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CÓPIA NÃO CONTROLADA

NORMA TÉCNICA WM-PR-4806


TÍTULO
MANUTENÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA EM SEMI-REBOQUE DE
ACETILENO E EM SEMI-REBOQUE USADO NA TRANSFERÊNCIA DE
CILINDROS ENTRE UNIDADES - OPERAÇÕES/DISTRIBUIÇÃO DE GASES
ORIGEM TIPO
Segurança na Distribuição
ELABORAÇÃO REVISÃO
Afonso Silva, José Targino e 08/2006 - 09/2006
Osvaldo Oliveira
TRADUÇÃO APROVAÇÃO
Cláudio Souza e Osvaldo Oliveira
PALAVRAS-CHAVE PÁGINAS
Manutenção - Carreta - Semi-reboque 15

SUMÁRIO
1 Objetivo
2 Documento complementar
3 Definições
4 Condições gerais
5 Condições específicas
ANEXO A - Plano de manutenção preventiva para carretas (semi-reboque)
ANEXO B - Checklist por viagem para carretas (semi-reboque)
ANEXO C - Cuidados à serem tomados com as suspensões
APÊNDICE - Formulário Ordem de Serviço

1  OBJETIVO

1.1  Esta Norma estabelece os procedimentos a serem seguidos para manutenções preventiva e corretiva,
e inspeção (checklist) em semi-reboques (carretas) de acetileno e em semi-reboques usados na
transferência de cilindros entre unidades.

1.2  Esta Norma é aplicável para todas as unidades de Negócios Gases e para as Empresas de transporte
contratadas.

2  DOCUMENTO COMPLEMENTAR
Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
Planilha Excell para Controle Manutenção Preventivas

3  DEFINIÇÕES
Para efeito desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.5.

3.1  Manutenção
Conjunto de ações destinadas a manter ou recolocar a Carreta(semi-reboque) em condições de executar
sua função.

3.2  Manutenção preventiva
Manutenção efetuada em intervalos predeterminados conforme critérios prescritos, destinada a reduzir a
probabilidade de falha ou deterioração de componentes mecânicos, elétricos e estruturais da carreta (semi-
reboque).

3.3  Manutenção corretiva
Manutenção efetuada após a ocorrência de uma falha, destinada a corrigir defeitos provocados por
desgaste em componentes mecânicos, elétricos ou estruturais da carreta (semi-reboque).

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS


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3.4  Parte Rodante
É composta pelos seguintes itens:
a) quadro da suspensão;
b) feixes de molas;
c) pneus;
d) pino-rei e sua mesa;
e) sistema de freio;
f) sistema elétrico.

3.5  Parte Estrutural
É composta pelos seguintes itens:
a) estrutura do semi-reboque;
b) piso do semi-reboque;
c) chassi.

4  CONDIÇÕES GERAIS

4.1  O sistema de Manutenção visa:


a) prever o controle e manutenção das carretas (semi-reboques) disponíveis para maximizar a
disponibilidade e garantir conformidade de eficiência e segurança no transporte;
b) estabelecer evidências objetivas do sistema através de registros, baseados em fatos que são
passíveis de verificação em qualquer instante desejado;
c) analisar o histórico de manutenção.

5  CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

5.1  Manutenção preventiva

5.1.1  Execução e periodicidade

5.1.1.1  Na execução da manutenção preventiva, o Mecânico (mesmo que terceirizado) deve seguir um
roteiro predeterminado pela Distribuição de Gases que se intitula: Plano de Manutenção Preventiva (ver
Anexo A).

5.1.1.2  A periodicidade é determinada pelo Plano de Manutenção Preventiva.

5.1.2  Inertização
O semi-reboque de transporte de cilindros de Acetileno com manifold instalado deve ser sempre inertizado
antes de ser enviado para a execução da manutenção preventiva.

5.1.3  Responsabilidades

5.1.3.1  Cabe ao Gerente de Operações Gases/Assistente Administrativo da Distribuição de Gases


determinar as datas para a parada da carreta (semi-reboque) para manutenção, de acordo com o Plano de
Manutenção Preventiva, bem como verificar a execução dos serviços.
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5.1.3.2  Cabe ao Assistente Administrativo da Distribuição de Gases as seguintes tarefas:


a) controlar as datas de revisão preventiva;
b) enviar a carreta (semi-reboque) para a oficina, e/ou solicitar ao transportar seu envio se a
mesma estiver na condição de comodato;
c) lançar na Planilha todos os serviços efetuados na carreta (semi-reboque), e/ou solicitar ao
transportador a planilha preenchida se a mesma estiver na condição de comodato.

5.1.3.3  Cabe ao Assistente Administrativo da Distribuição de Gases, nas Operações Primarizadas, ou do


Transportador, nas Operações Terceirizadas, efetuar o acompanhamento dos trabalhos realizados durante
as manutenções, verificando se os procedimentos técnicos e de segurança estão sendo seguidos.

5.1.3.4  Cabe aos profissionais executantes das manutenções preencher a Ordem de Serviço (ver
Apêndice) dos itens efetuados na carreta (semi-reboque).

5.1.3.5  A manutenção dos manifolds e a manutenção dos cilindros são sempre de responsabilidade da
White Martins e devem ser executadas pela Produção de Gases.

5.1.3.6  Nas operações terceirizadas, a execução e o controle da manutenção da parte rodante é de


responsabilidade da Transportadora e deve ser executada pela mesma ou por empresas qualificadas com o
aval da White Martins.

5.1.4  Registros
Os serviços do Plano de Manutenção Preventiva devem ser registrados na Ordem de Serviço (OS)
respectiva e arquivada na pasta da unidade responsável pelo veículo por toda a sua vida, como também
devem ser lançados na Planilha.

5.2  Manutenção corretiva

5.2.1  Inertização
A carreta (semi-reboque) de transporte de cilindros de Acetileno com manifold instalado deve ser sempre
inertizada antes de ser enviada para a execução da manutenção corretiva, exceto quando for para troca de
pneus ou ajuste de freios que, nesses casos, deve ter acompanhamento do motorista ou de um funcionário
capacitado para dar as orientações necessárias ao prestador de serviço. Caso seja necessário realizar
manutenção e/ou reparo que necessite a utilização de solda, obrigatoriamente todos os cilindros devem ser
desconectados do manifold e retirados da carreta (semi-reboque), e o manifold deve ser inertizado. Estes
serviços devem ser executados pelos responsáveis pela produção de Gases.

5.2.2  Execução e periodicidade

5.2.2.1  A manutenção corretiva deve ser realizada quando o Motorista ou Mecânico detectar uma
anormalidade no veículo.

5.2.2.2  A solicitação de manutenção deve ser feita pelo Motorista, ao término da viagem ou pelo checklist
durante as inspeções de saída e chegada das carretas (semi-reboques), através da abertura de uma
Ordem de Serviço, todas as vezes que este verificar uma anormalidade, seja ela qual for.  Esta Ordem de
Serviço deve ser encaminhada ao Assistente Administrativo da Distribuição de Gases e/ou ao Gerente de
Operações Gases para as devidas providências.
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5.2.3  Responsabilidades

5.2.3.1  Cabe ao Gerente de Operações Gases verificar a execução dos serviços, bem como desenvolver
métodos e técnicas para minimizar o número de manutenções corretivas. É de sua responsabilidade,
também, negociar com o Programador de Rotas a parada da carreta (semi-reboque) para manutenção.

5.2.3.2  Cabe ao Assistente Administrativo da Distribuição de Gases as seguintes tarefas:


a) entregar a Ordem de Serviço (OS) para a execução da manutenção corretiva, e/ou entregar a
Ordem de Serviço(OS) ao transportador se a carreta(semi-reboque) estiver na condição de
comodato;
b) lançar em Planilha todos os serviços efetuados na carreta(semi-reboque), e/ou solicitar ao
transportador a planilha preenchida se a mesma estiver na condição de comodato.

5.2.3.3  Cabe ao Assistente Administrativo da Distribuição de Gases, nas operações primarizadas, ou do


Transportador, nas operações terceirizadas, efetuar o acompanhamento dos trabalhos realizados durante
as manutenções, verificando se os procedimentos técnicos e de segurança estão sendo seguidos.

5.2.3.4  Cabe aos profissionais executantes das manutenções preencher a Ordem de Serviço (ver
Apêndice) dos itens corretivos efetuados na carreta (semi-reboque).

5.2.3.5  Cabe aos Motoristas solicitar manutenção da carreta (semi-reboque) quando o mesmo apresentar
uma anormalidade.

5.2.3.6  A manutenção dos manifolds e a manutenção dos cilindros são sempre de responsabilidade da
White Martins e devem ser executadas pela Produção de Gases.

5.2.3.7  Nas operações terceirizadas, a execução e o controle da manutenção da parte rodante é de


responsabilidade da Transportadora e deve ser executada pela mesma ou por empresas qualificadas com o
aval da White Martins.

5.3.2.8  A parte estrutural da carreta (semi-reboque) deve ser avaliada somente pelo fabricante ou por
representante por ele indicado.

5.2.4  Registros

5.2.4.1  Os serviços de Manutenção Corretiva devem ser registrados na respectiva Ordem de Serviço (OS)
e arquivada na pasta do veículo por 30 dias.

5.2.4.2  Deve ser guardada na pasta do veículo, cópia da documentação de trânsito do ano em vigência.

5.3  Lavagens

5.3.1  Execução e periodicidade
Todo veículo deve ser lavado pelo menos uma vez por semana.
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5.3.2  Responsabilidades
Cabe ao Gerente de Distribuição/Assistente Administrativo da Distribuição de Gases exigir da Empresa de
Transporte contratada o cumprimento desta tarefa.

5.3.3  Registro
Os serviços de lavagem devem ser registrados e guardados por um mês.

5.4  Cheklist para Inspeção

5.4.1  Execução e periodicidade
Todas as carretas (semi-reboque) devem ser inspecionadas a cada viagem, na saída e no retorno à
unidade.

5.4.2  Responsabilidade
Cabe ao Assistente de Administrado da Distribuição de Gases realizar as inspeções.

5.4.3  Registro
O checklist deve ser registrado em formulário específico (ver Anexo B) e guardados por 12 meses após a
data de realização da inspeção.

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/ANEXO
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ANEXO A - Plano de manutenção preventiva para carreta (semi-reboque)

PERÍODO
DESCRIÇÃO
(mês)
01 Primeiramente, lavar o veículo sem lubrificá-lo 01
02 Verificar trincas, parafusos e rebites soltos no chassis 03
03 Verificar o pino-rei e sua mesa, conforme WM-PR-2905 e WM-PR-2906 06
04 Verificar os pés de apoio – Manfro (funcionamento e vazamento no caso de hidráulico) 01
05 Verificar espigões, jumelos, arqueamento e alinhamento dos feixes de molas 03
06 Reapertar as porcas dos grampos dos feixes de molas 03
07 Examinar embuchamento dos balancins (buchas e pinos) 06
08 Reapertar os parafusos de fixação do pino do balancim 06
09 Verificar o embuchamento e soldas dos braços tensores 03
10 Reapertar porcas dos parafusos dos braços tensores (30 a 35 m.kgf) 06
11 Reapertar parafusos das luvas de regulagem dos braços tensores 06
12 Lubrificar o pino-rei e sua respectiva mesa 01
13 Examinar folga nos rolamentos de roda 06
14 Verificar o alinhamento dos eixos 03
15 Retirar os cubos de rodas, examinar os rolamentos, trocar retentores e graxas, verificar 12
eixo "S" e embuchamento
16 Verificar a espessura e regular se necessário as lonas de freios 03
17 Verificar tubulações e flexíveis de ar do sistema de freios (vazamento, ressecamento e 01
fixação)
18 Verificar mão de amigo (vazamento e fixação) 01
19 Drenar os reservatórios de ar 01
20 Verificar e limpar internamente a válvula relé e as válvulas de descarga rápida 12
21 Apertar o suporte do eixo expansor 03
22 Verificar o eixo expansor 12
23 Substituir as molas de freio (sustentação, retenção, rolete) 12
24 Inspecionar os pinos de ancoragem, roletes e buchas (Patins de freio) 12
25 Examinar a fixação das câmaras de freio e possíveis vazamentos 03
26 Verificar o funcionamento dos freios de serviço e estacionamento 01
27 Verificar ponto de contato do fio terra 01
28 Verificar parte elétrica (luzes de freio, setas, lanternas (à prova de explosão), etc.) 01
29 Verificar adesivos de simbologia e rótulos de risco 01
30 Verificar a pintura e o estado do equipamento 03
31 Verificar estado dos pneus e efetuar rodízio se necessário 03
32 Verificar estado das rodas, dos aros, separadores, castanhas e porcas e pintá-las 03
quando necessário
33 Verificar e repor, se necessário, as tampinhas dos bicos das válvulas dos pneus 01
34 Verificar o estado de fixação do pára-choque 03
35 Verificar a fixação e cargas dos extintores de incêndio 03
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PERÍODO
DESCRIÇÃO
(mês)
36 Verificar os pára-lamas e pára-barros 03
37 Verificar o porta estepe e fixação do estepe 03
38 Verificar o estado das buchas e dos foles da suspensão pneumática 03
39 Verificar o funcionamento da válvula niveladora da suspensão pneumática 01
40 Verificar os amortecedores (estado, vazamento e fixação) 03
41 Lubrificar todo o veículo 01
42 Sistema de travamento de freio da carreta 03

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/ANEXO B
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ANEXO B - Inspeção por viagem de carreta (semi-reboque)

UNP Placa Nome Motorista Inspetor Data inspeção Hora

Pintura, Ferrugem e Bom Regular Ruim Observações:


Amassados
Piso da Carreta
Laterais da Carreta
Traseira da Carreta
Chassi
Travas dos Cilindros
Portas e Dobradiças

Sistemas de Freio Bom Regular Ruim Observações:


Estado Geral do Freio
Mão de Amigo(engate)
Lonas de Freio
Regulagem de Lonas
Flexível/Mangueira de
Ar do freio
Tubulação central de ar
do Freio
Diafragma/Cuíca
Válvula rápida
(descarga do freio)
Válvula relé (comando
do freio)

Sinalização Bom Regular Ruim Observações:


Tomada de engate da
iluminação
Fiação e tubulação
elétrica em geral
Lâmpadas de freio
Lâmpadas de seta
Lâmpadas de lanterna
Lâmpada de Luz de
Placa
Lanternas completas
Lentes das lanternas
Faixas refletivas
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Pé Hidráulico Bom Regular Ruim Observações:


Vazamento do pé
Rosca e porca
Suporte e Cantoneiras
Cano prolongador do pé
Canos de óleo
hidráulico

Segurança Bom Regular Ruim Observações:


Pára-choque traseiro
está zebrado?
Apara-barro de
Borracha
2 Extintores de Incêndio
estão dentro validade?
Porta estepe
Simbologia de risco e
rótulos de Segurança
estão dentro do padrão?
Documentação da
carreta e do motorista,
estão dentro da
validade?
A placa está lacrada
pelo DETRAN?
Envelopes/Fichas
emergência
O veículo está portanto
Kit de emergência?
O motorista está de
posse dos EPI´s?
Existe cópia do relatório
de montagem e
desmontagem de
cilindros (dentro do
envelope Operacional)?
Existe cópia da
Inspeção de
manutenção da
Produção (Dentro do
Envelope Operacional)?
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Pneus Bom Regular Ruim Observações:


1º Eixo direito externo
1º Eixo direito interno
1º Eixo esquerdo externo
1º Eixo esquerdo interno
2º Eixo direito externo
2º Eixo direito interno
2º Eixo esquerdo externo
2º Eixo esquerdo interno
Verificou a pressão dos
pneus?

ASSINATURA DO MOTORISTA

/ANEXO C

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ANEXO C - Cuidados a serem tomados com as suspensões

C-1  GERAL
A manutenção dos veículos de transportes é uma condição segura de trabalho, sendo da responsabilidade
dos motoristas e do pessoal da Oficina, verificar diariamente antes de iniciar a jornada de trabalho, se os
veículos estão em condições seguras de trafegar na rota, efetuando as Inspeções de Saída de Veículos de
acordo com o "Cheklist" apresentado como apêndice a esta Norma.

Orientações e esclarecimentos importantes para a boa utilização de nossas suspensões, tanto do tipo
Convencional quanto do tipo Pneumática, são apresentadas neste anexo.

C-2  SUSPENSÃO CONVENCIONAL
Suspensão estampada do tipo de dois ou três eixos tipo “Tandem”, com balancins que tem a função de
transferidor de cargas entre os eixos.

A suspensão deve ser lavada semanalmente e lubrificada regularmente conforme o período e nos pontos
recomendados a seguir:

Itens da suspensão Lubrificar a cada


1 Rolamento do eixo 40.000 km
2 Suporte do eixo expansor 15 dias/5.000 km
3 Compensador de freio 15 dias/5.000 km
4 Aranha de freio com o eixo expansor 15 dias/5.000 km
5 Articulações dos balancins da suspensão 15 dias/5.000 km
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C-3  SUSPENSÃO PNEUMÁTICA COMBINADA


A característica básica desta suspensão é o conjunto molas de tração (metálicas) e molas pneumáticas
(balão de ar). Cada eixo compõe uma suspensão tornando-as independente uma das outra, porém
interligadas entre si por linhas pneumáticas longitudinais. O princípio de funcionamento tem como base a
manutenção constante da distância entre o chassi e o eixo e permitindo ao mesmo tempo a flexibilidade
dos eixos e consequentemente absorvendo melhor as irregularidades da estrada. O controle da suspensão
é feito através da válvula de nivelamento, localizada e comandada pela suspensão central. A válvula
niveladora controla o nível de trabalho da suspensão, mantendo sempre constante a distância entre o
chassi e o eixo, independentemente da condição de carga e da movimentação do transporte, mesmo
durante as curvas.

C-3.1  Curso da Suspensão
A suspensão tem um curso máximo limitado pelo cabo de aço fixado no chassi e um curso mínimo que é
limitado pelo batente de borracha, montado no interior da mola pneumática (balão de ar). Para que não
ocorra danos no balão de ar, o cabo limitador do curso máximo deve estar sempre em perfeitas condições.
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A manutenção deste sistema é prioritário na segurança operacional do transporte.

C-3.2  Tráfego com a suspensão sem pressão


Quando a mola pneumática (balão de ar) estiver rompida ou o circuito pneumático apresentar vazamentos
consideráveis, ocorrerá a perda de pressão do sistema fazendo com que a suspensão entre em batentes,
permitindo que o implemento abaixe em 100 mm, fazendo desta forma, a suspensão trabalhar apoiada
somente sobre os batentes internos de borracha (fim-de-curso mínimo).
Proceder imediatamente o reparo da avaria, pressurizar o sistema novamente e verificar o nivelamento da
suspensão, que deverá nivelar automaticamente na altura estabelecida na última regulagem.

Atenção
O rompimento de uma mola pneumática (balão de ar) não impede que o transporte trafegue por alguns
quilômetros, nas seguintes condições:
a) se o semi-reboque tiver três eixos, deve-se isolar a suspensão com problema e pressurizar as demais
e trafegar em baixa velocidade e com cuidado. Providenciar de imediato a manutenção do conjunto;
b) se o semi-reboque tiver um ou dois eixos, o conjunto poderá trafegar em batente, em extrema
necessidade, por pouquíssimos quilômetros. Providenciar imediatamente a manutenção da
suspensão.

C-4  FREIOS

Atenção
Os freios a disco, com cubo liso, proporcionam uma menor ventilação nos rodados, com isso o
desempenho, maior ou menor aquecimento dos rodados nesta configuração, dependem exclusivamente da
maneira que o motorista utiliza os freios do conjunto, veículo-trator.

A prática de extrema utilização incorreta do sistema de freio com aquecimento do mesmo comprometerá
seriamente os componentes do rodado, a saber: cubos, tambores, rolamentos, os componentes do freio e
os pneus. Verifique periodicamente estes componentes e faça a manutenção com peças originais do
fabricante.
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C-5  SEGURANÇA
Os itens relacionados a seguir permitem garantir uma dirigibilidade do transporte estável com custo baixo,
melhor desempenho e principalmente segura.

C-5.1  os pneus da suspensão devem ser iguais e sempre corretamente calibrados e com os frisos em bom
estado.

C-5.2  O alinhamento dos eixos deve ser verificado a cada 40.000 km ou sempre que a suspensão sofrer
manutenção.

C-5.3  A manutenção, regulagem e o uso correto dos freios dos transportes são condições necessárias
para garantir uma viagem sem riscos e segura.

C-5.4  Os limites de velocidade dos transportes, definidos pela Empresa e pelos DETRANS e DNER devem
ser rigorosamente obedecidos.
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C-5.5  A verificação e manutenção das suspensões devem ser realizadas periodicamente de acordo com o
Plano existente, visando garantir uma condição segura na operação dos transportes criogênicos.

C-5.6  Os motoristas e o pessoal da Oficina são os responsáveis na verificação das condições do


transporte antes de iniciar a viagem ("Cheklist" de Saída). Devem informar através da abertura das Ordens
de Serviços, quando da chegada das viagens ou antes, e reportar ao seu Superior Hierárquico os
problemas identificados para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

C-5.7  O veículos devem ser liberados para outras viagens somente após os itens relacionados nas Ordens
de Serviços tenham sido solucionados.

_____________

/APÊNDICE
OS Nº
Ordem de Serviço

Unidade Negócio: Nº Placa

Entrada Saída Solicitante Quilometragem


Data Hora data Hora

Operações

Mecânica
Executado / Horas Trabalhadas
Solicitado

Elétrica
Executado / Horas Trabalhadas
Solicitado

Estrutura
Executado / Horas Trabalhadas
Solicitado

Funilaria
Executado / Horas Trabalhadas
Solicitado

Pneus
Executado / Horas Trabalhadas
Solicitado

Outros
Executado / Horas Trabalhadas
Solicitado

Atendimento efetuado Por


Mecânica Elétrica Estrutura Funilaria Pneus Outros Liberado Por