.

Historicamente, o zero foi preocupação de quatro Orientação Didática:


grandes civilizações: babilônios, chineses, maias e
hindus.
1. A partir da ordem crescente apresentada pelos
Utilizar o zero nas posições intermediária, terminal
e inicial, foi o que diferenciou os babilônios das ou- alunos, o(a) professor(a) circula alguns núme-
tras civilizações e os fizeram pioneiros na criação do ros na lousa e pergunta quanto vale cada um.
zero, pois os astrônomos babilônios, apesar de não Por exemplo, quanto vale o 01? quanto vale o
terem concebido o zero como um número, mas sim-
10? quanto vale o 0? quanto vale o 30? quanto
plesmente como sinônimo de vazio, atribuíram a ele
a função de operador aritmético “multiplicando a ad- vale o 400? quanto vale o 1?
junção de um sinal-zero no fim de uma representação
algorítmica por sessenta, isto é, pela base, o valor do 2. Nesse momento, o(a) professor(a) precisa dis-
número correspondente” (IFRAH, 1997, p.686). cutir com os alunos as respostas e abordar so-
Os matemáticos chineses – como os babilônios – uti- bre o valor do zero em cada número, a fim de
lizaram-se do espaço vazio para indicar a ausência de
que possam perceber que o zero pode repre-
unidades faltantes. Mas, somente a partir do século VIII
d.C., que os matemáticos chineses introduziram na sua sentar a ausência de quantidade. E tem a função
numeração posicional um símbolo em forma de círculo de marcador de posição. Para finalizar, discute
(O) para o zero, preenchendo assim o espaço vazio que com os alunos a forma de escrita por extenso
marcava a ausência das unidades de uma certa ordem,
dos números trabalhados e escreve na lousa.
“uma ideia que lhes veio sem nenhuma dúvida pela in-
fluência dos matemáticos da civilização indiana” (IFRAH,
1997, p.585).
Os hindus foram os criadores do sistema de numeração
posicional – síntese dos principais sistemas até então
criados – e muitos cálculos efetuados por eles eram re-
alizados com a ajuda do ábaco, instrumento que, para a
época, poderia ser considerado uma verdadeira máqui-
na de calcular. Inicialmente usado pelos hindus, o ábaco
consistia em meros sulcos feitos na areia, onde se colo-
cavam pedras. Cada sulco representava uma ordem. As- Objetivo(s):
sim, da direita para a esquerda, o primeiro sulco repre-
sentava as unidades; o segundo as dezenas e o terceiro • Reconhecer o zero na representação da au-
as centenas. O sulco vazio do ábaco indicava que não sência de elementos e a função de marcador
existia nenhuma unidade. Mas, na hora de escrever o de posição.
número, faltava um símbolo que indicasse a inexistência
dessas unidades. Percebendo que algo estava errado, ou
Orientação Didática:
melhor, que algo estava faltando, os hindus criaram o
tão desejado símbolo para representar o sulco vazio e o 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
chamaram de Shunya (vazio). çam as atividades, a seguir, no Caderno de
E, nenhum progresso seria possível se o sulco vazio
Atividades.
não fosse representado por um símbolo, ou seja, um
símbolo para o nada, o nosso zero moderno. Por
exemplo, a construção dos números como, 31, 301, 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): No
310, 3.001 e 3.010 era um problema, assim com o quadro, a seguir, pinte de verde o maior número
shunya, criado pelos os hindus, foi resolvido o proble-
ma da ausência de um algarismo.
e de vermelho o menor deles:

218
Proposta didática para o Professor

algarismo zero apareça em todos os números,


1.640 1.406 0.604 1.064 1.460 mas com valores posicionais diferentes?

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Como


podem ser escritos, por extenso, os números, a
seguir?

a) 3.042 __________________________________
b) 1.308 _________________________________
c) 5.670 _________________________________
d) 0.555 _________________________________

3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Que


tal produzir, no quadro abaixo, uma sequência
de números em ordem decrescente, em que o

6ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s):

• Construir, com dobradura, um objeto que


apresente rotações.
2. O(A) professor(a) precisa providenciar, pre-
Orientação Didática: viamente, palitos para fazer a base do cata-
vento, pode ser palito de churrasco (cuidado
1. O(A) professor(a) informa que o Origami en- com a ponta), varinhas plásticas feitas com
viou um experimento e fala o seguinte: “Ori- material reaproveitável ou de papelão. De
gami enviou uma ficha para que vocês ex- modo que dê firmeza para sustentar o ca-
perimentem construir um cata-vento”. Antes ta-vento. Para fixar o cata-vento, na ponta
de descrever o experimento, explicar o que é da varinha, pode utilizar uma pequena taxa,
um cata-vento, inclusive definir a existência possibilitando que o vento possa mobilizar
de energia eólica, que é captada por meio da o cata-vento. Ressaltamos a importância da
força do vento, através de cata-ventos. Solici- utilização de material que não apresente ne-
ta que os alunos destaquem no Caderno do nhum risco para as crianças. Para evitar esse
Aluno – Jogos e Fichas - Ficha Nº 12 - Ca- perigo, pode-se utilizar cata-ventos indus-
ta-vento. Orienta para que sigam os passos trializados, que não apresentem essa possi-
indicados. bilidade.

219
Alfabetização Matemática

3. O(A) professor(a) leva a turma para um am-


biente em que circule vento para que os alu-
nos possam vivenciar o cata-vento rodando.
Pergunta, se eles sabem da existência de usi- Rotação
nas eólicas que transformam a energia dos
ventos em energia útil, através da rotação dos
É um tipo de transformação geométrica que faz
aerogeradores que possuem a forma de ca- a forma, sem sair da origem, rodar em diferentes
ta-ventos. Outro exemplo são os moinhos de graus, definindo a sua posição final. Veja a imagem
vento que usam os cata-ventos para obter a abaixo:
energia eólica.

Objetivo(s): No plano, a rotação de centro C e amplitude alfa é


uma transformação geométrica que, a cada ponto
• Introduzir a noção da transformação geomé- B, faz corresponder um ponto B’.
trica rotação. Dessa forma, são encontrados pontos correspon-
dentes aos originais e mantidas as mesmas medi-
das entre o centro e a nova forma.
Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados


numa roda e solicita que apresentem as suas
produções e relatem o que observaram.

2. O(A) professor(a) pergunta se os alunos já


viram algum objeto semelhante ao cata-ven-
to. Explica que cada parte do cata-vento (as
abas) faz uma rotação em torno do ponto (lo-
cal que fixou a taxa). O vento impulsiona esse Objetivo(s):
movimento. Pode marcar um ponto no chão
e convidar os alunos a fazer giros de “um • Registrar rotações de formas geométricas.
quarto de volta”, meia volta e volta completa,
para que possam compreender melhor como Orientação Didática:
acontece uma rotação.
1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-
3. Pode ser feita uma correlação ao movimento çam as atividades, a seguir, no Caderno de
de rotação terrestre que é o movimento que Atividades.
a Terra executa em torno de si mesma ou do
seu eixo imaginário. A maior consequência 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Pris-
desse movimento é a sucessão dos dias e mática quer saber o que vai acontecer se fizer
das noites. O(A) professor(a) questiona se os uma rotação na forma, a seguir:
alunos já viram alguma figura rotacionada,
em desenhos animados, obras de arte, mo-
numentos, entre outros.

220
Proposta didática para o Professor

Faça uma rotação da forma para Prismática: 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): No


quadro, a seguir, aparece alguma rotação de
forma?

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Deze-


na desenhou uma seta rotacionada.

Desenhe como poderia estar a seta antes de ser


rotacionada.
Explique com suas palavras:

7ª S E M A N A 1° DIA

Em seguida, pede que peguem o Caderno de


Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Esco-


lha dois tipos de padrões geométricos criados
pelo seu grupo e, em seguida, sem mudar os
Objetivo(s): padrões, faça as combinações possíveis entre
esses padrões geométricos e decore os dois ti-
• Criar padrões geométricos. pos de potes da imagem, a seguir:
• Utilizar padrões geométricos em situações de
combinatória.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) divide a turma em grupos,


entrega uma folha de papel A4 e retoma o
HQ5 na produção de padrões geométricos
feito por mulheres africanas em vasos, potes
e no corpo e lança o seguinte desafio: “vamos
criar quatro padrões geométricos diferentes e
os desenhar numa folha de papel?”
Objetivo(s):
2. O(A) professor(a) espera um tempo para que
os alunos façam suas produções. Ao termina- • Discutir esquemas de solução de situações de
rem, solicita que socializem o que produziram. combinatória.

221
Alfabetização Matemática

Orientação Didática: Objetivo(s):

1. O(A) professor(a) solicita que cada aluno so- • Formular situações-problema envolvendo
cialize as suas produções e questiona: quan- combinatória.
tos potes com decorações diferentes foi pos- Orientação Didática:
sível pintar com os dois padrões geométricos
escolhidos? Como vocês fizeram para chegar 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos in-
a essa quantidade? É possível fazer mais? Ex- ventem situações-problema que envolve
plique. conceitos de combinatória. Podem variar as
situações.
2. Sugerimos que o(a) professor(a) apresente
outras situações de combinatória, de modo 3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Esco-
que os alunos compreendam o uso desse lha um tema e faça duas situações que envolva
conceitos envolvidos. Por exemplo, se a situ- combinatória. Depois, discuta com os colegas as
ação envolver alimentação pode-se combinar possíveis soluções:
diferentes sabores para montar uma pizza. Se
for transporte, pode-se organizar diferentes Situação 1: ______________________________
caminhos para chegar a escola. Situação 2: ______________________________

7ª S E M A N A 2° DIA

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Em


cada linha horizontal existe uma sequência for-
mada por números pares e ímpares. Descubra
cada sequência circulando os números:

Objetivo(s):

• Reconhecer um número como par ou ímpar.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) inicia lançando um desafio:


“quem consegue encontrar sequências de
números pares e ímpares numa lista de nú-
meros?”. E solicita que os alunos peguem o
Caderno de Atividades.

222
Proposta didática para o Professor

Objetivo(s): a) Qual o padrão de cada sequência?

• Reconhecer um número como par ou ímpar. Sequências Padrão


• Identificar o padrão de um sequência dada. 1ª

Orientação Didática: 2ª


1. O(A) professor(a) solicita que os alunos apre-

sentem a sequência encontrada em cada li-
nha e como a encontraram. Na primeira, a
sequência cresce de um em um, 80, 81, 82, b) Quais são os números pares das sequên-
83. Na segunda, o crescimento é de cinco em cias acima?
cinco, 600, 605, 610. Na terceira, cresce de _______________________________________
11 em 11, 311+11=322; 322+11=333. E, por
fim, na última, também cresce de onze em
onze, 318+11=329; 329+11= 340. c) E quais são os ímpares?
_______________________________________
2. Em seguida, o(a) professor(a) propõe que
apresentem o próximo número de cada se-
quência. 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Os Su-
permatemáticos estão se organizando em gru-
3. Após esse momento, o(a) professor(a) discu-
pos com a mesma quantidade de pessoas para
te como essas sequências estão organizadas,
um estudo sobre países do continente asiático,
quais desses números são pares e quais são
mas a condição é que sejam formados grupos
ímpares, analisa com os alunos regularida-
com o número menor possível de integrantes.
des nas sequências, como, por exemplo, na
Veja, a seguir, a imagem dos participantes:
sequência com o ímpar 5, começando por
um redondo, 600, 605, 610, 615, 620...; será
sempre produzido, na sequência, um núme-
ro redondo e um número terminado em 5.

a) Quantos grupos irão formar? ___________


Objetivo(s):
b) Quantos Supermatemáticos terá em cada
• Reconhecer um número como par ou ímpar. grupo? ______________
c) Esse número é par ou ímpar? ___________
Orientação Didática: d) Justifique a sua resposta: _________

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos fa-


çam as atividades, a seguir, no Caderno de
Atividades.

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Ob-


serve as sequências da atividade anterior e res-
ponda:

223
Alfabetização Matemática

7ª S E M A N A 3° DIA

Objetivo(s): Objetivo(s):

• Fazer dobradura com as orientações dadas • Identificação de formas e transformações ge-


por meio de imagens. ométricas.

Orientação Didática: Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) coloca a turma sentada 1. O(A) professor(a) coloca os alunos sentados
numa roda e informa que o desafio nesse dia numa roda e solicita que apresentem suas
é fazer uma casa com dobradura. Entrega me- produções relatando o que observaram.
tade de uma folha de papel A4 e explica que,
para fazer a dobradura, eles precisam obser- 2. O(A) professor(a) precisa mediar as apresen-
var os passos que estão na Ficha Dobradura tações perguntando se identificaram alguma
da casa que consta no Caderno do Aluno – forma geométrica quando formaram a casa
Jogos e Fichas (Ficha Nº 13). ou se a usaram na decoração. Se identifica-
ram alguma transformação geométrica: refle-
2. Depois de montada a casa, o(a) professor(a) xão, rotação e translação.
orienta para que cada aluno decore sua casa
feita com dobradura de papel com pintura,
desenho ou colando recortes de revistas.

Objetivo(s):

• Registrar formas geométricas.

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos façam as


atividades, a seguir, no Caderno de Atividades.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Dese-


nhem as formas geométricas que você identifi-
cou ao fazer a dobradura.

224
Proposta didática para o Professor

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Des- 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Mar-


creva a casa que você fez com a dobradura: que com X o nome da transformação geomé-
trica que você observou durante a aula de hoje.

a) ( ) rotação
b) ( ) translação
c) ( ) reflexão.

8ª S E M A N A 1° DIA

Esse programa é motivado pela busca de compre-


ensão em relação ao saber ou fazer matemático ao
longo da história da humanidade, contextualizados
em diferentes grupos de interesses, comunidades,
povos e nações. Ele não rejeita a matemática aca-
dêmica, apenas incorpora a ela valores de humani-
Objetivo(s): dade. Devemos considerar que a Etnomatemática
não vai substituir a matemática acadêmica, mas evi-
dencia que a diversidade cultural, neste caso com
• Conhecer a matemática apresentada numa as diversas formas de produção da matemática, é
dada obra de arte. essencial para a construção de uma sociedade mais
  humana, crítica e solidária.
Orientação Didática: E, nesse programa, qual perfil do professor se espe-
ra? Para o autor, tanto o avanço tecnológico quanto
a urgência de novas questões problemáticas da so-
1. Nesta semana, será desenvolvida uma pro- ciedade, conduzem a necessidade de preparação
posta de trabalho com a vertente do Progra- do professor para se aventurar no novo e não ape-
ma Etnomatemática. nas reproduzir o velho:
O novo professor deve ensinar o conteúdo des-
tacando aspectos conceituais, sem se preocupar
com mecanização das técnicas de operações.

Deve dedicar tempo para ser um comentarista
crítico e um animador cultural. (D’ AMBRÓSIO,
2014, p. 13).
A Etnomatemática é definida Nessa perspectiva, vislumbramos um professor
por D’ Ambrósio (1998), como a com um perfil mais crítico, atrelando os contextos
arte ou técnica de explicar, de conhecer, de en- culturais e o cotidiano na sua prática de sala de
tender a matemática produzida em diversos con- aula, estimulando o seu aluno a ser crítico sobre o
textos culturais. que se lê, se ouve, se observa, se imagina e, daí,
Para D’ Ambrósio (2002, p. 17), poder tomar decisões que possam estar pautadas
em vertentes conceituais e científicas.
O reconhecimento tardio de outras formas de
pensar, inclusive matemático encoraja reflexões
mais amplas sobre a natureza do pensamento
matemático do ponto de vista cognitivo histórico,
social, pedagógico. Esse é o objetivo do programa
2. O(A) professor(a) precisa retomar o tema da 4ª
Etnomatemática. O grande motivador do progra- etapa, com o HQ5, se reportando as heranças
ma de pesquisa que denomino etnomatemática culturais de diferentes comunidades, a fim dis-
é procurar entender o saber/fazer matemático ao cutir um pouco sobre a importância de reco-
longo da história da humanidade, contextualizados
em diferentes grupos de interesses comunidades,
nhecer as diversas formas de expressões cul-
povos e nações. (D’ AMBRÓSIO, 2002, p. 17). turais de diferentes comunidades e o uso de
conceitos matemáticos nessas comunidades.

225
Alfabetização Matemática

3. Em seguida, o(a) professor(a) organiza a turma


em quatro grupos e entrega, a cada, uma ficha Faleceu em 20 de janeiro de 1963. Após sua morte
com a releitura de obras de Mestre Vitalino (Fi- foi inaugurada, no Alto do Moura, a Casa Museu
Mestre Vitalino, onde estão expostas as suas prin-
chas Nº 18 a 21), um artista nordestino que re- cipais peças. Sua produção é estimada em cerca de
tratou aspectos da cultura nordestina, por meio 130 peças, que são cuidadosamente reproduzidas
da escultura. O(A) professor(a) pode sintetizar pela família. Hoje, os seus trabalhos mais valoriza-
um pouco da história de Mestre Vitalino. dos são os da primeira fase de sua obra, em espe-
cial aqueles em que os olhos dos bonecos são vaza-
dos e não pintados. Os seus filhos, netos e bisnetos
continuam o seu trabalho até hoje.

Fonte:
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.
php?option=com_content&view=article&id=124:-
Vitalino Pereira dos Santos nas-
vitalino&catid=56
ceu no dia 10 de julho de 1909,
no Sítio Campos, em Caruaru, Pernambuco. Mo-
rava no Alto do Moura, uma vila a cerca de seis
quilômetros de distância de Caruaru.
4. Nesse momento, o(a) professor(a) solicita que
Inspirado no folclore nordestino, com um estilo fi-
gurativo, universalizou com a sua marca pessoal o cada grupo observe as releituras das escultu-
cotidiano do homem sertanejo. As suas obras regis- ras e descrevam o que apresentam (pessoas,
tram o cenário rural e também urbano onde ocor- vestimentas, objetos), como estão dispostas,
rem: Cortejo nupcial, Casamento no mato, Enterro
padrões, sequências, simetrias, translação.
na rede, Enterro no carro de boi, Boi transportando
cana, A Vaquejada, O Vaqueiro que virou cachorro,
A luta do homem com o Lubishome, Boi transpor-
tando o vivo e o morto, Lampião a pé, Lampião e
Maria Bonita. A organização social do sertão tam-
bém aparece na sua obra, através da representação
da família solidária: Agricultor voltando da roça com
a família, Retirantes. Na esfera do urbano aparecem
o dentista, o fotógrafo, o trem a vapor, a PRA-8,
a operação, o advogado, a costureira. Há também
a série Vitalino ceramista, um autorretrato: Vitalino
cavando barro, Vitalino trabalhando, Vitalino quei- Objetivo(s):
mando a loiça, Vitalino e Manuel carregando a loi-
ça. Vitalino executava também ex-votos (designa- • Socializar e refletir sobre a disposição de pa-
ção erudita onde podem ser enquadrados nossos
drões, sequências, simetrias em obras de arte.
milagres e promessas.), segundo depoimentos dos
seus contemporâneos Zé Caboclo e Zé Rodrigues.
O material que ele usava para a suas peças era o Orientação Didática:
massapê, que retirava da vazante do rio Ipojuca
e transportava em balaios para casa. O barro era 1. O(A) professor(a) solicita que a turma se or-
molhado e deixado em depósito por dois dias
ganize em semicírculo e com a releitura das
para ser curtido, sendo então amassado e mo-
delado. As peças eram cozidas em forno circular, quatro obras de Mestre Vitalino, fixadas na
construído ao ar livre, atrás da casa. lousa, pede que cada grupo apresente as ob-
No início, a aplicação da cor nos bonecos era fei- servações que fez sobre as obras. Importante
ta com barro de diferentes tons - tauá, vermelho, ressaltar elementos matemáticos, como: a po-
branco. Depois Vitalino passou a usar produtos
sição do chapéu do trio musical que pode ser
industriais na pintura dos seus bonecos. As peças
da primeira fase, não possuíam marca de autoria. compreendida como uma translação; a si-
Posteriormente o artista passou a assinalar com metria axial que aparece na obra Vaquejada;
lápis e "tinta preta as iniciais V.P.S, no reverso da a sequência de pessoas que há na obra Os
base dos grandes grupos" e, a partir de 1947, co-
meçou a utilizar o carimbo, também de barro, com
Retirantes.
as mesmas iniciais V.P.S, adotando, em 1949, o seu
nome de batismo. 2. Na sequência, o(a) professor(a) pergunta se
percebem diferenças nas formas de disposi-

226
Proposta didática para o Professor

ção das pessoas em cada obra e o que infor- do povo nordestino. A seguir, retrate cenas do
ma cada tipo de disposição. seu cotidiano que tenham pessoas trabalhando.

3. O(A) professor(a) pede que descrevam cenas


do seu cotidiano em que as pessoas estão
trabalhando, na comunidade ou bairro onde a) Que nome você dará a sua produção? ____
vivem. Nesse momento, a professora registra
b) Como você assinaria sua obra de arte? E
na lousa as cenas descritas pelos alunos.
em que parte?
 

c) Fale-nos sobre a cena do seu cotidiano re-


tratado em sua obra: _________________

3 Atividade 2 (Caderno de Atividades): Você


usou transformação geométrica para fazer a sua
Objetivo(s): obra de arte? Se sim, qual(is)? ______________

• Elaborar cenas do cotidiano do aluno utilizan- 3 Atividade 3 (Caderno de Atividades): Exis-


do padrões, sequências e simetrias. tem sequências e padrões na obra de arte que
  você fez? Se, sim, diga qual(is): ______________
Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) solicita que os alunos esco-


lham e desenhem, no Caderno de Atividades,
uma cena que retrate o convívio social deles e
que tenham pessoas trabalhando.

3 Atividade 1 (Caderno de Atividades): Mestre


Vitalino fazia esculturas com cenas do cotidiano

8ª S E M A N A 2° DIA

Orientação Didática:

1. O(A) professor(a) precisa providenciar, previa-


mente, argila, numa quantidade que seja sufi-
ciente para a atividade em grupo e solicitar que
os alunos levem objetos de artesanato que te-
nham em casa. Nesse dia, organiza a turma em
Objetivo(s): grupos de quatro alunos e entrega um pouco
de argila para cada grupo, para que produzam
• Observar e explorar conceitos matemáticos esculturas com as obras que desenharam re-
na produção de uma escultura. tratando cenas de pessoas trabalhando que
  fazem parte do seu convívio social.

227
Alfabetização Matemática

2. Durante essa atividade, o(a) professor(a) havia sido solicitado e que todos apreciem
deve percorrer a sala para observar o an- as obras expostas.
damento da produção e para perceber os
conhecimentos matemáticos mobilizados, 5. Na sequência, o(a) professor(a), motiva os
quantidade e disposição espacial dos ele- alunos para a produção de outros tipos de
mentos que compõem a cena, formas geo- obra de arte, como chaveiros ou sachês com
métricas utilizadas. Esses elementos subsi- os rostinhos dos Supermatemáticos. Sugere
diarão a discussão na Roda de Conversa. que listem materiais necessários para a pro-
dução de peças artesanais na próxima aula.
Pode ser dividida, entre os alunos, a respon-
sabilidade de providenciar o material que
listaram. Mas precisam anotar o preço de
cada material e a quantidade comprada ou
adquirida. Caso ganhem o material, pedir
para quem tiver doado que estime o valor.
 
Objetivo(s):

• Reconhecer e relacionar conceitos matemáti-


cos em esculturas.
 
Orientação Didática:
Objetivo(s):
1. O(A) professor(a) solicita que cada grupo
exponha a obra produzida em uma mesa • Listar relações espaciais e formas geométricas
e apresente a descrição da sua escultura. mobilizadas na produção de esculturas.
Ao longo de cada apresentação, vai fazen-
do algumas questões: como foi que vocês Orientação Didática:
pensaram para produzir essa obra? Por
que escolheram essas pessoas, objetos ou 1. O(A) professor(a) solicita que os alunos lis-
formas? tem, no Caderno de Atividades, as relações
espaciais e formas geométricas mobilizadas
2. Em seguida, questiona sobre os conhecimen- na produ