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Teste - Unidade 2

O documento aborda a globalização econômica e a regionalização do mundo, incluindo questões sobre mundialização, globalização e características como a transnacionalização da produção. O texto também discute o papel das empresas transnacionais e as características da globalização financeira.

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O documento aborda a globalização econômica e a regionalização do mundo, incluindo questões sobre mundialização, globalização e características como a transnacionalização da produção. O texto também discute o papel das empresas transnacionais e as características da globalização financeira.

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Texto Editores ECONOMIA C 1

30 ECONOMIA C C A D E R N O D E A P O I O AO P R O F ES S O R

Unidade 2 – A Globalização e a Regionalização Económica


do Mundo

I
As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma
está correcta. Assinale-a com um X sobre a letra correspondente.

1. A mundialização económica é um fenómeno caracterizado...


A. ... pela livre circulação de bens e capitais, e pela maior regulação da actividade pelo Estado.
B. ... pela liberalização das trocas e pela mundialização das empresas.
C. ... pela mundialização das empresas.
D. ... pela globalização dos capitais.

2. A Revolução Industrial está associada ao processo de mundialização económica. A afirmação...


A. ... é verdadeira, porque a procura dos mercados internacionais incentivou à inovação e à
modernização da actividade económica.
B. ... é falsa, pois o fenómeno da mundialização é posterior à Revolução Industrial.
C. ... é verdadeira, pois a procura interna estimulou a produção industrial.
D. ... é falsa, pois a Revolução Industrial está ligada às inovações tecnológicas, enquanto a mun-
dialização está ligada às trocas.

3. A globalização pode ser entendida como...


A. ... a mobilidade de capitais e tecnologias.
B. ... a difusão da informação à escala global.
C. … a maior integração das economias.
D. ... o alargamento do fenómeno da mundialização, do domínio económico aos domínios social e
cultural.

4. A transnacionalização da produção significa...


A. ... a localização das empresas em diversas partes do mundo.
B. ... a realização da produção em vários países.
C. ... a parcelização dos processos produtivos e a sua localização em diversas partes do mundo.
D. ... a produção de empresas estrangeiras.
Texto Editores ECONOMIA C 2

5. A desregulação é uma característica da globalização financeira. A afirmação é...


A. ... falsa, pois os mercados financeiros estão muito regulamentados e controlados.
B. ... verdadeira, pois a actividade dos bancos não está sujeita a regulamentação.
C. ... falsa, pois com a integração dos mercados financeiros verifica-se maior controlo da activi-
dade financeira.
D. ... verdadeira, pois a maior concorrência nos mercados financeiros conduziu a um menor cum-
primento das regras e a uma maior exposição ao risco.

6. Pode dizer-se que a globalização tem levado ao crescimento das economias e do bem-estar em
todos os países. A afirmação é...
A. ... verdadeira, pois a pobreza no mundo tem vindo a diminuir.
B. ... verdadeira, pois a liberalização das trocas tem beneficiado todos os países.
C. ... falsa, pois os benefícios da globalização não são igualmente distribuídos por todos os países.
D. ... falsa, pois a globalização tem conduzido ao empobrecimento de muitos países.

II
1. Leia o texto seguinte.

A expansão da economia-mundo europeia, a partir do século XVI, arrasta a formação de uma rede de trocas de
proporções mundiais, na qual se integram, progressivamente, os outros continentes.
Jacques Adda, A Mundialização da Economia, Lisboa, Terramar.

1.1 Explicite o conceito de economia-mundo europeia.

1.2 Explique, em traços largos, como o processo de expansão da economia europeia deu origem
à «formação de uma rede de trocas de proporções mundiais».

2. As empresas transnacionais têm uma estratégia que assenta na decomposição dos processos
produtivos, instalando diversas filiais em vários países, em função das vantagens comparativas
de cada um.

2.1 Caracterize a estratégia de actuação das empresas transnacionais.

2.2 As empresas transnacionais dão origem a produtos globais. Justifique a afirmação.


Texto Editores ECONOMIA C 3

3. As inovações no domínio das comunicações e a desregulação dos mercados de capitais são


característicos da globalização financeira. Nos mercados financeiros não há restrições de
tempo e espaço.

3.1 Relacione inovações das comunicações, desregulação e globalização financeira.

3.2 Explique o significado da afirmação destacada.

3.3 Uma situação de crise é mais difícil de controlar num mercado financeiro global? Justifique
a sua resposta.

III
1. Comente a notícia, à luz do proteccionismo/liberalização do comércio mundial.

Os defensores da globalização estão apreensivos face a um conjunto de medidas denominadas Buy American,
que visam a obrigatoriedade de compra de produtos industriais nacionais por parte das empresas. Esta possibili-
dade levou alguns países exportadores para os EUA a apresentar queixa junto da Organização Mundial do
Comércio.
Público, 05/02/2009.

2. A crise económica, num mundo globalizado, atinge uma dimensão mundial. Justifique a afirma-
ção, com base na notícia e no mapa seguintes.

O enfraquecimento das exportações, como resultado de um clima de recessão cada vez mais global, traduz-se,
para muitas empresas, em resultados desanimadores, originando um aumento significativo das taxas de desem-
prego.

Os maiores despedimentos (final de 2008)

38 600
Financeiro Outros sectores 1480
181 520 122 360
168 060
35 000

Ásia – Pacífico
Europa 36 480
América do Norte
206 660
Fonte: Agência Reuters (adaptado).

303 880

África
Total Mundial
5500
739 240

Público, 02/02/2009.
Texto Editores ECONOMIA C 4

Propostas de resolução

Unidade 2

1. B

2. A

3. D

4. C

5. D

6. C

II

1.1 A Europa tornou-se o centro da economia mundial, dominando o comércio mundial.

1.2 A expansão da economia europeia para outros continentes caracterizou-se pelo desenvolvimento
das trocas comerciais: os europeus recrutavam mão-de-obra escrava em África, para a utilizar nas
plantações de cana-de-açúcar, tabaco e algodão nas colónias americanas; a América, para além destes
produtos, fornecia também prata e ouro à Europa; e a Ásia, nomeadamente a Índia, fornecia seda e
especiarias. Através das trocas, estes territórios integraram-se na economia-mundo europeia.

2.1 As empresas transnacionais localizam segmentos da sua actividade em diversos territórios, de


acordo com as vantagens competitivas que cada um deles oferece. Assim, num país são localizadas as
actividades produtivas, noutro são instaladas as actividades publicitárias e ainda noutro os serviços de
informática, por exemplo.

2.2 Um produto global é o resultado da actividade das empresas transnacionais e do comércio


Texto Editores ECONOMIA C 5

mundial: as várias componentes do produto são realizadas em vários países, o produto produzido em
larga escala é vendido para um conjunto variado de países e é, finalmente, consumido por milhões de
consumidores em todo o mundo.

3.1 O desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação e da Internet veio


facilitar a circulação de capitais pelo mundo, condição essencial à necessidade de financiamento das
actividades globais. A transferência de capitais entre as várias regiões do mundo, muitas vezes em
tempo real, fruto das comunicações electrónicas, conduziu a um menor controlo do funcionamento
dos mercados monetário e financeiro por parte das autoridades.

3.2 Fruto das comunicações electrónicas, o capital movimenta-se em tempo real entre as várias partes
do mundo, com um mínimo de regulação por parte dos Estados nacionais, podendo assim falar-se
num mercado financeiro global.

3.3 Num mercado financeiro global, em que os capitais circulam entre bancos de vários países, em
que os bancos concedem créditos entre si e têm capitais cotados nas bolsas mundiais, quando surgem
problemas graves num banco, como a falta de liquidez, incumprimento dos devedores ou queda do
valor do seu capital, os problemas alastram aos outros bancos que nele têm títulos de crédito ou
participações de capital, naquilo que se designa por «efeito dominó».

II

1. As medidas proteccionistas, como no caso do exemplo dado na notícia, destinam-se a proteger as


empresas nacionais da concorrência externa, o que pode favorecer, a curto prazo, a produção
nacional, embora contrariando os princípios da liberalização do comércio, pois as exportações dos
outros países para o mercado norte-americano poderão ficar seriamente afectadas. Esta situação
poderá originar, da parte dos países visados, uma resposta proteccionista contra os produtos
originários dos EUA. A aplicação de medidas proteccionistas, pela redução dos fluxos do comércio
internacional, poderá, num período de crise económica internacional, agravar ainda mais essa crise.

2. A crise originada numa região/país que mantenha intensas relações de troca com outras
economias, vai produzir efeitos nestas últimas: a menor procura externa originará uma queda das
exportações, a quebrada actividade das empresas, falências e o aumento do número de
desempregados. A figura mostra que a crise financeira iniciada nos EUA se propagou ao sector
produtivo da economia e, fruto da globalização dos mercados financeiros e da mundialização das
trocas, a outros continentes, originando problemas, não só no sector financeiro, mas também em
empresas produtoras de bens. Estas, devido à quebra da procura externa e interna, tiveram de reduzir
o número de empregados através de despedimentos em número significativo.

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