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Guia de solução de problemas

Guia de solução de problemas

Versão 1.3 – Jun/05 - Depto. Técnico - Roche Near Patient Testing 1


Conteúdo
• 1 Introdução
– 1.1 Objetivos
– 1.2 Material necessário
– 1.3 Notas gerais

• 2 Problemas com entupimentos


– 2.1 Identificação visual de coágulos
– 2.2 Detalhes da câmara de medição
– 2.3 Esquema hidráulico
– 2.4 Localização de entupimentos

• 3 Problemas de vedação
– 3.1 Aspiração da solução de Referência
• 3.1.1 Esquema hidráulico
• 3.1.2 Localização dos problemas
• 3.1.3 Desobstrução do eletrodo de Referência
– 3.2 Aspiração das soluções de calibração C1 e C2
• 3.2.1 Esquema hidráulico
• 3.2.2 Localização dos problemas 2
Conteúdo
• 3.2.3 Problemas com a vedação dos frascos

• 4 Problemas diversos
– 4.1 Calibração dos sensores de amostra
– 4.2 Detecção de amostra e reagentes na câmara
– 4.3 Cristalizações nas entradas de ar (V2 e V9)
• 4.3.1 Desobstrução da entrada de ar (V9)
• 4.3.2 Desobstrução da entrada de ar do FMS (V2)

• 5 Anexos
– 5.1 Eletrodos
• 5.1.1 Limpeza dos eletrodos
• 5.1.2 Problemas nos eletrodos
– 5.2 Limpeza da agulha de aspiração
– 5.3 Limpeza da câmara de tHb/SO2
– 5.4 Relatório de Serviço
• 5.4.1 Análise da performance dos eletrodos
3
1. Introdução
• 1.1 Objetivos:
– Instruir técnicos e especialistas a resolver a maioria das
paradas do analisador Roche OMNI C.

• 1.2 Material necessário:


– Seringa de 10ml;
– Pinça;
– Fio dental Oral B Superfloss;
– Fio de nylon (linha de pesca de 0,60mm de diâmetro)
– Lâmina de microscopia;
– Luvas descartáveis;
– Gaze umedecida;
4
1. Introdução
• 1.3 Notas gerais:
<Calibração Rápida>. Esta é a primeira coisa que deve passar pela
cabeça de todo operador frente a qualquer problema com o
equipamento.
Caso persista algum problema no equipamento, neste guia pretendo
ajudar a resolvê-lo.
No projeto do analisador Roche OMNI C foram concebidos diversos
alarmes com o intuito de facilitar a localização dos problemas ou erros
pré-analíticos ligados ao uso do equipamento.
Para o pessoal técnico, recomendo que tais códigos e alarmes de erros
sejam cuidadosamente estudados e compreendidos, pois o
aprofundamento do conhecimento sobre o equipamento traz apenas
vantagens.
Este guia foi elaborado a fim de apresentar um procedimento bem
explicado sobre como recolocar o equipamento em condições de uso
após as paradas mais freqüentes do equipamento, cuja seqüência dos
procedimentos foi construída para que a intervenção no equipamento
seja a mínima necessária e da forma mais lógica encontrada.
5
1. Introdução
Este procedimento não destina-se a solucionar problemas em um ou
outro parâmetro, mas a resolver falhas que impossibilitem o uso geral
do equipamento.
Tudo o que está presente neste guia baseia-se em 5 importante passos
para a solução da maioria dos problemas, nesta ordem:
- Verificação de entupimentos;
- Verificação da aspiração da solução de referência;
- Verificação da aspiração das soluções C1 e C2;
- Verificação da calibração dos sensores de amostra;
- Calibração do Sistema (ou Calibração Rápida, dependendo
do caso);
Na ocorrência de qualquer problema que pare o equipamento
recomendo a verificação de todos os tópicos acima, na ordem
apontada.
No primeiro contato com este guia sugiro sua leitura completa, pois
entre outras novidades, no capítulo 5.4 é tratado de um importante
recurso de software disponível a partir da versão de programa 1.60.
Boa leitura!
6
2. Problemas com entupimentos
2.1 Identificação visual de coágulos

Fig. 01 Fig. 02

7
Fig. 03 Fig. 04
2. Problemas com entupimentos
2.2 Detalhes da câmara de medição
Fig. 05

Trava dos eletrodos fechada

Trava dos
eletrodos fechada
Trava dos eletrodos fechada, porém
Fig. 06 (sinal verde)
com MCon e Na+ mal encaixados

Trava dos
eletrodos
fechada, porém
com TCon mal
encaixado no
módulo de Trava dos
tHb/SO2 eletrodos aberta
8
Fig. 07 Fig. 08 (sinal vermelho).
2. Problemas com entupimentos
2.3 Esquema hidráulico
2
3 1

Podemos dividir a
câmara em 3 partes
para a localização de
entupimentos:
1 – Agulha até
needle sealing;
2- Tubo Barex até
módulo de
tHb/SO2;
3- Eletrodos: TCon
até Referência (Ref);
Fig. 09
9
2. Problemas com entupimentos
2.4 Localização de entupimentos (1/8)
Fig. 11 Fig. 12
1

2 3 – Eletrodos: TCon até Ref


Fig. 10
1 – Agulha, fill port e needle sealing 2 – Tubo Barex até câmara de tHb/SO2

Tubo Barex Agulha Needle sealing Fill Port

Fig. 14

Fig. 15 10 16
Fig.
Fig. 13
2. Problemas com entupimentos
2.4 Localização de entupimentos (2/8)
Risco de Entupimentos:
Atenção: Para qualquer caso de suspeita de
entupimento a primeira ação a ser tomada deve
ser a inspeção visual da câmara e limpeza do
eletrodo de Cl- com o fio dental apropriado ORAL
B Superfloss (vide capítulo 5.1.1).
Caso haja obstrução visível (coágulo) em algum
eletrodo deve ser feita a desobstrução do mesmo
Fig. 17
como ilustrado nos anexos (capítulo 5.1.1).
Ação: Após abrir a tampa e destravar os eletrodos
(ilustrado ao lado) daremos início a localização de
entupimentos.
A trava deve ser aberta para permitir a entrada de
ar pelo eletrodo de Referência (Ref) até a seringa
de 10ml (ilustrada a seguir).
Erros: 1548, 1511, 1512, 3009, outros. 11
Fig.18
2. Problemas com entupimentos
2.4 Localização de entupimentos (3/8)

Fig. 19 Fig. 20 Fig. 21

Entrada de Vedação A seringa está


Vedação
ar pela correta conectada à
ruim!
trava aberta durante agulha através
a sucção! do fill port

12
Fig. 22
2. Problemas com entupimentos
2.4 Localização de entupimentos (4/8)

• Ao fazer a sucção através da seringa são puxados: ar


(que entra pelo Ref), líquidos e/ou entupimentos
(coágulos) que estejam na câmara. Resultados
esperados:
– Caso o movimento de puxar o êmbolo da seringa não
apresente dificuldade é um sinal de que não havia
obstrução ou tratava-se de um entupimento leve e o
equipamento já está desobstruído. Neste caso, trave os
eletrodos (fig. 06), volte para a tela inicial e depois peça
uma <Calibração Rápida>.
– Caso haja um entupimento intenso, o êmbolo da seringa
tentará retornar quando puxado. Neste caso interrompa a
sucção para identificarmos o motivo do entupimento (a
seguir). 13
2. Problemas com entupimentos
2.4 Localização de entupimentos (5/8)
A entrada de ar pode ser
feita a partir de qualquer
outro eletrodo.
Atenção: Cuidado para
não vedar a entrada de ar
(na figura está vedada
Fig. 23 Fig. 24
pelo dedo)

Entrada de ar A seringa está


entre TCon e conectada à
câmara de agulha através
tHb/SO2 do fill port

14
Fig. 25
2. Problemas com entupimentos
2.4 Localização de entupimentos (6/8)

• Agora com a entrada de ar entre TCon e a câmara de


tHb/SO2, repita a sucção. Resultados esperados:
– Se o movimento de puxar o êmbolo da seringa não
apresentar dificuldade é sinal que o entupimento estava nos
eletrodos (entre TCon e Ref). Consulte o capítulo 5.1.1 para
os procedimentos de desobstrução dos eletrodos. Após
desobstruí-lo(s) , reinstale-o(s) e faça o teste novamente
com a entrada de ar no Ref (como feito no passo anterior).
Confirmada que a obstrução foi eliminada, trave os
eletrodos (fig. 06), volte para a tela inicial e depois peça
uma <Calibração do Sistema>.
– Caso o êmbolo da seringa tente retornar quando puxado
mesmo com a entrada de ar pela câmara de tHb/SO2,
prossiga com os testes (a seguir).
15
2. Problemas com entupimentos
2.4 Localização de entupimentos (7/8)

O ar entra através do
needle sealing e passa
pela agulha de aspiração
até a seringa.
Atenção: Tubo Barex
desconectado.
Fig. 26

Entrada de ar A seringa está


entre tubo Barex conectada à agulha
e agulha através do fill port

16
Fig. 27
2. Problemas com entupimentos
2.4 Localização de entupimentos (8/8)
• Repita a sucção com a entrada de ar pelo needle sealing.
Resultados esperados:
– Se o movimento de puxar o êmbolo da seringa não apresentar
dificuldade é sinal que a obstrução estava entre o tubo Barex e a câmara
de tHb/SO2. Para desobstruir este trecho consulte o capítulo 5.3. Após
a desobstrução, teste novamente fazendo a entrada de ar pelo Ref
(como feito no início). Confirmada a desobstrução, trave os eletrodos
(fig. 06), volte para a tela inicial e depois peça uma <Calibração do
Sistema>.
– Caso o êmbolo da seringa tente retornar quando puxado mesmo com o
tubo Barex desconectado (entrada de ar pelo needle sealing), faça a
desobstrução deste trecho (fill port, agulha e needle sealing) com o fio
de nylon (mais detalhes no capítulo 5.2). Após a desobstrução, repita os
testes iniciais para concluir que não há mais nenhuma obstrução na
câmara de medição.
– Eliminação de entupimentos concluída!
– Feche a trava dos eletrodos , volte para a tela inicial, tecle <Sistema>,
<Calibração> e <Calibração do Sistema>. 17
3. Problemas de vedação
3.1 Aspiração da Solução de Referência
3.1.1 Esquema Hidráulico

1
2

Podemos dividir a
câmara em 3 partes
para a localização dos
principais problemas
3 de vedação:
1- Agulha, fill port e
needle sealing;
2- Eletrodos (TCon
até Ref);
3- FMS e tampas dos
reagentes C1 e C2;18
Fig. 28
3. Problemas de vedação
3.1 Aspiração da Solução de Referência
3.1.2 Localização dos problemas (1/9)

2 1

Podemos dividir a
câmara em 3 regiões
para a localização dos
principais problemas
3 de vedação:
1- Agulha, fill port e
needle sealing;
2- Eletrodos (TCon
até Ref);
3- FMS e tampas dos
reagentes C1 e C2;
19
Fig. 29
3. Problemas de vedação
3.1 Aspiração da Solução de Referência
3.1.2 Localização dos problemas (2/9)
• O Caminho em verde é o percurso da solução de referência desde o pack C3 até
preencher o eletrodo de Referência (Ref). Detalhes:
– Após o eletrodo de Ref há uma mistura da solução de referência com ar
presente nas outras tubulações (verde pontilhado) devido à pequena vazão do
eletrodo de Ref (fig. 35).
– O excesso segue em direção ao Waste.
• A aspiração só é possível se todo o percurso azul estiver bem vedado. Detalhes:
– Todos os círculos azuis são pontos de vedação;
– Os pontos de vedação mais críticos estão dentro das regiões 1 e 2;
• Para fazer a aspiração da solução de referência tecle: <Mais Funções>, <Sistema>,
<Ferramentas>, <Procedimentos de Fluídos>, <Preparação Automática>,
selecione “Encher o eletrodo de referência” e tecle <Iniciar> (ícone do corredor).
Resultados esperados:
– Caso a aspiração da solução de referência não resulte em alarme de erro (repita
mais uma vez o teste) é sinal de que todos os pontos críticos estão bem vedados
(OK). Neste caso vá para o capítulo 3.2, pois não há problemas nos pontos
testados.
– Se houver a indicação do alarme de erro de aspiração da solução de referência
(1902), siga os passos a seguir.
20
3. Problemas de vedação
3.1 Aspiração da Solução de Referência
3.1.2 Localização dos problemas (3/9)

Ação: Verifique e posicione (se


preciso) a tubulação do eletrodo de
Referência pela canaleta. Fora da
canaleta a tubulação é esmagada
pelo fechamento da tampa.
Erros: 1556, 1902, etc

Fig. 30
Ação: Pressione o
plugue (branco) do
eletrodo de
referência para
baixo até estar bem
encaixado.
Erros: 1902, etc 21
Fig. 31 Fig. 32
3. Problemas de vedação
3.1 Aspiração da Solução de Referência
3.1.2 Localização dos problemas (4/9)
Fig. 33
Neste ponto Neste ponto a
podemos enxergar solução de
solução de referência referência é sugada
fracionada por através do Ref
bolhas de ar durante juntamente com ar
o enchimento do vindo da câmara e
eletrodo de tubulações
referência. próximas

Nesta mangueira
deve haver solução
de referência apenas

22
Fig. 35
Fig. 34
3. Problemas de vedação
3.1 Aspiração da Solução de Referência
3.1.2 Localização dos problemas (5/9)

Fig. 37

Esta é a área do
wash plate que
Fig. 38
está sendo limpa
pela gaze e pinça O fill port acima apresenta
ao lado desgaste excessivo e alguns
Fig. 36 cortes e por isso deve ser
trocado. Esta visualização é
Resíduos de sangue podem atrapalhar a correta vedação
possível pressionando-o
entre fill port e wash plate. Limpe ambas as partes e repita o
contra uma lâmina de
teste de enchimento do eletrodo de referência – se não
microscopia ou objeto
houver alarme de erro após o teste é sinal que o problema
transparente. 23
foi sanado - neste caso vá para o capítulo 4
3. Problemas de vedação
3.1 Aspiração da Solução de Referência
3.1.2 Localização dos problemas (6/9)
1
2

Fig. 40
Vedando a entrada do
3 tubo Barex eliminamos
a região 1 do testes de
aspiração da solução de
referência. Antes de
repetir o teste deixar
entrar ar pelo ponto de
vedação 24
Fig. 39
3. Problemas de vedação
3.1 Aspiração da Solução de Referência
3.1.2 Localização dos problemas (7/9)
• Após cada teste deixe entrar ar pelos pontos de vedação antes de refazer o
teste.
• Abra e mantenha a tampa da câmara aberta durante os testes;
• Vede o tubo Barex (fig. 40);
• Faca o teste de aspiração da solução de Referência (antes de repetir este
teste, deixe entrar ar pelo Barex e vede-o novamente). Resultado:
– Alarme de erro => Após resolver obstrução do Ref ou problemas de vedação
entre os eletrodos (vide capítulo 3.1.3), refaça este teste acima;
– Sem erro => prossiga;
• Remonte o tubo Barex e abra o flap na posição seringa;
• Vede a ponta da agulha com o dedo e luva e repita o teste (fig. 41):
– Alarme de erro => verifique e/ou troque o needle sealing => repita o teste
acima;
– Sem erro => prossiga;
• Abra o flap na posição capilar (todo aberto);
• Verifique o fill port com uma lâmina de microscopia, limpe-o e se houver
fissuras, troque-o (fig. 38);
25
3. Problemas de vedação
3.1 Aspiração da Solução de Referência
3.1.2 Localização dos problemas (8/9)
• Mantenha-o vedado com a lâmina (ou dedo com luva) e faça o teste de aspiração
(fig. 42):
– Alarme de erro => Verifique e/ou troque o fill port e repita o teste acima;
– Sem erro => prossiga;
• Feche o flap e repita o teste:
– Alarme de erro => Verifique o wash plate (limpe-o) e veja também as
tubulações anexas => Repita o teste acima;
– Sem erro => prossiga;
• Caso persistam erros de aspiração, convém passar o fio dental Oral B Superfloss nos
eletrodos: Ref, 2 x MCon e TCon e repetir o teste;
• Feche a tampa da câmara, volte para a tela inicial e depois faça a <Calibração do
Sistema>;
• Observação: A detecção da presença da solução de referência ocorre entre o Ref e o
MCon ao lado. Durante o ciclo de aspiração e testes há instantes em que a bomba
peristáltica pára de girar para que a solução de referência retorne do eletrodo de
referência até fechar contato no MCon ao lado, através do vácuo parcial formado
nos eletrodos e tubulação durante o movimento da bomba (este processo pode ser
visualizado).

26
3. Problemas de vedação
3.1 Aspiração da Solução de Referência
3.1.2 Localização dos problemas (9/9)
Agulha vedada
pelo dedo com
luva

Fill port
vedado pela
lâmina de
microscopia
Fig. 41 Fig. 42
Tubo Barex
vedado pelo
dedo com
luva

PO2 vedado
pelo dedo com
luva (para 27
Fig. 43 testes) Fig. 44
3. Problemas de vedação
3.1 Aspiração da Solução de Referência
3.1.3 Desobstrução do eletrodo de Referência
Vedando o eletrodo com o dedo e luva podemos
fazer o teste de aspiração da solução de
referência e observar se a solução passa pelo
eletrodo de referência (devido à vedação pelo
dedo a solução deverá passar sem bolhas de ar).
Atenção: O eletrodo deve estar bem vedado pelo
dedo e pela trava dos eletrodos fechada (à
esquerda).Os testes podem ser repetidos
Fig. 45 acoplando-se mais eletrodos.
Caso não flua solução pelo eletrodo, retire-o da câmara,
acople a seringa de 10ml cheia de ar no anel de vedação
azul do eletrodo, vede a saída oposta e force um jato de
ar. Esta pressão deverá forçar o ar a sair pela mangueira
do eletrodo. Logo após, encha a seringa com água,
acople-a novamente e injete água que deverá sair pela
sua mangueira. Seque-o, remonte-o e verifique que
Fig. 46 agora flua a solução de referência por ele. 28
3. Problemas de vedação
3.2 Aspiração das Soluções de Calibração C1 e C2
3.2.1 Esquema Hidráulico

2 1

Podemos dividir a
câmara em 3 regiões
para a localização dos
principais problemas
de vedação:
3 1- Agulha, fill port e
needle sealing;
2- Eletrodos (TCon
até Ref);
3- FMS e tampas dos
reagentes C1 e C2;
29
Fig. 47
3. Problemas de vedação
3.2 Aspiração das Soluções de Calibração C1 e C2
3.2.2 Localização dos problemas (1/2)
• O Caminho em lilás é o percurso da solução C1 desde o frasco de solução
C1 até passar pelo desvio da câmara (bypass), sendo desprezada ao final no
frasco de Waste. O Caminho da solução C2 é o mesmo, exceto no trajeto
destacado em lilás escuro. Detalhes:
– Este desvio só é utilizado durante os testes dentro do programa de aspiração de
reagentes, pois durante as calibrações os reagente C1/C2 passam pelos eletrodos
– A aspiração só é possível se todo o percurso azul estiver bem vedado. Detalhes:
– Todos os círculos azuis são pontos de vedação;
– Os pontos de vedação mais críticos estão dentro das regiões 1, 2 e 3;
– O teste anterior de aspiração da solução de referência garante-nos que os
pontos mais críticos das regiões 1 e 2 estão ok, pois passaram nos testes
anteriores!
– Caso tenhamos problemas de aspiração precisaremos verificar apenas os
pontos críticos da região 3 (pois os outros já foram verificados);
• Inicie a aspiração teclando: <Mais Funções>, <Sistema>, <Ferramentas>,
<Procedimentos de Fluídos>, <Preparação Automática>, selecione
“Preparar solução de calibração C1” ou “Preparar solução de calibração
C2” e tecle <Iniciar> (ícone do corredor).
– Detalhes a seguir: 30
3. Problemas de vedação
3.2 Aspiração das Soluções de Calibração C1 e C2
3.2.2 Localização dos problemas (2/2)
Fig. 48 As soluções C1 ou C2 chegam individualmente pelo percurso destacado em
lilás abaixo, durante o ciclo de aspiração da solução solicitada.
É muito importante que se saiba visualizar a aspiração das soluções no
ponto destacado abaixo, pois nestas falhas nem sempre os alertas de erros
de aspiração nos dão a informação mais precisa.
Após teclar para iniciar a aspiração da solução C1 ou C2 devemos visualizar
a passagem pelo ponto destacado ao lado, de: líquido, depois ar e líquido
novamente com bolhas de ar que irão diminuir até o final da aspiração,
quando podem ou não ocorrer erros do tipo: 1903, 1904, etc. Nota: Os erros
de aspiração destas soluções são detectados pelo sensor SS2. Caso o sensor
SS2 esteja mal calibrado (fig. 51) no momento da aspiração pode haver
falhas na detecção.
Sempre aspirar ambas soluções ao menos duas vezes para que se tenha
certeza da aspiração correta ou falha de aspiração, pela visualização do
movimento das soluções nas tubulações.
Por aqui chegam as
soluções de calibração OBS: Atenção: O fato de remover e reinstalar C1 ou C2 repetidas vezes
(por exemplo, durante um treinamento ou demonstração) aumenta
C1 ou C2 durante os
bastante a possibilidade de problemas de vedação nestes frascos. 31
testes de aspiração
3. Problemas de vedação
3.2 Aspiração das Soluções de Calibração C1 e C2
3.2.3 Problemas com a vedação dos frascos (1/2)
• ATENÇÃO: Não retire os reagentes C1 e C2 antes de seguir este
procedimento! Depois de retirados e reinstalados não temos condições de
saber se a vedação dos frascos teria sido a causa de algum problema.
• Ao executar a aspiração das soluções C1 e C2, podemos ter como resultado
que ambas são aspiradas, somente uma ou nenhuma é aspirada.
• Se ambas forem aspiradas, então não há problema de aspiração das
soluções. Neste caso, não é preciso continuar este procedimento. Basta
retornar à tela principal e pedir a <Calibração Rápida>.
• Se nem a solução C1 ou C2 for aspirada, sendo que obrigatoriamente antes
tenha sido feita a verificação da aspiração da solução de referência (sem
erro 1902), então possivelmente haja um problema de furo na tubulação do
FMS e seja preciso a desmontagem e verificação do FMS (fig. 54) . Neste
caso, use apenas mangueiras ou a tubulação do FMS originais.
• Se apenas 1 solução é aspirada (C1 ou C2) é preciso seguir um roteiro para
identificar a falha com bastante atenção:
– Repita o teste de aspiração para confirmar que só uma solução seja aspirada.
– Confirmando o fato, retire o frasco da solução que não está sendo aspirada e
coloque água destilada para ser aspirada (como teste), conforme ilustrado a
seguir. 32
3. Problemas de vedação
3.2 Aspiração das Soluções de Calibração C1 e C2
3.2.3 Problemas com a vedação dos frascos (2/2)
Confirmada a falha de aspiração de uma das soluções
de calibração C1 ou C2, seguir o roteiro abaixo:
- Remover o frasco desta solução;
- Encher totalmente um tubo de ensaio (de preferência
de 10 ml) com água destilada;
- Colocar o tubo de ensaio na ponta de aspiração do
mecanismo de acoplamento do reagente retirado ( no
caso ao lado é o mecanismo do reagente C2);
Fig. 49 - Iniciar novamente o ciclo de aspiração da solução que
havia falhado com a água em seu lugar;
- Caso a água do tubo seja aspirada trata-se de falha de
vedação do reagente de calibração removido, o qual
deve ser substituído por um novo. Neste caso, volte
para a tela inicial e abra a tampa do compartimento
dos reagentes para fazer a troca e leitura do código de
barras do novo reagente.
- Atenção: Esta é a única maneira para se ter certeza da
falha de vedação! 33
Fig. 50
4. Problemas diversos
4.1 Calibração dos sensores de amostra (1/3)
No exemplo ao lado temos sensores de amostra mal
calibrados. Erros prováveis: 3018, 3009, 1548, etc.
Podemos ver que a diferença entre as voltagens
“Vazio” e “Cheio” para SS1 e para SS2 é pequena,
bem menor que 200 mv.
OBS: Com esta calibração inadequada o equipamento
não é capaz de detectar corretamente as soluções
detectadas pelos sensores de amostra (por exemplo as
soluções C1 e C2).
Fig. 51
No exemplo ao lado temos sensores de amostra
bem calibrados.
Podemos ver que a diferença entre as voltagens
“Vazio” e “Cheio” para SS1 e para SS2 é grande,
geralmente entre 700 e 1300mv.
OBS: Com esta calibração correta o equipamento
consegue diferenciar quando há liquido e quando
há ar em frente aos sensores de amostras, por
exemplo soluções C1 e C2. 34
Fig. 52
4. Problemas diversos
4.1 Calibração dos sensores de amostra (2/3)
• Importante: Para calibrar os sensores de amostra o OMNI C utiliza o reagente C2 e
ar (fig. 53), vindos do FMS (pelas válvulas V1 e V2). Deste modo, caso haja falha de
aspiração ou vedação da solução C2 ou então se houver obstrução da entrada de ar
da V2 teremos sensores de amostra descalibrados.
• Quando os sensores de amostra estao descalibrados é muito melhor, antes de
recalibra-los, fazer a aspiração das soluções C1 e C2 e observá-las chegar pela
tubulação abaixo da bomba peristáltica. Assim que a aspiração das soluções estiver
ok, basta voltar para a tela inicial e pedir uma <Calibração Rápida> (opção mais
simples) ou então, teclar: <Mais Funções>, <Sistema>, <Teste>, <Sensores de
controle>, <Sensores de amostra>, <Mais Funções>, <Calibrar os sensores de
amostra>.
• Detalhes: A calibração dos sensores de amostra pode ser observada pela “janela”
redonda presente no lado direito da tampa da câmara dos eletrodos. Após o inicio
da calibração dos sensores, depois de alguns instantes, podemos visualizar:
– Passagem de liquido seguido por ar repetidas vezes, em quantidades iguais –
OK;
– Quando vemos somente a passagem de liquido sem ar é sinal que a entrada de
ar do FMS (válvula V2) esta entupida (cristalizada) – Desobstruir a entrada de
ar;
– Quando vemos somente ar é sinal que há entrada de ar no sistema (checar
aspiração da solução de Referência e reagentes C1 e C2);
35
4. Problemas diversos
4.1 Calibração dos sensores de amostra (3/3)

Caso seja visto


apenas liquido é
sinal que a
entrada de ar da
V2 esta
obstruída

Esta é a janela de
visualização presente
na tampa da câmara.
Por ela pode ser vista a
passagem de liquido
(C2) seguido por ar
durante a calibração
dos sensores de
amostra 36
Fig. 53
4. Problemas diversos
4.2 Detecção de amostras e reagentes na câmara
• Nos procedimentos anteriores fizemos testes diversos a fim de
localizar desde entupimentos até problemas de vedação;
• Resta ainda um outro tipo de problema que pode ocorrer
devido a excesso de sujeira ou micro-bolhas nos contatos dos
sensores de posicionamento da câmara dos eletrodos, que são:
Mcon (2), Ref e Tcon.
• Nestes casos, podem ocorrer os alarmes de erros a seguir: 1511,
1512, 1513, 1564, 1567, 1586, 1645, etc.
• Ações:
– Passar o fio dental Oral B Superfloss pelos sensores citados acima;
– Teclar: <Limpeza interna percurso amostras> uma única vez;
– Após a calibração do sistema, passar algumas amostras de sangue;
• Teclar <Calibração Rápida> se preciso;

37
4. Problemas diversos
4.3 Cristalizações nas entradas de ar (V2 e V9)
4.3.1 Desobstrução da entrada de ar do FMS (V2)
Fig. 54 Entrada de ar do FMS – Fluid Mixing
System (Sistema de mistura de fluidos).
Vazão muito reduzida (orifício muito
pequeno que não pode ser alterado).

Risco de cristalizações:
Teste: Calibrar os sensores de amostra:
1) Se a calibração estiver ok é sinal que
não há obstrução.
2) Caso passe somente líquido durante a
V1 calibração dos sensores é sinal de
V2 cristalização: veja na “janela” da tampa.
Ação: Remover e lavar a mangueira e
tubo rígido da válvula V2 com jato de
água.
Erros: 3018, outros
38
4. Problemas diversos
4.3 Cristalizações nas entradas de ar (V2 e V9)
4.3.2 Desobstrução da entrada de ar (V9)
Fig. 55

Risco de cristalizações:

Ação: Remover e lavar a


mangueira da válvula
V9 com jato de água.

OBS: Removendo-se os
V9 reagentes C2 e C3 pode
ser alcançada a
tubulação ao lado.

Erros: 1547, outros.

39
5. Anexos
5.1 Eletrodos
5.1.1 Limpeza dos eletrodos
Todos os eletrodos podem ser limpos com um
jato de água ou ar através de uma seringa
conectada ao eletrodo pelo anel de vedação
azul. Atenção: os contatos do eletrodo não
devem ser molhados.
Atenção: Nunca limpe nenhum eletrodo com
objeto desentupidor metálico (fio, etc).
Fig. 56 OBS: Jato de água atravessando o eletrodo

O eletrodo de Cl- deve ser limpo periodicamente


com fio dental ORAL B Superfloss (geralmente
num intervalo entre 7 e 30 dias). Após a limpeza,
fazer a <Calibração do Sistema>. Se preciso este
fio dental também pode ser usado para os
eletrodos: Ref, MCon e TCon. Atenção: NUNCA
USAR este fio dental nos eletrodos de pH, PO2,
PCO2, Na+, K+ e Ca++. 40
Fig. 57
5. Anexos
5.1 Eletrodos
5.1.2 Problemas nos eletrodos

Fig. 58 Fig. 59

Risco: Alteração de resultados e/ou falha


Ação: Um novo
em calibrações de outros eletrodos
eletrodo deve ser
Ação: Eletrodos com membrana
instalado ou então
rompida (líquido interno com sangue)
um falso eletrodo
devem ser removidos.
(eletrodo fantasma) 41
5. Anexos
5.2 Limpeza da agulha de aspiração
Atenção: Para entupimentos mais
difíceis, a agulha de aspiração da
amostra pode ser removida e
desobstruída com o auxílio de um fio
de nylon (linha de pesca de 0,60mm
de diâmetro)

Geralmente a obstrução pode ser


Fig. 60 eliminada sem necessidade de remoção
da agulha de aspiração, através de
sucção com o uso de uma seringa de
10ml acoplada ao fill port ou através da
desobstrução com o uso do fio de nylon
introduzido pela ponta da agulha até
sair pelo orifício do needle sealing.

Deixado desconectado o tubo Barex


Fig. 61 durante a desobstrução da agulha 42
5. Anexos
5.3 Limpeza da câmara de tHb/SO2

A tubulação pode
Fig. 62 Fig. 63 ser desconetada Fig. 64 NUNCA passar
neste ponto para fio ou objeto
tentar sugar a metálico para
obstrução desobstrução
As vezes a remoção de entupimentos na câmara de tHb/SO2 pode ser trabalhosa. A simples sucção com a
seringa deixando entrar ar pelo lado esquerdo desta câmara nem sempre funciona. Nos casos mais difíceis
peço que nosso Depto. Técnico seja contactado para que possamos estudar a melhor maneira de resolver
o problema.
O que NUNCA deve ser passado é fio ou outro objeto metálico, pois desta forma a câmara de tHb/SO2
seria danificada de modo irreversível (a cubeta interna seria riscada).
Atenção: Cuidado para não quebrar o tubo Barex. Após a desobstrução é conveniente solicitar a
<Limpeza Interna>. 43
5. Anexos
5.4 Relatório de Serviço
5.4.1 Análise da performance dos eletrodos (1/3)
Fig. 67
Fig. 65 Fig. 66
Erro estatístico ISE
Aspirar Mix 1
Calc. de reprod.
OK

Erro estatístico BG
Aspirar Mix 1
Erro estatístico BG Calc. de reprod.
Aspirar Mix 2 nOK (não OK)
Calc. de reprod. (PCO2 com problema de
OK má reprodutibilidade!! ) 44
5. Anexos
5.4 Relatório de Serviço
5.4.1 Análise da performance dos eletrodos (2/3)
• A partir da versão de software 1.60 do Roche OMNI C foi implementado
um novo programa de avaliação do funcionamento geral do equipamento,
onde será detalhada a questão relativa à avaliação da performance dos
eletrodos.
• Para acessá-lo, tecle: <Mais Funções>, <Sistema>, <Ferramentas>,
<Relatório de Serviço>, marque com um “x” apenas “Sensores de medição”
e tecle <Iniciar> (será impresso em alguns minutos um grande relatório).
• No relatório são impressas diversas informações, dentre as quais
observamos (na página anterior) as específicas para análise da
reprodutibilidade dos eletrodos de:
– PO2: Procure em: Sensores de Medição, Erro estatístico BG, Calibração
do O2 atmosférico, Calc. de reprod., PO2 e observe se o valor está OK;
– pH e PCO2: Procure em: Sensores de Medição, Erro estatístico BG,
Aspirar Mix1, Calc. de reprod., pH e PCO2 e observe se os valores estão
OK;
– Na+, K+, Cl- e Ca++: Procure em: Sensores de Medição, Erro
estatístico ISE, Aspirar Mix1, Calc. de reprod., Na+, K+, Cl- e Ca++ e
observe se os valores estão OK; 45
5. Anexos
5.4 Relatório de Serviço
5.4.1 Análise da performance dos eletrodos (3/3)
• OBS: Podem ser vistos também dados referentes às calibrações de Mix2 (fig.
65), porém a análise dos dados do Mix1 (fig. 66 e 67) já é suficiente (muito
mais dados que Mix2).
• Na cópia do relatório impresso (fig. 66) vemos que a reprodutibilidade do
Mix1 para o eletrodo de PCO2 apresentou 13,59% de falhas, enquanto o
limite apontado era de 5,00%. Neste caso, o eletrodo de PCO2 era o
responsável pela lentidão e calibrações adicionais e deveria ser trocado.
• O fato do valor encontrado da reprodutibilidade estar acima do limite não
impede o uso do parâmetro, mas estando muito acima do limite ocasionará
lentidão na recalibração, aumento de consumo e descalibrações frequentes.
• Os dados considerados neste relatório de serviço são sempre das últimas 72
horas, portanto, caso tenha sido trocado um eletrodo há 12 horas, por
exemplo, uma nova impressão do relatório de serviço poderia trazer valores
ruins por considerar ainda valores do eletrodo anterior. Após 72 horas da
instalação do eletrodo novo o relatório de serviço traria informações
relativas apenas ao eletrodo trocado.
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