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05/09/2020 LEGIO VICTRIX: Julius Evola - A Religião da Ciência

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domingo, 30 de agosto de 2020 Textos introdutórios


sobre a Quarta Teoria
Julius Evola - A Religião da Ciência Política

por Julius Evola

(1971)

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Julius Evola -
A Religião da
Ciência

Aleksandr
Dugin - Barão
Ungern: O
Deus da
O "cientificismo" é uma espécie de religião da ciência, da ciência moderna, que se supõe fornecer Guerra
um conhecimento autêntico da realidade e resolver também, com suas aplicações técnicas, todos
os problemas humanos e conduzir a um futuro brilhante. Esta paixão fez sua primeira aparição no Esteban
início do século, encontrando mesmo uma expressão coreográfica no balé "Excelsior" no qual as Hernandéz -
conquistas da ciência da época eram exaltadas e se louvava a vitória da Razão e da Ciência, Entrevista com
instrumentos do Progresso, sobre o "obscurantismo", uma vitória que levaria também à Diego Fusaro:
Idiotas de
fraternidade universal.
Esquerda
Combatem um Fascismo
Apesar de tudo o que aconteceu nesse meio tempo e apesar do surgimento de uma crítica Inexistente e Aceitam o
imanente à ciência, tal atitude ainda persiste em certos círculos. Embora Ugo Spirito (outrora Mercado
gentiliano e hoje comunista) enquanto filósofo seja uma nulidade, ele também nos oferece um
exemplo característico de cientificismo duradouro. Segundo Spirito, a ciência toma o lugar da Aleksandr
metafísica e da filosofia, e como existe um consenso universal em relação às verdades da ciência, Dugin -
para além de todas as fronteiras, também na ciência se pode encontrar a base para a unidade dos Introdução à
Noomaquia
povos. É lamentável que com o título "Crepúsculo ou Eclipse dos Valores Tradicionais?" a Editora
(Lição I) -
Rusconi tenha publicado um livro em que a palavra é dada a Spirito, e uma discussão crítica de Noologia: A
Augusto Del Noce também é acrescentada. Afinal, Del Noce se encontra no mesmo nível Disciplina Filosófica das
intelectual que Spirito e parece saber pouco sobre os verdadeiros valores tradicionais. Em nossa Estruturas Intelectuais
opinião, em tais casos, não se deve discutir, deve-se opor o que os franceses chamam de "une fin
de non recevoir": rechaçar e basta. Robert
Steuckers -
Na mesma Editora Rusconi, porém, um livro de Giuseppe Sermonti intitulado "Crepúsculo do Podemos
Definir uma
Cientificismo" também foi publicado mais recentemente. Talvez o título não seja inteiramente
Geopolítica do
adequado, pois é antes de tudo uma "crítica" do cientificismo; um "crepúsculo" dele, como já foi Coronavírus?
mencionado, hoje infelizmente não seria o caso (deve-se notar, entre outras coisas, o valor dado
ao mito da ciência pelo marxismo, pelo comunismo e pelas ideologias "progressistas" em geral). Mark Rok - A
As críticas de Sermonti são válidas e pertinentes, embora nem sempre originais, e também são Utopia dos
levadas a domínios especializados. O livro merece ser lido porque liquida muitos modismos do Ratos
cientificismo, que podem abalar o despreparado.

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05/09/2020 LEGIO VICTRIX: Julius Evola - A Religião da Ciência
Dois aspectos devem ser considerados na tomada de uma posição crítica diante da ciência Eduardo
moderna. A primeira diz respeito ao valor de conhecimento da ciência, a segunda diz respeito às Velasco -
suas aplicações. Estrogenização
, leite, álcool e
Sobre o primeiro aspecto, o valor da ciência tem sido relativizado por algum tempo, não por íons positivos:
estranhos mas por epistemólogos, como um Poincaré, um Boutroux e um Le Roy no início do venenos
século, depois por um Braunschvicg, um Meyerson e muitos outros. Sermonti retomou seus quotidianos
argumentos, deixando dois pontos claros. A ciência moderna (especialmente enquanto ciência da
A Doutrina
natureza) foi construída e desenvolvida com base em uma escolha limitadora (para não dizer Legionária
mutiladora) operada na realidade; na realidade, ela considera apenas o que é mensurável e
traduzível em fórmulas matemáticas. O resto - tudo o que é qualitativo, irrepetível e ligado a
significados - ela considera inexistente, irrelevante, "subjetivo", perturbador. O resultado é a
criação de algo abstrato e até inumano, ao qual não se pode atribuir o valor de um conhecimento
Adriano
em sentido autêntico, concreto e vivo: tanto que a ciência mais recente, completamente
Erriguel - A
algebrizada, se tornou incompreensível fora de um círculo restrito de especialistas. Desconstrução
da Esquerda
Portanto, todo o saber "científico" é desvinculado da experiência humana, não é de forma alguma Pós-Moderna
uma integração dela. O significado último daquilo que eu vejo, de todo processo e fenômeno - luz,
sol, fogo, mar, céu, plantas que florescem, seres que nascem e morrem - não se torna mais Israel Lira -
transparente. Antes, pelo contrário: a cargo do saber científico se deve colocar não somente este Anticapitalism
deslocamento do pensamento em uma esfera abstrata, mas também a "dessacralização" em geral o ou
Antiliberalismo
do mundo, o obscurecimento do que nele pode ter o caráter de um símbolo, de um significado, de
?
reflexo de uma ordem superior. Aqueles que tiveram suas mentes enchidas de noções científicas
"positivas" já na escola, não podem deixar de formar um olhar que vê tudo à nossa volta de uma
forma desanimada e cinzenta e que, portanto, age num sentido destrutivo.

A realidade é que a ciência moderna, em vez de visar o conhecimento do sentido integral e SOCII
tradicional, é informada pela necessidade prática, pelo impulso de dominar o mundo e isto já em Nova Resistência
seus procedimentos. Todo o sistema da ciência - já tínhamos escrito - "é uma rede que se aperta
cada vez mais em torno a um quid que permanece incompreensível, com o único propósito de
poder sujeitá-lo a propósitos práticos". E o cientificismo encontra seu álibi preferido em tudo que
a ciência tornou possível através de suas aplicações técnicas; de fato, hoje a ciência não interessa SAPIENTES
tanto enquanto conhecimento, quanto como instrumento eficiente para aumentar o bem estar, a
riqueza e o poder material. Aleksandr Dugin (107)

Agora, colocando de lado alguns setores, talvez os da medicina e da higiene, aqui, porém, Alain de Benoist (79)
devemos considerar a responsabilidade que a ciência tem tido na construção de uma sociedade
Julius Evola (62)
que acabou tendo o rosto de uma sociedade meramente consumista e tecnológica que desperta
crescentes reações contestatórias. Em seu livro, Sermonti também considera estes aspectos. Arte (47)
Afinal de contas, não há nada que não seja pago. Estes não são os aspectos mais conspícuos, e
com demasiada freqüência destacados, das possíveis catástrofes causadas pelo uso não pacífico Guillaume Faye (29)
da energia termo-nuclear e das múltiplas contaminações que a natureza sofre no ar, na água e no
Ernst Jünger (20)
solo. Devem ser levados em conta também os processos internos, no contexto das contribuições
da ciência e da tecnologia aos desenvolvimentos econômicos que se apossaram do homem. Friedrich Nietzsche (20)
Estamos nos referindo à situação em que os produtos não são criados tanto para as necessidades
naturais do homem quanto tendem a despertar e alimentar desejos nas massas por causa da Alberto Buela (19)
proliferação de produtos no mercado. Daqui deriva um crescente condicionamento do homem
Kerry Bolton (18)
moderno (destacado também por Marcuse), condicionamento, além disso, que pela maioria de
nossos contemporâneos é despreocupadamente aceita, pois para ele abandonar o conforto e a Eduardo Velasco (17)
facilidade é um preço demasiado alto para garantir um maior grau de autonomia.
Claudio Mutti (14)
Quando Sermonti aponta que diante de tais desenvolvimentos não se deve pensar quase em um
destino tecnológico, mas sim lembrar o homem de suas responsabilidades, ele está perfeitamente Entrevistas (14)
certo. E, em nossa opinião, ele não está menos certo em indicar em um novo gosto pela
Robert Steuckers (14)
sobriedade e simplicidade a melhor maneira de retornar a um modo de vida normal. Infelizmente,
dado o clima predominante, não se pode deixar de reconhecer os contornos utópicos desta Dominique Venner (13)
solução razoável. Mesmo recentemente na Itália não ouvimos os políticos repetir sempre de novo
que a única maneira de superar a crise econômica é aumentar a produção (com base em um Leonid Savin (12)
aumento do investimento)? Bem, o aumento da produção não requer a redução, mas o aumento
Yukio Mishima (11)
das necessidades, confirmando o círculo fechado acima mencionado. Mais válida seria a imagem
de Werner Sombart, que comparou a produção e a economia moderna exasperada pela tecnologia José Antonio Primo de
como um "gigante descontrolado" que deveria ser refreado, a todo custo, em nome de valores Rivera (10)
humanos superiores.
Oswald Spengler (10)
Voltando a Sermonti, parece-nos que suas críticas agudas à ciência moderna e ao cientificismo
carecem de uma contrapartida positiva justificatória, o que seria a indicação de um tipo diferente Tomislav Sunic (10)
de conhecimento (como fez a escola tradicionalista, por exemplo um Guénon, um Schuon, um
Aleksandr Solzhenitsyn (8)
Burckhardt). Em segundo lugar, devem ser feitas reservas quando Sermonti acusa um
"despotismo totalitário exercido sobre a natureza e a terra" e espera que "um cuidado especial Eduard Alcántara (8)
seja tomado por ela", para não se tornar "a longo prazo, seus convidados indesejáveis".
Certamente, uma atitude contemplativa contra o brutal domínio técnico e exploratório da Juan Pablo Vitali (8)
natureza corresponde a uma necessidade justa. Entretanto, deve-se sustentar o justo meio,
Robert de Herte (8)
evitando acabar em um naturalismo idílico à la Thoreau, se não também à la Rousseau.
Alex Kurtagic (7)

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