Você está na página 1de 6

CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO

PABLO MARCOS VIEIRA LEITE


RA: 8031033

Trabalho apresentado ao Claretiano -


Centro Universitário para a disciplina de
Língua Brasileira de Sinais como requisito
parcial para aprovação na disciplina.

Profa. Esp. Aparecida Helena Ferreira


Hachimine

BELO HORIZONTE - MG
2020
Demonstrar o que é a deficiência auditiva/surdez e refletir sobre ela. Compreender e
identificar as abordagens educacionais e suas repercussões na escolarização dos surdos.
Compreender e demonstrar a importância da língua de sinais para a educação de surdos.
Descrição da atividade Com base nas leituras anteriores, responda às questões a seguir:

1) Sabemos que a audição é o meio pelo qual o indivíduo entra em contato com o mundo
sonoro e com as estruturas da língua oral, possibilitando, dentre outras coisas, o
desenvolvimento da linguagem (PEDROSO, 2013, p. 55). Sendo assim, a audição
desempenha as funções de:
A audição é a principal porta de entrada para que a linguagem e a fala possam se
desenvolver e onde comunicação nas crianças se desenvolve segundo etapas de ordem
constante, mesmo variando de pessoa para pessoa. Adquirir linguagem é primordial para
criança possa ouvir sons e vozes; daí todo o aparelho auditivo deve estar íntegro. Se a criança
possui tiver alguma deficiência auditiva, o processo da linguagem oral fica comprometido,
prejudicado.
Na maioria das vezes uma criança surda adquire, satisfatoriamente, uma língua. No
entanto, a ausência do domínio de uma língua pode causar um prejuízo em todo o processo de
aprendizagem da criança. Para obter sucesso nesse processo é que se adquire uma
alfabetização e um domínio de uma linguagem, à Língua Brasileira de Sinais (Libras).

a ) Localização e identificação: capacidade de reconhecermos de onde vem um som e qual é a


fonte sonora que o está produzindo.
Sobre a localização da alteração em perdas auditivas condutivas, neurossensoriais e
mistas; e ao grau da perda de audição em leve, moderada, severa e profunda; e ainda ao
período ou época de acometimento do problema em pré-verbal ou pós-verbal, quando a lesão
do sistema auditivo nos dá base para possibilidades de tratamento diante da constatação de
deficiência auditiva: uso de prótese auditiva, a realização do implante coclear pode ter algum
sucesso na melhora auditiva para desenvolver uma melhor linguagem oral mas, a prevenção e
detecção de problemas de surdez no início ainda é a melhor solução

b) Alerta: capacidade de nos atentarmos para todos os estímulos sonoros que nos rodeiam,
como, por exemplo, a buzina de um carro vindo em nossa direção.
A audição é a melhor forma de alerta e de onde se inicia o aprendizado da fala e das
linguagens. Captar as ondas sonoras que são conduzidas pelo conduto auditivo externo nos dá
noção das dimensões, que captada pela membrana timpânica e o sistema ossicular, e todo o
sistema dos ossos martelo, bigorna e estribo, vibrarem. Trás toda sua formação para
justamente termos a noção de espaço e de podermos identificar a direção de onde vem os sons
e como nos proteger e ficar em alerta como um carro ou outros objetos no campo de vibração
sonora.

c) Socialização: capacidade de nos relacionarmos, pois é principalmente pela audição


que entramos em contato com as outras pessoas.
O fato de termos uma linguagem comum, a fala, que na maioria das pessoas é
presente, ao depararmos com pessoas com deficiência auditiva, encontramos certa dificuldade
de comunicação, daí a importância de sabermos pontos básicos da linguagem dos surdos, que
é presente em quase todos os cantos do Brasil, a LIBRA é essencial para tal convivência.

d) Intelectual: grande parte das informações nos é transmitida por meio do código oral.
Ao darmos condições ao aprendizado, com profissionais dedicados e preparados, tal
desenvolvimento se dará de forma concreta. Nos tempos atuais já é verificado tal evolução
pela inclusão de alunos ao acesso a informação devido ao desenvolvimento lingüístico e
inclusivo.

e)Comunicação: a fala é o meio de comunicação mais utilizado pelo homem, e é por meio da
audição que a linguagem e a fala se desenvolvem. Levando em consideração cada uma das
funções da audição citadas anteriormente, apresente um exemplo de ações cotidianas na vida
de um surdo e compare com a vida de um ouvinte.
Ao assistirmos um filme, se faz presente muito às expressões sonoras, tanto no campo
dos efeitos especiais como na atuação dos atores, ou animação. Uma trilha sonora leva a
emoção tanto de suspense, como drama, paixão ação e coisas desse tipo. Incluiu-se o close
caption e em alguns casos os comentários exclusivos para pessoas com perda auditiva, essa
comparação nos dá a compreensão de que termos diálogo com os surdos dá oportunidade de
apreciar a arte, ou quando tem um tradutor de LIBRAS em alguma fala, discussão,
pronunciamento trás essas oportunidades a inclusão e desenvolvimento de todas as respostas
anteriores.
2) Leia atentamente a citação a seguir: "A maior parte dos surdos profundos, por exemplo,
não exibem uma fala socialmente inteligível. Além disso, em geral, manifestam atraso
significativo no desenvolvimento global e dificuldades ligadas a aprendizagem da leitura e da
escrita, apresentando-se muitas vezes, apenas parcialmente alfabetizados após anos de
escolarização" (MANTELATTO, PEDROSO & DIAS, 2000, n.p.).
Reflita sobre a relação que existe entre a situação educacional das crianças surdas reveladas
por Mantelato, Pedroso e Dias (2000), a história da educação dos surdos e as abordagens
educacionais.
A seguir responda se é correto afirmar que a história da educação dos surdos foi marcada pelo
autoritarismo dos ouvintes. Justifique sua resposta relacionando-a com as abordagens
educacionais estudadas nesta unidade.
Quando eu olhava por um contexto turvo e distante, antes de me empenhar na vida
docente, via com bastante interesse por aprender e entender a LIBRAS, mas vejo que tive
pouco acesso, desde minha infância até os tempos de hoje, e só agora com a oportunidade de
estar cursando uma Licenciatura, vejo o quão é um dever como cidadão, eu já tenho um
bacharelado e não tive essa disciplina inclusa, e daí devemos lutar para que a sociedade como
um todo tenha essa abertura para crescermos juntos.
Acredito que por mais de um século oralismo era empregado de forma impositiva, e a
língua de sinais marginalizada e nunca levada de forma didática dentro da comunidade
internacional para emprego de uma língua que fosse oficializada para educação dos surdos.
O oralismo atendia somente o ponto de vista da sociedade ouvinte. Já na década de
1960, em virtude das pesquisas de Stokoe sobre a Língua Americana de Sinais (ASL) foi
novamente empregada. Surgirando a comunicação total e o bilinguismo.
Com o emprego comunicação total foi empregado diferentes sistemas de comunicação e
o bilingüismo, reconhece enfim a língua de sinais como a primeira língua dos surdos e a
língua majoritária como a sua segunda língua, daí pode-se ter uma crescente desenvoltura na
escrita e oral.
As crianças surdas no Brasil obtiveram grande ganho social e na vivência como
cidadãos dando um salto positivo imenso, seja classe comum, sala de recursos ou escola de
surdos oralista. Apesar de ter deixado a desejar nos saltos acadêmicos.
É necessário que haja uma maior mobilização seja da sociedade ou das comunidades
acadêmicas, é preciso que tenha mais empenho e que a LIBRAS tenha maior alcance dentro
de todos os setores para que tenhamos mais inclusão e desenvolvimento dos surdos em todos
os setores.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BEHARES, L. E. Aquisición inicial del leguage por el nino sordo. Problemas metodológicos y aportes
psicolinguísticos. In: Anais do IX Congresso da ALFA, v. 2, 1993.

CAPOVILLA, F. C.; CAPOVILLA, A. G. S. Educação da criança surda: o bilinguismo e o desafio da


descontinuidade entre a língua de sinais e a escrita alfabética. Revista Brasileira de Educação
Especial, Marília: ABPEE/FFC/UNESP, v. 8, n. 2, 2002.

CICCONE, M. Comunicação total. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 1990.

DIAS, T. R.; PEDROSO, C. C. A. Atendimento a alunos com surdez por meio de recursos da informática
na Universidade de Ribeirão Preto. In: Temas sobre desenvolvimento. São Paulo: Menon, v. 9, n. 49,
mar/abr, 2000.

DIAS, T. R. S. et al. Atendimento bilíngue a surdos: apresentando um serviço. In: Anais da II Jornada
de Fonoaudiologia da Universidade de Ribeirão Preto. Ribeirão Preto, Unaerp, v. 1, 2001.

______. Educação de surdo, inclusão e bilinguismo. In: Temas em educação especial: avanços
recentes. São Carlos: EDUFSCar, 2004.

DORZIAT, A. Análise crítica de depoimentos de professores sobre a utilização de sinais em sala de


aula. São Carlos: UFSCar, 1995 (Dissertação de Mestrado).

______. Bilinguismo e surdez: para além de uma visão linguística e metodológica. In: Atualidade da
educação bilíngue para surdos. v. 1. Porto Alegre: Mediação, 1999.

FELIPE, T. A. A estrutura frasal na LSCB. In: Anais do IV Encontro Nacional da ANPOLL, Recife, 1989.

FERREIRA-BRITO, L. Uma abordagem fonológica de sinais da LSCB. Espaço: informativo técnico-


científico do INES, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, 1990.

______. Integração social e educação de surdos. Rio de Janeiro: Babel, 1993.

______. Por uma gramática de línguas de sinais. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1995.52

GOLDFELD, M. A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva sócio-interacionista. São


Paulo: Plexus, 1997.

GHIRALDELLI JR., P. História da educação. São Paulo: Cortez, 2001.

HOFFMEISTER, R. J. Famílias, crianças surdas, o mundo dos surdos e os profissionais da audiologia. In:
Atualidade da educação bilíngue para surdos: interfaces entre pedagogia e linguística. v. 2. Porto
Alegre: Mediação, 1999.

KYLE, J. O ambiente bilíngue: alguns comentários sobre o desenvolvimento do bilinguismo para os


surdos. In: Atualidade da educação bilíngue para surdo. v. 1. Porto Alegre: Mediação, 1999.

LACERDA, C. B. F. O intérprete de língua de sinais no contexto de uma sala de aula de alunos


ouvintes: problematizando a questão. In: Surdez: processos educativos e subjetividade. São Paulo:
Lovise, 2000.
______. A inclusão escolar de alunos surdos: o que dizem alunos, professores e intérpretes sobre
esta experiência. Caderno Cedes, v. 26, n. 69, maio/ago., Campinas, 2006.

______. Um pouco da história das diferentes abordagens na educação dos surdos. Cadernos Cedes: A
nova LDB e as necessidades educativas especiais. Ano XIX, n. 46, set, 1998.

QUADROS, R. M.; KARNOPP, L. B. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre:
Artmed, 2004.

QUADROS, R. M. O ‘BI’ em bilinguismo na educação de surdos. In: Surdez e bilinguismo. Porto Alegre:
Mediação, 2005.

ROCHA, S. Histórico do INES. Espaço: edição comemorativa 140 anos. Belo Horizonte: Líttera, 1997.

SKLIAR, C. Atualidade da educação bilingue para surdos. v. 1. Porto Alegre: Mediação, 1999.

______. Pedagogia (improvável) da diferença: e se o outro não estivesse aí? Rio de Janeiro: DP&A,
2003.

ZANATA, E. M. Práticas pedagógicas inclusivas para alunos surdos numa perspectiva colaborativa.
São Carlos: UFSCar, 2004 (Tese de Doutorado).