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Psicologia  12º  Ano|    Antes  de  mim:  Cérebro  Joana  Inês  Pontes  

O Que é a Mente?

Mente, Cérebro e Cognição
Psicologia  12º  Ano|    Antes  de  mim:  Cérebro  Joana  Inês  Pontes  

O Que é a mente?
  De que forma a vida mental se
relaciona com o mundo?
  O que significa pensar?
  Será que a mente é uma
entidade física?

  A mente são CRENÇAS e QUALIA.
Apercebimento (awarness) e consciência.
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I. O que são crenças?
  As crenças são de natureza representativa e envolvem
a dimensão psicológica/mental. São estados mentais
com conteúdo, estados dirigidos (sobretudo, mas não
apenas) para fora da mente;

  Esta característica das crenças é a sua
Intencionalidade (=aboutness), que distingue o
mental por entre as coisas que existem;

  As crenças são atitudes proposicionais, permitem-
nos tomar uma proposição, como verdadeira. Algo em
que, justificadamente se acredita;
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  São pretensões de verdade (truth claims) e dão as
razões para a acção: por exemplo, “se eu não creio
que esta mão é minha não me servirei dela para
escrever”. As crenças guiam as opções do agente
cognitivo - sem elas jamais seria possível viver e agir.

  Todavia, para as nossas crenças funcionarem, como
crenças, não necessitam de ser explícitas ou
justificadas. “Ter uma crença não é igual ao saber
reflexivo de saber que se tem uma crença”;

  Não são idênticas aos objectos “intencionados”, nem
ao suporte físico no agente cognitivo (ex. cérebro). O
pensamento que eu tenho de cadeira é acerca da
cadeira, não é análogo à cadeira. Não se trata de
identidade/posse dos objectos “exteriores”, mas de um
interface entre o nosso mundo e o mundo exterior.
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  Só tenho acesso à minha própria mente o que permite
constatar a existência do pensamento e a minha
natureza mental. Existe pensamento e esse
pensamento é o meu pensamento. Tal como
wittgenstein poderia dizer “ o meu mundo é o MEU
mundo mas – estranhamente – o sujeito não pertence
ao mundo”;

  São estados a que temos acesso directo e privado
mas não são incorrigíveis. Teríamos um acesso
incorrigível se fosse totalmente impossível enganar-me
acerca da existência ou da natureza das coisas pelo
facto de ter acesso directo aos conteúdos mentais que
são acerca dessas coisas.
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De onde vem as nossas crenças?

FONTES DE CRENÇA:

1) Percepção (ex. vejo uma cadeira azul; rebuçado
doce; a sala é fria, etc.)
2) Memória (fui a Roma; cortei o cabelo; recordo a
matéria etc.)
3) Raciocínio (à priori; o móvel é mais alto que a
cadeira, logo a cadeira é mais baixa, etc.)
4) Inteligência ou introspecção (imaginação; estou na
praia, etc.)
5) Testemunho (intermediários, vi o arguido empurrar a
vitima, etc.)
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  PROBLEMA MENTE E MUNDO: Conhecimento do
mundo para além das nossas mentes.

De que forma a vida mental se relaciona com o
mundo?

  Embora as nossas crenças sejam na sua maioria acerca
do mundo exterior, se pensarmos veremos que nós só
temos acesso directo ao interior da nossa própria
mente.

“Como sabemos seja o que for?” (T. Nagel)

“Se pensares nisso, verás que o interior da tua mente é
a única coisa de que podes estar certo”
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Isto significa que:

i)  Apenas existem as minhas experiências;
ii)  O que existe é de natureza mental;
iii)  Conta com a existência de um mundo exterior.

MUNDO REAL EXTERIOR: fundamentar a crença na
realidade do mundo exterior.

  Se for possível argumentar plausivelmente que nada
me parecia diferente se tudo existisse apenas na
minha mente, então está dado um passo essencial
para defender que a realidade é toda ela, ilusória, um
sonho gigante. Supondo isto estamos a acreditar que
numa outra perspectiva estará o verdadeiro ‘mundo
real exterior’, o qual não temos acesso.
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  PROBLEMA MENTE-CORPO

  Contemporaneamente, a discussão deste problema
parte do seguinte ponto: o que acontece na consciência
depende do que acontece no corpo e nomeadamente no
cérebro. Isto é tomado como certo.

  A dúvida esta em saber se a mente consciente é o
cérebro ou é diferente dele, pois o facto é que temos
consciência do que acontece na mente mas não do que
acontece no cérebro.

  A questão não é agora a natureza última da realidade,
mas a forma como a mente (a consciência) se
relaciona com o mundo físico (considerando que
ambos existem).
Psicologia  12º  Ano|    Antes  de  mim:  Cérebro  Joana  Inês  Pontes   DUALISMO

  Consciência e mundo físico são duas realidades
inacreditavelmente diferentes. Os humanos são
constituídos por essas duas naturezas distintas (´corpo`
e ´alma`) e a sua vida mental passa-se na alma.
Interioridade mental diferente de interioridade física.

FISICALISMO

  Tudo o que existe no mundo é de uma só natureza:
Física. Todos os estados mentais também são físicos.

TEORIA DO ASPECTO DUAL

  A realidade é uma, mas tem propriedades mentais e
propriedades físicas. A mente não pode ser ´reduzida` a
uma realidade concebida como total exterioridade.
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“O que é ser EU?” - Thomas Nagel = Realista

  Nós e a nossa vida mental somos PARTE da realidade.
A realidade não depende do facto de ser pensada,
portanto, o mundo é independente das nossas mentes.
(concebe que o mundo depende do pensamento).

  É verdade que não é possível deixarmos inteiramente
para trás o ponto de vista sem deixarmos de existir,
(“não há view from nowhere”) mesmo perante o
pensamento mais objectivo (não deixa de ser pensado
pelo ser).
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PROBLEMA DA IDENTIDADE: EU E OUTRAS MENTES

(Nagel, Cap.III)

  Há um tipo especial de Cepticismo – acerca das outras
mentes – que continua a ser um problema, mesmo que
se admita que a nossa mente é a única coisa que existe.

  A ideia central do problema das outras mentes é que
apenas num caso (o meu), tenho acesso directo à
correlação entre corpo, comportamento e qualia. A
crença na interioridade mental dos outros seres resulta
sempre de uma inferência, nunca de um acesso directo.
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Que razões têm para acreditar que os outros ser se
sentem ser?

  Só temo acesso ao interior físico do corpo do outro:
observação de corpos; comportamentos; do interior
anatómico, mas nunca à sua ‘interioridade mental’: não
há acesso à experiência, pensamentos e sentimentos
(tais como os meus).

  Possibilidades cépticas quanto a outras mentes: os
qualia só existem em primeira pessoa, são inacessíveis
em terceira pessoa, o que coloca vários problemas
(variações sobre outras mentes):
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PROBLEMAS:

  Problema do aspectro invertido: uma pessoa pode ter
um comportamento absolutamente indistinguível de
todas as outras pessoas, e ser totalmente despromovida
de qualia, sem que se saiba.

  Zombie: uma criatura sem consciência que se comporta
de tal forma que é indistinguível de um ser consciente.
(Descartes: animal-máquina capaz de movimentos
complexos sem consciência)

  Forma como atribuímos consciência a outros pontos do
mundo [animais, plantas, máquinas]: Será   possível   que  
haja  muito  menos  vida  consciente  do  que  se  supõe  (nenhuma  
para  além  da  minha:  solipsismo)  ou  muita  mais  (até  nas  coisas  
que  se  supões  serem  inconscientes:  pampsiquismo)?  
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PROBLEMAS:

  Pampsiquismo: a posição que sustenta que todas as
partes da matéria implicam consciência ou a posição
mais holista segundo a qual o mundo inteiro não é mais
do que um reino infinito da vida mental, o que não de
todo absurda.

  Justificação psicológica acerca de “teoria da
mente” (crenças à cerca da existência de crenças
noutros seres)

  Hipótese: Um módulo mental em cada um de nós,
para atribuição de mente (se for assim, esta não é
uma crença justificada, mas algo para que estamos
biologicamente desenhados.
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Realizado por:

Joana Inês Pontes